Entrevista com Harry Kane: perda da chuteira de ouro, expectativa pelo estádio novo e frustração por mais um ano sem título

Renato Senise
Renato Senise


É inacreditável, mas Harry Kane termina a temporada meio por baixo, questionado. O argumento de quem critica é o de que, depois de se recuperar de uma lesão no tornozelo direito, ele não conseguiu voltar à antiga forma. Argumento justo? Olhemos os números. Desde o retorno aos gramados, Kane disputou nove partidas (sendo que em uma delas, a primeira, entrou só aos 29 minutos do segundo tempo) e marcou seis gols. SEIS gols em NOVE jogos. Dá pra criticar?

Indo ainda mais adiante: Kane terminou a Premier League com 30 gols. Melhor marca da carreira, superando as duas temporadas anteriores (25 gols em 2015/16 e 29 gols em 2016/17). Só não foi o artilheiro do campeonato pela terceira vez seguida, porque no meio do caminho apareceu um inacreditável Mohamed Salah. Kane superou também o número de gols que marcou em uma única temporada: 41 nessa, contra 35 na anterior. 

A verdade é que Harry Kane acaba recebendo as críticas “por tabela”. Estrela do time, inevitável que não seja responsabilizado por mais uma temporada sem títulos. Pior: nos dois jogos decisivos, não fez nenhum gol. Contra a Juventus em Wembley, derrota por 2 a 1 que eliminou os Spurs da Champions League. Mesmo da placar da semifinal da Copa da Inglaterra, que valeu eliminação para o Manchester United e o fim do sonho de título na temporada.

No vídeo acima, Kane fala sobre tudo isso. Diz que, nos últimos três anos, o Tottenham evoluiu de uma maneira que ninguém imaginava. Afirma que já se sente um jogador mais completo, experiente, forte fisicamente e melhor na hora de passar e fazer gols. No momento mais descontraído da entrevista, tira sarro dele mesmo ao dizer que quer marcar o primeiro gol no novo estádio, mas pra isso precisa superar o tabu de agosto, mês em que nunca fez um golzinho sequer em toda carreira. 

Durante a temporada, Harry Kane foi alvo de muitas especulações. O Real Madrid seria o maior interessado em contar com seu futebol. Os rumores perderam força depois da eliminação nas oitavas da Champions, seguida pela lesão no tornozelo. Portanto, ao que tudo indica, o Tottenham irá contar mais uma temporada com seu artilheiro. Garantia de muitos gols do camisa 10. Mas a pressão para que a seca de títulos acabe será ainda maior...

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Entrevista com Alan Shearer: ’As pessoas vão lembrar dessa temporada por causa do Mo Salah. Ele fez gol de todo jeito.’

Renato Senise

Alan Shearer é o maior artilheiro da história da Premier League. Fez 260 gols, seguido de longe por Wayne Rooney, que tem 208. Tinha também o recorde de maior número de gols em uma única edição de Premier League com 38 rodadas: 31 gols em 1995/1996. Sua marca foi igualada depois por Cristiano Ronaldo (2007/2008) e Luis Suárez (2013/20114). Um número que parecia difícil de bater. Até aparecer Mohamed Salah.

O “Rei do Egito” balançou as redes impressionantes 32 vezes. Disputou 36 partidas, o que o deixou um uma média de 0,88 gols por jogo. Por isso, merece todos os elogios. Na entrevista acima, Shearer diz que ninguém minimamente sensato podia sequer imaginar que Salah faria tudo isso em sua temporada de estreia no Liverpool. Fala que ele fez gols de todos os jeitos, e que a experiência e a confiança que recebeu do técnico Jurgen Klopp foram decisivas para apagar a má impressão que tinha deixado nos tempos de Chelsea. 

Na temporada, Salah tem 44 gols em 51 partidas. Foi eleito o melhor jogador da Premier League. Ao lado de Firmino, é o artilheiro do Liverpool na Champions League com 10 gols. Por isso, é a grande esperança dos Reds na final da competição, daqui dois dias, contra o poderoso Real Madrid.

Shearer fala também que, para ser um dos melhores do mundo, Salah precisa repetir o desempenho que teve nessa temporada por mais anos. Diz que será difícil, porque agora todos o conhecem bem e sabem o que esperar dele. O maior artilheiro da história da Premier League falando da maior sensação do torneio nos últimos anos. Vale a pena ver. 

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Elenco mais barato da Premier League, torcida mais feliz. O milagre do Huddersfield: ‘Não temos habilidade, mas temos coração’

Renato Senise
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Longe dos holofotes, do glamour da liga mais rica e adorada do mundo, um pequeno time do norte da Inglaterra vai construindo uma história daquelas que fazem o futebol valer a pena. O Huddersfield garantiu a permanência na elite do campeonato inglês com um empate heróico contra o Chelsea, em pleno Stamford Bridge, na penúltima rodada. Torcedores, comissão técnica e jogadores vibraram como se tivessem ganho o título. E, para o Huddersfield, foi um título mesmo.

O time do condado de Yorkshire não disputava a primeira divisão desde a temporada 1971-72. Subiu o ano passado depois de terminar a Championship na sexta posição, mas muita garra, vontade e organização, conseguiu passar pelo Playoffs. No vídeo acima, vemos um torcedor falar que “estávamos muito felizes em passar uma temporada completa na Premier League. Não esperávamos que teríamos um segundo ano na elite, você não imagina como estamos orgulhosos!” Esse é o sentimento de todos do clube. A décima sexta colocação na Premier League era um sonho no início da competição. Sonho realizado.

A reportagem acima mostra todo esse clima, essa felicidade. Ouvimos o Presidente do clube, Dean Hoyle, que com muita serenidade falou sobre a “plataforma” da diretoria, que faz jogadores comuns desempenharem um futebol melhor que muitas estrelas com salários milionários. Falamos com o técnico David Wagner, escolhido pela torcida, e com razão, como o grande herói das campanhas nas duas últimas temporada. Wagner diz que nem ele imaginou, dois anos e meio atrás quando chegou no clube, que tudo isso poderia acontecer. 

A “surpresa boa” pela campanha se justifica. O Huddersfiled tem o elenco com o menor valor de mercado da Premier League, avaliado em 89 milhões de libras. Para se ter uma ideia, o Manchester City, campeão da liga, tem um time que vale 856 milhões de libras. Quase 10 vezes mais. E o Bournemouth, penúltimo colocado no quesito, tem um elenco de 122 milhões de libras, mais de 30 milhões de diferença para o Huddersfield. 

Vejam o vídeo acima. Mostra um outro lado da Premier League, talvez até mais apaixonante que aquele dos grandes craques e clubes milionários. Que esses torcedores do Huddersfiled possam aproveitar e serem felizes por mais uma temporada. O futebol agradece.

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A despedida de Wenger: Lendas do clube, torcedores e o treinador contam a história dos últimos 22 anos do Arsenal

Renato Senise


Foram 22 anos de Arsène Wenger no Arsenal. O técnico francês, que chegou desconhecido no longínquo ano de 1996, conquistou 17 títulos: 3 Premier Leagues, 7 Copas da Inglaterra e 7 Supercopas da Inglaterra.

A passagem de Wenger pelo Arsenal pode ser dividida em duas partes: a primeira, durou 10 anos. Foram os tempos de Highbury. Três títulos da Premier League, acabando com a hegemonia do Manchester United de Alex Ferguson. Como vemos Roy Parlour falar no vídeo acima, Wenger mudou TUDO no clube. Desde os métodos de treinamento, passando pela concentração antes do jogo, até as refeições. Revolução também dentro de campo. Time cada vez mais rápido, envolvente. jogando bonito. A equipe que já tinha Dennis Bergkamp, foi ganhando cada vez mais craques. Thierry Henry, que viria a se tornar o maior artilheiro da história do clube. Robert Pirès e Ljungberg, que no vídeo acima falam como Wenger mudou a carreira deles no futebol. Patrick Vieira, Wiltord, Overmars… os Gunners viraram um dos times mais poderosos na Europa. Mas por falar em Europa… faltou um título desse para Wenger. Nem Liga Europa, nem Champions League. Chegou perto de levantar a “orelhuda” em 2006, mas perdeu a final para o Barcelona. De consolação, a marca incrível de ter disputado a competição por 19 anos seguidos. 

O Arsenal de Wenger conquistou o maior feito da história da Premier League na temporada 2003/04: campeões invictos, com 26 vitórias e 12 empates. Muitos times tentaram fazer o mesmo depois disso. Até o Manchester City da atual temporada pensou que seria possível. Mas quanto mais o tempo passa, mais as pessoas se perguntam: como eles conseguiram passar 38 rodadas na Liga mais difícil e disputada do mundo, sem perder um joguinho sequer? 

Mas, dez anos depois da chegada de Wenger, era hora de mudar. Não de treinador, claro. Após 93 anos usando o lendário Highbury, era preciso ter uma casa maior, mais atual. Inaugurado em 2006, com capacidade para 59 mil pessoas, o Emirates Stadium é motivo de orgulho para todos os torcedores (como mostramos no vídeo). Só que a conta foi alta. Os 430 milhões de libras gastos para a construção foram sendo pagos aos poucos, ano após ano.

O Arsenal passou a não ter poder econômico para lutar de igual pra igual com os demais gigantes da Europa e até mesmo da Inglaterra. Os ídolos foram saindo. Van Persie, Fabregas, Sánchez. Os títulos também foram sumindo. Na “era Emirates Stadium”, nenhuma conquista da Premier League. 

Foi assim que o idolatrado Arsène Wenger passou a ser contestado. Como um torcedor diz no vídeo, nos últimos anos, era metade do estádio “Wenger out”, outra metade “Wenger in”. 

E assim o treinador chegou ao último jogo no Emirates Stadium neste último domingo. Ovacionado, inclusive pelos críticos. Todos sabem que é impossível encontrar um treinador mais dedicado, respeitoso, apaixonado por um clube. Wenger fez tudo o que podia pelo Arsenal. Teve seus erros, é claro, mas sempre pensando no melhor para a entidade. 

Tive o privilegio de fazer três perguntas para ele na saída do gramado, logo depois de receber as homenagens finais. A entrevista está no vídeo acima também. Ainda emocionado, Wenger falou que ninguém pode falar que ele não teve total comprometimento com o clube. Disse que não cabe à ele julgar a qualidade do seu trabalho, e que a única coisa que pode sentir é gratidão por ter ficado 22 anos em um clube tão grande quanto o Arsenal.

Minutos depois, Wenger era aplaudido pelos jornalistas na coletiva de imprensa. Recebeu até um discurso de despedida. Quantas vezes já vimos isso acontecer?

Arsène Wenger deixará saudade. Em quase dois anos trabalhando na Inglaterra, posso dizer que é uma das figuras mais íntegras que já conheci. Torcemos todos para que ele seja feliz em um novo clube, novo país, nova vida. A passagem por Londres acabou, mas ele nunca será esquecido por aqui.

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Um novo jogador? Ingleses falam em ‘milagre de Guardiola’, mas Sterling não condiciona a grande fase ao treinador

Renato Senise
Renato Senise


Quem vê o vídeo acima, pode pensar que Raheem Sterling é ingrato. Por que ele nega que Pep Guardiola é o grande responsável pela evolução no seu jogo? Por que, ao invés de agradecer o treinador, diz que “todo técnico faz coisas desse tipo com os jogadores”?

Não é questão de ingratidão. Sterling continua sendo um dos jogadores mais criticados pelos ingleses. Segue sendo alvo de chacota a cada gol perdido, a cada chute errado, a cada decisão equivocada. Mesmo entre os que reconhecem que ele faz uma grande temporada, a frase “Pep faz milagre, até o Sterling virou um bom jogador” é a mais dita. Então, a cada entrevista, uma tentativa de auto-afirmação. A cada resposta, a intenção de mostrar pra todo mundo que ele confia no próprio futebol, independentemente do treinador que o comanda. Admitir que é um “novo jogador” seria concordar com todas as críticas que vem recebendo desde que se tornou profissional, em 2012. É pedir muito para um jovem de 23 anos.

Mas, no futuro, com o distanciamento tão necessário para fazer uma avaliação exata sobre determinado período, todos, inclusive Sterling, vão chegar à conclusão que Guardiola fez sim o atacante evoluir MUITO. No vídeo, vemos Jonathan Smith, setorista do Manchester City da ESPN inglesa, falando que o jogador melhorou em todos os aspectos, desde as tomadas de decisões às finalizações. Aliás, finalização sempre foi o ponto mais criticado no jogo de Sterling. Na entrevista, ele admite treinar todo dia para tentar evoluir nesse quesito, e pretende seguir melhorando. Os números mostram essa evolução: 23 gols em 44 jogos pelo Manchester City nessa temporada, média de 0,52 por partida. Para se ter uma ideia, a melhor marcar de Sterling por um clube era de 11 gols em uma temporada. Menos da metade. Sterling tem ainda 17 assistências. Ou seja, participou diretamente de 40 gols. E o City ainda tem três jogos pela frente. 

No vídeo, Jonathan Smith faz ainda uma análise da seleção inglesa. Diz que Sterling sofreu até uma campanha pra que ele “voltasse pra casa” durante a Euro 2016, tamanho o descontentamento dos fãs com seu futebol. Afirma ainda que o atacante costuma ser convocado mais frequentemente para os jogos fora de casa, para não ser vaiado pelos ingleses. Mas Smith diz acreditar que os torcedores vão perceber que Sterling é talentoso e um dos jogadores mais importantes da Inglaterra, e a perseguição irá acabar. 

Um jogador importante, do time campeão da Premier League. Time que tem tudo para ter a melhor campanha da história da competição, com o maior número de pontos, de gols e de vitórias. Negar a qualidade de Sterling é não ver a evolução do seu futebol. Como disse Jonathan Smith, um dia os ingleses irão reconhecer o seu valor de Sterling. E, um dia também, Sterling irá reconhecer como Pep Guardiola mudou seu jogo, e sua vida.

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Uma rara entrevista de Alexis Sánchez: ‘Vim para o United porque tem história’ e ‘mandei mensagem parabenizando Wenger’

Renato Senise
Renato Senise, do ESPN.com.br




Em duas temporadas cobrindo a Premier League, Champions League e tudo que envolve futebol na Inglaterra, eu nunca havia ouvido a voz de Alexis Sánchez. Ele é daqueles jogadores que NUNCA param pra falar na zona mista. No Old Trafford, sequer passa por lá. O mesmo acontecia nos tempos de Emirates Stadium.

Em Wembley é mais difícil os jogadores conseguirem fugir do “corredor” de jornalistas. Mesmo assim, ele sempre passou… e nunca falou.

Nesse sábado, houve uma união de forças nunca antes vista na Inglaterra. Nossa equipe brasileira se juntou com a equipe colombiana, a argentina, com quatro ou cinco equipes espanholas e com um sofrido repórter chileno que está lá todo jogo para falar com Alexis Sánchez, mas nunca consegue. Os jornalistas ingleses estavam de saída, porque o jogo havia acabado há mais de uma hora e todos os jogadores já tinham saído. Menos Alexis Sánchez. 

Quando ele “apontou na reta”, o repórter colombiano disse: “Alexis, una palabrita?”. O jogador chileno sorriu e fez sinal de que estava de saída, com pressa. No segundo seguinte, TODOS da “equipe” composta por cerca de 30 pessoas, entre repórteres, câmeras e produtores, esbravejaram. Uns gritaram, outros pediram “pelo amor de Deus”, alguns disseram “estamos aqui só por causa sua”. E o impossível aconteceu. Alexis se comoveu, abriu um sorriso e veio em direção aos jornalistas.

A entrevista rara está no vídeo acima. O atacante chileno fala como está a adaptação no Manchester United. Diz que o clube tem muita história no futebol mundial, por isso resolveu se transferir pra lá em janeiro. Fala que é preciso ter calma porque não é fácil chegar em um gigante como o United no meio da temporada e sair fazendo um gol atrás do outro. 

Alexis Sánchez em ação pelo Manchester United
Alexis Sánchez em ação pelo Manchester United Getty

Já no final da entrevista, um repórter faz a pergunta que todos queriam fazer. Arsène Wenger havia, no dia anterior, anunciado que vai deixar o Arsenal depois de 22 anos. Alexis foi um dos únicos jogadores que trabalham, ou trabalharam com o treinador, que não se manifestou nas redes sociais. Mas ele diz que mandou mensagem em particular para Wenger. Parabenizou o técnico por tudo o que ele fez pelo Arsenal e pelo futebol. Completou afirmando que o treinador francês foi um exemplo de respeito e profissionalismo. Chamou-o de lenda do futebol.

Sobre Jose Mourinho, Sánchez diz que é bom trabalhar com um treinador que exige muito dos jogadores e que esbraveja quando o time perde ou joga mal (será que Wenger não fazia isso?). Completou falando que na temporada que vem vai “vir com tudo”, já adaptado ao novo clube e pronto para brilhar.

Alexis Sánchez vinha sendo discreto no Manchester United. Mas, nesse sábado, jogou muito. Correu, brigou, passou, sofreu falta, catimbou, marcou, chutou e fez gol. O de empate, quando o time era dominado pelo rival. O Manchester United virou pra cima do Tottenham, ganhou por 2 a 1 e se classificou para a final da FA Cup. Os números do atacante de 29 anos ainda não são nenhum primor: 3 gols e 5 assistências em 14 partidas pelos Red Devils. Só que, em Wembley, Sánchez provou que está vivo e ainda pode dar muitas alegrias. Para os torcedores do United… e para os jornalistas.

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Entrevista com David Silva: a quase tragédia, os boatos maldosos e a eterna gratidão a Pep Guardiola

Renato Senise

Ele nunca foi o protagonista. Está há oito temporadas no Manchester City sem nem uma vez sequer ter sido a principal estrela. David Silva sabe disso. No vídeo acima, diz que o que sempre busca é a regularidade: jogar bem toda vez que entra em campo. Mesmo sem aparecer muito, ajudar o time com passes, assistências, gols.

Os números provam que, regularidade, ele sempre teve. Em cada uma das oito temporadas pelo clube, disputou no mínimo 40 partidas. Ao todo, já entrou em campo 344 vezes com a camisa do City, com 60 gols e a assustadora marca de 96 assistências.

Fora das quatro, David Silva é sem dúvida o jogador mais discreto da Premier League. Em duas temporadas trabalhando na Inglaterra, nunca ouvi uma palavra sequer dele nas zonas mistas. Passa direto, sempre olhando pra baixo. E não porque é arrogante, “mascarado”. Longe disso. É tímido. Nem os jornalistas espanhóis que cobrem a Premier League tentam mais falar com ele. David Silva é assim. Ele só quer jogar.

Na entrevista acima, o jogador de 32 anos fala do problema pessoal que quase acabou com sua temporada. Mais: explica que só revelou o que estava acontecendo porque começaram a inventar histórias absurdas para justificar seu repentino sumiço do clube. Pra completar, diz que será eternamente grato ao treinador Pep Guardiola, por entender a situação difícil e dar todo o apoio que ele precisava.

Superando o que ele descreve como o momento mais complicado de sua vida, David Silva conseguiu fazer uma grande temporada. Foi escolhido entre os seis melhores da Premier League, com oito gols e 11 assistências nas 27 partidas que disputou até o momento no campeonato inglês. Sempre discreto, na entrevista ele revela quem, na sua opinião, merece ganhar o prémio. Não é ele, claro. David Silva não está acostumado a ser a grande estrela. E nem quer ser.

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Entrevista com Van Dijk: Sem o zagueiro mais caro da história, o Liverpool poderia sonhar com a Champions?

Renato Senise

O Liverpool pagou 75 milhões de euros para tirar Virgil Van Dijk do Southampton. O holandês de 26 anos chegou em Anfield carregando o peso de ser o zagueiro mais caro da história do futebol mundial. E, claro, se valia tanto dinheiro, precisava acabar com a insegurança e as seguidas falhas que atormentavam a defesa dos Reds.

Pressão? Que nada. Na entrevista acima, Van Dijk diz que tudo estava bem claro desde o começo. Não importavam as quantias, os valores. Ele foi para o Liverpool para jogar futebol e melhorar o time (palavras que ouviu do técnico Jurgen Klopp). Simples assim. E como melhorou…

Com Van Dijk, a defesa do Liverpool passou a ser confiável. Os números provam. Sem ele em campo, são 39 gols levados em 33 jogos, média de 1,18. Com o camisa 4 jogando, os Reds sofreram apenas 12 gols em 14 partidas, média de 0,86. Menos de um gol por jogo, quem diria!

A prova de fogo foi o confronto contra o temido ataque do Manchester City nas quartas de final da Champions League. Van Dijk e seus companheiros passaram com louvor. Apenas um gol sofrido. Liverpool na semifinal depois de 9 anos de espera. 

A janela de inverno trouxe sentimentos diferentes, conflitantes para os torcedores em Anfield. Van Dijk, a esperança de uma defesa arrumada, chegou, mas Philippe Coutinho, o mágico, saiu. Nós conversamos com muitos fãs na época e eles estavam realmente divididos, sem saber se riam ou choravam. A maioria pensava algo do tipo: “Com Van Dijk e Coutinho, nós podíamos sonhar alto. Nossa defesa vai ser arrumar, mas agora que perdemos nosso maestro, o problema será o ataque?” Nada disso. Salah, Firmino e Mane fizeram a ausência de Coutinho ser pouco (ou nada) sentida. O time encorpou, ganhou casca, e agora pode sim sonhar alto. A vaga na Champions League da próxima temporada, via Premier League, já está quase garantida. E chegar à decisão da atual edição da Copa dos Campeões, uma esperança tão remota meses atrás, se torna cada vez mais real. 

Assim, a cada dia que passa, a discussão em torno do valor pago para contratar Van Dijk fica cada vez mais sem sentido. No vídeo acima, vemos torcedores falando que ele vale muito mais que 75 milhões de euros. Ouvimos muitos dizendo que ele será o próximo capitão do Liverpool, porque além de craque como zagueiro, é um líder nato. Na entrevista, Van Dijk também explica como se tornou um comandante dentro de campo e porque escolheu a camisa número 4 do Liverpool, influenciado por Sami Hyypia. 

O adversário na semifinal da Champions League será a Roma. Se o Liverpool passar, e o título vier em Kiev, Salah, com todos os méritos, será considerado o grande herói dessa campanha. Jurgen Klopp será apontado como o maior responsável pelo “renascimento do gigante”. Firmino, “o faz tudo”, claro, será idolatro. Mas todos lembrarão também que, se o Van Dijk não tivesse chegado no meio da temporada, provavelmente nada disso teria acontecido.

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Abramovich com os dias contados no Chelsea?

Renato Senise
Abramovich pode ser obrigado a tirar o sorriso da cara e sair da Inglaterra.
Abramovich pode ser obrigado a tirar o sorriso da cara e sair da Inglaterra. Clive Mason/Getty Images

O envenenamento do ex-espião duplo Serguei Skripal abalou a relação entre o Reino Unido e a Rússia. Skripal e sua filha de 33 anos estão em estado crítico há mais de duas semanas, depois de serem expostos a uma substância neurotóxica na cidade inglesa de Salisbury. Condenado há 13 anos de prisão na Rússia por “alta traição”, ele fazia parte de uma grande lista de inimigos de Vladimir Putin. E tem sido cada vez mais comum integrantes dessa lista aparecerem, misteriosamente, mortos.

A primeira-ministra britânica Theresa May culpou a Rússia pelo ataque e decidiu expulsar 23 diplomatas do país. Eles saíram da Inglaterra nessa terça-feira, em um avião russo e após receberem uma calorosa despedida do embaixador Alexander Yakovenko. A Rússia do recém reeleito presidente Vladimir Putin já expulsou 23 diplomatas britânicos como retaliação. 

A pressão é grande, e os oligarcas russos que não param de chegar na Inglaterra passaram  a ser o principal alvo. Deputados conservadores e trabalhistas querem que medidas sejam tomadas para dificultar a entrada dos bilionários aliados de Putin. Mais: exigem que aqueles que já vivem no país sejam obrigados a mostrar de onde veio o dinheiro. Alexei Navalny, opositor de Putin que foi impedido de disputar a eleição presidencial russa, apontou o dedo diretamente para Roman Abramovich. Ele afirmou que “a melhor medida que o governo britânico poderia tomar seria evitar a entrada de dinheiro vindo da corrupção russa no país,  e o primeiro homem a ser investigado precisa ser o mais famoso, Roman Abramovich”. Theresa May declarou que “o governo e os oficiais de segurança estão discutindo novas ações e elas podem ser tomadas a qualquer hora”.

Roman Abramovich ocupa a décima posição em uma lista feita pela revista Forbes dos 200 homens de negócio mais ricos da Rússia. Aparece com uma fortuna avaliada em 11,2 bilhões de dólares. É difícil imaginar como seria o futuro do Chelsea se ele fosse obrigado a sair do Reino Unido e deixar a presidência do clube. O empresário de 51 anos comprou os Blues em 2003 por 100 milhões de libras. Desde então, gastou a impressionante quantia de um bilhão e cem milhões de libras em contratações. Quando chegou, o Chelsea não ganhava o Campeonato Inglês há 48 anos. Desde então, são cinco títulos da Premier League, quatro da Copa da Inglaterra, três da Copa da Liga Inglesa, três da Supercopa da Inglaterra, um da Liga Europa e um da Champions League, conquista mais importante da história do clube.

Abramovich tem todos os motivos pra se sentir ameaçado. É, sem dúvida, o oligarca russo mais famoso na Inglaterra, apesar de nunca falar com a imprensa. Anda com uma equipe de cerca de 40 seguranças e sempre teve excelente relação com todos os poderosos políticos russos pós União Soviética. Os mistérios envolvendo seu enriquecimento nunca foram desvendados. Ganhou importância e dinheiro no governo de Boris Yeltsin, que durou de 1991 a 1999. Chegou a morar dentro do Kremlin, a convite da família Yeltsin. Nesse período, abriu mais de 15 empresas, em diversos setores. Foi amigo, aliado e sócio de Boris Berezovsky, o homem forte da MSI. Fizeram fortuna juntos, mas entraram em litígio e Berezovsky processou o antigo amigo em 2011. O magnata perdeu a causa e foi encontrado morto em seu apartamento em Londres, dois anos depois. Estava exilado, porque era inimigo de Putin. O motivo da morte? Ainda desconhecido. 

Ex-aliado, Berezovsky processou Abramovich e teve morte misteriosa 2 anos depois
Ex-aliado, Berezovsky processou Abramovich e teve morte misteriosa 2 anos depois Getty

Abramovich chegou a ser acusado de transações ilegais na Rússia. Mas, graças aos seus aliados políticos, ganhou imunidade. Chegou a admitir em 2008 que pagou bilhões em propinas para políticos em negociações nos ramos de petróleo e alumínio. Na “guerra do alumínio”, aliás, saiu vitorioso em uma disputa que teve mais de 100 mortes de integrantes de vários grupos e interesses diferentes. 

A relação de Abramovich com Vladimir Putin não poderia ser melhor: ele foi o primeiro a indicá-lo como sucessor ao então primeiro-ministro Boris Yeltsin. Foi o responsável por entrevistar todos os escolhidos por Putin para formar seu primeiro ministério. Aliás, Abramovich também se transformou em politico: foi governador de Chukotka de 2000 a 2008.

Putin, recém reeleito, tem relação de pai e filho com Abramovich
Putin, recém reeleito, tem relação de pai e filho com Abramovich Getty

Fortuna misteriosa, mortes inexplicadas, propinas, alianças com políticos poderosos. Abramovich é o alvo número um dos deputados ingleses, mas não é o único oligarca russo envolvido no futebol da terra da Rainha. Alister Usmanov possui 30,04% das ações do Arsenal. Ocupa a sétima posição na lista da Forbes, com fortuna avaliada em 16 bilhões de dólares. Mas, nesse caso, o impacto seria menor, porque Usmanov não tem cadeira na direção do clube e não participa das decisões mais importantes, como contratações de jogadores e treinadores. Essa tarefa fica sob responsabilidade do americano Stan Kroenke, detentor de 67,05% das ações. Ele, inclusive, já tentou comprar a fatia de Usmanov, mas o oligarca russo não aceitou. Usmanov respondeu fazendo uma oferta pelas ações do bilionário da terra do Tio Sam, que disse nem considerar essa possibilidade.

Usmanov, que detém 30,04% do Arsenal, é outro oligarca aliado de Putin com futuro ameaçado na Inglaterra
Usmanov, que detém 30,04% do Arsenal, é outro oligarca aliado de Putin com futuro ameaçado na Inglaterra Getty

Guerra fria instalada no Arsenal. Guerra política e diplomática entre May e Putin. E o futuro dos até então intocáveis bilionários russos no Reino Unido nunca esteve tão ameaçado.

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Entrevista com Salah parte 2: O Rei do Egito tenta mudar a realidade de seu país

Renato Senise

Mais uma vez, o vídeo vale muito mais do que qualquer coisa que eu possa escrever nesse post. Depois da primeira parte da entrevista, focada mais na carreira de Salah, na evolução como jogador e em suas inspirações dentro do futebol, é hora de mostrar o lado mais humano do ídolo egípcio. A sua relação com o país e com o seu povo. 

Desde que chegou no Liverpool, a lista de atos de caridade realizados por Salah cresce dia após dia. Construiu um campo de futebol na escola em que estudou na infância. Doou mais de dois milhões de reais para um hospital de crianças com câncer comprar equipamentos e medicamentos. Ajudou a construir uma escola. Deu quase 1 milhão de reais para o Banco Centrar do Egito, para combater a alta desvalorização da moeda local. Durante a partida em que marcou o gol que colocou o Egito na Copa do Mundo da Rússia, sua família foi roubada. Ao invés de denunciar o ladrão, Salah deu dinheiro para ele e o ajudou a encontrar um emprego. 

O atacante do Liverpool vai todo ano para o seu país natal. Além de rever amigos e familiares, aproveita para ajudar os pobres. Dá presentes para crianças, dinheiro para jovens se casarem, compra remédios para doentes. 

E Salah não faz questão nenhuma de divulgar essas ações. Você não irá vê-lo postar fotos em redes sociais, ou participar de enormes e luxuosos eventos. Aos poucos, a imprensa vai descobrindo e divulgando, mas sem nenhuma contribuição do jogador. Aliás, televisões e jornais ingleses têm tentado falar com os pais e familiares de Salah que ainda vivem em Nagrig, o vilarejo onde nasceu. Mas eles, com o apoio de Salah, não querem dar entrevistas. São tão discretos quanto o filho.

No vídeo acima, Salah conta também que passava nove horas por dia no caminho entre Narig e Cairo, a capital. Tudo isso para jogar futebol e perseguir o sonho de ser um profissional. Conseguiu. Agora sonha, como ele mesmo diz na entrevista, em fazer mais egípcios seguirem seus passos. Conversamos também com duas egípcias que foram para a Inglaterra só pra ver um jogo de seu ídolo. Elas contam como Salah é adorado no país, pelo que faz dentro e fora de campo. Aos 25 anos, o “Rei do Egito” ainda vai dar muita alegria para os seus compatriotas. 

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Entrevista com Salah parte 2: O Rei do Egito tenta mudar a realidade de seu país

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Entrevista com Salah: ‘Não tive chance no Chelsea, amava o Ronaldo brasileiro e meu sonho sempre foi o Liverpool’

Renato Senise


Nesse post, vale muito mais o vídeo do que o texto. Por isso, não vou me estender. Na entrevista acima, Salah analisa muito fria e sinceramente sua evolução dentro do futebol. Diz que hoje joga de maneira completamente diferente do que quando chegou no Chelsea, em 2013. Aliás, fala também que não teve chance de mostrar sua qualidade no clube londrino, e que seu sucesso atual tem grande contribuição do técnico Jurgen Klopp.

Os números apresentados no vídeo comprovam isso. Evolução constante nas últimas cinco temporadas, até chegar ao nível absurdo de atuação que vem tendo no Liverpool. Apresentações que rapidamente silenciaram as críticas em relação à sua contratação por 42 milhões de libras. Hoje, ninguém fala mais nisso. Salah já é adorado pela torcida do Liverpool, que canta sem parar uma das músicas mais legais que um jogador já ganhou no futebol inglês (música também presente no vídeo acima). 

Aos 25 anos, se continuar evoluindo dessa maneira, Salah pode sonhar em chegar perto da importância que seus ídolos tiveram dentro do futebol. Ronaldo, Totti e Zidane, que trio escolhido por ele! Sem falar na admiração pelo Liverpool desde criança, que Salah prova ao citar os jogadores que acompanhava nos Reds quando ainda era uma criança no Egito. 

Aliás, a infância e a relação do jogador com seu país natal são os temas da segunda parte da entrevista, que será postada na próxima segunda-feira. Salah ajuda, e muito, o país. Por isso, é ainda mais idolatro. Falamos inclusive com egípcios que vieram para Londres só para vê-lo jogar. Não percam, na próxima segunda-feira!

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Entrevista: Petr Cech fala do recorde na Premier League, elege a defesa mais difícil, o atacante mais perigoso e os ídolos como goleiro

Renato Senise
Renato Senise

Finalmente o esperado recorde de 200 partidas sem levar gols na Premier League foi alcançado. E Peter Cech merece todas as homenagens. Para se ter uma ideia do feito, David James vem na segunda colocação na lista de Clean Sheets com 169. Ou seja, 31 a menos que Cech. E o goleiro tcheco tem tudo para continuar aumentando esse número.

No vídeo acima, Cech escolhe as defesas mais importantes de sua carreira na Premier League. Elege o atacante mais difícil que já enfrentou. Fala de goleiros que serviram de inspiração (destaque para a parte muito engraçada sobre Oliver Khan) e sobre o que o motiva a continuar treinando todo dia, se aperfeiçoando e sofrendo a pressão que todo goleiro é obrigado a se acostumar. 

Já são 14 temporadas no futebol inglês. Ele chegou no Chelsea em 2004. O clube não ganhava o campeonato inglês há exatos 50 anos. Logo na primeira temporada, levantou a taça da Premier League. Bateu o recorde de Clean Sheets na competição (21 em 38 jogos) e de minutos seguidos sem levar gol (1025, marca só superada por Van der Sar no Manchester United, em 2009).  

Cech foi um dos maiores símbolos do renascimento do Chelsea, impulsionado pelo dinheiro de Roman Abramovich. Foram 11 temporadas nos Blues, com atuações e números incríveis: 4 títulos da Premier League, 4 Copas da Inglaterra, 3 Copas da Liga Inglesa, 2 Supercopas da Inglaterra, 1 Liga Europa e o tão sonhado título da Champions League. E na conquista mais importante da história do clube, Cech foi mais que decisivo: pegou um pênalti na prorrogação da final, mais dois na disputa por pênaltis.

Foram 494 jogos pelo Chelsea. Já havia perdido espaço para o jovem e promissor Thibaut Courtois quando resolveu se transferir para o rival Arsenal. Hoje, aos 35 anos, é visto com desconfiança por parte da torcida dos Gunners. Duas semanas atrás, na derrota por 3 a 0 em casa diante do Manchester City, chegou a ser vaiado. Passou 11 jogos tentando alcançar à marca de 200 Clean Sheets, mas levou pelo menos um gol em todos eles. Só que o que incomodava mais ainda era o fato de nunca ter pego um pênalti com a camisa do Arsenal. Eram 15 cobranças seguidas sendo vazado. Por isso, a partida desse domingo contra o Watford precisa mesmo ser comemorada: vitória por 3 a 0, marca de 200 jogos na Premier League sem sofrer gols finalmente alcançada e de quebra a defesa no pênalti cobrado por Troy Deeney. 

Cech tem vários outros recordes na carreira. O de minutos sem levar gol no campeonato tcheco: 903, pelo Sparta Praga. Maior número de vezes o capitão da seleção da República Tcheca: 124. Único goleiro da história da Premier League a ganhar a luva de ouro por dois clubes diferentes. E por aí vai.

Vale dizer também que é um daqueles caras que nunca se escondem. Um dos únicos do Arsenal (pra não dizer o único) que sempre dá entrevistas e explicações depois da partida, ganhando ou perdendo, ou até mesmo quando é vaiado, como no jogo contra o Manchester City. Pelas atuações, pela coleção de defesas milagrosas, pelos títulos e pela postura e profissionalismo, Cech está, sem dúvida, ao lado de nomes como Peter Schmeichel, Van der Sar e David Seaman na lista de melhores goleiros da história do Premier League.

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Exclusiva com Lucas Moura: 'Vivi meses difíceis no PSG, nunca vi estrutura como a do Tottenham e prioridade sempre foi a Inglaterra.'

Renato Senise


O técnico Mauricio Pochettino dizia que o Tottenham precisava de um jogador rápido e incisivo. Por isso a contratação de Lucas por 25 milhões de libras. No vídeo acima, o atleta revelado pelo São Paulo diz que ouviu de muita gente que ele tem as características perfeitas para jogar no futebol inglês. Fala também que havia interesse de clubes de outros países, mas que a prioridade sempre foi a Inglaterra.

E não demorou para ele chamar a atenção da mídia inglesa. Depois da estreia que durou apenas quatro minutos contra a Juventus, na Champions League, veio o primeiro jogo como titular. Empate em 2 a 2 fora de casa com o Rochdale, time da terceira divisão, partida válida pela Copa da Inglaterra. Lucas fez o primeiro gol dos Spurs e foi avaliado como “o único jogador do Tottenham que brigou, correu e teve uma boa atuação.”

Na partida de volta, mais uma ótima apresentação. Lucas deu duas assistências para Fernando Llorente. Participou da jogada de outros dois gols. Driblou, passou, correu. E encantou. Foi substituído e aplaudido de pé pela torcida do Tottenham.  

Muitos jornalistas vieram pedir pra gente, brasileiros cobrindo futebol na Inglaterra, mais informações sobre o jogador: “Ele é conhecido no Brasil? Por que nunca mais foi convocado para a seleção? Estava jogando mal na França?”

Na entrevista acima, Lucas fala que os últimos sete meses no PSG foram muito complicados: “Não estava jogando. Treinava e voltava pra casa. É difícil pra qualquer jogador.” Depois de sair do milionário PSG, afirma também que nunca viu um clube com uma estrutura tão boa como a do Tottenham. Vale dizer que o Centro de Treinamento é realmente muito moderno, com 15 campos de futebol, complexo de piscinas, academia, centro de Fisioterapia. E todos já esperam pela inauguração do novo estádio, que ficará pronto em alguns meses e terá capacidade para 61 mil pessoas.

Lucas chegou em um clube que vive ótima fase. Com Harry Kane, Dele Alli, Eriksen, Son e companhia, o Tottenham se vê, depois de muito tempo, em condições de brigar por títulos na Inglaterra e na Europa. O brasileiro de 25 anos precisa brigar por espaço, ganhar mais minutos em partidas de Premier League e Champions League. Mas, a cada dia que passa fica mais claro que ele fez a escolha certa. Pochettino e o Tottenham também.

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Mourinho e torcedores do United se unem contra a ‘gourmetização’ de Old Trafford

Renato Senise
Renato Senise

Jose Mourinho não para de falar da atmosfera quieta, calada do Old Trafford. Na última vez que tocou no assunto, disse que sente saudade de jogar contra o Portsmouth, que tem um estádio pequeno mas torcedores extremamente barulhentos (declaração presente no vídeo acima). 

O assunto ganhou força. A diretoria do clube fez uma reunião com membros do MUST (Manchester United Supporters’ Trust). Os torcedores criticaram a postura do clube, dizendo que todas as medidas tomadas nas últimas décadas serviram para afastar os fãs de verdade, abrindo espaço para turistas e empresas.

Fomos conversar com os torcedores no último fim de semana, na partida contra o Chelsea. E aqui vale explicar: não é tão simples encontrar torcedores ingleses na porta do estádio. Em dias de jogo, é mais fácil encontrar turistas, pessoas que estão ali pela primeira vez. Mas, com certa dose de paciência, conseguimos falar com os "Hardcore Fans", como eles mesmos se chamam. Esperava que alguns se voltassem contra o treinador. Nada disso. Todos concordaram com Mourinho. Todos querem que medidas sejam tomadas para que o Old Trafford volte a ter clima de estádio, não de teatro.

Dentre as reivindicações, a medida teoricamente mais fácil de ser realizada é a criação de um setor onde os torcedores possam ficar de pé durante as partidas. Hoje, o Old Trafford recebe 76 mil pessoas. Todas sentadas. No vídeo, mostramos os fiscais que ficam em cada fileira de cadeiras e passam o jogo todo chamando a atenção das pessoas que permanecem por dez, vinte segundos levantadas. Sinalizam, gritam, e quando não são atendidos, vão até o "infrator" pedir para que ele se sente.  

Outra solicitação dos torcedores é que o  sistema de venda de tickets seja revisto. O Manchester United é o único clube da Premier League que vende os ingressos para a Premier League exclusivamente para os sócio-torcedores. Mas para ser um “Season Ticket Holder”, um adulto (21 a 64 anos) precisa pagar entre 722 e 950 libras por uma temporada (depende do setor que adquire). Além disso, desembolsa entre 28 e 53 libras pelo ingresso de cada partida (são 19 jogos em casa na Premier League, o que daria o mínimo de 532 e o máximo de 1007 libras). Ou seja, para acompanhar o United em uma temporada de Premier League, você gastaria entre 1.254 e 1.957 libras. Arredondando, de 5 mil a 7800 reais. Isso, só para os jogos de Premier League. 

Vale lembrar que os membros são obrigados a pagar pelos tickets de todos os jogos da Premier League e da FA Cup. Se eles não quiserem ir, ou perdem o dinheiro, ou revendem as entradas. Algo que acontece muito, porque pouca gente tem tanto dinheiro para conseguir ver todas as partidas. Existem, atualmente, muitos sites e comunidades em redes sociais especializadas nessas negociações. Assim que a maioria dos turistas consegue garantir um lugar no estádio. 

Mais um detalhe: para os clássicos, é criada uma fila de espera. Como a procura é muito grande, o sócio-torcedor se cadastra e torce para ser sorteado, para então poder pagar pelo ingresso e assistir a partida. 

No vídeo, tem o depoimento de uma senhora explicando como é difícil para um torcedor acompanhar o United. Ela frequenta o estádio há 35 anos, mas tornou-se impossível ir para um jogo com seus dois filhos e marido.  

A situação é ainda mais complicada levando-se em consideração que existe uma fila de no mínimo cinco anos para conseguir ser um novo Season Ticket Holder. Conversando com torcedores como os do vídeo acima, assíduos frequentadores de Old Trafford há décadas, percebe-se que muitos deles estão desistindo de ver o clube de coração jogar em casa e preferindo ir aos jogos como visitante. Seja pela dificuldade em conseguir ingresso, ou pela atmosfera um pouco deprimente de Old Trafford no momento. A fila de pessoas querendo virar sócio-torcedores é composta em sua maioria por jovens e gente que se mudou para Manchester nos últimos anos. 

Esse problema não é exclusividade do Manchester United. Todos os grandes clubes da Inglaterra estão sofrendo para encontrar maneiras de continuar crescendo, ganhando mais dinheiro, sem abandonar os fanáticos torcedores que acompanham o time há décadas.  Mas, que bom que Mourinho tem tocado no assunto e os fãs endossaram o discurso. Todos estão tristes com o que o treinador chamou de “Quiet Old Trafford” e torcendo para que a diretoria tome alguma atitude.

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Lukaku no United: 75 milhões de libras, início promissor, nenhum gol em jogo grande

Renato Senise
Renato Senise

O Manchester United recebe o Chelsea nesse domingo. E toda vez que um jogo contra um time do chamado Big Six (Manchester City, Liverpool, Chelsea, Tottenham, Arsenal e o próprio United) se aproxima, os torcedores se perguntam: será que o Lukaku vai finalmente marcar um gol? No vídeo acima, os fãs e o próprio jogador falam sobre esse “detalhe” que vem chamando a atenção da ainda breve passagem de Romeu Lukaku pelo Manchester United: a falta de gols em clássicos.

Na atual temporada, Lukaku já disputou 26 jogos na Premier League. São 12 gols marcados, média de 0,4 por partida. Números bem razoáveis: nem incríveis, nem uma catástrofe.

Times em que o atacante belga marcou: West Ham (2), Swansea, Stoke (2), Everton, Southampton, Crystal Palace, Newcastle, Bournemouth, West Brom e Huddersfield. Nenhum gol marcado nos clubes do Big Six . 

Refazendo as contas, fica mais fácil de entender a desconfiança dos fãs do United. Considerando os números de Lukaku contra os “times menores”, ele tem 12 gols em 20 jogos. Média de 0,6 por partida. Já clubes dos times do Big Six, são 6 partidas sem balançar as redes. Vale lembrar que ele jogou do início ao fim nesses encontros, ficando então  555 minutos sem balançar as redes.

Esse baixo aproveitamento em jogos grandes vem acompanhando Lukaku desde sua estreia na Premier League, em 2011, ainda pelo Chelsea. Ao todo, são 63 partidas contra o times do Big Six, com 15 gols marcados. Média de 0,2: a cada cinco jogos grandes, apenas um gol. Já contra os adversários menores, são 82 gols em 149 partidas. Media de 0,5: precisa de apenas dois jogos para marcar um gol. 

A favor de Lukaku estão os gols marcados nessa Champions League: quatro em sete partidas. Contra clubes teoricamente mais fáceis também (três contra o CSKA e um contra o Basel), mas gol no mais importante campeonato de clubes do mundo tem sempre muito valor. Vale lembrar também que na ida das oitavas de final contra o Sevilla, na Espanha, ele acabou perdendo a única grande chance do time no jogo. Isolou uma bola que recebeu com liberdade, dentro da área. 

Romeu Lukaku custou 75 milhões de libras (pode chegar a 90 milhões com os bônus) ao Manchester United. Chegou ganhando a camisa 9, e segue com total confiança do técnico Jose Mourinho. Mas, aos 24 anos, está na hora de começar a brilhar na hora em que mais precisa. Domingo, ele tem a sétima chance de marcar gol em um clássico com a camisa do Manchester United.

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Entrevista com Lovren: zagueiro do Liverpool responde às críticas e diz que pode ser um dos melhores da Liga

Renato Senise

A história de vida de Dejan Lovren é uma das mais bonitas do futebol. Nascido na Bósnia, foi obrigado a sair do país ainda menino por causa da guerra. Fugiu com a família para a Alemanha. Lá, passou por todos os sofrimentos comuns aos refugiados. Sete anos depois foi parar na Croácia, onde sua vida recomeçou e a paixão pelo futebol o levou a se tornar um jogador profissional. Quem quiser conhecer melhor essa linda história, o documentário ‘Lovren: My Life as a Refugee’, produzido pela LFC TV, o canal oficial do Liverpool, é espetacular.

Mas… dentro de campo, a história é outra. Lovren tem sido, e muito, criticado. Principalmente nas duas últimas temporadas, o Liverpool se tornou um time instável, que pode sofrer dois, três gols em questão de minutos. E o zagueiro de 28 anos é invariavelmente apontado como o maior culpado por isso. 

O ápice das cobranças foi na partida contra o Tottenham, no primeiro turno da Premier League. Derrota por 4 a 1 em Wembley. Lovren falhou nos dois primeiros gols e foi substituído ainda no primeiro tempo. No vídeo, as declarações do técnico Jurgen Klopp depois do jogo. Nem ele conseguiu defender o zagueiro.

Na entrevista acima, Lovren fala da pressão que sofre. Diz que elas são exageradas, porque no final, são todos seres humanos. Fala que todo mundo tem altos e baixos, até Roger Federer! E, na declaração mais contundente, diz que, em forma, pode ser um dos melhores zagueiros da Premier League. Mesmo pra você, torcedor do Liverpool, que critica o jogador, vale a pena assistir a entrevista. 

Lovren chegou no Liverpool em 2014. Um dos muitos jogadores contratados depois de se destacar no Southampton (Lallana, Mané, Clyne e Van Dijk fizeram o mesmo). Ainda não conquistou nenhum título. Ao todo, já disputou 138 partidas pelo clube. No último fim de semana, chegou à expressiva marca de 100 jogos de Premier League pelos Reds. Detalhe: nunca foi expulso no campeonato inglês, nem nas 31 partidas que fez pelo Southampton. 

Lovren tem muitas falhas, assim como todo o sistema defensivo no Liverpool desde a chegada de Jurgen Klopp. Não dá para dizer que está entre os melhores zagueiros da Liga, como ele afirmou no vídeo acima. Mas sempre acho simplista demais culpar um zagueiro, quando na verdade todo o sistema defensivo está vulnerável. Será que jogando no Chelsea da temporada passada ele cometeria tantas falhas?

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Elogiado por Benitez e Mourinho, Kenedy comemora início promissor no Newcastle: ‘Aqui vou jogar, e na posição que gosto’

Renato Senise

Uma nova chance para mostrar que tem talento e que pode jogar em alto nível na Europa. Assim, Kenedy encara o desafio de vestir a camisa do Newcastle. E já chegou mostrando serviço. Logo na estreia (empate em casa em 1 a 1 com o Bunrley), sofreu pênalti, deu assistência e acertou uma bola na trave. Titular nas três partidas desde que chegou, passou a ser elogiado pela imprensa inglesa, pela torcida e por seu treinador. 

No vídeo acima, o técnico Rafa Benitez fala que já havia tentado contratar Kenedy sete meses atrás, no início da temporada. Fala também que Kenedy é jovem, talentoso, e precisa jogar. Até Jose Mourinho, primeiro treinador de Kenedy no Chelsea, aparece elogiando o jogador brasileiro. Mourinho que realmente apostava no então jovem de apenas 19 anos quando era o comandante dos Blues. Em sua primeira temporada no Chelsea (2015-2016), Kenedy participou de 20 partidas, fazendo dois gols.

Mourinho saiu, o brasileiro viu seu espaço no clube diminuir. Foi emprestado para o Watford. Ia ficar a temporada de 2016-2017 inteira por lá, mas disputou apenas uma partida. Quatro meses depois de ser emprestado, voltou para o Chelsea, atrapalhado por seguidas lesões.

No retorno, o brasileiro encontrou um treinador que não confiava nele. Sob o comando de Antonio Conte, Kenedy passou a disputar apenas partidas menores, da Copa da Inglaterra e Copa da Liga Inglesa. A ironia é que ele sempre jogava bem, mas nunca recebeu a chance de pelo menos entrar em jogo de Premier League ou Champions League. 

Só ganhou destaque por causa de um mal-entendido. Durante uma viagem do Chelsea para a China na pré-temporada, postou uma brincadeira em uma rede social que acabou sendo vista como um insulto aos chineses. Foi obrigado a voltar para a Inglaterra mais cedo, sozinho. Depois disso, quase não se falou mais dele na terra da rainha.

Nessa temporada, disputou apenas seis partidas. Fez um gol. Queria jogar mais. Por isso, o convite do Newcastle foi um bom negócio para todos. Melhor: Kenedy voltou a jogar na posição que mais gosta, a de ponta esquerda. Lá, pode mostrar que tem habilidade, agilidade e talento na perna esquerda para chutar, cruzar, dar assistências. 

Kenedy ficará no clube do norte da Inglaterra até o fim da temporada. Depois disso, ninguém sabe o que irá acontecer. Ele mesmo, na entrevista do vídeo acima, afirma que seu futuro é incerto. O vínculo com o Chelsea vai até o meio de 2020. Tempo suficiente pra mostrar que Antonio Conte está errado e Mourinho e Rafa Benitez têm razão.

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Ídolo do Arsenal elogia reforços e diz que falta zagueiro; Wenger afirma: ’Estou feliz, mas não fiz todas as transferências que queria’

Renato Senise

Ian Wright fez 185 gols em 288 jogos pelo Arsenal. É o segundo maior artilheiro do clube, atrás apenas de Thierry Henry.  Ele gostou das contratações de Mkhitaryan e Aubameyang. No vídeo acima, diz que o “Arsenal foi o que fez os melhores negócios” em janeiro. 

Mas, um fator ainda o preocupa. Especialista em balançar as redes, Wright vê a defesa como o ponto fraco dos Gunners. Diz que, se o time continuar se defendendo dessa maneira, pode ser atropelado pelo Tottenham no derby desse fim de semana.

O ídolo do clube não é o único a pensar dessa maneira. Os torcedores, sempre desconfiados, também têm a mesma preocupação. No vídeo, todos falam que foi bom reforçar o ataque, mas a maior necessidade era trazer novos e bons defensores. 

Os números mostram que eles têm razão. O Arsenal foi vazado nos últimos sete jogos da Premier League. São 35 gols levados em 26 rodadas, média de 1,35 por partida. É a pior defesa entre os sete primeiro colocados. 

Ao entrevistar Arsène Wenger, fiquei surpreso com uma de suas declarações. Ele disse que não fez todas as contratações que gostaria em janeiro. Conseguiu “apenas” 80% do que desejava (entrevista também no vídeo acima). Ficou claro que o treinador concorda que faltou apenas um defensor pra janela de transferências ter sido perfeita.

Petr Cech é sem dúvida um dos melhores goleiros da história da Premier League. Mas, aos 35 anos, já vive um declínio técnico e físico natural. A dupla de zagueiros também tem sido muito criticada. Koscielny, e principalmente Mustafi, não passam confiança. O defensor alemão foi comprado em agosto de 2016 por incríveis 41 milhões de euros. Ainda não mostrou que vale tudo isso. Mas, junto com ele, chegou outro jogador que também pode, e deve ser responsabilizado pela fragilidade defensiva do Arsenal. Xhaka custou 45 milhões aos cofres do clube. Hoje, é homem que tem a maior responsabilidade em marcar no meio campo do Arsenal (quando Elneny não joga, que parece ser o que irá acontecer depois das recentes contratações). O problema é que Xhaka não marca tanto assim. O volante suíço já disputou 58 partidas de Premier League pelo Arsenal. Tem 121 desarmes, média de 2,08 por partida. Só como comparação, Kante, considerado o melhor volante da Liga (e eleito o melhor jogador da temporada passada), tem média de 4 desarmes por partida. Quase o dobro. 

Vale a ressalva: Xhaka nunca foi um primeiro volante clássico, que se preocupa primeiro em desarmar, para depois jogar. Ele tem técnica, gosta de apoiar o ataque. Tem cinco assistências e três gols nesses 58 jogos. Quem precisa achar uma solução para isso, é o treinador Arsène Wenger.

Na última partida, goleada de 5 a 1 sobre o Everton, Iwobi foi titular. Mas, com o retorno de Jack Wilshere (ficou no banco porque estava doente), ele deve ganhar a posição. Wilshere já vinha atuando mais recuado, ajudando muito na marcação.  Xhaka, Wilshere, Ramsey, Mkhitaryan e  Ozil, com Aubameyang à frente, é sem dúvida  um time com muito talento. Falta só fazer Xhaqa participar mais do sistema defensivo, e torcer para falhas bizarras como as que aconteceram contra o Swansea na última semana não aconteçam mais.  

As contratações foram boas. A renovação de contrato de Mesut Özil foi ainda melhor. Mas, até os torcedores e os ídolos do clube sabem que ainda há muito a ser feito para o Arsenal voltar a ser forte como era anos atrás.

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A pergunta de Antonio Conte: ‘Jogador tem poder para derrubar um treinador?’

Renato Senise


No vídeo, os principais trechos das entrevistas de Antonio Conte após a o jogo contra o Watford. Segunda derrota seguida por três gols de diferença. E a situação do treinador parece ficar a cada dia mais insustentável. 

O técnico está isolado no clube. A relação com os jogadores vem se deteriorando desde o início da temporada. Começou com a demissão de Diego Costa por mensagem de texto, após a conquista da Premier League. Título com grande participação do atacante, vale lembrar. Seguiu com a discussão com David Luiz, que fez outro destaque da temporada passada e pessoa com grande influência no grupo, perder espaço no time. A última vez que o zagueiro brasileiro havia sido titular em um jogo do Campeonato Inglês foi exatamente contra o Watford, ainda no primeiro turno. Vitória por 4 a 2, no dia 21 de outubro de 2017. Nessa segunda-feira, titular de novo contra o mesmo Watford. Após a derrota por 4 a 1, Conte disse que “são nesses momentos difíceis que você vê quem pode jogar em um clube grande. Jogar futebol em um clube grande significa que você precisa ter personalidade.” Mais um trecho que está no vídeo acima. E assim, o atrito entre técnico e jogadores continua.

A mais recente atitude que desagradou os atletas foi a maneira como Michy Batshuayi foi descartado. Conte não fez questão nenhuma de esconder que não confiava no atacante. Ele foi para o Borussia Dortmund, Olivier Giroud chegou no seu lugar, e os jogadores tiveram mais uma prova de que o treinador não os trata da maneira que gostariam. Na coletiva (também no vídeo acima), perguntado sobre o tema, Conte disse que “Você acham que os jogadores têm esse poder? Só na Inglaterra as pessoas pensam que um clube pode mandar embora um treinador porque ele não tem o apoio dos jogadores.” 

Mas não são só os jogadores não o apoiam. A diretoria também não está do seu lado. Marina Granovskaia, diretora dos Blues e principal responsável pelas contratações, não atende os pedidos do treinador. Ele queria que Matic ficasse, ela o vendeu para o rival Manchester United. Ele sonhava com Bonucci, o clube trouxe Rudiger. Ele reclama entrevista após entrevista da falta de jogadores. Roman Abramovic e companhia acham que o elenco é bom, só precisa ser bem utilizado. No vídeo acima, Conte diz que “avisou todo mundo que o caminho seria difícil”. Fala também que “às vezes, só trabalhar todo dia não é suficiente para mudar a situação.”

Por último, a imprensa. Coletiva após coletiva, entrevista após entrevista, Conte é perguntado se tem medo de ser mandado embora. Dessa vez, ele não aguentou (trecho também no vídeo acima). Disse que não tem medo, que dorme tranquilo, e que são os jornalistas que ficam criando motivos para plantar uma crise no clube. Hoje, nos jornais e televisões ingleses, claro que as críticas foram ainda mais duras.

E assim, Antonio Conte segue cada vez mais isolado. A ironia é que a parte mais importante de qualquer clube de futebol está do lado dele: a torcida. Sim, os fãs do Chelsea seguem o admirando, cantando o nome dele duas, três, quatro vezes em todos os jogos. Mas isso é tema para o próximo post…

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Lucas Moura no Tottenham: ‘Não era nosso favorito, mas pode dar certo’

Renato Senise


“Ele não era o nosso favorito, mas vai melhorar o nosso time.” Palavras de “Expressions”, famoso torcedor do Tottenham que faz muito sucesso na Internet. Está no vídeo acima. Ele resume bem o sentimento dos torcedores do Tottenham em relação à contratação de Lucas Moura.

A verdade é que, boa parte deles, nunca viu Lucas jogar. Alguns exemplos, também no vídeo acima. E aqui cabe uma explicação: alguns ingleses são do tipo “nosso campeonato é o melhor no mundo, então não ligo muito para os outros.” Assistem, no máximo, Real Madrid e Barcelona e, claro, os jogos mais importantes da Champions League. 

A outra verdade é que Lucas não é um grande nome no cenário mundial. Nós, brasileiros, o conhecemos bem. Lembramos daquele Sul-Americano Sub-20 de 2011, em que Lucas jogou demais, pra muitos melhor até que Neymar. Lembramos das muitas belas atuações pelo São Paulo, e algumas também no PSG. Sabemos do potencial, do talento, e torcemos para que ele mostre de novo essas qualidades no novo clube. Mas, em uma janela de transferências pra lá de movimentada, ele não foi o dono das manchetes. Sánchez no United, Mkhitaryan e Aubameyang no Arsenal, Giroud “pulando o muro” para o Chelsea, Leicester recusando oferta de 65 milhões de libras do City pelo Mahrez. Essas foram as principais notícias. Os clubes ingleses gastaram 430 milhões de libras em janeiro, recorde histórico. Lucas foi responsável por uma pequena parte disso: 25 milhões. Grandeza diretamente proporcional à atenção que recebeu dos jornais e televisões ingleses.

Mas, quem o viu jogar, quem conhece seu futebol, gostou da contratação. Mais exemplos no vídeo acima. Pochettino (também no vídeo) falou que Lucas tem uma qualidade que seu elenco não possuía: velocidade. Mais pura verdade. O ataque formado por Eriksen, Son, Dele Alli e Harry Kane está jogando muito, desde a temporada passada. Fica difícil imaginar que algum desses quatro pode perder lugar na equipe. A grande arma de Lucas é, realmente, a velocidade. A explosão. A capacidade de driblar, com rapidez, dois ou três adversários e chutar para o gol, ou dar uma assistência.

Lucas é um cara diferente. Já chegou falando inglês para a TV oficial do clube. Isso conta, e muito, aqui na Inglaterra. Não é à toa que Guardiola insiste para que seus jogadores aprendam a língua. Assim, são mais respeitados. Lucas elogiou a história do Tottenham, a estrutura do centro de treinamento, o novo estádio. Agradeceu muito a oportunidade de recomeçar em um grande clube (palavras do próprio jogador, também presentes no vídeo acima). E disse que só quer fazer uma coisa: jogar. Só depende dele. Se quem chegou na Inglaterra foi aquele Lucas do Sul-Americano Sub-20, Pochettino terá de encontrar espaço pra ele.

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Lucas Moura no Tottenham: ‘Não era nosso favorito, mas pode dar certo’

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Entrevista com Pochettino: a carreira como jogador, os planos no Tottenham e a dificuldade de ser técnico na Inglaterra

Renato Senise


Como um treinador que ainda não conquistou um titulo sequer pode ter tanta moral? Como um técnico pode, a todo momento, ser especulado em um gigante como o Real Madrid, sem ter sido campeão de nada?

Mauricio Pochettino ainda era jogador há 10 anos. No vídeo acima, ele conta como iniciou a carreira, e podemos ver imagens dele comemorando um título no Espanyol ao lado de Zabaleta, que ainda joga em alto nível, hoje no West Ham. Fala também de como resolveu ser treinador (decisão tomada quando foi jogar no PSG) e como aproveitou os últimos anos de carreira para aprender como funciona um clube de futebol. 

Pochettino virou técnico em 2009, apenas oito anos atrás. Começou no Espanyol, time em que teve duas vitoriosas passagens como jogador. Depois de três temporadas, foi para a Inglaterra treinar o Southampton. Sucesso imediato, e um ano depois, assumia o Tottenham.

O último título dos Spurs foi a Copa da Liga em 2008. O clube não vence o Campeonato Inglês desde 1961. Nas últimas décadas, esteve muito abaixo de Manchester United, Liverpool, Chelsea, Arsenal e, mais recentemente, do Manchester City. Pouca gente esperava que os Spurs encontrassem forças para voltar a lutar contra os gigantes ingleses.

É preciso lembrar de tudo isso para entender porque Pochettino é idolatrado pela torcida e tão respeitado no mundo do futebol. Quando ele chegou no Tottenham, ninguém sabia quem era Harry Kane, Dele Alli e Eric Dier. Eriksen ainda era uma figura apagada no clube, Alderweireld lutava para ganhar um espaço no Atletico de Madrid e Son começava a virar realidade no Bayer Leverkusen. O “mágico”, como o treinador argentino é chamado pela torcida, juntou essa turma toda e, depois de muito tempo, os fãs têm orgulho do time que os representa. 

Os títulos ainda não vieram, mas todos veem um trabalho consistente. Todos veem um sistema de jogo muito bem definido e executado, uma filosofia de sempre dar chances a novos jogadores (Kieran Trippier, Ben Davies e Harry Winks são provas disso) e um relacionamento muito bom com todos no clube, da estrela Harry Kane ao roupeiro.

No vídeo, Pochettino fala das dificuldades de lutar de igual pra igual na Premier League, de como essa temporada está sendo difícil sem o White Hart Lane, e que não basta ter jogadores talentosos, mas é preciso instalar uma mentalidade vencedora no clube. E isso, ele já está fazendo. 

Pochettino tem apenas 45 anos. Ele mesmo diz que ainda há muito o que aprender como treinador. A evolução será natural, assim como os títulos. No Tottenham, ou em qualquer outro clube.

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Entrevista com Pochettino: a carreira como jogador, os planos no Tottenham e a dificuldade de ser técnico na Inglaterra

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