Alemanha x Portugal: intensidade de jogo é a grande diferença no futebol dos países no retorno pós-pandemia

Renato Rodrigues
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Renato Augusto, Giuliano... Só reforços não mudarão a trajetória do Corinthians com Sylvinho

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É praticamente unanimidade que, ao contratar Renato Augusto e Giuliano, o Corinthians acrescentou bastante qualidade ao seu elenco e em um setor totalmente necessário no atual contexto. Mas o crescimento da equipe alvinegra vai muito além de trazer novas peças para um elenco considerado ruim por parte da crítica.

E isso não tem a ver estritamente à atuação deplorável contra o Flamengo, apesar de reforçar outras necessidades que o Timão tem. A principal delas é ser um time, uma estrutura coletivamente ajustada.

Colocar as duas novidades no time não garante um crescimento espontâneo do Corinthians. Colocá-los no atual contexto, aliás, pode inclusive queimá-los, principalmente por toda a expectativa gerada com estas chegadas.

O amassado tomado contra o Flamengo em Itaquera expôs fraquezas bastante relevantes na equipe. Uma tarde que todo corintiano gostaria de apagar para sempre da sua memória. Um time nada competitivo, nada concentrado e, principalmente, demonstrando desde o primeiro minuto que não acreditava que seria capaz de vencer o adversário carioca.

Sylvinho em sua estreia como técnico do Corinthians contra o Atlético-GO
Sylvinho em sua estreia como técnico do Corinthians contra o Atlético-GO Victor Monteiro/W9 PRESS/Gazeta Press

Pouca pressão na bola, linha defensiva perdida com a mobilidade rubro-negra e poucas soluções para sair com a posse de bola. O trabalho de Sylvinho se estabilizou após o início ruim, cresceu defensivamente, mas estagnou na necessidade de jogar com a bola. As boas ideias e o bom preparado do comandante, que já foi exaltado por mim, estão se mostrando até aqui insuficientes. Até porque o futebol é isso e muito mais coisas.

Renato Augusto pode sim acrescentar o controle de ritmo que qualquer meio de campo precisa. Giuliano pode agregar com mais repertório ofensivo, criando e chegando na área. Por outro lado Cantillo não pode repetir a passividade que vem demonstrando sem a bola. Gabriel não pode "correr errado" do jeito que está. Nem a linha defensiva, ponto forte deste Corinthians, cometer os erros que cometeu no último domingo.

Roger Guedes é outro que pode acrescentar qualidade caso chegue, mas também necessitará de uma estrutura por trás para potencializar as suas qualidades. 

Sylvinho tem um grande desafio pela frente. Primeiro encaixar essas peças de maneira eficaz na equipe. Segundo formar uma equipe em volta delas. Terceiro colocar todo seu conhecimento e ideias no desempenho, no modelo de jogo.

O prisma do futebol é cada vez de individualidades trabalhando para um todo, e não o contrário. E este precisa ser o norte do Corinthians. 


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Renato Augusto, Giuliano... Só reforços não mudarão a trajetória do Corinthians com Sylvinho

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A dificuldade ofensiva do Atlético-MG, o posicionamento na saída de bola e a falta de profundidade na Libertadores

Renato Rodrigues
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Como São Paulo explorou fraquezas do Racing com Marquinhos, 'no limite da defesa', dando profundidade

Renato Rodrigues
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DataESPN: Renato Rodrigues mostra como São Paulo explorou fraquezas do Racing com Marquinhos 'no limite da defesa'
DataESPN: Renato Rodrigues mostra como São Paulo explorou fraquezas do Racing com Marquinhos 'no limite da defesa' ESPN

O São Paulo está nas quartas de final da Conmebol Libertadores. Na Argentina, em noite mágica de Rigoni e Marquinhos, o Tricolor venceu o Racing por 3 a 1 e carimbou vaga na próxima fase do torneio.

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Renato Gaúcho estreia no Flamengo mudando tudo na bola parada e com sofrimento na Argentina; veja a análise

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Um deserto de ideias na Bombonera: Atlético-MG e Boca ficam devendo pela Copa Libertadores

Renato Rodrigues
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Cuca trouxe o empate, mas sabe que sua equipe poderia ter jogado mais
Cuca trouxe o empate, mas sabe que sua equipe poderia ter jogado mais Pedro Souza / Atlético


Faltou jogo em Buenos Aires. Aliás, faltou jogar. 

E a crítica é tanto para Boca Juniors quanto para o Atlético-MG, que se enfrentaram nesta terça-feira, em partida válida pela ida das oitavas de final da Copa Libertadores. E a baixa qualidade de futebol nada tem a ver com o placar de 0 a 0.

Apesar de o resultado não ser de todo ruim para o Galo, que agora decide a vaga no Mineirão, semana que vem, a sensação é que a equipe poderia ter entregado muito mais, principalmente pela fragilidade mostrada pelo time xeneize.

No fim das contas, o que vimos foi um deserto de ideias dos dois lados. Nem Cuca e muito menos Miguel Russo conseguiram fazer com que suas equipes fluíssem no trabalho com bola. Faltou intensidade, ritmo, movimento... Nem a saída de bola das duas equipes funcionou. Era balão atrás de balão.

Se olharmos para o Boca no primeiro semestre, os problemas apenas persistem. Chama a atenção o fato de seu treinador seguir à frente da equipe depois de uma primeira metade do ano tão fraca. Um time que funciona em contra-ataques apenas, muito pautado nas individualidades e que sofreu para furar defesas em toda a Copa da Liga Argentina. A reformulação do elenco e o longo tempo de inatividade pesam, mas é triste ver os Xeneizes jogar já faz algumas temporadas.

Libertadores: Boca Juniors e Atlético-MG empatam pelo jogo de ida das oitavas; veja os melhores momentos

Já no lado do Atlético-MG a cobrança é por repertório mesmo. Qualidade não falta. O elenco está montado já faz um tempo e o treinador já tem meses de trabalho (apesar do calendário não ajudar). Mesmo com um Boca extremamente espaçado em campo, com muitos espaços entre os setores, os atleticanos criaram muito pouco.

A exploração do espaço entrelinhas (região nas costas dos volantes) foi nula. Mesmo que ali existia um latifúndio. Os argentinos a todo o momento quebrava a sua linha defensiva para perseguir jogadores de frente, deixando brechas para infiltrar. Mesmo assim, ninguém atacando espaço.

A iniciação das jogadas também foi dureza. Bola de um lado, bola para o outro... Poucos passes verticais para ganhar campo e atacar a linha defensiva do Boca. Quando a bola entrava no campo argentino, quem estava sem a posse olhava. Muito pouco, muito pouco.

Uma partida sem intensidade, sem ideias e claramente mostrando falta de repertório dos dois lados. Mais que isso: uma clara impressão que o Galão da Massa poderia voltar de Buenos Aires com a vaga melhor encaminhada.


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Como Sylvinho conseguiu ajustar o Corinthians defensivamente

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Bons retornos, pressão, compactação e superioridade numérica na zona da bola; assista à análise sobre o clássico!


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Atlético-MG sofre com compactação ruim, retorno lento e 'funil aberto'

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Em meio a polêmicas e ano difícil, Corinthians vê, enfim, um ponta virar unanimidade no elenco?

Renato Rodrigues
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Gustavo Mosquito, assim como todas as recentes contratações do Corinthians, chegou ao clube rodeado de desconfiança. Apesar de toda badalação que teve nas categorias de base do Coritiba, o ponta-direita, finalmente, conseguiu se firmar no cenário nacional.

Mesmo com todos problemas que o clube vive, seja financeiro, de gestão ou mesmo dentro de campo, o jovem de 23 anos passou a ser a grande notícia para os corintianos em 2021. Com uma maior sequência como titular, é o jogador que mais gera volume ofensivo para equipe. A partida contra o Sport, na última quinta-feira, foi um exemplo.

Além da alta capacidade de enfrentar adversários no 1x1 e de chegada na linha de fundo, o Gustavo tem conseguido aliar a velocidade com tomada de decisão. Evoluiu muito nos últimos meses as escolhas no terço ofensivo. E lhe traz um protagonismo importante nesta altura da carreira.

Corinthians virou Mosquito e mais 10?




Tido como muito rápido e habilidoso nas divisões inferiores, Mosquito pecou exatamente neste acabamento das jogadas nas suas passagens pelos times principais de Vila Nova, Coritiba e Paraná. 

Gustavo 'Mosquito' Silva tem feito um ótimo Campeonato Brasileiro
Gustavo 'Mosquito' Silva tem feito um ótimo Campeonato Brasileiro []


Mais maduro, faz um trabalho importante também taticamente. Por vezes é o jogador que mais gera profundidade para a equipe, jogando as defesas para trás. Tem um bom timing também para fazer as diagonais para dentro e pisar na área. Tudo isso só foi melhor desenvolvido com minutos em campo.

Para se ter uma ideia, o atacante tem um número bastante significativo neste Brasileiro: nos cinco jogos que fez, ele criou três grandes chances por partida. 

Dentro deste cenário, o camisa 19 surge como o mais novo candidato a ponta de velocidade no Corinthians, posição/função que o clube ainda busca no mercado e que tem sofrido para firmar nas últimas temporadas.

De 2015 para cá, poucos se firmaram nesta faixa do campo e muitos "floparam". Malcom, campeão brasileiro daquele ano, foi importante na conquista, mas deixou o clube antes de realmente "arrebentar". Outro que traz boas lembranças mas demorou para convencer foi Angel Romero, hoje no San Lorenzo. Apesar de toda desconfiança, o paraguaio ganhou muitos títulos e deixa saudades para a torcida.

Clayson, também vitorioso no clube, viveu altos e baixos. De resto, difícil salvar alguém.

Yony Gonzalez, Everaldo, Jonathan Cafú (CONTRATO DE QUATRO ANOS!!!), André Luis, Léo Natel, Luidy, Mendoza, Rildo... São inúmeros os nomes que não vingaram com a camisa alvinegra. Uns contratados sem nenhum sentido, outros que simplesmente não conseguiram se encaixar, mas todos tentando preencher uma lacuna difícil no mercado atual.

Sem dúvida Gustavo Mosquito tem sido o mais regular da posição dos últimos anos. Se vai, enfim, preencher esse espaço que o corintiano tanto espera, é outra história. Mas é um bom candidato.


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Vertical e contundente, Palmeiras constrói primeiro gol com a cara de Abel Ferreira

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Veja como gol da vitória do Fluminense partiu de pressão organizada

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Corinthians pressiona bem a bola e estanca sangria na defesa

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Com armas recentes neutralizadas, Palmeiras e Abel Ferreira precisam aumentar seu repertório ofensivo

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Abel Ferreira completará 50 jogos no comando do Verdão
Abel Ferreira completará 50 jogos no comando do Verdão Cesar Greco / Palmeiras

Não, esse não é um post para dizer que já deu a cota de Abel Ferreira no Palmeiras. Longe disso, aliás. Continuo achando um dos melhores trabalhos do Brasil nos últimos anos. Principalmente pelas dificuldades que os tempos atuais trazem para os treinadores. 

Mas também é quase que unânime que a equipe alviverde caiu de desempenho nos seus últimos "jogos grandes".

E isso tem muito ver com o modelo de jogo de Abel Ferreira que, totalmente estabelecido hoje, também passou a ser mais conhecido pelos adversários. O impacto tem sido diretamente na construção das jogadas, já que defensivamente continuo vendo um Verdão sólido e bem equilibrado.

Quando passou a jogar no 3-5-2, a grande sacada do português foi na dinâmica entre Luiz Adriano e Rony formando uma dupla de atacantes. Com o primeiro baixando para ser o escape na saída rápida, o ex-atacante do Athletico-PR foi potencializado por justamente fazer o que melhor faz: atacar espaços em profundidade.

O primeiro impacto da troca de sistema foi muito positivo. De forma geral os adversários demoraram para entender essa mecânica que também potencializou Raphael Veiga. O meia, que não tem muito de meia no fim das contas, também libertou sua melhor versão: um meia-atacante de chegada, de pisadas na área.

Mas o que de fato freou toda essa ideia de Abel?

Mais especificamente contra São Paulo e Flamengo, a estratégia nítida não foi marcar as "flechas" (Rony e Veiga), mas sim o "arco" (Luiz Adriano). O "ex-centroavante" se viu mais pressionado do que nunca no momento que o Palmeiras recuperava a bola e entrava em transição ofensiva.  Outro positivo na estratégia destes adversários foi o bom controle da profundidade, tirando rapidamente o espaço nas costas da defesa, exatamente onde Rony fazia a festa.

Ambos os adversários, claramente grandes concorrentes para o time alviverde nesta temporada, conseguiram praticamente neutralizar essa saída rápida. Foram poucos os contras encaixados nestas duas partidas e vários momentos do Luiz Adriano baixando bastante no campo para tentar participar.

Em fase ofensiva, ou seja, com o Palmeiras instalado no campo do adversário, o jogador revelado no Internacional ficou encaixotado e escancarou a dificuldade da equipe de Abel Ferreira na hora de propor o jogo, coisa que não é de hoje.

Por isso o momento do time palestrino é de retomada de desempenho. De ajustes e busca por saídas que façam a equipe ter mais fluidez bola. É mais do que necessário aumentar esse repertório ofensivo para se manter competitivo.

Para Lugano, Universidad Católica não tem força para surpreender o 'favorito' Palmeiras na Libertadores

E isso independe de gostar ou não do futebol praticado pelo Palmeiras. A questão aí é se a proposta está sendo bem executada e isso claramente não vem acontecendo. Os ajustes não precisam ser de transformar o Verdão em um time altamente propositivo, mudando da água para o vinho, mas sim de melhorar seu contra-ataque, achar mais escapes, mais formas de "ferir" o adversário no momento da retomada da posse. Por que não?

O grande problema é: quando e como fazer isso já que sessões de treinamento no atual calendário é raridade. Talvez esteja aí o grande dilema de Abel Ferreira, que demonstra incomodo (e com razão) a cada coletiva de imprensa quando o assunto é a agenda de jogos de sua equipe.

O futebol é um jogo de perguntas e respostas. De sobreposição de ideias. E quando a sua já não está levando vantagem sobre a do outro, algo precisa ser feito. O desafio do Palmeiras e Abel Ferreira é esse.

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Na estreia de Sylvinho, Corinthians mostra atitude ‘sem bola’, mas sofre com ela nos pés

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Nacho Fernandez, do Atlético-MG, faz tudo e em todos os lugares. É o melhor jogador da fase de grupos da Libertadores? Veja a análise

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Flamengo já explorou dificuldades da LDU e pode repetir; veja como

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Fonte: Renato Rodrigues

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Por dentro ou por fora? Veja por onde o Cerro Porteño, rival do Atlético-MG, cria suas jogadas

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Fonte: Renato Rodrigues

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A busca por um novo treinador: o Corinthians já patina no ponto de partida

Renato Rodrigues
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Duilio Monteiro Alves
Duilio Monteiro Alves Agência Corinthians

O Corinthians foi mais uma equipe de Série A do Brasileirão a demitir treinador na temporada 2021. Com a saída de Mancini, abre-se a caça a um novo nome no mercado. E se olharmos, de cara, para o ponto de partida da diretoria alvinegra, as coisas tendem a não ir muito bem.

Ao colocar nos planos Renato Gaúcho, Carille, Sylvinho e Dorival Junior, como opções, já notamos que não existe um norte, um estilo de jogo que venha sendo pensado para o próximo passo do clube. Os quatro são completamente diferentes.

Outro ponto que chama a atenção é a pouca criatividade na busca por uma solução. Nomes batidos, todos bem conhecidos da torcida, com altos e baixos. No caso de Fábio Carille, seria retomar uma ideia que já havia tentado romper lá atrás. Se a busca é por retomar aquela identidade, nada tem a ver buscar Renato Gaúcho ou Dorival Junior.

Apesar de buscarem um jogo "mais jogado", os dois últimos citados fazem isso de maneira bem diferente também. Enquanto Dorival busca um jogo mais estruturado, com preenchimento de espaços de forma mais rígida, além de marcação por zona, Renato prefere o movimento e marca muito por encaixes individuais.

Favorito da diretoria segundo as pessoas que apuram mais de perto os bastidores alvinegros, Portaluppi traz consigo o trabalho vitorioso no Grêmio. Algo que foi vindo por terra nas últimas temporadas.

Quando de fato precisou recomeçar ideias do zero ou mesmo fazer ajustes mais profundos no Tricolor Gaúcho, Renato mostrou diversos problemas na sua abordagem de jogo. O Grêmio das últimas duas temporadas jogou mal. Teve resultados, chegou a disputar algumas coisas, mas sempre com um desempenho abaixo do que já havia sido alcançado. Um time que veio se definhando mês a mês e que chegou ao limite da imperfeição no início deste ano.

Até a tese de que o "Grêmio de Renato Gaúcho é um time que gosta da bola, que é ofensivo", acabou ficando no caminho. Nas últimas temporadas, a equipe tricolor passou a ser cada vez mais direta. Muito dependente da bola longa, da sustentação de Diego Souza no pivô e da velocidade dos pontas. 

O ex-treinador do Grêmio carrega consigo um perfil mais gestor do que necessariamente "treinador". Sua passagem no Tricolor tem muito a ver com processos internos do clube e um staff com qualidade, que sempre teve um grande peso no desenvolvimento das atividades do elenco. Esse perfil pouco centralizador é um mérito, mas existem alguns limites.

O que de fato segurou o treinador no cargo na sua antiga equipe foram seus feitos e identificação, algo que não terá de cara no Corinthians. O desvio de foco após derrotas, as "não viagens" com o elenco, as cobranças por reforços... As coletivas de Renato Portaluppi nunca falam do jogo. Na capital paulista vai funcionar?

Mais difícil do que demitir um treinador no atual cenário brasileiro é achar alguém para o lugar. O mercado está em baixa e buscar fora tem sido a decisão mais assertiva nos últimos tempos. Até entendo que, para um gringo chegar agora, com o ônibus em movimento e precisando trocar a roda, fica complicado. Um calendário caótico sem tempo para treinar pode ser desfavorável.

Por outro lado, chama muito a atenção a falta de criatividade da diretoria corintiana neste momento. São vários os nomes promissores surgindo na América do Sul (Beccacecce, Osório, Repetto, Heinze, Domínguez). Em Portugal mesmo, centro onde saem grandes treinadores, tem perfis interessantes em equipes menores. Por mais que a questão financeira seja um entrave, tem que ao menos buscar, pelo menos perguntar "quanto o cara quer" .

É hora de pensar um pouco fora da caixa. Tentar estruturar uma ideia que deixe algum legado ao clube, algum norte para daqui para frente. Buscar alguém com conteúdo e fome de fazer acontecer. E isso só será possível se o Corinthians escolher com critério sua próxima escolha.

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Como o Santos cantou jogada do gol contra o Boca Juniors que o 'recolocou' na Libertadores

Renato Rodrigues
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Data ESPN: Como o Santos cantou jogada do gol contra o Boca Juniors que o 'recolocou' na Libertadores
Data ESPN: Como o Santos cantou jogada do gol contra o Boca Juniors que o 'recolocou' na Libertadores ESPN


O Santos ganhou vida nova na Conmebol Libertadores. Nesta terça-feira, o Peixe venceu o Boca Juniors por 1 a 0, na Vila Belmiro, pela 4ª rodada da fase de grupos, e pulou para a vice-liderança de sua chave.

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Fluminense ganhou 1 ponto, mas conseguiu 'mexer bem' na defesa do Junior Barranquilla; veja análise

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O Fluminense sofreu, mas segue invicto na Conmebol Libertadores. Na noite da quinta-feira, em Guayaquil, o time saiu atrás com gol, mas buscou empate com Kayky e ficou no 1 a 1 contra o Junior Barranquilla.


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Rival do São Paulo e ainda se ajeitando na temporada, Racing aposta em bolas longas; veja análise

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São Paulo x Racing-ARG acontece nesta quarta-feira (5 de maio), às 19h; veja AO VIVO no FOX Sports e em tempo real no ESPN.com.br.

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