O contexto coletivo e a melhora individual: por que o desempenho de Felipe Melo cresceu tanto em 2018?

Renato Rodrigues
Renato Rodrigues

Felipe Melo iniciou 2018 com ótimo desempenho com a camisa do Palmeiras
Felipe Melo iniciou 2018 com ótimo desempenho com a camisa do Palmeiras Gazeta Press

Uma das premissas para quem atua ou gostaria de atuar como observador técnico no futebol (o antigo olheiro) é que nunca devemos tirar uma conclusão permanente sobre um atleta sem considerar o ambiente que ele está inserido. Tal abordagem, inclusive, dá a convicção que diversos jogadores tidos como ruins pela opinião pública, na maioria dos casos, está dentro de um contexto que não potencializa ou extrai ao máximo de suas qualidades. 

Quantas vezes seu time ou mesmo os rivais trouxeram aquele atacante que todo mundo queria e simplesmente não deu certo? Fez gols por onde passou, sempre jogou bem... Mas fracassou no novo clube. Certamente todo mundo tem uma história dessa para contar. É algo muito recorrente, principalmente no cenário do futebol brasileiro, onde contratações são feitas muitas vezes sem ao menos ter uma forma de jogar definida.

O que esquecemos, na maioria das vezes, é que aquela maneira de jogar imposta pelo treinador pode ter sido uma das razões para um desempenho abaixo das expectativas - digo uma das razões, pois são inúmeras as variáveis neste caso. Um exemplo claro são pontas de extrema velocidade que fazem campeonatos impecáveis em equipes menores. Seu antigo clube quase sempre atua mais fechado e apostando em contra-ataques. Ao chegar em um time que normalmente propõem o jogo, muito por conta do adversário, que além de abrir mão da bola, quase nunca dá espaços para correr, o atleta sucumbe e vira uma aposta furada.

Mas existe um atleta neste início de temporada que inspira este post: Felipe Melo. Contratado cheio de pompa no início de 2017, o volante, com passagens por gigantes do futebol italiano como Juventus e Internazionale, entre polêmicas e desabafos, não conseguiu ter um primeiro ano regular. Claro que os motivos vão além da forma de jogar daquele Palmeiras, mas 2018 tem nos mostrado um desempenho em alto nível até aqui do camisa 30.

Sempre foi quase uma unanimidade que Felipe Melo é um jogador de qualidade. Tem um bom repertório técnico, principalmente na organização do jogo por trás, com passes verticais e bolas longas certeiras para achar companheiros em velocidade. O palmeirense também tem uma boa leitura dos espaços, se coloca bem em linhas de passe e  tem agressividade para ganhar duelos defensivos, seja pelo alto ou pelo chão. Mas ele também tem suas deficiências , como a grande maioria dos jogadores espalhados pelo mundo...

Quando chegou ao clube, Melo encontrou Eduardo Baptista. Adepto da marcação por zona, o agora treinador da Ponte Preta vislumbrava espaço e sequência para o volante, justamente por ele se enquadrar na sua ideia de jogo. O início de 2017 dele, inclusive, não foi ruim. Boas atuações, principalmente na Libertadores, o fizeram ganhar alguma sequência como titular.  Mas aí chegou Cuca, que tem uma maneira bem diferente de enxergar futebol -  e que fique claro:  não se trata de certo ou errado, mas sim de uma escolha.

Sergio Busquets, um dos melhores do mundo na função, tem leituras impecáveis à frente da linha defensiva

Campeão brasileiro com próprio Palmeiras em 2016, Cuca sempre foi adepto da marcação individual. Nas suas últimas passagens até trabalhou com algumas trocas de encaixe, justamente para não gerar perseguições longas nesta ideia de sempre defender no homem a homem. Mesmo assim, se tratava de um jogo que exigia muito fisicamente dos atletas. A intensidade era o grande pilar para este tipo de jogo funcionar. E foi aí que o camisa 30 alviverde perdeu espaço. Sem sequência como titular, vieram as queixas e as rusgas com o treinador.

Um dos pontos fracos de Felipe é a agilidade, principalmente na troca de direção. Por ser um jogador de força e estatura (1,83m), o volante nunca foi um jogador de grande velocidade. Por conta disso, sempre se adaptou à contextos que o mantinham competitivo. Normalmente em equipes que faziam um jogo mais posicional sem a bola e de menos exposição em duelos defensivos em velocidade. Agora, aos 34 anos, essa sua capacidade de mudar de direção foi naturalmente caindo.

Cuca sabia que o perfil de Felipe Melo não condizia à sua forma de jogar. Exigiria dele situações que o não deixariam confortável dentro de campo. Uma saída para caçar ou perseguir um atleta mais ágil poderia desequilibrar todo seu sistema defensivo. Uma tirada de primeira de um adversário mais habilidoso seria fatal, já que o volante não teria capacidade de recuperação na corrida. Viraria um efeito dominó. Um cobre o um que saiu da posição do dois. Uma bola de neve com grandes chances de o adversário chegar com vantagem numérica no último terço do campo.

Com Roger Machado, também adepto da marcação mais zonal, que prioriza sempre controlar os espaços, seja lá qual jogador adversário passe poe eles, o camisa 30 se fortaleceu. Mais que isso, dentro da ideia de jogo mostrada até aqui, virou peça de grande importância. Além de ser o principal encarregado de iniciar as jogadas afundando entre os zagueiros para dar mais qualidade na saída (veja na imagem abaixo), seja com passes verticais ou bolas longas de velocidade, Felipe Melo tem sido o ponto de equilíbrio à frente da linha defensiva.

Repare como o volante palmeirense afunda entre os zagueiros para buscar a bola e fazer a saída de 3
Repare como o volante palmeirense afunda entre os zagueiros para buscar a bola e fazer a saída de 3 DataESPN

O clássico contra o Santos, no último domingo, nos mostrou uma outra face deste novo Palmeiras. Tendo que propor e ser protagonista nos jogos anteriores, justamente por enfrentar equipes menores, a equipe de Roger se viu pela primeira vez obrigada a alternar momentos com e sem a bola. O gol cedo foi decisivo para tal comportamento. Com seu 4-1-4-1, normalmente defendendo em bloco médio, o Verdão teve Felipe Melo compensando espaços e coordenando as alternâncias de pressão na bola na entrada do último terço do campo. Veja na imagem abaixo que, ao ver Marcos Rocha quebrar a linha para pressionar o adversário, Felipe já se posiciona no espaço entre o lateral e o zagueiro pela direita (Antonio Carlos).

Marcos Rocha quebra a linha e Felipe Melo se coloca no espaço aberto
Marcos Rocha quebra a linha e Felipe Melo se coloca no espaço aberto DataESPN

O movimento de Felipe Melo vai sempre acontecer com a bola como referência. De acordo onde está a posse do adversário, ele flutua com a equipe, sendo uma importante peça para quebrar e impedir bolas entrando entrelinhas, nas costas de Lucas Lima e Tchê Tchê. Na ilustração abaixo fica fácil ter uma noção dessa movimentação de um lado para o outro, que é o que se exige do volante que atua sozinho à frente da linha defensiva. Inclusive já escrevi aqui no blog sobre essa função, que é de muita complexidade no futebol atual. Clique aqui e veja.

Perceba na ilustração como a referência posicional do volante se dá pelo local da bola e alinhado à linha defensiva
Perceba na ilustração como a referência posicional do volante se dá pelo local da bola e alinhado à linha defensiva DataESPN

A experiência de Felipe Melo em grandes centros na Europa contribuiu muito para estas leituras citadas acima. Tanto na Internazionale quanto na Juventus ele atuou nesta função com certa regularidade. Apesar das variações de plataformas de jogo, às vezes até com um outro volante ao seu lado, esteve sozinho com meias à frente em diversos momentos. No Galatasaray, apesar do 4-2-3-1 mais fixo usado na época, também contribuía com movimentos similares.     

Infelizmente ainda vemos o futebol no Brasil sob a ótica da individualidade. Temos conosco a ideia de que o craque resolve e não a organização. Felipe Melo é só um dos milhares de exemplos neste esporte que comprovam que a individualidade tem que servir o coletivo. E quando isso acontece, o talento é potencializado e decisivo. Então, antes de gostar ou não de algum jogador, busque observar o seu em torno. Às vezes tudo que o rodeia não ajuda. 

Acontece toda hora...


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Fonte: Renato Rodrigues, do DataESPN

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Um novo Barcelona? Quais as mudanças de Koeman e como segredo na defesa transformou o time

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Real Madrid com três zagueiros contra o Barcelona? O possível esquema para 'El Clásico' e a importância de Marcelo

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Santos dá passo importante na Libertadores, e ideias de Ariel Holan começam a aparecer

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Fora da curva, decisivo, mutável e agora com baixo custo benefício. Manchester City acerta ao não renovar com Kun Agüero?

Renato Rodrigues
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Aguero Penalti Manchester City Wolverhampton Copa da Liga 24/10/2017
Aguero Penalti Manchester City Wolverhampton Copa da Liga 24/10/2017 Sam Bagnall - AMA/Manchester City FC via

Uma lenda deixará sua casa quando a temporada 20/21 terminar. Depois de 10 anos, Kun Aguero não jogará mais pela equipe em que fez história. Maior artilheiro da história do Manchester City com 257 gols (em 384 partidas), várias taças conquistadas e uma identificação enorme com a torcida.

Mas quais são os reais motivos desta decisão por parte do clube?

Bom tentaremos explicar por aqui. 

Talvez o ponto principal seja no custo benefício do argentino nesta sua reta final de carreira. Ele terminará seu contrato com 33 anos completados e marcado por uma temporada de muitas lesões e poucos minutos em campo, coisa que vem acontecendo nas últimas temporadas.

Se olharmos para as últimas cinco temporadas de Sergio Aguero no City, a atual realmente chama a atenção negativamente, mas as anteriores mostram que trata-se de uma queda gradual e que talvez mostre que o atleta aos poucos tem perdido importância na atual conjuntura de sua equipe. Confiram os números:

TEMPORADA 20/21
454 MINUTOS 
11% DOS MINUTOS JOGADOS PELO CITY
3 GOLS
0 ASSISTÊNCIAS

TEMPORADA 19/20
2183 MINUTOS
41% DOS MINUTOS JOGADOS PELO CITY
24 GOLS
2 ASSISTÊNCIAS

TEMPORADA 18/19
3369 MINUTOS
61 % DOS MINUTOS JOGADOS PELO CITY
32 GOLS
8 ASSISTÊNCIAS

TEMPORADA 17/18
2934 MINUTOS
58% DOS MINUTOS JOGADOS PELO CITY
30 GOLS
6 ASSISTÊNCIAS

TEMPORADA 16/17
3504 MINUTOS
66 % DOS MINUTOS JOGADOS PELO CITY
33 GOLS
7 ASSISTÊNCIAS

Talvez o ponto principal das estatísticas acima seja a porcentagem de minutos que Agüero esteve em campo nas últimas temporadas. Mesmo mais jovem, sempre teve alguns problemas físicos e de lesão, mas ano pós ano essa sua presença em campo tem caído. Veja como os minutos vão diminuindo.

A entrega de gols e assistências também é um ponto bem claro neste levantamento, mostrando que o craque passou a "dar" menos nos aspectos decisivos nas últimas temporadas.

Inteligência para suprir deficiências

Agüero tem um perfil que foge totalmente do típico centroavante do futebol contemporâneo. Com 1,73m de altura e sem a força de grandes camisas 9 que estão surgindo no cenário mundial, o argentino sempre compensou seu jogo com inteligência e eficiência.

Trata-se de um atacante com uma leitura de espaços fora do comum. Não precisa de grandes brechas para criar uma chance e concluí-la com enorme eficiência. Trabalha bem as diagonais curtas, sempre explorando os espaços e jogando rente a linha defensiva, que nem precisa estar muito alta. Não pega tanto na bola, mas usa dribles curtos e rápidos simplesmente para tirar a marcação e dar no gol.

Compreende perfeitamente também a necessidade de se colocar em espaços que normalmente a bola passa, o que o faz parecer em muitas vezes um simples "empurrador de bola". Mas não é o caso. Esse feeling é raro, e é o que fez jogar em alto nível até agora.

A mutação de Kun

Como todo jogador de futebol acima da média, Agüero precisou se transformar nos últimos anos. Acostumado a dar arranques em distâncias grandes e trabalhar com muita mobilidade, o atacante do Manchester City foi perdendo essa potência nos últimos anos.

Foi ficando cada vez mais nítida a sua dificuldade nos arranques. A explosão já não era a mesma dos tempos de Atlético de Madrid e seus primeiros anos de City. Por isso, foi criando toda essa movimentação mais curta para ser o máximo decisivo possível e usar o mínimo fisicamente.

De um jogador que explorava os lados tinha alta capacidade de vir de trás conduzindo a bola, Kun começou a facilitar mais o jogo de seus companheiros. Faz tabelas curtas e rápidas, fazer diagonais menores e abrir espaços para os companheiros infiltrarem. 

Atletas de alto nível, inevitavelmente passam por algumas transformações. Física, tática e técnica. A diferença entre eles está justamente em quem consegue se adaptar e se manter na alta prateleira. 

Sergio Agüero, certamente, esteve entre estes geniais jogadores.

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Reforço do São Paulo, Éder se encaixa no esquema como 'segundo atacante'; assista e entenda

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DataESPN: Veja o que Boca Juniors e River Plate têm de forte para o Superclássico

Renato Rodrigues
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De um lado, a infiltração de Sebastian Villa, mobilidade de Tevez e os avanços de Frank Fabra entre os destaques do Boca Juniors; do outro, o River Plate aparece com a abertura de campo com os alas e a ideia de jogo com Nicolás De La Cruz entre a linhas do adversário. 

Veja a análise de Renato Rodrigues:


Com transmissão exclusiva do FOX Sports, Boca x River, um dos maiores clássicos do mundo, acontece neste domingo. Veja AO VIVO a partir de 18h, com narração de Luiz Carlos Largo e comentários de Renato Rodrigues e Diego Lugano.

Fonte: Renato Rodrigues

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Cristiano Ronaldo 'em baixa' na Juventus é a prova do quão mais coletivo o futebol tem se tornado

Renato Rodrigues
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"Esse carrega o time nas gostas", "Fulano joga sozinho"... Essas expressões sempre foram muito populares num futebol não tão distante. Por outro lado, caem por terra a cada ano que passa. E Cristiano Ronaldo na Juventus é uma prova viva e cristalina de como as individualidades estão cada vez mais dependentes do coletivo no futebol praticado na atualidade.

Por estes dias, vi uma manchete de um jornal esportivo na Itália assim: 'CR7 fracassa em levar a Juve a voos mais altos'. Uma chamada, no mínimo injusta, para não dizer mais. Leviana até, já que o sucesso ou não de uma equipe de futebol está cada vez mais atrelado à estrutura criada para que jogadores acima da média se potencializem e sejam decisivos.

Cristiano é mais uma vítima disso. O 'em baixa' no título deste post, justamente entre aspas, relativiza isso, mesmo com o craque português sendo o atual artilheiro do Italiano, com 20 gols marcados. Mostrando que o não sucesso de sua equipe atualmente passa por vários pontos que constituem uma equipe de futebol.

CR7 vacilou feio em gol do Porto na Champions; assista


Mas comecemos falando do próprio Cristiano Ronaldo. 

É bastante nítido que o camisa 7 precisou passar por adaptações na carreira para continuar atuando em alto nível. Até pela sua idade (fez 36 anos em 5 de fevereiro), que já não lhe dá a mesma mobilidade/velocidade de anos atrás, o português passou a jogar cada vez mais perto do gol. Hoje é um definidor, um jogador terminal e não aquele ponta explosivo dos tempos de Manchester United, capaz de criar situações e também concluí-las. 

Cada vez mais 9, Cristiano passa a depender mais do seu entorno. Justamente para ser municiado, para que criem chances para ele finalizar, já que se transformou especialista no assunto. Para se ter uma noção, seu aproveitamento em finalizações nesta temporada (41,5%) é o melhor nas últimas três e o segundo melhor nas últimas cinco temporadas. Ou seja, sua capacidade de acabar as jogadas segue na média.

O entorno

A questão aí é seu entorno. A estrutura por trás do craque, que, claramente, ainda é desajustada.

Com um treinador novo para temporada. E novo nos dois sentidos: recém-chegado ao clube e recém-treinador. Andrea Pirlo ainda mostra sérias dificuldades para colocar seu modelo de jogo em prática. Vê-se uma ideia bastante clara, com controle através da posse, pressão alta, ataque mais posicional... O ponto é a execução de tudo isso, ainda longe do ideal.

Até por este motivo é um time que oscila muito na temporada. Tem altos e baixos, com boas e más atuações. O jogo fora de casa pela Champions League contra o Porto, por exemplo, é uma referência bem clara do 'jogar mal' da Juve.

A equipe de Turim é atualmente um time com uma circulação de bola lenta e pouco efetiva. Com isso, cria-se menos, chega-se menos ao terço ofensivo com chances nítidas de gol e isso impacta diretamente o desempenho de Cristiano Ronaldo.

O português, em reta final de carreira, também não oferece essa pressão pós-perda que Pirlo tenta aplicar no modelo de jogo da equipe. O que acaba também influenciando no desempenho do restante do time. É uma via de mão dupla. E Cristiano influencia e é influenciado ao mesmo tempo. Não tem como fugir disso.

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O tempo também passa para os gênios 

O tempo passa para todos. E é cada vez mais importante que jogadores do nível de CR7, a partir do momento em que a idade vai avançando, precisam estar em um contexto cada vez mais criterioso para render em alto nível. Lionel Messi é um exemplo claro disto também, mas que pode ser tema de um próximo post.

Juventus e Cristiano Ronaldo podem passar a temporada sem títulos. Isso seria realmente frustrante dentro dos planos do clube e o que é investido ali dentro. Mas por outro lado nos mostra como o futebol de poucos espaços necessita cada vez mais de uma estrutura bem elaborada para craques brilharem a longo prazo. 

Se os clichês lá do começo do texto estão cada vez mais batidos, o "uma andorinha só não faz verão" ganha cada vez mais força no futebol atual. Tudo mexe, tudo muda. E no esporte que mais amamos não seria diferente.


Cristiano Ronaldo lamenta em partida da Juventus contra o Porto
Cristiano Ronaldo lamenta em partida da Juventus contra o Porto Getty Images

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No Brasileirão sem unanimidade, Flamengo e Rogério Ceni têm méritos difíceis de contestar

Renato Rodrigues
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O Flamengo venceu o Brasileirão mais difícil dos últimos tempos. Não sobrou como na edição anterior, empilhou tropeços e bons jogos ao mesmo tempo. Rogério Ceni, entre elogios e muita desconfiança, trocou o pneu do carro com ele andando e em alta velocidade.

Ninguém que vencesse esta edição seria unanimidade. Nenhum time apresentou "futebol de campeão" ao longo de uma temporada atípica. O que vimos foram momentos. Do São Paulo, do Inter, do Atlético-MG... Sequências fortes que foram se esvaziando tamanha a complexidade de jogar em um ano maluco, cheio de dificuldades.

O Flamengo engatou seu bom momento no final e isso acabou sendo decisivo. Apesar da partida ruim no Morumbi, que garantiu o título rubro-negro, as últimas rodadas foram de crescimento. Ceni, apesar de estar longe de ter seu time pronto, conseguiu atacar problemas importantes para levantar o caneco.

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O que Ceni atacou?

A primeira missão foi estancar a fragilidade defensiva da equipe. É verdade que o Flamengo não passou a ser uma fortaleza lá atrás, mas conseguiu dar um salto considerável se olharmos a situação anterior à chegada do atual treinador. Organizou melhor as coberturas, trabalhou melhor a linha defensiva e, principalmente, arrumou o tal do "ataca-marcando", que trata-se da estrutura de jogadores que ficam na retaguarda enquanto a equipe ataca e que precisam estar sempre encaixados em possíveis jogadores que ativarão os contra-ataques.

Outro ponto importante na caminhada rubro-negra com Ceni foi a recuperação de Gabigol. Com mais liberdade de movimentação, o atacante cresceu e se transformou em uma peça-chave nesta arrancada. O camisa 9 é um centroavante diferente daquele convencional. Precisa "fazer o seu jogo" e, principalmente, que seus companheiros o coloquem em condição de finalizar. É um atacador de espaço, usa os movimentos na profundidade para tirar vantagem. Então, a bola precisa entrar nestes espaços.

A entrada de Diego como um dos jogadores mais recuados, alinhado a Gerson, também teve um acréscimo gigante na construção das jogadas. Com o meia em campo, ficou mais confortável achar Everton Ribeiro e Arrascaeta no espaço entrelinhas, normalmente nas costas dos volantes do adversário. A grande dificuldade do Fla contra o São Paulo, aliás, foi isso. Os meias pouco foram acionados neste espaço e, quando foram, mostraram não estar em uma noite feliz.

Brasileirão do caos

Quando eu falo em Brasileirão mais difícil de todos os tempos ou talvez da história, me refiro às condições que TODOS os clubes tiveram que jogar na atual temporada.

Zero chance de treinar, calendário amontoado, excesso de lesões, casos de COVID-19, quebra de meses sem jogos... Foram nítidas as dificuldades de todas as equipes ao longo desta caminhada. 

O Flamengo ainda teve um agravante: trocou de treinador no meio dessa loucura. Ou seja, por mais que não tenha atingido um nível alto de desempenho e tenha oscilado, Rogério Ceni conseguiu um feito considerável e bem complexo. Fez ajustes praticamente sem treinar. Conseguiu mobilizar a equipe e melhorar aspectos importantes na base da conversa e vídeos, por isso ficou longe do ideal. Mas fez tudo isso sem deixar de querer de ser protagonista do próprio jogo.

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Se o Internacional tivesse sido campeão, os méritos de Abel Braga seriam parecidos. As condições que o treinador assumiu a equipe eram bastante parecidas. A diferença está na maneira de jogar, na maneira de se desenvolver seu jogo. Mas isso, sem nenhuma dúvida, não apaga o bom trabalho do treinador, agora o recordista de jogos sob o comando do Inter.

O fim deste Brasileirão é de alegria para o Flamengo. Mas é também de alívio para praticamente todas as equipes que disputaram a competição. Foi uma temporada insana. Com condições desumanas para um esporte praticado em alto nível. Por isso, foi tão difícil cobrar qualidade e intensidade ao longo da competição.

Certamente que foram meses de muito caos para todos envolvidos. O pior é que 2021 promete ser da mesma forma ou pior. E a verdade é que, no final, só um poderia sorrir com uma taça na mão. Os outros, apesar da decepção de não ter terminado na ponta, também têm bastante motivos para estarem orgulhosos.

Rogério Ceni teve seus momentos de irregularidade, mas ajustou o Flamengo
Rogério Ceni teve seus momentos de irregularidade, mas ajustou o Flamengo Alexandre Vidal / Flamengo
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Palmeiras precisa de trabalho e ajustes, não de crise pós-Mundial

Renato Rodrigues
Renato Rodrigues

Vexame, vergonha, fracasso... Chame como você quiser a estadia do Palmeiras no Catar. Mais que não conseguir o título do Mundial de Clubes, a equipe treinada por Abel Ferreira ficou devendo em desempenho. Ganhar ou não a taça passa a ser o menor dos problemas, já que a temporada alviverde ainda não terminou.

A queda de performance do Verdão é nítida e não se resume apenas ao campeonato perdido para o Tigres. O segundo jogo contra o River, a final contra o Santos e algumas partidas do Brasileirão já demonstravam certa instabilidade no desempenho.

Por isso o momento é de reflexão, ajustes e muito trabalho. Por mais que a pressão e a cobrança cresça, a temporada ainda não acabou e pode ser de mais conquistas ainda.

A primeira missão é entender o quão desgastado fisicamente esse Palmeiras está. O ponto alto da temporada nas mãos de Abel foi de um time altamente intenso, agressivo e que resolvia jogos com ações rápidas. Coisa que atualmente se perdeu.

Abel Ferreira, técnico do Palmeiras
Abel Ferreira, técnico do Palmeiras Cesar Greco/Ag Palmeiras

O Palmeiras do Mundial foi um time moroso, sem pegada e sem intensidade. E não digo só sem a bola, mas com ela também. Circulação da bola lenta, pouco movimento de quem não tinha a bola e, principalmente, repertório para agredir as defesas adversárias.

A missão da comissão técnica neste momento é estudar jogador por jogador e as suas necessidades, justamente para recuperar aquela eletricidade que trouxe a equipe para a disputa (e conquistas) de coisas grandes na temporada. Não sou especialista na área, mas é nítido que alguns atletas precisarão de algum descanso ou mesmo uma preparação mais individualizada.



O segundo passo é investir pesado na estrutura ofensiva da equipe. O Palmeiras é muito competitivo quando encaixa ataques rápidos, normalmente com campo e espaço para explorar, mas é hora de ir adiante, ter mais repertório com a bola, ter mais mecânicas e movimentos para gerar brechas nas defesas adversárias.

Querendo ou não, Abel Ferreira terá o Campeonato Brasileiro para isso. Entre uma rotação ou outra de elenco na competição, o treinador português terá um pouco mais de tempo para trabalhar isso no dia a dia, coisa que não teve até agora. Justamente por isso creio que a crítica não deveria ser tão incisiva como vem sendo, já que o comandante praticamente joga e recupera seus jogadores. Não tem treino, não tem trabalho e desenvolvimento do modelo de jogo. É tudo muito atípico.

Mas espantou a incapacidade do Palmeiras de gerar espaços nos seus últimos compromissos. Faltou movimento, coordenação. Organização não é só para defender como muitos pensam. Longe da ideia de engessar, cortar a autonomia do atleta, mas existem formas de quebrar estruturas adversárias, movimentos que desequilibrem e abrem brechas para a qualidade dos jogadores se sobressair.

Até o dia 28 o Palmeiras e todo seu staff tem muito trabalho pela frente. Não tenho dúvidas que estes pontos citados acima já são discutidos internamente. Por mais que a pressão é normal, o foco tem que ser em desempenho. Retomar o bom momento e competir forte de novo.

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Brasileiro 'importantíssimo' e francês destaque: como joga o Tigres, adversário do Palmeiras no Mundial

Renato Rodrigues
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Como a mudança de posição de Arão criou novas estruturas e fez o Flamengo crescer no Brasileiro

Renato Rodrigues
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Desde a saída de Jorge Jesus, o maior pedido da torcida do Flamengo é para que quem chega tente, ao máximo, não mudar as estruturas e mecanismos de jogos que o treinador português conseguiu colocar em prática.

Com a vitória por 2 a 0 sobre o Vasco, o time rubro-negro agora depende apenas de si para ser campeão brasileiro, no caso, bi, já que tem confronto direto contra o Internacional dentro de casa. 

Entre Domènec Torrent e Rogério Ceni, obviamente que o atual treinador é quem mais tenta "emular" o modo JJ na sua forma de jogar. Começando pelo sistema com dois atacantes, em que tem Gabriel e Bruno Henrique. A necessidade do pós-perda de muita pressão, a linha defensiva alta, Filipe Luís como um lateral-construtor... Algumas semelhanças são bastante claras. 

Fla bate Vasco com gols de Gabigol e Bruno Henrique; assista


Mas é um Flamengo diferente. Com alguns mecanismos e peças com funções distintas. Simplesmente porque trata-se de um esporte que exige mudanças. Sempre. 

Um time de futebol é um organismo vivo. Necessita de adaptações e ajustes a cada jogo. Peças sobem e crescem de desempenho. Lesões, suspensões, jovens que chegam e tomam espaço. São vários os motivos para se entender que um time campeão não permanece estático por temporadas. E é o caso do Fla.

Por mais que ainda tenha muita margem de crescimento, o time rubro-negro vive um momento de crescimento justamente por ter sido obrigado a fazer ajustes e criado novas dinâmicas de jogo.

Arão na zaga

O primeiro ponto, que mexe todo o tabuleiro flamenguista, é o recuo de Willian Arão para a zaga. O volante tem dado conta do recado, mas mexeu na posição de vários companheiros.

Diego entrou no time. Com características totalmente diferentes das de Arão, Gerson ganhou novas atribuições. A nova dupla de volantes se alterna bastante nas subidas ao ataque, mas é Gerson quem, nitidamente, está mais contido. Até chega na área, mas não com a frequência da temporada passada. 

Os laterais também passaram a ter mais responsabilidades na hora de defender. Raramente atacam ao mesmo tempo. Justamente para criar um equilíbrio no momento em que a equipe perde a bola, deixando mais jogadores na retaguarda para neutralizar contra-ataques.

Por exemplo: quando Filipe Luís avança um pouco mais no campo, Isla dá alguns passos para trás e fica vigiando um provável contra-ataque. Quando Isla sobe, espetado, Filipe fecha por dentro e joga quase como um terceiro zagueiro, construindo de frente para o jogo - aliás, função que o mesmo se sente mais confortável (veja nas imagens abaixo).

Veja no frame do jogo: Isla espetado, bem aberto e avançando. Filipe fecha por dentro
Veja no frame do jogo: Isla espetado, bem aberto e avançando. Filipe fecha por dentro DataESPN
Agora o contrário: Filipe avança e Isla já começa a se posicionar mais atrás
Agora o contrário: Filipe avança e Isla já começa a se posicionar mais atrás DataESPN


Isso faz com que Bruno Henrique ou Arrascaeta precise "abrir o campo" pelo lado esquerdo, justamente para tentar abrir a defesa, já que não é o lateral quem vai ultrapassar a todo instante por ali.

Como disse acima, o Flamengo ainda é um conjunto em construção. Oscila dentro das próprias partidas e também no campeonato. Mas a qualidade que tem e a melhor organização de suas peças neste momento o recolocaram na disputa pelo título. 

E isso é fruto de mudanças. De saídas e ajustes. De um organismo vivo pedindo transformações.


Rogério Ceni sofre segunda eliminação no comando do Flamengo
Rogério Ceni sofre segunda eliminação no comando do Flamengo Alexandre Vidal / Flamengo


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Como a mudança de posição de Arão criou novas estruturas e fez o Flamengo crescer no Brasileiro

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As fraquezas de Palmeiras e Santos! Em que ambos precisam melhorar para levar o título da Libertadores?

Renato Rodrigues
Renato Rodrigues

Jogadores de Santos e Palmeiras disputam a bola durante clássico pelo Brasileiro
Jogadores de Santos e Palmeiras disputam a bola durante clássico pelo Brasileiro Getty

Palmeiras e Santos fazem a final da Conmebol Libertadores no próximo sábado (30), e separei lances que mostram em que cada equipe precisa ficar esperta para não ser batida pela rival. Uma análise de pontos negativos que os dois finalistas têm mostrado nos últimos jogos e que precisarão ajustar para levar o caneco no Maracanã. 

O FOX Sports transmite ao vivo a final da Conmebol Libertadores, entre Palmeiras e Santos, no próximo sábado, 30 de janeiro, a partir das 17h (horário de Brasília). A decisão também terá acompanhamento em tempo real do ESPN.com.br, com VÍDEOS de lances e gols. E quando a bola parar, a melhor cobertura pós-jogo será na ESPN Brasil e no ESPN App, com entrevistas, festa do título e muita análise e opinião em SportsCenter e Linha de Passe, entre 19h e 0h. 

As fraquezas que Palmeiras e Santos precisam superar; assista


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'Paredão' x 'cara do equilíbrio': quem são os carregadores de piano em Palmeiras e Santos

Renato Rodrigues
Renato Rodrigues

Palmeiras e Santos fazem a final da Conmebol Libertadores no próximo sábado (30), e dois jogadores, um de cada lado, podem ser considerados os pilares de suas equipes. 

FOX Sports transmite ao vivo a final da Conmebol Libertadores, entre Palmeiras e Santos, no próximo sábado, 30 de janeiro, a partir das 17h (horário de Brasília). A decisão também terá acompanhamento em tempo real do ESPN.com.br, com VÍDEOS de lances e gols. E quando a bola parar, a melhor cobertura pós-jogo será na ESPN Brasil e no ESPN App, com entrevistas, festa do título e muita análise e opinião em SportsCenter e Linha de Passe, entre 19h e 0h. 

Um esbanja vigor físico e quase nunca perde uma disputa, seja por baixo ou pelo alto, é um dos líderes do grupo alviverde e não só comanda a zaga como é importante no começo das jogadas.

O outro é o ponto de equilíbrio alvinegro em campo, diminui o espaço como poucos na marcação e compõe a defesa quando um dos zagueiros sai.

É em cima destes dois 'carregadores de piano' que montei mais esta análise no DataESPN, que você vê no vídeo abaixo.

Paredão' x 'cara do equilíbrio' em Palmeiras e Santos; assista


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'Paredão' x 'cara do equilíbrio': quem são os carregadores de piano em Palmeiras e Santos

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Variação de sistema, mais jogo curto e presença ofensiva: como funciona o "novo" Atlético de Diego Simeone?

Renato Rodrigues
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Fonte: Renato Rodrigues

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Renato Rodrigues
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Renato Rodrigues
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Fonte: Renato Rodrigues

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Fonte: Renato Rodrigues

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Fonte: Renato Rodrigues

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