Em clássico de "blocos" na Vila, Santos e São Paulo provam: é possível jogar um futebol rico e atual no Brasil

Renato Rodrigues
Renato Rodrigues
Gazeta Press
Os técnicos Rogério Ceni e Dorival Júnior
Os técnicos Rogério Ceni e Dorival Júnior fazem grandes trabalhos em São Paulo e Santos

Santos e São Paulo protagonizaram, na Vila Belmiro, um daqueles jogos que, sinceramente, tanto faz quem sai vencedor. Quem realmente ganha nestes tipos de partidas é quem as assiste. Com modelos de jogo ricos e até semelhantes em alguns sentidos, Dorival Junior e Rogério Ceni provaram, definitivamente, que é possível jogar um futebol equivalente ao nível das melhores ligas do mundo.

Não é um exagero.

O São Paulo ficou, com toda justiça, com os três pontos após o 3x1. Mas como foi desenhado esse embate na Baixada Santista? Que tipos de conceitos tão atuais que os dois treinadores conseguiram colocar em prática no primeiro clássico do Paulistão 2017?

Talvez a situação que mais nos chamou a atenção na partida foi a disputa pelo controle dos espaços. Muito por conta disso, as duas equipes jogaram em blocos sólidos. Mantiveram suas linhas próximas e compactas, seja no momento ofensivo ou no momento defensivo.

Na imagem abaixo, por exemplo, vemos o Santos com a bola. É um lance logo no início da partida, com os jogadores de linha já posicionados em fase ofensiva. Veja como eles usam a amplitude para abrir o campo e praticamente quatro jogadores rentes a linha defensiva do adversário, para gerar profundidade ou mesmo trabalhar entrelinhas. O início santista foi muito bom.

DataESPN
Em momento ofensivo, o Santos abre o campo e tenta empurrar o compacto São Paulo
Em momento ofensivo, o Santos abre o campo e tenta empurrar o compacto São Paulo

Com grande intensidade e organização, os comandados de Dorival tentaram sufocar o rival. Os tricolores, por outro lado, tentavam diminuir a área de atuação do adversário (como vemos na imagem acima). Tudo isso acontecia em 30 metros de grama. Ou seja, 20 atletas posicionados em um só espaço. Em um só bloco que se movia juntamente com a bola.

Nestes casos quem ataca sempre tem um ou dois companheiros próximos para jogadas combinadas e trocas rápidas de passe. Já quem defende, consegue povoar os setores e exercer maior pressão sobre o portador da bola. É um jogo de imposição e propostas.

Mas o "x" desta questão é simples. No fim das contas, tudo isso acontecia por um só motivo: a obsessão por ter a posse da bola. Enquanto Dorival trabalha este modelo de jogo desde a última temporada, quando fez grande campanha no Brasileirão, Rogério, em pouco tempo como treinador, já deixou claro que quer seu São Paulo jogando um futebol agressivo, controlador e ofensivo.

No final, a equipe da casa ficou com 58% da posse contra 42% do visitante (na imagem abaixo vemos agora o Tricolor com a bola na mesma situação da foto anterior).

DataESPN
O Santos, em seu momento ofensivo, tenta abrir o campo. Enquanto isso, São Paulo tenta diminuir a área de atuação do rival
Agora é o São Paulo que se organiza ofensivamente e enfrenta um Santos totalmente compacto

Mas ter a bola não é algo tão simples. Afinal, o que fazer com ela?

Assim como os alvinegros, na primeira metade da etapa inicial, os tricolores conseguiram fluidez em seu jogo coletivo. Ambas as equipes tiveram consigo o apoio, as aproximações e  as aberturas de linha de passe para construção de triangulações. A diferença, no entanto, foi que o São Paulo fez melhor uso dessa posse tão disputada.

Se o Peixe abriu o placar logo de cara após um grande volume ofensivo, os são-paulinos, aos poucos, foram equilibrando a situação. Apesar de não estar melhor na partida, o Tricolor chegou a igualdade ainda na primeira etapa. As equipes foram para o vestiário com 1x1. Era hora dos ajustes no intervalo. E esse descanso só fez bem para um lado.

O segundo tempo foi de total controle do São Paulo. Ainda mais concentrado e intenso, o time do Morumbi conseguiu ser ainda mais agressivo. No lance do gol da virada (imagem abaixo) é possível ver o conceito do perde e pressiona, sempre muito cobrado e estimulado por Ceni nos treinamentos. Muita pressão ao portador da bola, reações rápidas após a perda da bola e superioridade numérica no setor. 

DataESPN
São Paulo pressiona o Santos antes de recuperar a bola e ver Luis Araújo marcar o gol da virada
São Paulo pressiona o Santos antes de recuperar a bola e ver Luis Araújo marcar o gol da virada

Com um alto nível de concentração, o São Paulo esteve muito forte mentalmente. O Santos, cada vez mais pilhado, foi perdendo a mão. O amplo controle do jogo por parte dos tricolores era nítido, seja com ou sem a posse da bola. Fechando espaços, flutuando suas linhas e gerando superioridade numérica na zona da bola, o São Paulo não passou grandes sustos até o final e saiu, com justiça, vitorioso.

O desempenho do São Paulo, independente dos resultados, surpreende neste início de temporada. Não são simplesmente os placares que nos assustam e sim a riqueza de conceitos que a equipe apresenta em tão pouco tempo de treinamentos. Com um modelo de jogo que oferece riscos defensivos, principalmente quando o adversário consegue tirar a bola da pressão, Rogério ainda precisa ajustar a equipe para sofrer menos nas transições.

Já o Santos, mais maduro pelo tempo de trabalho e reforçado para 2017, não deve encarar este momento como terra arrasada. Ao contrário, tem que acreditar no caminho que está seguindo. O trabalho até aqui é ótimo e derrotas como essas, por mais doloridas que são, trazem lições que deverão ser usadas pelo restante da temporada. O Peixe, sem nenhuma dúvida, é uma das equipes mais fortes e bem treinadas do país.

E a Vila Belmiro, que já viu Pelé e Coutinho, que viu crescer Robinho, Diego e Neymar, que recebeu pinturas de Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho e Marcelinho Carioca, sem dúvidas, recebeu um dos clássicos mais bem jogados dos últimos tempos. Certamente foi uma das melhores partidas que vi nos últimos anos em solo brasileiro. O San-São desta quarta nos dá esperança. Fé que, em um futuro próximo, nosso futebol vai caminhar para a tal revolução que tanto precisamos.

Que assim seja!

 

Fonte: Por Renato Rodrigues, do DataESPN

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As retrancas que não me deixam jogar: afinal, quando isso vai parar no futebol?

Renato Rodrigues
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Renato Gaúcho no último treino do Flamengo
Renato Gaúcho no último treino do Flamengo Alexandre Vidal / Flamengo

Sim, o título deste post é totalmente irônico. Então leia o texto, eu não estou louco. E se for para discordar, deixe para o final.

Se tem uma parada bem bizarra no futebol é a desculpa: "meu time não ganhou porque o adversário jogou fechado demais". Após o  0 a 0 contra o Cuiabá, no último domingo, dentro de casa, Renato Gaúcho deixou essa insatisfação bastante nítida em vários momentos da sua entrevista coletiva. Nas redes sociais, vários torcedores também foram na mesma linha.

E deixando bem claro aqui: essa não é um exclusividade do treinador do Flamengo. É algo bem recorrente e que por vezes passa desapercebido.

Mas o grande problema deste argumento é que ele simplesmente não faz o menor sentido.

O primeiro ponto é entender que não existe só uma maneira de se jogar futebol. Vivemos tempos no Brasil em que tem sido reproduzido um discurso só um tipo de futebol é válido. Um pensamento de que estratégias que fogem da opinião comum são simplesmente uma afronta à história do esporte. Resumindo: só pode jogar ofensivamente, no campo do adversário, pra frente... Fora isso, está errado. E ponto.

Trata-se de até de um pensamento quase que antidemocrático. 

Mas sabemos bem que não é assim que funciona. Existem inúmeras formas de vencer e perder, e jogar bem trata-se, pelo menos pra mim, de se aplicar com sucesso a estratégia imposta para aquela partida. Se é bonito ou feio, aí depende. É um gosto meramente particular, que cada um tem o seu.

Dito isto, fica claro que o Cuiabá, dentro do que planejou, fez um ótimo jogo e o Flamengo, dentro do que tinha com estratégia na partida, não foi eficiente. Simples assim.

Brasileirão: Flamengo pressiona, mas não consegue furar o bloqueio do Cuiabá; veja os melhores momentos


No duelo do Maracanã, o time visitante optou por baixar o bloco defensivo, congestionar o centro do campo e obrigar a equipe rubro-negra a atuar mais pelos lados. Com isso, vimos um festival de cruzamentos. Muitas vezes eles eram feitos de forma antecipada (na entrada do terço ofensivo e não chegando no fundo), o que facilitava as rebatidas de Paulão e Empereur. No fim das contas, foram 46 bolas alçadas na área. 

E lá vamos nós quebrar mais um preconceito: não existe problema em cruzar. Aliás, é um artifício bem válido, desde que seja feito com critério. Da maneira que o Flamengo o fez e sem ter jogadores com características para vencer os duelos aéreos, realmente não fez sentido.

Dizer que o adversário não jogou é no mínimo desrespeitoso. Ainda mais quando se fala de uma equipe inferior tecnicamente, que briga por permanência na primeira divisão diante de um time amplamente mais qualificado. É simplesmente tirar o mérito de atletas que se doaram por uma causa, treinaram, se concentraram e se aplicaram totalmente por ela. É simplesmente esconder o fato do seu plano não ter dado certo.

E não tem problema nisso. Tem jogos que não acontecem, que você não flui. Realmente é difícil se sobrepor  a este tipo de estratégia. Não é só o Flamengo que encontra essas dificuldades neste tipo de cenário. A questão aí é reduzir o trabalho do oponente a "só se defender". Defender é jogar. 

Não é jogar o tipo de jogo que você gosta de assistir? Ok. Está no seu direito. Mas é futebol, queira você ou não. E com tudo dentro da regra.

Mais que isso: é querer aplicar sua estratégia de jogo e ainda querer controlar a estratégia do adversário. "Ora, joga mais aberto aí, preciso de espaço para meu jogo funcionar". Não dá. Parece papo de doido, não?

Após empate do Flamengo, Renato Gaúcho critica arbitragem: 'O VAR tem que parar de apitar o jogo'


Espaço, algo tão raro no futebol atual, precisa ser criado e existem mecanismos e estímulos para isso. Por outro lado, a cada rodada que passa, fica claro que o Flamengo tem grandes dificuldades de se desenvolver neste sentido. Desde a chegada de Renato Gaúcho o time rubro-negro tem funcionado muito melhor em transições ofensivas, recuperando a bola e acelerando as jogadas com o adversário desorganizado. E esse é, de fato, um ponto relevante para se discutir. 

Cobrar que o adversário faça o que você julga melhor para sua equipe é inimaginável. Mais que isso, beira a insanidade.

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Com mais bola no chão e menos cruzamentos, Sylvinho vai dando suas cartas no Corinthians

Renato Rodrigues
Renato Rodrigues

É nítida a melhora do Corinthians nos últimos jogos. Obviamente que a qualidade acrescentada com Róger Guedes, Willian, Giuliano e Renato Augusto é o principal motivo deste avanço em desempenho, mas também existem algumas ideias de seu treinador por trás disso.

De um time extremamente vertical com Vagner Mancini, Sylvinho vai conseguindo, enfim, colocar um pouco de suas ideias em prática e o que vemos hoje é um Timão mais propositivo, fazendo um jogo mais apoiado e com bola no chão.

Prova disso é o aumento na média de passes por jogo. Com o treinador anterior, 430,7 por jogo, com 340,4 em média de acertos. Agora, com o ex-lateral-esquerdo, a média subiu para 501,2 por partida, com 424,2 de passes certos. E não precisamos só de números para comprovar isso.

Veja na imagem abaixo como o time joga mais perto, com mais circulação de bola, mais aproximação e, principalmente, triangulações. Isso tem muito a ver com a qualidade dos atletas, que tecnicamente produzem lances mais rápidos, com maior precisão nos passes e domínios, muitas vezes já os orientando para o espaço correto.

Veja como o Corinthians ataca com mais compactação
Veja como o Corinthians ataca com mais compactação DataESPN

O Corinthians é hoje, também pelas qualidades individuais que acrescentou, mas não só, um time mais dinâmico. Joga mais rápido, muitas vezes de primeira. Finaliza melhor, chega melhor, toma melhores decisões no terço final. E isso acontece principalmente pelo bom trabalho no espaço entrelinhas, nas costas dos volantes, entre as duas linhas de marcação, como vemos abaixo.

Jogadores sempre se posicionando nas costas dos volantes
Jogadores sempre se posicionando nas costas dos volantes DataESPN

Por outro lado, Sylvinho tem o peso de organizar tudo isso. O coletivo vem primeiro. Juntar qualidade não é garantia de ter um time de qualidade. Até por isso, algumas ideias claras deste time vão para conta do treinador.

Cantillo como primeiro volante por exemplo. Com a escolha, questionada por muita gente, ele aumentou a qualidade na iniciação das jogadas. Por ter um time mais protagonista, faz sentido ter o colombiano ali vendo o jogo por trás. Convencer William, Renato Augusto e Giuliano trabalharem forte sem a bola também é um trunfo. Sem isso, inevitavelmente veríamos uma equipe desequilibrada, principalmente nas transições defensivas.

Sylvinho ganha sobrevida depois de ser muito criticado
Sylvinho ganha sobrevida depois de ser muito criticado Agência Corinthians

Trazer os pontas por dentro e abrir corredores para os laterais também é outro ponto utilizado para ocupar de maneira lógica os espaços ofensivos. Além de Roger Guedes como um típico falso nove, saindo da referência, gerando superioridade numérica no setor da bola e abrindo espaço para as chegadas dos companheiros infiltrando.

Obviamente que trata-se de um Corinthians com caminho considerável pela frente. A qualidade chegou agora, muitos dos jogadores que reforçaram o elenco ainda nem estão na sua condição física ideal. Existe muito a acrescentar. Mas é uma trajetória promissora.

Sylvinho fala sobre volta da torcida


Sem um 9 de referência, mais pelo chão

Róger Guedes tem tido um bom início com a camisa do Corinthians
Róger Guedes tem tido um bom início com a camisa do Corinthians Rodrigo Coca / Ag. Corinthians

Outro ponto de mudança deste Corinthians nos últimos jogos é não busca pelo jogo aéreo dentro da área. Para se ter uma ideia, nas últimas três partidas, sem Jô como titular, a equipe alvinegra cruzou pouco.

Contra o Palmeiras foram apenas 11 tentativas. Já na partida desta terça-feira, contra o Bahia, mesmo atrás do placar por um período, foram 16. Com jogadores técnicos e, na maioria dos casos, sem grande imposição física neste tipo de jogada, realmente não faz sentido alçar bolas na área à rodo.

A exceção foi contra o Red Bull Bragantino, talvez o melhor jogo com Sylvinho no comando se levarmos em conta o desempenho. Em Bragança, foram 30 tentativas. Mesmo assim, os gols aconteceram pelo chão. Com circulação, aproximação e paciência.

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Como Raphael Veiga ‘se sacrificou’ para seguir estratégia de Abel Ferreira e parar o Atlético-MG

Renato Rodrigues
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Raphael Veiga participou do SportsCenter e também comentou a análise feita pelo Data ESPN.


         
     


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DataESPN: Em jogo 'espaçado' e de muita trocação, Flamengo usa suas individualidades e é letal em velocidade

Renato Rodrigues
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O Flamengo venceu o Barcelona por 2 a 0, nesta quarta-feira, no Maracanã, pelo jogo de ida da semifinal da Conmebol Libertadores, e encaminhou bem a ida à grande final continental para buscar seu 3º título.

CLIQUE AQUI e veja Barcelona de Guayaquil x Flamengo em transmissão AO VIVO no FOX Sports e também pela ESPN no Star+

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Os contextos de jogo e o crescimento de Michael com a camisa do Flamengo

Renato Rodrigues
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2019. O Goiás, no meio de tabela do Brasileirão, não sofreu muitos riscos de cair porque tinha um jogador decisivo em sua equipe. Um baixinho que, com campo para acelerar, era praticamente imparável na corrida e nos dribles. 

Esse ponta rapidinho era Michael, que na temporada seguinte se transferiria para o poderoso Flamengo de Jorge Jesus, campeão de tudo e protagonista em todos os jogos que fazia. Pela frente o jogador de agora 25 anos teria um contexto totalmente diferente para se adaptar.

E foi daí que veio sua dificuldade em seu início de Flamengo.

Brasileiro: Flamengo vence Palmeiras com show de Michael no Allianz Parque; VEJA os gols!

De um time extremamente vertical, que dava a bola para o adversário e o acionava com muitos metros para contra-ataques, Michael chegou em uma equipe com ampla posse de bola, jogo no campo de adversário e pouco espaço para acelerar. Meu pé atrás sempre foi em cima disso: o contexto.

Por ser um jogador mais leve, que tem dificuldade nos duelos mais físicos, jogar em zonas com muita pressão na bola não o deixa confortável. Vindo por dentro, pegando a bola de costas... Isso não daria certo. O negócio melhorou quando ele passou a jogar em mais campo aberto.

E ficou claro que, enquanto o Flamengo era um time de mais jogo curto, associações e jogadas combinadas em pouco espaço, o atacante não conseguiu ser potencializado. Eis que chegou Renato Gaúcho.

Apesar de já vir dando mostras de evolução com o treinador anterior, no caso Rogério Ceni, foi com Portaluppi que o camisa 19 parece ter encontrado a sua melhor versão. E isso, mais uma vez, está totalmente elencado ao... Contexto!

Michael marca contra o Palmeiras no Allianz Parque
Michael marca contra o Palmeiras no Allianz Parque Marcelo Cortes/Flamengo

Hoje o Flamengo é um time que tem diversas faces. Se mostra maduro para jogar tanto no campo do adversário, com posse e tabelas curtas, quanto esperando mais o adversário, controlando o jogo sem bola e saindo rápido quando a recupera. E aí entra Michael, com o que tem de melhor para entregar.

Contra o Palmeiras, isso ficou bem claro. O Rubro-Negro escolheu esperar o rival paulista dado momento do jogo e acionou ponta na situação que ele tem de melhor: com espaço, metros pela frente para acelerar. O primeiro gol ele faz a leitura e pisa na área para concluir. No segundo, "puro suco" de Michael. Tento, aliás, que lembra seus melhores momentos de Goiás.

Michael recebe, em transição ofensiva, com espaço para avançar
Michael recebe, em transição ofensiva, com espaço para avançar DataESPN

Como vemos no frame acima, perceba o espaço para acelerar, as coberturas desajustadas e, principalmente, a linha defensiva desorganizada. Agora olhe as próximas imagens aqui abaixo. São gols e assistências dele. Percebe alguma semelhança?

Contra o Volta Redonda, também beste ano: campo aberto para Michael
Contra o Volta Redonda, também beste ano: campo aberto para Michael DataESPN
Jogo na Vila Belmiro e assistência de Michael. Olha a situação da defesa do Santos
Jogo na Vila Belmiro e assistência de Michael. Olha a situação da defesa do Santos DataESPN

A verdade é que, quando o Flamengo apresentou um contexto mais favorável para Michael, ele pôde usar suas melhores armas. No fim das contas, tudo no futebol "DEPENDE". Depende de onde, como, quem... Da ideia por trás, da estratégia. Normalmente temos muito mais jogadores fora de contexto do que necessariamente ruins.

Quase todo mundo serve para alguma coisa. Basta explorar o que cada um tem de melhor. 

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Suco de 'Cuquismo': como Atlético-MG destruiu o River Plate bem no estilo Cuca

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Dudu e o domínio em Palmeiras x São Paulo: a análise da atuação do atacante no DataESPN

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DataESPN: Os gols de Adson, a construção das jogadas e a 'leitura de espaço' do corintiano

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Flamengo aproveita as fragilidades e vence no Paraguai; veja a análise do Data ESPN

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A função de Dudu e o 'encaixe frouxo' no gol de Luan em São Paulo x Palmeiras

Renato Rodrigues
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No primeiro jogo do duelo brasileiro das quartas de final da Conmebol Libertadores, São Paulo e Palmeiras ficaram no empate por 1 a 1 nessa terça-feira (10), no Morumbi. A equipe da casa saiu na frente com gol de Luan, aos 9 minutos do segundo tempo. E Patrick de Paula, cobrando falta aos 29, empatou para o Palmeiras.



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Como Abel Ferreira mudou totalmente o sistema de marcação do Palmeiras contra o São Paulo

Renato Rodrigues
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No primeiro jogo do duelo brasileiro das quartas de final da Conmebol Libertadores,São Paulo e Palmeiras ficaram no empate por 1 a 1 nessa terça-feira (10), no Morumbi. A equipe da casa saiu na frente com gol de Luan, aos 9 minutos do segundo tempo. E Patrick de Paula, cobrando falta aos 29, empatou para o Palmeiras.



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Missão Messi: como Maurício Pochettino encaixará o craque argentino com Neymar e Mbappé?

Renato Rodrigues
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Pensa num problema bom. Agora multiplique por 10. Bom, é com isso que Mauricio Pochettino, treinador do PSG terá que se "preocupar" nas próximas semanas. 

Com Neymar e Mbappé no elenco, mais as chegadas de Sergio Ramos, Wijnaldum e Hakimi, o treinador do PSG agora vai receber Lionel Messi, que viu sua renovação com o Barcelona subir no telhado, e chega sem contrato à França.

O grande questionamento passa a ser: como escalar tanto cara bom junto e não deixar de ter uma equipe equilibrada?

As opções do treinador argentino são muitas. Adaptações, diferentes sistemas, variações com e sem a bola... No futebol quase tudo é possível, desde que seja bem treinado, pensado e, principalmente, executado pelos atletas, que são os verdadeiros protagonistas.

Montar o atual PSG vai partir, antes de tudo, do tridente de ataque que Pochettino terá nas mãos. Tudo começa por Neymar, Mbappé e Messi. E para iniciar a montagem de uma estrutura sólida, precisamos entender bem a característica de cada um deles.


Neymar comemora chegada de Lionel Messi


  




         

O primeiro ponto é que nenhum é um centroavante de fato, daquele típico, tipo Icardi (este vai ter dificuldade para jogar, aliás). Neymar e Messi se equivalem em características, ambos são arco e flecha, armam e finalizam, com obviamente o brasileiro com mais capacidade de mobilidade por conta da idade.

Já Mbappé é a flecha pura. Jogador de atacar espaços, de explosão e de grandes distâncias. Provavelmente é quem será incumbido da profundidade, de empurrar a linha defensiva adversária para trás, jogando no limite dela, para explorar a bola no ponto futuro. 

Pochettino já pode começar a quebrar a cabeça para montar seu PSG
Pochettino já pode começar a quebrar a cabeça para montar seu PSG Getty Images

Com isso, é bem provável afirmar que o PSG terá um ataque muito móvel, com frequentes trocas de posição. O prodígio francês vai trabalhar muito sem bola, em diagonais, saindo da área, para Neymar e Messi virem carregando a bola de trás. Um volante infiltrador também não seria nada mal na montagem dessa engrenagem.

Em um 4-3-3 por exemplo (imagem abaixo), você teria Messi e Neymar partindo do lado para o centro e abrindo corredor para Hakimi e Diallo, por exemplo. Com Paredes, Gueye e Verratti, você tem opções de construção por trás e também mais pegada na marcação. Wjinaldum, como típico área a área, seria o cara de mais chegada no terço ofensivo.

 

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Pois bem a primeira opção é simplesmente baixar Neymar e Mbappé na linha de meias e fecharem o lado do campo, passando a um 4-1-4-1. A segunda, e mais provável, é liberar o brasileiro ao lado de Messi e usar duas linhas de 4 em fase defensiva (veja na próxima imagem). Neste caso, Mbappé seria mais sacrificado e Wjinaldum fecharia o lado esquerdo, por exemplo.

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Estas variações seriam estruturalmente mais tranquilas, mas existem também opções em outras plataformas. Se quiser usar uma estrutura com 3 zagueiros e o ótimo Kimpembe, Pochettino pode partir para um 3-4-2-1, por exemplo, algo que ele já utilizou bastante em outros trabalhos. Di Maria poderia ser um dos alas e ele poderia usar a melhor versão de Hakimi (veja abaixo).

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A verdade é que são várias as opções, desenhos e características que o comandante do PSG terá durante a temporada. Tudo vai depender da estratégia desenhada para o próximo confronto, do adversário e do casamento de características que terá que encaixar.  Para ser competitiva, a equipe de Paris terá de ter um modelo de jogo forte, com aplicação dos atletas e muita intensidade sem a bola. São várias as equipes na história do futebol que se apresentaram como galácticas e que na hora da verdade não funcionou coletivamente.

Os últimos autógrafos de Lionel Messi a torcedores do Barcelona


  




         

O futebol tem sido cada vez mais o todo trabalhando para o individual e não o contrário. Individualidades com certeza não faltarão ao PSG, mas o desafio para fazer "tudo isso" funcionar não é dos mais tranquilos.

O problema de Mauricio Pochettino é bom. Mas não deixa de ser um problema.

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Renato Augusto, Giuliano... Só reforços não mudarão a trajetória do Corinthians com Sylvinho

Renato Rodrigues
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É praticamente unanimidade que, ao contratar Renato Augusto e Giuliano, o Corinthians acrescentou bastante qualidade ao seu elenco e em um setor totalmente necessário no atual contexto. Mas o crescimento da equipe alvinegra vai muito além de trazer novas peças para um elenco considerado ruim por parte da crítica.

E isso não tem a ver estritamente à atuação deplorável contra o Flamengo, apesar de reforçar outras necessidades que o Timão tem. A principal delas é ser um time, uma estrutura coletivamente ajustada.

Colocar as duas novidades no time não garante um crescimento espontâneo do Corinthians. Colocá-los no atual contexto, aliás, pode inclusive queimá-los, principalmente por toda a expectativa gerada com estas chegadas.

O amassado tomado contra o Flamengo em Itaquera expôs fraquezas bastante relevantes na equipe. Uma tarde que todo corintiano gostaria de apagar para sempre da sua memória. Um time nada competitivo, nada concentrado e, principalmente, demonstrando desde o primeiro minuto que não acreditava que seria capaz de vencer o adversário carioca.

Sylvinho em sua estreia como técnico do Corinthians contra o Atlético-GO
Sylvinho em sua estreia como técnico do Corinthians contra o Atlético-GO Victor Monteiro/W9 PRESS/Gazeta Press

Pouca pressão na bola, linha defensiva perdida com a mobilidade rubro-negra e poucas soluções para sair com a posse de bola. O trabalho de Sylvinho se estabilizou após o início ruim, cresceu defensivamente, mas estagnou na necessidade de jogar com a bola. As boas ideias e o bom preparado do comandante, que já foi exaltado por mim, estão se mostrando até aqui insuficientes. Até porque o futebol é isso e muito mais coisas.

Renato Augusto pode sim acrescentar o controle de ritmo que qualquer meio de campo precisa. Giuliano pode agregar com mais repertório ofensivo, criando e chegando na área. Por outro lado Cantillo não pode repetir a passividade que vem demonstrando sem a bola. Gabriel não pode "correr errado" do jeito que está. Nem a linha defensiva, ponto forte deste Corinthians, cometer os erros que cometeu no último domingo.

Roger Guedes é outro que pode acrescentar qualidade caso chegue, mas também necessitará de uma estrutura por trás para potencializar as suas qualidades. 

Sylvinho tem um grande desafio pela frente. Primeiro encaixar essas peças de maneira eficaz na equipe. Segundo formar uma equipe em volta delas. Terceiro colocar todo seu conhecimento e ideias no desempenho, no modelo de jogo.

O prisma do futebol é cada vez de individualidades trabalhando para um todo, e não o contrário. E este precisa ser o norte do Corinthians. 


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A dificuldade ofensiva do Atlético-MG, o posicionamento na saída de bola e a falta de profundidade na Libertadores

Renato Rodrigues
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Como São Paulo explorou fraquezas do Racing com Marquinhos, 'no limite da defesa', dando profundidade

Renato Rodrigues
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DataESPN: Renato Rodrigues mostra como São Paulo explorou fraquezas do Racing com Marquinhos 'no limite da defesa'
DataESPN: Renato Rodrigues mostra como São Paulo explorou fraquezas do Racing com Marquinhos 'no limite da defesa' ESPN

O São Paulo está nas quartas de final da Conmebol Libertadores. Na Argentina, em noite mágica de Rigoni e Marquinhos, o Tricolor venceu o Racing por 3 a 1 e carimbou vaga na próxima fase do torneio.

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Como São Paulo explorou fraquezas do Racing com Marquinhos, 'no limite da defesa', dando profundidade

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Renato Gaúcho estreia no Flamengo mudando tudo na bola parada e com sofrimento na Argentina; veja a análise

Renato Rodrigues
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Um deserto de ideias na Bombonera: Atlético-MG e Boca ficam devendo pela Copa Libertadores

Renato Rodrigues
Renato Rodrigues
Cuca trouxe o empate, mas sabe que sua equipe poderia ter jogado mais
Cuca trouxe o empate, mas sabe que sua equipe poderia ter jogado mais Pedro Souza / Atlético


Faltou jogo em Buenos Aires. Aliás, faltou jogar. 

E a crítica é tanto para Boca Juniors quanto para o Atlético-MG, que se enfrentaram nesta terça-feira, em partida válida pela ida das oitavas de final da Copa Libertadores. E a baixa qualidade de futebol nada tem a ver com o placar de 0 a 0.

Apesar de o resultado não ser de todo ruim para o Galo, que agora decide a vaga no Mineirão, semana que vem, a sensação é que a equipe poderia ter entregado muito mais, principalmente pela fragilidade mostrada pelo time xeneize.

No fim das contas, o que vimos foi um deserto de ideias dos dois lados. Nem Cuca e muito menos Miguel Russo conseguiram fazer com que suas equipes fluíssem no trabalho com bola. Faltou intensidade, ritmo, movimento... Nem a saída de bola das duas equipes funcionou. Era balão atrás de balão.

Se olharmos para o Boca no primeiro semestre, os problemas apenas persistem. Chama a atenção o fato de seu treinador seguir à frente da equipe depois de uma primeira metade do ano tão fraca. Um time que funciona em contra-ataques apenas, muito pautado nas individualidades e que sofreu para furar defesas em toda a Copa da Liga Argentina. A reformulação do elenco e o longo tempo de inatividade pesam, mas é triste ver os Xeneizes jogar já faz algumas temporadas.

Libertadores: Boca Juniors e Atlético-MG empatam pelo jogo de ida das oitavas; veja os melhores momentos

Já no lado do Atlético-MG a cobrança é por repertório mesmo. Qualidade não falta. O elenco está montado já faz um tempo e o treinador já tem meses de trabalho (apesar do calendário não ajudar). Mesmo com um Boca extremamente espaçado em campo, com muitos espaços entre os setores, os atleticanos criaram muito pouco.

A exploração do espaço entrelinhas (região nas costas dos volantes) foi nula. Mesmo que ali existia um latifúndio. Os argentinos a todo o momento quebrava a sua linha defensiva para perseguir jogadores de frente, deixando brechas para infiltrar. Mesmo assim, ninguém atacando espaço.

A iniciação das jogadas também foi dureza. Bola de um lado, bola para o outro... Poucos passes verticais para ganhar campo e atacar a linha defensiva do Boca. Quando a bola entrava no campo argentino, quem estava sem a posse olhava. Muito pouco, muito pouco.

Uma partida sem intensidade, sem ideias e claramente mostrando falta de repertório dos dois lados. Mais que isso: uma clara impressão que o Galão da Massa poderia voltar de Buenos Aires com a vaga melhor encaminhada.


Instagram: @rnato_rodrigues

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Como Sylvinho conseguiu ajustar o Corinthians defensivamente

Renato Rodrigues
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Bons retornos, pressão, compactação e superioridade numérica na zona da bola; assista à análise sobre o clássico!


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Atlético-MG sofre com compactação ruim, retorno lento e 'funil aberto'

Renato Rodrigues
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Em meio a polêmicas e ano difícil, Corinthians vê, enfim, um ponta virar unanimidade no elenco?

Renato Rodrigues
Renato Rodrigues

Gustavo Mosquito, assim como todas as recentes contratações do Corinthians, chegou ao clube rodeado de desconfiança. Apesar de toda badalação que teve nas categorias de base do Coritiba, o ponta-direita, finalmente, conseguiu se firmar no cenário nacional.

Mesmo com todos problemas que o clube vive, seja financeiro, de gestão ou mesmo dentro de campo, o jovem de 23 anos passou a ser a grande notícia para os corintianos em 2021. Com uma maior sequência como titular, é o jogador que mais gera volume ofensivo para equipe. A partida contra o Sport, na última quinta-feira, foi um exemplo.

Além da alta capacidade de enfrentar adversários no 1x1 e de chegada na linha de fundo, o Gustavo tem conseguido aliar a velocidade com tomada de decisão. Evoluiu muito nos últimos meses as escolhas no terço ofensivo. E lhe traz um protagonismo importante nesta altura da carreira.

Corinthians virou Mosquito e mais 10?




Tido como muito rápido e habilidoso nas divisões inferiores, Mosquito pecou exatamente neste acabamento das jogadas nas suas passagens pelos times principais de Vila Nova, Coritiba e Paraná. 

Gustavo 'Mosquito' Silva tem feito um ótimo Campeonato Brasileiro
Gustavo 'Mosquito' Silva tem feito um ótimo Campeonato Brasileiro []


Mais maduro, faz um trabalho importante também taticamente. Por vezes é o jogador que mais gera profundidade para a equipe, jogando as defesas para trás. Tem um bom timing também para fazer as diagonais para dentro e pisar na área. Tudo isso só foi melhor desenvolvido com minutos em campo.

Para se ter uma ideia, o atacante tem um número bastante significativo neste Brasileiro: nos cinco jogos que fez, ele criou três grandes chances por partida. 

Dentro deste cenário, o camisa 19 surge como o mais novo candidato a ponta de velocidade no Corinthians, posição/função que o clube ainda busca no mercado e que tem sofrido para firmar nas últimas temporadas.

De 2015 para cá, poucos se firmaram nesta faixa do campo e muitos "floparam". Malcom, campeão brasileiro daquele ano, foi importante na conquista, mas deixou o clube antes de realmente "arrebentar". Outro que traz boas lembranças mas demorou para convencer foi Angel Romero, hoje no San Lorenzo. Apesar de toda desconfiança, o paraguaio ganhou muitos títulos e deixa saudades para a torcida.

Clayson, também vitorioso no clube, viveu altos e baixos. De resto, difícil salvar alguém.

Yony Gonzalez, Everaldo, Jonathan Cafú (CONTRATO DE QUATRO ANOS!!!), André Luis, Léo Natel, Luidy, Mendoza, Rildo... São inúmeros os nomes que não vingaram com a camisa alvinegra. Uns contratados sem nenhum sentido, outros que simplesmente não conseguiram se encaixar, mas todos tentando preencher uma lacuna difícil no mercado atual.

Sem dúvida Gustavo Mosquito tem sido o mais regular da posição dos últimos anos. Se vai, enfim, preencher esse espaço que o corintiano tanto espera, é outra história. Mas é um bom candidato.


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