Fórum de Bicicleta de Manaus marca recorde de participantes | Bike é Legal

Renata Falzoni
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Pelo terceiro ano consecutivo, Manaus sediou o Fórum de Bicicleta organizado pelo Pedala Manaus, um coletivo que há quatro anos promove o ciclismo urbano e esportivo na capital do Amazonas. Foram três dias de palestras sobre o tema "A Cidade que temos e a Cidade que queremos", tema esse muito apropriado de ser discutido por todos desse país.

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Com sede na capital amazonense, Fórum é promovido pelo Pedala Manaus
Com sede na capital amazonense, Fórum é promovido pelo Pedala Manaus

Zé Lobo, da Associação Transporte Ativo, mais uma vez expôs, sempre em palestras diferentes entre si, novas técnicas e ações positivas que podem ser replicadas para acelerar o necessário processo de mudanças. "Se o poder público não age, a sociedade civil vai lá e mostra o que e como fazer".

Zé fotografa os mínimos detalhes em uma cidade e, com pitadas cheias de humor, ajuda o público a afinar foco, como por exemplo ao analisar a publicidade de dois Shoppings Centers cariocas. O primeiro "do século 20", que premia compras com o cupom de sorteio para um automóvel _ "a maior roubada, IPVA, estacionamento..." e o segundo "do século 21" com o sorteio de 14 bicicletas. As aspas são o Zé falando.

A Transporte Ativo reinventa-se todos os dias e disponibiliza em seu site inúmeros manuais para serem baixados.

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Zé Lobo, da Transporte Ativo, palestra no Fórum de Manaus
Zé Lobo, da Transporte Ativo, palestra no Fórum de Manaus

Altamirando de Moraes, o Sub Secretário do Meio Ambiente do Município do Rio de Janeiro, um dos grandes aliados da Transporte Ativo, apresentou um relato detalhado da mobilidade carioca para os Jogos de 2016. A cidade já tem 380 km de ciclovias e contará com 450 km integrados ao transporte público. Em breve, o sistema do Centro, Flamengo Botafogo, Copacabana, Leblon, São Conrado, será ligado ao da Barra com a adequação da Av. Oscar Niemeyer. A ciclovia passará pela borda de fora da avenida, que é um imenso viaduto incrustado na rocha, por sobre o mar. Sem dúvida e modéstia alguma, será a ciclovia urbana mais linda do Planeta, um emblemático cartão postal da Cidade Maravilhosa para o Mundo.

Minha palestra versou sobre a definição de Mobilidade Sustentável pela ótica do Ministério das Cidades, a Política Nacional de Mobilidade Urbana, o Desenvolvimento Orientado para o Transporte copilado pelo ITDP, o recém sancionado Plano Diretor de São Paulo, o CicloviaSP, a implantação dos 400 km de ciclovias segregadas e o rápido processo de resgate do espaço público hoje privatizado pelo uso desiquilibrado do automóvel.

Glaudston Pinheiro, o primeiro gestor de Niterói a implantar estrutura cicloviária naquela cidade, falou sobre o avanço de sua trajetória, dessa vez no Estado do RJ como gerente da Coordenadoria de Planos Regionais com foco na mobilidade sustentável. Glaudson deu uma aula de como encaixar a mobilidade humana em todos os setores.

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Programação do Fórum teve palestras e discussões sobre a bike na cidade
Programação do Fórum teve palestras e discussões sobre a bike na cidade

O Professor sobre Rodas Thérbio Felipe traduziu toda a magia por trás do estilo de vida do ciclismo e cicloturismo em uma única palavra: Paz. A poesia simples e por si só revolucionária.
A única autoridade manauara presente foi a secretária Municipal do Meio Ambiente e Sustentabilidade Kátia Schweickardt, agrônoma, mestre em sociedade e cultura na Amazônia, doutora em sociologia e antropologia, sensível à causa dos ciclistas de Manaus.

Kátia não teve papas na língua e iniciou seu discurso dando um pito no seu par carioca Altamirando de Moraes que "logo no primeiro aperto de mão veio dizer que Manaus poderia ter ciclovias", e emendou: "Nós aqui temos outros problemas como a falta de saneamento básico a serem equacionados antes que ciclovias; não precisamos de gente de fora vir aqui dizer o que precisamos fazer".

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Terceira edição do evento teve o mote
Terceira edição do evento teve o mote "A cidade que temos e a cidade que queremos"

O pouco tempo de plenária não permitiu que o público argumentasse sobre esse ponto de vista, já que entende-se que todas essas infraestruturas básicas da pasta Sustentabilidade que ela representa devem acontecer concomitantemente, associadas a educação e nunca "uma em vez da outra". A Secretária também não se deu a chance de assistir às palestras de Altamirando e de Zé Lobo, perdeu.

Assim como perderam todas as outras autoridades que, em pleno período eleitoral, não se deram ao luxo de sequer responder aos convites enviados, na base do pedal, pela dedicada equipe do Pedala Manaus.

Veja aqui nesse link mais sobre os detalhes da programação do Fórum cuja organização foi impecável.

 

Equipe que realizou o III Forum de Bicicleta de Manaus:


Coordenação:

- PAULO AGUIAR
- NÁDIA AGUIAR
- SIMONE RUSSO
- RICARDO ROMERO
- WELBY BARROS
- NEYLIANDRA LAVAREDA
- CLÁUDIA VALENTE
- LANNY UCHOA
- MAYK SILVA
- NILTON LEAL
- TUZA MARTINS
- PAULO MARTINS JR.
- AROLDO
- MARILÉIA SEIXAS
- ALEXANDRA COSTA

Voluntários:

- AQUINO
- ISABEL VALENTE
- CECÍLIA XAVIER
- ELCIO OLIVEIRA
- INGRID CAVALCANTE
- ISRAEL FELIX
- LEANDRO COELHO
- LUANA DEMOSTHENES
- MARCELO MELO
- MARCO REIS
- PATRICK CRUZ
- PAULA SANTIAGO
- PRI SOUZA
- RONALDO
- SANDRO FROTA
- DAVISON MOURA
- GIOVANI
- HARLEN

Agradecimento aos Apoiadores:

-Hotel GO INN
-ALEAM - Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas
-CTTM - Comissão de Transportes e Trânsito e Mobilidade
-O CICLISTA ELÉTRICO / SENSE BIKE
-SDS - Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável
-IDESAM - Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas
-Caloi
-Retifica Nacional
-ALFAMA
-ORIGEM
-Bicicletaria Oficebike
-SEMMAS - Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade
-Manaus Ambiental
-CEDOA - CENTRO DE DIAGNÓSTICO OFTALMOLÓGICO DA AMAZÔNIA
-ART DECOR - Móveis sustentáveis
-Restaurante Fish Maria
-Rede Amazônica de Televisão
-Banksia Films

 

 

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Mudanças são tão necessárias quanto doloridas | Bike é Legal

Renata Falzoni
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Moradores do bairro de Santa Cecília entendem que as ciclovias que estão sendo implantadas nas ruas do bairro ferem seus direitos.

O fato foi registrado em BO no 77 0 DP de Polícia, apoiados pelo Conseg, o Conselho de Segurança do Bairro, a população quer o debate - o que é bom - mas também justificam-se pois perderam as "suas" vagas para estacionar os seus automóveis. "A população é idosa e tem dificuldade de locomoção" me argumentou Fábio Fortes, presidente do Conseg.

Não existe constituição no mundo que garante o direito a estacionar carros particulares em vias públicas, portanto o único direito aí que se pode reclamar em algum BO é justamente o da retirada de objetos particulares locados em espaço público, para fomentar a livre circulação pelo bairro, desses cidadãos que têm dificuldade de locomoção e consequentemente melhorar a vida de todos.

É o paradoxo de sempre. O mesmo veneno para combater o mesmo problema causado pelo próprio veneno! Não dá certo!

Arte de Reynaldo Berto
Na charge do dia, Reynaldo Berto mostra o ciclista tranquilo com as críticas
Na charge do dia, Reynaldo Berto mostra o ciclista tranquilo com as críticas


Explico: O espaço público é limitado, os carros particulares espaçosos, pesados, poluidores, danosos a saúde e ao meio ambiente. Todos sabemos disso. Quem só vai de carro perde a mobilidade, fica doente, sem agilidade, com problemas de locomoção e tendem a acreditar que só o fácil acesso aos carros irá salvá-los!

A população não faz essa correlação, estão com dificuldade motora justamente porque não se locomovem, são sedentários, doentes pois só vão de carro.

É visível o quanto o paulistano sofre dessa epidemia - o sedentarismo. Eles pedem mais desse veneno para "sarar" seus problemas.

Não gosto de buscar exemplos fora de nosso país, mas na Europa é uma delícia ver aquelas senhoras saltitantes, beirando os 90 anos, indo e vindo a pé, subindo e descendo ladeiras e escadas de vilas histórias, sempre rindo carregando as compras para casa.

A saúde dessa população é garantida justamente pelo fato de andarem a pé todos os dias um pouco.

"Eu não invisto na doença, eu invisto na saúde, por isso faço ciclovias na minha cidade" é o que diz Victor Lippi, médico sanitarista, ex-prefeito de Sorocaba pelo PSDB. Em dois mandatos Lippi mudou a cara da cidade.

A população de Santa Cecília está repetindo o que qualquer um faz frente a mudanças; repelir. É da natureza do ser humano. Eles também pedem um debate, e isso é bom, é mesmo muito bom.

Mundialmente a circulação de carros vem sendo retirada para dar espaço a pedestres e ciclistas, apoiados por um sistema eficiente de transporte público. É o resgate do espaço público, hoje privatizado para dar espaço a veículos particulares.

Essa regra é mundial e já é Lei Federal Brasileira, garantida pela
Política Nacional de Mobilidade Urbana, a lei N0 12 587 de 3 de janeiro de 2012. A lei é clara a prioridade é do transporte público e dos "não motorizados" (Art.6 itemII) (detesto ser chamada de "não qualquer coisa"). Veja aqui a íntegra da lei.

Esse modelo também beneficia o comércio, uma vez que as fachadas das lojas ficam visíveis e acessíveis. Carros obstruem a visibilidade e a entrada de clientes. Isso é fato comprovado, outro fato é que pedestres e ciclistas efetuam compras por impulso. Aumentos de vendas aconteceram em Copenhague, Paris e Londres.

Em Seul, Coréia, em 1999 o então prefeito Lee Myung Bak, derrubou um viaduto estilo "Minhocão", esquematizou a circulação de veículos, retirou o asfalto e resgatou o rio sagrado Cheonggyecheon que estava enterrado há décadas. Durante o processo foi execrado pela mídia apoiada e patrocinada pelos comerciantes que o crucificaram.

Pois bem, finda a obra, a região atraiu uma enorme quantidade de pedestres, aumentaram as vendas a procura por turistas e o prefeito acabou eleito presidente.

São Paulo precisa mudar e o processo de mudança é sempre doloroso e o quanto mais rápido melhor. Vamos ao debate, mas com a premissa que o espaço das ruas é público e o automóvel um bem particular.

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Plano Diretor de SP promove o resgate do espaço público, hoje privatizado | Bike é Legal

Renata Falzoni
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Na última quinta-feira(31), o prefeito de São Paulo Fernando Haddad sancionou o Plano Diretor Estratégico da cidade, que define as diretrizes da política urbana na capital paulista para os próximos 16 anos. A cerimônia aconteceu no auditório do Parque do Ibirapuera, repleta de discursos, palmas, puxa-saquismo e outras cenas típicas dos eventos políticos.

Mas valeu, e muito. A lei está calcada em três vertentes: moradia, mobilidade urbana e sustentabilidade. Esse tripé, em harmonia, será a chave para a humanização da cidade, a inclusão social e o resgate dos espaços públicos, hoje totalmente segregados pela prioridade da fluidez dos automóveis e a ocupação desigual do solo.

Veja aqui nesse vídeo um resumo do contexto da lei:

O texto é impecável e vai direto ao ponto: O que queremos ser? Cidade Grande ou Grande Cidade? "Grande Cidade" é o que queremos ser.

A comunicação visual dessa peça também é impecável. Veja:

Reprodução
Plano Diretor de São Paulo
Plano Diretor de São Paulo
Reprodução
Comunicação visual do plano mostra foco em pedestres e ciclistas
Comunicação visual do plano mostra foco em pedestres e ciclistas
Reprodução
Cidade está implantando plano de 400km de novas ciclovias
Cidade está implantando plano de 400km de novas ciclovias

O Plano obedece na íntegra a Política Nacional de Mobilidade Urbana, a lei e N0 12 587 de janeiro de 2012, lei esta totalmente desconhecida da esmagadora maioria da imprensa que critica antes de estudar os fatos.

Dessa forma, o transporte público tem total prioridade de circulação, assim como os pedestres e ciclistas, os chamados "não motorizados".

Aqui entre parêntesis, estar classificada de "não motorizado (a)" é irritante. Primeiro porquê o "não" usado como regra é negativista, cria uma espiral descendente, para baixo, prefiro a comunicação positiva. Em segundo, porque ao ser tratada de "não alguma coisa", sinto-me classificada como a exceção de uma regra, o que não é correto, pois eu, como a esmagadora maioria dos cidadãos de nossas cidades, me locomovo com o que é de mais natural do ser humano, as pernas, as mesmas com que todos nascemos.

Os carros tumultuam e poluem a cidade e dão conta apenas de 28% dos deslocamentos.

Se somarmos os 33% dos deslocamentos que são feitos a pé, aos 38% dos que são em transporte público teremos que, pela primeira vez na história da cidade, a política de mobilidade urbana agora coloca prioridade para os 72% dos deslocamentos que são de transporte público, a pé e de bicicleta, os "sem carro próprio" .

Já estava bem passada da hora não é?

"A Mobilidade Sustentável pode ser definida como o resultado de um conjunto de políticas de transporte e circulação que visa proporcionar o acesso amplo e democrático ao espaço urbano, através da priorização dos modos não motorizados e coletivos de transporte, de forma efetiva, que não gere segregações espaciais, socialmente inclusiva e ecologicamente sustentável. Ou seja: baseado nas pessoas e não nos veículos" (1) (2) Assim o Ministério das Cidades define a Mobilidade Sustentável.

Mas voltando ao que interessa, nós, os "não motorizados" mais uma vez estamos legalmente em prioridade no trânsito dessa nossa capital. Primeiro pelas leis federais e agora, pelo Plano Diretor.

O prefeito Haddad está de fato colocando em prática essa meta. Primeiro com os corredores de ônibus, que foram massacrados pela mídia e pela sociedade carro-dependente, mas aplaudido pela esmagadora maioria dos paulistanos, aqueles que sofrem todos os dias no transporte público.

Há cerca de um mês o prefeito anunciou 400 km de ciclovias segregadas, para até o final de 2015. Essa velocidade de implantação é estratégica, uma das técnicas usadas em Nova Iorque, quando a mudança foi rápida, para que os benefícios da transformação fossem sentidos e absorvidos o mais rápido possível.

Toda a mudança é dolorida e quanto mais rápida ela acontecer, melhor.

No entanto chega a ser impressionante o que a mídia está avessa a mudanças que resgatam o espaço público, e o quanto a polêmica por polêmica é hoje colocada em pauta em vez do debate construtivo.

Ao folhear os jornais e revistas e assistir os noticiários, fica evidente que essa mídia é dependente de anúncios de carros e portanto, dá margem a concluir que existe aí um "rabo preso".

O mais indignante é que esses veículos buscam munição entre os próprios ciclistas que, ao emitir um ingênuo comentário ou mesmo crítica a um sistema ainda em implantação, dão subsídio a um monte de bobagem que vem sendo veiculada.

Nunca vi tanto "expert em mobilidade" falar tanta asneira! Não quero aqui nesse post passar os links dessas matérias estúpidas, para não dar ainda mais audiência a esses incompetentes, mas leia aqui a brilhante resposta de Willian Cruz, no Vá de Bike, a uma das bobagens veiculadas no Estadão:

Ninguém duvida da necessidade de taxis, e veja que interessante: em São Paulo, a cada viagem realizada em um taxi, duas outras são feitas em bicicleta.

Portanto, só cego não vê as bicicletas nas ruas de nossa cidade e com elas o resgate do espaço público, hoje privatizado para a circulação e estacionamento de carros particulares.

Já passou da hora de mudar. Aos que imaginam que só existe segurança dentro de um carro blindado fica o convite, saia a pé e usufrua os espaços públicos, pare de reclamar e ajude-nos a construir uma cidade mais humana.


(1) MCIdades/SeMOB/Diretoria de Mobilidade Urbana - A mobilidade urbana sustentável, texto para discussão, março de 2003.
(2) MCIdades/caderno6/Política Nacional de Mobilidade Urbana Sustentável, pág 13)

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Em tempos de falta d'água, um pedal pela represa de Atibaia | Bike é Legal

Renata Falzoni
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A aventura da vez é um pedal na represa de Atibaia, com muitos quilômetros de subidas. Fiz a travessia Piracaia-Joanópolis com o pessoal do Sampa Bikers e no trajeto de 35km, algumas ladeiras foram muito malvadas. Um dia de muita diversão e mountainbike na veia!

Veja na videorreportagem:

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CicloIguaçu e a luta pela bike no Paraná | Bike é Legal

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No quarto e último vídeo da série especial sobre o Workshop da Transporte Ativo, Jorge Brand, o Goura, conta como surgiu a CicloIguaçu, entidade que defende o uso da bicicleta em Curitiba e região. Veja!

Workshop TA

No final de abril ocorreu no Rio de Janeiro o segundo Workshop da Transporte Ativo. Com o tema " A Promoção da Mobilidade por Bicicleta no Brasil", a organização premiou diversas entidades que promovem o uso da bicicleta.

Também durante o Workshop, ocorreram palestras sobre organizações que lutam pelas magrelas, explicando quem elas são, como funcionam e se organizam. Na série especial, você já viu aqui o resumo da fala de é Zé Lobo, que palestrou sobre o funcionamento da própria Transporte Ativo e também a participação de JP Amaral, líder do Bike Anjo.

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Qual o papel da Ciclocidade? | Bike é Legal

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No final de abril ocorreu no Rio de Janeiro o segundo Workshop da Transporte Ativo. Com o tema " A Promoção da Mobilidade por Bicicleta no Brasil", a organização premiou diversas entidades que promovem o uso da bicicleta.

Também durante o Workshop, ocorreram palestras sobre organizações que lutam pelas magrelas, explicando quem elas são, como funcionam e se organizam. Na série especial, você já viu aqui o resumo da fala de é Zé Lobo, que palestrou sobre o funcionamento da própria Transporte Ativo e também a participação de JP Amaral, líder do Bike Anjo.

No terceiro vídeo da série, Thiago Benicchio explica qual a função da Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo, a Ciclocidade. Veja!

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A dinâmica e os desafios do Bike Anjo, com JP Amaral | Bike é Legal

Renata Falzoni
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No final de abril ocorreu no Rio de Janeiro o segundo Workshop da Transporte Ativo. Com o tema " A Promoção da Mobilidade por Bicicleta no Brasil", a organização premiou diversas entidades que promovem o uso da bicicleta.

Também durante o Workshop, ocorreram palestras sobre organizações que lutam pelas magrelas, explicando quem elas são, como funcionam e se organizam. Na semana passada, você viu aqui o resumo da fala de é Zé Lobo, que palestrou sobre o funcionamento da própria Transporte Ativo.

No segundo vídeo da série, JP Amaral fala sobre a dinâmica e os desafios do Bike Anjo, que hojje já está espalhado pelo Brasil, sempre ensinando novos ciclistas a ganhar as ruas de bike. Veja!

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Zé Lobo palestra sobre como funciona a Transporte Ativo | Bike é Legal

Renata Falzoni
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No final de abril ocorreu no Rio de Janeiro o segundo Workshop da Transporte Ativo. Com o tema " A Promoção da Mobilidade por Bicicleta no Brasil", a organização premiou diversas entidades que promovem o uso da bicicleta.

Também durante o Workshop, ocorreram palestras da Transporte Ativo e de outras organizações, explicando quem elas são, como funcionam e se organizam. A partir de hoje você confere um pouco de algumas palestras aqui no Bike é Legal.

Para começar Zé Lobo conta sobre a Transporte Ativo.

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Adelaide na Austrália recebe o Velo City 2014 | Bike é Legal

Renata Falzoni
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A cidade australiana de Adelaide recebe entre os dias 27 e 30 de Maio, mais uma edição do Velo City Global, a mais importante conferência internacional que discute a mobilidade urbana em bicicleta.

Esse ano, o lema é a "celebração do ciclismo" sendo que a palavra ciclismo aqui significa a função de transporte, estilo de vida, a decorrente prática esportiva e o lazer.

Devido a isso, eu considero o cicloturismo a celebração máxima do ciclismo e não as competições de velocidade máxima, como a esmagadora maioria o faz. É a visão global vista pela perspectiva de um ciclista.

Veja aqui o vídeo teaser da conferência:

E nesse outro link a extensa programação deste ano.

Nesse outro link o download de toda a programação.

O primeiro Velo City aconteceu em 1980 na cidade de Bremen, na Alemanha, sob a coordenação da Federação Européia de Ciclistas.

Londres, Copenhagen , Milão, Bruxelas, Amsterdã, Barcelona, Munique, Dublin, Montreal, Vancouver e Viena são algumas das cidades que receberam esse evento, todas elas cidades amigas da bicicleta, há décadas, em países de primeiro mundo.

Depois de Adelaide na Austrália, as cidades de Nantes, na França, e Teipei em Taiwan serão as próximas sedes.

Já se cogitou candidatar o Rio de Janeiro para sediar o evento, no entanto o custo para receber essa conferência é alto. Uma ninharia comparando-se a uma Copa do Mundo ou Jogos Olímpicos, mas a bicicleta é tão genial quanto simples, e no Brasil há muito que se trabalhar para a valorização do simples.

As discussões dentro de um Velo City são um tanto inatingíveis para nós. Digo isso até em relação ao nível das discussões, das soluções adotadas e do estágio em que essas cidades já se encontram depois de décadas trabalhando em prol da mobilidade sustentável.

Um Velo City aqui no Brasil seria um choque cultural imenso, de difícil absorção pelos nossos atuais gestores públicos, ainda agrilhoados ao paradigma de que não se pode dizer não à atual e ilegal prioridade dos carros. Esse prurido todo, só adia o inevitável. A gradativa restrição de espaço dos automóveis com retomada das áreas públicas para as pessoas.

Analisando a programação, a única palestra referente ao países de terceiro mundo acontece no primeiro dia. Nigéria, Namíbia e Índia darão exemplos de atitudes em países emergentes e em desenvolvimento. "Cycling in developing and emerging countries". O resto é para os iniciados.

A última edição do Velo City aconteceu em 2013 na cidade de Viena. Zé Lobo e Gabriela Binatti, ambos da ONG Transporte Ativo receberam a Cycling Visionaries Awards uma condecoração que a cidade de Viena concedeu a 50 iniciativas interessantes pela mobilidade em bicicleta.

Veja aqui o vídeo sobre os trabalhos por eles apresentados:


Veja aqui nesse vídeo uma entrevista com Manfred Neun então presidente da Federação Européia de Ciclismo, onde ele fala entre outras coisas da necessidade de se diminuir a velocidades dos automóveis nas ruas de todas as cidades do Mundo para garantir uma melhora de qualidade de vida a todos.

O francês Philippe Crist, do Fórum Internacional de Transportes, discursa na abertura do Velo City.
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A genialidade do simples: ITDP dá banho de comunicação | Bike é Legal

Renata Falzoni
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Ser direto e reto no Brasil é difícil. A simplicidade é tratada com desprezo e a especialidade de muitos brasileiros é criar dificuldades para depois vender soluções.

Isso não é novidade e as raízes disso tudo vão além desse colonialismo a que estamos fadados. O brasileiro tende a confundir simples com simplório.

Nós, os ciclistas urbanos, nos locomovemos com a energia própria, pensamos e valorizamos o simples e com isso somos mais sustentáveis nos mínimos detalhes. E como tudo o que é simples por aqui, somos em geral tratados com ironia quando não destratados mesmo.

Ainda bem que as exceções apimentam a nossa vida. Outro dia, em uma visita a sede brasileira da ITDP (Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento em inglês) no Rio de Janeiro, caiu em minhas mãos um panfleto dessa organização social sem fins lucrativos, que promove transporte sustentável em todo o mundo. Esse panfleto alegrou o meu dia.

Reprodução / ITDP
Princípios do desenvolvimento orientado ao transporte, do ITDP
Princípios do desenvolvimento orientado ao transporte, do ITDP

Ele trás um resumo didático do que tem que ser feito para resolver as nossas cidades no que toca a mobilidade, a equidade e a qualidade de vida como um todo. É tão simples quanto revolucionário.

O panfleto chama-se "Princípios do Desenvolvimento Orientado do Transporte" e é primoroso.

Em poucas palavras e belos desenhos ele resume:

"Caminhar e usar a bicicleta" aparece em primeiro lugar. Isso já é aceito como o óbvio!
Reprodução / ITDP
Princípios do desenvolvimento orientado ao transporte, do ITDP
Princípios do desenvolvimento orientado ao transporte, do ITDP

Logo em seguida a necessidade de se "conectar", ou seja traçar e sinalizar as rotas dos pedestres e ciclistas e garantir a sua preferência sobre qualquer outro veículo. Ok, já sabemos disso.
Reprodução / ITDP
Princípios do desenvolvimento orientado ao transporte, do ITDP
Princípios do desenvolvimento orientado ao transporte, do ITDP

"Transporte público eficiente", é claro, e depois disso, a promoção de "mudanças". Aí está o "Tendão de Aquiles" que as cidades do Brasil relutam em encarar.
Reprodução / ITDP
Princípios do desenvolvimento orientado ao transporte, do ITDP
Princípios do desenvolvimento orientado ao transporte, do ITDP

1. A adequação do real custo de estacionar um veículo mais a redução de oferta de vagas, resulta em incentivo ao uso do transporte público.

Para se ter uma ideia, estima-se que 80% do espaço público de São Paulo é para a circulação e estacionamento de automóveis, o ideal seria não mais que 12%. Esse assunto ainda é um imenso tabu!

2. Adensamento das áreas urbanas no entorno das estações de transporte público, com uso residencial e comercial.
Reprodução / ITDP
Princípios do desenvolvimento orientado ao transporte, do ITDP
Princípios do desenvolvimento orientado ao transporte, do ITDP


3. Bairros compactos com toda a infraestrutura.

No caso de São Paulo é necessário criar emprego nas periferias e habitação popular no centro. Mudar a nossa ocupação de solo, pois não há transporte público no mundo que suporte a demanda de quase 5 milhões de passageiros apenas em um sentido pela manhã e o mesmo à tarde no sentido inverso.

Essas medidas reverteriam a gentrificação, esse "fenômeno" decorrente da especulação imobiliária, que expulsa as classes de menor renda, os trabalhadores, para a periferia.

Reprodução / ITDP
Princípios do desenvolvimento orientado ao transporte, do ITDP
Princípios do desenvolvimento orientado ao transporte, do ITDP


As grandes cidades do Brasil são circundadas por bairros dormitórios, sem emprego ou infraestrutura, enquanto o centro fica com a infra toda, mais os empregos e as poucas moradias das classes mais favorecidas.

É triste saber que Brasília e Palmas por exemplo, duas cidades planejadas, já nasceram sem espaço para a classe trabalhadora habitar. Em ambas cidades, os trabalhadores moram em cidades satélites e deslocam-se dezenas de km para chegar aos seus empregos no centro. Pagam caro por essa exclusão. Essas cidades foram projetadas sob a equivocada ótica de "cidades dos automóveis". Curioso é que esse modelo foi assinado pelos arquitetos planejadores comunistas dos anos 50.

O comunismo do "luxo para todos, carro para todo mundo"!

Aqui em SP temos um transporte público de boa qualidade sim, mas insuficiente para uma demanda que é surreal.

Essa política de expulsar a classe trabalhadora para a periferia é pérfida, todos saem prejudicados. Violência, desemprego ao lado de falta de mão de obra, alto custo de serviços; tudo isso é fruto de um desiquilíbrio generalizado decorrente entre outras coisas dessa ocupação segregada do espaço de nossas cidades.

Essa carrodependência nos sai cara. E tem cura sim. Historicamente são os prefeitos que fazem a mudança, mas é o povo quem demanda mudanças e o nosso ainda não valoriza o simples.

O panfleto que deveria ser de estudo obrigatório em todas as salas de aula e gabinetes de gestores públicos deste país, pode ser baixado aqui.

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Renata Falzoni pedala no Rio de Janeiro durante prêmio de mobilidade | Bike é Legal

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Rio de Janeiro foi sede mais uma vez do segundo Workshop da Transporte Ativo.Renata Falzoni aproveitou para fazer um tour de bike e conferir como está a estrutura de mobilidade na cidade.

Da rodoviária até a Praça Tiradentes, foi possível ver algumas obras para os Jogos Olímpicos, que deixam o trânsito na cidade ainda mais caótico. Na ciclovia da orla do Leblon, uma adaptação nos pontos de ônibus foi feita para melhorar a condição dos usúarios do transporte coletivo.

Falzoni ainda conheçou o triatleta e ex-atleta de remo Carlos Alexandre Buckton de Almeida, e pegou uma carona com ele por dentro da cidade para evitar a perigosa ciclovia do aterro do Flamengo.

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Renata Falzoni pedala no Rio de Janeiro durante prêmio de mobilidade | Bike é Legal

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MTB 12 horas: faça sua inscrição | Bike é Legal

Renata Falzoni
Renata Falzoni

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A competição de revezamento mais antiga do Brasil tem data marcada para 2014. No dia 9 de Agosto, o Parque do Cemucam (Cotia-SP) recebe o MTB 12 Horas. Veja as sequências de sinlgle tracks que esperam os competidores no vídeo produzido pelo ciclista Fernando Fernandes.

MTB 12 Horas: Confira aqui as datas, preços e categorias.

1º Lote inicio dia 05/Abril até 20/Maio
solo = R$ 175,00
duplas = R$ 350,00
quarteto = R$ 700,00
quarteto misto = R$ 500,00

2º Lote inicio dia 21/Maio até 30/Junho

solo = R$ 200,00
duplas = R$ 400,00
quarteto = R$ 800,00
quarteto misto = R$ 700,00

3º Lote inicio dia 1º/Julho até 2/Agosto.

solo = R$ 250,00
duplas = R$ 500,00
quarteto = R$ 1000,00
quarteto misto = R$ 800,00

Veja aqui como se inscrever.

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MTB 12 horas: faça sua inscrição | Bike é Legal

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Desconstruir o pensamento faz bem! | Bike é Legal

Renata Falzoni
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Aline Cavalcante e eu colocamos nossas bikes no busão e fomos ao Rio de Janeiro acompanhar de perto o segundo Workshop promovido pela Transporte Ativo, esse ano sob o tema "A Promoção da Mobilidade por Bicicleta no Brasil"

Renata Falzoni
Renata Falzoni e Aline Cavalcante pedalam no Rio de Janeiro
Renata Falzoni e Aline Cavalcante pedalam no Rio de Janeiro
O curto translado entre a Rodoviária e a Praça Tiradentes, local do Workshop foi uma pequena amostra do quanto o RJ está afetado pelas obras dos Jogos Olímpicos, em especial pela retirada da Perimetral, aquele imenso minhocão que tanto degradava a orla portuária da cidade.
Renata Falzoni
Rio de Janeiro em obras para o RIO 2016
Rio de Janeiro em obras para o RIO 2016
A Cidade Maravilhosa está um caos e esse será o clima durante a Copa. Mas, quando as promessas em especial aquelas de mobilidade saírem do papel (vão sair), o Rio será uma cidade ainda mais ciclável e agradável para 2016.
Renata Falzoni
Renata Falzoni pedala no Rio de Janeiro
Renata Falzoni pedala no Rio de Janeiro

Prêmio "Promovendo a Mobilidade por Bicicleta no Brasil"
Renata Falzoni
Zé Lobo, da Transporte Ativo
Zé Lobo, da Transporte Ativo
Esse é o segundo ano que a Transporte Ativo confere uma premiação a entidades que promovem o uso da bicicleta e esse ano os principais premiados foram:

- Willian Cruz pelo Vá de Bike na categoria Ação Educativa e de Sensibilização
- Yurié Batista pela pesquisa "Ciclabilidade das Cidades Brasileiras" na categoria "Levantamento de Dados e Pesquisas"
- Patrícia Valverde pela Bicicletaria Cultural na categoria Empreendimento.
Renata Falzoni
Willian Cruz do Vá de Bike recebe Prêmio Promovendo a Mobilidade em Bicicleta
Willian Cruz do Vá de Bike recebe Prêmio Promovendo a Mobilidade em Bicicleta

Aline Cavalcante pelo Las Magrelas e O Gangorra e JP Amaral pelo Bike Anjo também foram homenageados com menções honrosas, assim como a Ameciclo, o Pedala Manaus e a Public Propaganda e MKT.

O ciclo de palestras teve como foco a administração de uma entidade cicloativista, assim como a adequação desta para angariar fundos de patrocínio.
Renata Falzoni
Simone Gallo, do Itaú
Simone Gallo, do Itaú

Simone Gallo do Itaú, por exemplo, deu uma explanação bem completa sobre o foco da Instituição no tocante a patrocínios e dicas de como "emplacar" um projeto.

Ana Cândida esclareceu sobre contabilidade de uma empresa e Luiz Felipe Carvalho deu uma chacoalhada geral ao falar de "Inovação Disruptiva e Mobilidade Urbana".

Clarisse Link, do ITDP, deu um "zoom in" nas particularidades da sociedade civil brasileira.

O Workshop serviu para dar uma desconstruída nos pensamentos padronizados do dia a dia e abertura para uma nova forma de ver e analisar "o mesmo". Enfim, "abriu a cabeça" a novos ângulos de análise.

Muito interessante!

No segundo dia de atividades, as organizações Transporte Ativo (Rio de janeiro), Ciclocidade (São Paulo), Bike Anjo, Ciclo Iguaçu (Curitiba) e Mobilicidade (Juiz de Fora) palestraram sobre como elas se organizam e funcionam.

Ao final, Zé Lobo, da Transporte Ativo, nos apresentou em detalhes como foi o processo da criação das Ciclorrotas na área Central do Rio de Janeiro, e como a Prefeitura da cidade abraçou a ideia no ato e vai executá-la em breve período de tempo.
Renata Falzoni
Criação das Ciclorrotas na região central do Rio de Janeiro
Criação das Ciclorrotas na região central do Rio de Janeiro

Todas essas palestras serão veiculadas no Bike é Legal com um mínimo de corte, aguardem!
Renata Falzoni
Zé Lobo, Aline Cavalcante e Thiago Benicchio
Zé Lobo, Aline Cavalcante e Thiago Benicchio
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JP Amaral do Bike Anjo
JP Amaral do Bike Anjo
Renata Falzoni
Yurié Batista recebe Prêmio Promovendo a Mobilidade por Bicicleta no Brasil
Yurié Batista recebe Prêmio Promovendo a Mobilidade por Bicicleta no Brasil
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MTB 12 Horas, adrenalina em casa | Bike é Legal

Renata Falzoni
Renata Falzoni

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A primeira prova de Mountain Bike de longa duração em revezamento do Brasil, para equipes de 4 ciclistas,  nasceu em 1996, aqui em São Paulo e a sede foi o CEMUCAM. O parque é um importante viveiro de mudas e plantas, que pertence a Cidade de São Paulo, muito embora fique dentro do município de Cotia.

Reprodução
MTB 12 Horas acontece Agosto no Parque CEMUCAM (SP)
MTB 12 Horas acontece dia 9 Agosto no Parque CEMUCAM (SP), inscrições estão abertas

 CEMUCAM significa Centro Municipal de Campismo, onde os cidadãos e turistas podiam de fato acampar em uma reserva de Mata Atlântica, na periferia de São Paulo, em total segurança sem custo. Detesto nostalgia, mas bons tempos eram aqueles que segurança era um bem de todos.
 
Em meados de 1976, ainda estudante de arquitetura, vivenciei por um mês essa aventura de morar no campo e trabalhar na cidade, uma experiência sem preço, coisa de hippie que muito me orgulho.
 
Anos mais tarde,  em 1996, a primeira Secretaria de Verde e Meio Ambiente de São Paulo, nas mãos de Günter Bantel, braço direito do então Secretário, Werner Zulauf, inaugurou uma ciclovia rústica, com 2,6 km em terra dentro Parque.  Fato que oficializou o uso do Parque por ciclistas.
 
Na mesma época Eduardo Ramires traçou os melhores circuitos pergolando a mata e assim nasceram as trilhas de MTB dentro do CEMUCAM.
 
O MTB 12 Horas foi idealizado por Alexandre Torres, ciclista, arquiteto que na época escrevia para a Revista Bicicsport.  O MTB fervilhava, foi o ano de estréia da modalidade nos Jogos Olímpicos.
 
A largada era no estilo Les Mans ao meio dia e a prova finalizava a meia noite.
 
Na quarta edição, em 1999, Paulo de Tarso do Sampa Bikers Club ingressou ao time de organizadores do MTB 12 Horas e o evento decolou.
 
Uma tentativa de assalto no ano de 2000, fez com que os organizadores interrompessem o evento com cera de 8 horas de prova e o MTB 12 horas mudou-se para o Serra Azul, na Rodovia dos Bandeirantes em Itupeva.
 
Na estréia da nova locação o evento mudou de formato, a largada passou a ser a meia noite. Somente em 2011, o 12 Horas não rolou.
 
Confira aqui a lista de todos os campeões.

No ano de 2012,  a Secretaria do Verde e Meio Ambiente contratou seguranças para melhorar a frequência do CEMUCAM, e desde então turma do pedal retornou ao Parque.
 
Eduardo Ramires redesenhou em comum acordo com a gestão do Parque o circuito de MTB, e desde então, o CEMUCAM é referência.

Em 2013 o MTB 12 Horas retornou a suas origens, voltou ao CEMUCAM em grande estilo e a largada voltou a ser ao meio dia.
 
Assista aqui o vídeo:

Então fica a dica, as inscrições pra o MTB 12 horas 2014 que acontece em 9 de agosto de 2014 estão abertas e o preço é por lotes, variam de acordo com a data, quanto mais cedo, mais em conta fica participar da prova.

Veja aqui. 

Nós do Bike é Legal estaremos nessa festa da família MTB do Brasil.

 

 

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Caloi City Tour: A nova bike da Falzoni | Bike é Legal

Renata Falzoni
Renata Falzoni

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A nova bike de mobilidade urbana da Caloi, a City Tour, testada e aprovada por Renata Falzoni já está disponível no mercado. Com uma geometria que mistura Speed e Mountain Bike, aros 700, freios a disco e suspensão acoplada entre a mesa e o garfo, a bike literalmente voa nas ruas! Veja o vídeo.
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Caloi City Tour: A nova bike da Falzoni | Bike é Legal

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Dos 400 km propostos a serem pedalados pelo Jalapão, só girei 125 e por um bom motivo | Bike é Legal

Renata Falzoni
Renata Falzoni

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As belezas naturais são lindíssimas e demandam equipamentos de peso para serem documentadas. Câmeras compactas e leves nas mãos nada resolvem. O  trabalho demanda tripés pesados, teleobjetivas de calado, baterias, filtros, chips e principalmente tempo.
 
As distâncias são gigantescas, assim como os deslocamentos, portanto, em vez de nos divertirmos e pedalar,  preferimos Felipe Meireles e eu priorizar o trabalho.
 
O fotógrafo Alexandre Cappi, grande parceiro de outras aventuras e Felipe Gil da revista Gol estavam conosco e aderiram a mesma estratégia.
 
Saímos de Palmas direto por asfalto a Ponte Alta, cidadezinha distante uns 200 km.
 
Montamos as bicicletas e as 8:15h da manhã seguinte partimos para a primeira jornada . 90 km com 1.110 metros de subidas acumuladas, divididos em uma primeira perna de 60 km, até o Rio Vermelho, com passagem pela cachoeira do Sussuapara, e dali até a até a "Pousada do Jalapão" (pousada entre mil aspas), que fica 9 km antes da Cachoeira da Velha. 

Renata Falzoni
Renata Falzoni e Fel Meireles em Ponte Alta (TO), início dos 400km do Jalapão
Renata Falzoni e Fel Meireles em Ponte Alta (TO), início dos 400km do Jalapão

 
Nesse primero e único dia de pedal que eu encarei com a galera, deu para sentir que pedalar no Jalapão não é para iniciantes. Não digo iniciantes no pedal, mas iniciantes na aventura outdoor. Tem que ter um espírito livre superior.  

Felipe Meireles
Renata Falzoni no primeiro dia de pedal, 90 km entre Ponte Alta e Mateiros, Jalapão/TO
Renata Falzoni no primeiro dia de pedal, 90 km entre Ponte Alta e Cachoeira da Velha, Jalapão/TO

 
A trilha é 100% do tempo em uma linha reta infinita, nada plana, que vara o cerrado.  O piso original é areia, mas a estrada é de terra com cascalho e por vezes com poças traiçoeiras de areia.
 
O ciclista tem que sublimar o psicológico, para evitar o diálogo com os demônios. Valeu-me a agradável companhia de Charles Sampaio de Macapá.

Felipe Meireles
Charles Sampaio e Ranata Falzoni no primeiro dia de pedal
Charles Sampaio e Ranata Falzoni no primeiro dia de pedal

 
A cachoeira de Sussuapara é lindíssima. Um cânion estreito, com toques de boca de caverna em Mata Atlântica, plotada dentro de um cerrado de esplêndida diversidade.

Felipe Meireles
Felipe Meireles na Cachoeira de Sussuapara, Cânion de Sussuapara (TO)
Felipe Meireles na Cachoeira de Sussuapara, Cânion de Sussuapara (TO) 
Felipe Meireles
Cachoeira do Sussuapara (TO)
Cachoeira de Sussuapara (TO) 

Ficar poucos minutos por lá doeu.
 
O calor dos primeiros 60 km me desidratou de tal forma que eu cheguei em trapos para o almoço. Faltou-me - como sempre - beber água. Ter uma mochila de hidratação facilitaria o hábito de ingerir a cada 10 minutos, mas esse peso nas costas eu há tempos não carrego. Essa é a chave para um pedal confortável sem as subsequentes dores nas costas. Não carregar nada no corpo.
 
Em suma eu até tinha água nas caramanholas, mas pegar a garrafa e beber é um hábito que não tenho. Sempre parece "perder tempo". Um erro que eu paguei mais uma vez caro.

 Depois do almoço, já recuperada, caiu aquela tempestade e foi aí que eu me dei bem.

Felipe Meireles
Renata Falzoni na Caloi Elite 30, entre Ponte Alta e Cachoeira da Velha, Jalapão (TO)
Renata Falzoni na Caloi Elite 30, entre Ponte Alta e Cachoeira da Velha, Jalapão (TO)

 
Os cabos da Caloi Elite 30 são inteiriços, portanto a lama pouco afeta o funcionamento das marchas. Já os freios a disco sofreram e muito.
 
Mas para quem tem o espírito de "quanto pior melhor" essa segunda parte que detonou a muitos, para mim foi a mais tranquila.
 
Os equipamentos de filmagem, deixamos no carro. Estes sim morrem na chuva.
 
As 17:30 chegamos a "Pousada do Jalapão", segundo relatos, uma antiga refinaria de cocaína que pertencia a Pablo Escobar, desmontada na época da criação do estado de Tocantins. Belo local.
 
Na manhã do segundo dia, fomos resgatados por Maria Amélia Castro Alves, produtora de vídeos, que seguiu o resto da viagem conosco dando o total suporte
 
Dia seguinte, já em autos, sob a direção e produção de Maria Amélia, fomos a Cachoeira da Velha e seguimos a turma que pedalou 60 km até a entrada das Dunas, já no Parque Estadual do Jalapão em Mateiros.

Renata Falzoni
Cachoeira da Velha (TO)
Cachoeira da Velha (TO) 
Renata Falzoni
Ciclistas em direção ao Parque Estadual do Jalapão, ao fundo a Serra do Espiríto Santo
Ciclistas em direção ao Parque Estadual do Jalapão, ao fundo a Serra do Espiríto Santo
Renata Falzoni
Dunas no Parque Estadual do Jalapão, Tocantins
Dunas no Parque Estadual do Jalapão, Tocantins

Terceiro dia foi a vez dos Fervedouros de Mateiros, lagos onde a água brota filtrada por areia de dentro da terra com tal pressão que massageia o banhista, seguido de visitação a Mumbuca, a pequena comunidade das artesãs do Capim Dourado.

Renata Falzoni
Turistas aproveitam Fervedouro na região de Mateiros (TO) no Jalapão
Turistas aproveitam Fervedouro na região de Mateiros (TO) no Jalapão 

Já a noite, Fel Meireles, Felipe Gil, Geraldo Luiz de Freitas Barros, Alexandre Cappi, Ricardo e Ganzé, ambos de Brasília, apoiados pela luz do veículo de Amélia, rodamos 35 km no escuro, em um pedal dos mais divertidos de minha vida. Média de 16,6 km/h, 300 m de desnível, com uma velô máxima de 66 km/h, sempre com a possibilidade de sobrar na areia fofa.

Maria Amélia Castro Alves
Fel Meireles, Renata Falzoni e Alexandre Cappi na volte de Mumbuca para Mateiros
Fel Meireles, Renata Falzoni e Alexandre Cappi na volta de Mumbuca para Mateiros

 
Quarto dia sob tempestade não conseguimos filmar a Cachoeira do Formiga. Um descolamento de 80 km até a RPPN da Catedral do Jalapão, aos pés da rocha de mesmo nome.

Renata Falzoni
RPPN Catedral do Jalapão, São Felix do Tocantins (TO)
RPPN Catedral do Jalapão, São Félix do Tocantins (TO) 

 
Quinto dia um divertido rafting no Rio do Sono a seguir o fechamento de ouro: um rápido e muito técnico pedal pelos 2,5 km do Bike Park da Catedral.

Felipe Meireles
Rafting no Rio do Sono, São Felix do Tocantins (TO)
Rafting no Rio do Sono, São Félix do Tocantins (TO)
Renata Falzoni
Renata Falzoni pedala no Bike Park Jalapão, RPPN Catedral do Jalapão
Renata Falzoni pedala no Jalapão Bike Park, RPPN Catedral do Jalapão
Renata Falzoni
Jalapão Bike Park, RPPN Catedral do Jalapão
Jalapão Bike Park, RPPN Catedral do Jalapão

Jalapão é um destino muito diferente de tudo o que se pode imaginar. Há que se despojar de conceitos pré concebidos para descrevê-lo e é injusto comparar.
 
Nos posts seguintes do Bike é Legal teremos uma série de reportagens a respeito de todas essas aventuras que eu relatei nesse texto, no entanto ficaremos devendo mostrar o que é estar dentro do cerrado, um bioma por demais de desrespeitado aqui no Brasil.
 
A diversidade, o verde dessa época do ano, os insetos entre eles mosquitos bem abusados, o piso arenoso, as cores, os caules enrugados e enegrecidos pelas queimadas, os buritis, as veredas, enfim, fui, fiquei, voltei e certamente não entendi nada.
 
Tenho que voltar.

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Mais um monumento à burrice | Bike é Legal

Renata Falzoni
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Durante as negociações entre cicloativistas e o consórcio responsável pela Linha 17-Ouro do Metrô sobre a não interdição da Ciclovia do Rio Pinheiros, batemos muito na tecla acessibilidade das escadas das pontes Cidade Jardim e João Dias.

Veja aqui e também aqui algumas das várias matérias veiculadas no Bike é Legal.

Por inúmeras vezes, explicamos aos engenheiros responsáveis que a inclinação da canaleta não poderia passar os 30 graus, pois empurrar bicicleta escada acima é sempre difícil e, quanto mais inclinada a rampa for, menos acessível a estrutura será a crianças, idosos ou àqueles que transportam bagagem em suas bicicletas; os trabalhadores.

Não deu outra. A inclinação das escadas é próxima a 100%, ou seja, a cada metro de escada escala-se outro. Uma escada íngreme para todos os padrões, próxima aos 45 graus de inclinação.

Murilo Azevedo
Renata Falzoni testa novos acessos na ciclovia do rio Pinheiros
Renata Falzoni testa novos acessos na ciclovia do rio Pinheiros


Fica claro que a estrutura foi projetada por alguém que nunca pedalou e não experimentou sequer empurrar a bicicleta escada acima.

Devido a sua forte inclinação, as bicicletas de aro 26 ou menores (a esmagadora maioria das bicicletas, incluindo-se todas as de crianças) batem a coroa na canaleta ao entrar no patamar.

Eu, que sou preparada fisicamente, não consegui empurrar a minha bicicleta escada acima. Mesmo com a minha bicicleta aro 700, há de se fazer muita força para vencer a barreira da entrada da canaleta inclinada. E esse problema é pior para as pessoas de menor estatura.

No momento em que fiz força - muita força - minha sapatilha escorregou no piso metálico da estrutura.

Até o meu guidão, que é estreito, bate na estrutura lateral. Nas saídas da escada, a grade de proteção atrapalha a passagem da bicicleta.

Como o ângulo das canaletas é afiado, sem uma curva para amaciar a entrada da bicicleta na canaleta inclinada, é muito difícil vencer a parede e esse problema é sempre maior nas bicicletas de aro menor, como as de crianças.

Todos esses problemas seriam muito facilmente evitados caso o projetista tivesse pensado a que as escadas serviriam. Mesmo em desenho seria muito fácil perceber que uma escada de quase 45 graus de inclinação é inviável a ciclistas.

Ou seja, as escadas de acesso são inacessíveis até para atletas musculosos. (assista aqui à videorreportagem com todos os detalhes)

Resta saber se o Ministério Público aceitará tal acinte.

Pior será se a estrutura não for entregue o quanto antes, pois as vans que não deveriam tomar o tempo dos trabalhadores, hoje estão irregulares. A perfuração dos pilares do Monotrilho começaram e, com isso, a passagem de qualquer veículo pelas obras fica inconstante.

Tudo isso é mais um monumento à burrice e ao descaso com os ciclistas.

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Mais um monumento à burrice | Bike é Legal

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Carnaval no Jalapão | Bike é Legal

Renata Falzoni
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Imagine pedalar por uma região praticamente intocada. Repleta de rios, cachoeiras, lagoas, dunas de areia dourada, serras e chapadões de até 800 metros de altura. É isto que Felipe Meireles e eu encontraremos durante o Carnaval. A Expedição 400 km do Jalapão, no Tocantins, se destaca por ser uma aventura única. Trata-se de uma região de riquíssima beleza cênica com deslumbrante patrimônio natural, em um ecossistema particular e sensível.

Serão 6 dias de muito mountain bike, com média de 90 km por dia. Entre os principais atrativos estão a Cachoeira e Canyon Sussuapara, Cachoeira da Velha e Prainha, Cachoeira do Formiga e as Dunas do Deserto do Jalapão. Pura emoção off road ao longo de quatro municípios: Ponte Alta do Tocantins, Novo Acordo, Mateiros e São Félix do Tocantins. Veja no vídeo a preparação e um pouco do que vamos encarar por lá

CURIOSIDADE

Jalapão: deserto com águas? O termo "deserto do Jalapão" está relacionado à baixa densidade humana observada na região e não como um deserto com poucas chuvas e rios. Na verdade, o Jalapão possui belos rios (como os rios Novo, Sono e Preto) e um grande número de nascentes e mananciais de grande importância para as principais bacias hidrográficas dos rios Tocantins, Parnaíba e São Francisco.

Reprodução
Jalapão possui diversos rios e grande número de nascentes e mananciais
Jalapão possui diversos rios e grande número de nascentes e mananciais

Mais informações no site.

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Saudades do country paulista | Bike é Legal

Renata Falzoni
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Motivos não me faltam para não participar de competições de Mountain Bike.

O principal deles é a pressa. Não gosto de apenas passar pelos locais por onde pedalo. Além de me exercitar, meu prazer no ciclismo consiste em saborear cada centímetro pedalado, a paisagem, os cheiros e principalmente a cultura, a arquitetura, a fauna e a flora locais.

Desde sempre, pedalar para mim é como impulsionar com os pés a moviola de um filme 3D de 360 graus, onde eu faço parte do roteiro.

Reprodução
GP Ravelli em Itupeva - SP
GP Ravelli em Itupeva - SP

Portanto as competições, no formato como elas são, não me atraem. Elas não são para a esmagadora maioria dos ciclistas, aqueles que têm vocação de cicloturistas.

O que me levou a pedalar a primeira etapa do GP Ravelli 2014 foi a região. Pedalo por Itupeva desde os anos 70. Na época era estudante de arquitetura e já circulava acompanhada de uma cadelinha pastora alemã, a Tiata.

Foi por essas trilhas que na década de 80, ensinei a minha filhota Tatiana a arte do MTB e no início dos anos 90, com o Night Biker's Club, levamos mais de 500 ciclistas em vários eventos de cicloturismo.

Larguei o GP Ravelli com a categoria Pró e com menos de 5 minutos de pedal, já não havia mais ninguém ao meu lado. Rodei os 45 km só, debaixo de um calor bem forte, conversando com os demônios.

A primeira esrada em terra ladeou a margem direita do Rio Jundiaí, onde antes havia uma Mata Atlântica original. O Rio está menos poluído do que na época e a mata está sendo tomada por loteamentos diversos.

Cortamos o Bairro de Mont Serrat, onde uma terraplanagem agressiva expõe a Casa da Fazenda Mont Serrat do século 17 ao risco de desmoronar-se.

Renata Falzoni
Fazenda Mont Serrat em Itupeva - SP
Fazenda Mont Serrat em Itupeva - SP

Um estudo feito por Renato Tartália, sobre esse Casarão está sendo analisado no Condephaat, mas até hoje nada. É cansativo remoer-se de tristeza ao testemunhar os atentados aos nosso patrimônio histórico.

Poucos km depois e ingressamos na Trilha do "Chupa Cabra". Uma subida forte, curta, técnica, ainda em Mata Atlântica, que sai no loteamento Horizonte Azul, para mim novo.

Outra trilha e chegamos a subida da Gruta do Quilombo. Essa região ainda está relativamente preservada e bonita.  Adorei rever os escaninhos de Itupeva e Indaiatuba. Feliz.

Com um sol de arrebentar o coco finalizei o circuito após 4 horas de pedal.

Reprodução
GP Ravelli em Itupeva - SP
GP Ravelli em Itupeva - SP

Acredito que uma categoria não competitiva estilo "Turismo Pró", daria muito certo nas corridas em formato de Maratona. Bastaria para tanto, uma largada antecipada, pelo mesmo circuito "pró", porém bem sinalizado m todos os detalhes.

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Manifestação a favor do Parque Minhocão | Bike é Legal

Renata Falzoni
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Veja a manifestação a favor do Parque Minhocão na videorreportagem de Renata Falzoni. 

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