Daniel Alves 'devolveu' São Paulo para o mundo como um clube ingrato e caloteiro; melhor deixar o Morumbi já

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Daniel Alves tem razão de reclamar do dinheiro que o São Paulo lhe deve. Foi totalmente compreensível seu desejo de participar da Olimpíada e ganhar a medalha de ouro para deixar ainda mais brilhante sua galeria de títulos. 

Mas as declarações do melhor lateral direito do mundo neste século após a vitória contra a Espanha na final da Olimpíada de Tóquio foram totalmente equivocadas, e não só pelo momento totalmente fora da hora.

Daniel Alves durante a final das Olimpíadas entre Brasil e Espanha
Daniel Alves durante a final das Olimpíadas entre Brasil e Espanha EFE/Fernando Bizerra

Ao retrucar as críticas que recebe por ter deixado  o São Paulo na mão por sua aventura olímpica (o clube não era obrigado a liberá-lo),  Daniel Alves disse o seguinte:

"Não acho que abandonei o São Paulo, muito pelo contrário, estou representando o São Paulo também. Quando cheguei ao São Paulo, deixei bem claro que ia devolver o São Paulo para o mundo, o mundo ia começar a falar do São Paulo, porque o mundo me tinha, ou porque o São Paulo me tinha. Eu sou um atleta do mundo, e sempre representando os clubes em que estou".

Seria muito bonito isso se ele também não desse um tapa na cara do clube que é um dos mais orgulhosos do país pela sua história.

"O São Paulo tem pendências comigo, e não fui à imprensa falar disso, porque respeito o momento do clube, respeito o que o São Paulo está atravessando, mas também gostaria que o São Paulo e os são-paulinos me respeitassem também, porque tudo que se fala são inverdades. É muito difícil estar no São Paulo, representando o São Paulo, sendo que o São Paulo não se comporta como eu me comporto", afirmou.

Se Daniel Alves acha que "devolveu" o São Paulo para o mundo, o fez colocando o clube como caloteiro e ingrato.

Melhor teria sido reclamar dos salários atrasados depois de um jogo do Campeonato Paulista, não em um evento global como é uma final Olímpica.

Como é possível dizer que o São Paulo não o respeitou? O clube abriu mão de seu melhor jogador no meio de um mata-mata de Libertadores e Copa do Brasil e com o time em situação dramática lutando contra o rebaixamento no Brasileiro.

E a diretoria sempre apoiou publicamente seu desejo.

Só falta Daniel Alves achar que o torcedor são-paulino não pode criticá-lo por sua opção de colocar a seleção na frente do clube.

O São Paulo tem a obrigação de pagar o que deve ao jogador. Se não o fizer, ele deve mesmo buscar seus direitos na Justiça,

Mas chegou a hora da separação. Depois do que falou no Japão, não tem mais clima para Daniel Alves jogar no São Paulo.


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Quando ganhar, será 'apesar dele': como Ceni, Renato Gaúcho já perdeu batalha para conquistar flamenguistas

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Em maio passado, escrevi aqui o que era óbvio: mesmo depois de ganhar o Brasileiro, Rogério Ceni já havia perdido a batalha par conquistar os torcedores do Flamengo.

Três semanas depois, ele foi demitido.

Em um processo muito mais rápido de grande otimismo com um treinador à desconfiança absoluta, o mesmo acontece com Renato Gaúcho.

Renato Gaúcho, eliminado com o Flamengo na Copa do Brasil
Renato Gaúcho, eliminado com o Flamengo na Copa do Brasil Jayson Braga/Getty Images

Depois da eliminação nas semifinais da Copa do Brasil diante do Athletico-PR, o treinador que chegou arrebentando foi vaiado e teve que ouvir a torcida no Maracanã gritando "time sem vergonha" e pedindo a volta do "Mister" Jorge Jesus.

Em menos de quatro meses, assumiu o clube em julho, Renato já chegou em um ponto que parece que será a sina de todos os treinadores do Flamengo pós-Jesus.

Como Ceni, o ex-gremista já entrou na categoria do treinador que sempre vai ouvir que seu time "ganhou apesar dele". E nunca será o responsável quando a equipe atuar bem ou até mesmo conquistar títulos.

No Flamengo atual, a torcida só admite vitórias  e shows.

Renato ainda pode conquistar a Libertadores. Seu time tem talento suficiente para bater o Palmeiras na decisão de Montevidéu. 

Campeão da América, seria muita estupidez não reconhecer seu mérito. Mas vai bastar uma derrota em um clássico no próximo Carioca para ele ser vaiado e ouvir a torcida pedindo a volta do "Mister". 

Copa do Brasil: Athletico-PR faz 3 no Flamengo, cala Maracanã e está na final; VEJA gols


  


         

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Crise, o Flamengo faz em casa: os erros do único time que pode ganhar a maior tríplice coroa para um time brasileiro

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O time mais popular do país sempre teve uma frase que mostra um de seus grandes orgulhos: "Craque, o Flamengo faz em casa". 

Nos últimos dias, o clube criou um slogan involuntário: Crise, o Flamengo faz em casa.

O rubro-negro é o único time que pode ganhar a mais importante tríplice coroa do futebol brasileiro: Libertadores, Brasileiro e Copa do Brasil.

Mas, depois de uma pequena série de resultados ruins e exibições ruins, entrou em um processo de auto sabotagem que inclui muita gente.

A torcida estava encantada com Renato Gaúcho há 15 dias. Agora, ele parece um candidato a novo Rogério Ceni, que sempre era o culpado quando o time não jogava bem, e nunca era responsável quando o desempenho era ótimo.

Marcos Braz em coletiva de imprensa
Marcos Braz em coletiva de imprensa Alexandre Vidal / Flamengo

Renato também ajuda a criar crises. Ele admitiu que escalou Bruno Henrique, mesmo com o atacante sentindo dores, apenas para calar quem o acusava de poupar jogadores em excesso.

O craque acabou se machucando e desfalcando  time em vários jogos. Nada mais tolo poderia ter feito um treinador com a experiência de Renato.

O departamento médico é outro manancial de crises flamenguistas. Com muitos jogadores machucados, o setor ainda esteve envolvido em outra grande polêmica.  

Foi um médico particular que diagnosticou a lesão no joelho de Pedro que fez o atacante passar por uma cirurgia, em episódio que aumentou a tensão no Ninho do Urubu.

Por fim, foi a vez da diretoria colocar lenha na fogueira com uma grande trapalhada.

Para, imagino, esclarecer os problemas recentes, o todo poderoso vice de futebol Marcos Braz convocou uma entrevista coletiva para esta terça-feira, às 13h, Duas horas depois do horário marcado, o clube comunicou que cancelou a entrevista.

O motivo foi a ira do presidente do clube, Rodolfo Landim, que não queria entrevista alguma na véspera da semifinal da Copa do Brasil.

Torcida irritada com um time que briga por os todos títulos. Técnico que comete erros tolos como Renato Gaúcho. Departamento médico em xeque. Cartolas batendo cabeça.

O Flamengo anda criando suas próprias crises. Nada bom para quem tem o melhor time do Brasil e precisa ganhar títulos.


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O Santos merece cair mais que o Grêmio? Depende por qual lado você olha o fracasso dos dois

Paulo Cobos
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Quando um time grande fica ameaçado de rebaixamento, e acumula erros no desespero para se salvar, é comum ouvirmos: "esse clube merece cair". 

Quase sempre isso é verdade: o Cruzeiro e sua irresponsabilidade de uma década é um exemplo bem acabado de grande que fez por merecer o descenso.

No Brasileiro-2021, dois gigantes nacionais estão com a corda no pescoço. Santos e Grêmio, que juntos acumulam seis títulos da Libertadores, estão na zona do rebaixamento e cada vez mais parecem não terem forças para evitar o rebaixamento.

Não dá para escapar da tentação de questionar se os dois merecem, ou não, cair.

Proponho uma pergunta: o Santos merece cair mais do que o Grêmio?

Santos e Grêmio disputam partida na Vila
Santos e Grêmio disputam partida na Vila Gazeta Press

A resposta fácil é dizer sim.

O clube da Vila Belmiro é um caos, que já teve administrações que viraram caso de polícia. A dívida não para de subir. Pagar os salários é um sofrimento. Os calotes se acumulam. Dezenas de milhões de euros em venda de jogadores se evaporam rapidamente. O elenco hoje é abaixo da mediocridade.

Tudo ao contrário do Grêmio. Nos últimos anos, o time gaúcho teve uma administração exemplar. As receitas aumentaram, rivalizando com as dos grandes paulistas mesmo eu um mercado menor. As dívidas são controladas. O clube ganhou títulos recentemente. O elenco tem várias estrelas.

Pela questão administrativa, faz sentido o Santos merecer cair e o Grêmio permanecer na primeira divisão.

Mas futebol não é competição de melhor administração.

E, no campo, o Grêmio merece cair até mais que o Santos.

Não é possível, em uma mesma temporada, que um clube que tinha ambição de ganhar títulos ter quatro treinadores: Renato Gaúcho, Luiz Felipe Scolari, Tiago Nunes e agora Vagner Mancini.

É inadmissível ver em quase todos os jogos medalhões gremistas, como Rafinha e Kanemann, darem um show de descontrole emocional.

Não consigo entender como o Grêmio corra o risco do cair com um time que deveria estar brigando por vaga na Libertadores.

No fim, a dor do rebaixamento para um clube grande é igual. Mas, se ambos caírem, o santista vai saber explicar o motivo da queda. O gremista vai ter que fazer análise para entender o fiasco.

Grêmio perde por 2 a 0 para o Atlético-GO com show de Marlon Freitas e não sai da zona de rebaixamento do Brasileirão


  



         

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Na grana e nas redes sociais, Ronaldo, Messi e Neymar formam eterno top 3; na bola, nenhum merece estar hoje entre os 3 melhores do mundo

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Pela regra do dinheiro que entra no bolso e na fama nas redes sociais, Cristiano Ronaldo, Messi e Neymar formam um trio que parece eterno no futebol.

Há muitos anos, os três são, disparado, os mais ricos do esporte mais popular do planeta.

Segundo a última lista da revista "Forbes", que inclui salários e faturamento com publicidade, Ronaldo lidera em 2021 com US$ 125 milhões por temporada, ou cerca de R$ 704 milhões pelo câmbio atual.

Messi vem logo atrás, com US$ 110 milhões, ou R$ 619 milhões. Neymar é o terceiro, com US$ 95 milhões (R$ 535 milhões).

O quarto colocado fica bem longe. Segundo a "Forbes", essa posição pertence a Mbappé, com US$ 43 milhões (R$ 242 milhões).

Neymar, Cristiano Ronaldo e Messi na entrega do melhor do mundo de 2017
Neymar, Cristiano Ronaldo e Messi na entrega do melhor do mundo de 2017 Photo by Michael Steele - Getty Images

Muito do dinheiro ganho por Ronaldo, Messi e Neymar têm origem da força do trio nas redes sociais.

Pelo levantamento mais recente, o trio lidera com folga em número de seguidores entre jogadores de futebol nas principais redes.

Novamente o português lidera, com 337 milhões de seguidores. O argentino novamente aparece em segundo, com 260 milhões. O brasileiro, com 160 milhões de seguidores, aparece em terceiro com larga vantagem sobre o quarto colocado, que ainda é um ex-jogador: Beckham, com 68 milhões de seguidores.

Sorte para o trio que o dinheiro que faturam e o prestígio nas redes acontece pelo que já fizeram, não pelo que fazem.

O domingo de grandes clássicos na Europa foi um exemplo de como Ronaldo, Messi e Neymar seguem sendo grandes jogadores, mas não merecem mais estar em nenhum lista de 3 melhores do mundo pelo que produzem atualmente.

O português foi figura nula, e violenta, no vexame do United contra o Liverpool. Messi e Neymar tiveram outra noite discreta no empate do PSG contra o Olympique de Marselha.

Salah, Mbappé, Lewandovski, De Bruyne, Haaland, Kanté. Todos esses merecem muito mais do que Ronaldo, Messi e Neymar aparecer entre os 3 melhores do mundo hoje.

Dinheiro e adoração nas redes sociais são uma coisa. Jogar bola, é outra.

Messi puxa contra-ataque rápido, mas torcedor invade o campo, interrompe o lance e deixa argentino incrédulo


  


         





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O que só Tite vê? Arrebentando no maior clube do mundo na Europa, Vinícius Jr. só conta em 11% do tempo na seleção

Paulo Cobos
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Vinícius Jr. colocou craques do peso de Hazard e Bale no banco. O ex-flamenguista arrebenta no Real Madrid, o maior clube do mundo em que a pressão é gigante. 

O garoto de 21 anos agora acerta suas finalizações e é capaz de fazer verdadeiras obras-primas, como o golaço contra o Shakhtar Donetsk, nesta terça-feira, pela Champions League.

Vinícius Jr. está encantando Carlo Ancelotti, seu treinador no Real Madrid. 

Ancelotti já foi apontado por Tite, o técnico da seleção brasileira, como seu grande inspirador na profissão e de quem mais aprendeu.

Vinicius Jr. na partida entre Shakhtar x Real Madrid pela Champions League
Vinicius Jr. na partida entre Shakhtar x Real Madrid pela Champions League Helios de la Rubia/Real Madrid via Getty

Mas, no caso de Vinícius Jr, a opinião de Ancelotti pouco vale para Tite.

Arrebentando no Real Madrid, em que hoje é titular inquestionável, o atacante virou quase uma figura decorativa na seleção de Tite.

Ele até é convocado com frequência, mas entrar em campo é raridade

Em 2021, a seleção já atuou 14 vezes. Isso significa, sem contar acréscimos, 1.260 minutos de futebol. 

Vinícius Jr. participou de míseros 137 minutos, ou apenas 11% do tempo que o time nacional jogou na temporada.

O jogador do Real Madrid começou como titular apenas uma vez, contra o Chile, pelas eliminatórias. Mas a  paciência de Tite com ele durou pouco: foi substituído no intervalo.

Pode ser que Tite consegue ver em Vinícius Jr. deficiências que Ancelotti não percebeu.

Mas também pode ser que Ancelotti notou o talento que tem nas mão e o fez arrebentar. O que Tite não foi capaz.

Champions: Com show de Vini Jr., Real Madrid massacra o Shakhtar Donetsk; VEJA gols 


  


         

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Vítima ou vilão? O papel de Hazard na constatação que ele é a pior contratação da história do Real Madrid

Paulo Cobos
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Na história do maior clube do mundo, que já contratou dezenas de jogadores caros, não deveria ser fácil apontar qual a pior contratação da sua história.

Mas o Real Madrid tem agora um forte candidato a esse posto, que já foi de Kaká, contratado em 2009 por 67 milhões de euros para dividir os holofotes com Cristiano Ronaldo para depois deixar o clube sem nada para ser lembrado.

O favorito para ser o pior negócio da história é justamente o jogador mais caro contratado pelo gigante espanhol.

Apresentação de Hazard no Real
Apresentação de Hazard no Real GABRIEL BOUYS/AFP/Getty Images

Adquirido por 115 milhões de euros antes do começo da temporada 2019/2020, o belga Hazard tem uma lista de lesões musculares que parece infinita.

Em menos de 2 anos e meio de Real Madrid, ele já desfalcou o clube em 62 jogos. Nesta terça-feira, novamente não vai atuar no confronto contra o Shaktar Donetsk, pela Champions League.

"Hazard é o que está mais cansado desses problemas", afirmou Carlo Ancelotti, o técnico merengue.

Não sei se o torcedor do Real Madrid concorda com isso.

Evidente que o craque belga deve estar frustrado por jogar tão pouco. Mas parece que Hazard não sabe a responsabilidade que um jogador contratado por uma montanha de dinheiro como ele deve ter. 

Hazard frequentemente está acima do peso. Ex-colegas de time já  apontaram uma suposta falta de profissionalismo. Como Bale, ele parece mais disposto a jogar por sua seleção do que pelo clube que lhe paga um salário milionário.

Nada contra ter amigos, mas ele confraternizando com ex-companheiros do Chelsea após o clube inglês eliminar o Real Madrid na última Champions foi um soco no estômago para quem faz tão pouco no time espanhol.

Se culpar só o destino e se fazer de vítima, Hazard vai cometer um erro e confirmar sua contratação como a pior contratação da história do Real Madrid.

Melhor assumir os erros. Só assim a coisa pode mudar.

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De diferente, só a 'presença VIP': Corinthians continua forte candidato a time mais chato do Brasil

Paulo Cobos
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Nos últimos três jogos no Brasileiro, o Corinthians marcou um único mísero gol. E foram confrontos contra rivais que estão longe de serem os melhores do país.

Passou em branco contra o Sport e fez um gol em casa contra o Fluminense. Nesta segunda-feira, derrota para 1 a  0  para o São Paulo.

Gol do São Paulo! Calleri aproveita escapada de Reinaldo e abre o placar contra o Corinthians no Morumbi

E não foi por falta de qualidade nas finalizações ou grandes atuações dos goleiros adversários.

No papel, o time de Sylvinho parece ofensivo. Mas, na prática, é de uma incompetência atroz para atacar.

Sylvinho comandando o Corinthians
Sylvinho comandando o Corinthians Rodrigo Coca/Ag Corinthians

Como se fosse incapaz de se livrar do DNA defensivo que o acompanha há anos (algumas vezes injusto), o Corinthians é novamente candidato a ser o time mais chato do Brasil.

É um suplício ver a falta de ideias, a quase nula agressividade do ataque, a preguiça corintiana de buscar o gol.

Mas nem tudo é igual no Corinthians.

Dava para entender a "chatice" quando o time tinha um elenco medíocre. 

Agora, o Corinthians é inofensivo com um dos quatro elencos mais estrelados do país. 

Duro de aguentar. E Sylvinho já não tem desculpas para tamanha falta de aptidão para o ataque.



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A mais exigente ou a mais corneta? Torcida do Flamengo vaiar time depois de jogo ruim faz sentido

Paulo Cobos
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Virou motivo de espanto até na Argentina. O jornal argentino "Olé" estranhou que a torcida do Flamengo vaiou o time após o empate sem gols contra o Cuiabá, no Maracanã. 

"Parece mentira", escreveu a publicação, lembrando que o Flamengo briga pelos títulos da Libertadores, da Copa do Brasil e do Brasileiro.

As vaias valem uma pergunta: a torcida do clube mais popular do país virou a mais corneta ou é simplesmente a mais exigente do futebol brasileiro?

Torcida do Flamengo no Maracanã na partida contra o Cuiabá pelo Campeonato Brasileiro
Torcida do Flamengo no Maracanã na partida contra o Cuiabá pelo Campeonato Brasileiro Alexandre Vidal/Flamengo

Minha opinião é que faz sentido sim, após uma exibição ruim contra um rival modesto, o Flamengo de Renato Gaúcho ser vaiado. Ainda mais que isso aconteceu apenas após o apito final.

Parece absurdo reclamar de um time que acumula títulos e que apresenta o melhor futebol do Brasil há 3 anos.

O mais fácil é chamar os flamenguistas de corneteiros e que a torcida que estava no Maracanã era elitizada e não representa os seguidores do clube.

Mas não faltam torcedores de outros clubes em que a vaia ou aplauso depende apenas se o time é campeão ou não.

O flamenguista sabe que seu time é quem pode produzir os melhores espetáculos do futebol no país. 

A vaia no empate contra o Cuiabá foi pontual. O flamenguista está muito feliz com os títulos que o clube ganhou recentemente. E vai ganhar muitos outros logo.

Faz bem em também querer bom futebol.




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'Quem paga a banda, escolhe a música': vai ter mecenas para salvar tantos grandes da Série B, como os do Atlético-MG?

Paulo Cobos
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Em excelente entrevista para o Rolou o Melão, podcast original da ESPN Brasil com Gustavo Zupak, Eugênio Leal e Mário Marra, o presidente do Atlético-MG, Sérgio Coelho, foi sincero.

Ele admitiu que sem o aporte financeiro de bilionários atleticanos, seu clube, sufocado por uma dívida que ultrapassa o R$ 1 bilhão, estaria na segunda divisão do Campeonato Brasileiro, o lugar do rival Cruzeiro pelo segundo ano seguido (e tudo indica vai para mais um).

O dirigente confirmou que os mecenas ajudam na tomada de decisões do clube, mas garantiu que as decisões são tomadas de comum acordo com "pessoas que têm o mesmo objetivo".

Nacho é um dos destaques do Atlético-MG
Nacho é um dos destaques do Atlético-MG Pedro Souza/Atlético-MG

Segundo ele, isso evita a confirmação do velho ditado: "quem paga a banda, escolhe a música". 

Como imagino que pensa a imensa maioria dos atleticanos, torcedores de times que estão na bancarrota também amariam ter mecenas bilionários para seus clubes pagarem dívidas emergenciais, contratarem craques e lutarem por títulos, mesmo que a realidade sem esses bilionários seja de time de Série B.

O Atlético-MG não é caso isolado de clube grande atolado em dívidas. Na verdade, a maioria dos grandes estão nessa situação.

Assim, vai ser difícil encontrar um mecenas para todos chamarem de seu.

Para evitar a Série B, melhor então trabalhar direito. O Flamengo está aí para dar o exemplo.

E o caminho flamenguista foi mais longo, mas é muito mais seguro.

Todo mundo sabe como começam, em clima de lua de mel, as histórias de mecenato no futebol. Saber como elas acabam é muito mais difícil.

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Por que Gabigol, Gerson, Pedro e Andreas jogam (ou jogaram) muito mais no Flamengo do que na Europa

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O futebol brasileiro, é evidente, não tem o mesmo nível do europeu. 

Mas essa não é a principal razão porque Gabigol, Pedro e agora Andreas Pereira jogam muito mais no Flamengo (e Gerson enquanto esteve na Gávea) do que quando atuaram em times da Europa. 

Eles são melhores aqui por um simples motivo: o Flamengo é mais time do que os clubes que eles jogaram na Europa.

E, quando você joga em um time excelente no coletivo, as individualidades aparecem.

Andreas Pereira nos tempos de Manchester United
Andreas Pereira nos tempos de Manchester United Getty Images

Gabigol e Andreas Pereira atuaram em gigantes europeus, mas que estavam longe de seus melhores momentos quando esses brasileiros passaram por lá.

Na temporada 16/17, com Gabigol, a Inter de Milão foi apenas a sétima colocada no Italiano. Depois, o centroavante teve passagem apagada pelo Benfica, outro clube que hoje não tem o nível do Flamengo.

Andreas Pereira passou bons anos no United, mas justamente no momento que o gigante de Manchester virou coadjuvante na Premier League e sofrendo até para chegar na Champions League.

Ainda foi emprestado para Valencia, Lazio e Granada.

Pedro e Gerson chegaram no Flamengo após defenderem a Fiorentina. O meia ainda atuou pela Roma e agora está no Olympique de Marselha. Nenhum dos três times é melhor que o Flamengo dos últimos 3 anos.

Gabigol, Andreas Pereira, Pedro e Gerson são muito bons. Mas nenhum deles é capaz de fazerem times medíocres brilharem sozinhos. Foi assim na Europa. E seria igual se jogassem no Flamengo de meados da última década.

Renato Gaúcho elogia pintura de Andreas Pereira: 'Me lembro do Zico e do Roberto Dinamite fazendo esses golaços'


  


         

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Rogério Ceni vai aceitar ser a próxima vítima? Definhando, São Paulo virou um triturador de treinadores

Paulo Cobos
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Não era só culpa do Leco.

O São Paulo teve nesta quarta-feira mais um triste capítulo da sua decadência administrativa que não tem fim. 

Pressionado por resultados ruins, uma estrutura que definha, problemas financeiros e com um elenco sem controle, o argentino Hernán Crespo, segundo o clube em "comum acordo", deixou o comando da equipe.

Mais uma vítima do cemitério de treinadores que virou o clube que já foi invejado, e hoje está na vala comum da maioria dos grandes brasileiros.

Rogério Ceni no Flamengo
Rogério Ceni no Flamengo Alexandre Vidal / Flamengo

O São Paulo resolveu abrir mão de Crespo, que deu ao clube seu único título em nove anos,  horas depois dereceber um ultimato do agente do argentino Benítez.

Ele afirmou que o clube deveria escolher entre seu cliente e o treinador.

Escrevi aqui que o clube deveria tomar uma decisão imediata. Mas não imaginava que a opção seria abrir mão de um treinador tão promissor para ficar com um jogador de alguns lampejos, mas com desempenho global medíocre.

Nem acho que foi por causa de Benítez que Crespo deixou o São Paulo.

Mas a coincidência das datas é outro sinal de que o São Paulo é hoje um péssimo emprego para um treinador de primeira linha.

O São Paulo deixou de ser um clube confiável para quem trabalha lá. Vale para jogadores, e principalmente para treinadores.

Imagino que Rogério Ceni vai ser o nome mais cotado para substituir Crespo. O presidente do clube já disse que o ídolo vai voltar ao clube.

Como treinador, ele já foi vítima do amadorismo que tomou conta do Morumbi. Deveria pensar muito antes de passar por isso tudo de novo. 

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São Paulo só tem duas opções para tomar imediatamente: mandar Benítez ou Crespo embora

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Para quem ficou traumatizado por ser tratado como um time pequeno da Europa por Daniel Alves, o São Paulo, único clube brasileiro três vezes campeão mundial, não pode hesitar um momento após receber ultimato do empresário do meia Benítez.

"Se o Crespo continuar no São Paulo, o Benítez definitivamente não seguirá", disparou Adrián Castellano ao blog do jornalista Jorge Nicola. Em entrevista para o site GE, o agente ainda reclamou que seu cliente é escalado fora de posição e tem sim condições físicas de jogar por 90 minutos.

Benítez durante jogo entre São Paulo e Juventude
Benítez durante jogo entre São Paulo e Juventude Rubens Chiri/saopaulofc.net

Castellano não deve assistir jogos do São Paulo.

Benítez parece não ter condições de jogar mais de 20 minutos. E quando está em campo reclama mais da arbitragem do que produz para o time (até cartão levou após o apito final).

Mas a questão maior é que o São Paulo precisa tomar uma decisão imediata para não ser esculachado por um jogador como foi por Daniel Alves, e ainda por cima com talento e fama muito menor como é o argentino.

Não vou me convencer se Benítez afirmar que o ultimato de seu agente não tem sua participação. Claramente ele não parece em sintonia com o compatriota Crespo.

Assim, a diretoria são-paulina precisa tomar uma decisão imediata: rescindir o contrato do jogador ou demitir o treinador.

O clube sabe que ficar refém de um jogador tem efeitos nefastos no elenco e nos resultados. 

Agora, se está em dúvida entre o jogador e o treinador, não deve esperar 2022. Demita Crespo já.





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Palmeirense Abel, são-paulino Crespo e corintiano Sylvinho: nenhum deve ser demitido agora; nenhum merece seguir em 2022

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O trio de ferro paulistano caminha para um final de Campeonato Brasileiro que vai flertar na mediocridade ou no papel de coadjuvante.

O Palmeiras chegou a liderar a competição e falava em título. Hoje, sofre em qualquer jogo e já está 14 pontos atrás do Atlético-MG e brigando com Fortaleza e Red Bull pelo terceiro lugar.

Iludido pelo título do Paulista, o São Paulo começou o Brasileiro sonhando com o título. Nos últimos 10 jogos, só ganhou um, e, na 13a colocação, o rebaixamento parece algo mais próximo do que uma vaga na Libertadores.

Abel Ferreira comanda o Palmeiras no clássico contra o São Paulo de Crespo
Abel Ferreira comanda o Palmeiras no clássico contra o São Paulo de Crespo Cesar Greco / Palmeiras

O Corinthians até vai melhor do que o esperado. Mas não faz nada mais que a obrigação para um clube que contratou um batalhão de medalhões caros e bons durante o Brasileiro.

Mas o futebol do time é cheio de altos e baixos. Perder para o Sport neste momento é inconcebível. O ataque fez menos gols que o Bahia, que está na zona de rebaixamento.

O palmeirense Abel Ferreira, o corintiano Sylvinho e o são-paulino Crespo não devem ser demitidos agora.

Seria perda de tempo e dinheiro achar que uma mudança agora resolveria o problema do trio de ferro de forma imediata.  Abel ainda tem o desafio da final da Libertadores contra o Flamengo, mas na competição sul-americana ele ainda parece saber o que fazer.

Crespo deve afastar de vez o risco de rebaixamento e buscar uma vaga na pré-Libertadores. Sylvinho tem  a obrigação de colocar o Corinthians diretamente na fase de grupos da Libertadores.

Ainda faltam quase dois meses de temporada. Corinthians, Palmeiras e São Paulo podem começar a jogar como não jogaram nos últimos meses.

Mas a realidade hoje é clara: Abel, Crespo e Sylvinho não fazem por merecer voltarem para os clubes que comandam hoje em 2022.

Todos, para os padrões brasileiros, já tiveram tempo de fazer algo melhor.  Não conseguiram.

Os três grandes paulistanos são hoje inferiores a Atlético-MG e Flamengo. Mas a distância não é tão grande como a diferença na classificação do Brasileiro e, principalmente, no nível do jogo.

Atlético-MG e Flamengo muitas vezes parecem bons times europeus. Corinthians, Palmeiras e São Paulo têm a cara de times brasileiros mesmo. E dos ruins.

Brasileiro: São Paulo empata com Cuiabá em noite inspirada de Volpi; VEJA como foi!


  




         



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Palmeirense Abel, são-paulino Crespo e corintiano Sylvinho: nenhum deve ser demitido agora; nenhum merece seguir em 2022

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Se eu fosse Tite, deixaria Neymar fora da seleção por um ano e só o chamaria para a Copa

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Neymar surpreendeu o mundo neste final de  semana. Em entrevista para a Dazn, ele admitiu que pode deixar a seleção brasileira após a Copa de 2022

“Acho que é minha última Copa do Mundo (2022). Eu encaro como a minha última porque não sei se terei mais condições, de cabeça, de aguentar mais futebol. Então vou fazer de tudo para chegar muito bem, fazer de tudo para ganhar com meu país. Para realizar o meu sonho desde pequeno e espero poder conseguir'', afirmou o craque.

Como muita gente torce o nariz para qualquer coisa que Neymar fale, choveram ironias.

Nada mais injusto.

Neymar em ação pela seleção brasileira contra a Colômbia pelas eliminatórias
Neymar em ação pela seleção brasileira contra a Colômbia pelas eliminatórias Juan Barreto/AFP via Getty Images

Não importa que Neymar tenha muitas vezes errado dentro e fora de campo. É evidente que ele carrega nas costas a pressão de ser uma grande estrela do futebol desde quando tinha 16 anos.

E que o atual momento, com atuações ruins no PSG e na seleção, aumenta essa pressão.

Não é tão diferente a situação de Neymar com a da ginasta americana Simone Biles, que desistiu de disputar várias medalhas na Olimpíada de Tóquio para preservar sua saúde mental.

Se pudesse dar conselhos para o camisa 10 e Tite, daria um.

Deixe Neymar fora da seleção por um ano, e só o volte a convocar para o Mundial, que vai acontecer apenas no final de 2022.

A seleção brasileira está virtualmente classificada para a Copa do Qatar. Não precisa de Neymar para somar meia dúzia de pontos em oito jogos contra seleções tão fracas como as sul-americanas.

Serão poucas chances de amistosos contra europeus.

Tem muita gente que ama odiar Neymar, mas só alguém sem bom senso não vai admitir que ele é o melhor jogador brasileiro e deve ser titular na Copa, mesmo que chegue de última hora no grupo.

Neymar hoje parece se arrastar em campo na seleção, com corpos e cabeça pesada.

Pegue um descanso de um ano. Foque nesta temporada no PSG. Volte com corpo e mente mais fortes. Ganhe a Copa do Mundo. E decida então o que é melhor para sua carreira.

Neymar volta, Brasil vai mal e fica no empate com a Colômbia pelas eliminatórias; VEJA como foi!


  



         






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Seleção ganhar a Copa é zebra, mas é delírio achar que está sobrando técnico melhor que Tite (nenhum brasileiro é)

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O Brasil ganhar a Copa do Mundo de 2020 será uma zebra. A seleção brasileira hoje é pior do que pelo menos três ou quatro times europeus.

Até a competição no Qatar, serão poucas as oportunidades de jogar com rivais europeus para fazer o time evoluir e fazer um real teste do seu potencial.

A geração atual é muito boa, mas faltam craques de primeira linha. Basta ver a lista dos 30 jogadores finalistas da Bola de Ouro, o mais tradicional prêmio do futebol mundial.

Tite em jogo da seleção
Tite em jogo da seleção Lucas Figueiredo / CBF

Só um dos indicados é brasileiro: Neymar. São três portugueses. Dois belgas. Dois argentinos. Três espanhóis. Quatro italianos. Três franceses. Quatro ingleses.

Com esse cenário, achar que o Brasil vai ganhar a Copa é ser otimista demais.

Evidente que o time nacional, sob o comando de Tite, deveria jogar muito mais do que joga.

Tite parece ter virado o sujeito "mais chato" do momento. Virou sinônimo de medo, de falta de imaginação.

O exagero dessa perseguição ao treinador é tão exagerada quanto achar que o Brasil, sob o comando de qualquer treinador, seria favorito para ganhar uma Copa do Mundo hoje.

Não sobram assim tantos treinadores melhores que Tite pelo mundo. No Brasil, existem alguns iguais. Nenhum é melhor.

Tite está ‘brigando com as características’ de alguns jogadores da seleção brasileira? Vitor Birner opina; VEJA!



  

         



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A estátua no Grêmio, no Palmeiras e na CBF está garantida, mas a pergunta é obrigatória: Felipão ainda é um técnico top?

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Luiz Felipe Scolari é um dos dois técnicos mais importantes da história do Grêmio. Também aparece entre os três maiores treinadores do Palmeiras. É um dos cinco brasileiros que ganharam uma Copa do Mundo.

Pura bobagem ficar discutindo se seus times jogavam ou não bonito e seus métodos: por qualquer régua, Felipão é uma lenda dos treinadores brasileiros (e não concordo nem um pouco com quem diz que ele é um retranqueiro).

Sua estátua está garantida nas sedes do Palmeiras, do Grêmio e da CBF.

Luiz Felipe Scolari durante jogo entre Grêmio e Sport
Luiz Felipe Scolari durante jogo entre Grêmio e Sport LUCAS UEBEL/GRÊMIO FBPA

Mas é fato que ele resolveu voltar para esses lugares depois das glórias e nem sempre foi feliz.

Teve o vexame do 7 a 1 na Copa de 2014. Participação na campanha do rebaixamento do Palmeiras em 2012. Se redimiu com a brilhante conquista do Brasileiro de 2018, mas acabou demitido em 2019. 

Depois da sua passagem épica pelo Grêmio nos anos 90, voltou duas vezes para o clube. Na primeira, entre 2014 e 2015, saiu sem ganhar nada. Pior acontece agora, quando não consegue tirar o time da zona do rebaixamento do Brasileiro.

Se não existe discussão sobre o tamanho de Felipão na  história do futebol, é obrigatório perguntar: o gaúcho ainda é um treinador top?

Vai ser difícil encontrar alguém para defendê-lo neste caso.

Nos últimos dez anos, Felipão acumulou muito mais trabalhos medíocres do que bons momentos.

Não se deve medir treinadores apenas pelos títulos. Ele ganhou alguns, como o Brasileiro com o Palmeiras e a Copa das Confederações de 2013 com a seleção jogando bem.

Mas o fato é que o treinador derrapa para se mostrar atualizado, montar times com variações táticas. É duro ver times com o potencial como o Grêmio atual produzam tão pouco.

Felipão ainda tem o estilo feroz nas coletivas, como após o jogo contra o Cuiabá, quando chamou de "cafajestes" os que teriam vazado desavenças no vestiário do Grêmio

Só palavras não fazem um treinador top.


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Se seu clube estiver afundando, não diga mais que ele 'cruzeirou'; mais chic agora falar 'barcelonou'

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Não são os críticos. Nem a imprensa de Madri. O próprio Barcelona deixou claro nesta quarta-feira (6) sua deterioração financeira e moral.

Em auditoria externa realizada nos atos da administração anterior,  o orgulhoso clube catalão tornou oficial os motivos que o jogaram na lama.

Começando pelos estragos nas finanças. O clube tem um patrimônio negativo: mesmo vendendo tudo que tem, não pagaria sua contas. A dívida está próxima dos R$ 10 bilhões. Compromissos atrasados com bancos, liga espanhola e Uefa. Instalações deterioradas. Falta de governança e controle interno.

Camp Nou: Barcelona vive dias cinzentos dentro e fora de campo
Camp Nou: Barcelona vive dias cinzentos dentro e fora de campo Foto: David Ramos/Getty Images

O estádio do time B, que tinha previsão de custo de 4 milhões de euros, acabou saindo por 19 milhões. Com a reforma do Camp Nou, aconteceu o contrário. A obra foi orçada em 600 milhões de euros, mas seu valor real é de 900 milhões.

Sobram casos suspeitos admitidos pelo próprio clube agora.

Foram reveladas comissões astronômicas para empresários, valor que supera os R$ 300 milhões. O clube chegou a pagar 30% de comissão para agentes, quando o normal é 5%. 

O Barcelona gastou 120 milhões de euros para contratar Griezmann sem ter nenhum dinheiro no cofre. Pediu emprestado 85 milhões de euros de um fundo de investimento e outros 35 milhões de euros com um banco. O negócio foi um fracasso esportivo e arruinou ainda mais o clube.

Teve até divulgação de pagamentos para jornalistas, sem o clube deixar claro quais serviços foram prestados.

No Brasil sobram clubes de administração calamitosa. Talvez até de forma injusta, o Cruzeiro virou sinônimo de caos. Quando um clube começa a mergulhar na crise, logo se diz que ele "cruzeirou".

Melhor, a partir de agora, usar o "barcelonou". Não é possível acreditar que um clube com os recursos do Barcelona pode ter ficado tão podre.


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Se acha que pode cobrar mais que Corinthians, Flamengo e Palmeiras por um ingresso, está tudo errado no São Paulo

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Leco, candidato fácil a pior presidente da história do São Paulo, foi embora. Mas o clube que já foi o mais bem administrado do país segue perdido.

Nesta segunda-feira, viveu um debate se deveria demitir Hernán Crespo, único técnico campeão no Morumbi em quase dez anos. Ele ganhou uma sobrevida após reunião. Cada vez mais acho que ele não chega no final do Brasileiro.

Nem vale à pena voltar a falar da trapalhada que foi todo o episódio Daniel Alves.

Torcida do São Paulo no Morumbi
Torcida do São Paulo no Morumbi Rubens Chiri/saopaulofc.net

O Morumbi está longe de ser o estádio mais confortável do Brasileiro. O time joga hoje um futebol medíocre. O clube precisa muito de apoio para ficar mais próximo de uma vaga na Libertadores do que da zona do rebaixamento.

Mas a diretoria tricolor estipulou o ingresso para o público em geral mais caro entre os quatro clubes mais populares do país.

Aqui o que vale é o preço do ingresso inteiro e para quem não é sócio-torcedor, programas que foram duramente enfraquecidos durante a pandemia.

Para o jogo contra o Santos, na quinta-feira, o torcedor são-paulino vai pagar R$ 110 por uma arquibancada atrás do gol. No centro do campo, o valor passa para R$ 130.

Vamos aos rivais.

No seu reencontro com a torcida, contra o Bahia, nesta terça-feira, o Corinthians tem ingressos a partir de R$ 40. Para quem prefere um lugar bem perto do gramado no setor leste central inferior, o custo é de R$ 100, ainda mais barato que a entrada mais em conta do São Paulo.

Flamengo e Palmeiras, com fama de careiros, cobram menos que o São Paulo na volta dos torcedores ao Brasileiro.

Para o jogo contra o Bragantino, na quarta-feira, o ingresso mais barato no Allianz Parque é de R$ 90. 

A maioria das entradas no jogo do Flamengo contra o Athletico-PR no Maracanã, no último domingo, valiam entre R$ 80 e R$ 100 para o torcedores comum (valor da inteira).

Se acha que pode cobrar mais que Corinthians, Flamengo e Palmeiras, a diretoria do São Paulo tem duas opções. Ou não tem noção alguma do que está fazendo ou faz uma pura maldade com seu torcedor, que já está cansado de ser mal tratado.





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E se o PSG for um fiasco? Aposto que Messi será 'vítima' e teremos 4 vilões (claro que Neymar será um deles)

Paulo Cobos
Paulo Cobos

A temporada está só no começo. Mas é fato que o super PSG de Messi, Mbappé e Neymar ainda não engrenou dentro de campo. E teve um resultado surpreendente neste domingo, quando foi derrotado pelo Rennes por 2 a 0

Com uma torcida que é sim fanática (não importa que o time tenha pouco mais de 50 anos de vida) e com a imprensa francesa sempre impiedosa com a equipe, o clube de Paris viverá dias de crise se o esquadrão montado com o dinheiro farto do Qatar fracassar.

E estará lançada a campanha em busca de vilões.

Neymar, Nasser Al-Khelaïfi e Leonardo são peças importantes do PSG
Neymar, Nasser Al-Khelaïfi e Leonardo são peças importantes do PSG Foto: Aurelien Meunier - PSG/PSG via Get

Sempre é muito arriscado fazer apostas. Mas vou fazer as minhas no caso do PSG estrelado não dar os resultados esperados, o que inclui conquistar a Champions League e, imagino, não perder para rivais modestos como o Rennes.

Dentro de campo, dois jogadores vão dividir a parcela maior da culpa.

Neymar é o candidato mais óbvio. Contra o Rennes, novamente ele foi considerado o pior em campo, chegando a levar nota 2,5 do jornal "Le Parisien". Nesta segunda-feira, o "L'Equipe" chega a questionar se o brasileiro merece seguir titular no PSG.

Mbappé também está mais pressionado do que nunca, ainda mais depois de admitir que pediu sim para ser negociado para o Real Madrid nesta janela.

Se o PSG não atingir seus objetivos, vai ser impossível não ouvir a acusação que não estava com a cabeça no clube. 

Mas não são só jogadores estrelados que levarão a culpa.

O técnico Maurício Pochettino dá sinais claramente que não esta à altura de controlar um vestiário tão estrelado. Messi já fez cara feia quando foi substituído. Neymar foi mais político quando saiu contra o Rennes.

O treinador argentino parece indeciso também sobre quem será o goleiro titular. E a disputa entre Navas e Donnarumma não é só uma questão de campo. Significa também uma disputa de poder dentro do vestiário do PSG.

Outro brasileiro será vilão caso o PSG não tenha os resultados esperados com seu dream team. 

Leonardo, o diretor-esportivo do clube francês, teve um cheque em branco para montar seu esquadrão. Mas tropeça muitas vezes no relacionamento com os astros: já teve desavenças com Neymar e agora bate cabeça com Mbappé.

Minha última aposta é sobre Messi.

O argentino nunca era o culpado de nada no Barcelona. Tenho a intuição que o mesmo vai acontecer no PSG caso o projeto estrelado não dar resultado. Vai acabar sendo "vítima" dos erros de Neymar, Mbappé, Pochettino e Leonardo.

 Neymar é substituído com o PSG perdendo; veja a reação do brasileiro após ser trocado por Icardi

 



 


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'Invasão' de Deyverson é o que torna o jogo emocionante; reação do Atlético-MG é a coisa mesquinha do futebol

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Deyverson percebeu o cheiro de gol. Quando Gabriel Veron dominou a bola, e Dudu entrava pelo meio, o atacante reserva do Palmeiras invadiu o campo sabendo que iria comemorar o gol que classificou seu time para a final da Libertadores e eliminou o Atlético-MG.

Não atrapalhou ninguém. Estava longe do lance. 

OK. A regra diz que o gol deveria ser anulado. Mas nem o juiz e o VAR perceberam isso, assim como a maioria das pessoas que estavam no estádio ou assistindo ao jogo pela televisão.

A reação de Deyverson é o tipo de lance que torna o futebol o esporte mais emocionante do mundo. 

Futebol não foi feito para ser curtido sentado o tempo inteiro. O atacante naquele momento foi sim um torcedor, e comemorou. Repito: sem atrapalhar o lance, sem provocar, sem ofender.

Se o árbitro ou o VAR tivessem anulado o gol, seria justo sim. A regra foi feita para ser cumprida.

Deyverson 'invadindo' o campo contra o Atlético-MG
Deyverson 'invadindo' o campo contra o Atlético-MG Reprodução

Mas a invalidação naquele momento não ocorreu, assim, com VAR ou sem VAR, em milhares de outros erros de arbitragem que mudaram o resultado de um jogo de futebol.

Mas o Atlético-MG não se conformou. Nesta sexta-feira, o clube mandou documento para a Conmebol pedindo a anulação do jogo contra o Palmeiras pela tal invasão de Deyverson.

O clube mineiro não tomou decisão tão extrema para reclamar que levou um gol de mão. Ou de uma bola que entrou por fora da rede. Ou um erro qualquer absurdo de arbitragem.

Reclama por que Deyverson resolveu entrar por alguns metros no campo para vibrar com um gol que era iminente.

A reação tão sem sentido do Atlético-MG, que obviamente vai dar em nada, é a mesquinharia do futebol.


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