Vale a pena passar por isso aos 40 anos? No Cruzeiro, Fábio é o goleiro da pior defesa do Brasil

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Depois do empate contra o Guarani em casa, por 3 a 3, o Cruzeiro é o time que mais sofreu gols nas quatro divisões do Brasileiro.

Em oito jogos de uma campanha medíocre na Série B, é apenas o 14o colocado com duas vitórias, o time de Belo Horizonte já foi vazado 16 vezes. 

Entre os 124 clubes que disputam as quatro séries do Brasileiro, nenhum em termos absolutos sofreu tantos gols como o Cruzeiro. Se falarmos na média, só quatro modestos times na quarta divisão superam os dois gols sofridos por partida pelo gigantes mineiro: Palmas-TO, Caucaia-CE, Águia Negra-MS e Patrocinense-MG. 

Fábio em ação pelo Cruzeiro
Fábio em ação pelo Cruzeiro Gustavo Aleixo/Cruzeiro

O Cruzeiro tem uma defesa vergonhosa com um dos maiores ídolos da sua história no gol. Dos 16 gols sofridos pelo time na Série B, Fábio levou 12 (ele só não atuou na derrota de 4 a 3 para o CRB).

Como fez Marcos quando o Palmeiras caiu para a Série B, Fábio resolveu ficar no Cruzeiro quando o time foi rebaixado.

Mas, pena para o cruzeirense, que o clube onde fez história hoje vive provavelmente a maior crise da história de um grande brasileiro.

O Cruzeiro não conseguiu voltar no ano passado para a primeira divisão. Com um início terrível, pode repetir o fracasso em 2021.

Vale a pena Fábio passar por isso quando já tem 40 anos?

Cada um sabe a hora de parar. Fábio aparenta boa forma física. Se não é o mesmo goleiro brilhante de outros anos, está longe de ser o principal culpado pela peneira que é a defesa do Cruzeiro.

Não sei até onde chega a paciência de Fábio. A minha já teria acabado.

Com 'lei do ex' e gol contra, Guarani busca empate com Cruzeiro em jogaço de seis gols


  


         

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E se Daniel Alves jogar e arrebentar no Flamengo? Qual será o tamanho dele no futebol brasileiro?

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Acabou o que para muita gente foi a pior contratação da história do São Paulo. O clube anunciou nesta quinta-feira que rescindiu o contrato com Daniel Alves, o lateral-direito que resolveu ser camisa 10 e meia no Morumbi.

Horas antes, Rodolfo Landim, presidente do Flamengo, admitiu que o clube tem sim interesse em Daniel Alves.

Daniel Alves em treino do São Paulo
Daniel Alves em treino do São Paulo Divulgação/Twitter Oficial/São Paulo F.C

Com o caminho aberto, e desesperado para mostrar serviço em busca do sonho de jogar a Copa de 2022 (na lateral), imagino que Daniel Alves vai abrir mão até de dinheiro para jogar no Flamengo, o melhor time do Brasil e também a vitrine mais importante (Rafinha, sofrendo no Grêmio, que o diga).

Na posição correta e em um clube em que não vai tratar como se fosse uma espécie de Getafe, como fez no São Paulo,  a chance de Daniel Alves aumentar sua vasta galeria de troféus na Gávea é imensa.

E vai gerar um debate: qual será seu tamanho jogando no futebol brasileiro?

O jogador que fracassou de forma retumbante no Morumbi ou o que tem a chance de ganhar tudo no Flamengo?

Esqueça os extremos. O que vai ficar provado é qual o papel de Daniel Alves em um time de futebol.

Ele é sim um dos melhores jogadores da sua posição neste século. Mas não tem característica técnica nem a liderança certa para ser o maior protagonista de um time de futebol.

Daniel Alves, no Barcelona de Messi, Xavi e Iniesta, entra fácil na lista de 5 maiores coadjuvantes da história do futebol brasileiro.

Se acertar com o Flamengo, este será o seu papel. E não existe demérito algum de ser coadjuvante. Pior é querer ser ator principal e se demonstrar um charlatão, como fez no São Paulo.






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Como apagar pichações e enterrar hashtags: Cuca é o maior cala boca de um técnico do Brasil em muito tempo

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Quando o Atlético-MG começou a pensar em Cuca para substituir Jorge Sampaoli,  parte da torcida do Atlético-MG foi às redes sociais para criar uma  hashtag contra sua contratação: #CucaNão.

Depois de empregado, e resultados ruins depois de poucos dias de trabalho, uma nova hashtag virou sucesso nas redes: #ForaCuca. 

Após um empate na estreia contra um modesto time venezuelano na Libertadores, em abril, uma forma de protesto muito mais tradicional contra o treinador aconteceu: os tapumes da obra do novo estádio do Atlético-MG foram pichados com o tradicional "Fora Cuca" (ainda bem que neste caso sem hashtags).

Cuca comanda o Atlético-MG
Cuca comanda o Atlético-MG Pedro Souza / Atlético

Cinco meses depois, tudo mudou.

O Atlético-MG é candidato real a ganhar os três títulos mais importantes da temporada: lidera o Brasileiro e está nas semifinais da Copa do Brasil e da Libertadores. 

E Cuca consegue o maior cala boca de um técnico em muitos anos.

Seu desafio no Atlético-MG era até maior que o de Renato Gaúcho no Flamengo. Ambos têm esquadrões, mas o time mineiro se transformou muito mais para esta temporada e não tem um histórico recente de títulos como o rubro-negro para aliviar a pressão.

Não vale dizer, como nos tempos do Palmeiras, que Cuca montou o Atlético-MG só no fatídico "Cucabol".  A defesa é segura, o time cria muito e joga sim bonito.

Pena, para Cuca, que ele já deve saber que a cobrança contra ele é maior. Ele está perto de três títulos. Se não ganhar nenhum, vai suportar de novo hashtags e muros pichados.

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Em tuíte antecipado no caso de fracasso, São Paulo diz que segue com convicção em Crespo; não sei se a recíproca é verdadeira

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O São Paulo se revolveu antecipar e garantir a permanência de Hernán Crespo no comando do clube mesmo em caso de eliminação nas quartas de final da na Copa do Brasil, nesta quarta-feira, contra o Fortaleza.

Em uma espécie de tuíte antecipado e preventivo em caso de fracasso, Carlos Belmonte, o diretor de futebol do Morumbi, garantiu a permanência do treinador.

"Crespo continua e continuará técnico do São Paulo após a partida de hoje contra o Fortaleza. Essa é uma decisão da Diretoria de Futebol e que tem total apoio do presidente Júlio Casares. Seguiremos com a convicção que temos no trabalho", escreveu o dirigente.

Hernán Crespo em duelo no Morumbi
Hernán Crespo em duelo no Morumbi Rubens Chiri / saopaulofc.net

Seria insano  o São Paulo não ter "convicção" em Crespo mesmo que o time tenha até o final do ano como única missão escapar do rebaixamento no Brasileiro.

O argentino é o melhor técnico são-paulino em muito tempo. E tem potencial para ser alguém grande até na Europa.

Mas tenho muita dúvida se Crespo segue com a mesma convicção sobre o São Paulo.

O argentino parece cansado da lista imensa de jogadores com problemas físicos no São Paulo. Demonstrou incômodo com o fim abrupto da relação do São Paulo com Daniel Alves. Percebeu que o clube do Morumbi vive numa penúria absoluta em que atrasos salariais são comuns e dinheiro para contratar é curto.

E agora surge essa prova de confiança desnecessária via rede sociais antes do jogo decisivo contra o Fortaleza.

Resta saber se o São Paulo vai cumprir a promessa de manter Crespo mesmo que a luta contra o rebaixamento vire o único objetivo. E como o treinador vai reagir a desafio tão pequeno.




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'Quebrado, insolvente', derrotado, sem rumo: Bayern faz orgulho do Barcelona ter seu maior teste

Paulo Cobos
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Se restava alguma dúvida que o Barcelona vive um dos momentos mais tristes da sua gloriosa história, o Bayern de Munique resolveu acabar com ela.

Primeiro, em uma entrevista de Uli Hoeness, presidente honorário do clube alemão. 

"O Barcelona não é mais um modelo para nós. Na verdade, o Barcelona está falido. Na Alemanha, o Barcelona seria um caso para um juiz responsável pela insolvência", afirmou Hoeness.

Depois, em campo, na abertura da fase de grupos, o Bayern,  mesmo longe de seus melhores dias, venceu o clube catalão com enorme facilidade por 3 a 0 em pleno Camp Nou.

Piqué na derrota do Barcelona para o Bayern
Piqué na derrota do Barcelona para o Bayern Getty

O Bayern acertou dois socos na cara do Barcelona para deixar o gigante ainda mais sem rumo.

Não sei se Hoeness exagerou ao dizer que o clube catalão está quebrado e é caso de insolvência. Mas não há como negar que é hoje o grande europeu em situação financeira mais delicada e sem condição nenhuma de investimento.

E é triste ver o que é o Barcelona dentro de campo.

Uma mistura de veteranos decadentes, como Alba e Piqué, garotos promissores, mas assustados e longe de estarem prontos, reforços sem nível para jogar no clube, como o De Jong que chegou do Sevilla, e contratações milionárias fracassadas, como Philippe Coutinho.

Poucos clubes são tão orgulhosos da sua existência como o Barcelona. O slogan genial "mais que um clube" vai ter o maior teste da sua história.

O torcedor do Barcelona vai ter que se acostumar com a realidade atual do clube. Vai demorar para os bons tempos voltarem.



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'Com menos dinheiro, a gente fez mais': não vejo a hora de saber quem fala a verdade sobre contratações milionárias

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O Corinthians trouxe vários medalhões, mas garante que o time atual custa menos para o clube do que o anterior. David Luiz vai receber R$ 1,5 milhão por mês no Flamengo, mas a diretoria rubro-negra afirma que ele está dentro do orçamento. 

Rubens Menin, o empresário que virou o mecenas do Atlético-MG, diz que o elenco estrelado que montou para o clube não é tão caro assim:  "Temos um custo extrafutebol menor que do Flamengo. O Palmeiras tem um elenco e uma folha maiores do que o Atlético, mas, com todo respeito ao clube, eu não trocaria o elenco do Atlético pelo do Palmeiras. Acho que o Atlético, com menos dinheiro, fez mais", falou no programa "Papo de Setoristas", no You Tube. 

Mesmo com uma crise que não acaba e ainda sem a receita de bilheteria, os clubes brasileiros investem pesado na repatriação de jogadores caros. E fazem magia para tentar explicar que conseguem  isso sem gastar mais do que deveriam.

Hulk comemora em jogo do Atlético-MG
Hulk comemora em jogo do Atlético-MG Pedro Souza / Atlético

Só vamos saber quem diz a verdade em março ao ano que vem, quando começam a pipocar os balanços dos clubes sobre suas contas de 2021.

Nunca será tão curioso esperar esses números para saber quem está dizendo a verdade. Se é possível trocar jogadores medíocres por medalhões e ainda gastar menos, como o Corinthians, ou montar um elenco melhor e mais econômico do que o Palmeiras, como garante o mecenas do Atlético-MG.

Espero que todos os cartolas falem a verdade sobre o milagre de trazer medalhões e não estourar as contas. Seria uma desmoralização saber que o "bom e barato" na verdade foi uma grande aventura irresponsável.

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Anvisa não foi 'flamenguista', mas cada vez dou mais razão para os argentinos no papelão de Itaquera

Paulo Cobos
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Em um país que tanto falhou no combate contra o vírus da Covid, a Anvisa, a agência reguladora saúde brasileira, resolveu ser dura contra jogadores de futebol que passaram pela Inglaterra nos últimos 14 dias.

Primeiro, resolveu tirar de campo jogadores argentinos com a bola rolando em Itaquera no jogo pelas eliminatórias sul-americanas.

Depois, resolveu impedir a estreia do corintiano Willian. E teve que lembrar que não tomou a mesma atitude para o flamenguista Andreas Pereira, e sugeriu uma punição para o jogador.

Jogadores da seleção brasileira logo após suspensão de Brasil x Argentina
Jogadores da seleção brasileira logo após suspensão de Brasil x Argentina Lucas Figueiredo / CBF

Muita gente logo começou a acusar o Flamengo de favorecimento.

Balela. O rigor da Anvisa com jogadores de futebol começou apenas pela janela de exposição para a agência ocorrida após o episódio com os argentinos no estádio corintiano. E Andreas Pereira entrou em campo antes disso.

Nada melhor do que ganhar os holofotes por tamanho rigor que faltou com milhares de pessoas comuns que chegaram nos aeroportos brasileiros por tantos meses vindos de países com alta incidência de Covid.

Parece importar, no caso dos jogadores de futebol, apenas o momento máximo para eles: o jogo.

Eles puderam dar entrevistas, treinarem, serem apresentados em grandes eventos e não foram importunados.

Mas não podem jogar, mesmo sendo testados com frequência.

A Argentina tem uma grave acusação de ter fraudado documentos na entrada dos jogadores que atuam na Inglaterra.

Mas já não me parece tão absurda a versão deles para ganharem os pontos do jogo interrompido contra o Brasil.

Os argentinos alegam que o jogo foi paralisado por pessoas que não estavam autorizadas para estarem no campo.

Inicialmente, esse argumento não me convencia.

Mas, depois de ver a busca por holofotes da Anvisa e de seus agentes no futebol, começo a mudar de ideia.



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Qualquer freguesia dói, mas a do Palmeiras contra o Flamengo é cruel e flerta com a vergonha

Paulo Cobos
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O Flamengo tem agora uma série de novo jogos sem perder para o Palmeiras. A vitória deste domingo, por a 3 a 1, no Allianz Parque foi a quinta na série que começou em 2019. Aconteceram ainda mais quatro empates no período.

Qualquer freguesia entre clubes do mesmo tamanho dói. Mas a palmeirense diante dos flamenguistas é cruel, flertando com a vergonha.

Começando pelo fato que o alviverde não é capaz de ganhar jogos que eram praticamente uma obrigação de vencer.

Abel Ferreira, que ainda não venceu o Flamengo
Abel Ferreira, que ainda não venceu o Flamengo Cesar Greco / Palmeiras

No ano passado, esfacelado por casos de Covid, o Flamengo foi ao Allianz Parque com um time repleto de garotos para enfrentar um Palmeiras com praticamente força máxima, e arrancou um empate.

Neste domingo, o Flamengo novamente estava lotado de desfalques. Terminou o jogo com apenas três titulares: Diego Alves, Isla e Arão.

Abel Ferreira teve duas semanas para treinar o Palmeiras, e força máxima. Até fez um jogo de igual para igual no primeiro tempo, mas na segunda etapa novamente mostrou falta de repertório para sair derrotado por 3 a 1.

Nos grandes jogos, o Palmeiras é incapaz de bater o Flamengo. Foi assim no duelo do primeiro turno do Brasileiro-19, quando o Palmeiras de Felipão perdeu por 3 a 0 no Maracanã para o time de Jorge Jesus e começou ladeira abaixo na classificação.

O mesmo aconteceu na decisão da Supercopa deste ano, quando o rubro-negro levou a melhor nos pênaltis.

Mas não é só pelos resultados que a freguesia do Palmeiras contra o Flamengo flerta com a vergonha.

Um time com tamanho investimento e de elenco tão diversificado não pode fazer tão pouco, mesmo sabendo que o Flamengo segue tendo o melhor time titular do Brasil e conta com um punhado de ótimos reservas, com Michael e Pedro.

O Palmeiras pode ganhar títulos, como fez no ano passado com a Libertadores e a Copa do Brasil. Mas, para ser o melhor time do Brasil, não pode ser tão freguês do Flamengo.



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Daniel Alves não entendeu que o São Paulo é do tamanho de Barcelona, Juventus e PSG

Paulo Cobos
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Ao que tudo parece, a história de Daniel Alves no São Paulo acabou.

Depois de servir a seleção, ele não se reapresentou no clube. Segundo a direção são-paulina, ele comunicou que só volta ao clube se receber a montanha de dinheiro atrasado que tem direito: algo como R$ 12 milhões.

Como o São Paulo nem em sonho tem esse dinheiro no cofre hoje, e a relação está totalmente corroída, não tem mais volta.

Já relatei várias vezes aqui a quantidade imensa de erros do São Paulo com o jogador: contratou alguém que não podia pagar, deixou ele escolher posição, não coibiu seus caprichos e permitiu que ele fosse para a Olimpíada mesmo sem a obrigação de liberá-lo e ganhou em troca uma humilhação mundial

Daniel Alves durante jogo do São Paulo
Daniel Alves durante jogo do São Paulo Rubens Chiri/saopaulofc.net

Mas tudo isso não esconde um erro de Daniel Alves do tamanho da sua galeria de títulos: ele não entendeu o tamanho do São Paulo.

Daniel Alves ficou por dois anos no São Paulo achando que estava em um clube de segundo escalão da Europa, como se sua presença fosse um grande favor ao time.

Não importa que o São Paulo hoje é um clube endividado, com estrutura corroída, que em mais de dez anos só ganhou dois títulos de segunda linha: a Sul-Americana de 2012 e o Paulista de 2021.

O lateral foi incapaz de ver que o São Paulo é tão grande como Barcelona, Juventus e PSG, três dos quatro clubes que defendeu na Europa.

Pior. Daniel Alves teve no São Paulo um desempenho em campo no máximo mediano. Muito pouco para quem tanto esnobou um clube três vezes campeão mundial.




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De entrevistas com mais coragem a se inspirar em Messi: 5 sugestões para Neymar ser (mais) respeitado

Paulo Cobos
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Após a vitória da seleção brasileira sobre o Peru, em que se tornou o maior artilheiro brasileiro em eliminatórias sul-americanas, Neymar fez um desabafo. 

"Não sei mais o que fazer para me respeitarem", disse o atacante, cada vez mais perto de superar Pelé como maior goleador do time nacional.

Tenho convicção que Neymar muitas vezes é criticado acima do tom. Mas isso não acontece apenas no Brasil. Basta vez como a imprensa francesa é injusta com ele.

Neymar pela seleção
Neymar pela seleção Lucas Figueiredo/CBF

Mas, tanto no Brasil como na Europa, é insano encontrar alguém que não respeita Neymar como o craque que ele é (está entre os três melhores do mundo há quase uma década).

Só que sempre dá para aumentar "o respeito". Assim, o blog, com humildade, sugere 5 coisas para Neymar se sentir mais reconhecido com a camisa da seleção brasileira.

Ganhar a Copa do Mundo
Vamos começar pela mais óbvia. Neymar tem tudo para ter todas as principais marcas individuais como goleador com a camisa da seleção brasileira. Mas, como bem sabem Pelé e Ronaldo Fenômeno, conquistar a Copa do Mundo faz toda a diferença. Em 2014, Neymar se machucou e ficou fora do 7 a 1. Em 2018, caiu mais do que jogou e parou nas quartas de final, contra a Bélgica.

Evitar cartões bobos e não ser suspenso
Até em jogos resolvidos e contra adversários com nível muito abaixo dele e da seleção brasileira, Neymar perde o controle, bate boca, provoca e acaba recebendo cartões bobos. Foi o que aconteceu no jogo contra o próprio Peru, quando já perto do final da partida levou um amarelo e está agora suspenso para enfrentar a Venezuela na próxima rodada das eliminatórias.

Ter mais coragem nas entrevistas 'desabafo'
Começa a virar rotina. Após jogos da seleção, Neymar dá entrevistas "desabafos". Foi assim em junho, após goleada sobre o Peru na Copa América, quando o camisa 10 chorou dizendo que "passou por muita coisas nos últimos dois anos". Nesta quinta-feira, novamente contra os peruanos, reclamou da "falta de respeito". Seria melhor se o craque deixasse claro o que "passou" e quem "não o respeita". Em Recife, questionado pelo repórter Eric Faria sobre o tipo de desrespeito que sofre, Neymar foi vago. Não custa ter mais coragem e fazer um desabafo completo.

Aproveitar seu prestígio para ajudar a moralizar a CBF
Neymar até ensaiou fazer algo neste sentido quando o Brasil foi escolhido para sediar a última Copa América. Mas foi fogo de palha. Com sua força, e conhecendo a CBF há dez anos, o craque teria o respeito de muita gente se ajudasse a moralizar a confederação, mergulhado em um escândalo de assédio de seu presidente afastado e sem força nenhuma na Conmebol e na Fifa pelo vazio no poder.

Se mirar no comportamento de Messi na Argentina
Messi apanhou muito na seleção argentina. Maior jogador do século, foi massacrado por torcedores e jornalistas por ano pela falta de bons resultados e futebol com a camisa de seu país.  Em 2021, enfim ganhou um título, a Copa América. Também nesta quinta-feira, marcou três gols contra a Bolívia. Após o jogo, nada de reclamações pelas críticas que recebeu. "Esperei muito tempo por isso", disse, emocionado. Neymar parece ter menos paciência.

Neymar comanda com gol e assistência, e Brasil vence Peru pelas eliminatórias para a Copa; veja os gols


         
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Vasco esculacha técnicos, regulamento, tapetão e o pior: o próprio Vasco

Paulo Cobos
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O Vasco é um clube desesperado. Só isso pode explicar a quantidade de trapalhadas que o clube acumula na sua busca, cada vez mais difícil, para voltar à primeira divisão do Brasileiro. 

E resolveu esculachar um monte de coisas.

Começando pela figura de seus treinadores. Primeiro, demitiu Marcelo Cabo, que estava na sétima posição, mas a apenas dois pontos do G-4 da Série B. E tinha um aproveitamento de honestos 56% no comando do clube e com vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil.

Agora, foi a vez de acabar o relacionamento com Lisca.

Lisca no comando do Vasco
Lisca no comando do Vasco Maga Jr/O Fotografico/Gazeta Press

Como o regulamento da Série B, assim como na primeira divisão, permite apenas a demissão de um técnico, as duas partes alegam que foi Lisca que pediu para sair. Difícil acreditar.

O Vasco resolveu até querer esculachar uma das entidades mais esculachadas do futebol brasileiro: o tapetão do STJD.

Vá lá ainda tentar anular o jogo contra o Inter no Brasileiro de 2020, que virtualmente rebaixou o clube com um show de horrores do VAR.

Mas é bizarro o clube novamente ir para o STJD para tentar a anulação de um jogo contra o Brasil de Pelotas pela 22a rodada da Série B, novamente alegando mau funcionamento do VAR.

Imagine se todo clube resolvesse tentar no tapetão anular um jogo por erro do VAR?

Não importa qual divisão o Vasco vai estar. O clube será sempre um gigante. 

Mas atitudes tão equivocadas, com pessoas, regras e tribunal, fazem muito mal para o clube. Esculachar a si próprio é a última coisa que o Vasco precisa em um momento tão difícil.




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Rivais deram um xeque-mate no Flamengo; se recuarem, irão ficar de joelhos humilhados

Paulo Cobos
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Os rivais do Flamengo no Campeonato Brasileiro resolveram se unir contra o rubro-negro carioca. 

Primeiro, após encontro virtual, decidiram que, juntos, trabalharão para derrubar a liminar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) que concedeu ao Flamengo o direito de mandar jogos com público, incluindo no Brasileiro.

Alegam que o público só deve retornar aos estádios quando todas as prefeituras locais das equipes envolvidas tenham a mesma liberação.

Quase ao mesmo tempo, o Grêmio anunciou que não vai entrar em campo se o Flamengo puder jogar a partida de volta nas quartas de final na Copa do Brasil, no Maracanã, com torcedores no estádio. 

Nova camisa 2 do Flamengo para 2021
Nova camisa 2 do Flamengo para 2021 Divulgação/Adidas

O clube gaúcho afirma que não seria justo, já que atuou no jogo da ida com arquibancadas vazias.

Os rivais parecem que enfim se uniram para reclamar do que consideram uma posição egoísta do Flamengo.

Concordo com eles que se só o rubro-negro poder atuar com torcida vai causar uma distorção esportiva, e também financeira.

O xeque-mate dos adversários tem, porém, um grande perigo.

O histórico do futebol brasileiro aponta que é difícil de acreditar em união duradoura e fiel entre os clubes. Quase sempre, cada um pensa primeiro nele. É que o Flamengo faz, e atualmente, sempre bem.

Se fraquejarem, os 19 concorrentes do Flamengo sofrerão uma humilhação histórica. Ficarão de joelhos diante de um rival que não é só o mais forte nos últimos tempos em campo.

O Flamengo é sim egoísta. Mas faz tempo que não perde qualquer batalha fora de campo dos rivais. Uma nova vitória na disputa pela volta de público só o deixará mais forte. E seus rivais mais enfraquecidos.

Flamengo não participa de reunião com a CBF para retorno da torcida aos estádios; Pedro Ivo dá detalhes'


         



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Marinho é mais vítima do caos, mas também é culpado e escancara: Santos está mais frágil do que nunca contra o rebaixamento

Paulo Cobos
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Marinho soltou a voz contra o Santos. Em uma live com o jornalista Ademir Quintano, ele acusou o clube de erro médico. Reclamou da diretoria não ter oferecido a ele um plano de carreira. Se mostrou magoado por não ter sido negociado como outros jogadores vice-campeões da Libertadores. Relatou ofertas de Atlético-MG e Palmeiras.

Se disse ainda "chutado" pelo Santos.

Palavras fortes. Muitas delas com razão. Realmente o Santos tem que explicar tantos problemas físicos do jogador. O Santos se esfacelou em 2021 e deixou seu principal jogador sem um elenco competitivo. 

Agora é tolice Marinho querer comparar sua situação no mercado com a de jogadores como Soteldo e Lucas Veríssimo, mais jovens e com mais mercado no exterior.

Marinho em jogo do Santos
Marinho em jogo do Santos Twitter Conmebol Libertadores

Mas o que Marinho deixa mais claro ao expor o clube dessa forma é algo muito triste para o torcedor santista. Nunca o clube esteve tão fragilizado para evitar que um orgulho enorme acabe: só Flamengo, São Paulo e Santos nunca foram rebaixados no Brasileiro.

O Santos já foi apontado muitas vezes como candidato ao rebaixamento. Mas se cansou de calar os céticos, muitas vezes apostando em seus garotos para deixar a área do Z-4 para até ser campeão, como em 2002, ou para conseguir vaga na Libertadores.

Agora está cada vez mais difícil acreditar nesse "cala boca".

O clube é uma bagunça técnica. Basta ver a demissão de Fernando Diniz e seu estilo ousado e agora buscar um especialista em jogo defensivo como Fabio Carille.

Desta vez, a safra dos Meninos da Vila parece não ter nada de especial.

A situação financeira do clube é tenebrosa, com dívidas se acumulando e chance de investimento quase zero.

E como apontou Marinho, a estrutura do clube está em xeque.

E mais preocupante é saber que times grandes com esse nível de destruição sofrem para voltar à primeira divisão quando são rebaixados. Cruzeiro e Vasco estão aí como exemplos.

Marinho faz forte desabafo, diz que foi 'chutado' no Santos e dispara: 'Só presta quem está fora'


         
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De pancadaria em BH até escândalo de Itaquera: quando a rivalidade entre Argentina e Brasil está no nível máximo, mas dá vergonha dela

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Para quem acha que no futebol nada é mais saboroso que a rivalidade entre Argentina e Brasil, 2021 poderia ser uma maravilha. Mas a verdade é que o antagonismo entre as duas potências sul-americanos atingiu o nível máximo de vergonha neste ano.

Não faltaram jogos de futebol entre times dos dois lados. Mas foi lamentável a falta de competividade dos argentinos nos duelos da Libertadores, com os brasileiros os despachando em série. 

Teve também final da Copa América no Maracanã entre Argentina e Brasil. Foi bacana ver Messi enfim ser campeão pelo seu país, mas foi triste ver o festival de pontapés e o péssimo futebol apresentados pelos dois times.

Confusão no jogo entre Atlético-MG e Boca Juniors na Conmebol Libertadores
Confusão no jogo entre Atlético-MG e Boca Juniors na Conmebol Libertadores Getty

Se na bola a rivalidade decepcionou, pior foi o que aconteceu ao redor dos jogos.

Em julho, revoltados após a eliminação na Libertadores pelas mãos do Atlético-MG, jogadores e membros da comissão técnica do Boca Juniors promoveram um verdadeiro quebra quebra no Mineirão, e todos acabaram passando uma noite na delegacia.

Pior aconteceu agora, no nebuloso episódio que interrompeu o duelo entre as duas seleções pelas eliminatórias no estádio do Corinthians, em Itaquera.

 O escândalo do jogo paralisado por agentes da Anvisa na busca de quatro argentinos que deveriam estar cumprindo quarentena é um festival de histórias mal contadas e erros dos dois lados.

Ganhar de argentinos pode ser mais gostoso, assim como eles adoram bater os brasileiros.

Mas não teve nada de gostoso o que os dois países fazem nos seus duelos no futebol em 2021. 

O que aconteceu neste ano é tudo que apenas inimigos, e ainda por cima medíocres, fazem. Isso não tem nada  ver com rivalidade de dois gigantes.




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De pancadaria em BH até escândalo de Itaquera: quando a rivalidade entre Argentina e Brasil está no nível máximo, mas dá vergonha dela

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Não fique feliz com Fernando Diniz, Roger e Rogério Ceni desempregados: o futebol seria melhor se eles tivessem sucesso

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Rogério Ceni foi demitido pelo Flamengo há quase 3 meses e segue desempregado. Há duas semanas, foi a vez de Roger ser dispensado pelo Fluminense. Neste domingo, quem perdeu o trabalho foi Fernando Diniz, no Santos.

Ceni, Roger e Diniz têm muito em comum.

Uma delas é odiosa. São treinadores que despertam para muita gente uma espécie de celebração quando perdem o emprego.

Eles são "acusados" de serem inventores, como querer ousar em uma profissão em que reina a mediocridade no Brasil fosse um grande pecado.

Fernando Diniz no comando do Santos
Fernando Diniz no comando do Santos Ivan Storti/Santos

Também despertam antipatia por suas entrevistas. Inteligentes e com ótima formação além do futebol, incomodam por suas palavras, assim como acontece com Tite.

No Brasil, entrevista de treinador parece ser boa apenas quando ela é cheia de clichês de boleiro. Diniz vira motivo de chacota por que cita Quixote após um jogo.

Não vou tapar os olhos para os defeitos de Diniz, Roger e Ceni.

Nenhum deles ainda conseguiu engrenar na carreira de forma consistente. O único que já tem um bom currículo de títulos como treinador é Ceni, no Fortaleza e no Flamengo.

Tanto Ceni como Diniz já cansaram de errar na relação com os jogadores.

Mas tenho certeza de uma coisa. Fico muito triste que os três não tenham mais sucesso. E torço para logo eles estarem empregados. O futebol brasileiro vai ficar muito melhor com Diniz, Roger e Ceni em alta.





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Argentina e Brasil tiveram algo em comum no vexame de Itaquera: a mediocridade e a falta de transparência

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Esqueça a voz quase oficial da seleção que colocou toda a culpa na Argentina no vexame histórico que aconteceu neste domingo no campo do Corinthians. As duas maiores seleções sul-americanas, e seus cartolas e governantes, saem igualmente chamuscados na mediocridade e na falta de transparência no triste episódio de Itaquera.

Os argentinos deram argumentos para quem adora os acusar de uma soberba absoluta. Como se estivessem acima das regras de um país, ignoraram a norma que brasileira que exige uma quarentena para quem vem da Inglaterra: o caso de quatro jogadores do time que deveria enfrentar o Brasil pelas eliminatórias.

E provavelmente por pura ignorância. Existia um caminho legal para os quatro estarem em campo. Ou alguém duvida que os brasileiros convocados por Tite que jogam na Inglaterra estariam em campo neste domingo se a Premier League tivesse autorizado suas viagens para as eliminatórias?

Jogo entre Brasil e Argentina, pelas eliminatórias, foi suspenso
Jogo entre Brasil e Argentina, pelas eliminatórias, foi suspenso EFE/Sebastião Moreira

Mas é evidente que os argentinos só fizeram essa papelão pelo fato que tiveram algum aval para isso. Como cravou Pedro Ivo Almeida, comentarista dos canais ESPN, havia um acordo entre CBF, Fifa e governo federal para que os argentinos que jogam na Inglaterra pudessem jogar.

A própria CBF, em nota publicada após o papelão,se disse "decepcionada" com os acontecimentos de Itaquera.

O mais fácil nesse vexame histórico é culpar a soberba argentina. Neste caso, realmente ela existe. Mas o que aconteceu neste domingo é algo muito maior, que equivale Brasil e Argentina na mediocridade e na mentira.

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A barriga de Neymar cresceu pelos 'haters', mas só apareceu pela infantilidade do craque

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Neymar vinha jogando muito, mas muito mesmo, pela seleção. Mas bastou uma atuação ruim contra o Chile para o melhor jogador da seleção brasileira voltar a ser detonado pelos seus milhares de "haters". 

E como tudo para o camisa 10 é exagerado, o assunto principal da semana virou sua suposta má forma física.

Não importa que ele acabe de ter voltado das férias. Os fiscais da boa forma física alheia viram ele muito acima do peso, e logo partiram para os ataques que falta profissionalismo para Neymar.

E tome comparações descabidas com Cristiano Ronaldo e seu corpo sempre esbelto.

Neymar sem camisa durante treino da seleção
Neymar sem camisa durante treino da seleção Lucas Figueiredo/CBF

Pura bobagem. Se um jogador de futebol não pode chutar o balde no que come e bebe nas férias, estamos criando verdadeiros robôs.

Neymar teve várias contusões, mas nunca pode ter sido acusado de falta de preparo.

Verdade que ele mostrou falta de mobilidade contra o Chile, o que é totalmente natural para quem está voltando ao trabalho que exige do corpo depois de quase 30 dias de descanso.

A tal barriga de Neymar era muito mais uma questão de seus "haters" do que um real problema.

Mas o craque que teima em não crescer transformou o assunto em uma bola de neve.

Primeiro, foi para uma rede social logo após o jogo contra o Chile para colocar a culpa na camisa por sua imagens na partida: "Camisa era G. Próximo jogo peço M".

Neste sábado, em treino na arena corintiana, Neymar resolveu postar uma foto mostrando sua barriga no melhor estilo tanquinho e ironizando os críticos

A barriga de Neymar era só um problema na cabeça de quem sempre prefere criticá-lo. Pela sua infantilidade, virou o principal assunto da seleção brasileira antes do jogo contra a Argentina. Tite agradece.

 





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Chegou no ponto 'se Brasil ganhar Copa, será apesar dele'; não vale a pena para Tite seguir na seleção

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Nos seus últimos meses no Flamengo, Rogério Ceni claramente havia perdido uma batalha: a pela conquista dos torcedores do rubro-negro. Quando ele acertava, nada de elogios. Quando errava e o time tropeçava ou jogava mal, era massacrado.

Quando foi campeão brasileiro pelo clube da Gávea, muita gente soltou o "ganhou, apesar de Rogério Ceni".

Um colega de profissão chegou no mesmo ponto de Ceni, que apostou que poderia mudar o jogo e acabou demitido durante a madrugada pela diretoria flamenguista.

Tite claramente perdeu a tal narrativa para ter o mínimo de paz no comando da seleção brasileira.

Tite comandando a seleção brasileira pelas eliminatórias
Tite comandando a seleção brasileira pelas eliminatórias Lucas Figueiredo/CBF

Basta ver a repercussão após a magra vitória sobre o Chile, fora de casa, pelas eliminatórias sul-americanas nesta quinta-feira.

Nas redes sociais ou nos comentários de críticos na televisão, no rádio, em sites e jornais, Tite é desenhando como retranqueiro, covarde, sem repertório, um banana no trato com Neymar.

Não importa que a seleção lidere com 100% de aproveitamento as eliminatórias. E que na sua primeira metade no comando do time, até a queda na Copa da Rússia, o Brasil jogou seu melhor futebol em muito tempo.

Tite merece críticas, sem dúvida. Algumas são absolutamente justas, como a falha grave na relação com Neymar e a indicação do filho para ser seu auxiliar.

Outras passam muito do limite, como a tal aptidão para a retranca. 

Estar no comando da seleção brasileira é o ápice para um treinador. Imagino o quanto deve ser difícil ter esse cargo e simplesmente resolver abrir mão dele. 

Mas Tite deve considerar mesmo se vale a pena seguir no comando da equipe, ainda mais com o caos que é a CBF hoje.

Tite pode até ganhar a Copa do Mundo. Mas vai ouvir muitas vezes o "apesar dele". E ele não tem o perfil de Zagallo para mandar um "vão ter que me engolir".

Everton Ribeiro decide, Brasil vence Chile e quebra recorde nas Eliminatórias; veja o gol


         
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A dívida que ameaça existência de Botafogo e Vasco dá pena dos credores; a do Cruzeiro, raiva

Paulo Cobos
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Nos últimos dias, três dos maiores gigantes do futebol brasileiro, Botafogo, Cruzeiro e Vasco, receberam um ultimato em decisões da Justiça que  até podem "decretar o encerramento das atividades", como divulgou a diretoria vascaína em nota oficial.

Primeiro, o Vasco recebeu uma execução de dívidas trabalhistas de R$ 93,5 milhões, o que gerou a nota apocalíptica sobre sua existência. Só nesta quarta-feira o clube conseguiu suspender a decisão judicial. Mas um dia essa conta vai chegar. 

O Botafogo seguiu o mesmo roteiro: foi condenado a pagar também quase R$ 100 milhões em débitos trabalhistas, mas conseguiu suspender temporariamente a cobrança.

Mais dramática foi a decisão judicial que condenou o Cruzeiro a pagar R$ 330 milhões em 15 dias aos empresários que contrataram o zagueiro Dedé e que se dizem lesados pelo clube rescindir o contrato do jogador sem nada receber.

Dedé em entrevista coletiva no Cruzeiro
Dedé em entrevista coletiva no Cruzeiro Vinnicius Silva/Cruzeiro

Decisão judicial se cumpre. 

Mas é impossível não ter sentimentos diferentes sobre essas condenações milionárias sofridas por Botafogo, Cruzeiro e Vasco.

Em relação aos clubes cariocas, tenho pena dos credores.

Na montanha de dinheiro que Botafogo e Vasco devem em ações trabalhistas, não estão apenas jogadores com salários de vários dígitos (e estes têm todo direito de acionar os clubes pelo que não receberam).

Na penúria, os dois clubes deixaram também de pagar funcionários com salários modestos, como porteiros e faxineiros.

Triste saber que muitos devem passar dificuldades por cartolas irresponsáveis que levaram esse clubes à bancarrota.

Bem diferente é o sentimento em relação à notícia que o Cruzeiro precisa pagar R$ 330 milhões para empresários.

Não duvido que realmente eles tenham direito a receber dinheiro. Se existe um contrato, ele deve ser cumprido.

Mas é revoltante saber que o clube mineiro, com a administração que o colocou na maior crise de um grande clube brasileiro na história, tenha que pagar o que fatura hoje em quase três anos para um grupo de empresários já muito ricos.

A Justiça é para todos: faxineiros, porteiros, empresários.

Botafogo, Cruzeiro e Vasco não podem acabar. Vou chorar, mas apoiar, que os cariocas sigam no ostracismo em troca de pagar todas suas dívidas trabalhistas, do porteiro do clube ao grande craque.

Não vou lamentar se o Cruzeiro fechar por ter que pagar R$ 330 milhões para empresários.



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Dívida parcelada 'a perder de vista' ou rua: São Paulo tem um 'case' de fracasso na relação com Daniel Alves

Paulo Cobos
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O São Paulo teve agora uma ideia para resolver a dívida milionária que tem com Daniel Alves.

Em entrevista aos jornalistas Arnaldo Ribeiro e Eduardo Tironi, o diretor de futebol do clube, Carlos Belmonte, detalhou o plano.

Segundo o dirigente, o clube vai fazer uma proposta para parcela a dívida. 

''Muito mais do Daniel continuar ou sair, nossa vontade é que chegue a um acordo para que todo mundo se sinta confortável. Se o acordo for para o Daniel continuar, com parcelamento da dívida e ele fique satisfeito, ótimo. Se não tiver acordo, porque nossa proposta não agradou e vamos ter que liberar o Daniel para seguir outro caminho, tudo bem também. O que não dá, e isso é o principal, é ficar uma coisa em aberto. Tem que tratar e resolver logo, de um jeito ou de outro'', afirmou Belmonte. 

Aposto que tudo o que o São Paulo quer é que Daniel Alves recuse o parcelamento e deixe o Morumbi.

Daniel Alves em treino do São Paulo
Daniel Alves em treino do São Paulo São Paulo

O São Paulo construiu com Daniel Alves um "case" de fracasso absoluto na relação com um jogador estrelado no futebol.

Começando pelos termos da sua contratação.

O clube fez um acordo que simplesmente não tinha condições de pagar. Exagerou na expectativa que contratos publicitários poderiam bancar a conta.

Daniel Alves chegou para jogar onde ele achasse melhor, não na posição que o consagrou: a lateral direita.

Ganhou a camisa 10, um status de intocável. O direito de opinar quem deveria ser o treinador do clube.

Quando a dívida com ele começou a virar uma bola de neve, a coisa piorou.

O ápice chegou na sua liberação para a Olimpíada, mesmo com o clube sem a obrigação de fazer isso. E o São Paulo ganhou de volta uma humilhação mundial, com o jogador apontando o clube como caloteiro e ingrato.

E tudo isso com silêncio da diretoria são-paulina.

Daniel Alves cansou de errar nos dois anos que está no São Paulo. Mas é fato: o clube, em um misto de covardia e incompetência, errou muito mais na sua relação com ele.


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Já foi loucura, hoje faz muito sentido: você trocaria a seleção brasileira pela portuguesa?

Paulo Cobos
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Matheus Nunes nasceu no Rio de Janeiro há 23 anos. Com 12 anos, se mudou para a família com Portugal. Virou jogador de futebol profissional e hoje defende o Sporting, o último campeão português.

Na semana passada, foi convocado por Tite para a seleção brasileira em uma emergência pela recusa dos clubes ingleses de liberarem seus atletas.

Não vai se apresentar. A justificativa oficial é que a convocação foi feita fora do prazo. Mas a imprensa portuguesa crava que o motivo é outro: Matheus Nunes preferiu jogar pela seleção portuguesa e já será chamado pelo técnico Fernando Santos em outubro.

Matheus Nunes em ação pelo Sporting
Matheus Nunes em ação pelo Sporting Getty Images

Há alguns anos, um jogador de futebol seria chamado de lunático se preferisse jogar por Portugal com a chance de defender o único país pentacampeão mundial de seleções.

Hoje, faz sentido a decisão tomada por Matheus Nunes.

Quando o ranking da Fifa foi lançado, em 1992, o Brasil era o 3o colocado. Portugal apenas o 33o. 

Hoje, a seleção brasileira aparece em 2o lugar. O time português não fica longe: oitavo colocado.

Segundo o Transfermarkt, site especializado na avaliação do valor de jogadores, existem hoje no mundo 26 atletas que custam pelo menos 75 milhões de euros. São dois brasileiros: Neymar e Marquinhos. E três portugueses: Bruno Fernandes, João Félix e Rúben Dias.

Jogar por Portugal significa disputar um calendário de seleções mais racional e com competições, fora  Copa do Mundo, muito mais interessantes: basta comparar a Copa América com a Eurocopa.

Por fim, eu desconfiaria de técnico da seleção brasileira que chama um jogador muito mais por evitar que ele possa jogar por outra seleção do que por convicção, como parece acontecer com Tite no caso de Matheus Nunes e com Diego Costa nos tempos de Felipão.

OK. Qualquer um pode dizer que na hora de jogar por seleções, o que importa é o amor à pátria, e que pouco importa quem oferece o melhor pacote técnico. Messi está aí como exemplo: se tivesse preferido a Espanha de Xavi e Iniesta teria sido campeão mundial e europeu.

Respeito muito esse argumento. Mas sinto. O mundo do esporte mudou. Futebol de seleções também virou um assunto profissional.

E, profissionalmente, faz todo sentido jogar pela seleção portuguesa e deixar o Brasil de lado.

Matheus Nunes, do Sporting, é convocado por Tite para a seleção brasileira; veja como ele joga


         
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