Mais que ganhar (ou perder) uma taça: Palmeiras x Flamengo é potencial dor de cabeça para Abel e Rogério Ceni

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Deveria ser apenas a disputa de uma taça de pré-temporada. Mas o momento de seus trabalhos e o peso do rival fazem da final da Supercopa do Brasil uma potencial dor de cabeça para o palmeirense Abel Ferreira e o flamenguista Rogério Ceni.

O português tem um desafio duro. Até se ganhar do Flamengo no jogo deste domingo é capaz de ser criticado. Ele voltou das férias com seu Palmeiras vencendo no sufoco o modesto Defensa Y Justicia no primeiro jogo da decisão da Recopa Sul-Americana.

Os torcedores palmeirenses com certeza pouco irão ligar se a conquista sobre o rubro-negro, seu maior rival em termos de poder hoje, acontecer com um futebol pobre. Mas as cornetas dos críticos serão fortes sobre o trabalho do português, que tem sim agora a obrigação de montar uma equipe de futebol mais vistoso.

Abel Ferreira e a taça da Copa do Brasil
Abel Ferreira e a taça da Copa do Brasil César Greco/Ag Palmeiras

Se for batido pelo Flamengo novamente jogando mal, Abel não vai perder seu enorme e merecido crédito com a torcida palmeirense. Mas também não vai poder ficar reclamando do calendário e cobrando reforços, como fez nesta quarta-feira na Argentina.

Ao contrário da sua primeira temporada no clube, quando foi campeão brasileiro com um time irregular, Rogério Ceni começa a encantar no Flamengo. Duas exibições de gala no Carioca parece que fizeram o torcedor esquecer os perrengues da temporada 2020.

Rogério Ceni comanda treino do Flamengo no Ninho do Urubu
Rogério Ceni comanda treino do Flamengo no Ninho do Urubu Alexandre Vidal/Flamengo

Só que, ao contrário de Abel no Palmeiras, seu crédito não é tão grande na Gávea.

Uma eventual derrota na decisão da Supercopa, em Brasília, irá trazer de volta as velhas críticas e o discurso que jogar bem contra Bangu e Madureira é fácil.

Mas tanto Ceni quanto Abel não podem reclamar dessa pressão. Eles comandam os dois melhores times do Brasil (o Atlético-MG logo vai se meter nesse disputa). Não dá para ser de outro jeito.



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Real Madrid lidera Superliga, seu presidente fala e apanha; pior é Barcelona ser coadjuvante e se calar

Paulo Cobos
Paulo Cobos

A cada vez mais criticada criação da Superliga com 12 clubes europeus já tem candidatos a vilão. O Real Madrid e seu presidente, o bilionário Florentino Pérez.  

Líder do projeto desde seu início, e também já presidente da nova liga, Florentino parece dar as cartas. E passou a apanhar como nunca depois que resolveu dar uma entrevista para um programa da tv espanhola.

Com frases como a Superliga vai "salvar o futebol" e ideia de diminuir o tempo de jogo, Pérez enfureceu milhões e deve ter agradado poucas dezenas. 

Mas um mérito ele tem. A coragem de defender o que acha o correto para seu clube e os outros ricaços da Europa.

Ao contrário de seus colegas cartolas, especialmente o presidente do Barcelona, Joan Laporta.

Superliga: saiba o que é e entenda a 'guerra' que tomou conta dos bastidores do futebol europeu; assista


O  Barcelona se resumiu até agora a uma discreta nota no seu site sobre a Superliga.

Na entrevista, Florentino deixou claro que o Barcelona foi convencido por ele a entrar no projeto. E ainda deu pitacos sobre a situação do rival.

"Não me custou convencer Laporta, por que quando você fala com pessoas responsáveis não há volta. O Barcelona está passando por uma situação ruim, e ele sabe que este é o futuro do Barcelona", falou o presidente do Real.

Florentino ainda disse que o presidente do Barcelona iria dar entrevista nas próximas horas para explicar a posição do Barcelona

Joan Laporta, presidente do Barcelona
Joan Laporta, presidente do Barcelona Getty

Mas isso não aconteceu até agora. Segundo o jornal catalão "Mundo Deportivo", Laporta só vai falar sobre o assunto numa entrevista do final de maio.

Isso mesmo. Não é o final de abril. Só em maio.

Será que o Barcelona vai demorar 40 dias para explicar em detalhes sua posição sobre o mais polêmico assunto do futebol mundial em muito tempo?

Na tarde desta terça-feira, depois da publicação deste texto, Laporta jogou para os sócios a responsabilidade do Barcelona entrar mesmo na liga.

Prefiro ouvir as barbaridades de Florentino do que o silêncio do presidente do Barcelona.

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Eles fizeram por merecer: técnicos brasileiros só têm mais prestígio que chilenos e equatorianos na Libertadores

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Nesta terça-feira, começa a fase de grupos da Libertadores. E nunca os treinadores brasileiros estiveram com um prestígio tão abalado na própria terra como agora.

Na verdade, os "professores" brasileiros só estão com mais moral que seus colegas equatorianos e chilenos.

Dos 7 clubes do país na fase de grupos, nada menos do que quatro são comandados por estrangeiros: o argentino Ariel Holan no Santos, o português Abel Ferreira no Palmeiras, o espanhol Miguel Angel Ramírez no Inter e o também argentino Hernán Crespo no São Paulo.

Qual clube brasileiro chega mais longe na Libertadores? Veja a opinião dos comentaristas da ESPN


A proporção de 57% de treinadores estrangeiros só não é maior do que acontece nos clubes do Equador (os três trouxeram técnicos de fora) e chilenos (os dois com forasteiros).

Todos os seis clubes argentinos são treinados por locais, assim como os dois uruguaios. 

Não é sem motivo que os treinadores brasileiros perderam o prestígio no próprio país. Basta lembrar que os últimos dois campeões da Libertadores do Brasil eram dirigidos por gringos: os portugueses Jorge Jesus, no Flamengo, e Abel Ferreira, no Palmeiras.

Ariel Holan, o técnico argentino do Santos
Ariel Holan, o técnico argentino do Santos EFE

Anos de resultadismo medíocre. De jogar "por uma bola". De chorar muito e entregar pouco. 

Os treinadores brasileiros fizeram por merecer a perda de espaço no próprio país. A maior parte dos torcedores parece confiar muito mais hoje em estrangeiros. Só notar como o são-paulino está empolgado com Crespo.

Vão ter muito trabalho para reconquistar o espaço perdido. E vai ser difícil mudar isso em pouco tempo.

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Ela é pura canalhice, mas não dá para negar: Superliga de gigantes europeus será uma delícia

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Futebol não é NBA. Nem NFL. Ou qualquer outra liga americana em que franquias podem se perpetuar na mediocridade que mesmo assim têm seu lugar garantido na competição eternamente.

Para se tornar o mais fascinante e popular esporte do planeta, tem o mérito como quesito para escolher os times que disputam suas competições, com acesso e rebaixamento, sem garantir lugar cativo para nenhum clube.

Assim,  a Superliga de gigantes europeus, em que 15 times teriam lugar fixo, é pura canalhice.

Florentino Pérez, presidente do Real que lidera criação da Superliga
Florentino Pérez, presidente do Real que lidera criação da Superliga Getty

Não só por jogar no lixo a ideia que uma equipe precisa merecer jogar um campeonato de acordo com o que faz nos gramados e não por sua história.

Mas também por ser egoísmo de quem já tem muito dinheiro. Por aumentar ainda mais o abismo financeiro com os clubes menores. E ainda por ser trágico para o mercado de trabalho dos jogadores, que terão menos oportunidades de aparecerem na competição mais nobre.

Só que não dá para negar: se sair do papel, será uma delícia de competição.

Duvido que se, a coisa andar, Bayern de Munique, Borussia Dortmund e PSG vão ficar de fora mesmo. E as cinco vagas que seriam preenchidas por mérito esportivo certamente serão de grandes times.



Imagine um campeonato com clássicos europeus todos os meios de semana pela temporada inteira. Alguém dúvida que o melhor do mundo sempre será o craque da tal Superliga?

É para ficar suspirando pensando no que seria essa competição. Só que não dá para defender canalhices.



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Ignore a torcida organizada: se for para ser 'conservador e óbvio', é melhor Rogério Ceni deixar o Flamengo

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Organizadas têm sim o direito de opinar sobre o trabalho dos treinadores do seu clube. Assim como o torcedor comum. Mas, se eu fosse Rogério Ceni, daria risada sobre o que falou uma das principais torcida do Flamengo.

Descontentes depois de uma derrota para o Vasco e um empate (com reservas) contra a Portuguesa carioca, a Raça Rubro-Negra resolveu lançar um manifesto criticando o trabalho do treinador.

Ceni é enfático ao falar do momento do Flamengo: 'Temos que jogar mais

Poderia ser apenas mais um chororô típico de quem acha que seu clube só deve ganhar. Mas um trecho do texto da Raça Rubro-Negraque tenho certeza que é compartilhado por torcedores comuns, é bizarro.

Ao reclamar que Rogério Ceni não adota 'medidas mais conservadores e óbvias', a organizada comete uma bobagem que deve fazer Rogério Ceni tomar apenas uma atitude: fechar os ouvidos para tamanha barbaridade.

Não é por que o Flamengo tem o melhor time do Brasil que seu treinador deve seguir apenas o manual básico da profissão.

O time de Jorge Jesus só encantou por que ele não foi 'conservador e óbvio'. Imagine se alguém sugerir a Guardiola que ele não ouse.

Rogério Ceni em ação em jogo do Flamengo
Rogério Ceni em ação em jogo do Flamengo Alexandre Vidal / Flamengo

Se seguir a recomendação da torcida flamenguista, Rogério Ceni pode até ganhar algum crédito com os rubro-negros. Só que vai mergulhar na mediocridade típica dos treinadores brasileiros.

Melhor pedir demissão do que ser 'conservador e óbvio'.

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Aleluia: no São Paulo, Crespo é técnico argentino que parece não ver Brasil apenas como chance de emprego melhor

Paulo Cobos
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Tomara que não seja só a  primeira impressão. Mas tudo indica que Hernán Crespo será no São Paulo o primeiro treinador argentino em muitos anos que não vê a passagem pelo Brasil apenas como passagem para um emprego melhor (o santista Ariel Holan também é um bom candidato).

Nada contra Edgardo Bauza ter trocado o mesmo São Paulo pela seleção argentina. Ou Eduardo Coudet não ter hesitado em deixar o Inter para trabalhar no Celta de Vigo. E Jorge Sampaoli ter abandonado o Atlético-MG, que gastou dezenas de milhões em reforços, para trabalhar no Olympique de Marselha.

Todo profissional tem direito de escolher o que acha melhor para sua carreira. 

Mas são outros os motivos que me fazem pensar que Crespo será diferente de Bauza, Coudet e Sampaoli.

Crespo elogia garra e vontade de lutar do São Paulo: 'O grupo é muito competitivo'


O novo comandante não tem o perfil de estar no futebol brasileiro apenas em troca de um salário que não teria em um clube argentino. Ou de conseguir algum brilho para logo receber uma oferta. 

Será natural se Crespo arrebentar no Morumbi e virar alvo, por exemplo, de um clube europeu. 

Só que ele dá sinais claros que, quando isso acontecer, será depois de mostrar uma vontade real de mergulhar no futebol brasileiro que seus conterrâneos nunca tiveram.

Crespo, um dos melhores atacantes que vi jogar, faz o básico para quem vai trabalhar em outros país: tentar aprender a língua local.

Bauza, Coudet e Sampaoli falavam espanhol depois de meses ou até anos no Brasil.

Hernán Crespo em jogo do São Paulo no Morumbi
Hernán Crespo em jogo do São Paulo no Morumbi Rubens Chiri / saopaulofc.net

Mas é um outro motivo que me dá mais esperança que Crespo será um treinador argentino diferente no futebol brasileiro.

Claramente ele está mergulhado no que é o São Paulo. Se interessa em saber as características de todos os jogadores do elenco. Não fica chorando o tempo todo por reforços e está disposto a dar oportunidades aos jogadores da base.

Mostra um respeito por outros profissionais (os elogios a Fernando Diniz me pareceram 100% sinceros).

Tem um comportamento admirável na beira do campo, sem repetir os chiliques de Sampaoli e Coudet.

Vida longa para Crespo no São Paulo, e no Brasil. 

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Disse que era bom para todas as partes, mas não rolou; agora, Grêmio, Atlético-MG e Renato Gaúcho estão infelizes

Paulo Cobos
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Há 2 meses, escrevi que Renato Gaúcho trocar o Grêmio pelo Atlético-MG era uma ótima ideia para todas as partes. Mas o treinador resolveu renovar o contrato com o clube gaúcho. Eu estava certo.

Nesta quarta-feira, o Grêmio foi eliminado pelo Independiente del Valle e está fora da fase de grupos da Libertadores. Após o jogo, o maior ídolo da história do tricolor gaúcho ouviu o vice-presidente do clube, Claudio Oderich, não garantir seu emprego.

"Não pode ser uma avaliação de amor ao passado e sim do quer o Grêmio daqui pra frente", decretou o cartola.

E a ameaça foi confirmada. Um dia depois do fiasco na Libertadores, Renato deixou o Grêmio.

Kannemann diz que Grêmio 'perdeu a cabeça' no segundo tempo diante do Del Valle

Quando o Atlético-MG demonstrou interesse por Renato, era o mundo perfeito para todas as partes.

Para o Grêmio, seria uma separação amigável com o ídolo que já há algum tempo dá sinais claros que não pode entregar mais o que já entregou. Desgaste com jogadores, decisões equivocadas e até ruídos com parte da torcida deixavam claro que era hora de sair.

E o clube ainda teria a chance de começar um novo ciclo com outras ideias.

Renato Gaúcho, ameaçado de perder o emprego no Grêmio
Renato Gaúcho, ameaçado de perder o emprego no Grêmio LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

Se tivesse trocado o Grêmio pelo Atlético-MG, Renato estaria agora em um clube que hoje tem um elenco com muito mais opções para ser campeão. Afinal, ele diz que só com investimento se pode competir hoje com o Flamengo.

Para o Atlético-MG, seria a chance de ter o técnico certo para comandar um elenco cheio de medalhões, e que segue sendo um dos melhores do país.

Mas não rolou a troca, e agora todos estão infelizes.

O Grêmio está fora da Libertadores. Renato foi fritado em menos de 24 horas e demitido. O Atlético-MG buscou Cuca, que não entrega bom futebol e vê boa parte da torcida pedindo a sua cabeça.

Ninguém deve ter medo de mudar. Ainda mais quando parece óbvio que a mudança é melhor para todos.

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Não simpatizo com times que só viraram gigantes com a grana de bilionários: torço para o Real Madrid ganhar a Champions

Paulo Cobos
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Não poderia ser melhor o quarteto das semifinais da Champions League 2020/2021, com Real MadridPSG, Manchester City e  Chelsea, para resgatar uma discussão que começou quando bilionários começaram a comprar times europeus.

Os dois ingleses semifinalistas e o francês não eram timecos antes de serem adquiridos por bilionários (russo no caso do Chelsea e árabes para City e PSG). Tinham alguns títulos e tradição. Mas nunca estiveram entre os gigantes da Europa, e muito menos sonhavam em ganhar a Champions.

Os três são os maiores símbolos de times turbinados por donos endinheirados. 

Para evitar que PSG e City ganhem o torneio pela 1ª vez ou o Chelsea a 2ª (a outra já foi na era Abramovich),  estará justamente o mais tradicional e maior clube da história do futebol.

Vinicius Jr. disputa jogada com Fabinho durante Liverpool x Real Madrid
Vinicius Jr. disputa jogada com Fabinho durante Liverpool x Real Madrid EFE/EPA/Peter Powell

Ao despachar o Liverpool nesta quarta-feira em Anfield, o Real Madrid, um raro caso de clube europeu grande que ainda é de seus sócios, segue vivo para conquistar sua 14ª Champions (recordista disparado).

Já escrevi no blog que não tenho simpatia alguma pelo Real Madrid, por seu poder fora do justo na Espanha (e onde adoro um rival da equipe branca).

Mas, com os quatro times que restaram na Champions, vou torcer para o clube espanhol.

Nada contra clubes que conseguiram um bilionário para chamar de seu e poder torrar uma fortuna em reforços.

Neymar devolve provocações de Kimmich e comemora classificação com fúria


Só que admito que não tenho lá essa simpatia toda por Chelsea, PSG e Manchester City.

O grupo dos grandes da Europa nunca deve ser fechado. Mas não acho justo alguém queimar etapas do processo de virar gigante graças ao dinheiro farto de ricaços que não têm nada a ver com a história desses times.

Chelsea, PSG e City podem ganhar esta Champions. Mas, para serem tão grandes como o Real Madrid, só daqui a muitas décadas. Dinheiro não compra gigantismo para pronta entrega.


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O cone e o bumbum: Fred não é reconhecido como deveria, Hulk vai sofrer no Brasil; as injustas críticas aos atacantes do 7 a 1

Paulo Cobos
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No inesquecível (infelizmente) 7 a 1 da Alemanha sobre o Brasil na Copa de 2014, no Mineirão, Fred e Hulk formavam a dupla de ataque escalada por Luiz Felipe Scolari.

Nesta semana, quase sete anos depois, os dois foram manchetes no futebol brasileiro. E não dá para negar: Fred e Hulk ganharam um carimbo no fracasso que hoje passa dos limites da injustiça. 

No último domingo, Fred marcou o gol 400 da sua carreira. No mesmo dia, Hulk foi expulso pelo Atlético-MG no clássico contra o Cruzeiro, em que começou na reserva.

Rodrigo Caetano fala sobre adaptação de Hulk no Atlético-MG


Até hoje, parece que a tragédia fez do Fred o "cone" eterno. Foi esse o apelido que ganhou no Mundial. E Hulk basicamente se transformou apenas no  atacante do bumbum grande.

Muita injustiça para dois jogadores com carreira enormes, vitoriosas. 

Não é fácil nenhum jogador marcar 400 gols. Mas o feito de Fred não teve o destaque merecido. E ele ainda está perto de virar o segundo maior artilheiro da história do Fluminense. É o maior goleador do Brasileiro na era dos pontos corridos, e também está no top 5 de toda história da competição.

Pouca gente tem tantos feitos no futebol nacional. Mas Fred é lembrado pelo Mundial pífio, pelas contusões e até pelas caipirinhas de saquê.

Fred Hulk Treino Seleção Brasileira Granja Comary 29/05/2014
Fred Hulk Treino Seleção Brasileira Granja Comary 29/05/2014 HEULER ANDREY/MOWA PRESS

Mais dura ainda será a vida de Hulk na sua volta ao Brasil.

Contratado a peso de ouro pelo Atlético-MG, tem que ler todos os dias sobre o seu peso. Se é mesmo um atacante de primeira linha. E ainda encara um banco de reservas no time mineiro.

E virou massacre depois da expulsão contra o Cruzeiro, quando saiu de campo com troca de xingamentos lamentáveis com Pottker.

Mas a verdade é que Hulk não trocou por acaso de time sempre por dezenas de milhões de euros. 

Fred e Hulk, pena, parecem não ter outra alternativa. Ou arrebentam todo jogo ou serão lembrados como o cone e o bumbum grande do 7 a 1. 

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Bola na trave não altera o placar, mas as 3 de Neymar contra o Bayern mostram que ele só depende dele para ser o melhor do mundo

Paulo Cobos
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Bola na trave, já diz a música, não altera o placar. Mas as 3 de Neymar contra o Bayern de Munique nesta terça-feira (13) mudam sim o patamar na discussão sobre se o brasileiro tem ou não futebol para ser o melhor do mundo. 

Por azar, três de suas finalizações acertaram a trave de Neuer. Mas, por sorte, elas não fizeram falta para o PSG eliminar os atuais campeões e avançar às semifinais da Champions  League mesmo com uma derrota por 1  a 0, em Paris

Neymar antes de jogo entre PSG e Bayern, pela Champions League
Neymar antes de jogo entre PSG e Bayern, pela Champions League EFE/EPA/IAN LANGSDON

Os muitos críticos de Neymar vão dizer que ele errou ao acertar a trave três vezes. Só que desta vez estarão sendo cegos se repetirem que ele nunca será o melhor jogador do mundo (que muitas vezes parece mais um desejo do que uma avaliação objetiva).

Contra o Bayern, um dos dois melhores times do mundo, Neymar teve uma atuação de gala.

Das três na trave, em duas ele teria feito um golaço se a bola entrasse. Ele driblou. Deu passes precisos para seus companheiros.  Lutou. Ajudou na marcação.

Não ficou fazendo as bobagens de cai cai que tanto prejudicaram sua imagem. Mesmo jogando novamente pendurado, evitou provocações e o cartão amarelo que iria tirá-lo do primeiro jogo das semifinais. 


Neymar dá show em treino com passe à la Ronaldinho

O recital do brasileiro contra o poderoso Bayern deixou algo claro. Neymar só depende dele, hoje, para ser o melhor do mundo. O melhor de Messi e Ronaldo já passou, Mbappé e  Haaland ainda não estão prontos. De Bruyne não é atacante e lhe falta lobby (o que é uma pena).

Faltam 3 jogos para o PSG ganhar, enfim, sua primeira Champions. Para isso acontecer, só com o camisa 10 arrebentando. Se segurar os nervos e conseguir essa façanha, Neymar tem que ser o melhor do mundo.

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Craque é sempre bem-vindo? Pode ser, mas volta de Dudu para o Palmeiras não é 100% perfeita

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Após a derrota para o Flamengo na Supercopa, o torcedor do Palmeiras  ganhou um motivo para se empolgar. De surpresa, apareceu a chance de Dudu, maior ídolo do clube nos últimos anos, voltar para o Allianz Parque.

Em uma aparente queda de braço, o clube do atacante no Qatar o deixou fora da lista de inscritos da Liga dos Campeões da Ásia

Seria uma estratégia para fazer o Palmeiras reduzir o valor que exige para liberar Dudu de forma definitiva. Mas a diretoria alviverde bate o pé: se os árabes não pagarem o equivalente a R$ 40 milhões, o jogador vai se reapresentar a Abel Ferreira e reforçar o time.

É muito fácil dizer que tudo será uma perfeição se o ídolo voltar. Mas nem tudo é uma maravilha.


Veja a história de palmeirense de 85 anos fã de Dudu!

Imagino que quando fez seu orçamento para 2021 o Palmeiras contava com o dinheiro da venda de Dudu

E ainda assim as contas estão apertadas. A diretoria alviverde estima um modesto superávit de R$ 10 milhões para a temporada. 

Se voltar, Duda ainda vai custar algo como R$ 2 milhões por mês em salários e encargos.

E o buraco nas contas vai obrigar o Palmeiras a vender jogadores. No seu orçamento, a estimativa era arrecadar R$ 80 milhões com atletas.

Dudu, que pode voltar ao Palmeiras
Dudu, que pode voltar ao Palmeiras Getty

Sem Dudu, essa conta vai ser muito mais complicada de ser atingida.

Voltando, Dudu ganha a camisa titular imediatamente (e toma de volta a 7 que foi para Roni). E, de cara, o time fica mais forte e ganha musculatura para peitar o Flamengo (isso vai custar menos espaço para Gabriel Verón).

Se eu fosse palmeirense, ficaria eufórico com a volta de Dudu. Se fosse o diretor de finanças do clube, suaria frio.


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Abel deve parar no Palmeiras de chorar e reclamar de tudo para não virar o novo Mano Menezes

Paulo Cobos
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Quando começou a se destacar em grandes, no Grêmio e na sua primeira passagem pelo Corinthians, Mano Menezes não se destacava apenas por montar bons times e ganhar títulos.

Suas entrevistas eram ótimas. Com um raciocínio claro, era o treinador brasileiro que melhor explicava o que acontecia nos jogos.

Só que o tempo foi passando, e Mano passou a ser o maior "reclamão" e chorão  entre os treinadores do país. 

O jogo nem começava direito e lá estava ele a esbravejar na beira do campo com qualquer marcação da arbitragem. E quase sempre com falta de educação, xingamentos, gestual exagerado. Um show de horrores.

Veja como Abel Ferreira foi expulso na Supercopa!


Sempre quando seu time perdia, Mano apontava o dedo para decisões do juiz. 

Depois de seguidos trabalhos ruins, ele acertou com um clube árabe. Mas o futebol brasileiro tem um novo candidato para reinar como o treinador mais chorão do país.

Abel Ferreira dá entrevistas ainda melhores que Mano. Também sabe armar o Palmeiras, como mostrou na decisão da Supercopa contra o Flamengo

Pena que está seguindo o mesmo caminho de Mano Menezes. Não é normal um treinador ter duas expulsões e seis cartões amarelos em tão pouco tempo de Brasil (e merecia outros). 

E também com chiliques exagerados na beira do campo, ofensas pesadas e reclamações por qualquer lance.

Abel Ferreira, técnico do Palmeiras
Abel Ferreira, técnico do Palmeiras Gazeta Press

Dá tempo ainda de Abel repensar seu comportamento. Ele pode perguntar no próprio Palmeiras o que acontecia com Mano Menezes. 

Quem chora demais vira um personagem marcado pela arbitragem. E corre o risco de esquecer coisas muito mais importantes para um treinador.


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Abel deve parar no Palmeiras de chorar e reclamar de tudo para não virar o novo Mano Menezes

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Santo Diego Alves! Goleiro salva Rogério Ceni de derrota do Flamengo para o Palmeiras na fome de gols e no 'xadrez'

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Quase sempre, a história é contada pelos vencedores. E do jogaço entre Flamengo e Palmeiras na decisão da Supercopa do Brasil, isto não será diferente.

O clube carioca, que não se cansa de ganhar títulos nos últimos dois anos, é novamente campeão.  E não dá para dizer que não é merecido. Só que no vestiário, na comemoração mais íntima, Rogério Ceni deve fazer um agradecimento especial a Diego Alves.

Com seus milagres na cobrança de pênaltis, quando tudo parecia perdido, o goleiro evitou que o técnico fosse personagem de um verdadeiro pesadelo.

Diego Alves brilha, Flamengo bate o Palmeiras nos pênaltis em jogaço e leva a Supercopa do Brasil; assista


Não é vergonha nenhuma perder uma decisão para o Palmeiras, que não tem um time titular como  o do Flamengo, mas conta com um elenco mais robusto.

Mas se não fosse Diego Alves, Ceni teria que dar explicações.

Segundo o TruMedia, a ferramenta de estatísticas da ESPN, o Palmeiras finalizou mais que o Palmeiras. Foram 18 chances criadas pelo time alviverde, contra 17 dos rubro-negros. 

E nada menos do que 10 das finalizações palmeirenses foram na direção certa, contra apenas cinco dos flamenguistas.

Rogério Ceni também foi derrotado por Abel Ferreira no 'xadrez' que é um jogo de futebol para os treinadores.

E isso não tem nada a ver com  o fato de ele ter tirado do jogo alguns dos melhores cobradores de pênaltis do Flamengo. Um bom treinador deve tentar ganhar o jogo no tempo normal, não na cobrança de tiros livres.

Só que Rogério Ceni só piorou o Flamengo com suas mudanças. Ao contrário de Abel Ferreira no Palmeiras.

Como um dos maiores goleiros da história, Rogério Ceni sabe o quanto um jogador da posição pode virar herói e salvar treinadores que fazem bobagens. Então, Ceni, dê um abraço caprichado em Diego Alves.

Diego Alves, do Flamengo, pega pênalti contra o Palmeiras na Supercopa do Brasil 2021
Diego Alves, do Flamengo, pega pênalti contra o Palmeiras na Supercopa do Brasil 2021 Edu Andrade/Gazeta Press
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Grupo da morte? Por riqueza do elenco, todos brasileiros passam de grupo na Libertadores; por ranking, só um seria eliminado

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Tem grupo da morte na Conmebol Libertadores-2021 para os Brasileiros? Se depender de grana e posição no ranking do Conmebol, isso não existe (com uma só exceção).

Pelo que vale o elenco de cada clube (contando que Grêmio e Santos estarão lá), os oito  brasileiros avançam para as oitavas de final. Para isso, o blog levou em conta os dados dos Transfermarkt, site especializado no assunto.

Por esse número, Palmeiras, Inter, São Paulo, Flamengo e Atlético-MG estariam classificados como líderes de seus grupos. Já Grêmio, Santos e Fluminense avançariam na segunda posição de seus grupos.

Não confia nessa coisa de "valor de mercado"?

Veja o sorteio dos grupos!

Vejamos então o que iria acontecer se a definição dos oito grupos da Libertadores fosse resolvida pela posição dos times no ranking da Conmebol, que leva em conta os resultados em competições sul-americanas e nas ligas nacionais nos últimos dez anos e também a história geral do clube na Libertadores.

Por esse hipotético critério, Grêmio, São Paulo e Flamengo estariam classificados como líderes de suas chaves. Já Palmeiras, Inter, Santos e Atlético-MG avançariam na segunda posição.

Já o Fluminense estaria eliminado. O clube carioca é o 39º no ranking da Conmebol. O clube caiu na chave do River Plate, o líder da lista, e do Independiente Santa Fé (COL), que está na 21ª posição.

Troféu da CONMEBOL Libertadores em frenta ao Cristo Redentor, no RJ
Troféu da CONMEBOL Libertadores em frenta ao Cristo Redentor, no RJ Twitter: @CONMEBOL


Mas ainda bem que no futebol dinheiro e ranking nem sempre significam que um time é melhor.




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Grupo da morte? Por riqueza do elenco, todos brasileiros passam de grupo na Libertadores; por ranking, só um seria eliminado

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Como não gostar nem um pouco dos dois clubes e amar Barcelona x Real Madrid

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Sem rodeios. Não gosto nem um pouco de Barcelona e Real Madrid. Por influência familiar (toda minha família é espanhola), torço para um outro time de LaLiga.

E nada é mais difícil na Espanha do que ser torcedor de um clube que não sejam os dois times mais poderosos do planeta.

El Clásico Real Madrid x Barcelona acontecerá no sábado 10 de abril, às 16h (horário de Brasília), e terá transmissão ao vivo de ESPN Brasil e ESPN App, além de acompanhamento em tempo real do ESPN.com.br, com VÍDEOS de lances e gols. A cobertura começa já às 15h, em live com Gustavo Hofman e os ex-jogadores Edmílson e Júlio Baptista no YouTube da ESPN e nas páginas de ESPN e FOX Sports no Facebook; e na TV, a partir das 15h30, com o SportsCenter Abre o Jogo. 

Pela força econômica e política, pela nada justa força nos bastidores e decisões quase sempre favoráveis da arbitragem, Barcelona e Real Madrid sufocam seus adversários locais como em nenhum outro país do mundo.

Não é fácil ser seguidor de Atlético de Madrid, Athletic  Bilbao, Sevilla e Valencia. Clubes que teriam um status muito maior se estivessem em outros países. Mais desolador ainda é gostar do Alavés, do Getafe, do Levante, que faturam uma migalha em relação aos gigantes da capital e da Catalunha.

Uma das coisas mais idiotas no futebol é ouvir que na "Espanha só tem Barcelona e Real Madrid". 




Os rivais, mesmo com a realidade do terceiro parágrafo deste texto, fazem o impossível para competir com os dois gigantes.

Não gosto dos dois clubes. Mas admito: amo Barcelona x Real Madrid, que neste sábado voltam a se enfrentar com transmissão exclusiva da ESPN Brasil. 

Por que é, sem dúvida, o maior jogo do mundo.

O pacote é arrebatador: é no clássico espanhol que quase sempre estão os melhores jogadores do mundo. A rivalidade política entre Madri e Barcelona torna o jogo quente fora de campo também.  É nesse duelo que jogadores tem a consagração definitiva, como Ronaldinho Gaúcho sendo aplaudido de pé no Bernabéu. Nenhuma outra partida no mundo é tão esperada.

Messi em clássico contra o Real Madrid
Messi em clássico contra o Real Madrid Getty Images

Até o contraste entre os uniformes, sempre com o branco do Real Madrid e o azul-grená do Barcelona, me encanta. 

Durante os 90 minutos do grande clássico, vou invejar Barcelona e Real Madrid. Mas, quando a bola parar, volta a birra.




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Falar que ele não joga para o time é má vontade ou piada: ninguém é tão generoso em 8 anos de Champions como Neymar

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Quem faz os gols quase sempre fica com as glórias em um jogo de futebol. 

Mas o que aconteceu nesta quarta-feira em Munique, na vitória do PSG sobre o Bayern por 3 a 2 pelas quartas de final da Champions, provou mais uma vez que ninguém é tão generoso na mais importante competição de clubes como Neymar.

O brasileiro, centrado e disciplinado, não balançou as redes. Mas deu dois passes brilhantes para os dois primeiros gols do time francês. 

Desde que estreou na Champions, na temporada 2013/14, pelo Barcelona, Neymar é o jogador com mais assistências da competição, segundo os números do TruMedia, a ferramenta de estatística da ESPN.

Com as duas diante do Bayern, o brasileiro soma agora 26 passes que acabaram em gols de seus companheiros. Isso em 66 jogos.

O 2º colocado é Cristiano Ronaldo, com 23 assistências, mas em 84 jogos. Messi é o quarto colocado no ranking, com 18 passes para gol em 70 partidas.

Para quem é acusado de ser fominha, Neymar tem um número de finalizações modesto em relação a Ronaldo e Messi.

Neymar durante jogo entre PSG e Bayern de Munique, pela Champions
Neymar durante jogo entre PSG e Bayern de Munique, pela Champions EFE/EPA/LUKAS BARTH-TUTTAS

Desde sua estreia na Champions, ele finalizou 219 vezes. No mesmo período, o português teve 508 tentativas de marcar, e o argentino, 332.

Neymar é acusado de muitas coisas negativas do futebol. Muitas delas são merecidas.

Mas quem o acusa de não jogar pelo time comete uma  grande injustiça. Ou é pura má vontade com o brasileiro. Basta ver seus jogos. Ou ler um relatório básico de estatísticas.

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Mecenas, esquadrão, rival esfacelado, torcida sem trégua: no Atlético-MG, Cuca é o técnico mais pressionado do Brasil

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Ser técnico de time grande no Brasil é uma eterna pressão (e não dá para ser diferente mesmo).  Mas poucas vezes um treinador terá no país um cenário em que é ganhar ou ganhar como Cuca neste Atlético-MG de 2021.

Em uma realidade de dinheiro curto, o Galo, que já tinha um elenco poderoso, não para de se reforçar com jogadores caros e bons, como  Hulk, Nacho Fernández e Tchê Tchê.

O clube, com uma dívida  próxima da casa do um bilhão de reais, faz  isso com o dinheiro de um mecenas ricaço.

Cuca não terá que satisfazer apenas os cartolas tradicionais do clube. Também terá que entregar resultados para alguém que pode ter colocado dinheiro no Atlético-MG apenas por paixão, mas que duvido que vai aceitar outra coisa que não seja títulos.

O treinador foi o comandante do Atlético-MG na maior conquista da história do clube: a Libertadores de 2013. Mas não terá trégua da torcida mais impaciente por resultados imediatos do Brasil hoje.

Cuca em entrevista coletiva no Atlético-MG
Cuca em entrevista coletiva no Atlético-MG Pedro Souza/Atlético-MG

Jorge Sampaoli que o diga. Em janeiro,  os torcedores do Galo protestaram quando o clube ficou longe do título do Brasileiro, mesmo com vaga certa na Libertadores. 

"Muito investimento e pouco futebol" era a frase principal do protesto. O episódio foi o estopim para a saída do técnico argentino.

Até a situação do maior rival não ajuda Cuca. Com o Cruzeiro afundado na mediocridade na Série B, fica ainda mais difícil para mecenas, dirigentes e torcedores entenderem algo que não seja o Atlético-MG ganhando títulos (e nem estamos falando do Mineiro).

Que adianta gozar o rival se seu time gasta como ninguém no Brasil e não é campeão?

Cuca é muito bom. Quanto a lidar com pressão exagerada, tem mais histórias de sucesso do que de fracassos.

Mas é melhor se preparar para enfrentar a maior pressão da sua carreira.





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De 'desconto' para comprar Mbappé a 'brutal' em 24 horas: jogo da vida vai fazer Vinícius Jr. ser mais respeitado na Espanha?

Paulo Cobos
Paulo Cobos
Vinicius Jr. comemora após marcar para o Real Madrid sobre o Liverpool
Vinicius Jr. comemora após marcar para o Real Madrid sobre o Liverpool EFE/JuanJo Martín

Vinicius Jr. fez nesta terça-feira o maior jogo da sua carreira.

Antes do confronto contra o Liverpool, ele somava apenas 13 tentos com a camisa do Real Madrid, um deles contra o Barcelona.

Mas nada vai ser mais significativo do que ele fez contra o time inglês. Ao marcar duas vezes na vitória por 3 a 1 dos merengues, teve a partida da sua vida.

Primeiro por ser um jogo de mata-mata de Champions, a competição de futebol mais importante do mundo. E contra um dos maiores clubes do mundo.

O primeiro tento foi um golaço, com um domínio de craque e uma finalização precisa (justamente o seu ponto fraco). E ainda batendo Alisson, o melhor goleiro do planeta.

No segundo, mostrou faro de artilheiro oportunista.

Ainda durante o jogo, que acabou com vitória de 3 a 1 do Real Madrid, o Marca, o diário esportivo mais importante da Espanha, se derramava em elogios ao brasileiro, chamando sua atuação de "brutal".

Apenas 24 horas antes, o mesmo jornal não mostrava o mesmo carinho por Vinícius Jr.

Sem rodeios, fez uma enquete com a seguinte pergunta: 'Você colocaria Vinícus Jr. na Operação Mbappé para baratear sua contratação pelo Real Madrid?'

É claro que uma pergunta formulada desse jeito, em que o brasileiro serviria apenas como um desconto em troca de um dos melhores jogadores do mundo, não poderia ter outro resultado.

Dos 110 mil que votaram, 75% foram a favor de Vinicius servir de moeda de troca (até me surpreendi com os 25% que se disseram contra).

Não é só o Marca que trata um dia o atacante de apenas 20 anos com desprezo em um dia para depois achar que ele é um gênio no dia seguinte. E nem é também apenas na Espanha que isso acontece, mas é lá que Vinícius desenvolve sua carreira.

Esse texto começou com um título com a pergunta se o "jogo da vida de Vinícius Jr. vai fazer com que ele seja mais respeitado na Espanha?".

Conhecendo a irracionalidade espanhola, especialmente com jogadores do Real Madrid, tenho minhas dúvidas se isso vai acontecer. Basta ele perder um gol em um jogo qualquer contra o Eibar para as críticas voltarem. 

O brasileiro vai ter que fazer outros "jogos da vida" para ter paz duradoura no Real Madrid.

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Já é o artilheiro e pode ser maior ídolo do Flamengo no século: Gabigol é prova que o caro também pode virar barato

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Nesta segunda-feira, Gabigol marcou duas vezes contra o Madureira e se tornou o maior artilheiro do Flamengo no século 21, com 73 gols em apenas 105 jogos. 

Pelo que joga e pelo nível de seus companheiros, essa marca parecia certa, assim como chegar nos 100 gols e também nos 200 ou 300 (se resolver ficar por muito tempo no clube). 

Na idolatria pela maior torcida do país, acho impossível Gabigol chegar perto  de ser o maior ídolo rubro-negro (Zico é insuperável). Mas acho possível que ele se torne o maior ídolo da Gávea neste século.

Gabigol cobra pênalti com muita categoria e abre o placar para o Flamengo diante do Madureira

Hoje, essa honra cabe, sem discussão, a Adriano. Formado no clube e com uma identificação inigualável, foi o herói do título do Brasileiro de 2009, quando o Flamengo não tinha o esquadrão de hoje.

Gabigol tem bola e carisma para ser um ídolo do mesmo tamanho que Adriano. Talvez até maior.

Gols e tamanha idolatria provam algo muito importante: no futebol, o caro também pode virar barato.

Pelos balanços de 2019 e 2020, o Flamengo, somando o empréstimo e a contratação em definitivo, gastou R$ 101 milhões com a Inter de Milão. O salário não é divulgado, mas se estima que Gabigol deve custar algo como R$ 20 milhões por ano (somando encargos).

João Guilherme: Gabigol já é maior que Adriano e Petkovic e está na primeira prateleira dos grandes da história do Flamengo

Em uma conta simples, ele teve um custo até agora de quase R$ 150 milhões. Parece muito, mas pelo seu retorno não é.

Só com prêmios por títulos desde a chegada de Gabigol (além do vice do Mundial de 2019), o Flamengo já faturou R$ 182,3 milhões.

Antes da pandemia, o Maracanã enchia sempre para ver o time que tinha Gabigol como maior estrela.

Gabigol comemora contra o Madureira
Gabigol comemora contra o Madureira Alexandre Vidal/Flamengo

Imagine quantas camisas o Flamengo vendeu com o número 9 do centroavante.  Tente calcular o engajamento que ele causou nas redes sociais flamenguistas (e hoje isso vale dinheiro). Seu carisma com crianças é a certeza de mais torcedores que vão consumir produtos do clube.

Um jogador de futebol pode ser caro, como Gabigol. Mas ele foi tão bom negócio para o Flamengo que virou barato. O duro é quando se gasta muito para quem não dá retorno.




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Nada contra Corinthians aceitar vaquinha para pagar suas contas; mas elas quase sempre desmoralizam clubes e torcidas

Paulo Cobos
Paulo Cobos

A Gaviões Fiel fez a proposta de criar uma vaquinha para os corintianos ajudarem a pagar a dívida bilionária do clube (somando também o estádio). Neste final de semana, o superintendente de marketing do clube, José Colagrossi, foi ao Twitter para dizer que o plano pode seguir adiante. 

"Agradeço o oferecimento da torcida em ajudar o clube a sair desta difícil situação financeira. Teremos, inclusive, um encontro com a Gaviões neste sentido. Nos próximos dias iremos discutir as diferentes ideias e apresentaremos um plano", escreveu o dirigente.

Nada contra o corintiano tirar dinheiro do bolso para ajudar o clube, ainda que a dívida na sua maior parte tenha sido criada por má administração.

Torcida do Corinthians durante um jogo
Torcida do Corinthians durante um jogo PEU RICARDO/Gazeta Press

Cada um faz o que quer com o dinheiro que ganhou. Acho até nobre ajudar o time de futebol do coração, que tanta alegria pode dar às pessoas.

Mas existe um problema grave nessas vaquinhas. Elas quase sempre fracassam, deixam um rastro de confusões e quase sempre só servem para desmoralizar os clubes e suas próprias torcidas.

Em 1998, a Federação Paulista resgatou Marcelinho Carioca do futebol espanhol, pagando US$ 7 milhões ao Valencia. E teve a ideia de criar o "Disk Marcelinho". Os torcedores dos grandes tinham que pagar R$ 3 por ligação. Quem doasse mais ficava com o jogador.

Os corintianos ganharam fácil, mas o valor arrecadado pagou só 10% do valor gasto com a contratação do jogador.

Em 2012, o Palmeiras também apostou na bondade do bolso de seus torcedores para contratar um atleta: o volante Wesley. A esperança era arrecadar R$ 21 milhões, mas só R$ 832 mil apareceram na conta do clube. Com o fracasso, o dinheiro foi devolvido.

Mais recentemente, Santos e Cruzeiro apelaram para vaquinhas de seus torcedores na esperança de pagar dívidas.

O clube criou a "Virada Santista", que acabou com só R$ 1,1 milhão arrecadado, um grão de areia na enorme dívida do clube.

Em situação mais delicada, o Cruzeiro também criou sua vaquinha. Na primeira semana, quando a chance das doações são maiores, o valor arrecadado foi de apenas R$ 275 mil.

Em alguns projetos específicos, a vaquinha pode até funcionar. Foi o que aconteceu com a torcida do Vasco para a construção de um CT para a base. Mas estamos falando de pouco mais de R$ 1 milhão.

O fato é que nenhum clube vai resolver seus grandes problemas com a doação do dinheiro suado de seus torcedores. É melhor trabalhar direito. Grêmio, Palmeiras e Flamengo que o digam.




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Ele é um tolo, e os árbitros não escondem que o odeiam: Neymar na França é garantia de lamentáveis barracos

Paulo Cobos
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Neymar lamenta durante jogo entre PSG e Lille, pela Ligue 1
Neymar lamenta durante jogo entre PSG e Lille, pela Ligue 1 EFE/EPA/IAN LANGSDON

Vamos direto aos números.  No Barcelona, em um país onde os árbitros protegem os jogadores dos grandes, Neymar (contando amarelos vermelhos) teve média de um cartão a cada 4 jogos.

No PSG, esse número deu um salto impressionante. Pelo clube francês, ele é advertido, sempre na média, uma vez a cada 3 partidas, o mesmo número dos tempos de Santos (e no futebol brasileiro cartão é algo muito mais comum).

Jogando na França, Neymar é garantia de lamentáveis barracos, como aconteceu neste sábado, na derrota do PSG para o Lille, que agora lidera a liga nacional de forma isolada.

E com um roteiro que é o padrão desde que teve a ideia bem discutível de trocar o Barcelona pelo Paris Saint-Germain, em 2017.

Na França, Neymar apanha como nunca apanhou na vida. E isso com a vista grossa dos sopradores de apitos franceses, que são totalmente complacentes com os botinudos rivais do  brasileiro.

O roteiro da saga é quase sempre igual. Frustrado por apanhar ou estar perdendo de adversários muito mais frágeis que seu PSG, Neymar começa a dar chiliques que não combinam com um jogador que vai completar 30 anos em 2022.

E qualquer deslize é o sinal para ser expulso. Foi o que aconteceu contra o Lille. Qualquer jogador que brigasse pela bola com o jogo chegando ao fim e com seu time perdendo seria chamado de raçudo

Neymar reclama de pancada, tromba em rival, começa confusão e é expulso em derrota do PSG no Francês


Mas Neymar foi expulso, em mais um exemplo da falta de tolerância dos árbitros franceses com ele (claramente ele não merecia).

Estava pronto para defender o brasileiro de mais um excesso de rigor do apito francês. Mas logo os colegas do ESPN.com.br me mandaram as imagens de Neymar se descontrolando na saída para o vestiário após ser expulso, como se fosse um juvenil.

Teria prazer em dizer que Neymar é claramente perseguido, por pura inveja, por rivais e árbitros na França. Isso acontece mesmo. Mas Neymar precisa parar de dar munição para quem o acusa de ser o mais tolo dos grandes craques do futebol atual.



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