João Félix é craque? Cada dia é mais difícil acreditar nisso e que ele custou 127 milhões de euros

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Para quem virou profissional ainda adolescente e foi vendido por 127 milhões de euros quando tinha 19, os 21 anos que João Félix tem hoje (faz 22 ainda neste ano) não são pouca coisa.

O português tem uma longa carreira pela frente. Mas está cada vez mais difícil acreditar que ele vai ser o craque que prometia e fez o Atlético de Madrid gastar uma fortuna ao tirá-lo do Benfica em 2019.

Nesta temporada, ele só atuou os 90 minutos de uma partida oito vezes pelo Atlético. Começou na reserva 11 jogos. Na seleção portuguesa, atuou apenas 20 minutos somados nos jogos contra Azerbaijão e Sérvia nos últimos dias.

João Félix durante treino do Atlético de Madrid
João Félix durante treino do Atlético de Madrid Divulgação

No clube espanhol, João Félix não consegue ter grandes números tanto como artilheiro quanto como garçom. Em 69 jogos oficiais pelo clube, marcou apenas 19 gols. E deu míseras 7 assistências, ou praticamente uma a cada dez partidas. 

Por Portugal, o meia-atacante tem apenas 3 gols em 15 jogos.

Não adianta, como muitos fazem, culpar o estilo retranqueiro de Diego Simeone pela falta de um desempenho melhor de João Félix. Ele tem todas oportunidades do mundo no Atlético e nem tantas funções defensivas assim.



Tem sim lampejos de craque. Mas eles duram muito pouco.

João Felix ainda tem tempo para mostrar que é sim um jogador de 127 milhões de euros. Mas passou da hora de mostrar mais futebol.


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Abel deve parar no Palmeiras de chorar e reclamar de tudo para não virar o novo Mano Menezes

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Quando começou a se destacar em grandes, no Grêmio e na sua primeira passagem pelo Corinthians, Mano Menezes não se destacava apenas por montar bons times e ganhar títulos.

Suas entrevistas eram ótimas. Com um raciocínio claro, era o treinador brasileiro que melhor explicava o que acontecia nos jogos.

Só que o tempo foi passando, e Mano passou a ser o maior "reclamão" e chorão  entre os treinadores do país. 

O jogo nem começava direito e lá estava ele a esbravejar na beira do campo com qualquer marcação da arbitragem. E quase sempre com falta de educação, xingamentos, gestual exagerado. Um show de horrores.

Veja como Abel Ferreira foi expulso na Supercopa!


Sempre quando seu time perdia, Mano apontava o dedo para decisões do juiz. 

Depois de seguidos trabalhos ruins, ele acertou com um clube árabe. Mas o futebol brasileiro tem um novo candidato para reinar como o treinador mais chorão do país.

Abel Ferreira dá entrevistas ainda melhores que Mano. Também sabe armar o Palmeiras, como mostrou na decisão da Supercopa contra o Flamengo

Pena que está seguindo o mesmo caminho de Mano Menezes. Não é normal um treinador ter duas expulsões e seis cartões amarelos em tão pouco tempo de Brasil (e merecia outros). 

E também com chiliques exagerados na beira do campo, ofensas pesadas e reclamações por qualquer lance.

Abel Ferreira, técnico do Palmeiras
Abel Ferreira, técnico do Palmeiras Gazeta Press

Dá tempo ainda de Abel repensar seu comportamento. Ele pode perguntar no próprio Palmeiras o que acontecia com Mano Menezes. 

Quem chora demais vira um personagem marcado pela arbitragem. E corre o risco de esquecer coisas muito mais importantes para um treinador.


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Santo Diego Alves! Goleiro salva Rogério Ceni de derrota do Flamengo para o Palmeiras na fome de gols e no 'xadrez'

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Quase sempre, a história é contada pelos vencedores. E do jogaço entre Flamengo e Palmeiras na decisão da Supercopa do Brasil, isto não será diferente.

O clube carioca, que não se cansa de ganhar títulos nos últimos dois anos, é novamente campeão.  E não dá para dizer que não é merecido. Só que no vestiário, na comemoração mais íntima, Rogério Ceni deve fazer um agradecimento especial a Diego Alves.

Com seus milagres na cobrança de pênaltis, quando tudo parecia perdido, o goleiro evitou que o técnico fosse personagem de um verdadeiro pesadelo.

Diego Alves brilha, Flamengo bate o Palmeiras nos pênaltis em jogaço e leva a Supercopa do Brasil; assista


Não é vergonha nenhuma perder uma decisão para o Palmeiras, que não tem um time titular como  o do Flamengo, mas conta com um elenco mais robusto.

Mas se não fosse Diego Alves, Ceni teria que dar explicações.

Segundo o TruMedia, a ferramenta de estatísticas da ESPN, o Palmeiras finalizou mais que o Palmeiras. Foram 18 chances criadas pelo time alviverde, contra 17 dos rubro-negros. 

E nada menos do que 10 das finalizações palmeirenses foram na direção certa, contra apenas cinco dos flamenguistas.

Rogério Ceni também foi derrotado por Abel Ferreira no 'xadrez' que é um jogo de futebol para os treinadores.

E isso não tem nada a ver com  o fato de ele ter tirado do jogo alguns dos melhores cobradores de pênaltis do Flamengo. Um bom treinador deve tentar ganhar o jogo no tempo normal, não na cobrança de tiros livres.

Só que Rogério Ceni só piorou o Flamengo com suas mudanças. Ao contrário de Abel Ferreira no Palmeiras.

Como um dos maiores goleiros da história, Rogério Ceni sabe o quanto um jogador da posição pode virar herói e salvar treinadores que fazem bobagens. Então, Ceni, dê um abraço caprichado em Diego Alves.

Diego Alves, do Flamengo, pega pênalti contra o Palmeiras na Supercopa do Brasil 2021
Diego Alves, do Flamengo, pega pênalti contra o Palmeiras na Supercopa do Brasil 2021 Edu Andrade/Gazeta Press
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Grupo da morte? Por riqueza do elenco, todos brasileiros passam de grupo na Libertadores; por ranking, só um seria eliminado

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Tem grupo da morte na Conmebol Libertadores-2021 para os Brasileiros? Se depender de grana e posição no ranking do Conmebol, isso não existe (com uma só exceção).

Pelo que vale o elenco de cada clube (contando que Grêmio e Santos estarão lá), os oito  brasileiros avançam para as oitavas de final. Para isso, o blog levou em conta os dados dos Transfermarkt, site especializado no assunto.

Por esse número, Palmeiras, Inter, São Paulo, Flamengo e Atlético-MG estariam classificados como líderes de seus grupos. Já Grêmio, Santos e Fluminense avançariam na segunda posição de seus grupos.

Não confia nessa coisa de "valor de mercado"?

Veja o sorteio dos grupos!

Vejamos então o que iria acontecer se a definição dos oito grupos da Libertadores fosse resolvida pela posição dos times no ranking da Conmebol, que leva em conta os resultados em competições sul-americanas e nas ligas nacionais nos últimos dez anos e também a história geral do clube na Libertadores.

Por esse hipotético critério, Grêmio, São Paulo e Flamengo estariam classificados como líderes de suas chaves. Já Palmeiras, Inter, Santos e Atlético-MG avançariam na segunda posição.

Já o Fluminense estaria eliminado. O clube carioca é o 39º no ranking da Conmebol. O clube caiu na chave do River Plate, o líder da lista, e do Independiente Santa Fé (COL), que está na 21ª posição.

Troféu da CONMEBOL Libertadores em frenta ao Cristo Redentor, no RJ
Troféu da CONMEBOL Libertadores em frenta ao Cristo Redentor, no RJ Twitter: @CONMEBOL


Mas ainda bem que no futebol dinheiro e ranking nem sempre significam que um time é melhor.




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Como não gostar nem um pouco dos dois clubes e amar Barcelona x Real Madrid

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Sem rodeios. Não gosto nem um pouco de Barcelona e Real Madrid. Por influência familiar (toda minha família é espanhola), torço para um outro time de LaLiga.

E nada é mais difícil na Espanha do que ser torcedor de um clube que não sejam os dois times mais poderosos do planeta.

El Clásico Real Madrid x Barcelona acontecerá no sábado 10 de abril, às 16h (horário de Brasília), e terá transmissão ao vivo de ESPN Brasil e ESPN App, além de acompanhamento em tempo real do ESPN.com.br, com VÍDEOS de lances e gols. A cobertura começa já às 15h, em live com Gustavo Hofman e os ex-jogadores Edmílson e Júlio Baptista no YouTube da ESPN e nas páginas de ESPN e FOX Sports no Facebook; e na TV, a partir das 15h30, com o SportsCenter Abre o Jogo. 

Pela força econômica e política, pela nada justa força nos bastidores e decisões quase sempre favoráveis da arbitragem, Barcelona e Real Madrid sufocam seus adversários locais como em nenhum outro país do mundo.

Não é fácil ser seguidor de Atlético de Madrid, Athletic  Bilbao, Sevilla e Valencia. Clubes que teriam um status muito maior se estivessem em outros países. Mais desolador ainda é gostar do Alavés, do Getafe, do Levante, que faturam uma migalha em relação aos gigantes da capital e da Catalunha.

Uma das coisas mais idiotas no futebol é ouvir que na "Espanha só tem Barcelona e Real Madrid". 




Os rivais, mesmo com a realidade do terceiro parágrafo deste texto, fazem o impossível para competir com os dois gigantes.

Não gosto dos dois clubes. Mas admito: amo Barcelona x Real Madrid, que neste sábado voltam a se enfrentar com transmissão exclusiva da ESPN Brasil. 

Por que é, sem dúvida, o maior jogo do mundo.

O pacote é arrebatador: é no clássico espanhol que quase sempre estão os melhores jogadores do mundo. A rivalidade política entre Madri e Barcelona torna o jogo quente fora de campo também.  É nesse duelo que jogadores tem a consagração definitiva, como Ronaldinho Gaúcho sendo aplaudido de pé no Bernabéu. Nenhuma outra partida no mundo é tão esperada.

Messi em clássico contra o Real Madrid
Messi em clássico contra o Real Madrid Getty Images

Até o contraste entre os uniformes, sempre com o branco do Real Madrid e o azul-grená do Barcelona, me encanta. 

Durante os 90 minutos do grande clássico, vou invejar Barcelona e Real Madrid. Mas, quando a bola parar, volta a birra.




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Mais que ganhar (ou perder) uma taça: Palmeiras x Flamengo é potencial dor de cabeça para Abel e Rogério Ceni

Paulo Cobos
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Deveria ser apenas a disputa de uma taça de pré-temporada. Mas o momento de seus trabalhos e o peso do rival fazem da final da Supercopa do Brasil uma potencial dor de cabeça para o palmeirense Abel Ferreira e o flamenguista Rogério Ceni.

O português tem um desafio duro. Até se ganhar do Flamengo no jogo deste domingo é capaz de ser criticado. Ele voltou das férias com seu Palmeiras vencendo no sufoco o modesto Defensa Y Justicia no primeiro jogo da decisão da Recopa Sul-Americana.

Os torcedores palmeirenses com certeza pouco irão ligar se a conquista sobre o rubro-negro, seu maior rival em termos de poder hoje, acontecer com um futebol pobre. Mas as cornetas dos críticos serão fortes sobre o trabalho do português, que tem sim agora a obrigação de montar uma equipe de futebol mais vistoso.

Abel Ferreira e a taça da Copa do Brasil
Abel Ferreira e a taça da Copa do Brasil César Greco/Ag Palmeiras

Se for batido pelo Flamengo novamente jogando mal, Abel não vai perder seu enorme e merecido crédito com a torcida palmeirense. Mas também não vai poder ficar reclamando do calendário e cobrando reforços, como fez nesta quarta-feira na Argentina.

Ao contrário da sua primeira temporada no clube, quando foi campeão brasileiro com um time irregular, Rogério Ceni começa a encantar no Flamengo. Duas exibições de gala no Carioca parece que fizeram o torcedor esquecer os perrengues da temporada 2020.

Rogério Ceni comanda treino do Flamengo no Ninho do Urubu
Rogério Ceni comanda treino do Flamengo no Ninho do Urubu Alexandre Vidal/Flamengo

Só que, ao contrário de Abel no Palmeiras, seu crédito não é tão grande na Gávea.

Uma eventual derrota na decisão da Supercopa, em Brasília, irá trazer de volta as velhas críticas e o discurso que jogar bem contra Bangu e Madureira é fácil.

Mas tanto Ceni quanto Abel não podem reclamar dessa pressão. Eles comandam os dois melhores times do Brasil (o Atlético-MG logo vai se meter nesse disputa). Não dá para ser de outro jeito.



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Falar que ele não joga para o time é má vontade ou piada: ninguém é tão generoso em 8 anos de Champions como Neymar

Paulo Cobos
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Quem faz os gols quase sempre fica com as glórias em um jogo de futebol. 

Mas o que aconteceu nesta quarta-feira em Munique, na vitória do PSG sobre o Bayern por 3 a 2 pelas quartas de final da Champions, provou mais uma vez que ninguém é tão generoso na mais importante competição de clubes como Neymar.

O brasileiro, centrado e disciplinado, não balançou as redes. Mas deu dois passes brilhantes para os dois primeiros gols do time francês. 

Desde que estreou na Champions, na temporada 2013/14, pelo Barcelona, Neymar é o jogador com mais assistências da competição, segundo os números do TruMedia, a ferramenta de estatística da ESPN.

Com as duas diante do Bayern, o brasileiro soma agora 26 passes que acabaram em gols de seus companheiros. Isso em 66 jogos.

O 2º colocado é Cristiano Ronaldo, com 23 assistências, mas em 84 jogos. Messi é o quarto colocado no ranking, com 18 passes para gol em 70 partidas.

Para quem é acusado de ser fominha, Neymar tem um número de finalizações modesto em relação a Ronaldo e Messi.

Neymar durante jogo entre PSG e Bayern de Munique, pela Champions
Neymar durante jogo entre PSG e Bayern de Munique, pela Champions EFE/EPA/LUKAS BARTH-TUTTAS

Desde sua estreia na Champions, ele finalizou 219 vezes. No mesmo período, o português teve 508 tentativas de marcar, e o argentino, 332.

Neymar é acusado de muitas coisas negativas do futebol. Muitas delas são merecidas.

Mas quem o acusa de não jogar pelo time comete uma  grande injustiça. Ou é pura má vontade com o brasileiro. Basta ver seus jogos. Ou ler um relatório básico de estatísticas.

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Mecenas, esquadrão, rival esfacelado, torcida sem trégua: no Atlético-MG, Cuca é o técnico mais pressionado do Brasil

Paulo Cobos
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Ser técnico de time grande no Brasil é uma eterna pressão (e não dá para ser diferente mesmo).  Mas poucas vezes um treinador terá no país um cenário em que é ganhar ou ganhar como Cuca neste Atlético-MG de 2021.

Em uma realidade de dinheiro curto, o Galo, que já tinha um elenco poderoso, não para de se reforçar com jogadores caros e bons, como  Hulk, Nacho Fernández e Tchê Tchê.

O clube, com uma dívida  próxima da casa do um bilhão de reais, faz  isso com o dinheiro de um mecenas ricaço.

Cuca não terá que satisfazer apenas os cartolas tradicionais do clube. Também terá que entregar resultados para alguém que pode ter colocado dinheiro no Atlético-MG apenas por paixão, mas que duvido que vai aceitar outra coisa que não seja títulos.

O treinador foi o comandante do Atlético-MG na maior conquista da história do clube: a Libertadores de 2013. Mas não terá trégua da torcida mais impaciente por resultados imediatos do Brasil hoje.

Cuca em entrevista coletiva no Atlético-MG
Cuca em entrevista coletiva no Atlético-MG Pedro Souza/Atlético-MG

Jorge Sampaoli que o diga. Em janeiro,  os torcedores do Galo protestaram quando o clube ficou longe do título do Brasileiro, mesmo com vaga certa na Libertadores. 

"Muito investimento e pouco futebol" era a frase principal do protesto. O episódio foi o estopim para a saída do técnico argentino.

Até a situação do maior rival não ajuda Cuca. Com o Cruzeiro afundado na mediocridade na Série B, fica ainda mais difícil para mecenas, dirigentes e torcedores entenderem algo que não seja o Atlético-MG ganhando títulos (e nem estamos falando do Mineiro).

Que adianta gozar o rival se seu time gasta como ninguém no Brasil e não é campeão?

Cuca é muito bom. Quanto a lidar com pressão exagerada, tem mais histórias de sucesso do que de fracassos.

Mas é melhor se preparar para enfrentar a maior pressão da sua carreira.





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De 'desconto' para comprar Mbappé a 'brutal' em 24 horas: jogo da vida vai fazer Vinícius Jr. ser mais respeitado na Espanha?

Paulo Cobos
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Vinicius Jr. comemora após marcar para o Real Madrid sobre o Liverpool
Vinicius Jr. comemora após marcar para o Real Madrid sobre o Liverpool EFE/JuanJo Martín

Vinicius Jr. fez nesta terça-feira o maior jogo da sua carreira.

Antes do confronto contra o Liverpool, ele somava apenas 13 tentos com a camisa do Real Madrid, um deles contra o Barcelona.

Mas nada vai ser mais significativo do que ele fez contra o time inglês. Ao marcar duas vezes na vitória por 3 a 1 dos merengues, teve a partida da sua vida.

Primeiro por ser um jogo de mata-mata de Champions, a competição de futebol mais importante do mundo. E contra um dos maiores clubes do mundo.

O primeiro tento foi um golaço, com um domínio de craque e uma finalização precisa (justamente o seu ponto fraco). E ainda batendo Alisson, o melhor goleiro do planeta.

No segundo, mostrou faro de artilheiro oportunista.

Ainda durante o jogo, que acabou com vitória de 3 a 1 do Real Madrid, o Marca, o diário esportivo mais importante da Espanha, se derramava em elogios ao brasileiro, chamando sua atuação de "brutal".

Apenas 24 horas antes, o mesmo jornal não mostrava o mesmo carinho por Vinícius Jr.

Sem rodeios, fez uma enquete com a seguinte pergunta: 'Você colocaria Vinícus Jr. na Operação Mbappé para baratear sua contratação pelo Real Madrid?'

É claro que uma pergunta formulada desse jeito, em que o brasileiro serviria apenas como um desconto em troca de um dos melhores jogadores do mundo, não poderia ter outro resultado.

Dos 110 mil que votaram, 75% foram a favor de Vinicius servir de moeda de troca (até me surpreendi com os 25% que se disseram contra).

Não é só o Marca que trata um dia o atacante de apenas 20 anos com desprezo em um dia para depois achar que ele é um gênio no dia seguinte. E nem é também apenas na Espanha que isso acontece, mas é lá que Vinícius desenvolve sua carreira.

Esse texto começou com um título com a pergunta se o "jogo da vida de Vinícius Jr. vai fazer com que ele seja mais respeitado na Espanha?".

Conhecendo a irracionalidade espanhola, especialmente com jogadores do Real Madrid, tenho minhas dúvidas se isso vai acontecer. Basta ele perder um gol em um jogo qualquer contra o Eibar para as críticas voltarem. 

O brasileiro vai ter que fazer outros "jogos da vida" para ter paz duradoura no Real Madrid.

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Já é o artilheiro e pode ser maior ídolo do Flamengo no século: Gabigol é prova que o caro também pode virar barato

Paulo Cobos
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Nesta segunda-feira, Gabigol marcou duas vezes contra o Madureira e se tornou o maior artilheiro do Flamengo no século 21, com 73 gols em apenas 105 jogos. 

Pelo que joga e pelo nível de seus companheiros, essa marca parecia certa, assim como chegar nos 100 gols e também nos 200 ou 300 (se resolver ficar por muito tempo no clube). 

Na idolatria pela maior torcida do país, acho impossível Gabigol chegar perto  de ser o maior ídolo rubro-negro (Zico é insuperável). Mas acho possível que ele se torne o maior ídolo da Gávea neste século.

Gabigol cobra pênalti com muita categoria e abre o placar para o Flamengo diante do Madureira

Hoje, essa honra cabe, sem discussão, a Adriano. Formado no clube e com uma identificação inigualável, foi o herói do título do Brasileiro de 2009, quando o Flamengo não tinha o esquadrão de hoje.

Gabigol tem bola e carisma para ser um ídolo do mesmo tamanho que Adriano. Talvez até maior.

Gols e tamanha idolatria provam algo muito importante: no futebol, o caro também pode virar barato.

Pelos balanços de 2019 e 2020, o Flamengo, somando o empréstimo e a contratação em definitivo, gastou R$ 101 milhões com a Inter de Milão. O salário não é divulgado, mas se estima que Gabigol deve custar algo como R$ 20 milhões por ano (somando encargos).

João Guilherme: Gabigol já é maior que Adriano e Petkovic e está na primeira prateleira dos grandes da história do Flamengo

Em uma conta simples, ele teve um custo até agora de quase R$ 150 milhões. Parece muito, mas pelo seu retorno não é.

Só com prêmios por títulos desde a chegada de Gabigol (além do vice do Mundial de 2019), o Flamengo já faturou R$ 182,3 milhões.

Antes da pandemia, o Maracanã enchia sempre para ver o time que tinha Gabigol como maior estrela.

Gabigol comemora contra o Madureira
Gabigol comemora contra o Madureira Alexandre Vidal/Flamengo

Imagine quantas camisas o Flamengo vendeu com o número 9 do centroavante.  Tente calcular o engajamento que ele causou nas redes sociais flamenguistas (e hoje isso vale dinheiro). Seu carisma com crianças é a certeza de mais torcedores que vão consumir produtos do clube.

Um jogador de futebol pode ser caro, como Gabigol. Mas ele foi tão bom negócio para o Flamengo que virou barato. O duro é quando se gasta muito para quem não dá retorno.




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Nada contra Corinthians aceitar vaquinha para pagar suas contas; mas elas quase sempre desmoralizam clubes e torcidas

Paulo Cobos
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A Gaviões Fiel fez a proposta de criar uma vaquinha para os corintianos ajudarem a pagar a dívida bilionária do clube (somando também o estádio). Neste final de semana, o superintendente de marketing do clube, José Colagrossi, foi ao Twitter para dizer que o plano pode seguir adiante. 

"Agradeço o oferecimento da torcida em ajudar o clube a sair desta difícil situação financeira. Teremos, inclusive, um encontro com a Gaviões neste sentido. Nos próximos dias iremos discutir as diferentes ideias e apresentaremos um plano", escreveu o dirigente.

Nada contra o corintiano tirar dinheiro do bolso para ajudar o clube, ainda que a dívida na sua maior parte tenha sido criada por má administração.

Torcida do Corinthians durante um jogo
Torcida do Corinthians durante um jogo PEU RICARDO/Gazeta Press

Cada um faz o que quer com o dinheiro que ganhou. Acho até nobre ajudar o time de futebol do coração, que tanta alegria pode dar às pessoas.

Mas existe um problema grave nessas vaquinhas. Elas quase sempre fracassam, deixam um rastro de confusões e quase sempre só servem para desmoralizar os clubes e suas próprias torcidas.

Em 1998, a Federação Paulista resgatou Marcelinho Carioca do futebol espanhol, pagando US$ 7 milhões ao Valencia. E teve a ideia de criar o "Disk Marcelinho". Os torcedores dos grandes tinham que pagar R$ 3 por ligação. Quem doasse mais ficava com o jogador.

Os corintianos ganharam fácil, mas o valor arrecadado pagou só 10% do valor gasto com a contratação do jogador.

Em 2012, o Palmeiras também apostou na bondade do bolso de seus torcedores para contratar um atleta: o volante Wesley. A esperança era arrecadar R$ 21 milhões, mas só R$ 832 mil apareceram na conta do clube. Com o fracasso, o dinheiro foi devolvido.

Mais recentemente, Santos e Cruzeiro apelaram para vaquinhas de seus torcedores na esperança de pagar dívidas.

O clube criou a "Virada Santista", que acabou com só R$ 1,1 milhão arrecadado, um grão de areia na enorme dívida do clube.

Em situação mais delicada, o Cruzeiro também criou sua vaquinha. Na primeira semana, quando a chance das doações são maiores, o valor arrecadado foi de apenas R$ 275 mil.

Em alguns projetos específicos, a vaquinha pode até funcionar. Foi o que aconteceu com a torcida do Vasco para a construção de um CT para a base. Mas estamos falando de pouco mais de R$ 1 milhão.

O fato é que nenhum clube vai resolver seus grandes problemas com a doação do dinheiro suado de seus torcedores. É melhor trabalhar direito. Grêmio, Palmeiras e Flamengo que o digam.




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Ele é um tolo, e os árbitros não escondem que o odeiam: Neymar na França é garantia de lamentáveis barracos

Paulo Cobos
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Neymar lamenta durante jogo entre PSG e Lille, pela Ligue 1
Neymar lamenta durante jogo entre PSG e Lille, pela Ligue 1 EFE/EPA/IAN LANGSDON

Vamos direto aos números.  No Barcelona, em um país onde os árbitros protegem os jogadores dos grandes, Neymar (contando amarelos vermelhos) teve média de um cartão a cada 4 jogos.

No PSG, esse número deu um salto impressionante. Pelo clube francês, ele é advertido, sempre na média, uma vez a cada 3 partidas, o mesmo número dos tempos de Santos (e no futebol brasileiro cartão é algo muito mais comum).

Jogando na França, Neymar é garantia de lamentáveis barracos, como aconteceu neste sábado, na derrota do PSG para o Lille, que agora lidera a liga nacional de forma isolada.

E com um roteiro que é o padrão desde que teve a ideia bem discutível de trocar o Barcelona pelo Paris Saint-Germain, em 2017.

Na França, Neymar apanha como nunca apanhou na vida. E isso com a vista grossa dos sopradores de apitos franceses, que são totalmente complacentes com os botinudos rivais do  brasileiro.

O roteiro da saga é quase sempre igual. Frustrado por apanhar ou estar perdendo de adversários muito mais frágeis que seu PSG, Neymar começa a dar chiliques que não combinam com um jogador que vai completar 30 anos em 2022.

E qualquer deslize é o sinal para ser expulso. Foi o que aconteceu contra o Lille. Qualquer jogador que brigasse pela bola com o jogo chegando ao fim e com seu time perdendo seria chamado de raçudo

Neymar reclama de pancada, tromba em rival, começa confusão e é expulso em derrota do PSG no Francês


Mas Neymar foi expulso, em mais um exemplo da falta de tolerância dos árbitros franceses com ele (claramente ele não merecia).

Estava pronto para defender o brasileiro de mais um excesso de rigor do apito francês. Mas logo os colegas do ESPN.com.br me mandaram as imagens de Neymar se descontrolando na saída para o vestiário após ser expulso, como se fosse um juvenil.

Teria prazer em dizer que Neymar é claramente perseguido, por pura inveja, por rivais e árbitros na França. Isso acontece mesmo. Mas Neymar precisa parar de dar munição para quem o acusa de ser o mais tolo dos grandes craques do futebol atual.



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'The Decision II': sem o mesmo tamanho, Haaland repete 'show' desastroso de LeBron e deixa gigantes de joelhos

Paulo Cobos
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Em 2010, LeBron James ainda não tinha sido campeão da NBA. Mas já estava na liga há 7 anos, destroçando recordes e qualquer um era capaz de perceber que ele seria um dos 3 melhores jogadores da história.

Dono de uma carreira praticamente irrepreensível, ele resolveu ser o protagonista de um "show" que se transformou em um desastre e afetou muito a sua imagem.

Naquele ano, LeBron teve seu contrato com o Cleveland encerrado. Resolveu então fazer da busca de um novo time um verdadeiro reality, colocando os times da NBA de joelhos, que suplicavam ao empresário do astro a chance de oferecer um cheque polpudo e o "projeto" para atrair o ala.

Além do próprio Cleveland, Heat, Nets, Lakers, Knicks e Bulls tiveram a chance de falar com LeBron ou seu staff. O capítulo final do show foi na ESPN. Em uma programa especial  chamado "The Decision", ele anunciou que "estava levando seu talento para South Beach", se referindo às praias de Miami.

A arrogância do leilão televisivo custou caro. Lebron foi campeão duas vezes da NBA pelo Heat. Mas a imagem arranhada demorou anos para ser cicatrizada.

Toda essa história está na minha cabeça agora pelo que faz o atacante norueguês Haaland, que tem um talento gigante, mas precisa fazer ainda muitos gols para ter o mesmo tamanho no futebol que LeBron tinha na NBA em 2010. 

Haaland na Champions League
Haaland na Champions League Getty Images


O empresário do jogador e seu pai resolveram criar o "Tour Halland" para definir onde ele jogará, mesmo ainda tendo contrato vigente com o Borussia Dortmund.

Na quinta-feira, Barcelona e Real Madrid tiveram a chance de fazerem seus lances no leilão. Agora, a dupla está na Inglaterra, onde deve ouvir Chelsea, Manchester City, Manchester United e Liverpool

Haaland tem o direito de procurar o que é melhor para ele (bom lembrar que LeBron não buscou só dinheiro, mas um time em que tivesse mais chances de ser campeão).

Não tenho a mesma certeza que alguns dos maiores gigantes europeus tenham o direito de participar de um leilão tão escandaloso como este, ficando de joelhos para quem tem ainda muito que provar.

O norueguês pode ate um dia ser o melhor jogador do mundo (eu não apostaria tantas fichas nisso). Mas não é Messi para fazer da escolha do seu futuro um show tão bizarro e de mau gosto.



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Mais acertos que erros: Flamengo tem R$ 351 milhões a pagar por contratações; veja a dívida por cada jogador

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O Flamengo divulgou seu balanço patrimonial de 2020. Nele, é possível  saber quanto o clube ainda deve pela contratação de jogadores. 

 Pelo documento, o clube encerrou o ano passado com um "valor devido" de R$ 199,73 milhões pela aquisição de jogadores. Outros R$ 63,6 milhões pelo custo de comissões de empresários e luvas. E ainda acrescenta que Pedro, contratado já em janeiro de 2021, vai custar R$ 88,2 milhões. 

No total, o Flamengo começou 2021 com R$ 351 milhões a pagar pela contratação de jogadores.

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Pode parecer muito, mas a lista mostra que o Flamengo, ao contrário do Corinthians, acerta muito mais do que erra na hora de contratar.

Para a Inter de Milão, o Flamengo ainda tinha R$ 86 milhões a pagar no final de 2021 por Gabigol. E outros R$ 5,5 milhões por luvas e comissões de seu maior ídolo atual.

Restam ainda R$ 4,6 milhões a pagar de comissões e luvas pela aquisição de Bruno Henrique, outro custo benefício espetacular na história recente rubro-negra.

Para a Roma, o Flamengo tinha ainda R$ 37,6 milhões a pagar pela contratação de Gérson, seu maestro no meio-campo. E outros R$ 5 milhões na coluna comissão/luvas.

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Pelo que já mostrou, os R$ 88 milhões de Pedro para a Fiorentina também não são um mau negócio.

Mas o Flamengo também tem valores graúdos a pagar por jogadores que não tiveram o mesmo sucesso.

Somando a dívida com o Athletico-PR e luvas e comissões, o clube devia ao final do ano passado R$ 23,7 milhões pela contratação do zagueiro Léo Pereira, que não consegue se firmar na zaga rubro-negra.

Maior ainda é o débito pela chegada do atacante Michael. Em 31 de dezembro de 2020, o Flamengo ainda tinha R$ 26 milhões para pagar pela chegada do atacante, sendo que R$ 23 milhões para o Goiás e outros R$ 3 milhões em luvas e comissões.


Gabigol comemora com Gérson o gol da virada do Flamengo
Gabigol comemora com Gérson o gol da virada do Flamengo Alexandre Vidal / Flamengo
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Messi, Lewandowski, Aguero: trato dado a seus craques mostra por que Guardiola é o maior técnico do mundo

Paulo Cobos
Paulo Cobos

José Mourinho poderia treinar Pelé e ainda se achar maior que o Rei do futebol. Jürgen Klopp é um boa praça, mas já teve faíscas com astros do Liverpool (relatou até falhas de Alisson). Difícil imaginar Jorge Jesus admitir que seus atletas são mais importantes que ele. No Brasil, sobram treinadores que são do tipo "eu ganhei, nós empatamos e os jogadores perderam".

Não faltam motivos para apontar Guardiola como o maior treinador da sua geração e talvez da história. Mas um deles me seduz especialmente: o espanhol é gigante por que nenhum técnico mostra tanta gratidão a seus craques como ele.

"Ele é o melhor jogador de todos os tempos. Eu o comparo a Pelé. Fico muito feliz de ver este futebol", falou sobre Messi. "Jogador mais profissional com que trabalhei", comentou sobre Lewandowski. 

Guardiola detém o recorde em três ligas da Europa
Guardiola detém o recorde em três ligas da Europa GettyImages

Nesta terça-feira, em entrevista para a repórter Natalie Gedra, foi a vez de Guardiola exaltar Aguero, seu jogador no Manchester City. "Quando você tem esse fogo interno, como Agüero tem, muitas vezes ganha partidas sozinhos. Ele fez mais de 380 jogos e mais de 250 gols nessa liga tão, tão dura, ao longo de uma década."



São raros os jogadores que tiveram desavenças com o técnico espanhol. Ele seduz medalhões e novatos. Não expõe atletas que erram.

Guardiola não tem falsa modéstia. Ele sabe que é um gênio da prancheta. 

Mas também sabe que no fundo os jogadores são mais importantes que os treinadores no futebol. Só com gênios como Messi, Lewandovski e Aguero suas ideias podem virar realidade. 

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Felipe Melo virou lenda no Palmeiras; Luan, uma farsa no Corinthians: ignore para quem torce o jogador que seu time contrata

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Felipe Melo foi contratado pelo Palmeiras sem nunca ter escondido que era torcedor fanático do Flamengo. Em 2019, quando já era ídolo alviverde, reforçou este sentimento. "Um dos poucos jogadores que sempre declarou o clube que torce sou eu. Eu sempre disse que eu torcia para o Flamengo. Eu amo o Palmeiras. Você deixou de gostar do Flamengo? Não, porque é o clube que me revelou, tenho carinho".

Luan foi apresentado no Corinthianss lembrando que o alvinegro era seu time de infância: "É a realização de um sonho vestir essa camiseta". 

Hoje, o volante é multicampeão pelo Palmeiras, líder incontestável do elenco  e merece muito ter seu contrato renovado por mais dois anos.

Com Luan deu tudo errado. O Corinthians gastou quase R$ 30 milhões por apenas 50% de seus direitos federativos. E até agora sua passagem pelo Parque São Jorge é uma farsa. O camisa 7 nem mais vem entrando nos jogos em um time de futebol medíocre.

O que aconteceu com Felipe Melo e Luan é prova de quanto é uma grande bobagem levar em conta o time que um jogador torce na hora de contratá-lo.

Pouco importa se Luan cresceu com a camisa 7 de Marcelinho e Felipe Melo exaltando Zico e nem sabendo o que o Palmeiras fazia.

Não é uma foto de garoto com a camisa do time que importa para avaliar se o reforço do seu time serve. O que se deve fazer é saber quanto o jogador é profissional. O que Felipe Melo mostrou de sobra o quanto é. Luan deve provar, além dos muros do Parque São Jorge, que também pode fazer o mesmo.

 

Luan em ação pelo Corinthians
Luan em ação pelo Corinthians Mauro Horita/Gazeta Press



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Dá para ensinar rivais que deveriam ser mais ricos: exemplo, Grêmio pode e merece ter Borré e Rafinha

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O Grêmio está perto de ter dois reforços do nível que Renato Gaúcho vive dizendo que precisa para ganhar títulos. O lateral-direito Rafinha já chega agora. O colombiano Borré, goleador no River Plate, deve desembarcar Porto Alegre em junho, quando acaba seu contrato com a equipe argentina.

Ambos serão reforços em que o clube gaúcho irá gastar apenas com salários e luvas. Mas são atletas bem caros.

Nada mais merecido.

O Grêmio se preparou para poder gastar com grandes jogadores. E isso sem precisar de mecenas ou patrocinadores que injetam muito dinheiro em clubes. E também sem ter torcida do tamanho de rivais como Flamengo, Vasco, Corinthians, Palmeiras e São Paulo.

Mas o tricolor gaúcho tem uma administração que fez um trabalho brilhante para sanear suas finanças.

Renato Gaúcho pode igualar conquistas de Felipão e Marcelo Oliveira na Copa do Brasil
Renato Gaúcho pode igualar conquistas de Felipão e Marcelo Oliveira na Copa do Brasil LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA


Na última semana, o clube divulgou seu balanço. A comparação com as contas do Corinthians demonstra por que o Grêmio pode sim trazer Borré e Rafinha.

Pelo quinto ano seguido, o clube teve superávit.  Em 2020, após pagar todas as despesas sobraram R$ 38 milhões no caixa do clube. 



Entre 2016 e 2020, o clube acumulou um superávit de R$ 160 milhões. No mesmo período, o Corinthians só não ficou no vermelho em 2016. Nesse período de 5 anos, o clube paulista teve um déficit acumulado de R$ 341 milhões.

Mesmo com uma torcida menor, o Grêmio fatura mais do que o Corinthians. E vamos fazer a conta sem incluir a venda de jogadores, o que evita distorções.

No ano passado, os gaúchos faturaram R$ 370 milhões sem contar negociação de atletas. O Corinthians, só R$ 282 milhões.

O Grêmio acabou a última temporada com mais dinheiro em caixa do que empréstimos bancários. A dívida de longo prazo ainda é grande, mas está controlada.

Cartolas de outros grandes brasileiros deveriam ir a Porto Alegre aprender como se faz as coisas bem feitas.



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Sofrer contra Retrô não foi maior pesadelo da noite do Corinthians; muito pior foi ver dívida e gastança subirem

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Noites de sexta-feira não são comuns para um time da primeira divisão jogar. E também para um clube publicar seu balanço patrimonial. Mas, nesses tempos estranhos, o Corinthians viveu essas duas situações neste dia 26 de março. E foi duro para o seu torcedor.

Em campo, o time precisou dos pênaltis para eliminar o Retrô, clube fundado há apenas 5 anos, pela Copa do Brasil, depois de 90 minutos de um jogo equilibrado.

Só que a verdadeira dor de cabeça chegou quando o clube colocou em seu site o balanço de 2020.

Mesmo sem contar o estádio de Itaquera, o Corinthians deve agora R$ 956,9 milhões. Ao final de 2019, o valor era de R$ 796,6 milhões. Isso mesmo: em apenas 12 meses, a dívida do segundo clube mais popular do país cresceu 20% e se aproxima do R$ 1 bilhão.

Impressiona como o clube aumentou seus débitos com tributos parcelados, que passaram de R$ 212 milhões para R$ 305 milhões.

Mas é a gastança desenfreada com seu futebol que mais impressiona para uma agremiação em situação financeira tão difícil.

Em 2019, o Corinthians devia R$ 48,5 milhões em direitos de imagem. Agora, R$ 121 milhões.

O débito com fornecedores (onde entram os gastos com aquisições de jogadores) passou de R$ 115 milhões para impressionantes R$ 217 milhões.

O Corinthians terminou 2020 devendo R$ 110 milhões pela aquisição de jogadores. Só com Luan, contratado quando o clube já estava mergulhado nas dívidas, o clube ainda precisa gastar R$ 21,7 milhões. Outros R$ 12 milhões com Araos e mais 14,9 milhões com Bruno Mendez. 

Ao ver seu clube sofrer para eliminar o Retrô no medonho gramado de Bacaxá, o corintiano ficou preocupado. Mas ficou mesmo sem dormir nesta sexta-feira quem leu o balanço patrimonial do clube.

[]


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Chance de Mundial de clubes não acontecer tem vantagens para brasileiros: evita vexame e valoriza Libertadores

Paulo Cobos
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A notícia foi adiantada pelo jornalista Marcel Rizzo, do UOL. Com menos dinheiro em caixa pela COVID-19 e problemas no calendário, a Fifa não colocou no seu orçamento o Mundial de Clubes de 2022, que não deve acontecer.

Em outros tempos, isso seria uma tragédia para os clubes brasileiros. Mas, com a realidade atual, não é algo para se chorar.

A competição que roda por lugares como Japão, Marrocos, Emirados Árabes e Catar nem paga essa grana toda. Uma boa campanha na Copa do Brasil rende mais.

Mas é pelo choque da realidade que a confirmação de um eventual cancelamento não será uma decepção.


A verdade é que hoje a chance de um time brasileiro ou argentino ganhar de um rival europeu é mínima. E pior: os vexames se acumulam nos últimos anos. É triste ver gigantes sul-americanos penando contra mexicanos, asiáticos e africanos (o Palmeiras de Abel Braga que o diga).

E não ter que cruzar oceanos para jogar um Mundial em que a a chance de vexame é maior que a de título tem outra grande vantagem: vai valorizar ainda mais o título da Conmebol Libertadores.

Esse é o torneio que deve ser visto como a glória máxima para um time brasileiro. Não é possível repetir o que aconteceu com o Palmeiras.

O alviverde conquistou a Libertadores e poucos dias depois deu vexame no Mundial. Ficou parecendo que a temporada foi uma decepção.  O palmeirense que deve fazer piada contra os rivais. Eles sim nada fizeram.

Luiz Adriano lamenta
Luiz Adriano lamenta Getty Images

A realidade é que o Palmeiras conquistou o máximo para um  clube brasileiro. Mundial é um sonho cada vez mais impossível. 

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Ruim para os dois lados: acabar com troca de técnicos no Brasileiro por decreto é um lixo autoritário

Paulo Cobos
Paulo Cobos

No futebol brasileiro, é comum os cartolas terem ideias estúpidas. Mas a decisão de acabar "por decreto" com a troca de treinadores no Brasileiro  tomada nesta quarta-feira passa de todos os limites.

Em decisão apertada (11 clubes votaram a favor e 9 contra), o colegiado da  primeira divisão estipulou que os clubes só poderão trocar de treinador uma única vez. E que os técnicos também não poderão ter mais do que dois clubes.

Um grande lixo autoritário.

Tanto clubes quanto treinadores têm o direito absoluto de decidirem o que fazer de suas vidas e carreiras. 

Imagine uma empresa privada que não possa trocar um presidente que não deu certo. Ou um trabalhado qualquer que receba uma proposta irrecusável de outro empregador não possa aceitá-la por que seis meses antes já havia trocado de trabalho.

Em um futebol em que torcidas organizadas, muitas vezes com vista grossa dos clubes, se acham no direito de ameaçar jogadores e treinadores em CTs, manter um treinador no emprego por decreto é até perigoso.

Pense em um técnico de um clube que caminha a passos largos para o rebaixamento com um trabalho medíocre. Se ele continuar no cargo apenas por que seu clube não pode mandá-lo embora, como enfrentar a fúria de torcedores bandidos?

É evidente que o futebol brasileiro paga um preço pelos clubes trocarem de treinador como trocam de camisa.

Rogério Ceni comanda treino do Flamengo no Ninho do Urubu
Rogério Ceni comanda treino do Flamengo no Ninho do Urubu Alexandre Vidal/Flamengo

Quem mantém o técnico geralmente tem mais chance de ser campeão (apesar dos exemplos recentes de Palmeiras de Abel Ferreira e o Flamengo de Rogério Ceni). E o futebol será melhor jogador com longos trabalhos.

Mas isso deve ser acontecer por filosofia. Não por um decreto que é um puro lixo autoritário.




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Se apequenando em Volta Redonda e Saquarema: vai passar rápido, mas fiquei com saudade de Andrés no Corinthians

Paulo Cobos
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Andrés Sanchez tinha muitos defeitos. Mas algumas qualidades. Uma delas foi a rara coragem de ter não abaixado a cabeça por muitos anos para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). 

Na eleição de Rogério Caboclo, em 2018, o Corinthians foi o único clube que votou em branco (o protesto possível). O Flamengo se absteve, e o Athletico-PR não compareceu.

Andrés parecia saber o tamanho do Corinthians e sua força, comprando algumas brigas contra a Federação Paulista de Futebol (FPF) e a CBF.

Lembrei dessa qualidade do cartola, que acabou seu reinado vitorioso de forma melancólica, pela triste semana vivida pelo clube paulista.

Como se fosse um time qualquer inexpressivo, Duílio Monteiro Alves, seu novo presidente (e eterno aliado de Andrés), apequenou a instituição ao aceitar sem nada contestar as maluquices impostas ao clube pela FPF e também pela CBF.

Cássio pega pênalti, e Corinthians bate Mirassol no Rio; assista

Os cartolas estaduais resolveram no meio da tarde da última segunda-feira (22) que Corinthians e Palmeiras jogariam em Volta Redonda pelo Campeonato Paulista no dia seguinte. 

A diretoria palmeirense não aceitou a viagem de última hora (exigiu mais tempo para o jogo). A corintiana não hesitou em colocar o time no busão para a cidade fluminense, sem a preparação adequada.

A CBF também resolveu tratar o Corinthians como um timeco. Primeiro, queria que a equipe ficasse na mesma Volta Redonda para jogar três dias depois pela Copa do Brasil contra um time de Pernambuco.

Mas a prefeitura local vetou. A confederação não hesitou então em resolver colocar o segundo time mais popular no busão rumo a Saquarema, outra cidade do Rio, a quase 250 km de distância de Volta Redonda.

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E para jogar em um gramado que parece um verdadeiro pasto.

O Corinthians merece gente que saiba o seu tamanho. Se não, vai seguir com sua sina de mediocridade dos últimos anos, como ser dominado em boa parte do jogo pelo Mirassol (que finalizou quase o dobro de vezes e teve mais posse de bola). Em Volta Redonda.

Andrés Sanchez
Andrés Sanchez Gazeta Press

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