Jorge Jesus já não consegue esconder a amargura: deixar o Flamengo foi uma grande estupidez

Paulo Cobos
Paulo Cobos

A cada três ou quatro dias, Jorge Jesus dá entrevistas em Portugal, antes ou depois dos jogos do Benfica. Em todas elas demonstra mágoa pela forma como é tratado por torcedores e mídia portugueses. 

Em todas não esconde a saudade dos tempos em que foi uma espécie de rei do futebol brasileiro, quando era tratado, de forma merecida, como uma divindade pelo espetacular trabalho que fez no Flamengo.

Situação que deixa uma coisa bem clara: trocar o Flamengo pelo  Benfica foi uma grande burrice!

Ao fazer isso, Jesus não foi trabalhar em um clube que iria disputar o título da Champions League. Também não foi ganhar muito mais dinheiro do que recebia na Gávea. Fatores pessoais podem ter pesado na decisão, mas o treinador não parece nem um pouco feliz em sua terra natal.

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Parece óbvio que Jesus está arrependido. Ele não tem mais milhões de torcedores o adulando. Não tem mais a chance de enfrentar o Liverpool em uma final de Mundial de Clubes. Não tem um time na mão como era com seu esquadrão rubro-negro. E ainda a pandemia o faz ir a estádios vazios, o que só deve aumentar seu desgosto.

Jesus não pode voltar no tempo e mudar sua decisão. Azar de todos os técnicos que irão comandar o Flamengo. O fantasma do português vai rondar a Gávea eternamente.

Jorge Jesus trocou o Flamengo pelo Benfica. Estaria arrependido?
Jorge Jesus trocou o Flamengo pelo Benfica. Estaria arrependido? Getty Images

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Líder, menos grana e outro '10 para pensar o jogo': Muricy acerta diagnóstico sobre Daniel Alves (falta combinar com ele)

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Em longa entrevista para a TV Gazeta, Muricy Ramalho, o coordenador de futebol do São Paulo (e ídolo eterno do clube), falou sobre seu papel e planos para o time que não ganha nada desde 2012 dar a volta por cima.

Vou ficar aqui apenas no que ele falou sobre Daniel Alves. Assino embaixo tudo o que ele afirmou sobre o astro.

Muricy deixou claro que Daniel Alves é "muito importante" para o São Paulo. Quem conhece o campo como ele sabe que o clube não vai encontrar "outro líder e capitão" com a mesma envergadura. 

Indicou que Hernán Crespo, o novo técnico tricolor, conta com ele.

Mas Muricy deixou claro também que, para ficar, Daniel Alves vai ter que se adaptar a um novo cenário. "Claro que tem que ter o acerto financeiro que tem que ter com ele também, né? Porque a dificuldade é enorme."

Tem razão Muricy. O salário de Daniel hoje é totalmente fora da realidade (foi assinado quando não havia COVID-19). E ele não produziu até agora para justificá-lo.

Veja a simulação de São Paulo x Flamengo


O agora coordenador também deu sinais que o jogador pode ter outra função dentro de campo.  Ao comentar os reforços que o São Paulo precisa, ele foi claro: "Acho que a gente precisa (de reforços) nas três áreas. Um atrás, um no meio-campo, um atacante, um (camisa) 10 que pensa jogo..."

O camisa 10 do São Paulo hoje é Daniel Alves, que foi um dos melhores jogadores do mundo, mas na lateral direita. Ele tem sim bola para jogar no meio campo, mas, como Muricy também parece achar, não no papel de principal pensador da equipe.

Muricy Ramalho
Muricy Ramalho Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Muricy foi certeiro sobre Daniel Alves. Só resta agora combinar com o jogador. Tenho dúvidas se ele vai aceitar ganhar menos e "perder" o papel de camisa 10.


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Um pode ser campeão, o outro sofre fritura humilhante: Jesus precisava mais do Flamengo que o contrário

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Na mesma semana em que o Flamengo tem tudo para se sagrar bicampeão brasileiro, Jorge Jesus sofre uma fritura com requintes de humilhação no Benfica.

Agora comandado por Rogério Ceni, basta o time carioca vencer o decadente São Paulo para conquistar o título. Situação bem diferente da vivida por seu ex-treinador no gigante de Lisboa.

Depois de receber o maior investimento da sua história (100 milhões de euros em contratações), o Benfica falhou em chegar na fase de grupos da Champions. Pior acontece no Campeonato Português.

O time de Jesus é apenas o quarto colocado, atrás do modesto Braga e está hoje a 15 pontos do líder Sporting.



Criticado por todos os lados (um jornal ouviu até celebridades para analisar o "pior Benfica dos últimos 20 anos), Jesus todo dia lê e escuta notícias que o Benfica quer sua saída (com o pedido de demissão partindo do próprio treinador).

Até nas entrevistas coletivas ele já precisa responder diretamente se chegou a hora de sair.

A situação atual das duas partes deixa uma coisa clara: Jorge Jesus precisava muito mais do Flamengo que o contrário.

No clube carioca, ele tinha o cenário dos sonhos, com um elenco estrelado, domínio total do comando do futebol e uma torcida que o idolatrava. E parecia muito mais feliz e com desejo de trabalhar. No Brasil, o ego de Jesus era muito mais bem massageado. 

Jorge Jesus
Jorge Jesus Getty Images

Evidente que o Flamengo também sente a falta de Jesus: mesmo campeão agora, o clube não vai repetir nem de perto o brilho da época em que tinha o português no banco.

Mas o Flamengo vai continuar ganhando muitos títulos nos próximos anos. Não tenho a mesma certeza que isso vai acontecer com Jorge Jesus.

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A cor eu não sei: com VAR, Sampaoli e torcedor milionário, Brasileiro-20 é o campeonato dos 'malas'

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O que deve ser (espero) a última grande polêmica do Campeonato Brasileiro-20 usa a imagem de um objeto que também serve para traduzir outra situação.

Ao dizer que vai "injetar dinheiro no São Paulo para o Inter ser campeão", o torcedor milionário do clube gaúcho resgatou a velha "mala", ou o incentivo para um clube ganhar (o que é bastante discutível) ou perder (o que é simplesmente um crime).

Mas foi outra expressão que usa a palavra mala que sempre me irá fazer lembrar a competição que (ufa) acaba nesta quinta-feira.

Nunca um Brasileiro teve tantas "malas" como nesta edição. Difícil lembrar tantos personagens e situações desagradáveis

O torcedor colorado ricaço é um dos candidatos. Não vi problema algum em ele pagar R$ 1 milhão para liberar Rodinei no jogo decisivo contra o Flamengo. O dinheiro é dele. Mas daí para criar uma bagunça toda ao oferecer dinheiro para o São Paulo a coisa muda.

Não é crime, nem caso de polícia, como quer o Flamengo. Mas é um atitude bem "mala".

Jorge Sampaoli
Jorge Sampaoli Bruno Cantini| Atlético-MG

O Brasileirão é uma "mala" desde a primeira rodada. Um campeonato sem torcida e em que a ausência de infectados por COVID-19 decidiu jogos é triste.

Esse maldito vírus também fez clubes e dirigentes terem atitudes bem "malas": a polêmica entre Palmeiras e Flamengo, com o clube carioca dizimado pela doença, é o maior exemplo. E os dois lados foram "malas".

O VAR foi a maior "mala" do Brasileiro. Não só por que a geringonça eletrônica, que deveria reduzir a quase zero os erros de arbitragem, se mostrou uma tragédia.  E gerou uma série de "malinhas".

Todo mundo reclama do VAR, mas sempre vendo o seu próprio umbigo. O treco é uma maravilha quando tem uma decisão boa para o seu clube. E uma porcaria quando o que acontece é o contrário.

O silêncio causado pela ausência de torcida também  ajudou a demonstrar como os treinadores são chorões e mal educados. Isso vale para estrangeiros e brasileiros, novatos e experientes.

Abel Ferreira, Rogério Ceni, Vanderlei Luxemburgo, Renato Gaúcho e muitos outros. Todos deram um show de palavrões e chororô.

De virada, Flamengo vence ‘decisão’ contra o Internacional e assume a ponta do Brasileiro; VEJA os gols!

Menção honrosa na "malice" para Fernando Diniz,  por seu chilique com Tchê Tchê. 

E para Jorge Sampaoli, que reclamou de tudo, pediu muitos reforços e entregou pouco no Atlético-MG.



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Cruzeiro, Botafogo e Vasco: quando o duro não é jogar Série B, mas parecer mesmo time de 2ª divisão

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Pela primeira vez na história, a Série B deve ter três gigantes do futebol brasileiro. O Cruzeiro já estava lá. O Botafogo, com uma torturante lanterna, caiu faz tempo na temporada. Neste domingo, o Vasco praticamente carimbou sua queda: o próprio Vanderlei Luxemburgo disse que seria enganar o torcedor acreditar na chance de salvação.

É ser muito otimista achar que a Série B de 2021, que também terá o Coritiba e o Guarani, que já foram campeões brasileiros, vai ser tudo isso. Claro que a badalação será inédita. Mas a real é que o campeonato terá um desfile de gigantes que não parecem estar apenas de passagem pelo torneio, como era o comum antes quando um grande caia.

O duro para Botafogo, Cruzeiro e Vasco não é jogar a Série B. O triste é cada vez mais parecer um clube de Série B.

Gian Oddi fala sobre queda do Vasco! 


Afundados em dívidas e com seguidas administrações calamitosas, nenhum dos três times pode ter certeza que a volta para a elite será fácil: o Cruzeiro que o diga.

Com a nova regra da distribuição do dinheiro da TV, os grandes recebem uma cota muito menor quando sentem o desgosto da Série B. E isso significa ter um elenco modesto, não muito diferente dos outros clubes que jogam a competição.

Isso significa ter quer jogar de igual para igual com clubes de pouca história, mas bem administrados (o promovido Cuiabá é um exemplo).

Não adianta querer subir só pela fama (do clube e de treinadores caros). Luiz Felipe Scolari se gabar de ter evitado a queda do Cruzeiro para a Série C foi ridículo.

Vanderlei Luxemburgo
Vanderlei Luxemburgo Gazeta Press

O melhor a fazer é ter um treinador que conheça bem como é jogar a segunda divisão e que não consuma uma fatia do orçamento que deve ser destinada a contratar jogadores de um nível melhor.

O Vasco então que não pense na besteira de manter Vanderlei Luxemburgo. 


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Eu não queria ser Rodinei hoje, mas gostaria de ser seu irmão para lhe dar um abraço

Paulo Cobos
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O futebol pode ser o esporte mais cruel de todos. Prova disso é o que aconteceu com o lateral-direito Rodinei neste domingo (21).

No jogo que foi uma espécie de 'final' do Brasileiro-2020, ele só atuou porque um torcedor ricaço do Internacional pagou R$ 1 milhão ao Flamengo - ele  é jogador do clube carioca e está no gaúcho por empréstimo. O contrato diz que ele só pode enfrentar o rubro-negro com o pagamento desta taxa.

No primeiro tempo, com o Inter jogando de igual para igual, ele acertou a trave. Mas foi protagonista negativo no início do segundo tempo, quando o placar estava empatado em 1 a 1.

Em um lance em que o VAR chamou, ele foi expulso pelo árbitro Raphael Claus ao acertar o tornozelo direito de Filipe Luís. Na minha opinião, o juiz acertou.

Rodinei acerta Filipe Luís e é expulso contra o Flamengo; veja


Com um homem a menos, o Internacional até foi valente, mas acabou derrotado por 2 a 1. Agora, o clube carioca vai para a última rodada na liderança. Basta vencer o São Paulo para conquistar o bicampeonato e o oitavo Brasileiro de sua história.

Imagino o quanto Rodinei vai sofrer neste domingo e nos próximos dias. Eterno coadjuvante, ele foi o principal assunto no Inter esta semana justamente pela decisão de pagar ou não a taxa de R$ 1 milhão ao Flamengo para ele entrar em campo.

Serão dezenas de memes, de todo tipo de piada. Se no futebol sempre é necessário se achar heróis ou vilões, vai ser fácil colocar o segundo carimbo no lateral direito.

Não é questão de entrar na discussão se ele foi culpado ou não. Futebol quase sempre não é feito só de acertos. O erro muitas vezes é a essência do jogo.

Só quem está dentro de campo sabe o quão difícil é tomar uma decisão em uma fração de segundos.

Não queria ser Rodinei nestes dias. Não sei se ele tem um, mas adoraria ser seu irmão nesta hora. E lhe dar um abraço que só um irmão pode dar em um momento tão delicado como este. 

E também diria: "Esqueça o tal R$ 1 milhão pago pelo torcedor ricaço. Você não será culpado se o Internacional não conquistar o título que o clube não leva para o Beira-Rio há mais de 40 anos."

Rodinei, do Inter, foi expulso no início do 2o tempo da 'final' contra o Flamengo
Rodinei, do Inter, foi expulso no início do 2o tempo da 'final' contra o Flamengo Maga Jr./Gazeta Press

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Acredite: dos 8 prováveis times brasileiros na Libertadores, só um pode manter o técnico

Paulo Cobos
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O Athletico-PR corre por fora , enquanto Corinthians e Bragantino têm chances remotas. Uma tragédia também pode tirar o Grêmio. Mas tudo caminha para o Brasil ter oito equipes na Libertadores-21: Palmeiras, Inter, Flamengo, Atlético-MG, São Paulo, Grêmio, Fluminense e Santos.

E acredite. Não é nada impossível que apenas um desses clubes tenha na temporada 2021 o mesmo treinador.

Nos casos de São Paulo e Santos, isso é certo. O time do Morumbi demitiu Fernando Diniz e já contratou Crespo, que assume só na estreia do Paulista. Na Vila Belmiro, Cuca já anunciou que não fica e o clube bate cabeça em busca de um substituto.

Nas próximas horas, a lista dos que vão mudar com certeza aumenta. Jorge Sampaoli vai anunciar que está deixando o Atlético-MG, onde gastou muito para entregar muito pouco.

Para seu lugar, pode chegar Renato Gaúcho, que está perto de encerrar seu contato como o Grêmio. Com o clube gaúcho vendendo Pepê e um desgaste da longa relação, o melhor que ele pode fazer para sua ambição de brigar por títulos é trocar Porto Alegre por Belo Horizonte.

Renato Gaúcho pode igualar conquistas de Felipão e Marcelo Oliveira na Copa do Brasil
Renato Gaúcho pode igualar conquistas de Felipão e Marcelo Oliveira na Copa do Brasil LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

Os outros casos são muito mais difíceis de entender.

No Fluminense, de investimento modesto, Marcão fez milagre ao colocar o time até brigando pelo G-4. Mas tudo indica que ele não vai ficar no cargo para a temporada 2021. Roger Machado é o favorito para o seu lugar.

A diretoria do Inter reluta em admitir, mas apostou que Abel Braga não daria certo e já há alguns meses deixou tudo pronto para trazer o espanhol Miguel Ángel Ramírez para a próxima temporada. E Abelão pode ficar sem emprego mesmo sendo campeão brasileiro.



Quem vai ser o campeão também pode definir a vida de Rogério Ceni no Flamengo. Com a taça, ele ganha moral e sobe de patamar na carreira. Sem ela, ainda mais depois de perdê-la em jogos grandes contra Inter e São Paulo, as cornetas na Gávea vão voltar e a pressão para a sua demissão irá crescer.

Sobrou o Palmeiras. Nada como ganhar a Libertadores, e Abel Ferreira é o único que já pode planejar 2021. 

Abel Ferreira, técnico do Palmeiras
Abel Ferreira, técnico do Palmeiras Getty Images


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Décimo é o lugar do Corinthians hoje: o time medíocre mais caro do Brasil

Paulo Cobos
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A definição da palavra medíocre nos dicionários é perfeita para avaliar o Corinthians hoje: "de qualidade média, comum; mediano, meão, modesto, pequeno".

Depois de perder para o Santos, e praticamente encerrar suas chances de conseguir uma vaga na Conmebol Libertadores, o clube estacionou na décima posição do Campeonato Brasileiro. Totalmente de acordo com o que é o clube hoje.

Faltam apenas dois jogos para o fim da temporada 2020 corintiana. Uma temporada em que o clube esbanjou mediocridade: não passou da pré-Libertadores, foi eliminado por um time então da Série B na Copa do Brasil e chegou a temer o rebaixamento tanto no Campeonato Paulista quanto no Brasileiro.

Mancini vê 'dois Corinthians distintos' diante do Santos e diz que queda de luz ajudou a equilibrar clássico


Seria normal se o Corinthians tivesse um time como o Botafogo, com um elenco barato (e mais duro ainda é ver o Fluminense brilhando gastando menos de um terço da folha salarial do clube do Parque São Jorge).

É mais fácil admitir a mediocridade quando você gasta pouco. Mas é difícil aceitar isso quando você tem um dos elencos mais caros do Brasil, contrata sem critérios, acumula jogadores pífios em longos contratos e tem o potencial de ser a segunda maior força econômica do país.

Otero comemora gol da vitória do Corinthians
Otero comemora gol da vitória do Corinthians Rodrigo Coca / Agência Corinthians

A mediocridade ainda se espalha fácil. Só ver como Cássio deixou de ser o goleiro  brilhante que sempre foi.

Fugir da mediocridade é o maior desafio do Corinthians na próxima temporada. Não dá para se acostumar com a posição que espelha o quanto 'meão' virou o clube.


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Briga entre Piqué e Griezmann é outra prova: Puyol é a lenda que mais falta faz para o Barcelona

Paulo Cobos
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O torcedor do Barcelona sente muita falta de alguns dos maiores craques deste século no futebol: Xavi, Iniesta, Suárez e Neymar. 

Mas, se eu fosse torcedor do clube, estaria lamentando a ausência de um jogador com muito menos técnica, mas que não deixaria o vestiário da equipe virar a bagunça caótica em que se transformou.

Durante dez anos, o zagueiro Puyol foi o capitão do time catalão. Raros clubes tiveram um líder tão positivo como ele.

Difícil acreditar que Griezmann teria coragem de mostrar com Puyol a  mesma falta de respeito  que teve contra Piqué, ao ser cobrado na derrota humilhante para o PSGderrota humilhante para o PSG.

Puyol, ídolo do Barcelona
Puyol, ídolo do Barcelona Getty

Impossível crer que o capitão aposentado permitiria Messi parecer tão distante e desinteressado como no desastre diante do time francês.

Com Puyol, o Barcelona não seria hoje um time em que jogadores se esbaldam em viagens pelo mundo nas raras folgas enquanto o time afunda na tabela. Também haveria alguém no elenco para peitar a diretoria e questionar os erros que não param de se acumular no Camp Nou.

E não seria normal passar tantos vexames, sofrendo goleadas, na Champions.



Pela identificação com o clube, Piqué deveria ser o herdeiro da liderança de Puyol. Mas ele é apenas o terceiro capitão  da equipe (definir isso pelo critério de tempo de  equipe é bizarro). Sempre mostrou ao Barcelona o mesmo amor que Puyol tinha, mas nunca a mesma concentração para focar na equipe.

Craque nem sempre é só quem trata a bola com carinho. Puyol era um fora de série - e o Barcelona aprende da pior forma possível


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Nas cordas em todas as competições: Barcelona precisa começar revolução (incluindo saída de Messi)

Paulo Cobos
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| Mbappé brilha com hat-trick, e PSG atropela Barcelona no Camp Nou |

Se havia alguma dúvida, ela acaba a cada dia. A chance do Barcelona ganhar um título nesta temporada  é mínima.

Seria muito muito otimista achar que o Barcelona tem alguma chance de ganhar a Champions. Mas o que aconteceu nesta terça-feira, em pleno Camp Nou, foi duro de aguentar. Mesmo sem Neymar, o PSG, de campanha cambaleante no modesto Francês, goleou por 4 a 1 e está muito perto das quartas de final.

Em uma Copa do Rei que já não tinha Atlético de Madrid e Real, o Barcelona foi derrotado Sevilla por 2 a 0 no primeiro jogo das semifinais. E o time andaluz parece hoje muito mais confiável e forte que o gigante catalão.

No Campeonato Espanhol, o clube está a oito pontos do líder Atlético, e ainda tem um jogo a mais. A chance mais fácil de título também foi jogada no lixo: derrota para o Athletic Bilbao na final da Supercopa da Espanha.

Chegou a hora de encarar a realidade. O mais charmoso clube do mundo, e que parece querer viver apenas disso, precisa de uma revolução.

E ela precisa de uma dose gigante de realidade. O Barcelona precisa se reinventar com uma situação difícil de acreditar. Claro que seria exagero dizer que o time está quebrado. Mas nenhum gigante europeu tem situação financeira tão precária, fruto de uma diretoria irresponsável e pedante.

Não dá para sonhar em contratar um monte de grandes astros. Para isso, só vendendo figurões do elenco atual. Mas o único clube capaz de achar que Coutinho, Griezmann e Dembélé valiam mais que 100 milhões de euros foi o tolo Barcelona.

Mas é melhor se livrar desse trio recebendo pouco, pelo menos evitando seus milionários salários.

Garimpar o mercado com inteligência é a solução, além de apostar em jovens com enorme potencial, como De Jong, Pedri, Ansu Fati e Trincão.

Por último, a decisão mais dolorida. Com o atual cenário, tentar renovar o contrato de Messi seria a pior decisão possível. 

Ele não tem mais ambiente para seguir no Barcelona. E não tem mais idade para liderar um time que precisa se reconstruir. E sua saída vai representar se livrar de um gasto astronômico.

Ou alguém acha que Messi vai abrir mão de dinheiro e jogar só por amor à camisa do Barcelona?

Messi lamenta em derrota do Barcelona para o PSG na Champions League
Messi lamenta em derrota do Barcelona para o PSG na Champions League Getty Images


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A marra você engole: Gabigol segue sendo no Flamengo o jogador mais decisivo do Brasil

Paulo Cobos
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Gabigol é nas últimas semanas mais Gabigol do que nunca. Estão lá a marra e as reações mimadas quando é substituído por Rogério Ceni. Mas estão também os números que seguem mostrando que ele é o jogador mais decisivo do futebol brasileiro.

Quando o camisa 9 balança as redes, o Flamengo é invencível.  Em 12 jogos no Brasileiro quando Gabigol marcou, o clube carioca venceu nove vezes e empatou três. O aproveitamento de 83% é o melhor entre os principais artilheiros da competição nas partidas em que eles foram às redes (a turma com pelo menos 13 tentos).

Nos jogos em que Pedro marcou, o Flamengo teve 77% de aproveitamento. Outro dado mostra que o maior ídolo flamenguista dos últimos anos é mais "confiável" nos grandes momentos. 

Gabigol é o vice-artilheiro do Flamengo no século XXI com 67 gols
Gabigol é o vice-artilheiro do Flamengo no século XXI com 67 gols Maarcelo Cortes / Flamengo

Ambos fizeram 13 gols no Brasileiro. Oito dos feitos por Gabigol foram contra os clubes já garantidos na Libertadores ou que ainda têm chances reais de conseguir uma vaga na competição sul-americana. Pedro marcou só quatro vezes contra equipes desse porte.

Mas não é só com números frios que afirmo com convicção que Gabigol continua sendo o cara mais decisivo do futebol brasileiro. 

Nenhum atacante preocupa mais um goleiro ou zagueiro do que o camisa 9 flamenguista. Qualquer treinador deve quebrar a cabeça quando vai enfrentá-lo. Gabigol está longe de ser apenas um finalizador: é também um garçom de primeira.

Gabigol não vai ser o melhor jogador do Brasileiro. Mas é, de novo, o jogador mais decisivo do Brasil.

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Bom para todas as partes: Renato Gaúcho trocar Grêmio pelo Atlético-MG é uma ótima ideia

Paulo Cobos
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Com a cada vez mais provável saída de Jorge Sampaoli, na mira do Olympique, ganha corpo a chance de Renato Gaúcho trocar o Grêmio pelo Atlético-MG. Seria um caso raro de bom negócio para todas as partes.

Os dois clubes ficariam no lucro, assim como o próprio treinador.

Maior ídolo da história gremista (poucas estátuas são tão merecidas), Renato precisa de novos ares. Mesmo com um eventual título da Copa do Brasil, em que vai disputar a final com o Palmeiras, sua relação com o clube já não é mais a mesma.

Suas entrevistas são cada vez mais bélicas e demonstram que até um personagem tão carismático como ele pode ficar sem graça. No Atlético-MG, vai encontrar um clube que faz os investimentos que ele tanto pede (e segundo ele essenciais para conquistar títulos).

Renato pede investimentos no Grêmio, e Vizolli diz que São Paulo está 'vivo e na UTI' pelo título do Brasileirão


         
     

O Grêmio deixou de praticar de forma consistente o bom futebol dos seus melhores tempos com Renato. Também pode ser o momento de voltar a mirar o título do Brasileiro, e ser tão bom nos pontos corridos como no mata-mata. 

Chegou a hora de mudar de treinador, ainda mais respeitando o fim do contrato do treinador, no maior exemplo de continuidade do país.

Mais sorte ainda teria o Atlético-MG. Renato será tão "pidão" de reforços e estrela como Sampaoli. 

Só que ele já demonstrou várias vezes que sabe transformar a marra em títulos, o que o argentino pena para fazer nos últimos anos. E Renato tem muito mais jeito para tratar um grupo lotado de jovens promissores e veteranos estrelados como tem o Atlético-MG.

Que grande ideia seria essa troca.

Renato Gaúcho, Grêmio
Renato Gaúcho, Grêmio Grêmio


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O VAR está chamuscado, mas quem está perto de sair do Brasileiro com maior mancha da carreira é Luxemburgo

Paulo Cobos
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Vanderlei Luxemburgo procura no fracasso do VAR no Brasil uma desculpa para justificar sua mediocridade no Vasco 

Afirmar que o Brasileiro-2020 "está manchado" pelos supostos quase 20 erros contra o Vasco não cola para quem disputou 30 pontos, e ganhou apenas 9. O aproveitamento de 30% só é superior ao registrado pelos já rebaixados Botafogo e Coritiba.

Quando ele chegou, o Vasco tinha aproveitamento de 36%. 

Segundo o FiveThirtyEight, site parceiro da ESPN e especialista em estatísticas, o time de São Januário tem 71% de chance de cair para a Série B.

Internacional vence Vasco em São Januário e segue na ponta do Brasileiro; VEJA os gols!




Se não evitar o rebaixamento que parece cada vez mais próximo, Luxemburgo vai ter a maior mancha da sua carreira, em queda livre há mais de uma década. 

Não terá a mesma sorte que Felipão, principal responsável  pela queda do Palmeiras em 2012, mas que foi jogado fora do barco antes do rebaixamento ser sacramentado.

Com apenas duas rodadas para o fim, Luxemburgo será a cara do fracasso vascaíno com o descenso confirmado. Muito mais triste que ser acusado de não fazer o Palmeiras, seu emprego anterior, jogar bem.

Vanderlei Luxemburgo
Vanderlei Luxemburgo Gazeta Press

O VAR no Brasileiro realmente chega muitas vezes a ser uma grande porcaria. Mas ele chegou para ficar. Luxemburgo em várias oportunidades foi o treinador mais brilhante do futebol brasileiro. Mas cada vez é mais difícil acreditar que ele vai dar a volta por cima.


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Freguesia, '6 pontos' e amado São Paulo: os 3 jogos do Flamengo em 12 dias que vão mostrar tamanho de Rogério Ceni

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Rogério Ceni depende apenas de seus próprios resultados para ganhar seu primeiro título pelo Flamengo. E, se cumprir a missão, terá passado por 3 jogos em apenas 12 dias que vão mostrar com exatidão seu tamanho hoje entre os treinadores.

Porque o Flamengo vai decidir sua vida com uma combinação de jogos em que um treinador tem a obrigação de mostrar que é grande.

Primeiro, neste domingo, Ceni vai enfrentar um rival que é um pesadelo na sua carreira de treinador (e também muitas vezes como jogador). Em oito jogos contra o Corinthians como técnico, ele nunca venceu, perdeu quatro vezes e empatou outras quatro.

No outro final de semana, será a vez de fazer o jogo mais importante da sua carreira de treinador. O verdadeiro duelo de "6 pontos", contra o ainda líder, que até lá pode nem ser mais, Internacional, no Maracanã.

A chance do título ser decidido na última rodada é grande. E na 38ª jornada o rival do Flamengo será o São Paulo, no Morumbi, o clube e a casa amada por Ceni. Não poderia haver cenário em que os sentimentos vão ficar mais expostos.

Rogério Ceni comanda treino do Flamengo no Ninho do Urubu
Rogério Ceni comanda treino do Flamengo no Ninho do Urubu Alexandre Vidal/Flamengo

Campeão, Rogério será um vencedor que passou pelos testes mais duros possíveis. Se fracassar, terá que resistir às críticas de quem falhou quando tinha uma missão que só os grandes superam.

Eu aposto na primeira hipótese. 

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Freguesia, '6 pontos' e amado São Paulo: os 3 jogos do Flamengo em 12 dias que vão mostrar tamanho de Rogério Ceni

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Palmeiras tem vexame dos vexames em Mundiais; Abel, que pena, fez papelão histórico

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Zinho sugere mudanças na escalação do Palmeiras: 'Depois desse vexame, ninguém tem posto garantido'


No domingo, quando o Palmeiras foi eliminado pelos Tigres nas semifinais do Mundial, defendi aqui que o clube não tinha passado vexame.  Pena para o clube que existe na competição a disputa de 3º lugar. 

Nesta quinta-feira, o campeão da Libertadores foi derrotados nos pênaltis pelo Al-Ahly

Acabou assim a competição no 4º lugar, ou basicamente na lanterna, já que o time só entrou na disputa a partir das semifinais. Não foi só por ter obtido a pior posição de um time sul-americano no Mundial que o Palmeiras fez no Catar o vexame dos vexames de um brasileiro na competição.

Não dá para enfrentar um time mexicano e outro do Egito e não conseguir marcar um gol. 

É inadmissível ter que admitir que na maior parte do tempo o Palmeiras foi dominado por rivais com orçamentos muito inferiores. 

Não dá para um clube mostrar uma fragilidade psicológica (de garotos e veteranos) tão grande. 

Não há como não se indignar com tamanha pobreza técnica. Dá medo de imaginar o que aconteceria com o clube brasileiro em um confronto contra o Bayern de Munique.

Quando um time dá vexame desse porte, é até injusto querer apontar apenas um culpado. Mas não dá para fugir do óbvio: ninguém do Palmeiras fez um papelão tão grande como o técnico Abel Ferreira.

Jogadores do Palmeiras durante disputa de pênaltis com o Al-Ahly
Jogadores do Palmeiras durante disputa de pênaltis com o Al-Ahly EFE/EPA/NOUSHAD THEKKAYIL

Seu crédito por ter substituído Vanderlei Luxemburgo e levado o clube ao título da Libertadores e à final da Copa do Brasil ainda é grande. 

Mas como ele errou no Catar. Escalou mal, pareceu não saber quem estava enfrentando e fez substituições equivocadas. E no fim uma declaração para dar munição às piadas dos torcedores rivais do Palmeiras. 

"Tivemos a oportunidade de estar no meio dos quatro melhores times do mundo e terminamos em 4º." 

Difícil acreditar que alguém tão inteligente tenha declarado algo tão estúpido...

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Pontapés, notas baixas e rancor: Neymar nunca será amado jogando na França

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Nas últimas semanas, Neymar deixou claro que pretende manter sua relação com o Paris Saint-Germain. Com seguidas declarações de comprometimento, ele deve anunciar em breve que irá renovar seu contrato por mais quatro anos. 

O brasileiro pode resolver amar o clube. Mas uma coisa me parece certo: ele nunca será amado na França. 

Mais uma prova disso aconteceu nesta quarta-feira, contra o Caen, quando Neymar teve uma noite típica de um jogo no país em que atua há quase 4 anos. Apanhou muito, com seus agressores não sendo punidos como deveriam pela arbitragem. Se machucou, e ainda não ganhou compaixão do técnico rival. 

"Não vou chorar pela derrota da minha equipe, deixo isso para o Neymar", decretou o paspalho que comanda o Caen.

A noite de quarta-feira foi um resumo do tratamento que o camisa 10 recebe na França.






Em campo, sofre uma enxurrada de entradas violentas. Exageros que raramente são coibidos pelos árbitros. 

Até a torcida do PSG já implicou com ele.

Neymar está muito longe se ser um santo, mas nada justifica o ódio e rancor que muitos jogadores e treinadores rivais dos clubes franceses direcionam a ele. 

Na imprensa, o brasileiro recebe bofetadas merecidas, e outras nem tanto. É patético a avaliação que ele recebe muitas vezes por seu desempenho em campo nos jornais e revistas franceses. Ganhar nota 3 nas derrotas, enquanto qualquer brucutu do PSG que nada produziu leva um 6, é para se  indignar.

Neymar em ação pelo PSG
Neymar em ação pelo PSG Getty Images

Claro que Neymar poderia se ajudar e melhorar sua imagem na França. E enfim dar ao PSG sua primeira Santos. Mas a questão parece mais profunda, como se os milhões que ele custou e a fortuna que ganha fossem decisivos para o avaliar pelos franceses.

No Santos e no Barcelona, Neymar também estava longe de ter um comportamento exemplar. Mas foi amado nos seus clubes e admirado pelo menos em algum momento por rivais. Na França, isso é impossível.


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Thiago Silva, Sérgio Ramos, Hernanes, Jô, Victor, D'Alessandro: quando o ídolo descobre que não é eterno

Paulo Cobos
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Na França. Na Espanha. No Brasil. Notícias recentes desses três países mostram que ídolos de grandes clubes, infelizmente, não são para sempre.

E muitas vezes é difícil esconder a mágoa. Foi o que aconteceu, por exemplo, com Thiago Silva. Capitão por muitos anos do PSG, ele reclamou do tratamento que recebeu após o fim do seu contrato, no ano passado. 

Eles nunca me ofereceram nada, nem mesmo disseram: ‘Thiago, você aceita 1 euro para ficar conosco?’", afirmou o zagueiro brasileiro. "Merecia mais respeito".

Thiago Silva, ainda pelo PSG, na Uefa Champions League
Thiago Silva, ainda pelo PSG, na Uefa Champions League Getty

Quem caminha para ter também uma separação em que vai sobrar mágoa é o zagueiro mais vitorioso da história. Difícil de acreditar, mas o Real Madrid trata Sérgio Ramos como um jogador comum. E em um ambiente de muita fofoca, especulações e desconfiança mútua. Triste.

No Brasil, quatro casos mostram o como é difícil um ídolo ter o mesmo reconhecimento dos bons tempos até o final da sua carreira.

O São Paulo se prepara para dispensar Hernanes, o meia que foi um monstro na época em que o clube ganhava títulos e também quando o salvou de um rebaixamento.

No Corinthians, Jô esqueceu como marcar gols e teve que aguentar ser reserva de Léo Natel.  No Atlético-MG, Victor virou o terceiro goleiro de Sampaoli e caminha para um final de carreira discreto. O Internacional não esperou o Campeonato Brasileiro acabar para se despedir de D'Alessandro, e o ídolo pode perder a chance de dar adeus como campeão.

Nem todos os casos são iguais. Entendo o São Paulo não ficar com Hernanes, e Jô ficar na reserva de Léo Natel. 

Mas, independente se o clube tem razão ou não, é muito triste quando um ídolo fica parecendo um qualquer nos clubes em que deram a vida. Não sei como isso é possível, mas eles deveriam ser eternos.



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Klopp é encantador quando ganha, e um mimado chorão quando perde

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Quando seus clubes são campeões, nada deve ser mais divertido do que comemorar a taça tomando uma cerveja com Jürgen Klopp, do Liverpool. Nenhum treinador é tão encantador e sedutor como o alemão. Mas isso só vale quando ele ganha.

Nas derrotas, o que acontece com mais frequência nos últimos 12 meses, Klopp não para de demonstrar que é um mau perdedor. Um verdadeiro mimado chorão.

Começou com a eliminação na Uefa Champions League na temporada passada para o Atlético de Madrid, com duas derrotas nos dois jogos das oitavas de final. Afirmar que o time espanhol "podia jogar futebol de verdade", como fez Klopp, não foi nada gentil.

Mas o pior acontece nesta temporada da Premier League. Ao reclamar de um pênalti não marcado em jogo contra o Southampton, ele apelou e citou o maior rival, o Manchester United: "Eles tiveram em dois anos mais pênaltis que eu em cinco anos. "

Reclamar de arbitragem para justificar tropeços contra rivais bem mais frágeis é típico de treinador que não sabe admitir suas falhas.


Recentemente, para justificar a disparada do City na liderança do Inglês, insinuou que o clube de Manchester foi beneficiado por ter ficado alguns dias sem jogar pelo alto número de jogadores infectados com COVID-19. Comentário tão infeliz não ficou sem resposta.

"Pensei que Jürgen não fosse como outros treinadores", rebateu Guardiola, o comandante do City.

Jürgen Klopp e Pep Guardiola durante a Supercopa da Inglaterra de 2019
Jürgen Klopp e Pep Guardiola durante a Supercopa da Inglaterra de 2019 Getty Images

No último domingo, ao ser massacrado em casa pelo mesmo City por 4 a 1, Klopp também não teve a melhor reação ao comentar as falhas do goleiro Alisson. 

Como não poderia ser diferente, ele defendeu o goleiro que tantas vitórias deu a ele. Mas afirmar que "não podemos esconder os erros" de Alisson não é coisa que deveria ser dita em público por um treinador, que também erra.



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Bragantino não existe mais: a dura decisão se um dia teremos que torcer (ou não) contra o Red Bull

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O segundo turno do Campeonato Brasileiro deu sinais claros de uma polêmica que logo estará entre nós. Com um futebol muito acima da média,  o Red Bull Bragantino mostrou que vai longe.

Com um dono bilionário e boa estrutura, não duvido que o time logo estará brigando por títulos. E, quando isso chegar, terei que tomar uma decisão nada fácil: torcer contra o clube (ou não).

A situação não tem nada a ver com  outros clubes pequenos que chegaram a brigar por taças e logo sumiram do palco principal, como o próprio Bragantino nos anos 90.

Começando pelo fato que não existe mais Bragantino. As cores mudaram, o escudo foi esquecido. O que a Red Bull fez foi simplesmente comprar uma marca já estabelecida, trocar pela sua e cortar caminho no seu projeto. 

E, a partir deste momento, o que existe é um time que se chama Red Bull estabelecido em Bragança Paulista. O velho e simpático Bragantino acabou. 

Acho difícil que no Brasil se repita o fenômeno ocorrido na Alemanha, onde RB Leipzig se tornou o "clube mais odiado" do país justamente por um caminho parecido ao que a empresa começa a fazer agora em terras brasileiras.

É totalmente desproporcional o ódio alemão ao clube da empresa de energéticos. Mas não dá para fugir da discussão se os outros torcedores vão "secar" o Red Bull brasileiro quando ele começar a disputar títulos.

Gosto do projeto do Red Bull que adotou Bragança como sua sede. Claramente vai servir como um exemplo de profissionalismo em um país onde clubes, na sua maioria, são administrados de forma amadora. Sem pressão e torcida de peso, o clube tem tudo para seguir jogando da forma ousada como neste Brasileiro. Tem condições totais também de virar um celeiro de craques nas categorias de base.

Ytalo e Claudinho comemoram gol do Bragantino
Ytalo e Claudinho comemoram gol do Bragantino Gazeta Press

Torço para os planos da Red Bull funcionarem. Que ganhe dinheiro, que o futebol ajude a deixar sua marca ainda mais forte. Também ficarei na torcida para o clube ficar na primeira divisão do Brasileiro  e sempre brigar por vaga na Conmebol Libertadores

Se for campeão um dia de torneio da elite, provavelmente será merecido e um tapa na cara de rivais centenários com torcidas gigantescas.

Mas admito: não será fácil digerir uma volta olímpica do Red Bull.




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Palmeiras não deu vexame; só não pode ficar repetindo que 'já tem Mundial'

Paulo Cobos
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Perder uma semifinal para um time do México, país que tem clubes grandes e com muito dinheiro, não é vexame.

O Palmeiras não pode, e muito menos deve, ter esse sentimento após perder para o Tigres no Catar

Não foi eliminado por um time da África, como já fizeram outros clubes brasileiros. 

E todos os times do país pentacampeão mundial deveriam saber: ir para a final do Mundial de Clubes é possível, mas sonhar em ganhar de um time europeu na decisão é um delírio: basta ver que o Flamengo de 2019, o melhor time do Brasil em muitos anos, não conseguiu.

O palmeirense deve ter muito orgulho do seu time: ganhou a Libertadores, revelou um monte de moleques com um futuro gigante e resgatou o orgulho de um clube em que jogar bem é essencial.

O Palmeiras, e isso vale tanto para a diretoria como torcedores, só não pode entrar na provocação certa dos rivais que o clube "não tem Mundial".


         
     

| Algoz do Palmeiras pelo Corinthians, Romarinho não perdoa eliminação e zoa: 'Tá tudo normal' |

Ficar repetindo que a Copa Rio de 1951 vale com Mundial é algo que um time com tantas glórias não precisa. O Palmeiras é grande, gigante. Não precisa ficar buscando argumentos históricos para justificar um título que não interfere nada nesse gigantismo.

O título da Libertadores, o mais importante na temporada, chegou há apenas oito dias. Melhor curtir essa glória do que perder tempo para imaginar um título que não é real.


         
     

| Em festa do Flamengo, Gabigol pede o microfone e puxa música para provocar: 'O Palmeiras não tem Mundial...' |

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Se o Bayern ajudou o Dortmund, por que o Flamengo não pode fazer um dia o mesmo com Botafogo, Fluminense e Vasco?

Paulo Cobos
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Vanderlei Luxemburgo foi sincero e correto após o Vasco perder para o Flamengo, por 2 a 0, nesta quinta-feira. Com seu time oferecendo quase nenhuma resistência,  ele disse o óbvio: o rubro-negro está em "outro patamar".

Mesmo com seguidos erros, o elenco flamenguista é tão poderoso que o clube só depende de si para ganhar novamente o Brasileiro.

Bem diferente de dois dos seus três grandes rivais. O Fluminense surpreende e, mesmo com elenco modesto, ainda está perto de vaga na Conmebol Libertadores

Já o Botafogo está virtualmente rebaixado. O Vasco vai ter que brigar até a última rodada para não ter o mesmo destino.

Rodolfo Landim, presidente do Flamengo
Rodolfo Landim, presidente do Flamengo Getty Images

A situação me faz lembrar um gesto de grandeza do clube europeu por qual tenho maior admiração (isso não quer dizer torcida). Em 2004, o Bayern de Munique teve um ato que mostrou esse gigantismo. 

Na época, o seu único rival real de peso na Alemanha estava à beira da falência. Eram dias difíceis para o Borussia Dortmund, mergulhado em dívidas.

O Bayern, que já havia auxiliado com dinheiro seu rival de cidade, o 1860 Munique, ofereceu um empréstimo de 2 milhões de euros, sem juros, ao Dortmund. Esse dinheiro (que foi aceito) sozinho não resolveu todos os problemas, mas com certeza auxiliou o rival a se reerguer (hoje novamente é gigante).

Recentemente, Uli Hoeness, presidente do Bayern, explicou o motivo da ajuda. "Quando vimos que eles não podiam pagar os salários dos jogadores, decidimos que deveríamos ajudar. Sou um grande fã das rivalidades no esporte. Era a coisa certa a fazer." 

O Flamengo não tem tanto dinheiro como o Bayern e ainda tem muitos de seus problemas para resolver.

Mas caminha para ser tão soberano no futebol carioca como é o Bayern na Alemanha. Mas deve sempre lembrar do ensinamento do presidente do Bayern. O futebol vive de rivalidades. Vai chegar a hora de estender a mão para Botafogo, Fluminense e Vasco. Para o bem do próprio Flamengo.



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