Guardiola e Messi: quando a história pode se repetir no lugar errado, e como farsa

Paulo Cobos
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Em menos de 48 horas, dois fatos mostraram que Guardiola e Messi estão cada vez mais perto de se reencontrarem. 

Primeiro, o gênio argentino reclamou de "sempre levar a culpa" pelo que dá errado no Barcelona. Depois, chegou o anúncio que o gênio espanhol renovou seu contrato com o Manchester City.

Assim, parece certo que na temporada 2021/2022, quando estará livre para deixar o Barcelona, Messi vai trocar o clube que esbanja charme, mas é uma bagunça, pelo City,  algo sem graça, mas exemplo de organização.

Ao contrário da maioria, não acho que a volta da parceria é garantia de sucesso absoluto.







Primeiro por que ela vai acontecer no lugar errado. Não seria só mais bonito Guardiola e Messi se reencontrarem na Catalunha. O DNA que fez o sucesso dos dois combina mais com o clube. 

E o futebol espanhol me parece um cenário mais apropriado para a segunda edição da parceria Messi e Guardiola não parecer uma farsa.

Até para os padrões das eliminatórias sul-americanas, como ficou claro nos jogos deste mês, o argentino, aos 34 anos, parece lento. Claro que seu talento absurdo ainda é garantia de brilho, mas ele é cada vez menos frequente.  E na Premier League, onde o jogo é mais intenso, isso pode ficar mais evidente.

Guardiola e Messi
Guardiola e Messi REUTERS/Kai Pfaffenbach

O futebol muda rápido. Ele não é mais o mesmo de dez anos atrás, quando Messi e Guardiola reinavam na Catalunha. Seria triste Guardiola ter quer colocar Messi no banco caso ele não renda o esperado no City. Ou pior: deixá-lo intocável no time titular mesmo sem merecer isso.

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Abel Braga será um cala boca (e me incluo nessa); escolha de melhor técnico é 'a discussão' do Brasileiro

Paulo Cobos
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A decadência do São Paulo tornou o Campeonato Brasileiro de 2020 o mais emocionante da era dos pontos corridos (desde 2003). Com apenas oito rodadas para o fim, nada menos do que seis clubes têm chances reais de conquistar o título.

É algo muito arriscado cravar um favorito para ficar com a taça. Mas uma outra escolha é ainda mais difícil e promete ser a grande polêmica neste fim de competição: eleger o melhor técnico será 'a discussão' do balanço final da disputa. 

Não são apenas os treinadores dos seis candidatos ao título que estão na parada. Vagner Mancini, com o Corinthians, e Cuca, com o Santos, não devem ser descartados.

O dono da taça, claro, leva vantagem. Mas são-paulinos e flamenguistas vão continuar com um pé atrás mesmo se Fernando Diniz ou Rogério Ceni for o campeão. 

Jorge Sampaoli será forte candidato em caso de título. Mas também é fato que o Atlético-MG gastou muito para atender todos os pedidos do argentino. E seu time é um dos mais irregulares entre os que brigam pela taça.

Abel Ferreira, do Palmeiras, é meu candidato a técnico do ano, pelo conjunto da obra. Mas seus principais méritos estão na Conmebol Libertadores e na Copa do Brasil. No Brasileiro, ele não empolga do mesmo jeito.

Renato Gaúcho nunca chegou nem perto de ganhar o Brasileiro pelo Grêmio. Com o título, ganhará, sim, argumentos para ser eleito o técnico do campeonato, mas ainda assim duvido que seria uma escolha unânime. 

Resta Abel Braga. Se conquistar o Brasileiro com o Internacional, com o elenco mais fraco entre os seis candidatos, vai ser meu escolhido. Será um grande cala boca em seus críticos. E me incluo nessa. Quando ele foi contratado, duvidei que ele daria certo no clube em que é ídolo.

O bom é que, seja quem for o eleito, a decisão vai dar muita discussão. E nada no futebol como assuntos que  gerem debate (de alto nível).

Abel Braga e jogadores do Internacional na vitória sobre o Fortaleza no Beira-Rio
Abel Braga e jogadores do Internacional na vitória sobre o Fortaleza no Beira-Rio Divulgação/Internacional



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O deboche foi de menino mimado, mas Gabigol rompeu o silêncio no Flamengo com palavras de adulto

Paulo Cobos
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Gabigol em entrevista coleiva
Gabigol em entrevista coleiva Alexandre Vidal / Flamengo

Nesta sexta-feira, Gabigol resolveu falar no Flamengo. No formato de perguntas virtuais, o centroavante foi bombardeado sobre a crise no clube, crises de relacionamento, falta de liderança e o fato de ter ficado na reserva contra o Ceará.

A reação imediata foi de reprovação. Gabigol esbanjou risos de deboche nas perguntas mais difíceis, e que tinham que ser feitas mesmo. Um comportamento típico de menino mimado quando contrariado.

O argumento que relatar problemas no Flamengo "dá Ibope" é primário. Por que qualquer um percebe que eles existem hoje, e muitos. E é evidente que no Flamengo os problemas são mais comentados, assim como as vitórias de 2019: é o clube mais popular de um país de 210 milhões de habitantes.

Mas, além do deboche, Gabigol falou o que se esperava de um jogador profissional.

Ele deixou claro sim que está incomodado com a reserva. Só que fez isso mostrando todo o respeito por Rogério Ceni, seu treinador, e os jogadores que estão atuando no seu lugar.

Gabigol reconheceu que sua dupla com Bruno Henrique passa por problemas. "Os rivais já nos conhecem". Bacana essa autocrítica.











Sobraram questionamentos sobre falta de liderança e problemas de relacionamento. Há alguns anos, Gabigol era um candidato certo a jogar gasolina na fogueira em uma entrevista com esses assuntos.

Ele fez o contrário. Na condição de maior ídolo recente do Flamengo, foi um verdadeiro bombeiro, defendendo Rogério, a direção e seus companheiros. E prometeu trabalho.

Que o deboche seja só uma falha pontual. E as palavras sejam realmente verdadeiras.




Fonte: Paulo Cobos

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Zombar de falta de títulos do Olympique é fácil; quero ver Neymar fazer isso com o Bayern

Paulo Cobos
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Na reta final da última Uefa Champions League, declarei minha torcida para Neymar levar o PSG ao título. Como nunca na carreira, ele merecia, por mostrar uma face madura inédita. Poucos meses depois, o melhor jogador brasileiro dos últimos anos está fazendo de tudo para que todos, incluindo eu, fiquem torcendo para que ele não conquiste taças.

Não bastasse o papelão de seu polêmico final de ano no Brasil, ele voltou a campo nesta quarta-feira dando um show de arrogância.

Neymar, na vitória do PSG sobre o Olympique na Supercopa da França
Neymar, na vitória do PSG sobre o Olympique na Supercopa da França Getty

Nem vou entrar na sua discussão em campo com o espanhol Álvaro González, a quem acusou de racismo em jogo do ano passado. Mas é simplesmente ridículo Neymar provocar o zagueiro e também o meia Payet, ambos do Olympique de Marselha, pelo fato que o PSG é multicampeão e o rival "esqueceu" de ganhar títulos.

Neymar e o PSG não fazem nada mais do que a obrigação ao ganhar uma taça bem meia boca como a Supercopa da França.

O Olympique é mais tradicional, mas, na temporada 2020/21, tem um orçamento que não chega a um quarto do registrado pelo PSG: 140 milhões de euros contra 640 milhões de euros.

Se quer fazer piada com número de títulos, que Neymar suba de patamar. Ganhe uma Champions e vá ser arrogante com alguém do seu tamanho. Que tal o  Bayern de Munique?

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Até quando são eliminados: tenho inveja de Boca e River; são maiores que qualquer time brasileiro

Paulo Cobos
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Borré comemora após marcar para o River Plate sobre o Palmeiras
Borré comemora após marcar para o River Plate sobre o Palmeiras EFE

O River Plate foi eliminado pelo Palmeiras nesta terça-feira nas semifinais da Conmebol Libertadores. Na quarta-feira, não será surpresa se o Boca Juniors também ficar no caminho diante do Santos na Vila Belmiro.

Uma final no Maracanã entre dois times brasileiros será algo lindo. E na derrota fica mais fácil falar sobre a inveja que tenho de Boca e River: nenhum time brasileiro é maior que os dois gigantes argentinos.

E não só por ambos já terem conquistado a Libertadores mais vezes que qualquer time do Brasil.

Não é mesmo pelo número de títulos que Boca e River são para dar inveja.

Seus torcedores são muito mais fiéis. Ambos há anos têm média de público superior a 40 mil torcedores no Campeonato Argentino, mesmo quando não brigam pelo título. Os dois não tem os mesmos contratos milionários de TV e publicidade que os clubes brasileiros. Dependem muito de seus sócios para seguirem competitivos.

Suas camisas sempre são bonitas, não apelando a qualquer oferta de patrocínio para ganhar uns trocados e poluir seus uniformes (o caso do Corinthians no Brasil é prova de como não respeitar uma camisa). 

Diego Latorre diz que Palmeiras não mereceu eliminar o River












Quem já foi a um estádio argentino sabe como as torcidas de lá são muito mais originais e fortes no apoio ao time.

Dentro de campo Boca e River nunca se entregam. O que o time de Marcelo Gallardo fez nesta terça-feira no Allianz Parque foi admirável. Em uma série que parecia perdida, o River fez uma atuação memorável e amassou o Palmeiras mesmo depois de ficar com um jogador a menos.

O River tem hoje um timaço e o melhor técnico da América do Sul. O Boca, nem tanto. Mas eles sempre metem medo, não importa quem entra em campo.

Nenhum brasileiro deveria ter problema em admitir que inveja e admira Boca e River. E parar com a tolice que eles são gigantes apenas por que são ajudados pelos árbitros.






Fonte: Paulo Cobos

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Dedé pode cobrar R$ 35 milhões do Cruzeiro na Justiça? Sim (mas a idolatria vai acabar)

Paulo Cobos
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Dedé treina no Cruzeiro
Dedé treina no Cruzeiro Bruno Haddad| Cruzeiro

Se já não fossem suficientes as notícias ruins, os torcedores do Cruzeiro receberam um soco na cara nesta segunda-feira.  Foram informados que o zagueiro Dedé, um dos maiores ídolos da história do clube, foi à Justiça para cobrar R$ 35 milhões do clube.

Alega todo tipo de salários atrasados e ainda pede indenização de R$ 3,75 milhões por "danos morais". A razão foi o fato de ter sido ironizado pelo ex-presidente Wagner Pires de Sá, que fez piada com os problemas físicos do zagueiro. 

No tribunal das redes sociais, imagino que a decisão de Dedé sofra todo tipo de ataque (não tenho afeição a essas redes).

Na minha opinião, Dedé tem sim todo o direito de ir à Justiça cobrar o clube. Não importa que ele praticamente ficou metade dos quase 7 anos em que está no Cruzeiro machucado (não atua desde 2019).

Se o contrato foi assinado, o Cruzeiro tem a obrigação de cumpri-lo. Que dirigentes responsáveis por esses acordos, pagando uma fortuna para um jogador de físico tão pouco confiável, sejam investigados.


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O Dedé pessoa jurídica, que tem sua família, realmente deve pensar de forma racional, buscando o que julga seus direitos.

Só que não dá para ter tudo nessa vida. O Dedé pessoa física não vai ser como antes aos olhos dos torcedores cruzeirenses. Ele cobra uma fortuna de um clube arruinado.  Participou de boa parte da campanha do rebaixamento. Vê-lo em campo virou um milagre.  

Não deve ter sido fácil para Dedé tomar a decisão de levar o Cruzeiro aos tribunais. Duvido que alguém que tenha vivido o que ele viveu no Cruzeiro não tenha se apaixonado pelo clube. Pena que ser ídolo eterno no futebol não é tão fácil.



Fonte: Paulo Cobos

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Nem Lugano, Ceni, Raí e Muricy resolvem: a sina de 'amarelar' do São Paulo precisa de um divã

Paulo Cobos
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Para quem tem menos de 50 anos, em uma lista com os 5 maiores ídolos do São Paulo, a chance de Raí, Rogério Ceni, Lugano e Muricy Ramalho estarem nela é quase de 100%.  Eles têm o DNA do clube que ainda é o mais vitorioso da história do futebol brasileiro.

Todos eles tiveram posições de destaque no futebol da agremiação nos quase 10 anos que a mesma sabe o que é ser campeã, sendo que muitas vezes seguindo à risca o manual de time que "amarela" na hora decisiva, como ensaia fazer novamente agora no Campeonato Brasileiro.

Depois do tricampeonato brasileiro (2006, 2007 e 2008), Muricy voltou a comandar o time entre 2013 e 2015. Não ganhou nada. Agora está de volta como coordenador de futebol. Rogério Ceni começou sua carreira de treinador no próprio São Paulo. Não durou um ano no cargo.

Lugano, com sua fama de vencedor e símbolo de garra, nunca conseguiu colocar esses valores na cabeça dos jogadores nos três anos em que trabalhou como diretor são-paulino.

Birner escancara problemas internos do São Paulo e mostra como novo presidente começou errando: 'Não era hora de mexer em nada'

Raí é o homem forte do futebol do clube há três anos. De saída, tem no Brasileiro-2020 a última chance de ser campeão como dirigente.

Não será um texto que que vai desvendar o motivo do São Paulo ter virado um gigante que não se cansa de amarelar. 

Citar o fracasso de ídolos históricos serve para mostrar que não adianta querer simplificar a questão, como muitas vezes torcedores e analistas fazem, apontando o dedo apenas para cartolas, como o ex-presidente Leco.

O que acontece com o São Paulo é um dos casos mais complexos deste século do futebol brasileiro. Não adianta encontrar um só culpado. 

O São Paulo precisa de um divã. E nele devem deitar jogadores, treinadores, cartolas, ídolos. E também seus torcedores.

São Paulo, de Arboleda, Volpi, companhia e ídolos no comando vai 'amarelar' no Brasileiro?
São Paulo, de Arboleda, Volpi, companhia e ídolos no comando vai 'amarelar' no Brasileiro? Rubens Chiri/São Paulo FC
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Ceni é (muito) pior que Dome no Flamengo; só com muita coragem de cartolas ele não será demitido

Paulo Cobos
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Não há como encontrar uma justificativa. O trabalho de Rogério Ceni no Flamengo é uma decepção. Consegue ser muito pior que o feito por Domènec Torrent. 

Com o catalão, o Flamengo pelo menos teve alguns momentos de brilhos. Nada disso acontece com o treinador que parecia o homem certo no lugar certo.

Ceni tem tempo de sobra agora para trabalhar com o, disparado, melhor elenco do futebol brasileiro.

E seu Flamengo parece um amontoado de jogadores desinteressados que não têm a mínima ideia do que devem fazer em campo.

O fiasco de Ceni tem um agravante. Dome não tinha a mínima ideia do que era o futebol brasileiro. Duvido que ele conhecia mais do que 5 jogadores do elenco rubro-negro.

Ceni parece tão perdido na parte tática (Vitinho de ala foi de doer) quanto na administração do elenco: a má vontade de Gabigol no banco contra o Ceará é só um exemplo. E a cara de poucos amigos de Everton Ribeiro ao ser substituído é outro.

A diretoria flamenguista não hesitou em demitir Dome quando a ira das redes sociais fizeram do catalão um vilão. O mesmo acontece agora com Rogério Ceni.

Resistir e manter Ceni seria um ato de coragem. Duvido que os cartolas rubro-negros a terão. Aposto que vão manter a "coerência" e irão fazer o mesmo que aconteceu com Dome: demissão.

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Tem algo muito errado quando o Barcelona usa 16 jogadores de 10 países, e nenhum é brasileiro

Paulo Cobos
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Tem algo muito errado quando o Barcelona em uma partida usa 16 jogadores de 10 nacionalidades diferentes, e nenhum deles é brasileiro. Na goleada sobre o Granada, neste sábado, o clube catalão escalou jogadores da Espanha, da França, da Dinamarca, da Holanda, da Alemanha, da Argentina, de Portugal e até da Bósnia, da República Dominicana e dos Estados Unidos.

O elenco do clube catalão tem hoje apenas três brasileiros: o goleiro reserva Neto, o volante Matheus Fernandes e Philippe Coutinho, que vai ficar fora dos gramados por pelo menos 3 meses após cirurgia.

Neto e Matheus Fernandes só vão jogar em casos de emergência, e Coutinho é um pesadelo de centenas de milhões de reais para o Barcelona.

Jogadores do Barcelona comemoram durante vitória sobre o Granada
Jogadores do Barcelona comemoram durante vitória sobre o Granada Getty Images

Nenhum gigante europeu causa tanta estranheza em não escalar brasileiros como o Barcelona. Foi no clube catalão que Romário, Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho foram eleitos os melhores do mundo.

Nada parece combinar mais com o estilo cheio de glamour do Barcelona do que jogadores brasileiros. Se eles não estão mais lá, algo de errado acontece.

E esse errado é triste para os dois lados. O Barcelona parece não saber mais garimpar talento brasileiro. Mas também é verdade que não parece haver mais brasileiros candidatos a melhor do mundo como antes.

Triste para catalães e brasileiros.

Assista aos gols de Granada 0 x 4 Barcelona


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Jorge Jesus já não consegue esconder a amargura: deixar o Flamengo foi uma grande estupidez

Paulo Cobos
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A cada três ou quatro dias, Jorge Jesus dá entrevistas em Portugal, antes ou depois dos jogos do Benfica. Em todas elas demonstra mágoa pela forma como é tratado por torcedores e mídia portugueses. 

Em todas não esconde a saudade dos tempos em que foi uma espécie de rei do futebol brasileiro, quando era tratado, de forma merecida, como uma divindade pelo espetacular trabalho que fez no Flamengo.

Situação que deixa uma coisa bem clara: trocar o Flamengo pelo  Benfica foi uma grande burrice!

Ao fazer isso, Jesus não foi trabalhar em um clube que iria disputar o título da Champions League. Também não foi ganhar muito mais dinheiro do que recebia na Gávea. Fatores pessoais podem ter pesado na decisão, mas o treinador não parece nem um pouco feliz em sua terra natal.

Sormani detona Ceni no Fla e diz que teria mantido Dome; ASSISTA

Parece óbvio que Jesus está arrependido. Ele não tem mais milhões de torcedores o adulando. Não tem mais a chance de enfrentar o Liverpool em uma final de Mundial de Clubes. Não tem um time na mão como era com seu esquadrão rubro-negro. E ainda a pandemia o faz ir a estádios vazios, o que só deve aumentar seu desgosto.

Jesus não pode voltar no tempo e mudar sua decisão. Azar de todos os técnicos que irão comandar o Flamengo. O fantasma do português vai rondar a Gávea eternamente.

Jorge Jesus trocou o Flamengo pelo Benfica. Estaria arrependido?
Jorge Jesus trocou o Flamengo pelo Benfica. Estaria arrependido? Getty Images

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Rogério Ceni insiste em 'erro grotesco': expor jogadores e não assumir sua culpa após derrotas

Paulo Cobos
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"Erramos acima do normal para quem quer vencer um clássico. Cometemos erros primários. Perdemos por erros bobos, por erros comuns. A gente prepara um sistema e conta com o básico dentro de campo. Não fomos felizes na forma de marcar, na iniciativa que deveríamos ter tomado em determinados momentos do jogo."

"Quando tinha o controle do jogo, errava passes simples, de cinco, dez metros, que normalmente não se erra, principalmente na construção do jogo. Se você não consegue ultrapassar a primeira linha do adversário e acaba errando passes primários, não é o padrão."

"O que estamos criando em volume é suficiente para fazer gols e vencer. Agora, os erros que cometemos são grotescos para uma equipe que quer ser campeã."

Estas três frases são de Rogério Ceni. A primeira é de maio de 2017, quando comandava o São Paulo e perdeu para o Corinthians por 3 a 2; a segunda, de setembro de 2019, após o seu Cruzeiro perder para o Internacional por 3 a 0, pela Copa do Brasil; e, finalmente, a terceira aconteceu nessa quarta-feira (6), depois do seu Flamengo perder de virada para o bem mais frágil Fluminense.

Fluminense faz nos acréscimos e consegue virada espetacular contra o Flamengo; VEJA os gols abaixo

As três mostram que o treinador com uma carreira de 20 anos como estrela jogando parece não saber que, em time grande, o comandante até pode achar que os atletas erraram, mas nunca deve expor isso em entrevistas.

E também deve assumir a culpa sem rodeios após fracassos, e eles se acumularam no São Paulo e no Cruzeiro para Ceni e já começam a transbordar no Flamengo.

Em Belo Horizonte, Ceni foi fritado por um vestiário cheio de medalhões. E praticamente todos eles apontaram erros graves do treinador. Verdade que o Cruzeiro era um ninho de serpentes, mas acredito sim que eles têm alguma razão nos relatos das bobagens feitas pelo treinador.

O vestiário do Flamengo é muito mais estrelado. Não vai aceitar que Ceni aponte o dedo para "erros individuais" e não admitir sua culpa.

Rogério Ceni, técnico do Flamengo
Rogério Ceni, técnico do Flamengo Alexandre Vidal / Flamengo

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Copa do Brasil e Libertadores serão só cereja do bolo: Palmeiras já é maior vencedor da temporada

Paulo Cobos
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Abel Ferreira, técnico do Palmeiras
Abel Ferreira, técnico do Palmeiras Cesar Greco/Ag Palmeiras


Em pouco mais de um mês, teremos novos campeões do Campeonato Brasileiro, da Copa do Brasil e da Conmebol Libertadores. Não vou palpitar quem irá levantar a taça de cada competição. Mas já vou apontar meu vencedor da temporada: o Palmeiras.

Se ganhar a Copa do Brasil, em que já está na final, e a Libertadores, onde está muito perto da decisão, o clube irá coroar o que já é o trabalho com mais frutos no Brasil.

Por que futebol não é só títulos. E o Palmeiras tem motivos de sobra para comemorar.

O primeiro foi apostar em garotos, o que faz com que o clube tenha hoje provavelmente o patrimônio mais lucrativo entre todos os clubes nacionais. Segundo o site transfermarkt.com, especializado no assunto, só Palmeiras e Flamengo têm três jogadores próprios entre os 15 mais valorizados do Brasil.

Gabriel Verón é o primeiro, Gabriel Menino é o 9ª e Patrick de Paula é o 13º. Todos eles foram formados no clube. Ou seja: quando vendidos o lucro será imenso. E todos têm um mercado gigante: são bons e muito jovens, tudo que grandes europeus querem hoje.



Veja lances de River 0 x 3 Palmeiras

No  Flamengo, Gabigol, Arrascaeta e Gérson estão entre os 15 mais valiosos do país. Mas os 3 custaram verdadeira fortunas. Uma eventual revenda não irá significar ganho substancial.

Além dos garotos, o Palmeiras "descobriu" um técnico. Abel Ferreira não tinha uma carreira tão sólida como seu compatriota Jorge Jesus. E caminha para ter o mesmo sucesso.

Ele mostrou contra o River Plate que os resultados iniciais não foram por acaso, e esbanjou repertório. E ainda é protagonista das melhores entrevistas de um treinador em muitos anos no Brasil: didático, sem estrelismos, com vocabulário inteligente.

Apostando na base e com Abel, o Palmeiras já conseguiu outra vitória que não se mede apenas pelos resultados.

Depois de anos com Felipão, Mano e Luxemburgo, o torcedor que adora ganhar, mas também de jogar bonito, resgatou o orgulho, que estava perdido na mediocridade do que "o importante é ganhar, nem que for por meio a zero".


Fonte: Paulo Cobos

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'Chega mais duro e quebra o tornozelo dele' de Gallardo é do jogo? Depende de quem fala

Paulo Cobos
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Gallardo dá instrução para Rojas
Gallardo dá instrução para Rojas Getty Images

Não era preciso mais nada para apimentar o jogaço entre River Plate e Palmeiras que abre nesta terça-feira as semifinais da Conmebol Libertadores. Mas Marcelo Gallardo, o técnico argentino, deu motivos para uma vasta polêmica.

O melhor técnico que trabalha na América do Sul foi flagrados pelas câmeras da ESPN pedindo que o zagueiro Rojas fosse mais duro com Tevez após empate no clássico contra o Boca, no último sábado.

"Hacete más duro, c*" (chegue mais duro, c*), falou Gallardo. "Rompe el tobillo". A tradução literal em português seria: "arrebente o tornozelo".

Tenho convicção que Gallardo não quis em nenhum momento que seu jogador realmente quebrasse Tevez. Claramente, no calor de um jogo quente contra o maior rival, sua mensagem era simplesmente exigir mais atenção e entrega de seu atleta na marcação.



Veja lances de Boca x River

Mas admito que Gallardo tem o benefício da dúvida.

Seu River Plate há muitos anos pratica um futebol vistoso, em que violência nunca é estratégia. Ele ainda foi um jogador técnico. E por fim suas entrevistas são de uma lucidez que falta à maioria de seus colegas de profissão sul-americanos, especialmente os brasileiros.

Fico pensando se o flagrado mandando um jogador seu quebrar o rival fosse Luiz Felipe Scolari. Provavelmente, e talvez injustamente, sua palavras seriam escutadas de forma literal. 

Imagem e currículo no futebol podem fazer mesmo a diferença até na hora da polêmica.


Fonte: Paulo Cobos

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Ganhar a Champions é até 'fácil': Pochettino vira gigante se enquadrar Neymar no PSG

Paulo Cobos
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Neymar lamenta derrota do PSG para o Manchester United, pela Champions
Neymar lamenta derrota do PSG para o Manchester United, pela Champions FRANCK FIFE/AFP via Getty Images

Há dois meses, escrevi aqui que Neymar não teve a mesma sorte que Messi e Cristiano Ronaldo. Ao contrário dos dois maiores jogadores do mundo, o brasileiro nunca teve na Europa um treinador da primeira linha, que fosse grande o suficiente para deixar claro a ele quem mandava.

Enfim isso pode mudar. Depois de ser comandado pelos fracos Gerardo Martino, Unay Emery e Thomas Tuchel, além do mediano Luís Enrique, Neymar terá um técnico de ponta na Europa, onde está desde 2013.

A partir de agora, o PSG é comandado pelo argentino Mauricio Pochettino, que ainda não é tão grande como Guardiola ou Mourinho, mas já tem bagagem suficiente para enfim enquadrar Neymar, o que Felipão e Tite também não conseguiram na seleção brasileira.

Há alguns meses, diria que para Pochettino seria mais fácil dar ao PSG sua primeira Champions do que dar um jeito no estilo mimado de Neymar. Mas hoje tenho outra convicção.


Pocchetino comandou primeiro treino no PSG



O  brasileiro teve um 2020 em que mostrou uma maturidade inédita. Mas isso já parece uma miragem. O biquinho depois de não aparecer na lista dos melhores do mundo e seu conturbado final de ano no Brasil mostram que Neymar segue sendo um gigante adulto em campo, mas uma criança birrenta fora dele.

Que Pochettino tenha sucesso nas duas missões. Mas, pelo menos para os brasileiros, ele seria muito mais lembrado como o treinador que enquadrou Neymar do que o primeiro técnico campeão da Champions pelo PSG.



Fonte: Paulo Cobos

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Abel, Cuca e Mancini estão 'aprovados' mesmo sem títulos; Diniz, coitado, não tem esse benefício

Paulo Cobos
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Fernando Diniz lamenta lance de São Paulo x Vasco
Fernando Diniz lamenta lance de São Paulo x Vasco Mauro Horita / Gazeta Press

Os críticos, principalmente os são-paulinos, decretaram após a eliminação do clube do Morumbi nas semifinais da Copa do  Brasil diante do Grêmio: agora, Fernando Diniz tem a obrigação de ganhar o Brasileiro, mesmo com um elenco muito inferior a pelo menos quatro rivais: Atlético-MG, Flamengo, Grêmio e Palmeiras.

Coitado o Diniz. Entre os quatro treinadores dos grandes paulistas, ele é o único que terá o trabalho reprovado caso não ganhe um título. 

Abel Ferreira virou queridinho dos palmeirenses por acabar com a pasmaceira da era Luxemburgo. Na final da Copa do Brasil e nas semifinais da Libertadores, ninguém vai pedir sua cabeça em caso de derrotas nessas competições. Cuca conseguiu milagre no Santos. Merece até aumento mesmo sem taça alguma. Vagner Mancini fez o Corinthians de candidato a rebaixamento a sonhar com vaga direta na Libertadores. O emprego está garantido em 2021.

Já tentei entender no blog o motivo do prazer quase mórbido de tanta gente querer enterrar Fernando Diniz.

Não é possível não admitir que seu trabalho no São Paulo é muito acima da média.

Claro que um título é essencial. Mas o São Paulo não ganha nada há quase 10 anos.

E sem ele não chegava nem perto de conquistá-los, ao contrário de agora.

Mandar Diniz embora caso o São Paulo não conquiste o Brasileiro será burrice.

Como tantas que o São Paulo faz há muito tempo.

Fonte: Paulo Cobos

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Abel, Cuca e Mancini estão 'aprovados' mesmo sem títulos; Diniz, coitado, não tem esse benefício

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Há exatos 20 anos, Vasco incomodava por poder e arrogância; hoje, por se apequenar

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Há exatos 20 anos, em 30 de dezembro de 2000, o futebol brasileiro teve um momento que por milagre não acabou em uma tragédia com muitos mortos. Na final do  Brasileiro de 2000, entre Vasco e São Caetano, eu um São Januário apinhado de torcedores, uma confusão na arquibancada acabou com o alambrado derrubado e dezenas de vascaínos caindo uns sobre os outros.

Depois do acidente, o então todo poderoso Eurico Miranda dava um show de arrogância. Ordenava que feridos deixassem o gramado, dava ordens para todos e exigia que o jogo fosse reiniciado (o que acabou não acontecendo).

Vale lembrar o episódio para comparar como o Vasco era visto em 2000 e agora, quando acaba de demitir outro treinador e vê o pesadelo de outro rebaixamento se aproximar.

Há 20 anos, o Vasco era temido. Dentro de campo, um esquadrão com Júnior Baiano, Felipe, Juninho Pernambucano, Juninho Paulista e Romário. Nos esportes olímpicos, mandou praticamente ume delegação própria para os Jogos de Sydney-2000. Parecia sobrar dinheiro.

Fora dos gramados, uma imagem de arrogância criada por Eurico Miranda, com seu desprezo a qualquer padrão mínimo de fair play.

Eurico Miranda e Romário
Eurico Miranda e Romário Getty Images

Hoje, o Vasco é insignificante em termos esportivos. Impossível acreditar que o clube, de história gigante, possa voltar a disputar nos próximos anos qualquer título importante.  As dívidas, muitas delas criadas por Eurico, parecem impagáveis. Não há como negar que o clube se apequena a cada dia.

Imagino que para o vascaíno o sentimento de 20 anos atrás era muito melhor. Muitos devem pensar: 'Que se dane os que os rivais acham' e se o clube gasta o dinheiro que  não tem. O Vasco não foi o único clube grande que caiu nessa grande mentira: o Cruzeiro está aí para sentir a mesma dor. 

Tomara que em 20 anos o Vasco volta a ser gigante. Mas sem os mesmos erros e arrogância de 20 anos atrás.


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Ainda dá tempo, Neymar: troque o tal festão por um piquenique com fã com síndrome de Down

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Neymar não joga futebol esses dias, mas virou o grande assunto. E novamente de forma negativa. Com 500 ou 150 pessoas, a suposta festa em mansão no litoral do Rio enquanto centenas de brasileiros morrem todos os dias com a COVID-19 seria uma estupidez mesquinha que só dá argumentos a quem o odeia.

No meio de uma enxurrada de críticas tanto no Brasil quanto na Europa, li uma notícia que Neymar também poderia ler e, quem sabe, mudar de ideia.

Nesta terça-feira, o jornal "Le Parisien" mostra a história de François Varraut, um jovem de 22 anos com síndrome de Down. Ele tem um grande amor na vida: o PSG. E tem Neymar como maior ídolo.

Neymar, antes de jogo pelo PSG
Neymar, antes de jogo pelo PSG Getty

Ao jornal, Varraut revela um sonho. Convidar Neymar para um piquenique. O jovem fez um vídeo em que aplica 21 dribles, justamente para lembrar a síndrome de Down (uma alteração genética no cromossomo 21). A ideia era "desafiar" Neymar a repetir os dribles.

Neymar tem muito dinheiro. Apenas 28 anos. Vai ter tempo para fazer todas as festas que quiser por muitas décadas. E ele tem um jatinho à disposição para deixar o Brasil a qualquer momento.

Quem sou eu para aconselhar alguém que não conheço pessoalmente. Mas não custa sonhar com um ato que pode mostrar que Neymar não é o garoto mimado e vazio que as críticas destes dias desenham.

Esqueça a tentação de um festão de Ano Novo. Não importa o tamanho dela. Essa batalha na sua imagem você já perdeu. Pegue o jatinho. Volte para Paris. Vá fazer um piquenique com Varraut. Vai te fazer bem. Garanto.

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'Não há dinheiro para Neymar e longe do seu lugar': Messi foi sincero sobre o Barcelona, mas com atraso

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Não sou grande fã das entrevistas de Messi. Durante anos, elas foram absolutamente sem graça. Mas começaram a mudar depois que o argentino chegou aos 30. E tiveram seu apogeu neste final de semana, quando ele quebrou o silêncio de meses em uma longa conversa em uma emissora de TV espanhola.

Foi ótimo ver o desejo real de Messi querer ser uma "pessoa normal", de ir ao cinema, de participar do grupo de pais da escola dos filhos no WhatsApp. Mas nada foi mais importante que as declarações sobre o atual momento do Barcelona.

Messi admitiu que o gigante catalão "está realmente mal, muito mal". Também confessou que não acredita na volta de Neymar, simplesmente por que "não há dinheiro". E a mais dolorida para os torcedores do clube que por muito tempo foi o mais invejado do planeta.

Ao comentar a eleição que se aproxima, apontou a principal missão do novo presidente: "tomara que coloque o clube onde merece, que hoje por hoje não está".

Messi foi certeiro com esse soco no estômago do orgulho catalão. Pena que a sinceridade chega com anos de atraso e feitas em um ambiente de mágoa dos dois lados.

Faz muito tempo que o Barcelona mergulha no buraco apontado por Messi. O clube não tem dinheiro hoje por que é o gigante europeu mais irresponsável nos gastos, muitos feitos para agradar o argentino, que custa absurdos 100 milhões de euros por ano.

Nunca é tarde para apontar a verdade, como fez Messi. Mas ele teria feito muito melhor para o Barcelona se colocasse o dedo na ferida que agora sangra como nunca há pelo menos 3 anos.

Lionel Messi durante partida do Barcelona
Lionel Messi durante partida do Barcelona Getty Images
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Tem minha torcida: Fernando Diniz ganhar Brasileiro pelo São Paulo é bom para o futebol

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Não sou são-paulino. Meu amigos tricolores até dizem que eu tenho uma implicância extra com o clube. Mas no Brasileiro-20 vou torcer para a taça acabar no Morumbi.

E isso só vai acontecer por causa de Fernando Diniz. 

Diniz ganhar, enfim, um título importante, e ainda mais em um clube que esqueceu o que é ser campeão, não é só merecido. Será também ótimo para o futebol brasileiro e seus treinadores.

Fernando Diniz
Fernando Diniz Gazeta Press

Já escrevi aqui que não entendia tanto prazer dos críticos em enterrar o tal "Dinizismo". Assim como reconheci que Diniz ainda não havia conseguido ser um treinador consistente em todas as partes do campo. E dava como certo que ele seria trocado antes de Rogério Ceni aceitar a oferta do Flamengo.

Mas sempre fui fã do treinador que até no modesto Audax tinha a coragem de simplesmente pensar diferente. De enxergar o futebol sem a mediocridade típica da maioria dos treinadores brasileiros. Do cara que também pode derrapar em uma entrevista, mas que geralmente tem palavras inteligentes e sólidas.

Fernando Diniz campeão do Brasileiro, e ainda nas semifinais da Copa do Brasil, será a vitória do novo, do ousado, do cara que desafia a mesmice. E que também é capaz de evoluir, de aprender com as derrotas, de responder os críticos com a elegância.

Vida longa ao "Dinizismo". E com títulos.

Diniz exalta zagueiros e fala sobre ‘trabalho coletivo’: ‘Fez o São Paulo chegar na liderança’


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Neymar quer jogar com Messi de novo; mas agora quem escolhe o lugar é ele

Paulo Cobos
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Messi e Neymar durante os tempos de parceria no Barcelona
Messi e Neymar durante os tempos de parceria no Barcelona Getty Images

Pode ter sido a euforia de brilhar e marcar dois gols no mítico Old Trafford. Mas, após o PSG vencer o Manchester United, Neymar foi claro em entrevista à ESPN: ele quer voltar a jogar com o amigo Messi, e já na próxima temporada.

Sigo achando que para a carreira do brasileiro hoje Messi não é mais o companheiro ideal. Continuo apostando que Mbappé é sua melhor chance de ganhar a Champions League e enfim ser eleito o melhor do planeta.

Mas acho muito bacana a forma como Neymar reverencia o segundo melhor jogador da história do futebol, sem ciúme algum, com admiração que não tem nada de inveja.

Neymar: 'O que mais quero é voltar a jogar com Messi; tem que acontecer ano que vem'

Só que os tempos são outros. Em uma reedição da parceria, o status seria bem diferente da época em que os dois atuaram juntos no Barcelona. Neymar tem mais carreira pela frente, mostra um vigor físico que já é uma miragem para Messi.

Até pouco tempo, era Messi quem iria decidir onde teria Neymar como companheiro. Fez isso ao tentar levá-lo de volta para o Barcelona com insistência.

Mas agora é diferente, e o clube catalão não é mais uma opção viável. Se os dois quiserem um reencontro, será no lugar em que o brasileiro escolher. E quem vai vestir a camisa 10 é outra discussão.



Neymar acaba com o jogo, faz dois, PSG vence Manchester United e fica perto da vaga nas oitavas



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Eu estava certo: era melhor Rogério Ceni esperar o São Paulo do que ir para o Flamengo

Paulo Cobos
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"Se eu fosse seu amigo, eu iria palpitar: espere o São Paulo". 

Foi com esta frase que encerrei texto no último dia 9 de  novembro, quando o Flamengo estava perto de demitir o espanhol Domènec  Torrent, e os torcedores rubro-negros pediam a contratação de Rogério Ceni, então no Fortaleza.

O blog analisava o que deveria ser a "maior decisão" da carreira de Ceni: esperar um convite para voltar a comandar o seu amado São Paulo ou aceitar um eventual convite flamenguista.

Ponderei os problemas que ele poderia ter na Gávea: "No Flamengo a cobrança será imediata. Sua falta de identificação com o clube não lhe daria o benefício da dúvida em caso de maus resultados iniciais. Ceni também teria que trabalhar com medalhões, experiência em que fracassou no Cruzeiro".

Acertei na mosca.

Após os fracassos na Copa do Brasil e na Libertadores, com um futebol medíocre, Ceni já não tem o benefício da dúvida. Ele não tem identificação alguma com o Flamengo, e por isso já não falta gente pedindo a sua cabeça, menos de um mês depois de assumir o emprego.

E parece que novamente ele tem problemas em lidar com medalhões. A decisão de substituir Arrascaeta e Éverton Ribeiro contra o Racing foi uma trapalhada que vai ser lembrada por anos.

Pode ser que Rogério Ceni ainda tenha tempo para provar que eu estava errado, e que esperar o São Paulo era um grande bobagem. Mas para isso ele precisa fazer o Flamengo jogar bem já no próximo final de semana. E ganhar o Campeonato Brasileiro virou obrigação.

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