O dia que minha missão era entregar uma carta para Maradona em São Bernardo do Campo, e fracassei

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Quando Pelé fez 80 anos, lembrei aqui que tive a sorte de ganhar um autógrafo e um aperto de mão do Rei do Futebol. Nesta sexta-feira, quando Maradona completa 60 anos, o sentimento é de frustração por ter fracassado em uma "missão" que não tinha mesmo como dar certo.  

Era o ano de 2006. Eu trabalhava na editoria de esporte da "Folha de S. Paulo". Chegou a notícia. Maradona iria participar de um torneio de showbol em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

Na época, o jornal realizava grandes sabatinas com personagens de todas as áreas. Alguém teve a ideia: por que não aproveitar que Maradona está tão perto e convidá-lo? E alguém lembrou: o Cobos mora em São Bernardo. Mandem ele lá com uma carta para entregar em mãos ao Maradona e formalizar o convite.

Sim. Maradona estava hospedado também em São Bernardo.  E lá fui eu ao hotel, bem próximo de casa e com certeza não foi dos  melhores que ele ficou. O ambiente era uma festa. O saguão estava lotado. 

Veja lances geniais de Maradona!  

Depois de várias tentativas com assessores, com a gerência do hotel e longas horas esperando Maradona passar,  o fracasso da missão era evidente. Depois de muita insistência, consegui falar com Mancuso, que jogou por Palmeiras e Flamengo.

Ele também fazia parte do time de showbol e na época era muito próximo de Maradona. Contei  todo o plano da sabatina. Ele foi muito atencioso. Entreguei a carta. Falou que iria repassar a Maradona. Deixei meu contato e saí de lá com a esperança que minha tarefa havia sido um sucesso. Mancuso nunca me ligou de volta.

Maradona brinca com Ronaldo durante o Fifa The Best
Maradona brinca com Ronaldo durante o Fifa The Best Getty

Claro que gostaria de ter cumprido a missão de entregar a carta a Maradona e convencê-lo a participar da sabatina. Mas a frustração maior foi  a chance perdida de falar, por alguns minutos,  com o cara que não é o melhor jogador da história, mas é o atleta de futebol mais fascinante da história. 

Fonte: Paulo Cobos

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Fura fila na vacina e 50% do estádio com público em países que vacinaram menos que o Brasil: Eurocopa é uma temeridade

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Qualquer um que goste de futebol olha para a Eurocopa, que tem a largada da edição 2021 nesta sexta-feira, com admiração. Um amontoado de craques, grandes jogos e belos estádios em tardes e noites de verão europeu.

Mas desta vez não dá para fechar os olhos que a competição virou uma grande temeridade em tempos de Covid-19.

A megalomania de organizar a fase final da competição em 11 países é pura irresponsabilidade. 

Seleções vão se deslocar por centenas de quilômetros de um jogo para outro. Mesmo com a diminuição no número de casos, os times seguem sob o medo de sofrerem um surto, como acontece com a Espanha depois que o capitão Busquets testou positivo.

Pior ainda é aceitar a presença de público nos estádios.

Na Hungria, os jogos serão realizados com capacidade máxima: 61 mil pessoas. Especialistas apontam que não importa que o país, com um dos maiores número de mortes proporcionais por habitantes do mundo, tem uma alta taxa de vacinados: 41% dos húngaros estão completamente imunizados (com duas doses ou com a vacina de dose única).

Mas a Eurocopa vai ter partidas com 50% do público em estádios de países que vacinaram menos até que o Brasil.

No Azerbaijão, só 9,4% da população têm a vacinação completa. Na Rússia, 9,5%. No Brasil, 11% já receberam as duas doses.

E não falta bagunça na tentativa de proteger os jogadores.

Jogadores da Espanha tomaram vacina antes da Eurocopa
Jogadores da Espanha tomaram vacina antes da Eurocopa Divulgação seleção espanhola

Mesmo antes do caso Busquets, a seleção espanhola pediu para que os jogadores do time furassem a fila e fossem imunizados. Depois de muita polêmica, a vacinação foi autorizada. Mas as doses só foram aplicadas nesta sexta-feira, apenas três dias antes da estreia da Espanha.

A vacina usada foi a Janssen, que tem dose única, mas que só tem alta eficiência duas semanas depois, quando a Espanha já pode até estar eliminada.

Nem sempre a Europa é um exemplo no futebol.



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Gabigol, Flamengo e CBF: a casa onde todos brigam, e ninguém tem razão

Paulo Cobos
Paulo Cobos

A confusão envolvendo CBF, Flamengo e Gabigol me faz lembrar o velho ditado popular: `Em casa onde falta pão, todos brigam, e ninguém tem razão`.

Troque o pão, afinal não falta dinheiro para todas as partes, por bom senso. E está criada a tempestade perfeita.

Começando pela incompetência da CBF, que não é capaz de fazer um calendário decente que permita os clubes não entrarem em quando a seleção brasileira joga, como agora nas eliminatórias e na Copa América.

Claro que o Flamengo sempre precisa de seus melhores jogadores. Mas não faz sentido exigir que Gabigol entre em campo nesta quinta-feira, contra o Coritiba, dois dias depois de jogar no Paraguai pela seleção e menos de 24 horas antes de reapresentar na seleção para a Copa América.

Ainda mais com a chance de aumentar seu problema muscular e não poder jogar por qualquer time que seja.

Não faz bem o maior ídolo flamenguista não ter se apresentado no clube como a diretoria da Gávea exigiu. Isso é o mínimo que um profissional tão bem remunerado como ele deve fazer.

Os médicos da seleção e do Flamengo também não ajudam. Com versões conflitantes, ajudam a colocar fogo na crise.

Tite conversa com Gabriel Jesus e Gabigol em treinamento da Seleção Brasileira
Tite conversa com Gabriel Jesus e Gabigol em treinamento da Seleção Brasileira Lucas Figueiredo / CBF

Como começou a crise entre CBF, Flamengo e Gabigol todo mundo sabe. O difícil é saber o desfecho da confusão. Só aposto que o maior prejudicado será o jogador.

Não vai faltar gente o acusando de pensar mais na seleção que no clube que paga o seu salário.  Mas a banda, na carreira de um jogador de elite, não toca desse jeito.




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Única coisa possível em 2021 é não cair para a Série B: ano do Corinthians não acabou, está só começando

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O ano do Corinthians não acabou nesta quarta-feira, quando o time foi eliminado pelo Atlético-GO na Copa do Brasil. Na verdade, está só começando.

Ao ser despachado pelo time goiano, o clube, para muita gente, perdeu a última chance real de conquistar um título em 2021. Discordo.

O Corinthians simplesmente não tinha time para ganhar o Paulista, a Sul-Americana e a Copa do Brasil. O elenco é medíocre. A diretoria é ainda pior. É um delírio achar que nessa situação o clube possa ser campeão de um torneio de elite.

Celso Unzelte diz qual deve ser a 'prioridade' do Corinthians na temporada



O único objetivo possível do Corinthians em 2021 teve só 2 das 38 rodadas disputadas.

Esportivamente, o clube terá saído no lucro nesta temporada se conseguir a permanência na primeira divisão do Brasileiro.

Neste caso, até tem elenco para atingir tão modesto objetivo para um clube do seu tamanho. Mas não vai ser fácil. Difícil encontrar quatro ou time piores que o Corinthians hoje no Brasileiro.

Sylvinho na derrota do Corinthians para o Atlético-GO na estreia no Brasileirão
Sylvinho na derrota do Corinthians para o Atlético-GO na estreia no Brasileirão Agência Corinthians
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Por uma noite, que se dane os vexames de Cruzeiro e Palmeiras: viva o Nordeste, viva o CRB e a Juazeirense

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Quando um time grande perde para um rival modesto, como fizeram Cruzeiro e Palmeiras nesta quarta-feira pela Copa do Brasil, contra, respectivamente, Juazeirense e CRB, o normal é apontar o dedo para o vexame dos poderosos.

Não é diferente com esse blogueiro. Ao ver os grandes serem eliminados nos pênaltis quase ao mesmo tempo,  a ideia inicial era lamentar como o Cruzeiro virou uma grande piada e criticar Abel Ferreira por comandar o quarto fracasso palmeirense na busca por um título na temporada.

Mas, pelo menos neste noite, que se dane os fiascos dos grandes. 

Nada de apontar as falhas dos jogadores e treinadores de Cruzeiro e Palmeiras.

Vou celebrar a sorte que é o futebol ser um esporte em que um time pequeno pode eliminar um adversário muito mais rico.

Nesta noite, vale exaltar os goleiros Diogo Silva, do CRB, e Rodrigo Calaça, da Juazeirense. Ambos foram decisivos com suas defesas durante os 90 minutos e, principalmente, na cobrança de pênaltis.

Lance de jogo entre Palmeiras e CRB, pela Copa do Brasil
Lance de jogo entre Palmeiras e CRB, pela Copa do Brasil Cesar Greco/Ag Palmeiras

Impossível ser sempre assim. Mas que bom, pelo menos por uma noite, escrever que Cruzeiro e Palmeiras não deram vexame. Mas que foram eliminados por bons times, heróicos. Viva o futebol nordestino. E um viva especial para CRB e Juazeirense.

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Caboclo? Férias? Nike? O que seriam as 'razões de cunho profissional' para Neymar e companhia serem contra Copa América?

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Acabou o suspense, não o mistério. Nessa terça-feira (8) à noite, após vencer o Paraguai pelas eliminatórias da Copa do Mundo, os jogadores da seleção brasileira enfim divulgaram o manifesto sobre a Copa América, esperado desde a semana passada

Eles se disseram contra a organização do torneio, que será disputado no Brasil a partir deste domingo (13). Mas confirmaram que vão entrar em campo.

O mistério não acaba por que o tal manifesto não deixa claro o motivo da  rejeição da competição por Neymar, Marquinhos, Casemiro e companhia.

'Quem quiser se manifestar politicamente, que faça quando estiver em casa', diz Marquinhos sobre manifesto da seleção; assista


Segundo o texto, publicado nas redes sociais dos jogadores,  a contrariedade com a Copa América tem "diversas razões, sejam elas humanitárias ou de cunho profissional".

O longo texto não cita em nenhum momento a COVID-19. Mas parece evidente que as "razões humanitárias" sejam a pandemia que se aproxima de matar 500 mil pessoas no Brasil.

O mesmo não acontece com os motivos de "cunho profissional".

É  uma pena que os jogadores não tenham tido a coragem de dizer os motivos "profissionais" que o incomodam na seleção. Abre espaço para especulações de todos os tipos possíveis.

Não é possível nem ter a coragem de citar o comportamento nefasto de Rogério Caboclo, o presidente afastado da CBF, para justificar a contrariedade.

Existe incômodo com o calendário, que vai atrapalhar as férias dos jogadores que atuam na Europa, um ano antes da Copa do Catar?

O clima pesado entre Nike e Neymar é um motivo de "cunho profissional" para a Copa América ser um problema?

Não esperava que os jogadores da seleção fossem realmente boicotar a Copa América. Se eu estivesse no lugar deles, provavelmente também não teria essa valentia. Mas dava para ser um pouco mais corajoso e apontar o dedo para os problemas da CBF.

Neymar comemora gol pela seleção
Neymar comemora gol pela seleção Lucas Figueiredo / CBF

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Tite parece não ter essa convicção: para saber se Gabigol é jogador de seleção, ele precisa ser titular na Copa América

Paulo Cobos
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Ao que tudo indica, Gabigol vai voltar para o banco de reservas da seleção no jogo desta terça-feira contra o Paraguai, pelas eliminatórias da Copa.

É fato que o atacante do Flamengo teve atuação apagada na chance como titular, contra o Equador, na última sexta-feira. 

E que Gabriel Jesus, que deve ser seu substituto, não joga no Manchester City e está na mira de gigantes como Barcelona e Juventus por acaso. O ex-palmeirense pode não ser o melhor finalizador do planeta, mas tem inteligência de sobra e tem ótimo entrosamento com Neymar.

Se confirmar a troca, Tite vai dar outro sinal claro que não tem convicção alguma sobre Gabigol ser protagonista na seleção como é no Flamengo.

E pode cometer uma grande injustiça.

Também não tenho certeza se o ídolo flamenguista pode ser sim um jogador titular em uma Copa do Mundo com a camisa do Brasil. Mas só saberemos isso se ele tiver mais chances como titular.

Ele precisa ser titular na Copa América, ou pelo menos na primeira fase da competição.

Só assim Tite vai saber se tem ou não um artilheiro indiscutível como titular.

Gabigol abraça Tite em jogo da seleção brasileira contra o Equador nas eliminatórias
Gabigol abraça Tite em jogo da seleção brasileira contra o Equador nas eliminatórias Divulgação/CBF

Não custa lembrar também. A Copa América será disputada no Brasil. Sem torcida, é verdade. Mas eu não deixaria o maior ídolo que atua no futebol brasileiro no banco.

 



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Tite erra, como eu, como você; mas quem dera se todos tivessem o caráter dele

Paulo Cobos
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O ano é 2004. O lugar é o  velho Parque São Jorge, onde o  Corinthians treinava quando ter um CT era um sonho para o clube. Depois de trabalhar duro, e dar uma entrevista coletiva, Tite tinha a paciência de falar com os jornalistas no estacionamento.

Muitas vezes ele fugia das perguntas. Mas sempre olhando nos olhos do repórter. Ele não era famoso como é hoje. Mas era claro que ali estava um treinador e um profissional com um caráter que deveria ser o padrão para qualquer brasileiro.

17 anos depois, Tite talvez nem lembre dos tempos de um Corinthians que não ganhava nada e passava longos minutos ouvindo com toda atenção um repórter iniciante. Mas eu lembro.

E isso me faz ficar triste quando eu vejo o treinador da seleção brasileira ser atacado por tanta gente, como se só ele tivesse que dar explicações sobre tudo.

Tite errou muito na seleção brasileira. Nada muito diferente da vida de qualquer pessoas, como eu, como você.

Ele não deveria ter colocado o filho para ser seu auxiliar.  Poderia ser mais duro com os chiliques de Neymar. 

Tite em jogo da seleção
Tite em jogo da seleção Lucas Figueiredo/CBF

Mas querer colocar Tite como vilão é odioso. Achar que seu jeito empolado de falar é um problema é raso.

Em dois dias, talvez, Tite não seja mais o técnico da seleção. Não sei se ele ainda é o cara certo para comandar o time. Mas tenho certeza que ele é um dos técnicos mais íntegros que já ocuparam o cargo. Boa sorte, Tite, no que você decidir.

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Muricy e Xavi procurados para 'auxiliar' deixa claro: CBF não confia mais em Tite

Paulo Cobos
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Quando a CBF procura dois profissionais tão diferentes como Xavi e Muricy Ramalho para um deles ocupar a vaga de "auxiliar" de Tite, fica claro: a confederação perdeu a confiança no técnico da seleção.

O próprio comandante do time nacional admitiu, sem dar detalhes, nesta quinta-feira que a CBF procurou os dois.

Xavi está no começo da carreira como treinador. Muricy tem décadas de experiência. O espanhol tem uma ideia de jogo bem diferente da pensada pelo brasileiro.

Isso mostra que a CBF não tinha um projeto claro ao buscar um "auxiliar" para Tite.

A impressão que fica é que a confederação simplesmente queria um nome pesado para ficar ao lado do treinador gaúcho. Não importava o perfil.

Os áudios revelados pelo comentarista dos canais Disney, Pedro Ivo Almeida, já deixavam claro logo após a Copa da Rússia que o comando da CBF não confiava nos auxiliares de Tite (um deles é seu filho).

Agora, com a busca por Xavi e Iniesta, fica evidente: o treinador não tem mais 100% da confiança dos cartolas.

E impor um nome famoso sem critério algum dá sinais claros que a CBF quer tutelar Tite.

Tite em treino na Granja Comary
Tite em treino na Granja Comary Getty

A praticamente um ano e meio da Copa de 2022, a seleção parece em forte crise interna. Tite vai ter que engolir sapos para se manter no cargo. Ou explodir e tomar uma decisão radical.





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Corinthians cair de novo será uma tragédia, mas é farsa achar que novo passeio na segundona pode outra vez transformar clube

Paulo Cobos
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"A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa". No Corinthians, o ensinamento do filósofo pode sofrer uma adaptação. 

Depois de duas derrotas seguidas para o Atlético-GO, no Brasileiro e na Copa do Brasil, o temor do clube ser rebaixado no Nacional aumentou. Se não é capaz de vencer um time intermediário, jogando duas vezes em casa, o que o clube pode fazer contra rivais mais fortes?

Se o pior acontecer, o segundo clube mais popular do país, e que até poucos anos atrás era o mais rico, irá ser rebaixado pela segunda vez na sua história.

 Atlético-GO vence Corinthians por 2 a 0 pelo jogo de ida da Copa do Brasil; VEJA os gols


Será uma tragédia.  E que pode gerar, ao mesmo tempo, uma grande farsa: a ideia que um novo passeio pela segundona será uma espécie de virada, como aconteceu no primeiro rebaixamento, em 2007.

Não faltam motivos para que seja uma certeza a chance zero de transformação em outra Série B.

O endividamento corintiano de 2007 era uma migalha quando comparado ao atual. Não vai aparecer um novo Ronaldo Fenômeno para transformar o ambiente e atrair   patrocinadores.

Arena corintiana, que não existia quando time jogou a SérieB
Arena corintiana, que não existia quando time jogou a SérieB Getty

E o mais importante. O Corinthians há quase 15 anos é comandado por Andrés Sanchez ou algum aliado seu, como o atual presidente, Duilio Monteiro Alves.

Andres teve mérito ao comandar a ressurreição do clube no primeiro rebaixamento.

Mas foi com ele e seus aliados que o clube mergulhou na mediocridade, no caos financeiro, na insignificância.

Achar que com Andrés e seu grupo dando as cartas o Corinthians vai sair do buraco é uma grande farsa.

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Cruzeiro foi sábio ao recusar delírios de Felipão, nem tanto ao suplicar ajuda de torcedores

Paulo Cobos
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Uma no cravo, outra na ferradura. Vivendo longe dos holofotes das grandes competições, o Cruzeiro demonstrou sabedoria nos últimos dias em um assunto e insiste em um erro que não pode acontecer com um clube do seu tamanho.

O acerto aconteceu quando o presidente da equipe, Sérgio Santos Rodrigues, explicou os motivos da saída de Luiz Felipe Scolari após a Série B da última temporada.

 "Ele virou para nós para renovar e disse que precisava de jogadores da lista dele. E havia jogadores que estão na Série A, titulares em seus times, jogadores que estão no exterior, que ganham o equivalente a 60, 70 mil dólares, com o dólar nesse preço, ganham lá fora R$ 400 mil. Eu falei pra ele que o projeto era inexequível", afirmou o cartola em entrevista para Rádio Itatiaia.

Fez muito bem. Tudo que o Cruzeiro, afundado em uma das maiores crises financeiras da história de um clube brasileiro, não poderia fazer agora é atender os delírios de Felipão e pagar salários de R$ 400 mil para um jogador.

Não adianta dizer que o time precisa fazer isso para voltar à primeira divisão. O Cruzeiro vai ter que retornar à elite com o que pode pagar (o que é muito pouco). Se Juventude e Cuiabá podem fazer isso, o gigante mineiro também pode.

O Cruzeiro não pode gastar esse dinheiro, mas também não deve seguir na rotina de ficar suplicando ajuda para seus torcedores.

A última ideia foi pedir para os cruzeirenses doarem dinheiro para ajudar o clube a pagar os salários. Isso agora via Pix, a nova forma de pagamentos do país.

O tal CruPix teve números, como quase sempre ocorre nesse tipo de campanha, decepcionantes.

Em quatro dias, segundo a diretoria cruzeirense, o clube arrecadou R$ 33.579,82, o que não paga nem salário de jogador padrão Série B. Foram 3.540 doadores, com valor médio de R$ 9,49.

Felipão quando comandava o Cruzeiro
Felipão quando comandava o Cruzeiro Igor Sales /Cruzeiro

Vaquinhas para pagar dívidas podem funcionar para clubes pequenos. Não vai ser assim que o Cruzeiro sairá do buraco. O caminho é evitar delírios como o de Felipão. E trabalhar para o clube ganhar bastante dinheiro por sua competência. Não suplicar trocados.


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Flamengo tem sorte; pobre de Rogério Ceni se não levar time à final da Libertadores

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O Flamengo não poderia ter tido mais sorte no sorteio da chave do mata-mata da Libertadores-21.

O caminho do rubro-negro até uma eventual final em Montevidéu é suave. Começando pelo confronto das oitavas de final contra o Defensa Y Justícia. 

Nas quartas de final, o rival sairia do vencedor do duelo entre Internacional e Olímpia. Pelo que apresentaram na fase dos grupos, nenhum dos dois será páreo para o Flamengo.

Se seguir vivo nas semifinais, o time da Gávea enfrentaria um desses quatro rivais: Vélez, Barcelona-EQU, Cerro Porteño ou Fluminense. Teria amplo favoritismo contra todos.

Todos os outros grandes favoritos ao título ficaram do outro lado da chave: Boca, River, São Paulo, Atlético-MG e Palmeiras.

Se eu fosse Rogério Ceni, o técnico flamenguista, ficaria satisfeito com o sorteio. Mas nem tudo são flores.

Como muitos flamenguistas insistem em dizer que nas vitórias ele não faz "mais do que  a obrigação", e nas derrotas é sempre o grande vilão, Ceni vai viver um inferno se for eliminado e não chegar na decisão da Libertadores.

Rogério Ceni comandando o Flamengo
Rogério Ceni comandando o Flamengo Alexandre Vidal / Flamengo

Ano passado, ele já não teve sucesso na competição, que para um clube com o elenco do Flamengo, é prioridade.

Imagine cair agora contra Defensa Y Justícia, Olimpia ou Barcelona-EQU.






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É quase impossível, eu sei, mas Messi, Neymar e Suárez seriam meus ídolos eternos se recusassem jogar Copa América no Brasil

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Para deixar claro, entendo que o futebol de clubes não seja paralisado durante a trágica pandemia da Covid-19. Mas há muito tempo afirmo que não faz sentido algum jogos de seleções enquanto esse maldito vírus mata milhares de pessoas todos os dias.

Confrontos de seleções não empregam centenas de milhares de pessoas como o futebol de clubes no mundo todo. E ainda o risco de contaminação é maior com jogadores cruzando oceanos para entrarem em campo.

A Copa América, competição que foi realizada '200 vezes' nos últimos anos, faz ainda menos sentido de ser disputada agora. Não sou tolo. Sei que por trás disso estão contratos milionários. Mas tenho certeza que patrocinadores e emissora de televisão aceitariam o adiamento da competição.

Mas a coisa piorou nesta segunda-feira. Depois de Colômbia e Argentina desistirem de organizar a competição, a Conmebol anunciou que o torneio, que começa daqui a menos de duas semanas, será realizado no Brasil

O país que não consegue deixar de ser um epicentro da Covid-19 não é um lugar seguro para as centenas de vizinhos sul-americanos que estarão aqui por semanas para jogar a Copa América.

Eu sei que é quase impossível algum jogador se recusar a jogar o torneio, mesmo que ele seja sem sentido e realizado no momento em que, na média, quase 2 mil brasileiros morrem todos os dias. E com a chance de uma terceira onda justamente no momento em que será disputada a Copa América.

Suárez, Neymar e Messi: amigos desde os tempos de Barcelona
Suárez, Neymar e Messi: amigos desde os tempos de Barcelona Instagram messi

Em um momento como este, é fácil pedir para um jogador virar herói. Mas a realidade é que um craque precisaria de muita coragem em dizer não para sua seleção.

Mas não custa sonhar: Messi, Neymar e Suárez, os três maiores jogadores sul-americanos hoje, seriam meus ídolos eternos se simplesmente dizerem que abrem mão de jogar a Copa América no Brasil.


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'Doía muito ler que seria mandado embora se não ganhasse o próximo jogo', Abel deveria ler carta de despedida de Zidane no Real Madrid

Paulo Cobos
Paulo Cobos

A vida de treinador de um time grande tem bônus como um salário milionário e um endeusamento muitas vezes exagerado. E também ônus pesados, como cobrança exagerada, pressão da imprensa e o risco de perder o emprego a cada rodada.

Para o palmeirense Abel Ferreira, isso parece algo restrito ao Brasil. O português não esconde mais sua mágoa pelo que estaria passando no Palmeiras. Neste domingo, antes de enfrentar o Flamengo, falou até em esperar sua demissão.

Depois do jogo, afirmou que parte da imprensa age com 'má fé' em relação a ele.

Entendo, em parte, a mágoa de Abel. Mas ele deveria ler a carta de despedida de Zidane no Real Madrid antes de culpar a diferença entre o português do Brasil e do Portugal para rebater as críticas que recebe no Palmeiras.

No maior clube do mundo, ainda mais sendo um ídolo histórico, o técnico francês relatou na sua carta situações muito parecidas com as que Abel sofre no Brasil.

Algumas dele:

"Hoje a vida de um técnico no banco  de um grande clube é de duas temporadas, não muito mais".

"Me doía muito quando lia na imprensa, após uma derrota, que iam me despedir se não ganhava o próximo jogo".

"Me doía a mim e a todo time mensagens filtradas intencionalmente na mídia que criavam interferências negativas no clube, que criavam dúvidas e mal-entendidos".

"Vou embora por que sinto que o clube já não me dá a confiança que preciso, não me oferece o apoio para construir algo a médio ou longo prazo".

Abel Ferreira, técnico do Palmeiras
Abel Ferreira, técnico do Palmeiras Cesar Greco / Palmeiras

Cornetadas em treinadores não são exclusividade da turma do amendoim do Palmeiras. Nem do futebol brasileiros. Elas são globais. O futebol é o esporte mais passional do mundo. E nenhum paga tanto para treinadores.  Vai ser sempre assim, Abel. No Brasil ou no Real Madrid.



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'Azar' da Champions se Guardiola não é mais capaz de ganhá-la? Nada disso; jejum enfraquece sim currículo

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Craques como Zico e Messi não precisam de defensores. Mas não faltam fãs que dizem "azar da Copa do Mundo" para justificar que os dois nunca ganharam a principal competições de seleções do planeta.

Pep Guardiola não merece igual defesa por ter completado neste sábado dez anos sem ganhar a Champions League, a mais importante competição de clubes do mundo.

Copa do Mundo acontece apenas a cada quatro anos. Champions tem todo ano.

Mas não é pela periodicidade que não pega nada bem no currículo do melhor técnico do mundo não conquistar o torneio desde que saiu do Barcelona, quando tinha Messi, Xavi e Iniesta no auge.

No longo jejum, Guardiola comandou dois clubes que não economizaram para atender seus desejos de reforços. Verdade que o City, derrotado pelo Chelsea na final deste sábado no Porto, não tem tradição alguma europeia.

Mas ele também não teve sucesso seguidas vezes no Bayern, um gigante europeu batido por times espanhóis sob o comando do técnico catalão.

Josep Guardiola durante a final da Champions entre Manchester City e Chelsea
Josep Guardiola durante a final da Champions entre Manchester City e Chelsea EFE/EPA/Carl Recine

E Guardiola acumula eliminações contra rivais mais frágeis que seus times no Manchester City, como Monaco, Lyon e Tottenham. O próprio Chelsea da derrota deste sábado é pior que a equipe do técnico catalão.

Muitas vezes com escalações polêmicas nos jogos decisivos. E contra o Chelsea contando basicamente com cobrança de laterais para chegar na área.

Ficar tanto tem sem conquistar a Champions não vai diminuir o brilhantismo de Guardiola. Mas não me digam que 'tanto faz' não ganhá-la. É uma falha sim no caso dele. E grave.

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Quem vai ser campeão brasileiro? Não tenho ideia (ainda bem), mas chegou a hora da taça sair do 'eixo Rio-SP'

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Nesta sexta-feira, o ESPN.com.br publicou o palpite dos comentaristas dos canais Disney sobre a classificação final do Brasileiro-21, que começa no final de semana.

Pela opinião dos colegas, o Flamengo segue favorito, mas nem tanto como nos últimos dois anos. Dos 20 que tiveram a coragem de palpitar, 11 apontaram o rubro-negro como campeão e seis foram de Atlético-MG. Grêmio, Palmeiras e São Paulo tiveram um voto.

Eu não tenho ideia de quem será o campeão. E isso é ótimo.


Quem vai vencer o Campeonato Brasileiro? Comentaristas da ESPN dão seus palpites



É balela a história que o Campeonato  Brasileiro tem mais de dez times que podem ser campeões. Mas, em 2021, é possível dizer sim que a competição tem 5 times com chances reais de título: Atlético-MG, Flamengo, Grêmio, Palmeiras e São Paulo.

Além de quatro coadjuvantes de peso: Athletico-PR, Red Bull, Inter e Fluminense. Corinthians e Santos estão aí para calar boca de comentarista, mas ficar longe do rebaixamento já vai estar de bom tamanho para os dois.

Apontar o campeão é difícil, mas este Brasileiro tem a melhor chance dos últimos tempos para acabar com a supremacia do 'eixo Rio-SP'.

Na era pontos corridos, que começou em 2003, só o Cruzeiro, por três vezes, foi campeão não sendo paulista ou carioca.  Foram dez taças para times de São Paulo e cinco para clubes do Rio.

Atlético-MG e Grêmio têm tudo para quebrar essa ordem que tanto irrita torcedores que não são do tal 'eixo do mal' do futebol.

Os mineiros têm um elenco estrelado e amplo. Os gaúchos, com os reforços de Rafinha e Douglas Costa, e com o técnico Tiago Nunes novamente inspirado, são sérios candidatos ao título.

Cuca, o técnico do Atlético-MG
Cuca, o técnico do Atlético-MG Pedro Souza / Atlético

Seria bom a volta olímpica acontecer com um time que não fica em uma das pontas da Via Dutra.






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Quem sabe no PSG: Zidane precisa provar que também é técnico top fora do Real Madrid

Paulo Cobos
Paulo Cobos

A dança da cadeira dos treinadores ferve nos gigantes europeus. Pelo ritmo atual, praticamente metade dos grandes do continente terá um novo comandante na próxima temporada: para Real Madrid, Juventus, Inter, Bayern e Tottenham isso já é certo.

A lista pode aumentar brevemente. Segundo vários meios da imprensa da Europa, Maurício Pochettino estaria descontente no PSG (mas já?) e pensa em voltar para o Tottenham.

Pode ser uma oportunidade de ouro para Zinedine Zidane provar que também pode ser um técnico top fora do Real Madrid, que anunciou nesta quinta-feira a segunda saída do treinador do clube.

Gênio como jogador, o francês ganhou 11 títulos treinando o clube, incluindo três Champions, dois Mundiais de clubes  e dois Espanhóis.

Mesmo com esse currículo, é menos reconhecido que um monte de treinadores com menos taças em clubes igualmente ricos como o Real Madrid.

Ao anunciar a saída de Zidane, o Real Madrid afirmou que o francês "está no nosso coração e aqui sempre será sua casa".

Pode ser "sua casa", mas chegou a hora de Zidane mostrar que pode ser multicampeão em outro clube.

E, se Pochettino deixar mesmo o PSG, não haveria lugar melhor para o treinador mostrar seu valor.

Neymar em ação pelo PSG contra o Real de Zidane
Neymar em ação pelo PSG contra o Real de Zidane Getty Images

Zidane é francês. Tem os argumentos certos para fazer Mbappé ficar no PSG. Seria o primeiro treinador de Neymar que é maior do que ele. E quem sabe ainda seria um chamariz para atrair Messi.

Zidane é o cara certo para fazer o PSG enfim ganhar sua primeira Champions. E a sua quarta pessoal como treinador.






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Villarreal é campeão sobre gigante Manchester United: viva ao clube vendido em um bar e bem feito para o negociado na Bolsa de Nova York

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O Villarreal é campeão da Liga Europa. Time mediano na Espanha, bateu na decisão, nos pênaltis, o gigante Manchester United, que tem um orçamento mais de 5 vezes maior.

Viva para um clube vendido em um bar de uma pequena cidade espanhola para ir do ostracismo total a um título europeu.

 E bem feito para um time que pode fazer a festa de bilionários americanos e de investidores na Bolsa de Nova York, mas que dentro do campo se apequena.

O Villarreal foi vendido para seu atual dono, Fernando Roig, pelo equivalente a 432 mil euros em 1997, o  equivalente hoje a R$ 5,3 milhões. Como não tinha sede, o negócio foi fechado em um bar na cidade que batiza o clube, então com 40 mil habitantes.

Seis anos depois, a família Glazer começou a comprar o Manchester United. Se estima que os americanos gastaram 800 milhões de libras para ter o controle do clube, ou, pelo câmbio atual, mais de R$ 6 bilhões.

Não é o caso de exaltar o Villarreal e lamentar o United pelo abismo nos números gastos pelos seus atuais donos.

Roig está longe de ser um coitadinho. É um dos homens mais ricos da Espanha, com uma fortuna superior a R$ 10 bilhões. E claro que não dá para comparar as finanças do Villarreal com a do United.

A questão é o projeto dos ricaços e a origem de cada um.

O bilionário espanhol pagou uma pechincha por um clube vizinho de suas fábricas de cerâmica. E na região onde nasceu e morava. Claro que ele esperava ter lucro, tanto que investiu pesado no clube.

Mas claramente ali havia paixão, conhecimento de causa. O dinheiro era importante, mas nunca foi tudo.

Gerard Moreno comemora após marcar para o Villarreal sobre o Manchester United
Gerard Moreno comemora após marcar para o Villarreal sobre o Manchester United EFE/EPA/Janek Skarzynski

Tudo ao contrário dos Glazers no United. Eles pouco sabiam de futebol. Compraram um clube a milhares de quilômetros de distância das suas casas. Sempre pareceu que a distribuição de dividendos e o preço das ações na Bolsa de Nova York eram mais importante que o futebol.

Campeão da Liga Europa, Fernando Roig pode ir a um bar modesto de Villarreal comemorar o título com os torcedores do clube. Duvido que os Glazers poderão fazer isso em Manchester quando o United voltar a ser campeão.

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Torcedor de grande pode se orgulhar do time mesmo sabendo que ganhar título é difícil? Fluminense tem vários motivos para dizer que sim

Paulo Cobos
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O Fluminense não ganha um título desde 2016. Jogando um Estadual que tem o estrelado e milionário Flamengo, a chance de ganhar um título nos próximos anos não é dos maiores. Mas, se eu fosse torcedor do clube, estaria orgulhoso como poucos no Brasil.

Não só pela vitória espetacular nesta terça-feira contra o River Plate, em pleno Monumento de Nuñez, que classificou o time para as oitavas de final da Libertadores como líder de sua chave.

O Fluminense tem dentro e fora de campo vários motivos para ser exaltado.

Libertadores: veja os melhores momentos da vitória histórica do Fluminense sobre o River Plate na Argentina


Na bola, o clube fez campanha brilhante no último Brasileiro, garantindo vaga na Libertadores. Fez uma final digna contra o Flamengo no Carioca. E agora foi líder de um dos grupos mais complicados da Libertadores.

Fez isso com uma das administrações mais responsáveis do futebol brasileiro.

O Fluminense teve apenas o 11º maior gasto do futebol brasileiro em 2020, investindo menos até que o Cruzeiro na Série B.

O clube não conseguiu evitar um déficit na temporada que a Covid-19 arruinou também as finanças dos clubes. Só que o vermelho de R$ 2,9 milhões é uma migalha comparado com o prejuízo de R$ 64,4 milhões do Vasco e os R$ 139 milhões do Botafogo.

A dívida do tricolor das Laranjeiras subiu só 1% no ano passado, contra, por exemplo, 34% do Flamengo.

Poucos clubes brasileiros podem tanto se orgulhar das suas categorias de base como a do Fluminense. Xerém não para revelar de jogadores. Pena aqui que o clube precisa vendê-los logo, como Kayky, já de malas prontas para o Manchester City.

Em um futebol que dá poucas chances para técnicos negros, o Fluminense emplacou nada menos do que dois seguidos: Marcão e Roger Machado.

Fred, ídolo do Fluminense
Fred, ídolo do Fluminense Gazeta Press

E vale falar que mais uma vez o Fluminense tem, de novo, a camisa mais bonita da temporada do futebol brasileiro.

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Vender Gerson será um negócio histórico, mas ao fazer isso Flamengo lembra que é um clube brasileiro que precisa pagar as contas

Paulo Cobos
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O Olympique melhorou a proposta salarial e oferece 25 milhões de euros para tirar Gerson do Flamengo. Segundo Mauro Naves, comentarista dos canais Disney, o Real Madrid entrou na disputa para levar o meia.

Não sei qual será o destino, mas uma coisa é certa: Gerson caminha para ser o melhor negócio da história flamenguista.

Por vários motivos. A começar pelo financeiro. Há apenas dois anos, o clube pagou 11,8 milhões de euros à Roma por Gerson. Confirmada a proposta de 25 milhões de euros, irá vendê-lo por mais que o dobro do que gastou com ele.

E ainda vai lucrar com a desvalorização forte do real no período.

Real Madrid entra na briga com Olympique para comprar Gerson, do Flamengo; Mauro Naves dá os detalhes



Além do lucro enorme, Gerson foi protagonista em um dos períodos mais gloriosos da história do Flamengo

Em apenas dois anos no clube, ele ganhou sete títulos, incluindo uma Libertadores e dois Brasileiros.

Tudo parece perfeito, mas não é bem assim.

Ao vender Gerson, o Flamengo lembra a dura realidade que é ser um clube brasileiro que precisa pagar muitas dívidas e para isso precisar contar com a venda de jogadores para isso.

O rubro-negro deu a volta por cima sendo responsável nas suas finanças. E se falta dinheiro para continuar a equacionar sua dívida e manter as contas em ordem, o melhor é mesmo vender Gerson.

Gerson comemora gol pelo Flamengo
Gerson comemora gol pelo Flamengo Alexandre Vidal / Flamengo

Pena que isso significa um choque de realidade. Gigantes europeus não vendem jogadores apenas para ajustar suas finanças. Ainda mais quando eles estão no auge. Como é Gerson no Flamengo.

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Sabe o que é o 'Terrão' e se preparou com mestres como Guardiola e Mancini: 'plano C', Sylvinho é grande acerto do Corinthians

Paulo Cobos
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O corintiano sonhou com Renato Gaúcho, até aceitava Diego Aguirre e acabou vendo Sylvinho eleito para ser o novo técnico do clube.

Uma rápida passagem pelos 'tribunais' das redes sociais e o resultado de enquetes em sites mostram que a escolha da diretoria do clube está longe de agradar a maioria.

Sylvinho pode ter sido o 'plano C' do Corinthians, mas tenho convicção que sua escolha é um grande acerto. Para o momento atual do clube, um nome mais indicado que Renato Gaúcho. E, em qualquer situação, melhor para a equipe que Aguirre.

'Ótimo para o Corinthians, barca furada para o Sylvinho', diz Sormani sobre novo treinador alvinegro



O ex-lateral pode não ter a mesma experiência que Renato e Aguirre. Mas tem atributos para fazer um grande trabalho, além de ter um preço que o clube pode pagar, ao contrário de Renato.

Em um momento que o Corinthians precisa como nunca usar os garotos da base, nada melhor que um autêntico filho do "Terrão" para treinar o time. Sylvinho sabe o quanto é duro uma revelação enfrentar a pressão do time principal no Parque São Jorge. 

Vai entender que garoto está pronto para ser titular. Qual pode entrar aos poucos no time. Identificar aqueles que não estão preparados para entrar no time.

Críticos de treinadores brasileiros repetem sempre que esses profissionais pouco estudam e se preparam.

Pouca gente levou tão a sério o trabalho de se transformar em um grande treinador como Sylvinho.

Teve a sorte de ser comandado como jogador por grandes mestres: Arsène Wenger, Frank Rijkaard e Pep Guardiola. Aposto que Sylvinho, ao contrário da maioria imensa dos jogadores, prestava atenção realmente nas palestras desses treinadores.

Quando parou de jogar, além de cursos de treinadores (incluindo na Uefa), o novo treinador corintiano foi aprender na prática virando auxiliar de grandes técnicos, como Tite e Roberto Mancini.

Roberto Mancini e Sylvinho: eles trabalharão juntos na Inter de Milão
Roberto Mancini e Sylvinho: eles trabalharão juntos na Inter de Milão Divulgação/Inter

Sylvinho tem o DNA corintiano com o conhecimento do que é mais moderno no futebol europeu. Nada mal para quem chegou como um 'plano C'.


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