O dia, há 38 anos, que conheci Pelé e ele fez uma criança emburrada com uma 'roubada' ficar feliz

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Dizem que plebeus não podem tocar em reis e rainhas. Papo furado. Eu, há 38 anos, dei a mão para o Rei mais famoso de todos os tempos. E foi a salvação de uma noite que parecia uma grande "roubada" para um menino de 12 anos.

Foi o dia que vi, toquei e ganhei um autógrafo de Pelé. Depois, como jornalista, o encontrei outras vezes. Mas nenhuma foi como naquela noite de calor insuportável em Sevilha, durante a Copa do Mundo disputada na Espanha, em 1982 (quando o agora 'oitentão' tinha 42 anos).

Estava lá só com meu pai. Em um intervalo dos jogos do inesquecível time de Telê Santana, ele me levou para um programa em que lembro bem como fiquei emburrado. Hoje, um show de música e dança flamenca seria imperdível. Mas para um garoto brasileiro aquilo não era nada atrativo

A noite parecia não acabar nunca. Mas de repente o "milagre aconteceu".

Amigo de infância relembra quem ensinou Edson a virar Rei; assista

Já com metade do show, entra no lugar Pelé com mais uma turma grande de homens e mulheres. Eu era um garoto muito tímido, e não teria coragem de ir lá para pedir o aperto de mão e o autógrafo do Rei. 

Mas meu pai não tinha nada de envergonhado. Ele logo pediu uma caneta para o garçom, tirou duas folhas de papel não sei de que lugar e me pegou pela mão.  Fomos para a mesa onde estava Pelé e sua turma.

Com o mesmo sorriso que sempre encantou o mundo, não hesitou em dar o autógrafo pedido e um aperto de mão breve que nunca vou esquecer.

Pelé sorri após a conquista de sua primeira Copa do Mundo, em 1958
Pelé sorri após a conquista de sua primeira Copa do Mundo, em 1958 Getty Images

Ainda bem que há 38 anos não havia telefones celulares e suas selfies. Nem era tão comum levar uma máquina de fotografar nas mãos. Prefiro muito mais deixar a lembrança do dia em que vi o Rei pela primeira vez na memória do cérebro humano mesmo. Ganhei tempo para por poucos segundos ser o plebeu mais feliz do mundo.

Pelé faz 80 anos e manda breve recado a todos os fãs; assista abaixo

Comentários

O dia, há 38 anos, que conheci Pelé e ele fez uma criança emburrada com uma 'roubada' ficar feliz

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

O presidente do maior rival e um desafeto histórico: Palmeiras deve ficar assustado com intervenção esdrúxula na CBF

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Não sei se faz sentido a Justiça meter a colher na eleição da CBF. Mas tenho certeza absoluta que indicar Rodolfo Landim, o presidente do Flamengo, e Reinaldo Carneiro de Bastos, o comandante da Federação Paulista de Futebol, como interventores da entidade que comanda o futebol brasileiro é totalmente esdrúxula.

Alegar que a escolha de Landim, como fez o juiz que tomou a decisão, foi por causa da "expressiva torcida" flamenguista é bizarro. E colocar como seu parceiro um cartola que tem longa ligação com Marco Polo del Nero é assustador (mesmo que hoje não tenham a mesma intimidade).

Rodolfo Landim, presidente do Flamengo
Rodolfo Landim, presidente do Flamengo Getty

É inconcebível a Justiça nomear interventores com evidentes conflito de interesses no cargo.

Como acreditar na isenção de Landim comandando o Flamengo e a CBF ao mesmo tempo? O que podem dizer os rivais dos times paulistas com Carneiro mandando na confederação?

Mais assustado eu ficaria se fosse torcedor do Palmeiras.

O Flamengo é hoje o maior rival do clube dentro de campo. São os clubes mais ricos e que dividem os títulos nos últimos anos.

Para piorar, Reinaldo Carneiro de Bastos é grande desafeto palmeirense desde a final do Paulista de 2018. O Palmeiras até boicotou sua reeleição na presidência da Federação Paulista e há 3 anos os dois lados trocam farpas.

Pela decisão da Justiça, a intervenção de Landim e Bastos dura 30 dias. Parece pouco tempo, mas o Palmeiras vai suar frio nesse período.

Comentários

O presidente do maior rival e um desafeto histórico: Palmeiras deve ficar assustado com intervenção esdrúxula na CBF

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

'A Olimpíada precisa mais do skate do que o skate precisa da Olimpíada': um papo profético, há dez anos, com Tony Hawk

Paulo Cobos
Paulo Cobos

No festival de besteiras que soltou na tentativa frustrada da criação da Superliga de clubes europeus, Florentino Pérez, o presidente do Real Madrid, tocou em um ponto que fazia sentido.

Ele se disse preocupado que o futebol hoje sofre para atrair o interesse dos jovens, e que deveria mudar por isso.

Lembrei das palavras de Florentino ao assistir e me emocionar (e olha que tenho 51 anos) com a medalha de prata conquistada por Rayssa Leal na estreia do skate em uma Olimpíada.

A filipina Margielyn Didal e a brasileira Rayssa Leal em Tóquio
A filipina Margielyn Didal e a brasileira Rayssa Leal em Tóquio JEFF PACHOUD/AFP via Getty Images)

A audiência na TV estava explodindo. A repercussão nas redes sociais foi insana. Nos sites, as notícias mais lidas eram quase todas do skate.

Voltei ainda mais no passado com essa deliciosa overdose de juventude, cores, diversidade e alto astral com o skate, enfim, na Olimpíada.

Há exatos 10 anos, em 2011, tive a sorte de participar de uma conversa, em Abu Dhabi, com Tony Hawk, a maior lenda do skate.

Perguntei a ele se o skate deveria ser uma modalidade olímpica. Sua resposta foi brilhante, e profética.

"A Olimpíada precisa mais do skate do que o skate precisa da Olimpíada", disse, na lata, Hawk, para depois detalhar sua opinião.  

"As Olimpíadas de verão são chatas. Elas precisam do skate para rejuvenescer. Foi o que aconteceu nos Jogos de Inverno, com o snowboard". 

Algum tempo depois, os cartolas do Comitê Olímpico  perceberam o óbvio e colocaram o skate e surfe no programa dos Jogos. 

E a profecia de Hawk se confirmou. Está claro que o skate vai fazer mais bem para a Olimpíada que o contrário (o esporte virou gigante sem precisar dos Jogos).

Serve o ensinamento para qualquer esporte, incluindo o futebol: rejuvenescer sempre é importante.



Comentários

'A Olimpíada precisa mais do skate do que o skate precisa da Olimpíada': um papo profético, há dez anos, com Tony Hawk

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Como Rivaldo contra Ronaldo Fenômeno na Copa de 2002: existe sim o debate se Bruno Henrique é o melhor jogador do Flamengo

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Na Copa de 2002, Ronaldo Fenômeno foi o artilheiro na conquista do pentacampeonato, marcando dois gols na decisão contra  Alemanha. 

O centroavante acabou ganhando o debate sobre quem foi o melhor jogador da seleção brasileira na campanha na Coreia e no Japão, deixando para trás Rivaldo, que brilhou do primeiro até o último jogo. 

Contou muito o carisma que sobrava para Ronaldo, e faltava para Rivaldo.

Bruno Henrique comemora gol pelo Flamengo
Bruno Henrique comemora gol pelo Flamengo Alexandre Vidal/Flamengo

Quase 20 anos depois, no Flamengo, uma discussão parecida acontece.

Não foram só pelos 3 gols marcados neste domingo contra o São Paulo no Maracanã.  Mas, desde que chegou no Flamengo, Bruno Henrique tem argumentos de sobra para ser apontado como o melhor jogador do time.

Veloz, implacável no jogo aéreo, regular, goleador e assistente, o  camisa 27 é o termômetro flamenguistas. A qualidade, além dos resultados, do futebol do time depende muito do nível de Bruno Henrique.

Mas Bruno Henrique joga em um Flamengo que tem o seu "Fenômeno".

Gabigol faz mais gols. Foi o grande herói do título da Libertadores, marcando os dois gols da virada épica na final contra o River Plate.

E, como Ronaldo, tem o carisma fora de campo que faltava para Rivaldo e também não sobra para Bruno Henrique.

Eu sei. Futebol é mais do que acontece dentro de campo. Mas, na bola, não é nenhum absurdo apontar Bruno Henrique como o melhor jogador do Flamengo, o melhor time do Brasil.

Bruno Henrique manda na gaveta e faz um golaço contra o São Paulo no Maracanã

Comentários

Como Rivaldo contra Ronaldo Fenômeno na Copa de 2002: existe sim o debate se Bruno Henrique é o melhor jogador do Flamengo

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Está feliz com o fracasso dos argentinos na Libertadores e na Sul-Americana? Não deveria

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Se você é daqueles que saboreia quando vê os times argentinos de futebol fracassarem deve estar muito feliz.

Os clubes do país que o brasileiro ama odiar tiveram um verdadeiro fiasco nas oitavas de Libertadores e da Sul-Americana de 2021.

Na principal competição sul-americana, seis argentinos estavam nas oitavas. O único sobrevivente é o River Plate, que ainda assim avançou eliminando um vizinho da região de Buenos Aires: o Argentino Juniors.

Estádio La Bombonera, casa do Boca
Estádio La Bombonera, casa do Boca Getty

Boca, Racing, Defensa Y Justicia e Velez também se despediram, sendo que os três primeiros pelas mãos de times brasileiros.

Na Sul-Americana, só um argentino segue vivo: o Rosário Central. Arsenal e Independiente foram eliminados nas oitavas.

Enquanto as equipes da Argentina passam vergonha, as brasileiras brilham.

Já são quatro nas quartas de final da Libertadores: Atlético-MG, Flamengo, Palmeiras e São Paulo. O Fluminense tem tudo para ser o quinto brasileiro.

Pela Sul-Americana, Athletico-PR, RB Bragantino e Santos estão nas quartas.

Eu não entro nessa de celebrar o vexame coletivo dos argentinos. E nem tanto por ter muita simpatia pelo país e seguir achando que Boca e River seguem sendo os maiores times sul-americanos.

O pior que pode acontecer para os brasileiros é ter a hegemonia total dos torneios na América do Sul.

Ganhar a Libertadores em uma final contra o Boca ou River é muito mais legal que chegar ao título em uma espécie de Copa do Brasil, eliminando apenas rivais locais.

E, com menos competitividade dos argentinos, o nível técnico da Libertadores vai cair. Sem falar que isso também pode significar menos dinheiro.

Pense bem antes de dar pulos de alegria pela desgraça argentina. 

Libertadores: Atlético-MG vence Boca Juniors nos pênaltis e está nas quartas; veja os melhores momentos


  



         


Comentários

Está feliz com o fracasso dos argentinos na Libertadores e na Sul-Americana? Não deveria

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Por que é fácil admirar Crespo no São Paulo e implicar com Renato no Flamengo e Abel no Palmeiras

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Três dos quatro times mais populares do Brasil estão nas quartas de final da Libertadores. Não é fácil torcedores de rivais terem admiração por jogadores ou treinadores dos times desse porte. É muito mais comum implicar com quem brilha nessas equipes.

Mas existe uma diferença clara na forma como são vistos os treinadores de Flamengo, Palmeiras e São Paulo. 

Renato Gaúcho e Abel Ferreira são muito bons. Ambos já ganharam a Libertadores. Mas vai ser muito difícil encontrar um torcedor de time rival com simpatia e admiração plena por eles.

Crespo na festa do título paulista do São Paulo
Crespo na festa do título paulista do São Paulo Miguel Schincariol/saopaulofc.net

Hernán Crespo é argentino: povo, quase sempre injustamente, com fama de arrogante. Mas tenho convicção que ele já tem uma legião de admiradores além dos torcedores são-paulinos (é o meu caso).

São muitos os motivos que facilitam a admiração por Crespo e a antipatia por Renato e Abel.

Podemos começar pelas entrevistas coletivas pós-jogo. Renato quase sempre dá um show de arrogância e soberba. Abel começou bem nesse quesito, mas se afundou nas tolices nos últimos meses, como pedir "parabéns" para os repórteres após a classificação para as quartas de final da Libertadores.

Crespo ouve e responde as perguntas com atenção, raramente procura desculpas como arbitragem para justificar as derrotas.

Claro que o argentino pediu reforços para a diretoria são-paulina (e segue os querendo). Mas não faz disso um choro público. Estrangeiro, parece ter muito mais conhecimento das dificuldades financeiras dos clubes brasileiros.

Para superar dificuldades, Crespo vai buscar soluções em Cotia, dando sinais que conhece muito bem o clube em que trabalha.

Abel passou a maior parte de 2021 pedindo novos jogadores no Palmeiras, que já tem o elenco mais completo do país. Renato fez o mesmo durante anos no Grêmio. E aposto que vai fazer o mesmo na primeira derrota no Flamengo.

O palmeirense tem um comportamento péssimo durante os jogos, xingando a arbitragem e reclamando de tudo Renato não é mal educado como o português, mas é outro que reclama muito. Crespo esbanja elegância na beira do gramado.

Os três foram jogadores. Abel de forma modesta. Renato foi um craque, mas nem de perto teve a mesma carreira de sucesso internacional que Crespo, com imenso sucesso principalmente na Itália.

Mas, como treinadores, o argentino, pelo menos até agora, é o único que parece saber que os jogadores são mais importantes que os técnicos.

Crespo não quer ser a estrela maior do São Paulo. Bem diferente de Renato e Abel.

Abel Ferreira se incomoda com pergunta sobre São Paulo: 'Estava esperando um parabéns'


         
     


Comentários

Por que é fácil admirar Crespo no São Paulo e implicar com Renato no Flamengo e Abel no Palmeiras

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

De Ubaldo Aquino e Amarilla ele não reclamou: Riquelme mostra no Boca que como cartola só é mais da mesma mediocridade

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O Boca Juniors tem razão de reclamar do VAR na sua eliminação para o Atlético-MG na Libertadores. O time teve gol anulado nos dois jogos das oitavas de final em lances que a arbitragem eletrônica procurou pelo em ovo.

Dá até para entender a revolta de quem estava no gramado do Mineirão. Mas não o patético choro de Riquelme .

Mesmo sendo o cartola que comanda o futebol do time em que foi genial como jogador, Riquelme tem o costume de acompanhar pela televisão o Boca nos jogos fora de casa. 

Corintiano Paulinho ficou na boca do túnel para tirar satisfações com Carlos Amarilla em 2013
Corintiano Paulinho ficou na boca do túnel para tirar satisfações com Carlos Amarilla em 2013 Gazeta Press

Após toda  a confusão no Mineirão, ele participou de um programa de TV argentino para colocar em dúvida a credibilidade da Libertadores

"Não estamos cuidando da Libertadores. Sempre foi séria e temos que cuidar dela", disparou o agora cartola, que acumula fracassos no cargo no Boca.

É muita ironia ouvir isso de uma testemunha de duas das arbitragens mais vergonhosas da história da Libertadores, ambas a favor do Boca: em 2001, contra o Palmeiras, e em 2013, diante do Corinthians.

Riquelme viu de perto Ubaldo Aquino garfar o Palmeiras e depois Carlos Amarilla fazer o mesmo contra o Corinthians.

Nos dois casos, o craque argentino não falou que a Liberadores estava deixando de ser "séria".

Se tem alguma prova que o Boca foi prejudicado de forma deliberada, Riquelme deveria mostrá-la (Corinthians e Palmeiras nunca tiveram como provar que foram roubados).

Craque como jogador, Riquelme é só mais um perna de pau como cartola.

Libertadores: Atlético-MG vence Boca Juniors nos pênaltis e está nas quartas; veja os melhores momentos


  


         

Comentários

De Ubaldo Aquino e Amarilla ele não reclamou: Riquelme mostra no Boca que como cartola só é mais da mesma mediocridade

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Sozinho, o Cruzeiro 'morre'; a difícil decisão de deixar, ou não, um time grande desaparecer

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Em pouco mais de duas semanas de férias, Messi foi campeão no Maracanã. A Itália ganhou a Eurocopa. O Flamengo trocou de técnico. A Libertadores pega fogo.

Mas, na volta ao trabalho nesta terça-feira, uma notícia sobre o Cruzeiro foi o que mais me chamou atenção. Segundo o portal UOL, o time que há poucos anos ganhava o Brasileiro não tem mais canais de TV por assinatura por falta de pagamento na Toca da Raposa, o que atrapalha o trabalho da comissão técnica.

Mozard comandando o Cruzeiro na Série B
Mozard comandando o Cruzeiro na Série B Bruno Haddad/Cruzeiro

Em nota, o clube diz que o corte da TV paga foi pontual, que negocia pela volta geral do serviço e faz parte dos cortes de despesas para manter a "austeridade financeira".

O gigante mineiro também foi notícia recente por não pagar a conta de luz. 

E tem a ameaça de uma nova punição da Fifa que pode levá-lo para a Série C. Isso se não for para a terceira divisão no campo mesmo: na sua segunda temporada na Série B, é apenas o 16o colocado, uma posição acima apenas da zona do rebaixamento.

Não adianta. O Cruzeiro não vai sair do maior buraco que um time grande brasileiro já viveu com suas próprias forças.

E aí entra uma grande discussão: rivais, credores e até os governos devem agir para evitar que um time grande desapareça?

Eu sei. Seria inadmissível qualquer tipo de perdão para as dívidas milionárias e irresponsáveis do Cruzeiro em impostos. Mas também é fato que o  Cruzeiro faz parte da história do Brasil.

Credores privados, sejam clubes ou jogadores e treinadores, deveriam perdoar pelo menos parte do dinheiro que o clube não pagou? Fácil falar de fora, mas talvez seja melhor receber parte de um clube que vai seguir existindo do que nada se o Cruzeiro virar realmente insolvente (o que parece cada vez mais próximo).

Poucos times brasileiros se podem dar ao luxo de ajudar um rival. Mas eu, se fosse torcedor do Atlético-MG, pensaria muito bem no que seria o futebol mineiro se o Cruzeiro se tornasse de vez um time insignificante.

A razão deixa claro que a chance do Cruzeiro "morrer" é problema só do próprio clube. Que pague por tantos erros.

Mas isso não é tão simples. Alguma forma precisa ser encontrada para o Cruzeiro não desaparecer.

Torcedores do Cruzeiro invadem Toca da Raposa II e Mário Marra analisa situação difícil do time mineiro 


  


         






Comentários

Sozinho, o Cruzeiro 'morre'; a difícil decisão de deixar, ou não, um time grande desaparecer

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

'Normas são normas'? A difícil decisão da Espanha e do Barcelona entre fair play financeiro e manter Messi

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Ao que tudo indica, nenhum time bilionário resolveu realmente tentar tirar Messi do Barcelona. E, com o clima político mais calmo no clube, o argentino deu todos os sinais que pretende seguir no Barcelona.

Mas o fato é que o maior jogador do mundo está sem contrato desde o último dia 30. O presidente do Barcelona pede "tranquilidade", mas eu, se fosse torcedor do gigante catalão, estaria tremendo de medo de perder o maior ídolo.

O grande obstáculo para a permanência de Messi no Barcelona é o fair play financeiro.

Com uma folha de pagamento que é puro desperdício, e com o faturamento despencando por causa da Covid (e também dos fracassos esportivos), o clube catalão está obrigado em reduzir sua folha de pagamento em 200 milhões de euros, ou mais de R$ 1 bilhão.

Messi consome a maior parte do que o Barcelona gasta com salários. Ou ele aceita reduzir substancialmente o que ganha ou o clube terá que cortar os rendimentos de outros jogadores.

O chefão da liga espanhol, Javier Tebas, desafeto do time catalão, já deu o recado: "As normas são como elas são. Não vão mudar por causa de Messi".

Messi com o troféu da Copa do Rei
Messi com o troféu da Copa do Rei Getty Images

Tebas tem razão?

Na letra fria da lei, toda. Se abrir uma exceção para o Barcelona gastar mais do que a regra permite, estará abrindo um precedente muito perigoso. E também não cumprindo seu papel como chefe da liga espanhola.

E o Barcelona?

Vale manter Messi mesmo que isso signifique  enfraquecer o elenco ou obrigar os coadjuvantes a ganharem menos?

Como não gosto de ficar no muro, cravo (um pouco envergonhado, admito). Que as "normas" mudem. Se Messi quer ficar, que tudo seja feito para realizar seu desejo.


Comentários

'Normas são normas'? A difícil decisão da Espanha e do Barcelona entre fair play financeiro e manter Messi

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Vale a pena passar por isso aos 40 anos? No Cruzeiro, Fábio é o goleiro da pior defesa do Brasil

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Depois do empate contra o Guarani em casa, por 3 a 3, o Cruzeiro é o time que mais sofreu gols nas quatro divisões do Brasileiro.

Em oito jogos de uma campanha medíocre na Série B, é apenas o 14o colocado com duas vitórias, o time de Belo Horizonte já foi vazado 16 vezes. 

Entre os 124 clubes que disputam as quatro séries do Brasileiro, nenhum em termos absolutos sofreu tantos gols como o Cruzeiro. Se falarmos na média, só quatro modestos times na quarta divisão superam os dois gols sofridos por partida pelo gigantes mineiro: Palmas-TO, Caucaia-CE, Águia Negra-MS e Patrocinense-MG. 

Fábio em ação pelo Cruzeiro
Fábio em ação pelo Cruzeiro Gustavo Aleixo/Cruzeiro

O Cruzeiro tem uma defesa vergonhosa com um dos maiores ídolos da sua história no gol. Dos 16 gols sofridos pelo time na Série B, Fábio levou 12 (ele só não atuou na derrota de 4 a 3 para o CRB).

Como fez Marcos quando o Palmeiras caiu para a Série B, Fábio resolveu ficar no Cruzeiro quando o time foi rebaixado.

Mas, pena para o cruzeirense, que o clube onde fez história hoje vive provavelmente a maior crise da história de um grande brasileiro.

O Cruzeiro não conseguiu voltar no ano passado para a primeira divisão. Com um início terrível, pode repetir o fracasso em 2021.

Vale a pena Fábio passar por isso quando já tem 40 anos?

Cada um sabe a hora de parar. Fábio aparenta boa forma física. Se não é o mesmo goleiro brilhante de outros anos, está longe de ser o principal culpado pela peneira que é a defesa do Cruzeiro.

Não sei até onde chega a paciência de Fábio. A minha já teria acabado.

Com 'lei do ex' e gol contra, Guarani busca empate com Cruzeiro em jogaço de seis gols


  


         

Comentários

Vale a pena passar por isso aos 40 anos? No Cruzeiro, Fábio é o goleiro da pior defesa do Brasil

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Copa do Mundo a cada 2 anos? Você pode não gostar da ideia, mas Messi, Ronaldo, Neymar e a maioria do mundo, sim

Paulo Cobos
Paulo Cobos

No final de maio, uma votação em congresso da Fifa decidiu se a entidade deveria levar adiante uma ideia da federação da Arábia Saudita: um estudo para viabilizar a realização da Copa do Mundo a cada dois anos, no lugar do intervalo histórico de 4 anos.

A proposta foi aprovada com ampla maioria: 166 federações nacionais disseram sim, e apenas 22 foram contra.

Lembrei desse assunto assistindo agora aos jogos da Copa América e da Eurocopa.


Há muito tempo não sou grande entusiasta do futebol de seleções. Mas é impressionante notar como os grandes jogadores do mundo parecem mais dispostos a jogar por seus  países do que pelos clubes que lhes pagam salários milionários.

Messi e Neymar jogam agora uma Copa América em estádios vazios e gramados muito ruins no Brasil.

Nada disso parece importar. A cada gol, a cada vitória suada eles parecem tão felizes como nos grandes jogos no Barcelona e no PSG.

Copa América: Messi faz dois, anota um golaço, e Argentina goleia


Na Eurocopa, os jogadores têm a vantagem da volta do público e de estádios muito mais bem envelopados. Mas se percebe o quanto eles amam jogar por suas seleções quando se assiste à comemoração dos ingleses no gol de Kane contra a Alemanha.

Para os grandes jogadores, uma Copa do Mundo a cada dois anos também seria uma chance maior de ganhar a competição que tanto faz falta a alguns deles, especialmente Neymar, Messi e Cristiano Ronaldo.

Mas não são só os grandes jogadores que teriam o que comemorar se o Mundial acontecer a cada dois anos.

Troféu da Copa do Mundo
Troféu da Copa do Mundo Kurt Schorrer/Getty Images

Como bem lembrou o jornalista Steve Price, em texto publicado no site da revista "Forbes", até hoje só 79 países jogaram uma Copa do Mundo. 

"Parte do interesse da Copa do Mundo é que chegar nela é uma conquista. É fácil esquecer que, embora todos os torcedores esperem ver seu país na Copa do Mundo, muitos nunca os viram jogar no maior palco do futebol internacional. É ótimo assistir à Copa do Mundo, mas não é tão bom quando os jogadores do seu país não estão  na TV", escreveu Price, finalizando que uma Copa do Mundo a cada dois dobraria a chance de um país jogá-la, ainda mais que a partir de 2026 ela terá 48 seleções.

Messi, Ronaldo, Neymar e bilhões de pessoas do mundo todo podem ter motivos para celebrar uma Copa a cada dois anos. Seus pontos, admito, são excelentes.

Só que não estarei com eles. Copa do Mundo é o evento mais importante do esporte do planeta por que o mundo fica esperando quatro longos anos para ela acontecer.

Eu não compraria o álbum de figurinhas da Copa se ela fosse tão comum. E você?

Comentários

Copa do Mundo a cada 2 anos? Você pode não gostar da ideia, mas Messi, Ronaldo, Neymar e a maioria do mundo, sim

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Itaquera: o tabu que virou um dos poucos orgulhos do Corinthians hoje, e uma das maiores vergonhas do São Paulo

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Para quem está longe dos melhores tempos, como Corinthians e São Paulo, ter algo para comemorar é mais do que especial. E mais uma decepção ganha ares ainda mais trágicos.

Por esses motivos, o fato do São Paulo nunca ter vencido nas 14 vezes que foi ao novo estádio corintiano em sete anos, virou um dos raros orgulhos atuais de um lado e uma das grandes vergonhas do outro.

O Corinthians sabe que hoje não é candidato a ganhar títulos. É triste para seu torcedor ver o clube afundado em títulos. Saber que vai ser muito difícil no médio prazo a contratação de um grande reforço entristece. Como é duro ver um gigante virar coadjuvante.

Mas o São Paulo é um dos dois grandes rivais do clube. E o que mais ironizou o fato do clube ter demorado mais de 100 anos para ter um estádio próprio grande. 

Não tem preço para o corintiano saborear tantos triunfos do seu time contra o São Paulo na Neo Química Arena. 

O São Paulo conseguiu quebrar o tabu de 9 anos sem título ao ganhar o Paulista de 2021. Mas ainda é muito pouco para sua grandeza.

O fato é que o clube mais vitorioso do país acumula vexames de todos os tipos recentemente. E, assim como o Corinthians, tem situação financeira delicada.

Nesse cenário, como é dolorido nunca ter vencido um jogo na casa do rival, o que o Palmeiras já se cansou de fazer.

Gustavo Mosquito em ação pelo Corinthians contra o São Paulo em Itaquera
Gustavo Mosquito em ação pelo Corinthians contra o São Paulo em Itaquera Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Já teve goleada sofrida em Itaquera. Título perdido no final do jogo. Derrota em Libertadores. E muitas vezes isso com times melhores.

Nesta quarta-feira, o São Paulo tem a 15a chance de enfim ganhar uma partida do Corinthians em Itaquera. Sem torcida. E também com um time individualmente melhor.

Se não conseguir, a vergonha só aumenta. E o orgulho corintiano vai aumentar.





Comentários

Itaquera: o tabu que virou um dos poucos orgulhos do Corinthians hoje, e uma das maiores vergonhas do São Paulo

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Feiura é só um dos problemas: chorar por demolição do tobogã do Pacaembu é ridículo

Paulo Cobos
Paulo Cobos

A Prefeitura de São Paulo deu o sinal verde para a reforma do estádio do Pacaembu. 

Me preocupa muito o destino do clube social que fica no complexo do estádio que mais frequentei na minha vida. Mas, em relação ao campo de futebol, não vejo a hora de ver como ficará o velho Pacaembu, ainda mais sabendo que a linda fachada principal não vai mudar. 

E isso tem a ver principalmente com a notícia que a obra ganhou nesta terça-feira o aval para o começo da demolição do tobogã, uma ideia estúpida em que a feiura nem é o maior problema.

Torcida do Santos no tobogã do Pacaembu
Torcida do Santos no tobogã do Pacaembu Pedro Ernesto Guerra Azevdo/Santos FC

O tobogã só começou a fazer parte do Pacaembu quando algum "gênio" resolveu trocar a concha acústica pelo mostrengo de concreto. 

Me desculpem os torcedores, principalmente os corintianos, que consideram que a arquibancada faz parte da história do estádio.

Se ela faz parte da história, é da história negativa do estádio.

Aposto. Muita gente que acha que o tobogã faz parte da "alma" do Pacaembu só "apreciava" o setor sentado nas numeradas do estádio. 

O tobogã sempre foi desconfortável, inseguro e, minha maior bronca com ele, um monumento à segregação. 

A arquibancada que enfim será destruída, com suas grades e alambrados, evitando a circulação de quem ficava lá para outras áreas do estádio, parecia fazer questão de deixar claro que aquilo era um setor para pessoas de "segunda classe". 

Tão ruim era quando a torcida do time visitante ficava concentrada lá, com dezenas de policiais precisando fazer cordões de isolamento e seguidas cenas de violência, no cenário que tanto mal faz para o futebol brasileiro.

O tobogã foi um grande erro.  Acabar com ele, antes tarde do que nunca, é um acerto gigante.



Comentários

Feiura é só um dos problemas: chorar por demolição do tobogã do Pacaembu é ridículo

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

O domingo que o Vasco foi o maior time do mundo e Cano fez muito mais que Cristiano Ronaldo

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O domingo no futebol teve Eurocopa, Copa América, rodada quase completa do Brasileiro. Entraram em campo seleções e clubes estrelados. Jogadores como Cristiano Ronaldo, De Bruyne e Gabigol.

Mas nenhum desses times foi tão grande neste domingo como o Vasco. E nenhum jogador fez tanto bem pelo mundo como o argentino Germán Cano.

Em um jogo da sétima rodada da Série B, a vitória sobre o Brusque por 2 a 1, Vasco e Cano tiveram a coragem que tanto faz falta no preconceituoso mundo do futebol.

Cano tremula bandeira com as cores do arco-íris em gol do Vasco
Cano tremula bandeira com as cores do arco-íris em gol do Vasco RUDY TRINDADE / FRAMEPHOTO / GAZETA PRES

Enquanto a seleção brasileira pula o número 24 na numeração de seus jogadores na Copa América, e os grandes paulistas praticamente ignoraram a data, o Vasco, na véspera da celebração do Dia do Orgulho Gay, colocou as cores do arco-íris no maior símbolo da sua gloriosa camisa: a faixa diagonal.

Clubes como Flamengo e Fluminense já fizeram ótimas homenagens colocando as cores do arco-íris nos números nas camisas de seus jogadores. E vários jogadores colocaram as cores símbolo do movimento LGBTQIA+ nas tarjas de capitão.

Mas ninguém foi tão corajoso como o Vasco, que ainda foi às redes com um belo texto contra o preconceito:

O Vasco da Gama assume para si a responsabilidade de se posicionar diante do tema, sem defender aquilo que é cômodo, mas sim aquilo que é correto. O clube será um parceiro daqueles que lutam contra o preconceito relacionado à orientação sexual ou à identidade de gênero de quem quer que seja."

Não bastasse a grandeza do clube, seu maior ídolo atual proporcionou uma cena para entrar na história das mais belas fotografias do futebol.

Ao marcar um gol contra o Brusque, ele pegou a bandeira do escanteio que também tinha as cores do arco-íris e a tremulou para celebrar o gol.

Em uma atitude típica de um "zé regrinha" sem bom senso, o árbitro lhe mostrou o cartão amarelo.

Que se dane o cartão. Cano foi gigante. E o Vasco, pelo menos neste domingo, o maior clube do mundo.

'Eu pensei que gay não jogava futebol!' Fundador do BeesCats Soccer explica como time começou e virou uma liga nacional; assista

Comentários

O domingo que o Vasco foi o maior time do mundo e Cano fez muito mais que Cristiano Ronaldo

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Com essa geração, Brasil só ganha Copa do Mundo se Neymar jogar (e arrebentar)

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Não foi só pelo empate contra o Equador neste domingo, na última rodada da fase de grupos da Copa América.

Mas o futebol sem sal do time de Tite mostrou mais uma vez o que é evidente há muito tempo: com sua geração atual, o futebol brasileiro só pode sonhar em ganhar uma Copa do Mundo com Neymar jogando (e ele arrebentando).

Não que o grupo atual da seleção seja ruim. Está repleto de ótimos jogadores. Mas o fato é  que o Brasil tem hoje só um craque realmente que desequilibra no ataque.

Tite pode argumentar que sua equipe ganhou a Copa América de 2019 sem Neymar. Mas isso é o máximo que se pode fazer sem o camisa 10.

Sem o craque do PSG, o Brasil é hoje um time comum, previsível. E Tite tem culpa nisso.

A seleção só ganhou Copas quando tinha jogadores fora de série (nas cinco, sempre teve mais que um).

Se você implica com Neymar, mas ama a seleção brasileira, esqueça a birra. Torça para ele estar na Copa de 2022 no mesmo nível absurdo que está jogando nesse momento. Só assim o hexa pode chegar. E ainda assim vai ser muito difícil.

Neymar comemora hat-trick contra o Peru
Neymar comemora hat-trick contra o Peru Lucas Figueiredo / CBF
Comentários

Com essa geração, Brasil só ganha Copa do Mundo se Neymar jogar (e arrebentar)

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Favoritos chafurdam na mediocridade e na pura ruidade; que bom seria Brasileiro ter seu primeiro 'Leicester' nos pontos corridos

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O Brasileiro-2021 começou com a sensação que o campeonato tinha 5 grandes favoritos: Atlético-MG, Flamengo, Grêmio, Palmeiras e São Paulo.

Mas a realidade é que, ainda no início da sétima rodada, os favoritos chafurdam na mediocridade, casos de Atlético-MG, Flamengo e Palmeiras, e na absoluta ruindade, a verdade de Grêmio e São Paulo, ambos na zona do rebaixamento.

Depois da derrota para o Flamengo para o Juventude neste domingo, só um dos ditos favoritaços aparecia entre os seis melhores colocados: o Palmeiras, e ainda em uma modesta quinta posição.

Desde que o Brasileiro adotou o sistema de pontos corridos, em 2003, sempre o campeão foi um time grande, com investimento pesado.

Seria irônico que em uma edição com tantos supostos super times, o vencedor fosse uma zebra.

Como seria bom se o Brasileiro nos pontos corridos tivesse seu primeiro 'Leicester',  o modesto clube, para os padrões locais, que ganhou a Premier League em 2016, deixando para trás gigantes.

Seria um belo tapa na cara dos grandes brasileiros, que esbanjam marra, mas jogam pouca bola neste Brasileiro.

Juventude e Flamengo fizeram um jogo marcado pelo gramado alagado
Juventude e Flamengo fizeram um jogo marcado pelo gramado alagado Alexandre Vidal/Flamengo

Comentários

Favoritos chafurdam na mediocridade e na pura ruidade; que bom seria Brasileiro ter seu primeiro 'Leicester' nos pontos corridos

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Red Bull Bragantino vai ganhar títulos importantes, mas dá para ser time grande sem torcida?

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Depois de levar um passeio do Red Bull Bragantino, Abel Ferreira, o técnico do Palmeiras, apontou uma suposta vantagem do time da multinacional de energéticos.

“O Bragantino é uma equipe que trabalha junta há muito tempo. Não tem torcida, não tem cobrança nenhuma, joga livre e solto."

Imagino que os torcedores de Bragança Paulista, cidade com 170 mil habitantes no interior de São Paulo, se irritaram com o português.  Mas não há como negar que realmente o Red Bull tem uma torcida modesta, ao contrário da sua ambição.

Abel Ferreira  avalia: 'Bragantino não tem torcida, não tem cobrança nenhuma; joga livre e solto'


Depois de seis rodadas, o time lidera o Brasileiro que deveria ser uma disputa entre esquadrões: Flamengo, Palmeiras, Atlético-MG, Grêmio e São Paulo. Também está vivo na Copa Sul-Americana.

Não sei se o Red Bull será campeão em 2021. Mas tenho certeza absoluta: o time logo vai ganhar competições grandes.

Não se trata de um São Caetano. Que brilhou por pouco tempo pelo fato de ser na verdade um projeto político de um prefeito (e prefeitos não são reeleitos eternamente).

O Bragantino não existe mais. O que temos hoje é um clube que é propriedade de uma empresa bilionária, que já demonstrou ter projetos de longo prazo no futebol. E que é muito boa nos seus projetos esportivos.

Se tenho certeza que os títulos logo chegarão para o Red Bull, fico na dúvida total se as taças irão significar novos torcedores.

Acho, na verdade, praticamente impossível que o clube tenha uma legião de fãs mesmo ganhando a Libertadores. No máximo, simpatizantes.

E dá para ser time grande sem uma torcida grande? Sinto muito. Mas não.

Claudinho, do Red Bull Bragantino
Claudinho, do Red Bull Bragantino Getty Images





Comentários

Red Bull Bragantino vai ganhar títulos importantes, mas dá para ser time grande sem torcida?

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

O chororô de Abel no Palmeiras e o dia de fúria de Pedro no Flamengo: quando o problema é você querer estar em outro lugar

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Abel Ferreira mais uma vez exagerou no chororô sobre reforços no Palmeiras (imagine o que falaria se estivesse no Corinthians) após perder para o Red Bull Bragantino. Pedro, até então um exemplo de profissionalismo no Flamengo, teve um dia de fúria ao ser substituído na vitória sobre o Fortaleza.

A atitude recorrente do técnico palmeirense e a inédita do atacante flamenguista são muito diferentes, mas têm algo em comum: ambas foram feitas por profissionais que queriam estar agora ou em um futuro próximo em outro lugar.

Abel não esconde mais a saudade de Portugal, da família. Suas entrevistas são cada vez mais melancólicas. Ele não esconde mais que estar no Brasil parece cada vez mais um sacrifício. Um sentimento legítimo. 

Abel Ferreira relembra discurso, fala sobre 'alto preço' que paga e faz apelo à torcida e imprensa; assista


Mas ninguém aguenta mais frases do tipo "estou pagando um preço muito alto para estar aqui", como ele soltou após o jogo contra o Bragantino.

Se o preço para treinar o Palmeiras na sua vida pessoal é muito alto, chegou a hora de Abel voltar para casa.

Pedro não deu entrevista após seu chilique contra o Fortaleza, com direito a chutar copos, socos no banco e palavrões.

Mas se falasse, também não esconderia a mágoa por querer nos próximos dias estar longe da Gávea.

Pedro deixa o campo furioso com a substituição
Pedro deixa o campo furioso com a substituição Marcelo Cortes/Flamengo

Era evidente que a disputa entre Flamengo e CBF sobre a participação do atacante na Olimpíada de Tóquio iria explodir no jogador.

Sentindo que não vai aos Jogos, Pedro teve uma reação exagerada e infantil. 

Mas, antes de condená-lo, tente entrar na cabeça de um garoto de 24 anos que ao que tudo indica vai ter uma enorme frustração.

E, ao contrário de Abel, não tem o direito de escolher onde vai estar profissionalmente.




Comentários

O chororô de Abel no Palmeiras e o dia de fúria de Pedro no Flamengo: quando o problema é você querer estar em outro lugar

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Como se um passe fosse igual a um pontapé: o idiota prazer de torcer para o tiki taka da Espanha fracassar

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Van der Vaart foi um bom jogador. Agora, como comentarista de um TV holandesa, soltou uma frase de efeito que tenho certeza que poderia sair da boca de milhões de pessoas pelo mundo inteiro sobre a seleção espanhola.

"A Espanha é horrível, horrível. Espero que joguemos contra eles. Não têm nada naquela equipe. A única coisa que fazem é passar a bola de um lado para outro, não têm um jogador que saiba fazer um passe definitivo", cravou o holandês.

O desprezo de Van der Vaart pela seleção espanhola é compartilhado por muita gente, tanto na mídia quanto no torcedor comum.

Torcida da Espanha faz enorme festa para sua seleção na saída do hotel antes de jogo da Eurocopa


E isso não acontece só agora, quando a Espanha fez campanha claudicante na primeira fase da Eurocopa. Depois de insossos empates contra Suécia e Polônia, a classificação só chegou com uma goleada diante da frágil Eslováquia. Nas três partidas, foram absurdos 2.367 passes trocados, quase 600 a mais que Holanda e Itália.

Até quando a seleção espanhola teve sua era de ouro, ganhando a Copa de 2010 e as Eurocopas de 2008 e 2012, muita gente torcia o nariz para o estilo de jogo do time.

"Chato. Aborrecido. Sonolento. Só ganha de 1 a 0. Ninguém chuta no gol". Cansei de ouvir essas palavras sobre a Espanha.

Com esse raciocínio, muita gente tem um prazer genuinamente idiota de ver o tal tiki taka espanhol fracassar.

Parece que passar a bola é tão nefasto quando acertar um pontapé no adversário.

Busquets em ação com a Espanha pela Eurocopa
Busquets em ação com a Espanha pela Eurocopa Getty Images

A Espanha tem uma ideia de jogo, o que muita seleção grande não consegue ter há anos. Só não é brilhante hoje por não ter mais os craques de antes, como Sergio Ramos, Puyol, Piqué, Xavi, Iniesta e David Silva.

Nenhuma seleção da Europa teve o mesmo sucesso que a Espanha neste século. E tocando a bola de um lado para o outro. Que continue assim.


Comentários

Como se um passe fosse igual a um pontapé: o idiota prazer de torcer para o tiki taka da Espanha fracassar

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Por grandeza e por Neymar: PSG precisa correr o risco de perder Mbappé sem ganhar um euro em troca

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Nenhuma decisão do futebol antes do começo da temporada 2021/2022 na Europa é tão importante como saber o que vai acontecer com Mbappé.

Muito mais se Messi irá ficar no Barcelona e Cristiano Ronaldo na Juventus. Afinal, nenhuma mudança de um craque pode ter efeitos tão diversos como o francês mudar de equipe.

Mbappé tem apenas mais um ano de contrato com o PSG. Em nenhum momento ele parece comprometido em estender seu vínculo com o clube. Nesta terça-feira, um jornalista na França cravou que ele já pediu para deixar o time de Paris

Os bilionários árabes donos do PSG precisam decidir: vender o craque local agora em troca de mais de 100 milhões de euros ou correr o risco de vê-lo sair sem deixar um euro no cofre do clube em 2022, quando seu contrato acaba.

Na minha opinião, o PSG não deveria hesitar em trocar o certo pelo incerto.

O clube já demonstrou inúmeras vezes que dinheiro não é problema. Com o que iria faturar em uma eventual venda de Mbappé, não compraria ninguém com a mesma qualidade e futuro.

Para ganhar a Champions, sua obsessão, o PSG precisa de Mbappé. Melhor ter apenas mais uma chance com ele do que refazer o time agora.

Outro ponto é o orgulho. A diretoria do clube repetiu inúmeras vezes que o atacante não está à venda. Mudar de ideia agora por um capricho do jogador seria admitir que não é grande.

Mantendo Mbappé, mesmo com o risco de perdê-lo por nada em troca, o PSG ainda tem a chance de demonstrar que o melhor projeto para ele está no clube.

Por fim, existe Neymar. O brasileiro recentemente estendeu seu contrato. Imagino que ele fez isso com a sinalização que teria Mbappé, um escudeiro dos sonhos, ao seu lado.

Neymar sabe que, no médio prazo, é melhor ter Mbappé do que Messi ou Ronaldo como companheiro de time.

Neymar na sua apresentação no PSG
Neymar na sua apresentação no PSG ESPN


Comentários

Por grandeza e por Neymar: PSG precisa correr o risco de perder Mbappé sem ganhar um euro em troca

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Homens adultos: Patrick de Paula e Gabriel Menino mostram coragem que falta ao Palmeiras para condenar 'torcedor justiceiro'

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Foi assim com Lucas Lima, na semana passada, e agora, com Patrick de Paula. Veloz para afastar, multar e condenar seus jogadores por estarem na noite ignorando os protocolos contra Covid-19 (o que está coberto de razão), o Palmeiras até hoje não soltou uma palavra sobre os "torcedores justiceiros" que esbanjam violência física e psicológica na caça aos boleiros pela noite paulistana.

Não é possível tamanha covardia. Nem uma simples nota em uma rede social condenando o comportamento de torcedores que ameaçam vidas e também o patrimônio do clube (Patrick de Paula vale dezenas de milhões de reais).

Patrick de Paula e Gabriel Menino em ação pelo Palmeiras
Patrick de Paula e Gabriel Menino em ação pelo Palmeiras Cesar Greco/Palmeiras

O Palmeiras deveria aprender com dois garotos.

Ao dar sua versão sobre o flagra na saída de um restaurante, Patrick de Paula, de 21 anos, não deixou de comentar a forma como foi abordado

"Queria mandar um recado para quem esteve lá: não é assim que se resolvem as coisas, não é com a violência. Eu sou muito contra a violência e quero deixar claro que tudo se resolve na conversa".

Horas depois, em uma entrevista no Sportv, foi a vez de Gabriel Menino deixar claro que os supostos torcedores não têm o direito de fazer o que estão fazendo sob o silêncio da diretoria alviverde.

“Em questão de torcedor eu acho que estão exagerando um pouco. Nada disso vai fazer a gente correr mais, vai deixar a gente mais pressionado. O que será que vai acontecer amanhã? E se por acaso não for o nosso dia, se a bola estiver batendo na trave? A gente não pode sair para rua hoje e não pode mesmo. Acho que eles estão passando um pouco dos limites, mas não estou defendendo ninguém. Tem que seguir o protocolo, não só nós jogadores, mas como as pessoas do mundo inteiro, respeitar um pouquinho e cada um ficar em casa para que essa doença passe mais rápido e a gente volte a viver uma vida normalmente”, comentou.

O Palmeiras, instituição de 106 anos, deveria aprender com Gabriel Menino, de 20 anos: "O que será que vai acontecer amanhã?"




Comentários

Homens adultos: Patrick de Paula e Gabriel Menino mostram coragem que falta ao Palmeiras para condenar 'torcedor justiceiro'

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

mais postsLoading