O ataque seria Marinho, Richarlison e Pedro: como Fluminense perdeu a chance de ter melhor time do Brasil

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Sim. Esse exercício poderia ser feito com outros grandes clubes brasileiros. Mas em nenhum deles acredito o resultado seria tão cruel atualmente.  O Fluminense jogou no lixo a chance de ter hoje o melhor time do futebol nacional (e também da América do Sul).

Imagine um time com a seguinte escalação: Thiago Volpi; Fabinho, Dedé, Thiago Silva e Marcelo; Wendel, Gerson e Gustavo Scarpa; Marinho, Richarlison e Pedro. Muitos estão no auge de suas carreiras, como Fabinho, Marinho, Richarlison e Pedro. Outros estão na lista de melhores de suas posições no século (Thiago Silva e Marcelo).

Richarlison celebra gol pelo Fluminense no Brasileiro de 2017
Richarlison celebra gol pelo Fluminense no Brasileiro de 2017 Getty

Todos eles são crias das categorias de base do Fluminense ou estiveram no clube ainda muito jovens. O que torna cruel para o torcedor tricolor essa seleção imaginária é que muitos desses jogadores estão em evidência hoje. E o desperdício de talento não significa que o clube recebeu em troca uma fortuna que o salvasse da penúria dos últimos tempos.

O Fluminense nunca vendeu um jogador por mais de 20 milhões de euros, o que o Flamengo se cansou de fazer nos últimos anos. Sei que eram um pouco mais jovens, mas ninguém vai me convencer que Vinícius Jr. e Reinier valiam mais do que Pedro, que foi para a Fiorentina por 11 milhões de euros.

Em 2012, o clube se desfez de Fabinho por R$ 1 milhão. E hoje o agora volante custou 50 milhões de euros para o Liverpool.

Nenê faz de pênalti, e Fluminense vence o Bahia pelo Brasileirão; VEJA o gol!

A super seleção que o Fluminense poderia ter hoje também se perdeu por quem passou pela base, mas não ficaram, como nos casos de Volpi, Dedé e Marinho.

Que o Fluminense continue tendo orgulho das suas joias de Xerém. Mas que elas também possam fazer o clube novamente ter um time profissional de ponta.

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Nada de ficar de joelhos: Sergio Ramos deixa Real Madrid e fica maior; clube, menor

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Como torcedor do Atlético de Madrid, eu deveria saber que Sergio Ramos nunca desiste. 

Nesta terça-feira, o blog lamentou que o zagueiro, na minha opinião o maior da sua posição do mundo, estivesse ficando de joelhos para o Real Madrid, aceitando a humilhante proposta de renovação oferecida pelo clube.

Mas, como na final da Champions em 2014, quando fez um gol de cabeça aos 48 minutos do segundo tempo que tirou o título do Atlético, Sergio Ramos demonstrou o quanto é gigante ao decidir deixar mesmo o clube que defendeu com dedicação incomparável por 16 anos.

Zagueiro artilheiro! Relembre gols históricos do Sergio Ramos pelo Real Madrid em LaLiga


Fez bem em não aceitar apenas um ano de contrato, ganhando menos e com grande chance de ser reserva de Militão e Alaba. Fez ainda melhor de não se render a Florentino Perez, o super cartola que torra mais de 100 milhões de euros em Hazard, mas economiza com ídolos como Cristiano Ronaldo e, agora, Sergio Ramos.

Sergio Ramos deixa o Real Madrid muito maior do entrou.

O mesmo não acontece com o clube. 

Sergio Ramos comemora em jogo do Real Madrid
Sergio Ramos comemora em jogo do Real Madrid Juan Manuel Serrano Arce/Getty Images

Não é o caso de comparar Sergio Ramos e Messi. Mas ambos tiveram carreiras igualmente longas e vitoriosas no Real Madrid e no Barcelona.

Enquanto o Real pouco fez para ficar com o zagueiro, o Barcelona faz o impossível para manter o argentino.

Quem não trata bem os ídolos, fica um pouco menor. Como o Real Madrid.

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Ronaldo e Pogba podem esconder garrafa de patrocinador? Se sim, o terceiro goleiro da Macedônia do Norte também

Paulo Cobos
Paulo Cobos

As imagens repercutiram tanto como o que aconteceu dentro de campo. Primeiro, Cristiano Ronaldo comoveu as redes sociais ao afastar duas garrafas de Coca-Coca, um dos patrocinadores do evento, em entrevista pré-jogo da estreia de Portugal na Eurocopa-2020.

Nesta terça-feira, foi a vez do francês Pogba esconder garrafas da cerveja Heineken em entrevista após a vitória da França sobre a Alemanha.

Os dois têm motivos pessoais por suas ações. O português evita fazer propaganda de refrigerantes e preza a vida saudável. Pogba tem uma motivação religiosa: é muçulmano, religião em que a bebida alcoólica quase sempre é proibida. Mas o fato é que as garrafas que ele afastou eram de cerveja sem álcool. 

Cristiano Ronaldo marca duas vezes, faz história, e Portugal vence na estreia da Euro; VEJA os gols


Mas também é fato que Ronaldo e Pogba passaram por cima do regulamento da Uefa para a Eurocopa. 

Em seu artigo 63, o documento diz o seguinte: "Cada federação participante deve apoiar e garantir que seus jogadores, treinadores e outros funcionários apoiem o programa comercial estabelecido pela UEFA para explorar os direitos de marketing para o torneio final".

Claramente, os astros de Portugal e França pisaram no regulamento.

Pogba durante entrevista coletiva após vitória da França
Pogba durante entrevista coletiva após vitória da França Getty Images

Até agora, nenhum sinal foi dado pela Uefa que os dois serão punidos pelo desprezo aos patrocinadores que pagam dezenas de milhões de euros por isso.

Nem sou a favor que isso aconteça. Mas, o que serve para Ronaldo e Pogba também deve servir para o terceiro goleiro da Macedônia do Norte. Que nenhum jogador insignificante seja punido se também mandar as garrafas dos patrocinadores da Uefa para o lixo.

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Quem diria: Rogério Caboclo, por sua mediocridade, pode ser o cartola da CBF que mais fez pelo futebol brasileiro

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Rogério Caboclo é provavelmente o mais medíocre presidente da história da CBF. Mas, ironia do destino, pode ser o cartola da confederação que mais bem fez ao futebol brasileiro.

Não por qualquer mérito da sua administração, que foi interrompida pelo seu afastamento após ser acusado de assédio sexual.

Mas é justamente sua fraqueza atual, e da CBF como um todo, que os clubes têm a melhor chance de fazerem uma revolução no futebol nacional.

Ao peitarem a confederação nesta terça-feira, exigindo mudanças na forma como o presidente da CBF é eleito e criando uma liga administrada por eles mesmo, os clubes dão um passo gigante para tirarem o Brasil da pré-história no futebol.

Há muito tempo essa decisão deveria ter sido tomada. Mas faltava coragem e também armas para confrontar a poderosa CBF, podre de rica e poderosa contra clubes vivendo de migalhas.

Só que Caboclo jogou a CBF em uma crise histórica.

Principalmente por seu sórdido comportamento com uma funcionária da entidade. Mas também por ser questionado hoje por outros cartolas e até por jogadores e jogadoras das seleções brasileira.

Poucas vezes a CBF foi tão frágil. Não existe melhor momento para mudanças. Que os clubes aproveitem e eles passem a dar as cartas.

O presidente afastado da CBF, Rogério Caboclo
O presidente afastado da CBF, Rogério Caboclo Lucas Figueiredo/CBF

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No `terrão`, Corinthians gasta como time médio; para contratar, torra o que não tem

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O estudo anual sobre as finanças dos clubes feito pelo banco Itaú BBA prova como o Corinthians não cansa de errar no futebol.

Para um clube afundado em uma dívida próxima do R$ 1 bilhão (sem contar o estádio), o certo seria evitar contratações caras e tentar investir na base para colher promessas que possam resolver os problemas do clube dentro de campo e no caixa.

Mas a diretoria corintiana, controlado pelo grupo de Andrés Sanchez há quase 15 anos, fez tudo ao contrário.


No intervalo de Palmeiras x Corinthians, Sylvinho fez alerta aos jogadores e cravou: 'Não importa, nós estamos nesse jogo'


O Itaú BBA listou quanto os principais clubes gastaram nos últimos 5 anos em contratações de jogadores e o dinheiro investido na categoria de base.

O levantamento mostra o desprezo do clube pelo seu famoso "terrão", o apelido carinhoso da base do Corinthians.

Pelo estudo, o clube foi apenas o 14o que mais gastou nas categorias de base entre 2016 e 2020. 

Foram só R$ 27 milhões, ou pouco mais de R$ 5 milhões por temporada. O Corinthians gastou menos até que o Coritiba, que investiu  R$ 48 milhões no período.

O investimento corintiano no futuro quando comparado ao gasto de Palmeiras (R$ 115 milhões), São Paulo (R$ 110 milhões) e Flamengo (R$ 101 milhões) é vergonhoso.

Econômico na base, o Corinthians torra o que não tem para contratar reforços.

Ederson e Luan comemoram gol pelo Corinthians
Ederson e Luan comemoram gol pelo Corinthians Agência Corinthians

De acordo com o Itaú BBA, entre 2016 e 2020 o clube foi o quinto que mais gastou com isso. Por valores corrigidos pelo IPCA, foram R$ 321 milhões gastos na aquisição de atletas.

O Corinthians gastou bem menos que Flamengo e Palmeiras em jogadores nos últimos 5 anos. Mas a coleção de títulos dos rivais justificam os R$ 683 milhões gastos pelo rubro-negro e R$ 808 milhões pelo alviverde.

A cegueira corintiana de torrar milhões em Luan e companhia e esquecer o `terrão` tem um preço alto: a mediocridade financeira e esportiva.






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De `maior zagueiro da história` à reserva: como é triste ver Sergio Ramos ficar de joelhos para o Real Madrid

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Há quase um ano, o blog não hesitou em apontar Sergio Ramos como o "maior zagueiro da história". Sua coleção de títulos no Real Madrid e pela Espanha, seus gols decisivos, sua liderança e seu carisma são inigualáveis para um jogador da sua posição.

Pena ver agora alguém do seu tamanho ser obrigado a ficar de joelhos para o clube que tanto ofereceu.

Deu tudo errado para Sergio Ramos nesta temporada europeia que está acabando agora com a Eurocopa.

Nem mesmo convocado para a competição continental ele foi, depois de várias lesões e nenhum título pelo Real Madrid.

Mas o pior para o zagueiro é acabar, ao que tudo indica, de forma humilhante sua renovação de contrato com o clube.

O vínculo atual de Sergio Ramos com o Real Madria acaba no próximo dia 30 de junho.

O clube sempre colocou na mesa uma oferta de renovação por mais apenas uma temporada, e com redução salarial. Ramos sempre exigiu pelo menos dois anos de contrato.

Como o próprio jogador, eu também imaginava que não faltariam interessados pelo seu trabalho nas condições que ele exigia ao Real Madrid. Mas, ao que tudo indica, o interesse de PSG e Manchester City era só fumaça.

E Sergio Ramos, segundo boa parte da imprensa espanhola, vai capitular e aceitar a renovação por apenas um ano na condição imposta pelo clube.

Sergio Ramos em ação pelo Real Madrid
Sergio Ramos em ação pelo Real Madrid Getty Images

Mas a situação  é ainda pior. O `maior zagueiro da história`, ficando no Real Madrid, não tem nem mesmo a titularidade garantida. O recém chegado Alaba é nome certo na zaga. E o clube branco também está agora maravilhado com o brasileiro Militão.

Sergio Ramos não merece e não deveria aceitar tamanho descaso. O Real Madrid é gigante, mas ele também é.





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Recordes não resolvem: Messi e Neymar amam suas seleções, mas só serão amados ganhando Copa do Mundo

Paulo Cobos
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Messi já é o maior artilheiro da história da seleção argentina. Na Copa América, provavelmente vai ultrapassar Mascherano e se tornar também o jogador com mais partidas pelo seu país.

Neymar tem 29 anos e, se quiser, pelo menos mais 5 anos atuando pela seleção brasileira. Se fizer isso, aposto que vai superar Pelé como maior artilheiro do time nacional, seja nas contas da Fifa ou na CBF. 

Também vai deixar Cafu para trás como recordista de jogos. Pelas contas da CBF, o ex-lateral direito atuou 149 vezes pela seleção. Neymar tem hoje 106.

Neymar e Gabigol marcam em vitória do Brasil por 3 a 0 na estreia


Messi e Neymar terão fatalmente os dois grandes recordes individuais de Argentina e Brasil. 

Vão conseguir isso amando jogar por suas seleções. Mesmo quando são duramente criticados, sempre se mostram disponíveis para jogar qualquer competição ou amistoso.

Mas a recíproca não é verdadeira.

Messi e Neymar só serão amados realmente em suas seleções quando ganharem uma Copa do Mundo. Simples assim. Para Argentina e Brasil, recordes individuais são uma migalha comparados a levantar uma Copa do Mundo.

Neymar e Messi em entrega de prêmio da Fifa
Neymar e Messi em entrega de prêmio da Fifa Stuart Franklin/FIFA via Getty Images
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Fura fila na vacina e 50% do estádio com público em países que vacinaram menos que o Brasil: Eurocopa é uma temeridade

Paulo Cobos
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Qualquer um que goste de futebol olha para a Eurocopa, que tem a largada da edição 2021 nesta sexta-feira, com admiração. Um amontoado de craques, grandes jogos e belos estádios em tardes e noites de verão europeu.

Mas desta vez não dá para fechar os olhos que a competição virou uma grande temeridade em tempos de Covid-19.

A megalomania de organizar a fase final da competição em 11 países é pura irresponsabilidade. 

Seleções vão se deslocar por centenas de quilômetros de um jogo para outro. Mesmo com a diminuição no número de casos, os times seguem sob o medo de sofrerem um surto, como acontece com a Espanha depois que o capitão Busquets testou positivo.

Pior ainda é aceitar a presença de público nos estádios.

Na Hungria, os jogos serão realizados com capacidade máxima: 61 mil pessoas. Especialistas apontam que não importa que o país, com um dos maiores número de mortes proporcionais por habitantes do mundo, tem uma alta taxa de vacinados: 41% dos húngaros estão completamente imunizados (com duas doses ou com a vacina de dose única).

Mas a Eurocopa vai ter partidas com 50% do público em estádios de países que vacinaram menos até que o Brasil.

No Azerbaijão, só 9,4% da população têm a vacinação completa. Na Rússia, 9,5%. No Brasil, 11% já receberam as duas doses.

E não falta bagunça na tentativa de proteger os jogadores.

Jogadores da Espanha tomaram vacina antes da Eurocopa
Jogadores da Espanha tomaram vacina antes da Eurocopa Divulgação seleção espanhola

Mesmo antes do caso Busquets, a seleção espanhola pediu para que os jogadores do time furassem a fila e fossem imunizados. Depois de muita polêmica, a vacinação foi autorizada. Mas as doses só foram aplicadas nesta sexta-feira, apenas três dias antes da estreia da Espanha.

A vacina usada foi a Janssen, que tem dose única, mas que só tem alta eficiência duas semanas depois, quando a Espanha já pode até estar eliminada.

Nem sempre a Europa é um exemplo no futebol.



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Gabigol, Flamengo e CBF: a casa onde todos brigam, e ninguém tem razão

Paulo Cobos
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A confusão envolvendo CBF, Flamengo e Gabigol me faz lembrar o velho ditado popular: `Em casa onde falta pão, todos brigam, e ninguém tem razão`.

Troque o pão, afinal não falta dinheiro para todas as partes, por bom senso. E está criada a tempestade perfeita.

Começando pela incompetência da CBF, que não é capaz de fazer um calendário decente que permita os clubes não entrarem em quando a seleção brasileira joga, como agora nas eliminatórias e na Copa América.

Claro que o Flamengo sempre precisa de seus melhores jogadores. Mas não faz sentido exigir que Gabigol entre em campo nesta quinta-feira, contra o Coritiba, dois dias depois de jogar no Paraguai pela seleção e menos de 24 horas antes de reapresentar na seleção para a Copa América.

Ainda mais com a chance de aumentar seu problema muscular e não poder jogar por qualquer time que seja.

Não faz bem o maior ídolo flamenguista não ter se apresentado no clube como a diretoria da Gávea exigiu. Isso é o mínimo que um profissional tão bem remunerado como ele deve fazer.

Os médicos da seleção e do Flamengo também não ajudam. Com versões conflitantes, ajudam a colocar fogo na crise.

Tite conversa com Gabriel Jesus e Gabigol em treinamento da Seleção Brasileira
Tite conversa com Gabriel Jesus e Gabigol em treinamento da Seleção Brasileira Lucas Figueiredo / CBF

Como começou a crise entre CBF, Flamengo e Gabigol todo mundo sabe. O difícil é saber o desfecho da confusão. Só aposto que o maior prejudicado será o jogador.

Não vai faltar gente o acusando de pensar mais na seleção que no clube que paga o seu salário.  Mas a banda, na carreira de um jogador de elite, não toca desse jeito.




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Única coisa possível em 2021 é não cair para a Série B: ano do Corinthians não acabou, está só começando

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O ano do Corinthians não acabou nesta quarta-feira, quando o time foi eliminado pelo Atlético-GO na Copa do Brasil. Na verdade, está só começando.

Ao ser despachado pelo time goiano, o clube, para muita gente, perdeu a última chance real de conquistar um título em 2021. Discordo.

O Corinthians simplesmente não tinha time para ganhar o Paulista, a Sul-Americana e a Copa do Brasil. O elenco é medíocre. A diretoria é ainda pior. É um delírio achar que nessa situação o clube possa ser campeão de um torneio de elite.

Celso Unzelte diz qual deve ser a 'prioridade' do Corinthians na temporada



O único objetivo possível do Corinthians em 2021 teve só 2 das 38 rodadas disputadas.

Esportivamente, o clube terá saído no lucro nesta temporada se conseguir a permanência na primeira divisão do Brasileiro.

Neste caso, até tem elenco para atingir tão modesto objetivo para um clube do seu tamanho. Mas não vai ser fácil. Difícil encontrar quatro ou time piores que o Corinthians hoje no Brasileiro.

Sylvinho na derrota do Corinthians para o Atlético-GO na estreia no Brasileirão
Sylvinho na derrota do Corinthians para o Atlético-GO na estreia no Brasileirão Agência Corinthians
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Única coisa possível em 2021 é não cair para a Série B: ano do Corinthians não acabou, está só começando

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Por uma noite, que se dane os vexames de Cruzeiro e Palmeiras: viva o Nordeste, viva o CRB e a Juazeirense

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Quando um time grande perde para um rival modesto, como fizeram Cruzeiro e Palmeiras nesta quarta-feira pela Copa do Brasil, contra, respectivamente, Juazeirense e CRB, o normal é apontar o dedo para o vexame dos poderosos.

Não é diferente com esse blogueiro. Ao ver os grandes serem eliminados nos pênaltis quase ao mesmo tempo,  a ideia inicial era lamentar como o Cruzeiro virou uma grande piada e criticar Abel Ferreira por comandar o quarto fracasso palmeirense na busca por um título na temporada.

Mas, pelo menos neste noite, que se dane os fiascos dos grandes. 

Nada de apontar as falhas dos jogadores e treinadores de Cruzeiro e Palmeiras.

Vou celebrar a sorte que é o futebol ser um esporte em que um time pequeno pode eliminar um adversário muito mais rico.

Nesta noite, vale exaltar os goleiros Diogo Silva, do CRB, e Rodrigo Calaça, da Juazeirense. Ambos foram decisivos com suas defesas durante os 90 minutos e, principalmente, na cobrança de pênaltis.

Lance de jogo entre Palmeiras e CRB, pela Copa do Brasil
Lance de jogo entre Palmeiras e CRB, pela Copa do Brasil Cesar Greco/Ag Palmeiras

Impossível ser sempre assim. Mas que bom, pelo menos por uma noite, escrever que Cruzeiro e Palmeiras não deram vexame. Mas que foram eliminados por bons times, heróicos. Viva o futebol nordestino. E um viva especial para CRB e Juazeirense.

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Caboclo? Férias? Nike? O que seriam as 'razões de cunho profissional' para Neymar e companhia serem contra Copa América?

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Acabou o suspense, não o mistério. Nessa terça-feira (8) à noite, após vencer o Paraguai pelas eliminatórias da Copa do Mundo, os jogadores da seleção brasileira enfim divulgaram o manifesto sobre a Copa América, esperado desde a semana passada

Eles se disseram contra a organização do torneio, que será disputado no Brasil a partir deste domingo (13). Mas confirmaram que vão entrar em campo.

O mistério não acaba por que o tal manifesto não deixa claro o motivo da  rejeição da competição por Neymar, Marquinhos, Casemiro e companhia.

'Quem quiser se manifestar politicamente, que faça quando estiver em casa', diz Marquinhos sobre manifesto da seleção; assista


Segundo o texto, publicado nas redes sociais dos jogadores,  a contrariedade com a Copa América tem "diversas razões, sejam elas humanitárias ou de cunho profissional".

O longo texto não cita em nenhum momento a COVID-19. Mas parece evidente que as "razões humanitárias" sejam a pandemia que se aproxima de matar 500 mil pessoas no Brasil.

O mesmo não acontece com os motivos de "cunho profissional".

É  uma pena que os jogadores não tenham tido a coragem de dizer os motivos "profissionais" que o incomodam na seleção. Abre espaço para especulações de todos os tipos possíveis.

Não é possível nem ter a coragem de citar o comportamento nefasto de Rogério Caboclo, o presidente afastado da CBF, para justificar a contrariedade.

Existe incômodo com o calendário, que vai atrapalhar as férias dos jogadores que atuam na Europa, um ano antes da Copa do Catar?

O clima pesado entre Nike e Neymar é um motivo de "cunho profissional" para a Copa América ser um problema?

Não esperava que os jogadores da seleção fossem realmente boicotar a Copa América. Se eu estivesse no lugar deles, provavelmente também não teria essa valentia. Mas dava para ser um pouco mais corajoso e apontar o dedo para os problemas da CBF.

Neymar comemora gol pela seleção
Neymar comemora gol pela seleção Lucas Figueiredo / CBF

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Tite parece não ter essa convicção: para saber se Gabigol é jogador de seleção, ele precisa ser titular na Copa América

Paulo Cobos
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Ao que tudo indica, Gabigol vai voltar para o banco de reservas da seleção no jogo desta terça-feira contra o Paraguai, pelas eliminatórias da Copa.

É fato que o atacante do Flamengo teve atuação apagada na chance como titular, contra o Equador, na última sexta-feira. 

E que Gabriel Jesus, que deve ser seu substituto, não joga no Manchester City e está na mira de gigantes como Barcelona e Juventus por acaso. O ex-palmeirense pode não ser o melhor finalizador do planeta, mas tem inteligência de sobra e tem ótimo entrosamento com Neymar.

Se confirmar a troca, Tite vai dar outro sinal claro que não tem convicção alguma sobre Gabigol ser protagonista na seleção como é no Flamengo.

E pode cometer uma grande injustiça.

Também não tenho certeza se o ídolo flamenguista pode ser sim um jogador titular em uma Copa do Mundo com a camisa do Brasil. Mas só saberemos isso se ele tiver mais chances como titular.

Ele precisa ser titular na Copa América, ou pelo menos na primeira fase da competição.

Só assim Tite vai saber se tem ou não um artilheiro indiscutível como titular.

Gabigol abraça Tite em jogo da seleção brasileira contra o Equador nas eliminatórias
Gabigol abraça Tite em jogo da seleção brasileira contra o Equador nas eliminatórias Divulgação/CBF

Não custa lembrar também. A Copa América será disputada no Brasil. Sem torcida, é verdade. Mas eu não deixaria o maior ídolo que atua no futebol brasileiro no banco.

 



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Tite erra, como eu, como você; mas quem dera se todos tivessem o caráter dele

Paulo Cobos
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O ano é 2004. O lugar é o  velho Parque São Jorge, onde o  Corinthians treinava quando ter um CT era um sonho para o clube. Depois de trabalhar duro, e dar uma entrevista coletiva, Tite tinha a paciência de falar com os jornalistas no estacionamento.

Muitas vezes ele fugia das perguntas. Mas sempre olhando nos olhos do repórter. Ele não era famoso como é hoje. Mas era claro que ali estava um treinador e um profissional com um caráter que deveria ser o padrão para qualquer brasileiro.

17 anos depois, Tite talvez nem lembre dos tempos de um Corinthians que não ganhava nada e passava longos minutos ouvindo com toda atenção um repórter iniciante. Mas eu lembro.

E isso me faz ficar triste quando eu vejo o treinador da seleção brasileira ser atacado por tanta gente, como se só ele tivesse que dar explicações sobre tudo.

Tite errou muito na seleção brasileira. Nada muito diferente da vida de qualquer pessoas, como eu, como você.

Ele não deveria ter colocado o filho para ser seu auxiliar.  Poderia ser mais duro com os chiliques de Neymar. 

Tite em jogo da seleção
Tite em jogo da seleção Lucas Figueiredo/CBF

Mas querer colocar Tite como vilão é odioso. Achar que seu jeito empolado de falar é um problema é raso.

Em dois dias, talvez, Tite não seja mais o técnico da seleção. Não sei se ele ainda é o cara certo para comandar o time. Mas tenho certeza que ele é um dos técnicos mais íntegros que já ocuparam o cargo. Boa sorte, Tite, no que você decidir.

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Muricy e Xavi procurados para 'auxiliar' deixa claro: CBF não confia mais em Tite

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Quando a CBF procura dois profissionais tão diferentes como Xavi e Muricy Ramalho para um deles ocupar a vaga de "auxiliar" de Tite, fica claro: a confederação perdeu a confiança no técnico da seleção.

O próprio comandante do time nacional admitiu, sem dar detalhes, nesta quinta-feira que a CBF procurou os dois.

Xavi está no começo da carreira como treinador. Muricy tem décadas de experiência. O espanhol tem uma ideia de jogo bem diferente da pensada pelo brasileiro.

Isso mostra que a CBF não tinha um projeto claro ao buscar um "auxiliar" para Tite.

A impressão que fica é que a confederação simplesmente queria um nome pesado para ficar ao lado do treinador gaúcho. Não importava o perfil.

Os áudios revelados pelo comentarista dos canais Disney, Pedro Ivo Almeida, já deixavam claro logo após a Copa da Rússia que o comando da CBF não confiava nos auxiliares de Tite (um deles é seu filho).

Agora, com a busca por Xavi e Iniesta, fica evidente: o treinador não tem mais 100% da confiança dos cartolas.

E impor um nome famoso sem critério algum dá sinais claros que a CBF quer tutelar Tite.

Tite em treino na Granja Comary
Tite em treino na Granja Comary Getty

A praticamente um ano e meio da Copa de 2022, a seleção parece em forte crise interna. Tite vai ter que engolir sapos para se manter no cargo. Ou explodir e tomar uma decisão radical.





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Corinthians cair de novo será uma tragédia, mas é farsa achar que novo passeio na segundona pode outra vez transformar clube

Paulo Cobos
Paulo Cobos

"A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa". No Corinthians, o ensinamento do filósofo pode sofrer uma adaptação. 

Depois de duas derrotas seguidas para o Atlético-GO, no Brasileiro e na Copa do Brasil, o temor do clube ser rebaixado no Nacional aumentou. Se não é capaz de vencer um time intermediário, jogando duas vezes em casa, o que o clube pode fazer contra rivais mais fortes?

Se o pior acontecer, o segundo clube mais popular do país, e que até poucos anos atrás era o mais rico, irá ser rebaixado pela segunda vez na sua história.

 Atlético-GO vence Corinthians por 2 a 0 pelo jogo de ida da Copa do Brasil; VEJA os gols


Será uma tragédia.  E que pode gerar, ao mesmo tempo, uma grande farsa: a ideia que um novo passeio pela segundona será uma espécie de virada, como aconteceu no primeiro rebaixamento, em 2007.

Não faltam motivos para que seja uma certeza a chance zero de transformação em outra Série B.

O endividamento corintiano de 2007 era uma migalha quando comparado ao atual. Não vai aparecer um novo Ronaldo Fenômeno para transformar o ambiente e atrair   patrocinadores.

Arena corintiana, que não existia quando time jogou a SérieB
Arena corintiana, que não existia quando time jogou a SérieB Getty

E o mais importante. O Corinthians há quase 15 anos é comandado por Andrés Sanchez ou algum aliado seu, como o atual presidente, Duilio Monteiro Alves.

Andres teve mérito ao comandar a ressurreição do clube no primeiro rebaixamento.

Mas foi com ele e seus aliados que o clube mergulhou na mediocridade, no caos financeiro, na insignificância.

Achar que com Andrés e seu grupo dando as cartas o Corinthians vai sair do buraco é uma grande farsa.

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Corinthians cair de novo será uma tragédia, mas é farsa achar que novo passeio na segundona pode outra vez transformar clube

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Cruzeiro foi sábio ao recusar delírios de Felipão, nem tanto ao suplicar ajuda de torcedores

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Uma no cravo, outra na ferradura. Vivendo longe dos holofotes das grandes competições, o Cruzeiro demonstrou sabedoria nos últimos dias em um assunto e insiste em um erro que não pode acontecer com um clube do seu tamanho.

O acerto aconteceu quando o presidente da equipe, Sérgio Santos Rodrigues, explicou os motivos da saída de Luiz Felipe Scolari após a Série B da última temporada.

 "Ele virou para nós para renovar e disse que precisava de jogadores da lista dele. E havia jogadores que estão na Série A, titulares em seus times, jogadores que estão no exterior, que ganham o equivalente a 60, 70 mil dólares, com o dólar nesse preço, ganham lá fora R$ 400 mil. Eu falei pra ele que o projeto era inexequível", afirmou o cartola em entrevista para Rádio Itatiaia.

Fez muito bem. Tudo que o Cruzeiro, afundado em uma das maiores crises financeiras da história de um clube brasileiro, não poderia fazer agora é atender os delírios de Felipão e pagar salários de R$ 400 mil para um jogador.

Não adianta dizer que o time precisa fazer isso para voltar à primeira divisão. O Cruzeiro vai ter que retornar à elite com o que pode pagar (o que é muito pouco). Se Juventude e Cuiabá podem fazer isso, o gigante mineiro também pode.

O Cruzeiro não pode gastar esse dinheiro, mas também não deve seguir na rotina de ficar suplicando ajuda para seus torcedores.

A última ideia foi pedir para os cruzeirenses doarem dinheiro para ajudar o clube a pagar os salários. Isso agora via Pix, a nova forma de pagamentos do país.

O tal CruPix teve números, como quase sempre ocorre nesse tipo de campanha, decepcionantes.

Em quatro dias, segundo a diretoria cruzeirense, o clube arrecadou R$ 33.579,82, o que não paga nem salário de jogador padrão Série B. Foram 3.540 doadores, com valor médio de R$ 9,49.

Felipão quando comandava o Cruzeiro
Felipão quando comandava o Cruzeiro Igor Sales /Cruzeiro

Vaquinhas para pagar dívidas podem funcionar para clubes pequenos. Não vai ser assim que o Cruzeiro sairá do buraco. O caminho é evitar delírios como o de Felipão. E trabalhar para o clube ganhar bastante dinheiro por sua competência. Não suplicar trocados.


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Flamengo tem sorte; pobre de Rogério Ceni se não levar time à final da Libertadores

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O Flamengo não poderia ter tido mais sorte no sorteio da chave do mata-mata da Libertadores-21.

O caminho do rubro-negro até uma eventual final em Montevidéu é suave. Começando pelo confronto das oitavas de final contra o Defensa Y Justícia. 

Nas quartas de final, o rival sairia do vencedor do duelo entre Internacional e Olímpia. Pelo que apresentaram na fase dos grupos, nenhum dos dois será páreo para o Flamengo.

Se seguir vivo nas semifinais, o time da Gávea enfrentaria um desses quatro rivais: Vélez, Barcelona-EQU, Cerro Porteño ou Fluminense. Teria amplo favoritismo contra todos.

Todos os outros grandes favoritos ao título ficaram do outro lado da chave: Boca, River, São Paulo, Atlético-MG e Palmeiras.

Se eu fosse Rogério Ceni, o técnico flamenguista, ficaria satisfeito com o sorteio. Mas nem tudo são flores.

Como muitos flamenguistas insistem em dizer que nas vitórias ele não faz "mais do que  a obrigação", e nas derrotas é sempre o grande vilão, Ceni vai viver um inferno se for eliminado e não chegar na decisão da Libertadores.

Rogério Ceni comandando o Flamengo
Rogério Ceni comandando o Flamengo Alexandre Vidal / Flamengo

Ano passado, ele já não teve sucesso na competição, que para um clube com o elenco do Flamengo, é prioridade.

Imagine cair agora contra Defensa Y Justícia, Olimpia ou Barcelona-EQU.






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Flamengo tem sorte; pobre de Rogério Ceni se não levar time à final da Libertadores

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É quase impossível, eu sei, mas Messi, Neymar e Suárez seriam meus ídolos eternos se recusassem jogar Copa América no Brasil

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Para deixar claro, entendo que o futebol de clubes não seja paralisado durante a trágica pandemia da Covid-19. Mas há muito tempo afirmo que não faz sentido algum jogos de seleções enquanto esse maldito vírus mata milhares de pessoas todos os dias.

Confrontos de seleções não empregam centenas de milhares de pessoas como o futebol de clubes no mundo todo. E ainda o risco de contaminação é maior com jogadores cruzando oceanos para entrarem em campo.

A Copa América, competição que foi realizada '200 vezes' nos últimos anos, faz ainda menos sentido de ser disputada agora. Não sou tolo. Sei que por trás disso estão contratos milionários. Mas tenho certeza que patrocinadores e emissora de televisão aceitariam o adiamento da competição.

Mas a coisa piorou nesta segunda-feira. Depois de Colômbia e Argentina desistirem de organizar a competição, a Conmebol anunciou que o torneio, que começa daqui a menos de duas semanas, será realizado no Brasil

O país que não consegue deixar de ser um epicentro da Covid-19 não é um lugar seguro para as centenas de vizinhos sul-americanos que estarão aqui por semanas para jogar a Copa América.

Eu sei que é quase impossível algum jogador se recusar a jogar o torneio, mesmo que ele seja sem sentido e realizado no momento em que, na média, quase 2 mil brasileiros morrem todos os dias. E com a chance de uma terceira onda justamente no momento em que será disputada a Copa América.

Suárez, Neymar e Messi: amigos desde os tempos de Barcelona
Suárez, Neymar e Messi: amigos desde os tempos de Barcelona Instagram messi

Em um momento como este, é fácil pedir para um jogador virar herói. Mas a realidade é que um craque precisaria de muita coragem em dizer não para sua seleção.

Mas não custa sonhar: Messi, Neymar e Suárez, os três maiores jogadores sul-americanos hoje, seriam meus ídolos eternos se simplesmente dizerem que abrem mão de jogar a Copa América no Brasil.


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'Doía muito ler que seria mandado embora se não ganhasse o próximo jogo', Abel deveria ler carta de despedida de Zidane no Real Madrid

Paulo Cobos
Paulo Cobos

A vida de treinador de um time grande tem bônus como um salário milionário e um endeusamento muitas vezes exagerado. E também ônus pesados, como cobrança exagerada, pressão da imprensa e o risco de perder o emprego a cada rodada.

Para o palmeirense Abel Ferreira, isso parece algo restrito ao Brasil. O português não esconde mais sua mágoa pelo que estaria passando no Palmeiras. Neste domingo, antes de enfrentar o Flamengo, falou até em esperar sua demissão.

Depois do jogo, afirmou que parte da imprensa age com 'má fé' em relação a ele.

Entendo, em parte, a mágoa de Abel. Mas ele deveria ler a carta de despedida de Zidane no Real Madrid antes de culpar a diferença entre o português do Brasil e do Portugal para rebater as críticas que recebe no Palmeiras.

No maior clube do mundo, ainda mais sendo um ídolo histórico, o técnico francês relatou na sua carta situações muito parecidas com as que Abel sofre no Brasil.

Algumas dele:

"Hoje a vida de um técnico no banco  de um grande clube é de duas temporadas, não muito mais".

"Me doía muito quando lia na imprensa, após uma derrota, que iam me despedir se não ganhava o próximo jogo".

"Me doía a mim e a todo time mensagens filtradas intencionalmente na mídia que criavam interferências negativas no clube, que criavam dúvidas e mal-entendidos".

"Vou embora por que sinto que o clube já não me dá a confiança que preciso, não me oferece o apoio para construir algo a médio ou longo prazo".

Abel Ferreira, técnico do Palmeiras
Abel Ferreira, técnico do Palmeiras Cesar Greco / Palmeiras

Cornetadas em treinadores não são exclusividade da turma do amendoim do Palmeiras. Nem do futebol brasileiros. Elas são globais. O futebol é o esporte mais passional do mundo. E nenhum paga tanto para treinadores.  Vai ser sempre assim, Abel. No Brasil ou no Real Madrid.



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'Azar' da Champions se Guardiola não é mais capaz de ganhá-la? Nada disso; jejum enfraquece sim currículo

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Craques como Zico e Messi não precisam de defensores. Mas não faltam fãs que dizem "azar da Copa do Mundo" para justificar que os dois nunca ganharam a principal competições de seleções do planeta.

Pep Guardiola não merece igual defesa por ter completado neste sábado dez anos sem ganhar a Champions League, a mais importante competição de clubes do mundo.

Copa do Mundo acontece apenas a cada quatro anos. Champions tem todo ano.

Mas não é pela periodicidade que não pega nada bem no currículo do melhor técnico do mundo não conquistar o torneio desde que saiu do Barcelona, quando tinha Messi, Xavi e Iniesta no auge.

No longo jejum, Guardiola comandou dois clubes que não economizaram para atender seus desejos de reforços. Verdade que o City, derrotado pelo Chelsea na final deste sábado no Porto, não tem tradição alguma europeia.

Mas ele também não teve sucesso seguidas vezes no Bayern, um gigante europeu batido por times espanhóis sob o comando do técnico catalão.

Josep Guardiola durante a final da Champions entre Manchester City e Chelsea
Josep Guardiola durante a final da Champions entre Manchester City e Chelsea EFE/EPA/Carl Recine

E Guardiola acumula eliminações contra rivais mais frágeis que seus times no Manchester City, como Monaco, Lyon e Tottenham. O próprio Chelsea da derrota deste sábado é pior que a equipe do técnico catalão.

Muitas vezes com escalações polêmicas nos jogos decisivos. E contra o Chelsea contando basicamente com cobrança de laterais para chegar na área.

Ficar tanto tem sem conquistar a Champions não vai diminuir o brilhantismo de Guardiola. Mas não me digam que 'tanto faz' não ganhá-la. É uma falha sim no caso dele. E grave.

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