Lisca não 'traiu o marido' como Mancini fez ao dizer sim para o Corinthians; quem é o 'doido'?

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Um tem fama de "doido", mas resolveu cumprir o contrato. O outro não hesitou em trocar um time intermediário por um gigante caótico e "trair o marido". Depois de mais um final de semana de fracassos, Cruzeiro e Corinthians resolveram demitir o treinador. E a busca pelo substituto abre um debate.

Lisca não se interessou pelo Cruzeiro. Preferiu ficar no América-MG, onde faz boa campanha na Série B e está nas oitavas de final da Copa do Brasil. Vagner Mancini fez o contrário. Trocou o Atlético-GO, onde fazia campanha intermediária na Serie A e ganhava elogios pelo time organizado, por um contrato de risco com o Corinthians.

Quem tem razão?

Vagner Mancini e Lisca
Vagner Mancini e Lisca Getty Images / América-MG - Divulgação

Alguns vão dizer que treinadores reclamam quando são demitidos, mas esquecem o contrato assinado quando aparece uma oferta no meio de um campeonato. Outros vão alegar que qualquer trabalhador tem o direito de trocar de emprego com desafios e salários melhores.

Adoro os "doidos" no futebol, como é Lisca, um técnico que é muito melhor do que aparenta. Acho legal sua lealdade ao América-MG, que hoje é um clube modelo quando comparado ao Cruzeiro.

Mas, nesse caso, acho que Mancini é quem está certo.

Imaginem se Guardiola estivesse começando a carreira no Girona e o Barcelona, em crise, o chamasse para salvar o time? Calma: não quero comparar Cruzeiro e Corinthians ao Barcelona (e olha que o time catalão também é uma bagunça hoje).

Mas o futebol é assim. Eu não deixaria passar uma oportunidade em um time grande. Mesmo que Cruzeiro e Corinthians não honrem suas histórias em suas administrações fracassadas.

Andrés explica motivos para Mancini ser o novo técnico do Corinthians: ‘Não é defensivo, não é ofensivo, ele consegue mesclar’

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Faz diferença? Boca, River e outros brasileiros são comandados por campeões da Libertadores; Palmeiras tem um estreante

Paulo Cobos
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Já vou dar spoiler. Jorge Jesus é a explicação para o Palmeiras não se preocupar de ser em uma lista, que tem todos os outros clubes brasileiros que restam na Conmebol Libertadores e Boca JuniorsRiver Plate, o único que é comandado por um treinador que nunca ganhou a competição.

E muito mais. Abel Ferreira nunca disputou o torneio. Nesta quarta-feira, contra o equatoriano Delfín, ele debuta no campeonato que é bem diferente ao que ele está acostumado.

Sobra rodagem para os outros principais candidatos ao título.

Marcelo Gallardo foi campeão como jogador e duas vezes como treinador no River Plate. Renato Gaúcho também ganhou a Libertadores como atleta e técnico no Grêmio.


Leandro Quesada diz que caminho do Palmeiras na Libertadores é muito bom e crava: 'Já está na semifinal'

O temido Boca é comandado por Miguel Ángel Russo, que conquistou a Libertadores treinando o próprio clube, em 2007. No Flamengo, Rogério Ceni ainda não levou o caneco sul-americano como técnico, mas o fez como jogador batendo recordes no São Paulo.

No Inter, Abel Braga tenta repetir o título de 2006 no mesmo clube. Cuca, agora santista, foi campeão com o Atlético-MG em 2013. Paulo Autuori, no Athletico-PR esbanja ainda mais: foi campeão com o Cruzeiro, em 1997, e São Paulo, em 2005. 

Mas Jorge Jesus explica que não conhecer a Libertadores é algo que não tira a chance de Abel Ferreira levar o Palmeiras ao título. 

Abel Ferreira, técnico do Palmeiras
Abel Ferreira, técnico do Palmeiras Cesar Greco/Ag Palmeiras

O português foi campeão com o Flamengo logo na primeira vez que disputou a Libertadores. E outra coincidência para animar o palmeirense: o primeiro jogo de Jesus pela competição também foi no Equador. Perdeu. Mas o que aconteceu depois todo mundo sabe. 


Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Fim da linha no Inter para D'Alessandro: o chato que eu queria ter como ídolo do meu time

Paulo Cobos
Paulo Cobos

D'Alessandro anuncia que não renova com o Internacional: 'Encerro a minha história, não o ciclo. Essa palavra deixo para medíocres'


Em 31 de dezembro, vai acabar a mais linda história de um argentino no futebol brasileiro. D'Alessandro anunciou que não irá renovar seu contrato com o Internacional, onde ganhou títulos e brilhou. 

E também o clube em que virou ídolo para os colorados e um grande chato para jogadores rivais, árbitros e todo o torcedor que não fosse do Colorado.

Para quem é Internacional, D'Alessandro é um guerreiro, o jogador que luta até a morte pelo clube. O sujeito que verbaliza como ninguém a paixão pelo time. Uma perna esquerda infalível.

Bem diferente para quem não é colorado. Nesses casos, o argentino é só um encrenqueiro, chorão, que tornou o Inter um clube antipático e é muito mais firula do que produção de verdade dentro de campo.

D'Alessandro durante jogo entre Internacional e Fluminense, pelo Brasileirão
D'Alessandro durante jogo entre Internacional e Fluminense, pelo Brasileirão Ricardo Duarte/SC Internacional

Os torcedores da equipe gaúcha estão absolutamente certos sobre D'Alessandro. Seus desafetos não têm 100% de razão sobre ele, mas em quase tudo acertam (só não dá para dizer que ele não foi craque).

Sim. D'Ale foi um craque no Inter. E também um dos jogadores mais chatos que já atuou no futebol brasileiro. Mas digo sem hesitar: como eu queria que ele tivesse sido ídolo no meu time.




Fonte: Paulo Cobos

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Brasileiro da COVID é emocionante, mas caminha para ter um campeão bem 'mais ou menos'

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Para quem gosta de emoção, o Brasileirão-20, em que testar negativo da COVID-19 vale tanto como um gol, é um prato cheio. Apenas cinco pontos separam o líder Atlético-MG do Grêmio, o oitavo colocado.

Mas não é só a irregularidade e o pouco brilho real dos times que brigam pelo título que apontam um campeão bem "mais ou menos".

O Atlético-MG tem, depois de 22 rodadas, apenas 39 pontos. Nenhum time que estava na liderança nesse estágio da competição teve pontuação tão baixa nos últimos dez anos. 

No ano passado, por exemplo, o Flamengo tinha 49 pontos após 22 jornadas, assim como o Corinthians em 2015 e o Cruzeiro em 2013 e 2014. Em 2017, o Corinthians foi ainda melhor, com 50 pontos. 



Sim. O São Paulo tem três jogos a menos. Mas mantendo seu aproveitamento atual teria 43 pontos em 22  rodadas, o que também seria a pontuação mais baixa dos últimos dez anos.

Duvido que algum time vai disparar na reta final e mudar o cenário atual. O Flamengo de Rogério Ceni até pode me mostrar que estou errado. Mas vai dividir sua atenção com a Libertadores e sua enfermaria parece nunca ficar vazia.

Jorge Sampaoli
Jorge Sampaoli Bruno Cantini| Atlético-MG

Parece muito legal ter um campeonato tão equilibrado assim. Mas isso não é só por causa do futebol. Um vírus que teima em não ir embora é o que bagunçou o Brasileiro. Muito triste.

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Sem dinheiro e alma: Barcelona foi estúpido em não vender Messi

Paulo Cobos
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Messi desolado no gramado: uma imagem cada vez mais comum
Messi desolado no gramado: uma imagem cada vez mais comum Getty Images

Se até Paulo Ricardo Calçade, o brasileiro que mais entende de Barcelona e Messi, admite que o gênio argentino foi um mero figurante na derrota do time catalão para o antes freguês Atlético de Madrid não há o que discutir.

O Barcelona foi estúpido em ter Messi por mais um ano e não vendê-lo quando o argentino deixou claro seu desejo de trocar da ares.

Simplesmente por que o camisa 10 não mostra desejo algum de vestir a camisa que o consagrou. Ele só caminhou na derrota no Wanda Metropolitano. Zero interesse. Só esperando a chance de uma bola que nunca chegou para decidir.

Daqui a oito meses, Messsi muito provavelmente vai procurar um novo clube. Faz muito bem. É evidente que ele não é mais feliz em Barcelona.

E o clube catalão vai ficar sem seu craque, sem nenhum tostão e com a chance perdida de iniciar uma reconstrução que era evidente que já deveria ter começado há algum tempo.

O Barcelona poderia negociar e receber pelo menos 100 milhões de euros por Messi, o que é muito dinheiro para um clube cheio de problemas financeiros.

Mas a questão maior nem é o dinheiro. A verdade é que a cabeça e a alma de Messi já não estão no Camp Nou faz tempo.

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Guardiola e Messi: quando a história pode se repetir no lugar errado, e como farsa

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Em menos de 48 horas, dois fatos mostraram que Guardiola e Messi estão cada vez mais perto de se reencontrarem. 

Primeiro, o gênio argentino reclamou de "sempre levar a culpa" pelo que dá errado no Barcelona. Depois, chegou o anúncio que o gênio espanhol renovou seu contrato com o Manchester City.

Assim, parece certo que na temporada 2021/2022, quando estará livre para deixar o Barcelona, Messi vai trocar o clube que esbanja charme, mas é uma bagunça, pelo City,  algo sem graça, mas exemplo de organização.

Ao contrário da maioria, não acho que a volta da parceria é garantia de sucesso absoluto.







Primeiro por que ela vai acontecer no lugar errado. Não seria só mais bonito Guardiola e Messi se reencontrarem na Catalunha. O DNA que fez o sucesso dos dois combina mais com o clube. 

E o futebol espanhol me parece um cenário mais apropriado para a segunda edição da parceria Messi e Guardiola não parecer uma farsa.

Até para os padrões das eliminatórias sul-americanas, como ficou claro nos jogos deste mês, o argentino, aos 34 anos, parece lento. Claro que seu talento absurdo ainda é garantia de brilho, mas ele é cada vez menos frequente.  E na Premier League, onde o jogo é mais intenso, isso pode ficar mais evidente.

Guardiola e Messi
Guardiola e Messi REUTERS/Kai Pfaffenbach

O futebol muda rápido. Ele não é mais o mesmo de dez anos atrás, quando Messi e Guardiola reinavam na Catalunha. Seria triste Guardiola ter quer colocar Messi no banco caso ele não renda o esperado no City. Ou pior: deixá-lo intocável no time titular mesmo sem merecer isso.

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Ele fala após as derrotas e bate o pênalti: liderança de Diego faz muita falta para o Flamengo

Paulo Cobos
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Diego Ribas não é mais titular do Flamengo e dificilmente voltará a ser. Mas, na eliminação na Copa do Brasil para o São Paulo, ficou clara a falta que ele faz.

Não só por muitas vezes ser um jogador capaz ainda de mudar o roteiro de um jogo, como na final da Libertadores contra o River Plate. Mas principalmente por ter uma personalidade rara no futebol de hoje.

O Flamengo foi derrotado duas vezes pelo São Paulo nas quartas de final da Copa do Brasil. No primeiro jogo, o atleta que enfrentou o microfone da televisão foi o goleiro Hugo, de 21 anos. Na partida da volta, no Morumbi, o único que teve coragem para falar foi o lateral direito Matheuzinho, de apenas 20 anos.

Nenhum dos vários medalhões flamenguistas parou para justificar a derrota em dose dupla. Se Diego não estivesse machucado, aposto que daria a cara para bater. Era assim antes da chegada de Jorge Jesus, quando o clube acumulava fracassos, mas sempre tinha o camisa 10 com coragem para responder as perguntas.



No Morumbi, quando o Flamengo teve a chance de fazer um gol em cobrança de pênalti, Everton Ribeiro até se preparou para fazer a cobrança. Mas cedeu ao pedido de Vitinho, justamente um dos jogadores mais visados pela torcida quando falha.

Diego se cansou de perder pênaltis importantes. Mas sempre assumiu a responsabilidade. 

Diego, jogador do Flamengo
Diego, jogador do Flamengo Twitter/Flamengo

Um time precisa de líderes com coragem. E isso sobra para Diego. Melhor para o Flamengo que ele volte para os duelos contra o Racing pela Libertadores.

Fonte: Paulo Cobos

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CBF errou em privilégio ao São Paulo, mas se clube tivesse esse força toda não passaria tanta vergonha

Paulo Cobos
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Um erro, na verdade um privilégio injustificável, fez do São Paulo a bola da vez da ira dos rivais no eterno chororô que é a arbitragem no futebol brasileiro. 

Ao aceitar a pressão dos cartolas são-paulinos e mudar o árbitro do VAR (hoje quase sempre mais importante que o de campo) no jogo contra o Grêmio, a comissão de arbitragem deu munição para quem aponta a proximidade do clube com Rogério Caboclo, o presidente da CBF, como motivo de desconfiança.

Todo mundo agora quer mudar o juiz. Todo mundo diz que o São Paulo é beneficiado.

Birner lembra que São Paulo 'já pressionou' arbitragem e fala sobre atitude do Flamengo: 'Faz a pressão que tem que fazer; infelizmente, é o futebol brasileiro'



Vamos com calma. Fato que o privilégio dado ao São Paulo não deveria acontecer. Mas já é muita teoria da conspiração apontar essa força toda do clube do Morumbi nos bastidores.

Já são 8 anos anos sem ganhar nada. Quase sempre o time fracassa por sua pura incompetência, mas também, na mesma proporção que os outros, foi prejudicado em jogos de competições estaduais, nacionais e internacionais.

Caboclo manda na CBF desde o começo de 2018. Já são quase três anos no poder. E em nenhum deles o São Paulo chegou perto de ser campeão.

Árbitro checa o VAR
Árbitro checa o VAR Getty

Se eu fosse presidente de clube, também iria pedir agora mudanças nas escalas de arbitragem. Mas olharia a lista de campeões recentes antes de apontar que o São Paulo virou o "rei dos bastidores".



Fonte: Paulo Cobos

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Tite é chato? Pode ser, mas a crítica 'encantador de serpentes' de Lugano é muito mais

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Tite é muito bom. Provou isso ganhando tudo no Corinthians e por fazer a seleção brasileira jogar bem depois de muito tempo nas eliminatórias para o  Mundial de 2018. Também é fato que seu jeito de falar empolado muitas vezes irrita. 

Sim: Tite pode ser chato algumas vezes. Mas muito mais chatas estão algumas das críticas cada vez mais ácidas que ele recebe.

Parece até que ele fez um crime contra o futebol pelos gritos ouvidos com clareza a cada passe dos jogadores pela falta de torcedores na vitória contra a Venezuela, na última sexta-feira. Mas o ápice da pegação de pé é relembrar o célebre Bola da Vez nos canais ESPN em que Lugano chamou o treinador de 'encantador de serpentes".



Quase sempre essa lembrança para criticar Tite me parece recheada de clubismo. A própria declaração original de Lugano tem essa característica.

Claro que Tite vai ser sempre mais bem visto pelos corintianos. Assim como Lugano é amado pelos são-paulinos, com toda razão aliás. Mas também é fácil para torcedores rivais dizerem que o uruguaio também pode ser um "encantador de serpentes".

Tite durante partida entre Brasil e Venezuela
Tite durante partida entre Brasil e Venezuela Getty

Tanto Tite quanto Lugano nunca foram "encantadores de serpentes". Eles são ótimos profissionais, mas não são perfeitos. Que sejam criticados por suas falhas, e não por suas qualidades. 


Fonte: Paulo Cobos

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Saída de Ronaldo já foi burrice, mas Real caminha para ser ainda mais burro com Sérgio Ramos

Paulo Cobos
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O Real Madrid já foi burro ao deixar Cristiano Ronaldo, um dos melhores jogadores da história, deixar o time ainda no auge. Mas parece não ter sido suficiente. Segundo a imprensa espanhola, o clube agora, por puro capricho, corre o risco de perder o zagueiro mais importante do futebol em todos os tempos. 

Sim. O Real Madrid é e sempre será o maior clube do planeta. Mas achar que por isso pode impor toda a sua soberba a jogadores tão grandes é um erro colossal. Primeiro, achou que Cristiano Ronaldo não valia o que pedia: e desde então não chegou mais nem perto de conquistar a Champions League.

Pior agora com Sérgio Ramos. Por uma política de não oferecer contratos de mais de um ano a veteranos, vê a chance do zagueiro ir para o PSG em um vínculo de três anos e com salário muito maior.

É chover no molhado falar da importância dentro de campo de Sérgio Ramos. A conquista do último Campeonato Espanhol aconteceu principalmente graças a ele. Quando ele fica fora de jogos decisivos da Champions, o Real Madrid quase sempre apanha feio.

Mas deixar seu capitão ir embora para um rival de peso tem um significado muito maior. É atestar que o clube pouco se importa com sua alma. 

Alma é algo que não se encontra no mercado. 

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Só pode ser por medo: a bizarra insistência de Tite com Neymar baleado em tempos de COVID-19

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Nesta sexta-feira, o  Le Parisien, jornal que melhor cobre o PSG, foi cirúrgico ao relatar o corte de Neymar na seleção brasileira.

"Convocado pelo Brasil quando ainda não estava completamente curado da lesão na virilha, e enquanto o PSG teria preferido que ele continuasse em tratamento, Neymar foi finalmente forçado a desistir".

Foi o desfecho de uma bizarra insistência de Tite em ter seu melhor jogador, não em uma final de Copa do Mundo, mas em dois jogos das eliminatórias (um deles em casa contra a Venezuela) que todo mundo sabe que vai terminar com o Brasil classificado para o Mundial do Catar.

Neymar cumprimenta Cesar Sampaio na Granja Comary
Neymar cumprimenta Cesar Sampaio na Granja Comary Lucas Figueiredo/CBF

Tite demonstrou um misto de irresponsabilidade com uma espécie de confissão que seu time é totalmente dependente do camisa 10.

Não são tempos normais estes. Com a pandemia de COVID-19 ainda forte, qual é o motivo de fazer um jogador atravessar o Atlântico apenas para se tratar na Granja Comary? Isso mesmo com Neymar já tendo sido infectado. 

E se a viagem tão desnecessária agravar ainda mais a contusão? E se Neymar entrasse em campo e a lesão piorasse?

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Ao insistir em Neymar, Tite deu argumentos a quem o acusa de aceitar eventuais derrapadas disciplinares de Neymar por simplesmente saber que sem o seu maior craque  a seleção brasileira não vai longe.

Tudo indica que Tite chamou Neymar com medo de perder para o Uruguai, no Centenário, na próxima terça-feira. Não faz nada bem para um técnico da seleção brasileira ter esse pavor.

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Neymar no PSG até 2027 e com 35 anos? Os muitos motivos para isso não dar certo

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Sou defensor da tese que o PSG é o melhor lugar para Neymar ganhar a Champions League como protagonista e ser eleito, enfim, o melhor jogador do mundo. Mas isso em um prazo de, no máximo, três anos.

Foi com espanto então que recebi a informação de Julien Laurens, repórter da ESPN em Paris, que  o brasileiro negocia para estender seu contrato com o clube até 2027, quando já terá 35 anos.

Tomara para Neymar que eu esteja errado. Mas isso não pode dar certo.

Se revolver ficar mais 7 anos no PSG, o camisa 10 irá fazer a festa do noticiário do mercado da bola em todas as temporadas.

Por que até 2027 o PSG vai continuar disputando um campeonato frágil como o Francês, que tira a motivação na maior parte do ano para quem é estrela.

E até lá Neymar vai apanhar muito, se irritar com adversários e, com aconteceu até agora, não despertar nenhuma compaixão dos árbitros franceses, sempre rigorosos com ele, mas que ignoram os pontapés que recebe dos adversários.

Hoje, o brasileiro tem em Mbappé o melhor companheiro possível para buscar uma Champions e o primeiro prêmio de melhor do mundo. Mas o craque francês dá todos os sinais que não pensa a longo prazo no PSG. 

Sem Mbappé, Neymar teria que fazer milagre para ganhar a Champions. Ou o PSG convencer algum outro grande craque a se juntar ao clube. E aí duvido que esse craque tope deixar os holofotes todos com o brasileiro.

Neymar pelo PSG
Neymar pelo PSG Getty Images

Em sete anos, é impossível Neymar não olhar para os gigantes espanhóis e ingleses e se perguntar por que não está em um deles. 

Não pode dar certo. 

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Torci para Rogério Ceni esperar São Paulo, mas é bobagem acusá-lo de trair palavra pelo Flamengo

Paulo Cobos
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Poucas horas antes de Rogério Ceni anunciar que estava deixando o Fortaleza para acertar com o Flamengo, escrevi aqui que ele estava prestes a ter que tomar a decisão mais difícil da sua carreira.

Mas parece que não foi difícil. O maior ídolo da história do São Paulo  desprezou rapidamente  a chance de esperar uma oferta que parecia certa para voltar ao Morumbi em 2021 e escolheu comandar o clube mais poderoso do país.

Minha torcida era por Ceni aguardar o São Paulo. Mas não pelo argumento que ao optar pelo Flamengo estaria traindo o Fortaleza e não cumprindo a promessa que fez há pouco mais de um mês, que desta vez não aceitaria uma proposta para deixar o clube no meio do Brasileiro, como aconteceu com o Cruzeiro no ano passado.

Tenho certeza que muitos são-paulinos que o criticam ficariam encantados se ele deixasse o Fortaleza na mão para voltar imediatamente ao clube e substituir Fernando Diniz.

E aqui não vai nenhum elogio a quem não cumpre a palavra. Mas cada um sabe bem como sua situação profissional pode mudar rapidamente. O caminho das pessoas no trabalho é sim mutante. Ceni tinha a convicção que ficaria até o fim do contrato no Fortaleza. Mas ela mudou, e isso não é nenhum desvio de caráter.

Rogério Ceni respeitou o Fortaleza como poucos nos mais de 1.000 dias que comandou o clube. Foi um exemplo de entrega e resultado. Tem todo o direito de aceitar uma proposta que só um louco recusaria. Assim como o clube também tem o direito sim de demitir um treinador com contrato assinado.

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Acreditem: Abel aceitar oferta do Inter é mais burrice do que o clube o querer

Paulo Cobos
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Abel Braga no Internacional? Ubiratan Leal não gosta da ideia: 'Tudo que o Inter não precisava fazer'

Se ainda faltasse uma prova que os clubes brasileiros quase sempre não têm a mínima ideia do que fazem, o Internacional a forneceu. Ao ficar sem o argentino Coudet, que vai trocar o clube pelo Celta de Vigo, o clube não hesitou em escolher seu substituto: Abel Braga.

Sem dúvida é uma burrice tremenda. E nada contra Abel, que claramente é um cara do bem. Mas o Inter, com um elenco apenas razoável, lidera o Campeonato Brasileiro com um jeito de jogar que é tudo ao contrário do que o veterano treinador, que acumula fracassos recentes, prega.

Seria difícil encontrar ideia mais esdrúxula que a feita pela diretoria gaúcha. Mas ela existe: Abel aceitar a proposta.

É evidente que a chance de Abel dar certo neste Internacional é mínima. Claro que o emprego vai lhe dar um bom dinheiro. Mas Abel parece ter uma vida financeira muito bem resolvida. 

Ele faria muito melhor preservando a sua imagem de um dos maiores heróis da história do Internacional, com os títulos da Libertadores e do Mundial de clubes de 2006. Imagem que já ficou chamuscada com uma passagem discreta em 2014.

Abel Braga durante jogo entre Inter e Figueirense, pelo Brasileiro 2014
Abel Braga durante jogo entre Inter e Figueirense, pelo Brasileiro 2014 Cristiano Andujar/Getty Images

Vanderlei Luxemburgo está aí para provar que o passado glorioso no Palmeiras não evitou que ele fosse massacrado quando voltou e já não era o mesmo.

E Abel é hoje muito parecido com Luxemburgo. Ambos foram grandes treinadores. Mas não são mais. Voltar ao Internacional com a chance gigante de um fracasso  só vai dar munição para seus críticos. Saber parar é para sábios.

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Flamengo agora ou esperar o São Paulo? Rogério Ceni pode em breve estar diante da sua maior decisão

Paulo Cobos
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Mauro Cezar: Flamengo já faz consulta a Rogério Ceni, opção número 1 para a vaga de Domènec. Nome de Coudet também agrada

Os torcedores do Flamengo não são tolos como corintianos e palmeirenses. Após mais um vexame de Domènec Torrent na goleada sofrida para o Atlético-MG, os rubro-negros foram às redes sociais pedindo em massa a demissão do espanhol e a contratação de Rogério Ceni.

O treinador do Fortaleza ao que tudo indica também tem o aval dos cartolas flamenguistas para substituir o técnico catalão, demitido nesta segunda-feira.

Esse cenário pode fazer com que Ceni tenha em breve que tomar a decisão mais difícil da sua carreira, seja como jogador ou como treinador. O que fazer entre uma proposta para assumir agora o Flamengo ou esperar um convite que parece certo para voltar ao seu amado São Paulo em 2021?

De primeira, a opção pelo Flamengo parece fácil. Na Gávea está o elenco mais poderoso do futebol sul-americano. Lá ele tem material humano para brigar por todos os títulos no país e no continente. 

Mas no Flamengo a cobrança será imediata. Sua falta de identificação com o clube não lhe daria o benefício da dúvida em caso de maus resultados iniciais. Ceni também teria que trabalhar com medalhões, experiência em que fracassou no Cruzeiro.

Benja diz que Flamengo está próximo de ter Rogério Ceni como novo técnico: 'Praticamente fechado'

No São Paulo, ele teria que enfrentar o fantasma de anos sem títulos, um ambiente político que há muito tempo arruína o futebol no Morumbi. E ainda um cofre vazio, o que significa um elenco em que brigar por grandes títulos será algo muito difícil.

Mas ficar no Fortaleza e esperar o São Paulo também tem muitas vantagens. Começando por cumprir o contrato com o clube cearense. Mas principalmente pela certeza de voltar ao São Paulo mais preparado do que nunca para triunfar na sua casa. 

E com a chance de iniciar um trabalho do zero, com muito mais compreensão da torcida e aval para também errar.  

Rogério Ceni durante jogo entre Fortaleza e Flamengo
Rogério Ceni durante jogo entre Fortaleza e Flamengo Buda Mendes/Getty Images

Tomara que Ceni possa ter sim esse dura decisão. Nenhum treinador brasileiro merece hoje isso mais do que ele. Se eu fosse seu amigo, eu iria palpitar: espere o São Paulo.



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Não dá mais para procurar desculpas: o trabalho de Dome é (muito) ruim no Flamengo

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Se faltava alguma certeza, ela não existe mais. Ao ser massacrado por 4 a 0 por um Atlético-MG que se arrastava nas últimas rodadas do Brasileiro, não há mais como negar: o trabalho de Domènec Torrent no Flamengo é muito ruim!

Chega de culpar a falta de tempo para treinar. Praticamente todos os rivais também não têm, e eles não herdaram a máquina azeitada que o espanhol recebeu do português Jorge Jesus. Pare de reclamar dos desfalques: só o Flamengo no Brasil perde um Gabigol e consegue colocar um Pedro no lugar.

Não diga que o Flamengo está perto dos líderes do Brasileiro e vivo na Conmebol Libertadores e na Copa do Brasil. Até treinadores decadentes como Abel Braga e Vanderlei Luxemburgo seriam capazes de entregar isso com um elenco tão poderoso e rivais tão medíocres.

A realidade é que Dome entrega um time com uma defesa capenga e que vive hoje do brilho individual de seus craques (e sorte que eles são muitos). E que acumula derrotas vexaminosas, como as goleadas sofridas para o  Independiente del Valle-EQU e São Paulo. E que não é capaz de chegar ao aproveitamento de 50% contra os times mais fortes do Brasileiro.

Quatro meses depois de chegar na Gávea, Dome não pode mais dar desculpas. Chegou a hora de seu Flamengo jogar melhor e parar de acumular derrotas como se fosse um time comum. Não é!

Domenèc Torrent (à esquerda) com Jorge Sampaoli ao fundo durante Atlético-MG x Flamengo
Domenèc Torrent (à esquerda) com Jorge Sampaoli ao fundo durante Atlético-MG x Flamengo Yuri Laurindo/Gazeta Press

Fonte: Paulo Cobos

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Não dá mais para procurar desculpas: o trabalho de Dome é (muito) ruim no Flamengo

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Não teve a sorte de Messi e Cristiano Ronaldo: Neymar sofre com técnicos meia-boca na Europa

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Cristiano Ronaldo foi lapidado por Alex Ferguson. Depois, trabalhou com José Mourinho e Zidane. Messi foi lançado por Frank Rijkaard e virou o melhor jogador do mundo com Guardiola. 

Já Neymar teve quatro treinadores na Europa: Gerardo Martino, Luis Enrique, Unay Emery e Thomas Tuchel. Se você dúvida que um técnico de ponta é importante para um super craque, preste atenção nesses nomes.

Entre os três maiores jogadores do planeta hoje, só o brasileiro nunca teve no futebol europeu um treinador realmente de ponta (ou um que tenha sido super craque como jogador). Alguém que pudesse tirar o melhor de Neymar. Ou simplesmente colocá-lo em seu lugar quando fizesse algo errado (e ele cansou de errar).

Messi e Ronaldo já tiveram treinadores que eram tão grandes como ele. Neymar sempre respondeu na Europa a quem não tinha esse tamanho todo.

O argentino Martino não conseguiu nem ter boa relação com o compatriota Messi. Luis Enrique até teve resultados, mas nunca foi um Guardiola. No PSG, Emery e Tuchel deram um show de "não estou pronto" para trabalhar com estrelas.

E Neymar está perto de ter seu quinto treinador na Europa. A imprensa francesa aponta que o PSG se prepara para demitir Tuchel, que além de não controlar o vestiário é incapaz de fazer um time com Neymar e Mbappé brilhar.

Neymar chora no banco de reservas após a derrota do PSG na final da Champions
Neymar chora no banco de reservas após a derrota do PSG na final da Champions Getty

O PSG deveria saber que chegou a hora de Neymar ter um treinador que seja grande e não olhe para ele de baixo para cima.


Fonte: Paulo Cobos

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Não teve a sorte de Messi e Cristiano Ronaldo: Neymar sofre com técnicos meia-boca na Europa

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Corinthians e São Paulo são medíocres; a diferença é que um espera Ceni e o outro só pode sonhar com Tite

Paulo Cobos
Paulo Cobos

A quarta-feira foi cruel para corintianos e são-paulinos. As eliminações, respectivamente na Copa do Brasil e na Sul-Americana, mostraram que os dois gigantes em seus atuais momentos só serão campeões por um verdadeiro milagre.

No caso do alvinegro, por incompetência de uma diretoria que montou um elenco que é caro e ruim. O Corinthians simplesmente não tem força para ganhar nada.

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O São Paulo está longe de ser um esquadrão. Mas tinha sim a obrigação de conquistar uma competição longe de ter rivais poderosos como a Sul-Americana. Mas o clube hoje não é campeão por que simplesmente não sabe como fazer isso. O clube que já foi o mais vencedor do futebol brasileiro acumula agora amareladas e derrotas inexplicáveis. 

Unidos pelo fracasso em 2020, os dois rivais podem ter sorte diferente em 2021.

Fernando Diniz, do São Paulo, e Vagner Mancini, do Corinthians, durante as eliminações de suas equipes
Fernando Diniz, do São Paulo, e Vagner Mancini, do Corinthians, durante as eliminações de suas equipes Getty e Agência Corinthians

Está claro que Fernando Diniz nunca terá o apoio e a paciência necessária para triunfar no Morumbi. Só não é demitido agora por que logo o clube terá eleições. E seja quem for, o novo presidente terá como alvo trazer Rogério Ceni de volta do Fortaleza após o fim do Brasileiro.

Não que ele tenha o poder de resolver de imediato os problemas de anos do São Paulo. Mas de uma coisa não tenho dúvidas: nenhum técnico é tão capaz de acabar com a maldição que abate o São Paulo há quase dez anos.

Mauro tira responsabilidade de Diniz no gol da eliminação do São Paulo: 'Jogadores são profissionais, teriam que saber o que fazer naquele final'


O Corinthians também terá um novo presidente até o final do ano. Mas não existe um treinador no mercado que mude de cara a trajetória de decadência que parece não ter fim. Vágner Mancini tem contrato até o final de 2021. E aposto que fica para a próxima temporada com um medíocre 10º lugar no Brasileiro.

Até existe um treinador para o Corinthians que poderia ter o mesmo efeito de Ceni no São Paulo. Mas não acho que trocaria a seleção brasileira pelo caos do Parque São Jorge.

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De Dome e Diniz a Guardiola: técnicos são muito cobrados por que são elogiados demais e ganham muito

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Quem gosta de falar ou escrever sobre futebol deveria ter uma obrigação todas as quartas-feiras e domingos. Ler a coluna de Tostão na "Folha de S. Paulo".  Sem a pressa de "verdades instantâneas" das redes sociais, ele faz as melhores análises do futebol brasileiro.

Foi assim nesta quarta-feira. Depois de dias em que vários técnicos do futebol brasileiro, incluindo Doménec Torrent e Fernando Diniz, e até Guardiola reclamaram da pressão por resultados imediatos, Tostão colocou o dedo na ferida. 

"Uma das razões de os treinadores brasileiros serem exageradamente criticados quando perdem é o fato de que são excessivamente elogiados quando ganham". Bingo.

E isso serve para o mundo todo. Nunca vi um treinador se queixar de análises "precipitadas" da crítica quando alguém diz que eles deram "um nó tático" em um rival numa partida nem tão importante assim. Muito menos quando vários, inclusive eu com Jorge Jesus no Flamengo, afirmam que um técnico é mais importante que o craque do time na conquista de um título. 



Só no futebol entre os grandes esportes coletivos o salário dos treinadores rivaliza com os dos melhores jogadores. Na NBA, mais de uma centena de atletas fatura mais de Gregg Popovich, provavelmente o melhor treinador da sua geração.

Claro que os treinadores precisam de um certo tempo e boas condições de trabalho para apresentarem resultados. Mas eles precisam aprender: a cobrança será igual aos elogios e proporcional ao salário milionário que recebem nos grandes times. 



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Jesus deixou o Flamengo tão europeu como chegou; Dome já virou 'brasileiro' em quatro meses

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Jorge Jesus chegou, reinou, brilhou e foi embora do Flamengo com o mesmo estilo europeu que escancarou o quanto os técnicos brasileiros, com raras exceções, estão defasados.

Bem diferente de seu sucessor, o espanhol Domènec Torrent. Bastaram 4 meses para ele abraçar alguns dos piores vícios de seus colegas brasileiros. 

Domènec Torrent, técnico do Flamengo, durante jogo contra o Internacional
Domènec Torrent, técnico do Flamengo, durante jogo contra o Internacional Getty

Quando o Flamengo perde, e com ele no comando perde muito mais do que deveria, Dome repete o mesmo choro dos treinadores nacionais. "A arbitragem decidiu. Não tive tempo de treinar. A torcida faz falta. A maratona de jogos do Brasil é surreal". Agora ainda tem o mantra: "o Klopp ficou 3 anos no Liverpool sem ganhar nada".

Tudo isso pode ser verdade. Mas temos que ser justos. Quando é um treinador brasileiro que fala isso ele imediatamente é criticado.

Dome debocha de pergunta, responde que seus defensores são muito ruins e se irrita durante fala

E Dome é o treinador que tem menos motivos de se queixar. O Flamengo é um oásis no meio da mediocridade administrativa e esportiva da maioria dos grandes clubes brasileiros. Ninguém tem um elenco tão poderoso, turbinado ainda por uma categoria de base que não para de revelar talentos. Ainda teve a sorte de herdar um time montado por Jesus.

O Flamengo de Dome briga pela liderança do Brasileiro e está nas oitavas de final da Libertadores. Nas duas competições, e também na Copa do Brasil, tem toda a pinta de favorito.  Claro que o espanhol tem seus méritos. 

Mas, em 2019, qualquer um vai dizer que o maior responsável pela coleção de títulos do Flamengo foi Jorge Jesus. Duvido que isso vai acontecer com Dome caso o clube carioca repita os títulos do ano passado.

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O dia que minha missão era entregar uma carta para Maradona em São Bernardo do Campo, e fracassei

Paulo Cobos
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Quando Pelé fez 80 anos, lembrei aqui que tive a sorte de ganhar um autógrafo e um aperto de mão do Rei do Futebol. Nesta sexta-feira, quando Maradona completa 60 anos, o sentimento é de frustração por ter fracassado em uma "missão" que não tinha mesmo como dar certo.  

Era o ano de 2006. Eu trabalhava na editoria de esporte da "Folha de S. Paulo". Chegou a notícia. Maradona iria participar de um torneio de showbol em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

Na época, o jornal realizava grandes sabatinas com personagens de todas as áreas. Alguém teve a ideia: por que não aproveitar que Maradona está tão perto e convidá-lo? E alguém lembrou: o Cobos mora em São Bernardo. Mandem ele lá com uma carta para entregar em mãos ao Maradona e formalizar o convite.

Sim. Maradona estava hospedado também em São Bernardo.  E lá fui eu ao hotel, bem próximo de casa e com certeza não foi dos  melhores que ele ficou. O ambiente era uma festa. O saguão estava lotado. 

Veja lances geniais de Maradona!  

Depois de várias tentativas com assessores, com a gerência do hotel e longas horas esperando Maradona passar,  o fracasso da missão era evidente. Depois de muita insistência, consegui falar com Mancuso, que jogou por Palmeiras e Flamengo.

Ele também fazia parte do time de showbol e na época era muito próximo de Maradona. Contei  todo o plano da sabatina. Ele foi muito atencioso. Entreguei a carta. Falou que iria repassar a Maradona. Deixei meu contato e saí de lá com a esperança que minha tarefa havia sido um sucesso. Mancuso nunca me ligou de volta.

Maradona brinca com Ronaldo durante o Fifa The Best
Maradona brinca com Ronaldo durante o Fifa The Best Getty

Claro que gostaria de ter cumprido a missão de entregar a carta a Maradona e convencê-lo a participar da sabatina. Mas a frustração maior foi  a chance perdida de falar, por alguns minutos,  com o cara que não é o melhor jogador da história, mas é o atleta de futebol mais fascinante da história. 

Fonte: Paulo Cobos

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