Títulos e quase R$ 1,5 bilhão no caixa: os motivos que fazem Jorge Jesus uma lenda no Benfica

Paulo Cobos
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Benfica já deixou claro que não vai economizar para tirar Jorge Jesus do Flamengo. Não é sem motivo. Durante os seis anos em que passou no mais popular clube português, o treinador tirou o gigante da mediocridade esportiva, fez o clube trocar o vermelho pelo azul em seus balanços e o fazendo lucrar quase um R$ 1,5 bilhão no mercado de jogadores.

Nas 15 edições anteriores à temporada 2009/10, a primeira com Jesus, o Benfica só ganhou o Português uma vez. Com o treinador, foram três títulos em seis anos.  E deixou um legado, tanto que a equipe de Lisboa ganhou outros três títulos nacionais após sua saída.



         

O agora ídolo flamenguista deixou o Benfica vencendo nada menos de 70% dos jogos oficiais que disputou.

E não foi com esquadrões montados na base de dezenas de milhões de euros em contratações que Jesus transformou o clube lisboeta. Segundo o site "Transfermarkt", especializado no mercado da bola, o Benfica vendeu mais do que comprou em cinco das seis temporada com Jesus.

O saldo da diferença entre o que gastou e vendeu nos anos Jesus é impressionante. Sob o comando do treinador, o Benfica teve um superávit de 227 milhões de euros, ou quase R$ 1,5 bilhão pelo câmbio atual, no mercado de jogadores.

Nos anos Jesus, o clube português vendeu nada menos do que 11 jogadores por pelo menos 20 milhões de euros. Alguns por valores que hoje parecem um absurdo exagero: como Fábio Coentrão, que foi para o Real Madrid por 30 milhões de euros.



         

Quando o treinador foi contratado, o Benfica tinha seguidos balanços no prejuízo (no ano da sua chegada, o clube teve um prejuízo de 1,8 milhão de euros). Com a volta dos títulos, a situação mudou, e o clube acumula seis temporada seguidas lucrando, sendo que nos últimos 4 anos teve os 4 melhores resultados de sua história.

Dá para entender o desejo de ter Jesus de volta.


 


Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Time 'igual a um avestruz' e promessa não cumprida: um papo, há 18 anos, com Cuca

Paulo Cobos
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Em 2003, clubes de futebol não tinham a mesma estrutura de assessoria de imprensa de hoje. Com menos filtros, era muito mais fácil entrevistar técnicos e jogadores.

Na época, era repórter da "Folha de S. Paulo". O Goiás fazia uma boa campanha no Brasileiro com então um técnico ainda no começo da carreira.

Era Cuca. Consegui seu telefone e liguei. Me atendeu e fiz uma longa entrevista. Ao final dela, tive a certeza de estar diante de um cara que pensava o futebol com paixão e de um jeito diferente, ainda mais um ano depois do Brasil ganhar o pentacampeonato com o pragmatismo de Felipão.

Me diverti com sua explicação de como era a forma ideal de um time jogar. 

"Quando estamos com a bola, ficamos igual a um avestruz quando ele abre as asas, leve. Isso porque ele não tem pena, e sim pluma, e tenta abranger os espaços. Quando perdemos a bola, ficamos do mesmo jeito quando o bicho fecha as asas, se protegendo".

No Atlético-MG, seu time não era essa avestruz toda, já que não marcava tão bem. Mas, no Palmeiras campeão brasileiro e no Santos atual, isso acontece: defendem e atacam com a mesma eficiência.

Cuca pensava em tática, mas já demonstrava a habilidade de motivar seus jogadores. "Gosto que meu time tenha um estilo parecido da época em que jogava. Por isso, espero que os jogadores não gostem de perder nunca."

A conversa de 2003 também teve uma promessa não cumprida. Como agora, Cuca era um treinador que não parava na beira do campo, reclamando muito da arbitragem e gritando enlouquecido com os jogadores.

"Tenho só 40 anos. Quando ficar mais velho e a barriga crescer, vou ficar quieto no banco". A idade avançou, a barriga nem tanto. Mas ele não ficou quieto no banco.

Há 18 anos, achei Cuca um cara diferente e muito legal. Não imaginava que ele estaria a apenas um jogo de ganhar a Libertadores pela segunda vez na sua carreira. Sorte que atendeu meu telefonema e me deu a oportunidade de conhecê-lo antes de virar um técnico estrela.

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Não dá para comparar: Barcelona se livrar de Suárez foi muito mais estúpido que Real vender Ronaldo

Paulo Cobos
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Luis Suárez, do Atlético de Madrid
Luis Suárez, do Atlético de Madrid Getty Images
Em uma temporada que se arrastam e nem lembram o poder gigantesco de suas histórias, Barcelona e Real Madrid são alvos de um debate.

Quem foi mais estúpido? O time merengue de vender Cristiano Ronaldo ou o o clube catalão de se livrar de Luis Suárez. Não dá para comparar. O Barcelona ganha na burrice por goleada. 

A começar pelos próprios termos da separação. O Real Madrid realmente "vendeu" o português, recebendo 117 milhões de euros da Juventus, ou quase R$ 800 milhões pelo câmbio atual por um jogador que já tinha 33 anos. 

Já o Barcelona realmente "se livrou" do uruguaio, o deixando ir para o Atlético de Madrid praticamente de graça: depende de objetivos cumpridos para faturar, no máximo, 6 milhões de euros por um dos maiores atacantes da sua história.

Mas a lista que torna a decisão catalã muito mais estúpida é bem maior.

A começar pelo desejo dos jogadores. Cristiano Ronaldo simplesmente se cansou do Real Madrid. Deixá-lo infeliz no clube não era a melhor opção. Já Suárez nunca quis deixar o Barcelona. Seguidas vezes repetiu seu amor pelo clube. E de quebra sua dispensa ainda deixou Messi enfurecido.

E tem mais. O Real perdeu Cristiano Ronaldo, mas para um clube de outro país. A Juventus só é rival na Europa, e a chance de cruzar com ele não é das maiores. Mas dentro da Espanha ele não será um problema e seria um rival certo em várias competições.









Já o Barcelona fez a burrice de reforçar o único clube fora o Real Madrid que tem chances reais de encará-lo no Campeonato Espanhol. Com Suárez brilhando, o Atlético de Madrid lidera a temporada 2020/2021 com folga.

Quanta estupidez.



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Qualquer defesa é colocar digitais no fracasso: todo são-paulino deve condenar bandidos 'burros' de emboscada

Paulo Cobos
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Ônibus do São Paulo
Ônibus do São Paulo Reprodução

Os marginais que fizeram uma emboscada contra o ônibus que levou o time do São Paulo para o jogo contra o Coritiba não são apenas bandidos. São também bem burros.

Claro que o mais importante é agora punir de forma exemplar tamanha selvageria. Mas é o caso também de analisar como esse grupo não foi capaz de perceber que, ao ter ideia tão estúpida, colocaram suas digitais no que fica cada vez mais claro será um novo fracasso do clube que esqueceu como se é campeão.

A divisão do novo fiasco não ficará agora restrita aos vilões de sempre: os cartolas, Fernando Diniz e Daniel Alves e companhia no elenco. Com toda razão, a selvageria também vai entrar na lista dos culpados.

Nenhum profissional pode exercer sua função com eficiência poucas horas depois de sofrer tamanha violência. Eu não seria capaz.

O que aconteceu no sábado foi apenas a ação de uma migalha idiota da enorme torcida tricolor. Mas todo são-paulino deve condenar de forma enérgica o que aconteceu.


Não é possível condenar o excesso de violência, mas ao mesmo tempo repetir o argumento nada honesto que jogadores precisam de vez em quando "tomar uma dura" para jogarem bola.

A torcida do São Paulo não merece tantos anos sem títulos. E muito menos levar parte da culpa pela seca de taças.

Fonte: Paulo Cobos

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Gabigol, de novo, foi um garoto mimado; Rogério Ceni, outra vez, errou no Flamengo

Paulo Cobos
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Quando o Flamengo perde, a polêmica já é comum. Mas dois dos principais personagens do clube deram mais motivos para jogar lenha na fogueira após outro revés.

Na derrota para o Athletico-PR por 2 a 1, Gabigol mais uma vez foi um garoto mimado. Ao ser substituído, ele fez cara feia e ignorou Rogério Ceni. Foi o segundo episódio de comportamento infantil do atacante em poucos dias.

Antes, ele fez pouco caso do treinador e do próprio clube ao demonstrar deboche quando começou um jogo contra o Ceará no banco. Dias depois, foi elogiado aqui por uma entrevista em que também foi mimado ao ironizar as perguntas dos repórteres, mas foi maduro ao explicar a fase ruim do Flamengo. 

Gabigol não deveria ter tantas atitudes tolas. Mas ele tem um atenuante: Rogério Ceni mais uma vez mostrou que não sabe lidar com ele.

Gabigol ao entrar em campo para Athletico-PR x Flamengo
Gabigol ao entrar em campo para Athletico-PR x Flamengo Flickr Flamengo

Primeiro por decisões técnicas. Claro que Gabigol pode e deve ser substituído quando não está bem (o que é cada vez mais comum). Mas o treinador deveria explicar por que raios o ídolo flamenguista não pode jogar ao lado de Pedro.

Pior ainda foi a justificativa do treinador sobre o novo chilique de Gabigol. Defender o jogador dizendo que ele tinha razão de reclamar por não receber mais bolas é patético. 

Rogério Ceni revela qual foi a reclamação de Gabigol ao ser substituído em derrota do Flamengo

Se a bola não chega, Ceni também tem culpa.

O treinador deve entender Gabigol. E não é querendo justificar os erros do atacante que vai resolver o problema.

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Tudo, menos o PSG: Messi vai errar se deixar Barcelona para reencontrar Neymar em Paris

Paulo Cobos
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A  semana termina com sinais robustos sobre qual pode ser o novo clube de Messi.

 Em Barcelona e Paris, o PSG começa a pintar como favorito. Primeiro, Leonardo, o brasileiro que manda no futebol do time francês, deixou claro que está sim interessado no argentino. Depois, os jornais da Catalunha começaram a expressar o temor de perder o maior "ganha pão".

E ainda existe o claro desejo de Messi de reencontrar Neymar. Mas ele mesmo já disse que o Barcelona não tem dinheiro para isso.

Não sou daqueles que acham uma obrigação o argentino ter o gigante catalão como único clube da carreira. Claramente  não existe mais a mesma sinergia perfeita entre as duas partes, e, pela idade avançada, Messi terá poucas chances de ganhar a Champions ou voltar a ser o melhor do mundo no Barcelona.

Messi e Neymar nos tempos de parceria no Barcelona
Messi e Neymar nos tempos de parceria no Barcelona Getty

O melhor a fazer é Messi procurar mesmo um novo clube para dar um frescor nas suas ambições. Mas o PSG não é o melhor lugar para isso.

Se quer só curtir o final da carreira priorizando a vida familiar, o camisa 10 deveria mesmo jogar nos EUA, o que já disse que gostaria de fazer. Também poderia voltar para a Argentina e encerrar a carreira no Newell's.

Só que é claro que ele ainda quer jogar em alto nível e brigar por títulos grandes e prêmios individuais. O PSG, como o próprio Neymar já demonstrou, não é o melhor lugar para isso.

Koeman: 'Se me perguntam se tenho interesse por Neymar ou Mbappé, digo que sim'


Por vários motivos. O principal é que definitivamente o Campeonato Francês não é o melhor lugar para competir. Ser o melhor do mundo no PSG só ganhando a Champions, o que não é nada fácil.

Se já parece desmotivado no Barcelona, imagine Messi disputando nos meses de inverno apenas os jogos do Francês. 

Ele poderia sim formar um trio dos sonhos com Mbappé e Neymar. Mas o craque francês dá cada vez mais sinais claros que não tem um projeto de longo prazo com o PSG.

Por fim, até imagino Messi jogando pelo Newell's ou por um time da liga americana. Mas, na Europa, só consigo pensar nele vestindo uma camisa de um gigante de uma liga poderosa. O que o PSG não é.


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A cara da iminente nova refugada será a de Diniz, mas a alma do fracasso é o próprio São Paulo

Paulo Cobos
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Ainda restam sete rodadas para o fim do Campeonato Brasileiro, e o São Paulo está agora a só dois pontos do líder Internacional. Mas depois da humilhante goleada de 5 a 1 para os gaúchos no Morumbi, vai ser difícil alguém apostar um trocado que o time paulista pode ser campeão.

Uma nova refugada, como tantas que aconteceram em quase dez anos, é cada vez mais iminente. Para muitos, vai ser fácil apontar quem é a cara do novo fracasso: Fernando Diniz.

E seus detratores (o que não é meu caso) terão reais argumentos - e outros nem tanto. 

Fernando Diniz, na derrota do São Paulo para o Internacional
Fernando Diniz, na derrota do São Paulo para o Internacional Divulgação/São Paulo

Depois do lamentável episódio em que xingou de forma humilhante Tchê Tchê, Diniz parece ter perdido o grupo. Qualquer pessoa não gostaria de ter um chefe que fizesse o que ele fez.

Mas de novo se vai ouvir a ladainha que o São Paulo de Diniz faz um futebol "cheio de frescuras" e que "falta garra". Como se não fosse a forma diferente de pensar o jogo que fez o clube, com um elenco nada especial, chegar a brigar pelo título.

Diniz é o alvo fácil como a  cara da nova derrocada, mas a série sem fim de fiascos do São Paulo tem alma: o  próprio clube.

Não é possível, com qualquer tipo de treinador, ficar sem ganhar um título por tanto tempo em uma época em que se disputa tantos campeonatos. É vexaminoso nunca ter  conquistado uma vitória em quase sete anos no estádio do Corinthians. Não dá para se achar o máximo só por que ganha jogos do Flamengo. A sina de amarelar é dolorosa.

O São Paulo não cansa de errar há muito tempo, seja com Juvenal, com Aidar ou com Leco. E Julio Casares, o novo presidente, também já começa com o pé esquerdo.

Por que não esperar o fim do Brasileiro para trocar Raí por Muricy Ramalho? Para que criar essa sensação de duplo comando? Era necessário ir até à CBF beijar a mão dos cartolas da confederação com o clube já acusado (quase sempre injustamente) de ser beneficiado pela arbitragem?

Mas a alma de um clube não é só feita de cartolas. O São Paulo, do campo até à sala do presidente, passando pela arquibancada, precisa se reinventar.


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Lincoln: o Garoto do Ninho que viveu o céu e o inferno no Flamengo antes de chegar aos 21 anos

Paulo Cobos
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Lincoln
Lincoln divulgação

Muitas vezes, o Flamengo vai da euforia à depressão em pouco tempo. É o que acontece agora. Parece que a tonelada de taças que o clube conquistou de 2019 para cá são um passado distante no momento em que o time de Rogério Ceni não embala.

Lembro disso para tentar entender o que aconteceu com o atacante Lincoln, o Garoto do Ninho que foi de candidato a ídolo e astro mundial à uma melancólica despedida para um time japonês antes de completar 21 anos.

Há 2 anos, Lincoln era falado em clubes europeus por dezenas de milhões de dólares. Agora, depois de despertar interesse em times do Chipre (que horror) e dos EUA, acabou em time do Japão com o Flamengo recebendo algo como R$ 15 milhões. 

Lincoln teve a chance de disputar uma final de Mundial de Clubes contra o Liverpool. Acabou como vilão para muitos por perder um gol.

O atacante chegou a ser paparicado por cartolas. Depois foi execrado por alguns dos mais importantes dirigentes flamenguistas.

O jogador que poderia ser um novo Vínícius Jr. sofreu até uma punição e ser colocado de volta para treinar com os jogadores da base.

O céu e o inferno que um garoto viveu em tão pouco tempo tem vários culpados. Ele não pode se eximir de culpa. Algumas vezes realmente pareceu deslumbrado com a chance de sucesso. E ele não pareceu absorver as críticas (as contrutivas) e a partir delas evoluir. 

Torcidas, não só a do Flamengo, e também a imprensa, deveriam repensar as expectativas criadas com  o que parecem joias em seus clubes. Nem sempre serão os craques sonhados. Mas paciência ajuda a torná-lo bons e úteis jogadores.




Mas a culpa maior pelo que aconteceu com Lincoln é dos dirigentes. Poucas vezes vi  cartolas fazendo tantas coisas para desvalorizar um jogador como os dirigentes flamenguistas fizeram.

Lincoln é um garoto. Merecia um tratamento profissional e com carinho extra por sua história de cria da casa. Mas foi tratado como um jogador em fim de carreira sem identificação alguma com o clube.

Que Lincoln dê a volta por cima. E que o Flamengo aprenda com os erros que cometeu com ele.


Fonte: Paulo Cobos

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Abel Braga será um cala boca (e me incluo nessa); escolha de melhor técnico é 'a discussão' do Brasileiro

Paulo Cobos
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A decadência do São Paulo tornou o Campeonato Brasileiro de 2020 o mais emocionante da era dos pontos corridos (desde 2003). Com apenas oito rodadas para o fim, nada menos do que seis clubes têm chances reais de conquistar o título.

É algo muito arriscado cravar um favorito para ficar com a taça. Mas uma outra escolha é ainda mais difícil e promete ser a grande polêmica neste fim de competição: eleger o melhor técnico será 'a discussão' do balanço final da disputa. 

Não são apenas os treinadores dos seis candidatos ao título que estão na parada. Vagner Mancini, com o Corinthians, e Cuca, com o Santos, não devem ser descartados.

O dono da taça, claro, leva vantagem. Mas são-paulinos e flamenguistas vão continuar com um pé atrás mesmo se Fernando Diniz ou Rogério Ceni for o campeão. 

Jorge Sampaoli será forte candidato em caso de título. Mas também é fato que o Atlético-MG gastou muito para atender todos os pedidos do argentino. E seu time é um dos mais irregulares entre os que brigam pela taça.

Abel Ferreira, do Palmeiras, é meu candidato a técnico do ano, pelo conjunto da obra. Mas seus principais méritos estão na Conmebol Libertadores e na Copa do Brasil. No Brasileiro, ele não empolga do mesmo jeito.

Renato Gaúcho nunca chegou nem perto de ganhar o Brasileiro pelo Grêmio. Com o título, ganhará, sim, argumentos para ser eleito o técnico do campeonato, mas ainda assim duvido que seria uma escolha unânime. 

Resta Abel Braga. Se conquistar o Brasileiro com o Internacional, com o elenco mais fraco entre os seis candidatos, vai ser meu escolhido. Será um grande cala boca em seus críticos. E me incluo nessa. Quando ele foi contratado, duvidei que ele daria certo no clube em que é ídolo.

O bom é que, seja quem for o eleito, a decisão vai dar muita discussão. E nada no futebol como assuntos que  gerem debate (de alto nível).

Abel Braga e jogadores do Internacional na vitória sobre o Fortaleza no Beira-Rio
Abel Braga e jogadores do Internacional na vitória sobre o Fortaleza no Beira-Rio Divulgação/Internacional



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O deboche foi de menino mimado, mas Gabigol rompeu o silêncio no Flamengo com palavras de adulto

Paulo Cobos
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Gabigol em entrevista coleiva
Gabigol em entrevista coleiva Alexandre Vidal / Flamengo

Nesta sexta-feira, Gabigol resolveu falar no Flamengo. No formato de perguntas virtuais, o centroavante foi bombardeado sobre a crise no clube, crises de relacionamento, falta de liderança e o fato de ter ficado na reserva contra o Ceará.

A reação imediata foi de reprovação. Gabigol esbanjou risos de deboche nas perguntas mais difíceis, e que tinham que ser feitas mesmo. Um comportamento típico de menino mimado quando contrariado.

O argumento que relatar problemas no Flamengo "dá Ibope" é primário. Por que qualquer um percebe que eles existem hoje, e muitos. E é evidente que no Flamengo os problemas são mais comentados, assim como as vitórias de 2019: é o clube mais popular de um país de 210 milhões de habitantes.

Mas, além do deboche, Gabigol falou o que se esperava de um jogador profissional.

Ele deixou claro sim que está incomodado com a reserva. Só que fez isso mostrando todo o respeito por Rogério Ceni, seu treinador, e os jogadores que estão atuando no seu lugar.

Gabigol reconheceu que sua dupla com Bruno Henrique passa por problemas. "Os rivais já nos conhecem". Bacana essa autocrítica.











Sobraram questionamentos sobre falta de liderança e problemas de relacionamento. Há alguns anos, Gabigol era um candidato certo a jogar gasolina na fogueira em uma entrevista com esses assuntos.

Ele fez o contrário. Na condição de maior ídolo recente do Flamengo, foi um verdadeiro bombeiro, defendendo Rogério, a direção e seus companheiros. E prometeu trabalho.

Que o deboche seja só uma falha pontual. E as palavras sejam realmente verdadeiras.




Fonte: Paulo Cobos

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Zombar de falta de títulos do Olympique é fácil; quero ver Neymar fazer isso com o Bayern

Paulo Cobos
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Na reta final da última Uefa Champions League, declarei minha torcida para Neymar levar o PSG ao título. Como nunca na carreira, ele merecia, por mostrar uma face madura inédita. Poucos meses depois, o melhor jogador brasileiro dos últimos anos está fazendo de tudo para que todos, incluindo eu, fiquem torcendo para que ele não conquiste taças.

Não bastasse o papelão de seu polêmico final de ano no Brasil, ele voltou a campo nesta quarta-feira dando um show de arrogância.

Neymar, na vitória do PSG sobre o Olympique na Supercopa da França
Neymar, na vitória do PSG sobre o Olympique na Supercopa da França Getty

Nem vou entrar na sua discussão em campo com o espanhol Álvaro González, a quem acusou de racismo em jogo do ano passado. Mas é simplesmente ridículo Neymar provocar o zagueiro e também o meia Payet, ambos do Olympique de Marselha, pelo fato que o PSG é multicampeão e o rival "esqueceu" de ganhar títulos.

Neymar e o PSG não fazem nada mais do que a obrigação ao ganhar uma taça bem meia boca como a Supercopa da França.

O Olympique é mais tradicional, mas, na temporada 2020/21, tem um orçamento que não chega a um quarto do registrado pelo PSG: 140 milhões de euros contra 640 milhões de euros.

Se quer fazer piada com número de títulos, que Neymar suba de patamar. Ganhe uma Champions e vá ser arrogante com alguém do seu tamanho. Que tal o  Bayern de Munique?

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Até quando são eliminados: tenho inveja de Boca e River; são maiores que qualquer time brasileiro

Paulo Cobos
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Borré comemora após marcar para o River Plate sobre o Palmeiras
Borré comemora após marcar para o River Plate sobre o Palmeiras EFE

O River Plate foi eliminado pelo Palmeiras nesta terça-feira nas semifinais da Conmebol Libertadores. Na quarta-feira, não será surpresa se o Boca Juniors também ficar no caminho diante do Santos na Vila Belmiro.

Uma final no Maracanã entre dois times brasileiros será algo lindo. E na derrota fica mais fácil falar sobre a inveja que tenho de Boca e River: nenhum time brasileiro é maior que os dois gigantes argentinos.

E não só por ambos já terem conquistado a Libertadores mais vezes que qualquer time do Brasil.

Não é mesmo pelo número de títulos que Boca e River são para dar inveja.

Seus torcedores são muito mais fiéis. Ambos há anos têm média de público superior a 40 mil torcedores no Campeonato Argentino, mesmo quando não brigam pelo título. Os dois não tem os mesmos contratos milionários de TV e publicidade que os clubes brasileiros. Dependem muito de seus sócios para seguirem competitivos.

Suas camisas sempre são bonitas, não apelando a qualquer oferta de patrocínio para ganhar uns trocados e poluir seus uniformes (o caso do Corinthians no Brasil é prova de como não respeitar uma camisa). 

Diego Latorre diz que Palmeiras não mereceu eliminar o River












Quem já foi a um estádio argentino sabe como as torcidas de lá são muito mais originais e fortes no apoio ao time.

Dentro de campo Boca e River nunca se entregam. O que o time de Marcelo Gallardo fez nesta terça-feira no Allianz Parque foi admirável. Em uma série que parecia perdida, o River fez uma atuação memorável e amassou o Palmeiras mesmo depois de ficar com um jogador a menos.

O River tem hoje um timaço e o melhor técnico da América do Sul. O Boca, nem tanto. Mas eles sempre metem medo, não importa quem entra em campo.

Nenhum brasileiro deveria ter problema em admitir que inveja e admira Boca e River. E parar com a tolice que eles são gigantes apenas por que são ajudados pelos árbitros.






Fonte: Paulo Cobos

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Dedé pode cobrar R$ 35 milhões do Cruzeiro na Justiça? Sim (mas a idolatria vai acabar)

Paulo Cobos
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Dedé treina no Cruzeiro
Dedé treina no Cruzeiro Bruno Haddad| Cruzeiro

Se já não fossem suficientes as notícias ruins, os torcedores do Cruzeiro receberam um soco na cara nesta segunda-feira.  Foram informados que o zagueiro Dedé, um dos maiores ídolos da história do clube, foi à Justiça para cobrar R$ 35 milhões do clube.

Alega todo tipo de salários atrasados e ainda pede indenização de R$ 3,75 milhões por "danos morais". A razão foi o fato de ter sido ironizado pelo ex-presidente Wagner Pires de Sá, que fez piada com os problemas físicos do zagueiro. 

No tribunal das redes sociais, imagino que a decisão de Dedé sofra todo tipo de ataque (não tenho afeição a essas redes).

Na minha opinião, Dedé tem sim todo o direito de ir à Justiça cobrar o clube. Não importa que ele praticamente ficou metade dos quase 7 anos em que está no Cruzeiro machucado (não atua desde 2019).

Se o contrato foi assinado, o Cruzeiro tem a obrigação de cumpri-lo. Que dirigentes responsáveis por esses acordos, pagando uma fortuna para um jogador de físico tão pouco confiável, sejam investigados.


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O Dedé pessoa jurídica, que tem sua família, realmente deve pensar de forma racional, buscando o que julga seus direitos.

Só que não dá para ter tudo nessa vida. O Dedé pessoa física não vai ser como antes aos olhos dos torcedores cruzeirenses. Ele cobra uma fortuna de um clube arruinado.  Participou de boa parte da campanha do rebaixamento. Vê-lo em campo virou um milagre.  

Não deve ter sido fácil para Dedé tomar a decisão de levar o Cruzeiro aos tribunais. Duvido que alguém que tenha vivido o que ele viveu no Cruzeiro não tenha se apaixonado pelo clube. Pena que ser ídolo eterno no futebol não é tão fácil.



Fonte: Paulo Cobos

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Nem Lugano, Ceni, Raí e Muricy resolvem: a sina de 'amarelar' do São Paulo precisa de um divã

Paulo Cobos
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Para quem tem menos de 50 anos, em uma lista com os 5 maiores ídolos do São Paulo, a chance de Raí, Rogério Ceni, Lugano e Muricy Ramalho estarem nela é quase de 100%.  Eles têm o DNA do clube que ainda é o mais vitorioso da história do futebol brasileiro.

Todos eles tiveram posições de destaque no futebol da agremiação nos quase 10 anos que a mesma sabe o que é ser campeã, sendo que muitas vezes seguindo à risca o manual de time que "amarela" na hora decisiva, como ensaia fazer novamente agora no Campeonato Brasileiro.

Depois do tricampeonato brasileiro (2006, 2007 e 2008), Muricy voltou a comandar o time entre 2013 e 2015. Não ganhou nada. Agora está de volta como coordenador de futebol. Rogério Ceni começou sua carreira de treinador no próprio São Paulo. Não durou um ano no cargo.

Lugano, com sua fama de vencedor e símbolo de garra, nunca conseguiu colocar esses valores na cabeça dos jogadores nos três anos em que trabalhou como diretor são-paulino.

Birner escancara problemas internos do São Paulo e mostra como novo presidente começou errando: 'Não era hora de mexer em nada'

Raí é o homem forte do futebol do clube há três anos. De saída, tem no Brasileiro-2020 a última chance de ser campeão como dirigente.

Não será um texto que que vai desvendar o motivo do São Paulo ter virado um gigante que não se cansa de amarelar. 

Citar o fracasso de ídolos históricos serve para mostrar que não adianta querer simplificar a questão, como muitas vezes torcedores e analistas fazem, apontando o dedo apenas para cartolas, como o ex-presidente Leco.

O que acontece com o São Paulo é um dos casos mais complexos deste século do futebol brasileiro. Não adianta encontrar um só culpado. 

O São Paulo precisa de um divã. E nele devem deitar jogadores, treinadores, cartolas, ídolos. E também seus torcedores.

São Paulo, de Arboleda, Volpi, companhia e ídolos no comando vai 'amarelar' no Brasileiro?
São Paulo, de Arboleda, Volpi, companhia e ídolos no comando vai 'amarelar' no Brasileiro? Rubens Chiri/São Paulo FC
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Nem Lugano, Ceni, Raí e Muricy resolvem: a sina de 'amarelar' do São Paulo precisa de um divã

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Ceni é (muito) pior que Dome no Flamengo; só com muita coragem de cartolas ele não será demitido

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Não há como encontrar uma justificativa. O trabalho de Rogério Ceni no Flamengo é uma decepção. Consegue ser muito pior que o feito por Domènec Torrent. 

Com o catalão, o Flamengo pelo menos teve alguns momentos de brilhos. Nada disso acontece com o treinador que parecia o homem certo no lugar certo.

Ceni tem tempo de sobra agora para trabalhar com o, disparado, melhor elenco do futebol brasileiro.

E seu Flamengo parece um amontoado de jogadores desinteressados que não têm a mínima ideia do que devem fazer em campo.

O fiasco de Ceni tem um agravante. Dome não tinha a mínima ideia do que era o futebol brasileiro. Duvido que ele conhecia mais do que 5 jogadores do elenco rubro-negro.

Ceni parece tão perdido na parte tática (Vitinho de ala foi de doer) quanto na administração do elenco: a má vontade de Gabigol no banco contra o Ceará é só um exemplo. E a cara de poucos amigos de Everton Ribeiro ao ser substituído é outro.

A diretoria flamenguista não hesitou em demitir Dome quando a ira das redes sociais fizeram do catalão um vilão. O mesmo acontece agora com Rogério Ceni.

Resistir e manter Ceni seria um ato de coragem. Duvido que os cartolas rubro-negros a terão. Aposto que vão manter a "coerência" e irão fazer o mesmo que aconteceu com Dome: demissão.

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Ceni é (muito) pior que Dome no Flamengo; só com muita coragem de cartolas ele não será demitido

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Tem algo muito errado quando o Barcelona usa 16 jogadores de 10 países, e nenhum é brasileiro

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Tem algo muito errado quando o Barcelona em uma partida usa 16 jogadores de 10 nacionalidades diferentes, e nenhum deles é brasileiro. Na goleada sobre o Granada, neste sábado, o clube catalão escalou jogadores da Espanha, da França, da Dinamarca, da Holanda, da Alemanha, da Argentina, de Portugal e até da Bósnia, da República Dominicana e dos Estados Unidos.

O elenco do clube catalão tem hoje apenas três brasileiros: o goleiro reserva Neto, o volante Matheus Fernandes e Philippe Coutinho, que vai ficar fora dos gramados por pelo menos 3 meses após cirurgia.

Neto e Matheus Fernandes só vão jogar em casos de emergência, e Coutinho é um pesadelo de centenas de milhões de reais para o Barcelona.

Jogadores do Barcelona comemoram durante vitória sobre o Granada
Jogadores do Barcelona comemoram durante vitória sobre o Granada Getty Images

Nenhum gigante europeu causa tanta estranheza em não escalar brasileiros como o Barcelona. Foi no clube catalão que Romário, Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho foram eleitos os melhores do mundo.

Nada parece combinar mais com o estilo cheio de glamour do Barcelona do que jogadores brasileiros. Se eles não estão mais lá, algo de errado acontece.

E esse errado é triste para os dois lados. O Barcelona parece não saber mais garimpar talento brasileiro. Mas também é verdade que não parece haver mais brasileiros candidatos a melhor do mundo como antes.

Triste para catalães e brasileiros.

Assista aos gols de Granada 0 x 4 Barcelona


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Jorge Jesus já não consegue esconder a amargura: deixar o Flamengo foi uma grande estupidez

Paulo Cobos
Paulo Cobos

A cada três ou quatro dias, Jorge Jesus dá entrevistas em Portugal, antes ou depois dos jogos do Benfica. Em todas elas demonstra mágoa pela forma como é tratado por torcedores e mídia portugueses. 

Em todas não esconde a saudade dos tempos em que foi uma espécie de rei do futebol brasileiro, quando era tratado, de forma merecida, como uma divindade pelo espetacular trabalho que fez no Flamengo.

Situação que deixa uma coisa bem clara: trocar o Flamengo pelo  Benfica foi uma grande burrice!

Ao fazer isso, Jesus não foi trabalhar em um clube que iria disputar o título da Champions League. Também não foi ganhar muito mais dinheiro do que recebia na Gávea. Fatores pessoais podem ter pesado na decisão, mas o treinador não parece nem um pouco feliz em sua terra natal.

Sormani detona Ceni no Fla e diz que teria mantido Dome; ASSISTA

Parece óbvio que Jesus está arrependido. Ele não tem mais milhões de torcedores o adulando. Não tem mais a chance de enfrentar o Liverpool em uma final de Mundial de Clubes. Não tem um time na mão como era com seu esquadrão rubro-negro. E ainda a pandemia o faz ir a estádios vazios, o que só deve aumentar seu desgosto.

Jesus não pode voltar no tempo e mudar sua decisão. Azar de todos os técnicos que irão comandar o Flamengo. O fantasma do português vai rondar a Gávea eternamente.

Jorge Jesus trocou o Flamengo pelo Benfica. Estaria arrependido?
Jorge Jesus trocou o Flamengo pelo Benfica. Estaria arrependido? Getty Images

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Rogério Ceni insiste em 'erro grotesco': expor jogadores e não assumir sua culpa após derrotas

Paulo Cobos
Paulo Cobos

"Erramos acima do normal para quem quer vencer um clássico. Cometemos erros primários. Perdemos por erros bobos, por erros comuns. A gente prepara um sistema e conta com o básico dentro de campo. Não fomos felizes na forma de marcar, na iniciativa que deveríamos ter tomado em determinados momentos do jogo."

"Quando tinha o controle do jogo, errava passes simples, de cinco, dez metros, que normalmente não se erra, principalmente na construção do jogo. Se você não consegue ultrapassar a primeira linha do adversário e acaba errando passes primários, não é o padrão."

"O que estamos criando em volume é suficiente para fazer gols e vencer. Agora, os erros que cometemos são grotescos para uma equipe que quer ser campeã."

Estas três frases são de Rogério Ceni. A primeira é de maio de 2017, quando comandava o São Paulo e perdeu para o Corinthians por 3 a 2; a segunda, de setembro de 2019, após o seu Cruzeiro perder para o Internacional por 3 a 0, pela Copa do Brasil; e, finalmente, a terceira aconteceu nessa quarta-feira (6), depois do seu Flamengo perder de virada para o bem mais frágil Fluminense.

Fluminense faz nos acréscimos e consegue virada espetacular contra o Flamengo; VEJA os gols abaixo

As três mostram que o treinador com uma carreira de 20 anos como estrela jogando parece não saber que, em time grande, o comandante até pode achar que os atletas erraram, mas nunca deve expor isso em entrevistas.

E também deve assumir a culpa sem rodeios após fracassos, e eles se acumularam no São Paulo e no Cruzeiro para Ceni e já começam a transbordar no Flamengo.

Em Belo Horizonte, Ceni foi fritado por um vestiário cheio de medalhões. E praticamente todos eles apontaram erros graves do treinador. Verdade que o Cruzeiro era um ninho de serpentes, mas acredito sim que eles têm alguma razão nos relatos das bobagens feitas pelo treinador.

O vestiário do Flamengo é muito mais estrelado. Não vai aceitar que Ceni aponte o dedo para "erros individuais" e não admitir sua culpa.

Rogério Ceni, técnico do Flamengo
Rogério Ceni, técnico do Flamengo Alexandre Vidal / Flamengo

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Copa do Brasil e Libertadores serão só cereja do bolo: Palmeiras já é maior vencedor da temporada

Paulo Cobos
Paulo Cobos
Abel Ferreira, técnico do Palmeiras
Abel Ferreira, técnico do Palmeiras Cesar Greco/Ag Palmeiras


Em pouco mais de um mês, teremos novos campeões do Campeonato Brasileiro, da Copa do Brasil e da Conmebol Libertadores. Não vou palpitar quem irá levantar a taça de cada competição. Mas já vou apontar meu vencedor da temporada: o Palmeiras.

Se ganhar a Copa do Brasil, em que já está na final, e a Libertadores, onde está muito perto da decisão, o clube irá coroar o que já é o trabalho com mais frutos no Brasil.

Por que futebol não é só títulos. E o Palmeiras tem motivos de sobra para comemorar.

O primeiro foi apostar em garotos, o que faz com que o clube tenha hoje provavelmente o patrimônio mais lucrativo entre todos os clubes nacionais. Segundo o site transfermarkt.com, especializado no assunto, só Palmeiras e Flamengo têm três jogadores próprios entre os 15 mais valorizados do Brasil.

Gabriel Verón é o primeiro, Gabriel Menino é o 9ª e Patrick de Paula é o 13º. Todos eles foram formados no clube. Ou seja: quando vendidos o lucro será imenso. E todos têm um mercado gigante: são bons e muito jovens, tudo que grandes europeus querem hoje.



Veja lances de River 0 x 3 Palmeiras

No  Flamengo, Gabigol, Arrascaeta e Gérson estão entre os 15 mais valiosos do país. Mas os 3 custaram verdadeira fortunas. Uma eventual revenda não irá significar ganho substancial.

Além dos garotos, o Palmeiras "descobriu" um técnico. Abel Ferreira não tinha uma carreira tão sólida como seu compatriota Jorge Jesus. E caminha para ter o mesmo sucesso.

Ele mostrou contra o River Plate que os resultados iniciais não foram por acaso, e esbanjou repertório. E ainda é protagonista das melhores entrevistas de um treinador em muitos anos no Brasil: didático, sem estrelismos, com vocabulário inteligente.

Apostando na base e com Abel, o Palmeiras já conseguiu outra vitória que não se mede apenas pelos resultados.

Depois de anos com Felipão, Mano e Luxemburgo, o torcedor que adora ganhar, mas também de jogar bonito, resgatou o orgulho, que estava perdido na mediocridade do que "o importante é ganhar, nem que for por meio a zero".


Fonte: Paulo Cobos

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'Chega mais duro e quebra o tornozelo dele' de Gallardo é do jogo? Depende de quem fala

Paulo Cobos
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Gallardo dá instrução para Rojas
Gallardo dá instrução para Rojas Getty Images

Não era preciso mais nada para apimentar o jogaço entre River Plate e Palmeiras que abre nesta terça-feira as semifinais da Conmebol Libertadores. Mas Marcelo Gallardo, o técnico argentino, deu motivos para uma vasta polêmica.

O melhor técnico que trabalha na América do Sul foi flagrados pelas câmeras da ESPN pedindo que o zagueiro Rojas fosse mais duro com Tevez após empate no clássico contra o Boca, no último sábado.

"Hacete más duro, c*" (chegue mais duro, c*), falou Gallardo. "Rompe el tobillo". A tradução literal em português seria: "arrebente o tornozelo".

Tenho convicção que Gallardo não quis em nenhum momento que seu jogador realmente quebrasse Tevez. Claramente, no calor de um jogo quente contra o maior rival, sua mensagem era simplesmente exigir mais atenção e entrega de seu atleta na marcação.



Veja lances de Boca x River

Mas admito que Gallardo tem o benefício da dúvida.

Seu River Plate há muitos anos pratica um futebol vistoso, em que violência nunca é estratégia. Ele ainda foi um jogador técnico. E por fim suas entrevistas são de uma lucidez que falta à maioria de seus colegas de profissão sul-americanos, especialmente os brasileiros.

Fico pensando se o flagrado mandando um jogador seu quebrar o rival fosse Luiz Felipe Scolari. Provavelmente, e talvez injustamente, sua palavras seriam escutadas de forma literal. 

Imagem e currículo no futebol podem fazer mesmo a diferença até na hora da polêmica.


Fonte: Paulo Cobos

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Ganhar a Champions é até 'fácil': Pochettino vira gigante se enquadrar Neymar no PSG

Paulo Cobos
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Neymar lamenta derrota do PSG para o Manchester United, pela Champions
Neymar lamenta derrota do PSG para o Manchester United, pela Champions FRANCK FIFE/AFP via Getty Images

Há dois meses, escrevi aqui que Neymar não teve a mesma sorte que Messi e Cristiano Ronaldo. Ao contrário dos dois maiores jogadores do mundo, o brasileiro nunca teve na Europa um treinador da primeira linha, que fosse grande o suficiente para deixar claro a ele quem mandava.

Enfim isso pode mudar. Depois de ser comandado pelos fracos Gerardo Martino, Unay Emery e Thomas Tuchel, além do mediano Luís Enrique, Neymar terá um técnico de ponta na Europa, onde está desde 2013.

A partir de agora, o PSG é comandado pelo argentino Mauricio Pochettino, que ainda não é tão grande como Guardiola ou Mourinho, mas já tem bagagem suficiente para enfim enquadrar Neymar, o que Felipão e Tite também não conseguiram na seleção brasileira.

Há alguns meses, diria que para Pochettino seria mais fácil dar ao PSG sua primeira Champions do que dar um jeito no estilo mimado de Neymar. Mas hoje tenho outra convicção.


Pocchetino comandou primeiro treino no PSG



O  brasileiro teve um 2020 em que mostrou uma maturidade inédita. Mas isso já parece uma miragem. O biquinho depois de não aparecer na lista dos melhores do mundo e seu conturbado final de ano no Brasil mostram que Neymar segue sendo um gigante adulto em campo, mas uma criança birrenta fora dele.

Que Pochettino tenha sucesso nas duas missões. Mas, pelo menos para os brasileiros, ele seria muito mais lembrado como o treinador que enquadrou Neymar do que o primeiro técnico campeão da Champions pelo PSG.



Fonte: Paulo Cobos

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