Atrás do Getafe, marca que não vale um quinto da do Real Madrid e receita evaporando: a triste decadência do Milan

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O Milan agoniza. O clube italiano não é hoje sombra do time que já foi o mais temido da Europa. Um novo golpe no orgulho da equipe foi dado nesta quinta-feira, quando a consultoria KPMG divulgou seu estudo anual sobe o valor das marcas das 32 equipes mais importantes da Europa.

Entre os 32 times, o Milan foi o único que viu o valor de sua marca encolher em relação há 2016. Hoje, o time rubro-negro tem um valor de 526 milhões de euros. Há 4 anos, esse valor era de 545 milhões de euros.

Agora, a marca Milan não vale um quinto da registrada pelo Real Madrid, o líder do levantamento, com 3,478 bilhões de euros. O time rubro-negro tem uma avaliação que é hoje pouco mais da metade da obtida pela rival Inter, que está longe de ser um modelo de sucesso recente.

As receitas evaporam. Levando em conta os balanços da temporada 2008/2009, o Milan era o 10º clube mais rico do mundo, com receitas de 196,5 milhões de euros. Só aplicando a inflação da zona do euro, esse valor em 2018/2019 deveria ser de 226 milhões de euros.

Samu Castillejo lamenta durante partida do Milan
Samu Castillejo lamenta durante partida do Milan Getty Images

Mas o clube faturou na temporada passada apenas 206 milhões de euros, enquanto outros gigantes mais que dobraram suas receitas. Com esse caixa esquálido, o Milan é agora apenas o 21º no ranking de faturamento.

Uma administração caótica que tem reflexos no gramado, fazendo da equipe hoje uma piada na Europa. No ranking da Uefa, o Milan era, na temporada 2009/2010, o nono colocado do continente. Agora, na mesma lista, é apenas o 81º, atrás de clubes como Getafe e Qarabag.

E tanto no caixa quanto no cartaz na Europa as coisas não devem mudar. Para um clube faturar alto e subir forte no ranking da Uefa, é necessário jogar a Champions. E neste Italiano o Milan é apenas o 7º colocado, 12 pontos atrás do 4º lugar, o último que garante vaga na principal competição de clubes do mundo.

Triste.

Ibrahimovic filma 'rolê monstro' de motocicleta com Calhanoglu, companheiro de Milan; está mal de motor?




Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Luxa, Tiago, Diniz, Jesualdo: o medíocre Campeonato Paulista que nenhum técnico de grande merece ganhar

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Mauro diz que Corinthians e Palmeiras fizeram esforço para que as pessoas não gostem de futebol: 'Horroroso, péssimo, pífio'


O Campeonato Paulista de 2020 vai terminar neste sábado com algo raro. Seja quem for o campeão, Corinthians ou Palmeiras, a competição vai acabar com uma injustiça. Não adianta procurar desculpa. Mas o fato é que nenhum treinador dos quatro grandes merece ganhar o título.

Em um torneio já de baixo nível técnico, Vanderlei Luxemburgo, Tiago Nunes, Fernando Diniz e Jesualdo Ferreira fizeram trabalhos medíocres. 

Nenhum grande conseguiu chegar perto da média de dois gols marcados por jogo. Dois deles (Santos e São Paulo) sofreram mais do um gol por partida.  Todos os grandes tiveram uma primeira fase em que brigaram na classificação com times de orçamento minúsculo. O Corinthians se classificou na bacia das almas.

Mas não são só números que fazem o trabalho dos quatros abaixo da média.

Jesualdo ainda pode dizer que viu o Santos se desmanchar durante a parada da COVID-19. Mas em nenhum momento antes disso seu time fez algo para se animar, com um futebol covarde. Ele chegou com a esperança de ser um novo Jorge Jesus. E acabou demitido.

Fernando Diniz mais uma vez foi fogo de palha. Fez até alguns são-paulinos se empolgarem. Mas montou um time com uma defesa que era uma peneira, sofrendo três gols do catadão do Mirassol. Não perdeu o emprego como Jesualdo, mas começa o Brasileiro pressionado e sob dúvida como nunca.

Vanderlei Luxemburgo discute com Tiago Nunes durante Corinthians x Palmeiras
Vanderlei Luxemburgo discute com Tiago Nunes durante Corinthians x Palmeiras Cesar Greco/Ag Palmeiras

Tiago Nunes e Luxemburgo. Um dos dois será campeão. Mas não podem nunca ganhar o prêmio de técnico do ano.

O que Corinthians e Palmeiras fizeram no primeiro jogo da decisão foi uma ofensa. Um jogo sem gols, com raras chances, chutões, medo de perder, esquemas ultrapassados, substituições que trocaram seis por meia dúzia.

E não digam que comandam times frágeis. Corinthians e Palmeiras, assim como o São Paulo, estão entre os clubes que mais gastam no Brasil. E o dinheiro, em termos de qualidade, foi jogado no lixo neste Paulista.

Fonte: Paulo Cobos

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Tostão ensina, números provam: veja por que Ederson não é o 'novo Paulinho' na hora de fazer gols

Paulo Cobos
Paulo Cobos

 

Nada como o olhar mais sofisticado da imprensa brasileira para perceber que Éderson, o destaque da reação do Corinthians no Campeonato Paulista, não é como Paulinho, que brilhou no Parque São Jorge, na hora de fazer gols.

Vejam o trecho da coluna de Tostão, que raramente apela às estatísticas para suas análises, nesta quarta-feira na "Folha de S. Paulo":

"A comparação entre Éderson e Paulinho é apenas por causa do número de gols marcados pelo jovem jogador. Os gols de Éderson tem sido de finalizações de fora da área, enquanto os de Paulinho são quase sempre de dentro da área".

Na mosca. O blog foi consultar o TruMedia, a ferramente de estatísticas da ESPN, como Paulinho marcou seus gols. Na lista, estão 41 vezes que ele balançou as redes desde 2013, por Corinthians, seleção brasileira, Barcelona e no futebol chinês.

Mapa dos gols de Paulinho na carreira, quase todos dentro da área
Mapa dos gols de Paulinho na carreira, quase todos dentro da área ESPN/Trumedia

Dos 41 gols, apenas quatro foram marcados de fora da área, ou menos de 10% do total. Veja na ilustração que grande partes dos gols do volante foi anotado em finalizações na pequena área.

Bem diferente de Éderson, que também mostra faro de gol, mas sem ser o homem surpresa que aparece na área como se fosse um centroavante.

Mapa dos gols de Ederson (por Cruzeiro e Corinthians)
Mapa dos gols de Ederson (por Cruzeiro e Corinthians) ESPN/Trumedia

Com uma carreira ainda no início, o volante tem apenas cinco gols computados no TruMedia: três pelo Corinthians e dois pelo Cruzeiro. E nada menos do que quatro deles, ou 80%, foram em chutes de fora da área.

Tostão pode não ser um amante das estatísticas, mas vê futebol como ninguém. Deveria ser leitura obrigatória.




Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Nunca vai haver outro melhor e mais caro goleiro do mundo como Casillas

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Nesta terça-feira, Iker Casillas tornou oficial sua aposentadoria. Multicampeão com a  seleção espanhola e com o Real Madrid, ele já foi o mais caro e melhor goleiro do mundo ao mesmo tempo. 

Iker Casillas, lenda do Real Madrid e da Espanha, se aposenta dos gramados
Iker Casillas, lenda do Real Madrid e da Espanha, se aposenta dos gramados David Ramos/Getty Images

Entre 2008 e 2012, ele foi eleito o craque da posição em eleição feita pela Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol. Naquela época, era o prêmio mais importante da posição.

Segundo o site Transfermarkt, especializado em valor de mercado de clubes e jogadores, Casillas era o goleiro mais caro do mundo em 2010, quando ganhou a Copa do Mundo pela Espanha. Naquela temporada, ainda no Real Madrid, era avaliado em 35 milhões de euros.

Iker Casillas comemora o título mundial pela Espanha na Copa de 2010
Iker Casillas comemora o título mundial pela Espanha na Copa de 2010 Getty

Casillas era muito bom, além de líder incontestável. Mas é por uma característica física que nunca mais o melhor e mais caro goleiro do mundo será como ele.

O espanhol fez uma carreira notável medindo 1,82 m (e de perto dava até para dar dois centímetros a menos). Para os padrões da posição, ele foi um nanico no futebol. Basta comparar com os dez goleiros mais caros do mundo hoje, segundo o mesmo Transfermarkt.

Oblak, avaliado em 80 milhões de euros, mede 1,88 m, e já não é dos mais altos entre os top 10 dos milhões. Seis deles têm pelo menos 1,90 m: Alisson (1,91 m), Courtois (1,99 m), Donnarumma (1,96 m), Onana (1,90 m), Leno (1,90 m) e Szczesny (1,95 m). 

Milagres, posicionamento incrível e decisivo: veja grandes defesas da carreira de Iker Casillas

Ter Stegen, o terceiro  mais caro do mundo, mede 1,87 m e é quem chega mais perto de Casillas. O brasileiro Ederson tem 1,88 m, um centímetro a menos que De Gea. 

Casillas desafiou os padrões para ser o melhor do mundo. Não é pouca coisa.

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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A bagunça só é um pouco mais 'Nutella': Paulista tem final tão ridículo quanto o Carioca

Paulo Cobos
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Corinthians não quer testes de COVID-19 até final do Paulista, e Ubiratan Leal detona: 'Avacalhação'


Para acabar com qualquer discussão bairrista sem sentido, o Campeonato Paulista resolveu igualar o desfecho patético do Carioca. A única diferença é que, em São Paulo, a bagunça é mais sofisticada, com hospital de grife, protocolos discutidos por meses não sendo seguidos e decisões que só causam confusão na arbitragem. 

Em cinco dias, a competição viu uma bagunça nos testes da COVID-19 de jogadores do Red Bull Bragantino, polêmica na escala do juiz do primeiro jogo da decisão e o cume: a troca de acusações entre Corinthians e Palmeiras sobre testes dos jogadores da doença que já matou quase 100 mil brasileiros.

Como se estivessem debatendo bobagens do tipo qual será a cor do vestiário dos visitantes, os dois rivais mais tradicionais resolveram brigar sobre o que não deveria ser motivo de discussão nesse momento.

Nicola revela mensagem de Andrés Sanchez e Edu Meneses questiona: 'Saúde em primeiro lugar'


O Corinthians diz que não vai testar seus jogadores para detectar o vírus antes dos jogos da decisão. Sustenta sua decisão dizendo que seguiu o protocolo que obrigava os jogadores a ficarem concentrados durante o período de jogos. Pode até ter razão na letra fria do regulamento, mas não serão os reais gastos a mais para fazer os exames que irão mudar a grave crise financeira do clube. Nesta hora, toda precaução ainda parece pouco.

O Palmeiras parece enfurecido com a decisão corintiana. Mas é acusado pelo rival de ignorar o protocolo que mandava os jogadores ficarem confinados. Se fez isso mesmo, foi irresponsável. Se o regulamento permite isso, é outro problema. Ou dá para garantir que uma delegação de quase 30 pessoas seguiu todas as recomendações de isolamento?

A Federação deveria logo se pronunciar, mas mandou a decisão ser revolvida pelo seu diretor médico. E enquanto este texto é escrito, horas depois da decisão corintiana, nenhuma medida havia sido tomada.

Jogadores de Corinthians e Palmeiras posados antes de jogo pelo Paulista 2020
Jogadores de Corinthians e Palmeiras posados antes de jogo pelo Paulista 2020 Cesar Greco/Ag Palmeiras

Dentro de campo a coisa também promete. Tanto nas quartas de final quanto nas semifinais, o mais estrelado juiz paulista, Raphael Claus, se envolveu em lances polêmicos em jogos do Corinthians: primeiro como árbitro de campo e depois no comando do VAR.

É verdade que ele é o melhor juiz do quadro de São Paulo. Mas a prudência mandava deixá-lo fora desta decisão.

Com tudo isso, já começam a pipocar declarações provocativas dos dois lados, repetindo o que aconteceu há dois anos na decisão então vencida pelo Corinthians.

Uma bagunça como a do Carioca. Só um pouco mais 'Nutella'.



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A bagunça só é um pouco mais 'Nutella': Paulista tem final tão ridículo quanto o Carioca

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Como ela faz falta (também) em um domingo de decisões no futebol

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Minha mulher estava longe de ser apaixonada por futebol (falta de interesse que passou em dose muito maior para as nossas filhas). Mas, por minha profissão e pelo meu time de coração, aprendeu a conviver com a bola e nunca o assunto foi um problema.

Por mais de dez anos, viajei muito por causa do futebol. E ela trabalhava com professora (o que amava fazer) e tocava a casa, missão que ficou muito mais difícil quando nossas filhas nasceram. Ela vibrava quando eu fazia um bom trabalho na cobertura de uma da Copa do Mundo, mesmo que isso significasse dois meses longe de casa.

Nos raros finais de semana de folga, ela até fazia força para ficar no sofá comigo vendo pelo menos o jogo do nosso clube. Sabia que eu tinha que fazer aquilo por que era meu trabalho e ela, nessas horas, se divertia fazendo comentários bem sarcásticos sobre jogadores.

E quantas e quantas vezes ela falou para eu trocar o canal do filme que ela estava vendo para um jogo de futebol. E a gente ficava junto torcendo
E quantas e quantas vezes ela falou para eu trocar o canal do filme que ela estava vendo para um jogo de futebol. E a gente ficava junto torcendo Divulgação

Em 2011, chegou o câncer. E o futebol continuou sendo um assunto que nos unia, e não nos separava. As viagens, claro, ficaram mais raras. Mas na Copa de 2014 novamente eu estava viajando, e ela orgulhosa e com uma força que eu nunca seria capaz de ter trabalhando e cuidando dela e das meninas.

Durante todo o tempo que ela enfrentou a doença, posso falar que tivemos muito mais bons momentos do que missões nada fáceis de enfrentar. A recuperação das pesadas sessões de quimioterapia era o momento  que eu queria sempre estar ali ao lado dela. E quantas e quantas vezes ela falou para eu trocar o canal do filme que ela estava vendo para um jogo de futebol. E a gente ficava junto torcendo e cornetando jogadores e técnicos.

Em 2018, depois de quatro Copas do Mundo seguidas, eu não estava nos estádios. O câncer se espalhou pelo corpo e tudo ficou muito difícil. Tenho certeza que meus chefes na ESPN me deixariam ficar em casa com ela se eu pedisse. Mas novamente ela me dizia para eu ir trabalhar, que era importante.  E eu fui durante todos os dias do Mundial de Rússia.

Há 2 anos, em um 2 de agosto como hoje, ela nos deixou. Neste domingo, vou lembrar de muitas coisas e chorar pela falta imensa que ela faz. E quando ligar a televisão para assistir ao jogo do nosso time em um dia que estou de plantão, vou também recordar como ela faz falta também no futebol para mim.


Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Leco poderia renunciar e Diniz se demitir... Mas e os jogadores do São Paulo após vexame histórico?

Paulo Cobos
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Jogadores do São Paulo antes de jogo contra o Mirassol, pelo Paulista
Jogadores do São Paulo antes de jogo contra o Mirassol, pelo Paulista Rubens Chiri/São Paulo FC

No pesadelo que teima em não acabar, o São Paulo terá sua noite mais dura após o vexame histórico de ser eliminado pelo Mirassol nas quartas de final do Paulista.

Nos oito anos que já dura a seca de títulos tricolor, outros times pequenos foram carrascos, como a Penapolense e o Defensa y Justicia. Mas nenhum deles no meio de uma pandemia que fez o Mirassol perder mais de uma dezena de jogadores e ser basicamente um catado de atletas anônimos.

Os alvos da fúria dos torcedores serão fáceis. Não dá para defender o presidente Leco. Há quase 5 anos no poder, sua gestão é um fracasso esportivo e financeiro, como mostrou bem nesta semana o estudo do Itaú BBA.

Sua renúncia seria até uma atitude digna, assim como também não seria estranho que Fernando Diniz pedisse demissão.

Não dá para culpar a longa parada causada pela COVID-19. Seu time levou sete gols em três jogos na retomada do Paulista. Contra o mambembe Mirassol, acabou o jogo cruzando bolas inúteis para a área.

São Paulo tem 12ª eliminação sob o mandato de Leco; Eduardo Affonso relembra vexames históricos


Se é fácil imaginar o que poderiam fazer Leco e Diniz após tamanho fiasco, fica mais difícil encontrar um caminho para os jogadores.

Eles têm contratos, valem milhões e claro que o São Paulo não pode desvalorizar o que é seu patrimônio.

Mas não vale falar que Leco é incompetente, que Diniz é um 'inventor' que nunca ganhou nada e isentar jogadores por tamanha vergonha. Que eles admitam o fracasso e repensem o trabalho no Morumbi.

Fonte: Paulo Cobos

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Ações na Bolsa, ranking da Uefa, títulos, valor da marca: a triste decadência do Manchester United pós Ferguson

Paulo Cobos
Paulo Cobos


Se você acha que técnico não tem essa importância toda para um time de futebol, vai mudar de ideia ao constatar o que aconteceu com o Manchester United depois de 2013, quando Alex Ferguson deixou o clube após  27 anos comandando o clube.

Com o escocês, o United era temido, admirado, valioso. Hoje, segue faturando muito dinheiro. Mas não é sombra do que era com Ferguson.

Vamos começar pelos títulos. Sem o mítico treinador, o United nunca mais ganhou a Premier League. Com ele, foram 13 títulos da mais importante liga nacional do planeta. Depois da saída do escocês, o clube ainda conseguiu ganhar uma competição internacional: a Liga Europa.

Mas o prestígio europeu já não é mais o mesmo. No último ano com Ferguson, o clube mais famoso de Manchester era o quinto colocado no ranking da Uefa (na temporada anterior estava em segundo). Hoje, tem uma modesta nona posição.

Sem resultados, o United acumula notícias ruins em rankings que medem o prestígio dos clubes europeus.

Alex Ferguson lamenta resultado de jogo entre Manchester United e Leeds, em 2010
Alex Ferguson lamenta resultado de jogo entre Manchester United e Leeds, em 2010 Getty Images

A última chegou nesta quarta-feira. Como faz todos os anos, a consultoria britânica Brand Finance divulgou sua lista com o valor da marca dos clubes de futebol. Com um tombo de quase 11%, o United foi ultrapassado pelo Barcelona e agora ocupa a terceira posição, com o rival Liverpool muito perto.

Hoje, a marca do Liverpool equivale a 96% da do United. No último ano com Ferguson, esse percentual era de apenas 43%.

Para os americanos da revista "Forbes", o United também está em decadência. No caso da publicação, a avaliação é pelo valor total do clube. Na despedida de Ferguson, o time vermelho de Manchester brigava com o Real Madrid pela liderança.

Em 2013, a "Forbes" dizia que o United valia US$ 3,2 bilhões, e o Real US$ 3,3 bilhões. O Barcelona estava mais atrás, com US$ 2,6 bilhões. No ranking divulgado em 2019, o United é avaliado em US$ 3,8 bilhões, mais longe dos US$ 4,2 bilhões do Real e também atrás dos US$ 4 bilhões do Barcelona.

O Manchester United tem suas ações negociadas na Bolsa de Valores de Nova York. E quem comprou papéis do clube no dia que Ferguson se aposentou teria prejuízo se os vendesse hoje.

Em mais de 2013, quando o escocês se despediu, uma ação do United era negociada por US$ 17,87. Hoje, só US$ 14,69.




Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Do 'ao infinito e além' a 'desastre à vista' e do 'Urubu precisa voltar a voar' a 'nem sinal no retrovisor': como Corinthians e Flamengo trocaram de lugar

Paulo Cobos
Paulo Cobos


Dezembro de 2012. O Corinthians terminava o ano mais glorioso da sua história, com os títulos da Copa Libertadores e do Mundial de Clubes. O sonho do estádio próprio enfim estava a caminho de ser realizado. O time se dava ao luxo de gastar mais de 10 milhões de euros para tirar Alexandre Pato do Milan.  Na mesma data, o Flamengo amargava uma modesta 11ª colocação no Brasileiro  As dívidas pareciam impagáveis. O elenco era medíocre.

Agora vamos para dezembro de 2019. O Corinthians brigou para não cair no Brasileiro. Sua dívida não para de crescer. Pagar a arena de Itaquera virou um pesadelo.  Já o Flamengo, com dívida equacionada e dinheiro no caixa, tinha um ano mágico, ganhando o Brasileiro e a Libertadores com o esquadrão de Jorge Jesus.

Essa transformação radical em apenas sete anos pôde ser acompanhada pelo estudo anual do Itaú BBA com as finanças dos clubes. Em todas essas temporadas, o banco criou uma frase para resumir sua análise sobre cada time.

O blog compilou, para Corinthians e Flamengo, todas elas desde o relatório de 2013, que analisava as contas de 2012, até o levantamento deste ano, com os números de 2019. E por elas se pode entender como os dois times mais populares do país inverteram seus caminhos.

Há sete anos, o Itaú perguntava se o Corinthians estava indo "ao infinito e além". E começava com uma descrição que hoje parece impossível para o clube. "O clube de maior Receita e maior geração de caixa, dívida bancária bastante baixa. Este é o Corinthians, que vem melhorando seu desempenho ano após ano", relatou a instituição, que no entanto já apontava problemas. 

Bruno Henrique supera Cássio em Flamengo x Corinthians, pelo Brasileirão de 2019
Bruno Henrique supera Cássio em Flamengo x Corinthians, pelo Brasileirão de 2019 Gazeta Press

"Mas nem tudo é céu azul, e este balanço repete algumas movimentações vistas em 2011, que continuam sem explicações em 2012, e que de forma importante contribuem para que se atinja esta situação", apontava o estudo de 2013 sobre o Corinthians.

Da chance de ir 'ao infinito e além', o Corinthians foi para o "desastre à vista", segundo o Itaú BBA.

Em relação ao Flamengo, a avaliação mudou da água para o vinho. Na sua análise sobre as finanças do time em 2012, o último antes da chegada de Eduardo Bandeira de Mello à presidência, o banco classificava a equipe carioca com um "o Urubu precisa voltar a voar".

O relato era duro. "Que o Flamengo é uma marca forte, ninguém nunca duvidou. Aliás, se há certezas no futebol, esta é uma delas. E que o clube sofre por conta de gestões fracas ao longo das últimas décadas, esta é outra verdade inquestionável do futebol". 

Mas já havia algum sinal de melhora. "Verdades postas, o fato é que o clube mostra no balanço de 2012 toda sua força e todos os reflexos das gestões ruins, ao mesmo tempo. Mas desta vez, ao menos, enxergamos luz no fim do túnel", apontava o Itaú BBA,

Com o passar dos anos, o Flamengo só aumentava os elogios recebidos, e agora ganhou um "nem sinal no retrovisor", sobre a falta de concorrentes.

Veja, ano a ano, como a instituição avaliou os dois gigantes e entenda como tudo mudou:

2013
Corinthians
Ao infinito e além?
Flamengo
O Urubu precisa voltar a voar

2014
Corinthians
Encantador de serpentes
Flamengo
Nadando contra a maré

2015
Corinthians
E agora, José?
Flamengo
A hora de transformar água em vinho

2016
Corinthians
A conta do estádio chegou
Flamengo
Espelho, espelho meu

2017
Corinthians
Muita ginástica para fechar as contas
Flamengo
Navegar é preciso; gerir futebol não é preciso

2018
Corinthians
Na corda bamba
Flamengo
Colhendo os frutos

2019
Corinthians
Equilibrista em apuros
Flamengo
Hora da colheita

2020
Corinthians
Desastre à vista
Flamengo
Nem sinal no retrovisor

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Dívidas, gastos, receitas e títulos (isso é rápido): veja, entre Leco, Andrés e Peres, quem é o presidente mais medíocre

Paulo Cobos
Paulo Cobos

José Carlos Peres, no Santos, Andrés Sanchez, no Corinthians, e Leco, no São Paulo, passaram os últimos meses com a ameaça de impeachment por suas administrações. Qualquer torcedor dessas equipes têm motivos de sobra para reclamar desses cartolas.

Para aumentar o debate, o blog, com números da consultoria Sports Value, tabulou os números das finanças dos três clubes durante a gestão atual. A comparação do São Paulo é entre os balanços de 2015 (Leco assumiu no final daquele ano) e 2019.

Nos casos de Corinthians e Santos, a comparação aconteceu entre os números de 2017 e 2019. Andrés assumiu em fevereiro de 2018, e Peres em dezembro de 2017.

Além das finanças, tem também o número de títulos dos cartolas nas atuais gestões (e já adianto que nesse caso a discussão será muito breve).

Carlos Augusto de Barros e Silva, José Carlos Peres e Andrés Sanchez
Carlos Augusto de Barros e Silva, José Carlos Peres e Andrés Sanchez Gazeta Press/Pedro Ernesto Guerra Azeve

DÍVIDAS
No número que mais preocupa a longo prazo, Peres, Andrés e Leco passam vergonha. Mas o corintiano ganha com larga margem. Do início da sua gestão até dezembro de 2019, a dívida do clube subiu 80%, passando de R$ 425,5 milhões para R$ 765,2 milhões. Nessa conta, não entra a dívida da Arena.

Em igual período sob o comando de Peres, a dívida santista subiu 30%, de R$ 340,2 milhões para R$ 441,7 milhões. Como comparação, a inflação no Brasil, segundo o INPC, foi de apenas 8% no período das gestões de Andrés e Peres.

Há mais tempo no cargo, Leco viu a dívida do São Paulo subir 40%, crescendo de R$ 359,4 milhões para R$ 503,2 milhões, também muito acima da inflação, que foi de 18% entre os finais de 2015 e 2019.

CUSTO DO FUTEBOL
Os resultados em campo de Corinthians, São Paulo e Santos com seus atuais presidentes são medíocres. Mas isso não quer dizer que eles montaram times baratos. No caso dos três clubes, os custos do departamento de futebol subiram muito acima da inflação com seus atuais presidentes.

Com Andrés, o futebol corintiano viu seu custo crescer 28% (foram R$ 435,9 milhões em 2019). Com Peres, o do Santos subiu 31% (R$ 274,3 milhões). O São Paulo gastou 55% a mais com Leco, batendo nos R$ 423,7 milhões no ano passado.

RECEITAS SEM VENDA DE JOGADORES
Se na hora de gastar e fazer dívida os três cartolas ficaram muito acima da inflação, o contrário, para dois deles, acontece na hora de criar receitas. E isso até 2019, antes dos efeitos nefastos que a COVID-19 terá no futebol.

Para esse cálculo, o blog não considerou o dinheiro obtido com a venda de jogadores, o que torna o trabalho dos cartolas muito mais importante. 

Com Andrés, as receitas do Corinthians cresceram apenas 7%, contra inflação de 8% no período. Muito pior é o trabalho de Peres. Com ele no comando, o faturamento do Santos sem a venda de jogadores teve um tombo de 12%.

Nesse ponto, Leco teve um bom número. Com ele, as receitas do São Paulo subiram 32%, contra os 18% da inflação do seu período.

TÍTULOS
Como prometido, aqui a discussão é rápida. Na sua segunda passagem pelo Corinthians, Andrés ganhou o Paulista duas vezes (2018 e 2019). Peres e Leco nada conquistaram.


Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Nenhum gol e R$ 26,5 mil por minuto em campo: o 10º jogador mais caro da história do Corinthians

Paulo Cobos
Paulo Cobos

No Corinthians, Andrés admite erros e diz: 'Ninguém vai me apequenar'


"Gastei mais do que deveria". 

Na semana passada, Andrés Sanchez, o presidente do Corinthians, admitiu que, sob seu comando, o clube torrou mais dinheiro do que poderia. Pode começar lamentando ter contratado o 10º jogador mais caro e um dos mais improdutivos  da história corintiana: o chileno Angelo Araos. 

Segundo o site Transfermarkt, especializado em mercado da bola, o meia foi contratado em julho de 2018 por 4,4 milhões de euros. Esse valor, pelo câmbio da época, bate com o valor que o Corinthians declarou em seu balanço de 2018: R$ 20,603 milhões. Não muito longe dos R$ 23 milhões que o Flamengo pagou ao Santos por Bruno Henrique seis meses depois. 

Então uma promessa de um país periférico da bola, Araos nunca justificou o investimento. Em dois anos de Corinthians, ele nunca marcou um gol. Até hoje, soma apenas 777 minutos sem campo com a camisa alvinegra, ou menos de 9 jogos inteiros.

Sem contar o salário, o chileno custou R$ 26,5 mil por minuto em campo aos cofres do clube. E pouca gente vai lembrar alguma jogada de destaque. No ano passado, ele chegou a ser emprestado para a Ponte Preta, onde também não teve destaque: foram nove jogos e também nenhum gol.

Angelo Araos durante treino do Corinthians, no CT Joaquim Grava
Angelo Araos durante treino do Corinthians, no CT Joaquim Grava Ag Corinthians

Novamente no elenco principal, Araos não aparece nos planos da equipe titular para a volta do Paulista, nesta quarta-feira.

E Andrés tem outra contratação na sua gestão que está no top 10 das mais caras do Corinthians e que até agora não justificou o investimento: Luan, pelo qual o clube pagou 5 milhões de euros ao Grêmio antes do início da temporada 2020. Ele é o 8º mais caro da história corintiana.



Fonte: Paulo Cobos

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Nenhum gol e R$ 26,5 mil por minuto em campo: o 10º jogador mais caro da história do Corinthians

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Não é só a torcida do Flamengo: por que a imprensa vai chorar saída de Jorge Jesus

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Títulos, frases épicas e 'bailes' no Maracanã: relembre momentos emocionantes de Jesus no Flamengo


Jorge Jesus vai embora do Flamengo. Deixa na Gávea cinco títulos, incluindo uma Libertadores, e o resgate de um futebol bem jogado que parecia algo perdido no Brasil. O flamenguista vai morrer de saudade. Eu, que não sou rubro-negro, também, assim como todo jornalista.

No caso da imprensa, o futebol de Jesus, claro, fará falta. Mas o que o Mister vai deixar aqui é uma legião de órfãos na mídia por um treinador que virou garantia de audiência, cliques e o desafio de aprender a compreender um técnico que mudou discussões que pareciam não existir.

Todo mundo dizia que um time precisava poupar todos os jogadores no meio de uma maratona. Jesus mostrou que não era assim. Arão era uma piada. Jesus o transformou. Rodrigo Caio era "jogador de condomínio". Virou grande até enfrentando o Liverpool sob o comando do português.

Poderia ainda passar longos parágrafos relatando o que Jesus fez dentro de campo. Mas é pelo que ele fez fora do gramado que ele fará mais falta para a mídia.

Foi sensacional ver como um estrangeiro soube, em poucas semanas, compreender o que era um clube como Flamengo, enquanto os treinadores nacionais, há décadas no mercado, muitas vezes não são capazes de entender a alma de time grande.

Como foi bom se deliciar com as entrevistas coletivas de Jesus. Direto, quase sempre marrento. Mas sempre com declarações que depois davam combustível para longas discussões (tudo que nós, jornalistas, precisamos).

Jorge Jesus durante jogo entre Flamengo e Fluminense, pelo Carioca
Jorge Jesus durante jogo entre Flamengo e Fluminense, pelo Carioca CARL DE SOUZA/AFP via Getty Images

Fotógrafos e cinegrafistas também são repórteres. E Jesus fez a festa para eles. Seus gestos na beira do campo e suas caretas fizeram a festa desses profissionais, garantindo a foto nas capas de jornais e sites.

A novela da sua renovação de contrato e agora da sua negociação com o Benfica, cheio de mistérios, foi outro desafio para os jornalistas, e com certeza serviu de aprendizado para todos nós.

Pena que tudo isso acabou. Sorte da mídia portuguesa. E as portas seguem abertas aqui, caro Jorge Jesus.





Fonte: Paulo Cobos

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Não adianta implicar: Sérgio Ramos é o maior zagueiro da história

Paulo Cobos
Paulo Cobos

À la Cruyff, Sergio Ramos rola pênalti para Benzema fazer o gol, mas árbitro vê irregularidade e manda voltar

Com certeza o mundo já teve zagueiros melhores. Mas coloque a raiva e a inveja de lado e admita: nenhum zagueiro da história tem uma carreira tão grande como Sergio Ramos.

O título do Espanhol, ganho nesta quinta-feira pelos merengues, é o 25º de competição oficial conquistado pelo capitão do Real Madrid. E a qualidade de seu portfólio é impressionante.

Foram 4 Champions, 4 Mundiais de Clubes e 5 Espanhóis. Por seleções, quando também jogou como lateral direito, ele ganhou a Eurocopa 2 vezes e a Copa de 2010.

É verdade que Piqué tem mais títulos (o zagueiro do Barcelona já foi campeão 32 vezes).

Mas Sergio Ramos é muito mais que um grande zagueiro levantador de taças.

Ele já marcou 116 gols na carreira, número de fazer inveja para atacantes. E pouca gente na história balançou as redes quando seu time mais precisava: que o digam os pobres torcedores do Atlético de Madrid, que viram a chance de ganhar uma Champions virar pó com uma cabeçada certeira de Ramos nos acréscimos.

Sergio Ramos comemora durante jogo entre Real Madrid e Athletic Bilbao
Sergio Ramos comemora durante jogo entre Real Madrid e Athletic Bilbao Juan Manuel Serrano Arce/Getty Images

Mas foi pelo título do Espanhol desta temporada que Sergio Ramos ganhou o direito de falar que é o maior zagueiro (lembrando, não o melhor) da história. Desta vez ele foi o cara. Não havia mais Cristiano Ronaldo. Não estavam Xavi e Iniesta com a camisa da Espanha.

Esqueça por um tempo as entradas desleais e os gols de pênalti duvidosos. Curta a chance de ver alguém que faz tanta história em uma posição que nem sempre é valorizada como deveria.

Fonte: Paulo Cobos

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Culpa da antipatia do Real Madrid? Zidane, técnico mais vitorioso dos últimos cinco anos, não tem o valor que merece

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Nesta quinta-feira, Zinedine Zidane pode ser campeão outra vez. Basta o Real Madrid vencer, em casa, o Villarreal para que ele conquiste LaLiga, o 11º título da sua carreira. Isso em apenas cinco anos, e todos pelo clube mais vitorioso da história do futebol.

E serão 11 títulos recheados do troféu mais desejado por um técnico de clube: o francês já ganhou a Champions três vezes, o mesmo que Klopp e Guardiola somados.

Entre os principais treinadores do mundo, desde que Zidane assumiu pela 1ª vez o Real Madrid, na temporada 2015/16, só Guardiola tem o mesmo número de títulos. O espanhol também soma 10 taças no período, mas nunca chegou perto nos últimos cinco anos de ganhar a Champions.

Zinedine Zidane dá instruções a Rodrygo durante a vitória do Real Madrid sobre o Granada
Zinedine Zidane dá instruções a Rodrygo durante a vitória do Real Madrid sobre o Granada Getty

Nesse período, Klopp soma quatro títulos. Simeone apenas dois, assim como o italiano Antonio Conte. Mourinho foi campeão três vezes.

Com um currículo de fazer inveja aos colegas mais badalados, Zidane é apenas o quinto técnico que mais ganha dinheiro no mundo. Nas três temporadas que conquistou a Champions, só em uma foi eleito o melhor treinador da temporada. É difícil até ouvir alguém cogitar seu nome para comandar a seleção francesa.

É verdade que seu Real Madrid está longe de jogar o futebol mais vistoso do mundo. Mas não é possível não dar mais crédito para alguém que ganha taças como troca de roupa.

De sapato, Zinedine Zidane mostra categoria na beira do campo durante Granada x Real Madrid


         

Talvez o relativo desprezo a Zidane tem a ver com o clube em que também foi multicampeão como jogador.

Muitas vezes injustamente, o Real Madrid é acusado de ganhar com ajuda de árbitros e agora do VAR. "É o clube protegido da Fifa, da Uefa", acusam torcedores rivais. É o time que "representa o poder do governo espanhol". É a equipe de Sérgio Ramos, o zagueiro craque que muita gente quer só pintar como um botinudo.

Se fizesse no Barcelona o que faz no Real Madrid, Zidane, aposto, seria muito maior no mundo das aparências.

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Culpa da antipatia do Real Madrid? Zidane, técnico mais vitorioso dos últimos cinco anos, não tem o valor que merece

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Títulos e quase R$ 1,5 bilhão no caixa: os motivos que fazem Jorge Jesus uma lenda no Benfica

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Benfica já deixou claro que não vai economizar para tirar Jorge Jesus do Flamengo. Não é sem motivo. Durante os seis anos em que passou no mais popular clube português, o treinador tirou o gigante da mediocridade esportiva, fez o clube trocar o vermelho pelo azul em seus balanços e o fazendo lucrar quase um R$ 1,5 bilhão no mercado de jogadores.

Nas 15 edições anteriores à temporada 2009/10, a primeira com Jesus, o Benfica só ganhou o Português uma vez. Com o treinador, foram três títulos em seis anos.  E deixou um legado, tanto que a equipe de Lisboa ganhou outros três títulos nacionais após sua saída.



         

O agora ídolo flamenguista deixou o Benfica vencendo nada menos de 70% dos jogos oficiais que disputou.

E não foi com esquadrões montados na base de dezenas de milhões de euros em contratações que Jesus transformou o clube lisboeta. Segundo o site "Transfermarkt", especializado no mercado da bola, o Benfica vendeu mais do que comprou em cinco das seis temporada com Jesus.

O saldo da diferença entre o que gastou e vendeu nos anos Jesus é impressionante. Sob o comando do treinador, o Benfica teve um superávit de 227 milhões de euros, ou quase R$ 1,5 bilhão pelo câmbio atual, no mercado de jogadores.

Nos anos Jesus, o clube português vendeu nada menos do que 11 jogadores por pelo menos 20 milhões de euros. Alguns por valores que hoje parecem um absurdo exagero: como Fábio Coentrão, que foi para o Real Madrid por 30 milhões de euros.



         

Quando o treinador foi contratado, o Benfica tinha seguidos balanços no prejuízo (no ano da sua chegada, o clube teve um prejuízo de 1,8 milhão de euros). Com a volta dos títulos, a situação mudou, e o clube acumula seis temporada seguidas lucrando, sendo que nos últimos 4 anos teve os 4 melhores resultados de sua história.

Dá para entender o desejo de ter Jesus de volta.


 


Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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7 motivos para o Brasil inteiro torcer para o Flamengo e esse maldito Carioca acabar hoje

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Nesta quarta-feira, o Flamengo pode ser campeão carioca de 2020. Para isso, precisa vencer o Fluminense na decisão da Taça Rio. Se os tricolores triunfarem, a competição continua, com mais dois jogos entre os mesmos times. 

Mas vamos falar claramente: fica difícil pedir para os torcedores do Fluminense secarem o próprio time (ainda que a chance de bater o Flamengo em dois jogos depois seja mínima). Mas qualquer outra pessoa que goste de futebol no Brasil, e também os que não gostam, deveria torcer para que o esquadrão de Jorge Jesus liquide a fature hoje.

Jogadores do Flamengo comemoram gol sobre o Fluminense em duelo pela Taça Guanabara 2020
Jogadores do Flamengo comemoram gol sobre o Fluminense em duelo pela Taça Guanabara 2020 Flamengo

Assim, esse pesadelo de 2020 que virou o 'campeonato mais charmoso' vai acabar. O blog lista sete motivos para que todo mundo hoje seja rubro-negro:

Ficar pelo menos 8 meses sem ouvir falar da Ferj
Federação estadual no Brasil quase sempre é sinônimo de atraso. Mas a do Rio se supera. Organização nunca foi seu forte, mas a bagunça que montou agora bate recordes. Um regulamento esdrúxulo, a pressa na volta do campeoanato mesmo com as centenas de mortes no Rio todos os dias e a nebulosa cobrança de taxas dez vezes maior a Botafogo e Fluminense são uma vergonha. Que bom seria ficar até 2021 sem que ela seja notícia.

O TJD, e suas bizarras decisões, voltar para o anonimato
Tribunais esportivos costumam ser palco para quem adora aparecer. Mas o TJD do Rio ultrapassou todos os limites. Ao entrar na discussão se o Fluminense deveria compartilhar com o Flamengo seu direito de transmitir a decisão da Taça Rio, o tribunal parece querer estar até acima de uma lei federal. Que Gabigol os envie para o anonimato.

Sem mais jogos ao lado de hospital de campanha
Poucos metros de distância separam o gramado do Maracanã do hospital de campanha montado para receber os doentes de COVID-19. Que nunca mais o futebol seja insensível a ponto de dividir o espaço onde profissionais da saúde tentam salvar vidas e pessoas morrem.

Sem mais chance de jogadores contaminados transmitirem o vírus
No dia da final da Taça Rio, o Flamengo anunciou que afastou um jogador por que ele deu positivo para o coronavírus. Que o campeonato do Rio acabe hoje, e os clubes tenham mais tempo para criarem protocolos mais seguros e que os atletas não corram risco de infectar ou serem infectados.

Acabar o festival de 'notas oficiais' nos sites dos grandes sobre tudo, menos futebol
Com tanta confusão, os sites dos quatro grandes ganharam um ar soturno em suas listas de notícias. Ao lado de informações e entrevistas sobre os jogadores, longos textos explicando o que muitas vezes parece ser impossível de ser explicado, como posições sobre coronavírus, resposta à crítica de jornalista e medidas provisórias do governo.

Flamengo tem trio que vale mais que o Fluminense inteiro e goleia rival em site especializado; veja os valores

O Flamengo parar de jogar e analisar sua arrogância que não tem fim
Tudo indica que Jorge Jesus vai ganhar seu quinto título em menos de um ano de clube. Campeão nesta quarta-feira, o Flamengo vai ficar um mês sem jogar. Quem sabe com menos holofotes os cartolas da Gávea pensem bem no que fizeram nas últimas semanas. O excesso de arrogância uma hora cobra o preço.

Não dar mais munição para quem já decretou que o campeonato virou o 'Carioquinha'
Os Estaduais, um dia, vão morrer. Mas o que fizeram os cariocas com seu campeonato em 2020, ao que tudo indica, vai apressar seu enterro. Poucas vezes quem o chama de "Carioquinha" teve tantos motivos para isso.

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Na conta, contrato de meio bilhão de dólares de astro da NFL não chega perto do que ganham Messi, Ronaldo e Neymar

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Os números causaram um terremoto no esporte profissional americano. Nesta segunda-feira, o Kansas City Chiefs, atual campeão da NFL, anunciou que renovou o contrato do quarterback Patrick Mahomes pela inacreditável quantia de US$ 503 milhões por dez temporadas, ou o equivalente pelo câmbio atual a R$ 270 milhões por ano, em média.

Logo, virou notícia como o "maior contrato" da história do esporte. Mas, levando em conta o que vai entrar na conta corrente de Mahomes, não é bem assim. 

O salário líquido do quarterback não vai chegar nem perto do que recebem, também depois dos impostos, os três jogadores de futebol mais ricos do planeta: Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar. 

O motivo é que no caso dos ricaços do esporte mais popular do planeta seus salários são livres de impostos, que são pagos à parte por seus clubes. 

Nos EUA, isso não acontece. E a mordida não é pequena. Para quem mora no Estado do Missouri, onde ficam os Chiefs, todos os impostos para quem tem ganhos como o de Mahomes representam 46% do total. Assim, dos R$ 270 milhões brutos anuais da média do contrato, ele ficará com "apenas" R$ 146 milhões. 

Patrick Mahomes em ação pelo Kansas City Chiefs no Super Bowl LIV
Patrick Mahomes em ação pelo Kansas City Chiefs no Super Bowl LIV Getty Images

No caso de Messi, a diferença é mais do que o dobro. O argentino ganha 50 milhões de euros limpos por ano no Barcelona, o que representa hoje R$ 303 milhões. Bastam 5 anos para ele faturar no clube catalão o que Mahomes vai embolsar em 10 anos nos Chiefs. 

O clube catalão gasta praticamente outros 50 milhões de euros em impostos com Messi. 

Neymar fatura um salário líquido de 38 milhões de euros no PSG, ou R$ 230 milhões. De acordo com cálculos do jornal francês "Le Figaro", que levou em conta um rendimento líquido de 35 milhões de euros, o clube teria que arcar com outros 37,5 milhões de euros em impostos e contribuições para o governo. 

Cristiano Ronaldo recebe 31 milhões de euros livres da Juventus, ou R$ 188 milhões. Com impostos, seu custo total para o clube de Turim é de 56,6 milhões de euros. 

Com seu novo contrato, Mahomes vai entrar na lista dos 100 mais ricos do esporte mundial da revista "Forbes". Ranking que tem Ronaldo em 2º, Messi em 3º e Neymar em 4º. Todos turbinados também com ganhos publicitários que é difícil um atleta da NFL ter.

Novo bilionário da NFL, Mahomes já impressionou até jogando basquete: 'crossover', giro veloz e bandeja

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Que tal o Flamengo devolver a grana dos ingressos quando contratava Frickson Erazo e dava vexames?

Paulo Cobos
Paulo Cobos


O Flamengo foi à Justiça para que o governo federal devolva aos cofres do clube o que deixou de faturar, nos últimos cinco anos, ao vender ingressos com meia-entrada para seus jogos.

Em um estado democrático de direito, é uma aspiração legítima. É na Justiça que qualquer cidadão ou empresa deve buscar o que considera seus direitos.

A discussão pode até existir sim. Mas o que irrita é o Flamengo não querer debater o 'daqui para frente', e sim pedir o ressarcimento do que aconteceu nos últimos cinco anos a um governo que já tem um déficit bilionário e durante a pandemia que deixa o Estado ainda mais endividado.

Além da questão fiscal, a ambição da diretoria flamenguista é um acinte para quem gastou seu dinheiro, pagando caro mesmo por uma meia-entrada, não para ver a orquestra espetacular de Jorge Jesus de 2019.

Léo e Erazo foram apresentados com a camisa do Flamengo, em 2014
Léo e Erazo foram apresentados com a camisa do Flamengo, em 2014 Gazeta Press

Os cartolas do clube mais popular do país querem que fique na conta do governo o desconto da meia-entrada que os torcedores ganharam nos últimos cinco anos.

Mas não lembram que por quase uma década esses torcedores gastaram seu suado dinheiro para assistirem times medíocres, contratações folclóricas (lembram de Val Baiano e Fricskon Erazo?), decepções seguidas nas competições nacionais e principalmente nas internacionais.

Que tal trocar, pau a pau, o dinheiro de cinco anos de meia-entrada pelo 'ressarcimento' aos torcedores por quase dez anos de vexames?

Fonte: Paulo Cobos

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Que tal o Flamengo devolver a grana dos ingressos quando contratava Frickson Erazo e dava vexames?

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O Barcelona trocou o orgulho arrogante pela incompetência; e nem tudo pode girar em torno de Messi

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Gol 700 e brasileiro no 'bolso': Messi tem participação decisiva em confronto contra o Atlético de Madrid

Um técnico que é refém de seu auxiliar, e faz a maldade de colocar um jogador de mais de 120 milhões de euros aos 45 minutos do 2º tempo para vencer um jogo decisivo, não merece crédito. Só que, mais do que demitir Quique Setién, o Barcelona precisa mudar sua administração, que lembra o pior do que existe no futebol brasileiro.

A gestão de Josep Maria Bartomeu sofreu outro carimbo de incompetência absoluta após o empate por 2 a 2 desta terça-feira, contra o Atlético de Madrid, que pode deixar o time catalão a quatro pontos do Real Madrid na busca pelo Campeonato Espanhol.

Quando no final do segundo tempo o Atlético chegou a encurralar o Barcelona, quase todo dentro da sua área, ficou claro que o clube que tem um orgulho que chega perto da arrogância é hoje uma vergonha.

Perdido após ver Neymar preferir o PSG, o Barcelona gasta centena de milhões de euros sem critério algum. Um diz, o brasileiro Arthur é o “novo Xavi”. No outro, é vendido apenas para que o balanço financeiro não fique no vermelho.

Como se fosse um garoto rico e mimado, o gigante catalão bate no peito para contratar nada menos do que três jogadores por mais de 100 milhões de euros, sem que nenhum deles valesse essa montanha de dinheiro (Coutinho, Dembele e Griezmann).

E isso fazendo a folha salarial do clube a maior do mundo. Ao troco de faltar dinheiro para projetos importantes, como remodelar o cansado Camp Nou.

Lionel Messi tenta drible durante jogo entre Barcelona e Atlético de Madrid
Lionel Messi tenta drible durante jogo entre Barcelona e Atlético de Madrid David Ramos/Getty Images

Tudo isso misturado com escândalos éticos, como a acusação de espionagem patrocinado pela diretoria contra opositores e até ídolos da equipe, como Piqué e Messi.

O Barcelona segue achando que basta qualquer treinador adotar o seu "DNA", que parece perdido em Manchester, e ele será um sucesso. E não para de errar nas suas escolhas.

Por fim, o que é mais difícil. Messi é o 2º maior jogador da história. Mas chegou a hora de não pensar que tudo ainda roda em torno do craque argentino.

Fonte: Paulo Cobos

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O Barcelona trocou o orgulho arrogante pela incompetência; e nem tudo pode girar em torno de Messi

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Globo e Flamengo: antes era audiência e milhões de cota; agora, é 'arapuca e cinismo condenável'

Paulo Cobos
Paulo Cobos
Globo e Flamengo: o estranho clima bélico entre quem quase sempre teve motivo para gostar do outro
Globo e Flamengo: o estranho clima bélico entre quem quase sempre teve motivo para gostar do outro Getty Images

O repórter Pedro Henrique Torre, da ESPN Brasil e do ESPN.com.br, mostrou nesta quarta-feira (24) que a temperatura da disputa entre Flamengo e Globo chegou na fervura.

Primeiro, em entrevista concedida por Rodrigo Dunshee de Abranches. Ao defender a medida provisória que permite agora aos times negociar os jogos em que são mandantes, o vice-presidente do clube da Gávea acusou a emissora de "aprisionar clubes numa arapuca contratual". 

Vice diz que Flamengo transmitirá jogo do Carioca e fala em 'arapuca' da Globo; assista abaixo


         
     

Horas depois, veio a notícia de que a Globo foi à Justiça contra o desejo do Flamengo de transmitir seus jogos pelo Carioca, pedindo uma multa de R$ 2 milhões caso isto aconteça. E a empresa também usou palavras duras, acusando a agremiação rubro-negra de um "cinismo condenável".

A guerra entre as duas entidades é algo inédito numa relação que quase sempre foi boa  para as duas partes.

Um estudo da consultoria Ernst & Young mostra que, entre 2015 e 2019, o Flamengo foi o clube brasileiro que mais arrecadou com direitos de TV no Brasil (e a maioria esmagadora desse dinheiro saiu da Globo). A instituição rubro-negra faturou R$ 1,205 bilhão com direitos de TV no período  - ou R$ 319 milhões a mais do que o Corinthians, o segundo colocado.

Não foi sem motivo. O mais popular clube do país é garantia de audiência, o que significa também mais dinheiro para a Globo.

Em 2019, impulsionado pelo timaço de Jorge Jesus, os dez jogos de maior audiência na televisão aberta no Rio tiveram o Flamengo em campo. Contra o Grêmio, na semifinal da Libertadores, foram 52 pontos no Ibope. Os jogos do Flamengo chegaram a ter números de grandes paulistas na audiência de São Paulo.

Agora, cada uma das partes tem todo o direito de buscar o que acha correto na relação. Mas é muito estranho este clima bélico entre quem quase sempre teve motivo de sobra para gostar do outro.

Vice do Flamengo fala sobre relação com a Globo: 'Assim que deve ser. Sem amor, são negócios'; assista abaixo


         
     
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Djokovic: o que fazer quando seu ídolo vira um babaca?

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O título deste post é inspirado em um texto da colunista Nina Lemos, do UOL. Publicado em maio de 2019, lamentava que o cantor Morrisey, ex-líder dos Smiths e ídolo para a colunista durante décadas, havia se 'tornado um babaca'. Isso por suas declarações preconceituosas contra, entre outros, chineses e mulheres.

Lembrei do texto da Nina ao ver o papelão que Novak Djokovic está fazendo.

Novak Djokovic durante a final do Australian Open em 2020
Novak Djokovic durante a final do Australian Open em 2020 Getty

Assim como o cantor autor de músicas inesquecíveis, o tenista sérvio também parecia um ídolo acima de tudo. Como não se encantar com um cara que esbanja carisma em um esporte tão sisudo. Como não se emocionar com seus discursos após ganhar títulos. Como não concordar com um cara que não entrava nessa rivalidade estúpida entre sérvios e croatas. Como não se deliciar com os confrontos épicos contra Federer e Nadal.

Mas chegou o coronavírus, e provavelmente nenhum outro atleta de ponta do mundo teve comportamento tão fútil como Djoko. Primeiro, disse até ser contra que, no dia que exista uma vacina contra esse vírus que já matou mais de 400 mil pessoas, as pessoas sejam obrigadas a tomá-la. OK: liberdade de expressão é tudo, mas que pena ouvir de alguém que seja tão ídolo que um comportamento tolo que pode influenciar muita gente.

E agora o pior. Crente que o vírus já não era uma ameaça na Europa, encheu quadra para jogos de exibição, interagindo até com fãs infantis. Não bastasse isso, organizou uma festa com aglomeração gigante para celebrar com outros tenistas em Belgrado.

Djokovic chama Zverev para a dança e mostra talento no basquete (assista abaixo)

A festança acabou com o próprio Djoko infectado (felizmente sem sintomas).

Ao contrário do Morrisey da Nina Lemos, que parece ser impossível reverter a rota para ser um 'babaca', Djokovic ainda é jovem. Tem tempo para perceber que só fez besteira no tema COVID-19. E deixar de ser o 'babaca' do esporte de 2020.


Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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