Vítima ou culpado? Barcelona e PSG, os clubes de Neymar na Europa, são uma grande bagunça

Paulo Cobos
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'É AGORA!' Rômulo Mendonça vai à loucura ao falar de momento decisivo na carreira de Neymar

Daqui a três meses, quando a temporada na Europa acabar, uma novela será repetida. Vai começar a discussão de onde Neymar estará no próximo ano. E tudo indica que novamente serão semanas falando se o brasileiro vai defender Barcelona ou PSG.

Qualquer que seja a decisão do craque, uma coisa é certa: ele vai jogar em um clube que é uma verdadeira bagunça.

Episódios ocorridos nesta semana corroboram o que virou padrão no gigante catalão e no ascendente time de Paris. Cartolas que batem cabeça, técnicos sem respaldo e envolvidos em tiroteios dentro do vestiário e falta de comando são as marcas de Barcelona e PSG, que até conseguem ganhar nos campeonatos nacionais, mas que acumulam vexames, para elencos tão milionários, na Champions League.

O Barcelona está em uma das maiores crises institucionais de sua história. A diretoria é acusada agora de contratar uma empresa especializa em redes sociais que tinha a missão de falar mal, acredite se quiser, de seus próprios ídolos.

Isso depois do clube protagonizar um verdadeiro pastelão na demissão de Ernesto Valverde e na busca por seu substituto, com direito até a ser recusado pelo ídolo Xavi, em episódio que deixou sequelas na relação com ele. E ainda ver Messi dar um pito público em Abidal, o diretor de futebol que criticou em entrevista a um jornal catalão os próprios jogadores pela falta de comprometimento.

O PSG até parecia que navegava por águas mais calmas nos últimos meses. Mas bastou uma derrota para o Borussia Dortmund, na abertura das oitavas de final da Champions, para a crise voltar com força.

Neymar, do PSG, lamenta chance desperdiçada contra o Borussia Dortmund
Neymar, do PSG, lamenta chance desperdiçada contra o Borussia Dortmund Getty Images

O resultado deixou evidente que o técnico Thomas Tuchel não controla o vestiário. Horas depois da derrota, teve até irmão de jogador detonando sua estratégia. O alemão parece não ter respaldo da diretoria para controlar Mbappé e Neymar, suas duas maiores estrelas.

E o brasileiro jogou gasolina na fogueira após a partida em Dortmund, reclamando que o clube o poupou nos últimos jogos quando ele já tinha condição de jogar, e com isso o deixou sem ritmo de jogo. 

Este episódio deixa no ar uma pergunta difícil de responder: Neymar é uma vítima da bagunça que é o PSG ou culpado da situação? E, se voltar para o Barcelona, irá enfrentar uma crise em que não tem culpa ou que causou ao deixar o clube em 2017?

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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O dia que minha missão era entregar uma carta para Maradona em São Bernardo do Campo, e fracassei

Paulo Cobos
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Quando Pelé fez 80 anos, lembrei aqui que tive a sorte de ganhar um autógrafo e um aperto de mão do Rei do Futebol. Nesta sexta-feira, quando Maradona completa 60 anos, o sentimento é de frustração por ter fracassado em uma "missão" que não tinha mesmo como dar certo.  

Era o ano de 2006. Eu trabalhava na editoria de esporte da "Folha de S. Paulo". Chegou a notícia. Maradona iria participar de um torneio de showbol em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

Na época, o jornal realizava grandes sabatinas com personagens de todas as áreas. Alguém teve a ideia: por que não aproveitar que Maradona está tão perto e convidá-lo? E alguém lembrou: o Cobos mora em São Bernardo. Mandem ele lá com uma carta para entregar em mãos ao Maradona e formalizar o convite.

Sim. Maradona estava hospedado também em São Bernardo.  E lá fui eu ao hotel, bem próximo de casa e com certeza não foi dos  melhores que ele ficou. O ambiente era uma festa. O saguão estava lotado. 

Veja lances geniais de Maradona!  

Depois de várias tentativas com assessores, com a gerência do hotel e longas horas esperando Maradona passar,  o fracasso da missão era evidente. Depois de muita insistência, consegui falar com Mancuso, que jogou por Palmeiras e Flamengo.

Ele também fazia parte do time de showbol e na época era muito próximo de Maradona. Contei  todo o plano da sabatina. Ele foi muito atencioso. Entreguei a carta. Falou que iria repassar a Maradona. Deixei meu contato e saí de lá com a esperança que minha tarefa havia sido um sucesso. Mancuso nunca me ligou de volta.

Maradona brinca com Ronaldo durante o Fifa The Best
Maradona brinca com Ronaldo durante o Fifa The Best Getty

Claro que gostaria de ter cumprido a missão de entregar a carta a Maradona e convencê-lo a participar da sabatina. Mas a frustração maior foi  a chance perdida de falar, por alguns minutos,  com o cara que não é o melhor jogador da história, mas é o atleta de futebol mais fascinante da história. 

Fonte: Paulo Cobos

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Falar bobagens é universal: a semana que uniu Klopp e Fernando Diniz

Paulo Cobos
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Separados por um oceano e milhares de quilômetros, Jurgen Klopp e Fernando Diniz tiveram um momento em comum esta semana: falar uma grande bobagem. Os dois treinadores, que já foram elogiados neste blog por suas personalidades, provaram que ninguém neste mundo está imune de declarações desastrosas. 

O festival de tolices começou com o alemão do Liverpool. Ao comentar a lesão de Fabinho, ele ironizou.

 “Não sei se o Tite está preocupado, porque ele nunca o põe para jogar. Então, ele provavelmente só não vai ficar sentado no banco da seleção nos próximos jogos.” Foi mais do que deselegante a declaração de um técnico que já pagou mico este ano ao usar argumentos tolos para justificar uma eliminação com duas derrotas para o Atlético de Madrid nas oitavas de final da Champions League.

Pela ótica de Klopp, só é importante quem começa jogando. Não importa ter o melhor elenco, um banco de reservas com opções para mudar um jogo ou eventuais emergências. Pelo seu raciocínio raso, o Liverpool não deveria ter investido dezenas de milhões de libras nesta temporada para reforçar um time que já era brilhante.

Jurgen Klopp e Fernando Diniz
Jurgen Klopp e Fernando Diniz Getty Images - Montagem ESPN

Nessa quarta-feira, foi a vez de Fernando Diniz abrir a boca e produzir uma grande bobagem. Ao justificar a derrota do São Paulo para o Lanús, ele simplesmente fez pouco caso que o rival argentino não disputava um jogo oficial há sete meses.

"A gente pode falar que estamos em uma sequência muito carregada de jogos. Estávamos cansados, e o Lanús descansado."  O São Paulo até pode estar estafado. Mas considerar que um time sem uma mísera partida oficial em mais de 200 dias leva vantagem por estar "descansado" é bizarro.

Klopp e Diniz sempre estarão entre os melhores entrevistados do futebol. Mas eles são humanos. E falam bobagens também.

Gol anulado de maneira questionável, São Paulo cansado e mais: Fernando Diniz explica derrota para o Lanús

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Um massacre cruel: a obsessão espanhola de levar Vinicius Jr. de craque a perna de pau em minutos

Paulo Cobos
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Nenhum jogador do planeta recebe um tratamento tão cruel da crítica como o que Vinícius Jr. sofre na Espanha. Em uma semana, ele é um craque que "não pode sair" do time titular do Real Madrid. Na outra, é um "perna de pau" incapaz de acertar um chute no gol. 

O sentimento em relação ao brasileiro muda até em minutos. Quando ele entra durante a partida e coloca fogo no jogo vira uma espécie de salvador da pátria de um Real Madrid, que hoje não é gigante como sua história. Mas basta um passe errado ou uma finalização equivocada para se ouvir o "como esse jogador custou 45 milhões de euros".

É normal um jogador caro de um time tão importante ser dissecado nas redes sociais e pela imprensa. Mas o que acontece com o ex-flamenguista passa de todos os limites. É só comparar com o tratamento dado a Rodrygo, praticamente com o mesmo preço e a mesma idade no Real Madrid.


Veja como foram os jogos da terça-feira na Champions!  

Cada vez é mais evidente. Vinícius Jr. não é um jogador pronto. Tem sim falhas claras na hora de tomar decisões. Mas tem um talento enorme. E tenho certeza de uma qualidade que nenhum jogador se sua idade tem: ninguém tão jovem tem tamanha personalidade para apanhar tanto e seguir trabalhando.

Vinicius Jr. com a camisa do Real Madrid
Vinicius Jr. com a camisa do Real Madrid Getty Images

Que ele seja avaliado pelos espanhóis por seus defeitos e suas virtudes. Não como se fosse um garoto que não merece respeito.



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Aqui ele nunca será como Pelé: com Messi, Barcelona é triturador de técnicos e presidentes

Paulo Cobos
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Presidente do Barcelona admite que Messi ficou irritado, mas diz: 'Espero que ele decida renovar e terminar sua carreira aqui'


Josep Maria Bartomeu não é mais presidente do Barcelona. Medíocre, jogou o clube mais charmoso do mundo na vala comum. Escândalos, dívidas, decadência técnica, distâncias dos grandes títulos.

Sua renúncia é um alívio para os torcedores do clube catalão. E também escancara uma diferença gigantesca entre Messi e Pelé. 

Com o craque argentino, o Barcelona virou um grande triturador de treinadores. Bartomeu é o 2º presidente do clube que renúncia desde que Messi estreou no time profissional. Antes dele, Sandro Rosell foi obrigado a deixar o cargo por denúncias de irregularidades na contratação de Neymar.

O único cartola que chegou ao fim do mandato com Messi  esteve longe de ter a paz que o maior jogador do mundo deveria proporcionar. Em 2008, ele também sofreu uma moção de censura dos sócios. A maioria votou por sua saída (61%), mas sem atingir os dois terços exigidos pelo estatuto.

Bem diferente do Santos de Pelé. Nos quase 20 anos de Vila Belmiro, o Rei só teve que tratar de renovações de contrato com dois presidentes, sendo que Athiê Jorge Cury foi seu "chefe" até 1971, já na sua reta final no clube.

Se pode alegar que não tem interferência na administração do clube (o que é uma meia verdade), Messi não tem como fugir da responsabilidade da rotatividade dos treinadores do Barcelona.

Josep Maria Bartomeu e Lionel Messi
Josep Maria Bartomeu e Lionel Messi JOSEP LAGO,LLUIS GENE/AFP via Getty Imag

Ronald Koeman é seu 8º treinador no clube, sendo que quatro foram apenas nos últimos três anos. 

Em 18 anos como profissional no Santos, Pelé teve apenas cinco técnicos. Sendo que no auge foram apenas dois: Lula, entre 1956 e 1966, e Antoninho Fernandes, de 1967 a 1971.

Na paz para cartolas e treinadores, Messi nunca será Pelé. 

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Melhores que ele existem aos montes, mas ninguém hoje é tão essencial para o futebol como Ibrahimovic

Paulo Cobos
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Imagine um jogador que defendeu Ajax, Juventus, Inter de Milão, Barcelona, Milan, PSG e Manchester United. E mesmo assim nunca ganhou uma Champions League. Imagine ainda que apesar de quase 500 gols na carreira ele nunca esteve entre os 3 melhores do mundo.

Ibrahimovic não fez por merecer ganhar uma Champions e nunca foi mesmo um dos 3 melhores jogadores do mundo em uma temporada.  Na verdade, não é difícil fazer uma lista com 10 atacantes melhores do que ele nos últimos dez anos.

Mas futebol não é só o que acontece dentro de campo. Se fosse, seria algo muito chato.  E justamente por ser assim que o mais importante esporte do mundo tem em Ibrahimovic a sua figura mais essencial hoje.


O sueco de origem croata é um oásis no ambiente de declarações pensadas com assessores. Sim, ele exala marra. E muitas vezes é uma grande mala. Mas ninguém fica alheio ao que Ibrahimovic diz. 

Ibra provoca. Tem sacadas espetaculares, como o vírus da COVID-19 se dando mal em desafiá-lo. Mas seria medíocre o colocar nesse patamar de importância apenas por sua língua ácida. 

Aos 39 anos, o atacante arrebenta no Milan e mostra que idade não é obstáculo para jogar em alto nível. E prova que sempre foi um profissional exemplar, capaz de chegar aos 40 com uma forma física exemplar mesmo depois de contusões graves.

Ibrahimovic comemora após marcar para o Milan sobre a Roma
Ibrahimovic comemora após marcar para o Milan sobre a Roma EFE

Se todos os jogadores fossem geniais como Messi o futebol poderia até ser mais bonito. Mas tenho certeza que seria muito mais divertido se todos fossem com Ibrahimovic.


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Daniel Alves era craque como coadjuvante; no São Paulo, ele é o dono da bola e não entrega como antes

Paulo Cobos
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Daniel Alves mostrou por quase duas décadas que um jogador de futebol não precisa de protagonismo para ser um craque. No Barcelona, na Juventus, no Paris Saint-Germain e na seleção, ele foi sempre um jogador brilhante jogando ao lado de companheiros mais decisivos.

Perguntem, por exemplo, a Messi se o então lateral-direito não tem contribuição enorme na sua carreira no clube catalão.

Mas na volta ao Brasil, pelo São Paulo, Daniel Alves decidiu abandonar a lateral direita e vestir a camisa 10. O resultado, quase dois anos depois, é irregular. E no atual momento é decepcionante!

Em jogo insano, Brenner faz dois, mas Fortaleza busca empate contra o São Paulo aos 47 do 2º tempo; assista abaixo


         
     

Os números do TruMedia, a ferramenta de estatísticas da ESPN, mostram o quanto Daniel Alves tem números que provam o quanto ele é o 'dono do time', com médias de protagonismo muito acima de seus tempos de Europa.

No Campeonato Paulista, como meia, ele teve  a maior quantidade de passes feitos em uma competição da sua carreira. Foram, em média, 100 passes por jogo. Em todas as suas temporadas de Barcelona, o máximo que conseguiu por LaLiga foram 67, na temporada 2013/2014.

Só que pelo estadual, Daniel Alves teve a modesta média de 0,09 assistência por partida ou, em uma conta mais simples, praticamente uma a cada dez jogos. No Espanhol de 2013/2014, foram um passe para gol a cada quatro partidas. 

Pelo São Paulo, como camisa 10, Daniel Alves finaliza também como nunca na sua carreira.  No Paulista, sua média foi de 2,91 conclusões por jogo. No  Brasileiro, 1,63. Números muito acima até do que fez no Campeonato Francês pelo PSG, quando finalizava só 1,13 vez por partida. No Espanhol, não chegava a uma por jogo.

Daniel Alves, na reta final da sua carreira, resolveu também ser craque como estrela principal. E está aprendendo que isso não é nada simples.

Daniel Alves em ação pelo São Paulo
Daniel Alves em ação pelo São Paulo Thiago Rodrigues/Gazeta Press

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Mandem o VT para todos os técnicos brasileiros: Inter e Flamengo fizeram o jogo do ano

Paulo Cobos
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Flamengo comemora contra o Internacional
Flamengo comemora contra o Internacional Getty Images
Escrevo esse texto minutos depois de Internacional e Flamengo fazerem o jogo do ano. E faço isso sem olhar as estatísticas. Não importa posse de bola, finalizações, etc.  Elas podem até traduzir o que aconteceu no Beira Rio (ou não).

Mas o que importa é a aula de futebol que dois técnicos estrangeiros deram para seus colegas brasileiros.

 O VT do empate de 2 a 2 deveria ser aula obrigatória para todos os treinadores nacionais. Se pelo menos um terço de todos os jogos realizados no Brasil fossem como este muito mais gente gostaria de futebol.

E não é por que foi um jogo em que todo mundo atacou. Coudet, com um elenco muito mais modesto, mostrou que é muito mais completo que Jorge Sampaoli. Seu Internacional sabe atacar, e defender (nesse ponto o Atlético-MG é bem fraco).

O espanhol Domènec Torrent mostrou de novo que tem personalidade. Não faz mal que ele  herdou a máquina mais azeitada do futebol brasileiro. Seu Flamengo promete ser tão bom quanto o de Jorge Jesus.

Que sonho se todo domingo de futebol brasileiro fosse assim.


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Mandem o VT para todos os técnicos brasileiros: Inter e Flamengo fizeram o jogo do ano

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Um drible em Sérgio Ramos é muito pouco: Messi virou um jogador comum no Barcelona

Paulo Cobos
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Se a derrota neste sábado foi o último clássico de Messi contra o Real Madrid no Camp Nou, a imagem da despedida será triste. Como nos piores tempos de seleção argentina, o segundo melhor jogador da história nunca pareceu um jogador tão comum.

No Barcelona de 2020, até um garoto de 17 anos como Ansu Fati parece ser muito mais importante. Em 90 minutos do clássico, Messi até teve um lance brilhante (mas pela metade). Um belo drible em Sérgio Ramos, mas que teve uma finalização que não deu em nada. Algo insignificante para alguém do seu tamanho.

Messi durante clássico contra o Real, no Camp Nou
Messi durante clássico contra o Real, no Camp Nou GettyImages

O Messi que brigou para deixar o Barcelona há poucos meses é hoje mais notado por aparecer nas imagens da TV com cara de frustração, tipo de quem não sabe o que fazer.  E ainda acabou o jogo levando um cartão amarelo tolo e justo.

Por muitos anos, Messi brilhou destruindo o Real Madrid cheio de estrelas. Neste sábado, foi medíocre diante do pior Real Madrid dos últimos anos.

Não adianta falar no que já aconteceu. Messi e Barcelona hoje são uma parceria amargurada. Hora de mudar para os dois lados.

Messi deixa Sergio Ramos na saudade e Courtois faz defesa espetacular

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O dia, há 38 anos, que conheci Pelé e ele fez uma criança emburrada com uma 'roubada' ficar feliz

Paulo Cobos
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Dizem que plebeus não podem tocar em reis e rainhas. Papo furado. Eu, há 38 anos, dei a mão para o Rei mais famoso de todos os tempos. E foi a salvação de uma noite que parecia uma grande "roubada" para um menino de 12 anos.

Foi o dia que vi, toquei e ganhei um autógrafo de Pelé. Depois, como jornalista, o encontrei outras vezes. Mas nenhuma foi como naquela noite de calor insuportável em Sevilha, durante a Copa do Mundo disputada na Espanha, em 1982 (quando o agora 'oitentão' tinha 42 anos).

Estava lá só com meu pai. Em um intervalo dos jogos do inesquecível time de Telê Santana, ele me levou para um programa em que lembro bem como fiquei emburrado. Hoje, um show de música e dança flamenca seria imperdível. Mas para um garoto brasileiro aquilo não era nada atrativo

A noite parecia não acabar nunca. Mas de repente o "milagre aconteceu".

Amigo de infância relembra quem ensinou Edson a virar Rei; assista

Já com metade do show, entra no lugar Pelé com mais uma turma grande de homens e mulheres. Eu era um garoto muito tímido, e não teria coragem de ir lá para pedir o aperto de mão e o autógrafo do Rei. 

Mas meu pai não tinha nada de envergonhado. Ele logo pediu uma caneta para o garçom, tirou duas folhas de papel não sei de que lugar e me pegou pela mão.  Fomos para a mesa onde estava Pelé e sua turma.

Com o mesmo sorriso que sempre encantou o mundo, não hesitou em dar o autógrafo pedido e um aperto de mão breve que nunca vou esquecer.

Pelé sorri após a conquista de sua primeira Copa do Mundo, em 1958
Pelé sorri após a conquista de sua primeira Copa do Mundo, em 1958 Getty Images

Ainda bem que há 38 anos não havia telefones celulares e suas selfies. Nem era tão comum levar uma máquina de fotografar nas mãos. Prefiro muito mais deixar a lembrança do dia em que vi o Rei pela primeira vez na memória do cérebro humano mesmo. Ganhei tempo para por poucos segundos ser o plebeu mais feliz do mundo.

Pelé faz 80 anos e manda breve recado a todos os fãs; assista abaixo

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O dia, há 38 anos, que conheci Pelé e ele fez uma criança emburrada com uma 'roubada' ficar feliz

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O fracasso de Griezmann no Barcelona, o jogador mais supervalorizado do século

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Antoine Griezmann não é mau jogador. Mas duvido que neste século algum jogador tenha sido mais supervalorizado que o atacante francês. Assim, não é nenhuma surpresa seu retumbante fracasso no Barcelona, onde nunca caiu nas graças de Messi e agora ainda é reserva em um time cheio de garotos.

O próprio clube catalão ajudou a dar um status ao atacante que ele nunca mereceu. Sedento por agradar Messi, pagou inacreditáveis 120 milhões de euros no ano passado por um jogador que já tinha 28 anos.

Pode ter feito isso baseado na cotação do site transfermarkt, especializado no assunto, mas que também exagerou na valorização de Griezmann. Quando o Barcelona o contratou, ele era avaliado pelo site em 130 milhões de euros (valia com boa vontade metade disso).

Antoine Griezmann em ação pelo Barcelona
Antoine Griezmann em ação pelo Barcelona Getty Images

Por clubes, Griezmann tem uma média de gols nada espetacular: 0,40 por jogo.

Mas já chegou a ser eleito o terceiro melhor jogador do mundo em 2018 pela famosa Bola de Ouro da revista "France Football". Para não dizer que a supervalorização é feita apenas pelos compatriotas, vale destacar lista do jornal inglês "The Guardian".

No ano passado, já mergulhado na mesma mediocridade atual, Griezmann ainda aparecia como o 25º melhor jogador do mundo, ou seis posições à frente de Neymar. E só um lunático para alguém achar que o francês é melhor que o brasileiro. 

Griezmann nunca vai ser o super craque que o Barcelona sonhou que seria.

Griezmann erra passe bizarro, e Vaughan fica inconformado: 'Uma bola dessas para um cara que custou 100 milhões de euros...'

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Ramírez errou em dizer 'não' ao Palmeiras; trocar de clube com contrato não é pecado

Paulo Cobos
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Desta vez não vou concordar com o colega Carlos Sartori, que agora leva ao ESPN.com.br diariamente análises certeiras e corajosas do futebol brasileiro e virou leitura obrigatória. Ao dizer "não" para o Palmeiras, Miguel Ángel Ramírez errou.

Claro que é admirável o jovem treinador espanhol cumprir seu contrato com um modesto clube de um país da periferia da bola. Entendo, mas não concordo, quem diz que treinadores não devem fazer como os clubes que os demitem e deixá-los na mão no meio de um campeonato. 

Mas Ramírez não teria nem um pouco seu tamanho diminuído por deixar o Independiente Del Valle para trabalhar no Palmeiras. 

Miguel Ángel Ramírez, técnico do Independiente del Valle, durante entrevista coletiva
Miguel Ángel Ramírez, técnico do Independiente del Valle, durante entrevista coletiva Getty

Não é pecado mandar um treinador que não corresponde embora. E muito menos pecado é qualquer trabalhador, incluindo treinadores, deixar um emprego por um muito melhor. Só haveria falha se as cláusulas de rescisão não fossem cumpridas (tudo indica que o Palmeiras iria pagar a multa prevista no contrato de Ramírez). 

Qualquer trabalhador de 35 anos, como Ramírez, deve pensar em crescer na carreira, dar passos à frente, tanto financeiramente como pelos desafios profissionais.

Mauro analisa recusa de Ramírez ao Palmeiras e diz que treinador pegaria um ‘time que não existe’: ‘A maneira como joga impõe um período de preparação’

E não há como negar. Não é possível comparar o organizado clube equatoriano com um gigante como Palmeiras. No Allianz Parque, Ramírez teria jogadores melhores, mais estrutura, muito mais projeção, ganhar mais dinheiro. Seria um treinador ainda melhor

Ramírez, tenho certeza, está em paz com sua decisão. Que seja muito feliz (claramente merece e será um grande técnico). Mas errou agora ao recusar o Palmeiras.


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Ramírez errou em dizer 'não' ao Palmeiras; trocar de clube com contrato não é pecado

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Mais perto do Sevilla do que do City: o número que mostra como vai ser difícil Neymar ganhar Champions no PSG

Paulo Cobos
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O PSG tem Neymar e Mbappé. Mas, pelo que vale o elenco todo, não é dos mais cotados para ganhar a Champions 2020/2021, que arranca com sua fase de grupos nesta terça-feira. 

Segundo levantamento da consultoria KPMG, o bilionário clube francês tem apenas o oitavo elenco mais valioso da competição. Na frente do PSG estão Bayern de Munique, Real Madrid, Manchester City, Liverpool, Chelsea, Barcelona e Manchester United.

Neymar na chegada a treino do Paris Saint-Germain antes de estreia na Champions 2020/2021
Neymar na chegada a treino do Paris Saint-Germain antes de estreia na Champions 2020/2021 Getty

O plantel do PSG está longe de valer trocados.  De acordo com esse estudo, custa 763 milhões de euros. Mas esse valor tem uma diferença menor para o elenco do mediano Sevilla que para o líder City.

O time espanhol é avaliado em 396 milhões de euros, ou 367 milhões a menos que o PSG. Já o City tem um elenco estipulado em 1,175 bilhão de euros, ou 412 milhões a mais do que o clube francês. 

A posição intermediária do valor do elenco do PSG tem um fator importante. É assim mesmo com o clube tendo o jogador mais caro do mundo, Mbappé (200 milhões de euros, e o quarto, Neymar (130 milhões).

Quais equipes passam para a próxima fase em cada grupo da  Champions League? Veja os palpites

Os dois valem praticamente metade de todo o grupo dos franceses. Se eles por azar estarem machucados e suspensos ao mesmo tempo, o PSG terá um elenco com um valor inferior também a de Atlético de Madrid, Juventus, Inter e até do RB Leipzig.

Desta vez, os bilionários árabes donos do PSG não abriram o cofre. E melhor chance de Neymar enfim ganhar a Champions em Paris não será agora.

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Mais perto do Sevilla do que do City: o número que mostra como vai ser difícil Neymar ganhar Champions no PSG

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Em campo, Corinthians de Andrés está perto de levar 7 a 1 do Flamengo; fora apanha todo dia

Paulo Cobos
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Andrés Sanches, que tinha fama de ser o "melhor presidente" da história do Corinthians, resolveu voltar a comandar o clube a partir do começo de 2018. Em três anos, arruinou o clube. Durante todo esse tempo, tinha como um dos passatempos ironizar o Flamengo.

Dentro da campo, o time carioca, depois do massacre deste domingo na Neo Química Arena, está perto de estabelecer nos "anos Andrés II" um placar que virou símbolo do que dá certo contra o está tudo errado.

Desde a volta do cartola ao Parque São Jorge, o Flamengo venceu o Corinthians seis vezes e perdeu apenas uma (foram ainda dois empates). É muito provável que no segundo turno do Brasileiro, no Maracanã, os rubro-negros ganhem de novo e decretem o 7 a 1.

Os 7 a 1 da Copa de 2014 mostraram um abismo entre o futebol brasileiro e o alemão. Mas um eventual 7 a 1 do Flamengo contra o Corinthians de Andrés vai simbolizar um abismo ainda maior.

Em 2017, fui massacrado no blog quando escrevi que vergonha era não pagar telhas, como o Corinthians na época em que ganhava muitos títulos (na época o clube foi acionado na Justiça por não pagar uma dívida de R$ 17 mil  por esse material de construção).

No mesmo texto, os flamenguistas também ficaram enfurecidos.  Isso por que afirmei que não era vergonha ser eliminado pelo argentino San Lorenzo na Libertadores.

Estava certo nos dois casos. Embriagados pelos títulos em sequência, os corintianos não perceberam como o clube foi derretendo aos poucos nas gestões de Andrés ou de seus aliados. A conta chegou da pior forma possível, com um clube quebrado e um time ameaçado de cair para a Série B.

Diego e Cássio
Diego e Cássio Getty Images

Os flamenguistas estavam sedentos por títulos em 2017. Mas o clube seguiu o caminho certo, se reorganizou e hoje tem um elenco estrelado e a prateleira cheia de taças recentes.

Sorte do Corinthians que não joga tanto assim contra o Flamengo. Se fosse o contrário, a goleada dentro de campo só aumentaria. Não dá para fazer o  mesmo fora de campo.


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Em campo, Corinthians de Andrés está perto de levar 7 a 1 do Flamengo; fora apanha todo dia

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Felipão foi valente como nunca ao aceitar o Cruzeiro; não tenho a mesma certeza se clube acertou na sua contratação

Paulo Cobos
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Minha mais sincera admiração a Luiz Felipe Scolari. Ele nunca foi tão valente e corajoso na sua carreira ao aceitar comandar o Cruzeiro, hoje na zona de rebaixamento para a  Série C do Brasileiro e provavelmente na maior crise da história de um clube grande do país.

Não sei quanto ele vai ganhar. Mas com certeza não é uma fortuna. E a chance do salário atrasar é grande.  O Cruzeiro não deve ter feito a irresponsável promessa de contratar reforços. Os matemáticos estimam que a chance do time subir nesta temporada para a  Série A não chega a 5%.

Com 71 anos e um currículo tão vitorioso, Felipão merece parabéns por aceitar tamanho desafio. Mas não tenho a mesma convicção que o Cruzeiro acertou em trazer o treinador gaúcho. A busca pelos treinadores que fazem sucesso na Chapecoense e no Cuiabá me pareceu muito mais sensata.

E não poucos os pontos de desconfiança em relação a Felipão. 

Faz muito tempo que ele não sabe o que é trabalhar no Brasil na segunda divisão.  Ele se acostumou em trabalhar com medalhões que o Cruzeiro hoje não pode ter. O contrato até 2022 na verdade é um problema (muito melhor era tentar o milagre do acesso e depois negociar um novo acordo em outras condições).

Felipão
Felipão Divulgação / Palmeiras

Por fim, Felipão sempre vai poder ser corajoso. Mas ele não pode ser para sempre o mesmo técnico de excelência que já foi um dia.


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Felipão foi valente como nunca ao aceitar o Cruzeiro; não tenho a mesma certeza se clube acertou na sua contratação

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Treinadores, aprendam e parem de passar ridículo: ganhar a Florida Cup não serve para nada

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Treinadores de clubes brasileiros, aprendam. Ganhar a Florida Cup não vale nada! O último a aumentar a lista de frases infelizes valorizando o simpático torneio de pré-temporada em Orlando, nos Estados Unidos, foi Vanderlei Luxembugo.

Vanderlei Luxemburgo durante a derrota do Palmeiras para o Coritiba
Vanderlei Luxemburgo durante a derrota do Palmeiras para o Coritiba Palmeiras

Veja abaixo o que disseram os técnicos de times brasileiros que 'conquistaram' a competição sobre o assunto.

Aguirre, campeão com o Atlético-MG em 2016
“A vitória é sempre importante. Ganhar um titulo é importante, por mais que não seja um grande título. Estamos no caminho certo. Essa é a principal observação de hoje."

Rogério Ceni, campeão com o São Paulo em 2017
"Claro que não é um Campeonato Brasileiro, Paulista, mas fico feliz pelos jovens que acabaram de subir, pelos mais experientes, pelo Lugano que não havia levantado um troféu aqui. A vitória é importante, dá confiança. O título valoriza muito os 18 dias de trabalho que tivemos na pré-temporada aqui nos Estados Unidos."

Abel Braga, campeão com o Flamengo em 2019
"Falam tanto quando um grande não ganha nada. Começar ganhando moraliza e nos deixa com um lado mental forte."

Vanderlei Luxemburgo, campeão com o Palmeiras em 2020
"Fomos campeões paulistas, da Florida Cup, lideramos a Libertadores."

Demitido, Luxa diz que ‘teve êxito’ pelo Palmeiras: ‘Fomos campeões paulistas, da Flórida Cup e estávamos brigando lá em cima no Brasileiro’; assista a declaração no vídeo abaixo

Sabem o que todos esses treinadores têm em comum? Nenhum deles terminou o ano no clube em que foram 'campeões' da Florida Cup.

Aguirre foi mandado embora do Atlético-MG em maio, assim como Abel Braga no Flamengo. Rogério Ceni durou até o começo de julho no São Paulo. Luxemburgo caiu em outubro, mas o futebol ficou parado três meses por causa da COVID-19.

Na próxima vez que um técnico ganhar a Florida Cup, lembre: nunca passe o mico de dizer que o título tem qualquer importância.

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O ataque seria Marinho, Richarlison e Pedro: como Fluminense perdeu a chance de ter melhor time do Brasil

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Sim. Esse exercício poderia ser feito com outros grandes clubes brasileiros. Mas em nenhum deles acredito o resultado seria tão cruel atualmente.  O Fluminense jogou no lixo a chance de ter hoje o melhor time do futebol nacional (e também da América do Sul).

Imagine um time com a seguinte escalação: Thiago Volpi; Fabinho, Dedé, Thiago Silva e Marcelo; Wendel, Gerson e Gustavo Scarpa; Marinho, Richarlison e Pedro. Muitos estão no auge de suas carreiras, como Fabinho, Marinho, Richarlison e Pedro. Outros estão na lista de melhores de suas posições no século (Thiago Silva e Marcelo).

Richarlison celebra gol pelo Fluminense no Brasileiro de 2017
Richarlison celebra gol pelo Fluminense no Brasileiro de 2017 Getty

Todos eles são crias das categorias de base do Fluminense ou estiveram no clube ainda muito jovens. O que torna cruel para o torcedor tricolor essa seleção imaginária é que muitos desses jogadores estão em evidência hoje. E o desperdício de talento não significa que o clube recebeu em troca uma fortuna que o salvasse da penúria dos últimos tempos.

O Fluminense nunca vendeu um jogador por mais de 20 milhões de euros, o que o Flamengo se cansou de fazer nos últimos anos. Sei que eram um pouco mais jovens, mas ninguém vai me convencer que Vinícius Jr. e Reinier valiam mais do que Pedro, que foi para a Fiorentina por 11 milhões de euros.

Em 2012, o clube se desfez de Fabinho por R$ 1 milhão. E hoje o agora volante custou 50 milhões de euros para o Liverpool.

Nenê faz de pênalti, e Fluminense vence o Bahia pelo Brasileirão; VEJA o gol!

A super seleção que o Fluminense poderia ter hoje também se perdeu por quem passou pela base, mas não ficaram, como nos casos de Volpi, Dedé e Marinho.

Que o Fluminense continue tendo orgulho das suas joias de Xerém. Mas que elas também possam fazer o clube novamente ter um time profissional de ponta.

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Cristiano Ronaldo tem COVID-19 e escancara o quanto é estúpido fazer jogos de seleções agora

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Fazer futebol no meio da pandemia da COVID-19 é um risco. Em termos de clubes, até entendo neste momento a bola rolar. Uma indústria gigante não pode ficar parada por tanto tempo esperando uma vacina que não tem data para chegar. E, como afinal é o emprego de verdade dos jogadores, a chance de um controle é maior (ainda que longe da segurança total).

Mas nesta terça-feira, ao saber que Cristiano Ronaldo está infectado, voltei a pensar o como é estúpido fazer agora jogos de seleções. O craque português está com o time nacional de Portugal para amistosos e jogos da Liga das Nações há uma semana. 

Não faz sentido jogadores cruzarem fronteiras e até oceanos para jogar futebol de seleções neste momento. Claro que nessas condições o risco de contágio é muito maior. 

Cristiano Ronaldo em ação pela seleção portuguesa
Cristiano Ronaldo em ação pela seleção portuguesa Getty Images

E para que esse risco? Claro que federações nacionais, como a CBF, querem seguir faturando. Mas alguém liga nessa hora para o que a seleção de Portugal, do Brasil ou de qualquer outro país está fazendo?

Não vale dizer que o calendário é apertado e pode colocar a Copa do Mundo em risco. A Liga das Nações pode esperar uma outra data. Que as eliminatórias sul-americanas troque o sistema de todos contra todos que não acaba nunca por grupos que duravam um mês, como foi por décadas.

Em um momento como esse, é preciso escolher prioridades. E não é um Brasil x Bolívia que será o mais importante no futebol.

Zinho relembra derrota para a Bolívia nas eliminatórias de 1993 e cita falha 'crucial' de Taffarel: 'A pressão foi forte'


Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Lisca não 'traiu o marido' como Mancini fez ao dizer sim para o Corinthians; quem é o 'doido'?

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Um tem fama de "doido", mas resolveu cumprir o contrato. O outro não hesitou em trocar um time intermediário por um gigante caótico e "trair o marido". Depois de mais um final de semana de fracassos, Cruzeiro e Corinthians resolveram demitir o treinador. E a busca pelo substituto abre um debate.

Lisca não se interessou pelo Cruzeiro. Preferiu ficar no América-MG, onde faz boa campanha na Série B e está nas oitavas de final da Copa do Brasil. Vagner Mancini fez o contrário. Trocou o Atlético-GO, onde fazia campanha intermediária na Serie A e ganhava elogios pelo time organizado, por um contrato de risco com o Corinthians.

Quem tem razão?

Vagner Mancini e Lisca
Vagner Mancini e Lisca Getty Images / América-MG - Divulgação

Alguns vão dizer que treinadores reclamam quando são demitidos, mas esquecem o contrato assinado quando aparece uma oferta no meio de um campeonato. Outros vão alegar que qualquer trabalhador tem o direito de trocar de emprego com desafios e salários melhores.

Adoro os "doidos" no futebol, como é Lisca, um técnico que é muito melhor do que aparenta. Acho legal sua lealdade ao América-MG, que hoje é um clube modelo quando comparado ao Cruzeiro.

Mas, nesse caso, acho que Mancini é quem está certo.

Imaginem se Guardiola estivesse começando a carreira no Girona e o Barcelona, em crise, o chamasse para salvar o time? Calma: não quero comparar Cruzeiro e Corinthians ao Barcelona (e olha que o time catalão também é uma bagunça hoje).

Mas o futebol é assim. Eu não deixaria passar uma oportunidade em um time grande. Mesmo que Cruzeiro e Corinthians não honrem suas histórias em suas administrações fracassadas.

Andrés explica motivos para Mancini ser o novo técnico do Corinthians: ‘Não é defensivo, não é ofensivo, ele consegue mesclar’

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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O Cruzeiro merece a vergonha que passa? Sim, mas não exagere na zoação... Um dia pode ser seu time

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Com belo gol, Sampaio Corrêa vence o Cruzeiro no Mineirão; ASSISTA!


Duvido que, em todo futebol mundial, um clube colheu tanto o que plantou como este Cruzeiro. Não é por acaso que o time corre o risco até de cair para a Série C.

Sob o olhar de torcedores que vibravam com títulos e jogadores que ganhavam salários milionários, e nessa época nada viam de errado, sucessivas administrações transformaram a Raposa em um clube em ruínas e saqueado.

O fundo do poço parece que não chega nunca. Tanto dentro de campo, com o time grande que já jogou a Série B com o elenco mais fraco de todos os tempos, quanto fora, com escândalos e dívidas passadas que não param de aparecer.

Pobre da missão da diretoria atual, que precisa resolver a questão esportiva com o obrigação de passar a limpo décadas de trevas na administração.

Com esse histórico, dá para entender quando torcedores rivais, sejam atleticanos ou de outros estados, se esbaldem na zoação. 

Manoel busca bola após marcar para o Cruzeiro contra o Sampaio Corrêa
Manoel busca bola após marcar para o Cruzeiro contra o Sampaio Corrêa Bruno Haddad/Cruzeiro

O Cruzeiro fez por merecer a vergonha que passa. Porque, repito, quando ganhava ninguém queria enxergar como o clube era gerenciado.

Mas tomem cuidado. Um dia seu clube pode passar pela mesma coisa.

 O Cruzeiro não é o único grande brasileiro que só fez besteiras por muitos anos...

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O Cruzeiro merece a vergonha que passa? Sim, mas não exagere na zoação... Um dia pode ser seu time

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Por que torço para Messi ser muito mais feliz na seleção argentina do que no Barcelona

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Durante quase toda sua carreira, Messi deve ter ouvido muitas vezes que o Barcelona merecia seu gigantesco talento. E que nem tanto a seleção argentina.

Mas a partir desta quinta-feira, quando o camisa 10 estreia nas eliminatórias para a Copa de 2022 contra o Equador, a situação pelo menos se igualou. Messi hoje defende o gigante europeu mais bagunçado. E, entre as grandes seleções, a mais caótica.

Com situações idênticas, adianto minha torcida e meu desejo: Messi merece na reta final da sua carreira ser muito feliz com as cores do seu pais do que com a camisa do Barcelona.

Não só por que nunca ganhou um título com a Argentina (Olimpíada não é com o time principal).

Poucas coisas me irritam mais no futebol do que ouvir que Messi é "espanhol", por estar na Catalunha desde que era um adolescente. Isso é uma grande idiotice. Claramente ele ama seu país. É lá que vai sempre que pode. É lá que parece sempre feliz. É lá que ele decidiu jogar por seleções (poderia ter escolhido a Espanha).

Lionel Messi em ação pela seleção argentina
Lionel Messi em ação pela seleção argentina Getty Images

Por mais de dez anos, o craque que é muito mais da Rosário que nasceu do que da Catalunha que adotou, fez parte de uma seleção que não soube  aproveitar seu talento. Teve quase uma dezena de técnicos. Lidou com cartolas muito mais incompetentes que os brasileiros. 

Mas, vendo fotos e imagens das últimas semanas nos treinos da Argentina e do Barcelona, Messi parece muito feliz na seleção.

E vai ser assim se ele ganhar títulos nos próximos anos. Um título da Copa América vai satisfazer muito mais o craque do que conquistar outra Champions pelo Barcelona. Conquistar a tão sonhada Copa do Mundo vale muito mais agora do que emplacar três anos seguidos de melhor do mundo apenas com títulos pelo clube catalão.

Por fim, o que vale tanto para gente famosa, caso de Messi, como para qualquer pessoa anônima. Muito melhor estar onde você escolheu e se sente bem do que em um lugar em que é obrigado a estar por um contrato.

Brasil e Argentina favoritos, Uruguai, Colômbia e Peru em 2º bloco: Hofman projeta Eliminatórias Sul-Americanas

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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