Vale R$ 2,5 bilhões? Neymar pode custar para o Real Madrid tanto quanto o novo Santiago Bernabéu

Paulo Cobos
Paulo Cobos


Tudo indica que o Real Madrid virou o favorito para tirar Neymar do PSG. As contas do negócio não estão claras, mas certamente seria o maior investimento já feito em um jogador do clube mais vitorioso do futebol mundial.

Tanto dinheiro que rivaliza até com o projeto dos sonhos do clube da capital espanhola. Para fazer uma remodelação total no Santiago Bernabéu, sua casa, o Real Madrid acertou há poucos meses um empréstimo de 575 milhões de euros, ou R$ 2,538 bilhões.

Ficando 5 anos como o previsto no clube, Neymar vai custar praticamente o mesmo que o Real vai gastar no novo Bernabéu.

Segundo a imprensa francesa, o PSG não vai liberar o brasileiro por menos de 200 milhões de euros. O salário de Neymar é motivo de discordância, mas as previsões variam de 34 milhões de euros a 40 milhões de euros.

Projeto para o novo Santiago Bernabéu, estádio do Real Madrid
Projeto para o novo Santiago Bernabéu, estádio do Real Madrid Divulgação

Mas essa dinheiro é livre para o jogador. Com o pagamento de impostos, esse valor praticamente dobra. Assim, só com salários o investimento em Neymar seria entre 340 milhões de euros a 400 milhões de euros.

Somando com o valor pago ao PSG, o custo total poderia bater na casa dos 600 milhões de euros, ou R$ 2,648 bilhões.

Vale? Depende. Com a falta de compromisso de Neymar dos últimos anos, seria melhor o Real pegar esse dinheiro e "pintar de ouro" as paredes do novo Bernabéu. Se resolver voltar a ser um profissional com talento gigantesco, é Neymar quem vai ajudar a pagar as parcelas do financiamento do novo estádio.

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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O fracasso de Griezmann no Barcelona, o jogador mais supervalorizado do século

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Antoine Griezmann não é mau jogador. Mas duvido que neste século algum jogador tenha sido mais supervalorizado que o atacante francês. Assim, não é nenhuma surpresa seu retumbante fracasso no Barcelona, onde nunca caiu nas graças de Messi e agora ainda é reserva em um time cheio de garotos.

O próprio clube catalão ajudou a dar um status ao atacante que ele nunca mereceu. Sedento por agradar Messi, pagou inacreditáveis 120 milhões de euros no ano passado por um jogador que já tinha 28 anos.

Pode ter feito isso baseado na cotação do site transfermarkt, especializado no assunto, mas que também exagerou na valorização de Griezmann. Quando o Barcelona o contratou, ele era avaliado pelo site em 130 milhões de euros (valia com boa vontade metade disso).

Antoine Griezmann em ação pelo Barcelona
Antoine Griezmann em ação pelo Barcelona Getty Images

Por clubes, Griezmann tem uma média de gols nada espetacular: 0,40 por jogo.

Mas já chegou a ser eleito o terceiro melhor jogador do mundo em 2018 pela famosa Bola de Ouro da revista "France Football". Para não dizer que a supervalorização é feita apenas pelos compatriotas, vale destacar lista do jornal inglês "The Guardian".

No ano passado, já mergulhado na mesma mediocridade atual, Griezmann ainda aparecia como o 25º melhor jogador do mundo, ou seis posições à frente de Neymar. E só um lunático para alguém achar que o francês é melhor que o brasileiro. 

Griezmann nunca vai ser o super craque que o Barcelona sonhou que seria.

Griezmann erra passe bizarro, e Vaughan fica inconformado: 'Uma bola dessas para um cara que custou 100 milhões de euros...'

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Ramírez errou em dizer 'não' ao Palmeiras; trocar de clube com contrato não é pecado

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Desta vez não vou concordar com o colega Carlos Sartori, que agora leva ao ESPN.com.br diariamente análises certeiras e corajosas do futebol brasileiro e virou leitura obrigatória. Ao dizer "não" para o Palmeiras, Miguel Ángel Ramírez errou.

Claro que é admirável o jovem treinador espanhol cumprir seu contrato com um modesto clube de um país da periferia da bola. Entendo, mas não concordo, quem diz que treinadores não devem fazer como os clubes que os demitem e deixá-los na mão no meio de um campeonato. 

Mas Ramírez não teria nem um pouco seu tamanho diminuído por deixar o Independiente Del Valle para trabalhar no Palmeiras. 

Miguel Ángel Ramírez, técnico do Independiente del Valle, durante entrevista coletiva
Miguel Ángel Ramírez, técnico do Independiente del Valle, durante entrevista coletiva Getty

Não é pecado mandar um treinador que não corresponde embora. E muito menos pecado é qualquer trabalhador, incluindo treinadores, deixar um emprego por um muito melhor. Só haveria falha se as cláusulas de rescisão não fossem cumpridas (tudo indica que o Palmeiras iria pagar a multa prevista no contrato de Ramírez). 

Qualquer trabalhador de 35 anos, como Ramírez, deve pensar em crescer na carreira, dar passos à frente, tanto financeiramente como pelos desafios profissionais.

Mauro analisa recusa de Ramírez ao Palmeiras e diz que treinador pegaria um ‘time que não existe’: ‘A maneira como joga impõe um período de preparação’

E não há como negar. Não é possível comparar o organizado clube equatoriano com um gigante como Palmeiras. No Allianz Parque, Ramírez teria jogadores melhores, mais estrutura, muito mais projeção, ganhar mais dinheiro. Seria um treinador ainda melhor

Ramírez, tenho certeza, está em paz com sua decisão. Que seja muito feliz (claramente merece e será um grande técnico). Mas errou agora ao recusar o Palmeiras.


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Ramírez errou em dizer 'não' ao Palmeiras; trocar de clube com contrato não é pecado

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Mais perto do Sevilla do que do City: o número que mostra como vai ser difícil Neymar ganhar Champions no PSG

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O PSG tem Neymar e Mbappé. Mas, pelo que vale o elenco todo, não é dos mais cotados para ganhar a Champions 2020/2021, que arranca com sua fase de grupos nesta terça-feira. 

Segundo levantamento da consultoria KPMG, o bilionário clube francês tem apenas o oitavo elenco mais valioso da competição. Na frente do PSG estão Bayern de Munique, Real Madrid, Manchester City, Liverpool, Chelsea, Barcelona e Manchester United.

Neymar na chegada a treino do Paris Saint-Germain antes de estreia na Champions 2020/2021
Neymar na chegada a treino do Paris Saint-Germain antes de estreia na Champions 2020/2021 Getty

O plantel do PSG está longe de valer trocados.  De acordo com esse estudo, custa 763 milhões de euros. Mas esse valor tem uma diferença menor para o elenco do mediano Sevilla que para o líder City.

O time espanhol é avaliado em 396 milhões de euros, ou 367 milhões a menos que o PSG. Já o City tem um elenco estipulado em 1,175 bilhão de euros, ou 412 milhões a mais do que o clube francês. 

A posição intermediária do valor do elenco do PSG tem um fator importante. É assim mesmo com o clube tendo o jogador mais caro do mundo, Mbappé (200 milhões de euros, e o quarto, Neymar (130 milhões).

Quais equipes passam para a próxima fase em cada grupo da  Champions League? Veja os palpites

Os dois valem praticamente metade de todo o grupo dos franceses. Se eles por azar estarem machucados e suspensos ao mesmo tempo, o PSG terá um elenco com um valor inferior também a de Atlético de Madrid, Juventus, Inter e até do RB Leipzig.

Desta vez, os bilionários árabes donos do PSG não abriram o cofre. E melhor chance de Neymar enfim ganhar a Champions em Paris não será agora.

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Em campo, Corinthians de Andrés está perto de levar 7 a 1 do Flamengo; fora apanha todo dia

Paulo Cobos
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Andrés Sanches, que tinha fama de ser o "melhor presidente" da história do Corinthians, resolveu voltar a comandar o clube a partir do começo de 2018. Em três anos, arruinou o clube. Durante todo esse tempo, tinha como um dos passatempos ironizar o Flamengo.

Dentro da campo, o time carioca, depois do massacre deste domingo na Neo Química Arena, está perto de estabelecer nos "anos Andrés II" um placar que virou símbolo do que dá certo contra o está tudo errado.

Desde a volta do cartola ao Parque São Jorge, o Flamengo venceu o Corinthians seis vezes e perdeu apenas uma (foram ainda dois empates). É muito provável que no segundo turno do Brasileiro, no Maracanã, os rubro-negros ganhem de novo e decretem o 7 a 1.

Os 7 a 1 da Copa de 2014 mostraram um abismo entre o futebol brasileiro e o alemão. Mas um eventual 7 a 1 do Flamengo contra o Corinthians de Andrés vai simbolizar um abismo ainda maior.

Em 2017, fui massacrado no blog quando escrevi que vergonha era não pagar telhas, como o Corinthians na época em que ganhava muitos títulos (na época o clube foi acionado na Justiça por não pagar uma dívida de R$ 17 mil  por esse material de construção).

No mesmo texto, os flamenguistas também ficaram enfurecidos.  Isso por que afirmei que não era vergonha ser eliminado pelo argentino San Lorenzo na Libertadores.

Estava certo nos dois casos. Embriagados pelos títulos em sequência, os corintianos não perceberam como o clube foi derretendo aos poucos nas gestões de Andrés ou de seus aliados. A conta chegou da pior forma possível, com um clube quebrado e um time ameaçado de cair para a Série B.

Diego e Cássio
Diego e Cássio Getty Images

Os flamenguistas estavam sedentos por títulos em 2017. Mas o clube seguiu o caminho certo, se reorganizou e hoje tem um elenco estrelado e a prateleira cheia de taças recentes.

Sorte do Corinthians que não joga tanto assim contra o Flamengo. Se fosse o contrário, a goleada dentro de campo só aumentaria. Não dá para fazer o  mesmo fora de campo.


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Em campo, Corinthians de Andrés está perto de levar 7 a 1 do Flamengo; fora apanha todo dia

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Felipão foi valente como nunca ao aceitar o Cruzeiro; não tenho a mesma certeza se clube acertou na sua contratação

Paulo Cobos
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Minha mais sincera admiração a Luiz Felipe Scolari. Ele nunca foi tão valente e corajoso na sua carreira ao aceitar comandar o Cruzeiro, hoje na zona de rebaixamento para a  Série C do Brasileiro e provavelmente na maior crise da história de um clube grande do país.

Não sei quanto ele vai ganhar. Mas com certeza não é uma fortuna. E a chance do salário atrasar é grande.  O Cruzeiro não deve ter feito a irresponsável promessa de contratar reforços. Os matemáticos estimam que a chance do time subir nesta temporada para a  Série A não chega a 5%.

Com 71 anos e um currículo tão vitorioso, Felipão merece parabéns por aceitar tamanho desafio. Mas não tenho a mesma convicção que o Cruzeiro acertou em trazer o treinador gaúcho. A busca pelos treinadores que fazem sucesso na Chapecoense e no Cuiabá me pareceu muito mais sensata.

E não poucos os pontos de desconfiança em relação a Felipão. 

Faz muito tempo que ele não sabe o que é trabalhar no Brasil na segunda divisão.  Ele se acostumou em trabalhar com medalhões que o Cruzeiro hoje não pode ter. O contrato até 2022 na verdade é um problema (muito melhor era tentar o milagre do acesso e depois negociar um novo acordo em outras condições).

Felipão
Felipão Divulgação / Palmeiras

Por fim, Felipão sempre vai poder ser corajoso. Mas ele não pode ser para sempre o mesmo técnico de excelência que já foi um dia.


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Treinadores, aprendam e parem de passar ridículo: ganhar a Florida Cup não serve para nada

Paulo Cobos
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Treinadores de clubes brasileiros, aprendam. Ganhar a Florida Cup não vale nada! O último a aumentar a lista de frases infelizes valorizando o simpático torneio de pré-temporada em Orlando, nos Estados Unidos, foi Vanderlei Luxembugo.

Vanderlei Luxemburgo durante a derrota do Palmeiras para o Coritiba
Vanderlei Luxemburgo durante a derrota do Palmeiras para o Coritiba Palmeiras

Veja abaixo o que disseram os técnicos de times brasileiros que 'conquistaram' a competição sobre o assunto.

Aguirre, campeão com o Atlético-MG em 2016
“A vitória é sempre importante. Ganhar um titulo é importante, por mais que não seja um grande título. Estamos no caminho certo. Essa é a principal observação de hoje."

Rogério Ceni, campeão com o São Paulo em 2017
"Claro que não é um Campeonato Brasileiro, Paulista, mas fico feliz pelos jovens que acabaram de subir, pelos mais experientes, pelo Lugano que não havia levantado um troféu aqui. A vitória é importante, dá confiança. O título valoriza muito os 18 dias de trabalho que tivemos na pré-temporada aqui nos Estados Unidos."

Abel Braga, campeão com o Flamengo em 2019
"Falam tanto quando um grande não ganha nada. Começar ganhando moraliza e nos deixa com um lado mental forte."

Vanderlei Luxemburgo, campeão com o Palmeiras em 2020
"Fomos campeões paulistas, da Florida Cup, lideramos a Libertadores."

Demitido, Luxa diz que ‘teve êxito’ pelo Palmeiras: ‘Fomos campeões paulistas, da Flórida Cup e estávamos brigando lá em cima no Brasileiro’; assista a declaração no vídeo abaixo

Sabem o que todos esses treinadores têm em comum? Nenhum deles terminou o ano no clube em que foram 'campeões' da Florida Cup.

Aguirre foi mandado embora do Atlético-MG em maio, assim como Abel Braga no Flamengo. Rogério Ceni durou até o começo de julho no São Paulo. Luxemburgo caiu em outubro, mas o futebol ficou parado três meses por causa da COVID-19.

Na próxima vez que um técnico ganhar a Florida Cup, lembre: nunca passe o mico de dizer que o título tem qualquer importância.

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O ataque seria Marinho, Richarlison e Pedro: como Fluminense perdeu a chance de ter melhor time do Brasil

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Sim. Esse exercício poderia ser feito com outros grandes clubes brasileiros. Mas em nenhum deles acredito o resultado seria tão cruel atualmente.  O Fluminense jogou no lixo a chance de ter hoje o melhor time do futebol nacional (e também da América do Sul).

Imagine um time com a seguinte escalação: Thiago Volpi; Fabinho, Dedé, Thiago Silva e Marcelo; Wendel, Gerson e Gustavo Scarpa; Marinho, Richarlison e Pedro. Muitos estão no auge de suas carreiras, como Fabinho, Marinho, Richarlison e Pedro. Outros estão na lista de melhores de suas posições no século (Thiago Silva e Marcelo).

Richarlison celebra gol pelo Fluminense no Brasileiro de 2017
Richarlison celebra gol pelo Fluminense no Brasileiro de 2017 Getty

Todos eles são crias das categorias de base do Fluminense ou estiveram no clube ainda muito jovens. O que torna cruel para o torcedor tricolor essa seleção imaginária é que muitos desses jogadores estão em evidência hoje. E o desperdício de talento não significa que o clube recebeu em troca uma fortuna que o salvasse da penúria dos últimos tempos.

O Fluminense nunca vendeu um jogador por mais de 20 milhões de euros, o que o Flamengo se cansou de fazer nos últimos anos. Sei que eram um pouco mais jovens, mas ninguém vai me convencer que Vinícius Jr. e Reinier valiam mais do que Pedro, que foi para a Fiorentina por 11 milhões de euros.

Em 2012, o clube se desfez de Fabinho por R$ 1 milhão. E hoje o agora volante custou 50 milhões de euros para o Liverpool.

Nenê faz de pênalti, e Fluminense vence o Bahia pelo Brasileirão; VEJA o gol!

A super seleção que o Fluminense poderia ter hoje também se perdeu por quem passou pela base, mas não ficaram, como nos casos de Volpi, Dedé e Marinho.

Que o Fluminense continue tendo orgulho das suas joias de Xerém. Mas que elas também possam fazer o clube novamente ter um time profissional de ponta.

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Cristiano Ronaldo tem COVID-19 e escancara o quanto é estúpido fazer jogos de seleções agora

Paulo Cobos
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Fazer futebol no meio da pandemia da COVID-19 é um risco. Em termos de clubes, até entendo neste momento a bola rolar. Uma indústria gigante não pode ficar parada por tanto tempo esperando uma vacina que não tem data para chegar. E, como afinal é o emprego de verdade dos jogadores, a chance de um controle é maior (ainda que longe da segurança total).

Mas nesta terça-feira, ao saber que Cristiano Ronaldo está infectado, voltei a pensar o como é estúpido fazer agora jogos de seleções. O craque português está com o time nacional de Portugal para amistosos e jogos da Liga das Nações há uma semana. 

Não faz sentido jogadores cruzarem fronteiras e até oceanos para jogar futebol de seleções neste momento. Claro que nessas condições o risco de contágio é muito maior. 

Cristiano Ronaldo em ação pela seleção portuguesa
Cristiano Ronaldo em ação pela seleção portuguesa Getty Images

E para que esse risco? Claro que federações nacionais, como a CBF, querem seguir faturando. Mas alguém liga nessa hora para o que a seleção de Portugal, do Brasil ou de qualquer outro país está fazendo?

Não vale dizer que o calendário é apertado e pode colocar a Copa do Mundo em risco. A Liga das Nações pode esperar uma outra data. Que as eliminatórias sul-americanas troque o sistema de todos contra todos que não acaba nunca por grupos que duravam um mês, como foi por décadas.

Em um momento como esse, é preciso escolher prioridades. E não é um Brasil x Bolívia que será o mais importante no futebol.

Zinho relembra derrota para a Bolívia nas eliminatórias de 1993 e cita falha 'crucial' de Taffarel: 'A pressão foi forte'


Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Lisca não 'traiu o marido' como Mancini fez ao dizer sim para o Corinthians; quem é o 'doido'?

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Um tem fama de "doido", mas resolveu cumprir o contrato. O outro não hesitou em trocar um time intermediário por um gigante caótico e "trair o marido". Depois de mais um final de semana de fracassos, Cruzeiro e Corinthians resolveram demitir o treinador. E a busca pelo substituto abre um debate.

Lisca não se interessou pelo Cruzeiro. Preferiu ficar no América-MG, onde faz boa campanha na Série B e está nas oitavas de final da Copa do Brasil. Vagner Mancini fez o contrário. Trocou o Atlético-GO, onde fazia campanha intermediária na Serie A e ganhava elogios pelo time organizado, por um contrato de risco com o Corinthians.

Quem tem razão?

Vagner Mancini e Lisca
Vagner Mancini e Lisca Getty Images / América-MG - Divulgação

Alguns vão dizer que treinadores reclamam quando são demitidos, mas esquecem o contrato assinado quando aparece uma oferta no meio de um campeonato. Outros vão alegar que qualquer trabalhador tem o direito de trocar de emprego com desafios e salários melhores.

Adoro os "doidos" no futebol, como é Lisca, um técnico que é muito melhor do que aparenta. Acho legal sua lealdade ao América-MG, que hoje é um clube modelo quando comparado ao Cruzeiro.

Mas, nesse caso, acho que Mancini é quem está certo.

Imaginem se Guardiola estivesse começando a carreira no Girona e o Barcelona, em crise, o chamasse para salvar o time? Calma: não quero comparar Cruzeiro e Corinthians ao Barcelona (e olha que o time catalão também é uma bagunça hoje).

Mas o futebol é assim. Eu não deixaria passar uma oportunidade em um time grande. Mesmo que Cruzeiro e Corinthians não honrem suas histórias em suas administrações fracassadas.

Andrés explica motivos para Mancini ser o novo técnico do Corinthians: ‘Não é defensivo, não é ofensivo, ele consegue mesclar’

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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O Cruzeiro merece a vergonha que passa? Sim, mas não exagere na zoação... Um dia pode ser seu time

Paulo Cobos
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Com belo gol, Sampaio Corrêa vence o Cruzeiro no Mineirão; ASSISTA!


Duvido que, em todo futebol mundial, um clube colheu tanto o que plantou como este Cruzeiro. Não é por acaso que o time corre o risco até de cair para a Série C.

Sob o olhar de torcedores que vibravam com títulos e jogadores que ganhavam salários milionários, e nessa época nada viam de errado, sucessivas administrações transformaram a Raposa em um clube em ruínas e saqueado.

O fundo do poço parece que não chega nunca. Tanto dentro de campo, com o time grande que já jogou a Série B com o elenco mais fraco de todos os tempos, quanto fora, com escândalos e dívidas passadas que não param de aparecer.

Pobre da missão da diretoria atual, que precisa resolver a questão esportiva com o obrigação de passar a limpo décadas de trevas na administração.

Com esse histórico, dá para entender quando torcedores rivais, sejam atleticanos ou de outros estados, se esbaldem na zoação. 

Manoel busca bola após marcar para o Cruzeiro contra o Sampaio Corrêa
Manoel busca bola após marcar para o Cruzeiro contra o Sampaio Corrêa Bruno Haddad/Cruzeiro

O Cruzeiro fez por merecer a vergonha que passa. Porque, repito, quando ganhava ninguém queria enxergar como o clube era gerenciado.

Mas tomem cuidado. Um dia seu clube pode passar pela mesma coisa.

 O Cruzeiro não é o único grande brasileiro que só fez besteiras por muitos anos...

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Por que torço para Messi ser muito mais feliz na seleção argentina do que no Barcelona

Paulo Cobos
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Durante quase toda sua carreira, Messi deve ter ouvido muitas vezes que o Barcelona merecia seu gigantesco talento. E que nem tanto a seleção argentina.

Mas a partir desta quinta-feira, quando o camisa 10 estreia nas eliminatórias para a Copa de 2022 contra o Equador, a situação pelo menos se igualou. Messi hoje defende o gigante europeu mais bagunçado. E, entre as grandes seleções, a mais caótica.

Com situações idênticas, adianto minha torcida e meu desejo: Messi merece na reta final da sua carreira ser muito feliz com as cores do seu pais do que com a camisa do Barcelona.

Não só por que nunca ganhou um título com a Argentina (Olimpíada não é com o time principal).

Poucas coisas me irritam mais no futebol do que ouvir que Messi é "espanhol", por estar na Catalunha desde que era um adolescente. Isso é uma grande idiotice. Claramente ele ama seu país. É lá que vai sempre que pode. É lá que parece sempre feliz. É lá que ele decidiu jogar por seleções (poderia ter escolhido a Espanha).

Lionel Messi em ação pela seleção argentina
Lionel Messi em ação pela seleção argentina Getty Images

Por mais de dez anos, o craque que é muito mais da Rosário que nasceu do que da Catalunha que adotou, fez parte de uma seleção que não soube  aproveitar seu talento. Teve quase uma dezena de técnicos. Lidou com cartolas muito mais incompetentes que os brasileiros. 

Mas, vendo fotos e imagens das últimas semanas nos treinos da Argentina e do Barcelona, Messi parece muito feliz na seleção.

E vai ser assim se ele ganhar títulos nos próximos anos. Um título da Copa América vai satisfazer muito mais o craque do que conquistar outra Champions pelo Barcelona. Conquistar a tão sonhada Copa do Mundo vale muito mais agora do que emplacar três anos seguidos de melhor do mundo apenas com títulos pelo clube catalão.

Por fim, o que vale tanto para gente famosa, caso de Messi, como para qualquer pessoa anônima. Muito melhor estar onde você escolheu e se sente bem do que em um lugar em que é obrigado a estar por um contrato.

Brasil e Argentina favoritos, Uruguai, Colômbia e Peru em 2º bloco: Hofman projeta Eliminatórias Sul-Americanas

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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E se Neymar passar Fenômeno e Pelé e se tornar o maior artilheiro da história da seleção sem ganhar Copa?

Paulo Cobos
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Depois de um longo inverno causado pela pandemia da COVID-19, a seleção brasileira enfim vai voltar a jogar, nesta sexta-feira, pelas eliminatórias da Copa do Mundo. Admito que hoje o que faz o time de Tite não me interessa tanto.

Neste momento, futebol de seleções me parece algo nada necessário. Melhor é preservar os jogadores para o calendário apertado dos clubes.

Mas o que pode acontecer com Neymar nos próximos anos com a camisa da seleção é algo que vai dar muita discussão (e isso eu gosto). O camisa 10 tem 61 gols pelo time nacional. Pelos critérios da Fifa, ele está a só dois de passar Ronaldo Fenômeno e se tonar o segundo maior goleador do Brasil.

Alcançar Pelé, pelos padrões Fifa, também é algo muito plausível. O maior de todos os tempos tem 77 gols por esse critério. Com 28 anos, não é impossível Neymar alcançar Pelé também pelas contas da CBF.

Neymar em ação pela seleção brasileira
Neymar em ação pela seleção brasileira Getty Images

De acordo com a confederação, Pelé soma 95 gols pela seleção. Com mais seis anos de time nacional, fazendo apenas seis gols por ano, Neymar ultrapassa essa marca.

Só que tanto Ronaldo quanto Pelé já eram campeões mundiais de seleções quando ainda eram menores de idade. Neymar está perto de completar 30 anos sem nunca nem ter chegado às semifinais de um Mundial.

E como seria o status de Neymar sendo o maior artilheiro da mais importante seleção do planeta sem nunca ter ganho uma Copa?

Claro que seria uma estatística especial e que deveria ser reconhecida. Mas o Brasil não é o Irã de Ali Daei e Portugal de Cristiano Ronaldo. Os únicos que já marcaram mais de 100 gols por seleções.

Neymar pode fazer 200 gols pela seleção. Sem ganhar uma Copa, é só um número.

Neymar 'congela' Ederson com chute na gaveta e mostra intensidade comemorando até gol em treino


Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Cássio não é maior que o Corinthians, mas é muito maior que qualquer torcida organizada

Paulo Cobos
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Cássio com o troféu de campeão do Brasileirão de 2017
Cássio com o troféu de campeão do Brasileirão de 2017 Gazeta Press

Foi estarrecedor. Nesta terça-feira, em protesto convocado pela Gaviões da Fiel, torcedores organizados do Corinthians foram ao CT do clube protestar contra a péssima fase do clube.

Desde que isso seja sem violência, não há nada de mais. Faz sentido reclamar da administração desastrosa de Andrés Sanchez, que já foi ídolo das organizadas.

Também é do jogo cobrar desempenho melhor de todos os jogadores, incluindo os medalhões.

Mas um vídeo exibido no site "Meu Timão" mostrou que pelo menos para parte dos  torcedores que foram protestar ter um ídolo como Cássio não é merecido.

O goleiro que fez o Corinthians deixar de ser um eterno perdedor na Libertadores e que deu o Mundial ao clube contra o Chelsea foi um dos principais alvos do protesto.


         
     



No grito mais infame, teve que ouvir: 'Alô, Cássio... presta atenção. Sua história não é maior do que a do Coringão".

Cássio realmente não é maior que o Corinthians. Assim como Rogério Ceni não é maior que o São Paulo. Mas, mesmo quando o time do Morumbi amargava fracassos com ele no gol, nunca ouvi um são-paulino bolar um grito tão estúpido contra o maior ídolo da história do clube (e acho Cássio o maior ídolo corintiano).

E já que é a questão de falar quem é maior, a minha opinião. Nenhuma organizada do Corinthians é maior do que Cássio. Aliás, pela estupidez desta terça-feira por parte de seus integrantes, nem perto dele chegam.

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Messi como jogador, Real Madrid como clube: quem são os grandes perdedores do Mercado da Bola

Paulo Cobos
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Messi perdeu o melhor amigo e viu o Barcelona não ser capaz de fechar três desejos nada espetaculares de seu treinador. O Real Madrid se recusou a gastar um mísero euro e vai de novo com sua aposta de jovens irregulares, veteranos e um Hazard feito de cristal.


Se existe um jogador que foi o grande perdedor da janela de transferências, encerrada nesta segunda-feira na Europa, ele se chama Messi. E nenhum outro clube grande foi tão pífio como o Real Madrid. 

Há alguns meses, o argentino fazia lobby para a volta de Neymar ao Barcelona e o retorno do trio MSN. Mas o brasileiro desta vez nem chegou a abrir conversa. E Suárez, como se fosse um qualquer, foi deixado de lado e acabouno Atlético de Madrid.

E, se esperava um esquadrão para ter novamente a chance de ganhar a Champions, ele tem mais motivos para ficar decepcionado. 

Ronald Koeman, o novo técnico do Barcelona, pediu as contratações de Eric García, Wijnaudum e Depay. Repito: Eric García, Wijnaudum e Depay. Só que o orgulhoso clube catalão hoje sofre para pagar as contas. E os três acabaram ficando em seus clubes atuais. 

Após o fechamento do mercado, o Barcelona acabou com um saldo de 2 milhões de euros. Isso mesmo: arrecadou mais do que gastou. Com certeza vai aliviar suas contas. Mas para quem tem a missão de reconquistar Messi no último ano de seu contrato o resultado final é decepcionante.

Lionel Messi lamenta durante derrota do Barcelona para o Bayern de Munique
Lionel Messi lamenta durante derrota do Barcelona para o Bayern de Munique Getty Images

Tão decepcionante como o que fez o Real Madrid. 

Já elogiei aqui os pés no chão de Zidane, que ao contrário de seus colegas treinadores não fica pedindo jogadores como se pede um copo de água. Mas o clube mais poderoso do mundo tendo um elenco cheio de deficiências não pode terminar uma janela sem gastar um mísero euro.

A ordem foi vender. O clube arrecadou quase 100 milhões de euros negociando jogadores com bola para reforçar o time, como Achraf Hakimi e Reguilon. 

E assim o Real Madrid pode até brigar pelo título do Espanhol, mas não tem elenco para buscar a Champions. 

O melhor jogador do mundo e o maior clube do planeta mereciam algo melhor.

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Messi como jogador, Real Madrid como clube: quem são os grandes perdedores do Mercado da Bola

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Salário é bom, mas atrasa; só que é a bola que não chega que faz centroavante do Corinthians ser o pior emprego dos grandes

Paulo Cobos
Paulo Cobos


         
     


Pobre Jô. Chegou para ser ser um salvador da mediocridade do ataque do Corinthians. Começou até dando sinais que mudaria algo. Mas agora ele já percebeu: ser o centroavante do clube é hoje o pior emprego em um time grande do futebol brasileiro. 



Seu salário, assim como o de Boselli, deve ser ótimo. Mas é muito raro ele cair no dia certo. E o mês no Corinthians quase nunca tem 30 dias. Mas isso serve do goleiro titular até o último reserva. 

Só que é pela bola que teima em não chegar que o posto de centroavante corintiano ser um pesadelo. Isso fica claro pelos números do TruMedia, a ferramenta de estatísticas da ESPN

O blog fez o levantamento dos números da temporada. Eles mostram o quanto  é difícil a bola chegar para os dois principais centroavantes corintianos. Na média, Jô finaliza 1,9 vez por partida. Boselli tem número ainda pior: 1,7.  E ainda é raro os dois terem chances claras de finalizar.

A comparação com outros atacantes é cruel. Gabigol tem, em média 3,4 finalizações por jogo em 2020. O santista Marinho fica nas 2,9. Times que também estão longe de brilhar também têm centroavantes com muito mais chances de marcar que os corintianos.

No São Paulo, Pablo tem média de 3,4 finalizações por jogo. Faz poucos gols por sua culpa, não pela bola que não chega. No Vasco, Cano chuta, em média, 2,70 vezes por jogo. E muitas delas, ao contrário de Pablo, entram no gol. 

Até tocar na bola é algo que um suplício para os centroavantes corintianos. 

Jô, Corinthians
Jô, Corinthians Corinthians

Em 2020, Jô toca apenas 28 vezes por jogo. Boselli novamente é pior: 19. De novo a comparação é triste para os corintianos. Gabigol participa, em média, 34 vezes por jogo do Flamengo. Marinho ainda mais no Santos: 39. Pablo fica nas 30. 

Nesse Corinthians que não para de flertar com a mediocridade, até Cristiano Ronaldo sofreria para marcar gols.



Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Dunga não é retranqueiro e deve sim voltar a um clube grande, mas não cabe agora no Corinthians

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Por quatro anos, como repórter da "Folha de S. Paulo", acompanhei de perto a ascensão e queda do que provavelmente tenha sido o trabalho mais polêmico de um treinador da seleção brasileira. E, dez anos depois, sigo com uma convicção: Dunga não ganhou a Copa do Mundo de 2010, mas fez sim um trabalho brilhante na sua primeira passagem pelo time nacional.

Nenhum outro treinador da seleção que vi de perto trabalhava tanto. Seus treinos eram intensos. Tinha um grupo que confiava nele. Sua relação com a imprensa era um tiroteio diário, mas muitos de seus pontos nesse caso eu estava de acordo. E a coisa mais tola era a acusação de que ele era um técnico retranqueiro. 

Técnico Dunga em coletiva antes de jogo da seleção brasileira
Técnico Dunga em coletiva antes de jogo da seleção brasileira Lucas Figueiredo / MoWA Press

Sua seleção massacrou Argentina e Uruguai na casa dos rivais pelas eliminatórias. Tinha sim muita troca de bola sem deixar de chegar ao gol adversário.

Claro que cometeu erros. E sua segunda passagem na seleção brasileira foi um grande erro, principalmente de quem o contratou. Mas seus detratores são injustos. Dunga merece sim uma chance em um grande clube.

Mas não neste Corinthians caótico.  De acordo com o colega Jorge Nicola, Dunga é um dos alvos da diretoria do clube do Parque São Jorge para substituir o interino Coelho.

Seria até o cara certo, mas totalmente no lugar errado.

O Corinthians é hoje uma grande bagunça. E não será um cara que gera ainda mais confusão  que vai resolver isso. O elenco corintiano tem potenciais bombas para serem ativadas por um treinador tipo Dunga (imaginem ele administrar Luan e Cazares).

Dunga foi bem na seleção entre 2006 e 2010 porque começou um trabalho de zero com carta branca para mudar tudo depois do fracasso de Parreira e seus galácticos no Mundial da Alemanha. 

Agora, no Corinthians, seria o oposto. O clube precisa desesperadamente de alguém que encontre uma solução imediata para um clube que ruma a passos largos para o rebaixamento. 

Não é Dunga que vai fazer isso.


Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Dói falar isso de alguém tão especial, mas é fato: Raí é um fracasso no futebol do São Paulo

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Quando Raí assumiu o futebol do São Paulo,  há quase três anos, falei para um grande amigo são-paulino da ESPN. "O maior camisa 10 do Morumbi foi, é e sempre será uma pessoa especial. Mas não me parece o cara certo para a função".

Ser homem forte do futebol de um grande exige características que sempre achei que Raí não tinha. Dessa vez, acertei na mosca.

Nunca imaginei Raí mergulhado no trabalho de garimpar talentos em categorias de base. Difícil imaginar ele nas nem sempre cristalinas negociações milionárias para contratar um jogador. Não consigo ver Raí levantando a voz para dar uma dura necessária em um jogador do elenco todo problemático do São Paulo.  E por fim: Raí nunca pareceu ter o apoio irrestrito dos cartolas que afundam o São Paulo há muitos anos. 

Fernando Diniz analisa trabalho: 'Não tem o que falar. O São Paulo tinha que ter avançado no Paulista e na Libertadores'



Nesta quinta-feira, quase três anos depois de ser apresentado, Raí lamenta mais uma decepção. O São Paulo não passou da fase de grupos da Libertadores, o sonho de consumo do torcedor tricolor que ele foi o principal responsável por sua criação, com os títulos de 1992 e 1993.

Seria injusto colocar anos de erros de todos os tipos no Morumbi apenas na conta de Raí. Ele não é o principal culpado pelo clube que já foi o mais exemplar do país viver hoje mergulhado na mediocridade. 

Mas, mesmo com muita dor, não há como negar: Raí é um fracasso como dirigente do São Paulo.

Raí, durante coletiva do São Paulo
Raí, durante coletiva do São Paulo Gazeta Press

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Amo técnicos argentinos em clubes brasileiros; odeio o desprezo deles por falar português

Paulo Cobos
Paulo Cobos
Jorge Sampaoli, técnico do Atlético-MG
Jorge Sampaoli, técnico do Atlético-MG Atlético-MG


Para ficar bem claro logo de cara. Não se trata aqui nem de perto de reclamar de estrangeiros. Um país é muito maior quando os recebe, seja os que chegam com braços para o trabalho pesado ou pelo seu conhecimento em áreas específicas.

Entre estes últimos, é uma benção para o futebol brasileiro a presença cada vez mais frequente de técnicos argentinos nos grandes clubes. Jorge Sampaoli e Eduardo Coudet são muito acima da media. Gostaria muito que um deles comandasse o meu time.

Mas eles não foram os primeiros treinadores argentinos trabalhando no Brasil que mostram um desprezo irritante por pelo menos tentar falar português.

Posso falar do assunto por experiência própria. Meus pais chegaram adultos no Brasil vindos de um país que falava espanhol. Nenhum deles tinha muito estudo. Mas sempre se esforçaram desde o primeiro dia na nova terra a se expressar em português e entender o idioma.

O São Paulo teve vários técnicos estrangeiros nos últimos anos. O colombiano Juan Carlos Osório desde o primeiro dia mostrou que aprender português era importante. Logo depois chegou o argentino Edgardo Baúza, que do pouco que falava quase nada era em português.

No Flamengo, o espanhol Domènec Torrent é outro exemplo de treinador estrangeiro que logo ao chegar colocou aprender português como objetivo.

Coudet, na sua apresentação no Internacional, falou que teria que aprender a língua. Mas, nove meses depois, suas entrevistas são todas em espanhol. Mas nada é pior do que faz Sampaoli.

Em quase dois anos de Brasil, ele segue falando o mesmo espanhol de quando chegou. Pobre do torcedor que não consegue entender o idioma e não tem tempo para ver depois as entrevistas legendadas de um treinador que além de bom é um personagem muito carismático.

Sei que muitas vezes é melhor se expressar no idioma que domina totalmente para falar melhor. Mas caros treinadores argentinos: um pouquinho de esforço só. Vocês são muito bons para também não serem ouvidos no melhor portunhol possível.

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Em 2019, Flamengo foi Flamengo; em 2020, não honra seu gigantismo

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Nenhum clube brasileiro pode ser tão grande como o Flamengo. E no ano passado os adversários sentiram na pele essa força. Com finanças equilibradas após anos de sacrifícios, gente competente no futebol, um técnico espetacular e um elenco estrelado o clube sobrou.

Acumulou títulos. Jogou bonito. Encheu o Maracanã sempre.  Ganhou muito mais dinheiro. Causou inveja. Em 2019, o Flamengo foi Flamengo. O maior clube brasileiro.

Mas chegou 2020. O ano que mudou a história do mundo por um vírus que teima em ir embora e segue acumulando mortes. E, neste ano trágico, quem é gigante deveria mostrar gigantismo para liderar. Não foi o que o Flamengo fez.

Estádio da Gávea, do Flamengo
Estádio da Gávea, do Flamengo Flamengo

A cada atitude mesquinha e egoísta, e elas foram muitas, a diretoria do Flamengo não honrou o tamanho do clube.

Não é preciso listar tudo que os cartolas flamenguistas fizeram de errado em 2020. E nada disso pode ser sinônimo de opinião das dezenas de milhões de rubro-negros espalhados pelo país do único clube realmente nacional do Brasil.

O flamenguista não é isso.

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Vou aqui só relatar o último ato desse triste ano flamenguista. Depois de prometer os mais "espetaculares protocolos" de segurança para seus jogadores contra a Covid-19, o clube, como bem falou o colega Fábio Sormani, virou um foco ambulante do vírus.

Encheu um avião com cartolas para passar uma semana no Equador acompanhando o elenco em dois jogos de Libertadores

O resultado é um elenco profissional em que mais de 90% dos jogadores já foram contaminados. Além dos próprios dirigentes já com idade de risco infectados. Isso sim é um "fracasso espetacular". 

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Desejo mórbido: por que tanto prazer em enterrar o 'Dinizismo'?

Paulo Cobos
Paulo Cobos



Sempre simpatizei com Fernando Diniz. Desde os tempos em que ele se esgoelava na beira do campo xingando e pedindo para os jogadores do modesto Audax tocarem a bola. Recentemente, quando ele citou o Quixote em uma entrevista, adorei. Que bom ouvir uma referência tão legal de um treinador.

Mas admito que sua carreira nunca decolou. Ele vive muito mais de brilharecos aqui ou ali do que algo realmente sólido. Nunca conseguiu montar um time com uma defesa sólida ou com um ataque que traduza em gols o domínio que tem da posse de bola. 

Só que me causa espanto o desejo quase mórbido que tanta gente tem em comemorar o enterro do tal "Dinizismo".

O São Paulo acumula treinadores com resultados tão medíocres nos últimos 12 anos como os obtidos por Diniz, muitos deles falando espanhol que encantam vários dos meu melhores amigos tricolores, que sabem muito de futebol.

Alguns decidiram deixar o Morumbi por uma oferta. Outros, em determinados momentos, também tiveram suas cabeças pedidas.

Fernando Diniz
Fernando Diniz Gazeta Press

Mas em nenhum deles a percepção que o que mais irritava era uma ideia de jogo. Com Diniz, a má vontade não parece ser apenas com os resultados. Ou apenas com a falta de gols ou com os muitos sofridos.

O treinador parece ter virado um demônio apenas por pensar "fora da caixinha". Tirá-lo do emprego não é só uma mudança de treinador como acontece em todos os clubes quase todas as semanas. É simplesmente matar quem ousa ser diferente.

Vida longa ao "Dinizismo". E a todo mundo que tenha coragem de ousar.



Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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