Como 'autorização expressa' faz Brasil ser esculachado por Messi e companhia para todo planeta

Paulo Cobos
Paulo Cobos


No regulamento da Copa América, o termo "terreno de juego" (ou gramado) aparece 27 vezes. No papel, o rigor com sua qualidade dos campos na competição que está sendo disputada no Brasil seria extremo. 

No 6º parágrafo do artigo 20, por exemplo, está escrito que 'os estádios e campos de treinamento oficial não poderiam ser usados para jogos e outros atos nos 30 dias prévios e durante a competição". E com ameaça de "sanções disciplinares" para quem não respeitar.

Mas o mesmo parágrafo afirma que isso poderia ser deixado de lado em caso de "autorização expressa" da Conmebol. E elas foram dadas de baciada pela entidade. O resultado: os gramados brasileiros são esculachados para todo o planeta.

Quem puxa as críticas é justamente a maior estrela do evento. Messi disse após a vitória contra a Venezuela, no Maracanã, que os gramados da Copa América são uma "vergonha".  

"É muito difícil [dominar a bola], todos os campos são ruins, não permitem conduzir a bola. Parece um coelho a bola, quicando para todo lado. É difícil para controlar. Mas isso é para todos. Não favorece um bom jogo", afirmou o argentino.

Messi ajeita bola durante jogo entre Argentina e Venezuela, no Maracanã, pela Copa América
Messi ajeita bola durante jogo entre Argentina e Venezuela, no Maracanã, pela Copa América Bruna Prado/Getty Images

O país poderia ter se livrado dessa se tivesse investido em gramados. Ou pelo menos atenuar a situação cumprindo os 30 dias de resguardo.

A Copa América começou no dia 14 de junho.  Mas o Mineirão teve jogo no dia 8 de junho. O Maracanã recebeu um Fla-Flu apenas cinco dias antes da Copa América começar. Na Fonte Nova a bola rolou até 29 de maio, assim como a Arena do Grêmio, o gramado campeão de reclamações.

Melhor fez o Allianz Parque, que por compromissos comerciais resolveu ficar fora da Copa América e agora não apanha de Messi...




Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Não é milagre: com Jesus, Flamengo tem no Brasileiro média de gols de fazer inveja a City, Barcelona e Bayern

Paulo Cobos
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O Flamengo tem um esquadrão. Mas também já era muito forte com Abel Braga, o que mostra o mérito de Jorge Jesus para transformar o time na maior máquina de fazer gols do futebol  Brasileiro, principalmente no campeonato nacional.

Com o português no comando, o Flamengo fez oito jogos pelo Brasileiro e marcou absurdos 23 gols, média de 2,87 por partida, número que supera com folga o ritmo que os campeões das principais ligas europeias balançaram as redes na temporada passada.

O Manchester City de Guardiola foi campeão inglês marcando, em média, 2,5 gols por jogo. O Barcelona de Messi levou o Espanhol com 2,37 tentos por partida. O Bayern ficou com o Alemão com média de 2,59 gols. Já tendo Cristiano Ronaldo, a Juventus teve média de 1,84 gols no título italiano. Até o PSG ,no desequilibrado Campeonato Francês, marcou menos gols que o Flamengo de Jesus no Brasileiro: 2,76.

Jesus não fez um milagre em fazer o Flamengo marcar tantos gols: o que fez foi ter coragem, trabalho e escalar os jogadores nos lugares certos. Mas irá conseguir um verdadeiro milagre se ensinar aos treinadores brasileiros que não basta marcar um gol e ficar satisfeito.


Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Até R$ 26,4 milhões: veja por que Santos torce para PSG rejeitar Coutinho ou Bale e vender Neymar só em dinheiro

Paulo Cobos
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Para o Santos, que passa por grave crise financeira, nada melhor do que o PSG fazer jogo duro contra Barcelona e Real Madrid por Neymar. 

Ao mostrar que recusa a inclusão de jogadores no negócio e bater o pé por muito dinheiro para liberar o jogador, o clube francês pode garantir uma bela verba extra para os cofres santistas.

O motivo é o dinheiro que o Santos terá direito a receber como clube formador do jogador, de acordo com o Mecanismo de Solidariedade da Fifa. 

Pelo sistema, o time formador tem direito até 5% do valor pago por um jogador. No caso de Neymar, que ficou na Vila até os 21 anos, o Santos tem direito a 4%, como aconteceu quando o craque foi vendido do Barcelona para o PSG.

Segundo o advogado João Henrique Chiminazzo, especialista no assunto, nessa conta só entra a parte em dinheiro de uma transação. Assim, não importa que jogadores especulados como possíveis moedas de trocas, como Coutinho, Bale, James Rodríguez ou Raktic, sejam avaliados em dezenas de milhões de euros.

Se eles entrarem no negócio, o Santos não teria direito ao percentual do Mecanismo de Solidariedade do valor deles.

Um exemplo: de acordo com alguns jornais de Madri, o PSG só aceita vender Neymar ao Barcelona por 250 milhões de euros. Nessa caso, pelo câmbio atual, se o valor for todo pago em dinheiro, o Santos teria direito a R$ 44 milhões.

Neymar durante treino do PSG, em 2 de agosto de 2019
Neymar durante treino do PSG, em 2 de agosto de 2019 FRANCK FIFE/AFP/Getty Images

Agora imagine que o  PSG aceite uma oferta de 100 milhões de euros em dinheiro vivo e mais os direitos sobre Coutinho e Rakitic. Neste caso, a fatia do Santos seria de apenas R$ 17,6 milhões,  uma diferença de R$ 26,4 milhões.

Vai sobrar santista dizendo que Bale não cabe no PSG...

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Vale R$ 2,5 bilhões? Neymar pode custar para o Real Madrid tanto quanto o novo Santiago Bernabéu

Paulo Cobos
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Tudo indica que o Real Madrid virou o favorito para tirar Neymar do PSG. As contas do negócio não estão claras, mas certamente seria o maior investimento já feito em um jogador do clube mais vitorioso do futebol mundial.

Tanto dinheiro que rivaliza até com o projeto dos sonhos do clube da capital espanhola. Para fazer uma remodelação total no Santiago Bernabéu, sua casa, o Real Madrid acertou há poucos meses um empréstimo de 575 milhões de euros, ou R$ 2,538 bilhões.

Ficando 5 anos como o previsto no clube, Neymar vai custar praticamente o mesmo que o Real vai gastar no novo Bernabéu.

Segundo a imprensa francesa, o PSG não vai liberar o brasileiro por menos de 200 milhões de euros. O salário de Neymar é motivo de discordância, mas as previsões variam de 34 milhões de euros a 40 milhões de euros.

Projeto para o novo Santiago Bernabéu, estádio do Real Madrid
Projeto para o novo Santiago Bernabéu, estádio do Real Madrid Divulgação

Mas essa dinheiro é livre para o jogador. Com o pagamento de impostos, esse valor praticamente dobra. Assim, só com salários o investimento em Neymar seria entre 340 milhões de euros a 400 milhões de euros.

Somando com o valor pago ao PSG, o custo total poderia bater na casa dos 600 milhões de euros, ou R$ 2,648 bilhões.

Vale? Depende. Com a falta de compromisso de Neymar dos últimos anos, seria melhor o Real pegar esse dinheiro e "pintar de ouro" as paredes do novo Bernabéu. Se resolver voltar a ser um profissional com talento gigantesco, é Neymar quem vai ajudar a pagar as parcelas do financiamento do novo estádio.

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Flamengo está gastando muito com salários? Ainda não é para se preocupar

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O Flamengo está gastando mais do que deve para formar um elenco estrelado? Não sai barato, mas a situação ainda não deve ser motivo de preocupação para quem se interessa pelas contas dos clubes.

Com o balanço oficial das contas flamenguistas no primeiro semestre, o blog calculou quanto a conta salários, incluindo encargos, impostos e também direitos de imagem, consome do dinheiro que entra no clube de forma recorrente, excluindo receitas com a venda de jogadores, como acontece na Europa.

Nos seis primeiros meses do ano, o Fla gastou, contando todo o clube (e não só o futebol), R$ 127,2 milhões com salários. Isso representa 66% das receitas do clube no período sem contar a venda de jogadores (incluindo elas, a folha consumiu só 33% do dinheiro que entrou).

Segundo a Uefa, que adota rígido controle sobre as finanças dos times na Europa, o saudável é que os clubes gastem no máximo 70% de suas receitas com salários.

As chegadas de Rafinha e Filipe Luís e a eventual de Balotelli vão deixar o Flamengo no limite. Em entrevista para a Fox Sports, o presidente flamenguista, Rodolfo Landim, afirmou que a previsão é um gasto de R$ 271 milhões com salários em 2019.

Jogadores do Flamengo posados antes de jogo contra o Bahia, pelo Brasileirão
Jogadores do Flamengo posados antes de jogo contra o Bahia, pelo Brasileirão Alexandre Vidal/Flamengo

Mantido o ritmo das receitas no primeiro semestre (lembrando que aqui não entra a venda de jogadores), o Flamengo gastaria 70% de seu faturamento com salários, no limite do que a Uefa considera saudável. 

Contando a grana da venda de atletas, a conta salário é até fácil para o Flamengo pagar.


Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Palmeiras e Flamengo entre os times mais ricos do mundo? Só vendendo mais jogadores

Paulo Cobos
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Soberanos nas finanças no Brasil, Palmeiras e Flamengo ficam longe do grupo dos 30 mais ricos do mundo quando não se contabiliza  a venda de jogadores, como fazem os clubes europeus nas suas contas. É o  que aponta estudo do banco Itaú BBA, que analisa todos os anos a saúde financeira dos times nacionais. 

Para fazer a comparação, a instituição usou os balanços oficiais dos times nacionais de 2018 e os dados das equipes da Europa na temporada 2017/2018 tabulados pela consultoria Deloitte.

Contando venda de jogadores, o Palmeiras entraria na lista dos 30 mais ricos do mundo, justamente na 30ª posição, com receitas de 156 milhões de euros, à frente do Benfica, com 151 milhões de euros. O Flamengo, com faturamento de 128 milhões de euros, não estaria no ranking.

De qualquer forma, os dois brasileiros não estariam tão longe até do 21º do ranking, o Napoli, com 183 milhões de euros.

Só que tirando o dinheiro obtido com a venda de atletas, a diferença da dupla para os 30 mais ricos do planeta aumentaria muito. Sem essa verba, o Palmeiras teve receitas de 116 milhões de euros, e o Flamengo, 115 milhões, ou mais de 30 milhões de euros a menos que o Benfica.

Prova que nem o trabalho bem feito como o de Palmeiras e Flamengo deixa o futebol brasileiro próximo da elite financeira da  Europa, que não tem só clubes dos países mais poderosos do futebol. Entre os 30 mais ricos, há equipes de Rússia e Turquia.


Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Cruzeiro 'curtindo a vida adoidado', Flamengo na 'hora da colheita' e Palmeiras 'dono da bola': as finanças dos clubes segundo estudo de banco

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Nesta terça-feira, o Itaú BBA lançou seu tradicional estudo sobre as finanças dos clubes brasileiros. E, como sempre faz, a instituição define em uma frase curta a situação de cada equipe. E eles são precisas para saber se seu time vai bem ou vai mal na administração.

O bloco dos que são elogiados não é pequeno. Claro que fazem parte dele os poderosos Palmeiras e Flamengo, mas também sobram elogios para o Grêmio e também para agremiações sem tantas receitas, como o Bahia.

Veja o título que cada clube recebeu e uma pequena amostra da análise do Itaú BBA.

Atlético-MG: Buraco sem fundo
Há boas e más notícias. No lado bom vemos um clube trabalhando com menos custos e despesas, o que é bastante positivo. Agora, todo o resto não ajuda. As receitas recorrentes caem consistentemente e a dependência da venda de atletas aumenta. Os investimentos, que deveriam estar controlados, mudam o rumo ao sabor do vento. A elevada dívida gera despesas financeiras imensas.

Athlético-PR: Contra o relógio
É inegável a capacidade de desenvolvimento estrutural do Athlético. O clube formou um patrimônio invejável, com estádio e centro de treinamentos modernos. Trabalha sua marca como poucos, tem um excelente projeto de sócio torcedor. Mas o clube tem limitações de crescimento e tem contra si o ponteiro do relógio, uma vez que as dívidas do estádio começarão a vencer e o clube precisa de estruturar para isso.

Bahia:  No caminho certo
O Bahia mostra que há um caminho para que os clubes regionais tenham força e sustentabilidade. Desenvolvendo o relacionamento com seu torcedor, explorando a marca do clube, trabalhando corretamente a venda de atletas e controlando custos e investimentos, priorizando o pagamento de dívidas. Este é um processo que se bem coordenado colocará não só o Bahia, mas os clubes que nele se espelharem, em boas condições no futuro.

Botafogo:  O passado condena
Os números nos permitem analisar casos de forma fria. O Botafogo caminha para uma situação de completa insolvência, mesmo com uma gestão que trabalha na direção correta, controlando custos e investimentos.

Ceará:  No limite, mas sem sustos
O Ceará apresentou em 2018 um comportamento bastante similar ao que vem tendo nos últimos anos. O clube trabalha sempre dentro de seus limites, mas sem folgas. O fato de não carregar dívidas relevantes que pressionam o fluxo de caixa ajuda a manter esta estratégia.Tem conseguido ampliar receitas recorrentes, especialmente com torcedores, de forma a dar maior sustentabilidade ao clube no longo prazo.

Chapecoense: Irreconhecível
A Chapecoense tem um histórico de desempenho esportivo e financeiro invejável. Sempre bem posicionada nos campeonatos que disputa e operando dentro de suas possibilidades, o que mostra a eficiência da gestão. Mas em 2018 a estratégia mudou e não funcionou.  Esportivamente o clube não foi bem, escapando do rebaixamento no Brasileiro na última rodada, e financeiramente a estratégia de elevar investimentos e gastos apenas consumiu o caixa disponível.

Corinthians:  Equilibrista em apuros
O Corinthians lembra aquele equilibristas que mantém vários pratos girando sobre hastes. Exige muito esforço e fôlego, mas enquanto eles estão girando a plateia aplaude. A manutenção da dependência da venda de atletas é um sintoma ruim, assim como a redução de valores a receber em Publicidade, sem contar a falta que a receita de bilheteria faz. Tudo isso e ainda haverá necessidade de pagamento de Profut de forma mais significativa logo mais. Haja fôlego. Ainda assim o clube voltou a investir mais fortemente em 2018.  

Cruzeiro: Curtindo a vida adoidado
A situação do Cruzeiro é complicadíssima, para ficarmos numa esfera onde ainda há esperança. O clube tem um descontrole absurdo, e leva ao pé da letra a máxima de que clube de futebol não quebra. As ações observadas em 2018 são uma coleção de atitudes que vão contra qualquer manual de boa gestão.

Flamengo: Hora da colheita
O dever de casa foi cumprido. O Flamengo hoje é uma potência econômico-financeira do futebol brasileiro. Anos de austeridade, recuperação da imagem e trabalho colocaram o clube numa condição invejável. Receitas elevadas, geração de caixa robusta, dívida controlada e em patamares aceitáveis. Investimentos crescendo, não só em atletas mas também em estrutura. Tudo certo, tudo pronto. Mas dirão que faltam os títulos.

Éverton Ribeiro é marcado por Thiago Santos durante Flamengo x Palmeiras, em 2018
Éverton Ribeiro é marcado por Thiago Santos durante Flamengo x Palmeiras, em 2018 Cesar Greco/Ag Palmeiras

Fluminense: Pressão aumentado
A vida financeira do Fluminense lembra uma piscina daquelas de plástico, cheia de furos. É possível correr para tapar um aqui e outro ali, mas a água  continuará escorrendo enquanto todos não forem fechados. O problema é que enquanto não são fechados os buracos aumentam com a pressão da água. 

Fortaleza: Trazendo a massa para jogo
O Fortaleza apresentou um desempenho bastante interessante em 2018. Chamou a torcida para o jogo, bancou um “all in” para voltar à Série A e deu tudo certo. O crescimento de receitas com Sócio Torcedor, Bilheteria e também com Patrocínios permitiu ao clube elevar seus gastos na formação de elenco e isso foi fundamental para esse momento. Dinheiro  mais apoio nas arquibancadas, dupla incontestável de sucesso no futebol.

Goiás: Controle e equilíbrio
Mesmo depois de cair para a Série B, em 2015, o Goiás, manteve uma política de controle de gastos e investimentos nos lugares certos. Controle de gastos não é somente cortar custo, mas sim gastar dentro de suas possibilidades. Contando ainda com receitas de TV acima da média da Série A, o clube manteve gastos comportados, reforçou seu  caixa e pode nos dois últimos anos ser mais agressivo, investir mais, sem perder o equilíbrio

Grêmio: Caminho para a estabilidade
A oportunidade bateu à porta do Grêmio e a gestão soube aproveitá-la. O elevado valor de venda de direitos de atletas entrou no clube e foi aproveitado. Ainda que parte do dinheiro tenha sido endereçada a investimentos, o clube reduziu em R$ 45 milhões suas dívidas e atravessou o ano sem sustos. Contribuiu para isso a redução nos custos, numa política de controle bem feita.

Inter: Longe demais das capitais
Inegável dizer que o Internacional apresenta evolução. Recuperação de geração de caixa, mostram uma cenário melhor que o dos dois anos anteriores. Era terra arrasada. Recuperar-se a partir de um cenário tão complicado leva tempo, e é compreensível que seja lento. Entretanto, o clube ainda está muito distante do ideal, muito distante dos clubes que já apresentam uma estrutura e condição financeira equilibradas. Além disso, manteve investimentos e a dívida aumentou, na contamão do ideal. 

Palmeiras:  O dono da bola
O Palmeiras atingiu um patamar econômico-financeiro muito acima dos demais clubes. O nível de receitas é equilibrado, e nenhuma concentração relevante. Consegue obter um enorme retorno dos seus torcedores, com receitas de Bilheteria/Sócio Torcedores expressivas. O que vimos em 2018 é resultado de um trabalho iniciado em 2014 e que trouxe os primeiros sinais de evolução ainda em 2015. A partir daí temos números superlativos em todos os itens: receitas, investimentos, gastos com pessoal, sem que isso se transformasse num problema, com dívidas incontroláveis.

Santos; A arte de enxugar gelo
O Santos apresentou um desempenho mais fraco em 2018. Menos receitas, mas com pouca capacidade de adequação de custos fizeram de 2018 um ano mais difícil. Ainda assim, graças à antecipação de parte da venda de Rodrygo o clube conseguiu se ajustar, mas sem nenhuma margem de folga. Fechamento de ano tão justo deve ter sido contornado com muita ginástica por parte da gestão. É o preço que se paga por viver na dependência da venda de atletas para fechar suas contas. 

São Paulo: Feitiço do tempo
Esta é uma expressão repetida em todos os anos nas nossas análises. Nem sempre para o mesmo clube, mas para situações que vemos tantas vezes que dá a sensação de que o tempo não passou. O São Paulo repete os erros dos últimos muitos anos: dependência da venda de atletas para fechar suas contas e fazer investimentos elevados sem sucesso esportivo, além da incapacidade de fazer receitas além da TV. Em 2018 o clube perdeu receitas de Publicidade e não conseguiu transformar seus torcedores em receitas, com Bilheteria e Sócio Torcedor emperrados

Vasco: Longa batalha pela frente
A situação geral do Vasco é bastante difícil. Tem dificuldades em fazer as receitas recorrentes crescerem consistente e rapidamente, os custos não cedem, e mesmo sem investimentos relevantes o dinheiro que sobra é pouco para o tamanho das dívidas existentes e potenciais. Mas para se chegar ao longe é preciso dar o primeiro passo. E em 2018 vimos isso acontecer. Balanço melhor explicado, renegociações vantajosas, uso do recurso aplicado na solução de problemas.

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Flamengo já gastou R$ 190,8 milhões em reforços; veja em que lugar o time ficaria em um ranking mundial

Paulo Cobos
Paulo Cobos


Com as contratações do meia Gerson e do zagueiro espanhol Pablo Mari, o Flamengo vai para R$ 190,8 milhões em reforços nesta temporada. Nem todo esse valor será pago em 2019: algumas negociações foram parceladas.

Transparente para divulgar o quanto gasta em reforços, o clube já detalhou em seu balancete o investimento dos jogadores que chegaram no começo do ano. Foram R$ 80,534 milhões com Arrascaeta, R$ 23,9 milhões com Bruno Henrique, R$ 21 milhões com Rodrigo Caio e R$ 3 milhões em luvas para Gabigol. 

O Flamengo ainda declarou R$ 9,2 milhões gastos com intermediação de agentes nas contratações. Agora, são mais R$ 49,7 milhões na compra de Gerson e outros R$ 5,4 milhões com Pablo Mari.

Expressivo para os padrões brasileiros, o total de R$ 190,8 milhões é 25% do que o clube prevê como faturamento no ano, proporção próxima ou até menor do que grandes europeus.

Você consegue imaginar em que posição de um ranking mundial de gastos com  reforços o Flamengo estaria?

Gerson foi contratado por quase R$ 50 milhões pelo Flamengo
Gerson foi contratado por quase R$ 50 milhões pelo Flamengo Marcelo Cortes/Flamengo

A atual janela da Europa ainda está longe de acabar, então é melhor comparar o investimento flamenguista com o que aconteceu na temporada 2018/2019. Com os R$ 190,8 milhões, ou 45,2 milhões de euros pelo câmbio atual, o clube carioca estaria na 49º posto da lista, logo à frente do Betis, que investiu 42,5 milhões de euros.

O Flamengo de 2019 também superaria outros times importantes da Europa, como Lyon, Shakhtar Donetsk, e Porto.


Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Pobre Valverde: nas redes sociais, quarteto Messi, Suárez, Griezmann e Neymar massacra Barcelona em seguidores

Paulo Cobos
Paulo Cobos



Messi e Suárez já estavam lá. Griezmann foi anunciado nesta sexta-feira. Falta agora Neymar para o Barcelona ter um quarteto de ataque histórico. Se vai dar resultado em campo, teremos que esperar. Mas já é certo que seria o quarteto mais popular nas redes sociais do futebol de todos os tempos.

A ponto dos quatro juntos massacrem o próprio Barcelona em três das principais redes.

O clube catalão, um dos mais admirados do mundo, tem 73,6 milhões de seguidores no Instagram.  O quarteto que o clube está perto de montar soma 306,6 milhões, sendo 125 milhões de Messi, 122 de Neymar, 34,2 milhões de Suárez e 25,4 milhões de Griezmann.

No Facebook, são 103,7 milhões seguindo o Barcelona.  Neste caso, o clube não perde para nenhum dos quatro individualmente. Mas, junto, o quarteto bate nos 176,9 milhões, com 90,1 milhões do argentino, 60,5 milhões do brasileiro, 18,6 milhões do uruguaio e 7,7 milhões do francês. 

Resta o Twitter, onde Messi não tem conta. Mas isso não impede que os outros três juntos superem o Barcelona, que tem 30,1 milhões seguidores nessa rede. Neymar tem 43,8 milhões, Suárez, 15,7 milhões, e Griezmann, sempre atrás, 7,7 milhões, com o trio totalizando 65,7 milhões.

É muito holofote para um técnico como Ernesto Valverde.

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Flamengo e Palmeiras perto de terem algo em comum: nenhum titular formado no clube

Paulo Cobos
Paulo Cobos


Formar para vender, contratar para escalar. Com  a incorporação do espanhol Pablo Marí, o Flamengo abre o caminho para ter algo em comum com o Palmeiras, com quem disputa o título de clube mais poderoso do país.

Hoje, o Palmeiras não tem nenhum jogador titular formado no clube (na verdade é raro um prata da casa até ficar no banco com Luiz Felipe Scolari). No Flamengo, resta Léo Duarte na zaga, justamente a posição de Pablo Marí, que chega com o aval de Jorge Jesus e já parece ser favorito para ganhar a titularidade.

Com finanças em dia, os dois times podem se dar ao luxo de gastar dezenas de milhões de reais em reforços, deixando as revelações sem espaço.

Mas os dois seguem investido pesado na base. No ano passado, em matéria da repórter Gabriela Moreira, o Flamengo mostrava o desejo de ser o maior "celeiro" do futebol mundial. O Palmeiras coleciona títulos na base e pretende até fazer um hotel de R$ 10 milhões exclusivo para seus garotos.

Renê, do Flamengo, e Willian, do Palmeiras, disputam jogada
Renê, do Flamengo, e Willian, do Palmeiras, disputam jogada Cesar Greco/Ag Palmeiras

E se não servem para jogarem no profissional, os produtos dos dois clubes rendem muito. Só nos últimos dois anos, o Flamengo arrecadou mais de 100 milhões de euros vendendo revelações, como Jorge, Paquetá, Vizeu, Vinícius Jr. e Jean Lucas.

O Palmeiras não tem nomes tão ilustres, mas conseguiu vender por quantias acima dos R$ 10 milhões garotos que nem tiveram chances reais no profissional, como Fernando e João Pedro. 



Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Prepare-se: Cruzeiro pode fazer Brasileiro mudar campeão, vaga na Libertadores ou rebaixado após o seu fim

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Willian celebra gol pelo Cruzeiro sobre o Atlético-MG: transferência em litígio
Willian celebra gol pelo Cruzeiro sobre o Atlético-MG: transferência em litígio Denis Dias/Gazeta Press

O Brasileiro não deve acabar no começo do dezembro, quando acontece a última rodada. Ao entrar com recurso na CAS, a Corte Arbitral do Esporte, no caso em que foi punido pela Fifa com a perda de seis pontos por calote em time ucraniano na compra de William Bigode, o Cruzeiro pode, em última instância, até mudar, depois da bola parar, o campeão, vaga na Libertadores ou rebaixado.

Isso por que o caso deve ter uma definição apenas, com sorte, em 2020, meses depois do final do Brasileiro-19.

Em seu site, a CAS estima que os casos que analisa demoram entre seis e 12 meses para serem decididos. Em nota, o próprio Cruzeiro estima que o caso será julgado em dez meses. A corte até admite que casos urgentes podem ser avaliados com mais pressa.

VÍDEO - Thiago Neves diz que clássicos são mais importantes que a turbulência que passa o Cruzeiro: 'Não vai interferir'

Mas um outro caso mostra que a definição do Brasileiro não terá esse tratamento. Na confusão que foi a final da Libertadores do ano passado, quando pedradas fizeram o jogo entre Boca e River sair de Buenos Aires e para Madri, o time da Bombonera foi ao CAS para ganhar os pontos, já que foi o alvo da selvageria.

O órgão negou a emergência, e o caso terá audiências agora em julho, quase oito meses depois.

Ou seja: imagine que o Cruzeiro ganhe o Brasileiro, leve uma vaga na Libertadores ou se salve do rebaixamento com menos de seis pontos de vantagem. E depois a CAS confirme a punição da Fifa e que ela seja paga no Brasileiro de 2019. O Cruzeiro ainda poderia pagar a multa e evitar a sanção, mas o caos já estará feito. Prepara-se para muita emoção no tapetão, só que agora na Suíça.

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Para o bem do próprio Neymar: por que bilionários do PSG devem endurecer ao máximo venda do craque para o Barcelona

Paulo Cobos
Paulo Cobos


Neymar não sabe ouvir um não (ou talvez ainda não tenha aparecido alguém que tenha dito um a ele). Pode ser o PSG, e seus bilionários donos árabes, que irão enfim fazer isso. Como não é um "clube vendedor", o time francês deve, para o bem do próprio craque brasileiro, endurecer ao máximo a negociação com o Barcelona.

Com um trunfo na mão, ao contrário da Espanha na França não existe multa rescisória, o PSG não precisa se curvas aos caprichos de Neymar e seu pai. Se o camisa 10 não aparecer para treinar desejando uma guerra em que o clube fique obrigado a vendê-lo, o time de Paris pode fazer como Rabbiot e deixá-lo afastado sem jogar.

Dinheiro não é problema para quem tem centenas de milhões de euros do Catar. Assim, o PSG também pode se dar ao luxo de só fazer negócio com o Barcelona nos termos financeiro que desejar, mesmo sabendo que Neymar não vale hoje os 222 milhões de euros que pagou ao Barcelona há apenas dois anos.

Neymar e seu pai em evento do Instituto Neymar Jr
Neymar e seu pai em evento do Instituto Neymar Jr MIGUEL SCHINCARIOL/AFP/Getty Images

Aos 27 anos, ainda é hora de Neymar aprender que não se troca de camisa com essa velocidade. E que não pode colocar seus "compromissos comerciais e institucionais" acima dos compromissos do clube que o emprega e lhe paga uma verdadeira fortuna.

Seria didático para ele que o PSG o ensinasse, pena que na marra, essas coisas.


Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Para o bem do próprio Neymar: por que bilionários do PSG devem endurecer ao máximo venda do craque para o Barcelona

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Paz no meio do caos de rivais: como Cristiano Ronaldo virou favorito para ser o melhor do mundo de novo

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Se paz e descanso contam, Cristiano Ronaldo é o favorito para ser novamente o melhor do mundo. Enquanto praticamente todos os grandes grandes jogadores do planeta se desgastam em competições continentais e se envolvem nos mais diferentes tipos de polêmica, o português, para o seu bem, "sumiu" do noticiário antes do início da temporada 2019/2020.

Ronaldo não joga desde 9 de junho, quando Portugal decidiu a Liga das Nações da Europa. Depois, emendou férias e já estará ponto para fazer a pré-temporada da Juventus de forma integral. E seu nome não se envolveu em nenhuma novela do mercado. Nada também de complicada renovação de contrato. E até a acusação de estupro nos Estados Unidos parece adormecida.

Totalmente diferente de outros grandes astros.

Cristiano Ronaldo comemora título da Liga das Nações
Cristiano Ronaldo comemora título da Liga das Nações Getty Images

A começar pelo seu maior rival nos prêmios de melhor do mundo. Messi fez seis jogos na Copa América até o último sábado. Agora, descansa na Argentina e terá poucos dias de preparação antes da volta do Barcelona aos jogos oficiais. De quebra, ficou à beira de um ataque de nervos nos gramados brasileiros, com direito à expulsão e chance de ser suspenso pela Conmebol.

Neymar então vive um inferno astral. Acusação de estupro, nova lesão, corte na Copa América e sem saber onde vai jogar na próxima temporada. Seu destino promete ser a maior novela da janela. E ainda tem um gancho para cumprir na Champions. Impossível achar que ele pode ser o melhor do mundo agora.

Mbappé, como Cristiano Ronaldo, também teve férias integrais. Mas ele não ficou imune a todo tipo de boatos de possível saída do PSG, alimentados também por ele, já que deixou claro no final da última temporada que pensava em "novos desafios".

Salah vai chegar na próxima temporada esfacelado fisicamente. Ele jogou pelo Liverpool até o começo de junho na decisão da Champions. E até este domingo jogava pelo Egito na Copa Africana de Nações, com seu clube já treinando.

Pior é o que acontece com Griezmann. Ele se recusou a voltar aos treinos no Atlético de Madrid e está no meio de um tiroteio entre o clube e o Barcelona, onde quer jogar. Mas está claro que muita gente não o quer na cidade catalã, incluindo torcedores e jogador.

Tá fácil para Cristiano Ronaldo.

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Pontapé em torcedor, 'chicletada', homofobia, chilique, mau perdedor: sobrou falta de educação na Copa América

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Faltou futebol, sobrou má educação. A Copa América do Brasil mostrou que o futebol sul-americano sofre para repetir a qualidade do passado. Mas comprovou que os bons modos seguem sendo algo raro por aqui.

Teve de tudo. Das arquibancadas, o idiota grito homofóbico importado do México quando um goleiro vai bater o tiro de meta. Quando um torcedor resolveu invadir o gramado no duelo contra o Uruguai, o zagueiro chileno Jara resolveu ser justiceiro e derrubar o invasor com um pontapé.

Outro chileno, Medel, foi todo valentão contra Messi com peitadas e cabeçada. Depois foi flagrada arremessando um chiclete contra torcedores na saída da Arena do Corinthians.

O VAR sul-americano foi um desastre. E ficou ainda pior pela insistência com que os jogadores reclamavam dele. A falta de educação dos organizadores apareceu no péssimo estados dos gramados.

Mas o pior foi o que aconteceu no último final de semana. No sábado, na disputa do terceiro lugar, Messi, o melhor jogador do mundo, colocou a credibilidade da Conmebol em xeque e afirmou que o campeonato estava "armado" para o Brasil ganhar. Feio fazer isso sem provas e depois de mais um fracasso do camisa 10 com a seleção argentina.

E, na grande decisão, o papelão ficou com Gabriel Jesus, que até então brilhava contra o Peru, com um gol e uma assistência. Após sua expulsão, questionável, ele deu um verdadeiro chilique. Fez o gesto tradicional quando um time "está sendo roubado". Deixou o gramado xingando e ainda tentou derrubar a cabine do VAR na beira do gramado.

Tudo muito feio.




Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Pontapé em torcedor, 'chicletada', homofobia, chilique, mau perdedor: sobrou falta de educação na Copa América

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Suspensão de até dois anos e multa de quase R$ 200 mil: pelo regulamento, o que pode acontecer com Messi

Paulo Cobos
Paulo Cobos

As fortes palavras de Messi contra a Conmebol, acusando a Copa América de corrupção e que o torneio está "armado" para o Brasil ganhar, podem, na teoria, deixar o craque argentino fora dos gramados por até dois anos.

O regulamento da competição disputada no Brasil aponta que o Código Disciplinar da Conmebol vale para a competição. E, pelo artigo 7 do código, um jogador não pode "insultar de qualquer maneira e por qualquer meio a Conmebol, suas autoridades, seus oficias, etc".

E a pena para quem fizer isso pode ser pesada. Quem não cumpre o artigo 7 tem as punições previstas no artigo 20. E elas podem ser brandas, como advertência e repreensão. Mas, para quem acusa alguém de corrupção sem provas, é de se imaginar que as penas mais pesadas podem ser aplicadas.

O item D do artigo 20 diz que um jogador que insulta a Conmebol pode receber uma suspensão de até 24 meses. Ainda existe a chance de uma multa de até US$ 50 mil. E até a retirada da licença do profissional no futebol.

Dá para acreditar que a Conmebol faria isso com Messi?

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Suspensão de até dois anos e multa de quase R$ 200 mil: pelo regulamento, o que pode acontecer com Messi

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Craque, mico, Messi decepção, Neymar 'fair play': a arriscada escolha dos melhores e piores da Copa América antes da final

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Messi ficou devendo na Copa América
Messi ficou devendo na Copa América Getty

Na Copa do Mundo de 2002, a escolha de melhor do campeonato entrou para a história. E não foi pela qualidade do vencedor. 

A Fifa resolveu fazer a eleição antes da final entre Brasil e Alemanha. E o eleito foi o goleiro Khan. Já como o craque do Mundial, ele falhou feio na decisão, e Ronaldo Fenômeno, autor de dois gols na final, foi campeão e artilheiro, mas não foi o melhor.

Assim, não é nada prudente escolher os melhores e os piores de um campeonato antes da sua grande decisão. Mas o blog resolveu arriscar e fazer sua lista da Copa América antes de  Brasil x Peru, neste domingo. Também não esperou a disputa pelo terceiro lugar, entre Argentina x Chile (Messi pode até arrebentar, mas não vai mudar o fato que mais uma vez ele foi a decepção). Confira:

 Craque
Escolher um lateral direito é a prova que a Copa América não arrancou suspiros pelo seu futebol ofensivo. Mas Daniel Alves deu um show de eficiência. Aos 36 anos, o brasileiro foi perfeito na marcação. Apareceu no ataque como se ainda fosse um garoto. Deu assistências precisas. E ainda esbanjou liderança.

Volta por cima
Ele já mostrou categoria na sua volta ao futebol no Internacional depois do gancho por um doping que cada vez parece mais injusto. Só por isso ele estar numa final com o Peru já era suficiente para Guerrero ter dado a volta por cima. Mas ele fez gols (luta pela artilharia) e ganhou manchetes e elogios até na Europa.

Técnico
Tite pode, e deve, ganhar o título. Mas nenhum treinador fez tanto com tão pouco como o argentino Ricardo Gareca pelo Peru. Depois de levar o país para uma Copa do Mundo, colocou os peruanos na decisão da Copa América. E brilhando em vários momentos, como na semifinal contra o Chile.

Revelação
Parece estranho falar em revelação numa competição de seleções.  Mas antes da Copa América, pouca gente na Europa sabia quem era Everton Cebolinha. Agora, depois de gols e dribles que tiraram o Brasil da letargia, o gremista é desejado por uma penca de grandes europeus.

Decepção
Um passe aqui, um brilhareco ali. Para um jogador comum, a nota 6 até que estaria OK. Mas para quem é 5 vezes melhor do mundo, Messi, de novo, foi uma decepção. Em alguns jogos, ele parecia ser até pior do que o resto do já fraco time da Argentina. E de novo vai embora do Brasil sem um título.

Mico
Esta talvez é a disputa mais dura, e o "título" fica dividido. Pelo preço dos ingressos e os milhares de lugares vazios nos estádios, a Conmebol é a primeira escolhida. Divide o "prêmio" com o VAR. Muito usado em alguns jogos, quase nada em outros. E longos minutos de espera até para decidir cartão amarelo.

'Fair play'
Não. Este não é o prêmio para quem foi leal. É para quem não "fez falta alguma". E o ganhador é Neymar. O Brasil precisa dele para ganhar uma Copa do Mundo, mas para uma Copa América sua ausência não foi sentida. A seleção chegou na final e viveu numa paz rara sem o seu camisa 10.

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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'Dembélé é melhor', de novo: volta ao Barcelona é cada vez mais humilhação para Neymar

Paulo Cobos
Paulo Cobos


Há nove dias, o blog relatou como Neymar precisava se "rastejar" para agradar cartolas, torcida e imprensa catalã para voltar ao Barcelona. Nesta sexta-feira, o clube subiu ainda mais o tom, com a entrevista coletiva do presidente Josep Maria Bartomeu.

Na mesma conversa em que dizia não poder falar sobre a possível volta de Neymar por que ele é de outro clube, o cartola afirmou abertamente o interesse pelo francês Griezmann, que afinal ainda tem contrato com o Atlético de Madrid.

Mas as palavras de Bartomeu ganharam ares de humilhação quando ele foi questionado sobre uma declaração antiga. em que afirmou que o francês Dembélé era "melhor do que Neymar". O dirigente confirmou o que disse: "Dembélé é jovem, talentoso, diferente do que que existe no mundo do futebol. Gosto muito. O considero melhor que Neymar. Tem muito que se desenvolver, e queremos que o faça no Barcelona".

OK. Dembélé é jogador do Barcelona e seria burrice desvalorizá-lo. Mas Bartomeu poderia ser mais político, afirmar que são dois craques, que seria ótimo ter os dois. 

Neymar com a camisa do Barcelona
Neymar com a camisa do Barcelona Getty Images

Mais uma vez: se for para jogar em um clube que acha que Dembélé é melhor, vale Neymar voltar para o Barcelona?

Veja abaixo o texto do último dia 27 sobre Neymar se "rastejando" para voltar ao Barcelona.

Imprensa catalã, torcida e diretoria do Barcelona  aceitam Neymar de volta, mas o fazendo rastejar

Ele se oferece. Ele precisa se desculpar pela forma como saiu. Ele precisa ganhar menos. Ele precisa tirar ação conta o clube na Justiça. Ele precisa aceitar ser coadjuvante.  Cada vez está mais claro que o Barcelona aceita Neymar de volta, mas não sem antes fazer o craque se rastejar.

Desde que o PSG deu o sinal que pretende se livrar do brasileiro por quem pagou quase R$ 1 bilhão há apenas dois anos, a imprensa catalã publicou dezenas de matérias com "condições" para que Neymar seja aceito de volta.

Começa por Neymar e seu pai desistindo da disputa que travam com o clube por uma bolada de 26 milhões de euros. Os brasileiros alegam que era um valor combinado por um bônus antes da ida para o PSG.  Quer voltar ao Barcelona? Então abra mão desse valor, que não é o único.

A mídia espanhola, especialmente a catalã, decreta que Neymar não pode nem pensar em ganhar o que recebe no PSG, por volta de 37 milhões de euros. Só topam que ele ganhe no máximo 24 milhões de euros.

Ponto de honra é uma espécie de pedidos públicos de desculpas por Neymar ousar deixar o  "mais que um clube" pelo emergente time de Paris, de muito dinheiro e pouca tradição.  Segundo o diário "Sport", o brasileiro já teria aceitado tornar público seu arrependimento por “ter se deixado levar pela exorbitante oferta parisiense".

E não adianta pensar que Neymar vai voltar para ser um dos comandantes do Barcelona. Após fracassar no PSG, agora é aceitar em ser coadjuvante de Messi.

Se antes a humilhação parecia restrita ao que diziam jornais e torcedores nas ruas, ela ficou oficial nesta quinta-feira, quando o vice-presidente do Barcelona disse em entrevista que é "Neymar quem quer voltar ao clube, mas que antes há muitas coisas para se revolver".

Será que vale fazer tudo o que os catalães querem para voltar ao Barcelona?

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Mais campeão no século que Barcelona, Real e City e United juntos, Daniel Alves caminha para o 40º, e mais importante, título

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Guerrero não vai gostar. Mas é claro que o Brasil tem um favoritismo enorme para neste domingo ganhar do Peru no Maracanã e conquistar a Copa América. E se isso acontecer, irá significar uma marca redonda no currículo do mais vitorioso jogador da história do futebol.

Confirmado o título, será o 40º da carreira profissional de Daniel Alves, que começou justamente no primeiro ano deste século, em 2001. Ele foi campeão em todos clubes que jogou: Bahia, Sevilla, Barcelona, Juventus e PSG.

Para se ter uma ideia de como o lateral direito é vencedor, basta comparar suas taças com a dos maiores clubes do Brasil e do mundo no mesmo período. Desde 2001, o time brasileiro mais vitorioso é o Internacional, com 19 títulos, seguido pelo Corinthians, com 18.

Ele vence também todos gigantes europeus no ranking de troféus deste século.  O Barcelona tem 34 títulos no período, assim como o Bayern de Munique . Real Madrid(27) e Juventus (20) ficam longe. Os 39 títulos de Daniel Alves superam até os de Manchester City e Manchester United somados desde 2001 (35).

Dani Alves levanta taça pelo PSG
Dani Alves levanta taça pelo PSG Getty Images

Daniel Alves já ganhou Champions League, Mundial de Clubes, o Espanhol, o Italiano e o Francês. Já enfrentou adversários e jogadores muito melhores do que desafia nesta Copa América. Mas, na opinião do blog, nenhum título será mais importante para ele do que seria o deste domingo.

Não faltam motivos. Ele será o capitão que vai levantar a taça. Ele foi o líder que faltou na Copa de 2018. Ele jogou muito aos 36 anos. Ele deu provas que pode ser sim o lateral do Brasil na Copa de 2022. Ele não precisou de Messi ou Neymar para levar o time à final.

E ele foi mais Daniel Alves do que nunca. Falando sempre o que acha. Você pode gostar. Ou não.

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Da Torre Eiffel a 'grande blefe': saída do PSG vai fazer Neymar sentir saudade do jeito caótico que deixou Santos e Barcelona

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Neymar saiu do Santos depois de jogar a final do Mundial de Clubes já vendido para o adversário. E sua relação com o clube que o revelou acabou na Justiça.  Neymar deixou o Barcelona logo depois de ter renovado contrato e ignorando o apelo de ídolos do clube catalão para ficar. E seu relacionamento com o time que sempre disse que sonhava jogar acabou na Justiça.

O melhor jogador brasileiro da década teve duas saídas caóticas dos dois primeiros clubes da sua carreira. Mas caminha para ter um adeus ainda mais conturbado no terceiro.

A lua de mel entre Neymar e a França, um país bem mais frio na sua relação com o futebol, teve direito até homenagem na Torre Eiffel, que custou pelo menos R$ 200 mil e já irritou moradores de Paris que não admitiam que um monumento da cidade fosse palco de um "evento publicitário".

No começo,  a mídia francesa pouco dava bola para os problemas que o camisa 10 acumulava no PSG. Briga com Cavani, os parças, a vida ativa atribulada nas redes sociais. Nada importava. Tudo era inveja espanhola por ter perdido o craque.

Mas chegaram às contusões, os cartões que tiraram Neymar de jogos decisivos. E também a agressão contra um torcedor nas tribunas de um estádio. E agora nada "presta" no brasileiro. Ele não é profissional, acaba com o clima no vestiário, é egoísta.

Torre Eiffel
Torre Eiffel Getty Images

E a sisuda mídia francesa diz agora que Neymar é um "grande blefe", como cravou o L'Équipe.

O cada vez mais certo divórcio ainda não vai gerar os "bens" que Neymar deixou no Santos e no Barcelona. Nos dois clubes, ele saiu com títulos importantes e com o reconhecimento dos torcedores que jogou muito e se entregou. O que não fez no PSG.


Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Riquelme, Tevez, Aguero e mais dezenas: culpar companheiros por fracassos de Messi na seleção é ofensa ao futebol argentino

Paulo Cobos
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Já foram gastas milhares de palavras para tentar explicar o motivo do Lionel Messi da seleção argentina não chegar nem perto do mesmo jogador que encanta e acumula títulos atuando pelo Barcelona. Concordo com muitas delas, mas uma bem popular me causa repulsa.

Da conversa da padaria até discussões em mesas redondas, muita gente boa diz que na seleção ele não tem companheiros com a mesma qualidade. É verdade que a atual Argentina não é das melhores, mas culpar a qualidade dos colegas nos mais de 10 anos que Messi joga por seu time nacional é uma ofensa ao futebol argentino.

Vamos começar pela primeira competição oficial em que Messi foi titular (na Copa de 2006 ele ainda dava seus primeiros passos na seleção como suplente).

Messi, Tevez, Riquelme e Aimar em jogo de 2007
Messi, Tevez, Riquelme e Aimar em jogo de 2007 Getty

Na Copa América de 2007, a Argentina perdeu a final para um Brasil com um time B. E Messi não foi capaz de levar seu país ao título mesmo jogando com uma verdadeira constelação de craques.  Ao seu lado atuaram, só contando o time titular, craques como Mascherano, Riquelme, Verón e Tevez.

Três anos depois, na África do Sul, Messi foi pela primeira vez titular da Argentina numa Copa. Tudo bem que o treinador era Maradona, mas novamente a Argentina tinha um elenco recheado de estrelas. Estavam no grupo novamente Verón e Tevez. E vários outros jogadores emergentes de primeira, como Aguero, Di María, Higuaín e Pastore.

E foram mais edições de Copa América e Mundial sem que Messi acabasse com a sina de fracassos da Argentina que já dura 26 anos. E quase sempre jogando ao lado de jogadores avaliados em dezenas de milhões de euros e estrelas em gigantes europeus.

O que também sugere um outro mistério. Por que no Barcelona Messi consegue elevar o nível de jogo dos companheiros, e na Argentina eles parecem jogadores comuns?

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Pelo direito de não ser mercadoria: por que Bale se recusa a entrar em barca de dispensas do Real e vira herói do Mercado da Bola

Paulo Cobos
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O Real Madrid não quer mais Gareth Bale. No meio de um processo de renovação e precisando de espaço no elenco e dinheiro para mais contratações, o mais poderoso clube do mundo não esconde que o galês está à venda.

E com requintes de crueldade. Depois de virar reserva, o meia que já foi o jogador mais caro do mundo tem seu nome colocado em todas as listas de barca de dispensas do clube, muitas delas plantadas por gente ligada ao clube em jornais da Espanha.

Mas Bale não admite ser tratado como uma mercadoria. Não importa que o Real Madrid não o quer mais. Ele tem contrato até 2022, e bate o pé que não vai sair, como disse agora seu agente.  "Ele não tem a intenção de sair e está pronto para começar na próxima semana a pré-temporada", afirmou Jonathan Barnett.

Bale em ação pelo Real Madrid
Bale em ação pelo Real Madrid Getty Images

Numa época em que o futebol virou um grande negócio e craques como Neymar querem trocar de clube como trocam de penteado, Bale tem a coragem de cobrar o óbvio. Ele tem um contrato assinado. Se cumpre com o que está escrito nele, tem todo o direito de ficar no lugar para onde se programou para morar por alguns anos.

É fácil atacar a 'dolce vita' em Madri, como já ironizou um jornal,  de Bale na ensolarada capital espanhola. Mas se ele e sua família são felizes morando lá, não é a "vontade" do Mercado da Bola que vai mudar isso.


Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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