'Neycraque, Neyseleção e Neymídia': por que Neymar, para gente do dinheiro, ainda é o jogador mais valioso do mundo

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Você pode implicar com Neymar, mas quem entende de dinheiro no mundo segue adorando o craque brasileiro.

Independente do que faz dentro de campo, o camisa 10 do Paris Saint-Germain e da seleção brasileira segue em alta em todos os rankings de valor mercado de jogadores. Um deles, da consultoria KPMG, ajuda a entender por que Neymar não desvaloriza.

Na sua última lista, divulgada em janeiro, a KPMG colocou Neymar como o jogador de futebol mais valioso do planeta, com 229 milhões de euros, ou quase R$ 1 bilhão. Atrás dele ficaram Mbappé e Messi.

Os 10 itens que servem como parâmetros para o ranking deixam claro o motivo do brasileiro que acumula polêmicas ser tão desejado. Vamos a eles:

Posição do jogador: Todo mundo pode elogiar goleiros, zagueiros e volantes, mas quem vale mais sempre é atacante.

Idade e nacionalidade: Neymar ainda está no auge, aos 27 anos. E brasileiros, principalmente os que já estão na Europa, são bem cotados.

Neymar durante o Carnaval do Rio de Janeiro, em março de 2019
Neymar durante o Carnaval do Rio de Janeiro, em março de 2019 Buda Mendes/Getty Images

Contrato do jogador com seu atual clube: Ganhando mais de 30 milhões de euros por ano, Neymar é um dos três jogadores mais bem pagos do futebol hoje.

Desempenho esportivo individual: Dá para reclamar do comportamento do Neymar, mas não do seu talento enorme.

Ações disciplinares: Ele está longe de ser um santo dentro de campo, mas apanha muito mais e provoca mais cartões do que recebe.

Números com seleções: Neymar não ganhou a Copa, mas se aproxima rápido para 100 jogos com a camisa da seleção e pode até passar Pelé como maior artilheiro do time nacional mais vitorioso de todos os tempos.

Avaliação da mídia do jogador e potencial comercial: Aí é covardia. Ele só perde para Cristiano Ronaldo nas redes sociais, e como garoto propaganda é craque com carisma de sobra.

Resultados esportivos, competitividade da liga, aspectos financeiros do clube: O PSG não é Barcelona, mas também não é um time do pelotão intermediário da Espanha.

Dependência para seu time: Sem Neymar, o PSG foi eliminado em duas Champions seguidas.

Perfil de possíveis compradores: O principal deles é o Real Madrid. Não precisa nem falar como o clube é gigante.

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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O chororô de Abel no Palmeiras e o dia de fúria de Pedro no Flamengo: quando o problema é você querer estar em outro lugar

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Abel Ferreira mais uma vez exagerou no chororô sobre reforços no Palmeiras (imagine o que falaria se estivesse no Corinthians) após perder para o Red Bull Bragantino. Pedro, até então um exemplo de profissionalismo no Flamengo, teve um dia de fúria ao ser substituído na vitória sobre o Fortaleza.

A atitude recorrente do técnico palmeirense e a inédita do atacante flamenguista são muito diferentes, mas têm algo em comum: ambas foram feitas por profissionais que queriam estar agora ou em um futuro próximo em outro lugar.

Abel não esconde mais a saudade de Portugal, da família. Suas entrevistas são cada vez mais melancólicas. Ele não esconde mais que estar no Brasil parece cada vez mais um sacrifício. Um sentimento legítimo. 

Abel Ferreira relembra discurso, fala sobre 'alto preço' que paga e faz apelo à torcida e imprensa; assista


Mas ninguém aguenta mais frases do tipo "estou pagando um preço muito alto para estar aqui", como ele soltou após o jogo contra o Bragantino.

Se o preço para treinar o Palmeiras na sua vida pessoal é muito alto, chegou a hora de Abel voltar para casa.

Pedro não deu entrevista após seu chilique contra o Fortaleza, com direito a chutar copos, socos no banco e palavrões.

Mas se falasse, também não esconderia a mágoa por querer nos próximos dias estar longe da Gávea.

Pedro deixa o campo furioso com a substituição
Pedro deixa o campo furioso com a substituição Marcelo Cortes/Flamengo

Era evidente que a disputa entre Flamengo e CBF sobre a participação do atacante na Olimpíada de Tóquio iria explodir no jogador.

Sentindo que não vai aos Jogos, Pedro teve uma reação exagerada e infantil. 

Mas, antes de condená-lo, tente entrar na cabeça de um garoto de 24 anos que ao que tudo indica vai ter uma enorme frustração.

E, ao contrário de Abel, não tem o direito de escolher onde vai estar profissionalmente.




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Como se um passe fosse igual a um pontapé: o idiota prazer de torcer para o tiki taka da Espanha fracassar

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Van der Vaart foi um bom jogador. Agora, como comentarista de um TV holandesa, soltou uma frase de efeito que tenho certeza que poderia sair da boca de milhões de pessoas pelo mundo inteiro sobre a seleção espanhola.

"A Espanha é horrível, horrível. Espero que joguemos contra eles. Não têm nada naquela equipe. A única coisa que fazem é passar a bola de um lado para outro, não têm um jogador que saiba fazer um passe definitivo", cravou o holandês.

O desprezo de Van der Vaart pela seleção espanhola é compartilhado por muita gente, tanto na mídia quanto no torcedor comum.

Torcida da Espanha faz enorme festa para sua seleção na saída do hotel antes de jogo da Eurocopa


E isso não acontece só agora, quando a Espanha fez campanha claudicante na primeira fase da Eurocopa. Depois de insossos empates contra Suécia e Polônia, a classificação só chegou com uma goleada diante da frágil Eslováquia. Nas três partidas, foram absurdos 2.367 passes trocados, quase 600 a mais que Holanda e Itália.

Até quando a seleção espanhola teve sua era de ouro, ganhando a Copa de 2010 e as Eurocopas de 2008 e 2012, muita gente torcia o nariz para o estilo de jogo do time.

"Chato. Aborrecido. Sonolento. Só ganha de 1 a 0. Ninguém chuta no gol". Cansei de ouvir essas palavras sobre a Espanha.

Com esse raciocínio, muita gente tem um prazer genuinamente idiota de ver o tal tiki taka espanhol fracassar.

Parece que passar a bola é tão nefasto quando acertar um pontapé no adversário.

Busquets em ação com a Espanha pela Eurocopa
Busquets em ação com a Espanha pela Eurocopa Getty Images

A Espanha tem uma ideia de jogo, o que muita seleção grande não consegue ter há anos. Só não é brilhante hoje por não ter mais os craques de antes, como Sergio Ramos, Puyol, Piqué, Xavi, Iniesta e David Silva.

Nenhuma seleção da Europa teve o mesmo sucesso que a Espanha neste século. E tocando a bola de um lado para o outro. Que continue assim.


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Por grandeza e por Neymar: PSG precisa correr o risco de perder Mbappé sem ganhar um euro em troca

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Nenhuma decisão do futebol antes do começo da temporada 2021/2022 na Europa é tão importante como saber o que vai acontecer com Mbappé.

Muito mais se Messi irá ficar no Barcelona e Cristiano Ronaldo na Juventus. Afinal, nenhuma mudança de um craque pode ter efeitos tão diversos como o francês mudar de equipe.

Mbappé tem apenas mais um ano de contrato com o PSG. Em nenhum momento ele parece comprometido em estender seu vínculo com o clube. Nesta terça-feira, um jornalista na França cravou que ele já pediu para deixar o time de Paris

Os bilionários árabes donos do PSG precisam decidir: vender o craque local agora em troca de mais de 100 milhões de euros ou correr o risco de vê-lo sair sem deixar um euro no cofre do clube em 2022, quando seu contrato acaba.

Na minha opinião, o PSG não deveria hesitar em trocar o certo pelo incerto.

O clube já demonstrou inúmeras vezes que dinheiro não é problema. Com o que iria faturar em uma eventual venda de Mbappé, não compraria ninguém com a mesma qualidade e futuro.

Para ganhar a Champions, sua obsessão, o PSG precisa de Mbappé. Melhor ter apenas mais uma chance com ele do que refazer o time agora.

Outro ponto é o orgulho. A diretoria do clube repetiu inúmeras vezes que o atacante não está à venda. Mudar de ideia agora por um capricho do jogador seria admitir que não é grande.

Mantendo Mbappé, mesmo com o risco de perdê-lo por nada em troca, o PSG ainda tem a chance de demonstrar que o melhor projeto para ele está no clube.

Por fim, existe Neymar. O brasileiro recentemente estendeu seu contrato. Imagino que ele fez isso com a sinalização que teria Mbappé, um escudeiro dos sonhos, ao seu lado.

Neymar sabe que, no médio prazo, é melhor ter Mbappé do que Messi ou Ronaldo como companheiro de time.

Neymar na sua apresentação no PSG
Neymar na sua apresentação no PSG ESPN


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Homens adultos: Patrick de Paula e Gabriel Menino mostram coragem que falta ao Palmeiras para condenar 'torcedor justiceiro'

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Foi assim com Lucas Lima, na semana passada, e agora, com Patrick de Paula. Veloz para afastar, multar e condenar seus jogadores por estarem na noite ignorando os protocolos contra Covid-19 (o que está coberto de razão), o Palmeiras até hoje não soltou uma palavra sobre os "torcedores justiceiros" que esbanjam violência física e psicológica na caça aos boleiros pela noite paulistana.

Não é possível tamanha covardia. Nem uma simples nota em uma rede social condenando o comportamento de torcedores que ameaçam vidas e também o patrimônio do clube (Patrick de Paula vale dezenas de milhões de reais).

Patrick de Paula e Gabriel Menino em ação pelo Palmeiras
Patrick de Paula e Gabriel Menino em ação pelo Palmeiras Cesar Greco/Palmeiras

O Palmeiras deveria aprender com dois garotos.

Ao dar sua versão sobre o flagra na saída de um restaurante, Patrick de Paula, de 21 anos, não deixou de comentar a forma como foi abordado

"Queria mandar um recado para quem esteve lá: não é assim que se resolvem as coisas, não é com a violência. Eu sou muito contra a violência e quero deixar claro que tudo se resolve na conversa".

Horas depois, em uma entrevista no Sportv, foi a vez de Gabriel Menino deixar claro que os supostos torcedores não têm o direito de fazer o que estão fazendo sob o silêncio da diretoria alviverde.

“Em questão de torcedor eu acho que estão exagerando um pouco. Nada disso vai fazer a gente correr mais, vai deixar a gente mais pressionado. O que será que vai acontecer amanhã? E se por acaso não for o nosso dia, se a bola estiver batendo na trave? A gente não pode sair para rua hoje e não pode mesmo. Acho que eles estão passando um pouco dos limites, mas não estou defendendo ninguém. Tem que seguir o protocolo, não só nós jogadores, mas como as pessoas do mundo inteiro, respeitar um pouquinho e cada um ficar em casa para que essa doença passe mais rápido e a gente volte a viver uma vida normalmente”, comentou.

O Palmeiras, instituição de 106 anos, deveria aprender com Gabriel Menino, de 20 anos: "O que será que vai acontecer amanhã?"




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Da cor do cabelo a 'chacina' e clube 'vale mais que suas vidas': jogar por um time grande no Brasil virou um inferno

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Não importa se os jogadores tiraram o time da fila de nove anos há poucas semanas. Ou que outros atletas foram campeões da "obsessão" Libertadores há 5 meses. Ou se você é um dos maiores ídolos da história do clube. Ou joga em um time de Série B.

Com suas notas e protestos ameaçadores e patrulhas para xeretar a vida privada dos jogadores, as torcidas organizadas, e parte do fã comum, tornaram a vida de quem joga em um clube grande no Brasil um verdadeiro inferno.

O que aconteceu neste final de semana foi um exemplo claro dessa perseguição.

Drone utilizado por torcedores do Vasco que sobrevoou São Januário durante a partida contra o CRB, pela Série B
Drone utilizado por torcedores do Vasco que sobrevoou São Januário durante a partida contra o CRB, pela Série B Gazeta Press

No sábado, um drone sobrevoou São Januário na vitória do Vasco sobre o CRB. Com uma faixa de ameaça macabra para os jogadores do clube carioca: "O Vasco vale mais que suas vidas. Joguem por elas".

Também no sábado, corintianos foram ao Parque São Jorge com gritos criminosos: “Desacredita, não, se o Coringão cair é chacina no Timão”.

No domingo, foi a vez dos jogadores do trio de ferro paulistano sofrerem.

Começou com a "revolta" dos corintianos pela chuteira do atacante Jô contra o Bahia, supostamente com detalhes em verde (o jogador e a fabricante dizem que é azul). A gritaria foi tanta que o clube multou o jogador.

As organizadas do Corinthians ofenderam recentemente até Cássio, o herói das duas maiores conquistas do clube e símbolo máximo de dedicação por quase dez anos.

Depois do São Paulo perder para o Santos, foi a vez da principal organizada do tricolor se enfurecer e lançar ameaças em "nota oficial".

Ela começa implicando com a cor do cabelo de Liziero, que falhou no segundo gol santista.

O Palmeiras ganhou no domingo. Mas outro jogador foi vítima da patrulha caça baladeiro em tempos de Covid de uma organizada do clube.

Patrick de Paula, que já havia causado por um brinco que  o deixou fora do jogo contra o América-MG por seis minutos, foi mais um irresponsável ao ir para a noite e colocar companheiros em risco de infecção. 

Mas nada justifica o comportamento truculento dos tais torcedores, ofendendo e ameaçando o jogador de forma física e psicológica.


Com ameaças, torcida do Corinthians lota Parque São Jorge e protesta contra diretoria; VEJA



         

A perseguição ocorrida neste final de semana não é caso isolado no Brasil.

Qualquer um agora se vê no direito de ameaçar a vida do jogador, de dar palpite na cor do cabelo do atleta. De atacar garotos recém saídos da base por gostarem de redes sociais.

Alguém precisa colocar um limite nessa insanidade. Para ontem.




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Multa para chuteira verde? Se eu fosse Jô, iria à Justiça para não pagar Corinthians por isso

Paulo Cobos
Paulo Cobos

OK. Não serei eu que vou dizer que certas rivalidades no futebol são pura tolice, como um jogador usar as cores do maior rival do clube que defende. Pela lógica do "futebol raiz", nunca um jogador do Corinthians poderia usar uma chuteira com supostamente detalhes em verde (o fabricante garante que é azul turquesa).

Por essa lógica, o atacante Jô, um autêntico filho do terrão corintiano, cometeu um verdadeiro pecado ao usar a chuteira que enfureceu corintianos no empate contra o Bahia, em Salvador

Mas é ridícula  a atitude que o Corinthians tomou pela mancada de Jô.

Jô é multado após usar chuteiras verdes em Bahia x Corinthians; VEJA


         
     

O clube não multou o atacante quando ele foi para um resort e tirou fotos todo sorridente na piscina no meio da pandemia. Também nunca se manifestou sobre seu estado físico cada vez pior. 

Mas demorou pouco mais de um hora para ir todo valente nas redes afirmar que Jô recebeu uma "advertência e será multado" pela chuteira verde.

Jogadores de futebol de times grandes são mimados. Muitas vezes cartolas passam a mão em suas cabeças quando cometem falhas greves. E ninguém fala em multa.

Qualquer tribunal vai dizer que a multa aplicada pelo Corinthians por um jogador usar uma chuteira com detalhes em verde é ilegal. Se eu fosse Jô, contestava esse ato patético na Justiça. 

E não vai ser com atitudes tão infantis como essa que o Corinthians vai voltar para o lugar que nunca deveria ter saído.

Jô e sua chuteira contra o Bahia
Jô e sua chuteira contra o Bahia Gazeta Press


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Lucas Lima merece demissão por 'justa causa', mas é odioso até Palmeiras se calar sobre ameaça física e psicológica que meia sofreu

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Lucas Lima é uma das piores contratações recentes da história do Palmeiras. Decepciona tanto tecnicamente quanto na entrega. É um completo irresponsável ao ir para a balada sem usar máscara e colocar em risco seus companheiros em tempos de Covid.

O Palmeiras acerta em ir às redes sociais para anunciar seu afastamento por tempo indeterminado e pensar numa punição: "O clube tomará as medidas administrativas cabíveis, como sempre fez em casos de quebra de protocolo de saúde", publicou o alviverde no twitter.

Lucas Lima toma enquadrada de torcedores após ser flagrado em balada clandestina. 'É fácil jogar no Palmeiras?'         


Mas é odioso que muita gente, e o próprio clube, fechem os olhos para a grave ameaça física e psicológica que Lucas Limas sofreu ao ser abordado por supostos torcedores, quase todos sem máscara como o jogador.

Na nota em que anunciou o afastamento, o Palmeiras não citou e muito menos lamentou o episódio que é pura violência (não é necessário socos e sangue para isso acontecer).

Achar que marmanjos esbanjando ameaças, com xingamentos e colocando o dedo na cara de de um jogador, é uma cobrança que pode acontecer no futebol é compactuar com uma selvageria vergonhosa.

Tenho certeza que o Palmeiras não compactua com isso. Mas erra feio ao se calar.

Que o clube possa até demitir o jogador por "justa causa". Mas que também mostra verdadeira indignação com tamanha violência sofrida por Lucas Lima.

Lucas Lima, em ação pelo Palmeiras
Lucas Lima, em ação pelo Palmeiras Gazeta Press
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Como São Paulo vai negar Olimpíada para Daniel Alves se deve R$ 11 milhões para ele?

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Muitos são-paulinos estão enfurecidos com a convocação de Daniel Alves para a Olimpíada. Mesmo podendo negar a liberação do jogador, o clube já deu sinais que vai dar o aval para ele buscar a medalha de ouro.

Assim, vai ficar de fora uma penca de jogos do Brasileiro e de confrontos eliminatórios da Libertadores e da Copa do Brasil. Assim, sem seu melhor jogador, o São Paulo pode estar com seu segundo semestre arruinado quando Daniel Alves voltar.

Se eu fosse torcedor do clube, também estaria enfurecido. Mas entendo a passividade da diretoria tricolor.

Fora da Libertadores? Djalminha defende ida de Daniel Alves à Olimpíada: 'De repente, pesou as possibilidades maiores'         


Segundo o próprio presidente do clube, Julio Casares, o São Paulo deve R$ 11 milhões para Daniel Alves.

É muito fácil dizer que uma coisa não tem nada a ver com a outra. Que o São Paulo tem a seu favor o regulamento. Mas o clube também assinou um contrato em que se comprometia a pagar o combinado para o jogador.

Não o fez (pelo menos boa parte do combinado). E mesmo assim Daniel Alves sempre mostrou garra. Em nenhum momento fez corpo mole. Não foi à Justiça exigir o pagamento. Não forçou a saída do Morumbi.

Como o São Paulo, nessas condições, poderia negar a Daniel Alves, já perto do fim da carreira, a chance de somar uma medalha olímpica ao seu espetacular currículo de títulos?

Para os enfurecidos, a sugestão de um exercício. Se coloque no papel tanto de Daniel Alves quanto o do presidente do São Paulo. E responda se faria algo diferente nesse caso Olimpíada.

Daniel Alves durante jogo do São Paulo
Daniel Alves durante jogo do São Paulo Thiago Rodrigues/Gazeta Press

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Pobre Pedro: na briga entre CBF e Flamengo, só uma coisa é certa: ele vai se dar mal de qualquer jeito

Paulo Cobos
Paulo Cobos

A CBF passou por cima da recusa do Flamengo de liberar o jogador e convocou o atacante Pedro para a Olimpíada. Ele é um dos 18 atletas anunciados para os Jogos de Tóquio nesta quinta-feira.

A confederação desafiou o clube da Gávea ao contrário do que fez contra Palmeiras e PSG, que também vetaram as chamadas de, respectivamente, Weverton e Neymar.

Não sei como vai acabar a queda de braço entre CBF e Flamengo. Mas uma coisa certa: Pedro vai se dar mal com qualquer desfecho da crise.

Se no final o Flamengo vencer, e ele ficar fora da Olimpíada, Pedro com certeza ficará frustrado, perdendo a chance de ganhar uma medalha de ouro. Seria a oportunidade de disputar uma competição com nível técnico bem discutível, mas que em termos simbólicos é gigante.

Acontecendo isso, aposto que seu desempenho no Flamengo vai cair. Ninguém trabalha feliz quando o empregador toma decisões como essa.

Se a CBF sair vitoriosa, e levar o jogador para Tóquio, Pedro vai ficar com o ambiente carregado no Flamengo. Difícil defender para a torcida que o clube que gastou dezenas de milhões de reais por ele, sem contar o salário, irá ficar sem o jogador por quase um mês para jogar uma competição que não era obrigado a cedê-lo.

Fico imaginando como é difícil o momento do atacante já no dia desta convocação.

O que falar na primeira entrevista após o chamado? Dizer que prefere a Olimpíada ao Flamengo? Recusar a convocação?

Pobre Pedro.

Pedro em jogo do Flamengo
Pedro em jogo do Flamengo Alexandre Vidal / Flamengo
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Pobre Pedro: na briga entre CBF e Flamengo, só uma coisa é certa: ele vai se dar mal de qualquer jeito

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Como se no Brasil existisse um Suárez a cada esquina: Deyverson está longe de ser o perna de pau desenhado pelos seus (muitos) críticos

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Deyverson é um jogador que faz bobagens inacreditáveis, dentro e fora de campo. Tem pouca técnica. Não chega a ser um artilheiro de muitos gols. Mas daí para ser o perna de pau desenhado por seus (muitos) críticos, a distância é enorme.

Seja na mídia, ou entre os próprios torcedores palmeirenses, as pessoas falam mal de Deyverson como se no Brasil exista um Suárez a cada esquina para escalar como centroavante.

Deyverson marca, Breno Lopes faz golaço, e Palmeiras bate o Juventude pelo Brasileirão; veja os gols!         


Como bem notou Abel Ferreira após a grande exibição de Deyverson contra o Juventude, o atacante luta, dá tudo dentro de campo, é bom no jogo aéreo.

Além disso, faz muito bem o papel do pivô, abre espaços para os companheiros aparecerem para finalizar.

Se sobrasse qualidade no futebol brasileiro, o atacante palmeirense realmente seria descartável, como ficou claro na sua última passagem pela liga espanhola.

Deyverson não é o jogador ideal para ser o centroavante titular do Palmeiras. Está muito longe do nível de Luiz Adriano.

Mas tem todas as condições de ser um bom reserva. Será útil em vários jogos. Pode mudar o jeito do time jogar numa emergência. E sempre vai lutar muito. Ao menos que o Palmeiras vá contratar dois camisas 9 do nível do uruguaio Suárez, Deyverson tem lugar.

Deyverson comemora gol marcado pelo Palmeiras
Deyverson comemora gol marcado pelo Palmeiras Cesar Greco/Palmeiras
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Nada de ficar de joelhos: Sergio Ramos deixa Real Madrid e fica maior; clube, menor

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Como torcedor do Atlético de Madrid, eu deveria saber que Sergio Ramos nunca desiste. 

Nesta terça-feira, o blog lamentou que o zagueiro, na minha opinião o maior da sua posição do mundo, estivesse ficando de joelhos para o Real Madrid, aceitando a humilhante proposta de renovação oferecida pelo clube.

Mas, como na final da Champions em 2014, quando fez um gol de cabeça aos 48 minutos do segundo tempo que tirou o título do Atlético, Sergio Ramos demonstrou o quanto é gigante ao decidir deixar mesmo o clube que defendeu com dedicação incomparável por 16 anos.

Zagueiro artilheiro! Relembre gols históricos do Sergio Ramos pelo Real Madrid em LaLiga


Fez bem em não aceitar apenas um ano de contrato, ganhando menos e com grande chance de ser reserva de Militão e Alaba. Fez ainda melhor de não se render a Florentino Perez, o super cartola que torra mais de 100 milhões de euros em Hazard, mas economiza com ídolos como Cristiano Ronaldo e, agora, Sergio Ramos.

Sergio Ramos deixa o Real Madrid muito maior do entrou.

O mesmo não acontece com o clube. 

Sergio Ramos comemora em jogo do Real Madrid
Sergio Ramos comemora em jogo do Real Madrid Juan Manuel Serrano Arce/Getty Images

Não é o caso de comparar Sergio Ramos e Messi. Mas ambos tiveram carreiras igualmente longas e vitoriosas no Real Madrid e no Barcelona.

Enquanto o Real pouco fez para ficar com o zagueiro, o Barcelona faz o impossível para manter o argentino.

Quem não trata bem os ídolos, fica um pouco menor. Como o Real Madrid.

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Ronaldo e Pogba podem esconder garrafa de patrocinador? Se sim, o terceiro goleiro da Macedônia do Norte também

Paulo Cobos
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As imagens repercutiram tanto como o que aconteceu dentro de campo. Primeiro, Cristiano Ronaldo comoveu as redes sociais ao afastar duas garrafas de Coca-Coca, um dos patrocinadores do evento, em entrevista pré-jogo da estreia de Portugal na Eurocopa-2020.

Nesta terça-feira, foi a vez do francês Pogba esconder garrafas da cerveja Heineken em entrevista após a vitória da França sobre a Alemanha.

Os dois têm motivos pessoais por suas ações. O português evita fazer propaganda de refrigerantes e preza a vida saudável. Pogba tem uma motivação religiosa: é muçulmano, religião em que a bebida alcoólica quase sempre é proibida. Mas o fato é que as garrafas que ele afastou eram de cerveja sem álcool. 

Cristiano Ronaldo marca duas vezes, faz história, e Portugal vence na estreia da Euro; VEJA os gols


Mas também é fato que Ronaldo e Pogba passaram por cima do regulamento da Uefa para a Eurocopa. 

Em seu artigo 63, o documento diz o seguinte: "Cada federação participante deve apoiar e garantir que seus jogadores, treinadores e outros funcionários apoiem o programa comercial estabelecido pela UEFA para explorar os direitos de marketing para o torneio final".

Claramente, os astros de Portugal e França pisaram no regulamento.

Pogba durante entrevista coletiva após vitória da França
Pogba durante entrevista coletiva após vitória da França Getty Images

Até agora, nenhum sinal foi dado pela Uefa que os dois serão punidos pelo desprezo aos patrocinadores que pagam dezenas de milhões de euros por isso.

Nem sou a favor que isso aconteça. Mas, o que serve para Ronaldo e Pogba também deve servir para o terceiro goleiro da Macedônia do Norte. Que nenhum jogador insignificante seja punido se também mandar as garrafas dos patrocinadores da Uefa para o lixo.

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Quem diria: Rogério Caboclo, por sua mediocridade, pode ser o cartola da CBF que mais fez pelo futebol brasileiro

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Rogério Caboclo é provavelmente o mais medíocre presidente da história da CBF. Mas, ironia do destino, pode ser o cartola da confederação que mais bem fez ao futebol brasileiro.

Não por qualquer mérito da sua administração, que foi interrompida pelo seu afastamento após ser acusado de assédio sexual.

Mas é justamente sua fraqueza atual, e da CBF como um todo, que os clubes têm a melhor chance de fazerem uma revolução no futebol nacional.

Ao peitarem a confederação nesta terça-feira, exigindo mudanças na forma como o presidente da CBF é eleito e criando uma liga administrada por eles mesmo, os clubes dão um passo gigante para tirarem o Brasil da pré-história no futebol.

Há muito tempo essa decisão deveria ter sido tomada. Mas faltava coragem e também armas para confrontar a poderosa CBF, podre de rica e poderosa contra clubes vivendo de migalhas.

Só que Caboclo jogou a CBF em uma crise histórica.

Principalmente por seu sórdido comportamento com uma funcionária da entidade. Mas também por ser questionado hoje por outros cartolas e até por jogadores e jogadoras das seleções brasileira.

Poucas vezes a CBF foi tão frágil. Não existe melhor momento para mudanças. Que os clubes aproveitem e eles passem a dar as cartas.

O presidente afastado da CBF, Rogério Caboclo
O presidente afastado da CBF, Rogério Caboclo Lucas Figueiredo/CBF

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No `terrão`, Corinthians gasta como time médio; para contratar, torra o que não tem

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O estudo anual sobre as finanças dos clubes feito pelo banco Itaú BBA prova como o Corinthians não cansa de errar no futebol.

Para um clube afundado em uma dívida próxima do R$ 1 bilhão (sem contar o estádio), o certo seria evitar contratações caras e tentar investir na base para colher promessas que possam resolver os problemas do clube dentro de campo e no caixa.

Mas a diretoria corintiana, controlado pelo grupo de Andrés Sanchez há quase 15 anos, fez tudo ao contrário.


No intervalo de Palmeiras x Corinthians, Sylvinho fez alerta aos jogadores e cravou: 'Não importa, nós estamos nesse jogo'


O Itaú BBA listou quanto os principais clubes gastaram nos últimos 5 anos em contratações de jogadores e o dinheiro investido na categoria de base.

O levantamento mostra o desprezo do clube pelo seu famoso "terrão", o apelido carinhoso da base do Corinthians.

Pelo estudo, o clube foi apenas o 14o que mais gastou nas categorias de base entre 2016 e 2020. 

Foram só R$ 27 milhões, ou pouco mais de R$ 5 milhões por temporada. O Corinthians gastou menos até que o Coritiba, que investiu  R$ 48 milhões no período.

O investimento corintiano no futuro quando comparado ao gasto de Palmeiras (R$ 115 milhões), São Paulo (R$ 110 milhões) e Flamengo (R$ 101 milhões) é vergonhoso.

Econômico na base, o Corinthians torra o que não tem para contratar reforços.

Ederson e Luan comemoram gol pelo Corinthians
Ederson e Luan comemoram gol pelo Corinthians Agência Corinthians

De acordo com o Itaú BBA, entre 2016 e 2020 o clube foi o quinto que mais gastou com isso. Por valores corrigidos pelo IPCA, foram R$ 321 milhões gastos na aquisição de atletas.

O Corinthians gastou bem menos que Flamengo e Palmeiras em jogadores nos últimos 5 anos. Mas a coleção de títulos dos rivais justificam os R$ 683 milhões gastos pelo rubro-negro e R$ 808 milhões pelo alviverde.

A cegueira corintiana de torrar milhões em Luan e companhia e esquecer o `terrão` tem um preço alto: a mediocridade financeira e esportiva.






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No `terrão`, Corinthians gasta como time médio; para contratar, torra o que não tem

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De `maior zagueiro da história` à reserva: como é triste ver Sergio Ramos ficar de joelhos para o Real Madrid

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Há quase um ano, o blog não hesitou em apontar Sergio Ramos como o "maior zagueiro da história". Sua coleção de títulos no Real Madrid e pela Espanha, seus gols decisivos, sua liderança e seu carisma são inigualáveis para um jogador da sua posição.

Pena ver agora alguém do seu tamanho ser obrigado a ficar de joelhos para o clube que tanto ofereceu.

Deu tudo errado para Sergio Ramos nesta temporada europeia que está acabando agora com a Eurocopa.

Nem mesmo convocado para a competição continental ele foi, depois de várias lesões e nenhum título pelo Real Madrid.

Mas o pior para o zagueiro é acabar, ao que tudo indica, de forma humilhante sua renovação de contrato com o clube.

O vínculo atual de Sergio Ramos com o Real Madria acaba no próximo dia 30 de junho.

O clube sempre colocou na mesa uma oferta de renovação por mais apenas uma temporada, e com redução salarial. Ramos sempre exigiu pelo menos dois anos de contrato.

Como o próprio jogador, eu também imaginava que não faltariam interessados pelo seu trabalho nas condições que ele exigia ao Real Madrid. Mas, ao que tudo indica, o interesse de PSG e Manchester City era só fumaça.

E Sergio Ramos, segundo boa parte da imprensa espanhola, vai capitular e aceitar a renovação por apenas um ano na condição imposta pelo clube.

Sergio Ramos em ação pelo Real Madrid
Sergio Ramos em ação pelo Real Madrid Getty Images

Mas a situação  é ainda pior. O `maior zagueiro da história`, ficando no Real Madrid, não tem nem mesmo a titularidade garantida. O recém chegado Alaba é nome certo na zaga. E o clube branco também está agora maravilhado com o brasileiro Militão.

Sergio Ramos não merece e não deveria aceitar tamanho descaso. O Real Madrid é gigante, mas ele também é.





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Recordes não resolvem: Messi e Neymar amam suas seleções, mas só serão amados ganhando Copa do Mundo

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Messi já é o maior artilheiro da história da seleção argentina. Na Copa América, provavelmente vai ultrapassar Mascherano e se tornar também o jogador com mais partidas pelo seu país.

Neymar tem 29 anos e, se quiser, pelo menos mais 5 anos atuando pela seleção brasileira. Se fizer isso, aposto que vai superar Pelé como maior artilheiro do time nacional, seja nas contas da Fifa ou na CBF. 

Também vai deixar Cafu para trás como recordista de jogos. Pelas contas da CBF, o ex-lateral direito atuou 149 vezes pela seleção. Neymar tem hoje 106.

Neymar e Gabigol marcam em vitória do Brasil por 3 a 0 na estreia


Messi e Neymar terão fatalmente os dois grandes recordes individuais de Argentina e Brasil. 

Vão conseguir isso amando jogar por suas seleções. Mesmo quando são duramente criticados, sempre se mostram disponíveis para jogar qualquer competição ou amistoso.

Mas a recíproca não é verdadeira.

Messi e Neymar só serão amados realmente em suas seleções quando ganharem uma Copa do Mundo. Simples assim. Para Argentina e Brasil, recordes individuais são uma migalha comparados a levantar uma Copa do Mundo.

Neymar e Messi em entrega de prêmio da Fifa
Neymar e Messi em entrega de prêmio da Fifa Stuart Franklin/FIFA via Getty Images
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Fura fila na vacina e 50% do estádio com público em países que vacinaram menos que o Brasil: Eurocopa é uma temeridade

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Qualquer um que goste de futebol olha para a Eurocopa, que tem a largada da edição 2021 nesta sexta-feira, com admiração. Um amontoado de craques, grandes jogos e belos estádios em tardes e noites de verão europeu.

Mas desta vez não dá para fechar os olhos que a competição virou uma grande temeridade em tempos de Covid-19.

A megalomania de organizar a fase final da competição em 11 países é pura irresponsabilidade. 

Seleções vão se deslocar por centenas de quilômetros de um jogo para outro. Mesmo com a diminuição no número de casos, os times seguem sob o medo de sofrerem um surto, como acontece com a Espanha depois que o capitão Busquets testou positivo.

Pior ainda é aceitar a presença de público nos estádios.

Na Hungria, os jogos serão realizados com capacidade máxima: 61 mil pessoas. Especialistas apontam que não importa que o país, com um dos maiores número de mortes proporcionais por habitantes do mundo, tem uma alta taxa de vacinados: 41% dos húngaros estão completamente imunizados (com duas doses ou com a vacina de dose única).

Mas a Eurocopa vai ter partidas com 50% do público em estádios de países que vacinaram menos até que o Brasil.

No Azerbaijão, só 9,4% da população têm a vacinação completa. Na Rússia, 9,5%. No Brasil, 11% já receberam as duas doses.

E não falta bagunça na tentativa de proteger os jogadores.

Jogadores da Espanha tomaram vacina antes da Eurocopa
Jogadores da Espanha tomaram vacina antes da Eurocopa Divulgação seleção espanhola

Mesmo antes do caso Busquets, a seleção espanhola pediu para que os jogadores do time furassem a fila e fossem imunizados. Depois de muita polêmica, a vacinação foi autorizada. Mas as doses só foram aplicadas nesta sexta-feira, apenas três dias antes da estreia da Espanha.

A vacina usada foi a Janssen, que tem dose única, mas que só tem alta eficiência duas semanas depois, quando a Espanha já pode até estar eliminada.

Nem sempre a Europa é um exemplo no futebol.



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Gabigol, Flamengo e CBF: a casa onde todos brigam, e ninguém tem razão

Paulo Cobos
Paulo Cobos

A confusão envolvendo CBF, Flamengo e Gabigol me faz lembrar o velho ditado popular: `Em casa onde falta pão, todos brigam, e ninguém tem razão`.

Troque o pão, afinal não falta dinheiro para todas as partes, por bom senso. E está criada a tempestade perfeita.

Começando pela incompetência da CBF, que não é capaz de fazer um calendário decente que permita os clubes não entrarem em quando a seleção brasileira joga, como agora nas eliminatórias e na Copa América.

Claro que o Flamengo sempre precisa de seus melhores jogadores. Mas não faz sentido exigir que Gabigol entre em campo nesta quinta-feira, contra o Coritiba, dois dias depois de jogar no Paraguai pela seleção e menos de 24 horas antes de reapresentar na seleção para a Copa América.

Ainda mais com a chance de aumentar seu problema muscular e não poder jogar por qualquer time que seja.

Não faz bem o maior ídolo flamenguista não ter se apresentado no clube como a diretoria da Gávea exigiu. Isso é o mínimo que um profissional tão bem remunerado como ele deve fazer.

Os médicos da seleção e do Flamengo também não ajudam. Com versões conflitantes, ajudam a colocar fogo na crise.

Tite conversa com Gabriel Jesus e Gabigol em treinamento da Seleção Brasileira
Tite conversa com Gabriel Jesus e Gabigol em treinamento da Seleção Brasileira Lucas Figueiredo / CBF

Como começou a crise entre CBF, Flamengo e Gabigol todo mundo sabe. O difícil é saber o desfecho da confusão. Só aposto que o maior prejudicado será o jogador.

Não vai faltar gente o acusando de pensar mais na seleção que no clube que paga o seu salário.  Mas a banda, na carreira de um jogador de elite, não toca desse jeito.




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Única coisa possível em 2021 é não cair para a Série B: ano do Corinthians não acabou, está só começando

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O ano do Corinthians não acabou nesta quarta-feira, quando o time foi eliminado pelo Atlético-GO na Copa do Brasil. Na verdade, está só começando.

Ao ser despachado pelo time goiano, o clube, para muita gente, perdeu a última chance real de conquistar um título em 2021. Discordo.

O Corinthians simplesmente não tinha time para ganhar o Paulista, a Sul-Americana e a Copa do Brasil. O elenco é medíocre. A diretoria é ainda pior. É um delírio achar que nessa situação o clube possa ser campeão de um torneio de elite.

Celso Unzelte diz qual deve ser a 'prioridade' do Corinthians na temporada



O único objetivo possível do Corinthians em 2021 teve só 2 das 38 rodadas disputadas.

Esportivamente, o clube terá saído no lucro nesta temporada se conseguir a permanência na primeira divisão do Brasileiro.

Neste caso, até tem elenco para atingir tão modesto objetivo para um clube do seu tamanho. Mas não vai ser fácil. Difícil encontrar quatro ou time piores que o Corinthians hoje no Brasileiro.

Sylvinho na derrota do Corinthians para o Atlético-GO na estreia no Brasileirão
Sylvinho na derrota do Corinthians para o Atlético-GO na estreia no Brasileirão Agência Corinthians
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Única coisa possível em 2021 é não cair para a Série B: ano do Corinthians não acabou, está só começando

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Por uma noite, que se dane os vexames de Cruzeiro e Palmeiras: viva o Nordeste, viva o CRB e a Juazeirense

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Quando um time grande perde para um rival modesto, como fizeram Cruzeiro e Palmeiras nesta quarta-feira pela Copa do Brasil, contra, respectivamente, Juazeirense e CRB, o normal é apontar o dedo para o vexame dos poderosos.

Não é diferente com esse blogueiro. Ao ver os grandes serem eliminados nos pênaltis quase ao mesmo tempo,  a ideia inicial era lamentar como o Cruzeiro virou uma grande piada e criticar Abel Ferreira por comandar o quarto fracasso palmeirense na busca por um título na temporada.

Mas, pelo menos neste noite, que se dane os fiascos dos grandes. 

Nada de apontar as falhas dos jogadores e treinadores de Cruzeiro e Palmeiras.

Vou celebrar a sorte que é o futebol ser um esporte em que um time pequeno pode eliminar um adversário muito mais rico.

Nesta noite, vale exaltar os goleiros Diogo Silva, do CRB, e Rodrigo Calaça, da Juazeirense. Ambos foram decisivos com suas defesas durante os 90 minutos e, principalmente, na cobrança de pênaltis.

Lance de jogo entre Palmeiras e CRB, pela Copa do Brasil
Lance de jogo entre Palmeiras e CRB, pela Copa do Brasil Cesar Greco/Ag Palmeiras

Impossível ser sempre assim. Mas que bom, pelo menos por uma noite, escrever que Cruzeiro e Palmeiras não deram vexame. Mas que foram eliminados por bons times, heróicos. Viva o futebol nordestino. E um viva especial para CRB e Juazeirense.

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