Andrés Sanchez some da Câmara em dias de jogos do Corinthians e vira campeão de faltas em ritmo para perder mandato

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

Antes de voltar à presidência do Corinthians, Andrés Sanchez (PT-SP) era um dos deputados federais mais presentes nas sessões da Câmara. De volta ao clube, virou um campeão de faltas. E todas elas "sem justificativa".

Segundos dados do site da casa, foram 20 dias de sessões entre o começo do ano até 2 de abril. E o cartola corintiano faltou em nada menos do que 11. O índice de 55% de ausências o coloca entre os campeões de faltas da Câmara. No ano passado, quem teve mais faltas "sem justificativa" foi Nivaldo Albuquerque (PRP-AL), que não esteve presente em 26% das sessões possíveis.

Quando um parlamentar tem uma falta "sem justificativa" ele tem um desconto no seu salário. E, pelas leis nacionais, pode até perder o mandato: isso acontece se um deputado faltar, sempre sem justificativa, a mais de um terço das sessões de um ano.

A maioria das faltas do deputado petista acontece em dias de jogos do Corinthians durante a semana.  Foi o que aconteceu por exemplo entre 27 de fevereiro e 1º de março, quando o time estava em Bogotá para jogo da Libertadores.

No dia 14 de março, Andrés até esteve em sessão durante o dia em Brasília. Mas faltou em uma noturna, quando estava em Itaquera onde o Corinthians enfrentava o Deportivo Lara, também pela Libertadores. Também faltou no dia seguinte na Câmara.

Ao ganhar a eleição para a presidência do Corinthians, Andrés prometeu deixar o cargo de deputado federal para se dedicar exclusivamente ao clube. Até agora não cumpriu a promessa.


Comentários

Andrés Sanchez some da Câmara em dias de jogos do Corinthians e vira campeão de faltas em ritmo para perder mandato

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Vetar Flamengo e perder dinheiro? Pelo estatuto do Botafogo, ao pé da letra, isso pode até fazer presidente perder mandato

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br
Mosaico da torcida do Botafogo no Engenhão
Mosaico da torcida do Botafogo no Engenhão GazetaPress

O companheiro Mauro Cezar Pereira fez as contas.  A insistência do Botafogo em negar o Engenhão para os jogos do Flamengo faz o alvinegro perder milhões. Só em 2017, o clube perdeu a chance de arrecadar até R$ 10 milhões. Muito dinheiro para o clube brasileiro que mais deve: ao final de 2016 (o balanço de 2017 ainda não foi divulgado) a agremiação carioca tinha dívida de R$ 751,5 milhões.

É fato que nos últimos anos o Botafogo foi muito mais responsável no controle de suas finanças. Mas ainda falta muito para o time ter uma situação saudável e possa voltar a ter um time de acordo com sua enorme tradição. E a decisão do presidente Nelson Mufarrej de negar o estádio para o maior rival pode, pelo que está escrito no estatuto do clube, até fazer com que ele perca o mandato que acaba de conquistar.

No artigo 88 de seu novo estatuto social, aprovado no ano passado, o Botafogo lista "gestões temerárias" de seus dirigentes. Movimentos que de acordo com o artigo 86 podem fazer o dirigente ser afastado imediatamente do cargo e ficar fora de eleições no clube por até dez anos.

No item sete do artigo 88, o clube classifica como "gestão temerária" o ato de "atuar com inércia administrativa na tomada de providências que assegurem a diminuição dos défices fiscal e trabalhista".

Simples: se abre mão de faturar, como no caso de negar o Engenhão para o Flamengo, o Botafogo perde a oportunidade de quitar uma parte de suas dívidas. 

Será difícil alguém da oposição usar o artigo para pedir a saída de Mufarrej. Se isso acontecer o cartola ainda poderá se apegar no artigo que diz que a "gestão temerária" não sofrerá punição caso o dirigente "não tenha agido com culpa grave ou dolo ou comprove que agiu de boa-fé e que as medidas realizadas visavam a evitar prejuízo maior ao Botafogo".

Muita discussão que uma pequena pitada de bom senso evitaria.

Comentários

Vetar Flamengo e perder dinheiro? Pelo estatuto do Botafogo, ao pé da letra, isso pode até fazer presidente perder mandato

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Migalha de faturamento e lucro, 36% de salários milionários e um terço de jatinho e helicóptero: o que custo do VAR pesaria para a CBF

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br
Sede da CBF, que se recusa a pagar árbitro de vídeo
Sede da CBF, que se recusa a pagar árbitro de vídeo Divulgação/CBF

Os clubes não quiseram pagar a conta, e o Campeonato Brasileiro irá continuar sem o agora famoso VAR, o sistema de arbitragem por vídeo. Em um cenário em que lucro é algo raro e as dívidas são enormes, até é possível compreender a economia "porca". Difícil é justificar que a CBF não possa pagar os R$ 20 milhões estimados para cobrir as despesas dos 380 jogos da competição.

Pelos números do balanço oficial da entidade, essa quantia não faria "cócegas" nas finanças da entidade. Os valores são das contas da CBF de 2016. Os de 2017 não foram divulgados e os de 2018 devem ser bem maiores, já que em ano de Copa entre ainda mais dinheiro nos cofres.

Em 2016, a CBF faturou R$ 598 milhões, Ou seja: o custo da arbitragem por vídeo consumiria apenas 3% das receitas da entidade. A maior parte do dinheiro da confederação vem de patrocínios: R$ 411 milhões.

De 2013 a 2016, ou apenas quatro anos, a CBF teve lucro líquido (depois até do pagamento de impostos) de R$ 222 milhões, o que significa dizer que o VAR representaria só 10% do lucro do período.

A confederação que rejeita pagar a arbitragem de vídeo torra muito dinheiro com seus cartolas e outros luxos.

Pelo balanço de 2016, a CBF, que não divulga no documento seu número de funcionários, torrou R$ 55 milhões em salários. Apenas o então presidente Marco Polo del Nero, hoje afastado pela Fifa por suspeitas de corrupção, ganhava mais de R$ 200 mil mensais. Contando encargos, sua conta anual se aproxima dos R$ 5 milhões.

Naquele ano, a entidade pagava também uma "ajuda de custo" de R$ 20 mil mensais para cada um dos 27 presidentes das federações estaduais, em uma despesa anual, sem contar encargos, de R$ 6,5 milhões.

No total, a CBF diz que repassou R$ 26 milhões para as federações estaduais. Dava para pagar o VAR e ainda sobrariam R$ 6 milhões.

A entidade ainda afirmou ter gasto R$ 119 milhões em "despesas administrativas". Foram R$ 53,5 milhões para "despesas gerais referentes a administração predial, utilidades, serviços gerais das áreas de apoio", outros R$ 32,5 milhões para "despesas referentes aos serviços profissionais, tais como: assessoria contábil, auditorias, consultorias, taxas e serviços advocatícios, serviços de tecnologia da informação, além de outros prestadores de serviços especializados" e mais R$ 33,2 milhões para  "despesas de ativação, operação, intermediação e despesas gerais referentes as atividades de marketing e publicidade de seleções e competições".

O VAR então custaria só 17% das "despesas administrativas" da CBF.

Se quisesse vender suas "aeronaves", a confederação poderia pagar a arbitragem de vídeo por 3 anos. Em seu balanço de 2016, a entidade estima em R$ 60 milhões o valor de um jatinho e um helicóptero que possui e que rasgam os céus para transportar os cartolas.

O avião é um Cessna 680, modelo luxuoso e que teve um modelo recentemente também comprado por Neymar por quase R$ 40 milhões.




Comentários

Migalha de faturamento e lucro, 36% de salários milionários e um terço de jatinho e helicóptero: o que custo do VAR pesaria para a CBF

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Mais gols que Inter de Milão e Atlético de Madrid e 'garçom' de Cavani; Neymar é o melhor da temporada, mas toma vaia

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br
Neymar em jogo do PSG
Neymar em jogo do PSG Getty Images

Nenhum jogador na elite do futebol europeu brilha tanto nesta temporada como Neymar. Contando jogos da Champions League e do Campeonato Francês, ele é responsável direto por 35 gols do PSG, sendo 21 marcados por ele mesmo e 14 em que colocou companheiros na cara do gol.

Isso em apenas 21 jogos, o que dá a fantástica média de 1,67 gol por jogo com sua assinatura. Nenhum outro jogador que atua nas grandes ligas da Europa e também disputa a competição continental consegue chegar perto do brasileiro.

Messi é responsável direto por 29 tentos do Barcelona (20 gols e 9 assistências). Kane por 26 do Tottenham (26 e 3). Salah é quem mais chega perto, com 30 (23 gols e 7 passes para os colegas). Cristiano Ronaldo então é goleado: o astro só participou de 16 gols do Real Madrid na temporada (13 dele e 3 assistências).

Sozinho, Neymar produz mais gols até que times inteiros e milionários que disputam as primeiras posições nas grandes ligas. O Atlético de Madrid, somando Espanhol e Champions, marcou 33 gols, e em 26 jogos (cinco a mais do que Neymar). A Inter de Milão tem 35 gols no Italiano.

O nível do Campeonato Francês não é dos melhores, mas na Champions Neymar também tem números arrebatadores: foi responsável direto por 9 gols do PSG, sendo seis dele mesmo e três assistências. Mais do que isso só os dez de Cristiano Ronaldo, que marcou 9 e deu passe para mais um.

Com todos esses números e depois de uma atuação brilhante contra o Dijon, quando marcou quatro gols e produziu jogadas que já estão na lista das melhores do ano, ele saiu de campo vaiado pela torcida do PSG por não deixar Cavani bater um pênalti.

Neymar está longe de ser fominha com  o uruguaio com a bola rolando. Das 14 assistências para gol do brasileiro, seis tiveram Cavani como presenteado.

Não basta ser o melhor em campo para virar ídolo e ser favorito popular a melhor do mundo.



Comentários

Mais gols que Inter de Milão e Atlético de Madrid e 'garçom' de Cavani; Neymar é o melhor da temporada, mas toma vaia

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

A 1ª missão de Coutinho: fazer com que o Barcelona deixe de ser grande da Europa com o estádio mais vazio

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

Camp Nou antes da partida entre Barcelona e Levante
Camp Nou antes da partida entre Barcelona e Levante Laurens Lindhout/Soccrates/Getty Images

Não é apenas para deixar o time mais forte que o Barcelona gastou mais de R$ 600 milhões para tirar Philippe Coutinho do Liverpool. O brasileiro tem como missão também fazer com que o Camp Nou seja o estádio de um time grande europeu que tenha a menor taxa de ocupação entre os grandes da Europa nas ligas nacionais.

Depois de oito jogos como mandante no Espanhol, em que lidera com grande folga,  o clube catalão tem média de 61.928 torcedores por jogo. Claro que é um número que faria qualquer clube brasileiro sonhar. Mas isso representa uma taxa de ocupação de apenas 62,7% do Camp Nou, que comporta 99 mil fãs.

A média atual é a pior do Barcelona no Espanhol na década: sempre superou os 70 mil no período na competição.

Pior é a comparação com os outros gigantes europeus. Todos eles têm taxa de ocupação maiores do que a do clube catalão. Boa parte deles supera os 90%, casos de Borussia Dortmund, Bayern, Manchester United e PSG. Os rivais da Espanha também batem fácil o Barcelona: o Real tem 86,3% de lotação no Santiago Bernabéu e o Atlético chega aos 86,5% no novo Wanda Metropolitano.

Coutinho vai ter que jogar e encantar para fazer o torcedor do Barcelona voltar ao Camp Nou.

A taxa de ocupação dos grandes europeus na temporada

B. Dortmund                      99,9%
Chelsea                                99,7%
M. United                            99,1%
Arsenal                                 98,5%
Liverpool                             98,3%
M. City                                  97,2%
Juventus                              95,5%
PSG                                         93,8%
Bayern                                  92,0%
Atlético                                86,5%
Real Madrid                      86,3%
Inter                                      72,8%
Milan                                    64,2%
Barcelona                          62,7%

Comentários

A 1ª missão de Coutinho: fazer com que o Barcelona deixe de ser grande da Europa com o estádio mais vazio

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Corinthians e Grêmio com louvor, Fla e Palmeiras medíocres e São Paulo reprovado: a nota final dos grandes em 2017

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

2017 acaba hoje. Hora de fazer um balanço da temporada dos grandes do país. Times que começaram o ano com pinta de favoritos pelo alto investimento decepcionaram. Outros que pareciam destinados ao papel de coadjuvante surpreenderam. O blog dá as notas dos 12 times mais tradicionais do país. Veja e concorde, ou não, delas.

Grêmio: A+
Renato Gaúcho montou um time que joga bonito e que teve como prêmio a conquista mais importante de um clube do país em 2017: a Libertadores. E ainda depois não passou vergonha contra o bilionário Real Madrid. E o Grêmio fez isso com um time barato, cheio de jogadores da base

Corinthians: A+
No começo do ano, o clube era forte candidato a levar "bomba" no ano. Mas com um treinador sem fama, com promessas da base e resgatando Jô, foi a maior surpresa do país, ganhando o Paulista e o Brasileiro com uma campanha no primeiro turno que entrou para a história

Cruzeiro: A-
A irregularidade foi a marca do time de Mano Menezes em 2017. Mas o título da Copa do Brasil, além da boa campanha no Brasileiro, é um prêmio muito acima do ganho por rivais na temporada. Resta saber o que vai acontecer em 2018 com mudanças no elenco e na diretoria

Vasco: B+
O Vasco não ganhou nenhum título. Mas para quem era apontado por muitos críticos como candidato certo a mais um rebaixamento no Brasileiro, a conquista de uma vaga na Libertadores vale como uma taça. Tudo gastando muito menos que o eterno rival Flamengo

Botafogo: B
Mais um que leva nota boa por fazer um papel muito melhor do que se esperava. A espetacular campanha na Libertadores, eliminando vários gigantes sul-americanos, e a campanha longe do Z-4 no Brasileiro é muito para um clube com orçamento modesto

Santos: B-
Para um clube com imensos problemas financeiros, a vaga direto na fase de grupos da Libertadores ficou de bom tamanho. E pelo cenário atual, a nota desta temporada parece algo difícil de acontecer de novo em 2018, com um time enfraquecido e ainda mais penúria no caixa

Fluminense: C+
O clube conseguiu fazer uma dura final de Carioca contra o Flamengo, quando perdeu para um rival com orçamento muitas vezes maior. E ficar na primeira divisão do Brasileiro também é para se comemorar. Mais um que tem um cenário nada animador para 2018

Inter: C
Subir para a primeira divisão era, como sempre para um grande, nada mais do que a obrigação. Mas o Inter não precisava fazer isso até sofrendo e nem com o sabor de pelo menos ganhar o título, que ficou com o muito mais modesto América-MG

Flamengo: C
Ganhar o Carioca para um time hoje muito mais rico que os rivais locais era quase obrigação. Mas o resto do ano foi marcado por fracassos em horas decisivas, como na Copa do Brasil e Sul-Americana, e uma eliminação na primeira fase da Libertadores

Palmeiras: C-
O time que não para de contratar terminou 2017 sem um título. Vaga direta na Libertadores foi muito pouco para quem tem tinha ambição de ganhar a competição já neste ano. E ainda foi um ano de freguesia contra o Corinthians, o maior rival

Atlético-MG:  C-
Ao contrário de Palmeiras e Flamengo, os outros times tidos como melhores elencos em 2017, o Atlético-MG não conseguiu nem vaga na Libertadores. E ainda conseguiu a proeza de ser eliminado por um time boliviano na Libertadores-17. O título do Mineiro foi um consolo muito pequeno

São Paulo: D
Nenhum título, eliminação na Copa Sul-Americana por um time medíocre argentino, várias rodadas na zona de rebaixamento do Brasileiro, nada de vaga na Libertadores. A torcida do São Paulo, que encheu estádios, merece nota A em 2017, mas o time foi reprovado

Comentários

Corinthians e Grêmio com louvor, Fla e Palmeiras medíocres e São Paulo reprovado: a nota final dos grandes em 2017

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

A 'mentira' da era Unimed: Fluminense gasta hoje 3 vezes mais do que quando tinha time de estrelas

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br


O Fluminense agoniza. Sem dinheiro, anunciou nesta quinta-feira a dispensa de oito atletas para reduzir sua folha salarial, incluindo dois ex-jogadores da seleção brasileira: o goleiro Diego Cavalieri e o zagueiro Henrique. O clube quer vender outros destaques, com Gustavo Scarpa. E ganhar mais de R$ 100 mil mensais vai ser raridade nas Laranjeiras.

Situação que mostra o tamanho da 'mentira' da era Unimed, a patrocinadora que ficou por 15 anos no clube, contratou astros, os pagou e teve como maior lucro na galeria de troféus do clube dois títulos do Brasileiro.

A cooperativa de médicos deixou o Fluminense no final de 2014. Logo a constelação de craques que levou para o clube começou a debandada. Com a Unimed, o time das Laranjeiras teve dois dos jogadores mais bem pagos do Brasil: Fred e Conca, que juntos consumiam quase R$ 2 milhões por mês.

E quem ficou, mesmo sem a mesma fama, passou a ser pago pelo clube, e não mais pelo patrocinador, cuja participação no pagamento dos atletas não era contabilizada no balanço do clube. E hoje, com uma equipe coadjuvante na disputa pelos grandes títulos, o Fluminense gasta, em recursos próprios, com salários três vezes o que gastava nos anos dinheiro fácil da Unimed.

A conta aparece nos balanços trimestrais publicados no site oficial do clube. Em 2010, quando foi campeão brasileiro, o Fluminense aponta modesto gastos de R$ 16,706 milhões com  pagamento de "pessoal" do seu futebol profissional entre janeiro e setembro. Em 2012, temporada de outro título nacional, foram R$ 22,4 milhões (sempre contando os nove primeiros meses do ano). Em 2014, o último ano de Unimed, foram R$ 24,3 milhões.

Depois da saída da patrocinadora, os gastos do Fluminense dispararam. Foram R$ 40,6 milhões nos primeiros três trimestres de 2015. Número que saltou para R$ 59,3 milhões em 2016, e chegou a R$ 64,2 milhões neste ano.

A parceria acabou com a Unimed passando por dificuldades financeiras. E com o Fluminense despreparado para se virar com as próprias pernas.





Comentários

A 'mentira' da era Unimed: Fluminense gasta hoje 3 vezes mais do que quando tinha time de estrelas

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Títulos, mas com explosão da dívida, do prejuízo e do custo de futebol: os anos Gilvan no Cruzeiro

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br
Nicola revela dificuldades financeiras no Cruzeiro e demora em pagamento por Diogo Barbosa: 'A venda do Sóbis será festejada pela diretoria'

O final da gestão de Gilvan de Pinho Tavares no Cruzeiro mostra um clube em dificuldades financeiras. O time mineiro admite que teve que se desfazer do lateral esquerdo Diego Barbosa por não ter como cobrir a oferta do Palmeiras. Segundo o site Superesportes, o clube tem dificuldades para pagar salários neste final de temporada e é cobrado na Fifa por falta de pagamentos em valores que já chegam a R$ 50 milhões.

Situação que deve deixar ainda pior as finanças cruzeirenses em relação a 2016, quando o cenário já era assustador. Com Gilvan, a equipe ganhou o Brasileiro  duas vezes e acaba de conquistar a Copa do Brasil deste ano. Mas viu sua dívida e seus gastos com o futebol explodirem e o prejuízo acumulado disparar.


Dados compilados pelo especialista Amir Somoggi mostram como o cartola faz as finanças cruzeirenses ficarem corroídas.

Entre os 12 times mais tradicionais do país, nenhum viu sua dívida aumentar tanto em relação a 2011, o último ano antes de Gilvan assumir, até 2016. O valor passou de R$ 120,3 milhões para R$ 363,1 milhões, ou estratosféricos 202%. O segundo no ranking fica bem distante: o São Paulo, com com 143%.

Computando o grupo dos 12 grandes, só o Botafogo, com receitas muito mais modestas e com curva positiva hoje nas finanças, perdeu mais dinheiro do que o Cruzeiro nos anos Gilvan. Entre 2012 e 2016 o clube mineiro sempre ficou no vermelho, com um déficit acumulado de R$ 147,6 milhões.

Tudo isso mesmo com um desmanche do time bicampeão brasileiro em 2013 e 2014 que rendeu cerca de R$ 100 milhões para o clube.

Antes de Gilvan, o Cruzeiro era um dos times em que as despesas de futebol tinham a menor fatia no total de receitas do clube: 69%. Em 2016, a equipe era em que os gastos com seu time mais comiam suas receitas: 81% (no flamengo esse percentual é de apenas 39% e no 74% no rival Atlético-MG). Em números brutos, isso significa que o Cruzeiro gastava R$ 88,1 milhões por ano com seu futebol antes de Gilvan e passou a gastar R$ 193 milhões com ele.

Comentários

Títulos, mas com explosão da dívida, do prejuízo e do custo de futebol: os anos Gilvan no Cruzeiro

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Campanha de rebaixado: em jogo entre grandes, Flamengo é o mais medíocre do Brasileiro

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

Mauro detona 'vexame' do Fla contra o São Paulo, desaprova escalação de Rueda e diz: 'É um elenco que não funciona mais'

Se um grande time é testado nos grandes jogos, o Flamengo é, entre os clubes mais tradicionais do país, o clube mais medíocre do Brasileiro. Computando apenas os duelos entre os 11 gigantes do país (o Inter está na Série B), a equipe da Gávea é que tem o pior desempenho.

Foram 14 confrontos contra grandes até agora na competição, e o Flamengo venceu apenas dois, com sete empates e cinco derrotas. Isso significa um aproveitamento de 30%. Na classificação geral, só o lanterna Atlético-GO tem uma campanha pior (28%).


Líder do Brasileiro, o Corinthians também lidera nos clássicos, com aproveitamento de 76%. Quem chega mais perto da ruindade do Flamengo nos grandes jogos é o Fluminense, que ganhou 33% dos pontos que disputou nesse tipo de partida.

Já são mais de três meses sem vitória flamenguista em clássicos: a última foi em 8 de julho, quando venceu o Vasco. A situação do time na classificação só não é pior graças ao bom desempenho conta os demais rivais, com aproveitamento de 69%, com 10 vitórias, 3 empates e 3 derrotas.

O aproveitamento de cada time nos jogos entre grandes

1º        Corinthians            76%
2º        Santos                       55%
3º        Palmeiras                52%
4º        Grêmio                     50%
5º        Cruzeiro                  47%
6º         Botafogo                43%
7º         Atlético-MG        42%
8º         São Paulo               40%
9º         Vasco                        38%
10º      Fluminense           33%
11º      Flamengo               30%


Comentários

Campanha de rebaixado: em jogo entre grandes, Flamengo é o mais medíocre do Brasileiro

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Chuveirinhos, poucos gols, muitas faltas: em números a mediocridade do Brasileiro-2017

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br
Juca Kfouri: 'Nós perdemos a nossa essência; aquilo que nos encantava, não existe mais no futebol brasileiro'

Assistir o Campeonato Brasileiro em 2017 é uma dureza. Não faltam números para provar que esta edição é, com raras exceções, um desfile de mediocridade. Dá para notar isso até quando se olha os melhores times em algumas estatísticas.

O Grêmio é o time com o ataque mais eficiente da competição. Em 28 rodadas,  marcou 42 gols.  Isso dá uma média de 1,50 gol por partida. Mantendo esse número até o final, a edição 2017 do Brasileiro terá o melhor ataque com a menor média dos pontos corridos, que começou em 2003.


Tem time que ainda sonha com o título com um número elevado de derrotas, casos de Palmeiras e Grêmio. Eles já saíram derrotados nove vezes. Com mais uma, poderão fazer algo inédito: nunca um campeão nos pontos corridos com 20 times foi campeão perdendo dez partidas.

Com a ajuda do TruMedia, a ferramenta de estatísticas dos canais ESPN, é possível mostrar que o Brasileiro tem um nível técnico bem distante das principais ligas nacionais da Europa. Quem gosta de gol, por exemplo, sofre com o futebol praticado no país.

Depois de 28 rodadas, a média de gols por partida é de apenas 2,35, bem longe das grandes ligas. Na Espanha, ela é hoje de 2,78. Na Inglaterra, 2,52. Na Alemanha, 2,60. Na França, é de 2,72. E na Itália, que já foi famosa por suas retrancas, está em 2,89.

No Brasileiro-2017, 20% das jogadas ofensivas acabem em cruzamentos para a área, marca acima das ligas da Europa. Mesmo na Inglaterra, que já foi a pátria dos chuveirinhos, essa estratégia é menos usada (16,7%).

Se faltam gols, sobram faltas no campeonato do único país cinco vezes campeão mundial. Na média, cada jogo do Brasileiro tem 33 faltas. Em nenhuma grande liga da Europa esse número chega a 27. Na Inglaterra, são apenas 21 infrações por partida.


Comentários

Chuveirinhos, poucos gols, muitas faltas: em números a mediocridade do Brasileiro-2017

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Cobrando, na média, R$ 289 do torcedor, CBF vai arrecadar em 3 jogos da seleção mais do que 18 clubes no Brasileiro inteiro

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br
Para Mauro, seleções jogam muito mais do que deveriam e clubes sofrem: 'Sistema absurdo'

Ver a seleção jogando no Brasil virou algo tão caro que 2017 vai terminar com algo inusitado. Em apenas 3 jogos pelas eliminatórias no ano, a CBF, já mais rica que qualquer clube do país, deve arrecadar mais com bilheteria do que 18 clubes no Campeonato Brasileiro inteiro, em que cada time faz 19 partidas como mandante.

Somando os jogos contra Paraguai, na Arena Corinthians, Equador, na Arena do Grêmio, e Chile, no Allianz Parque, a arrecadação bruta bateu em estratosféricos R$ 35,329 milhões. Nesses jogos, foram 122.428 pagantes, o que representa um salgado preço médio de R$ 289 por tíquete.

Uma comparação com o que os clubes arrecadam com ingressos no Campeonato Brasileiro mostra a montanha de dinheiro que virou um jogo da seleção.

Pela média atual de cada time, nada menos do que 18 deles vão terminar a competição com faturamento muito menor do que a CBF conseguiu em apenas três jogos pela seleção, incluindo gigantes como Flamengo e São Paulo.

O clube do Morumbi, com sua média atual de renda, vai terminar o Brasileiro com R$17,7 milhões na venda de ingressos. Para o Flamengo, serão só R$ 15 milhões. Outros grandes arrecadam só uma migalha do que a CBF consegue. O Botafogo vai ficar na casa dos R$ 5,5 milhões.

Os únicos clubes que em um Brasileiro inteiro podem arrecadar mais do que a seleção em só três jogos são Corinthians e Palmeiras. No caso do líder da competição, pela média atual na sua Arena, o faturamento total na competição será de R$ 41 milhões. Já para o Palmeiras a margem é pequena: caminha no ritmo atual para R$ 36,5 milhões.

Comentários

Cobrando, na média, R$ 289 do torcedor, CBF vai arrecadar em 3 jogos da seleção mais do que 18 clubes no Brasileiro inteiro

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Nuzman tem 16 quilos de ouro; em seu reinado de mais de 20 anos no COB, Brasil juntou míseras 126 gramas de ouro em medalhas

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

Juca Kfouri analisa caso de Nuzman: 'Foi tão fominha que está preso antes do Ricardo Teixeira'

Carlos Arthur Nuzman foi preso nesta quinta-feira e o mundo ficou sabendo que ele guarda 16 quilos de ouros em um cofre na Suíça. A lista de acusações contra ele é tão grande e consistente que desta vez parece certo que ele não terá como continuar no comando do Comitê Olímpico Brasileiro.

E o seu legado em medalhas nos mais de 20 anos que comandou o órgão é tão modesto que a quantidade de ouro de verdade que o Brasil acumulou em medalhas em seis Olimpíadas com ele equivale à uma mísera fração da pequena montanha de barras de ouro que o cartola guarda.

O Brasil investiu bilhões no esporte através do dinheiro da Lei Piva, que sai das apostas da loteria. E a maioria desse dinheiro foi administrado pelo COB. E com essa montanha de dinheiro o país soma apenas 21 medalhas de ouro na era Nuzman, ou média de apenas quatro por jogo.

Pelas regras do Comitê Olímpico Internacional, uma medalha de ouro olímpica deve ter pelo menos 6 gramas efetivas de ouro. Assim, com Nuzman o Brasil acumulou apenas 126 gramas do metal. Mesmo com o peso total de uma medalha de vencedor, 400 gramas, o país de mais de 200 milhões de habitantes não alcança as barras de ouro do cartola: seriam 8,4 quilos.

Nuzman não é só um dirigente ameaçado de passar anos na prisão e com uma reputação absolutamente manchada. Ele foi o comandante de um país que gastou muito, teve a oportunidade de fazer uma Olimpíada em casa e está longe, mas muito longe, de ser uma potência olímpica.

Por isso ele não será punido.

Comentários

Nuzman tem 16 quilos de ouro; em seu reinado de mais de 20 anos no COB, Brasil juntou míseras 126 gramas de ouro em medalhas

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Atrás até do Defensa y Justícia: ranking mundial mostra como passe virou um pesadelo para times brasileiros

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br
Se estabilizando como um time, veja como está a seleção do Bola de Prata após 26 rodadas

Passar a bola, seja na defesa ou no meio-campo ou numa assistência para deixar o companheiro em condições de marcar um gol, virou um drama para o futebol brasileiro. Isso fica evidente nos números do TruMedia, a ferramenta de estatísticas da ESPN.

Com a mesma metodologia, é possível comparar o número de passes e assistências das principais ligas do mundo. Para efeito de comparação, o ESPN.com.br comparou os números das ligas de Alemanha, Argentina, Brasil, Espanha, França, Inglaterra e Itália. E o resultado é devastador para os times brasileiros.


No número de passes comuns, o melhor time do país no ranking é o Corinthians, com média de 512 passes por jogo no Brasileiro, o que o coloca na modesta 26ª posição no ranking das sete ligas, atrás até do modesto argentino Defensa Y Justícia, com 518. O líder é o Napoli, com 742.

Acertar um passe também é um suplício no futebol brasileiro. Novamente o melhor do país é o Corinthians, com precisão de 81,8%, a 20ª melhor marca. O melhor entre as principais ligas nacionais do mundo hoje é o PSG, com 88,7%.

Pior ainda é o desempenho brasileiro nas assistências. Entre aquelas que resultaram em gol, o melhor do país mais uma vez é o Corinthians, com média de 0,93 por jogo, apenas a 43ª maior marca. Uma migalha comparada com a média de 2,46 de Barcelona e Manchester City e também atrás de times como Banfield, Atalanta e Patronato.

Nas assistências que não resultaram em gol, o desempenho brasileiro é um pouco melhor, com o Flamengo na 24ª posição, com média de 10,53 por jogo, O melhor nesse quesito é o Real Madrid, com 15,69. 

E pensar que Guardiola já disse que quando era criança seu pai dizia que o Brasil eram quem melhor tratava a bola...

Comentários

Atrás até do Defensa y Justícia: ranking mundial mostra como passe virou um pesadelo para times brasileiros

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Como derrotas e ganância fazem 'magos das contas' do Flamengo errarem em previsão

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

Antero discorda daqueles que colocam culpa em Muralha: 'A responsabilidade é de quem cobra'

Resultados decepcionantes em campo e ganância vão fazer com que a diretoria do Flamengo, comandada por Eduardo Bandeira de Mello, não acerte uma previsão justamente em área onde tem a eficiência que falta para conseguir títulos.

Já em debandada nas últimas rodadas do Brasileiro, onde tem chances remotas de título, a torcida flamenguista terá ainda menos motivos para ir aos estádios nos seis jogos como mandante que o clube vai fazer depois da derrota na final da Copa do Brasil para o Cruzeiro.  Podem ser também mais três jogos pela Sul-Americana, onde o Flamengo tem média de público pífia.

Assim, o Flamengo deve ficar longe da meta de bilheteria que a diretoria traçou para 2017. Em seu orçamento, os cartolas estimaram que o clube iria arrecadar R$ 61,233 milhões com a venda de ingressos. A temporada está terminando, e até agora só entraram R$ 41,1 milhões nos cofres.

Mantida a média dos jogos do Flamengo no Brasileiro, de R$ 791 mil, o clube poderia ter outros R$ 4,76 milhões. Mas esta já é uma fotografia antiga. Nas últimas rodadas, o clube está tendo prejuízo na Ilha do Urubu: contra o Sport, arrecadou apenas R$ 243 mil.

Mesmo que vá até a final da Sul-Americana, é difícil imaginar que o Flamengo chegue perto dos R$ 50 milhões em renda bruta, ou um erro de 20% na previsão de Bandeira de Mello e seus subordinados (imagine se você tiver um rombo desse tamanho nas suas contas pessoais).

Culpa de um time que não consegue ganhar competições importantes e de uma diretoria que não é capaz de ter um equilíbrio entre o que oferece e preço. O Flamengo não consegue encher metade de um estádio onde cabem só 20 mil pessoas. E mesmo assim cobra um ingresso médio que ultrapassa os R$ 60, enquanto o São Paulo enche o Morumbi cobrando, em média, R$ 25.

Não vão dizer, pelo menos neste ponto, que são os craques das contas do futebol brasileiro.



Comentários

Como derrotas e ganância fazem 'magos das contas' do Flamengo errarem em previsão

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Não é só incompetência: em 2017, nada é pior no futebol brasileiro que presidentes dos clubes

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br
Conselheiro do SP explica entrevero com Leco: 'Ele veio como um louco para cima de mim e tentou me esganar'


Não que no resto da história tenha sido muito diferente. Mas, em 2017, eles se superam. Nada é pior nesta temporada do futebol brasileiro que os seus cartolas. Começando pelo presidente da CBF, que não pode viajar para o exterior com medo do FBI e faz trapalhadas com  o árbitro de vídeo.

Mas é nos clubes que a situação ganha ares até de pastelão.


O santista Modesto Roma acusa, sem prova alguma, repórter de TV de influenciar em decisão da arbitragem e acaba suspenso. Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco,  faz o São Paulo bater recorde de rodadas na zona de rebaixamento e culpa Rogério Ceni, o maior ídolo do clube, a quem demitiu covardemente. E ainda é acusado de agredir um conselheiro.

Os resultados em campo fazem parecer que tudo vai bem no Corinthians, mas a verdade é que a administração Roberto de Andrade faz a dívida do clube aumentar de forma vigorosa e o pagamento da Arena em Itaquera parecer cada vez mais difícil.

No Atlético-MG, Daniel Nepomuceno resolveu dividir seu tempo entre o clube e um cargo na prefeitura de Belo Horizonte. O clube fracassa mesmo gastando muito e ele resolve colocar todo a culpa nas costas dos treinadores: o clube vai para o seu terceiro na temporada e o rebaixamento já passa a ser uma ameça concreta.

No Rio, os presidentes de Flamengo e Botafogo vão bem nas finanças, mas passaram meses trocando provocações como se fossem crianças, atiçando de forma boba uma rivalidade que muitas vezes acabou em violência. Eduardo Bandeira de Mello ainda mantém uma política de preços de ingressos que faz o mais popular clube do país não conseguir encher um estádio onde cabem apenas 20 mil pessoas.

Muito pior é o que faz no  Vasco Eurico Miranda, que teve seu afastamento pedido pelo Ministério Público, acusado de apoiar uma torcida organizada que causou um caos em São Januário em jogo contra o Flamengo, e o estádio acabou interditado.

Outro que faz bom trabalho na administração do clube, Marcelo Sant’Ana faz feio no Bahia ao bater boca com jogadores do São Paulo e ameaçar árbitros.

E presidentes não podem ser demitidos, como treinadores, ou afastados, como jogadores. Que admitam ao menos seus pecados.

 



Comentários

Não é só incompetência: em 2017, nada é pior no futebol brasileiro que presidentes dos clubes

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Barcelona de Guayaquil gasta 15% do Santos e 10% do Palmeiras, e eliminou e jogou melhor que os dois

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

Arnaldo comenta eliminação do Santos, vê falta de opções no banco e fala em fim de ciclo de alguns jogadores

"Fazendo um balanço dos 180 minutos, fomos muito superiores, sempre tivemos o controle do jogo". Esta frase foi de Guillermo Almada, o técnico do Barcelona de Guayaquil após eliminar o Santos em plena Vila Belmiro nas quartas de final da Libertadores. Antes, nas oitavas, ele havia feito o mesmo com o Palmeiras no Allianz Parque. E ele tem toda a razão.

O time equatoriano tem uma fração do orçamento dos gigantes brasileiros. Para 2017, a estimativa é de gastos totais de US$ 15,5 milhões, ou R$ 48,4 milhões. Isso equivale a cerca de 15% do orçamento santista (R$ 319 milhões)  ou apenas 10% do que o Palmeiras tem para gastar (mais de R$ 450 milhões).


Com esse abismo financeiro, o mais provável seria apontar o dedo para o imponderável para explicar as eliminações dos brasileiros. Mas não é o caso: como diz o técnico Almada, o time equatoriano foi quem controlou o jogo e mais criou, derrubando a tese que virou moda no Brasil, que ter a posse de bola hoje é quase um pecado.

Tudo isso fica evidente nos números do TruMedia, a ferramenta de estatísticas da ESPN. Na média, nos quatro jogos contra Palmeiras e Santos, o Barcelona teve média de 55,3% de posse de bola. Em casa, chegou então a impressionantes 62,4%. Até na Vila Belmiro, nesta quarta-feira, controlou mais a bola: 51,8%.

Posse de bola inútil? Muito pelo contrário. Contra os gigantes brasileiros Palmeiras e Santos, o Barcelona finalizou muito mais. Foram ao todo 52 chances de gol, contra as 36 finalizações somadas que Palmeiras e Santos fizeram contra a meta do clube equatoriano.

O toque de bola do time de Guayaquil também teve muito mais qualidade. Nos quatros jogos contra palmeirenses e santistas, foram 1.640 passes, com precisão de quase 75% e as bolas longas respondendo por apenas 16% do total de passes.

Somados, Palmeiras e Santos trocaram só 1.323 passes contra o Barcelona, e com menos precisão e mais "chutões". O Palmeiras teve índice de acerto de 66,4% e 19,4% de lançamentos. Para o Santos, a precisão foi de 66,7% e a participação nos passes longos ficou em 20%;

Bertozzi: 'Era muita falta de cérebro para um time só, e o Santos acabou pagando caro'

Hora de repensar como o futebol brasileiro gasta tanho dinheiro para times que são superados, no placar e na bola, para rivais modestos.


Comentários

Barcelona de Guayaquil gasta 15% do Santos e 10% do Palmeiras, e eliminou e jogou melhor que os dois

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Não é só manchete de jornal: Neymar e Cavani trocarem passes virou mesmo raridade no PSG

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br
'O tempo fechou em Paris': João Castelo Branco traz tudo sobre momento tenso no PSG

Nesta segunda-feira, o jornal "L'Équipe", o principal nos esportes da França, publicou que a tensão entre Neymar e o atacante uruguaio Cavani no PSG chegou a tal ponto que os dois já evitam trocar passes. Exagero? Nem um pouco, como mostram os números do TruMedia, a ferramenta de estatísticas da ESPN.

A parceria entre os dois, que começou em clima de lua-de-mel na estreia do brasileiro, contra o frágil Guingamp, ficou praticamente nula nos últimos jogos do clube francês, que ainda assim tem 100% de aproveitamento desde a chegada de Neymar.

Diante do Guingamp, Neymar passou a bola 10 vezes para o uruguaio. Nos outros cinco jogos somados com a camisa do clube, o brasileiro tocou a bola para o companheiro apenas 11 vezes.  O camisa 10 colocou o centroavante em condições de finalizar cinco vezes, sendo que três foram na estreia e apenas duas nas outras cinco partidas.

Na outra direção a situação é a mesma. No primeiro jogo juntos, Cavani passou a bola seis vezes para Neymar, mais do que nos outros cinco jogos somados da parceria, quando ele tocou a bola para a mais cara contratação da história do futebol míseras cinco vezes, sendo que nenhuma neste domingo, contra o Lyon, quando explodiu o relacionamento ruim dentro de campo dos dois.

Cavani só deu uma assistência para Neymar finalizar até agora, justamente na estreia da dupla.

Enquanto isso, Neymar colocou a outra grande contratação do PSG para a temporada como seu grande parceiro no ataque. Contra o Lyon, o brasileiro passou a bola para o francês Mbappé em dez oportunidades, que tocou a bola para Neymar seis vezes.

Neymar e Cavani debatem sobre quem chuta falta e pênalti em vitória do PSG; veja

Com o clima pesado, o PSG volta a campo pelo Campeonato Francês no próximo sábado, quando vai jogar como visitante contra o Montpellier.

Comentários

Não é só manchete de jornal: Neymar e Cavani trocarem passes virou mesmo raridade no PSG

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Longe do melhor e do pior: Onde fica Muralha no ranking do 'bola que vai no gol entrou'?

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br
Para Antero, crítica de jornal a Alex Muralha não foi grave: 'Estamos perdendo tempo com esse assunto'

É claro que a conta não é 100% perfeita. Uma defesa pode ser fácil ou difícil  dependendo de onde foi a finalização, se o atacante estava dividindo espaço com um defensor e pela qualidade de quem está chutando ou cabeceando.

Mas o ranking do "bola que vai no gol entrou" da temporada, com números do TruMedia, a ferramenta de estatísticas da ESPN, é um bom indicativo da qualidade dos goleiros e também do sistema de marcação dos grandes clubes brasileiros.

Foram contabilizados os jogos de competições nacionais e internacionais em 2017 (os campeonatos estaduais e a Primeira Liga ficaram de fora). 

A primeira conclusão é que o Corinthians realmente tem a melhor defesa do país e Cássio, servindo agora a seleção brasileira, está em grande fase. No ano, o arqueiro corintiano sofreu 16 gols em jogos do Brasileiro, Copa do Brasil e Copa Sul-Americana.  Nessas competições, os rivais acertaram 127 finalizações.  Assim, só 13% das bolas que foram na direção certa na meta defendida por Cássio acabaram em gol, a menor proporção entre os goleiros dos grandes brasileiros.

Outra constatação do ranking é o grande momento por que passa Vanderlei, que joga em um time, o Santos, de defesa não tão sólida assim. Por competições nacionais e Libertadores, os rivais acertaram 136 finalizações contra sua meta. E só em 24 as redes foram estufadas, ou apenas 18%.

O ranking ainda prova que o sistema defensivo do São Paulo é uma peneira, e seus goleiros não ajudam. O pior desempenho de todos os arqueiros é de Sidão.  Ele fez apenas três jogos somando a Copa do Brasil e Brasileiro, em que sofreu 7 gols em apenas 15 finalizações certas dos adversários, o que significa uma taxa de sucesso dos adversários de 47% contra Sidão.

Outro arqueiro são-paulino, Renan Ribeiro tem um índice de 31%, acima da média geral dos goleiros dos grandes em 2017 (30%)

E onde fica na lista o flamenguista Muralha, muito criticado por sua falhas? Sem contar o Carioca e a Primeira Liga, onde teve participação direta na eliminação do Flamengo, ele sofreu 16 gols na temporada. Isso em 53 finalizações certas dos rivais, o que dá 30% no 'bola que vai no gol entrou".

Sua marca é praticamente a mesma dos 31% de Diego Alves, contratação recente do Flamengo que não está inscrito na Copa do Brasil e na Primeira liga.

Arnaldo analisa crítica a Alex Muralha: 'Se esquece o jogador e se baseia no personagem'

Veja o ranking do 'bola que vai no gol entrou'

Comentários

Longe do melhor e do pior: Onde fica Muralha no ranking do 'bola que vai no gol entrou'?

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Rueda ensina no Flamengo: é possível sim vencer, e defender bem, com posse de bola

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br
Reinaldo Rueda explica melhora do sistema defensivo do Flamengo: 'A equipe toda está comprometida'

O futebol nacional passou as últimas semanas repetindo, baseado nas estatísticas do Brasileiro, que o melhor caminho para vencer é não ter a posse de bola. Mas um técnico colombiano ensina que é possível sim ter um aproveitamento espetacular e ter uma defesa sólida com a essência da modalidade: a bola.

Já são quatro jogos do Flamengo sob o comando de Reinaldo Rueda, com três vitórias, um empate e nenhum gol sofrido. E os números do TruMedia, a ferramenta de estatísticas da ESPN, são um tapa na cara de quem acha que a melhor estratégia hoje é entregar a bola para o adversário.

Com o colombiano, o Flamengo tem média de 56,6% de posse de bola, quase três pontos percentuais a mais do que nos tempos de Zé Ricardo. Em todos as partidas com ele o clube carioca ficou mais tempo com a bola: variando dos 52,2% da vitória deste domingo sobre o Atlético-PR até os 59% no triunfo sobre o Atlético-GO.

O número de troca de passes aumentou de 498 para 527 com Rueda.  E nunca a quantidade de passes longos (quase sempre chutões) passou dos 15% do total.

E algumas coisas óbvias quando um time fica com a bola acontecem no Flamengo sob o comando do ex-treinador do Nacional de Medellín. A média de faltas cometidas caiu dos 15,6 por jogo com Zé Ricardo para 13,5 com o colombiano.

Mauro vê Flamengo evolução, mas detona preços proibitivos a não sócios: 'Foi o ponto negativo'

A queda no número de finalizações dos rivais também caiu de forma considerável. Com Zé Ricardo, o Flamengo sofria, em méda, 11,1 finalizações por partida, Com Rueda, são apenas 9.


Comentários

Rueda ensina no Flamengo: é possível sim vencer, e defender bem, com posse de bola

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Era melhor ficar calado: Jair Ventura 'tomou' lugar de locais de país africano onde 36% dos jovens não têm emprego

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br
Juca vê 'decepção terrível' em declaração de Jair Ventura sobre chegada da Rueda do Fla: 'Que coisa medíocre'

Jair Ventura é uma das melhores novidades do futebol brasileiro. Com trabalho duro e conceitos modernos, faz campanha histórica com o modesto elenco do Botafogo na Libertadores e levou o time às semifinais da Copa do Brasil.

Mas a grande revelação das pranchetas tropeçou feio ao criticar a contratação do colombiano Reinaldo Rueda pelo Flamengo, dizendo que isso tira espaço dos treinadores brasileiros. Como faz Donald Trump com a ideia maluca de construir um muro na fronteira dos EUA com o México e barrar estrangeiros que buscam apenas uma chance de trabalho, Jair parece querer criar uma reserva de mercado para os treinadores brasileiros, impedindo que um profissional busque um futuro melhor para a sua carreira ou barrando até alguém com o currículo vitorioso como Rueda, campeão da Libertadores em 2016.

Pior ainda alguém que também tenha tentado uma real oportunidade no exterior em busca de um caminho na carreira tenha sido o autor de tamanha bobagem.

Antes de virar treinador, Jair, filho de Jairzinho, um dos craques brasileiros na conquista do tricampeonato mundial, foi um jogador futebol que não teve sucesso. Em entrevista no ano passado ao ESPN.com.br, ele contou como tentou dar um impulso para sua carreira.

"Fiquei naquela de aposentar ou não, mas aí meu pai for ser treinador do Gabão para tentar classificar na eliminatória africana pra Copa do Mundo de 2006. Fui visitá-lo um dia e fiquei treinando por lá sem clube. Só que um dirigente viu meu treino, gostou e me ofereceu um contrato pra jogar por um time de lá. Eu pensei, pensei... E topei! Fiquei morando com meu pai e joguei no TP Akwenb", lembrou. "Fiquei dois anos lá com meu pai. Era uma cultura de vida muito diferente, mas como eu falava francês até que me virei bem. Até tentei me naturalizar para tentar jogar a Copa pelo Gabão, mas a seleção ficou de fora por um ponto na eliminatória", completou.

Agora reclamando que estrangeiros tomem o mercado brasileiro de treinadores, Jair não viu problema (e não havia nenhum mesmo) em tomar o lugar de um jogador local em um país africano onde nada menos do que 36% dos jovens entre 15 e 24 anos não têm emprego. E com índice de saúde pública até razoáveis para os padrões africanos, mas bem longe até dos brasileiros: a mortalidade infantil é de 51 para cada 1.000 nascidos, contra 16 no Brasil, e onde 3,8% da população entre 15 e 49 anos têm o vírus HIV, contra 0,6% do Brasil.


Mauro lembra estrangeiros do Botafogo e aponta 'corporativismo previsível' de treinadores após declaração de Jair Ventura

Jair Ventura é jovem. Vai aprender e fazer muito no futebol. Dá tempo de sobra para deixar de lado esse protecionismo do emprego tolo. Já nesta terça-feira divulgou nota para justificar suas declarações. Melhor assim.

Comentários

Era melhor ficar calado: Jair Ventura 'tomou' lugar de locais de país africano onde 36% dos jovens não têm emprego

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Na sua era de ouro de títulos, Corinthians vê (sem contar Arena) dívida subir 372%, recorde entre os grandes

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br
Diretor de futebol do Corinthians, Flávio Adauto revela teto salarial do clube

Tão surpreendente como a espetacular campanha invicta do Corinthians no primeiro turno do Campeonato Brasileiro foi a divulgação dos números das finanças do clube nos seis primeiros meses de 2017.

Para quem esperava uma dívida menor e diminuição na folha salarial do clube, os números decepcionaram. O clube teve um déficit total de R$ 35 milhões, sendo mais de R$ 18 milhões apenas com o futebol. Mas o dado mais preocupante é algo que praticamente só sobe desde que o Corinthians começou sua era de ouro em termos de títulos.

Desde 2009, quando voltou à primeira divisão depois de jogar a Série B, o clube ganhou nada menos do que nove títulos (dois Brasileiros, três Paulistas, uma Copa do Brasil, uma Libertadores, um Mundial e uma Recopa). Naquele ano, já com o grupo político que administra o clube até hoje, o Corinthians devia R$ 100 milhões.

No final de 2016, esse valor saltou para R$ 425 milhões. Agora, depois do primeiro semestre de 2017, esse valor já é de R$ 472,4 milhões, ou nada menos do que um aumento de 372% em relação a 2009. No mesmo período, a variação do IGP-M, um dos índice oficiais de inflação do Brasil, foi de apenas 59%.

Nenhum outro grande clube brasileiro viu a dívida crescer tanto nestes anos.  A dívida do Flamengo, por exemplo, cresceu até abaixo da inflação (49%). E isso com números do final de 2016, sendo que nos últimos três anos os débitos do clube caem de forma acelerada.

Com os R$ 472,4 milhões da dívida atual, o Corinthians já deve mais que o Flamengo (eram R$ 460,6 milhões no final de 2016).

E a vida corintiana é ainda mais difícil quando o clube ainda precisa pagar quase R$ 1 bilhão da construção do seu estádio. No "Bola da Vez" desta terça-feira, o diretor de futebol, Flávio Adauto, garantiu que a diretoria não pretende vender jogadores para tapar o déficit nesta janela de transferências.


Comentários

Na sua era de ouro de títulos, Corinthians vê (sem contar Arena) dívida subir 372%, recorde entre os grandes

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

mais postsLoading