Há 10 anos, clima pesado entre Corinthians e São Paulo, como agora, mudou história e abriu caminho para torcida única

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br


A ameaça do Corinthians de não entrar em campo no domingo, no primeiro jogo da decisão do Campeonato Paulista, em caso de pedradas no ônibus da equipe na entrada do Morumbi, relembra um episódio que aconteceu há 10 anos e mudou a história do confronto Corinthians x São Paulo. E que abriu caminho para a odiosa ideia, que virou regra no futebol paulista, da torcida única.

Os dois presidentes  atuais dos clubes foram personagens, o que deveria servir como lição para ambos esfriarem o clima do Majestoso deste domingo. Andrés Sanchez era o principal mandatório corintiano, e Leco era o vice de Juvenal Juvêncio.

Tudo começou quando os dois times se enfrentaram na primeira fase do Paulista-2009. Juvenal quebrou uma longa tradição de torcida dividida no Morumbi e destinou apenas 10% dos ingressos para os corintianos.

Policial discute com torcedores do Corinthians durante jogo contra o São Paulo, em 15/02/2009
Policial discute com torcedores do Corinthians durante jogo contra o São Paulo, em 15/02/2009 FERNANDO PILATOS/Gazeta Press

Um dia antes do jogo, quando foi reeleito no Corinthians, Andrés, de forma inflamada e ao lado de torcedores, fez uma promessa: nunca mais seu clube jogaria como mandante na casa são-paulina, dizendo que o clube rival era então "inimigo". Cumpriu a promessa, levando primeiro o clube para o Pacaembu de vez até a inauguração da Arena de Itaquera, em 2014.

No dia do jogo, o Morumbi viu um dos episódios mais violentos de sua história. Confinada de forma improvisada em uma situação até então inédita em clássicos, a torcida corintiana viveu uma enorme confusão, com bombas e um saldo de 30 feridos.

Foi a senha para o promotor Paulo Castilho defender que na verdade a torcida visitante só deveria receber 5% dos ingressos. É o mesmo promotor que cuida do assunto até hoje e foi um dos arquitetos anos depois da torcida única nos clássicos paulistas.


Dois meses depois, Corinthians e São Paulo voltaram ao Morumbi para decidir a semifinal do Paulista. O ônibus corintiano, com Ronaldo "Fenômeno" a bordo, foi apedrejado.

Que tudo sirva de lição para que a inconsequência de torcedores marginais não faça cartolas tomarem decisões com cabeça quente.

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Corinthians e São Paulo podem 'meter a faca' em seus torcedores na final do Paulista? United e Barcelona não fariam

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

Começou com o São Paulo, mandante do 1º jogo, e continuou com o Corinthians, o anfitrião do 2º. E assim os rivais concordaram em 'meter a faca' no seu torcedor na decisão do Campeonato Paulista


 Os dois clubes chegaram a mais do que dobrar o preço dos ingressos na maioria dos setores em seus estádios. No Morumbi, a entrada mais barata passou de R$ 40,  o que custava até a semifinal contra o Palmeiras, para R$ 100, aumento de 150%.

Na arena corintiana, a 'facada', principalmente nos setores mais caros, foi ainda maior. Contra o Santos, na semifinal, um lugar no setor oeste superior custava R$ 100.  Agora, passou para salgados R$ 400.  Isso é mais, por exemplo, do que custa  o ingresso mais em conta para a próxima final da Champions, em Madri, que sai por R$ 300.


 E o que fazem os gigantes europeus em jogos decisivos?

Manchester United e Barcelona, que fazem o confronto mais estrelado das quartas de final da Champions, não repetem o que Corinthians e São Paulo fizeram com seus torcedores na decisão do Paulista.  O preço nos jogos mais importantes sobe muito pouco em relação às partidas menos importantes. 

A tabela de preços do time inglês na Champions mostra um aumento ínfimo no preço das entradas nas fases mais importantes da competição. No jogo contra o Barcelona,pelas quartas, o valor sobe apenas 7 libras (e isto serve para todos os setores). No caso dos mais baratos, representa um aumento de apenas 12% em relação dos confrontos da primeira fase. Se avançar à semifinal, o valor subirá só 10 libras.

Para o Barcelona, um jogo de quartas de final de Champions não vale tanto a mais assim do que um duelo contra o Levante, pelo Campeonato Espanhol. Para o confronto caseiro, no próximo dia 27, o clube cobra a partir de 89 euros. No jogo contra o United, 119 euros,  um aumento de 35%, que faria corintianos e são-paulinos comemorarem.

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Como 'carnê' de R$ 3,2 bilhões de novo estádio fez Tottenham investir no futebol só 5% do que City gastou em 4 anos

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br


Ter uma casa nova, e ainda mais luxuosa, custa dinheiro. E, na maioria dos casos, sacrifício para pagá-la. Prova disso acontece com o Tottenham, que nesta quarta-feira estreia, em jogos oficiais, seu novo estádio.

Nos quatro anos que durou a obra, iniciada em 2015, o time inglês foi um dos grandes da Europa que mais viu suas receitas crescerem. Em 2014, segundo números da consultoria Deloitte, o Tottenham teve receitas de 216 milhões de euros. Em 2018, bateu nos 428 milhões, o que significa um espantoso crescimento de 98% (no mesmo período, o faturamento do Manchester United cresceu menos de 30%).

A diretoria sempre garantiu que o investimento no estádio não influenciou na política de contratações. Mas a verdade é que o gasto no clube da montagem de um grande elenco foi mínimo para  os padrões de um grande inglês.

Torcedores do Tottenham chegam ao novo estádio do time
Torcedores do Tottenham chegam ao novo estádio do time John Walton/PA Images via Getty Images

O clube até trouxe desde 2015 alguns jogadores caros. Mas também se desfez de vários atletas de peso. Com isso, o investimento no elenco, a diferença entre o que gastou para contratar e as receitas de vendas, foi de apenas 27,5 milhões de euros em 4 anos, ou menos de 5% dos 568 milhões de euros em igual conta no mesmo período do Manchester City de Guardiola.

Não é sem motivo que o clube londrino teve motivos para ser cuidadoso na contração de jogadores caros. O custo de seu novo estádio não parou de crescer. A última estimativa é que o custo total chegue, pelo câmbio atual, a R$ 3,2 bilhões.

Para pagar o financiamento, o Tottenham recorreu a empréstimos de bancos americanos. A ideia é trocar a dívida inicial, que se encerraria em 2022, por outra de longo prazo com prestações mais suaves.


Fez bem o clube em não torrar enquanto o carnê não acaba.

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Tite ficou 'chato'? Ou a opinião sobre ele depende de estar por cima ou por baixo (como agora)?

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br


Ouvi Tite falar pessoalmente pela primeira vez em 2004, na sua primeira passagem pelo Corinthians. Tinha praticamente o mesmo jeito de se expressar que mantém até hoje. Tom professoral, termos empolados, palavreado tático e fazendo qualquer assunto simples parecer algo muito mais complexo.

Em 15 anos essa foi sua marca ao falar.  O que faz o batalhão de críticas que o treinador da seleção recebe agora, sendo chamado de "chato" pelas ruas e nos programas de TV, parece algo muito mais ligado ao fracasso na Copa do Mundo da Rússia e o péssimo futebol apresentado por seu time depois do Mundial.

Quando Tite era multicampeão no Corinthians e depois tirava a seleção brasileira de uma séria crise com campanha impecável nas eliminatórias, muitos dos que hoje não suportam o jeito de falar do treinador se derramavam em elogios à sua "liderança".

"Jogo apoiado, treinabilidade" e todo o resto do "titês" então era considerados palavreado de um profissional atualizado. Agora é pura chatice.

Não faltam motivos para Tite ser criticado. A insistência com alguns veteranos que não terão fôlego para chegar à Copa de 2022, convocações equivocadas, a falta de pulso com Neymar e o pobre futebol são motivos de sobre para ele ser cornetado por torcedores e imprensa.

Mas detonar o treinador pelo jeito que fala só deveria valer para quem já fazia isso antes da má fase chegar.

Tite durante entrevista coletiva sobre a seleção brasileira
Tite durante entrevista coletiva sobre a seleção brasileira Pedro Martins / MoWA Press

 


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O borderô que se exploda: torcida com média de Europa, e ingresso barato, é o maior sucesso do Flamengo em 2019

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br


Em quase todo jogo do Flamengo no Maracanã, a história se repete. Causa comoção o lucro ínfimo, ou até prejuízo, que o clube tem jogando no estádio, mesmo quando muita gente compra ingresso.

Que se exploda o borderô. A torcida, e a política de ingressos baratos da diretoria, é a história de maior sucesso do Fla em 2019.

Mesmo disputando o Carioca com sua fórmula absurda e com apenas um jogo como mandante pela Libertadores, o Flamengo tem nos oito duelos que fez como anfitrião a espetacular média de 40.807 pagantes.

Basta comparar esse número com a média de público das principais ligas na Europa. Com sua audiência atual, o time da Gávea teria a 5ª maior média do Campeonato Espanhol, a 8ª do Inglês, a 3ª do Italiano e a 4ª do Francês.

Neste domingo, contra o Fluminense, com praticamente apenas seus torcedores, o Flamengo não ficou longe da soma dos quatro jogos das quartas de final do Paulista.  Foram 44.783 pagantes no Maracanã contra 54.971 somando os jogos de Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo.

Jogadores do Flamengo comemoram gol sobre a LDU, pela Libertadores
Jogadores do Flamengo comemoram gol sobre a LDU, pela Libertadores Alexandre Vidal/Flamengo

Claro que o time estrelado montado pela diretoria ajuda o Flamengo a encher o estádio. Mas a nova política de preços do clube é vital para o sucesso de sua torcida. 

Em 2019, o preço médio de um ingresso para jogos do clube está em R$ 30,6. Bem menos do que os R$ 48, na média, do Brasileiro de 2017, quando chegou a ter partidas com o bilhete médio saindo por R$ 73.

Já são mais de R$ 10 milhões de arrecadação bruta em 2019. O lucro está longe de ser obtido por outros clubes. Mas de nenhuma forma o Flamengo fica no vermelho somando todas as partidas. E nada melhor para um clube de futebol do que estádio cheio.

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Memória: Há dez anos, passei uma tarde na casa dos Neymar em Santos; e foi uma conversa 'profética'

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

 Nas celebrações nas últimas semanas dos dez anos do primeiro jogo e do primeiro gol de Neymar como profissional, me lembrei de outro aniversário. No dia 22 de março de 2009,  um domingo, junto com o colega Ricardo Viel, publiquei na "Folha de S. Paulo" uma longa reportagem com Neymar e seu pai, feita na semana anterior

Nos receberam com imensa cortesia no apartamento que moravam bem ao lado da Vila Belmiro. Repito aqui o texto que escrevi neste blog há dois anos sobre aquele encontro. E o texto parece ainda mais próximo da realidade atua. Leia a seguir:

'O Neymar joga bola, do resto eu toma conta": uma conversa 'profética', há 8 anos, com o pai de Neymar na cobertura da família

Neymar e seu pai em 2009
Neymar e seu pai em 2009 Gazeta Press

Foi na cara dura. Eu e um colega da "Folha de S. Paulo',  onde trabalhávamos, resolvemos ir a Santos, em março de 2009, para mostrar quem era o garoto que já começava a encantar o Brasil e sua família.  Fomos ao prédio onde morava a família Neymar, uma cobertura, ainda bem longe do luxo em que eles vivem hoje, bem perto da Vila Belmiro. Tocamos o interfone, nos apresentamos e segundos depois fomos autorizados a subir para uma longa conversa com o pai do agora jogador do PSG

O encontro me vem a cabeça agora pela forma como a imprensa espanhola, alguns com alguma razão e muitos com um rancor exagerado, detonam Neymar pai pela ida do craque para a França. Ele é tratado como o homem que só pensa em dinheiro, que não mostrou consideração alguma com o Barcelonae que manipula o filho em troca de centenas de milhões de reais.

 Regado a suco de laranja, a conversa teve "previsões" que não se confirmaram, como "não usar brinco para evitar máscara", revelações interessantes como ele ter que pedir R$ 10 para comprar um refrigerante na época e uma frase que hoje, mais de oito anos depois, parece profética.

"Para um garoto, você dar um campo, uma bola, é a maior alegria. O Neymar precisa se preocupar só em jogar futebol. Do resto, a gente toma conta", disse o pai do então garoto que no mesmo dia da entrevista voltou a pé para casa depois de um jogo sem graça do Santos pelo Paulista na Vila Belmiro.

Foi o que aconteceu desde aquele dia até Neymar tomar a decisão de trocar o Barcelona pelo PSG. Neymar pai protegeu o filho de todas as formas, o transformou em uma máquina de ganhar dinheiro com o carisma inigualável do craque, virou seu principal empresário, tomou pancadas no lugar dele e sim, também ganhou muito dinheiro.

Naquele dia, ao voltar para a redação, alguém me perguntou sobre como era o pai de Neymar. Lembro que disse algo como: "esse cara é esperto, com ele o Neymar vai longe". Só não precisava uma outra frase daquela conversa.

Disse a ele: 'Hoje o senhor me recebeu aqui, mesmo nem me conhecendo. Quando seu filho for um dos dos melhores jogadores do mundo, não vamos conseguir chegar perto de vocês". A resposta de Neymar pai: "Isso nunca. A gente não vai mudar. Vamos continuar sendo dessa forma, simples". Essa previsão ele errou. Chegar perto de Neymar e sua família hoje é para muito poucos. O Barcelona que o diga.

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Suaudeau? Tente entender como revista francesa diz que técnico de 2 títulos é maior do que Zagallo e Felipão

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

A France Football tem prestígio e fama de fazer algumas das melhores listas de "melhores de todos os tempos" do futebol. E o último ranking da revista causa enorme polêmica. Ao listar os 50 maiores treinadores da história, só relacionou um brasileiro: Telê Santana, e ainda na modesta 35ª colocação.

Foram estes os critérios para definir os escolhidos:  títulos ganhos em clubes, legado deixado no jogo, personalidade e impacto da carreira deixado pelo profissional. Seria mais honesto deixar claro outro: ter feito sua carreira na Europa.

Só isso explica a falta de consideração com treinadores sul-americanos. A grande escola argentina de treinadores também não foi prestigiada como deveria. Diego Simeone, que, entre nós, não é nenhum colecionador de títulos e muito menos influenciador do futebol, é o 31º. Marcelo Bielsa é o 48º. A lista tem outro nascido na Argentina: Helenio Herrera, mas que depois se naturalizou francês e fez toda sua carreira na Europa.

Pelos seus critérios, a France Football diz considerar apenas títulos de clubes, assim Luiz Felipe Scolari e Zagallo, com as Copas que ganharam, perderiam trunfos para entrarem no ranking

Mas não dá para ignorar que Felipão ganhou 27 títulos na carreira (incluindo duas Libertadores) e Zagallo teve enormes méritos na montagem da seleção de 70 (e poucos times deixaram um legado tão grande como este).

Felipão e Zagallo não estão na lista, mas nela, justamente a fechando, está um francês chamado Jean-Claude Suandeau, que só teve um clube na carreira. O modesto Nantes, no qual foi campeão apenas duas vezes em torneios importantes: levou o Francês de 1983 e 1995.

Jean-Claude Suaudeau posa para foto do Nantes, em 1995
Jean-Claude Suaudeau posa para foto do Nantes, em 1995 Getty Images

Você pode nunca ter ouvido falar de Suandeau, mas ele é tido como inspirador de uma geração de técnicos franceses, incluindo Didier Deschamps, o comandante da conquista da Copa de 2018, na Rússia.  É tido como um grande pensador de futebol e com ideias à frente de seu tempo.

Não duvido. Mas se ele tivesse um passaporte sul-americano, também seria solenemente ignorado pela France Football.

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Messi e Cristiano Ronaldo não são melhores do que Pelé; mas são trintões muito melhores do que o Rei

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

Eles são espetaculares. Mas, na opinião deste blogueiro, Cristiano Ronaldo e Messi não são, e não serão, melhores do que Pelé! 

Mas uma coisa é certa. Os dois maiores craques deste século são, depois dos 30 anos, muito mais eficientes do que o "Rei do Futebol". Com uma combinação de profissionalismo exemplar e muito mais recursos fisiológicos para seguir jogando em alto nível, os dois ganham fácil de Pelé a partir do momento que chegaram aos 30.

Vamos, primeiro, aos números do brasileiro. 

Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, e Messi, do Barcelona, durante jogo por LaLiga
Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, e Messi, do Barcelona, durante jogo por LaLiga TF-Images via Getty Images

Até completar 30 anos, em outubro de 1970, Pelé tinha 1.054  gols na carreira e 982 jogos, com a espetacular média de 1,07 gol por partida. Depois dos 30 (quando quase nada jogou pela seleção brasileira), e até parar de vez, no Cosmos, em 1977, foram 385 jogos e "apenas" 228 gols, média de 0,59.

Isso não aconteceu com Messi e Cristiano Ronaldo. Ambos ficaram com praticamente os mesmos números na artilharia depois que se tornaram trintões.

O argentino completou 30 anos em 2017.  Contando as temporadas 17/18 e 18/19, ele fez 84 jogos pelo Barcelona e marcou 91 gols, o que dá a espetacular média de 0,92 gol por partida

O português é dois anos mais velho do que Messi. Chegou aos 30 em 2015. Somando as temporadas 15/16, 16/17, 17/18 e 18/19, já como trintão, ele fez 174 jogos por clubes e marcou 162 gols, o que dá a ainda mais fantástica média de 0,93.

Se jogasse nos tempos atuais, Pelé, que era tão profissional como Cristiano Ronaldo e Messi, também teria esses números após os 30. Garanto!





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Efeito Ricardo Goulart: para fazer gols, Palmeiras vai de ritmo de Fulham a mais veloz que Liverpool

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

Ricardo Goulart é titular do Palmeiras e comanda o ataque
Ricardo Goulart é titular do Palmeiras e comanda o ataque Palmeiras

A amostra ainda não é grande. Mas o palmeirense já tem motivos para ter certeza que Ricardo Goulart foi uma contração certeira.

Recuperado de lesão, o meia-atacante soma 291 minutos em campo no clube paulista. E nesse tempo o clube fez sete gols, ou média de um cada 42 minutos. E quase todos com participação direta do camisa 11: marcou 3 e deu assistências para outros 3.

A comparação com o ritmo do Palmeiras para marcar gols quando não teve Ricardo Goulart em campo na temporada mostra o quanto sua presença muda a equipe. Foram 789 minutos sob essas condições, e apenas nove gols anotados, um a cada 88 minutos.

É como se o  time de Luiz Felipe Scolari fosse da velocidade do modesto inglês Fulham para marcar gols na temporada 2018/2019 em jogos oficiais (um a cada 90 minutos) para ser mais rápido que o gigante Liverpool (um tento a cada 44 minutos). E ficar próximo do Barcelona, que fez um gol a cada 37 minutos.

Relembrando que a amostra ainda é modesta, também impressiona a participação direta de Ricardo Goulart na artilharia. Somando os gols que ele mesmo marcou e as assistência, ele tem uma média de um gol produzido a cada 48,5 minutos, marca superior aos 56,8 minutos em que o Barcelona marca um gol com participação direta de Messi.

Resta agora Felipão azeitar a parceria de Ricardo Goulart com Dudu. Enquanto o novo destaque palmeirense esteve em campo, o maior ídolo atual do time não balançou as redes e só deu uma assistência para gol.

 

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Veja como Real Madrid terá novo estádio de R$ 2,5 bilhões e craques para Zidane; e fazer o próximo mercado da bola imperdível

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

Imagine pagar a casa própria dos sonhos em suaves prestações e ainda ter um carrão de luxo na garagem? Se a taxa de juros do empréstimo é camarada, e ainda você tem dinheiro de sobra, isso é fácil, como no caso do Real Madrid.

O clube espanhol tem uma conta imensa para pagar. A obra do novo Santiago Bernabéu está prestes a começar. E o valor do orçamento não para de crescer. Começou com 400 milhões de euros (R$ 1,720 bilhão) e agora já está em 575 milhões de euros (R$ 2,472 bilhões).

Parece muito, mas a força da marca Real Madrid,  além de uma realidade bancária muito diferente, faz com que o financiamento seja uma moleza. O clube, segundo a imprensa espanhola, já tem um acordo com bancos americanos para ter todo o valor para o estádio eu um empréstimo de 30 anos.

Com taxa de juros de apenas 2,5% (ao ano, e não ao mês, como é comum no Brasil), o Real Madrid vai pagar cerca de 25 milhões de euros por ano pelo financiamento.  Isso equivale a apenas 3,3% do orçamento de 752 milhões de euros (R$ 3,233 bilhões) do clube para esta temporada.

O Real Madrid ainda fez nos últimos anos uma política de investimentos modestos para seus padrões, e ainda vendendo jogadores.

Nas últimas quatro temporadas, o saldo no gasto de jogadores, a diferença entre o que vendeu e comprou, é de um gasto de apenas 26 milhões de euros, uma migalha quando comparado com os pesados investimentos do Barcelona (que já torrou faz tempo os 222 milhões da venda de Neymar).

Com esse cenário, e depois de uma temporada trágica, não vai faltar dinheiro para o clube buscar os reforços exigidos por Zidane. E transformar a próxima janela de transferência da Europa em uma das mais esperadas de todos os tempos.


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Técnicos brasileiros não 'são um Guardiola', e ficam piores com atacantes que não 'são um Cristiano Ronaldo'

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br


O debate tomou conta das mesas redondas. Os técnicos brasileiros estão defasados, têm propostas de jogo antiquada, conservadora. Tudo isso em parte é real, mas também é verdade que os profissionais da prancheta parecem ainda piores pela incompetência dos jogadores que atuam no país na hora de finalizar.

Vejamos o que aconteceu com os quatro grandes paulistas na rodada de final de semana do Paulista. Juntos, Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo somaram 57 finalizações. E apenas 12, ou só 21%, exigiram defesa de goleiro ou resultaram em gol (e foram só dois).

E isso está longe de ser um caso isolado. Pelo TruMedia, a ferramenta de estatísticas da ESPN, é possível fazer um exercício de um imaginário ranking juntando os 38 times que jogam o Paulista e a Premier League.

A lista de finalizações certas seria comandada pelo Manchester United, com 46%, seguido por Liverpool (41%)  e City (39%). O primeiro grande paulista seria o Santos, com acerto de 35% na 14ª posição. E o "Trio de Ferro" passaria vergonha, sendo superado até pelo Huddersfield.

Borja cai após sofrer pênalti durante jogo entre Palmeiras e Mirassol
Borja cai após sofrer pênalti durante jogo entre Palmeiras e Mirassol José Luís Silva/Agência F8/Gazeta Press

O Corinthians ficaria na 31ª posição, com apenas 28,3% das finalizações certas. O Palmeiras seria o 32°, com 27,7% e o São Paulo o 33° (27,5%).

A ruindade dos jogadores que atuam no futebol brasileiro nas finalizações não é exclusividade dos grandes paulistas. É só ver o gol bizarro perdido pelo flamenguista Rodinei no clássico contra o Vasco...

Se o colombiano Borja tivesse feito algo melhor do que só três em gols nas 28 chances que teve para marcar em 2019, menos gente estaria "cornetando" Felipão no Palmeiras.


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'Neycraque, Neyseleção e Neymídia': por que Neymar, para gente do dinheiro, ainda é o jogador mais valioso do mundo

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

Você pode implicar com Neymar, mas quem entende de dinheiro no mundo segue adorando o craque brasileiro.

Independente do que faz dentro de campo, o camisa 10 do Paris Saint-Germain e da seleção brasileira segue em alta em todos os rankings de valor mercado de jogadores. Um deles, da consultoria KPMG, ajuda a entender por que Neymar não desvaloriza.

Na sua última lista, divulgada em janeiro, a KPMG colocou Neymar como o jogador de futebol mais valioso do planeta, com 229 milhões de euros, ou quase R$ 1 bilhão. Atrás dele ficaram Mbappé e Messi.

Os 10 itens que servem como parâmetros para o ranking deixam claro o motivo do brasileiro que acumula polêmicas ser tão desejado. Vamos a eles:

Posição do jogador: Todo mundo pode elogiar goleiros, zagueiros e volantes, mas quem vale mais sempre é atacante.

Idade e nacionalidade: Neymar ainda está no auge, aos 27 anos. E brasileiros, principalmente os que já estão na Europa, são bem cotados.

Neymar durante o Carnaval do Rio de Janeiro, em março de 2019
Neymar durante o Carnaval do Rio de Janeiro, em março de 2019 Buda Mendes/Getty Images

Contrato do jogador com seu atual clube: Ganhando mais de 30 milhões de euros por ano, Neymar é um dos três jogadores mais bem pagos do futebol hoje.

Desempenho esportivo individual: Dá para reclamar do comportamento do Neymar, mas não do seu talento enorme.

Ações disciplinares: Ele está longe de ser um santo dentro de campo, mas apanha muito mais e provoca mais cartões do que recebe.

Números com seleções: Neymar não ganhou a Copa, mas se aproxima rápido para 100 jogos com a camisa da seleção e pode até passar Pelé como maior artilheiro do time nacional mais vitorioso de todos os tempos.

Avaliação da mídia do jogador e potencial comercial: Aí é covardia. Ele só perde para Cristiano Ronaldo nas redes sociais, e como garoto propaganda é craque com carisma de sobra.

Resultados esportivos, competitividade da liga, aspectos financeiros do clube: O PSG não é Barcelona, mas também não é um time do pelotão intermediário da Espanha.

Dependência para seu time: Sem Neymar, o PSG foi eliminado em duas Champions seguidas.

Perfil de possíveis compradores: O principal deles é o Real Madrid. Não precisa nem falar como o clube é gigante.

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Antes do Catar, PSG tinha menos dinheiro que Corinthians; hoje, bilionário, segue longe do Porto na Europa

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

A história do PSG é a prova que dinheiro é ótimo para fazer bonito na lista de ricaços da revista Forbes. Mas, pelo menos nem sempre, não é suficiente para fazer um time ganhar as competições mais importantes do futebol. 

Antes da chegada dos bilionários do Catar, que já injetaram o equivalente a mais de R$ 5 bilhões na contração de reforços, o clube de Paris faturava menos dinheiro até do que clubes brasileiros.

Pelo câmbio da época, o Corinthians teve em 2010 receitas equivalentes a 120 milhões de euros. No mesmo ano, o último antes da chegada dos árabes,  o PSG faturou 82,7 milhões de euros.

Com esse dinheiro, o clube não tinha tamanho nem para entrar na lista dos 30 clubes da Europa com mais receitas, elaborada pela consultoria Deloitte.

Antes dos bilhões do Catar, o PSG tinha menos grana do que equipes como Valencia-ESP, Stuttgart-ALE e Fulham-ING.

Com a injeção de uma montanha de dinheiro em publicidade, o PSG está agora na lista dos ricaços do futebol mundial. Na última lista da mesma Deloitte, aparece na 6ª posição, com receitas de 542 milhões de euros, à frente de gigantes tradicionais como Liverpool e Juventus.

Mbappé lamenta eliminação do PSG para o Manchester United
Mbappé lamenta eliminação do PSG para o Manchester United EFE/YOAN VALAT

Segundo a Forbes, o PSG tem um valor mercado de quase R$ 4 bilhões.

Tanto dinheiro não trouxe a felicidade mais desejada por um clube europeu. Desde que passou a ter muitos dos maiores jogadores do mundo, o PSG nunca passou das quartas de final da Champions.

Nesta temporada, parou nas oitavas. O muito mais modesto, em termos financeiros, Porto já está nas quartas. E o time português já foi campeão europeu duas vezes. 

E com recursos próprios...

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Antes do Catar, PSG tinha menos dinheiro que Corinthians; hoje, bilionário, segue longe do Porto na Europa

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Real Madrid fez 'economia porca' ao recusar aumento a Cristiano Ronaldo; veja a conta da burrice

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

Havia um desgaste na relação. Mas o principal motivo da saída de Cristiano Ronaldo do Real Madrid foi financeiro. Além de ganhar 100 milhões de euros (R$ 427 milhões) com a venda para a Juventus, o clube se recusava em aumentar o salário do craque português.

Ele ganhava o equivalente a R$ 89,7 milhões por temporada e queria receber R$ 132,4 milhões. Por quatro anos, o prazo do contrato do craque com o time italiano, isso representaria um gasto extra de "apenas" R$ 170,8 milhões para o Real Madrid, o clube mais rico do mundo. 

E a prova que o Real fez uma "economia burra" está na fortuna que o clube perde sem o craque, que foi o protagonista da conquista de quatro Champions Leagues em apenas cinco anos.

SAIBA MAIS: 
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Vinicius Jr. tem lesão, e Real Madrid não dá prazo para retorno

No ano passado, o Real recebeu da Uefa 88,5 milhões de euros, ou R$ 378 milhões, pelo título europeu. Com o aumento de 40% na premiação para este ano, o campeão vai receber cerca de R$ 530 milhões.  Caindo nas oitavas de final depois da humilhação sofrida diante do jovem Ajax, o Real vai sair desta Champions com R$ 299 milhões.

Sem Champions, o clube perde a chance de faturar um trocado de R$ 23 milhões pela participação no Mundial de Clubes.

Getty
Getty Cristiano Ronaldo nos tempos de Real Mad

Ainda existe o prejuízo na venda de ingressos. Na temporada passada, o Real Madrid levou 475 mil torcedores ao Santiago Bernabéu para seus jogos na Champions. Agora, encerrou sua participação com 265 mil ingressos vendidos.

No Espanhol, a média de público também diminuiu, e deve despencar com o clube cada vez mais distante no Barcelona.

E o Real Madrid ainda torrou uma fortuna para comprar um novo camisa 7. Foram 24,5 milhões de euros para contratar Mariano, do Lyon. Contando salários, ele vai custar quase R$ 200 milhões para o clube em quatro anos.

Sabem onde estava o novo camisa 7 do Real Madrid no jogo contra o Ajax? Na arquibancada, já quem nem para o banco ele vem sendo escalado mais. Haja burrice.

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Avenida Carille: Corinthians tem agora a pior defesa do Brasil

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

Fábio Carille ganhou fama como um mago na montagem da defesa na sua primeira passagem pelo Corinthians, entre 2017 e 2018. Mas, agora, na sua volta ao Parque São Jorge,  é o comandante da pior defesa do país em 2019 entre os 20 clubes da primeira divisão.

Foram 12 gols sofridos em 10 jogos oficiais até agora. A média de 1,2 é a única entre os times da elite que supera a marca de um gol por partida (Bahia, Inter e São Paulo têm a exata média de um tento sofrido).  O Corinthians só não foi vazado em dois jogos na temporada (Palmeiras e Ponte Preta). 

Tudo bem diferente do que aconteceu nas campanhas dos três títulos do clube sob às ordens de Carille. No Paulista,17, o Corinthians teve média de 0,61 gol sofrido por partida. No Brasileiro-17,  0,79. No Paulista-18, 0,72. 

Fábio Carille durante jogo entre Corinthians e São Caetano, pelo Paulista
Fábio Carille durante jogo entre Corinthians e São Caetano, pelo Paulista Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

E a peneira corintiana está longe de ter como motivo o acaso. Em 2019, o clube tem a elevada média de 13,3 finalizações sofridas por jogo, contra, por exemplo, apenas 9,4 no Paulista do ano passado;

Mais triste para o corintiano é saber que o clube já foi vazado duas vezes no mesmo jogo por rivais do nível de Red Bull, Ferroviário-CE e Avenida-RS. 

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Chegou a hora do São Paulo falar de democracia, rejuvenescer e ter mais transparência

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br



Um clube em que só 240 pessoas, a maioria esmagadora há décadas por lá, elegem o presidente.  O mandatário mais novo eleito no milênio  com 64 anos (e outros dois setentões).  Promessas de transparência não cumpridas

O São Paulo precisa começar a falar de mais democracia, renovar seus dirigentes e se tornar uma entidade mais cristalina. E não resumir seus problemas a quem é o treinador ou que jogador foi culpado por mais um fracasso.

O colégio eleitoral são-paulino não acompanha o aumento no número de votantes que outros grandes tiveram.  Até a última eleição, só 240 conselheiros (sendo que 160 vitalícios) escolhiam o presidente. O novo estatuto aumentou a lista em apenas 20 eleitores. E só quem está neste conselho pode ser candidato, dificultando ao máximo que alguém novo no Morumbi possa competir pelo cargo.

A última eleição do Palmeiras tinha mais de 8 mil eleitores. As de Corinthians e Flamengo tiveram mais de 3 mil sócios votando. Nem se fala do que acontece com Grêmio (38 mil eleitores) e Internacional (64 mil).

Nada contra pessoas mais velhas no comando. Muito pelo contrário: geralmente sobra experiência, sabedoria e competência nelas. Mas existe algo de errado com um clube que não consegue ter um presidente com menos de 60 anos.

Em 2000, Paulo Amaral foi eleito no São Paulo com 64 anos, mesma idade com que seu sucessor, Marcelo Portugal Gouvêa, chegou ao poder. Depois voltou Juvenal Juvêncio, com 72 anos, cinco a mais do que Carlos Miguel Aidar (outro que já havia sido presidente, quando era jovem e teve sucesso).

Leco ao lado de Raí, executivo de futebol do São Paulo, no CT da Barra Funda
Leco ao lado de Raí, executivo de futebol do São Paulo, no CT da Barra Funda GazetaPress

Agora, o São Paulo é comandado por Leco, que foi eleito com 77 anos.

E o clube que já foi modelo de administração precisa urgente de mais transparência. Este blogueiro, logo após a posse de Leco, esteve no Morumbi para uma conversa com o presidente. Ouviu que em "poucos meses" praticamente todas as contas do São Paulo estariam abertas no site do clube de forma transparente o mais rápido possível. Segue esperando.


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Silêncio do Flamengo é uma tragédia para imagem do clube (e isso para quem entende do assunto)

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

Poucas horas depois da tragédia de Brumadinho, que já deixou quase 200 mortos em Minas Gerais, o presidente da Vale, dono da barragem rompida, estava diante de dezenas de microfones e jornalistas para tentar explicar o que aconteceu. Obviamente não tinha respostas para muitas perguntas e em outras não convenceu ninguém.

Mas, ao se colocar à disposição para responder dezenas de perguntas, o que voltou a fazer nos dias seguintes, e sem rodeios pedir desculpas pelo que aconteceu, fez o que especialistas em crises de grandes empresas recomendam em momentos como este.

Bem diferente do que o Flamengo fez até agora com o incêndio em seu CT que deixou dez jovens jogadores das suas categorias de base mortos.

Amigos e familiares de Samuel Thomas, morto no incêndio do Ninho do Urubu
Amigos e familiares de Samuel Thomas, morto no incêndio do Ninho do Urubu Getty Images

Recentemente, a revista americana "Forbes", uma das bíblias dos negócios (e afinal o Flamengo é sim uma empresa grande), ouviu especialistas para relatar o que essas corporações precisam fazer para enfrentar momentos de crise aguda para suas imagens (incluindo acidentes que resultaram em mortes de seus clientes).

São 13 'mandamentos', e em muitos deles a gestão de Rodolfo Landim, presidente do Flamengo, está reprovada (e não adianta dizer que na comunicação da tragédia a culpa é da gestão anterior).

A primeira dica da Forbes é "assumir a responsabilidade". "Não tente encobrir a crise, isso só vai piorar as coisas", diz a revista. O Flamengo aponta o dedo para uma sobrecarga de energia gerada após as fortes chuvas que castigaram o Rio dia antes do incêndio como provável motivo para o início do fogo.

No segundo conselho, a publicação afirma que os executivos de empresas em crise sejam "transparentes".  Desde que o acidente aconteceu, nenhum dirigente da diretoria flamenguista teve coragem de responder qualquer questionamento da imprensa, falando apenas com comunicados curtos e pouco esclarecedores.

Outro especialista ouvido pela "Forbes" aponta que a instituição em crise deve ficar à frente da história. "Chegar à frente da história é a estratégia. Faça no fim de semana os detalhes do que fazer. Mas comece a se comunicar, pedir desculpas, reembolsar (os afetados pela crise) imediatamente". O Flamengo demorou horas até para colocar em suas redes sociais o que aconteceu no CT.

O quinto item da revista é tão importante para o Flamengo que aqui ele vai de forma literal. "Dizer 'você vai investigar' não faz ninguém se sentir melhor. Dizer que você está profundamente entristecido com o que aconteceu e vai fazer as coisas melhores é importante. Em seguida, compartilhe imediatamente como políticas serão implementadas para que isso não aconteça novamente. Aja rápido antes que as pessoas percam a fé em sua marca". Essa Landim deveria anotar o quanto antes.

A falta de desculpas publicas consistentes do Flamengo é um grande pecado no mundo dos negócios em casos de crise. "Estender um pedido sincero de desculpas é a chave para seguir em frente. Não fazê-lo adiciona combustível ao fogo e muda a narrativa.", aponta a revista americana.

Sem permitir perguntas da mídia, o clube carioca comete outra falha.  "Quando perguntado sobre o assunto, nunca diga 'sem comentários'.  Se você não tem voz no assunto, as pessoas imediatamente assumem a culpa da empresa ou assumem suas próprias suposições".

Será que dá tempo do Flamengo mudar seu desastre na comunicação no capítulo mais trágico da sua história?

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Tiki taka que é um desastre: Corinthians de Carille tem recordes de posse de bola e passes do Paulista

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

Em 2017 e 2018, o Corinthians de Fábio Carille ganhou três títulos com uma estratégia em que posse de bola não era a prioridade. Agora, na sua volta ao Parque São Jorge, o treinador resolveu fazer de seu time o representante brasileiro do tiki taka. E o resultado é um desastre.

Segundo números do TruMedia, a ferramenta de estatísticas da ESPN, o Corinthians é o recordista de posse de bola e troca de passes do Paulista, em que o clube só venceu uma vez em quatro jogos e marcou apenas quatro gols (e isso sem nenhum clássico até agora). O time ainda é quem mais acerta passes.

Depois da derrota em casa para o Red Bull Brasil, a equipe de Carille tem uma média de 64,2% de posse de bola, bem à frente do Santos de Jorge Sampaoli, com 58,3%.  O número de passes corintiano não faria feio até no futebol europeu: em média, foram 604 trocas de bola por jogo. Segundo colocado, o Palmeiras fica muito atrás, com média de 465.

Acertar passes curtos e inúteis também não é grande problema. O índice de acerto do Corinthians também é o maior do Paulista: 86,5%. O Santos é o vice-líder, com 84,6%. O problema é que o tiki taka corintiano tem uma produção ofensiva que é pífia.

Os comandados de Carille têm apenas a 10ª maior média de finalizações por partida do Estadual, com só 11 chances criadas por jogo, atrás de times como Ferroviária, Ituano e Ponte Preta. O Santos de Sampaoli tem seis finalizações a mais por jogo. 

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Flamengo e Palmeiras já têm dinheiro para estar entre 30 clubes mais ricos do mundo, e top 20 não está longe

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

Nesta quinta-feira, a consultoria Deloitte publicou seu tradicional estudo com os rankings das finanças dos clubes mais ricos do mundo. Além de detalhar os números dos 20 primeiros, ainda divulga os 30 times com mais receitas na temporada passada.

Se você acha que é impossível um clube brasileiro estar nesse seleto grupo de ricaços está enganado. Com o faturamento atual, tanto Flamengo quanto Palmeiras têm tamanho para estar hoje entre os 30 clubes com mais receitas do mundo, e o top 20 não está muito longe.

A estimativa é que o clube paulista tenha arrecadado R$ 650 milhões em 2018. Pelo câmbio atual, isso equivale hoje a R$ 151,1 milhões de euros. Com esse valor, entraria justamente na 30ª posição dos times que mais faturam no mundo, desbancando, segundo a lista do Deloitte, o português Benfica, com 150,7 milhões de euros.

O Flamengo  não fechou uma previsão sobre suas receitas no ano passado (até setembro já tinha R$ 510 milhões). Mas o clube já divulgou seu orçamento para 2019, com um valor que o colocaria com folga na lista dos 30 mais ricos do planeta.

Gabigol e Dudu em ação por Flamengo e Palmeiras
Gabigol e Dudu em ação por Flamengo e Palmeiras Getty/ESPN

Sempre pelo câmbio atual, o Flamengo terá o equivalente a 174,8 milhões de euros em receitas neste ano (R$ 750 milhões). Com esse valor, entraria na 23ª posição do ranking dos mais ricos, logo atrás do Leicester, com 179,4 milhões de euros, e Napoli (182,8 milhões).

Com receitas subindo em ritmo acelerado (o Palmeiras acaba de renovar patrocínio com a Crefisa e ainda negocia direitos de TV no pay per view), os dois clubes mais ricos do país não estão longe até de entrar no grupo de 20 mais ricos do mundo. 

O 20º colocado no ranking da Deloitte é o West Ham, com 197,9 milhões de euros. O poderoso Milan é o 18º, com 207,7 milhões. O céu é o limite para Flamengo e Palmeiras.

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Mesmo com BMG, camisa do Corinthians rende menos do que em 2009, com Fenômeno

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br


O Corinthians acabou com um jejum de dois anos e enfim voltou a ter um patrocínio master. O acordo com o BMG vai melhorar de forma considerável o caixa do clube. Mas a camisa do segundo clube mais popular do país vai render em 2019 menos do que valeu em 2009, com valores atualizados pela inflação.

A previsão é que, contando o dinheiro da Nike, do BMG e dos outros patrocinadores da sua camisa, o Corinthians tenha R$ 75 milhões em patrocínios na temporada. 

Há 10 anos, quando trouxe Ronaldo "Fenômeno" e iniciou o ciclo mais vitorioso da história, o clube arrecadou R$ 49,049 milhões com patrocínios, segundo seu balanço patrimonial.

Atualizado pelo IGP-M, um dos principais índice inflacionários do país, os R$ 49 milhões de 2009 representam R$ 85,6 milhões agora. 

Ronaldo 'Fenômeno' durante jogo do Corinthians no Brasileirão 2009
Ronaldo 'Fenômeno' durante jogo do Corinthians no Brasileirão 2009 Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Se o contrato do BMG prever verba extra além dos R$ 30 milhões por temporada já adiantados,  a camisa corintiana de 2019 pode até superar a rentabilidade de 10 anos atrás, mas se isso acontecer ainda será por uma pequena margem.

Prova disse é que patrocínio responde hoje por uma fatia muito menor no total de receitas corintianas. 

Em 2009, na "onda Fenômeno", o dinheiro de publicidade representava 27% de todo o faturamento do clube. 


Agora, em 2019, com os previstos R$ 75 milhões, patrocínio ficaria com uma fatia de apenas 17% dos R$ 399 milhões previstos pela diretoria no orçamento de 2019.

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Dinheiro da TV ajuda, mas conta menos para o Flamengo do que para o resto do futebol brasileiro

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

Virou moda entre os rivais. "A força do Flamengo para fazer contratações milionárias vem do farto dinheiro que o clube carioca recebe pelos direitos de transmissão de TV". É verdade que isso ajuda muito, mas é irracional afirmar que a opulência do clube da Gávea só tem esse motivo.

A verba de TV tem um peso menor para o Fla do que para os principais clubes do país como um todo. É o que mostra estudo feito pelo Itaú BBA com as finanças dos clubes brasileiros nos últimos anos. 

Em 2017, a equipe carioca teve receitas de R$ 595 milhões, e R$ 199,1 milhões, ou 33% do total, tiveram a televisão como fonte. Segundo o banco, a participação dos direitos de transmissão no bolo total dos clubes da elite do país foi bem mais alta: 42%. Em alguns casos, foi até maior. No Cruzeiro, por exemplo, o dinheiro da TV respondeu por 57% do faturamento do clube.

[]

Entre 2013 e 2016, só uma vez a verba de TV do Flamengo ficou acima da média: em 2016, com 51%

O time rubro-negro tem desempenho acima da média brasileira em outros tipos de receita. É o caso, por exemplo, das verbas obtidas com bilheteria e sócio torcedor em 2017, que garantiram 18% do caixa do clube, contra uma média de 15% no país.

Segundo o orçamento para 2019, o patamar da TV no bolo das receitas do Fla também ficará em patamar parecido. Dos R$ 767 milhões previstos, R$ 260 milhões, ou 34%, têm a televisão como fonte.

A dependência do dinheiro da televisão da equipe da Gávea é parecida a de gigantes europeus. Segundo levantamento da consultoria Deloitte, nos casos de Manchester United e Barcelona a fatia é de 33%. Na do Real Madrid, só um pouco maior: 35%.

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