A NBA tem trabalhado para aumentar a representatividade feminina na liga

Paula Ivoglo
Paula Ivoglo

Assim como na NFL, a NBA está trabalhando para que a representatividade feminina na liga aumente, e nessa semana os Celtics anunciaram a contratação de Kara Lawson como técnica assistente, se tornando a primeira mulher da franquia a assumir essa posição.

Antes dela, os Spurs contrataram Becky Hammon em 2014, que foi a primeira mulher assistente em tempo integral. Ano passado os Mavericks contrataram Jenny Boucek e esse mês, os Cavaliers contratram Lindsay Gottlieb. Kristi Toliver trabalhou como assistente de técnico pelo Washington Wizards nessa temporada, e também joga pelo Mystics na NBA, da mesma cidade. Em dezembro, o Indiana Pacers tornou Kelly Krauskopf a primeira mulher a ter o título de assistente de general manager na NBA.

Além delas, em 2018, a NBA promoveu 5 novos juízes, e duas delas eram mulheres: Ashley Moyer-Gleich e Natalie Sago.

Kara Lawson no WNBA Draft de 2019
Kara Lawson no WNBA Draft de 2019 Getty Images

Mas, nunca houve uma técnica mulher na NBA.

Diferente da NFL, a NBA possui uma liga profissional apenas de mulheres, a WNBA, e teoricamente seria mais fácil e mais comum encontrar mulheres que praticam e se envolvem profissionalmente com o esporte, porém a quantidade de mulheres assumindo posições técnicas ou de gerência na liga ainda é muito pequena.

Realisticamente, a NBA e o basquete universitário masculino ainda não consideraram, até recentemente, que as mulheres faziam parte do grupo de talentos para treinadores (ou pessoal de front-office no lado profissional), salvo raras exceções. Isso é diferente dos meios de mulheres na faculdade e da WNBA, que sempre procuraram um grupo de talentos de mulheres e homens.

O comissário da NBA, Adam Silver quer mudar essa realidade, principalmente no que se refere a novos juízes, e pretende que haja uma divisão mais equilibrada: metade homens e metade mulheres, pois que entende que não há motivos para essa posição ser predominantemente masculina, visto que não existe nenhum impeditivo físico por exemplo.

Adam Silver, comissário da NBA
Adam Silver, comissário da NBA Getty Images

“O mesmo para técnicas inclusive, nós temos um programa também. Não há motivos para mulheres não serem técnicas de times de basquete masculino”, disse Silver em maio desse ano, no The Economic Club of Washington, em D.C.

Silver também emitiu um comunicado em Setembro de 2018, em que encoraja fortemente o aumento do número de mulheres em todos os níveis e a melhoria do processo de denúncia de conduta imprópria, depois do escândalo envolvendo o time do Mavericks em acusações de assédio sexual durante 20 anos que após uma investigação independente, foi constatado que a administração do Mavericks era ineficaz, incluindo falta de conformidade e controles internos, e que essas deficiências permitiram o crescimento de um ambiente no qual atos de má conduta e indivíduos que os cometeram puderam florescer.

O dono do time, Mark Cuban, concordou em doar US$ 10 milhões de dólares para "organizações que estão comprometidas em apoiar a liderança e o desenvolvimento de mulheres na indústria do esporte e no combate à violência doméstica" como resultado das investigações da NBA.

O técnico do San Antonio Spurs, Gregg Popovich também apoia a causa, e acredita que existem muitas mulheres como Becky ou Lawson que só precisam ser notadas e receber a oportunidade de pessoas que são sábias e corajosas o suficiente para fazer isso e não apenas sentar no velho paradigma.

Apesar do ceticismo, a NBA está se movendo na direção certa. A contratação de um front office e de um pessoal secundário mais diversificado pode - e esperançosamente irá - produzir uma estrutura de poder diferente e mais equitativa. Então, basquete pode ser basquete, onde as identidades, experiências e conhecimentos de todos são igualmente válidos e validados.

 

Fonte: Paula Ivoglo

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Tampa e Los Angeles brigam para ter dois títulos ao mesmo tempo. Quando aconteceu antes?

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

Edmonton, Canadá, 28 de setembro. O Tampa Bay Lightning bate o Dallas Stars por 2 a 0 e conquista a Stanley Cup ao fechar a série decisiva por 4 a 2. Foi o segundo título da equipe da Flórida na NHL.

Orlando, Estados Unidos, 11 de outubro. O Los Angeles Lakers vence o Miami Heat por 106 a 93 e leva o título da NBA. Foi o 17º troféu da franquia, igualando o Boston Celtics como os maiores campeões no basquete americano.

Da esq. à dir. - Steven Stamkos, Nikita Kucherov e Victor Hedman, do Tampa Bay Lightining, com a Stanley Cup da NHL
Da esq. à dir. - Steven Stamkos, Nikita Kucherov e Victor Hedman, do Tampa Bay Lightining, com a Stanley Cup da NHL Getty

As duas metrópoles comemoraram bastante as conquistas, mas já estão de olho na possibilidade de uma segunda. Tampa Bay Rays e Los Angeles Dodgers estão nas finais de liga na MLB. Como a World Series terá sua decisão entre os dias 25 e 28 de outubro (depende de ser decidida em 5, 6 ou 7 partidas), é possível que um mercado conquiste dois títulos em menos de 30 dias. Já aconteceu antes? E já tivemos casos de cidades com títulos de mais de uma liga ao mesmo tempo?

A resposta à primeira pergunta é mais simples: nunca ocorreu de uma região metropolitana conquistar dois títulos em menos de 30 dias. Isso só seria possível se o mesmo mercado vencesse a NHL e a NBA ao mesmo tempo, pois as duas ligas costumam terminar em junho (a NFL encerra a temporada em janeiro ou fevereiro e a MLB, em outubro). Incrivelmente, hóquei no gelo e basquete nunca tiveram campeões da mesma cidade ao mesmo tempo.

Em 2020, com a pandemia, a final da NHL e da NBA foram empurradas para outubro, coincidindo com a decisão do beisebol. Isso criou uma nova possibilidade, e é nessa brecha que a Baía de Tampa (aqui vale a região pq o ginásio do Lightning e o estádio dos Rays ficam em municípios diferentes dentro da mesma conurbação) e Los Angeles podem entrar.

No entanto, a pergunta se já houve casos de a mesma cidade ter título de mais de uma liga ao mesmo tem resposta bem diferente. Há um caso único de cidade que teve três ligas ao mesmo tempo: Detroit em 1935, acumulando os troféus da World Series de 1935, a NFL (ainda antes do Super Bowl) e a Stanley Cup em 1936. Boston teve a chance de repetir o feito no ano passado, mas o St. Louis Blues frustrou a torcida bostoniana ao bater os Bruins na decisão da NHL.

Leia mais: Boston tem chance de repetir feito de 80 anos atrás: ser campeã de três ligas ao mesmo tempo

Mas ganhar dois títulos ao mesmo tempo, como tentam a Baía de Tampa e Los Angeles, é mais comum. Ocorreu várias vezes, com regiões tradicionalmente muito vitoriosas como Nova York e Pittsburgh e até com outras de sucesso mais esporádico, como Baltimore.

Veja a lista (em parênteses, as ligas conquistadas na ordem em que os títulos vieram):

- NOVA YORK  NOVA JERSEY: 1938-39 (MLB e NFL), 1956-57 (MLB e NFL), 1969 (NFL e MLB), 1969-70 (MLB, mesmo título da série anterior, e NBA) e 2000 (NHL e MLB), 

- CHICAGO: 1934 (NFL e NHL) 

- DETROIT: 1954 (NFL e NHL)

- BALTIMORE: 1970-71 (MLB e NFL)

- PITTSBURGH: 1979-80 (NFL e MLB, e depois o bi da NFL substituindo o título anterior na série) e 2009 (NFL e NHL)

- LOS ANGELES: 1981-82 (MLB e NBA), 1988 (NBA e MLB) e 2002 (NBA e MLB)

- SÃO FRANCISCO / OAKLAND: 1989-90 (MLB e NFL)

- BOSTON: 2004 (NFL e MLB, e depois o bi da NFL substituindo o título anterior na série) e 2007-08 (MLB e NBA)

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Por que a NFL e a MLB não fazem bolhas como a NBA e a NHL

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Disney, em Orlando, receberá o restante da temporada da NBA
Disney, em Orlando, receberá o restante da temporada da NBA Divulgação


Dezenas de times viajando pelos Estados Unidos. Reunindo-se em centros de treinamento e estádios, em aeroportos e hotéis. A MLB decidiu encarar o desafio de realizar sua temporada nessas circunstâncias, as mesmas que a NFL enfrentará a partir de setembro. Que são as mesmas do futebol nos campeonatos nacionais da Europa e mesmo do Brasil, diga-se. Mas, no beisebol, começou a dar problema. Miami Marlins e St. Louis Cardinals tiveram surtos de covid-19 na delegação e veio a pergunta: por que não fizeram uma “bolha”, como a NBA e a NHL?

O conceito de “bolha” apareceu primeiro na China, como possível solução para conclusão da liga chinesa de basquete. A ideia era colocar todos os times em uma ou duas cidades, que receberiam todas as partidas restantes da temporada. Hotéis e ginásios utilizados seriam todos higienizados, e os atletas passariam por testes frequentes e ficariam em isolamento social, indo apenas do hotel para o ginásio, do ginásio para o hotel. Com isso, todos estariam em ambientes livre do coronavírus e a chance de contaminação entre as pessoas envolvidas na disputa e operação dos jogos seria muito menor.

A NBA embarcou na ideia e fez sua bolha no ESPN Wide World of Sports, dentro do complexo da Disney em Orlando, Flórida. O mesmo espaço é utilizado também pela MLS. A WNBA escolheu outro espaço, também na Flórida, e a NHL foi para o Canadá, com estruturas em Toronto e Edmonton. A Copa do Nordeste escolheu Salvador para concluir sua edição 2020. Até a Uefa fará isso, com a reta final da Champions League concentrada em Lisboa e da Liga Europa no leste da Alemanha.

Mas há uma questão fundamental nessas competições: elas já estavam em andamento e precisavam apenas completar seu calendário. Não é o que ocorre na MLB e na NFL. Em ambos os casos, a perspectiva seria de realizar o campeonato inteiro (seja ele na versão integral ou em uma versão reduzida) na pandemia.

A demanda por uma “bolha” para o beisebol e o futebol americano seria muito maior em diversos aspectos:

- Na comparação com basquete e hóquei no gelo (mas nem tanto com o futebol), as delegações de beisebol e futebol americano são muito maiores e exigiriam muito mais infraestrutura para receber todos os times em apenas um ou dois locais;
- Como a temporada inteira será na pandemia, a “bolha” precisaria funcionar por muitos meses e a chance de ela acabar furando em algum momento seria maior;
- Com uma temporada longa dentro da bolha, o esforço de milhares de pessoas (não apenas atletas, mas funcionários de arenas esportivas e hotéis, jornalistas, funcionários dos clubes) para lidar com o confinamento seria muito grande, e muitos não estariam dispostos a ficar tanto tempo longe da família;
- Beisebol e futebol americano são esportes de partidas longas, é mais difícil programas quatro ou cinco partidas em sequência no mesmo campo. O máximo que daria seriam rodadas triplas, o que exigiria a utilização de muitos estádios com infraestrutura de alto padrão no mesmo lugar.

A MLB até teria opções, e por isso considerou a ideia de usar a bolha. Metade dos times têm centro de treinamento com campos oficiais no Arizona e a outra metade tem na Flórida. Com algum esforço, seria possível reunir todas as equipes na região metropolitana de Phoenix ou dividir a liga em duas bolhas. Mas os planos ruíram diante da mobilização operacional necessária e da falta de disposição dos jogadores em ficarem confiados por quatro ou cinco meses (no final das contas, a temporada durará só três meses, mas a perspectiva quando se discutia a bolha do beisebol era de retornar em junho ou começo de julho). Para piorar, Arizona e Flórida se tornaram centros tardios da pandemia, acabando de vez com qualquer proposta de bolha.

Na NFL, o desafio é muito maior. Na questão de estádios, até seria possível pensar em dividir os 32 times em duas regiões e aproveitar arenas da NFL e da NCAA. A Califórnia -- tanto em Los Angeles / San Diego quanto em São Francisco / Oakland -- seria uma opção interessante. O Texas também teria infraestrutura para as partidas. O problema é o tamanho da operação.

Uma delegação de NFL tem centenas de pessoas. Mesmo com otimização de pessoal, com alguns trabalhando remotamente, seriam mais de 100 indivíduos por time precisando de hospedagem, transporte e circular dentro do estádio. A tabela também é um problema, pois o futebol americano é uma modalidade fisicamente brutal, que exige muitos dias de descanso entre cada jogo. Inviável apertar o calendário para reduzir a duração da temporada como as outras ligas fizeram. Ou seja, a temporada longa é praticamente inevitável, o que exigiria muito esforço operacional e pessoal de todos os envolvidos.

Resta à MLB e à NFL contar com o protocolo e sorte. No beisebol, há forte suspeita que os surtos em dois times surgiram depois de atletas abandonarem seus hotéis para sair na rua, indo a restaurantes e até a cassinos. A liga reforçou a ordem de que os jogadores precisam praticar o distanciamento social mesmo quando estiverem viajando com suas equipes. A NFL tem o mesmo desafio, sendo que há mais dias de folga entre uma partida e outra -- e mais oportunidades de alguém sair do isolamento.

Resolveram correr o risco de ficar fora da bolha. Que saibam lidar com isso.

Fonte: Ubiratan Leal

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Em que situação estão as principais ligas americanas para a retomada das atividades

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
LeBron James e Luka Doncic, dois dos principais nomes da atual temporada da NBA
LeBron James e Luka Doncic, dois dos principais nomes da atual temporada da NBA Getty

Os Estados Unidos são, com muita folga, o país mais atingido pela pandemia de Covid-19. No entanto, os números de novos casos e de mortes já começam a cair, sinais de que o pico já está passando. As ligas esportivas foram no embalo e aceleraram as discussões para retomar as atividades, encerrando a temporada (NBA e NHL) ou iniciando uma (MLB). 

Veja abaixo em que patamar está cada uma para o retorno:

NBA

A maior parte das franquias já teve liberação dos governos de seus estados para voltar a treinar. Ainda é uma atividade parcial, com pequenos grupos e distanciamento, mas a retomada definitiva seria mais rápida. É possível que no começo de julho já tenhamos partidas oficiais da maior liga de basquete do planeta.

Está cada vez mais consolidado o modelo de segurança sanitária que a NBA utilizará: os jogadores ficarão confinados em uma ou duas cidades em que poderiam ficar hospedados, treinar e jogar em ambientes controlados e de poucos deslocamentos. O local que surge com mais força nas discussões é o complexo da Disney World em Orlando, que conta com milhares de quartos em hoteis e ainda tem as arenas e instalações de treino no ESPN Wide World of Sports. Caso uma segunda localidade seja necessária (de preferência mais a Oeste), Las Vegas larga na frente pela capacidade de abrigar todos os times e até parte das atividades esportivas dentro de um mesmo hotel. Como falta pouco para encerrar a temporada, cerca de dois meses, os jogadores parecem dispostos a se sujeitar ao distanciamento de suas próprias famílias.

ESPN Wide World of Sports, em Orlando
ESPN Wide World of Sports, em Orlando Gustavo Hofman

O que ainda se discute muito é dentro de quadra: qual a fórmula para acabar o campeonato. Retomar a temporada de onde parou soa impraticável. Ainda faltavam entre 16 e 19 jogos para as equipes e levaria mais de um mês só para isso, mesmo se o calendário for sobrecarregado. Uma possibilidade é jogar apenas o suficiente para que todos os times terminem a temporada regular com o mesmo número de jogos. Outro caminho seria simplesmente decretar o final da temporada regular e ir direto aos playoffs.

Mas como terminar agora se ainda tinha time com chance de conquistar uma vaga no mata-mata? Justamente por isso, ganham forças os sistemas de disputa que coloquem 20 times na fase decisiva, dez por conferência. Desse modo, quem ainda tem chance seria contemplado. E essa fase decisiva poderia até ter uma etapa em grupos antes de definir as quartas de final (ou semifinais de conferência). Também se fala em misturar as conferências excepcionalmente, misturando todas as equipes.

MLB

O plano da MLB é reiniciar a pré-temporada no início de junho e abrir a temporada regular no primeiro fim de semana de julho, coincidindo com o feriado de 4 de julho (Dia da Independência dos EUA). Aliás, não é só isso que está definido: todo o campeonato já está desenhado. Os times jogariam em seus próprios estádios (sem torcida, claro), permitindo aos jogadores ficarem em casa, com seus familiares. A tabela marcaria apenas confrontos dentro da própria divisão ou com adversários da divisão equivalente da outra liga (leste x leste, central x central, oeste x oeste) para reduzir o desgaste, tempo e riscos de longas viagens. Seriam 82 partidas na temporada regular e os playoffs seriam ampliados para 14 times, sete da Liga Nacional e sete da Americana. A temporada seria encerrada em outubro, como já ocorre normalmente, porque a liga quer evitar uma decisão em novembro, quando poderia haver uma segunda onda da pandemia de acordo com as autoridades de saúde dos Estados Unidos.

Então está tudo pronto, é só jogar, certo? Errado. Em março, no início da quarentena, a liga entrou em acordo com o sindicato de jogadores e ficou combinado que os atletas receberiam os salários proporcionais ao número de partidas que fossem realizadas. Por exemplo, o sistema proposto tem 82 jogos, 50,6% dos 162 disputados normalmente. Assim, os jogadores receberiam 50,6% do salário.

Mookie Betts, grande contratação do Los Angeles Dodgers na temporada, ainda não estreou em partidas oficiais pelo novo time
Mookie Betts, grande contratação do Los Angeles Dodgers na temporada, ainda não estreou em partidas oficiais pelo novo time Getty Images

A rapidez com que saiu esse acordo foi saudada como sinal de melhoria na relação entre liga e sindicato. No entanto, os donos das franquias (que são os controladores da liga) perceberam que a conta era ruim para eles. Afinal, reduzir metade da temporada 2020 não significa que o faturamento será a metade, pois todo o dinheiro que entra em bilheteria e consumo nos estádios seria zerado. Resultado: os clubes decidiram propor um novo acordo, dividindo o faturamento da MLB deste ano em 50-50, com metade dele indo para o pagamento de salários e a outra metade para lucros e outras despesas.

O modelo representa uma enorme redução nos salários dos jogadores, que não detestaram essa parte do plano apresentado pela liga. As negociações estão em andamento, mas o clima entre as partes azedou na última terça, quando a proposta financeira da MLB foi oficialmente apresentada. Há quem tema um cancelamento total da temporada por falta de acordo, o que torna a contraproposta do sindicato tão importante. Ela pode dar o tom que a negociação tomará nas próximas semanas.

NHL

Das três principais ligas que pararam para a pandemia, é a que está mais atrasada no planejamento do retorno. Na última terça, a NHL apresentou o plano oficial para retomada da temporada. Os times se apresentariam para treinos restritos já em junho, mas treinos com toda a equipe só em julho. Não foi apontada uma data para o primeiro jogo oficial, mas talvez ficasse para a segunda quinzena de julho ou mesmo para agosto.

O principal problema da NHL é logístico. No hóquei no gelo, a presença canadense é muito grande, tanto na quantidade de franquias quanto na de jogadores. Por isso, todo o esquema para finalizar a temporada teria de considerar as restrições de trânsito entre Canadá e Estados Unidos, incluindo quarentena de alguns dias para quem atravessar a fronteira. Além disso, cerca de 15% dos atletas da liga estão na Europa neste momento, e também só poderiam treinar após cumprir quarentena quando fossem para a América do Norte.

O goleiro finlandês Pekka Rinne, um dos destaques do Nashville Predators
O goleiro finlandês Pekka Rinne, um dos destaques do Nashville Predators Getty

A vantagem da NHL em relação a NBA e MLB é ter a fórmula de disputa já definido. Para contemplar os times que estavam fora da zona de classificação para os playoffs, mas ainda brigavam por uma vaga, a liga decidiu aumentar o mata-mata de 16 para 24 equipes. Em cada conferência, os quatro primeiros estariam classificados antecipadamente para a primeira fase. Eles enfrentariam as equipes que passassem pela fase preliminar, composta por confrontos eliminatórios entre os times de 5º a 12º lugar.

NFL e NCAA

O futebol americano profissional e universitário, além do basquete universitário, trabalham com a ideia de que realizarão suas temporadas normalmente. A única diferença é que os estádios terão portões fechados, ainda que haja dirigentes da NFL sonhando com a possibilidade de ter torcida na reta final da temporada regular ou nos playoffs.

No caso do esporte universário, uma grande baixa foi o cancelamento da temporada em várias modalidades menos midiáticas (vôlei, ginástica artística, futebol, rugby, atletismo...) em algumas conferências.

Fonte: Ubiratan Leal

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Como a XFL pode dar uma segunda chance aos atletas de futebol americano

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Semana NFL: Curti analisa situação de estrelas e faz prévia do mercado de free agents

Antony Curti
Antony Curti


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Semana NFL: Curti analisa situação de estrelas e faz prévia do mercado de free agents

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Quais ligas americanas potencialmente sofrerão mais os impactos do coronavírus

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal


Champions League com portões fechados, Six Nations com jogos adiados, Campeonato Italiano suspenso no mínimo até abril, Masters de Indian Wells cancelado. O mundo do esporte tem cortado na carne para lidar com a epidemia de coronavírus. Nas grandes ligas norte-americanas, a NBA foi a primeira: anunciou a suspensão da temporada até segunda ordem. Além disso, as autoridades de Seattle e San José proibiram eventos que reúnam milhares de pessoas nas suas cidades.

É questão de tempo para que medidas como essas sejam anunciadas em outras ligas nos EUA. E, no momento entre eu escrever esse texto e você lê-lo, é bem possível que haja já novidades. De alguma forma, todas serão atingidas. Mas em quais os impactos seriam maiores?

A resposta precisa não existe, pois ainda não se sabe qual será o ciclo da epidemia, principalmente a quantidade de pessoas infectadas e o tempo até ela ser controlada. Ainda assim, dá para estimar quais têm mais potencial para lidar com isso sem tantos problemas e quais sofreriam mais.

Veja abaixo, na ordem da que potencialmente sentiria menos para a que sentiria mais.

NFL e futebol americano universitário

A temporada do futebol americano, seja o profissional, seja o estudantil, tem seu início apenas em agosto e setembro. Se as medidas de controle dos Estados Unidos forem eficientes agora em março, é possível que o pico da epidemia já tenha passado no segundo semestre e já seja seguro realizar jogos com portões fechados ou com limitação na venda de ingressos.

O Kansas City Chiefs, atual campeão da NFL, talvez consiga abrir a temporada na data prevista
O Kansas City Chiefs, atual campeão da NFL, talvez consiga abrir a temporada na data prevista Getty

Na NCAA, haveria um grande impacto na temporada da primavera, quando as equipes fazem a triagem de jogadores e treinam (em alguns casos, com grandes públicos -- e faturamento com bilheteria -- nos estádios) para a temporada regular. Seria uma perda de receita considerável e os times talvez tivessem uma preparação prejudicada, mas os jogos oficiais em si talvez fossem realizados sem tantos problemas.

Na NFL, a pré-temporada é bem mais curta e mesmo ela poderia escapar do período mais sério da pandemia. O problema maior seria no draft, programado para 23 a 25 de abril em Las Vegas. É bem possível que o evento seja realizado sem público ou mesmo ser realizado remotamente, com cada time trabalhando dentro de seus escritórios e os jogadores aguardando seus nomes vendo a TV de casa. 

Ainda assim, a elite do futebol americano profissional e universitário ficaria longe do olho do furacão.

MLB

A Major League Baseball está prestes a começar. A pré-temporada está rolando e o início da temporada regular está marcado para 26 de março. É óbvio que o início da temporada será impactado, pois ocorrerá (ou deveria ocorrer, o tempo verbal pode mudar rapidamente) bem no momento em que os norte-americanos estão tomando as medidas mais drásticas para evitar o aumento da epidemia. E isso não é pouca coisa, pois o Opening Day é um dos dias mais importantes no calendário da MLB, com todos os estádios cheios e calendário feito para o beisebol dominar o dia na TV americana.

Fenway Park, casa do Boston Red Sox, em um Opening Day
Fenway Park, casa do Boston Red Sox, em um Opening Day Getty

Isso posto, a MLB teria muita capacidade de absorver o “fechamento” dos EUA (as pessoas ficarem prioritariamente em casa, só atividades fundamentais funcionarem normalmente) se ele durar dois ou até três meses. A temporada regular tem 162 jogos e há poucos dias livres para remarcar eventos adiados, mas não é preciso refazer a tabela inteira. Como os times podem jogar vários dias seguidos sem problema, é bem possível realizar uma temporada regular de 90 a 100 jogos em quatro meses ou de 80 jogos em três meses. Seria um campeonato legítimo pela grande amostragem de jogos e que chegaria aos playoffs em outubro, quando talvez não haja tantas restrições a grande aglomerações.

E o Opening Day? Bem, a MLB deve adiar o início da temporada. Mas ela começaria seus jogos quando fosse seguro realizá-los com portões fechados ou apenas quando houver condições para venda de ingressos? Para preservar o imaginário da abertura da temporada do beisebol, a liga teria bons motivos para esperar o momento em que poderá vender ingressos. Dependendo do caso, até poderia ser um marco sentimental ao público americano do “momento em que as pessoas voltarão a sair de casa”.

MLS

O cenário é semelhante ao da MLB. A temporada teve duas rodadas realizadas e talvez tenha de suspender a temporada por um tempo. Ainda assim, ela tem como absorver sem tantos traumas. Por exemplo, na temporada regular os times se enfrentam em ida e volta dentro de suas conferências e em ida com dez times da outra conferência. Dependendo de quanto tempo durar o “fechamento” dos EUA, bastaria adaptar a tabela e excluir os jogos interconferências, o que reduziria o calendário das equipes em dez jogos e manteria a legitimidade esportiva da classificação para os playoffs. 

A MLS só não tem um cenário tão confortável quanto a MLB porque teria boa margem para absorver só dois meses de interrupção. Mais que isso, precisaria ganhar outras datas, eventualmente cancelando a US Open Cup (Copa dos EUA), reduzindo o intervalo entre jogos no segundo semestre ou mesmo cortando uma fase dos playoffs.

NHL

Minutos depois de a NBA anunciar a interrupção da temporada, a NHL emitiu um comunicado dizendo que estava ciente do ocorrido no basquete, que consultaria especialistas e avaliaria as opções, eventualmente apresentando alguma novidade nesta quinta. Quando você ler esse texto, talvez a temporada já tenha sido suspensa também.


A situação na NHL tem uma ligeira vantagem sobre a NBA por ter uma presença canadense muito mais forte. Não apenas na quantidade de times na parte norte da fronteira, mas também do número de fãs. O canadense gasta mais que o dobro com a NHL que o americano. E a situação no Canadá é, por enquanto, mais controlada do que nos EUA (117 casos confirmados de covid-19, contra 1.312).

Ainda assim, a NHL teria um problema sério a resolver: uma interrupção neste momento afetará duramente a reta final da temporada regular e os playoffs (previstos para começar em 8 de abril). Se a temporada for suspensa, possivelmente os playoffs serão empurrados para frente, com possibilidade de realizar alguns jogos -- sobretudo nas primeiras fases -- com portões fechados e até reduzir as séries para acelerar a decisão, saindo do melhor de sete jogos para melhor de cinco ou mesmo melhor de três. Ainda assim, a decisão poderia ficar para o meio do verão e talvez atrasasse o início da próxima temporada para respeitar um período mínimo de férias dos jogadores.

Tecnicamente não há problemas em jogar no gelo no meio do verão, mas certamente a liga gostaria de evitar esse cenário.

NBA

Cenário muito parecido com o da NHL. As temporadas são quase simultâneas, com o basquete ficando uma semana e meia atrasado: os playoffs estão programados para começar em 18 de abril e terminar em 21 de junho. Isso pode fazer diferença na hora de acomodar a reta final da temporada no calendário após a retomada dos jogos, pois poderia invadiria o draft, programado para 25 de junho, e os Jogos Olímpicos, que devem ser adiados, mas ainda têm 24 de julho como data oficial de abertura.

Se isso acontecer, a NBA dará uma banana ao COI e a Olimpíada que se vire sem os jogadores da liga norte-americana. Mas também será um cenário desconfortável para o basquete e que poderia afetar o início da próxima temporada, como no caso da NHL.

XFL

A XFL teve uma temporada mal sucedida em 2001 e esperou 19 anos para retornar. Tudo para planejar direito e ter o cenário de mídia, torcida e investidores adequado para prosperar. O início da nova tentativa é oscilante, com média de público e de audiência de TV aceitáveis, mas sem convencer completamente. Até porque a sensação é de que as arquibancadas estão mais vazias do que indicam os borderôs de alguns jogos.

Tudo o que a XFL não precisa é de uma interrupção de sua temporada -- ou partidas de portões fechados -- justo quando chegaria na sua reta final e a atenção do público poderia aumentar. Em um cenário pessimista, isso poderia ser fatal para o futuro da liga, mas o mais realista é imaginar que pode tirar o embalo e prejudicar a temporada quando for reiniciada. Ou talvez nem seja encerrada e a edição de 2021 se transforme no retorno definitivo da XFL.

Basquete universitário

É o caso mais dramático. A temporada está nos playoffs de conferência, que ajudam a definir os times que disputarão o torneio que define o campeão nacional. A NCAA resiste em interromper seu calendário e anunciou que essa etapa será realizada com portões fechados, no máximo alguns familiares de jogadores terão permissão para acompanhar as partidas nos ginásios.

Wisconsin enfrenta North Carolina no March Madness
Wisconsin enfrenta North Carolina no March Madness Getty

Já há muita contestação sobre essa decisão, mas se tornará insustentável no March Madness. O supermata-mata do basquete universitário é um dos principais eventos do calendário esportivo americano, gerando bilhões de dólares. Realizar o torneio com portões fechados seria uma perda imensa de faturamento e de imagem, pelos jogos frios diante de assentos vazios. Adiá-lo seria complicado pois poderia cair para o período de final de ano letivo para os jogadores-estudantes e ainda prejudicar a preparação de muitos para o draft da NBA.

Há quem considere a possibilidade de a temporada terminar sem que se defina o campeão nacional.

Fonte: Ubiratan Leal

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Premier League vai criar seu Hall da Fama. E como eles são nas ligas americanas?

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
Hall da Fama do futebol americano universitário
Hall da Fama do futebol americano universitário Getty

Um local para celebrar o Campeonato Inglês e os craques que ajudaram a torná-lo a melhor liga doméstica do mundo. A Premier League anunciou nesta quinta que criará seu Hall da Fama, com lançamento oficial e detalhes do projeto marcados para 19 de março -- quando também serão anunciados os dois primeiros imortais e a lista de jogadores que serão submetidos a voto popular para engrossar a turma inaugural.

A entidade não informou qual o método utilizado para a definição dos dois primeiros membros do Hall da Fama, tampouco se o voto popular será o método de escolha apenas nesse momento ou se será mantido para o futuro. De qualquer modo, esse é um elemento fundamental para um projeto como esse, pois a dificuldade de ser imortalizado ajuda a valorizar quem consegue entrar nesse local reservado para poucos. E isso não costuma rimar com “voto popular”, em que clubismo e apreço pessoal podem ofuscar a avaliação do que o jogador realmente representou.

Nos Estados Unidos, há Halls da Fama para todas as ligas americanas. Ainda que a maioria não seja específico da liga principal (o da Nascar é exceção), mas da modalidade como um todo, na prática ele serve como museu da NFL, da MLB, da NBA ou da NHL. Todos esses espaços adotam sistemas bastante rígidos de aceitação de novos membros. Mesmo que isso signifique deixar ídolos de diversas torcidas e jogadores de talento e currículo inquestionável de fora.

Veja como cada uma delas faz para definir os novos imortais (inclui apenas os critérios para jogadores. Para treinadores, dirigentes e outros profissionais os critérios variam bastante):

NFL

Nome: Pro Football Hall of Fame
Local: Canton (Ohio, EUA)
Inauguração: 1963
Jogadores imortalizados: 299
Quem é elegível: jogadores que se aposentaram há cinco anos
Grandes nomes fora do Hall (entre os elegíveis): Charles Haley, Jerry Kramer, Andre Reed, Bob Kuechenberg

O Comitê de Seleção é formado por 48 jornalistas com atuação em todas as cidades com franquias da NFL. Eles recebem sugestões de candidatos enviadas por torcedores comuns e colaboradores. A partir daí, é elaborada uma lista de 25 nomes, depois reduzida para 18. Membros do Comitê de Seleção se reúnem para votar, e apenas quem receber voto de pelo menos 80% dos eleitores é imortalizado.

MLB

Nome: National Baseball Hall of Fame and Museum
Local: Cooperstown (Nova York, EUA)
Inauguração: 1939
Jogadores imortalizados: 267
Quem é elegível: jogadores que participaram de dez ou mais temporadas na MLB e que se aposentaram há cinco anos
Grandes nomes fora do Hall (entre os elegíveis): Ozzie Smith, Mark McGwire, Curt Schilling, Barry Bonds, Roger Clemens

Um comitê da BBWAA (Associação dos Repórteres de Beisebol da América) divulga uma cédula a cada ano com os candidatos. A lista inclui jogadores que se aposentaram há cinco temporadas e ex-jogadores que não foram eleitos nos anos anteriores. Os eleitores são membros da BBWAA que cobrem a MLB diariamente há dez anos ou mais e só é permitido votar em até dez jogadores por cédula. Os jogadores que receberem 75% ou mais dos votos são imortalizados. Os que receberem entre 74,9 e 5,1% são mantidos para a eleição do ano seguinte. Quem ficar com 5% ou menos dos votos é excluído. Cada ex-jogador tem dez chances de ser eleito. Se não for imortalizado nesse período, é retirado da votação. Quem não foi eleito pode acabar imortalizado por comitês especiais formados por ex-jogadores, mas é um processo mais difícil por ter de concorrer com outros profissionais do beisebol (dirigentes, treinadores etc).

NBA

Nome: Naismith Memorial Basketball Hall of Fame
Local: Springfield (Massachusetts, EUA)
Inauguração: 1959
Jogadores imortalizados: 154
Quem é elegível: ex-jogadores que se aposentaram há três anos ou mais
Grandes nomes fora do Hall (entre os elegíveis): Shawn Kemp, Tim Hardaway, Rebecca Lobo, Chris Webber, Toni Kukoc

É o mais global dos salões da fama dos esportes americanos. Além das estrelas da NBA, o Naismith Memorial também celebra os grandes nomes do basquete internacional, casos dos brasileiros Oscar, Ubiratan e Hortência. Por isso, há quatro comitês que avaliam potenciais homenageados: América do Norte, basquete feminino, basquete internacional e veteranos. Os candidatos são avaliados e, a partir da quantidade de indicações que receberem, vão para o Comitê de Honra, formado por 24 membros. O ex-jogador é eleito se tiver 18 votos (75%) desse comitê.

Oscar em seu discurso de entrada no Hall da Fama do basquete
Oscar em seu discurso de entrada no Hall da Fama do basquete Getty

NHL

Nome: Hockey Hall of Fame / Temple de la renommée du hockey}
Local: Toronto (Canadá)
Inauguração: 1943
Jogadores imortalizados: 284
Quem é elegível: jogadores que não participam de uma partida internacional há três anos ou mais
Grandes nomes fora do Hall (entre os elegíveis): Kevin Lowe, Doug Wilson, Grant Fuhr, Alexander Mogilny

Teoricamente, é um espaço para o hóquei no gelo como um todo, mas o foco (que virou motivo de crítica) é na NHL. Todo ano, cada um dos 18 membros do comitê de seleção -- formado por membros do Hall da Fama, jornalistas e dirigentes -- apresenta um nome de possível membro do Hall da Fama. Os candidatos são submetidos a votação de todo o comitê e são aprovados se receberem 75% dos votos. São imortalizados no máximo quatro ex-jogadores por ano.

Futebol americano universitário

Nome: College Football Hall of Fame
Local: Atlanta (Georgia, EUA)
Inauguração: 1978
Jogadores imortalizados: 997
Quem é elegível: jogadores que já foram eleitos para a seleção da temporada e que deixaram o futebol americano universitário há dez anos no mínimo e 50 anos no máximo
Grandes nomes fora do Hall (entre os elegíveis): Joe Montana, Drew Brees e Derrick Thomas

Como a rotatividade dos jogadores universitários é grande (cada um fica no máximo quatro anos antes de se profissionalizar), a quantidade de jogadores que marcaram o futebol americano da NCAA é imensa, mas representa apenas 0,02% de todos que já atuaram. Além disso, torna sem sentido cláusulas como número mínimo de temporadas para um ex-jogador ser elegível. Antes, era necessário que o jogador tivesse concluído seu curso, mas essa cláusula já foi derrubada. Membros da National Football Foundation selecionam os jogadores a cada ano.

NASCAR

Nome: Nascar Hall of Fame
Local: Charlotte (Carolina do Norte, EUA)
Inauguração: 2010
Pilotos imortalizados: 35
Quem é elegível: pilotos com dez temporadas disputadas na Nascar e aposentados há pelo menos três anos
Grandes nomes fora do Hall (entre os elegíveis): Mike Stefanik e Neil Bonnett

O Hall da Fama da Nascar não homenageia apenas a Cup Series, principal divisão da categoria, mas todas as competições sancionadas pela entidade, da Xfinity Series até corridas em circuitos de terra. Como a quantidade de atletas des destaque é muito menor do que em esportes coletivos, a Nascar consegue evitar grandes polêmicas de nomes deixados de fora. Um comitê de 20 membros (incluindo historiador da categoria, membros da entidade e donos de circuitos) elaboram uma lista de candidatos a cada ano. A relação é submetida a um comitê eleitoral formado por 48 pessoas, entre jornalistas, ex-pilotos, ex-donos de equipes, ex-chefes de equipe, o atual campeão da Cup Series e até um voto dos torcedores (coletado via internet). Os cinco mais votados são eleitos.

Fonte: Ubiratan Leal

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Premier League vai criar seu Hall da Fama. E como eles são nas ligas americanas?

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Carrasco de Brady e dos Patriots, Eli Manning foi, na essência da palavra, um gigante

Gustavo Faldon
Gustavo Faldon
Eli Manning venceu seu 2º Super Bowl com os Giants após nova vitória sobre os Patriots
Eli Manning venceu seu 2º Super Bowl com os Giants após nova vitória sobre os Patriots Getty

Com o perdão do trocadilho do título, Eli Manning foi, sim, um gigante.

O quarterback anunciará oficialmente sua aposentadoria da NFL nesta sexta-feira. 

Talvez por ser um Manning, o peso que Eli teve que enfrentar, mesmo sendo uma escolha número 1 de Draft, não foi pouco. 

Obviamente ele não era dos caras mais regulares, tendo liderado a NFL em interceptações em três anos na carreira: 2007 (20), 2010 (25) e 2013 (27). Mas a franquia New York Giants deve muito a ele.

Nos momentos mais difíceis e decisvos em playoffs, Eli jogou como um Manning. E, diferente de seu irmão, conseguiu afastar o fantasma de New England Patriots e Tom Brady nos playoffs.

Nas duas temporadas de título dos Giants, Eli teve somados 15 passes para touchdowns e somente duas interceptações nos playoffs em 2008 e 2012, sendo o MVP do Super Bowl em ambas as ocasiões.

No Super Bowl XLII, quando todos achavam que só um milagre daria o título aos Giants. Bem, Eli fez um e concluiu uma das jogadas mais icônicas de todos os tempos para David Tyree.

Eli Manning não será lembrado como o melhor e mais talentoso quarterback, mas certamente foi um dos maiores competidores e responsável por dois títulos de Super Bowl diante da franquia de maior dinastia em todos os tempos.

Obrigado, Eli. O Hall da Fama te aguarda.

Fonte: Gustavo Faldon

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Carrasco de Brady e dos Patriots, Eli Manning foi, na essência da palavra, um gigante

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Se esse foi o fim de Brady e Belichik nos Patriots, só temos que lamentar

Gustavo Faldon
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Se esse foi o fim de Brady e Belichick nos Patriots, só temos que lamentar

Gustavo Faldon
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Apesar de um começo de temporada fulminante, onde parecia ser mais uma vez o grande favorito ao título, o New England Patriots foi sucumbindo no decorrer da temporada, perdeu peças importantes no ataque e se mostrou fragilizado, sendo eliminado por Ryan Tannehill e o Tennessee Titans em pleno Gillette Stadium nos playoffs da NFL.

A maior dúvida do futuro dos Patriots é Tom Brady. O camisa 12 será agente livre pela primeira vez na carreira a partir de 18 de março.

Mesmo ainda sendo o atual campeão da NFL, o quarterback está com 42 anos e mostrou diversas vezes sinais de declínio, com erros em sua precisão e sinais de "enferrujado". Mas, para quem pretende jogar até os 45 anos de idade, é um dos maiores de todos os tempos e é "fissurado" por cuidar de seu corpo e preparo físico, há motivos para acreditar na ressureição de Brady. Porém, essa não é a tendência.

Apesar dele mesmo não acreditar que a aposentadoria vai acontecer, existe a possibilidade de Tom Brady não voltar mais a um campo da NFL. Bem como existe a possibilidade dele voltar para outro time. Nada foi descartado, mas seria muito estranho ver Brady vestindo outro uniforme. O próprio Robert Kraft já afirmou que não gostaria que isso acontecesse.

Se Brady de fato aposentar ou ir para outro time, será o fim da parceria 'técnico-jogador' de maior sucesso na história dos esportes. Tom Brady e Bill Belichick estariam se separando depois de duas décadas.


         
    


Em 20 temporadas, foram nada menos do que 17 títulos de divisão, 9 aparições no Super Bowl (mais do que qualquer outra franquia na NFL), 6 títulos da NFL (empatado com os Steelers como maior campeão da história), 219 vitórias e 541 touchdowns.

Os dois juntos conquistaram mais do que quase todas as franquias na NFL.

É fato que pelo "jeito Patriot de ser", ambos nunca morreram de amores um pelo outro, nunca se elogiaram publicamente. Bill Belichick jamais vai morrer de amores por alguém.

O lema dele é "faça seu trabalho". A partir do momento em que você não está mais rendendo, seja você Tom Brady ou qualquer outro quarterback, Belichick não tem dúvidas em te sacar do time.

Mesmo tendo uma relação um tanto quanto estranha para uma dupla de tanto sucesso, ambos se completam e compartilham um espírito competitivo estratosférico.

Se esse foi o último jogo dos dois juntos, há quem comemore o fim do "Império do Mal". Mas o correto é lamentar que não veríamos mais a dupla mais icônica e vencedora da história da NFL.

Que Tom Brady e Bill Belichick sejam eternos.

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Na frente de Knicks, Patriots, Yankees, Tottenham e Inter de Milão: Flamengo brilha nas redes sociais e se distancia de grandes paulistas

Paulo Cobos
Paulo Cobos

O sucesso em campo faz o Flamengo brilhar também nas redes sociais, ficando na frente no número de seguidores de gigantes do esporte mundial. E abrindo larga distância para o trio de ferro paulista, com quem antes travava uma disputa muito mais acirrada.

Segundo levantamento do Ibope Repucom, o clube carioca tinha, em dezembro de 2018, 21,271 milhões de seguidores somando Twitter, Facebook, Instagram e  You Tube.  Um ano depois, são 27,352 milhões seguindo o time nessas redes sociais, um crescimento de quase 29%.

No mesmo período, o Corinthians teve um acréscimo de apenas 9% no número de seguidores. Com isso, tem hoje 4,5 milhões de inscritos a menos que o Flamengo. Há 12 meses, a diferença era de apenas 334 mil.

O São Paulo também viu seu número de seguidores crescer apenas 9%, contando hoje com 14,856 milhões. O Palmeiras só foi um pouco melhor, aumentando sua base em 10%, com 10,954 milhões de inscritos em suas redes, ou 40% do total flamenguista.

VEJA MAIS: Jorge Jesus destaca todos os recordes batidos no Flamengo e crava: 'Há um antes e um depois de Jesus no Brasil'

Um outro estudo divulgado nesta semana mostra o quanto o Flamengo é gigante nas redes sociais, superando o número de inscritos de times ícones do esporte mundial.

No levantamento anual sobre o salários de times de diversas modalidades, a consultoria Sporting  Intelligence contabilizou os seguidores dos times de diversas ligas no Twitter, no Facebook e no Instagram. Nessas três redes, o Flamengo tem 25,122 milhões de seguidores.

Os dados da Sporting Intelligence são de meados de novembro passado, e neles a lista dos que ficam atrás do Flamengo é glamurosa.

Na NBA, o New York Knicks tem 10,276 milhões de seguidores. Na liga de basquete, só Los Angeles Lakers, Golden State WarriorsChicago Bulls superam  o rubro-negro carioca. 

Na MLB e na NFL, ninguém bate o Flamengo. O venerado New York Yankees conta com 14,508 milhões de inscritos. No futebol americano, mesmo com Tom Brady, o New England Patriots fica nos 15,4 milhões de seguidores.  O Flamengo também supera times famosos do futebol europeu, como Tottenham e Inter de Milão.

Com tanta gente curtindo, vai ficar mais fácil o Flamengo ganhar ainda mais dinheiro.

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Troféu Blake Bortles: Prêmio 'volta para casa' com Foles como o pior da semana

Antony Curti
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Por que Russell Wilson é o MVP de 2019 na NFL

Gustavo Faldon
Gustavo Faldon
Russell Wilson
Russell Wilson Getty Images


Ainda restam mais sete semanas para o fim da temporada regular da NFL, mas, salvo alguma lesão grave ou exceção completamente bizarra, Russell Wilson é o MVP desta temporada.

Se ele não sofrer alguma lesão repentina que o tire da parte final da temporada, o quarterback do Seattle Seahawks tem tudo para ser eleito o mais valioso da liga. Alguns dizem que Lamar Jackson está na briga, bem como Deshaun Watson e Christian McCaffrey. 

No caso de Jackson, a empolgação é real, mas parece que individualmente e em termos coletivos, Wilson está acima. Sem contar que, após tantos anos e até um título de Super Bowl, estamos vendo o auge dele. Watson também tem feito um ano espetacular com os Texans e McCaffrey parece ser hoje, individualmente, o jogador de ataque mais dominante da NFL. Mas ainda são os QB's que chamam mais atenção.

E no caso de Wilson, que diversas vezes nesta temporada apareceu nas horas decisivas de vitórias apertadas, como no Monday Night Football diante do San Francisco 49ers, ou contra os Rams, ou como contra os Bengals no início da temporada, as estatísticas estão do lado dele também.

Wilson tem 23 passes para touchdown - líder na NFL - e apenas duas interceptações. Como de costume, ele resolve com os pés quando necessário e prolonga jogadas que com outros teriam acabado. E é importante citar também a campanha do Seattle Seahawks de 8 vitórias e apenas duas derrotas.

Talvez o cenário fosse diferente se alguns dos principais candidatos ao prêmio de MVP não tivessem se machucado, como Patrick Mahomes e Drew Brees. Mas isso não anularia a temporad absurda de Wilson.

Talvez Lamar Jackson e Watson sejam "versões" mais jovens de Wilson, mas o QB dos Seahawks está jogando com maestria e deve ganhar o troféu individual mais desejado da NFL ao fim da temporada.

E mais do que nunca, é importante ressaltar, Wilson merece. Hoje ele é um QB melhor e mais completo do que quando estava conduzindo os Seahawks ao Super Bowl. Mas, quem sabe, ele não retorna à final nesta nova "versão".

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NFL: Power Ranking após a semana 7, e atuação miserável de Sam Darnold

Antony Curti
Antony Curti

Blog do Curti: o que passou na cabeça de Sam Darnold contra os Patriots?

Blog do Curti: veja o Power Ranking após a semana 7 da NFL

Fonte: Antony Curti

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Cowboys abrem caixa para manter Ezekiel Elliott, mas futuro da franquia segue incerto

ESPN League
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Ezekiel Elliott comemorando Touchdown pelos Cowboys
Ezekiel Elliott comemorando Touchdown pelos Cowboys Getty Images

Após muitos meses de espera e greves, Ezekiel Elliott se tornou o running back mais bem pago da NFL. O contrato de 90 milhões de dólares (R$ 368,5 milhões), com 50 deles garantidos, prende o atleta em Dallas até a temporada de 2026. Ainda assim, o acordo deixa o futuro dos Cowboys ainda mais incerto. 

O contrato parece a melhor coisa para os Dallas Cowboys à primeira vista. Segurar o melhor jogador do time por mais oito temporadas é excelente e Elliott ainda é o RB com mais jardas corridas desde de 2016 (ano em que entrou na NFL), acumulando 4,048, números que o colocam muito à frente do segundo colocado, Todd Gurley, com 3,441 jardas.

O time é muito melhor quando ele está em campo, sendo que a única temporada em que a franquia não se classificou para os Playoffs, Elliott não esteve presente em seis jogos. 

Assim, era difícil que Jerry Jones, conhecido por pagar muito a seus jogadores (algo constante em Texas durante a intertemporada de 2019), não oferecesse um contrato recheado para o principal talento do time. O problema é que isso complica a situação financeira da equipe.

Antes de fechar com “Zeke”, os Cowboys já haviam estendido o contrato do defensive end Demarcus Lawrence (US$ 105 milhões/5 anos), do linebacker Jaylon Smith (US$ 64 milhões/ 5 anos) e do right tackle La’el Collins (US$ 50 milhões/ 5 anos).

E, agora, com boa parte do espaço salarial comprometido com outros jogadores, a franquia ainda precisa achar uma maneira de chegar em um acordo com Dak Prescott e Amari Cooper, algo essencial para as pretensões da equipe.

Fato é que o acordo com Cooper precisa ser feito. Na última temporada Jerry Jones gastou um escolha de primeira rodada para contar com o atleta e seria impensável não associar a troca a um projeto de longo prazo com o jogador - principalmente depois que o wide receiver aumentou a produtividade do ataque dos Cowboys e de Dak Prescott.

O QB ainda é alvo de grandes discussões, sendo que muitos consideram que o atleta não merece uma extensão de contrato, já que nunca registrou mais de 4,000 jardas aéreas em uma temporada. 

Mesmo que você acredite que o jogador não vale uma renovação, é difícil uma franquia obter sucesso sem um QB constante, e depois de pagar muito a seus jogadores na intertemporada, Jerry Jones tem um elenco capaz de vencer agora. E para isso, precisa de Prescott.

O problema é que o jogador não sairá barato. Dak viu Jared Goff, do Los Angeles Rams, e Carson Wentz, do Philadelphia Eagles, receberem extensões recheadas, sendo que os três foram draftados no mesmo ano. Além disso, o QB dos Cowboys foi o mais saudável entre eles, registrando 32 vitórias e 16 derrotas, em três anos - a maior marca dos três QBs.  

Agora, o problema é que, Dallas não se pode dar o luxo de uma renovação gigantesca porque isso comprometerá ainda mais o espaço salarial, dando poucas possibilidades de mudança no elenco.

Outro problema com o contrato de Elliott é a eterna discussão da NFL: Qual o valor que deve ser pago a um running back? E, pensando nisso, o Dallas exagerou e gastou muito em Elliott.

O contrato que Todd Gurley recebeu, com 45 milhões de dólares garantidos (2ª maior valor entre os RBs) já é considerado muito alto dentro da liga – principalmente depois que o jogador diminuiu muito sua produtividade na pós-temporada. 

Um RB talentoso tem tido menos impacto do que o normal, e a campanha dos Rams nos Playoffs foi uma grande prova disso. Sem Todd Gurley saúdavel, Sean McVay recorreu a C.J Anderson e conseguiu manter a produtividade no backfield. Isso alimenta ainda mais a ideia de que jogadores da posição não merecem contratos recheados.

E, mesmo que Elliott tenha se mantido saudável durante sua carreira na NFL, a posição perde muito seu valor pela grande quantidade de lesões dos jogadores. O problema é que mesmo colocando tudo em uma balança, ela pende para o lado do Super Bowl, e Elliott é um jogador capaz de trazer o Lombardi para Dallas. 

Seja qual for a sua opinião sobre o valor que um running back merece na NFL, fato é que Dallas decidiu tornar “Zeke” o RB mais bem pago da liga. E, agora, enquanto ainda esperamos o futuro de Dak Prescott e Amari Cooper, temos somente uma convicção: os Cowboys precisam que Elliott corra, que ele corra muito.  

Fonte: Bruno Nossig

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Carli Lloyd deu esperanças para que mulheres tenham uma chance inédita na NFL

Paula Ivoglo
Paula Ivoglo

Há aproximadamente uma semana, viralizou um vídeo de Carli Lloyd chutando um field goal de 55 jardas, em um treino conjunto do Philadelphia Eagles e Baltimore Ravens.


Lloyd, atual campeã mundial de futebol com a seleção feminina dos Estados Unidos, que além desse, acertou outro de 40 jardas, começou a levantar questionamentos sobre se ela poderia assumir ou não a posição de um kicker da NFL.

O assunto escalou rápido, e Lloyd recebeu de fato uma oferta para se tornar a primeira mulher kicker da história da NFL!

De acordo com seu treinador, James Galanis, há sérios interesses na atleta depois de ela ter conseguido tal feito.

Galanis contou a Fox Sports que um time da NFL queria que ela jogasse uma partida no jogo de quinta-feira pela pré-temporada, mas a melhor jogadora do mundo de 2015 não poderá, pois participará uma partida com a seleção americana de futebol feminino (USWNT) contra Portugal na mesma data.

“Um time está disposto a colocá-la no roster. Disseram que ela poderia jogar na quinta”, disse Galanis. “Eu não quero falar qual foi o time, mas ela joga pela seleção nessa quinta, então há um conflito de agendas. ”

Todos os 32 times da NFL jogam seu último jogo da pré-temporada nessa quinta-feira, então fica difícil descobrir qual deles fez a oferta.

O chute de Lloyd viralizou nas redes sociais e impressionou o Pro Football Hall of Famer Gil Brandt, que é o ex-vice-presidente de Player Personnel do Dallas Cowboys. Brandt escreveu em seu Twitter: “Honestamente, eu não acho que vai demorar muito para vermos uma mulher quebrando essa barreira na NFL. Eu a chamaria para um tryout, se eu fosse os Bears”.


O Chicago Bears teve um problema claro com o kicker durante os playoffs contra os Eagles na última temporada. Recentemente, o time dispensou Elliott Fry e parece que vão seguir com Eddy Pinero como titular para a posição.

Sabemos que treino é bem diferente de jogo, afinal, ela chutou sozinha, sem pressão da linha defensiva, sem toda a pressão do jogo em si, sem técnicas ou obedecendo regras, e são aspectos que fazem total diferença no resultado - Lloyd sabe disso. Mas pressão parece ser algo que motiva a jogadora: “Na verdade, eu faço um convite à pressão. Eu amo a pressão. Quando eu tenho que acertar alguma coisa - arremessar aros, arremessar machados, fazer um chute - é o momento em que vivo e quero. Tudo se resume à mente, treinando a mente.”

De acordo com seu treinador, Lloyd teria declinado a oferta de qualquer maneira, mesmo que não tivesse outra partida no mesmo dia, devido à falta de tempo para se preparar, mas é algo que ela está pensando para o futuro.

"Vale a pena ter algumas conversas sobre isso. Com a prática e alguém me mostrando, eu sei que posso fazer. Eu tenho um dos chutes mais precisos do nosso jogo. O mais difícil seria me acostumar com os grandalhões lá, mas nada me assusta. Você se boicota se tiver medo. Qual o pior que pode acontecer? Eu não fazer parte do time? Digamos que eu tentei. Talvez eu mude o panorama. ”

Se algum dia Lloyd vai tentar ou não, não sabemos, mas além dela, outras tantas mulheres sonham em ter uma chance na NFL, e quem sabe esse não seja um começo?

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Carli Lloyd deu esperanças para que mulheres tenham uma chance inédita na NFL

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NFL: Draft Simulado 1.0 de Antony Curti

Antony Curti
Antony Curti

A versão completa do Draft Simulado 1.0 já está disponível no WatchESPN. Lá, o fã do esporte poderá ver a análise completa das 32 escolhas da 1ª rodada do recrutamento.

Clique para assistir no WatchESPN:

Picks 10 a 1
Picks 20 a 11
Picks 32 a 21

Lembrando que os canais ESPN mostram os três dias do evento de 2019.

Quinta-feira - 21h (de Brasília) - 1ª rodada na ESPN e WatchESPN
Sexta-feira - 20h (de Brasília) - 2ª e 3ª rodada na ESPN 2 e WatchESPN
Sábado - 13h (de Brasília) - 4ª a 7ª rodadas na ESPN 2 e WatchESPN

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NFL Draft: Haskins? Murray? Os cinco melhores quarterbacks da classe de 2019

Antony Curti
Antony Curti


Em 2019, os canais ESPN e o WatchESPN mostram os três dias do recrutamento. Confira os horários:

Quinta-feira - 21h (de Brasília) - 1ª rodada na ESPN e WatchESPN
Sexta-feira - 20h (de Brasília) - 2ª e 3ª rodada na ESPN 2 e WatchESPN
Sábado - 13h (de Brasília) - 4ª a 7ª rodadas na ESPN 2 e WatchESPN

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NFL Draft: Haskins? Murray? Os cinco melhores quarterbacks da classe de 2019

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Tampa Bay Buccaneers contrata duas mulheres para fazerem parte de sua equipe técnica

Paula Ivoglo
Paula Ivoglo

Mais mulheres fazendo história na NFL! Como eu gosto de escrever sobre isso! 

Nesta quarta-feira (20), o Tampa Bay Buccaneers anunciou a contratação de Lori Locust e Maral Javadifar, sendo o primeiro time com duas mulheres na equipe técnica da liga, e fazendo delas as duas primeiras mulheres na história da franquia!

O novo técnico dos Buccaneers, Bruce Arians, disse durante o Combine deste ano que planejava contratar uma mulher, pois sabe o quão difícil é conseguir uma oportunidade para compor a equipe técnica em um time na NFL, mas acredita que é preciso apenas que a organização certa ofereça a oportunidade. Arians afirmou que a família Glazer (dona da franquia) e o General Manager Jason Licht apoiaram totalmente sua decisão.

Bruce Arians já tem histórico na contratação de mulheres na liga: em 2015, quando era técnico do Arizona Cardinals, fez de Jen Welter, durante a pré temporada, a primeira mulher da história a ter um cargo de técnica período integral.

Bruce Arians e Jen Welter na coletiva de imprensa 28/07/2015 que ela foi apresentada como técnica
Bruce Arians e Jen Welter na coletiva de imprensa 28/07/2015 que ela foi apresentada como técnica Getty Images

Locust será assistente da linha defensiva e Javadifar será assistente de condicionamento físico e força, de acordo com o anúncio da equipe. Locust era  técnica da linha defensiva do Birminghan Iron, na Alliance of American Football league, e já foi estagiária dos Ravens durante o training camp do ano passado.

Javadifar recebeu uma bolsa para jogar basquete pela Pace University em New York, onde seu time foi para o torneio da NCAA três das quatro vezes que disputou. Tem doutorado em terapia física na New York Medical College e completou sua residência de Terapia Física de Esportes na VCU em agosto. Tem trabalhado como terapeuta física e treinadora de desempenho na Avant Physical Therapy em Seattle e em Virginia.

Maral se interessou por terapia física depois de romper seu ligamento cruzado anterior no colégio, lesão que atormenta muitos atletas. O programa de condicionamento físico, força e terapia fez com que sua recuperação fosse um sucesso e continuasse ativa nos esportes, surgindo assim o interesse pela terapia física como carreira.

Maral Javadifar jogando basquete (à esquerda) e como terapeuta física (direita) Getty Images e Buccaneers
Maral Javadifar jogando basquete (à esquerda) e como terapeuta física (direita) Getty Images e Buccaneers Getty Images e Buccanneers

Independente de como aconteceu essa oportunidade de ingressar na NFL, uma coisa é certa, elas não pegaram nenhum atalho para chegar até aqui!

Locust conhece Arian desde que seu ex-marido Andrew Locust jogou para ele na Temple University, mas o futebol faz parte da sua vida muito antes disso. Costumava ir com sua família a jogos de high school no Thanksgiving e seguia os Steelers desde os 5 anos de idade.

“Ninguém amava mais futebol na minha família do que eu. Jack Lambert (ex-linebacker dos Steelers) era meu herói, e se tornou parte de tudo que eu fazia”, diz Locust.

Depois de se formar na universidade de Temple, Lori decidiu fazer parte do time de mulheres de Harrisburg, mesmo já estando com 40 anos. Jogou por quatro temporadas antes de se machucar e acabar na sideline como técnica. Foi aí que tudo começou.

Primeiro trabalhou como assistente da Township High School de 2010-2018, depois no semiprofissional de Central Penn por três anos, e mais dois na DMV Elite. Recebeu a ligação da AAF (Alliance American of Football) após dois anos com o Keystone Assault da Women’s Football League (que falei a respeito dessa liga aqui), e em 2018 recebeu o convite para participar do programa de estágio Bill Walsh Diversity Coaching Fellowship no Baltimore Ravens, onde lá também foi a primeira mulher da franquia.

Lori Locust no treino do Baltimore Ravens ano passado
Lori Locust no treino do Baltimore Ravens ano passado Baltimore Ravens

“Foi incrível. Eu trabalhei primeiro com a linha defensiva e linebackers, mas quando você entra na sala, percebe que cada um dos técnicos tem muita experiência. Era uma sala cheia de coordenadores defensivos, e eu tentei me inteirar sobre os novos termos, esquemas e responsabilidades”, conta.

Obviamente a pergunta que ela sempre ouve é: “Como os jogadores profissionais reagem ao serem treinados por uma mulher?”

“Nunca tive problema com nenhum deles. Ninguém nunca me tratou diferente do que sou, uma técnica. Os jogadores são capazes de perceber quando alguém não está sendo autêntico. Eu converso com eles sobre o esquema de jogo, não faço nada diferente de qualquer outro técnico”, responde Locust.

O convite para trabalhar no Buccaneers teve ajuda de uma outra mulher, Katie Sowers, assistente ofensivo do San Francisco 49ers: Joe Pendry, General Manager do Birmingham Iron (até então, time que Locust treinava), já tinha trabalhado com Arians, quando o contratou para o Kansas City Chiefs. Ele sabia que Arians queria uma assistente mulher na equipe, foi quando Katie ligou para Locust e disse a ela para entregar seu currículo a Arians, pois ela soube que tinha uma oportunidade em Tampa.

Lori Locust no treino do Iron Birmingham
Lori Locust no treino do Iron Birmingham Birmingham Iron/AAF

Sendo assim, Lori enviou um email a Arians – soube que ele estava em Birmingham para um camp de técnicos na Universidade do Alabama/Birmingham – e então recebeu a ligação esperada.

“Eu fui muito abençoada, essa organização é impressionante, eles são tão abertos à diversidade, dá para perceber pelos programas que têm para garotas, como o flag football league. Darcie Glazer Kassewitz (dona da franquia) é muito autêntica, sou muito grata! Tive um caminho diferente no começo, mas eu sabia que trabalho duro me faria chegar lá. Eu sinto uma certa responsabilidade de ser um exemplo e mostrar que pode ser feito”, conta Locust.

Em um ambiente tão masculino quanto a NFL, cada conquista dessas mulheres deve sempre ser comemorada e aplaudida. É extremamente gratificante perceber que a porta está se abrindo, seja com uma representatividade tão pequena ainda, mas ainda assim, sendo uma representatividade tão importante, que certamente moldará o futuro de tantas outras garotas que sonham em trabalhar com futebol. É possível, e já está sendo feito, e como bastante trabalho, nosso espaço tende a aumentar cada vez mais!

Fonte: Paula Ivoglo

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Tampa Bay Buccaneers contrata duas mulheres para fazerem parte de sua equipe técnica

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Futebol americano profissional feminino existe, mas custa caro para as atletas

Paula Ivoglo
Paula Ivoglo

As mulheres que jogam futebol americano são movidas única e exclusivamente pela paixão, não pelo dinheiro. Elas vestem seus equipamentos, capacetes e se submetem a pancadas brutais porque não se imaginam fazendo outra coisa, mesmo arriscando seu corpo e saúde, mesmo sem nenhuma compensação monetária. Na verdade, a maioria das mulheres que joga, têm que pagar do próprio bolso para praticar a modalidade.

As ligas de futebol americano femininas de tackle football (com contato físico e equipamentos de proteção) estão ganhando visibilidade e credibilidade. Uma das principais ligas nos EUA, a Women’s Football Alliance tem 68 times que jogarão na temporada de 2019.

Portland Fighting Wave v Los Angeles Warriors LOS ANGELES, CA - 30 Junho: Jogadoras do LA Warriors erguem seus capacetes para o hino nacional.
Portland Fighting Wave v Los Angeles Warriors LOS ANGELES, CA - 30 Junho: Jogadoras do LA Warriors erguem seus capacetes para o hino nacional. Foto Meg Oliphant/Getty Images)

As regras são similares ao futebol masculino, adaptadas do livro de regras da NCAA. A maioria dos times treina 3 vezes na semana, começando em janeiro e a temporada regular tem 8 jogos, que acontecem de abril a junho, e a pós temporada em Julho.

De acordo com Lisa King, a comissária da liga, cada time trabalha com orçamento de US$ 20mil por ano, e cada jogadora tem que pagar uma anuidade para fazer parte da WFA, que custa em torno de US$1 mil á US$2 mil por temporada. A filiação inclui seguro, bolas, filmagem dos jogos para os times poderem estudar e se preparar para as partidas, custos de viagem para os playoffs e campeonatos nacionais. Cabe aos próprios times arcarem com os custos durante a temporada regular.

“A maioria dos equipamentos que utilizamos foram doados ou comprados no tamanho extra grande de criança para economizar dinheiro”, conta uma das jogadoras.


Para ajudar a arrecadar dinheiro, os times devem pagar uma taxa para jogar, que varia de acordo com a equipe, mas a maioria fica entre US$250 e US$800.  Adicionando custos de viagem e de equipamento e mais o preço que as mulheres têm que pagar para jogar, o custo aumenta ainda mais. Dependendo de onde o time joga, alugar um ônibus e hotel para todo mundo pode chegar a custos de muitos mil dólares.  Alguns times conseguem trabalhar de maneiras diferentes, conseguindo patrocinadores e fazendo eventos para levantar fundos, mas nenhuma jogadora ganha qualquer tipo de ajuda de custo das equipes. 

Em um mundo ideal, as jogadoras deviam focar apenas em treinar, mas nesse cenário, elas devem se preocupar em conseguir dinheiro para jogar e a maioria das atletas tem um trabalho regular e/ou estudam. Além de todos esses gastos, tem o risco de potenciais lesões, que podem acabar com uma carreira e atrapalhar bastante a vida pessoal e profissional das atletas fora de campo.

Apesar de todas as dificuldades enfrentadas, isso não significa que o futebol americano feminino nunca será profissionalizado e monetizado, afinal no começo da própria NFL, em 1920, não havia lucro nem salários. As ligas de futebol americano femininos estão ativas por no máximo duas décadas, e nem sempre de maneira estruturada, então há muito o que evoluir.

Na Europa, o crescimento de mulheres que jogam futebol americano é de impressionar: atualmente, 21 países com mais de 200 times apenas de mulheres jogam a modalidade, todas sem qualquer tipo de ajuda monetária.


Já no Brasil, o próprio futebol americano masculino ainda engatinha e tem pouco patrocínio e investimento. Os times e atletas daqui (seja masculino ou feminino) custeiam suas viagens para poder jogar, e isso por muitas vezes inviabiliza tentar algo mais profissional, afinal, o investimento é muito alto, não só de dinheiro, mas também de tempo. Alguns jogadores de alguns times mais estruturados já são pagos para jogar, mas a grande maioria é amadora.

Em se tratando do futebol americano feminino, o país conta com aproximadamente 10 times full pads, que jogam tackle football. A modalidade que mais faz sucesso entre as mulheres é o flag football, já que demanda um nível de investimento bem mais baixo, afinal não precisa de equipamentos para jogar. 

Como tudo tem que ter um início, esse é o começo da representatividade feminina no futebol americano. Alguns países estão mais avançados nessas iniciativas que outros, mas é importante manter o foco e se estruturar, com o objetivo de crescer e ganhar mais visibilidade, para atrair público e investidores, alavancando assim a carreira de tantas atletas que amam e dedicam suas vidas ao esporte.

Fonte: Paula Ivoglo

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Futebol americano profissional feminino existe, mas custa caro para as atletas

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