‘Fórum 360 Basquete’ vai reunir profissionais do mercado em amplo debate sobre a modalidade

NBA na ESPN
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Um olhar sobre a modalidade que mais cresce no país. Esse é o objetivo do ‘Fórum 360 Basquete: Cenário, Mercado e Mídias’, evento que será realizado em 9 de novembro, no auditório da Academia Competition (São Paulo), reunindo profissionais do mercado para um dia repleto de debates sobre o basquete. Na programação, painéis de debates reunindo mais de 25 convidados, entre eles jornalistas (TV, rádio, Internet e impresso), executivos de marcas, agências e plataformas digitais e nomes do esporte, além de apresentações de representantes de entidades, como NBA (National Basketball Association), NBB (Novo Basquete Brasil), CBB (Confederação Brasileira de Basketball) e LBF (Liga de Basquete Feminino).

As inscrições já estão abertas pelo site www.360forum.com.br e são limitadas. Parte da renda será transformada em doação à Cruz Vermelha do Brasil. O evento é uma realização de MPC Rio Comunicação, Old Coach Branding e Think Sports, com apoio de ACEESP (Associação de Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo), Academia Competition e Cruz Vermelha do Brasil. Mais informações pelo email contato@360forum.com.br e no perfil oficial no Instagram @360.forum.

Abaixo a programação do evento* *sujeito a alterações por parte da organização

8h – Check-In 8h45min – Boas-Vindas e Apresentação do Fórum 360 Basquete Samy Vaisman (MPC Rio Comunicação) e Antônio Romero (OC Branding) 

9h – Mesa de Debate: Momento do Basquete e Atuação da Imprensa/Mídia Participantes: Marcius Azevedo (O Estado de SP), Marcos Guedes (Grupo Folha), Fábio Balassiano (Blog Bala na Cesta / UOL) e Erick Castelhero (ACEESP). Mediador: André Sanches (CBN / Rádio Globo) 

9h55 – Palestra NBA (Rodrigo Vicentini – Head da NBA no Brasil) 10h35 – Coffee Break 10h50 – Palestra NBB (Guilherme Buso – Diretor de Comunicação do NBB) 11h35 – Palestra CBB (nome a confirmar) 

12h20 – Palestra LBF (Ricardo Molina – Presidente da Liga de Basquete Feminino) 

13h – Intervalo 

14h – Reunião de Pauta: Novas Histórias na Mídia Participantes: Daniel Minozzi (TV Globo/SporTV), Rubens Pozzi (ESPN), José Emílio Ambrósio (TV Bandeirantes) e Márcio Moron (Fox Sports). Mediador: José Renato Ambrósio (TV Globo / SporTV) 

15h15 – Conteúdo Digital / Streaming Participantes: Gustavo Poloni (Twitter), Renan Prates (DAZN), João Fernandes (OC Branding) – representante Facebook a confirmar. Mediador: Fernando Medeiros 

16h30 – Coffee Break 

16h45 – Marcas, Marketing e Gestão Participantes: Rodrigo Lopes (Nestlé), Arthur Borelli (Think Sports), ‘Magic’ Paula (campeã mundial) e Diego Garcia (Nike). Mediador: Erich Beting (Máquina do Esporte) 18h – Considerações Finais e Encerramento

Mais informações: Fórum 360 Basquete

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Sem brio, sem fome, sem título: os Clippers cavaram sua própria cova e jogaram seu futuro fora

Pedro Suaide
Pedro Suaide

Quando você vai para o tudo ou nada, existe uma terceira opção: a humilhação. O Los Angeles Clippers foi humilhado.

O Denver Nuggets disputou 7 guerras contra o Utah Jazz e chegou para essa série completamente baleado. O time da Califórnia, como era esperado, fez 3 a 1. Mas, na hora de fechar, pipocou. Uma das maiores de todos os tempos. E além disso, mostrou a diferença que a vontade de ganhar pode fazer em um, dois e três jogos. 

A linguagem corporal mostrava uma certeza da classificação. Suas falas também. Mas o basquete é resolvido dentro de quadra. Denver buscou viradas surreais nos jogos 5 e 6. No jogo 7, se recusaram a perder.

Na primeira rodada, contra os Mavs, eles já sofreram mais do que deveriam, e se Porzingis tivesse saudável era bem possível imaginar um jogo 7. Contra os Nuggets, pagaram o caro preço do salto alto: afinal, Marcus Morris gritou na cara de Paul Milsap para o jogador dos Nuggets se preparar para ir embora. Sim, Marcus Morris, que fez 7 pontos no jogo 7 e agora está voltando para casa.

Se você fala, você tem que corresponder. E esse é o problema dos Clippers. Quem fala, não corresponde. Quem corresponde, não fala. Um time que quer ser campeão não pode ter em Patrick Beverley sua única 'chama'. Kawhi Leonard, o homem de gelo, precisa aprender um pouco com LeBron James, Jimmy Butler e até mesmo com o garoto Jamal Murray quando é a hora de chamar seus companheiros de time dentro de quadra e botar ordem no recinto. Vibrar, gritar. Mais do que um craque, ser um líder. 

Nos Raptors ele foi campeão com essa postura 'gelada', mas Kyle Lowry compensava como craque e líder.  

Paul George, que se autodenominou 'Playoff P', voltou a ser o 'Pipoca P', desaparecendo em mais um jogo de vida ou morte: dessa vez com 10 pontos, acertando 4 de 16 arremessos e 2 de 11 dos três pontos. Como se não fosse suficiente, Kawhi fez seu pior jogo de mata-mata desde 2016. Nikola Jokic, sozinho, teve mais rebotes (22 a 10), assistências (13 a 8) e tocos (3 a 2) do que os dois craques de LA juntos. 

Durante toda a temporada foi evidente a falta de encaixe dos Clippers, assim como uma construção de elenco muito questionável. Mas o talento era tão grande que eles foram levando sem sustos, teoricamente podendo 'virar a chavinha' quando quisessem. Não é assim que funciona. 

Como se já não fosse suficiente, a próxima temporada será um novo 'tudo ou nada', mas com risco muito maior. Os contratos de Paul George e Kawhi têm apenas mais um ano garantido, e para trazer a dupla, os Clippers acabaram com seu próprio futuro.

Kawhi avisou que só assinaria com a franquia se outra estrela, como Paul George, fosse para lá. Para conseguir PG, os Clippers abriram mão de Shai Gilgeous-Alexander, Danilo Gallinari, quatro escolhas não protegidas de primeira rodada do draft, uma outra escolha de primeira rodada (dessa vez protegida) e ainda mais duas trocas de escolhas, que podem fazer o Thunder ter um posicionamento melhor. 

Como resumir isso? LA não tem a sua escolha de primeira rodada do draft até 2026 e ainda mandou embora um dos armadores mais promissores da NBA. E se não for campeão na próxima temporada, terá grandes chances de perder o que conseguiu nessa troca. 

Os Clippers falaram muito e, em muitos momentos, jogaram muito. Mas, para ser campeão, jogar não é suficiente. Faltou coração, o que sobrou em Denver. O time que foi tão elogiado por ser 'low profile' morreu pela própria falta de brio. 

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Ben Simmons ou Embiid? Negociando um dos dois, listamos ideias de trocas para os Sixers buscarem o título com nova estrela

Pedro Suaide
Pedro Suaide

“Eu sempre disse que quero encerrar a minha carreira na Philadelphia e, se a história for essa, ótimo. Se isso não ocorrer, bem, você segue em frente e vive sua vida”.

Após os Sixers serem varridos pelo seu grande rival, o Boston Celtics, Joel Embiid abordou o assunto que ninguém de dentro da franquia gostaria de falar sobre. 

Foram anos e anos prometendo o tal 'processo' e dizendo à torcida que valeria a pena esperar. Depois de temporadas humilhantes, o time voltou a ser relevante e acertou em cheio em duas escolhas de draft: Joel Embiid e Ben Simmons. Muitos problemas com lesões e o azar de Kawhi Leonard acertar o arremesso de sua vida no Jogo 7 das finais do Leste de 2019, entretanto, separaram o time da missão de ser campeão.

Pior. O time parece um catado. Sem ritmo nem entrosamento, agora levaram 4 a 0 e colocaram em pauta mais do que nunca a dúvida: e se o time não tiver como dar certo ao redor de Embiid e Simmons?

Apesar de ambos serem ótimos jovens jogadores, o encaixe parece um problema. Ambos precisam de espaço no garrafão para alcançar seu potencial e talvez seja uma boa aproveitar o alto valor de mercado que os dois têm para reconstruir a equipe e sonhar com um futuro melhor.

Brett Brown, antigo técnico da equipe, já foi demitido após a eliminação. O ex-comandante claramente não conseguia fazer a equipe chegar ao seu 'teto', e agora talvez um novo treinador goste da ideia de um elenco reformulado.

Mas quem sai? Considerando o contrato de Tobias Harris praticamente impossível de negociar, imaginei cenários nos quais as contas de salários fechassem e trago algumas ideias de negócios ao redor de Embiid e Simmons.


Sixers recebem: Andrew Wiggins, a 2ª escolha geral do draft de 2020 e a escolha de 1ª rodada do draft de 2021 (via Timberwolves)

Warriors recebem: Joel Embiid

Wiggins não será uma estrela da liga, mas definitivamente pode contribuir ao lado de uma estrela. Com ele, uma escolha altíssima de draft, capaz de selecionar um jogador como Anthony Edwards, LaMelo Ball ou James Wiseman e ainda outra escolha de primeira rodada. Um pacote muito interessante para dar as chaves da franquia a Simmons e construir uma equipe que potencialize seus pontos altos ao seu redor, assim como os Bucks com Antetokounmpo. Já os Warriors mantém a dinastia viva e vão com tudo para ganhar mais títulos em um curtíssimo prazo.


Sixers recebem: Jamal Murray, Monte Morris e a escolha de 2ª rodada do draft de 2020

Nuggets recebem: Ben Simmons

Os Sixers suprem seus problemas de armação e criam um pick and roll mortal com Embiid e Murray, que cada vez mais mostra potencial de ser um dos grandes pontuadores da liga. Com ele, chega um bom armador reserva. Em Denver, Ben Simmons forma a dupla com outro pivô, mas que tem características muito diferentes das de Embiid e pode abrir o garrafão com muito mais facilidade. Ao redor dos dois, os Nuggets podem ter um futuro brilhante.


Sixers recbem: CJ McCollum, Jusuf Nurkic e Afernee Simmons

Blazers recebem: Joel Embiid e Josh Richardson

Foram anos e anos da dupla Lillard e McCollum liderando Portland. Após uma final de conferência e muitos momentos históricos, talvez a franquia precise abrir mão de CJ para tentar ganhar um anel ainda no auge de Dame, e isso pode acontecer Embiid no garrafão e Richardson completando o backcourt. Em Philly, McCollum divide a armação com Simmons, que ganha um companheiro muito consistente. Nurkic supre a falta de rebotes e Afernee pode ser o fogo que vem do banco.


Sixers recebem: Chris Paul, Luguentz Dort e a escolha de 1ª rodada do draft de 2020 (via Nuggets)

Thunder recebe: Ben Simmons

Nessa temporada, CP3 mostrou que ainda é um dos melhores da NBA - e ele pode ser a peça que faz Embiid chegar ao seu auge. Com ele, o ótimo defensor Lu Dort, de 21 anos, e uma boa escolha de draft. Em OKC, o contrato de Paul é trocado por um garoto cheio de potencial para se juntar a Shai Gilgeous-Alexander e uma enxurrada de escolhas altas de draft nos próximos anos, que formarão a equipe ao redor da dupla.


Sixers recebem: Kristaps Porzingis e a escolha de 2ª rodada do draft de 2020

Mavericks recebem: Joel Embiid

Com Porzingis, Ben Simmons terá um gigante que abre a quadra e pode dar espaço para ele infiltrar, seja para pontuar ou para abrir a bola com sua ótima visão. Com Embiid, Doncic fará uma das duplas mais surreais da NBA. De quebra, os Mavs se tornarão ainda mais atrativos para fechar com um agente livre de contrato máximo - sim, eles têm espaço no teto salarial para isso.


Sixers recebem: Jrue Holiday, Nickeil Alexander-Walker, a 13ª escolha geral do draft de 2020 e a escolha de 2ª rodada do draft de 2021

Pelicans recebem: Joel Embiid

Os Sixers pegam um armador de elite para cuidar da criação com Ben Simmons, que agora tem espaço para infiltrar no garrafão com a bola. Na defesa, a dupla forma uma das melhores parcerias da liga. Além disso, trazem um garoto com muito potencial e ganham uma escolha alta no próximo draft. Do outro lado, os Pelicans montam um garrafão com Zion e Embiid, dão a armação do time oficialmente para Lonzo Ball e fecham um dos melhores quintetos da liga, somando Ingram e Redick.


Sixers recebem: Kyle Lowry, a escolha de 1ª rodada do draft de 2020 e a escolha de 2ª rodada do draft de 2021

Raptors recebem: Ben Simmons

Uma troca parecida com a de Chris Paul. Os Sixers ganham um armador do mais alto calibre e que, nesse caso, já é campeão da NBA para jogar com Embiid. Além disso, garantem escolhas de draft para seguir fortalecendo o elenco. Já os canadenses pensam no futuro e unem os jovens All-Stars Simmons e Siakam.

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Celtics não dão chances e eliminam 76ers de Embiid e cia. nos playoffs da NBA

NBA na ESPN
NBA na ESPN

Vocês decidiram, e o Boston Celtics avançou nos playoffs da Conferência Leste da NBA no #EuDecidoNBAnaESPN.

O duelo era um dos mais equilibrados no papel, mas terminou com uma vantagem considerável. Jayson e cia. passaram pelo Philadelphia 76ers de Joel Embiid, Ben Simmons e cia. por 217 a 114.

Como funciona? Desde quarta-feira, às 20h (de Brasília), lançamos no Instagram da ESPN as partidas de primeira rodada dos playoffs, e o time vencedor será definido por você nos comentários. O resultado será sempre publicado aqui no blog do ESPN League, dentro do ESPN.com.br.

Os 16 times foram definidos a partir da classificação no momento da suspensão da temporada. Para os playoffs e finais de conferência, a equipe classificada será definida em uma partida única; para as Finais, o campeão sairá de uma série de 4 a 7 jogos/posts.

Todos os dias, às 20h, o jogo do dia irá ao ar, e a contagem dos comentários vai valer até às 16h do dia seguinte. As conferências Leste e Oeste vão se revezar dia a dia para a definição dos resultados.

O próximo confronto será entre Denver NuggetsHouston Rockets. Quem vence esse duelo?


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Celtics não dão chances e eliminam 76ers de Embiid e cia. nos playoffs da NBA

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LeBron não é o MVP, mas deixa cada vez mais claro quem é o melhor jogador do mundo

Pedro Suaide
Pedro Suaide


O prêmio de MVP (Jogador Mais Valioso) da NBA é confuso e quase sempre vai gerar discussão. Quem deve ganhar? O jogador que tem maior valor para seu time, o melhor jogador na melhor equipe, o que tem os melhores números... Em algumas vezes, como com Curry em 2016, um jogador preenche todos esses inúmeros requisitos e não temos dúvidas sobre o premiado. 

O que faz Giannis Antetokounmpo é incontestável, e ele deveria ser eleito MVP com uma boa margem de vantagem, pois está tendo uma das melhores temporadas regulares de todos os tempos. Entretanto, o fato de LeBron James gerar uma discussão já é um mérito gigantesco.

O camisa 23 dos Lakers conhece o funcionamento da NBA como nenhum outro atleta em atividade. Ele sabe quais jogos são mais importantes, sabe como se preparar para os playoffs e também o que falar nas entrevistas... E com isso consegue construir uma narrativa a seu favor com um domínio que Giannis ainda não tem - e talvez nunca tenha. Ele joga xadrez enquanto o resto da liga joga damas.

Usando esse conhecimento, e atuando em altíssimo nível, LeBron 'quebrou tudo' no final de semana mais importante da temporada regular. Na sexta-feira, encarou o melhor time da NBA e bateu o grego. 37 pontos, 8 rebotes e 8 assistências. Segurou Giannis para apenas 7 pontos e 2 arremessos certos em 8 tentados quando o marcava. 

Domingo o adversário foi o Los Angeles Clippers, time que havia derrotado os Lakers duas vezes na temporada. E aí LeBron, com 28 pontos, 9 assistências e 7 rebotes, mandou outro recado. Mostrou que não existe isso deste duelo ser um 'encaixe ruim' para os Lakers, superou Kawhi Leonard e deixou claro que seu time é sim favorito caso eles se encontrem nos playoffs.

Em seu 17º ano na Liga, fazendo seus 58º e 59º jogos da temporada, contra os outros dois melhores times da liga, LeBron foi soberano contra o atual MVP e o atual MVP das Finais. Como?

Jogando como armador, abusou de sua inteligência. Mostrou como ler onde a defesa adversária vai sofrer, que é o companheiro de equipe ideal e foi agressivo. Arremessou da linha do lance livre três vezes mais do que sua média, garantindo pontos fáceis. Defendeu jogadores do mais alto nível e conseguiu diminuir seus ritmos. E tudo isso nos jogos que, até agora, nos jogos mais esperados, assistidos e discutidos - e ele sabia que seriam esses.

Giannis Antetokounmpo é o MVP da NBA com todos os méritos do mundo, mas LeBron deixa claro que não existe jogador de basquete melhor ou mais inteligente do que ele. E é isso que campeões têm.

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Eu nunca quis ser como Kobe Bryant, mas nunca amei outro jogador como amo Kobe Bryant

Guilherme Sacco
Guilherme Sacco

         
    


Eu nunca quis ser como Kobe Bryant. É estranho falar isso, ainda mais em um momento como esse, mas eu nunca quis ser como Kobe Bryant. Ao mesmo tempo, nunca me apaixonei tanto por um jogador como me apaixonei por Kobe Bryant.

Explicar esse sentimento é quase impossível, mas como eu fui amar alguém que era o contrário do que eu sempre fui ou quis ser?

Nunca acreditei que a competitividade em excesso fosse uma virtude ou algo a ser exaltado. Nunca achei que trabalhar demais fosse saudável ou que gritar com seus companheiros durante um treinamento e tentar motivá-los pela pressão seja o caminho correto.

Como então eu fui me apaixonar pelo cara mais obcecado da história da NBA? O cara que acordava 4h da manhã e ia dormir meia-noite sempre com uma bola embaixo do braço? Que gritava com companheiros um treino sim e no outro também?

Simplesmente porque ele era Kobe Bryant.

Existia algo de diferente naquela camisa 24, uma aura hipnotizante que me fazia jogar todas as minhas convicções pela janela toda vez que ela ia à boca de Kobe e eu sabia que vinha algo especial.

Vá em paz, Mamba
Vá em paz, Mamba Harry How/Getty Images

Eu era apenas uma criança quando comecei a acompanhar os feitos do Black Mamba e foi por causa dele que eu me apaixonei por basquete. Se hoje eu escrevo esse texto é porque Kobe fez eu amar essa bola laranja mais do que qualquer outra coisa na vida. Foi por ficar maravilhado com as atuações espetaculares nos jogos mais difíceis, principalmente nos minutos finais. Pela enormidade de bolas vencedoras e arremessos no estouro do cronômetro. Pela capacidade de se despedir da liga anotando 60 pontos após praticamente duas décadas de pura dedicação, sangue, suor e lágrimas. De altos e baixos.

A coisa mais difícil do mundo era eu concordar com alguma postura dele. Sempre fui um dos maiores advogados de acusação da "Mamba Mentality" e todas as coisas, pra mim, negativas que ela trouxe. Ainda assim, nunca amei e nem devo amar alguém como Kobe. E essa é a mágica de Kobe Bryant.

Kobe nunca deixou de ser Kobe. Você concorde com ele ou não, Kobe não deixaria de ser Kobe. Se três arremessos consecutivos foram os responsáveis pela derrota na quarta-feira, ele acreditava que seriam os responsáveis pela vitória na sexta-feira. E fazia eles serem. Acima de tudo, Kobe sempre foi Kobe, o que quer que isso significasse ser, sem o menor remorso.

Eu posso não concordar com a postura, mas jamais vou deixar de assistir os vídeos de melhores momentos, de me emocionar com eles e com as conquistas, de admirar a autenticidade. Vou seguir gritando "Kobe!" a cada bolinha de papel jogada no lixo.

Eu nunca quis ser como Kobe, mas nunca amei outro jogador como amo Kobe. Vá em paz, Mamba.

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Meu sonho era ser Kobe Bryant

Pedro Suaide
Pedro Suaide



Kobe foi draftado em 1996. Eu nasci no ano seguinte, e dez anos depois comecei a jogar basquete competitivamente. Antes disso, me apaixonei pelo esporte de tanto assistir partidas com meu pai. De 2007 a 2012, joguei campeonatos estaduais e sul-americanos, e meu sonho era ser Kobe Bryant!

Toda criança e adolescente tem isso: imitar um movimento, uma comemoração, passar noites e noites vendo lances - ao vivo e melhores momentos. Com toda a minha geração, este espelho foi ele. 

Sozinho, em qualquer quadra que fosse, puxava a camisa pela entrada da manga regata como ele fazia. Me imaginava ganhando um título da NBA e subindo na mesa ao centro da quadra e abrindo meus braços do jeito que ele eternizou em 2010.  A grande maioria das cestas que fiz durante minha 'carreira', comemorei com o braço dobrado e o punho, fechado, em frente ao meu rosto, como tanto o vi fazer. Sonhava com o dia em que ia jogar contra ele. 

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Sequer cheguei perto de ser jogador profissional, mas Kobe ainda definiu meu futuro. Decidi trabalhar com esporte por causa da NBA. E muito do meu amor pela NBA veio por causa dele. O basquete é uma bússola na minha vida, assim como na de tantas outras pessoas, e foi ele que me fez escolher o Jornalismo. 

Mas muito além disso, esse esporte criou meus círculos de amizade e colocou inúmeras pessoas tão importantes na minha vida.  Me fez mais próximo do meu pai e me ensinou as principais coisas que sei. E falando em ser pai, Kobe foi com P maiúsculo - e se como jogador não fui como ele, que eu seja para meus filhos que algum dia virão o que ele foi para Gigi, Bianka, Natalia e a bebê Capri. 

Se sonhei em ser Kobe quando mais novo, atualmente sonhava em um dia entrevistá-lo. 

Em sua aposentadoria, chorei. Com sua carta, 'Dear Basketball', chorei mais ainda. Ontem, sequer consegui digerir o que aconteceu. 

Como disse André Kfouri, Kobe foi o Jordan de quem não viu Jordan. Além disso, foi o Jordan da era digital. A carreira inteira de Bryant, do primeiro ao último dia, está documentada, viralizada e compartilhada nas redes sociais. 

No Brasil, Kobe é um dos esportistas mais amados da história. Seu auge correu lado a lado com a globalização da NBA, muito por causa de David Stern, que também nos deixou há pouco tempo. Jogou a carreira inteira em uma franquia popular e vencedora, e por lá venceu. O brasileiro ovaciona Kobe Bryant, e sua camisa é marca registrada em parques, rachões e praias por todo nosso país. 

Kobe Bryant morreu aos 41 anos em acidente de helicóptero
Kobe Bryant morreu aos 41 anos em acidente de helicóptero ESPN

Seu legado como jogador, personalidade e pai é imensurável, e seguir exaltando seus feitos é chover no molhado. Ele podia ser amado ou odiado por jogar nos Lakers, por sua mentalidade, por seus erros ou acertos dentro de quadra... Mas ele sempre foi respeitado e reconhecido como o que é: uma lenda. Kobe rompeu as barreiras do esporte e do clubismo e se tornou um astro além de seu nicho - coisa que pouquíssimos conseguem. Resta agradecer por tanto.

Então, obrigado por toda noite mal dormida por causa do fuso horário da Califórnia. Obrigado por todo arremesso completamente irracional que caiu e que me fez tomar broncas em quadra ao tentar imitá-los. Obrigado pelos títulos, pelas marcas e pelas frases. Obrigado por ter moldado toda uma geração. Obrigado por ter me ajudado a escolher o meu futuro. 

Obrigado, do fundo do meu coração, Kobe!

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Já passou da hora de darmos o devido valor a Damian Lillard

Pedro Suaide
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Eu, você e qualquer pessoa que já assistiu um jogo de basquete sabemos que Damian Lillard é um bom jogador. Ótimas médias, sempre presente nos playoffs, jogadas marcantes... E seguimos o definindo como um bom jogador.

Parece oportunista fazer um texto como esse agora, após ele marcar 34, 34, 61 e 47 pontos nos seus últimos quatro jogos - e talvez realmente seja. Mas a gente precisa falar sobre o tamanho de Damian Lillard.

O armador caminha para se tornar o maior ídolo da história do Portland Trail Blazers, e com certeza já fez duas das mais marcantes jogadas do século da NBA:


         
     

E como fazemos com grandes jogadores, o exaltamos por isso. Mas imagine se Russell Westbrook tivesse o feito - em playoffs, como Dame fez.

Na última semana, como já foi dito, Lillard marcou 61 pontos. E mais 47 no jogo seguinte. Quando James Harden tem atuações desse tipo, todos perdemos a linha - como deve ser feito. Com Lillard, o entusiasmo parece que acaba rápido.

Talvez por ele não ser uma personalidade polêmica, talvez por ele jogar em Portland, talvez por ele falar pouco. Nós, a mídia, damos muito pouco valor para o que Damian Lillard faz - há anos.

Sua única temporada na carreira com menos de 20 pontos por jogo foi a primeira, de calouro, com 19. Nos últimos cinco anos, tem média superior a 25 - e nesse mesmo período de tempo chuta mais de 36% nos arremessos longos, acertando, no mínimo, três arremessos em média. 

Discutivelmente, Lillard é o jogador mais clutch da NBA - aquele cara em quem a gente confia na hora de decidir o jogo. Do mesmo jeito, confiamos nele para arremessar bolas que apenas ele e Stephen Curry conseguem, de muito longe. Entretanto, se alguém faz uma cesta do meio da rua, dizemos que foi uma 'cesta de Curry', mas nunca uma 'cesta de Lillard'.

Com sua atuação de 61 pontos, ele se tornou o jogador com a melhor e a segunda melhor pontuação da história entre jogadores de 1,88 metro ou menos, com 61 e 60. A concorrência que ele deixou para trás? Tim Hardaway, Chris Paul, Allen Iverson, Isiah Thomas, John Stockton, Jerry West e muitos outros 'baixinhos'. 


         
     

Além disso, entrou num grupo de elite e se tornou um dos únicos seis jogadores da história da liga com mais de um jogo de 60 pontos, ao lado de Elgin Baylor (3), Michael Jordan (4), James Harden (4), Kobe Bryant (6) e Wilt Chamberlain (32).  Mas Lillard foi o único a fazer um jogo com tantos pontos acertando 11 cestas de três pontos.

Pensando na franquia de Portland, Lillard é o segundo maior cestinha e o terceiro com mais assistências... Isso sem ser sequer um dos 10 com mais minutos em quadra, já que está na liga há apenas oito anos.

Com 29 anos, Lillard é, literalmente, o presente da NBA. E já passou da hora de o tratarmos com o status que ele merece: um dos melhores jogadores do século.

Apreciem sem moderação.


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Zion Williamson tem uma primeira missão para mostrar sua grandeza: levar os Pelicans aos playoffs

Pedro Suaide
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Vamos direto ao ponto: com Zion Williamson, o New Orleans Pelicans precisa agarrar e não devolver uma vaga nos playoffs do Oeste da NBA, mais aberto do que nunca.

O time fez sua lição de casa até agora. Após 44 jogos disputados na temporada, todos sem a primeira escolha do draft, o time tem 17 vitórias e 27 derrotas, uma campanha dentro do esperado, principalmente com tantas lesões curtas, como as de Brandon Ingram, Jrue Holliday, Lonzo Ball e Derrick Favors, quarteto que ocupa grande parte da minutagem do time.

Após o elenco 'engrenar', já são 11 vitórias nas últimas 16 partidas. Agora, o tão esperado Zion Williamson fará sua primeira partida oficial pela franquia - contra oSan Antonio Spurs, às 23h30, AO VIVO na ESPN e no WatchESPN.

Zion divide opiniões como poucos jogadores, e a incógnita que ronda seu nome só favorece na discussão entre gregos e troianos. Já ouvimos muitas coisas, desde "ele é gordo" até "ele será o melhor jogador da NBA na próxima década". Se apegando à fatos, o que sabemos? Sua pré-temporada, saudável e disputada em alto nível, foi histórica.

Durante os quatro jogos que ele fez, teve a quarta melhor média de pontos por jogo do período, com 23,3 por jogo - atrás apenas de James Harden (31,2), Giannis Antetokounmpo (27,3) e Stephen Curry (26,8). 

|A estreia de Zion: o que esperar da primeira partida do calouro dos Pelicans na NBA|

Zion ainda tornou-se o primeiro calouro a ter média de mais de 20 pontos por jogo acertando 70% de seus arremessos, e é aqui que ele se torna ainda mais assustador. Sua habilidade com a bola na mão é tão boa quanto a de qualquer craque regular da NBA. Entretanto, sua impulsão, força e velocidade formam uma junção nunca antes vista, e seu controle de corpo e equilíbrio, principalmente no ar e a caminho do arremesso, fazem dele um perigo constante perto da cesta. Todo arremesso que ele faz perto da cesta é de alta qualidade.

E na defesa ele também pode fazer toda a diferença. Até hoje, seu time é o 10º pior defendendo na liga. Entretanto, Zion tem uma versatilidade que, se ele desenvolver contra os maiores jogadores do mundo, podem fazer dele uma espécie de Draymond Green com mais impulsão ao marcar: um general. Durante seu ano em Duke, teve médias de 2,1 roubos e 1,8 toco por jogo. Com algo que lembre isso NBA, poderá mudar sua equipe.  

Apesar de ser o 12º de sua conferência, os Pelicans estão apenasn três jogos e meio atrás do Memphis Grizzlies, o 8º. Isso quer significa que o time tem chances realíssimas de chegar lá, mas também mostra que, para isso, terá que superar seis adversários que estão vivos na disputa.

Atrás, com dois jogos e meio a menos do que os Pelicans, estão os Kings e os Wolves, que parecem estar perdendo o fôlego de vez enquanto perdem partidas em sequência.

À frente, estão Suns, Blazers e Spurs, até chegarmos aos Grizzlies, que hoje iriam aos playoffs: dois times com muita experiência e dois comandados por garotos. E é por ser a perfeita mistura disso que os Pelicans precisam se sobressair.

Se os Pelicans são liderados Lillard, McCollum e Carmelo, e os Spurs por DeRozan e Aldridge, os Pelicans têm Jrue Holliday, JJ Redick e Derrick Favors com muitos minutos em sua rotação. Jogadores consolidados, com experiência em playoffs e que melhoram aqueles ao seu redor.

E enquanto os Suns crescem com Booker, Oubre e Ayton, e os Grizzliers surpreendem com Ja Morant e Jaren Jackson Jr, os Pelicans contam com um núcleo jovem mais completo do que ambos. Lonzo Ball está finalmente mostrando o grande jogador que pode ser; Brandon Ingram têm temporada de All-Star e aos poucos se consolida como um dos grandes jogadores da liga; e ainda restam Josh Hart, Jaxson Hayes e Nickeil Alexander-Walker, que entregam menos, mas seguem evoluindo.

Agora adicione Zion Williamson a tudo isso. Não, ele não precisará fazer 20 pontos e pegar 12 rebotes por jogo, nem dar 3 tocos ou acertar 80% de seus arremessos. Seu tamanho e sua força abrem caminhos na quadra. Ele, ao entrar em quadra, já intimida defesas e as obriga a prestarem muita atenção nele. Com isso, é uma questão de inteligência e solidariedade (que ele já apresentou) para saber distribuir a bola e explorar os grandes talentos que New Orleans tem. 

Ele não precisa ser o cestinha ou jogador que mais participa do jogo, principalmente com as ótimas temporadas ofensivas de Jrue e Ingram. Mas craques são inteligentes, e é sua inteligência que vai abrir os caminhos.

Grandes jogadores fazem grandes coisas. Zion tem sua primeira missão naquele que parece ser seu caminho para a grandeza. Hoje é o dia 1.

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Zion Williamson tem uma primeira missão para mostrar sua grandeza: levar os Pelicans aos playoffs

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James Harden nos acostumou com o absurdo e passou a ser subestimado

Guilherme Sacco
Guilherme Sacco

         
    

James Harden terminou a década de 2010 como o maior cestinha do período. Com 19578 pontos anotados entre 1º de janeiro de 2010 e 31 de dezembro de 2019, o camisa 13 do Houston Rockets superou LeBron James, o segundo colocado, por mais de 200 pontos.

Vale lembrar que James Harden não era titular até a temporada 2012/2013, sendo "apenas" sexto homem na época de Oklahoma City Thunder. O que explica o feito do Barba? A sua capacidade absurda de pontuar que fez a gente se acostumar com o absurdo.

Nesta temporada, Harden tem média de 38,2 pontos por jogo, a maior marca desde 1986/87 quando Michael Jordan atingiu 37,1 pontos por partida.
Na reta final de dezembro, o Barba teve uma sequência de 9 jogos em que fez 39,2 pontos por jogo com 52,1% de aproveitamento dos arremessos e 48,3% do perímetro e quase ninguém falou sobre isso e, principalmente, o quão absurdo é.

James Harden passou a ser subestimado
James Harden passou a ser subestimado Stacy Revere/Getty Images

Passamos a tratar uma temporada de 38,2 pontos, 7,5 assistências, 46% de FG e 38% de 3PT (além de 62,4% de true shooting e 56,7% eFG) como algo normal e "não merecedora" do prêmio de jogador mais valioso da temporada.

James Harden faz coisas absurdas com tamanha constância que o absurdo virou normal e, portanto, o camisa 13 está passando a ser subestimado. Não se fala mais em nenhum feito do Barba que não seja fazer 60 pontos em uma partida.

Quem tenta diminuir os feitos de Harden cai nos mesmos papos de sempre: o de que ele cava muitas faltas, bate muitos arremessos livres e, portanto, pontua bastante por isso. Esquecem, por exemplo, que ele fez 55 pontos contra o Cleveland Cavaliers e 54 contra o Orlando Magic batendo 5 e 6 lances livres, respectivamente.

James Harden é um jogador histórico. O melhor cestinha desde Michael Jordan na NBA e alguém capaz de fazer 50 pontos em uma partida parecerem "normais" ou "irrelevantes". É preciso dar a devida importância histórica para o camisa 13 enquanto sua carreira está ativa e não só depois de sua aposentadoria.

Apreciem o maior pontuador da década. E não deixem a narrativa corromper a visão. Não subestimem James Harden. Tratem-o como o jogador histórico que ele é.


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James Harden nos acostumou com o absurdo e passou a ser subestimado

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O verdadeiro motivo pelo qual Carmelo Anthony foi eleito jogador da semana na NBA

Guilherme Sacco
Guilherme Sacco
Melo foi eleito o jogador da semana
Melo foi eleito o jogador da semana Alika Jenner/Getty Images

Nesta segunda-feira, a NBA anunciou os melhores jogadores da semana para cada conferência. Carmelo Anthony, do Portland Trail Blazers, venceu a premiação na Conferência Oeste.

A escolha, porém, causou uma discussão entre os fãs de basquete. Afinal, Luka Doncic, do Dallas Mavericks, teve uma semana incrível, ajudou a equipe a vencer o Los Angeles Lakers, melhor equipe da NBA no momento, com médias de 30.3 pontos, 8.7 rebotes e 9 assistências. James Harden, do Houston Rockets, fez apenas dois jogos, mas um deles de 60 pontos em apenas três quartos.

A questão, porém, vai além. Sabemos que a NBA é uma liga pautadas por narrativas e a história da última semana foi o retorno de Melo ao basquete. Depois de ficar mais de um ano sem jogar, o ala foi contratado "no desespero" pelos Blazers e ganhou uma nova - e provavelmente última - chance na NBA.


         
    

E ele tem aproveitado-a muito bem. Talvez até acima das expectativas dos mais otimistas - eu, por exemplo, fui um dos grandes defensores da volta de Melo. Com médias de 22.3 pontos, 7.7 rebotes e 2.7 assistências, Carmelo liderou os Blazers a três vitórias em três jogos na semana e a NBA viu a oportunidade perfeita de coroar a grande história da semana.

O prêmio não é pelo fato de Carmelo ter sido o melhor jogador da semana - este foi Luka Doncic -, mas, sim, por que a narrativa do retorno de Melo é a mais atraente e mais rentável para a NBA. Sinceramente? Eu não tenho o menor problema com isso.

Carmelo Anthony merece ser celebrado sempre que possível e seu retorno tem sido mágico. O que for preciso para mantê-lo assim deve ser feito.

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Os Lakers são os donos de Los Angeles | NBA no Divã #5

ESPN League
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Os Lakers são os donos de LA
Os Lakers são os donos de LA Arte ESPN

O Los Angeles Lakers tem a melhor campanha da NBA. LeBron James é um dos principais candidatos ao prêmio de MVP e Anthony Davis está jogando o que se esperava que ele jogasse. No NBA no Divã desta semana, Guilherme Sacco e Leonardo Sasso analisam o que faz dos Lakers uma equipe já tão pronta ainda no começo da temporada e, consequentemente, uma das candidatas ao título e cravam: Los Angeles ainda pertence ao lado azul e roxo da força. Confira!



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Finalmente, o absurdo foi corrigido: Carmelo Anthony está de volta à NBA

Guilherme Sacco
Guilherme Sacco
Carmelo Anthony está de volta
Carmelo Anthony está de volta Getty Images


A justiça foi feita na NBA. Carmelo Anthony está de volta às quadras e será jogador do Portland Trail Blazers. O absurdo que era Melo não estar empregado foi corrigido.

O ala não joga uma partida de NBA desde o começo da temporada passada quando foi dispensado pelo Houston Rockets após apenas 10 partidas na franquia texana. E isso é um absurdo.

Não existem 450 jogadores melhores do que Carmelo Anthony no mundo. Portanto, ele não ser um dos 15 jogadores de um dos 30 elencos da NBA é absurdo.

Não existem 450 jogadores de basquete que contribuam mais do que Carmelo Anthony poderia contribuir para qualquer equipe e isso é indiscutível. No auge, Carmelo era um dos maiores pontuadores da história do basquete.


         
    

E ninguém esquece como arremessar, muito menos alguém que foi 10x All-Star da NBA "só por pontuar". Vindo do banco de reservas e com minutos restritos, Carmelo é, indiscutivelmente, uma ótima opção para segundas unidades que precisem de alguém que converta oportunidades em cestas: exatamente o que o Blazers precisa.

A grande questão com Carmelo foi a mentalidade. A hesitação em aceitar um papel secundário. No entanto, o ala deu diversos sinais de que está disposto a se sacrificar para voltar a uma quadra de basquete e fazer o que mais gosta.


         
    

E esse é outro ponto inegável. Poucos jogadores amam entrar em uma quadra tanto quanto Carmelo Anthony. Entre todos os seus defeitos, o grande destaque no jogo de Melo sempre foi a energia e a vontade de vencer acima de tudo. Não existiu uma partida em sua carreira que Carmelo não deixou tudo em quadra.

Agora, o absurdo foi corrigido. O Portland Trail Blazers faz o que todo mundo deveria ter feito antes mesmo da temporada começar: dá a última chance para Carmelo provar de uma vez por todas que merece ser lembrado como um dos pontuadores mais letais e decisivos da NBA e não por uma figura caricata que foi criada sobre ele.

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O amanhã de Luka Doncic é hoje

Pedro Suaide
Pedro Suaide

20 anos. Alguns dos melhores jogadores universitários de basquete têm mais de 20 anos. Com essa idade, Luka Doncic é definitivamente um dos melhores, mas jogando no meio dos adultos.

Grande parte da análises sobre jogadores se baseia em sua idade e onde os mais velhos estavam com tal idade. O problema disso é que não tem como 'prever o futuro' de um ponto fora da curva, exatamente por ele não estar no mesmo nível da média.

Luka Doncic chegou à NBA em 2018 com um status de promessa, apesar de já ter conquistado a Europa com o Real Madrid e a seleção eslovena. Foi sensação em seu primeiro ano, mas obviamente era avaliado entre os calouros. Agora o ponto de comparação é outro: toda a liga. E seu rendimento mostra que ele realmente já faz parte do grupo de elite.

Após três semanas de jogos, apenas um jogador está no Top-10 de pontos, rebotes e assistências por jogo. E ele tem apenas 20 anos. E ele se chama Luka Doncic. 27,7 pontos (6º), 10,8 rebotes (10º) e 9,1 assistências (2º) de média. 

Muito além de sua posição em rankings quando comparado seus contemporâneos, é importante entender suas médias por jogo em comparação com todos os astros da NBA quando tinham sua idade. Nunca alguém teve médias tão altas, muito menos beirando um triplo-duplo. 

Considerando garotos de até 20 anos que eram protagonistas em suas equipes, Luka sobra contra outras estrelas. Para tirar uma base de análise, foram selecionados apenas jogadores que tiveram mais de 20 pontos por jogo de média.

LeBron James (2004-05) e Kevin Durant (2008-09) são os únicos que chegam perto em pontos, com 27,2 e 25,3 por jogo, respectivamente. Falando em assistências, ele é soberano, e o mais próximo também é LeBron de 2004-05, que teve 7,2. Nos rebotes, Doncic só não está melhor do que Shaquille O'Neal (1992-93), que pegou 13,3 por jogo.

E isso é muito pouco. Seu entendimento de jogo e leitura de situações em quadra estão em outro nível. É obvio que ele está longe de ser perfeito - sua escolha de arremessos ainda é bastante falha, sua defesa pode (e precisa) melhorar. Entretanto, seu instinto é de vencedor, e ele deixa isso claríssimo quando assume disputas contra os melhores do mundo em retas finais de partida.

A conversa não devem mais ser sobre se Doncic será ou não uma estrela. Mas sim quando ele vai vencer seu primeiro MVP. E o segundo. E por aí vai.

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A temporada do Golden State Warriors acabou: o que fazer agora? | Programa Sem Nome #3

ESPN League
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O que fazer com os Warriors?
O que fazer com os Warriors? Arte ESPN

Stephen Curry quebrou a mão. Klay Thompson só começa a temporada em fevereiro, depois da parada para o All-Star Game. Draymond Green machucou a mão. O Golden State Warriors lembra bastante o banco de reservas do Tune Squad contra os Monstars no 'Jogo do Universo' em Space Jam.

Ou seja, a temporada dos Warriors acabou. O que fazer agora? Trocar D'Angelo Russell e investir forte no "tank" buscando uma escolha alta no draft de 2020? Manter o armador e, ainda assim, ficar lá embaixo, mas continuar apostando no projeto que era previsto para essa temporada. Ou buscar um milagre de uma vaga nos playoffs e poder acabar prejudicando o futuro da franquia?

Guilherme Sacco e Leonardo Sasso respondem no Programa Sem Nome desta semana!



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A temporada do Golden State Warriors acabou: o que fazer agora? | Programa Sem Nome #3

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Cinco conclusões (possivelmente precipitadas, mas talvez não) após uma semana de NBA

Pedro Suaide
Pedro Suaide

Karl-Anthony Towns é o melhor unicórnio do mundo


Para um pivô ser levado a sério nos dias de hoje, ele precisa fazer de tudo. E as últimas temporadas da NBA levantaram discussões fortes sobre quem seria o melhor grande da liga: Embiid ou Jokic. Bem, parece que nem um, nem outro.

O começo de ano de KAT é surreal. Após três jogos, as médias são de 32 pontos, 13,3 rebotes, 5 assistências, 3 roubos de bola e 2 tocos. Tudo isso acertando 5 bolas de três por jogo (convertendo 51,7% das tentadas). Entretanto, o mais incrível é ver como ele está jogando além dos números. A facilidade com que ele arremessa lembra Stephen Curry. O gatilho rápido, a boa leitura das jogadas (muitas que ele mesmo vem armando), o step-back... Só que com 2,13 metros. E bem, três vitórias nos três primeiros jogos.


Pascal Siakam pode ser, novamente, o jogador que mais evoluiu na NBA

 


Kawhi saiu, mas talvez o presente não seja tão ruim para os Raptors - e por causa de Pascal Siakam. Agora líder do time, parece que o camaronês subiu mais um degrau para esta temporada, e por isso o time começa com três vitórias e uma derrota.

Se ele foi eleito o jogador que mais evoluiu na NBA na última temporada após passar de 7,3 pontos e 4,5 rebotes por jogo (em 2017-18) para 16,9 pontos e 6,9 rebotes (em 2018-19), que tal um começo com médias de 28,7 pontos, e 10,7 rebotes - com direito a 47% de acerto dos arremessos dos três pontos? É evolução que não para, e o céu é o limite.

Luka Doncic é o próximo 'dono' da NBA


É possível dividir a NBA em eras, e cada era teve seu ou seus donos. Bill Russell, Wilt Chamberlain, Kareem Abdul-Jabbar, Larry Bird, Magic Johnson, Michael Jordan, Shaquille O'Neal, Kobe Bryant, LeBron James, Kevin Durant, Stephen Curry... Jogadores que, além de serem pontos MUITO fora da curva, eram (e são) o rosto da liga, dentro e fora de quadra. Luka Doncic é o próximo.

LeBron, Durant e Curry estão mais perto do fim do que do começo, e a nova era já começou. Nomes como Antetokounmpo, Davis e Embiid aparecem como jovens craques incontestáveis, mas Doncic tem o potencial para colocá-los como seus 'coadjuvantes' nessa questão que vai ainda além do basquete, mas que tem no jogo dentro de quadra seu ponto fundamental. 

O começo de sua segunda temporada na NBA tem números de MVP: 29,3 pontos, 10,3 rebotes e 7,3 assistências por jogo.  A inteligência para ler situações em quadra é evidente, e o carisma incontestável. Outro ponto diferencial é o estilo de jogo. Cada vez mais a liga se desenvolve ao redor de arremessadores (o que os citados acima não são exatamente), e esse fator pode tornar Doncic o exemplo a ser seguido por milhões de crianças ao redor do mundo.

Os Spurs devem trocar DeMar DeRozan



Três jogos, três vitórias. Gregg Popovich segue impecável, e a reconstrução dos Spurs mais clara do que nunca. Com três garotos cheios de potencial na armação (Dejounte Murray - um monstro -, Derrick White e Bryn Forbes), DeMar DeRozan pode ser muito útil... Principalmente se for uma moeda de troca. Com ele lá, os minutos desses jogadores serão reduzidos para que ele possa jogar (como deve, se estiver no elenco), e isso não é bom.

O camisa 10 ainda está perto do seu auge e definitivamente é um jogador que pode decidir partidas e fazer parte de uma equipe campeã. Os Spurs, sejamos honestos, dificilmente passarão da primeira rodada dos playoffs. Então, por que não abraçar a reconstrução e dar o time completamente nas mãos dos garotos?  DeMar tem valor alto para times que sonham com o troféu, e em seu lugar podem vir escolhas de draft e garotos promissores para Popovich desenvolver em um novo time de San Antonio que promete muito. 

Trae Young é o jogador mais divertido da liga



Os jogadores jogam para vencer e por essa ser a profissão deles, acima de tudo. Nós, que estamos do outro lado da tela, assistimos basquete para nos divertir. E é isso que Trae Young nos proporciona mais do que qualquer outro jogador atualmente.

Ele arremessa de qualquer lugar da quadra, se mexe com confiança, encontra seus companheiros com passes incríveis tirados da cartola e joga com amor. Não é preciso pedir mais nada, pois o talento para fazer tudo isso acima ele já tem. A dica é: se os Hawks estão jogando, pare e divirta-se.

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A benção de Zion Williamson pode ser sua própria maldição

Pedro Suaide
Pedro Suaide

Nunca vimos um jogador como Zion Williamson. Por mais que você já tenha lido isso dezenas de vezes, não deixa de ser verdade.

São 2,01 metros de altura e 129 kg nas costas. Se fosse só isso, ok. O que o torna único é sua explosão e velocidade, fora do normal para jogadores mais leves - sejam eles mais altos ou mais baixos.  Além disso, seu controle de bola também é fora da curva.

Voa, Zion! Lonzo Ball manda passe da parte de trás da quadra, e calouro dos Pelicans sobe para ponte aérea na NBA

NESTA SEXTA-FEIRA, ÀS 21H, OS PELICANS ENCARAM OS MAVERICKS AO VIVO NA ESPN 2 E NO WATCHESPN - NÃO PERCA!

Seu desenvolvimento físico o faz jogar em qualquer nível de competição como se fosse o melhor atleta dentro de quadra. No Ensino Médio, era humilhante. Na Universidade, fácil. Na NBA, parece que ainda será muito dominante. 

Sem um arremesso confiável, Zion baseia seu jogo em 'trombadas'.  Ele consegue vir de fora da linha dos três batendo a bola com velocidade, vencendo o primeiro defensor no drible. Sua meta sempre é arremessar a um metro ou menos de distância da cesta, onde é mortal. Mas com apenas 2,01 metros isso se torna difícil, já que os pivôs são muito mais altos. 

Aí que vem sua benção. Seja com sua impulsão para chegar enterrando ou, principalmente, com sua força no chão, ele abre espaços. Tromba em um, dá ombrada em outro, gira, sobe, cesta.

Abaixo, veja seus arremessos contra os Bulls na pré-temporada.

O problema é que sua aptidão física pode ser sua maldição. Por ser muito pesado e não tão alto, Zion se torna extremamente denso. E todo esse peso pode ser muito para seus joelhos e pés aguentarem. Pode ser que não. 

A lesão que obrigou uma cirurgia no menisco e o tirou das primeiras semanas na temporada não tem relação com seu peso, disse David Griffin, diretor dos Pelicans.

"A ideia de que isso (lesão) aconteceu de alguma forma porque Zion está em más condições físicas é apenas estúpida".

Zion por Zion: em suas próprias palavras, fenômeno relembra caminho até a NBA

Não dá para saber se isso é verdade ou história para boi dormir, mas Griffin trouxe um bom exemplo do que é Zion: 

“Esse cara é uma aberração da natureza. Quando passou pelo exame físico, ele correu na esteira por mais tempo do que qualquer um precisou no teste de estresse cardiorrespiratório para aumentar sua frequência cardíaca. Isso aconteceu porque ele foi tocado pela mão de Deus. Ele está em condição de elite."

Em Duke, a lesão foi para a conta do tênis. Agora não temos explicação. Só resta esperar que sua carreira não seja destruída ou até mesmo freada por lesões. Ele é muito especial para isso.



Zion domina mais uma vez, acerta até bola de três e comanda vitória dos Pelicans sobre o Jazz na NBA

Fonte: Pedro Suaide

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Pouca mídia, muito jogo: 5 calouros e 5 segundo-anistas que você precisa ficar de olho na temporada da NBA

Pedro Suaide
Pedro Suaide

A NBA CHEGOU!

É difícil conter os ânimos, mas sim, mais uma temporada está começando após um frio e longo inverno. Para entrar no clima, que tal conhecer cinco calouros e mais cinco segundo anistas under the radar?  Aqueles jogadores que talvez você não conheça tão bem, mas podem muito bem brilhar!

Calouros

Matisse Thybulle - Philadelphia 76ers

Melhor defensor universitário dos últimos anos, Thybulle terá um impacto imediato na NBA. Na Universidade de Washington, foi protagonista de uma marcação por zona, conseguindo 3,5 roubos de bola e 2,3 tocos por jogo na última temporada.

Além da força marcando, já chega com um arremesso confiável da linha dos três pontos e uma inteligência acima da média. Vindo do banco, será peça fundamental nos Sixers, que visam o título.

Nickeil Alexander-Walker - New Orleans Pelicans

O armador canadense chegou no time do momento e mostrou que merece sua vaga na rotação. Arremesso longo, QI de jogo, velocidade, bom passe... O garoto tem tudo.

Na Summer League, destacou-se muito e recebeu espaço na pré-temporada, participando de momentos decisivos em jogos e foi fundamental em vitórias dos Pelicans.

Tyler Herro - Miami Heat

Um gatilho! Herro veio de Kentucky prometendo uma coisa: bola de três. Na Summer League e na pré-temporada mostrou que sabe o que está fazendo. De uma escolha um tanto quanto despretensiosa já se tornou um jogador importante na rotação de Miami.

Provou que consegue chutar tanto recebendo a bola de passe quanto criando a situação com seu próprio drible. Além disso, entra em quadra com uma mentalidade vencedora e altíssima confiança.

Brandon Clarke - Memphis Grizzlies

Um dos jogadores universitários mais atléticos do último ano (talvez só atrás de Zion), Clarke consegue correr, pular, defender e estar em todos os lugares da quadra.

Caiu para a 21ª escolha do draft após temporada meteórica por Gonzaga e foi escolhido por Memphis, onde poderá dominar o garrafão com Jaren Jackson Jr. O arremesso ainda é um problema que precisa ser resolvido, mas o domínio de força e o poder defensivo já fazem dele um jogador muito empolgante.

Jordan Poole - Golden State Warriors

Se tem algo que os Warriors sabem fazer é draftar. É claro que não tem como dizer que Poole será o próximo Curry, Klay ou Green, mas o garoto de Michigan foi uma ótima garimpada de Steve Kerr e cia.

O arremesso longo é natural e parece que sai automaticamente. Ainda apresenta ótimo entendimento de como se movimentar no sistema ofensivo do time da Califórnia. A defesa é um problema, mas ele é o tipo de jogador que pode explodir e pontuar absurdos em qualquer noite.

Segundo anistas

Shai Gilgeous-Alexander - Oklahoma City Thunder

O jogador mais subestimado de sua classe. Foi escolhido na 11ª posição pelos Clippers e fez uma temporada incrível - mais pelo que jogou do que pelos números que acumulou. No fim da temporada, foi moeda de troca para o time de LA conseguir Paul George, e agora defende o Thunder.

O armador canadense já ganha vantagem por seu tamanho, muito alto e com braços longos para a posição. Tem um arremesso de três pontos muito constante e tem facilidade para finalizar ou passar após infiltrar o garrafão. Agora, com ainda mais espaço em uma franquia se reconstruindo, pode se consolidar. 

Miles Bridges - Charlotte Hornets

Como calouro conquistou seu espaço em Charlotte. Agora, sem Kemba Walker, pode se tornar o dono dos Hornets. 

Ainda é muito cru, principalmente na percepção de bons arremessos, mas apresenta potencial de ser um jogador completo. Seu poder físico é muito acima da média, o que já o torna um dos jogadores com melhores enterradas na liga e aumenta seu teto como um bom reboteiro para sua altura.

Loonie Walker - San Antonio Spurs

Como bem conhecemos Gregg Popovich, não é fácil ser um calouro e ter espaço com o treinador. Loonie foi selecionado na 18ª posição de 2018 após ótima temporada pela Universidade da Flórida e parece ser o encaixe perfeito para a posição 3 do time de San Antonio.

Walker lembra o jovem Kawhi Leonard, antes de evoluir e alcançar o estrelato. A defesa é boa, o arremesso de média e longa distância também. Sua solidez e principalmente inteligencia chamam atenção.

Landry Shamet - Los Angeles Clippers

Shamet é um caso curioso. Foi escolhido pelos Sixers e de cara se tornou um jogador fundamental vindo do banco. Logo foi trocado para os Clippers na negociação que levou Tobias Harris para Philadelphia, e em LA continuou mostrando do que era capaz. Agora que o time da Califórnia tem duas das maiores estrelas da liga, pouco se fala sobre Shamet, mas seu valor é gigante.

O garoto é um arremessador nato, daqueles que chegam prontos à liga. Seu trabalho de pés para achar espaços entre bloqueios e arremessar é outro ponto forte. Será fundamental vindo do banco para os Clippers buscarem o título da NBA.

Mitchell Robinson - New York Knicks

O pivô não jogou basquete universitário e foi selecionado pelos Knicks na 36ª escolha de 2018. Em sua primeira temporada na equipe, foi o substituto de Enes Kanter e depois de DeAndre Jordan, mas conquistou a torcida. Será o titular neste ano, merecidamente.

Foi o jogador com maior média de tocos por minuto em toda a NBA na última temporada. Seus braços longos fazem ele conseguir fechar o garrafão e alcançar arremessadores fora dos três pontos - já é um defensor temido. No ataque, pode se tornar uma máquina de pontes aéreas, e já revelou estar treinando para ser um bom arremessador de longa distância. Falta um certo refinamento no seu jogo ainda, mas parece ser apenas questão de tempo.

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A lesão não interfere em nada: Zion Williamson ainda será o calouro do ano

Guilherme Sacco
Guilherme Sacco

         
    

O New Orleans Pelicans divulgou nesta segunda-feira que Zion Williamson passou por uma cirurgia e ficará afastado de seis a oito semanas no começo da temporada.

Com o histórico do jogador e o tempo de recuperação, começaram a surgir as dúvidas: Zion será um 'bust'? Zion perdeu o prêmio de calouro do ano? As lesões transformarão Zion Williamson em um Greg Oden 2.0?

A resposta para todas as perguntas é a mesma: não. Principalmente para a disputa do prêmio de calouro do ano. Mesmo ficando dois meses afastado, a primeira escolha do Draft de 2019 receberá o troféu de rookie da temporada.

Enterradas de Zion serão o suficiente
Enterradas de Zion serão o suficiente Carmen Mandato/Getty Images

Não será preciso mais do que 50 jogos de Zion fazendo o que se espera que ele faça para que o calouro dos Pelicans fique com o prêmio. É simples.

Zion é queridinho da mídia, tem todo o "hype" necessário para transformar qualquer enterrada em manchetes ao redor do mundo e isso será o suficiente para atrair votos e mais votos.

Se considerarmos que três meses ótimos de Trae Young quase lhe deram o prêmio de calouro da última temporada quando Luka Doncic fez uma das melhores temporadas de rookie da história apenas pela narrativa, imagine o que será com Zion Williamson.

Só um desastre tira o prêmio da mão do camisa 1 dos Pelicans e essa lesão não é esse desastre.

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Por que 'calouro' dos Nuggets pode ser o fator crucial para o próximo título da NBA

Pedro Suaide
Pedro Suaide


Para alegria geral da nação, a NBA está voltando. E após uma temporada incrível, muitos seguem olhando torto para o Denver Nuggets antes do início de mais um campeonato.

O time de Mike Malone liderou a conferência oeste por grande parte do ano, terminou a temporada regular com 54 vitórias e caiu nas semifinais de conferência, superados pelos Blazers por 4 a 3. 

Denver não sabia o que era um jogo de playoffs desde 2013, e não passavam da primeira fase do mata-mata desde 2009. Ano passado foi um marco, encerrando oficialmente o fim da era de Carmelo Anthony e cia. e dando início a tempos que prometem ser de alegria, com Nikola Jokic no comando.

Ninguém esperava esse salto do dia para a noite, e o time agora pode estar no famoso 'segundo ano', aquele que prova se a última temporada foi apenas um ponto fora da curva - acho difícil que tenha sido considerando a quantidade de talento que eles têm no elenco.

Entretanto, esse salto para se tornar realmente um candidato ao título passa por um homem: Michael Porter Jr. 

Escolhido na 14ª escolha do draft de 2018, lesões nas costas tiraram o jogador da temporada. Mas ele está de volta, e pode ser decisivo por dois motivos.

Primeiro, ele pode se tornar o que o time precisa: um ala que pontue com facilidade. Hoje, o elenco é liderado por Nikola Jokic, pivô que pode pontuar muito, mas não obrigatoriamente faz isso, já que acaba jogando muitas vezes como um armador, apesar do tamanho. 

Seu fiel escudeiro é Jamal Murray, empolgante armador de apenas 22 anos. Ele consegue chegar a partidas de 40 pontos, mas segue sendo inconsistente - ou seja, às vezes não vai marcar mais de 10 pontos, e isso é um grande problema para um time que quer ser campeão.

Aí chega Porter, que foi um pontuador nato durante o ensino médio - e seus lances durante a pré-temporada mostram que ele realmente encontra a cesta naturalmente. Se encontrar seu potencial, pode fechar um quinteto com Jamal Murray, Gary Harris, Paul Milsap e Nikola Jokic para realmente buscar o título.

Mas existe um segundo motivo, caso ele apresente mais potencial do que basquete até a metade dessa temporada, e o time de Denver sinta que é a hora de dar All-In.

Os Nuggets têm um elenco profundo. Tirando os quatro titulares já citados acima e Porter Jr., o grupo conta com um arsenal de jogadores valiosos: Will Barton, Malik Beasley, Jerami Grant, Monte Morris, Torrey Craig e mais.


Caso sintam necessidade de 'virar a chave' durante o caminho, a direção da franquia pode buscar ele, o jogador que será o mais desejado em trocas durante esta temporada: Bradley Beal. E se tem um time com jovens jogadores e escolhas de draft que podem convencer os Wizards a abrir mão de sua estrela, é o Denver Nuggets.

Beal é uma estrela que está em uma equipe completamente disfuncional. Washington cada vez mais imagina (ou talvez até já saiba) que não vai ficar com ele quando seu contrato acabar, no meio de 2021. Por isso, é interessante trocá-lo antes que seja tarde demais para receber algo valioso em troca.

Para Denver, Beal seria um encaixe perfeito com Murray e Jokic, os 'introcáveis', e fecharia um trio capaz de reinar.

Seja para jogar ou para ser trocado, Michael Porter Jr. pode ser o fator crucial para o próximo título da NBA.

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Por que 'calouro' dos Nuggets pode ser o fator crucial para o próximo título da NBA

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Stephen Curry tem um recado: o MVP voltou

Guilherme Sacco
Guilherme Sacco



Sim, é só pré-temporada e, normalmente, ela não significa nada. Mas o que Stephen Curry fez na madrugada de quinta para sexta-feira não foi nada além de deixar um recado para a NBA: o MVP voltou.

O armador do Golden State Warriors é a minha aposta para terminar a temporada com o prêmio de jogador mais valioso em suas mãos e a atuação na vitória sobre o Minnesota Timberwolves mostra o por que.

Foram apenas 25 minutos e 28 segundos em quadra, mas Steph anotou 40 pontos, pegou seis rebotes e distribuiu seis assistências. Foram 14 arremessos convertidos em 19 tentados, sendo seis de nove do perímetro, além de seis arremessos livre sem erros.

Durante a "Era Durant" nos acostumamos a ver um Curry mais "tímido", mais coletivo e fazendo os sacrifícios necessários para que os outros brilhassem e sua equipe vencesse. Ele continuará sendo um cara que coloca a vitória acima da performance individual em 2019/2020. A questão, porém, é outra.

Com Klay Thompson lesionado até, no mínimo, fevereiro e a saída de Kevin Durant, Curry terá a ajuda apenas de D'Angelo Russell e Draymond Green por boa parte da temporada. Para fazer os Warriors vencerem, Steph terá que empilhar atuações de 40 pontos em 30 ou menos minutos.

Nesta madrugada, enquanto muitos dormiam, ele decidiu nos lembrar do que é capaz: fazer 40 pontos em 25 minutos com uma eficiência fora do comum e, ainda por cima, sendo garantia de diversão.

O maior empecilho poderia ser o fato de que os Warriors, por conta de tantos desfalques, não consigam uma campanha espetacular, o que o prejudicaria na disputa. Afinal, o número de vitórias ainda parece ser um critério extremamente relevante visto que isso foi o que, injustamente, tirou o prêmio das mãos de James Harden na última temporada.

Uma grande diferença entre o 'Brinquedinho Assassino' e o 'Barba' é que, mesmo se tiver uma campanha inferior, Curry terá o apoio dos fãs da NBA. Stephen é muito mais amado entre os torcedores e, também, entre os jornalistas que votam na premiação, o que provavelmente faria com que o critério das vitórias fosse menos importante.

Wardell Stephen Curry II é o único MVP unânime da história da liga, o melhor arremessador de todos os tempos e o coração e peça-chave do sistema que nos trouxe a, possivelmente, melhor equipe de todos os tempos.  E, ainda por cima, tem o carisma que conquista votos.

Na madrugada, Curry fez questão de nos lembrar disso tudo. Preparem-se, o MVP vem aí.

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