LeBron iguala mito, e por que Oscar Robertson é uma lenda da NBA

NBA na ESPN
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No dicionário, "lenda" quer dizer:

narrativa de caráter maravilhoso em que um fato histórico, centralizado em torno de algum herói popular (revolucionário, santo, guerreiro), se amplifica e se transforma sob o efeito da evocação poética ou da imaginação popular; legenda

ou ainda

narrativa ou crendice acerca de seres maravilhosos e encantatórios, de origem humana ou não, existente no imaginário popular, freq. explicando fenômenos da natureza; cf. mito

Vamos combinar quem a gente trata como lenda - ou mito, se preferir - na NBA: "lenda" é um jogador que tem números impressionantes, conquistas marcantes, feitos históricos. Mais do que isso, é um atleta que serve de inspiração para gerações e gerações.

Isso combinado, Oscar Robertson, "The Big O", é uma lenda do basquete e da NBA. 

Conquistou o ouro na Olimpíada de Roma, em 1960, ao lado de feras como Jerry Lucas e Jerry West. A última partida daquela edição dos Jogos foi contra o Brasil de outra lenda, Wlamir Marques, comentarista dos canais ESPN e também no rol dos gigantes da história. Vitória dos EUA, 90 a 63, com 19 pontos do "seo" Wlamir, cestinha brasileiro no confronto.

Campeão em 1971 e vice em 1974 pelo Milwaukee Bucks - as duas finais da história da franquia -, 12 vezes escolhido para o All-Star Game, detentor de trocentas marcas na liga.

Feitos, marcas e conquistas. Mas e a inspiração? O combate ao racismo seria, por si só, uma inspiração eterna, mas isso é tema para outro post. Reformulando a pergunta: mas e a inspiração no basquete?

Quem fez educação física nos anos 80 aprendeu que o armador de um time de basquete geralmente é um cara pequeno e rápido, com a missão de carregar a bola até o ataque e passar para alguém. Por décadas, se você procurasse "armador" no dicionário basqueteiro, encontraria um definição mais ou menos como essa.

Robertson jogou na NBA entre 1960 e 1974. Era armador, 1,96 m. E sabe a definição acima? Esqueça completamente.

Talvez tenha sido ele o responsável pela palavra "multidimensional" existir. Carregava a bola? Sim. Infiltrava, chutava de três? Sim e sim. Passava, pegava rebote e liderava o time não apenas em estatísticas? Sim, sim e também sim. Seu brilhantismo destruiu o conceito clássico de "armador" e inspirou gerações e gerações. Sabe Magic Johnson? Michael Jordan? Kobe Bryant? LeBron James? Eles não existiriam se "The Big O" não tivesse aprontado das duas.  

Imagine terminar uma temporada com 30,8 pontos por jogo, 12,5 rebotes e 11,4 assistências, ou seja, um "triple-double" (dois dígitos em três fundamentos) de média. Isso é impensável hoje. Mas não para Robertson, o único a conseguir tal feito. Detalhe: isso aconteceu em sua segunda temporada na liga.

E é por tudo isso que o feito conquistado por LeBron contra o Orlando Magic tem de ser comemorado e reverenciado. Ele abriu o jogo contra o vizinho da Flórida precisando de apenas cinco assistências para superar Norm Nixon no ranking histórico da NBA. Conseguiu 13.

Agora, LeBron é o 25º maior no quesito, com 6.387 passes perfeitos. Mais, muito mais do que isso, igualou um feito que apenas "The Big O" havia conquistado: figurar no top 25 em pontos e assistências.

"Ele é um cara que começou isso. Só estou levando adiante", disse LeBron depois da partida em que conseguiu a marca. "Se você é um verdadeiro fã de basquete e conhece a história do jogo, isso jamais será perdido."

Claro que tem uma armadilha das boas aí. Afinal, se existem apenas dois caras na história a alcançarem feitos dessa magnitude, o caminho natural seria cair na comparação entre "The Big O" e King James.

Não vai rolar. Primeiro, porque é descabido. São épocas distintas, e o jogo mudou drasticamente. Mais motivos: são jogadores de características tão díspares que seria uma injustiça colocar os craques na mesma linha.

Com a palavra, LeBron: "Em nossa liga, muitos tentam comparar ao invés de apenas aceitar, reconhecer e dizer: 'Wow, esses caras são grandes jogadores'". Obrigado, King James.

Mas dá para a gente brincar e, como curiosidade:

Em números

  • 1
  •  
  • Ambos foram escolhidos como primeiro no Draft e foram eleitos Novatos do ano.
  • 9
  •  
  • Os dois foram escolhidos nove vezes para '1st Team All-NBA', a seleção da temporada.
  • 12
  •  
  • Robertson disputou 12 vezes o All-Star Game; LeBron pode ser escolhido nesta temporada para o seu 12º Jogo das Estrelas.

Por tudo isso, igualar Robertson, um cara que revolucionou o jogo e servirá eternamente de inspiração, é um feito e tanto para LeBron. E tanto!

*Com ESPN Stats & Information

Fonte: Ricardo Zanei, do ESPN.com.br*

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Finalmente, o absurdo foi corrigido: Carmelo Anthony está de volta à NBA

Guilherme Sacco
Guilherme Sacco
Carmelo Anthony está de volta
Carmelo Anthony está de volta Getty Images


A justiça foi feita na NBA. Carmelo Anthony está de volta às quadras e será jogador do Portland Trail Blazers. O absurdo que era Melo não estar empregado foi corrigido.

O ala não joga uma partida de NBA desde o começo da temporada passada quando foi dispensado pelo Houston Rockets após apenas 10 partidas na franquia texana. E isso é um absurdo.

Não existem 450 jogadores melhores do que Carmelo Anthony no mundo. Portanto, ele não ser um dos 15 jogadores de um dos 30 elencos da NBA é absurdo.

Não existem 450 jogadores de basquete que contribuam mais do que Carmelo Anthony poderia contribuir para qualquer equipe e isso é indiscutível. No auge, Carmelo era um dos maiores pontuadores da história do basquete.


         
    

E ninguém esquece como arremessar, muito menos alguém que foi 10x All-Star da NBA "só por pontuar". Vindo do banco de reservas e com minutos restritos, Carmelo é, indiscutivelmente, uma ótima opção para segundas unidades que precisem de alguém que converta oportunidades em cestas: exatamente o que o Blazers precisa.

A grande questão com Carmelo foi a mentalidade. A hesitação em aceitar um papel secundário. No entanto, o ala deu diversos sinais de que está disposto a se sacrificar para voltar a uma quadra de basquete e fazer o que mais gosta.


         
    

E esse é outro ponto inegável. Poucos jogadores amam entrar em uma quadra tanto quanto Carmelo Anthony. Entre todos os seus defeitos, o grande destaque no jogo de Melo sempre foi a energia e a vontade de vencer acima de tudo. Não existiu uma partida em sua carreira que Carmelo não deixou tudo em quadra.

Agora, o absurdo foi corrigido. O Portland Trail Blazers faz o que todo mundo deveria ter feito antes mesmo da temporada começar: dá a última chance para Carmelo provar de uma vez por todas que merece ser lembrado como um dos pontuadores mais letais e decisivos da NBA e não por uma figura caricata que foi criada sobre ele.

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O amanhã de Luka Doncic é hoje

Pedro Suaide
Pedro Suaide

20 anos. Alguns dos melhores jogadores universitários de basquete têm mais de 20 anos. Com essa idade, Luka Doncic é definitivamente um dos melhores, mas jogando no meio dos adultos.

Grande parte da análises sobre jogadores se baseia em sua idade e onde os mais velhos estavam com tal idade. O problema disso é que não tem como 'prever o futuro' de um ponto fora da curva, exatamente por ele não estar no mesmo nível da média.

Luka Doncic chegou à NBA em 2018 com um status de promessa, apesar de já ter conquistado a Europa com o Real Madrid e a seleção eslovena. Foi sensação em seu primeiro ano, mas obviamente era avaliado entre os calouros. Agora o ponto de comparação é outro: toda a liga. E seu rendimento mostra que ele realmente já faz parte do grupo de elite.

Após três semanas de jogos, apenas um jogador está no Top-10 de pontos, rebotes e assistências por jogo. E ele tem apenas 20 anos. E ele se chama Luka Doncic. 27,7 pontos (6º), 10,8 rebotes (10º) e 9,1 assistências (2º) de média. 

Muito além de sua posição em rankings quando comparado seus contemporâneos, é importante entender suas médias por jogo em comparação com todos os astros da NBA quando tinham sua idade. Nunca alguém teve médias tão altas, muito menos beirando um triplo-duplo. 

Considerando garotos de até 20 anos que eram protagonistas em suas equipes, Luka sobra contra outras estrelas. Para tirar uma base de análise, foram selecionados apenas jogadores que tiveram mais de 20 pontos por jogo de média.

LeBron James (2004-05) e Kevin Durant (2008-09) são os únicos que chegam perto em pontos, com 27,2 e 25,3 por jogo, respectivamente. Falando em assistências, ele é soberano, e o mais próximo também é LeBron de 2004-05, que teve 7,2. Nos rebotes, Doncic só não está melhor do que Shaquille O'Neal (1992-93), que pegou 13,3 por jogo.

E isso é muito pouco. Seu entendimento de jogo e leitura de situações em quadra estão em outro nível. É obvio que ele está longe de ser perfeito - sua escolha de arremessos ainda é bastante falha, sua defesa pode (e precisa) melhorar. Entretanto, seu instinto é de vencedor, e ele deixa isso claríssimo quando assume disputas contra os melhores do mundo em retas finais de partida.

A conversa não devem mais ser sobre se Doncic será ou não uma estrela. Mas sim quando ele vai vencer seu primeiro MVP. E o segundo. E por aí vai.

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A temporada do Golden State Warriors acabou: o que fazer agora? | Programa Sem Nome #3

ESPN League
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O que fazer com os Warriors?
O que fazer com os Warriors? Arte ESPN

Stephen Curry quebrou a mão. Klay Thompson só começa a temporada em fevereiro, depois da parada para o All-Star Game. Draymond Green machucou a mão. O Golden State Warriors lembra bastante o banco de reservas do Tune Squad contra os Monstars no 'Jogo do Universo' em Space Jam.

Ou seja, a temporada dos Warriors acabou. O que fazer agora? Trocar D'Angelo Russell e investir forte no "tank" buscando uma escolha alta no draft de 2020? Manter o armador e, ainda assim, ficar lá embaixo, mas continuar apostando no projeto que era previsto para essa temporada. Ou buscar um milagre de uma vaga nos playoffs e poder acabar prejudicando o futuro da franquia?

Guilherme Sacco e Leonardo Sasso respondem no Programa Sem Nome desta semana!



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Cinco conclusões (possivelmente precipitadas, mas talvez não) após uma semana de NBA

Pedro Suaide
Pedro Suaide

Karl-Anthony Towns é o melhor unicórnio do mundo


Para um pivô ser levado a sério nos dias de hoje, ele precisa fazer de tudo. E as últimas temporadas da NBA levantaram discussões fortes sobre quem seria o melhor grande da liga: Embiid ou Jokic. Bem, parece que nem um, nem outro.

O começo de ano de KAT é surreal. Após três jogos, as médias são de 32 pontos, 13,3 rebotes, 5 assistências, 3 roubos de bola e 2 tocos. Tudo isso acertando 5 bolas de três por jogo (convertendo 51,7% das tentadas). Entretanto, o mais incrível é ver como ele está jogando além dos números. A facilidade com que ele arremessa lembra Stephen Curry. O gatilho rápido, a boa leitura das jogadas (muitas que ele mesmo vem armando), o step-back... Só que com 2,13 metros. E bem, três vitórias nos três primeiros jogos.


Pascal Siakam pode ser, novamente, o jogador que mais evoluiu na NBA

 


Kawhi saiu, mas talvez o presente não seja tão ruim para os Raptors - e por causa de Pascal Siakam. Agora líder do time, parece que o camaronês subiu mais um degrau para esta temporada, e por isso o time começa com três vitórias e uma derrota.

Se ele foi eleito o jogador que mais evoluiu na NBA na última temporada após passar de 7,3 pontos e 4,5 rebotes por jogo (em 2017-18) para 16,9 pontos e 6,9 rebotes (em 2018-19), que tal um começo com médias de 28,7 pontos, e 10,7 rebotes - com direito a 47% de acerto dos arremessos dos três pontos? É evolução que não para, e o céu é o limite.

Luka Doncic é o próximo 'dono' da NBA


É possível dividir a NBA em eras, e cada era teve seu ou seus donos. Bill Russell, Wilt Chamberlain, Kareem Abdul-Jabbar, Larry Bird, Magic Johnson, Michael Jordan, Shaquille O'Neal, Kobe Bryant, LeBron James, Kevin Durant, Stephen Curry... Jogadores que, além de serem pontos MUITO fora da curva, eram (e são) o rosto da liga, dentro e fora de quadra. Luka Doncic é o próximo.

LeBron, Durant e Curry estão mais perto do fim do que do começo, e a nova era já começou. Nomes como Antetokounmpo, Davis e Embiid aparecem como jovens craques incontestáveis, mas Doncic tem o potencial para colocá-los como seus 'coadjuvantes' nessa questão que vai ainda além do basquete, mas que tem no jogo dentro de quadra seu ponto fundamental. 

O começo de sua segunda temporada na NBA tem números de MVP: 29,3 pontos, 10,3 rebotes e 7,3 assistências por jogo.  A inteligência para ler situações em quadra é evidente, e o carisma incontestável. Outro ponto diferencial é o estilo de jogo. Cada vez mais a liga se desenvolve ao redor de arremessadores (o que os citados acima não são exatamente), e esse fator pode tornar Doncic o exemplo a ser seguido por milhões de crianças ao redor do mundo.

Os Spurs devem trocar DeMar DeRozan



Três jogos, três vitórias. Gregg Popovich segue impecável, e a reconstrução dos Spurs mais clara do que nunca. Com três garotos cheios de potencial na armação (Dejounte Murray - um monstro -, Derrick White e Bryn Forbes), DeMar DeRozan pode ser muito útil... Principalmente se for uma moeda de troca. Com ele lá, os minutos desses jogadores serão reduzidos para que ele possa jogar (como deve, se estiver no elenco), e isso não é bom.

O camisa 10 ainda está perto do seu auge e definitivamente é um jogador que pode decidir partidas e fazer parte de uma equipe campeã. Os Spurs, sejamos honestos, dificilmente passarão da primeira rodada dos playoffs. Então, por que não abraçar a reconstrução e dar o time completamente nas mãos dos garotos?  DeMar tem valor alto para times que sonham com o troféu, e em seu lugar podem vir escolhas de draft e garotos promissores para Popovich desenvolver em um novo time de San Antonio que promete muito. 

Trae Young é o jogador mais divertido da liga



Os jogadores jogam para vencer e por essa ser a profissão deles, acima de tudo. Nós, que estamos do outro lado da tela, assistimos basquete para nos divertir. E é isso que Trae Young nos proporciona mais do que qualquer outro jogador atualmente.

Ele arremessa de qualquer lugar da quadra, se mexe com confiança, encontra seus companheiros com passes incríveis tirados da cartola e joga com amor. Não é preciso pedir mais nada, pois o talento para fazer tudo isso acima ele já tem. A dica é: se os Hawks estão jogando, pare e divirta-se.

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A benção de Zion Williamson pode ser própria maldição

Pedro Suaide
Pedro Suaide

Nunca vimos um jogador como Zion Williamson. Por mais que você já tenha lido isso dezenas de vezes, não deixa de ser verdade.

São 2,01 metros de altura e 129 kg nas costas. Se fosse só isso, ok. O que o torna único é sua explosão e velocidade, fora do normal para jogadores mais leves - sejam eles mais altos ou mais baixos.  Além disso, seu controle de bola também é fora da curva.

Voa, Zion! Lonzo Ball manda passe da parte de trás da quadra, e calouro dos Pelicans sobe para ponte aérea na NBA

NESTA SEXTA-FEIRA, ÀS 21H, OS PELICANS ENCARAM OS MAVERICKS AO VIVO NA ESPN 2 E NO WATCHESPN - NÃO PERCA!

Seu desenvolvimento físico o faz jogar em qualquer nível de competição como se fosse o melhor atleta dentro de quadra. No Ensino Médio, era humilhante. Na Universidade, fácil. Na NBA, parece que ainda será muito dominante. 

Sem um arremesso confiável, Zion baseia seu jogo em 'trombadas'.  Ele consegue vir de fora da linha dos três batendo a bola com velocidade, vencendo o primeiro defensor no drible. Sua meta sempre é arremessar a um metro ou menos de distância da cesta, onde é mortal. Mas com apenas 2,01 metros isso se torna difícil, já que os pivôs são muito mais altos. 

Aí que vem sua benção. Seja com sua impulsão para chegar enterrando ou, principalmente, com sua força no chão, ele abre espaços. Tromba em um, dá ombrada em outro, gira, sobe, cesta.

Abaixo, veja seus arremessos contra os Bulls na pré-temporada.

O problema é que sua aptidão física pode ser sua maldição. Por ser muito pesado e não tão alto, Zion se torna extremamente denso. E todo esse peso pode ser muito para seus joelhos e pés aguentarem. Pode ser que não. 

A lesão que obrigou uma cirurgia no menisco e o tirou das primeiras semanas na temporada não tem relação com seu peso, disse David Griffin, diretor dos Pelicans.

"A ideia de que isso (lesão) aconteceu de alguma forma porque Zion está em más condições físicas é apenas estúpida".

Zion por Zion: em suas próprias palavras, fenômeno relembra caminho até a NBA

Não dá para saber se isso é verdade ou história para boi dormir, mas Griffin trouxe um bom exemplo do que é Zion: 

“Esse cara é uma aberração da natureza. Quando passou pelo exame físico, ele correu na esteira por mais tempo do que qualquer um precisou no teste de estresse cardiorrespiratório para aumentar sua frequência cardíaca. Isso aconteceu porque ele foi tocado pela mão de Deus. Ele está em condição de elite."

Em Duke, a lesão foi para a conta do tênis. Agora não temos explicação. Só resta esperar que sua carreira não seja destruída ou até mesmo freada por lesões. Ele é muito especial para isso.



Zion domina mais uma vez, acerta até bola de três e comanda vitória dos Pelicans sobre o Jazz na NBA

Fonte: Pedro Suaide

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Pouca mídia, muito jogo: 5 calouros e 5 segundo-anistas que você precisa ficar de olho na temporada da NBA

Pedro Suaide
Pedro Suaide

A NBA CHEGOU!

É difícil conter os ânimos, mas sim, mais uma temporada está começando após um frio e longo inverno. Para entrar no clima, que tal conhecer cinco calouros e mais cinco segundo anistas under the radar?  Aqueles jogadores que talvez você não conheça tão bem, mas podem muito bem brilhar!

Calouros

Matisse Thybulle - Philadelphia 76ers

Melhor defensor universitário dos últimos anos, Thybulle terá um impacto imediato na NBA. Na Universidade de Washington, foi protagonista de uma marcação por zona, conseguindo 3,5 roubos de bola e 2,3 tocos por jogo na última temporada.

Além da força marcando, já chega com um arremesso confiável da linha dos três pontos e uma inteligência acima da média. Vindo do banco, será peça fundamental nos Sixers, que visam o título.

Nickeil Alexander-Walker - New Orleans Pelicans

O armador canadense chegou no time do momento e mostrou que merece sua vaga na rotação. Arremesso longo, QI de jogo, velocidade, bom passe... O garoto tem tudo.

Na Summer League, destacou-se muito e recebeu espaço na pré-temporada, participando de momentos decisivos em jogos e foi fundamental em vitórias dos Pelicans.

Tyler Herro - Miami Heat

Um gatilho! Herro veio de Kentucky prometendo uma coisa: bola de três. Na Summer League e na pré-temporada mostrou que sabe o que está fazendo. De uma escolha um tanto quanto despretensiosa já se tornou um jogador importante na rotação de Miami.

Provou que consegue chutar tanto recebendo a bola de passe quanto criando a situação com seu próprio drible. Além disso, entra em quadra com uma mentalidade vencedora e altíssima confiança.

Brandon Clarke - Memphis Grizzlies

Um dos jogadores universitários mais atléticos do último ano (talvez só atrás de Zion), Clarke consegue correr, pular, defender e estar em todos os lugares da quadra.

Caiu para a 21ª escolha do draft após temporada meteórica por Gonzaga e foi escolhido por Memphis, onde poderá dominar o garrafão com Jaren Jackson Jr. O arremesso ainda é um problema que precisa ser resolvido, mas o domínio de força e o poder defensivo já fazem dele um jogador muito empolgante.

Jordan Poole - Golden State Warriors

Se tem algo que os Warriors sabem fazer é draftar. É claro que não tem como dizer que Poole será o próximo Curry, Klay ou Green, mas o garoto de Michigan foi uma ótima garimpada de Steve Kerr e cia.

O arremesso longo é natural e parece que sai automaticamente. Ainda apresenta ótimo entendimento de como se movimentar no sistema ofensivo do time da Califórnia. A defesa é um problema, mas ele é o tipo de jogador que pode explodir e pontuar absurdos em qualquer noite.

Segundo anistas

Shai Gilgeous-Alexander - Oklahoma City Thunder

O jogador mais subestimado de sua classe. Foi escolhido na 11ª posição pelos Clippers e fez uma temporada incrível - mais pelo que jogou do que pelos números que acumulou. No fim da temporada, foi moeda de troca para o time de LA conseguir Paul George, e agora defende o Thunder.

O armador canadense já ganha vantagem por seu tamanho, muito alto e com braços longos para a posição. Tem um arremesso de três pontos muito constante e tem facilidade para finalizar ou passar após infiltrar o garrafão. Agora, com ainda mais espaço em uma franquia se reconstruindo, pode se consolidar. 

Miles Bridges - Charlotte Hornets

Como calouro conquistou seu espaço em Charlotte. Agora, sem Kemba Walker, pode se tornar o dono dos Hornets. 

Ainda é muito cru, principalmente na percepção de bons arremessos, mas apresenta potencial de ser um jogador completo. Seu poder físico é muito acima da média, o que já o torna um dos jogadores com melhores enterradas na liga e aumenta seu teto como um bom reboteiro para sua altura.

Loonie Walker - San Antonio Spurs

Como bem conhecemos Gregg Popovich, não é fácil ser um calouro e ter espaço com o treinador. Loonie foi selecionado na 18ª posição de 2018 após ótima temporada pela Universidade da Flórida e parece ser o encaixe perfeito para a posição 3 do time de San Antonio.

Walker lembra o jovem Kawhi Leonard, antes de evoluir e alcançar o estrelato. A defesa é boa, o arremesso de média e longa distância também. Sua solidez e principalmente inteligencia chamam atenção.

Landry Shamet - Los Angeles Clippers

Shamet é um caso curioso. Foi escolhido pelos Sixers e de cara se tornou um jogador fundamental vindo do banco. Logo foi trocado para os Clippers na negociação que levou Tobias Harris para Philadelphia, e em LA continuou mostrando do que era capaz. Agora que o time da Califórnia tem duas das maiores estrelas da liga, pouco se fala sobre Shamet, mas seu valor é gigante.

O garoto é um arremessador nato, daqueles que chegam prontos à liga. Seu trabalho de pés para achar espaços entre bloqueios e arremessar é outro ponto forte. Será fundamental vindo do banco para os Clippers buscarem o título da NBA.

Mitchell Robinson - New York Knicks

O pivô não jogou basquete universitário e foi selecionado pelos Knicks na 36ª escolha de 2018. Em sua primeira temporada na equipe, foi o substituto de Enes Kanter e depois de DeAndre Jordan, mas conquistou a torcida. Será o titular neste ano, merecidamente.

Foi o jogador com maior média de tocos por minuto em toda a NBA na última temporada. Seus braços longos fazem ele conseguir fechar o garrafão e alcançar arremessadores fora dos três pontos - já é um defensor temido. No ataque, pode se tornar uma máquina de pontes aéreas, e já revelou estar treinando para ser um bom arremessador de longa distância. Falta um certo refinamento no seu jogo ainda, mas parece ser apenas questão de tempo.

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A lesão não interfere em nada: Zion Williamson ainda será o calouro do ano

Guilherme Sacco
Guilherme Sacco

         
    

O New Orleans Pelicans divulgou nesta segunda-feira que Zion Williamson passou por uma cirurgia e ficará afastado de seis a oito semanas no começo da temporada.

Com o histórico do jogador e o tempo de recuperação, começaram a surgir as dúvidas: Zion será um 'bust'? Zion perdeu o prêmio de calouro do ano? As lesões transformarão Zion Williamson em um Greg Oden 2.0?

A resposta para todas as perguntas é a mesma: não. Principalmente para a disputa do prêmio de calouro do ano. Mesmo ficando dois meses afastado, a primeira escolha do Draft de 2019 receberá o troféu de rookie da temporada.

Enterradas de Zion serão o suficiente
Enterradas de Zion serão o suficiente Carmen Mandato/Getty Images

Não será preciso mais do que 50 jogos de Zion fazendo o que se espera que ele faça para que o calouro dos Pelicans fique com o prêmio. É simples.

Zion é queridinho da mídia, tem todo o "hype" necessário para transformar qualquer enterrada em manchetes ao redor do mundo e isso será o suficiente para atrair votos e mais votos.

Se considerarmos que três meses ótimos de Trae Young quase lhe deram o prêmio de calouro da última temporada quando Luka Doncic fez uma das melhores temporadas de rookie da história apenas pela narrativa, imagine o que será com Zion Williamson.

Só um desastre tira o prêmio da mão do camisa 1 dos Pelicans e essa lesão não é esse desastre.

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Por que 'calouro' dos Nuggets pode ser o fator crucial para o próximo título da NBA

Pedro Suaide
Pedro Suaide


Para alegria geral da nação, a NBA está voltando. E após uma temporada incrível, muitos seguem olhando torto para o Denver Nuggets antes do início de mais um campeonato.

O time de Mike Malone liderou a conferência oeste por grande parte do ano, terminou a temporada regular com 54 vitórias e caiu nas semifinais de conferência, superados pelos Blazers por 4 a 3. 

Denver não sabia o que era um jogo de playoffs desde 2013, e não passavam da primeira fase do mata-mata desde 2009. Ano passado foi um marco, encerrando oficialmente o fim da era de Carmelo Anthony e cia. e dando início a tempos que prometem ser de alegria, com Nikola Jokic no comando.

Ninguém esperava esse salto do dia para a noite, e o time agora pode estar no famoso 'segundo ano', aquele que prova se a última temporada foi apenas um ponto fora da curva - acho difícil que tenha sido considerando a quantidade de talento que eles têm no elenco.

Entretanto, esse salto para se tornar realmente um candidato ao título passa por um homem: Michael Porter Jr. 

Escolhido na 14ª escolha do draft de 2018, lesões nas costas tiraram o jogador da temporada. Mas ele está de volta, e pode ser decisivo por dois motivos.

Primeiro, ele pode se tornar o que o time precisa: um ala que pontue com facilidade. Hoje, o elenco é liderado por Nikola Jokic, pivô que pode pontuar muito, mas não obrigatoriamente faz isso, já que acaba jogando muitas vezes como um armador, apesar do tamanho. 

Seu fiel escudeiro é Jamal Murray, empolgante armador de apenas 22 anos. Ele consegue chegar a partidas de 40 pontos, mas segue sendo inconsistente - ou seja, às vezes não vai marcar mais de 10 pontos, e isso é um grande problema para um time que quer ser campeão.

Aí chega Porter, que foi um pontuador nato durante o ensino médio - e seus lances durante a pré-temporada mostram que ele realmente encontra a cesta naturalmente. Se encontrar seu potencial, pode fechar um quinteto com Jamal Murray, Gary Harris, Paul Milsap e Nikola Jokic para realmente buscar o título.

Mas existe um segundo motivo, caso ele apresente mais potencial do que basquete até a metade dessa temporada, e o time de Denver sinta que é a hora de dar All-In.

Os Nuggets têm um elenco profundo. Tirando os quatro titulares já citados acima e Porter Jr., o grupo conta com um arsenal de jogadores valiosos: Will Barton, Malik Beasley, Jerami Grant, Monte Morris, Torrey Craig e mais.


Caso sintam necessidade de 'virar a chave' durante o caminho, a direção da franquia pode buscar ele, o jogador que será o mais desejado em trocas durante esta temporada: Bradley Beal. E se tem um time com jovens jogadores e escolhas de draft que podem convencer os Wizards a abrir mão de sua estrela, é o Denver Nuggets.

Beal é uma estrela que está em uma equipe completamente disfuncional. Washington cada vez mais imagina (ou talvez até já saiba) que não vai ficar com ele quando seu contrato acabar, no meio de 2021. Por isso, é interessante trocá-lo antes que seja tarde demais para receber algo valioso em troca.

Para Denver, Beal seria um encaixe perfeito com Murray e Jokic, os 'introcáveis', e fecharia um trio capaz de reinar.

Seja para jogar ou para ser trocado, Michael Porter Jr. pode ser o fator crucial para o próximo título da NBA.

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Stephen Curry tem um recado: o MVP voltou

Guilherme Sacco
Guilherme Sacco



Sim, é só pré-temporada e, normalmente, ela não significa nada. Mas o que Stephen Curry fez na madrugada de quinta para sexta-feira não foi nada além de deixar um recado para a NBA: o MVP voltou.

O armador do Golden State Warriors é a minha aposta para terminar a temporada com o prêmio de jogador mais valioso em suas mãos e a atuação na vitória sobre o Minnesota Timberwolves mostra o por que.

Foram apenas 25 minutos e 28 segundos em quadra, mas Steph anotou 40 pontos, pegou seis rebotes e distribuiu seis assistências. Foram 14 arremessos convertidos em 19 tentados, sendo seis de nove do perímetro, além de seis arremessos livre sem erros.

Durante a "Era Durant" nos acostumamos a ver um Curry mais "tímido", mais coletivo e fazendo os sacrifícios necessários para que os outros brilhassem e sua equipe vencesse. Ele continuará sendo um cara que coloca a vitória acima da performance individual em 2019/2020. A questão, porém, é outra.

Com Klay Thompson lesionado até, no mínimo, fevereiro e a saída de Kevin Durant, Curry terá a ajuda apenas de D'Angelo Russell e Draymond Green por boa parte da temporada. Para fazer os Warriors vencerem, Steph terá que empilhar atuações de 40 pontos em 30 ou menos minutos.

Nesta madrugada, enquanto muitos dormiam, ele decidiu nos lembrar do que é capaz: fazer 40 pontos em 25 minutos com uma eficiência fora do comum e, ainda por cima, sendo garantia de diversão.

O maior empecilho poderia ser o fato de que os Warriors, por conta de tantos desfalques, não consigam uma campanha espetacular, o que o prejudicaria na disputa. Afinal, o número de vitórias ainda parece ser um critério extremamente relevante visto que isso foi o que, injustamente, tirou o prêmio das mãos de James Harden na última temporada.

Uma grande diferença entre o 'Brinquedinho Assassino' e o 'Barba' é que, mesmo se tiver uma campanha inferior, Curry terá o apoio dos fãs da NBA. Stephen é muito mais amado entre os torcedores e, também, entre os jornalistas que votam na premiação, o que provavelmente faria com que o critério das vitórias fosse menos importante.

Wardell Stephen Curry II é o único MVP unânime da história da liga, o melhor arremessador de todos os tempos e o coração e peça-chave do sistema que nos trouxe a, possivelmente, melhor equipe de todos os tempos.  E, ainda por cima, tem o carisma que conquista votos.

Na madrugada, Curry fez questão de nos lembrar disso tudo. Preparem-se, o MVP vem aí.

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Stephen Curry tem um recado: o MVP voltou

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Kyrie Irving é mais uma prova de que precisamos discutir saúde mental de atletas

Guilherme Sacco
Guilherme Sacco

Durante a apresentação do elenco do Brooklyn Nets na sexta-feira, o armador Kyrie Irving deu um depoimento aonde explicou a grande razão para ter 'falhado' com seus ex-companheiros de Boston Celtics: a morte de seu avô.


         
    

Segundo Kyrie, ele não soube como lidar com a perda de alguém tão querido e, principalmente, não procurou terapia para saber como fazer. Sem cuidar da sua saúde mental, perdeu a alegria que sentia ao jogar basquete e, consequentemente, não conseguiu se dedicar integralmente a seus companheiros como o líder que 'deveria ter sido e falhou'.

O armador não é o primeiro - e nem deve ser o último - a falar abertamente sobre questões de saúde mental interferirem em seu jogo na NBA. Kevin Love e DeRozan já relataram problemas com depressão. Paul Pierce já afirmou que desenvolveu problemas para estar em multidões após ser esfaqueado onze vezes e jogar a temporada normalmente em 2000.

A terapia podia ter salvo a temporada de Kyrie
A terapia podia ter salvo a temporada de Kyrie Mike Lawrie/Getty Images

O que todos têm em comum? Nenhum deles fez uma pausa na temporada para se recuperar como fariam com qualquer lesão física. E questões mentais deveriam ser tratadas com a mesma seriedade das físicas.

É preciso acabar com essa cultura de que pessoas que lidam com problemas de saúde mental como a depressão são mais 'fracas' que as outras e, portanto, não tem condições de ser um atleta profissional.

Ou que quem demonstra sentimentos e vulnerabilidades é menos focado e tem menos chances de ser um grande jogador do que aqueles que, muito provavelmente, preferem esconder seus problemas em cargas excessivas de trabalho.

Precisamos parar de tratar os jogadores como robôs programados para jogarem basquete - ou futebol ou futebol americano ou qualquer esporte - e os tratarmos com o que são de verdade: seres humanos com problemas como eu, você e qualquer outro. E, não, Kyrie, você não falhou. Nós que falhamos com você.

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Stephen Curry merece estar à frente de Kobe Bryant em ranking histórico da NBA

Guilherme Sacco
Guilherme Sacco

Na quinta-feira, o Bleacher Report divulgou um ranking histórico da NBA em que Stephen Curry era o 10º colocado e Kobe Bryant o 14º. A presença do armador do Golden State Warriors na frente da lenda do Los Angeles Lakers causou polêmica nas redes sociais, mas não está errada.

A única coisa errada é a posição de cada um no ranking. Kobe e Curry deveriam estar no top 10, mas o jogador dos Warriors na frente do ex-Laker é o correto.

E por um motivo simples: Kobe Bryant foi um excelente jogador, mas foi uma "cópia fiel" do que já havia vindo antes, Curry foi o jogador que mais influenciou o basquete na história, além de ser o melhor arremessador de todos os tempos e um dos três melhores armadores que a liga já viu.

Steph é um dos 3 melhores PGs da história
Steph é um dos 3 melhores PGs da história Getty Images

O legado do armador dos Warriors será maior do que o deixado pelo ala dos Lakers. Antes de Steph, a NBA arremessava, no total, 52 mil bolas de três em uma temporada (números de 2015). Na última temporada, foram 78 mil arremessos de longa distância, ou seja, um aumento de 26 mil bolas desde que os Warriors foram campeões pela primeira vez sob a batuta de Curry.


         
    

O sistema de ataque do Warriors deixou sua marca pelas equipes da NBA atual e só foi possível por conta da qualidade de Curry. Pelo fato de ser o melhor arremessador de todos os tempos e, ao mesmo tempo, um jogador extremamente coletivo. Que sempre se dispôs a se sacrificar pelo sucesso da equipe, ao contrário de Kobe Bryant e sua "Mamba Mentality".

Stephen Curry é um arremessador melhor, um armador melhor, um jogador melhor e um companheiro melhor do que Kobe Bryant foi. Em uma discussão em que o nível dos jogadores é tão parelho, detalhes fazem a diferença. E Steph vence em todos os detalhes e no legado.

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Stephen Curry merece estar à frente de Kobe Bryant em ranking histórico da NBA

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Shaun Livingston merece o Hall da Fama

Guilherme Sacco
Guilherme Sacco
A história de superação de Livingston merece ser celebrada
A história de superação de Livingston merece ser celebrada Getty Images

O armador Shaun Livingston, tricampeão pelo Golden State Warriors, anunciou sua aposentadoria nesta sexta-feira (13). Ao olhar para os números de sua carreira, o título desta matéria parece ridículo, mas Livingston vai além do que produziu nas quadras.

Dentro delas, conseguiu ser um excelente coadjuvante nos três títulos e nas campanhas que terminaram em cinco aparições consecutivas dos Warriors nas Finais da NBA. Mas o que coloca o armador no Hall da Fama é a sua jornada.

Selecionado na quarta posição do draft de 2004, pelo LA Clippers, Livingston era uma grande promessa do basquete que demorou para se adaptar ao nível da NBA. Quando parecia mais a vontade, uma tragédia quase interrompeu sua carreira precocemente.

Em 26 de fevereiro de 2007, os Clippers enfrentavam o Charlotte Hornets, então Bobcats, quando Livingston caiu de maneira estranha após uma bandeja errada, resultando em uma das piores lesões que a NBA já viu.


         
    

O armador lesionou praticamente todas as partes do seu joelho esquerdo, rompendo o ligamento anterior cruzado, o posterior cruzado e o menisco lateral, além de torcer o ligamento medial colateral e deslocar a patela. Foi comunicado pelos médicos que não era só sua carreira que estava em risco, mas a sua perna.

Era possível que Livingston precisasse amputar a perna esquerda após sofrer uma das lesões mais terríveis da história do esporte. A amputação não foi necessária, mas Shaun demorou cerca de quatro ou cinco meses para sequer voltar a andar.

Quando foi liberado para voltar às quadras, estava sem contrato e assinou com o Miami Heat antes de pingar por várias equipes até chegar ao Brooklyn Nets em 2014. Lá, se destacou o suficiente por uma temporada para chamar a atenção dos Warriors.

E foi em Oakland que Shaun Livingston escreveu uma das histórias de redenção mais bonitas que o basquete já viu. Mesmo sendo reserva, foi parte fundamental do sistema que encantou o mundo por cinco temporadas seguidas e conquistou três títulos.

Seu arremesso de média distância era tão certo quanto a morte ou impostos. Foi o líder que a segunda unidade dos Warriors precisava para funcionar e manter a equipe viva nos grandes jogos.

Shaun Livingston chegou perto de perder uma perna, voltou, lutou por seu espaço em oito franquias diferentes e encerrou a carreira como peça fundamental de uma dinastia. A história da recuperação por si só merece uma vaga no Hall da Fama. Livingston transcendeu o basquetebol.

Fonte: Guilherme Sacco

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Shaun Livingston merece o Hall da Fama

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Jogou como nunca, perdeu como sempre

Guilherme Sacco
Guilherme Sacco
Felício tenta pontuar diante dos Estados Unidos
Felício tenta pontuar diante dos Estados Unidos Getty Images

Na manhã desta segunda-feira (9), o Brasil encerrou mais uma participação na Copa do Mundo de basquete. A derrota por 89 a 73 para os Estados Unidos finalizou uma campanha que, na realidade, tinha sido encerrada após o vexame diante da República Tcheca.

Na madrugada de sábado para domingo, o Brasil jogava a vida no Mundial e a classificação para as quartas de final. Depois de uma primeira fase perfeita, em que havia vencido a Grécia de Giannis Antetokounmpo, atual MVP da NBA, esperava-se mais da seleção.

Na hora mais importante, no jogo que valia o campeonato - ganhar dos EUA era uma ilusão que nem nos maiores sonhos - tivemos a nossa pior atuação. Um time desligado, que cometeu erros bobos, perdeu bolas fáceis e se perdeu no nervosismo. Que não achou uma maneira de diminuir o impacto do armador Tomas Satoransky e não só perdeu como passou vergonha. Foi derrotado por 93 a 71.


         
    

Uma margem de vinte e dois pontos. E o Brasil acabou indo embora para casa por conta do saldo de pontos. Jogou como nunca, fez a gente se emocionar com a vitória sobre a Grécia, criou esperança e perdeu como sempre.

Agora somos obrigados a ver os argentinos cantando que "quem não salta, não vai para o Japão" e com razão. Apenas um milagre no Pré-Olímpico coloca a seleção em Tóquio-2020. E a Argentina, com um time bem inferior, curte mais uma vaga e mais uma mata-mata de Mundial.

O basquete brasileiro não pode viver de vitórias pontuais. O torcedor merece mais. E nós temos capacidade de entregar mais. O que não se organiza, não vai para a Olimpíada.

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A 'missão Antetokounmpo' e a hora de Bruno Caboclo; como Brasil segurou MVP da NBA e venceu a Grécia

Pedro Suaide
Pedro Suaide

Two years away from being two years away.

Quando Bruno Caboclo foi escolhido na 20ª posição do Draft de 2014, pelo Toronto Raptors, John Fraschilla, comentarista nos EUA, falou essa frase, grudou no brasileiro e nunca mais eles se separaram. 

Ele estava a dois anos de distância para estar a dois anos de distância de estar pronto. O que o time do Canadá fazia selecionando um garoto franzino de 19 anos que estava longe de estar pronto? Que havia se destacado apenas na Liga de Desenvolvimento de Basquete pelo Pinheiros?

Um ano antes, em 2013, o Milwaukee Bucks selecionou um garoto franzino de 19 anos na 15ª escolha do Draft. Entretanto, esse era grego e chamou atenção após jogar pelo Filathlitikos.

Masai Ujiri, cérebro por trás do título dos Raptors na última temporada, viu em Caboclo e apostou. A franquia aguentou bons anos sem ele estar pronto e acabou deixando o brasileiro sair. Ele passou rapidamente pelo Sacramento Kings e pintou no Memphis Grizzlies, onde prova que, cinco anos após ser draftado (parece que Fraschilla errou as contas em um ano).

Giannis teve um impacto imediato. Entrou na liga e em sua primeira temporada jogou 77 jogos - 23 como titular. Suas médias eram baixas, mas tudo dentro do esperado. Seus números foram crescendo, até que em 2017 foi eleito o jogador que mais evoluiu na NBA e em 2019 conquistou o prêmio de MVP.

Bruno Caboclo disputa com Giannis Antetokounmpo
Bruno Caboclo disputa com Giannis Antetokounmpo Getty Images

Caboclo não evoluiu tanto, mas se encontrou em Memphis, com um time de garotos e sem pressão. Pelos Grizzlies, apenas em 2019, jogou 34 partidas - 19 como titular, e mostrou tudo o que a NBA quer ver. Atleticismo, precisão, velocidade, versatilidade. Com isso, ganhou mais anos de contrato naquele ambiente perfeito: uma cidade que o abraçou, um time ainda sem pressão e ótimos (e jovens) companheiros de equipe - Jaren Jackson Jr., Ja Morant e Brandon Clarke, por exemplo. Agora é ver todos crescendo juntos.

Chegou 2019, chegou o Mundial. Caboclo e Giannis, cada um no seu patamar, vivem ótimos momentos.

Aleksandar Petrovic também sabia disso, e há tempos fala que sabia como marcar Giannis. Seria a 'Missão Antetokounmpo'. 

Missão muito bem executada. Giannis foi praticamente nulo, e o treinador grego sequer conseguiu fazer as jogadas finais passarem por ele. Quando ele foi buscado na ponte aérea que seria decisiva, Caboclo, com seus 2,31 metros de envergadura (10 cm a mais que o MVP), interceptou a jogada.

Antetokounmpo terminou com 13 pontos e foi expulso com 5 faltas, claramente irritado - muito pela tática brasileira: marcação forte, faltas nele e garrafão fechado. Minado, o craque ficou apenas 28 dos 40 minutos em quadra, sendo ausência em boa parte da virada brasileira.

Com ele fora e o garrafão grego menos poderoso, o Brasil conseguiu dominar o jogo perto da cesta em partida sensacional de Anderson Varejão. No total, foram 46 pontos brasileiros na área pintada, contra apenas 28 gregos.

Caboclo, jogando na posição 4, foi o cara na defesa. Dividiu a marcação de Giannis com o incansável Alex e decidiu o jogo nas últimas posses defensivas, interceptando a ponte aérea e limpando o aro para a vitória.

No ataque, foi um incrível facilitador. Com seus 2,06 metros (cinco cm a menos que Giannis), espaçou a quadra para Varejão deitar e rolar no garrafão saindo dos bloqueios que fazia. Quando a bola de três sobrou, ele acertou duas de três tentadas. 

Assim o Brasil parou o MVP e venceu a favorita Grécia. E Bruno Caboclo mostrou que, finalmente, está pronto.

Fonte: Pedro Suaide

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James Harden, 30 anos: a celebração de um dos maiores de todos os tempos

Guilherme Sacco
Guilherme Sacco

Esqueça as narrativas, foque no jogador. James Harden é um dos melhores jogadores da história do basquete. O camisa 13 é uma das armas ofensivas mais dinâmicas que esse esporte já viu. 

E é o terceiro melhor ala-armador da história, atrás apenas de Michael Jordan e Kobe Bryant. 

Na isolação, é o jogador mais efetivo da NBA atual, justamente por ser tão dinâmico. É capaz de atingir o adversário com dribles hipnotizantes e consegue pontuar de qualquer lugar.

É uma ameaça com seu característico step back para três de qualquer lugar da quadra. É um dos melhores infiltrando e finalizando ao redor do aro, além de ser o melhor na hora de criar contato e ir para a linha de lance livre.

Não satisfeito, é um dos melhores armadores que esse jogo já viu. Quando infiltra e percebe que a defesa colapsou para tentar pará-lo, acha qualquer arremessador no perímetro. 

James Harden completa 30 anos nesta segunda!
James Harden completa 30 anos nesta segunda! Getty Images

Quando faz o pick and roll e percebe que a defesa irá dobrar, faz a ponte aérea como poucos e ainda tem capacidade de fazer um passe picado por baixo das pernas do defensor. 

Harden é imparável e consegue números absurdos porque é um jogador absurdo, quase que no sentido literal da palavra. Não a toa terminou a última temporada com incríveis médias de 36 pontos e 7,5 assistências por jogo. Conseguiu dois jogos de 61 pontos e mais sete jogos de 50+ pontos. 

Neste 26 de agosto, em que James Harden completa 30 anos, esqueça a narrativa que insiste em transformá-lo no grande vilão da liga ou os vídeos de três segundos de uma jogada isolada que insistem em rotular o seu estilo de jogo e aprecie. 

Aprecie um dos maiores de todos os tempos e que só precisa de um anel para ser unanimidade. 

Nota do editor: se você considera Harden um armador pelas últimas temporadas, ele também está no top 5 da história.


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Parabéns, Everaldo! Relembre três narrações marcantes do narrador que faz aniversário

ESPN League
ESPN League

Neste dia 29 de julho, o nosso narrador Everaldo Marques completa 41 anos de idade! Para comemorar, separamos três narrações marcantes que provam que o Everaldo é RI-DÍ-CU-LO!


Nas Finais da NBA de 2014, o Miami Heat estava perdendo a série por 3 a 2 para o San Antonio Spurs e via o rival texano muito próximo do título. Foi quando Ray Allen entrou em ação e salvou a equipe, que venceria a série na sétima partida. Everaldo narrou assim:


Em 2016, o Cleveland Cavaliers se tornaria o primeiro time da história da NBA a virar uma série de final após estar perdendo por 3 a 1. No Jogo 7 diante do Golden State Warriors, LeBron James deu um toco em Iguodala que entrou para a história da liga!

Por fim, um jogo de temporada regular que não prometia muito, mas acabou tirando uma das melhores narrações de Everaldo. Em Golden State Warriors x Utah Jazz, Curry aprontou das suas, acertou um arremesso do meio da quadra e levou Evê e Bulga a loucura!


         
    
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Onze garotos que melhor aproveitaram a Summer League da NBA e mostraram seu valor

Pedro Suaide
Pedro Suaide

Para salvar ajudar em nossa necessidade de NBA, a Summer League veio e encantou nossos corações. 

Foram quase duas semanas de jogos com centenas de garotos tentando se provar para merecer uma chance na liga 'dos adultos'. 

Aqui, então, estão os onze jogadores que me encheram os olhos: 

Nickeil Alexander-Walker - Pelicans

[]

24,3 pontos / 6 assistências / 4,8 rebotes / 2,8 roubos de bola 

Finalização com as duas mãos, arremesso de fora, visão de jogo, intensidade defensiva: o ala/armador dos Pelicans mostrou todas essas coisas durante a Summer League, isso jogando predominantemente como o armador da equipe, algo com o qual não estava acostumado. 

Jogador que mais teve a bola em mãos durante os jogos, deixou seu potencial em evidência e soube muito bem dar ritmo às jogadas. Décima-sétima escolha do Draft, pode já aparecer na rotação do jovem time de New Orleans - e com muito mérito. 

Brandon Clarke – Grizzlies

14,7 pontos / 9,8 rebotes / 2,0 assistências / 1,8 toco 

Quando ele caiu até a 21ª posição do draft, o espanto foi geral. A temporada que o ala/pivô teve em Gonzaga foi animadora, e sua Summer League provou que ele merecia ter escolhido antes. Para a sorte dos Grizzlies, não foi. Foi campeão do torneio, com ótima atuação na final, e ainda coroado MVP. 

O gigante dominou o garrafão e mandou em todas as suas partidas. Extremamente atlético, é rápido e inteligente. Em pouco tempo deve ser titular do time de Memphis ao lado de Jaren Jackson Jr. 

Veja os melhores momentos da grande final:

Tyler Herro – Heat

19,8 pontos / 4,5 rebotes / 4,3 assistências / 1,5 roubo 

Aposta do Heat na 13ª escolha do draft, Herro foi um dos melhores pontuadores da Summer League. Com uma mão calibradíssima, mostrou que arremessa com muita velocidade e até ultrapassou as expectativas de quem o viu jogar por Kentucky. 

Além do arremesso, chamou atenção por ter um controle muito bom de seus pés, inclusive com um 'primeiro passo' extremamente agressivo. Também já deve ter seu espaço em Miami desde o começo da temporada. 

Lonnie Walker IV – Spurs

24,8 pontos / 5,8 rebotes / 1,3 roubo

 Draftado em 2018, jogou apenas 17 partidas na última temporada, com média de 6,9 minutos por jogo. Após essa Summer League, mostrou que merece mais minutos de Gregg Popovich. 

Muito além do bom defensor que ele já mostrava ser, apresentou um arsenal ofensivo muito importante. Conseguiu criar arremessos para ele mesmo e se provar como um cara que pode ser o líder do time. Devemos vê-lo cada vez mais em quadra. 

Carsen Edwards – Celtics

[]

19,4 pontos / 3,8 rebotes / 21/45 (46,6%) 3pt 

Apenas a 33ª escolha do draft, Edwards mostrou o que já havíamos visto em Purdue: ele arremessa de qualquer lugar - e com eficiência.

 O armador dos Celtics, numa NBA que cada vez arremessa mais dos três pontos, deixou claro que tem seu espaço. Tanto é que o time de Boston já o presenteou com um contrato de quatro anos. 

Kendrick Nunn – Heat

21 pontos / 6,3 assistências / 5 rebotes / 1,5 roubo / 55% FG 

Nunn não foi draftado em 2018 e passou a temporada jogando na G-League com o Santa Cruz Warriors. Um ano depois, está mostrando que merece uma chance na NBA.

 No bom time do Miami Heat, foi mortal ao lado de Tyler Herro. Mostrou muita rapidez e um arremesso com alto potencial. Além disso, parece ter bastante noção de espaço, o que pode transformá-lo num bom passador. 

Jaxson Hayes – Pelicans

16,3 pontos / 7,3 rebotes / 1,3 toco 

Pivô selecionado para fazer o 'garrafão do futuro' ao lado de Zion Williamson, Hayes superou as expectativas na Summer League, e pode já ser o presente do time.

 Muito atleticismo - no ataque e na defesa -, inteligência e domínio do garrafão. Se mostrou um grande jogador agora, mas o que mais empolga é o fato de ser evidente o potencial de crescimento. Tem um arremesso bom (que deve seguir evoluindo) e muita intensidade. Pode se tornar, pelo menos, numa máquina de highlights. 

Rui Hachimura – Wizards

[]

19,3 pontos / 7 rebotes / 1,7 toco 

Para muitos, o japonês foi escolhido 'muito cedo' no draft, sendo o 9º geral. Nessa Summer League, começou a provar o contrário.

 Hachimura, ainda muito cru, pode se tornar um jogador completo. Arremessa, infiltra, tem noção de posicionamento e parece disposto a aprender. Como primeira opção no ataque, foi bem e correspondeu com boas pontuações. 

RJ Barrett – Knicks

15,4 pontos / 8,6 rebotes / 4,2 assistências

 A terceira escolha do draft foi a mais alta a mostrar seu basquete na Summer League (Zion jogou apenas minutos, e Ja Morant sequer entrou em quara). Após um começo em primeira marcha, mostrando mais suas deficiências, como o arremesso de três pontos inconsistente e o baixo aproveitamento, deu a volta por cima.

 Como um todo, mostrou o que já se esperava dele: infiltração muito boa, velocidade e muita agressividade em direção à cesta. Tem momentos em que se mostra também um ótimo passador, e ainda tem um bom potencial defensivo. Deve começar a temporada como titular.

Coby White – Bulls

15 pontos / 5,6 rebotes / 4,8 assistências / 1,4 roubo

 A escolha de primeira rodada dos Bulls teve sofreu um pouco arremessando a bola, mas mostrou várias habilidades que o fazem digno de sua posição no draft. Muito veloz e com uma ótima visão de quadra, é um armador moderno e com muita personalidade.

 Provavelmente começará a temporada vindo do banco de reservas, mas deve, durante a temporada, roubar a posição de Kris Dunn. 

Ignas Brazdeikis – Knicks

[]

15,4 pontos / 5,2 rebotes / 51% FG 

Escolha de número 47 do draft, Brazdeikis foi um acerto dos Knicks. O ala mostrou muita versatilidade e preparação para o basquete que a NBA joga hoje em dia. Ótimo arremesso de média e longa distância e inteligência para infiltrar.

 Chegou a ter uma gigante atuação de 30 pontos, a primeira de tal marca na competição, contra os Suns. Num time novo como o de Nova Iorque, pode ganhar seus minutos na rotação.

 Menções Honrosas (alguns já são melhores do que o nível da competição, outros não mostraram tanto)

Chris Boucher – Raptors

23 pontos / 9,8 rebotes / 1,3 toco

Atual campeão da NBA, Boucher chegou a jogar em duas partidas das Finais do Leste, contra os Bucks, na última temporada. Após a saída de Kawhi, mostrou que pode produzir mais, e deve receber cada vez mais espaço em Toronto.

Mitchell Robinson – Knicks

13,8 pontos / 10,6 rebotes / 3,4 tocos 

Robinson teve uma temporada ótima como calouro dos Knicks, e sua Summer League foi um marco. Enalteceu seus pontos positivos (receber pontes aéreas, pegar rebotes e dar tocos), mas também mostrou que tem muito a melhorar (muito afobado, arremesso não confiável). Deve começar a temporada como titular.

Jarrett Allen – Nets

[]

16,4 pontos / 10,6 rebotes / 2,2 tocos

 O pivô já mostrou do que é capaz na NBA, então era de se esperar que brilhasse na Summer League... e assim foi. Defensivamente e nos rebotes, é um monstro. Ofensivamente, usou o torneio para melhorar, o que é preciso.

Anfernee Simons – Blazers

22 pontos / 4,3 rebotes / 1 roubo

 Simons jogou 20 partidas na última temporada pelos Blazers, e mostrou lapsos do que era capaz. Na Summer League, provou que pode ser um grande pontuador, arremessando de qualquer lugar da quadra, mas precisa melhorar sua defesa e seu repertório ofensivo. 

Daniel Gafford – Bulls

13,8 pontos / 7,8 rebotes / 2,8 tocos 

Escolha de segunda rodada dos Bulls, Gafford foi muito bem na dobradinha com Coby White, completando várias pontes aéreas. Surpreendeu por ser 'completo', apesar de ainda muito cru. Pode ganhar minutos na temporada, principalmente num time como o de Chicago.

Naz Reid – Timberwolves

11,9 pontos / 5,4 rebotes / 2 assistências 

Pivô de LSU que não foi draftado, Reid mostrou nessa Summer League que merece, ao menos, uma chance. Na semifinal, dominou o garrafão contra Jarrett Allen e foi 'o cara' que colocou os Wolves na final. Defensivamente, tem um potencial imenso.

Pablo Prigioni – Timberwolves 

[]

Ex-jogador da NBA, Prigioni teve sua primeira oportunidade como treinador, e foi muito bem. Montou uma equipe muito bem equilibrada e com uma defesa sensacional, inclusive usando zona. Durante a temporada, será auxiliar de Ryan Saunders.

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Onze garotos que melhor aproveitaram a Summer League da NBA e mostraram seu valor

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Por que Russell Westbrook no Houston Rockets faz sentido

Guilherme Sacco
Guilherme Sacco

De princípio, não parece. A reação imediata das pessoas foi pensar "o Houston Rockets vai jogar com duas bolas?" ou, então, "Russell Westbrook não arremessa de fora, não vai se encaixar". Mas Westbrook em Houston faz sentido. Pra todo mundo. Pra ele, pra equipe e pra James Harden.

Pra início de conversa, Chris Paul não queria mais estar no Texas. As notícias são de que ele e Harden haviam brigado feio depois da eliminação para o Golden State Warriors na última temporada e Paul não aguentava mais olhar na cara de James. CP3 precisava ir.

Com um contrato gigante, os Rockets só seriam capaz de movê-lo por outro contrato gigante. Westbrook estava insatisfeito com a saída de Paul George e queria abandonar o barco em Oklahoma. Era a oportunidade.

Mas, além da questão extra quadra, a opção faz sentido dentro de quadra. O grande problema dos Rockets na pós temporada do ano passado foi ter alguém que dividisse a carga ofensiva com Harden na hora de fechar as partidas.

Chris Paul deveria ser esse cara, mas o que já foi um dos melhores, quiçá o melhor, armadores da liga, hoje é um jogador que tem dificuldade para pontuar isolado contra nomes como Jonas Jerebko, como foi na série contra os Warriors.

Harden e Westbrook voltarão a ser companheiros de equipe
Harden e Westbrook voltarão a ser companheiros de equipe Getty Images

Com isso, Harden ficava sobrecarregado e a defesa de Golden State sequer hesitava na hora de dobrar no camisa 13. Com Westbrook, a história será diferente. 

Russell não é um dos pontuadores mais eficientes da liga, para ficar em um eufemismo, mas é uma das grandes ameaças ofensivas da NBA quando ataca o aro. E tem capacidade de bater qualquer defensor na isolação.

A presença de Westbrook fará com que as defesas não se sintam tão seguras na hora de dobrar em Harden e tirá-lo completamente dos finais das partidas. Já é uma vitória para Houston.

Além disso, Westbrook não é um arremessador nato e gosta de jogar com a bola na mão, mas já demonstrou em outras oportunidades que pode ser apenas o segundo cestinha de uma equipe, como foi com Durant em Oklahoma.

Em Houston, o espaçamento proporcionado pelo arsenal de chutadores da equipe lhe dará espaço para brilhar nas infiltrações. Na hora de atacar o aro, fazer a defesa entrar em colapso e ou pontuar ou soltar a bola para um arremessador livre na zona morta.

Westbrook era a melhor opção de mercado para Daryl Morey e o Houston Rockets. Os Rockets eram a melhor opção para Russ. Bem vindos ao tiroteio do Velho Oeste, que será insano.

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Nunca duvide de LeBron James: os dois melhores times da NBA estão em Los Angeles

Guilherme Sacco
Guilherme Sacco

Depois da chegada de Kawhi Leonard e Paul George ao LA Clippers, virou quase unanimidade que a equipe é a principal favorita ao título da próxima temporada da NBA, que será equilibrada como não se via há tempos. O time que levou o Golden State Warriors, com todos os jogadores saudáveis, ao sexto jogo trocou Shai Gilgeous-Alexander e Danilo Gallinari pelo atual MVP das Finais e um jogador com calibre de MVP de temporada. Sem dúvidas, favorito.

O problema, porém, está em como essa movimentação fez as pessoas olharem o outro lado da cidade. O Los Angeles Lakers estava na expectativa de assinar com Kawhi, montar um super time praticamente imbatível e dominar a liga. Quando viu o ala ir para seu 'primo pobre', a frustração tomou conta. Mas os Lakers souberam compensar da maneira correta.

Não veio nenhuma terceira estrela como poderia ter sido com D'Angelo Russell, caso a franquia tivesse desistido mais cedo de Kawhi e priorizado outro jogador, mas Jeanie Buss e Rob Pelinka agiram da maneira correta: montaram um elenco ao redor de LeBron James e Anthony Davis. 

DeMarcus Cousins, Rajon Rondo, Danny Green, Jared Dudley, Avery Bradley, Kyle Kuzma. Nenhum desses nomes salta aos olhos, nem mesmo Cousins, mas são todos nomes sólidos para ajudarem dois dos sete melhores jogadores da liga.

Kuzma, AD e LeBron: os Lakers estão em ótimas mãos
Kuzma, AD e LeBron: os Lakers estão em ótimas mãos Getty Images

Sim, LeBron James e Anthony Davis formam uma dupla com dois dos sete melhores jogadores do mundo. E parece que as pessoas estão se esquecendo deste fato. Mesmo com 34 anos, LeBron ainda é o jogador mais dominante do mundo. Em uma temporada "ruim", o ala terminou com 27.4 pontos, 8.3 assistências e 8.5 rebotes de média por jogo. E, agora, ele vem extremamente motivado para recuperar o trono de Rei da NBA

Anthony Davis conviveu com problemas de lesões e de química no vestiário. Terminou a temporada com 26 pontos, 12 rebotes e 2,4 tocos por jogo. É um dos pivôs mais dominantes, se não for o mais, da liga. Consegue pontuar dentro do garrafão e fora. Pode armar o jogo do poste baixo e defende como poucos, sendo um dos melhores protetores de aro da liga. 

Na temporada passada o grande problema dos Lakers, além das lesões, foi a falta de alguém que pudesse dividir a responsabilidade de carregar o time com LeBron e a falta de arremessadores que abrissem a quadra para o camisa 23 (que voltará ao número 6) brilhar. Para 2019/2020, o cenário é outro. Não se enganem pela decepção de não conseguir Kawhi, o Los Angeles Lakers vem muito forte para a próxima temporada e o "clássico da Califórnia" colocará frente a frente as duas melhores equipes da liga.

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'Kawhi Watch': o grande tiro no pé de Toronto

Guilherme Sacco
Guilherme Sacco

A espera pela decisão de Kawhi Leonard toma conta da NBA. Nesta quarta-feira, estamos presenciando mais um capítulo da novela. E um dos mais surreais até agora.

No começo do dia, saiu a primeira informação. Um jatinho chegou em Toronto e dele saíram três pessoas, uma delas com um toalha na cabeça e elas entraram em dois carros pretos. Em instantes, a teoria era de que Kawhi iria se reunir com a diretoria do Toronto Raptors em um hotel na cidade.

Imediatamente, um helicóptero da televisão local começou a filmar o caminho dos carros e transmitir em tempo real, no melhor estilo "perseguição de OJ Simpson".

Pelas redes sociais, a hashtag #KawhiWatch (observatório Kawhi) começou a ganhar os tópicos em Toronto e no mundo. Pessoas foram às ruas atrás de informações e confirmações. Outras foram para a porta do hotel aonde estava acontecendo a suposta reunião para "demonstrar amor" e pedir para Kawhi ficar, apelando para o emocional.

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O problema, porém, é que isso poderia funcionar para a maioria das pessoas. Mas Kawhi não é todo mundo. Ele nunca foi conhecido por gostar da mídia, de ter um helicóptero perseguindo cada passo seu, muito pelo contrário.

Sempre foi conhecido por ser um dos jogadores mais "low profile" da liga. Que pouco aparece na mídia, que não se veste com a roupa mais cara e nem anda no carro do ano. Que quase não utiliza redes sociais - seu Twitter tem, literalmente, quatros postagens. E foi criado em 2014.

Se por acaso Kawhi realmente escolha por não continuar em Toronto, provavelmente lembraremos deste dia 3 de julho de 2019 como o dia que sacramentou sua decisão. O que era para ser uma prova de amor, pode ter sido o maior tiro no pé que uma cidade deu em sua própria franquia.

Kawhi não quer os holofotes, não quer as pessoas na rua atrapalhando suas reuniões, não quer ser perseguido pela televisão. O homem dos rebotes vence, não aparece.

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