Único brasileiro no draft da MLS trocou o Corinthians por diploma de economia nos EUA

MLS Inside
Gustavo Zupak, blogueiro do ESPN.com.br
Divulgação / Houston Dynamo
Ivan Magalhães jogará pelo Houston Dynamo
Ivan Magalhães jogará pelo Houston Dynamo

"Não consegui dormir a noite, estava bem ansioso. Lá no evento estava um clima muito nervoso. Meus pais estavam ainda mais do que eu. E aos poucos o auditório ia esvaziando, as pessoas que iam sendo escolhidas saíam do local. Para os que ficavam, como era o meu caso, aumentava ainda mais a ansiedade".

Foi assim que Ivan Magalhães lidou com o excesso de adrenalina na última quinta-feira. O dia era muito especial. Aconteceria em Baltimore o SuperDraft da Major League Soccer para a temporada 2016 e ele estava no bolo para ser escolhido por uma das vinte franquias da liga. Mais do que apenas acertar seu primeiro contrato profissional de futebol no país, aquele momento representava muito para o jovem zagueiro de 22 anos. Era a certeza de que a escolha feita em 2013 havia sido a mais correta, quando teoricamente havia dado dois passos para trás pensando em dar um para frente num futuro breve.

Na época, Ivan tinha apenas 20 anos e havia recém disputado a Copa São Paulo de Juniores pelo Corinthians. Seu desempenho não havia sido o esperado, já que vinha de recuperação de uma das três cirurgias no joelho que fizera e o ritmo de jogo estava longe do ideal. Descontente com sua realidade e pouco animado em relação ao futuro no clube, acabou aceitando o convite de uma empresa de intercâmbio para tentar uma bolsa de estudos nos Estados Unidos em troca de uma carreira no futebol universitário. Foi assim que começou a trajetória deste paulistano em solo norte-americano, que culminou com a sua escolha como 26o atleta no draft da semana passada para jogar no Houston Dynamo a partir da próxima temporada.

"Já fiz uma pesquisa sobre o time, vi que ganharam a MLS algumas vezes. Conheço o treinador, que é escocês e já treinou times da Premier League. É um cara muito conceituado. Sei também que o Oscar de la Hoya, ex-boxeador, é um dos proprietários do time. É uma equipe forte, competitiva e eu estou muito animado com essa chance que vou ter", disse o brasileiro em entrevista ao MLS Inside. Ele também comemora o fato de a cidade texana não ser das mais frias do país, o que aproxima um pouco o clima com São Paulo, onde viveu quase o tempo todo com a família.

Mas voltemos a falar das escolhas de Ivan. Mais do que tornar-se um jogador de futebol, ele queria também ter em mãos um diploma de faculdade. Inteligente e esclarecido, sabia que se seguisse a carreira de atleta no Brasil só conseguiria pensar em graduação após a aposentadoria. Viu na oportunidade norte-americana a chance ideal de conciliar as duas metas de vida. Foi a hora que optou por trocar o Corinthians, que tinha acabado de ganhar o Mundial de Clubes da FIFA, pela solidez do esporte universitário na Flórida.

"Fui primeiro para o Junior College, que é feito antes de entrar nas matérias específicas do curso que você escolhe. Primeiro você faz estudos gerais, história, história dos Estados Unidos e outras coisas. E nos dois últimos anos aí sim você entra na sua área. Isso ajuda a adaptação. Quando chega a parte mais puxada, nos anos finais, você já está acostumado com o ritmo". Depois desse período inicial na Flórida, Ivan, já titular da zaga, foi cobiçado pelos olheiros da University of Maryland e se mudou para lá para cursar economia.

"Olhei todas as opções que tinha para fazer em Maryland. E economia era o que tinha mais a ver comigo. Sou mais um cara de exatas mesmo. Lá é muito puxado, é uma faculdade muito respeitada academicamente. E a minha rotina não era fácil, porque você praticamente não tem folga. E quando tem, usa para fazer lição das aulas, escreve redação e faz trabalhos".

Em Maryland foram apenas seis meses, mas o suficiente para se destacar. Foi campeão e comandou uma zaga muito elogiada. A ponto de ser elencado para o draft da MLS mesmo com pouco tempo de faculdade. Fez parte do Combine, que é um jogo entre os atletas que participam do draft sob os olhos dos treinadores e observadores da liga, e lá sentiu que seu próximo destino era mesmo o principal campeonato de futebol do país.

"O meu plano com o treinador da faculdade já era entrar no draft deste ano. Mas sei que não seria fácil, porque é muita gente, uma disputa muito grande. O Combine me ajudou bastante. Naquele dia fui entrevistado por treinadores de seis time diferentes e entre eles estava o do Houston", conta o jogador, que fala inglês fluente e que teve novo contato com o técnico do Dynamo momentos após a escolha no draft.

"Eles me falaram que ficaram muito feliz por ter me escolhido. Achavam que eu não estaria mais disponível na 26a escolha, que era a deles. Mas quando me viram lá, não pensaram duas vezes. Me disseram que tenho um potencial muito grande para desenvolver na liga".

Ivan Magalhães poderia estar hoje no Corinthians. Foi lá que finalizou sua formação como jogador depois de anos anteriores no São Paulo e Grêmio Barueri. No Timão, atuou bastante ao lado de Marquinhos (hoje no Paris Saint Germain), Yago e Matheus Vidotto (zagueiro e goleiro, respectivamente, do elenco atual corintiano). Mas preferiu realizar seu sonho da graduação e do futebol em uma país que lhe desse mais estabilidade. Ainda tem três semestres para cumprir na faculdade de Maryland, mas trancou a matrícula pois se mudará para Houston e tem a garantia que poderá retomar os estudos quando bem entender. Não desistirá de se tornar um economista.

Mas antes, a partir de março, estará na luta para reconduzir o Houston Dynamo aos playoffs da MLS depois de uma temporada ruim no ano passado. Entende ter a oportunidade de sua vida e já percebeu que a escolha feita em 2013 foi a mais correta. Ele trocou a incerteza da transição base/profissional aqui do Brasil, pelo crescimento irreversível de um mercado muito promissor.

"A gente sabe como são os americanos. Quando eles resolvem fazer alguma coisa, isso raramente dá errado", finalizou o mais novo brasileiro da Major League Soccer.

 

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MLS Inside
Gustavo Zupak, blogueiro do ESPN.com.br

Foram 144 posts em um ano e nove meses de existência e parceria. Foram muitas pesquisas, apurações, ligações. Tempo destinado a um projeto que pensei, idealizei e cuidei como se fosse um filho. Amizades criadas pelo caminho e o conhecimento a fundo de uma nova plataforma, um novo mercado. Mas todo carnaval tem seu fim.

Este é o último post do MLS Inside. Encerro um capítulo muito especial da minha carreira no jornalismo por novos desafios profissionais que estão por vir. E é com o coração bem apertado, tamanho foi o carinho que cada post foi pensado e desenvolvido.

Decidi, após a Copa de 2014, que estudaria e investiria no mercado do futebol dos EUA. Sou fã, desde moleque, da forma que os americanos tratam o esporte de maneira geral. E quando percebi que o futebol estava crescendo por lá, não tive dúvidas que deveria me aprofundar na matéria.

O desafio nesse período foi tentar aproximar a Major League Soccer do público que consome o futebol brasileiro e europeu. Apresentar as diferenças de organização, as curiosidades da liga e as características das franquias. Mas o que me deu mais prazer foi contar as histórias dos atletas brasileiros que lá estão. Muito além de Kaká, o que mais me encantou foi o desafio encarado por brasileiros quase anônimos, que encontraram no futebol norte-americano uma estabilidade que dificilmente teriam no nômade futebol daqui. Conheci bastante gente, fiz amizades, criei laços. Foi muito legal.

Eu sei que a MLS não é um tema relevante dentro do nosso cotidiano. Nunca quis também tratar o tema como se estivesse falando da Champions League. São coisas diferentes, claro. E por isso, a cada retorno de audiência que tinha dos melhores posts, não conseguia esconder a alegria. Não é fácil colocar a MLS como assunto principal em um portal de destaque no país. Não é fácil estampar um programa de TV com um post sobre MLS. E isso tudo aconteceu nessa parceria incrível que tive com a ESPN.

Nada disso seria possível sem a ajuda de gente muito competente, amiga e generosa. Gente que resolveu abriu espaço em uma casa tão conceituada a um projeto meio inesperado de um repórter de rádio que trabalha em uma emissora de grupo "concorrente".

Conrado Giulietti me abriu as portas da casa. Gian Oddi me ofereceu o espaço, acreditou na ideia e sempre me deu muita liberdade para tratar o tema da maneira que eu melhor entendesse. E a turma toda do site sempre recebeu meus posts com muito respeito e os tratou com toda a seriedade típica dos produtos ESPN. Cobos, Zanei, Jean, Tonhão, Chico e toda a moçada da redação....muito obrigado pela parceria e atenção esse tempo todo.

A minha ideia, ao criar o blog, era que em um curto espaço de tempo, quando as pessoas pensassem em algum jornalista brasileiro especialista em Major League Soccer, que lembrassem de mim. E isso aconteceu algumas vezes. Ministrei palestras e até apresentei um debate em lançamento de livro sobre o Seattle Sounders. Objetivo alcançado.

Continuarei de olho em tudo o que acontece no futebol dos EUA. Continuarei falando sobre o tema e, quem sabe, não volte a escrever sobre ele em breve.

ESPN, muito obrigado. De coração. 

E você, fã de esporte, que destinou um minuto que seja, um clique do mouse ou um toque do seu dedo a algum link que postei, saiba que você fez parte de um projeto tratado sempre com o maior carinho e dedicação.

A gente se vê por aí.

Abraços!

@gustavozupak

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Drogba na MLS: gols, briga com o técnico e abandono do time por não aceitar o banco de reservas

MLS Inside
Gustavo Zupak, blogueiro do ESPN.com.br
Getty
Drogba durante jogo do Montreal Impact pela MLS
Drogba durante jogo do Montreal Impact pela MLS

Negociando sua transferência para o Corinthians, o marfinense Didier Drogba viveu um ano e meio de expectativa, gols e polêmicas em sua trajetória na Major League Soccer. Teve até briga com técnico por se recusar a ficar na reserva.

Disputado por Chicago Fire e Montreal Impact, Drogba parou no time candaense em negociação que mandou o hoje são-paulino Gilberto para o Fire. No Impact, chegou para mudar o status da equipe.

Logo de cara, alavancou a sua equipe à terceira colocação da temporada regular, garantindo vaga nos playoffs. Drogba chegou e arrebentou. Foram 11 gols em 11 jogos. Gols de cabeça, de chutes poderosos e até em cobranças de falta. Mas no mata-mata a equipe não prosperou.

Em 2016, porém, as coisas não foram exatamente da mesma maneira. Após um bom começo de temporada, Drogba começou a sofrer com uma lesão na região lombar, que o tirou de quase 10 jogos da temporada. Dos 34 jogos feitos pelo Impact na fase regular, o marfinense atuou em apenas 22. Os gols também rarearam. Foram 10, diminuindo bastante sua média.

A queda de rendimento na temporada que acabou em dezembro fez com que Drogba deixasse de ser o principal jogador da equipe, apesar do status de craque e o contrato de designated player. Quem assumiu o protagonismo no time foi o meia atacante argentino Ignacio Piatti, destaque do San Lorenzo na campanha vitoriosa na Libertadores 2014.

Mas a passagem de Drogba pela Major League Soccer não foi feita só de gols. Teve muita polêmica também. O jogador entrou em rota de colisão com o treinador Mauro Biello e chegou a se recusar a ficar no banco de reservas.

No dia 17 de outubro, o Montreal enfrentou o Toronto FC e Drogba estava novamente relacionado após perder as duas últimas partidas com a lesão nas costas. Biello avisou o jogador na véspera do jogo que ele ficaria como opção no banco de reservas. Drogba disse que não aceitava e avisou que não iria para a partida. O treinador ficou bastante irritado e chegou a passar o caso para a diretoria do clube, que ficou em uma enrascada. Apoiar o treinador e privilegiar o aspecto esportivo ou ficar ao lado de quem garante o retorno de marketing do clube, motivo pelo qual as franquias da MLS apostam em grifes do futebol?

No jogo seguinte, contra o New England, Drogba sequer foi relacionado. Era a última rodada da temporada regular. Na sequência vieram os playoffs, o jogador se desculpou, mas não atuou mais pela franquia. No fim do contrato, informou que não renovaria e seguiria sua vida longe dos gramados da MLS.

Em seu primeiro ano de contrato, Drogba faturou U$3 milhões. Já na última temporada, os vencimentos eram de U$2,1 milhões anuais, o que dá U$180 mil mensais (aproximadamente R$600 mil).

No total foram 33 jogos, 27 como titular, 21 gols marcados e 7 assistências. O marfinense levou 6 cartões amarelos e 1 vermelho.

Pouca explosão muscular, finalização muito apurada e excelente presença de área. Essas foram as características técnicas de sua passagem pela MLS.

Mas o pacote traz também irreverência, gols e polêmica. Comportamento digno de estrela para o alvo do Corinthians.

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Número de brasileiros na MLS cai 39% em 2017. Saiba quem foi dispensado

MLS Inside
Gustavo Zupak, blogueiro do ESPN.com.br
Divulgação/Orlando City SC
Julio Baptista não teve seu contrato renovado no Orlando City
Julio Baptista não teve seu contrato renovado no Orlando City

A vida dos jogadores brasileiros não anda fácil na Major League Soccer. A queda no número de atletas é nítida nos dois últimos anos.

Em 2015, por exemplo, eram 17. Em 2016 foram apenas 13 e para 2017, por enquanto, apenas 8 estão garantidos. Isso gera uma redução de 39% do ano passado para cá e 52% de duas temporadas para a próxima que vai ter início em março. Preocupante.

É claro que precisa ser dito que o mercado ainda está aberto e os times ainda estão formando seus elencos para a temporada, mas muitas equipes já estão com as 28 vagas quase completas. E me parece claro, dada as últimas movimentações, que os atletas brasileiros não estão entre as prioridades dos times. Nem os que lá já estavam e não serão aproveitados pelos antigos clubes e nem jogadores que pudessem ser contratados como reforços a peso de ouro. Não estamos no radar.

E é importante que se ressalte que a queda de brasileiros é justificável pelo rendimento dos próprios jogadores. Poucos dos nossos atletas apresentaram rendimento elevado na última temporada. A maior parte dos brasileiros sequer é titular, e os que são, geralmente trabalham em papel de coadjuvantes.

Para a temporada 2017 estão garantidos na MLS os seguintes jogadores:

ALEX (meia) - HOUSTON DYNAMO
FABINHO (lateral esquerdo) - PHILADELPHIA UNION
FELIPE MARTINS (volante) - NY RED BULLS
ILSINHO (meia) - PHILADELPHIA UNION
KAKÁ (meia) - ORLANDO CITY
LEONARDO (zagueiro) - foi do LA GALAXY para o HOUSTON DYNAMO
MARCELO SARVAS (volante) - DC UNITED

Além destes, o volante Juninho, de bonita carreira no LA Galaxy foi contratado pelo Chicago Fire. Ele atuou a última temporada no Tijuana, do México. Seu retorno foi disputado pelo próprio Galaxy e também pelo Columbus Crew, mas a prioridade ficou com o time de Chicago, que teve a pior campanha na última temporada e isso gera benefícios na hora de contratar. Tudo para aumentar o equilíbrio na liga.

O que chama atenção também é que 2017 será a despedida de Kaká da MLS. O brasileiro havia assinado três anos de contrato com o Orlando City e já confirmou que cumprirá suas funções até o final. Depois disso, não se sabe se Kaká voltará ao Brasil, se virará dirigente no próprio cenário americano ou se exercerá essa função na Itália, onde também é muito bem quisto.

Outros cinco jogadores não tiveram seus contratos renovados pelas equipes e estão fora do mercado. Eles até podem retornar à MLS caso exista proposta de novos clubes, mas no momento a situação é de total indefinição.

O grupo tem o veterano meia atacante Julio Baptista, que teve uma passagem muito discreta pelo Orlando City, o atacante Getterson (Dallas) que se envolveu em polêmica com o São Paulo após ser contratado e depois demitido pelo Tricolor após descobrirem postagens controversas nas redes sociais em anos anteriores, o ex-zagueiro do América MG Anderson Conceição (Chicago), o jovem atacante Pedro Ribeiro (Orlando) e o lateral direito Rodrigo Ramos, que pertence ao Coritiba e esteve emprestado ao Chicago Fire.

Além deles, também não continuará jogando na MLS o volante Paulinho Nagamura, o mais longevo dentre os brasileiros na liga. Desde 2005 nos gramados norte-americanos, Paulinho mudou de função. Deixa de ser jogador do Sporting Kansas City para virar auxiliar técnico do Swope Park Rangers, time B que disputa a USL. Ele construiu uma belíssima carreira na liga e agora colhe os frutos com um plano de carreira.

Enquanto isso, jogadores de outros países sul-americanos seguem em alta na Major League Soccer. Argentinos, paraguaios e colombianos são os queridinhos das franquias e costumam ter sucesso jogando por lá. Os brasileiros, além de escassos, estão longe de ocupar os postos de protagonistas. Talvez isso explique a dificuldade de mercado.

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Torcedores do Fla tiram sarro e oferecem Márcio Araujo a times da MLS. Teve clube que respondeu!

MLS Inside
Gustavo Zupak, blogueiro do ESPN.com.br
Pedro Martins/Agif/Gazeta Press
Márcio Araújo na MLS? É o desejo de alguns torcedores
Márcio Araújo na MLS? É o desejo de alguns torcedores

Já pensou ver o volante Márcio Araujo, do Flamengo, jogando a Major League Soccer? Pois é, alguns torcedores do clube carioca pensaram. E não só pensaram, como agiram.

Irritados com o desempenho do camisa 8 no rubro-negro e mais ainda com a sua provável renovação de contrato, três flamenguistas resolveram ousar. Ofereceram o jogador para 24 clubes internacionais, basicamente da China e da MLS.

A iniciativa foi capitaneada pelo titular da conta @Dryzinho no Twitter, que pediu para manter seu nome em anonimato. Ele contou para o MLS Inside como foi o processo. Juntaram as estatísticas de Márcio Araujo na temporada 2016, compilaram com o video de melhores momentos do jogador que está na conta de seu agente no YouTube e capricharam no texto para os clubes. Tudo para tentar convencê-los a contratar um jogador que divide opiniões na torcida rubro-negra.

Tive acesso ao email enviado para as franquias e o traduzi para o português:

"Prezados;

Gostaria de apresentar a vocês um dos mais eficientes jogadores atuantes no Brasil na temporada 2016.

Seu nome é Márcio Araujo e ele joga no Flamengo, o maior clube do país e que tem 40 milhões de torcedores. Márcio, que joga como Casemiro, é um meio campista defensivo e tem ótimos números, que fazem dele um jogador incrível. Veja as estatísticas:

Reprodução
Estatísticas de Márcio Araujo
Estatísticas de Márcio Araujo
Reprodução
Estatísticas de Márcio Araujo
Estatísticas de Márcio Araujo

De acordo com Zé Ricardo, treinador do Flamengo, Márcio é dedicado, muito profissional, competente e inteligente. Tem transição muito rápida da defesa para o ataque e recentemente todos os treinadores o escalaram no time titular. Além disso, Márcio tem jogado os três últimos anos sem nenhuma lesão.

Seu contrato com o Flamengo termina recentemente e o clube quer renovar por mais 2 anos dada a sua importância para o time. Entretanto, ele está aberto à novas negociações já que teve um ótimo ano e quer novos desafios.

Acredito que a MLS seria uma excelente oportunidade para ele mostrar todo o seu talento. Se estiverem interessados, por favor me avisem.

Saudações"

Alguns dos clubes que receberam a oferta foram San Jose Earthquake, Real Salt Lake, os caçulas Minesotta e Atlanta United, Vancouver Whitecaps, Sporting Kansas City e New York City. Destes, o único que respondeu ao email foi justamente o último. O NY City, que perdeu o também camisa 8 Frank Lampard, não deixou @Dryzinho sem resposta.

Reprodução
Resposta do New York City à oferta para ter Márcio Araujo
Resposta do New York City à oferta para ter Márcio Araujo

No texto, o clube de Andrea Pirlo e David Villa agradece a recomendação e diz que o nome será levado ao time de analistas do clube para que possa ser observado. E que se gerar interesse, algum tipo de contato será feito.

Márcio Araujo deve renovar seu contrato com o Mengão por mais duas temporadas. Não será desta vez que ele desembarcará na Major League Soccer. Eis o video incorporado ao email, que faz parte do portifólio de seu representante.

Reprodução
Clubes que receberam a oferta para ter Márcio Araujo
Clubes que receberam a oferta para ter Márcio Araujo
Reprodução
E-mail em inglês enviado para os clubes da MLS
E-mail em inglês enviado para os clubes da MLS
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Números, paixão e finalmente um título. Por que o Seattle Sounders é a melhor franquia da MLS?

MLS Inside
Gustavo Zupak, blogueiro do ESPN.com.br
Getty
Seattle Sounders conquistou seu primeiro título da MLS
Seattle Sounders conquistou seu primeiro título da MLS

Oitava vez disputando a MLS. Oitava vez que teve a melhor média de público da competição. Oitava vez que disputou os playoffs. Marca mais valiosa da liga. Esses números já davam ao Seattle Sounders o rótulo de uma das franquias mais competentes de todo o futebol no país. Mas dá para acrescentar um novo índice à essa lista. Em sua primeira final disputada, o primeiro título.

O Seattle Sounders é o grande campeão da MLS em 2016!

A vitória nos penaltis sobre o Toronto FC, fora de casa, coroou uma temporada de total superação. É importante que se diga, que diferentemente de outros anos, o Sounders não era favorito a ser campeão no início da temporada. Havia perdido seu principal goleador, o nigeriano Obafemi Martins para o futebol chinês. Tinha seu grande craque, Clint Dempsey em um momento técnico e físico um pouco abaixo. Apostava suas fichas apenas no jovem Jordan Morris, que veio da Stanford University como uma das principais revelações do país. Parecia pouco.

E era pouco mesmo. Durante a primeira metade da temporada, o Seattle teve resultados péssimos. Chegou a segurar a lanterna da Western Conference, o que me levou a crer a equipe ficaria fora dos playoffs de forma inédita. Mas dois fatos mudaram esse panorama.

O técnico Sig Schmid, primeiro e único da história do Seattle Sounders foi demitido. Em seu lugar assumiu o auxiliar Brian Schmeltzer, que era o treinador do Sounders antes de virar franquia na MLS. Schmeltzer havia aberto mão da sua carreira de treinador para fazer parte de um projeto de sucesso. Caiu em seu colo a missão de recuperar o time e deu no que deu. Classificou o Sounders em quarto na temporada regular e conseguiu chegar ao título.

O outro fator determinante foi a chegada do uruguaio Nicolás Lodeiro. O meia canhoto estava no Boca Juniors, depois de uma boa passagem pelo Botafogo e uma apagadíssima pelo Corinthians. No Boca vinha com desempenho regulare e se encaixou no que o Sounders queria. Sua contratação foi sugerida por Kurt Schmid, head scout do time e filho do treinador demitido Sig Schmid. Lodeiro chegou e mudou o patamar da equipe. Boas atuações, 4 gols e 8 assistências. Ocupou o espaço deixado por Dempsey, afastado por problemas cardíacos. 

O título conquistado pelo Seattle Sounders era o que faltava para essa franquia que surgiu de maneira fenomenal na liga. Foi a junção de três fatores que culminaram em um projeto arrebatador. A cidade de Seattle carecia de mais um time competitivo em ligas esportivas americanas, depois que o Supersonics deixou a NBA para virar Oklahoma City Thunder. A MLS entendi que a cidade tinha potencial esportivo para gerar muita receita e mobilizar muita gente, e também procurava uma brecha para ali construir um time de futebol. E o Sounders, que já existia, mas na terceira divisão, queria voltar a ser grande como foi na década de 70. Os três interesses se fundiram e a química aconteceu.

Um empresário de Hollywood (Joe Roth), um comediante americano fanático por futebol (Drew Carey) e um dos fundadores da Microsoft e dono do Seattle Seahawks (Paul Allen) se juntaram para construir um clube de futebol diferente dos outros no país. A ideia não foi carregar consigo as famílias que costumeiramente consomem o soccer norte-americano, como as mães que levam os filhos para jogar nas escolinhas ou os latinos que povoam o país. O público alvo do Sounders foram os doentes por futebol que passam dias e dias nos pubs para assistir partidas internacionais e que criariam uma verdadeira fidelidade com a franquia. Tanto que o anúncio da inclusão do clube na MLS para a temporada 2009 foi feita por Drew Carey dentro de um pub próximo ao Century LinkField e com ele pagando a primeira rodada para os primeiros torcedores que chegassem.

A média de público neta temporada foi de 42.636. Novamente liderança absoluta.

O valor da franquia, segundo a revista Forbes, é de U$285 milhões. Novamente liderança absoluta.

Hoje a equipe tem apenas a quinta maior folha salarial da liga, atrás de times como Toronto, New York City, Orlando City e Los Angeles Galaxy. Deu resultado.

E agora tudo isso finalmente coroado como um título.

Seattle Sounders, que sucesso!

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Justiça! David Villa é eleito o MVP da temporada na MLS

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Gustavo Zupak, blogueiro do ESPN.com.br
Villa foi eleito o melhor jogador da temporada

O cobiçado prêmio de MVP da temporada tem dono no futebol dos Estados Unidos. E pela primeira vez vai para um vencedor de Copa do Mundo. O espanhol David Villa foi eleito o melhor jogador do ano.

Villa, do New York City, foi o vice artilheiro da temporada, marcando 23 gols em 33 jogos. Ele concorria com o inglês Bradley Wright Phillips, o americano Sacha Kljestan, o argentino Ignacio Piatti e o italiano Sebastian Giovinco.

Votaram dirigentes de clubes, jogadores e jornalistas. Para ser eleito MVP, Villa obteve a melhor média entre todas as votações.

David Villa teve papel fundamental na excelente campanha do City em sua segunda temporda. Pela primeira a equipe atingiu os playoffs, fazendo a segunda melhor campanha da Eastern Conference. No mata-mata, a equipe caiu diante de um competente Montreal Impact.

MVP da MLS, David Villa ressalta: 'Estou aqui para fazer o futebol crescer nesse país'

Ainda assim, Villa foi o melhor votado entre os finalistas. Confira os resultados:

VOTO DOS JOGADORES:
VILLA: 27,63%
KLJESTAN: 19,74%
WRIGHT-PHILLIPS: 18,42%
GIOVINCO: 10,53%
PIATTI: 9,21%

VOTO DOS DIRIGENTES:
VILLA: 27,63%
WRIGHT-PHILLIPS: 17,11%
GIOVINCO: 15,78%
KLJESTAN: 14,47%
PIATTI: 6,41%

VOTO DA IMPRENSA:
VILLA: 22,43%
WRIGHT-PHILLIPS: 22,43%
GIOVINCO: 22,43%
KLJESTAN: 18,69%
PIATTI: 9,21%

MÉDIA FINAL:
VILLA: 25,90%
WRIGHT PHILLIPS: 19,32%
KLJESTAN: 17,63%
GIOVINCO: 16,25%
PIATTI: 7,70%

David Villa entorta marcador, mas passe não chega para ninguém

O prêmio de MVP recebe o nome de Landon Donovan. E olha que ele ganhou só uma vez, em 2009. Os últimos vencedores foram Giovinco (2015), Robbie Keane (2014) e Mike Magee (2013).

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Finais de conferência da MLS têm melhor média de público que Galo 1 x 3 Grêmio

MLS Inside
Gustavo Zupak, blogueiro do ESPN.com.br
Assista aos gols da vitória do Montreal Impact sobre o Toronto FC por 3 a 2

Vivemos momentos de decisão no futebol brasileiro e também na Major League Soccer. E mais uma vez, o torcedor norte-americano dá uma prova maior de fidelidade nas arquibancadas que o brasileiro.

As partidas de ida das finais de conferência da MLS tiveram uma média de público maior que o também primeiro jogo final da Copa do Brasil, entre Atlético MG e Grêmio.

Em Montreal, um público espetacular para Impact 3 x 2 Toronto FC. Foram 61.004 torcedores para o grande clássico canadense. Já no jogo de Seattle, Sounders 2 x 1 Colorado Rapids, um Century Link Field bem cheio com 42.774 soccer fans. Isso dá uma média de 51.889 por jogo.

Por outro lado, o jogão que tivemos ontem no Mineirão, com vitória gremista por 3 x 1, levou 50.586 pessoas ao estádio em Belo Horizonte. Vale lembrar que a carga total de ingressos era de aproximadamente 60 mil.

Esse fenômeno não é inédito, uma vez que a MLS tem uma média de público superior ao do Campeonato Brasileiro. O campeonato do Estados Unidos tem average de 21.692 por jogo contra 15.246 do nosso torneio nacional, com taxa de ocupação média em 40%.

O que me deixou um pouco surpreso nesses números é por se tratar de um final de conferência contra uma final de Copa do Brasil e com uma torcida apaixonada como a do Galo, mas ainda assim os índices da MLS foram superiores.

A audiência de TV também foi impactante nas finais de conferência da Major League.

No Canadá, por exemplo, a TSN divulgou que mais de um milhão de pessoas viram o jogo entre Impact x Toronto. No ano passado as equipes também se enfrentaram nos playoffs e a audiência foi de 587 mil espectadores. O índice foi dobrado. Segundo a emissora, durante os 90 minutos, mais de 3,6 milhões de torcedores pelo menos passaram pelo canal para conferir algum lance da partida.

Neste fim de semana teremos os jogos de volta.

O Toronto terá a sua torcida e o seu gigante poderio ofensivo (Giovinco e Altidore) para revertere a vantagem construída pelo Impact. No jogo do oeste, o Colorado Rapids terá que superar o embalado time do Sounders para também tentar chegar a final. Os gols feitos fora de casa podem determinar os finalistas da MLS Cup, que terá jogo único.

O palpite do blog para a final: Toronto FC x Seattle Sounders.

Assista aos gols da vitória do Seattle Sounders sobre o Colorado Rapids por 2 a 1

 

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Columbus Crew fará pré-temporada no São Paulo

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Gustavo Zupak, blogueiro do ESPN.com.br
ESPN FC
Columbus Crew vai ficar no CT de Cotia
Columbus Crew vai ficar no CT de Cotia por duas semanas

O Columbus Crew já decidiu onde fará parte de sua pré-temporada em 2017. Será no São Paulo Futebol Clube.

Foi costurado um acordo entre as diretorias para que o Tricolor receba os americanos no CT de Cotia durante duas semanas. Entre os dias 23 de janeiro de 8 de fevereiro, será lá a casa do time amarelo e preto de Ohio.

Os últimos acertos foram feitos esta semana, inclusive com a presença do treinador/manager da equipe, Gregg Berhalter, na capital paulista para conhecer as instalações do centro de treinamento. Quem aproximou as partes e cuidou de todas as tratativas foi o consultor da equipe para assunstos internacionais, Ricardo Moreira.

A programação do Columbus Crew no CT da base Tricolor prevê duas semanas de preparação e jogos treinos contra Audax e Ituano. Há também a possibilidade de um amistoso contra o time principal do São Paulo acontecer no CT da Barra Funda. O time paulista já terá voltado justamente dos Estados Unidos, onde participará da Florida Cup até o dia 23 de janeiro.

Além das atividades de campo, a comissão técnica do Crew deverá também assistir jogos do Campeonato Paulista, dentro do processo de intercâmbio cultural e de conceitos de futebol.

Uma das ideias dessa pré-temporada é oferecer ao Columbus Crew a estrutura e o ambiente do futebol brasileiro, ainda considerado um dos melhores do mundo. Até o clima ajuda, já que essa época do ano faz muito frio no estadio de Ohio.

Vice-campeão da temporada 2015, o time teve uma péssima campanha na edição deste ano, ficando em penúltimo lugar na Eastern Conference e vencendo apenas 8 de seus 34 jogos. Até por isso, todo um trabalho meticuloso vem sendo feito pela organização da franquia para otimizar o desempenho em 2017. O clube é um dos que menos gasta com salários de jogadores e por isso vem tentando encontrar outras alternativas de incrementar a performance. Uma pré-temporada em solo brasileiro é vista como uma preparação mais eficiente.

O que ainda falta ser definido é o "presente" que o Columbus Crew dará ao país pela receptividade nesse período. É de costume do esporte americano entregar algo, deixar um pequeno legado quando há esse tipo de intercâmbio. E o Crew resolveu fazer uma clínica de futebol para crianças carentes em alguma instituição na cidade de São Paulo. O local que receberá essa retribuição ainda não foi fechado.

Na visita, algumas negociações também poderão ser fechadas, já que a franquia tem feito uma grande busca por reforços nas Séries A e B do Brasileirão. Há inclusive um analista de desempenho brasileiro contratado só para isso.

Apesar de ser o primeiro clube norte-americano a fazer uma pré-temporada de duas semanas em solo brasileiro, este não é o primeiro movimento de aproximação da MLS com o nosso futebol. Recentemente o Orlando City anunciou uma parceria com o Atlético PR, que também busca intercâmbio de conceitos, atletas e a realização de um amistoso ainda com data indefinida.

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Columbus Crew fará pré-temporada no São Paulo

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Saem Lampard e Gerrard e vem Schweinsteiger? Quem será o próximo craque da MLS?

MLS Inside
Gustavo Zupak, blogueiro do ESPN.com.br
Getty
Gerrard deixou o Galaxy após eliminação na temporada
Gerrard deixou o Galaxy após eliminação na temporada

A semana na Major League foi de despedidas. Duas das maiores estrelas da liga deram adeus após as eliminações de seus times nos playoffs.

Os meias ingleses Frank Lampard e Steven Gerrard não continuarão no futebol dos EUA após duas temporadas na liga. E o que isso significa?

Bom, a primeira expectativa que as duas saídas geram é quanto à reposição. Quem o New York City contratará para o lugar de Lampard e quem o Los Angeles Galaxy trará para substituir Gerrard? Vale lembrar que ambos ocupavam vagas de designated players e tinham dois dos mais altos salários de toda a liga. 

Com a saída de Lampard, o NYC abrirá espaço de U$6 milhões anuais, enquanto o Galaxy economizará U$6,13 sem Gerrard. Qual será o foco para manter o padrão dos times lá no alto? O New York City é o segundo maior orçamento da liga, e LA o terceiro.

Um nome que ganha cada vez mais força na MLS é o do alemão Bastian Schweinsteiger. Encostado no Manchester United, sem chances com Jose Mourinho, o meia é visto como o perfil ideal para agregar à liga. Tem excelente nível, boa conduta como jogador profissional, está descontente em seu time e representa a atual escola campeã do mundo, algo em falta na liga neste momento.

O primeiro time linkado com Schweinsteiger foi o Chicago Fire, que teria prioridade por ter sido um dos piores times de toda a liga, o que o coloca no topo da lista para contratar jogadores, seguindo a base do equilibrio do campeonato. Mas não me surpreenderia se NYC ou o Galaxy entrassem na parada.

Outros dois nomes que vem sendo comentados ultimamente são o do inglês Wayne Rooney e do mexicano Andres Guardado. O último, inclusive, revelou recentemente que o Atlanta United (time que estreará na liga em 2017), já o procurou demonstrando interesse. Guardado está no PSV e comenta-se que seu salário na MLS seria de U$3mi por ano.

E o que representaram Lampard e Gerrard para a MLS? Dos dois, vi o rendimento de Gerrard como mais destacado.

O ex-camisa 8 do Galaxy sofreu menos com lesões e foi importante para organizar o meio campo de sua equipe. No total, fez 34 jogos, sendo 31 como titular. Marcou apenas 5 gols mas deu 14 assistências. Era o equilíbrio do time e ocupou o espaço deixado pelo brasileiro Juninho, que transferiu-se para o Tijuana.

Já Lampard esteve envolvido em polêmicas. Primeiro retardou sua chegada em meses para concluir uma temporada de empréstimo no Manchester City. Isso gerou ira da torcida, que chegou a fazer um abaixo assinado contra o inglês. Depois, quando chegou, conviveu com inúmeros problemas físicos. Chegou a ser considerado o maior fiasco da temporada. Acabou com bons números até. Foram 29 jogos, 24 como titular. Marcou 15 gols e deu 4 assistências.

Frank Lampard e Steven Gerrard não foram campeões da MLS. Chegaram no boom de craques em 2015 e foram bons coadjuvantes. Longe de serem os principais jogadores de suas equipes. Resta ver como será direcionado o investimento para substitui-los. Isso vai mostrar um pouco o norte que a liga pretende seguir nos próximos anos.

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Finais de conferência da MLS não terão nenhum brasileiro

MLS Inside
Gustavo Zupak, blogueiro do ESPN.com.br
Reprodução TV
O Toronto FC é um dos finalistas da Conferência Leste da MLS
O Toronto FC é um dos finalistas da Conferência Leste da MLS

Os atletas brasileiros não tiveram um bom ano na Major League Soccer.

Prova disso é que as finais de conferência, definidas no último domingo, consagraram os quatro melhores times do ano. E sem nenhum jogador brasileiro. Toronto FC x Montreal Impact no leste e Colorado Rapids x Seattle Sounders no oeste não apostaram em atletas do nosso mercado.

Esse é mais um retrato do enfraquecimento dos atletas do país na liga norte-americana. Em janeiro, já havia publicado aqui no MLS Inside a queda do número de brasileiros na liga em 42%. Dos 13 que ficaram, apenas 5 foram titulares de suas equipes. Agora, teremos um campeão sem qualquer representante verde e amarelo.

Apesar dos números ruins, faço questão de destacar o melhor brasileiro da temporada. E não foi Kaká. Pelo segundo ano consecutivo (minha opinião), o melhor brasileiro da MLS foi o volante Felipe Martins, do New York Red Bulls. O camisa 8, considerado um jogador "box-to-box" (que joga de uma área à outra), foi muito importante na ótima campanha da equipe na temporada regular, terminando como melhor equipe da Eastern Conference. Nos playoffs, porém, o NYR caiu para o competente time do Montreal Impact.

Kaká, mais uma vez, sofreu com lesões ao longo do campeonato e teve sua sequência de jogos quebrada em alguns momentos. Apesar disso, teve bom desempenho na temporada. Dos 34 jogos que o Orlando City fez, Kaká esteve presente em 24, marcando 9 gols e dando 10 assistências. Em 2015, por exemplo, foram 28 jogos, 9 gols e 7 assistências. Menos jogos mas melhores números.

Ao olhar para os times classificados para as finais de conferência, temos características importantes a se destacar. Dois dos quatro finalistas, o Seattle Sounders e o Montreal Impact têm suas maiores figuras oriundas do futebol sul-americano. O atacante argentino Ignacio Piatto, do Montreal, conseguiu ofuscar Drogba e é um dos grandes nomes da temporada. Já no Sounders, o uruguaio Lodeiro, ex-Botafogo, Corinthians e Boca, chegou durante o campeonato e fez crescer demais o rendimento da equipe, que conseguiu a vaga nos playoffs na última rodada.

Já no Colorado Rapids o destaque é o goleiro norte-americano Tim Howard. O veterano retornou à MLS depois de muitos anos no futebol europeu e foi preponderante na classificação contra o LA Galaxy, nos penaltis. Por fim, no Toronto, mais uma vez brilhou a estrela de Sebastian Giovinco. O MVP de 2015 não entrou na eleição de 2016, mas deveria. Está jogando em altíssimo nível e foi o cara no massacre do time canadense contra o New York City na semifinal da Eastern.

TORONTO FC x MONTREAL IMPACT
COLORADO RAPIDS x SEATTLE SOUNDERS

Destes confrontos sairá o grande campeão da MLS em 2016.

Palpite? Toronto FC.

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Playoffs da MLS repetem Copa do Mundo e mostram como valorizar o produto

MLS Inside
Gustavo Zupak, blogueiro do ESPN.com.br
Reprodução ESPN
Seattle Sounders tem vantagem na semifinal contra Dallas
Seattle Sounders tem vantagem na semifinal contra Dallas

Imagine que você tenha esperado uma temporada inteira, de longos jogos em turno e returno, até chegar o tão emocionante mata-mata. Jogos grandes, confrontos quentes e muita expectativa para assistir a história que será contada em 180 minutos. Agora imagine que dois jogos desse tipo aconteçam simultaneamente e você tenha que escolher apenas um deles para ver na íntegra.

Bom, isso é o que vivemos constantemente no Brasil.

Tivemos na última semana - e teremos nessa - os jogos da semifinal da Copa do Brasil. Como não sou muito rico e não tenho duas televisões na mesma sala, acabei optando pelo primeiro tempo de Cruzeiro x Grêmio e o segundo de Galo x Inter. Até fiquei durante um período com a segunda tela no Watch ESPN do outro jogo que não o da TV, mas não é a mesma coisa. Perde-se o foco.

Isso é o que chamo de desvalorização do produto. E uso a Major League Soccer como exemplo de contra-ponto.

Tivemos neste fim de semana os jogos de ida das semifinais de conferência. Os oito melhores times do país se enfrentando. Todos os jogos no domingo mas cada um em um horário, respeitando o começo e o fim do outro jogo para que todos gerem interesse do público, audiência, engajamento e que seja, naquele instante, o evento mais importante do futebol no país.

Só para exemplificar.

Ás 17 horas jogaram Montreal Impact 1 x 0 New York Red Bulls. Ás 19hrs começou Los Angeles Galaxy 1 x 0 Colorado Rapids, seguido de Toronto FC 2 x 0 New York City ás 21hrs. Por fim, apenas ás 23:30hrs, tivemos Seattle Sounders 3 x 0 FC Dallas.

Talvez alguém use o argumento de que trata-se de um país com bastante diferença de fuso de estado para estado, mas ainda assim a distribuição de jogo em horários diferentes e um seguido do outro é uma forma de tratar o seu produto principal, o playoff da liga, como algo realmente especial.

Aqui criou-se a teoria que não se pode passar o jogo para praça onde ele ocorre porque isso inibe o torcedor de ir ao estádio. Quando na verdade sabemos que o que inibe a presença de público aqui no Brasil é uma série de outros motivos, como a própria promoção do evento. Isso sem falar em transporte, segurança, etc.

O sistema usado nos EUA é similar ao da Copa do Mundo, que sempre tem um jogo começando depois do outro, sem encavalar, sem dividir e um roubar a audiência do outro.

A audiência da televisão tem sido um tema importante e recorrentemente discutido na Major League Soccer. A liga, que é um tremendo sucesso de público nos estádios - bateu mais uma vez seu recorde de frequência, já sendo a 6a maior liga do mundo - ainda não é avassaladora na TV.. Para se ter uma idéia, a MLS leva mais gente às arquibancadas do que a NBA, mas tem audiência de TV menor que a WNBA.

Ainda assim, há um crescimento.

A audiência da ESPN nas transmissões nos EUA teve um incremento de 32%.

312 mil telespectadores em média por jogo em 2016. versus 235 mil telespectadores em média por jogo em 2015.

A final do ano passado, por exemplo, entre Portland Timbers x Columbus Crew, teve 1,2 milhão de telespectadores em todo o país.

Ou seja, a audiência sobe mas precisa subir mais. Há uma grande pressa para que os números se multipliquem até 2022, quando será assinado o novo contrato de direitos de transmissão. Esse novo vínculo vai aumentar substancialmente o que os clubes têm para investir em atletas, propiciando a chegada de mais jogadores consagrados e em um estágio menos avançado da carreira. Este é o próximo salto de patamar que a liga está esperando.

Repare no planejamento. Estamos em 2016 e todos já estão preocupados com os níveis que serão atingidos até uma negociação que será em 2022. Olhar para frente é preciso.

Mas além de ter os jogos dos playoffs espalhados em horários diferentes para não criar uma disputa por audiência interna, existem outras propriedades de divulgação que são muito interessantes e pouco exploradas por aqui.

Além da programação das três televisões que transmitem a liga nos EUA (ESPN, FOX Sports e Univision), a MLS tem o seu próprio pré e pós jogo ao vivo disponível no site da liga e nas plataformas digitais, como o Facebook. E o produto feito é muito legal. No pós jogo da rodada deste fim de semana, por exemplo, o atacante Kei Kamara esteve presente nos estúdios repercutindo os jogos. Ele foi o artilheiro da temporada 2015 e hoje atua no New England Revolution.

A maneira que o norte-americano trata o esporte me parece fascinante. Valorizando seu produto acima de tudo, criando e executando estratégias que o potencialize cada vez mais, mesmo que o nível técnico ainda não seja o esperado. E no caso específico dos playoffs, colocando todos os holofotes de maneira isolada em cada jogo do mata-mata, mostrando o quão especial deveria ser aquilo.

Enquanto isso, nesta quarta, terei que escolher novamente se vou assistir Grêmio x Cruzeiro ou Atlético MG x Internacional.

Com dois gols no fim, Toronto vence NY City e sai na frente na semifinal do Leste
Assista ao gol da vitória do Galaxy sobre o Rapids por 1 a 0!
Assista ao gol da vitória do Toronto Impact sobre o NY Red Bull por 1 a 0!
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'Os cinco anos que passei no Cosmos foram os melhores da minha vida'. Veja Carlos Alberto jogando nos EUA

MLS Inside
Gustavo Zupak, blogueiro do ESPN.com.br

Se o futebol dos Estados Unidos vive um momento de forte desenvolvimento em sua liga, muito se deve à semente plantada há quase 40 anos por nomes como Pelé e Carlos Alberto Torres. No fim da década de 70, o ex-lateral brasileiro transferiu-se para o New York Cosmos a convite de Pelé. Lá, jogaram a NASL, então maior liga do país. No dia de seu falecimento, o Cosmos prestou homenagens ao Capita.

"Estamos profundamente tristes com a perda de Carlos Alberto, um jogador legendário e uma pessoa maravilhosa. Ele sempre será parte da Familia Cosmos", disse o clube através de sua conta no twitter.

A passagem de Carlos Alberto pelo Cosmos foi vitoriosa. Ele chegou dois anos depois de Pelé, quando o projeto de crescimento do time - e do soccer - já estava em andamento. Em sua primeira temporada, Pelé não conseguiu levar o Cosmos ao título. Então a diretoria foi buscar novos jogadores internacionais para reforçar o elenco. Chegaram a lenda alemã Franz Beckenbauer, o artilheiro italiano Giorgio Chinaglia e um tal de Carlos Alberto Torres.

"Pelé sugeriu o meu nome. Foi uma surpresa quando recebi o convite. E foi maravilhoso, fomos campeões. Tivemos a chance de desenvolver o futebol lá. Foi ótimo", disse o Capita em entrevista ao site do New York Cosmos quando o time voltou a disputar a NASL, em 2013.

E foram campeões mesmo. Durante sua passagem, Carlos Alberto Torres conquistou os títulos da NASL em 1977, 78 e 80. Foram 100 jogos com a camisa do time novaiorquino e 6 gols marcados. Pelo futebol dos EUA, o ex-lateral ainda teve rápida passagem pelo California Surf, em 1981. O time, que não existe mais, também disputava a NASL.

Divulgação
Carlos Alberto Torres ganhou três títulos da NASL pelo NY Cosmos
Carlos Alberto Torres ganhou três títulos da NASL pelo NY Cosmos

Carlos Alberto deixou o Cosmos em 1982. Seu jogo de despedida foi um amistoso contra o Flamengo, sua ex-equipe antes de migrar para os Estados Unidos.

Depois desse período, o clube e a própria NASL mergulharam em problemas financeiros e deixaram de existir. Recentemente a liga voltou e em 2013 o Cosmos retomou as atividades profissionais. Chamado para ser uma espécie de embaixador da equipe, Carlos Alberto foi à Nova York na reinaugração da equipe, se encontrou com os jogadores e comissão técnica, e passou seu recado.

"Espero que o novo Cosmos traga felicidade para as pessoas. Todo jogo era uma grande festa. Antes da partida lá no estacionamento, durante e o jogo e após também. É isso que espero que aconteça agora", disse o Capitão, que definiu sua passagem pelo futebol dos EUA de maneira bem direta.

"Os 5 anos que passei no Cosmos foram os melhores da minha vida".

Divulgação
O Capita disputou 100 jogos e marcou 8 gols pelo Cosmos
O Capita disputou 100 jogos e marcou 8 gols pelo Cosmos
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Dallas campeão da temporada regular e Seattle sempre nos playoffs. É hora de mata-mata na MLS!

MLS Inside
Gustavo Zupak, blogueiro do ESPN.com.br
ESPN
O Seattle Sounders disputou 8 edições da MLS e em todas foi aos playoffs
O Seattle Sounders disputou 8 edições da MLS e em todas foi aos playoffs

É hora de mata-mata na Major League Soccer.

Depois de 34 jogos da temporada regular para cada time, 12 dos 20 clubes avançaram aos playoffs. É até bastante coisa. Matematicamente é mais fácil ir do que não ir ao mata-mata da liga. Mas todo esse processo indica que chegou a hora mais emocionante da temporada.

A última rodada valia muito para um lado do país e pouco para o outro. No Leste estava tudo praticamente definido. Só uma goleada histórica tiraria o Philadelphia Union da 6a colocação e colocaria o New England. E mesmo perdendo, o Phila entrou. Se juntou à New York Red Bulls, New York City, Toronto FC, DC United e Montreal Impact.

Já na Oeste, os jogos deste domingo foram eletrizantes e derrubaram o atual campeão. Eram quatro times brigando por três vagas e quem dançou foi justamente o vencedor da última temporada. O Portland Timbers foi goleado pelo Vancouver Whitecaps e deu adeus às chances do bicampeonato. O Seattle Sounders venceu o confronto direto com o Real Salt Lake, utrapassou o rival e ficou com a 4a vaga. O time de Utah, mesmo com a derrota, passou na 6a colocação. Em 5o ficou o tradicional Sporting Kansas City.

Detalhes curiosos desses playoffs. Além do atual campeão fora, o vice campeão também não entrou. O Columbus Crew fez péssima campanha e terminou em penúltimo na Eastern.

Já o Seattle mostra o tamanho do sucesso que é como franquia. Depois de uma temporada muito irregular, conseguiu a vaga na última rodada. O crescimento nos últimos jogos foi impressionante, mesmo sem sua principal estrela Clint Dempsey. Lodeiro teve ótima reta final. Foi sua oitava temporada na MLS, sempre classificando-se aos playoffs e sempre com a melhor média de público da liga. Não por acaso é a franquia mais valiosa do país.

O empate com o LA Galaxy, na California, deu ao FC Dallas o título do Supporters's Shield, troféu para o campeão da temporada regular. Garante vaga direta na próxima Concacaf Champions League (que já estava certa porque o time também ganhou a US Open Cup) e tem valor simbólico muito forte no país.

Já a Chuteira de Ouro foi para o centroavante inglês Bradley Wright Phillips, do forte New York Red Bulls. Com 23 gols, ele foi novamente o artilheiro máximo da liga. Já havia conquistado em 2014. Desta vez levou a melhor sobre David Villa, do New York City.

A disputa dos playoffs ficou assim:

EASTERN CONFERENCE

Fase preliminar:
4a feira
Toronto FC (3) x (6) Philadephia Union

5a feira
DC United (4) x (5) Montreal Impact

Semifinal de conferência:

Domingo

NY Red Bulls (1) x vencedor da preliminar com pior campanha
NY City (2) x vencedor da preliminar com melhor campanha

WESTERN CONFERENCE

Fase preliminar:
4a feira

Los Angeles Galaxy (3) x (6) Real Salt Lake

5a feira
Seattle Sounders (4) x (5) Sporting Kansas City

Semifinal de conferência:

Domingo
FC Dallas (1) x vencedor da preliminar com pior campanha
Colorado Rapids (2) x vencedor da preliminar com melhor campanha

A fase preliminar é disputada em jogo único. A partir das semifinais de conferência a disputa tem ida e volta até a grande final da MLS, também disputada em partida singular, na casa de quem tem a melhor campanha.

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'Terceira divisão' dos EUA serve de filial para times da MLS e pode ter ex-corintianos como campeões

MLS Inside
Gustavo Zupak, blogueiro do ESPN.com.br
Reprodução / Facebook
Revelado pelo Corinthians, Ualefi pode ser campeão da USL
Revelado pelo Corinthians, Ualefi pode ser campeão da USL

Uma das grandes preocupações do futebol dos Estados Unidos é a formação de jogadores. Se por um lado a MLS vem crescendo quanto ao poderio financeiro para contratar grandes craques, por outro isso inibe o surgimento de novos talentos e quem paga o preço é a seleção.

Pensando nisso, a USL (United Soccer League), considerada a terceira divisão do futebol no país, está totalmente atrelada à Major League Soccer. Todos os 20 times que disputam a MLS tem "filiais" na USL e usam essa modalidade para desenvolvimento de jovens jogadores. Em alguns casos, essas filiais são apenas parceiras dos clubes principais. Em outros elas pertencem mesmo, como times B. E neste domingo teremos a final da USL.

A bela Red Bull Arena sediará o jogo entre o New York Red Bulls II e o Swope Park Rangers. O mandante, obviamente, é o time B dos vermelhos de NY. Já os Rangers pertencem ao Sporting Kansas City, que ainda briga por uma vaga nos playoffs da MLS. E teremos brasileiros em campo. Para ser mais preciso, dois ex-corintianos.

Ualefi tem 22 anos e é primeiro volante, de marcação. Foi titular do Timão na Copa São Paulo de Juniores em 2013. Acha que deu azar de subir para o profissional bem quando o Corinthians tinha o melhor time do país e era o atual campeão do mundo. Na sua posição, viu Ralf dominar o meio-campo e teve que aprender com a dura transição para o profissional.

"É muito mais difícil do que aparenta. A realidade é muito diferente, porque a gente vai para o profissional e sabe que não vai para o jogo. Só joga quando o sub-20 precisa e aí você desce. É certamente a transição mais difícil do futebol", disse o jogador em entrevista ao MLS Inside.

O outro ex-corintiano do finalista Swope Park Rangers é Ayrton, meio campista canhoto que foi companheiro de Ualefi na Copinha de 13 e também jogou a de 14, quando foi vice campeão. Ayrton jogou o primeiro semestre no Tigres do Brasil, clube que disputou a primeira divisão do futebol carioca, mas depois viu seu contrato com o Timão terminar e não ser renovado.

Mas apesar de ser considerada a terceira divisão do futebol no país, a USL tem aspectos mais profissionais que a NASL, que é a segunda liga mais importante. A ligação umblical com a MLS traz aos clubes mão de obra mais qualificada, estrutura de primeira e plano de carreira melhor para os próprios jogadores, como Ualefi.

"Minha expectativa para o ano que vem é muito boa. Já fiz jogos pelo Sporting Kansas City. Acredito que para o ano que vem a gente possa estar junto. Depois do campeonato vamos sentar para conversar e quem sabe assinar", contou o volante, que mostrou surpresa com o que encontrou em termos de integração entre o SKC e o Rangers.

"É muito bom. É melhor que a base no Brasil, por exemplo. Aqui estamos jogando uma liga profissional. E o time de cima acompanha bastante. Até porque treinamos um do lado do outro, os campos são colados e o relacionamento é ótimo. É tudo igual. O clube é o mesmo para todos. Fica mais fácil para ser aproveitado. Até por isso saem mais jogadores da USL para MLS do que da NASL".

Além de jogadores criados nas divisões inferiores dos clubes e de atletas vindos do exterior, outro grupo de jogadores que costuma desembarcar na USL é a garotada recém draftada pelos times da MLS e que não teriam espaço em elencos recheados. Eles geralmente são "rebaixados" para os times B na USL e assim ganham experiência. O zagueiro brasileiro Ivan Magalhães, colega de Ualefi e Ayrton no Corinthians Sub-20 de 2013 se enquadra nesse caso. Estudante da Maryland University e draftado peo Houston Dynamo, Ivan jogou a USL pelo Rio Grande Valley, filial do time texano.

A USL foi o último torneio disputado pelo Orlando City antes de migrar para a Major League Soccer, em 2015. O atual time de Kaká venceu as edições de 2011 e 2013. Hoje, a franquia da Florida tem o Orlando City B disputando a liga. E eles perderam nos playoff justamente para o finalista New York Red Bulls II.

Ualefi, Ayrton e Ivan Magalhães poderiam estar em qualquer clube pequeno no Brasil, lutando na vida cigana do atleta profissional no nosso país, torcendo para receber o salário no fim do mês. Preferiram apostar na estrutura do futebol norte-americano. Mesmo na "terceira divisão", estão sob supervisão e análise dos principais clubes do país. E sabem que, apesar de tecnicamente estarem acima dos companheiros americanos, há algo que o futebol brasileiro ainda não oferece aos jovens.

"Eles não se importam com A, B ou C. Todos são iguais. Por isso eles querem um comportamento muito profissional de todos. E como eles são organizados, a única coisa que eles podem de volta é organização. Nosso nível é melhor, mas eles são mais comportados taticamente e também tem mais caráter que a gente. Nisso eles são melhores", concluiu Ualefi, na expectativa do título de domingo.

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Última rodada da MLS terá briga intensa por três vagas nos playoffs. Atual campeão pode dançar

MLS Inside
Gustavo Zupak, blogueiro do ESPN.com.br
Reprodução ESPN
Atual campeão, o Portland Timber luta para jogar os playoffs em 2016
Atual campeão, o Portland Timber luta para jogar os playoffs em 2016

Um lado do país está praticamente pronto para os playoffs da MLS. Mas do outro, a emoção está rolando solta na briga por metade das vagas.

Na penúltima rodada da Major League Soccer, disputada até ontem, mais três equipes garantiram suas vagas no mata-mata. Pelo lado leste Montreal Impact e DC United enquanto pela West Coast, o LA Galaxy carimbou mais uma vez passaporte para os playoffs. O que resta agora é uma briga de foice no escuro por um espacinho entre os melhores do país.

No próximo domingo teremos todos os dez jogos da rodada acontecendo simultaneamente, mesmo com o fuso horário diverso existente dentro dos EUA. A grande emoção é mesno na Western Conference.

E além dos playoffs, a última rodada também definirá o vencedor do Supporter's Shield, o título da temporada regular. Além de um importante valor simbólico de melhor time da disputa, esse troféu também garante ao time participação direta na próxima Concacaf Champions League.

Saiba o que está em jogo e o que cada time precisa fazer para se classificar aos playoffs e disputar a tão sonhada MLS Cup no fim do ano.

EASTERN CONFERENCE
New York Red Bulls, New York City, Toronto FC, DC United e Montreal Impact já estão classificados. Para os Red Bulls a última rodada servirá para ratificar o título da conferência na temporada regular. Isso só não acontecerá caso perca seu jogo e o rival New York City vença na rodada tirando uma diferença de 13 gols de saldo. Convenhamos, é impossível.

A última vaga está praticamente definida, mas ainda há um fiapo de esperança para o New England Revolution. Veja o drama. A equipe de Foxborough precisa vencer o seu jogo, torcer para o Philadelphia Union perder o seu e ainda tirar uma diferença de saldo de 12 gols. Ou seja, a sexta e derradeira vaga está praticamente confirmada para o time de Phila, do brasileiro Ilsinho.

Os jogos de domingo para decisão da vaga serão Philadelphia x New York Red Bulls e New England x Montreal.

Ainda em disputa na última rodada está a possibilidade de o Toronto ir direto para a semifinal da conferência, pulando a primeira rodada dos playoffs. Isso acontecerá se ele vencer o seu jogo e o New York City tropeçar. Lembrando que o primeiro e segundo colocados da conferência vão direto para as semifinais, enquanto na rodada preliminar teremos os duelos terceiro x sexto e quarto x quinto.

WESTERN CONFERENCE
FC Dallas, Colorado Rapids e Los Angeles Galaxy já estão garantidos nos playoffs. Dallas e Colorado, inclusive, já garantidos também como as duas melhores equipes da conferência e vão direto para as semifinais do lado oeste do país. O que está em jogo mesmo para eles é o Supporter's Shield. Para o time texano, basta um empate contra o Galaxy domingo para erguer o troféu de campeão da temporada regular. O Rapids, por sua vez, precisa vencer o lanterna Houston e torcer para o Dallas perder.

As três outras vagas da conferência ainda estão abertas e com muitas possibilidades. Quatro equipes brigando e uma vai dançar.

4 - REAL SALT LAKE - 46 pontos - 12 vitórias - Saldo (-1)
5 - SEATTLE SOUNDERS - 45 pontos - 13 vitórias - Saldo (0)
6 - SPORTING KANSAS CITY - 44 pontos - 12 vitórias - Saldo (-1)
7 - PORTLAND TIMBERS - 44 pontos - 12 vitórias - Saldo (-2)

Teremos os seguintes jogos:

Real Salt Lake x Seattle Sounders (confronto direto)
Sporting Kansas City x San Jose Earthquakes
Portland Timbers x Vancouver Whitecaps

Eis o que cada um precisa para se classificar:
REAL SALT LAKE: Um simples empate basta. Se perder, precisa que SKC ou Portland ao menos empatem.
SEATTLE: Se vencer, está dentro. Se empatar ou perder, torce para que SKC ou POR ao menos empatem.
SKC: Se vencer, entra. Se empatar, precisa que Portland não vença. Se perder, precisa que Portland perca também por uma diferença de gols igual ou maior que ele.
PORTLAND: A vitória basta. Se empatar, precisa que SKC perca. Se perder, precisa que SKC também perca mas por uma diferença de gols maior que ele.

Chama a atenção nessa emocionante última rodada a repetição do drama do Portland Timbers. Eles são os atuais campeões, mas no ano passado passaram pela mesma situação. Se classificaram na última rodada, com combinação de resultados. E aí embalaram nos playoffs e ergueram, surpreendentemente, a taça. Será que repetirão a estratégia kamikaze em 2016?

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Última rodada da MLS terá briga intensa por três vagas nos playoffs. Atual campeão pode dançar

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Atlanta e Minnesota, novos times da MLS, poderão 'roubar' jogadores dos outros clubes

MLS Inside
Gustavo Zupak, blogueiro do ESPN.com.br
Divulgação
Gerardo Martino, ex-técnico de Barcelona e seleção argentina, vai trabalhar nos EUA
Gerardo Martino, ex-técnico de Barcelona e seleção argentina, vai trabalhar nos EUA

O Atlanta United e o Minnesota United, novos times da MLS que estreiam em 2017 na liga, terão um domingo importante.

Eles definirão, através de um cara ou coroa, quem terá a prioridade no Expansion Draft, que acontecerá no mês de dezembro. É nesse draft que eles montarão parte de seus elencos para a temporada do ano que vem.

Essa modalidade é uma oportunidade que os novos clubes têm de "roubar" jogadores dos outros times da liga, tudo para manter o equilíbrio da disputa.

Como funciona o Expansion Draft?

Cada clube da Major League Soccer pode bloquear 11 jogadores do seu elenco (geralmente são os titulares). Os demais atletas do grupo ficam disponíveis para serem escolhidos pelas novas franquias da liga.

São cinco rodadas de escolhas. Como temos dois times novos chegando, serão dez jogadores pegos.

Uma informação importante é que cada clube só poderá perder um jogador. Por exemplo, se o Atlanta United escolhe um jogador do New York City, o clube de NY já sai automaticamente do draft. Então, dos vinte times já existentes na liga, dez deles perderão um jogador cada para as novas franquias norte-americanas.

A partir da escolha, obviamente, caberá ao jogador negociar ou não a sua ida para os novos clubes da MLS.

Além da prioridade da primeira escolha no Expansion Draft, o sorteio de domingo também definirá a prioridade no Super Draft 2017 (escolhas universitárias que todos os clubes participam no começo do ano) e nas listas de contratações de jogadores internacionais. Geralmente quem encabeça esse tipo de lista são os piores clubes da temporada anterior. Eles só perdem essa prioridade quando há novas franquias debutando na liga.

A montagem dos elencos para 2017 é vista de forma diferente por Atlanta United e Minnesota. O primeiro tem maior dificuldade, já que é um clube que surge totalmente do zero. Inclusive já anunciou o argentino Tata Martino como treinador. Já para o Minnesota, a tarefa é um pouco menos complicada. O time já existe, disputa atualmente a NASL (espécie de segunda divisão) e pode conservar aqueles jogadores de melhor nível para a migração na temporada do ano que vem.

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Novo time da MLS para 2017 surpreende e anuncia Tata Martino como treinador

MLS Inside
Gustavo Zupak, blogueiro do ESPN.com.br
Martino explica acerto com Atlanta United: 'Proposta única'

O Atlanta United, novo time que estreará na MLS na temporada 2017, anunciou hoje o seu novo treinador.

E trata-se de Gerardo 'Tata' Martino, ex-técnico da seleção argentina e do Barcelona.

A revelação do nome foi feita em um video nas redes sociais da equipe, que debutará na liga ao lado do Minessota United na próxima temporada.

Aos 53 anos, Tata Martino será apresentado oficialmente amanhã em Atlanta.

"Sua grande experiência e sua trajetória tanto em clubes como em seleções falam por si só. Sua visão e abordagem casa muito bem com a filosofia do nosso clube. Estamos confiando muito nisso para ajudar e criar uma cultura vitoriosa dentro e fora de campo", afirmou Darren Eales, presidente do clube.

Martino terá a missão de construir ao lado do manager da equipe, o ex-jogador Carlos Bocanegra, um elenco totalmente do zero. A draft de expansão, que permite às novas franquias contratarem jogadores dos times já existentes da liga, acontecerá no próximo dia 16 de outubro. Os novos times poderão "roubar" 5 jogadores dos seus concorrentes para o ano que vem.

"É um momento muito importante para a MLS e eu estou de olho nesse desafio de comandar uma equipe em uma liga tão envolvente. O Atlanta United é um time de organização primorosa e estou muito ansioso para começar o trabalho e ajudar a construir um dos melhores clubes da MLS", afirmou Tata, que deixou a seleção argentina no começo de julho, após o vice campeonato da Copa América Centenário.

O Atlanta United, mesmo sem ter estreado ainda, já vendeu mais de 22 mil pacotes de ingressos para toda a temporada. Tem seu estádio batizado pela montadora alemã Mercedes Benz, que pagou U$250 milhões pelos naming rights da arena.

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Ex-corintiano marca, New York City faz história e chega aos playoffs da MLS pela primeira vez

MLS Inside
Gustavo Zupak, blogueiro do ESPN.com.br
Divulgação /New York City FC
Stiven Mendoza marcou seu quarto gol na MLS e o NY City está nos playoffs
Stiven Mendoza marcou seu quarto gol na MLS e o NY City está nos playoffs

Em seu segundo ano de vida, o New York City já faz história na Major League Soccer.

O clube garantiu, pela primeira vez, uma vaga nos playoffs da liga. A goleada de 4 a 1 sobre o Chicago Fire, cravou o City no mata-mata do torneio. Aliás, além dele, o rival New York RedBulls e o Toronto FC também já estão garantidos. Ainda faltam 4 semanas e três vagas estão abertas.

Um dos grandes destaques de toda a temporada, o NY City mostrou regularidade desde as rodadas iniciais. Depois de um 2015 frustrante, quando passou longe de se classificar, a equipe trocou o treinador e manteve a base do elenco. Com a chegada do francês Patrick Vieira para comandar o time, ganhou em padrão e passou a ser uma equipe ofensiva e insinuante. Não por acaso, tem o melhor ataque de toda a competição com 55 gols marcados em 31 jogos.

O destaque dessa brilhante campanha, até aqui, é o espanhol David Villa. O campeão mundial de 2010 já tem 19 gols marcados, vice-artilheiro de toda a disputa. Fez dois no jogo de sexta e só perde para Brad Wright Phillips, dos RedBulls. A disputa pela chuteira de ouro parece que ficará mesmo na Big Apple.

Mas quem apareceu bem na rodada que definiu a classificação foi um ex-corintiano. O atacante colombiano Stiven Mendoza também deixou o seu na goleada sobre o Fire. Foi o quarto gol de Mendoza na liga em 22 partidas, sendo 9 como titular.

Uma goleada a essa atura do torneio e a classificação antecipada vieram em um momento de afirmação, após a lesão confirmada do meia Frank Lampard. Depois de um começo muito ruim na MLS, Lampard havia embalado junto com Pirlo no meio campo da equipe, mas sofreu uma contusão muscular que o tirará dos gramados por um mês. Ainda assim, o NY City mostrou que pode manter o ritmo da temporada regular.

Toda essa performance do time, que disputa sua segunda edição da liga, é vista como fundamental pela direção do New York City. Controlado pelo mesmo grupo árabe que comprou o Manchester City, o time de NY gerou um prejuízo elevado em seu primeiro ano na Major League Soccer. A equipe tem o segundo maior orçamento de toda a competição, gastando mais de U$ 21 milhões anuais só com salários, só perdendo para o Toronto FC. Ainda paga um alto preço para jogar no Yankee Stadium, estádio de baseball do co-irmão New York Yankees. Era preciso mostrar resultados mais rápidos do que o normal, e a temporada 2016 serve de respiro para a franquia, terceira mais valiosa de toda a liga.

New York RedBulls, Toronto FC e New York City estão empatados com 48 pontos na liderança da Eastern Confrence. O Philadelphia Union é o quarto com 42 pontos e pode garantir classificação na próxima rodada. Montreal Impact em quinto e DC United em sexto fecham a zona dos playoffs por enquanto. New England Revolution e Orlando City ainda sonham, enquanto o Columbus Crew precisa de um milagre.

Já na Western, o FC Dallas caminha para o bicampeonato da Conferece. Já está classificado. O Colorado Rapids está muito próximo de também confirmar a vaga, assim como o LA Galaxy. Completam o G6 o Real Salt Lake, o Sporting Kansas City e o atual campeão Portland Timbers. O Seattle Sounders está na cola, o Vancouver Whitecaps precisa de um milagre, enquanto o San Jose Earthquakes tem um pouco mais de chance que os canadenses.

Serão rodadas decisivas para a definição do mata-mata da MLS.

 

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Messi, Cristiano e Ilsinho? Brasileiro é o único jogador 5 estrelas da MLS no FIFA 17

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Gustavo Zupak, blogueiro do ESPN.com.br
MLS
Ilsinho é o único jogador 5 estrelas da MLS no jogo FIFA 17
Ilsinho é o único jogador 5 estrelas da MLS no jogo FIFA 17

Se você é fã de games e vai jogar FIFA 17, eu tenho uma dica para te dar.

Quando for jogar a MLS, esqueça nomes como Kaká, Giovinco, Drogba ou Pirlo. Corra para o Philadelphia Union. É lá que está o único jogador 5 estrelas da Major League Soccer no jogo. É o brasileiro Ilsinho.

O meio campista de 30 anos, ex-São Paulo e Shaktar, foi avaliado como fora de série nas habilidades pelos desenvolvedores do jogo. Ilsinho está no patamar de Messi, Neymar e Cristiano Ronaldo para os amantes do FIFA.

Apesar de não ter uma temporada de muito destaque na MLS, Ilsinho se caracteriza justamente pela habilidade. Seus dribles durante os jogos do Philadelphia chamam a atenção de todos nos EUA. Há até uma série de memes que sempre rodam as redes sociais com as fintas do jogador brasileiro.

Pelo Union Ilsinho já fez 21 jogos, sendo titular em apenas 13. Foram dois gols marcados e duas assistências.

Depois de um 2015 muito ruim, a equipe vive um ano bastante positivo agora. Ocupa a quarta colocação na Eastern Conference, com 41 pontos em 29 jogos. Muito possivelmente jogará os playoffs da temporada.

Segundo a descrição do FIFA 17, um jogador 5 estrelas como Ilsinho é capaz de realizar todos os movimentos de habilidade e devastar as defesas adversárias.

Que moral, hein!

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Briga pela artilharia da MLS só tem estrangeiros. Campeão do mundo e Formiga Atômica estão entre os tops

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Gustavo Zupak, blogueiro do ESPN.com.br
Getty
Bradley Wright-Phillips é o artilheiro da MLS
Bradley Wright-Phillips é o artilheiro da MLS

Faltando 7 semanas para o fim da temporada regular da Major League Soccer, a briga pela artilharia da liga esquenta cada vez mais. Cinco grandes jogadores disputam a chuteira de ouro do torneio. O detalhe é que nenhum é norte-americano, o que evidencia a força dos estrangeiros no campeonato.

Dos postulantes ao rótulo de artilheiro, dois marcaram na rodada. Quem lidera a lista é o inglês Bradley Wright Phillips, centroavante do New York Red Bulls. Ele, que já foi o goleador na temporada 2014, tem 18 marcados este ano, e o último deles foi neste domingo no empate em 2 x 2 com o DC United. BWP virou designated player para esta temporada e vai conduzindo os Red Bulls para mais uma edição dos playoffs.

Na segunda colocação da lista está o espanhol David Villa, um dos candidatos ao prêmio de MVP da temporada. O camisa 7 do New York City tem 17 gols marcados e faz excelente campeonato com sua equipe. O NYC vai, pela primeira vez em dois anos de vida, disputar os playoffs da MLS. Villa não marcou na derrota de seu time por 1 x 3 para o New England.

O terceiro colocado é o atual MVP da Major League Soccer. O italiano Sebastian Giovinco, que dividiu a artilharia do ano passado com Kei Kamara, segue endiabrado. Demorou um pouco mais para engrenar no torneio, mas tem sido peça fundamental para o crescimento de sua equipe. A arrancada do Toronto é impressionante e a equipe já lidera a Eastern Conferece. Giovinco tem 16 gols marcados e não atuou na rodada deste fim de semana, quando sua equipe venceu o frágil Chicago Fire por 2 x 1.

Na quarta posição entre os artilheiros está o mexicano Giovani dos Santos. Ele foi um dos destaques de toda a rodada. Pelo LA Galaxy, marcou duas vezes na vitória de 4 x 2 sobre o emergente Orlando City. Gio foi contratado para ser o jogador mais decisivo do Galaxy em uma temporada de alto investimento e tentativa de reabilitação. E vem bem. Já tem 14 gols no campeonato. Caso sua equipe vá longe nos playoffs, ele certamente será um candidato ao prêmio de MVP do ano.

Para fechar a lista dos 5 artilheiros da MLS, vem o argentino Ignacio Piatti, do Montreal Impact. Cotado para ser o coadjuvante oficial de Didier Drogba, Piatti rouba a cena com toda a sua qualidade. Extremamente talentoso, vem decidindo jogos atrás de jogos para a sua equipe, que já chegou a liderar a conferência. Piatti não marcou no empate em 1 x 1 com o Philadelphia, mas já tem 14 na temporada e segue na cola dos líderes.

O artilheiro da última temporada, Kei Kamara, é uma das decepções do ano. Após brigar com Federico Higuain e trocar o Columbus Crew pelo New England Revolution, Kamara tem apenas 9 na temporada.

E aí, quem será o chuteira de ouro da MLS? BWP, Villa, Giovinco, Gio dos Santos ou Piatti?

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