A virada do técnico que viu a morte de perto e agora quer o título brasileiro

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira

Odair Hellman tem 41 anos. Como jogador de futebol, entre 1997 e 2009 defendeu Internacional, Fluminense, Veranópolis, América de Natal, Mamoré, Brasil de Pelotas, Enköpings (Suécia), América do Rio de Janeiro, Remo, CRB e Eastern (Hong Kong). Ele estava no ônibus que sofreu terrível acidente com a delegação do rubro-negro pelotense em 2009.  Cláudio Milar, ídolo da torcida, o zagueiro Régis e o treinador de goleiros Giovani Guimarães morreram na queda do coletivo em uma ribanceira, quando voltavam de Vale do Sol, onde haviam vencido o Santa Cruz por 2 a 1 em amistoso de preparação antes do Campeonato Gaúcho.  A carreira do  meia terminava ali, mas sua trajetória no futebol não. Hoje Odair comanda o Internacional, que meses após deixar a segunda divisão, desafia os tradicionais rivais e sonha com a reconquista de um título que a torcida colorada não festeja há quase 39 anos: o do campeonato brasileiro. O técnico conversou com o blog.

Odair Hellman: de técnico interino a comandante de um Internacional que voltou a lutar pelo título brasileiro
Odair Hellman: de técnico interino a comandante de um Internacional que voltou a lutar pelo título brasileiro Ricardo Duarte/Divulgação Internacional

Qual a maior virtude do atual Internacional?

Odair Hellman —A força coletiva, a organização coletiva, porque todos os jogadores que têm iniciado têm jogado muito bem. E quando tenho a necessidade de usar o grupo, os jogadores que têm entrado vêm dando boa resposta. Então isso mantém uma regularidade de desempenho e estamos fazendo essa boa campanha.

Como encontrou a nova função de Nico López?

O Nico jogava no Nacional (de Montevidéu) numa função mais atrás do último atacante, num 4-4-2 com duas linhas de quatro, e com liberdade de movimentação e de infiltração. Ele faz muito bem essa função e aqui usamos uma variação para ele e comecei a usá-lo também na beirada do campo, com liberdade de flutuação para ser um jogador para atuar entre linhas, porque ele tem esse poder de armação, de último passe e boa definição. Então foi isso que agregou ao Nico também essa situação, claro que também muito do comprometimento dele com o coletivo, com a parte tática e agregando sua individualidade porque é um jogador de muita qualidade.

De que maneira transformou um time que veio da Série B sem ser campeão em candidato ao título da Séria A?

Sempre que um grande clube passa por um período difícil como o Internacional, o outro ano é um ano de muita dificuldade, de reconstrução, e aí precisa de um trabalho em conjunto, de um planejamento. E foi isso que a gente fez, direção, comissão técnica e principalmente os jogadores, que acreditaram na ideia de jogo, estão comprometidos com isso, com o clube. Sabíamos que no início seria mais difícil, íamos encontrar mais espinhos, mas com convicção, com trabalho, a médio e longo prazos teríamos resultados melhores. É isso que está acontecendo, com essa regularidade, fruto de muito trabalho e convicção.

Qual seu maior temor nessa campanha?

Meu maior temor, com certeza, é a perda de jogadores, tanto pela janela de transferência quanto lesionados. Isso faz com que você fique com menos opções. Até agora a gente tem tido poucas lesões, tomara que continue assim.

E o sistema que lhe dá mais confiança?

Sistema de jogo para mim é apenas número, não é o que mais dou ênfase. Trabalhamos muito os conceitos de jogo, bem definidos em todas as fases do jogo, organização defensiva, ofensiva, transições e as bolas paradas. Então, independentemente do sistema que use, o time tem o mesmo conceito, e pratica isso dentro do campo. Foi fruto de muito treinamento para que a gente conseguisse chegar a esse ponto. Tínhamos usado variações de sistemas, de números, mas não abrindo mão das ideias, dos conceitos. Isso tem nos dado bom desempenho e resultados. Claro que usamos, dentro dessa situação, estratégias diferentes para jogos fora e dentro de casa.

'Sistema de jogo para mim é apenas número. Trabalhamos os conceitos de jogo', diz Odair
'Sistema de jogo para mim é apenas número. Trabalhamos os conceitos de jogo', diz Odair Ricardo Duarte/Divulgação Internacional

Qual o seu sistema de jogo preferido e o que mais se adequa ao atual time do Inter?

O que me dá mais confiança é que os jogadores estão acreditando na ideia de jogo, estão muito comprometidos taticamente, e claro que com os bons resultados e os bons jogos, todos mais confiantes para também desempenhar duas individualidades. O ponto forte realmente é o comprometimento de todos os jogadores, a entrega do grupo, para que a gente possa continuar a fazer essa campanha.

Que time você vê jogar no futebol pelo mundo e pensa: gostaria de ter minha equipe atuando assim?

Assisto muitos jogos, estou curioso para ver o Chelsea com o (Maurizio) Sarri. Ano passado o (Manchester) City jogou muito bem, o Real Madrid também. Vejo muitas partidas para observar modelos de jogo, novas ideias, para que eu possa também agregar ao meu dia-a-dia de trabalho. Claro que a gente sempre tem um ideal que eu trago para a realidade, porque precisamos ter a vontade de fazer o time jogar de uma maneira, mas para isso é necessário ter os jogadores com as características para encaixar com essa possibilidade. Estou muito curioso para ver o Chelsea do Sarri porque é um treinador que está trabalhando muito bem, suas equipes jogando futebol de muita técnica, dinâmica, velocidade. Vou observar a partir de agora para ver em quanto tempo as ideias dele vão demorar para se estabelecer dentro do campo.

Sarri é o seu inspirador? Ou pelo menos o técnico do futebol internacional de que mais gosta atualmente?

Inspirador não. Gostei do trabalho que desenvolveu ano passado, mas gosto do trabalho de outros também, como (Pep) Guardiola, (Diego) Simeone...

Não poder contar com Guerrero atrapalhará?

Claro que eu quero contar sempre com jogadores de qualidade e o Guerrero tem muita qualidade, mas na campanha que fizemos até aqui ele não participou, então espero que esse caso se resolva e continuaremos fazendo o trabalho com os jogadores que estão no grupo e dando grande resposta dentro do campo.

Como ele seria, ou será, aproveitado?

O aproveitamento dele saberemos depois dessas decisões jurídicas e ele puder ficar à disposição. Aí sim poderei falar um pouco mais a respeito dessa situação.

Técnico colorado se diz curioso para ver como se desenvolverá o Chelsea sob o comando do italiano Maurizio Sarri
Técnico colorado se diz curioso para ver como se desenvolverá o Chelsea sob o comando do italiano Maurizio Sarri Ricardo Duarte/Divulgação Internacional

Você indicou Fernandão ao Internacional. Como foi?

A situação do Fernandão foi que eu estava na seleção brasileira Sub-20, em 1997, como jogador, eu e o Fernandão, e eu já estava no profissional do Internacional. E na época aqui tinha o Vestibular do Centroavante, o Christian, Robigol, Alberto. Então quando voltei de uma convocação da seleção, o ex-presidente Fernando Carvalho me perguntou: 'Odair, você que está indo para a seleção, não tem um centroavante para me indicar?' Foi um dia após um treino, quanto ele foi conversar lá no campo. Eu disse: 'Olha, eu tenho um centroavante para indicar o senhor: Fernandão, do Goiás. Mas acho que ele já está indo para uma equipe de fora do Brasil'. O ex-presidente anotou o nome dele, acompanhou a carreira e quando teve a oportunidade o contratou. E disse ao Fernandão que fazia quatro, cinco anos que o acompanhava, desde aquele dia no qual conversamos a respeito dele. É claro que o presidente ter acompanhado e depois contatado, e o mais importante de todos foi ele ter vindo para cá, dado certo e ter jogado muito bem. Minha parcela foi pequena, mas tive minha participação nesse processo.

Você estava no acidente do ônibus do Brasil de Pelotas, o Danrlei (ex-goleiro, que marcou época no Grêmio) era do elenco e o ajudou se salvar... 

 Sim, eu estava no acidente do Brasil de Pelotas, no dia 15 de janeiro de 2009.  Ele (Danrlei) já estava fora do ônibus, um dos poucos que estava sem praticamente nada de machucado, um arranhão no braço. Eu estava preso nas ferragens e consegui arrancar minhas pernas dali, porque estava um barulho muito forte do ar condicionado e eu tinha a sensação de que o ônibus ia explodir. Não desmaiei, nem nada, fiquei no corredor, cai ali quando o ônibus virou na pista, foi uns 30 metros e caiu no barranco abaixo uns 40 metros. E caí no corredor. E os três que morreram estavam do lado esquerdo. Tomei muita pancada nas costas, como se estivesse num liquidificador, sendo jogado para cima e para baixo. Ele gritava para mim, 'sai, sai, arranca tua perna, vai explodir'. Aí arranquei minha perna e ele me puxou pelo couro cabeludo e me afastou do ônibus para que eu pudesse sair. Então ele saiu correndo no meio do mato, porque demorou 45 minutos ou mais para chegar ajuda. E é uma cena trágica, tu ali deitado no meio do nada, na escuridão, escutando grito de seus amigos, colegas pedindo socorro e dois ou três que conseguiram sair das ferragens olhando para o céu e agradecendo por estar vivo. Uma sensação horrível, uma das piores e nunca mais quero passar por isso.

Fale um pouco de sua trajetória ao pendurar as chuteiras, após o acidente do ônibus do Brasil de Pelotas, o fim da carreira de jogador e como chegou ao Inter para trabalhar inicialmente como observador?

Encerrei minha a carreira em 2009, após acidente. Fiquei seis meses machucado e três quase sem poder levantar da cama, com um problema nas costas. E nesse período resolvi encerrar minha carreira. Fui ao Internacional, onde eu tinha jogador por dez anos, desde a escolinha ao profissional, dos 14 anos até os 21, conhecia todas as pessoas lá e pedi uma oportunidade. Fui numa sexta-feira, o Tite era o treinador do profissional, eu me lembro bem. Ele e o Cléber Xavier estavam lá no campo. E fui falar com o ex-presidente Fernando Carvalho para pedir uma oportunidade para começar a trabalhar na base porque estava encerrando minha carreira. Então ele me disse que segunda-feira eu começaria na base, nas avaliações técnicas. Comecei nas observações em 2009. Em 2010 fui para um projeto como auxiliar do juvenil, o treinador era o André Jardine, que hoje é o auxiliar técnico do São Paulo, aprendi muito e fui galgando passo a passo todas as categorias de base. Trabalhei como auxiliar técnico do júnior, do Sub-23. Até que em 2013 o Dunga, no time profissional, liberou todo os profissionais da comissão permanente para formar uma nova equipe e me chamou para ser o auxiliar técnico permanente do Internacional. Então em 2013 passei a auxiliar técnico do Internacional. Trabalhei com dez treinadores, dez comissões técnicas diferentes. Pude aprender muito com todos esses treinadores, aí em 2015 tive a oportunidade de trabalhar na seleção brasileira Sub-17 e depois fazer a Olimpíada como auxiliar técnico do (Rogério) Micale em 2016. Tudo isso agregou muito valor para mim, experiência, conhecimento. Foi passo a passo, colocando tijolo a tijolo, aprendendo muito mesmo, fazendo todos os cursos que havia à disposição no mercado, junto do trabalho no dia-a-dia. E nesse tempo todo fui me aprimorando para que quando recebesse minha oportunidade estivesse preparado. Foi um crescimento mesmo de passo a passo, passando por todas as categorias do clube e trabalhar por cinco anos como auxiliar da equipe principal, assumindo o time interinamente algumas vezes, até em 2017 nos últimos três jogos da Série B. Conseguimos, juntos, alcançar a volta à Série A e ser efetivado pela direção em 2018.

Odair nos tempos de jogador do Internacional: no clube da escolinha ao profissional, dos 14 anos até os 21
Odair nos tempos de jogador do Internacional: no clube da escolinha ao profissional, dos 14 anos até os 21 Reprodução

 Você sentia que estava pronto para o desafio?

Eu me sentia preparado, me sinto preparado. Não estou pronto e nunca vou estar porque estou sempre aberto a novos conhecimentos e métodos para que eu possa sempre agregar valor ao meu dia-a-dia de treinos. Por que acredito muito em treinamento, uma equipe bem treinada consegue dar boa resposta dentro de campo, melhor jogo e desempenho.

 Como superou as sequelas, emocionais, inclusive, do acidente?

Realmente aquele acidente me abalou muito pessoal e profissionalmente. Tive que começar do zero, recebi ajuda de muitas pessoas, às quais tenho muita gratidão, porque não foi fácil. Fiquei com sequelas daquele acidente, com medo de viajar de ônibus logo em seguida. Infelizmente perdemos três companheiros num acidente trágico. Mas tive que recomeçar lá da base para realmente buscar aprendizado e conteúdo para não ser um ex-jogador que parasse com 38 anos e virasse treinador. Eu não acreditava nessa situação, acho que ser jogador é uma coisa, ser treinador é outra. Fui buscar conhecimento, aprender com os professores lá na base, depois subi ao profissional, aprendi muito com os treinadores, também aprendi o que não fazer, e nesse tempo todo eu sempre tinha na cabeça que deveria ter minhas ideias de jogo e meus métodos de treinamento. Então usei todo esse tempo de experiência e oportunidade como auxiliar técnico para criar meu método de treino e minhas ideias de jogo. Agora que recebi minha oportunidade, estou implementando esses conceitos. Foi muito importante ter todas essas passagens e experiências, que me deram confiança e segurança para assumir um clube do tamanho do Internacional. O que me deixa muito orgulhoso, é uma honra para mim, mas sei que estou preparado e dando o máximo que tenho de mim para que as coisas deem certo. 

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Fonte: Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

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A virada do técnico que viu a morte de perto e agora quer o título brasileiro

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Mauro Cezar: troca de mãos do Maracanã pode não significar nenhuma mudança para Flamengo e Fluminense

Mauro Cezar Pereira
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Fla e Flu deveriam comemorar troca de mãos no Maracanã? ‘Pode significar nenhuma mudança, ou muito pouco’, analisa Mauro

Fonte: Mauro Cezar Pereira, blogueiro do ESPN.com.br

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Mauro analisa cenário político do São Paulo com Leco isolado na presidência

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Fonte: Mauro Cezar Pereira, blogueiro do ESPN.com.br

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Grêmio é o brasileiro com mais chances de vencer fora de casa na 4ª feira de Libertadores

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Fonte: ESPN.com.br

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Conselho Administrativo faz recomendações ao presidente do São Paulo e, indiretamente, pressiona Raí

Mauro Cezar Pereira
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Em reunião, conselheiros pediram cortes de custos devido aos milhões de reais que o clube deixará de faturar com a eliminação da Copa Libertadores


Fonte: Mauro Cezar Pereira

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Os riscos que o Atlético-MG correrá no Uruguai

Mauro Cezar Pereira
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Fonte: Mauro Cezar Pereira

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O choque de realidade do Manchester United na derrota para o PSG

Mauro Cezar Pereira
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Fonte: ESPN.com.br

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Tragédia no Ninho do Urubu: Área de incêndio seria usada como estacionamento apenas no futuro e os meninos seriam tirados de lá em 72 horas

Mauro Cezar Pereira
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Mauro Cezar Pereira participou do Futebol na veia nesta sexta-feira e comentou sobre a tragédia no CT do Flamengo, que deixou 10 mortos após um incêndio

Fonte: Mauro Cezar Pereira

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Premier League vira 'grande caldeirão' na reta final; veja a análise das opções de City e Liverpool

Mauro Cezar Pereira
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Fonte: ESPN.com.br

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Jogador faz duas funções no mesmo jogo da Premier League; Mauro explica e questiona: ‘Por que não acontece no Brasil?’

Mauro Cezar Pereira
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Fonte: ESPN.com.br

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Poucos acreditam em Ganso no Fluminense, mas pode dar certo

Mauro Cezar Pereira
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Fonte: ESPN.com.br

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Mudança no blog

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira

Caros, desde julho de 2008 escrevo meu blog no ESPN.com.br. A partir de fevereiro ele vai mudar, você não lerá mais meus textos por aqui, mas teremos novidades, o futebol continuará em pauta exatamente nesse espaço.

Feliz 2019 a todos.

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Fonte: Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

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Candidato que ganhou, mas não levou, ainda crê em nova eleição no Vasco

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira


Escolhido pelos associados, Júlio Brant tinha tudo para se tornar presidente do Vasco da Gama. Mas no segundo turno da eleição, quando apenas os conselheiros puderam votar, Alexandre Campello foi o escolhido em meio a uma manobra política que envolveu o ex-presidente Eurico Miranda e aliados. A justiça já determinou a realização de novo pleito, mas uma liminar barrou a ida às urnas. O blog entrou em contato com Brant, que diz acreditar, ainda, em nova votação no começo de 2019.

Ouvi queixas de opositores a quem está no poder de que você raramente aparece em São Januário, que na recente votação do orçamento para 2019 estava na Europa e nem votou. O que diria a respeito?

Julio Brant: A minha ida a São Januário requer uma logística muito grande e alguns cuidados de segurança: hostilidade por parte de alguns pequenos grupos e grande apoio da maioria dos torcedores. Fui aos jogos importantes da Libertadores e do Campeonato Brasileiro e tive o apoio manifestado pela torcida ao gritar em peso meu nome, num claro sinal de que não quer a manutenção do que está hoje no clube. Sobre estar na Europa, minha vida profissional exige e isso acontece desde 2014, quando entrei pela primeira vez no Conselho do clube. Os acordos profissionais para reduzir carga de trabalho ficam para quando assumir o Vasco. 

Júlio Brant: 'Ida a São Januário requer logística muito grande e alguns cuidados de segurança'
Júlio Brant: 'Ida a São Januário requer logística muito grande e alguns cuidados de segurança' Reprodução

Como anda sua relação com a complexa política do clube?

A nossa base de conselheiros está indo a todas as reuniões e se mantém firme no propósito de mudar o Vasco. Esses que falam isso tentam desconstruir a imagem que representamos: a ameaça de mudar o status quo, as mesmas práticas de sempre, que levaram o clube a situação de hoje. 

Sobre a eleição, continuamos otimistas, respeitando a Justiça, sempre. Ela possui o seu ritmo. Nosso trabalho técnico e nas conversas tem sido incansável e sólido. O TJRJ tem dado sinais claros de entendimento e da necessidade de mudanças de algumas práticas na sociedade.

Ainda crê na realização da eleição em 2019?

Sim, estamos confiantes. A decisão deve sair em breve.

Quando acredita?

Em janeiro.  Se decidir favoravelmente teria que ser logo no início do ano.

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Fonte: Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

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Defesa coloca Liverpool na liderança e empurra Manchester City para o 3º lugar na Premier League

Mauro Cezar Pereira
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A classificação do Campeonato Inglês de 2018/2019 após o primeiro turno, encerrado nesta quinta-feira
A classificação do Campeonato Inglês de 2018/2019 após o primeiro turno, encerrado nesta quinta-feira Reprodução

Nas últimas 11 rodadas da Premier League, de 33 pontos, o Liverpool acumulou 31. Nesse período, o Manchester City fez 24, sete a menos. Os times que na oitava rodada, quando houve empate no duelo entre os dois, estavam lado a lado, agora têm sete a separá-los. É o tamanho da vantagem dos Reds, reflexo das três derrotas sofridas pelos atuais campeões nas suas quatro últimas aparições.

Auba, Salah, Kane... A IN-SA-NA briga pela artilharia da Premier League. E aí, quem vai levar a melhor? Vote!

Como o Tottenham fez 27 em 33 disputados, saltou para o segundo lugar, empurrando os Citizens para o terceiro posto. A diferença entre as equipes está no desempenho das retaguardas. Se o City duelava com o Liverpool pelo melhor desempenho defensivo, hoje o cenário já é bem outro.


O líder tem incríveis sete gols em suas redes após um turno inteiro, 19 pelejas, enquanto os campeões de 2017/2018 somam 15. Na atual série de oito vitórias consecutivas, o time de vermelho levou apenas dois tentos! E é aí que mora a diferença na tabela de classificação.

Foram 156 finalizações contra a meta do Liverpool no 1º turno, 52 certas e apenas sete gols em 19 partidas: defesa
Foram 156 finalizações contra a meta do Liverpool no 1º turno, 52 certas e apenas sete gols em 19 partidas: defesa TruMedia/ESPN

Nesse trecho do campeonato inglês que marca a arrancada para a liderança, o Liverpool teve 31 finalizações contra sua meta e o Manchester City 32. Mas se o time de Pep Guardiola levou uma dúzia de gols, o de Jürgen Klopp foi buscar a pelota nas redes apenas quatro vezes nesses 11 cotejos.

Ou seja, os dois seguem como os que menos permitem arremates adversários contra eles, mas o Liverpool os detém quase todas as vezes, o City não mais. Já o ataque dos Citizens segue firme, é o melhor do certame — 51 gols contra 43 do Liverpool. Ambos têm 36 de saldo.

É lá atrás que o campeonato está sendo decidido. 

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Fonte: Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

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Flamengo diz não a oferta por colombiano e deve seguir cauteloso nas tentativas de contratação

Mauro Cezar Pereira
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Cardona comemora gol do Boca com Carlitos Tévez: os dois terminaram a Libertadores fora do time titular
Cardona comemora gol do Boca com Carlitos Tévez: os dois terminaram a Libertadores fora do time titular Reprodução TV

O meia Edwin Cardona, camisa 10 do Boca Juniors, foi oferecido ao Flamengo. O Monterrey, que detém os direitos sobre o colombiano, estipulou, em documento oficial, o valor de US$ 5,5 milhões (cerca de R$ 22,3 milhões) . Documento dos mexicanos datado de 17 de dezembro estipula, por um prazo de cinco dias, tal valor pelo atleta emprestado ao campeão argentino.

Ele esteve em 20 dos 27 jogos (titular em 19) que o time disputou no campeonato argentino encerrado no primeiro semestre, quando se tornou campeão. Na atual Superliga, participou de 11 jogos dos 13 que a equipe fez até aqui. Fez oito aparições na campanha que levou o Boca à decisão da Libertadores, mas perdeu espaço entre os titulares na reta final.

Área do campo por onde mais transitou e deu passes Edwin Cardona nas duas últimas temporadas, pelo Boca
Área do campo por onde mais transitou e deu passes Edwin Cardona nas duas últimas temporadas, pelo Boca TruMedia/ESPN


"Perdeu espaço porque o antigo treinador, Guillermo Barros Schelotto, utilizou um esquema ao qual não se adaptou, o 4-3-3. Cardona é um armador. Alguns também dizem que falta bom comportamento fora dos campos. Outro problema foi o seu físico, o ritmo da equipe de Schelotto obrigou-o a usar jogadores rápidos e Cardona não é assim. É um grande jogador, mas trabalha melhor na posição '10' clássico. A má notícia para ele é que o futebol de hoje exige pressionar constantemente o adversário e correr o jogo todo", analisa o repórter argentino Cristian Del Carril. "O treinador queria que ele trabalhasse como ponta, pelo lado do campo. Mas Cardona não estava ali para isso", acrescenta o jornalista Pablo Lejder.

Descartado o colombiano, o Flamengo procura jogadores que possam chegar ao elenco para ocupar suas posições, caso da lateral-direita. A ideia é contratar quem chegue para ser titular. Em meio à transição de Eduardo Bandeira de Mello para Rodolfo Landim na presidência, alguns negócios são levados adiante ou ficam pelo caminho. Bruno Spindel, que herdou de Fred Luz o cargo de CEO é personagem dessa transição. Ele deve seguir no clube, mas em nova função.

Nesse contexto, o atacante Bruno Henrique foi tentado, ainda na administração que está no fim, mas o último movimento foi de recuo do Santos, que não está mais disposto a negociar o atleta. Diego Ribas, caso demonstre interesse em ficar, receberá proposta que o colocará  um patamar abaixo do que ocupou ao chegar em 2016. O entendimento é de que o camisa 10, três anos mais velho, não entregou o que dele se esperava em campo.  Seu contrato termina na metade do próximo ano.

Quanto a Diego Alves, a disposição do jogador em permanecer, ou não, será vital para seu futuro. Tudo indica que o goleiro precisará recuar depois da confusão com Dorival Júnior , ex-técnico da equipe, que atingiu até o diretor Carlos Noval. Réver, por sua vez, exerceu cláusula firmada com os rubro-negros e o Internacional, quando de sua contratação. Ele tinha o direito de, no último ano de contrato, deixar o clube se recebesse proposta mais longa e não a cobrissem. O Atlético Mineiro acenou com um compromisso por três temporadas e os rubro-negros preferiram não igualar.

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Fonte: Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

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Fluminense espera Fernando Diniz mais maduro, sem perder o elenco, para reformular o time em 2019

Mauro Cezar Pereira
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Fernando Diniz, quando técnico do Athletico: profissional segue sob contrato com o clube paranaense
Fernando Diniz, quando técnico do Athletico: profissional segue sob contrato com o clube paranaense Gazeta

O Fluminense acertou com Fernando Diniz para 2019. Técnico do Athletico Paranaense no primeiro semestre de 2018, ele só não foi anunciado pelo tricolor para próxima temporada porque segue vinculado ao campeão do Paraná e da Copa Sul-americana.

Diniz deixou o comando do time profissional do Furacão após a 12ª rodada do Campeonato Brasileiro, durante a Copa do Mundo, mas não se desligou do clube paranaense. Ele seguiria como gestor das categorias atleticanas no ano que se aproxima.

Para contar com Fernando, o Fluminense lhe dará um aumento salarial, mas o treinador só poderá ir para o Rio de Janeiro assumir o comando do elenco após finalizar os tramites trabalhistas com o Athletico. Mas já existe o acordo feito entre clube carioca e o profissional.

Um receio dos dirigentes passa pela relação do treinador com os comandados. De forte temperamento, ele teria perdido o grupo durante sua passagem à frente do time rubro-negro. Confiante em sua capacidade, o Fluminense espera recebê-lo mais maduro e capaz de capitanear uma ampla reformulação.

A ideia é montar um novo time, na linha do que Diniz fez no Audax, vice-campeão paulista em  2016, e no próprio Furacão. Um aposta do Fluminense, onde Fernando atuou. Meio-campista, ele defendeu entre 2000 e 2003 o clube das Laranjeiras. Diniz fará 45 anos em março.

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Fonte: Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

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Atlético-MG faz balanço de um 2018 com corte de custos e mira estádio como ponto da virada

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira

O Atlético termina 2018 sem títulos, mas com a vaga na próxima Copa Libertadores, o que não deixa de ser positivo em meio às mudanças estabelecidas no clube. Especialmente o corte nos gastos a partir da chegada de Sérgio Sette Câmara à presidência. O blog conversou com o vice-presidente do Galo, Lásaro Cândido da Cunha, ex-diretor jurídico do Galo e conhecido da torcida por sua atuação na área.

Qual o balanço que fazes da situação do Atlético na parte jurídica após o primeiro ano de mandato do presidente?

Na parte jurídica demos sequência ao que já estamos fazendo desde 2009, qualificando melhor nossos contratos e controles. Temos hoje, por exemplo, um dos menores números de reclamações trabalhistas entre os clubes, algo em torno de 25 ações em curso. Todo  estoque.

O clube ainda está no ato trabalhista?

Saímos desde 2012. Seguramente, entre os clubes, o Atlético tem a melhor situação trabalhista. Ato trabalhista se justifica quando há descontrole de ações trabalhistas, há então necessidade de se ter uma unificação das causas para disciplinar os pagamentos, sem inviabilizar o clube. A liberação do Ato Trabalhista significa início de organização.

Lasaro da Cunha, vice-presidente do Atlético: livre do ato trabalhista e planejando estádio
Lasaro da Cunha, vice-presidente do Atlético: livre do ato trabalhista e planejando estádio arquivo



E nas finanças?

Na parte financeira, embora não atue diretamente na área, reduzimos nosso custo no futebol ao dispensar figurões (Fred, Robinho...) para investir em jogadores mais jovens etc. Mas o custo de dispensa de alguns jogadores (Felipe Santana, Roger Bernardo etc) atrapalhou, e ainda atrapalha, em menor escala; o custo financeiro do clube. Além do custo das dívidas antigas. Acho também que houve alguns erros da diretoria de futebol e instabilidade; demissões de técnicos, algo que temos de evitar para a próxima temporada. 

Como está a questão do estádio?

Há, por outro lado, a chance concreta do estádio ter o início das obras logo no começo de 2019. algo que pode ser a base de nossa estabilidade financeira. Teremos ao final um estádio quitado e com enormes possibilidades de futuramente com shows, eventos etc. E acolhimento ao torcedor nas diversas faixas de renda. 

E quanto ao futuro do Galo?

Sim, além disso, precisamos avançar para disciplinar melhor os limites de gastos para  gestões futuras do clube. 

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Fonte: Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

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Atlético-MG faz balanço de um 2018 com corte de custos e mira estádio como ponto da virada

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Abel Braga fala sobre o Santos e retorno ao Flamengo depois de 15 anos

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira

O técnico Abel Braga e Renato Gaúcho são os mais lembrados nos clubes que buscam um novo treinador para 2019, já que a temporada no futebol brasileiro termina no dia 2 de dezembro. Em entrevista exclusiva ao jornalista Alysson Rodrigues , ‘Abelão’ repensa sobre possibilidade de treinar Santos: “Vamos esperar o campeonato acabar...” e desconversou sobre um retorno ao Flamengo, clube que dirigiu em 2004 e ganhou uma taça regional. 

Abel, que curte suas férias no Uruguai, relata “não estar preocupado com o tempo parado”. O treinador ainda relembra que já repetiu esses tempos sabáticos em saídas de Flamengo, Al-Jazira e Internacional.  O treinador comenta que não foi sondado por ninguém e quem deve falar se o procurou, é o clube e não ele. “Acho que seria supervalorização eu dizer algo do tipo, a equipe que tem de divulgar aos torcedores”.  

Quando relembrou da época que treinava o Flamengo, Abel ri e diz não ter comparação nem na brincadeira aquela equipe que tinha em mãos com a atual. “Aquele time tinha Júlio César, Felipe e Zinho, como destaques”. Esse Flamengo há 15 anos era formado por um corpo diretório de Márcio Braga (presidente), Júnior (diretor técnico), ex-jogador e ídolo; além de João Henrique Areias (marketing) e José Maria Sobrinho (diretor executivo). 

Abel Braga em ação durante a sua passagem pelo Flamengo, em 2004
Abel Braga em ação durante a sua passagem pelo Flamengo, em 2004 arquivo

O elenco que o técnico Abel Braga também contava com os experientes Fabiano Eller, Athirson, Roger Machado, Júnior Baiano, Fábio Baiano e Dimba.  Os cariocas tinham garotos da base bem conhecidos do fã de futebol completando o grupo. Casos de Ibson,  Jonatas, André Bahia, Vinicius Pacheco, Egídio, Andrezinho e Roger Guerreiro. 

A temporada para ‘Abelão’ parecia correr normalmente.  Ganhou o 1º turno do campeonato carioca por 3 a 2 ao enfrentar o Fluminense. E foi campeão estadual diante do Vasco fazendo o clássico dos milhões no Maracanã ao vencer os dois jogos.  O destaque foi o atacante Jean que fez três gols na partida final. 

Os cariocas sentiam confiança que aquele ano seria o fim do jejum de títulos nacionais de grande expressão que não vinha desde o campeonato brasileiro de 1992. A chance teve, mas o clube fracassou na final contra o Santo André.  Empate por 2 a 2 no antigo Palestra Itália e perdeu por 2 a 0 no Rio Janeiro. 

A queda de Abel Braga era iminente. E aconteceu depois da derrota para o Juventude, em Volta Redonda, por 1 a 0 e seguir lanterna do nacional, à época.  ‘Abelão’ comandou o time por 44 partidas. Foram 19 vitórias, 12 empates e 13 derrotas com aproveitamento de 52,2% de 70 gols marcados e 56 sofridos. Aquele ano os rubro-negros acabaram em 17° lugar em um torneio disputado por 24 times. 

Abel Braga reconhece que são poucos os jogos bons no Brasil e aponta problemas para isso. “É possível agregar desempenho com qualidade de jogo.  A questão é o calendário. Os estaduais precisam ser revistos. É necessário adequar. Treino 15 ou 16 dias para aguentar temporada de 70 ou 75 jogos. Um exemplo desse ano foi o Barbieri que tinha pressão de ganhar tudo. Felipão, por outro lado, logo que assumiu avisou que era impossível ganhar tudo. O resultado sempre fala mais alto. Diretor e torcedor não quer saber de desempenho. Querem resultado. Mas, é claro, se agregar ambos, 80% de chance de vitória, do que aqueles que jogam por uma bola”. 

Abel lembra sua passagem pelo Flamengo, então ainda distante de sua situação atual, com estrutura e CT
Abel lembra sua passagem pelo Flamengo, então ainda distante de sua situação atual, com estrutura e CT arquivo

O experiente e talento zagueiro quando jogava, Abel relacionou a pressão exercida sobre Barbieri no Flamengo pelos resultados e não pelo desempenho. Mesmo sendo o clube que rivaliza com o Palmeiras, como os mais ricos do país, os cariocas não gritam é campeão de torneio nacional desde 2013. Do brasileirão há quase uma década. Além das vexatórias campanhas na Libertadores.  

“O futebol é complexo. Eles (Flamengo) têm pecado muito num momento crucial, sendo eliminado em momentos importantes. Isso causa uma ansiedade muito grande. O torcedor do Flamengo se faz presente todo jogo. É um clube tudo certo, bem administrado financeiramente, mas na hora ‘H’ tem falhado em alguma coisa, no momento que necessita as coisas não acontecem”. 

“O grande parâmetro da atualidade é o Palmeiras. O clube paulista é qualificado e com um treinador bem gabaritado. Depois do 7 a 1 tentou- se denigrir a imagem dele (Scolari), mas o mesmo é fantástico. Não à toa que brigou por tudo na temporada”, comentou o técnico. 

Pelas incertezas vividas em Corinthians, São Paulo e Santos para 2019, o treinador revela um desejo antigo de vir a São Paulo, mas que não tem nada concreto. Parece que uma porta já se fechou, pois Fábio Carille está acertando seu retorno aos corintianos. “Tem realmente no meu currículo esse buraco de não ter trabalhado na maior metrópole do país. Por exemplo, passei 7 vezes no Internacional. Seria bom ter isso na carreira. Há uma estrutura diferente, assim como o futebol jogado “. 

Abel Braga diz não ter mais desejos de dirigir fora do Brasil. Atualmente, seu filho Fábio Braga, cuida da sua carreira recebeu sondagem do Al-Hilal (Arábia Saudita), mas não quis. Porém, cita que Europa pelo peso cultural seria uma possibilidade, em caso de proposta. Algo que não aconteceu até o momento.

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Fonte: Por Alysson Rodrigues

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Veja quais os times que mais tiveram saldo entre pênaltis contra e a favor no Brasileirão

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira
O goleiro Marcelo Grohe em ação pela Recopa: nenhum pênali contra o campeão da Libertadores na Série A 2p
O goleiro Marcelo Grohe em ação pela Recopa: nenhum pênali contra o campeão da Libertadores na Série A 2p []

O Grêmio é o segundo time que mais penalidades máximas teve a seu favor nas 34 rodadas do Campeonato Brasileiro. Foram 11 batidas pelo campeão da Libertadores e nenhuma pelos seus adversários. Isso gera um saldo de 11, superando o Vasco, equipe com mais penais para si, uma dúzia, mas três contra. Já o Fluminense é o único sem pênaltis para bater em 34 jogos. Confira os números do Footstats.

Pênaltis na Série A 2018*

Grêmio (11-0) 11
Vasco (12-3) 9
Palmeiras (7-1) 6
Internacional (7-3) 4
Santos (4-2) 2
Bahia (4-3) 1
Cruzeiro (6-5) 1
Atlético-MG (5-5) 0
Ceará (2-2) 0
São Paulo (3-3) 0
Chapecoense (3-4) -1
Flamengo (3-4) -1
Botafogo (4-6) -2
Vitória (3-5) -2
Corinthians (1-4) -3
Sport (3-6) -3
América (3-7) -4
Atlético-PR (2-8) -6
Paraná (1-7) -6
Fluminense (0-6) -6

* entre parênteses os penais a favor menos os contra, ao lado o resultado
Fonte: Footstats

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Fonte: Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

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Fla perde último clássico na 'Era' Bandeira de Mello, que colecionou fracassos contra Flu, Bota e Vasco

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira

A derrota para o Botafogo por 2 a 1 no Estádio Nilton Santos, o Engenhão, praticamente sepultou as esperanças de título brasileiro do Flamengo em 2018, último ano de mandato do presidente Eduardo Bandeira de Melo, iniciado em 2013 e marcado por um fraco desempenho nos confrontos com os rivais cariocas, mesmo com muito mais dinheiro e, consequentemente, investimentos. O aproveitamento rubro-negro nesses seis anos foi de 52% diante do trio, com 30 vitórias, 27 empates e 18 derrotas.

Neste ano, o Flamengo foi eliminado da Taça Rio pelo Fluminense e da final Estadual tendo como algoz também o Botafogo. Os tricolores ainda aplicaram um 4 a 0, a maior goleada do Fla-Flu em 29 anos. Já o Vasco, time carioca de pior campanha no Campeonato Brasileiro e lutando contra o rebaixamento, não foi derrotado pelos rubro-negros na atual Série A, empatando em Brasília no returno em função de um gol contra quando, muito desfalcado, merecia derrotar o time de vermelho e preto. 

Segundo o site Transfermarket, o elenco do Flamengo está avaliado em € 76,2 milhões (R$ 322,5 milhões) , um dos dois mais caros do Brasil ao lado do Palmeiras, com € 76,9. 0 do Botafogo vale € 31,3 milhões (R$ 132,4  milhões), o do Vasco registra € 30,1 milhões (R$ 127,4  milhões) e o do Fluminense € 28,7 milhões (R$ 121,5  milhões). Isso significa que, sozinho, o grupo de jogadores rubro-negros tem valor de mercado equivalente a mais de 85% da soma de investimentos dos três outros cariocas.

Dizem que dinheiro não é tudo. Alguma dúvida?

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Fonte: Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

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Rubro-negros ainda pensam em Renato 'Gaúcho' Portaluppi, hoje mais perto de uma renovação com o Grêmio

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira
Renato Gaúcho retornou em setembro de 2016 ao comando do Grêmio e ganhou quatro taças
Renato Gaúcho retornou em setembro de 2016 ao comando do Grêmio e ganhou quatro taças Getty

A renovação do contrato de Renato "Gaúcho" Portaluppi com o Grêmio está bem encaminhada. O técnico campeão da Copa Libertadores vem discutindo com os dirigentes tricolores há algum tempo sobre a extensão do compromisso. A eliminação diante do River Plate na semana passada não mudou em nada o interesse do clube, que deseja contar com ele em 2019. 

Renato já foi aconselhado por pessoas próximas a seguir no comando do elenco gremista. Ele retornou em setembro de 2016 e desde então renovou duas vezes seu contrato, que termina ao final de 2018. O Flamengo tentou contar com ele durante a atual temporada, mas o treinador preferiu permanecer à frente do time com o qual também ganhou Copa do Brasil, Recopa e Gaúchão.

Diante do possível novo assédio do clube carioca, que está às vésperas da eleição presidencial, o melhor cenário para os gremistas é o fechamento de um novo acordo o quanto antes. Obviamente o futuro presidente do Flamengo só poderia formalizar um compromisso com Renato "Gaúcho" Portaluppi após o pleito, que está marcado para 8 de dezembro, um sábado.

Apoiadores do candidato de oposição, Rodolfo Landim, conversaram com pessoas próximas a Renato, que deve ser procurado por integrantes da chapa situacionista, do atual vice-presidente de futebol, Ricardo Lomba. O treinador não pretende se reunir com outro clube antes de definir se permanece no Grêmio, cujo presidente, Romildo Bolzan, tem mandato até o final de 2019.

De folga, Renato está no Rio de Janeiro, onde mantém sua casa, com volta prevista a Porto Alegre para terça-feira. Ele voltará a treinar o time do Grêmio na quarta. Domingo, na Arena, às 17 horas, o adversário será o Vasco. A equipe está a dois pontos do seu objetivo imediato, alcançar o São Paulo na luta pela quarta colocação no Brasileiro, que dá vaga na fase de grupo da Libertadores. 

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Fonte: Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

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