Campeão outra vez, Real precisa ser convencido pelo Fla para não levar Vinícius Júnior já

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

O atacante Vinícius Júnior, do Flamengo, que poderá ir em julho para o Real Madrid
O atacante Vinícius Júnior, do Flamengo, que poderá ir em julho para o Real Madrid Getty Images

O futuro de Vinícius Júnior poderá ser definido nos próximos dias. As declarações de Cristiano Ronaldo e Gareth Bale em tom de despedida do Real Madrid e as possibilidades, aparentemente crescentes, de uma renovação no elenco deverão se refletir nos rumos da carreira do rubro-negro. 

Como o blog já informou — clique aqui e leia —, o clube espanhol sinalizou que, ao contrário da ideia inicial, pensa em reivindicar a apresentação do atacante a partir do dia 12 de julho. Nesta data ele completará 18 anos e, finalmente, assinará seu contrato profissional com os europeus. 

Antes de janeiro, Vinícius Júnior só irá para Madri de vez se quiser, mas já está decidido que, se o Real pedir sua apresentação, ele não irá contra o clube que mudou sua vida. A lealdade do rapaz ao time de coração já beneficiou o Flamengo, tanto que a venda foi feita acima da multa rescisória.  

Embora nem pense em negar o Real, Vinícius não aceitará se mudar logo para ser emprestado a um clube menor. A ideia, caso os merengues solicitem sua apresentação definitiva, é integrar o elenco profissional e ganhar espaço aos poucos, como ocorre com pratas-da-casa do clube. 

Gabriel Jesus, por exemplo, está na Inglaterra há 16 meses e não é titular do Manchester City, enquanto Gabigol foi para a Internazionale e mal conseguiu jogar na Itália, para, aí sim, ser cedido ao Benfica e depois ao Santos. O planejamento de carreira de Vinícius prevê ir e brigar pelo espaço. 

Com (mais um) tulo da Champions League, Zinedine Zidane seguirá no Real Madrid. Isso significa chances menores para Bale, como ocorreu com James Rodríguez. E a fila andando para Lucas zquez e Asensio, abrindo, consequentemente, espaço para nomes como o de Vinícius. 

Mas há outras perguntas. Cristiano Ronaldo permanecerá? Neymar vai desembarcar em Madri? E Benzema? Uma complexa equação na qual surgirá o nome do brasileiro. Alguém dirá que ele ainda é imaturo, mas quem investe € 45 milhões (quase R$ 200 milhões) para não contar com o jogador? 

O Flamengo tenta convencer Vinícius Júnior a ficar pelo menos até dezembro. Como ele não se sentirá à vontade dizendo não ao Real, cabe ao clube carioca mostrar aos espanhóis que, seguindo por mais tempo no Brasil, ele terá progresso maior, como já demonstrou nos últimos meses. 

O clube carioca e as pessoas que gerenciam a carreira de Vinícius Júnior deverão receber um comunicado simultâneo em alguns dias, caso o Real decida que o atleta deverá se apresentar em julho. Vai depender do departamento de futebol de Madri, dquem chegará e quem sairá de lá. 

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São Paulo de Aguirre tem mais pontos do que os do tri com Muricy, mas nível dos adversários caiu

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN
Muricy Ramalho celebra gol do São Paulo em 2006: tricampeonato ainda não foi igualado por outro clube
Muricy Ramalho celebra gol do São Paulo em 2006: tricampeonato ainda não foi igualado por outro clube Reprodução

O São Paulo de Diego Aguirre é um líder do campeonato da Série A nacional com pontuação após 18 rodadas superior aos times do tricampeonato brasileiro com Muricy Ramalho, entre 2006 e 2008. Em comum, o estilo pragmático dos dois treinadores. A diferença está no nível técnico dos adversários, que caiu.

O certame atual tem um imenso degrau técnico abaixo do Cruzeiro, em oitavo, mesmo priorizando Copa do Brasil e Libertadores e escalando reservas na competição de pontos corridos. Ainda assim, os mineiros têm três pontos à frente do Fluminense, que ocupa a nona posição na tabela de classificação.

O desempenho do time carioca o coloca de quatro cinco pontos abaixo dos nonos colocados nos anos do tri são-paulino. O mesmo se observa com relação aos que abrem a zona de rebaixamento. O atual 17º, Santos, fica de um a cinco pontos atrás dos que estavam nesta posição entre 2006 e 2008.

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Em 2017, o Corinthians liderava na 18ª rodada com 44 pontos. O segundo era o Grêmio, poupando o time várias vezes, com 36

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Com Muricy, apenas em 2008 o time não liderava a uma rodada de o primeiro turno acabar. Foi em 2008, quando o Grêmio era o primeiro colocado com os mesmos 38 pontos que o São Paulo acumula hoje. E, não esqueçamos, o treinador teve baixas e remontou o time entre uma temporada e outra.

Outro detalhe que mostra os times do alto da tabela pontuando mais também em  função da queda de qualidade dos que ficam na parte de baixo é a campanha do Flamengo. Em segundo, tem mais pontos do que os líderes de 2006 e 2007, só um atrás do de 2008 e também do primeiro em 2018.

Pontos ganhos:

2006
São Paulo 35
9º Vasco 26
17º Corinthians 19

2007
São Paulo 36
9º Flamengo 26
17º Atlético-PR 22

2008
1º Grêmio 38
São Paulo 30
9º Sport 27
17º Náutico 18

2018
São Paulo 38
2º Flamengo 37
9º Fluminense 22
17º Santos 17

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Por que não aqui? Uma análise do patrocínio dos clubes na América Latina e as oportunidades para brasileiros

Mauro Cezar Pereira
por José Colagrossi*

Ao longo das décadas, o futebol brasileiro tem reinado absoluto na América Latina em termos de campeonatos mundiais da seleção, jogadores que se tornaram ídolos globais, e em fama e tradição. Além disso, temos o maior número de torcedores (percentual e absoluto) e somos o principal mercado consumidor do esporte na região.

Temos estádios modernos, campeonatos organizados e grande número de jogos transmitidos na televisão aberta, por assinatura e em pacotes especiais, como o pay per view. Embora muitos campeonatos estaduais estejam precisando de um novo modelo de competição para voltar a atrair a atenção dos torcedores, o Brasileirão, a Copa do Brasil, a Libertadores, a Copa do Nordeste, e mesmo a Sul-Americana despertam grande interesse dos torcedores. Isso sem falar da seleção brasileira, que mesmo sem ganhar o hexa na Rússia, voltou a engajar os brasileiros desde a chegada de Tite.

O Campeonato Brasileiro é o preferido e os Estaduais têm menos prestígio com o torcedor
O Campeonato Brasileiro é o preferido e os Estaduais têm menos prestígio com o torcedor .


Q: De acordo com esta lista, quais campeonatos de futebol você mais se interessa ou acompanha? (Resposta múltipla entre mais de 30 torneios nacionais, internacionais e continentais de clubes e seleções, das diversas modalidades)

Portanto, somos mesmo o país do futebol e reinamos absolutos no continente, certo? Errado, se o critério de comparação for o patrocínio nas camisas dos clubes de futebol.
Um levantamento recente do IBOPE Repucom nos principais países da América Latina mostra que Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela e México tem uma maior diversificação
de patrocinadores de camisa, assim como a presença mais relevante de marcas globais em comparação ao futebol brasileiro.
Vamos aos fatos:
1 – Nenhuma das principais marcas presentes nos uniformes dos maiores clubes da América Latina investe no futebol brasileiro atualmente.
2 – Observamos segmentos de peso que investem nos demais países da América Latina e não no Brasil, como Companhias Aéreas, Bebidas Alcoólicas, Eletrodomésticos, Farmacêutica e Postos de Combustíveis.
3 – ATUAM LÁ, MAS NÃO AQUI > Outras marcas com relevância global e de segmentos fortes que não atuam no Brasil (em patrocínio de uniforme):
• BEBIDAS NÃO ALCOÓLICAS (Coca-Cola, Pepsi, Gatorade)
• AUTOMOTIVO (Chevrolet, Toyota, Nissan, Kia, Suzuki, Bridgestone)
• COMPANHIAS AÉREAS (Qatar Airways)
• SUPLEMENTO ALIMENTAR (Herbalife)
4 – ATUAM AQUI, MAS NÃO LÁ > O mercado brasileiro também possui suas peculiaridades com patrocinadores de segmentos que não atuam nos demais países da América Latina como:
• TRANSPORTE POR APLICATIVOS (Uber)
• GAMES (Konami),
• BUSCADORES ON-LINE (Zoom)
• HOTELARIA (Laghetto).
5 – BRASIL É O PÁIS QUE MAIS POSSUI EMPRESAS DO SETOR FINANCEIRO COMO PATROCINADOR - O setor financeiro, tão forte no patrocínio nas camisas dos clubes brasileiros (9 empresas patrocinam 19 clubes diferentes), também se destaca, porém com intensidade muito menor, em outros dois países da América Latina. Na Argentina, com Banco Ciudad (Independiente e Racing) e BBVA (River Plate) e no Uruguai com BBVA (Nacional) e Redpagos (Peñarol).

Caixa Econômica Federal tem grande peso nos patrocínios de camisa dos clubes brasileiros
Caixa Econômica Federal tem grande peso nos patrocínios de camisa dos clubes brasileiros .

As perguntas que não querem se calar após a leitura dos dados são:

- Por que marcas tão importantes no país, como Coca Cola, McDonald's, Pepsi e Toyota, apenas para citar algumas, investem no futebol de outros países latino-americanos, mas não no Brasil?
- Por que algumas destas marcas investiram no futebol brasileiro no passado, como Coca Cola, Pepsi, Kia, Samsung e Huawei saíram e nunca mais voltaram?
- O que o futebol destes países oferece a esses patrocinadores que o nosso futebol não oferece?
Através de dezenas de conversas com patrocinadores entendi que as razões são muitas e diferentes, além de não serem comuns a todos eles. Entretanto, posso afirmar que os motivos mais comuns são: o legado de arrogância dos gestores do esporte vindo de décadas passadas; a falta de profissionalismo; a inflação no preço dos patrocínios que precedeu 2014; e a crise de credibilidade tanto esportiva quanto na gestão do esporte logo após 2014.
Certamente, as razões acima conspiraram - e muito - contra o esporte que representa a maior paixão nacional. E, inevitavelmente, afastaram muitos patrocinadores. Tenho, entretanto, uma visão positiva em relação ao futuro do futebol brasileiro. Primeiro, vejo um esforço real de profissionalização, eficiência e transparência no esporte como um todo. Se comparado a 2011, quando iniciamos as nossas operações no Brasil, posso afirmar sem qualquer hesitação que a gestão do futebol no país (como um todo) melhorou e muito. Clubes, federações, agências, e patrocinadores, todos hoje possuem operações muito mais eficientes do que há 5 anos.
Felizmente, um verdadeiro choque de gestão toma conta do esporte, porém a velocidade da busca pela eficiência não é a mesma para todos. Como uma corrida de maratona onde todos largam juntos, mas no meio da prova existem uns poucos líderes que estão à frente de todos, um pelotão intermediário formado pela maioria e alguns poucos retardatários que vão mais lentamente. Todos correndo na mesma direção.
Pessoalmente, vejo o fato de tantos patrocinadores importantes investirem no futebol latino americano (e não no futebol brasileiro), não como um testamento do estado do nosso futebol, mas sim como uma excelente oportunidade. Afinal, ninguém melhor do que o IBOPE Repucom, com anos de experiência analisando o marketing esportivo, para atestar que patrocinar o futebol no Brasil é um ótimo negócio. Para aproveitar essa oportunidade, clubes e federações devem ser proativos, oferecendo às marcas um projeto de patrocínio que seja atraente. Patrocínio não se pede, se conquista, e nada melhor do que ter um projeto de patrocínio que efetivamente chame a atenção do patrocinador.
Algumas dicas de como estes projetos devem ser organizados:
1) Patrocínio esportivo não é gasto, mas sim investimento. E como tal, deve oferecer um retorno aceitável ao patrocinador. Fotos coloridas com “a sua marca aqui” apenas ilustram a colocação da marca. Um projeto de patrocínio deve, necessariamente, ter projeções de retorno mensuráveis e de credibilidade, assim como o detalhamento dos benefícios tangíveis e intangíveis.
2) Patrocínio esportivo não é Billboard. Futebol é paixão e um dos benefícios mais impactantes do patrocínio em futebol é a apropriação desta paixão pelas marcas. Portanto, torna-se fundamental aproximar as marcas dos torcedores do time. No fundo, o que as marcas querem é tornar os torcedores do time em torcedores da marca.
3) Patrocínio esportivo sem ações de ativação fracassam 9 em cada 10 vezes. E não é obrigação exclusiva do patrocinador ativar o patrocínio. O patrocinado tem tanto, senão mais, interesse no sucesso do patrocínio e deve exigir, contratualmente, para que o mesmo seja ativado tanto nas mídias sociais quanto em forma de hospitalidade e experiência. Neste sentido, apresento abaixo as ativações de maior impacto em futebol dos últimos 3 anos.

Há espaços que podem proporcionar novas e boas oportunidades de patrocínio
Há espaços que podem proporcionar novas e boas oportunidades de patrocínio .

4) Patrocinador é um parceiro e, como toda parceria de sucesso, o clube deve ser se esforçar para que a parceria seja boa para ambos os lados. Coloque-se no lado do patrocinador e se pergunte, o tempo todo, se você estaria satisfeito se fosse o patrocinador. Essa inquietude permanente só gera atitudes positivas.
5) Na maioria dos patrocínios esportivos que fracassaram não houve alinhamento prévio das expectativas entre o patrocinador e patrocinado. Por exemplo, “aumentar as vendas” não pode ser um objetivo formal porque depende de uma infinidade de fatores alheios ao patrocínio. Ou “melhorar a imagem da marca” pode ser um objetivo impossível de ser mensurado se não forem feitas pesquisas previamente e posteriormente ao patrocínio para mensurar o impacto. E mesmo assim pode ser que a imagem da marca seja afetada por fatores alheios ao patrocínio. Portanto, torna-se fundamental a definição formal e prévia do que o patrocinador espera do patrocínio e que essa expectativa reúna 5 condições fundamentais:
a. Seja específica ao patrocínio.
b. Seja mensurável.
c. Seja atingível.
d. Seja relevante ao patrocínio.
e. Ocorra dentro do prazo do patrocínio.
Finalmente, a decisão de dizer “não” ao patrocínio sempre é muito mais fácil do que a de dizer “sim”. Principalmente nos dias de hoje em que a economia não ajuda e o escrutínio em torno do patrocínio esportivo nunca esteve tão grande. Portanto, é obrigação de quem busca o patrocinador apresentar um projeto profissional, com clara definição de papéis e responsabilidades, com projeção científica do retorno e detalhamento das ativações para que a decisão de fazer o investimento seja lógica e fácil.
A constatação de que diversas empresas globais com forte atuação no Brasil patrocinam futebol na América Latina, mas não no Brasil, traz uma inevitável preocupação. As causas disso são conhecidas. Todos sabemos que nosso futebol atravessou um período muito difícil pós 2014, dentro e fora do campo. Mas nosso futebol sobreviveu, em grande parte pela força da paixão dos torcedores. A crise criou a necessidade de uma melhor gestão e andamos para frente nos últimos anos. Mas muito ainda precisa ser feito para que nosso futebol alcance um patamar de prestigio, competitividade, organização e eficiência que atraia de volta todas as marcas que um dia orgulhosamente apresentaram seus logos nas camisas dos nossos times.

* diretor executivo do IBOPE Repucom

[]

José Colagrossi COO da Kantar Sports e Diretor Executivo do IBOPE Repucom Jose.Colagrossi@kantaribopemedia.com Twitter: @JColagrossiNeto

No Portal IBOPE Repucom: http://www.iboperepucom.com/br/artigos/porque_nao_aqui_analise_america_latina
Fonte: IBOPE REPUCOM – Latam Landscape 2018
Principais patrocinadores de uniforme dos 20 clubes da Série A do campeonato brasileiro e dos principais clubes de Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela e México.
Fonte: IBOPE Repucom – DNA Torcedor – 2017
Pesquisa com abrangência nacional, com objetivo de mapear o tamanho, perfil, hábitos e preferências das torcidas do futebol brasileiro.
Universo: população brasileira com 16 anos ou mais, totalizando 159,7 milhões de indivíduos;
Amostra: 6.006 entrevistas, realizadas em três ondas nos meses de junho, julho e agosto de 2017;
Q: De acordo com esta lista, quais campeonatos de futebol você mais se interessa ou acompanha?
(Resposta múltipla entre mais de 30 torneios nacionais, internacionais e continentais de clubes e seleções, das diversas modalidades)

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Bandeira já é o presidente com mais fracassos internacionais na história do Fla. E pode ampliar essa marca

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN
O presidente do Flamengo acompanha coletiva do técnico Maurício Barbieri após a derrota pra o Cruzeiro
O presidente do Flamengo acompanha coletiva do técnico Maurício Barbieri após a derrota pra o Cruzeiro .


Se o Flamengo não vencer o Cruzeiro por dois ou três gols de diferença, dia 29 de agosto, em Belo Horizonte, deixará a Copa Libertadores da América. Seria o quinto revés internacional em seis anos de Eduardo Bandeira de Mello na presidência — dois mandatos de três anos, eleito em 2012 e reeleito em 2015.

Ele já é o ocupante do cargo que coleciona mais fracassos nas competições da Conmebol em toda a história do clube. Nos seis anos anteriores à sua chegada ao poder, os rubro-negros amargaram seis fracassos em certames da Confederação Sul-americana, mas com três presidentes diferentes. Confira:

Com Márcio Braga na presidência:
* 2007: desclassificado pelo uruguaio Defensor nas oitavas-de-final da Copa Libertadores (0-3 e 2-0)
* 2008: eliminado na mesma fase pelo América do México, em 2008 (4-2 e 0-3)

Com Delair Dumbrosck na presidência:
* 2009: eliminado pelo Fluminense da Copa Sul-americana devido ao critério do gol fora de casa (0-0 e 1-1)

Com Patrícia Amorim na presidência:
* 2010: eliminado da Libertadores pela Universidad de Chile (2 a 3 e 2 a 1) nas quartas-de-final
* 2011: novamente a Universidad de Chile, daquela vez pela Sul-americana: derrota por 4 a 0 no Engenhão e pelo placar de 1 a 0 em Santiago.
* 2012: eliminado da Libertadores na fase de grupos, mesmo vencendo o Lanús no Engenhão — o Emelec avançou.


Se os cruzeirenses confirmarem a classificação no Mineirão, a atual gestão irá superar sua própria marca negativa, como a que mais eliminações internacionais concentrou na história do clube.  Abaixo, a lista dos reveses flamenguistas com Bandeira na presidência.

* 2014 - derrotado pelo León, do México, e eliminado na fase de grupos da Copa Libertadores no Maracanã (2-3).
* 2016 - eliminado da Copa Sul-americana pelo Palestino, do Chile (1-0 e 1-2).
* 2017 - eliminado na fase de grupos da Libertadores após ao perder para o San Lorenzo, na Argentina (2-1).
* 2017 - perdeu a final da Sul-americana para o Independiente ao empatar no Maracanã (1-1), após derrota na Argentina (2-1).

Alguém dirá que essas derrotas só aconteceram porque o clube passou a frequentar as competições internacionais. É fato. Mas isso já vinha ocorrendo antes da chegada do atual presidente ao cargo.  Sim, o Flamengo se classificava para esses certames em meio ao caos financeiro e pífia estrutura, mas hoje o cenário é totalmente diferente. Fazer melhor deveria ser encarado como obrigação pelo torcedor, mas há muitos que convivem bem com o fracasso.

Também não há como negar que participando de cinco certames da Conmebol em seis temporadas, o Flamengo poderia conquistar pelo menos um troféu, ou evitar humilhações. Como deixar a Copa Sul-americana batido pelo pequeno Palestino, e ser despachado da Libertadores da América ainda na fase de grupos duas vezes em três participações. O DNA perdedor segue fortíssimo.

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Fortaleza de Rogério Ceni domina a Série B com posse de bola e apenas 9º orçamento

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN


Ao final do primeiro turno do Campeonato Brasileiro da Série B, o Fortaleza venceu o Coritiba por 2 a 1 e aparece na liderança. Posição que não perderá na primeira rodada do returno, pela vantagem sobre o vice, CSA (três pontos e duas vitórias a mais). E o time treinado por Rogério Ceni se impõe na segunda divisão com a pelota nos pés e muita troca de passes.

Tem a melhor defesa, o segundo melhor ataque, a maior posse de bola e o mais elevado número de passes trocados. É o segundo em quantidade de finalizações, mesma posição ocupada entre as defesas menos alvejadas pelos arremates dos adversários. O Fortaleza de Ceni é o segundo que menos perdeu e o que mais vitória colecionou nas 19 rodadas já realizadas.

Dono do maior saldo de gols, o elenco dirigido pelo ex-goleiro do São Paulo é apenas o nono em investimento, segundo o site especializado Transfermarkt.com. Goiás, CRB, Coritiba, Avaí, CSA, Figueirense, Londrina e Ponte Preta têm grupos de jogadores mais caros.

Fortaleza de Ceni na Série B*

1º em passes trocados - 412,1

1º em posse de bola - 56,9

1ª melhor defesa - 13 gols

1º em saldo de gols - 15

2º que mais tenta o drible - 4,5

2ª defesa menos alvejada - 3,4

2º que mais finaliza - 14,0

2º melhor ataque - 28 gols

4º que mais cruza - 25,7

4º em finalizações por gol - 9,5

6º em interceptações - 2,7

6º que mais recebe faltas - 16,9

7º em rebatidas - 30,3

18º em desarmes certos - 11,7

20º que mais comete faltas - 13,9

20º em lançamentos - 32,2

 * medias por jogo

Fonte: Footstats

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Grêmio campeão não foi obra iniciada por Scolari

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN



Na entrevista de reapresentação no Palmeiras, Luiz Felipe Scolari deu a entender que iniciou a montagem do atual Grêmio campeão. O técnico parece se ver como parte integrante na formação do time que ganhou Copa do Brasil, Libertadores, Recopa e Estadual. Um desavisado pode ter entendido que ele deixara a casa arrumada para Roger Machado quando este chegou.

Os fatos não comprovam a eventual tese. Felipão já havia largado o banco de reservas antes do apito final numa derrota em casa para o Veranópolis pelo Campeonato Gaúcho. E saiu de vez quando o Grêmio foi batido pelo Coritiba por 2 a 0, no Paraná. Abaixo, sua última escalação e a primeira de Roger, na estreia com empate ante o Goiás, em Goiânia.


Com ajuda do comentarista Cristiano Oliveira, da Rádio Guaíba, recuperamos as formações com os dois técnicos em 2015. Nas mãos de Scolari, Maicon foi meia, Roger imediatamente fez dele volante de vez, com sucesso. Marcelo Oliveira atuava no meio de campo, o novo treinador o puxou para a lateral-esquerda. Com Felipão foi testado até como zagueiro. Um fiasco na derrota para o Aimoré no Campeonato Estadual.

Logo Roger pôs Luan como "falso 9" e Douglas entrou no meio, saindo Mamute do ataque. E mais: o Grêmio deixou de ser o time assustado, abandonado pelo próprio técnico com bola rolando. Treinador que saiu de vez após 51 jogos, 26 vitórias, 12 empates e 13 derrotas, aproveitamento de 58,8%. Nos Grenais, Felipão tomou 2 a 0 e aplicou 4 a 1 pelo Brasileirão, encerrando jejum de nove clássicos sem vitória, mas perdeu o título do Gauchão para o Internacional.

Com o técnico da seleção na Copa do Mundo de 2014 à frente, o Grêmio estreou no Brasileiro de 2015 empatando em casa com a Ponte Preta: 3 a 3. Veio a derrota para o Coritiba e o adeus de Scolari. Roger estreou duas rodadas depois. Quando Felipão saiu o time vinha jogando mal e era 18º no campeonato. Seu substituto transformou o time e encerrou o certame na terceira posição, a um ponto do vice-líder, Atlético, e a 13 do campeão, Corinthians, de Tite.

Roger caiu após derrota para a Ponte: 3 a 0, em Campinas. Voltou o ídolo Renato Gaúcho Portaluppi, que estreou na derrota para o Atlético Paranaense, pela Copa do Brasil, com triunfo tricolor nos pênaltis. As diferenças entre o time final de Felipão eram grandes em relação à escalação inicial de Roger, mas as mudanças após a chegada de Renato e sua saída  foram bem menores (abaixo).

O último jogo de Roger, contra a Ponte Preta, e a estreia de Renato, frente ao Atlético-PR
O último jogo de Roger, contra a Ponte Preta, e a estreia de Renato, frente ao Atlético-PR Lineupbuilder

No último jogo do treinador que ficou no Grêmio entre 2015 e 2016, Jaílson foi um dos volantes por que Maicon não estava disponível. A volta dele, como a de Douglas, e a introdução de um centroavante (Henrique Almeida) foram as novidades de Renato, além de alteração no sistema de marcação. Ali, o mais importante, era um Grêmio diferente, de muita posse de bola, criado por Roger, aprimorado por Portaluppi.

Marcelo Grohe; Matías Rodríguez, Gabriel Silva, Rhodolfo e Marcelo Hermes; Araújo, Ramiro, Lincoln e Douglas; Barcos e Marcelo Moreno. Foi este o time inicial de Felipão na pré-temporada 2015, que ficou em 0 a 0 com o Gramadense no primeiro tempo. No segundo, quando entraram os jovens, o Grêmio fez 2 a 0,  mas foi vaiado, no jogo-treino que abriu o ano. O técnico se irritou com a imprensa, lembra o repórter Rafael Pfeiffer, da Rádio Guaíba, que cobriu o cotejo. Começou e acabou mal aquele período.

Os fatos mostram que Luiz Felipe Scolari não participou da montagem desse Grêmio vitorioso, campeão. Deixou o trabalho pelo caminho, sem alicerces, outros o construíram. Vejamos se conseguirá repetir no Palmeiras o que Roger e Renato fizeram no tricolor gaúcho.

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Palmeiras com primeiros sinais de Felipão e São Paulo contra o próprio 'veneno'

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

A chegada de Luiz Felipe Scolari ao Palmeiras teve impacto óbvio e imediato com a promoção do discutido Deyverson a titular ante o Bahia, pela Copa do Brasil. Ele não abre mão de um centroavante e seu auxiliar, Paulo Turra, que comanda a equipe até seu desembarque vindo de Portugal, obviamente o escalou de saída, algo absolutamente previsível em se tratando do técnico.

Jogando em casa, contra o Colón de Santa Fé, pela Copa Sul-americana, o São Paulo tinha um desafio pela frente. Dono da menor posse de bola do Campeonato Brasileiro e 19º no ranking de passes, o time de Diego Aguirre tem colecionado pontos com proposta de jogo que consiste em se fechar e sair velozmente. A bola é desnecessária na maior parte do tempo.

Ações com a bola do São Paulo na vitória sobre o Cruzeiro, com 47% de posse, e na derrota para o Colón, com 64%
Ações com a bola do São Paulo na vitória sobre o Cruzeiro, com 47% de posse, e na derrota para o Colón, com 64% TruMedia/ESPN

O Palmeiras fez 21 cruzamentos em Salvador, exatamente sua média na Série A. Mas acumulou 53 lançamentos, 13 acima dos 40 que costuma registrar no Brasileiro. Não mudou o comportamento nas bolas alçadas, mas cresceu a ligação direta para encurtar o caminho ao ataque. Estilo típico de Felipão, como a queda de 43% no número de passes tentados, de 404 no campeonato para 228 na Fonte Nova. Pela direita, Marcos Rocha foi o  mais acionado. 

Palmeiras nos 3 a 0 sobre o Bahia pela Série: 397 passes tentados contra 228 no empate em 0 a 0 pela Copa do Brasil
Palmeiras nos 3 a 0 sobre o Bahia pela Série: 397 passes tentados contra 228 no empate em 0 a 0 pela Copa do Brasil TruMedia/ESPN

Já o São Paulo de Aguirre, alcançou posse de bola rara sob seu comando na derrota para o Colón: 64%. Foram tentados 490 passes, com 37 cruzamentos e apenas 18 lançamentos. Na Série a posse é, na média, de 47%, com 324 passes por cotejo, 23 cruzamentos e 38 lançamentos, único item no qual houve redução. Motivo: os tricolores não puderam se fechar e usar a bola longa, pois a equipe argentina, retrancada, assumiu tal papel.

Com Scolari, o Palmeiras tende a ser cada vez mais um time de cruzamentos, a partir de laterais, inclusive, muita bola parada e conexão entre defesa e ataque sem que a bola passe pelo meio de campo. Nas rodadas próximas, ante Vasco, Sport e Chapecoense, o São Paulo de Aguirre possivelmente viverá situações mais próximas da encontrada na derrota em casa pela Copa Sul-americana do que nas visitas recentes a Flamengo, Grêmio e Cruzeiro.

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São Paulo de Aguirre 'gosta' menos da bola do que o Corinthians de Carille em 2017

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN
Mapas mostram diferença na quantidade de passes trocados por São Paulo e Grêmio no jogo de quinta-feira
Mapas mostram diferença na quantidade de passes trocados por São Paulo e Grêmio no jogo de quinta-feira TruMedia/ESPN


Entre os 20 participantes do Campeonato Brasileiro, o São Paulo é o segundo que menos "gosta" da bola. Só a Chapecoense, que entrou na zona do rebaixamento ao ser derrotada pelo Botafogo, troca menos passes do que o tricolor paulista. Os números são do Footstats.

Por jogo, o Grêmio de Renato Gaúcho Portaluppi, líder do ranking de passes tentados, soma, em média, 209 a mais do que a equipe de Diego Aguirre. O Atlético Paranaense, que vem caindo no quesito após a saída de Fernando Diniz, tem 202 passes a mais do que os são-paulinos, por peleja.

Na derrota da noite de quinta-feira, em Porto Alegre, o time do Morumbi trocou apenas 237 passes certos,  15% abaixo da média registrada nos 14 jogos anteriores.  Muito acima, os gremistas, com 483 passes completados, também não chegaram à sua marca comum na competição.

Diego Aguirre, treinador do São Paulo
Diego Aguirre, treinador do São Paulo Gazeta Press

Equivocadamente apontada como uma equipe que rejeitava a posse de bola em 2017, quando ergueu o troféu de campeão, o Corinthians de Fábio Carille trocava muito mais passes do que o São Paulo atual. Eram 463 após 15 rodadas, sendo que depois desse número de jogos o São Paulo registra 323. 

Ao final do certame, os corintianos lideraram o ranking de passes trocados em 2017, com média ainda mais alta, de 472 por cotejo.  A atual marca tricolor é superior apenas às de três times do ano passado, Chapecoense (301) e os rebaixados Avaí (306) e Coritiba (320).

Passes tentados*

Grêmio 532,5 (493,4)
Atlético-PR 525,6 (489,6)
Atlético-MG 481,1 (445,0)
Santos 448,6 (413,3)
Corinthians 439,3 (403,1)
Cruzeiro 421,1 (384,6)
Flamengo 414,9 (381,5)
Palmeiras 401,5 (361,0)
Internacional 397,3 (359,1)
Vasco 383,8 (346,0)
Ceará 377,7 (340,4)
Bahia 376,9 (338,4)
Sport 368,0 (330,0)
Botafogo 355,7 (321,7)
América 354,4 (313,5)
Fluminense 346,8 (308,7)
Paraná 345,3 (307,3)
Vitória 328,3 (288,0)
São Paulo 323,3 (281,5)
Chapecoense 312,2 (277,3)
Média geral: 396,73 (359,17)

* média por jogo. Entre parênteses os passes certos/completados
Fonte: Footstats

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São Paulo de Aguirre 'gosta' menos da bola do que o Corinthians de Carille em 2017

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Palmeiras descarta técnico estrangeiro. Demissão de Roger coloca em xeque teoria do 'planejamento perfeito'

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN
Roger Machado na apresentação do técnico no Palmeiras, em novembro de 2017
Roger Machado na apresentação do técnico no Palmeiras, em novembro de 2017 SERGIO BARZAGHI/Gazeta Press

Roger Machado foi demitido do Palmeiras após a derrota para o Fluminense. A conclusão dos dirigentes foi de que o trabalho não evoluía e, assim, era hora de mudanças. A dispensa de um treinador é algo rotineiro no futebol brasileiro, mas as condições de trabalho dadas neste caso, bem fora do padrão.

Os dirigentes descartam a possibilidade de contratar um técnico estrangeiro neste momento. Abel Braga, que era o nome favorito em 2017 após a saída de Cuca, já disse que só pretende voltar ao trabalho em 2019, o que desanimou os palmeirenses. Wesley Carvalho, do Sub-20, será o treinador interino.

Após deixar o Atlético em 20 de julho do ano passado, Roger decidiu que só voltaria ao mercado no começo de 2018, em início de temporada. E reafirmou sua posição quando uma pessoa o procurou perguntando se tinha interesse em assumir o Flamengo, em agosto, após Zé Ricardo deixar o time rubro-negro.

O Palmeiras já pensava nele em 2016, mas em meio ao processo eleitoral que levou Maurício Galiotte à presidência, o Galo foi mais rápido e fechou com Roger. O treinador acertaria com os alviverdes em novembro passado, quando foi apresentado com toda pompa para 2018.

Assim, ele teve tempo para avaliar o elenco, discutir mudanças com chegadas e partidas de jogadores, fez a pré-temporada e começou a montagem do time durante o Campeonato Estadual. Tudo com elenco farto, pelo menos dois atletas para cada posição, remuneração em dia e ótima estrutura.

Centro de Treinamentos (CT) remodelado,  estádio novo, várias opções para escalar a equipe, profissionais bem remunerados... Roger Machado teve nas mãos as condições que, em tese, são ideais para o bom desempenho de um técnico à frente de um elenco de futebol. Não deu certo.

A qualidade ficou aquém do esperado, mesmo após a parada para a disputa da Copa do Mundo. E houve a perda do título paulista no Allianz Parque repleto de palmeirenses após uma vitória na casa do Corinthians. Uma ferida profunda que não interrompeu o trabalho, sequer se falou em demissão à época.

Em teoria começar o trabalho no início de temporada é o ideal,  o que chamam de planejamento perfeito. Ainda mais com elenco amplo, salários sem atraso, CT e estádio em ótimas condições, torcida grande e muita mídia. Roger teve tudo isso no Palmeiras, que não teve um bom time com Roger.

É o segundo fracasso seguido do jovem treinador que antes remodelou a forma de jogar do Grêmio. Mesmo preso ao que, em geral, é considerado por muitos o cenário ideal, não deu certo. O futebol brasileiro é muito mais aleatório do que se imagina. E a teoria em questão representa menos do que imaginamos.

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Os números do badalado Militão

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

Éder Militão disputou 11 jogos pelo São Paulo neste Campeonato Brasileiro. Soma 712 ações com a bola, a maior parte no campo de defesa, no lado direito, já que embora zagueiro de origem, atua na lateral no time de Diego Aguirre.

As ações com a bola de Éder Militão no campeonato brasileiro de 2018
As ações com a bola de Éder Militão no campeonato brasileiro de 2018 TruMedia/ESPN

Nas raras idas ao ataque, finalizou nove vezes, duas no alvo, e fez um gol, no 1 a 1 com o Fluminense, no Maracanã. Tentou 385 passes, 293 fora completados (76% de acerto). Tem uma assistência e criou seis chances de gol.

Aa finalizações de Éder Militão nos seus 11 jogos pelo São Paulo pela Série A
Aa finalizações de Éder Militão nos seus 11 jogos pelo São Paulo pela Série A TruMedia/ESPN

Na defesa, Militão desarmou 30 vezes, deu 53 rebatidas e fez 23 interceptações. O são-paulino cometeu 19 faltas, sofreu 12, levou cinco vezes o cartão amarelo e não foi expulso no certame. Em 54 jogos viu o cartão vermelho uma vez, no 1 a 1 com o Vasco pelo Brasileiro de 2017.

O jogador de 20 anos vai para o Porto e o São Paulo embolsará R$ 26 milhões (veja vídeo acima). Além disso ficará com pelo menos 10% do valor de uma futura negociação do atleta com algum outro clube, algo muito provável, desde que vá bem, pelo perfil do clube português.

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O 'curioso' caso do centroavante que faz gols

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN
Onde Pedro finalizou nos jogos que disputou pelo Campeonato  Brasileiro de 2018
Onde Pedro finalizou nos jogos que disputou pelo Campeonato Brasileiro de 2018 TruMedia/ESPN

Em 12 jogos pelo Brasileiro, Pedro finalizou 29 vezes, 14 no alvo, e fez nove gols que representam mais da metade dos 17 até aqui marcados pelo Fluminense. Resultaram em 11 dos 18 pontos ganhos no certame. Foram dois cotejos sem pontuar nos sete em que ele marcou.

O camisa 9 de 21 anos, completados há pouco mais de um mês, também deu duas assistências e criou 11 chances. Mas será que esse rapaz faz o tão badalado trabalho tático? São dois desarmes e cinco rebatidas no campeonato. Nada tão expressivo, embora possa aprender.

De qual setor de campo Pedro arrematou nos 12 jogos que fez pela Série A em 2018
De qual setor de campo Pedro arrematou nos 12 jogos que fez pela Série A em 2018 TruMedia/ESPN

Nesses tempos estranhos nos quais há quem ache pouco relevante um centroavante não fazer gols se tiver predicados defensivos, Pedro é o artilheiro da Série A. Um goleador à moda antiga que deve incomodar os pretensos reinventores do futebol com suas curiosas teses.

Pedro nas redes rivais:
22/4 - 1-0 Cruzeiro - 3 pontos
29/4 - 1-1 São Paulo - 1 ponto
14/5 - 1-2 Botafogo - 0 ponto
26/5 - 3 a 1 Chapecoense (2 gols) - 3 pontos
10/6 - 2-5 Atlético-MG - 0 ponto
19/7 - 1-1 Vasco - 1 ponto
22/7 - 2-1 Sport (2 gols) - 3 pontos

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Ingressos para sócios de baixa renda a R$ 10 sem pagamento de mensalidade

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN
Figueirense lançou programa para dar acesso ao torcedor de baixa renda sem pagamento de mensalidade
Figueirense lançou programa para dar acesso ao torcedor de baixa renda sem pagamento de mensalidade Reprodução

Assim como o Internacional, que em 2017 lançou a modalidade de associado Popular, para colorados que ganham mensalmente de até dois salários mínimos, o Figueirense coloca em prática o Projeto Alvinegro Social. Ele é voltado a torcedores de baixa renda que desejam assistir às partidas no Orlando Scarpelli. Cadastrados poderão adquirir ingressos por R$10 para qualquer jogo na casa do alvinegro de Florianópolis. E sem pagamento de mensalidade.

O Projeto Alvinegro Social permite a adesão dos torcedores que comprovarem baixa renda, mediante cadastro feito na secretaria do clube, apresentando os comprovantes de renda e documentos de identidade oficiais com foto de todos os membros da família que residem no mesmo endereço. Para ingressar no programa é necessária renda de até um salário mínimo por pessoa que more naquela casa. Os que se encaixarem nessa situação estarão aptos.

Quem estiver no Cadastro Único do Governo Federal deve levar o comprovante de inscrição e os documentos de identidade para fazer parte.  “O Alvinegro Social foi lançado para atender essa demanda de torcedores de baixa renda, e o clube tem salientado isso desde quando o programa surgiu. O objetivo é possibilitar ao torcedor com menor poder aquisitivo de vir ao estádio. Pedimos que o venha e se cadastre. É simples e rápido”, assegura o gerente de marketing Fernando Kleimmann.

Aprovado, o torcedor receberá, gratuitamente, a carteirinha do programa. A venda de ingressos destinados ao projeto é exclusiva nas bilheterias do Orlando Scarpelli, e para adquiri-los é necessário apresentar a carteirinha e um documento de identidade com foto. O cadastro  é feito na secretaria do clube, exceto nos dias de jogos. Informações pelo (048) 3878-3956 ou no e-mail atendimento@figueirense.com.br.

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Calendário segue mutilando times no meio da temporada brasileira

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

Mauro: calendário diferente do exterior castiga ainda mais o futebol brasileiro - assista!


O Campeonato Brasileiro está de volta após 35 dias, e bem diferente. Times mutilados com saídas de atletas importantes, entre elas a do artilheiro do certame, Roger Guedes, então no Atlético Mineiro, que estava em segundo lugar ao lado do São  Paulo quando a Copa do Mundo chegou. 

Saíram ainda Arthur, revelação do Grêmio anteriormente vendido ao Barcelona, que a priori só o receberia em 2019, mas antecipou a apresentação do meio-campista. Os dois times se enfrentarão em Porto Alegre sem esses dois nomes, dos mais importantes em seus elencos há algumas semanas.

Assim como Flamengo e São Paulo irão a campo sem Vinícius Júnior e Cueva, respectivamente. O jovem atacante estava negociado com o Real Madrid desde o ano passado e, como no caso de Arthur, os espanhóis eliminaram as esperanças rubro-negras de que esticasse a permanência até dezembro. 

Balbuena, agora no West Ham, é a baixa da janela internacional de contratações no Corinthians. O campeão brasileiro também não terá mais Maycon, outro jovem que já estava negociado e foi para a Ucrânia. Do outro lado estará o Botafogo sem o técnico Alberto Valentim, que foi para a Arábia Saudita.

A sintonia entre o calendário do futebol brasileiro e o do exterior, em especial o europeu, vai, cada vez mais, se impondo como uma necessidade. Não se trata mais de gostarmos da ideia, ou não. Mas qual a diferença? Se a temporada começasse agora, os elencos não seriam mutilados no meio das competições.

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Seleção brasileira completará duas décadas sem vencer um grande em Copas do Mundo

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN
Ronaldo contra a Croácia, então mera coadjuvante, na vitória brasileira por 1 a 0 na Copa de 2006
Ronaldo contra a Croácia, então mera coadjuvante, na vitória brasileira por 1 a 0 na Copa de 2006 Arquivo

Desde a vitória sobre a Alemanha, na final de 2002, quando chegou ao quinto título mundial, a seleção brasileira não vence um grande adversário em pelejas válidas pelo certame. São quatro Copas do Mundo e 13 triunfos, mas nenhum deles sobre um rival realmente de peso. Assim, quando voltar ao gramado pela grande competição, no final de 2022, o Brasil estará há mais de duas décadas sem saborear vitória em cima de um grande adversário.

É verdade que em duas oportunidades o time canarinho bateu a Croácia, agora vice-campeã. Mas até então o selecionado da antiga Iugoslávia era mera coadjuvante. Tanto que em ambas as Copas, 2006 e 2014, foi eliminada na fase de grupos. E perdeu a chance de avançar, respectivamente, para Austrália e México, times apenas medianos. Inclusive os croatas foram adversários da estreia nas duas edições, e o primeiro jogo não costuma ser um "clássico".

Na Alemanha, a seleção de Carlos Alberto Parreira também derrotou os australianos, Japão e Gana. Com Dunga, na África do Sul, superou Coreia do Norte, Costa do Marfim e Chile. Em casa, com Luiz Felipe Scolari, bateu, além dos croatas, Camarões e Colômbia. Na Rússia, o time de Tite bateu Costa Rica, Sérvia e México. Nos duelos pesados, o Brasil foi derrotado cinco vezes, por França (2006), Holanda (2010 e 2014), Alemanha (2014) e Bélgica (2018).

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Os buracos na defesa que o México não aproveitou e por onde a Bélgica eliminou o Brasil

Mauro Cezar Pereira

A defesa do Brasil era tratada como quase intransponível até a eliminação da Copa do Mundo. A derrota para a Bélgica mostrou que aquela não era bem a realidade. Mas antes, na vitória sobre o México, pelo menos um lance já sinalizava para os espaços que poderiam ser aproveitados pelos adversários. Chegamos a falar a respeito no Linha de Passe da ESPN Brasil após os 2 a 0 da seleção brasileira sobre os astecas.

Gallardo tinha Louzado à esquerda e Chicharito pela direita, mas preferiu chutar e errou o alvo
Gallardo tinha Louzado à esquerda e Chicharito pela direita, mas preferiu chutar e errou o alvo Reprodução TV

Eram quatro minutos da etapa final quando Jesús Gallardo conduziu a bola com certa liberdade pela faixa central do campo. Tinha duas opções: Hirving Lozano, aberto pela esquerda, e, a melhor, Javier "Chicharito" Hernández, solto à sua direita. O atleta do Pumas optou pelo arremate de fora da área, mandou a bola longe da meta de Alisson e ouviu as queixas de seus companheiros, inconformados com o desperdício da jogada.

CLIQUE AQUI E VEJA O LANCE

A jogada do segundo gol belga: Lukaku tinha De Bruyne e Meunier livres para receber o passe
A jogada do segundo gol belga: Lukaku tinha De Bruyne e Meunier livres para receber o passe Reprodução TV

Foi um entre outros lances nos quais os homens do México não aproveitaram as oportunidades. Como os sérvios no cotejo anterior, quando tiveram dez minutos de domínio no começo do segundo tempo. Naquele período finalizaram três vezes de dentro da área — numa delas Thiago Silva impediu o tento de Mitrovic.  E se em seguida o zagueiro ampliou o placar, ante os mexicanos Neymar fez 1 a 0 no ataque logo após o lance desperdiçado por Gallardo.

Quatro jogadores do Brasil não fecharam o caminho entre De Bruyne e a meta de Alisson: 2 a 0
Quatro jogadores do Brasil não fecharam o caminho entre De Bruyne e a meta de Alisson: 2 a 0 Reprodução TV

Contra a Bélgica o cenário se repetiu. Com uma óbvia diferença: a qualidade do adversário. Evidentemente os jogadores belgas são bem superiores aos dos quatro times que o Brasil enfrentou antes. Foi assim que Lukaku, ao contrário de Gallardo, colocou nos pés de De Bruyne a bola macia que Chicharito e Lozano esperavam receber quatro dias antes.

CLIQUE AQUI E VEJA O LANCE

A robustez da retaguarda brasileira não era a imaginada. Detalhes que os rivais nitidamente notaram, tanto que exploraram os caminhos. Tite e sua equipe perceberam e não conseguiram corrigir? Ou simplesmente descansaram, confiantes, seguros, em meio aos elogios rasgados à defesa canarinho? Tarde demais para 2018, é claro. Mas vale a reflexão para duelos futuros. 

Para seguir pelas redes sociais:

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Basta de passadas de pano na seleção. Tite poderia, e deveria, fazer mais

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN



Defendi  a permanência de Tite no comando da seleção antes do jogo Brasil 2 x 0 Sérvia, independentemente de sua equipe ser eliminada, ou não, naquela ocasião. Não mudei de ideia. Que tenha um ciclo inteiro de Copa do Mundo. Certamente o treinador extrairá lições de sua experiência russa.

Obviamente o time da CBF melhorou com a chegada do ex-corintiano. Esperavam o que depois do desastre capitaneado pela dupla Scolari-Parreira em 2014, seguido por Dunga II - A Missão? Ora bolas, melhorou e não poderia ser diferente, mas é evidente que não foi o bastante. O Brasil saiu do Mundial duas fases antes do fim! Não foi um desastre, claro, tampouco o bastante.

Um dos problemas dessa seleção foi a veneração de  muitos pelo personagem messiânico construído. Faltaram contestações, sobraram explicações e justificativa para todas as escolhas do técnico. Até centroavante que não faz gol, não dá assistência, não decide, virou "fundamental".

Com tantos assessores, o Tite's Team e suas tolas expressões, como "homem terminal", seguiu agarrado às tais convicções. As mesmas que fizeram de Paulinho, Gabriel Jesus e Willian intocáveis, que levaram Taison e Fred para passear na Rússia, que transformaram Fágner (incrível) em titular.

Que reflita sobre elas, pois assim as chances de crescimento do treinador serão maiores. Lições da Copa, ensinamentos do futebol que Tite não deve ignorar, pois, a priori, os passadores de pano parecem dispostos e decididos a continuar lustrando a derrota. 


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Saiba mais sobre o holandês vice-campeão mundial que o Flamengo tenta contratar

Mauro Cezar Pereira

Ryan Babel, 31 anos, continua na mira do Flamengo. Bruno Spindel, CEO do clube, seguiu na semana passada para a Turquia com o objetivo de tentar sua contratação e eventualmente tratar de outros nomes durante a viagem. O holandês de 31 anos defende o Besiktas, um dos três maiores clubes turcos.   

O jogador foi mapeado pelo Centro de Inteligência e Mercado rubro-negro. A busca é por bons nomes que estejam disponíveis, mas que não demandem investimento muito elevado. Nos dois últimos anos o clube carioca trouxe da Turquia o meia Diego, do Fenerbahce, sem multa, e o zagueiro Rhodolfo, pagando cerca de R$ 4 milhões justamente ao Besiktas.   

O posicionamento de Ryan Babel nos sete jogos pela Champions League em 2017/2018
O posicionamento de Ryan Babel nos sete jogos pela Champions League em 2017/2018 TruMedia/ESPN

"Babel fez grande temporada no Besiktas, com grande energia pela ponta esquerda, marcando gols e dando assistências. É também um jogador-chave para eles", disse ao blog o jornalista turco Loran Vayloyan. Ele acrescenta que o atacante tem mais um ano de contrato e ganha € 2,5 milhões anuais (cerca de R$ 9,7 milhões, o que significa um custo mensal de aproximadamente R$ 800 mil). "O ponto é que o Besiktas tem problemas financeiras e por isso deseja vende-lo", destaca. 

As finalizações e os gols de Ryan Babel nos sete jogos pela Champions League em 2017/2018
As finalizações e os gols de Ryan Babel nos sete jogos pela Champions League em 2017/2018 TruMedia/ESPN

Ele completará 32 anos em 19 de dezembro, surgiu no Ajax em 2005 e voltou por uma temporada ao clube de Amsterdã em 2012 após quatro anos no Liverpool e três no Hoffenheim. Fez 30 jogos com a camisa do Besiktas no último campeonato turco, 30 como titular, jogando os 90 minutos em 25. Em 2.685 minutos assinalou 13 gols, alcançando sua melhor marca de sua carreira numa liga nacional.  

O ponta fez, ainda, uma peleja pela Copa da Turquia na temporada. Já na Liga dos Campeões foram 555 minutos em ação e dois tentos em sete aparições, seis desde o início. Entre 2017 e 2018 atuou sete vezes pela Holanda, seis como titular, com dois gols pela seleção. Em 13 anos com a camisa laranja, Babel marcou oito vezes. Ele é veloz, joga aberto pela esquerda e chuta forte. Jogador ofensivo, tem 1,85 metro de altura e pesa 85 quilos. 

Ryan Babel chegou ao Besiktas sem custo em janeiro de 2017, proveniente do Deportivo La Coruña. Foi vice-campeão do mundo na Copa de 2010, na África do Sul, e também esteve no Mundial de 2006, na Alemanha. No Besiktas ele atua com três brasileiros, Adriano, lateral/meia-esquerda ex-Barcelona; Anderson Talisca e Vágner Love. 

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Responsáveis por metade das finalizações do Brasil, Neymar e Coutinho arrematam mais do que 5 seleções

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN
As 57 finalizações do Brasil nos três jogos da fase de grupos da Copa do Mundo de 2018
As 57 finalizações do Brasil nos três jogos da fase de grupos da Copa do Mundo de 2018 TruMedia/ESPN

Neymar finalizou 16 vezes na Copa do Mundo. Fez um gol. Philippe Coutinho arrematou 12, mandando a bola nas redes em duas oportunidades. Os dois são responsáveis por nada menos que 49,12% dos tiros desferidos pela seleção brasileira contra os goleiros adversários.

As 16 finalizações de Neymar, que marcou um gol, nos primeiros três jogos do Brasil no Mundial da Rússia
As 16 finalizações de Neymar, que marcou um gol, nos primeiros três jogos do Brasil no Mundial da Rússia TruMedia/ESPN

E ambos estão pendurados com o cartão amarelo, uma advertência contra o México significaria a suspensão para as quartas-de-final, desde que o Brasil se classifique, naturalmente. Outro em tal situação é o volante Casemiro, segundo maior passador do time, atrás apenas de Coutinho.

Os 12 arremates de Philippe Coutinho na fase de grupos da Copa do Mundo pelo Brasil
Os 12 arremates de Philippe Coutinho na fase de grupos da Copa do Mundo pelo Brasil TruMedia/ESPN

A quantidade de finalizações da dupla é expressiva. O Brasil é, entre as equipes vivas no Mundial, a que mais arrematou até aqui, 57. Apenas a eliminada Alemanha tentou mais (72). O México foi o sexto na fase de grupos com 46.


Coutinho e Neymar arremataram tantas vezes quanto o time inteiro da Rússia: 28. Os dois têm mais tiros contra os arqueiros rivais do que Costa Rica (27), Colômbia (25), Panamá (24), Irã (23) e Dinamarca (23).

Finalizações*
Neymar 16 (8) - 1 gol
P. Coutinho 12 (4) - 2 gols
Thiago Silva 5 (1) 1 - 1 gol
Casemiro 4 (2)
Gabriel Jesus 4 (0)
Marcelo 3 (1)
R. Firmino 3 (1)
Willian 3 (0)
Paulinho 2 (1) - 1 gol
Fernandinho 2 (0)
Filipe Luís 1 (1)
Miranda 1 (0)
R. Augusto 1 (0)
* entre parênteses o número de arremates na direção do gol

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Debate sobre o uso do vídeo no futebol é necessário e precisa amadurecer

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

  

Desarme limpo com mudança de direção da bola. Árbitro ruim dá pênalti. Com VAR ele dá sabendo que pode limpar a sujeira graças ao vídeo. Nada contra o uso da tecnologia, tudo contra a visão maniqueísta e a fuga do debate, vital para que façam ajustes. O uso exagerado do recurso é um deles. 

O lance entre Sánchez e Mané, de marcação anulada via VAR, em Senegal 0 x 1 Colômbia significou o terceiro pênalti cancelado nesta Copa do Mundo, registra o Data ESPN. Agora já são 24 penalidades máximas na Rússia (um recorde nos Mundiais), sendo nove assinalados com a ajuda do árbitro de vídeo. Nem todos certos, muitos com grande polêmica. 

O problema maior é a utilização descontrolada do recurso. Tem juiz que, com ou sem dúvida, marca e interrompe o jogo para mudar de ideia após ver o vídeo, se for o caso. Sim, esse é o propósito da introdução da tecnologia no futebol, mas os apitadores logo a adotaram como muleta, algo péssimo. 

Há outros pontos, como o uso da câmera lenta, que dramatiza lances e pode induzir a pessoa a entender uma disputa viril, mas limpa, como tentativa de amputação da perna do oponente. Além disso, só alguns dos 13 ângulos disponíveis são exibidos para os árbitros. A escolha também pode influenciar a decisão (veja abaixo) quando o mediador vai até o monitor à beira do campo. 

O toque de Sánchez, primeiro na bola, é perceptível, algo que a imagem captada pelo lado contrário não mostra
O toque de Sánchez, primeiro na bola, é perceptível, algo que a imagem captada pelo lado contrário não mostra Reprodução TV

No caso de Senegal 0 x 1 Colômbia, mais motivos para criticar a incompetência do sérvio Milorad Mazic do que festejar o uso da tecnologia. Tais falhas vêm sendo disfarçadas pela festa dos "varzistas", que veem a novidade como o Santo Graal do futebol. Sim, aumentou a tolerância com juiz ruim. Esse é outro ponto. 

Incapacidade de árbitro fraco tem que ser destacada. Muitos estão exaltando o uso do vídeo sem notar que o recurso salva cada vez mais os incompetentes. Fica uma festa danada na linha: “Viu como eu tinha razão ao defender o VAR? Enquanto isso, apitadores seguem errando e usando vídeos como maquiagem. 

O recurso do vídeo chegou para ficar, mas precisa de ajustes e discussões menos infantis, sem Fla-Flua partir de experiências boas e ruins que proporciona. Os debates são fundamentais para que os responsáveis pelas mudanças no futebol não se acomodem com o quadro atual. E o que temos? Arbitragens cada vez piores, que agem sem medo de fazer besteira, como trapezistas com rede.  

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Debate sobre o uso do vídeo no futebol é necessário e precisa amadurecer

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Entre 12 mil e 15 mil empregos de jogadores de futebol desaparecem todos os anos no Brasil

Mauro Cezar Pereira
por Luis Filipe Chateaubriand*
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Quando o Bom Senso Futebol Clube foi criado, fui convidado pelo seu mentor, o jogador de futebol Paulo André, para colaborar na estruturação da proposta do movimento a respeito do calendário do futebol brasileiro. O primeiro diagnóstico que fiz para o grupo foi muito claro: no futebol brasileiro, clubes grandes jogam demais, clubes pequenos jogam de menos.

Sobre o fato dos clubes pequenos jogarem de menos, foi adiante: fiz um estudo, para o movimento, mostrando que, ao final dos campeonatos estaduais, entre 12 mil e 15 mil jogadores ficam sem emprego. A metodologia para se chegar a estes números não foi difícil de ser pensada. Segue, abaixo:

a) O futebol brasileiro tinha, em 2014, cerca de 700 clubes que disputavam campeonatos estaduais, em suas diversas divisões (683 clubes, para ser mais preciso, em levantamento que fiz na época).

b) Apenas 100 deles jogavam depois dos campeonatos estaduais: os 20 do Brasileiro Série A, os 20 do Brasileiro Série B, os 20 do Brasileiro Série C e os 40 do Brasileiro da Série D (hoje são 68 na Série D, mas, na época, eram 40).

 c) Portanto, 600 clubes que jogaram os campeonatos estaduais ficavam sem atividades depois destes.

 d) Se cada clube desses 600 fosse ter 20 jogadores no elenco, seriam 12 mil empregos de jogador de futebol que se encerrariam.

 e) Se cada clube desses 600 clubes fosse ter 25 jogadores no elenco, seriam 15 mil empregos de jogador de futebol que se encerrariam. 

 A partir desse diagnóstico, eu, Paulo André, Eduardo Conde Tega, da Universidade do Futebol, e outros colaboradores, engendramos a proposta de calendário do grupo, que visava, além de reduzir o número de partidas dos grandes clubes, propiciar às centenas de pequenos clubes jogos ao longo de toda a temporada, para se evitar tal impacto de desemprego estrutural, ceifando empregos diretos e indiretos – algo que também sempre propus em meus livros e artigos a respeito.

Para a nossa surpresa, exatamente a maior reação a isso partiu... dos pequenos clubes! Eles não querem jogar a temporada inteira, mas sim jogar apenas três meses, para embolsar o dinheiro que a Rede Globo de Televisão lhes paga pelos campeonatos estaduais e, depois disso, submergirem.

É vergonhoso, mas é real. Os gestores dos clubes pequenos, em seu comodismo, não querem refletir que atividades ao longo de toda a temporada geram maior visibilidade da marca e, portanto, possibilidade de patrocínios mais longos. Não querem refletir que, tendo atividades ao longo de toda a temporada, podem ter melhores possibilidades de comparecimento aos seus jogos e atratividade de televisão, mesmo que modesta em relação aos clubes grandes. Não querem refletir que, com atividades ao longo de toda a temporada, podem exibir melhor sua boas revelações, aumentando o potencial de cifras com negociações de direitos federativos.

O que os “cartolas” dos clubes pequenos querem é jogar três meses, embolsarem um dinheiro de televisão, e desaparecerem até a temporada seguinte. Lamentável, e prejudicial não só a eles, mas também aos clubes grandes, que, por conta disso, se veem atrelados a longuíssimos campeonatos estaduais e todas as mazelas daí decorrentes.

Assim, existe o potencial de se ter calendário ao longo da temporada inteira para 160 clubes, e olhe lá! O ideal de oferecer calendário ao longo de toda a temporada para centenas de clubes torna-se inviável, devido à miopia estratégica dos gestores dos clubes menores. É triste, gera desemprego, mas assim é.

Definitivamente, se pensa pequeno em nosso futebol. E, assim, esse vai definhando a olhos vistos. Em época de Copa do Mundo, é bom lembrar que 7 x 1 não é uma mera coincidência. 

 *Luis Filipe Chateaubriand é um estudioso e propositor acerca do calendário do futebol brasileiro

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Brasil de 2014 x Argentina de 2018. Imagine o encontro do pior possível entre os rivais

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN


Alemanha 7 a 1 e Croácia 3 a 0: patéticos times de Brasil e Argentina colecionando vexames em Mundiais
Alemanha 7 a 1 e Croácia 3 a 0: patéticos times de Brasil e Argentina colecionando vexames em Mundiais Reprodução

Pífio é pouco para definir a seleção que a Argentina levou a campo na Copa do Mundo. Um arremedo de time sem formação tática definida, com Jorge Sampaoli trabalhando na tentativa e erro em busca de formação que não conseguiu encontrar. Parece piada, mas com o outrora badalado ex-técnico do Chile, que levou o país a ganhar um título pela primeira vez na história (Copa América), a Albiceleste conseguiu piorar, piorar e piorar.

A escolha de Caballero como titular do gol argentino foi criticada desde sempre. Sem Romero, lesionado às vésperas do Mundial, era óbvio que Franco Armani deveria defender a meta, mas Sampaoli, inexplicavelmente, abriu mão do arqueiro do River Plate e apostou no reserva do Chelsea. Um desastre. Sua falha grotesca no primeiro gol da Croácia começou a afundar de vez o time. Então o treinador terminou o serviço.

Com mudanças alucinadas, o time torto se transformou num Frankstein. Meza virou volante/lateral, Dybala não tinha função, Messi corria para buscar a bola no campo de defesa, e a zaga... Bem, não havia zaga. E os croatas chegaram aos 3 a 0 sem esforço. O último gol lembrou os que a Alemanha fez no Brasil em 2014. Defesa argentina entregue como a de um time de pelada quando a brincadeira está no fim e um dos times já abriu boa vantagem no placar. 

Claudio “Chiqui” Tapia, presidente da Asociación del Fútbol Argentino (AFA) e sua mulher Paola Moyano
Claudio “Chiqui” Tapia, presidente da Asociación del Fútbol Argentino (AFA) e sua mulher Paola Moyano Reprodução

Presidente do minúsculo Barracas Central, da terceira divisão, Claudio “Chiqui” Tapia acumula o cargo com a presidência da Asociación del Fútbol Argentino (AFA). Sua mulher Paola Moyano, é filha de Hugo Moyano, que preside o Independiente e é o poderoso líder caminhoneiro do país.

Se você conheceu os mandatários da CBF dos últimos anos, perceberá que isso explica em parte como é possível que o futebol sul-americano tenha levado a Copas do Mundo seguidas suas principais seleções representadas por times tão patéticos. Com bons jogadores até, mas times sem conjunto, ridículos.

Fico imaginando como seria o duelo entre Brasil de 2014 x Argentina de 2018. Melhor não imaginar...


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