Descobridor de Alexis Sánchez leva Vizeu para a Itália e fala sobre os brasileiros e o mercado europeu

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

Silvio Lescovich já levou da América do Sul para a Europa uma série de jogadores, casos de Germán Denis, David Pizarro, Cristián Zapata, Mauricio Pinilla, Juan Guillermo Cuadrado, Mauricio Isla, Franco Vázquez, Roberto Pereyra, Alexis Sánchez e outros. Mas até poucas semanas não havia negociado um brasileiro com o futebol europeu. Felipe Vizeu, vendido à Udinese pelo Flamengo, foi o primeiro. O blog conversou com o agente de 69 anos, que fala sobre como o principal mercado da bola vê as diferenças entre os atletas nascidos no Brasil e em países vizinhos.


Silvio Lescovich (no destaque), com Felipe Vizeu e dirigentes da Udinese, na Itália
Silvio Lescovich (no destaque), com Felipe Vizeu e dirigentes da Udinese, na Itália Reprodução


Como construiu seu acesso aos clubes da Europa para levar tantos jogadores sul-americanos para lá?

Silvio Lescovich - Eu era ex-jogador da base do River Plate, mas não me profissionalizei, então tive a chance de instalar uma fábrica têxtil no Chile, onde fiquei. Mas o negócio não prosperou e comecei a procurar jogadores. Em 1998, descobri o David Pizarro (chileno que defendia o Santiago Wanderers), e em 1999 levei-o para a Udinese, um clube da família Pozzo. Também peguei argentinos como Roberto Sosa e Jiménez. Mas fui tentando no mercado chileno pelos valores mais baixos de seus jogadores. Então eu trouxe de Mendoza, Argentina, para o Audax Italiano, do Chile, o Franco di Santo, que mais tarde levei para o Chelsea. Em 2003 o Mauricio Pinilla saiu da Universidad de Chile para a Internazionale de Milão.

Qual dos mais importantes que você levou para a Europa?
Descobri aos 16 anos, em Tocopilla, uma pequena cidade no norte do Chile (nota do blog: a 1.530 quilômetros de Santiago e a menos de 500 quilômetros da fronteira com a Bolívia), Alexis Sánchez, que vendemos para a Udinese. Também levei à Europa Mauricio Isla, Matías Campos Toro, Charles Aránguiz, entre outros.

Qual é a nacionalidade sul-americana mais bem aceita na Europa, não só pela qualidade técnica, mas pelo comportamento e profissionalismo?
Os argentinos, pela sua capacidade de adaptação e forte convicção, o que os torna taticamente ideais para os treinadores.

Há resistência aos jogadores brasileiros devido ao fato de que muitos deles vão para o exterior e depois de alguns meses, dada a dificuldade de se adaptar, insistem em retornar ao futebol brasileiro, mesmo emprestados?
É difícil de generalizar. Houve alguns casos de jogadores famosos que tiveram dificuldade em se adaptar. Mas já fui informado por jogadores argentinos que em geral eles têm um relacionamento muito bom com seus companheiros de equipe brasileiros. Eu acredito que a questão climática também tem influência.

Em geral, como o jogador brasileiro é visto na Europa, em comparação ao atleta argentino ou uruguaio?
Se os valores são semelhantes, o brasileiro é visto como um grande investimento.

Os clubes brasileiros não costumam observar bem o mercado no continente, embora tenham mais condições financeiras do que a maioria dos vizinhos. Jogadores como Dybala e James Rodrigues não eram conhecidos aqui até serem negociados com clubes de Portugal e Itália. Por que isso acontece?
Com todo o devido respeito, acho que eles precisam de observadores como eu. Pessoalmente, planejo dedicar 90% do meu tempo para trazer jogadores brasileiros para a Itália, Inglaterra e Espanha.

Como você imagina que o mercado sul-americano será no futuro, agora que o Brasil passou a contratar mais estrangeiros na América do Sul?
Tudo está relacionado à observação para contratação. Por exemplo, na Argentina, não é apenas o Boca Juniors e o River Plate, há clubes muito menores onde há grandes jogadores a preços acessíveis. Também na Colômbia e no Uruguai. A questão está em se mover na hora certa e, claro, ter contatos. Além disso, nas ligas da América do Sul ocorre um outro fenômeno, uma vez que os torneios estão sendo preenchidos com jogadores consagrados que retornam da Europa.

Qual a diferença de Felipe Vizeu para outros jogadores brasileiros, já que ele é o primeiro nascido no Brasil que está levando ao futebol europeu?
Estou muito feliz por ter levado Felipe Vizeu para a Udinese, acho que será muito bom. Tem apenas 20 anos, ótimo físico e condições técnicas que, claro, devem ser melhoradas. E outro ponto importante: pode ser muito forte na cabeça.

Em que ele precisará amadurecer para ser um jogador de sucesso. Itália?
Necessita se adaptar à parte tática e ser um jogador de área, ele não vai precisar voltar 30 metros para procurar a bola.


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Mudança no blog

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

Caros, desde julho de 2008 escrevo meu blog no ESPN.com.br. A partir de fevereiro ele vai mudar, você não lerá mais meus textos por aqui, mas teremos novidades, o futebol continuará em pauta exatamente nesse espaço.

Feliz 2019 a todos.

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Candidato que ganhou, mas não levou, ainda crê em nova eleição no Vasco

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN


Escolhido pelos associados, Júlio Brant tinha tudo para se tornar presidente do Vasco da Gama. Mas no segundo turno da eleição, quando apenas os conselheiros puderam votar, Alexandre Campello foi o escolhido em meio a uma manobra política que envolveu o ex-presidente Eurico Miranda e aliados. A justiça já determinou a realização de novo pleito, mas uma liminar barrou a ida às urnas. O blog entrou em contato com Brant, que diz acreditar, ainda, em nova votação no começo de 2019.

Ouvi queixas de opositores a quem está no poder de que você raramente aparece em São Januário, que na recente votação do orçamento para 2019 estava na Europa e nem votou. O que diria a respeito?

Julio Brant: A minha ida a São Januário requer uma logística muito grande e alguns cuidados de segurança: hostilidade por parte de alguns pequenos grupos e grande apoio da maioria dos torcedores. Fui aos jogos importantes da Libertadores e do Campeonato Brasileiro e tive o apoio manifestado pela torcida ao gritar em peso meu nome, num claro sinal de que não quer a manutenção do que está hoje no clube. Sobre estar na Europa, minha vida profissional exige e isso acontece desde 2014, quando entrei pela primeira vez no Conselho do clube. Os acordos profissionais para reduzir carga de trabalho ficam para quando assumir o Vasco. 

Júlio Brant: 'Ida a São Januário requer logística muito grande e alguns cuidados de segurança'
Júlio Brant: 'Ida a São Januário requer logística muito grande e alguns cuidados de segurança' Reprodução

Como anda sua relação com a complexa política do clube?

A nossa base de conselheiros está indo a todas as reuniões e se mantém firme no propósito de mudar o Vasco. Esses que falam isso tentam desconstruir a imagem que representamos: a ameaça de mudar o status quo, as mesmas práticas de sempre, que levaram o clube a situação de hoje. 

Sobre a eleição, continuamos otimistas, respeitando a Justiça, sempre. Ela possui o seu ritmo. Nosso trabalho técnico e nas conversas tem sido incansável e sólido. O TJRJ tem dado sinais claros de entendimento e da necessidade de mudanças de algumas práticas na sociedade.

Ainda crê na realização da eleição em 2019?

Sim, estamos confiantes. A decisão deve sair em breve.

Quando acredita?

Em janeiro.  Se decidir favoravelmente teria que ser logo no início do ano.

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Defesa coloca Liverpool na liderança e empurra Manchester City para o 3º lugar na Premier League

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

A classificação do Campeonato Inglês de 2018/2019 após o primeiro turno, encerrado nesta quinta-feira
A classificação do Campeonato Inglês de 2018/2019 após o primeiro turno, encerrado nesta quinta-feira Reprodução

Nas últimas 11 rodadas da Premier League, de 33 pontos, o Liverpool acumulou 31. Nesse período, o Manchester City fez 24, sete a menos. Os times que na oitava rodada, quando houve empate no duelo entre os dois, estavam lado a lado, agora têm sete a separá-los. É o tamanho da vantagem dos Reds, reflexo das três derrotas sofridas pelos atuais campeões nas suas quatro últimas aparições.

Auba, Salah, Kane... A IN-SA-NA briga pela artilharia da Premier League. E aí, quem vai levar a melhor? Vote!

Como o Tottenham fez 27 em 33 disputados, saltou para o segundo lugar, empurrando os Citizens para o terceiro posto. A diferença entre as equipes está no desempenho das retaguardas. Se o City duelava com o Liverpool pelo melhor desempenho defensivo, hoje o cenário já é bem outro.


O líder tem incríveis sete gols em suas redes após um turno inteiro, 19 pelejas, enquanto os campeões de 2017/2018 somam 15. Na atual série de oito vitórias consecutivas, o time de vermelho levou apenas dois tentos! E é aí que mora a diferença na tabela de classificação.

Foram 156 finalizações contra a meta do Liverpool no 1º turno, 52 certas e apenas sete gols em 19 partidas: defesa
Foram 156 finalizações contra a meta do Liverpool no 1º turno, 52 certas e apenas sete gols em 19 partidas: defesa TruMedia/ESPN

Nesse trecho do campeonato inglês que marca a arrancada para a liderança, o Liverpool teve 31 finalizações contra sua meta e o Manchester City 32. Mas se o time de Pep Guardiola levou uma dúzia de gols, o de Jürgen Klopp foi buscar a pelota nas redes apenas quatro vezes nesses 11 cotejos.

Ou seja, os dois seguem como os que menos permitem arremates adversários contra eles, mas o Liverpool os detém quase todas as vezes, o City não mais. Já o ataque dos Citizens segue firme, é o melhor do certame — 51 gols contra 43 do Liverpool. Ambos têm 36 de saldo.

É lá atrás que o campeonato está sendo decidido. 

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Flamengo diz não a oferta por colombiano e deve seguir cauteloso nas tentativas de contratação

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN
Cardona comemora gol do Boca com Carlitos Tévez: os dois terminaram a Libertadores fora do time titular
Cardona comemora gol do Boca com Carlitos Tévez: os dois terminaram a Libertadores fora do time titular Reprodução TV

O meia Edwin Cardona, camisa 10 do Boca Juniors, foi oferecido ao Flamengo. O Monterrey, que detém os direitos sobre o colombiano, estipulou, em documento oficial, o valor de US$ 5,5 milhões (cerca de R$ 22,3 milhões) . Documento dos mexicanos datado de 17 de dezembro estipula, por um prazo de cinco dias, tal valor pelo atleta emprestado ao campeão argentino.

Ele esteve em 20 dos 27 jogos (titular em 19) que o time disputou no campeonato argentino encerrado no primeiro semestre, quando se tornou campeão. Na atual Superliga, participou de 11 jogos dos 13 que a equipe fez até aqui. Fez oito aparições na campanha que levou o Boca à decisão da Libertadores, mas perdeu espaço entre os titulares na reta final.

Área do campo por onde mais transitou e deu passes Edwin Cardona nas duas últimas temporadas, pelo Boca
Área do campo por onde mais transitou e deu passes Edwin Cardona nas duas últimas temporadas, pelo Boca TruMedia/ESPN


"Perdeu espaço porque o antigo treinador, Guillermo Barros Schelotto, utilizou um esquema ao qual não se adaptou, o 4-3-3. Cardona é um armador. Alguns também dizem que falta bom comportamento fora dos campos. Outro problema foi o seu físico, o ritmo da equipe de Schelotto obrigou-o a usar jogadores rápidos e Cardona não é assim. É um grande jogador, mas trabalha melhor na posição '10' clássico. A má notícia para ele é que o futebol de hoje exige pressionar constantemente o adversário e correr o jogo todo", analisa o repórter argentino Cristian Del Carril. "O treinador queria que ele trabalhasse como ponta, pelo lado do campo. Mas Cardona não estava ali para isso", acrescenta o jornalista Pablo Lejder.

Descartado o colombiano, o Flamengo procura jogadores que possam chegar ao elenco para ocupar suas posições, caso da lateral-direita. A ideia é contratar quem chegue para ser titular. Em meio à transição de Eduardo Bandeira de Mello para Rodolfo Landim na presidência, alguns negócios são levados adiante ou ficam pelo caminho. Bruno Spindel, que herdou de Fred Luz o cargo de CEO é personagem dessa transição. Ele deve seguir no clube, mas em nova função.

Nesse contexto, o atacante Bruno Henrique foi tentado, ainda na administração que está no fim, mas o último movimento foi de recuo do Santos, que não está mais disposto a negociar o atleta. Diego Ribas, caso demonstre interesse em ficar, receberá proposta que o colocará  um patamar abaixo do que ocupou ao chegar em 2016. O entendimento é de que o camisa 10, três anos mais velho, não entregou o que dele se esperava em campo.  Seu contrato termina na metade do próximo ano.

Quanto a Diego Alves, a disposição do jogador em permanecer, ou não, será vital para seu futuro. Tudo indica que o goleiro precisará recuar depois da confusão com Dorival Júnior , ex-técnico da equipe, que atingiu até o diretor Carlos Noval. Réver, por sua vez, exerceu cláusula firmada com os rubro-negros e o Internacional, quando de sua contratação. Ele tinha o direito de, no último ano de contrato, deixar o clube se recebesse proposta mais longa e não a cobrissem. O Atlético Mineiro acenou com um compromisso por três temporadas e os rubro-negros preferiram não igualar.

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Fluminense espera Fernando Diniz mais maduro, sem perder o elenco, para reformular o time em 2019

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN
Fernando Diniz, quando técnico do Athletico: profissional segue sob contrato com o clube paranaense
Fernando Diniz, quando técnico do Athletico: profissional segue sob contrato com o clube paranaense Gazeta

O Fluminense acertou com Fernando Diniz para 2019. Técnico do Athletico Paranaense no primeiro semestre de 2018, ele só não foi anunciado pelo tricolor para próxima temporada porque segue vinculado ao campeão do Paraná e da Copa Sul-americana.

Diniz deixou o comando do time profissional do Furacão após a 12ª rodada do Campeonato Brasileiro, durante a Copa do Mundo, mas não se desligou do clube paranaense. Ele seguiria como gestor das categorias atleticanas no ano que se aproxima.

Para contar com Fernando, o Fluminense lhe dará um aumento salarial, mas o treinador só poderá ir para o Rio de Janeiro assumir o comando do elenco após finalizar os tramites trabalhistas com o Athletico. Mas já existe o acordo feito entre clube carioca e o profissional.

Um receio dos dirigentes passa pela relação do treinador com os comandados. De forte temperamento, ele teria perdido o grupo durante sua passagem à frente do time rubro-negro. Confiante em sua capacidade, o Fluminense espera recebê-lo mais maduro e capaz de capitanear uma ampla reformulação.

A ideia é montar um novo time, na linha do que Diniz fez no Audax, vice-campeão paulista em  2016, e no próprio Furacão. Um aposta do Fluminense, onde Fernando atuou. Meio-campista, ele defendeu entre 2000 e 2003 o clube das Laranjeiras. Diniz fará 45 anos em março.

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Atlético-MG faz balanço de um 2018 com corte de custos e mira estádio como ponto da virada

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

O Atlético termina 2018 sem títulos, mas com a vaga na próxima Copa Libertadores, o que não deixa de ser positivo em meio às mudanças estabelecidas no clube. Especialmente o corte nos gastos a partir da chegada de Sérgio Sette Câmara à presidência. O blog conversou com o vice-presidente do Galo, Lásaro Cândido da Cunha, ex-diretor jurídico do Galo e conhecido da torcida por sua atuação na área.

Qual o balanço que fazes da situação do Atlético na parte jurídica após o primeiro ano de mandato do presidente?

Na parte jurídica demos sequência ao que já estamos fazendo desde 2009, qualificando melhor nossos contratos e controles. Temos hoje, por exemplo, um dos menores números de reclamações trabalhistas entre os clubes, algo em torno de 25 ações em curso. Todo  estoque.

O clube ainda está no ato trabalhista?

Saímos desde 2012. Seguramente, entre os clubes, o Atlético tem a melhor situação trabalhista. Ato trabalhista se justifica quando há descontrole de ações trabalhistas, há então necessidade de se ter uma unificação das causas para disciplinar os pagamentos, sem inviabilizar o clube. A liberação do Ato Trabalhista significa início de organização.

Lasaro da Cunha, vice-presidente do Atlético: livre do ato trabalhista e planejando estádio
Lasaro da Cunha, vice-presidente do Atlético: livre do ato trabalhista e planejando estádio arquivo



E nas finanças?

Na parte financeira, embora não atue diretamente na área, reduzimos nosso custo no futebol ao dispensar figurões (Fred, Robinho...) para investir em jogadores mais jovens etc. Mas o custo de dispensa de alguns jogadores (Felipe Santana, Roger Bernardo etc) atrapalhou, e ainda atrapalha, em menor escala; o custo financeiro do clube. Além do custo das dívidas antigas. Acho também que houve alguns erros da diretoria de futebol e instabilidade; demissões de técnicos, algo que temos de evitar para a próxima temporada. 

Como está a questão do estádio?

Há, por outro lado, a chance concreta do estádio ter o início das obras logo no começo de 2019. algo que pode ser a base de nossa estabilidade financeira. Teremos ao final um estádio quitado e com enormes possibilidades de futuramente com shows, eventos etc. E acolhimento ao torcedor nas diversas faixas de renda. 

E quanto ao futuro do Galo?

Sim, além disso, precisamos avançar para disciplinar melhor os limites de gastos para  gestões futuras do clube. 

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Abel Braga fala sobre o Santos e retorno ao Flamengo depois de 15 anos

Mauro Cezar Pereira
Por Alysson Rodrigues

O técnico Abel Braga e Renato Gaúcho são os mais lembrados nos clubes que buscam um novo treinador para 2019, já que a temporada no futebol brasileiro termina no dia 2 de dezembro. Em entrevista exclusiva ao jornalista Alysson Rodrigues , ‘Abelão’ repensa sobre possibilidade de treinar Santos: “Vamos esperar o campeonato acabar...” e desconversou sobre um retorno ao Flamengo, clube que dirigiu em 2004 e ganhou uma taça regional. 

Abel, que curte suas férias no Uruguai, relata “não estar preocupado com o tempo parado”. O treinador ainda relembra que já repetiu esses tempos sabáticos em saídas de Flamengo, Al-Jazira e Internacional.  O treinador comenta que não foi sondado por ninguém e quem deve falar se o procurou, é o clube e não ele. “Acho que seria supervalorização eu dizer algo do tipo, a equipe que tem de divulgar aos torcedores”.  

Quando relembrou da época que treinava o Flamengo, Abel ri e diz não ter comparação nem na brincadeira aquela equipe que tinha em mãos com a atual. “Aquele time tinha Júlio César, Felipe e Zinho, como destaques”. Esse Flamengo há 15 anos era formado por um corpo diretório de Márcio Braga (presidente), Júnior (diretor técnico), ex-jogador e ídolo; além de João Henrique Areias (marketing) e José Maria Sobrinho (diretor executivo). 

Abel Braga em ação durante a sua passagem pelo Flamengo, em 2004
Abel Braga em ação durante a sua passagem pelo Flamengo, em 2004 arquivo

O elenco que o técnico Abel Braga também contava com os experientes Fabiano Eller, Athirson, Roger Machado, Júnior Baiano, Fábio Baiano e Dimba.  Os cariocas tinham garotos da base bem conhecidos do fã de futebol completando o grupo. Casos de Ibson,  Jonatas, André Bahia, Vinicius Pacheco, Egídio, Andrezinho e Roger Guerreiro. 

A temporada para ‘Abelão’ parecia correr normalmente.  Ganhou o 1º turno do campeonato carioca por 3 a 2 ao enfrentar o Fluminense. E foi campeão estadual diante do Vasco fazendo o clássico dos milhões no Maracanã ao vencer os dois jogos.  O destaque foi o atacante Jean que fez três gols na partida final. 

Os cariocas sentiam confiança que aquele ano seria o fim do jejum de títulos nacionais de grande expressão que não vinha desde o campeonato brasileiro de 1992. A chance teve, mas o clube fracassou na final contra o Santo André.  Empate por 2 a 2 no antigo Palestra Itália e perdeu por 2 a 0 no Rio Janeiro. 

A queda de Abel Braga era iminente. E aconteceu depois da derrota para o Juventude, em Volta Redonda, por 1 a 0 e seguir lanterna do nacional, à época.  ‘Abelão’ comandou o time por 44 partidas. Foram 19 vitórias, 12 empates e 13 derrotas com aproveitamento de 52,2% de 70 gols marcados e 56 sofridos. Aquele ano os rubro-negros acabaram em 17° lugar em um torneio disputado por 24 times. 

Abel Braga reconhece que são poucos os jogos bons no Brasil e aponta problemas para isso. “É possível agregar desempenho com qualidade de jogo.  A questão é o calendário. Os estaduais precisam ser revistos. É necessário adequar. Treino 15 ou 16 dias para aguentar temporada de 70 ou 75 jogos. Um exemplo desse ano foi o Barbieri que tinha pressão de ganhar tudo. Felipão, por outro lado, logo que assumiu avisou que era impossível ganhar tudo. O resultado sempre fala mais alto. Diretor e torcedor não quer saber de desempenho. Querem resultado. Mas, é claro, se agregar ambos, 80% de chance de vitória, do que aqueles que jogam por uma bola”. 

Abel lembra sua passagem pelo Flamengo, então ainda distante de sua situação atual, com estrutura e CT
Abel lembra sua passagem pelo Flamengo, então ainda distante de sua situação atual, com estrutura e CT arquivo

O experiente e talento zagueiro quando jogava, Abel relacionou a pressão exercida sobre Barbieri no Flamengo pelos resultados e não pelo desempenho. Mesmo sendo o clube que rivaliza com o Palmeiras, como os mais ricos do país, os cariocas não gritam é campeão de torneio nacional desde 2013. Do brasileirão há quase uma década. Além das vexatórias campanhas na Libertadores.  

“O futebol é complexo. Eles (Flamengo) têm pecado muito num momento crucial, sendo eliminado em momentos importantes. Isso causa uma ansiedade muito grande. O torcedor do Flamengo se faz presente todo jogo. É um clube tudo certo, bem administrado financeiramente, mas na hora ‘H’ tem falhado em alguma coisa, no momento que necessita as coisas não acontecem”. 

“O grande parâmetro da atualidade é o Palmeiras. O clube paulista é qualificado e com um treinador bem gabaritado. Depois do 7 a 1 tentou- se denigrir a imagem dele (Scolari), mas o mesmo é fantástico. Não à toa que brigou por tudo na temporada”, comentou o técnico. 

Pelas incertezas vividas em Corinthians, São Paulo e Santos para 2019, o treinador revela um desejo antigo de vir a São Paulo, mas que não tem nada concreto. Parece que uma porta já se fechou, pois Fábio Carille está acertando seu retorno aos corintianos. “Tem realmente no meu currículo esse buraco de não ter trabalhado na maior metrópole do país. Por exemplo, passei 7 vezes no Internacional. Seria bom ter isso na carreira. Há uma estrutura diferente, assim como o futebol jogado “. 

Abel Braga diz não ter mais desejos de dirigir fora do Brasil. Atualmente, seu filho Fábio Braga, cuida da sua carreira recebeu sondagem do Al-Hilal (Arábia Saudita), mas não quis. Porém, cita que Europa pelo peso cultural seria uma possibilidade, em caso de proposta. Algo que não aconteceu até o momento.

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Veja quais os times que mais tiveram saldo entre pênaltis contra e a favor no Brasileirão

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN
O goleiro Marcelo Grohe em ação pela Recopa: nenhum pênali contra o campeão da Libertadores na Série A 2p
O goleiro Marcelo Grohe em ação pela Recopa: nenhum pênali contra o campeão da Libertadores na Série A 2p []

O Grêmio é o segundo time que mais penalidades máximas teve a seu favor nas 34 rodadas do Campeonato Brasileiro. Foram 11 batidas pelo campeão da Libertadores e nenhuma pelos seus adversários. Isso gera um saldo de 11, superando o Vasco, equipe com mais penais para si, uma dúzia, mas três contra. Já o Fluminense é o único sem pênaltis para bater em 34 jogos. Confira os números do Footstats.

Pênaltis na Série A 2018*

Grêmio (11-0) 11
Vasco (12-3) 9
Palmeiras (7-1) 6
Internacional (7-3) 4
Santos (4-2) 2
Bahia (4-3) 1
Cruzeiro (6-5) 1
Atlético-MG (5-5) 0
Ceará (2-2) 0
São Paulo (3-3) 0
Chapecoense (3-4) -1
Flamengo (3-4) -1
Botafogo (4-6) -2
Vitória (3-5) -2
Corinthians (1-4) -3
Sport (3-6) -3
América (3-7) -4
Atlético-PR (2-8) -6
Paraná (1-7) -6
Fluminense (0-6) -6

* entre parênteses os penais a favor menos os contra, ao lado o resultado
Fonte: Footstats

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Fla perde último clássico na 'Era' Bandeira de Mello, que colecionou fracassos contra Flu, Bota e Vasco

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

A derrota para o Botafogo por 2 a 1 no Estádio Nilton Santos, o Engenhão, praticamente sepultou as esperanças de título brasileiro do Flamengo em 2018, último ano de mandato do presidente Eduardo Bandeira de Melo, iniciado em 2013 e marcado por um fraco desempenho nos confrontos com os rivais cariocas, mesmo com muito mais dinheiro e, consequentemente, investimentos. O aproveitamento rubro-negro nesses seis anos foi de 52% diante do trio, com 30 vitórias, 27 empates e 18 derrotas.

Neste ano, o Flamengo foi eliminado da Taça Rio pelo Fluminense e da final Estadual tendo como algoz também o Botafogo. Os tricolores ainda aplicaram um 4 a 0, a maior goleada do Fla-Flu em 29 anos. Já o Vasco, time carioca de pior campanha no Campeonato Brasileiro e lutando contra o rebaixamento, não foi derrotado pelos rubro-negros na atual Série A, empatando em Brasília no returno em função de um gol contra quando, muito desfalcado, merecia derrotar o time de vermelho e preto. 

Segundo o site Transfermarket, o elenco do Flamengo está avaliado em € 76,2 milhões (R$ 322,5 milhões) , um dos dois mais caros do Brasil ao lado do Palmeiras, com € 76,9. 0 do Botafogo vale € 31,3 milhões (R$ 132,4  milhões), o do Vasco registra € 30,1 milhões (R$ 127,4  milhões) e o do Fluminense € 28,7 milhões (R$ 121,5  milhões). Isso significa que, sozinho, o grupo de jogadores rubro-negros tem valor de mercado equivalente a mais de 85% da soma de investimentos dos três outros cariocas.

Dizem que dinheiro não é tudo. Alguma dúvida?

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Rubro-negros ainda pensam em Renato 'Gaúcho' Portaluppi, hoje mais perto de uma renovação com o Grêmio

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN
Renato Gaúcho retornou em setembro de 2016 ao comando do Grêmio e ganhou quatro taças
Renato Gaúcho retornou em setembro de 2016 ao comando do Grêmio e ganhou quatro taças Getty

A renovação do contrato de Renato "Gaúcho" Portaluppi com o Grêmio está bem encaminhada. O técnico campeão da Copa Libertadores vem discutindo com os dirigentes tricolores há algum tempo sobre a extensão do compromisso. A eliminação diante do River Plate na semana passada não mudou em nada o interesse do clube, que deseja contar com ele em 2019. 

Renato já foi aconselhado por pessoas próximas a seguir no comando do elenco gremista. Ele retornou em setembro de 2016 e desde então renovou duas vezes seu contrato, que termina ao final de 2018. O Flamengo tentou contar com ele durante a atual temporada, mas o treinador preferiu permanecer à frente do time com o qual também ganhou Copa do Brasil, Recopa e Gaúchão.

Diante do possível novo assédio do clube carioca, que está às vésperas da eleição presidencial, o melhor cenário para os gremistas é o fechamento de um novo acordo o quanto antes. Obviamente o futuro presidente do Flamengo só poderia formalizar um compromisso com Renato "Gaúcho" Portaluppi após o pleito, que está marcado para 8 de dezembro, um sábado.

Apoiadores do candidato de oposição, Rodolfo Landim, conversaram com pessoas próximas a Renato, que deve ser procurado por integrantes da chapa situacionista, do atual vice-presidente de futebol, Ricardo Lomba. O treinador não pretende se reunir com outro clube antes de definir se permanece no Grêmio, cujo presidente, Romildo Bolzan, tem mandato até o final de 2019.

De folga, Renato está no Rio de Janeiro, onde mantém sua casa, com volta prevista a Porto Alegre para terça-feira. Ele voltará a treinar o time do Grêmio na quarta. Domingo, na Arena, às 17 horas, o adversário será o Vasco. A equipe está a dois pontos do seu objetivo imediato, alcançar o São Paulo na luta pela quarta colocação no Brasileiro, que dá vaga na fase de grupo da Libertadores. 

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Rubro-negros ainda pensam em Renato 'Gaúcho' Portaluppi, hoje mais perto de uma renovação com o Grêmio

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Dudu, Paquetá, um Palmeiras com fome de troféus e esse Flamengo que prefere o 'cheiro' dos euros

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN
Marlos, após empatar o jogo, deixou Paquetá em excelentes condições: mandou a bola em Milão
Marlos, após empatar o jogo, deixou Paquetá em excelentes condições: mandou a bola em Milão Reproduçao TV

 

Maracanã, sábado. Lucas Paquetá teve a bola do jogo, foi displicente. Poderia fazer história no Flamengo, pelo jeito não fará, prefere ser reserva num Milan decadente que sequer disputa a Champions League, nem faz cócegas na Juventus e perde para a Internazionale. O futuro dele foi decidido pelo imediatismo dos euros, por empresário e familiares. A bola era para bater com força e convicção, como Marlos (pasmem) Moreno fez instantes antes. Tentou uma colocadinha infeliz. Mais limitados como Henrique Dourado, por exemplo, provavelmente não perderiam tamanha oportunidade.

Coisas do Flamengo, onde outro problema (gravíssimo) é a lateral-direita. Uma herança terrível de Rodrigo Caetano, com a chancela presidencial. Em compensação o ex-diretor-executivo contratou Renê, de ótimo custo-benefício, um jogador correto e regular. Pará errou pateticamente no gol. Mas o que esperar de uma gestão que até pouco tempo atrás discursava protegendo jogadores e sem a menor capacidade crítica para avaliar suas deficiências?  Míope diante da incapacidade de alguns atletas diante da missão que é vestir a camisa do Flamengo num momento de ambições e grande investimento.


O clube paga pelos seus erros, demorou a se mexer, a mudar de técnico, perdeu para o Corinthians e não venceu o Palmeiras quando o triunfo era vital. Mais uma decepção parece se aproximar dos rubro-negros, que ainda assim insistem em lotar o Maracanã. Quanto aos palmeirenses, além de terem buscado a tempo, com êxito até aqui na Série A, um novo treinador, seguraram Dudu quando este se mostrou disposto a ir para a China. Podem até negociá-lo, mas naquele momento, no meio da temporada, tal possibilidade sequer foi admitida pelos dirigentes do clube paulista. Corretíssimo.

Já os do Flamengo, ávidos por mais alguns zeros no balanço financeiro, venderam Paquetá quase três meses antes da reabertura da janela internacional de contratações. É  cheiro dos euros. Dudu esqueceu pelo menos momentaneamente os dólares dos chineses, se concentrou no Palmeiras, voltou a jogar muito bem e fez o gol importantíssimo na única chance que teve no duelo do Maracanã. O camisa 7 alviverde anda com a cabeça 100% no seu atual time. Mirou e acertou o gol. Quanto a Paquetá, teve mais chances até, falhou na maior delas. Chutou longe. Em Milão. Sua cabecinha já parece por lá.


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Entrevista: rival do Grêmio na Libertadores, River investe em estudo para reconquistar a América

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN
Gustavo Grossi é o Diretor Esportivo e CEO do River Plate: de um total de 160 inscritos, 12 brasileiros
Gustavo Grossi é o Diretor Esportivo e CEO do River Plate: de um total de 160 inscritos, 12 brasileiros Divulgação

Semifinalista da Copa Libertadores, o River Plate está investindo no estudo conjunto desenvolvido pelos diferentes níveis de seu futebol, dos garotos mais novos aos profissionais. Oferece curso, aberto, que proporciona diploma de Diretor Esportivo de Futebol profissional e que faz parte desse projeto, com aulas que podem ser online ou ao vivo.

Gustavo Grossi é o Diretor Esportivo e CEO dos Millonarios. A máxima autoridade desde a base do clube e não só coordena, como ministra o curso, que aborda todos os temas que devem ser dominados por um Diretor Esportivo. Ao lado de outros profissionais, as aulas englobam as diversas funções e têm como alvo treinadores, gerentes de futebol, preparadores físicos, jogadores, advogados, jornalistas... 

O blog entrevistou o CEO do River Plate para entender o projeto e o quão relevante esse tipo de ação é para o desenvolvimento do clube, que depois de passar pela segunda divisão em 2012 ganhou todos os títulos possíveis no continente. E pode levantar mais uma Libertadores em mais quatro partidas

Qual é o público alvo do curso?
É basicamente destinado a qualquer pessoa que se dedica à gestão de futebol profissional, incluindo um público como gerente de esportes, um jogador com grande experiência, ex-jogadores, treinadores físicos, jornalistas, agentes de jogadores, gestores e todos os profissionais que cercam o desenvolvimento de um clube.

Como pode ser feito por quem mora no Brasil?
Nestes momentos utilizamos a ferramenta do grupo fechado ao vivo do Facebook para a visualização ao vivo ou aula gravada, ao mesmo tempo a tela da Universidade do River Plate.

O CEO do River Plate em palestra com meninos da base: integração em todas as categorias do clube argentino
O CEO do River Plate em palestra com meninos da base: integração em todas as categorias do clube argentino Divulgação

Quantos brasileiros estão matriculados?
De um total de 160 são 12 brasileiros inscritos até agora. Calculamos vários outros. Entre os estudantes está o Isaias Tinoco, supervisor com vasta experiência no futebol brasileiro (trabalhou por anos no Vasco e no Flamengo) e para todos nós orgulhosos de estar realizando uma troca de conhecimentos entre os dois países.

O curso será levado ao Brasil em 2019?
Devido às características do mesmo acho que é possível acontecer, consideramos que é uma ferramenta a ser levada em conta para aqueles que se dedicam completamente a este esporte e buscam profissionalizar sua paixão. Portanto, a demanda pode ser muito importante e ditar isso no Brasil é um dos nossos objetivos.

Quais são as disciplinas do curso?
Entre outros pontos, Diretor de Esportes, a organização do futebol profissional, marketing esportivo, imprensa e comunicação, secretariado técnico e gerente de futebol profissional. 

Qual o perfil dos alunos?
São aqueles que estão interessados em dar um salto de qualidade com base no estudo e conhecimento específico de todas as áreas que compõem o desenvolvimento do futebol na América do Sul.

Grossi em evento no Brasil, representando o River Plate: brasileiros pagam R$ 450 para concluir o curso
Grossi em evento no Brasil, representando o River Plate: brasileiros pagam R$ 450 para concluir o curso Divulgação

Quais são as deficiências dos profissionais que atuam no Mundo do Futebol?
Há poucas oportunidades educacionais oferecidas em nosso continente e também não temos os mesmos requisitos e a economia com a qual conta a Europa para formação. 

O que é feito na Argentina na gestão esportiva e o que pode ser adotado no Brasil?
O que ambos os países desenvolvem é semelhante no marketing, em parcerias, no jurídico. Em tudo o que envolve a bola fora do campo de jogo. Mas ambos os países podem, sem dúvida, contribuir diretamente para o recrutamento de talentos, a profissionalização das escolas e do método de formação. Sem dúvida, no momento em que os critérios forem unificados e as duas ligas serão fortalecidas e ambos estarão, sem dúvida, entre as cinco melhores do mundo.

E o que é feito na Europa e ainda não adotado na América do Sul na gestão do futebol profissional?
A Europa possui, desde os anos 1990, um modelo educativo diretamente voltado à profissional, à evolução. Definiram como uma política de Estado e as diferenças no investimento e dedicação ao longo das últimas três décadas são enormes. A partir do que acontece lá podemos refletir e concluir que muitos países têm sido capazes de equilibrar em seus desenvolvimentos de futebol. Da mesma forma é sempre bom poder começar como são essas oportunidades.

Ignacio Scocco, goleador do River (no destaque), durante a cerimônia na qual os alunos receberam seus diplomas
Ignacio Scocco, goleador do River (no destaque), durante a cerimônia na qual os alunos receberam seus diplomas Divulgação

Qual o custo do curso e quantas horas/aula, aulas presenciais, online, etc.?
O custo nesta primeira oportunidade, por ser seu lançamento e procurando que todos os países do continente pudessem se desenvolver, tinha de ser baixo. Os professores e a universidade não tinham como objetivo o rendimento econômico, mas sim democratizar o conhecimento. Estudantes brasileiros pagam R$ 450 para obter o diploma inteiro em oito aulas, duas horas a cada terça-feira, numa duração total de 16 horas.

O investimento em estudos, em conhecimento, já se reflete na base do River Plate, na revelação de atletas?
O futebol de hoje precisa de jogadores inteligentes, portanto, tudo o que lhes dá a chance de pensar será um salto de qualidade para a formação integral deles.

Poderia citar alguns que já estão entre os profissionais e que surgiram dessas iniciativas acadêmicas do clube?
Do ponto de vista dedutivo, faço parte dos profissionais de futebol que, além de terem sido atletas de base e sem uma carreira profissional em futebol profissional, conseguiram desenvolver projetos em grandes clubes da América, mas a tendência de preparação na Europa é determinante para essas posições dentro desse continente, enquanto na América está chegando lentamente. Jogadores profissionais como Ponzio e Scocco são graduados, fizeram o curso.

Leonardo Ponzio, capitão do River Plate, que seguiu no clube mesmo quando caiu para a 2ª divisão, fez o curso
Leonardo Ponzio, capitão do River Plate, que seguiu no clube mesmo quando caiu para a 2ª divisão, fez o curso Divulgação

Como esses estudos beneficiam vocês no campo hoje?
De acordo com a palavra dos jogadores, este diploma permitiu não apenas compreender e compreender melhor o desenvolvimento do futebol em todas as áreas, mas também conhecer os detalhes do que acontece fora do campo em favor dos jogadores e da equipe técnica na profissionalização de cada clube. E também lhes dá uma maior clareza da profissão que gostariam de ter uma vez terminada a sua carreira como atleta.

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Após eliminações, São Paulo treina 7 semanas inteiras e não vence. Saudades da ‘Sula’?

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

Diego Aguirre, treinador do São Paulo: sete semanas livres de treinos, nenhuma vitória
Diego Aguirre, treinador do São Paulo: sete semanas livres de treinos, nenhuma vitória Gazeta Press


São seis jogos sem vitória, desde o 1-0 sobre o Bahia, em 8 de setembro. E não é só. No São Paulo em queda livre as semanas inteiras dedicadas aos treinamentos, sem jogos às quartas e quintas-feiras, não resultam em nada.

Primeiro o time saiu da Copa do Brasil, mas desde a eliminação da Copa Sul-americana pelo Colón, na Argentina, já são sete partidas disputados em sábados e domingo após dias úteis sem compromissos. Nenhuma vitória, cinco empates (dois 0-0) e três pelejas sem marcar.

Definitivamente não jogar outros torneios e contar com intervalos de seis a oito dias entre um cotejo e outro não tem pesado rigorosamente nada. O técnico Diego Aguirre até muda a escalação, busca soluções...

Mas não as encontra, tampouco agrega nova forma de jogo à equipe. Deve ter muito são-paulino por aí arrependido por ter acreditado na tese de que o desempenho melhoraria com tempo para treinar e descansar. 

Certamente esses sentem saudades da ‘Sula’, a Copa Sul-americana.

Treinar pra que?
Resultados após semanas livres só com treinamentos:
Domingo 2/9 1-1 Fluminense (C)
Domingo 16/9 0-0 Santos (F)
Sábado 22/9 1-1 América (C)
Domingo 30/9 2-2 Botafogo (F)
Sábado 6/10 0-2 Palmeiras (C)
Domingo 14/10 1-3 Internacional (F)
Sábado 29/10 0-0 Atlético-PR (C)

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No reino do 'jogo reativo', quem 'gosta' da bola no Brasileirão? Veja a posição de seu time no ranking

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN
Luan, do Grêmio, em meio aos jogadores do Atlético-PR no jogo do início do Campeonato entre os então times de mais posse de bola
Luan, do Grêmio, em meio aos jogadores do Atlético-PR no jogo do início do Campeonato entre os então times de mais posse de bola Divulgação / Grêmio

Está na moda não é de hoje. O futebol praticado no Brasil é caracterizado pela quase ojeriza à bola. Equipes com orçamentos diversos, dos maiores aos menores, aderem a estratégia do deixar a pelota com o adversário. Sim, ela parece ser mesmo um problema, não a solução. São os times "reativos", ou seja, que reagem ao se fechar e sair em estocadas eventuais na busca pelo gol. E dentro de tal proposta, na maior parte do tempo a ideia é deixar mesmo o manejo da redonda com o adversário.

Dos 11 dos 20 times da Série A têm menos de 50% de posse de bola, em média, nos jogos do Campeonato. O São Paulo, que liderava até duas rodadas atrás, é um dos quatro piores no quesito. Quando ainda era treinado por Fernando Diniz, antes da disputa da Copa do Mundo, o Atlético Paraense tinha média de 60,5%, único time a alcançar mais de 60% como marca.

Se o Grêmio, quinto na classificação em pontos ganhos, já trocou 12.989 passes completados, o Internacional, vice-líder, acumula 9.742. Já o Palmeiras, líder, 9.391. O São Paulo, que esteve por um bom tempo no topo da tabela, registra 8.261, ou seja, os tricolores paulistas têm média equivalente a apenas 63% dos passes trocados pelos gremistas.

Entre os finalistas da Copa do Brasil, interessante observar que apesar da fama de retranqueiro com Jair Ventura nas fases decisivas do mata-mata, o Corinthians é quarto em posse de bola no geral e segundo em passes trocados no Campeonato, com 12.028. Em boa parte, herança de Osmar Loss, pois com o atual treinador o time cai para quarto.

Um reflexo de uma gradual movimentação do campeão de 2017 para a reatividade futebolística. Os corintianos caminham na direção do seu adversário na decisão da Copa, o Cruzeiro, que com um dos mais fartos elencos da primeira divisão, troca passes numa proporção próxima da que apresenta o Vasco em sua luta contra o rebaixamento.

Confira a lista dos times e o percentual de posse de bola que cada um possui no Campeonato Brasileiro da primeira divisão em 2018. Os números são da ferramente utilizada pelo Data ESPN, o TruMedia.

Posse de bola (média):
1 Grêmio 56,4%
2 Flamengo 55,6%
3 Atlético-MG 55,6%
4 Corinthians 55,1%
5 Atlético-PR 54,9%
6 Santos 52,7%
7 Vasco 7 51,0%
8 Palmeiras 50,9%
9 Cruzeiro 50,7%
10 Fluminense 49,5%
11 Internacional 49,5%
12 Sport 48,0%
13 Chapecoense 47,4%
14 Bahia 47,3%
15 Vitória 47,2%
16 São Paulo 46,8%
17 Botafogo 46,6%
18 América 45,5%
19 Ceará 43,9%
20 Paraná 43,6%

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Como jogadores devem investir e enviar dinheiro para o Brasil? Histórias bizarras de grana e bola

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

 

Como jogadores de futebol devem preparar o futuro? De que maneira podem remeter dinheiro legalmente para o Brasil quando atuam no exterior? E os que mergulham na vida nababesca, gastando muito além do razoável, correm risco de em alguns anos passar sufoco quando poderiam relaxar com as economias feitas ao longo da carreira? Para entender tais situações, o blog conversou com Marcelo Claudino da Top Soccer, empresa que presta serviços de assessoria financeira, contábil e jurídica para atletas e treinadores do futebol profissional no Brasil e no exterior. "Nossa ideia é ajudar em diferentes frentes, como na gestão patrimonial", resume.

 A maior demanda envolve as esferas contábil e fiscal para regularização de situação junto à Receita Federal e defesa de casos que já foram objeto de autuação pelo Ministério da Fazenda. "Desde 2013, centenas de profissionais do futebol atuando no Brasil e no exterior foram autuados pela Receita Federal. Existe também uma demanda cada vez maior pela educação financeira através da qual os atletas pretendem entender melhor como rentabilizar melhor seus investimentos sem assumir riscos desnecessários", conta.

 As dúvidas mais comuns dos profissionais do futebol referem-se às vantagens e desvantagens da aquisição de determinados tipos de imóveis e viabilidade ou não de abertura de negócios próprios. Com a taxa de juros em patamar muito baixo, querem também se informar melhor das alternativas para rentabilizar melhor seus investimentos. "A cada dez atletas, oito não dominam o conhecimento necessário para gerir minimamente seu patrimônio. Muitos gerem por conta própria, mas é muito comum perderem dinheiro em operações corriqueiras, como a compra e venda de bens", cita.

 Uma das questões mais comuns envolve a ida para o exterior. Em geral o profissional não sabe bem o que fazer. Muda de domicílio? Onde pagará os impostos? "Primeiro é feita uma avaliação do contrato, do prazo e em que país irá atuar, a legislação local. A comunicação de saída definitiva junto à Receita Federal é o caminho mais seguro para evitar-se questionamentos futuros, pois define de imediato o novo domicílio fiscal do atleta ou treinador. Com isso, o profissional do futebol consegue, ainda que seja minimamente tributado no exterior, internalizar praticamente a totalidade dos recursos, ou seja, fazer com que fiquem somente no Brasil, livre de impostos".

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. .

 A comunicação de saída definitiva acarreta em abertura de uma conta específica junto ao Banco Central para o recebimento exclusivo de câmbio e salários oriundos do trabalho no exterior. É uma conta que tem controle em tempo real pelo Banco Central devido às questões de evasão ilegal de divisas e lavagem de dinheiro. E há histórias que beiram o bizarro.

 “Conhecemos, certa vez, um atleta, que não chegou a trabalhar conosco, que gastou R$ 100 mil em uma semana apenas com lazer e supérfluos. É difícil precisar qual o mais desorientado pois, por incrível que se possa imaginar, os perfis são bastante heterogêneos apesar de estarem ligados ao mesmo nicho. Há atletas que sentimos que podemos contribuir ainda mais para o seu amadurecimento porque não tiveram total atenção da família em sua formação ou deixaram o convívio da família muito cedo para lutar por um espaço no futebol", explica Marcelo Claudino.

 O contraponto está em profissionais que têm maior curiosidade por temas ligados à finanças e aptidão para a área de investimentos. Casos de Fillipe Soutto (Vitória), Yuri (Botafogo-SP) e Léo (Cruzeiro), que têm muito interesse e gosto por tais assuntos. Já as mulheres dos jogadores muitas vezes são responsáveis pela iniciativa de contratação dos serviços especializados da empresa. "Elas costumam querem auxiliar seus parceiros a manter um orçamento equilibrado e a poupar para o futuro".

 Faz sentido. Entre os erros mais comuns que jogadores de futebol e atletas de outras modalidades cometem por não ter assessoria especializada estão a imobilização do capital em sociedades (negócios) com terceiros, exagero na compra de imóveis, erro na escolha de pessoas para as quais estabelecem poderes (procurações), alto padrão de vida negligenciando o pós-carreira e falta de critérios para investir seus recursos financeiros.

 Um atleta brasileiro procurou a empresa para ajudá-lo com a documentação para providenciar seu casamento no país em que atuava. A burocracia era grande pois o casamento teria que ser feito no consulado brasileiro distante cerca de 500 quilômetros da cidade em que vivia. Após todo o trabalho, o casamento foi realizado e o atleta já saiu do consulado com sua certidão de casamento. Problema resolvido: sua esposa poderia agora pedir a residência temporária no país e ficar junto a ele durante todo o contrato. "Dois dias depois, o atleta entra em contato com a seguinte dúvida: 'É verdade que se eu separar, eu terei que pagar pensão?'"

 Em outra ocasião, um atleta que jogava na China precisava transferir US$ 300 ml para o Brasil e procurou a empresa para ajudá-lo após uma grande trapalhada. Ele recebeu uma mensagem truncada do intérprete induzindo-o a entender que só seria possível, como estrangeiro, enviar ao Brasil US$ 50 mil por ano. Ansioso para enviar a quantia e sem verificar a informação recebida, dividiu o dinheiro em 3 partes e o transferiu para a conta de três jogadores chineses do time. 

"O câmbio foi feito por cada um dos chineses para o banco do atleta no Brasil. Naturalmente, as três operações de câmbio foram bloqueadas pelo Banco Central pois não tinham lastro e uma documentação que as justificasse. Informamos a ele que a única maneira de recuperar seu dinheiro era retornar o dinheiro para os chineses, receber os recursos em sua conta na China e refazer todo o processo. Fez-se um silêncio sepulcral ao telefone até que ele finalmente falou: 'Mas eu briguei com eles'".

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Dorival Júnior diz que ação contra o Flamengo foi resolvida; clube não confirma e anuncia sua contratação

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

O blog manteve contato com o técnico Dorival Júnior, antes de ser anunciado oficialmente como técnico do Flamengo. O treinador esperava a definição e disse que não há mais entraves na Justiça entre ele e o clube carioca, o que a agremiação carioca não confirma, porém.

Está de volta ao Flamengo?

Dorival Junior: Ainda não fechou, tivemos um contato hoje, estou no aguardo.

Tem visto os jogos do time?

Dorival Junior: Vi vários, estava acompanhando todos os campeonatos..

O Flamengo tem grande dificuldade em fazer os gols, mesmo com posse...

Dorival Junior: Eu vi, tem posse, falta penetração.

Você ainda tem uma ação na justiça contra o Flamengo, o entrave é esse?

Dorival Junior: Não, a ação foi resolvida.

Houve acordo?

Dorival Junior: Sim, há 40 dias.

Diziam há algum tempo que por questões pessoais você não poderia voltar ao trabalho naquele momento, isso procede? Já foi equacionado?

Dorival Junior: Sim., mais tranquilo.

A definição com o Flamengo sai hoje?

Deve sair, me posicionaram dessa forma. Me sinto mais confiante para um retorno e acreditando muito.

Comandará o time sábado contra o Bahia, em Salvador?

Dorival Junior: Dependerá do tempo.

Posteriormente, o blog entrou novamente em contato com Dorival Junior, que reafirmou ter chegado a acordo com o clube em relação a pendência, embora ainda não haja nada assinado.

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Eliminação cara no Flamengo: Bandeira sofre derrota ao buscar empréstimo para fechar contas de 2018

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

Eduardo Bandeira de Melo, que deixará a presidência do Flamengo ao final de 2018
Eduardo Bandeira de Melo, que deixará a presidência do Flamengo ao final de 2018 Reprodução


A eliminação da Copa do Brasil 28 dias depois da queda na Libertadores abalou as estruturas financeiras do Flamengo. O clube esperava contar com as premiações destinadas aos finalistas e campeões, mas fracassou em ambas. Assim, em final de mandato, a gestão Eduardo Bandeira de Melo enfrenta dificuldades para fechar as contas de 2018 no azul, e busca antecipação de receitas do ano que vem, quando ele não mais será o presidente. Mas o pedido foi rejeitado pelo Conselho de Administração na noite desta quinta-feira por 27 a 13.  Dos 102 integrantes do COAD, pouco mais de uma dezena marcou presença para apoiar o pedido, o que evidencia o quão em baixa está o mandatário.

Antes, integrantes do Conselho de Administração do Flamengo receberam documento onde se lê: "Ficam convocados os senhores membros (...) para a reunião extraordinária que se realizará no próximo dia 27 de setembro de 2018, quinta-feira (...)". Entre os itens em pauta a "apreciação e votação da proposta de readequação ao orçamento de 2018(...)".

Mais: "apreciação e votação da proposta da Captação de Recursos através de Cessão de Recebíveis com o Banco BMG S/A tendo como garantia os recebíveis da Adidas de Abril de 2019 (...)". E ainda "apreciação e votação da proposta de Captação de Recursos através de Cessão Definitiva dos Direitos dos Recebíveis com o Banco BGB Westton, referente a (sic) venda do atleta Felipe Vizeu para o Clube Udinese (...).

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"Se não entrar a final da Copa do Brasil, terei um problema", Márcio Garotti, diretor financeiro do Flamengo, em entrevista ao jornal O Globo.

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Em entrevista ao jornal O Globo quatro dias antes da derrota para o Corinthians, o diretor financeiro do Flamengo, Márcio Garotti, revelou o déficit causado pelas contratações de jogadores, que não deram retorno: "A balança é negativa. Tínhamos previsão que fosse positiva em R$ 5 milhões. Mas se gastou mais para contratar os reforços. Temos R$ 16 milhões negativos em relação a saída e entrada de jogadores este ano" — clique aqui e leia na íntegra.

Garotti falou ainda sobre as possíveis premiações por resultados nas competições: "Não tenho a passagem para a final da Copa do Brasil projetada. A Libertadores havíamos projetado as quartas de final. Mas estamos na semifinal da Copa do Brasil. Nessa readequação, coloquei alguns riscos que a gente tem e oportunidades. Se não entrar a final da Copa do Brasil, terei um problema. E vou ter que contar com outras coisas".

Cláudio Pracownik era o vice-presidente de finanças e administração, deixou a diretoria há pouco mais de dois meses e apoia a chapa oposicionista, de Rodolfo Landim, na eleição presidencial de dezembro. Pela situação o candidato é Ricardo Lomba, atual vice de futebol, apoiado pelo presidente Bandeira de Melo. Procurado pelo blog, Pracownik preferiu não se manifestar a respeito.

A matéria de O Globo explica ainda que "o clube contará, no empréstimo previsto, com R$ 14 milhões do contrato de 2019 da Adidas e R$ 7,4 milhões referentes a parcelas antecipadas da venda de Vizeu". Justamente temas em pauta na reunião do Conselho de Administração. Ao final, o diretor financeiro diz ao jornal carioca que  "a fábrica do Flamengo é fazer títulos". Se isso fosse verdade, na atual gestão ela teria falido.

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O renascimento de um treinador que faz o elenco do 18º orçamento da Série A jogar com a bola. E bem

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

De finalista da Libertadores a técnico que ficou três anos sem comandar um time profissional. Adilson Batista sumiu do mercado depois que se desligou do Joinville, então na primeira divisão em 2015. Reapareceu em julho à frente do América, depois que Enderson Moreira trocou o clube mineiro pelo Bahia.

O Coelho reagiu não apenas na classificação como no desempenho em campo. Era 17º da Série A, abrindo a zona de rebaixamento, com 14 pontos em 14 jogos, quatro vitórias e oito derrotas. Hoje ocupa a 13ª posição. Em 12 partidas fez 17 pontos, venceu mais quatro vezes, mas só perdeu três pelejas.

Enfrentou o São Paulo (líder), Palmeiras (2 º colocado), Internacional (3º) e (Flamengo (4º) e não perdeu para nenhum. Melhor: derrotou o time gaúcho logo na estreia do treinador, com nova vitória em seguida, sobre o Santos. O time que acertava 303 passes por jogo elevou a média a 381, segundo o Footstats.

Sábado buscou o 1 a 1 no Morumbi em jogada que levou 65 segundos, com 49 toques na pelota dados por 10 jogadores. Até o goleiro João Ricardo participou — veja o vídeo abaixo. Como fazer isso com o 18º elenco, em investimento, entre os 20 times da primeira divisão, segundo o site Transfermarkt? Essa é uma das perguntas que o blog fez a Adilson Batista.

Fale sobre o gol de sábado, como preparar a equipe para aquilo?
Eu tive a sorte de fazer um jogo por semana, isso para futebol brasileiro é importante e foi para mim, pois cheguei no meio do caminho, com o time na zona de rebaixamento, precisava conhecer os atletas, resgatar autoestima, confiança, não sofrer tantos gols como vinha sofrendo. Era preciso arrumar setor defensivo, processo de construção, trabalhar o último terço para aumentar o poder de finalização. Assim as coisas foram melhorando. Se você olhar o meu jeito, como a gente gosta, sempre gostei de ter a posse, claro que com intensidade, velocidade, dinâmica, saídas rápidas, mas é um processo que por jogar uma vez por semana me ajuda a desenvolver coisas que eu gosto. Mas tenho que entender também que às vezes as características do meu elenco não oferecem a condição. Já foram 12 formações diferentes.

Mas você treinou isso?
O São Paulo é um time de transição e que usa bem o corredor, dos 24 gols fez 14 por dentro, tinha a penetração do Hudson, a bola chega no Nenê e no Diego Souza, e eles podem desequilibrar. Então tentei preencher o meio e valorizar a posse de bola. Claro que trabalho, dou ênfase e sempre dei a tudo isso, à posse de bola, inversões, penetrações, recomposição. Eu levo muito jogo a jogo, gosto de dar treino e procuro trabalhar em cima do próximo jogo e das características do próximo adversário.

O América não perde para os times de cima, por que?
O time teve bons momentos nesses jogos. Cada partida teve sua característica, mas sufoco mesmo tomei na Vila (Belmiro) no meu segundo jogo.

Nota-se que mesmo com o calendário longe do ideal, é possível treinar e agregar algo ao time...
Com uma semana livre dá para fazer coisas boas. Se o horário fosse mais adequado, seria melhor. Por que jogar às 16 horas? Um pouco mais tarde está mais fresco e o jogo fica mais intenso, tudo isso interfere. Tem a logística, às vezes temos que sair do Nordeste e ir até São Paulo para depois embarcar para Belo Horizonte. Perdemos uma noite na cidade onde jogamos e isso atrapalha o processo de recuperação. Os times de São Paulo e Rio não têm esse problema por que existem muitos voos.

Você deu entrevista recente criticando a estrutura do futebol brasileiro e disse que vê Premier League, não a Série B do Brasileiro. O que consegue extrair dos jogos da liga inglesa, entre outras?
Não é falta de respeito à Série B. O contexto foi o seguinte: reclamei do horário, da falta de tempo de recuperação, do calendário. Eu gosto de ver jogos intensos, vejo futebol argentino, os times do (Jurgen) Kloop. Por que não temos isso? Por desperdiçarmos 23 datas no Estadual, jogamos em horário inadequado, não há tempo de recuperação. Precisamos melhorar. Nem os árbitros têm tempo para se recuperar. É muita coisa que precisa ser melhorado. É evidente que vejo (a Premier League) porque a dinâmica é maior, o jogo é mais intenso, lá estão os melhores e há mais organização. Se olharmos Corinthians x Grêmio há dois anos, Atlético x Flamengo, fizeram bons jogos, mas a gente quer mais.

Adilson comanda treino do América: reação, fuga do rebaixamento e gol com longa troca de passes no Morumbi
Adilson comanda treino do América: reação, fuga do rebaixamento e gol com longa troca de passes no Morumbi Mourão Panda/divulgação

No que estamos mais atrasados em campo?
Pecamos na tomada de decisão. Fazemos escolhas erradas. O processo de formação para essa roda girar, digamos que seja de oito anos, o jogador vai dos 12 aos 20. Para você formar tem três eleições num clube, isso muda tudo, arrebenta tudo, ensinamento, metodologia. É um caminho no qual ficamos reféns de parte política, de um monte de coisas, é um atraso. 

Por que tantos times brasileiros jogam "sem a bola"?
Não é questão de emprego ou segurar o emprego, limitação. Acho que a compactação, a velocidade, a intensidade aumentou muito em nosso jogo. Às vezes é questão técnica mesmo. Discutimos porque não ganhamos a Copa do Mundo. Ganhamos com Pelé, Garricha, Gérson, Jairzinho, Romário, Ronaldinho, Romário. E nesse Copa tinha Neymar. Não ganhamos com Sócrates, Zico, Falcão, Júnior, Cerezo. Aí você vê o grau de dificuldade.

Houve queda?
Na parte técnica também caímos. Quantos jogos de bom nível um time júnior faz? O América faz um com o Cruzeiro, e outro com o Atlético, na Copinha se passar, um, na Taça BH um ou dois... A base não faz dez jogos por ano que o desafiem e o façam crescer. Como vamos preparar esse menino?

Quais suas referências entre os treinadores atuais?
(Pep) Guardiola, Klopp... O (Maurício) Pochetino faz um grande trabalho. O menino do River Plate, (Marcelo) Gallardo. Tem muita gente boa, mas temos que cuidar de uma série de coisas. Em quase três anos de Cruzeiro trabalhei com 92 jogadores, é muita mudança. Toda hora você tem que mudar, isso é bem complicado também. 

Em que sentido?
De Bruyne é 10, David Silva é 10, então temos que discutir o Ganso daqui a pouco. A dinâmica é o que a gente quer, a intensidade, tem a hora de dar velocidade e a de segurar. Por isso falo da tomada de decisão, e o que é isso? O jogador tem, que ser inteligente.

O futebol jogado no Brasil merece que nota de 0 a 10?
Ao do América dou 10 (risos). 

É mais fácil montar um time que atua fechado, o jogo reativo, do que uma equipe que prioriza a posse de bola, que propõe o jogo?
Não sei se é mais fácil, todo mundo acha que defender é mais fácil do que construir, alguns até acham que o processo de construção é muito intuitivo. Na experiência que eu tive em relação aos clubes que propuseram o jogo e os menores, que ficam mais atrás, prefiro o processo de construção, da meia lua para a frente, do que ficar 50 metros atrás e percorrer mais 50 metros para chegar na frente. Mas se pensarmos no nível que está, na falta de talento, de individualidade, fica 0 a 0. Aí quem faz a diferença? Prefiro do meio de campo para frente do que ter espaço para contra-atacar. Aí entra roda, faz inversão, muda de direção... Vai surgir o espaço em algum momento, é só ter paciência. Você pega o Ajax dos anos 1990, que acompanhei muito naquela época, vi muitos jogos deles e aí você via girar, ter paciência. Aquele time é um espelho para mim. Mas aqui você joga com o goleiro e a torcida vaia.

Você ficou um bom tempo fora do mercado, o que fez nesse período?
Eu cuidei dos meus negócios, fiz cursos na CBF, Universidade do Futebol, gestão, acompanhei treinamentos e jogos do Bayer Leverkusen, Schalke 04, fui até Argentina, Chile e Paraguai ver os jogos, conversei muito... Fiz media training, mas eu as vezes avacalho, baixa meu espírito de ser sincero e verdadeiro. Foram três anos sem trabalhar, desde o Joinville quando o time ainda estava na primeira divisão. 

O que o América ainda pode fazer em 2019?
Meu sonho são os 46 pontos (nota do blog: pontuação que matematicamente livra do rebaixamento), vamos atrás disso primeiro.

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O renascimento de um treinador que faz o elenco do 18º orçamento da Série A jogar com a bola. E bem

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Corinthians de 2017 foi campeão 'sem gostar da bola'?! Mentira! Quem joga assim? O São Paulo de hoje

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN


Na campanha do título brasileiro de 2017, o Corinthians se notabilizou pela solidez defensiva em especial no primeiro turno, quando fez 47 de seus 72 pontos (65%) na metade inicial do certame. Nela sofreu nove gols em 19 pelejas, contra 21 acumulados na segunda parte do campeonato. Daí a afirmarem que o time jogava sempre fechado e sem a bola, foi muito rápido. Mas os fatos não comprovam tal tese (veja abaixo).

Os passes trocados pelos times da Série A em 2017 (à esquerda) e até a 25ª rodada no campeonato brasileiro de 2018
Os passes trocados pelos times da Série A em 2017 (à esquerda) e até a 25ª rodada no campeonato brasileiro de 2018 TruMedia/ESPN

Os corintianos foram os que mais passes trocaram no Brasileirão que conquistaram ano passado, à frente apenas do Grêmio, que costumeiramente lidera tal ranking, como ocorre atualmente, como mostra o TruMedia, ferramenta utilizada pelo Data ESPN. Já o atual líder, São Paulo, faz jus ao rótulo de que não curte muito ter a pelota nos pés. A equipe tem número de passes trocados inferior até ao Paraná, destacado lanterna da temporada.


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Conselheiros são agredidos após reunião no Vasco e grupo protesta

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

O Malta do Vasco, grupo que apoiou Fernando Horta na polêmica eleição do Vasco, que se arrastou entre novembro e janeiro, emitiu uma nota de repúdio à agressão de dois conselheiros após a reunião do Conselho Deliberativo na noite de segunda-feira, na Sede Náutica do clube. Foram atacados Luiz Dias e Fabio Muniz, um dos principais aliados de Júlio Brant, candidato derrotado no pleito que elegeu Alexandre Campello presidente.

A nota de repúdio do grupo Malta do Vasco, que apoiou Fernando Horta na eleição passada
A nota de repúdio do grupo Malta do Vasco, que apoiou Fernando Horta na eleição passada Reprodução

Dias e Muniz são ligados ao grupo “Sempre Vasco” e foram agredidos após a votação sobre o empréstimo de R$ 32 milhões pedido pela diretoria para que possa quitar compromissos financeiros deste ano. A aprovação aconteceu quase que por unanimidade. Na primeira votação, o grupo de Brant e o "Casaca" foram contra o empréstimo e pediram maiores detalhes. Com a alta dos juros, os R$ 31 milhões iniciais se elevaram em R$ 1 milhão até a data da nova reunião, quando finalmente houve a aprovação.

"Lamentável o que se passou na Lagoa. Conselheiros de oposição sendo agredidos numa ação claramente orquestrada. Foram chamados pelo nome por vândalos de capacete. O Vasco não consegue se livrar desse passado de política baixa, suja e agressiva. Temos uma árdua tarefa pra mudar isso. Mas esse caso específico é de polícia e não de política., disse Júlio Brant.

Muniz seria o vice-presidente de finanças do Vasco, caso ele vencesse a última eleição. O empréstimo solicitado pela situação envolveu uma costura política envolvendo oponentes de Campello ligados aos presidentes dos Conselhos Deliberativo, Roberto Monteiro, e de Grandes Beneméritos, Eurico Miranda. Dos 178 conselheiros presentes, 176 votaram pela autorização – votaram contra Edmílson Valentim, presidente do Conselho Fiscal, e Marcos Dias.  

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