Eu e a arquibancada

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, blogueiro do ESPN.com.br

Inspirado no grande botafoguense João Saldanha, em seus tempos de rádio, Kléber Leite, flamenguista assumido desde sempre, costumava dizer que "ninguém é filho de chocadeira". Era uma maneira de lembrar que todos na imprensa esportiva têm suas cores, uma história de torcedor, algo evidente mas que muitos esquecem.

Nasci em Niterói (RJ). Uma conclusão quase óbvia é meu time de infância ser carioca. Repórter, cobri os quatro grandes do Rio de Janeiro. Houve um clube onde os dirigentes não gostavam nem um pouco de minhas matérias. Aos colegas perguntavam pra quem torcia quando liam o que os desagradava. Ao ouvir a resposta, duvidavam.

Reprodução
Página da editoria de Esportes do Jornal do Brasil de 26 de fevereiro de 1993
Página da editoria de Esportes do Jornal do Brasil de 26 de fevereiro de 1993

Isso me deixava orgulhoso, sinal de que estava separando bem trabalho e minha história de arquibancada. Nem poderia dizer que estava sabendo isolar sentimento e jornalismo porque minha profissão é uma grande paixão, ela sempre fica acima.

É como ganho a vida e distorcer os fatos não passaria de tolice, que não faria o pênalti perdido entrar ou o goleiro defender a bola que foi às redes. E não estaria sendo honesto comigo mesmo, menos ainda com quem nos acompanha, lê, ouve. 

Há colegas que dizem para quem torcem quando perguntados, outros declaram abertamente e tem quem não revele nem sob tortura. Não costumo falar sobre isso por achar irrelevante no exercício de minha profissão. Qual a importância disso, afinal?

Mauro diz que torcedor não quer saber time de técnico e jogador, mas tem fetiche pelo do jornalista

Desde 2004 na ESPN, sempre mantive tal posição. Não se trata de "esconder", "não assumir", "disfarçar". Só não acho importante. Se um jogador nasce torcedor de um time e mais tarde defende o rival ele é "profissional". Por que jornalistas não podem ser?

Afirmo que não há torcida de time grande que jamais tenha se irritado com meus comentários e textos nesses 12 anos, o que encaro como parte da missão. Duro é o comentarista não despertar reações, ser ignorado por não dizer nada.

Há casos em que, depois, voltam atrás e até concordam comigo. Em outros isso não acontece, inclusive porque o futebol mexe com os corações e vivemos tempos de intolerância com qualquer opinião que não se pareça com as das pessoas.

Gostaria de ir mais vezes a estádios, mas nem sempre é possível, pois geralmente trabalhamos durante as rodadas. Mas quando dá, lá estou. Não sou e jamais serei o tal  "jornalista de ar condicionado". E levo a sério a máxima "não quero cadeira numerada". E por aparições na arquibancada, tenho sido "acusado" de torcer pelo Flamengo.

Alguns tentam me rotular como "tendencioso". Generoso que sou, para facilitar o entendimento elaborei uma listinha (abaixo) com alguns textos meus e vídeos. Os comentários não seriam chancelados pela assessoria de imprensa rubro-negra.

Se depois de ler e ouvir alguém insistir em tal tese, paciência. Apenas respeitarei o direito que as pessoas têm de parecerem idiotas. Pois em 2016 o Pacaembu virou "Maracanã", ficou parecido com meu velho habitat. Lá estive e continuarei indo.

Reprodução
Trecho do texto sobre os 100 anos do Palmeiras
Trecho do texto sobre 100 anos do Palmeiras

Patrulha alguma vai me tirar tal direito. Ainda mais de quem me "condena", mas aplaude JORNALISTAS que torcem pelos SEUS times e vibram quando os mesmos são vistos e/ou fotografados no meio de SUAS torcidas. Tacanho, não?

Gente que age assim é tão patética que esquece o óbvio: pagam para ver jogadores que jamais torceram por seus clubes. Que vestem a camisa tão amada pelo dinheiro. Sim, por dinheiro. É como funciona o futebol profissional.

Mas querem patrulhar jornalistas pelo histórico de torcedor. Se preocupam com isso como se fosse revelante, mas ficam incomodadinhos ao saberem que o comentarista — que NÃO é pago pelo clube — não torce para o time DELE. Como se os jogadores torcessem! Ah ah. Deve ser preciso fazer força para alcançar tal nível de estupidez. 

Nunca ganhei um centavo de clube de futebol. Jamais prestei serviços a qualquer agremiação. Em meus 33 anos de jornalismo, dentro ou fora do esporte, sempre recebi minha remuneração das empresas para as quais trabalhei e trabalho.

Não é meu objetivo, amo o que faço, mas se um dia atuar profissionalmente em um clube, seja qual for, serei assessor de imprensa ou algo do gênero. Não acumularei funções em veículos de comunicação, pois é absolutamente incompatível.

Seguirei do lado de cá do balcão, e num dia de folga, posso aparecer numa arquibancada. Pagando pelo ingresso, como você. Aqui ou na Argentina, onde existe um time que, pela sua incomparável torcida, me cativou há mais de duas décadas.

Reprodução
Post deste blog publicado em 26 de agosto de 2014
Post deste blog publicado em 26 de agosto de 2014

Minha filha torce pelo Palmeiras. Quando mais nova, a levei muitas vezes ao Palestra Itália. Lá, compartilhávamos a paixão pelo futebol. Quando o clube completou 100 anos, escrevi, de coração, um texto em homenagem — clique aqui e confira.

Muitos que leram me perguntaram qual era o adversário da Academia — assim chamada, como o querido Racing Club — comandada por Ademir da Guia naquela noite no Maracanã. Já que desejam tanto saber... Ora, ele vestia vermelho e preto.

PARA LER, VER E OUVIR:

O título que se deve a um absurdo erro do bandeirinha

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Mauro analisa eliminações do Fla: 'Postura arrogante nessas competições'  

Mauro: 'Se o Flamengo não melhorar o desempenho ofensivo, não vai ganhar campeonato nenhum'

Mauro alerta que volta ao Maracanã não garante Fla mais forte após 7 vitórias seguidas como mandante 

Mauro cita pontos 'jogados fora' pelo Flamengo e diz que Zé Ricardo não prioriza qualidade técnica  

Mauro elogia superação do Botafogo e critica frieza do Fla: 'Time sem alma'
Torcida do Fener não gosta de Diego, que fez temporada fraca e tenta liberação para jogar no Fla 

Fla protesta contra Héber na CBF, mas massacre corintiano não pode ir só na conta do árbitro

DataESPN analisa deficiências defensivas do Fla-Flu: 'Os dois ainda têm problemas', diz Mauro

Mauro estranha Mancuello e Cuéllar no banco do Fla e exige convicção sobre cobrador oficial de pênalti

Mauro aponta erros de Zé Ricardo no Flamengo do 'presidente turista' 

Mauro, sobre Bandeira ao lado de Dunga e Gilmar: 'Fez uma goleada contra ele mesmo'

Mauro comenta mando de campo do Fla e detona dirigentes: 'Não conhecem futebol'

Palmeiras supera Fla, curte 'olé' e cartolas ignoram o que é mando de campo 

Mauro analisa Zé Ricardo no Fla: 'Se for bem, acho que fica' 

Mauro vê Rodrigo Caetano sendo 'fritado' e diz que Ricardo Rocha no Fla seria 'aberração' 

Fritura no Flamengo escancara gestão antiquada no futebol

Mauro diz que Fla caiu na história da reciclagem do Muricy 

Muricy e Aguirre têm tratamentos que deveriam ser invertidos em Fla e Galo 

O belo aproveitamento de Santa e Palmeiras, Galo vertical e Fla ainda no falso "tiki-taka"

Após repúdio à CBF, presidente do Flamengo diz que seria indelicado recusar chefia da delegação

Flamengo sem rumo 

Mauro enumera erros do Fla e diz: 'Falta muito para ser um time minimamente competitivo'

Mauro, sobre prêmio de mais comentado do Twitter para o Fla: 'O presidente do clube não pode se prestar a esse papel' 

Fla freguês do Vasco e Muricy como grife superada por técnicos menos badalados 

Fernandinho, Grêmio e Fla: negócio lembra venda de carro usado problemático 

Mauro questiona 'contradição' em prioridades do Fla: 'Quem é que manda?' 

Indiferença com a torcida, má distribuição de ingressos e arrogância em campo; Mauro detona passagem do Fla por Aracaju 

Mauro: 'Flamengo conseguiu escrever mais uma página na sua lista de vexames' 

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Após recuo por pressão da Globo, Fla coloca futuro contrato de TV na condicional 

Fla e Flu, sem motivos para rir do rebaixado Vasco

Mauro: Flamengo é líder do 'ranking da vergonha' do Brasileiro

Mauro Cezar critica: 'Flamengo contrata técnico por grife ou disponibilidade, não por convicção'

Mauro expõe 'números absurdamente ridículos' de Guerrero no Fla e diz: 'Ele está devendo muito' 

Um time que não liga pra perder e o silêncio presidencial 

Perder, perder, perder...  

Mauro vê Oswaldo 'perdido' no comando do Fla: 'Não consegue arrumar o time' 

Flamengo e Palmeiras, vexames sem justificativa 

Para Mauro, Guerrero ainda está devendo no Flamengo

Galo 12 x 2 Fla, o freguesão 

O "esperto" Sheik de sempre. Fla vai lhe passar a mão na cabeça?

Flamengo, novo freguês vascaíno

Fla joga a toalha, desiste de ter Guerrero contra o Corinthians, mas ainda espera contar com Sheik 

Mauro diz que Fla 'engoliu a isca' do Corinthians ao aceitar não escalar Guerrero: 'Torcida foi enganada' 

Presidente do Fla admite acordo e só pode escalar Guerrero contra Corinthians se o rival autorizar 

Para Mauro, o atual Flamengo não tem DNA de time vencedor

 

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O 'curioso' caso do centroavante que faz gols

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN
Onde Pedro finalizou nos jogos que disputou pelo Campeonato  Brasileiro de 2018
Onde Pedro finalizou nos jogos que disputou pelo Campeonato Brasileiro de 2018 TruMedia/ESPN

Em 12 jogos pelo Brasileiro, Pedro finalizou 29 vezes, 14 no alvo, e fez nove gols que representam mais da metade dos 17 até aqui marcados pelo Fluminense. Resultaram em 11 dos 18 pontos ganhos no certame. Foram dois cotejos sem pontuar nos sete em que ele marcou.

O camisa 9 de 21 anos, completados há pouco mais de um mês, também deu duas assistências e criou 11 chances. Mas será que esse rapaz faz o tão badalado trabalho tático? São dois desarmes e cinco rebatidas no campeonato. Nada tão expressivo, embora possa aprender.

De qual setor de campo Pedro arrematou nos 12 jogos que fez pela Série A em 2018
De qual setor de campo Pedro arrematou nos 12 jogos que fez pela Série A em 2018 TruMedia/ESPN

Nesses tempos estranhos nos quais há quem ache pouco relevante um centroavante não fazer gols se tiver predicados defensivos, Pedro é o artilheiro da Série A. Um goleador à moda antiga que deve incomodar os pretensos reinventores do futebol com suas curiosas teses.

Pedro nas redes rivais:
22/4 - 1-0 Cruzeiro - 3 pontos
29/4 - 1-1 São Paulo - 1 ponto
14/5 - 1-2 Botafogo - 0 ponto
26/5 - 3 a 1 Chapecoense (2 gols) - 3 pontos
10/6 - 2-5 Atlético-MG - 0 ponto
19/7 - 1-1 Vasco - 1 ponto
22/7 - 2-1 Sport (2 gols) - 3 pontos

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Ingressos para sócios de baixa renda a R$ 10 sem pagamento de mensalidade

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN
Figueirense lançou programa para dar acesso ao torcedor de baixa renda sem pagamento de mensalidade
Figueirense lançou programa para dar acesso ao torcedor de baixa renda sem pagamento de mensalidade Reprodução

Assim como o Internacional, que em 2017 lançou a modalidade de associado Popular, para colorados que ganham mensalmente de até dois salários mínimos, o Figueirense coloca em prática o Projeto Alvinegro Social. Ele é voltado a torcedores de baixa renda que desejam assistir às partidas no Orlando Scarpelli. Cadastrados poderão adquirir ingressos por R$10 para qualquer jogo na casa do alvinegro de Florianópolis. E sem pagamento de mensalidade.

O Projeto Alvinegro Social permite a adesão dos torcedores que comprovarem baixa renda, mediante cadastro feito na secretaria do clube, apresentando os comprovantes de renda e documentos de identidade oficiais com foto de todos os membros da família que residem no mesmo endereço. Para ingressar no programa é necessária renda de até um salário mínimo por pessoa que more naquela casa. Os que se encaixarem nessa situação estarão aptos.

Quem estiver no Cadastro Único do Governo Federal deve levar o comprovante de inscrição e os documentos de identidade para fazer parte.  “O Alvinegro Social foi lançado para atender essa demanda de torcedores de baixa renda, e o clube tem salientado isso desde quando o programa surgiu. O objetivo é possibilitar ao torcedor com menor poder aquisitivo de vir ao estádio. Pedimos que o venha e se cadastre. É simples e rápido”, assegura o gerente de marketing Fernando Kleimmann.

Aprovado, o torcedor receberá, gratuitamente, a carteirinha do programa. A venda de ingressos destinados ao projeto é exclusiva nas bilheterias do Orlando Scarpelli, e para adquiri-los é necessário apresentar a carteirinha e um documento de identidade com foto. O cadastro  é feito na secretaria do clube, exceto nos dias de jogos. Informações pelo (048) 3878-3956 ou no e-mail atendimento@figueirense.com.br.

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Calendário segue mutilando times no meio da temporada brasileira

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

Mauro: calendário diferente do exterior castiga ainda mais o futebol brasileiro - assista!


O Campeonato Brasileiro está de volta após 35 dias, e bem diferente. Times mutilados com saídas de atletas importantes, entre elas a do artilheiro do certame, Roger Guedes, então no Atlético Mineiro, que estava em segundo lugar ao lado do São  Paulo quando a Copa do Mundo chegou. 

Saíram ainda Arthur, revelação do Grêmio anteriormente vendido ao Barcelona, que a priori só o receberia em 2019, mas antecipou a apresentação do meio-campista. Os dois times se enfrentarão em Porto Alegre sem esses dois nomes, dos mais importantes em seus elencos há algumas semanas.

Assim como Flamengo e São Paulo irão a campo sem Vinícius Júnior e Cueva, respectivamente. O jovem atacante estava negociado com o Real Madrid desde o ano passado e, como no caso de Arthur, os espanhóis eliminaram as esperanças rubro-negras de que esticasse a permanência até dezembro. 

Balbuena, agora no West Ham, é a baixa da janela internacional de contratações no Corinthians. O campeão brasileiro também não terá mais Maycon, outro jovem que já estava negociado e foi para a Ucrânia. Do outro lado estará o Botafogo sem o técnico Alberto Valentim, que foi para a Arábia Saudita.

A sintonia entre o calendário do futebol brasileiro e o do exterior, em especial o europeu, vai, cada vez mais, se impondo como uma necessidade. Não se trata mais de gostarmos da ideia, ou não. Mas qual a diferença? Se a temporada começasse agora, os elencos não seriam mutilados no meio das competições.

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Seleção brasileira completará duas décadas sem vencer um grande em Copas do Mundo

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN
Ronaldo contra a Croácia, então mera coadjuvante, na vitória brasileira por 1 a 0 na Copa de 2006
Ronaldo contra a Croácia, então mera coadjuvante, na vitória brasileira por 1 a 0 na Copa de 2006 Arquivo

Desde a vitória sobre a Alemanha, na final de 2002, quando chegou ao quinto título mundial, a seleção brasileira não vence um grande adversário em pelejas válidas pelo certame. São quatro Copas do Mundo e 13 triunfos, mas nenhum deles sobre um rival realmente de peso. Assim, quando voltar ao gramado pela grande competição, no final de 2022, o Brasil estará há mais de duas décadas sem saborear vitória em cima de um grande adversário.

É verdade que em duas oportunidades o time canarinho bateu a Croácia, agora vice-campeã. Mas até então o selecionado da antiga Iugoslávia era mera coadjuvante. Tanto que em ambas as Copas, 2006 e 2014, foi eliminada na fase de grupos. E perdeu a chance de avançar, respectivamente, para Austrália e México, times apenas medianos. Inclusive os croatas foram adversários da estreia nas duas edições, e o primeiro jogo não costuma ser um "clássico".

Na Alemanha, a seleção de Carlos Alberto Parreira também derrotou os australianos, Japão e Gana. Com Dunga, na África do Sul, superou Coreia do Norte, Costa do Marfim e Chile. Em casa, com Luiz Felipe Scolari, bateu, além dos croatas, Camarões e Colômbia. Na Rússia, o time de Tite bateu Costa Rica, Sérvia e México. Nos duelos pesados, o Brasil foi derrotado cinco vezes, por França (2006), Holanda (2010 e 2014), Alemanha (2014) e Bélgica (2018).

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Os buracos na defesa que o México não aproveitou e por onde a Bélgica eliminou o Brasil

Mauro Cezar Pereira

A defesa do Brasil era tratada como quase intransponível até a eliminação da Copa do Mundo. A derrota para a Bélgica mostrou que aquela não era bem a realidade. Mas antes, na vitória sobre o México, pelo menos um lance já sinalizava para os espaços que poderiam ser aproveitados pelos adversários. Chegamos a falar a respeito no Linha de Passe da ESPN Brasil após os 2 a 0 da seleção brasileira sobre os astecas.

Gallardo tinha Louzado à esquerda e Chicharito pela direita, mas preferiu chutar e errou o alvo
Gallardo tinha Louzado à esquerda e Chicharito pela direita, mas preferiu chutar e errou o alvo Reprodução TV

Eram quatro minutos da etapa final quando Jesús Gallardo conduziu a bola com certa liberdade pela faixa central do campo. Tinha duas opções: Hirving Lozano, aberto pela esquerda, e, a melhor, Javier "Chicharito" Hernández, solto à sua direita. O atleta do Pumas optou pelo arremate de fora da área, mandou a bola longe da meta de Alisson e ouviu as queixas de seus companheiros, inconformados com o desperdício da jogada.

CLIQUE AQUI E VEJA O LANCE

A jogada do segundo gol belga: Lukaku tinha De Bruyne e Meunier livres para receber o passe
A jogada do segundo gol belga: Lukaku tinha De Bruyne e Meunier livres para receber o passe Reprodução TV

Foi um entre outros lances nos quais os homens do México não aproveitaram as oportunidades. Como os sérvios no cotejo anterior, quando tiveram dez minutos de domínio no começo do segundo tempo. Naquele período finalizaram três vezes de dentro da área — numa delas Thiago Silva impediu o tento de Mitrovic.  E se em seguida o zagueiro ampliou o placar, ante os mexicanos Neymar fez 1 a 0 no ataque logo após o lance desperdiçado por Gallardo.

Quatro jogadores do Brasil não fecharam o caminho entre De Bruyne e a meta de Alisson: 2 a 0
Quatro jogadores do Brasil não fecharam o caminho entre De Bruyne e a meta de Alisson: 2 a 0 Reprodução TV

Contra a Bélgica o cenário se repetiu. Com uma óbvia diferença: a qualidade do adversário. Evidentemente os jogadores belgas são bem superiores aos dos quatro times que o Brasil enfrentou antes. Foi assim que Lukaku, ao contrário de Gallardo, colocou nos pés de De Bruyne a bola macia que Chicharito e Lozano esperavam receber quatro dias antes.

CLIQUE AQUI E VEJA O LANCE

A robustez da retaguarda brasileira não era a imaginada. Detalhes que os rivais nitidamente notaram, tanto que exploraram os caminhos. Tite e sua equipe perceberam e não conseguiram corrigir? Ou simplesmente descansaram, confiantes, seguros, em meio aos elogios rasgados à defesa canarinho? Tarde demais para 2018, é claro. Mas vale a reflexão para duelos futuros. 

Para seguir pelas redes sociais:

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Basta de passadas de pano na seleção. Tite poderia, e deveria, fazer mais

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN



Defendi  a permanência de Tite no comando da seleção antes do jogo Brasil 2 x 0 Sérvia, independentemente de sua equipe ser eliminada, ou não, naquela ocasião. Não mudei de ideia. Que tenha um ciclo inteiro de Copa do Mundo. Certamente o treinador extrairá lições de sua experiência russa.

Obviamente o time da CBF melhorou com a chegada do ex-corintiano. Esperavam o que depois do desastre capitaneado pela dupla Scolari-Parreira em 2014, seguido por Dunga II - A Missão? Ora bolas, melhorou e não poderia ser diferente, mas é evidente que não foi o bastante. O Brasil saiu do Mundial duas fases antes do fim! Não foi um desastre, claro, tampouco o bastante.

Um dos problemas dessa seleção foi a veneração de  muitos pelo personagem messiânico construído. Faltaram contestações, sobraram explicações e justificativa para todas as escolhas do técnico. Até centroavante que não faz gol, não dá assistência, não decide, virou "fundamental".

Com tantos assessores, o Tite's Team e suas tolas expressões, como "homem terminal", seguiu agarrado às tais convicções. As mesmas que fizeram de Paulinho, Gabriel Jesus e Willian intocáveis, que levaram Taison e Fred para passear na Rússia, que transformaram Fágner (incrível) em titular.

Que reflita sobre elas, pois assim as chances de crescimento do treinador serão maiores. Lições da Copa, ensinamentos do futebol que Tite não deve ignorar, pois, a priori, os passadores de pano parecem dispostos e decididos a continuar lustrando a derrota. 


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Saiba mais sobre o holandês vice-campeão mundial que o Flamengo tenta contratar

Mauro Cezar Pereira

Ryan Babel, 31 anos, continua na mira do Flamengo. Bruno Spindel, CEO do clube, seguiu na semana passada para a Turquia com o objetivo de tentar sua contratação e eventualmente tratar de outros nomes durante a viagem. O holandês de 31 anos defende o Besiktas, um dos três maiores clubes turcos.   

O jogador foi mapeado pelo Centro de Inteligência e Mercado rubro-negro. A busca é por bons nomes que estejam disponíveis, mas que não demandem investimento muito elevado. Nos dois últimos anos o clube carioca trouxe da Turquia o meia Diego, do Fenerbahce, sem multa, e o zagueiro Rhodolfo, pagando cerca de R$ 4 milhões justamente ao Besiktas.   

O posicionamento de Ryan Babel nos sete jogos pela Champions League em 2017/2018
O posicionamento de Ryan Babel nos sete jogos pela Champions League em 2017/2018 TruMedia/ESPN

"Babel fez grande temporada no Besiktas, com grande energia pela ponta esquerda, marcando gols e dando assistências. É também um jogador-chave para eles", disse ao blog o jornalista turco Loran Vayloyan. Ele acrescenta que o atacante tem mais um ano de contrato e ganha € 2,5 milhões anuais (cerca de R$ 9,7 milhões, o que significa um custo mensal de aproximadamente R$ 800 mil). "O ponto é que o Besiktas tem problemas financeiras e por isso deseja vende-lo", destaca. 

As finalizações e os gols de Ryan Babel nos sete jogos pela Champions League em 2017/2018
As finalizações e os gols de Ryan Babel nos sete jogos pela Champions League em 2017/2018 TruMedia/ESPN

Ele completará 32 anos em 19 de dezembro, surgiu no Ajax em 2005 e voltou por uma temporada ao clube de Amsterdã em 2012 após quatro anos no Liverpool e três no Hoffenheim. Fez 30 jogos com a camisa do Besiktas no último campeonato turco, 30 como titular, jogando os 90 minutos em 25. Em 2.685 minutos assinalou 13 gols, alcançando sua melhor marca de sua carreira numa liga nacional.  

O ponta fez, ainda, uma peleja pela Copa da Turquia na temporada. Já na Liga dos Campeões foram 555 minutos em ação e dois tentos em sete aparições, seis desde o início. Entre 2017 e 2018 atuou sete vezes pela Holanda, seis como titular, com dois gols pela seleção. Em 13 anos com a camisa laranja, Babel marcou oito vezes. Ele é veloz, joga aberto pela esquerda e chuta forte. Jogador ofensivo, tem 1,85 metro de altura e pesa 85 quilos. 

Ryan Babel chegou ao Besiktas sem custo em janeiro de 2017, proveniente do Deportivo La Coruña. Foi vice-campeão do mundo na Copa de 2010, na África do Sul, e também esteve no Mundial de 2006, na Alemanha. No Besiktas ele atua com três brasileiros, Adriano, lateral/meia-esquerda ex-Barcelona; Anderson Talisca e Vágner Love. 

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Responsáveis por metade das finalizações do Brasil, Neymar e Coutinho arrematam mais do que 5 seleções

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN
As 57 finalizações do Brasil nos três jogos da fase de grupos da Copa do Mundo de 2018
As 57 finalizações do Brasil nos três jogos da fase de grupos da Copa do Mundo de 2018 TruMedia/ESPN

Neymar finalizou 16 vezes na Copa do Mundo. Fez um gol. Philippe Coutinho arrematou 12, mandando a bola nas redes em duas oportunidades. Os dois são responsáveis por nada menos que 49,12% dos tiros desferidos pela seleção brasileira contra os goleiros adversários.

As 16 finalizações de Neymar, que marcou um gol, nos primeiros três jogos do Brasil no Mundial da Rússia
As 16 finalizações de Neymar, que marcou um gol, nos primeiros três jogos do Brasil no Mundial da Rússia TruMedia/ESPN

E ambos estão pendurados com o cartão amarelo, uma advertência contra o México significaria a suspensão para as quartas-de-final, desde que o Brasil se classifique, naturalmente. Outro em tal situação é o volante Casemiro, segundo maior passador do time, atrás apenas de Coutinho.

Os 12 arremates de Philippe Coutinho na fase de grupos da Copa do Mundo pelo Brasil
Os 12 arremates de Philippe Coutinho na fase de grupos da Copa do Mundo pelo Brasil TruMedia/ESPN

A quantidade de finalizações da dupla é expressiva. O Brasil é, entre as equipes vivas no Mundial, a que mais arrematou até aqui, 57. Apenas a eliminada Alemanha tentou mais (72). O México foi o sexto na fase de grupos com 46.


Coutinho e Neymar arremataram tantas vezes quanto o time inteiro da Rússia: 28. Os dois têm mais tiros contra os arqueiros rivais do que Costa Rica (27), Colômbia (25), Panamá (24), Irã (23) e Dinamarca (23).

Finalizações*
Neymar 16 (8) - 1 gol
P. Coutinho 12 (4) - 2 gols
Thiago Silva 5 (1) 1 - 1 gol
Casemiro 4 (2)
Gabriel Jesus 4 (0)
Marcelo 3 (1)
R. Firmino 3 (1)
Willian 3 (0)
Paulinho 2 (1) - 1 gol
Fernandinho 2 (0)
Filipe Luís 1 (1)
Miranda 1 (0)
R. Augusto 1 (0)
* entre parênteses o número de arremates na direção do gol

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Debate sobre o uso do vídeo no futebol é necessário e precisa amadurecer

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

  

Desarme limpo com mudança de direção da bola. Árbitro ruim dá pênalti. Com VAR ele dá sabendo que pode limpar a sujeira graças ao vídeo. Nada contra o uso da tecnologia, tudo contra a visão maniqueísta e a fuga do debate, vital para que façam ajustes. O uso exagerado do recurso é um deles. 

O lance entre Sánchez e Mané, de marcação anulada via VAR, em Senegal 0 x 1 Colômbia significou o terceiro pênalti cancelado nesta Copa do Mundo, registra o Data ESPN. Agora já são 24 penalidades máximas na Rússia (um recorde nos Mundiais), sendo nove assinalados com a ajuda do árbitro de vídeo. Nem todos certos, muitos com grande polêmica. 

O problema maior é a utilização descontrolada do recurso. Tem juiz que, com ou sem dúvida, marca e interrompe o jogo para mudar de ideia após ver o vídeo, se for o caso. Sim, esse é o propósito da introdução da tecnologia no futebol, mas os apitadores logo a adotaram como muleta, algo péssimo. 

Há outros pontos, como o uso da câmera lenta, que dramatiza lances e pode induzir a pessoa a entender uma disputa viril, mas limpa, como tentativa de amputação da perna do oponente. Além disso, só alguns dos 13 ângulos disponíveis são exibidos para os árbitros. A escolha também pode influenciar a decisão (veja abaixo) quando o mediador vai até o monitor à beira do campo. 

O toque de Sánchez, primeiro na bola, é perceptível, algo que a imagem captada pelo lado contrário não mostra
O toque de Sánchez, primeiro na bola, é perceptível, algo que a imagem captada pelo lado contrário não mostra Reprodução TV

No caso de Senegal 0 x 1 Colômbia, mais motivos para criticar a incompetência do sérvio Milorad Mazic do que festejar o uso da tecnologia. Tais falhas vêm sendo disfarçadas pela festa dos "varzistas", que veem a novidade como o Santo Graal do futebol. Sim, aumentou a tolerância com juiz ruim. Esse é outro ponto. 

Incapacidade de árbitro fraco tem que ser destacada. Muitos estão exaltando o uso do vídeo sem notar que o recurso salva cada vez mais os incompetentes. Fica uma festa danada na linha: “Viu como eu tinha razão ao defender o VAR? Enquanto isso, apitadores seguem errando e usando vídeos como maquiagem. 

O recurso do vídeo chegou para ficar, mas precisa de ajustes e discussões menos infantis, sem Fla-Flua partir de experiências boas e ruins que proporciona. Os debates são fundamentais para que os responsáveis pelas mudanças no futebol não se acomodem com o quadro atual. E o que temos? Arbitragens cada vez piores, que agem sem medo de fazer besteira, como trapezistas com rede.  

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Debate sobre o uso do vídeo no futebol é necessário e precisa amadurecer

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Entre 12 mil e 15 mil empregos de jogadores de futebol desaparecem todos os anos no Brasil

Mauro Cezar Pereira
por Luis Filipe Chateaubriand*
[]

Quando o Bom Senso Futebol Clube foi criado, fui convidado pelo seu mentor, o jogador de futebol Paulo André, para colaborar na estruturação da proposta do movimento a respeito do calendário do futebol brasileiro. O primeiro diagnóstico que fiz para o grupo foi muito claro: no futebol brasileiro, clubes grandes jogam demais, clubes pequenos jogam de menos.

Sobre o fato dos clubes pequenos jogarem de menos, foi adiante: fiz um estudo, para o movimento, mostrando que, ao final dos campeonatos estaduais, entre 12 mil e 15 mil jogadores ficam sem emprego. A metodologia para se chegar a estes números não foi difícil de ser pensada. Segue, abaixo:

a) O futebol brasileiro tinha, em 2014, cerca de 700 clubes que disputavam campeonatos estaduais, em suas diversas divisões (683 clubes, para ser mais preciso, em levantamento que fiz na época).

b) Apenas 100 deles jogavam depois dos campeonatos estaduais: os 20 do Brasileiro Série A, os 20 do Brasileiro Série B, os 20 do Brasileiro Série C e os 40 do Brasileiro da Série D (hoje são 68 na Série D, mas, na época, eram 40).

 c) Portanto, 600 clubes que jogaram os campeonatos estaduais ficavam sem atividades depois destes.

 d) Se cada clube desses 600 fosse ter 20 jogadores no elenco, seriam 12 mil empregos de jogador de futebol que se encerrariam.

 e) Se cada clube desses 600 clubes fosse ter 25 jogadores no elenco, seriam 15 mil empregos de jogador de futebol que se encerrariam. 

 A partir desse diagnóstico, eu, Paulo André, Eduardo Conde Tega, da Universidade do Futebol, e outros colaboradores, engendramos a proposta de calendário do grupo, que visava, além de reduzir o número de partidas dos grandes clubes, propiciar às centenas de pequenos clubes jogos ao longo de toda a temporada, para se evitar tal impacto de desemprego estrutural, ceifando empregos diretos e indiretos – algo que também sempre propus em meus livros e artigos a respeito.

Para a nossa surpresa, exatamente a maior reação a isso partiu... dos pequenos clubes! Eles não querem jogar a temporada inteira, mas sim jogar apenas três meses, para embolsar o dinheiro que a Rede Globo de Televisão lhes paga pelos campeonatos estaduais e, depois disso, submergirem.

É vergonhoso, mas é real. Os gestores dos clubes pequenos, em seu comodismo, não querem refletir que atividades ao longo de toda a temporada geram maior visibilidade da marca e, portanto, possibilidade de patrocínios mais longos. Não querem refletir que, tendo atividades ao longo de toda a temporada, podem ter melhores possibilidades de comparecimento aos seus jogos e atratividade de televisão, mesmo que modesta em relação aos clubes grandes. Não querem refletir que, com atividades ao longo de toda a temporada, podem exibir melhor sua boas revelações, aumentando o potencial de cifras com negociações de direitos federativos.

O que os “cartolas” dos clubes pequenos querem é jogar três meses, embolsarem um dinheiro de televisão, e desaparecerem até a temporada seguinte. Lamentável, e prejudicial não só a eles, mas também aos clubes grandes, que, por conta disso, se veem atrelados a longuíssimos campeonatos estaduais e todas as mazelas daí decorrentes.

Assim, existe o potencial de se ter calendário ao longo da temporada inteira para 160 clubes, e olhe lá! O ideal de oferecer calendário ao longo de toda a temporada para centenas de clubes torna-se inviável, devido à miopia estratégica dos gestores dos clubes menores. É triste, gera desemprego, mas assim é.

Definitivamente, se pensa pequeno em nosso futebol. E, assim, esse vai definhando a olhos vistos. Em época de Copa do Mundo, é bom lembrar que 7 x 1 não é uma mera coincidência. 

 *Luis Filipe Chateaubriand é um estudioso e propositor acerca do calendário do futebol brasileiro

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Brasil de 2014 x Argentina de 2018. Imagine o encontro do pior possível entre os rivais

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN


Alemanha 7 a 1 e Croácia 3 a 0: patéticos times de Brasil e Argentina colecionando vexames em Mundiais
Alemanha 7 a 1 e Croácia 3 a 0: patéticos times de Brasil e Argentina colecionando vexames em Mundiais Reprodução

Pífio é pouco para definir a seleção que a Argentina levou a campo na Copa do Mundo. Um arremedo de time sem formação tática definida, com Jorge Sampaoli trabalhando na tentativa e erro em busca de formação que não conseguiu encontrar. Parece piada, mas com o outrora badalado ex-técnico do Chile, que levou o país a ganhar um título pela primeira vez na história (Copa América), a Albiceleste conseguiu piorar, piorar e piorar.

A escolha de Caballero como titular do gol argentino foi criticada desde sempre. Sem Romero, lesionado às vésperas do Mundial, era óbvio que Franco Armani deveria defender a meta, mas Sampaoli, inexplicavelmente, abriu mão do arqueiro do River Plate e apostou no reserva do Chelsea. Um desastre. Sua falha grotesca no primeiro gol da Croácia começou a afundar de vez o time. Então o treinador terminou o serviço.

Com mudanças alucinadas, o time torto se transformou num Frankstein. Meza virou volante/lateral, Dybala não tinha função, Messi corria para buscar a bola no campo de defesa, e a zaga... Bem, não havia zaga. E os croatas chegaram aos 3 a 0 sem esforço. O último gol lembrou os que a Alemanha fez no Brasil em 2014. Defesa argentina entregue como a de um time de pelada quando a brincadeira está no fim e um dos times já abriu boa vantagem no placar. 

Claudio “Chiqui” Tapia, presidente da Asociación del Fútbol Argentino (AFA) e sua mulher Paola Moyano
Claudio “Chiqui” Tapia, presidente da Asociación del Fútbol Argentino (AFA) e sua mulher Paola Moyano Reprodução

Presidente do minúsculo Barracas Central, da terceira divisão, Claudio “Chiqui” Tapia acumula o cargo com a presidência da Asociación del Fútbol Argentino (AFA). Sua mulher Paola Moyano, é filha de Hugo Moyano, que preside o Independiente e é o poderoso líder caminhoneiro do país.

Se você conheceu os mandatários da CBF dos últimos anos, perceberá que isso explica em parte como é possível que o futebol sul-americano tenha levado a Copas do Mundo seguidas suas principais seleções representadas por times tão patéticos. Com bons jogadores até, mas times sem conjunto, ridículos.

Fico imaginando como seria o duelo entre Brasil de 2014 x Argentina de 2018. Melhor não imaginar...


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A Copa na imprensa

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

Não é pequena a parcela da imprensa brasileira que cobre a Copa do Mundo de maneira dócil no que se refere à seleção "canarinho, como disse Eduardo Tironi no Linha de Passe da ESPN Brasil. Tite e seus comandados são pouco questionados. E quando o time não vence, sobram vozes a ofuscar a má atuação ao eleger a arbitragem como única e grande vilã. 

Também não faltam discussões sobre temas diversos, com abordagens mil. Algumas mergulham na irrelevância. Penteado de jogador, VAR, o que publicam em redes sociais, craque de time que não faz o mesmo em seleção... São debates e mais debates sobre muitos assuntos, às vezes aparentemente bobos, mas que têm importância. Tudo depende de como são analisados. 

Por que não discutir o comportamento de Messi na Copa? Sim, sabemos bem que, como equipe, a seleção argentina é desorganizada e reflete a pífia administração do futebol no país. Mas se o craque do Barcelona costuma resolver problemas gigantescos em campo, é evidente que o mundo dele esperará grandes feitos. Como se fosse um super-herói da pelota. 

A aventura russa do circunspecto camisa 10 é o verdadeiro drama deste Mundial. Algo bem argentino. Como ignorar seus conflitos e analisa-lo apenas pelo olhar da tática, da estratégia? E por que fazer isso? Qual o motivo para que deixemos de lado o aspecto humano que envolve um astro, seus desafios e seus fantasmas, limitando a resenha a estatísticas e mapas de calor? 

Cueva chora após perder pênalti pelo Peru: reações humanas s drama pautam o futebol e a Copa
Cueva chora após perder pênalti pelo Peru: reações humanas s drama pautam o futebol e a Copa Getty

Obviamente há maneiras e maneiras de se tocar neste e em outros temas que circundam o jogo. E com tantos programas, tantos espaços, tanta gente falando e escrevendo sobre o Mundial, tem pra todo gosto. Da bravata na linha "Messi é pipoqueiro", à análise mais profunda sobre seu comportamento, o que o cerca e suas atitudes. Tema rico como o futebol de "La Pulga". 

O futebol jamais se resumiu a que acontece nas quatro linhas. Nosso esporte é rico, de beleza, de sensações, pautado pelo trabalho, treino, estudo. Finalizado, na teoria, pelo que se desenha na prancheta, mas executado, na prática, a partir de reações humanas. Que nem sempre seguem a receita pré-estabelecida. E essa é a parte mais rica, instigante, que fascina milhões de nós. 

O drama de Messi. As prioridades de Neymar, voltando de lesão diante de um desafio imenso e preocupado com o penteado. A festinha dos mexicanos com as moças e o impacto que poderia causar. Os desentendimentos entre alemães. A troca de técnico na Espanha. Isso sem falar no uso do vídeo pela arbitragem, algo pouco testado, sem padrão universal e que mexe com os placares. 

São muitos os temas além do campo de jogo. E que podem, sim, se refletir no que acontece lá dentro. O futebol não é só prancheta. Ainda bem.   

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Messi não é isso tudo nos pênaltis. Confira números dele e de outros batedores. Saiba quem é o melhor

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN


Não foram poucas as pessoas que ficaram surpresas ao verem Messi perdendo pênalti na estreia da Argentina na Copa do Mundo. O 1 a 1 diante da Islândia teve seu momento mais dramático quando o goleiro Hannes Halldórsson deteve a cobrança do craque. Mas vê-lo desperdiçar penalidade máxima não é exatamente uma novidade. Os índices do camisa 10 não são dos melhores quando ajeita a pelota na "marca fatal": erra quase um pênalti a cada quatro.

A partir do banco de dados do TruMedia, ferramenta que utilizamos na ESPN, o blog levantou os índices de aproveitamento dos batedores de pênaltis de algumas das principais seleções presentes ao Mundial. O meia são-paulino Cueva, que também errou penal na derrota (0 a 1) de sua equipe, o Peru, para a Dinamarca, também entra na lista.


Penalidades batidas por Messi: no destaque a que perdeu na disputa de penais contra o Chile, na Copa América 2016
Penalidades batidas por Messi: no destaque a que perdeu na disputa de penais contra o Chile, na Copa América 2016 TruMedia/ESPN


Nem todas as cobranças estão registradas, mas o resultado ajuda a tirar conclusões. Claro, quem bateu mais corre o risco de erras mais vezes. Para efeito de comparação, utilizamos o índice do melhor cobrador de penalidades máximas da atualidade, Henrique Dourado. O centroavante do Flamengo tem 19 penais registrados no TruMedia (competições como os Estaduais não aparecem) e apenas um erro.

Os pênaltis batidos por Cueva: no destaque o que perdeu diante da Dinamarca na estreia pela Copa 2018
Os pênaltis batidos por Cueva: no destaque o que perdeu diante da Dinamarca na estreia pela Copa 2018 TruMedia/ESPN

Detalhe: ele mandou para fora diante do Atlético Mineiro, em 2014, quando vestia a camisa do Palmeiras. Isso significa que jamais um goleiro defendeu cobrança  de Dourado, que já bateu 24, ou seja, seu índice geral é ainda melhor, com 95,8% de aproveitamento. Com o mesmo número de cobranças, o goleador inglês Harry Kane, um dos maiores artilheiros da atualidade, autor de 46 gols na última temporada, tem índice pouco superior a 83%
  
Batedores de pênaltis*
Henrique Ceifador: 19 /18 94,7%
Hazard: 40 /34 85,0%
Cristiano Ronaldo: 95/80 84,2%
Kane: 24/20 83,3%
Cavani: 56/44 78,5%
Messi: 82/63 76,8%
Neymar: 31/23 74,1%
Cueva: 18/13 72,2%
Sérgio Ramos: 10/7 70%
Griezmann: 17 /11 64,7%
Özil: 8/5 62,5%
* jogador, total de cobranças, acertos e percentual de aproveitamento

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Icardi fora da Copa: 'Dentro de um vestiário a mulher do colega tem barba e bigode'

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN
Jorge Sampaoli no amistoso entre Argentina e Nigéria, disputado em novembro de 2017
Jorge Sampaoli no amistoso entre Argentina e Nigéria, disputado em novembro de 2017 EFE/Yuri Kochetkov

Primeiro a (esperada) não convocação de Mauro Icardi, goleador do campeonato italiano, personagem polêmico desde que se casou com Wanda Nara, ex-mulher de seu ex-amigo Maxi López. Veio a lesão do goleiro titular, Sergio Romero, abrindo a disputa entre os arqueiros pela posição. Depois a contusão de Manuel  Lanzini, cortado e substituído por Enzo Pérez. Problemas e fofocas não faltam à seleção argentina. Mas o que esperar do time de Jorge Sampaoli em campo? O blog conversou com Leo Samaja, treinador e Coordenador da Associação de Treinadores do Futebol Argentino (ATFA) no Brasil.

Você acha que o episódio Wanda Nara pesou na não convocaçao de Mauro Icardi para a Copa do Mundo?
Leo Samaja — Copa do Mundo deve-se levar o melhor grupo. Em 1978 Maradona não foi. Em 1986 Passarella e Ramón Diaz também não. Eu vi acertada a decisão. Discutível, mas objetivamente acertada.

A presença do Icardi causaria tanta irritação?
Muita. Dentro de um vestiário a mulher do colega tem barba e bigode, não se olha. Pelo menos em nosso país respeitamos esses códigos. Isso custou a carreira de Horacio Amelli, ex-zagueiro do River Plate do San Lorenzo com passagens por São Paulo e Internacional.

O que fez Amelli?
Se envolveu com a esposa de Tuzzio, que foi seu companheiro de zaga no River Plate e no San Lorenzo. Eram velhos amigos. Logo após Tuzzio virou capitão do Independiente campeão da Copa Sul-americana na final de 2010, contra o Goias. Já o Amelli viu sua carreira limitada, nenhum clube argentino confiou nele novamente. Foi para o México, um ano depois voltou para encerrar o contrato com River e acabou a carreira.

E na montagem do time, acredita que o artilheiro do último campeonato italiano fará falta?
No aspecto tático, a seleção que Sampaoli enxerga é com um camisa 9 que jogue para a equipe, e não um homem de área, sem jogo. Em minha opinião, posso estar enganado, para ocupar a posição a ordem de prioridades é: primeiro Agüero, segundo Dybala e terceiro Higuaín. Não havia lugar para um quarto homem de área. E se houvesse, Lautaro Martínez seria mais adequado do que Icardi. Ele é um garoto de grupo.

Mas Icardi seria uma opção com outro estilo?
Para isso ele terá o Higuaín.

Leo Samaja, Coordenador da Associação de Treinadores do Futebol Argentino (ATFA) no Brasil
Leo Samaja, Coordenador da Associação de Treinadores do Futebol Argentino (ATFA) no Brasil Divulgação

Fora os atacantes, quem você chamaria e não foi convocado?

Levaria um zagueiro mais versátil no mano a mano, considerando a proposta ofensiva de alto risco. Kannemann, do Grêmio, por exemplo. E um volante como Marcone ou Paredes, no lugar de Lo Celso. De resto, fiquei bem satisfeito com a lista. Se estiverem todos os planetas alinhados, poderemos ter uma bela Copa do Mundo com final feliz.

E quanto a Garay, que fez ótima Copa em 2014?
Era a última rodada das eliminatórias, a Argentina estava com um pé fora e precisava vencer o Equador na altitude. Nos bastidores, dizem que Garay rejeitou a convocação, pediu para não participar da definição. Não rejeitou de forma pública, Sampaoli recebeu a negativa antes de emitir a lista de convocados.

E teve mais situações preocupantes antes da convocação final...
Sim, houve ainda a jogada com Papu Gomez que quase deixa fora da Copa o Biglia no último jogo do Milan contra a Atalanta. Mas neste caso, Lanzini, antes de se lesionar, e Pavón foram chamados como jogadores capazes de oferecer mais opções que Papu ou Perotti, da Roma, dentro da proposta de Sampaoli. O Lamela foi pouco testado antes da Copa, poderia ter sido uma aposta interessante. Já o Lanzini deixou uma grande impressão, mas se lesionou. E Pavón, ele não poderia deixar de levar.

Defesa com linha de quatro? Três zagueiros? Como acha que Jorge Sampaoli escalará o time na Rússia?
O esquema acaba sendo uma foto fria, que parece mais número telefônico que outra coisa. A chave está na proposta. Com quantos defenderá quando atacado? E aí é onde existem dúvidas sobre Fazio, pela velocidade e equilíbrio no mano a mano. Mas acredito que mais ou menos sai com: 4-2-3-1, tendo no gol  Franco Armani ou Caballero.  Mercado, Otamendi, Fazio ou Rojo e Tagliafico formando a defesa.  Biglia ou Mascherano, Banega, Pavón ou Salvio ou até mesmo Meza; Messi, Di Maria, e finalmente Kun Agüero na área. É o que Sampaoli entende como 2-3-3-2 ou 2-3-4-1, ou seja, os dois laterais fazem a linha de três volantes com o primeiro volante, enquanto o segundo, Banega, avança na posição central ocupada no desenho por Messi na linha de criação. Messi então se incorpora como segundo atacante na zona de finalização.

Há tempo para elaborar tudo isso dentro das sofisticadas estratégias de Sampaoli?
Há tempo sim. A ideia não é tão rara. Por isso a lista de 23 com essas características. Ele vem trabalhando há tempo em cada viagem. Agora terá algumas semanas para consolidar.

Muito distante da Argentina vice-campeã mundial há quase quatro anos...
São propostas diferentes. Alejandro Sabella foi mais conservador em 2014, da mesma forma Pekerman em 2006. Já 2010 é um parágrafo aparte para se analisar... (nota do blog: Mardona ocupou o cargo de técnico na África do Sul). Sampaoli é mais ousado. Vale a pena arriscar. Segundo Einstein, louco é aquele que procura obter resultados diferentes fazendo sempre a mesma coisa.

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Neymar ao contrário: Rodrygo abre mão de € 4 milhões e política do Santos emperra a venda

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

Conselheiros protocolam pedidos de impeachment contra o presidente José Carlos Peres. No Conselho Deliberativo do Santos a política arde, e em meio a tamanha crise, o clube pode perder a chance de realizar sua maior venda. 

Neymar foi para o Barcelona e incomodou santistas pelo fato de não deixar nos cofres da Baixada quanto lhes parecia justo, a ponto de o clube brasileiro acionar a Câmara de Resolução de Disputas da Fifa contra ele e os catalães. 

Ao contrário do atual atacante do Paris Saint Germain, a nova revelação se propõe a abrir mão de € 4 milhões para que o negócio com o Real Madrid saia. O blog conversou com Nick Arcuri, agente do atleta. 

 

Por que a venda ainda não foi concretizada?
Todas as expectativas financeiras do Santos foram atingidas, com uma mudança de decisão em relação ao que fora combinado há três meses, quando veio a proposta do PSG, depois Barcelona e finalmente o Real Madrid. Chegamos aos valores que o presidente pediu desde as conversas com o clube francês.

Como ficou afinal?
Semana passada o Real Madrid propôs € 40 milhões ao Santos, que é a parte que caberia ao clube se eles pagassem o valor estipulado como multa rescisória, que é de € 50 milhões. Normalmente os € 45 milhões que o Real quer pagar seriam divididos com 80% para o Santos e 20% ficando com o atleta, que tem direito a essa parte. Seriam divididos assim: € 36 milhões para o clube e € 9 para o jogador.

Mas o Rodrygo está abrindo mão...
Sim, no caso o jogador ficaria com € 5 milhões, abrindo mão de €4 milhões para que o Santos com receba o valor que exige, aquele que lhe seria destinado caso o Real Madrid pagasse os € 50 milhões da multa. 

Em tese então estaria resolvido...
Não há motivo financeiro para servir de obstáculo.

Desde quando definiram essa divisão com pouco mais de 11% para o jogador, e não os 20% que pertencem a ele, e quase 89% destinados ao clube?
Essa divisão está valendo desde o começo. O presidente sempre deixou claro que só venderia pelo valor de € 40 milhões para o Santos. Ele acreditava que o jogador poderia chegar a esses números em algum tempo jogando pelo clube.

 Mas o Conselho precisa aprovar, entre as partes falta algo a acertar?
Nada. As minutas já foram e voltaram, entre Santos, Real Madrid e jogador tudo ok, até os documentos.

E se o negócio não sair?
Rodrygo e sua família estão abrindo mão de uma parcela significativa para que o Santos receba sua parte. Se preferisse permanecer, daqui a dois anos o garoto ficaria livre, ainda com 19 de idade, e teria 100% dos direitos. Poderia acertar desde já diretamente com o Real Madrid ou algum outro clube.

Ele é uma espécie de Neymar ao contrário?
Pelo acordo ainda fica até 30 de julho de 2019 defendendo o Santos. Achamos melhor ele chegar para fazer a pré-temporada com o Real Madrid daqui a pouco mais de um ano. Ele vai completar 18 anos em 9 de janeiro de 2019 e jogaria mais seis meses.

E os € 40 milhões ficariam integralmente para o Santos?
Não tem intermediário nem comissão, pois eu serei comissionado pelo atleta, que é meu cliente. E ainda seria acordo com um clube que não tem resistência no Santos, como o caso do Barcelona, como me passaram, pelo episódio Neymar. O único risco é não fazer o negócio.

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Flamengo já procurou CSKA para ter Vitinho

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

O Flamengo já fez movimentos iniciais na tentativa de repatriar Vitinho. O jogador vendido pelo Botafogo ao CSKA Moscou em 2013 esteve emprestado ao Internacional entre 2015 e 2016, e os rubro-negros tentaram contar com ele antes de seu retorno à Rússia, que aconteceu no começo do ano passado. Mas a pedida inviabilizou as negociações, com os russos exigindo o que pagaram pelo atacante, € 10 milhões — clique aqui e leia post da época. Agora o clube carioca retoma contato para finalmente tê-lo em seu elenco.

Vitinho com Thiago, goleiro reserva do Flamengo. Atacante esteve no Maracanã
Vitinho com Thiago, goleiro reserva do Flamengo. Atacante esteve no Maracanã Reprodução

Os rubro-negros sabem que contratar o ex-botafoguense para cobrir a saída de Vinícius Júnior para o Real Madrid não será nada simples. O CSKA já deixou claro que endurece negociações, ainda mais quando se trata de um atleta como Vitinho, que vem atuado com frequência. Desde sua volta após empréstimo ao Inter, ele fez 43 jogos pelo Campeonato Russo, dez partidas de Champions League e seis da Liga Europa. Ao todo assinalou 18 gols no período.

Vitinho, 24 anos, esteve no Maracanã acompanhando os últimos jogos do Flamengo, que já procurou o clube da Rússia e espera levar adiante uma negociação. A janela de contratações oriundas do exterior para o futebol brasileiro abrirá em 16 de julho, um dia após a final da Copa do Mundo, com fechamento em 15 de agosto. Há tempo para fechar a contratação, que não será a única tentativa rubro-negra para a segunda metade da temporada.

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Flamengo pegou tabela fácil para chegar à liderança? Veja cálculo a partir do desempenho de cada time

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN
Arte
Arte .

Afinal, o Flamengo pegou uma tabela fácil até agora para chegar à liderança do Campeonato Brasileiro? Muitos torcedores de outros clubes afirmam que sim. Tentemos entender o que "dizem" os números. Utilizando a pontuação média dos adversários dos rubro-negros e dos demais, chega-se à conclusão que as equipes enfrentadas pelos comandados de Maurício Barbieri alcançaram nas primeiras 11 rodadas, em média, 13,18 pontos.

Sobre esses rivais, os flamenguistas tiveram um desempenho de 79%. Confira como os demais participantes da Série A se saíram antes as equipes que tiveram pela frente até agora. O índice apresentado na coluna da direita foi alcançado com a multiplicação do percentual de aproveitamento pela pontuação média dos adversários de cada um dos times. A partir daí é possível alcançar um índice que retrate minimamente o momento do certame. 

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Campeão outra vez, Real precisa ser convencido pelo Fla para não levar Vinícius Júnior já

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

O atacante Vinícius Júnior, do Flamengo, que poderá ir em julho para o Real Madrid
O atacante Vinícius Júnior, do Flamengo, que poderá ir em julho para o Real Madrid Getty Images

O futuro de Vinícius Júnior poderá ser definido nos próximos dias. As declarações de Cristiano Ronaldo e Gareth Bale em tom de despedida do Real Madrid e as possibilidades, aparentemente crescentes, de uma renovação no elenco deverão se refletir nos rumos da carreira do rubro-negro. 

Como o blog já informou — clique aqui e leia —, o clube espanhol sinalizou que, ao contrário da ideia inicial, pensa em reivindicar a apresentação do atacante a partir do dia 12 de julho. Nesta data ele completará 18 anos e, finalmente, assinará seu contrato profissional com os europeus. 

Antes de janeiro, Vinícius Júnior só irá para Madri de vez se quiser, mas já está decidido que, se o Real pedir sua apresentação, ele não irá contra o clube que mudou sua vida. A lealdade do rapaz ao time de coração já beneficiou o Flamengo, tanto que a venda foi feita acima da multa rescisória.  

Embora nem pense em negar o Real, Vinícius não aceitará se mudar logo para ser emprestado a um clube menor. A ideia, caso os merengues solicitem sua apresentação definitiva, é integrar o elenco profissional e ganhar espaço aos poucos, como ocorre com pratas-da-casa do clube. 

Gabriel Jesus, por exemplo, está na Inglaterra há 16 meses e não é titular do Manchester City, enquanto Gabigol foi para a Internazionale e mal conseguiu jogar na Itália, para, aí sim, ser cedido ao Benfica e depois ao Santos. O planejamento de carreira de Vinícius prevê ir e brigar pelo espaço. 

Com (mais um) tulo da Champions League, Zinedine Zidane seguirá no Real Madrid. Isso significa chances menores para Bale, como ocorreu com James Rodríguez. E a fila andando para Lucas zquez e Asensio, abrindo, consequentemente, espaço para nomes como o de Vinícius. 

Mas há outras perguntas. Cristiano Ronaldo permanecerá? Neymar vai desembarcar em Madri? E Benzema? Uma complexa equação na qual surgirá o nome do brasileiro. Alguém dirá que ele ainda é imaturo, mas quem investe € 45 milhões (quase R$ 200 milhões) para não contar com o jogador? 

O Flamengo tenta convencer Vinícius Júnior a ficar pelo menos até dezembro. Como ele não se sentirá à vontade dizendo não ao Real, cabe ao clube carioca mostrar aos espanhóis que, seguindo por mais tempo no Brasil, ele terá progresso maior, como já demonstrou nos últimos meses. 

O clube carioca e as pessoas que gerenciam a carreira de Vinícius Júnior deverão receber um comunicado simultâneo em alguns dias, caso o Real decida que o atleta deverá se apresentar em julho. Vai depender do departamento de futebol de Madri, dquem chegará e quem sairá de lá. 

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Campeão outra vez, Real precisa ser convencido pelo Fla para não levar Vinícius Júnior já

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Real Madrid já alertou que deverá pedir ida de Vinícius Júnior do Fla para a Espanha já em julho

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN
Vinícius Júnior não deverá dizer não ao Real Madrid se o clube espanhol pedir sua apresentação já em julho
Vinícius Júnior não deverá dizer não ao Real Madrid se o clube espanhol pedir sua apresentação já em julho Divulgação

O Real Madrid já sinalizou que deverá pedir a apresentação definitiva Vinícius Júnior a partir de 12 de julho. O jogador contratado ao Flamengo por € 45 milhões (mais de R$ 192 milhões) assinará seu contrato com o clube espanhol nesta data, quando completará 18 anos. Pelas regras da Fifa isso não é permitido até que o atleta alcance tal idade. E as chances de o campeão europeu reivindicar sua mudança para a capital espanhola logo após firmar o primeiro compromisso profissional cresceram nos últimos dias.

Após a final da Champions League, sábado, entre Real Madrid e Liverpool, as conversas poderão conduzir o futuro de Vinícius Júnior para que se fixe na Espanha ainda no começo do próximo semestre. Pessoas próximas ao jogador consideram, hoje, tal possibilidade como a mais provável. O atleta se mudará para Madri em julho apenas se duas das três partes envolvidas na negociação concordarem. Ou seja, o rapaz se transfere ainda em 2018 se quiser. Contudo, caso os espanhóis solicitem, ele não deverá negar a mudança imediata.

Sua ida ainda em meados de 2018 poderá fazer parte da renovação de um elenco que, acredita-se, precisa de rejuvenescimento. Por isso o jogo contra o Liverpool pode até pesar, com o desempenho de alguns jogadores do Real Madrid ampliando a chance de saída, ou até de permanência. Reforços do naipe de Neymar e Lewandowski são citados pela imprensa como possíveis contratações, com as prováveis saídas de nomes como Gareth Bale e Benzema.

Inicialmente Vinícius Júnior assina contrato e fica emprestado por um ano. Importante: um terço do valor a ser pago pelo clube espanhol ainda não caiu na conta do Flamengo. Apesar do prejuízo técnico provocado por uma saída imediata, a atual diretoria sorriria com o clube recebendo os € 15 milhões restantes ainda em 2018, último ano de Eduardo Bandeira de Mello na presidência. Pelo acordo, a parcela pendente será paga em janeiro de 2019, quando os europeus poderão exigir a mudança do atacante  imediata e unilateralmente, ou na eventual antecipação da transferência.  

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Como entender o endividamento do Internacional?

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

O Internacional apareceu no ranking das dívidas dos clubes brasileiros de futebol como segundo colocado após as publicações dos balanços de 2017. Como o clube chegou a essa situação? O blog entrou em contato com o clube. O 2º vice-presidente, Alexandre Barcellos, que integra o Conselho de Gestão; e o Diretor Executivo de Finanças do Internacional (CFO, sigla para Chief Financial Officer), Giovane Zanardo dos Santos, responderam às perguntas. E elas são, certamente, as de muitos colorados. 

Como explicar o crescimento do endividamento do Internacional?
O principal motivo de crescimento do passivo do Internacional ocorreu em função do lançamento das benfeitorias oriundas da reforma do Complexo Beira Rio, concluídas em 2014 e que até então, por orientação das antigas empresas de auditoria, receberam outro tratamento. Foram lançados aproximadamente R$ 350 milhões que aumentaram o passivo, mas também aumentaram o ativo permanente do clube, hoje superior a R$ 1 bilhão. Importante ressaltar que estes valores lançados no passivo não serão pagos com desembolso financeiro, mas com a cessão de alguns espaços do Complexo Beira Rio para a BRIO para a exploração comercial pelo período do contrato (20 anos).
 
O que é a BRIO?
É a SPE (Sociedade de Propósito Específico) da AG e do Pactual que administra os espaços cedidos pelo Internacional em troca das benfeitorias realizadas.

O 2º vice-presidente do Inter, Alexandre Barcellos
O 2º vice-presidente do Inter, Alexandre Barcellos Divulgação


Poderia detalhar as benfeitorias?
Neste ponto é tudo que foi feito no Beira Rio na reforma da Andrade Gutierrez, difícil descrever. É “praticamente” um novo estádio.

Em que ponto do balanço recente tais benfeitorias estão especificadas?
No imobilizado, na conta do estádio.
 
O que foi feito na gestão atual para minimizar esse quadro?
A gestão atual tem trabalhado fortemente na redução de custos e despesas, bem como no incremento de receitas. Nas despesas, os reflexos já foram sentidos em 2017, com uma redução de aproximadamente 20% das despesas gerais e administrativas. Nos custos, pelas características específicas da legislação do segmento, os reflexos são sentidos no médio e longo prazos. Para as receitas, as ações implementadas deverão também trazer reflexos já a partir de 2018. De qualquer forma, importante ressaltar que o incremento referido no passivo não trará nenhum desembolso de caixa para o Internacional.
 
Poderia explicar como "não trará nenhum desembolso de caixa para o Internacional"?
Isto se refere ao passivo novo que foi lançado, na conta de cessão por direito de exploração. Não trará desembolso porque não pagamos nada para a BRIO financeiramente. Todo o pagamento se dará com a cessão de alguns espaços pelo período de 20 anos.
 
O Internacional passou a última temporada na segunda divisão, e a dívida cresceu. Como justificar isso ao torcedor?
Conforme referido na primeira resposta, o aumento no passivo ocorreu em grande parte pelo lançamento das benfeitorias do Complexo Beira Rio, com contrapartida no ativo do clube. Com este lançamento foi necessário inclusive reapresentar o balanço de 2016, uma vez que as benfeitorias foram concluídas em 2014. Se considerarmos este efeito nos dois anos, o passivo do Internacional em 2017 é menor que em 2016. Além disso, perdemos muito na valorização do grupo de jogadores e eventual negociação de atletas para o exterior. Modificamos praticamente todo o grupo de jogadores que foi rebaixado no ano de 2016 e isso, por óbvio, também teve um custo.
 

Giovane Zanardo dos Santos, Diretor Executivo de Finanças do Internacional
Giovane Zanardo dos Santos, Diretor Executivo de Finanças do Internacional Divulgação

Qual o planejamento para sair dessa situação?
A gestão do clube continua trabalhando fortemente na redução de custos e despesas. Além disso, tem trabalhado em novas ações de marketing que permitirão trazer para o Internacional novas receitas, sobretudo no que diz com aumento do quadro social e novos patrocinadores.

 
Quantos anos projetam para que o Inter reequilibre suas finanças?
É difícil falar em prazo, mas se as ações que estamos implementando tiverem o efeito imaginado e o clube alcançar seus objetivos dentro de campo, teremos uma evolução constante e um cenário mais confortável em quatro ou cinco anos.
 
Por que o Internacional, e outros clubes, consideram como endividamento os itens receitas a realizar e adiantamentos de contratos?
As receitas a realizar no passivo têm contrapartida também no ativo do clube. Este é um critério que permite o reconhecimento do contrato contabilmente, ou seja, no caso do televisionamento, por exemplo, o contrato prevê que o Internacional receba alguns valores da televisão pela exposição de sua marca e jogos. O lançamento no ativo registra este direito que o clube tem a receber e o passivo a "obrigação" com a exposição da marca. A medida em que o clube recebe os valores e tem seus jogos transmitidos, a receita é reconhecida no resultado do clube pela sua competência.

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