Brasil e seus estádios que não lotam. Falta uma visão mais 'Casas Bahia' aos cartolas brasileiros

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira

Dirigentes e torcedores de Corinthians e Palmeiras se orgulham das médias de público que vêm registrando em seus novos estádios, e das arrecadações repletas de zeros, ou seja, usualmente na casa dos milhões. Justo, afinal, são os melhores números apresentados no ainda pífio futebol brasileiro em matéria de presença nos estádios, com taxa média de ocupação sofrível: 40% ao final do primeiro turno da Série A 2016, como registra o blog Balanço da Bola — clique aqui e confira.

No mesmo link você pode observar que as taxas de ocupação de palmeirenses e corintianos, excelentes para nossos risíveis números, não passam de 75%, ou tres quartos dos lugares disponíveis em seus estádios. Seria a pior marca na última edição da Premier League, quando o rebaixadíssimo Aston Villa, que fez míseros 16 pontos em 114 possíveis, atraiu em média 33.690, ou 78,77% dos lugares existentes no centenário e modernizado Villa Park, na cidade de Birmingham.

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Nem o setor atrás do gol onde ficam a as torcidas organizadas, lotou em Corinthians x Vitória
Nem o setor atrás do gol onde ficam a as torcidas organizadas, lotou em Corinthians x Vitória

O fato é que ainda sobram muitos lugares nos estádios brasileiros, especialmente pela dificuldade dos dirigentes em alterar os preços dos ingressos em função do apelo de cada partida. E do desprezo pela maioria da torcida. Isso mesmo, a massa mais numerosa é solenemente ignorada pela cartolagem, exceto quando dela precisam e, em desespero na luta contra o rebaixamento, reduzem o preço e os convocam. Eles sabem que esses formam a maior parte dos quais se podem contar sempre.

Na última rodada do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras, em primeiro lugar desde o turno passado, atraiu 29.138 torcedores num domingo à tarde ao Allianz Parque. Isso significa que sobraram 14.462 assentos, com 66,83% deles ocupados. Já o Corinthians, na segunda-feira às 20 horas, bateu o Vitória, voltou à terceira posição, a três pontos do líder, diante de 20.207 pagantes. Sobraram 28.793 lugares em Itaquera, que teve 41,23% de seus espaços ocupados, pior marca da história do estádio.

Os números dos dois rivais paulistas ainda são os melhores do país e bem superiores à maioria. Nem vale a pena citar outros exemplos, alguns sofríveis, com médias superadas facilmente pelo Portsmouth. Na quarta divisão, o time do Sul da Inglaterra atraiu 16.391 por partida na temporada passada, 77,68% da capacidade do seu Fratton Park. Nos dois jogos que lá fez no atual campeonato, 16.769, ou seja, seguem assíduos, mesmo sem sair da League Two só oito anos após ganharem a Copa da Inglaterra, quando eram da primeira divisão, a Premier League.

Mauro: clubes buscam universo pequeno de torcedores nos estádios e ignoram maioria de suas torcidas

Os públicos de Corinthians e Palmeiras na rodada passada somaram 49.345, que praticamente caberiam apenas em Itaquera, ou 53,28% dos 92.600 lugares que as duas "arenas" oferecem. Isso com os dois times muito bem colocados no campeonato e sendo apontados como exemplares por jornalistas e outros cartolas. Mas ainda são índices que satisfazem apenas aos elitistas e sem visão, aqueles que com pouco se contentam e não querem ver o público mais "povão" nas arquibancadas.

Para Mauro, São Paulo deveria utilizar gigantismo do Morumbi para atrair torcedor e mostrar força popular

Em 2013, a Via Varejo, dona das populares redes de lojas Casas Bahia e Ponto Frio, registrou lucro líquido de R$ 1,175 bilhão, alta de 240,2% em relação aos R$ 319 milhões obtidos em 2012. Mas o mercado piorou e o grupo fechou 2015 com 23 lojas a menos do que no ano anterior e um lucro líquido de R$ 3 milhões, valor 99,7% inferior ao apurado em 2014. Nem por isso o grupo muda seu foco e deixa de ter uma história de sucesso sem mirar os mais ricos, pelo contrário.

Décadas antes dessa crise mais recente e do aumento de poder aquisitivo da chamada Classe C, as Casas Bahia já faturavam muito atendendo tal público. "A riqueza do pobre é o nome", dizia Samuel Klein, fundador da empresa e que morreu em 20 de novembro de 2014, aos 91 anos. O criador do maior império do varejo brasileiro deu crédito para os de salários mais baixos, deixando os concorrentes se engalfinharem na busca pelo mercado dos ricos ou classe média, os mais abastados.

Reprodução TV
Instantes antes de a bola rolar para Palmeiras x Ponte Preta, muitos lugares vazios no Allianz Parque
Instantes antes de Palmeiras x Ponte, muitos lugares vazios no Allianz Parque

Fato é que as classes C, D e E reúnem 68% dos brasileiros, enquanto A e B não somam mais de 32%, menos de um terço. Evidentemente essa proporção se distribui, com pequenas variações, entre as torcidas brasileiras. Mas os dirigentes desprezam essa massacrante maioria. Mesmo quando sabem que o estádio não lotará, preferem deixar vazias as cadeiras do que ajustar os preços dos ingressos para estimular a presença de mais torcedores e viabilizar a ida desses quase 70% aos seus jogos.

Quantos corintianos passam diariamente de trem, ônibus, carro, a pé, em frente à "Arena" do clube sem que jamais tenham pisado lá e sonhando com esse dia? Ela fica em Itaquera, região 76ª colocada no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano de São Paulo, que reúne 96 distritos. O mesmo vale para o Palmeiras, cujo Allianz Parque fica em Perdizes, terceiro nessa mesma lista, mas por onde passam tantos e tantos alviverdes, indo e vindo do trabalho, e que não conhecem a nova casa do clube.

É evidente que no futebol profissional e caro, jogos de maior demanda terão ingressos absorvidos prioritariamente por sócios torcedores e pelos que podem pagar mais. Entram aí a lei da oferta e da procura e a necessidade de faturar mais de cada clube. Mas em tantos e tantos cotejos, mesmos nos considerados exemplares Corinthians e Palmeiras, sobram cadeiras e mais cadeiras vazias. Não seria melhor ter um torcedor ali sentado, mesmo que ele só possa comprar um ingresso por ano?

Hoje esses e outros clubes com milhões de torcedores trabalham, na prática, com um universo restrito inferior a 100 mil que são associados. E pressionam a maioria a aderir aos seus programas com os ingressos caros, uma lógica perversa e burra que já recebeu a resposta popular há tempos: nesses termos os 68% não vão se associar. E não o farão porque têm outras prioridades e o orçamento mais apertado. Isso não faz deles menos apaixonados pelas cores dessa ou daquela agremiação.

Nos programas de sócios torcedores há pacotes de aproximadamente R$ 10 que não direito a nada, nem a um ingresso por R$ 30 num jogo de menor apelo reservado dias antes pelo site. O sujeito apenas paga, como um dízimo. As opções mais interessantes, que têm contrapartidas, são mais caras e economicamente favorecem apenas aos que podem frequentar a maioria das pelejas. É tudo pensado apenas nos 32%, ou menos, ou seja, mais ricos e a tal classe média tão badalada nesse país.

Se os quase 70% mais pobres pudessem se revezar indo aos jogos de menor demanda e tendo a chance de conhecer e eventualmente visitar as casas de seus clubes, as cadeiras vazias ficariam mais raras, ou seriam 100% ocupadas de vez. Os 43.255 lugares não vendidos na rodada mais recente em jogos dos clubes com as melhores médias, comercializados a R$ 20, por exemplo, significariam mais R$ 865 mil. A renda de Corinthians x Vitória foi de R$ 930.524 com gente pagando até R$ 180. Ninguém se propôs a pagar R$ 450 por uma cadeira no setor Oeste Vip, mostra o borderô.

No caso específico dos dois clubes — insisto, nem vale a pena citar os demais, com números muito piores — se abre mão, por exemplo, do público neutro, gente que gostaria de conhecer as "arenas", ou quem está de passagem por São Paulo e teria interesse em ir a um jogo. Mas com esses preços? Um turista que pagaria, digamos, R$ 50, dificilmente desembolsará o dobro ou triplo disso. E é claro que não se tornará sócio torcedor. Preferem as cadeiras vazias do que vender por um valor mais justo.

Reprodução TV
Flamengo x Grêmio em Brasília: olho grande dos cartolas e público que caberia em Cariacica
Flamengo x Grêmio em Brasília: olho grande dos cartolas e público que caberia em Cariacica

Sem falar nos visitantes, sempre explorados. Um ingresso domingo na torcida da Ponte Preta custou R$ 110 e segunda-feira o pessoal que apoiou o Vitória pagou R$ 100. No jogo entre Corinthians x Flamengo, só 67% do estádio foi ocupado e milhares de rubro-negros não puderam ir a Itaquera porque apenas 2,2 mil ingressos foram colocados à venda para eles. Se disponibilizassem os 10% estipulados pelo regulamento, seriam 4,9 mil e pelo menos mais R$ 200 mil nas bilheterias.

Mas nada supera a tolice dos dirigentes do próprio Flamengo. Domingo, em Brasília, na estreia de Diego, jogaram os ingressos nas alturas, com preço médio de R$ 63. Resultado, apenas 30,98% dos 72.788 lugares foram ocupados. O público de 22.522 pagantes lotaria o estádio de Cariacica, onde o time tem atuado. Mas na capital federal, num estádio imenso, era obviamente necessário oferecer preços mais populares.

Se o custo médio fosse de R$ 40, bastariam 40 mil rubro-negros para renda R$ 200 mil maior. Sem falar em algo não menos importante: casa cheia, atmosfera, mais gente apoiando o time. A pergunta é: quem decide isso conhece algo de futebol? Frequentou estádio? Já sentou numa arquibancada? Sabe qual é a realidade de um assalariado? 

Mauro critica maneira como a torcida visitante é recebida por times de São Paulo

Enquanto isso, aqueles caraminguás que o povão ainda pode reservar para um pequeno "luxo" são direcionados a algo mais justo, como a prestação de uma televisão, um fogão novo, uma máquina de lavar roupas! Com parcelas que se encaixam no orçamento do cidadão e dão em troca algo real, palpável. A paixão não é concreta, mas é muito maior do que o desejo por um aparelho eletrônico ou um eletrodoméstico. Contudo, ela soa como exploração quando se vê os preços dos ingressos.

Falta aos dirigentes perceber o óbvio: estamos no Brasil, país cuja população tem renda média de apenas R$ 1.113. Falta quem note que entre os 68% das Classes C, D e E não há quem possa pagar R$ 450 por um ingresso numa decisão. Mas são milhões que desembolsariam R$ 20, R$ 30 em partidas menos concorridas e que, juntos, proporcionariam muito mais do que esse meio salário-mínimo por um jogo de futebol. Falta aos clubes alguém com a visão do criador da Casas Bahia.

Fonte: Mauro Cezar Pereira, blogueiro do ESPN.com.br

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Mauro Cezar: troca de mãos do Maracanã pode não significar nenhuma mudança para Flamengo e Fluminense

Mauro Cezar Pereira
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Fla e Flu deveriam comemorar troca de mãos no Maracanã? ‘Pode significar nenhuma mudança, ou muito pouco’, analisa Mauro

Fonte: Mauro Cezar Pereira, blogueiro do ESPN.com.br

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Mauro analisa cenário político do São Paulo com Leco isolado na presidência

Mauro Cezar Pereira
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Fonte: Mauro Cezar Pereira, blogueiro do ESPN.com.br

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Grêmio é o brasileiro com mais chances de vencer fora de casa na 4ª feira de Libertadores

Mauro Cezar Pereira
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Fonte: ESPN.com.br

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Conselho Administrativo faz recomendações ao presidente do São Paulo e, indiretamente, pressiona Raí

Mauro Cezar Pereira
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Em reunião, conselheiros pediram cortes de custos devido aos milhões de reais que o clube deixará de faturar com a eliminação da Copa Libertadores


Fonte: Mauro Cezar Pereira

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Os riscos que o Atlético-MG correrá no Uruguai

Mauro Cezar Pereira
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Fonte: Mauro Cezar Pereira

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O choque de realidade do Manchester United na derrota para o PSG

Mauro Cezar Pereira
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Fonte: ESPN.com.br

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Tragédia no Ninho do Urubu: Área de incêndio seria usada como estacionamento apenas no futuro e os meninos seriam tirados de lá em 72 horas

Mauro Cezar Pereira
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Mauro Cezar Pereira participou do Futebol na veia nesta sexta-feira e comentou sobre a tragédia no CT do Flamengo, que deixou 10 mortos após um incêndio

Fonte: Mauro Cezar Pereira

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Premier League vira 'grande caldeirão' na reta final; veja a análise das opções de City e Liverpool

Mauro Cezar Pereira
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Fonte: ESPN.com.br

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Jogador faz duas funções no mesmo jogo da Premier League; Mauro explica e questiona: ‘Por que não acontece no Brasil?’

Mauro Cezar Pereira
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Fonte: ESPN.com.br

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Poucos acreditam em Ganso no Fluminense, mas pode dar certo

Mauro Cezar Pereira
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Mudança no blog

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira

Caros, desde julho de 2008 escrevo meu blog no ESPN.com.br. A partir de fevereiro ele vai mudar, você não lerá mais meus textos por aqui, mas teremos novidades, o futebol continuará em pauta exatamente nesse espaço.

Feliz 2019 a todos.

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Fonte: Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

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Candidato que ganhou, mas não levou, ainda crê em nova eleição no Vasco

Mauro Cezar Pereira
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Escolhido pelos associados, Júlio Brant tinha tudo para se tornar presidente do Vasco da Gama. Mas no segundo turno da eleição, quando apenas os conselheiros puderam votar, Alexandre Campello foi o escolhido em meio a uma manobra política que envolveu o ex-presidente Eurico Miranda e aliados. A justiça já determinou a realização de novo pleito, mas uma liminar barrou a ida às urnas. O blog entrou em contato com Brant, que diz acreditar, ainda, em nova votação no começo de 2019.

Ouvi queixas de opositores a quem está no poder de que você raramente aparece em São Januário, que na recente votação do orçamento para 2019 estava na Europa e nem votou. O que diria a respeito?

Julio Brant: A minha ida a São Januário requer uma logística muito grande e alguns cuidados de segurança: hostilidade por parte de alguns pequenos grupos e grande apoio da maioria dos torcedores. Fui aos jogos importantes da Libertadores e do Campeonato Brasileiro e tive o apoio manifestado pela torcida ao gritar em peso meu nome, num claro sinal de que não quer a manutenção do que está hoje no clube. Sobre estar na Europa, minha vida profissional exige e isso acontece desde 2014, quando entrei pela primeira vez no Conselho do clube. Os acordos profissionais para reduzir carga de trabalho ficam para quando assumir o Vasco. 

Júlio Brant: 'Ida a São Januário requer logística muito grande e alguns cuidados de segurança'
Júlio Brant: 'Ida a São Januário requer logística muito grande e alguns cuidados de segurança' Reprodução

Como anda sua relação com a complexa política do clube?

A nossa base de conselheiros está indo a todas as reuniões e se mantém firme no propósito de mudar o Vasco. Esses que falam isso tentam desconstruir a imagem que representamos: a ameaça de mudar o status quo, as mesmas práticas de sempre, que levaram o clube a situação de hoje. 

Sobre a eleição, continuamos otimistas, respeitando a Justiça, sempre. Ela possui o seu ritmo. Nosso trabalho técnico e nas conversas tem sido incansável e sólido. O TJRJ tem dado sinais claros de entendimento e da necessidade de mudanças de algumas práticas na sociedade.

Ainda crê na realização da eleição em 2019?

Sim, estamos confiantes. A decisão deve sair em breve.

Quando acredita?

Em janeiro.  Se decidir favoravelmente teria que ser logo no início do ano.

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Fonte: Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

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Defesa coloca Liverpool na liderança e empurra Manchester City para o 3º lugar na Premier League

Mauro Cezar Pereira
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A classificação do Campeonato Inglês de 2018/2019 após o primeiro turno, encerrado nesta quinta-feira
A classificação do Campeonato Inglês de 2018/2019 após o primeiro turno, encerrado nesta quinta-feira Reprodução

Nas últimas 11 rodadas da Premier League, de 33 pontos, o Liverpool acumulou 31. Nesse período, o Manchester City fez 24, sete a menos. Os times que na oitava rodada, quando houve empate no duelo entre os dois, estavam lado a lado, agora têm sete a separá-los. É o tamanho da vantagem dos Reds, reflexo das três derrotas sofridas pelos atuais campeões nas suas quatro últimas aparições.

Auba, Salah, Kane... A IN-SA-NA briga pela artilharia da Premier League. E aí, quem vai levar a melhor? Vote!

Como o Tottenham fez 27 em 33 disputados, saltou para o segundo lugar, empurrando os Citizens para o terceiro posto. A diferença entre as equipes está no desempenho das retaguardas. Se o City duelava com o Liverpool pelo melhor desempenho defensivo, hoje o cenário já é bem outro.


O líder tem incríveis sete gols em suas redes após um turno inteiro, 19 pelejas, enquanto os campeões de 2017/2018 somam 15. Na atual série de oito vitórias consecutivas, o time de vermelho levou apenas dois tentos! E é aí que mora a diferença na tabela de classificação.

Foram 156 finalizações contra a meta do Liverpool no 1º turno, 52 certas e apenas sete gols em 19 partidas: defesa
Foram 156 finalizações contra a meta do Liverpool no 1º turno, 52 certas e apenas sete gols em 19 partidas: defesa TruMedia/ESPN

Nesse trecho do campeonato inglês que marca a arrancada para a liderança, o Liverpool teve 31 finalizações contra sua meta e o Manchester City 32. Mas se o time de Pep Guardiola levou uma dúzia de gols, o de Jürgen Klopp foi buscar a pelota nas redes apenas quatro vezes nesses 11 cotejos.

Ou seja, os dois seguem como os que menos permitem arremates adversários contra eles, mas o Liverpool os detém quase todas as vezes, o City não mais. Já o ataque dos Citizens segue firme, é o melhor do certame — 51 gols contra 43 do Liverpool. Ambos têm 36 de saldo.

É lá atrás que o campeonato está sendo decidido. 

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Fonte: Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

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Flamengo diz não a oferta por colombiano e deve seguir cauteloso nas tentativas de contratação

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira
Cardona comemora gol do Boca com Carlitos Tévez: os dois terminaram a Libertadores fora do time titular
Cardona comemora gol do Boca com Carlitos Tévez: os dois terminaram a Libertadores fora do time titular Reprodução TV

O meia Edwin Cardona, camisa 10 do Boca Juniors, foi oferecido ao Flamengo. O Monterrey, que detém os direitos sobre o colombiano, estipulou, em documento oficial, o valor de US$ 5,5 milhões (cerca de R$ 22,3 milhões) . Documento dos mexicanos datado de 17 de dezembro estipula, por um prazo de cinco dias, tal valor pelo atleta emprestado ao campeão argentino.

Ele esteve em 20 dos 27 jogos (titular em 19) que o time disputou no campeonato argentino encerrado no primeiro semestre, quando se tornou campeão. Na atual Superliga, participou de 11 jogos dos 13 que a equipe fez até aqui. Fez oito aparições na campanha que levou o Boca à decisão da Libertadores, mas perdeu espaço entre os titulares na reta final.

Área do campo por onde mais transitou e deu passes Edwin Cardona nas duas últimas temporadas, pelo Boca
Área do campo por onde mais transitou e deu passes Edwin Cardona nas duas últimas temporadas, pelo Boca TruMedia/ESPN


"Perdeu espaço porque o antigo treinador, Guillermo Barros Schelotto, utilizou um esquema ao qual não se adaptou, o 4-3-3. Cardona é um armador. Alguns também dizem que falta bom comportamento fora dos campos. Outro problema foi o seu físico, o ritmo da equipe de Schelotto obrigou-o a usar jogadores rápidos e Cardona não é assim. É um grande jogador, mas trabalha melhor na posição '10' clássico. A má notícia para ele é que o futebol de hoje exige pressionar constantemente o adversário e correr o jogo todo", analisa o repórter argentino Cristian Del Carril. "O treinador queria que ele trabalhasse como ponta, pelo lado do campo. Mas Cardona não estava ali para isso", acrescenta o jornalista Pablo Lejder.

Descartado o colombiano, o Flamengo procura jogadores que possam chegar ao elenco para ocupar suas posições, caso da lateral-direita. A ideia é contratar quem chegue para ser titular. Em meio à transição de Eduardo Bandeira de Mello para Rodolfo Landim na presidência, alguns negócios são levados adiante ou ficam pelo caminho. Bruno Spindel, que herdou de Fred Luz o cargo de CEO é personagem dessa transição. Ele deve seguir no clube, mas em nova função.

Nesse contexto, o atacante Bruno Henrique foi tentado, ainda na administração que está no fim, mas o último movimento foi de recuo do Santos, que não está mais disposto a negociar o atleta. Diego Ribas, caso demonstre interesse em ficar, receberá proposta que o colocará  um patamar abaixo do que ocupou ao chegar em 2016. O entendimento é de que o camisa 10, três anos mais velho, não entregou o que dele se esperava em campo.  Seu contrato termina na metade do próximo ano.

Quanto a Diego Alves, a disposição do jogador em permanecer, ou não, será vital para seu futuro. Tudo indica que o goleiro precisará recuar depois da confusão com Dorival Júnior , ex-técnico da equipe, que atingiu até o diretor Carlos Noval. Réver, por sua vez, exerceu cláusula firmada com os rubro-negros e o Internacional, quando de sua contratação. Ele tinha o direito de, no último ano de contrato, deixar o clube se recebesse proposta mais longa e não a cobrissem. O Atlético Mineiro acenou com um compromisso por três temporadas e os rubro-negros preferiram não igualar.

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Fonte: Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

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Fluminense espera Fernando Diniz mais maduro, sem perder o elenco, para reformular o time em 2019

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira
Fernando Diniz, quando técnico do Athletico: profissional segue sob contrato com o clube paranaense
Fernando Diniz, quando técnico do Athletico: profissional segue sob contrato com o clube paranaense Gazeta

O Fluminense acertou com Fernando Diniz para 2019. Técnico do Athletico Paranaense no primeiro semestre de 2018, ele só não foi anunciado pelo tricolor para próxima temporada porque segue vinculado ao campeão do Paraná e da Copa Sul-americana.

Diniz deixou o comando do time profissional do Furacão após a 12ª rodada do Campeonato Brasileiro, durante a Copa do Mundo, mas não se desligou do clube paranaense. Ele seguiria como gestor das categorias atleticanas no ano que se aproxima.

Para contar com Fernando, o Fluminense lhe dará um aumento salarial, mas o treinador só poderá ir para o Rio de Janeiro assumir o comando do elenco após finalizar os tramites trabalhistas com o Athletico. Mas já existe o acordo feito entre clube carioca e o profissional.

Um receio dos dirigentes passa pela relação do treinador com os comandados. De forte temperamento, ele teria perdido o grupo durante sua passagem à frente do time rubro-negro. Confiante em sua capacidade, o Fluminense espera recebê-lo mais maduro e capaz de capitanear uma ampla reformulação.

A ideia é montar um novo time, na linha do que Diniz fez no Audax, vice-campeão paulista em  2016, e no próprio Furacão. Um aposta do Fluminense, onde Fernando atuou. Meio-campista, ele defendeu entre 2000 e 2003 o clube das Laranjeiras. Diniz fará 45 anos em março.

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Fonte: Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

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Atlético-MG faz balanço de um 2018 com corte de custos e mira estádio como ponto da virada

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira

O Atlético termina 2018 sem títulos, mas com a vaga na próxima Copa Libertadores, o que não deixa de ser positivo em meio às mudanças estabelecidas no clube. Especialmente o corte nos gastos a partir da chegada de Sérgio Sette Câmara à presidência. O blog conversou com o vice-presidente do Galo, Lásaro Cândido da Cunha, ex-diretor jurídico do Galo e conhecido da torcida por sua atuação na área.

Qual o balanço que fazes da situação do Atlético na parte jurídica após o primeiro ano de mandato do presidente?

Na parte jurídica demos sequência ao que já estamos fazendo desde 2009, qualificando melhor nossos contratos e controles. Temos hoje, por exemplo, um dos menores números de reclamações trabalhistas entre os clubes, algo em torno de 25 ações em curso. Todo  estoque.

O clube ainda está no ato trabalhista?

Saímos desde 2012. Seguramente, entre os clubes, o Atlético tem a melhor situação trabalhista. Ato trabalhista se justifica quando há descontrole de ações trabalhistas, há então necessidade de se ter uma unificação das causas para disciplinar os pagamentos, sem inviabilizar o clube. A liberação do Ato Trabalhista significa início de organização.

Lasaro da Cunha, vice-presidente do Atlético: livre do ato trabalhista e planejando estádio
Lasaro da Cunha, vice-presidente do Atlético: livre do ato trabalhista e planejando estádio arquivo



E nas finanças?

Na parte financeira, embora não atue diretamente na área, reduzimos nosso custo no futebol ao dispensar figurões (Fred, Robinho...) para investir em jogadores mais jovens etc. Mas o custo de dispensa de alguns jogadores (Felipe Santana, Roger Bernardo etc) atrapalhou, e ainda atrapalha, em menor escala; o custo financeiro do clube. Além do custo das dívidas antigas. Acho também que houve alguns erros da diretoria de futebol e instabilidade; demissões de técnicos, algo que temos de evitar para a próxima temporada. 

Como está a questão do estádio?

Há, por outro lado, a chance concreta do estádio ter o início das obras logo no começo de 2019. algo que pode ser a base de nossa estabilidade financeira. Teremos ao final um estádio quitado e com enormes possibilidades de futuramente com shows, eventos etc. E acolhimento ao torcedor nas diversas faixas de renda. 

E quanto ao futuro do Galo?

Sim, além disso, precisamos avançar para disciplinar melhor os limites de gastos para  gestões futuras do clube. 

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Fonte: Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

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Atlético-MG faz balanço de um 2018 com corte de custos e mira estádio como ponto da virada

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Abel Braga fala sobre o Santos e retorno ao Flamengo depois de 15 anos

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira

O técnico Abel Braga e Renato Gaúcho são os mais lembrados nos clubes que buscam um novo treinador para 2019, já que a temporada no futebol brasileiro termina no dia 2 de dezembro. Em entrevista exclusiva ao jornalista Alysson Rodrigues , ‘Abelão’ repensa sobre possibilidade de treinar Santos: “Vamos esperar o campeonato acabar...” e desconversou sobre um retorno ao Flamengo, clube que dirigiu em 2004 e ganhou uma taça regional. 

Abel, que curte suas férias no Uruguai, relata “não estar preocupado com o tempo parado”. O treinador ainda relembra que já repetiu esses tempos sabáticos em saídas de Flamengo, Al-Jazira e Internacional.  O treinador comenta que não foi sondado por ninguém e quem deve falar se o procurou, é o clube e não ele. “Acho que seria supervalorização eu dizer algo do tipo, a equipe que tem de divulgar aos torcedores”.  

Quando relembrou da época que treinava o Flamengo, Abel ri e diz não ter comparação nem na brincadeira aquela equipe que tinha em mãos com a atual. “Aquele time tinha Júlio César, Felipe e Zinho, como destaques”. Esse Flamengo há 15 anos era formado por um corpo diretório de Márcio Braga (presidente), Júnior (diretor técnico), ex-jogador e ídolo; além de João Henrique Areias (marketing) e José Maria Sobrinho (diretor executivo). 

Abel Braga em ação durante a sua passagem pelo Flamengo, em 2004
Abel Braga em ação durante a sua passagem pelo Flamengo, em 2004 arquivo

O elenco que o técnico Abel Braga também contava com os experientes Fabiano Eller, Athirson, Roger Machado, Júnior Baiano, Fábio Baiano e Dimba.  Os cariocas tinham garotos da base bem conhecidos do fã de futebol completando o grupo. Casos de Ibson,  Jonatas, André Bahia, Vinicius Pacheco, Egídio, Andrezinho e Roger Guerreiro. 

A temporada para ‘Abelão’ parecia correr normalmente.  Ganhou o 1º turno do campeonato carioca por 3 a 2 ao enfrentar o Fluminense. E foi campeão estadual diante do Vasco fazendo o clássico dos milhões no Maracanã ao vencer os dois jogos.  O destaque foi o atacante Jean que fez três gols na partida final. 

Os cariocas sentiam confiança que aquele ano seria o fim do jejum de títulos nacionais de grande expressão que não vinha desde o campeonato brasileiro de 1992. A chance teve, mas o clube fracassou na final contra o Santo André.  Empate por 2 a 2 no antigo Palestra Itália e perdeu por 2 a 0 no Rio Janeiro. 

A queda de Abel Braga era iminente. E aconteceu depois da derrota para o Juventude, em Volta Redonda, por 1 a 0 e seguir lanterna do nacional, à época.  ‘Abelão’ comandou o time por 44 partidas. Foram 19 vitórias, 12 empates e 13 derrotas com aproveitamento de 52,2% de 70 gols marcados e 56 sofridos. Aquele ano os rubro-negros acabaram em 17° lugar em um torneio disputado por 24 times. 

Abel Braga reconhece que são poucos os jogos bons no Brasil e aponta problemas para isso. “É possível agregar desempenho com qualidade de jogo.  A questão é o calendário. Os estaduais precisam ser revistos. É necessário adequar. Treino 15 ou 16 dias para aguentar temporada de 70 ou 75 jogos. Um exemplo desse ano foi o Barbieri que tinha pressão de ganhar tudo. Felipão, por outro lado, logo que assumiu avisou que era impossível ganhar tudo. O resultado sempre fala mais alto. Diretor e torcedor não quer saber de desempenho. Querem resultado. Mas, é claro, se agregar ambos, 80% de chance de vitória, do que aqueles que jogam por uma bola”. 

Abel lembra sua passagem pelo Flamengo, então ainda distante de sua situação atual, com estrutura e CT
Abel lembra sua passagem pelo Flamengo, então ainda distante de sua situação atual, com estrutura e CT arquivo

O experiente e talento zagueiro quando jogava, Abel relacionou a pressão exercida sobre Barbieri no Flamengo pelos resultados e não pelo desempenho. Mesmo sendo o clube que rivaliza com o Palmeiras, como os mais ricos do país, os cariocas não gritam é campeão de torneio nacional desde 2013. Do brasileirão há quase uma década. Além das vexatórias campanhas na Libertadores.  

“O futebol é complexo. Eles (Flamengo) têm pecado muito num momento crucial, sendo eliminado em momentos importantes. Isso causa uma ansiedade muito grande. O torcedor do Flamengo se faz presente todo jogo. É um clube tudo certo, bem administrado financeiramente, mas na hora ‘H’ tem falhado em alguma coisa, no momento que necessita as coisas não acontecem”. 

“O grande parâmetro da atualidade é o Palmeiras. O clube paulista é qualificado e com um treinador bem gabaritado. Depois do 7 a 1 tentou- se denigrir a imagem dele (Scolari), mas o mesmo é fantástico. Não à toa que brigou por tudo na temporada”, comentou o técnico. 

Pelas incertezas vividas em Corinthians, São Paulo e Santos para 2019, o treinador revela um desejo antigo de vir a São Paulo, mas que não tem nada concreto. Parece que uma porta já se fechou, pois Fábio Carille está acertando seu retorno aos corintianos. “Tem realmente no meu currículo esse buraco de não ter trabalhado na maior metrópole do país. Por exemplo, passei 7 vezes no Internacional. Seria bom ter isso na carreira. Há uma estrutura diferente, assim como o futebol jogado “. 

Abel Braga diz não ter mais desejos de dirigir fora do Brasil. Atualmente, seu filho Fábio Braga, cuida da sua carreira recebeu sondagem do Al-Hilal (Arábia Saudita), mas não quis. Porém, cita que Europa pelo peso cultural seria uma possibilidade, em caso de proposta. Algo que não aconteceu até o momento.

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Fonte: Por Alysson Rodrigues

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Veja quais os times que mais tiveram saldo entre pênaltis contra e a favor no Brasileirão

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira
O goleiro Marcelo Grohe em ação pela Recopa: nenhum pênali contra o campeão da Libertadores na Série A 2p
O goleiro Marcelo Grohe em ação pela Recopa: nenhum pênali contra o campeão da Libertadores na Série A 2p []

O Grêmio é o segundo time que mais penalidades máximas teve a seu favor nas 34 rodadas do Campeonato Brasileiro. Foram 11 batidas pelo campeão da Libertadores e nenhuma pelos seus adversários. Isso gera um saldo de 11, superando o Vasco, equipe com mais penais para si, uma dúzia, mas três contra. Já o Fluminense é o único sem pênaltis para bater em 34 jogos. Confira os números do Footstats.

Pênaltis na Série A 2018*

Grêmio (11-0) 11
Vasco (12-3) 9
Palmeiras (7-1) 6
Internacional (7-3) 4
Santos (4-2) 2
Bahia (4-3) 1
Cruzeiro (6-5) 1
Atlético-MG (5-5) 0
Ceará (2-2) 0
São Paulo (3-3) 0
Chapecoense (3-4) -1
Flamengo (3-4) -1
Botafogo (4-6) -2
Vitória (3-5) -2
Corinthians (1-4) -3
Sport (3-6) -3
América (3-7) -4
Atlético-PR (2-8) -6
Paraná (1-7) -6
Fluminense (0-6) -6

* entre parênteses os penais a favor menos os contra, ao lado o resultado
Fonte: Footstats

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Fonte: Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

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Fla perde último clássico na 'Era' Bandeira de Mello, que colecionou fracassos contra Flu, Bota e Vasco

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira

A derrota para o Botafogo por 2 a 1 no Estádio Nilton Santos, o Engenhão, praticamente sepultou as esperanças de título brasileiro do Flamengo em 2018, último ano de mandato do presidente Eduardo Bandeira de Melo, iniciado em 2013 e marcado por um fraco desempenho nos confrontos com os rivais cariocas, mesmo com muito mais dinheiro e, consequentemente, investimentos. O aproveitamento rubro-negro nesses seis anos foi de 52% diante do trio, com 30 vitórias, 27 empates e 18 derrotas.

Neste ano, o Flamengo foi eliminado da Taça Rio pelo Fluminense e da final Estadual tendo como algoz também o Botafogo. Os tricolores ainda aplicaram um 4 a 0, a maior goleada do Fla-Flu em 29 anos. Já o Vasco, time carioca de pior campanha no Campeonato Brasileiro e lutando contra o rebaixamento, não foi derrotado pelos rubro-negros na atual Série A, empatando em Brasília no returno em função de um gol contra quando, muito desfalcado, merecia derrotar o time de vermelho e preto. 

Segundo o site Transfermarket, o elenco do Flamengo está avaliado em € 76,2 milhões (R$ 322,5 milhões) , um dos dois mais caros do Brasil ao lado do Palmeiras, com € 76,9. 0 do Botafogo vale € 31,3 milhões (R$ 132,4  milhões), o do Vasco registra € 30,1 milhões (R$ 127,4  milhões) e o do Fluminense € 28,7 milhões (R$ 121,5  milhões). Isso significa que, sozinho, o grupo de jogadores rubro-negros tem valor de mercado equivalente a mais de 85% da soma de investimentos dos três outros cariocas.

Dizem que dinheiro não é tudo. Alguma dúvida?

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Fonte: Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

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Rubro-negros ainda pensam em Renato 'Gaúcho' Portaluppi, hoje mais perto de uma renovação com o Grêmio

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira
Renato Gaúcho retornou em setembro de 2016 ao comando do Grêmio e ganhou quatro taças
Renato Gaúcho retornou em setembro de 2016 ao comando do Grêmio e ganhou quatro taças Getty

A renovação do contrato de Renato "Gaúcho" Portaluppi com o Grêmio está bem encaminhada. O técnico campeão da Copa Libertadores vem discutindo com os dirigentes tricolores há algum tempo sobre a extensão do compromisso. A eliminação diante do River Plate na semana passada não mudou em nada o interesse do clube, que deseja contar com ele em 2019. 

Renato já foi aconselhado por pessoas próximas a seguir no comando do elenco gremista. Ele retornou em setembro de 2016 e desde então renovou duas vezes seu contrato, que termina ao final de 2018. O Flamengo tentou contar com ele durante a atual temporada, mas o treinador preferiu permanecer à frente do time com o qual também ganhou Copa do Brasil, Recopa e Gaúchão.

Diante do possível novo assédio do clube carioca, que está às vésperas da eleição presidencial, o melhor cenário para os gremistas é o fechamento de um novo acordo o quanto antes. Obviamente o futuro presidente do Flamengo só poderia formalizar um compromisso com Renato "Gaúcho" Portaluppi após o pleito, que está marcado para 8 de dezembro, um sábado.

Apoiadores do candidato de oposição, Rodolfo Landim, conversaram com pessoas próximas a Renato, que deve ser procurado por integrantes da chapa situacionista, do atual vice-presidente de futebol, Ricardo Lomba. O treinador não pretende se reunir com outro clube antes de definir se permanece no Grêmio, cujo presidente, Romildo Bolzan, tem mandato até o final de 2019.

De folga, Renato está no Rio de Janeiro, onde mantém sua casa, com volta prevista a Porto Alegre para terça-feira. Ele voltará a treinar o time do Grêmio na quarta. Domingo, na Arena, às 17 horas, o adversário será o Vasco. A equipe está a dois pontos do seu objetivo imediato, alcançar o São Paulo na luta pela quarta colocação no Brasileiro, que dá vaga na fase de grupo da Libertadores. 

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Fonte: Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

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