Libertadores conhece os 47 participantes. Veja quem são e como se garantiram

Leonardo Bertozzi
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Reprodução CONMEBOL
Esquema da Libertadores 2017 divulgado pela Conmebol
Esquema da Libertadores 2017 divulgado pela Conmebol

A Copa Libertadores da América passará em 2017 por sua maior mudança de formato neste século. A Conmebol mexeu no calendário para que o torneio ocupe os dois semestres e aumentou o número de participantes. Seriam 44, mas a desistência do México em razão do conflito de calendários motivou uma nova mudança. Agora, serão 47 equipes envolvidas, 28 delas já garantidas na fase de grupos.

Os outros 19 times participarão de uma etapa preliminar dividida em três fases. Na primeira, ainda em janeiro, entram em campo seis equipes, de Bolívia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. Os três vencedores avançam à segunda fase, juntando-se a outros 13 times. Então, serão duas fases eliminatórias que definirão quatro classificados para os grupos.

O sorteio será nesta quarta-feira, dia 21 de dezembro. A Conmebol ainda não divulgou os critérios para a definição dos confrontos.

Confira todos os classificados.

ARGENTINA (6 vagas)

São cinco vagas diretas. Pelo campeonato, classificaram-se o campeão Lanús, o vice San Lorenzo, Estudiantes e Godoy Cruz. A outra irá para o River Plate, vencedor da Copa Argentina.

Na segunda fase preliminar entra o estreante Atlético Tucumán, quinto colocado no campeonato.

BOLÍVIA (4 vagas)

Os dois campeões da temporada 2015/16 vão direto aos grupos: Sport Boys, do Apertura, e Jorge Wilstermann, do Clausura.

Pela pontuação geral, The Strongest fica com a vaga na segunda fase preliminar, enquanto o Universitario de Sucre entra na primeira fase.

BRASIL (7 vagas + campeão da Sul-Americana)

A Chapecoense, declarada campeã da Copa Sul-Americana pela Conmebol, fará sua estreia na Libertadores entrando diretamente na fase de grupos.

Também começam nos grupos os quatro primeiros do Campeonato Brasileiro - Palmeiras (campeão), Flamengo, Santos e Atlético-MG - e o Grêmio, vencedor da Copa do Brasil.

Na segunda fase preliminar entram o Botafogo, quinto colocado, e o Atlético-PR, sexto.

CHILE (4 vagas)

A Universidad Católica foi campeã do Clausura no primeiro semestre e garantiu uma das vagas diretas. Como a Católica também conquistou o Apertura, o outro lugar nos grupos coube ao Deportes Iquique, vice-campeão.

Uma das duas vagas na segunda fase preliminar foi para o Colo Colo, campeão da Copa Chile. A outra ficou com a Unión Española, terceira colocada do Clausura, que venceu um play-off com o O'Higgins, terceiro do Apertura.

COLÔMBIA (4 vagas + atual campeão)

O Atlético Nacional tem a vaga garantida como atual campeão. Ao seu lado na fase de grupos estarão o Independiente Medellín, vencedor do Apertura no primeiro semestre, e o Santa Fe, que levou o Finalización.

As duas vagas na segunda fase preliminar foram definidas pela pontuação geral: Millionarios e Junior de Barranquilla.

EQUADOR (4 vagas)

O campeão Barcelona de Guayaquil e o rival Emelec, segundo colocado na tabela geral, estão na fase de grupos. O terceiro, El Nacional, entrará na segunda fase preliminar, e o quarto, Independiente del Valle, na primeira.

PARAGUAI (4 vagas)

São duas vagas diretas: uma do Libertad, vencedor do Apertura, uma do Guaraní, campeão do Clausura. O Olimpia, pela pontuação geral, estará na segunda fase preliminar. A segunda melhor campanha entre os não-campeões foi do Deportivo Capiatá, que entrará na primeira fase em sua estreia na Libertadores.

PERU (4 vagas)

Os dois finalistas do campeonato nacional, o campeão Sporting Cristal e o vice Melgar, estarão na fase de grupos. O Universitario, terceiro colocado, entra na segunda fase preliminar, e o Deportivo Municipal, quarto, na primeira.

URUGUAI (4 vagas)

Peñarol, campeão da temporada 2015/16, e Nacional, pela tabela geral, vão à fase de grupos. A pontuação total colocou o Cerro na segunda fase preliminar. A vaga na primeira fase preliminar ficou para o Montevideo Wanderers, segundo colocado no Torneio de Transição, vencido pelo Nacional.

VENEZUELA (4 vagas)

O campeão de 2016 Zamora e o vice Zulia estão na fase de grupos. Pela pontuação de 2016, o Carabobo entrará na segunda fase preliminar, e o Deportivo Táchira na primeira.

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'Talvez fosse maravilhosa demais essa equipe para envelhecer. Talvez o destino quisesse levá-la no ápice de sua beleza'

Leonardo Bertozzi
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O jornalista italiano Carlo 'Carlin' Bergoglio disse as palavras acima quando o desastre de Superga matou o maior time da história do Torino, em 1949.

Bergoglio trabalhava no maior diário esportivo de Turim, o Tuttosport, e teve de substituir Renato Casalbore, fundador e diretor de redação do veículo. Casalbore foi uma das 31 vítimas fatais do acidente aéreo.

Tomo aqui a liberdade de me apropriar da frase, por não achar maneira melhor para lidar com os acontecimentos desta terça-feira.

Desde os dias de Série D, a Chape só subiu. Subiu, subiu e subiu. Tanto subiu que não podemos mais alcançá-la.

Podemos apenas permitir que nosso imaginário desenhe histórias espetaculares da final que não aconteceu.

Você duvida que os heróis de Chapecó, empurrados pelo espírito do Indio Condá (obrigado, Deva), poderiam copar Medellín?

Que poderiam conquistar o troféu em campo?

Vamos sempre acreditar que sim.

Uma dor assim nunca passa. Aprendemos a conviver com ela. Vivemos a memória dos que foram na lembrança dos que ficaram.

Na abertura do programa, SportsCenter faz homenagem à Chapecoense

E tiramos lições.

A vida vale muito. Cada segundo vale. Nossa paixão por futebol não pode ser canalizada em negatividades. Em ódio. Em violência.

Façamos com que nossa paixão por futebol se perpetue nos valores mais bonitos manifestados hoje pela imensa família do esporte.

Que o espírito de Condá passe a significar nossa capacidade de empatia e compaixão. Por todas as cores. Todas as camisas. Todos os apaixonados. Todos.

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Força, Chape
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Erro da Bolívia aumenta pressão na Argentina, e até árbitro contra o Brasil preocupa. Saudades de Grondona?

Leonardo Bertozzi
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Gabriel Rossi/LatinContent/Getty Images
Edgardo Bauza com os jogadores da Argentina durante treino
Edgardo Bauza virá ao Brasil com a Argentina em sexto lugar nas eliminatórias

Sem chutar uma bola na terça-feira, a seleção argentina caiu uma posição nas eliminatórias sul-americanas da Copa do Mundo e virá ao Brasil na próxima semana fora até da zona de repescagem. Depois de a Bolívia escalar o paraguaio naturalizado Nelson Cabrera sem que ele tivesse cumprido os cinco anos obrigatórios de residência no país, a seleção foi declarada perdedora por 3 a 0 dos jogos contra Peru e Chile.

Os chilenos, que haviam ficado no 0 a 0 com os bolivianos nos 90 minutos, ganharam dois pontos de presente e mais três gols de saldo, suficientes para tomar o quinto lugar da Argentina pelo critério de gols marcados (ou "marcados", no caso).

Além da preocupação com as dificuldades encontradas por Edgardo Bauza em suas primeiras partidas à frente da Albiceleste, os argentinos agora se preocupam também com o fato de um árbitro chileno, Julio Bascuñán, estar escalado para o jogo do dia 10, no Mineirão. A escala estava pronta antes da decisão que beneficiou o Chile, mas isso não impediu a polêmica nos meios argentinos. Vale lembrar que o brasileiro Wilson Luiz Seneme assumiu em agosto a presidência do comitê de arbitragem da Conmebol.

Bascuñán é o mesmo árbitro que beneficiou o Brasil na Copa América Centenário ao invalidar equivocadamente um gol do equatoriano Miller Bolaños - aquele da falha de Alisson - alegando saída da bola pela linha de fundo. Os veículos de imprensa também lembraram que foi o chileno quem expulsou Paulo Dybala no jogo da Argentina contra o Uruguai, em Mendoza, já nestas eliminatórias. O time de Bauza, que fazia sua estreia, venceu por 1 a 0, mas Bascuñán foi duramente criticado por Lionel Messi.

Bastidores

A AFA, que dirige o futebol argentino, atualmente é dirigida por uma comissão normalizadora, e há discussões no país sobre a perda de peso político. Há quem defenda que nos tempos da nefasta e falecida figura de Julio Grondona os interesses da Argentina eram defendidos nos bastidores. Há quem duvide que a punição à Bolívia, ainda que correta, aconteceria nos tempos de Grondona.

São argumentos que não aparecem apenas nas conversas de redes sociais. Estão na boca de gente como o presidente do Boca Juniors, Daniel Angelici.

"Certamente com Julio vivo isso não teria acontecido", afirmou Angelici à Fox Sports argentina. "Certamente com Julio o Brasil também não teria uma vaga a mais (que a Argentina) na Libertadores, e com Julio vivo o jogo do gás de pimenta (Boca Juniors x River Plate, pela Libertadores de 2015) teria terminado. São as coisas boas que tinha Julio: peso específico dentro da Conmebol e da Fifa".

O cartola xeneize afirmou que Armando Pérez, presidente da comissão normalizadora da AFA, "não tem representatividade", e defendeu que haja eleições o quanto antes para que haja "um presidente respaldado legitimamente pelos clubes para se posicionar na Conmebol e na Fifa".

"Historicamente, tínhamos na Conmebol a Secretaria Geral e um membro no Comitê Executivo. Hoje não temos mais. Perdemos muito poder. E para o Brasil", argumentou.

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Pequeno exige vaga na Libertadores por regulamento, mas já teme favorecimento aos grandes

Leonardo Bertozzi
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Divulgação - Twitter
Torcida do Atlético Tucumán protestou pela vaga na Libertadores
Torcida do Atlético Tucumán protestou pela vaga na Libertadores

O aumento de vagas na Copa Libertadores a cerca de três meses do início do torneio gerou indefinições. Se no Brasil o pronunciamento da CBF foi imediato, confirmando que os dois novos lugares seriam distribuídos no campeonato, nos outros países beneficiados ainda não há confirmação sobre o modelo de classificação.

Na Argentina, o pequeno Atlético Tucumán espera ficar com a sexta vaga destinada ao país. O clube baseia-se no regulamento do campeonato de 2016, disputado no primeiro semestre, para cobrar da AFA o reconhecimento deste direito. Foi apenas a segunda participação da história da equipe, fundada em 1902, na primeira divisão do futebol argentino.

O campeonato foi disputado em dois grupos, com os vencedores se enfrentando na final. O Lanús venceu o San Lorenzo, ficando com o troféu.

Estudiantes e Godoy Cruz, segundos colocados, levaram as outras vagas. Eles chegaram a jogar um play-off, com vitória do Estudiantes, para definir de quem seria a prioridade da vaga caso um argentino vencesse a Copa Sul-Americana, o que, pelo regulamento antigo da Libertadores, tiraria uma das vagas locais. Como o San Lorenzo, único argentino vivo na Sul-Americana, já está classificado, o Godoy Cruz também se garantiu. Também jogará a Libertadores o vencedor da Copa Argentina.

O regulamento já previa a possibilidade de abertura de uma sexta vaga, na hipótese de um clube argentino conquistar a Libertadores. É neste item que o Atlético Tucumán baseia sua demanda. Esta vaga iria para o melhor dos terceiros colocados. 'El Decano', como é conhecido o clube por ter sido pioneiro em sua província, fez mais pontos que o Independiente, terceiro da outra chave.

Reprodução
Regulamento do campeonato argentino prevê vaga para o melhor terceiro
Regulamento do campeonato argentino prevê vaga para o melhor terceiro

Na última sexta-feira, os torcedores protestaram na Plaza Independencia, em Tucumán, e na sede da AFA. Existe o temor de que a falta de peso do clube faça com que a federação ignore o que estava previsto no regulamento e favoreça os grandes clubes do país - por exemplo, dando a vaga ao vice-campeão da Copa Argentina. Hoje, a competição eliminatória é a única possibilidade de classificação de Boca Juniors e River Plate, que estão em lados diferentes da chave e podem fazer a final.

Há quem defenda ainda uma partida extra entre Atlético Tucumán e Independiente, o que daria uma nova chance a outro dos grandes. Outra possibilidade de assignação política deste posto é entregá-lo ao melhor argentino da Libertadores 2016 (o Boca). Vale lembrar ainda que, com o vencedor da Sul-Americana passando a ter vaga direta e independente das outras vagas do país, um título do San Lorenzo geraria mais uma hipótese de classificação pelos torneios locais.

Será que haveria tanta demora na definição se o regulamento beneficiasse um dos gigantes do país?

 

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Em dois dias, Conmebol e Fifa dão aulas de politicagem

Leonardo Bertozzi
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INDRANIL MUKHERJEE/AFP/Getty Images
Gianni Infantino Coletiva Fifa 27/09/2016
Gianni Infantino sugeriu que Copa pode ter 48 seleções

Uma competição continental que passará a ter entre sete e nove representantes de um mesmo país.

Uma sugestão de Copa do Mundo com 48 seleções, das quais 16 voltariam para casa após jogar uma vez.

Entre domingo e segunda-feira, Conmebol e Fifa mostraram que suas recentes mudanças de comando não implicaram na mudança de velhos métodos.

Por que sete?

A Libertadores disputada ao longo do ano e a Sul-Americana em paralelo era uma medida há muito tempo cobrada e deve ser vista como um acerto. No entanto, o novo inchaço da principal competição sul-americana era desnecessário do ponto de vista esportivo.

Comercialmente, dar mais duas vagas ao Brasil pode até fazer sentido. Mas o desempenho dos clubes do país nas últimas edições não sugere motivo técnico para receber um lugar a mais que os outros beneficiados.

Argentina, Chile e Colômbia levam uma vaga extra cada, e a vaga do campeão da Sul-Americana deixa de ocupar o lugar de um dos postos do respectivo país.

O Brasil não tem um campeão ou finalista desde 2013, e neste período colocou apenas dois times em semifinais. Mesmo com indiscutível superioridade financeira no continente, os times brasileiros têm decepcionado na Libertadores.

Um eventual ano com títulos de brasileiros nas duas competições continentais levaria nove representantes do país à edição seguinte da Libertadores, sendo seis diretamente nos grupos. Ou seja, quase a metade do número de participantes da Série A estaria no principal torneio da Conmebol.

Torneio internacional?

Copa com 48?

Depois de participar da reunião sobre a Libertadores, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, esteve em um evento em Bogotá e falou sobre as alterações possíveis no formato da Copa do Mundo.

Infantino, que em sua campanha prometeu um Mundial com 40 seleções, foi mais longe e admitiu propor o aumento para 48. Dezesseis se classificariam automaticamente para a fase de grupos, e as outras 32 jogariam uma fase preliminar pelas vagas remanescentes. Chega, perde e volta.

O cartola suíço deve ter percebido que o número "mágico" da promessa não facilita formatos para o Mundial. Oito grupos de cinco? Dez grupos de quatro? Ou você aumenta o número de jogos inúteis, ou obriga a comparar times de grupos diferentes.

Mas a ideia dos 48 é ainda pior.

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Na Liga Europa, empate valeu mais que um título

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Divulgação
Dundalk campeao irlanda 2016 divulgacao
Dundalk ganhou 120 mil euros por empatar na estreia da Liga Europa

O AZ vencia por 1 a 0, gol de Stijn Wuytens, e o Dundalk tinha um jogador a menos após a expulsão do capitão Stephen O'Donnell. Mesmo assim, o bicampeão irlandês foi buscar o empate na Holanda aos 44 minutos do segundo tempo, graças à cabeçada de Ciaran Kilduff.

Kilduff passou por um susto em abril ao fraturar duas vértebras em um jogo da copa nacional. Em sua recuperação, precisou usar um colar cervical durante dez dias.

Nesta quinta-feira, ele foi o responsável pelo primeiro ponto de uma equipe irlandesa na fase de grupos. Em 2011/12, o Shamrock Rovers passou pela Liga Europa com seis derrotas em seis jogos.

Para se ter uma ideia da importância do feito, o prêmio destinado pela Uefa por um empate no grupo é de 120 mil euros. Caso o Dundalk conquiste mais um título da liga irlandesa nesta temporada, receberá um prêmio de 110 mil euros.

A quantia se soma aos 2,4 milhões de euros distribuídos a cada um dos 48 participantes do torneio continental. Uma bolada significativa para um time que representa um campeonato de realidade modesta.

Após vários casos de investimentos não sustentáveis que levaram clubes ao buraco, especialmente após o fim do boom econômico irlandês e a recessão iniciada em 2008, o futebol no país se estabilizou dentro de suas possibilidades.

O campeonato, que vai de março a novembro, ao contrário da maioria das ligas europeias, tem na primeira divisão salários anuais de 16 mil euros (cerca de R$ 60 mil) em média.

Os contratos dos jogadores normalmente expiram no fim de cada temporada, o que faz com que vários tenham de buscar outras fontes de receita neste intervalo. Alguns dependem de benefícios do governo nos meses em que ficam parados.

O Dundalk superou duas fases preliminares da Champions League, incluindo uma contra o participante frequente BATE Borisov, antes de cair nos play-offs contra o Legia Varsóvia.

Antes, o último time a chegar tão perto da maior competição da Europa havia sido o Shelbourne, em 2004. Na ocasião, o time só caiu diante do Deportivo La Coruña, semifinalista da temporada anterior. Empatou por 0 a 0 diante de 25 mil pessoas no estádio de Lansdowne Road, em Dublin, antes de sucumbir por 3 a 0 na Espanha.

O Shelbourne perdeu seu lugar na primeira divisão em 2007, por problemas financeiros, e desde então só jogou outras duas temporadas na elite, em 2012 e 2013.

A trajetória do Dundalk continuará no dia 29 com o primeiro jogo em casa, diante do Maccabi Tel-Aviv, de Israel. Não será no pequeno Oriel Park, com capacidade para 4.500 torcedores, onde manda seus jogos locais, mas no estádio público de Tallaght, casa do Shamrock Rovers.

Depois, virão dois confrontos com o milionário Zenit, da Rússia.

Alguém aposta na primeira vitória? A propósito, ela valeria 360 mil euros, mais de três vezes o prêmio do campeonato nacional.

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Com desempenho e resultados acima do esperado, Tite também ganha primeiras 'dores de cabeça'

Leonardo Bertozzi
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Mowa Press
Philippe Coutinho em ação pelo Brasil contra a Colômbia em Manaus
Philippe Coutinho se destacou e pede espaço na Seleção Brasileira

Para quem tinha nada em termos de comando técnico, qualquer melhora já seria alguma coisa. Mas é inegável que a Seleção Brasileira apresentou, nas duas primeiras partidas sob o comando de Tite, mais do que se projetava para um início de trabalho. Tanto em termos de resultado, que significaram um salto da sexta para a segunda colocação nas Eliminatórias, quanto de desempenho, mesmo com o pouco tempo de treinamentos.

Os conceitos de jogo aplicados com ajuda de algo que o técnico chama de 'memória tática', a familiaridade com as funções que já exercem nos clubes, fizeram com que o Brasil parecesse um time treinado há mais tempo nas partidas contra Equador e Colômbia. Porém, estamos falando do começo de um processo que pode - e deve - passar por ajustes importantes ao longo da caminhada.

Já sabemos, por exemplo, que Tite não poderá repetir a formação dos dois primeiros jogos. Paulinho, suspenso por acúmulo de cartões, não enfrentará a Bolívia em Natal, ficando à disposição apenas para o jogo com a Venezuela em Mérida. O volante, que nos últimos três anos raramente jogou em seu melhor nível, era o nome mais contestado entre os onze titulares, mas foi escolhido por sua familiaridade com a maneira de jogar e teve atuações corretas.

Giuliano entrou no lugar de Paulinho no segundo tempo contra a Colômbia, mas não parece a melhor alternativa para sair jogando diante dos bolivianos. Entre os que Tite já chamou, a função poderia ser exercida por Lucas Lima, com caraterísticas mais adequadas para abrir uma defesa. Mas não será surpresa caso o técnico chame Allan, do Napoli, há muito tempo jogando em bom nível.

Outra discussão surge da boa participação de Philippe Coutinho no segundo tempo das duas partidas. É o suficiente para justificar pedidos de titularidade? Na entrevista coletiva depois do jogo em Manaus, Tite disse que não vê o jogador do Liverpool atuando centralizado no 4-1-4-1, mas destacou sua capacidade de adaptação ao lado direito, sendo que no clube inglês joga se movimentado da esquerda para centro.

Após vitória contra Colômbia, Bertozzi enaltece início do trabalho de Tite

Willian seria, em tese o mais ameaçado. Tite fez questão de afirmar que não passa a seus jogadores a ideia de que estão constantemente ameaçados de perder espaço no caso de uma partida ruim. Há que se lembrar, porém, que a concorrência ficará ainda mais acirrada com Douglas Costa à disposição. Seriam três nomes por uma vaga? Ou é possível cogitar que Neymar passe a jogar na função de Gabriel Jesus e seja o palmeirense a sair do time titular?

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De '10 clássico' a 'todocampista'. Veja os gráficos da mudança de Renato Augusto

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi, de Manaus, para o ESPN.com.br
'Todocampista': Calçade analisa evolução no posicionamento de Renato Augusto na carreira

Na entrevista coletiva de domingo em Manaus, Renato Augusto falou sobre a mudança de seu estilo de jogo ao longo dos anos.

Um dos destaques da conquista do ouro olímpico, o meia foi titular na estreia de Tite na Seleção Brasileira e manteve o bom desempenho contra o Equador, embora em função diferente da que exercia com Rogério Micale. Se na Olimpíada foi um dos volantes em um ousado 4-2-4, com o time principal reencontrou a função dos tempos de Corinthians, como meia central do 4-1-4-1.

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Seleção Olímpica: um dos volantes do 4-2-4 de Micale
Seleção Olímpica: um dos volantes do 4-2-4 de Micale

"Eu era um 10 clássico quando subi para o profissional no Flamengo, mas percebi que aquela figura estava desaparecendo do futebol", argumentou. Ele chegou a ser utilizado até como atacante no Rubro-Negro, mas foi depois da ida para o Bayer Leverkusen que começou sua transformação. Renato admite que torceu o nariz para a ideia de jogar aberto, mas se adaptou. E, dependendo da circunstância do jogo, era centralizado como volante.

TruMedia
Leverkusen: ponta e volante. O início da transformação
Leverkusen: aberto ou central. O início da transformação

De mente mais aberta após a experiência alemã, Renato encontrou em Tite alguém capaz de potencializar seu jogo. "Ele (Tite) me dava abertura para discutir questões táticas. Foi com ele que alcancei meu melhor nível tático, físico e técnico", elogiou o meia. No Corinthians, além de deixar para trás os problemas de lesão que o atormentavam, tornou-se a principal peça das transições ofensivas. Recuava para qualificar o primeiro passe e 'clareava' o jogo.

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Corinthians: em seu auge, maior circulação pelo campo defensivo
Corinthians: em seu auge, maior circulação pelo campo defensivo

Na Seleção, com pouco tempo de treino antes das partidas, Tite procura aproveitar a familiaridade de Renato Augusto com o esquema. Ele faz com Paulinho a mesma função que fazia ao lado de Elias no Corinthians. "Se ele sai mais para o ataque, procuro ficar como segundo volante. Procuro ajudar e sempre que possível chegar mais à frente", lembrou.

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Contra o Equador: função semelhante à exercida com Tite no Corinthians
Contra o Equador: função semelhante à exercida com Tite no Corinthians

O principal desafio para Renato é se manter em bom nível atuando na China, onde a exigência técnica é menor. Ele garante que está lá 'para competir'. Mais uma adaptação necessária para quem já se redescobriu em algumas oportunidades.

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Clima quente entre Brasil e Colômbia domina entrevistas, e cabeça fria vira prioridade

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi, de Manaus, para o ESPN.com.br
Getty Images
Copa America Brasil Colombia briga confusão Neymar Bacca
Em 2015, confusão após o jogo terminou com Neymar e Bacca expulsos

Expulsões e jogadas violentas fazem parte da história recente do confronto entre Brasil e Colômbia. Por isso, não é surpresa que os jogadores das duas seleções tenham sido tão questionados sobre o assunto desde a chegada a Manaus para o jogo da próxima terça-feira.

No último confronto entre as duas seleções principais, na Copa América de 2015, uma confusão no fim do jogo resultou nas expulsões de Neymar e Carlos Bacca. Já depois do apito final, o brasileiro chutou a bola no lateral Pablo Armero e esboçou uma cabeçada em Jeison Murillo. Bacca reagiu com um forte empurrão e também levou o vermelho. Neymar pegou um gancho de quatro jogos que o tirou do restante da competição e do início das Eliminatórias da Copa do Mundo.

Em 2014, numa das imagens que marcaram a Copa do Mundo, Neymar teve sua participação no torneio encerrada por uma fratura na terceira vértebra lombar, após joelhada do lateral Camilo Zúñiga. As duas seleções se reencontraram meses depois, em amistoso nos Estados Unidos, e a Colômbia terminou com dez jogadores. Juan Cuadrado levou o cartão vermelho por entrada violenta em Neymar.

O duelo pelos Jogos Olímpicos, mês passado, também foi dominado pela violência. Abusando das faltas, principalmente no primeiro tempo, a Colômbia recebeu seis dos sete cartões amarelos da partida. Por outro lado, houve reclamações colombianas sobre um lance duro em que Neymar poderia ter recebido o vermelho.

Em entrevista coletiva após o treino de sábado, na Arena da Amazônia, Paulinho falou sobre a necessidade de não permitir que o clima esquente dentro de campo. "Vai ter muito confronto, muito choque, temos de estar preparados para tudo isso", lembrou o volante. "Talvez tenha uma ou outra entrada mais forte, então temos de manter a cabeça no lugar".

Do lado colombiano, o ambiente pesado em campo é atribuído ao que consideram provocações excessivas, sobretudo de Neymar. Falando à rádio Caracol, o volante Carlos Sánchez não usou meias palavras: "Será importante evitarmos entrar nas provocações do Brasil", disparou. "Temos de nos dedicar a jogar a partida, estar mais concentrados no futebol. Somos todos conscientes disso e estamos preparados para não entrar em provocações".

Por causa da suspensão de Daniel Torres, Sánchez terá um novo companheiro no meio-campo - ou dois. O técnico José Pekerman tem mexido no desenho tático nos jogos fora de casa, e não está descartado que ele abra mão de um jogador mais ofensivo para reforçar a marcação na terça-feira.

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'Obsessão' da comissão técnica do Brasil, Colômbia tem armas para preocupar

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi, de Manaus, para o ESPN.com.br
Gabriel Aponte/LatinContent/Getty Images
James Rodríguez comemora gol na vitória da Colômbia sobre a Venezuela
James Rodríguez comemora gol na vitória da Colômbia sobre a Venezuela

- Viram algo da Colômbia?

- Algo não, vimos tudo.

A rápida conversa com Edu Gaspar no hotel em que a Seleção Brasileira encontra-se hospedada em Manaus mostra o respeito que o adversário da próxima terça-feira merece. A Colômbia chega nesta sexta-feira à capital do Amazonas após vencer a terceira partida seguida nas Eliminatórias da Copa. Os 2 a 0 contra a Venezuela dizem pouco do que foi o jogo. Foram inúmeras chances desperdiçadas - incluindo dois pênaltis.

Um dos primeiros atos de Tite como técnico do Brasil foi viajar aos Estados Unidos para acompanhar os colombianos na semifinal da Copa América Centenário contra o Chile. No jogo de quinta, a missão de acompanhar 'in loco' coube ao analista de desempenho Fernando Lázaro, que exercia a função no Corinthians. Haverá tempo para entender o que houve de diferente entre o último jogo e todos os anteriores já observados.

Contra a Venezuela, a Colômbia contou com ótima atuação de Luis Muriel pela esquerda, confirmando o bom momento de início de temporada pela Sampdoria. Razão de alerta para o lado direito da defesa brasileira, que sofreu com as investidas de Jefferson Montero nos primeiros minutos em Quito. Macnelly Torres também fez boa partida e, por sua capacidade para o último passe, pode criar perigo, especialmente tendo um finalizador como Carlos Bacca à frente.

Mas o diferencial atende pelo nome de James Rodríguez. Esqueça o desempenho apagado de sua última temporada com o Real Madrid, quando deixou de ser figura indispensável. Pela Colômbia, James cresce. Na avaliação da comissão técnica do Brasil, ele é mais perigoso quando flutua da direita para o meio, rompendo as linhas e acelerando o jogo.

Um desfalque certo para o técnico José Pekerman é o volante Daniel Torres, suspenso por acúmulo de cartões amarelos. Há dúvidas sobre quem será o parceiro de Carlos Sánchez, um dos melhores contra a Venezuela, no meio-campo defensivo. Wilmar Barrios, Guillermo Celis e Sebastián Pérez são as alternativas.

Santiago Arias voltará de suspensão para assumir a lateral-direita, mas deve-se esperar dele pouca participação ofensiva. O apoio deve chegar mais pela esquerda, com Farid Díaz, campeão da Libertadores pelo Atlético Nacional.

TruMedia
Distribuição da Colômbia no primeiro tempo contra a Venezuela
Distribuição da Colômbia no primeiro tempo contra a Venezuela
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Comparado a 'facada' atual, torcedor de Manaus pagou pechincha para ver trio do Penta

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi, de Manaus, para o ESPN.com.br

O jogo da próxima terça-feira entre Brasil e Colômbia, na Arena da Amazônia, marcará a volta das eliminatórias da Copa do Mundo a Manaus depois de treze anos.

No dia 10 de setembro de 2003, a Seleção derrotou o Equador por 1 a 0 e somou sua segunda vitória em dois jogos na caminhada para o Mundial da Alemanha. E se compararmos aos valores cobrados para o primeiro jogo de Tite em solo nacional, o torcedor amazonense pagou até barato para ver os pentacampeões.

Para a partida disputada no antigo estádio Vivaldo Lima, o Vivaldão, foram cobrados ingressos de R$ 35 na arquibancada e R$ 60 nas cadeiras. Desta vez, o ingresso inteiro mais barato, das cadeiras superiores, custa R$ 209 (R$ 104,50 a meia).

Originalmente o valor para o setor era de R$ 220, mas foi reduzido em um acordo entre a CBF e o Ministério Público do Estado do Amazonas, que entrou com uma ação contra o preço abusivo.

A conciliação ficou distante do desejo do MP de baixar em 60 por cento o valor do ingresso mais barato. A redução ficou em 5 por cento, além do compromisso de realização de um treino aberto ao público em Manaus, com a cobrança de um quilo de alimento não-perecível.

Outras cidades em que a Seleção atuou recentemente, como Salvador, Fortaleza e Recife, tiveram preços bem mais acessíveis em categorias semelhantes: entre R$ 60 e R$ 100. A CBF usou como justificativa o fato da menor capacidade do estádio amazonense em relação aos demais.

Corrigido pela inflação do período, o menor valor gasto em 2003 para ver Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho ficaria em R$ 79,91. Outro parâmetro possível é o do salário mínimo. Na época, R$ 35 correspondiam a 14,5% dos R$ 240 fixados.

Hoje, com o salário mínimo em R$ 880, o menor valor da entrada inteira para a Arena da Amazônia equivale a 23,75%.

Na última terça-feira, faltando exatamente uma semana para o jogo, cerca de 7 mil dos 40 mil ingressos colocados à venda ainda estavam disponíveis.

Em tempo: no jogo de 2003, a Seleção de Carlos Alberto Parreira vinha de uma boa vitória fora de casa sobre a Colômbia na estreia, mas mostrou pouco futebol ao público de Manaus. Diante de um Equador aplicado na defesa, o Brasil venceu com um magro 1 a 0, gol de Ronaldinho, e chegou a receber vaias no início do segundo tempo.

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Comparado a 'facada' atual, torcedor de Manaus pagou pechincha para ver trio do Penta

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Uefa cede aos clubes para manter controle da Champions. Quem ganha e quem perde com as mudanças

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi
Getty Images
De Rossi, Roma
Com novo formato, Roma não precisará mais passar pelos play-offs

Diante da ameaça dos grandes clubes europeus de formarem uma liga independente, a Uefa não quis pagar para ver e aprovou nesta sexta-feira uma série de alterações no acesso à Champions League para o triênio 2018-2021. Nada muda no formato do torneio a partir da fase de grupos, mas a distribuição de vagas será drasticamente alterada para beneficiar as principais ligas do continente.

Como era e como fica

A última mudança significativa, promovida por Michel Platini durante sua presidência, visava aumentar o número de países representados na fase de grupos. Com isso, mais países passavam a ter vagas diretas na fase de grupos (12) e as fases preliminares passaram a se dividir entre campeões e não-campeões, assegurando assim a presença de mais cinco campeões nacionais. Com isso, eram garantidos 17 campeões nos grupos, mais da metade do total.

Em contrapartida, as três ligas de melhor colocação no ranking passavam a ter três representantes diretos nos grupos e mais um nos play-offs para não-campeões. Para os países de quarto a sexto, três vagas, sendo duas diretas. Os países colocados de sétimo a décimo-quinto tinham um segundo representante nas fases preliminares.

No novo formato, as quatro principais ligas (hoje Espanha, Inglaterra, Alemanha e Itália) passam a colocar quatro equipes na fase de grupos, sem necessidade de passar pelos play-offs. Os países em quinto e sexto permanecem com a distribuição atual, mas o 11º e o 12º deixam de ter vagas diretas para seus campeões.

A vaga na Champions para o vencedor da Liga Europa também passa a ser direta em qualquer circunstância - até hoje, só é o caso se o vencedor da Champions já tiver vaga assegurada por meio de seu campeonato nacional.

Quem sai ganhando

A Itália, quarta colocada no ranking de coeficientes da Uefa que considera o desempenho dos times de cada país nas últimas cinco temporadas, é sem dúvida a maior beneficiada com as mudanças. Hoje o país tem direito a três vagas, sendo uma nos play-offs - fase que os representantes italianos têm sofrido para superar. Dos últimos sete, apenas o Milan, em 2013, foi capaz de avançar aos grupos. A última a fracassar foi a Roma, eliminada pelo Porto na última terça-feira.

Como a Itália tem vantagem confortável em quarto, o principal foco em relação à disputa por posições no ranking ficará na briga pelo quinto e sexto lugares. Na última temporada, terminaram Portugal e França, respectivamente, seguidos pela Rússia. No entanto, o coeficiente português caiu com o descarte dos pontos de 2011/12 e hoje o país persegue russos e franceses (clique aqui e veja a classificação atualizada).

Quem sai perdendo

A 'classe média', maior favorecida pelas mudanças da era Platini, perde espaço. Além das duas vagas diretas que deixam de existir (11º e 12º, hoje República Tcheca e Suíça), as fases preliminares também encolhem: de cinco para quatro vagas destinadas aos campeões nacionais. As outras duas ficam para os não-campeões. Apesar de a Uefa tratar como positivo o fato de todos os clubes ainda poderem sonhar com um lugar na Champions, o caminho ficou mais estreito.

Por que a pressa?

A Uefa elegerá no dia 16 de setembro seu novo presidente, após a suspensão de Michel Platini. O esloveno Aleksander Ceferin, forte candidato ao cargo, recebeu apoio de várias das federações intermediárias, e poderia não ter a mesma boa vontade com as mudanças. O vácuo de poder foi visto como o momento ideal para os clubes imporem seus desejos.

Todas as demandas dos grandes clubes foram atendidas?

Nem todas. Havia uma corrente pela admissão de clubes pelo mérito histórico, para aumentar a presença de equipes comercialmente atrativas que nem sempre conseguem se classificar por suas ligas. Este pedido foi rechaçado pela Uefa, mas com um meio-termo. O peso das conquistas do passado servirá como um bônus no coeficiente dos clubes - número que será levado em conta na divisão das receitas.

Haverá três pesos diferentes para os resultados históricos: um até 1992, ano da mudança da antiga Copa das Campeões para a Champions League, outro a partir desta data, e outro para os últimos dez anos, que naturalmente terão o maior peso. Também deixará de existir o privilégio de cabeça-de-chave apenas para os campeões nacionais, adotado desde o ano passado.

O sorteio das oitavas-de-final também seguirá os coeficientes, e não mais a posição dos times na fase de grupos. A ideia é evitar confrontos prematuros entre gigantes.

De quanto dinheiro estamos falando?

A Uefa estima em 2,35 bilhões de euros seu faturamento com as competições europeias na atual temporada. Deste valor, cerca de 1,3 bilhão é repassado para os 32 clubes participantes, sendo 60 por cento compostos pelo prêmio fixo pela participação na fase de grupos (€12,7 milhões) e os bônus por vitórias, empates e fases alcançadas. Os 40 por cento restantes se referem ao que a Uefa chama de 'market pool', o valor do mercado televisivo de cada país.

A nova divisão levará quatro fatores em conta. O prêmio fixo corresponderá a 25%, os bônus de resultados na temporada a 30%, o market pool a 15% e o ranking de clubes a 30%. A projeção é de que a receita gerada no próximo ciclo supere os 3 bilhões de euros por temporada.

Vai parar por aí?

A bandeira branca entre a Uefa e a Associação Europeia de Clubes (ECA) está garantida por enquanto. Mas novas discussões devem ser mantidas em pauta nos próximos anos, para aumentar ainda mais o potencial de receitas. Temas como jogos nos fins de semana e jogos fora da Europa devem ser levantados.

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Todos contra um na Itália. Quem briga pelo quê na Serie A 2016/17?

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi
Valerio Pennicino/Getty Images Sport
Juventus x Espanyol
Higuaín: reforço de 90 milhões de euros para a Juve tirou principal nome do Napoli

Começa neste sábado mais uma temporada da Serie A italiana, e a janela de transferências deixou uma impressão muito clara de que será difícil evitar um histórico hexacampeonato da Juventus. Em 2015/16, a Velha Senhora deu chances aos seus rivais com um início lento, e mesmo assim garantiu mais um scudetto com uma notável arrancada para chegar outra vez ao topo.

As contratações da Juve mostram que dominar o futebol nacional não é mais suficiente: é preciso lutar com os gigantes da Europa. A ambição fica clara ao buscar Daniel Alves, um dos jogadores mais vitoriosos da atualidade, e tirar nomes de destaque de seus rivais locais. Pagando as multas rescisórias, os bianconeri tiraram Miralem Pjanic da Roma e Gonzalo Higuaín do Napoli, este último por 90 milhões de euros, na maior transferência de todos os tempos entre times de um mesmo país.

A venda de Paul Pogba ao Manchester United pode ser sentida, mas a impressão é de que o impacto será menor do que as saídas de Vidal, Tevez e Pirlo há um ano. A dupla 'HD' (Higuaín e Dybala) promete ser a mais goleadora da Itália, embora o 'Pipita' tenha se apresentado fora de forma e possa levar algumas rodadas para engrenar.

QUEM AMEAÇA A JUVE?

Entre os concorrentes, quem pode almejar o papel de anti-Juventus da temporada? Na última temporada, o Napoli rivalizou pela liderança enquanto teve forças, mas sentiu a falta de mais peças de reposição no elenco.

Para corrigir o problema, a direção 'partenopea' deu a Maurizio Sarri novas alternativas, principalmente no meio-campo, onde Zielinski, ex-Empoli, e Giaccherini, vindo de boa Eurocopa pela Itália, dão boas opções de rodagem. O problema é substituir Higuaín, que com seus 36 gols tornou-se o recordista em uma temporada da Serie A. O investimento para tirar Milik do Ajax foi alto, mas não é recomendável esperar do polonês um desempenho semelhante ao do argentino.

A Roma tem boas perspectivas ao começar a temporada com Luciano Spalletti, que corrigiu a rota da equipe após o mau começo com Rudi Garcia na última campanha. Além de viabilizar a permanência de jogadores que mudaram o time de patamar, como Salah e El Shaarawy, o time da capital enfim buscou reforços para seu criticado sistema defensivo.

Vermaelen, Fazio e Juan Jesus dão variedade de opções a uma retaguarda que tem Manolas indiscutível, enquanto Bruno Peres é ótima alternativa na lateral-direita. É a última temporada de Francesco Totti como jogador, e a lenda giallorossa gostaria de terminar com um título, qualquer título.

Fechando o trio de possíveis adversários para a Juventus aparece a Inter. A venda do clube para o grupo chinês Suning encheu o torcedor de esperanças, e o mercado também foi satisfatório. Ever Banega, no papel, é a melhor contratação não-juventina da janela italiana. O ex-Lazio Antonio Candreva deve formar um potente trio ofensivo com Perisic e Icardi. Importante, também, a manutenção de Miranda-Murillo, uma das mais confiáveis duplas de zagueiros da Serie A.

Vale lembrar, no entanto, que a Inter trocou de técnico em plena pré-temporada. Sem apoio do elenco e às turras com a nova diretoria, Roberto Mancini deixou o cargo e foi substituído por Frank de Boer, ex-Ajax. Pode haver alguma instabilidade até a assimilação dos métodos do holandês, bem diferentes aos do antecessor.

BRIGA PELA EUROPA

O Milan também tem novos donos chineses, mas a negociação para a venda foi mais turbulenta e arrastada. Os impactos no mercado não devem ser sentidos nesta janela, o que endurece a missão de Vincenzo Montella, escolhido para comandar o time. A boa notícia é a permanência do goleador Carlos Bacca, que recusou ofertas de outros países. O colombiano terá a sombra de Lapadula, destaque da Serie B pelo Pescara. Os argentinos Gustavo Gómez e Vangioni brigarão por posições na defesa.

Uma classificação para a Champions League parece objetivo exagerado para o contexto atual dos rossoneri, sendo mais realista cogitar uma tentativa de ida à Liga Europa - meta não atingida na última temporada, com o sétimo lugar na Serie A e a derrota para a Juventus na final da Copa Itália.

Quem também deve disputar um lugar na Europa 'menor' é a Fiorentina, onde o investimento no mercado não foi o que o torcedor desejava. Paulo Sousa conta com praticamente a mesma base do campeonato passado, o que de certa forma é positivo (Borja Valero, por exemplo, tem admiradores no mercado), mas não permite sonhar com um salto de qualidade à altura de um lugar entre os três primeiros.

Poderia o Sassuolo sonhar com a segunda classificação consecutiva para um torneio continental? Os 'neroverdi' têm uma administração elogiada e ganham pontos como a equipe com mais italianos no elenco. A impressão é de que o sexto lugar alcançado pelo time de Eusebio Di Francesco não foi fato isolado, e a afirmação na parte de cima da tabela é provável. Berardi, que interessou a Juventus e Inter, continua, e terá a seu lado o rodado Matri no ataque.

CORREM POR FORA

No degrau dos times que podem ficar entre os dez primeiros aparece a Lazio, que teve uma pré-temporada turbulenta. Acertou com Marcelo Bielsa, que chegou a assinar contrato e acabou desistindo alegando quebra de confiança com a direção. No fim das contas, acabou ficando Simone Inzaghi, que teve bons resultados quando terminou a temporada interinamente.

Miroslav Klose não está mais no elenco 'biancoceleste', e a esperança é de que Ciro Immobile ocupe este espaço, recuperando a carreira após experiências frustradas no exterior. Resta ver o tamanho do impacto da saída de Candreva: pode ser menor caso Felipe Anderson recupere o futebol de duas temporadas atrás.

O Torino tem Sinisa Mihajlovic no comando, disposto a provar que o Milan errou ao dispensá-lo. As contratações de Iago Falqué e Ljajic dão perspectivas interessantes para o sistema ofensivo. A defesa terá de superar a ausência do ídolo e capitão Glik, vendido ao Monaco. Entre os que disputarão este espaço está Leandro Castan, que passou pouco mais de um mês na Sampdoria.

O Genoa aposta em um nome familiar para seu torcedor: Ivan Juric, ex-jogador do clube e responsável pelo acesso inédito do Crotone. Juric conta com alguns reforços interessantes, como o meio-campista Miguel Veloso, de volta após atuar pelo Dynamo Kiev. O português é genro do presidente Enrico Preziosi. O argentino Lucas Ocampos chega com a esperança de enfim corresponder às expectativas de seu início de carreira. Se der certo, ajudará Leonardo Pavoletti a fazer ainda mais gols.

TURMA DO MEIO

Depois de concluir uma campanha de recuperação com Roberto Donadoni, o Bologna manteve o técnico e mostrou bom olhar para o mercado, atraindo nomes interessantes do Leste Europeu como o meio-campista húngaro Nagy e o atacante tcheco Krejci. Jogadores como o lateral Masina e o volante Diawara aparecem entre os destaques de um elenco repleto de jovens promissores.

A Sampdoria precisa lidar com saídas importantes, principalmente a do volante brasileiro Fernando, vendido ao Spartak Moscou. Joaquín Correa, negociado com o Sevilla, e Soriano, agora no Villarreal, também são baixas significativas. Trabalho árduo à vista para Marco Giampaolo, que vem de bom trabalho no Empoli.

O Cagliari, embora vindo da Serie B, não aparece entre os favoritos à queda. Montou um time experiente, com jogadores rodados como Isla, Padoin e Borriello, e até um campeão da Euro 2016 como o zagueiro Bruno Alves.

Na Atalanta, dirigida por Gian Piero Gasperini, ex-Genoa, a expectativa de gols fica por conta de Alberto Paloschi, retornando ao futebol italiano após uma passagem frustrante pelo Swansea. Ele contará com as assistências do baixinho Alejandro 'Papu' Gómez, um dos destaques do elenco. O meio-campo deve sentir a perda do holandês De Roon, vendido ao Middlesbrough.

O Chievo mantém praticamente a mesma base da última temporada, com a novidade do veterano goleiro Sorrentino, de volta ao clube que defendeu entre 2008 e 2013. O meia Birsa é a principal peça criativa do time de Rolando Maran.

A Udinese começará sua primeira temporada em doze anos sem o mito Antonio Di Natale. Uma estranha sensação para os 'friulani', que deixaram no passado os dias em que brigavam pelas vagas europeias e agora pensam apenas na permanência. Habituado a apostar em promessas, o clube aposta em Ewandro, ex-São Paulo, e Rodrigo De Paul, ex-Valencia e Racing de Avellaneda.

SALVE-SE QUEM PUDER

O Empoli sobreviveu à saída de Sarri, mas fará o mesmo com a saída de Giampaolo? O ex-auxiliar Giovanni Martusciello foi nomeado treinador e terá de lidar com muitas saídas importantes: Zielinski, Paredes, Mário Rui e o capitão Tonelli. Quem pode manter o time na Serie A? A dupla de ataque formada pelos veteranos Gilardino e Maccarone, respectivamente segundo e décimo maior artilheiro em atividade na primeira divisão, totalizando 262 gols.

O Palermo levou um susto na última temporada e escapou muito mais pela fragilidade dos rivais do que por seus méritos. Com o presidente Maurizio Zamparini habituado a moer treinadores, é o banco mais instável do país. Com este histórico e o pequeno investimento no elenco, Davide Ballardini fará um pequeno milagre se sobreviver no cargo até o fim do campeonato.

O recém-promovido Pescara, dirigido pelo campeão mundial de 2006 Massimo Oddo, perdeu alguns dos destaques da campanha do acesso, mas aposta na juventude para se manter. Um reforço importante de última hora é o veloz atacante Bahebeck, de 23 anos, emprestado pelo Paris Saint-Germain.

Caçula da temporada, o Crotone recoloca a região da Calábria na elite, sete anos após a queda da Reggina. O elenco, porém, parece enfraquecido e com poucos jogadores com experiência em alto nível. Deve enfrentar dificuldades semelhantes às que tiveram Carpi e Frosinone, que lutaram bravamente, mas não conseguiram evitar um retorno imediato à B no primeiro ano entre os grandes.

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Premier League nos canais ESPN - 10 datas para anotar na agenda

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi
Gol por gol, veja TODOS que o Leicester marcou para ser campeão inglês

A Premier League será transmitida com exclusividade pelos canais ESPN a partir desta temporada, e o fã do esportes já pode pegar a agenda para programar alguns dos momentos imperdíveis do campeonato. Rivalidades e reencontros entre treinadores se espalham pela tabela, e o blog apresenta dez destes momentos para não perder de jeito nenhum.

 

  •    Hull City x Leicester   

13 de agosto

O atual campeão abre o campeonato fora de casa contra o Hull, recém-promovido. Será apenas a terceira vez que as duas equipes se encontram na primeira divisão. O time de Claudio Ranieri teve quatro das seis primeiras partidas reservadas pela televisão, algo inimaginável no início da última temporada. A primeira rodada ainda reserva o encontro de Arsenal e Liverpool, no Emirates.

 

  •    West Ham x Bournemouth   

21 de agosto

O West Ham se despediu do histórico campo de Upton Park na última temporada e agora jogará no estádio Olímpico de Londres. Adaptado para o futebol, terá capacidade para 60 mil torcedores, 25 mil a mais que a antiga casa. O confronto com o Bournemouth será o primeiro jogo da Premier League no estádio. A mudança se mostrou acertada, já que os mais de 50 mil carnês colocados à venda se esgotaram.

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  •    Manchester United x Manchester City   

10 de setembro

O reencontro de José Mourinho e Pep Guardiola é o momento mais aguardado da temporada. O choque de titãs está marcado para Old Trafford, e será o primeiro duelo de ambos com outro candidato ao título. Para apimentar o duelo, a presença de Zlatan Ibrahimovic, desafeto declarado do técnico catalão. Em 16 confrontos entre os dois treinadores, Mourinho venceu apenas três.

 

  •    Arsenal x Chelsea   

24 de setembro

O Chelsea de Antonio Conte terá jogos complicados em casa contra West Ham e Liverpool nas primeiras cinco rodadas, mas o primeiro grande desafio como visitante será no dérbi com o Arsenal. Vencer os Blues no Emirates não é tarefa fácil para Arsène Wenger: desde a mudança para o estádio, em 2006, foram dez confrontos pela liga e apenas duas vitórias dos Gunners, com quatro empates e quatro derrotas.

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  •    Liverpool x Manchester United   

15 de outubro

Mourinho está acostumado a visitar Anfield, mas será sua primeira vez dentro da maior rivalidade do futebol inglês. No histórico contra Jürgen Klopp, cinco confrontos e apenas uma vitória, inútil, na semifinal da Champions League entre Real Madrid e Borussia Dortmund, em 2013. O duelo dos técnicos já aconteceu na Premier League, com o Liverpool batendo o Chelsea de Mourinho por 3 a 1 em Londres na última temporada.

 

  •    Chelsea x Manchester United   

22 de outubro

Atenções novamente voltadas para o Special One, que irá ao estádio que foi por muitos anos sua casa. Mourinho sempre foi bem recebido em Stamford Bridge, mas como será a volta após uma demissão e a ida para um adversário direto?

 

  •    Arsenal x Tottenham   

5 de novembro

Na última temporada, o Tottenham surpreendeu ao disputar o título com o Leicester, mas acabou atrás do Arsenal pela 21ª temporada consecutiva - um evento que ganhou até nome, o 'St Totteringham's Day'. Na Premier League, os Spurs venceram apenas uma vez no Emirates, em 2010. Voltar a ganhar na casa do rival do Norte de Londres seria um sinal importante para o time de Mauricio Pochettino.

 

  •    Manchester United x Arsenal   

19 de novembro

O duelo de batalhas épicas da última década, com símbolos como Roy Keane e Patrick Vieira, perdeu um pouco de seu brilho, mas pode reencontrar a faísca com a animosidade entre Mourinho e Wenger. Os dois técnicos não perdem a chance de se provocar - o francês foi certa vez descrito por Mourinho como um 'especialista em fracassos'.

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  •    Everton x Liverpool   

17 de dezembro

Ronald Koeman teve sucesso no Southampton e aceitou o desafio de repeti-lo à frente do Everton. Uma boa maneira de cair nas graças da torcida é vencer o dérbi de Merseyside. Quando o confronto chegar, os Toffees terão completado seis anos sem derrotar o Liverpool, ou doze jogos oficiais.

 

  •    Liverpool x Manchester City   

17 de dezembro

O ano termina com um duelo de técnicos que já aconteceu na Alemanha e agora se repetirá na Inglaterra. O retrospecto entre Klopp e Guardiola, dos tempos de Borussia Dortmund e Bayern de Munique, mostra equilíbrio. Foram oito jogos, quatro vitórias de Guardiola e três de Klopp, que ainda levou a melhor nos pênaltis na semifinal da Copa da Alemanha em 2015. Foi o último jogo entre eles.

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Título de um século atrás pode igualar rivais em conquistas

Leonardo Bertozzi
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Lazio pode ser reconhecida como campeã de 1915
Lazio pode ser reconhecida como campeã de 1915

Um campeonato interrompido pela Primeira Guerra Mundial pode permitir à Lazio chegar a três títulos italianos e se igualar à rival Roma. O pedido de atribuição da conquista da temporada 1914/15 foi colocado em pauta pela federação italiana (FIGC), após uma comissão formada pelo presidente Carlo Tavecchio encontrar "evidentes omissões" na decisão de declarar o Genoa campeão.

A federação deu o título ao Genoa após o final da Guerra, embora o campeonato, então regionalizado, tivesse sido suspenso antes da definição dos finalistas. A decisão de outorgar plenos poderes ao governo para a entrada no conflito militar chegou antes da rodada final dos dois grupos - Norte e Centro-Sul. O Genoa liderava no Norte, enquanto a Lazio ocupava o primeiro lugar da outra chave.

A suspensão do campeonato causou polêmica, já que os times estavam em campo quando foram comunicados pelos árbitros sobre o cancelamento das manifestações esportivas naquele 23 de maio de 1915, data da declaração de guerra ao Império Austro-Húngaro.

Com a vitória valendo dois pontos, o Genoa podia ser alcançado pelo Torino, seu adversário direto na última rodada, e pela Inter, que fazia o dérbi com o Milan. Os times empatados deveriam disputar um jogo-extra, ou um triangular, se fosse o caso, para determinar o finalista. A não realização da partida irritou o Torino, que semanas antes havia goleado o Genoa em casa por 6 a 1 e confiava em nova vitória.

Os italianos confiavam em uma conclusão rápida da ação bélica, o que não aconteceu. Quando a Guerra terminou, em 1918, não fazia mais sentido jogar as partidas adiadas. Vários atletas, inclusive, haviam morrido em combate. Em 1919, veio a deliberação do 'scudetto' ao Genoa.

Havia uma grande distância técnica e econômica entre os times do Norte e os demais, o que fazia com que as finais nacionais fossem tratadas como meras formalidades. A Lazio tinha estado nas duas decisões anteriores, perdendo com placares agregados de 6 a 0 (Pro Vercelli, 1913) e 9 a 1 (Casale, 1914).

Caso a FIGC decida pelo reconhecimento da Lazio como campeã, o que pode acontecer na próxima reunião do conselho, dia 4 de agosto, a equipe da capital passará a dividir o título de 1915 com o Genoa. Uma decisão que tem tudo para ocupar as mesas de bares romanas por muito tempo.

 

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Policial, agente da alfândega e técnico brigão em uma das maiores zebras da Champions

Leonardo Bertozzi
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Victoria Stadium e o Rochedo de Gibraltar. Vitória histórica do Lincoln Red Imps
Victoria Stadium e o Rochedo de Gibraltar. Vitória histórica do Lincoln Red Imps

Você pode argumentar que o título europeu que o Celtic ostenta no currículo é de outras épocas do futebol, quando era possível montar um time vencedor apenas com jogadores nascidos na sua cidade ou região. Você pode dizer que o futebol escocês perdeu contato com as principais forças do continente. Mesmo assim, não conseguirá tirar a vitória de um time de Gibraltar da lista das maiores zebras da história da Champions League.

O Lincoln Red Imps está acostumado a vencer. É campeão de Gibraltar há 14 temporadas. Mas nunca poderia imaginar que faria 1 a 0 no Celtic no jogo de ida da segunda fase preliminar da Champions, no Victoria Stadium (usado por todos os clubes da liga local). Muitos dos futebolistas no território britânico têm outras atividades profissionais - incluindo o autor do gol histórico, o policial militar Lee Casciaro.

Casciaro, aliás, já havia feito o primeiro gol da seleção de Gibraltar em um jogo oficial, justamente contra a Escócia, em Glasgow, numa derrota por 6 a 1 pelas eliminatórias da Euro 2016. A seleção perdeu todos os dez jogos, sofrendo um total de 56 gols, em sua primeira competição após vencer uma longa batalha pela admissão da Uefa. Recentemente, a Fifa também reconheceu Gibraltar, que disputará sua primeira eliminatória de Copa do Mundo.

O resultado, do ponto de vista do torcedor do Celtic, é um dos mais constrangedores já vividos pelo clube, embora o técnico Brendan Rodgers, que fazia sua estreia, tenha procurado minimizar. Para o ex-treinador do Liverpool, o resultado é motivo para "decepção, não vergonha". Uma explicação difícil de aceitar, embora Leigh Griffiths tenha acertado a trave em duas oportunidades nas melhores chances do time escocês.

O capitão do Lincoln Red Imps, Roy Chipolina, trabalha como agente aduaneiro e tinha afirmado no começo de semana que uma vitória da equipe seria a maior surpresa da história do futebol europeu. Depois de alcançá-la, manteve a opinião: "Quando você olha para a história dos dois clubes, nada mudou, o Celtic ainda é um clube enorme e continua favorito no confronto. Mas ninguém esperava que fôssemos a Glasgow com vantagem de 1 a 0".

"Vamos mais confiantes do que imaginávamos, tentando manter a pegada, e se milagres acontecerem de novo, vamos eliminar o Celtic da Champions League. É uma loucura, e quando formos para o segundo jogo acho que muitos dos rapazes do time ainda não terão acreditado que realmente vencemos o Celtic. É incrível", festejou Chipolina, zagueiro de 31 anos e no clube desde 2006.

O Lincoln é dirigido por um uruguaio, Julio César Ribas, conhecido por seu caráter explosivo. Em 2000, um ano depois de ser campeão à frente do Peñarol, Ribas se envolveu em uma confusão generalizada no final de um clássico com o Nacional. Depois do tumulto, Ribas e jogadores dos dois clubes cumpriram dez dias de prisão. O uruguaio ainda tem no currículo uma breve passagem pela seleção de Omã, em 2008.

Um currículo enriquecido com o resultado desta terça-feira. E que pode ganhar um capítulo épico dependendo do que acontecer na próxima semana, em Glasgow.

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Antonio Conte tira leite de pedra e sai da Euro maior do que entrou

Leonardo Bertozzi
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Matthias Hangst/Getty Images
Antonio Conte Comemora Gol Italia Espanha Euro-2016 27/06/2016
Conte festeja com os jogadores: imagem de um grupo que abraçou seu discurso

Uma eliminação nas quartas-de-final pode parecer pouco para uma seleção com a história e os títulos da Itália. Ainda assim, os jornais do país saem neste domingo exaltando e agradecendo o esforço dos homens de Antonio Conte após a eliminação diante da Alemanha. Por uma razão muito simples: importa, sim, como se ganha e como se perde.

Duvidar da capacidade de Conte seria desconhecer o que ele fez com a Juventus, que em suas mãos saiu de um time que sofria para renascer após o escândalo da última década para se tornar dominadora absoluta do futebol italiano. Se Massimiliano Allegri conseguiu manter a hegemonia na Serie A e até levar o time a uma final de Champions League, deve isso a um ambiente de absoluta confiança nos próximos meios deixado por seu antecessor.

Mas a Itália, ao contrário da Juve, não pode contar com elenco invejável na comparação com seus adversários. Se é possível repetir a base bianconera com Buffon, Bonucci, Barzagli e Chiellini para o sistema defensivo, nos outros setores os nomes eram pouco empolgantes - especialmente depois das baixas de Verratti e Marchisio por lesões.

Quando foi anunciada a convocação, era fácil concluir que estava ali uma das gerações menos brilhantes individualmente na história do futebol italiano. Os cinco atacantes chamados entraram na Euro totalizando 11 gols com a camisa da 'Nazionale': 5 de Pellé, 2 de Insigne, 2 de Éder, 1 de Immobile e 1 de Zaza.

Conte, então, passou a repetir uma máxima: se não há nível de seleção, precisavam ser time na acepção da palavra. Como um grupo que treina junto a semana inteira e joga um campeonato longo. Isso significaria que o esquema viria antes dos nomes, e que era necessário escolher seus melhores intérpretes antes dos melhores em absoluto.

Assim, jogadores como Insigne e El Shaarawy ficaram como opções no banco, enquanto os complementares Pellé e Éder formaram a dupla de ataque titular. O meio-campo titular apostaria nos pulmões de Giaccherini e Parolo ao lado de De Rossi, um dos remanescentes do título mundial de 2006, mas de temporada discreta com a Roma. Nomes que certamente não impressionavam no confronto com a Bélgica na estreia, de feras como Hazard e De Bruyne.

O primeiro jogo da campanha tornou-se emblemático. A atuação italiana na vitória por 2 a 0 mostrou que um time de futebol não é apenas a soma de suas individualidades.

Quem esperava uma Itália defensiva, jogando por uma bola, surpreendeu-se com o ímpeto ofensivo. Com a posse de bola, a ordem era avançar os alas, em momentos desenhando um 3-3-4. Na recomposição defensiva, aí sim, um cauteloso 5-3-2.

Na vitória sobre a Suécia, Conte teve de lidar com um adversário que não fazia questão de ter a bola, e foi neste ponto que se sentiu mais o déficit de qualidade no meio-campo. O empate não seria ruim em termos de classificação, mas Éder decidiu no final. Mais uma vitória do treinador, criticado por apostar no ítalo-brasileiro, sumido na Serie A desde que se transferiu da Sampdoria para a Inter em janeiro.

O primeiro lugar já garantido permitiu a utilização dos reservas contra a Irlanda. Derrota indolor e comum para uma seleção que historicamente custa a encontrar motivações em jogos não decisivos. O descanso permitiria uma vantagem física contra a Espanha, adversária inesperada após a derrota para a Croácia no último jogo de seu grupo.

A Itália foi uma das vítimas favoritas da Espanha na era dourada de seu futebol. Viena, em 2008, Kiev, em 2012, Fortaleza, em 2013. Eliminações em série diante da seleção europeia mais vitoriosa deste século. Mais uma tentativa de revanche seria encarada com um desfalque importante: Candreva, o ala-direita que havia sido fundamental na fase de grupos. Em seu lugar, Florenzi, habituado a ser coringa na Roma.

Era normal que os prognósticos apontassem vitória espanhola, mas o que se viu foi uma exibição de gala da Itália. Não sem sofrimento, como mostrou a crucial defesa de Buffon na conclusão de Piqué no segundo tempo, mas com autoridade. Tal como no jogo com a Bélgica, Pellé liquidou a fatura no final.

A Alemanha deveria ser um obstáculo ainda maior. A atual campeã do mundo, com o mesmo técnico no comando há dez anos, com jogadores de primeira linha acostumados a decidir em seus clubes. Embora pudesse se agarrar a um histórico positivo, de nunca ter sido derrotada pelos alemães em grandes torneios, a Itália sabia que a classificação desta vez seria um pequeno milagre.

Sem De Rossi, que não se recuperou de uma pancada no quadril, e sem o reserva imediato Thiago Motta, suspenso, Conte precisou mexer no meio-campo. Parolo passou a atuar como o primeiro volante, com Sturaro entrando no meio-campo. Encarar Kroos e seus companheiros com o trio Sturaro-Parolo-Giaccherini soava como missão impossível. E, ainda assim, a primeira finalização alemã só apareceu aos 41 minutos de jogo.

O gol de Özil obrigava a Itália a correr atrás, sem a qualidade necessária para tanto. Mas outra qualidade de Conte é a dedicação que tira de seus grupos, a capacidade de mantê-los concentrados. E se a sorte não aparece sem que se busque, o braço de Boateng foi estendido para puxar os italianos de volta ao jogo. Bonucci marcou, e a confiança da equipe se multiplicou.

Jogar a vida nos pênaltis contra os alemães, invictos neste tipo de decisão há 40 anos, não era o desfecho dos sonhos, mas já era melhor que o previsto.

Quis o destino que em um dos piores desempenhos da Alemanha em disputas por pênaltis ainda valesse a eles a vitória. Talvez intimidados por monstros como Buffon e Neuer nos gols, alguns cobradores erraram feio. Casos de Zaza (que entrou no final para gastar tempo e bater um dos pênaltis) e Pellé, que não deveria provocar Neuer com o gesto da "cavadinha" se não teria coragem para executá-la.

As lágrimas de veteranos como Buffon e Barzagli, que já experimentaram o topo do mundo com a seleção, mostram o quanto o grupo acreditava na escalada de mais um Everest. Mas a eles caberá a gratidão de quem será incapaz de recriminar esta Itália por ter sonhado mais alto do que qualquer um fosse capaz de apostar.

Conte deixa uma missão difícil para Giampiero Ventura, seu sucessor, que encontrará nas eliminatórias a Espanha em um grupo que só levará um time diretamente à Copa do Mundo, condenando o segundo à repescagem. Habituado a tirar muito de elencos limitados e trabalhar bem com jovens, o experiente Ventura pode aproveitar as heranças táticas de Conte. Mas será difícil repetir as qualidades de liderança do treinador que sai prometendo voltar um dia.

Por enquanto, sorte do Chelsea.

 

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Antonio Conte tira leite de pedra e sai da Euro maior do que entrou

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Três estiveram no Brasil. Só uma estará na Rússia

Leonardo Bertozzi
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Divulgação
Camarões terá de duelar com Nigéria e Argélia por vaga na Copa de 2018
Camarões terá de duelar com Nigéria e Argélia por vaga na Copa de 2018

Camarões e Nigéria, duas das seleções mais vitoriosas da África e as mais presentes em Copas do Mundo. Argélia, a melhor colocada do continente no ranking da Fifa e detentora de uma geração prodigiosa de jogadores. As três estiveram no Mundial de 2014, no Brasil, mas apenas uma delas estará na Rússia daqui a dois anos. Estão no mesmo grupo das eliminatórias, que tiveram a fase final sorteada nesta sexta-feira. O grupo B ainda tem Zâmbia, campeã africana em 2012.

A Nigéria, eliminada pela França nas oitavas-de-final da última Copa, acaba de ser eliminada da Copa Africana de Nações de 2017, o que custou o cargo do técnico Sunday Oliseh. Será a segunda CAN consecutiva sem os nigerianos, campeões em 2013. O próximo treinador terá a missão de renovar a equipe, contando com jogadores como Iwobi (Arsenal) e Iheanacho (Manchester City).

A seleção camaronesa é outra em processo de reconstrução, sob o comando do ex-jogador Hugo Broos, que disputou a Copa de 1986 pela Bélgica. Os Leões Indomáveis têm histórico de problemas internos - em 2014, chegaram a ameaçar não vir o Brasil após uma greve por premiações não pagas. Acabaram saindo como a pior seleção do Mundial, perdendo três jogos e sofrendo nove gols.

Ao contrário da Nigéria, Camarões estará na CAN 2017, e recentemente deu trabalho à França em um amistoso, perdendo por 3 a 2 para os anfitriões da Euro 2016. O país tem sete participações em Copas do Mundo, mais que qualquer outra seleção do continente, e fez história ao alcançar as quartas-de-final em 1990.

A Argélia, que deu muito trabalho à Alemanha em 2014, pode se dar ao luxo de contar com estrelas como Mahrez, destaque do Leicester campeão da última Premier League, além de Slimani (Sporting), Brahimi (Porto) e Feghouli (recém-contratado pelo West Ham). Falta definir o técnico, já que Christian Gourcuff deixou o cargo para voltar à França e assumir o Rennes.

O grupo C também promete equilíbrio, com Costa do Marfim, Marrocos, Gabão e Mali. Os marfinenses conquistaram o título africano em 2015, coroando sua geração dourada de jogadores - embora já não contasse mais com Didier Drogba. Yaya Touré segue como capitão dos Elefantes, e será uma figura importante na transição conduzida pelo francês Michel Dussuyer, experiente no comando de seleções africanas.

Marrocos, ausente de Copas desde 1998, tem no comando Hervé Renard, um dos mais vitoriosos do continente: ganhou as CANs de 2012, com Zâmbia, e 2015, com a Costa do Marfim. A principal estrela é Benatia, zagueiro do Bayern, que reviverá um confronto da Bundesliga com Aubameyang. O atacante do Borussia Dortmund é o principal nome da seleção do Gabão, que nunca esteve em um Mundial. Para Mali, a expectativa é pelo crescimento da geração terceira colocada no último Mundial sub-20.

No grupo E, Gana tentará chegar à quarta Copa consecutiva, comandada por Avram Grant, ex-técnico do Chelsea. O principal desafio é bater o Egito, país que teve de lidar com obstáculos internos por causa da violência de suas torcidas. Congo e Uganda completam a chave.

Desde março de 2015, os egípcios são comandados pelo argentino Héctor Cúper, duas vezes finalista de Champions League com o Valencia. Salah (Roma) e Elneny (Arsenal) estão entre os principais jogadores do Egito, que tem o estranho retrospecto de sete títulos africanos, mas apenas duas participações em Copas do Mundo, a última em 1990.

Os outros grupos classificarão seleções que não estiveram na última Copa. Senegal encabeça o grupo D, que ainda tem África do Sul, Burkina Faso e Cabo Verde. Os senegaleses são dirigidos por Aliou Cissé, capitão do time sensação do Mundial de 2002, quando venceu a França na estreia e ficou entre as oito melhores seleções do torneio.

O grupo A tem como seleção mais tradicional a Tunísia, com quatro Copas no currículo. Entre os adversários, o mais perigoso é a República Democrática do Congo, presente no Mundial de 1974, ainda como Zaire. Com atacantes como Bakambu (Villarreal) e Bolasie (Crystal Palace), a RD Congo tem chances reais de classificação. Guiné e Líbia, esta última ainda impedida de realizar jogos no país por motivos de segurança, fecham a chave.

Quem você gostaria de ver na Rússia em 2018? Faça suas apostas.

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Exclusivo: Uefa admite indefinição em regulamento após entrada de Gibraltar e Kosovo

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi
Getty
Kosovo pode ser aprovado como novo membro da Fifa
Kosovo integra um dos grupos das eliminatórias da Copa de 2018

A entrada de Gibraltar e Kosovo nas eliminatórias da Copa do Mundo de 2018, consequência da recente admissão das duas federações na Fifa, gerou uma dúvida sobre uma possível alteração no regulamento.

Como a Uefa passou a ter 55 federações filiadas, e a Rússia já está garantida como país-sede, os nove grupos terão o mesmo número de integrantes: seis cada. O regulamento prevê que os oito melhores segundos colocados dos nove grupos disputam a repescagem pelas últimas quatro vagas do continente no Mundial - os primeiros dos grupos vão diretamente.

Até então, como havia dois grupos com cinco equipes e todos os outros com seis, os resultados contra o sexto colocado seriam descartados para efeito de comparação entre os segundos colocados. Em resposta a e-mail enviado pelo blog solicitando esclarecimentos, a Uefa admitiu que ainda há discussões sobre o critério.

"O procedimento para determinar os melhores segundos colocados ainda precisa ser validado entre Uefa e Fifa, e será consequentemente confirmado pela Fifa, como órgão responsável pelo regulamento das competições", afirma a entidade.

A entidade europeia determinou que confrontos do Kosovo com Sérvia e Bósnia serão evitados, por motivos de segurança. Por isso, colocou a equipe no grupo I, com Croácia, Islândia, Ucrânia, Turquia e Finlândia. Gibraltar foi para o grupo H, o outro que tinha cinco integrantes: Bélgica, Bósnia, Grécia, Estônia e Chipre.

Amistosos da Rússia

Outra questão levantada pela nova composição dos grupos afeta diretamente a Rússia. Originalmente, os russos deveriam fazer amistosos com as seleções do grupo H que estivessem de folga em cada rodada, de forma a cumprir o contrato de venda centralizada dos direitos de transmissão.

A Uefa afirma que "auxiliará a federação russa a encontrar adversários de fora da Europa" nas datas inicialmente previstas, assim como partidas contra seleções europeias nas demais datas.

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As 25 piores contratações da temporada europeia

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi, blogueiro do ESPN.com.br

Quem jogou dinheiro fora? Quem fez apostas frustradas? A lista das piores contratações da temporada, elaborada pela equipe do Futebol no Mundo, costuma dar o que falar. O que você acha?

25. Geoffrey Kondogbia (Internazionale)

 

A Inter venceu a concorrência com o rival Milan para ficar com Kondogbia, mas a primeira temporada do volante francês foi decepcionante. Contratado por 31 milhões de euros, Kondogbia se mostrou pouco à vontade em campo e disputou apenas 23 partidas como titular na Serie A.

24. Kevin Trapp (PSG)

O Paris Saint-Germain esperava ter um goleiro de primeira linha para sustentar sua caça ao título europeu, mas Trapp ficou aquém do desafio. O excesso de falhas do alemão deixou no ar a possibilidade de o clube voltar ao mercado.

23. Adnan Januzaj (Borussia Dortmund)

O empréstimo de Januzaj deveria ser bom para o jovem talento belga, já que teria mais oportunidades de atuar. Acabou devolvido em janeiro ao Manchester United, depois de jogar apenas doze partidas, sendo três como titular.

22. Fabian Delph (Manchester City)

Você pode argumentar que Delph se livrou de fazer parte do rebaixamento do Aston Villa. Mas sua contribuição ao City foi pequena. Começou apenas oito partidas na Premier League e nunca pareceu à altura do time.

21. Leandro Damião (Betis)

Em meio a uma batalha legal com o Santos, Damião assinou com o Betis disposto a colocar sua carreira nos eixos. Mas, no clube andaluz, o atacante titular Rubén Castro marcava mais da metade dos gols da equipe. Resultado: o brasileiro jogou apenas três partidas, uma desde o início.

20. Florian Thauvin (Newcastle)

O Newcastle pagou 17 milhões pelo ponteiro francês. Em janeiro, depois de doze partidas e nenhum gol na Premier League, ele já estava de volta ao Olympique de Marseille por empréstimo. E o Newcastle acabaria rebaixado.

19. Joleon Lescott (Aston Villa)

Um zagueiro com experiência de seleção inglesa chegando ao seu time de infância. Tudo para dar certo? Errado. Lescott foi um dos símbolos da pífia temporada do Aston Villa, rebaixado com rodadas de antecedência na Premier League.

18. Raheem Sterling (Manchester City)

Cedido ao City pelo Liverpool em uma turbulenta negociação de 68 milhões de euros, Sterling chegou como um jogador de 20 anos precisando justificar o valor astronômico. Fez apenas seis gols (três em um mesmo jogo) na Premier League e acabou a temporada na reserva.

17. Luiz Adriano (Milan)

O centroavante brasileiro parecia uma pechincha por 8 milhões de euros, mas a maior frustração da temporada foi o fracasso de sua negociação para o futebol chinês em janeiro. O ex-colorado fez apenas quatro gols na Serie A e dois na Copa Itália, e não deve emplacar uma segunda temporada no clube.

16. Baba Rahman (Chelsea)

O lateral-esquerdo ganês custou ao Chelsea 25 milhões de euros. Valor de titular por alguém que nunca ameaçou ser mais que um reserva. Em 15 aparicões na Premier League, apenas uma assistência.

15. Luciano Vietto (Atlético de Madrid)

Vietto chegou ao Atlético com a banca de quem tinha feito 20 gols pelo Villarreal na última temporada. Os colchoneros pagaram 20 milhões de euros e foram "recompensados" com três gols. Um na liga espanhola, um na Copa do Rei e um na Champions League.

14. Gokhan Inler (Leicester)

Até o mais surpreendente campeão dos últimos tempos tem sua contratação frustrante. Inler, destaque em seu período no futebol italiano, jogou apenas 195 minutos na campanha do título da Premier League.

13. Stevan Jovetic (Internazionale)

Depois de uma passagem decepcionante pelo Manchester City, Jovetic deveria se reencontrar na Itália. Começou bem, marcando três gols nas duas primeiras rodadas da Serie A. Depois, marcou mais três em todo o restante do campeonato.

12. Radamel Falcao (Chelsea)

Falcao tinha ido mal no Manchester United, e José Mourinho resolveu lhe dar uma nova chance na Premier League. Mas os problemas físicos não abandonaram o colombiano, que será devolvido ao Monaco após jogar apenas 228 minutos na Premier League.

11. Christian Benteke (Liverpool)

Por 46,5 milhões de euros, Benteke deveria ser o grande goleador do Liverpool na temporada. Mas sua primeira temporada com os Reds ficou mais marcada pelas chances perdidas, e uma magra marca de 10 gols em jogos oficiais.

10. Danilo (Real Madrid)

O lateral brasileiro saiu do Porto por 31,5 milhões de euros e deveria tomar conta da posição, mas teve dificuldades defensivas e viu Carvajal recuperar o posto. Chegou a ser vaiado pela torcida no Santiago Bernabéu em algumas partidas.

9. Éder (Internazionale)

Com anos de experiência no futebol italiano, Éder vivia seu melhor momento. Convocado pela seleção italiana e com 12 gols em 19 jogos pela Sampdoria na Serie A. Depois de ver vendido à Inter, não conseguiu manter o rendimento e marcou apenas um gol pelos nerazzurri.

8. Iker Casillas (Porto)

A experiência de um goleiro multicampeão deveria ser muito útil aos Dragões. Mas Casillas mostrou estar distante da forma de seu auge, e os erros se acumularam ao longo da temporada.

7. Mario Balotelli (Milan)

Fracasso no Liverpool, Balotelli tinha a chance de se reencontrar no Milan, seu clube de coração. Acabou marcando apenas um gol na Serie A e dois na Copa Itália contra um time da terceira divisão. Será devolvido aos ingleses.

6. Alexandre Pato (Chelsea)

Depois de muita insistência dos empresários, Pato acabou contratado pelo Chelsea por empréstimo em janeiro. Longe da forma ideal e sem convencer o técnico Guus Hiddink, jogou apenas duas vezes e fez um gol de pênalti.

5. Memphis Depay (Manchester United)

Os Diabos Vermelhos pagaram 34 milhões de euros ao PSV por Depay, que foi titular em menos da metade dos jogos da Premier League. Quando esteve em campo, abusou dos gols perdidos (marcou apenas dois no campeonato) e mostrou uma certa preguiça na hora de ajudar a defender.

4. Jackson Martínez (Atlético de Madrid)

Os atacantes que saem do Porto costumam fazer sucesso, e talvez por isso o Atlético de Madrid tenha topado investir 35 milhões de euros para contratá-lo. O colombiano decepcionou e marcou apenas três gols em 22 jogos oficiais. Pelo menos não houve prejuízo econômico, já que os chineses do Guangzhou Evergrande pagaram 42 milhões por Martínez em janeiro.

3. Arda Turan (Barcelona)

Um dos símbolos do Atlético de Madrid, Turan custou 34 milhões de euros ao Barcelona e teve de esperar até janeiro para estrear, em função do bloqueio de mercado aos catalães. Nunca pareceu confortável no esquema de Luis Enrique, e terminou a liga espanhola com apenas dois gols e três assistências.

2. Edin Dzeko (Roma)

O atacante bósnio tinha alcançado dígitos duplos por três vezes na Bundesliga e outras três na Premier League. Na Roma, que pagou 15 milhões de euros entre empréstimo e compra, Dzeko marcou oito gols na Serie A, perdeu algumas dezenas e acabou entre os negociáveis.

1. Bastian Schweinsteiger (Manchester United)

Um dos maiores nomes do Bayern de Munique e da seleção alemã na história recente, Schweinsteiger talvez tenha chegado tarde demais à Premier League. Pareceu sentir o ritmo das partidas, e perdeu praticamente toda a segunda parte da temporada com problemas no joelho.

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As 25 melhores contratações da temporada europeia

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi

Milhões recompensados. Apostas que viraram pechinchas. A temporada europeia chegou ao final, e a equipe do Futebol no Mundo avaliou as contratações que mais deram certo. Confira a lista e dê sua opinião!

25. Julian Weigl (Borussia Dortmund)

O volante de 1995 chegou como promessa a Dortmund e terminou a temporada como realidade. Presente em 30 das 34 rodadas da Bundesliga, Weigl deu estabilidade ao setor com proteção à defesa e boa saída de bola. Não por acaso, acabou entre os 27 pré-convocados pelo técnico da seleção alemã, Joachim Löw, para a Eurocopa.

24. Sami Khedira (Juventus)

Com histórico de lesões, o alemão não foi tão assíduo quanto gostaria, mas os números mostram a diferença que sua presença em campo fazia. Nas 20 partidas de Khedira como titular na Serie A, a Juventus acumulou 19 vitórias e um empate. Foram cinco gols e quatro assistências do ex-Real Madrid.

23. Filipe Luís (Atlético de Madri)

A volta para a capital espanhola fez bem ao lateral brasileiro, que foi pouco aproveitado no Chelsea e retornou para reassumir a posição que ninguém foi capaz de ocupar no time colchonero. Jogou 44 partidas oficiais na temporada e ajudou o Atlético a alcançar sua segunda final de Champions League em três anos.

22. Kostas Mitroglou (Benfica)

Emprestado pelo Fulham, o atacante grego fez uma parceria letal com o brasileiro Jonas. Marcou 25 gols, sendo 20 na campanha do 35º título português dos encarnados. Suficiente para convencer o clube a acertar a contratação de "Mitrogol" até 2020.

21. Juan Cuadrado (Juventus)

Se a breve passagem pelo Chelsea não foi feliz, o retorno de Cuadrado ao futebol italiano foi o casamento perfeito. Em um time que exalta a participação dos alas, o colombiano colaborou com quatro gols e quatro assistências para o quinto scudetto consecutivo da Juventus. Foram 28 aparições na Serie A, sendo 16 como titular.

20. Mariano (Sevilla)

O lateral vindo do Bordeaux repetiu o sucesso de outros brasileiros no Sevilla. Inconstante nos primeiros meses, cresceu na reta final da temporada e foi um dos protagonistas no título da Liga Europa. Fez um gol crucial na semifinal contra o Shakhtar Donetsk e deu a assistência para o gol que iniciou a virada contra o Liverpool na decisão.

19. Carlos Bacca (Milan)

Em mais uma temporada decepcionante para o Milan, o atacante colombiano foi uma das poucas notas positivas. Com 20 gols na temporada, teve o melhor registro de um jogador do clube desde a saída de Ibrahimovic. Dezoito destes gols foram na Serie A, onde teve média de um gol a cada duas finalizações certas. Bom retorno para os 30 milhões de euros investidos.

18. Arturo Vidal (Bayern)

Pep Guardiola enxergava em Vidal uma peça determinante para a engrenagem do seu último ano de Bayern. Por isso pagou 37 milhões de euros para tirá-lo da Juventus. Capaz de executar qualquer função no meio-campo, Vidal colaborou para o título da Bundesliga com quatro gols e cinco assistências.

17. Anthony Martial (Manchester United)

Os valores da contratação de Martial, que ainda não tinha completado 20 anos, impressionaram. Mínimo de 50 milhões de euros, podendo chegar a 80 milhões de acordo com objetivos. A primeira temporada mostrou que a cifra pode se justificar plenamente. Foram 17 gols em partidas oficiais, sendo 11 na Premier League. O mais importante deles foi o que garantiu a vitória sobre o Everton, nos acréscimos, na semifinal da FA Cup.

16. Stephan El Shaarawy (Roma)

Anos de problemas físicos impediram El Shaarawy de alcançar o enorme potencial demonstrado no início da carreira, mas a chegada à Roma significou um recomeço. Devolvido ao Milan pelo Monaco, que não queria escalá-lo porque seria obrigado a executar a opção de compra por um mínimo de jogos, o Faraó voltou à Serie A em janeiro e foi decisivo para os giallorossi. Com oito gols em 16 jogos na Serie A, ajudou a Roma a conquistar a uma vaga na Champions League.

15 Allan (Napoli)

O polivalente meio-campista já tinha mostrado capacidade com a camisa na Udinese, mas a transferência para o Napoli aumentou suas possibilidades. Com mais liberdade para atacar, fez um grande meio-campo com Jorginho e Hamsik. O ex-Vasco esteve em 35 partidas da Serie A e marcou três gols - mais do que havia feito nos três anos em Údine.

14. Kingsley Coman (Bayern)

Pouco aproveitado na Juventus, o atacante francês chegou ao Bayern aos 18 anos, mas logo ganhou protagonismo com Guardiola. Foi titular em mais da metade dos jogos da Bundesliga e participou de dez gols - marcando quatro e dando seis assistências.

13. Hatem Ben Arfa (Nice)

Jogador com histórico de polêmicas, Ben Arfa viu no Nice a chance de recomeçar. Aos 29 anos, impressionou com a plasticidade de suas jogadas e ajudou o clube a terminar em quarto lugar na Ligue 1, com 17 gols e seis assistências.

12. Roberto Firmino (Liverpool)

Contratado por 40 milhões de euros após fazer sucesso no Hoffenheim, Firmino teve um início lento na Inglaterra, mas engrenou após a chegada de Jürgen Klopp a Anfield. Muitas vezes escalado como centroavante, o brasileiro terminou a temporada com 10 gols e sete assistências na Premier League.

11. Cédric Bakambu (Villarreal)

O atacante congolês honrou o histórico de bons atacantes no Submarino Amarelo e marcou 22 gols na temporada - melhorando o registro da campanha anterior com o Bursaspor, da Turquia. A dupla com Roberto Soldado engrenou e ajudou o Villarreal a alcançar as semifinais da Liga Europa, além de uma vaga na próxima Champions League.

10. Petr Cech (Arsenal)

Depois de tantos anos esperando por um goleiro titular confiável, o Arsenal aproveitou a insatisfação de Cech com a reserva no Chelsea e fez uma contratação certeira. O goleiro foi o líder em "clean sheets" (jogos sem sofrer gol) na Premier League, com 16, e também teve a maior porcentagem de defesas da competição entre os titulares: 78,1% das finalizações certas dos adversários.

9. Javier "Chicharito" Hernández (Bayer Leverkusen)

Depois de anos como coadjuvante por Manchester United e Real Madrid, Chicharito achou seu lugar como protagonista. Pelo Bayer Leverkusen, chegou a ser premiado por três vezes consecutivas como melhor jogador do mês na Bundesliga. Não é para menos: marcou 17 gols em 28 partidas e foi determinante para o terceiro lugar da equipe no campeonato.

8. Toby Alderweireld (Tottenham)

Contratado pelo Tottenham após um ano no Southampton, o zagueiro belga fez ótima parceria com o compatriota Vertonghen. Presente em todas as partidas da campanha que classificou os Spurs para a Champions League, Alderweireld foi reconhecido como um dos melhores defensores da liga e ajudou o time a terminar com a melhor defesa da competição - 35 gols sofridos, ao lado do Manchester United.

7. Augusto Fernández (Atlético de Madri)

Diego Simeone precisava de um substituto para Tiago, lesionado, e encontrou em um velho conhecido. Augusto Fernández, capitão do Celta de Vigo até metade da temporada, já havia trabalhado com o "Cholo" na conquista do título argentino de 2008 pelo River Plate. Adaptou-se sem problemas ao meio-campo colchonero e foi crucial para a arrancada rumo à decisão da Champions League.

6. Kevin De Bruyne (Manchester City)

Desprezado no Chelsea, Kevin De Bruyne impressionou no Wolfsburg e retornou em alta à Premier League, com o City desembolsando a bagatela de 74 milhões de euros. Com 16 gols na temporada, alguns deles de rara beleza, foi importante para a inédita classificação às semifinais da Champions League e para o título da Copa da Liga. O período em que ficou lesionado no início do ano custou caro às chances do time na Premier League.

5. Douglas Costa (Bayern)

Os problemas físicos de Robben e Ribéry levaram o Bayern a buscar um jogador capaz de atuar pelas pontas e decidir jogos. Douglas Costa foi a opção perfeita. Transferido do Shakhtar Donetsk por 30 milhões de euros, o brasileiro teve impacto imediato na equipe alemã. Participou de 13 gols na campanha do tetra da Bundesliga - marcou quatro e passou para outros nove.

4. Paulo Dybala (JUVENTUS)

O argentino Dybala explodiu no Palermo como um dos jovens mais promissores do futebol europeu, e a Juventus pagou 32 milhões de euros para conferir. Não se arrependeu, já que Dybala marcou 23 gols na temporada - mais, por exemplo, que a primeira de Tevez no clube - e ajudou o time a repetir a dobradinha copa-campeonato, mesmo após a saída de jogadores importantes como Pirlo, Vidal e o próprio Tevez.

3. Dimitri Payet (West Ham)

Meia criativo, Payet caiu como uma luva na Premier League após trocar o Olympique de Marseille pelo West Ham. O talento de suas cobranças de falta e as chances de gol criadas colocaram o francês nas graças da torcida. Foram 21 gols dos Hammers com a participação de Payet no campeonato: nove marcados e 12 assistidos. Uma campanha que resultou em seu retorno à seleção francesa a tempo para a Euro 2016.

2. Angel Di María (PSG)

Mal aproveitado no Manchester United, Di María foi negociado por 60 milhões de euros com o Paris Saint-Germain e não demorou a recuperar seu melhor futebol. Jogando pela direita do ataque no 4-3-3 de Laurent Blanc, o argentino acabou a temporada da Ligue 1 como líder de assistências (18) e ainda colaborou marcando dez gols na campanha de mais um título dos parisienses.

1. N'golo Kanté (Leicester)

Dizer que Kanté foi o dono do meio-campo na inacreditável campanha do título do Leicester ainda seria pouco. O volante francês foi o dono do campo inteiro. Dominando com seus desarmes e interceptações, iniciava as jogadas de contra-ataque que levaram os adversários ao desespero. Os 8 milhões de euros pagos ao Caen transformaram-se na grande pechincha da temporada.

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As 25 melhores contratações da temporada europeia

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