Confronto interminável, café quente e 'número 2' no chão. Não é um dérbi, mas eles se odeiam

Leonardo Bertozzi
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Brighton e Crystal Palace têm rivalidade acirrada
Brighton e Crystal Palace têm rivalidade acirrada Divulgação

A maioria das rivalidades do futebol tem uma explicação simples. Normalmente são times do mesmo bairro, da mesma cidade ou região. Ou são times que disputam uma supremacia nacional ou continental. No caso de Brighton e Crystal Palace, porém, não é nada disso. Os clubes carregam uma mútua obsessão que terá um novo capítulo nesta segunda-feira, quando se enfrentam pela terceira fase da FA Cup (Copa da Inglaterra), com transmissão da ESPN a partir das 17h40 (de Brasília).

Afinal, de onde nasceu o 'dérbi da M23', assim conhecido por causa da estrada que ocupa boa parte da rota de 73,5 quilômetros entre os dois estádios? Às vezes, eles passam longos períodos sem se enfrentar, por estarem em divisões diferentes. Mas mesmo quem viveu a maior parte da vida nestes intervalos conhece uma história que se acirrou durante os anos 70.

Diz a lenda que o apelido "Seagulls" (Gaivotas) do Brighton surgiu durante um jogo da terceira divisão na temporada 1975/76, para responder ao "Eagles" (Águias) do Palace. O time da costa sul era antes conhecido como "Dolphins" (Golfinhos), mas a nova alcunha caiu nas graças da torcida e não demorou a ganhar status oficial.

Para a temporada 1976/77, as duas equipes apostavam em técnicos jovens e com uma relação pouco amigável entre eles. Terry Venables, então com 33 anos, assumiu o Palace, enquanto Alan Mullery, 35, se encarregou do Brighton.

Como jogadores, eles foram rivais - Venables revelado no Chelsea, Mullery no Fulham - e depois companheiros no Tottenham. Venables (que seria técnico da seleção inglesa nos anos 90) tinha a expectativa de ser nomeado capitão pelo técnico Bill Nicholson, mas Mullery foi o escolhido, o que criou uma rivalidade interna.

Tanto Brighton quanto Palace tinham a missão de subir para a segunda divisão - e ambos conseguiram, respectivamente em segundo e terceiro lugar. No entanto, foi por causa de um confronto pela primeira fase da FA Cup que o ranço entre os clubes mudou de patamar. Na época, disputavam-se "replays" (jogos-desempate) ilimitados até que se definisse um classificado.

O Palace buscou o empate no campo do Brighton graças a Rachid Harkouk, que saiu do banco de reservas em sua estreia para marcar o último gol dos 2 a 2. Harkouk, nascido em Londres, jogou a Copa de 1986 pela Argélia e se aposentou logo depois, aos 30 anos, por causa de uma lesão. No primeiro replay, o Brighton foi melhor, mas o Palace, em casa, conseguiu forçar uma nova partida com o empate por 1 a 1 na prorrogação.

O segundo replay, porém, precisou ser adiado duas vezes por causa do mau tempo. Depois que eles finalmente conseguiram jogar no campo neutro de Stamford Bridge, estava claro que a inimizade seria irreversível. O Brighton, derrotado por 1 a 0, até hoje aponta o árbitro Ron Challis como responsável pela eliminação.

O Crystal Palace vencia por 1 a 0 graças ao gol de Paul Holder, aos 18 minutos, mas o Brighton deveria ter empatado pouco depois com Peter Ward. Challis anulou, alegando um toque de mão. Tempo depois, Jim Cannon, do Palace, admitiria ter empurrado Ward na direção da bola. Mas o pior para os costeiros ainda estava por vir.

A doze minutos do final, Chris Cattlin sofreu pênalti de Barry Silkman e Brian Horton marcou, mas o árbitro mandou retornar a cobrança por invasão de área. Não adiantou a reclamação dos jogadores do Brighton, alegando que apenas jogadores do Palace haviam invadido. Paul Hammond defendeu a segunda tentativa de Horton e garantiu o avanço das Águias.

Quando Mullery, revoltado com a atuação de Challis, caminhava de volta para o túnel, um torcedor do Palace atirou café quente em sua direção. O técnico, então, tirou algumas moedas do bolso, jogou no chão e gritou: "Isso é tudo o que você vale, Crystal Palace!". Ironicamente, Mullery viria a dirigir o time londrino por dois anos, entre 1982 e 1984, numa decisão que gerou protestos e até um boicote da torcida, com impacto na média de público.

Antes disso, porém, Brighton e Palace subiram juntos mais uma vez, desta vez para a primeira divisão, ao final da temporada 1978/79. O Brighton terminou a última rodada como líder, mas perdeu o título por um ponto quando o Palace venceu uma partida adiada contra o Burnley.

Anos 80 - O Palace foi rebaixado em 1981, já sem Venables, que havia saído em outubro para o Queen's Park Rangers. Nas duas temporadas que passaram juntos na divisão principal, foram três vitórias do Brighton e um empate. O Brighton caiu em 1983 e só retornou à elite em 2017, chegando a passar pela quarta divisão durante os anos 90.

A década de 80 viu superioridade do Brighton nos confrontos, mas terminou com o Palace rindo por último e voltando à primeira divisão em 1989. Naquele ano, foi disputado um dos confrontos mais bizarros entre eles: foram cinco pênaltis marcados em um espaço de 27 minutos. Quatro foram a favor do Crystal Palace, que perdeu três, e ainda assim venceu por 2 a 1.

Em um intervalo de 22 anos, até 2011, as equipes só se encontraram em dois campeonatos: 2002/03 e 2005/06, ambos na segunda divisão. O destino reservou para 2013 um dos confrontos mais importantes da história da rivalidade: a semifinal dos play-offs de acesso para a Premier League.

Número 2 - O Brighton terminou a temporada em quarto lugar, uma posição acima do Crystal Palace, e era favorito à vaga na final de Wembley após buscar um empate sem gols em Selhurst Park. Então, um episódio surreal marcou a partida de volta. Ao chegar ao vestiário dos visitantes, os jogadores do Palace encontraram fezes humanas no chão. Movida ou não pela raiva, a equipe de Londres venceu por 2 a 0, gols de Wilfried Zaha, e se garantiu na decisão em que bateria o Watford.

Então técnico do Brighton, o uruguaio Gus Poyet se revoltou com o incidente e escreveu um e-mail furioso para a direção do clube exigindo a punição dos responsáveis. Uma investigação interna terminou sem achar culpados. Poyet seria afastado alguns dias depois (e posteriormente demitido) por uma "brecha de contrato" que o Brighton jura não ter relação com o caso.

Embora nada tenha sido comprovado, e provavelmente nunca seja, em 2015 o zagueiro Paddy McCarthy, que fazia parte do elenco do Crystal Palace na ocasião, afirmou em um evento (no vídeo abaixo, em inglês) que o responsável pelo 'número 2' no chão era o motorista do ônibus do próprio time, que não conseguiu chegar a tempo ao toalete.

Com a chegada do Brighton à Premier League no ano passado, o dérbi da M23 voltou a ser disputado. Mas o primeiro duelo não saiu do 0 a 0. Nesta segunda-feira, é jogo eliminatório, com toda a tensão que eles costumam carregar. A rivalidade é estranha, mas não deve nada a nenhuma outra. Não pode perder.

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Por mais espaço a jovens, Itália aprova times B. Entenda como funcionará

Leonardo Bertozzi
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Clubes como o Torino podem ter times B na pirâmide profissional
Clubes como o Torino podem ter times B na pirâmide profissional Torino FC

Um fiasco como a ausência em uma Copa do Mundo depois de 60 anos não passa batido. Por mais que muito da culpa sobre a eliminação da Itália seja do péssimo trabalho de Giampiero Ventura, é necessário refletir amplamente sobre o modelo de futebol do país e como ele pode facilitar a formação e crescimento de novos jogadores que ajudem a reconstrução da 'Nazionale'.

Após estudar os modelos de outros países, a federação italiana (FIGC) decidiu abrir espaço para a inscrição de equipes reservas (times B) de clubes da Serie A na Serie C a partir da próxima temporada. Um formato semelhante ao adotado na Espanha, onde os times B fazem parte da pirâmide, e diferente do inglês, que tem uma liga separada para os aspirantes.

O ex-jogador Alessandro Costacurta, hoje vice-comissário da FIGC, foi um dos idealizadores da iniciativa. "É uma reforma que o futebol italiano necessitava para se alinhar e tentar diminuir a distância com outros movimentos futebolísticos europeus, porque permitirá que tantos jovens amadureçam e façam crescer a qualidade dos nossos campeonatos e das nossas seleções, a partir da sub-21", disse Costacurta em comunicado divulgado pela entidade.

Poucos minutos

Um estudo divulgado pela FIGC mostra que a taxa de retenção de jovens jogadores nos clubes profissionais italianos é irrisória.

Na temporada 2007/08, eram 2.123 jogadores de 15 a 21 anos federados em times da Serie A. Entre eles, 94 (4,4%) disputaram a primeira divisão na temporada 2016/17 e apenas 31 (1,5%) permaneciam no mesmo clube. Considerando todos os clubes profissionais de dez temporadas atrás, eram 9.719 jogadores inscritos, dos quais 6,5% continuam nas três principais divisões e apenas 0,5% no mesmo time.

Outro número alarmante é o que compara o aproveitamento de jovens estrangeiros e locais: em 2016/17, foram 56% mais minutos dos sub-21 de outros países em relação aos italianos.

Quem joga?

As equipes B atenderão a exigências específicas: de 23 jogadores relacionados para cada partida, 19 têm de ser nascidos a partir de 1º de janeiro de 1996, e 16 têm de estar inscritos há pelo menos sete anos em um clube italiano.

Jogadores poderão atuar na Serie A, mas ficarão impedidos de voltar ao time B se completarem cinco partidas na primeira divisão da mesma temporada.

Vagas abertas

Como se dará a entrada dos times B na terceirona? Antes de mais nada, através de uma taxa de 1,2 milhão de euros destinada à liga da Serie C a cada ano de inscrição. Mas quem cederia o lugar a eles?

Em um campeonato onde são frequentes as equipes que não conseguem se inscrever por não atender a parâmetros financeiros, é comum que haja times repescados para vagas abertas antes do início da temporada.

Até que se completem 60 times (três grupos de 20), estas vagas serão preenchidas na seguinte ordem: 1) um time B da Serie A; 2) um time rebaixado da C; 3) um time que disputou os play-offs da Serie D.

A FIGC ainda divulgará os critérios para a ordem de preferência de escolha dos times da primeira divisão interessados.

Quem é que sobe?

Em decisão que causou polêmica e protestos na Serie B, a FIGC autorizou o acesso à segunda divisão ao time que conquistá-la em campo - desde que permaneça pelo menos uma divisão abaixo da equipe principal.

Nesta sexta-feira, a Liga da Serie B divulgou nota contra a decisão, falando em "ausência de diálogo", e convocou uma assembleia extraordinária para discutir "iniciativas com o objetivo de exigir a revogação ou a modificação da reforma". Não foi descartada nem uma paralisação do campeonato para pressionar a federação a voltar atrás.

Os críticos da decisão argumentam que os times reservas poderiam roubar espaço de praças tradicionais que ficariam alijadas da Serie B. Na Alemanha, onde as equipes B existem há muito tempo, elas não podem subir além da terceira divisão.

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45 correções e 6 erros. Um balanço positivo do árbitro de vídeo após meia temporada na Itália

Leonardo Bertozzi
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Serie A usa árbitro de vídeo pela primeira vez nesta temporada
Serie A usa árbitro de vídeo pela primeira vez nesta temporada AIA.it

A primeira temporada com uso do árbitro de vídeo (VAR) na Serie A italiana chega à sua metade (ou quase, faltando duas partidas adiadas a recuperar). Suficiente para acabar com os temores de quem via o recurso "descaracterizando o jogo" ou "acabando com a emoção". 

De acordo com o levantamento de um ex-árbitro, o VAR atuou para corrigir 45 erros nas 188 partidas até agora disputadas, e em apenas seis ocasiões deixou de intervir como deveria.

Durante participação no programa 'La Giostra del Gol', no canal Rai Italia, Tiziano Pieri elencou os episódios em que as imagens foram determinantes para a decisão justa. Dezoito pênaltis foram assinalados graças ao VAR, e sete foram "desmarcados" após a revisão de vídeo. 

O último foi no empate por 0 a 0 entre Inter e Lazio, quando inicialmente havia sido marcada uma infração de Skriniar por toque de braço, antes que as imagens mostrassem que a bola havia rebatido antes na perna do defensor nerazzurro. Suficiente para que o árbitro Gianluca Rocchi corretamente voltasse atrás na decisão.

Dez jogadores foram expulsos graças às intervenções do VAR, sendo dois por situações claras de gol. Nove gols foram anulados por impedimento, e três validados após a revisão.

"Ninguém é perfeito, imagine no futebol. Mas agora há mais justiça em campo", avalia Pieri, em declarações reproduzidas pela agência Ansa. "A experiência reduziu as reclamações dentro de campo e nas arquibancadas, e corrigiu erros evidentes, evitando outros".

"Em alguns casos que geraram discussão, podemos falar de episódios 'cinzentos', de interpretações, e não de erro claro, o que está na origem do protocolo pelo qual se aplica o VAR", justifica o ex-árbitro, lembrando que o recurso só pode ser ativado em casos de gol, pênalti, expulsão ou erro de identificação.

Pieri também fez um ranking dos árbitros mais "ajudados" pelos colegas que operam o vídeo. Maurizio Mariani, 5 vezes, e Paolo Valeri, 4, foram os que mais recorreram ao VAR. Apenas dois, Gianpaolo Calvarese e Massimiliano Irrati, nunca foram à beira do campo checar as imagens.

Considerando que se trata de um estágio inicial dos testes e que todos os envolvidos ainda serão mais familiarizados, os números são muito positivos. Em janeiro, será inaugurado em Coverciano o primeiro centro permanente de formação e capacitação de árbitros de vídeo.

Nunca se deixará de debater arbitragem, pois inúmeros são os lances em que as opiniões se dividem. Mas não há como discutir com os dados apresentados: o jogo está mais justo. E continua emocionante.

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"Escapar da Argentina aumentou a confiança". Brasileiro que atua na Nova Zelândia conta como o país vive a repescagem

Leonardo Bertozzi
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Guilherme Finkler atua na Nova Zelândia, no Wellington Phoenix
Guilherme Finkler atua na Nova Zelândia, no Wellington Phoenix Getty

Desde que a Austrália se mudou para a Confederação Asiática, a Nova Zelândia viu suas chances de chegar às Copas do Mundo aumentarem. Afinal, as outras seleções da Oceania têm um nível bem inferior. Mas não basta derrotar os vizinhos. Pela ausência de uma vaga direta para o continente, os All Whites sabem que é necessário superar uma repescagem para estar no Mundial. O adversário por um lugar na Rússia será o Peru, quinto colocado nas eliminatórias sul-americanas.

Os neozelandeses sabem que não será fácil encarar Paolo Guerrero e os demais comandados de Ricardo Gareca. Mas a sensação é de um certo alívio, já que havia o risco de duelar com a Argentina, que chegou à última rodada ameaçada, mas acabou conquistando a vaga direta. O brasileiro Guilherme Finkler, meia do Wellington Phoenix, falou ao ESPN.com.br sobre a expectativa no país.

"Tenho colegas de time que atuam na seleção", conta Finkler, de 32 anos. "Na repescagem passada, deram azar de enfrentar o México. Agora, o melhor que poderia vir seria o Peru. As outras opções eram Chile, Argentina, Colômbia... Teoricamente o Peru é o mais fraco. Claro que não é como enfrentar as seleções da Oceania, mas consideram que dá para fazer resultado em casa, no mínimo não perder, e viajar para jogar fechadinho".

O Wellington Phoenix é o único time profissional da Nova Zelândia e disputa a A-League, liga australiana. Finkler se transferiu para lá em 2016, depois de quatro anos atuando pelo Melbourne Victory. Natural de Caxias do Sul e revelado pelo Juventude, o meia afirma que um de seus companheiros de clube, o zagueiro Andrew Durante, luta contra uma lesão para estar no confronto de novembro.

"Duas rodadas atrás ele sofreu uma lesão no adutor e recebeu um diagnóstico de dois ou três meses parado. Mas ele foi ver um especialista e começou um tratamento intensivo. Pode ser que ele tenha chance de ir. É uma luz no fim do túnel. Somos bem próximos e estou torcendo por isso. Para ele seria a cereja do bolo", conta o brasileiro sobre Durante, nascido na Austrália e naturalizado neozelandês.

As vendas de ingressos para o jogo de ida contra o Peru, dia 10 de novembro, explodiram. A expectativa é de bater o recorde de 2009, quando 35.179 pessoas viram o jogo contra o Bahrein. Na ocasião, a vitória por 1 a 0 garantiu a classificação para o Mundial da África do Sul - competição da qual o país saiu invicto, com três empates, incluindo um com a Itália.

No país em que o rugby é tratado como religião, o futebol tem conquistado mais adeptos, especialmente entre as crianças. Mas a pressão que há sobre os All Blacks não existe sobre a seleção da bola redonda.

"Na Austrália, onde eu joguei, já é um pouco diferente" explica Finkler. "Depois de irem à Copa no Brasil, ganharem a Copa da Ásia, ficaram com uma certa obrigação de conquistar a vaga. Vão disputar a repescagem com Honduras, acho que vão se classificar. Aqui na Nova Zelândia há esperança, mas se der certo, deu. Se não der, sabem que perderam pra um time melhor. Se no Brasil o futebol é o primeiro, segundo e terceiro esporte, aqui é o rugby".

Por jogar um campeonato de outra confederação, o Wellington Phoenix não pode se classificar para torneios continentais. Quem acompanha os Mundiais de Clubes da Fifa se acostumou a ver o Auckland City, que já disputou oito vezes o torneio, com um terceiro lugar em 2014. Razão pela qual o brasileiro acredita que seu time poderia fazer um bom papel: "Já fizemos amistosos com eles, são amadores, o nível é bem diferente. Se pudéssemos levar nosso time, poderíamos dificultar para os adversários".

A experiência na A-League não é a primeira de Guilherme Finkler no exterior. Na temporada 2006/07, após ser aprovado num teste, ele foi contratado pelo Wolverhampton, da Inglaterra, mas não chegou a fazer partidas oficiais. Voltou ao Brasil depois de uma passagem pelo Mouscron, da Bélgica. Nada que o desanimasse quando surgiu a oportunidade no Melbourne, em 2012.

"Havia um certo receio, mas para a Inglaterra fui muito novo, pensamento diferente. Ir para a Austrália não foi só uma decisão pelo futebol. Era um país que me interessava pela qualidade de vida. Deu tudo certo", festeja Finkler, até hoje lembrado por um gol de falta nos acréscimos contra o Western Sydney Wanderers, na temporada 2013/14.

Os times da liga australiana podem contratar dois "marquee players", jogadores que recebem acima do teto salarial. Inicialmente, a estratégia foi levar jogadores de renome internacional para atrair público. No Sydney FC, por exemplo, passaram Dwight Yorke, Juninho Paulista e Alessandro Del Piero. Mas, segundo Finkler, este perfil está mudando. Hoje, um dos destaques do Sydney é o atacante Bobô, revelado pelo Corinthians.

"Jogadores como o Del Piero têm uma qualidade absurda e fazem a diferença, mas também têm dificuldade para acompanhar o ritmo físico dos jogos. Hoje os clubes pensam duas vezes antes de contratar jogadores com idade avançada. Preferem pegar jogadores mais novos, mesmo com menos nome", justifica.

As amizades construídas na Austrália resultaram em convite para acompanhar a seleção do país na última Copa. Ele esteve na derrota australiana por 3 a 2 para a Holanda, em Porto Alegre: "Ganhei ingressos e pude levar a família. Hoje tenho amigos na Nova Zelândia e seria ótimo vê-los num Mundial. Mas é mais difícil..."

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Brasil e Rússia serão cabeças-de-chave da Copa; veja candidatos às outras seis vagas

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Brasil de Tite será cabeça-de-chave na Rússia
Brasil de Tite será cabeça-de-chave na Rússia Mowa Press

O Brasil estará entre os cabeças-de-chave da Copa do Mundo de 2018, na Rússia. Isso é certo depois que a Fifa, nesta quinta-feira, manteve o sistema adotado nos dois últimos Mundiais, com o ranking do mês de outubro para definir o primeiro pote do sorteio dos grupos. A honra, além do país anfitrião, cabe aos sete melhores colocados na classificação mundial da entidade, que leva em consideração jogos dos últimos quatro anos.  

A novidade para o sorteio de 1º de dezembro será o uso do ranking para a definição dos outros três potes, antes divididos por critérios geográficos.

Na atualização de setembro, divulgada nesta quinta-feira, a Seleção Brasileira aparece em segundo lugar, atrás da Alemanha. Já classificada, a equipe de Tite só depende de si para recuperar a ponta - basta vencer Bolívia e Chile nos jogos que restam -, mas o mais relevante é saber que nenhuma combinação de resultados deixa o Brasil abaixo da terceira colocação.

Caso o Brasil perca as duas partidas, aparecerá no ranking de outubro com 1453 pontos, marca que, além dos alemães, apenas a Argentina poderia superar, vencendo o Peru e pelo menos empatando com o Equador.

Na atual "zona dos cabeças-de-chave", não há outros campeões mundiais além de Alemanha, Brasil e Argentina. As outras vagas são provisoriamente ocupadas por Portugal, Bélgica, Polônia e Suíça. Enquanto Inglaterra, Uruguai e Itália têm chances quase nulas de serem cabeças, França e Espanha estão na briga para entrar no grupo dos sete primeiros. Os franceses, hoje em oitavo, podem pagar caro pelo tropeço em casa contra Luxemburgo na última data Fifa.

Vale lembrar que portugueses e suíços se enfrentam na rodada final - um deles terá de disputar a repescagem em novembro.

A Fifa usa o ranking de outubro, e não o de novembro, para não dar uma vantagem injusta aos times que jogam os play-offs, enquanto outros, já classificados, jogam apenas amistosos, com peso menor para a pontuação. Participar ou não da repescagem, porém, não influencia na possibilidade de um time ser cabeça-de-chave. Portugal, caso vença Andorra, terá seu lugar garantido caso chegue ao Mundial, independentemente do caminho.

Confira abaixo as simulações de possíveis resultados para o ranking de outubro.

Projeções para o ranking de outubro
Projeções para o ranking de outubro Excel

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Vale a pena fechar o mercado antes da temporada? Premier League se antecipou - e Europa deve segui-la

Leonardo Bertozzi
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Novelas como a de Alexis Sánchez tendem a durar menos
Novelas como a de Alexis Sánchez tendem a durar menos Getty Images

A partir da temporada 2018/19, a janela de transferências da Premier League se fechará antes da primeira rodada. Os clubes estrearão com seus elencos já definidos, após a mudança aprovada por maioria de votos. 

O tema ganhou força nas últimas semanas, com várias histórias de mercado se sobrepondo ao interesse pelos jogos na imprensa e nas redes sociais. O Liverpool vai segurar Coutinho? E Alexis Sánchez, fica no Arsenal ou vai para o Manchester City? Antonio Conte está insatisfeito com o mercado do Chelsea?

A mudança pode ter seus efeitos colaterais. Com menos tempo para contratar, alguns valores podem ficar ainda mais inflacionados do que já são, pela boa saúde financeira da liga. E como a janela delimita apenas as entradas, os clubes da Premier League ainda correriam o risco de ver jogadores saindo para outras ligas até o dia 31 de agosto.

Este último cenário, porém, pode não se concretizar. A medida inglesa tem sido elogiada por personagens de outros campeonatos e por líderes do futebol europeu. O presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, já havia dado um parecer positivo antes mesmo da aprovação.

"Na minha visão, não é bom que os jogadores atuem por um clube no início da liga e depois por outro clube quando a janela fecha", argumentou Ceferin em declaração ao inglês The Times. "Há muita incerteza por muito tempo. Portanto, eu diria que a janela pode estar longa demais, e apoio que ela seja mais curta".

Novo presidente da Associação dos Clubes Europeus (ECA), Andrea Agnelli também é favorável. Sucessor de Karl-Heinz Rummenigge à frente da entidade, o mandatário da Juventus disse em seu discurso de posse que pretende dialogar com a Uefa para "harmonizar" as janelas e chegar a uma uniformidade de regras.

Nesta sexta-feira, foi a vez de técnicos de ponta como Zinedine Zidane, do Real Madrid, e Carlo Ancelotti, do Bayern, se manifestarem pelo encurtamento do período de mercado.

"O mundo do futebol está pensando nisso. Ninguém está feliz com uma janela longa de mercado. A Premier League é a primeira, mas acredito que outras federações vão seguir", avaliou Ancelotti em entrevista coletiva.

"Penso o mesmo que a maioria das pessoas", acrescentou Zidane. "Quando a liga começa, o mercado tem de parar, isso é claro".

Através do Twitter, um dos mais conceituados diretores de futebol da Europa parabenizou a opção dos ingleses. "Uma decisão justa e lógica", postou Ramón 'Monchi' Rodríguez, ex-Sevilla e atualmente na Roma.


Com tantos consensos, parece improvável que a liga mais valiosa do mundo fique sozinha na decisão. É apenas questão de tempo. E você, o que acha da medida?

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Itália no tudo-ou-nada da repescagem. O que fazer para evitar o pior

Leonardo Bertozzi
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Immobile marcou o primeiro gol da Itália sobre Israel
Immobile marcou o primeiro gol da Itália sobre Israel Getty Images

Não adianta negar. Desde o sorteio dos grupos das eliminatórias da Copa do Mundo de 2018 que colocou Espanha e Itália no mesmo grupo, jogar a repescagem era uma realidade possível para os italianos. A eliminação espanhola na Euro 2016, numa obra-prima de Antonio Conte, não foi suficiente para criar uma falsa ideia de que a Itália ganhou terreno diante de um modelo de jogo estabelecido e afirmado na Espanha há mais de uma década.

Os 3 a 0 do Santiago Bernabéu foram um duro e necessário choque de realidade. As magias de Isco ficam para a história - e Julen Lopetegui foi muito competente em repetir o que Vicente del Bosque já havia feito na final da Euro 2012, quando a Espanha fez 4 a 0 em outro recital. 

Na decisão de Kiev, um time repleto de meio-campistas e sem uma referência na área. Na ocasião, jogaram Busquets, Xabi Alonso, Xavi, Fàbregas, Iniesta e David Silva. 

Cinco anos depois, três peças daquele sexteto se repetiam (Busquets, Iniesta e Silva), com Koke, Asensio e Isco completando o grupo.

Neste cenário, Giampiero Ventura optou pela pior estratégia possível. Abriu mão de homens no meio-campo e insistiu em um 4-2-4 que deixava Verratti e De Rossi sempre perdidos no meio de um mar de camisas vermelhas. Até a véspera, trabalhava com uma formação com cinco defensores, mas mudou de ideia ao perder Chiellini por lesão. No momento desta mudança, jogou fora também suas chances de complicar os espanhóis.

Verratti pela Itália (x Espanha e Israel)
Verratti pela Itália (x Espanha e Israel) Trumedia
Verratti pelo PSG (Ligue 1 17/18, 3 jogos)
Verratti pelo PSG (Ligue 1 17/18, 3 jogos) Trumedia

Podemos entender que, de qualquer maneira, nunca seria surpresa a Espanha em primeiro na chave, com a Itália em segundo. Durante muitos anos, os azzurri ignoraram o funcionamento do ranking da Fifa, levando amistosos pouco a sério e perdendo algumas chances de ganhar posições. Como esquecer que, em 2013, bastava vencer a Armênia para ser cabeça-de-chave da Copa do Mundo, e o empate por 2 a 2 acabou empurrando a equipe para um grupo com Uruguai, Inglaterra e Costa Rica?

Por este mesmo ranking, é fundamental vencer os jogos restantes para ter a garantia de um sorteio menos pesado na repescagem (evitar uma Suíça ou Portugal, por exemplo). Macedônia e Albânia são rivais acessíveis para isso. Mas também serão oportunidades para que Ventura reveja algumas de suas convicções. Na vitória por 1 a 0 sobre Israel, ficou evidente que o modelo penaliza alguns dos jogadores mais importantes do elenco.

O 4-2-4 é um desenho com o qual os principais atletas da Itália não convivem em seus clubes. Já falamos sobre Verratti, habituado a uma trinca de meio no PSG, mas o exemplo mais claro talvez seja Insigne. No Napoli, o talentoso atacante é aproveitado pela esquerda de um 4-3-3, baseado em muita posse de bola e presença constante no campo ofensivo. No sistema de Ventura, muitas vezes recebe a bola distante de zonas de perigo e tem dificuldades para chegar à área.

Insigne pela Itália (x Espanha e Israel)
Insigne pela Itália (x Espanha e Israel) Trumedia

Insigne pelo Napoli (Serie A + UCL 17/18, 4 jogos)
Insigne pelo Napoli (Serie A + UCL 17/18, 4 jogos) Trumedia

A dupla de ataque formada por Belotti e Immobile já chegou a trabalhar junta com o próprio Ventura no Torino, mas hoje ambos são atacantes isolados em seus clubes. O entendimento tem sido difícil, e um deles provavelmente terá de ser sacrificado - provavelmente Immobile, embora tenha sido dele o gol salvador contra Israel, num jogo em que a torcida de Reggio Emilia chegou a vaiar o time.

Ventura tem o mérito de já ter conseguido reduzir a média de idade de um time que chegou à Euro envelhecido. Existe um bom movimento nas categorias de base da Itália, com as seleções sub-20 e sub-21 vindo de boas campanhas recentes, e há otimismo sobre o amadurecimento de uma boa geração. Neste cenário, projeta-se a maturidade da seleção entre 2020 e 2022. Mas para que 2018 seja uma etapa importante de crescimento, é preciso estar lá.

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Destaque em clube 'odiado', brasileiro tem sonho frustrado por inversão de mando na Liga Europa

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi

Stênio em ação pelo Shkëndija
Stênio em ação pelo Shkëndija Photonews/Getty

O sorteio dos play-offs da Liga Europa mandou muitos torcedores do Milan ao Google para "descobrir" o Shkëndija, da Macedônia. Mas há alguém que pode explicar melhor sobre o adversário dos rossoneri por um lugar na fase de grupos do torneio continental.

O atacante Stênio Júnior, único brasileiro no elenco do clube, atua no país há quatro anos e falou ao ESPN.com.br sobre sua expectativa para o confronto - e a frustração de não poder atuar em um dos grandes palcos do futebol mundial.


Expulso no jogo de ida contra o Trakai, da Lituânia, na terceira fase preliminar, Júnior foi suspenso por duas partidas pela Uefa. O sorteio, inicialmente, determinou a primeira partida com o Milan na Macedônia. Mas, por questões logísticas, a ordem dos mandos foi invertida, e o brasileiro não poderá atuar em San Siro no dia 17 de agosto. A volta será um semana depois.

"Ainda não engoli bem, mas a gente tem de cumprir", lamenta. "Estava contente porque faríamos o primeiro jogo em casa e eu poderia jogar na Itália, realizar aquele sonho do jogador. Então houve a mudança e fiquei um pouco mais chateado. O importante agora é pensar em fazer um bom trabalho na segunda partida, para aproveitar a exposição e colher os frutos. Vai ser bom para o futebol da Macedônia. Temos de pensar num todo, não só no lado pessoal".

O Shkëndija é de Tetovo, mas terá de atuar em Sköpje por causa da estrutura do estádio. Como outro time do país, o Vardar, fará o jogo de ida no mesmo campo (contra o Fenerbahçe), houve a troca da ordem, como previsto em regulamento.

  • Só no mapa

O time de Stênio Júnior, porém, só é macedônio na geografia. A cidade tem maioria étnica de albaneses, e foram eles que fundaram o clube. O Shkëndija é, para eles, mais que um time de futebol. É uma representação nacionalista. O hino albanês é cantado por sua torcida organizada, a Ballistët, antes de cada partida. E as tensões históricas fazem com que haja um ódio recíproco com a maioria dos times da Macedônia.

"O clube é renegado dentro do país", conta o atacante. "É um dos clubes grandes, mas não conta com a receptividade dos macedônios em geral. As torcidas costumam entrar em confusão depois dos jogos. Mas não me envolvo com estas questões. Tenho amigos macedônios e albaneses e sou tratado com o mesmo respeito e amizade. Vim para jogar futebol. Mas muitos brasileiros que já vieram para cá acharam estranho. As coisas aqui na antiga Iugoslávia são complexas". 

Na época do regime comunista, o Shkëndija chegou a ser desfeito pelo governo iugoslavo, pelo simbolismo que adquiria para o nacionalismo albanês. Somente em 1991, com a separação da Macedônia, o clube ressurgiu. Campeão em 2011, se afirmou nos últimos anos como um time que luta pelas primeiras posições. Vem de dois vice-campeonatos e ganhou a copa nacional em 2016. No cenário internacional, os resultados vêm melhorando - é o segundo ano seguido nos playoffs da Liga Europa.

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Stênio chegou no início de 2014 ao Shkëndija. Descoberto no futebol cearense, onde se destacou pelo Horizonte, ele foi inicialmente transferido para o Litex Lovech, da Bulgária, mas foi o empréstimo ao Pelister, da Macedônia, que representou a grande virada: "Joguei metade do campeonato de 2013/14 no Pelister, fiz 8 gols, e fui para o Shkëndija como a transferência mais cara do país. Foi algo entre 100 e 150 mil euros".


  • Seleção?

Adaptado ao futebol e à vida na Macedônia, o atacante é pai de uma bebê de dois meses e não pensa em sair do país agora. Pelo contrário: já foi procurado sobre a possibilidade de defender a seleção local. "Isso já foi conversado, perguntaram se eu queria me naturalizar. Vejo como uma boa oportunidade", confirma. "É uma forma de participar de grandes partidas pela seleção do país, buscar mais formas de me destacar. Só falta um ano para completar os cinco exigidos pela Fifa".


"Hoje tudo é mais fácil aqui. Posso buscar o melhor para cuidar da saúde da esposa e da minha filha com tranquilidade", festeja. "É claro que nossa família no Brasil está ansiosa para voltarmos no fim do ano, por causa do nascimento da bebê (risos)".

Antes, há o Milan, que gastou 42 milhões de euros em Leonardo Bonucci, um dos melhores zagueiros do mundo, em meio a uma série de contratações que reformularam o time e criaram grande expectativa para a temporada. Para Júnior, é só um motivo a mais para se motivar: "É uma experiência a mais enfrentar não apenas o Bonucci, mas toda a equipe do Milan. Não dá para prometer nada agora. As coisas acontecem na hora".

E não seria melhor um adversário mais acessível? O brasileiro vê o lado positivo. "Não que a gente não quisesse um adversário mais fácil para chegar à fase de grupos. Mas pegar um Milan é motivo de alegria. Não tira nossa confiança nem nos abate. Podemos fazer história. As zebras acontecem no futebol. Quem sabe a sorte não esteja do nosso lado?", conclui.

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'Maior que Beckham', Neymar pode se pagar no PSG, avalia especialista em fair-play financeiro

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi
Neymar é o nome mais falado no mercado de transferência
Neymar é o nome mais falado no mercado de transferência EFE/Edu Bayer

E o fair-play financeiro? Esta é uma pergunta frequente quando se fala na possível contratação de Neymar pelo Paris Saint-Germain, que pagaria ao Barcelona os 222 milhões de euros da cláusula de rescisão. Seria a maior transferência da história, e de acordo com um especialista na regulamentação da Uefa ela pode caber no bolso do clube francês.


Responsável pelo site Calcio e Finanza, especializado em negócios do futebol, Giovanni Armanini lembra que o objetivo do fair-play financeiro não é colocar um limite nos gastos com transferências, mas garantir que os clubes gastem dentro de suas possibilidades de receita.

"O FPF não coloca nenhum teto no que você pode desembolsar em contratações", afirma Armanini. "O que ele limita é o gasto com salários, que tem de ser equivalente a no máximo 70 por cento do que o clube arrecada. O PSG na última temporada gastou 54%, tem muita margem, considerando ainda que o faturamento deve aumentar. Já o Barcelona está no limite, ainda por cima depois de renovar com Messi".

A regra da Uefa determina que o clube não pode acumular um prejuízo superior a 30 milhões de euros num espaço de três anos. "O PSG fechou a última temporada com 10 milhões de lucro. Em tese ainda poderiam perder 40 milhões. Se tiverem 10 milhões de lucro novamente, poderiam perder até 50 milhões na outra", justifica o especialista.

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Embora o PSG conte com o forte investimento do Qatar, valores de patrocínio injetados no clube por empresas dos donos ou ligadas a eles nunca podem superar os 30% do faturamento. "Muita gente fala em valores malucos", argumenta Armanini. "Para mim não são malucos se você tem o faturamento para se bancar. O PSG está aumentando sua presença no exterior. No Brasil tem mais seguidores de Facebook que na França. Imagine com Neymar e meia seleção brasileira..."

Com a Copa do Mundo de 2022 no Qatar, contar com uma das estrelas do torneio seria essencial para gerar mais patrocínios e acordos comerciais. Para o editor do Calcio e Finanza, Neymar é exemplo de um jogador desde o início idealizado como marca, algo que David Beckham foi no passado.

"Neymar como Beckham? Pode ser muito mais. O mercado do marketing esportivo cresceu muito em quinze anos", diz. "Na Ásia seguem o futebol como o cinema de Hollywood. Seguem os jogadores mais do que os clubes. Alex Ferguson escreveu que Beckham foi o primeiro jogador planejado primeiro como marca, depois como jogador. Neymar faz algo semelhante".

Armanini acredita que as consequências possíveis de contar com Neymar possam compensar um investimento que, entre contratação, salários e comissões, pode significar um gasto de 80 a 90 milhões de euros por ano.


"Não é por se tratar da multa que o PSG não possa conseguir uma condição mais favorável de pagamento, espalhando os valores em seus balanços anuais. A Juventus, por exemplo, pagou Higuaín (ao Napoli) em duas parcelas, uma em cada ano", lembra. "E se o PSG vende um ou dois jogadores, o saldo deste mercado ficaria negativo não em 222 milhões, mas em 160, por exemplo. Tem quem gaste isso em vários jogadores. Em um é mais arriscado, mas é a avaliação esportiva".

Quando contratou Cristiano Ronaldo, Kaká e Benzema, entre outros, no mercado de 2009, o Real Madrid ficou com um saldo negativo de 170 milhões de euros na janela. "E tinha um faturamento menor que o do PSG hoje", lembra Armanini. "Hoje os times de Manchester fazem com normalidade mercados de 150 milhões. Podemos discutir, mas não dizer que não é sustentável".

Tudo isso significa, então, que o fair-play financeiro fracassou em seu objetivo? O fato é que a Uefa, através de seu presidente Aleksander Ceferin, já pensa em maneiras de alterar sua regulamentação para se adaptar a estes tempos. Desde um imposto sobre grandes contratações (já utilizado na China) até o estabelecimento de tetos salariais, passando pela limitação do tamanho dos elencos.

"Ceferin foi eleito pelas federações menores e tem uma missão: aumentar a competitividade do futebol europeu. Mais que frear investimentos como Neymar, ele deveria equilibrar o futebol. Talvez com tetos salariais que não sejam percentuais de faturamento, mas valores fixos. Assim, eu sei que se contratar Neymar terei de 'cortar' outros jogadores", exemplifica o analista.

"O mercado do futebol foi criado em um contexto hiperliberalista. É muito difícil intervir. Se você coloca um teto, causa mudanças no mercado. Toda mudança tem seus efeitos colaterais. Quando a Uefa passou a exigir jogadores formados nos clubes ou nos países dos clubes, o preço dos jogadores ingleses disparou", lembra. "Ou você cria um outro sistema do início, como nos esportes americanos, ou as correções serão sempre difíceis. Mesmo as ideias justas têm suas consequências".

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  • E o Milan?

Também se fala muito em fair-play financeiro a respeito da nova administração do Milan, que já contratou dez jogadores para a temporada e ainda busca um centroavante de peso. O chinês Li Yonghong recorreu a um empréstimo com o fundo de investimentos Elliott para finalizar a compra, e precisa devolver 300 milhões de euros em 18 meses.

"Ele diz ter investidores estrangeiros para cobrir a cifra. Caso isso não acontecer, um plano B é o refinanciamento da dívida ou a entrada do clube na Bolsa de Valores", esclarece Armanini. "É importante lembrar que a dívida não é do clube, é de Li. As dívidas do Milan foram zeradas na compra, e foi disponibilizado um orçamento de 55 milhões para o mercado. Como gastaram quase 200 milhões? São negociações parceladas, ou empréstimos com compra fixada".


Ou seja, o Milan precisa alavancar suas receitas. Em outubro, haverá um encontro com a Uefa para alinhar os planos de crescimento dentro do fair-play financeiro, algo oferecido a clubes com novos donos ou que apresentam projetos de aumento de investimentos - desde que justificados. A ideia é obter o "voluntary agreement", ou acordo voluntário, que precisa ser seguido à risca.

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"É necessário tornar o Milan rentável. Obviamente precisam chegar à Champions League, é uma centena de milhões de mais. O Milan tem uma marca forte, pode aumentar suas receitas de patrocínio na China e no mundo. É isso que vão dizer à Uefa: era inevitável gastar para aumentar o nível. É arriscado, mas não há outra alternativa no futebol de hoje para alcançar resultados em dois, três anos", diz o especialista.

E o próximo passo, na avaliação de Armanini, é fazer mais dinheiro com venda de jogadores: "Alguém vai pagar a multa de Donnarumma. Outros vão se valorizar e também serão vendidos. A Juventus faz isso. Clubes como Arsenal, Liverpool, Tottenham também fazem. Se você tem um jogador de 100 milhões, você vende. Nem todos são Real Madrid ou Barcelona".

A rival Inter, também adquirida recentemente por chineses, vive outro tipo de cenário com a Uefa. Através de um "settlement", ou acerto, aceitaram penas menores como multa e redução de inscritos nas competições europeias para evitar punições maiores, desde que alcançassem metas de balanço: prejuízo máximo de 30 milhões de euros até o fim da temporada 2015/16 e prejuízo zero em 2016/17.

Para se manter na linha, a Inter precisa repetir no mínimo o "zero a zero" no balanço em 2017/18. Pelo fato de o "settlement" já estar em andamento quando a nova direção assumiu, o clube ficou impedido de aderir ao acordo voluntário.

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Gritaria no hotel, susto com goleada e sonho com o Corinthians. Conheça o primeiro brasileiro a desafiar o novo Milan

Leonardo Bertozzi
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Reprodução Instagram
Brasileiro Gustavo Vagenin enfrentará o Milan pela Liga Europa
Brasileiro Gustavo Vagenin enfrentará o Milan pela Liga Europa

A contratação de quase um time inteiro para a nova temporada faz do Milan uma das grandes atrações do mercado europeu. Com novos donos chineses, o clube rossonero tem a missão de voltar a disputar a Champions League. Um dos caminhos é a Serie A, que a partir desta temporada dará quatro vagas para o principal torneio da Uefa. O outro é a Liga Europa.

A caminhada do Milan começa na próxima quinta-feira, contra o Universitatea Craiova, na Romênia, pela terceira fase preliminar. No time da casa, estará o meia brasileiro Gustavo Vagenin, de 25 anos. Gustavo, que vai para sua segunda temporada no clube, conversou com o ESPN.com.br e revelou que o clima no clube é de empolgação com o adversário ilustre.

"No dia do sorteio estávamos no hotel, acompanhamos juntos, ansiosos para saber quem era", conta. "Sabíamos que havia a chance de encontrar o Milan, o segundo maior campeão europeu da história. E quando saiu justamente o Milan, virou uma gritaria no hotel".

O confronto é ainda mais especial para Gustavo por sua carreira profissional construída em grande parte no futebol italiano.

Depois de passar pelas categorias de base de Corinthians e São Paulo e estrear profissionalmente no Pão de Açúcar (hoje Audax), o meia aceitou em 2011 o desafio de jogar na Salernitana, que recomeçava na Serie D (na época a quinta divisão) após ter a falência decretada: "Queriam renovar por três anos no Pão de Açúcar, mas eu tinha o sonho de jogar na Europa e aproveitei o fato de já ter o passaporte italiano"

Reerguida por Claudio Lotito, dono e presidente da Lazio, a Salernitana conquistou dois acessos durante a passagem do meia brasileiro por lá. Ele ainda vestiu as camisas de Lecce e Novara, mas foi no Messina, na temporada 2015/16, que deu o grande salto.

"Fiz oito gols entre janeiro e maio", lembra Gustavo. "A partir daí surgiu o interesse de clubes de outros países: Sheriff, da Moldávia, Hearts, da Escócia... Mas o projeto do Craiova me interessou mais. Ninguém imagina, mas o futebol romeno dá uma oportunidade e visibilidade importante. Estrutura muito boa, clube investindo bastante, tentando contratar na medida do possível. Não como o Milan, claro (risos)! Mas querem brigar por títulos".

Grande palco - O contato mais próximo do meia com o Milan havia sido nas arquibancadas de San Siro. Através de um amigo em comum com Stephan El Shaarawy, conseguiu ingressos para um dérbi entre Milan e Inter. Agora terá a oportunidade de pisar em um dos gramados mais famosos do mundo.

Antes, porém, há o jogo em casa. No modesto estádio Municipal, com capacidade para 20 mil pessoas e ingressos já esgotados. "Estão construindo um novo estádio, mais moderno, para 30 mil, mas só ficará pronto no ano que vem", afirma. "Vamos jogar com a nossa torcida e tentar fazer alguma vantagem no primeiro jogo. Se não acreditarmos em nós, quem vai?"

O time romeno pode apostar em uma preparação mais adiantada, tendo feito duas partidas pelo campeonato nacional, com uma vitória e um empate. Neste sábado, porém, o Milan mandou um recado ao golear o Bayern de Munique por 4 a 0 em amistoso. Gustavo admite ter ficado "um pouquinho preocupado". Ou melhor, "um pouquinho MUITO preocupado". Mas promete tirar a superação do apoio das pessoas mais próximas.

Um irmão que mora na Bulgária e uma irmã que estuda na Alemanha estarão no jogo, assim como um amigo brasileiro que já está hospedado na casa do meia. "Energia brasileira não vai faltar", promete Gustavo, que comemorou a contratação do técnico italiano Devis Mangia, ex-Palermo e seleção sub-21. "Temos afinidade e conversamos bastante. É bom um técnico com 'ideias italianas'".

Também italiano é o reforço mais badalado do Craiova para a temporada: Fausto Rossi, volante revelado pela Juventus e vice-campeão europeu sub-21 pela Itália em 2013. Rossi passou por clubes da liga espanhola e chegou a marcar o gol de uma vitória do Valladolid sobre o Barcelona, em 2014. Conta o brasileiro: "Eu o ajudo por falar italiano. Mesmo sem dominar totalmente o romeno, já dou entrevistas no idioma. É uma língua latina, se parece em algumas coisas com o italiano".

Se Gustavo voltaria para a Itália um dia? Só para jogar as divisões que nunca experimentou. "Quero voltar pela porta da frente, Série B, Série A. Mas também sonho em voltar ao Brasil, quem sabe mais pra frente?". Algum time em especial? "Meu time, o Corinthians, acompanho tudo daqui, dou meu jeito. Às vezes o horário não ajuda, mas dá pra ver pelo menos os melhores momentos".

Sonhos que podem ficar mais próximos se vier uma grande atuação contra o novo Milan. Quinta-feira é o dia.

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Pelo milagre e pela saudade, técnico vai atravessar o país pedalando

Leonardo Bertozzi
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Getty
Jogadores do Crotone atiram o técnico Davide Nicola para o alto
Davide Nicola, festejado pelos jogadores do Crotone, vai atravessar a Itália de bicicleta

"Hai voluto la bicicletta? Adesso pedala!"

Quis a bicicleta? Agora pedala. Tradução ao pé da letra de um ditado italiano usado para situações em que alguém consegue algo sonhado, mas tem de lidar com as consequências. Davide Nicola, técnico do Crotone, quis literalmente a bicicleta. E vai pedalar.

Levar o Crotone pela primeira vez à Serie A já era uma façanha para Nicola. Manter o clube calabrês na elite italiana, então, parecia um sonho impossível. Especialmente depois de somar apenas 9 pontos nas 19 partidas do primeiro turno.

A permanência do Crotone parecia uma miragem quando o treinador prometeu, dia 7 de abril, que viajaria de bicicleta até Turim, atravessando o país, caso evitasse o rebaixamento.

Faltavam oito rodadas, e o time havia acabado de diminuir para cinco pontos a desvantagem para o Empoli, primeiro time fora da zona de descenso.

Na rodada seguinte, o Crotone venceu a Inter em casa, embalando uma arrancada final que terminaria com a "salvezza" alcançada na última rodada, batendo a Lazio por 3 a 1. Foram 20 pontos conquistados nas últimas nove partidas - somando-se a 14 das 29 anteriores.

Nicola não escolheu Turim por acaso. Nasceu em Luserna San Giovanni, região metropolitana da capital piemontesa. Pelo Torino, seu time do coração, marcou o gol mais importante da carreira: o do acesso à Serie A em 2006, na prorrogação do play-off contra o Mantova.

Nem todas as lembranças, porém, são felizes. Também na grande Turim, em Vigone, onde ainda reside com a família, o técnico viveu uma tragédia familiar: a morte de seu filho Alessandro, de 14 anos, em um acidente em 2014.

"Hoje sei que você sempre esteve ali comigo", escreveu Nicola em uma emocionante carta após a façanha. "Você conseguiu, com sua energia, me dar a força para lutar e continuar a perseguir o impossível".

Vigone será a etapa final do "Giro d'Italia" do treinador, que passará por cidades que foram importantes em sua carreira: Taranto, Bari, Pescara, Ancona, Livorno e Gênova. O planejamento é cumprir o percurso de cerca de 1.300 km ao longo de nove dias.

A jornada começa nesta sexta-feira, com o apoio de uma loja que forneceu as bicicletas e ajudou Nicola na preparação.

 

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Entre um argentino e um finlandês, Totti quase deixou a Roma antes de virar lenda

Leonardo Bertozzi
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EFE/EPA/FLAVIO LO SCALZO
Totti Roma Milan Campeonato Italiano 07/05/2017
Totti quase deixou a Roma aos 20 anos, em 1997

Francesco Totti encerra neste domingo uma história de 25 temporadas com a camisa da Roma. Não confirma se o jogo com o Genoa será o último como profissional, mas certamente será o último com as cores que representou por um quarto de século. Período que poderia ter sido bem menor se não fosse por uma noite de fevereiro de 1997, quando seu futuro no clube era colocado em dúvida pelo técnico Carlos Bianchi.

O argentino, contratado após empilhar taças com o Vélez Sarsfield (três títulos argentinos, uma Libertadores e uma Copa Intercontinental vencida contra o Milan), não estava convencido de que Totti, então com 20 anos, era especial. Os minutos em campo eram limitados, e às vezes Totti não ia nem para o banco.

O sonho de Bianchi era levar para a Roma o finlandês Jari Litmanen, protagonista no Ajax. Sentindo-se desprezado, Totti passou a cogitar a saída do clube. Chegou a um acordo com a Sampdoria, e a transferência esteve a ponto de acontecer.

Até que Totti e Litmanen estiveram no mesmo campo. No dia 9 de fevereiro de 1997, a Roma recebeu Ajax e Borussia Mönchengladbach para um triangular amistoso, daqueles com jogos de 45 minutos. Bianchi queria mostrar a todos o que o clube teria a ganhar com Litmanen. Totti (assim como o presidente Franco Sensi) tinha outros planos.

"Uma pena que ontem, no Olímpico, apesar de preços absolutamente populares propostos por Sensi, tenham aparecido pouco mais de dez mil torcedores", conta a edição do dia seguinte da Gazzetta dello Sport. "Totti, para quem não soubesse, deu uma de fenômeno. É um jovenzinho com seus vícios. Mas as virtudes são tantas para segurá-lo forte. E quem sabe educá-lo".

No primeiro jogo, entre Ajax e Borussia, Litmanen justificou toda a badalação com um belo gol - o da vitória dos holandeses. Mas na vez da Roma enfrentar os alemães, Totti roubou a cena. Conta a Gazzetta: "Primeiro criou do nada a jogada do 2-0 (Totti-Moriero-Delvecchio, tudo muito bonito), com um lançamento próprio apenas dos craques. Depois, concluiu a obra dos 3-0 com um mini-show, com conclusão por cobertura, maradoneando".

Totti, ainda com a camisa 17 (a 10 era do uruguaio Fonseca), também balançou as redes na vitória por 2 a 1 sobre o Ajax. E ao final da noite, Sensi atestou, sem meias palavras: "Totti é melhor que Litmanen. Precisamos de alguém assim, ele não sairá da Roma".

Franco Zavaglia, na época empresário de Totti, afirmou em entrevistas à imprensa italiana que o encontro de Totti e Litmanen não foi casual. Sensi estava curioso com tanta insistência do agente, beirando a teimosia, em questionar nos bastidores o pouco aproveitamento do jovem atacante. "Por isso ele convidou o Ajax de Litmanen. A partir daquele momento, Totti virou Totti e começaram os problemas entre técnico e direção".

"Bianchi dizia que na Argentina encontraria centenas como Totti", revelou Zavaglia. "Eu disse a ele que, se era o caso, a Argentina ganharia tudo em nível mundial pelos 20 anos seguintes".

Totti, em entrevista reproduzida pelo site da Roma no ano passado, confirmou a queda de braço: "Aquele torneio foi no dia anterior à minha ida acertada para a Sampdoria. Mas os deuses de Roma se revelaram, e aquela noite se tornou mágica. Sensi interveio e disse que eu não ia a lugar nenhum. O negócio com a Samp melou. Bianchi disse: 'Totti ou eu', e Sensi respondeu 'Totti'. Foi ali que tudo mudou".

O argentino durou pouco. Em abril, após uma derrota para o Parma, com a Roma no meio da tabela, foi demitido. Zdenek Zeman chegou para a temporada 1997/98, e Totti se tornou titular indiscutível. Com a 10. E por mais vinte anos.

 

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Vaga a mais? Quem fica de fora? Entenda como as finais europeias mexem na próxima Champions

Leonardo Bertozzi
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BEN STANSALL/AFP/Getty Images
Jose Mourinho Manchester United Tottenham Premier League 14/05/2017
Mourinho precisa vencer a Liga Europa para levar o Manchester United à Champions

A final da Liga Europa entre Manchester United e Ajax, na próxima quarta-feira, vai aumentar a recheada galeria de conquistas internacionais de uma das equipes. Além disso, significará um passaporte direto para a fase de grupos da Champions League 2017/18.

Para o United, é a única chance de evitar a ausência da principal competição europeia pela segunda temporada consecutiva. O Ajax, como vice-campeão holandês, já garantiu no mínimo a disputa das fases preliminares.

Os finalistas da Champions, Real Madrid e Juventus, já conquistaram as vagas com seus títulos nacionais. Mas isso significa o quê para as outras equipes destes países?

Perguntas sobre o destino das vagas de acordo com os campeões continentais são frequentes. O blog tenta respondê-las a seguir. Se houver novos questionamentos, fique à vontade para fazê-los na caixa de comentários.

O vencedor da Liga Europa sempre entra direto na fase de grupos?

Depende. No atual formato, esta vaga só é direta caso o vencedor da Champions já tenha garantido seu lugar nos grupos via campeonato - o que será o caso desta vez. Caso contrário, o campeão da Liga Europa joga os play-offs, a última fase antes dos grupos. Tudo mudará para 2018/19, quando ambos os campeões estarão sempre garantidos na fase de grupos.

O título abre uma nova vaga para o país?

Não. Nem o da Champions, nem o da Liga Europa. Uma eventual conquista do Ajax, por exemplo, não beneficiaria com acesso à Champions o PSV, terceiro colocado da Eredivisie.

O título "tira" uma vaga do país?

Só em caso extremo. A Uefa ajustou recentemente seu regulamento, de forma a ampliar de quatro para cinco o número máximo de equipes de um mesmo país na Champions League. Assim, diminui-se a chance de repetição do cenário de 2012, quando o Chelsea conquistou o título europeu e acabou forçando o Tottenham, quarto colocado da Premier League, a disputar a Liga Europa.

No entanto, há uma remota possibilidade de que isso ainda aconteça: dois times de um mesmo país com quatro vagas ganharem a Champions e a Liga Europa, e ambos terminarem abaixo do quarto lugar no campeonato. Neste caso, o quarto ainda perderia a vaga. Não acontecerá desta vez.

Se não abre vaga no país, quem fica com ela?

Pela posição na Premier League, o Manchester United está classificado para a fase de grupos da Liga Europa 2017/18. Se estiver na Champions, deixa um espaço na outra competição. Mas nada que beneficie o Everton, sétimo da Premier League e assegurado nas fases preliminares.

Este lugar aberto na fase de grupos é ocupado de acordo com o ranking de ligas da Uefa: subiria das fases preliminares o vencedor da copa nacional da República Tcheca, 13ª colocada. As outras preliminares também seriam readequadas, sempre subindo times de acordo com o ranqueamento dos países.

Se o campeão da Liga Europa for o Ajax, o "buraco" se abre nas fases preliminares da Champions. Por sua posição na Eredivisie, o time holandês jogaria a terceira preliminar, que conta com 10 times, dos quais cinco se classificam para se juntar a outros cinco nos play-offs. Se o Ajax entrar direto na fase de grupos, seriam 14 times e não 15 neste "caminho das ligas" (há separação entre campeões e não-campeões nas fases preliminares).

O novo desenho passaria a ter seis já garantidos nos play-offs e oito na fase anterior disputando as quatro vagas restantes. O beneficiado seria o Nice, terceiro da França.

As fases preliminares da Liga Europa também precisariam de readequação neste caso, já que todos os eliminados na terceira fase preliminar da Champions passam para os play-offs da outra competição - e com um confronto a menos, uma destas vagas deixaria de ser preenchida.

Quem são os cabeças-de-chave da Champions?

Os campeões das sete principais ligas pelo ranking e o atual campeão europeu. Se o vencedor da Champions também for um dos campeões nacionais, beneficia-se o campeão da oitava liga. Como é o caso este ano, com Real Madrid e Juventus campeões, entra para o grupo dos cabeças-de-chave o Shakhtar Donetsk, campeão ucraniano.

Os outros cabeças-de-chave: Bayern, Chelsea, Benfica, Monaco e Spartak Moscou.

Como será no futuro?

Em mudanças já aprovadas para a temporada 2018/19, após pressão dos grandes clubes, as quatro principais ligas pelo ranking (Espanha, Alemanha, Inglaterra e Itália) passarão a ter quatro vagas diretas nos grupos, ocupando assim metade dos lugares disponíveis. Serão duas vagas diretas para os países em quinto e sexto, mais uma para os países até o décimo lugar. Com os vencedores de Champions e Liga Europa também garantidos, restam apenas seis postos a definir através das fases preliminares: quatro para campeões nacionais, dois para não-campeões.

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Simeone na Inter? Razões para acreditar ou duvidar

Leonardo Bertozzi
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Getty
Diego Simeone, durante entrevista coletiva nesta segunda-feira
Diego Simeone é o sonho dos dirigentes da Inter

Que Diego Simeone dirigirá a Internazionale um dia, todo o mundo do futebol já sabe. O técnico argentino nunca perde a oportunidade de falar sobre sua identificação sobre a equipe italiana e o desejo de voltar a trabalhar lá. Mas qual a possibilidade de isso acontecer já na próxima temporada.

Quando Stefano Pioli substituiu Frank de Boer após o péssimo início de temporada do holandês, assinou um contrato até junho de 2018 - coincidência ou não, a mesma data do fim do compromisso de Simeone com o Atlético de Madrid, após um acordo com a direção colchonera para reduzir a duração.

A Inter encaixou uma sequência positiva com Pioli e, em determinado momento, chegou a sonhar com a classificação para a Champions League. Mas as últimas semanas foram um pesadelo, e os nerazzurri somaram apenas dois pontos nas últimas seis rodadas, passando a lutar apenas pela última vaga na Liga Europa.

Embora o discurso oficial seja de apoio a Pioli, a decisão de demiti-lo no fim da temporada já foi tomada. Presidente do grupo Suning, que comprou a Inter no ano passado, Jindong Zhang quer um nome de ponta no comando da equipe, e está disposto a abrir os cofres para consegui-lo.

Além de Simeone, também se falou na Itália sobre uma tentativa de repatriar Antonio Conte, mas não parece muito provável que o ex-treinador da seleção italiana abandone o Chelsea após uma temporada apenas, provavelmente com o título da Premier League.

E o que faria Simeone antecipar seus planos de dirigir a Inter? Analisamos fatores que podem influenciar na escolha. No lugar do argentino, qual seria sua decisão?

Muita grana
Zhang tem pronto um contrato de 10 milhões de euros para o argentino - e tem margem para aumentar a oferta se for o caso. Em seu atual contrato com o Atlético de Madrid, ele recebe 6 milhões.

Mercado
Simeone teria carta branca e plenos poderes na escolha de reforços, com um possível orçamento de 150 milhões de euros para a próxima temporada. Metade deste valor, por questões de fair-play financeiro, teria de vir de vendas, razão pela qual o clube cogita sacrificar pelo menos um jogador importante, como Perisic.

Fim de um ciclo
Depois de bater na trave em duas finais da Champions, Simeone colocou mais uma vez os colchoneros entre os quatro melhores da Europa. Se a conquista chegar desta vez, ele poderia pensar em sair por cima - como fez Mourinho na própria Inter em 2010. O clube de Milão, aliás, tem em sua história grandes técnicos que ficaram marcados pela predileção por esquemas defensivos. Basta lembrar de Helenio Herrera ou Giovanni Trapattoni.

Multa
A multa contratual é o principal obstáculo. Segundo meios espanhóis, a cláusula de liberação chega a 50 milhões de euros. Naturalmente, caso Simeone venha a público se manifestar pela saída, a Inter poderia tentar negociar o valor. Mas nada indica uma intenção do Atlético de Madrid em facilitar a saída.

Novo estádio
A próxima temporada será a primeira do Atlético de Madrid no estádio Wanda Metropolitano. A nova casa terá capacidade para 67 mil torcedores e marca um momento importante na história do clube, com perspectiva de um crescimento significativo nas receitas. Simeone já declarou em algumas oportunidades que pretende fazer parte deste ano histórico.

Champions
Apesar de toda a identificação de Simeone, interessará retornar num momento em que o time disputará, no máximo, a Liga Europa? Por outro lado, as chances de classificar um time para a Champions serão maiores a partir da temporada 2017/18, quando a Itália terá, a exemplo das ligas inglesa, espanhola e alemã, quatro vagas diretas na fase de grupos.

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Simeone na Inter? Razões para acreditar ou duvidar

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Aluno conta em redação sobre camisa roubada, e mobilização chega ao clube

Leonardo Bertozzi
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Hallfredsson se sensibilizou com história de garoto que teve camisa roubada
Hallfredsson se sensibilizou com história de garoto que teve camisa roubada

A redação de um aluno de escola primária em Údine, na Itália, revelou um triste incidente ocorrido após a goleada de 4 a 1 da Udinese sobre o Palermo, pela Serie A.

O garoto, de 10 anos de idade, contou no texto ter ficado sem uma camisa lançada pelo meio-campista islandês Emil Hallfredsson, por causa da ação de um adulto que a tomou de suas mãos.

"No fim, os jogadores atiravam as camisetas, uma chegou a mim mas um adulto a arrancou da minha mão e depois voltamos para casa", dizia a redação.

Reprodução
Aluno contou sobre incidente em redação escolar. Professora compartilhou
Aluno contou sobre incidente em redação escolar. Professora compartilhou

Sensibilizada com a desilusão do aluno, a professora Dida Ghini apelou ao poder de mobilização das redes sociais. Não demorou para que o clube tomasse conhecimento do fato. "A camisa chegará", contou a professora em sua conta no Facebook, nesta terça-feira.

Hallfredsson, atualmente concentrado com a seleção islandesa, comunicou seu desejo de encontrar o menino e presenteá-lo pessoalmente com uma camisa autografada.

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Monaco e Dortmund goleiam rivais da Champions em uso de jovens

Leonardo Bertozzi
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Getty
Mbappé é um dos jovens do Monaco na Champions League
Mbappé é um dos jovens do Monaco na Champions League

Além de colocar frente a frente duas equipes que prezam por um futebol ofensivo, o duelo entre Borussia Dortmund e Monaco se destaca nas quartas-de-final da Champions League por outro motivo. Entre os oito times classificados para esta fase, são os dois que mais dão espaço a jovens na competição.

Em levantamento feito pelo blog com base nos dados oficiais da Uefa (veja tabela abaixo), o Monaco registra o maior número de minutos em campo dos jogadores nascidos a partir de 1994: 2.881. Foram onze atletas diferentes escalados por Leonardo Jardim nas oito partidas até aqui. Lemar, Bernardo Silva e Bakayoko estiveram em campo por mais de 80% do tempo.

O Dortmund vem logo a seguir, com 2.183 minutos, divididos entre seis jogadores sub-23. Weigl, Dembélé e Pulisic são os mais assíduos no elenco dirigido por Thomas Tuchel.

Somadas as duas equipes, o total de minutos é de 5.064, marca que não é alcançada nem somando os outros seis participantes das quartas-de-final. No outro oposto está o duelo entre Juventus e Barcelona, que, juntos, deram 404 minutos em campo aos que terão no máximo 23 anos em 2017: 280 da Juve, 124 do Barça.

A Juve fez história ao colocar em campo o atacante Moise Kean no jogo da fase de grupos contra o Sevilla, fazendo dele o primeiro nascido em 2000 a disputar o torneio. Kean, no entanto, não quebrou o recorde de jogador mais jovem da história da Champions. A marca ainda é do nigeriano Céléstine Babayaro, que atuou pelo Anderlecht aos 16 anos e 87 dias, em 1994.

Fora de Dortmund e Monaco, apenas dois sub-23 jogaram pelo menos metade dos minutos até agora. Ambos são do Atlético de Madrid: o meia Saúl Ñíguez (70,8%) e o zagueiro Giménez (50%). Isso ajuda a fazer do time colchonero o terceiro colocado no ranking, com 1.224 minutos. O adversário Leicester vem logo a seguir, com 725 minutos.

O Real Madrid é o time que escalou menos jogadores nascidos em 1994 ou depois: apenas Kovacic e Asensio, totalizando 336 minutos. No Bayern de Munique, Kimmich, Renato Sanches e Coman já viram o campo nesta Champions, com um agregado de 514 minutos.

Reprodução
Jogadores nascidos a partir de 1994 nas quartas-de-final da Champions
Jogadores nascidos a partir de 1994 nas quartas-de-final da Champions
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O que o tênis e o ABBA têm a ver com as decisões por pênaltis do futuro?

Leonardo Bertozzi
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Mamma Mia!
Mamma Mia!

Uma decisão por pênaltis deveria oferecer às duas equipes as mesmas possibilidades de vitória, certo? Não é o que dizem as estatísticas. Estudos mostram que, em média, seis de cada dez definições da marca da cal são vencidas pela equipe que faz a cobrança inicial.

O peso psicológico de cobrar depois e o fato de ser mais improvável que o time que bate em segundo lidere o placar são razões apontadas para o desequilíbrio.

Por isso, a International Board, entidade que controla as regras do futebol, admitiu iniciar discussões sobre um formato mais justo para as decisões por pênaltis. E a inspiração veio dos tie-breaks do tênis: o formato "ABBA".

Nada a ver com o consagrado grupo sueco, autor de grandes hits nos anos 70.

Em vez do formato alternado atual ("ABAB"), cada equipe bateria primeiro em uma série. Na prática, depois da primeira cobrança, os times cobrariam em sequências de dois. Ordem que se manteria nas cobranças extras, se não houvesse um vencedor nas primeiras cinco.

Faz sentido para você?

 

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Na decisão, o veterano recordista e o goleiro de seleção que mal jogou em clubes

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El-Hadary, 44 anos, pode conquistar seu quinto título pelo Egito
El-Hadary, 44 anos, pode conquistar seu quinto título pelo Egito

O goleiro camaronês Joseph Fabrice Ondoa tinha três meses de vida quando Essam El-Hadary defendeu o Egito pela primeira vez. Neste domingo, eles serão adversários na final da Copa Africana de Nações, no Gabão. Ondoa, 21 anos, é titular de seu país mesmo com experiência quase nula por clubes. El-Hadary, 44, pode conquistar seu quinto título com a seleção e coroar uma campanha marcada por recordes.

A vida de Ondoa começou a mudar aos 13 anos. Um dos beneficiados pela fundação criada em Camarões por Samuel Eto'o, ele se mudou para a Espanha para integrar as categorias de base do Barcelona. Ganhou espaço e fez parte do time sub-19 que conquistou a UEFA Youth League na temporada 2013/14, como um dos destaques do torneio. Aos 17, já estava integrado ao elenco do Barcelona B, que na época jogava a segunda divisão. No entanto, as oportunidades de jogar não apareceram.

Em janeiro de 2016, Ondoa rescindiu contrato e acertou com o Gimnàstic de Tarragona, que o inscreveu no seu segundo time, o Pobla de Mafumet, que disputa a terceira divisão (Segunda B). Lá, jogou suas únicas cinco partidas de clube até hoje. Para a atual temporada, foi novamente emprestado, desta vez ao Sevilla Atlético, time B do Sevilla. Por lá, é reserva.

Se em clubes mal vê o campo, na seleção Ondoa tem boa experiência. Estreou em 2014, aos 18 anos, e já está em sua segunda CAN. Sua frieza debaixo das traves tem rendido elogios e comparações a outros nomes históricos dos Leões Indomáveis, como Thomas N'Kono, Joseph-Antoine Bell e Jacques Songo'o.

Na última rodada da fase de grupos, Ondoa fez uma defesa crucial nos acréscimos para impedir o gol de Didier Ndong que classificaria o Gabão e eliminaria os camaroneses. Nas quartas-de-final, defendeu a cobrança de Sadio Mané e foi decisivo para a eliminação de Senegal nos pênaltis. Com a vitória por 2 a 0 sobre Gana, Camarões garantiu seu lugar na decisão.

O destino deu um pequeno empurrão a El-Hadary em sua sétima participação na CAN. Campeão em 1998, 2006, 2008 e 2010, começou o torneio no banco de reservas, mas teve de entrar logo na estreia contra Mali, quando o titular Ahmed El-Shenawy se lesionou. Dois dias após completar 44 anos, El-Hadary tornou-se o jogador mais velho da história do torneio, superando o compatriota Hossam Hassan, que tinha 39 anos, cinco meses e 24 dias quando disputou sua última partida pela CAN, em 2006.

Mantido como titular nas partidas seguintes, El-Hadary só sofreu um gol no torneio, na semifinal contra Burkina Faso. O tento de Bancé foi o primeiro sofrido pelo goleiro egípcio na competição depois de 653 minutos, outro recorde. A sequência começou em 2010, quando o Egito ganhou seu sétimo título, o terceiro consecutivo. Depois disso, foram três edições sem se classificar.

Com o empate por 1 a 1 na semifinal, a decisão foi para os pênaltis. O Egito saiu em desvantagem, mas El-Hadary defendeu duas cobranças - do goleiro Hervé Koffi e de Bertrand Traoré - para garantir a vaga em mais uma decisão.

O técnico da seleção egípcia é o argentino Héctor Cúper. Conhecido no Brasil por suas desavenças com Ronaldo nos tempos de Internazionale, Cúper levou o Valencia a finais de Champions League em 2000 e 2001. Agora, espera acabar com a fama de ficar no "quase" e levantar o troféu.

Do outro lado está o belga Hugo Broos, que como jogador integrou a forte seleção semifinalista da Copa do Mundo de 1986. Broos foi um dos muitos técnicos que responderam a um processo seletivo anunciado via internet pela federação camaronesa em dezembro de 2015, para substituir o alemão Volker Finke.

A campanha na CAN é considerada surpreendente, após a recusa de sete dos jogadores convocados por Broos. Entre eles, o zagueiro Joel Matip, do Liverpool, e o lateral Allan Nyom, do West Bromwich. Restou um grupo sem grandes estrelas, representado por um nome em ascensão como Ondoa. Bastará para frear o Egito de El-Hadary, invicto há 24 jogos no torneio?

Saberemos no domingo.

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Entenda por que o Brasil não será o primeiro do ranking: amistosos mais atrapalham do que ajudam

Leonardo Bertozzi
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Antes do amistoso contra a Colômbia, diversos veículos de comunicação falaram sobre a possibilidade de a Seleção Brasileira assumir a liderança do ranking da Fifa. Seja por erro de cálculo ou falta de familiaridade com o sistema de classificação das seleções, importante na realização de sorteios da Copa do Mundo desde as eliminatórias, cometeram um equívoco.

O ranking da Fifa considera resultados de partidas oficiais e amistosas dos últimos 48 meses (4 anos). Têm peso máximo os últimos 12 meses, enquanto os jogos anteriores vão se depreciando (valem 50%, 30% e 20%, contando do ano mais recente ao mais antigo). Porém, a pontuação final não é uma soma, mas uma média por partida disputada em cada um destes intervalos.

O site da Fifa oferece uma ferramenta para projetar os pontos de acordo com os possíveis resultados das seleções em cada mês.

A pontuação de cada jogo depende de alguns fatores:

1) resultado

3 pontos por vitória
2 pontos por vitória nos pênaltis
1 ponto por empate
1 ponto por derrota nos pênaltis
0 ponto por derrota

2) importância do jogo

Peso 1 por amistoso
Peso 2,5 por eliminatória mundial ou continental
Peso 3 por fase final continental ou Copa das Confederações
Peso 4 por Copa do Mundo

3) força do adversário

Quanto melhor o ranking do adversário no momento da partida, maior o multiplicador. A fórmula é 200-X, sendo X o ranking do adversário. Por exemplo, num jogo contra a quinta colocada no ranking, o multiplicador é 195. As seleções de 150º para baixo multiplicam sempre 50.

4) confederação do adversário

Com base no desempenho das confederações nas últimas três Copas do Mundo, foi atribuído a cada uma um coeficiente: Conmebol 1,00, Uefa 0,995, as demais 0,85.

Estes quatro fatores multiplicados correspondem à pontuação total de cada jogo.

Pegando um exemplo prático. Ao vencer a Colômbia por 2 a 1, em Manaus, pelas eliminatórias da Copa do Mundo, o Brasil totalizou 1477,5 pontos. Multiplicaram-se 3 da vitória, 2,5 da importância do jogo, 197 da força do adversário e 1 da confederação do adversário.

Reprodução FIFA
Pontuação do Brasil em cada jogo oficial da era Tite
Pontuação do Brasil em cada jogo oficial da era Tite

A vitória no amistoso de quarta-feira valeu apenas 582 pontos, resultado da multiplicação de 3 da vitória, 1 da importância do jogo, 194 da força do adversário e 1 da confederação do adversário.

Quando a Fifa publicar sua próxima atualização do ranking, o Brasil terá 1529 pontos - 15 a menos do que em janeiro. O Chile, que participou de um torneio amistoso na China, também verá sua pontuação cair.

Reprodução FIFA
Projeção da pontuação com os jogos de janeiro
Projeção da pontuação com os jogos de janeiro

Não por acaso, algumas seleções têm evitado fazer amistosos nos doze meses prévios a um sorteio. Foi o que fez o País de Gales antes do sorteio das eliminatórias da Copa de 2018.

No ranking de julho de 2015, usado para determinar os potes do sorteio dos grupos da Uefa, Gales ocupava a décima posição, garantindo assim um lugar entre os cabeças-de-chave.

A Romênia, outra cabeça-de-chave, fez apenas um amistoso (vitória por 2 a 0 sobre a Dinamarca) no último ano antes do sorteio.

Reprodução FIFA
País de Gales optou por não fazer amistosos por um ano
País de Gales optou por jogar apenas partidas oficiais em um ano para melhorar seu ranking

A melhor tática para buscar um bom ranking, portanto, é minimizar o número de amistosos, sobretudo aqueles contra seleções inexpressivas. No sorteio dos grupos para a Copa do Mundo de 2014, a Itália ficou fora do grupo dos cabeças-de-chave. Nos doze meses que antecederam o ranking de outubro de 2013, fez seis amistosos, incluindo um contra San Marino (4 a 0) e um contra o Haiti (2 a 2). Resultados que ajudaram a deixar a equipe em nono lugar na classificação.

Reprodução FIFA
Itália acumulou amistosos e ficou sem cabeça-de-chave na Copa de 2014
Itália acumulou amistosos e ficou sem cabeça-de-chave na Copa de 2014

Uma distorção que precisa ser corrigida, mas, enquanto existe, exige atenção das federações para a elaboração de seus calendários.

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Real Madrid x Napoli, o confronto que revolucionou a Champions

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Confronto prematuro em 1987 inspirou mudanças que revolucionariam a Copa dos Campeões
Confronto em 1987 inspirou mudanças que revolucionariam a Copa dos Campeões

Sorteados como adversários nas oitavas-de-final da atual Champions League, Real Madrid e Napoli foram protagonistas de um confronto considerado determinante para transformar a competição no colosso que conhecemos hoje.

Era a temporada 1987/88. O Napoli estreava na Copa dos Campeões após conquistar seu primeiro título italiano, e foi colocado frente a frente com o Real Madrid logo na primeira fase. As duas partidas aconteceram em setembro de 1987.

O primeiro jogo, no Santiago Bernabéu, foi realizado com portões fechados, por causa de tumulto causado pela torcida madridista na semifinal da temporada anterior contra o Bayern de Munique.

Os dois times tinham desfalques importantes: o Real Madrid não contava com o goleador Hugo Sánchez, suspenso, e o Napoli tinha de esperar pela estreia do recém-chegado Careca, ainda lesionado. Nem por isso haveria falta de estrelas em campo, com Emilio Butragueño e Diego Maradona frente a frente.

Bem marcado, Maradona pouco produziu na partida, e o goleiro Claudio Garella foi responsável por evitar uma goleada. Míchel e Miguel Tendillo fizeram os gols da vitória merengue por 2 a 0.

Duas semanas depois, mais de 80 mil pessoas lotaram o estádio San Paolo para a primeira partida em casa do Napoli pela principal competição da Europa. Careca estava de volta, assim como Hugo Sánchez, mas foi o lateral Giovanni Francini quem fez o estádio explodir aos 9 minutos de jogo com o primeiro gol da noite.

Com fé na virada, o Napoli cresceu e perdeu chances, mas descuidou-se atrás. Fatal para alguém como Butragueño, que empatou o jogo aos 43 do primeiro tempo. O Napoli teria de fazer mais três gols para avançar, mas os visitantes administraram sem sustos a boa vantagem.

O Real Madrid ainda eliminou o Porto, último campeão, e o Bayern antes de cair na semifinal para o PSV Eindhoven, que ficaria com o troféu. Mas por que aquele confronto com o Napoli foi importante para revolucionar a história do torneio?

Um duelo prematuro entre dois dos times mais fortes do continente, representando dois dos maiores mercados, significava apenas dois jogos na competição para um deles. Ruim para os torcedores, para as televisões e para os patrocinadores.

Silvio Berlusconi, que havia assumido o controle do Milan em 1986 e já dominava boa parte do mercado de televisão na Itália, chegou a contratar uma consultoria para analisar a viabilidade de uma liga europeia de clubes, que teria duas divisões com acesso e descenso. Como se vê, a ideia de uma "superliga" existe há muito tempo.

As coisas não aconteceram daquela maneira, mas os grandes clubes se conscientizaram de que a garantia de um número maior de grandes duelos continentais era necessária.

Começou ali a amadurecer a ideia de uma fase nobre na competição, com uma etapa de grupos comercializada de maneira especial e um número mínimo de jogos assegurado. A primeira edição com grupos (dois de quatro times) cada foi a de 1991/92, dando origem ao que se conhece como Liga dos Campeões desde 1992/93.

O formato foi expandido, deixou de abrigar apenas campeões para aumentar o número de participantes das principais ligas nacionais, até chegar ao modelo que conhecemos hoje, com 32 times na fase de grupos.

Tudo começou naquelas noites em 1987.

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Libertadores conhece os 47 participantes. Veja quem são e como se garantiram

Leonardo Bertozzi
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Reprodução CONMEBOL
Esquema da Libertadores 2017 divulgado pela Conmebol
Esquema da Libertadores 2017 divulgado pela Conmebol

A Copa Libertadores da América passará em 2017 por sua maior mudança de formato neste século. A Conmebol mexeu no calendário para que o torneio ocupe os dois semestres e aumentou o número de participantes. Seriam 44, mas a desistência do México em razão do conflito de calendários motivou uma nova mudança. Agora, serão 47 equipes envolvidas, 28 delas já garantidas na fase de grupos.

Os outros 19 times participarão de uma etapa preliminar dividida em três fases. Na primeira, ainda em janeiro, entram em campo seis equipes, de Bolívia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. Os três vencedores avançam à segunda fase, juntando-se a outros 13 times. Então, serão duas fases eliminatórias que definirão quatro classificados para os grupos.

O sorteio será nesta quarta-feira, dia 21 de dezembro. A Conmebol ainda não divulgou os critérios para a definição dos confrontos.

Confira todos os classificados.

ARGENTINA (6 vagas)

São cinco vagas diretas. Pelo campeonato, classificaram-se o campeão Lanús, o vice San Lorenzo, Estudiantes e Godoy Cruz. A outra irá para o River Plate, vencedor da Copa Argentina.

Na segunda fase preliminar entra o estreante Atlético Tucumán, quinto colocado no campeonato.

BOLÍVIA (4 vagas)

Os dois campeões da temporada 2015/16 vão direto aos grupos: Sport Boys, do Apertura, e Jorge Wilstermann, do Clausura.

Pela pontuação geral, The Strongest fica com a vaga na segunda fase preliminar, enquanto o Universitario de Sucre entra na primeira fase.

BRASIL (7 vagas + campeão da Sul-Americana)

A Chapecoense, declarada campeã da Copa Sul-Americana pela Conmebol, fará sua estreia na Libertadores entrando diretamente na fase de grupos.

Também começam nos grupos os quatro primeiros do Campeonato Brasileiro - Palmeiras (campeão), Flamengo, Santos e Atlético-MG - e o Grêmio, vencedor da Copa do Brasil.

Na segunda fase preliminar entram o Botafogo, quinto colocado, e o Atlético-PR, sexto.

CHILE (4 vagas)

A Universidad Católica foi campeã do Clausura no primeiro semestre e garantiu uma das vagas diretas. Como a Católica também conquistou o Apertura, o outro lugar nos grupos coube ao Deportes Iquique, vice-campeão.

Uma das duas vagas na segunda fase preliminar foi para o Colo Colo, campeão da Copa Chile. A outra ficou com a Unión Española, terceira colocada do Clausura, que venceu um play-off com o O'Higgins, terceiro do Apertura.

COLÔMBIA (4 vagas + atual campeão)

O Atlético Nacional tem a vaga garantida como atual campeão. Ao seu lado na fase de grupos estarão o Independiente Medellín, vencedor do Apertura no primeiro semestre, e o Santa Fe, que levou o Finalización.

As duas vagas na segunda fase preliminar foram definidas pela pontuação geral: Millionarios e Junior de Barranquilla.

EQUADOR (4 vagas)

O campeão Barcelona de Guayaquil e o rival Emelec, segundo colocado na tabela geral, estão na fase de grupos. O terceiro, El Nacional, entrará na segunda fase preliminar, e o quarto, Independiente del Valle, na primeira.

PARAGUAI (4 vagas)

São duas vagas diretas: uma do Libertad, vencedor do Apertura, uma do Guaraní, campeão do Clausura. O Olimpia, pela pontuação geral, estará na segunda fase preliminar. A segunda melhor campanha entre os não-campeões foi do Deportivo Capiatá, que entrará na primeira fase em sua estreia na Libertadores.

PERU (4 vagas)

Os dois finalistas do campeonato nacional, o campeão Sporting Cristal e o vice Melgar, estarão na fase de grupos. O Universitario, terceiro colocado, entra na segunda fase preliminar, e o Deportivo Municipal, quarto, na primeira.

URUGUAI (4 vagas)

Peñarol, campeão da temporada 2015/16, e Nacional, pela tabela geral, vão à fase de grupos. A pontuação total colocou o Cerro na segunda fase preliminar. A vaga na primeira fase preliminar ficou para o Montevideo Wanderers, segundo colocado no Torneio de Transição, vencido pelo Nacional.

VENEZUELA (4 vagas)

O campeão de 2016 Zamora e o vice Zulia estão na fase de grupos. Pela pontuação de 2016, o Carabobo entrará na segunda fase preliminar, e o Deportivo Táchira na primeira.

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