45 correções e 6 erros. Um balanço positivo do árbitro de vídeo após meia temporada na Itália

Leonardo Bertozzi
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Serie A usa árbitro de vídeo pela primeira vez nesta temporada
Serie A usa árbitro de vídeo pela primeira vez nesta temporada AIA.it

A primeira temporada com uso do árbitro de vídeo (VAR) na Serie A italiana chega à sua metade (ou quase, faltando duas partidas adiadas a recuperar). Suficiente para acabar com os temores de quem via o recurso "descaracterizando o jogo" ou "acabando com a emoção". 

De acordo com o levantamento de um ex-árbitro, o VAR atuou para corrigir 45 erros nas 188 partidas até agora disputadas, e em apenas seis ocasiões deixou de intervir como deveria.

Durante participação no programa 'La Giostra del Gol', no canal Rai Italia, Tiziano Pieri elencou os episódios em que as imagens foram determinantes para a decisão justa. Dezoito pênaltis foram assinalados graças ao VAR, e sete foram "desmarcados" após a revisão de vídeo. 

O último foi no empate por 0 a 0 entre Inter e Lazio, quando inicialmente havia sido marcada uma infração de Skriniar por toque de braço, antes que as imagens mostrassem que a bola havia rebatido antes na perna do defensor nerazzurro. Suficiente para que o árbitro Gianluca Rocchi corretamente voltasse atrás na decisão.

Dez jogadores foram expulsos graças às intervenções do VAR, sendo dois por situações claras de gol. Nove gols foram anulados por impedimento, e três validados após a revisão.

"Ninguém é perfeito, imagine no futebol. Mas agora há mais justiça em campo", avalia Pieri, em declarações reproduzidas pela agência Ansa. "A experiência reduziu as reclamações dentro de campo e nas arquibancadas, e corrigiu erros evidentes, evitando outros".

"Em alguns casos que geraram discussão, podemos falar de episódios 'cinzentos', de interpretações, e não de erro claro, o que está na origem do protocolo pelo qual se aplica o VAR", justifica o ex-árbitro, lembrando que o recurso só pode ser ativado em casos de gol, pênalti, expulsão ou erro de identificação.

Pieri também fez um ranking dos árbitros mais "ajudados" pelos colegas que operam o vídeo. Maurizio Mariani, 5 vezes, e Paolo Valeri, 4, foram os que mais recorreram ao VAR. Apenas dois, Gianpaolo Calvarese e Massimiliano Irrati, nunca foram à beira do campo checar as imagens.

Considerando que se trata de um estágio inicial dos testes e que todos os envolvidos ainda serão mais familiarizados, os números são muito positivos. Em janeiro, será inaugurado em Coverciano o primeiro centro permanente de formação e capacitação de árbitros de vídeo.

Nunca se deixará de debater arbitragem, pois inúmeros são os lances em que as opiniões se dividem. Mas não há como discutir com os dados apresentados: o jogo está mais justo. E continua emocionante.

Fonte: Leonardo Bertozzi

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Entre um argentino e um finlandês, Totti quase deixou a Roma antes de virar lenda

Leonardo Bertozzi
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EFE/EPA/FLAVIO LO SCALZO
Totti Roma Milan Campeonato Italiano 07/05/2017
Totti quase deixou a Roma aos 20 anos, em 1997

Francesco Totti encerra neste domingo uma história de 25 temporadas com a camisa da Roma. Não confirma se o jogo com o Genoa será o último como profissional, mas certamente será o último com as cores que representou por um quarto de século. Período que poderia ter sido bem menor se não fosse por uma noite de fevereiro de 1997, quando seu futuro no clube era colocado em dúvida pelo técnico Carlos Bianchi.

O argentino, contratado após empilhar taças com o Vélez Sarsfield (três títulos argentinos, uma Libertadores e uma Copa Intercontinental vencida contra o Milan), não estava convencido de que Totti, então com 20 anos, era especial. Os minutos em campo eram limitados, e às vezes Totti não ia nem para o banco.

O sonho de Bianchi era levar para a Roma o finlandês Jari Litmanen, protagonista no Ajax. Sentindo-se desprezado, Totti passou a cogitar a saída do clube. Chegou a um acordo com a Sampdoria, e a transferência esteve a ponto de acontecer.

Até que Totti e Litmanen estiveram no mesmo campo. No dia 9 de fevereiro de 1997, a Roma recebeu Ajax e Borussia Mönchengladbach para um triangular amistoso, daqueles com jogos de 45 minutos. Bianchi queria mostrar a todos o que o clube teria a ganhar com Litmanen. Totti (assim como o presidente Franco Sensi) tinha outros planos.

"Uma pena que ontem, no Olímpico, apesar de preços absolutamente populares propostos por Sensi, tenham aparecido pouco mais de dez mil torcedores", conta a edição do dia seguinte da Gazzetta dello Sport. "Totti, para quem não soubesse, deu uma de fenômeno. É um jovenzinho com seus vícios. Mas as virtudes são tantas para segurá-lo forte. E quem sabe educá-lo".

No primeiro jogo, entre Ajax e Borussia, Litmanen justificou toda a badalação com um belo gol - o da vitória dos holandeses. Mas na vez da Roma enfrentar os alemães, Totti roubou a cena. Conta a Gazzetta: "Primeiro criou do nada a jogada do 2-0 (Totti-Moriero-Delvecchio, tudo muito bonito), com um lançamento próprio apenas dos craques. Depois, concluiu a obra dos 3-0 com um mini-show, com conclusão por cobertura, maradoneando".

Totti, ainda com a camisa 17 (a 10 era do uruguaio Fonseca), também balançou as redes na vitória por 2 a 1 sobre o Ajax. E ao final da noite, Sensi atestou, sem meias palavras: "Totti é melhor que Litmanen. Precisamos de alguém assim, ele não sairá da Roma".

Franco Zavaglia, na época empresário de Totti, afirmou em entrevistas à imprensa italiana que o encontro de Totti e Litmanen não foi casual. Sensi estava curioso com tanta insistência do agente, beirando a teimosia, em questionar nos bastidores o pouco aproveitamento do jovem atacante. "Por isso ele convidou o Ajax de Litmanen. A partir daquele momento, Totti virou Totti e começaram os problemas entre técnico e direção".

"Bianchi dizia que na Argentina encontraria centenas como Totti", revelou Zavaglia. "Eu disse a ele que, se era o caso, a Argentina ganharia tudo em nível mundial pelos 20 anos seguintes".

Totti, em entrevista reproduzida pelo site da Roma no ano passado, confirmou a queda de braço: "Aquele torneio foi no dia anterior à minha ida acertada para a Sampdoria. Mas os deuses de Roma se revelaram, e aquela noite se tornou mágica. Sensi interveio e disse que eu não ia a lugar nenhum. O negócio com a Samp melou. Bianchi disse: 'Totti ou eu', e Sensi respondeu 'Totti'. Foi ali que tudo mudou".

O argentino durou pouco. Em abril, após uma derrota para o Parma, com a Roma no meio da tabela, foi demitido. Zdenek Zeman chegou para a temporada 1997/98, e Totti se tornou titular indiscutível. Com a 10. E por mais vinte anos.

 

Fonte: Leonardo Bertozzi

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Vaga a mais? Quem fica de fora? Entenda como as finais europeias mexem na próxima Champions

Leonardo Bertozzi
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BEN STANSALL/AFP/Getty Images
Jose Mourinho Manchester United Tottenham Premier League 14/05/2017
Mourinho precisa vencer a Liga Europa para levar o Manchester United à Champions

A final da Liga Europa entre Manchester United e Ajax, na próxima quarta-feira, vai aumentar a recheada galeria de conquistas internacionais de uma das equipes. Além disso, significará um passaporte direto para a fase de grupos da Champions League 2017/18.

Para o United, é a única chance de evitar a ausência da principal competição europeia pela segunda temporada consecutiva. O Ajax, como vice-campeão holandês, já garantiu no mínimo a disputa das fases preliminares.

Os finalistas da Champions, Real Madrid e Juventus, já conquistaram as vagas com seus títulos nacionais. Mas isso significa o quê para as outras equipes destes países?

Perguntas sobre o destino das vagas de acordo com os campeões continentais são frequentes. O blog tenta respondê-las a seguir. Se houver novos questionamentos, fique à vontade para fazê-los na caixa de comentários.

O vencedor da Liga Europa sempre entra direto na fase de grupos?

Depende. No atual formato, esta vaga só é direta caso o vencedor da Champions já tenha garantido seu lugar nos grupos via campeonato - o que será o caso desta vez. Caso contrário, o campeão da Liga Europa joga os play-offs, a última fase antes dos grupos. Tudo mudará para 2018/19, quando ambos os campeões estarão sempre garantidos na fase de grupos.

O título abre uma nova vaga para o país?

Não. Nem o da Champions, nem o da Liga Europa. Uma eventual conquista do Ajax, por exemplo, não beneficiaria com acesso à Champions o PSV, terceiro colocado da Eredivisie.

O título "tira" uma vaga do país?

Só em caso extremo. A Uefa ajustou recentemente seu regulamento, de forma a ampliar de quatro para cinco o número máximo de equipes de um mesmo país na Champions League. Assim, diminui-se a chance de repetição do cenário de 2012, quando o Chelsea conquistou o título europeu e acabou forçando o Tottenham, quarto colocado da Premier League, a disputar a Liga Europa.

No entanto, há uma remota possibilidade de que isso ainda aconteça: dois times de um mesmo país com quatro vagas ganharem a Champions e a Liga Europa, e ambos terminarem abaixo do quarto lugar no campeonato. Neste caso, o quarto ainda perderia a vaga. Não acontecerá desta vez.

Se não abre vaga no país, quem fica com ela?

Pela posição na Premier League, o Manchester United está classificado para a fase de grupos da Liga Europa 2017/18. Se estiver na Champions, deixa um espaço na outra competição. Mas nada que beneficie o Everton, sétimo da Premier League e assegurado nas fases preliminares.

Este lugar aberto na fase de grupos é ocupado de acordo com o ranking de ligas da Uefa: subiria das fases preliminares o vencedor da copa nacional da República Tcheca, 13ª colocada. As outras preliminares também seriam readequadas, sempre subindo times de acordo com o ranqueamento dos países.

Se o campeão da Liga Europa for o Ajax, o "buraco" se abre nas fases preliminares da Champions. Por sua posição na Eredivisie, o time holandês jogaria a terceira preliminar, que conta com 10 times, dos quais cinco se classificam para se juntar a outros cinco nos play-offs. Se o Ajax entrar direto na fase de grupos, seriam 14 times e não 15 neste "caminho das ligas" (há separação entre campeões e não-campeões nas fases preliminares).

O novo desenho passaria a ter seis já garantidos nos play-offs e oito na fase anterior disputando as quatro vagas restantes. O beneficiado seria o Nice, terceiro da França.

As fases preliminares da Liga Europa também precisariam de readequação neste caso, já que todos os eliminados na terceira fase preliminar da Champions passam para os play-offs da outra competição - e com um confronto a menos, uma destas vagas deixaria de ser preenchida.

Quem são os cabeças-de-chave da Champions?

Os campeões das sete principais ligas pelo ranking e o atual campeão europeu. Se o vencedor da Champions também for um dos campeões nacionais, beneficia-se o campeão da oitava liga. Como é o caso este ano, com Real Madrid e Juventus campeões, entra para o grupo dos cabeças-de-chave o Shakhtar Donetsk, campeão ucraniano.

Os outros cabeças-de-chave: Bayern, Chelsea, Benfica, Monaco e Spartak Moscou.

Como será no futuro?

Em mudanças já aprovadas para a temporada 2018/19, após pressão dos grandes clubes, as quatro principais ligas pelo ranking (Espanha, Alemanha, Inglaterra e Itália) passarão a ter quatro vagas diretas nos grupos, ocupando assim metade dos lugares disponíveis. Serão duas vagas diretas para os países em quinto e sexto, mais uma para os países até o décimo lugar. Com os vencedores de Champions e Liga Europa também garantidos, restam apenas seis postos a definir através das fases preliminares: quatro para campeões nacionais, dois para não-campeões.

Fonte: Leonardo Bertozzi

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Simeone na Inter? Razões para acreditar ou duvidar

Leonardo Bertozzi
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Diego Simeone, durante entrevista coletiva nesta segunda-feira
Diego Simeone é o sonho dos dirigentes da Inter

Que Diego Simeone dirigirá a Internazionale um dia, todo o mundo do futebol já sabe. O técnico argentino nunca perde a oportunidade de falar sobre sua identificação sobre a equipe italiana e o desejo de voltar a trabalhar lá. Mas qual a possibilidade de isso acontecer já na próxima temporada.

Quando Stefano Pioli substituiu Frank de Boer após o péssimo início de temporada do holandês, assinou um contrato até junho de 2018 - coincidência ou não, a mesma data do fim do compromisso de Simeone com o Atlético de Madrid, após um acordo com a direção colchonera para reduzir a duração.

A Inter encaixou uma sequência positiva com Pioli e, em determinado momento, chegou a sonhar com a classificação para a Champions League. Mas as últimas semanas foram um pesadelo, e os nerazzurri somaram apenas dois pontos nas últimas seis rodadas, passando a lutar apenas pela última vaga na Liga Europa.

Embora o discurso oficial seja de apoio a Pioli, a decisão de demiti-lo no fim da temporada já foi tomada. Presidente do grupo Suning, que comprou a Inter no ano passado, Jindong Zhang quer um nome de ponta no comando da equipe, e está disposto a abrir os cofres para consegui-lo.

Além de Simeone, também se falou na Itália sobre uma tentativa de repatriar Antonio Conte, mas não parece muito provável que o ex-treinador da seleção italiana abandone o Chelsea após uma temporada apenas, provavelmente com o título da Premier League.

E o que faria Simeone antecipar seus planos de dirigir a Inter? Analisamos fatores que podem influenciar na escolha. No lugar do argentino, qual seria sua decisão?

Muita grana
Zhang tem pronto um contrato de 10 milhões de euros para o argentino - e tem margem para aumentar a oferta se for o caso. Em seu atual contrato com o Atlético de Madrid, ele recebe 6 milhões.

Mercado
Simeone teria carta branca e plenos poderes na escolha de reforços, com um possível orçamento de 150 milhões de euros para a próxima temporada. Metade deste valor, por questões de fair-play financeiro, teria de vir de vendas, razão pela qual o clube cogita sacrificar pelo menos um jogador importante, como Perisic.

Fim de um ciclo
Depois de bater na trave em duas finais da Champions, Simeone colocou mais uma vez os colchoneros entre os quatro melhores da Europa. Se a conquista chegar desta vez, ele poderia pensar em sair por cima - como fez Mourinho na própria Inter em 2010. O clube de Milão, aliás, tem em sua história grandes técnicos que ficaram marcados pela predileção por esquemas defensivos. Basta lembrar de Helenio Herrera ou Giovanni Trapattoni.

Multa
A multa contratual é o principal obstáculo. Segundo meios espanhóis, a cláusula de liberação chega a 50 milhões de euros. Naturalmente, caso Simeone venha a público se manifestar pela saída, a Inter poderia tentar negociar o valor. Mas nada indica uma intenção do Atlético de Madrid em facilitar a saída.

Novo estádio
A próxima temporada será a primeira do Atlético de Madrid no estádio Wanda Metropolitano. A nova casa terá capacidade para 67 mil torcedores e marca um momento importante na história do clube, com perspectiva de um crescimento significativo nas receitas. Simeone já declarou em algumas oportunidades que pretende fazer parte deste ano histórico.

Champions
Apesar de toda a identificação de Simeone, interessará retornar num momento em que o time disputará, no máximo, a Liga Europa? Por outro lado, as chances de classificar um time para a Champions serão maiores a partir da temporada 2017/18, quando a Itália terá, a exemplo das ligas inglesa, espanhola e alemã, quatro vagas diretas na fase de grupos.

Fonte: Leonardo Bertozzi

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Aluno conta em redação sobre camisa roubada, e mobilização chega ao clube

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Divulgação
Hallfredsson se sensibilizou com história de garoto que teve camisa roubada
Hallfredsson se sensibilizou com história de garoto que teve camisa roubada

A redação de um aluno de escola primária em Údine, na Itália, revelou um triste incidente ocorrido após a goleada de 4 a 1 da Udinese sobre o Palermo, pela Serie A.

O garoto, de 10 anos de idade, contou no texto ter ficado sem uma camisa lançada pelo meio-campista islandês Emil Hallfredsson, por causa da ação de um adulto que a tomou de suas mãos.

"No fim, os jogadores atiravam as camisetas, uma chegou a mim mas um adulto a arrancou da minha mão e depois voltamos para casa", dizia a redação.

Reprodução
Aluno contou sobre incidente em redação escolar. Professora compartilhou
Aluno contou sobre incidente em redação escolar. Professora compartilhou

Sensibilizada com a desilusão do aluno, a professora Dida Ghini apelou ao poder de mobilização das redes sociais. Não demorou para que o clube tomasse conhecimento do fato. "A camisa chegará", contou a professora em sua conta no Facebook, nesta terça-feira.

Hallfredsson, atualmente concentrado com a seleção islandesa, comunicou seu desejo de encontrar o menino e presenteá-lo pessoalmente com uma camisa autografada.

Fonte: Leonardo Bertozzi

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Monaco e Dortmund goleiam rivais da Champions em uso de jovens

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Mbappé é um dos jovens do Monaco na Champions League
Mbappé é um dos jovens do Monaco na Champions League

Além de colocar frente a frente duas equipes que prezam por um futebol ofensivo, o duelo entre Borussia Dortmund e Monaco se destaca nas quartas-de-final da Champions League por outro motivo. Entre os oito times classificados para esta fase, são os dois que mais dão espaço a jovens na competição.

Em levantamento feito pelo blog com base nos dados oficiais da Uefa (veja tabela abaixo), o Monaco registra o maior número de minutos em campo dos jogadores nascidos a partir de 1994: 2.881. Foram onze atletas diferentes escalados por Leonardo Jardim nas oito partidas até aqui. Lemar, Bernardo Silva e Bakayoko estiveram em campo por mais de 80% do tempo.

O Dortmund vem logo a seguir, com 2.183 minutos, divididos entre seis jogadores sub-23. Weigl, Dembélé e Pulisic são os mais assíduos no elenco dirigido por Thomas Tuchel.

Somadas as duas equipes, o total de minutos é de 5.064, marca que não é alcançada nem somando os outros seis participantes das quartas-de-final. No outro oposto está o duelo entre Juventus e Barcelona, que, juntos, deram 404 minutos em campo aos que terão no máximo 23 anos em 2017: 280 da Juve, 124 do Barça.

A Juve fez história ao colocar em campo o atacante Moise Kean no jogo da fase de grupos contra o Sevilla, fazendo dele o primeiro nascido em 2000 a disputar o torneio. Kean, no entanto, não quebrou o recorde de jogador mais jovem da história da Champions. A marca ainda é do nigeriano Céléstine Babayaro, que atuou pelo Anderlecht aos 16 anos e 87 dias, em 1994.

Fora de Dortmund e Monaco, apenas dois sub-23 jogaram pelo menos metade dos minutos até agora. Ambos são do Atlético de Madrid: o meia Saúl Ñíguez (70,8%) e o zagueiro Giménez (50%). Isso ajuda a fazer do time colchonero o terceiro colocado no ranking, com 1.224 minutos. O adversário Leicester vem logo a seguir, com 725 minutos.

O Real Madrid é o time que escalou menos jogadores nascidos em 1994 ou depois: apenas Kovacic e Asensio, totalizando 336 minutos. No Bayern de Munique, Kimmich, Renato Sanches e Coman já viram o campo nesta Champions, com um agregado de 514 minutos.

Reprodução
Jogadores nascidos a partir de 1994 nas quartas-de-final da Champions
Jogadores nascidos a partir de 1994 nas quartas-de-final da Champions

Fonte: Leonardo Bertozzi

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O que o tênis e o ABBA têm a ver com as decisões por pênaltis do futuro?

Leonardo Bertozzi
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Mamma Mia!
Mamma Mia!

Uma decisão por pênaltis deveria oferecer às duas equipes as mesmas possibilidades de vitória, certo? Não é o que dizem as estatísticas. Estudos mostram que, em média, seis de cada dez definições da marca da cal são vencidas pela equipe que faz a cobrança inicial.

O peso psicológico de cobrar depois e o fato de ser mais improvável que o time que bate em segundo lidere o placar são razões apontadas para o desequilíbrio.

Por isso, a International Board, entidade que controla as regras do futebol, admitiu iniciar discussões sobre um formato mais justo para as decisões por pênaltis. E a inspiração veio dos tie-breaks do tênis: o formato "ABBA".

Nada a ver com o consagrado grupo sueco, autor de grandes hits nos anos 70.

Em vez do formato alternado atual ("ABAB"), cada equipe bateria primeiro em uma série. Na prática, depois da primeira cobrança, os times cobrariam em sequências de dois. Ordem que se manteria nas cobranças extras, se não houvesse um vencedor nas primeiras cinco.

Faz sentido para você?

 

Fonte: Leonardo Bertozzi

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Na decisão, o veterano recordista e o goleiro de seleção que mal jogou em clubes

Leonardo Bertozzi
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El-Hadary, 44 anos, pode conquistar seu quinto título pelo Egito
El-Hadary, 44 anos, pode conquistar seu quinto título pelo Egito

O goleiro camaronês Joseph Fabrice Ondoa tinha três meses de vida quando Essam El-Hadary defendeu o Egito pela primeira vez. Neste domingo, eles serão adversários na final da Copa Africana de Nações, no Gabão. Ondoa, 21 anos, é titular de seu país mesmo com experiência quase nula por clubes. El-Hadary, 44, pode conquistar seu quinto título com a seleção e coroar uma campanha marcada por recordes.

A vida de Ondoa começou a mudar aos 13 anos. Um dos beneficiados pela fundação criada em Camarões por Samuel Eto'o, ele se mudou para a Espanha para integrar as categorias de base do Barcelona. Ganhou espaço e fez parte do time sub-19 que conquistou a UEFA Youth League na temporada 2013/14, como um dos destaques do torneio. Aos 17, já estava integrado ao elenco do Barcelona B, que na época jogava a segunda divisão. No entanto, as oportunidades de jogar não apareceram.

Em janeiro de 2016, Ondoa rescindiu contrato e acertou com o Gimnàstic de Tarragona, que o inscreveu no seu segundo time, o Pobla de Mafumet, que disputa a terceira divisão (Segunda B). Lá, jogou suas únicas cinco partidas de clube até hoje. Para a atual temporada, foi novamente emprestado, desta vez ao Sevilla Atlético, time B do Sevilla. Por lá, é reserva.

Se em clubes mal vê o campo, na seleção Ondoa tem boa experiência. Estreou em 2014, aos 18 anos, e já está em sua segunda CAN. Sua frieza debaixo das traves tem rendido elogios e comparações a outros nomes históricos dos Leões Indomáveis, como Thomas N'Kono, Joseph-Antoine Bell e Jacques Songo'o.

Na última rodada da fase de grupos, Ondoa fez uma defesa crucial nos acréscimos para impedir o gol de Didier Ndong que classificaria o Gabão e eliminaria os camaroneses. Nas quartas-de-final, defendeu a cobrança de Sadio Mané e foi decisivo para a eliminação de Senegal nos pênaltis. Com a vitória por 2 a 0 sobre Gana, Camarões garantiu seu lugar na decisão.

O destino deu um pequeno empurrão a El-Hadary em sua sétima participação na CAN. Campeão em 1998, 2006, 2008 e 2010, começou o torneio no banco de reservas, mas teve de entrar logo na estreia contra Mali, quando o titular Ahmed El-Shenawy se lesionou. Dois dias após completar 44 anos, El-Hadary tornou-se o jogador mais velho da história do torneio, superando o compatriota Hossam Hassan, que tinha 39 anos, cinco meses e 24 dias quando disputou sua última partida pela CAN, em 2006.

Mantido como titular nas partidas seguintes, El-Hadary só sofreu um gol no torneio, na semifinal contra Burkina Faso. O tento de Bancé foi o primeiro sofrido pelo goleiro egípcio na competição depois de 653 minutos, outro recorde. A sequência começou em 2010, quando o Egito ganhou seu sétimo título, o terceiro consecutivo. Depois disso, foram três edições sem se classificar.

Com o empate por 1 a 1 na semifinal, a decisão foi para os pênaltis. O Egito saiu em desvantagem, mas El-Hadary defendeu duas cobranças - do goleiro Hervé Koffi e de Bertrand Traoré - para garantir a vaga em mais uma decisão.

O técnico da seleção egípcia é o argentino Héctor Cúper. Conhecido no Brasil por suas desavenças com Ronaldo nos tempos de Internazionale, Cúper levou o Valencia a finais de Champions League em 2000 e 2001. Agora, espera acabar com a fama de ficar no "quase" e levantar o troféu.

Do outro lado está o belga Hugo Broos, que como jogador integrou a forte seleção semifinalista da Copa do Mundo de 1986. Broos foi um dos muitos técnicos que responderam a um processo seletivo anunciado via internet pela federação camaronesa em dezembro de 2015, para substituir o alemão Volker Finke.

A campanha na CAN é considerada surpreendente, após a recusa de sete dos jogadores convocados por Broos. Entre eles, o zagueiro Joel Matip, do Liverpool, e o lateral Allan Nyom, do West Bromwich. Restou um grupo sem grandes estrelas, representado por um nome em ascensão como Ondoa. Bastará para frear o Egito de El-Hadary, invicto há 24 jogos no torneio?

Saberemos no domingo.

Fonte: Leonardo Bertozzi

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Entenda por que o Brasil não será o primeiro do ranking: amistosos mais atrapalham do que ajudam

Leonardo Bertozzi
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Antes do amistoso contra a Colômbia, diversos veículos de comunicação falaram sobre a possibilidade de a Seleção Brasileira assumir a liderança do ranking da Fifa. Seja por erro de cálculo ou falta de familiaridade com o sistema de classificação das seleções, importante na realização de sorteios da Copa do Mundo desde as eliminatórias, cometeram um equívoco.

O ranking da Fifa considera resultados de partidas oficiais e amistosas dos últimos 48 meses (4 anos). Têm peso máximo os últimos 12 meses, enquanto os jogos anteriores vão se depreciando (valem 50%, 30% e 20%, contando do ano mais recente ao mais antigo). Porém, a pontuação final não é uma soma, mas uma média por partida disputada em cada um destes intervalos.

O site da Fifa oferece uma ferramenta para projetar os pontos de acordo com os possíveis resultados das seleções em cada mês.

A pontuação de cada jogo depende de alguns fatores:

1) resultado

3 pontos por vitória
2 pontos por vitória nos pênaltis
1 ponto por empate
1 ponto por derrota nos pênaltis
0 ponto por derrota

2) importância do jogo

Peso 1 por amistoso
Peso 2,5 por eliminatória mundial ou continental
Peso 3 por fase final continental ou Copa das Confederações
Peso 4 por Copa do Mundo

3) força do adversário

Quanto melhor o ranking do adversário no momento da partida, maior o multiplicador. A fórmula é 200-X, sendo X o ranking do adversário. Por exemplo, num jogo contra a quinta colocada no ranking, o multiplicador é 195. As seleções de 150º para baixo multiplicam sempre 50.

4) confederação do adversário

Com base no desempenho das confederações nas últimas três Copas do Mundo, foi atribuído a cada uma um coeficiente: Conmebol 1,00, Uefa 0,995, as demais 0,85.

Estes quatro fatores multiplicados correspondem à pontuação total de cada jogo.

Pegando um exemplo prático. Ao vencer a Colômbia por 2 a 1, em Manaus, pelas eliminatórias da Copa do Mundo, o Brasil totalizou 1477,5 pontos. Multiplicaram-se 3 da vitória, 2,5 da importância do jogo, 197 da força do adversário e 1 da confederação do adversário.

Reprodução FIFA
Pontuação do Brasil em cada jogo oficial da era Tite
Pontuação do Brasil em cada jogo oficial da era Tite

A vitória no amistoso de quarta-feira valeu apenas 582 pontos, resultado da multiplicação de 3 da vitória, 1 da importância do jogo, 194 da força do adversário e 1 da confederação do adversário.

Quando a Fifa publicar sua próxima atualização do ranking, o Brasil terá 1529 pontos - 15 a menos do que em janeiro. O Chile, que participou de um torneio amistoso na China, também verá sua pontuação cair.

Reprodução FIFA
Projeção da pontuação com os jogos de janeiro
Projeção da pontuação com os jogos de janeiro

Não por acaso, algumas seleções têm evitado fazer amistosos nos doze meses prévios a um sorteio. Foi o que fez o País de Gales antes do sorteio das eliminatórias da Copa de 2018.

No ranking de julho de 2015, usado para determinar os potes do sorteio dos grupos da Uefa, Gales ocupava a décima posição, garantindo assim um lugar entre os cabeças-de-chave.

A Romênia, outra cabeça-de-chave, fez apenas um amistoso (vitória por 2 a 0 sobre a Dinamarca) no último ano antes do sorteio.

Reprodução FIFA
País de Gales optou por não fazer amistosos por um ano
País de Gales optou por jogar apenas partidas oficiais em um ano para melhorar seu ranking

A melhor tática para buscar um bom ranking, portanto, é minimizar o número de amistosos, sobretudo aqueles contra seleções inexpressivas. No sorteio dos grupos para a Copa do Mundo de 2014, a Itália ficou fora do grupo dos cabeças-de-chave. Nos doze meses que antecederam o ranking de outubro de 2013, fez seis amistosos, incluindo um contra San Marino (4 a 0) e um contra o Haiti (2 a 2). Resultados que ajudaram a deixar a equipe em nono lugar na classificação.

Reprodução FIFA
Itália acumulou amistosos e ficou sem cabeça-de-chave na Copa de 2014
Itália acumulou amistosos e ficou sem cabeça-de-chave na Copa de 2014

Uma distorção que precisa ser corrigida, mas, enquanto existe, exige atenção das federações para a elaboração de seus calendários.

Fonte: Leonardo Bertozzi

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Entenda por que o Brasil não será o primeiro do ranking: amistosos mais atrapalham do que ajudam

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Real Madrid x Napoli, o confronto que revolucionou a Champions

Leonardo Bertozzi
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Confronto prematuro em 1987 inspirou mudanças que revolucionariam a Copa dos Campeões
Confronto em 1987 inspirou mudanças que revolucionariam a Copa dos Campeões

Sorteados como adversários nas oitavas-de-final da atual Champions League, Real Madrid e Napoli foram protagonistas de um confronto considerado determinante para transformar a competição no colosso que conhecemos hoje.

Era a temporada 1987/88. O Napoli estreava na Copa dos Campeões após conquistar seu primeiro título italiano, e foi colocado frente a frente com o Real Madrid logo na primeira fase. As duas partidas aconteceram em setembro de 1987.

O primeiro jogo, no Santiago Bernabéu, foi realizado com portões fechados, por causa de tumulto causado pela torcida madridista na semifinal da temporada anterior contra o Bayern de Munique.

Os dois times tinham desfalques importantes: o Real Madrid não contava com o goleador Hugo Sánchez, suspenso, e o Napoli tinha de esperar pela estreia do recém-chegado Careca, ainda lesionado. Nem por isso haveria falta de estrelas em campo, com Emilio Butragueño e Diego Maradona frente a frente.

Bem marcado, Maradona pouco produziu na partida, e o goleiro Claudio Garella foi responsável por evitar uma goleada. Míchel e Miguel Tendillo fizeram os gols da vitória merengue por 2 a 0.

Duas semanas depois, mais de 80 mil pessoas lotaram o estádio San Paolo para a primeira partida em casa do Napoli pela principal competição da Europa. Careca estava de volta, assim como Hugo Sánchez, mas foi o lateral Giovanni Francini quem fez o estádio explodir aos 9 minutos de jogo com o primeiro gol da noite.

Com fé na virada, o Napoli cresceu e perdeu chances, mas descuidou-se atrás. Fatal para alguém como Butragueño, que empatou o jogo aos 43 do primeiro tempo. O Napoli teria de fazer mais três gols para avançar, mas os visitantes administraram sem sustos a boa vantagem.

O Real Madrid ainda eliminou o Porto, último campeão, e o Bayern antes de cair na semifinal para o PSV Eindhoven, que ficaria com o troféu. Mas por que aquele confronto com o Napoli foi importante para revolucionar a história do torneio?

Um duelo prematuro entre dois dos times mais fortes do continente, representando dois dos maiores mercados, significava apenas dois jogos na competição para um deles. Ruim para os torcedores, para as televisões e para os patrocinadores.

Silvio Berlusconi, que havia assumido o controle do Milan em 1986 e já dominava boa parte do mercado de televisão na Itália, chegou a contratar uma consultoria para analisar a viabilidade de uma liga europeia de clubes, que teria duas divisões com acesso e descenso. Como se vê, a ideia de uma "superliga" existe há muito tempo.

As coisas não aconteceram daquela maneira, mas os grandes clubes se conscientizaram de que a garantia de um número maior de grandes duelos continentais era necessária.

Começou ali a amadurecer a ideia de uma fase nobre na competição, com uma etapa de grupos comercializada de maneira especial e um número mínimo de jogos assegurado. A primeira edição com grupos (dois de quatro times) cada foi a de 1991/92, dando origem ao que se conhece como Liga dos Campeões desde 1992/93.

O formato foi expandido, deixou de abrigar apenas campeões para aumentar o número de participantes das principais ligas nacionais, até chegar ao modelo que conhecemos hoje, com 32 times na fase de grupos.

Tudo começou naquelas noites em 1987.

Fonte: Leonardo Bertozzi

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Real Madrid x Napoli, o confronto que revolucionou a Champions

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Libertadores conhece os 47 participantes. Veja quem são e como se garantiram

Leonardo Bertozzi
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Reprodução CONMEBOL
Esquema da Libertadores 2017 divulgado pela Conmebol
Esquema da Libertadores 2017 divulgado pela Conmebol

A Copa Libertadores da América passará em 2017 por sua maior mudança de formato neste século. A Conmebol mexeu no calendário para que o torneio ocupe os dois semestres e aumentou o número de participantes. Seriam 44, mas a desistência do México em razão do conflito de calendários motivou uma nova mudança. Agora, serão 47 equipes envolvidas, 28 delas já garantidas na fase de grupos.

Os outros 19 times participarão de uma etapa preliminar dividida em três fases. Na primeira, ainda em janeiro, entram em campo seis equipes, de Bolívia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. Os três vencedores avançam à segunda fase, juntando-se a outros 13 times. Então, serão duas fases eliminatórias que definirão quatro classificados para os grupos.

O sorteio será nesta quarta-feira, dia 21 de dezembro. A Conmebol ainda não divulgou os critérios para a definição dos confrontos.

Confira todos os classificados.

ARGENTINA (6 vagas)

São cinco vagas diretas. Pelo campeonato, classificaram-se o campeão Lanús, o vice San Lorenzo, Estudiantes e Godoy Cruz. A outra irá para o River Plate, vencedor da Copa Argentina.

Na segunda fase preliminar entra o estreante Atlético Tucumán, quinto colocado no campeonato.

BOLÍVIA (4 vagas)

Os dois campeões da temporada 2015/16 vão direto aos grupos: Sport Boys, do Apertura, e Jorge Wilstermann, do Clausura.

Pela pontuação geral, The Strongest fica com a vaga na segunda fase preliminar, enquanto o Universitario de Sucre entra na primeira fase.

BRASIL (7 vagas + campeão da Sul-Americana)

A Chapecoense, declarada campeã da Copa Sul-Americana pela Conmebol, fará sua estreia na Libertadores entrando diretamente na fase de grupos.

Também começam nos grupos os quatro primeiros do Campeonato Brasileiro - Palmeiras (campeão), Flamengo, Santos e Atlético-MG - e o Grêmio, vencedor da Copa do Brasil.

Na segunda fase preliminar entram o Botafogo, quinto colocado, e o Atlético-PR, sexto.

CHILE (4 vagas)

A Universidad Católica foi campeã do Clausura no primeiro semestre e garantiu uma das vagas diretas. Como a Católica também conquistou o Apertura, o outro lugar nos grupos coube ao Deportes Iquique, vice-campeão.

Uma das duas vagas na segunda fase preliminar foi para o Colo Colo, campeão da Copa Chile. A outra ficou com a Unión Española, terceira colocada do Clausura, que venceu um play-off com o O'Higgins, terceiro do Apertura.

COLÔMBIA (4 vagas + atual campeão)

O Atlético Nacional tem a vaga garantida como atual campeão. Ao seu lado na fase de grupos estarão o Independiente Medellín, vencedor do Apertura no primeiro semestre, e o Santa Fe, que levou o Finalización.

As duas vagas na segunda fase preliminar foram definidas pela pontuação geral: Millionarios e Junior de Barranquilla.

EQUADOR (4 vagas)

O campeão Barcelona de Guayaquil e o rival Emelec, segundo colocado na tabela geral, estão na fase de grupos. O terceiro, El Nacional, entrará na segunda fase preliminar, e o quarto, Independiente del Valle, na primeira.

PARAGUAI (4 vagas)

São duas vagas diretas: uma do Libertad, vencedor do Apertura, uma do Guaraní, campeão do Clausura. O Olimpia, pela pontuação geral, estará na segunda fase preliminar. A segunda melhor campanha entre os não-campeões foi do Deportivo Capiatá, que entrará na primeira fase em sua estreia na Libertadores.

PERU (4 vagas)

Os dois finalistas do campeonato nacional, o campeão Sporting Cristal e o vice Melgar, estarão na fase de grupos. O Universitario, terceiro colocado, entra na segunda fase preliminar, e o Deportivo Municipal, quarto, na primeira.

URUGUAI (4 vagas)

Peñarol, campeão da temporada 2015/16, e Nacional, pela tabela geral, vão à fase de grupos. A pontuação total colocou o Cerro na segunda fase preliminar. A vaga na primeira fase preliminar ficou para o Montevideo Wanderers, segundo colocado no Torneio de Transição, vencido pelo Nacional.

VENEZUELA (4 vagas)

O campeão de 2016 Zamora e o vice Zulia estão na fase de grupos. Pela pontuação de 2016, o Carabobo entrará na segunda fase preliminar, e o Deportivo Táchira na primeira.

Fonte: Leonardo Bertozzi

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Libertadores conhece os 47 participantes. Veja quem são e como se garantiram

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'Talvez fosse maravilhosa demais essa equipe para envelhecer. Talvez o destino quisesse levá-la no ápice de sua beleza'

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi

O jornalista italiano Carlo 'Carlin' Bergoglio disse as palavras acima quando o desastre de Superga matou o maior time da história do Torino, em 1949.

Bergoglio trabalhava no maior diário esportivo de Turim, o Tuttosport, e teve de substituir Renato Casalbore, fundador e diretor de redação do veículo. Casalbore foi uma das 31 vítimas fatais do acidente aéreo.

Tomo aqui a liberdade de me apropriar da frase, por não achar maneira melhor para lidar com os acontecimentos desta terça-feira.

Desde os dias de Série D, a Chape só subiu. Subiu, subiu e subiu. Tanto subiu que não podemos mais alcançá-la.

Podemos apenas permitir que nosso imaginário desenhe histórias espetaculares da final que não aconteceu.

Você duvida que os heróis de Chapecó, empurrados pelo espírito do Indio Condá (obrigado, Deva), poderiam copar Medellín?

Que poderiam conquistar o troféu em campo?

Vamos sempre acreditar que sim.

Uma dor assim nunca passa. Aprendemos a conviver com ela. Vivemos a memória dos que foram na lembrança dos que ficaram.

Na abertura do programa, SportsCenter faz homenagem à Chapecoense

E tiramos lições.

A vida vale muito. Cada segundo vale. Nossa paixão por futebol não pode ser canalizada em negatividades. Em ódio. Em violência.

Façamos com que nossa paixão por futebol se perpetue nos valores mais bonitos manifestados hoje pela imensa família do esporte.

Que o espírito de Condá passe a significar nossa capacidade de empatia e compaixão. Por todas as cores. Todas as camisas. Todos os apaixonados. Todos.

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Força, Chape
Força, Chape

Fonte: Leonardo Bertozzi

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Erro da Bolívia aumenta pressão na Argentina, e até árbitro contra o Brasil preocupa. Saudades de Grondona?

Leonardo Bertozzi
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Gabriel Rossi/LatinContent/Getty Images
Edgardo Bauza com os jogadores da Argentina durante treino
Edgardo Bauza virá ao Brasil com a Argentina em sexto lugar nas eliminatórias

Sem chutar uma bola na terça-feira, a seleção argentina caiu uma posição nas eliminatórias sul-americanas da Copa do Mundo e virá ao Brasil na próxima semana fora até da zona de repescagem. Depois de a Bolívia escalar o paraguaio naturalizado Nelson Cabrera sem que ele tivesse cumprido os cinco anos obrigatórios de residência no país, a seleção foi declarada perdedora por 3 a 0 dos jogos contra Peru e Chile.

Os chilenos, que haviam ficado no 0 a 0 com os bolivianos nos 90 minutos, ganharam dois pontos de presente e mais três gols de saldo, suficientes para tomar o quinto lugar da Argentina pelo critério de gols marcados (ou "marcados", no caso).

Além da preocupação com as dificuldades encontradas por Edgardo Bauza em suas primeiras partidas à frente da Albiceleste, os argentinos agora se preocupam também com o fato de um árbitro chileno, Julio Bascuñán, estar escalado para o jogo do dia 10, no Mineirão. A escala estava pronta antes da decisão que beneficiou o Chile, mas isso não impediu a polêmica nos meios argentinos. Vale lembrar que o brasileiro Wilson Luiz Seneme assumiu em agosto a presidência do comitê de arbitragem da Conmebol.

Bascuñán é o mesmo árbitro que beneficiou o Brasil na Copa América Centenário ao invalidar equivocadamente um gol do equatoriano Miller Bolaños - aquele da falha de Alisson - alegando saída da bola pela linha de fundo. Os veículos de imprensa também lembraram que foi o chileno quem expulsou Paulo Dybala no jogo da Argentina contra o Uruguai, em Mendoza, já nestas eliminatórias. O time de Bauza, que fazia sua estreia, venceu por 1 a 0, mas Bascuñán foi duramente criticado por Lionel Messi.

Bastidores

A AFA, que dirige o futebol argentino, atualmente é dirigida por uma comissão normalizadora, e há discussões no país sobre a perda de peso político. Há quem defenda que nos tempos da nefasta e falecida figura de Julio Grondona os interesses da Argentina eram defendidos nos bastidores. Há quem duvide que a punição à Bolívia, ainda que correta, aconteceria nos tempos de Grondona.

São argumentos que não aparecem apenas nas conversas de redes sociais. Estão na boca de gente como o presidente do Boca Juniors, Daniel Angelici.

"Certamente com Julio vivo isso não teria acontecido", afirmou Angelici à Fox Sports argentina. "Certamente com Julio o Brasil também não teria uma vaga a mais (que a Argentina) na Libertadores, e com Julio vivo o jogo do gás de pimenta (Boca Juniors x River Plate, pela Libertadores de 2015) teria terminado. São as coisas boas que tinha Julio: peso específico dentro da Conmebol e da Fifa".

O cartola xeneize afirmou que Armando Pérez, presidente da comissão normalizadora da AFA, "não tem representatividade", e defendeu que haja eleições o quanto antes para que haja "um presidente respaldado legitimamente pelos clubes para se posicionar na Conmebol e na Fifa".

"Historicamente, tínhamos na Conmebol a Secretaria Geral e um membro no Comitê Executivo. Hoje não temos mais. Perdemos muito poder. E para o Brasil", argumentou.

Fonte: Leonardo Bertozzi

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Pequeno exige vaga na Libertadores por regulamento, mas já teme favorecimento aos grandes

Leonardo Bertozzi
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Divulgação - Twitter
Torcida do Atlético Tucumán protestou pela vaga na Libertadores
Torcida do Atlético Tucumán protestou pela vaga na Libertadores

O aumento de vagas na Copa Libertadores a cerca de três meses do início do torneio gerou indefinições. Se no Brasil o pronunciamento da CBF foi imediato, confirmando que os dois novos lugares seriam distribuídos no campeonato, nos outros países beneficiados ainda não há confirmação sobre o modelo de classificação.

Na Argentina, o pequeno Atlético Tucumán espera ficar com a sexta vaga destinada ao país. O clube baseia-se no regulamento do campeonato de 2016, disputado no primeiro semestre, para cobrar da AFA o reconhecimento deste direito. Foi apenas a segunda participação da história da equipe, fundada em 1902, na primeira divisão do futebol argentino.

O campeonato foi disputado em dois grupos, com os vencedores se enfrentando na final. O Lanús venceu o San Lorenzo, ficando com o troféu.

Estudiantes e Godoy Cruz, segundos colocados, levaram as outras vagas. Eles chegaram a jogar um play-off, com vitória do Estudiantes, para definir de quem seria a prioridade da vaga caso um argentino vencesse a Copa Sul-Americana, o que, pelo regulamento antigo da Libertadores, tiraria uma das vagas locais. Como o San Lorenzo, único argentino vivo na Sul-Americana, já está classificado, o Godoy Cruz também se garantiu. Também jogará a Libertadores o vencedor da Copa Argentina.

O regulamento já previa a possibilidade de abertura de uma sexta vaga, na hipótese de um clube argentino conquistar a Libertadores. É neste item que o Atlético Tucumán baseia sua demanda. Esta vaga iria para o melhor dos terceiros colocados. 'El Decano', como é conhecido o clube por ter sido pioneiro em sua província, fez mais pontos que o Independiente, terceiro da outra chave.

Reprodução
Regulamento do campeonato argentino prevê vaga para o melhor terceiro
Regulamento do campeonato argentino prevê vaga para o melhor terceiro

Na última sexta-feira, os torcedores protestaram na Plaza Independencia, em Tucumán, e na sede da AFA. Existe o temor de que a falta de peso do clube faça com que a federação ignore o que estava previsto no regulamento e favoreça os grandes clubes do país - por exemplo, dando a vaga ao vice-campeão da Copa Argentina. Hoje, a competição eliminatória é a única possibilidade de classificação de Boca Juniors e River Plate, que estão em lados diferentes da chave e podem fazer a final.

Há quem defenda ainda uma partida extra entre Atlético Tucumán e Independiente, o que daria uma nova chance a outro dos grandes. Outra possibilidade de assignação política deste posto é entregá-lo ao melhor argentino da Libertadores 2016 (o Boca). Vale lembrar ainda que, com o vencedor da Sul-Americana passando a ter vaga direta e independente das outras vagas do país, um título do San Lorenzo geraria mais uma hipótese de classificação pelos torneios locais.

Será que haveria tanta demora na definição se o regulamento beneficiasse um dos gigantes do país?

 

Fonte: Leonardo Bertozzi

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Em dois dias, Conmebol e Fifa dão aulas de politicagem

Leonardo Bertozzi
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INDRANIL MUKHERJEE/AFP/Getty Images
Gianni Infantino Coletiva Fifa 27/09/2016
Gianni Infantino sugeriu que Copa pode ter 48 seleções

Uma competição continental que passará a ter entre sete e nove representantes de um mesmo país.

Uma sugestão de Copa do Mundo com 48 seleções, das quais 16 voltariam para casa após jogar uma vez.

Entre domingo e segunda-feira, Conmebol e Fifa mostraram que suas recentes mudanças de comando não implicaram na mudança de velhos métodos.

Por que sete?

A Libertadores disputada ao longo do ano e a Sul-Americana em paralelo era uma medida há muito tempo cobrada e deve ser vista como um acerto. No entanto, o novo inchaço da principal competição sul-americana era desnecessário do ponto de vista esportivo.

Comercialmente, dar mais duas vagas ao Brasil pode até fazer sentido. Mas o desempenho dos clubes do país nas últimas edições não sugere motivo técnico para receber um lugar a mais que os outros beneficiados.

Argentina, Chile e Colômbia levam uma vaga extra cada, e a vaga do campeão da Sul-Americana deixa de ocupar o lugar de um dos postos do respectivo país.

O Brasil não tem um campeão ou finalista desde 2013, e neste período colocou apenas dois times em semifinais. Mesmo com indiscutível superioridade financeira no continente, os times brasileiros têm decepcionado na Libertadores.

Um eventual ano com títulos de brasileiros nas duas competições continentais levaria nove representantes do país à edição seguinte da Libertadores, sendo seis diretamente nos grupos. Ou seja, quase a metade do número de participantes da Série A estaria no principal torneio da Conmebol.

Torneio internacional?

Copa com 48?

Depois de participar da reunião sobre a Libertadores, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, esteve em um evento em Bogotá e falou sobre as alterações possíveis no formato da Copa do Mundo.

Infantino, que em sua campanha prometeu um Mundial com 40 seleções, foi mais longe e admitiu propor o aumento para 48. Dezesseis se classificariam automaticamente para a fase de grupos, e as outras 32 jogariam uma fase preliminar pelas vagas remanescentes. Chega, perde e volta.

O cartola suíço deve ter percebido que o número "mágico" da promessa não facilita formatos para o Mundial. Oito grupos de cinco? Dez grupos de quatro? Ou você aumenta o número de jogos inúteis, ou obriga a comparar times de grupos diferentes.

Mas a ideia dos 48 é ainda pior.

Fonte: Leonardo Bertozzi

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Na Liga Europa, empate valeu mais que um título

Leonardo Bertozzi
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Dundalk campeao irlanda 2016 divulgacao
Dundalk ganhou 120 mil euros por empatar na estreia da Liga Europa

O AZ vencia por 1 a 0, gol de Stijn Wuytens, e o Dundalk tinha um jogador a menos após a expulsão do capitão Stephen O'Donnell. Mesmo assim, o bicampeão irlandês foi buscar o empate na Holanda aos 44 minutos do segundo tempo, graças à cabeçada de Ciaran Kilduff.

Kilduff passou por um susto em abril ao fraturar duas vértebras em um jogo da copa nacional. Em sua recuperação, precisou usar um colar cervical durante dez dias.

Nesta quinta-feira, ele foi o responsável pelo primeiro ponto de uma equipe irlandesa na fase de grupos. Em 2011/12, o Shamrock Rovers passou pela Liga Europa com seis derrotas em seis jogos.

Para se ter uma ideia da importância do feito, o prêmio destinado pela Uefa por um empate no grupo é de 120 mil euros. Caso o Dundalk conquiste mais um título da liga irlandesa nesta temporada, receberá um prêmio de 110 mil euros.

A quantia se soma aos 2,4 milhões de euros distribuídos a cada um dos 48 participantes do torneio continental. Uma bolada significativa para um time que representa um campeonato de realidade modesta.

Após vários casos de investimentos não sustentáveis que levaram clubes ao buraco, especialmente após o fim do boom econômico irlandês e a recessão iniciada em 2008, o futebol no país se estabilizou dentro de suas possibilidades.

O campeonato, que vai de março a novembro, ao contrário da maioria das ligas europeias, tem na primeira divisão salários anuais de 16 mil euros (cerca de R$ 60 mil) em média.

Os contratos dos jogadores normalmente expiram no fim de cada temporada, o que faz com que vários tenham de buscar outras fontes de receita neste intervalo. Alguns dependem de benefícios do governo nos meses em que ficam parados.

O Dundalk superou duas fases preliminares da Champions League, incluindo uma contra o participante frequente BATE Borisov, antes de cair nos play-offs contra o Legia Varsóvia.

Antes, o último time a chegar tão perto da maior competição da Europa havia sido o Shelbourne, em 2004. Na ocasião, o time só caiu diante do Deportivo La Coruña, semifinalista da temporada anterior. Empatou por 0 a 0 diante de 25 mil pessoas no estádio de Lansdowne Road, em Dublin, antes de sucumbir por 3 a 0 na Espanha.

O Shelbourne perdeu seu lugar na primeira divisão em 2007, por problemas financeiros, e desde então só jogou outras duas temporadas na elite, em 2012 e 2013.

A trajetória do Dundalk continuará no dia 29 com o primeiro jogo em casa, diante do Maccabi Tel-Aviv, de Israel. Não será no pequeno Oriel Park, com capacidade para 4.500 torcedores, onde manda seus jogos locais, mas no estádio público de Tallaght, casa do Shamrock Rovers.

Depois, virão dois confrontos com o milionário Zenit, da Rússia.

Alguém aposta na primeira vitória? A propósito, ela valeria 360 mil euros, mais de três vezes o prêmio do campeonato nacional.

Fonte: Leonardo Bertozzi

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Com desempenho e resultados acima do esperado, Tite também ganha primeiras 'dores de cabeça'

Leonardo Bertozzi
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Mowa Press
Philippe Coutinho em ação pelo Brasil contra a Colômbia em Manaus
Philippe Coutinho se destacou e pede espaço na Seleção Brasileira

Para quem tinha nada em termos de comando técnico, qualquer melhora já seria alguma coisa. Mas é inegável que a Seleção Brasileira apresentou, nas duas primeiras partidas sob o comando de Tite, mais do que se projetava para um início de trabalho. Tanto em termos de resultado, que significaram um salto da sexta para a segunda colocação nas Eliminatórias, quanto de desempenho, mesmo com o pouco tempo de treinamentos.

Os conceitos de jogo aplicados com ajuda de algo que o técnico chama de 'memória tática', a familiaridade com as funções que já exercem nos clubes, fizeram com que o Brasil parecesse um time treinado há mais tempo nas partidas contra Equador e Colômbia. Porém, estamos falando do começo de um processo que pode - e deve - passar por ajustes importantes ao longo da caminhada.

Já sabemos, por exemplo, que Tite não poderá repetir a formação dos dois primeiros jogos. Paulinho, suspenso por acúmulo de cartões, não enfrentará a Bolívia em Natal, ficando à disposição apenas para o jogo com a Venezuela em Mérida. O volante, que nos últimos três anos raramente jogou em seu melhor nível, era o nome mais contestado entre os onze titulares, mas foi escolhido por sua familiaridade com a maneira de jogar e teve atuações corretas.

Giuliano entrou no lugar de Paulinho no segundo tempo contra a Colômbia, mas não parece a melhor alternativa para sair jogando diante dos bolivianos. Entre os que Tite já chamou, a função poderia ser exercida por Lucas Lima, com caraterísticas mais adequadas para abrir uma defesa. Mas não será surpresa caso o técnico chame Allan, do Napoli, há muito tempo jogando em bom nível.

Outra discussão surge da boa participação de Philippe Coutinho no segundo tempo das duas partidas. É o suficiente para justificar pedidos de titularidade? Na entrevista coletiva depois do jogo em Manaus, Tite disse que não vê o jogador do Liverpool atuando centralizado no 4-1-4-1, mas destacou sua capacidade de adaptação ao lado direito, sendo que no clube inglês joga se movimentado da esquerda para centro.

Após vitória contra Colômbia, Bertozzi enaltece início do trabalho de Tite

Willian seria, em tese o mais ameaçado. Tite fez questão de afirmar que não passa a seus jogadores a ideia de que estão constantemente ameaçados de perder espaço no caso de uma partida ruim. Há que se lembrar, porém, que a concorrência ficará ainda mais acirrada com Douglas Costa à disposição. Seriam três nomes por uma vaga? Ou é possível cogitar que Neymar passe a jogar na função de Gabriel Jesus e seja o palmeirense a sair do time titular?

Fonte: Leonardo Bertozzi

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De '10 clássico' a 'todocampista'. Veja os gráficos da mudança de Renato Augusto

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi
'Todocampista': Calçade analisa evolução no posicionamento de Renato Augusto na carreira

Na entrevista coletiva de domingo em Manaus, Renato Augusto falou sobre a mudança de seu estilo de jogo ao longo dos anos.

Um dos destaques da conquista do ouro olímpico, o meia foi titular na estreia de Tite na Seleção Brasileira e manteve o bom desempenho contra o Equador, embora em função diferente da que exercia com Rogério Micale. Se na Olimpíada foi um dos volantes em um ousado 4-2-4, com o time principal reencontrou a função dos tempos de Corinthians, como meia central do 4-1-4-1.

TruMedia
Seleção Olímpica: um dos volantes do 4-2-4 de Micale
Seleção Olímpica: um dos volantes do 4-2-4 de Micale

"Eu era um 10 clássico quando subi para o profissional no Flamengo, mas percebi que aquela figura estava desaparecendo do futebol", argumentou. Ele chegou a ser utilizado até como atacante no Rubro-Negro, mas foi depois da ida para o Bayer Leverkusen que começou sua transformação. Renato admite que torceu o nariz para a ideia de jogar aberto, mas se adaptou. E, dependendo da circunstância do jogo, era centralizado como volante.

TruMedia
Leverkusen: ponta e volante. O início da transformação
Leverkusen: aberto ou central. O início da transformação

De mente mais aberta após a experiência alemã, Renato encontrou em Tite alguém capaz de potencializar seu jogo. "Ele (Tite) me dava abertura para discutir questões táticas. Foi com ele que alcancei meu melhor nível tático, físico e técnico", elogiou o meia. No Corinthians, além de deixar para trás os problemas de lesão que o atormentavam, tornou-se a principal peça das transições ofensivas. Recuava para qualificar o primeiro passe e 'clareava' o jogo.

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Corinthians: em seu auge, maior circulação pelo campo defensivo
Corinthians: em seu auge, maior circulação pelo campo defensivo

Na Seleção, com pouco tempo de treino antes das partidas, Tite procura aproveitar a familiaridade de Renato Augusto com o esquema. Ele faz com Paulinho a mesma função que fazia ao lado de Elias no Corinthians. "Se ele sai mais para o ataque, procuro ficar como segundo volante. Procuro ajudar e sempre que possível chegar mais à frente", lembrou.

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Contra o Equador: função semelhante à exercida com Tite no Corinthians
Contra o Equador: função semelhante à exercida com Tite no Corinthians

O principal desafio para Renato é se manter em bom nível atuando na China, onde a exigência técnica é menor. Ele garante que está lá 'para competir'. Mais uma adaptação necessária para quem já se redescobriu em algumas oportunidades.

Fonte: Leonardo Bertozzi, de Manaus, para o ESPN.com.br

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Clima quente entre Brasil e Colômbia domina entrevistas, e cabeça fria vira prioridade

Leonardo Bertozzi
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Getty Images
Copa America Brasil Colombia briga confusão Neymar Bacca
Em 2015, confusão após o jogo terminou com Neymar e Bacca expulsos

Expulsões e jogadas violentas fazem parte da história recente do confronto entre Brasil e Colômbia. Por isso, não é surpresa que os jogadores das duas seleções tenham sido tão questionados sobre o assunto desde a chegada a Manaus para o jogo da próxima terça-feira.

No último confronto entre as duas seleções principais, na Copa América de 2015, uma confusão no fim do jogo resultou nas expulsões de Neymar e Carlos Bacca. Já depois do apito final, o brasileiro chutou a bola no lateral Pablo Armero e esboçou uma cabeçada em Jeison Murillo. Bacca reagiu com um forte empurrão e também levou o vermelho. Neymar pegou um gancho de quatro jogos que o tirou do restante da competição e do início das Eliminatórias da Copa do Mundo.

Em 2014, numa das imagens que marcaram a Copa do Mundo, Neymar teve sua participação no torneio encerrada por uma fratura na terceira vértebra lombar, após joelhada do lateral Camilo Zúñiga. As duas seleções se reencontraram meses depois, em amistoso nos Estados Unidos, e a Colômbia terminou com dez jogadores. Juan Cuadrado levou o cartão vermelho por entrada violenta em Neymar.

O duelo pelos Jogos Olímpicos, mês passado, também foi dominado pela violência. Abusando das faltas, principalmente no primeiro tempo, a Colômbia recebeu seis dos sete cartões amarelos da partida. Por outro lado, houve reclamações colombianas sobre um lance duro em que Neymar poderia ter recebido o vermelho.

Em entrevista coletiva após o treino de sábado, na Arena da Amazônia, Paulinho falou sobre a necessidade de não permitir que o clima esquente dentro de campo. "Vai ter muito confronto, muito choque, temos de estar preparados para tudo isso", lembrou o volante. "Talvez tenha uma ou outra entrada mais forte, então temos de manter a cabeça no lugar".

Do lado colombiano, o ambiente pesado em campo é atribuído ao que consideram provocações excessivas, sobretudo de Neymar. Falando à rádio Caracol, o volante Carlos Sánchez não usou meias palavras: "Será importante evitarmos entrar nas provocações do Brasil", disparou. "Temos de nos dedicar a jogar a partida, estar mais concentrados no futebol. Somos todos conscientes disso e estamos preparados para não entrar em provocações".

Por causa da suspensão de Daniel Torres, Sánchez terá um novo companheiro no meio-campo - ou dois. O técnico José Pekerman tem mexido no desenho tático nos jogos fora de casa, e não está descartado que ele abra mão de um jogador mais ofensivo para reforçar a marcação na terça-feira.

Fonte: Leonardo Bertozzi, de Manaus, para o ESPN.com.br

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Clima quente entre Brasil e Colômbia domina entrevistas, e cabeça fria vira prioridade

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'Obsessão' da comissão técnica do Brasil, Colômbia tem armas para preocupar

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi
Gabriel Aponte/LatinContent/Getty Images
James Rodríguez comemora gol na vitória da Colômbia sobre a Venezuela
James Rodríguez comemora gol na vitória da Colômbia sobre a Venezuela

- Viram algo da Colômbia?

- Algo não, vimos tudo.

A rápida conversa com Edu Gaspar no hotel em que a Seleção Brasileira encontra-se hospedada em Manaus mostra o respeito que o adversário da próxima terça-feira merece. A Colômbia chega nesta sexta-feira à capital do Amazonas após vencer a terceira partida seguida nas Eliminatórias da Copa. Os 2 a 0 contra a Venezuela dizem pouco do que foi o jogo. Foram inúmeras chances desperdiçadas - incluindo dois pênaltis.

Um dos primeiros atos de Tite como técnico do Brasil foi viajar aos Estados Unidos para acompanhar os colombianos na semifinal da Copa América Centenário contra o Chile. No jogo de quinta, a missão de acompanhar 'in loco' coube ao analista de desempenho Fernando Lázaro, que exercia a função no Corinthians. Haverá tempo para entender o que houve de diferente entre o último jogo e todos os anteriores já observados.

Contra a Venezuela, a Colômbia contou com ótima atuação de Luis Muriel pela esquerda, confirmando o bom momento de início de temporada pela Sampdoria. Razão de alerta para o lado direito da defesa brasileira, que sofreu com as investidas de Jefferson Montero nos primeiros minutos em Quito. Macnelly Torres também fez boa partida e, por sua capacidade para o último passe, pode criar perigo, especialmente tendo um finalizador como Carlos Bacca à frente.

Mas o diferencial atende pelo nome de James Rodríguez. Esqueça o desempenho apagado de sua última temporada com o Real Madrid, quando deixou de ser figura indispensável. Pela Colômbia, James cresce. Na avaliação da comissão técnica do Brasil, ele é mais perigoso quando flutua da direita para o meio, rompendo as linhas e acelerando o jogo.

Um desfalque certo para o técnico José Pekerman é o volante Daniel Torres, suspenso por acúmulo de cartões amarelos. Há dúvidas sobre quem será o parceiro de Carlos Sánchez, um dos melhores contra a Venezuela, no meio-campo defensivo. Wilmar Barrios, Guillermo Celis e Sebastián Pérez são as alternativas.

Santiago Arias voltará de suspensão para assumir a lateral-direita, mas deve-se esperar dele pouca participação ofensiva. O apoio deve chegar mais pela esquerda, com Farid Díaz, campeão da Libertadores pelo Atlético Nacional.

TruMedia
Distribuição da Colômbia no primeiro tempo contra a Venezuela
Distribuição da Colômbia no primeiro tempo contra a Venezuela

Fonte: Leonardo Bertozzi, de Manaus, para o ESPN.com.br

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Comparado a 'facada' atual, torcedor de Manaus pagou pechincha para ver trio do Penta

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi

O jogo da próxima terça-feira entre Brasil e Colômbia, na Arena da Amazônia, marcará a volta das eliminatórias da Copa do Mundo a Manaus depois de treze anos.

No dia 10 de setembro de 2003, a Seleção derrotou o Equador por 1 a 0 e somou sua segunda vitória em dois jogos na caminhada para o Mundial da Alemanha. E se compararmos aos valores cobrados para o primeiro jogo de Tite em solo nacional, o torcedor amazonense pagou até barato para ver os pentacampeões.

Para a partida disputada no antigo estádio Vivaldo Lima, o Vivaldão, foram cobrados ingressos de R$ 35 na arquibancada e R$ 60 nas cadeiras. Desta vez, o ingresso inteiro mais barato, das cadeiras superiores, custa R$ 209 (R$ 104,50 a meia).

Originalmente o valor para o setor era de R$ 220, mas foi reduzido em um acordo entre a CBF e o Ministério Público do Estado do Amazonas, que entrou com uma ação contra o preço abusivo.

A conciliação ficou distante do desejo do MP de baixar em 60 por cento o valor do ingresso mais barato. A redução ficou em 5 por cento, além do compromisso de realização de um treino aberto ao público em Manaus, com a cobrança de um quilo de alimento não-perecível.

Outras cidades em que a Seleção atuou recentemente, como Salvador, Fortaleza e Recife, tiveram preços bem mais acessíveis em categorias semelhantes: entre R$ 60 e R$ 100. A CBF usou como justificativa o fato da menor capacidade do estádio amazonense em relação aos demais.

Corrigido pela inflação do período, o menor valor gasto em 2003 para ver Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho ficaria em R$ 79,91. Outro parâmetro possível é o do salário mínimo. Na época, R$ 35 correspondiam a 14,5% dos R$ 240 fixados.

Hoje, com o salário mínimo em R$ 880, o menor valor da entrada inteira para a Arena da Amazônia equivale a 23,75%.

Na última terça-feira, faltando exatamente uma semana para o jogo, cerca de 7 mil dos 40 mil ingressos colocados à venda ainda estavam disponíveis.

Em tempo: no jogo de 2003, a Seleção de Carlos Alberto Parreira vinha de uma boa vitória fora de casa sobre a Colômbia na estreia, mas mostrou pouco futebol ao público de Manaus. Diante de um Equador aplicado na defesa, o Brasil venceu com um magro 1 a 0, gol de Ronaldinho, e chegou a receber vaias no início do segundo tempo.

Fonte:  Leonardo Bertozzi, de Manaus, para o ESPN.com.br

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