Fogo amigo: Zagueiro que calou torcida da Juventus apoiou time na final da Champions

Leonardo Bertozzi
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Zagueiro Blanchard, do Frosinone, estava no estádio torcendo pela Juventus em Berlim
Zagueiro Blanchard, do Frosinone, estava no estádio torcendo pela Juventus em Berlim

No dia 6 de junho de 2015, Leonardo Blanchard era mais um entre os torcedores da Juventus no estádio Olímpico de Berlim, apoiando a Velha Senhora na final contra o Barcelona. Depois de 109 dias, era ele o responsável por impedir o que deveria ser uma vitória protocolar de seu time do coração. Jogando pelo Frosinone, o zagueiro fez o gol de empate nos acréscimos em pleno Juventus Stadium, pela quinta rodada da Série A.

Neto de um francês radicado na Toscana, Blanchard tem 27 anos e passou a maior parte da carreira sem imaginar que um dia enfrentaria a Juve. Revelado pelo Siena, onde nunca conseguiu estrear entre os profissionais, rodou entre times das divisões inferiores como Poggibonsi, Sangimignano, Pescina, Pergocrema, Pavia e FeralpiSalò.

O defensor foi contratado pelo Frosinone em 2012, quando o time ainda estava na terceira divisão. Três anos depois, já comemorava o acesso à Serie A, histórico para o clube. E o destino quis que Blanchard fosse o responsável pelo primeiro ponto do Frosinone na elite. O gol no campo da Juventus pode não ter sido com as cores que sonhava, mas foi assim mesmo especial.

"Para mim, esse gol é algo fantástico", declarou, emocionado, à Sky Sport. "É a coroação de um sonho de criança. Sou torcedor bianconero, estava em Berlim na final da Champions e agora estou aqui com lágrimas nos olhos".

Punida pelo "fogo amigo", a Juventus já se encontra dez pontos atrás da líder Inter.

Fonte: Leonardo Bertozzi

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Benjamin Button! Ibra desafia o tempo e faz o Milan sonhar

Leonardo Bertozzi
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Uma aposentadoria de luxo num gigante decadente. Muitos entenderam desta forma quando Zlatan Ibrahimovic retornou ao Milan no início do ano, após terminar sua experiência na Major League Soccer com o Los Angeles Galaxy. Hoje, está claro que era muito mais do que isso. Aos 39 anos, o sueco vive uma das melhores temporadas de sua carreira, fazendo o torcedor rossonero sonhar alto. 

No domingo, os dois gols de Ibra encaminharam o Milan à vitória por 3 a 1 sobre o Napoli no estádio San Paolo. Foi apenas a segunda vez neste século, e a primeira em mais de dez anos, que o time venceu em Nápoles pela Serie A. Na última, em outubro de 2010, ele também havia marcado, durante sua primeira passagem pelo clube.

O Milan lidera o campeonato com 20 pontos em oito jogos, e na pior das hipóteses pode brigar por um retorno à Champions League, que não disputa desde a temporada 2013/14. Em uma temporada atípica, com os impactos da COVID-19 se fazendo sentir, almejar o scudetto não é impossível.

Ao final da última temporada, a direção milanista tinha uma difícil decisão a tomar. O grupo Elliott, que controla o clube, já havia alcançado um acordo com o alemão Ralf Rangnick para coordenar o projeto esportivo - que se basearia na aposta em jovens e não englobaria Ibrahimovic - como técnico e diretor. 

Mas os resultados com Stefano Pioli começaram a aparecer, e veio a decisão de renovar seu contrato, rompendo o que estava apalavrado com Rangnick, então um dos homens fortes dos clubes da Red Bull.

Ibrahimovic comemora após marcar para o Milan sobre a Roma
Ibrahimovic comemora após marcar para o Milan sobre a Roma EFE

A opção por manter a confiança em Pioli abriu as portas para a continuidade de Ibra, e a resposta não podia ser melhor. Com 10 gols até a oitava rodada da Serie A, o sueco só tem um começo de temporada inferior ao de Marco van Basten, que marcou 12 no mesmo período em 1992/93. O mais impressionante é que esta marca foi alcançada mesmo ficando fora de duas rodadas por ter contraído a COVID-19.

Somando todas as competições desta e da última temporada, Ibrahimovic marcou 22 gols em 30 partidas, viajando numa média superior ao de seu primeiro início pelo clube. Foram 21 gols em 41 jogos na temporada 2010/11, sua primeira como rossonero - e a do último scudetto do clube, que precedeu o início da hegemonia da Juventus, campeã das últimas nove edições da Serie A.

Neste século, apenas na temporada 2003/04 o Milan somou 20 pontos nas oito primeiras rodadas. Naquela temporada, sob o comando de Carlo Ancelotti, acabou com o título. 

Agora, com um Ibra destes, está permitido sonhar.

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Última rodada da Nations League é um pedaço da Copa de 2022. Entenda as contas

Leonardo Bertozzi
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Disputada pela primeira vez em um ciclo de Copa do Mundo, a Nations League da Uefa pode ser considerada parte das eliminatórias para 2022. O regulamento do classificatório europeu prevê a participação de duas equipes pelo desempenho em seu mais recente torneio de seleções, atualmente na segunda edição, na repescagem que definirá as últimas três vagas do continente para o Mundial do Catar.

O sorteio de 7 de dezembro dividirá as 55 seleções europeias em dez grupos - cinco com seis seleções, cinco com cinco -, e destes a vencedora garantirá um lugar direto na Copa. As dez segundas colocadas jogarão a repescagem, assim como as duas melhores ganhadoras de grupos da Nations pela classificação geral. Em março de 2022, serão jogadas três chaves com quatro seleções cada, em eliminatórias de jogo único.

Como a Liga A, ou primeira divisão da Nations, tem seleções que não devem deixar de terminar entre as duas melhores colocadas de seus grupos nas eliminatórias, vencer os grupos da Liga B ganha importância especial. Quanto maior a pontuação, maiores as chances de estar à frente na "fila".

Para a definição das chaves das eliminatórias da Copa, valerá a próxima atualização do ranking da Fifa. Já estão confirmados os dez cabeças-de-chave: Bélgica, França, Inglaterra, Portugal, Espanha, Croácia, Itália, Dinamarca, Alemanha e Holanda. No segundo pote, resta apenas uma vaga ao lado de Suíça, Polônia, Suécia, País de Gales, Áustria, Ucrânia, Turquia, Sérvia e Eslováquia.

Nations League
Nations League Getty Images

Confira os jogos da última rodada e o que estará em jogo:

Liga A, Grupo 1

Quarta, 18/11
16h45 Bósnia (2 pontos) x Itália (9 pontos)
16h45 Polônia (7 pontos) x Holanda (8 pontos)

A Bósnia já está rebaixada, mas precisa da vitória para confirmar um lugar no pote 3 das eliminatórias. A Itália ganha o grupo se vencer. A Holanda toma a primeira posição dos italianos se bater a Polônia e a Bósnia arrancar ao menos um empate. Para a Polônia, a única solução é vencer e contar com uma derrota italiana, pois leva desvantagem no confronto direto.

A seleção que se classificar neste grupo será a sede da fase final da Nations League, em outubro de 2021. Para liberar estas datas, as participantes do Final Four ficarão em grupos com cinco equipes na eliminatórias.

Liga A, grupo 2

Quarta, 18/11
16h45 Bélgica (12) x Dinamarca (10)
16h45 Inglaterra (7) x Islândia (0)

Bélgica x Dinamarca é a "final" do grupo, com os belgas jogando pelo empate. A Islândia, que já sabe que estará no pote 3 das eliminatórias, se despede da Liga A.

Liga A, grupo 3

Terça, 17/11
16h45 Croácia (3) x Portugal (10)
16h45 França (13) x Suécia (3)

A França é a única classificada por antecipação para o Final Four. Se os campeões mundiais apenas cumprem tabela, assim como Portugal, o mesmo não pode ser dito de croatas e suecos, que lutam pela permanência na Liga A. 

Com o confronto direto e o saldo de gols iguais, a vantagem da Croácia está nos gols marcados - 7 a 3. Na prática, quem tiver o pior resultado cairá de divisão.

Liga A, grupo 4

Terça, 17/11
16h45 Espanha (8) x Alemanha (9)
16h45 Suíça (3) x Ucrânia (6)

A Alemanha deveria ter sido rebaixada na primeira divisão, mas um aumento no número de participantes da Liga A salvou a equipe de Joachim Löw. Agora, tem a chance de jogar a fase final, caso não perca em Sevilha. A Espanha precisa da vitória. 

No outro jogo do grupo, a Suíça só escapa da queda vencendo a Ucrânia por 1 a 0, 2 a 1 ou por diferença a partir de dois gols. 

(ATUALIZAÇÃO 17/11 11h40: a partida não será disputada por determinação das autoridades locais de saúde na Suíça, após casos de covid-19 na seleção ucraniana. O caso será submetido ao comitê disciplinar da Uefa)

Liga B, grupo 1

Quarta, 18/11
16h45 Áustria (12) x Noruega (9)
16h45 Irlanda do Norte (1) x Romênia (7*)

A Noruega não se apresentou para a partida contra a Romênia após ser impedida de viajar pelas autoridades de saúde do país, por causa de um caso de covid-19 no elenco. Caso a Uefa ratifique o resultado de 3-0 por "WO", os romenos vão a 7 pontos e a Irlanda do Norte está rebaixada. 

Para enfrentar a Áustria, os noruegueses montarão uma equipe "B" e precisarão vencer por qualquer placar (exceto 1 a 0) para conquistar o acesso. A Romênia pode já estar salva, mas uma vitória pode valer um posto no pote 2 do sorteio das eliminatórias, dependendo do resultado da Rússia.

Liga B, grupo 2

Quarta, 18/11
16h45 República Tcheca (9) x Eslováquia (4)
16h45 Israel (5) x Escócia (10)

Com vantagem no confronto direto, a Escócia só deixa de vencer o grupo se não superar Israel e os tchecos baterem a vizinha Eslováquia.

O mesmo vale para a briga pela permanência. A Eslováquia só escapa se vencer e Israel não somar os três pontos.

Liga B, grupo 3

Quarta, 18/11
16h45 Hungria (8) x Turquia (6)
16h45 Sérvia (3) x Rússia (8)

A Rússia só depende de si e tem bons motivos para bater a Sérvia. Uma vitória garante o acesso, no mínimo pela vantagem sobre a Hungria no confronto direto, e também confirma os russos no pote 2 para o sorteio das eliminatórias, posição hoje ameaçada por Romênia e Irlanda.

Em caso de empate ou derrota da Rússia, o vencedor de Hungria x Turquia se garante na Liga A. Derrota russa dá a vantagem do empate aos húngaros.

A Sérvia ainda pode escapar da queda, desde que vença a Rússia e a Turquia perca.

Liga B, grupo 4

Quarta, 18/11
16h45 Irlanda (2) x Bulgária (1)
16h45 País de Gales (13) x Finlândia (12)

A final entre País de Gales e Finlândia pode definir a melhor seleção da Liga B, que teria chances excelentes de um lugar na repescagem para a Copa. A vantagem do empate é dos galeses.

A Irlanda, que corre por fora por um lugar no pote 2 das eliminatórias do Mundial, precisa ao menos empatar com a Bulgária para garantir a permanência.

Liga C, grupo 1

Terça, 17/11
16h45 Luxemburgo (9) x Azerbaijão (5)
16h45 Montenegro (10) x Chipre (4)

Luxemburgo, que disputa com Chipre e Armênia um lugar no pote 4 das eliminatórias, sobe de divisão se obtiver um resultado melhor que o de Montenegro.

Para garantir a permanência, o Azerbaijão precisa da vitória ou que o Chipre não vença.

Na Liga C, o últimos colocados dos quatro grupos disputam play-offs de rebaixamento em março de 2022, já que são apenas dois grupos na Liga D.

Liga C, grupo 2

Quarta, 18/11
14h Armênia (8) x Macedônia do Norte (9)
14h Geórgia (6) x Estônia (2)

Classificada para a fase final da Euro, a Macedônia do Norte pode completar uma semana histórica com o acesso. Precisa pelo menos do empate com a Armênia.

A Geórgia já sabe que ficará na Liga C, enquanto a Estônia jogará os play-offs pela permanência.

Liga C, grupo 3

Quarta, 18/novembro
16h45 Grécia (11) x Eslovênia (13)
16h45 Kosovo (2) x Moldávia (1)

A Grécia precisa vencer para subir de divisão - e para diminuir as chances de ficar no pote 4 das eliminatórias, onde já está a Eslovênia.

Kosovo (pote 5) e Moldávia (pote 6) jogarão para garantir a permanência.

Liga C, grupo 4

Quarta, 18/novembro
12h Albânia (8) x Belarus (10)
12h Cazaquistão (4) x Lituânia (5)

Confrontos diretos pelo acesso e pela permanência, com Albânia e Cazaquistão jogando em casa e precisando vencer.

Liga D, grupo 1

Terça, 17/novembro
16h45 Andorra (2) x Letônia (4)
16h45 Malta (8) x Ilhas Faroe (11)

Na "final" entre Malta e Ilhas Faroe, os malteses precisam vencer por 1 a 0, 2 a 1 ou por dois ou mais gols de diferença.

Liga D, grupo 2

Terça, 17/novembro
16h45 Gibraltar x Liechtenstein

No único grupo com três seleções, San Marino já encerrou sua campanha com dois empates por 0 a 0 - a primeira vez na história que o pequeno país pontua em jogos consecutivos.

Liechtenstein precisa vencer Gibraltar por qualquer placar para ficar com a vaga na Liga C.

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Rei da pontaria, Leicester pode ser... o novo Leicester?

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi

A atípica temporada 2020/21 adiciona um grau de imprevisibilidade a campeonatos que nos últimos anos têm visto a briga pelo título se reduzir a poucos clubes. A Premier League não foge desta lógica, com o desgaste físico se fazendo notar em várias partidas - agravado pelo fato de ser a única das grandes ligas da Europa a não ter aprovado a norma das cinco substituições por equipe.

Se a porta está aberta para surpresas, um dos candidatos é o time que alcançou o resultado considerado por muitos o mais surpreendente do futebol em sua história recente. Campeão em 2015/16 contra todos os prognósticos, o Leicester City vai para a pausa das seleções como líder, depois de vencer o Wolverhampton por 1 a 0 no fim de semana. 

É verdade que os comandados de Brendan Rodgers também disputavam a liderança no ano passado, mas o contexto peculiar deste momento permite acreditar que as chances de repetir o feito sejam maiores. Já está claro que equipes como Liverpool e Manchester City não colocarão o sarrafo perto dos 100 pontos, como fizeram nos últimos anos.

O Leicester é um dos times que precisam conciliar a Premier League com uma competição europeia, mas está claro onde mora a prioridade neste momento. Na Liga Europa, Jamie Vardy ficou os 90 minutos no banco na última quinta-feira - e nem foi necessário para a goleada de 4 a 0 sobre o Braga, que manteve os 100% de aproveitamento no torneio continental. A partida contra os portugueses serviu ainda para atestar a evolução de James Maddison, que começou a temporada se recuperando de uma cirurgia no quadril.

Um dado que chama a atenção sobre o desempenho do Leicester é a capacidade de converter as chances em gols. Como mostra o gráfico abaixo, da plataforma ESPN/Trumedia, pouco mais da metade das conclusões do time (50,7%) vai na direção do gol, e praticamente uma em cada quatro  (24%) resulta em gol. 

Aproveitamento de finalizações por clube
Aproveitamento de finalizações por clube ESPN/Trumedia

A principal razão para o aproveitamento alto responde pelo nome de Jamie Vardy, que só precisou de 16 finalizações, das quais 12 no alvo, para marcar oito deles. Entre os jogadores com pelo menos cinco gols no campeonato, ele sobra na turma nos critérios de conversão de chances. Números que o credenciam na briga para terminar o campeonato como artilheiro pelo segundo ano consecutivo.

Aproveitamento de finalizações por jogador (mínimo 5 gols)
Aproveitamento de finalizações por jogador (mínimo 5 gols) ESPN

O Leicester, porém, é muito mais que Vardy. No meio-campo destaca-se o belga Youri Tielemans, que aparece entre no top-5 dos melhores recuperadores de bolas (62) e no top-10 das interceptações de passes (15), além de ter contribuído com três gols, sendo dois de pênalti.

Na defesa, o recém-chegado Wesley Fofana tem chamado a atenção. Com uma maturidade que faz duvidar de seus 19 anos, o francês se adaptou rapidamente e mostra virtudes de um jogador que se afirmará como um dos melhores da posição na liga. São apenas três gols sofridos nos sete jogos oficiais que Fofana começou, entre campeonato e Liga Europa. 

A atuação contra o Wolverhampton chamou a atenção do ex-atacante e hoje comentarista Gary Lineker. "Que jogador Fofana vai ser/já é", publicou em seu Twitter.

Há muita história a ser contada na sequência deste campeonato, mas será impossível não levar o Leicester em conta. Quem já conseguiu em situação muito mais improvável precisa se sentir confiante.

Jamie Vardy, atacante do Leicester
Jamie Vardy, atacante do Leicester Getty Images
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Revanche de semifinal, viagem mais longa e final não reconhecida pela Uefa: curiosidades dos jogos de quarta pela Champions

Leonardo Bertozzi
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A quarta-feira que encerra a primeira metade da fase de grupos da Champions League tem o reencontro de dois times que disputaram um lugar na última final, além da mais longa viagem desta etapa e um duelo que já foi final de um torneio que a Uefa não reconhece. Confira as curiosidades.

Dayot Upamecano e Kylian Mbappé durante disputa de bola durante semifinal da Champions League 2019-20
Dayot Upamecano e Kylian Mbappé durante disputa de bola durante semifinal da Champions League 2019-20 Getty Images

Chelsea x Rennes

- O goleiro Edouard Mendy trocou o Rennes pelo Chelsea em setembro, assumindo a titularidade no time londrino.

- É a segunda temporada consecutiva em que o Chelsea encontra um time da Ligue 1 na fase de grupos. Em 2019/20, venceu os dois jogos contra o Lille por 2 a 1.

- Estreante na Champions, o Rennes visitou times ingleses em duas ocasiões por outros torneios. Perdeu para o Aston Villa na semifinal da Copa Intertoto, em 2001, e para o Arsenal nas oitavas-de-final da Liga Europa, na temporada 2018/19.


Sevilla x Krasnodar

- Se na terça-feira o jogo entre Red Bull Salzburg e Bayern tinha a distância mais curta da fase de grupos, este é o jogo com a mais longa: 3.805 km entre as cidades.

- O Krasnodar disputa a Champions pela primeira vez, mas já encontrou o Sevilla numa fase de grupos de Liga Europa. Foi na temporada 2018/19, com os mandantes vencendo as duas partidas. As outras quatro visitas do Krasnodar à Espanha também terminaram em derrotas (Real Sociedad, Celta de Vigo, Valencia e Getafe).

- O único time russo a visitar o Sevilla e sair sem derrota foi o CSKA Moscou, que venceu por 2 a 1 para avançar nas oitavas-de-final da Champions 2009/10. Keisuke Honda marcou o gol da classificação.

Zenit x Lazio

- O Zenit já enfrentou cinco times italianos diferentes, mas é a primeira vez que encontra a Lazio. Bologna (Copa Uefa 1999/2000) e Milan (Champions 2012/13) venceram em suas visitas a São Petersburgo.

- A Lazio passou pelo Lokomotiv Moscou na semifinal antes de conquistar a última edição da Recopa, em 1998/99, e desde então nunca enfrentou outro adversário russo.

- O Zenit perdeu nove das últimas 13 partidas por competições europeias. A Lazio, oito das últimas 12.

Club Brugge x Borussia Dortmund

- As equipes se encontram na fase de grupos pela segunda vez em três temporadas. Em 2018/19, o único gol nos dois jogos foi o de Christian Pulisic, hoje no Chelsea, na vitória do Dortmund por 1 a 0 na Bélgica.

- A lembrança mais antiga de uma visita ao Brugge não é tão boa para os alemães. Na Copa Uefa 1986/87, os belgas reverteram a derrota por 3 a 0 no jogo de ida com uma goleada de 5 a 0 na volta.

- Erling Braut Haaland tem 10 gols em oito jogos na carreira por fases de grupos da Champions, passando em branco apenas uma vez.


Barcelona x Dynamo Kiev

- Primeiro confronto desde a temporada 2009/10, quando estiveram no mesmo grupo. O Barcelona venceu os dois jogos, com Lionel Messi marcando em ambos.

- Foi o único encontro deste século - os outros oito jogos entre as duas equipes foram na década de 1990. Andriy Shevchenko fez um hat-trick na goleada de 4 a 0 do Dynamo em pleno Camp Nou, na Champions 1997/98.

- Ainda representando a União Soviética, o Dynamo Kiev conquistou um título continental contra um time espanhol: fez 3 a 0 sobre o Atlético de Madrid na final da Recopa, em 1986. Quique Setién, ex-técnico do Barcelona, entrou no segundo tempo pelo Atlético.


Ferencvaros x Juventus

- Primeiro confronto entre as duas equipes em competições organizadas pela Uefa. A Juventus não enfrenta um adversário húngaro desde 1979, e o Ferencvaros não mede forças com um italiano desde 1966.

- Há, porém, um precedente importante na Copa das Feiras, considerada a precursora da Copa Uefa/Liga Europa. O gol de Máté Fenyvesi valeu a vitória do Ferencvaros sobre a Juventus por 1 a 0 na decisão do título de 1964/65 em Turim.

- A Juventus está a uma vitória de completar 100 na Champions League (1992-hoje). Barcelona, Real Madrid, Bayern e Manchester United são os únicos a alcançar a marca.

Istanbul Basaksehir x Manchester United

- Primeiro jogo da história entre os dois clubes. Em seu único confronto com um time da Premier League, o Basaksehir não conseguiu balançar as redes. Caiu na prorrogação contra o Burnley, na terceira fase preliminar da Liga Europa 2018/19.

- O Manchester United perdeu em suas duas últimas visitas à Turquia: 2 a 1 para o Fenerbahçe, pela Liga Europa 2016/17, e 1 a 0 para o Manchester United, pela Champions 2012/13. O último revés, no entanto, não bastou para frear o caminho do time até o título.

- O lateral-direito Rafael, do Basaksehir, disputou 170 partidas pelo Manchester United entre 2008 e 2015, conquistando três títulos da Premier League neste período. Do atual elenco do United, jogou com David De Gea, Paul Pogba, Luke Shaw, Juan Mata e Jesse Lingard.

RB Leipzig x Paris Saint-Germain

- Reedição de uma das semifinais da última temporada. O PSG venceu o jogo único em Lisboa por 3 a 0, chegando à final pela primeira vez. Também foi a melhor campanha do Leipzig no torneio, em sua terceira participação.

- Os técnicos Thomas Tuchel (PSG) e Julian Nageslmann (Leipzig) já haviam se enfrentado antes. Na temporada 2016/17, o Dortmund de Tuchel venceu uma e empatou a outra contrra o Hoffenheim de Nagelsmann.

- Nagelsmann desistiu da carreira de jogador após uma lesão no joelho em 2008 e foi escolhido como Tuchel, então no Augsburg, como analista de futuros adversários, iniciando assim a caminhada para se tornar treinador.

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Guardiola x Rafinha, Zidane x Conte, a viagem mais curta... Curiosidades dos jogos de terça na Champions

Leonardo Bertozzi
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Um confronto que desperta memórias da Copa de 2018. A viagem mais curta da fase de grupos. Adversários como técnicos e companheiros como jogadores. Confira curiosidades dos oito jogos que abrem nesta terça-feira a terceira rodada da fase de grupos da Champions League.

Lokomotiv Moscou x Atlético de Madrid

- É o terceiro ano consecutivo em que as duas equipes se encontram. Em 2018, fizeram oitavas-de-final da Europa League, e ano passado estiveram no mesmo grupo da Champions. Quatro vitórias para o Atlético, com placar total de 12 a 1.

- O Lokomotiv perdeu 13 das últimas 16 partidas disputadas por competições europeias. Na história contra representantes da Espanha, apenas duas vitórias em 18 jogos.

- Reencontros da Copa de 2018: a Rússia de Fedor Smolov eliminou a Espanha de Koke, que perdeu sua cobrança na decisão por pênaltis. Kieran Trippier marcou pela Inglaterra na semifinal, mas foi a Croácia de Corluka a avançar. Luis Suárez marcou nos 3 a 0 do Uruguai sobre a Rússia na fase de grupos.

Antoine Griezmann em ação pelo Atlético de Madrid contra o Lokomotiv Moscou, em 2018
Antoine Griezmann em ação pelo Atlético de Madrid contra o Lokomotiv Moscou, em 2018 Getty Images

Red Bull Salzburg x Bayern de Munique

- De Munique a Salzburgo, apenas 114 quilômetros: a mais curta distância em um jogo da fase de grupos nesta temporada. Apesar da proximidade, o confronto é inédito em competições oficiais - o Bayern nunca enfrentou um time austríaco de fora de Viena.

- Considerando a participação ainda como Casino Salzburg em 1994/95, é a terceira participação do time austríaco nos grupos, igualando a marca do Sturm Graz (1998/99, 1999/2000 e 2000/01).

- O Bayern ostenta uma sequência de 14 vitórias em competições europeias - venceu as onze partidas na campanha do título da Champions, superou o Sevilla na Supercopa e começou a fase de grupos batendo Atlético de Madrid e Lokomotiv.

Shakhtar Donetsk x Borussia Monchengladbach

- Mais um duelo a ser disputado pela primeira vez nos torneios da Uefa. Mas o Shakhtar tem vasta experiência contra times alemães, com 24 jogos no currículo - inclusive o que lhe deu a primeira conquista internacional. Em 2009, gols de Luis Adriano e Jadson valeram a vitória por 2 a 1 na prorrogação sobre o Werder Bremen na final da Copa Uefa (atual Liga Europa).

- O Gladbach eliminou um time ucraniano para chegar à sua única decisão de Copa dos Campeões, em 1977. Superou na semifinal o Dynamo Kiev, então representando a União Soviética, por 2 a 1 no placar agregado. Os alemães ficariam com o vice ao perder a final para o Liverpool.

- Caso entre em campo pelo Shakhtar, Taison chegará a 100 partidas na carreira por competições europeias. No elenco do time ucraniano, apenas o goleiro Andriy Pyatov (127) tem experiência maior.

Real Madrid x Internazionale

- As duas potências do continente fizeram final de Copa dos Campeões em 1964 - 3 a 1 para a Inter, em Viena -, mas se enfrentam pela primeira vez em um jogo oficial neste século. Estiveram pela última vez no mesmo grupo em 1998/99, com uma vitória para cada lado.

- O Santiago Bernabéu foi palco do último dos três títulos de Champions da Inter, em 2010. Mas o retorno ao local da vitória sobre o Bayern terá de esperar: com o estádio passando por reformas, o Real Madrid tem mandado os jogos em seu centro de treinamentos.

- Adversários como técnicos, Zinedine Zidane e Antonio Conte foram companheiros de time na Juventus entre 1996 e 2001. Conquistaram dois títulos da Série A, além de uma Copa Intercontinental, uma Supercopa europeia e uma Supercopa italiana.

Manchester City x Olympiakos

- Confronto inédito. Enquanto o City tem apenas um registro prévio contra times gregos (eliminou o Aris na Liga Europa 2010/11), o Olympiacos acumula 34 partidas contra ingleses - seis apenas na última temporada. Depois de cruzar com o Tottenham na fase de grupos da Champions, eliminou o Arsenal na Liga Europa antes de cair para o Wolverhampton.

- Em fases de grupos da Champions, o Olympiakos perdeu as últimas oito partidas como visitante, e um total de 12 das últimas 15, com duas vitórias e um empate.

- Pep Guardiola reencontra Rafinha, que foi seu jogador no Bayern entre 2013 e 2016. Neste período, conquistaram três títulos da Bundesliga, dois da Copa da Alemanha, um Mundial de Clubes e uma Supercopa europeia. O goleiro Ederson também trabalhou com o técnico adversário: Pedro Martins o dirigiu no Rio Ave em 2014/15.

Rafinha e Pep Guardiola em seus tempos de Bayern de Munique
Rafinha e Pep Guardiola em seus tempos de Bayern de Munique Getty Images

Porto x Olympique de Marselha

- O Porto leva vantagem no confronto: três vitórias e um empate, com todos os confrontos anteriores em fases de grupos de Champions. Os dois primeiros, na temporada 2003/04, foram duas vitórias dos Dragões no caminho para o título - que seria conquistado contra outro time da Ligue 1, o Monaco.

- Atual técnico do Marseille, André Villas-Boas dirigiu o Porto na temporada 2010/11, com grandes resultados: conquistou invicto a liga portuguesa e ainda venceu a Liga Europa, antes de assumir o Chelsea.

- Sérgio Conceição, treinador do Porto, marcou contra o Marseille com a camisa da Lazio, numa vitória por 2 a 0 na temporada 1999/2000. Também foi adversário do OM como treinador, em sua passagem pelo Nantes na temporada 2016/17.

Atalanta x Liverpool

- A Atalanta nunca enfrentou o Liverpool, mas tem boas lembranças do rival local dos Reds. Na temporada 2017/18, pela fase de grupos da Liga Europa, venceu o Everton por 3 a 0 em casa e por 5 a 1 fora.

- O Liverpool decidiu títulos cinco vezes contra times italianos, e embora nunca tenha vencido no tempo normal ou na prorrogação nestes confrontos, levantou a taça duas vezes nos pênaltis: em 1984, contra a Roma, e 2005, contra o Milan. Perdeu para a Juventus a Copa dos Campeões e a Supercopa europeia em 1985, e a final da Champions contra o Milan em 2007.

- O retrospecto da Atalanta como mandante em competições europeias registra apenas duas derrotas em 22 jogos: 2 a 1 para o Mechelen, da Bélgica, na semifinal da Recopa 1987/88, e 2 a 1 para Shakhtar, na fase de grupos da Champions 2019/20.

Midtjylland x Ajax

- O Midtjylland nunca enfrentou o Ajax ou qualquer time holandês. O time de Amsterdã, em quatro visitas anteriores à Dinamarca, só venceu uma vez: 2 a 1 sobre o Copenhague, pela terceira fase preliminar da Champions 2006/07.

- A campanha do Ajax na Champions 2018/19, quando chegou às semifinais, marcou a única vez que o time superou a fase de grupos nas últimas sete participações.

- O Midtjylland alcançou as quartas-de-final da Uefa Youth League, versão sub-19 da Champions, na última temporada - caindo justamente contra o Ajax.

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Guardiola x Rafinha, Zidane x Conte, a viagem mais curta... Curiosidades dos jogos de terça na Champions

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Quarta da Champions tem repetição de final 'alternativa'. Veja três curiosidades de cada jogo

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi

Duas finais europeias - uma delas bem alternativa - se repetem no complemento da segunda rodada da fase de grupos da Champions League, nesta quarta-feira. Veja três curiosidades de cada confronto.

Krasnodar x Chelsea

- Comprado pelo russo Roman Abramovich em 2003, o Chelsea enfrenta pela primeira vez o Krasnodar, estreante em fases de grupos de Champions League. Dos seis confrontos anteriores com times da Rússia, venceu os primeiros cinco e perdeu o último - 3 a 2 para o Rubin Kazan, nas quartas-de-final da Liga Europa 2012/13. O resultado, porém, bastou para a classificação por 5 a 4 no placar agregado.

- Contratado pelo Krasnodar em 2013, o atacante brasileiro Ari faz parte de mais da metade da história do clube, fundado em 2008. Nascido em Fortaleza, o jogador de 34 anos adquiriu a cidadania russa e chegou a fazer duas partidas pela seleção. Foi dele o gol do Krasnodar no primeiro jogo contra um time inglês: 1 a 1 com o Everton, na Liga Europa 2014/15. No jogo de volta, em Goodison Park, vitória dos russos por 1 a 0.

- Em 16 participações anteriores na fase de grupos da Champions, o Chelsea terminou com o primeiro lugar em 11. No entanto, foi segundo nas duas últimas que disputou (2019/20, atrás do Valencia, e 2017/18, atrás da Roma). O time carrega uma sequência de quatro eliminações nas oitavas-de-final.

Sevilla x Rennes

- "Dono" da Liga Europa, com seis conquistas no currículo, o Sevilla só terá a oportunidade de defender seu título se terminar em terceiro no grupo da Champions. Em cinco participações anteriores na fase de grupos, isso só aconteceu uma vez, em 2015/16. Nas outras quatro ocasiões, foram dois primeiros lugares (2007/08 e 2009/10) e dois segundos (2016/17 e 2017/18).

- O estreante Rennes tem boas lembranças da última visita a Sevilha. Foi na Liga Europa 2018/19, quando venceu o Betis por 3 a 1 e avançou com placar agregado de 6 a 4. Os outros jogos na Espanha registram uma derrota (3 a 1 para o Atlético de Madrid, em 2011/12) e um empate (0 a 0 com o Osasuna, em 2005/06).

- Jogador mais experiente do Rennes em competições europeias (45 jogos), o volante Steven N'Zonzi disputou 90 partidas pelo Sevilla entre 2015 e 2018, fazendo parte do time campeão da Liga Europa em 2015/16.

Club Brugge x Lazio

- Primeiro confronto da história entre os dois clubes. O Brugge tem vasta experiência contra times italianos, com 18 jogos, mas não venceu nos últimos nove. A última vitória foi um surpreendente 1 a 0 em San Siro contra o então campeão Milan, na temporada 2003/04.

- O maior feito do Brugge na competição também envolve um representante da Serie A. Para chegar à final de 1977/78, quando perdeu para o Liverpool, o time belga eliminou a Juventus nas semifinais: 2 a 0, na prorrogação, após devolver no tempo normal a derrota por 1 a 0 na ida.

- Considerando jogos a partir da fase de grupos, a Lazio venceu apenas duas das últimas 12 partidas pela Champions. A segunda foi justamente a última: 3 a 1 sobre o Borussia Dortmund, na primeira rodada. O time terminou em último lugar nas últimas três participações nos grupos (2007/08, 2003/04 e 2001/02).

O troféu da Uefa Champions League na sede da Uefa, na Suíça
O troféu da Uefa Champions League na sede da Uefa, na Suíça UEFA via Getty Images

Borussia Dortmund x Zenit

- No único confronto prévio, Dortmund e Zenit disputaram as oitavas-de-final da Champions 2013/14. Vitórias dos visitantes nos dois jogos e classificação dos alemães, que fizeram 4 a 2 em São Petersburgo e perderam em casa por 2 a 1.

- Apesar de ter apenas cinco vitórias em 20 jogos contra times alemães, o Zenit tem boas lembranças do país: na campanha do título da Copa Uefa em 2007/08, eliminou o Bayer Leverkusen nas quartas-de-final e o Bayern nas semifinais.

- Erling Haaland já sabe o que é marcar contra o Zenit. O jovem atacante balançou as redes pelo Molde diante dos russos nos playoffs da Liga Europa 2018/19. O time norueguês venceu por 2 a 1, mas caiu por 4 a 3 no agregado.

Ferencvaros x Dynamo Kiev

- Uma final europeia que se reedita: em 1975, então representando a União Soviética, o Dynamo Kiev conquistou a extinta Recopa (Copa dos Vencedores de Copas) ao vencer o Ferencvaros por 3 a 0 na decisão. O Dynamo era comandado pelo lendário Valeriy Lobanovskyi e contou com um gol de Oleg Blokhin, ganhador da Bola de Ouro daquele ano.

- Atual técnico do Ferencvaros, Serhiy Rebrov tem história importante no Dynamo Kiev como jogador e técnico. Em parceria de ataque com Andriy Shevchenko, ajudou o time a alcançar a semifinal da Champions na temporada 1998/99. Além de nove títulos nacionais em campo, ganhou mais dois como treinador (2014/15 e 2015/16).

- O Ferencvaros nunca voltou a enfrentar um time ucraniano, enquanto o Dynamo só registra um confronto com húngaro posterior à final de 1975: eliminou o MTK Budapeste na primeira fase da Copa Uefa 1989/90.

Juventus x Barcelona

- O outro jogo do grupo também é uma final de competição europeia repetida. Em 2015, o Barcelona ganhou seu mais recente título de Champions ao fazer 3 a 1 na Juventus, em Berlim. Foi a última aparição de Andrea Pirlo, atual técnico da Juve, como jogador do clube.

- Num confronto de retrospecto equilibrado, o visitante prevaleceu apenas uma vez em dez duelos além da final de 2015. Foi nas quartas-de-final da Champions 2002/03, quando Marcelo Zalayeta fez o gol da vitória por 2 a 1 da Juventus na prorrogação. O Barça ainda não sabe o que é vencer em Turim.

- Desde a inauguração do Juventus Stadium (atual Allianz Stadium), a Velha Senhora tem apenas quatro derrotas em 42 jogos por competições europeias em sua casa. Chegou a ficar cinco anos invicta até a derrota por 3 a 0 para o Real Madrid na ida das quartas-de-final da Champions 2017/18.

Lance da final da Champions 2014/15, entre Barcelona e Juventus
Lance da final da Champions 2014/15, entre Barcelona e Juventus Fishing4/Anadolu Agency/Getty Images

Manchester United x RB Leipzig

- Confronto inédito. O Manchester United acumula 31 partidas contra times alemães, a mais famosa delas a vitória por 2 a 1 sobre o Bayern na final da Champions 1998/99, com virada nos acréscimos. 

- Na era Champions League, desde 1992, o Manchester United é o time inglês com mais participações na fase de grupos (23). Também detém o recorde de classificações aos mata-matas entre os times da Premier League, com 18.

- Participando pela quarta vez de competições europeias, o Leipzig se deu bem no único confronto com um adversário inglês: venceu o Tottenham por 1 a 0 e 3 a 0 nas oitavas-de-final da Champions 2019/20.

Istanbul Basaksehir x Paris Saint-Germain

- Primeiro jogo entre as duas equipes, e também o primeiro do Basaksehir contra um time francês. O PSG, em dez duelos prévios com adversários turcos, perdeu três - todos como visitante.

- O PSG participa da fase de grupos da Champions pela 9ª temporada consecutiva, tendo sempre avançado aos mata-matas neste período. O clube, que completou 50 anos de existência, alcançou a final pela primeira vez em 2019/20, após três eliminações consecutivas nas oitavas-de-final.

- Técnico do Basaksehir, Okan Buruk enfrentou o PSG três vezes como jogador do Galatasaray. O time turco foi eliminado na Recopa 1996/97 após vencer em casa por 4 a 2 e perder fora por 4 a 0. Na segunda fase de grupos da Champions 2000/01, Buruk estava no lado vencedor em Istambul: 1 a 0.

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Quarta da Champions tem repetição de final 'alternativa'. Veja três curiosidades de cada jogo

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Reencontro de heróis e a reedição de uma virada histórica: três curiosidades de cada jogo da Champions nesta terça

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi

Um reencontro de heróis de títulos, a reedição de uma virada histórica, um time que perdeu os últimos dez jogos de Champions League. Saiba estas e outras curiosidades envolvendo os oito jogos desta terça-feira pela segunda rodada da fase de grupos.

Lokomotiv Moscou x Bayern

- No único confronto prévio, o time russo marcou o início da arrancada do Bayern para o título da Copa Uefa em 1995/96. Depois de surpreender com uma vitória por 1 a 0 em Munique, o Lokomotiv foi atropelado na volta em casa: 5 a 0, com dois gols de Jürgen Klinsmann abrindo o caminho.

- Herói da conquista de Portugal na Euro 2016, Éder reencontra Kingsley Coman, autor do gol do título do Bayern na Champions 2019/20 - e que esteve em campo pela seleção francesa naquela final no Stade de France. Os dois marcaram na primeira rodada da fase de grupos.

- O Bayern está invicto há 13 jogos como visitante por competições europeias e venceu os últimos oito. Mas perdeu na última visita à Rússia: 3 a 2 para o Rostov, na fase de grupos da Champions 2016/17.

Bayern venceu os últimos 13 jogos por competições europeias
Bayern venceu os últimos 13 jogos por competições europeias Divulgação: Twitter Bayern

Atlético de Madrid x Red Bull Salzburg

- Em dez participações prévias na fase de grupos da Champions, os colchoneros se classificaram em oito. A goleada de 4 a 0 sofrida contra o Bayern igualou os piores resultados do Atlético em sua história por competições europeias. 

- Atlético, que pela primeira vez enfrentará o Salzburg, tem retrospecto quase impecável contra times austríacos: cinco vitórias e um empate. Diego Costa, que será desfalque por lesão, marcou três gols nos dois jogos contra o Austria Viena na temporada 2013/14: dois nos 3 a 0 na Áustria, um nos 4 a 0 em Madri.

- Nesta temporada, o Salzburg se classificou para os grupos através das fases preliminares pela primeira vez, após uma sequência de treze eliminações. Uma delas foi contra um time espanhol: o Valencia, na temporada 2006/07.

Shakhtar Donetsk x Internazionale

- Os times se reencontram pouco mais de dois meses após da semifinal da Liga Europa em Düsseldorf, quando a Inter aplicou uma goleada de 5 a 0 no Shakhtar. No único confronto anterior, os nerazzurri avançaram na terceira fase preliminar da Champions de 2005/06.

- A conquista da Champions pela Inter em 2009/10, a última de um time italiano, passou pela Ucrânia. O time de José Mourinho perdia por 1 a 0 para o Dynamo Kiev até os 40 minutos do segundo tempo, mas conseguiu a virada com Diego Milito e Wesley Sneijder.

- Num elenco repleto de brasileiros, o Shakhtar conta com dois que obtiveram o passaporte ucraniano para defender a seleção do país: Marlos e Júnior Moraes. A lista de inscritos ainda tem Dodô, Ismaily, Vitão, Taison, Marcos Antônio, Dentinho, Tetê, Alan Patrik, Maycon, Marquinhos Cipriano e Fernando.

Borussia MönchengladbachReal Madrid

- Os times se reencontram 35 anos depois de uma das maiores viradas da história do Real Madrid. Goleado por 5 a 1 na Alemanha, o time merengue avançou na Copa Uefa 1985/86 ao fazer 4 a 0 em casa, com dois gols de Jorge Valdano e Santillana. 

- Gladbach está em sua terceira fase de grupos da Champions, tentando avançar às oitavas pela primeira vez. Nas duas anteriores, encontrou adversários espanhóis: Sevilla em 2015/16 (derrota por 3 a 0 e vitória por 4 a 2) e Barcelona em 2016/17 (derrotas por 2 a 1 e 4 a 0).

- Real Madrid venceu apenas sete de 33 jogos como visitante na Alemanha - mas seis nos últimos nove. Antes de 2014, a única vitória era um 2 a 1 sobre o Bayer Leverkusen na temporada 2000/01.

Vinicius Jr. comemora durante vitória do Real Madrid sobre o Barcelona
Vinicius Jr. comemora durante vitória do Real Madrid sobre o Barcelona Getty Images

Porto x Olympiakos

- É o primeiro duelo entre os dois clubes neste século, mas eles chegaram a se enfrentar em três temporadas consecutivas entre 1997/98 e 1999/2000. Foram cinco vitórias dos mandantes e um empate por 2 a 2 no Porto. Jardel marcou nos três confrontos em Portugal.

- Os técnicos Sérgio Conceição, do Porto, e Pedro Martins, do Olympiakos, são velhos conhecidos do futebol português. Eles se enfrentaram 14 vezes, com nove vitórias de Conceição e duas de Martins. O último trabalho de Martins em seu país foi no Vitória de Guimarães, entre 2016 e 2018.

- O último time grego a visitar o Porto venceu: o Panathinaikos, por 1 a 0, pelas quartas-de-final da Copa Uefa 2002/03. Na ocasião, o time português, dirigido por Mourinho, reverteu o placar fora de casa e avançou com um 2 a 0 na prorrogação, seguindo no caminho do título.

Olympique de Marselha x Manchester City

- Superado na estreia pelo Olympiakos, o Marseille acumula dez derrotas consecutivas na Champions, incluindo as seis de sua última participação, em 2013/14. O grupo também tinha um time inglês, o Arsenal, além de Napoli e Borussia Dortmund.

- O City, que enfrenta o Marseille pela primeira vez, não tem se dado bem contra times da Ligue 1. São quatro jogos sem vencer, série que vai da eliminação contra o Monaco na temporada 2016/17 até a derrota para o Lyon na última temporada.

- O elenco do Marseille tem apenas um jogador com mais de 50 partidas por competições europeias: o goleiro Steve Mandanda (87). No City, dois têm mais de 100 - Fernandinho (133) e Sergio Agüero (102) -, mas ambos são baixas por lesão.

Sterling e De Bruyne comemoram em partida pelo Manchester City
Sterling e De Bruyne comemoram em partida pelo Manchester City Getty Images

Liverpool x Midtjylland

- O último time dinamarquês a visitar Anfield, há 25 anos, saiu vencedor. Um gol de Dan Eggen, que disputaria duas Copas do Mundo pela Noruega, garantiu a vitória do Brondby por 1 a 0 e a eliminação dos Reds na segunda fase da Copa Uefa 1995/96.

- O Midtjylland quase alcançou feito semelhante em 2008/09, quando venceu o Manchester City por 1 a 0 nas preliminares da Copa Uefa. Mas um gol contra aos 44 minutos do segundo tempo fez com que o placar se repetisse na volta a favor dos ingleses, que avançaram nos pênaltis.

- Sadio Mané já conhece o adversário: esteve em campo no empate por 1 a 1 do Southampton com o Midtjylland nas preliminares da Liga Europa 2015/16. No jogo de volta, o senegalês ficou no banco de reservas e os Saints foram eliminados perdendo por 1 a 0.

Atalanta x Ajax

- A Atalanta nunca enfrentou um time holandês, mas o Ajax tem vasta experiência contra italianos. Três dos quatro títulos do time de Amsterdã na competição foram contra rivais da Serie A: Juventus (1972), Inter (1973) e Milan (1995). A história ainda registra a conquista da Supercopa contra o Milan (1974) e da Copa Uefa contra o Torino (1992), além da derrota para a Juventus na final da Champions em 1996.

- É a oitava temporada da história da Atalanta em competições europeias. Nas sete participações anteriores, chegou pelo menos às quartas-de-final em três. O clube de Bérgamo fez semifinal da extinta Recopa em 1987/88, quartas-de-final da Copa Uefa em 1990/91 e novamente quartas na Champions em 2019/20.

- O Ajax carrega uma invencibilidade de sete jogos contra times italianos: três contra a Juventus, quatro contra o Milan. O último revés foi na partida de ida pelos 16avos-de-final da Liga Europa 2009/10, em Amsterdã: 2 a 1, gols de Amauri. O empate sem gols na volta classificou a Velha Senhora.

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Maestro! Lenda do Manchester City faz sensação de LaLiga sonhar alto

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi

Os gramados espanhóis não tiveram o privilégio de ver os melhores anos de David Silva. A torcida do Manchester City, sim - e sua influência foi tamanha ao longo de dez temporadas que sua despedida motivou o plano de construir uma estátua em sua homenagem.

Aos 34 anos, o meia desistiu de um acordo apalavrado com a Lazio quando recebeu a oferta da Real Sociedad para voltar a jogar na liga espanhola nesta temporada. O clube de San Sebastián tinha a difícil missão de substituir o jovem Martin Odegaard, chamado de volta do empréstimo pelo Real Madrid - e o fez com inteligência.

Na última temporada, o time dirigido por Imanol Alguacil já tinha chamado a atenção por seu estilo de jogo. Competiu por uma vaga na Champions League, embora no fim tenha se contentado com um lugar na Liga Europa, e eliminou o Real Madrid para alcançar a final da Copa do Rei em um histórico dérbi basco com o Athletic Bilbao - cuja data ainda será remarcada, já que ambos pretendem esperar até que seja possível ter a presença dos torcedores.

Reconhecida por sua capacidade de formar jogadores, a Real Sociedad conta com um time jovem e com potencial para melhorar ainda mais. Entre os onze jogadores com mais minutos em campo nas sete primeiras rodadas do campeonato, apenas dois têm mais de 26 anos: David Silva e o ponta-direita Portu, contratado em 2019 do rebaixado Girona por uma pechincha de 10 milhões de euros.

David Silva em ação pela Real Sociedad
David Silva em ação pela Real Sociedad Getty Images

Seis titulares jogaram nas equipes de base, incluindo toda a linha de defesa formada pelos zagueiros Aritz Elustondo e Robin Le Normand e os laterais Andoni Gorosabel e Aihen Muñoz. Os outros são o volante Martín Zubimendi e o atacante Mikel Oyarzabal, este último integrante da seleção espanhola.

Um contexto perfeito para aproveitar a experiência e a rodagem de David Silva. A estreia teve de esperar depois de um teste positivo para COVID-19 logo na chegada, mas a espera valeu a pena.

Neste domingo, Silva teve sua melhor atuação pela Real na goleada de 4 a 1 deste domingo sobre o Huesca, que levou o time à liderança isolada de LaLiga. Ele deu assistências para os gols de Portu e do jovem sueco Alexander Isak. Mais do que isso, esteve sempre envolvido na construção das jogadas, movendo-se pelo campo e achando os companheiros livres.

Com duas assistências de David Silva e dois gols de Oyarzabal, Real Sociedad amassa Huesca e segue líder de LaLiga; veja abixo

Os momentos irregulares de Real Madrid e Barcelona permitem sonhar com um campeonato aberto. Para a Real Sociedad, que não começava tão bem desde a temporada 2002/03, a do último vice-campeonato, chegar à Champions é um objetivo realista.

Mas se os gigantes vacilarem, podem encontrar um rival à altura no time do maestro David Silva.

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Maestro! Lenda do Manchester City faz sensação de LaLiga sonhar alto

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Três curiosidades sobre cada confronto da Champions nesta quarta

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi
Bayern, de Hansi Flick, venceu as últimas doze partidas por competições europeias
Bayern, de Hansi Flick, venceu as últimas doze partidas por competições europeias Getty Images

Reedição de uma final e de um jogo anulado por causa de uma latinha. Um confronto de gigantes que levou mais de meio século para se repetir. Confira esta e outras histórias sobre os jogos de quarta-feira pela primeira rodada da fase de grupos da Champions League.

Red Bull Salzburg x Lokomotiv Moscou

- Desde que foi assumido pela multinacional de bebidas energéticas, o Salzburg nunca havia superado as fases preliminares da Champions até a atual temporada. Em sua primeira participação na fase de grupos, em 2019/20, a vaga foi obtida de forma direta.

- A Uefa registra nove partidas do Lokomotiv contra times austríacos, mas uma delas se realizou por um fato curioso. Em 2001/02, no confronto com o Tirol Innsbruck pela terceira fase preliminar, a vitória por 1 a 0 foi anulada porque o árbitro mostrou dois cartões amarelos ao mesmo jogador do time russo, sem expulsá-lo. Na nova partida, derrota por 1 a 0, mas classificação por 3 a 2 no placar agregado.

- É a sexta participação do Lokomotiv na fase de grupos, a terceira consecutiva. Nas últimas duas, o time terminou em último lugar, repetindo a mesma campanha: uma vitória e cinco derrotas.

Bayern x Atlético de Madrid

- Ainda em busca de seu primeiro título de Champions, o Atlético de Madrid vencia o Bayern até o último minuto da prorrogação na final de 1974, quando Hans-Georg Schwarzenbeck marcou o gol de empate. Dias depois, o Bayern venceu o jogo-desempate por 4 a 0.

- Na conquista de sua sexta Champions, na temporada passada, o Bayern se tornou o primeiro campeão com 100% de aproveitamento, vencendo todas as partidas no caminho para o troféu. O placar mais elástico foi contra um time de La Liga: 8 a 2 no Barcelona, nas quartas-de-final. Em setembro, o time de Hansi Flick levantou a Supercopa contra outro espanhol: o Sevilla, derrotado por 2 a 1 na prorrogação em Budapeste. Com este resultado, o Bayern ostenta 12 vitórias consecutivas por torneios europeus.

- O gol de Kingsley Coman na final contra o Paris Saint-Germain foi o 500º do Bayern na história da Champions (considerando a partir da fase de grupos). Apenas Real Madrid, com 567, e Barcelona, com 517, alcançaram antes esta marca.

Real Madrid x Shakhtar Donetsk

- O maior campeão da Champions mandará seus jogos na fase de grupos não no estádio Santiago Bernabéu, atualmente em reformas, mas no Alfredo Di Stéfano, situado dentro de seu centro de treinamentos. O campo tem sido utilizado também em LaLiga, desde a retomada do futebol após a pausa pela pandemia.

- O Real Madrid foi campeão na única temporada em que esteve no mesmo grupo do Shakhtar. Foi em 2015/16, com vitórias por 4 a 0 e 4 a 3 para os merengues. Cristiano Ronaldo marcou cinco vezes, e um dos gols do Shakhtar foi de Dentinho, que permanece no elenco ucraniano.

- Em 25 jogos contra times espanhóis, o Shakhtar tem mais vitórias como visitante (três) do que como mandante (duas). Uma delas foi contra o Barcelona, na temporada 2008/09, quando o time catalão conquistaria o título.

Internazionale x Borussia Mönchengladbach

- Um dos episódios mais polêmicos da história das competições europeias envolveu este confronto. Na temporada 1971/72, a Inter tomou uma goleada de 7 a 1 do Gladbach, mas conseguiu a anulação do jogo porque uma latinha de refrigerante atirada por um torcedor teria atingido Roberto Boninsegna na cabeça. Com a ordem do confronto invertida, a equipe de Milão avançou vencendo por 4 a 2 em casa e empatando sem gols em Berlim.

- O Gladbach teria sua vingança na temporada 1979/80, quando eliminou a Inter na campanha até a final da Copa Uefa (atual Liga Europa), com uma virada na prorrogação. Lothar Matthäus, que se tornaria um ídolo dos nerazzurri, jogava naquela equipe do Borussia, que perdeu o título contra o Eintracht Frankfurt. Aquela edição marcou a única vez em que quatro times do mesmo país fizeram as semifinais de um torneio da Uefa.

- A Inter vai para a terceira participação consecutiva na fase de grupos após seis anos de ausência, mas ainda não avançou às oitavas de final desde então. São duas temporadas terminando em terceiro lugar e passando à Liga Europa. O Gladbach não passou às oitavas nas duas participações anteriores (2015/16 e 2016/17).


         
     

Morata resolve, e Juventus estreia com vitória na Champions League 20/21

Manchester City x Porto

- É o primeiro encontro entre os clubes na Champions. O City eliminou o Porto da Liga Europa em 2011/12 com vitórias por 2 a 1 e 4 a 0 - Sergio Agüero marcou em ambas.

- Desde que terminou em último lugar em seu grupo na temporada 2012/13, o City tem sete participações consecutivas alcançando pelo menos as oitavas de final da Champions. Apenas em uma ocasião, porém, o time foi semifinalista, em 2015/16.

- O Porto inicia sua 24ª participação na fase de grupos, ficando atrás apenas de Real Madrid e Barcelona (25 cada). Na temporada passada, ficou de fora pela primeira vez desde 2010/11.

Olympiacos x Marseille

- O Marseille eliminou o Olympiacos no primeiro confronto entre eles, na Copa Uefa de 1994/95. Naquela temporada, o time francês estava na segunda divisão nacional - punido por um escândalo de corrupção que havia causado sua suspensão de torneios internacionais por um ano.

- O Olympiacos disputa a fase de grupos pela oitava vez em dez anos, mas apenas em uma destas ocasiões passou às oitavas-de-final. Para o Marseille, é um retorno após sete temporadas.

- Um dos principais jogadores do time grego, Mathieu Valbuena jogou 331 vezes pelo Marseille entre 2006 e 2014, com 38 gols marcados. Fez parte do elenco campeão da Ligue 1 em 2009/10, onde também estava o goleiro Steve Mandanda.

Ajax x Liverpool

- Os dois times somam dez títulos do torneio, mas não se encontram nele há mais de meio século. O Ajax eliminou o Liverpool na segunda fase da temporada 1966/67, com uma goleada de 5 a 1 em Amsterdã e empate por 2 a 2 na Inglaterra. Johan Cruyff fez um gol no primeiro jogo e os dois no segundo.

- Esta só não foi a decisão da temporada 2018/19 porque o Ajax levou uma incrível virada do Tottenham na semifinal, decidida no último minuto pelo terceiro gol de Lucas Moura.

- Desde a derrota para o Ajax de Cruyff, o Liverpool nunca mais perdeu para um adversário holandês. O rival mais frequente foi o PSV Eindhoven, contra o qual chegou a vencer cinco consecutivas entre 2006 e 2008.

Midtjylland x Atalanta

- Estreante, o Midtjylland é o quinto time dinamarquês a disputar a fase de grupos, e o primeiro desde o Copenhague em 2016/17.

- A única experiência do Midtjylland contra um adversário italiano terminou em duas goleadas: 5 a 0 e 4 a 1 para o Napoli, na fase de grupos da Liga Europa em 2015/16. O goleiro Mikkel Andersen é um dos remanescentes.

- Em sua primeira participação na Champions, na temporada passada, a Atalanta chegou às quartas de final, sucumbindo ao Paris Saint-Germain apenas nos acréscimos. Na fase de grupos, se classificou mesmo fazendo apenas um ponto nas quatro primeiras partidas, vencendo as duas últimas para avançar em segundo lugar, atrás do Manchester City.

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Três curiosidades sobre cada confronto da Champions nesta quarta

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É guerra? Nome da Fifa em projeto de superliga de clubes na Europa acende disputa por pote de ouro

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi

O sonho de alguns dos clubes mais poderosos da Europa de criar uma superliga fechada não é exatamente novo. A conversa aparece de tempos em tempos, especialmente quando é de interesse dos dirigentes barganhar por reformas nas competições que disputam.

O atual formato da Champions League, em que metade das vagas na fase de grupos é ocupada por times das quatro principais ligas, é um exemplo deste poder. A presença das grandes camisas é fundamental para o sucesso da competição de clubes mais rentável do mundo.

Porém, muitas vezes garantir vagas aos principais campeonatos não assegura que os times mais famosos estarão lá, certo? Quem não se lembra da declaração do presidente da Juventus e da Associação Europeia de Clubes (ECA, na sigla em inglês), Andrea Agnelli, questionando a presença da Atalanta na Champions por causa de "uma boa temporada"?

Surpresas como a Atalanta nas quartas de final ou mesmo o Leicester vencendo a Premier League são lindas para os apaixonados pelo esporte, mas incômodas para os clubes mais endinheirados. E quando a distribuição da grana sofre um impacto tão pesado quanto o causado pela COVID-19, cada um corre para defender o seu.

Primeiro, foi revelada uma tentativa de mexer no modelo democrático e diminuir o número de participantes da Premier League, liderada por Liverpool e Manchester United e apoiada pelos clubes das divisões inferiores, que receberiam uma bela compensação financeira. O plano encontrou forte oposição e foi rejeitado.

Champions League: qual equipe será campeã da competição? Bertozzi e Hofman opinam; assista abaixo

Novo projeto incendiário. E com chancela da Fifa?

Nesta terça-feira (20), surgiu na Sky britânica a informação de que os dois rivais do norte da Inglaterra estão juntos num outro projeto incendiário: uma liga continental que, ao contrário das outras já propostas, contaria com o apoio da Fifa. Na prática, uma declaração de guerra aberta à Uefa e à Champions como conhecemos.

De acordo com a Sky, investidores levantariam um fundo de cerca de US$ 6 bilhões para bancar a criação da 'Premier League europeia'. Mais de uma dúzia de times dos principais centros do futebol europeu já estariam em negociações para se tornarem membros fundadores da liga, cuja ideia inicial é contar com até 18 clubes.

O envolvimento da Fifa, destacado na matéria, é um ponto a não se negligenciar. Primeiro, porque a ideia de uma superliga sempre esbarrou em sua legalidade. Se fosse considerada pela entidade máxima do futebol uma liga 'pirata', seus jogadores ficariam impedidos de disputar a Copa do Mundo, por exemplo.

Por mais que o Mundial de seleções seja uma mina de ouro para a Fifa (a edição de 2018 gerou mais de US$ 5 bilhões), há um limite sobre o quanto ela pode oferecer - e um imenso potencial no futebol de clubes que ela mal toca. 

Que o atual formato do Mundial de Clubes é um fracasso de relevância global (e consequentemente de receitas), já entenderam faz tempo, tanto que ele será abandonado em prol de um modelo com 24 clubes, disputado a cada quatro anos. O primeiro deveria ser na metade de 2021, mas será remarcado por causa da readequação do calendário.

Num primeiro momento, os clubes europeus torceram o nariz para a ideia deste Mundial, mas foram convencidos pela linguagem que melhor conhecem: a do dinheiro.

Relembre os poucos gols de Ángel Di María pelo Manchester United, que nesta terça encara o PSG na Champions; assista abaixo

A Champions virou um problema?

O calendário internacional está garantido até 2024, mas há grande incerteza sobre o que virá depois. Discussões sobre o novo formato da Champions travaram depois que as ligas nacionais reagiram com veemência a um plano de atrelar boa parte das vagas ao desempenho na própria competição, diminuindo o peso dos campeonatos domésticos para a definição dos participantes.

As últimas discussões, noticiadas pelo Telegraph, também da Inglaterra, falam em formatos de 36 times, que garantiriam um mínimo de dez partidas por equipe na fase inicial. Sabendo que o calendário não ganhará mais datas por mágica, é inevitável pensar que os campeonatos sejam afetados. Sem falar nas pressões dos clubes por reformular o calendário das seleções.

Se este debate já era problemático, a pandemia colocou um novo ingrediente. Até hoje, as receitas geradas pela Champions só fizeram aumentar. Agora, há um impacto inevitável. De acordo com o The Times, outro veículo inglês, a Uefa informou aos clubes que as premiações das competições europeias devem ter cortes durante um período de cinco anos.

A mudança do formato da última Champions para jogos únicos permitiu que ela fosse concluída, mas não sem consequências financeiras. Ao entregar menos jogos que o previsto - e com atraso -, a entidade europeia precisou devolver parte do dinheiro dos direitos de transmissão.

Semana passada, em discurso na assembleia de sócios da Juventus, Agnelli estimou que a perda total do mercado do futebol europeu possa superar os 6 bilhões de euros.

Fifa
Fifa Fifa

Investidores têm interesses distintos

É importante lembrar que a presença de grandes investidores no futebol atende a interesses bem distintos. Clubes como Manchester City e Paris Saint-Germain, de propriedade de estados do Oriente Médio, servem como instrumento de propaganda e construção de imagem positiva, fenômeno que ganhou o apelido de 'sportswashing'.

O modelo de um bilionário apaixonado que pode colocar dinheiro a perder de vista num clube, muito popular na Itália dos anos 1980/1990, foi superado quando as normas endureceram.

No caso dos proprietários norte-americanos de Manchester United e Liverpool, por exemplo, o objetivo é o lucro. Eles não estão no esporte por paixão pelos clubes que compraram, mas pelo retorno financeiro que eles podem oferecer. Por este pensamento, se a lógica econômica superar a lógica esportiva, que assim seja.

Agora, eles podem estar no meio de uma disputa de poder que colocaria frente a frente Fifa e Uefa. A imagem de união do sistema futebol em tempos de pandemia durou menos tempo do que a pandemia em si. Alguém se surpreende?

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É guerra? Nome da Fifa em projeto de superliga de clubes na Europa acende disputa por pote de ouro

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Três curiosidades sobre cada confronto desta terça na Champions

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi

Um raro confronto de estreantes, um técnico que encontra o responsável por seu lançamento no futebol... Muitas histórias por trás das dezesseis partidas que abrem neste meio de semana a fase de grupos da Champions League. Veja três histórias de cada confronto.

PSG, de Neymar, enfrenta o Manchester United
PSG, de Neymar, enfrenta o Manchester United Getty Images

Chelsea x Sevilla

- Os dois últimos campeões da Liga Europa se enfrentam pela primeira vez em jogos oficiais.

- O Chelsea venceu apenas um dos últimos dez jogos contra times de La Liga - 2 a 1 sobre o Atlético de Madrid, na fase de grupos da Champions 2017/18. Na temporada passada, empate e derrota contra o Valencia.

- O último time inglês a vencer o Sevilla foi o Leicester, nas oitavas de final da Champions 2016/17. Desde então, seis jogos de invencibilidade para os espanhóis, incluindo vitórias sobre Wolverhampton e Manchester United no caminho para o título da Liga Europa.

Rennes x Krasnodar

- O primeiro jogo da história das duas equipes na fase de grupos da Champions. A última vez que duas equipes estrearam simultaneamente na competição foi na temporada 2011/12: Manchester City x Napoli.

- O Rennes, que enfrentará pela primeira vez um adversário russo, é o primeiro francês a estrear na fase de grupos desde o Montpellier, em 2012/13.

- Fundado em 2008 e promovido à primeira divisão em 2011, o Krasnodar disputou competições europeias em todas as temporadas desde 2014/15.

Zenit x Club Brugge

- O zagueiro Dejan Lovren, do Zenit, e o goleiro Simon Mignolet, do Brugge, são campeões europeus com o Liverpool em 2018/19. Mignolet, porém, não estará em campo após testar positivo para a covid-19. Outro par de campeões continentais tem Sebastián Driussi, do Zenit, e Éder Balanta, do Brugge, vencedores da Conmebol Libertadores com o River Plate em 2015.

- Nos únicos confrontos prévios entre os dois clubes, o Zenit ainda representava a União Soviética. Foi na Copa Uefa (atual Liga Europa), e o Brugge se classificou com uma goleada de 5 a 0 após perder por 2 a 0 a ida. O atacante da seleção dinamarquesa Kenneth Brylle Larsen marcou quatro vezes.

- O Brugge, que não vai à Rússia desde uma derrota para o Lokomotiv Moscou em 2002/03, é o quarto time belga a visitar o Zenit na Champions. Os outros três saíram derrotados: Anderlecht (2012/13), Standard Liège (2014/15) e Gent (2015/16).


         
     

Lazio x Borussia Dortmund

- Chuteira de Ouro da última temporada, o atacante da Lazio Ciro Immobile teve uma passagem sem brilho pelo Borussia Dortmund na temporada 2014/15, com três gols em 24 jogos pela Bundesliga e 10 em 34 jogos no geral.

- É a quinta participação consecutiva do Dortmund na fase de grupos, enquanto a Lazio retorna após treze anos. Em 2015/16, o time da capital italiana foi eliminado nos play-offs por um alemão, o Bayer Leverkusen.

- O Dortmund alcançou as oitavas de final em seis das últimas sete participações. Na temporada passada, superou a fase de grupos após ficar atrás do Barcelona e à frente de um time italiano, a Internazionale.

Dynamo Kiev x Juventus

- Em seu primeiro jogo de Champions como treinador, Andrea Pirlo encontrará o responsável por lançá-lo no futebol profissional. Foi Mircea Lucescu quem o escalou pela primeira vez no Brescia, em 1995. Os dois voltariam a trabalhar juntos na Inter.

- Pirlo estava em campo na última temporada em que a Juventus não superou a fase de grupos da Champions: 2013/14. A Velha Senhora ostenta um indesejável recorde de sete finais perdidas na competição, de um total de nove disputadas.

- Em duas visitas anteriores ao Dynamo, duas vitórias da Juventus: 4 a 1 nas quartas de final de 1997/98, com três gols de Filippo Inzaghi, e 2 a 1 na fase de grupos de 2002/03.

Barcelona x Ferencvaros

- Agora dirigido por Ronald Koeman, autor do gol do primeiro de seus cinco títulos na Champions, o Barça carrega uma sequência de 16 classificações consecutivas às oitavas de final. Além disso, terminou em primeiro lugar no grupo em todas as temporadas desde 2007/08.

- Lionel Messi tem apenas um confronto na história com uma equipe húngara: sua estreia pela seleção argentina, em 2005. Foi expulso dois minutos depois de entrar em campo.

- Primeiro time húngaro na fase de grupos em 11 anos, o Ferencvaros tem apenas uma participação prévia, em 1995/96. Naquela ocasião, perdeu por 6 a 1 para o Real Madrid na Espanha, mas arrancou um empate por 1 a 1 em casa.

Paris Saint-Germain x Manchester United

- As equipes se reencontram após um confronto épico nas oitavas de final de 2018/19. O Manchester United se tornou o primeiro time a era Champions League a se classificar após uma derrota em casa por dois gols ou mais. O PSG fez 2 a 0 em Old Trafford, mas sucumbiu em casa por 3 a 1, com Marcus Rashford marcando de pênalti nos acréscimos.

- Novo camisa 7 do Manchester United, Edinson Cavani é o maior artilheiro da história do PSG, onde atuou por sete temporadas, com 200 gols em 301 jogos. O reencontro, porém, terá de esperar a partida de volta. O uruguaio não viajou com a delegação a Paris.

- O "ex" ilustre no PSG é Ander Herrera, que disputou 189 partidas pelo United entre 2014 e 2019, conquistando uma Liga Europa, uma Copa da Inglaterra e uma Copa da Liga Inglesa.

RB Leipzig x Istanbul Basaksehir

- Somados, os dois clubes, que nunca se enfrentaram, têm apenas 64 partidas por competições europeias.

- Em sua primeira participação na Champions, em 2017/18, o Leipzig perdeu duas vezes para um adversário turco, o Besiktas.

- O Basaksehir é estreante na fase de grupos da Champions, mas marcou presença nas competições europeias em todas as temporadas desde sua primeira participação, em 2015/16.

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Tiro curto e vaga na Libertadores: como o futebol voltará na Argentina

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi

Suspenso desde março por causa da pandemia da covid-19, o futebol argentino já tem data para retornar: 30 de outubro. O retorno das equipes aos treinamentos foi autorizado em agosto, e aquelas que disputam a Conmebol Libertadores já voltaram a disputar partidas oficiais. Agora, os 24 times da primeira divisão têm compromisso marcado: a Copa da Liga Profissional.

Será uma espécie de torneio de transição para o retorno do campeonato, que a partir do ano que vem seguirá o calendário solar (como no Brasil), mas com um prêmio importante em jogo. O vencedor levará a vaga 'Argentina 2' na fase de grupos da Libertadores de 2021, a que inicialmente estava destinada ao campeão da Copa da Superliga, que acabou cancelada no primeiro semestre.

Caso o atual campeão argentino, o Boca Juniors, fique com o troféu, por já ser o 'Argentina 1' na Libertadores, terá a garantia de no mínimo disputar a Copa Sul-Americana em 2022. Na hipótese de o Xeneize se classificar para a 'Sula' ou para a Libertadores por outro caminho, caberá à AFA determinar o destino da vaga.

Samba, Tevez! Astro do Boca Juniors posta vídeo dançando com toda a família; assista abaixo


         
     



Os participantes da Copa da Liga Profissional foram divididos em seis grupos com quatro equipes cada. A definição dos cabeças-de-chave foi cercada por polêmicas: o Vélez, por critério de número de conquistas, foi selecionado à frente do Huracán, que tradicionalmente reivindica a alcunha de 'sexto grande'.

No fim das contas, Vélez e Huracán caíram no mesmo grupo e vão se enfrentar logo na primeira rodada.

Estas são as chaves sorteadas:

Grupo 1: Racing, Arsenal de Sarandí, Atlético Tucumán e Unión
Grupo 2: Independiente, Defensa y Justicia, Central Córdoba e Colón
Grupo 3: River Plate, Banfield, Godoy Cruz e Rosario Central
Grupo 4: Boca Juniors, Lanús, Talleres e Newell's Old Boys
Grupo 5: San Lorenzo, Argentinos Juniors, Aldosivi e Estudiantes
Grupo 6: Vélez Sarsfield, Huracán, Patronato e Gimnasia La Plata

Os times se enfrentarão dentro dos grupos em jogos de ida e volta, totalizando seis datas. Avançam à segunda fase os dois primeiros colocados de cada grupo, que formarão duas chaves sorteadas com seis equipes. Desta vez, confrontos em turno único, com os vencedores de grupos da primeira fase fazendo três partidas em casa e duas fora.

Os vencedores dos grupos farão a final, prevista para 17 de janeiro, em campo neutro.

O que acontece com os eliminados na primeira fase? Eles também continuam jogando, na mesma lógica dos classificados, mas com grupos que terão os terceiros e quartos colocados da primeira fase. O ganhador desta etapa, chamada 'Fase Complementación', desafiará o perdedor da final geral por um lugar na Sul-Americana de 2022.

Não há rebaixamento previsto, e nem os jogos contarão para a média que define o descenso em 2021.

Tevez em ação pelo Boca Juniors
Tevez em ação pelo Boca Juniors Marcelo Endelli/Getty Images

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Tiro curto e vaga na Libertadores: como o futebol voltará na Argentina

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Ameaça de fim de tabu, mestre contra pupilo e muito mais. Por que você não deve perder a 5ª rodada da Premier League

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi

Terminada a data Fifa, voltam as ligas nacionais. E a Premier League já retorna com um dérbi de peso, no qual há esperanças do fim de um longo tabu. 

Veja, abaixo, informações e curiosidades dos jogos da quinta rodada:

Klopp irritado durante jogo do Liverpool na Premier League
Klopp irritado durante jogo do Liverpool na Premier League ESPN

Everton x Liverpool
Sábado, 8h30, com transmissão de ESPN Brasil e ESPN App

O Liverpool carrega uma invencibilidade de 22 jogos contra o Everton, a maior série sem perder já estabelecida pelo clube contra qualquer adversário. Na Premier League, a sequência é de 19 partidas: desde os 2 a 0 para os Toffees em outubro de 2010.

Seria a maior chance dos últimos tempos para o fim do tabu? Enquanto o atual campeão vem de levar uma goleada de 7 a 2 do Aston Villa, o time de Carlo Ancelotti venceu as quatro primeiras partidas. O último início do Everton com cinco vitórias na liga foi há mais de 80 anos, na temporada 1938/1939.

Com Alisson fora por lesão, o criticado Adrián terá uma prova de fogo contra o potente ataque de Richarlison e Dominic Calvert-Lewin, este último eleito o melhor jogador de setembro na Premier League. Ancelotti, comandante do Everton, ganhou o prêmio como melhor técnico.

Carlo Ancelotti foi o técnico do mês de setembro
Carlo Ancelotti foi o técnico do mês de setembro EFC

Chelsea x Southampton
Sábado, 11h, com transmissão do Fox Sports

Protagonista de um mercado ousado, o Chelsea conta com o bom momento de Kai Havertz, que marcou um gol e deu três assistências nos três jogos da semana com a seleção alemã - uma delas para o companheiro de equipe Timo Werner.

Nem tudo foi boa notícia na data Fifa, porém. Contratado para assumir a titularidade no gol, Edouard Mendy se lesionou com a seleção senegalesa e deve ficar de fora. Por outro lado, Hakim Ziyech e Christian Pulisic voltaram aos treinos com o grupo e são opções para Frank Lampard.

O Southampton, que venceu em Stamford Bridge na última temporada, busca a terceira vitória consecutiva no campeonato, algo que não consegue desde 2016.


Chelsea fez 4 a 0 no Crystal Palace, com dois gols de Jorginho, na última rodada da Premier League; assista abaixo

Manchester City x Arsenal
Sábado, 13h30, com transmissão de ESPN Brasil e ESPN App

Mais um encontro do mestre Pep Guardiola com o pupilo Mikel Arteta, seu ex-auxiliar. Na Premier League, o Manchester City venceu os últimos seis confrontos com um placar agregado de 17 a 2. Arteta, porém, levou a melhor na semifinal da Copa da Inglaterra (FA Cup), com uma vitória crucial no caminho do título.

Guardiola terá de superar uma ausência importante, a de Kevin De Bruyne, ausente por problemas físicos - afinal, são cinco gols e duas assistências nos últimos oito jogos do belga como titular contra o Arsenal na liga. Nos Gunners, possível estreia para Thomas Partey, principal reforço do clube na janela de transferências.

Desde uma vitória por 3 a 0 em outubro de 2010, o Arsenal só voltou a vencer no campo do City em uma oportunidade: 2 a 0, na temporada 2014/2015, com gols de Cazorla e Giroud.
 
Newcastle x Manchester United
Sábado, 16h

Depois de levar 6 a 1 do Tottenham, o United tem a segunda pior defesa do campeonato: 11 gols sofridos, à frente apenas do West Bromwich (13). A última vez que o time chegou ao confronto atrás do Newcastle na tabela foi na temporada 2013/2014.

Ole Gunnar Solskjaer não contará com Anthony Martial, suspenso por três jogos, e terá de esperar para escalar Edinson Cavani. O reforço uruguaio ainda cumpre a quarentena obrigatória após desembarcar no Reino Unido.

No Newcastle, a grande notícia da semana foi a renovação do contrato de Alain Saint-Maximin. O ponta francês, um dos melhores dribladores da liga, comprometeu-se com os Magpies até 2026.

Sheffield United x Fulham
Domingo, 8h

A partida reúne os piores times do campeonato: ambos perderam as quatro primeiras partidas e nem chegaram a estar em vantagem no placar. 

O Sheffield United foi sensação da última temporada, brigou por vaga em competições europeias, mas caiu de rendimento na reta final e ainda não se recuperou.

O Fulham, promovido ao vencer os playoffs da Championship, apresenta problemas defensivos, com 11 gols sofridos, e só marcou em um dos quatro jogos até aqui.

Crystal Palace x Brighton
Domingo, 10h, com transmissão de ESPN Brasil e ESPN App

Rivalidade histórica no 'dérbi da A23', assim conhecido por causa do nome da estrada que os conecta. O Palace tem a maior média de idade entre os titulares até agora (29 anos e 89 dias), e o Brighton a menor (24 anos e 326 dias).

O Palace venceu o último duelo por 1 a 0, em fevereiro, e tentará vitórias consecutivas sobre o rival pela primeira vez desde setembro de 2011. 

Graham Potter, técnico do Brighton, nasceu em 1975 - um ano antes de Roy Hodgson, atual comandante do Palace, iniciar sua carreira de treinador.

Tottenham x West Ham
Domingo, 12h30, com transmissão de ESPN Brasil e ESPN App

A possível reestreia de Gareth Bale é uma atração do confronto. David Moyes não sabe o que é vencer José Mourinho em jogos oficiais: 14 confrontos, sendo 12 na Premier League, com nove vitórias do português e cinco empates.

A semana foi de polêmica, com Mourinho criticando o técnico da seleção inglesa, Gareth Southgate, pela utilização de Harry Kane. O atacante já participou de nove gols no campeonato, marcando três e dando passe para outros seis.

Recuperado da COVID-19, Moyes volta à beira do campo. O comando à distância funcionou muito bem - vitórias sobre Wolverhampton (4 a 0) e Leicester (3 a 0). Gols também não têm faltado aos Spurs. Antes dos 6 a 1 no Manchester United, o time fez 7 a 2 no Maccabi Haifa, de Israel, pela Liga Europa.

Leicester x Aston Villa
Domingo, 15h15, Fox Sports

Quase rebaixado na última temporada, o Villa teve um começo impecável, vencendo três jogos - o último deles por 7 a 2 contra o Liverpool. Para o último começo com quatro vitórias é preciso voltar à temporada 1930/1931.

No campeonato passado, o Leicester levou vantagem no confronto pela Premier League, com goleadas de 4 a 1 e 4 a 0. Jamie Vardy fez quatro dos oito gols. Na Copa da Liga Inglesa, porém, o time de Birmingham levou a melhor na semifinal, graças ao gol de Trézeguet nos acréscimos do jogo de volta.

O Aston Villa conta com Douglas Luiz, um dos destaques da seleção brasileira nas duas vitórias pelas eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2022.

West Ham surpreendeu e impôs 1ª derrota ao Leicester na Premier League; assista abaixo

West Bromwich x Burnley
Segunda, 13h30, com transmissão de ESPN Brasil e ESPN App

Pior defesa do campeonato, o West Bromwich ainda não sabe o que é vencer, além de ter a pior defesa. O time ao menos somou um ponto, enquanto o Burnley totaliza três derrotas em três jogos. 

O quarto revés marcaria o pior início do Burnley desde a temporada 2002/2003, quando estava na segunda divisão. Na temporada passada, os comandados de Sean Dyche ficaram em décimo lugar, terminando pela segunda vez na parte de cima da tabela em quatro temporadas desde o último acesso.

O retrospecto recente é favorável ao WBA, que só perdeu um dos últimos seis duelos de campeonato.

Leeds United x Wolverhampton
Segunda, 16h, com transmissão de ESPN Brasil e ESPN App

Um duelo que a Premier League não vê desde a temporada 2003/2004, quando ambos terminaram rebaixados. Desde então, todos os confrontos foram pela segunda divisão. Os Wolves venceram os três últimos, o Leeds os três anteriores.

O Leeds de Marcelo Bielsa tem confirmado as expectativas de bom entretenimento em seus jogos, e o técnico argentino conta com um reforço a mais para a temporada: o ponta brasileiro Raphinha, vindo do Rennes, da França.

Jogadores do Wolverhampton tiveram boa semana com suas seleções. Rui Patrício passou sem sofrer gol por Portugal contra Espanha, França e Suécia, enquanto Adama Traoré, enfim, estreou pela seleção espanhola.

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'Vou de táxi', Haaland sem Euro, fim de tabu e goleiro desaposentado: os casos da data Fifa na Europa

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi

O futebol de seleções tem muitos críticos, especialmente em tempos de pandemia, mas a data Fifa de outubro na Europa foi repleta de histórias curiosas, entre amistosos, playoffs da Euro 2020 e rodadas da Nations League.

Conheça alguns dos casos.

Vou de táxi

A Islândia perdeu todos os oito jogos de Nations League de sua história - e o revés dessa quarta-feira (14) par a Bélgica (2 a 1, dois de Romelu Lukaku) selou o segundo rebaixamento em duas participações. O primeiro só não se concretizou porque a Uefa decidiu mudar o número de participantes da Liga A (a primeira divisão) de 12 para 16 seleções.

A preparação islandesa foi prejudicada por um teste positivo para COVID-19 na comissão técnica, que colocou todos em quarentena, incluindo o técnico sueco Erik Hamren. O técnico da seleção sub-21, Arnar Vidarsson, que vive na Bélgica, teve de cruzar o Canal da Mancha em um táxi até à Inglaterra e de lá pegar um avião para dirigir a equipe principal em Reykjavik.

Apesar do rebaixamento na Nations, a Islândia venceu seu jogo mais importante da semana - 2 a 1 sobre a Romênia - e avançou à final dos playoffs para a Euro 2020. Em novembro, os islandeses jogam fora de casa contra a Hungria na decisão da vaga.

Um Eriksen feliz

Na Inter de Milão, Christian Eriksen sofre para ter oportunidades com Antonio Conte. Na seleção dinamarquesa, o meia continua sendo decisivo. Foi dele o gol de pênalti que definiu no primeiro tempo a vitória por 1 a 0 sobre a Inglaterra, que já jogava com um a menos após a expulsão de Harry Maguire. 

A Dinamarca, que não vencia em Wembley desde 1983, perdeu apenas dois de seus últimos 40 jogos. Nesta data Fifa, foram três jogos e três vitórias, aproximando o time de um lugar como cabeça-de-chave para o sorteio das eliminatórias da Copa do Mundo de 2022, em dezembro.

No grupo da Nations League, dinamarqueses e ingleses têm 7 pontos e perseguem a líder Bélgica, que tem 9.

Fim da espera?

Fora das grandes competições desde a Copa do Mundo de 1998, quando foi a primeira adversária do Brasil, a Escócia entendeu a Nations League como um caminho para crescer. O atual time tem Andrew Robertson, lateral-esquerdo do Liverpool, como seu principal nome, e bons valores individuais, como John McGinn, do Aston Villa.

Vencedora do seu grupo na primeira edição, garantiu um lugar nos playoffs para a Euro 2020 e disputará a vaga com a Sérvia após superar Israel nos pênaltis.

Na Nations, os escoceses somaram vitórias por 1 a 0 sobre Eslováquia e República Tcheca, alcançando 10 pontos de 12 possíveis e tomando a dianteira na luta pelo segundo acesso consecutivo. Ryan Fraser, recém-contratado pelo Newcastle, fez o gol decisivo contra os tchecos.

Haaland matador, mas sem Euro

O fenômeno Erling Braut Haaland terá de esperar para disputar sua primeira grande competição pela Noruega, batida pela Sérvia nas semifinais dos playoffs da Euro. Mas parece apenas questão de tempo para o jovem atacante do Borussia Dortmund, que começa bem sua trajetória na seleção.

Haaland, que marcou três vezes na goleada de 4 a 0 sobre a Romênia, soma seis gols em apenas sete partidas pela equipe principal. Com nomes como Martin Odegaard (Real Madrid) e Alexander Sorloth (RB Leipzig) ao seu lado, a tendência é de crescimento no próximo ciclo.

Na Nations, a Noruega tem 9 pontos, ao lado da Áustria, contra a qual deve disputar o acesso à Liga A na última rodada. Uma boa colocação ajuda na disputa pelas vagas na Copa de 2022, já que os dois melhores colocados da Nations que não terminarem em primeiro ou segundo lugar em seus grupos terão acesso às repescagens.

Gols que faltam, gols que sobram

A falta de um camisa 9 indiscutível parece pesar para a seleção espanhola. Antes desta data Fifa, a última partida sem marcar havia sido na eliminação da Euro 2016, contra a Itália. Nos três jogos desta semana, apenas um gol marcado, por Oyarzábal, na vitória por 1 a 0 sobre a Suíça.

A Espanha ficou no 0 a 0 no amistoso com Portugal e, na Nations, perdeu por 1 a 0 para a Ucrânia. O resultado só não custou a liderança porque a Alemanha empatou por 3 a 3 com a Suíça, repetindo o resultado do amistoso contra a Turquia.

Neuer leva golaço de cavadinha, Gnabry salva com pintura de letra, e Alemanha e Suíça empatam em 3 a 3; veja os gols abaixo


         
     

Se o ataque parece engrenar, com Timo Werner e Kai Havertz executando uma parceria que anima o torcedor do Chelsea, a defesa de Joachim Löw continua deixando muitas dúvidas - a ponto de muitos questionarem se não foi precipitada a decisão de acabar com as histórias de Jerome Boateng e Mats Hummels na equipe nacional.

Muito mais que CR7

Cristiano Ronaldo é o único jogador europeu a superar a marca de 100 gols por uma seleção - e, ainda assim, Portugal se vira bem sem ele. Ganhou a Euro 2016 depois de sua lesão na final e avançou às finais da primeira Nations League enquanto ele descansava.

Na vitória por 3 a 0 sobre a Suécia, CR7 ficou fora após testar positivo para a COVID-19. Coube a Diogo Jota brilhar na ausência do craque da Juventus. O novo reforço do Liverpool deu a assistência para Bernardo Silva abrir o placar e marcou os outros dois.

O resultado deixou os suecos à beira do rebaixamento: só uma vitória em casa sobre a Cróacia, em novembro, evitará que cheguem à última rodada já condenados.

Diogo Jota brilhou na vitória de Portugal
Diogo Jota brilhou na vitória de Portugal Federação Portuguesa de Futebol

Lewandowski ensina

Itália e Holanda, que empataram por 1 a 1, sentiram falta de poder de fogo. O gol de Donny van de Beek foi o primeiro da Oranje em três jogos com Frank de Boer. 

A Itália teve Andrea Belotti titular contra a Polônia e Ciro Immobile contra os holandeses, mas foi de Lorenzo Pellegrini o único gol nas duas partidas.

Melhor para a Polônia de Robert Lewandowski, que brilhou nos 3 a 0 sobre a Bósnia com dois gols e uma assistência, levando sua seleção à liderança do grupo - cujo vencedor sediará a fase final da Nations no segundo semestre de 2021.

Goleiro desaposentado

A semana começou com fortes emoções para a Ucrânia - com três goleiros testados positivos para COVID-19, foi necessário que o ex-goleiro Oleksandr Shovkovskiy voltasse a colocar as luvas para ficar no banco de reservas no amistoso contra a França.

Shovkovskiy não precisou entrar e viu Georgiy Bushchan, do Dínamo de Kiev, atuar na goleada de 7 a 1 dos franceses. Bushchan ainda falhou na derrota por 2 a 1 para a Alemanha, embora tenha feito boas defesas. Seu dia de glória chegaria contra a Espanha, quando fechou o gol e foi determinante na vitória por 1 a 0 do time de Andriy Shevchenko.

A Ucrânia, que já ficou à frente de Portugal em seu grupo nas eliminatórias da Euro, tem os mesmos 6 pontos da Alemanha e colou na líder Espanha, que tem 7.

Ucrânia surpreende Espanha e embola grupo 4 da Liga das Nãções; assista abaixo


         
     

Freguesia

As vitórias da França sobre a Croácia já se tornaram um costume. Os Bleus venceram por 4 a 2 na final da Copa de 2018, vinte anos depois de eliminar os mesmos rivais na semifinal no Mundial que disputaram em casa. Com os 2 a 1 de quarta-feira pela Nations, são seis vitórias e dois empates em um total de oito confrontos na história.

Depois de a França sair na frente com Antoine Griezmann e perder chances de ampliar, Nikola Vlasic deixou tudo igual. Mas Kylian Mbappé apareceu para concluir uma bela jogada criada por Paul Pogba e Lucas Digne, garantindo os três pontos que mantêm a disputa acirrada com Portugal pelo primeiro lugar do grupo.

Festa dos nanicos

Na cota alternativa da semana, San Marino pôde festejar o empate por 0 a 0 com Liechtenstein - mesmo que possa lamentar a chance perdida da vitória, num jogo em que finalizou 17 vezes. Foi o primeiro ponto fora de casa desde 2001 para a pequena república encravada na Itália.

Na Liga C, a surpresa é Luxemburgo, que venceu Montenegro fora de casa por 2 a 1 e assumiu a liderança do grupo. O gol da vitória foi de Danel Sinani, que já tinha feito ambos nos 2 a 0 sobre Malta. 

Sinani tem no currículo um gol contra o Sevilla na Liga Europa, quando atuava pelo Dudelange, e chamou a atenção do Norwich City, que o contratou antes de emprestá-lo ao Waasland-Beveren, da Bélgica.

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'Big Picture' para quem? Projeto de reforma é tentativa de golpe dos gigantes ingleses

Leonardo Bertozzi
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O futebol inglês entrou em ebulição desde o último domingo (11), quando uma matéria do jornal The Telegraph revelou o 'Project Big Picture', um plano de reforma estrutural que afetaria a Premier League e as divisões inferiores.

A pandemia atingiu de forma mais dura os times da Football League (EFL), que organiza da segunda à quarta divisões. Sem perspectiva da volta do público aos estádios, estes clubes têm urgência de recursos para não comprometerem suas sobrevivências.

A 'salvação' viria da Premier League. Eles fariam um pagamento imediato de 250 milhões de libras para cobrir as perdas da última e da atual temporada. Além disso, seriam destinados 100 milhões à federação inglesa (FA), dos quais 25 milhões iriam para os times da National League (divisões imediatamente abaixo da Football League), 10 milhões para o futebol de base e 10 milhões para a liga profissional feminina. Além disso, no futuro, 25% das receitas da Premier League seriam repassadas à EFL.

Mas esta oferta não vem de pura generosidade. Não por acaso, ela surge com o apoio crucial de Liverpool e Manchester United. Haveria contrapartidas, como a redução do número de participantes da Premier League para 18 clubes a partir de 2022/2023 (através de quatro rebaixamentos e dois acessos, além da participação do 16º colocado em playoffs com os terceiro, quarto e quinto colocados da Championship). Também são propostos a extinção da Supercopa da Inglaterra e o fim do formato atual da Copa da Liga Inglesa. 

Aston Villa surpreendeu e enfiou 7 a 2 no Liverpool na última rodada da Premier League 2020/2021; assista aos gols abaixo


         
     


Um cenário conveniente em meio a discussões sobre o futuro das competições europeias a partir de 2024, ainda não definido pela Uefa. Não é segredo que os gigantes do continente querem fazer mais partidas entre eles, mas para que isso aconteça será necessário abrir espaço em um calendário já estrangulado. Também é óbvio que eles lucram consideravelmente com excursões de pré-temporada, que seriam beneficiadas por um início de campeonato mais tardio.

E não é só isso. 

Também seria alterado o formato das tomadas de decisões na Premier League. Hoje é respeitado o conceito de 'um clube, um voto', e qualquer mudança precisa ser aprovada por 14 dos 20 clubes integrantes da liga.

Pelo modelo sugerido, seria criado um bloco de nove clubes: o atual Big Six, formado por Manchester City, Manchester United, Liverpool, Chelsea, Arsenal e Tottenham, mais três clubes pelo critério de longevidade: Everton, West Ham e Southampton. Qualquer alteração seria aprovada com o consenso de seis destes nove clubes. Em resumo, bastaria a concordância do Big Six para passar alterações que lhes interessassem.

Reforma pode diminuir número de participantes da Premier League
Reforma pode diminuir número de participantes da Premier League Getty Images

Desde a revelação da notícia, os clubes da Premier League têm se mantido silenciosos, mas as outras partes já se manifestaram. A EFL, por meio de seu presidente, Rick Parry, reiterou seu apoio à proposta, alegando contar com o suporte da maioria dos clubes. Faz sentido, já que eles têm necessidades imediatas e são pouco ou nada afetados pelo que acontece na primeira divisão.

A Premier League, porém, criticou o apoio público de Parry ao 'Project Big Picture'. A FA também se colocou de maneira via seu presidente, Greg Clarke, inclusive lembrando que a entidade tem poder de veto sobre mudanças no modelo das competições e lembrando que a participação dos clubes em disputas europeias passa por sua aprovação. O governo britânico lembrou que reformas devem passar por discussões entre todos os envolvidos. Até grupos de torcedores do Big Six se manifestaram contrários às propostas.

Em resumo, as dificuldades dos times da EFL são óbvias e um socorro é urgente. 

Mas este cenário não pode ser usado como pretexto para uma tentativa de golpe dos gigantes, que já contam com receitas privilegiadas por suas participações praticamente perenes nas competições internacionais.

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Por mais espaço a jovens, Itália aprova times B. Entenda como funcionará

Leonardo Bertozzi
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Clubes como o Torino podem ter times B na pirâmide profissional
Clubes como o Torino podem ter times B na pirâmide profissional Torino FC

Um fiasco como a ausência em uma Copa do Mundo depois de 60 anos não passa batido. Por mais que muito da culpa sobre a eliminação da Itália seja do péssimo trabalho de Giampiero Ventura, é necessário refletir amplamente sobre o modelo de futebol do país e como ele pode facilitar a formação e crescimento de novos jogadores que ajudem a reconstrução da 'Nazionale'.

Após estudar os modelos de outros países, a federação italiana (FIGC) decidiu abrir espaço para a inscrição de equipes reservas (times B) de clubes da Serie A na Serie C a partir da próxima temporada. Um formato semelhante ao adotado na Espanha, onde os times B fazem parte da pirâmide, e diferente do inglês, que tem uma liga separada para os aspirantes.

O ex-jogador Alessandro Costacurta, hoje vice-comissário da FIGC, foi um dos idealizadores da iniciativa. "É uma reforma que o futebol italiano necessitava para se alinhar e tentar diminuir a distância com outros movimentos futebolísticos europeus, porque permitirá que tantos jovens amadureçam e façam crescer a qualidade dos nossos campeonatos e das nossas seleções, a partir da sub-21", disse Costacurta em comunicado divulgado pela entidade.

Poucos minutos

Um estudo divulgado pela FIGC mostra que a taxa de retenção de jovens jogadores nos clubes profissionais italianos é irrisória.

Na temporada 2007/08, eram 2.123 jogadores de 15 a 21 anos federados em times da Serie A. Entre eles, 94 (4,4%) disputaram a primeira divisão na temporada 2016/17 e apenas 31 (1,5%) permaneciam no mesmo clube. Considerando todos os clubes profissionais de dez temporadas atrás, eram 9.719 jogadores inscritos, dos quais 6,5% continuam nas três principais divisões e apenas 0,5% no mesmo time.

Outro número alarmante é o que compara o aproveitamento de jovens estrangeiros e locais: em 2016/17, foram 56% mais minutos dos sub-21 de outros países em relação aos italianos.

Quem joga?

As equipes B atenderão a exigências específicas: de 23 jogadores relacionados para cada partida, 19 têm de ser nascidos a partir de 1º de janeiro de 1996, e 16 têm de estar inscritos há pelo menos sete anos em um clube italiano.

Jogadores poderão atuar na Serie A, mas ficarão impedidos de voltar ao time B se completarem cinco partidas na primeira divisão da mesma temporada.

Vagas abertas

Como se dará a entrada dos times B na terceirona? Antes de mais nada, através de uma taxa de 1,2 milhão de euros destinada à liga da Serie C a cada ano de inscrição. Mas quem cederia o lugar a eles?

Em um campeonato onde são frequentes as equipes que não conseguem se inscrever por não atender a parâmetros financeiros, é comum que haja times repescados para vagas abertas antes do início da temporada.

Até que se completem 60 times (três grupos de 20), estas vagas serão preenchidas na seguinte ordem: 1) um time B da Serie A; 2) um time rebaixado da C; 3) um time que disputou os play-offs da Serie D.

A FIGC ainda divulgará os critérios para a ordem de preferência de escolha dos times da primeira divisão interessados.

Quem é que sobe?

Em decisão que causou polêmica e protestos na Serie B, a FIGC autorizou o acesso à segunda divisão ao time que conquistá-la em campo - desde que permaneça pelo menos uma divisão abaixo da equipe principal.

Nesta sexta-feira, a Liga da Serie B divulgou nota contra a decisão, falando em "ausência de diálogo", e convocou uma assembleia extraordinária para discutir "iniciativas com o objetivo de exigir a revogação ou a modificação da reforma". Não foi descartada nem uma paralisação do campeonato para pressionar a federação a voltar atrás.

Os críticos da decisão argumentam que os times reservas poderiam roubar espaço de praças tradicionais que ficariam alijadas da Serie B. Na Alemanha, onde as equipes B existem há muito tempo, elas não podem subir além da terceira divisão.

Fonte: Leonardo Bertozzi

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Confronto interminável, café quente e 'número 2' no chão. Não é um dérbi, mas eles se odeiam

Leonardo Bertozzi
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Brighton e Crystal Palace têm rivalidade acirrada
Brighton e Crystal Palace têm rivalidade acirrada Divulgação

A maioria das rivalidades do futebol tem uma explicação simples. Normalmente são times do mesmo bairro, da mesma cidade ou região. Ou são times que disputam uma supremacia nacional ou continental. No caso de Brighton e Crystal Palace, porém, não é nada disso. Os clubes carregam uma mútua obsessão que terá um novo capítulo nesta segunda-feira, quando se enfrentam pela terceira fase da FA Cup (Copa da Inglaterra), com transmissão da ESPN a partir das 17h40 (de Brasília).

Afinal, de onde nasceu o 'dérbi da M23', assim conhecido por causa da estrada que ocupa boa parte da rota de 73,5 quilômetros entre os dois estádios? Às vezes, eles passam longos períodos sem se enfrentar, por estarem em divisões diferentes. Mas mesmo quem viveu a maior parte da vida nestes intervalos conhece uma história que se acirrou durante os anos 70.

Diz a lenda que o apelido "Seagulls" (Gaivotas) do Brighton surgiu durante um jogo da terceira divisão na temporada 1975/76, para responder ao "Eagles" (Águias) do Palace. O time da costa sul era antes conhecido como "Dolphins" (Golfinhos), mas a nova alcunha caiu nas graças da torcida e não demorou a ganhar status oficial.

Para a temporada 1976/77, as duas equipes apostavam em técnicos jovens e com uma relação pouco amigável entre eles. Terry Venables, então com 33 anos, assumiu o Palace, enquanto Alan Mullery, 35, se encarregou do Brighton.

Como jogadores, eles foram rivais - Venables revelado no Chelsea, Mullery no Fulham - e depois companheiros no Tottenham. Venables (que seria técnico da seleção inglesa nos anos 90) tinha a expectativa de ser nomeado capitão pelo técnico Bill Nicholson, mas Mullery foi o escolhido, o que criou uma rivalidade interna.

Tanto Brighton quanto Palace tinham a missão de subir para a segunda divisão - e ambos conseguiram, respectivamente em segundo e terceiro lugar. No entanto, foi por causa de um confronto pela primeira fase da FA Cup que o ranço entre os clubes mudou de patamar. Na época, disputavam-se "replays" (jogos-desempate) ilimitados até que se definisse um classificado.

O Palace buscou o empate no campo do Brighton graças a Rachid Harkouk, que saiu do banco de reservas em sua estreia para marcar o último gol dos 2 a 2. Harkouk, nascido em Londres, jogou a Copa de 1986 pela Argélia e se aposentou logo depois, aos 30 anos, por causa de uma lesão. No primeiro replay, o Brighton foi melhor, mas o Palace, em casa, conseguiu forçar uma nova partida com o empate por 1 a 1 na prorrogação.

O segundo replay, porém, precisou ser adiado duas vezes por causa do mau tempo. Depois que eles finalmente conseguiram jogar no campo neutro de Stamford Bridge, estava claro que a inimizade seria irreversível. O Brighton, derrotado por 1 a 0, até hoje aponta o árbitro Ron Challis como responsável pela eliminação.

O Crystal Palace vencia por 1 a 0 graças ao gol de Paul Holder, aos 18 minutos, mas o Brighton deveria ter empatado pouco depois com Peter Ward. Challis anulou, alegando um toque de mão. Tempo depois, Jim Cannon, do Palace, admitiria ter empurrado Ward na direção da bola. Mas o pior para os costeiros ainda estava por vir.

A doze minutos do final, Chris Cattlin sofreu pênalti de Barry Silkman e Brian Horton marcou, mas o árbitro mandou retornar a cobrança por invasão de área. Não adiantou a reclamação dos jogadores do Brighton, alegando que apenas jogadores do Palace haviam invadido. Paul Hammond defendeu a segunda tentativa de Horton e garantiu o avanço das Águias.

Quando Mullery, revoltado com a atuação de Challis, caminhava de volta para o túnel, um torcedor do Palace atirou café quente em sua direção. O técnico, então, tirou algumas moedas do bolso, jogou no chão e gritou: "Isso é tudo o que você vale, Crystal Palace!". Ironicamente, Mullery viria a dirigir o time londrino por dois anos, entre 1982 e 1984, numa decisão que gerou protestos e até um boicote da torcida, com impacto na média de público.

Antes disso, porém, Brighton e Palace subiram juntos mais uma vez, desta vez para a primeira divisão, ao final da temporada 1978/79. O Brighton terminou a última rodada como líder, mas perdeu o título por um ponto quando o Palace venceu uma partida adiada contra o Burnley.

Anos 80 - O Palace foi rebaixado em 1981, já sem Venables, que havia saído em outubro para o Queen's Park Rangers. Nas duas temporadas que passaram juntos na divisão principal, foram três vitórias do Brighton e um empate. O Brighton caiu em 1983 e só retornou à elite em 2017, chegando a passar pela quarta divisão durante os anos 90.

A década de 80 viu superioridade do Brighton nos confrontos, mas terminou com o Palace rindo por último e voltando à primeira divisão em 1989. Naquele ano, foi disputado um dos confrontos mais bizarros entre eles: foram cinco pênaltis marcados em um espaço de 27 minutos. Quatro foram a favor do Crystal Palace, que perdeu três, e ainda assim venceu por 2 a 1.

Em um intervalo de 22 anos, até 2011, as equipes só se encontraram em dois campeonatos: 2002/03 e 2005/06, ambos na segunda divisão. O destino reservou para 2013 um dos confrontos mais importantes da história da rivalidade: a semifinal dos play-offs de acesso para a Premier League.

Número 2 - O Brighton terminou a temporada em quarto lugar, uma posição acima do Crystal Palace, e era favorito à vaga na final de Wembley após buscar um empate sem gols em Selhurst Park. Então, um episódio surreal marcou a partida de volta. Ao chegar ao vestiário dos visitantes, os jogadores do Palace encontraram fezes humanas no chão. Movida ou não pela raiva, a equipe de Londres venceu por 2 a 0, gols de Wilfried Zaha, e se garantiu na decisão em que bateria o Watford.

Então técnico do Brighton, o uruguaio Gus Poyet se revoltou com o incidente e escreveu um e-mail furioso para a direção do clube exigindo a punição dos responsáveis. Uma investigação interna terminou sem achar culpados. Poyet seria afastado alguns dias depois (e posteriormente demitido) por uma "brecha de contrato" que o Brighton jura não ter relação com o caso.

Embora nada tenha sido comprovado, e provavelmente nunca seja, em 2015 o zagueiro Paddy McCarthy, que fazia parte do elenco do Crystal Palace na ocasião, afirmou em um evento (no vídeo abaixo, em inglês) que o responsável pelo 'número 2' no chão era o motorista do ônibus do próprio time, que não conseguiu chegar a tempo ao toalete.

Com a chegada do Brighton à Premier League no ano passado, o dérbi da M23 voltou a ser disputado. Mas o primeiro duelo não saiu do 0 a 0. Nesta segunda-feira, é jogo eliminatório, com toda a tensão que eles costumam carregar. A rivalidade é estranha, mas não deve nada a nenhuma outra. Não pode perder.

Fonte: Leonardo Bertozzi

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45 correções e 6 erros. Um balanço positivo do árbitro de vídeo após meia temporada na Itália

Leonardo Bertozzi
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Serie A usa árbitro de vídeo pela primeira vez nesta temporada
Serie A usa árbitro de vídeo pela primeira vez nesta temporada AIA.it

A primeira temporada com uso do árbitro de vídeo (VAR) na Serie A italiana chega à sua metade (ou quase, faltando duas partidas adiadas a recuperar). Suficiente para acabar com os temores de quem via o recurso "descaracterizando o jogo" ou "acabando com a emoção". 

De acordo com o levantamento de um ex-árbitro, o VAR atuou para corrigir 45 erros nas 188 partidas até agora disputadas, e em apenas seis ocasiões deixou de intervir como deveria.

Durante participação no programa 'La Giostra del Gol', no canal Rai Italia, Tiziano Pieri elencou os episódios em que as imagens foram determinantes para a decisão justa. Dezoito pênaltis foram assinalados graças ao VAR, e sete foram "desmarcados" após a revisão de vídeo. 

O último foi no empate por 0 a 0 entre Inter e Lazio, quando inicialmente havia sido marcada uma infração de Skriniar por toque de braço, antes que as imagens mostrassem que a bola havia rebatido antes na perna do defensor nerazzurro. Suficiente para que o árbitro Gianluca Rocchi corretamente voltasse atrás na decisão.

Dez jogadores foram expulsos graças às intervenções do VAR, sendo dois por situações claras de gol. Nove gols foram anulados por impedimento, e três validados após a revisão.

"Ninguém é perfeito, imagine no futebol. Mas agora há mais justiça em campo", avalia Pieri, em declarações reproduzidas pela agência Ansa. "A experiência reduziu as reclamações dentro de campo e nas arquibancadas, e corrigiu erros evidentes, evitando outros".

"Em alguns casos que geraram discussão, podemos falar de episódios 'cinzentos', de interpretações, e não de erro claro, o que está na origem do protocolo pelo qual se aplica o VAR", justifica o ex-árbitro, lembrando que o recurso só pode ser ativado em casos de gol, pênalti, expulsão ou erro de identificação.

Pieri também fez um ranking dos árbitros mais "ajudados" pelos colegas que operam o vídeo. Maurizio Mariani, 5 vezes, e Paolo Valeri, 4, foram os que mais recorreram ao VAR. Apenas dois, Gianpaolo Calvarese e Massimiliano Irrati, nunca foram à beira do campo checar as imagens.

Considerando que se trata de um estágio inicial dos testes e que todos os envolvidos ainda serão mais familiarizados, os números são muito positivos. Em janeiro, será inaugurado em Coverciano o primeiro centro permanente de formação e capacitação de árbitros de vídeo.

Nunca se deixará de debater arbitragem, pois inúmeros são os lances em que as opiniões se dividem. Mas não há como discutir com os dados apresentados: o jogo está mais justo. E continua emocionante.

Fonte: Leonardo Bertozzi

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"Escapar da Argentina aumentou a confiança". Brasileiro que atua na Nova Zelândia conta como o país vive a repescagem

Leonardo Bertozzi
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Guilherme Finkler atua na Nova Zelândia, no Wellington Phoenix
Guilherme Finkler atua na Nova Zelândia, no Wellington Phoenix Getty

Desde que a Austrália se mudou para a Confederação Asiática, a Nova Zelândia viu suas chances de chegar às Copas do Mundo aumentarem. Afinal, as outras seleções da Oceania têm um nível bem inferior. Mas não basta derrotar os vizinhos. Pela ausência de uma vaga direta para o continente, os All Whites sabem que é necessário superar uma repescagem para estar no Mundial. O adversário por um lugar na Rússia será o Peru, quinto colocado nas eliminatórias sul-americanas.

Os neozelandeses sabem que não será fácil encarar Paolo Guerrero e os demais comandados de Ricardo Gareca. Mas a sensação é de um certo alívio, já que havia o risco de duelar com a Argentina, que chegou à última rodada ameaçada, mas acabou conquistando a vaga direta. O brasileiro Guilherme Finkler, meia do Wellington Phoenix, falou ao ESPN.com.br sobre a expectativa no país.

"Tenho colegas de time que atuam na seleção", conta Finkler, de 32 anos. "Na repescagem passada, deram azar de enfrentar o México. Agora, o melhor que poderia vir seria o Peru. As outras opções eram Chile, Argentina, Colômbia... Teoricamente o Peru é o mais fraco. Claro que não é como enfrentar as seleções da Oceania, mas consideram que dá para fazer resultado em casa, no mínimo não perder, e viajar para jogar fechadinho".

O Wellington Phoenix é o único time profissional da Nova Zelândia e disputa a A-League, liga australiana. Finkler se transferiu para lá em 2016, depois de quatro anos atuando pelo Melbourne Victory. Natural de Caxias do Sul e revelado pelo Juventude, o meia afirma que um de seus companheiros de clube, o zagueiro Andrew Durante, luta contra uma lesão para estar no confronto de novembro.

"Duas rodadas atrás ele sofreu uma lesão no adutor e recebeu um diagnóstico de dois ou três meses parado. Mas ele foi ver um especialista e começou um tratamento intensivo. Pode ser que ele tenha chance de ir. É uma luz no fim do túnel. Somos bem próximos e estou torcendo por isso. Para ele seria a cereja do bolo", conta o brasileiro sobre Durante, nascido na Austrália e naturalizado neozelandês.

As vendas de ingressos para o jogo de ida contra o Peru, dia 10 de novembro, explodiram. A expectativa é de bater o recorde de 2009, quando 35.179 pessoas viram o jogo contra o Bahrein. Na ocasião, a vitória por 1 a 0 garantiu a classificação para o Mundial da África do Sul - competição da qual o país saiu invicto, com três empates, incluindo um com a Itália.

No país em que o rugby é tratado como religião, o futebol tem conquistado mais adeptos, especialmente entre as crianças. Mas a pressão que há sobre os All Blacks não existe sobre a seleção da bola redonda.

"Na Austrália, onde eu joguei, já é um pouco diferente" explica Finkler. "Depois de irem à Copa no Brasil, ganharem a Copa da Ásia, ficaram com uma certa obrigação de conquistar a vaga. Vão disputar a repescagem com Honduras, acho que vão se classificar. Aqui na Nova Zelândia há esperança, mas se der certo, deu. Se não der, sabem que perderam pra um time melhor. Se no Brasil o futebol é o primeiro, segundo e terceiro esporte, aqui é o rugby".

Por jogar um campeonato de outra confederação, o Wellington Phoenix não pode se classificar para torneios continentais. Quem acompanha os Mundiais de Clubes da Fifa se acostumou a ver o Auckland City, que já disputou oito vezes o torneio, com um terceiro lugar em 2014. Razão pela qual o brasileiro acredita que seu time poderia fazer um bom papel: "Já fizemos amistosos com eles, são amadores, o nível é bem diferente. Se pudéssemos levar nosso time, poderíamos dificultar para os adversários".

A experiência na A-League não é a primeira de Guilherme Finkler no exterior. Na temporada 2006/07, após ser aprovado num teste, ele foi contratado pelo Wolverhampton, da Inglaterra, mas não chegou a fazer partidas oficiais. Voltou ao Brasil depois de uma passagem pelo Mouscron, da Bélgica. Nada que o desanimasse quando surgiu a oportunidade no Melbourne, em 2012.

"Havia um certo receio, mas para a Inglaterra fui muito novo, pensamento diferente. Ir para a Austrália não foi só uma decisão pelo futebol. Era um país que me interessava pela qualidade de vida. Deu tudo certo", festeja Finkler, até hoje lembrado por um gol de falta nos acréscimos contra o Western Sydney Wanderers, na temporada 2013/14.

Os times da liga australiana podem contratar dois "marquee players", jogadores que recebem acima do teto salarial. Inicialmente, a estratégia foi levar jogadores de renome internacional para atrair público. No Sydney FC, por exemplo, passaram Dwight Yorke, Juninho Paulista e Alessandro Del Piero. Mas, segundo Finkler, este perfil está mudando. Hoje, um dos destaques do Sydney é o atacante Bobô, revelado pelo Corinthians.

"Jogadores como o Del Piero têm uma qualidade absurda e fazem a diferença, mas também têm dificuldade para acompanhar o ritmo físico dos jogos. Hoje os clubes pensam duas vezes antes de contratar jogadores com idade avançada. Preferem pegar jogadores mais novos, mesmo com menos nome", justifica.

As amizades construídas na Austrália resultaram em convite para acompanhar a seleção do país na última Copa. Ele esteve na derrota australiana por 3 a 2 para a Holanda, em Porto Alegre: "Ganhei ingressos e pude levar a família. Hoje tenho amigos na Nova Zelândia e seria ótimo vê-los num Mundial. Mas é mais difícil..."

Fonte: Leonardo Bertozzi

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Brasil e Rússia serão cabeças-de-chave da Copa; veja candidatos às outras seis vagas

Leonardo Bertozzi
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Brasil de Tite será cabeça-de-chave na Rússia
Brasil de Tite será cabeça-de-chave na Rússia Mowa Press

O Brasil estará entre os cabeças-de-chave da Copa do Mundo de 2018, na Rússia. Isso é certo depois que a Fifa, nesta quinta-feira, manteve o sistema adotado nos dois últimos Mundiais, com o ranking do mês de outubro para definir o primeiro pote do sorteio dos grupos. A honra, além do país anfitrião, cabe aos sete melhores colocados na classificação mundial da entidade, que leva em consideração jogos dos últimos quatro anos.  

A novidade para o sorteio de 1º de dezembro será o uso do ranking para a definição dos outros três potes, antes divididos por critérios geográficos.

Na atualização de setembro, divulgada nesta quinta-feira, a Seleção Brasileira aparece em segundo lugar, atrás da Alemanha. Já classificada, a equipe de Tite só depende de si para recuperar a ponta - basta vencer Bolívia e Chile nos jogos que restam -, mas o mais relevante é saber que nenhuma combinação de resultados deixa o Brasil abaixo da terceira colocação.

Caso o Brasil perca as duas partidas, aparecerá no ranking de outubro com 1453 pontos, marca que, além dos alemães, apenas a Argentina poderia superar, vencendo o Peru e pelo menos empatando com o Equador.

Na atual "zona dos cabeças-de-chave", não há outros campeões mundiais além de Alemanha, Brasil e Argentina. As outras vagas são provisoriamente ocupadas por Portugal, Bélgica, Polônia e Suíça. Enquanto Inglaterra, Uruguai e Itália têm chances quase nulas de serem cabeças, França e Espanha estão na briga para entrar no grupo dos sete primeiros. Os franceses, hoje em oitavo, podem pagar caro pelo tropeço em casa contra Luxemburgo na última data Fifa.

Vale lembrar que portugueses e suíços se enfrentam na rodada final - um deles terá de disputar a repescagem em novembro.

A Fifa usa o ranking de outubro, e não o de novembro, para não dar uma vantagem injusta aos times que jogam os play-offs, enquanto outros, já classificados, jogam apenas amistosos, com peso menor para a pontuação. Participar ou não da repescagem, porém, não influencia na possibilidade de um time ser cabeça-de-chave. Portugal, caso vença Andorra, terá seu lugar garantido caso chegue ao Mundial, independentemente do caminho.

Confira abaixo as simulações de possíveis resultados para o ranking de outubro.

Projeções para o ranking de outubro
Projeções para o ranking de outubro Excel

Fonte: Leonardo Bertozzi

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