Não é de hoje que o Bayern enfraquece rivais. Relembre alguns casos

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi
O anúncio da contratação de Mario Götze pelo Bayern, no início desta semana, reforçou uma postura que já se tornou tradição do clube: buscar jogadores de maneira a não apenas fortalecer seu elenco, mas também enfraquecer os rivais da Bundesliga.

A estratégia não é nova, e por isso mesmo não se deve achar que o campeonato mudará radicalmente a partir da saída do meia do Borussia Dortmund. A tendência é que a história das últimas décadas se mantenha, com o Bayern vencendo, em média, um campeonato de cada dois (conquistou 11 dos últimos 22, já contando o de 2012/13).

Neste período, o Bayern sempre contou com jogadores vindos de outros clubes importantes do país para fortalecer seu domínio - mas nem todas as histórias são de sucesso. Confira, na lista a seguir, alguns casos célebres.

Oliver Kahn (Karlsruhe, 1994)
Kahn era um dos destaques do Karlsruhe, time de sua terra natal. Na temporada 1993/94, participou de uma campanha histórica na Copa da Uefa, quando a equipe alcançou as semifinais após eliminar times como PSV, Valencia (com direito a uma goleada de 7 a 0) e Bordeaux. Aos 25 anos, foi contratado pelo Bayern por 4,6 milhões de marcos alemães, recorde para um goleiro no país até então. Em Munique, disputou 14 temporadas e se transformou em um dos jogadores mais vitoriosos da história do clube, com oito títulos da Bundesliga, seis Copas da Alemanha, uma Champions League, uma Copa Intercontinental e uma Copa da Uefa.

Manuel Neuer (Schalke, 2011)
Nunca diga nunca. Torcedor declarado do Schalke, onde iniciou a carreira, Neuer gostava de provocar o Bayern e dizia que nunca atuaria pelo clube de Munique. Até que o Bayern bateu à sua porta em 2011 e a transferência se concretizou, causando a ira de torcedores dos dois lados. Alas mais radicais da torcida bávara chegaram a contestá-lo durante a pré-temporada, obrigando a direção do clube a chamar uma reunião de emergência. A relação melhorou com as atuações de Neuer, que chegou a superar 1.000 minutos sem levar gol na Bundesliga, superando uma marca de Kahn, e ajudou o time a alcançar a final da Champions League com vitória nos pênaltis sobre o Real Madrid.

Élber (Stuttgart, 1997)
O atacante brasileiro chegou à Bundesliga em 1994 e disputou três temporadas pelo Stuttgart, a melhor delas justamente a última, em 1996/97, quando marcou 20 gols em jogos oficiais e ajudou o time a ganhar a Copa da Alemanha. Contratado pelo Bayern, disputou seis temporadas em Munique, com quatro títulos da Bundesliga, além de uma Champions League e uma Copa Intercontinental em 2001. Só não foi o artilheiro do time na Bundesliga em uma das seis temporadas, a primeira. Apesar do sucesso na Alemanha, teve poucas oportunidades na Seleção Brasileira, em função da forte concorrência no período.

Stefan Effenberg (Borussia Mönchengladbach, 1990 e 1998)
Considerado um dos maiores jogadores da história do clube, Effenberg chegou ao Bayern como uma promessa de 22 anos em 1990, procedente do Mönchengladbach. Apesar de marcar um total de 19 gols nas duas primeiras temporadas, não conseguiu títulos e saiu em 1992, ano do retorno de Lothar Matthäus ao clube. Passou dois anos na Fiorentina e voltou em 1994 ao Mönchengladbach, onde ficou mais quatro temporadas. Se neste período o espaço de Effenberg na seleção ficou pequeno em função do comportamento explosivo, o Bayern não deu muita importância a isso e o contratou novamente em 1998. A segunda tentativa foi um sucesso: em quatro anos, o meio-campista venceu por três vezes a Bundesliga e disputou duas finais de Champions League, marcando como capitão o gol do empate contra o Valencia na decisão de 2001, vencida nos pênaltis.

Claudio Pizarro (Werder Bremen, 2001 e 2012)
Outro a ser contratado duas vezes pelo Bayern, Pizarro chegou em 2001 após duas temporadas de destaque pelo Bremen. O clube de Munique bateu a concorrência de clubes como Real Madrid e Barcelona para contratá-lo e não se arrependeu. O atacante peruano alcançou dígitos duplos em todas as temporadas até se desvincular do clube em 2007, ano em que se transferiu para o Chelsea. Depois da breve passagem pela Premier League, foram mais quatro anos no Werder Bremen até o retorno ao Bayern, ano passado. Como terceira opção de ataque, Pizarro conquistou a quarta medalha de campeão da Bundesliga no clube.

Jorginho (Bayer Leverkusen, 1992)
O lateral-direito era jogador do Bayern quando se sagrou campeão mundial com a Seleção Brasileira. Havia sido contratado em 1992, após três boas temporadas no Bayer Leverkusen, atuando com liberdade para apoiar o ataque. Titular nos dois primeiros anos, teve como seu auge o título da Bundesliga em 1994, semanas antes do tetra. Perdeu espaço na temporada seguinte e, em 1995, decidiu se aventurar no futebol japonês.

Ballack / Zé Roberto (Bayer Leverkusen, 2002)
A dupla de meio-campistas foi protagonista na temporada em que o Leverkusen chegou perto de três títulos na temporada, incluindo a Champions League, mas acabou de mãos vazias. O Bayern levou a dupla, que permaneceu por quatro temporadas, com excelentes resultados: três dobradinhas copa/campeonato. Ballack saiu no fim de seu contrato para defender o Chelsea, enquanto Zé Roberto aceitou uma oferta do Santos. Um ano depois, o brasileiro retornaria ao Bayern para mais duas temporadas, conquistando em 2008 a quarta dobradinha.

Lúcio (Bayer Leverkusen, 2004)
Outra experiência de sucesso com ex-jogadores do Leverkusen começou em 2004, quando Lúcio foi contratado pelo Bayern após três temporadas na Bundesliga. Já era campeão mundial e jogador afirmado na Seleção Brasileira e rapidamente se tornou peça indispensável à equipe. Por três vezes conquistou Bundesliga e Copa da Alemanha (2005, 2006 e 2008) antes de sair em 2009, por não fazer parte dos planos do técnico Louis van Gaal.

Mario Gómez (Stuttgart, 2009)
O atacante de origem espanhola já havia sido campeão nacional pelo Stuttgart em 2007 e melhorava seu registro de gols a cada temporada quando se transferiu para o Bayern por mais de 30 milhões de euros, em 2009. Era a maior transferência interna da história da Bundesliga. A primeira temporada não correu como esperado (individualmente, já que o time venceu Bundesliga e Copa da Alemanha), mas nas duas seguintes Gómez acumulou 80 gols em jogos oficiais. Em 2012-13, perdeu espaço como titular com a chegada de Mandzukic, do Wolfsburg.

Miroslav Klose (Werder Bremen, 2007)
As boas atuações pelo Bremen e pela seleção alemã levaram Klose ao Bayern em 2007. O atacante passou quatro anos no clube e teve bom desempenho nos dois primeiros, superando a marca de 20 gols, mas sem se aproximar do melhor registro alcançado no ex-time (31 gols em 2005/06). De 2009 em diante, viu seu rendimento cair e o espaço na equipe diminuir, até que em 2011 aproveitou a oportunidade de relançar sua carreira na Itália, pela Lazio. Sua experiência em Munique terminou com duas dobradinhas, em 2008 e 2010.

Sebastian Deisler (Hertha Berlim, 2002)
Considerado uma das maiores esperanças do futebol alemão no início do século, Deisler tinha 22 anos quando trocou o Hertha pelo Bayern, em 2002. Deveria formar um trio de meio-campo temível com Ballack e Zé Roberto, as outras novidades do setor, mas as lesões impediram que ele desenvolvesse seu potencial. Para piorar, apresentou um quadro de depressão que o levou a ser internado no final de 2003. Passou meses afastado do elenco até enfim conseguir uma sequência de jogos, em 2005, o que lhe deu a oportunidade de disputar a Copa das Confederações. Mas uma nova lesão tirou Deisler da Copa do Mundo de 2006 e causou uma recaída da qual nunca se recuperou. Em janeiro de 2007, com mais dois anos e meio de contrato por cumprir, decidiu se aposentar.

Ciriaco Sforza (Kaiserslautern, 1995 e 2000)
Sforza era um dos volantes mais respeitados da Bundesliga nos anos 90, o que levou o Bayern a apostar nele por duas vezes. Em nenhuma das duas teve sucesso. Transferido do Kaiserslautern em 1995, teve dificuldades de adaptação a um elenco de estrelas, marcado pelas desavenças entre Matthäus e Klinsmann, e saiu mesmo com a conquista da Copa da Uefa na primeira temporada. Foi para a Itália defender a Inter, onde também não se destacou, e acabou retornando ao Kaiserslautern em 1997. Foi a redenção: o time superou o Bayern para conquistar a Bundesliga em 1998, tendo Sforza como um dos protagonistas, e o suíço manteve o bom nível por mais dois anos. Em 2000, nova transferência para o Bayern, onde nunca foi mais que um coadjuvante. A passagem de dois anos serviu apenas para colocar em seu currículo uma Champions League e uma Copa Intercontinental, além de outra Bundesliga. Acabou voltando, de novo, ao Kaiserslautern, onde se aposentaria em 2006.

Fonte: Leonardo Bertozzi, blogueiro do ESPN.com.br

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Fiel à Uefa, Conmebol 'vira casaca' sobre Copa do Mundo a cada 2 anos e dá duro golpe na Fifa

Leonardo Bertozzi
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A Conmebol, que nesta sexta-feira (10) publicou um manifesto pela manutenção da periodicidade da Copa do Mundo a cada quatro anos, ainda é presidida por Alejandro Domínguez - o mesmo que, em novembro de 2018, disse em entrevistas que havia sugerido a mudança para dois anos de intervalo. Na época, o paraguaio usava uma justificativa simples e direta: o que der mais dinheiro para a Fifa também dará mais dinheiro para cada federação.

O que provocou, então, uma mudança de discurso tão radical? Os ventos da política.

Até agora, a Uefa era a única confederação a se posicionar de maneira firme contra os planos do Mundial de seleções bienal. Em entrevista exclusiva ao Times, o presidente Aleksander Ceferin engrossou o tom e falou até em ameaça de boicote do continente no caso de aprovação do projeto, endossado numa campanha de relações públicas que conta com vários ex-jogadores dispostos a defendê-lo: os chamados "Fifa Legends", entre os quais estão Ronaldo e Roberto Carlos.

Ceferin disse que a Conmebol, até então silenciosa, estava na mesma página. Soou como uma tentativa de chamado à fidelidade de Domínguez após uma série de colaborações aprovadas entre as confederações que reúnem todas as campeãs mundiais da história. Tudo registrado em um Memorando de Entendimento publicado por ambas no início de 2020.

Vale lembrar que a proximidade entre Uefa e Conmebol fez com que houvesse até intercâmbio de árbitros, com uma equipe europeia trabalhando na Copa América e uma sul-americana na Euro 2020. Entre outras pautas assumidas nos últimos anos, também houve discussões sobre o retorno da Copa Intercontinental, a partida única entre os campeões da Champions League e da Conmebol Libertadores, abandonada em 2004 para dar espaço ao Mundial de Clubes da Fifa.

Se o comunicado da Conmebol nesta sexta foi ou não uma estratégia previamente alinhada nos bastidores, talvez não saibamos. O fato é que, mesmo que as 65 federações que representam América do Sul e Europa ainda sejam minoria absoluta numa votação, politicamente a Fifa sofreu uma derrota pesada.

Uefa e Conmebol: parceria
Uefa e Conmebol: parceria Divulgação Conmebol
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De revolucionário a marionete da Fifa? Wenger topa ser o rosto da Copa bienal

Leonardo Bertozzi
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Existe uma Premier League antes e depois de Arsène Wenger. A chegada do francês ao Arsenal, repleto de desconfianças por seu currículo que causava pouca impressão num país pouco propenso a olhar fora de suas fronteiras, marcou o início de uma visão diferente para o estilo de jogo aplicado na Inglaterra e ajudou a puxar a internacionalização do campeonato. Os resultados ruins dos últimos anos não devem apagar todos os feitos da era Wenger, ou a beleza de um time histórico como o dos Invencíveis, que ganhou o título em 2003/04 sem perder uma partida sequer.

Não surpreende, portanto, que um político astuto como o presidente da Fifa Gianni Infantino tenha procurado Wenger para emprestar credibilidade a seus planos de mudanças no calendário do futebol mundial. Se um nome como o francês fala, você se dá ao trabalho de escutar. Talvez o surpreendente seja perceber que Arsène se prestou a este papel. Nesta sexta-feira, em entrevista ao jornal L'Équipe, ele defende de forma entusiasmada a realização da Copa do Mundo a cada dois anos.

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Não é preciso muito esforço para entender por que a maioria das federações aprova a mudança, assim como aprovou o aumento do Mundial para 48 seleções: a Copa é um negócio de bilhões, "generosamente" distribuídos pela Fifa entre seus mais de 200 filiados - os mesmos que votam para escolher quem os comandará. Quem se oporia a isso? Apenas a Uefa, que já tem em sua Eurocopa um torneio capaz de gerar interesse comparável ao do Mundial e dar competição de alto nível às suas seleções. Mas são apenas 55 federações.

Sem mencionar o componente político-financeiro, Wenger aceita vender a ideia como algo positivo para o futebol, como se não fosse um risco a banalização do troféu mais desejado por qualquer criança que chuta uma bola pela primeira vez. E aproveita o exército de ex-jogadores atraído por Infantino para apoiar sua gestão, com nomes como Ronaldo e Kaká, para defender que a comunidade do futebol apoia a mudança. L'Équipe entrevistou outros atletas aposentados para mostrar que não é bem assim.


É  verdade que suas propostas não são de todo ruins - condensar o calendário de seleções em janelas menos frequentes e mais extensas, por exemplo, ajudaria a reduzir o volume de viagens transcontinentais que causam tantos transtornos. Também é preciso aceitar que, tal como na implosão da "Superliga", trata-se de atacar o mal menor, mesmo sabendo que o status quo não é o ideal. Mas é difícil acreditar que, em seu tempo de técnico do Arsenal, ele defenderia algo como a Copa bienal.

Arsène Wenger
Arsène Wenger Getty Images

A Fifa precisa escolher suas batalhas. Realizar a Copa do Mundo a cada dois anos é mais importante que emplacar o novo Mundial de Clubes com 24 participantes, que já poderia ter sido disputado este ano se não fosse a pandemia? Ou trata-se apenas de um elemento de barganha para usar nas discussões de bastidores?

De um jeito ou de outro, Wenger poderia ter poupado sua biografia.


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Premier League começa prometendo mais rigor em pênaltis e menos em impedimentos. Funcionará?

Leonardo Bertozzi
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Os impedimentos milimétricos e os pênaltis "de vídeo" são dois dos principais motivos de incômodo para o torcedor inglês ao avaliar o uso do VAR na Premier League. Ciente disso, a liga estabeleceu novas diretrizes para os árbitros para a temporada 2021/22, que começa nesta sexta-feira.

Enquanto não é operacional o modelo semiautomático de detecção de impedimentos, atualmente em fase de testes, o impedimento continuará a ser avaliado pelo software Hawk-Eye, que depende da intervenção manual dos árbitros de vídeo para a colocação das linhas.

A diferença estará no grau de rigor. A referência, agora, será a linha que aparece na televisão - mais grossa que a usada no software. Se as linhas de ataque e defesa se encostarem, a orientação é de privilégio ao atacante, ou seja, considerar a posição legal.

A determinação vai em linha com o que se faz nas competições da Uefa, cujo uso do VAR foi bastante elogiado na Euro 2020. 

A Holanda adota um formato semelhante na Eredivisie, mas a prioridade não é o ataque, e sim a confirmação da marcação de campo - ou seja, se for dado impedimento no campo e as linhas da TV se tocarem, mesmo em posição aparentemente legal, o gol não será validado.

Estima-se que a decisão ofereça uma "margem de erro" de aproximadamente 5 centímetros.

O aspecto negativo é que o processo de formação das linhas deixará de ser visto em tempo real na transmissão.

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Sobre os pênaltis, a sensação do público é de que ficou muito mais fácil o trabalho dos jogadores que se atiram ao mínimo contato, pois ele aumenta a tendência de que o árbitro de vídeo oriente a revisão ou mesmo confirme a marcação de campo.

Os árbitros terão de avaliar se o contato dos defensores provoca de fato um impacto na ação dos atacantes, ou se há uma tentativa de "cavada", ou seja, não era o contato a impedir que eles jogassem.

Uma mudança importante que não diz apenas respeito à Premier League é a volta da regra do toque de mão ao modelo de dois anos atrás, ou seja, deixando claro que nem todo toque é faltoso e que a dinâmica do movimento precisa ser avaliado.

O número de gols anulados por toque de mão também cairá, pois apenas o toque do jogador que marca (sempre que acidental) passará a ser sancionado.

A Premier League segue estudando para as próximas temporadas outras formas de tornar o processo do VAR mais claro - uma das ideias é permitir que os árbitros comuniquem via sistema de som as razões para suas decisões, como acontece na NFL.

VAR na Premier League
VAR na Premier League Getty Images
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Um Itália x Argentina por Maradona é possível. Para quando?

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A ideia de um jogo comemorativo entre Itália e Argentina para celebrar seus títulos continentais já estava no ar desde o fim de semana, e agora é possível dizer que há planos concretos para o encontro. O repórter Tariq Panja, do New York Times, confirmou em sua conta no Twitter que Uefa e Conmebol discutem a realização de um jogo entre as vencedoras da Euro 2020 e da Copa América. Uma espécie de "copa intercontinental" das seleções.

A ideia não é nova e já foi executada em duas ocasiões. Chamava-se "Copa Artemio Franchi" em homenagem ao ex-presidente da Uefa, morto em um acidente em 1983. Na primeira edição, em 1985, enfrentaram-se a França, campeã da Euro 84, e o Uruguai, vencedor da Copa América de 1983. A partida, realizada em Paris, terminou com vitória francesa por 2 a 0. Em 1993, a Dinamarca veio à América do Sul enfrentar a Argentina, e os donos da casa saíram vencedores nos pênaltis após um empate por 1 a 1.

O cruzamento de campeões continentais também se dava através da Copa das Confederações, extinta após a edição de 2017. Criada como um torneio não-oficial na Arábia Saudita (Copa Rei Fahd), teve edições em 1992 e 1995 antes de passar a ser reconhecida e organizada pela Fifa. O Brasil terminou como o maior campeão, levando quatro das oito realizadas a partir de 1997.

A coincidência de Itália e Argentina serem as campeãs permite ainda que o encontro seja dedicado a Diego Armando Maradona, morto ano passado. Exatamente por isso, trabalha-se com a hipótese de o jogo se realizar em Nápoles, no estádio que passou a levar o nome do craque. Um dos campeões pela Itália, Lorenzo Insigne, é ídolo do Napoli e tem uma tatuagem de Maradona em uma das coxas.

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Nápoles foi palco da semifinal da Copa do Mundo de 1990 entre Argentina e Itália. Os anfitriões, que não haviam sofrido gol no torneio até então, caíram nos pênaltis após empate por 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação, com o goleiro Sergio Goycoechea saindo como herói. Maradona foi um personagem do confronto, "dividindo" parte da torcida local que o tinha como um mito.

A questão, agora, é encontrar espaço no calendário, ainda inchado pelos impactos da pandemia. As datas Fifa para as seleções sul-americanas estão totalmente ocupadas até março de 2022. A Copa do Mundo será apenas no fim do ano, mas as seleções europeias já têm compromissos oficiais em junho e setembro, com a disputa das seis rodadas da fase de grupos da terceira edição da Nations League. O Mundial começa em 21 de novembro, mas os jogadores serão liberados apenas no dia 14.

A solução poderia ser aproveitar o intervalo entre o fim da temporada 2021/22 e as datas Fifa de junho. A Serie A italiana está prevista para terminar em 22 de maio, o que daria espaço suficiente para organizar o encontro com os argentinos.

As relações entre Uefa e Conmebol estão em bom momento. Em iniciativa inédita de intercâmbio, equipes de arbitragem europeia e sul-americana trabalharam na Copa América e na Euro, respectivamente. Também se discute o retorno da Copa Intercontinental de clubes, realizada até 2004, com a Fifa concentrando seus esforços num Mundial ampliado de 24 clubes e disputado no lugar antes reservado à Copa das Confederações.

Maradona pode ser homenageado num Itália x Argentina
Maradona pode ser homenageado num Itália x Argentina Reprodução
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Jogador sem medalha? Regulamento não garante e gera dúvidas na seleção

Leonardo Bertozzi
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(com Pedro Ivo Almeida)

A Fifa decidiu atender o pedido de seleções participantes dos torneios olímpicos de futebol e permitiu a convocação de 22 atletas. Mas não significa que todos estejam nas mesmas condições - ou mesmo tenham a garantia de receber medalha caso seus respectivos países cheguem ao pódio.

O número de jogadores relacionados para as partidas se mantém em 18, por causa das credenciais de atleta emitidas pelo COI. O que a nova decisão permite é que elas circulem dentro do elenco sem limitações, desde que as mudanças se formalizem até três horas antes de cada jogo.

Consultada pelo ESPN.com.br, a Fifa se manifestou através de porta-voz: "A distribuição de medalhas permanece a mesma, de acordo com o artigo 43.17 do regulamento da competição".

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O artigo em questão diz: "Todos os procedimentos de substituição de jogadores devem estar concluídos até três horas antes do pontapé inicial para que um jogador esteja elegível para aquela partida. Se um jogador suplente substituir um outro jogador e aparecer na súmula, este suplente também obterá uma medalha caso seu time termine em primeiro, segundo ou terceiro nos torneios, além do jogador substituído".

Segundo a interpretação da Fifa, um jogador que não seja relacionado para qualquer partida ficaria, portanto, inelegível para receber medalha.

A reportagem apurou que na conquista do ouro pelo Brasil em 2016, quando os suplentes só poderiam ser chamados quando houvesse uma lesão entre os 18 originais, encontrou-se uma forma para que eles também ganhassem medalhas - mesmo sem subir ao pódio.

Mesmo assim, o texto do regulamento gerou dúvidas no ambiente da seleção brasileira, a ponto de se cogitar que Jardine dê a chance para que todos sejam relacionados ao menos uma vez ao longo do torneio.

Brasil no pódio em 2016
Brasil no pódio em 2016 Getty Images

Fonte: Leonardo Bertozzi e Pedro Ivo Almeida

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Como explicar o favoritismo da Inglaterra?

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O salto da Inglaterra à condição de favorita nas casas de apostas após a vitória sobre a Alemanha, pelas oitavas-de-final da Euro 2020Inglaterra à condição de favorita nas casas de apostas após a vitória sobre a Alemanha, pelas oitavas-de-final da Euro 2020, pegou muita gente de surpresa. 

Afinal, ainda estão na disputa seleções como a Bélgica, líder do ranking da Fifa, a Espanha, que vem de marcar dez gols nos últimos dois jogos, e a Itália, que venceu as quatro partidas e tem impressionado pela redenção após a ausência do último Mundial.

França, favorita nas empresas especializadas antes do início desta Euro, caiu nas oitavas contra a Suíça, nos pênaltis. Também era a mais cotada em 2016, quando perdeu a decisão em casa contra Portugal. A última campeã a ter entrado como favorita foi a Espanha, em 2012.

Mas há razões que justificam a equipe de Gareth Southgate estar cotada à frente de outras candidatas antes do início das quartas.

Primeiro, o fato de o lado inglês da chave não reunir uma das outras favoritas pré-torneio. Passando pela Ucrânia, o adversário seguinte sai do duelo entre República Tcheca e Dinamarca. Como os outros considerados mais fortes "se matam" antes da decisão, as chances de cada uma estar na final, portanto mais perto do título, são repartidas.

*Código para embedar vídeo em posts*

Sósia de Klopp se junta à torcida da Inglaterra e 'mata' lata de cerveja nos arredores do Wembley




Além disso, as semifinais e final serão disputadas em Wembley. O fator campo aumenta o otimismo em relação a um possível título da Inglaterra, que nunca chegou à decisão de uma Euro.

Em 15 partidas disputadas no templo londrino por Copas do Mundo ou Euros, o English Team tem dez vitórias e cinco empates. A história envolve o título mundial de 1966, a Euro 96 (que terminou com eliminação nos pênaltis contra a Alemanha nas semifinais) e a atual edição do campeonato continental.

Tudo isso supera o histórico de desconfiança sobre os ingleses em grandes torneios. Se isso recompensará quem apostou seu dinheiro, só o campo poderá dizer.

Artilheiro, Sterling marcou o 3º gol na Eurocopa
Artilheiro, Sterling marcou o 3º gol na Eurocopa Twitter Euro
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Prorrogações a rodo: por que a Uefa erra ao abolir regra dos gols fora

Leonardo Bertozzi
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No comunicado em que a Uefa anuncia o fim da regra dos gols fora de casa como critério de desempate em confrontos eliminatórios em suas competições, o presidente Alexander Ceferin admite que as discussões sobre ela não levaram a uma conclusão unânime. 

Ainda assim, a entidade decidiu atender ao apelo de quem a rejeita, e já a partir da temporada 2021/22 todos os confrontos que chegarem ao fim dos 180 minutos com empate no placar agregado terão prorrogação e, possivelmente, pênaltis.

Já parece incoerente aumentar a possibilidade de mais tempo em campo quando há amplas discussões sobre a necessidade de um calendário racional que preserve os jogadores com melhores condições físicas para render o máximo.

Os números apresentados pela Uefa sobre a queda na diferença entre vitórias e gols de mandantes e visitantes ao longo das últimas décadas são um bom argumento, e certamente havia mais dificuldade em confrontos internacionais no passado, com estruturas mais precárias e pouca informação sobre os adversários de outros países.

Por outro lado, como bem observou o colega Ubiratan Leal no programa Futebol no Mundo desta quinta-feira, outros fatores podem ter colaborado para a mudança nesta relação, como o aumento do desequilíbrio no nível das equipes participantes, especialmente os das ligas mais importantes da Europa.

A principal questão, porém, tem a ver com a emoção que o confronto oferece a quem está assistindo. Com a regra dos gols fora, a possibilidade de um dos times adotar postura de quem deseja os pênaltis é menor, pois haverá mais situações em que qualquer gol inverte o classificado do confronto.

Eintracht Frankfurt ilumina estádio com as cores do arco-íris em repúdio à decisão da UEFA


         
     


Imagine uma situação em que o time A perdeu por 1 a 0 na casa do time B. Na partida de volta, o time B sai na frente, obrigando o mandante a marcar três vezes. O gol do 2 a 1 sai aos 30 minutos do segundo tempo.

No cenário em que o placar leva para a prorrogação, a tendência - natural, não necessariamente estratégica - é o time A tirar o pé, dosar o esforço, até porque haverá um tempo extra caso necessário. Com o gol fora em vigor, ele precisa seguir pressionando para ficar com a vaga.

Sobre as prorrogações, além de aumentar o desgaste, elas ainda oferecem mais tempo de confronto a um dos times em seu campo - e, nas competições da Uefa, apenas na primeira fase após os grupos esta definição é feita sem sorteio, de acordo com a colocação.

A regra do gol fora na prorrogação, apesar de rejeitada pela ampla maioria, oferecia uma maneira de balancear este desequilíbrio, algo que podia ser comprovado pelas estatísticas dos confrontos definidos desta forma.

Nada contra decisões por pênaltis, especialmente do time dos outros. Mas o processo que leva a eles pode não ser tão agradável de assistir.

Bolas da Champions League 2020-21
Bolas da Champions League 2020-21 Getty Images
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A heroica Venezuela da 'geração de ouro' e a incrível marca negativa do Equador

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi

Um surto de COVID-19 às vésperas da Copa América deixava razões para a Venezuela se preocupar. Um novo grupo de 15 jogadores chegou a ser convocado para eventuais substituições - quatro já foram feitas em relação à lista original, sendo duas com o torneio já em andamento, com permissão da Conmebol.

A derrota para o Brasil na estreia já era esperada. O que não se podia imaginar era que, mesmo com baixas importantes como Yeferson Soteldo, Jozef Martínez, Jhon Chancellor e Tomás Rincón, este último um dos cortados, o time conseguisse sair com pontos das duas partidas seguintes.

O técnico português José Peseiro precisou se virar para formar um time competitivo, e para isso contou com protagonistas de um feito histórico do futebol venezuelano - o vice-campeonato mundial sub-20 em 2017. 

Com gol no apagar das luzes, Venezuela busca empate com Equador; veja como foi


         
     

Contra a Colômbia, brilhou o goleiro Wuilker Faríñez, já um dos destaques na Copa América de 2019, ajudando a segurar o placar sem gols. Neste domingo, diante do Equador, saiu do banco Ronald Hernández para marcar nos acréscimos o gol do empate por 2 a 2.

Do outro lado, chama a atenção a marca negativa alcançada pela seleção equatoriana, que continua sem derrotar outra seleção sul-americana numa Copa América desde 2001, quando venceu a mesma Venezuela. Desde então, são 21 partidas e apenas duas vitórias, ambas sobre equipes da Concacaf: México, em 2015, e Haiti, em 2016, na Copa Centenário.

O retrospecto chama ainda mais atenção se pensarmos que o Equador, neste intervalo de tempo, classificou-se para três Copas do Mundo.

Considerando que os equatorianos pegam o Brasil na última rodada, a partida de quarta-feira contra o Peru pode ser a última chance de quebrar a escrita.

Venezuela festeja o gol de empate com o Equador
Venezuela festeja o gol de empate com o Equador Copa América
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A heroica Venezuela da 'geração de ouro' e a incrível marca negativa do Equador

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França ignora cartilha sobre concussão e levanta alerta na Euro

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi

Durante a vitória da França por 1 a 0 sobre a Alemanha, na terça (15), Benjamin Pavard sofreu um golpe na cabeça durante uma disputa com Robin Gosens e foi imediatamente ao chão. Após a partida, confessou ter ficado "entre dez e quinze segundos" inconsciente.

A arbitragem do espanhol Carlos del Cerro Grande não concedeu tempo suficiente para uma avaliação do quadro, e os médicos da seleção francesa liberaram o atleta do Bayern de Munique para retornar ao jogo.

Veja os destaques da Euro


O incidente representa uma violação da cartilha que as 24 seleções participantes da Euro 2020 assinaram no início do torneio, comprometendo-se a retirar o jogador de campo no caso de suspeita de concussão, para que uma criteriosa análise neurológica possa ser conduzida antes de permitir sua retomada das atividades.

Segundo informações veiculadas pela imprensa europeia nesta quarta-feira, a Uefa já pediu explicações aos franceses sobre os motivos de Pavard ter seguido em campo.

O futebol segue atrás de esportes como futebol americano e rugby no tratamento das concussões, e os recentes testes já colocados em andamento pela Fifa e International Board, proporcionando a possibilidade de substituições extras, são considerados insuficientes por especialistas.

Teme-se que os próprios médicos das equipes sintam-se pressionados a não recomendar a substituição de jogadores.

Pavard recebe atendimento
Pavard recebe atendimento Getty Images

O ideal, neste caso, seria adotar um protocolo que envolvesse a participação de um médico independente na tomada de decisões. Além disso, permitir substituições temporárias pode ser um caminho para que a avaliação possa ser feita com tempo suficiente.

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França ignora cartilha sobre concussão e levanta alerta na Euro

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Drama de Eriksen faz Milão 'esquecer' rivalidade por um dia

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi

Quem acompanhou os minutos dramáticos do atendimento a Christian Eriksen no gramado certamente não se esquecerá tão cedo. A perícia dos médicos foi capaz de trazê-lo de volta à vida, como confirmou neste domingo o médico da seleção dinamarquesa em entrevista coletiva. E quando este tipo de cena se verifica, até mesmo as rivalidades mais ferrenhas ficam de lado.

Eriksen, da Inter, joga numa seleção capitaneada por Simon Kjaer, zagueiro do Milan, cuja postura foi muito elogiada. Iniciou os primeiros socorros, comandou o movimento para dar alguma privacidade ao atendimento diante das câmeras, ajudou a acalmar a família do companheiro e manteve a postura de altivez e liderança o tempo inteiro.

Eriksen é estabilizado e está consciente após cair desacordado em jogo da Eurocopa


         
     

Ainda no sábado, o meio-campista Nicolò Barella, da seleção italiana e da Inter, já havia feito elogios a Kjaer em suas redes sociais. Postou em seus "stories" do Instagram uma foto do zagueiro e a mensagem: "Independentemente das cores, parabéns, Simon, capitão e homem de verdade".

Neste domingo, faixas de autoria assumida pela Curva Nord, principal organizada da Inter, não apenas exaltavam Eriksen ("Christian, a Nord estará sempre a seu lado"), mas também o jogador do rival.

"Honra a Kjaer, grande homem e capitão", manifestou-se a torcida nerazzurra.

Após ser salvo pelos médicos, Eriksen foi levado ao hospital, onde ainda se encontra em condição estável e fazendo exames para verificar as causas do colapso.

Faixa de torcedores da Inter em homenagem a Kjaer
Faixa de torcedores da Inter em homenagem a Kjaer Reprodução Twitter
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Drama de Eriksen faz Milão 'esquecer' rivalidade por um dia

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'Coming home'? Itinerante, Euro pode ter fator campo como diferencial

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi

A história dos grandes torneios de seleções mostra que atuar em casa é um impulso importante. Entre as oito seleções campeãs do mundo, apenas Brasil e Espanha não levantaram o troféu em casa ao menos uma vez. Na Euro, a última sede a ganhar o título foi a França de Michel Platini, em 1984. Os Blues voltariam a uma final como anfitriões em 2016 - perdendo para Portugal, que também havia deixado o título escapar em seu território, contra a Grécia, em 2004.

A Euro 2020, adiada para 2021 por causa da pandemia, foi planejada para não ter uma sede fixa. Com o intuito declarado de festejar os 60 anos da competição - e o real de fazer política com as federações nacionais -, a Uefa espalhou o torneio pelo continente. Seriam inicialmente 13 sedes, mas Bruxelas foi retirada da lista em 2017, após não oferecer garantias sobre a construção de um novo estádio, e Dublin caiu semanas antes do torneio por não confirmar a presença de público.

O estádio de Wembley, que inicialmente receberia "apenas" semifinais e final, herdou três partidas da fase de grupos e uma das oitavas-de-final de Bruxelas, e também ficou com o confronto de oitavas que seria em Dublin.

As nove seleções classificadas com sedes no torneio têm assegurado o direito de jogar duas ou três partidas em casa. Inglaterra (Londres), Alemanha (Munique), Espanha (Sevilha), Itália (Roma), Holanda (Amsterdã) e Dinamarca (Copenhague) farão todos os jogos do grupo no mesmo palco. Hungria (Budapeste), Rússia (São Petersburgo) e Escócia (Glasgow) farão dois cada.

No grupo F, por exemplo, a Alemanha terá a possibilidade de pegar França e Portugal, duas das favoritas ao título, na Allianz Arena. Além disso, não precisará ir a Budapeste enfrentar a Hungria, como farão as duas finalistas da última edição. A partir das fases eliminatórias, porém, Munique só tem um jogo, das quartas-de-final, e a única possibilidade de os alemães estarem nele passa pela classificação como terceira colocada no grupo.

Giroud conta que Kanté já está 'estressado' com Bola de Ouro e tira sarro: 'Também tem seus defeitos'


         
     

A Bélgica, outra das principais candidatas, será "visitante" duas vezes, pois terá de se deslocar até a Rússia e a Dinamarca.

O cenário mais confortável em termos de viagens é o da Inglaterra, que se chegar a final fará entre cinco e seis partidas em Wembley. O confronto das oitavas-de-final, caso o time de Gareth Southgate passe em primeiro lugar, também será no templo londrino, contra o segundo do forte grupo F. Neste caso, a única saída do país seria para as quartas-de-final em Roma.

Seis partidas em Wembley marcaram a caminhada até o único título de Copa do Mundo dos ingleses, em 1966. Quando o país sediou a Euro, em 1996, alcançou as semifinais e só caiu nos pênaltis para a Alemanha, que ficaria com a taça. O slogan "Football Comes Home" ("O futebol volta para casa"), aludindo às origens do esporte, ganhou força. "Football's coming home" ("O futebol está voltando para casa") virou um título não-oficial da música que embalou o torneio, que até hoje é entoada pelos torcedores da seleção.

Estes torcedores poderão apoiar a equipe, já que Wembley começará o torneio com capacidade de 25%, ou cerca de 22.500 espectadores. Com processo avançado de vacinação gerando bons resultados no combate à covid-19, a expectativa é de aumentar este número até a final.

Euro 2020
Euro 2020 Getty Images

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'Coming home'? Itinerante, Euro pode ter fator campo como diferencial

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Eurocopa 2021: estudo mostra Bélgica em 'última chance' e Inglaterra jovem, mas desgastada

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi

Com o fim do prazo para a inscrição de jogadores para a Euro 2020, mas que será este ano por conta da pandemia de COVID-19 - salvo eventuais trocas por lesões -, já é possível traçar um perfil das seleções que disputarão o torneio a partir de 11 de junho. Em permissão excepcional da Uefa em tempos de pandemia, cada federação relacionou 26 jogadores, embora sigam sendo 23 os admitidos na súmula de cada partida.

Entre as principais favoritas, chamam a atenção dados sobre a Bélgica e a Inglaterra.

Campeões da Champions pelo Chelsea, Kanté, Giroud e Zouma se juntam à seleção francesa para a Euro; assista

Em levantamento publicado por Rahul Iyer no Twitter, são cruzadas informações sobre a média de idade de cada elenco e os minutos disputados ao longo da temporada. Ele demonstra que o elenco inglês, entre os mais jovens, também é o que acumulou mais tempo em campo.


Doze dos 26 chamados por Gareth Southgate têm até 24 anos, quando o estudo aponta se iniciar o auge do atleta. Entre eles, titulares de destaque dos finalistas da Champions League: Mason Mount, do Chelsea, e Phil Foden, do Manchester City. Acima dos 29 anos (o fim do auge), apenas três: Jordan Henderson, Kieran Trippier e Kyle Walker.

Por outro lado, a decisão da Premier League de não permitir as cinco alterações por equipe em cada partida, ao contrário das outras principais competições, pode ter causado um desgaste desproporcional em termos de minutagem, o que pode pesar nas fases mais agudas.

Seleção inglesa para a Euro
Seleção inglesa para a Euro Rahul Iyer

Já a Bélgica, que desfruta de uma de suas gerações mais talentosas e já alcançou com ela uma final de Copa do Mundo, aparece no alto da lista das médias de idade. Mais da metade dos convocados (14) tem pelo menos 29 anos.

O número de minutos está próximo da média e pode ser explicado pelo fato de alguns jogadores não serem titulares em seus clubes ou terem passado algum tempo lesionados - como Eden Hazard, no Real Madrid. Apenas dois jogadores de linha, Romelu Lukaku e Youri Tielemans, superam os 3.500 minutos, marca considerada de desgaste considerável.

Seleção belga para a Euro
Seleção belga para a Euro Rahul Iyer

De qualquer forma, é possível compreender que seja a última edição de Euro para boa parte deste grupo. Como o próprio estudo indica, entre o torneio continental e a Copa do Mundo de 2022 devem estar as melhores chances de um título histórico para este núcleo de atletas.

Bélgica, de De Bruyne, é uma das favoritas
Bélgica, de De Bruyne, é uma das favoritas Jimmy Bolcina/Photonews via Getty Images
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Eurocopa 2021: estudo mostra Bélgica em 'última chance' e Inglaterra jovem, mas desgastada

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Saída de Conte escancara projeto chinês insustentável na Inter de Milão

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi

A Inter de Milão buscou Antonio Conte por seu histórico de conquistas alcançadas quase que imediatamente. Afinal, o técnico tirou a Juventus de um sétimo lugar para o título logo em sua primeira temporada e estabeleceu uma hegemonia. Em seu primeiro e único ciclo com a seleção italiana, venceu equipes de elencos melhores, como Bélgica e Espanha, na Euro de 2016. À Premier League, chegou junto com Pep Guardiola e já levantou a taça no primeiro ano, com o Chelsea.

Por isso, não é surpresa que o treinador de 51 anos tenha levado os nerazzurri ao primeiro título do Italiano em 11 anos, logo em sua segunda temporada no cargo. Na primeira, havia batido na trave. Sua ambição, porém, era ir por mais. Não apenas iniciar um ciclo de domínio doméstico, como também ter sucesso na Champions League, algo que ainda lhe falta. 

Chuteira, miniatura da taça, medalha e mais: Zé Elias mostra as lembranças de quando ganhou a Copa da Uefa pela Inter de Milão; assista

Isso é o que lhe foi prometido pelos donos do clube de Milão. E assim que ficou claro que o plano para a temporada 2021-2022 envolvia diminuir as possibilidades de crescer em competitividade, Conte optou por uma saída consensual.

A relação do grupo Suning com o futebol mudou depois que a empresa, gigante do varejo, foi socorrida pela entrada de acionistas ligados ao governo. Último campeão chinês, o Jiangsu Suning encerrou suas atividades, deixando dívidas com jogadores e funcionários, como Miranda e Éder, ambos hoje no São Paulo.

Os gastos com a Inter ficaram mais difíceis de cobrir com a perda de receitas na pandemia, e à agremiação não restou alternativa além de buscar um novo parceiro. Aproveitando esta oportunidade, o fundo de investimentos Oaktree assumiu 31% das ações do clube e fez um empréstimo de 275 milhões de euros para cobrir custos imediatos, como salários do elenco.

O que acontece caso Suning perca o prazo dos pagamentos? Os credores podem tomar o controle do clube. Foi o que aconteceu com o Milan e seus antigos proprietários chineses, que perderam o clube para o fundo Elliott.

Segundo a Bloomberg, potenciais compradores do clube foram afastados pelo fato de boa parte dos patrocínios da Inter ter ligação ao próprio grupo Suning.

Ou seja, não resta alternativa imediata além de reduzir custos. A realidade passada a Conte era a de fechar o mercado no azul em até 100 milhões de euros, o que só é alcançável com a venda de algum dos pilares do elenco, como Lautaro Martínez ou Romelu Lukaku. Além disso, cortar até 20% da folha salarial, com reservas mais caros sendo liberados ou negociados.

Sentindo que as promessas não poderiam ser cumpridas, Conte optou por negociar uma saída antecipada.

Seu nome pode fazer barulho no mercado, com clubes importantes ainda incertos sobre quem estará no comando. Quem optar por Antonio Conte sabe que terá à disposição alguém que nem sempre é fácil de se lidar, mas que costuma cumprir o que promete - desde que seja recíproco.

O técnico Antonio Conte no comando da Inter de Milão
O técnico Antonio Conte no comando da Inter de Milão Mattia Ozbot/Getty Images
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Saída de Conte escancara projeto chinês insustentável na Inter de Milão

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Champions 21/22 com 'superpote' e Milan em risco de 'grupo da morte': o que já sabemos do sorteio

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi

Real Madrid, Barcelona, Juventus, Paris Saint-Germain, Manchester United, Liverpool, Sevilla e Chelsea. Este bloco de oito clubes pode formar um dos potes para o sorteio da fase de grupos da Champions League 2021/22 - mas não o dos cabeças-de-chave. As surpresas em algumas das principais ligas da Europa movimentaram a formação dos emparceiramentos para a próxima temporada.

Pelo regulamento da competição, apenas campeões formam o primeiro pote: os vencedores das duas principais competições do continente, Champions e Europa League, e os campeões das seis melhores ligas pelo ranking de coeficientes da Uefa. São eles: Atlético de Madrid (Espanha), Manchester City (Inglaterra), Inter de Milão (Itália), Bayern de Munique (Alemanha), Lille (França) e Sporting (Portugal).


Os outros três potes são determinados pelo coeficiente de cada clube, que considera a soma dos resultados nos torneios europeus ao longo de cinco temporadas. Caso não vençam as finais em que estarão envolvidos esta semana, Manchester United e Chelsea estarão no segundo pote. Os primeiros da "fila" para o caso de um ou ambos se tornarem cabeças-de-chave são Borussia Dortmund e Porto.

Quem já sabe em que pote estará é o Milan, de volta à Champions após sete anos. E a notícia não é boa para os rossoneri, que têm o segundo pior coeficiente entre os times já garantidos, à frente apenas do Wolfsburg. Desta forma, mesmo que todos os seis classificados através das fases preliminares tenham números inferiores, ainda não será suficiente para que o time sete vezes campeão do torneio melhore sua posição.

A final da Champions pode mudar bem a vida do Zenit, campeão russo. Uma vitória do Manchester City no estádio do Dragão, no próximo sábado, abriria espaço entre os cabeças-de-chave para mais um campeão nacional - justamente o time de São Petersburgo. Do contrário, será pote 3 para o Zenit.

A última vaga direta a ser conhecida sai da final da Liga Europa. Ela pode ser do Villarreal, que não se classificou por La Liga, o que pode fazer da Espanha o único país com cinco representantes nos grupos. Se o Submarino Amarelo sair derrotado, como o Manchester United já está classificado, beneficia-se o Monaco, terceiro colocado da Ligue 1, que originalmente está classificado para as preliminares.

Quem já se aproveitou de classificações já definidas foi o Besiktas, campeão nacional que fica com a vaga do vencedor da Champions. Tanto Manchester City quanto Chelsea já garantiram que não precisarão desta via para o torneio.


Thiago Alcântara, o toque que o Liverpool precisava
Thiago Alcântara, o toque que o Liverpool precisava Getty Images


VEJA TODOS OS CLASSIFICADOS DIRETOS PARA A FASE DE GRUPOS:

Atlético de Madrid (Espanha)
Real Madrid (Espanha)
Barcelona (Espanha)
Sevilla (Espanha)
Manchester City (Inglaterra)
Manchester United (Inglaterra)
Liverpool (Inglaterra)
Chelsea (Inglaterra)
Bayern (Alemanha)
RB Leipzig (Alemanha)
Borussia Dortmund (Alemanha)
Wolfsburg (Alemanha)
Inter (Itália)
Milan (Itália)
Atalanta (Itália)
Juventus (Itália)
Lille (França)
Paris Saint-Germain (França)
Sporting (Portugal)
Porto (Portugal)
Zenit (Rússia)
Club Brugge (Bélgica)
Dynamo Kiev (Ucrânia)
Ajax (Holanda)
Besiktas (Turquia)
Villarreal (Espanha) ou Monaco (França)

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Champions 21/22 com 'superpote' e Milan em risco de 'grupo da morte': o que já sabemos do sorteio

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Quatro ou cinco ingleses na Champions? As contas para o fim da Premier League

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi

Antes das finais continentais e dos torneios de seleções, as principais ligas da Europa vivem uma semana de definições sobre campeões, classificados para as competições europeias e rebaixados. Espanha e França conhecerão seus campeões na última rodada, enquanto Itália e Inglaterra têm times como Juventus e Liverpool ainda lutando por vagas na próxima Champions League.

A temporada 2021-2022 terá a novidade da Conference League, a 3ª competição de clubes da Uefa, que ficará abaixo da Europa League na hierarquia. Os cinco principais campeonatos terão um representante cada no torneio, que será majoritariamente formado por equipes das ligas médias e pequenas.

O blog já detalhou tudo de LaLiga e do Italiano. Agora, é a vez da Premier League, com vagas em aberto para os três torneios continentais.

Firmino faz, zagueiro 'rouba a cena', e Liverpool vence o Burnley pela Premier League; assista


Premier League

Campeão e vice já definidos e como o Chelsea pode infuenciar 

O Manchester City já é o campeão e o Manchester United já garantiu o vice. Restam duas vagas em disputa para a próxima Champions League. Também serão conhecidos os dois times que irão à fase de grupos da Europa League e o único participante da Conference (7º colocado). Os três rebaixados já estão definidos: Fulham, West Bromwich e Sheffield United.

Vale destacar que a única possibilidade de a Inglaterra contar com cinco equipes na Champions é a de o campeão europeu não estar entre os quatro melhores do campeonato. Isso ainda pode acontecer, caso o Chelsea termine em 5º lugar e vença o Manchester City na final do dia 29 de maio. Como consequência, apenas o 6º colocado representaria o país na Liga Europa.

Em qualquer outra hipótese, serão apenas os quatro primeiros colocados da Premier League a participar da Champions, com o campeão turco (Besiktas) se beneficiando e passando a ter vaga direta na fase de grupos.

Critério de desempate: Saldo de gols, depois gols marcados. Persistindo a igualdade, contam os resultados dos confrontos diretos.

Briga por ida à Champions League
3) Chelsea 67 (saldo +23)
4) Liverpool 66 (saldo +24)
5) Leicester 66 (saldo +20)

Jogos restantes
Domingo, 12h
Aston Villa x Chelsea
Leicester x Tottenham
Liverpool x Crystal Palace

O Chelsea só depende de si. Vencendo o Aston Villa, estará na Champions. Empatando, terá de esperar que um entre Liverpool e Leicester não vença. Se perder, terá de contar com derrota do Liverpool e com, no máximo, empate do Leicester - que também não serve caso sua derrota seja por três ou mais gols.

O Liverpool tem quase certeza da classificação em caso de vitória, já que o Leicester teria de buscar uma goleada de cinco ou mais gols de diferença para superá-lo. Até o empate basta se o Chelsea perder ou se o Leicester empatar.

Para o Leicester, será preciso vencer e esperar por um tropeço de Chelsea ou Liverpool. Empatando, tem de torcer por derrota do Chelsea por três ou mais gols de diferença ou por qualquer derrota do Liverpool. Perdendo, apenas uma goleada histórica do Crystal Palace o salvaria.

Pépé em arrancada absurda, Gabriel Martinelli tirando do goleiro e mais: veja os gols da vitória do Arsenal sobre o Crystal Palace

Briga por ida às Europa e Conference League
6) West Ham 62 (saldo +12)
7) Tottenham 59 (saldo +21)
8) Everton 59 (saldo +4)
9) Arsenal 58 (saldo +14)
10) Leeds 56 (saldo +6)

Jogos restantes
Domingo, 12h
West Ham x Southampton
Leicester x Tottenham
Manchester City x Everton
Leeds x West Bromwich

A vaga na Liga Europa será do West Ham em caso de vitória ou empate contra o Southampton. Perdendo, pode ser ultrapassado pelo Tottenham, que tem melhor saldo. 

Com oito gols a menos de saldo que o West Ham, o Everton tem chances remotas de Liga Europa, mas entra na Conference se vencer e o Tottenham tropeçar.

A vaga na Conference será do Arsenal caso os Gunners vençam, desde que nem Tottenham, nem Everton somem três pontos.

As possibilidades do Leeds são meramente matemáticas, com 15 gols a menos de saldo que os Spurs.

Liverpool, de Alisson, luta por vaga na Champions
Liverpool, de Alisson, luta por vaga na Champions []
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Quatro ou cinco ingleses na Champions? As contas para o fim da Premier League

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Juventus, Milan ou Napoli fora da Champions? As contas para a última rodada do Italiano

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi

Antes das finais continentais e dos torneios de seleções, as principais ligas da Europa vivem uma semana de definições sobre campeões, classificados para as competições europeias e rebaixados. Espanha e França conhecerão seus campeões na última rodada, enquanto Itália e Inglaterra têm times como Juventus e Liverpool ainda lutando por vagas na próxima Champions League.

A temporada 2021-2022 terá a novidade da Conference League, a terceira competição de clubes da Uefa, que ficará abaixo da Europa League na hierarquia. Os cinco principais campeonatos terão um representante cada no torneio, que será majoritariamente formado por equipes das ligas médias e pequenas.

O blog já detalhou na segunda-feira (17) tudo de LaLiga. E aqui estão as contas do Italiano, que já tem a Inter de Milão como campeã antecipada, com 88 pontos.

Cristiano Ronaldo perdeu pênalti, mas aproveitou rebote e fez gol contra a Inter de Milão; assista

Italiano

Critério de desempate: confronto direto (pontos, saldo e gols marcados entre os times empatados, saldo geral se necessário)

Briga por ida à Champions League
2) Atalanta 78
3) Milan 76
4) Napoli 76
5) Juventus 75

Jogos restantes
Domingo (23), 15h45
Atalanta x Milan
Napoli x Verona
Bologna x Juventus

A Atalanta já está classificada por levar vantagem no confronto direto sobre a Juventus - na pior das hipóteses, ficará em quarto lugar. 

A Juve é a única equipe a não depender só de si: precisa vencer e esperar que um entre Milan e Napoli perca pontos. Empate não serve para superar o Milan, que leva a melhor nos confrontos sobre os dois rivais diretos. Com o Napoli há igualdade nos confrontos, mas nove gols de saldo de desvantagem, o que torna irreal uma reversão.

O Milan voltará à Champions depois de sete anos caso vença em Bérgamo. Empate só serve se Napoli e Juventus não vencerem ao mesmo tempo, enquanto uma derrota rossonera exige que o Napoli também perca e a Juve, no máximo, empate.

O Napoli precisará vencer se a Juventus também vencer e o Milan, no mínimo, empatar.

Lembra dele? Ribery humilha defesa do Napoli, simplesmente 'some' com a bola e quase faz gol do ano; assista

Briga por ida às Europa e Conference League
6) Lazio 67
7) Roma 61
8) Sassuolo 59

Jogos restantes

Domingo (23), 15h45
Spezia x Roma
Sassuolo x Lazio

A Lazio ficará com a segunda vaga para a Liga Europa, juntando-se ao time que terminar em quinto lugar. A disputa aberta é pela Conference, entre Roma e Sassuolo.

Com igualdade nos confrontos diretos, a decisão pode ficar para o saldo caso a Roma empate e o Sassuolo, vença. Neste caso, o Sassuolo teria de descontar uma diferença de quatro gols.

Luta contra o rebaixamento
17) Torino 36
18) Benevento 32
19) Crotone 22
20) Parma 20

Jogos restantes

Terça (18), 15h30
Lazio 0x0 Torino

Domingo (23), 15h45
Torino x Benevento

O Torino escapou do rebaixamento ao empatar o jogo atrasado com a Lazio. Com isso, o Benevento já está rebaixado junto com Crotone e Parma.

Cristiano Ronaldo pode ver a Juventus fora da Champions
Cristiano Ronaldo pode ver a Juventus fora da Champions Getty Images
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Juventus, Milan ou Napoli fora da Champions? As contas para a última rodada do Italiano

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Título, vagas, rebaixamento! As contas da dramática e insana última rodada de LaLiga

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi

Antes das finais continentais e dos torneios de seleções, as principais ligas da Europa vivem uma semana de definições sobre campeões, classificados para as competições europeias e rebaixados. Espanha e França conhecerão seus campeões na última rodada, enquanto Itália e Inglaterra têm times como Juventus e Liverpool ainda lutando por vagas na próxima Champions League.

A temporada 2021-2022 terá a novidade da Conference League, a terceira competição de clubes da Uefa, que ficará abaixo da Europa League na hierarquia. Os cinco principais campeonatos terão um representante cada no torneio, que será majoritariamente formado por equipes das ligas médias e pequenas.

Ao longo da semana, o blog apresentará as contas nas grandes ligas. Começamos por LaLiga, que terá os jogos relevantes no sábado.

LaLiga

Critério de desempate: confronto direto (pontos, saldo e gols marcados entre os times empatados, saldo geral se necessário)

Briga por título
1) Atlético de Madrid 83
2) Real Madrid 81

Jogos restantes
Sábado, 13h (horário de Brasília)
Valladolid x Atlético de Madrid
Real Madrid x Villarreal

A vantagem em caso de empate em pontos é do Real Madrid, portanto, o Atlético precisa da vitória para ser campeão sem depender do outro resultado. O time de Zinedine Zidane precisa vencer e esperar que os comandados de Diego Simeone, no máximo, empatem.

Suárez faz no fim, Atlético de Madrid vira contra o Osasuna e só depende de si para ser campeão de LaLiga; assista

Briga por ida à Champions League
3) Barcelona 76
4) Sevilla 74

A última rodada só define qual time completará o pódio, mas ambos estão classificados para a principal disputa continental.

Briga por ida às Europa e Conference League
5) Real Sociedad 59
6) Betis 58
7) Villarreal 58

Jogos restantes
Sábado, 13h
Osasuna x Real Sociedad
Celta x Betis
Real Madrid x Villarreal

Os três times já garantiram vagas nas competições continentais, mas o quinto e o sexto estarão na Europa League e o sétimo, na Conference. O Villarreal é o único que não depende só de si para acabar entre os seis primeiros - mas também é o único que ainda pode jogar a próxima Champions League, desde que vença a final da Europa League dia 26, contra o Manchester United. Neste caso, a vaga que teria em outra competição não seria ocupada por outro time espanhol.

Todos os cenários em que a Real Sociedad cai para o sétimo lugar dependem de vitória do Betis, pois os bascos levam vantagem nos confrontos diretos. Com o Villarreal, porém, os confrontos estão empatados, o que levaria uma igualdade para o saldo geral - hoje com três de vantagem para a Real Sociedad (20 a 17). 

Portanto, se o Villarreal empatar com o Real Madrid e o Betis vencer, a Real Sociedad só precisaria evitar uma goleada em Pamplona.

O Betis garante ida à Liga Europa vencendo, pois supera o Villarreal nos confrontos. Com outro resultado, fica no máximo em sexto, precisando esperar que o Villarreal não o ultrapasse. 

O Submarino Amarelo precisa vencer e esperar que um dos adversários não vença. Empatando, depende de derrota do Betis ou de uma goleada contra a Real Sociedad.

Real Madrid vence Athletic Bilbao, segue colado no Atlético e vai à rodada final podendo ser campeão; assista

Rebaixamento
17) Huesca 33
18) Elche 33
19) Valladolid 31
20) Eibar 30

Jogos restantes

Sábado, 13h
Huesca x Valencia
Elche x Athletic Bilbao
Valladolid x Atlético de Madrid
Eibar x Barcelona

Por levar a pior nos cenários de desempate, o Eibar já está rebaixado. Huesca, Elche e Valladolid correm risco na última rodada e apenas um se salvará. 

O Huesca é o único que só depende de si: ganhando do Valencia, fica na primeira divisão. Conta com a vantagem no confronto direto tanto contra o Elche, quanto contra o Valladolid.

A única chance do Valladolid é vencer e esperar que o Huesca perca e o Elche, no máximo, empate - com este último há igualdade nos confrontos, mas vantagem no saldo geral.

Um fato curioso: o Eibar pode interferir no rebaixamento mesmo já tendo caído. Se vencer o Barcelona, mas Huesca e Elche perderem, haverá um tríplice empate em 33 pontos - e nesta classificação particular quem se salva é o Elche, desde que o Valladolid não vença.

David Ferreiro, em ação pelo Huesca, que briga contra o rebaixamento em LaLiga
David Ferreiro, em ação pelo Huesca, que briga contra o rebaixamento em LaLiga Jose Luis Conteras/Getty Images
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Título, vagas, rebaixamento! As contas da dramática e insana última rodada de LaLiga

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Sporting quebra jejum: "comprar" um técnico vale a pena?

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi

A contratação de Julian Nagelsmann pelo Bayern de Munique chamou a atenção pelos valores envolvidos. O campeão europeu de 2019/20 aceitou, segundo informações da imprensa alemã, pagar ao RB Leipzig uma indenização que pode chegar a 25 milhões de euros (R$ 158 milhões), dependendo de possíveis bônus.

Especialmente numa época em que a economia do futebol sofre o impacto da perda de receitas com a pandemia, o questionamento é inevitável: vale a pena negociar por um técnico como quem o faz por um jogador?

O exemplo de que a aposta pode se pagar vem de Portugal, onde o Sporting acaba de conquistar seu primeiro campeonato em 19 anos.

O técnico por trás da façanha é Rúben Amorim, de apenas 36 anos. O ex-jogador foi "comprado" do Braga em março de 2020, após comandar o time do norte em apenas 13 partidas - com 10 vitórias e um título da Taça da Liga neste breve caminho. Os Leões desembolsaram 10 milhões de euros (R 63 milhões), o que gerou polêmica.



A aposta de risco foi paga com sobras, e o Sporting não apenas garantiu o título de 2020/21 com duas rodadas de antecedência, como o fez de forma invicta, podendo ainda entrar na história como o primeiro campeão português sem derrotas num campeonato de 34 rodadas - Porto e Benfica o fizeram em temporadas de 30 jogos.

Os 10 milhões por Rúben Amorim deram resultados melhores que os mais de 100 milhões investidos pelo Benfica para reforçar seu elenco. Na temporada que marca a volta de Jorge Jesus (um dos técnicos que passaram pelo Sporting nestes 19 anos sem o título), os encarnados acabarão atrás do rival local pela primeira vez desde 2008/09.

Há outro exemplo na Inglaterra. Brendan Rodgers abandonou uma campanha dominante com o Celtic na Escócia para assumir o Leicester, numa negociação que levou aproximadamente 9 milhões de libras aos cofres do time de Glasgow.

Ex-Liverpool, Rodgers classificou o time para a Liga Europa na última temporada, depois de brigar por Champions até a última rodada, e agora pode dar o salto para o palco principal do continente. 

A vitória em Old Trafford, nesta terça, fez do Leicester o primeiro time a vencer na casa de Manchester United e Manchester City desde o Liverpool em 2008/09, além de consolidar sua posição entre os quatro primeiros colocados.

Se pagar cifras na casa de 20 ou 30 milhões por jogadores que muitas vezes nem chegam para a titularidade absoluta, por que seria absurdo abrir os cofres para buscar um comandante que possa mudar seu time de patamar?

Rúben Amorim: campeão aos 36 anos
Rúben Amorim: campeão aos 36 anos Sporting
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Pá de cal na Superliga, Inglaterra ganha força política e mira sediar Copa do Mundo de 2030

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi

A formalização da vitória da Uefa na disputa que levou à rápida implosão da Superliga chegou nesta sexta-feira (7), com o anúncio de um acordo formal da entidade com nove dos 12 clubes que conspiraram para a criação de um torneio não autorizado

Apenas Real Madrid, Barcelona e Juventus permanecem agarrados ao barco afundando e ameaçados de punições, enquanto todos os outros se comprometeram a não se envolver mais em planos do tipo - caso o façam, concordam em pagar uma multa de no mínimo 100 milhões de euros para cada (algo como, na cotação atual, R$ 635 milhões). 

Os nove serão, inclusive, readmitidos na Associação Europeia de Clubes (ECA), única representação coletiva aceita nas negociações a respeito dos torneios.

O dia que Messi foi reverenciado pela torcida do Atlético de Madrid em pleno Vicente Calderón; assista

Além disso, aceitaram fazer uma doação conjunta de 15 milhões de euros (R$ 95 milhões) para projetos de formação de jovens e perderem 5% das receitas a que teriam direito em uma temporada nas competições da Uefa. Alguns clubes, como Manchester United, Arsenal e Tottenham, já confirmaram que seus donos arcarão diretamente com estes valores.

A certeza de que nenhum clube da Premier League estaria envolvido foi, na prática, o tiro fatal nos rebeldes. E isso só foi possível por uma combinação de pressão popular e retaliação em todos os níveis da comunidade do futebol inglês, o que levou o governo a agir com mão pesada e ameaças.

Enquanto Florentino Pérez, Joan Laporta e Andrea Agnelli, respectivamente presidentes de Real, Barça e Juve, estudam forma de processar os clubes que abandonaram o projeto e arrancar algum tipo de indenização, quem ajudou a Uefa a ganhar a briga ganha força nos bastidores.

É o caso da federação inglesa (FA, na sigla em inglês, espécie de CBF da Inglaterra), que nesta terça-feira iniciou um movimento para levar para o país a final da Champions League entre Manchester City e Chelsea, após o governo britânico colocar a Turquia, sede da decisão, na 'lista vermelha' de restrições de viagem em função da pandemia de COVID-19.

Torcedores foram desaconselhados a viajar para Istambul, já que teriam de cumprir quarentena no retorno em hotéis de preços salgados determinados pelas autoridades. Nem mesmo os jogadores, às vésperas da Euro 2020, teriam isenções.

Assim, não será surpresa caso haja uma nova decisão de alterar o palco da final, que já deveria ter sido disputada em Istambul no ano passado, antes da decisão da Uefa de formar uma bolha em Portugal para a conclusão do torneio interrompido.

Copa do Mundo de 2030 é o alvo

Mas os olhares ingleses miram bem além de uma decisão em algumas semanas. Mais cedo, foi revelado que o Reino Unido tem um plano para sediar 97 grandes eventos esportivos ao longo dos próximos dez anos - e entre eles está a Copa do Mundo de 2030.

A candidatura reuniria as quatro nações do reino (Inglaterra, País de Gales, Irlanda do Norte e Escócia) e a Irlanda e entraria em conflito com outra já lançada por Portugal e Espanha. Considerando que nunca houve três Mundiais seguidos fora da Europa, a tendência é que se olhe para o continente como favorito.

A estratégia da Uefa, porém, é se concentrar em uma candidatura única, de forma a não dividir votos. Com a postura belicosa de Real Madrid e Barcelona, e a falta de ação mais rígida da federação espanhola em combatê-los, é difícil ver simpatia da entidade pela proposta ibérica.

No xadrez político do futebol, é difícil ver alguém em posição de poder melhor que os ingleses neste momento.

Troféu da Copa do Mundo
Troféu da Copa do Mundo Kurt Schorrer/Getty Images
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Volta bombástica de Mourinho movimenta o futebol italiano. O que esperar?

Leonardo Bertozzi
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É impossível ficar indiferente a José Mourinho. Mesmo vindo do primeiro trabalho sem títulos desde que saltou aos mais altos escalões do futebol, o português ainda movimenta o noticiário e gera reações apaixonadas. Seu anúncio como técnico da Roma para as próximas três temporadas chegou como um trovão em céu claro: inesperado e barulhento.

Para o Special One, trata-se de um retorno ao Italiano, 11 anos depois de levar a Inter de Milão ao histórico Triplete e sair em seguida, seduzido pelo Real Madrid. Uma saída com a sensação de missão cumprida - elevar o nível de um time que já havia estabelecido um domínio nacional, aproveitando-se bem dos anos de reconstrução da Juventus após o Calciopoli.

Na Roma, Mourinho é uma aposta do diretor Tiago Pinto, que chegou no início do ano para comandar o projeto esportivo da família Friedkin, dona do clube desde agosto do ano passado. 

Agora na Roma, Mourinho volta à Itália onde ganhou tudo com a Inter; relembre conquistas e números

Paulo Fonseca foi 'herdado' da gestão anterior e teve um desempenho decepcionante, deixando a Roma distante da briga por vaga na Champions League, objetivo primário da temporada. A campanha na Europa League poderia salvar o trabalho, mas os 6 a 2 tomados do Manchester United em Old Trafford deixam uma imagem amarga.

Em sua primeira passagem, Mourinho conseguiu ditar narrativas, criar desafetos, ter o tempo inteiro os holofotes. Na capital italiana, lidará com uma torcida e uma imprensa local exigentes, mas não estamos falando de alguém disposto a apanhar calado.

O conhecimento de futebol do português não está em discussão. A interrupção de seus trabalhos tem se devido à deterioração de suas relações nos vestiários, e o fato de transferir culpas para os jogadores quando as coisas começam a sair mal.

A missão de levar o Tottenham a um título não foi cumprida. Na Roma, qual será? Ninguém deve esperar o time brigando pelo scudetto. A Inter seguirá forte com Antonio Conte, e a Juventus deve ter a volta de Massimiliano Allegri após um ano difícil.

A Roma precisa de reestruturação financeira, e dificilmente o elenco terá grandes reformulações. Terminar entre os quatro primeiros seria considerado um ano bom.

Troféus? Depende de quanta atenção será dada à Copa da Itália - ou à nova Conference League, competição que o time disputará caso mantenha o atual sétimo lugar no Italiano.

Por enquanto, fica a expectativa de ver como Mourinho se sairá em seu retorno a uma das ligas com maior conteúdo tático. O casamento entre sua personalidade forte e a caótica vida da capital italiana promete, no mínimo, gerar boas histórias.

Mourinho agora vai treinar a Roma
Mourinho agora vai treinar a Roma Getty
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