Três curiosidades sobre cada confronto da Champions nesta quarta

Leonardo Bertozzi
Bayern, de Hansi Flick, venceu as últimas doze partidas por competições europeias
Bayern, de Hansi Flick, venceu as últimas doze partidas por competições europeias Getty Images

Reedição de uma final e de um jogo anulado por causa de uma latinha. Um confronto de gigantes que levou mais de meio século para se repetir. Confira esta e outras histórias sobre os jogos de quarta-feira pela primeira rodada da fase de grupos da Champions League.

Red Bull Salzburg x Lokomotiv Moscou

- Desde que foi assumido pela multinacional de bebidas energéticas, o Salzburg nunca havia superado as fases preliminares da Champions até a atual temporada. Em sua primeira participação na fase de grupos, em 2019/20, a vaga foi obtida de forma direta.

- A Uefa registra nove partidas do Lokomotiv contra times austríacos, mas uma delas se realizou por um fato curioso. Em 2001/02, no confronto com o Tirol Innsbruck pela terceira fase preliminar, a vitória por 1 a 0 foi anulada porque o árbitro mostrou dois cartões amarelos ao mesmo jogador do time russo, sem expulsá-lo. Na nova partida, derrota por 1 a 0, mas classificação por 3 a 2 no placar agregado.

- É a sexta participação do Lokomotiv na fase de grupos, a terceira consecutiva. Nas últimas duas, o time terminou em último lugar, repetindo a mesma campanha: uma vitória e cinco derrotas.

Bayern x Atlético de Madrid

- Ainda em busca de seu primeiro título de Champions, o Atlético de Madrid vencia o Bayern até o último minuto da prorrogação na final de 1974, quando Hans-Georg Schwarzenbeck marcou o gol de empate. Dias depois, o Bayern venceu o jogo-desempate por 4 a 0.

- Na conquista de sua sexta Champions, na temporada passada, o Bayern se tornou o primeiro campeão com 100% de aproveitamento, vencendo todas as partidas no caminho para o troféu. O placar mais elástico foi contra um time de La Liga: 8 a 2 no Barcelona, nas quartas-de-final. Em setembro, o time de Hansi Flick levantou a Supercopa contra outro espanhol: o Sevilla, derrotado por 2 a 1 na prorrogação em Budapeste. Com este resultado, o Bayern ostenta 12 vitórias consecutivas por torneios europeus.

- O gol de Kingsley Coman na final contra o Paris Saint-Germain foi o 500º do Bayern na história da Champions (considerando a partir da fase de grupos). Apenas Real Madrid, com 567, e Barcelona, com 517, alcançaram antes esta marca.

Real Madrid x Shakhtar Donetsk

- O maior campeão da Champions mandará seus jogos na fase de grupos não no estádio Santiago Bernabéu, atualmente em reformas, mas no Alfredo Di Stéfano, situado dentro de seu centro de treinamentos. O campo tem sido utilizado também em LaLiga, desde a retomada do futebol após a pausa pela pandemia.

- O Real Madrid foi campeão na única temporada em que esteve no mesmo grupo do Shakhtar. Foi em 2015/16, com vitórias por 4 a 0 e 4 a 3 para os merengues. Cristiano Ronaldo marcou cinco vezes, e um dos gols do Shakhtar foi de Dentinho, que permanece no elenco ucraniano.

- Em 25 jogos contra times espanhóis, o Shakhtar tem mais vitórias como visitante (três) do que como mandante (duas). Uma delas foi contra o Barcelona, na temporada 2008/09, quando o time catalão conquistaria o título.

Internazionale x Borussia Mönchengladbach

- Um dos episódios mais polêmicos da história das competições europeias envolveu este confronto. Na temporada 1971/72, a Inter tomou uma goleada de 7 a 1 do Gladbach, mas conseguiu a anulação do jogo porque uma latinha de refrigerante atirada por um torcedor teria atingido Roberto Boninsegna na cabeça. Com a ordem do confronto invertida, a equipe de Milão avançou vencendo por 4 a 2 em casa e empatando sem gols em Berlim.

- O Gladbach teria sua vingança na temporada 1979/80, quando eliminou a Inter na campanha até a final da Copa Uefa (atual Liga Europa), com uma virada na prorrogação. Lothar Matthäus, que se tornaria um ídolo dos nerazzurri, jogava naquela equipe do Borussia, que perdeu o título contra o Eintracht Frankfurt. Aquela edição marcou a única vez em que quatro times do mesmo país fizeram as semifinais de um torneio da Uefa.

- A Inter vai para a terceira participação consecutiva na fase de grupos após seis anos de ausência, mas ainda não avançou às oitavas de final desde então. São duas temporadas terminando em terceiro lugar e passando à Liga Europa. O Gladbach não passou às oitavas nas duas participações anteriores (2015/16 e 2016/17).


         
     

Morata resolve, e Juventus estreia com vitória na Champions League 20/21

Manchester City x Porto

- É o primeiro encontro entre os clubes na Champions. O City eliminou o Porto da Liga Europa em 2011/12 com vitórias por 2 a 1 e 4 a 0 - Sergio Agüero marcou em ambas.

- Desde que terminou em último lugar em seu grupo na temporada 2012/13, o City tem sete participações consecutivas alcançando pelo menos as oitavas de final da Champions. Apenas em uma ocasião, porém, o time foi semifinalista, em 2015/16.

- O Porto inicia sua 24ª participação na fase de grupos, ficando atrás apenas de Real Madrid e Barcelona (25 cada). Na temporada passada, ficou de fora pela primeira vez desde 2010/11.

Olympiacos x Marseille

- O Marseille eliminou o Olympiacos no primeiro confronto entre eles, na Copa Uefa de 1994/95. Naquela temporada, o time francês estava na segunda divisão nacional - punido por um escândalo de corrupção que havia causado sua suspensão de torneios internacionais por um ano.

- O Olympiacos disputa a fase de grupos pela oitava vez em dez anos, mas apenas em uma destas ocasiões passou às oitavas-de-final. Para o Marseille, é um retorno após sete temporadas.

- Um dos principais jogadores do time grego, Mathieu Valbuena jogou 331 vezes pelo Marseille entre 2006 e 2014, com 38 gols marcados. Fez parte do elenco campeão da Ligue 1 em 2009/10, onde também estava o goleiro Steve Mandanda.

Ajax x Liverpool

- Os dois times somam dez títulos do torneio, mas não se encontram nele há mais de meio século. O Ajax eliminou o Liverpool na segunda fase da temporada 1966/67, com uma goleada de 5 a 1 em Amsterdã e empate por 2 a 2 na Inglaterra. Johan Cruyff fez um gol no primeiro jogo e os dois no segundo.

- Esta só não foi a decisão da temporada 2018/19 porque o Ajax levou uma incrível virada do Tottenham na semifinal, decidida no último minuto pelo terceiro gol de Lucas Moura.

- Desde a derrota para o Ajax de Cruyff, o Liverpool nunca mais perdeu para um adversário holandês. O rival mais frequente foi o PSV Eindhoven, contra o qual chegou a vencer cinco consecutivas entre 2006 e 2008.

Midtjylland x Atalanta

- Estreante, o Midtjylland é o quinto time dinamarquês a disputar a fase de grupos, e o primeiro desde o Copenhague em 2016/17.

- A única experiência do Midtjylland contra um adversário italiano terminou em duas goleadas: 5 a 0 e 4 a 1 para o Napoli, na fase de grupos da Liga Europa em 2015/16. O goleiro Mikkel Andersen é um dos remanescentes.

- Em sua primeira participação na Champions, na temporada passada, a Atalanta chegou às quartas de final, sucumbindo ao Paris Saint-Germain apenas nos acréscimos. Na fase de grupos, se classificou mesmo fazendo apenas um ponto nas quatro primeiras partidas, vencendo as duas últimas para avançar em segundo lugar, atrás do Manchester City.

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É guerra? Nome da Fifa em projeto de superliga de clubes na Europa acende disputa por pote de ouro

Leonardo Bertozzi

O sonho de alguns dos clubes mais poderosos da Europa de criar uma superliga fechada não é exatamente novo. A conversa aparece de tempos em tempos, especialmente quando é de interesse dos dirigentes barganhar por reformas nas competições que disputam.

O atual formato da Champions League, em que metade das vagas na fase de grupos é ocupada por times das quatro principais ligas, é um exemplo deste poder. A presença das grandes camisas é fundamental para o sucesso da competição de clubes mais rentável do mundo.

Porém, muitas vezes garantir vagas aos principais campeonatos não assegura que os times mais famosos estarão lá, certo? Quem não se lembra da declaração do presidente da Juventus e da Associação Europeia de Clubes (ECA, na sigla em inglês), Andrea Agnelli, questionando a presença da Atalanta na Champions por causa de "uma boa temporada"?

Surpresas como a Atalanta nas quartas de final ou mesmo o Leicester vencendo a Premier League são lindas para os apaixonados pelo esporte, mas incômodas para os clubes mais endinheirados. E quando a distribuição da grana sofre um impacto tão pesado quanto o causado pela COVID-19, cada um corre para defender o seu.

Primeiro, foi revelada uma tentativa de mexer no modelo democrático e diminuir o número de participantes da Premier League, liderada por Liverpool e Manchester United e apoiada pelos clubes das divisões inferiores, que receberiam uma bela compensação financeira. O plano encontrou forte oposição e foi rejeitado.

Champions League: qual equipe será campeã da competição? Bertozzi e Hofman opinam; assista abaixo

Novo projeto incendiário. E com chancela da Fifa?

Nesta terça-feira (20), surgiu na Sky britânica a informação de que os dois rivais do norte da Inglaterra estão juntos num outro projeto incendiário: uma liga continental que, ao contrário das outras já propostas, contaria com o apoio da Fifa. Na prática, uma declaração de guerra aberta à Uefa e à Champions como conhecemos.

De acordo com a Sky, investidores levantariam um fundo de cerca de US$ 6 bilhões para bancar a criação da 'Premier League europeia'. Mais de uma dúzia de times dos principais centros do futebol europeu já estariam em negociações para se tornarem membros fundadores da liga, cuja ideia inicial é contar com até 18 clubes.

O envolvimento da Fifa, destacado na matéria, é um ponto a não se negligenciar. Primeiro, porque a ideia de uma superliga sempre esbarrou em sua legalidade. Se fosse considerada pela entidade máxima do futebol uma liga 'pirata', seus jogadores ficariam impedidos de disputar a Copa do Mundo, por exemplo.

Por mais que o Mundial de seleções seja uma mina de ouro para a Fifa (a edição de 2018 gerou mais de US$ 5 bilhões), há um limite sobre o quanto ela pode oferecer - e um imenso potencial no futebol de clubes que ela mal toca. 

Que o atual formato do Mundial de Clubes é um fracasso de relevância global (e consequentemente de receitas), já entenderam faz tempo, tanto que ele será abandonado em prol de um modelo com 24 clubes, disputado a cada quatro anos. O primeiro deveria ser na metade de 2021, mas será remarcado por causa da readequação do calendário.

Num primeiro momento, os clubes europeus torceram o nariz para a ideia deste Mundial, mas foram convencidos pela linguagem que melhor conhecem: a do dinheiro.

Relembre os poucos gols de Ángel Di María pelo Manchester United, que nesta terça encara o PSG na Champions; assista abaixo

A Champions virou um problema?

O calendário internacional está garantido até 2024, mas há grande incerteza sobre o que virá depois. Discussões sobre o novo formato da Champions travaram depois que as ligas nacionais reagiram com veemência a um plano de atrelar boa parte das vagas ao desempenho na própria competição, diminuindo o peso dos campeonatos domésticos para a definição dos participantes.

As últimas discussões, noticiadas pelo Telegraph, também da Inglaterra, falam em formatos de 36 times, que garantiriam um mínimo de dez partidas por equipe na fase inicial. Sabendo que o calendário não ganhará mais datas por mágica, é inevitável pensar que os campeonatos sejam afetados. Sem falar nas pressões dos clubes por reformular o calendário das seleções.

Se este debate já era problemático, a pandemia colocou um novo ingrediente. Até hoje, as receitas geradas pela Champions só fizeram aumentar. Agora, há um impacto inevitável. De acordo com o The Times, outro veículo inglês, a Uefa informou aos clubes que as premiações das competições europeias devem ter cortes durante um período de cinco anos.

A mudança do formato da última Champions para jogos únicos permitiu que ela fosse concluída, mas não sem consequências financeiras. Ao entregar menos jogos que o previsto - e com atraso -, a entidade europeia precisou devolver parte do dinheiro dos direitos de transmissão.

Semana passada, em discurso na assembleia de sócios da Juventus, Agnelli estimou que a perda total do mercado do futebol europeu possa superar os 6 bilhões de euros.

Fifa
Fifa Fifa

Investidores têm interesses distintos

É importante lembrar que a presença de grandes investidores no futebol atende a interesses bem distintos. Clubes como Manchester City e Paris Saint-Germain, de propriedade de estados do Oriente Médio, servem como instrumento de propaganda e construção de imagem positiva, fenômeno que ganhou o apelido de 'sportswashing'.

O modelo de um bilionário apaixonado que pode colocar dinheiro a perder de vista num clube, muito popular na Itália dos anos 1980/1990, foi superado quando as normas endureceram.

No caso dos proprietários norte-americanos de Manchester United e Liverpool, por exemplo, o objetivo é o lucro. Eles não estão no esporte por paixão pelos clubes que compraram, mas pelo retorno financeiro que eles podem oferecer. Por este pensamento, se a lógica econômica superar a lógica esportiva, que assim seja.

Agora, eles podem estar no meio de uma disputa de poder que colocaria frente a frente Fifa e Uefa. A imagem de união do sistema futebol em tempos de pandemia durou menos tempo do que a pandemia em si. Alguém se surpreende?

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É guerra? Nome da Fifa em projeto de superliga de clubes na Europa acende disputa por pote de ouro

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Três curiosidades sobre cada confronto desta terça na Champions

Leonardo Bertozzi

Um raro confronto de estreantes, um técnico que encontra o responsável por seu lançamento no futebol... Muitas histórias por trás das dezesseis partidas que abrem neste meio de semana a fase de grupos da Champions League. Veja três histórias de cada confronto.

PSG, de Neymar, enfrenta o Manchester United
PSG, de Neymar, enfrenta o Manchester United Getty Images

Chelsea x Sevilla

- Os dois últimos campeões da Liga Europa se enfrentam pela primeira vez em jogos oficiais.

- O Chelsea venceu apenas um dos últimos dez jogos contra times de La Liga - 2 a 1 sobre o Atlético de Madrid, na fase de grupos da Champions 2017/18. Na temporada passada, empate e derrota contra o Valencia.

- O último time inglês a vencer o Sevilla foi o Leicester, nas oitavas de final da Champions 2016/17. Desde então, seis jogos de invencibilidade para os espanhóis, incluindo vitórias sobre Wolverhampton e Manchester United no caminho para o título da Liga Europa.

Rennes x Krasnodar

- O primeiro jogo da história das duas equipes na fase de grupos da Champions. A última vez que duas equipes estrearam simultaneamente na competição foi na temporada 2011/12: Manchester City x Napoli.

- O Rennes, que enfrentará pela primeira vez um adversário russo, é o primeiro francês a estrear na fase de grupos desde o Montpellier, em 2012/13.

- Fundado em 2008 e promovido à primeira divisão em 2011, o Krasnodar disputou competições europeias em todas as temporadas desde 2014/15.

Zenit x Club Brugge

- O zagueiro Dejan Lovren, do Zenit, e o goleiro Simon Mignolet, do Brugge, são campeões europeus com o Liverpool em 2018/19. Mignolet, porém, não estará em campo após testar positivo para a covid-19. Outro par de campeões continentais tem Sebastián Driussi, do Zenit, e Éder Balanta, do Brugge, vencedores da Conmebol Libertadores com o River Plate em 2015.

- Nos únicos confrontos prévios entre os dois clubes, o Zenit ainda representava a União Soviética. Foi na Copa Uefa (atual Liga Europa), e o Brugge se classificou com uma goleada de 5 a 0 após perder por 2 a 0 a ida. O atacante da seleção dinamarquesa Kenneth Brylle Larsen marcou quatro vezes.

- O Brugge, que não vai à Rússia desde uma derrota para o Lokomotiv Moscou em 2002/03, é o quarto time belga a visitar o Zenit na Champions. Os outros três saíram derrotados: Anderlecht (2012/13), Standard Liège (2014/15) e Gent (2015/16).


         
     

Lazio x Borussia Dortmund

- Chuteira de Ouro da última temporada, o atacante da Lazio Ciro Immobile teve uma passagem sem brilho pelo Borussia Dortmund na temporada 2014/15, com três gols em 24 jogos pela Bundesliga e 10 em 34 jogos no geral.

- É a quinta participação consecutiva do Dortmund na fase de grupos, enquanto a Lazio retorna após treze anos. Em 2015/16, o time da capital italiana foi eliminado nos play-offs por um alemão, o Bayer Leverkusen.

- O Dortmund alcançou as oitavas de final em seis das últimas sete participações. Na temporada passada, superou a fase de grupos após ficar atrás do Barcelona e à frente de um time italiano, a Internazionale.

Dynamo Kiev x Juventus

- Em seu primeiro jogo de Champions como treinador, Andrea Pirlo encontrará o responsável por lançá-lo no futebol profissional. Foi Mircea Lucescu quem o escalou pela primeira vez no Brescia, em 1995. Os dois voltariam a trabalhar juntos na Inter.

- Pirlo estava em campo na última temporada em que a Juventus não superou a fase de grupos da Champions: 2013/14. A Velha Senhora ostenta um indesejável recorde de sete finais perdidas na competição, de um total de nove disputadas.

- Em duas visitas anteriores ao Dynamo, duas vitórias da Juventus: 4 a 1 nas quartas de final de 1997/98, com três gols de Filippo Inzaghi, e 2 a 1 na fase de grupos de 2002/03.

Barcelona x Ferencvaros

- Agora dirigido por Ronald Koeman, autor do gol do primeiro de seus cinco títulos na Champions, o Barça carrega uma sequência de 16 classificações consecutivas às oitavas de final. Além disso, terminou em primeiro lugar no grupo em todas as temporadas desde 2007/08.

- Lionel Messi tem apenas um confronto na história com uma equipe húngara: sua estreia pela seleção argentina, em 2005. Foi expulso dois minutos depois de entrar em campo.

- Primeiro time húngaro na fase de grupos em 11 anos, o Ferencvaros tem apenas uma participação prévia, em 1995/96. Naquela ocasião, perdeu por 6 a 1 para o Real Madrid na Espanha, mas arrancou um empate por 1 a 1 em casa.

Paris Saint-Germain x Manchester United

- As equipes se reencontram após um confronto épico nas oitavas de final de 2018/19. O Manchester United se tornou o primeiro time a era Champions League a se classificar após uma derrota em casa por dois gols ou mais. O PSG fez 2 a 0 em Old Trafford, mas sucumbiu em casa por 3 a 1, com Marcus Rashford marcando de pênalti nos acréscimos.

- Novo camisa 7 do Manchester United, Edinson Cavani é o maior artilheiro da história do PSG, onde atuou por sete temporadas, com 200 gols em 301 jogos. O reencontro, porém, terá de esperar a partida de volta. O uruguaio não viajou com a delegação a Paris.

- O "ex" ilustre no PSG é Ander Herrera, que disputou 189 partidas pelo United entre 2014 e 2019, conquistando uma Liga Europa, uma Copa da Inglaterra e uma Copa da Liga Inglesa.

RB Leipzig x Istanbul Basaksehir

- Somados, os dois clubes, que nunca se enfrentaram, têm apenas 64 partidas por competições europeias.

- Em sua primeira participação na Champions, em 2017/18, o Leipzig perdeu duas vezes para um adversário turco, o Besiktas.

- O Basaksehir é estreante na fase de grupos da Champions, mas marcou presença nas competições europeias em todas as temporadas desde sua primeira participação, em 2015/16.

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Tiro curto e vaga na Libertadores: como o futebol voltará na Argentina

Leonardo Bertozzi

Suspenso desde março por causa da pandemia da covid-19, o futebol argentino já tem data para retornar: 30 de outubro. O retorno das equipes aos treinamentos foi autorizado em agosto, e aquelas que disputam a Conmebol Libertadores já voltaram a disputar partidas oficiais. Agora, os 24 times da primeira divisão têm compromisso marcado: a Copa da Liga Profissional.

Será uma espécie de torneio de transição para o retorno do campeonato, que a partir do ano que vem seguirá o calendário solar (como no Brasil), mas com um prêmio importante em jogo. O vencedor levará a vaga 'Argentina 2' na fase de grupos da Libertadores de 2021, a que inicialmente estava destinada ao campeão da Copa da Superliga, que acabou cancelada no primeiro semestre.

Caso o atual campeão argentino, o Boca Juniors, fique com o troféu, por já ser o 'Argentina 1' na Libertadores, terá a garantia de no mínimo disputar a Copa Sul-Americana em 2022. Na hipótese de o Xeneize se classificar para a 'Sula' ou para a Libertadores por outro caminho, caberá à AFA determinar o destino da vaga.

Samba, Tevez! Astro do Boca Juniors posta vídeo dançando com toda a família; assista abaixo


         
     



Os participantes da Copa da Liga Profissional foram divididos em seis grupos com quatro equipes cada. A definição dos cabeças-de-chave foi cercada por polêmicas: o Vélez, por critério de número de conquistas, foi selecionado à frente do Huracán, que tradicionalmente reivindica a alcunha de 'sexto grande'.

No fim das contas, Vélez e Huracán caíram no mesmo grupo e vão se enfrentar logo na primeira rodada.

Estas são as chaves sorteadas:

Grupo 1: Racing, Arsenal de Sarandí, Atlético Tucumán e Unión
Grupo 2: Independiente, Defensa y Justicia, Central Córdoba e Colón
Grupo 3: River Plate, Banfield, Godoy Cruz e Rosario Central
Grupo 4: Boca Juniors, Lanús, Talleres e Newell's Old Boys
Grupo 5: San Lorenzo, Argentinos Juniors, Aldosivi e Estudiantes
Grupo 6: Vélez Sarsfield, Huracán, Patronato e Gimnasia La Plata

Os times se enfrentarão dentro dos grupos em jogos de ida e volta, totalizando seis datas. Avançam à segunda fase os dois primeiros colocados de cada grupo, que formarão duas chaves sorteadas com seis equipes. Desta vez, confrontos em turno único, com os vencedores de grupos da primeira fase fazendo três partidas em casa e duas fora.

Os vencedores dos grupos farão a final, prevista para 17 de janeiro, em campo neutro.

O que acontece com os eliminados na primeira fase? Eles também continuam jogando, na mesma lógica dos classificados, mas com grupos que terão os terceiros e quartos colocados da primeira fase. O ganhador desta etapa, chamada 'Fase Complementación', desafiará o perdedor da final geral por um lugar na Sul-Americana de 2022.

Não há rebaixamento previsto, e nem os jogos contarão para a média que define o descenso em 2021.

Tevez em ação pelo Boca Juniors
Tevez em ação pelo Boca Juniors Marcelo Endelli/Getty Images

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Ameaça de fim de tabu, mestre contra pupilo e muito mais. Por que você não deve perder a 5ª rodada da Premier League

Leonardo Bertozzi

Terminada a data Fifa, voltam as ligas nacionais. E a Premier League já retorna com um dérbi de peso, no qual há esperanças do fim de um longo tabu. 

Veja, abaixo, informações e curiosidades dos jogos da quinta rodada:

Klopp irritado durante jogo do Liverpool na Premier League
Klopp irritado durante jogo do Liverpool na Premier League ESPN

Everton x Liverpool
Sábado, 8h30, com transmissão de ESPN Brasil e ESPN App

O Liverpool carrega uma invencibilidade de 22 jogos contra o Everton, a maior série sem perder já estabelecida pelo clube contra qualquer adversário. Na Premier League, a sequência é de 19 partidas: desde os 2 a 0 para os Toffees em outubro de 2010.

Seria a maior chance dos últimos tempos para o fim do tabu? Enquanto o atual campeão vem de levar uma goleada de 7 a 2 do Aston Villa, o time de Carlo Ancelotti venceu as quatro primeiras partidas. O último início do Everton com cinco vitórias na liga foi há mais de 80 anos, na temporada 1938/1939.

Com Alisson fora por lesão, o criticado Adrián terá uma prova de fogo contra o potente ataque de Richarlison e Dominic Calvert-Lewin, este último eleito o melhor jogador de setembro na Premier League. Ancelotti, comandante do Everton, ganhou o prêmio como melhor técnico.

Carlo Ancelotti foi o técnico do mês de setembro
Carlo Ancelotti foi o técnico do mês de setembro EFC

Chelsea x Southampton
Sábado, 11h, com transmissão do Fox Sports

Protagonista de um mercado ousado, o Chelsea conta com o bom momento de Kai Havertz, que marcou um gol e deu três assistências nos três jogos da semana com a seleção alemã - uma delas para o companheiro de equipe Timo Werner.

Nem tudo foi boa notícia na data Fifa, porém. Contratado para assumir a titularidade no gol, Edouard Mendy se lesionou com a seleção senegalesa e deve ficar de fora. Por outro lado, Hakim Ziyech e Christian Pulisic voltaram aos treinos com o grupo e são opções para Frank Lampard.

O Southampton, que venceu em Stamford Bridge na última temporada, busca a terceira vitória consecutiva no campeonato, algo que não consegue desde 2016.


Chelsea fez 4 a 0 no Crystal Palace, com dois gols de Jorginho, na última rodada da Premier League; assista abaixo

Manchester City x Arsenal
Sábado, 13h30, com transmissão de ESPN Brasil e ESPN App

Mais um encontro do mestre Pep Guardiola com o pupilo Mikel Arteta, seu ex-auxiliar. Na Premier League, o Manchester City venceu os últimos seis confrontos com um placar agregado de 17 a 2. Arteta, porém, levou a melhor na semifinal da Copa da Inglaterra (FA Cup), com uma vitória crucial no caminho do título.

Guardiola terá de superar uma ausência importante, a de Kevin De Bruyne, ausente por problemas físicos - afinal, são cinco gols e duas assistências nos últimos oito jogos do belga como titular contra o Arsenal na liga. Nos Gunners, possível estreia para Thomas Partey, principal reforço do clube na janela de transferências.

Desde uma vitória por 3 a 0 em outubro de 2010, o Arsenal só voltou a vencer no campo do City em uma oportunidade: 2 a 0, na temporada 2014/2015, com gols de Cazorla e Giroud.
 
Newcastle x Manchester United
Sábado, 16h

Depois de levar 6 a 1 do Tottenham, o United tem a segunda pior defesa do campeonato: 11 gols sofridos, à frente apenas do West Bromwich (13). A última vez que o time chegou ao confronto atrás do Newcastle na tabela foi na temporada 2013/2014.

Ole Gunnar Solskjaer não contará com Anthony Martial, suspenso por três jogos, e terá de esperar para escalar Edinson Cavani. O reforço uruguaio ainda cumpre a quarentena obrigatória após desembarcar no Reino Unido.

No Newcastle, a grande notícia da semana foi a renovação do contrato de Alain Saint-Maximin. O ponta francês, um dos melhores dribladores da liga, comprometeu-se com os Magpies até 2026.

Sheffield United x Fulham
Domingo, 8h

A partida reúne os piores times do campeonato: ambos perderam as quatro primeiras partidas e nem chegaram a estar em vantagem no placar. 

O Sheffield United foi sensação da última temporada, brigou por vaga em competições europeias, mas caiu de rendimento na reta final e ainda não se recuperou.

O Fulham, promovido ao vencer os playoffs da Championship, apresenta problemas defensivos, com 11 gols sofridos, e só marcou em um dos quatro jogos até aqui.

Crystal Palace x Brighton
Domingo, 10h, com transmissão de ESPN Brasil e ESPN App

Rivalidade histórica no 'dérbi da A23', assim conhecido por causa do nome da estrada que os conecta. O Palace tem a maior média de idade entre os titulares até agora (29 anos e 89 dias), e o Brighton a menor (24 anos e 326 dias).

O Palace venceu o último duelo por 1 a 0, em fevereiro, e tentará vitórias consecutivas sobre o rival pela primeira vez desde setembro de 2011. 

Graham Potter, técnico do Brighton, nasceu em 1975 - um ano antes de Roy Hodgson, atual comandante do Palace, iniciar sua carreira de treinador.

Tottenham x West Ham
Domingo, 12h30, com transmissão de ESPN Brasil e ESPN App

A possível reestreia de Gareth Bale é uma atração do confronto. David Moyes não sabe o que é vencer José Mourinho em jogos oficiais: 14 confrontos, sendo 12 na Premier League, com nove vitórias do português e cinco empates.

A semana foi de polêmica, com Mourinho criticando o técnico da seleção inglesa, Gareth Southgate, pela utilização de Harry Kane. O atacante já participou de nove gols no campeonato, marcando três e dando passe para outros seis.

Recuperado da COVID-19, Moyes volta à beira do campo. O comando à distância funcionou muito bem - vitórias sobre Wolverhampton (4 a 0) e Leicester (3 a 0). Gols também não têm faltado aos Spurs. Antes dos 6 a 1 no Manchester United, o time fez 7 a 2 no Maccabi Haifa, de Israel, pela Liga Europa.

Leicester x Aston Villa
Domingo, 15h15, Fox Sports

Quase rebaixado na última temporada, o Villa teve um começo impecável, vencendo três jogos - o último deles por 7 a 2 contra o Liverpool. Para o último começo com quatro vitórias é preciso voltar à temporada 1930/1931.

No campeonato passado, o Leicester levou vantagem no confronto pela Premier League, com goleadas de 4 a 1 e 4 a 0. Jamie Vardy fez quatro dos oito gols. Na Copa da Liga Inglesa, porém, o time de Birmingham levou a melhor na semifinal, graças ao gol de Trézeguet nos acréscimos do jogo de volta.

O Aston Villa conta com Douglas Luiz, um dos destaques da seleção brasileira nas duas vitórias pelas eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2022.

West Ham surpreendeu e impôs 1ª derrota ao Leicester na Premier League; assista abaixo

West Bromwich x Burnley
Segunda, 13h30, com transmissão de ESPN Brasil e ESPN App

Pior defesa do campeonato, o West Bromwich ainda não sabe o que é vencer, além de ter a pior defesa. O time ao menos somou um ponto, enquanto o Burnley totaliza três derrotas em três jogos. 

O quarto revés marcaria o pior início do Burnley desde a temporada 2002/2003, quando estava na segunda divisão. Na temporada passada, os comandados de Sean Dyche ficaram em décimo lugar, terminando pela segunda vez na parte de cima da tabela em quatro temporadas desde o último acesso.

O retrospecto recente é favorável ao WBA, que só perdeu um dos últimos seis duelos de campeonato.

Leeds United x Wolverhampton
Segunda, 16h, com transmissão de ESPN Brasil e ESPN App

Um duelo que a Premier League não vê desde a temporada 2003/2004, quando ambos terminaram rebaixados. Desde então, todos os confrontos foram pela segunda divisão. Os Wolves venceram os três últimos, o Leeds os três anteriores.

O Leeds de Marcelo Bielsa tem confirmado as expectativas de bom entretenimento em seus jogos, e o técnico argentino conta com um reforço a mais para a temporada: o ponta brasileiro Raphinha, vindo do Rennes, da França.

Jogadores do Wolverhampton tiveram boa semana com suas seleções. Rui Patrício passou sem sofrer gol por Portugal contra Espanha, França e Suécia, enquanto Adama Traoré, enfim, estreou pela seleção espanhola.

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Ameaça de fim de tabu, mestre contra pupilo e muito mais. Por que você não deve perder a 5ª rodada da Premier League

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'Vou de táxi', Haaland sem Euro, fim de tabu e goleiro desaposentado: os casos da data Fifa na Europa

Leonardo Bertozzi

O futebol de seleções tem muitos críticos, especialmente em tempos de pandemia, mas a data Fifa de outubro na Europa foi repleta de histórias curiosas, entre amistosos, playoffs da Euro 2020 e rodadas da Nations League.

Conheça alguns dos casos.

Vou de táxi

A Islândia perdeu todos os oito jogos de Nations League de sua história - e o revés dessa quarta-feira (14) par a Bélgica (2 a 1, dois de Romelu Lukaku) selou o segundo rebaixamento em duas participações. O primeiro só não se concretizou porque a Uefa decidiu mudar o número de participantes da Liga A (a primeira divisão) de 12 para 16 seleções.

A preparação islandesa foi prejudicada por um teste positivo para COVID-19 na comissão técnica, que colocou todos em quarentena, incluindo o técnico sueco Erik Hamren. O técnico da seleção sub-21, Arnar Vidarsson, que vive na Bélgica, teve de cruzar o Canal da Mancha em um táxi até à Inglaterra e de lá pegar um avião para dirigir a equipe principal em Reykjavik.

Apesar do rebaixamento na Nations, a Islândia venceu seu jogo mais importante da semana - 2 a 1 sobre a Romênia - e avançou à final dos playoffs para a Euro 2020. Em novembro, os islandeses jogam fora de casa contra a Hungria na decisão da vaga.

Um Eriksen feliz

Na Inter de Milão, Christian Eriksen sofre para ter oportunidades com Antonio Conte. Na seleção dinamarquesa, o meia continua sendo decisivo. Foi dele o gol de pênalti que definiu no primeiro tempo a vitória por 1 a 0 sobre a Inglaterra, que já jogava com um a menos após a expulsão de Harry Maguire. 

A Dinamarca, que não vencia em Wembley desde 1983, perdeu apenas dois de seus últimos 40 jogos. Nesta data Fifa, foram três jogos e três vitórias, aproximando o time de um lugar como cabeça-de-chave para o sorteio das eliminatórias da Copa do Mundo de 2022, em dezembro.

No grupo da Nations League, dinamarqueses e ingleses têm 7 pontos e perseguem a líder Bélgica, que tem 9.

Fim da espera?

Fora das grandes competições desde a Copa do Mundo de 1998, quando foi a primeira adversária do Brasil, a Escócia entendeu a Nations League como um caminho para crescer. O atual time tem Andrew Robertson, lateral-esquerdo do Liverpool, como seu principal nome, e bons valores individuais, como John McGinn, do Aston Villa.

Vencedora do seu grupo na primeira edição, garantiu um lugar nos playoffs para a Euro 2020 e disputará a vaga com a Sérvia após superar Israel nos pênaltis.

Na Nations, os escoceses somaram vitórias por 1 a 0 sobre Eslováquia e República Tcheca, alcançando 10 pontos de 12 possíveis e tomando a dianteira na luta pelo segundo acesso consecutivo. Ryan Fraser, recém-contratado pelo Newcastle, fez o gol decisivo contra os tchecos.

Haaland matador, mas sem Euro

O fenômeno Erling Braut Haaland terá de esperar para disputar sua primeira grande competição pela Noruega, batida pela Sérvia nas semifinais dos playoffs da Euro. Mas parece apenas questão de tempo para o jovem atacante do Borussia Dortmund, que começa bem sua trajetória na seleção.

Haaland, que marcou três vezes na goleada de 4 a 0 sobre a Romênia, soma seis gols em apenas sete partidas pela equipe principal. Com nomes como Martin Odegaard (Real Madrid) e Alexander Sorloth (RB Leipzig) ao seu lado, a tendência é de crescimento no próximo ciclo.

Na Nations, a Noruega tem 9 pontos, ao lado da Áustria, contra a qual deve disputar o acesso à Liga A na última rodada. Uma boa colocação ajuda na disputa pelas vagas na Copa de 2022, já que os dois melhores colocados da Nations que não terminarem em primeiro ou segundo lugar em seus grupos terão acesso às repescagens.

Gols que faltam, gols que sobram

A falta de um camisa 9 indiscutível parece pesar para a seleção espanhola. Antes desta data Fifa, a última partida sem marcar havia sido na eliminação da Euro 2016, contra a Itália. Nos três jogos desta semana, apenas um gol marcado, por Oyarzábal, na vitória por 1 a 0 sobre a Suíça.

A Espanha ficou no 0 a 0 no amistoso com Portugal e, na Nations, perdeu por 1 a 0 para a Ucrânia. O resultado só não custou a liderança porque a Alemanha empatou por 3 a 3 com a Suíça, repetindo o resultado do amistoso contra a Turquia.

Neuer leva golaço de cavadinha, Gnabry salva com pintura de letra, e Alemanha e Suíça empatam em 3 a 3; veja os gols abaixo


         
     

Se o ataque parece engrenar, com Timo Werner e Kai Havertz executando uma parceria que anima o torcedor do Chelsea, a defesa de Joachim Löw continua deixando muitas dúvidas - a ponto de muitos questionarem se não foi precipitada a decisão de acabar com as histórias de Jerome Boateng e Mats Hummels na equipe nacional.

Muito mais que CR7

Cristiano Ronaldo é o único jogador europeu a superar a marca de 100 gols por uma seleção - e, ainda assim, Portugal se vira bem sem ele. Ganhou a Euro 2016 depois de sua lesão na final e avançou às finais da primeira Nations League enquanto ele descansava.

Na vitória por 3 a 0 sobre a Suécia, CR7 ficou fora após testar positivo para a COVID-19. Coube a Diogo Jota brilhar na ausência do craque da Juventus. O novo reforço do Liverpool deu a assistência para Bernardo Silva abrir o placar e marcou os outros dois.

O resultado deixou os suecos à beira do rebaixamento: só uma vitória em casa sobre a Cróacia, em novembro, evitará que cheguem à última rodada já condenados.

Diogo Jota brilhou na vitória de Portugal
Diogo Jota brilhou na vitória de Portugal Federação Portuguesa de Futebol

Lewandowski ensina

Itália e Holanda, que empataram por 1 a 1, sentiram falta de poder de fogo. O gol de Donny van de Beek foi o primeiro da Oranje em três jogos com Frank de Boer. 

A Itália teve Andrea Belotti titular contra a Polônia e Ciro Immobile contra os holandeses, mas foi de Lorenzo Pellegrini o único gol nas duas partidas.

Melhor para a Polônia de Robert Lewandowski, que brilhou nos 3 a 0 sobre a Bósnia com dois gols e uma assistência, levando sua seleção à liderança do grupo - cujo vencedor sediará a fase final da Nations no segundo semestre de 2021.

Goleiro desaposentado

A semana começou com fortes emoções para a Ucrânia - com três goleiros testados positivos para COVID-19, foi necessário que o ex-goleiro Oleksandr Shovkovskiy voltasse a colocar as luvas para ficar no banco de reservas no amistoso contra a França.

Shovkovskiy não precisou entrar e viu Georgiy Bushchan, do Dínamo de Kiev, atuar na goleada de 7 a 1 dos franceses. Bushchan ainda falhou na derrota por 2 a 1 para a Alemanha, embora tenha feito boas defesas. Seu dia de glória chegaria contra a Espanha, quando fechou o gol e foi determinante na vitória por 1 a 0 do time de Andriy Shevchenko.

A Ucrânia, que já ficou à frente de Portugal em seu grupo nas eliminatórias da Euro, tem os mesmos 6 pontos da Alemanha e colou na líder Espanha, que tem 7.

Ucrânia surpreende Espanha e embola grupo 4 da Liga das Nãções; assista abaixo


         
     

Freguesia

As vitórias da França sobre a Croácia já se tornaram um costume. Os Bleus venceram por 4 a 2 na final da Copa de 2018, vinte anos depois de eliminar os mesmos rivais na semifinal no Mundial que disputaram em casa. Com os 2 a 1 de quarta-feira pela Nations, são seis vitórias e dois empates em um total de oito confrontos na história.

Depois de a França sair na frente com Antoine Griezmann e perder chances de ampliar, Nikola Vlasic deixou tudo igual. Mas Kylian Mbappé apareceu para concluir uma bela jogada criada por Paul Pogba e Lucas Digne, garantindo os três pontos que mantêm a disputa acirrada com Portugal pelo primeiro lugar do grupo.

Festa dos nanicos

Na cota alternativa da semana, San Marino pôde festejar o empate por 0 a 0 com Liechtenstein - mesmo que possa lamentar a chance perdida da vitória, num jogo em que finalizou 17 vezes. Foi o primeiro ponto fora de casa desde 2001 para a pequena república encravada na Itália.

Na Liga C, a surpresa é Luxemburgo, que venceu Montenegro fora de casa por 2 a 1 e assumiu a liderança do grupo. O gol da vitória foi de Danel Sinani, que já tinha feito ambos nos 2 a 0 sobre Malta. 

Sinani tem no currículo um gol contra o Sevilla na Liga Europa, quando atuava pelo Dudelange, e chamou a atenção do Norwich City, que o contratou antes de emprestá-lo ao Waasland-Beveren, da Bélgica.

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'Big Picture' para quem? Projeto de reforma é tentativa de golpe dos gigantes ingleses

Leonardo Bertozzi

O futebol inglês entrou em ebulição desde o último domingo (11), quando uma matéria do jornal The Telegraph revelou o 'Project Big Picture', um plano de reforma estrutural que afetaria a Premier League e as divisões inferiores.

A pandemia atingiu de forma mais dura os times da Football League (EFL), que organiza da segunda à quarta divisões. Sem perspectiva da volta do público aos estádios, estes clubes têm urgência de recursos para não comprometerem suas sobrevivências.

A 'salvação' viria da Premier League. Eles fariam um pagamento imediato de 250 milhões de libras para cobrir as perdas da última e da atual temporada. Além disso, seriam destinados 100 milhões à federação inglesa (FA), dos quais 25 milhões iriam para os times da National League (divisões imediatamente abaixo da Football League), 10 milhões para o futebol de base e 10 milhões para a liga profissional feminina. Além disso, no futuro, 25% das receitas da Premier League seriam repassadas à EFL.

Mas esta oferta não vem de pura generosidade. Não por acaso, ela surge com o apoio crucial de Liverpool e Manchester United. Haveria contrapartidas, como a redução do número de participantes da Premier League para 18 clubes a partir de 2022/2023 (através de quatro rebaixamentos e dois acessos, além da participação do 16º colocado em playoffs com os terceiro, quarto e quinto colocados da Championship). Também são propostos a extinção da Supercopa da Inglaterra e o fim do formato atual da Copa da Liga Inglesa. 

Aston Villa surpreendeu e enfiou 7 a 2 no Liverpool na última rodada da Premier League 2020/2021; assista aos gols abaixo


         
     


Um cenário conveniente em meio a discussões sobre o futuro das competições europeias a partir de 2024, ainda não definido pela Uefa. Não é segredo que os gigantes do continente querem fazer mais partidas entre eles, mas para que isso aconteça será necessário abrir espaço em um calendário já estrangulado. Também é óbvio que eles lucram consideravelmente com excursões de pré-temporada, que seriam beneficiadas por um início de campeonato mais tardio.

E não é só isso. 

Também seria alterado o formato das tomadas de decisões na Premier League. Hoje é respeitado o conceito de 'um clube, um voto', e qualquer mudança precisa ser aprovada por 14 dos 20 clubes integrantes da liga.

Pelo modelo sugerido, seria criado um bloco de nove clubes: o atual Big Six, formado por Manchester City, Manchester United, Liverpool, Chelsea, Arsenal e Tottenham, mais três clubes pelo critério de longevidade: Everton, West Ham e Southampton. Qualquer alteração seria aprovada com o consenso de seis destes nove clubes. Em resumo, bastaria a concordância do Big Six para passar alterações que lhes interessassem.

Reforma pode diminuir número de participantes da Premier League
Reforma pode diminuir número de participantes da Premier League Getty Images

Desde a revelação da notícia, os clubes da Premier League têm se mantido silenciosos, mas as outras partes já se manifestaram. A EFL, por meio de seu presidente, Rick Parry, reiterou seu apoio à proposta, alegando contar com o suporte da maioria dos clubes. Faz sentido, já que eles têm necessidades imediatas e são pouco ou nada afetados pelo que acontece na primeira divisão.

A Premier League, porém, criticou o apoio público de Parry ao 'Project Big Picture'. A FA também se colocou de maneira via seu presidente, Greg Clarke, inclusive lembrando que a entidade tem poder de veto sobre mudanças no modelo das competições e lembrando que a participação dos clubes em disputas europeias passa por sua aprovação. O governo britânico lembrou que reformas devem passar por discussões entre todos os envolvidos. Até grupos de torcedores do Big Six se manifestaram contrários às propostas.

Em resumo, as dificuldades dos times da EFL são óbvias e um socorro é urgente. 

Mas este cenário não pode ser usado como pretexto para uma tentativa de golpe dos gigantes, que já contam com receitas privilegiadas por suas participações praticamente perenes nas competições internacionais.

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Por mais espaço a jovens, Itália aprova times B. Entenda como funcionará

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi

Clubes como o Torino podem ter times B na pirâmide profissional
Clubes como o Torino podem ter times B na pirâmide profissional Torino FC

Um fiasco como a ausência em uma Copa do Mundo depois de 60 anos não passa batido. Por mais que muito da culpa sobre a eliminação da Itália seja do péssimo trabalho de Giampiero Ventura, é necessário refletir amplamente sobre o modelo de futebol do país e como ele pode facilitar a formação e crescimento de novos jogadores que ajudem a reconstrução da 'Nazionale'.

Após estudar os modelos de outros países, a federação italiana (FIGC) decidiu abrir espaço para a inscrição de equipes reservas (times B) de clubes da Serie A na Serie C a partir da próxima temporada. Um formato semelhante ao adotado na Espanha, onde os times B fazem parte da pirâmide, e diferente do inglês, que tem uma liga separada para os aspirantes.

O ex-jogador Alessandro Costacurta, hoje vice-comissário da FIGC, foi um dos idealizadores da iniciativa. "É uma reforma que o futebol italiano necessitava para se alinhar e tentar diminuir a distância com outros movimentos futebolísticos europeus, porque permitirá que tantos jovens amadureçam e façam crescer a qualidade dos nossos campeonatos e das nossas seleções, a partir da sub-21", disse Costacurta em comunicado divulgado pela entidade.

Poucos minutos

Um estudo divulgado pela FIGC mostra que a taxa de retenção de jovens jogadores nos clubes profissionais italianos é irrisória.

Na temporada 2007/08, eram 2.123 jogadores de 15 a 21 anos federados em times da Serie A. Entre eles, 94 (4,4%) disputaram a primeira divisão na temporada 2016/17 e apenas 31 (1,5%) permaneciam no mesmo clube. Considerando todos os clubes profissionais de dez temporadas atrás, eram 9.719 jogadores inscritos, dos quais 6,5% continuam nas três principais divisões e apenas 0,5% no mesmo time.

Outro número alarmante é o que compara o aproveitamento de jovens estrangeiros e locais: em 2016/17, foram 56% mais minutos dos sub-21 de outros países em relação aos italianos.

Quem joga?

As equipes B atenderão a exigências específicas: de 23 jogadores relacionados para cada partida, 19 têm de ser nascidos a partir de 1º de janeiro de 1996, e 16 têm de estar inscritos há pelo menos sete anos em um clube italiano.

Jogadores poderão atuar na Serie A, mas ficarão impedidos de voltar ao time B se completarem cinco partidas na primeira divisão da mesma temporada.

Vagas abertas

Como se dará a entrada dos times B na terceirona? Antes de mais nada, através de uma taxa de 1,2 milhão de euros destinada à liga da Serie C a cada ano de inscrição. Mas quem cederia o lugar a eles?

Em um campeonato onde são frequentes as equipes que não conseguem se inscrever por não atender a parâmetros financeiros, é comum que haja times repescados para vagas abertas antes do início da temporada.

Até que se completem 60 times (três grupos de 20), estas vagas serão preenchidas na seguinte ordem: 1) um time B da Serie A; 2) um time rebaixado da C; 3) um time que disputou os play-offs da Serie D.

A FIGC ainda divulgará os critérios para a ordem de preferência de escolha dos times da primeira divisão interessados.

Quem é que sobe?

Em decisão que causou polêmica e protestos na Serie B, a FIGC autorizou o acesso à segunda divisão ao time que conquistá-la em campo - desde que permaneça pelo menos uma divisão abaixo da equipe principal.

Nesta sexta-feira, a Liga da Serie B divulgou nota contra a decisão, falando em "ausência de diálogo", e convocou uma assembleia extraordinária para discutir "iniciativas com o objetivo de exigir a revogação ou a modificação da reforma". Não foi descartada nem uma paralisação do campeonato para pressionar a federação a voltar atrás.

Os críticos da decisão argumentam que os times reservas poderiam roubar espaço de praças tradicionais que ficariam alijadas da Serie B. Na Alemanha, onde as equipes B existem há muito tempo, elas não podem subir além da terceira divisão.

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Por mais espaço a jovens, Itália aprova times B. Entenda como funcionará

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Confronto interminável, café quente e 'número 2' no chão. Não é um dérbi, mas eles se odeiam

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi
Brighton e Crystal Palace têm rivalidade acirrada
Brighton e Crystal Palace têm rivalidade acirrada Divulgação

A maioria das rivalidades do futebol tem uma explicação simples. Normalmente são times do mesmo bairro, da mesma cidade ou região. Ou são times que disputam uma supremacia nacional ou continental. No caso de Brighton e Crystal Palace, porém, não é nada disso. Os clubes carregam uma mútua obsessão que terá um novo capítulo nesta segunda-feira, quando se enfrentam pela terceira fase da FA Cup (Copa da Inglaterra), com transmissão da ESPN a partir das 17h40 (de Brasília).

Afinal, de onde nasceu o 'dérbi da M23', assim conhecido por causa da estrada que ocupa boa parte da rota de 73,5 quilômetros entre os dois estádios? Às vezes, eles passam longos períodos sem se enfrentar, por estarem em divisões diferentes. Mas mesmo quem viveu a maior parte da vida nestes intervalos conhece uma história que se acirrou durante os anos 70.

Diz a lenda que o apelido "Seagulls" (Gaivotas) do Brighton surgiu durante um jogo da terceira divisão na temporada 1975/76, para responder ao "Eagles" (Águias) do Palace. O time da costa sul era antes conhecido como "Dolphins" (Golfinhos), mas a nova alcunha caiu nas graças da torcida e não demorou a ganhar status oficial.

Para a temporada 1976/77, as duas equipes apostavam em técnicos jovens e com uma relação pouco amigável entre eles. Terry Venables, então com 33 anos, assumiu o Palace, enquanto Alan Mullery, 35, se encarregou do Brighton.

Como jogadores, eles foram rivais - Venables revelado no Chelsea, Mullery no Fulham - e depois companheiros no Tottenham. Venables (que seria técnico da seleção inglesa nos anos 90) tinha a expectativa de ser nomeado capitão pelo técnico Bill Nicholson, mas Mullery foi o escolhido, o que criou uma rivalidade interna.

Tanto Brighton quanto Palace tinham a missão de subir para a segunda divisão - e ambos conseguiram, respectivamente em segundo e terceiro lugar. No entanto, foi por causa de um confronto pela primeira fase da FA Cup que o ranço entre os clubes mudou de patamar. Na época, disputavam-se "replays" (jogos-desempate) ilimitados até que se definisse um classificado.

O Palace buscou o empate no campo do Brighton graças a Rachid Harkouk, que saiu do banco de reservas em sua estreia para marcar o último gol dos 2 a 2. Harkouk, nascido em Londres, jogou a Copa de 1986 pela Argélia e se aposentou logo depois, aos 30 anos, por causa de uma lesão. No primeiro replay, o Brighton foi melhor, mas o Palace, em casa, conseguiu forçar uma nova partida com o empate por 1 a 1 na prorrogação.

O segundo replay, porém, precisou ser adiado duas vezes por causa do mau tempo. Depois que eles finalmente conseguiram jogar no campo neutro de Stamford Bridge, estava claro que a inimizade seria irreversível. O Brighton, derrotado por 1 a 0, até hoje aponta o árbitro Ron Challis como responsável pela eliminação.

O Crystal Palace vencia por 1 a 0 graças ao gol de Paul Holder, aos 18 minutos, mas o Brighton deveria ter empatado pouco depois com Peter Ward. Challis anulou, alegando um toque de mão. Tempo depois, Jim Cannon, do Palace, admitiria ter empurrado Ward na direção da bola. Mas o pior para os costeiros ainda estava por vir.

A doze minutos do final, Chris Cattlin sofreu pênalti de Barry Silkman e Brian Horton marcou, mas o árbitro mandou retornar a cobrança por invasão de área. Não adiantou a reclamação dos jogadores do Brighton, alegando que apenas jogadores do Palace haviam invadido. Paul Hammond defendeu a segunda tentativa de Horton e garantiu o avanço das Águias.

Quando Mullery, revoltado com a atuação de Challis, caminhava de volta para o túnel, um torcedor do Palace atirou café quente em sua direção. O técnico, então, tirou algumas moedas do bolso, jogou no chão e gritou: "Isso é tudo o que você vale, Crystal Palace!". Ironicamente, Mullery viria a dirigir o time londrino por dois anos, entre 1982 e 1984, numa decisão que gerou protestos e até um boicote da torcida, com impacto na média de público.

Antes disso, porém, Brighton e Palace subiram juntos mais uma vez, desta vez para a primeira divisão, ao final da temporada 1978/79. O Brighton terminou a última rodada como líder, mas perdeu o título por um ponto quando o Palace venceu uma partida adiada contra o Burnley.

Anos 80 - O Palace foi rebaixado em 1981, já sem Venables, que havia saído em outubro para o Queen's Park Rangers. Nas duas temporadas que passaram juntos na divisão principal, foram três vitórias do Brighton e um empate. O Brighton caiu em 1983 e só retornou à elite em 2017, chegando a passar pela quarta divisão durante os anos 90.

A década de 80 viu superioridade do Brighton nos confrontos, mas terminou com o Palace rindo por último e voltando à primeira divisão em 1989. Naquele ano, foi disputado um dos confrontos mais bizarros entre eles: foram cinco pênaltis marcados em um espaço de 27 minutos. Quatro foram a favor do Crystal Palace, que perdeu três, e ainda assim venceu por 2 a 1.

Em um intervalo de 22 anos, até 2011, as equipes só se encontraram em dois campeonatos: 2002/03 e 2005/06, ambos na segunda divisão. O destino reservou para 2013 um dos confrontos mais importantes da história da rivalidade: a semifinal dos play-offs de acesso para a Premier League.

Número 2 - O Brighton terminou a temporada em quarto lugar, uma posição acima do Crystal Palace, e era favorito à vaga na final de Wembley após buscar um empate sem gols em Selhurst Park. Então, um episódio surreal marcou a partida de volta. Ao chegar ao vestiário dos visitantes, os jogadores do Palace encontraram fezes humanas no chão. Movida ou não pela raiva, a equipe de Londres venceu por 2 a 0, gols de Wilfried Zaha, e se garantiu na decisão em que bateria o Watford.

Então técnico do Brighton, o uruguaio Gus Poyet se revoltou com o incidente e escreveu um e-mail furioso para a direção do clube exigindo a punição dos responsáveis. Uma investigação interna terminou sem achar culpados. Poyet seria afastado alguns dias depois (e posteriormente demitido) por uma "brecha de contrato" que o Brighton jura não ter relação com o caso.

Embora nada tenha sido comprovado, e provavelmente nunca seja, em 2015 o zagueiro Paddy McCarthy, que fazia parte do elenco do Crystal Palace na ocasião, afirmou em um evento (no vídeo abaixo, em inglês) que o responsável pelo 'número 2' no chão era o motorista do ônibus do próprio time, que não conseguiu chegar a tempo ao toalete.

Com a chegada do Brighton à Premier League no ano passado, o dérbi da M23 voltou a ser disputado. Mas o primeiro duelo não saiu do 0 a 0. Nesta segunda-feira, é jogo eliminatório, com toda a tensão que eles costumam carregar. A rivalidade é estranha, mas não deve nada a nenhuma outra. Não pode perder.

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45 correções e 6 erros. Um balanço positivo do árbitro de vídeo após meia temporada na Itália

Leonardo Bertozzi
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Serie A usa árbitro de vídeo pela primeira vez nesta temporada
Serie A usa árbitro de vídeo pela primeira vez nesta temporada AIA.it

A primeira temporada com uso do árbitro de vídeo (VAR) na Serie A italiana chega à sua metade (ou quase, faltando duas partidas adiadas a recuperar). Suficiente para acabar com os temores de quem via o recurso "descaracterizando o jogo" ou "acabando com a emoção". 

De acordo com o levantamento de um ex-árbitro, o VAR atuou para corrigir 45 erros nas 188 partidas até agora disputadas, e em apenas seis ocasiões deixou de intervir como deveria.

Durante participação no programa 'La Giostra del Gol', no canal Rai Italia, Tiziano Pieri elencou os episódios em que as imagens foram determinantes para a decisão justa. Dezoito pênaltis foram assinalados graças ao VAR, e sete foram "desmarcados" após a revisão de vídeo. 

O último foi no empate por 0 a 0 entre Inter e Lazio, quando inicialmente havia sido marcada uma infração de Skriniar por toque de braço, antes que as imagens mostrassem que a bola havia rebatido antes na perna do defensor nerazzurro. Suficiente para que o árbitro Gianluca Rocchi corretamente voltasse atrás na decisão.

Dez jogadores foram expulsos graças às intervenções do VAR, sendo dois por situações claras de gol. Nove gols foram anulados por impedimento, e três validados após a revisão.

"Ninguém é perfeito, imagine no futebol. Mas agora há mais justiça em campo", avalia Pieri, em declarações reproduzidas pela agência Ansa. "A experiência reduziu as reclamações dentro de campo e nas arquibancadas, e corrigiu erros evidentes, evitando outros".

"Em alguns casos que geraram discussão, podemos falar de episódios 'cinzentos', de interpretações, e não de erro claro, o que está na origem do protocolo pelo qual se aplica o VAR", justifica o ex-árbitro, lembrando que o recurso só pode ser ativado em casos de gol, pênalti, expulsão ou erro de identificação.

Pieri também fez um ranking dos árbitros mais "ajudados" pelos colegas que operam o vídeo. Maurizio Mariani, 5 vezes, e Paolo Valeri, 4, foram os que mais recorreram ao VAR. Apenas dois, Gianpaolo Calvarese e Massimiliano Irrati, nunca foram à beira do campo checar as imagens.

Considerando que se trata de um estágio inicial dos testes e que todos os envolvidos ainda serão mais familiarizados, os números são muito positivos. Em janeiro, será inaugurado em Coverciano o primeiro centro permanente de formação e capacitação de árbitros de vídeo.

Nunca se deixará de debater arbitragem, pois inúmeros são os lances em que as opiniões se dividem. Mas não há como discutir com os dados apresentados: o jogo está mais justo. E continua emocionante.

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"Escapar da Argentina aumentou a confiança". Brasileiro que atua na Nova Zelândia conta como o país vive a repescagem

Leonardo Bertozzi
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Guilherme Finkler atua na Nova Zelândia, no Wellington Phoenix
Guilherme Finkler atua na Nova Zelândia, no Wellington Phoenix Getty

Desde que a Austrália se mudou para a Confederação Asiática, a Nova Zelândia viu suas chances de chegar às Copas do Mundo aumentarem. Afinal, as outras seleções da Oceania têm um nível bem inferior. Mas não basta derrotar os vizinhos. Pela ausência de uma vaga direta para o continente, os All Whites sabem que é necessário superar uma repescagem para estar no Mundial. O adversário por um lugar na Rússia será o Peru, quinto colocado nas eliminatórias sul-americanas.

Os neozelandeses sabem que não será fácil encarar Paolo Guerrero e os demais comandados de Ricardo Gareca. Mas a sensação é de um certo alívio, já que havia o risco de duelar com a Argentina, que chegou à última rodada ameaçada, mas acabou conquistando a vaga direta. O brasileiro Guilherme Finkler, meia do Wellington Phoenix, falou ao ESPN.com.br sobre a expectativa no país.

"Tenho colegas de time que atuam na seleção", conta Finkler, de 32 anos. "Na repescagem passada, deram azar de enfrentar o México. Agora, o melhor que poderia vir seria o Peru. As outras opções eram Chile, Argentina, Colômbia... Teoricamente o Peru é o mais fraco. Claro que não é como enfrentar as seleções da Oceania, mas consideram que dá para fazer resultado em casa, no mínimo não perder, e viajar para jogar fechadinho".

O Wellington Phoenix é o único time profissional da Nova Zelândia e disputa a A-League, liga australiana. Finkler se transferiu para lá em 2016, depois de quatro anos atuando pelo Melbourne Victory. Natural de Caxias do Sul e revelado pelo Juventude, o meia afirma que um de seus companheiros de clube, o zagueiro Andrew Durante, luta contra uma lesão para estar no confronto de novembro.

"Duas rodadas atrás ele sofreu uma lesão no adutor e recebeu um diagnóstico de dois ou três meses parado. Mas ele foi ver um especialista e começou um tratamento intensivo. Pode ser que ele tenha chance de ir. É uma luz no fim do túnel. Somos bem próximos e estou torcendo por isso. Para ele seria a cereja do bolo", conta o brasileiro sobre Durante, nascido na Austrália e naturalizado neozelandês.

As vendas de ingressos para o jogo de ida contra o Peru, dia 10 de novembro, explodiram. A expectativa é de bater o recorde de 2009, quando 35.179 pessoas viram o jogo contra o Bahrein. Na ocasião, a vitória por 1 a 0 garantiu a classificação para o Mundial da África do Sul - competição da qual o país saiu invicto, com três empates, incluindo um com a Itália.

No país em que o rugby é tratado como religião, o futebol tem conquistado mais adeptos, especialmente entre as crianças. Mas a pressão que há sobre os All Blacks não existe sobre a seleção da bola redonda.

"Na Austrália, onde eu joguei, já é um pouco diferente" explica Finkler. "Depois de irem à Copa no Brasil, ganharem a Copa da Ásia, ficaram com uma certa obrigação de conquistar a vaga. Vão disputar a repescagem com Honduras, acho que vão se classificar. Aqui na Nova Zelândia há esperança, mas se der certo, deu. Se não der, sabem que perderam pra um time melhor. Se no Brasil o futebol é o primeiro, segundo e terceiro esporte, aqui é o rugby".

Por jogar um campeonato de outra confederação, o Wellington Phoenix não pode se classificar para torneios continentais. Quem acompanha os Mundiais de Clubes da Fifa se acostumou a ver o Auckland City, que já disputou oito vezes o torneio, com um terceiro lugar em 2014. Razão pela qual o brasileiro acredita que seu time poderia fazer um bom papel: "Já fizemos amistosos com eles, são amadores, o nível é bem diferente. Se pudéssemos levar nosso time, poderíamos dificultar para os adversários".

A experiência na A-League não é a primeira de Guilherme Finkler no exterior. Na temporada 2006/07, após ser aprovado num teste, ele foi contratado pelo Wolverhampton, da Inglaterra, mas não chegou a fazer partidas oficiais. Voltou ao Brasil depois de uma passagem pelo Mouscron, da Bélgica. Nada que o desanimasse quando surgiu a oportunidade no Melbourne, em 2012.

"Havia um certo receio, mas para a Inglaterra fui muito novo, pensamento diferente. Ir para a Austrália não foi só uma decisão pelo futebol. Era um país que me interessava pela qualidade de vida. Deu tudo certo", festeja Finkler, até hoje lembrado por um gol de falta nos acréscimos contra o Western Sydney Wanderers, na temporada 2013/14.

Os times da liga australiana podem contratar dois "marquee players", jogadores que recebem acima do teto salarial. Inicialmente, a estratégia foi levar jogadores de renome internacional para atrair público. No Sydney FC, por exemplo, passaram Dwight Yorke, Juninho Paulista e Alessandro Del Piero. Mas, segundo Finkler, este perfil está mudando. Hoje, um dos destaques do Sydney é o atacante Bobô, revelado pelo Corinthians.

"Jogadores como o Del Piero têm uma qualidade absurda e fazem a diferença, mas também têm dificuldade para acompanhar o ritmo físico dos jogos. Hoje os clubes pensam duas vezes antes de contratar jogadores com idade avançada. Preferem pegar jogadores mais novos, mesmo com menos nome", justifica.

As amizades construídas na Austrália resultaram em convite para acompanhar a seleção do país na última Copa. Ele esteve na derrota australiana por 3 a 2 para a Holanda, em Porto Alegre: "Ganhei ingressos e pude levar a família. Hoje tenho amigos na Nova Zelândia e seria ótimo vê-los num Mundial. Mas é mais difícil..."

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"Escapar da Argentina aumentou a confiança". Brasileiro que atua na Nova Zelândia conta como o país vive a repescagem

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Brasil e Rússia serão cabeças-de-chave da Copa; veja candidatos às outras seis vagas

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi
Brasil de Tite será cabeça-de-chave na Rússia
Brasil de Tite será cabeça-de-chave na Rússia Mowa Press

O Brasil estará entre os cabeças-de-chave da Copa do Mundo de 2018, na Rússia. Isso é certo depois que a Fifa, nesta quinta-feira, manteve o sistema adotado nos dois últimos Mundiais, com o ranking do mês de outubro para definir o primeiro pote do sorteio dos grupos. A honra, além do país anfitrião, cabe aos sete melhores colocados na classificação mundial da entidade, que leva em consideração jogos dos últimos quatro anos.  

A novidade para o sorteio de 1º de dezembro será o uso do ranking para a definição dos outros três potes, antes divididos por critérios geográficos.

Na atualização de setembro, divulgada nesta quinta-feira, a Seleção Brasileira aparece em segundo lugar, atrás da Alemanha. Já classificada, a equipe de Tite só depende de si para recuperar a ponta - basta vencer Bolívia e Chile nos jogos que restam -, mas o mais relevante é saber que nenhuma combinação de resultados deixa o Brasil abaixo da terceira colocação.

Caso o Brasil perca as duas partidas, aparecerá no ranking de outubro com 1453 pontos, marca que, além dos alemães, apenas a Argentina poderia superar, vencendo o Peru e pelo menos empatando com o Equador.

Na atual "zona dos cabeças-de-chave", não há outros campeões mundiais além de Alemanha, Brasil e Argentina. As outras vagas são provisoriamente ocupadas por Portugal, Bélgica, Polônia e Suíça. Enquanto Inglaterra, Uruguai e Itália têm chances quase nulas de serem cabeças, França e Espanha estão na briga para entrar no grupo dos sete primeiros. Os franceses, hoje em oitavo, podem pagar caro pelo tropeço em casa contra Luxemburgo na última data Fifa.

Vale lembrar que portugueses e suíços se enfrentam na rodada final - um deles terá de disputar a repescagem em novembro.

A Fifa usa o ranking de outubro, e não o de novembro, para não dar uma vantagem injusta aos times que jogam os play-offs, enquanto outros, já classificados, jogam apenas amistosos, com peso menor para a pontuação. Participar ou não da repescagem, porém, não influencia na possibilidade de um time ser cabeça-de-chave. Portugal, caso vença Andorra, terá seu lugar garantido caso chegue ao Mundial, independentemente do caminho.

Confira abaixo as simulações de possíveis resultados para o ranking de outubro.

Projeções para o ranking de outubro
Projeções para o ranking de outubro Excel

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Brasil e Rússia serão cabeças-de-chave da Copa; veja candidatos às outras seis vagas

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Vale a pena fechar o mercado antes da temporada? Premier League se antecipou - e Europa deve segui-la

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi
Novelas como a de Alexis Sánchez tendem a durar menos
Novelas como a de Alexis Sánchez tendem a durar menos Getty Images

A partir da temporada 2018/19, a janela de transferências da Premier League se fechará antes da primeira rodada. Os clubes estrearão com seus elencos já definidos, após a mudança aprovada por maioria de votos. 

O tema ganhou força nas últimas semanas, com várias histórias de mercado se sobrepondo ao interesse pelos jogos na imprensa e nas redes sociais. O Liverpool vai segurar Coutinho? E Alexis Sánchez, fica no Arsenal ou vai para o Manchester City? Antonio Conte está insatisfeito com o mercado do Chelsea?

A mudança pode ter seus efeitos colaterais. Com menos tempo para contratar, alguns valores podem ficar ainda mais inflacionados do que já são, pela boa saúde financeira da liga. E como a janela delimita apenas as entradas, os clubes da Premier League ainda correriam o risco de ver jogadores saindo para outras ligas até o dia 31 de agosto.

Este último cenário, porém, pode não se concretizar. A medida inglesa tem sido elogiada por personagens de outros campeonatos e por líderes do futebol europeu. O presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, já havia dado um parecer positivo antes mesmo da aprovação.

"Na minha visão, não é bom que os jogadores atuem por um clube no início da liga e depois por outro clube quando a janela fecha", argumentou Ceferin em declaração ao inglês The Times. "Há muita incerteza por muito tempo. Portanto, eu diria que a janela pode estar longa demais, e apoio que ela seja mais curta".

Novo presidente da Associação dos Clubes Europeus (ECA), Andrea Agnelli também é favorável. Sucessor de Karl-Heinz Rummenigge à frente da entidade, o mandatário da Juventus disse em seu discurso de posse que pretende dialogar com a Uefa para "harmonizar" as janelas e chegar a uma uniformidade de regras.

Nesta sexta-feira, foi a vez de técnicos de ponta como Zinedine Zidane, do Real Madrid, e Carlo Ancelotti, do Bayern, se manifestarem pelo encurtamento do período de mercado.

"O mundo do futebol está pensando nisso. Ninguém está feliz com uma janela longa de mercado. A Premier League é a primeira, mas acredito que outras federações vão seguir", avaliou Ancelotti em entrevista coletiva.

"Penso o mesmo que a maioria das pessoas", acrescentou Zidane. "Quando a liga começa, o mercado tem de parar, isso é claro".

Através do Twitter, um dos mais conceituados diretores de futebol da Europa parabenizou a opção dos ingleses. "Uma decisão justa e lógica", postou Ramón 'Monchi' Rodríguez, ex-Sevilla e atualmente na Roma.


Com tantos consensos, parece improvável que a liga mais valiosa do mundo fique sozinha na decisão. É apenas questão de tempo. E você, o que acha da medida?

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Itália no tudo-ou-nada da repescagem. O que fazer para evitar o pior

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi
Immobile marcou o primeiro gol da Itália sobre Israel
Immobile marcou o primeiro gol da Itália sobre Israel Getty Images

Não adianta negar. Desde o sorteio dos grupos das eliminatórias da Copa do Mundo de 2018 que colocou Espanha e Itália no mesmo grupo, jogar a repescagem era uma realidade possível para os italianos. A eliminação espanhola na Euro 2016, numa obra-prima de Antonio Conte, não foi suficiente para criar uma falsa ideia de que a Itália ganhou terreno diante de um modelo de jogo estabelecido e afirmado na Espanha há mais de uma década.

Os 3 a 0 do Santiago Bernabéu foram um duro e necessário choque de realidade. As magias de Isco ficam para a história - e Julen Lopetegui foi muito competente em repetir o que Vicente del Bosque já havia feito na final da Euro 2012, quando a Espanha fez 4 a 0 em outro recital. 

Na decisão de Kiev, um time repleto de meio-campistas e sem uma referência na área. Na ocasião, jogaram Busquets, Xabi Alonso, Xavi, Fàbregas, Iniesta e David Silva. 

Cinco anos depois, três peças daquele sexteto se repetiam (Busquets, Iniesta e Silva), com Koke, Asensio e Isco completando o grupo.

Neste cenário, Giampiero Ventura optou pela pior estratégia possível. Abriu mão de homens no meio-campo e insistiu em um 4-2-4 que deixava Verratti e De Rossi sempre perdidos no meio de um mar de camisas vermelhas. Até a véspera, trabalhava com uma formação com cinco defensores, mas mudou de ideia ao perder Chiellini por lesão. No momento desta mudança, jogou fora também suas chances de complicar os espanhóis.

Verratti pela Itália (x Espanha e Israel)
Verratti pela Itália (x Espanha e Israel) Trumedia
Verratti pelo PSG (Ligue 1 17/18, 3 jogos)
Verratti pelo PSG (Ligue 1 17/18, 3 jogos) Trumedia

Podemos entender que, de qualquer maneira, nunca seria surpresa a Espanha em primeiro na chave, com a Itália em segundo. Durante muitos anos, os azzurri ignoraram o funcionamento do ranking da Fifa, levando amistosos pouco a sério e perdendo algumas chances de ganhar posições. Como esquecer que, em 2013, bastava vencer a Armênia para ser cabeça-de-chave da Copa do Mundo, e o empate por 2 a 2 acabou empurrando a equipe para um grupo com Uruguai, Inglaterra e Costa Rica?

Por este mesmo ranking, é fundamental vencer os jogos restantes para ter a garantia de um sorteio menos pesado na repescagem (evitar uma Suíça ou Portugal, por exemplo). Macedônia e Albânia são rivais acessíveis para isso. Mas também serão oportunidades para que Ventura reveja algumas de suas convicções. Na vitória por 1 a 0 sobre Israel, ficou evidente que o modelo penaliza alguns dos jogadores mais importantes do elenco.

O 4-2-4 é um desenho com o qual os principais atletas da Itália não convivem em seus clubes. Já falamos sobre Verratti, habituado a uma trinca de meio no PSG, mas o exemplo mais claro talvez seja Insigne. No Napoli, o talentoso atacante é aproveitado pela esquerda de um 4-3-3, baseado em muita posse de bola e presença constante no campo ofensivo. No sistema de Ventura, muitas vezes recebe a bola distante de zonas de perigo e tem dificuldades para chegar à área.

Insigne pela Itália (x Espanha e Israel)
Insigne pela Itália (x Espanha e Israel) Trumedia

Insigne pelo Napoli (Serie A + UCL 17/18, 4 jogos)
Insigne pelo Napoli (Serie A + UCL 17/18, 4 jogos) Trumedia

A dupla de ataque formada por Belotti e Immobile já chegou a trabalhar junta com o próprio Ventura no Torino, mas hoje ambos são atacantes isolados em seus clubes. O entendimento tem sido difícil, e um deles provavelmente terá de ser sacrificado - provavelmente Immobile, embora tenha sido dele o gol salvador contra Israel, num jogo em que a torcida de Reggio Emilia chegou a vaiar o time.

Ventura tem o mérito de já ter conseguido reduzir a média de idade de um time que chegou à Euro envelhecido. Existe um bom movimento nas categorias de base da Itália, com as seleções sub-20 e sub-21 vindo de boas campanhas recentes, e há otimismo sobre o amadurecimento de uma boa geração. Neste cenário, projeta-se a maturidade da seleção entre 2020 e 2022. Mas para que 2018 seja uma etapa importante de crescimento, é preciso estar lá.

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Destaque em clube 'odiado', brasileiro tem sonho frustrado por inversão de mando na Liga Europa

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi

Stênio em ação pelo Shkëndija
Stênio em ação pelo Shkëndija Photonews/Getty

O sorteio dos play-offs da Liga Europa mandou muitos torcedores do Milan ao Google para "descobrir" o Shkëndija, da Macedônia. Mas há alguém que pode explicar melhor sobre o adversário dos rossoneri por um lugar na fase de grupos do torneio continental.

O atacante Stênio Júnior, único brasileiro no elenco do clube, atua no país há quatro anos e falou ao ESPN.com.br sobre sua expectativa para o confronto - e a frustração de não poder atuar em um dos grandes palcos do futebol mundial.


Expulso no jogo de ida contra o Trakai, da Lituânia, na terceira fase preliminar, Júnior foi suspenso por duas partidas pela Uefa. O sorteio, inicialmente, determinou a primeira partida com o Milan na Macedônia. Mas, por questões logísticas, a ordem dos mandos foi invertida, e o brasileiro não poderá atuar em San Siro no dia 17 de agosto. A volta será um semana depois.

"Ainda não engoli bem, mas a gente tem de cumprir", lamenta. "Estava contente porque faríamos o primeiro jogo em casa e eu poderia jogar na Itália, realizar aquele sonho do jogador. Então houve a mudança e fiquei um pouco mais chateado. O importante agora é pensar em fazer um bom trabalho na segunda partida, para aproveitar a exposição e colher os frutos. Vai ser bom para o futebol da Macedônia. Temos de pensar num todo, não só no lado pessoal".

O Shkëndija é de Tetovo, mas terá de atuar em Sköpje por causa da estrutura do estádio. Como outro time do país, o Vardar, fará o jogo de ida no mesmo campo (contra o Fenerbahçe), houve a troca da ordem, como previsto em regulamento.

  • Só no mapa

O time de Stênio Júnior, porém, só é macedônio na geografia. A cidade tem maioria étnica de albaneses, e foram eles que fundaram o clube. O Shkëndija é, para eles, mais que um time de futebol. É uma representação nacionalista. O hino albanês é cantado por sua torcida organizada, a Ballistët, antes de cada partida. E as tensões históricas fazem com que haja um ódio recíproco com a maioria dos times da Macedônia.

"O clube é renegado dentro do país", conta o atacante. "É um dos clubes grandes, mas não conta com a receptividade dos macedônios em geral. As torcidas costumam entrar em confusão depois dos jogos. Mas não me envolvo com estas questões. Tenho amigos macedônios e albaneses e sou tratado com o mesmo respeito e amizade. Vim para jogar futebol. Mas muitos brasileiros que já vieram para cá acharam estranho. As coisas aqui na antiga Iugoslávia são complexas". 

Na época do regime comunista, o Shkëndija chegou a ser desfeito pelo governo iugoslavo, pelo simbolismo que adquiria para o nacionalismo albanês. Somente em 1991, com a separação da Macedônia, o clube ressurgiu. Campeão em 2011, se afirmou nos últimos anos como um time que luta pelas primeiras posições. Vem de dois vice-campeonatos e ganhou a copa nacional em 2016. No cenário internacional, os resultados vêm melhorando - é o segundo ano seguido nos playoffs da Liga Europa.

Confira os melhores momentos de Milan 2 x 0 Universitatea Craiova

Stênio chegou no início de 2014 ao Shkëndija. Descoberto no futebol cearense, onde se destacou pelo Horizonte, ele foi inicialmente transferido para o Litex Lovech, da Bulgária, mas foi o empréstimo ao Pelister, da Macedônia, que representou a grande virada: "Joguei metade do campeonato de 2013/14 no Pelister, fiz 8 gols, e fui para o Shkëndija como a transferência mais cara do país. Foi algo entre 100 e 150 mil euros".


  • Seleção?

Adaptado ao futebol e à vida na Macedônia, o atacante é pai de uma bebê de dois meses e não pensa em sair do país agora. Pelo contrário: já foi procurado sobre a possibilidade de defender a seleção local. "Isso já foi conversado, perguntaram se eu queria me naturalizar. Vejo como uma boa oportunidade", confirma. "É uma forma de participar de grandes partidas pela seleção do país, buscar mais formas de me destacar. Só falta um ano para completar os cinco exigidos pela Fifa".


"Hoje tudo é mais fácil aqui. Posso buscar o melhor para cuidar da saúde da esposa e da minha filha com tranquilidade", festeja. "É claro que nossa família no Brasil está ansiosa para voltarmos no fim do ano, por causa do nascimento da bebê (risos)".

Antes, há o Milan, que gastou 42 milhões de euros em Leonardo Bonucci, um dos melhores zagueiros do mundo, em meio a uma série de contratações que reformularam o time e criaram grande expectativa para a temporada. Para Júnior, é só um motivo a mais para se motivar: "É uma experiência a mais enfrentar não apenas o Bonucci, mas toda a equipe do Milan. Não dá para prometer nada agora. As coisas acontecem na hora".

E não seria melhor um adversário mais acessível? O brasileiro vê o lado positivo. "Não que a gente não quisesse um adversário mais fácil para chegar à fase de grupos. Mas pegar um Milan é motivo de alegria. Não tira nossa confiança nem nos abate. Podemos fazer história. As zebras acontecem no futebol. Quem sabe a sorte não esteja do nosso lado?", conclui.

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'Maior que Beckham', Neymar pode se pagar no PSG, avalia especialista em fair-play financeiro

Leonardo Bertozzi
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Neymar é o nome mais falado no mercado de transferência
Neymar é o nome mais falado no mercado de transferência EFE/Edu Bayer

E o fair-play financeiro? Esta é uma pergunta frequente quando se fala na possível contratação de Neymar pelo Paris Saint-Germain, que pagaria ao Barcelona os 222 milhões de euros da cláusula de rescisão. Seria a maior transferência da história, e de acordo com um especialista na regulamentação da Uefa ela pode caber no bolso do clube francês.


Responsável pelo site Calcio e Finanza, especializado em negócios do futebol, Giovanni Armanini lembra que o objetivo do fair-play financeiro não é colocar um limite nos gastos com transferências, mas garantir que os clubes gastem dentro de suas possibilidades de receita.

"O FPF não coloca nenhum teto no que você pode desembolsar em contratações", afirma Armanini. "O que ele limita é o gasto com salários, que tem de ser equivalente a no máximo 70 por cento do que o clube arrecada. O PSG na última temporada gastou 54%, tem muita margem, considerando ainda que o faturamento deve aumentar. Já o Barcelona está no limite, ainda por cima depois de renovar com Messi".

A regra da Uefa determina que o clube não pode acumular um prejuízo superior a 30 milhões de euros num espaço de três anos. "O PSG fechou a última temporada com 10 milhões de lucro. Em tese ainda poderiam perder 40 milhões. Se tiverem 10 milhões de lucro novamente, poderiam perder até 50 milhões na outra", justifica o especialista.

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Embora o PSG conte com o forte investimento do Qatar, valores de patrocínio injetados no clube por empresas dos donos ou ligadas a eles nunca podem superar os 30% do faturamento. "Muita gente fala em valores malucos", argumenta Armanini. "Para mim não são malucos se você tem o faturamento para se bancar. O PSG está aumentando sua presença no exterior. No Brasil tem mais seguidores de Facebook que na França. Imagine com Neymar e meia seleção brasileira..."

Com a Copa do Mundo de 2022 no Qatar, contar com uma das estrelas do torneio seria essencial para gerar mais patrocínios e acordos comerciais. Para o editor do Calcio e Finanza, Neymar é exemplo de um jogador desde o início idealizado como marca, algo que David Beckham foi no passado.

"Neymar como Beckham? Pode ser muito mais. O mercado do marketing esportivo cresceu muito em quinze anos", diz. "Na Ásia seguem o futebol como o cinema de Hollywood. Seguem os jogadores mais do que os clubes. Alex Ferguson escreveu que Beckham foi o primeiro jogador planejado primeiro como marca, depois como jogador. Neymar faz algo semelhante".

Armanini acredita que as consequências possíveis de contar com Neymar possam compensar um investimento que, entre contratação, salários e comissões, pode significar um gasto de 80 a 90 milhões de euros por ano.


"Não é por se tratar da multa que o PSG não possa conseguir uma condição mais favorável de pagamento, espalhando os valores em seus balanços anuais. A Juventus, por exemplo, pagou Higuaín (ao Napoli) em duas parcelas, uma em cada ano", lembra. "E se o PSG vende um ou dois jogadores, o saldo deste mercado ficaria negativo não em 222 milhões, mas em 160, por exemplo. Tem quem gaste isso em vários jogadores. Em um é mais arriscado, mas é a avaliação esportiva".

Quando contratou Cristiano Ronaldo, Kaká e Benzema, entre outros, no mercado de 2009, o Real Madrid ficou com um saldo negativo de 170 milhões de euros na janela. "E tinha um faturamento menor que o do PSG hoje", lembra Armanini. "Hoje os times de Manchester fazem com normalidade mercados de 150 milhões. Podemos discutir, mas não dizer que não é sustentável".

Tudo isso significa, então, que o fair-play financeiro fracassou em seu objetivo? O fato é que a Uefa, através de seu presidente Aleksander Ceferin, já pensa em maneiras de alterar sua regulamentação para se adaptar a estes tempos. Desde um imposto sobre grandes contratações (já utilizado na China) até o estabelecimento de tetos salariais, passando pela limitação do tamanho dos elencos.

"Ceferin foi eleito pelas federações menores e tem uma missão: aumentar a competitividade do futebol europeu. Mais que frear investimentos como Neymar, ele deveria equilibrar o futebol. Talvez com tetos salariais que não sejam percentuais de faturamento, mas valores fixos. Assim, eu sei que se contratar Neymar terei de 'cortar' outros jogadores", exemplifica o analista.

"O mercado do futebol foi criado em um contexto hiperliberalista. É muito difícil intervir. Se você coloca um teto, causa mudanças no mercado. Toda mudança tem seus efeitos colaterais. Quando a Uefa passou a exigir jogadores formados nos clubes ou nos países dos clubes, o preço dos jogadores ingleses disparou", lembra. "Ou você cria um outro sistema do início, como nos esportes americanos, ou as correções serão sempre difíceis. Mesmo as ideias justas têm suas consequências".

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  • E o Milan?

Também se fala muito em fair-play financeiro a respeito da nova administração do Milan, que já contratou dez jogadores para a temporada e ainda busca um centroavante de peso. O chinês Li Yonghong recorreu a um empréstimo com o fundo de investimentos Elliott para finalizar a compra, e precisa devolver 300 milhões de euros em 18 meses.

"Ele diz ter investidores estrangeiros para cobrir a cifra. Caso isso não acontecer, um plano B é o refinanciamento da dívida ou a entrada do clube na Bolsa de Valores", esclarece Armanini. "É importante lembrar que a dívida não é do clube, é de Li. As dívidas do Milan foram zeradas na compra, e foi disponibilizado um orçamento de 55 milhões para o mercado. Como gastaram quase 200 milhões? São negociações parceladas, ou empréstimos com compra fixada".


Ou seja, o Milan precisa alavancar suas receitas. Em outubro, haverá um encontro com a Uefa para alinhar os planos de crescimento dentro do fair-play financeiro, algo oferecido a clubes com novos donos ou que apresentam projetos de aumento de investimentos - desde que justificados. A ideia é obter o "voluntary agreement", ou acordo voluntário, que precisa ser seguido à risca.

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"É necessário tornar o Milan rentável. Obviamente precisam chegar à Champions League, é uma centena de milhões de mais. O Milan tem uma marca forte, pode aumentar suas receitas de patrocínio na China e no mundo. É isso que vão dizer à Uefa: era inevitável gastar para aumentar o nível. É arriscado, mas não há outra alternativa no futebol de hoje para alcançar resultados em dois, três anos", diz o especialista.

E o próximo passo, na avaliação de Armanini, é fazer mais dinheiro com venda de jogadores: "Alguém vai pagar a multa de Donnarumma. Outros vão se valorizar e também serão vendidos. A Juventus faz isso. Clubes como Arsenal, Liverpool, Tottenham também fazem. Se você tem um jogador de 100 milhões, você vende. Nem todos são Real Madrid ou Barcelona".

A rival Inter, também adquirida recentemente por chineses, vive outro tipo de cenário com a Uefa. Através de um "settlement", ou acerto, aceitaram penas menores como multa e redução de inscritos nas competições europeias para evitar punições maiores, desde que alcançassem metas de balanço: prejuízo máximo de 30 milhões de euros até o fim da temporada 2015/16 e prejuízo zero em 2016/17.

Para se manter na linha, a Inter precisa repetir no mínimo o "zero a zero" no balanço em 2017/18. Pelo fato de o "settlement" já estar em andamento quando a nova direção assumiu, o clube ficou impedido de aderir ao acordo voluntário.

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Gritaria no hotel, susto com goleada e sonho com o Corinthians. Conheça o primeiro brasileiro a desafiar o novo Milan

Leonardo Bertozzi
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Reprodução Instagram
Brasileiro Gustavo Vagenin enfrentará o Milan pela Liga Europa
Brasileiro Gustavo Vagenin enfrentará o Milan pela Liga Europa

A contratação de quase um time inteiro para a nova temporada faz do Milan uma das grandes atrações do mercado europeu. Com novos donos chineses, o clube rossonero tem a missão de voltar a disputar a Champions League. Um dos caminhos é a Serie A, que a partir desta temporada dará quatro vagas para o principal torneio da Uefa. O outro é a Liga Europa.

A caminhada do Milan começa na próxima quinta-feira, contra o Universitatea Craiova, na Romênia, pela terceira fase preliminar. No time da casa, estará o meia brasileiro Gustavo Vagenin, de 25 anos. Gustavo, que vai para sua segunda temporada no clube, conversou com o ESPN.com.br e revelou que o clima no clube é de empolgação com o adversário ilustre.

"No dia do sorteio estávamos no hotel, acompanhamos juntos, ansiosos para saber quem era", conta. "Sabíamos que havia a chance de encontrar o Milan, o segundo maior campeão europeu da história. E quando saiu justamente o Milan, virou uma gritaria no hotel".

O confronto é ainda mais especial para Gustavo por sua carreira profissional construída em grande parte no futebol italiano.

Depois de passar pelas categorias de base de Corinthians e São Paulo e estrear profissionalmente no Pão de Açúcar (hoje Audax), o meia aceitou em 2011 o desafio de jogar na Salernitana, que recomeçava na Serie D (na época a quinta divisão) após ter a falência decretada: "Queriam renovar por três anos no Pão de Açúcar, mas eu tinha o sonho de jogar na Europa e aproveitei o fato de já ter o passaporte italiano"

Reerguida por Claudio Lotito, dono e presidente da Lazio, a Salernitana conquistou dois acessos durante a passagem do meia brasileiro por lá. Ele ainda vestiu as camisas de Lecce e Novara, mas foi no Messina, na temporada 2015/16, que deu o grande salto.

"Fiz oito gols entre janeiro e maio", lembra Gustavo. "A partir daí surgiu o interesse de clubes de outros países: Sheriff, da Moldávia, Hearts, da Escócia... Mas o projeto do Craiova me interessou mais. Ninguém imagina, mas o futebol romeno dá uma oportunidade e visibilidade importante. Estrutura muito boa, clube investindo bastante, tentando contratar na medida do possível. Não como o Milan, claro (risos)! Mas querem brigar por títulos".

Grande palco - O contato mais próximo do meia com o Milan havia sido nas arquibancadas de San Siro. Através de um amigo em comum com Stephan El Shaarawy, conseguiu ingressos para um dérbi entre Milan e Inter. Agora terá a oportunidade de pisar em um dos gramados mais famosos do mundo.

Antes, porém, há o jogo em casa. No modesto estádio Municipal, com capacidade para 20 mil pessoas e ingressos já esgotados. "Estão construindo um novo estádio, mais moderno, para 30 mil, mas só ficará pronto no ano que vem", afirma. "Vamos jogar com a nossa torcida e tentar fazer alguma vantagem no primeiro jogo. Se não acreditarmos em nós, quem vai?"

O time romeno pode apostar em uma preparação mais adiantada, tendo feito duas partidas pelo campeonato nacional, com uma vitória e um empate. Neste sábado, porém, o Milan mandou um recado ao golear o Bayern de Munique por 4 a 0 em amistoso. Gustavo admite ter ficado "um pouquinho preocupado". Ou melhor, "um pouquinho MUITO preocupado". Mas promete tirar a superação do apoio das pessoas mais próximas.

Um irmão que mora na Bulgária e uma irmã que estuda na Alemanha estarão no jogo, assim como um amigo brasileiro que já está hospedado na casa do meia. "Energia brasileira não vai faltar", promete Gustavo, que comemorou a contratação do técnico italiano Devis Mangia, ex-Palermo e seleção sub-21. "Temos afinidade e conversamos bastante. É bom um técnico com 'ideias italianas'".

Também italiano é o reforço mais badalado do Craiova para a temporada: Fausto Rossi, volante revelado pela Juventus e vice-campeão europeu sub-21 pela Itália em 2013. Rossi passou por clubes da liga espanhola e chegou a marcar o gol de uma vitória do Valladolid sobre o Barcelona, em 2014. Conta o brasileiro: "Eu o ajudo por falar italiano. Mesmo sem dominar totalmente o romeno, já dou entrevistas no idioma. É uma língua latina, se parece em algumas coisas com o italiano".

Se Gustavo voltaria para a Itália um dia? Só para jogar as divisões que nunca experimentou. "Quero voltar pela porta da frente, Série B, Série A. Mas também sonho em voltar ao Brasil, quem sabe mais pra frente?". Algum time em especial? "Meu time, o Corinthians, acompanho tudo daqui, dou meu jeito. Às vezes o horário não ajuda, mas dá pra ver pelo menos os melhores momentos".

Sonhos que podem ficar mais próximos se vier uma grande atuação contra o novo Milan. Quinta-feira é o dia.

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Pelo milagre e pela saudade, técnico vai atravessar o país pedalando

Leonardo Bertozzi
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Jogadores do Crotone atiram o técnico Davide Nicola para o alto
Davide Nicola, festejado pelos jogadores do Crotone, vai atravessar a Itália de bicicleta

"Hai voluto la bicicletta? Adesso pedala!"

Quis a bicicleta? Agora pedala. Tradução ao pé da letra de um ditado italiano usado para situações em que alguém consegue algo sonhado, mas tem de lidar com as consequências. Davide Nicola, técnico do Crotone, quis literalmente a bicicleta. E vai pedalar.

Levar o Crotone pela primeira vez à Serie A já era uma façanha para Nicola. Manter o clube calabrês na elite italiana, então, parecia um sonho impossível. Especialmente depois de somar apenas 9 pontos nas 19 partidas do primeiro turno.

A permanência do Crotone parecia uma miragem quando o treinador prometeu, dia 7 de abril, que viajaria de bicicleta até Turim, atravessando o país, caso evitasse o rebaixamento.

Faltavam oito rodadas, e o time havia acabado de diminuir para cinco pontos a desvantagem para o Empoli, primeiro time fora da zona de descenso.

Na rodada seguinte, o Crotone venceu a Inter em casa, embalando uma arrancada final que terminaria com a "salvezza" alcançada na última rodada, batendo a Lazio por 3 a 1. Foram 20 pontos conquistados nas últimas nove partidas - somando-se a 14 das 29 anteriores.

Nicola não escolheu Turim por acaso. Nasceu em Luserna San Giovanni, região metropolitana da capital piemontesa. Pelo Torino, seu time do coração, marcou o gol mais importante da carreira: o do acesso à Serie A em 2006, na prorrogação do play-off contra o Mantova.

Nem todas as lembranças, porém, são felizes. Também na grande Turim, em Vigone, onde ainda reside com a família, o técnico viveu uma tragédia familiar: a morte de seu filho Alessandro, de 14 anos, em um acidente em 2014.

"Hoje sei que você sempre esteve ali comigo", escreveu Nicola em uma emocionante carta após a façanha. "Você conseguiu, com sua energia, me dar a força para lutar e continuar a perseguir o impossível".

Vigone será a etapa final do "Giro d'Italia" do treinador, que passará por cidades que foram importantes em sua carreira: Taranto, Bari, Pescara, Ancona, Livorno e Gênova. O planejamento é cumprir o percurso de cerca de 1.300 km ao longo de nove dias.

A jornada começa nesta sexta-feira, com o apoio de uma loja que forneceu as bicicletas e ajudou Nicola na preparação.

 

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Pelo milagre e pela saudade, técnico vai atravessar o país pedalando

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Entre um argentino e um finlandês, Totti quase deixou a Roma antes de virar lenda

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi
EFE/EPA/FLAVIO LO SCALZO
Totti Roma Milan Campeonato Italiano 07/05/2017
Totti quase deixou a Roma aos 20 anos, em 1997

Francesco Totti encerra neste domingo uma história de 25 temporadas com a camisa da Roma. Não confirma se o jogo com o Genoa será o último como profissional, mas certamente será o último com as cores que representou por um quarto de século. Período que poderia ter sido bem menor se não fosse por uma noite de fevereiro de 1997, quando seu futuro no clube era colocado em dúvida pelo técnico Carlos Bianchi.

O argentino, contratado após empilhar taças com o Vélez Sarsfield (três títulos argentinos, uma Libertadores e uma Copa Intercontinental vencida contra o Milan), não estava convencido de que Totti, então com 20 anos, era especial. Os minutos em campo eram limitados, e às vezes Totti não ia nem para o banco.

O sonho de Bianchi era levar para a Roma o finlandês Jari Litmanen, protagonista no Ajax. Sentindo-se desprezado, Totti passou a cogitar a saída do clube. Chegou a um acordo com a Sampdoria, e a transferência esteve a ponto de acontecer.

Até que Totti e Litmanen estiveram no mesmo campo. No dia 9 de fevereiro de 1997, a Roma recebeu Ajax e Borussia Mönchengladbach para um triangular amistoso, daqueles com jogos de 45 minutos. Bianchi queria mostrar a todos o que o clube teria a ganhar com Litmanen. Totti (assim como o presidente Franco Sensi) tinha outros planos.

"Uma pena que ontem, no Olímpico, apesar de preços absolutamente populares propostos por Sensi, tenham aparecido pouco mais de dez mil torcedores", conta a edição do dia seguinte da Gazzetta dello Sport. "Totti, para quem não soubesse, deu uma de fenômeno. É um jovenzinho com seus vícios. Mas as virtudes são tantas para segurá-lo forte. E quem sabe educá-lo".

No primeiro jogo, entre Ajax e Borussia, Litmanen justificou toda a badalação com um belo gol - o da vitória dos holandeses. Mas na vez da Roma enfrentar os alemães, Totti roubou a cena. Conta a Gazzetta: "Primeiro criou do nada a jogada do 2-0 (Totti-Moriero-Delvecchio, tudo muito bonito), com um lançamento próprio apenas dos craques. Depois, concluiu a obra dos 3-0 com um mini-show, com conclusão por cobertura, maradoneando".

Totti, ainda com a camisa 17 (a 10 era do uruguaio Fonseca), também balançou as redes na vitória por 2 a 1 sobre o Ajax. E ao final da noite, Sensi atestou, sem meias palavras: "Totti é melhor que Litmanen. Precisamos de alguém assim, ele não sairá da Roma".

Franco Zavaglia, na época empresário de Totti, afirmou em entrevistas à imprensa italiana que o encontro de Totti e Litmanen não foi casual. Sensi estava curioso com tanta insistência do agente, beirando a teimosia, em questionar nos bastidores o pouco aproveitamento do jovem atacante. "Por isso ele convidou o Ajax de Litmanen. A partir daquele momento, Totti virou Totti e começaram os problemas entre técnico e direção".

"Bianchi dizia que na Argentina encontraria centenas como Totti", revelou Zavaglia. "Eu disse a ele que, se era o caso, a Argentina ganharia tudo em nível mundial pelos 20 anos seguintes".

Totti, em entrevista reproduzida pelo site da Roma no ano passado, confirmou a queda de braço: "Aquele torneio foi no dia anterior à minha ida acertada para a Sampdoria. Mas os deuses de Roma se revelaram, e aquela noite se tornou mágica. Sensi interveio e disse que eu não ia a lugar nenhum. O negócio com a Samp melou. Bianchi disse: 'Totti ou eu', e Sensi respondeu 'Totti'. Foi ali que tudo mudou".

O argentino durou pouco. Em abril, após uma derrota para o Parma, com a Roma no meio da tabela, foi demitido. Zdenek Zeman chegou para a temporada 1997/98, e Totti se tornou titular indiscutível. Com a 10. E por mais vinte anos.

 

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Vaga a mais? Quem fica de fora? Entenda como as finais europeias mexem na próxima Champions

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi
BEN STANSALL/AFP/Getty Images
Jose Mourinho Manchester United Tottenham Premier League 14/05/2017
Mourinho precisa vencer a Liga Europa para levar o Manchester United à Champions

A final da Liga Europa entre Manchester United e Ajax, na próxima quarta-feira, vai aumentar a recheada galeria de conquistas internacionais de uma das equipes. Além disso, significará um passaporte direto para a fase de grupos da Champions League 2017/18.

Para o United, é a única chance de evitar a ausência da principal competição europeia pela segunda temporada consecutiva. O Ajax, como vice-campeão holandês, já garantiu no mínimo a disputa das fases preliminares.

Os finalistas da Champions, Real Madrid e Juventus, já conquistaram as vagas com seus títulos nacionais. Mas isso significa o quê para as outras equipes destes países?

Perguntas sobre o destino das vagas de acordo com os campeões continentais são frequentes. O blog tenta respondê-las a seguir. Se houver novos questionamentos, fique à vontade para fazê-los na caixa de comentários.

O vencedor da Liga Europa sempre entra direto na fase de grupos?

Depende. No atual formato, esta vaga só é direta caso o vencedor da Champions já tenha garantido seu lugar nos grupos via campeonato - o que será o caso desta vez. Caso contrário, o campeão da Liga Europa joga os play-offs, a última fase antes dos grupos. Tudo mudará para 2018/19, quando ambos os campeões estarão sempre garantidos na fase de grupos.

O título abre uma nova vaga para o país?

Não. Nem o da Champions, nem o da Liga Europa. Uma eventual conquista do Ajax, por exemplo, não beneficiaria com acesso à Champions o PSV, terceiro colocado da Eredivisie.

O título "tira" uma vaga do país?

Só em caso extremo. A Uefa ajustou recentemente seu regulamento, de forma a ampliar de quatro para cinco o número máximo de equipes de um mesmo país na Champions League. Assim, diminui-se a chance de repetição do cenário de 2012, quando o Chelsea conquistou o título europeu e acabou forçando o Tottenham, quarto colocado da Premier League, a disputar a Liga Europa.

No entanto, há uma remota possibilidade de que isso ainda aconteça: dois times de um mesmo país com quatro vagas ganharem a Champions e a Liga Europa, e ambos terminarem abaixo do quarto lugar no campeonato. Neste caso, o quarto ainda perderia a vaga. Não acontecerá desta vez.

Se não abre vaga no país, quem fica com ela?

Pela posição na Premier League, o Manchester United está classificado para a fase de grupos da Liga Europa 2017/18. Se estiver na Champions, deixa um espaço na outra competição. Mas nada que beneficie o Everton, sétimo da Premier League e assegurado nas fases preliminares.

Este lugar aberto na fase de grupos é ocupado de acordo com o ranking de ligas da Uefa: subiria das fases preliminares o vencedor da copa nacional da República Tcheca, 13ª colocada. As outras preliminares também seriam readequadas, sempre subindo times de acordo com o ranqueamento dos países.

Se o campeão da Liga Europa for o Ajax, o "buraco" se abre nas fases preliminares da Champions. Por sua posição na Eredivisie, o time holandês jogaria a terceira preliminar, que conta com 10 times, dos quais cinco se classificam para se juntar a outros cinco nos play-offs. Se o Ajax entrar direto na fase de grupos, seriam 14 times e não 15 neste "caminho das ligas" (há separação entre campeões e não-campeões nas fases preliminares).

O novo desenho passaria a ter seis já garantidos nos play-offs e oito na fase anterior disputando as quatro vagas restantes. O beneficiado seria o Nice, terceiro da França.

As fases preliminares da Liga Europa também precisariam de readequação neste caso, já que todos os eliminados na terceira fase preliminar da Champions passam para os play-offs da outra competição - e com um confronto a menos, uma destas vagas deixaria de ser preenchida.

Quem são os cabeças-de-chave da Champions?

Os campeões das sete principais ligas pelo ranking e o atual campeão europeu. Se o vencedor da Champions também for um dos campeões nacionais, beneficia-se o campeão da oitava liga. Como é o caso este ano, com Real Madrid e Juventus campeões, entra para o grupo dos cabeças-de-chave o Shakhtar Donetsk, campeão ucraniano.

Os outros cabeças-de-chave: Bayern, Chelsea, Benfica, Monaco e Spartak Moscou.

Como será no futuro?

Em mudanças já aprovadas para a temporada 2018/19, após pressão dos grandes clubes, as quatro principais ligas pelo ranking (Espanha, Alemanha, Inglaterra e Itália) passarão a ter quatro vagas diretas nos grupos, ocupando assim metade dos lugares disponíveis. Serão duas vagas diretas para os países em quinto e sexto, mais uma para os países até o décimo lugar. Com os vencedores de Champions e Liga Europa também garantidos, restam apenas seis postos a definir através das fases preliminares: quatro para campeões nacionais, dois para não-campeões.

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Simeone na Inter? Razões para acreditar ou duvidar

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi
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Diego Simeone, durante entrevista coletiva nesta segunda-feira
Diego Simeone é o sonho dos dirigentes da Inter

Que Diego Simeone dirigirá a Internazionale um dia, todo o mundo do futebol já sabe. O técnico argentino nunca perde a oportunidade de falar sobre sua identificação sobre a equipe italiana e o desejo de voltar a trabalhar lá. Mas qual a possibilidade de isso acontecer já na próxima temporada.

Quando Stefano Pioli substituiu Frank de Boer após o péssimo início de temporada do holandês, assinou um contrato até junho de 2018 - coincidência ou não, a mesma data do fim do compromisso de Simeone com o Atlético de Madrid, após um acordo com a direção colchonera para reduzir a duração.

A Inter encaixou uma sequência positiva com Pioli e, em determinado momento, chegou a sonhar com a classificação para a Champions League. Mas as últimas semanas foram um pesadelo, e os nerazzurri somaram apenas dois pontos nas últimas seis rodadas, passando a lutar apenas pela última vaga na Liga Europa.

Embora o discurso oficial seja de apoio a Pioli, a decisão de demiti-lo no fim da temporada já foi tomada. Presidente do grupo Suning, que comprou a Inter no ano passado, Jindong Zhang quer um nome de ponta no comando da equipe, e está disposto a abrir os cofres para consegui-lo.

Além de Simeone, também se falou na Itália sobre uma tentativa de repatriar Antonio Conte, mas não parece muito provável que o ex-treinador da seleção italiana abandone o Chelsea após uma temporada apenas, provavelmente com o título da Premier League.

E o que faria Simeone antecipar seus planos de dirigir a Inter? Analisamos fatores que podem influenciar na escolha. No lugar do argentino, qual seria sua decisão?

Muita grana
Zhang tem pronto um contrato de 10 milhões de euros para o argentino - e tem margem para aumentar a oferta se for o caso. Em seu atual contrato com o Atlético de Madrid, ele recebe 6 milhões.

Mercado
Simeone teria carta branca e plenos poderes na escolha de reforços, com um possível orçamento de 150 milhões de euros para a próxima temporada. Metade deste valor, por questões de fair-play financeiro, teria de vir de vendas, razão pela qual o clube cogita sacrificar pelo menos um jogador importante, como Perisic.

Fim de um ciclo
Depois de bater na trave em duas finais da Champions, Simeone colocou mais uma vez os colchoneros entre os quatro melhores da Europa. Se a conquista chegar desta vez, ele poderia pensar em sair por cima - como fez Mourinho na própria Inter em 2010. O clube de Milão, aliás, tem em sua história grandes técnicos que ficaram marcados pela predileção por esquemas defensivos. Basta lembrar de Helenio Herrera ou Giovanni Trapattoni.

Multa
A multa contratual é o principal obstáculo. Segundo meios espanhóis, a cláusula de liberação chega a 50 milhões de euros. Naturalmente, caso Simeone venha a público se manifestar pela saída, a Inter poderia tentar negociar o valor. Mas nada indica uma intenção do Atlético de Madrid em facilitar a saída.

Novo estádio
A próxima temporada será a primeira do Atlético de Madrid no estádio Wanda Metropolitano. A nova casa terá capacidade para 67 mil torcedores e marca um momento importante na história do clube, com perspectiva de um crescimento significativo nas receitas. Simeone já declarou em algumas oportunidades que pretende fazer parte deste ano histórico.

Champions
Apesar de toda a identificação de Simeone, interessará retornar num momento em que o time disputará, no máximo, a Liga Europa? Por outro lado, as chances de classificar um time para a Champions serão maiores a partir da temporada 2017/18, quando a Itália terá, a exemplo das ligas inglesa, espanhola e alemã, quatro vagas diretas na fase de grupos.

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