Apenas 7% dos reforços das cinco grandes ligas europeias vêm de fora do continente

Gustavo Hofman

Getty Images
Danilo trocou o Porto pelo Real Madrid em 2015 e desde o ano passado defende o Manchester City
Danilo trocou o Porto pelo Real Madrid em 2015 e desde o ano passado defende o Manchester City

Costumeiramente, tratamos clubes como Porto, Fenerbahçe e Shakhtar Donetsk como "pontes" para as grandes ligas europeias. O CIES Football Observatory, centro de estudos do futebol localizado na Suíça, transformou essa impressão em fato. Entre julho de 2005 e agosto de 2017, apenas 7.4% das contratações feitas pelos cinco principais campeonatos nacionais da Europa - Premier League, La Liga, Bundesliga, Serie A e Ligue 1 - vieram de fora do continente, enquanto 18.9% chegaram dos outros filiados à Uefa.

No entanto, tem sido muito mais comum o trânsito interno entre as ligas em questão ou com as divisões menores desses países do que com a América do Sul, por exemplo. Ao todo, 32.5% das negociações foram fechadas entre clubes do mesmo campeonato, 27.5% com times de escalões menores do próprio país e 13.8% entre Inglaterra, Espanha, Alemanha, Itália e França.

A competição que mais busca reforços nela mesma foi a Serie A, com 39% do total; Já La Liga é quem mais cruza oceanos ou continentes atrás de jogadores, com 10%. A Premier League lidera quando o jogador a ser contratado está nas cinco grandes ligas, 20%; E a Bundesliga gosta mais de garimpar nas outras nações europeias, 27%.

O estudo divulgado nesta quinta-feira contempla 139 ligas profissionais de 91 associações diferentes e apresenta outros números bem específicos sobre brasileiros também.

No período analisado, Brasil, Argentina e França, nesta ordem, lideraram o mercado de transferências pelo planeta. Em outubro do ano passado, havia 219 jogadores brasileiros registrados nos campeonatos portugueses. Trata-se da maior quantidade de expatriados jogando futebol em um único país. Eram 1210 atletas nascido por aqui espalhados pelas nações em análise.

Como comparação, a Argentina tinha naquela data 98 jogadores no Chile e também no México, enquanto os franceses exportam mais para a Inglaterra, 92.

O estudo completo está disponível neste link e oferece a oportunidade de mergulhar em debates profundos. Na análise específica de alguns clubes, é possível também transformar uma impressão em algo mais concreto. Quantas vezes você já ouviu alguém falar que o Bayern se reforça enfraquecendo os rivais? Pois entre 2005 e 2017 incríveis 43% do reforços contratados pelos bávaros vieram da própria Bundesliga. O Real Madrid apresenta o mesmo índice, mas relativo às cinco grandes ligas.

Estádio da estreia do Brasil foi oficialmente entregue... mas não está pronto

Gustavo Hofman

MLADEN ANTONOV/AFP/Getty Images
Brasil vai fazer a estreia na Copa em Rostov
Brasil vai fazer a estreia na Copa em Rostov

Politicagem e populismo são ações comuns em países que recebem edições da Copa do Mundo. Os governantes locais costumam se aproveitar de grandes eventos para melhorar a própria popularidade. Na Rússia não é diferente.

A Rostov Arena, palco da estreia do Brasil em 17 de junho contra a Suíça, foi oficialmente entregue pelo governo de Rostov Oblast em 20 de dezembro do ano passado. Visualmente, não há muito a contestar: a obra ficou belíssima.

Na prática, porém, faltam detalhes ainda. O próprio governo russo afirmou, posteriormente ao comunicado do governador da região, Vasily Golubev, que o estádio não foi liberado - falta toda documentação de aprovação da construção.

A própria comissão da Fifa que fiscaliza os estádio já havia apontado problemas, como a falta de elevadores. No projeto inicial eram 27 e mais 14 tiveram que ser acrescentados - e ainda não foram instalados, segundo o próprio Golubev. Muitas obras internas continuarão nas próximas semanas.

Localizado na margem esquerda do Rio Don, o estádio foi construído pelo Crocus Group (responsável pela obra em Kaliningrado também) e teve custo total até agora de 19.4 bilhões de rublos (280 milhões de euros). Terá capacidade para 45 mil pessoas e vai receber mais quatro jogos da Copa: Uruguai x Arábia Saudita (20/jun), Coreia do Sul x México (23/jun), Islândia x Croácia (26/jun) e um das oitavas de final.

Estão planejadas três partidas de teste antes do Mundial, todas do Rostov pelo Campeonato Russo - 1/abr contra o CSKA Moscou, 29/abr contra o Tosno e 13/mai contra o Ural. A primeira da lista pode mudar para 15 de abril, diante do SKA Khabarovsk. Todos os outros compromissos do Rostov seguirão acontecendo no antigo Olimp.

O motivo da pressa em entregar o estádio está relacionado à previsão de entrega, prevista para 2017. Logo, não queriam estourar o prazo e correram para anunciar em dezembro.

Do nada aos playoffs, a temporada do Buffalo Bills valeu a pena

Gustavo Hofman
Getty
Taylor foi titular nos últimos dois anos em Buffalo
Taylor foi titular nos últimos dois anos em Buffalo
Os últimos dias foram de bastante emocionantes para os torcedores do Buffalo Bills. Afinal, após quase 18 anos, o time voltou aos playoffs - e de maneira dramática. Depois, teve reais possibilidade de eliminar o favorito Jacksonville Jaguars, mas caiu pelas próprias incapacidades ofensivas. Assim, permanece há mais de 22 anos sem um triunfo na pós-temporada.

O mais importante, agora, é perceber como há boas perspectivas. Depois da eliminação, o técnico Sean McDermott fez questão de ressaltar que tudo aquilo era apenas o "começo". Quando Terry Pegula comprou os Bills em 2014, ele queria que a franquia recuperasse o respeito dos adversários, e isso definitivamente aconteceu.

Não foi uma temporada perfeita, longe disso. O time perdeu jogos que não poderia, como na semana nove para o New York Jets; McDermott errou de maneira absurda ao colocar Tyrod Taylor no banco e começar com Nathan Peterman na semana 11 contra o LA Chargers; Mas acima de tudo, o saldo foi positivo para Buffalo.

Retornar aos playoffs devolveu a confiança aos torcedores, talvez os mais fanáticos da NFL. A cultura perdedora desapareceu dos vestiários e foi embora com Rex Ryan e Doug Whaley. A defesa segue forte, com destaques individuais como Preston Brown e o excelente rookie Tre'Davious White. Tudo isso sem falar em LeSean McCoy e em uma temporada onde poucos acreditavam que o time teria uma campanha positiva, inclusive pelos indicativos dados pela comissão técnica.

Ao negociar o WR Sammy Watkins e o CB Ronald Darby por escolhas no draft, a mensagem que a torcida entendia era de que "estamos em processo de reconstrução". Algo absolutamente natural para uma disfunctional franchise em busca de rumo com novo treinador e general manager. Depois do início de 5-2, aos poucos todos perceberam que as coisas poderiam acontecer mais cedo do que a maioria imaginava.

Algumas decisões serão muito importantes para o próximo passo do Buffalo Bills. Quem não é torcedor do time, talvez entenda agora, depois da derrota para os Jags, por que um novo quarterback é necessário. Além das questões contratuais (salário de US$ 18 milhões na próxima temporada, bônus de US$ 6 milhões em março), Taylor não tem a ambição necessária e o talento exigido para ser um franchise QB.

Taylor teve bom rating (53), baixíssimo número de interceptações (5), é bastante regular, mas precisa de algo a mais para liderar o Buffalo nesse próximo nível. O time teve índice de 176.6 jardas aéreas por jogo, 31o pior da liga na temporada regular. As chances desperdiçadas pelos Bills no jogo contra os Jaguars foram sintomáticas. Trata-se de um jogador muito bom, que vai seguir a carreira na liga, mas os Bills precisam mudar. E não apenas com ele, com o coordenador ofensivo, Rick Dennison, também.

Esse próximo passo pode vir através do draft, esperado um prospecto na 21a escolha ou trocando essa e a 22a para subir na lista - a franquia tem ainda mais duas escolhas na segunda rodada, uma na terceira, uma na quarta e duas na quinta. Pode ir ao mercado buscar um veterano para ajudar no desenvolvimento de Peterman e ainda selecionar um calouro. Alex Smith, que desempenhou papel semelhante no Kansas City Chiefs, seria uma ótima opção. Não se reconstrói uma franquia do dia para a noite.

O melhor de tudo, para o torcedor dos Bills, é aguardar com ansiedade a próxima temporada porque a perspectiva é boa. Algo que não acontecia há muito tempo.

Não foi apenas um passe para touchdown

Gustavo Hofman
Getty
Andy Dalton, o novo herói em Buffalo
Andy Dalton, o novo herói em Buffalo

Faltavam 53 segundos e era uma quarta descida para 12 na linha de 49 jardas. Andy Dalton recebeu o snap e teve tempo para encontrar Tyler Boyd, que recebeu o passe e correu para o touchdown da virada do Cincinnati Bengals contra o Baltimore Ravens. Horas antes, poucos acreditavam nas combinações que levariam o Buffalo Bills aos playoffs pela primeira vez depois de 17 anos.

Além da vitória sobre o Miami Dolphins, os Bills precisavam de um improvável sucesso dos Bengals contra os Ravens ou derrotas de Tennessee Titans e Los Angeles Chargers. Os mais céticos achavam que uma delas poderia acontecer, mas Buffalo não faria o próprio serviço. No final das contas, o maior jejum longe da pós-temporada das grandes ligas norte-americanas teve um final épico.

Buffalo é uma cidade no extremo oeste do estado de Nova York, de 260 mil habitantes, localizada na região das Cataratas do Niágara. É famosa pela culinária, afinal, foi lá que surgiram as mundialmente famosas Buffalo Wings, mas a verdadeira paixão local é o time de futebol americano.

Os Bills têm uma torcida fanática, que rotineiramente apresenta provas disso - como acompanhar os jogos sob nevascas. Os torcedores tiveram nos anos 1990 um time fantástico, liderado pelo QB Jim Kelly e com astros como Thurman Thomas, Andre Reed e Bruce Smith. Foram quatro Super Bowls consecutivos entre 90 e 93, com... Quatro derrotas. 

Até mesmo a derradeira participação em playoffs teve o drama necessário que parece ser obrigatório na vida dos Bills. Em 8 de janeiro de 2000, a derrota por 22 a 16 para os Titans ficou conhecida como Music City Miracle. A partida começou com polêmica, graças à troca do QB titular, Doug Flutie, por Rob Johnson. Mesmo assim, Buffalo passou a liderar o placar com um field goal faltando 16 segundos para o fim da partida. A vitória por 16 a 15 parecia certa, até que... Bem, assistam o vídeo abaixo.

Depois foram anos e anos de muitas decepções, diversos quarterbacks selecionados ou contratados, incontáveis temporadas com mais derrotas do que vitórias, vexames e mais vexames. Até mesmo a mudança de Buffalo foi cogitada com uma possível compra da franquia pelo Jon Bon Jovi! É sério isso.

Mesmo com tudo contra, com a sociedade fazendo força para você se tornar um marginal da NFL, jamais o torcedor dos Bills desistiu. Estava lá, nas arquibancadas do Ralph Wilson Stadium sob frio ou calor, com glórias ou tragédias, com ou sem QB. Sem jamais permitir que o coração se esfriasse. A prova disso aconteceu nesta segunda-feira, primeiro dia de 2018.

Andy Dalton mantém com a esposa, Jordan, desde 2011 quando foi selecionado no draft pelos Bengals, a Andy & Jordan Dalton Foundation, entidade que oferece apoio para crianças com doenças severas nos Estados Unidos, principalmente na região de Cincinnati. Ao acordar no dia seguinte à incrível vitória sobre os Ravens, acessou o celular e percebeu um volume fora do comum de doações para sua fundação. Mais estranho ainda foi verificar que as doações individuais eram de 17 dólares. Não demorou muito para ele entender de onde vinham.

Dezessete era o número de temporadas que o Buffalo Bills estava fora dos playoffs. Graças ao passe de Dalton para Boyd, o torcedor dos Bills teve um ótimo Réveillon e fez questão de agradecer por isso. E não apenas com Buffalo Wings de graça por toda vida.

Feliz 2018.






Foi uma Alemanha que passou em nossas vidas

Gustavo Hofman

O turista apaixonado por futebol que visitar a vila de Santo André, em Santa Cruz Cabrália (BA), vai se decepcionar. Três anos e meio depois da Copa do Mundo, praticamente não há referências ou vestígios de que a Alemanha se hospedou nesse pedaço abençoado do território brasileiro, de mar calmo e belas praias.

Passado todo esse tempo, ainda é difícil acreditar que a poderosa seleção alemã escolheu esse remoto povoado no litoral sul da Bahia para ficar durante o Mundial. A população de aproximadamente 800 habitantes agora segue sua rotina tranquilamente, sem se preocupar com aqueles gringos que mudaram completamente a vida de todos por ali naqueles 33 dias de 2014.

Com as férias escolares, em dezembro as crianças brincam pelas ruas de terra com pipas e bolas de futebol. A escola municipal, palco de visita dos jogadores, se beneficiou de doações em dinheiro feitas pela Federação Alemã (DFB) e também com as bicicletas compradas para os atletas. A maioria foi leiloada e o dinheiro arrecadado acabou revertido para melhorias da modesta estrutura.

Deixarão saudades: uma homenagem de Santa Cruz Cabrália para a Alemanha tetracampeã mundial; assista

Alguns turistas passeiam pelas duas vias que cortam o vilarejo. Aqueles que já conheciam Santo André e não se importam com a Alemanha agradecem, porque nada mudou por ali. Os barcos trazendo pequenas multidões de Porto Seguro, ávidas pelo banho de sol na calma faixa de areia, seguem chegando diariamente, graças às grandes operadoras turísticas, e se concentram na ponta da praia, perto do píer.

A percepção de que o tempo demora muito mais para passar na vila permanece. Santo André segue como um local procurado por quem não quer mordomias ou bares e boates para sair à noite. Chinelo, bermuda e camiseta formam o traje oficial, sem marcas ou jóias para ostentar. Natureza preservada e nada de arranha-céus.

De trinta em trinta minutos, as duas balsas que fazem a travessia do rio João de Tiba ligam a cidade à vila. Uma cerveja no barzinho local, um pastel na beira da rodovia, uma porção de camarão com vista para o mar, um vestido na loja de artesanato. Tudo é muito simples e ao mesmo tempo tranquilo.

O turismo, ao menos, aumentou. Não a ponto de mudar o perfil de Santo André, mas entre os funcionários de hotéis, pousadas e restaurantes, é unânime essa percepção. Até mesmo os preços dos produtos cresceram e há, agora, opções mais caras e com melhor estrutura.

Thomas Muller exalta velocidade alemã: 'Conseguimos passar por cima da defesa brasileira'. Veja!

A começar pelo famoso Campo Bahia, complexo que recebeu toda delegação alemã e se tornou um luxuoso hotel formado por 14 vilas, que acomodam entre oito e 12 pessoas cada - de propriedade de empresários alemães, que visitam o local a cada três meses. Qualquer pessoa, a um custo bem algo, pode ficar lá.

Durante a Copa, afirmei diversas vezes que o grande segredo da Alemanha foi se hospedar em Santo André. O isolamento e a tranquilidade obtidas para o trabalho focado e a união do grupo só existiram por causa da geografia e do clima da região. Ao conhecer a hospedagem dos atletas e da comissão técnica, ficou mais fácil afirmar a importância do local na conquista. São suítes absurdamente lindas, com vista para a praia e conforto digno de hotel 6 estrelas.

Ali é o único local onde há claras referências sobre a passagem alemã pela Bahia. Os quartos onde ficaram os atletas têm a caricatura de cada um que se hospedou lá, assim como a casa onde ficou Joachim Löw, que manteve a placa Trainer na frente. No bar, onde Lukas Podolski costumava curtir com os funcionários, várias fotos históricas do futebol alemão, além de lembranças dos jogadores de 2014.

Enquanto os jogadores aproveitavam a estrutura, os jornalistas se concentravam no hotel Costa Brasilis. Lá foi montado o centro de imprensa, onde aconteciam as coletivas, e a redação para todos trabalharem. Sem falar na estrutura de comunicação, necessária para os celulares funcionarem - atualmente, sinal de telefonia e internet voltaram a ser fraquíssimos em Santo André. O hotel se tornou um resort all inclusive e é o principal destino turístico da região.

No entanto, não há qualquer referência de que aquele local foi um dos pontos mais movimentados e importantes da Copa do Mundo. Em compensação, o chope servido à vontade agita as tardes de sol e as noites de karaokê.

Bem próximo dali está o campinho da cidade, que foi reformado pela DFB. No Mundial, se tornou um ponto polêmico na relação dos alemães com os locais, que chegaram a organizar um protesto contra a Federação pela demora nas melhorias. Infelizmente, parte do dinheiro doado foi desviada ainda durante a Copa, o que obrigou os alemães a tomarem providências por conta própria na reforma.

A grama plantada sobre a terra batida permanece, bem mal cuidada, é verdade, mas resistiu ao tempo. O alambrado já está totalmente deteriorado e sem manutenção. Quando chove, o campo fica alagado.

Deixando a vila e pegando a rodovia que liga até Belmonte, está o centro de treinamentos onde Löw comandava seus jogadores. O local é privado, pertence ao empresário Julio Bozano, e jamais se tornou o que prometia depois da Copa. Não é aberto ao público, não virou um centro para a comunidade, não recebe turistas e sequer viu novamente um time de futebol utilizar sua estrutura de campo, academia e escritórios.

A placa na entrada principal indica propriedade da empresa Coroa Alta Empreendimentos Imobiliários S/A, dona de boa parte das fazendas de amendoeiras na região, e deixa bem claro para todos que se aproximam: não entre. De longe, é possível ver as torres de iluminação e parte de um muro pintado em vermelho, amarelo e preto.

Enquanto isso, a desnutrição segue como um problema para as crianças locais. A falta de saneamento básico não foi resolvida pelos políticos, que são acusados pelos moradores de terem se favorecido com muito do que a Alemanha deixou para trás. As velhas casas construídas nas ruas de terra estão mais precárias agora, e tudo isso, obviamente, não é culpa da DFB. Ao conversar com a população, há sempre um suspiro saudosista daquela Copa e a tristeza com as pessoas que deveriam zelar pelo bem estar de todos. 

A conclusão que se pode tirar é que Santo André não mudou depois da passagem da Alemanha por lá. Se isso é bom ou ruim, cabe a cada um avaliar. Enquanto um grupo de yoga buscava o refúgio da vila no início de dezembro para suas atividades, mineiros e paulistas agitavam a bela piscina do único resort do local. Ninguém ali estava preocupado com o que aconteceu três anos e meio atrás. A população, no entanto, se lembra com saudades.

mais postsLoading