LaLiga volta com novidades na luta pelo título e atrações no escalão de baixo

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Tanta coisa aconteceu de 31 de agosto para cá, que muita gente já nem se lembra da insanidade que foi o fechamento do mercado nas principais ligas da Europa. Em LaLiga não foi diferente, e o retorno da competição neste final de semana com TODOS os jogos AO VIVO pela ESPN no Star+ traz novidades na disputa pelo título e nos outros escalões da tabela.

O retorno de Antoine Griezmann ao Atlético de Madrid, logicamente, é a principal delas. Emprestado pelo Barcelona, com opção de compra estabelecida em 40 milhões de euros (), o atacante francês está de volta após apenas duas temporadas completas na Catalunha. Acima de tudo, retorna pela necessidade que o Barça tem de reduzir a folha salarial e o desejo de Diego Simeone em contar novamente com ele.

Griezmann treina pela 1ª vez no Atlético de Madrid após a volta; assista

Atual campeão, o Atlético já era o favorito ao título pela manutenção do elenco. Com o reforço de Rodrigo de Paul, melhorou consideravelmente seu meio-campo e a profundidade do plantel. Agora com Griezmann, dá ao treinador argentino mais força ofensiva com um dos melhores jogadores do Campeonato Espanhol. Apesar de não ter se tornado um protagonista culé, o francês estava jogando bem e era titular com Ronald Koeman - no total, foram 102 jogos pelo Barcelona, com 35 gols e 17 assistências.

Luis Suárez, Ángel Correa, João Félix e Antoine Griezmann são excelentes opções para o ataque, além do brasileiro Matheus Cunha, confirmado como reforço no dia 25 e que já atuou. A baixa colchonera foi Saúl, negociado com o Chelsea, mas o meio-campista estava insatisfeito pela forma como estava sendo utilizado no Atleti, muitas vezes como ala.

Griezmann jogará ao lado de Luis Suárez no Atlético de Madrid
Griezmann jogará ao lado de Luis Suárez no Atlético de Madrid Atleti

Dividindo o favoritismo com o Atlético aparece o Real Madrid, de Carlo Ancelotti. Duzentos milhões de euros foram oferecidos ao Paris Saint-Germain por Kylian Mbapppé, mas a equipe francesa optou por recusar e permanecer com o atacante em seu último ano de contrato. A partir de janeiro, Mbappé já pode assinar com qualquer clube do mundo, caso queira, e a expectativa é ele se tornar jogador do Real Madrid a partir da temporada 2022-23. 

No fechamento do mercado, de qualquer modo, o clube da capital buscou uma promessa para seu meio-campo. O jovem Eduardo Camavinga, de apenas 18 anos e que era desejado pelo PSG, assinou com os merengues até junho de 2027. Meio-campista de enorme talento, estava em último ano de contrato com o Rennes e custou 30 milhões de euros, além de outros possíveis 15 milhões em bônus. Chega para rejuvenescer o setor ao lado de Federico Valverde e garantir substitutos para o experientes Luka Modric e Toni Kroos. Outra atração merengue será o retorno ao Santiago Bernabéu, já neste final de semana, após 560 dias - obras ainda acontecem.

Camavinga não chega para ser titular no Real Madrid
Camavinga não chega para ser titular no Real Madrid Real Madrid

Quem tem muito a lamentar é o torcedor do Barcelona. Afinal de contas, foi o pior verão do clube em mercados de transferências em todos os tempos. Apenas pela saída de Lionel Messi, pela forma como aconteceu, já garantiria essa condição. Só que a degradante situação financeira do clube, desesperado em cortar gastos e reduzir a folha salarial, fez com que Griezmann fosse negociado por valor muito abaixo do que custou há três anos (120 milhões de euros), o talentoso Ilaix Moriba deixasse o Barça rumo ao RB Leipzig-ALE, Emerson mal conhecesse sua casa na Catalunha e o reforço do dia 31 fosse Luuk de Jong. Houve ainda a saída de Miralem Pjanic para o Besiktas-TUR, já no último dia 2, e a permanência de Samuel Umtiti, praticamente contra a vontade dos dirigentes.

De qualquer modo, o clube não diminuiu de tamanho. Muitos confundem a trágica situação gerada pelas administrações anteriores com um apequenamento do Barcelona, que simplesmente não existe. Mesmo com tudo que está acontecendo, o time é competitivo com o treinador holandês e tem em Memphis Depay um candidato a estrela de LaLiga. Sem ignorar o talento jovem presente em Pedri, Frenkie de Jong, Ronald Araújo e Eric García. Há enorme necessidade de bom rendimento de Philippe Coutinho e Ousmane Dembélé para que o time renda e evolua - sem falar na plena recuperação de Ansu Fati.

Luuk de Jong deixou o Sevilla e agora defenderá o Barcelona
Luuk de Jong deixou o Sevilla e agora defenderá o Barcelona Barcelona

Além dos três favoritos (mais o Sevilla, que conseguiu segurar Jules Koundé), LaLiga terá atrações nos outros escalões. 

Radamel Falcao García, aos 35 anos, está de volta ao Campeonato Espanhol. Após deixar o Galatasaray, o atacante colombiano acertou com o Rayo Vallecano, do técnico Andoni Iraola. Héctor Bellerín, lateral da seleção espanhola, foi emprestado pelo Arsenal ao Betis - aqui é um caso curioso, porque muitos imaginam que Bellerín seja um veterano, mas está com apenas 26 anos. A chegada do norte-americano Matthew Hoppe gera expectativa no Mallorca, pelo talento do jovem de 20 anos. Até mesmo Javier Pastore, que há muito tempo não consegue jogar em alto nível, gera curiosidade pelo acerto com o, cada vez mais argentino, Elche, assim como Shkodran Mustafi, campeão do mundo em 2014, com o Levante.

A quarta rodada de LaLiga começa neste sábado com Levante x Rayo Vallecano e Athletic x Mallorca. Já o domingo reserva Espanyol x Atlético de Madrid, Osasuna x Valencia, Cádiz x Real Sociedad e Real Madrid x Celta. Por fim, na segunda, Getafe x Elche e Granada x Betis. Duas partidas foram adiadas por LaLiga, que recorreu ao Conselho Superior do Esporte (CSD) da Espanha, pelo aumento da Data Fifa. Barça e Villarreal entram em campo na terça-feira (14) pela Champions League contra, respectivamente, Bayern de Munique e Atalanta.

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O Real Madrid está melhor, mas o Barcelona já esteve pior

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

A goleada sobre o Shakhtar Donetsk recolocou a temporada do Real Madrid na rota certa. Após a conturbada semana de empate com o Villarreal e derrotas para Sheriff Tiraspol e Espanyol, os merengues voltaram a jogar bem, após perderem a invencibilidade na Champions e em LaLiga, e tiveram grande atuação na Ucrânia.

Na comparação direta com seu grande rival, o Real Madrid tem desempenho melhor na temporada do que o Barcelona. No entanto, os culés já estiveram piores. No mesmo período da "crise" blanca, o sonoro 3 a 0 para o Benfica teria derrubado Ronald Koeman se o clube tivesse uma solução imediata, além de estar em uma situação financeira melhor para bancar a demissão do holandês. Na sequência o 2 a 0 para o Atlético de Madrid mostrou times em estágios bem diferentes, mas o Barça conseguiu reagir com as vitórias sobre Valencia, com rendimento muito bom, e Dinamo Kiev, rendimento ruim.

Fato é que há um time claramente melhor que o outro para El Clásico deste domingo entre Barcelona e Real Madrid. Mesmo jogando no Camp Nou, pelo que mostrou até agora, há bem mais dúvidas sobre os catalães do que sobre os madrilenhos.

Nas duas últimas vitórias, Koeman teve menos margem de manobra para inventar. Voltou a escalar o time no 4-3-3 e não mudou as funções tradicionais dos jogadores em campo. Assim, Sergi Roberto foi lateral, Frenkie de Jong formou a trinca de meio-campo com Gavi, substituindo o lesionado Pedri, e Busquets mais recuado. Memphis, sem Luuk de Jong em campo, joga centralizado e se entende muito bem com os companheiros. A única mudança maior criada pelo técnico holandês foi a utilização de Sergiño Dest como atacante pela direita, o que funcionou até agora - diferentemente de De Jong como meia aberto no 4-2-3-1, a insistência pelo 3-5-2 em jogos grandes, a inexplicável contratação e as consequentes escalações de Luuk de Jong e 54 cruzamentos na área com Gerard Piqué como centroavante. Há ainda um risco enorme para o Barcelona, e que devolveria a Koeman margem de manobra, caso Jordi Alba, com dores no tornozelo, não possa entrar em campo.

Barcelona x Real Madrid: quem está melhor entre Casemiro e Busquets? Compare os craques em destruir e construir

De qualquer modo, Ansu Fati tem sido desequilibrante desde que retornou de lesão. Contra o Valencia foi titular pela primeira vez nesse retorno e marcou; diante do Dinamo começou no banco, já que ainda não está 100% fisicamente, entrou no intervalo e mais uma vez foi bem, apesar da partida fraca de todo time. Nesta semana, o atacante de 18 anos acertou a renovação de contrato com o Barcelona até 30 de junho de 2027, com cláusula de rescisão de 1 bilhão de reais - mesmo valor de Pedri. Outra novidade, mais discreta do que Ansu Fati, é Philippe Coutinho. O brasileiro, saindo do banco, tem recuperado a boa forma e vai, aos poucos, subindo o nível de seu jogo. Hoje é um jogador de rotação no elenco.

Este El Clásico, porém, tem outros brasileiros como grandes destaques. Nenhum deles maior do que Vinicius Júnior. São 11 jogos, sete gols e cinco assistências em 833 minutos para o ex-atacante do Flamengo em toda temporada. Assumiu protagonismo graças à confiança do técnico Carlo Ancelotti, correspondida em campo com ótimas atuações. Hoje é um jogador, ainda com apenas 21 anos, mais seguro em campo e inteligente nas movimentações ofensivas. Defensivamente entrega o que o treinador pede na recomposição pelos lados. Aliás, na parte tática, Ancelotti afirmou nesta semana que o time precisa jogar no 4-3-3 para render. Tem sido a base tática do Real Madrid neste temporada, apesar da variação que já aconteceu para o 4-4-2. Diferentemente de Koeman, o italiano inventa pouco - quase sempre com Federico Valverde.

Vinicius Jr. diz como lida com críticas exageradas no Real Madrid e revela que trabalha até de madrugada: 'Para estar 100%'


Ainda sobre os brasileiro, Casemiro permanece como um dos pilares no meio-campo, que deve ter Luka Modric e Toni Kroos em sua formação tradicional e histórica. Marcelo é reserva de Ferland Mendy, sendo que os dois voltaram justamente contra o Shakhtar, aliviando os problemas defensivos, já que na direita Dani Carvajal pode até ser relacionado, mas ainda sem as melhores condições dará lugar a Nacho na linha com os ótimos Éder Militão e David Alaba. Em outras rodadas, Eden Hazard ganhou várias oportunidades, mas a tendência é que Rodrygo comece jogando pela direita - apesar de ter sido titular apenas duas vezes neste Campeonato Espanhol. Tudo isso sem falar na temporada absurda de Karim Benzema, com nove gols e sete assistências em LaLiga.

O duelo de imposição de estratégias será bem interessante. Barcelona e Real Madrid são os dois times desta temporada de LaLiga que jogam mais "alto", com suas linhas bem adiantadas. O Barça lidera em posição média global no campo (50,8m) e também na distância para a linha defensiva 40,9), seguido pelos merengues nos dois índices (49,1m e 39,6m). E mesmo em um período tão conturbado, mesmo que a crise maior tenha passado, o Barcelona ainda é o time de LaLiga com maior média de posse de bola (64,7%). Com índice de 56,4%, o Real Madrid é somente o sexto nesse ranking, mas o primeiro em gols marcados (22), média de finalizações por jogo (17). É um time que sabe jogar muito bem em transição, explorando a velocidade de seus atacantes de beirada. Vinicius, por exemplo, apresentou até aqui o segundo maior pico de velocidade em uma partida com 35,1km.

Vini Jr. e Ansu Fati
Vini Jr. e Ansu Fati Getty Images

Por outro lado, a defesa madridista tem sofrido muitos gols, já são dez em apenas oito partidas. Em média, o time permite 10,6 finalizações contra Thibaut Courtois por partida, média intermediária na competição. E olha que tudo isso acontece mesmo com Casemiro no top 10 de recuperações por jogo (8,6), sendo 38% delas no campo de ataque, e Éder Militao com índice de 70% de duelos aéreos vencidos.

Será também o primeiro El Clásico com público desde 1o de março de 2020. O Camp Nou poderá utilizar novamente 100% de sua capacidade para um dos maiores jogos possíveis de futebol no planeta. E o primeiro desde o adeus de Lionel Messi ao Barcelona, no entanto, com ou sem o argentino, o desempenho culé tem sido ruim em casa nos clássicos: nos últimos dez disputados, três vitórias dos mandantes, quatro empates e três vitórias do Real Madrid.

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Esperança na Catalunha e história emocionante na vitória do Osasuna foram destaques da nona rodada de LaLiga

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

A nona rodada de LaLiga deu esperanças ao torcedor do Barcelona, mais uma vez. A vitória por 3 a 1 sobre o Valencia apresentou bons sinais, mas a dúvida sobre a regularidade da equipe em alto desempenho permanece. Ronald Koeman não inventou muito, jogou no 4-3-3 desejado pelos torcedores e ainda promoveu a estreia de Sergio Agüero. Novamente Ansu Fati foi o destaque. O jogo no Camp Nou foi o grande destaque de um final de semana esvaziado no Campeonato Espanhol, mas não o único.

Por causa da Data FIFA, Granada x Atlético de Madrid e Real Madrid x Athletic foram adiados. Isso deu a chance à Real Sociedad de assumir a liderança isolada de LaLiga, bastava vencer o Mallorca em casa - o que aconteceu, com muita emoção. São seis vitórias, três empates e apenas uma derrota (para o Barça, na estreia), 20 pontos somados. Sem falar na emocionante história de Juan Carlos Unzué, que inspirou o Osasuna.

Ansu Fati foi o destaque na vitória do Barça
Ansu Fati foi o destaque na vitória do Barça LaLiga

Além disso, antes do resumo dos oito jogos e entre sábado e segunda-feira, um dado bastante relevante sobre a competição: na semana passada o CIES Football Observatory divulgou levantamento sobre a distância média percorrida pelos jogadores de linha de 31 campeonatos pelo mundo desde o ano passado; LaLiga lidera com 103,7km, o que demonstra a alta intensidade dos jogos na Espanha. Entre as cinco grandes ligas, a Premier League é aquela que mais se aproxima com 100,8km. Para exemplo de comparação ainda: o Campeonato Brasileiro é a pior liga nacional nesse quesito, com 95,8km.

Real Sociedad 1x0 Mallorca


Enquanto recupera alguns jogadores, perde outros. O drama das lesões permanece na Real Sociedad, mas diferentemente da temporada passada, o desempenho não cai mesmo com tantos desfalques. Sem Mikel Oyarzabal, seu melhor jogador, a equipe venceu o Mallorca por 1 a 0 no sábado e assumiu a liderança de LaLiga, se aproveitando também dos jogos a menos de Atlético de Madrid, Real Madrid e Sevilla. 

Alexander Sorloth e David Silva foram novidades no banco de reservas, enquanto Alexander Isak foi a notícia entre os titulares. Faltou pontaria aos dois times, apenas três finalizações certas em 90 minutos (2x1 para os bascos); a posse de bola foi totalmente dividida, 50% para cada lado. Tudo isso com a Real Sociedad com dez jogadores desde 47 minutos do primeiro tempo, após o segundo cartão amarelo recebido por Aihen Muñoz. Em um jogo de poucas oportunidades, coube ao jovem Julen Lobete garantir a vitória da Real Sociedad aos 45 do segundo tempo, com colaboração do goleiro Manolo Reina. Na próxima rodada tem Atlético de Madrid x Real Sociedad.

Levante 0x0 Getafe


Apenas pela segunda vez na história de LaLiga, dois técnicos estrearam no mesmo jogo já com a temporada em andamento. Javier Pereira e Quique Sánchez Flores iniciaram suas jornadas em Levante e Getafe, respectivamente, com um empate sem gols na Comunidade Valenciana. Resultado que mantém as duas equipes na zona de rebaixamento e como únicas que ainda não venceram no Campeonato Espanhol após nove rodadas.

O Levante entrou em campo no 4-3-3 e teve um pouco mais de posse (53%), mas finalizou menos (6x14, 2x4 no alvo); já o Getafe se armou no 4-4-2 e explorou muito o jogo pelo lado com Carles Aleña e Mauro Arambarri. Foi no final das contas foi o 12o empate em 0 a 0 de LaLiga, maior número total entre as cinco grandes ligas da Europa.

Rayo Vallecano 2x1 Elche


Jogos do Rayo Vallecano e do Elche na temporada de LaLiga têm sido bem movimentados. O confronto entre os dois no final de semana correspondeu às expectativas. A vitória por 2 a 1 do Rayo deixa a equipe do técnico Andoni Iraola na sexta posição, enquanto o Elche e sua legião de argentinos ocupam apenas a 14a posição na tabela. 

Com Radamel Falcao García no banco, poupado pelo desgaste da Data FIFA, Sergi Guardiola começou como referência no ataque do Rayo, que fez 1 a 1 aos 26 minutos com Mário Hernández, estreante na primeira divisão, após Lucas Boyé abrir o placar para os visitantes. No segundo tempo, Iraola trocou seu atacante central: tirou Guardiola e colocou o francês Roger Nteka em campo aos 17. Três minutos depois, acertou belo chute de fora da área e definiu a quinta vitória do Rayo Vallecano em nove rodadas.

Celta 0x1 Sevilla


O gol de Rafa Mir, aos nove minutos do segundo tempo, foi o único na vitória do Sevilla sobre o Celta. Atuação abaixo do potencial dos comandados de Julen Lopetegui, enquanto Eduardo Coudet acumulou mais uma derrota em LaLiga. O Celta buscou mais o gol, com 14 finalizações contra oito dos visitantes, mas como tem sido praxe nesta temporada, péssima pontaria da equipe galega (somente três certas.

Pouco antes do gol, Suso e Thomas Delaney entraram nas vagas de Ivan Rakitic e Óliver Torres, melhorando o Sevilla, que jogou como sempre no 4-3-3, desta vez com Nemanja Gudelj à frente da defesa, contra o 4-1-3-2 do Celta, que teve Fran Beltrán como "1" na vaga de Renato Tapia, desfalque. Quem teve atuação bastante apagada foi Iago Aspas, o que ajuda a entender o jogo ruim do Celta no geral.

Villarreal 1x2 Osasuna


Na véspera do jogo, o ex-jogador do Osasuna e treinador Juan Carlos Unzué conversou com o elenco. Unzué, que é de Pamplona e começou na base do clube, foi diagnosticado com a doença do neurônio motor (doença de Lou Gehrig) no início de 2020. "Quando chega a derrota, ou um dia ruim ou uma sessão de treinamento em que nada sai do seu jeito, lembre-se de mim, esse cara na sua frente que há pouco estava treinando como você e agora está em uma cadeira de rodas", disse ele. "Não quero transmitir tristeza, muito pelo contrário, aliás, fico sempre mais feliz quando se pode dizer 'eu tentei' do que 'se eu tivesse feito isso ou aquilo'. Isso é o que realmente te corrói."

As palavras de Unzué inspiraram o Osasuna que conseguiu uma vitória incrível contra o Villarreal, fora de casa - a quarta como visitante na temporada de LaLiga. Lucas Torró abriu o placar aos 26 minutos, mas Gerard Moreno empatou para o Submarino Amarelo aos dez do segundo tempo em um belo voleio - primeiro gol dele na temporada. O Villarreal vinha de duas vitórias e um empate com o Real Madrid, estava embalando na competição. A história do jogo mudou definitivamente com a entrada do atacante argentino Chimmy Ávila em campo aos 37. Nas últimas temporadas ele sofreu muito com lesões, perdendo quase a totalidade de jogos da equipe. Cinco minutos depois de sua entrada, aproveitou vacilo da defesa e após 651 dias voltou a comemorar um gol no Campeonato Espanhol. Ao final do jogo, Jagoba Arrasate chorou ao comentar o impacto das palavras de Juan Carlos Unzué em sua equipe.

Barcelona 3x1 Valencia


Mais uma vez o Barcelona deu sinais de recuperação na temporada. O grande problema tem sido a falta de sequência na esperança criada... Enfim, a partida contra o Valencia, no Camp Nou, foi uma das melhores da temporada de LaLiga até aqui. Jogo de alto nível, com variações tática, estilos diferentes e muitas chances criadas dos dois lados.

Ronald Koeman armou o Barça no 4-3-3 com uma grande novidade: Sergiño Dest na segunda linha pelo lado direito, mantendo Sergi Roberto como lateral - funcionou muito bem. Sem Pedri, Gavi começou com Frenkie de Jong e Sergio Busquets na trinca de meio-campo, mas o grande destaque mesmo foi Ansu Fati. O jovem atacante recupera a melhor forma a cada jogo. Philippe Coutinho entrou em seu lugar no segundo tempo, jogou bem e voltou a marcar um gol após quase um ano; vale destacar também a estreia de Sergio Agüero nos últimos minutos.

José Bordalás escalou o Valencia no 4-3-3 no primeiro tempo, com variação para o 4-1-4-1 na fase defensiva. No intervalo voltou ao tradicional 4-4-2, deslocando Carlos Soler da faixa central para o lado e avançando Gonçalo Guedes. Os Ches fizeram boa partida, tiveram chance de empatar, mas não aproveitaram as chances criadas. No final das contas, terceira derrota para um dos times da parte de cima da tabela (Real Madrid e Sevilla foram os outros). Enquanto o Barcelona segue em sua montanha russa de desempenho.

Alavés 0x1 Betis


Parecia que o 13o empate em 0 a 0 de LaLiga aconteceria, até o momento em que Joaquín, do alto de seus 40 anos, foi à linha de fundo aos 44 minutos do segundo tempo e deu a assistência para Borja Iglesias marcar o gol da vitória do Betis sobre o Alavés. Duas das três substituições do técnico Manuel Pellegrini na segunda etapa, que melhoraram o time e garantiram três pontos importantíssimos. Já o Alavés, de Javi Calleja, somou a oitava derrota na temporada de LaLiga.

Partida histórica também para Joaquín, que ao entrar em campo completou 623 jogos por LaLiga, quinto em todos os tempos. O líder é o ex-atacante Nino, com 709, contando primeira e segunda divisões - LaLiga, na prática, é o nome oficial das duas competições, com diferença no naming rights.

Espanyol 2x0 Cádiz

A posição de centroavante, ou atacante central, tem rendido muitos debates na Espanha nos últimos anos. Entre todas opções, uma que ainda não foi utilizada e ganha força é Raúl de Tomás. O atacante de 27 anos do Espanyol marcou seu quarto gol na temporada de LaLiga e ajudou na terceira vitória da equipe, 2 a 0 contra o Cádiz em Barcelona. Entre jogadores espanhóis, apenas Mikel Oyarzabal com seis gols marcou mais vezes do que R.d.T.

Resultado muito justo para uma equipe que buscou o ataque do início ao fim, contra um adversário muito fechado - como sempre acontece no Cádiz de Álvaro Cervera, que marcou no 4-1-4-1 com Fali à frente da defesa. Apenas no final os visitantes saíram mais para o ataque, mas tiveram uma única finalização certa em 90 minutos contra seis do Espanyol.

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Dinamarca na Copa e a força média dos europeus

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

A seleção dinamarquesa não é uma das favoritas ao título da Copa do Mundo. A equipe do técnico Kasper Hjulmand, formada por jogadores como Kasper Schmeichel, Simon Kjaer, Pierre-Emile Hojbjerg e Yussuf Poulsen, não é uma das melhores atualmente no futebol de seleções. No entanto, é um time que demonstra de maneira clara a força média dos europeus.

Atualmente há um bloco grande de seleções com condições de vencer o próximo Mundial. Não há um time que esteja "sobrando". No papel, os franceses possuem a melhor equipe e poderiam ficar com o status de número um, mas a última Euro foi um baque enorme - minimizado com o título recente na Nations League. Os italianos, campeões da Euro, voltaram à condição de protagonistas. Espanhóis e alemães evoluem, belgas e ingleses possuem talento de sobra, portugueses e argentinos têm Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, além de ótimos elencos, enquanto o Brasil segue competitivo, apesar de tantas críticas.

Torcedores dinamarqueses celebram a classificação para a Copa de 2022
Torcedores dinamarqueses celebram a classificação para a Copa de 2022 DFBfodbold

Ao vencer a Áustria por 1 a 0 na terça-feira, com um gol do ótimo Joakim Maehle, a Dinamarca assegurou classificação para a Copa de 2022, juntando-se ao Catar e à Alemanha como os três países já garantidos na competição. A campanha no Grupo F é irrepreensível, com oito vitórias em oito jogos, 27 gols marcados e nenhum sofrido. Fez tudo isso contra Escócia, Israel, Ilhas Faroe e Moldávia, além dos austríacos já citados. Não esqueçamos que essa mesma seleção dinamarquesa caiu apenas nas semifinais da última Eurocopa para a Inglaterra, superando um grupo com Bélgica, Finlândia e Rússia e deixando pelo caminho no mata-mata País de Gales e República Tcheca. Tudo isso depois de superar a quase tragédia com Christian Eriksen na derrota para os finlandeses.

Nas últimas cinco partidas pelas eliminatórias, todas disputadas após a Euro, a equipe variou bastante taticamente. O 4-3-3 foi o esquema tático mais utlizadao, em 30% do tempo total de jogo; a variação ocorreu para esquemas com linha de cinco defensores:  5-4-1 em 23%, 3-4-1-2 em 20% e 3-4-3 em 10% (dados do Wyscout). A média de posse de bola ficou em 61,9%, marca característica dessa equipe; em passes por ação defensiva, ou seja, o número de passes que o adversário troca antes da sua recuperação de posse, ficou em 9,2. Sobre recuperar a posse através de pressão, a Dinamarca nesses cinco jogos conseguiu índice de 19,6% no último terço do campo e 48,4% no segundo - Poulsen, o atacante central da equipe, teve o maior número de recuperações no último terço com 13. Índices que ajudam a entender o conceito de controle de jogo a partir da posse de bola, estabelecido pelo técnico Kasper Hjulmand.

Aos 49 anos e com sucesso no futebol dinamarquês, Hjulmand comandou o Nordsjaellan em duas oportunidades, entre 2011 e 2014 e 2016-19, com uma passagem pelo Mainz (ALE) entre elas, onde substituiu Thomas Tuchel. O primeiro e único título dinamrquês na história do clube, fundado em 2003, foi com ele no comando na temporada 2011-12. No ano passado, deixou o Nordsjaelland em acordo com a diretoria e em julho assumiu a seleção, após longas trajetórias de seus antecessores. O norueguês Age Hereide ficou no cargo entre dezembro de 2015 e junho de 2020, enquanto Morten Olsen foi treinador da Dinamarca nos 15 anos anteriores. O anúncio de Hjulmand aconteceu um ano antes de ele efetivamente assumir o time no lugar de Hereide após a disputa da Euro, tudo feito com enorme planejamento e transparência. Porém, com o adiamento da competição para 2021, a federação dinamarquesa optou por manter a troca para a data programada.

Contra a Áustria entraram em campo no 3-4-3 Kasper Schmeichel, Andreas Christensen, Simon Kjaer e Jannik Vestergaard; Daniel Wass, Pierre-Emile Hojbjerg, Thomas Delaney e Joakim Maehle; Andreas Olsen, Yussuf Poulsen e Mikkel Damsgaard. Saíram do banco nos 90 minutos Kasper Dolberg, Jens Stryger Larsen, Mathias Jensen e Christian Noregaard. O gol marcado por Maehle, lateral da Atalanta, saiu aos oito minutos do segundo tempo, após linda jogada de Delaney, do Borussia Dortmund. A partida foi totalmente dominada pelos dinamarqueses, que se impuseram desde o início contra David Alaba, Marcel Sabitzer e companhia austríaca.

A seleção dinamarquesa é um dos melhores exemplos da força média do futebol europeu. Na prática, times considerados do segundo escalão, que não entram na lista de favoritos ao título, mas possuem qualidade e organização tática para enfrentarem qualquer adversário, mesmo sem grandes estrelas do futebol mundial. Dos 23 dinamarqueses convocados para a última Data Fifa, por exemplo, 18 atuam nos cinco principais campeonatos nacionais da Europa (Premier League, LaLiga, Bundesliga, Serie A e Ligue 1). Especificamente o caso dinamarquês precisa ser ainda mais valorizado, porque a equipe perdeu seu principal jogador e grande referência, Christian Eriksen, que ainda se recupera do procedimento cirúrgico em seu coração.

A Croácia, atual vice-campeã mundial, é outro bom exemplo dessa força média que torna o futebol europeu de seleções mais forte e mais competitivo do que em outras regiões do globo. Claro que equipes como Liechtenstein, San Marino e Armênia, recentemente usada por Tite em uma coletiva de imprensa, jogam o nível para baixo, mas para essas seleções há outras como Suécia, Rússia, Sérvia, Noruega, Suíça... E a Dinamarca talvez seja o mais forte exemplo de todos.

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Dinamarca na Copa e a força média dos europeus

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Enquanto discutimos seleção brasileira e final da Nations League, a Alemanha ganha força para a Copa do Mundo

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

A vitória sobre a Romênia por 2 a 1 não foi brilhante. A seleção alemã saiu atrás no placar e conseguiu a virada apenas na reta final, mesmo com volume de jogo bem superior - foram 22 finalizações, seis no alvo, e 77,3% de posse de bola. De qualquer modo, foi a quarta vitória em quatro jogos da Alemanha sob o comando de Hansi Flick, com mais uma nas três últimas rodadas das eliminatórias europeias garante vaga na Copa do Mundo de 2022.

O mundo do futebol olha com enorme atenção a final da Nations League entre Espanha e França, neste domingo (10); discute a longevidade da seleção belga, o talento abundante  da inglesa e a força coletiva da Itália, atual campeã da Eurocopa; destaca a invencibilidade argentina de 23 jogos e ressalta a competitividade da brasileira, 100% nas eliminatórias sul-americanas. Enquanto isso, sem alarde, os alemães olham para o próximo ano, de Mundial no Catar, com expectativa bastante positiva de crescimento.

Final da Nations League tem Espanha de Ferran Torres x França de Mbappé; veja e compare a temporada dos atacantes

Após 15 anos de Joachim Löw, a transição para o próximo treinador poderia ser um enorme problema para a DFB, a federação de futebol alemã. Os conflitos de Hansi Flick no Bayern de Munique, no entanto, recolocaram a Mannschaft, como é chamada a seleção pelos alemães, no caminho certo. Desde sempre Flick era o sucessor natural de Löw, mas a rota foi alterada no meio do caminho e, graças ao trabalho ruim de Niko Kovac na Baviera, o jovem treinador teve a oportunidade de retomar a carreira de treinador. O resto da história no Sabener Strasse já é bem conhecida.

Ao assumir a seleção alemã em pleno caminho para 2022, Hansi Flick se viu obrigado a acelerar alguns processos. E com enorme vantagem na comparação com qualquer outro treinador nessa situação: ele já conhece muito bem todos os seus jogadores. Seja pelo período como assistente de Löw entre 2006 e 2014, seja pela passagem como diretor Esportivo da DFB de 2014 a 2017, ele tem canal direto com todos os atletas. Isso tem sido destacado na imprensa alemã, a forma como a comunicação está mais aberta entre comissão técnica e elenco. Além disso, toda base alemã do Bayern está ali também.

O começo da era Flick não foi como ele desejava. A vitória por 2 a 0 sobre Liechtenstein mostrou que havia muitos problemas para serem resolvidos, mas jamais um deles foi falta de talento. Há de sobra. Duas goleadas, 6 a 0 na Armênia e 4 a 0 na Islândia, fizeram o torcedor sorrir novamente com o bom desempenho da Mannschaft. O 2 a 1 contra a Romênia comprova a rota certa.

A base tática e a renovação logo ali no banco

O 4-2-3-1 é a base tática dessa velha/nova seleção alemã. Esquema simples e bem executado, fugindo das variações malucas que Joachim Löw vinha tentando nos últimos meses para tentar recolocar o time nos trilhos. A ideia tática é similar ao que Flick executou de maneira extremamente vitoriosa no Bayern, sem grandes segredos. Contra os romenos, Serge Gnabry e Leroy Sané foram os atacantes de lado, com Timo Werner na referência central e Marco Reus como "armador". 

As aspas estão colocadas no termo armador porque, na prática, ele é muito mais um segundo atacante, com liberdade de movimentação - e também pelas próprias características individuais. No segundo tempo, Thomas Müller entrou em seu lugar, assim como Kai Havertz como atacante central na vaga de Werner - ponto de maior preocupação para a torcida alemã atualmente. Müller também é um segundo atacante, que pisa na área e marca gols - está com 39 pela seleção alemã, a três de Michael Ballack na artilharia histórica. A renovação está logo ali no banco, com Karim Adeyemi (19 anos), Florian Wirtz (18) e Jamal Musiala (18).

O meio de campo ficou sob responsabilidade de dois dos melhores do mundo em suas posições: Leon Goretzka e Joshua Kimmich, que carregam o entrosamento do Bayern para a seleção - e Florian Neuhaus está no banco, como ótima opção. A defesa ainda inspira preocupação; Jonas Hofmann tem se tornado uma opção para a direita, enquanto Thilo Kehrer preencheu o lado esquerdo contra os romenos, guardando o lugar para Robin Gosens. Hansi Flick foi determinante na Copa do Mundo de 2014 na escolha pela improvisação de Benedikt Höwedes na lateral-esquerda e o retorno de Philipp Lahm para a direita. Na zaga, Antonio Rüdiger e Niklas Süle podem não ser os melhores do mundo, mas são dois atletas que atuam no mais alto nível do futebol mundial.

Há sete meses, em uma noite de Duisburg, a Macedônia do Norte venceu a Alemanha por 2 a 1 em um resultado histórico e impactante. Nesta segunda (11), receberá os alemães em situação bem diferente. Como o próprio técnico Blagoja Milevski admite, a seleção alemã agora está melhor com Hansi Flick. "Os jogos recentes da Alemanha mostraram claramente que o estilo e a forma como o time trabalha mudaram completamente em relação ao período anterior, bem mais agressivo, com mais velocidade e disciplina nas partidas."

E a tendência é que essa evolução persista a ponto de colocar a Alemanha como uma das favoritas ao título na próxima Copa do Mundo não pela sua história, mas sim pelo futebol apresentado em campo. Evidentemente, é um time que precisa ser testado contra adversários do seu tamanho, mas o caminho correto foi recuperado.

Thomas Müller marcou o gol da vitória sobre a Romênia
Thomas Müller marcou o gol da vitória sobre a Romênia DFB

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Enquanto discutimos seleção brasileira e final da Nations League, a Alemanha ganha força para a Copa do Mundo

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Entrevistas como a de Mbappé diminuem margem para quem quer apenas criar polêmica

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Kylian Mbappé deu longa entrevista ao jornal L'Équipe, publicada nesta terça-feira (5), na qual fala abertamente sobre todos os temas que, nas últimas semanas, renderam polêmicas. Na segunda já havia conversado também com a rádio RMC e abordado muitas dessas questões.

O atacante do PSG foi claro e direto. Respondeu perguntas sobre o desejo de sair do clube, a intenção de se transferir para o Real Madrid, o objetivo de disputar os Jogos Olímpicos de 2024, a reclamação sobre Neymar, a disponibilidade de correr mais por Lionel Messi. Cada um desses tópicos rende, por si só, debates e mais debates nas redes sociais e nos programas esportivos, mas quando o jogador se pronuncia dessa maneira reduz a margem para quem quer apenas criar polêmicas ao invés de interpretar os fatos.

Mbappé dando as boas-vindas a Messi no PSG
Mbappé dando as boas-vindas a Messi no PSG Reprodução/ Twitter/@KMbappe

"O clube decidiu não me vender e está tudo bem. Segui jogando em agosto e não tive nenhum problema com isso. Sigo em um grande time e em um lugar onde fui e sou feliz. Por que queria ir? Pensei que minha aventura havia terminado, queria descobrir outra coisa. Se tivesse saído no verão, teria sido apenas para o Madrid. Sair era o passo seguinte lógico na minha carreira", garantiu Mbappé na conversa com o jornal francês, principal de esportes do país.

Não disfarçou, não inventou desculpas, não criou falsos inimigos. Foi claro nas intenções, honesto com todos os torcedores e respondeu de maneira transparente. "Em nenhum momento me comportarei mal, pensando que não me deixaram sair. Amo muito o futebol e tenho muito respeito pelo PSG", completou. Como os torcedores costumam sempre cobrar, foi e está sendo, como suas estatísticas na atual temporada provam, extremamente profissional.

Será então jogador do Real Madrid após o término do contrato, ao final desta temporada? Todos que conhecem minimamente futebol sabem que a verdade de ontem já não é a mesma de hoje, e foi exatamente isso que Mbappé disse, com essas palavras. Ele sabia, desde a frustrada negociação, que era necessário esclarecer os fatos para evitar ainda mais especulações. Evidentemente, nem todos fatos são amenizados com palavras, como no caso da relação com Nasser Al Khelaifi, máximo mandatário do PSG. "Quando seu presidente diz publicamente que você não se vai e que não vai sair livre... Fiquei preocupado, não vou mentir. Se não saio livre, o que acontecerá?, disse a mim mesmo. Quando sua ambição é sair e tem que ficar, não está contente, mas mudei a mentalidade rapidamente".

Aliás, inclusive já alertou seu próximo clube, ou atual com novo contrato, que estará nas Olimpíadas em Paris. "Os Jogos Olímpicos de 2024 serão uma prioridade para mim. Mesmo que isso signifique incluir em meu contrato, eu não hesitaria".

Por fim, sobre Lionel Messi e Neymar, em temas variados, Mbappé também respondeu aos questionamentos e tirou as dúvidas de milhões de pessoas com tranquilidade. "Quando se tem Messi no seu time, sabe que precisa fazer um pouco menos para estar lúcido para marcar. Se tiver que ir, vá. Não há problema, é uma hierarquia estabelecida. Eu aceito correr quando Messi estiver caminhando, não há problema. É o Messi de qualquer modo!". Essa talvez seja a declaração que mais cause barulho, e uma questão que o técnico Mauricio Pochettino terá que resolver taticamente, mas era extremamente importante falar sobre o tema ao invés de se esquivar. Assim como saber se a chegada do argentino teve alguma influência nos fatos seguintes: "Não, eu já havia tomado minha decisão e pensei muito bem".

Já com Neymar a questão foi tratada de maneira bem simplista, como deveria ser mesmo. Na vitória sobre o Montpellier por 2 a 0, após o brasileiro dar uma assistência para Julian Draxler, o Canal+ flagrou Mbappé reclamando com Idrissa Gueye no banco de reservas. "Sim, eu o chamei de 'clochard', porque não estava contente com um passe. São coisas que acontecem o tempo todo no futebol. Por isso, logo depois, quando estourou, falei com ele sobre isso. Acontece porque queremos ganhar. Isso é tudo, não há problema". Lembra-me outra situação, alardeada na imprensa mundial, mas já esquecida pela atual excelente parceria entre os dois jogadores em questão: Karim Benzema e Vinicius Júnior. Ninguém mais fala sobre o "desentendimento" entre os dois... Em tempo, o termo “clochard”, na tradução literal para o português, significa “mendigo”. Porém, é usado informalmente para uma pessoa provocar a outra, zoar para usar algo mais informal, e nesse caso, o mesmo utilizado por Mbappé, ganha conotação de “vagabundo”.

Enfim, por mais entrevistas claras e objetivas como essa de Kylian Mbappé. E também por mais opiniões baseadas em fatos e menos achismos.

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Primeira derrota do Real Madrid, vitória do Atleti, tropeço do Sevilla... LaLiga segue sem favorito

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Muitos nem se lembram mais, mas a estreia do Barcelona, com vitória sobre a Real Sociedad e bom futebol, gerou esperança. Passadas oito rodadas, resta apenas desilusão na Catalunha com o trabalho de Ronald Koeman. Isso graças, também, ao 2 a 0 convincente do Atlético de Madrid, que fez sua melhor partida na temporada de LaLiga, no melhor estilo Diego Simeone.

Some a isso à primeira derrota do Real Madrid e temos um Campeonato Espanhol sem favorito. Pelo que vinham jogando, os merengues mereciam tal condição, mas ainda era muito cedo para qualquer afirmação definitiva. Sevilla e a própria Real Sociedad desperdiçam chances de provar que podem, realmente, brigar pelo topo. Com isso, três times somam 17 pontos após oito jogos (Real Madrid, Atlético e Real Sociedad), enquanto o Sevilla, com uma partida a menos, aparece na quarta posição com 14. Curiosamente, apenas um ainda não perdeu: o Villarreal, que por outro lado é quem mais empatou (cinco vezes).

Espanyol impôs a primeira derrota ao Real Madrid nesta temporada de LaLiga
Espanyol impôs a primeira derrota ao Real Madrid nesta temporada de LaLiga Espanyol

Confira abaixo resumos dos dez jogos do final de semana na elite espanhola.

Athletic 1x0 Alavés

Mais do que a importante vitória para o Athletic, que não vencia há três rodadas em LaLiga, foi a incrível marca atingida por Iñaki Williams. No 1 a 0 sobre o Alavés, em Bilbao, o atacante formado na base do Athletic chegou a 203 jogos seguidos no Campeonato Espanhol, recorde absoluto da competição. A última vez que o jogador esteve fora de uma partida dos leones foi em 20 de abril de 2016! Em campo, o Athletic contou com boa atuação de Iker Muniain, que trabalhou muito bem entre as linhas de marcação do Alavés no 5-4-1, além do gol marcado por Raúl García aos 44 minutos do primeiro tempo para ganhar e subir na tabela.


Osasuna 1x0 Rayo Vallecano

Desta vez o efeito Falcao García não funcionou. Pela primeira vez após quatro jogos, o camisa 3 do Rayo Vallecano não marcou e a equipe foi batida, em Pamplona, pelo Osasuna por 1 a 0. O primeiro gol em LaLiga do jovem lateral-esquerdo Manu Sánchez, 21 anos, emprestado pelo Atlético de Madrid, garantiu a quinta posição para o Osasuna com 14 de 24 pontos conquistados. Os comandados de Andoni Iraola não acertaram o gol defendido por Sergio Herrera, mesmo equilibrando a posse de bola - os donos da casa tiveram 51%. No final das contas, mais uma partida de LaLiga definida nos acréscimos (46'/2T).


Mallorca 1x0 Levante

Com Rafael Nadal nas arquibancadas, o Mallorca venceu o Levante com um gol ainda discutido pelos jogadores. Após jogada ensaiada de escanteio curto, a bola foi levantada na área e Idrissi Baba e Ángel Rodríguez subiram juntos; pelas imagens, a impressão é que Baba também toca na bola, mas a cabeçada que dá direção ao gol é de Ángel - que ficou com o nome no marcador oficial. O Levante teve a chance do empate em polêmico pênalti marcado pelo árbitro Alejandro Muñiz, após a bola bater no braço de Jordi Mboula. Na cobrança, aos 40 minutos do segundo tempo, o veterano José Luis Morales cobrou nas mãos de Manolo Reina - que voltou a ser titular, após a chance dada ao eslovaco Dominik Greif na última rodada. Apenas Levante e Getafe ainda não venceram na temporada de LaLiga.


Cádiz 0x0 Valencia

Desde a goleada sobre o Osasuna, há quase um mês, o Valencia não venceu mais. Derrotas para Real Madrid e Sevilla e empates com Athletic e Cádiz colocaram a equipe com os pés no chão, como bem pedia José Bordalás antes de começar essa sequência negativa. E olha que contra o Cádiz, o Valencia, ainda sem Carlos Soler, mereceu a vitória, pressionando muito mais; teve 68% de posse de bola, com 16 finalizações a favor e apenas duas contra. O atacante brasileiro Marcos André, que marcou seu primeiro gol pelos Ches na rodada passada, foi titular pela primeira vez. Pelo Cádiz, nenhuma surpresa pela ideia fechada de jogo, mesmo atuando em casa; o goleiro argentino Jeremías Ledesma foi o melhor jogador do time.


Atlético de Madrid 2x0 Barcelona

O Atlético foi muito superior ao Barcelona, mesmo sem se esforçar tanto. Os colchoneros executaram a estratégia definida por Diego Simeone praticamente à perfeição: marcaram no 5-3-2, jamais com linhas altas; aproveitaram-se da pressão sobre o adversário para explorar, com assustador aproveitamento, as falhas cometidas e marcar os gols, sem serem ameaçados efetivamente. Do outro lado, ainda impressiona como Ronald Koeman é incapaz de apresentar soluções ao Barcelona; pelo contrário, aumenta os problemas a cada rodada, buscando soluções sem sentido - como escalar Frenkie de Jong como meia aberto pela direita no 4-2-3-1.


Elche 1x0 Celta

Finalmente saiu o primeiro gol de Darío Benedetto com a camisa do Elche! Após sete partidas, o atacante argentino marcou e garantiu a segunda vitória da equipe na temporada de LaLiga. Jogo equilibrado com o Celta, que vinha de duas vitórias consecutivas, decidido em recuperação de bola do Elche no campo de ataque, que pegou a defesa do Celta desorganizada. A assistência do ótimo Fidel encontrou Benedetto livre na grande área para finalizar aos quatro minutos do segundo tempo. Mais uma vez, a equipe de Vigo demonstrou enorme dificuldade nas finalizações: foram dez, mas apenas uma no gol defendido por Kiko Casilla.


Espanyol 2x1 Real Madrid

A primeira derrota do Real Madrid na temporada de LaLiga acendeu o alerta para Carlo Ancelotti. Isso porque, somada à surpresa contra o Sheriff pela Champions e o empate na última rodada com o Villarreal, deixa os merengues sem vencer há três partidas. Taticamente foi um Real Madrid diferente, com variação de 4-1-3-2 para 4-4-2, dependendo do posicionamento de Toni Kroos - muitas vezes atrás de Luka Modric; David Alaba jogou como lateral-esquerdo e Eduardo Camavinga como um meia pela esquerda também. No segundo tempo, com Rodrygo em campo no lugar do francês, o 4-3-3 voltou. Foi um jogo mais aberto do que se imaginava, e o Espanyol aproveitou muito bem as oportunidades que criou com suas oito finalizações, quatro no alvo.


Getafe 1x1 Real Sociedad

A única finalização certa do Getafe abriu o placar para a equipe aos 40 minutos, com Sandro Ramírez. A Real Sociedad foi obrigada a correr atrás e, mais uma vez com Mikel Oyarzabal, que marcou seu sexto gol na temporada de LaLiga, empatou no segundo tempo. Os bascos tiveram maior posse de bola, com 62%, e buscaram a vitória, mas no final das contas permitiram a Míchel conquistar o primeiro ponto do Getafe. Resultado ruim para a Real Sociedad, mesmo com todos os desfalques que se tornaram comuns já, porque havia chance de assumir a liderança isolada do Campeonato Espanhol.


Villarreal 2x0 Betis

Como já citado no texto, apenas o Villarreal permanece invicto em LaLiga, mas conquistou somente sua segunda vitória em sete jogos. Com dois gols de Arnaut Danjuma, uma das melhores contratações da temporada na Espanha, o Submarino Amarillo bateu o bom time do Betis, treinado por Manuel Pellegrini, por 2 a 0. Partida bem disputada, com duas equipes que valorizam a posse de bola - dividida em 58,2% para o Villarreal e 41,8% para o Betis. O jogo marcou também o retorno de Iborra aos gramados, 294 dias após sofrer grave lesão de ligamentos no joelho.


Granada 1x0 Sevilla

Por partidas como esta, que o Sevilla não é considerado um candidato ao título. Tem pontuação para tal, time fortíssimo, mas vacila muito em jogos menores. Assim como o Getafe, o Granada marcou com sua única finalização certa de três tentadas. Praticamente não atacou, tanto é que teve índice de xG de míseros 0,06. O Sevilla acumulou chances desperdiçadas, Julen Lopetegui colocou em campo todas suas opções ofensivas, de nada adiantou - e no final ainda perdeu Diego Carlos expulso. Assim, Robert Moreno venceu pela primeira vez como técnico em LaLiga.

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Retorno triunfal de Ansu Fati recupera a esperança do barcelonismo; Real Sociedad e Rayo Vallecano também são destaques na rodada

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Contando os acréscimos, foram pouco mais de 13 minutos em campo. Suficientes para Ansu Fati tocar 16 vezes na bola, dar nove passes, sofrer um pênalti não marcado e anotar o terceiro gol do Barcelona. Depois da derrota para o Bayern e os empates com Granda e Cádiz, o Barça voltou a vencer e a jogar bem.

A sétima rodada de LaLiga viu ainda a invencibilidade do Atlético de Madrid cair, o Real Madrid não vencer, a Real Sociedad subir na tabela, o surpreendente Rayo Vallecano, de Falcao García, confirmar a condição de surpresa de LaLiga e o Celta fechar a jornada com a segunda vitória seguida.

Ansu Fati voltou e marcou o terceiro gol do Barcelona no final de semana
Ansu Fati voltou e marcou o terceiro gol do Barcelona no final de semana Barcelona

Alavés 1x0 Atlético

Enorme vitória do Alavés, primeira na temporada de LaLiga. A equipe basca não batia o Atlético desde maio de 2003 pelo Campeonato Espanhol (12 jogos). Já o Atleti perdeu a invencibilidade com outra atuação ruim, bem abaixo da expectativa e do potencial desse time comandado por Diego Simeone. Mais uma vez o time madrilenho teve enormes dificuldades ofensivas, criou pouquíssimas chances efetivas de gol.

O Alavés entrou em campo no 5-4-1 e assim permaneceu, bem fechado, do início ao fim. Fez 1 a 0 com a cabeçada de Víctor Laguardia aos quatro minutos, em cobrança de escanteio, e no segundo tempo, com o Atlético em cima, perdeu três ótimas oportunidades em contra-ataques para matar o jogo de vez. O Atleti começou no 3-5-2 e mudou para o 4-4-2 depois do intervalo. Tem sido uma constante em jogos nesta temporada do Atleti: começa com linha de cinco defensores e troca para quatro, ou o contrário. O desempenho continua bem abaixo, e desta vez não houve salvação nos últimos minutos. Rodrigo de Paul jogou bem; Antoine Griezmann e Yannick Carrasco foram mal.

Valencia 1x1 Athletic

No duelo do 4-4-2 de José Bordalás e Marcelino García Toral, tudo igual no Mestalla. Resultado justo pelo volume de jogo das duas equipes, que criaram oportunidades de gol, marcaram uma vez cada e proporcionaram um jogo bem agitado em Valência. O empate impediu, também, a terceira derrota seguida dos Ches (Real Madrid e Sevilla), que seria um duro baque nas pretensões do clube após o ótimo início de temporada. Os bascos se recuperaram após o tropeço em Bilbao contra o Rayo Vallecano.

Mesmo sem contar com Carlos Soler, o Valencia manteve a força ofensiva que tem apresentado, desta vez com Yunus Musah e Hugo Duro pelos lados do campo, além de Gonçalo Guedes e Maxi Gómes na frente. O Athletic usou o quarteto ofensivo titular formado por Yuri Berenguer, Iker Muniain, Iñaki Williams e Raúl García. Quando Iñigo Martínez marcou para os visitantes aos 24 minutos do segundo tempo, o Valencia era melhor. A expulsão infantil de Maxi Gómez aos 37 passou a impressão de placar definido, mas coube ao brasileiro Marcos André, que entrara aos 25, empatar aos 50 e anotar seu primeiro gol pelos Ches.

Sevilla 2x0 Espanyol

Sem alarde e com uma partida a menos que o Real Madrid, o Sevilla chegou a 14 pontos em LaLiga e se coloca três atrás do líder da competição. A vitória por 2 a 0 sobre o Espanyol teve alguns sustos, mas começou a ser construída cedo, logo aos 13 minutos, com o gol marcado por Youssef En-Nesyri e assistência de Jesús Navas. Julen Lopetegui rodou o elenco, pensando no confronto com o Manchester United pela Champions League; Fernando, por exemplo, foi poupado e cedeu lugar a Thomas Delaney no meio-campo.

O primeiro susto veio aos 25 minutos, com o gol marcado por Raúl de Tomás, corretamente anulado por impedimento. Melhor em campo, mas com um adversário que também saiu para o ataque (53% x 47% de posse de bola), o Sevilla criava as melhores oportunidades. A equipe da Andaluzia teve índice de xG de 1,46, contra 0,85 do adversário. Só que houve um segundo susto com a expulsão de Delaney. O dinamarquês recebeu cartão amarelo aos 20 minutos do segundo tempo, aplaudiu ironicamente o árbitro González Fuertes, que estava de costas e foi avisado pelo assistente, e recebeu o segundo cartão amarelo, consequentemente o vermelho depois. Mesmo com um a mais em campo, o Espanyol não ameaçou o gol de Bono e ainda levou o segundo aos 42, com Rafa Mir, que substituiu o lesionado En-Nesyri.

Real Madrid 0x0 Villarreal

Muito do que vinha funcionando na temporada merengue, desta vez não funcionou. Vinicius e Karim Benzema não se destacaram, as laterais foram um enorme problema com Federico Valverde e Nacho e o empate em 0 a 0 com o Villarreal acabou sendo um resultado justo. Principalmente pelo primeiro tempo do Submarino Amarelo, superior ao do Real Madrid, com mais posse de bola e mais chances criadas. Foi também um ótimo duelo tático nos 90 minutos.

Unai Emery armou o Villarreal no 4-3-3 na fase ofensiva, mas com variação para o 4-4-2 na defensiva. Já Carlo Ancelotti também começou no 4-3-3 com a bola, mas manteve o tradicional 4-1-4-1 na fase defensiva. Depois ambos mudaram com substituições, assumindo o 4-4-2 até o final. Apesar da falta de gols, foi uma bela partida disputada no Santiago Bernabéu para quase 25 mil pessoas. Destaques para Geronimo Rulli, que fez ótimas defesas, Arnaut Danjuma, perigosíssimo no ataque amarelo, e David Alaba, melhor em campo e fundamental na construção de jogo - só que poderia ter sido deslocado para a lateral, deixando Nacho na defesa.

Mallorca 2x3 Osasuna

Quatro rodadas sem vitória tiraram o Mallorca da parte de cima da tabela de LaLiga. Neste domingo, em casa, sofreu o primeiro gol do jogo, virou ainda no primeiro tempo, mas levou a virada na segunda etapa. Grande vitória do Osasuna, a terceira seguida como visitante. Foi um dos melhores jogos do final de semana na Espanha, com cinco gols e muitas chances dos dois lados - 29 finalizações no total, 17 x 12 para os donos da casa.

Take Kubo foi desfalque no Mallorca, que promoveu a estreia do goleiro eslovaco Dominik Greif, mandando Manolo Reina para o banco. Pelo Osasuna, Chimmy Ávila foi titular, mas não conseguiu marcar. Vale destacar o golaço de falta de Iñigo Pérez, aos 13 minutos do segundo tempo, para deixar o placar em 2 a 2. No final, a vitória veio com Javi Martínez aos 43.

Barcelona 3x0 Levante

A torcida do Barcelona precisava de boas notícias. Após uma semana terrível, o Barça jogou bem, venceu sem dificuldades o Levante por 3 a 0 e ainda teve o tão aguardado retorno de Ansu Fati aos gramados, após dez meses. Além disso, viu os jovens de La Masía terem papel determinante no resultado, com Gavi e Nico González como titulares, aproveitando os desfalques (Frenkie de Jong, Pedro, Sergi Roberto, Ousmane Dembélé, Martin Braithwaite...). Ronald Koeman, que cumpriu o primeiro jogo de suspensão, ficou nas arquibancadas se comunicando com Henrik Larsson no banco, o qual passava as instruções para Alfred Schreuder.

Em campo tudo funcionou muito bem. Contra o 4-4-2 de Paco López, o Barcelona jogou no 4-2-3-1, com Memphis pela esquerda e Gavi na direita, cortando para dentro, e Luuk de Jong centralizado; Philippe Coutinho era um meia avançado. Ainda com problemas nas laterais, pelos desfalques, Sergiño Dest permaneceu improvisado na esquerda e Óscar Mingueza fez a direita. Dois gols nos primeiros 15 minutos tiraram o peso da pressão que havia no Camp Nou sobre os jogadores, que atuaram de maneira mais leve no restante da partida. O grande destaque acabou sendo Ansu Fati, que entrou aos 36 minutos do segundo tempo, no lugar de Luuk de Jong, e marcou dez minutos depois. Domínio absoluto do Barça nos 90 minutos, ótima volta do novo camisa 10.

Real Sociedad 1x0 Elche

Importante resultado da Real Sociedad contra o Elche, mais uma vez bastante desfalcada de jogadores importantes como David Silva e Alexander Isak. Na temporada passada, após o ótimo início, o rendimento da equipe caiu muito por causa dos desfalques. Nesta, Imanol Alguacil tem conseguido somar pontos, mesmo com todos os problemas e lançando jovens, como foram os casos de Beñat Turrientes (19 anos) no meio-campo e Julen Loblete (21) no ataque, titulares pela primeira vez - e no caso de Beñat, estreia em LaLiga.

No primeiro tempo, apesar da maior posse de bola e controle do ritmo de jogo pela Real Sociedad, foi o Elche que esteve mais perto de marcar, com uma bola na trave, um contra-ataque desperdiçado por Lucas Pérez e um ótimo chute de longe de Pablo Piatti. Já na segunda etapa, a equipe basca colocou a bola no chão e passou a ser bem mais perigosa - e mesmo assim Darío Benedetto mandou uma finalização no travessão. Mikel Oyarzabal perdeu, assim como na rodada anterior, um gol feito. Ao menos se redimiu aos 36, em falha terrível do zagueiro chileno Enzo Roco, que não conseguiu cortar um lançamento. Gol da vitória, mais três pontos, segunda posição na tabela.

Rayo Vallecano 3x1 Cádiz

O efeito Falcao García é imediato no Rayo Vallecano. Terceira vitória seguida com gol do colombiano, que desta vez foi titular. Grande partida também de Isi Palazón, que participou das jogadas dos dois primeiros gols e depois fez um golaço de fora da área já no finalzinho, para definir o 3 a 1 sobre o Cádiz - que venceu apenas uma vez na temporada até aqui. Os números ajudam a entender a superioridade do time de Vallecas, que teve 59% de posse de bola e finalizou 13 vezes, contra seis do adversário da Andaluzia, mesmo número de arremates certos do Rayo.

Betis 2x0 Getafe

Após marcar pela primeira vez com a camisa do Betis na rodada passada, Willian José foi o principal responsável pela vitória por 2 a 0 sobre o Getafe com dois gols marcados. Resultado que deixa a equipe da região de Madri como a pior de LaLiga até aqui: sete derrotas em sete partidas e saldo de -10; o técnico Míchel corre enorme risco de ser o primeiro demitido na temporada espanhola. O Betis foi superior do início ao fim da partida e confirma sua condição de time para estar na parte de cima da tabela, de olho na briga por Europa e Conference League.

Celta 1x0 Granada

Importantíssima vitória do Celta, a segunda consecutiva na temporada, que manteve o Granada na zona de rebaixamento - algo que não acontecia desde maio de 2017, quando caiu para a segunda divisão. Do início ao fim os jogadores de Chacho Coudet foram melhores, sempre bem organizados no 4-1-3-2. É bem verdade que a equipe teve muita dificuldade para transformar a enorme superioridade na posse de bola 73% em chances de gol.

O time melhorou com as alterações do técnico argentino, principalmente com Denis Suárez na vaga de Fran Beltrán no intervalo. Passou a ter mais profundidade e a trabalhar melhor a posse no último terço do campo, contra o 4-4-2 bem fechado montado por Robert Moreno. Iago Aspas perdeu um pênalti, em grande defesa do ótimo Luis Maximiano, que acabou se machucando no lance que gerou a penalidade. Seu reserva, Aarón, não conseguiu segurar o chute cruzado de Denis Suárez aos 49 minutos da etapa final.

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Massacre merengue, estreia do Villarreal e outro jogo ruim do Barça na rodada de LaLiga

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Encaixada no meio de semana e entre duas rodadas das competições continentais, a sexta jornada de LaLiga foi marcada por goleadas, grandes atuações individuais e também muitas mudanças nas equipes titulares. Na maior parte dos casos, alterações decididas pela questão física.

O Real Madrid brilhou, o Atlético sofreu e venceu, o Barcelona sofreu e empatou e o Villarreal finalmente venceu em LaLiga. Confira o resumos das dez partidas.

Ronald Koeman foi expulso no empate do Barcelona com o Cádiz
Ronald Koeman foi expulso no empate do Barcelona com o Cádiz Barcelona

Getafe 1x2 Atlético de Madrid

Luis Suárez é um monstro de jogador. Dois gols e importantíssima vitória do Atlético sobre o Getafe, para recuperar confiança e demonstrar a Diego Simeone novos caminhos. O treinador argentino optou pelo 4-4-2 de início, com Kieran Trippier e Renan Lodi nas laterais - foram muitos desfalques também: Koke, Lemar, Kondogbia e João Félix. Antoine Griezmann jogou um pouco atrás de Luis Suárez, com apoio de Ángel Correa, que abria o corredor na direita para Marcos Llorente. Foi um primeiro tempo de pouca criatividade e uma falha pouquíssimo usual de Jan Oblak, que resultou no gol de Stefan Mitrovic

Na segunda etapa, com as entradas de Rodrigo de Paul, Matheus Cunha e Mario Hermoso, o Atleti melhorou muito, também com a saída de Griezmann. Passou para o 3-4-3, liberando Llorente e Carrasco (não foi bem de novo) como alas. Luis Suárez permaneceu na referência e foi melhor acompanhado por Matheus e Correa. Após a expulsão de Carles Aleña, o volume de jogo dos colchoneros aumentou demais. Vitória bastante merecida, que amplia a invencibilidade contra o Getafe para 20 partidas em todas competições - não perde desde 6/nov/2011, ou seja, jamais com Diego Simeone.


         
     

Levante 0x2 Celta

Após um primeiro tempo muito ruim, provavelmente um dos piores de LaLiga na temporada, Levante e Celta disputaram bons 45 minutos. Todas as chances, boas jogadas e os gols da primeira vitória da equipe galega aconteceram no segundo tempo. Jogando em casa, o Levante poderia ter aberto o placar e depois empatado, se Roger Martí não estivesse em uma jornada infeliz: perdeu um gol incrível com o placar em 0 a 0 e depois um pênalti (mal marcado com o auxílio do VAR) com 0x1.

Eduardo Coudet fez uma mudança no meio-campo, tirando Denis Suárez e colocando Fran Beltrán, sem alterar seu 4-2-3-1. Contou com uma falha de Róber Pier na saída de bola para recuperar a bola no campo de ataque e Iago Aspas marcar. A defesa do Levante, que teve Shkodran Mustafi como titular pela primeira vez, cometeu mais algumas falhas, e em uma delas, no final, Brais Méndez marcou belo gol. Vamos ver se, daqui em diante, o Celta inicia uma reação em LaLiga (recebe o Granada). O Levante segue sem vencer.


         
     

Athletic 1x2 Rayo Vallecano

É o melhor início de temporada do Rayo Vallecano na primeira divisão desde 2000-01, quando o time era treinado por Juand Ramos e somou 12 pontos nas seis primeiras rodadas. Agora, com Andoni Iraola, são dez pontos conquistados e um bom futebol apresentado. A vitória sobre o Athletic, em San Mamés, é impactante pelo resultado em si, fora de casa, mas também pelo bom desempenho - do time, como conjunto, e de alguns jogadores, indidualmente. Radamel Falcao García, em sua segunda partida pelo Rayo e saindo do banco mais uma vez, marcou e garantiu a vitória.

Pouquíssimas chances foram criadas no primeiro tempo. O primeiro gol surge da marcação alta do Rayo, recuperação de bola com Sergi Guardiola e finalização de Álvaro García. O técnico Iraola mudou a equipe, rodou o elenco e ainda teve o desfalque de Óscar Trejo no meio-campo. O Athletic, com dificuldade de criação, conseguiu o empate com mais um gol que surge dos pés de Iker Muniain na temporada: cobrança de falta, cruzamento na área, cabeçada contra de Pathé Ciss. Na segunda etapa, o jogo ficou mais aberto, com maior posse de bola do Rayo (53%). O gol da vitória saiu aos 51 minutos, com dois jogadores que haviam entrado pouco antes: Bebé cobrou falta na área e Falcao cabeceou.


         
     

Sevilla 3x1 Valencia

O Sevilla vinha de três empates seguidos, contando a partida pela Champions League contra o Red Bull Salzburg, e precisava de uma boa atuação. Conseguiu em apenas 22 minutos. Foi o tempo necessário para abrir 3 a 0 no Valencia, com muita movimentação e força ofensiva. Levou um gol aos 31, com Hugo Duro, mas controlou bem a partida e mereceu a vitória - já os valencianos somam a segunda derrota seguida, após o 1x2 para o Real Madrid.

Julen Lopetegui armou o time no 4-3-3, com Joan Jordán, Fernando e Papu Gómez na trinca de meio-campistas. O ataque teve formação inédita com Erik Lamela, Rafa Mir (marcou seu primeiro gol pelo Sevilla) e Lucas Ocampos, que começou jogando pela primeira vez na temporada. Foi também a estreia de Gonzalo Montiel na lateral-direita, substituído no segundo tempo por Jesús Navas, e autor do segundo gol. Duro choque de realidade para o Valencia, que já sonhava com uma temporada europeia novamente.


         
     

Espanyol 1x0 Alavés

Raúl de Tomás, ou como leva na camiseta RdT, precisou marcar três vezes para conseguir um gol. Após gols anulados com auxílio do VAR, de pênalti aos nove minutos do segundo tempo ele decretou a primeira vitória do Espanyol neste retorno à primeira divisão. O Alavés, por outro lado, segue sem somar um único ponto até aqui. Pior: ocupa a lanterna, mesmo com um jogo a menos que o Getafe, que também apenas perdeu, por causa do saldo de -10 gols.

Em campo, o Espanyol teve mais posse de bola (53%) e mais finalizações também (10 x 7). Partida com alto número de faltas, 32 no total. Wu Lei, que entrou no segundo tempo e ainda não marcou na temporada, perdeu um gol incrível, no último lance, cara a cara com Pacheco.


         
     

Villarreal 4x1 Elche

Com um jogo a menos e quatro empates seguidos, finalmente o Villarreal estreou nesta temporada de LaLiga, como bem descreveu o jornal Marca. Conquistou a primeira vitória com goleada, 4 a 1 contra o Elche, de Fran Escribà, ex-técnico do Submarino Amarelo. Yeremi Pino, Manu Trigueros, Arnaut Danjuma e Alberto Moreno marcaram os gols para Unai Emery, que fez algumas mudanças na equipe titular..

Mandi começou na defesa ao lado de Pau Torres, Dani Parejo voltou ao meio-campo e Paco Alcácer teve as companhias de Danjuma e Pino no ataque do 4-3-3. Já no Elche, Darío Benedetto e Javier Pastores, duas das principais contratações da equipe, começaram no banco e entraram no segundo tempo. Vitória tranquila do Villarreal, com 60% de posse de bola e 9 x 3 nas finalizações certas. 


         
     

Real Madrid 6x1 Mallorca

Enorme atuação do Real Madrid, melhor da temporada. Superior ao Mallorca do início ao fim, com rotações na equipe titular promovidas por Carlo Ancelotti, que descansou alguns jogadores, entre eles Casemiro. Vinicius e Rodrygo foram titulares pelo lado no 4-3-3, que teve Eduardo Camavinga como volante recuado. A estrela da noite foi Marco Asensio, que voltou a ter oportunidade como titular e marcou três gols contra o clube que o formou - atuando como um dos meias centralizados. Pra variar, quem foi bem demais novamente foi Karim Benzema. Mais dois gols e duas assistências para o atacante francês, que soma agota oito e sete, respectivamente, na temporada.

Pelo Mallorca, nada funcionou. Takefusa Kubo, desta vez centralizado na armação do 4-2-3-1, foi substituído no intervalo; Matthew Hoppe nada fez no ataque; apenas Lee Kang-in conseguiu jogar um pouco, marcando gol inclusive. Cabe ao técnico Luis García Plaza recolocar o time nos trilhos e seguir com o bom início de retorno em LaLiga. Do lado merengue, liderança da competição e melhor futebol jogado entre as 20 equipes.


         
     

Granada 2x3 Real Sociedad

Ótimo jogo entre Granada e Real Sociedad, com vitória basca por 3 a 2. Com muitos desfalques por lesões, como Nacho Monreal fora desde o início da temporada, e recém-machucados, casos de Alenxader Isak, Ander Barrenetxea e David Silva, coube a Mikel Merino e Mikel Oyarzabal assumirem o protagonismo do jogo para a Real Sociedad, que foi melhor durante os 90 minutos.

Do outro lado, um adversário que vinha de empate com o Barcelona, no Camp Nou, e que não mudou a estratégia de marcação forte e transição. Os números finais da partida ajudam a entender a superioridade da Real Sociedad, que por outro lado vacilou muito na defesa: 62% de posse de bola e 20 x 8 em finalizações, com 11 x 2 no alvo. São cinco jogos de invencibilidade para os comandados de Imanol Alguacil.


         
     

Osasuna 1x3 Betis

Jogo de muitas chances para os dois lados, com 27 finalizações no total, sendo 16 para o Betis, que venceu fora de casa o Osasuna por 3 a 1. Segunda vitória seguida como visitante da equipe que, em Sevilha, tem tropeçado. O resultado deixa o Betis na oitava posição, com nove pontos em seis jogos. O Osasuna segue oscilando, alternando vitórias e derrotas após dois empates em 0 a 0 nas duas rodadas iniciais.

Juanmi tem feito ótima temporada, marcou em Pamplona e chegou a quatro gols, contando a Europa League. Willian José fez o terceiro do Betis, em contra-ataque, com o Osasuna buscando o empate - primeiro gol dele com a camisa verdiblanca.

Cádiz 0x0 Barcelona

Outro jogo ruim do Barcelona, mais pressão sobre Ronald Koeman. Com muitos desfalques novamente, o Barça entrou em campo com Yusuf Demir, Luuk de Jong e Memphis no ataque, além de Frenkie de Jong, Sergio Busquets e o jovem Gavi no meio-campo. A defesa contou com o Óscar Mingueza como lateral-direito e Sergiño Dest improvisado na esquerda, já que não havia mais laterais-esquerdos no elenco com as lesões de Jordi Alba e Alejandro Baldé. Primeiro tempo muito fraco, com o Cádiz jogando dentro da sua proposta de marcação e contra-ataque no 4-4-2.

Na segunda etapa, o Barcelona voltou com outra atitude, bem mais movimentação e um pouco mais de profundidades. Deixou o jogo melhor, dando mais espaços para o Cádiz também. Com a injusta expulsão de Frenkie de Jong, os donos da casa cresceram nos minutos finais e pressionaram bastante. Mesmo com o erro da arbitragem, a atuação culé merece ser criticada, assim como algumas decisões de Koeman - que ainda foi expulso no final. Ter Stegen foi fundamental para evitar a derrota e Philippe Coutinho saiu bem do banco de reservas. Já Luuk de Jong teve outra atuação apagadíssima e Memphis perdeu muitas chances.


         
     

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Massacre merengue, estreia do Villarreal e outro jogo ruim do Barça na rodada de LaLiga

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Com Piqué de centroavante e 54 cruzamentos na área, Barcelona empatou em casa com o Granada

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

No fechamento da quinta rodada de LaLiga, o Barcelona teve uma de suas piores atuações nos últimos anos. No Camp Nou com pouco mais de 27 mil pessoas nas arquibancadas, empatou em 1 a 1 com o Granada em noite heróica de Ronald Araujo.

A rodada teve ainda vitória de virada do Real Madrid sobre o Valencia, que deixou a equipe merengue isolada na liderança de LaLiga. Confira abaixo resumos dos dez jogos - a sexta rodada já começa nesta terça-feira.

Barcelona e Granada empataram em 1 a 1 no Camp Nou, com 27 mil torcedores nas arquibancadas
Barcelona e Granada empataram em 1 a 1 no Camp Nou, com 27 mil torcedores nas arquibancadas Barcelona

Celta 1x2 Cádiz

 

 

Jogo muito bom no Balaídos, que abriu a quinta rodada de LaLiga. Primeira vitória do Cádiz na temporada, e primeira de outras que acontecerão com o mesmo roteiro: muita marcação e bom aproveitamento dos erros adversários. Esse é o Cádiz do técnico Álvaro Cervera, que começou no 4-1-4-1 na fase defensiva e terminou com linha de cinco defensores. Fez 2 a 0 no primeiro tempo com um gol em jogada de bola parada e outro em rebote de um polêmico pênalti marcado - e, na minha avaliação, gol irregular por o lateral Alfonso Espino pisou na linha da grande área, o que configura invasão.

Já o Celta tem um péssimo início de temporada, com quatro derrotas em cinco rodadas. Havia enorme necessidade de somar três pontos na sexta-feira por jogar em casa e contra um adversário que tem como objetivo principal, a permanência em LaLiga - antes perdera para Atlético, Athletic e Real Madrid. Eduardo Coudet viu um time inoperante no primeiro tempo se transformar na segunda etapa, contando também com suas substituições - principalmente Nolito, que entrou muito bem. Diminuiu, criou várias oportunidades, teve 78% de posse de bola, mas parou na trave ou no goleiro argentino Jeremías Ledesma, eleito melhor em campo. 

Rayo Vallecano 3x0 Getafe

 

 

Foi uma tarde de sábado muito especial em Vallecas. Diante de seus torcedores, o Rayo Vallecano venceu o rival regional Getafe por 3 a 0 e comemorou a segunda vitória na temporada. Além disso, a torcida ainda celebrou a tão aguardada estreia de Radamel Falcao García, que saiu do banco aos 26 minutos e marcou aos 36. Já o Getafe permanece sem vencer em LaLiga, ainda carente de José Bordalás e com um trabalho bastante contestável do técnico Míchel.

Em campo a posse de bola ficou totalmente equilibrada, 50% para cada lado, assim como o número de finalizações (11 x 13). O aproveitamento do Rayo, no entanto, foi excepcional com três gols marcados em cinco arremates certos. Aos poucos a equipe do técnico Andoni Iraola vai encorpando e jogando bem. Bebé foi titular, de maneira merecida após as últimas boas atuações; Óscar Trejo mantém o nível alto no meio-campo; Dimitrievski tem sido um goleiro bem seguro; e agora, com a chegada de Falcao, o time ganha mais uma boa opção para o ataque, além do francês Roger Nteka.

Atlético de Madrid 0x0 Athletic

 

 

Diego Simeone mudou o time. Com os desfalques de Thomas Lemar e Koke, Geoffrey Kondogbia e Rodrigo de Paul começaram entre os titulares; além disso, Renan Lodi voltou a ganhar oportunidade na ala esquerda do 3-5-2, que teve Ángel Correa e Antoine Griezmann no ataque. Não funcionou. O Atlético foi apático no ataque e praticamente não criou chances de gol no primeiro tempo, enquanto o Athletic, sempre bem organizado no 4-4-2 de Marcelino García Toral, não correu grandes riscos.

No segundo tempo, cinco mudanças para cada lado e um jogo bem mais aberto. O Atlético aumentou a pressão e passou a tocar melhor a bola no ataque, já com Luis Suárez e Yannick Carrasco em campo, além de Héctor Herrera. Marcos Llorente mandou uma bola na trave, só que o Athletic teve as duas melhores chances da partida: dois gols perdidos por Iñaki Williams e Asier Villalibre. João Félix, que também entrou na segunda etapa, foi expulso e deixou o Atleti com um a menos nos últimos 15 minutos, mas não mudou muito o cenário. Empate sem gols, segundo consecutivo contando a Champions League, e algumas vaias no Wanda Metropolitano.

Elche 1x1 Levante

 

 

Na estreia de Javier Pastore, que entrou no segundo tempo, o Elche não conseguiu vencer o Levante em casa pela quinta rodada de LaLiga. O empate em 1 a 1, no final das contas, é um resultado ruim para as duas equipes, já que o Levante ainda não ganhou e o Elche vinha da primeira vitória na rodada passada. Lucas Pérez marcou pela segunda partida seguida, aos 33 minutos, mas o veterano José Luis Morales deixou tudo igual aos dez do segundo tempo - em uma das seis finalizações certas, que obrigaram Kiko Casilla a trabalhar bastante.

Alavés 0x2 Osasuna

 

 

O Alavés está com uma partida a menos que o Getafe, mas o mesmo aproveitamento na temporada de LaLiga: 0%. O Osasuna, fora de casa, impôs a quarta derrota para a equipe de Vitoria-Gazkeis e subiu para a sétima posição. David García e Roberto Torres, cobrando pênalti, marcaram para o time comandado por Jagoba Arrasate, que teve menor posse de bola (44%), mas arriscou mais a gol (13 x 8 nas finalizações, 5 x 3 no alvo) dentro da proposta de transição - o jogador do Osasuna com o maior número de passes foi o lateral-direito Nacho Vidal, com somente 38.

Mallorca 0x0 Villarreal

 

 

Unai Emery mexeu no time titular do Villarreal, até mesmo pela sequência pesada de jogos desde o final de semana passado. Danjuma foi titular no ataque, Dani Parejo ganhou descanso no meio campo, Francis Coquelin ficou responsável pela saída de bola... E mais uma empate, o quarto em quatro jogos disputados pelo Submarino Amarelo na competição. O Mallorca, de ótima campanha até aqui, se armou no 4-4-2, acertou o gol defendido por Gerónimo Rulli apenas uma vez e saiu de campo satisfeito com o ponto conquistado, contra um adversário tecnicamente superior.

Real Sociedad 0x0 Sevilla

 

 

Pela qualidade das duas equipes, havia bastante expectativa para um bom jogo entre Real Sociedad e Sevilla. No final das contas, o 0 a 0 foi decepcionante, mas não surpreendente. No total, foram 22 finalizações - 11 para cada lado, assim como quatro certas para cada equipe. Sem David Silva, lesionado, Imanol Alguacil optou por armar o time com quatro atacante e a entrada de Alexander Sorloth para atuar ao lado de Alexander Isak, com Portu e Mikel Oyarzabal pelos lados. De qualquer modo, sequência pesada para os espanhóis que também estão nas competições continentais, casos de Real Sociedad e Sevilla.

Betis 2x2 Espanyol

 

 

Um dos jogos mais emocionantes da quinta rodada de LaLiga aconteceu no estádio Benito Villamarín. O Espanyol fez 1 a 0, levou a virada do Betis e buscou o empate aos 52 minutos do segundo tempo. Willian José marcou pela primeira vez pelo Betis, que buscou muito mais o gol do que a equipe de Barcelona: foram 23 finalizações contra apenas nove do Espanyol (mesmo número de finalizações certas do time de Sevilha). Apesar da comemoração no final, o Espanyol ainda não sabe o que é vencer no Campeonato Espanhol. Já o Betis perdeu a oportunidade de vencer pela terceira vez seguida e subir na tabela.

Valencia 1x2 Real Madrid

 

 

Em um dos jogos mais aguardados da rodada, no duelo entre José Bordalás e Carlo Ancelotti, o técnico italiano comemorou muito no final. Virada e vitória emocionante do Real Madrid no Mestalla sobre o Valencia por 2 a 1, que deixou a equipe merengue como líder isolada de LaLiga após cinco rodadas. Para completar, mais uma grande atuação da dupla Viniciuss Júnior e Karim Benzema.

O 4-4-2 foi repetido no Real Madrid, com Federico Valverde e Vinicius pelos lados, Luka Modric e Casemiro por dentro, tendo Eden Hazard como segundo atacante ao lado de Benzema. A rigidez tática do Valencia foi mantida, mas com a força na transição ofensiva apresentada nesta temporada. Hugo Duro colocou os donos da casa à frente aos 21 minutos do segundo tempo e depois o Valencia tentou se defender até o final com todas suas armas. Vinicius marcou aos 41 e Benzema virou aos 43, com assistência do brasileiro.

Barcelona 1x1 Granada

 


 


No sufoco, o Barcelona salvou um ponto em pleno Camp Nou contra um adversário que ainda não venceu em LaLiga. O gol marcado por Ronald Araujo, melhor em campo, garantiu o empate em 1 a 1 com o Granada em noite de muitas críticas a Ronald Koeman, que optou por terminar a partida com Gerard Piqué como centroavante. Foi uma atuação muito ruim do Barça, que piora a imagem do time após o 3 a 0 do Bayern e aumenta as dúvidas sobre a capacidade do treinador.

O Barcelona voltou ao 4-3-3, com os jovens Alejandro Baldé e Yusuf Demir ganhando oportunidades entre os titulares, assim como Philippe Coutinho. Com dois minutos já perdia por 1 a 0, e apenas no final do primeiro tempo reagiu - já com Mingueza na lateral-direita e Sergiño Dest improvisado na esquerda, após a lesão de Baldé. No segundo tempo colocou Luuk de Jong e Riqui Puig em campo, além de Piqué no ataque. No final das contas, em um dos 54 cruzamentos na área, a bola achou a cabeça de Araujo. Único jogador que se salvou em um (mais) dia de absoluta falta de inspiração barcelonista. Em muitos momentos, o Barcelona parecia um catado de jogadores lançando a bola para o ataque.

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Ayrton Lucas prevê enorme dificuldade na Europa League em grupo com Legia Varsóvia, Napoli e Leicester

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

A fase de grupos da Europa League começa nesta quarta-feira com um jogo isolado e bastante pesado no Leste Europeu. O Spartak recebe, em Moscou, o Legia Varsóvia, da Polônia, pela primeira rodada do Grupo C. Em campo, certamente, estará escalado pelo técnico Rui Vitória na equipe russa o lateral brasileiro Ayrton Lucas.

Apesar da tradição de jogadores brasileiros no maior campeão russo, há apenas Ayrton no elenco atual. Desde 2018 no clube, o ex-lateral-esquerdo do Fluminense está muito bem adaptado ao país. Acostumado também aos torneios continentais, tem agora a Europa League pela frente. Antes da estreia, conversou com exclusividade com o blog.

O Spartak Moscou recebe o Legia Varsóvia, nesta quarta-feira (15), em sua estreia na Europa League. A partida terá transmissão ao vivo pela ESPN no Star+. Clique aqui e veja mais informações. 

Ayrton Lucas defende o Spartak Moscou desde 2018
Ayrton Lucas defende o Spartak Moscou desde 2018 Di

O Spartak Moscou está no Grupo C da Europa League, chave complicada com Legia Varsóvia, Leicester e Napoli. Qual é a expectativa do clube diante de tamanha dificuldade?

Sabemos que estamos em um grupo muito forte, mas a gente vem de uma vitória no Campeonato Russo, o que nos dá um um pouco mais de confiança para fazer uma estreia boa na Europa League e ir em busca dessa vitória, que nos daria ainda mais confiança e seria o começo perfeito pra fazer um bom campeonato e quem sabe buscar a classificação.

O que vocês sabem sobre o primeiro adversário, também muito tradicional no Leste Europeu, o Legia?
A gente sabe que é uma equipe forte, só de estar disputando a Europa League já prova que é uma grande equipe e não só nesse primeiro jogo, mas todos os jogos vão ser difíceis. Vamos treinar na terça, um dia antes da partida, então vamos estudar os pontos fortes e fracos deles, o que podemos explorar e com muita concentração vamos buscar colocar isso em campo para buscar a vitória.

Premier League: Manchester City vence o Leicester fora de casa; veja os melhores momentos


         
     


Com a chegada de Rui Vitória, o que mudou na ideia de jogo do Spartak e o dia a dia de treinamentos?

O Rui Vitória é um treinador vitorioso, respeitado e pra mim me ajuda muito pela questão da língua. Não tivemos um começo muito bom de campeonato, mas temos muita confiança nele, estamos vindo de uma vitória e quem sabe daqui pra frente possamos manter essa sequência de bons resultados, para que no final da temporada a gente esteja comemorando títulos.

O Spartak é o maior campeão russo de todos os tempos, com 22 títulos. Há muita pressão para derrubar o Zenit e voltar a ser campeão após cinco anos?
Sim, o Spartak é o maior campeão da Rússia, mas já faz um tempo que não somos campeões. Com certeza pensamos em ser campeões, não começamos bem a temporada, mas ainda está no início e só depende da gente para melhorar e encontrar o caminho das vitórias para brigar pelos títulos, que é o que o Spartak merece. Temos que seguir trabalhando forte, com muita concentração nos jogos e sempre buscando as vitórias para quem sabe acabar com essa sequência do Zenit.

Esta é sua quinta temporada no Spartak. Quais são seus planos para a sequência da carreira?
Já estou há bastante tempo aqui, estou sempre jogando, que é o que todo jogador busca. Esse ano vou ter a chance de disputar a Europa League, nos outros anos joguei apenas a pré, então espero que seja uma temporada muito iluminada, que seja uma das melhores temporadas da minha vida, porque jogar Europa League é o sonho de qualquer pessoa, então é a realização de mais um sonho para mim. Espero terminar essa temporada com um título, vamos muito concentrados para fazer bons campeonatos, pois além da Europa League também tem a Copa da Rússia e o Campeonato Russo, e ser campeão é o que todo atleta quer.

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Real Madrid brilhou na rodada de LaLiga; Valencia é o destaque da temporada

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Valencia goleou e manteve excelente início de temporada
Valencia goleou e manteve excelente início de temporada Valencia

São os três líderes de LaLiga e conquistaram vitórias de maneiras bem distintas na quarta rodada. Com emoção, altos e baixos ou grande desempenho, Real Madrid, Valencia e Atlético de Madrid somaram três pontos e se destacaram no final de semana.

Foi também uma rodada esvaziada pelo adiamento de Villarreal x Alavés e Sevilla x Barcelona, devido ao aumento da Data FIFA, algo que foi muito contestado por LaLiga - que ainda não anunciou quando esses dois jogos acontecerão. Abaixo o resumo das oito partidas que aconteceram.

Levante 1x1 Rayo Vallecano

Se não fosse o gol marcado pelo estreante Sergi Guardiola aos 47 minutos do segundo tempo, falaríamos em uma derrota muito dolorida para o Rayo Vallecano. A equipe de Madrid, mesmo jogando em Valência, dominou o Levante do início ao fim, criando diversas oportunidades de gol. Levou um a zero aos 39 minutos com Roger Martí. Quando sofreu o gol, o Rayo - que ainda não contou com a estreia de Radamel Falcao García - tinha domínio absoluto da partida e já tinha obrigado Aitor Fernández a fazer algumas defesas importantes.

No segundo tempo, ao pressionar pelo empate, acabou oferecendo espaço para o contra-ataque granote, mas mesmom assim foi pouco ameaçado. Terminou a partida com 22 finalizações contra apenas sete do Levante (6x2 no alvo). O francês Roger Nteka mais uma vez foi titular no Rayo como referência ofensiva do 4-2-3-1, que tem Óscar Trejo (eleito melhor jogador em campo) como principal jogador de armação no esquema de Andoni Iraola. 

Rayo Vallecano busca empate no último minuto com o Levante; veja os melhores momentos


         
     

 Athletic 2x0 Mallorca

Os primeiros 45 minutos foram equilibrados, mas desde o início havia uma equipe bem mais objetiva no ataque. Bem ao estilo Marcelino García Toral, com muita velocidade nas transições e pressão sem a bola, o Athletic enfrentou um duro adversário e impôs a primeira derrota do Mallorca na temporada de LaLiga. Grande partida de Iker Muniain, jogando aberto no 4-4-2. No Mallorca, Take Kubo desta vez não teve destaque.

Os bascos melhoraram na segunda etapa quando Nico Williams, irmão do titular Iñaki, entrou aos 18 minutos, assim como Asier Villalibre e Zarraga. A partir daí o Athletic passou a ser superior ao Mallorca e fez o primeiro cinco minutos depois, com Daniel Vivian. O segundo surgiu em recuperação de bola de Muniain no ataque e cruzamento (terceira assistência dele na temporada) para Iñaki Williams. Após 45 rodadas de LaLiga e pela primeira vez desde julho do ano passado, finalmente o Athletic voltou a vencer duas partidas seguidas.

Bilbao vence Mallorca por 2 a 0; veja os melhores momentos


         
     

 Espanyol 1x2 Atlético

Para encaixar Antoine Griezmann no time, Diego Simeone voltou a utilizar uma variação tática da temporada passada. Saiu de cena o 3-5-2 e o 3-4-3 foi utilizado, com o francês formando o trio ofensivo com Ángel Correa e Luis Suárez. Com isso, Thomas Lemar perdeu posição no meio-campo... E o time perdeu a força no setor. O Espanyol se aproveitou disso e fez um bom primeiro tempo, vencendo por 1 a 0 com o gol marcado por Raúl de Tomás aos 40 minutos. Simeone percebeu o que estava acontecendo e decidiu mudar já no intervalo.

Geoffrey Kondogbia, Renan Lodi e Lemar entraram nas vagas de Mario Hermoso, Kieran Trippier e Correa,  alterando a tática para linha de quatro defensores, três meio-campistas e três atacantes. A equipe melhorou e passou a criar mais chances, até empatar com Yannick Carrasco - atacante pela esquerda - aos 34. O tento da vitória foi histórico: aos 54 minutos e 55 segundos, marcado por Lemar, foi o gol de vitória mais tardio na história de LaLiga. O Atlético está mais forte com os reforços, mas precisará de algum tempo para encaixar todas as novas peças.

Atlético de Madrid sofre, mas consegue virada surreal e vence o Espanyol; veja os melhores momentos


         
     

 Osasuna 1x4 Valencia

A defesa do Valencia tem funcionado como já imaginávamos, sob o comando de José Bordalás - apenas dois gols sofridos em quatro jogos de LaLiga. Já o ataque tem sido a grata surpresa, com nove gols anotados até aqui, quatro contra o Osasuna neste final de semana. Os dez pontos conquistados deixam a equipe ao lado de Real Madrid e Atlético no topo da tabela. Depois de muitos meses de turbulência no relacionamento entre comissão técnica e diretoria, a calma parece reinar no Mestalla novamente.

Saiu o primeiro gol de Maxi Gómez na temporada, mais duas assistências para Carlos Soler, boa atuação de Gonçalo Guedes, enfim, apenas boas notícias para o Valencia. Omar Alderete, de cabeça, fez o quarto da equipe, seu primeiro com a camisa do Valencia. E o entrosamento dele com Gabriel Paulista na defesa só aumenta, garantindo ao time uma das melhores duplas de zagueiros de toda LaLiga. Na próxima rodada tem Valencia x Real Madrid.

Veja os melhores momentos da vitória do Valencia sobre o Osasuna


         
     

 Cádiz 0x2 Real Sociedad

Após a derrota na estreia para o Barcelona, por 4 a 2, a Real Sociedad venceu todos os três jogos que disputou. Neste domingo, fez 2 a 0 no Cádiz, fora de casa, com dois gols de Mikel Oyarzabal, que já soma quatro na temporada de LaLiga. A única finalização certa do Cádiz em toda partida - amplamente dominada pelos bascos - aconteceu aos quatro minutos, com Álex Fernández, para defesa tranquila de Álex Remiro.

No primeiro terço do jogo, houve equilíbrio, ainda com uma bola na trave mandada pelo Cádiz; depois, principalmente no segundo tempo, o que se viu foi amplo domínio da Real Sociedad, dentro da sua variação tática do 4-3-3 na fase ofensiva e 4-1-4-1 na defensiva - apesar de uma bola na trave mandada pelo Cádiz ainda no primeiro tempo. Oyarzabal e Portu jogaram abertos, com Alexandert Isak na referência e David Silva e Mikel Merino cada vez melhores no jogo pela faixa central, tendo Ander Guevara como meio-campista defensivo. No final das contas, 78% de posse de bola e 16x6 em finalizações. Aos poucos, e distante de lesões, a Real Sociedad vai recuperando o bom futebol apresentado em 2020-21.

Oyarzabal marca doblete, e Real Sociedad bate o Cádiz fora de casa; veja os melhores momentos


         
     

 Real Madrid 5x2 Celta

Jogo de extremos do Real Madrid. A volta ao Santiago Bernabéu, após 560 dias, foi marcada pelos piores 45 minutos merengues na temporada (primeiro tempo), assim como pelos melhores 45 minutos (segundo tempo). Carlo Ancelotti mudou taticamente a equipe, posicionando-a no 4-4-2, com Eden Hazard ao lado de Karim Benzema e Vinicius e Federico Valverde pelos lados na segunda linha. Foi um desastre defensivo, muito bem explorado pelo 4-1-3-2 de Eduardo Coudet, que posicionou sua equipe de maneira muito inteligente em campo, aproveitando as falhas madridistas - principalmente pelo lado esquerdo com Nacho e Miguel Gutiérrez (Alaba foi desfalque e Mendy continua fora).

Após o intervalo, o Real Madrid voltou de maneira mais compacta, diminuindo o enorme espaço que havia entre as linhas e que era bem explorado por Iago Aspas, Santi Mina e companhia. Subiu as linhas, pressionou muito mais e conseguiu o gol de empate logo com um minuto, diante da mudança tática de Coudet, que alterou o Celta para o 4-4-2 com a saída de Renato Tapia e a entrada de Fran Beltrán. Partida sublime de Benzema, que anotou hattrick (não conseguia desde abril de 2019) e soma agora cinco gols e quatro assistências na temporada, participação direta em nove dos 13 gols da equipe. Grande atuação de Vinicius também, com muita confiança, muitos dribles, um gol e um pênalti sofrido. Houve ainda a estreia de Eduardo Camavinga com gol!

Vinicius Jr. faz belo gol, Benzema anota hat-trick, e Real Madrid goleia o Celta; VEJA como foi!


         
     

 Getafe 0x1 Elche

O estreante Lucas Pérez marcou o único gol do jogo, primeira vitória do Elche na temporada. O atacante espanhol entrou na vaga de Lucas Boyé, no segundo tempo, para atuar ao lado de Darío Benedetto no 3-5-2 do técnico Fran Escribá. Já do outro lado, Míchel também armou o Getafe com linha de cinco defensores, mas não teve a mesma sorte - ou, no caso, não possui a mesma qualidade individual para definir os 11 titulares.

Após quatro rodadas, com quatro derrotas, o Getafe tem a pior campanha de LaLiga, ainda com um único gol marcado e cinco sofridos. Contra o Elche, teve maior posse de bola com 56% e finalizou mais vezes ao gol (10x8), mas teve péssima pontaria (somente uma finalização certa). No final do jogo, as primeiras vaias no Coliseum surgiram para o trabalho de Míchel, substituto de José Bordalás - que faz grande campanha com o Valencia, para, indiretamente, aumentar a pressão sobre seu sucessor.

Fora de casa, Elche surpreende Getafe e vence a primeira em LaLiga; Veja os melhores momentos


         
     

 Granada 1x2 Betis

Se mais cedo na segunda-feira o Elche conquistou o primeiro triunfo na temporada, na partida de encerramento da quarta rodada o Betis alcançou o mesmo feito. Após empatar nas duas primeiras partidas com Mallorca e Cádiz e depois perder para o Real Madrid, finalmente os comandados de Manuel Pellegrini venceram a primeira. Com um gol marcado por Sergio Canales aos 44 minutos do segundo tempo!

A notícia ruim para o Betis - que teve maior posse de bola (57%) e mais finalizações (19 x 11) foi a lesão muscular de Bartra, que jogava seus primeiros minutos da temporada, e saiu logo aos 14, substituído por Germán Pezzella - que descansaria após a Data FIFA. O jogo marcou também a estreia de Willian José com a camisa verdiblanca, ao entrar no intervalo na vaga de Borja Iglesias. O Granada, por sua vez, ainda não venceu após quatro jogos, com dois empates e duas derrotas.

Betis vence Granada com gol no fim; veja os melhores momentos


         
     
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Muitos gols e muita história para contar em um clássico armênio

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Ararat e Alashkert se enfrentaram no sábado, pelo Campeonato Armênio
Ararat e Alashkert se enfrentaram no sábado, pelo Campeonato Armênio Ararat Yerevan

Pela sexta rodada do Campeonato Armênio, oficialmente Armenian Premier League, o Ararat Yerevan recebeu o Alashkert, no sábado, e venceu por 3 a 2. Foi a quinta vitória da equipe na temporada, e que manteve o rival ainda sem somar três pontos, mas com duas partidas a menos. Muito além do futebol, vale conhecer um pouco mais sobre a história da dos dois clubes e, consequentemente, compreender melhor a formação da própria nação.

O Alashkert tem história única e ligada à geopolítica da região. O clube foi fundado em 1990 na cidade de Martuni, na província armênia de Gegharkunik. Seus fundadores foram descendentes de refugiados do Genocídio Armênio, cometido pelo Império Otomano durante a Primeira Guerra Mundial, que viviam na cidade de Eleskirt, à leste do território turco. O nome do clube tem origem na cidade turca de onde partiram seus fundadores.

O Genocídio Armênio é motivo de disputa internacional entre Turquia e Armênia. Atualmente, 33 países, entre eles o Brasil, reconhecem a morte de cerca de 1,5 milhão de armênios como um genocídio. O Governo Turco, herdeiro histórico e cultural dos otomanos, permanece com a alegação de deportação em um período de guerra. Os relatos de mortes, estupros e assassinatos em massa de homens, mulheres e crianças são aterrorizantes e podem ser encontrados em pesquisas um pouco mais aprofundadas sobre o tema. Há gerações de armênios espalhadas pelo mundo, em variados países, por conta dos conflitos no início do século passado.

Na década de 1990 o Alashkert chegou a fechar as portas, mas a partir da chegada do empresário Bagrat Navoyan, em 2011, e a mudança para a capital Yerevan, dois anos depois, o clube mudou de tamanho. Foram quatro campeonatos nacionais conquistados, incluindo a temporada passada, além de uma Copa. O investimento possibilitou também a contratação de jogadores estrangeiros como o lateral-direito brasileiro Tiago Cametá, ex-Ceará, que defende o clube desde o ano passado e foi titular contra o Ararat Yerevan.

Os clubes da capital dominam o futebol armênio, ao todo sete das dez equipes da primeira divisão - disputada em quatro turnos, com 36 rodadas - são de Yerevan. Historicamente, o Shirak, de Gyumri, segunda maior cidade do país, sempre competiu com o Pyunik pela soberania. No entanto, seu último título foi em 2012-13. De lá para cá, apenas representantes de Yerevan foram campeões.

Monte Ararat visto a partir de Yerevan
Monte Ararat visto a partir de Yerevan Serouj Ourishian

Se Alashkert remete à história da Armênia, Ararat é outro termo importante para o país e que nomeia, além do Ararat Yerevan (fundado em 1935), também o Ararat-Armenia - líder do campeonato com 100% de aproveitamento após seis rodadas e bem mais novo (2017). A referência é, na verdade, gerográfica, já que o Monte Ararat é um vulcão composto e inativo, localizado na fronteira de Turquia e Armênia. Há referências bíblicas à região que tratam o local como último paradeiro da Arca de Noé e também descrito como "montanhas de Ararat", em Gênesis 8:4. Trata-se do principal símbolo da Armênia, presente também no brasão de armas do país. Historiadores armênios entendem que o significado de "Ararat" seja "terra da criação".

Em campo, no estádio Republicano Vazgen Sargsyan ainda sem torcida, o atacante bósnio Aleksandar Glisic abriu o placar do clássico para o Alashkert aos 29 minutos, de cabeça. No ataque seguinte, porém, o marfinense Serge Deblé empatou com um lindo chute na entrada da área e virou para o Ararat aos 44. Sua expulsão aos 25 minutos da segunda etapa aumentou a emoção da partida, que era dominada pelo Alashkert em busca do empate. As esperanças sumiram seis minutos depois, quando outro marfinense, Dognimani Silué, fez o terceiro para os donos da casa. O português José Embaló ainda descontou nos acréscimos e definiu o placar em 3 a 2, cobrando pênalti.

O título armênio em 2020-21 colocou o Alashkert na primeira fase qualificatória da Champions League, onde a equipe empatou na ida com o Connah's Quay Nomads, no País de Gales, em 2 a 2, e depois garantiu a classificação na volta ao vencer, na prorrogação, por 1 a 0. A segunda fase foi mais dura, e o clube acabou eliminado pela sensação Sheriff Tiraspol, que avançou até a fase de grupos da Champions. Enviado então para a terceira fase qualificatória da Europa League, o Alashkert surpreendeu o Kairat, do Cazaquistão e de Vágner Love, com uma vitória por 3 a 2 em casa e na prorrogação, na volta após empate em 0 a 0. Nos playoffs, bateu na trave: derrota por 1 a 0 para o poderoso Rangers, na Escócia, e depois empate sem gols na Armênia. A histórica campanha, de qualquer modo, garantiu vaga na fase de grupos da Conference League, onde enfrentará Maccabi Tel Aviv-ISR (já nesta quinta-feira), LASK-AUT e HJK-FIN.

Apesar das melhores condições financeiras, a estrutura do Alashkert é muito simples, bem distante, por exemplo, de clubes médios brasileiros. Foi o que relatou ao blog, em entrevista no ano passado, o lateral-esquerdo Bryan, ex-Ponte Preta e América-MG, que passou pelo time na última temporada e atualmente defende o Atyrau, do Cazaquistão. "A estrutura é muito abaixo. O presidente é aquele cara que diz que a preocupação dele é pagar e você tem que jogar. Ou seja, não se preocupa com coisas básicas, mas que fazem diferença. Houve um amistoso em um dia muito quente, e pedimos para molhar o campo para a bola rolar mais, já que nosso time tem mais qualidade que os adversários. Ele nos disse que não molharia, porque ia estragar a grama. Quando acabou o amistoso, ele ligou a irrigação", lembra Bryan. "A qualidade do jogo é bem inferior ao Brasil. Penso que se os times daqui jogassem a Série C, passariam dificuldade. A diferença é muito grande".

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Muitos gols e muita história para contar em um clássico armênio

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10 transferências alternativas que merecem destaque no fechamento do mercado

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Após este maluco 31 de agosto de 2021, o mercado de transferências nas principais ligas europeias está fechado até a metade da temporada. Alguns países, como a Rússia, mantém datas diferentes dos demais, mas nas cincos grandes ligas o assunto está encerrado até janeiro. Bem além do retorno de Antoine Griezmann ao Atlético de Madrid, a contratação de Saúl pelo Chelsea ou a chegada de Eduardo Camavinga ao Real Madrid nas últimas horas, houve centenas de outras transferências concretizadas.

Muitas também merecem destaque, apesar de não movimentarem necessariamente dezenas de milhões de euros ou envolverem clubes gigantes do continente. Uma, por exemplo, ainda nem aconteceu: Radamel Falcao García acertou a rescisão com o Galatasaray neste 31/ago e deve ser anunciado pelo Rayo Vallecano nesta quarta-feira. Enquanto o atacante colombiano não oficializa o retorno à Espanha, fiquem com dez transferências alternativas deste último dia de mercado europeu para observarmos na temporada.

Nikola Vlasic: CSKA Moscou - West Ham

Vlasic é agora jogador do West Ham
Vlasic é agora jogador do West Ham West Ham

Foram 30 milhões de euros pagos pelo West Ham ao CSKA Moscou pelo ótimo meia-atacante Nikola Vlasic. Desde 2019 no clube russo, o jogador croata de apenas 23 anos teve uma passagem apagada pela Premier League, quando foi contratado pelo Everton em 2017. Retorna à Inglaterra mais maduro e após boas temporadas de futebol russo. Contrato de cinco anos, com opção de mais um assinado por ele com o West Ham - que ainda levou o meio-campista tcheco Alex Král, do Spartak Moscou.

Matthew Hoppe: Schalke - Mallorca

Apenas 20 anos, bastante talento e boas atuações na Alemanha. Schalke e Mallorca não divulgaram os valores do acordo, mas o clube espanhol acertou por quatro anos com um jogador bastante promissor. Na temporada passada, ele se tornou o primeiro norte-americano a marcar um hattrick na Bundesliga: foi na goleada por 4 a 0 sobre o Hoffenheim, em 9 de janeiro, que encerrou a série de 30 jogos sem vitória do Schalke na primeira divisão alemã. Chega para um bom time do Mallorca em LaLiga.

Odsonne Édouard: Celtic - Crystal Palace

O negócio final, entre Celtic e Crystal Palace, pode chegar a 21,5 milhões de euros com os bônus pelo bom atacante francês Odsonne Édouard. Quatro anos de contrato, com opção para mais um, para o atacante de 23 anos, formado na base do PSG que se cansou de marcar gols nas últimas temporadas escocesas - 77 em 150 jogos pelos Bhoys. Centroavante de boa técnica, que se movimenta abrindo os espaços para os companheiros. Terá a chance de se provar na Premier League.

Carlos Vinícius: Benfica - PSV

Após disputar a última temporada pelo Tottenham, emprestado pelo Benfica, Carlos Vinícius agora encara outro empréstimo, desta vez de dois anos, e vai defender o PSV. Foram 22 jogos e dez gols marcados na Inglaterra, agora na Holanda o atacante de 26 anos tem tudo para reencontrar o bom futebol apresentado em Portugal. O PSV, comandado por Roger Schmidt, tem pretensões altas na temporada e é uma equipe forte o suficiente para conquistar a Eredivisie e também sonhar na Europa League.

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Héctor Bellerín: Arsenal - Betis

Héctor Bellerín está com apenas 26 anos e defendia o time principal do Arsenal desde 2013. A mudança de ares, através do empréstimo de uma temporada, deve lhe fazer bem, até porque a situação no Emirates Stadium não anda muito tranquila... Antes de chegar aos Gunners, ainda adolescente, era atleta da base do Barcelona. Jogará profissionalmente pela primeira vez por um time espanhol - que está bem montado pelo Manuel Pellegrini e deve fazer boa temporada de LaLiga.

Mattia Zaccagni: Verona - Lazio

A transferência de Mattia Zaccagni do Verona para a Lazio por somente 7 milhões de euros, além de bônus que podem variar de 2 a 3 milhões a mais, tem tudo para ser uma das barganhas do mercado. O jogador de 26 anos pode atuar como trequartista ou mesmo aberto pelo lado, oferecendo mais opções ofensivas ao técnico Maurizio Sarri, após a saída de Joaquin Correa para a Inter. Também pela idade, não deve ter dificuldades para se adaptar ao novo clube e vai oferecer ajuda imediata.

Reiss Nelson: Arsenal - Feyenoord

Este será o segundo empréstimo de Reiss Nelson, de apenas 21 anos, desde que subiu para os profissionais do Arsenal em 2017. Em 2018-19 jogou pelo Hoffenheim e teve bom desempenho na Bundesliga, além de ter feito parte da seleção inglesa na base de 2014 até este ano. Vai jogar pelo Feyenoord a Eredivisie, uma liga extremamente voltada para a formação do jovem talento. Por isso a expectativa é de evolução para Nelson, ou ao menos é o que espera o Arsenal.

Lembrando que você, fã de esporte, acompanha Premier League, LaLiga, Campeonato Francês, Italiano, Holandês e Português após a Data Fifa e com todos os jogos disponíveis AO VIVO pela ESPN no Star+.

Dennis Praet: Leicester - Torino

O meio-campista belga viveu bons momentos com a camisa do Leicester, mas acabou perdendo espaço na equipe pela ascenção de outros jogadores como Youri Tielemans. Está com 27 anos e retorna ao futebol italiano, onde defendeu a Sampdoria, emprestado pelos ingleses por uma temporada e opção de compra estabelecida em 15 milhões de euros. Praet não chega em um time com grandes aspirações na Serie A, mas confiante em conseguir boas sequências na equipe.

Juan Ignacio Ramírez: Liverpool-URU - Saint-Étienne

Nas últimas duas temporadas, sempre que pesquisávamos sobre os jogadores que mais marcaram gols no futebol uruguaio o nome de Juan Ignacio Ramírez aparecia. Foram 84 em 166 jogos pelo Liverpool, que renderam várias convocações para as seleções de base do país. Ainda não teve oportunidade na Celeste Olímpica, mas muitos gols anotados na Ligue 1 podem chamar a atenção de Óscar Tabárez. Chega emprestado por uma temporada, para confirmar as expectativas.

Will Grigg: Sunderland - Rotherham

Já começou a cantar? A contratação de Will Grigg pelo Rotherham, da terceira divisão, assim como o Sunderland, ficou para o final da lista com o objetivo de deixar a música do atacante norte-irlandês na cabeça de todos vocês por algumas horas. Desde que deixou o Wigan, em 2019, o jogador marcou apenas 16 gols, oito pelo Sunderland e oito pelo Milton Keynes Dons, emprestado na temporada 2020-21. Enfrentará os dois clubes pelo Rotherham na dura briga pelo acesso à Championship.

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Um conto fantástico de transferência em 31 de agosto: a incrível história de um brasileiro que recusou o Real Madrid

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Trinta e um de agosto é um dia extremamente importante no calendário do futebol europeu. Não por qualquer jogo de futebol, mas pela loucura que acontece nas últimas 24 horas de negociações no mercado de transferências do continente. Negócios são fechados a poucos segundos do horário final, contratações bombásticas se concretizam e a imprensa esportiva trata o dia de maneira especial, com coberturas on-line de tudo que está acontecendo. Naturalmente há grandes histórias, e uma delas envolve um ex-jogador brasileiro que negou o Liverpool e estava certo com o Real Madrid, mas acabou dizendo "não" ao gigante espanhol e sendo contratado pelo Benfica dentro de uma sala de aeroporto

Guilherme Siqueira, natural de Florianópolis, teve carreira de destaque no futebol europeu. Revelado pelo Figueirense, jamais atuou profissionalmente no Brasil, onde passou também pela base do Avaí, já contratado pela Inter de Milão. De Milão se mudou para Roma, envolvido em um negócio com a Lazio. Só disputou a primeira partida na Europa, porém, quando estava na Udinese, em 2006. Chegou a passar pelo Ancona, na segunda divisão italiana, até ser contratado pelo Granada em 2010 e, a partir daí, apenas evoluiu. E é justamente a história sobre a saída dele do pequeno clube espanhol que merece ser contada.

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O sucesso na Espanha

Foram três temporadas em alto nível no Granada, subindo da segunda divisão espanhola para LaLiga. Guilherme disputou 108 jogos pela equipe e ainda marcou 13 gols, contando campeonatos e copas. Sempre demonstrou muita qualidade na fase ofensiva, era um jogador extremamente técnico - com o selo de qualidade do futebol brasileiro, apesar da formação praticamente europeia. As boas atuações despertaram interesse de grandes clubes não apenas da Espanha, mas de todo continente. Seus empresários, Álvaro Torres e Loren del Pino, passaram a receber chamadas de equipes importantes, e uma delas foi o Liverpool.

Durante a pré-temporada para 2013-2014, o Granada optou por deixar Guilherme treinando à parte, justamente para evitar qualquer risco de lesão. O clube, presidido então por Enrique Pina Campuzano, pretendia negociar o brasileiro de qualquer modo. O interesse oficial do Liverpool surgiu muitos dias antes do fechamento do mercado, para concluir a negociação de maneira tranquila. Só que a cabeça de Guilherme Siqueira já estava em outro lugar: nesse mesmo período, o Real Madrid iniciou contatos. 

Guilherme Siqueira defendeu o Granada entre 2010 e 2013
Guilherme Siqueira defendeu o Granada entre 2010 e 2013 Granada

Apenas vivendo na Espanha para se dimensionar, efetivamente, o tamanho gigantesco que o Real Madrid tem no país. Guilherme já sentia diretamente aquilo. "Eu estava no Brasil de férias. O meu empresário me ligou para falar que o Real Madrid tinha entrado em contato com ele. O Marcelo era o titular e o Fábio Coentrão iria sair, eu era a primeira opção caso o Coentrão saísse. Claro que eu nem acreditei! Poxa, que bacana, o Real Madrid me queria! Mas eles falaram desde o início que seria uma operação complicada para liberar o Coentrão, porque ele tinha sido comprado por 30 milhões de euros", contou Guilherme Siqueira ao blog.

Terminadas as férias na capital catarinense e já de volta à Espanha, com sondagens do Valencia também, chegou a proposta do Liverpool. "Eu voltei na primeira semana de julho e o mercado só terminava no final de agosto. Fui para a pré-temporada já sabendo dessa situação, e que o presidente do Granada pretendia levar até o final para ter boa margem de negociação. Sabia também do risco de o negócio com o  Coentrão não dar certo e que eu iria somente se acontecesse. Fiz a pré-temporada toda cuidando muito da minha parte física, mas sem disputar amistosos, sem contato com bola para não sofrer uma lesão", seguiu. 

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"Foi quando recebi a proposta do Liverpool. Os diretores ingleses viajaram até à Espanha, se reuniram com o presidente do Granada, com meu representante e eu tive que recusar, porque queria esperar o Real Madrid. Recusei com a proposta na mesa para assinar. Foi uma decisão difícil, meus representantes passavam os prós e os contras de cada situação. Na prática era uma situação certa e outra incerta e eu tinha que tomar a decisão. Conversei com meu pai e com a minha mãe, com toda minha família, e acabei recusando o Liverpool para esperar o Real Madrid", detalhou Guilherme. Quem acredita que esse seja o ápice da história, não sabe o que é um 31 de agosto na Europa.

As negociações com o Real Madrid

A partir daí o foco ficou no Real Madrid e também no início de LaLiga, ainda pelo Granada. A essa altura, Jorge Mendes, poderoso empresário português e que cuidava da carreira de Fábio Coentrão, já estava em contato com Álvaro Torres. Os negócios - a saída do português e a chegada do brasileiro no Santiago Bernabéu - estavam totalmente conectados. E os dois jogadores estavam cientes do que acontecia. Faltando cinco dias para o encerramento do mercado, Granada e Real Madrid se enfrentaram pela segunda rodada do Campeonato Espanhol em 26 de agosto de 2013. Coentrão e Guilherme não tinham atuado nas estreias de suas equipes, contra Betis e Osasuna, respectivamente, e seguiam afastados, mas o brasileiro foi ao estádio Nuevo Los Cármenes para acompanhar o duelo contra os merengues. 

"Como eu não fiz treinos com bola na pré-temporada, presidente e treinador estavam com medo que eu me lesionasse e inviabilizasse a venda. Fui assistir ao jogo e no estádio conversei com o Marcelo sobre toda a negociação. O Cristiano Ronaldo foi falar comigo e me perguntou quando eu chegaria! Foi engraçado, falei que estava à espera do que aconteceria com o Fábio. Aquele dia foi bacana", lembrou o ex-lateral. Um personagem importante em toda essa história ainda não foi citado. Durante a temporada 2012-2013, representantes do Benfica foram assistir Guilherme Siqueira algumas vezes em Granada também e analisavam a movimentação do brasileiro no mercado. 

Um episódio marcante começou a dar novos rumos para o destino do lateral. Em coletiva de imprensa, o técnico do Real Madrid, Carlo Ancelotti, questionado se o elenco ganharia reforços, foi enfático ao responder que contava com todos os jogadores para a temporada e que o plantel estava fechado, ninguém chegaria ou sairia. Guilherme assistia à coletiva ao vivo e, imediatamente, ligou para seu empresário. Do outro lado da linha, ouviu palavras de conforto, lembrando que no futebol as coisas podem mudar radicalmente rápido demais e que muitas vezes nem sempre o que é dito para a imprensa corresponde à verdade. Quando o dia 31 chegou, no entanto, Guilherme não tinha qualquer proposta. Absolutamente nada.

Guilherme acordou ansioso. Afinal, não pretendia mais seguir no Granada, tinha recusado o Liverpool e não permitiu que uma nova investida do Valencia avançasse. Tudo pelo Real Madrid, mas àquela altura não havia mais negociações com o clube da capital. Eram 11 horas da manhã e o jogador decidiu ligar para o presidente do Granada. 

"Liguei para desabafar, discuti com ele, foi uma loucura, e ele não tinha culpa de muita coisa. Eu estava tão louco nesse momento que cheguei a falar para renovar meu contrato então, por mais um ano." A ligação seguinte foi para Álvaro Torres, e a informação que surgiu o pegou de surpresa: "Gui, estou conversando com o Benfica." Se no café da manhã não havia propostas para Guilherme Siqueira, na hora do almoço o maior campeão português se tornava opção para empréstimo de uma temporada.

Fábio Coentrão foi contratado pelo Real Madrid em julho de 2011
Fábio Coentrão foi contratado pelo Real Madrid em julho de 2011 Real Madrid

Reviravolta total

Parecia que tudo estava novamente no caminho certo. Guilherme conversou com amigos do Granada que conheciam o Benfica, casos do português Carlos Martins e do goleiro Júlio César, atualmente no Grêmio. "Não pensei duas vezes e falei para o Álvaro tocar o negócio", recorda-se. O fuso-horário passa a ganhar importância na história, já que Portugal está uma hora atrás da Espanha. As negociações avançaram super-rápido e Guilherme acertou um bom salário com o Benfica, assim como o Granada o valor do empréstimo, com opção de compra após um ano. O brasileiro preparou uma mala pequena, já que voltaria a Granada no dia seguinte para acertar toda mudança, e seguiu para o aeroporto, onde um avião fretado pelo clube espanhol o esperava. Já passava de meio-dia em território espanhol. A tensão a partir daqui começa a aumentar.

Já na pista, prestes a embarcar, o celular de Guilherme Siqueira toca. No outro lado da linha era Enrique Pina Campuzano, presidente do Granada. "Ele me liga e pergunta onde eu estava. Como assim, onde estou? No aeroporto, embarcando para Lisboa", respondeu quase em tom de indignação. Só não estava preparado para o que ouviria do presidente. "Ele me avisou que, chegando em Lisboa, como o avião era privado, eu teria uma sala à disposição no desembarque. Mandou que eu ficasse nessa sala e não saísse de lá. Não deveria atender qualquer ligação com prefixo +351, de Portugal, e muito menos falar com a imprensa que me esperava no saguão. E desligou o telefone na minha cara." Ainda sem entender o que estava acontecendo, Guilherme ligou novamente para Álvaro. Ao atender, o empresário foi direto ao assunto: o Real Madrid tinha voltado para o jogo.

Ainda atordoado com tudo que acontecia, Guilherme embarcou na pequena aeronave ao lado de um amigo, que o acompanhava, e os dois pilotos. Estava literalmente nas nuvens, pensando na possibilidade de concretização de seu maior objetivo, que era vestir a camisa blanca de Madri. Mas como assim estava a caminho de Lisboa e não de Madri? "O voo leva uma hora, quando você chegar em Lisboa já teremos novidades", avisaram ao brasileiro. Ao desembarcar, o único destino possível era a tal salinha. Para lá ele foi, acompanhado dos tripulantes e de seu amigo. "Ninguém sabia da questão do Real Madrid fora dali. Quando cheguei, já tinha ligações no meu celular de todo mundo. Meu empresário falou que as coisas estavam andando, que o Fábio Coentrão sairia e eu seria jogador do Real Madrid." O final de tarde já se aproximava, e Guilherme foi orientado a permanecer na sala reservada e aguardar o fax, com o contrato para assinar.

Às nove horas da noite, na Espanha, a negociação efetivamente começou a avançar. Uma hora depois o contrato preparado pelo Real Madrid chegou para Guilherme. "Assinei o contrato e mandei uma foto da assinatura para alguns amigos íntimos. Já estava comemorando com meus pais, não estava preparado para aquele momento. Eu não tinha nem roupa para aquilo! Caramba, eu era jogador do Real Madrid!" 

Quando o relógio bateu as doze badaladas na Espanha, ainda 23h em Portugal, a comemoração aumentou. O presidente do Granada ligou para parabenizá-lo e informou que o Real Madrid aguardava apenas um documento do Manchester United, que estava levando Coentrão, para depositar em LaLiga. Os canais esportivos espanhóis anunciavam o negócio. A programação do dia seguinte já estava sendo traçada, com o retorno imediato para Granada. Enquanto isso, a notícia gerava enorme confusão em Portugal, onde jornalistas ainda aguardavam a saída de Guilherme Siqueira do aeroporto. À 0h15 no relógio espanhol, 23h15 no português, uma ligação mudaria totalmente a vida do jogador.

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Lisboa? Sim, Lisboa

"Quinze minutos depois da meia-noite, até os pilotos se emocionaram. Ligaram para as esposas para contar toda aquela saga, afinal, viveram comigo o minuto a minuto. Ligo para o presidente para saber o que eu tinha que fazer. Estávamos ali todos parados, esperando as coordenadas. O presidente me avisa que está aguardando o diretor do Real Madrid, o José Ángel Sánchez, diretor executivo, para passar a programação. Nesse exato momento, esse executivo liga para o presidente, que me pede para aguardar na linha e me coloca no viva voz, já para ouvir tudo, porque imaginava que era para dar as boas-vindas. 'Quique, você não vai acreditar', disse o diretor para o nosso presidente, e eu ouvindo tudo. 'Isso nunca aconteceu na história do nosso clube, e não foi por culpa nossa. Um documento que faltava chegar de Manchester demorou, fomos agora depositar na Liga e não estão aceitando por causa do horário. Então, não consigo trazer o Siqueira e nem negociar o Coentrão'. Eu continuava a ouvir."

Nesse momento, José Ángel Sánchez foi informado que Guilherme Siqueira estava no viva voz e, então, pede para falar com ele. "Calma. Pega o avião e volta para Granada, que eu assino um pré-contrato contigo agora para janeiro, daí você vem no meio do campeonato." Um filme de toda aquela situação passou na cabeça do jogador. Foram muitos contratempos, diversos problemas, enormes decepções. Algo lhe dizia para permanecer em Lisboa. Foi quando Guilherme Siqueira disse não ao Real Madrid. Agradeceu o dirigente, que ficou alguns segundos mudo, surpreso com a decisão do jogador, e desligou o telefone. Agora havia outro problema para ser rapidamente resolvido.

Faltavam 30 minutos para o fechamento do mercado em Portugal. Enquanto todo imbróglio com o Real Madrid acontecia, os empresários de Guilherme Siqueira conseguiram manter o acordo com o Benfica vivo. Ele se despediu dos pilotos, que voltaram para Granada com a aeronave vazia, e pegou um carro para seguir em direção ao Estádio da Luz. "Assinei meu contrato com o Benfica às 23h58!" O presidente do Benfica na época, Luis Filipe Vieira, e o eterno ídolo benfiquista, Rui Costa, o aguardavam em uma sala bem maior e mais bonita do que aquela no aeroporto, onde Guilherme passara as últimas horas. 

A promissora carreira terminou antes do que deveria. Uma grave lesão no tornozelo esquerdo obrigou o jogador a se aposentar em 2018, depois de ter defendido o Valencia na temporada 2015-2016 e após longos meses de tentativa de recuperação. Atualmente com apenas 35 anos, Guilherme Siqueira se tornou sócio dos empresários espanhóis que sempre cuidaram de sua carreira. Formou parceria com Sávio e hoje em dia é representante da You First Sports no Brasil. 

Foi ele quem intermediou a ida de Filipe Luís para o Flamengo, por exemplo. Sem a mesma emoção que viveu naquele inesquecível 31 de agosto de 2013. Depois da temporada 2013-2014 em Portugal, Guilherme foi contratado por um clube madrilenho: o Atlético. Só que desta vez, a negociação foi bem mais tranquila... Em julho, durante férias em Punta Cana, na República Dominicana. O que aconteceu um ano antes, de qualquer modo, ficou marcado para sempre. "Vivenciar essa história foi uma grande loucura da minha vida em um 31 de agosto."

Guilherme Siqueira com a camisa do Benfica
Guilherme Siqueira com a camisa do Benfica Benfica

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Maior número de gols e muita emoção nos últimos minutos: resumo da terceira rodada de LaLiga

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Foram 25 gols nas dez partidas da terceira rodada de LaLiga, maior marca da temporada até aqui. Não há mais times com aproveitamento de 100%, após os empates de Sevilla e Atlético de Madrid, e seis "dividem" a liderança com sete pontos, cada.

Goleada do Rayo Vallecano, grande desempenho do Valencia de José Bordalás, Memphis Depay mais uma vez marcando, assistência de Karim Benzema e minutos finais emocionantes para Atlético e Osasuna. Confira análises de todos os jogos de LaLiga, que agora faz a pausa de 11 dias da Data FIFA - contra sua vontade.

Luis Suárez foi titular e marcou pela primeira vez pelo Atlético na temporada
Luis Suárez foi titular e marcou pela primeira vez pelo Atlético na temporada Atleti

Mallorca 1x0 Espanyol

Campeão e vice da segunda divisão na temporada passada, Espanyol e Mallorca se enfrentaram na sexta-feira nas Ilhas Baleares. Vitória por 1 a 0 dos mandantes, que mantém o Mallorca invicto e com ótimo início de temporada. Apesar do placar magro, o sistema ofensivo da equipe do técnico Luis García funcionou bastante.

Take Kubo foi titular aberto pela direita no 4-2-3-1 e fez ótimas parcerias com Dani Rodríguez, autor do gol, e Fer Niño. Já o Espanyol fez um jogo de pouquíssima criatividade dentro de seu 4-4-2, tanto é que ainda não marcou em LaLiga após os empates em 0 a 0 nas duas primeiras rodadas e pouco ameaçou os donos da casa, apesar da maior posse de bola (53%). Do que se viu dos dois times até aqui, a perspectiva do Mallorca é melhor do que do Espanyol.


         
     

Valencia 3x0 Alavés

O Valencia, de José Bordalás, vai cada vez mais ganhando forma. A solidez defensiva do seu tradicional 4-4-2 já era previsível, e o time sofreu apenas um gol em três rodadas. A novidade é a qualidade com a bola que os Ches demonstram, por mais que dentro da objetividade das ideias de jogo de Bordalás.

Carlos Soler como meia avançado, aberto pelo lado direito, foi uma ótima solução criativa; Denis Cheryshev começou bem a temporada pelo outro lado; Daniel Wass rende como meio-campista centralizado; e o time funciona bem - Marcos André estreou também. Diante do Alavés, partida super controlada defensivamente e somente nove finalizações, com 49% de posse de bola, mas três gols anotados - sendo que, destas nove, oito foram de dentro da área. O Valencia permanece invicto e mostra que será um adversário duro de ser batido em toda temporada.


         
     

Celta 0x1 Athletic

O Athletic venceu a primeira na temporada e manteve o Celta sem vitórias após três rodadas. Jogando no Balaídos, na Galícia, os bascos contaram com a péssima pontaria dos jogadores de Eduardo Coudet, que em 13 finalizações (sete a mais que os visitantes) não acertaram o gol. Enquanto Iñaki Williams, em uma das duas certas do Athletic, definiu o placar no primeiro tempo.

Taticamente as equipes mantiveram seus padrões: 4-1-3-2 do Celta e 4-4-2 do Athletic; Coudet ainda promoveu a estreia de Thiago Galhardo faltando dez minutos. Marcelino García Total manteve sua equipe com linhas baixas, esperando o adversário com maior posse de bola (61%). Na prática, foi um jogo de muitos erros cometidos pelos dois times - tanto é que o gol surge de uma bola perdida pelo zagueiro ganês Joseph Aidoo e recuperada na intermediária ofensiva por Sancet.


         
     

Real Sociedad 1x0 Levante

Partida de pouquíssimas chances de gol. A Real Sociedad é melhor do que o Levante e conseguiu mostrar isso em campo, apesar da absoluta falta de inspiração. Ao menos a criatividade apareceu na hora do gol, em jogada bem trabalhada por Ander Barrenetxea e David Silva, que terminou com a finalização do garoto de 19 anos - que mais uma vez foi titular e não sai mais do time de maneira justíssima. Vale destacar que o gol surge da recuperação de bola a partir da marcação alta de Imanol Alguacil no campo do adversário.

Na prática, o Levante de Paco López não criou qualquer jogada perigosa em ataques posicionais e encaixou um único contra-ataque um pouco mais ameaçador. A movimentação de Barrenetxea, Mikel Oyarzabal, David Silva e Alexander Isak pode não ter sido a melhor do quarteto, mas teve qualidade suficiente para controlar o jogo, ainda com Mikel Merino e Zubimendi no meio-campo. Nas estatísticas, somente 13 finalizações em toda partida (7x6 para os bascos) e nenhuma correta do Levante.


         
     

Elche 1x1 Sevilla

Desta vez, Erik Lamela não salvou o Sevilla. Após ser decisivo nas duas primeiras rodadas com três gols, diante do Elche o argentino mais uma vez saiu do banco, mas não conseguiu garantir a terceira vitória seguida para a equipe de Julen Lopetegui. O Elche, por sua vez, termina uma sequência inicial bem complicada de campeonato com dois pontos - empatou ainda com o Athletic e perdeu para o Atlético.

Em campo se viu o roteiro previsto para o jogo, com o Sevilla dominando as ações ofensivas no seu 4-3-3 e com maior posse de bola (71%), contra o 5-3-2 do Elche, com Iván Marcone na proteção da defesa e Darío Benedetto como titular pela primeira vez. Só que o início de jogo dos donos casa foi melhor, tanto é que abriram o placar em jogada do ótimo Fidel, que achou Enzo Roco na área. O empate saiu ainda no primeiro tempo, com En-Nesiry, em uma das 18 finalizações do Sevilla.


         
     

Betis 0x1 Real Madrid

Carlo Ancelotti mudou as duas laterais para enfrentar o Betis. Ricardo Carvajal recuperou a posição e o jovem Miguel Gutiérrez voltou a ser titular na esquerda, movendo David Alaba para a zaga ao lado de Éder Militão. Vinicius Júnior também ganhou a posição de Eden Hazard no ataque e mais uma vez jogou bem. Participou da jogada do gol madridista, marcado por Carvajal com assistência de Karim Benzema - terceira dele nesta temporada de LaLiga para o melhor ataque de LaLiga (8 gols).

Foi um jogo equilibrado, com boas oportunidades para as duas equipes. Depois que sofreu o gol, o Betis passou a pressionar mais os merengues, tanto é que viraram na posse de bola (51%), sempre com Nabil Fekir participando dos melhores lances. Segue sem vencer a equipe de Manuel Pellegrini, que empatou nas duas rodadas iniciais. 


         
     

Barcelona 2x1 Getafe

Foi um Barcelona bastante modificado. Sem Gerard Piqué e Eric García, a dupla de zaga foi formada por Ronald Araujo e Clément Llenglet. Emerson ainda ganhou a lateral-direita de Sergiño Dest e Pedri descansou, dando lugar a Sergi Roberto, que abriu o placar logo aos dois minutos. Sandro Ramírez, fazendo valer a Lei do Ex, empatou aos 18 e já aos 30 Memphis Depay colocou o Barça na frente novamente. Depois de 30 minutos iniciais movimentados, os outros 60 foram bem diferentes.

Quase não houve mais chances de gol para os dois times. O Barcelona, mantendo o 4-3-3- padrão desta temporada, terminou o jogo com somente sete finalizações, sendo que estava com três até vinte minutos da segunda etapa. O "quase" no início do parágrafo está lá por causa de um gol perdido por Depay aos 40, após cruzamento de Dest, que entrara na segunda etapa. O Getafe, do técnico Míchel, ainda não sabe o que é somar ponto após três rodadas de LaLiga.


         
     

Rayo Vallecano 4x0 Granada

O Rayo Vallecano foi o responsável pela maior goleada de LaLiga até aqui. Pela primeira vez venceu em seu retorno à primeira divisão e ainda fez quatro gols no Granada, do técnico Robert Moreno. Domínio absoluto do Rayo desde o primeiro minuto, explorando muito bem os espaços deixados pela defesa do Granada - e foram muitos.

Grande atuação de Óscar Trejo, como meia avançado no 4-2-3-1, que marcou o segundo de pênalti e distribuiu duas assistências. Uma delas para o centroavante francês Randy Nteka, que também jogou muito bem. No Granada, nada funcionou; poderia ter voltado para casa com goleada ainda maior.


         
     

Cádiz 2x3 Osasuna

Cinco gols e grande virada do Osasuna para cima do Cádiz. Foi sem dúvida um dos jogos mais movimentados e agradáveis da rodada, com as duas equipes buscando o ataque o tempo todo. Taticamente atuaram espelhadas, na variação do 4-3-3 na fase ofensiva e o 4-1-4-1 na defensiva, montados por Álvaro Cervera e Jagoba Arrasate.

O Cádiz vencia por 2 a 1 até 46 minutos do segundo tempo, quando levou o empate com Roberto Torres de pênalti (terceiro do jogo); quatro minutos depois, Torres deu assistência na cobrança de escanteio para David García fazer o gol da vitória do Osasuna, que pressionou muito durante toda partida, com bem mais posse de bola inclusive (73%). Aliás, após três rodadas, o Osasuna é o time com a melhor média de PPDA (passes per defensive action) de LaLiga com 6,51 - número de passes que o adversário troca por posse.



         
     




Atlético de Madrid 2x2 Villarreal

No melhor jogo da rodada, o Atlético de Madrid arrancou o empate do Villarreal nos últimos segundos, com um gol contra incrível do zagueiro Mandi. Dando, inclusive, um mínimo de justiça à partida, totalmente dominada pelos colchoneros. Assim, Diego Simeone ampliou sua invencibilidade sobre Unai Emery, que jamais venceu o argentino, para 11 jogos.

As estatísticas oficiais ajudam bem a entender o que foi o confronto: 23 x 2 nas finalizações para o Atlético, ampla superioridade. O Submarino Amarillo marcou nas duas únicas chances que teve, sendo que a segunda surgiu de uma falha de Giménez e Savic. O Villarreal fugiu um pouco do padrão de 4-4-2, se armando no 5-3-2 na fase defensiva em vários momentos, já que Yeremi Pino - um dos destaques do jogo - fechava a primeira linha pela direita, mantendo Juan Foyth como zagueiro. No Atleti, Luis Suárez começou como titular, Yannick Carrasco voltou para a ala esquerda e Matheus Cunha estreou saindo do banco.


         
     
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Maior número de gols e muita emoção nos últimos minutos: resumo da terceira rodada de LaLiga

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Quando o futebol se transforma em uma incrível aula de história

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

A região de Nagorno-Karabakh, localizada entre Azerbaijão e Armênia, é um território disputado pelos dois países há décadas. Internacionalmente é reconhecida como parte integral do Estado azeri, mas na prática é controlada pela República de Artsakh - que, por sua vez, também faz parte do território do Azerbaijão. No final de 2020, os conflitos se intensificaram novamente e as nações, com o apoio da Rússia, assinaram um tratado de paz. A tensão, de qualquer modo, permanece na região.

E qual é a relação possível entre a guerra que acontece em uma montanhosa região do Cáucaso, já quase na Ásia, e as competições da UEFA?

Mapa da região onde se encontra Nagorno-Karabakh
Mapa da região onde se encontra Nagorno-Karabakh Riskline

Nesta sexta-feira, em Istambul, antiga Constantinopla, aconteceu o primeiro sorteio da fase de grupos da Conference League, cuja final inaugural será em Tirana, na Albânia. A competição foi criada por Aleksandr Ceferin, presidente da entidade europeia, para incluir os clubes de nações menos poderosas ao cenário internacional. No evento desta sexta, havia um único impedimento de cruzamentos de times: Alashkert, da Armênia, e Qarabag, do Azerbaijão, por causa do conflito entre os países, não poderiam cair na mesma chave. Especificamente no caso do Qarabag, a guerra obrigou o clube a se mudar para a capital Baku e transformou seu local de origem, Agdam, em uma cidade fantasma.

Esse é apenas um exemplo da importância e do valor, além do futebol, que os torneios continentais possuem. O esporte será sempre o principal assunto, afinal de contas é um jogo, mas é possível buscar mais conhecimento com os muitos exemplos de geopolítica e história presentes nos confrontos.

Ainda na Conference, o PAOK é uma aula de história permanente. O clube foi fundado em 20 de abril de 1926 em Tessalônica por refugiados da guerra Grego-Turca (1919-22), expulsos de Constantinopla. Milhões de pessoas envolvidas em um dos episódios tristes da história europeia no século passado, a troca de populações entre Grécia e Turquia. O PAOK caiu no grupo F, ao lado de Copenhagen (Dinamarca), Slovan Bratislava (Eslováquia) e o histórico Lincoln Red Imps, primeiro clube de Gibraltar - território com pouco mais de 30 mil habitantes - a alcançar uma fase de grupos da UEFA.

A política ainda é vista na presença de Israel como país-membro da entidade europeia, ao invés da asiática. Como nações árabes não reconhecem o estado de Israel, jogos de futebol entre equipes dos países do Oriente Médio com os israelenses seriam impossíveis. Maccabi Tel-Aviv e Maccabi Haifa estão na Conference e enfrentarão, respectivamente, LASK Linz, da Áustria, e Union Berlim, da Alemanha, em seus grupos. 

Crianças judias refugiadas da II Guerra jogam bola em uma cidade na Holanda
Crianças judias refugiadas da II Guerra jogam bola em uma cidade na Holanda JTC

Se algum professor de história se interessar, a introdução à Segunda Guerra Mundial em sala de aula pode ser feita, até mesmo, pelo futebol. O Slavia Praga, que está na mesma chave do Maccabi Haifa e também jogará na Berlim Oriental, foi fechado na década de 1940 pelos nazistas durante a invasão ao território tcheco.

As histórias prosseguem e são muitas, as quais certamente contaremos nas próximas semanas nas transmissões dos canais ESPN e FOX Sports, além do Star+. E não estão restritas à Conference League. Basta olhar para os grupos sorteados na Europa League e aguardar confrontos como Olympiacos x Fenerbahçe e Spartak Moscou x Legia Varsóvia, além da possibilidade de Estrela Vermelha x Dinamo Zagrebe e Rangers x Celtic nas fases de mata-mata.

O futebol é muito mais do que um jogo porque, para muitos, se torna a melhor forma de expressão da própria identidade.

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Vinicius Júnior foi o destaque da segunda rodada de LaLiga; apenas Atlético e Sevilla mantém 100% de aproveitamento

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Depois de duas rodadas de LaLiga, somente Atlético de Madrid e Sevilla mantém 100% de aproveitamento. Barcelona e Real Madrid, após boas estreias, ficaram no empate com Athletic e Levante, respectivamente. De Madri, de qualquer modo, vem o destaque do final de semana: Vinicius Júnior, artilheiro do campeonato ao lado de Ángel Correa e Erik Lamela com três gols cada.

Confira abaixo resumos das dez partidas na Espanha entre sexta e segunda, além dos gols - que, é bem verdade, foram pouquíssimos; a média só aumentou um pouco graças aos 3x3 de granotes e merengues.

Betis 1x1 Cádiz

O estádio Benito Villamarín voltou a receber público, primeira vez desde o início da pandemia: ao todo, 23.745 torcedores nas arquibancadas. Em campo, um jogo bem previsível, com o Betis tendo maior posse de bola (75%) e o Cádiz jogando em transição. No final das contas, mais um empate em 1 a 1 para os dois times.

No primeiro tempo, domínio do Betis, mas uma falha individual resultou no pênalti convertido por Álvaro Negredo - duas vezes, já que o primeiro, perdido, voltou porque rui Silva se adiantou. O Cádiz, com seu 4-1-4-1 defensivo com linhas baixas, não chegou a 100 passes nos 45 minutos iniciais, mas mesmo assim fez o seu gol e criou outra chance clara. Levou o empate graças ao jogo ofensivo e de maior qualidade dos donos da casa. Na segunda etapa, o Betis atacou bem mais, principalmente com Nabil Fekir centralizado no 4-2-3-1 de Manuel Pellegrini, mas falhou nas conclusões.


         
     

Granada 1x1 Valencia

Jogo de alto nível entre as equipes de Robert Moreno e José Bordalás, disputado em ritmo intenso. O Valencia teve um pouco mais de posse de bola, com 53%, e se viu obrigado a pressionar mais o adversário. O Granada, com linha de cinco defensores no 5-3-2 da fase defensiva, se mostrou um time extremamente veloz e eficiente nas transições com os colombianos Carlos Bacca e Luis Suárez no ataque. Aliás, a combinação dos dois resultou no primeiro gol. Curiosamente, um gol de contra-ataque bem ao estilo Bordalás.

Desta vez com 11 jogadores do início ao fim, diferentemente do que aconteceu na primeira rodada, o Valencia teve Carlos Soler atuando aberto na segunda linha do 4-4-2 pela direita - plano também para a estreia, modificado pela expulsão de Guillamón com poucos minutos. Essencialmente o jogo ofensivo dos Ches passa pelos pés de Soler, que melhora a cada partida. Foi com ele, novamente de pênalti, que o Valencia conseguiu o empate já aos 43 minutos do segundo tempo, de maneira justa. 


         
     

Espanyol 0x0 Villarreal

Espanyol e Villarreal seguem sem marcar em LaLiga! Duas rodadas, dois empates sem gols para as duas equipes. Neste final de semana em Barcelona, uma partida com chances para os dois lados. Os jogadores de Unai Emery ficaram mais com a bola nos pés (60%), mas finalizaram pouco menos que os adversários liderados por Vicente Moreno - que, depois do jogo, lamentou muito na coletiva de imprensa as oportunidades desperdiçadas. Aliás, taticamente, os dois treinadores espelharam seus times em campo no 4-4-2.

Jogo histórico para o goleiro do Espanyol, Diego López, que aos 39 anos e 284 dias se tornou o jogador mais velho a entrar em campo pelo clube na primeira divisão espanhola. Superou Alfredo di Stéfano, que após 11 defendendo o Real Madrid, jogou pelo time catalão de 1964 a 66 e era o recordista com 39 anos e 273 dias.


         
     

Athletic Bilbao 1x1 Barcelona

Após a grande partida na estreia, o Barcelona não conseguiu repetir o mesmo nível de atuação na segunda rodada. O Athletic, extremamente eficiente dentro da ideia de marcação forte e ataques velozes (16 x 9 em finalizações, 33% x 67% em posse de bola), muito bem implantada por Marcelino García Toral no seu 4-4-2, foi superior na maior parte do jogo. Pelo menos até fazer 1 a 0, aos cinco minutos do segundo tempo. A partir daí, o Barça reagiu, também pelas substituições de Sergi Roberto por Pedri e Yusuf Demir por Martin Braithwaite - este último, perdeu uma chance clara na etapa inicial.

Ronald Koeman manteve o 4-3-3, com Memphis sendo a referência na criação ofensiva. O atacante holandês não conseguiu participar tanto do jogo, mas quando recebeu assistência de Sergi Roberto, foi muito bem no domínio e melhor ainda na finalização para empatar a partida no San Mamés. As baixas para o Barcelona foram Gerard Piqué, que saiu lesionado no primeiro tempo, e Eric García, expulso já nos acréscimos. Pelo Athletic, Iñaki Williams infernizou a vida dos defensores culés.


         
     

Real Sociedad 1x0 Rayo Vallecano

Desde o início a Real Sociedad tomou a iniciativa, atacando e pressionando bem mais. Com a volta de Alexander Isak ao comando de ataque, o 4-2-3-1 montado por Imanol Alguacil ficou equilibrado, tendo o sueco como referência, David Silva na armação e Mikel Oyarzabal e Ander Barrenetxea (que ganhou a titularidade após a boa estreia contra o Barça) pelos lados do campo.

O Rayo Vallecano depende demais do argentino Óscar Trejo na armação, mas teve como principal destaque o goleiro macedônio Stole Dimitrievski, que só não conseguiu defender a cobrança de pênalti de Oyarzabal. No final das contas, apesar de uma tentativa de pressão nos últimos minutos, o Rayo Vallecano terminou a partida com apenas uma finalização certa, contra oito dos bascos. Assim, a equipe do técnico Andoni Iraola segue sem vencer no retorno à primeira divisão espanhola.


         
     

Atlético de Madrid 1x0 Elche

Diego Simeone repetiu a tática e alterou a escalação para a segunda rodada: Geoffrey Kondogbia foi um dos três zagueiros; Rodrigo de Paul começou jogando pela primeira vez; Yannick Carrasco mais uma vez foi atacante ao lado de Ángel Correa, com Saúl pela ala esquerda. O Atlético encarou um adversário que saiu para o ataque e encarou os atuais campeões, mesmo jogando no Wanda Metropolitano. No final da partida, o Elche terminou com mais posse de bola (58,2%).

Fran Escribá armou sua equipe no 5-3-2 na fase defensiva, mas não contava com a falha de Kiko Casilla. Por mais que o passe de De Paul tenha sido sensacional, o goleiro do Elche errou na saída e permitiu que Correa marcasse seu terceiro gol na temporada - artilheiro de LaLiga ao lado de Vinicius Júnior. No segundo tempo, o Elche buscou bem mais o ataque, mas com pouquíssima criatividade e efetividade, tanto é que terminou o jogo com somente quatro finalizações.


         
     

Levante 3x3 Real Madrid

Melhor jogo da rodada, com sobras. O Real Madrid foi melhor no primeiro tempo e abriu o placar logo aos cinco minutos, com bela jogada de Benzema e finalização de Bale. Tomou a virada com 12 minutos no segundo tempo, em muitas falhas defensivas - Lucas Vázquez no primeiro gol e Gareth Bale no segundo. Tudo mudou com a entrada de Vinicius Júnior e a saída de um apagado Eden Hazard. O brasileiro marcou dois lindos gols e ainda causou a expulsão do goleiro Aitor Fernández no finalzinho. Rúben Vezo foi para o gol, já que o Levante fizera as cinco substituições, mas não fez qualquer defesa.

Paco López organiza muito bem a equipe de Valência, que perdeu o quarto gol quando estava 3 a 2 de maneira incrível, com Cantero - a história poderia ser bem diferente. O 4-4-2 na fase defensiva vira 4-3-3 na ofensiva em diversos momentos, sempre liderado pela movimentação de José Luis Morales. Partida extremamente agradável! Certo é: Ancelotti não pode começar novamente com Hazard e deixar Vinicius no banco contra o Betis na próxima rodada.


         
     

Getafe 0x1 Sevilla

Assim como na primeira rodada, Erik Lamela saiu do banco no intervalo para garantir a vitória do Sevilla, que segue com 100% de aproveitamento. Desta vez com bem mais emoção, já que o gol salvador saiu aos 48 minutos do segundo tempo, após rebote na trave em finalização do estreante (e ótimo reforço, assim como Lamela) Rafa Mir.

Não foi uma boa partida do Sevilla, atuação abaixo do potencial da equipe. Ficou mais com a bola (62%), mas errou muito no ataque, principalmente nas transições. Finalizou pouco também, pelo volume de jogo que teve - somente nove vezes, três corretas. Ao menos defensivamente, com sua linha formada por Jesús Navas, Jules Koundé, Diego Carlos e Marcos Acuña, não foi seriamente ameaçado pelo Getafe, de Míchel. A novidade foi Papu Gómez entre os titulares.


         
     

Osasuna 0x0 Celta

Quinto empate em 20 partidas de LaLiga na temporada, índice alto de 25% do total. No primeiro tempo o Osasuna foi superior ao Celta, pressionando mais. Tanto é que os os visitantes tiveram 54% de posse de bola, mas uma única finalização (errada), enquanto os donos da casa acertaram o gol do argentino Matías Dituro. Taticamente, variação do 4-3-3 para o 4-1-4-1 pelo lado de Jagoba Arrasate, contra o tradicional 4-Tapia-3-2 de Eduardo Coudet.

O roteiro do jogo não mudou no segundo tempo, com o Osasuna em cima do Celta, buscando o gol - que ainda não saiu nesta temporada, assim como não sofreu. E os torcedores rojillos têm muito a lamentar, porque a equipe realmente desperdiçou chances muito boas, principalmente com Chimmy Ávila, que mais uma vez entrou muito bem na partida. 

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Futebol, rock e rúgbi: começou a temporada 2021-22 do Campeonato Sul-Africano

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

O final de semana marcou o início da temporada 2021-22 do Campeonato Sul-Africano, oficialmente chamado de DSTV Premiership. O atual campeão, Mamelodi Sundowns, estreou na sexta-feira com vitória por 1 a 0 sobre o vice, AmaZulu, em casa. Já o Orlando Pirates, em Joanesburgo, ficou no empate em 2 a 2, no sábado, com o Stellenbosch. No domingo, foi a vez do Kaizer Chiefs iniciar a jornada, após o decepcionante oitavo lugar na temporada passada: não começou bem, ao empatar em 0 a 0 com o TS Galaxy. Todas partidas ainda sem público nas arquibancadas.

A competição é uma das mais organizadas de todo continente africano, além de possuir melhor condição financeira que a maioria. O Mamelodi Sundowns, de Pretória, não é apenas o campeão vigente, mas o maior vencedor na história (11 títulos) e atual tetracampeão. Os dois rivais de Joanesburgo, Orlando Pirates e Kaizer Chiefs, possuem uma das maiores rivalidades da África, mas ficaram para trás nas últimas disputas pela taça sul-africana. Principalmente o clube que também se tornou conhecido mundialmente pela banda britânica de mesmo nome.

Kaizer Chiefs ficou no empate em 0 a 0 na estreia da temporada
Kaizer Chiefs ficou no empate em 0 a 0 na estreia da temporada Kaizer Chiefs

Antes de focarmos no futebol, vamos ao parágrafo musical: os cinco integrantes do grupo são de Leeds e torcedores do Leeds United. Todos cresceram assistindo o zagueiro sul-africano Lucas Radede, ex-capitão do Kaizer Chiefs, defender suas cores de 1994 a 2005. Em homenagem ao ídolo, alteraram o nome da banda ainda antes da fama de Parva para Kaiser Chiefs, trocando o "z" pelo "s".

A expectativa para essa temporada é de maior competitividade dos Chiefs, para ao menos brigar efetivamente pelo título, como na temporada retrasada - Mamelodi 59 pontos, Kaizer Chiefs 57 e Orlando Pirates 52. A explicação pelo oitavo lugar em 2020-21 passa pela excelente campanha na Champions League africana, onde a equipe foi vice-campeã, batida pelo Al Ahly, do Egito, na final.

O técnico escocês Stuart Baxter, que esteve à frente da seleção sul-africana entre 2017 e 2019, foi contratado e retornou ao clube onde trabalhou de 2012 a 2015 com enorme sucesso (dois títulos nacionais e duas copas). Aliás, já que a origem musical dos Kaiser Chiefs foi explicada, vale também mencionar a própria origem do nome Kaizer Chiefs: o fundador do clube é Kaizer Motaung, ex-jogador do Atlanta Chiefs, clube da finada North American Soccer League, nos Estados Unidos. Ficou fácil, né?

Os cinco torcedores do Leeds United e integrantes da Kaiser Chiefs
Os cinco torcedores do Leeds United e integrantes da Kaiser Chiefs Kaiser Chiefs

No Mbombella Stadium, em Nelspruit, interior do país, devidamente marcado com as linhas do rúgbi, o Kaizer Chiefs enfrentou um adversário novo ainda na Premiership sul-africana, fundado em 2015. Tanto é que foi apenas o terceiro confronto entre os clubes na história da competição, e os Chiefs ainda não sofreram gol do Galaxy. O empate fora de casa pode não ser considerado um resultado ruim, até mesmo por ser apenas a primeira rodada, mas o problema é que o Kaizer Chiefs abriu oficialmente a temporada com eliminação.

Na África do Sul, além do campeonato em pontos corridos e da Copa em mata-mata tradicional, há ainda uma terceira competição com os oito primeiros colocados da temporada anterior. Também em eliminatórias simples, como na Copa, mas de tiro curto. No final de semana retrasado, o Kaizer Chiefs empatou em 2 a 2 com o Mamelodi Sundowns e perdeu depois nos pênaltis.

Há muitos estrangeiros africanos nos times, mas poucos atletas de fora do continente. O centroavante do Kaizer Chiefs, o sérvio Samir Nurkovic, é um desses exemplos. Há também um único brasileiro na liga: o zagueiro Ricardo Nascimento, de 34 anos e desde 2016 no Mamelodi Sundowns. Vale ressaltar, também, a influência histórica dos britânicos sobre os esportes praticados na África do Sul. Futebol, rúgbi e críquete formam a trinca das modalidades mais praticadas e acompanhadas pelos sul-africanos - nas duas últimas, o país está entre os melhores do mundo. 

Imagem da transmissão de TS Galaxy e Kaizer Chiefs, com as linhas de rúgbi
Imagem da transmissão de TS Galaxy e Kaizer Chiefs, com as linhas de rúgbi SuperSport

Em campo, no confronto entre Galaxy e Chiefs, os visitantes assumiram postura mais ofensiva desde o início, tanto em posse de bola como nas chances criadas. Taticamente Stuart Baxter montou seu time no 4-2-3-1 com a bola e no 4-4-2 na fase defensiva, pressionando o Galxy em muitos momentos do jogo. Já o Galaxy, treinado pelo sul-africano Owen da Gama, atuou no 4-4-2. Os dois times, no entanto, erraram muito e praticamente não tiveram oportunidades claras para marcar. Foram apenas três finalizações corretas em 90 minutos, somando TS Galaxy e Kaizer Chiefs. 

O show de Vinicius Jr. em jogo do Real Madrid: tapa à la Romário, arrancada e expulsão de rival; assista

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Bem que o Paços de Ferreira avisou que ganharia do Tottenham...

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Quando ficou definida a participação do Tottenham na Conference League, o novo torneio de clubes criado pela UEFA, automaticamente a equipe de Londres se tornou uma das favoritas ao título. Porém, para efetivamente se candidatar à competição, é necessário primeiro garantir classificação à fase de grupos. Isso porque não há vagas diretas para a Conference, todos jogarão, ao menos, uma fase qualificatória dela ou da Europa League.

O sétimo lugar na temporada 2020-21 da Premier League colocou o Tottenham já nos playoffs, último degrau antes dos grupos. Pelo sorteio, o Paços de Ferreira foi o adversário definido. A pequena equipe da região do Porto entrou na terceira fase qualificatória e eliminou o Larne, da Irlanda do Norte, antes de entrar em campo na última quinta-feira, no estádio da Mata Real, diante de 2284 torcedores para encarar os Spurs. A histórica vitória por 1 a 0, gol do jovem atacante brasileiro Lucas Silva, de 23 anos, ex-Flamengo, provocou euforia no clube. Isso porque, durante a semana, o Paços de Ferreira produziu um vídeo tirando sarro do Tottenham, garantindo, em tom de brincadeira, que "ganharia fácil".

Além de Lucas, outros quatro brasileiros estiveram em campo pelo Paços de Ferreira, entre eles o zagueiro Flávio Ramos, ex-Náutico e Paysandu, que expressou bem em palavras a importância da partida. "Sem dúvidas, um jogo para ficar marcado na história do clube e também na carreira de cada um de nós que esteve em campo. Com certeza vou levar para sempre esse jogo na memória. O Tottenham é um grande clube, todos sabem disso, e conseguimos um grande resultado".

Por mais que os ingleses não tenham mandado a Portugal o time mais forte possível, Nuno Espírito Santo escalou uma equipe bastante forte, com os reforços Cristian Romero e Bryan Gil entre os titulares, além de Matt Doherty, Harry Winks e Giovani Lo Celso.

Alô, Kane! Son faz golaço, e Tottenham bate o Manchester City em jogaço na Premier League


         
     

A partir desta temporada, a UEFA aboliu o gol marcado fora de casa como critério de desempate. Assim, o Paços de Ferreira se classificará com empate e qualquer derrota por um gol de diferença leva a partida para a prorrogação. Antes do confronto em Londres, na próxima quinta, o time entra em campo na segunda-feira, pela Primeira Liga, contra o Estoril. "Temos esse próximo jogo na nossa casa e vamos focar em conquistar mais uma vitória, depois a gente vira a chave para o próximo jogo. O pensamento tem que ser em um de cada vez. A gente sabe que ainda tem mais um jogo, em Londres, mas essa vitória nos dá confiança para a próxima partida. Vamos sonhar e lutar muito por essa classificação".

Já dá para imaginar o vídeo que o Paços de Ferreira produzirá, caso conquiste a inesperada classificação diante do Tottenham.

Lucas Silva comemora o gol marcado contra o Tottenham
Lucas Silva comemora o gol marcado contra o Tottenham Paços de Ferreira

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Vitórias dos favoritos e boas estreias na primeira rodada de LaLiga

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

A temporada 2021-22 de LaLiga começou, após toda reviravolta na negociação do Barcelona com Lionel Messi, que resultou na ida do atacante argentino para o PSG. E justamente o Barça foi o grande destaque, com atuação em alto nível contra a Real Sociedad. 

Goleada do Real Madrid, vitória difícil do Atlético de Madrid e ótimo início do Sevilla completam as manchetes principais. Aliás, desde a temporada 2004-05 os quatro não venciam na rodada inicial. Abaixo, resumo das dez partidas.

Valencia 1x0 Getafe

Na abertura de LaLiga, o esperado reencontro de José Bordalás com o Getafe terminou com vitória da nova equipe do treinador, bem ao seu estilo. Ao perder Hugo Guillamón - escalado como meio-campista no 4-4-2, que virou 4-4-1 - expulso aos três minutos, organizou a equipe defensivamente e venceu com um polêmico pênalti convertido por Carlos Soler aos 11.

Pouquíssima eficiência do Getafe, que agora é comandado por Míchel, de volta ao Campeonato Espanhol. Escalado no 3-5-2, com 74% de posse de bola, 22 finalizações e apenas quatro certas. Quando acertou o gol, lá estava Giorgi Mamardashvili, jovem goleiro georgiano de 20 anos, contratado ao Dinamo Tbilisi para ser reserva de Jasper Cillessen e Jaume Doménech, com grandes defesas.


         
     

Mallorca 1x1 Betis

Partida de pouquíssimas tentativas de gol e, consequentemente, de oportunidades. Somando o número de finalizações de Mallorca e Betis chegamos a somente 13, com uma no alvo para cada lado - no caso do Betis, não foi a finalização que virou gol, que foi contra. O índice de expected goals (xG) ajuda a explicar tudo isso: 0,28 e 0,39.

Estreia decepcionante da equipe da Andaluzia, acima de tudo, pela expectativa que há com Manuel Pellegrini e o sexto lugar obtido na temporada passada. Pelo Mallorca, de volta à elite espanhola, a novidade foi o retorno de Takefusa Kubo, emprestado pelo Real Madrid, que entrou no segundo tempo. 


         
     

Cádiz 1x1 Levante

Foi com muita emoção! A estreia do Cádiz na temporada 2021-22 de LaLiga começou com total domínio do adversário, o Levante, que fez 1 a 0 com José Luis Morales aos 39 minutos, e terminou com um gol salvador de Pacha Espino aos 52 minutos da segunda etapa. Antes disso, a equipe de Valência perdeu boas oportunidades para fazer 2 a 0 e garantir a vitória.

Como padrão, taticamente Cádiz e Levante usaram linhas de quatro defensores, mas atacaram de maneiras diferentes. Os visitantes pressionaram bem mais, com 11 finalizações contra cinco dos mandantes.


         
     

Alavés 1x4 Real Madrid

Vitória convincente e tranquila do Real Madrid no Mendizorrotza, em Vitoria-Gaskeiz. Goleada construída com todos os gols no segundo tempo, equipe armada no 4-3-3, com a trinca de meio-campo formada por Casemiro, Luka Modric e Federico Valverde, já que Toni Kroos está lesionado. No ataque, Carlo Ancelotti apostou em Eden Hazard e Gareth Bale pelos lados, com Karim Benzema na referência.

O atacante belga jogou 66 minutos em bom nível e rotação bem acima do que apresentou na temporada passada. O francês marcou dois gols e abre essa temporada de LaLiga como principal candidato ao estrelato da competição. Viníciu e Rodrygo saíram do banco e o primeiro fechou o placar já nos acréscimos. Pode não ser um time brilhante, mas certamente o Real Madrid será mais uma vez extremamente competitivo novamente com Ancelotti à frente - e na expectativa de Kylian Mbappé.


         
     

Osasuna 0x0 Espanyol

O retorno do Espanyol à primeira divisão espanhola foi marcado pelo primeiro empate sem gols da temporada de LaLiga. Apesar do menor índice de posse de bola (47%) e da inferioridade nas finalizações (dez contra 14), a equipe da Catalunha foi superior ao Osasuna. As melhores chances de gol foram todas do Espanyol.

Ante Budimir, que jogou a temporada passada emprestado pelo Malloca no Osasuna, para esta foi o grande investimento do clube. Acabou sendo pouco acionado e foi substituído aos 27 minutos da segunda etapa por Chimmy Ávila, que ficou machucado na maior parte de 2020-21 com lesões seguidas no joelho. Na parte tática, dois times montados no 4-4-2.


         
     

Celta de Vigo 1x2 Atlético de Madrid

Ótimo confronto entre Eduardo Coudet e Diego Simeone, dois dos melhores treinadores de LaLiga. Bom duelo tático também, entre o 4-1-3-2 já marcante nos trabalhos de Coudet e as variações criadas por Simeone desde a temporada passada. Desta vez, os colchoneros entraram em campo no 3-5-2, com Marcos Llorente na ala direita e Saúl pela esquerda, o que provocou o deslocamenteo de Yannick Carrasco para o ataque, ao lado de Ángel Correa - Luis Suárez começou no banco.

Os galegos tiveram um pouco mais de posse de bola, com 53%, mas menos finalizações totais (10x13) e no alvo (2x4). Correa foi o nome do jogo com dois gols marcados, enquanto Iago Aspas - ídolo absoluto do clube - marcou de pênalti. A partida marcou também a estreia de Rodrigo de Paul, excelente reforço oriundo da Udinese para uma base campeã mantida da temporada passada.


         
     

Barcelona 4x2 Real Sociedad

A primeira partida da era pós-Messi foi o destaque da rodada de abertura de LaLiga, e a impressão inicial deixada pelo novo Barcelona foi muito boa. A linha de cinco foi deixada de lado por Ronaldo Koeman (que usou no final do jogo, apenas como recurso) e o 4-3-3 voltou a ser o esquema tático. Sergiño Dest foi a opção pela direita, com Emerson estreando e saindo do banco na segunda etapa. Pela esquerda, Jordi Alba segue com muita liberdade para avançar e, agora, com Memphis como articulador.

O atacante holandês foi o cérebro criativo no setor de ataque, construindo as principais jogadas a partir da movimentação de referência central para a intermediária. O trio com Antoine Griezmann, bem mais confiante, e Martin Braithwaite, dois gols e uma assistência, funcionou bem demais. Vale ressaltar a estreia segura de Eric García na defesa e mais uma boa partida de Pedri e Frenkie de Jong no meio. As duas equipes tinham muitos desfalques, e a Real Sociedad pode apresentar muito mais com Mikel Oyarzabal e David Silva, acompanhados de Alexander Isak que ficou de fora.


         
     

Sevilla 3x0 Rayo Vallecano

Julen Lopetegui escalou o Sevilla no 3-5-2 e deu muito certo. O trio de zagueiros formados por Jules Koundé, Diego Carlos e Karim Rekik teve atuação segura, contra uma equipe que pouquíssimo fez no ataque. Até mesmo pela expulsão do goleiro Luca Zidane aos 16 minutos, que deixou o Rayo Vallecano com um a menos até o final do jogo. O meio-campo teve Fernando e Joan Jordán, com Óscar Rodríguez à frente deles. En-Nesyri ganhou a companhia no ataque de Oussama Idrissi, de volta ao clube após empréstimo ao Ajax. A amplitude foi garantida com Jesús Navas e Marcos Acuña.

O retorno do Rayo à primeira divisão acabou sendo decepcionante, mas o técnico Andoni Iraola já sabia da enorme dificuldade de uma partida no Ramón Sánchez Pizjuán desde os tempos de lateral-direito do Athletic. Para completar a excelente estreia do Sevilla, Erik Lamela entrou no intervalo e marcou dois gols em seu primeiro jogo com a camisa nervionense.


         
     

Villarreal 0x0 Granada

Decepcionante primeira partida do Villarreal em LaLiga. Depois de jogar a Supercopa europeia em alto nível contra o Chelsea, dominou o jogo contra o Granada, que teve o estreante técnico Robert Moreno, mas falhou muito nas finalizações. A boa notícia foi o bom começo do atacante Boulaye Dia, que veio do Reims, com a camisa do Submarino Amarillo.

Unai Emery mantém o 4-4-2 para esta temporada, mas neste primeiro jogo usou Alfonso Pedraza na lateral-esquerda e Alberto Moreno na segunda linha, que não funcionou. O desfalque de Dani Parejo foi muito sentido no meio-campo, assim como a velocidade de Samuel Chukwueze pelos lados do campo. Gerard Moreno, com Dia no ataque, teve algumas oportunidades, mas o time falhou demais na conclusão dos lances, contra o 4-1-4-1 montado pelo Granada.


         
     

Elche 0x0 Athletic Bilbao

Na noite de segunda-feira, em Elche, o Athletic iniciou sua campanha em LaLiga com empate sem gols. Esta é a primeira temporada inteira do time com Marcelino García Toral, o que aumenta a expectativa depois do bom desempenho apresentado desde a chegada do treinador. Do outro lado, Fran Escribá, após salvar o Elche do rebaixamento, permanece no cargo.

Terceiro zero a zero da rodada, com os donos da casa lamentando o resultado pelas boas chances criadas, principalmente com o argentino Lucas Boyé. Com uma marca importante, porém, para Iker Muniain, que se tornou, com 28 anos e 240 dias, no jogador mais novo a alcançar 350 jogos por LaLiga com o Athletic. Mais novo que ele apenas Iker Casillas(28 anos 123 dias).


         
     
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Vitórias dos favoritos e boas estreias na primeira rodada de LaLiga

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