Das divisões menores de Brasil, Áustria e Alemanha para a Bundesliga

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Paulo Otávio foi contratado pelo Wolfsburg nesta temporada
Paulo Otávio foi contratado pelo Wolfsburg nesta temporada []

Perseverança. Esse é um sentimento fundamental para milhares de jogadores de futebol. O mundo milionário de transferências e clubes gigantes é para poucos. O lateral-esquerdo Paulo Otávio conhece bem essa realidade.

Natural de Ourinhos, no interior de São Paulo, e revelado pelo PSTC, no Paraná, o jogador batalhou muito e se deparou com as ciladas da carreira de jogador. Deslumbrou-se, conseguiu se recuperar e acreditou no projeto que estabeleceu para si mesmo.

Após passagens por Athletico, Coritiba, Santo André, Paysandu e Tombense, aceitou o desafio de encarar a segunda divisão austríaca com o LASK Linz. Destacou-se e de lá rumou para a segundona alemã, com o Ingolstad. Até chegar ao Wolsfburg.

Recuperando-se de uma rara lesão no tornozelo, Paulo Otávio concedeu entrevista e falou sobre suas experiências no futebol.

Com primeiro tempo alucinante, Wolfsburg e Freiburg ficam no empate em 2 a 2; veja os gols



Como está a recuperação da lesão?
Tudo bem. Já estamos entrando na quarta semana de recuperação. Agora a tendência é o tempo passar um pouco mais rápido, com mais movimentação, mais estímulo. Logo, logo vai acabar e estarei de volta para ajudar a equipe.

Não foi uma lesão comum no futebol, ao menos não estamos acostumados. Como foi sua reação quando soube o tipo de problema?
É algo meio estranho, eu também não conhecia. Quando me falaram ligamento de sindesmose, pensei o que era isso. Aí me falaram que é o ligamento que segura a tíbia e a fíbula, já na junção com o tornozelo. Engraçado de tudo é que foi sozinho, até perguntei para o João, os outros jogadores, se meu pé tinha virado, porque foi muito rápido. E eles falaram que não, Paulo, que seu pé virou e quando você caiu todo mundo achou que você estava brincando. Os fisioterapeutas também, que estavam no campo, disseram que nunca tinham visto isso. Foi anormal. Quando fiz a ressonância, viram que tinha rompido tudo, mas por sorte não precisou de cirurgia e isso ajudou bastante. Agora é contar com a cicatrização e voltar para a transição o mais rápido possível. De dez a 12 semanas de recuperação.

E você vinha em uma boa sequência, como titular nessa retomada.
É um momento... Todo mundo me perguntou, sinto muito, que pena, mas eu tentei levar pelo lado positivo. Isso é parte de um processo, todo atleta de alto nível está sujeito a isso. Aconteceu em um momento que seria melhor que não acontecesse, mas dos males o menor. Na próxima temporada já começo desde o primeiro dia na pré-temporada, não perderei treinamentos. O importante é voltar top fit, como eles falam aqui.

Com a classificação de Bayern Munique e Bayer Leverkusen para a final da Copa da Alemanha, o sétimo da Bundesliga também vai para a Liga Europa, assim como o sexto. A vaga direta é melhor de qualquer modo, não é mesmo, até pelo prêmio?
Sim, deu uma facilitada realmente. A gente estava torcendo bastante para que essa final da Copa acontecesse. Isso foi importante porque agora abre outra vaga, a sétima, mas se classificar direto é melhor. Por causa da qualificação, como a Libertadores, em que tudo pode acontecer nessas fases de mata-mata. E em sexto o prêmio pode ser maior também.

Surpreendeu a demissão do Alfred Schreuder, técnico do Hoffenheim, equipe que briga com vocês pela sexta posição?
Ninguém entendeu nada. Estávamos na fisioterapida, que é quase a minha casa, conversando e o Wout (Weghorst) falou "nossa, o treinador do Hoffenheim caiu". Daí todo mundo disse não, mas um fisioterapeuta estava vendo a televisão e disse "sim, saiu", mas ninguém entendeu. Ficou passando muito tempo na televisão, porque foi uma surpresa. O time está brigando por uma vaga na Europa, vem bem, mas futebol é muito maluco, as coisas acontecem quando ninguém espera.

Sobre o seu técnico, Oliver Glasner, que lhe comandou no LASK Linz, te recomendou bem no clube, não é mesmo? Você foi contratado mesmo após o rebaixamento à terceira divisão com o Ingolstadt, na temporad passada.
Foi muito rápido o que aconteceu, porque eu cheguei na Áustria por empréstimos e depois foi tudo muito rápido. Ninguém acreditou quando eu disse que sairia da Tombense para jogar na segunda divisão da Áustria. Sempre pensei que, se estou na terceira divisão do Brasil, chego na segunda divisão da Áustria e estou um passo à frente de quem está aqui na terceira. Não importa se é segunda ou não, porque estarei no futebol europeu e todo mundo está olhando, por mais que seja uma segunda divisão. Consegui desempenhar um excelente papel naquele ano e ficou uma impressão muito boa. Eu saio para o Ingolstadt e nós continuamos em contato. Foram dois anos sem nos encontrarmos, ele me mandava mensagem, perguntava como eu estava... Nos últimos dez jogos o nosso time estava bem, e aí eu vi que ele assinou com o Wolfsburg.  Até brinquei com minha esposa, "putz, ele podia lembrar de mim agora, dar uma lembradinha no passado", mas falei brincando. De repente, quando a gente joga o último jogo e tem o descenso, perde em casa nos playoffs, eu estava muito triste e meu celular toca. Era ele. "Paulo, eu sei que você está triste, sei que o momento é difícil, mas eu conto com você para a próxima temporada. Quer voltar comigo?". Falei porra, você está perguntando, o que eu vou falar? Onde assino? Onde tenho que assinar? Isso aí foi muito importante. O papel que desempenhei lá atrás mostrou que ele poderia contar comigo e hoje estou aqui com ele.

A segunda divisão alemã é bastante equilibrada. Como foi a experiência de cair nos playoffs para o Wehen Wiesbaden?
O time que vem da terceira divisão, se você imaginar, teoricamente nós temos que ganhar. E ganhamos o primeiro jogo, fora de casa, por 2 a 1 e falamos "agora dá". Só que quando chega em casa e a gente toma dois gols logo de cara, a pressão fica maior ainda. Estamos falando do Ingolstadt, que dois anos antes estava na Bundesliga, foi algo surreal. Faltavam dez rodadas e todo mundo falava que cairíamos direto, e começamos a ganhar todos os jogos. Quando chega no mata-mata, dois jogos só, depois dessa sequência, perdemos o último e caímos. Foi algo meio maluco.

Após três anos na Alemanha e um na Áustria, país que tem uma cultura muito parecida com a nação vizinha, está totalmente adaptado à vida na Europa? Feliz na Alemanha?
Sim, estou muito feliz aqui. É totalmente diferente do Brasil, mas a experiência que tive na Áustria mostrou, realmente, o caminho. Quando saí do Brasil, minha ideia era em quatro anos jogar a Bundesliga, e eu consegui chegar nesse objetivo. Nos meus dois primeiros anos eu não sabia falar alemão, só falava inglês. Quando cheguei no Ingolstadt, me disseram que eu teria que falar alemão, mas eu não conseguia. Daí me colocaram na escola, fazia aulas de 90 minutos duas vezes por semana e as coisas começaram a ficar mais claras, comecei a entender melhor as pessoas. Hoje falo alemão sossegado, isso ajudou bastante, e a partir do momento que constituí família também colaborou muito. Minha esposa tem me ajudado bastante, meu filho está crescendo cada dia mais. Posso dizer que sou muito feliz e realizado.

Sobre sua carreira, apesar da pouca idade (25), teve muitos clubes no Brasil. Começou no PSTC, no interior do Paraná, e de lá seguiu para Athletico, Coritiba, Santo André, Paysandu e Tombense. Como foi toda essa trajetória?
Foi algo meio estranho, porque sou paulista e tenho toda base no Paraná. Chego no PSTC com 13 anos, para jogar como atacante, mas quando vejo que tem cinco atacantes no time e eu não era muito de fazer gol, eu falei para o técnico que era lateral-esquerdo, quando ele veio falar comigo. "Mas você não é o atacante, que veio de Ourinhos, está como atacante aqui", e eu disse que não, daí ele falou que eu teria que fazer teste. Fiz, deu tudo certo e depois no Athletico foram dois anos, tudo muito rápido também. Subo com 17 anos, com três meses de clube, e quando você está com Paulo Baier, Guerrón, Marcinho, só esses caras, achei que eu não precisava de mais nada. Aí é onde as coisas caem e onde estalei para a vida. Desço do profissional direto para o sub-18, e isso foi pior porque eu poderia descer para o sub-23, mas me mandaram direto para o sub-18. Passa o tempo, vou para o Coritiba, mas aí eu já tinha mais ideia de que, quando chegasse no profissional, não podia me deslumbrar, tinha que ralar muito. Dividi vestiário com Alex, Deivid, Keirrison, Lincoln, jogadores sensacionais. Aprendi bastante, sempre escutava os conselhos do Alex, do Júlio César, centroavante, mas fui aprender mesmo o que é o futebol no Santo André. Você sai de duas estruturas sensacionais no cenário nacional e vai para o Santo André, um time pequeno, que joga a Copa Paulista. Quando cheguei, os caras brincavam que agora eu ia entender o futebol, seja bem vindo à "cascudinha", como eles falavam. Foi legal. Apesar da pouca idade, entre aspas, tenho algumas experiências bacanas.

Como foi a retomada do futebol na Alemanha e todos os cuidados com o protocolo da Bundesliga? Você se sentiu seguro na volta?
Eu me senti muito seguro. No começo, quando as coisas estouraram por aqui, eu realmente tive um pouco de medo. Tanto que minha esposa e meu filho foram para o Brasil. Com o passar do tempo, eles foram esclarencendo mais as coisas, o Governo esclareceu bastante tudo, a Bundesliga foi exigindo muitas coisas do clube e o Wolfsburg sempre foi muito prestativo com a gente. Então, ali, começou a criar uma segurança, uma contenção para que pudéssemos treinar e depois, consequentemente, jogar. Ficava sempre a pergunta: nós estamos fazendo o correto, o clube está se esforçando ao máximo, mas será que as outras equipes estão fazendo o mesmo? Só que a partir do momento que a liga começou a exigir de todos, quem não fizer terá que pagar, jogador que fizer algo fora da linha vai pagar e aí todas as coisas começaram a ser iguais, tudo muito rígido. Quando chegamos no primeiro jogo foi algo fora do comum. Chegamos no hotel e tem somente quatro pessoas para te atender. Tinha que fazer fila para pegar comida, a gente sempre brinca nessas situações, vai pegar pra mim, e ali cada um tinha que ficar a dois metros de distância. Para você pegar sua comida demorou quase meia-hora. Chega no estádio tudo vazio, nenhum torcedor esperando na rua, somente quem ia trabalhar no jogo. Ali você começa a sentir que está tranquilo para jogar. Quando acabamos o aquecimento, tenho o costume de sair correndo para o vestiário. Nosso supervisor chegar e fala "calma, calma", Daí perguntei "o que aconteceu", e ele disse que tínhamos que esperar toda equipe deles passarm depois nós. Aí pensei, "caramba, mudaram as coisas mesmo". Dá para jogar futebol.

Qual é a sua opinião sobre as manifestações que estão acontecendo pelo mundo contra o racismo? A Bundesliga apoiou esse movimento.
Penso como algo muito positivo. Nós, como atletas, brinco que não sou muito espelho, porque não tenho a dimensão do que posso representar para uma criança, para alguém que nos assiste. Meus amigos falam que eu sou um espelho para muita gente. Os atletas maiores, como Cristiano Ronaldo, LeBron James e os jogadores que estão aqui há muito tempo na Bundesliga, representam uma classe muito forte na sociedade. Nós conseguimos formar opiniões, querendo ou não, por isso o nosso posicionamento é muito importante. Eu, particularmente, nunca sofri com isso. Já aconteceu de um amigo muito próximo me falar que quando entrávamos em shopping aqui, só havia eu negro, e as pessoas ficavam me olhando, porque não é algo "normal" para eles na Alemanha, que é um país bem branco, sendo bem ríspido nas palavras. Mas eles são muito envergonhados do passado, sendo bem sincero, eles não gostam do que aconteceu e condenam muito a violência e o racismo. Ainda deve ter, com certeza, porque tem em toda parte do mundo, porque é muito triste. Eu me posiciono muito a favor da vida negra. 

Fonte: Gustavo Hofman

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Sem zebras, mas com uma história especial: o incrível 6x6 que aconteceu na Europa League

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Razvan Ducan, de 19 anos, foi o nome do jogo
Razvan Ducan, de 19 anos, foi o nome do jogo Emanuel Rosu/Twitter

Milan, Tottenham, Wolfsburg, Granada e Reims avançaram na Europa League. Os representantes das cinco grandes ligas europeias na segunda fase qualificatória da competição passaram por situações distintas, mas seguiram adiante. Apesar do dia sem zebras, há uma história que merece ser contada.

Na Sérvia, Backa Topola e Steaua Bucareste empataram em 6 a 6, com classificação romena contra os sérvios nos pênaltis por 5 a 4. O jogo, por si só, já seria especial: empate em 4 a 4 no tempo normal e depois mais quatro gols na prorrogação, após algumas viradas. O Backa conseguiu a igualdade aos 49 minutos do segundo tempo, mesmo tendo um jogador a menos, enquanto o Steaua perdia até 12 do segundo tempo da prorrogação e também garantiu a igualdade, já com dois jogadores a mais em campo.

Antes de tudo isso acontecer, o Steaua já vivia um drama. Nove jogadores foram diagnosticado com Covid-19, sendo cinco nesta quinta-feira. Além dos atletas, todos membros da comissão técnica também foram diagnosticado com o novo coronavírus, com exceção de Mihai Pintilii, ex-jogador que se aposentou em dezembro e se tornou assistente técnico do clube.

Ao todo, apenas 14 jogadores estavam à disposição para a escalação. Boa parte dos titulares e principais reservas estavam fora, logo, atletas que eram a terceira ou até mesmo a quarta opção foram escalados. Caso, por exemplo, do goleiro Razvan Ducan, de apenas 19 anos. O jovem arqueiro esteve emprestado ao Arges, do futebol romeno, na temporada passada e estreou com a camisa principal do Steaua nesta quinta.

Ducan foi o grande exemplo da insanidade que tomou conta do jogo. Falhou em dois dos seis gols marcados pelo Backa, mas ao mesmo tempo foi o herói na disputa de pênaltis. Outros jovens atletas também estrearam, mas no caso de Ducan havia ainda um agravante: o Steaua simplesmente não tinha mais goleiros para a partida. 

Por causa da pandemia de coronavírus no mundo, Gigi Becali, proprietário do Steaua e nefasto personagem do futebol e da vida política romena, afirmou que não investiria mais no clube. Quer garantir o "futuro da família", de acordo com as próprias palavras. Por isso decidiu não mais gastar em reforços, o que já havia deixado o elenco fragilizado para a temporada 2020-21.

Vale lembrar, também, todo imbróglio judicial que existe no país acerca do nome "Steaua". Oficialmente, o clube presidido por Gigi Becali se chama SC Fotbal Club FCSB, ou apenas FCSB. Isso porque desde 2011 o exército romeno exigia a recuperação do nome Steaua Bucareste para seu clube de futebol, como sempre foi em toda história do país. Em 2017, a justição romena deu ganho de causa para o exército, que mantém hoje em dia o Steaua Bucareste já na terceira divisão nacional. A Uefa, por sua vez, reconhece o FCSB como herdeiro das glórias do passado, incluindo o título da Copa dos Campeões da Europa de 1986.

Em campo, contra o Backa Topola, o atual campeão da Copa da Romênia viu os sérvios abrirem 2 a 0 no placar com apenas 14 minutos. Às pressas, nas hortas anteriores ao confronto, Bogdan Vintila, que comandava o time B do Steaua até dois meses atrás (demitido por Becali) foi chamado para ajudar o inexperiente Pintilii e viajou até a cidade sérvia.

A reação começou no primeiro tempo, com o gol marcado pelo ótimo Florinel Coman aos 25 minutos. quando o Backa perdeu o bósnio Dejan Ponjevic, aos 44 com o segundo cartão amarelo, as coisas pareciam bem encaminhadas para o time romeno. Até porque o gol de empate saiu logo aos quatro minutos da segunda etapa. O problema foi, logo na sequência, sofrer o terceiro em enorme falha de Ducan, que saiu mal do gol e depois ainda viu a bola passar entre suas mãos na cabeçada de Goran Antonic. Ali ele perdeu totalmente a confiança.

O Steaua ainda reagiu e virou o jogo com Dennis Man, cobrando pênalti, aos 18, e com o gol contra marcado por Bojan Balaz já aos 47! As três substituições possíveis, já que havia apenas três suplentes no Steaua, já tinham sido feitas. Saa Tomanovic, aos 49, deixou tudo igual, e antres do apito final ainda houve grande oportunidade para os donos da casa, impedida pelo personagem da noite, Ducan.

A prorrogação viu os romenos ficarem à frente duas vezes e por duas vezes cederem o empate - incluindo a segunda falha do jovem goleiro. Tudo isso depois de 11 finalizações do Backa e 20 do Steaua, 8x10 no alvo. Nas penalidades máximas, a emoção foi mais contida: defesa de Ducan nas terceira cobrança, com Mihajlo Banjac, e vitória por 5 a 4.

Todos os gols podem ser assistidos no compacto de 25 MINUTOS da partida. No Twitter, o jornalista romeno Emanuel Rosu continua atualizando (em inglês) o caos vivido pelo clube.

No próximo dia 24, quinta-feira, o glorioso Steaua, ou FCSB, recebe o Slovan Liberec, da Eslováquia, pela terceira fase qualificatória da Europa League. Antes, no domingo, joga contra o Arges - justamente o ex-clube de Razvan Ducan - pelo Campeonato Romeno. Ninguém no clube sabe quem estará apto para entrar em campo nesses dois jogos.

Fonte: Gustavo Hofman

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Valencia vence o dérbi da cidade em meio à crise institucional

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Javi Gracia estreou como treinador do Valencia
Javi Gracia estreou como treinador do Valencia Valencia

Durante a semana, o técnico Javi Gracia foi protagonista de uma dura coletiva de imprensa. O estreante no cargo do Valencia, afirmou estar decepcionado com a diretoria do clube, que o garantiu reforços e não cumpriu com as promessas. Nas semanas anteriores, Ferrán Torres, Rodrigo, Dani Parejo Francis Coquelin e outros foram negociados por Peter Lim, o proprietário singapurense do clube.

Em carta aberta aos torcedores, antes disso ainda, o presidente, Anil Murthy, afirmou que o clube passaria por momentos bem difíceis devido à pandemia de coronavírus e que reduziria drasticamente a folha salarial. Neste domingo, antes da bola rolar no dérbi da cidade, contra o Levante, dezenas de torcedores se reúniram do lado de fora do vazio Mestalla para pedir a saída de Lim.

Em meio a esse cenário de crise institucional, o Valencia conseguiu uma grande vitória por 4 a 2, no primeiro final de semana de LaLiga 2020-21. Placar que não mascara os problemas do time, como o próprio treinador deixou claro após a partida. "O resultado de hoje não muda as necessidades da equipe. Acho que a situação da equipe é a mesma, mas demonstra Yunus, Esquerdo, nos permite ver jovens com muitas virtudes", garantiu Gracia, de volta à LaLiga após 1582 dias e experiências no Rubin Kazan e no Watford.

Yunus Musah estreou na primeira divisão espanhola. O jovem atacante de 17 anos, nascido em Nova York, com passaporte inglês e origundo da base do Arsenal, foi titular e impressionou pela velocidade e lances individuais. Porém, o que mais chamou atenção no primeiro tempo foi a defesa do Valencia - só que negativamente. O veterano José Luis Morales, de 33 anos, marcou dois golaços (um com 34 segundos de jogo) e teve a chance do terceiro logo no início da segunda etapa.

Paco López, no cargo desde 2018, sempre fez do Levante uma equipe forte defensivamente, mas surpreendeu neste domingo contra o Valencia. Marcação alta, pressão, posse de bola e muitas chances criadas. Só que mesmo com um ótimo primeiro tempo, o placar ficou no 2 a 2, graças a um gol de bola parada (Gabriel Paulista, após escanteio) e outro de contra-ataque (Maxi Gómez, em bela jogada com Lee Kan-In).

O segundo tempo mostrou os donos da casa mais ligados no jogo, concentrado e melhores fisicamente. O Levante não conseguiu mais atacar e pressionar o Valencia, que por sua vez contou com boas substituições feitas por Javi Gracia, que mandou a campo Denis Cheryshev, Uros Racic e Manu Vallejo - este último, autor dos dois gols que definiram a virada e a vitória valencianista.

Sem competições europeias para disputar, cabe ao Valencia se dedicar ao máximos nas disputas de LaLiga e Copa do Rei. Os veteranos ou atletas com mais tempo de clube, precisarão assumir a responsabilidade, em um grupo onde os jovens terão bastante espaço. Apesar do 4 a 2 deste domingo no Derby del Turia, nome em homenagem ao rio que corta a cidade, a perspectiva não é positiva para o Valencia.

A temporada deve ser de muitos atritos, com a diretoria de um lado e a comissão técnica com os torcedores do outro. Entre eles, um grupo de bons jogadores sob constante tiroteio em um dos campeonatos nacionais mais fortes do planeta.

Fonte: Gustavo Hofman

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Levantamento inédito relaciona alto número de cartões em jogos de futebol a índices sociais ruins

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman
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Pesquisa divulgada nesta semana pelo CIES Football Observatory relaciona alto número de cartões em jogos de futebol a índices sociais ruins dos respectivos países. América do Sul e América Central são os destaques negativos do levantamento, que analisou 101491 partidas de 87 ligas nacionais em cinco continentes.

Há correlação estatística entre a quantidade de cartões, a taxa de homicídio do país e o índice de percepção de corrupção. O coeficiente de determinação (R²) entre o total de cartões por jogo e o número de assassinatos, segundo dados do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), é de 20%. Aumenta para 33,1% se considerarmos apenas as expulsões.

Na comparação com as informações da Transparência Internacional e seu Índice de Percepção de Corrupção, o coeficiente de determinação é de 21,8%. Ou seja, nos países onde os cidadãos mais consideram que o nível de corrupção na nação é alto, maior o número de cartões aplicados nos jogos de futebol.

A pesquisa do CIES Football Observatory, centro de estudos do futebol localizado na Suíça, também correlacionou o Produto Interno Bruto (PIB) e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos 87 países analisados (50 europeus, 15 asiáticos, dez sul-americanos, oito da América Central e do Norte, três africanos e um da Oceania). Nas nações onde os números sociais são positivos, há menor punição aos atletas dentro de campo - quanto maior o R², mais explicativo é o modelo linear. No caso do PIB, com dados do Banco Mundial, o coeficiente de determinação é 16,7%. Com o IDH a estatística cai para 11,7%.

Bolívia e Guatemala lideram o ranking de cartões por jogo com médias de 6,8 e 6,61, respectivamente. São seguidos pelo Uruguai que, negativamente, está em primeiro em cartões vermelhos no mundo (0,51). São sete países latino-americanos entre os dez no topo, completados por três europeus (Romênia, Grécia e Ucrânia).

Na parte oposta da tabela, O Japão tem o campeonato nacional com a menor média de cartões por jogo, apenas 2,56 (2,48 amarelos e 0,08 vermelhos, também os menores índices). Malásia, Noruega, Holanda e Suécia fecham o top-5.


         
     

Os bolivianos têm média de 6,2 homicídios por 100 mil habitantes, enquanto entre os japoneses o índice cai para 0,3. Entre guatemaltecos e uruguaios a estatística é ainda pior: 22,5 e 12,1. No ranking de percepção de corrupção, o Japão ocupa a 20a posição e a Bolívia a posição de número 123 de 198 países.

Heloisa Reis, especialista nas áreas de pesquisa e docência em Pedagogia do Esporte, Sociologia do Esporte e Direito Esportivo, com foco, entre outros temas, em futebol e violência, considera a pesquisa do CIES Football Observatory bem fundamentada. Doutora em Educação Física pela Unicamp, onde leciona desde 1988, e com pós-doutorado em Direito Esportivo e Sociologia do Esporte, pela Universidad de Murcia (Espanha), Heloisa entende haver, realmente, ligação entre a indisciplina no futebol e índices sociais.

"O que me ocorre é pensar a questão da educação, da autonomia e da falta de reconhecimento de autoridade. São três pontos que têm a ver, inclusive, com estudos que já orientei e fiz na pós-graduação da Unicamp. Nos países que têm os piores índices sócioeconômicos e educacionais, podemos inferir que possuem educação de baixa qualidade, que é o caso do Brasil. Raros são os casos de países que não têm uma relação de baixa qualidade na educação e nível socioeconômico baixo", afirma.

Heloisa busca explicação na formação dos cidadãos para avaliar o levantamento. "Uma boa educação educa seus cidadãos para a autonomia, não para a heteronomia. Uma educação de qualidade vai trabalhar desde a infância, até toda escolaridade, a formação de cidadãos autônomos. Independentemente de estarem sendo vigiados, eles têm clareza sobre seus direitos e obrigações, portanto vão cumprir as regras. Eles tendem a  burlar menos as regras, porque se sentem parte do processo de regramento. O heterônomo não, vai sempre tentar burlar a regra, vai sempre tentar dar uma de esperto. Vamos utilizar o termo que foi usado lá atrás, que a gente trabalha criticamente, de pensar o brasileiro como parte de uma cultura de malandragem. Então, se o árbitro não está vendo, eu cometo uma falta e penso que não serei punido. Agora tem mudado com o VAR". Em relação aos índices correlacionados com a percepção de corrupção, a pesquisadora Heloisa Reis se mostra pouco surpresa. "Quando existe educação de baixa qualidade, há uma condição crítica, de análise política também, muito baixa. Então, não me estranha que países que transgridem as regras apoiem políticos mais corruptos, apoiem a corrupção de modo geral, e sejam corruptores também. Acho perfeita a correlação, muito esperada".

Por outro lado, Marcelo Weishaupt Proni, também doutor em Educação Física pela Unicamp e professor livre docente do Instituto de Economia da mesma universidade, tem um outro ponto de vista. "O estudo não está errado, mas acho que simplifica muito. Há uma relação indireta, essa é a minha impressão. A disciplina no futebol melhorou bastante a partir do final dos anos 1980 e início dos anos 1990, quando a Fifa começou a fazer a campanha do Fair Play e introduziu algumas mudanças nas regras para favorecer o espetáculo. Há um movimento de valorização do espetáculo, inclusive pela televisão, os direitos de transmissão e os patrocínios. Por isso a Fifa tenta coibir a violência, porque os clubes não podem ficar sem seus atletas por muito tempo porque levou uma pancada. Assim, os árbitros têm tentado proteger os jogadores técnicos e esse é um movimento que vem aumentando desde aquela época. Nos 30 últimos anos, houve cada vez mais uma preocupação em diminuir a violência e aumentar a qualidade do espetáculo", explica. Recentemente, a Editora da Unicamp publicou o livro "O futebol nas ciências humanas no Brasil", uma coletânea de estudos sobre o futebol realizados por mais de cinquenta estudiosos de diversas áreas de conhecimento, organizado por Marcelo Weishaupt Proni e Sérgio Settani Giglio.

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Entre as grandes ligas europeias, a Premier League tem os melhores índices. São 3,39 cartões amarelos por partida e 0,12 vermelhos. Números que colocam o Campeonato Inglês em sexto no geral. O Brasil ocupa a 25a posição na média de cartões por jogo, com 5,09 (4,84 amarelos e 0,25 vermelhos).

"O Brasil é um centro futebolístico que não é rico, mas também não é pobre. Seria uma semi-periferia. Quando a gente pega indicadores como PIB ou IDH, o que mostro nos meus estudos é que aqui no Brasil o futebol-empresa, do ponto de vista financeiro, não consegue competir com os grandes centros da Europa, mas por outro lado tem uma condição muito melhor do que outros. Não à toa o Brasil começou a importar vários jogadores sul-americanos, por exemplo. De qualquer maneira, você tem um impacto econômico. Quanto mais bem organizada a liga, maior influência dessa racionalidade empresarial, mais isso afeta a arbitragem e a qualidade técnica dos jogadores", afirma Marcelo.

A comentarista de arbitragem dos canais ESPN, Renata Ruel, traz elementos práticos para entendermos melhor a pesquisa. "No ano passado, quando participei do curso da Fifa, na França, houve um lance no qual tivemos que opinar se era cartão amarelo ou vermelho. Lembro que coloquei vermelho e uma menina da África do Sul também. Os outros colocaram entre vermelho e amarelo, e o instrutor explicou que, para a Fifa, era lance de amarelo. Eu não me conformava com o lance, porque se acontecesse no Brasil, rasgando o meião do jogador, e você não coloca para fora, o árbitro não termina o jogo. Mas eu não falei nada, já a menina sul-africana falou. Disse que respeitava a decisão da Fifa, mas que no país dela, se isso acontecer e ela não aplicar o vermelho, ela só sai do campo com a polícia".

Renata acredita e entende que as diferenças culturais dos países, e consequentemente a formação de todos os envolvidos, interfere diretamente no jogo. "Sempre achei que precisamos olhar a cultura de cada país. Isso difere o jeito de apitar o futebol. Não dá para você achar que é igual, porque não é. Eu brinco que, quando a Fifa faz as regras, ela se baseia no futebol europeu. Quando vai sancionar uma nova regra, uma alteração, ela se baseia no futebol europeu, que tem uma cultura diferente da nossa", explica a ex-árbitra e assistente. Renata se lembra de uma experiência em torneios de base, nos Estados Unidos, em que comandou partidas de times do mundo inteiro, masculino e feminino. "Equipes do Japão eram muito aplicados taticamente e não reclamavam. Times europeus também não davam problema, mas os sul-americanos e da América Central eram um inferno. Para o árbitro, de reclamação e pressão, não só dos jogadores, mas de pais e comissão técnica, como também a diferença em campo, os tipos de entradas, pontapés. Esse estudo do CIES Football Observatory tem tudo a ver. A cultura do local interfere, sim, no futebol".

A média global é de 4,42 cartões amarelos por jogo e 0,25 vermelhos. Os times visitantes são os mais punidos, 53% nas advertências e 56,7% nas expulsões. Além disso, os amarelos foram aplicados no segundo tempo em 65,8% dos casos, enquanto os vermelhos em 81,8%. Nesses aspectos, há pouca variação entre os continentes.

Zé Elias, comentarista dos canais ESPN, atuou profissionalmente de 1993 a 2009. Jogou no Brasil, na Itália, na Grécia, no Chipre e na Áustria, além de ter vestido a camisa da seleção brasileira dez vezes, antes de encerrar a carreira, muito marcada também pelo alto número de cartões recebidos - principalmente no início. O ex-jogador explica de maneira bem direta como age um atleta em ambientes onde o respeito não impera.

"O futebol está inserido no contexto da sociedade. Essa pesquisa mostra exatamente o que é o futebol. Quando você toma muito cartão amarelo, fazendo uma comparação, é a mesma coisa que você estar se defendendo da violência. Bateu, levou. Aquela coisa de ação e reação, você entra em campo com isso na cabeça. O árbitro também já entra condicionado com esse tipo de situação, está acostumado com esse tipo de coisa. Ele também leva a forma dele de pensar como ser humano para o campo, embora haja as questões técnicas e das regras do futebol. Isso segura determinadas atitudes, mas o jogador reflete em campo aquilo que ele cresce, que pensa, que vê no dia a dia. Se há ordem e respeito, você vai respeitar. Caso contrário, vai entrar em campo achando que pode fazer tudo. Se você não tem respeito, o juiz passa a ser uma figura decorativa", afirma Zé Elias.

O cenário exposto tem relação direta com a forma como cada cidadão lida com o outro. "Há uma crise moral onde a autoridade não é mais respeitada. Porque faltam representantes que tenham um perfil de autoridade para se espelhar, em termos éticos e morais, e porque indivíduos heterônimos não vão respeitar as autoridades, ao menos que se vejam em risco. Outra questão, que abordamos na área de treinamento, é que equipes em inferioridade técnica e tática, tendem a cometer mais faltas", explica Heloisa, que atuou como árbitra de futebol amador nos anos 1980. "Há toda uma correlação de respeito à autoridade. Essa questão de ser indivíduo autônomo ou heterônimo, tem tudo a ver com respeitar a autoridade. Aqui temos, desde a várzea até o futebol profissional, uma cultura de pressão sobre o árbitro, de desrespeito pela função dele".

O exemplo dado por Heloisa já foi vivenciado por Zé Elias. "Quando eu jogava na base, onde há uma mistura de classes muito mais forte do que no profissional, você percebe esses comportamentos de falta de respeito. E não apenas contra o árbitro, mas de jogador para jogador, jogador para treinador, jogador para auxiliar técnico. Existe sempre essa troca de culturas, e muitas vezes há diversos problemas disciplinares, porque em casa você não tem uma formação ideal. Não há hierarquia, na qual você sabe que precisa respeitar os mais velhos, determinados cargos, como o caso do juiz, que é a figura máxima do respeito. Isso não é trabalhado, não existe nas categorias de base, e em muitos desses países da pesquisa, eu duvido que seja feito um trabalho de prevenção em termos comportamentais".

Na prática, o futebol promove um tipo de inclusão social radical a diversos garotos e garotas pelo mundo. Crianças que cresceram em um ambiente muitas vezes tóxico, e que pelo talento conseguem rápida ascensão econômica - quase sempre desacompanhada de uma boa formação socioeducacional. A vida do cidadão é indissociável da vida de atleta em todos os aspectos possíveis.

O CIES Football Observatory conclui na pesquisa que "jogos de futebol são disputados sob diferentes dinâmicas de acordo com o contexto social, econômico, político e cultural de cada país". Os números, de acordo com o levantamento, "confirmam a ligação muito forte entre o futebol e a sociedade e revelam a importância de levar em consideração as especificidades de cada país na análise fina do jogo dentro de um contexto de globalização".

"O aspecto cultural é muito importante. De fato, nos países onde você tem uma sociedade mais civilizada, aquele meioambiente influencia bastante, tanto as torcidas, como os atletas dentro de campo. Os times visitantes, pela pesquisa, recebem mais cartões, porque há influência, maior pressão da torcida", analisa Marcelo.

O futebol é um esporte de fácil compreensão para todo planeta, e essa é uma linha utilizada pela sociologia para explicar o fenômeno global que se tornou. O jogo é o mesmo em todos os lugares do mundo, com as mesmas regras, mas as culturas do que é tolerado variam de país para país. 

Fonte: Gustavo Hofman

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Levantamento inédito relaciona alto número de cartões em jogos de futebol a índices sociais ruins

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Como fica o meio-campo do Manchester United com Donny van de Beek?

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Van de Beek é o principal reforço do Manchester United para a próxima temporada
Van de Beek é o principal reforço do Manchester United para a próxima temporada Man United

O Manchester United pagou 39 milhões de euros ao Ajax pelo meio-campista holandês Donny van de Beek, de 23 anos. A transferência foi comemorada pelos torcedores dos Red Devils, e com razão. O jogador é um dos destaques da equipe de Amsterdã há alguma temporadas e teve uma despedida emocionante do clube que o revelou.

Van de Beek é um jogador acostumado a ser titular. Na prática, durante toda sua carreira, poucas vezes foi reserva. Na Eredivisie, por exemplo, atuou desde o início em 91 dos 118 jogos que disputou - com 28 gols e 24 assistências; na Champions foram 25 de 29 partidas como titular com a camisa do Ajax (cinco gols e três assistências).

Meio-campista versátil, Van de Beek é capaz de desempenhar várias funções no setor, mas majoritariamente atuou nos últimos anos como um meia avançado no 4-2-3-1 ou meia pela direita no 4-3-3. A terceira principal posição dele ao longo da carreira, mas em menor escala do que as outras duas, foi de médio centro defensivo - também pelo lado direito - no 4-2-3-1.

Sua característica de jogo é o passe: representa 67% de suas ações, considerando toda vida como jogador profissional. Lances defensivos (16%), assistências (5%), jogadas individuais (5%), finalizações (4%) e duelos aéreos (3%) vêm na sequência.

O encaixe dele na formação de meio-campo com Paul Pogba e Bruno Fernandes, no 4-2-3-1 de Ole Gunnar Solskjaer, sacando Nemanja Matic, não é simples e natural. Para isso, o jogador holandês terá que se adaptar a uma função mais defensiva do que em toda carreira. Inclusive porque o volante sérvio "acertou" o time nos últimos meses, dando o equilíbrio tático necessário para o português e o francês evoluírem individualmente.

Os duelos defensivos jamais foram o ponto forte de Van de Beek, pelo contrário. Até mesmo pelas ideias ofensivas do Ajax, ele sempre priorizou a posse de bola e o controle do jogo dessa maneira. Jamais atuou em um time preocupado, por padrão, em se defender antes de qualquer outra ação.

O United, como todos viram na temporada passada, ainda está distante de ser um time dominante na fase ofensiva, valorizando e trabalhando a posse.

Talvez esteja, justamente aí, a ideia do treinador norueguês. Afinal, Van de Beek traz à equipe controle da bola, ótimo aproveitamento nos passes e mais juventude para o setor - principalmente na comparação direta com Matic. A adaptação, portanto, pode ir além de questões extra campo, estilo de jogo na Premier League e a rotina em um novo clube. Se o objetivo de Solkjaer for, realmente, escalá-lo ao lado de Pogba e com Bruno Fernandes na formação inicial, o jogador holandês se dedicará integralmente a uma nova função.

No Ajax semifinalista da Champions em 2019, o time teve Frenkie de Jong, Lasse Schöne e Donny van de Beek nos dois jogos contra o Tottenham como meio-campistas. No primeiro, vitória por 1 a 0, o atual jogador do United marcou o único gol. Na derrota por 3 a 2, que resultou na eliminação da equipe holandesa, não conseguiu ser decisivo. Em ambas partidas, atuou como meia avançado, à frente de De Jong e Schöne.

De qualquer modo, o United aumenta a profundidade de seu elenco, algo fundamental para disputar títulos em uma temporada, cujo calendário ainda está afetado pela pandemia de coronavírus. Fred, Juan Mata, Jesse Lingard e Scott McTominay continuam no clube, assim como, naturalmente, Nemanja Matic.

Alterar o esquema tático depois do entrosamento apresentado por Mason Greenwood, Anthony Martial e Marcus Rashford no ataque não parece a opção mais provável, mas não é algo a ser descartado totalmente. O problema é que tanto Van de Beek, como Bruno Fernandes e Pogba, não são jogadores que desempenham bem em funções de lado de campo. Isso gera um obstáculo maior para saída do 4-2-3-1 e adoção de um 4-4-2, por exemplo, em que os três atuariam com mais um meio-campista de característica defensiva.

O Manchester United estreia na próxima Premier League no sábado, 19 de setembro, diante do Crystal Palace em Old Trafford. As respostas começarão a ser dadas por Ole Gunnar Solskjaer. Não apenas sobre a utilização de Van de Beek, mas também se as pretensões do time aumentarão em 2020-21.

Fonte: Gustavo Hofman

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Há algo muito bom acontecendo no Nice

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Patrick Vieira está no Nice desde 2018, após deixar o New York City
Patrick Vieira está no Nice desde 2018, após deixar o New York City OGC Nice

Mário Marra costuma dizer, quando analisa um bom trabalho no futebol, que "há algo acontecendo ali". Pois bem, há algo acontecendo no Nice.

Neste final de semana, a equipe venceu o Strasbourg por 2 a 0, fora de casa, e somou a segunda vitória em duas rodadas da Ligue 1. Lidera a competição, que ainda não teve a estreia do super favorito Paris Saint-Germain.

Na temporada passada, o Nice foi o quinto colocado do interrompido Campeonato Francês - duas posições acima do ano anterior. Trabalho desenvolvido por Patrick Vieira desde junho de 2018.

Diante do Strasbourg, Kasper Dolberg foi o destaque com dois gols. O atacante dinamarquês, de 22 anos, foi comprado do Ajax em 2019 por 20,5 milhões de euros. Jovem, talentoso e promissor: qualidades indispensáveis no perfil de contratação do clube.

Nos últimos anos, o Nice tem conseguido montar times competitivos, revelar atletas e negociá-los bem. Allan Saint-Maximin foi negociado por 18 milhões de euros com o Newcastle, Jean Michël Seri ao Fulham por 30 milhões e Alassane Plea ao Borussia Mönchengladbach por 23 milhões. Para citar os principais exemplos.

A base revela, mas o departamento de scout também trabalha muito. Amine Gouiri, de 20 anos, veio do Lyon por apenas 7 milhões e é considerado extremamente promissor. Jordan Lotomba, lateral-direito de 21 anos, trocou o Young Boys-SUI pelo Nice por 6 milhões. Eddy Silvestre, 21, não teve oportunidades no Olympique de Marselha e chegou ao Nice em 2017. Os dois foram titulares no ataque contra o Strasbourg, com Dolberg centralizado, no 4-3-3 de Patrick Vieira.

Isso sem falar no filho mais novo de Lilian Thuram, lateral campeão do mundo com a França em 1998. Khépren Thuram está com 19 anos, é meio-campista, atleta de base da seleção francesa e veio do Monaco no ano passado - também começou contra o Strasbourg no sábado.  

Robson Bambu, ex-Santos e Athletico, 22 anos, é a última aposta brasileira do clube. Desde abril do ano passado, Matthieu Louis-Jean tem sido o coordenador de scout do Nice. Anteriormente, trabalhava como responsável por buscar jovens promessas francesas para o Manchester United. Na temporada 2019-20, o Nice teve a menor média de idade entre os jogadores utilizados na Ligue 1 (24,2 anos).

Ao mesmo tempo, justamente para aumentar a competitividade e não apenas ser um time de jovens, o clube busca atletas mais experientes. Dante, 36, defende o Nice desde 2016, enquanto Morgan Schneiderlin, 30, chegou em junho para a temporada 2020-21. O time gosta da posse de bola, teve 57% em cada uma das duas vitórias até aqui, diante de Lens e Nice, mas em ambas partidas permitiu mais finalizações do adversário e sofreu para transformar o controle do jogo em chances de gol. 

Os compromissos do Nice irão além da França, já que o clube garantiu vaga na fase de grupos da Liga Europa. Isso aumenta a dificuldade no calendário. Há expectativa, de qualquer modo, que Patrick Vieira repita o desempenho obtido pelo Nice nas temporadas 2015-16 e 16-17, sob o comando respectivamente de Claude Puel e Lucien Favre - com Mario Balotelli se destacando -, quando terminou na quarta colocação e depois na terceira.

A presença do Lyon nas semifinais da última Uefa Champions League chamou a atenção de muitos para a Ligue 1, além do incrível domínio do PSG nos últimos anos. Provou que a "liga de um time só" tem boas equipes. O Nice é uma delas.

Fonte: Gustavo Hofman

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Um passeio pelo continente com a primeira fase qualificatória da Europa League

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Pênaltis emocionantes na classificação do Shamrock Robers
Pênaltis emocionantes na classificação do Shamrock Robers Shamrock Rovers

Não há competição no mundo mais democrática e diversa do que a Europa League em suas fases qualificatórias. Nesta quinta-feira, 45 jogos foram realizados e dois adiados, por casos de coronavírus.

Nomme Kalju, da Estônia, e Mura, da Eslovênia, não entraram em campo porque um jogador de cada time testou positivo para Covid-19 e as duas equipes foram colocadas em quarentena. É um caso inédito para a Uefa, já que nas outras ocasiões apenas atletas de um dos lados se contaminaram, o que facilitou para a entidade a decisão de classificar o adversário pela falta de datas disponíveis.

Porém, a segunda fase qualificatória acontecerá apenas na segunda quinzena de setembro. Assim, há espaço nas próximas semanas para a realização desse jogo e também de Maccabi Haifa x Zeljenizcar. Cinco jogadores do time bósnio testaram positivo, o que adiou o confronto.

Houve anteriormente a fase preliminar, definida pelo coeficiente dos países na Uefa, com os representantes de San Marino, Kosovo, Andorra, Montenegro, Gibraltar, Irlanda do Norte, Ilhas Faroe e País de Gales. Por causa da pandemia de coronavírus e o consequente calendário reduzido, toda fase preliminar será decidida em eliminatórias simples, sem a volta e com sorteio para o mando de campo.

Entre as 45 partidas que aconteceram, seis foram decididas apenas na prorrogação e outras cinco precisaram dos pênaltis. A mais emocionante de todas foi a classificação do Shamrock Rovers, da Irlanda, sobre o Ilves, da Finlândia. Após o empate em 2 a 2 no tempo normal, nenhum time marcou nos tempos extras e a decisão foi para as penalidades máximas.

O Shamrock perdeu a primeira cobrança com Jack Byrne e o brasileiro Jair desperdiçou a segunda para o Ilves. A partir daí, 21 cobranças certas e apenas mais uma errada, dos finlandeses com Raittinen. Classificação irlandesa garantida com vitória por 12 a 11.

Um campeão europeu entrou na competição nesta fase. O Steaua Bucareste venceu sem problemas o Shirak por 3 a 0, no confronto Romênia x Armênia. O que não é fácil explicar é a situação do clube vencedor da Champions em 1986.

Há um enorme imbróglio na justiça romena. Dois clubes brigam pelo passado glorioso do Steaua. O representante continental, que se chama oficialmente FCSB, e o Steaua Bucareste, clube do exército romeno, que recuperou seu nome nos últimos anos, mas não os títulos, que permanecem com o "irmão" rico.

Já o Honvéd, que não possui qualquer problema com seu nome e seu passado de glórias, foi um dos times que precisaram da prorrogação para avançar. O histórico clube húngaro de Ferenc Puskás, base da mágica seleção dos anos 1950, fez 1 a 0 no Inter Turku, da Finlânida, aos 45 minutos do segundo tempo, com Traoré, mas levou o empate no minuto seguinte. No derradeiro instante do primeiro tempo extra, Hämäläinen garantiu a classificação.

Aliás, há um Puskás Akademia na Hungria e que estava na Liga Europa, já que levou 3 a 0 do Hammarby, da Suécia.

Entre clubes de ligas mais fortes, como a sueca, o Malmö, vice-campeão europeu em 1979, fez 2 a 0 no Cracóvia, o Aberdeen, da Escócia, goleou o NSÍ Runavík, das Ilhas Faroe, por 6 a 0, e o Bodo/Glimt, que lidera o Campeonato Norueguês em 2020, passou pelo Kauno Zalgiris, da Lituânia, por 6 a 1. Já o Partizan Belgrado sofreu mais do que imaginava, mas venceu o modetso RFS, da Letônia, por 1 a 0.

Alguns brasileiros brilharam. O goleiro Busatto, ex-Grêmio, defendeu um pênalti na vitória do CSKA Sofia, da Bulgária, por 2 a 1 diante do Sirens, de Malta, cujo gol foi anotado por Maxuell, ex-Sampaio Corrêa e Treze. Em Vaduz x Hibernian, Liechtenstein x Malta, o veterano zagueiro Leandro Almeida, ex-Coritiba, Palmeiras e Internacional, aos 33 anos estreou pela equipe maltesa com vitória por 2 a 0. Na classificação citada do Hammarby, Paulinho Guerreiro, ex-XV de Piracicaba e vários outros times, anotou um dos gols.

A grande estrela brasileira da noite, porém, foi Vágner Love. O atacante, recém contratado pelo Kairat, do Cazaquistão, brilhou com dois gols na goleada por 4 a 1 sobre o Noah, da Armênia. Foram os primeiros anotados pelo ex-atacante do Corinthians, em seu terceiro jogo pelo novo clube, primeiro como titular.

Dos Balcãs aos países nórdicos, do leste à Europa Central, das ilhas aos Montes urais, com as mais variadas línguas e culturas, as fases qualificatórias da Europa League são um convite para mergulhar na história e na diversidade do continente.

Kairat-CAZ 4x1 Noah-ARM
Ordabasy-CAZ 1x2 Botosani-ROM
Ventspils-LET 2x1 Dinamo-Auto-MOL
Borac-BOS 1x0 Sutjeska-MON
Teuta-ALB 2x0 Beitar Jerusalém-ISR
Dinamo Minsk-BEL 0x2 Piast-POL
Lincoln Red Imps-IRN 2x0 Union Titus Petange-LUX
Sumqayit-AZE 0x2 Shkëndija-MAC
Alashkert-ARM 0x1 Renova-MAC
Apollon-CPR 5x1 Saburtalo-GEO
Bodo/Glimt-NOR 6x1 Kauno Zalgiris-LIT
Neftçi-AZE 2x1 Shkupi-MAC
Fehérvár-HUN 1x1 Bohemians-IRL (4x2)
Olimpia Ljubliana-ESL 2x1 Vikingur Rejkjavik-ISL (prorrogação)
Gjilani-KOS 0x2 APOEL-CPR (prorrogação)
Locomotive Tbilisi-GEO 2x1 Universitatea Craiova-ROM
CSKA Sofia-BUL 2x1 Sirens-MAL
Kesla-AZE 0x0 Laç-ALB (4x5)
VAduz-LIE 0x2 Hibernians-MAL
AGF-DIN 5x2 Honka-FIN
Malmö-SUE 2x0 Cracovia-POL
Hammarby-SUE 3x0 Puskás Akadémia-HUN
Rosenborg-NOR 4x2 Breidablik-ISL
Zalgiris-LIT 2x0 Paide-EST
FH-ISL 0x2 Dunajská Streda-ESQ
TNS-GAL 3x1 Zilina-ESQ
Shakhtyor-BEL 0x0 Stinful Gheorghe-MOL (1x4)
Hapoel Beer Sheva-ISR 3x0 Dinamo Batumi-GEO
Iskra-MON 0x1 Lokomotiv Plovdiv-BUL
Petrocub-MOL 0x2 Backa Topola-SER
Kukës-ALB 2x1 Slavia Sofia-BUL
Valletta-MAL 0x1 Bala-GAL
Zrinjski-BOS 3x0 Differdange-LUX
B36-FAR 4x3 Levadia-EST (prorrogação)
Servette-SUI 3x0 Ruzomberok-ESQ
FCSB-ROM 3x0 Shirak-ARM
Motherwell-ESC 5x1 Glentoran-IRN
Aberdeen-ESC 6x0 NSI-FAR
Maribor-ESL 1x1 Coleraine-IRN (4x5)
Lech Poznan-POL 3x0 Valmiera-LET
Partizan Belgrado-SER 1x0 RFS-LET
Shamrock Rovers-IRL 2x2 Ilves-FIN (12x11)
Honvéd-HUN 2x1 Inter Turku-FIN
Nomme Kalju-EST x Mura-ESL (adiado)
Maccabi Haifa-ISR x Zeljenizcar-BOS

Fonte: Gustavo Hofman

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Ex-jogador da Chapecoense investe em marca própria de roupas

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Oikos foi a marca criada pelo volante Khevin
Oikos foi a marca criada pelo volante Khevin Divulgação

O meio-campista Khevin, que recentemente rescindiu contrato com o Estoril, segue em busca de um novo clube para dar sequência à carreira. Enquanto isso, investe também na vida de empreendedor.

Aos 23 anos, o jogador, formado na base do Grêmio e que se profissionalizou pela Chapecoense, criou uma marca de roupas própria. "Neste ano, eu e minha esposa criamos a Oikos, quando estávamos em Portugal. Sempre gostei de moda, um estilo diferente, e como minha esposa é formada em administração, eu dou um palpite ou outro, já que a vida de jogador é bem corrida", explica.

Khevin enfrentou dificuldades em Portugal pelas mudanças que aconteceram no Estoril, por isso optou pela recisão amigável. "Um dos motivos foi que cheguei no meio do ano passado e me passaram um projeto, assinei por três anos. Chegando a pandemida, um pouquinho antes, o clube começou a passar por algumas mudanças. O projeto pra mim mudou um pouco, a direção também, e com a pandemia o clube encarou uma nova realidade financeira". O Estoril está na segunda divisão portuguesa.

Khevin rescindiu o contrato com o Estoril
Khevin rescindiu o contrato com o Estoril Divulgação

Pouco antes de tudo isso, o jogador, vice-campeão paranaense pelo Toledo em 2019, enfrentou uma difícil situação familiar com um problema de saúde do pai. Superado com a ajuda de Khevin, que esteve ao lado dele. Aliás, ele costuma também ajudar projetos sociais em sua cidade, Florianópolis. "Acredito que a gente nunca pode esquecer nossas origens. Hoje, graças a Deus, me encontro em realidade diferente daquela de criança, mas ainda tenho muitos amigos na comunidade e sei o quanto todos precisam de ajuda e apoio, principalmente nessa época de pandemia".

Khevin segue com os treinamentos, por conta própria, em Floripa e já recebeu propostas para retornar à Europa.

Fonte: Gustavo Hofman

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Eliminação do Celtic marca a segunda fase preliminar da Champions

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Ferencváros mandou o Celtic para as preliminares da Europa League
Ferencváros mandou o Celtic para as preliminares da Europa League Ferencváros

Terminou a segunda fase preliminar da UEFA Champions League, com grandes jogos e algumas surpresas. Por conta da pandemia de coronavírus, o formato foi alterado: partidas de eliminatórias simples, até os playoffs, que serão jogados em ida e volta. Os 13 confrontos foram disputados nesta quarta-feira, e os mandantes definidos por sorteio.

Pela chave dos campeões nacionais, a maior surpresa foi a eliminação do Celtic. Jogando em casa, o campeão europeu de 1967 caiu diante do Ferencváros, clube mais popular da Hungria.

Dávid Sigér, logo aos sete minutos, abriu o placar para os visitantes. No segundo tempo, aos oito, Ryan Christie empatou, mas o norueguês Tokmac Chol Nguem, aos 30, colocou os húngaros à frente novamente e definiu o placar.

Já o Celje, primeiro colocado na Eslovênia de maneira inédita, não resistiu ao bem mais tradicional Molde, da Noruega, ex-clube de Ole Gunnar Solskjaer. Vitória norueguesa por 2 a 1, como visitantes.

O atual eneacampeão búlgaro, Ludogorets, perdeu em casa para o Midtjylland, da Dinamarca, por 1 a 0, gol marcado atacante brasileiro Júnior Brumado, ex-Bahia.

Quem teve mais dificuldades do que imaginava foi o Estrela Vermelha, campeão europeu em 1991. Na Albânia, ganhou por 1 a 0 do Tirana e confirmou a classificação.

Dentro do mundo mais alternativo, o Qarabag, do Azerbaijão, também avançou, depois de vencer o Sheriff Tiraspol, da Moldávia, por 2 a 1. Mesmo placar da classificação do Dinamo Brest, de Belarus, sobre o Sarajevo, campeão bósnio, que reclamou muito de um gol anulado por impedimento - não tem VAR nestas fases.

Na Lituânia, o Maccabi Tel Aviv confirmou o favoritismo e eliminou o Suduva ao fazer 3 a 0. Mesma situação do Young Boys, campeão suíço, que despachou o KI, das Ilhas Faroe, por 3 a 1.

Dois jogos foram definidos apenas na prorrogação, e um nos pênaltis. O Legia Varsóvia, atuando em casa, foi eliminado pelo Omonia Nicosia, do Chipre, por 2 a 0, com um dos gols marcado por Thiago Santos, ex-Coritiba, Cianorte, Campinense, entre outros. Os poloneses já haviam sofrido para despacharem, na fase anterior, o modesto Linfield, da Irlanda do Norte.

Na partida mais disputada de todas, as penalidades máximas foram necessárias para definir a classificação do Dinamo Zagreb sobre o Cluj. Os croatas abriram o placar aos sete minutos com Amer Gojak, mas ficaram com um jogador a menos em campo aos seis da segunda etapa, quando Kevin Théophile-Catherine foi expulso. Logo depois, Ciprian Ioan Deac desperdiçou um pênaltis para os romenos, mas aos 19 saiu o empate com Michael Pereira. 

O Zagreb voltou a ficar na frente no placar aos 33 com Lirim Kastrati, mas cedeu a igualdade aos 45, gol de Gabriel Debeljuh. Nos pênaltis, depois do 0 a 0 na prorrogação, vitória croata por 6 a 5. Após o jogo, Dan Petrescu, técnico do Cluj, desabafou: "Nunca venci uma disputa de pênaltis na vida. Nunca, jamais. Na próxima vez que for aos pênaltis, vou sair do estádio".

Pelo caminho das ligas, o AZ, vice-campeão com protestos na interrompida Eredivisie, sofreu para eliminar o Viktoria Plzen. Precisou de um gol aos 50 minutos do segundo tempo, marcado por Teun Koopmeiners, para também levar a decisão à prorrogação. Depois, Albert Gudmundsson foi o herói, ao anotar mais dois gols e garantir a vitória por por 3 a 1 sobre o segundo colocado da Tchéquia.

PAOK e Besiktas fizeram um jogo de muita rivalidade entre os países. Melhor para os gregos, que também venceram por 3 a 1. Por fim, o Rapid Viena eliminou o Lokomotiva, em Zagreb, ao fazer 1 a 0.

Os confrontos da terceira fase preliminar, que contarão também com Benfica, Dynamo Kiev e Gent, serão definidos por novo sorteio. Os eliminados desta quarta-feira, seguem sonhando com as competições continentais, mas agora nas preliminares da Europa League.

Fonte: Gustavo Hofman

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Onde vai jogar Lionel Messi?

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Messi corre durante jogo contra o Tottenham pela Champions League em 2018
Messi corre durante jogo contra o Tottenham pela Champions League em 2018 Getty Images

Lionel Messi fora do Barcelona.

As palavras, colocadas na mesma frase, ainda parecem não fazer sentido. A impressão de que o argentino seria um jogador barcelonista por toda vida estava equivocada. Messi quer deixar o Barcelona, por mais inacreditável que isso sempre tenha parecido.

Os motivos são evidentes e passam, essencialmente, pelos erros cometidos pela diretoria na formação dos últimos times. A falta de um projeto esportivo com início, meio e fim e o distanciamento da cultura de jogo culé. Esse processo gradual chegou ao término com o pedido do jogador argentino à diretoria para ir embora.

A forma como isso vai acontecer ainda deve gerar imbróglios, pela cláusula existente em seu contrato, que o permite sair sem cláusula de rescisão. Está expirada desde 10 de junho, mas a atípica temporada do futebol mundial, alterada pela pandemia de coronavírus, é a alegação jurídica sobre sua validade. Na prática, ao final do que seria a temporada 2019-20.

Independentemente disso, é improvável o Barcelona forçar a permanência de um insatisfeito Lionel Messi. Existe a ambição financeira do clube, em lucrar com sua saída, mas se trata também do maior e melhor jogador na história barcelonista. É necessário respeito pela história.

A partir daí, os cenários para a sequência da carreira de Messi começa a ser traçado. Qual camisa vestirá? Atualmente, três cenários possíveis surgem com maior força, mas outras opções, naturalmente, vão surgir nas próximas semanas.

O Manchester City aparece como principal candidato a receber o melhor jogador do mundo. Messi vai em busca de um novo projeto esportivo que lhe dê condições de brigar por todos os títulos, principalmente a Champions League. Os citizens entragarão isso ao argentino e precisam dele para subirem o nível.

Trata-se de projeto totalmente estabelecido e de força conhecida, além, é claro, de possuir Pep Guardiola. O treinador espanhol é outro trunfo fundamental nessa discussão para o City, no convencimento do jogador. Porque quem vai decidir onde Lionel Messi jogará é o próprio jogador e ninguém mais.

Já a Internazionale foi muito especulada nas últimas semanas. O investimento é enorme, mas é um projeto esportivo no início, em estágio bem diferente ao dos ingleses. A atual temporada confirma a recuperação esportiva em ascendência, com os vices da Serie A e da Liga Europa. A perspectiva para 2020-21 já era muito positiva.

Inclusive pela permanência de Antonio Conte, que brigou com a diretoria, mas fez as pazes. Ele seria um motivo de inclusão ou afastamento de Messi? O temperamento do técnico italiano é dificílimo, mas se a Inter mostrar ao argentino a capacidade de reforçar a equipe isso pode pesar mais. Sem falar que Messi, recentemente, comprou uma cobertura em Milão...

Um aspecto importante para qualquer clube que pense em contratá-lo, porém, é o Fair Play Financeiro. O City já se meteu em enorme confusão e o Paris Saint-Germain, outro interessado, já foi punido também.

O PSG pode se tornar um cenário viável também. Financeiramente tem condições; esportivamente mostrou, com o vice da Champions, que está no caminho certo. E ainda tem Neymar, que Messi tanto gostaruia de ter levado novamente ao Camp Nou. Pesa contra o nível inferior das competições disputadas na França.

Aos 33 anos, o jogador mais talentoso do mundo vem de uma temporada em que não conquistou qualquer título, mas ampliou suas marcas individuais. Foram 44 jogos, com 31 gols e 26 assistências. Números impressionantes.

A transformação pela qual passou Lionel Messi nos último anos é incrível e notória. A cabeça baixa não existe mais, anda erguida sempre. As contestações e posicionamentos são frequentes, diferentemente da postura tímida e discreta de outrora. Sua voz ecoa mais forte do que nunca.

O dia 25 de agosto encerra esse ciclo de transformação e abre espaço para um novo desafio.

Fonte: Gustavo Hofman

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Bayern e PSG fazem uma final de estrelas, mas acima de tudo da força coletiva

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Hansi Flick tem aproveitamento impressionante no Bayern
Hansi Flick tem aproveitamento impressionante no Bayern Bayern

Algumas estrelas do futebol internacional estarão em campo no Estádio da Luz, neste domingo, pela final da Champions League entre Bayern Munique e Paris Saint-Germain. Robert Lewandowski e seus números impressionantes podem confirmar a condição de melhor da temporada, enquanto no Brasil há enorme mobilização para Neymar ser eleito caso fique com a taça. Naturalmente, dominam os debates sobre a decisão, mas para eles brilharem, há dois sistemas de jogo muito bem definidos e orquestrados por seus treinadores. Ambos ofensivos e diferentes entre si.

Hans-Dieter Flick e Thomas Tuchel têm carreiras bem distintas, mas formação semelhante. Os dois se graduaram pela Fussball Lehrer, escola que forma os treinadores alemães. Julian Nagelsmann, eliminado na semifinal, já foi aluno de lá também, assim como Jürgen Klopp, do Liverpool. Apesar da menor idade, 46 anos, Tuchel tem mais experiência como treinador principal, enquanto Flick, 54, trilhou trajetória longa nos bastidores.

A exigência alemã na formação de técnicos é uma das mais rígidas que existem. Qualquer profissional que queira trabalhar em uma das três principais divisões do futebol na Alemanha, precisa passar pela Fussball Lehrer. São exames práticos e escritos durante dez mezes de curso, totalizando mais de 800 horas - bem mais do que as 240 horas exigidas pela Uefa.

Flick se juntou ao Bayern em 1o de julho do ano passado, como assistente técnico de Niko Kovac, contratado pelo clube e não por indicação do croata. Em 3 de novembro, quando o Kovac foi demitido, a efetivação interina aconteceu e logo em 22 de dezembro, após excelente início, a permanência até o final da temporada foi anunciada - e posteriormente, um novo contrato foi assinado até 2022. O que aconteceu no time, desde então, foi impressionante.

São 36 jogos do Bayern com Hansi Flick como técnico, com 33 vitórias, um empate e duas derrotas, além de 115 gols pró e 26 contra. Aproveitamento incrível de 91,7%. Hansi Flick transformou a equipe com mudanças simples, mas que a deixaram muito mais próxima do DNA do clube. Leon Goretzka e Thomas Müller ganharam protagonismo e se tornaram peças fundamentais no estilo de jogo agressivo e ofensivo. A linha de defesa foi estabelecida com Benjamin Pavard na direita e Alphonso Davies - lançado por Kovac - na esquerda, com a dupla de zagueiros Jérôme Boateng e David Alaba.

Ao lado de Goretzka, Joshua Kimmich provou, mais uma vez, durante toda temporada 2019-20, ser um dos melhores meio-campistas do futebol mundial. Serge Gnabry subiu o desempenho, tendo liberdade para sair da direita e se tornar segundo atacante em diversos momentos, mais próximo de Robert Lewandowski. Sobre o polonês, são 46 jogos, 55 gols e dez assistências - a melhor temporada na carreira do centroavante de 32 anos, completados na sexta-feira. O lado esquerdo do ataque mostra um pouco da profundidade do elenco, com Kingsley Coman, Ivan Perisic e Philippe Coutinho como opções. Tudo isso dentro da variação do 4-2-3-1 para o 4-3-3, esquemas mais utilizados por Hansi Flick.

A imposição ofensiva do Bayern é resultado direto da mentalidade imposta por Hansi Flick e pela enorme qualidade de seus jogadores, mas também pela pressão sobre o adversário sem a bola. As famosas "linhas altas" bávaras. O time permite em suas ações defensivas apenas 8,67 passes ao adversário para, rapidamente, recuperar a bola próximo do gol adversário.

Diante do Lyon, os pontos falhos da estratégia do time foram expostos. Os comandados de Rudi Garcia se prepararam para explorar as bolas longas nas costas dos defensores do Bayern, posicionados bem distantes de Manuel Neuer. Memphis Depay recebeu lançamento entre os zagueiros e perdeu o gol; Toko Ekambi teve a oportunidade no setor do lateral canadense e mandou a bola na trave; na sequência, Gnabry marcou um golaço com o pé esquerdo. Thomas Tuchel, com certeza, já fez seu dever de casa.

Tuchel fez do PSg um time, finalmente, competitivivo na Europa
Tuchel fez do PSg um time, finalmente, competitivivo na Europa PSG

Desde que chegou ao PSG em 14 de maio de 2018, após deixar o Borussia Dortmund em atrito com a diretoria, Tuchel também tem aproveitamento excelente (77,6%), assim como seu rival deste domingo. São 103 jogos à frente dos parisienses, com 80 vitórias, 11 empates e 12 derrotas, 285 gols pró e 86 contra. Na prática, conseguiu fazer de um combinado de estrelas um time forte coletivamente.

Desde 2011, quando o Paris Saint-Germain foi comprado pela Qatar Sports Investments, equipes milionárias foram montadas e títulos empilhados. O domínio em território francês se tornou consequência dos milhões de euros que jorravam do Catar, mas a participação internacional se mantinha bem distante das ambições de seus proprietários. Carlo Ancelotti, Laurent Blanc e Unai Emery tiveram estrelas internacionais em mãos, mas não conseguiram atingir o nível de competitividade que o PSG apresenta agora com Thomas Tuchel.

Taticamente, o treinador alemão acomodou Neymar e Kylyan Mbappé, principalmente ao ter Ángel di María pela esquerda. A variação de 4-4-2 e 4-3-3 permite que sua dupla de melhores jogadores tenha menor responsabilidade na recomposição defensiva, sem sobrecarregar os meio-campistas. O estabelecimento de Marquinhos como um desses jogadores no meio foi outro ponto determinante no equilíbrio tático. Também pela imposição sobre os adversários, os números do PSG na atual temporada o deixam muito parecido com o Bayern.

Bayern x PSG, temporada 2019-20

Média de gols: 3,12 x 3,08
Posse de bola: 64,3% x 61,7
Passes por jogo/aproveitamento: 649,2/87,7% x 641/89,4%
Finalizações por jogo: 17,8 x 15,8
Passes permitidos por ação defensiva: 8,67 x 8,26
Distância média das finalizações: 16,59m x 16,68m

Outro aspecto importante que precisa ser considerado é o físico. A temporada da Ligue 1 foi encerrada com 27 rodadas disputadas, mas como na França há uma competição a mais do que na Alemanha - no caso, a Copa da Liga - os dois times chegam com número muito próximo de partidas. São 49 do PSG e 51 do Bayern, mas com preparações bem diferentes nesses últimos meses. Enquanto o PSG deu férias aos atletas logo após o término precoce do Campeonato Francês, o Bayern deu o descanso após o encerramento normal da temporada alemã.

Se a partida dos bávaros diante do Lyon servirá de base para Tuchel traçar estratégias para a bola chegar rapidamente em Neymar e Mbappé, também serviu de aprendizado para Hansi Flick. Assim como o impactante 8 a 2 no Barcelona, pelas quartas de final, mostrou a enorme capacidade da equipe em pressionar e esmagar seu adversário, algo que não foi inédito para o treinador.

De 2006 a 2014, após encerrar a carreira como jogador-treinador do pequeno Victoria Bammental, passar cinco anos no comando do Hoffenheim ainda nas divisões menores do país e trabalhar no Red Bull Salzburg como coordenador esportivo, Hansi Flick chegou à DFB. Como jogador, teve uma decente carreira por Sandhausen, Bayern e Colônia, mas nada que o levasse a seleção principal - mas teve convocações na base. O convite de Joachim Löw transformou sua vida.

Como assistente técnico da Alemanha, fez parte de todo projeto de renovação do futebol no país e na seleção. Tornou-se o braço direito de Löw e figura influente na comissão técnica. Em 2014, na Copa disputada no Brasil, ele era figura frequente nas coletivas diárias da equipe alemã em território baiano - sempre simpático e atencioso nas respostas dos jornalistas. Após a conquista do Mundial, substituiu Oliver Bierhoff como diretor esportivo da DFB e ficou no cargo até janeiro de 2017.

Não tinha voltado a trabalhar até receber o convite do Bayern, na metade do ano passado. Em poucos meses, Hansi Flick colocou seu nome entre os principais técnicos de seu país e conquistou Bundesliga e Copa da Alemanha. Nesse mesmo período, Thomas Tuchel elevou o nível de jogo do PSG e também colecionou títulos, com Ligue 1, Copa da França e Copa da Liga francesa.

Os dois terão a oportunidade, agora, de conquistar a Tríplice Coroa - segunda na história do Bayern e inédita no PSG - e gravarem o nome entre os grandes da Champions League.

Fonte: Gustavo Hofman

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Bayern e PSG fazem uma final de estrelas, mas acima de tudo da força coletiva

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Momento, tradição e qualidade: todos os aspectos da imperdível final da Europa League entre Sevilla e Inter

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Romelu Lukaku marcou nos dez últimos jogos que disputou pela Liga Europa, recorde absoluto
Romelu Lukaku marcou nos dez últimos jogos que disputou pela Liga Europa, recorde absoluto Inter

Serão oito títulos de Europa League em campo no RheinEnergie Stadion, em Colônia, nesta sexta-feira. O Sevilla, maior campeão com cinco conquistas, diante da Inter, que busca sua quarta taça da competição. Confronto do quarto colocado do Campeonato Espanhol da temporada 2019-20, contra o vice-campeão italiano. 

Duelo também de retrospectos recentes incríveis. A equipe espanhola está invicta há 20 jogos, não perde desde 9 de fevereiro, quando foi batida fora de casa pelo Celta, em La Liga. Já a Inter, desde a retomada do futebol italiano, perdeu apenas um de 17 jogos e soma seis vitórias consecutivas em todas competições.

Elementos de sobras para aguardar uma grande final, ainda mais com os personagens envolvidos.

A dupla de ataque nerazurra, composta por Romelu Lukaku e Lautaro Martínez, terá pela frente Diego Carlos e Jules Koundé, uma das melhores parcerias de zagueiros da temporada europeia. O experiente Éver Banega, cérebro criativo do time sevillista, vai enfrentar um meio-campo extremamente forte - defensivamente e ofensivamente - com Roberto Gagliardini, Marcelo Brozovic e Nicolo Barella.

Diego Carlos afirma que Sevilla não vai entrar com medo da Internazionale na final da Liga Europa

Além, é claro, de grandes histórias que merecem ser contadas. Como do veterano Jesús Navas, integrante do time bicampeão da Copa da Uefa em 2006 e 2007, que está de volta a uma final com o Sevilla. Ninguém, na história do clube andaluz, tem mais jogos do que Navas com a camisa vermelha e branca sevillista (522).

No banco a partida vai reunir dois técnicos de estilos bem diferentes e que, também de maneiras distintas, precisam provar algo. Julen Lopetegui sempre foi considerado um grande treinador na Espanha, conduzindo a base do país a dois títulos europeus (sub-19 em 2012 e sub-21 em 2013). O trabalho no Porto, na sequência, ficou abaixo da expectativa, sem troféus conquistados, mas mesmo assim ele teve a chance de assumir a seleção principal da Espanha.

Lopetegui classificou o Sevilla para a sexta final de Liga Europa na história do clube: venceu as cinco que disputou
Lopetegui classificou o Sevilla para a sexta final de Liga Europa na história do clube: venceu as cinco que disputou Sevilla

Os acontecimentos pré-Copa do Mundo de 2018 o marcaram negativamente. Por péssima condução dele e do Real Madrid, clube que o contratara para trabalhar depois do Mundial, a Federação Espanhola opta por sua demissão a dia da estreia contra Portugal. Como comandante merengue, Lopetegui não completou sequer quatro meses.

Assim como o adversário, Antonio Conte assumiu o atual cargo no início desta temporada. Possui, indiscutivelmente, uma carreira vitoriosa, com três títulos italianos com a Juventus e uma Premier League e uma FA Cup com o Chelsea. Falhou, sempre, nas competições continentais, e agora tem a oportunidade de conquistar a Europa League para, na próxima temporada, sonhar mais alto.

Taticamente, Julen Lopetegui escalou o Sevilla no 4-3-3 nesta temporada em 50% de todo tempo de jogo que o time teve, com variação para o 4-2-3-1 (16%). Nada leva a crer que haverá alguma mudança drástica nesse sentido. Já Antonio Conte prioriza a linha de cinco defensores, alternando do 3-5-2 (54%) para o 3-4-1-2 (24%) e um estilo de jogo mais direto, até pelas características de seus atacantes, principalmente Lukaku - praticamente imparável no 1x1 em velocidade.

Para traduzir isso em números, o Sevilla teve média de 60,4% de posse de bola e 554 passes por jogo na temporada 2019-20, contando todos os torneios disputados. Na Inter, os mesmos índices são de 52,8% e 486. Contra Bayer Leverkusen nas quartas de final e Shakhtar Donestk nas semifinais, os italianos ficaram menos com a bola nos pés (38,5% e 41,3%, respectivamente), mas criaram bem mais chances de gol e foram bem superiores (17x8 em finalizações contra os alemães e 11x4 diante dos ucranianos).

Uma pena o atual momento da sociedade não permitir torcedores nas arquibancadas. Essa decisão da Liga Europa apresenta os mais variados ingredientes para esperarmos uma grande partida de futebol.

Fonte: Gustavo Hofman

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As similaridades de 2014 e 2020

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

O futebol é um dos esportes mais imprevisíveis que existem, no qual o time inferior consegue superar o superior mais vezes do que em outras modalidades. Na maioria dos jogos, porém, a melhor equipe vence. Isso aconteceu de maneira avassaladora nesta sexta-feira (14).

A goleada do Bayern de Munique sobre o Barcelona por 8 a 2, pelas quartas de final da Champions League, foi uma demonstração de superioridade entre gigantes do futebol mundial poucas vezes vista na história.

Antes da partida, as análises previam o favoritismo do Bayern, mas ressaltavam a qualidade individual do outro lado e, acima de tudo, Lionel Messi. Era evidente a superioridade bávara demonstrada nesta temporada, em comparação a tudo que apresentara o Barça até aqui.

Ninguém, no entanto, poderia imaginar uma goleada acachapante como este 8 a 2. Assim como ninguém acreditava em um 7 a 1 no dia 8 de julho de 2014.

Capa do As
Capa do As Reprodução

No Mineirão, naquela tarde de semifinal de Copa do Mundo, havia também, indiscutivelmente, um time muito melhor do que o outro. Provara isso em todos os jogos anteriores, mas havia também o respeito pela história e pelo talento individual do adversário.

Massacres assim são envoltos de muitos fatores, não apenas do jogo em si. Principalmente o lado anímico. A concentração dos alemães em 2014 e dos bávaros em 2020 foi altíssima, fundamental e necessária para esse nível de atuação coletiva.

O Bayern sabia que era o melhor time e tinha que provar isso em campo. São 28 jogos de invencibilidade agora, com 18 vitórias seguidas e os já conquistados títulos da Bundesliga e da Copa da Alemanha na temporada. Contra um adversário enorme, mas que em nenhum momento em 2019-2020 apresentou um futebol forte o suficiente para bater de frente com os comandados de Hansi Flick.

Isso tudo, apesar das temporadas dos dois clubes possuírem ao menos uma similaridade: a troca de técnicos. Para por aí. Com a saída de Niko Kovac e a efetivação de Hansi Flick, o Bayern se tornou o melhor time do mundo na atualidade. Definitivamente, o mesmo não aconteceu com a substituição de Ernesto Valverde por Quique Setién.

Manuel Neuer, Jérôme Boateng e Thomas Müller estiveram em campo no Mineirão, em 2014, e no Estádio da Luz, nesta quarta. Hansi Flick também estava lá, em Minas, era o assistente técnico de Joachim Löw. Guardarão, para sempre, esses dois filmes em suas memórias.

Bayern de Munique 'destrói' Barcelona com 8 gols e está na semifinal da Champions League; assista abaixo


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As similaridades de 2014 e 2020

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Do inferno ao céu em 149 segundos

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Marquinhos foi o autor do gol de empate do PSG contra a Atalanta
Marquinhos foi o autor do gol de empate do PSG contra a Atalanta Divulgação

A distância entre o inferno e o paraíso pode ser percorrida em apenas 149 segundos. Foi isso que nos mostrou, nesta quarta-feira, o Paris Saint-Germain.

O cenário de desastre já estava montado pela Atalanta. A eliminação precoce, ainda nas quartas de final da Champions League, contra um adversário estreante na competição, provocaria uma hecatombe.

Aos 45 minutos, o gol marcado por Marquinhos permitiu que o PSG alcançasse, ao menos, o purgatório. Jean-Eric Maxim Choupo-Moting, de longo nome e longa história, finalizou a Divina Comédia parisiense ao alcançar um lugar no céu. Com Neymar e Mbappé no lugar de Dante Alighieri.

Não foi a primeira, nem será a última vez que o futebol proporciona momentos de poesia como os que vimos no Estádio da Luz. Toda alegria pela classificação heróica do PSG; Toda dor de uma eliminação cruel para a Atalanta. O futebol é genial em todos os sentidos.

Na própria Champions League, a última vez acontecera em 2013. No jogo de ida, na Espanha, Málaga e Borussia Dortmund empataram em 0 a 0, e na volta o time espanhol vencia diante da Muralha Amarela até 46 minutos do segundo tempo, quando Marco Reus empatou. O 2 a 2 ainda precisava se tornar 3 a 2 para os alemães, e Felipe Santana foi o responsável aos 48 - gol ilegal, apesar da poesia do momento.

Teddy Sheringham e Ole Gunnar Solskjaer fizeram com que o dia 26 de maio de 1999 se tornasse marcante, de maneira inigualável, na história de Manchester United e Bayern Munique. A virada inglesa, com os dois gols nos acréscimos, fez daquela final de Champions um conto de euforia ou desespero, dependendo do lado da história. Os socos de desespero de Samuel Kuffour no gramado ainda ecoam pelo Camp Nou.

O Paris Saint-Germain está nas semifinais da principal competição de clubes do planeta pela segunda vez em sua história. Em 1995, duas lendas do futebol iugoslavo colocaram o Milan na decisão com duas vitórias sobre o PSG. Dejan Savicevic e Zvonimir Boban só não conseguiram superar na final uma jovem equipe do Ajax, liderada por Patrick Kluivert.

Era o PSG de Raí, Valdo, Ricardo Gomes, David Ginola, George Weah... Hoje é de Neymar, Thiago Silva, Marquinhos, Kylian Mbappé. O último ato do livro de 2019-20 do Paris Saint-Germain ainda não foi escrito e o lugar definitivo no céu precisa ser assegurado.

Fonte: Gustavo Hofman

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Eneacampeonato da Juventus ainda está distante das maiores sequências de títulos no mundo

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Cristiano Ronaldo foi o principal nome da Juventus nesta temporada
Cristiano Ronaldo foi o principal nome da Juventus nesta temporada Juventus

Alcançar nove títulos seguidos é um feito impressionante. Ainda mais quando conquistado em um dos melhores campeonatos do esporte mais popular do planeta. Neste domingo, a Juventus se tornou eneacampeã italiana ao vencer a Sampdoria por 2 a 0, pela 36a rodada da Serie A.

A temporada, aliás, marca o domínio de poucos times entre as cinco melhores ligas europeias. O Bayern Munique, na Bundesliga, foi octacampeão, enquanto o Paris Saint-Germain venceu a Ligue 1 pela sétima vez nos últimos oito anos - atual tricampeão. Ao menos, La Liga e Premier League têm alguma alternância, mesmo que entre dois ou três times.

Nenhum dos citados, porém, se aproxima das maiores sequências do futebol europeu.

O Lincoln, de Gibraltar, e o Skonto, da Letônia, já foram tetradecacampeões. Ou seja, venceram seus campeonatos nacionais 14 vezes consecutivas. O caso gibraltino aconteceu entre as temporadas 2002-03 e 2015-16, enquanto o letão se deu entre 1991 e 2004. Logo na sequência aparecem BATE Borisov, de Belarus, com 13 conquistas entre 2006 e 2018, e o Rosenborg, da Noruega, também tridecacampeão, mas de 1992 a 2004.

No mundo, o recorde absoluto pertence ao glorioso Tafea, de Vanuatu, na Oceania. O simpático clube do arquipélago no Oceano Pacífico foi 15 vezes campeão, consecutivamente, de 1994 a 2008-09.

Fora das cinco grandes ligas europeias, há outra sequência que merece destaque atualmente. O Campeonato Escocês foi encerrado precocemente, por conta da pandemia de coronavírus, e coroou o Celtic eneacampeão nacional, assim como a Juve. O feito iguala marca anterior do próprio clube e do rival Rangers.

Mais exemplos atuais são Ludogorets (9x), na Bulgária, Red Bull Salzburg (7x), na Áustria, e o Qarabag (7x), no Azerbaijão. No País de Gales, o Connah's Quay Nomads impediu o eneacampeonato do New Saints. Já no Chipre, o APOEL tenta o octacampeonato nesta temporada;em Andorra, a luta é do Santa Coloma pelo heptacampeonato.

Na América do Sul as maiores sequências nacionais são menores. No Brasil, por exemplo, apenas o Santos de Pelé conseguiu ser soberano no futebol brasileiro por um longo período, ganhando a Taça Brasil de 1961 a 65. Em muitos países, como a Argentina, há ainda formatos diferentes, com Apertura e Clausura, e mesmo assim ninguém chega perto dos recordistas europeus. Já no Uruguai, nunca Nacional ou Peñarol conquistaram algo superior a um pentacampeonato nacional, enquanto o Olimpia atingiu seis títulos seguidos no Paraguai entre 1978 e 83.

Nos casos de Juventus, Bayern e PSG, é difícil imaginar que parem na sequência atual.

Fonte: Gustavo Hofman

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Em meio a incertezas pelo coronavírus, a MLS está de volta

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

MLS is Back será um torneio completamente diferente da temporada prevista pela liga
MLS is Back será um torneio completamente diferente da temporada prevista pela liga MLS

Quando O Show de Truman foi lançado, em 1998, a ideia de viver em uma bolha parecia algo extremamente futurista. O filme, além de mostrar um lado que o mundo do cinema não conhecia de Jim Carrey, apresentou uma história distópica. Passadas pouco mais de duas décadas, a realidade atual lembra a distopia do filme.

A partir desta quarta-feira, a Major League Soccer (MLS) vai retomar seu campeonato em uma 'bolha' criada no Walt Disney World, em Orlando, no estado da Flórida. Sem público nas arquibancadas e com final previsto para 11 de agosto. Vinte e cinco dos 26 times estão concentrados e isolados nos hotéis do complexo da Disney para a disputa do MLS is Back Tournament. 

Eram 26 até à última segunda-feira. O FC Dallas teve dez jogadores que testaram positivo para COVID-19, com isso, o time foi excluído da competição. A pandemia de coronavírus é a responsável pela situação de excepcionalidade, que obrigou a liga a criar um novo formato para retomar a temporada 2020.

As conferências Leste e Oeste foram abandonadas e substituídas por seis grupos:

Grupo A: Orlando City, Inter Miami, New York City, Philadelphia Union, Chicago Fire e Nashville

Grupo B: Seattle Sounders, Vancouver Whitecaps, San Jose Earthquakes e FC Dallas (excluído)

Grupo C: Toronto FC, New England Revolution, Montreal Impact e DC United

Grupo D: Real Salt Lake, Sporting Kansas City, Colorado Rapids e Minnesota United

Grupo E: Atlanta United, FC Cincinnati, New Yord Red Bulls e Columbus Crew

Grupo F: Los Angeles FC, LA Galaxy, Houston Dynamo e Portland Timbers

Os três primeiros colocados da chave A avançam para os playoffs, assim como os dois primeiros das outras cinco, mais os três melhores terceiros colocados no geral. Depois, a competição segue o modelo da Copa do Mundo, com jogos únicos das oitavas de final até a decisão. Sem o Dallas, porém, ainda pode haver mudanças na tabela, inclusive porque há risco de mais uma exclusão.

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O Nashville, estreante na liga ao lado do Inter Miami (também conhecido como 'time do Beckham'), teve cinco jogadores que testaram positivo para COVID-19. Assim, sua partida inaugural contra o Chicago Fire foi adiada, sem data confirmada para realização. Outro jogo que precisou ser remarcado foi Toronto x DC United, por causa do atraso da chegada dos canadenses aos Estados Unidos. 

"A MLS e o Dallas estão dando todo suporte. Tivemos alguns casos antes de ir para a Flórida, mas achávamos que iríamos jogar. Provavelmente os jogadores se recuperariam rápido, alguns deles deram positivo bem no começo da volta aos treinos, então daria tempo. O problema foi quando chegou lá, sem dez jogadores fica difícil. É quase um time inteiro", afirma Bruno Paschoalini, supervisor do Toyota Soccer Complex, casa do FC Dallas. Ele foi designado pelo clube para auxiliar as famílias dos jogadores brasileiros do time, Bressan e Thiago Santos, enquanto estivessem na 'bolha' de Orlando.

"Em primeiro lugar está a saúde dos jogadores e de todo mundo do clube. Tenho certeza que daremos a volta por cima e logo o time estará de volta", completa Paschoalini, que teve contato direto com os atletas, fez vários testes e não deu positivo. O Dallas concordou integralmente com a decisão da MLS. "A saúde de todos envolvidos no nosso retorno sempre foi nossa prioridade máxima, e vamos continuar a tomar decisões consistentes nessa prioridade", garantiu Don Garber, comissário da liga.

Não há uma política de combate nacional ao coronavírus nos Estados Unidos. Cada estado age como seu governador determina, e muitos são negacionistas, como o presidente do país, Donald Trump. Até a última terça-feira, a Flórida, por exemplo, tinha cerca de 240 mil casos, além de 3.840 óbitos, enquanto Nova York conseguiu controlar a situação. Esse cenário preocupa demais a organização da liga.

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O atacante Carlos Vela, maior estrela da Major League Soccer na atualidade, anunciou que não vai retornar ao LAFC para concluir a temporada. Sua esposa tem uma gravidez de risco e o atacante mexicano, ex-Arsenal, preferiu permanecer em casa ao lado da família. Outro jogador importante que decidiu não jogar o MLS is Back Tournament foi o colombiano Fredy Montero, do Vancouver Whitecaps.

"Sinceramente, eu já estava na bolha desde que começou a pandemia. Não saía de casa, fazia tudo de dentro, até mesmo as compras, tudo online. Agora está sendo fácil pra mim, mas querendo ou não, os dias são iguais. Tudo aqui está muito controlado, com todos os cuidados, só saímos do hotel com o crachá para podermos circular, porque há muita segurança", explicou em entrevista ao blog Júnior Urso, ex-jogador de Corinthians, Atlético Mineiro e Coritiba, contratado pelo Orlando City nesta temporada. 

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Aliás, as duas rodadas iniciais da MLS aconteceram normalmente, antes da paralisação, mas não contarão para a classificação final.

"Hoje eu me sinto bem, bem tranquilo, e não só pelo fato de estar com muita vontade de jogar futebol. Claro que a nossa saúde, dos amigos, da família vem em primeiro lugar, mas hoje vejo que temos todo respaldo de fora. Estamos fazendo exames todos os dias, então não vai jogar se tiver qualquer tipo de sintoma. Estão nos deixando bem seguros", complementou o meio-campista.

Em campo, os favoritos são os mesmos do início, com a ressalva da ausência de Carlos Vela, MVP da última temporada, na qual o Seattle Sounders ficou com o título. O time do meia uruguaio Nicolás Lodeiro também está entre os melhores da competição, junto com o LA Galaxy, de Chicharito Hernández, o Toronto FC, do experiente Michael Bradley, o New York City FC, do veterano argentino Maxi Morález, e o forte Atlanta United, do artilheiro venezuelano Josef Martínez.

Porém, com a mudança no formato a competição se torna absolutamente imprevisível. Um dia ruim, uma expulsão no início do jogo... E a classificação para os playoffs fica comprometida, uma vez que a fase de grupos reservará três partidas no máximo para cada time.

Por isso as estratégias definidas pelos treinadores terão um peso enorme na disputa pelas vagas, e no banco estão algumas das principais atrações da MLS. Frank de Boer (Atlanta), Jaap Stam (Cincinnati), Diego Alonso (Inter Miami), Tab Ramos (Houston Dynamo), Guillermo Barros Schelotto (LA Galaxy), Thierry Henry (Montreal Impact), Bruce Arena (New England Revolution), Brian Schmetzer (Seattle Sounders) e Matías Almeyda (San Jose Earthquakes) são os principais nomes.

"Formato totalmente diferente de competição. Joguei algumas vezes a Copa do Brasil, mais ou menos nesse formato. A diferença é que a chance de classificação com o terceiro colocado é maior", disse Júnior Urso, que será comandado pelo colombiano Óscar Pareja, no Orlando City, e terá como companheiros mais três brasileiros: o zagueiro Antônio Carlos, ex-Palmeiras, o lateral-direito Ruan, ex-Ponte Preta, e o meia Robinho, ex-Santa Cruz. As partidas da fase de grupos contarão para a temporada regular da MLS, que deve voltar em setembro. O campeão do MLS is Back Tournament garante vaga na Concachampions.

Júnior Urso destaca protestos antirracistas: 'Se as pessoas querem que algo mude, todo mundo tem que se mover um pouco'; assista

Todos os jogos acontecerão no complexo esportivo existente dentro do Walt Disney Orlando, com dezenas de campos para treinamentos e alguns estádios para as partidas. Todos os times estão concentrados nos hotéis da Disney e existe controle absoluto sobre todos que entram e saem da bolha. Os testes patra COVID-19 são diários em todos os envolvidos.

A MLS está de volta, repleta de dúvidas e incertezas, como o personagem principal de O Show de Truman. A bola rola nesta quarta-feira (8), com Orlando City x Inter Miami ao vivo em ESPN e ESPN App, às 21h (de Brasília).

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Em meio a incertezas pelo coronavírus, a MLS está de volta

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Análise tática e de ideias da temporada 2019-20 da Bundesliga

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Hansi Flick e Robert Lewandowski se deram muito bem
Hansi Flick e Robert Lewandowski se deram muito bem Bayern

A temporada 2019-20 da Bundesliga ainda não terminou. Nos próximos dias, o Werder Bremen lutará com o Heidenheim para permanecer como o time há mais tempo na elite alemã. Mesmo assim, já é possível analisar as 34 rodadas da competição.

Impossível não ressaltar a excepcionalidade de tudo que aconteceu. Invariavelmente, de alguma forma todos os times foram afetados pela paralisação do campeonato, decorrente da pandemia de coronavírus - tecnicamente, taticamente, fisicamente ou animicamente.

De qualquer maneira, a temporada teve altos e baixos tradicionais para todos envolvidos também. O próprio Bayern, campeão com diversos recordes, não começou bem. Tanto é que Niko Kovac, em 3 de novembro, após a décima rodada, deixou o cargo à frente dos bávaros. Substituído por Hansi Flick, o croata foi o primeiro técnico a perder o emprego na temporada da Bundesliga. No total, entre demissões e acordos para saída, houve apenas oito trocas de treinadores, uma a mais que na temporada anterior.

O Hertha Berlim se destacou nesse quesito, ao começar com Ante Covic, substitui-lo por Jürgen Klinsmann e ver o ex-técnico da seleção alemã ir embora após pouco mais de dois meses no clube. Alexander Nouri assumiu interinamente e, no retorno da competição, Bruno Labbadia foi o responsável por afastar o clube do rebaixamento.

Já Achim Beierlorzer praticamente não ficou desempregado, apesar da demissão no Colônia em 9 de novembro. Afinal, nove dias depois foi contratado pelo Mainz e ainda conseguiu atingir o objetivo principal, que era a permanência na Bundesliga. A saída mais surpreendente foi do holandês Alfred Schreuder, no início de junho, por divergências com a diretoria sobre o futuro do time. 

Destacar Hansi Flick é absolutamente natural. Ele assumiu como interino e terminou a temporada com contrato até junho de 2023 de maneira muito merecida. Transformou o Bayern, que sob o comando de Kovac era um time comum, em uma equipe dominante e com o DNA do clube. Houve também vários outros ótimos trabalhos.

A começar por Marco Rose, que leva o Borussia Mönchengladbach novamente à Champions League, após três anos de ausência. Peter Bosz, apesar da queda de rendimento nas rodadas finais, faz do Bayer Leverkusen um dos times mais agradáveis de se ver jogar na Europa, com muita posse de bola (62,4%, inferior apenas ao Bayern) e pressão sobre o adversário - melhor índice de Passes por Ação Defensiva (número de passes do adversário por posse) na Bundesliga (7,59). Julian Nagelsmann segue em constante evolução no RB Leipzig.

Menção honrosa também ao austríaco Oliver Glasner, que estreou na Bundesliga com o Wolfsburg. Já a maior decepção foi, sem dúvida, David Wagner. Após ótimo primeiro turno, terminou como o pior time da competição graças a uma sequência de 16 rodadas sem saber o que é vitória. Lucien Favre terminou com apoio da diretoria e pouco bem quisto pela torcida do Dortmund.

Taticamente, os esquemas mais utilizados nesta temporada foram o 4-2-3-1 e o 4-4-2 - preferidos de seis times, cada. Naturalmente, os primeiros colocados não alteraram tantos suas táticas, na comparação com os times da parte de baixo da tabela, carentes de mudanças para fugir de fases ruins. Gladbach e Bayern, ambos no 4-2-3-1, foram as equipes que menos variaram, com 60,5% e 58,3% do tempo, respectivamente.

O Werder Bremen, que lutou do início ao fim contra o rebaixamento, manteve seu jovem treinador, Florian Kohfeldt (37 anos), que buscou diversas alternativas para melhorar o rendimento sofrível em campo. O esquema mais utilizado foi o 4-3-1-2 em 22% do tempo total das partidas. Índice superior apenas ao rebaixado Fortuna Düsseldorf (4-4-2, 21,6%), que trocou de treinador - Friedhelm Funkel por Uwe Rösler.

Curioso notar que o Paderborn, praticamente fadado à queda desde o início, manteve seu técnico e as ideias de maneira bem regular, com as tradicionais duas linhas de quatro e dois atacantes à frente em 41,1% dos minutos nos jogos.

Abaixo, seguem os índices dos três esquemas táticos mais utilizados por cada um dos 18 times da temporada 2019-20 da Bundesliga. A fonte de pesquisa é o Wyscout.

Augsburg

4-4-2 (47,8%)
4-2-3-1 (28,2%)
4-4-1-1 (10,8%)

Bayer Leverkusen

4-2-3-1 (44,5%)
3-4-2-1 (12,2%)
4-4-2 (11,5%)

Bayern Munique

4-2-3-1 (58,3%)
4-3-3 (24,5%)
4-1-4-1 (9,5%)

Borussia Dortmund

3-4-3 (45%)
4-2-3-1 (29,8%)
3-4-1-2 (6,3%)

Borussia Mönchengladbach

4-2-3-1 (60,5%)
4-3-1-2 (10,9%)
3-4-2-1 (8,5%)

Colônia

4-2-3-1 (39,6%)
4-4-2 (19,5%)
4-1-4-1 (16%)

Eintracht Frankfurt

3-4-1-2 (41,4%)
3-5-2 (23,1%)
4-2-3-1 (10,4%)

Fortuna Düsseldorf

4-4-2 (21,6%)
3-5-2 (21,2%)
5-3-2 (12,6%)

Freiburg

4-4-2 (37%)
3-4-3 (30,7%)
4-2-3-1 (10,5%)

Hertha Berlim

4-2-3-1 (30,9%)
3-5-2 (13,2%)
4-4-1-1 (12,8%)

Hoffenheim

3-5-2 (37,5%)
4-2-3-1 (23,1%)
4-1-4-1 (16,4%)

Mainz

4-2-3-1 (29,2%)
4-3-1-2 (21,8%)
4-4-2 (18,5%)

Paderborn

4-4-2 (41,1%)
4-4-1-1 (16,1%)
4-3-3 (15,9%)

RB Leipzig

4-4-2 (33,2%)
4-2-3-1 (17,1%)
3-4-1-2 (10,5%

Schalke

4-3-1-2 (29,7%)
4-4-2 (19,3%)
4-1-3-2 (16,8%)

Union Berlim

5-4-1 (30,8%)
3-4-1-2 (18,9%)
4-4-2 (15,4%)

Werder Bremen

4-3-1-2 (22%)
3-4-3 (16,3%)
3-5-2 (10,7)

Wolfsburg

4-4-2 (25%)
3-4-3 (23,3%)
3-4-2-1 (15,8%)

Fonte: Gustavo Hofman

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Análise tática e de ideias da temporada 2019-20 da Bundesliga

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E o Hamburgo decepcionou sua torcida mais uma vez...

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Goleada sofrida para o Sandhausen manterá o Hamburgo mais uma temporada na segunda divisão
Goleada sofrida para o Sandhausen manterá o Hamburgo mais uma temporada na segunda divisão Divulgação

Em 2018, o relógio que marcava o tempo de permanência do Hamburgo na primeira divisão parou. A 17ª colocação na Bundesliga rebaixou o tradicional clube do norte da Alemanha pela primeira vez. Desde então, poucas torcidas no mundo passaram por tantas decepções como a do Hamburgo.

Na temporada passada, o time ficou a um ponto da terceira posição, que o levaria aos playoffs para tentar o retorno à elite. Na última rodada, venceu o Duisburg por 3 a 0, mas mesmo assim ficou atrás do Union Berlim - que posteriormente, garantiu o acesso. Neste final de semana, o drama foi muito maior.

A equipe do experiente técnico Dieter Hecking já tinha tropeçado na rodada anterior. No final de semana passado, foi batida pelo Heidenheim por 2 a 1, fora de casa, e perdeu o terceiro lugar justamente para o adversário. Mesmo assim, ainda havia boas possibilidade de subida.

No Volksparkstadion, o Hamburgo recebeu o Sandhausen, time de meio da tabela e sem qualquer objetivo na rodada final. No mesmo horário neste domingo pela manhã, o Heindenheim entrou em campo para enfrentar o campeão da segunda divisão, Arminia Bielefeld, longe de seus domínios. Com oito minutos do segundo tempo, o Hamburgo perdia por 2 a 0 e o Heidenheim por 3 a 0.

Os torcedores do Hamburgo, todos em casa, voltaram a acreditar quando Aaron Hunt, cobrando pênalti - marcado com auxílio do VAR -, recolocou o time no jogo aos 17 e diminuiu a vantagem do Sandhausen. O que se viu, porém, nos minutos seguintes foi uma tragédia esportiva de proporções épicas na história do clube.

Bastava apenas mais um gol para o Hamburgo empatar em pontos com o Heidenheim e levar a vantagem no saldo de gols. Behrens aos 39 de pênalti, Engels aos 43 e Diekmeier aos 48, após lambança da defesa, decretaram a infame goleada do Sandhausen por 5 a 1. O Heidenheim agradeceu e agora já se prepara para um difícil confronto com o Werder Bremen, pelos playoffs.

Abaixo, um resumo da temporada nas duas primeiras divisões da Alemanha.

BUNDESLIGA

Campeão: Bayern Munique

Champions League: Bayern Munique, Borussia Dortmund, RB Leipzig e Borussia Mönchengladbach

Europa League: Bayer Leverkusen, Hoffenheim e Wolfsburg (segunda fase preliminar)

Rebaixamento: Fortuna Düsseldorf e Paderborn

Playoff de rebaixamento: Werder Bremen x Heindenheim

Artilheiro: Robert Lewandowski, 34 gols (Bayern)

Líder em assistências: Thomas Müller, 21 (Bayern)

2.BUNDESLIGA

Campeão: Arminia Bielefeld

Acesso: Arminia Bielefeld e Stuttgart

Rebaixamento: Wehen Wiesbaden e Dynamo Dresden

Playoff de rebaixamento: Nuremberg (terceira divisão ainda não terminou)

Artilheiro: Fabian Klos, 21 gols (Arminia Bielefeld)

Líder em assistências: Tim Leibold, 16 (Hamburgo)

Fonte: Gustavo Hofman

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Vagas na Champions e na Europa League e luta pelos playoffs de rebaixamento são as atrações da última rodada da Bundesliga

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Marco Rose pode levar novamente o Gladbach à Liga dos Campeões
Marco Rose pode levar novamente o Gladbach à Liga dos Campeões Divulgação

Com o Bayern Munique dominante e campeão pela oitava vez seguida, a última rodada da Bundesliga poderia ser monótona. Não será assim.

O derradeiro dia de jogos do Campeonato Alemão tem disputas por vagas na Champions League e na Europa League, além de briga pela chance de permanecer na primeira divisão.

Confira todas as partidas deste sábado, às 10h30, com as transmissões dos canais Disney, e na sequência as disputas abertas.

34ª RODADA

Borussia Dortmund x Hoffenheim (ESPN)
Bayer Leverkusen x Mainz (ESPN 2)
Borussia Mönchengladbach x Hertha Berlim (Fox Sports 2)
Wolfsburg x Bayern Munique (Fox Sports)
Augsburg x RB Leipzig (ESPN App)
Freiburg x Schalke (Fox Sports App)
Eintracht Frankfurt x Paderborn (Fox Sports App)
Werder Bremen x Colônia (Fox Sports App)
Union Berlim x Fortuna Düsseldorf (ESPN App)

CHAMPIONS

Bayern e Borussia Dortmund, com 79 e 69 pontos, respectivamente, já garantiram  as duas primeiras posições e as classificações para a próxima Liga dos Campeões.

O RB Leipzig, com 63 pontos e 43 gols de saldo, não está classificado matematicamente, mas virtualmente. Isso porque o quinto colocado, Bayer Leverkusen, está com três pontos a menos e saldo de apenas 16. Logo, para ficar fora da Champions o time da Red Bull precisaria perder uma vantagem de 27 gols no saldo, primeiro critério de desempate.

Assim temos, efetivamente, Borussia Mönchengladbach, com 62 pontos e 25 tentos positivos, e Leverkusen na disputa pela última vaga à principal competição continental de clubes do planeta - e consequentemente todas suas premiações financeiras.

Também pela vantagem no saldo, o Gladbach deve se garantir com um empate diante do Hertha Berlim, em casa. Marcus Thuram não joga, mas há expectativa que Alassane Pléa possa voltar. O time da capital, aliás, foi o responsável por derrubar o Leverkusen da quarta para a quinta posição na rodada passada. Os comandados de Peter Bosz, sem Aleksandr Dragovic, suspenso, recebem o Mainz e precisam vencer, além de torcer por um tropeço dos atletas de Marco Rose ou promoverem a maior goleada do clube na história da Bundesliga (9x1 no Ulm, em 2000, é o recorde).

Caso confirme a classificação, o Borussia Mönchengladbach retornará à Champions pela primeira vez desde 2016-17. O clube recorda muito bem o que aconteceu na última rodada da Bundesliga passada, quando perdeu o quarto lugar para o Leverkusen.

EUROPA LEAGUE

Quem ficar de fora entre os dois citados no parágrafo acima, cai para a Liga Europa. Quinto e sexto colocados vão diretamente para a fase de grupos, e como a final da Copa da Alemanha será entre Bayern e Bayer, o sétimo na tabela da Bundesliga se garante na segunda fase preliminar da Europa League. Wolfsburg e Hoffenheim, empatados com 49 pontos, lutam pela garantia direta.

Os Lobos, do ótimo técnico austríaco Oliver Glasner, têm vantagem no saldo de gols (+6 x -4), por isso estão na sexta posição e dependem apenas de si. O problema é que o Wolfsburg recebe, justamente, o melhor time do momento no mundo. Argumentos do tipo "ah, eles não vão ligar para o jogo", "não estão mais preocupados", "irão cumprir tabela" não cabem para esse Bayern de Hansi Flick.

O Hoffenheim, que demitiu o treinador Alfred Schreuder há pouco mais de duas semanas por divergências sobre o futuro do clube, viaja até Dortmund para enfrentar o vice-campeão. 

PLAYOFFS DE REBAIXAMENTO

Com o Paderborn já rebaixado, a briga entre Werder Bremen e Fortuna Düsseldorf é a mais angustiante desta última rodada. Nas duas últimas rodadas, o primeiro somou duas derrotas e o segundo dois pontos.

Campeão da segunda divisão na temporada 2017-18, o Düsseldorf depende apenas de si diante do Union Berlim. Com 30 pontos e -28 no saldo, está em situação favorável na disputa com o Bremen (28 pontos, -32). Se empatar, torce para que não haja goleada do Bremen sobre o Colônia, em casa. 

Tudo isso para evitar a queda direta e avançar para os playoffs contra o terceiro colocado da 2.Bundesliga. Por lá, o Arminia Bielefeld garantiu o título e o Stuttgart o vice, além dos respectivos acessos. Na rodada passada, o Hamburgo perdeu o terceiro lugar para o Heidenheim e, apesar do saldo de gols maior (+20 x +12), tem agora um ponto a menos (54 x 55).

O Hamburgo recebe o Sandhausen, enquanto o Heidenheim joga fora de casa contra o Bielefeld. Todos os jogos da segunda divisão alemã acontecem às 10h30 de domingo.

Fonte: Gustavo Hofman

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Vagas na Champions e na Europa League e luta pelos playoffs de rebaixamento são as atrações da última rodada da Bundesliga

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Argentinos lideram entre técnicos estrangeiros no mundo; Série B brasileira é a mais instável

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Jorge Sampaoli já treinou o Santos e atualmente comanda o Atlético Mineiro
Jorge Sampaoli já treinou o Santos e atualmente comanda o Atlético Mineiro Ivan Storti/Santos FC

Treinadores argentinos de futebol são maioria no mundo entre os profissionais estrangeiros. A conclusão foi obtida pelo CIES Football Observatory, após pesquisa realizada em 1875 clubes, de 128 ligas nacionais, espalhadas por 91 países, até 1o de junho de 2020.

Ao todo, 68 técnicos argentinos trabalham como expatriados - ou seja, em uma associação diferente daquela em que cresceram. Exemplos não faltam, desde Diego Simeone no Atlético de Madrid a Jorge Sampaoli no Atlético Mineiro, o sucesso desses profissionais no futebol tem sido notório. O princial destino é o Chile (11).

Espanha (41), Sérvia (34), Alemanha (27) e Itália (27) completam o Top 5. Espanhóis estão presentes em 21 países e sérvios em 24, maior marca entre todos pesquisados. Já os treinadores brasileiros aparecem na nona posição, com 16 atuando fora do Brasil no momento - a maior parte no Oriente Médio.

Aliás, as ligas asiáticas estão entre as que mais possuem técnicos de fora. Em primeiro ligar vem a Pro League, da Arábia Saudita, com 83,8% dos profissionais, seguida pela Arabian Gulf League, dos Emirados Árabes Unidos, com 92,8% e a Stars League, do Catar, com 91,7%.

Um levantamento mais reduzido (1646 times, de 110 ligas nacionais em 79 países) analisou detalhes sobre os treinadores.

O campeonato nacional mais estável para treinadores de futebol é a Premier League galesa. Os técnicos dos 12 times estão nos cargos há 943 dias, em média. São seguidos pelos companheiros da Allsvenskan, na Suécia, com 890 dias, e da Super League, na Suíça, com 701. A Premier League inglesa, apesar de recentes demissões rápidas, ainda se destaca entre as principais ligas com 537 dias.

Já na outra ponta, sem qualquer surpresa, aparece a segunda divisão brasileira. A Série B é a mais instável para os treinadores, que ficam em média apenas 122 dias no cargo. Depois vêm a segunda divisão turca (124) e a primeira letã (134). A média mundial, considerando as ligas analisadas, é de 301 dias.


         
     

Sampaoli promete: 'Atlético-MG será extremamente ofensivo, protagonista em qualquer campo e sem temores ou resguardos'

A idade média é de 48,8 anos, com variação de 41 na elite estoniana a 54,9 na segunda divisão turca - pouca paciência com eles, como visto acima. O Campeonato Brasileiro está entre os primeiros colocados nesse ranking, na 13a posição, com média de 52,01 anos. Entre as cinco grandes ligas europeias, a Premier League é a mais "velha" (51,17).

O mais jovem é Ole Martin Nesselquist, do Strommen, na segunda divisão norueguesa, que vai completar 27 anos em 24 de junho. Já o mais experiente é Handi Yilmaz, do Keçiörengücü, na segundona turca, com 74,47 anos, seguido de Jesualdo Ferrreira (74,07), do Santos.

Os estudos chegaram à conclusão que o treinador de futebol tem como perfil médio no mundo ser homem abaixo de 50 anos, estar no comando do time há menos de um ano, ser ex-jogador (64,3%) e ter crescido no país onde trabalha (mais de sete casos em cada dez analisados). Neste último item, porém, chama atenção o alto número de profissionais expatriados, maior que de jogadores (28,3% x 24,7%) nas ligas analisadas.

Todos os dados podem ser analisados neste link.

Fonte: Gustavo Hofman

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Ainda sem assinar contrato de extensão, Willian pode não jogar mais pelo Chelsea

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Willian celebra gol com a camisa do Chelsea
Willian celebra gol com a camisa do Chelsea Getty Images

O imbróglio entre Willian e Chelsea permanece. Até agora não houve acordo entre jogador e clube sobre a renovação de contrato do brasileiro, que se encerra no próximo dia 30. As conversas começaram há meses e o brasileiro gostaria de um novo acordo de três anos, mas os Blues ofereciam no máximo dois. Com isso, a situação ficou estagnada; agora surgiu outro problema.

Por conta da pandemia de coronavírus e a paralisação da Premier League, diversos atletas estão na mesma situação de Willian. Ou seja, ficarão sem contrato antes do término da competição. A Fifa autorizou os clubes a negociarem novos acordos curtos, até o final das competições. Willian, porém, ainda não chegou a esse acerto com o Chelsea.

O meia-atacante teme sofrer alguma lesão e ficar desamparado pelo clube, quer alguma garantia maior. Willian segue sem definir seu futuro, apesar da falta de perspectiva de permanecer nos Blues. Quatro grandes clubes, da Inglaterra e de fora do país, já manifestaram interesse a seus representantes, mas nada avançou. O Tottenham, ventilado como possível destino, não está entre eles.

Nesta sexta-feira vai acontecer uma reunião extremamente importante para a definição sobre a sequência da temporada. Willian vai conversar com o técnico Frank Lampard sobre os próximos jogos, inclusive Aston Villa x Chelsea, neste domingo. Apesar de estar sob contrato até o dia 30, o jogador pode ficar fora dos planos do treinador se não houver a possibilidade de contar com ele após essa data.

Os Blues ainda jogam nesse período contra o Manchester City, pela Premier League (25/jun), e Leicester, pelas quartas de final da FA Cup (28/jun). Depois, tem compromissos pelo Campeonato Inglês até 26 de julho e o jogo de volta contra o Bayern Munique, pela Champions League, marcado para 6 de agosto.

Willian, de 31 anos, está no Chelsea desde 2013, quando foi contratado por 30 milhões de libras ao Anzhi Makhachkala, da Rússia. Antes, atuou com sucesso pelo Shakhtar Donetsk, após se transferir do Corinthians.

Fonte: Gustavo Hofman

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