Técnico jovem, reforços veteranos e marcação alta: conheça o adversário do Vasco na Libertadores

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Histórico Vasco, campeão da Libertadores de 1998
Histórico Vasco, campeão da Libertadores de 1998 Divulgação

No mesmo ano em que o Vasco da Gama conquistou de maneira brilhante a Libertadores da América, um pequeno clube chamado Universidad de Concepción disputava sua primeira competição profissional no Chile. Quatro anos antes, em 1994, enquanto Romário, um dos maiores ídolos da história vascaína, dava o título da Copa ao Brasil, o agora adversário do cruz-maltino pela principal competição do continente era fundado.

Fatos e dados históricos para deixar evidente a diferença de tamanho entre os clubes. No entanto, por mais pesada que a camisa seja, toda tradição e glória vascaínas não vão garantir a classificação diante da equipe chilena pela segunda fase preliminar da Libertadores. Ainda mais com um dos piores momentos históricos do Vasco ainda em andamento.

Resta a Zé Ricardo, à comissão técnica e ao grupo de jogadores trabalharem muito forte e deixarem de lado toda essa desorganização. Contra um adversário que, se não tem a mesma envergadura, já mostrou recentemente qualidade para triunfar.

Desde novembro de 2016 o time é comandado por Francisco Bozán, de apenas 31 anos atualmente. O jovem profissional é formado pelo INAF - Instituto Nacional del Fútbol com a maior nota média da instituição em todos os tempos e começou a carreira aos 25 anos. Em 2014, no comando do Barnechea, se tornou o mais jovem treinador a comandar uma equipe na elite chilena. Não satisfeito, tem formação universitária em Psicologia e tirou a licença Pro da Uefa para treinadores. Antes, jogou futebol. Na base, atuou em equipes menores do Chile e também no Bournemouth, no período em que viveu na Inglaterra, até desistir da carreira de jogador.

"Há uma qualidade muito própria da juventude, que é quere engolir o mundo, e isso resulta em algo atrativo, mas também é necessário o equilíbrio que os maiores adquirem com a vivência. Sinto que as pessoas que saem hoje do INAF são técnicos muito bem preparados. Eu estudei e tive aulas ali e posso assegurar que se trabalha com eles de grandes maneiras e saem muito aptos para a alta competência. Se dão oportunidades a técnicos chilenos, vão encontrar profissionais muito preparados", afirmou Bozán, em recente entrevista ao Diário de Concepción.

Comanda um time que se classificou para esta fase prévia da Libertadores por ter sido primeiro quem melhor se colocou no Clausura de 2017 sem conquistar a vaga direta, o que o levou posteriormente aos playoffs com o Unión Española. Teve, contando Apertura, Clausura e Transición na temporada 2016-17 no Chile média de 49.1% de posse de bola em 13 vitórias, 16 empates e 16 derrotas, com 47 gols pró e 53 contra. Cometeu 797 faltas, sofreu 723; Seus jogadores foram amarelados em 123 ocasiões e expulsos em outras 12, além de terem se colocado em impedimento uma centena de vezes.

Mudou parte do elenco e se reforçou em busca da segunda classificação em sua história para a fase de grupos da Libertadores. Trouxe e apresentou nesta semana Juan Pablo Abarzúa (ex-Deportes Puerto Montt), Jean Paul Pineda (Santiago Wanderers), Santiago Silva-URU (América de Cali-COL), Hans Martínez (Audax Italiano), Luis Pedro Figueroa (Colo Colo) e Pedro Morales, além de ter confirmado o empréstimo do atacante Álvaro Salazar, oriundo do Colo Colo. Pineda e Figueroa já passaram pelo futebol brasileiro, Vitória 2017 e Palmeiras 2009-10, respectivamente, mas o mais conhecido é o veterano Morales, de 32 anos, de boa passagem pelo Vancouver Whitecaps na Major League Soccer.

Neste ano, a Universidad de Concepción fez parte de sua pré-temporada na Argentina. Inicialmente fez duas atividades de 30 minutos cada diante do Vélez Sarsfield: perdeu a primeira por 1 a 0 e venceu a segunda por 3 a 0, em 15 de janeiro. Três dias depois encarou um time alternativo do Boca Juniors e ganhou por 2 a 1. Por fim, contra o Temperley, mais dois jogos menores, no caso de 35 minutos cada, e empate em 0 a 0 e triunfo por 3 a 1. Todos os compromissos com portões fechados.

Nos dois jogos que analisei, contra o Unión Española pelos playoffs chilenos à Libertadores, vitórias por 1 a 0 (casa, com pouco mais de 3 mil torcedores nas arquibancadas apenas) e 2 a 1 (fora), a Universidad de Concepción atuou no 4-4-2 na fase defensiva, com a característica marcante de linhas altas. Na maior parte do tempo pressionou a saída de bola adversária em bloco, o que gerou exposição excessiva para a linha de defensores em muitos momentos. Tratou-se de uma equipe organizada e com conceito bem definido de marcação. Ponto falho: permitiu muitas finalizações de fora da área.

Já na fase ofensiva, o esquema variou de acordo com a movimentação do meia-atacante Hugo Droguett, de 35 anos. Na prática, ele foi um segundo atacante atuando ao lado do uruguaio Gonzalo Barreto (que deixou o clube, retornou ao Danubio e foi a principal perda desta temporada no elenco); Porém, com muita liberdade de movimentação. Os laterais sobem pouco e a amplitude depende dos ponteiros, que foram nos dois jogos Jean Meneses e Jonathan Benítez. Assim, é correto afirmar que o time varia entre o 4-2-3-1 e o 4-4-1-1 quando ataca, com pouca criação pelo centro.

Movimentação de Droguett como segundo atacante, na variação tática da Universidad de Concepción
Movimentação de Droguett como segundo atacante, na variação tática da Universidad de Concepción ESPN

Mapa de movimentação das ações com bola da Universidad de Concepción na temporada 2016-17 no Chile
Mapa de movimentação das ações com bola da Universidad de Concepción na temporada 2016-17 no Chile ESPN

Reforços entrarão nessa equipe, que parece estar mais forte do que foi em 2017. Diferentemente do Vasco da Gama, pelos mais variados motivos.


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As perguntas que ainda precisam ser respondidas na Seleção

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman, de Teresópolis (RJ)

A primeira semana de treinamentos da Seleção Brasileira começou com muitos testes físicos e exames médicos e terminou com um treino tático intenso. De segunda-feira a sábado, os jogadores comandados por Tite e por toda comissão técnica mesclaram atividades no campo e na academia da Granja Comary. O time agora segue para Londres, onde vai treinar no CT do Tottenham.

Muito provavelmente, a semana londrina trará respostas a algumas perguntas que ainda estão sem respostas na Seleção. Questionamentos sobre o time titular. Vamos a elas.

Quem será o lateral-direito?

Na coletiva de convocação dos 23 atletas escolhidos para a Copa, Tite disse que Danilo larga na frente nessa disputa. Além disso, com a lesão de Fágner, o jogador do Manchester City terá condições de ampliar a vantagem na briga para ser o titular pelo lado direito da defesa.

São jogadores com perfis e características diferentes. Danilo é mais físico e ataca menos, mas evoluiu bastante nos últimos anos de Inglaterra e Portugal. Fágner tem mais técnica, ataca melhor a linha de fundo e faz muito bem as jogadas de 1-2. 

Marquinhos ou Thiago Silva ao lado do Miranda?

Desde a vitória por 3 a 0 contra o Equador, em Quito, na estreia de Tite, Marquinhos foi o titular nas Eliminatórias. Nos últimos quatro amistosos, porém, Thiago começou jogando em três e seu companheiro de PSG no outro. Para a comissão técnica, a disputa por posição está aberta entre os dois.

Tite já elogiou muito o veterano zagueiro em algumas oportunidades, assim como valoriza a velocidade e o talento do ex-corintiano. Os treinamentos em Teresópolis, como já ressaltado, não mostraram muitas coisas sobre a formação titular, mas entre os poucos indícios apresentados estava a escalação de Marquinhos ao lado de Miranda em uma atividade tática de saída de bola na quinta-feira.

Tite comanda treino na Granja Comary
Tite comanda treino na Granja Comary Lucas Figueiredo/CBF

Philippe Coutinho por dentro ou por fora?

No dia da convocação, questionei Tite sobre a formação tática, tendo justamente Coutinho como peça de variação. O treinador reafirmou o conceito de 4-3-3 na fase ofensiva e 4-1-4-1 na fase defensiva. Garantiu que esse será o padrão tático da Seleção na Rússia.

Na lista dos chamados, se dividirmos os atletas por funções, há um atacante a mais do que deveria - ou não. Isso porque fica cada vez mais claro que a comissão técnica pensa no meia do Barcelona como um jogador por dentro, ao lado de Paulinho e à frente de Casemiro. Como aconteceu na vitória por 3 a 0 sobre a Rússia, em 23 de março.

Quatro dias depois, no entanto, foi Fernandinho o escolhido, com Coutinho sendo deslocado para a esquerda e Douglas Costa sacado da formação inicial. Só que Neymar não estava disponível nesses dois jogos.

Parece evidente as duas opções de meio disponíveis: mais ofensiva com Philippe Coutinho e mais equilibrada com Fernandinho. Só que Willian pode ser um fator a favor do jogador do Barcelona.

Neymar, totalmente recuperado, começará aberto pela esquerda e com total liberdade de movimentação. Nas Eliminatórias, Renato Augusto atuava no meio e fazia muito bem a cobertura pelo lado, quando o atacante do PSG não fazia a recomposição defensiva com a velocidade necessária - Gabriel Jesus também cansou de cobrir o companheiro. Só que Renato perdeu espaço na formação inicial.

Assim, se a ideia dos últimos 21 meses for mantida, Fernandinho começa jogando ou Renato Augusto volta ao time, com Willian retornando ao banco de reservas - o que é difícil de acreditar, por causa do excelente desempenho com a Seleção e a bela temporada com o Chelsea. Além disso, Coutinho iria para a direita novamente. Caso o teste feito contra a Rússia tenha agradado, teríamos um time com os melhores jogadores disponíveis entre os titulares.

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Muito além da bola e do campo

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman, de Teresópolis (RJ)

A pauta da imprensa que cobre a Seleção Brasileira foi dominada nesta quarta-feira com a notícia da lesão de Douglas Costa. Porém, a coletiva com o médico da equipe, Rodrigo Lasmar, o preparador físico, Fábio Mahseredjian, e o fisiologista, Luiz Antonio Crescente, foi muito além. Assuntos que não interessam tanto ao torcedor comum, mas que fascinam quem gosta de estudar e entender cada vez mais o futebol.

Por exemplo quando o tema é a intensidade dos jogos de futebol. Cada vez mais falamos e ouvimos que a partida está mais rápida e física. A comissão técnica da Seleção concorda e apresenta dados para provar isso.

Na Copa de 2010, os atletas percorriam em média por partida 10,5 km, número que subiu para apenas 10,7 quatro anos depois. No entanto, quando analisada a velocidade máxima atingida pelos jogadores a variação é bem maior: saltou de 25 km/h para 30 km/h, e a previsão é que cresça ainda mais na Rússia.

Fábio Mahseredjian defende que, cada vez mais, o jogador que não se preocupa com dados e informações sobre a parte física e médica está deixando de existir e sendo substituído pelo atleta de futebol. Nos grandes times, quando analisamos os melhores, sem dúvida alguma esse já é o perfil predominante. Trabalho apenas com bola faz parte do passado.

Os três presentes à coletiva também explicaram a utilização do GPS no dia a dia, a medição da distância percorrida pelos jogadores nos treinos e os batimentos cardíacos deles. Revelaram que na próxima Copa haverá um sistema de trackeamento oficial de todos os atletas nos jogos e posteriormente a Fifa enviará um relatório físico, tático e técnico das partidas. 

Por fim, algo que já é mais conhecido: o trabalho em parceria com os departamentos físicos dos clubes. Fábio tem os dados dos treinos de todos os convocados durante a última temporada. Soube, por exemplo, que o Manchester City diminuiu a carga de treinos no último mês, justamente por ter conquistado a Premier League com antecedência. Por isso a comissão técnica da Seleção colocou Gabriel Jesus e Danilo para treinar antes dos outros, junto com Neymar, que é quem há mais tempo não disputa uma partida oficial.

A ciência está cada vez mais ao lado do futebol, e isso ajuda demais na evolução do esporte.

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A posição mais carente da Seleção é a lateral-direita

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Éderson, Fágner (Danilo), Thiago Silva, Geromel e Filipe Luís (Alex Sandro); Fernandinho; Willian, Fred, Arthur (Giuliano, Diego, Talisca...) e Douglas Costa (Taison); Roberto Firmino.

Essa é uma opção bastante factível para ser o time reserva do Brasil na Copa. Talvez com o reforço do Renato Augusto e a titularidade de Willian, mas não vai mudar muito disso. Entre todas as posições, a mais carente é a lateral-direita.

Daniel Alves foi titular com Tite do início ao fim das eliminatórias e seguiu assim na reta final da preparação para o Mundial. Fágner largou na frente na luta para ser o reserva e depois vieram Rafinha e Danilo. A disputa por um lugar no grupo dos 23 convocados ficou entre os jogadores de Corinthians e Manchester City, e agora com a lesão de Daniel, os dois devem carimbar as vagas.


A diferença entre o veterano atleta do Paris Saint-Germain e seus concorrentes é muito grande, maior do que nas outras posições. Em termos de experiência, algo óbvio; Tecnicamente, nenhum tem a qualidade de Daniel Alves e nem as características dele, que é capaz de colocar a bola na área a partir da intermediária com a mesma qualidade de um passe de dois metros.

Fágner é um jogador muito bom nas tabelas e que faz bem as jogadas de linha de fundo. Já Danilo é mais forte fisicamente e defensivamente, mas foi reserva em toda temporada inglesa. Não descarto a possibilidade de Rafinha (também reserva no ano) aparecer na lista, apesar de improvável, por ser o atleta que, tecnicamente, mais chega perto de Daniel Alves.

Tite ganha um enorme problema, se confirmada a impossibilidade de seu lateral-direito titular não jogar a Copa. Ele era parte importante da engrenagem ofensiva do time, assim como Marcelo pela esquerda. A mudança piora a equipe e obriga a comissão técnica brasileira a trabalhar novamente alguns conceitos, apesar de não ficar em situação delicada para troca de sistema tático - colocar três zagueiros, por exemplo.

Rodrigo Lasmar, médico da Seleção, vai explicar o problema para o treinador, que decidirá sobre convocar Daniel Alves nesta segunda e esperar o período de três semanas para reavaliação ou já iniciar os treinamentos em Teresópolis sem seu melhor lateral-direito.

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Conto de uma noite de Draft nos Estados Unidos, por um torcedor dos Bills

Gustavo Hofman


Entre um brinquedo e outro, só pensava se a bateria do celular iria aguentar. O relógio marca 8pm e a carga 30%, vai começar o Draft.

Configurações, bateria, modo pouca energia. Pronto, agora aguenta.

“Vamos na Mansão Assombrada?”. Vai com a mamãe, Vitinho, espero aqui fora. Martina, assusta demais, vamos ficar aqui. Sem vacilar, do alto de seus quase três anos, me responde que tudo bem.

Baker Mayfield, Saquon Barkley, Sam Darnold. O Buffalo já não teria o QB que eu achava ideal (não foi a escolha dos Browns) e também não conseguiu a segunda dos Giants. Daqui a pouco a troca vem!

“Papai, quero fazer cocô”. Nossos olhares se cruzam de maneira dramática. “Agora, Martininha? O Cleveland vai fazer a quarta escolha e daqui a pouco os Bills conseguem algo”.

Minutos angustiantes avançam no tempo. Denzel Ward, Bradley Chubb, Quenton Nelson. Caramba, Josh Rosen e Josh Allen disponíveis ainda.

Já fomos no banheiro, não fiquem angustiados. Toda família segue agora em direção ao castelo da Cinderella. Olho no aplicativo da ESPN, sigo para o Twitter. Sim, temos uma troca.

Obrigado Tampa Bay, finalmente teremos nosso Franchise QB novamente, algo que não acontece desde o lendário Jim Kelly.

Josh... Allen.

Fogos de artifício explodem no céu da Flórida. Sinal dos deuses do futebol americano? Na verdade, apenas a festa diária do Mickey.



“Go Bills!”, ouço novamente.

Os torcedores do Billls estão, indiscutivelmente, entre os mais fanáticos da NFL. E formam uma torcida pequena. Torcedores de times pequenos gostam de mostrar a paixão por seus times em qualquer lugar do mundo e interagem entre si. Muito mais do que os grandes.

Fiquei abismado com a quantidade de camisas do Boston Celtics. Sem falar em New York Yankees, Dallas Cowboys, New England Patriots... Mas eles nem se notam, afinal, são muitos já. Torcedores dos Bills fora de Buffalo viram atração turística.

“Go Bills”, ouço de novo e respondo, como sempre, com a mesma frase. Quase sempre a interação vem seguida de conversa. “Are you from Buffalo?”; “Man, I’m from Brazil” e a explicação sobre o início da torcida pelos Bills - sem entrar nos detalhes das transmissões do Luciano do Valle.

Porque hoje é dia de Draft! #GoBills #NFLnaESPN
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Chegamos no ônibus e o motorista já avisa: torcedores dos Bills no fundo! Somos atração.

“Who did Buffalo draft?”, me pergunta um senhor bigodudo, com cara de sono, no hall de entrada do hotel. Ao ouvir Josh Allen, ele se mostra bastante sincero: “Really?!?!”.

As crianças ainda precisam comer. “Go Bills”, a caixa ao lado grita e mostra o crachá, apontando para sua cidade. Buffalo, lógico.

“Hey, listen to me”. Com o boné de Alabama na cabeça, um homem que aparentava 45 anos vem conversar seriamente comigo. “You have AJ McCarron”. Sim, eu sei, mas escolhemos Josh Allen. “Don’t worry, I’m from Alabama, AJ is very good”. Vamos ver.

Já é tarde, mas ainda vai dar tempo para assistir o restante da primeira rodada do Draft na ESPN. “Man, what did you do???”. A interpelação agora acontece por um torcedor do New York Giants.

Selecionamos o Josh Allen. “I know, but Josh Rosen was available. Why did you do that???”. Apenas sorrio.

Banho nas crianças, dentes escovados e todos dormindo. “Fez o check in do voo?”. Vou fazer, mas espera porque o Baltimore Ravens fez uma troca e pegou a última escolha da primeira rodada. Aposto que vai ser o Lamar Jackson, gosto mais dele do que do Josh Allen. Boa noite.

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Conto de uma noite de Draft nos Estados Unidos, por um torcedor dos Bills

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O efeito Zlatan

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman


Zlatan Ibrahimovic é muito mais do que apenas um excelente jogador de futebol. Seis minutos após estrear pelo Los Angeles Galaxy, acertou um chute que o colocou em destaque novamente no mundo inteiro. Para completar, nos acréscimos, marcou seu segundo gol e o quarto da equipe na incrível virada sobre o novo rival, Los Angeles FC, por 4 a 3. Roteiro perfeito para uma estrela como ele.

Quando a contratação foi anunciada, surgiu um debate extremamente válido sobre o momento da Major League Soccer. A liga, em um passado próximo, havia se tornado destino para veteranos europeus em final de carreira. O próprio Galaxy teve uma experiência ruim com Steven Gerrard, por exemplo, assim como outras boas com David Beckham e Robbie Keane. Nos últimos anos, porém, os clubes mudaram esse perfil da MLS com investimento em jovens e prospecção de talentos na América do Sul. As próprias regras de salary cap foram alteradas para facilitar essa política.

Para se ter uma ideia, os times norte-americanos pagaram para contratar 22 jogadores com no máximo 23 anos na última janela de transferências. O caso mais notório foi do argentino Ezequiel Barco, reforço de 19 anos do Atlanta United, que rendeu 15 milhões de dólares ao Independiente. Quando citamos atletas mais "velhos", não obrigatoriamente estão prestes a se aposentar, e ótimos exemplos são Sebastian Giovinco (Toronto) e Diego Valeri (Portland Timbers), ambos atualmente com 31 anos, mas contratados com 26 e 28, respectivamente.

Negócios que ajudam a entender o rejuvenescimento da MLS e a mudança de foco em reforços. Na prática, a liga deixou de ser um "cemitério de elefantes" para evoluir tecnicamente com atletas jovens e talentosos. Então, a chegada de Ibrahimovic significa um retrocesso? Não é bem assim.

Aos 36 anos, é fato que o sueco está na parte final da carreira. Isso não significa, necessariamente, declínio técnico. Antes de completar 30 anos, o atacante disputou 528 jogos e marcou 232 gols, somando clubes e seleção. Depois que completou três décadas de vida, seu rendimento melhorou: desde então são 318 partidas e 251 tentos anotados.

Como um bom vinho ou uma cerveja de guarda, Ibra se tornou melhor com o tempo. Em sua primeira temporada na Premier League marcou 17 gols e se tornou o jogador mais velho na história da competição a anotar pelo menos 15, marca obtida aos 35 anos e 125 dias em fevereiro de 2017. No total, foram 28 na temporada inglesa, o que lhe garantiu a décima consecutiva na carreira com pelo menos 20 gols. De qualquer modo, muito além dos números, o impacto de Zlatan foi enorme na única temporada cheia disputada pelo Manchester United, com as conquistas da Copa da Liga inglesa e da Europa League.

Veja momento que Ibrahimovic sente o joelho e é substituído contra o Anderlecht

A terrível lesão no joelho direito o deixou afastado dos gramados entre abril e novembro do ano passado. Desde que retornou, disputara apenas 191 minutos de futebol e marcara um solitário tento contra o Bristol, pela Copa da Liga inglesa. José Mourinho indicou, claramente, que o espaço do sueco no elenco tinha sido preenchido. Era hora de procurar novos ares.

Considerando as cinco grandes ligas europeias - Premier League, La Liga, Bundesliga, Serie A e Ligue 1 -, Ibra nas últimas seis temporadas fica atrás apenas de Lionel Messi, Cristiano Ronaldo, Edinson Cavani, Luis Suárez e Robert Lewandowski em gols com 172. O Campeonato Inglês é o principal torneio nacional de clubes do planeta. A Major League Soccer, com toda mudança de perfil descrita mais acima, busca se consolidar como uma liga intermediária, em busca do segundo escalão mundial. Se você é um atleta que, há pouco tempo, se destacava na Inglaterra, naturalmente terá bom rendimento nos Estados Unidos.

Zlatan Ibrahimovic não é um jogador decadente. Está, sem dúvida alguma, nos últimos anos da carreira, mas ainda é uma contratação válida para a MLS e de maneira alguma freará a mudança de perfil em curso na liga.

Com suas atuações ou marketing pessoal, deixa o campeonato em evidência e atrai novos torcedores - no mínimo curiosos. A personalidade do atacante, as frases de efeito e o talento em lidar com as câmeras fazem dele um ótimo personagem para a imprensa norte-americana. Tudo isso em um dos maiores mercados de mídia do mundo, extremamente acostumado a lidar com estrelas desse porte.

Como o próprio Ibrahimovic disse depois do jogo contra o Los Angeles FC, "queriam Zlatan, dei a eles Zlatan".

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Pés no chão! Sem supervalorização e sem desprezo, uma vitória importante da Seleção

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman, de Berlim

Seleção brasileira que enfrentou a Alemanha pela primeira vez depois do 7x1
Seleção brasileira que enfrentou a Alemanha pela primeira vez depois do 7x1 Lucas Figueiredo/CBF

No atual momento da nossa sociedade parece ser impossível achar o equilíbrio. Se você está de um lado, odeia o outro; Caso esteja na direita, jamais irá para a esquerda; Certo ou errado, preto ou branco, frio ou quente, alto ou baixo, gato ou cachorro, arroz e feijão ou feijão e arroz; Equilíbrio, por favor.

A vitória do Brasil contra a Alemanha por 1 a 0, no belíssimo Estádio Olímpico de Berlim, não pode ser supervalorizada a ponto de a Seleção achar que está pronta para conquistar a Copa do Mundo. Porém, não pode ser descartada, pelo fato de os alemães terem utilizado a partida como um grande teste, rodando bastante o elenco. Equilíbrio, por favor.

Durante todo jogo a seleção brasileira teve uma postura reativa. Os alemães propuseram o jogo, tiveram mais posse (58% x 42%) e atacaram mais do que defenderam. Nas palavras dos próprios jogadores brasileiros na zona mista, "soubemos sofrer".

No primeiro tempo a equipe de Tite executou com muita eficiência a proposta de jogo elaborada pelo treinador e pela comissão técnica. Foi melhor do que a adversária. Os jogadores de Joachim Löw rondavam a área de Alisson, mas pouco ameaçavam o gol, enquanto Philippe Coutinho, Willian, Paulinho e Gabriel Jesus puxavam contra-ataques perigosos. Além disso, defensivamente foi um time seguro, absolutamente forte nos desarmes (16 a 14, com aproveitamento de 59.3% contra 48.3%).

Coube ao atacante do Manchester City, após perder gol incrível, contar com a falha de Kevin Trapp e abrir o placar. Vantagem parcial merecida para a Seleção, que voltou bem para o segundo tempo. Perdeu chances que em uma Copa podem fazer muita falta, e depois foi dominada.

Mapa de calor da seleção brasileira na vitória sobre a Alemanha
Mapa de calor da seleção brasileira na vitória sobre a Alemanha TruMedia/ESPN

Mapa de calor da seleção alemã na derrota para o Brasil
Mapa de calor da seleção alemã na derrota para o Brasil TruMedia/ESPN

Sim, dominada é a palavra. Domínio de um jogo não significa, necessariamente, criar diversas chances de gol, algo que a Alemanha realmente não fez - no total, 13 finalizações e apenas um certa, contra 10 (3). Só que os alemães avançaram territorialmente, pressionaram os brasileiros e anularam os pontos fortes, até então, do Brasil, que trocou poucos passes no jogo, apenas 371 e 79.8% de acerto (alemães com 547, 85.6%). Foi um excelente teste para o sistema defensivo de Tite, mas a capacidade reativa ficou abaixo do esperado. Somente quando Douglas Costa entrou a Seleção voltou a agredir, ou ao menos ameaçar, o adversário.

Teste válido, importante, que mantém a confiança e mostra a evolução de um time totalmente desacreditado há menos de dois anos e que hoje está entre os favoritos ao título do Mundial, além de ter encarado o fantasma do 7x1. Demonstra, também, a necessidade de evolução, porque o nível da Copa será superior ao do amistoso desta terça-feira.

Adendo: dez dias de treinamentos e dois jogos que renderam, muito provavelmente a Tite, algumas certezas (incluindo informações de bastidores): Fred ganhou bastante moral na briga por uma vaga no meio-campo reserva; Douglas Costa é melhor do que Taison; Philippe Coutinho pode render bem por dentro; Willian não pode ir para o banco; Paulinho tem importância vital na variação ofensiva-defensiva do 4-3-3 para o 4-1-4-1.

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Um pequeno depoimento de como dois jogos de futebol podem render um mergulho na história

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman, de Berlim

A visão, ainda distante, do Estádio Olímpico de Berlim é impressionante. Os cinco aros olímpicos, pendurados entre duas torres enormes na entrada principal, geram admiração imediata. O passeio ao redor nos remete ao século passado, a tudo que ocorria no local.

Os passos persistem, com o olhar voltado para cima, para a imponência da construção de 1936 e toda estrutura moldada em pedra. As placas relembrando as Olimpíadas, a tocha olímpica, o palanque para Adolf Hitler. Copa, final de Champions, diversas decisões de Copa da Alemanha, grandes partidas pela Bundesliga, uma nova e bela história escrita nas últimas décadas, mas a origem ainda é mais forte que tudo.

Lá dentro, nas horas seguintes, as seleções de Alemanha e Brasil teriam a rotina tradicional de véspera de jogo. Sem grandes novidades, conforme previsto e antecipado nos dias anteriores, com o fantasma do 7x1, as prováveis escalações, comentários sobre as vagas restantes e todos outros aspectos que envolvem duas favoritas ao título mundial.

É inevitável, porém, não se deixar levar pela história ao redor. Na praça ao fundo da abertura do estádio, a Maifeld, cenas dos grandes comícios nazistas e a utilização dos Jogos Olímpicos como propaganda surgem naturalmente na memória. A cada símbolo, andando pelos corredores, tudo ali tem muito a contar.

Claro que para os torcedores do Hertha Berlim toda essa carga histórica e emocional já nem deve existir mais. Para um estrangeiro que chega ao local pela primeira vez, porém, a situação é bem diferente.

Assim como, há alguns dias, o encantamento pelo Estádio Olímpico de Moscou, o Luzhniki, dominava a mente. Levantado pelo governo soviético, passou por diversas reformas, recebeu eventos históricos, foi sede principal de um evento marcante na Guerra Fria envolvendo esporte e política, palco de tragédias e glórias no futebol, enfim, está presente na história de um modo ou de outro.

Tudo isso para ficarmos apenas nos estádios, porque se fôssemos falar do encantamento cultural e histórico que Berlim e Moscou geram nas pessoas, este modesto texto precisaria se tornar um livro.

Em tempos de radicalismo crescente e cegueiras sociais, um mergulho na história da humanidade se faz necessário. Sem ir muito longe, lembrando apenas do século passado. Pessoas que agridem as outras por pensarem diferente mereciam um tour especial.

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Brasileiros e alemães tentam diminuir impacto do 7x1 em amistoso desta terça

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman, de Berlim

Marcelo jogou o 7x1, enquanto Gabriel Jesus ainda pintava a bandeira do Brasil nas ruas
Marcelo jogou o 7x1, enquanto Gabriel Jesus ainda pintava a bandeira do Brasil nas ruas Lucas Figueiredo/CBF

A distância entre 8 de julho de 2014 e 27 de março de 2018 é de 1359 dias. Esse é o período que separa a maior humilhação em campo do futebol brasileiro do amistoso entre Alemanha e Brasil nesta terça-feira.

Nós não aprendemos com a goleada, ou melhor, a CBF não aprendeu. Após a saída de Luiz Felipe Scolari, a entidade escolheu Dunga para ser o comandante da retomada do escrete nacional. Essa decisão absolutamente equivocada fez com que o trabalho de reconstrução da equipe perdesse dois anos, até que, finalmente, em 2016, a Seleção passou para as mãos de pessoas competentes e atualizadas.

Tite e a comissão técnica deram ao Brasil um time. Mesmo sem Neymar, que não jogou o 7x1 e também não estará no Estádio Olímpico de Berlim, há um trabalho que precisa ter a qualidade reconhecida por todos. Longe de ser inquestionável, mas muito bom. Há padrão de jogo, ideias bem definidas, equilíbrio defensivo, qualidade ofensiva e a certeza de que o Brasil está novamente entre os favoritos ao título da Copa.

Diante dos alemães, uma figura marcante daquela tragédia de quatro anos atrás terá uma nova chance como titular: Fernandinho. O meio-campista do Manchester City evoluiu muito de lá para cá e faz uma temporada espetacular na Premier League, sendo um dos melhores na posição. Estará ao lado de Paulinho, que entrou no intervalo no Mineirão, e à frente de Casemiro no meio da Seleção, com Willian aberto na direita e Philippe Coutinho na esquerda, tendo Gabriel Jesus como atacante principal. Real Madrid, Barcelona, Chelsea e Manchester City do meio para frente.

A defesa terá quem não teve em 2014, Thiago Silva, com Miranda, que deveria estar naquele grupo e falou com a imprensa: "7x1 está na história". Daniel Alves era reserva de Maicon e voltou a ser titular, assim como Marcelo que, inacreditavelmente, perdeu a posição com Dunga. Alisson vive um momento de Júlio César no auge.

Tudo isso contra uma equipe alemã que não tem a dimensão exata do que foi o 7x1 na vida dos brasileiros. Ou ao menos não quer expor isso.

Plattenhardt não era cotado para a seleção alemã em 2014, Sané acabara de sair da adolescência e Gündogan estava machucado
Plattenhardt não era cotado para a seleção alemã em 2014, Sané acabara de sair da adolescência e Gündogan estava machucado Gustavo Hofman/ESPN

Nesta segunda-feira, Ilkay Gündogan, quando questionado em coletiva de imprensa sobre o peso daquele jogo em questões extra-campo - como por exemplo, a utilização popular do 7 a 1 como símbolo de algo ruim na política brasileira -, afirmou entender a importância para os brasileiros, que são muito emocionais segundo ele, mas disse também que o esporte sempre oferece novas chances. Conversando com jornalistas alemães e lembrando de entrevistas de outros jogadores, fica evidente essa conclusão, que não é absurda, de que foi "apenas" um jogo anormal, partindo da ótica germânica. O foco sempre está adiante.

Phillip Lahm não está na lateral ou no meio, assim como Miroslav Klose não marca mais gols e Bastian Schweinsteiger deixou de desfilar seu talento nos gramados da Mannschaft. É um time diferente, mais jovem e com peças novas, como Joshua Kimmich, Timo Werner e Julian Draxler - que esteve no grupo de 2014.

Com dez anos a mais de trabalho no comando de sua seleção do que Tite, Joachim Löw permitiu que Mesut ÖZil e Thomas Müller fossem dispensados após o empate com a Espanha. Sami Khedira, que se machucou contra os espanhóis, é dúvida para terça-feira. Na lateral-esquerda, a novidade será Marvin Plattenhardt na vaga de Jonas Hector. Time misto, então? Pela quantidade de desfalques, seria forçar a barra, mas é fato que não será a formação principal. Leroy Sané entra no time, assim como Gündogan, e isso garante a manutenção da qualidade no 11 inicial.

As decisões da comissão técnica alemã passam a impressão de, intencionalmente, diminuirem o peso do confronto. Do lado brasileiro, sem Neymar, sempre haverá a ressalva necessária da ausência do melhor jogador do time. E, claro, é apenas um amistoso, e não a semifinal de Copa do Mundo. Mesmo assim, o 7x1 estará presente no Estádio Olímpico de Berlim. É inevitável.

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Brasileiros e alemães tentam diminuir impacto do 7x1 em amistoso desta terça

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O que se tira de uma vitória convincente e esperada da Seleção

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman, de Moscou

Brasil comemora um dos gols da vitória sobre a Rússia
Brasil comemora um dos gols da vitória sobre a Rússia ALEXANDER NEMENOV/AFP/Getty Images

Um dos grandes perigos de ser inferior tecnicamente e fazer um bom jogo é aumentar demais a confiança. Quando se tem noção do próprio nível, abaixo do adversário, a guarda permanece alta até o fim; a concentração é mantida a todo custo. No entanto, o cérebro humano é bem difícil de ser controlado totalmente, e em alguns momentos gosta de pregar peças.

Depois de um primeiro tempo muito bom defensivamente, onde conseguiu manter a organização tática e impôs dificuldades ao Brasil com a linha de cinco defensores, a Rússia achou que podia mais. Depois do intervalo o time russo voltou com uma postura mais agressiva ofensivamente, tentando inclusive ficar mais com a bola nos pés. Ofereceu dois contra-ataques e logo na sequência, em uma jogada ensaiada dos brasileiros, sofreu o primeiro gol.

Dar espaço para uma equipe que tem Willian, Philippe Coutinho e Douglas Costa é loucura. Se o Brasil não tivesse tirado o pé após o terceiro gol, poderia ter construído uma goleada com facilidade. Teve totalmente o domínio do jogo, sabendo alternar entre a paciência na primeira etapa e a aceleração na segunda. Atuação convincente, diante de um rival fraco para a Copa.

Alguns pontos específicos do jogo: desequilíbrio tático no primeiro tempo, com o lado esquerdo (Coutinho, Marcelo-Douglas) forte e sendo muito acionado e o direito (Daniel-Willian) enfraquecido e sem o apoio necessário de Paulinho, que centralizava demais. Depois do intervalo, os meio-campistas se movimentaram melhor entre as linhas do adversário e exploraram muito bem o setor. Coutinho, Willian e Paulinho foram os melhores em campo.

Taticamente, viu-se que é possível ter os dois meias do Barcelona por dentro e com a manutenção do 4-1-4-1, com a variação para o 4-3-3 na fase ofensiva. Até pelo momento excepcional de Willian, que não pode ficar de fora de maneira alguma.

No início da era Tite, o treinador surpreendeu com a escalação de Gabriel Jesus como titular. O atacante do Palmeiras, na época, provou em campo ser a melhor opção como atacante central. Transferiu-se para o Manchester City, mas as lesões o atrapalharam demais na Inglaterra, apesar de números e marcas já impressionantes obtidas. Está sem o ritmo e/ou a força necessárias para render o que se espera dele, e tem Roberto Firmino no banco em uma temporada espetacular.

Ainda sobre disputas, mas no caso de um lugar entre os 23, Dougla Costa mostrou que vai dar muita dor de cabeça a Tite. Do meio para frente são três vagas indefinidas, que devem ser dois meio-campistas e um atacante. O jogador da Juventus é melhor do que Taison, projetando uma disputa direta.

Contra a Alemanha, que empatou com a Espanha em 1 a 1 nesta sexta, tudo é diferente. Qualidade do adversário, pressão psicológica, enfrentamentos entre os atletas, tática, posse de bola... Um teste excelente para a Seleção medir novamente seu tamanho. Tudo isso sem Neymar, o melhor jogador brasileiro da atualidade.

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Táticas, funções, escalações: como jogarão Brasil e Rússia

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman, de Moscou

Coutinho muda de função no esquema tático preparado para enfrentar os russos
Coutinho muda de função no esquema tático preparado para enfrentar os russos Lucas Figueiredo/CBF

Alisson, Daniel Alves, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Paulinho, Casemiro e Philippe Coutinho; Willian, Gabriel Jesus e Douglas Costa. Esta é a Seleção que entrará em campo no estádio Luzhniki, em Moscou, para enfrentar a Rússia no penúltimo amistoso antes da lista final de convocados para a Copa do Mundo.

Taticamente, Tite confirmou o time no 4-3-3 na fase ofensiva e 4-1-4-1 na defensiva. Esse "detalhe" é importante para entender a função de alguns atletas. Coutinho, por exemplo. Nessas formações, o jogador do Barcelona será um meia por dentro, tendo a responsabilidade de fechar a segunda linha quando o time perder a bola, ao invés de avançar e se posicionar ao lado de Gabriel Jesus, caso fosse a variação do 4-2-3-1 para o 4-4-2.

Casemiro, eleito por Gilberto Silva o melhor volante do mundo, segue com sua função de saída de bola com os zagueiros e cobertura. Paulinho, na teoria, deve segurar um pouco mais na marcação, mas não terá seus avanços à grande área restritos. Pelos lados mudanças importantes nas características dos jogadores. Com Willian e Douglas, a Seleção ganha dois atacantes rápidos e habilidosos para darem amplitude e atacarem as pontas.

É uma escalação ofensiva e que Tite queria testar de início há algum tempo. O adversário é ideal para issso.

A Rússia conquistou nos últimos amistosos resultados importantes, como a goleada sobre a Coreia do Sul por 4 a 2, o empate em 3 a 3 com a Espanha e a derrota apertada para a Argentina por 1 a 0. Porém, tecnicamente é muito inferior ao Brasil e vai para o jogo com diversos problemas.

Para formar a linha de cinco defensores, o técnico Stanislav Cherchesov não terá Viktor Vasin e Georgiy Dzhikiya, zagueiros titulares, machucados. Vão perder o Mundial, então ele já pensa e monta a equipe com novas alternativas. Uma seria sacar um zagueiro, mas a tendência é que ele continue com três. Além deles, Guilherme (goleiro reserva), Mário Fernandes, Ruslan Kambolov e Aleksandr Kokorin (também desfalque na Copa) são outros fora do amistoso.

Assim, uma provável seleção russa - nem mesmo os jornalistas em Moscou cravam uma escalação - deve ter Igor Akinfeev, Andrey Semenov, Roman Neustädter e Fyodor Kudryashov; Igor Smolnikov, Aleksandr Golovin, Denis Glushakov, Roman Zobnin e Konstantin Rausch; Aleksei Miranchuk e Fyodor Smolov. Variação tática do 3-5-2 para o 5-3-2, com linha defensiva baixa e transição defesa-ataque muito rápida. Destaque para Golovin, muito elogiado pelo assistente técnico Cléber Xavier na coletiva, pela qualidade no passe.

Tudo isso com previsão de 0oC, sensação térmica de -5oC e 69% de probabilidade de neve para o início da partida, marcada para 19h de Moscou (13h de Brasília). 

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A lição que vem de um dos maiores treinadores de basquete para a Seleção

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman, de Moscou

Mike Krzyzewski é um dos maiores treinadores da história do basquete
Mike Krzyzewski é um dos maiores treinadores da história do basquete Getty Images

Gosto de listar os maiores treinadores do esporte na atualidade, e sempre que faço isso chego a um nome como o principal: Mike Krzyzewski. Não pretendo criar ranking, elaborar uma tese científica, buscar aprovação ou mesmo justificar isso. É algo particular que costumo fazer nos meus devaneios esportivos, que agora compartilho com vocês.

Na terça à noite os jogadores da Seleção Brasileira de futebol conheceram o Coach K, como é chamado o treinador do time masculino de basquete da Universidade de Duke, nos Estados Unidos. Tite entregou para os atletas o livro "Liderar com o Coração", autoria de Krzyzewski. Na coletiva de imprensa desta quarta perguntei a Willian se ele leria e a resposta foi positiva. "Leio alguns livros, esse vai ser mais um que vou procurar ler", afirmou o meia do Chelsea.

Tite tem o costume de indicar leitura para seus jogadores, e especificamente no caso da obra citada acima, o técnico aprecia muito a linguagem utilizada. O treinador acompanha outras modalidades e tem o basquete como uma fonte de inspiração, algo citado por ele no Bola da Vez mês passado - deu o exemplo do Cleveland Cavaliers campeão em 2016.

Bernardinho, multicampeão com o vôlei brasileiro, escreveu a Apresentação do livro e o classifica como um dos "mais ricos e inspiradores" sobre esporte que já leu.

Mike Krzyzewski é uma lenda. Comanda o basquete de Duke desde 18 de março de 1980; Nesse período, foi cinco vezes campeão nacional e se tornou o treinador mais vitorioso da primeira divisão, transformando o programa de Duke em um dos mais respeitados em todo país - sem falar na lista de jogadores que passaram por suas mãos, como Kyrie Irving e Grant Hill, por exemplo. Foi ainda "convocado" pela USA Basketball para recuperar o prestígio do basquete norte-americano no mundo, após vexames em competições oficiais; Conquistou como treinador principal três ouros olímpicos, dois mundiais e recolocou os EUA no topo do esporte. No período como atleta, foi treinado em Indiana por outra lenda: Bob Knight.

Liderar com o Coração
Liderar com o Coração Editora Sextante

Coach K apresenta em seu livro 40 palavras-chave utilizadas em sua trajetória como treinador de basquete. Estas são passadas para os atletas em forma de conceitos que transcendem a modalidade esportiva. O autor explica isso na Introdução.

"Assim, quando seu filho, sua filha, seu jogador ou seu funcionário lhe perguntar o significado de determinada palavra, você não se limitará a repetir a definição. Em vez disso, contará uma história. Ao falar das palavras mais bonitas e fundamentais da vida, não estará simplesmente pegando-as do dicionário ou se valendo da experiência alheia. Essas palavras serão suas, pertencerão a você".

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Polêmica pela polêmica: a convocação de Ismaily

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman, de Moscou

Ismaily, em ação durante Shakhtar Donetsk x Roma, pela Champions League
Ismaily, em ação durante Shakhtar Donetsk x Roma, pela Champions League Getty Images

Tite afirmou algumas vezes nos últimos meses que uma das suas maiores dúvidas estava na lateral-esquerda. Não com o titular, lógico, mas com a reserva. De características diferentes, Filipe Luís e Alex Sandro disputavam a vaga entre os 23 convocados para a Copa de maneira muito acirrada.

No entanto, com a fratura na fíbula da perna esquerda, sofrida quando defendia o Atlético de Madrid contra o Lokomotiv Moscou pela Liga Europa, o sonho de ir ao Mundial praticamente acabou (novamente para o jogador). Pelas previsões, Filipe retornará aos gramados na primeira quinzena de maio apenas, o que deixava o caminho aberto para o lateral da Juventus carimbar o passaporte.

Com a lesão muscular e o corte confirmado de Alex Sandro, e ainda sem informações sobre a gravidade do problema, a disputa tende a persistir. Pela lógica e pelo talento, Jorge, do Monaco, seria a terceira opção. Porém, se machucou recentemente, pouco jogou nas últimas semanas e fez com que a comissão técnica pensasse em outras opções. Disputou somente quatro jogos em 2018.

No futebol brasileiro? Diogo Barbosa fez um ótimo Brasileirão e foi citado já por Tite, mas ainda não jogou pelo Palmeiras. Fábio Santos, que já foi chamado para a Seleção com Tite, não está tão bem e a distância atrapalharia bastante na apresentação. Assim, retornamos para a Europa e imediatamente podemos pensar, então, em Alex Telles, do Porto. Machucado. Guilherme Arana! Estreou em fevereiro pelo Sevilla e fez dois jogos apenas desde então, sendo um como titular e outro como reserva.

Vamos pensar em mais alternativas. Danilo, do Manchester City? Sinceramente, não acho que a Seleção Brasileira deva improvisar, apesar da utilização dele na Inglaterra pela esquerda em algumas partidas, com as ausências de Mendy e Delph.

Douglas Santos e Wendell, jogadores de Hamburgo e Bayer Leverkusen na Bundesliga. O primeiro, inclusive, marcou o gol do seu time contra o Hertha Berlim no último sábado, em mais uma derrota do lanterna da competição. Já o ex-lateral do Grêmio tem sido peça importante na boa campanha do Bayer nesta temporada na Alemanha. Finalmente chegamos em uma opção a Ismailly!

Percebem como a lista, real, não é tão vasta assim? Tite não é perfeito e o próprio jamais se colocou assim. Muitos que não gostam dele optam por criticá-lo por ter apoio popular, graças ao excelente desempenho do time sob sua gestão. A chamada de Ismaily, porém, é por necessidade acima de tudo.

Aos 28 anos, está jogando muito bem pelo Shakhtar Donetsk, foi titular em 32 jogos na temporada e teve boas atuações na Champions League. Por ser desconhecido do grande público no Brasil, gerou muito barulho nas redes sociais, mas a convocação dele não é absurda pelos fatores colocados nos parágrafos acima. Além disso, há a questão logística: Kiev está muito próxima de Moscou, e com isso ele se apresentará rapidamente. A maior parte das críticas é por desconhecimento, e não por conhecimento.

Poderia ser o Wendell na vaga? Sem dúvida, mas seria um nome incontestável? Há outro entre os que citei ou que não citei que esteja jogando regularmente e fosse indiscutível? Ismaily pode e deve ser contestado, ASSIM COMO TITE, mas com argumentos ao invés de gritaria.

Se a lesão do Alex Sandro não for grave e ele voltar a jogar em breve, muito provavelmente será o reserva de Marcelo na Copa - e de maneira bem justa, sem panelaços na internet. Portanto, antes de criarmos polêmicas, vale se atentar aos fatos, ainda mais em época de fake news.

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Brasil chega em meio à efervescência política russa

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman, de Moscou
Vladimir Putin, presidente da Rússia
Vladimir Putin, presidente da Rússia Getty

A cada semana que passa a Rússia se envolve em novo conflito diplomático. O último é referente à tentativa de assassinato do ex-agente duplo russo Sergei Skripal e sua filha Yulia, na Inglaterra. Foi o primeiro caso conhecido publicamente de uso de gás nervoso na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Moscou nega absolutamente tudo, mas os britânicos têm sido cada vez mais enfáticos nas acusações.

"A negativa russa é cada vez mais absurda. Esta é uma estratégia russa clássica, eles não estão mais enganando ninguém", afirmou Boris Johnson, secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, que expulsara na semana passada 23 diplomatas russos da Inglaterra - atitude similar foi tomada pelo Kremlin como retaliação.

Já neste domingo, distante de todos problemas, Vladimir Putin foi reeleito presidente russo com quase 77% dos votos, em um país onde a eleição não é obrigatória e há diversas denúncias de perseguição política. O pleito aconteceu no aniversário de quatro anos da anexação da Crimeia ao territória da Rússia, evento que segue sendo alvo de críticas da comunidade internacional e de orgulho para os russos.

Um exemplo desse embate político internacional foi dado pela Polônia, nesta segunda-feira, através de seu Ministério das Relações Exteriores: "Estamos a favor de que se respeite a integridade territorial da Ucrânia e reconhecemos a Crimeia como uma parte do Estado ucraniano. Isso também significa que a eleição presidencial realizada pelas autoridades da Federação Russa na península não pode ser considerada como legal". Vale lembrar que os poloneses ficarão em Sochi durante a Copa do Mundo, bem próximos da polêmica região.

Hotel Ukraina, onde a Seleção está hospedada em Moscou
Hotel Ukraina, onde a Seleção está hospedada em Moscou Gustavo Hofman

Em meio a tudo isso e com temperaturas ainda negativas no final de março, a Rússia se prepara para receber a principal competição de futebol do planeta e a Seleção Brasileira nesta sexta-feira em amistoso.

De todas convocações de Tite, desde a primeira para as partidas contra Equador e Colômbia fora de casa pelas eliminatórias, esta foi a mais polêmica. A comissão técnica quer testar alternativas diferentes de todas que conheceu nos últimos meses de trabalho, e se não for apenas nos treinos, certamente será no Luzhniki contra os russos - diante dos alemães, na semana que vem, é melhor não inventar.

O time se prepara no Centro de Treinamentos do Spartak Moscou e está hospedado no belíssimo Hotel Ukraina, atualmente pertencente a uma grande rede hoteleira internacional. Construído entre 1947 e 57, fez parte das contruções de grandes edifícios chamadas de Stalinskie Vysotki - fora da Rússia são chamadas de Seven Sisters. Planejado pelos arquitetos soviéticos Arkady Mordvinov e Vyacheslav Oltarzhevsky a pedido de Joseph Stalin, o Ukraina tem 198m em seu ponto mais alto, 505 quartos, mais de mil pinturas de artistas russos e está localizado na margem do Rio Moscou.

Neste cenário bem russo, Tite e Edu Gaspar esperam que a Seleção sinta o país da Copa.

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A Seleção Brasileira continua forte sem Neymar?

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Neymar será desfalque da Seleção nos jogos contra Rússia e Alemanha em março
Neymar será desfalque da Seleção nos jogos contra Rússia e Alemanha em março Getty

Qualquer time do mundo que perder seu melhor jogador vai se enfraquecer. Individualmente, perde talento e um atleta capaz de decidir jogos. Muitas equipes, porém, são capazes de transformar a adversidade em força coletiva. Para isso acontecer, é necessário já haver um sistema de jogo bem implantado e outros jogadores com potencial para vencer e fazer a difererença nos jogos grandes. A Seleção Brasileira se enquadra nesse cenário.

Com a chegada de Tite, o Brasil passou a ter organização tática. Em sua primeira coletiva como treinador da Seleção, prometeu "triangulações, troca de passes e infiltrações" e cumpriu. Garantiu que o time quando perdesse a bola teria "iniciativa em pressão alta, média ou baixa" e é isso que acontece. A Seleção hoje é um time forte, com uma grande estrela.


Sem Neymar, a Seleção com Tite venceu três jogos e perdeu um; Com ele foram dez triunfos e três empates. Sem ele, porém, não é difícil montar o time. Willian retorna à formação titular e desloca Philippe Coutinho para o lado esquerdo, justamente na função do atacante do Paris Saint-Germain. Desta forma o 4-1-4-1 é mantido, assim como o padrão de jogo.

O meia do Chelsea vive grande momento na carreira e merece a titularidade. Além da enorme perda que existe com a ausência de Neymar, Tite perde bastante na variação tátida para o 4-2-3-1. Willian era o jogador que dava isso ao treinador, com a ida de Renato Augusto para o banco de reservas. Assim, Coutinho seria o meia por dentro, com Neymar aberto na esquerda. Agora, se esse esquema for testado contra Rússia e Alemanha em 23 e 27 de março, respectivamente, Diego pode até ganhar alguma chance.

Uma opção para a manutenção do 4-1-4-1 seria utilizar Roberto Firmino aberto pela esquerda. O jogador do Liverpool já atuou dessa maneira no Liverpool em diversas ocasiões, mas sem dúvida alguma rende muito mais como atacante centralizado - a atual temporada é prova absoluta disso. Mais alternativas: Taison, que vem sendo costumeiramente chamado, ou Douglas Costa, que pode ser chamado na vaga de Neymar para os jogos contra russos e alemães.

Ao menos para a Copa do Mundo Neymar não será problema. De qualquer modo, ele pode ser desfalque por cartão ou mesmo uma nova lesão. Por isso a preparação sem o craque do time precisa existir também.

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Quando a história pede licença aos tempos modernos do futebol

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Stojanovic, Sabanadzovic, Najdoski, Belodedici e Marovic; Prosinecki, Jugovic, Mihajlovic e Savicevic; Pancev e Binic. Esses foram os 11 titulares do Estrela Vermelha em 29 de maio de 1991, na decisão da Copa dos Campeões da Europa contra o Olympique de Marselha. Após empate sem gols no tempo regulamentar e na prorrogação, a vitória por 5 a 3 nos pênaltis deu aos sérvios o inédito título de campeão europeu. Esse foi o melhor time da história do futebol no Leste Europeu.

Vinte e quatro anos foram necessários para que outro time da região conquistasse o continente novamente. Jamais o feito do Estrela Vermelha na Champions foi repetido, mas o CSKA Moscou na temporada 2004-05 bateu o Sporting por 3 a 1 na decisão da Copa da Uefa e levou para a capital russa o primeiro troféu internacional de um clube do país.

Nesta quarta-feira, em situações completamente diferentes de outrora, os dois clubes voltaram a se enfrentar. A vitória por 1 a 0 do CSKA, graças ao gol marcado por Alan Dzagoev no final do primeiro tempo, colocou o time do exército russo nas oitavas de final, após empate em 0 a 0 no Marakana, como é conhecida a casa do Crvena Zvezda.

Desde o início da década de 1990 as coisas mudaram muito no Leste Europeu. Política e economia passaram por verdadeiras revoluções, até mesmo a cultura da região sofreu grandes transformações. No futebol o processo não foi diferente.

Aquela histórica equipe do Estrela Vermelha possuía lendas como Dejan Savicevic, Sinisa Mihajlovic e Vladimir Jugovic. Era um período em que os melhores jogadores do país ainda permaneciam nos grandes clubes nacionais. Muito além do mercado dos países comunistas que ainda se abria, havia a restrição de estrangeiros por clube na Europa. Tudo isso no período da conquista do CSKA já era coisa de um passado bem longínquo. Os moscovitas foram campeões com dois brasileiros, um nigeriano, um bósnio e um croata na formação titular - além de um milionário, oriundo das privatizações da União Soviética, como proprietário.

Na comparação entre os clubes, o Estrela Vermelha sofreu muito mais nesse período e por motivos diversos, alheios aos gramados muitas vezes, como as terríveis guerras nos Balcãs. O reflexo disso no futebol foi o desaparecimento do clube como protagonista no continente. Tanto é que o avanço pela fase de grupos desta Liga Europa marcou a melhor campanha da equipe sérvia desde a defesa do título da Copa dos Campeões da Europa em 1991-92!

Premier League, Bundesliga, La Liga, Serie A, Ligue 1... Naturalmente as atenções esportivas globais estão nesses campeonatos e nos confrontos entre os times desses países na Champions League. Pouca gente se interessa por confrontos "alternativos", até mesmo pelo nível técnico bem inferior. Faço parte da exceção ainda. Permito-me apreciar uma boa partida da Liga dos Campeões e também um grande jogo entre potências do Leste Europeu com muita história para contar.

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Croácia deve ser adversária do Brasil na preparação para a Copa

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman, para o ESPN.com.br
Brasil deve se reencontrar com os croatas na preparação para 2018
Brasil deve se reencontrar com os croatas na preparação para 2018 Getty Images

A Seleção Brasileira pretende disputar três amistosos antes da Copa do Mundo. A ideia da comissão técnica é atuar nos dias 27 de maio, ainda no Rio de Janeiro, e depois em 3 e 10 de junho, já na Inglaterra. O segundo adversário deve ser a Croácia.

Nesta semana a imprensa de Liverpool noticiou que a segunda partida pode acontecer em Anfield, justamente contra os croatas. Destacou, inclusive, o possível retorno de Philippe Coutinho ao estádio e o confronto contra Dejan Lovren.

Tite quer três partidas aos domingos, e se a federação croata concordar em jogar nesse dia específico, o amistoso tem grandes chances de acontecer. Há negociação entre as duas seleções.

A Croácia emularia o terceiro adversário do Brasil na Copa, no caso, outra seleção dos Balcãs, a Sérvia. Além disso, Tite é enorme admirador do futebol jogado por Luka Modric.

A apresentação dos jogadores convocados para o início de preparação para a Copa está prevista para 21 de maio. Antes disso, haverá ainda uma penúltima convocação, no próximo dia 2, para os amistosos contra Rússia e Alemanha em Moscou e Berlim, respectivamente nos dias 23 e 27 de março.

O início da preparação final acontecerá em Teresópolis e posteriormente no Centro de Treinamentos do Tottenham, em Londres, com chegada na capital inglesa prevista para 28 de maio. A Seleção desembarca em Sochi em 11 de junho e quatro dias depois viaja a Rostov, onde estreia contra a Suíça no dia 17.

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Croácia deve ser adversária do Brasil na preparação para a Copa

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Sabe qual é o time de futebol mais caro do mundo?

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Kevin de Bruyne custou cerca de 75 milhões de euros em 2015
Kevin de Bruyne custou cerca de 75 milhões de euros em 2015 Laurence Griffiths/Getty Images

Por tudo que foi investido nas últimas janelas de transferências não é difícil acertar a resposta. O Manchester City tem o elenco mais caro do futebol mundial. Para formar a atual equipe, os Citizens gastaram 878 milhões de euros.

Na sequência do ranking aparecem Paris Saint-Germain (805 milhões), Manchester United (747 milhões), Barcelona (725 milhões) e Chelsea (592 milhões). É curioso que no top 5 apareçam clubes que tiveram seu treinadores, nos últimos meses, reclamando por motivos diversos sobre a falta de investimento dos seus clubes em reforços.

O levantamento foi feito pelo CIES Football Observatory e divulgado nesta semana. Ele apresenta também a média por clube na formação do plantel: Premier League (291 milhões), La Liga (131 milhões), Serie A (124 milhões), Bundesliga (113 milhões) e Ligue 1 (97 milhões).

Esses números geram algumas distorções, já que no caso da França, por exemplo, o PSG sobe bem a média para cima - na parte de baixo, cinco dos dez últimos colocados são representantes franceses. Apenas as cinco grandes ligas europeias foram analisadas.

De qualquer modo, fica ainda mais evidente a disparidade financeira que existe do futebol inglês com os demais. Entre os dez primeiros da lista, cinco são oriundos da terra da Rainha. Outros exemplos são clubes medianos colocados à frente de gigantes do continente.

Southampton e Crystal Palace aparecem em 18º e 19º com investimentos de 229 milhões e 225 milhões, respectivamente. A Internazionale é a próxima com 217 milhões; O líder da Serie A, Napoli, é o 21º com 204 milhões.

Um bom exemplo de formação de atletas, que gera custo baixo para montar um time é o RB Leipzig. Vice-campeão alemão em sua temporada de estreia na elite, nesta se mantém competitivo e vai lutar pelo vice-campeonato mais uma vez. Tudo isso com gastos de 118 milhões com os jogadores atuais.

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Quais são os "seis, sete, oito jogadores" que brigam por um lugar na Copa?

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Seleção brasileira, de Edu Gaspar e Tite, ficará em Sochi durante Copa do Mundo na Rússia
Seleção brasileira, de Edu Gaspar e Tite, ficará em Sochi durante Copa do Mundo na Rússia ESPN.com.br

Em 21 de maio a Granja Comary, em Teresópolis, receberá os 23 convocados pelo técnico Tite para a Copa do Mundo. Nesta semana, o treinador concedeu entrevista à Rádio Capital e reafirmou o que vem dizendo há alguns meses: a lista não está fechada.

"Tem seis, sete ou oito jogadores que estão competindo e buscando o espaço. Vão competir, joguem muito nos seus clubes, que nós vamos estar acompanhando", foram algumas das exatas palavras do treinador. Pois bem.

Com base na própria coerência de Tite e em todas convocações feitas, é possível chegar a esses possíveis nomes. Mais abaixo, coloco o que acredito ser a relação de quem está garantido e quem ainda terá que brigar por uma passagem para Sochi. Obviamente, surpresas podem surgir, mas acho improvável.

Alisson
Éderson
Cássio
Daniel Alves
Danilo (Fágner)
Marcelo
Filipe Luís (Alex Sandro)
Marquinhos
Miranda
Thiago Silva
Jémerson (Rodrigo Caio/Gil/Pedro Geromel)
Casemiro
Fernandinho
Renato Augusto
Paulinho
Giuliano (Arthur)
Diego (Arthur/Lucas Lima/Luan)
Philippe Coutinho
Neymar
Willian
Taison (Douglas Costa)
Gabriel Jesus
Roberto Firmino

Tite analisa grupo do Brasil na Copa e diz que pode ter novidades na convocação para 2018

A Seleção está muito bem organizada no 4-1-4-1, mas Tite tem uma variação que já funcionou e o deixa muito em dúvida, principalmente pelo ótimo rendimento de Willian. A mudança para o 4-2-3-1, com a retirada de Renato Augusto da formação titular e a entrada do meia-atacante do Chelsea agrada muito. Com isso, Coutinho sai da direita e trabalha por dentro.

Outra variação, muito citada pelo técnico, tem Fernandinho na formação inicial ao lado de Casemiro, com um meio-campo mais marcador - imagino ser algo mais circunstancial. De qualquer modo, já há boa definição sobre o grupo que buscará o sexto título mundial do Brasil.  As maiores dúvidas estão no quarto zagueiro, nos reservas dos laterais e nas duas ou três vagas do meio para a frente. 

A Seleção terá apenas mais uma convocação, para os amistosos contra Alemanha e Rússia, em março, antes da lista final para a Copa. Depois da apresentação e de uma semana de treinamentos em Teresópolis, talvez com uma partida de despedida no Rio de Janeiro, a Seleção embarca para Londres, onde dará sequência na preparação com mais um ou dois amistosos. Deve chegar na Rússia em 11 de junho e seis dias depois estreia contra a Suíça, em Rostov.

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Quais são os "seis, sete, oito jogadores" que brigam por um lugar na Copa?

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Mesmo sem ser negociado, atacante deixa o Orlando City e já treina com o Besiktas

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Cyle Larin é atacante do Orlando City, ao menos oficialmente
Cyle Larin é atacante do Orlando City, ao menos oficialmente Getty

Nesta segunda-feira, os jogadores do Orlando City se apresentaram para iniciar a pré-temporada da Major League Soccer. A vida segue na Flórida sem Kaká, e os reforços como o veterano Sacha Kljestan e o jovem meia paraguaio Josué Colmán já estavam à disposição do técnico Jason Kreis. Havia uma ausência bastante sentida, porém esperada: Cyle Larin.

O ótimo atacante canadense de 22 anos, primeira escolha no SuperDraft de 2015, é o melhor jogador do Orlando desde então e liderou o time em gols em todas temporadas. Ele é também o protagonista de um dos imbróglios mais bizarros desta janela de transferências no futebol internacional.

No último dia 13, o Besiktas divulgou em seu Twitter fotos do jogador posando com a camisa do time e no texto, em turco, informou que "Cyle Christopher Larin, com quem começamos as entrevistas para transferência, passou nos exames médicos". A imprensa turca rapidamente noticiou como fechado o negócio, mas horas depois o clube norte-americano negou qualquer acordo.


No contrato de Larin com o Orlando, assinado em 2015, há uma cláusula que previa a renovação por dois anos ao final de 2017. De acordo com a equipe da Flórida, isso aconteceu oficialmente em maio e com o consentimento prévio do atleta. Em entrevista ao Orlando Sentinel, em outubro, Larin já tinha indicado o desejo de se transferir para o futebol europeu. Disse à época, também, que seu contrato terminaria no final de 2017.

O Orlando, que pertence ao empresário brasileiro Flavio Augusto da Silva, contratou o advogado Marcos Motta para cuidar do caso. O clube está tranquilo e totalmente amparado no contrato que tem, no entanto, internamente, não há expectativa sobre o retorno e reintegração de Larin. O mais provável é que aconteça uma transferência - para o Besiktas ou não - e o clube interessado pague por isso ou em último caso a decisão seja levada para o Tribunal Arbitral do Esporte, na Suíça.

Mesmo com tudo isso, Larin e o Besiktas parecem não temer punições. Prova disso foi o que aconteceu nesta terça-feira: o atacante treinou com o elenco do time turco.

Jogador e staff estão forçando a saída por entenderem que ele é free agent, mas no final das contas o caminho escolhido pode prejudicar o próprio Cyle Larin.

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Apenas 7% dos reforços das cinco grandes ligas europeias vêm de fora do continente

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Danilo trocou o Porto pelo Real Madrid em 2015 e desde o ano passado defende o Manchester City
Danilo trocou o Porto pelo Real Madrid em 2015 e desde o ano passado defende o Manchester City Getty Images

Costumeiramente, tratamos clubes como Porto, Fenerbahçe e Shakhtar Donetsk como "pontes" para as grandes ligas europeias. O CIES Football Observatory, centro de estudos do futebol localizado na Suíça, transformou essa impressão em fato. Entre julho de 2005 e agosto de 2017, apenas 7.4% das contratações feitas pelos cinco principais campeonatos nacionais da Europa - Premier League, La Liga, Bundesliga, Serie A e Ligue 1 - vieram de fora do continente, enquanto 18.9% chegaram dos outros filiados à Uefa.

No entanto, tem sido muito mais comum o trânsito interno entre as ligas em questão ou com as divisões menores desses países do que com a América do Sul, por exemplo. Ao todo, 32.5% das negociações foram fechadas entre clubes do mesmo campeonato, 27.5% com times de escalões menores do próprio país e 13.8% entre Inglaterra, Espanha, Alemanha, Itália e França.

A competição que mais busca reforços nela mesma foi a Serie A, com 39% do total; Já La Liga é quem mais cruza oceanos ou continentes atrás de jogadores, com 10%. A Premier League lidera quando o jogador a ser contratado está nas cinco grandes ligas, 20%; E a Bundesliga gosta mais de garimpar nas outras nações europeias, 27%.

O estudo divulgado nesta quinta-feira contempla 139 ligas profissionais de 91 associações diferentes e apresenta outros números bem específicos sobre brasileiros também.

No período analisado, Brasil, Argentina e França, nesta ordem, lideraram o mercado de transferências pelo planeta. Em outubro do ano passado, havia 219 jogadores brasileiros registrados nos campeonatos portugueses. Trata-se da maior quantidade de expatriados jogando futebol em um único país. Eram 1210 atletas nascido por aqui espalhados pelas nações em análise.

Como comparação, a Argentina tinha naquela data 98 jogadores no Chile e também no México, enquanto os franceses exportam mais para a Inglaterra, 92.

O estudo completo está disponível neste link e oferece a oportunidade de mergulhar em debates profundos. Na análise específica de alguns clubes, é possível também transformar uma impressão em algo mais concreto. Quantas vezes você já ouviu alguém falar que o Bayern se reforça enfraquecendo os rivais? Pois entre 2005 e 2017 incríveis 43% do reforços contratados pelos bávaros vieram da própria Bundesliga. O Real Madrid apresenta o mesmo índice, mas relativo às cinco grandes ligas.

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