Indiciado por fraude em eleição, diretor de informática de Eurico continua trabalhando no clube

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, repórter do ESPN.com.br
Eleições do clube tiveram urnas impugnadas por constatação de fraude em cadastro de eleitores
Eleições do clube tiveram urnas impugnadas por constatação de fraude em cadastro de eleitores Caio Blois/ESPN.com.br

Diferentemente do que vem sendo publicado pela imprensa, Sérgio Murilo Paranhos, diretor do Vasco indiciado por estelionato e falsidade ideológica não foi demitido. Ele continua trabalhando no mesmo departamento que trabalhou quando a fraude foi arquitetada.

Contratado por Eurico Miranda, ele não pôde ser demitido pela nova gestão, de Alexandre Campello, por ser sindicalizado e ter estabilidade garantida. O blog apurou que Sérgio, no entanto, não foi afastado de suas funções no departamento onde teriam acontecido parte das fraudes investigadas.  

Contratado durante a gestão de Eurico Miranda e, segundo as investigações, ele foi um dos responsáveis pela adulteração das datas de associação de pelo menos 335 sócios do Vasco, para que eles estivessem aptos a votar nas eleições ocorridas no fim do ano passado. 

O resultado das investigações foi revelado pela TV Globo na última quinta-feira. Segundo a reportagem, as fraudes foram identificadas na perícia do Instituto de Criminalística da Polícia Civil em HD apreendido no clube. O indiciamento ainda será analisado pelo Ministério Público. 

 

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Diego Alves diz que tem uma 'testemunha' a seu favor no confronto com Dorival e ensaia quebrar o silêncio no Flamengo

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, repórter do ESPN.com.br
Diego Alves ainda não falou publicamente sobre o caso, mas ensaia apresentar provas em entrevista
Diego Alves ainda não falou publicamente sobre o caso, mas ensaia apresentar provas em entrevista Gazeta Press
 

Já são 20 dias sem um pronunciamento público de Diego Alves dando sua versão para a fatídica partida em que ficaria no banco de reservas de César, contra o Paraná. O goleiro, no entanto, está planejando dar uma entrevista a um canal de televisão contando a sua visão dos fatos. 

A versão, embora ainda não seja pública, é a mesma que deu aos jogadores do clube na semana passada. De que não se negou a viajar. Que foi, na verdade, autorizado a ficar no Rio com a família. 

Versão que já foi contrariada pelo diretor de futebol, Carlos Noval, e pelo treinador Dorival Júnior.

Diego tem dito a pessoas próximas e outras nem tanto que tem uma testemunha dessa "autorização" para que ele não viajasse. Um jogador de influência no time teria presenciado a conversa que ele teve com Dorival. Segundo o goleiro, ao saber pelo treinador que tinha perdido a vaga para César, ele mostrou que não estava satisfeito com a situação e disse que não se sentia confortável para fazer aquela viagem, que preferia ficar com sua família no Rio. 

Ainda segundo Diego, Dorival disse que conversaria com o diretor de futebol e ele ficou aguardando o retorno do treinador. Enquanto o goleiro aguardava, recebeu a companhia deste jogador que ele considera seu "álibi" na guerra de versões. E teria sido na presença deste atleta, que Dorival teria dito que ele poderia ficar no Rio. 

O goleiro entendeu com isso que ele tinha autorização e a concordância dos dirigentes.  

Este jogador, no entanto, estava no grupo de colegas no auditório do CT onde houve a discussão na semana passada, quando Diego confrontou Noval e Dorival com esta versão, e não entrou no mérito para defender o goleiro. 

Barrado 

Ainda pelo que Diego tem dito a pessoas próximas, ele foi comunicado de que havia perdido a vaga. E não apenas deixado no banco de forma momentânea, como na época chegou a ser entendido pelos discursos oficiais. 

Nos últimos 20 dias, o blog vem tentando contato com o assessor de imprensa do goleiro e seu agente, Eduardo Maluf, mas não tem qualquer retorno. 

 

 

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Mais um dia de desgaste: Diego Alves vai a treino do Flamengo em horário diferente do orientado

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, repórter do ESPN.com.br
Diego Alves em treino do Flamengo no dia 30 de outubro
Diego Alves em treino do Flamengo no dia 30 de outubro Flamengo

Mais um dia na tensa relação entre Diego Alves e o Flamengo. Nesta sexta-feira, ele apareceu no CT em horário diferente do programado para ele pelo departamento de futebol.

Deveria ter ido à tarde, dar continuidade ao tratamento médico no joelho, mas apareceu no Ninho pela manhã, no horário da atividade do grupo que viaja para São Paulo neste sábado. 

Não havia nada preparado para o goleiro no período da manhã, mas mesmo assim, ele permaneceu no CT. 

Em um dado momento, foi até seu carro e passou pela imprensa que estava acompanhando o treino. "Tudo isso é pra mim?", disse Diego para os jornalistas. 

Os dirigentes rubro-negros evitam falar do assunto, mas nos bastidores, veem na atitude do goleiro uma clara tentativa de provocar qualquer ato por parte do clube que motive sua demissão.  Os dirigentes também sabem que não podem impedir o atleta de ir ao clube, nem de submetê-lo a tratamento diferenciado dos demais colegas, para não incorrer em deslizes que podem acarretar uma rescisão unilateral do seu contrato. 

 A situação desta sexta é diferente, por ele estar sob tratamento no Departamento Médico, o que não configura tratamento de exceção. 

Ele ainda é esperado no Ninho, no período da tarde, para cumprir o protocolo médico de seu tratamento. 

 

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O desafio do Flamengo: nenhum erro para evitar que Diego Alves encontre brecha para rescisão de contrato

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, repórter do ESPN.com.br
Diego Alves chegou no Flamengo no meio da temporada
Diego Alves chegou no Flamengo no meio da temporada Gilvan de Souza/Flamengo

Se Diego Alves não tivesse lesionado, o mais provável é que fosse relacionado para o banco no jogo contra o São Paulo, neste fim de semana. A comissão técnica já considera o caso superado. E a diretoria toma todos os cuidados para não dar munição ao goleiro e seu empresário numa eventual ação judicial para rescisão. 

Embora a diretoria não diga isso publicamente, está claro que o atleta ainda está insatisfeito, quer sair e pode se aproveitar de algum erro na condução do caso para conseguir sua saída sem o pagamento da multa. 

O vínculo de Diego vai até dezembro de 2020 e, segundo dados de outras publicações, a multa é de R$ 10 milhões de euros para o exterior e 100 milhões para outro clube no Brasil. 

Especialistas em relações trabalhistas no âmbito do futebol ouvidos pelo blog explicam que somente em duas situações o goleiro poderia conseguir a sua rescisão sem o pagamento da multa na Justiça. São elas: em  caso de atraso de salário por mais de três meses e se configurado que o atleta é tratado de forma diferente, com prejuízos, perante os demais jogadores. 

Manter o goleiro treinando afastado do grupo, mesmo que sob cuidados de profissionais do clube, como fisioterapeutas, médicos, fisiologistas, sem que se tenha uma condição clara para este tratamento, como lesão, por exemplo, isto poderia configurar um tratamento diferente. 

Diego Alves tem treinado com o grupo. Assim foi nas duas últimas semanas, até a última terça-feira, quando ele apresentou um entorse no joelho e iniciou tratamento. 

Ficar fora da lista de relacionados não é uma situação que configura tratamento diferente. A escalação de um jogador é faculdade da comissão técnica e não poderia entrar na lista de deslizes que poderiam provocar uma rescisão. 

Atentos à questão, os cuidados do clube têm sido extremos. Desde a coletiva feita após a primeira conversa com o agente do goleiro, na semana passada, os dirigentes não falam mais do assunto com a imprensa. Em todas as conversas que dirigentes mantém com jornalistas sobre o tema, o discurso é: ele está à disposição da comissão técnica. 

O atleta, por sua vez, não fala com a imprensa, mesmo após insistentes pedidos de resposta à sua assessoria. Da mesma forma tem agido seu agente, Eduardo Maluf. As redes sociais, canal em que os jogadores costumam usar para se comunicar com a torcida, também não foram acionados.  

Passados mais de 20 dias do ocorrido, ainda não se sabe como Diego Alves avalia a situação. 

 

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Com Dimba causando a ira dos ídolos Júnior e Zico, Flamengo responde à oposição perguntas sobre venda de Paquetá

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, repórter do ESPN.com.br
Lucas Paquetá, jogador do Flamengo, durante a primeira partida contra o Corinthians, válida pela semifinal da Copa do Brasil 2018.
Lucas Paquetá, jogador do Flamengo, durante a primeira partida contra o Corinthians, válida pela semifinal da Copa do Brasil 2018. Gazeta Press

O Flamengo lembrou a polêmica contratação do atacante Dimba, em 2004, para responder à Comissão de Inquérito que questiona se a negociação de Paquetá com o Milan foi um mau negócio para o clube. Tido como mau exemplo de transação, o "caso Dimba" serviu como argumentação para responder à pergunta de letra "h" do questionário em que a comissão pergunta se a venda do meia por valor inferior à multa poderia ser considerada uma "renúncia" de valores. A resposta aos 14 questionamentos foi entregue ao Conselho Deliberativo nesta quarta-feira. 

"O mencionado jogador não performou o esperado de um atleta com elevado salário (Cf. Relatório de Gestão do FlaFutebol de 2004). Desta forma, o mesmo jamais conseguiria ser transferido para outro clube pelo valor da cláusula penal estipulada. Em menos de 1 ano, Dimba foi cedido ao São Caetano/SP, pelo valor total de R$ 400.000,00 (quatrocentos mil reais). Ou seja, no caso, teria ocorrido, diante da lógica da pergunta, uma “renúncia” de R$9.600.000,00 (nove milhões e seiscentos mil reais), ou 96% do valor da multa prevista na cláusula indenizatória.", respondeu a diretoria em documento. 

O exemplo de Dimba é utilizado no documento para dialogar com um dos membros da comissão, Arthur Rocha Netto, então vice-presidente geral do clube na época da contratação. 

"Em 2004, o Flamengo contratou o atacante Dimba, por iniciativa do então Vice-Presidente Geral e membro da nobre Comissão de Inquérito instaurada, Sr. Arthur Rocha Netto, cuja cláusula indenizatória equivalia a R$ 10.000.000,00 (dez milhões de Reais). Como é de conhecimento público, a conturbada contratação causou diversos transtornos, incluindo o pedido de demissão de um dos maiores ídolos do clube, o ex-atleta Leovegildo Júnior, além de críticas do maior ídolo da história do Flamengo, Zico, que em carta aberta criticou a ausência de profissionalismo demonstrado na referida contratação."

Na resposta, assinada pelo presidente Eduardo Bandeira de Mello, o clube afirma que os valores fixados em multas rescisórias são uma prática para "proteger" e "balizar" as operações, mas não implicam em recebimento do valor integral. Para atestar essa prática, o clube cita um estudo feito pela FIFA sobre as negociações no ano passado no mundo em que 

"apenas 6.7% do valor corresponde ao pagamento das “release (buy-out) clauses”, isto é, das multas previstas na cláusula indenizatória.", afirmam.

Ainda para responder a este ponto, a defesa lista recentes transações de brasileiros para o exterior, em que os valores foram abaixo da multa: 

Arthur Melo (Grêmio FBPA -> Barcelona FC)
Multa rescisória: EUR 50.000.000,00 (cinquenta milhões de euros)
Valor da transferência: EUR 30.000.000,00 (trinta milhões de euros) fixos + EUR 10.000.00,00 (dez milhões de euros) em bônus condicionais

Gabriel Jesus (SE Palmeiras -> Manchester City FC)
Multa rescisória: EUR 40.000.000,00 (quarenta milhões de euros)
Valor da transferência: EUR 32.700.000,00 (trinta e dois milhões e setecentos mil euros)

Gabriel Barbosa (Santos FC ->FC  Interzionale Milano S.p.a.)
Multa rescisória: EUR 50.000.000,00 (cinquenta milhões de euros)
Valor da transferência: EUR 27.000.000,00 (vinte e sete milhões de euros)

Paulinho (CR Vasco da Gama -> Bayer 04 Leverkusen FG)
Multa rescisória: EUR 30.000.000,00 (trinta milhões de euros)
Valor da transferência: EUR 20.000.000,00 (vinte milhões de euros)

De acordo com informações obtidas pela reportagem, Paquetá foi negociado por cerca de 35 milhões de euros, podendo chegar a 45 milhões de euros, se atingir metas estabelecidas pelo Milan. Sua multa era de 50 milhões de euros. Estes valores não foram discriminados na resposta entregue, mas uma cópia dos contratos será entregue à comissão. 

Ao longo do documento, que tem sete páginas, o clube também reitera que nenhuma comissão foi paga na transação de Paquetá, uma vez que o Milan procurou diretamente o Flamengo e que o agente do jogador abriu mão de seus valores. Também voltaram a afirmar que o jogador foi negociado no melhor momento para os cofres do clube, pois entendem que ao fim da próxima temporada, quando o jogador estariam perto do fim do seu contrato (2020), ele poderia deixar o clube por valor menor. 

"Dessa maneira, uma possível transferência do atleta Lucas Paquetá no final da próxima temporada, há cerca de um ano do final de seu vínculo com o Flamengo, provavelmente seria feita por um valor inferior ao valor da transferência concretizada junto ao AC Milan SpA."

Orçamento 

Algumas das 14 perguntas feitas versavam sobre se a transação prejudicaria o orçamento do clube em 2019, provocando uma "invasão de mandato futuro", antecipando um "recebível que seria devido no futuro". 

Para responder a este item, a defesa diz que a transação promoveu uma "invasão de recursos": 

"Quanto à suposta “invasão de mandato”, entendemos que a única invasão que ocorrerá ao próximo mandato (triênio 2019-2021) será a “invasão de recursos”, uma vez que mais de 80% das receitas decorrentes da transferência do atleta Lucas Paquetá serão percebidas pela próxima administração do Clube, a exemplo do que acontecerá também com os recursos de parte das luvas (R$50.000.000,00) do contrato de cessão de direitos de transmissão firmado com a Rede Globo no período 2019-2024, fato inédito entre os demais clubes brasileiros que celebraram contratos com o mesmo objeto".  

Política 

Além de Arthur Rocha Netto, que faz parte da comissão, a defesa cita outro personagem político do clube, Wallim Vasconcellos, candidato derrotado nas últimas eleições. 

Foi na resposta aos itens "a, b e c", que questionam o primeiro contrato profissional de Paquetá com o clube, em 2013. Na ocasião, o clube ficou com 70% dos direitos econômicos do atleta, então com 16 anos, e os outros 30% foram repassados para o jogador e seu agente. 

Segundo o documento, o Flamengo não recebeu qualquer valor por estes 30% uma vez que a contrapartida recebida foi o jogador ter ficado no clube passando a ser "ativo" do rubro-negro, uma vez que ele estava livre para assinar com qualquer outra agremiação à época. 

"Quanto aos detalhes desta negociação, se deveriam ser cedidos 5%, 10% ou 20%, e não 30%, cabe informar que a proposta decorrente da negociação à época, apresentada pelo Vice-Presidente de Futebol, Sr. Wallim Vasconcellos, foi aceita e devidamente formalizada, no âmbito da governança profissional já instituída no Flamengo.  Importante ressaltar, ainda, que a referida cessão foi devidamente registrada nos balancetes do Clube, apresentada diversas vezes a esse Conselho Deliberativo quando da aprovação anual das contas e até a presente data nunca havia sido contestada", afirmou em documento.     

Para a defesa, a instauração da comissão de inquérito é política: 

"Isto posto, fica claro que a instauração da presente Comissão de Inquérito é apenas mais uma manobra eleitoreira do Presidente do Conselho Deliberativo que, por coincidência, é também um dos candidatos à Vice-Presidência Geral do Flamengo, fato que também explica suas recentes declarações públicas irresponsáveis e levianas acerca da honra dos atuais dirigentes do Clube."

O blog procurou Arthur Rocha Netto por meio do presidente do Conselho Deliberativo, Rodrigo Dunshee de Abranches para comentar as afirmações feitas em relação à contratação de Dimba, mas o dirigente disse que o procedimento corre em segredo e não poderia se manifestar. 

Também fazem parte da comissão de inquérito os sócios: William Pereira dos Santos e Eduardo Bezerra Carreirão da Silva.

 

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Paquetá e Vitinho: veja as 14 perguntas da Comissão de Inquérito do Flamengo

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, repórter do ESPN.com.br
Paquetá e Vitinho comemoram gol do Flamengo contra o Paraná
Paquetá e Vitinho comemoram gol do Flamengo contra o Paraná Flamengo

São aguardadas para os próximos dias as respostas da gestão de Eduardo Bandeira de Mello para as 14 perguntas feitas pelo presidente do Conselho Deliberativo do Flamengo, Rodrigo Dunshee de Abranches, sobre a venda de Paquetá e a compra dos direitos de Vitinho .

Muitas das respostas já foram dadas ao longo da última semana, em especial na coletiva de imprensa feita por Bandeira, o diretor-geral, Bruno Spindel e o vice de futebol, Ricardo Lomba. A situação vê o movimento como político, uma vez que o presidente do Conselho é vice na chapa de oposição.  Dunshee preferiu não falar com a reportagem, alegando que o processo corre em sigilo.

Farão parte da comissão, instaurada na última quarta-feira, mesmo dia da coletiva de imprensa: Artur Rocha Netto, William Pereira dos Santos e Eduardo Bezerra Carreirão da Silva. 

Entre os questionamentos, está o primeiro contrato de Paquetá com o Flamengo, em 2013, quando o atleta completou 16 anos. 

Veja o que se questiona a respeito das transações: 

a) Por que o flamengo só detém 70% dos direitos federativos de Paquetá?
b) Em que condições o Flamengo abriu mão do percentual de 30% do referido atleta?
c) Houve contraprestação para o Flamengo pela cessão de 30% do referido atleta para terceiros? É justificável essa cessão?
d) Houve pagamento de comissão a empresários no caso do atleta Paquetá? O(S) empresário(s) firmo instrumento renunciando à percepção de qualquer remuneração  pela mediação útil?
e) Qual a natureza jurídica da alienação de direitos federativos para entrega futura, com recebimento antecipado no ano em curso, antes da abertura da janela de transferência?
f) Há antecipação de recebível que seria devido em momento futuro?
g) Há invasão de mandato futuro?
h) Pode ser considerado o recebimento de valor inferior a multa como renúncia ou desconto, nos termos do art. 145?
i) Nesta data, em que feita a alienação, a execução orçamentária respeitava o estatuto, ex vi do artigo 146 (3% para mais ou menos do orçado)?
j) Poderia ser considerado sem autonomia o Conselho Diretor (artigo 146)?
k) Foi obedecido o orçamento do clube nas duas transações?
l) Há comissão paga no caso da venda do atleta Vitinho ou qualquer pagamento vinculado a essa operação feito pelo Flamengo, além do valor da transação?
m) O clube que alienou os direitos federativos do atleta Vitinho assumiu obrigação de pagar comissão?
n) Esclareçam tudo mais que julguem relevante

 

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Candidatos a governador jogam água fria nos planos de Flamengo de administrar Maracanã

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, repórter do ESPN.com.br
Candidatos não têm como primeira opção a esperada revogação da concessão do Maracanã
Candidatos não têm como primeira opção a esperada revogação da concessão do Maracanã Reprodução

A mudança de governador no Rio pode frustrar o torcedor que aguarda por um desfecho no problema que se tornou a concessão do Maracanã. Nenhum dos dois candidatos que disputam o segundo turno, Eduardo Paes (DEM) e Wilson Witzel (PSC), vêem uma nova licitação como principal proposta para o estádio. O ex-prefeito, Paes, que ao longo do primeiro turno chegou a acenar com este cenário, questionado pelo blog, deixou claro que a manutenção da concessão à Odebrecht é o primeiro plano.

Os dois, no entanto, veem como essencial rediscutir a licitação. A Odebrecht, por sua vez, também se sente cada dia mais confortável com a concessão. Antes subjugado a apenas eventos musicais, nem todos com o glamour e importância de Roger Waters, que ocorre este mês, o estádio tem se mantido ocupado e lucrativo, sobretudo depois de ter fechado acordo de longo prazo (2 anos) com o Flamengo, por intermédio da agência até então desconhecida, EsporteCom, de propriedade de Bruno Rodrigues, tendo como sócio o pai, Washington Rodrigues, radialista. 

Recentemente, a Justiça do Rio decretou a nulidade da licitação feita em 2013. Em tese, o contrato não estaria mais em vigor, mas as partes, entre elas, o Maracanã, pretendem recorrer da decisão. 

Veja abaixo as respostas dos dois candidatos sobre o Maracanã: 

Eduardo Paes: 

Pergunta: o candidato pretende revogar a licitação do Maracanã? Pretende fazer uma nova? Ou pretende voltar a administrar do estádio para o Estado?

Não pretendo revogar a licitação. O ideal é que o estádio seja mantido em regime de concessão. Para resolver essa questão, é preciso ter a boa vontade de sentar e rever a concessão. Fazer os ajustes necessários no contrato para que ele seja bom tanto para o Estado quanto para o concessionário. E nessa revisão da concessão é importante discutir a criação de uma área popular para que todos os torcedores possam ter acesso ao estádio. Um local mais barato para o torcedor.

Em caso de nova licitação, os clubes poderão participar da disputa?

Queremos que os clubes possam ser beneficiados por este sistema de concessão; principalmente Flamengo e Fluminense, por não terem estádio.

Quais as propostas para a Secretaria de Esportes do Estado? Qual o perfil do secretário/a que ocupará a pasta?

Posso dizer que, se eleito, meu futuro secretário de Esportes terá que ter a capacidade de articulação e negociação para ajudar a construir as soluções para o Maracanã, mas não apenas isso. É preciso encontrar solução também para o Célio de Barros e o Parque Aquático Julio Delamare. O Julio Delamare voltou a ser aberto para a população e os atletas neste ano. Temos de seguir esse caminho e melhorá-lo. O que não pode é o Célio de Barros ficar parado como está hoje, servindo de estacionamento ou depósito.


Wilson Witzel:  

Pergunta: o candidato pretende revogar a licitação do Maracanã? Pretende fazer uma nova? Ou voltar a administrar do estádio para o Estado?

Em caso de nova licitação, os clubes poderão participar da disputa?

Vamos retomar as negociações com o consórcio que adquiriu a concessão para que possamos propor uma nova modalidade de PPP (parceria público-privada), rediscutindo a equação econômico-financeira e chamando para essa conversa, inclusive, as associações de clubes de futebol para que, em conjunto, encontremos uma solução. Isso já deveria ter sido feito. Quando se faz uma PPP, se faz audiências públicas e um dos maiores problemas que temos no Brasil em relação às PPP's é a insegurança jurídica. A do Maracanã, infelizmente, é mais uma que não deu certo no Brasil e que, aos olhos dos investidores, aumenta o risco de qualquer negociação. Isso é muito ruim. 

Faremos com que os contratos celebrados sejam milimetricamente respeitados, o que não aconteceu. Um governo completamente atabalhoado, diante de pressão popular, descumpriu o contrato elaborado. Isso foi uma falha na concessão, o que não é admissível. E também é importante dizer que uma nova liticação do estádio não está descartada. Vou adiantar uma questão importante, que venho defendendo e que não está sendo muito bem utilizada em nosso contrato de PPP, que é a possibilidade de arbitragem, conforme prevê a Lei das Concessões de parceria público-privada. Vamos, no edital de convocação, explicitar que qualquer discussão jurídica será resolvida mediante uma corte de arbitragem no prazo máximo de 60 dias. Isso tratá, para os investidores, segurança jurídica, equilíbrio contratual e maior interesse. Mas uma coisa é certa: o Estado não assumirá, através da Suderj, o Maracanã ou qualquer outro aparelho voltado para a prática do esporte. Nós somos defensores do liberalismo e o Estado deve colocar na mão dos particulares, que entendem de futebol. Estado não entende de futebol, Estado deve ser um facilitador da atividade esportiva para quem entende disso e trabalha com isso.

Quais as propostas para a Secretaria de Esportes do Estado? Qual o perfil do secretário/a que ocupará a pasta?

Estamos focados no segundo turno, em apresentar nossas propostas para o eleitor de todo o estado. Não estamos tratando de nomes ou da formação de um possível governo. Sobre a Secretaria de Esportes, entre nossas propostas estão criar parcerias do Governo do Estado com federações desportivas e clubes, dentro da filosofia de que essas entidades são as mais capacitadas e especializadas para a promoção do esporte, ficando a Secretaria responsável pelo apoio logístico e facilitação ao uso de espaços e aparelhos públicos de prática desportiva, além de eventual aporte financeiro para bolsas e patrocínios para atletas e entidades, em especial no esporte olímpico e paraolímpico. 

Vamos destinar os aparelhos inativos das Olimpíadas para uso e de federações e clubes, inclusive com apoio para reformas e projetos dos espaços, com possibilidade de concessão, de acordo com o interesse público. Também queremos implantar um modelo de valorização desportiva nas escolas públicas e fazer parcerias com clubes e federações para revelações de talentos e apoio a atividades desportivas de jogos interescolares. Vamos fazer uma discussão pública sobre o uso e possíveis parcerias para o Complexo Caio Martins, o da Rocinha, o do Sampaio e do Piscinão de São Gonçalo, criando formas de aumento do uso popular dessas áreas. E queremos criar um complexo esportivo-educacional, na região do Maracanã, em parceria com a UERJ, o CEFET, os clubes e empresas do ramo esportivo, permitindo a educação e a formação de jovens com potencial esportivo.

 

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Preterido no Flamengo, Muralha faz sucesso e japoneses querem renovar empréstimo

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, repórter do ESPN.com.br
Muralha dá autógrafo a torcedores no Japão
Muralha dá autógrafo a torcedores no Japão Reprodução

Representantes do time japonês Albirex Niigata, para o qual o goleiro Muralha está emprestado, conversam com a diretoria do Flamengo para prorrogar o contrato do atleta em mais um ano. O novo vínculo seria estendido até novembro de 2019. 

As conversas ainda são informais, mas os representantes japoneses pretendem vir ao Brasil para selar o acordo. Atuando na segunda divisão japonesa, Muralha também despertou interesse de clubes da elite por lá. O contrato com o Albirex vence em dezembro deste ano. Já com o Flamengo, tem duração até 2020. 

O interesse do clube em renovar se consolidou no último mês, após a volta do goleiro de contusão. Desde que retornou, a equipe conseguiu quatro vitórias e um empate, aproximando-se da vaga para a primeira divisão. 

Por lá, o goleiro, que saiu do rubro-negro bastante criticado após falhas, tem moral em alta conta com a torcida. Na foto abaixo, uma das cartas que recebeu de torcedores. 

Desenho de Alex Muralha feito por torcedor
Desenho de Alex Muralha feito por torcedor Reprodução

 

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Regulamento impede que Paraná leve jogo contra o Flamengo para Brasília e partida pode ocorrer em Cascavel

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, repórter do ESPN.com.br

O Paraná queria vender o jogo contra o Flamengo para o Mané Garrincha, em Brasília. Mas o mando do jogo contra o rubro-negro, na 30ª rodada do Brasileiro, não poderá ser vendido para outro estado. É contra o regulamento do campeonato deste ano. E o clube paranista não tem muito a reclamar. A medida foi aprovada pelos presidentes em reunião, na sede da CBF, em fevereiro deste ano.

No texto aprovado, ficou estabelecido que as vendas para outro estado poderiam acontecer somente até os últimos cinco mandos de campo, ou seja, a partir das últimas dez rodadas não seria mais possível este tipo de negociação. 

No primeiro turno do Campeonato Brasileiro, o Flamengo venceu o Paraná no Maracanã
No primeiro turno do Campeonato Brasileiro, o Flamengo venceu o Paraná no Maracanã Gazeta Press

Nesta terça-feira, o Cascavel anunciou  para a imprensa que a partida acontecerá em seu estádio. Mas a CBF ainda não recebeu nenhuma consulta neste sentido. Os valores dos ingressos  já foram, inclusive, decididos e custariam entre R$ 65 e R$ 105. O estádio tem capacidade para 27 mil pessoas e a previsão é de casa cheia, uma vez que a cidade tem grande concentração de rubro-negros. 

Na lanterna da competição e rebaixado virtualmente, os dirigentes do Paraná, aparentemente, não se lembravam ou haviam entendido a regra de forma diferente. De fato, algumas matérias jornalísticas da época traziam uma explicação diferente. Alguns veículos publicaram que os jogos fora do estado seriam permitidos até as cinco últimas rodadas, mas o correto seria até os cinco últimos mandos (dez últimas rodadas). 

Na reunião, realizada dia 5 de fevereiro, também foi discutida a implantação do sistema de arbitragem por vídeo (VAR). O assunto dominou a maior parte das discussões do dia. E o limite à venda de mando de campo, pauta que foi proposta a partir de pedidos do Atlético-MG, acabou provocando baixo interesse entre os cartolas. 

Botafogo também pretendia vender 

Além do jogo contra o Flamengo, o Paraná planejava vender as partidas contra o Internacional e o Palmeiras para fora dos seus limites. 

A regra também pegou de surpresa, embora o presidente Nelson Muffarej também estivesse presente na reunião, o Botafogo. O clube estava negociando a venda do mando do jogo contra o rubro-negro, pela 33ª rodada, para o Mané Garrincha, em Brasília. Na data, faltarão seis jogos para o fim da competição, portanto, já dentro do período de veto. 

Veja o que diz o regulamento deste ano (página 20): 

"§5º - Não será autorizada a transferência de partida para praça fora da jurisdição do clube mandante nos últimos cinco mandos de campo de cada clube em competições de pontos corridos e nas últimas quatro fases de competições de caráter eliminatório (mata-mata)."

Assista às entrevistas feitas no dia da reunião, na CBF. No vídeo abaixo, falam Alexandre Campello, presidente do Vasco, e Eduardo Bandeira de Mello, presidente do Flamengo.


 

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Regulamento impede que Paraná leve jogo contra o Flamengo para Brasília e partida pode ocorrer em Cascavel

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Técnico de novo, negócios à parte: Flamengo manterá briga de R$ 11 milhões na Justiça contra Dorival

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, repórter do ESPN.com.br

Dorival voltará a comandar o Flamengo
Dorival voltará a comandar o Flamengo VIPCOMM

Dorival Júnior será o novo técnico do Flamengo depois da demissão de Barbieri. A briga que o treinador e o clube travam na Justiça, em processo de cerca de R$ 11 milhões, contudo, continuará.

Cobrando salários atrasados, direitos de imagem, férias, FGTS, entre outras pendências, Dorival ingressou na Justiça depois de sua demissão, em 2013, no início da gestão de Eduardo Bandeira de Mello. Ele já teve decisão favorável em 1ª e 2ª instâncias, mas a equipe rubro-negra ainda recorre.

Segundo apurou o blog, apesar do acerto para que Dorival assuma, a briga jurídica continuará. O Flamengo levou o caso ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) e crê que ainda pode reverter o revés.

Na negociação para que Dorival assumisse o time agora, o tema não entrou em pauta.

Leia aqui o que Dorival disse a respeito da ação para o comentarista Mauro Cezar Pereira. 

Na passagem anterior, Dorival foi contratado durante o Brasileiro de 2012, com contrato até dezembro de 2013. A gestão, na época, ainda era de Patrícia Amorim, mas, com a chegada de Bandeira, ao poder, a direção ofereceu um reajuste salarial ao técnico. Não houve acordo, porém.

O Flamengo, na ocasião, disse gastar mais de R$ 1 milhões por mês com a comissão técnica, que, além de Dorival, ainda tinha os auxiliares Lucas Silvestre (seu filho) e Ivan Izzo e o preparador físico Celso de Rezende – agora, o valor será bem inferior, segundo apurou a reportagem.

Novo técnico do Flamengo, Dorival Júnior tem processo na Justiça contra o clube. Depois de sua passagem pela Gávea em 2013, o treinador procurou as vias legais para cobrar dívida de cerca de R$ 11 milhões e teve sentença favorável em 1ª e 2ª instâncias. A equipe rubro-negra ainda recorre.

"A rescisão contratual reafirma a decisão da nova diretoria em trabalhar pelo equilíbrio financeiro do clube", posicionou-se o clube há pouco mais de cinco anos.

*Nota: ao blog do comentarista Mauro Cezar Pereira, Dorival Júnior disse que há um acordo já feito, em vias  de ser assinado. O Flamengo, no entanto, diz que as conversas ainda não estão avançadas a ponto de se chegar a uma assinatura de acordo. Que há discussões entre as partes , mas que os principais pontos ainda estão sendo analisados.  O clube entende, também, que a proximidade com o treinador, com a contratação, pode acelerar o processo. 

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Fla não decide se demite treinador mas estuda novo coordenador para futebol

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, repórter do ESPN.com.br

Ainda há indefinição em relação ao futuro do treinador Mauricio Barbieri
Ainda há indefinição em relação ao futuro do treinador Mauricio Barbieri Gazeta Press

Ainda não há consenso sobre qual caminho tomar em relação ao comando do futebol rubro-negro, mas uma possibilidade que ganhou força nesta quinta-feira é a contratação de um coordenador técnico para atuar junto ao treinador Maurício Barbieri e ao auxiliar, Maurício Souza. A outra, não necessariamente nesta ordem de prioridade, é a demissão da comissão que está longe de ser descartada. 

O presidente Eduardo Bandeira de Mello já está de volta ao Rio. Ele ficou a manhã em São Paulo discutindo o assunto com o vice Ricardo Lomba e com o diretor de futebol, Carlos Noval. O grupo diverge sobre qual o melhor caminho. Estudam as duas possibilidades e quais seriam os nomes para cada caso. Quem contratar no caso de a opção ser um coordenador. Ou quem contratar no caso de a decisão ser pela demissão da comissão.  

O trabalho de Barbieri é bem avaliado internamente, mas os dirigentes não encontram o diagnóstico que explique porquê o time sucumbe em momentos cruciais. Como fazer o time render mais em situações de pressão. Postura tática ou comportamento e perfil de elenco? Problemas que têm origem bem antes da chegada do treinador. 

Barbieri e Maurício Souza não são contrários à contratação de um profissional para auxiliá-los com o grupo. Mais do que isso, têm explicitado que precisam de apoio dentro do vestiário e fora dele, também. A necessidade de ter alguém que possa referendar publicamente o respaldo que os dirigentes dizem que dão. Alguém que desempenhasse no Flamengo um trabalho parecido com o que Raí e Lugano fazem no São Paulo. 

Com alguém que possa dividir responsabilidades, o treinador estaria livre para seguir o trabalho, dividindo as decisões com uma equipe maior e que os auxilie no diálogo com os jogadores. O discurso para fora também é uma queixa que já foi levada aos dirigentes, por uma comissão que se vê muito exposta. Na coletiva pós-eliminação para o Corinthians, isso ficou mais claro, pelo fato de nenhum dirigente rubro-negro ter decido falar com a imprensa.

Mas o problema não surgiu após a eliminação. Já vem sendo sentido durante os tropeços logo após a volta da Copa do Mundo. O momento foi parecido com o vivido na eliminação na Libertadores. Ao serem questionados, o comando "bancou", usando o linguajar do futebol, o trabalho, mas somente ao serem questionados. Não se antecipou em dizer isso publicamente à imprensa, deixando a dupla exposta. 

Alguns momentos corroboraram esse sentimento de exposição, entre eles, o discurso de que o time não podia poupar jogadores em nenhuma das três competições que participava. Durante muitas rodadas, o treinador era quem respondia sobre esta decisão. Até que após a eliminação, ao ser perguntado sobre como se dava este processo, disse: "o treinador não é soberano para tomar decisão sozinho". 

Embora fosse óbvio, ficava claro ali que o técnico fazia questão de dividir esta responsabilidade publicamente.

Distante apenas três pontos do líder do Brasileiro, os dirigentes têm pouco tempo para decidir. E ainda há uma última chance de acertar. 

 

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Onde estarão as mulheres e os negros no futuro próximo do Flamengo?

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, repórter do ESPN.com.br

As chapas com todos os vices ainda não foram divulgadas. Mas a julgar pelos eventos de lançamento dos dois principais grupos concorrentes à presidência do Flamengo, o clube de maior torcida do país não terá mulheres no comando e, talvez, apenas um negro entre os dirigentes nos próximos três anos.

Na noite desta terça-feira, o candidato de oposição, Rodolfo Landim, reuniu cerca de 500 pessoas num cinema na Lagoa Rodrigo de Freitas, zona sul, do Rio. Entre os presentes, mulheres que não completavam duas mãos. O único negro de destaque, dona Zica, torcedora que foi chamada para cantar o hino. Na linha de comando, apenas homens, brancos. 

Na semana passada, no anúncio da chapa de sucessão a Eduardo Bandeira de Mello, o candidato Ricardo Lomba, também teve como companheiros apenas integrantes do sexo masculino. Entre eles, um negro, o vice de comunicação, Wellington Silva. 

Ao se apresentar, o VP destacou no seu currículo de quase 20 anos de experiência, sua passagem como chefe da comunicação do Supremo Tribunal Federal (STF), na gestão do ex-ministro Joaquim Barbosa.  Ele já faz parte da atual gestão. É louvável e inédito no país, mas é ainda muito pouco. 

Os demais presentes, assim como Wellington, eram executivos que se apresentavam exaltando suas credenciais de mercado, todos com grande atuação em empresas renomadas, fundos de investimentos, multinacionais. 

Em documento que foi divulgado pela Chapa Azul, cujo nome é "Avança Mais, Flamengo" o Futebol Feminino foi lembrado. Há lá três pontos com promessas para fortalecimento da modalidade no rubro-negro. 

O Futebol Feminino do clube ganhou quatro títulos nos últimos quatro anos, entre eles, o Brasileiro de 2016 e os estaduais de 2015, 2016 e 2017.   

Chapa de Ricardo Lomba, situação. Mesa sem mulheres. Wellington Silva, vice de comunicação, é o único negro.
Chapa de Ricardo Lomba, situação. Mesa sem mulheres. Wellington Silva, vice de comunicação, é o único negro. Gabriela Moreira/ESPN

Na apresentação da oposição, da chapa UniFla, o único momento em que as mulheres foram citadas foi quando o grupo disse que pretende ampliar os eventos sociais na sede da Gávea. No Baile do Vermelho e Preto. 

Já passou da hora de as mulheres serem lembradas apenas na organização de festas. Elas jogam futebol, estão dentro dos estádios, fazem a cobertura e devem ser tratadas como profissionais inseridas na gestão do futebol, não apenas nas firulas menos importantes.  O Flamengo faz um bom trabalho na comunicação ao incluir, sempre, mulheres como protagonistas ou em papel de destaque, é verdade. No vídeo de anúncio de Vitinho, por exemplo, foi de uma mulher, Carol Possamai, funcionária do clube, o gol que serviu para dar o pontapé na narrativa. 

Mas a inclusão não deve ficar, apenas, nos bastidores e na comunicação. 

Chapa de Rodolfo Landim, oposição. Não havia mulheres, nem negros como parte da chapa no lançamento
Chapa de Rodolfo Landim, oposição. Não havia mulheres, nem negros como parte da chapa no lançamento Gabriela Moreira/ESPN

Diversidade não é reserva de lugar para constar, é incluir por currículo. É possível encontrar mulheres e negros que tenham destaque no mercado? Não existem mulheres e negros capazes tecnicamente neste universo? Onde estão as executivas, mulheres bem-sucedidas, economistas, gestoras, administradoras de empresa? Elas continuarão sendo excluídas do processo de comando? E os negros? Permanecerão de fora da gestão? 

São perguntas obrigatórias ao futebol. Estamos em 2018. O mundo fora do futebol já enxerga a diversidade como obrigação. Mas o futebol parece alheio a isso. 

O blog questionou as duas chapas sobre os planos para mulheres e negros na gestão do clube, confira as respostas: 

A chapa de Ricardo Lomba e Walter Oaquim, que tem um vice negro, respondeu

“Entendemos que as mulheres são parte fundamental na evolução do Flamengo. Temos em nosso corpo executivo diversas profissionais diariamente envolvidas nas tomadas de decisão do clube, o que muito nos orgulha. Além disso, há a valorização das atletas, como no futebol feminino vencedor do clube, o retorno da equipe de vôlei, além de atletas de ponta na ginástica, nado artístico, judô, polo aquático etc.”

O grupo de Rodolfo Landim e Rodrigo Dunshee, também se manifestou:  

"A primeira preocupação da nossa gestão será  contar com as pessoas mais capacitadas para atuar em seus cargos, independentemente de cor, religião, orientação sexual. Dentro deste conceito, nossa administração tem a intenção de contar com uma diretoria que retrate a diversidade dos sócios do Clube - e da sociedade em geral - , fazendo com que todos os segmentos se sintam efetivamente representados.  Assim como temos o conceito de união em nossa Chapa Unifla, o Flamengo com Landim Presidente terá uma administração inclusiva, abrindo caminho para a participação de todo o clube. A divulgação dos nomes que integrarão o comando do clube não acontecerá neste momento".

*Nota: o perfil do blog é de notícias, mas eventualmente abre espaço para opinião da repórter.

 

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Estatísticas e visitas para contratar reforços, novo estádio para 45 mil e treinos abertos: promessas da situação na eleição do Flamengo

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, repórter do ESPN.com.br


Ricardo Lomba, atual vice-presidente de futebol, é o candidato à sucessão de Eduardo Bandeira de Mello
Ricardo Lomba, atual vice-presidente de futebol, é o candidato à sucessão de Eduardo Bandeira de Mello Divulgação - Flamengo

O candidato à sucessão de Eduardo Bandeira de Mello à presidência do Flamengo, Ricardo Lomba, lançou nesta terça-feira seu Plano de Metas para 2019-2021. Para o futebol, a chapa "Avança mais, Flamengo" promete "maior assertividade nas contratações", quesito em que a atual administração tem sido criticada. O grupo também afirma ver como "improvável" que o clube seja o "dono do Maracanã" e afirma ter planos para construção de um estádio para 45 mil pessoas, além da possibilidade de realizar jogos de menor apelo (até 5 mil pessoas) na sede social da Gávea. Treinos abertos à torcida também são mencionados no projeto.   

Veja outros pontos: 

Para a base, a promessa que chama a atenção é a de transformar o Flamengo no "maior descobridor de talentos latino-americano", expandindo o trabalho dos olheiros para outros países do continente, entre eles, Argentina, Colômbia, Uruguai e Paraguai. O trabalho dos observadores, que a atual gestão afirma ter quadruplicado, teve cinco parágrafos reservados no plano. 

Entre os planos para os jovens jogadores, a meta do grupo é utilizar pelo menos a metade dos talentos revelados no profissional:  "possuir, em médio/longo prazo, pelo menos 50% da nossa equipe profissional composta por atletas oriundos das divisões de base do Flamengo", prometem no documento. 

No profissional, o grupo afirma que nos últimos seis anos o departamento se tornou menos influenciável por "amadores"

"A linha de comando se tornou enxuta, com maior respaldo e supervisão do trabalho dos profissionais do departamento e, consequentemente, menor risco de interferência dos dirigentes amadores".     

Para tornar as contratações "mais assertivas", a chapa diz que vai continuar investindo em estatísticas, mas também fazendo acompanhamento in loco dos jogadores de interesse

"Investir no Centro de Inteligência de Mercado, sob suporte de consultoria internacional, buscando uma maior assertividade nas contratações. O critério deve ser equilibrado entre as estatísticas e o método científico do scout e a amostragem suficiente e regular de acompanhamento presencial e empírico". 

Para resolver o problema do estádio, o grupo afirma que vai concluir a reforma do estádio da Gávea (José Bastos Padilha) no ano que vem e utilizar o espaço em jogos do profissional, nas partidas de menor apelo do Estadual, além do uso para as categorias de base, futebol feminino e futebol americano.

Como casa principal, o Maracanã _ embora o clube tenha contrato vigente pelos próximos dois anos _ a chapa afirma ver como "improvável" que o clube se torne "os donos" do estádio. Os planos são adquirir um terreno para construção de um equipamento para 45 mil torcedores. 


"Por ser público, histórico e intimamente ligado a diversos clubes, é improvável que algum dia nos tornemos os donos do Maracanã e, consequentemente, possamos obter as receitas que seriam possíveis em um estádio que fosse realmente do Flamengo".   

No relacionamento com o torcedor, entre as promessas, a grande novidade é a criação de uma "Comissão de Arquibancada" para organização de atividades de incentivo nos jogos. 

"Criar e apoiar o projeto de “Comissão de Arquibancada” com regulamento, organograma bem definido e transparência, que poderá ser utilizado como benchmarking nacional para organização e pacificação das Torcidas Organizadas", diz o documento, que estabelece contrapartidas de responsabilidade para participação: 

"Facilitar as aquisições de itens que compõem a festa, já que as compras centralizadas poderão obter descontos significativos e se beneficiar de parcerias com suporte comercial do clube. Estabelecer e exigir contrapartidas para a participação das Torcidas Organizadas na comissão e respectivas festas, tais como manutenção de cadastro de CNPJ sem restrições, não envolvimento em ocorrências policiais, realização de ações sociais, organograma definido, transparências nas contas, dentre outras". 

A chapa também promete praticar uma política de ingressos "não excludente", quando trata do preço das entradas .

Os Esportes Olímpicos também foram esmiuçados, entre eles o Remo, modalidade que tem sido criticada na atual gestão. A modalidade recebeu um capítulo só para ela. Os demais esportes basquete, vôlei, judô, ginástica artística, natação, pólo aquático, nado sincronizado e atletismo também foram retratados

O grupo reafirmou a promessa de construir uma arena para abrigar as modalidades de quadra, para 3,5 mil pessoas, projeto que seria feito em parceria com o Mc Donald´s:

"A princípio o projeto seria financiado pela empresa McDonald’s, mas o processo de negociação se estendeu além do previsto, com sucessivas exigências e pedidos de garantia ao clube. Caso o projeto não seja efetivamente executado pela empresa, o Flamengo buscará outro parceiro para viabilizar sua construção ou destinará recursos do seu orçamento para este equipamento, de suma importância para a prática de esportes terrestres, como voleibol, basquetebol e futsal. O prazo estimado para conclusão das obras é de 1 ano".

 Na comunicação do clube, a principal novidade é a promessa de criação de um canal de TV para produção e exibição de documentários que retratem a história e os ídolos do rubro-negro. 

Aqui, a íntegra do documento divulgado pela chapa.

 

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Mineirão: tapa no rosto de torcedor segue sem resposta

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, repórter do ESPN.com.br


Já se passaram 23 dias desde que um torcedor foi agredido, no rosto, por um policial militar, dentro do Mineirão, na frente de testemunhas que filmaram a ação e ainda não é possível ter notícias acerca do procedimento apuratório dos fatos. 

Em entrevista ao blog, no último dia 31, a Polícia Militar de Minas Gerais afirmou que o vídeo seria enviado à Corregedoria da corporação para ouvir os envolvidos. 

"Soubemos do assunto através da reportagem, não tínhamos tido acesso a estas imagens e vamos levá-la para a Corregedoria. Se eles entenderem que foi excessivo, será aberto procedimento apuratório, ele será ouvido e pode virar inquérito se for o caso", disse o major Flávio Santiago na reportagem

Questionada sobre o andamento do procedimento nesta quarta-feira, a assessoria de imprensa da PMMG respondeu que: 

"O procedimento está em andamento dentro das especificidades do devido processo legal".

A reportagem pediu para saber, então, se o policial já havia sido identificado, se ele havia prestado depoimento e o que afirmou como defesa. Resposta: 

"Respeitando o devido processo legal, o número do procedimento e informações sobre ele não são divulgados."

O email foi novamente replicado pelo blog, pedindo o número do procedimento, dado que deve ser informado pelos princípios de Publicidade e Transparência aos quais o Estado está submetido e mais uma vez, a resposta foi:
 
"Respeitando o devido processo legal, o número do procedimento e informações sobre ele não são divulgados".

A reportagem continuará acompanhando o caso. 

Mineirão
Mineirão Getty

 

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Flamengo mantém Barbieri mas cobra força no ataque e explicação sobre queda de Paquetá

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, repórter do ESPN.com.br

O dia foi mais de conversas do que de decisões no Ninho do Urubu. Como de costume em todo pós jogo, o departamento de futebol se reuniu para discutir o andamento do time. Nesta segunda-feira, no entanto, Maurício Barbieri e seu auxiliar Maurício de Souza foram mais cobrados a respeito da queda de rendimento da equipe. As cobranças aconteceram entre o diretor de futebol, Carlos Noval, e a comissão técnica numa longa reunião no CT, no fim da manhã . O treinador continua sendo bem avaliado, mas as dificuldades de se chegar ao gol e a queda de desempenho de alguns jogadores são assuntos em discussão no clube. 

Foi pedido à comissão técnica que apresente novas possibilidades e alternativas táticas para se chegar às vitórias, mais especificamente, para retomada da efetividade do ataque rubro-negro. Na avaliação de parte dos dirigentes, o time passou a ser previsível neste setor do campo e insiste em caminhos que não têm trazido resultados. A esperança é que Barbieri apresente resposta para este problema nesta semana cheia de trabalho, já que terá mais tempo para testar alterações.  O retorno da reunião de Noval com a comissão será passado à cúpula do futebol, formada pelo presidente Eduardo Bandeira de Mello, e pelo vice de futebol Ricardo Lomba, em conversa agora à noite. 

Maurício Barbieri vive cobranças por resultados no Flamengo
Maurício Barbieri vive cobranças por resultados no Flamengo Gilvan de Souza/ Flamengo

Outro ponto de questionamento é o rendimento de alguns jogadores. O departamento de futebol se preocupa com quedas de desempenho de atletas como Renê, Léo Duarte _ que tiveram mais erros do que o costume nas últimas rodadas _ e, especialmente, de Lucas Paquetá. Há algumas semanas, desde a retomada do campeonato após a pausa para a Copa do Mundo, ele tem sido procurado pelos comandantes para conversas. Elas, no entanto, não têm apresentado resultado. E este é um ponto de consenso entre os dirigentes: de que o meia precisa voltar a ter atuações mais consistentes. 

Essa é mais uma resposta que se espera de Barbieri e auxiliar, mas também de outros departamentos como o de psicologia, que tem trabalhado intensamente nas últimas semanas. 

A decisão de manter a comissão técnica passa pelas respostas que o time vai dar em campo no curto prazo, já nos treinamentos desta semana. Pesam a favor do treinador o retrospecto recente da equipe, que desempenhou como há anos não fazia em campo, mantendo-se líder do campeonato por mais de dez rodadas seguidas. E também pela dificuldade de fazer mudanças acertadas de comando, com um mercado que não apresenta muitas opções. 

Mas o sinal de alerta nunca soou tão alto pelos lados do Ninho.    

 


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Mulher é acusada de dar golpe em viagens de jogadores, técnicos e dirigentes

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, repórter do ESPN.com.br

Atletas dos principais clubes do país, técnicos renomados, dirigentes, patrocinadores e outras pessoas ligadas ao futebol afirmam terem levado um golpe milionário de uma mulher que vendia passagens aéreas para diversos destinos no mundo. A autora do golpe seria uma mulher identificada pelas vítimas como Luciana Dias dos Santos Monteiro, de 42 anos. Gozando de livre acesso a clubes, ela teria usado o cartão de crédito dessas pessoas para organizar viagens para destinos como Dubai, Estados Unidos e Europa. Prometia passagem para os atletas e suas famílias, efetuava as compras, mas não as entregava. Somente entre as vítimas ouvidas pela reportagem, foram mais de R$ 400 mil de prejuízo. 

Mas o valor é muito maior. Desde o fim de semana, um grupo de whatsApp que reúne pessoas lesadas pela fraude não para de receber novos integrantes. Já são mais de 100 vítimas. Registros de ocorrência já foram feitos em São Paulo, onde mais atuava, e no Rio. Todos contam a mesma história: 

"Representando uma empresa de Turismo, ela montou um esquema pirâmide em que as pessoas depositavam pra ela valores altos, de R$ 18 mil, R$ 20 mil e ela prometia determinados números de viagem, à vontade, sempre em condições boas, que valia a pena. Algumas pessoas viajavam, ganhavam confiança e ela ia usando o dinheiro que recebia para pagar para outros. Em determinado momento isso ruiu", explicou o advogado que representa algumas vítimas, Rafael Aché.

Segundo ele, clientes começaram a desconfiar que levariam calote na semana passada quando ela parou de responder às mensagens no whatsApp e pessoas que estavam com viagens programadas não conseguiram viajar. Uma das vítimas relatou no grupo de de mensagens que estaria, neste momento, em Portugal, sem as passagens para voltar ao Brasil. 

Perfil criado por vítimas no Facebook para cobrar
Perfil criado por vítimas no Facebook para cobrar Reprodução

No mundo do futebol, assim como fora dele, Luciana conseguiu novos clientes no "boca a boca". Um jogador foi passando para o outro e para empresários o contato da agente, uma vez que no início, de acordo com os relatos, as viagens não apresentavam problemas: 

"Ela era muito atenciosa e embora as passagens não fossem baratas, ela conseguia bons descontos. Mas de uma hora para a outra, parou de retornar e percebemos que tínhamos caído num golpe", contou um dos jogadores ouvidos pela reportagem.

Alguns chegaram a viajar com os serviços da agente na parada do futebol na Copa do Mundo. Foram para Orlando, nos Estados Unidos, e também para a Rússia, assistir aos jogos do Mundial. E os mesmos haviam comprado passagens para o recesso do fim do ano. 

"Eu comprei 10 passagens de R$ 5 mil, cada. Totalizando R$ 50 mil. Sou mais um que foi lesado neste golpe. Não desconfiamos de nada, porque ela sempre foi muito atenciosa e as primeiras viagens deram muito certo", relatou uma pessoa que trabalha no futebol.  

O perfil das vítimas é parecido. Todos com poder aquisitivo acima da média e com limites grandes no cartão de crédito. Alguns jogadores tiveram lançamentos e compras não autorizadas após terem fornecido seus dados para a Luciana, afirmam. 

Nome de vereador envolvido 

Embora Luciana é quem esteja no alvo das denúncias, uma empresa de Londrina pode estar envolvida. A G6 Turismo. Segundo vítimas, alguns depósitos foram feitos diretamente na conta da agência. Dados da Junta Comercial do estado, apresentam entre os administradores, um vereador da cidade, Felipe Prochet. Informações que chegaram à reportagem afirmam que Luciana teria sido demitida da empresa recentemente. 

Em nota, a G6 respondeu que: 

"Na qualidade de advogados da empresa G6 Turismo, vimos por desta informar que a empresa G6 é vítima de crimes cometidos pela ex colaboradora/freelancer Sra Luciana Dias dos Santos Monteiro e estamos tomando todas as medidas cabíveis nas esferas cíveis e criminal. Informamos que o Vereador citado não tem nenhuma relação com a G6 Turismo."

A reportagem questionou à empresa, o motivo da demissão de Luciana e o fato do vereador constar como administrador na Junta Comercial. Os questionamentos ainda não foram respondidos. 

Embora neguem que o parlamentar tenha relação com a empresa, o contato com a reportagem foi feito por meio da assessoria pessoal do vereador. 

Durante todo o dia, a reportagem também tentou contato com Luciana. Por email e por telefone, mas todos estavam desativados ou desligados. Os recados deixados não foram retornados. 

*Nota atualizada para inclusão da resposta da empresa G6.

 

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Bomba quebra, e gramado do Maracanã não pode ser regado no intervalo de Flamengo x Corinthians

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br
Gramado do Maracanã tem sido muito criticado recentemente
Gramado do Maracanã tem sido muito criticado recentemente Gazeta Press

Não é de hoje que o gramado do Maracanã tem sido criticado, tanto por flamenguistas como também por adversários. No jogo desta quarta-feira, a situação contou com um problema além.

O campo, mais uma vez em péssimo estado, não pôde ser irrigado no intervalo da partida entre Flamengo e Corinthians, uma vez que a bomba do estádio quebrou.

Cariocas e rubro-negros decidem um lugar na decisão da Copa do Brasil. Depois da partida desta quarta, os dois times voltarão a se enfrentar em São Paulo, em 26 de setembro.

Depois do último jogo da equipe rubro-negra, a vitória por 2 a 0 sobre a Chapecoense, no sábado, o técnico Maurício Barbieri se queixou sobre o gramado.

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Há menos de um ano, Tite cortava Diego por lesão. Diferenças na conduta médica para o 'caso Fagner' engrossam críticas pelo lado rubro-negro

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, repórter do ESPN.com.br
Fagner em treino do Corinthians nesta segunda-feira. Jogador tem condições de ser escalado  contra o Flamengo
Fagner em treino do Corinthians nesta segunda-feira. Jogador tem condições de ser escalado  contra o Flamengo Agência Corinthians

Há pouco menos de um ano, em outubro do ano passado, o meia Diego, do Flamengo, foi convocado por Tite e cortado após dores musculares na coxa esquerda. O diagnóstico da lesão (grau leve) foi feito na Granja Comary, na presença de membros da comissão técnica e médica da CBF.  Cenário parecido - com diferenças importantes na visão da CBF - ao de Fagner, do Corinthians, pivô de mais um capítulo de rusgas entre o rubro-negro e a cúpula da entidade, acusada nos bastidores pelos cariocas de favorecimento ao time de Andrés Sanchez. 

Um ponto de alarde dos rubro-negros foi o fato de o lateral corintiano não ter se apresentado aos médicos da CBF, nem ter sido avaliado pessoalmente pela comissão técnica. A diferença na conduta entre o corte de Diego (ano passado) e o corte de Fagner é o ponto central da reclamação.

Acreditam que a CBF foi leniente ao acreditar na gravidade da lesão (que apontava recuperação de 3 a 4 semanas). E que deveria ter visitado o atleta para ter certeza das condições, como fez com Diego, que mesmo tendo o diagnóstico avisado pelo departamento médico do clube, com exames, pediu que o jogador comparecesse à concentração. 

Eu sei do caráter do Fagner', Tite comenta recuperação do lateral do Corinthians


Outro ponto é o fato de Fagner ter sido desconvocado, condição que o deixou livre para atuar, uma vez recuperado. Questionam os rubro-negros a diferença no status do atleta para o de Renato Augusto. O meia pediu dispensa da seleção, que não foi atendida, e continuou convocado, ficando impedido de atuar em qualquer condição, em qualquer clube. 

O blog questionou a CBF sobre as diferenças apontadas. Responde a entidade que o caso de Diego foi diferente por alguns motivos: por ele ter se lesionado na noite anterior (Flamengo x Ponte Preta), véspera da apresentação, e pelo fato de os jogos que o meia acabaria desfalcando a seleção terem sido de maior relevância (Bolívia e Chile, eliminatórias). 

Fagner se machucou no jogo contra o Colo-Colo (29/08), pela Libertadores. Mas sua lesão somente foi anunciada dois dias depois (31/08). A apresentação à seleção se deu somente nos dias 2 e 3/09. 

Ainda segundo a CBF, o médico Rodrigo Lasmar recebeu exames de imagem e diagnóstico detalhado, com comprovação em documentos, da lesão do lateral. Segundo a entidade, não havia hipótese de ele ser utilizado nos dois jogos, por isso, foi cortado e desconvocado. 

A comissão técnica não fez o mesmo com Renato Augusto, mantendo-o convocado e impedido de atuar, pois não concordou com o pedido de liberação do atleta, situação que não é sequer parecida com a de Fagner, na avaliação do time de Tite. 

No entanto, os médicos e os exames estavam errados. E na metade do mínimo tempo previsto para sua recuperação, Fagner está disponível. Não a Tite, mas ao time de Andrés, que anunciara: "Se eu perder para o Bandeira, eu paro". Não perdeu e vai continuar. 

 

Fagner se recupera, treina normalmente e pode enfrentar o Flamengo na Copa do Brasil

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Há menos de um ano, Tite cortava Diego por lesão. Diferenças na conduta médica para o 'caso Fagner' engrossam críticas pelo lado rubro-negro

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Imagens de torcedor levando tapa no rosto de PM no Mineirão serão enviadas para a Corregedoria

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, repórter do ESPN.com.br

A Polícia Militar de Minas Gerais vai enviar para apuração da Corregedoria cópia do vídeo em que um torcedor aparece levando um tapa no rosto de um policial dentro do Mineirão. As imagens mostram um rubro-negro falando com um policial dentro do estádio quando um segundo PM se aproxima desferindo um tapa em seu rosto e gritando: "Não vou te falar mais" ou "Não pode falar mais" (o som não é claro). 

No entorno da cena, outros torcedores do Flamengo, homens e mulheres, passavam com mãos tapando boca e nariz, aparentemente protegendo-se dos efeitos de gás de pimenta. 

Assista ao vídeo abaixo:  

Ao blog, o porta-voz da corporação, major Flávio Santiago disse que encaminhou pedido de esclarecimento ao batalhão responsável pela ação e também levou o caso ao conhecimento da Corregedoria. 

"Soubemos do assunto através da reportagem, não tínhamos tido acesso a estas imagens e vamos levá-la para a Corregedoria. Se eles entenderem que foi excessivo, será aberto procedimento apuratório, ele será ouvido e pode virar inquérito se for o caso", disse o major. 

O blog ouviu o torcedor agredido. Tiago Oliveira, 32 anos, disse que a situação ocorreu no intervalo do jogo, após os policiais decidirem fechar o bar destinado aos rubro-negros. Segundo ele, nessa hora, houve um princípio de discussão com alguns torcedores reclamando da ação. Ele foi um dos que questionou a atitude, mas sem violência.

Após o tapa, cassetete 

"Nessa hora, eu já tinha entendido que o bar ficaria fechado e estava tentando ir ao banheiro. Estava falando com o policial, explicando para ele, quando chegou este outro me dando um tapa no rosto. A câmera parou de filmar e ele ainda me bateu mais. Estou com a barriga doendo do cassetete", disse Oliveira que pertence a um Consulado, como são chamados grupos de torcidas mais regionais do Flamengo. 

Morador de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, Oliveira é eletricista e foi ao Mineirão pela primeira vez. 

"Lá fora, os policiais eram muito solícitos, ajudavam com informação e eram educados. Mas dentro do estádio foi muito diferente. Vi policial empurrando mulher com criança no colo, atiraram bombas, atacaram com cassetete 

A reportagem ouviu diversos relatos semelhantes ao de Oliveira. Além dele, o repórter Wesley Ramon, da rádio Esporte Metropolitano, do Rio, foi agredido por seguranças privados enquanto tentava filmar a ação da PM

Ele registrou ocorrência e fez exame de corpo delito para atestar as lesões. 

No fim da tarde desta sexta-feira, uma testemunha da agressão ao jornalista procurou o blog e contou ter visto mais do que aparece nas imagens: 

"Teve um momento que enquanto uns enforcavam, outro dava soco na barriga dele. Eu ainda discuti com um dos seguranças. E perguntei se iriam matá-lo igual fizeram com o Eros morto por seguranças dentro do próprio Mineirão", relatou a testemunha. 

Torcedor morto 

Eros Datilo Belizário, de 37 anos, foi morto dentro do estádio, em 2016, após ter sido espancado pelos seguranças privados contratados pelo Mineirão. No laudo feito no hospital para onde foi levado, Odilon Behrens, foi constatado que ele chegou à unidade sem vida e "com múltiplas lesões". 

Inquérito feito pela Polícia Civil, no entanto, concluiu que o torcedor foi vítima de um choque elétrico. 

Veja abaixo nota da empresa Esquadra, que faz a segurança do estádio, da Minas Arena e o que diz a PM: 

"A Esquadra está apurando os fatos para um melhor esclarecimento do ocorrido durante o jogo do Cruzeiro e Flamengo na última quarta-feira,  no Estádio Mineirão. A Esquadra reitera que todos os seus colaboradoras que prestam serviço no Mineirão são treinados para agirem da melhor maneira, mesmo em situações de maior tensão."

"Com relação ao ocorrido com o repórter Wesley Ramon, da Rádio Metropolitana, ontem, após a partida Cruzeiro x Flamengo, a concessionária que administra o estádio está apurando e buscando todos os esclarecimentos junto à empresa que responsável pelo serviço de segurança privada no estádio.
A empresa lamenta o ocorrido e reitera que preza pelo importante trabalho realizado pela imprensa na cobertura das partidas de futebol no estádio". 

O que diz a PM 

A PM de Minas Gerais, pelo porta-voz major Flávio Santiago, disse que a polícia age com austeridade, mas sem violência. Segundo o oficial, em conversa com os policiais envolvidos eles afirmaram que não abusaram do uso da força. 

Apenas agiram para conter torcedores que tentavam descumprir as ordens e que alguns estavam alcoolizados. 

Quanto à imagem do torcedor que levou um tapa no rosto de um policial, a PM disse que tomou conhecimento do fato pela reportagem e que já encaminhou questionamentos à unidade, bem como enviou as imagens para a Corregedoria. O policial poderá responder pelo ato, após a instauração de um inquérito administrativo. 

Já quanto às cenas de policiais militares agindo dentro de um hotel, em que estavam hospedados torcedores rubro-negros, o porta-voz disse que a PM recebeu três chamados do hotel afirmando que alguns torcedores estava provocando torcedores rivais no estabelecimento. E que foi ao local para controlar a situação. 

A PM informou também que, em outras situações, nos confrontos acontecidos entre torcidas organizadas do Cruzeiro, fora do estádio, pelo menos três policiais ficaram feridos. Um deles, o comandante do 34º Batalhão, tenente-coronel Godinho, que está com hematomas no peito, provocado por uma garrafada. Um segundo policial perdeu um dente, também alvo de uma garrafada. E um terceiro, da Cavalaria, sofreu uma fatura no braço após ter sido alvo dos torcedores. 

 


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Azul x rubro-negro não pode: Conmebol veta Flamengo com uniforme principal contra o Cruzeiro

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, repórter do ESPN.com.br
Vitinho tenta jogada durante partida entre Flamengo e Cruzeiro, pela Libertadores
Vitinho tenta jogada durante partida entre Flamengo e Cruzeiro, pela Libertadores Gilvan De Souza/Flamengo

Em reunião nesta quarta-feira, em Belo Horizonte, a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) decidiu que o Flamengo não poderá jogar com seu tradicional uniforme rubro-negro contra o Cruzeiro, às 21h45 (de Brasília), pelo duelo de volta das oitavas da final da Libertadores.

O clube carioca será obrigado a usar camisa branca, short cinza escuro e meião rubro-negro. 

O Fla recebeu apoio até do rival no pedido para usar seu principal uniforme, mas os dirigentes da entidade foram irredutíveis. 

Já o Cruzeiro vestirá camisa e calção azuis, com meião branco.

O Flamengo saiu bastante contrariado da reunião. A decisão foi tomada pelo quarto árbitro e pelo delegado da partida. 

Curiosamente, no jogo de ida, no Maracanã, a equipe da Gávea usou sua camisa rubro-negra, enquanto a "Raposa" foi de azul normalmente.

Regulamento e multa 

No artigo 61 do regulamento da Conmebol para a Libertadores está expresso que: 

"Sempre que possível, o Departamento de Competição designará o uniforme que foi declarado como o primeiro uniforme no formulário.
No entanto, quando isso não for possível, o princípio a ser usado é ter uma equipe predominantemente na cor escura e outros equipamentos
predominantemente em cor clara."

O texto prevê multa de U$ 15 mil dólares para casos de descumprimento. O trecho, no entanto, não deixa claro como seria aplicada esta multa, se é por jogador, por peça ou ainda por descumprimento no geral. Caso seja por peça de uniforme, a multa por jogador seria de U$ 60 mil. Multiplicando pelo número de atletas, 16 (descontando os goleiros e incluindo o banco com seis atletas) daria um total de U$ 960 mil dólares de multa ou R$ 3,9 milhões. 

"Parágrafo único - O não uso de qualquer parte definida pelo Departamento de Competição da CONMEBOL será considerado infração e sancionada com uma multa mínima de USD 15.000 por jogo." 

O clube desconfia ainda que mesmo que decidisse ir a campo contrariando a determinação, o árbitro da partida, Andrés Cunha (URU), não deixaria o jogo iniciar. 

Maracanã foi diferente

No jogo de ida, no Rio de Janeiro, o Cruzeiro jogou com o seu uniforme principal, azul, e o Flamengo, com o preto e vermelho. Isso também foi questionado na reunião e os representantes disseram que é uma avaliação da equipe de arbitragem do jogo. Neste caso, formado pelo quarto árbitro e pelo delegado da partida, diferentes dos profissionais que atuaram no Rio. 

*Atualização: nota alterada para inclusão de detalhes do regulamento. 

 

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Na Justiça, Flamengo considera que Guerrero foi 'negligente' e sujou a própria imagem em caso de doping

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

Paolo Guerrero em jogo pelo Flamengo no Campeonato Brasileiro de 2017
Paolo Guerrero em jogo pelo Flamengo no Campeonato Brasileiro de 2017 Gazeta Press

Na ação movida contra Paolo Guerrero na Justiça do Rio, o Flamengo deixa claro a sua análise sobre a conduta do atleta no doping pela seleção peruana. Para o rubro-negro, o jogador foi negligente ao ingerir o chá, tendo contribuído para "macular" a sua imagem no episódio. 

O processo corre na 9ª Vara Cível e tem como objetivo condenar Guerrero e sua empresa Paolo Guerrero - Eirelli ao pagamento de R$ 1,8 milhão pelos 121 dias em que o clube não pôde "usufruir" da imagem do jogador, já tendo pago o valor acertado em contrato, um total de R$ 16 milhões. 

Guerrero foi suspenso após ter sido flagrado em exame antidoping que testou positivo para um metabólito da cocaína, em jogo pela seleção peruana nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018. Ele havia sido suspenso inicialmente por 14 meses pela Corte Arbitral do Esporte (CAS), mas uma liminar no Tribunal Federal da Suíça reduziu a pena para seis meses, o que liberou o jogador para atuar no Mundial da Rússia.

Nesta quinta-feira, porém, a liminar foi derrubada, e Guerrero (hoje jogador do Internacional) terá de cumprir os oito meses que ainda restam de suspensão - só voltará aos gramados em abril de 2019.

"Primeiramente, a partir dos termos da Cláusula 2.2 do Contrato de Imagem, possível afirmar que o Guerrero descumpriu uma das obrigações contratuais expressamente previstas ao macular a sua imagem de atleta profissional de futebol mediante a ingestão de substância proibida, mormente considerando que algumas medidas poderiam ter sido adotadas para evitar o ocorrido (conforme restou consignado pela FIFA em seus pronunciamentos)", afirmaram os advogados na ação. 

O que constava no contrato de imagem do atleta: "Manter íntegra a sua imagem de atleta profissional de futebol, abstendo-se de praticar qualquer ato contrário à proibidade, à moral e aos bons costumes ou que possa afetar de forma negativa sua imagem, assim como a o CRF e/ou dos seus patrocinadores, sob pena de pagamento, por parte do ATLETA, de eventuais perdas e danos (SIC)".

Para o clube, o doping trouxe prejuízo também à imagem do Flamengo:

"Além de o fato ter repercutido negativamente – não apenas na imagem de Guerrero, como também do Flamengo –, diante do resultado adverso, Guerrero foi suspenso pela Associação Internacional de Federações de Futebol (“FIFA”) pelo prazo de 30 (trinta) dias, contados a partir de 03.11.2017". 

Para atribuir a negligência do atleta, os advogados se basearam nas explicações que o peruano deu ao Tribunal Suíço ao reconhecer que não verificou a composição do chá que tomou, embora não quisesse melhorar sua performance: "Por outro lado, visto que Guerrero teria sido negligente ao deixar de verificar a composição do chá à luz das normas antidoping". 

Paolo Guerrero maculou sua imagem de jogador profissional, diz Flamengo em processo
Paolo Guerrero maculou sua imagem de jogador profissional, diz Flamengo em processo Reprodução

Além dos prejuízos à imagem, na ação, os advogados frisam os prejuízos técnicos da ausência do atleta: 

Para Flamengo, Paolo Guerrero foi 'negligente' em caso de doping
Para Flamengo, Paolo Guerrero foi 'negligente' em caso de doping Reprodução

O processo também explica o cronograma de pagamentos dos direitos de imagem ao atleta, veja:

- R$ 2 milhões à vista na assinatura do contrato

- R$ 2,8 milhões na publicação de seu registro no BID da CBF 
- R$1,2 milhão até 15/03/2016
- R$ 2,5 milhões em 15/09/2016
- R$ 2,5 milhões em 15/03/2017
- R$ 2,5 milhões em 15/09/2017
- R$ 2,5 milhões em 15/03/2018

A reportagem procurou os advogados do atleta, mas ainda não teve retorno.

 

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