Indiciado por fraude em eleição, diretor de informática de Eurico continua trabalhando no clube

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, repórter do ESPN.com.br
Eleições do clube tiveram urnas impugnadas por constatação de fraude em cadastro de eleitores
Eleições do clube tiveram urnas impugnadas por constatação de fraude em cadastro de eleitores Caio Blois/ESPN.com.br

Diferentemente do que vem sendo publicado pela imprensa, Sérgio Murilo Paranhos, diretor do Vasco indiciado por estelionato e falsidade ideológica não foi demitido. Ele continua trabalhando no mesmo departamento que trabalhou quando a fraude foi arquitetada.

Contratado por Eurico Miranda, ele não pôde ser demitido pela nova gestão, de Alexandre Campello, por ser sindicalizado e ter estabilidade garantida. O blog apurou que Sérgio, no entanto, não foi afastado de suas funções no departamento onde teriam acontecido parte das fraudes investigadas.  

Contratado durante a gestão de Eurico Miranda e, segundo as investigações, ele foi um dos responsáveis pela adulteração das datas de associação de pelo menos 335 sócios do Vasco, para que eles estivessem aptos a votar nas eleições ocorridas no fim do ano passado. 

O resultado das investigações foi revelado pela TV Globo na última quinta-feira. Segundo a reportagem, as fraudes foram identificadas na perícia do Instituto de Criminalística da Polícia Civil em HD apreendido no clube. O indiciamento ainda será analisado pelo Ministério Público. 

 

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Flamengo quer ser o 'maior celeiro de talentos do mundo', veja os planos para isso

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, repórter do ESPN.com.br

Luís Gustavo (à esquerda), ao lado de Carlos Noval, em coletiva no Flamengo
Luís Gustavo (à esquerda), ao lado de Carlos Noval, em coletiva no Flamengo Gilvan de Souza/Flamengo

O Flamengo quer ser o "maior celeiro de talentos do mundo", palavras do assessor da presidência para assuntos da base, Luís Gustavo Nogueira. Como estratégia, o clube aumentou o número de observadores atentos a novos jogadores. Em dois anos passou de três para 11 pessoas nessa função. São olheiros espalhados pelo Brasil com a missão de buscar jogadores promissores. O orçamento também aumentou, foi de R$ 12 milhões, para R$ 20 milhões em três anos. A venda de Vinicius Júnior por 45 milhões de euros colocou os meninos do Ninho do Urubu em outro patamar no mercado e provocou uma nova postura contratual no departamento que já tem jogadores, como Reinier, de apenas 16 anos, considerado o melhor jogador da geração 02, com multa fixada em 50 milhões de euros, valor que muitos jogadores do profissional não passam perto. 

Veja os objetivos do rubro-negro para a base, em entrevista exclusiva com Luís Gustavo Nogueira:

Pergunta: Onde o Flamengo quer chegar com a base? 

Resposta: O objetivo do Flamengo é que a gente seja a melhor base do Brasil. E aí é quase consequência que a gente seja a melhor base do mundo, porque o Brasil é o principal celeiro de talentos do mundo. E a gente não pode ficar satisfeito enquanto a gente não olhar seleções brasileiras no futuro, times do Flamengo no futuro e ter a certeza que a gente tem jogadores titulares de seleção, jogadores do Flamengo titulares em times grandes na Europa. Quando a gente olhar isso de modo recorrente, todo ano tem jogar que tá virando profissional e tá jogando em clube grande da Europa. Isso é um marco que é onde a gente quer chegar. 

Se eu zagueiro, goleiro, volante. E o São Paulo, por exemplo, formar atacante, naturalmente o São Paulo vai vender mais, em valor, do que a gente, porque atacante vale mais do que outras posições. 

Vocês estudaram algum clube para ter como referência para a base?

No Brasil, o modelo adotado pelo São Paulo, por ter sido bem sucedido, é uma referência. A gente já chegou no nível do São Paulo, mas quer se destacar mais. Há três anos a gente olhava muito pro São Paulo, mas acho que já estamos lá. Era um modelo por ter convocações para a seleção de base, atletas vendidos e sendo aproveitados no profissional... o São Paulo e, talvez, o Fluminense tenham sido os clubes que mais se destacaram nisso. O Palmeiras é um clube que está parecido com o Flamengo nesse sentido. A fase com a Crefisa permitiu que eles começassem a investir na base. As competições sub-16 para baixo, todas estão com Flamengo e Palmeiras e antes era o São Paulo e mais alguém. 

Olhando para fora, a gente não tinha muito orçamento. Nossos funcionários, nossos diretores, não trocávamos muito com o "lá fora". Com a parceria com a Double Pass (empresa belga de consultoria para base) estamos buscando informações sobre como países como a Bélgica, a França estão trabalhando a base. Como eles pensam? Este é um trabalho que estamos fazendo. 

Quando o Flamengo chega nesse patamar? 

A geração 00 já é muito forte (cita Vinícius, Lincoln, Wesley, Wendel, Yuri), mas a geração 01 para baixo, a gente ainda tem um caminho, talvez em cinco anos. O que chega aqui é consequência do que garimpamos lá atrás, com sete, oito, nove, dez anos. Se eu não fui tão bom aqui, tenho que ir ao mercado e comprar jogador. É caro, a ideia não é essa. O que a gente tem praticado é um esforço muito grande de captação, com parcerias com times no Paraná (Trieste), no Ceará (CEU) e 11 observadores espalhados no Brasil.  

Reinier comemora um de seus gols pelas categorias de base do Flamengo
Reinier comemora um de seus gols pelas categorias de base do Flamengo Divulgação/Flamengo

Qual o perfil e como é o trabalho desses observadores? 

São pessoas que trabalham com futebol há anos, ex-auxiliares e ex-treinadores de times profissionais e de times sub-20. Um observador do Rio, por exemplo, já foi auxiliar do profissional do Flamengo. Outro, já foi auxiliar do sub-20. O nosso observador do Ceará era o treinador do Ceará na Copinha. São pessoas que trabalham exclusivamente para o Flamengo, no futebol. O clube custeia o transporte deles para os jogos, reembolsa as despesas e paga um salário fixo. Nós não pagamos comissão para observador, mas temos uma discussão aqui dentro sobre isso, no jurídico, se é acordo trabalhista, se não é. Há clubes que pagam. A gente não faz, mas pode ser que a gente venha a fazer.

Em que idade o Flamengo começa a captar jogadores?  

Nossa primeira categoria de base é com 6 anos, mas o grosso é entre 11 e 14 anos, falando em termos de Brasil. Porque pra gente alojar no Ninho só podemos a partir dos 14 anos (por lei). Não é um impeditivo antes disso, porque as famílias podem se mudar para o Rio e o Flamengo ajudar a custear isso, mas é mais comum o atleta de outro estado ficar em monitoramento, isto é, vir de tempos em tempos para o Rio, joga algumas competições conosco até chegar aos 14 anos e podermos alojar e contratar em definitivo. 

A guinada da base veio quando? 

Isso começa lá atrás. O Noval (Carlos Noval, atual diretor de futebol do profissional) chega no clube em 2010, na gestão da Patrícia Amorim. O pai dele tinha sido diretor do clube, ele conhecia as pessoas e assume a base junto do Carlos Brasil. O trabalho recomeçou, mesmo, em 2010. Isso veio ganhando orçamento a partir de 2013. O Vinícius estava aqui desde os 11 anos, agora tem 18, o Noval trouxe ele para o Flamengo. Com aquelas condições que o clube tinha, de Centro de Treinamento, sem orçamento para contratar na base, praticamente não tinha observador... o Flamengo tinha três observadores até três anos atrás (agora tem 11), foi algo para se dar parabéns. 

E isso vai melhorando, estamos atraindo mais talentos. O Ramon (lateral-esquerdo), que jogou a Copinha e já jogou no profissional, veio do Nova Iguaçu tem um ano e meio. O Rodrigo Muniz (atacante) que vocês vão ouvir falar dele em breve, veio do Desportivo Brasil. Bruninho (meia), também veio do Desportivo Brasil. O Pedro Arthur (atacante) veio do Juventude, muito bom jogador também. Isso é algo novo, não tínhamos verba para isso, mas agora temos. 

Quais estruturas foram melhoradas na base? 

Além de aumentarmos o número de observadores (agora são 11), aumentamos as parcerias. São times de interior que indicam atletas pra gente. Os nossos observadores nessas regiões identificam os bons jogadores ali e trazem para o Flamengo. Nosso acordo é assim: se o clube achou um atleta, a gente traz para o Rio ou em monitoramento ou em definitivo e pagamos um percentual para o clube. 

E o orçamento? 

A gente saiu de um orçamento de mais ou menos R$ 11 milhões (em 2015). Em 2016, foi de R$ 12 milhões, R$ 13 milhões. Hoje em dia nosso orçamento está em R$ 20 milhões. Nesse total, tem verba de contratação, então não significa que a gente precise gastar tudo. Em geral, não gastamos tudo. Supondo que a gente traga o atleta com opção de compra, ou seja, ele fica emprestado aqui. Em alguns casos, temos de pagar um valor, R$ 50 mil, R$ 20 mil inicialmente e depois pagamos a diferença. Exemplo, adquirimos um atleta do com opção de comprá-lo por R$ 1 milhão, um jogador caro. O clube exigiu R$ 50 mil no empréstimo. Eu estimulo muito que a gente compre 10 jogadores desses de R$ 50 mil e um for muito bom e me der um retorno esportivo e a consequência ser uma venda que retorne ao clube, paguei todos os outros que errei.

O que eu quero dizer é o seguinte... é muito interessante eu tentar atrair jogadores de clubes menores. Lógico que temos critérios para fazer essas aquisições, não vamos sair rasgando dinheiro. Isso vale já para meninos de 8, 9, 10 anos. 

Qual a política de percentual na base? Quanto o Flamengo tem como regra para os direitos econômicos dos jogadores? 

O jogador é do Flamengo 100% na base até assinar o primeiro contrato profissional, a partir de 16 anos. Nessa negociação é que vão ser definidos os termos. O natural é os melhores jogadores, os empresários vão tentar melhorar o salário e maior participação, para a família e o acordo dele (empresário) com a família. Nossa política é maximizar o percentual que a gente vai ter do atleta, sempre. Dificilmente você vai ver o Flamengo com menos de 70% de um atleta, isso vai ficar entre 80% e 90%. 

Só uma ressalva, se o jogador vem de parceiro temos um acordo com o clube e vamos ter um percentual menor, claro.

Qual o principal objetivo da base? 

A prioridade é gerar jogadores que possam ser jogadores profissionais, de preferência, no Flamengo. Se não for aqui, que gere um retorno financeiro para o clube. Nosso papel social é que possam se formar jogadores e tenham vidas melhores, para si e suas famílias, claro. Mas esportivamente, que gerem um retorno para o clube. Vender é uma consequência do sucesso. O Flamengo hoje, dada toda a estrutura, tudo o que o clube fez nesse período a gente não é forçado a vender nenhum jogador. A gente só vende se pagarem a multa ou se a gente entender que faz sentido. Como a gente quer gerar cada vez com mais qualidade, eles vão ter cada vez mais valor, naturalmente. 

Rainier em atividade junto com os profissionais do Flamengo
Rainier em atividade junto com os profissionais do Flamengo Gilvan de Souza/Flamengo

A gente falou rápido do São Paulo... mas tem algo interessante. Você repara que nos últimos tempos o São Paulo consegue vender jogadores mais rapidamente, mais caro que os outros, volantes mais caros que todo mundo, porque está há muito tempo revelando. Eles já tem o label (rótulo) na Europa de revelar jogadores bons, taticamente são mais disciplinados, que se adaptam melhor.  Isso é consequência de um trabalho muito bom de formação e de criação de marca de clube formador. 

Você pode ter certeza que a venda do Vinícius Júnior que era tido à época, ainda é, como o melhor jogador 2000 do mundo, o Renier, que é tido como o melhor 2002 do mundo... o Paquetá, o Lincoln, o Jean Lucas isso tudo somado. O Thuler, o Léo Duarte indo bem, o Michael que é um ótimo lateral esquerdo... você pode ter certeza que nos próximos anos a Europa vai olhar pro Flamengo de um outro jeito. 

Como é a relação do clube com os empresários? 

O Flamengo não direciona jogador para empresário nenhum. Eles fazem parte do meio, quer o clube queira ou não, ele é presente, ajuda as famílias e tem um papel importante. A  nossa preocupação é que o jogador não seja mal agenciado, que estejam adotando posturas e caminhos que claramente estejam indo contra o clube e contra o futuro do atleta. Se a gente percebe isso liga um alerta e tenta falar com a família. Isso acontece muito pouco no Flamengo e pra mim é um dos grandes méritos do Noval. Ele tem uma capacidade de ser próximo das pessoas, ser companheiro, é alguém que as famílias confiam muito. Ele cobra, dá bronca, mas construiu um ambiente maravilhoso na base. 

O que é um empresário levar um atleta para o lado ruim? 

Um atleta que a gente vê que tem grandes chances de chegar ao profissional e o empresário fica falando que o Flamengo não tá valorizando, que o clube está pagando pouco... convence a sair para mercados que não são bons. Alguém que vá contar histórias pra família que deixem eles contra o clube. Isso vai acontecer, estatisticamente, vai acontecer. Pelo baita trabalho que o Noval fez, isso nunca aconteceu. 

São muitos empresários que atuam na base ou o mercado é dominado por poucos? 

Essa é uma preocupação dos pais. Alguns perguntam se nós priorizamos algum empresário. O que eu respondo é que a gente tem uma planilha com os nomes de todos os empresários e os respectivos atletas. Se você analisa esses dados vê que eles são os mesmos que atuam no mercado profissional, são os mais conhecidos. Mas eles têm tanto jogadores muito bons, quanto jogadores que não avançam, também, que acabam não vingando. Eles têm quantidade, mesmo. Não necessariamente os melhores. Eles também têm jogadores que não jogam. Isso eu sou absolutamente tranquilo, que não tem preferência por empresário, esquema, na base do Flamengo. 

Tem pai que fica chateado porque o filho não joga, mas o que eu posso dizer é que não tem concentração importante (de empresário). O Flamengo não direciona e não temos tido casos recentes de empresário ter atitudes diferentes do que o atleta vislumbra. Óbvio que quando o atleta já está no profissional, é normal ver o empresário dizendo que quer que o jogador jogue, é o trabalho dele. O anormal seria o empresário achar bom o jogador estar parado.

O que vocês têm feito para tentar manter esses jogadores ou fazer com que ao saindo seja bom para o clube?

O empresário vai querer um aumento salarial para o atleta e o Flamengo vai querer ter multas maiores. Isso é negociável. O que é importante financeiramente falando é que um atleta da base, mesmo que eu pague ele bem, em geral, ele custa muito menos em salário do que trazer um atleta já profissional para ser reserva. Ele vai me custar muito mais que um menino novo com potencial de venda muito maior. 

Tem ficado mais caro, as negociações têm sido mais duras. Mas o empresário sabe também que o Flamengo paga em dia, não enrola empresário, o entende como uma parte da cadeia... ele quer estar com o Flamengo, quer fazer negócio. 

Mas depois do Vinícius Júnior vocês tiveram de aumentar as multas? 

A realidade do mercado mudou. O Vinícius tinha uma multa de 30 milhões de euros quando fez 16 anos, no seu primeiro contrato (em 2016). E o negócio ainda saiu por 45 milhões, 50% a mais. E isso trouxe uma nova realidade. Quando fomos fazer a multa do Reinier (jovem da base) é de 50 milhões de euros. A multa do Paquetá, também. As multas internacionais estamos tendo de aumentar, sim. 

O Reinier é o jogador que se algum clube perguntar ´vocês têm um Vinícius Júnior 2´, é ele. Pra ele, essa multa tem de valer, mesmo. 

Reinier, considerado o melhor jogador de sua geração
Reinier, considerado o melhor jogador de sua geração Divulgação/Flamengo

A base virou a salvação dessa temporada, inesperadamente? 

Esse diagnóstico é do Noval, do Lomba e do profissional. Sempre falamos internamente que tínhamos qualidade vindo, que os jogadores estavam prontos. A minha felicidade é ver um primeiro tempo contra o Palmeiras de um Jean Lucas, de que eu sou muito fã, espetacular. A zaga Léo Duarte e Thuler dois monstros, muito maduros. Eu não vejo a base, nunca, ser solução sozinha. Ela é para compor elenco.   

Como é a cabeça do jogador que vem da base? 

Lapidar esses talentos é um desafio técnico e o que chamam de valências do jogo: parte tática, cognitiva, mental, física. Quando chega um jogador de fora, com 16 anos, mesmo que seja melhor tecnicamente, por isso tá vindo, a parte física, psicológica e tática está muito mais enraizada nos que já estavam aqui. O conteúdo, a formação tática ajudam muito. 

O que eu vejo no jogador da base é que a identificação e a paixão deles é um diferencial que não deixam a camisa pesar. Eles saberem que a família deles, que é rubro-negra, está no Maracanã vendo eles jogarem, pra mim, isso é um diferencial. 

De onde vêm a maior parte dos jogadores da base? E com qual idade chegam ao clube na maior parte? 

Escolinha ainda não é nosso maior fornecedor. A gente quer melhorar isso. A maior parte vem por indicação dos observadores.
Até sub-14 vem muita gente. Depois disso já fica mais difícil, quando vem é para compor elenco. Esse ano trouxemos 10 atletas mais de sub 15. 

Com 15 anos esse jogador consegue criar identificação com o clube? Vocês têm essa preocupação? 

Temos tentando fazer isso. Temos discutido com o GPI (colégio que tem parceria com a base) para eles criarem uma matéria que conte a história do Flamengo. Todo atleta que chega a gente leva ao Museu para conhecerem e tem algo que eu acho que é um ativo enorme pra criar identificação é você ter os CTs todos juntos. Você vê um moleque de 10 anos, que treina uma vez no Ninho por semana e passa pelo campo profissional e vê o Guerrero treinando, o Diego... a base e o profissional treinando juntos é uma conexão poderosa. 

(a partir de sub-14, todos os treinos são no Ninho do Urubu. No sub-13, a maior parte é no Ninho, mas os atletas também treinam na Gávea, no futsal)

O que o clube pode melhorar na base? 

Acho que precisamos melhorar a captação, nas idades menores e regionalmente. Tem muito a melhorar na gestão física dos meninos. Às vezes tem um menino de baixa estatura, que pode melhorar o acompanhamento em casa na parte de nutrição e física, por exemplo. Precisamos garantir esse acompanhamento em casa para chegar no topo que podemos esperar. Temos de ter mais ciência para ter mais controle e tomar as melhores decisões. 

Para nos tornarmos referência na formação, temos de trocar muito com o mundo. Precisamos conhecer a escola portuguesa, inglesa, italiana. O país que a gente mais jogou torneio no ano passado, quando voltamos a jogar competições internacionais foi na Itália. Temos de jogar contra os grandes de lá para melhorar o rendimento. Não adianta jogar contra times que conhecemos só, como os brasileiros. 

Esse ano já fizemos seis competições internacionais e ainda faremos uma sétima, na China. Passamos muitos anos sem fazer nenhuma. 

 

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Handebol é alvo de operação da Polícia Federal em seis cidades

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, repórter do ESPN.com.br

Os jogos olímpicos no Rio ainda rendem maus frutos ao esporte brasileiro. Policiais federais cumprem agora pela manhã 15 mandados de busca em seis cidades: Aracaju, Brasília, São Paulo, São Bernardo do Campo, Santo André e Cotia. 

Batizada de Operação Sete Metros, a ação faz parte de investigações de irregularidades na aplicação de R$ 6 milhões de verba repassada pelo Ministério do Esporte para a realização do Mundial de Handebol Feminino no Brasil, em 2011, durante a preparação da Olimpíada no Brasil.  

Entre as práticas criminosas investigadas, estão: fraude a licitações, subcontratação de pessoas físicas e jurídicas impedidas de contratar com a União, superfaturamento de valores de bens e serviços adquiridos, pagamentos por serviços não prestados e por bens não entregues e falsificação de documentos nas prestações de contas. 

Centro Nacional de Desenvolvimento de Handebol em São Bernardo
Centro Nacional de Desenvolvimento de Handebol em São Bernardo Divulgação

A operação foi batizada de SETE METROS em alusão à penalidade máxima aplicada a quem comete faltas graves nos jogos de handebol. 

Empresas que têm contrato com a confederação estão entre os principais alvos da ação, entre elas, uma fornecedora do ramo de eventos que mantém contrato com o estado de Sergipe, onde a CBHb está sediada. 

A CBHb começou a ter suas práticas reveladas a partir de matérias publicadas no portal Jogo Limpo, da ESPN. A série de matérias "Dossiê Handebol", publicada em 2016, pode ser acessada aqui

 

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Após imprensa turca badalar, Flamengo é finalmente procurado por Besiktas e reabre negociação por Babel

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, repórter do ESPN.com.br
Ryan Babel, durante o jogo contra o Vitesse
Ryan Babel, durante o jogo contra o Vitesse Getty

No fim da manhã desta segunda-feira, o Flamengo reabriu negociações por Ryan Babel. O contato formal aconteceu, segundo fontes ouvidas pela reportagem, pouco antes da uma da tarde aqui no Brasil. Embora o noticiário da Turquia tenha amanhecido afirmando que novos valores já eram discutidos desde cedo. O novo contato foi feito pelos turcos após as notícias começarem a surgir.

Os valores informados pela imprensa turca não estão corretos, segundo o Flamengo. De acordo com fontes ouvidas no rubro-negro, as cifras estão mais próximo do que o clube brasileiro está disposto a pagar do que os turcos pediram inicialmente. Isto é, mais perto de 4 milhões de euros do que os 8 milhões pedidos pelo Besiktas. 

Neste momento, nenhum jogador além do atacante holandês está sendo negociado com o clube turco, afirma o rubro-negro. 

Atualização: por volta das 12h desta segunda-feira, o blog, nas redes sociais, publicou que o Flamengo não havia reaberto negociação pelo atacante. E este era o cenário até aquele momento. No entanto, cerca de 50 minutos depois, os clubes voltaram a se falar, após o Besiktas procurar o rubro-negro. 

 

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Auditoria aponta descontrole em gastos santistas entre 2013 e 2017 e pede mudanças urgentes

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, repórter do ESPN.com.br

Serviços pagos sem qualquer controle de execução e clube fazendo adiantamentos financeiros a terceiros. Um pequeno retrato de como foram as duas  últimas presidências do Santos Futebol Clube. Estas são as constatações de uma auditoria forense contratada pelo atual presidente, José Carlos Peres, para analisar todos os 370 contratos firmados pelo clube entre os anos de 2013 e 2017. Feita pela GF Brasil - empresa com sede em São Paulo -  a auditoria começou a ser entregue à atual gestão na semana passada. A conclusão dos auditores é que o Santos precisa rever urgentemente sua política de contratação de serviços e estabelecer códigos de conduta para evitar procedimentos nocivos ao clube, como conflitos de interesse. 

Entre os casos apontados como exemplo de conflitos está o pagamento para o Hotel Praiano LTDA, localizado na própria cidade. De acordo com os documentos analisados, em 2015 o clube transferiu uma quantia de R$ 150 mil para o estabelecimento, que pertencia a um conselheiro, Márcio Campanelli Costas. Na contabilidade, a informação de que o hotel iria devolver a quantia. 

"Entendemos que não se trata de adiantamento ao Hotel e sim de um empréstimo, uma vez que na documentação recebida há a seguinte afirmação “favorecido irá devolver ao Clube a quantia”, afirmam os auditores na análise. 

Auditoria em todos os 370 contratos da duas últimas gestões revela fragilidades e dúvidas em procedimentos. Futebol ainda está sendo analisado
Auditoria em todos os 370 contratos da duas últimas gestões revela fragilidades e dúvidas em procedimentos. Futebol ainda está sendo analisado GazetaPress

Embora o adiantamento tenha sido feito em novembro de 2015, o clube só recebeu de volta o valor total repassado em dezembro do ano seguinte. Os pagamentos, de acordo com os relatórios, foram feitos parceladamente e após cobranças do clube: R$ 80 mil em janeiro (dois meses depois), R$ 51.004 em junho (sete meses depois). Os quase R$ 19 mil restantes teriam sido utilizados, de fato, com hospedagem.

À reportagem, Campanelli disse que o dinheiro foi necessário para arcar com as despesas de hospedagem e alimentação de 120 atletas que participavam do campeonato Sulamericano feminino sub 20, realizado em Santos. Uma competição da Conmebol, que teve a cidade como sede e envolveu 10 equipes. De acordo com ele, a entidade sulamericana não pagou pelos serviços no prazo acordado, tendo o Santos socorrido o hotel para que o evento pudesse ser realizado na cidade. 

Segundo ele, outros hotéis na cidade também passaram pela mesma situação, de não receber no prazo estabelecido. Embora na auditoria conste a informação que Campanellli era membro do comitê gestor do Santos à época, ele afirma que só se tornou parte da diretoria após esta data. Que no dia do adiantamento, era apenas conselheiro do clube. 

"Eu mandei todos os meus hóspedes embora para atender ao Santos. Ninguém em Santos queria aceitar essa delegação porque o preço era muito barato de hospedagem, era 120 reais para café da manhã, almoço, lanche e jantar e o Santos tomou prejuízo. Não tem nenhum nexo, nenhum sentido um negócio desses. Eu nunca precisei do Santos pra nada, muito pelo contrário, eu cansei de dar hospedagem de graça. Eu hospedava jogadores do Santos. Como eu levei vantagem nisso, como o Santos levou prejuízo?", rebate o dono do hotel.

Conflitos de interesse em elevados gastos jurídicos 

Outro problema apontado pelos auditores foi a fiscalização dos serviços jurídicos prestados ao clube por diversos escritórios. Entre eles, o Bonassa Bucker Advogados que ficou responsável por casos de grande repercussão, como as disputas do clube na negociação do Neymar, a solução de passivos oriundos da criação do fundo de investimento Terceira Estrela Investimento S.A (Teisa Futebol S.A.), o chamado "Projeto Doyen", entre outros. 

Na análise dos auditores, que afirmam terem tido acesso a toda a documentação existente no clube relativa a este fornecedor, não há qualquer controle dos serviços executados por este escritório e a contratação foi feita sem concorrência e sem cotação de preços. 

"Para a contratação da empresa Bonassa Bucker não houve por parte do SFC nenhuma cotação de preços para a contratação do escritório jurídico, bem como não foi entregue a planilha de horas dos serviços executados", relatam em suas conclusões. 

Ao todo, o clube gastou - segundo consta no relatório - R$ 13 milhões com o escritório, sem que se possa aferir o trabalho executado:  

[]

  

A contratação do Bonassa Bucker foi feita por Modesto Roma Júnior no início de sua gestão, justamente para auditar e resolver problemas contratuais de gestões anteriores. Procurado, o escritório rebate as afirmações da auditoria que classifica como orquestrada e afirma em nota que foi responsável por uma economia de R$ 260 milhões ao clube, "sem contar o valor da reversão de direitos econômicos sobre atletas" (veja nota completa abaixo).

Um dos pontos considerados críticos no relatório é a contratação pelo Bonassa, de um terceiro escritório jurídico na Espanha, afim de intermediar o processo no caso Neymar. De acordo com a auditoria, o clube gastou R$ 728.366,40 em cinco meses (200 milhões de euros) com o escritório que não comprovou ter experiência para a execução deste serviço. 

Modesto Roma Júnior, ex-presidente, em coletiva - 20/10/2017
Modesto Roma Júnior, ex-presidente, em coletiva - 20/10/2017 Ivan Storti/Santos FC

Ainda em nota, que pode ser lida na íntegra abaixo, o escritório disse que o Santos não lhe pagou todos os honorários previstos em contrato e, por isso, acionou o clube judicialmente. 

A contratação do Bonassa foi duramente criticada nas conclusões da auditoria por ter sido intermediada por uma pessoa ligada ao escritório. Osvaldo Eduardo Cardoso Ribeiro é cliente do escritório e foi ele quem indicou ao Santos os serviços. No clube, Ribeiro era quem tinha a função de controlar os serviços, fiscalizando e exigindo resultados. Seu salário foi de R$ 60 mil, em 2015, até R$ 80 mil, em 2017, o que também foi apontado no relatório como um valor acima do mercado. 

O caso é apontado como de extremo conflito de interesse na visão da auditoria, algo que precisa ser corrigido em toda a estrutura santista. As conclusões da auditoria serão enviadas para o Conselho Fiscal e Deliberativo do clube, para que as sugestões sejam discutidas e aplicadas, se aprovadas. Também passarão pelo Conselho Gestor do clube. 

Ribeiro não foi localizado pela reportagem. O blog pediu ao escritório que fizesse chegar os questionamentos ao seu cliente, mas não teve retorno até o momento. 

O ex-presidente Modesto Roma Júnior também foi procurado. A reportagem enviou duas mensagens informando a importância dos questionamentos para o seu telefone celular atual e não teve retorno. Em dois dias seguidos, também ligou para o seu número, mas não teve retorno. 

Nota do Bonassa Bucker Advogados: 

Embora jamais tenha tido acesso a qualquer auditoria promovida pelo Santos FC ou por qualquer terceiro, o Escritório Bonassa Bucker Advogados esclarece ter sido contratado pelo Santos FC para a prestação de serviços de assessoria jurídica durante os anos de 2015 a 2017. A escolha do Escritório resultou, de um lado, da expertise de seus profissionais e, de outro, de vínculo de confiança inerente à relação cliente-advogado, inexistindo qualquer tipo de conflito de interesses.

Todos os serviços prestados foram calcados em contratos por escrito, devidamente firmados. Os valores de honorários sempre foram compatíveis com a prática de mercado e com os parâmetros da Ordem dos Advogados do Brasil. A indicação de escritórios de apoio em outras localidades seguiu, igualmente, a praxe profissional e sempre foi pautada na excelência dos profissionais sugeridos. O Clube contratou diretamente os profissionais recomendados.

Em virtude de sigilo, o Escritório está impedido de expor detalhes das atividades desenvolvidas ao longo de três anos. Vale ressaltar que a atuação do Escritório resultou em benefício econômico direto ao Santos FC da ordem de 260 milhões de reais, isso sem contar o valor da reversão de direitos econômicos sobre atletas.

Tendo o Santos FC deixado de honrar os honorários devidos, o Escritório notificou-o judicialmente e, se necessário, prosseguirá com outras providencias. 

 

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Flamengo acerta efetivação de Barbieri, e com aumento de salário

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, repórter do ESPN.com.br
Maurício Barbieri e Flamengo acertam efetivação
Maurício Barbieri e Flamengo acertam efetivação Gilvan de Souza/ Flamengo

Flamengo e Maurício Barbieri já acertaram sua promoção a treinador efetivo do clube. Com o novo posto, o técnico, de 36 anos, recebeu aumento salarial e a promessa de contratação de mais pessoas para a comissão técnica, que está desfalcada desde o fim de março, quando Paulo César Carpegiani foi demitido. 

Este é o segundo aumento que Barbieri recebe. O primeiro, menor, foi quando passou a ser interino. Agora, terá vencimentos mais condizentes com a função, mas ainda abaixo do mercado de treinadores da série A. O blog não conseguiu saber a duração exata do contrato, mas a contratação obedece ao que o clube tem praticado nos últimos vínculos com treinadores. Evita longas durações e estabelece multas que sejam razoáveis para as duas partes. 

Também será promovido, o auxiliar Maurício de Souza. Ele era treinador do sub-20 e foi conduzido ao cargo de auxiliar do profissional quando Barbieri se tornou interino. Maurício será efetivado na vaga ocupada pelo treinador, na comissão permanente. 

Ainda falta a contratação ou efetivação de um segundo auxiliar para Barbieri. Desde março, é o treinador quem tem comandado todos os treinos dos reservas, inclusive em situações que não são comuns.   

Na análise do departamento de futebol, pesaram para a efetivação do treinador não só os resultados (18 jogos, com apenas uma derrota. Tendo seis empates e 11 vitórias), mas as demonstrações de que o técnico atende à filosofia que o clube deseja para um treinador, alguém que entenda e necessidade e pratique o diálogo com todos os setores do departamento de futebol (base, Centro de Inteligencia e Mercado, que entre outras funções faz as análises de desempenho, e o Centro de Excelência em Performance), sem perder a autonomia como treinador. E na análise do futebol, ele tem conseguido conciliar estes quesitos. 

Barbieri e Maurício de Souza durante treino. O auxiliar, que treinava o sub-20, foi promovido para a Comissão Permanente
Barbieri e Maurício de Souza durante treino. O auxiliar, que treinava o sub-20, foi promovido para a Comissão Permanente Reprodução

Conversas 

As conversas para efetivação do treinador começaram a ser desenhadas após a vitória contra o Bahia. Não só pelos resultados, mas a carga de trabalho do técnico a vontade de mudar de status começavam a bater à porta. Após a partida, ao ser questionado em coletiva sobre a expectativa pela efetivação não escondeu seu desejo: 

"Todo mundo que atinge um degrau, para continuar evoluindo, precisa olhar o degrau seguinte. Hoje estou técnico do Flamengo", disse na ocasião. 

Com a efetivação, as reuniões que já estão acontecendo para o planejamento de como agir na janela de transferências, tendem a ser mais efetivas. 

 

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Flamengo acerta efetivação de Barbieri, e com aumento de salário

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Dívida de mais de R$ 8 milhões com ex-vice de futebol ameaça penhoras no Vasco

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira

José Luiz Moreira, o Zé do Táxi (à esquerda) e Eurico Miranda
José Luiz Moreira, o Zé do Táxi (à esquerda) e Eurico Miranda Marcelo Sadio/Vasco

Uma dívida do Vasco com o ex-vice de futebol José Luiz Moreira começa a penhorar as parcas receitas do clube. São pelo menos R$ 8 milhões cobrados pelo ex-dirigente na Justiça. A informação, ainda não confirmada, é que há uma decisão judicial que impede que a CBF repasse ao clube este valor em futuras rendas ou ainda que a entidade registre essa pendência para futuras negociações de atletas. 

A CBF não confirma a chegada desta penhora. O blog confirmou que existe a dívida e que ela está sendo discutida num processo que corre em segredo de justiça e por isso os detalhes são preservados. 

Questionado, o Vasco informou que "está finalizando junto à KPMG e à GranThorton um estudo de levantamento dos débitos clube e sobre a viabilidade de se fazer um concurso de credores, de modo a pagar de forma estruturada todos os credores atuais". Disse ainda que o processo do Zé Luís, é um dos que serão chamados para renegociar a forma de pagamento. 

Zé Luís Moreira, conhecido como Zé do Táxi, além de ex-dirigente, foi amigo pessoal do ex-presidente Eurico Miranda durante décadas. 

O ex-presidente do Vasco havia feito um acordo para pagar esse valor em 24 parcelas referentes a uma ação cobrando empréstimos em favor do clube. À época, ele rinha confissão de dívida de R$ 4.649.031,61, um valor que não foi reconhecido pela gestão Roberto Dinamite e que foi anulada na Justiça.  O juiz desembargador Jaime Dias Pinheiro Filho, da 12ª Câmara Cível, porém, reverteu a decisão.  

À época, o advogado de José Luis Moreira, Luis Roberto Leven Siano, afirmou que seu cliente abriu mão de todos juros da cobrança e dos honorários advocatícios (R$ 2 milhões). 

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Dívida de mais de R$ 8 milhões com ex-vice de futebol ameaça penhoras no Vasco

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Mais forte e mais rápido: Vinícius Júnior à espera do Real Madrid

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, repórter do ESPN.com.br
Vinícius Júnior: versão 2018 à esquerda, 2017 à direita
Vinícius Júnior: versão 2018 à esquerda, 2017 à direita Gazeta Press

Enquanto o Real Madrid não convoca Vinícius Júnior, o atacante rubro-negro negociado com o clube espanhol cresce e aparece. Usando dados reais, um crescimento de 1,7 cm de comprimento e quase 3 quilos (2,9 kg) no peso corporal, de 2016 até hoje. Além disso, o atacante, que sempre chamou atenção pela velocidade, ganhou ainda mais agilidade nos últimos dois anos, de acordo com dados do Centro de Excelência em Performance (CEP) do clube. Hoje, sua velocidade máxima é 9,6% maior que em 2016. Assim como sua potência, que cresceu 9%. 

Uma evolução acompanhada de perto pelo Real Madrid. Embora o clube não peça ao Flamengo informações relativas ao crescimento de Vinícius, os espanhóis recebem periodicamente um relatório dos rubro-negros sobre a "joia". Os contatos são feitos por email e contém apenas informações médicas do jogador. As comunicações acontecem entre os departamentos médicos e são semanais. 

"Real Madrid alerta que irá pedir Vinícius já em julho", afirma Mauro


O principal interesse do Real é saber se o atleta vem reagindo bem em atividade. Quando não era titular, o clube enviava imagens de treino para que vissem como vinha evoluindo. Agora que é peça fundamental no esquema do Flamengo, apenas relatórios médicos são fornecidos, uma vez que os jogos são acessíveis para qualquer um. Além disso, o Real tem um observador brasileiro para enviar informações mais técnicas das atuações. 

Desde que foi contratado, há pouco mais de um ano, Vinícius só teve uma lesão (em outubro do ano passado), o que é sempre uma preocupação. Mas se recuperou bem. Sua evolução antropométrica tem sido bem avaliada pelo Flamengo. Um dos pontos de destaque, além da potência, que subiu quase 10% em dois anos, foi a força. Numa escala que vai de 0 a 10, ele foi avaliado com nota 8 neste quesito. Em 2016, havia recebido nota 6. Este foi um dos índices de maior crescimento entre seis fornecidos ao blog. 

Veja outros (escala de 0 a 10): 

Velocidade: foi de 8 para 9
Força: de 6 para 9
Resistência: manteve 7
Qualidade de movimento: de 7 para 8
Recuperação: de 7 para 9
Composição corporal: de 7 para 9 

Outro ponto de boa avaliação foi a recuperação, a capacidade física para reagir a esforços em curto espaço de tempo. Neste ponto atingiu nota 9, de um total de 10. De acordo com dados do CEP, a recuperação do jogador pós jogo também é muito boa. Enquanto o padrão é o que um atleta leve 72 horas para que seu corpo descanse de uma partida e esteja pronto para outra, Vinícius consegue se recuperar com cerca de metade desse tempo, em apenas 40 horas.  

A espera do contato 

O Flamengo afirma que ainda não foi contatado pelo Real para abordar o tema de sua transferência, que pode ocorrer a partir do dia 12 de julho, quando o jogador completa 18 anos. Artilheiro do time na temporada, com 10 gols, o atleta de São Gonçalo (RJ) tem dito publicamente que deseja deixar o rubro-negro somente no fim do ano, mas no Flamengo todos sabem que se os espanhóis chamarem, dificilmente o atacante vai conseguir dizer não aos seus futures patrões.

 

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Fim de uma novela de 4 anos; Fla enfim recebe dinheiro da venda de Brocador. Valor ultrapassa R$ 21,5 milhões

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, repórter do ESPN.com.br
Hernane Brocador comemora gol pelo Flamengo em 2014
Hernane Brocador comemora gol pelo Flamengo em 2014 Getty Images

O Flamengo termina esta terça-feira com pelo menos R$ 21 milhões a mais na conta corrente. Isso porque o Al Nassr, da Arábia Saudita, finalmente, depositou o valor devido pela transferência de Hernane Brocador, em 2014. O clube árabe pagou a quantia após dez meses da decisão judicial conseguida pelo rubro-negro na FIFA, cobrando a dívida. 

Na data da condenação, em setembro do ano passado, o valor a ser pago estava em 3 milhões de euros (cerca de R$ 11,2 milhões). A quantia depositada nesta terça foi maior em mais de 2 milhões de euros, por conta de juros e multas aplicados. 

Além da correção, a demora no pagamento também melhorou o negócio para o rubro-negro pela desvalorização do real, uma vez que no dia da condenação, 15 de setembro do ano passado, o euro estava cotado em 3,7 em relação à moeda brasileira. E nesta terça, já está em 4,32. 

A informação, antecipada pelo blog, foi divulgada há pouco pela assessoria de imprensa do clube. 

"o Flamengo, por confiar nas bases jurídicas que sustentaram a transação, não tinha dúvidas que receberia a integralidade dos valores devidos", disse o vice-Presidente Jurídico do Flamengo, Flávio Willeman, em nota oficial. 

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Valor é o triplo do inicial 

A contratação do atacante aconteceu em 2014 por um valor total de 4,5 milhões de euros (R$ 13,6 milhões). O Flamengo era dono de 50% dos direitos econômicos do atleta, mas nunca recebeu sua parte até esta data. Se tivesse recebido na época, teria arrecadado cerca de R$ 7 milhões. Pelo calote, recebe agora mais de três vezes o valor inicial. 

À época, o restante do jogador pertencia à empresa Talents Sports, do empresário Paulo Pitombeira, e ao Mogi Mirim. Pitombeira é também empresário do treinador Fábio Carille, ex-técnico do Corinthians, que se transferiu ao Al-Wehda, também da Arábia Saudita, na semana passada.

 


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Ex-profissionais do Flamengo aquecem o mercado de patrocínio em outros clubes

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, repórter do ESPN.com.br

Marcelo Frazão nas arquibancadas do Maracanã
Marcelo Frazão nas arquibancadas do Maracanã Staff Images

O Santos anuncia nesta sexta um novo patrocinador, a Orthopride. A empresa que atua na área de ortodontia estética vai estampar sua marca no número das camisas do time profissional, da base e do feminino. 

Não só aos santistas, mas o anúncio traz um dado interessante aos rubro-negros. O Flamengo foi a porta de entrada da companhia no mercado do futebol (entre os grandes) em janeiro do ano passado. 

Depois do rubro-negro, a empresa passou a patrocinar Atlético-MG, Cruzeiro e já patrocinava o Volta Redonda, que joga a série C do Brasileiro, clube da cidade onde fica a sede da empresa e onde moram os três sócios da companhia. 

Ex-Fla no mercado 

O acordo também mostra um outro movimento, o de ex-profissionais do Flamengo que migraram para clubes do país e levaram consigo suas parcerias de negócio. Como neste caso da Orthopride, cujo patrocínio ao Santos foi capitaneado por Marcelo Frazão, ex-integrante da Diretoria de Novos Negócios do Flamengo e atual executivo de Marketing do clube da baixada santista. 

Para o Atlético-MG, quem levou a empresa foi outro ex-profissional rubro-negro, Pedro Melo, que se transferiu da Gávea para a Cidade do Galo em dezembro do ano passado, na função de gerente de Marketing do time mineiro. 

Outro caso é o de Fabrício Toth, ex-coordenador de Marketing e Patrocínios do Flamengo que ao se transferir para a Ponte Preta conseguiu levar para o clube paulista a Kodilar, empresa de alimentos que patrocina o clube carioca. 

 

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'Desculpa, quebrei o protocolo': saiba mais sobre o ex-estudante da USP que, aos 37 anos, pode fazer o Flamengo avançar na Libertadores

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, repórter da ESPN.com.br


Mauricio Barbieri: técnico do Flamengo já fez estágio em clube de Mourinho onde conheceu o 'futebol jogado com ideias'
Mauricio Barbieri: técnico do Flamengo já fez estágio em clube de Mourinho onde conheceu o 'futebol jogado com ideias' Gazeta Press


Faltava pouco para o fim de um dia que havia sido longo. O embarque no Rio de Janeiro para Fortaleza tivera o coro agressivo de torcedores que foram protestar contra o time. O Ceará, pela terceira rodada do Brasileiro, se desenhava no cenário do dia seguinte como um adversário obrigatório a ser batido. Jantar finalizado, antes da  última reunião do dia com a comissão técnica, Maurício Barbieri topa conversar. Encontro com o treinador interino do Flamengo no café do hotel na orla da capital cearense. O empate com o Santa Fé, na Colômbia, na partida anterior, provocava análises sobre o seu trabalho. Retranqueiro. Houve quem murmurasse.

Maurício Barbieri tem 37 anos e quatro filhos. João Gabriel, de 11, Yara, de 8, Nina, de 5 e Tito, de apenas 3 meses. Todos com a mesma mulher, Ana, com quem é casado. Quem aos 26 anos decide ter o primeiro filho e uma década depois já soma quatro não pode ser chamado de retranqueiro. É a primeira constatação da conversa.   

"Ele gosta do jogo trabalhado. Gosta de ter uma ideia de jogo bem definida. Posse de bola com ofensividade. Realmente retranca não é o perfil das equipes dele", analisa Thiago Scuro, seu ex-diretor de futebol no Red Bull Brasil, completando:"No Red Bull ele passou por quase todas as funções no futebol. Foi estagiário, preparador físico, auxiliar e treinador. Isso ajudou ele a ser mais completo. Sem dúvida, ele é mais bem preparado por isso. Além de muito inteligente, é simples ao transmitir o que quer para o time". 

No dia em que conversávamos, Barbieri havia comandado o Flamengo em cinco partidas (três empates e duas vitórias, sendo uma em amistoso). Pergunto o que ele já enxergava como sua cara no grupo rubro-negro. Vejo que o time tem sofrido menos sustos no setor defensivo, digo e questiono o que ele havia mudado para dar esta impressão. 

"Acho que o time está mais compacto, com menos espaços para o adversário trabalhar a bola por dentro do campo. Mudei a forma de marcar. O time marcava muito por homem e peço que eles marquem por setor e em todas as disputas que tenha alguém na cobertura", responde.   

Métodos cobrados 

As mudanças na marcação eram um passo, mas como fazer a equipe jogar de forma mais consistente, para que os resultados começassem a aparecer? Dias antes, seu colega de profissão e amigo Zé Ricardo, já havia me apresentado uma parte da resposta. Planejamento. Uma característica comum a quem tenha passado por clubes-empresas, como o Audax e o Red Bull Brasil, é que a evolução do trabalho é medida e cobrada. 

"Você tem bônus no fim do ano que são atrelados a resultados. Como nas empresas. E quando alcançamos ou não alcançamos, você tem de explicar como chegou até ali. O que deu certo e o que não deu, tem de estar no papel. Com todos os passos tomados. Isso ajuda a ter mais consciência do que se faz", conta Zé, que, mesmo em meio ao turbilhão vivido em São Januário, volta toda a atenção à repórter quando escuta que o assunto é falar sobre o trabalho do seu ex-colega de Audax. 

"A gente conversa muito. Ele é um grande amigo. Quando estava montando o time do Vasco me pediu indicação para algumas posições. Indiquei o Thiago Galhardo por eu ter sido o treinador dele no Red Bull. Está dando muito certo... eu só não imaginava que teria de enfrentá-los como treinador", conta Barbieri, fazendo a ressalva de que quando fez a indicação, ainda não trabalhava no Flamengo. 

Fã de jogadas ensaiadas

O planejamento dos treinos é feito por ele e demais integrantes da comissão, entre eles o auxiliar Maurício de Souza, conhecido como Mauricinho, técnico campeão da Copinha deste ano com o sub-20. Chegar ao Ninho do Urubu antes da maior parte do grupo e deixar o CT após a maioria têm sido frequente na rotina do treinador. A atividade do dia seguinte à vitória contra o Inter fora marcada para as 15h30. O treinador chegou antes das 10h. 

"Depois que os jogadores vão embora, ele costuma ficar até tarde reunido com o Wellington Salles (analista de desempenho) para programar a semana", relatou um funcionário do clube.  

Das conversas com Wellington saem grande parte dos treinamentos, baseados na forma de jogar dos adversários seguintes. 

"Ele gosta muito de jogadas ensaiadas. Todo jogo tem algumas que ele pede para fazer e isso é treinado a semana inteira. Ele manda repetir até acertar. Já ganhamos um jogo muito importante, que nos deu o acesso à série A do Carioca em 2013, assim", conta Léo Inácio, seu ex-atleta no Audax-RJ e atual coordenador das categorias de base do Flamengo. 

"Essa questão das jogadas ensaiadas é realmente um ponto que chama a atenção. Ele treina inúmeras vezes e na preleção faz uma espécie de teste com os jogadores perguntando o código de alguma delas", relata uma pessoa que costuma participar das reuniões pré-jogo.  

Ideia de jogo

A conversa com Barbieri seguia os caminhos da sua trajetória até chegar ao Flamengo, há 48 dias. De como ele passou de jogador a estudante de Esporte, na Universidade de São Paulo (USP), até fazer estágio na base do Porto, aos 22 anos, quando completava seus estudos numa universidade portuguesa. 

"Muitos falam que eu trabalhei com o Mourinho, mas não foi isso. Eu trabalhei no Porto quando ele era o técnico do profissional. Não tive contato no dia a dia, mas lá eu aprendi muito com as ideias de jogo da equipe. Trabalhei com o José Guilherme, que é uma grande referência pra mim", disse. 

Barbieri conversa com jogadores durante treino do Flamengo
Barbieri conversa com jogadores durante treino do Flamengo Gilvan de Souza/Flamengo

Do estágio, quando o clube foi campeão da Champions League, ele voltou ao Brasil com ideias do que gostaria de fazer quando fosse treinador. Ideia é a palavra-chave do pensamento de José Guilherme, citado por ele na conversa, professor da universidade do Porto - na qual Barbieri complementava seus estudos - e o autor da metodologia de treino que ele procura aplicar em seus trabalhos, a Periodização Tática. 

"Nada que ele peça para os jogadores em campo não foi treinado antes", comenta Scuro, atual diretor-geral do Red Bull Brasil. 

Guarani 

Mauricio Barbieri teve uma passagem relâmpago pelo Guarani em 2017
Mauricio Barbieri teve uma passagem relâmpago pelo Guarani em 2017 Gazeta Press

Além de Red Bull e Audax, Barbieri também teve uma passagem pelo Guarani como treinador do profissional. Foi a mais curta da sua carreira (6 jogos, quatro empates, uma vitória e uma derrota), que ele explica dessa forma: 

"Fiquei realmente muito pouco e não pude fazer muita coisa. Mas falo com os jogadores de lá até hoje". 

Paquetá e torcida

A conversa já chegava ao fim quando,  em pé, perguntei sobre Paquetá. Naquele momento, o meia ainda não estava jogando exatamente onde está atualmente, quase como um volante de armação, com extrema liberdade para transitar até a entrada da área: 

"Sei que o Paquetá rende bem onde está, no meio pela direita... mas você não acha que ele renderia ainda mais em outras funções?", pergunto ao treinador que sorri quase deixando escapar uma das mudanças que viriam pela frente: 

"Espera que amanhã você terá uma surpresa", disse. 

O relógio já marcava perto meia-noite e estava quase no dia do aniversário do seu filho mais velho. Flamenguista, João Gabriel ganhou 3 gols para comemorar e um futebol jogado com mais ideias. 

"Quero dedicar essa vitória a um menino chamado João Gabriel, que faz aniversário hoje", disse ele ao abrir a coletiva pós- jogo no Castelão, sem revelar que se tratava do próprio filho. 

O bolo veio só no dia seguinte. Ao chegar em casa, a trupe Barbieri o esperava para os parabéns. João escolheu o tema da festa, foi rubro-negra, como de costume.  

Na partida desta noite, contra o Emelec, o treinador e suas ideias serão testadas novamente.  Aos 37 anos, o interino que encontrou o Flamengo na sua frente fará o jogo mais importante de sua carreira até agora.    

Na última vez que esteve no Maracanã, no empate com a Ponte Preta, quando mais de 60 mil cantavam à beira do gramado, ele não resistiu e atendeu aos pedidos de foto com a Fla-Mureta, pequena torcida formada por alguns que ainda lembram a velha geral do velho Maraca. 

Ao lado dele, um steward que presenciava o momento disse: "Dos técnicos recentes, é o primeiro que eu vejo vindo aqui tirar foto". O treinador ouviu e pediu desculpas à comunicação do clube, que o perdoou imediatamente: 

"Desculpa, quebrei o protocolo".

O blog conversou com alguns jogadores que foram treinados por ele; veja entrevista com Roger, atualmente no Corinthians: 

- O quê, no trabalho do Barbieri, te chamou mais atenção? 

Eu não sei se posso usar o termo surpreender, porque a gente esteve junto no Red Bull e desfrutei do conhecimento que ele tem sobre futebol. Do jeito que ele trata os atletas, o respeito, o nível de treino, de intensidade. É um cara que realmente tá pronto pra viver tudo que tá vivendo no Flamengo. É um cara que se preparou muito pra essa oportunidade. 

- Tem sido frequente, em entrevistas com jogadores que trabalharam com ele, ouvir que "a gente compreende o que ele fala". Pra você foi assim também? É uma característica que te chamou atenção nele?

Ele é um cara muito esclarecido, né? Então, chamou a atenção de todos, chama a atenção. É um cara muito estudado, que tem um conhecimento amplo de futebol. Só que é simples, muito simples. Tudo que passa é de fácil compreensão e, se você realmente abraçar essa situação, com certeza o time, o grupo vai obter sucesso. 

- Para quem está de fora, é curioso imaginar como um atleta já com experiência lida com treinadores jovens (e no caso do Barbieri, no Red Bull) em início de carreira. O que ele agregou na sua experiência como jogador?

Acho que foi a primeira experiência que eu tive com um treinador tão jovem. Mas foi um Campeonato Paulista maravilhoso (2015), consegui conquistar três prêmios, muito pelo trabalho dele. Porque sem dúvida ele nos preparou para aquilo. Então, acho que a grande diferença foi uma conversa que tivemos no início da temporada, em que disse a ele que eu viria pra ajudar e que ele era jovem tanto quanto eu, mas em situações opostas, né? Porque um treinador jovem é diferente, mas um atleta já na minha idade (31 na época) já tem mais experiência, então, eu acho que nós tivemos um casamento perfeito no Red Bull, nós entendemos um ao outro. A partir da terceira ou quarta rodada, eu fui capitão dele e fizemos um campeonato sensacional. Ficou um sabor, sem dúvida, de que queremos mais. 

- Como você definiria o esquema de jogo preferido por ele? Sabemos que, muitas vezes, o treinador tem de adaptar o esquema ao perfil do time... Mas na sua visão, ele gosta de qual tipo de esquema?

Ele é um cara muito conhecedor. Mas acho que o grande sucesso nosso foi no 4-2-3-1. Nós tínhamos uma linha de quatro, uma normal, dois laterais, dois zagueiros. No meio-campo nós tínhamos o Luan, que tá no Avaí, na 10, muitas vezes tínhamos o Thiago Galhardo, Misael, Igor Sartori e Edmilson e eu como 9. A gente conseguia espelhar muito bem e definir. Foi um esquema que deu muito certo, mas eu não vejo ele jogar assim no Flamengo. Vejo ele jogar num 4-1-4-1 e que está dando muito certo. 

Roger comemora gol pelo Red Bull, no Campeonato Paulista de 2016
Roger comemora gol pelo Red Bull, no Campeonato Paulista de 2016 Gazeta Press

- Como ele era no vestiário, no olho no olho com você?

É um cara nota dez, um amigo que eu tenho no futebol. Muito esclarecido, muito educado, diferente. A gente tem um palavreado meio diferente no futebol e ele é um cara que tem um nível acima de educação, enfim, um cara que a sala dele sempre esteve aberta para quem quis, olho no olho. Eu lembro que o time passou uma situação delicada e eu fui à sala dele e disse que queria fazer uma reunião com os atletas e eu como líder, mais velho, fui à frente e foi bem legal porque ele me apoiou muito nessa decisão. Eu lembro disse e depois tivemos uma virada, saímos para uma arrancada muito legal no campeonato. É um cara muito, muito inteligente em todas as áreas, não só futebol. É um cara família, assim como eu. Um cara que aprendi a admirar. 

- Você foi artilheiro (2016) com ele, num momento difícil da sua carreira. Algo no trabalho do técnico favoreceu este momento? 

Sim, o trabalho dele me favoreceu. Não posso negar que ele montou uma equipe para que eu jogasse. A gente sabe que às vezes não acontece, não dá certo, mas no Red Bull tínhamos uma equipe para que a bola chegasse em mim, para que eu tivesse a bola do jogo, para eu finalizar, né? Ele fez toda a diferença, é claro que a gente trabalhou muito, a bênção de Deus me chegou muito, mas ele definiu um esquema para que me favorecesse, porque o meu momento realmente era maravilhoso e ele entendeu isso rápido. Se não me engano, em três, quatro rodadas eu já havia feito quatro, cinco gols. 

Ele entendeu que o momento era meu e ele fez uma equipe para me favorecer. Deu muito certo, fui artilheiro, fui pra seleção do campeonato, fui o craque do interior. Lembro que ele estava na festa comigo e eu disse para ele 'logo vamos estar entre os grandes, se Deus quiser', e hoje eu tô muito feliz de ver ele treinando o Flamengo, eu defendendo o Corinthians e a gente com uma relação maravilhosa. Ele tem sempre minha torcida pra que tudo dê certo na vida, no trabalho. O futebol precisa de caras como Maurício Barbieri. 

 

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Fla e Maracanã se unem a empresa para clube ter estádio como casa até 2022

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, repórter do ESPN.com.br
Flamengo pode voltar a ter Maracanã como casa após acordo com empresa
Flamengo pode voltar a ter Maracanã como casa após acordo com empresa Gazeta Press

Flamengo e Maracanã estão prestes a firmar acordo com um parceiro comercial para viabilizar jogos no estádio pelos próximos quatro anos. A empresa assumiria parte do aluguel e dos gastos operacionais em troca da exclusividade de exploração nos chamados "ativos de marketing" do estádio que são, em resumo, publicidade nas áreas não exploradas pela TV, como corredores, telão e nos túneis que levam o público até as arquibancadas. 

Isto garantiria ao clube a segurança de operar no estádio sem prejuízo no caso de o público não ser o suficiente para lotar o estádio. Dessa forma, diminuem também os argumentos para cobrança de valor de ingresso mais alto. As conversas já vêm acontecendo há alguns meses e, nesta semana, as partes discutem a assinatura do acordo. 

A ideia inicial do contrato - ainda em discussão - é que tenha duração até 2022. Os valores percentuais que a empresa assumiria dos custos ainda estão sendo discutidos. Para valer, mesmo que acordado entre as partes, a parceria ainda precisará passar pela aprovação do Conselho Deliberativo do clube.   

Esporte.com 

Os envolvidos não confirmam o nome da empresa, mas o blog apurou que seria a Esporte.com, agência contratada pela Ferj para fazer a "gestão comercial", como descrito no site da empresa, do campeonato carioca, assim como do Paulista e do Gaúcho deste ano. Também na internet, a empresa cita diversas parcerias comerciais com a Kefler, agência do ex-presidente do Flamengo, Kleber Leite. A empresa, no entanto, foi apresentada ao Flamengo pelo Maracanã e não pelo ex-dirigente. 

Como pano de fundo, o acordo significa um alívio para a Odebrecht, que verá o estádio ativo com jogos, e também um sossego político para a gestão rubro-negra, que consegue arrefecer a pressão interna e externa para os jogos no Maracanã, com preço de ingresso mais baixo.   

Por outro lado, um contrato que fixe jogos no Maracanã  por prazo longo decreta o abandono da estratégia do clube de pressionar governo e Odebrecht por uma nova licitação, como vinha fazendo. 

Custos 

No último jogo, contra o Internacional, com público de mais de 61 mil pessoas, os custos do estádio representaram quase 65% da renda arrecadada. E isso, porque a cobrança do aluguel foi no valor mínimo, R$ 250 mil, fixado após discussões do clube com os administradores do estádio na Justiça. De acordo com decisão judicial, o Maracanã pode cobrar até R$ 600 mil do rubro-negro para alugar o estádio. 

Confira os gastos exclusivos do estádio, no último jogo: 

- Aluguel: R$ 250 mil 
- Infraestrutura: R$ 81.140,27 (gastos com aluguel de roletas e equipes de engenharia e manutenção)
- Operacional: R$ 434.993,22 ( gastos com segurança, limpeza e demais equipes de serviços) 
- Contas de Consumo: R$ 150 mil (luz, água e gás) 

Total: R$ 916.133,49 mil 

 

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Corinthians e Flamengo se isolam em negociação e clubes ameaçam seguir sem eles para transmissões do Brasileiro no exterior

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, repórter do ESPN.com.br
Clubes tentam chega a consenso sobre venda de direitos internacionais de transmissão. Foto de arquivo (2018)
Clubes tentam chega a consenso sobre venda de direitos internacionais de transmissão. Foto de arquivo (2018) Lucas Figueiredo/CBF

A negociação dos direitos internacionais do Brasileiro caminha ainda sem consenso. Na tarde desta quinta-feira, clubes da Série A se reuniram na CBF para dar andamento às conversas. Mas ainda há divergências nas intenções dos dois clubes de maior torcida do país, Flamengo e Corinthians, com os demais. 

A dupla não concorda que as placas de publicidade sejam negociadas com o mesmo valor para todos. Querem que este item seja liberado para acerto individual, visando maior arrecadação baseada em maior número de telespectadores. 

A ideia de Flamengo e Corinthians é que existam dois produtos à venda. Um valor para as transmissões das partidas, que pode ser dividido igualmente entre os clubes. E um outra negociação, com diferentes valores, para as placas. 

Os clubes que discordam acreditam que ao permitirem uma negociação individual para a publicidade, o valor global recebido por eles vá diminuir. E é este o mesmo ponto da dupla de oposição. Eles acreditam que ao aceitarem negociação global, o valor que vão receber diminuirá muito. 

A reunião terminou sem um consenso e sem esperanças de que Flamengo e Corinthians voltem atrás neste ponto. Se continuar assim, o grupo maior - que reúne grandes clubes em termos de torcida, também, como São Paulo, Cruzeiro e Palmeiras - pode avançar na negociação, sem a dupla. 

Dessa forma, caso concretizem a negociação, Flamengo e Corinthians não teriam seus jogos televisionados para o mercado internacional. E fica a dúvida se as propostas já existentes, continuariam com o mesmo valor com as duas saídas. 

O grupo maior, acredita que sim. Avalia que o peso que Flamengo e Corinthians têm no mercado nacional, não se repete fora do país. 

Valores 

Ao todo, nove propostas chegaram para a comissão que foi montada para a discussão do assunto, formada por: Atlético-PR, Bahia, Cruzeiro, Flamengo e Palmeiras. Dessas, na discussão com todos, ficaram apenas duas empresas, uma brasileira e outra estrangeira. 

Os valores de uma delas giram em torno de R$ 40 milhões para o produto "transmissão das partidas" e R$ 60 milhões para as "placas de publicidade". Enquanto a outra empresa ofereceu proposta que supera R$ 100 milhões para os dois produtos. 

Pelas propostas, estes valores seriam distribuídos igualmente entre os clubes. E é aí que mora a divergência, como explicado acima.  

Como o que se está negociando são as próximas quatro temporadas, ou seja, a partir de janeiro de 2019, espera-se que a situação seja resolvida até julho deste ano. 

Pela CBF, as reuniões têm tido a participação do presidente eleito, Rogério Caboclo, do secretário-geral, Walter Feldman, e do diretor de Competições, Manoel Flores. O posicionamento da entidade tem sido mais favorável ao que pensam o grupo maior, em oposição a Flamengo e Corinthians. 

 

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Corinthians e Flamengo se isolam em negociação e clubes ameaçam seguir sem eles para transmissões do Brasileiro no exterior

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Vasco compromete quase 100% da verba de TV este ano e assina atestado de descumprimento do Profut

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, repórter do ESPN.com.br
Alexandre Campello durante sua posse como sucessor de Eurico Miranda (à esq.)
Alexandre Campello durante sua posse como sucessor de Eurico Miranda (à esq.) Flickr Vasco

O balanço financeiro do Vasco, publicado ontem à noite, é um atestado de descumprimento ao Profut. O resultado das operações da última gestão são de assustar. Além das dívidas, que no levantamento (ainda parcial) são de R$ 86,2 milhões, o clube viu sua maior fonte de receita, as cotas de TV, serem antecipadas em quase 100% para este ano. 

De acordo com o documento, 80% das receitas do cruzmaltino vêm de pagamento de direitos de TV. O que deixa a situação ainda pior é que somente para 2018, esta fonte já está praticamente seca, uma vez que o último dirigente já antecipou (ou seja, recebeu) 92,4%. 

A medida não só engessa o clube, mas demonstra o descumprimento de dois itens muito claros da Lei 13.155 (Profut) que veda a antecipação de valor maior que 30% do primeiro ano do mandato seguinte. E o que determina que as antecipações sejam feitas visando diminuir o endividamento. 

Veja mais abaixo trecho da lei 

Segundo dados do balanço, o mandato de Eurico Miranda comprometeu não só o primeiro ano do sucessor, mas os próximos quatro, o que extrapola, inclusive, o tempo do mandato de Alexandre Campello. Para 2019, as cotas já foram 63,4% antecipadas. Em 2020, 32,4% e 2021, em 18,4%. 

"Em consequência dessa grande dependência, qualquer nível de privação do clube para com essas receitas é extremamente prejudicial para o equilíbrio financeiro da instituição. E o elevado grau de comprometimento das receitas de Transmissão para os próximos anos, principalmente em 2018, ainda mais do que as citadas dívidas em inadimplência, se constitui no maior obstáculo financeiro encontrado por esta administração", escreveu Campello na apresentação do balanço. 

As consequência do descumprimento, caso a lei seja cumprida, são de responsabilização na pessoa do dirigente, ou seja, do ex-presidente Eurico Miranda. Entre as sanções, a impossibilidade de se candidatar nos próximos cinco anos (no mínimo). 

Nível de dependência de Flamengo é metade

Em seus balanços, dois dos maiores clubes brasileiros, entre eles o maior rival, Flamengo, e o Palmeiras, têm conseguido diminuir a dependência do dinheiro da televisão. No clube paulista, a dependência é a menor do mercado. Chega a 30,56% de sua renda total. E no Flamengo, se descontado o valor recebido por Vinícius Júnior (atípico), o dinheiro da Tv representa 41%, das receitas, ou seja, metade do nível de dependência do Vasco. 

Buraco negro 

O clube divulgou o balanço somente a 2 minutos do fim do prazo, às 23h58 desta segunda-feira, dia 30 de abril. Conforme antecipado pelo blog, a empresa contratada para fazer a auditoria nas finanças do clube, foi a BDO, uma das grandes de um mercado que raramente aceita trabalhar com clubes de futebol. 

A empresa, no entanto, alerta no balanço que por falta de informações de muitos itens, não teve condições. nem tempo, para analisar por completo as contas. Quanto ao Profut, ela diz que "o clube não conseguiu nos apresentar, em tempo hábil, as evidências e documentações detalhadas do programa". 

Não é somente em relação ao Profut que o clube tem um "buraco negro" em relação às demonstrações financeiras. Entre os pontos críticos, estão os gastos com a base, que além de não ter registrados seus gastos, também estão faltando cópia de contratos de diversos jogadores. 

A base na gestão anterior ficava sob o comando de um dos filhos de Eurico Miranda, Álvaro Miranda.  

O que diz a Lei 13.155 (Profut) sobre antecipação de receitas: 

Art. 4o  Para que as entidades desportivas profissionais de futebol mantenham-se no Profut, serão exigidas as seguintes condições: 
a) o percentual de até 30% (trinta por cento) das receitas referentes ao 1o (primeiro) ano do mandato subsequente; e 

b) em substituição a passivos onerosos, desde que implique redução do nível de endividamento;

VIII - previsão, em seu estatuto ou contrato social, do afastamento imediato e inelegibilidade, pelo período de, no mínimo, cinco anos, de dirigente ou administrador que praticar ato de gestão irregular ou temerária; 

 

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Casos de racismo em competições da Conmebol disparam em 2018

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, repórter do ESPN.com.br


O ano só começou há quatro meses, mas 2018 já registra quase metade das ocorrências de racismo e injúria racial do total observado nos últimos quatro anos em campeonatos disputados por brasileiros na Conmebol.

De acordo com dados do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, desde 2014 quando a instituição começou a acompanhar as ocorrências, foram registrados 20 casos, sendo 8 somente este ano.

Segundo os relatórios, os argentinos estão entre os que mais ofendem racialmente ou cometem atos de racismo em 2018. E outro ponto chama a atenção nas análises. A Conmebol não tomou providências em nenhum caso relatado este ano.

Para Marcelo Carvalho, diretor executivo do Observatório, a omissão da entidade é um incentivo ao racismo:

"No meu entendimento o maior problema é uma falta de posicionamento da entidade. Só puniu um dos casos e nos demais não foi capaz de advertir ou de se mostrar sensível com o tema. A indiferença dá coragem a novos atos", disse.

O único caso em que a Conmebol agiu foi no ano passado, contra o Independiente, da Argentina, cujos torcedores imitaram macaco para torcedores do Flamengo na final da Sul-Americana.

A equipe foi condenada a pagar uma multa de 15 mil dólares e advertida que pode receber punições mais severas caso aconteça reincidência.

No entanto, em 2018 o comportamento já se repetiu. Em dois jogos de brasileiros (Grêmio e Corinthians) torcedores denunciaram terem sido alvo de racismo pela torcida do Independiente, mas nenhuma providência foi tomada até o momento.

O blog questionou a Conmebol sobre o assunto e aguarda retorno da entidade.

Veja os casos relatados este ano:

*Dados do Observatório da Discriminação Racial no Futebol

1º caso: torcida Independiente

Data: 14/02/2018
Jogo: Independiente x Grêmio
Campeonato: Recopa Sul-Americana
Onde: Argentina
Fato: gremista flagra suposto ato de racismo de torcedor do Independiente
Fontes: https://globoesporte.globo.com/rs/futebol/times/gremio/noticia/gremista-flagra-suposto-ato-de-racismo-de-torcedor-do-independiente-veja-video.ghtml
Desdobramentos: nenhuma ação foi tomada, até o momento

2º caso: Helinho, São Paulo

Data: 21/02/2018 Jogo: Nacional (URU) x São Paulo
Campeonato: Libertadores (Sub-20)
Onde: Uruguai
Fato: atacante do São Paulo é alvo de racismo durante jogo da Libertadores Sub-20
Fontes: http://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,atacante-do-sao-paulo-e-alvo-de-racismo-durante-jogo-da-libertadores-sub-20,70002198879
Desdobramentos: nenhuma ação foi tomada, até o momento

3º caso: Atletas do Vasco

Data: 21/02/2018 Jogo: Jorge Wilstermann x Vasco
Campeonato: Libertadores
Onde: Bolívia
Fato: torcedores do Jorge Wilstermann chamaram os jogadores reservas do Vasco que aqueciam na beira de campo de "macacos".
Fontes: http://vasconoticias.com.br/noticias/jogadores-do-vasco-foram-alvo-de-racismo-na-bolivia.html
Desdobramentos: nenhuma ação foi tomada, até o momento

4º caso: torcida Rosário Central

Data: 12/04/2018
Jogo: Rosário Central x São Paulo
Campeonato: Libertadores
Onde: Argentina
Fato: torcedores do Rosário Central, da Argentina, imitam e fazem som de macaco em direção a torcedores do São Paulo
Fontes: http://www.esporteinterativo.com.br/posts/25620-sao-paulo-reclama-de-racismo-contra-torcedores-em-jogo-diante-do-rosario-ate-quando
Desdobramentos: São Paulo pede providências da CONMEBOL http://observatorioracialfutebol.com.br/sao-paulo-estuda-intervencao-na-conmebol-por-cenas-de-racismo/

5º caso: torcida do Independiente

Data: 18/04/2018 Jogo: Independiente x Corinthians
Campeonato: Libertadores
Onde: Argentina
Fato: torcedores do Corinthians são alvos de injúria racial na Argentina
Fontes: https://globoesporte.globo.com/futebol/times/corinthians/noticia/torcedores-do-corinthians-sao-alvos-de-injuria-racial-na-argentina-video.ghtml
Desdobramentos: nenhuma ação foi tomada, até o momento

6º caso: torcedores do Racing

Data: 19/04/2018 Jogo: Racing x Vasco
Campeonato: Libertadores
Onde: Argentina
Fato: torcedores do Racing imitam macacos para vascaínos na Argentina
Fontes: https://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/libertadores/ultimas-noticias/2018/04/19/torcedores-do-racing-imitam-macacos-para-vascainos-na-argentina.htm
Desdobramentos: Racing lamenta atos racistas e promete identificar torcedores https://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/libertadores/ultimas-noticias/2018/04/19/torcedores-do-racing-imitam-macacos-para-vascainos-na-argentina.htm

7º caso: torcedores Boca Juniors

Data: 25/04/2018 Jogo: Boca Juniors x Palmeiras
Campeonato: Libertadores
Onde: Argentina
Fato: torcedores do Palmeiras são vítimas de racismo em partida diante do Boca Juniors. Durante a partida foram vistas imitações de Macaco direcionadas aos brasileiros.
Fontes: http://www.espn.com.br/video/clip/_/id/4238715
Desdobramentos: nenhuma ação foi tomada, até agora

8º caso: torcedores do Racing

Data: 26/04/2018 Jogo: Vasco da Gama x Racing
Campeonato: Libertadores
Onde: Brasil
Fato: torcedores do Racing jogam cascas de bananas para vascaínos em São Januário.
Fontes: https://odia.ig.com.br/esporte/2018/04/5535370-torcedores-do-racing-jogam-cascas-de-bananas-para-vascainos-em-sao-januario.html#foto=1

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MPF também investiga Del Nero por crimes do 'FIFAgate´

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, repórter da ESPN.com.br
Marco Polo Del Nero em depoimento na CPI do futebol, em 2015
Marco Polo Del Nero em depoimento na CPI do futebol, em 2015 Reprodução/ESPN.com.br

Em paralelo às decisões da FIFA pelo banimento de Marco Polo Del Nero, o dirigente vê o cerco se fechar também junto à Justiça brasileira. Após pelo menos um procedimento de cooperação internacional ter sido suspenso a pedido de um dos investigados pelo FBI, o Ministério Público Federal instaurou novo procedimento para apurar os crimes cometidos por dirigentes esportivos brasileiros, entre eles o presidente afastado da CBF. 

O pedido de investigação chegou ao Brasil no meio do ano passado. Foi encaminhado pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), do Ministério da Justiça, ao Ministério Público Federal, no Rio de Janeiro que deu andamento ao procedimento.  

Após a instauração, o caso foi classificado como sigiloso e o andamento ainda é desconhecido. 

Indiciado por sete crimes

Nos Estados Unidos, Del Nero é acusado de ter recebido U$ 6,5 milhões (R$ 22,4 milhões) como suborno para beneficiar empresas de marketing esportivo em contratos da Copa América, Libertadores e Copa do Brasil. 

Ele já era formalmente acusado pela promotoria americana desde 2015. No país americano, ele foi indiciado por sete crimes, entre eles fraude, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Em dezembro do ano passado, após depoimento do ex-presidente da CBF, José Maria Marin - preso pelo FBI - a situação de Del Nero se complicou ainda mais. 

Na ocasião, as investigações americanas foram tornadas públicas e o nome do dirigente apareceu envolvido em diversas gravações, planilhas e depoimentos tomados ao longo do processo. 

 

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Antes de sair, Eurico repassou 20% de Paulinho para empresário que é credor do Vasco

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, repórter do ESPN.com.br

O Vasco começou a perder os direitos econômicos de Paulinho antes mesmo da transação com o Bayer Leverkusen. Em janeiro, ainda na gestão de Eurico Miranda, o clube repassou 20% (dos 85% que tinha) ao empresário do atleta, Carlos Leite. Desde então, a joia da base vascaína passou a ser 65% do clube, 20% do agente e 15% do próprio atleta. 

O acerto com o clube alemão foi noticiado pela repórter Débora Gares no fim da manhã desta quarta-feira. Carlos Leite não só tinha 20% do jogador, como vai receber R$ 10 milhões como pagamento do empréstimo que fez a atual gestão, de Alexandre Campello, no início do ano. 

Esta foi uma exigência do agente. Que quando se concretizasse a venda do jogador, ele recebesse a quantia de volta. O assunto foi debatido na noite desta terça-feira, no Conselho Deliberativo do clube, quando o atual presidente levou as condições do empréstimo para aprovação dos membros do conselho. 

De acordo com matéria publicada no portal UOL, Leite emprestou a quantia com uma taxa de juros de 1,2% ao mês. Valor que seria menor do que o negociado em empréstimo ao Corinthians, que 1,9%. 

Paulinho recebendo prêmio de revelação do Carioca
Paulinho recebendo prêmio de revelação do Carioca Gazeta Press

Paulinho preferiu clube de médio porte 

Muitos clubes haviam feito sondagens por Paulinho neste ano, entre eles, Juventus, Bayern de Munique e Barcelona, mas o atleta não queria ir para um clube tão grande quanto os três, pois temia ser emprestado a clubes menores, como aconteceu com Douglas que foi para o Manchester City e atualmente está cedido ao espanhol Girona. 

O valor da transferência ainda não foi confirmado. O contrato do jogador previa multa de 30 milhões de euros, mas não se sabe se foi diminuída pela contusão do atleta. 

Aproveitando-se dessa situação, um outro clube estrangeiro, cujo nome o blog não conseguiu confirmar, tentou contratar o atacante recentemente por pouco mais de 20 milhões de euros, mas o Vasco não aceitou negociar. 

 

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Antes de sair, Eurico repassou 20% de Paulinho para empresário que é credor do Vasco

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Vizeu diz que levou golpe de empresário e entra na Justiça contra agentes

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, repórter da ESPN.com.br
Felipe Vizeu se emociono depois de gol marcado pelo Flamengo, em 2017
Felipe Vizeu se emociono depois de gol marcado pelo Flamengo, em 2017 Gazeta Press

Negociado por cerca de R$ 20 milhões para a Itália, o atacante Vizeu não ficou com um centavo da transação. Que o atleta não receberia a maior parte do pagamento, ele já sabia, pois 60% eram do Flamengo e 30% de empresários. Mas o jogador esperava receber os 10% restantes no pacote. A surpresa, no entanto, veio após a finalização da venda: quando o atacante descobriu que os 10% que achava serem seus, estavam nas mãos de um de seus principais empresários, havia quase dois anos. 

Vizeu não acreditou quando encontrou em casa um documento que dizia exatamente isso: que ele havia cedido os direitos do restante de seu passe, por R$ 102 mil, para a empresa que administrava sua carreira, a Brazil Football LTDA. 

Um restante que passou a valer R$ 2 milhões com a venda para a Udinese e pelos quais o jogador está entrando na Justiça para tentar reconquistar. 

Essa história é contada por ele num processo aberto no último dia 9 contra a empresa, na 7ª Vara Cível da Barra da Tijuca, ao qual a reportagem teve acesso. 

O blog entrou em contato com os advogados da empresa, mas eles disseram que não iriam se pronunciar. 

Para entender 

Na inicial, Vizeu alega ter sido "ludibriado" pelo seu próprio agente que o teria enganado fazendo-o assinar a cessão de seus direitos em meio a diversos outros documentos. 

Para tentar comprovar a situação, alguns elementos foram incluídos, mas um deles, o principal. No mesmo dia em que assinou o documento, Vizeu vendeu, de fato, outros 10% para uma empresa que foi trazida para o negócio justamente pela Brazil Football, a HW Sports. No entanto, enquanto a primeira pagou os R$ 102 mil, a segunda, pagou R$ 519 mil, valor considerado justo e que não é contestado pelo atacante. 

Embora estivesse assinando uma "cessão de direitos" - que Vizeu alega não ter sido explicada - o atleta achava que o documento era a formalização de uma ajuda de custo e auxílio moradia que seu agente lhe transferia quando ele ainda não tinha condições de se sustentar com o futebol.

"Ademais, como se comprova pelos documentos em anexo, o atleta receia mensalmente os valores do Réu desde muito antes de ter sido induzido a ceder 10% de seus direitos econômicos, SENDO CERTO QUE O RÉU SE APROVEITOU DESTE ACERTO VERBAL PARA PARECER QUE O QUE PAGAVA, AO INVÉS DE AJUDA DE CUSTO, REFERIA-SE À CESSÃO DOS DIREITOS ECONÔMICOS, O QUE NÃO É VERDADE!" (grifos do processo), escreveram os advogados do escritório Bittencourt e Barbosa, que representa o jogador, na ação.  
 

Vizeu também lembra que neste mesmo dia estava comprando seu primeiro apartamento, no Recreio dos Bandeirantes. E o dinheiro desta venda que ele reconhece (R$ 519 mil) foi usado imediatamente para adquirir o imóvel. 

A defesa do atleta afirma que a compra do imóvel e as assinaturas dos documentos em série ocorreram no dia 30 de março de 2016. No entanto, ao vasculhar os papéis que têm consigo, agora, Vizeu percebeu que embora tenha assinado tudo na mesma data, o contrato da cessão dos 10% foi feito com data retroativa, de 1º de janeiro de 2016. 

O dia 1º está bem nítido na memória de Vizeu, pois foi a data em que embarcou com o Flamengo para a Copa São Paulo de Futebol Júnior, competição que acabaria vencendo, recebendo também o título de melhor jogador. E ele afirma não ter assinado nada neste dia. 

Reconhecimento de firma 

Os advogados de Vizeu apontam para um detalhe importante. Embora os empresários acusados tenham juntado um contrato assinado em 1º de janeiro, o mesmo que o jogador afirma ter assinado em 30 de março, os documentos (incluindo a venda dos R$ 519 mil que ele reconhece) foram todos reconhecidos em cartório no dia 4 de abril. 

"Por fim, a própria identidade gráfica e de conteúdo dos contratos de cessão de direitos econômicos firmados com o Réu e com a HW Sports demonstram que ambos foram confeccionados - e assinados - na mesma época, sendo este mais um elemento que corrobora com a afirmação", apontam os advogados na ação. 

No processo, a defesa pede a anulação da transação, alegando que o atleta fora enganado pelos agentes. A primeira audiência está marcada para dia 15 do mês que vem.

Comunicação ao Flamengo 

Um segundo documento referente aos 10% também foi juntado ao processo, a comunicação ao Flamengo, assinada por Vizeu, de que a Brazil Football estava adquirindo o percentual. Este documento também foi assinado e datado do dia 30 de março de 2016, o que engrossa a tese de que tudo foi feito num só dia, afirma a defesa. 

"apesar de datado de 1º de janeiro de 2016, a "declaração e autorização" informando o CR Flamengo das supostas cessões somente foi datado em 30 de março". 

Brazil Football aciona o Flamengo

Em paralelo, a Brazil Football também entrou com uma ação contra o Flamengo. A reportagem também teve acesso a esta ação, que corre na 6ª Vara Cível da Barra da Tijuca. 

Nela, a empresa não entra no mérito da compra dos direitos de Vizeu. O processo visa somente fazer com que o Flamengo deposite nas contas da empresa, os 10% (cerca de R$ 2 milhões) que serão pagos pela Udinese.  

 

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Por falta de "malandragem", Vasco barra mulheres como gandulas

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, repórter do ESPN.com.br
Jogadores do Vasco durante vitória sobre o Atlético-MG
Jogadores do Vasco durante vitória sobre o Atlético-MG Gazeta Press

Em meio ao momento de luta contra o preconceito em relação ao trabalho da mulher no futebol, o Vasco tomou uma decisão que vai na direção contrária. Excluiu as gandulas mulheres de seus jogos. A decisão, tomada nas vésperas da final do campeonato carioca, na semana passada, foi ratificada na estreia do time no Brasileiro neste domingo. 

Apenas homens estavam trabalhando na partida contra o Atlético-MG, em São Januário. A decisão não foi explicada em detalhes para as gandulas. A elas, na véspera da final, apenas foi dito que havia sido uma decisão do departamento de futebol, que considerava as meninas pouco "malandras" para atuarem na final. 

Por meio da assessoria de imprensa, o clube informou ao blog que "foi uma decisão estritamente técnica do departamento de futebol, mas que não significa que mais à frente não possa ser mudada novamente". 

Em conversas com as meninas, alguns exemplos de "malandragem" chegaram a ser citados, como os gandulas tricolores na semi-final que atrasavam, segundo o departamento de futebol do Vasco, para repor a bola no jogo contra o cruzmaltino. 

Critérios para trabalhar 

A decisão radical de excluir as meninas por questões técnicas expõe os critérios _ considerados equivocados até por quem faz parte do grupo_  de contratação das gandulas. 

Isso porque, em conversas com quem trabalha no setor, constata-se que entre as meninas, há quem tenha bastante familiaridade com o esporte e são fãs de futebol e outras, nem tanto. 

Algumas foram contratadas meramente por critérios estéticos, com convites sendo feitos por análise de fotos no Facebook. Já outras, por terem vontade de trabalhar em jogos do time que torcem. 

Atualmente, o grupo tem 90 mulheres cadastradas. Algumas com mais de 10 anos de experiência. 

Às gandulas, foi dito pelo setor que cuida do assunto que a ideia é diminuir a quantidade de cadastradas (baixando de 90 para 35) para deixar o perfil das gandulas, de fato, mais adequado à função. 

A estratégia, no entanto, não foi confirmada oficialmente pelo clube. 

 

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Arbitragem paulista exclui mulheres de orientações para o Brasileiro

Gabriela Moreira
Dionísio Roberto Domingos, de óculos, em reconhecimento do gramado antes da final entre Palmeiras e Corinthians
Dionísio Roberto Domingos, de óculos, em reconhecimento do gramado antes da final entre Palmeiras e Corinthians Gazeta Press

As polêmicas envolvendo o diretor de arbitragem da Federação Paulista de Futebol, Dionísio Domingues, acusado de ter interferido externamente na final do Paulista, começou um pouco antes. Desde a última quinta-feira, CBF e corpo de arbitragem do estado questionam uma decisão do diretor de não convocar árbitras e assistentes, mulheres, para a reunião de instrução do campeonato Brasileiro, realizada na sede da entidade nesta data.

Na teoria, uma mulher foi convidada, Tatiane Sacilotti (FIFA), mas a assistente estava fora do país, no Chile, atuando na Copa América Feminina e não poderia comparecer. As outras 11 profissionais, que fazem parte do atual quadro da CBF foram descartadas da reunião. Esta é a primeira vez que as mulheres deixam de participar da reunião instrutiva do campeonato, desde que começaram atuar em competições da CBF, no início dos anos 2000. 

O caso provocou questionamentos por parte das profissionais e de seus colegas homens, também. No dia da reunião, a comissão não conseguiu explicar porque elas não haviam sido convocadas. Temendo que a decisão pudesse ter sido da CBF, profissionais questionaram a entidade nacional, que negou qualquer orientação nesse sentido. 

"A CBF não deu qualquer orientação nesse sentido. Em todos os estados, as mulheres participaram. A FPF nos informou que não fez a reunião com as mulheres porque algumas estavam escaladas para jogos do sub-20 no mesmo dia", informou a CBF ao blog. 

A alegação, no entanto, contradiz alguns fatos, entre eles o de que havia no curso homens que também estavam escalados para o dia e conseguiram conciliar, além do fato de a única mulher convidada, Sacilotti, sabidamente não estar no Brasil, de forma que a reunião não era exclusiva para quem não estava na escala naquele dia. 

Falta de espaço

A reportagem também falou com a FPF, na última terça-feira, já com o caso tendo provocado discussões internas. A entidade negou que a comissão esteja promovendo qualquer tipo de boicote às mulheres. Disse que elas apenas foram deixadas para um segundo momento, por falta de espaço para a realização de todos os profissionais conjuntamente. 

Árbitros ouvidos pela reportagem disseram que a sala onde foi realizado o curso tinha lugares vazios. E, além disso, rebateram a falta de espaço, uma vez que outas reuniões da arbitragem paulista costumam ocorrer no salão nobre da entidade, onde cabem cerca de 100 pessoas. 

A FPF respondeu ainda que uma segunda data seria marcada, mas ainda não informou quando. Também na última terça, foi criado um grupo no WhatsApp por onde elas vêm recebendo as orientações para atuarem na competição. 

O curso em questão visa passar ao corpo de arbitragem as instruções e normas técnicas que estarão válidas para o Brasileiro. 


Veja quem são as árbitras e assistentes CBF e FIFA em São Paulo: 

Árbitras: Regildenia Moura (FIFA), Katiucia Lima, Adeli Monteiro, Fernanda Ignacio

Assistentes: Tatiane Sacilotti (FIFA), Renata Ruel, Fabrini Costa, Marcela Almeida, Leandra Aires, Patrícia de Oliveira, Amanda Matias, Veridiana Bisco
 

Confira a íntegra da resposta da FPF: 

- Por que a FPF não chamou as mulheres?

Devido à limitação de espaço físico na FPF, e ao pouco tempo hábil para organizar o encontro a partir do comunicado enviado pela CBF, optou-se por, em um primeiro momento, reunir os 20 árbitros, 20 assistentes e 12 avaliadores de arbitragem mais bem avaliados na última temporada. Importante frisar que o teste físico da CBF aos árbitros paulistas foi adiado por uma semana, a pedido da FPF, por conta das finais do Estadual, e será realizado nesta sexta (13). Portanto, apenas os árbitros e assistentes Fifa do quadro paulista, por terem realizado testes físicos na Conmebol, têm atualmente a aprovação para atuarem nas competições profissionais do Campeonato Brasileiro. Por conta disso, nenhum árbitro ou assistente do quadro paulista está escalado para a rodada inicial do Campeonato Brasileiro. A FPF já entrou em contato com a CBF, que respaldou a aplicação do mesmo conteúdo, nos próximos dias, ao quadro masculino e feminino que não participou do primeiro encontro. Não houve nenhum tipo de discriminação.

- O trabalho dessas profissionais será comprometido no Brasileiro? Isto é, elas não poderão ser escaladas para atuar no campeonato?

Nenhum trabalho será comprometido. Somente após o teste físico da CBF será conhecido o quadro paulista completo, masculino e feminino, apto a atuar nas competições profissionais de 2018.

- No ano passado, a reunião se deu no mesmo lugar (hotel) e não haveria problema de serem todos juntos. O que mudou neste ano?

Devido ao pouco tempo hábil para a reserva do espaço, optou-se, sempre em contato com a CBF, utilizar um espaço na própria FPF, evitando despesas extras, dividindo em dias separados, sem qualquer prejuízo à preparação paulista para a arbitragem no Brasileiro.

 

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Arbitragem paulista exclui mulheres de orientações para o Brasileiro

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Flamengo e Santa Fé será no Maracanã, com treino aberto à torcida na véspera

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, repórter do ESPN.com.br
Diego, do Flamengo, na final da Copa Sul-Americana contra o Independiente-ARG no Maracanã
Diego, do Flamengo, na final da Copa Sul-Americana contra o Independiente-ARG no Maracanã Getty

O jogo da próxima quarta-feira, do Flamengo na Libertadores, contra o Santa Fé, será no Maracanã. A partida vai ser realizada sem a presença da torcida, em cumprimento à punição pelos acontecimentos na final da Sul-Americana. A informação adiantada pelo blog teve sua confirmação na manhã desta quarta-feira por parte da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol). Mas o treino de véspera também ocorrerá no estádio e, desta vez, aberto à torcida. 

No fim do dia desta terça-feira, o clube conseguiu autorização da entidade e encaminhou acordo com a concessionária que administra o estádio, a Odebrecht. A ideia é que o rubro-negro pague somente os custos operacionais do estádio, sem cobrança de aluguel. 

Inicialmente, o jogo havia sido marcado para o Nilton Santos, após as diretorias do Flamengo e do Botafogo se acertarem pelo uso, mas com a possibilidade de se fazer um treino com a presença da torcida, a diretoria rubro-negra optou pelo Maracanã. 

O blog ainda não tem informações de como será o acesso aos ingressos para o treino, nem qual será a carga de bilhetes disponível. A reportagem também não conseguiu checar com a Polícia Militar se há autorização para a atividade aberta aos torcedores.

 

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