Tapetão da Primeira Liga quer menos vaidade e linguagem que torcedor entenda

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

A recém criada Comissão Disciplinar da Primeira Liga promete romper com alguns padrões da Justiça Desportiva como conhecemos no Brasil. Quer um tribunal mais rápido e sem "vaidades". Sessões que durem em média uma hora e que não cabem recurso.

"A ideia é justamente facilitar a compreensão do que acontece, evitar a linguagem rebuscada, a vaidade, a auto promoção", disse ao blog o presidente da comissão, Alexandre Monguilhott. 

De Santa Catarina, o advogado de 42 anos já foi procurador do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), em 2007, e presidente do Tribunal de Justiça Desportiva catarinense. Tem 15 anos como advogado desportivo, mas afirma ser um dos "mais jovens" nessa área, dentro da Comissão.

Confira abaixo a entrevista ao blog: 

O senhor será o presidente do 'tapetão' da Liga?

"Tem muita gente que se refere como ´tapetão'. Porque já se utilizou o Tribunal como 'tapetão', é verdade. Mas se o argumento prevê que quem usar jogador irregular vai perder pontos, que isso é irregular, infelizmente teremos de lidar com esta questão. Mas não é o objetivo."

Qual é a missão desta Comissão?

"Queremos simplificar o processo. Foi uma opção dos clubes, ao montarem a Liga, melhorar o futebol brasileiro. Este é o nosso objetivo. Colaborar com isso. Que sejamos rápidos para atender o que o torneio precisa. Ele está nascendo com tudo o que manda a lei desportiva brasileira. Nós seremos assim também, mas sem aparecer mais do que precisamos.

A ideia é, justamente, facilitar a compreensão do que acontece, evitar a linguagem rebuscada, a vaidade, a auto promoção. Daremos transparência as nossas decisões, com publicação no site de todos os processos, todo o conteúdo.

Não queremos mostrar serviço, apenas contribuir. Não queremos valorizar o que não seja futebol."

Qual será o rito de julgamento da Comissão?

"Um rito simplificado, sem recurso. De acordo com o que está presente no Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). Respeitando, sem dúvidas, dois princípios constitucionais básicos, o direito a ampla defesa e ao contraditório. Os representantes dos clubes e atletas terão liberdade para expor suas defesas, com apresentação de prova oral, material e sustentação. Mas esperamos que isso tudo seja resolvido em média dentro de apenas uma hora.

Nossa intenção é deixar o processo mais célere. A competição é curta, não faz sentido que após o término ainda estejamos discutindo fora de campo. Os casos disciplinares que aconteceram na primeira rodada estão sendo julgados no curso da segunda. É assim que pretendemos fazer, sem demoras.

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) é órgão que o futebol brasileiro conhece, no campo jurídico. É um modelo a ser evitado?

É forçoso reconhecer que o STJD é o órgão da cúpula do futebol brasileiro, tem processos de todo o país, do Rio Grande do Sul, ao Piauí, a Roraima. Isso acarreta morosidade. Agora, se tem um volume grande de processos, poderia disponibilizar maior número de pessoas, para acelerar as decisões. Isso não vai acontecer com a gente."

Como evitar que o lobby dos clubes chegue até vocês?

"É natural que tenhamos nossos relacionamentos. Todos que atuam aqui têm experiência na área desportiva e já se relacionaram com os clubes. O universo é restrito. Temos nosso regimento interno e ele será votado na primeira sessão. Basicamente, se o auditor tem conflitos internos e pessoais em relação a um determinado caso, que ele se julgue suspeito. Ele deve saber afastar o seu lado pessoal, do profissional.

Eu tenho o meu time e posso te dizer que já votei para o principal adversário dele fosse campeão."

Qual o seu time?

"Não escondo qual é, mas prefiro não dizer. Assim como prefiro não colocar fotos nas redes sociais. Prefiro não me expor."

Quem paga as custas da Comissão?

"O custo será apenas dos deslocamentos dos seis membros, as passagens aéreas. O dinheiro virá dos patrocínios."

A primeira sessão já está marcada. Será na sexta-feira (11), após o carnaval, para o julgamento do atacante Fred, do Fluminense, e do lateral direito Léo Morais, do Atlético-PR. A comissão usará as instalações da OAB, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

O procurador da Comissão é o advogado Domingos Sávio Zainaghi (SP). Os auditores: Otavio Noronha (MG), João Henrique Chiminazzo (SP), Roberto Pugliese Jr (SC), Thomaz Souza Lima de Mattos Paiva (MG).

 

 

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Para 'entender' seleção, Tite quer ouvir Dunga e Felipão

Gabriela Moreira

A Olimpíada será o último período para Tite finalizar o raio x que faz da seleção brasileira. Durante os Jogos, ele vai procurar dois técnicos que ainda falta conversar: Luiz Felipe Scolari e Dunga. Quer entender cada momento da seleção nos últimos tempos. Para isso, na visão dele, três técnicos são fundamentais. Além dos dois, Parreira, com quem já se reuniu, fecha a análise. Em pouco mais de um mês no cargo, o treinador já assistiu a mais de 60 jogos, indo aos estádios ou por vídeo. Até a primeira partida das duas que faltam nas Eliminatórias, dia 2 de setembro, contra o Equador, quer ir à Europa analisar os brasileiros que jogam por lá.

O recém anunciado Fábio Mahseredjian, preparador físico, também adotará a mesma metodologia e percorrerá o país em conversas com os colegas nos clubes. Quer saber detalhes das condições físicas dos jogadores que possam vir a integrar a seleção brasileira.

Entre as partidas analisadas por Tite neste período, estão todos os confrontos do Brasil desde a Copa das Confederações. Muitos ele já havia visto, mas está revendo, agora, com objetivo de analisar cada jogada. Nas conversas que tem tido com treinadores de todo o Brasil, o técnico tem ficado surpreso com a disposição e interesse em ajudar e fornecer informações dos seus colegas. Nestes encontros, pergunta sobre o comportamento de jogadores dentro e fora de campo, como é o atleta nos treinamentos, como é a recuperação pós partidas, como se comportam com e sem a bola. Até agora, todos foram muito receptivos. 

Além das suas próprias análises, conta também com Cléber Xavier, auxiliar, e o filho Matheus Bacchi que têm viajado para assistir a jogos do Brasileiro. A ideia é juntar todo o material para auxiliar nas convocações, mas mais do que isso, ajudar nos treinamentos e conversas com os jogadores convocados, já sabendo em quais pontos tocar.

Tite viu 16 jogos in loco, 20 em vídeo e já conversou com 16 técnicos desde que chegou à seleção

Quem acompanha o trabalho do ex-comandante do Corinthians de perto, se diz surpreso com a facilidade com a qual ele se adaptou "atrás da mesa". Era esperado que demorasse mais tempo para pegar gosto pelo trabalho fora dos gramados. Tite já tem no Rio a companhia da mulher, Rose, mas ainda não tem moradia definitiva. Está à procura de um imóvel na cidade olímpica.

Mudança de clima na CBF

Na entidade, é notório a mudança de ares do departamento de futebol. É chover no molhado dizer que com Dunga o clima era mais pesado. De toda forma, não só o futebol colhe esses louros do ambiente mais leve. Marco Polo Del Nero e afins nunca foram tão esquecidos. Com coletivas e pronunciamentos a cada aparição pública nos estádios por onde passa, o treinador tem sido a cara e a imagem da seleção.

Tite diz que ainda não falou com Dunga, mas planeja conversa

Embora as aparições tenham sido frequentes, não se tem notícia de evento institucional que Tite tenha participado pela CBF. Por ora, ele tem ficado no "campo e bola". Mas não demora para que os patrocinadores da CBF que tanto pediram sua contratação, ávidos por uma mudança de imagem no produto pelo qual pagam, tentem tirar uma casquinha de Tite.

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A 'banda' vem chegando. O 'outro lado olímpico'

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

"A minha gente sofrida
Despediu-se da dor
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor"  (A Banda, Chico Buarque) 

Se post na internet tivesse som, pediria emprestado ao Chico a estrofe para introduzir o assunto. 

A Olimpíada se aproxima e o clima festivo vai dando lugar à pauta de cobrança. É a festa dos atletas que terá todo o espaço, justo, na programação jornalística do país e do mundo. Mas pra muita gente, a Olimpíada não vai trazer o gosto dourado aquecido pela Chama Olímpica. Moradores removidos de suas casas pelo Estado, atletas desalojados em pleno ciclo olímpico ao gosto dos interesses comerciais, como o Maracanã e seus shoppings que acabaram naufragando. Vidas perdidas na luta contra a violência, que o salvo-conduto policial ceifou do cenário olímpico brasileiro.

Muitas dessas histórias foram contadas pela ESPN, onde este blog está hospedado, e por alguns outros veículos da grande mídia. Mas há narrativas especiais que tem sido contadas por preciosas iniciativas de movimentos sociais, organizações não-governamentais e jornalistas independentes sobre os quais vale (muito) a pena acompanhar.

Veja abaixo uma agenda de ações e de links que levam a trabalhos fantásticos sobre o "Outro Lado Olímpico".


Segunda (25/07):

A Justiça Global lança o "Guia para jornalistas e comunicadores - Violações de direitos na Cidade Olímpica".

Assim eles explicam a ferramenta: "O guia é voltado a comunicadores e jornalistas que aborda algumas das principais violações de direitos humanos ocorridas durante o processo de preparação do Rio para o megaevento. A publicação "Violações de Direitos na Cidade Olímpica" tem o objetivo de ser uma ferramenta para jornalistas conhecerem o outro lado deste megaevento, que implicou no aprofundamento dos processos de segregação na cidade, de controle e privatização do espaço público e de extermínio da população negra e pobre. São 25 temas abordados, que vão dos equipamentos esportivos, como o Maracanã, a letalidade da polícia, passando pelo processo de remoções de comunidades e a legislação de exceção criada para os Jogos, como a Lei Antiterrorismo. Ao final de cada texto, o jornalista encontra links para obter mais informações, assim como os contatos diretos das fontes que tratam de cada um dos temas, facilitando sua busca por discursos em contraponto aos oficiais do Estado, do COI e do COB.

Serviço: 25/07 - 14h - Rua Dona Mariana, 81 - Botafogo

Acesse aqui a página da Justiça Global.

Divulgação
Jogos da Exclusão
Jogos da Exclusão: confira a programação 

De 1 a 5 de agosto:

Jornada de Lutas contra Rio 2016, os Jogos da Exclusão.

De acordo com os organizadores, serão cinco dias de atividades, culminando em um grande ato no dia da abertura dos Jogos.
Entre as atividades está a "Marcha dos Atletas" com a participação de representantes do atletismo, boxe, remo e natação. Pessoas que ficaram desalojadas com a demolição do Centro de Atletismo Célio de Barros e do Parque Aquático Julio de Lamare.

O fim dos atos será na praça Saens Peña, na Tijuca, às 14h. O local escolhido é nas proximidades do Maracanã, palco da abertura.

Acesse aqui o Facebook do movimento

Para conhecer as histórias:

A Agência Pública, iniciativa independente de jornalismo investigativo, lançou nesta semana um especial (sensacional) contando as histórias de pessoas e famílias removidas pela Prefeitura do Rio. O projeto 100 dá voz às vítimas que perderam suas casas para a construção de arenas, equipamentos esportivos ou, simplesmente, especulação imobiliária na cidade-sede. O objetivo é chegar a 100 histórias até o fim da Olimpíada. Faltam 38.

Aqui, um trecho de uma das abordagens: "As expulsões olímpicas deixaram um legado difícil de esconder: violências psicológicas e físicas, relações sociais dilaceradas, moradores endividados e sujeitos ao controle das milícias da zona oeste do Rio".

A ideia do projeto é que outros jornalistas possam usar as entrevistas feitas pela equipe.

O projeto pode ser consultado aqui.

Mapa das Violações

Produzido pelo Comitê Popular da Copa e Olimpíadas no Rio de Janeiro, o "Rio 2016, os jogos da Exclusão" traz um amplo estudo sobre remoções, violações ao trabalho, impactos ambientais, intervenções urbanas, equipamentos esportivos, militarização e mortes provocadas pela Polícia. 

Aqui, você acessa o trabalho através do Medium, uma iniciativa independente de jornalismo, que se ofereceu para traduzir o estudo para inglês e espanhol, devido a alta procura da imprensa estrangeira.

O Blog conversou com os organizadores destas agendas e iniciativas. A maior parte da audiência tem sido da imprensa internacional. Fica o convite a quem quiser conhecer melhor as diversas facetas e realidades que eventos como este que chega ao país trazem para todos.

Para encerrar, de novo Chico: 

"A marcha alegre se espalhou na avenida e insistiu
A lua cheia que vivia escondida surgiu
Minha cidade toda se enfeitou
Pra ver a banda passar cantando coisas de amor

Mas para meu desencanto
O que era doce acabou
Tudo tomou seu lugar
Depois que a banda passou

E cada qual no seu canto
Em cada canto uma dor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor"

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Em crise financeira, Argentina não acerta com Fluminense e seleção vai ficar na Vila dos Atletas

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

Não avançaram as negociações da seleção argentina com o Fluminense. Os hermanos estavam em conversas para treinar no CT da base, em Xerém, mas optaram por uma opção sem custos. Os treinamentos do time argentino serão no Ninho do Urubu, no CFZ, do Zico, e no estádio Nilton Santos. Em Xerém, além dos campos, ficariam hospedados nas instalações do clube, mas a situação financeira da AFA (Associação Argentina de Futebol) não permitiu que o acordo fosse feito. Optaram por usar as acomodações da Vila dos Atletas, oferecida pelo Comitê Organizador dos Jogos, Rio 2016. 

O Tricolor incluiu na cobrança aos argentinos de Calleri e Lucas Romero os custos com troca de mobiliário e outras pequenas reformas pedidas pela delegação. As camas, por exemplo, teriam de ser todas trocadas, por maiores, porque os móveis do CT atendem a jogadores ainda em fase de crescimento. Eles também pediram para que alguns aparelhos de ar-condicionado fossem trocados.  A hospedagem na Vila não terá custos à seleção. O complexo vai receber também as equipes masculinas de futebol de Portugal, Argélia e Honduras. E as jogadoras das seleções femininas do Brasil, da China, Suécia e África do Sul. Todas disputam a primeira fase no Rio. 

Getty
Visão geral da Vila dos Atletas do Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio 2016
Visão geral da Vila dos Atletas do Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio 2016

Para treinar no Flamengo, os argentinos também não desembolsarão um centavo. Quem está arcando com as despesas é o Rio 2016. O comitê pagou R$ 250 mil para usar as instalações do rubro-negro. Segundo o clube, este dinheiro será usado na reforma dos vestiários e dos campos.

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Diego supera gozação com Vasco e faz Fla bater recorde na internet

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

Em dois dias, as ações realizadas nas redes sociais do Flamengo envolvendo a contratação de Diego alcançaram mais de 5 milhões de pessoas. Os números foram contabilizados pelo departamento de Comunicação do clube envolvendo Twitter, Facebook, Instagram e Youtube, além do canal de televisão do rubro-negro na internet. Só a foto do jogador sorrindo no hotel pós desembarque no Rio teve 97,5 mil impressões em uma das redes. O sorriso em "emoji" com óculos escuros, a carinha feliz no perfil do clube simbolizando que ele estava na Cidade Maravilhosa, teve mais de 116 mil impressões.

É o recorde de visualizações dos canais do clube na internet. Até então, os comentários do perfil tinham como primeiro lugar de "engajamento" uma brincadeira do rubro-negro com o rival Vasco da Gama, que não recebeu nem metade das visualizações que teve a contratação do jogador. Segundo o gerente de conteúdo do clube, Ricardo Taves, que acompanhou o atleta no percurso entre o aeroporto Santos Dumont e a Gávea, Diego se mostrou surpreso com a recepção dos torcedores.

Veja como foi a apresentação de Diego no Flamengo

"A palavra correta é surpresa. Ele sabia do envolvimento, mas não imaginava tantas manifestações. A forma que o torcedor se engajou foi impressionante", disse Taves.

A estratégia de "dialogar" virtualmente com Diego até o anúncio oficial da transação, feita pelo Twitter, foi acontecendo naturalmente, conta o diretor de Comunicação, Márcio Mac Culloch.

"Escolhemos o Twitter porque foi ali que os torcedores e a opinião pública mais estavam falando do assunto".

ESPN.com.br
Twitter - Flamengo e Diego
Confira a interação entre o atleta e o clube no Twitter 

"Não podíamos anunciar antes de estar concretizado. Até por exemplos que ocorreram no passado, precisávamos ter as garantias, mas queríamos ser o primeiro canal a dar a notícia", narra Mac Culloch que percebeu a receptividade do jogador para as redes do Flamengo no momento em que ele passou a seguir o clube no Twitter na véspera do anúncio.

"Estava com o presidente (Eduardo Bandeira de Mello) numa entrevista num canal de TV quando o apresentador disse que Diego tinha passado a seguir o clube (no Twitter). Aí no dia seguinte, sabendo que as coisas caminhavam bem, resolvemos colocar uma carinha feliz".

Diego se diz pronto para ser cobrado: 'Estou preparado para fazer o Fla vencer'

Depois disso, uma mensagem cifrada foi postada pelo clube: "MDEV", que significa Meu Deus Ele Vem.

A partir daí, a rede social, que já se mostrava agitada com a possibilidade da contratação, foi a escolhida para o anúncio e a comunicação rubro-negra começou a falar (no mundo real) com a equipe que assessora Diego.

O comunicado da contratação foi dado em primeira mão a alguns sócios torcedores, de uma faixa de colaboração determinada, por email e SMS. Alguns minutos depois, o clube anunciou nas redes sociais ao grande público: "Comemora, Nação! Diego é do Flamengo! Bem-vindo @ribasdiego10"

Diego diz não saber quando estreia pelo Fla

Após isso, os @s passaram a se falar até que Diego postou "SDV", que quer dizer Segue De Volta. E o elo entre os perfis estava selado. 

Segundo Taves, não é o jogador quem faz as postagens, mas ele participa.

"Ele acompanha e aprova tudo. Não é como outros jogadores que nem sabem a senha", disse.

As redes sociais são a porta de entrada aos torcedores. Para elogios e cobranças. Que @ribasdiego10 esteja ciente e saiba reagir aos distintos "emojis" que vão surgir desta relação multidimensional.

 

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CBF pressiona e paulistas abandonam brasileiros na luta contra Conmebol

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

O futebol brasileiro não pode contar com os paulistas. É o que comentam nesta terça os principais clubes do País que ainda se mobilizam para a criação da Liga Sul-Americana, grupo que junto de argentinos, uruguaios e chilenos pretende se ver livre das amarras da Conmebol, sobretudo financeiramente. Na última sexta-feira, São Paulo, Palmeiras, Corinthians e Santos decidiram sair do processo persuadidos pela CBF e Federação Paulista de Futebol. Após reunião com Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da FPF, eles decidiram "dar um voto de confiança à Conmebol".

"O futebol paulista já demonstrou que caminha unido: clubes e Federação. Todas as decisões são tomadas em conjunto, obedecendo democraticamente a vontade de todos os envolvidos", disse Reinaldo.

A informação do abandono dos paulistas foi noticiada pelo portal UOL, no fim de semana. Nos últimos dias, conversamos com os principais dirigentes sobre o assunto. 

"Não estamos certos do que seria a ideia desta Liga. Os paulistas são muito grandes dentro do cenário brasileiro. Queremos ter um protagonismo nessa discussão toda. Nós tivemos uma reunião com ele (Reinaldo). É o único que integra a executiva da Conmebol e achamos que podemos ver como ele se posiciona", disse Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, presidente do São Paulo.

O dirigente paulista foi um dos que mais criticou a entidade sul-americana nos últimos tempos, sobretudo pela administração da arbitragem na Libertadores.

"Muitas decisões têm nos desagradado, temos sido muito prejudicados", afirma Leco, que aposta em Reinaldo para defender seus interesses.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Reinaldo Carneiro Bastos (esq) quer mudar o estatuto deixado por Marco Polo Del Nero
Reinaldo Carneiro Bastos (esq) aliado de Marco Polo Del Nero a quem sucedeu na FPF

A saída em bloco dos paulistas atrapalhou reunião que acontece hoje, em Montevidéu. Grêmio e Internacional enviaram representantes, mas clubes como Flamengo, Fluminense, Vasco e outros não compareceram.

"O combinado era irmos todos. Se não fossem os 12, não iria ninguém. Parece que há um movimento do presidente da federação de São Paulo. O comunicado (da desistência dos paulistas) veio para nós através de um telefonema do presidente do Corinthians (Roberto de Andrade) ao presidente Eurico", contou o vice-jurídico do Vasco, Paulo Reis.

Grêmio e Inter unidos na insatisfação

Colorados e gremistas ficaram muito insatisfeitos com a decisão dos paulistas. Para o presidente Romildo Bolzan Júnior, este tipo de atitude mostra que muito antes de se tentar mudanças nas entidades, como CBF e Conmebol, "os clubes é que precisam mudar":

"Os clubes continuam motivados por interesses individuais. Lamento muito esta saída. Não sei as razões, se políticas ou econômicas, mas é muito pouco perto do que podemos ter. Falta conversa, diálogo, união dos clubes brasileiros. Estamos num momento de contestação das entidades, sim. Precisamos disso".

Para Vitório Piffero, presidente do Inter, a atitude mostrou "pouca consideração".

"Mostra que os paulistas não precisa dos demais. Temos de entender que mesmo tendo tamanhos diferentes, todos precisamos dos outros. Temos de nos unir em Coalizão. A Primeira Liga tem mostrado isso, que conseguimos passar sobre os interesses de cada um", disse o dirigente que não se sente representado por Reinaldo:

"Não sei se será boa ou ruim (a atuação de Reinaldo), mas a pergunta é se faz é: será a melhor", questiona o dirigente colorado.

Segundo o presidente da FPF, sua intenção na Conmebol é "aumentar as receitas dos clubes" e "construir melhorias nas competições e arbitragem", além de "aumentar a representatividade dos clubes do país".

"O novo presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, já abriu caminho para ampliar esse diálogo", disse o dirigente.

Prass diz que não pensa em ser capitão da seleção olímpica: 'É uma mera formalidade'

12 clubes brasileiros participavam do grupo

Palmeiras, São Paulo, Corinthians, Santos, Botafogo, Fluminense, Flamengo, Vasco, Internacional, Grêmio, Atlético-MG e Cruzeiro.

Além deles, Boca Juniors, River Plate, Nacional, Peñarol e Colo-Colo ainda integram o bloco.

 

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No Brasil, único caminho de Riascos é o Vasco

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br
Carlos Gregório Jr./vasco.com.br
Vasco, Riascos, 2016
Vasco pode ser a solução para todos

A solução para Riascos não tem muitos caminhos no Brasil. Ou volta para o Vasco ou deixa o país em alguma transferência para o Mundo Árabe ou Asiático. O fato de ele já ter jogado em duas equipes na temporada, impedem que outro clube no país o contrate. O chute no balde cruzeirense dado pelo colombiano animou os cruzmaltinos, pois deixa o time da Colina em condições de barganha, o contrário do que aconteceu quando o time mineiro pediu o atacante de volta, no início do campeonato.

O alerta foi dado pelos empresários do jogador. O Regulamento Geral de Competições, da CBF, no artigo 44 diz que:

"O atleta que já tenha atuado por duas (2) outras entidades de prática desportiva durante a temporada, em quaisquer das competições nacionais do calendário anual coordenadas pela CBF, não pode atuar por uma terceira entidade, mesmo que esteja regularmente registrado".

Torcida faz campanha

Na noite de domingo, torcedores fizeram um tuitaço com hashtags pedindo o retorno do jogador. Riascos acompanhou a movimentação pelas redes sociais. Do celular, enquanto voltava de Edson Passos, de táxi. O veículo foi chamado pela equipe do Cruzeiro. Ele não poderiam nem entrar no ônibus da delegação. Ficou no Rio, mas deve se reapresentar ao Cruzeiro, até que sua situação seja resolvida. 

Em São Januário, os dirigentes também passaram a fazer as contas. Mesmo já tendo ocupado duas vagas no ataque com Éderson e Júnior Dutra, os vascaínos olham com interesse a situação. Quando bateram pé que não emprestariam mais o atacante ao Vasco e tentaram forçar a venda, os cruzeirenses fizeram uma alta pedida (U$ 2 milhões). Agora, o cenário é outro. Se não receber boas ofertas pelo jogador do exterior, a venda ou empréstimo ao Vasco pode fazer bem para todos.

Enquanto não tem o destino resolvido, Riascos treinará em separado e o clube estuda aplicar multa de 40% pelas declarações, segundo publicou o portal Uol.

Ao fim da noite, o jogador publicou um pedido de desculpas nas redes sociais:

"Em nenhum momento tive a intenção de atingir a instituição ou meus companheiros de time. Na verdade eu fiz referência à minha situação dentro da equipe.

Não venho conseguindo ter uma sequência. Tenho entrado faltando pouco tempo nos jogos. Vejo a equipe com dificuldades para conseguir os resultados e não consigo dar minha contribuição.

É claro que não me sinto feliz com isso, mas admito que não deveria ter me expressado dessa maneira, ainda no calor da partida.

Peço desculpas à imensa torcida cruzeirense e aos meus companheiros de clube que possam ter se sentido ofendidos com minhas declarações."

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Envolvidos em manipulação de resultados fazem 'delação premiada' e investigações avançam

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

Ouvidos no inquérito que apura esquema conhecido como "Máfia de Resultados" nas séries A2 e A3 do Campeonato Paulista, além de divisões de campeonatos do Norte e Nordeste, jogadores, técnicos e empresários que foram presos realizaram uma espécie de delação premiada, não formal, na última semana. Ou seja, contribuíram com informações que podem ajudar a desvendar a quadrilha.

Nove pessoas foram indiciadas pela Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (DRADE) pelos crimes de organização criminosa, alteração e adulteração de resultados. O inquérito foi concluído e encaminhado ao Ministério Público. Todos os presos já tiveram alvará de soltura expedido. As prisões eram temporárias.

Com as novas informações colhidas, a Polícia espera chegar até os chefes da quadrilha, que estariam baseados na Ásia. Pelo menos mais dois inquéritos serão abertos para dar continuidade às investigações. 

Time do Rio foi citado

O Bonsucesso, que jogou a Série A do Carioca este ano, teria sido assediado pela quadrilha. Foi o que contou à Polícia um dos envolvidos. Os dirigentes serão chamados para dar mais detalhes da ação.

A reportagem não conseguiu falar com o clube.

Além dos times já investigados, um total de 15, três novas agremiações procuraram voluntariamente a delegacia para contar que também foram assediados pelos envolvidos.

Na maior parte dos casos citados, a quadrilha não teve sucesso em manipular os resultados. Houve apenas a tentativa, o que já é suficiente para enquadrá-los na prática criminosa. Um dos motivos para o insucesso teria sido a desconfiança dos dirigentes brasileiros.

Muitos, contaram os envolvidos, temiam não receber o combinado. O fato teria feito um dos chefes do esquema ir até os clubes e exibir uma mala com dinheiro vivo aos dirigentes, para que confiassem no pagamento.

O único clube, que até agora foi confirmada a participação, é do Rio Grande do Norte. A agremiação teria recebido cerca de R$ 60 mil para vender resultados.

 

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Financiamento do Tapetão pela CBF é uma 'caixa preta'

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

O STJD tem novo presidente e nova procuradoria. Mas a mesma CBF é quem o sustenta. Poderia ser uma sustentação mais transparente, poderia, se não fosse a CBF. 

Abaixo você verá uma matéria em que se tentou discutir propostas para o Tribunal. Ouvindo quem mais atua no órgão: advogados e auditores. A CBF, no entanto, não respondeu a uma pergunta feita. Durante oito dias, a reportagem pediu retorno a dúvidas triviais acerca dos custos do STJD: 

Como o repasse financeiro é feito? 

Quanto se gasta por mês com o STJD? 

Quanto custa cada sessão de julgamento? 

Embora seja privada, a CBF deve seguir a lei. E a legislação diz que a Justiça Desportiva deve ser transparente. Um princípio jurídico básico, que é flagrantemente desrespeitado.  

Ronaldo Botelho Piacente é o novo presidente e Felipe Bevilacqua, o novo procurador-geral. Uma nova gestão, sobretudo para a procuradoria, que não terá Paulo Schmitt após uma década. 

Ronaldo Botelho já estava no órgão. Era o corregedor-geral. Está no Tibunal sob indicação de Marco Polo Del Nero, embora tenha sido oficialmente conduzido a pedido dos árbitros. Bevilacqua é advogado e foi auditor até ser indicado.  

Discussões sobre que STJD a sociedade pode ter são necessárias neste momento. O sistema de indicações é o mais indicado? O profissionalismo dos auditores é possível? 

Veja na reportagem: 

Profissionalização e sistema de escolha de auditores do STJD gera controvérsias; entenda
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Imagens dos ataques das organizadas a torcedores e o confronto da facção do São Paulo com a PM no Morumbi

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br
EXCLUSIVO: imagens dos confrontos envolvendo torcedores do São Paulo e PM na Libertadores

Imagens em poder do Ministério Público e da Polícia Civil, às quais a ESPN teve acesso, ajudam a identificar os envolvidos nos episódios de selvageria (perdão ao trocadilho) protagonizados por torcedores organizados do São Paulo, na última quarta-feira. 

Você verá torcedores sendo atacados por integrantes da organizada. Membros da facção que escondem o rosto. Um são paulino que perdeu os dentes da boca ao sair do estádio.

Precisava tanto para o clube romper com as organizadas? 

Veja, com exclusividade, a cronologia da ação e os confrontos com a PM.

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Imagens dos ataques das organizadas a torcedores e o confronto da facção do São Paulo com a PM no Morumbi

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Ex-capitã da seleção chefiará departamento de futebol feminino da FPF

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br
Casagrande lamenta que futebol feminino ainda não 'bombe' no Brasil: 'Injustiça'

Ex-capitã da seleção brasileira, Aline Pellegrino chefiará o recém-criado departamento de futebol feminino da FPF (Federação Paulista de Futebol).

Na época dos gramados, Aline foi medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004; vice-campeã mundial em 2007; e medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 2007;

Fora de campo, ela é formada em Educação Física e atualmente faz uma pós-graduação voltada para metodologia de treinamento e ciências do esporte em futebol e futsal. A ex-defensora chegou a atuar como treinadora em 2013 e, neste ano, foi supervisora do futebol feminino do Corinthians/Audax.

Entre suas atribuições na FPF, estará a supervisão da criação de times femininos nos clubes que aderiram ao Profut, lei que tem como principal objetivo ajudar as equipes a refinanciarem suas dívidas com o governo.

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Maracanã: clubes não levam vantagem na disputa e licitação está cada vez mais longe

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br
Governo do Rio diz que Odebrecht tem de reassumir Maracanã

O Maracanã que um dia foi nosso, caminha para ser de ... não se tem a menor ideia. Faltando cerca de dois meses e meio para a devolução do estádio para a Odebrecht _ atualmente está com o Rio 2016 _ o ex-maior do mundo vive em estado de dúvida e incertezas. Em entrevista à ESPN, o secretário da Casa Civil do Rio, Leonardo Espíndola, adianta: o fato de os clubes (Flamengo e Fluminense) terem manifestado interesse em participar da disputa com uma das interessadas não coloca a empresa em vantagem na negociação.

Além disso, uma nova licitação não é o cenário mais provável, como já foi há alguns meses. No momento, o sentimento de quem participa das negociações é de que o repasse da concessão diretamente pela Odebrecht é uma saída que tem crescido no horizonte. Uma espécie de venda da concessão. 

O que se sabe é que o Governo e a Odebrecht não querem manter o estádio. O Estado porque não tem condições financeiras de administrá-lo. A empreiteira, também por questões financeiras, mas, sobretudo, porque o que ela licitou, não existe e, na prática, nunca existiu. Um estádio que seria alimentado por shoppings, centros comerciais, e estacionamentos privados.

A concessão vem acumulando prejuízos (2013 - R$ 48 milhões, 2014 - R$ 77,2 milhões e 2015 - R$ 47,9 milhões) numa relação que duraria 35 anos. Na prática, a empreiteira não sabe o que vender. Se vender o que tem em mãos (uma bomba), o novo concessionário estará condenado ao mesmo destino. 

Na entrevista que você lerá abaixo, o secretário dá seu recado: "A concessionária tem a obrigação de manter o Maracanã sob sua administração". Embora diga que a negociação tem sido amigável, a frase de Espíndola deixa claro que o peso da solução pende para a empreiteira. 

Qual dos cenários o Governo avalia como mais viável neste momento: venda da concessão ou nova licitação?

"Como todos sabem estamos em negociação com a concessionária que atualmente administra o Maracanã. E a concessionária tem a obrigação de manter o Maracanã sob sua administração, enquanto não houver uma solução definitiva em relação ao estádio. A concessionária só pode sair do estádio com uma decisão transitada em julgado.

Enquanto não houver uma solução e uma definição acertada entre as partes, a concessionaria deve manter o Maracanã sob sua administração"

Existem duas empresas, fora a Odebrecht, que se propõe a assumir o Maracanã. Uma empresa que não tem o apoio dos clubes e outra que tem. Como o Governo se posiciona em relação a isso?

"Nossa posição é que o estádio não voltará para o Estado. 00:03:01 Todas as outras possibilidades, desde que elas sejam legais, desde que elas juridicamente acertadas, estão sendo analisadas hoje pela Casa Civil, em conjunto com a Procuradoria Geral do Estado."

Num cenário em que as empresas não fechem com os clubes. Como vocês veêm o futuro do Maracanã sem os clubes de futebol? 

"Sem dúvida nenhuma, a essência do Maracanã são os clubes de futebol. Se eventualmente uma outra empresa assumir o Maracanã, certamente ela vai ter de ter a capacidade negocial de envolver os clubes para que ali joguem suas partidas"

Um dos concorrentes não tem a simpatia dos clubes, que dizem que não jogarão no estádio caso ela seja a concessionária. Esse cenário pesa a favor do grupo que fechou com Fla-Flu?

"Todas as alternativas estão sendo analisadas. Vencerá a que for melhor para o Estado e para a população." 

Quatro empresas manifestaram interesse no estádio, no entanto, duas são as que, de fato, têm participado das conversas com a Odebrecht: a Francesa Lagardere, associada à BWA e extra-oficialmente à Federação do Rio de Janeiro (FERJ) e a Golden Goal, em parceria com o Flamengo, e interesse do Fluminense. As outras duas são: IMM (antiga IMX) e AEG.

Prefeitura pode assumir 

Na manhã deste sábado, o prefeito Eduardo Paes disse que a Prefeitura do Rio tem interesse em negociar para assumir o estádio. Segundo o UOL, o prefeito disse que o presidente do Flamengo, Eduardo Banderia de Mello, "vibrou" com a ideia. 

Ao Blog, o dirigente disse: 

"Gostamos da ideia, sim. E estamos preparados para assumir a gestão do Maracanã, seja como concessionários do Estado ou da Prefeitura"

A proposta seria fazer uma Parceria Público Privada.

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Impasse por vaga entre lutador armênio e brasileiro chega ao COB

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

O atleta armênio, Eduard Soghomonyan, recém naturalizado, pode ficar com a única vaga brasileira para luta greco-romana na Olimpíada. A situação pareceria comum se não houvesse outro atleta já classificado para os Jogos, o brasileiro Antoine Jaoude. O impasse chegou ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB) que tenta intermediar uma segunda vaga masculina para o País. Se isso não ocorrer, a Confederação Brasileira de Lutas Associadas (CBLA) vai promover uma seletiva para que o atleta que não se classificou dispute a chance com o classificado. O problema pode render.

O brasileiro que tem a vaga ameaçada é o primeiro do ranking no Brasil, na luta-livre. Foi vinte vezes campeão brasileiro na categoria e quinze na greco-romana. Jaoude se classificou nos Estados Unidos, no dia 6 de março, quando o armênio _ segundo a CBLA à época _ não se sentiu bem. No entanto, a informação correta é que naquele dia, ele ainda não era brasileiro.

Embora a CBLA afirme que ele tinha passaporte esportivo brasileiro e estava apto a competir pelo Brasil, no dia da prova ele ainda não estava com o processo de naturalização completo. A naturalização só ocorreu no dia 31 de maio, mais de um mês depois, conforme mostra a publicação do Diário Oficial da União abaixo:

Reprodução
Reprodução

Jaoude foi procurado pelo blog para comentar a possibilidade de ficar fora dos Jogos, mesmo tendo conquistado a vaga para o País. 

"Ficarei muito decepcionado. Será uma desilusão muito grande se isso acontecer", diz o lutador que participou da olimpíada de Atenas.

Ele afirma que não quer pegar a vaga do armênio, apenas ter garantida a sua participação:

"Não tenho nada contra ele, que isso fique claro. Mas acho que não é certo que eu não tenha a vaga tendo me classificado".

Sem patrocínio

Jaoude tem treinado por conta própria, numa academia de um amigo, no Rio. Segundo ele, a CBLA colocou as instalações à disposição, mas ele não se sente à vontade treinando no local. O brasileiro não está inserido nas bolsas oferecidas pelo Governo Federal e só conseguiu viajar para as provas graças a ajuda financeira de um amigo.

"Ficou sem clima. E acho que eles não foram corretos comigo ao me esconderem a real situação do atleta".

Veja resposta da CBLA:

"Foi Eduard quem procurou a Confederação Brasileira para se naturalizar, em 2012. Eduard iniciou o processo sozinho em 2014, e a partir de 2015 obteve o direito de lutar pelo país.

Antoine Jaoude não está classificado para os Jogos Olímpicos. Ele garantiu a vaga para o país na categoria até 130kg do estilo greco-romano. A vaga é do país e não do atleta. Ficou acertado que haveria uma seletiva entre o titular Eduard Soghomonyan e Antoine Jaoude. No entanto, a Confederação pediu as vagas de país-sede,que pela regra da Federação Internacional seriam realizados uma vez que o Brasil classificou 5 atletas.

A regra sobre país-sede diz que no inicio do ciclo o anfitrião possui quatro vagas, mas se o país classificar quatro ou mais atletas essas vagas serão realocadas. Por isso, o Brasil não possui vaga de país-sede no momento. Fizemos um apelo para que ao menos uma dessas vagas permaneça com o Brasil.

Caso não recebamos o convite para Jaoude será necessária uma seletiva entre os dois para definir o representante na categoria até 130kg do estilo greco-romano."

As participações femininas estão garantidas com: Joice Silva (até 58 kg), Lais Nunes (até 63 kg) ,Gilda Oliveira (até 69 kg) e Aline Silva (até 75 kg). Todas no estilo livre feminino.

*Nota do Blog: a nota foi alterada para correção quanto à participação de Jaoude em olimpíadas anteriores. Ele só esteve em Atenas e não em Pequim, como a notícia informava. Através de novos contatos, a CBLA voltou a afirmar que a vaga conquistada por Jaoude pertence ao País, e não ao atleta. 

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Manipulação: Procuradoria denuncia time de Caixa D'Água e pede eliminação do campeonato

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

A Procuradoria do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro pediu a eliminação do Americano do Campeonato Carioca, Série B, por manipulação de resultados. A argumentação é a de que o clube agiu de forma contrária à ética desportiva. A intenção de manipular foi gravada em áudio, obtido pelo clube que acabou sendo vítima da manipulação, o Itaboraí. Segundo o órgão, a gravação foi comprovada com os resultados em campo.

O Americano ficou famoso no futebol do Rio por ser o clube de coração de Eduardo Viana, o ex-presidente da federação carioca que por décadas foi acusado de favorer o time de Campos.

Ao empatar com o Olaria e perder para o Campos, o Americano forçou a eliminação do Itaboraí. Num dos jogos, para a Procuradoria, foi flagrante o fato de o Americano ter colocado para jogar atletas que nem reservas eram considerados. Alguns não haviam atuado em nenhuma partida do campeonato. Isso aconteceu na derrota por 3 a 1 para o Campos, na última quarta-feira.

A argumentação do Americano para ter colocado o time desfalcado em campo é de que o time já estava classificado, mas caso ganhasse, entraria no triangular com um ponto a mais que os adversários: Campos e Nova Iguaçu.

"Além de terem escaldo jogadores que não haviam atuado uma partida sequer no campeonato, ainda deixaram de fora os dois artilheiros do time. Tudo o que dizia o áudio aconteceu", defende o advogado que representa o Itaboraí, Michel Assef Filho.

Americano fala em "arrebentar" o Campos

O caso foi revelado pela ESPN, em junho, após denúncia do presidente do Itaboraí, Júnior Cardozo. Ele obteve a gravação por um aplicativo de celular e levou à Federação do Rio.

No áudio, o dirigente do Americano fala abertamente em "manipular resultados" e em "arrebentar" o Itaboraí.

"O Americano e o Campos se unem, arrebentam o Itaboraí e entram os dois. Até para combinar resultado pra fazer isso daria, porque a gente tem bom relacionamento com o Campos".

No inquérito instaurado no TJD para apurar o caso, o diretor Wagner Azevedo Peçanha, o Guito Wagner, confessou ter enviado a mensagem a um grupo de amigos.

 

 

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Liderados por Palmeiras, presidentes boicotam audiência sobre Torcida Única

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

Os quatro grandes clubes de São Paulo se uniram para desarticular a discussão sobre Torcida Única realizada em audiência pública, na Assembleia Legislativa de São Paulo. Foi a imagem que ficou entre os presentes ao encontro, realizado nesta quarta-feira. Nenhum dos presidentes de Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo compareceu ao encontro. O movimento teria sido encabeçado por Paulo Nobre, presidente alviverde, segundo o deputado que organizou a discussão, Luiz Fernando (PT).

Defensor da Torcida Única, o dirigente teria dito ao parlamentar que iria convencer os demais presidentes a boicotarem a reunião: "Sou a favor da Torcida Única. Não vou e vou trabalhar para que nenhum presidente compareça", foi o que o deputado contou ter ouvido de Paulo Nobre, ao telefone.

E assim ocorreu. Embora tenham confirmado presença ao receberem o convite, com exceção a Nobre que negou, todos os presidentes deram bolo.

"São Paulo, Santos e Corinthians confirmaram, mas simplesmente não apareceram", contou ao Blog um assessor do deputado.

O Tricolor enviou representante, Ataíde Gil Guerreiro, mas este apenas participou da fase de apresentações iniciais da audiência. Seria chamado à mesa de discussão, entretanto não ficou para o debate.

"Eu achei uma atitude irresponsável dos presidentes se ausentarem do debate", lamentou o deputado.

Ministério Público volta a defender a torcida única; veja como foi a audiência 

Participaram da audiência o promotor autor da recomendação de Torcida Única, Paulo Castilho, a delegada da Polícia Civil responsável pela delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade), Margareth Barreto, representantes da Polícia Militar, a Federação Paulista de Futebol (FPF), a CBF, deputados e os jornalistas Mauro Cezar Pereira, da ESPN, Rodrigo Vessoni, do Lance, e Luis Augusto Simon, o Menon, do UOL.

O secretário de Segurança Pública, Mágino Alves Barbosa Filho, também confirmou presença, mas não apareceu.

Gestos, atitudes e diálogo

Paulo Nobre tem atitude firme e que se mostra acertada em não favorecer, nem dialogar com integrantes de torcidas organizadas, diferentemente do mandatário do Corinthians, Roberto de Andrade, que abriga esses torcedores, até mesmo dentro do CT. São Paulo e Santos chegaram a se unir pela paz em ato simbólico indo ao último clássico no mesmo ônibus, com os jogadores sentados lado-a-lado.

No entanto, a democracia se faz com o debate. Diálogo, opiniões divergentes, fazem parte da construção de ideias. Coisa que o futebol, parece querer boicotar.

Paulo Nobre respondeu ao blog na tarde desta quinta-feira sobre sua ausência na audiência pública: "Acredito ser mais inteligente discutirmos primeiro meios de retirar bandidos e baderneiros dos estádios do que se antecipar e discutir a questão torcida única. Por esse motivo eu avisei que não compareceria. Em nenhum momento fiz qualquer movimento para desarticular a ida de outros presidentes. Talvez os ausentes não tenham visto relevância no convite ou em quem os convidou".

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Botafogo responde ao Fla sobre Engenhão: "Só conversamos depois de resolver o caso William Arão"

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

A sinalização de suposto interesse do Flamengo no Engenhão acabou virando tiro no pé rubro-negro. Não conseguiu colocar a pulga atrás da orelha do Governo do Estado, de quem se espera uma decisão mais célere, e ainda ouviu do Botafogo o que se imaginava: "só sentamos com o Flamengo para conversar sobre qualquer assunto se resolvermos a questão do William Arão".

Esta foi a resposta do vice-presidente de Finanças do alvinegro, Luiz Felipe Novais, ao ser questionado pelo Blog se houve algum contato por parte do Flamengo. Ele afirma que o clube não foi procurado e que o Botafogo não tem interesse em se desfazer do Engenhão. 

A notícia de que o Flamengo estaria estudando a possibilidade de ter o Engenhão como estádio em substituição ao Maracanã foi publicada nesta terça-feira pelo blog Panorama Esportivo, do jornal O Globo. Segundo o site, o Botafogo teria como estratégia um rompimento da concessão baseada em quebra de preceitos contratuais, após Olimpíada, uma vez que teria outro estádio para jogar, após a reforma do Luso-Brasileiro, na Ilha do Governador, no Rio.

Em abril, a Globoesporte.com, também trouxe a sinalização deste interesse do Flamengo. No entanto, para o diretor-geral rubro-negro, Fred Luz, as notícias saem de pessoas que querem atrapalhar o clube. Ele garante que o Engenhão não está nos planos, pelo menos por enquanto.

"Estamos focados no Maracanã. Temos tido conversas com o Estado, mas ainda não temos resposta definitiva. O Engenhão não está nos planos do Flamengo, é o que posso dizer hoje. O Flamengo entende que é a solução para o Maracanã e que o estádio também é a nossa saída. Sem os clubes, fica difícil a situação (do Maracanã)", afirmou o diretor.

Reprodução
Manifestação do Botafogo nas redes sociais sobre o possível interesse do Flamengo no Engenhão
Manifestação do Botafogo nas redes sociais sobre o possível interesse do Flamengo no Engenhão

Novo modelo para o Engenhão

Embora negue que pretenda se desfazer da concessão, o Botafogo afirma que está buscando parcerias para melhorar a utilização do estádio Nilton Santos (Engenhão). A ideia é que após a Olimpíada isso já esteja resolvido.

"O interesse é continuar com o Engenhão, mas temos consciência de que a gestão precisa ser melhorada. Estamos procurando parceiros para viabilizar shows, patrocínios e outras atividades que nos traga maior renda com a operação", afirmou o vice-presidente de Finanças.

Segundo ele, o único momento em que o Flamengo se aproximou para conversas foi quando o clube começou a tratar do uso do Luso-Brasileiro. O Botafogo reformou o estádio ao custo de R$ 5 milhões para mandar os jogos durante a Olimpíada.

"Lá atrás, quando começamos a conversar sobre a possibilidade da Ilha, vieram Fluminense e Flamengo. Mas não avançaram", disse Novis, reforçando o posicionamento sobre o caso William Arão:

"O clube não admite ter sido tratado como foi. Investimos no jogador, tiramos ele de desconhecido quando atuava no Corinthians, valorizamos o atleta e não recebemos nada por isso?".

O volante, que jogou pelo Botafogo em 2015, rescindiu contrato com o alvinegro via Justiça. O clube queria exercer a possibilidade de renovação e como previa o contrato depositou R$ 400 mil na conta do jogador. O atleta devolveu a quantia e acertou com o Flamengo. Em março, a Justiça considerou nula a cláusula prevista no contrato, decidindo favoravelmente ao rubro-negro. O caso ainda está sendo discutido.

 

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Polícia investiga fraude no BID; agente influente no Corinthians é o alvo

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br
MARCELO FERRELLI/Gazeta Press
Petros Comemora Gol Corinthians Palmeiras Campeonato Brasileiro 27/07/2014
Petros comemora em jogo do Corinthians

O famoso Boletim Informativo Diário (BID) da CBF está na mira da Polícia Civil do Rio de Janeiro. A Delegacia de Defraudações (DDEF) investiga denúncia de que o sistema teria sido fraudado em pelo menos duas negociações recentes: a transferência do jogador Wanderson de Macedo Costa, do ASA de Arapiraca (AL) para a Penapolense (SP), em 2015, e a renovação do ex-jogador do Corinthians com o clube, Petros, em 2014. Ambos são representados por Fernando Garcia, empresário e investidor da Penapolense e do Hortolândia (SP), a quem o ex-corinthiano pertencia.

Garcia, que já foi conselheiro vitalício do Corinthians, tem parte dos direitos federativos ou atua como agente ou investidor de nove jogadores do atual elenco do clube, incluindo os atacantes André e Lucca, o goleiro Walter e o meia-atacante Marlone.

Como parte das investigações, a polícia vai enviar ofícios à entidade pedindo uma série de explicações. Entre os pontos que a delegacia quer esclarecer, está como o atleta conseguiu ser registrado no BID como atleta da Penapolense um dia antes de assinar efetivamente o contrato, e antes de encerrar seu vínculo com o ASA.

"Já vemos indícios de falsidade ideológica e vamos checar as denúncias de fraude. Estamos esperando que a CBF responda o que precisa ser explicado", disse o delegado responsável pelo procedimento, Ricardo Barboza.

O caso foi enviado à polícia pela Justiça de Santa Catarina, que teve, entre outras fontes, um relatório feito pelos advogados de um outro empresário, Acionir Barreto, antigo representante de Wanderson. Ele afirma não ter recebido comissão na transferência. O processo aguarda sentença.

De acordo com o documento, "houve uma explícita situação de fraude pela CBF em conluio com os clubes: Penapolense Futebol Clube e Paraná Esporte Clube (sic)".

O Paraná foi o segundo clube para o qual o atacante se transferiu após se desvincular do ASA, tendo antes passado pela Ponte Preta. Ele não chegou a ser aproveitado no time paranaense e foi dispensado posteriomente.  

O documento diz ainda que a entidade foi "conivente" com as práticas do empresário Fernando Garcia e que o mesmo exerce "tráfico de influência" junto à CBF. Segundo a denúncia, o atual sistema de registros é informatizado e não permite dois contratos vigindo ao mesmo tempo, "a não ser que haja CORRUPÇÃO OU MANIPULAÇÃO (sic)"

O caso de Petros foi semelhante. O jogador pertencia ao Hortolândia, de Fernando Garcia, e estava emprestado ao Corinthians. Sua renovação com o clube foi assinada no dia 2 de agosto de 2014, mas teve o documento registrado no dia anterior. Na época, o caso foi analisado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) que não viu irregularidade. O Corinthians foi absolvido e a CBF multada.

O então presidente da Federação Paulista de Futebol e hoje presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, atribuiu o erro a "uma funcionária" da FPF. Segundo ele, ela teria errado no preenchimento dos documentos.

Hortolândia é investigado por lucro de R$ 2,7 milhões sem jogar

Semana passada, o jornal Folha de S.Paulo revelou que o Ministério Público investiga a atuação do Hortolândia, que mesmo estando de portas fechadas desde 2014, apresentou um superavit de R$ 2,7 milhões em 2015. Segundo a reportagem, a venda de atletas rendeu ao clube R$ 10 milhões, dos quais, cerca de R$ 8 milhões foram repassados a empresários.

Na denúncia em mãos da polícia do Rio, a Penapolense, pertencente ao mesmo grupo do Hortolândia, é chamado de "barriga de aluguel", isto é, clube que existe apenas para registrar jogadores de futebol, para servir financeiramente aos seus investidores.

CBF afirma que não há fraude

Procurado pelo Blog, Fernando Garcia respondeu: "Desconheço qualquer coisa sobre esse assunto, não conheço nenhum funcionário da CBF e nem da Federação, não sei como poderia me beneficiar de algo".

O Paraná afirmou não ter sido comunicado deste procedimento e prefere não se manifestar.

O advogado dlo jogador Wanderson, Aldo Kurle, disse que as denúncias fazem parte de um "descontrole" do ex-representante do jogador, Acionir Barreto.

A advogada de Acionir, Patrícia Brunel, quem redigiu a denúncia à Justiça catarinense, disse que seu cliente teve "o direito aviltado", não recebeu o que deveria pela transferência. Ela reafirmou que os "BIDs foram deliberadamente adulterados para prender" o jogador ao clube do qual Fernando Garcia é investidor. 

A CBF informou que "não recebeu qualquer notificação a respeito, tampouco houve pedido de esclarecimento por nenhum dos órgãos mencionados por você. Quanto ao jogador citado, não há qualquer fraude em seu registro".

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CPI: homem forte de Teixeira foi sócio de empresa que lucrou com compra de prédio da CBF

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

O homem de confiança de Ricardo Teixeira, o ex-diretor financeiro da CBF, Antonio Osório, o Zozó, foi sócio de uma das empresas que lucrou com a compra da nova sede da entidade, no Rio de Janeiro. A revelação é fruto de investigações feitas pela CPI do Futebol, no Senado. Embora suspensa, por "questões de ordem", a comissão avançou nas últimas semanas sobre as movimentações fiscais e financeiras do ex-diretor da entidade. A constatação liga, pela primeira vez, a transação suspeita de ter sido superfaturada, ao braço direito de Teixeira. 

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o novo prédio da CBF custou R$ 70 milhões, quando poderia ter sido adquirido por R$ 39 milhões. Uma das empresas que intermediou a compra, ainda segundo o impresso, foi a Zayd Empreendimentos. De acordo com as informações levantadas pela CPI, Zozó fez parte do quadro societário de uma outra empresa, a SPE Geremário Dantas Empreendimento Imobiliários, cujo sócio diretor é Carlos Henrique Medeiros Tozini, sócio da Zayd. 

O empresário nega a relação com Osório. Veja abaixo. 

A relação de sociedade cruzada é comprovada, de acordo com as investigações, através de repasses de recursos da SPE Geremario Dantas diretamente para Zozó.

O ex-dirigente é considerado a "caixa preta" financeira da CBF. Foi diretor fiel a Ricardo Teixeira, tendo sido mantido no cargo, a pedido do ex-presidente, na gestão de José Maria Marin. Acabou demitido em 2013. Ele foi peça-fundamental no processo de compra do imóvel, fazendo parte da Comissão de Compra do prédio. Papel que lhe rendeu agradecimentos especiais no discurso de entrega de cargo de Marin, em 2015, a Marco Polo Del Nero.

"Neste momento de despedida, não posso esquecer-me daqueles que se empenharam a concretizar esse sonho da casa própria!", disse o dirigente, que agora reside em casa própria, mas na condição de preso por corrupção, nos Estados Unidos.

REUTERS/Ricardo Moraes
CBF Sede Rio de Janeiro 27/05/2015
Prédio onde fica a sede da CBF, na Barra da Tijuca, no Rio. Compra teria sido superfaturada, segundo jornal

Além das suspeitas sobre a compra da sede, Zozó teve seus sigilos quebrados com o objetivo de se investigar o acerto de patrocínio com a TAM, através da empresa de um dos principais aliados de Teixeira e os sucessivos presidentes, Wagner Abrahão.

Como se deu a compra da sede

De acordo com a Folha de S.Paulo, quatro empresas participaram da intermediação da compra de oito salas compradas pela CBF. O prédio foi construído pela BT Empreendimentos e teve as salas adquiridas inicialmente pela Zayd Empreendimentos, D´Araujo Incorporação e a Aprazível Empreendimentos. Estas mesmas empresas que compraram as unidades por R$ 39 milhões, repassaram para a CBF por R$ 31 milhões a mais.

O prédio fica na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, e foi comprada em 2012. O prédio recebeu o nome de José Maria Marin, em homenagem ao ex-presidente, mas foi imediatamente retirado por Marco Polo Del Nero após a operação do FBI que prendeu o dirigente na Suíça, no ano passado.

Vale lembrar que emails apreendidos pela Polícia Federal no computador de Del Nero, mostram que neste período, o agora presidente da CBF, então presidente da Federação Paulista de Futebol, era quem mandava, de fato, na entidade.

Parte destas comunicações foi relevada por matérias da ESPN, publicadas anteriormente.  

CPI suspensa

A CPI no Senado está suspensa desde que foram aprovados os requerimentos para convocar Ricardo Teixeira e Marco Polo Del Nero, este pela segunda vez, para prestar depoimento à comissão. A paralisação ocorreu após pedido do senador Ciro Nogueira (PP-PI) para que se investigasse a votação, argumentando que não havia presença de senadores suficientes na sessão. O procedimento de se registrar presença e posteriormente se ausentar é tido como comum nas comissões e, segundo os membros que querem o andamento da CPI, foi o que aconteceu.

A paralisação já dura dois meses. Desde então, o pedido está nas mãos do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). O prazo para o fim dos trabalhos é dia 16 de agosto.

Citados negam relação e suspeitas de irregularidades

Carlos Henrique Tozini nega que tenha algum tipo de relação com o ex-diretor da CBF, o Zozó. Segundo o empresário, a Zayd 2025 foi aberta por ele, mas em 2009 ele a revendeu para terceiros, uma prática comum no mercado imobilário. Quanto ao "repasse de recursos" que a CPI identificou de Tozini para Osório, ele afirma não ter conhecimento e que as informações não procedem. 

A empresa Zayd 2025 enviou nota em resposta. Parte dela está abaixo:

1) A Zayd Empreendimentos 2025 Ltda. foi uma das quatro empresas que investiram no Barra Trade Corporate, empreendimento imobiliário comprado posteriormente pela Confederação Brasileira de Futebol - CBF - para servir como sede da referida entidade;

2) A Zayd 2025 nunca teve relação societária com a SPE Geremário Dantas Empreendimentos Imobiliários Ltda. nem com o Sr. Antonio Osório;

3) Fundada inicialmente apenas como denominação comercial, a Zayd Empreendimentos 2025 Ltda. foi comprada pelos atuais sócios em 2009, quando iniciou efetivamente suas atividades;

4) A Zayd 2025 investiu no Barra Trade Corporate e foi proprietária parcial (70%) de um dos quatro blocos do empreendimento, representando apenas 19,64% do valor da venda para a CBF;

5) O valor da transação para um empreendimento com 6.642m2 de área total e localização estratégica foi compatível com o preço médio de mercado à época, apurados em pesquisa da Ademi - Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário; 

A empresa diz ainda que a matéria que levou ao procedimento apuratória na CPI continha erros e equívocos no seu teor. A Zayd afirma que não intermediou a venda e que a transação não foi superfaturada, tendo seu valor confirmado por três empresas de auditoria independentes.

A reportagem não conseguiu localizar Antonio Osório.

*Nota do Blog: a notícia foi atualizada para incluir as respostas dos citados na reportagem e também para retirar que o percentual da empresa Zayd no negócio foi de 70%, como dizia o jornal Folha de S.Paulo pois a empresa afirma ter sido de pouco mais de 19%. 

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Economizando com segurança, Maracanã diminui prejuízo

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

Em meio à calamidade pública nas finanças do Rio de Janeiro, o governador interino Francisco Dornelles pode dormir sabendo que o caríssimo estádio que o seu antecessor Sérgio Cabral entregou (de bandeja) à Odebrecht conseguiu diminuir os prejuízos no último ano antes de ser fechado novamente. Pela análise do balanço de 2015 publicado pelo Maracanã S.A, as finanças do estádio registraram prejuízo 38% menor do que em 2014. A principal mudança foi nos custos, onde a operação enxugou R$ 27 milhões.

Mas o negócio continua caro e trabalhando no vermelho. Ano passado, o prejuízo foi de R$ 47,9 milhões, contra os R$ 77,2 milhões registrados em 2014. Os gastos com segurança foram os que mais caíram. De R$ 17,6 milhões, para R$ 9,9 milhões. Outros serviços como "Bilhetagem" e os gastos com orientadores também reduziram. Este último de R$ 5,9 milhões, para R$ 1,7 milhões.

Em 2014, a ESPN mostrou que o Maracanã pós concessão trabalhava com empresas de pessoas ligadas ao então governador, Sérgio Cabral, como é o caso da segurança. E de familiares de parlamentares, no caso do serviço de orientadores. Justamente dois gastos que reduziram drasticamente, embora tenham continuado com o contrato em vigor.

Quatro vezes mais patrocínio

As receitas também contribuíram para a melhora no desempenho. Só em patrocínio, foram R$ 11,5 milhões ou cerca de 4 vezes mais que em 2014 (R$ 2,8 milhões). A operação também arrecadou mais com eventos, R$ 9,8 milhões, e teve melhor desempenho, também, com visitas guiadas, faturando R$ 7,6 milhões com os tours.

No entanto, o ajustamento das operações não deve surtir o mesmo efeito neste ano. Contratos de patrocínio recém fechados tiveram de ser suspensos, desde que a concessionária decidiu antecipar a cessão do estádio para o comitê organizador da Olimpíada, o Rio 2016. Oficialmente, a utilização começou no dia 1 de março, mas muito antes disso o Maracanã já diminuía a operação.

A Odebrecht e o Governo do Rio tentam chegar num acordo quanto ao "reequilíbrio do contrato". A empreiteira quer diminuir as contrapartidas financeiras que devem ser pagas ao Estado, uma vez que o edital de licitação foi completamente alterado após as manifestações de 2013. Na ocasião, foram retirados do processo a licitação do parque aquático Júlio Delamare, o complexo de atletismo Célio de Barros, a escola municipal Arthur Friedenreich e o Museu do Índio, locais onde a empresa pretendia construir estacionamentos e shoppings centers.

Em nota, a empresa respondeu que: "A concessionária Maracanã readequou sua operação de acordo com a realidade dos campeonatos que recebeu, além de ter revisto alguns procedimentos adotados nos primeiros anos da concessão".

Já o governador. Se ele não pretende aumentar o caos financeiro do estado, é bom lembrar que só faltam pouco mais de 4 meses para que a empreiteira _ que embora tenha conseguido melhorar a operação não pretende ficar com o estádio _ o receba de volta. É bom lembrar que a calamidade da Odebrecht é quase tão grande quanto a do Rio.

 

 

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De saída do STJD, Schmitt pode ganhar abrigo no Governo Temer, fiscalizando clubes

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

O cargo mais importante da estrutura da Autoridade Pública do Futebol (APFut), do Ministério do Esporte, pode cair nas mãos do procurador do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Paulo Schmitt. A notícia circulou nos bastidores da justiça desportiva nesta sexta-feira e já provocou reação entre os principais clubes do país, que se mobilizam para enviar um ofício ao Ministério, repudiando a ideia.

A APFut é o órgão que vai fiscalizar os clubes quanto ao cumprimento das determinações do Profut, lei que refinanciou as dívidas dos clubes em troca de medidas de gestão responsável nas finanças. O descumprimento pode levar ao rebaixamento das agremiações. Schmitt é visto pelos clubes como pessoa de confiança da CBF e não teria a isenção necessária para denunciar e julgar os clubes, analisam. Ele seria conduzido ao cargo após o fim do seu mandato no STJD, em julho.

O cargo na APFut, no entanto, não está vago. O atual presidente é César Carrijo, advogado da União, nomeado dias antes do início do Governo Temer. Considerado de perfil mais técnico, Carrijo vem tendo o posto ameaçado desde o início da gestão. Em março, o blog publicou que o deputado Jovair Arantes (PTB /GO), integrante da bancada da bola, era um dos que estava atuando para encontrar um indicado para a vaga. O ministro negou.

No início da semana, o blog "De Prima", do Lancenet, publicou que o Ministério convidou Wladimyr de Moraes Camargos, relator da Comissão especial criada no Senado para discutir mudanças nas leis esportivas. Mas ele teria recusado. A função é remunerada (R$ 11,2 mil) e o ocupante deve evitar conflitos de interesse com os casos julgados.  

Schmitt é assessor jurídico da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), entidade que pode se beneficiar da lei, além de ter relações com a Federação das Associações de Atletas Profissionais (FAAP).

Segundo manifesto contra Schmitt

Se os clubes levaram adiante a ideia de repudiar a nomeação do procurador do STJD, será a segunda vez que se manifestam publicamente contra ele. Em março, após denúncias da ESPN de que a CBF interferia em julgamentos propostos por Schmitt no Tribunal, com estratégias para "punir" quem votasse desfavoravelmente à entidade, dez presidentes encaminharam à CBF pedido para que o procurador não continuasse no cargo.

Confira nos links ao lado da página como se dá a formação completa da APFut e matérias citadas neste post. 

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Suspeito de calote em cofres públicos, filho de ex-presidente do Cruzeiro assume futebol no Governo Temer

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

Depois de semanas em banho-maria, o convite do ministro Leonardo Picciani ao filho do ex-presidente do Cruzeiro, Gustavo Perrela, para ser o secretário Nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor foi concretizado.

O nome de Perrela foi publicando na edição do Diário Oficial da União nesta sexta-feira. Seu salário será de R$ 13,9 mil (líquidos). A formalização sai no mesmo dia em que novas denúncias à família tornaram-se públicas (leia abaixo). 

Sob o comando de Perrela estará o andamento do Profut, lei que refinanciou as dividas dos clubes de futebol em troca de contrapartidas de responsabilidade fiscal e de gestão. 

O programa, que já beneficiou dezenas de clubes do Brasil inteiro _ entre eles todos os grandes, com exceção ao Palmeiras que não quis aderir _ ainda não começou a cumprir os requisitos da lei que prevê até o rebaixamento dos clubes em caso de descumprimento.

Denúncia de calote

De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, uma auditoria da Controladoria-Geral de Minas Gerais em contratos firmados entre o Estado e empresas de Gustavo Perrela e familiares causaram prejuízos de R$ 18,9 milhões aos cofres mineiros, nos governos de Aécio Neves e Antônio Anastasia (PSDB).

Gustavo é filho do senador Zezé Perrella, ex-presidente do Cruzeiro, e foi deputado estadual em Minas Gerais. Ambos ficaram nacionalmente conhecidos após operação da Polícia Federal ter apreendido 450kg de cocaína em helicóptero pertencente ao então deputado. A PF, no entanto, não encontrou indícios de autoria dos dois no episódio e eles não responderam criminalmente.

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