Tapetão da Primeira Liga quer menos vaidade e linguagem que torcedor entenda

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

A recém criada Comissão Disciplinar da Primeira Liga promete romper com alguns padrões da Justiça Desportiva como conhecemos no Brasil. Quer um tribunal mais rápido e sem "vaidades". Sessões que durem em média uma hora e que não cabem recurso.

"A ideia é justamente facilitar a compreensão do que acontece, evitar a linguagem rebuscada, a vaidade, a auto promoção", disse ao blog o presidente da comissão, Alexandre Monguilhott. 

De Santa Catarina, o advogado de 42 anos já foi procurador do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), em 2007, e presidente do Tribunal de Justiça Desportiva catarinense. Tem 15 anos como advogado desportivo, mas afirma ser um dos "mais jovens" nessa área, dentro da Comissão.

Confira abaixo a entrevista ao blog: 

O senhor será o presidente do 'tapetão' da Liga?

"Tem muita gente que se refere como ´tapetão'. Porque já se utilizou o Tribunal como 'tapetão', é verdade. Mas se o argumento prevê que quem usar jogador irregular vai perder pontos, que isso é irregular, infelizmente teremos de lidar com esta questão. Mas não é o objetivo."

Qual é a missão desta Comissão?

"Queremos simplificar o processo. Foi uma opção dos clubes, ao montarem a Liga, melhorar o futebol brasileiro. Este é o nosso objetivo. Colaborar com isso. Que sejamos rápidos para atender o que o torneio precisa. Ele está nascendo com tudo o que manda a lei desportiva brasileira. Nós seremos assim também, mas sem aparecer mais do que precisamos.

A ideia é, justamente, facilitar a compreensão do que acontece, evitar a linguagem rebuscada, a vaidade, a auto promoção. Daremos transparência as nossas decisões, com publicação no site de todos os processos, todo o conteúdo.

Não queremos mostrar serviço, apenas contribuir. Não queremos valorizar o que não seja futebol."

Qual será o rito de julgamento da Comissão?

"Um rito simplificado, sem recurso. De acordo com o que está presente no Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). Respeitando, sem dúvidas, dois princípios constitucionais básicos, o direito a ampla defesa e ao contraditório. Os representantes dos clubes e atletas terão liberdade para expor suas defesas, com apresentação de prova oral, material e sustentação. Mas esperamos que isso tudo seja resolvido em média dentro de apenas uma hora.

Nossa intenção é deixar o processo mais célere. A competição é curta, não faz sentido que após o término ainda estejamos discutindo fora de campo. Os casos disciplinares que aconteceram na primeira rodada estão sendo julgados no curso da segunda. É assim que pretendemos fazer, sem demoras.

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) é órgão que o futebol brasileiro conhece, no campo jurídico. É um modelo a ser evitado?

É forçoso reconhecer que o STJD é o órgão da cúpula do futebol brasileiro, tem processos de todo o país, do Rio Grande do Sul, ao Piauí, a Roraima. Isso acarreta morosidade. Agora, se tem um volume grande de processos, poderia disponibilizar maior número de pessoas, para acelerar as decisões. Isso não vai acontecer com a gente."

Como evitar que o lobby dos clubes chegue até vocês?

"É natural que tenhamos nossos relacionamentos. Todos que atuam aqui têm experiência na área desportiva e já se relacionaram com os clubes. O universo é restrito. Temos nosso regimento interno e ele será votado na primeira sessão. Basicamente, se o auditor tem conflitos internos e pessoais em relação a um determinado caso, que ele se julgue suspeito. Ele deve saber afastar o seu lado pessoal, do profissional.

Eu tenho o meu time e posso te dizer que já votei para o principal adversário dele fosse campeão."

Qual o seu time?

"Não escondo qual é, mas prefiro não dizer. Assim como prefiro não colocar fotos nas redes sociais. Prefiro não me expor."

Quem paga as custas da Comissão?

"O custo será apenas dos deslocamentos dos seis membros, as passagens aéreas. O dinheiro virá dos patrocínios."

A primeira sessão já está marcada. Será na sexta-feira (11), após o carnaval, para o julgamento do atacante Fred, do Fluminense, e do lateral direito Léo Morais, do Atlético-PR. A comissão usará as instalações da OAB, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

O procurador da Comissão é o advogado Domingos Sávio Zainaghi (SP). Os auditores: Otavio Noronha (MG), João Henrique Chiminazzo (SP), Roberto Pugliese Jr (SC), Thomaz Souza Lima de Mattos Paiva (MG).

 

 

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Nuzman derruba liminar e não terá rival para completar 25 anos de poder no COB

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

Passados dois dias do fim da Olimpíada, Carlos Arthur Nuzman obteve mais um ouro nos tribunais nesta terça-feira. O presidente do Comitê Olímpico do Brasil conseguiu decisão que impede que ele tenha oposição nas próximas eleições. O dirigente, que já está há 21 anos no poder, está prestes a ter o mandato renovado até 2020. A decisão foi do desembargador Marcelo Lima Buhatem, da Vigésima Segunda Câmara Cível do Rio, que havia decidido o contrário em maio, mas reconsiderou sua análise e votou contra pedido do presidente da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa, Alaor Azevedo, que tenta se candidatar. A decisão ainda é liminar.

Pelo Estatuto do COB, as chapas de oposição devem se registrar com antecedência de oito meses para o pleito, ou seja, até abril, uma vez que as eleições acontecem no último trimestre do ano (a partir de setembro). Uma chapa só pode ser registrada com a assinatura de pelo menos dez presidentes de confederações. A tese de Alaor é que nenhum dirigente aceitaria assinar com a oposição, nas vésperas da Olimpíada, pois temiam que o COB deixasse de repassar recursos para os atletas em preparação para os Jogos. 

Caso Nuzman seja candidato, ainda não disse oficialmente, e não tendo oposição mais uma vez, este será o sexto mandato consecutivo do dirigente que foi eleito pela primeira vez em 1995.

Nuzman como "gerente de banco"

Os argumentos convenceram o juiz Mário Cunha Olinto Filho, da 2ª Vara Cível da Barra da Tijuca, que na primeira instância determinou que as chapas ficassem em sigilo e o Estatuto não fosse cumprido. Assim como avaliou o próprio desembargador que agora decide diferentemente. Na primeira decisão, o juiz concordou com os advogados de Alaor que compararam Nuzman a um "gerente de banco", que tem o poder de liberar e confiscar verbas das confederações.

"Ao invés de se tratar de simples requisitos para registros de chapas, passa a dar margem para ser mecanismos de controle de poder e perpertuação do mesmo nas mãos de quem já lá esteja", escreveu o magistrado na decisão de primeira instância.

Reuters
Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Rio 2016, durante evento no RIo
Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico do Brasil há 21 anos, tenta sexto mandato

Já o desembargador explicou ao Blog que decidiu diferentemente da primeira vez pois ainda não havia ouvido as partes:

"É bem comum isso acontecer. A primeira decisão foi com base nos argumentos, mas ainda não havia ouvido as partes. Agora, com o direito ao contraditório, reconsiderei", disse Buhatem.

Os advogados do COB sustentam que o Estatuto deve ser cumprido e ressaltam que ele foi assinado por Alaor, que agora tenta reverter os efeitos.  Já os advogados de Alaor recorrem à Lei Pelé, afirmando que o processo eleitoral da entidade é "anti-democrático". 

Bate Bola comenta denuncias de desvios de recursos públicos cedidos a confederações esportivas

Nas últimas eleições, a presidência do COB foi acusada dessa prática que os advogados de Alaor tentam sustentar, de boicotar a confederação do seu adversário: Eric Maleson, então dirigente da Confederação Brasileira de Desportes no Gelo. Nuzman foi eleito por 30 votos a 1.

 

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FBI captura drone que 'espionava' navio de astros da NBA

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

Aviso a quem tem drone. Nem ouse sobrevoar o Boulevard Olímpico, na Praça Mauá. O último que tentou dar uma espiada por lá foi "abduzido" pelo FBI. Aconteceu na última sexta-feira, durante a cerimônia de abertura. Um gaiato resolveu conferir como estava o navio onde estão os jogadores da NBA, que está ancorado no píer e ficou sem o brinquedinho.

Os agentes do FBI possuem equipamentos que interferem na frequência dos drones e assumem o controle dos aparelhos. Foi o que fizeram com o "espião". O dono só estava de brincadeira, não oferecia risco aos atletas, mas se deu mal mesmo assim. O Blog não conseguiu saber se ele conseguiu recuperar o equipamento. Durante toda a Olimpíada e a Paralimpíada o espaço aéreo do Rio terá cinco áreas de interdições. São elas: Copacabana, Deodoro, Engenhão, Maracanã e Barra da Tijuca, incluindo a Linha Amarela. 

Somente aeronaves autorizadas podem sobrevoar estes espaços. Veículos Não Tripulados, os Vants, fazem o monitoramento 24 horas dos locais. E somente dois drones oficiais estão autorizados a trafegar. Durante a cerimônia de abertura, um drone foi visto sobrevoando o estádio do Maracanã e mobilizou homens do Exército que faziam a segurança do entorno.

Reprodução
Silver Cloud, o navio que hospeda as seleções dos EUA
Silver Cloud, o navio que hospeda as seleções dos EUA

Eles passaram o restante da festa tentando localizar o dono do aparelho, nas vizinhanças da Tijuca, onde fica o estádio. A ordem naquele dia era abater o equipamento.

Se precisar de mais informações, acesse a página que o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) criou com instruções para a Olimpíada. 

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Herdeiro da Odebrecht que fatura na Olimpíada tem laços familiares com mulher de Nuzman

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

A empresa do herdeiro da Odebrecht que vem dando enxaqueca à organização dos Jogos tem laços familiares com a mulher do presidente do Rio 2016. Emílio Odebrecht Peltier de Queiroz não é só neto do fundador da construtora, é também da famíla do ex-marido de Márcia Peltier, atual mulher de Carlos Arthur Nuzman, a primeira-dama da Olimpíada. Para o comitê Rio 2016, a situação não configura conflito de interesse, pois eles não seriam parentes. O órgão afirmou, também, que a mulher do presidente não participa das contratações de serviços na organização.

Emilinho é primo de segundo grau do ex-marido de Márcia, Francisco Peltier de Queiroz, com que foi casada durante dez anos e teve duas filhas. Desde 1998 é casada com o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) que é também presidente do comitê Rio 2016, responsável pelos Jogos. O primo de segundo grau é um dos sócios da Team Food, empresa responsável pela alimentação do público no Parque Olímpico da Barra.

O código de ética do Rio 2016 expressa que familiares e pessoas com as quais os familiares mantenham estrito relacionamento pessoal não podem ser contratadas sem autorização de um diretor-executivo. Segundo o comitê, a contratação da Team Food foi avaliada pelo conselho Diretor, conselho Fiscal, diretoria de Compliance (que fiscaliza as regras) e passou pelo conselho externo. O fato de a empresa ser de pessoa ligada à primeira-dama não foi discutido e a Food Team foi aprovada por todos os envolvidos. 

Getty
Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro
Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro e do Rio 2016

Nuzman, segundo a organização, também não participa das escolhas de fornecedores e prestadores de serviços.

"Todos os passos de compliance (avaliação das regras) foram seguidos. A Márcia não tem relacionamento próximo com a família do ex e ele não é parente", disse o diretor de comunicação, Mário Andrada.A Food Team, que tem entre os sócios os Peltier-Odebrecht, é responsável pela alimentação somente nos parques localizados na Barra da Tijuca, zona oeste. É onde se concentra a maior parte das arenas olímpicas e vem falhando na prestação do serviço desde o início do evento a ponto de o comitê ter tido de contratar às pressas food trucks para atender ao público. Brasileiros e estrangeiros enfrentaram filas imensas para compra bebidas e comida, além de falta de mercadoria e não emissão de nota fiscal. A situação no terceiro dia apresentou melhora com algumas mudanças operacionais.

A empresa, conforme revelado pelo Blog nesta segunda-feira, foi fundada junto da licitação do Maracanã, vencida pela Odebrecht. O estádio é um dos seus clientes. Os outros são a Arena Fonte Nova, em Salvador, e a Arena Pernambuco, em Recife. Todas erguidas pela construtora, com dinheiro público.

Outros notáveis

A Food Team impressiona também por outros sócios. Além do herdeiro da construtora, fazem parte da sociedade dois parentes de executivos do alto escalão da Odebrecht e até um ex-namorado da cantora Ivete Sangalo.

Escritório de amigo pessoal

Este não é o único caso de pessoas do relacionamento pessoal de Nuzman com contratos no comitê. Entre os prestadores de serviços do Rio 2016 está o escritório de um amigo pessoal do dirigente, o advogado Sérgio Mazzillo, que recebeu pelo menos R$ 18 milhões.

O escritório H.B. Cavalcanti e Mazzillo Advogados é um dos 11 contratados para serviços de advocacia da organização. Mas, somente ele, recebe 80% do total gasto com o setor. As informações fazem parte de documentos obtidos pelo blog, tratados como sigilosos pela entidade.

Perguntado, na época da publicação, sobre qual o papel do escritório na estrutura da Olimpíada, o Rio 2016 disse que não comentaria, por sigilo.

Veja resposta da empresa Food Team (enviada após a publicação da relação com a Odebrecht):

"A empresa Food Team esclarece que não tem nenhum vínculo societário com a Odebrecht SA.

A empresa é formada por quatro grupos com ampla experiência na área de alimentação e atendeu a todos os critérios técnicos solicitados na concorrência para a prestação desse serviço durante os Jogos Olímpicos. Esclarece ainda que a Food Team é apenas uma das fornecedoras do evento.

A empresa reitera ainda que está empenhada, juntamente com o Comitê Rio 2016, em solucionar todos os problemas operacionais de sua responsabilidade."

*Nota: inicialmente o Blog publicou que Emilinho era ex-enteado de Márcia Peltier, mas ele é, na verdade, primo de segundo grau do ex-marido da mulher de Carlos Arthur Nuzman. 

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Neto de Odebrecht é dono da empresa que falha na comida da Olimpíada

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

Os problemas enfrentados pelo público para se alimentar nos parques e arenas da Olimpíada têm nome e sobrenome: Emílio Odebrecht Peltier de Queiroz, neto do fundador da construtora Norberto Odebrecht. O empresário, conhecido como Emilinho, é um dos sócios da empresa contratada pelo comitê Rio 2016 para prestar o serviço de alimentação. Desde o primeiro dia dos Jogos, o torcedor que vai assistir às competições tem de enfrentar imensas filas para comer e beber. Tanto no primeiro, quanto no segundo dia, os produtos acabaram no meio da tarde. Neste domingo, food trucks foram acionados às pressas para amenizar os transtornos. 

O Blog não teve acesso ao valor do contrato da prestação de serviço. Mas o Rio 2016 afirma que todos os seus fornecedores são escolhidos por critérios técnicos e por concorrência. A empresa da família Odebrecht _ que também construiu as arenas olímpicas, pagas pela Prefeitura _ chama-se FT Rio Restaurante LTDA e o nome fantasia é Food Team. Foi criada há três anos, no dia 13 de maio de 2013, mesmo dia em que foram abertos os envelopes da controversa licitação do Maracanã. Vencida por quem? Odebrecht.

As coincidências não param na vida da empresa de Emilinho. O primeiro cliente da Food Team foi justamente o Maracanã. O segundo cliente foi a Arena Fonte Nova, na Bahia, e o terceiro, a Arena Pernambuco, em Recife. Ambas sob administração da Odebrecht e construídas pela empresa da família, com recursos públicos. Ao todo, a Food Team explora os serviços de 111 bares, 238 camarotes e 23 lounges. 

Na fase de preparação da Olimpíada, os responsáveis pela operação elegeram três pontos onde não se podia ter problema: instalações para atletas, serviços nas arenas e equipamentos para a imprensa. Os serviços de alimentação e bebida, cruciais para satisfação do público, não passaram no teste.

Após a publicação do post, a Food Team entrou em contato com o blog para afirmar que o "contrato com o Maracanã é de agosto de 2014, após os contratos firmados com a Fonte Nova e Arena Pernambuco, que são de 2013".

ESPN.com.br
Vilas para compra de comida no parque olímpico apresentaram problemas
Filas para compra de comida no parque olímpico apresentaram problemas
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Pelé tenta se recuperar para participar da festa de encerramento da Olimpíada no Maracanã

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

Debilitado fisicamente e abalado emocionalmente por não ter conseguido participar da cerimônia de abertura da Olimpíada, Pelé tenta se recuperar para participar do encerramento dos Jogos no Maracanã. Organizadores e o Rei do Futebol ainda têm esta esperança. O comunicado oficial de que ele não teria condições de acender a pira olímpica só foi feito ao Rio 2016 na manhã desta sexta-feira, dia do evento, mas a constatação de que Pelé não teria condições foi há 15 dias, quando ele recebeu a tocha no seu museu, em Santos. 

Na ocasião, o Rei foi muito exigido e sentiu muitas dores ao ter de esperar a chegada da tocha. Na sacada do museu, o ex-camisa 10 do Santos esperou por mais de 1h30 até que a chama chegasse. Passou quase todo o tempo escorando num banco de madeira, na sacada, presenciado por dezenas de pessoas que aguardavam pelo momento. O comitê Rio 2016 orientou que ele não caminhasse com a tocha, para evitar que se interpretasse o ato como uma condução da tocha, o que forçaria a inabilitação dele como acendedor da pira no Maracanã. Mas mesmo que o Rei quisesse desobedecer, não conseguiria, segundo pessoas próximas. 

Alí, já ficou claro que ele não teria condições de estar no Maracanã. Uma tentativa de se construir uma estrutura parecida com um elevador foi pensada pelo Rio 2016, mas descartada por falta de tempo. O momento, segundo quem presenciou, foi especial. Pelé se emocionou bastante. A tocha, que recebeu de presente, e a roupa usada vão ser expostas no seu museu.

Comanda gerou desconforto

Há dois meses e meio, num primeiro encontro de Pelé com a delegação responsável pelos Jogos no Brasil, houve contratempos e desgaste. O Rei do Futebol recebeu a Ordem Olímpica das mãos do presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, numa cerimônia em Santos. O problema é que a solenidade tinha sido programada pela entidade para o Museu do Futebol, no Pacaembu, em São Paulo.

Clique no player a veja a entrevista

O presidente do COI tinha voo marcado no dia e não podia ir a Santos. O Rio 2016 já havia contratado buffet e infraestrutura para o Pacaembu, quando Pelé avisou que não iria até a capital, justamente pelos problemas de saúde. A recusa gerou desconforto entre as equipes do comitê e a assessoria de Pelé, mas o COI se dobrou ao Rei e fez a homenagem como ele preferia. 

Mesmo tendo feito em sua "casa", divergências sobre o cerimonial acabaram por expor Pelé a dezenas de jornalistas e convidados, como se vê no vídeo abaixo. De acordo com apuração do Blog no dia, havia pedidos da assessoria do Rei para que ele entrasse e saísse por uma porta nos fundos, sem ter de passar pelo público. Mas a solicitação não foi aceita pelo Rio 2016. O comitê negou à época. 

 

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Globo paga menos, mas aceita Carioca sem Fla e clube pode ficar sem R$ 120 mi

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

Na proposta enviada pela TV Globo aos clubes, a emissora já prevê um cenário sem o Flamengo. Nele, todos receberiam menos. Mas o que mais deixaria de ganhar seria o próprio rubro-negro: R$ 120 milhões em oito anos. No geral, o contrato seria 25% menor. Saindo dos atuais R$ 120 milhões, para R$ 90 milhões. Juntos, Fluminense, Vasco e Botafogo deixariam de ganhar R$ 36 milhões no período. Já a Federação de Futebol do Rio (Ferj) é quem mais pode perder dentre os que assinarem, pois além de reduzir o valor da sua cota em R$ 24 milhões no período, também teria um produto com menos valor para negociar a publicidade em TV.

Caso o rubro-negro se mantenha firme na posição de não assinar nos termos atuais, o clube continuaria participando da competição, mas com o time B. O principal se dedicaria a outros campeonatos e o clube estuda outras formas de arrecadação no período. Mas ainda não há planos concretos.  

A posição do clube em não assinar, como explicado nesta terça-feira, é além de política (entenda os motivos no link ao lado) também financeira. O rubro-negro não acha justo receber menos do que a Federação. Sem o Flamengo, a entidade receberia R$ 9 milhões, no lugar dos R$ 12 milhões da atual proposta. Mas continuaria com o poder exclusivo de comercializar as placas de propaganda nos estádios. Especialistas do setor calculam que com todos os quatro grandes sendo televisionados, a federação poderia conseguir dobrar este valor recebido com a cota, passando a faturar até R$ 24 milhões, por ano, ou R$ 192 milhões (no cenário mais otimista), até 2024.

Há quem diga que mesmo tendo a redução, ainda é muito dinheiro para uma entidade que faz pouco pelo desenvolvimento do futebol. Uma organização que é completamente bancada pelos próprios clubes, com os 10% cobrados em borderôs (no lugar de 5% como a maioria no país). E que mesmo assim vem acumulando prejuízos (milionários) na sua operações, chegando ao ponto de ter de ingressar no programa de refinanciamento de dívidas do Governo Federal, o Profut.

Mauro explica por que Flamengo 'travou' negociação sobre dinheiro do Carioca e diz: 'Não pode ceder'

Na nova proposta, além da cota direta à Federação, ainda há um percentual destinado exclusivamente à manutenção de estádios, a ser gerenciado pela entidade. 

Rubinho perdoou Peter

A luta da federação para garantir suas polpudas cotas tem até perdão judicial. Foi o que aconteceu nos bastidores da decisão do Fluminense em assinar o "de acordo" com a Ferj, indo contra o que o presidente Peter Siemsen disse ao longo da última temporada sobre a gestão da entidade. As trocas de acusações eram tantas, que algumas ações judiciais por danos morais foram ajuizadas entre as partes.

Mas numa breve consulta aos sistemas do Tribunal de Justiça do Rio, o Blog encontrou pelo menos três perdões de Rubens Lopes a Peter. São ações que foram movidas pelo mandatário da Ferj contra o presidente Tricolor e contra o clube das Laranjeiras, que foram arquivadas nos últimos meses, por desistência de Rubinho.

São elas:

- 0508139-51.2015.8.19.001 (dano moral) Ferj desistiu do processo em 30/05
- 0476201-38.2015.8.19.0001 (dano moral) Ferj desistiu do processo em 06/06
- 0508064-12.2015.8.19.0001 (dano moral) Ferj desistiu do processo em 14/06

Há informações de que a recíproca nas Laranjeiras foi verdadeira e o clube também teria desistido dos processos movidos contra Rubens Lopes nos últimos meses, mas até o fechamento desta edição, o Blog não havia conseguido confirmar a informação.

O Fluminense deixa claro que embora tenha decidido assinar o "de acordo" para manter o campeonato como está, não está pressionando o Flamengo a assinar. 

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Globo paga menos, mas aceita Carioca sem Fla e clube pode ficar sem R$ 120 mi

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Fla mantém exigências, trava carioca na TV Globo e é pressionado por rivais

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

O Fluminense não resistiu à pressão e se juntou a Vasco e Botafogo. Os três assinaram o "de acordo" com a Federação de Futebol do Rio (Ferj) para renovação dos direitos de transmissão do campeonato Carioca com a TV Globo. Só falta o Flamengo. E enquanto o rubro-negro não assinar, ninguém recebe. A cinco meses do fim do ano, as negociações estão estagnadas e o Estadual está perto de ficar sem o rubro-negro na TV pelos próximos oito anos.

Embora com a decisão em suas mãos, o Flamengo está cada vez mais pressionado a ceder. A emissora já avisou que não pagará adiantamentos a Vasco, Bota e Flu (nem Ferj) enquanto não tiver os quatro grandes. Os clubes precisam de dinheiro e tentam colocar o rubro-negro contra a parede. O Flamengo, por sua vez, não abre mão de alguns pontos:

- receber diretamente (sem que o dinheiro passe pela Federação);

- que o contrato esteja vinculado a regras de transparência, como saber quanto a Ferj empresta de dinheiro aos clubes e as condições desses empréstimos;

- que a Ferj diminua de 10% para 5% a taxa nos jogos;

-  que a entidade seja impedida de interferir em preço de ingressos;

- que o decidido nos arbitrais não possam mudar contratos assinados;

- que os clubes possam explorar a publicidade nos estádios;

- e que o valor pago aos clubes seja maior que o recebido pela federação;

Segundo apuração do Blog, a TV Globo dobrou o valor para compra dos direitos do campeonato (2017-2024), oferecendo R$ 120 milhões por ano, no total. Dos quais, R$ 12 milhões (10%) serão pagos à Ferj, enquanto os quatro grandes receberiam R$ 15 milhões (15%) cada. Desta forma, a Federação acabaria ganhando mais do que os clubes, uma vez que ela ainda tem o direito exclusivo de comercialização de propaganda nos estádios, o que pode dar, de acordo com cálculos de quem acompanha o setor, um total de R$ 24 milhões de faturamento.

Descontando os R$ 60 milhões dos quatro grandes e os R$ 12 milhões da Ferj, sobram R$ 48 milhões que seriam divididos a maior parte para os clubes considerados médios: Boa Vista, Volta Redonda, Madureira e Bangu, seguidos dos demais considerados pequenos e ainda as premiações e outras despesas da federação. 

Fluminense era aliado contra a Ferj 

No início das negociações, Flamengo e Fluminense se colocavam do mesmo lado: contra o controle da Ferj. No entanto, nos últimos dias, o Tricolor acabou cedendo e assinou o "de acordo". Procurado, Peter Siemsen disse que não comentaria. O presidente apenas afirmou "não recebemos nada até agora pelo Estadual". Mesmo assim, o clube faz questão de deixar claro que não pressiona o Flamengo a assinar. 

A Ferj se limitou a dizer que "o contrato atual dos direitos de televisionamento do Campeonato Estadual tem vigência até o dia 31 de dezembro de 2016 e a Federação de Futebol do Rio de Janeiro, por obediência à cláusula de confidencialidade, não se manifestará a respeito da renovação". O Blog, no entanto, também havia questionado sobre as críticas feitas pelo Flamengo, mas a Federação se negou a responder. 

O Flamengo também alegou questões de confidencialidade para tratar dos detalhes, mas informou que "o clube não se opõe a que ninguém assine, mas se recusa a fechar um contrato lesivo à instituição e ao futebol carioca. Receber mais do que a federação é o mínimo que se espera. Queremos receber um valor compatível com a importância e a exposição do clube", disse o presidente Eduardo Bandeira de Mello, completando: 

"Estamos tratando com a TV Globo e sabemos que eles também têm boas intenções. Mas se não der para o Flamengo participar com o time principal do Estadual, vamos lamentar. Podemos colocar o time B, mas não teremos nossos jogos transmitidos", disse.

Presidente do Fla admite que relacionamento com a Ferj ficou impossível após reunião

Em tese, o rubro-negro pode aguardar o andamento do Brasileiro, para saber como se posicionar no primeiro semestre do ano que vem. Entre as opções estão jogar o Estadual com o time B, e priorizar a Primeira Liga ou a Libertadores, caso consiga estar no G4 ao fim da temporada. 

Neste ano, a moeda de troca da Ferj foi justamente o dinheiro da TV Globo. A federação, quando não atrasou, ameaçou não transferir para a dupla Fla-Flu as cotas do Estadual, como poder de barganha na tentativa de impedir que os dois participassem da Primeira Liga. 

Dentro da TV Globo, o assunto é tratado com cautela e provoca divisões de posicionamento. Há um grupo que já vê como necessária a desvinculação dos pagamentos à Ferj para maior independência dos clubes. Já outro, ainda vê a federação como aliada e prefere a manutenção do modelo. 

No 'Bate Bola na Veia', Mauro também explicou por que Fla travou negociação e opinou: 'Não pode ceder'

A ver até quando Flamengo segura a pressão. E até que ponto o campeonato perde com a possível retirada do time rubro-negro de campo. 

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Empresa que fornece camisinhas na Vila Olímpica é investigada por fraude no Ministério do Esporte

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

A empresa contratada pelo Rio 2016 para distribuir camisinhas e lubrificantes íntimos na Vila Olímpica é investigada pela Polícia Federal nos inquéritos que apuram fraudes de mais de R$ 30 milhões em convênios do Ministério do Esporte, com confederações esportivas. O dono da empresa já prestou depoimento e negou participação, alegando ser vítima do esquema. O inquérito ainda não está encerrado.

A Social & Soluções, pertencente a Higor do Amaral Leite, foi a empresa escolhida pelo comitê para a distribuição dos preservativos. Serão 450 mil camisinhas ao longo de toda a competição, um recorde na história dos Jogos.

De acordo com as investigações, o nome usado pela empresa é fantasia. Em registros, ela aparece como Carioca Promo Consultoria LTDA. No inquérito, ela aparece como tendo participado de fraudes em licitações juntamente com a empresa SB Promoções, vencedora de diversos convênios do Ministério do Esporte nos últimos anos. 

A empresa das camisinhas, segundo as investigações, entrava na concorrência apenas de fachada, após combinação de preços com a SB que vencia as disputas. São mais de 15 contratos fraudados dessa forma, com a participação de ambas e uma terceira empresa, em entidades como a Confederações de Tiro com Arco, Esgrima, Tiro Esportivo, Taekwondo, Vôlei Paralímpico, entre outras associações.

Mentor do esquema foi parceiro das camisinhas 

Reprodução
Camisinhas distribuídas na Olimpíada
Camisinhas distribuídas na Olimpíada

O dono da empresa considerada cabeça da fraude é Sérgio Borges, ex-diretor da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). Ele foi patrão de Higor em 2008 e parceiro do negócio de distribuição de camisinhas no início da empresa. Depois, apenas Higor continuou tocando o projeto, como contou o próprio em depoimento à Polícia.

No depoimento prestado à PF, o publicitário afirmou que nunca entrou em licitações com confederações esportivas e afirmou que sua assinatura, presente nos processos licitatórios, foram falsificadas. Segundo Higor, sua empresa foi usada indevidamente. Ele alega ser vítima do esquema.

As investigações sobre as fraudes nos convênios esportivos foram reveladas por reportagem da ESPN no início de julho. As primeiras denúncias que levaram à instauração do inquérito inicial, também foram feitas pelo canal, em 2012, com depoimentos de ex-integrantes da Confederação Brasileira de Taekwondo. 

Sérgio Borges foi procurado pela reportagem, mas não se manifestou.

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O Rio 2016 não informou quanto pagou pela distribuição das camisinhas, nem como foi o processo de escolha da empresa.

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CBF vai passar a cumprir lei do Profut a partir desta segunda

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

A CBF vai passar a cumprir o Profut a partir desta segunda-feira. Pelo menos vai passar a exigir certidões negativas de débitos. Na última semana, a entidade enviou uma circular a todas as federações, informando que os clubes têm até esta segunda, as 20h, para provarem que não têm dívidas trabalhistas, fiscais e salariais _ incluindo direitos de imagem _ com os seus atletas. Quem não cumprir com os pagamentos em dia pode ser rebaixado ao fim da temporada. 

Embora a necessidade desta comprovação já esteja valendo há quase um ano, a CBF entende que precisa cobrar a documentação a partir de agora, quando se encerrou, neste domingo, a última data para adesão ao programa de refinanciamento oferecido pelo Governo Federal, em troca de contrapartidas, entre elas, o nada consta de débitos. A exigência já consta do Estatuto do Torcedor desde agosto do ano passado, quando a lei 13.155 foi sancionada.

Abaixo, em entrevista ao Blog o advogado Carlos Eduardo Ambiel, especialista em legislação desportiva, explica os principais pontos da lei. E informa que quem avaliará se o clube vai ou não ser rebaixado é o STJD e não a APFut. 

O Profut não estava valendo até agora?

Já estava valendo. O Ministério do Esporte já havia manifestado isso em parecer (confira matéria com esta notícia aqui) e um dos pontos da lei, que é a necessidade de apresentação de certidões negativas já estava no Estatuto do Torcedor desde agosto do ano passado. Portanto, já valia, mas na prática, os clubes ainda podiam aderir ao refinanciamento até dia 31 deste mês (este domingo). Um clube que já tenha feito a adesão e, por algum motivo, não estivesse pagando, podia conseguir novo refinanciamento até esta data.

Qual a diferença entre o que diz o Estatuto do Torcedor e o que diz o Profut em relação às CNDs (Certidões Negativas de Débito)?

São duas coisas bem diferentes. A primeira é o Profut, um programa federal de refinanciamento de dívidas fiscais, em até 240 meses, com descontos. Ele estabelece várias contrapartidas que os clubes têm de cumprir, como limite de mandatos, responsabilização pessoal dos dirigentes, limite de gastos (até 80%) da receita total com o futebol, proibição de antecipação de receitas para os futuros mandatos (só pode antecipar até 30% do primeiro ano seguinte ao fim do mandato), obrigação de pagamentos de impostos em dia, entre outras questões. 

Já o Estatuto do Torcedor foi modificado, a partir da redação da Lei, para a inclusão da necessidade de apresentação das CNDs como critério de classificação nos campeonatos. Se não cumprir, é rebaixado de divisão.

Então quem rebaixa é o Estatuto e não o Profut?

Isso. O Estatuto é que prevê o rebaixamento, isso foi alterado com a lei e já vale desde agosto do ano passado. E vale para todos, até para quem não aderiu ao Profut. O Palmeiras, por exemplo não aderiu, mas tem a obrigação de ter certidão negativa.

O Profut vai fiscalizar as outras contrapartidas. Mas foi esta lei que criou a figura do rebaixamento por dívida. Isso não existia, o rebaixamento era técnico. Agora, os clubes que têm dívidas e não conseguem apresentar as certidões, ele têm a oportunidade de parcelar, mas todos precisam estar em dia para continuar na divisão que se classificaram.

Quem vai decidir se o clube será rebaixado ou não, caso não cumpra com os pagamentos em dia?

Ainda é inédito, sem precedente, então, pode ter outro entendimento. Mas me parece que a primeira medida é levar ao STJD, porque é uma punição desportiva. Rebaixar um time é uma questão desportiva, como é a Justiça Desportiva quem tem esta atribuição, ela deveria fazer.

E qual a função da APFut (Autoridade Pública do Futebol)?

Ela vai receber denúncias e decidir sobre a continuidade do refinanciamento. Se os clubes não cumprirem, podem perder o direito de parcelar suas dívidas. Se assim a APFut entender, o clube terá de pagar tudo o que falta do parcelamento e sem os descontos concedidos.

Qual o prejuízo de ainda não termos a APFut funcionando?

Os riscos de punição passam a valer a partir de outubro e novembro, por conta da prorrogação. Em tese, a APFut tem de começar a funcionar até esta data. Como houve a prorrogação, a demora na instalação não se tornou tão relevante.

Os clubes têm questionado a CBF sobre o não cumprimento de uma das regras, no que determina a participação nas assembleias. Como se dá essa participação?

Pela lei os clubes da série A e da B têm de participar de todas as assembleias da entidade. É algo que está expresso na lei. As entidades, não só os clubes, têm de obedecer.

Comissão de Arbitragem envia mensagem com recomendações aos árbitros

Muitos, inclusive a CBF, questionam a constitucionalidade da lei, afirmando que não se pode interferir no ordenamento de entidades privadas. Qual sua opinião sobre isso?

A autonomia que a constituição federal estabelece é na execução da atividade esportiva, mas não é em relação ao Estado. O Estado pode, sobretudo numa lei que se renuncia a arrecadação, parcelando em 240 meses os débitos, estabelecer as regras.

Se eu entendesse que o esporte não pudesse ser objeto de regulação do estado, seria dizer que está completamente independente das demais instituições. E não é verdade. O esporte gera obrigações tributárias, gera aplicação de normas de segurança pública, gera consequências civis. A autonomia não é total e é permitida a regulação.

Isso já foi, inclusive, discutido no Supremo Tribunal Federal (STF), sobre o Estatuto do Torcedor, e os ministros manifestam que essa autonomia não é absoluta. Ela não pode ser absoluta quando é confrontada com outros interesses do cidadão e do Estado.

Para explicar de forma simples, o Estado não deve intereferir se o campeonato será disputado por mata-a-mata ou pontos corridos. Se a competição acontece em janeiro ou em julho. Mas os efeitos da atividade econômica na vida do cidadão ou do Estado, issso não está alheio às normas.

Além disso, apesar de todas as críticas e pareceres jurídicos encomendados pelas instituições, a adesão ao programa por clubes da série A e B chegou a quase 70%. É uma adesão muito alta para um grupo que discute a constitucionalidade. 

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CBF vai passar a cumprir lei do Profut a partir desta segunda

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Em clima olímpico, Federação do Rio anuncia folga coletiva

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

Não é só a Polícia Militar do Rio que vai tirar "férias" do futebol carioca durante a Olimpíada, a Federação de Futebol do Rio (Ferj) decidiu entrar em recesso durante os jogos. Vai funcionar em meio expediente em 16 dias durante o mês de agosto. E fechar em outros quatro.

Os novos horários já começam na próxima segunda-feira. Segundo a Ferj, a decisão se dá por conta de mudanças no trânsito e bloqueios previstos para a região do Maracanã, de onde a sede da federação é vizinha. 

Os times do Rio ainda não sabem onde vão jogar todas as partidas no período. Na tarde desta terça, a CBF confirmou que aceitou pedido do Grupamento de Policiamento em Estádios (GEPE) para que os jogos fossem remarcados para outros estádios. O primeiro jogo do Fluminense, contra o Figueirense, dia 3, foi adiado para o mês seguinte.

Mas ainda não se sabe quanto às duas outras partidas. Uma das possibilidades é que o Tricolor jogue no estádio Kléber Andrade, em Cariacica, no Espírito Santo, onde o Flamengo tem mandado algumas partidas nesta temporada. 

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Conmebol quer 'controle de idoneidade' que pode vetar presidente da CBF

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br
Alan Lima/MoWA Press
Marco Polo Del Nero Coletiva CBF 22/09/2015
Marco Polo Del Nero, presidente da CBF

A Conmebol se reúne nesta quarta-feira, em Medellin, na Colômbia, para discutir o seu novo estatuto. Entre as mudanças na estrutura de organização da entidade, alguns pontos trazem consequências diretas à administração do futebol brasileiro.

O texto que vem sendo discutido, ao qual o Blog teve acesso, diz que a Confederação Sulamericana tem o poder de vetar candidatos à presidência da CBF. Outro ponto importante para o Brasil são as diversas cláusulas que entre um argumento e outro dizem que as entidades filiadas não podem se submeter a legislações que interfiram em suas eleições ou seus campeonatos. Leia-se: se aprovado o estatuto, as leis Pelé, Profut e até o Estatuto do Torcedor não deverão ser cumpridas pela CBF. 

A CBF tem enviado como representante nas reuniões o presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Reinaldo Carneiro Bastos. Ele esteve na última discussão, em meados de julho e estará na reunião desta quarta. Mas não se sabe qual o posicionamento da entidade a respeito destes pontos. O que se sabe é que alguns países ficaram insatisfeitos com as tentativas de mudança. 

Em relação às eleições, a argumentação de que a Conmebol deve ter o poder de vetar candidatos é de que é necessário que os membros passem por "controle de idoneidade". Na prática, se bem alinhadas, CBF e Conmebol podem fazer parceria contra tentativas de oposição na entidade.

Imaginem a Confederação Sulamericana decidindo se veta ou não Coronel Nunes, Delfim Peixoto, Gustavo Feijó. Quem mais interessa à CBF? Como a entidade se posiciona sobre cada um dos candidatos? A desconfiança é que o poder de veto é, na prática, mais uma moeda política.

Deputado vê atentado à soberania nacional

Já em relação aos capítulos que tratam da "não ingerência externa" na administração do futebol, o texto é bem claro. A Conmebol não admitirá que as entidades se submetam ou se deixem interferir em seus processos eleitorais ou na organização de seus campeonatos. No Brasil, a Lei Pelé não poderia ser atendida, no ponto em que limita os mandatos nas entidades desportivas. O mesmo dispositivo consta do Profut.

O Profut e o Estatuto do Torcedor também cairiam por terra para a CBF, pois o estatuto que está sendo discutido prevê que critérios como pagamento de FGTS e salários dos atletas sejam critérios de classificação nas competições nacionais.

Quartarollo, sobre CBF: 'Jogo de interesses'

Relator do Profut, o deputado Otávio Leite (PSDB/Rio) disse que as medidas como estão, provocam a "asfixia do futebol brasileiro"

"É uma grave ofensa à soberania nacional. Entendo que se necessário eu tenha de acionar o Ministério das Relações Exteriores. Estas mudanças ferem um direito pátrio. Num momento em que nós fizemos contribuições à oxigenação do sistema de administração do futebol, a Conmebol propõe a asfixia". Os clubes precisam se pronunciar o mais rápido possível. Se aprovadas estas medidas, veremos a depreciação e a diminuição do nosso futebol. É uma submissão inaceitável."

Gian Oddi vê 'maior simpatia' com seleção olímpica do que com a principal

Em sua essência, o texto ao qual a reportagem teve acesso concentra poderes nas mãos do secretário-geral da Conmebol. A pessoa que ocupar este cargo teria controle da gestão financeira da entidade, além de ser o responsável pela relação com as confederações nacionais. O texto foi feito sob a coordenação do até poucos dias atrás diretor-geral, Gorka Villar, filho de Angel Maria Villar, presidente da Federação Espanhola de Futebol e candidato à presidência da Uefa.

Gorka Villar é acusado, no Uruguai, de extorquir clubes do país. Mesmo sendo advogado, o estatuto que vem sendo discutido

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Conmebol quer 'controle de idoneidade' que pode vetar presidente da CBF

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Para 'entender' seleção, Tite quer ouvir Dunga e Felipão

Gabriela Moreira

A Olimpíada será o último período para Tite finalizar o raio x que faz da seleção brasileira. Durante os Jogos, ele vai procurar dois técnicos que ainda falta conversar: Luiz Felipe Scolari e Dunga. Quer entender cada momento da seleção nos últimos tempos. Para isso, na visão dele, três técnicos são fundamentais. Além dos dois, Parreira, com quem já se reuniu, fecha a análise. Em pouco mais de um mês no cargo, o treinador já assistiu a mais de 60 jogos, indo aos estádios ou por vídeo. Até a primeira partida das duas que faltam nas Eliminatórias, dia 2 de setembro, contra o Equador, quer ir à Europa analisar os brasileiros que jogam por lá.

O recém anunciado Fábio Mahseredjian, preparador físico, também adotará a mesma metodologia e percorrerá o país em conversas com os colegas nos clubes. Quer saber detalhes das condições físicas dos jogadores que possam vir a integrar a seleção brasileira.

Entre as partidas analisadas por Tite neste período, estão todos os confrontos do Brasil desde a Copa das Confederações. Muitos ele já havia visto, mas está revendo, agora, com objetivo de analisar cada jogada. Nas conversas que tem tido com treinadores de todo o Brasil, o técnico tem ficado surpreso com a disposição e interesse em ajudar e fornecer informações dos seus colegas. Nestes encontros, pergunta sobre o comportamento de jogadores dentro e fora de campo, como é o atleta nos treinamentos, como é a recuperação pós partidas, como se comportam com e sem a bola. Até agora, todos foram muito receptivos. 

Além das suas próprias análises, conta também com Cléber Xavier, auxiliar, e o filho Matheus Bacchi que têm viajado para assistir a jogos do Brasileiro. A ideia é juntar todo o material para auxiliar nas convocações, mas mais do que isso, ajudar nos treinamentos e conversas com os jogadores convocados, já sabendo em quais pontos tocar.

Tite viu 16 jogos in loco, 20 em vídeo e já conversou com 16 técnicos desde que chegou à seleção

Quem acompanha o trabalho do ex-comandante do Corinthians de perto, se diz surpreso com a facilidade com a qual ele se adaptou "atrás da mesa". Era esperado que demorasse mais tempo para pegar gosto pelo trabalho fora dos gramados. Tite já tem no Rio a companhia da mulher, Rose, mas ainda não tem moradia definitiva. Está à procura de um imóvel na cidade olímpica.

Mudança de clima na CBF

Na entidade, é notório a mudança de ares do departamento de futebol. É chover no molhado dizer que com Dunga o clima era mais pesado. De toda forma, não só o futebol colhe esses louros do ambiente mais leve. Marco Polo Del Nero e afins nunca foram tão esquecidos. Com coletivas e pronunciamentos a cada aparição pública nos estádios por onde passa, o treinador tem sido a cara e a imagem da seleção.

Tite diz que ainda não falou com Dunga, mas planeja conversa

Embora as aparições tenham sido frequentes, não se tem notícia de evento institucional que Tite tenha participado pela CBF. Por ora, ele tem ficado no "campo e bola". Mas não demora para que os patrocinadores da CBF que tanto pediram sua contratação, ávidos por uma mudança de imagem no produto pelo qual pagam, tentem tirar uma casquinha de Tite.

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A 'banda' vem chegando. O 'outro lado olímpico'

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

"A minha gente sofrida
Despediu-se da dor
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor"  (A Banda, Chico Buarque) 

Se post na internet tivesse som, pediria emprestado ao Chico a estrofe para introduzir o assunto. 

A Olimpíada se aproxima e o clima festivo vai dando lugar à pauta de cobrança. É a festa dos atletas que terá todo o espaço, justo, na programação jornalística do país e do mundo. Mas pra muita gente, a Olimpíada não vai trazer o gosto dourado aquecido pela Chama Olímpica. Moradores removidos de suas casas pelo Estado, atletas desalojados em pleno ciclo olímpico ao gosto dos interesses comerciais, como o Maracanã e seus shoppings que acabaram naufragando. Vidas perdidas na luta contra a violência, que o salvo-conduto policial ceifou do cenário olímpico brasileiro.

Muitas dessas histórias foram contadas pela ESPN, onde este blog está hospedado, e por alguns outros veículos da grande mídia. Mas há narrativas especiais que tem sido contadas por preciosas iniciativas de movimentos sociais, organizações não-governamentais e jornalistas independentes sobre os quais vale (muito) a pena acompanhar.

Veja abaixo uma agenda de ações e de links que levam a trabalhos fantásticos sobre o "Outro Lado Olímpico".


Segunda (25/07):

A Justiça Global lança o "Guia para jornalistas e comunicadores - Violações de direitos na Cidade Olímpica".

Assim eles explicam a ferramenta: "O guia é voltado a comunicadores e jornalistas que aborda algumas das principais violações de direitos humanos ocorridas durante o processo de preparação do Rio para o megaevento. A publicação "Violações de Direitos na Cidade Olímpica" tem o objetivo de ser uma ferramenta para jornalistas conhecerem o outro lado deste megaevento, que implicou no aprofundamento dos processos de segregação na cidade, de controle e privatização do espaço público e de extermínio da população negra e pobre. São 25 temas abordados, que vão dos equipamentos esportivos, como o Maracanã, a letalidade da polícia, passando pelo processo de remoções de comunidades e a legislação de exceção criada para os Jogos, como a Lei Antiterrorismo. Ao final de cada texto, o jornalista encontra links para obter mais informações, assim como os contatos diretos das fontes que tratam de cada um dos temas, facilitando sua busca por discursos em contraponto aos oficiais do Estado, do COI e do COB.

Serviço: 25/07 - 14h - Rua Dona Mariana, 81 - Botafogo

Acesse aqui a página da Justiça Global.

Divulgação
Jogos da Exclusão
Jogos da Exclusão: confira a programação 

De 1 a 5 de agosto:

Jornada de Lutas contra Rio 2016, os Jogos da Exclusão.

De acordo com os organizadores, serão cinco dias de atividades, culminando em um grande ato no dia da abertura dos Jogos.
Entre as atividades está a "Marcha dos Atletas" com a participação de representantes do atletismo, boxe, remo e natação. Pessoas que ficaram desalojadas com a demolição do Centro de Atletismo Célio de Barros e do Parque Aquático Julio de Lamare.

O fim dos atos será na praça Saens Peña, na Tijuca, às 14h. O local escolhido é nas proximidades do Maracanã, palco da abertura.

Acesse aqui o Facebook do movimento

Para conhecer as histórias:

A Agência Pública, iniciativa independente de jornalismo investigativo, lançou nesta semana um especial (sensacional) contando as histórias de pessoas e famílias removidas pela Prefeitura do Rio. O projeto 100 dá voz às vítimas que perderam suas casas para a construção de arenas, equipamentos esportivos ou, simplesmente, especulação imobiliária na cidade-sede. O objetivo é chegar a 100 histórias até o fim da Olimpíada. Faltam 38.

Aqui, um trecho de uma das abordagens: "As expulsões olímpicas deixaram um legado difícil de esconder: violências psicológicas e físicas, relações sociais dilaceradas, moradores endividados e sujeitos ao controle das milícias da zona oeste do Rio".

A ideia do projeto é que outros jornalistas possam usar as entrevistas feitas pela equipe.

O projeto pode ser consultado aqui.

Mapa das Violações

Produzido pelo Comitê Popular da Copa e Olimpíadas no Rio de Janeiro, o "Rio 2016, os jogos da Exclusão" traz um amplo estudo sobre remoções, violações ao trabalho, impactos ambientais, intervenções urbanas, equipamentos esportivos, militarização e mortes provocadas pela Polícia. 

Aqui, você acessa o trabalho através do Medium, uma iniciativa independente de jornalismo, que se ofereceu para traduzir o estudo para inglês e espanhol, devido a alta procura da imprensa estrangeira.

O Blog conversou com os organizadores destas agendas e iniciativas. A maior parte da audiência tem sido da imprensa internacional. Fica o convite a quem quiser conhecer melhor as diversas facetas e realidades que eventos como este que chega ao país trazem para todos.

Para encerrar, de novo Chico: 

"A marcha alegre se espalhou na avenida e insistiu
A lua cheia que vivia escondida surgiu
Minha cidade toda se enfeitou
Pra ver a banda passar cantando coisas de amor

Mas para meu desencanto
O que era doce acabou
Tudo tomou seu lugar
Depois que a banda passou

E cada qual no seu canto
Em cada canto uma dor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor"

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Em crise financeira, Argentina não acerta com Fluminense e seleção vai ficar na Vila dos Atletas

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

Não avançaram as negociações da seleção argentina com o Fluminense. Os hermanos estavam em conversas para treinar no CT da base, em Xerém, mas optaram por uma opção sem custos. Os treinamentos do time argentino serão no Ninho do Urubu, no CFZ, do Zico, e no estádio Nilton Santos. Em Xerém, além dos campos, ficariam hospedados nas instalações do clube, mas a situação financeira da AFA (Associação Argentina de Futebol) não permitiu que o acordo fosse feito. Optaram por usar as acomodações da Vila dos Atletas, oferecida pelo Comitê Organizador dos Jogos, Rio 2016. 

O Tricolor incluiu na cobrança aos argentinos de Calleri e Lucas Romero os custos com troca de mobiliário e outras pequenas reformas pedidas pela delegação. As camas, por exemplo, teriam de ser todas trocadas, por maiores, porque os móveis do CT atendem a jogadores ainda em fase de crescimento. Eles também pediram para que alguns aparelhos de ar-condicionado fossem trocados.  A hospedagem na Vila não terá custos à seleção. O complexo vai receber também as equipes masculinas de futebol de Portugal, Argélia e Honduras. E as jogadoras das seleções femininas do Brasil, da China, Suécia e África do Sul. Todas disputam a primeira fase no Rio. 

Getty
Visão geral da Vila dos Atletas do Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio 2016
Visão geral da Vila dos Atletas do Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio 2016

Para treinar no Flamengo, os argentinos também não desembolsarão um centavo. Quem está arcando com as despesas é o Rio 2016. O comitê pagou R$ 250 mil para usar as instalações do rubro-negro. Segundo o clube, este dinheiro será usado na reforma dos vestiários e dos campos.

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Diego supera gozação com Vasco e faz Fla bater recorde na internet

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

Em dois dias, as ações realizadas nas redes sociais do Flamengo envolvendo a contratação de Diego alcançaram mais de 5 milhões de pessoas. Os números foram contabilizados pelo departamento de Comunicação do clube envolvendo Twitter, Facebook, Instagram e Youtube, além do canal de televisão do rubro-negro na internet. Só a foto do jogador sorrindo no hotel pós desembarque no Rio teve 97,5 mil impressões em uma das redes. O sorriso em "emoji" com óculos escuros, a carinha feliz no perfil do clube simbolizando que ele estava na Cidade Maravilhosa, teve mais de 116 mil impressões.

É o recorde de visualizações dos canais do clube na internet. Até então, os comentários do perfil tinham como primeiro lugar de "engajamento" uma brincadeira do rubro-negro com o rival Vasco da Gama, que não recebeu nem metade das visualizações que teve a contratação do jogador. Segundo o gerente de conteúdo do clube, Ricardo Taves, que acompanhou o atleta no percurso entre o aeroporto Santos Dumont e a Gávea, Diego se mostrou surpreso com a recepção dos torcedores.

Veja como foi a apresentação de Diego no Flamengo

"A palavra correta é surpresa. Ele sabia do envolvimento, mas não imaginava tantas manifestações. A forma que o torcedor se engajou foi impressionante", disse Taves.

A estratégia de "dialogar" virtualmente com Diego até o anúncio oficial da transação, feita pelo Twitter, foi acontecendo naturalmente, conta o diretor de Comunicação, Márcio Mac Culloch.

"Escolhemos o Twitter porque foi ali que os torcedores e a opinião pública mais estavam falando do assunto".

ESPN.com.br
Twitter - Flamengo e Diego
Confira a interação entre o atleta e o clube no Twitter 

"Não podíamos anunciar antes de estar concretizado. Até por exemplos que ocorreram no passado, precisávamos ter as garantias, mas queríamos ser o primeiro canal a dar a notícia", narra Mac Culloch que percebeu a receptividade do jogador para as redes do Flamengo no momento em que ele passou a seguir o clube no Twitter na véspera do anúncio.

"Estava com o presidente (Eduardo Bandeira de Mello) numa entrevista num canal de TV quando o apresentador disse que Diego tinha passado a seguir o clube (no Twitter). Aí no dia seguinte, sabendo que as coisas caminhavam bem, resolvemos colocar uma carinha feliz".

Diego se diz pronto para ser cobrado: 'Estou preparado para fazer o Fla vencer'

Depois disso, uma mensagem cifrada foi postada pelo clube: "MDEV", que significa Meu Deus Ele Vem.

A partir daí, a rede social, que já se mostrava agitada com a possibilidade da contratação, foi a escolhida para o anúncio e a comunicação rubro-negra começou a falar (no mundo real) com a equipe que assessora Diego.

O comunicado da contratação foi dado em primeira mão a alguns sócios torcedores, de uma faixa de colaboração determinada, por email e SMS. Alguns minutos depois, o clube anunciou nas redes sociais ao grande público: "Comemora, Nação! Diego é do Flamengo! Bem-vindo @ribasdiego10"

Diego diz não saber quando estreia pelo Fla

Após isso, os @s passaram a se falar até que Diego postou "SDV", que quer dizer Segue De Volta. E o elo entre os perfis estava selado. 

Segundo Taves, não é o jogador quem faz as postagens, mas ele participa.

"Ele acompanha e aprova tudo. Não é como outros jogadores que nem sabem a senha", disse.

As redes sociais são a porta de entrada aos torcedores. Para elogios e cobranças. Que @ribasdiego10 esteja ciente e saiba reagir aos distintos "emojis" que vão surgir desta relação multidimensional.

 

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Diego supera gozação com Vasco e faz Fla bater recorde na internet

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CBF pressiona e paulistas abandonam brasileiros na luta contra Conmebol

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

O futebol brasileiro não pode contar com os paulistas. É o que comentam nesta terça os principais clubes do País que ainda se mobilizam para a criação da Liga Sul-Americana, grupo que junto de argentinos, uruguaios e chilenos pretende se ver livre das amarras da Conmebol, sobretudo financeiramente. Na última sexta-feira, São Paulo, Palmeiras, Corinthians e Santos decidiram sair do processo persuadidos pela CBF e Federação Paulista de Futebol. Após reunião com Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da FPF, eles decidiram "dar um voto de confiança à Conmebol".

"O futebol paulista já demonstrou que caminha unido: clubes e Federação. Todas as decisões são tomadas em conjunto, obedecendo democraticamente a vontade de todos os envolvidos", disse Reinaldo.

A informação do abandono dos paulistas foi noticiada pelo portal UOL, no fim de semana. Nos últimos dias, conversamos com os principais dirigentes sobre o assunto. 

"Não estamos certos do que seria a ideia desta Liga. Os paulistas são muito grandes dentro do cenário brasileiro. Queremos ter um protagonismo nessa discussão toda. Nós tivemos uma reunião com ele (Reinaldo). É o único que integra a executiva da Conmebol e achamos que podemos ver como ele se posiciona", disse Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, presidente do São Paulo.

O dirigente paulista foi um dos que mais criticou a entidade sul-americana nos últimos tempos, sobretudo pela administração da arbitragem na Libertadores.

"Muitas decisões têm nos desagradado, temos sido muito prejudicados", afirma Leco, que aposta em Reinaldo para defender seus interesses.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Reinaldo Carneiro Bastos (esq) quer mudar o estatuto deixado por Marco Polo Del Nero
Reinaldo Carneiro Bastos (esq) aliado de Marco Polo Del Nero a quem sucedeu na FPF

A saída em bloco dos paulistas atrapalhou reunião que acontece hoje, em Montevidéu. Grêmio e Internacional enviaram representantes, mas clubes como Flamengo, Fluminense, Vasco e outros não compareceram.

"O combinado era irmos todos. Se não fossem os 12, não iria ninguém. Parece que há um movimento do presidente da federação de São Paulo. O comunicado (da desistência dos paulistas) veio para nós através de um telefonema do presidente do Corinthians (Roberto de Andrade) ao presidente Eurico", contou o vice-jurídico do Vasco, Paulo Reis.

Grêmio e Inter unidos na insatisfação

Colorados e gremistas ficaram muito insatisfeitos com a decisão dos paulistas. Para o presidente Romildo Bolzan Júnior, este tipo de atitude mostra que muito antes de se tentar mudanças nas entidades, como CBF e Conmebol, "os clubes é que precisam mudar":

"Os clubes continuam motivados por interesses individuais. Lamento muito esta saída. Não sei as razões, se políticas ou econômicas, mas é muito pouco perto do que podemos ter. Falta conversa, diálogo, união dos clubes brasileiros. Estamos num momento de contestação das entidades, sim. Precisamos disso".

Para Vitório Piffero, presidente do Inter, a atitude mostrou "pouca consideração".

"Mostra que os paulistas não precisa dos demais. Temos de entender que mesmo tendo tamanhos diferentes, todos precisamos dos outros. Temos de nos unir em Coalizão. A Primeira Liga tem mostrado isso, que conseguimos passar sobre os interesses de cada um", disse o dirigente que não se sente representado por Reinaldo:

"Não sei se será boa ou ruim (a atuação de Reinaldo), mas a pergunta é se faz é: será a melhor", questiona o dirigente colorado.

Segundo o presidente da FPF, sua intenção na Conmebol é "aumentar as receitas dos clubes" e "construir melhorias nas competições e arbitragem", além de "aumentar a representatividade dos clubes do país".

"O novo presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, já abriu caminho para ampliar esse diálogo", disse o dirigente.

Prass diz que não pensa em ser capitão da seleção olímpica: 'É uma mera formalidade'

12 clubes brasileiros participavam do grupo

Palmeiras, São Paulo, Corinthians, Santos, Botafogo, Fluminense, Flamengo, Vasco, Internacional, Grêmio, Atlético-MG e Cruzeiro.

Além deles, Boca Juniors, River Plate, Nacional, Peñarol e Colo-Colo ainda integram o bloco.

 

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CBF pressiona e paulistas abandonam brasileiros na luta contra Conmebol

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No Brasil, único caminho de Riascos é o Vasco

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br
Carlos Gregório Jr./vasco.com.br
Vasco, Riascos, 2016
Vasco pode ser a solução para todos

A solução para Riascos não tem muitos caminhos no Brasil. Ou volta para o Vasco ou deixa o país em alguma transferência para o Mundo Árabe ou Asiático. O fato de ele já ter jogado em duas equipes na temporada, impedem que outro clube no país o contrate. O chute no balde cruzeirense dado pelo colombiano animou os cruzmaltinos, pois deixa o time da Colina em condições de barganha, o contrário do que aconteceu quando o time mineiro pediu o atacante de volta, no início do campeonato.

O alerta foi dado pelos empresários do jogador. O Regulamento Geral de Competições, da CBF, no artigo 44 diz que:

"O atleta que já tenha atuado por duas (2) outras entidades de prática desportiva durante a temporada, em quaisquer das competições nacionais do calendário anual coordenadas pela CBF, não pode atuar por uma terceira entidade, mesmo que esteja regularmente registrado".

Torcida faz campanha

Na noite de domingo, torcedores fizeram um tuitaço com hashtags pedindo o retorno do jogador. Riascos acompanhou a movimentação pelas redes sociais. Do celular, enquanto voltava de Edson Passos, de táxi. O veículo foi chamado pela equipe do Cruzeiro. Ele não poderiam nem entrar no ônibus da delegação. Ficou no Rio, mas deve se reapresentar ao Cruzeiro, até que sua situação seja resolvida. 

Em São Januário, os dirigentes também passaram a fazer as contas. Mesmo já tendo ocupado duas vagas no ataque com Éderson e Júnior Dutra, os vascaínos olham com interesse a situação. Quando bateram pé que não emprestariam mais o atacante ao Vasco e tentaram forçar a venda, os cruzeirenses fizeram uma alta pedida (U$ 2 milhões). Agora, o cenário é outro. Se não receber boas ofertas pelo jogador do exterior, a venda ou empréstimo ao Vasco pode fazer bem para todos.

Enquanto não tem o destino resolvido, Riascos treinará em separado e o clube estuda aplicar multa de 40% pelas declarações, segundo publicou o portal Uol.

Ao fim da noite, o jogador publicou um pedido de desculpas nas redes sociais:

"Em nenhum momento tive a intenção de atingir a instituição ou meus companheiros de time. Na verdade eu fiz referência à minha situação dentro da equipe.

Não venho conseguindo ter uma sequência. Tenho entrado faltando pouco tempo nos jogos. Vejo a equipe com dificuldades para conseguir os resultados e não consigo dar minha contribuição.

É claro que não me sinto feliz com isso, mas admito que não deveria ter me expressado dessa maneira, ainda no calor da partida.

Peço desculpas à imensa torcida cruzeirense e aos meus companheiros de clube que possam ter se sentido ofendidos com minhas declarações."

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Envolvidos em manipulação de resultados fazem 'delação premiada' e investigações avançam

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

Ouvidos no inquérito que apura esquema conhecido como "Máfia de Resultados" nas séries A2 e A3 do Campeonato Paulista, além de divisões de campeonatos do Norte e Nordeste, jogadores, técnicos e empresários que foram presos realizaram uma espécie de delação premiada, não formal, na última semana. Ou seja, contribuíram com informações que podem ajudar a desvendar a quadrilha.

Nove pessoas foram indiciadas pela Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (DRADE) pelos crimes de organização criminosa, alteração e adulteração de resultados. O inquérito foi concluído e encaminhado ao Ministério Público. Todos os presos já tiveram alvará de soltura expedido. As prisões eram temporárias.

Com as novas informações colhidas, a Polícia espera chegar até os chefes da quadrilha, que estariam baseados na Ásia. Pelo menos mais dois inquéritos serão abertos para dar continuidade às investigações. 

Time do Rio foi citado

O Bonsucesso, que jogou a Série A do Carioca este ano, teria sido assediado pela quadrilha. Foi o que contou à Polícia um dos envolvidos. Os dirigentes serão chamados para dar mais detalhes da ação.

A reportagem não conseguiu falar com o clube.

Além dos times já investigados, um total de 15, três novas agremiações procuraram voluntariamente a delegacia para contar que também foram assediados pelos envolvidos.

Na maior parte dos casos citados, a quadrilha não teve sucesso em manipular os resultados. Houve apenas a tentativa, o que já é suficiente para enquadrá-los na prática criminosa. Um dos motivos para o insucesso teria sido a desconfiança dos dirigentes brasileiros.

Muitos, contaram os envolvidos, temiam não receber o combinado. O fato teria feito um dos chefes do esquema ir até os clubes e exibir uma mala com dinheiro vivo aos dirigentes, para que confiassem no pagamento.

O único clube, que até agora foi confirmada a participação, é do Rio Grande do Norte. A agremiação teria recebido cerca de R$ 60 mil para vender resultados.

 

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Financiamento do Tapetão pela CBF é uma 'caixa preta'

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

O STJD tem novo presidente e nova procuradoria. Mas a mesma CBF é quem o sustenta. Poderia ser uma sustentação mais transparente, poderia, se não fosse a CBF. 

Abaixo você verá uma matéria em que se tentou discutir propostas para o Tribunal. Ouvindo quem mais atua no órgão: advogados e auditores. A CBF, no entanto, não respondeu a uma pergunta feita. Durante oito dias, a reportagem pediu retorno a dúvidas triviais acerca dos custos do STJD: 

Como o repasse financeiro é feito? 

Quanto se gasta por mês com o STJD? 

Quanto custa cada sessão de julgamento? 

Embora seja privada, a CBF deve seguir a lei. E a legislação diz que a Justiça Desportiva deve ser transparente. Um princípio jurídico básico, que é flagrantemente desrespeitado.  

Ronaldo Botelho Piacente é o novo presidente e Felipe Bevilacqua, o novo procurador-geral. Uma nova gestão, sobretudo para a procuradoria, que não terá Paulo Schmitt após uma década. 

Ronaldo Botelho já estava no órgão. Era o corregedor-geral. Está no Tibunal sob indicação de Marco Polo Del Nero, embora tenha sido oficialmente conduzido a pedido dos árbitros. Bevilacqua é advogado e foi auditor até ser indicado.  

Discussões sobre que STJD a sociedade pode ter são necessárias neste momento. O sistema de indicações é o mais indicado? O profissionalismo dos auditores é possível? 

Veja na reportagem: 

Profissionalização e sistema de escolha de auditores do STJD gera controvérsias; entenda
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Imagens dos ataques das organizadas a torcedores e o confronto da facção do São Paulo com a PM no Morumbi

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br
EXCLUSIVO: imagens dos confrontos envolvendo torcedores do São Paulo e PM na Libertadores

Imagens em poder do Ministério Público e da Polícia Civil, às quais a ESPN teve acesso, ajudam a identificar os envolvidos nos episódios de selvageria (perdão ao trocadilho) protagonizados por torcedores organizados do São Paulo, na última quarta-feira. 

Você verá torcedores sendo atacados por integrantes da organizada. Membros da facção que escondem o rosto. Um são paulino que perdeu os dentes da boca ao sair do estádio.

Precisava tanto para o clube romper com as organizadas? 

Veja, com exclusividade, a cronologia da ação e os confrontos com a PM.

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