Tapetão da Primeira Liga quer menos vaidade e linguagem que torcedor entenda

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

A recém criada Comissão Disciplinar da Primeira Liga promete romper com alguns padrões da Justiça Desportiva como conhecemos no Brasil. Quer um tribunal mais rápido e sem "vaidades". Sessões que durem em média uma hora e que não cabem recurso.

"A ideia é justamente facilitar a compreensão do que acontece, evitar a linguagem rebuscada, a vaidade, a auto promoção", disse ao blog o presidente da comissão, Alexandre Monguilhott. 

De Santa Catarina, o advogado de 42 anos já foi procurador do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), em 2007, e presidente do Tribunal de Justiça Desportiva catarinense. Tem 15 anos como advogado desportivo, mas afirma ser um dos "mais jovens" nessa área, dentro da Comissão.

Confira abaixo a entrevista ao blog: 

O senhor será o presidente do 'tapetão' da Liga?

"Tem muita gente que se refere como ´tapetão'. Porque já se utilizou o Tribunal como 'tapetão', é verdade. Mas se o argumento prevê que quem usar jogador irregular vai perder pontos, que isso é irregular, infelizmente teremos de lidar com esta questão. Mas não é o objetivo."

Qual é a missão desta Comissão?

"Queremos simplificar o processo. Foi uma opção dos clubes, ao montarem a Liga, melhorar o futebol brasileiro. Este é o nosso objetivo. Colaborar com isso. Que sejamos rápidos para atender o que o torneio precisa. Ele está nascendo com tudo o que manda a lei desportiva brasileira. Nós seremos assim também, mas sem aparecer mais do que precisamos.

A ideia é, justamente, facilitar a compreensão do que acontece, evitar a linguagem rebuscada, a vaidade, a auto promoção. Daremos transparência as nossas decisões, com publicação no site de todos os processos, todo o conteúdo.

Não queremos mostrar serviço, apenas contribuir. Não queremos valorizar o que não seja futebol."

Qual será o rito de julgamento da Comissão?

"Um rito simplificado, sem recurso. De acordo com o que está presente no Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). Respeitando, sem dúvidas, dois princípios constitucionais básicos, o direito a ampla defesa e ao contraditório. Os representantes dos clubes e atletas terão liberdade para expor suas defesas, com apresentação de prova oral, material e sustentação. Mas esperamos que isso tudo seja resolvido em média dentro de apenas uma hora.

Nossa intenção é deixar o processo mais célere. A competição é curta, não faz sentido que após o término ainda estejamos discutindo fora de campo. Os casos disciplinares que aconteceram na primeira rodada estão sendo julgados no curso da segunda. É assim que pretendemos fazer, sem demoras.

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) é órgão que o futebol brasileiro conhece, no campo jurídico. É um modelo a ser evitado?

É forçoso reconhecer que o STJD é o órgão da cúpula do futebol brasileiro, tem processos de todo o país, do Rio Grande do Sul, ao Piauí, a Roraima. Isso acarreta morosidade. Agora, se tem um volume grande de processos, poderia disponibilizar maior número de pessoas, para acelerar as decisões. Isso não vai acontecer com a gente."

Como evitar que o lobby dos clubes chegue até vocês?

"É natural que tenhamos nossos relacionamentos. Todos que atuam aqui têm experiência na área desportiva e já se relacionaram com os clubes. O universo é restrito. Temos nosso regimento interno e ele será votado na primeira sessão. Basicamente, se o auditor tem conflitos internos e pessoais em relação a um determinado caso, que ele se julgue suspeito. Ele deve saber afastar o seu lado pessoal, do profissional.

Eu tenho o meu time e posso te dizer que já votei para o principal adversário dele fosse campeão."

Qual o seu time?

"Não escondo qual é, mas prefiro não dizer. Assim como prefiro não colocar fotos nas redes sociais. Prefiro não me expor."

Quem paga as custas da Comissão?

"O custo será apenas dos deslocamentos dos seis membros, as passagens aéreas. O dinheiro virá dos patrocínios."

A primeira sessão já está marcada. Será na sexta-feira (11), após o carnaval, para o julgamento do atacante Fred, do Fluminense, e do lateral direito Léo Morais, do Atlético-PR. A comissão usará as instalações da OAB, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

O procurador da Comissão é o advogado Domingos Sávio Zainaghi (SP). Os auditores: Otavio Noronha (MG), João Henrique Chiminazzo (SP), Roberto Pugliese Jr (SC), Thomaz Souza Lima de Mattos Paiva (MG).

 

 

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Liderados por Palmeiras, presidentes boicotam audiência sobre Torcida Única

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

Os quatro grandes clubes de São Paulo se uniram para desarticular a discussão sobre Torcida Única realizada em audiência pública, na Assembleia Legislativa de São Paulo. Foi a imagem que ficou entre os presentes ao encontro, realizado nesta quarta-feira. Nenhum dos presidentes de Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo compareceu ao encontro. O movimento teria sido encabeçado por Paulo Nobre, presidente alviverde, segundo o deputado que organizou a discussão, Luiz Fernando (PT).

Defensor da Torcida Única, o dirigente teria dito ao parlamentar que iria convencer os demais presidentes a boicotarem a reunião: "Sou a favor da Torcida Única. Não vou e vou trabalhar para que nenhum presidente compareça", foi o que o deputado contou ter ouvido de Paulo Nobre, ao telefone.

E assim ocorreu. Embora tenham confirmado presença ao receberem o convite, com exceção a Nobre que negou, todos os presidentes deram bolo.

"São Paulo, Santos e Corinthians confirmaram, mas simplesmente não apareceram", contou ao Blog um assessor do deputado.

O Tricolor enviou representante, Ataíde Gil Guerreiro, mas este apenas participou da fase de apresentações iniciais da audiência. Seria chamado à mesa de discussão, entretanto não ficou para o debate.

"Eu achei uma atitude irresponsável dos presidentes se ausentarem do debate", lamentou o deputado.

Ministério Público volta a defender a torcida única; veja como foi a audiência 

Participaram da audiência o promotor autor da recomendação de Torcida Única, Paulo Castilho, a delegada da Polícia Civil responsável pela delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade), Margareth Barreto, representantes da Polícia Militar, a Federação Paulista de Futebol (FPF), a CBF, deputados e os jornalistas Mauro Cezar Pereira, da ESPN, Rodrigo Vessoni, do Lance, e Luis Augusto Simon, o Menon, do UOL.

O secretário de Segurança Pública, Mágino Alves Barbosa Filho, também confirmou presença, mas não apareceu.

Gestos, atitudes e diálogo

Paulo Nobre tem atitude firme e que se mostra acertada em não favorecer, nem dialogar com integrantes de torcidas organizadas, diferentemente do mandatário do Corinthians, Roberto de Andrade, que abriga esses torcedores, até mesmo dentro do CT. São Paulo e Santos chegaram a se unir pela paz em ato simbólico indo ao último clássico no mesmo ônibus, com os jogadores sentados lado-a-lado.

No entanto, a democracia se faz com o debate. Diálogo, opiniões divergentes, fazem parte da construção de ideias. Coisa que o futebol, parece querer boicotar.

Paulo Nobre respondeu ao blog na tarde desta quinta-feira sobre sua ausência na audiência pública: "Acredito ser mais inteligente discutirmos primeiro meios de retirar bandidos e baderneiros dos estádios do que se antecipar e discutir a questão torcida única. Por esse motivo eu avisei que não compareceria. Em nenhum momento fiz qualquer movimento para desarticular a ida de outros presidentes. Talvez os ausentes não tenham visto relevância no convite ou em quem os convidou".

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Botafogo responde ao Fla sobre Engenhão: "Só conversamos depois de resolver o caso William Arão"

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

A sinalização de suposto interesse do Flamengo no Engenhão acabou virando tiro no pé rubro-negro. Não conseguiu colocar a pulga atrás da orelha do Governo do Estado, de quem se espera uma decisão mais célere, e ainda ouviu do Botafogo o que se imaginava: "só sentamos com o Flamengo para conversar sobre qualquer assunto se resolvermos a questão do William Arão".

Esta foi a resposta do vice-presidente de Finanças do alvinegro, Luiz Felipe Novais, ao ser questionado pelo Blog se houve algum contato por parte do Flamengo. Ele afirma que o clube não foi procurado e que o Botafogo não tem interesse em se desfazer do Engenhão. 

A notícia de que o Flamengo estaria estudando a possibilidade de ter o Engenhão como estádio em substituição ao Maracanã foi publicada nesta terça-feira pelo blog Panorama Esportivo, do jornal O Globo. Segundo o site, o Botafogo teria como estratégia um rompimento da concessão baseada em quebra de preceitos contratuais, após Olimpíada, uma vez que teria outro estádio para jogar, após a reforma do Luso-Brasileiro, na Ilha do Governador, no Rio.

Em abril, a Globoesporte.com, também trouxe a sinalização deste interesse do Flamengo. No entanto, para o diretor-geral rubro-negro, Fred Luz, as notícias saem de pessoas que querem atrapalhar o clube. Ele garante que o Engenhão não está nos planos, pelo menos por enquanto.

"Estamos focados no Maracanã. Temos tido conversas com o Estado, mas ainda não temos resposta definitiva. O Engenhão não está nos planos do Flamengo, é o que posso dizer hoje. O Flamengo entende que é a solução para o Maracanã e que o estádio também é a nossa saída. Sem os clubes, fica difícil a situação (do Maracanã)", afirmou o diretor.

Reprodução
Manifestação do Botafogo nas redes sociais sobre o possível interesse do Flamengo no Engenhão
Manifestação do Botafogo nas redes sociais sobre o possível interesse do Flamengo no Engenhão

Novo modelo para o Engenhão

Embora negue que pretenda se desfazer da concessão, o Botafogo afirma que está buscando parcerias para melhorar a utilização do estádio Nilton Santos (Engenhão). A ideia é que após a Olimpíada isso já esteja resolvido.

"O interesse é continuar com o Engenhão, mas temos consciência de que a gestão precisa ser melhorada. Estamos procurando parceiros para viabilizar shows, patrocínios e outras atividades que nos traga maior renda com a operação", afirmou o vice-presidente de Finanças.

Segundo ele, o único momento em que o Flamengo se aproximou para conversas foi quando o clube começou a tratar do uso do Luso-Brasileiro. O Botafogo reformou o estádio ao custo de R$ 5 milhões para mandar os jogos durante a Olimpíada.

"Lá atrás, quando começamos a conversar sobre a possibilidade da Ilha, vieram Fluminense e Flamengo. Mas não avançaram", disse Novis, reforçando o posicionamento sobre o caso William Arão:

"O clube não admite ter sido tratado como foi. Investimos no jogador, tiramos ele de desconhecido quando atuava no Corinthians, valorizamos o atleta e não recebemos nada por isso?".

O volante, que jogou pelo Botafogo em 2015, rescindiu contrato com o alvinegro via Justiça. O clube queria exercer a possibilidade de renovação e como previa o contrato depositou R$ 400 mil na conta do jogador. O atleta devolveu a quantia e acertou com o Flamengo. Em março, a Justiça considerou nula a cláusula prevista no contrato, decidindo favoravelmente ao rubro-negro. O caso ainda está sendo discutido.

 

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Polícia investiga fraude no BID; agente influente no Corinthians é o alvo

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br
MARCELO FERRELLI/Gazeta Press
Petros Comemora Gol Corinthians Palmeiras Campeonato Brasileiro 27/07/2014
Petros comemora em jogo do Corinthians

O famoso Boletim Informativo Diário (BID) da CBF está na mira da Polícia Civil do Rio de Janeiro. A Delegacia de Defraudações (DDEF) investiga denúncia de que o sistema teria sido fraudado em pelo menos duas negociações recentes: a transferência do jogador Wanderson de Macedo Costa, do ASA de Arapiraca (AL) para a Penapolense (SP), em 2015, e a renovação do ex-jogador do Corinthians com o clube, Petros, em 2014. Ambos são representados por Fernando Garcia, empresário e investidor da Penapolense e do Hortolândia (SP), a quem o ex-corinthiano pertencia.

Garcia, que já foi conselheiro vitalício do Corinthians, tem parte dos direitos federativos ou atua como agente ou investidor de nove jogadores do atual elenco do clube, incluindo os atacantes André e Lucca, o goleiro Walter e o meia-atacante Marlone.

Como parte das investigações, a polícia vai enviar ofícios à entidade pedindo uma série de explicações. Entre os pontos que a delegacia quer esclarecer, está como o atleta conseguiu ser registrado no BID como atleta da Penapolense um dia antes de assinar efetivamente o contrato, e antes de encerrar seu vínculo com o ASA.

"Já vemos indícios de falsidade ideológica e vamos checar as denúncias de fraude. Estamos esperando que a CBF responda o que precisa ser explicado", disse o delegado responsável pelo procedimento, Ricardo Barboza.

O caso foi enviado à polícia pela Justiça de Santa Catarina, que teve, entre outras fontes, um relatório feito pelos advogados de um outro empresário, Acionir Barreto, antigo representante de Wanderson. Ele afirma não ter recebido comissão na transferência. O processo aguarda sentença.

De acordo com o documento, "houve uma explícita situação de fraude pela CBF em conluio com os clubes: Penapolense Futebol Clube e Paraná Esporte Clube (sic)".

O Paraná foi o segundo clube para o qual o atacante se transferiu após se desvincular do ASA, tendo antes passado pela Ponte Preta. Ele não chegou a ser aproveitado no time paranaense e foi dispensado posteriomente.  

O documento diz ainda que a entidade foi "conivente" com as práticas do empresário Fernando Garcia e que o mesmo exerce "tráfico de influência" junto à CBF. Segundo a denúncia, o atual sistema de registros é informatizado e não permite dois contratos vigindo ao mesmo tempo, "a não ser que haja CORRUPÇÃO OU MANIPULAÇÃO (sic)"

O caso de Petros foi semelhante. O jogador pertencia ao Hortolândia, de Fernando Garcia, e estava emprestado ao Corinthians. Sua renovação com o clube foi assinada no dia 2 de agosto de 2014, mas teve o documento registrado no dia anterior. Na época, o caso foi analisado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) que não viu irregularidade. O Corinthians foi absolvido e a CBF multada.

O então presidente da Federação Paulista de Futebol e hoje presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, atribuiu o erro a "uma funcionária" da FPF. Segundo ele, ela teria errado no preenchimento dos documentos.

Hortolândia é investigado por lucro de R$ 2,7 milhões sem jogar

Semana passada, o jornal Folha de S.Paulo revelou que o Ministério Público investiga a atuação do Hortolândia, que mesmo estando de portas fechadas desde 2014, apresentou um superavit de R$ 2,7 milhões em 2015. Segundo a reportagem, a venda de atletas rendeu ao clube R$ 10 milhões, dos quais, cerca de R$ 8 milhões foram repassados a empresários.

Na denúncia em mãos da polícia do Rio, a Penapolense, pertencente ao mesmo grupo do Hortolândia, é chamado de "barriga de aluguel", isto é, clube que existe apenas para registrar jogadores de futebol, para servir financeiramente aos seus investidores.

CBF afirma que não há fraude

Procurado pelo Blog, Fernando Garcia respondeu: "Desconheço qualquer coisa sobre esse assunto, não conheço nenhum funcionário da CBF e nem da Federação, não sei como poderia me beneficiar de algo".

O Paraná afirmou não ter sido comunicado deste procedimento e prefere não se manifestar.

O advogado dlo jogador Wanderson, Aldo Kurle, disse que as denúncias fazem parte de um "descontrole" do ex-representante do jogador, Acionir Barreto.

A advogada de Acionir, Patrícia Brunel, quem redigiu a denúncia à Justiça catarinense, disse que seu cliente teve "o direito aviltado", não recebeu o que deveria pela transferência. Ela reafirmou que os "BIDs foram deliberadamente adulterados para prender" o jogador ao clube do qual Fernando Garcia é investidor. 

A CBF informou que "não recebeu qualquer notificação a respeito, tampouco houve pedido de esclarecimento por nenhum dos órgãos mencionados por você. Quanto ao jogador citado, não há qualquer fraude em seu registro".

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CPI: homem forte de Teixeira foi sócio de empresa que lucrou com compra de prédio da CBF

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

O homem de confiança de Ricardo Teixeira, o ex-diretor financeiro da CBF, Antonio Osório, o Zozó, foi sócio de uma das empresas que lucrou com a compra da nova sede da entidade, no Rio de Janeiro. A revelação é fruto de investigações feitas pela CPI do Futebol, no Senado. Embora suspensa, por "questões de ordem", a comissão avançou nas últimas semanas sobre as movimentações fiscais e financeiras do ex-diretor da entidade. A constatação liga, pela primeira vez, a transação suspeita de ter sido superfaturada, ao braço direito de Teixeira. 

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o novo prédio da CBF custou R$ 70 milhões, quando poderia ter sido adquirido por R$ 39 milhões. Uma das empresas que intermediou a compra, ainda segundo o impresso, foi a Zayd Empreendimentos. De acordo com as informações levantadas pela CPI, Zozó fez parte do quadro societário de uma outra empresa, a SPE Geremário Dantas Empreendimento Imobiliários, cujo sócio diretor é Carlos Henrique Medeiros Tozini, sócio da Zayd. 

O empresário nega a relação com Osório. Veja abaixo. 

A relação de sociedade cruzada é comprovada, de acordo com as investigações, através de repasses de recursos da SPE Geremario Dantas diretamente para Zozó.

O ex-dirigente é considerado a "caixa preta" financeira da CBF. Foi diretor fiel a Ricardo Teixeira, tendo sido mantido no cargo, a pedido do ex-presidente, na gestão de José Maria Marin. Acabou demitido em 2013. Ele foi peça-fundamental no processo de compra do imóvel, fazendo parte da Comissão de Compra do prédio. Papel que lhe rendeu agradecimentos especiais no discurso de entrega de cargo de Marin, em 2015, a Marco Polo Del Nero.

"Neste momento de despedida, não posso esquecer-me daqueles que se empenharam a concretizar esse sonho da casa própria!", disse o dirigente, que agora reside em casa própria, mas na condição de preso por corrupção, nos Estados Unidos.

REUTERS/Ricardo Moraes
CBF Sede Rio de Janeiro 27/05/2015
Prédio onde fica a sede da CBF, na Barra da Tijuca, no Rio. Compra teria sido superfaturada, segundo jornal

Além das suspeitas sobre a compra da sede, Zozó teve seus sigilos quebrados com o objetivo de se investigar o acerto de patrocínio com a TAM, através da empresa de um dos principais aliados de Teixeira e os sucessivos presidentes, Wagner Abrahão.

Como se deu a compra da sede

De acordo com a Folha de S.Paulo, quatro empresas participaram da intermediação da compra de oito salas compradas pela CBF. O prédio foi construído pela BT Empreendimentos e teve as salas adquiridas inicialmente pela Zayd Empreendimentos, D´Araujo Incorporação e a Aprazível Empreendimentos. Estas mesmas empresas que compraram as unidades por R$ 39 milhões, repassaram para a CBF por R$ 31 milhões a mais.

O prédio fica na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, e foi comprada em 2012. O prédio recebeu o nome de José Maria Marin, em homenagem ao ex-presidente, mas foi imediatamente retirado por Marco Polo Del Nero após a operação do FBI que prendeu o dirigente na Suíça, no ano passado.

Vale lembrar que emails apreendidos pela Polícia Federal no computador de Del Nero, mostram que neste período, o agora presidente da CBF, então presidente da Federação Paulista de Futebol, era quem mandava, de fato, na entidade.

Parte destas comunicações foi relevada por matérias da ESPN, publicadas anteriormente.  

CPI suspensa

A CPI no Senado está suspensa desde que foram aprovados os requerimentos para convocar Ricardo Teixeira e Marco Polo Del Nero, este pela segunda vez, para prestar depoimento à comissão. A paralisação ocorreu após pedido do senador Ciro Nogueira (PP-PI) para que se investigasse a votação, argumentando que não havia presença de senadores suficientes na sessão. O procedimento de se registrar presença e posteriormente se ausentar é tido como comum nas comissões e, segundo os membros que querem o andamento da CPI, foi o que aconteceu.

A paralisação já dura dois meses. Desde então, o pedido está nas mãos do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). O prazo para o fim dos trabalhos é dia 16 de agosto.

Citados negam relação e suspeitas de irregularidades

Carlos Henrique Tozini nega que tenha algum tipo de relação com o ex-diretor da CBF, o Zozó. Segundo o empresário, a Zayd 2025 foi aberta por ele, mas em 2009 ele a revendeu para terceiros, uma prática comum no mercado imobilário. Quanto ao "repasse de recursos" que a CPI identificou de Tozini para Osório, ele afirma não ter conhecimento e que as informações não procedem. 

A empresa Zayd 2025 enviou nota em resposta. Parte dela está abaixo:

1) A Zayd Empreendimentos 2025 Ltda. foi uma das quatro empresas que investiram no Barra Trade Corporate, empreendimento imobiliário comprado posteriormente pela Confederação Brasileira de Futebol - CBF - para servir como sede da referida entidade;

2) A Zayd 2025 nunca teve relação societária com a SPE Geremário Dantas Empreendimentos Imobiliários Ltda. nem com o Sr. Antonio Osório;

3) Fundada inicialmente apenas como denominação comercial, a Zayd Empreendimentos 2025 Ltda. foi comprada pelos atuais sócios em 2009, quando iniciou efetivamente suas atividades;

4) A Zayd 2025 investiu no Barra Trade Corporate e foi proprietária parcial (70%) de um dos quatro blocos do empreendimento, representando apenas 19,64% do valor da venda para a CBF;

5) O valor da transação para um empreendimento com 6.642m2 de área total e localização estratégica foi compatível com o preço médio de mercado à época, apurados em pesquisa da Ademi - Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário; 

A empresa diz ainda que a matéria que levou ao procedimento apuratória na CPI continha erros e equívocos no seu teor. A Zayd afirma que não intermediou a venda e que a transação não foi superfaturada, tendo seu valor confirmado por três empresas de auditoria independentes.

A reportagem não conseguiu localizar Antonio Osório.

*Nota do Blog: a notícia foi atualizada para incluir as respostas dos citados na reportagem e também para retirar que o percentual da empresa Zayd no negócio foi de 70%, como dizia o jornal Folha de S.Paulo pois a empresa afirma ter sido de pouco mais de 19%. 

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Economizando com segurança, Maracanã diminui prejuízo

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

Em meio à calamidade pública nas finanças do Rio de Janeiro, o governador interino Francisco Dornelles pode dormir sabendo que o caríssimo estádio que o seu antecessor Sérgio Cabral entregou (de bandeja) à Odebrecht conseguiu diminuir os prejuízos no último ano antes de ser fechado novamente. Pela análise do balanço de 2015 publicado pelo Maracanã S.A, as finanças do estádio registraram prejuízo 38% menor do que em 2014. A principal mudança foi nos custos, onde a operação enxugou R$ 27 milhões.

Mas o negócio continua caro e trabalhando no vermelho. Ano passado, o prejuízo foi de R$ 47,9 milhões, contra os R$ 77,2 milhões registrados em 2014. Os gastos com segurança foram os que mais caíram. De R$ 17,6 milhões, para R$ 9,9 milhões. Outros serviços como "Bilhetagem" e os gastos com orientadores também reduziram. Este último de R$ 5,9 milhões, para R$ 1,7 milhões.

Em 2014, a ESPN mostrou que o Maracanã pós concessão trabalhava com empresas de pessoas ligadas ao então governador, Sérgio Cabral, como é o caso da segurança. E de familiares de parlamentares, no caso do serviço de orientadores. Justamente dois gastos que reduziram drasticamente, embora tenham continuado com o contrato em vigor.

Quatro vezes mais patrocínio

As receitas também contribuíram para a melhora no desempenho. Só em patrocínio, foram R$ 11,5 milhões ou cerca de 4 vezes mais que em 2014 (R$ 2,8 milhões). A operação também arrecadou mais com eventos, R$ 9,8 milhões, e teve melhor desempenho, também, com visitas guiadas, faturando R$ 7,6 milhões com os tours.

No entanto, o ajustamento das operações não deve surtir o mesmo efeito neste ano. Contratos de patrocínio recém fechados tiveram de ser suspensos, desde que a concessionária decidiu antecipar a cessão do estádio para o comitê organizador da Olimpíada, o Rio 2016. Oficialmente, a utilização começou no dia 1 de março, mas muito antes disso o Maracanã já diminuía a operação.

A Odebrecht e o Governo do Rio tentam chegar num acordo quanto ao "reequilíbrio do contrato". A empreiteira quer diminuir as contrapartidas financeiras que devem ser pagas ao Estado, uma vez que o edital de licitação foi completamente alterado após as manifestações de 2013. Na ocasião, foram retirados do processo a licitação do parque aquático Júlio Delamare, o complexo de atletismo Célio de Barros, a escola municipal Arthur Friedenreich e o Museu do Índio, locais onde a empresa pretendia construir estacionamentos e shoppings centers.

Em nota, a empresa respondeu que: "A concessionária Maracanã readequou sua operação de acordo com a realidade dos campeonatos que recebeu, além de ter revisto alguns procedimentos adotados nos primeiros anos da concessão".

Já o governador. Se ele não pretende aumentar o caos financeiro do estado, é bom lembrar que só faltam pouco mais de 4 meses para que a empreiteira _ que embora tenha conseguido melhorar a operação não pretende ficar com o estádio _ o receba de volta. É bom lembrar que a calamidade da Odebrecht é quase tão grande quanto a do Rio.

 

 

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De saída do STJD, Schmitt pode ganhar abrigo no Governo Temer, fiscalizando clubes

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

O cargo mais importante da estrutura da Autoridade Pública do Futebol (APFut), do Ministério do Esporte, pode cair nas mãos do procurador do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Paulo Schmitt. A notícia circulou nos bastidores da justiça desportiva nesta sexta-feira e já provocou reação entre os principais clubes do país, que se mobilizam para enviar um ofício ao Ministério, repudiando a ideia.

A APFut é o órgão que vai fiscalizar os clubes quanto ao cumprimento das determinações do Profut, lei que refinanciou as dívidas dos clubes em troca de medidas de gestão responsável nas finanças. O descumprimento pode levar ao rebaixamento das agremiações. Schmitt é visto pelos clubes como pessoa de confiança da CBF e não teria a isenção necessária para denunciar e julgar os clubes, analisam. Ele seria conduzido ao cargo após o fim do seu mandato no STJD, em julho.

O cargo na APFut, no entanto, não está vago. O atual presidente é César Carrijo, advogado da União, nomeado dias antes do início do Governo Temer. Considerado de perfil mais técnico, Carrijo vem tendo o posto ameaçado desde o início da gestão. Em março, o blog publicou que o deputado Jovair Arantes (PTB /GO), integrante da bancada da bola, era um dos que estava atuando para encontrar um indicado para a vaga. O ministro negou.

No início da semana, o blog "De Prima", do Lancenet, publicou que o Ministério convidou Wladimyr de Moraes Camargos, relator da Comissão especial criada no Senado para discutir mudanças nas leis esportivas. Mas ele teria recusado. A função é remunerada (R$ 11,2 mil) e o ocupante deve evitar conflitos de interesse com os casos julgados.  

Schmitt é assessor jurídico da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), entidade que pode se beneficiar da lei, além de ter relações com a Federação das Associações de Atletas Profissionais (FAAP).

Segundo manifesto contra Schmitt

Se os clubes levaram adiante a ideia de repudiar a nomeação do procurador do STJD, será a segunda vez que se manifestam publicamente contra ele. Em março, após denúncias da ESPN de que a CBF interferia em julgamentos propostos por Schmitt no Tribunal, com estratégias para "punir" quem votasse desfavoravelmente à entidade, dez presidentes encaminharam à CBF pedido para que o procurador não continuasse no cargo.

Confira nos links ao lado da página como se dá a formação completa da APFut e matérias citadas neste post. 

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Suspeito de calote em cofres públicos, filho de ex-presidente do Cruzeiro assume futebol no Governo Temer

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

Depois de semanas em banho-maria, o convite do ministro Leonardo Picciani ao filho do ex-presidente do Cruzeiro, Gustavo Perrela, para ser o secretário Nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor foi concretizado.

O nome de Perrela foi publicando na edição do Diário Oficial da União nesta sexta-feira. Seu salário será de R$ 13,9 mil (líquidos). A formalização sai no mesmo dia em que novas denúncias à família tornaram-se públicas (leia abaixo). 

Sob o comando de Perrela estará o andamento do Profut, lei que refinanciou as dividas dos clubes de futebol em troca de contrapartidas de responsabilidade fiscal e de gestão. 

O programa, que já beneficiou dezenas de clubes do Brasil inteiro _ entre eles todos os grandes, com exceção ao Palmeiras que não quis aderir _ ainda não começou a cumprir os requisitos da lei que prevê até o rebaixamento dos clubes em caso de descumprimento.

Denúncia de calote

De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, uma auditoria da Controladoria-Geral de Minas Gerais em contratos firmados entre o Estado e empresas de Gustavo Perrela e familiares causaram prejuízos de R$ 18,9 milhões aos cofres mineiros, nos governos de Aécio Neves e Antônio Anastasia (PSDB).

Gustavo é filho do senador Zezé Perrella, ex-presidente do Cruzeiro, e foi deputado estadual em Minas Gerais. Ambos ficaram nacionalmente conhecidos após operação da Polícia Federal ter apreendido 450kg de cocaína em helicóptero pertencente ao então deputado. A PF, no entanto, não encontrou indícios de autoria dos dois no episódio e eles não responderam criminalmente.

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Tite pede que Micale seja o técnico do Brasil nos Jogos Olímpicos

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira
Gabriela Moreira: 'A pedido de Tite, Micale comandará a seleção olímpica'

Rogério Micale será mesmo o técnico do Brasil nos Jogos Olímpicos do Rio 2016, caso a CBF sacramente o acerto com Tite. O pedido pela manutenção do treinador foi feito pelo próprio corintiano, na reunião da noite de terça-feira na sede da entidade no Rio de Janeiro.

O convite feito a Tite se estendia tanto para o time principal, quanto olímpico. O treinador, contudo, disse que já acompanhava e avaliava positivamente o trabalho de Micale, que comandou a seleção sub-23 nos amistosos de preparação para os Jogos do Rio.

Com liberdade para opinar sobre a equipe olímpica na conversa na CBF, Tite indicou que Micale deveria ser mantido. Será ele, inclusive, que definirá a lista de convocados para a Olimpíada, que deve ser entregue ainda nesta quarta-feira.

Micale assumiu a preparação olímpica em maio de 2015, depois da demissão de Alexandre Gallo. Nos Jogos, contudo, ele seria substituído por Dunga, demitido nesta terça.

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Tite pede que Micale seja o técnico do Brasil nos Jogos Olímpicos

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Fluminense receberá três delegações na Olimpíada. E futebol argentino está perto de fechar em Xerém

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

O Fluminense fechou acordo com as delegações da Espanha, Suécia e Japão como sede de treinamentos durante a Olimpíada, em agosto. O futebol não será afetado, pois os atletas estrangeiros usarão apenas as piscinas e as quadras do clube, localizado na zona sul do Rio. E uma quarta delegação, a Argentina, está prestes a acertar com o Tricolor. Faltam apenas detalhes para que a seleção de futebol do país use o Centro de Treinamento da base, em Xerém, na Baixada Fluminense.

Os argentinos fizeram pedidos para que o clube providencie mobiliário mais adequado aos jogadores, como algumas camas extras e em tamanho maior do que as que já existem na concentração. Se tudo der certo, é lá que Calleri, Centúrion, Allione e Romero (alguns dos argentinos que constam da pré-lista olímpica), vão se preparar para os jogos no Brasil. Um dos vizinhos ilustres a Xerém é o músico Zeca Pagodinho, do "Deixa a vida me levar", que embalou a seleção brasileira no pentacampeonato. 

FLUMINENSE.COM.BR
Estádio Manoel Schwartz, na sede das Laranjeiras, foi invadido e furtado
Estádio Manoel Schwartz, na sede das Laranjeiras. Clube vai receber Espanha, Suécia e Japão

O clube não informou quanto vai receber pelo aluguel de suas instalações. Um dos pontos que chamou a atenção das delegações nas Laranjeiras foi o fato de o clube ter sediado o Troféu Maria Lenk de natação, ano passado. A sede possui quatro piscinas e cinco quadras. Em abril, o Rosário Central, da Argentina, visitou a garotada em Xerém num jogo treino.

Tiago Leme/ESPN
Alojamento de Xerém tem capacidade para receber 96 atletas; quartos foram reformados em 2011
Alojamento de Xerém tem capacidade para receber 96 atletas; quartos foram reformados em 2011

Outros cariocas também vão servir de base para os gringos nos jogos. O Botafogo alugou a sede de General Severiano, na zona sul, para que a Áustria fixe base social do país. Será a "Casa da Áustria" no Rio. O Vasco, receberá a delegação da Dinamarca na sede do Calabouço, no centro, próximo ao aeroporto Santos Dumont.

O Flamengo fechou acordo com o Comitê Olímpico dos Estados Unidos e do Reino Unido e vai receber cerca de US$ 1,2 milhão (R$ 4,1 milhões). O valor será revertido em reformas dos ginásios, outras obras na Gávea e troca de experiências nos esportes olímpicos.

 

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Campeão Mundial de Slackline é impedido de entrar nos EUA e perde X Games

Gabriela Moreira
Cláudia Custódio, especial para o ESPN.com.br

Apenas três anos. Foi o suficiente para que o cearense Pedro Rafael Marques, de apenas 19 anos, despontasse na prática de slackline. Em um curto período de tempo, o jovem deixou as praias de Niterói, no Rio de Janeiro, e passou a ser referência mundial na modalidade. O sucesso repentino fez com que o rapaz conseguisse feitos importantes, como os convites para o X Games e para o GoPro Mountain Games. No entanto, problemas na embaixada dos Estados Unidos atrapalharam o sonho.

Pedro não conseguiu o visto norte-americano em nenhuma das três tentativas. Com isso, o cearense perdeu a oportunidade de ouro de participar de grandes eventos internacionais.

Pedro já tivera um pedido de visto negado em novembro de 2015, quando tentou visitar o país. Na época, ele cursava o ensino médio e dava aulas de slackline em Niterói. Um mês depois, tentou novamente. Dessa vez, já havia confirmado participação no X Games de Verão de 2016 e tinha em mãos uma carta da Slackline Industries, organizadora da competição da modalidade no evento, que mostrava as datas do torneio e da viagem que seria patrocinada pela organização. Não adiantou, Pedro falhou outra vez.

A terceira tentativa veio em maio deste ano, um mês antes das competições. Além do X Games (2 a 5 de junho deste ano), o GoPro Montain Games (9 a 12 de junho) também contava com a participação do atleta. Junto com as cartas de recomendação de seus patrocinadores no Brasil e da Slackline Industries, que arcaria com os custos da viagem, ele levou mais duas cartas que comprovavam a participação em torneios futuros, fora dos Estados Unidos: o Beach Park, para um torneio de waterline - modalidade sobre a água, e outra da própria Slackline Industries, mostrando a viagem comprada para competir em Vigo, na Espanha, no dia 8 de julho.

Em entrevista à ESPN Brasil, Pedro conta que nenhuma das comprovações apresentadas receberam sequer atenção na hora da entrevista para o visto.

"Eu levei tudo quanto é tipo de carta, levei meu contrato de atleta, que tem meu salário. Levei o contrato com meus patrocinadores aqui do Brasil e levei entrevistas que fiz também. Aí ele (o entrevistador) falou assim: ‘não, tem muito papel aqui'. Pegou as cartas, ficou olhando e me devolveu", disse.

O entrevistador, então, perguntou se Pedro trabalhava e estudava. O atleta respondeu que dava aulas de slackline e já havia terminado o ensino médio, mas que por conta das viagens e competições, iria começar a faculdade - de Educação Física - só no próximo ano. Então, veio a negação.

"Ele me deu a carta e falou: ‘Você não foi aprovado porque você não estuda e nem trabalha.'", conta.

Pedro ainda tentou argumentar que iria representar o Brasil nessas competições, mas não adiantou.


"Fiquei muito triste, não só eu como o outro atleta que foi negado também, o meu amigo Alisson Ferreira", lamentou.

Alisson Ferreira é o atual campeão mineiro, tem 24 anos e pratica slackline há cinco. Ele dá aulas do esporte para o grupo "Neves na Fita", de Ribeirão das Neves, região metropolitana de Belo Horizonte. Alisson, assim como Pedro, iria participar do X Games de Austin e do GoPro Mountain Games. Ele chegou a fazer uma campanha na cidade para arrecadar dinheiro para a viagem, mas teve seu visto negado duas vezes. O atleta conta que apesar de levar consigo toda a documentação de professor de slackline, comprovantes da sua participação nas competições e diversas cartas de recomendação, como a da Slackline Industries, que especificava datas e locais de hospedagem, o material não foi levado em consideração.

"Na entrevista no Rio de Janeiro, o cara só me perguntou para onde eu iria e para onde eu já fui e já me negou. Eu comecei a argumentar com ele, disse que tinha a carta do X Games comigo e tudo comprovando que eu iria competir e ele não quis nem saber, nem pegou a carta", comenta Alisson.

Após um mês, o atleta resolveu tentar novamente, dessa vez na Embaixada dos Estados Unidos de Brasília, já que em 2015 um colega seu havia conseguido tirar o visto no local sem dificuldades, também para participar do X Games daquele ano. Além da documentação anterior, Alisson levou uma carta do secretário municipal de Ribeirão das Neves solicitando a entrada, mas isso também não fez efeito.

"Em Brasília, a mulher que fez a entrevista fez mais perguntas, mas também não quis nem pegar os papéis. Ela alegou que não se tira o visto baseado só em documentos", conta.

Pedro Rafael e Alisson Ferreira ficaram de fora das competições por conta das negações. Pedro postou um vídeo em seu canal no Youtube, no qual chora bastante e agradece a todos os patrocinadores e organizadores do evento.

"Depois que eu fui negado pela terceira vez, fiquei uma semana sem treinar, sem malhar. Desliguei da vida por conta disso, fiquei meio abalado. Me afetou na questão financeira e psicológica", afirma.

Procurada pela produção da ESPN Brasil, a Embaixada Norte-Americana não retornou aos questionamentos. 

*Cláudia Custódio é produtora da ESPN Brasil. 

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Após confusão, Fla limita rivais e tira torcida adversária de perto do campo

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br
Adalberto Marques/Agif/Gazeta Press
Palmeirenses compareceram em grande número no duelo contra o Flamengo
Palmeirenses compareceram em grande número no duelo contra o Flamengo

O Flamengo mudará a disposição das torcidas visitantes nos jogos que realizar no Mané Garrincha. O clube vai aplicar o limite de 10% para os adversários (com exceção aos paulistas que receberão 5%). E não será mais permitido aos rivais comprarem ingresso perto do campo. As alterações ocorrem depois das críticas que os dirigentes rubro-negros sofreram por terem permitido torcedores palmeirenses em todos os setores do estádio, na derrota do último fim de semana.

As zonas mistas continuarão existindo, mas somente no anel superior do estádio e nas laterais. O espaço atrás dos gols será destinado às torcidas organizadas do Flamengo, mas apenas na parte de cima da arquibancada. A ideia inicial do clube era que ficassem no anel inferior, perto do campo, mas a Polícia Militar não permitiu, segundo o clube. As facções adversárias ficarão ao lado das cabines de rádio.

O rubro-negro tentou, também, aumentar o percentual destinado às torcidas de São Paulo de 5% para 10%, mas desde que os paulistas oferecessem o mesmo quando o clube fosse jogar na casa do adversário. As negociações não avançaram, também por entraves com a PM paulista. 

O objetivo do Flamengo é aumentar a participação (e pressão) da torcida rubro-negra durante os jogos e restringir a aglomeração de adversários, sem impedir a zona mista. As mudanças já serão aplicadas no próximo jogo previsto para ocorrer em Brasília, contra o São Paulo, no próximo fim de semana, caso o estádio seja liberado para uso.

Os paulistas são os únicos que não cumprem o Estatuto do Torcedor que determina pelo menos 10% de ingressos para a torcida visitante. Mostramos o problema nesta matéria, feita ano passado. Em alguns estádios, como no Allianz Parque, nem 5% são cumpridos. Há jogos em que apenas 3% são colocados à venda.

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Apuração que investigou interferência da CBF no tapetão não ouviu entidade

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br
Divulgação
Washington Rodrigues, auditor do STJD, foi citado em conversa
Washington Rodrigues, auditor do STJD, foi citado em conversa

A CBF não foi ouvida no inquérito aberto para apurar se houve interferência da entidade em pelo menos uma decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O procedimento ouviu apenas Paulo Schmitt, procurador-geral e alvo da denúncia, e o auditor Washington Rodrigues, que pediu a abertura da apuração.

Segundo o corregedor do órgão, Ronaldo Piacente, nenhum deles confirmou que houve assédio por parte da entidade para influenciar em qualquer sessão. O corregedor foi indicado para o cargo por Marco Polo Del Nero. Ele nega, diz que foi apenas "apoiado".

A informação do arquivamento foi publicada na tarde de quarta-feira pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo Blog. Segundo Piacente, a CBF não precisou ser ouvida porque o autor da denúncia disse que não levaria o caso adiante.

"Não vi motivos para ouvir a CBF após saber que o próprio autor não queria continuar com a ação", disse o corregedor.

O inquérito foi aberto após matérias da ESPN revelarem que Paulo Schmitt conversava sobre as decisões do tribunal com membros da CBF, entre eles o presidente Marco Polo Del Nero e o diretor-jurídico Carlos Eugênio Lopes. Numa das conversas por email, o procurador diz textualmente que Washington (auditor) foi "alertado sobre a repúdia da CBF".

"O relator, Dr. Washington Rodrigues, apesar de alertado sobre a repúdia da CBF, entendeu que 'não foi nada demais', uma vergonha a meu ver", diz o procurador em mensagem, anunciando que tentaria reverter a decisão no Pleno, a segunda instância do tribunal.

Pelos princípios jurídicos, o auditor deveria ser livre para agir conforme seu próprio entendimento. Sem pressões. Mas não foi o que os emails mostraram. Por ter absolvido o clube em questão, o Atlético-MG, a CBF se mostra indignada:

"Qual a origem desse auditor fazedor de média?", pergunta o diretor Carlos Eugênio Lopes.

Os participantes da conversa ainda combinam uma forma de "anular" o referido auditor.

Corregedor é candidato à presidência do STJD

Ronaldo Piacente, atual corregedor, é candidato à sucessão de Caio César Vieira Rocha à presidência do STJD. A mesma reportagem da ESPN revelou que ele foi indicado para o órgão por Marco Polo Del Nero, embora ocupe a vaga de indicação da Associação Nacional dos Árbitros (ANAF).

Questionado se o fato de ter sido indicado por Marco Polo o deixava na situação de suspeito para julgar caso de interesse da CBF, ele disse:

"Não fui indicado, apenas apoiado".

Até o momento, Piacente é o único candidato à presidência do órgão. A eleição será no dia 14 de julho. Na mesma sessão, se dará a escolha do procurador-geral. Paulo Schmitt, que ocupa a vaga há dez anos, desistiu de disputar mais uma eleição. Após as matérias que mostravam a pressão exercida por ele nas decisões dos auditores, doze dos principais clubes do país pediram a saída dele do cargo.

Schmitt se desgastou nos últimos anos após denúncias de que ele teria relações indevidas com membros da CBF e de outras entidades esportivas.

Antes dos e-mails serem revelados, a ESPN já havia publicado reportagem mostrando que o procurador foi investigado por ter recebido e tentado negociar ingressos da CBF durante a Copa do Mundo. Em outras matérias, o jornalista Lúcio de Castro, no UOL, mostrou como ele ganhou seis licitações para a assessoria jurídica da Confederação Brasileira de Basquete (CBB).

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Flamengo vai à CBF contra 'taxa irregular' da Ferj

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

No início da tarde desta terça-feira, o Flamengo entregou ofício à CBF informando que entende como irregular a cobrança de 10% de taxa cobrada pela Federação de Futebol do Rio, pela partida contra o Palmeiras, em Brasília, no último fim de semana. A FERJ cobra do rubro-negro R$ 288,6 mil enquanto, pelo Regulamento Geral de Competições deste ano, deveria ter sido a metade disso, R$ 144,3, o equivalente a 5%. 

A cobrança acima do determinado foi noticiada pelo Blog nesta segunda-feira

A FERJ se defende informando que a cobrança de 10% se deve à soma da participação na receita do jogo, além de despesas. No entanto, não explica quais gastos foram estes. Já o Flamengo, afirma que todas os custos da partida foram pagos pelo rubro-negro.

Desde a segunda-feira, o Blog vem tentando obter posicionamento da CBF a respeito, mas a entidade ainda não retornou.

Este não foi o primeiro jogo em que a FERJ cobrou taxa superior ao determinado no Regulamento. Na partida contra o Cruzeiro, realizada também no Mané Garrincha, o Botafogo teve retenção de taxa de 7,5%, ou R$ 31,5 mil, de uma receita total de R$ 417 mil.

No entanto, neste jogo houve distribuição de R$ 101 mil em ingressos, valor abatido abatido da renda, o que aumentou a taxa final da federação também para 10%. 

Confira o que diz o RGC deste ano sobre taxas em casos de transferência de mando de campo para outro estado:

§ 2º - Havendo transferência da partida para outro estado, cada federação fará jus à taxa de cinco por cento (5%) sobre a renda bruta da partida.

Ainda de acordo com o próprio regulamento, a FERJ pode até ser suspensa em caso de descumprimento:

§ 1º - O não cumprimento das disposições financeiras contidas neste RGC implica suspensão administrativa do recebimento de taxas, cotas e de toda e qualquer remessa financeira pela CBF a que os clubes fazem jus, sem prejuízo das sanções aplicáveis ao infrator pela Justiça Desportiva.

Veja a nota da FERJ a respeito:

A Federação de Futebol do Rio de Janeiro não descumpriu o Regulamento Geral de Competições. Fundamenta-se nele para liberar jogos fora do estado mediante o pagamento das despesas da ordem de 5%, além da taxa prevista no mesmo RGC.

De acordo com o artigo 72, não apenas em seu inciso V, cabe dedução da renda para pagamento das despesas administrativas da federação local e também de quadro móvel.

Além disso, o Clube de Regatas do Flamengo sempre teve ciência dessa diretriz, idêntica aos demais clubes do Rio de Janeiro. A Ferj, inclusive, tem os ofícios em que o Flamengo, consciente das taxas das partidas, solicita as transferências dando concordância.

 

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Mais um: Mano Menezes também é demitido de clube chinês com 'bolada' a receber

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br
Getty
mano menezes china getty
Mano Menezes não é mais o treinador do Shandong Luneng

Dois dias depois de Vanderlei Luxemburgo ser demitido na China, mais um técnico brasileiro caiu por lá. Mano Menezes não é mais treinador do Shandong Luneng. A informação foi oficializada pelo clube nesta terça-feira.

Conforme apurou a reportagem do blog do ESPN.com.br, Mano foi demitido pelos resultados ruins na primeira divisão chinesa. Ele tinha contrato de dois anos e ainda vai receber dois meses de salário - junho e julho -, menos que o compatriota, mas ainda assim uma 'bolada', já que o salário mensal dele gira em torno de R$ 2 milhões.

Ex-treinador do Tianjin Quanjian, Luxemburgo, conforme informou o blog nessa segunda-feira, receberia multa de 10 milhões de euros (R$ 40 milhões) e já havia sido pago a ele seis meses de salário. No entanto, agora, não vai receber mais esse valor, mas terá salário até o fim do ano. No total, serão 11,5 milhões de euros (R$ 46 milhões).

Mano Menezes assumiu o comando do Shandong em janeiro, após ter deixado o Cruzeiro, e comandou o clube chinês por 21 partidas. Venceu sete, empatou sete e perdeu outras sete.

O técnico, que conduziu a equipe até as quartas de final da Liga dos Campeões da Ásia, não vinha repetindo o bom desempenho no Campeonato Chinês. Com uma campanha decepcionante, o Shandong ocupa a 14ª posição na tabela, com apenas nove pontos, tendo vencido apenas dois dos 11 jogos disputados na competição.

No site oficial de Mano Menezes, consta a informação de que a saída dele do Shandong Luneng foi decidida em consenso com o clube. Veja a nota na íntegra:

"Após reunião nesta terça-feira com a presidência do clube, decidimos em consenso, interromper as nossas atividades no Shandong Luneng. Depois de seis meses de trabalho, o que marca é a inédita classificação do clube entre os 8 melhores da Champions Asiática 2016, que terá suas quartas de final disputadas no segundo semestre. Agradecemos aos jogadores, ao clube pela oportunidade, à torcida pelo apoio e à imprensa pela cobertura correta e equilibrada da nossa passagem pelo futebol chinês. Sobretudo, desejamos sucesso ao Shandong Luneng na sequência do trabalho."

O fisioterapeuta Bruno Mazziotti, ex-Corinthians, que foi para o Shandong com Mano, também deixou o clube com a saída do treinador. "Respeitando a decisão do treinador, nós da comissão técnica seguiremos em busca de novos desafios", escreveu ele em seu Facebook.

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Federação do Rio descumpre regulamento da CBF e tira R$ 140 mil do Flamengo

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

A Federação de Futebol do Rio de Janeiro cobrou 10% da receita bruta do Flamengo no jogo contra o Palmeiras, em Brasília. Mas não poderia. De acordo com o novo Regulamento Geral de Competições (RGC) da CBF, válido para este Brasileiro, a taxa deveria ser de 5%, ou seja, metade do cobrado pela entidade de Rubens Lopes. Segundo o próprio regulamento, a federação deverá ser punida e denunciada ao STJD.

O que diz o RGC, na página 18:

§ 2º - Havendo transferência da partida para outro estado, cada federação fará jus à taxa de cinco por cento (5%) sobre a renda bruta da partida.

E na página 43, as punições previstas:

§ 1º - O não cumprimento das disposições financeiras contidas neste RGC implica suspensão administrativa do recebimento de taxas, cotas e de toda e qualquer remessa financeira pela CBF a que os clubes fazem jus, sem prejuízo das sanções aplicáveis ao infrator pela Justiça Desportiva.

A receita bruta da partida foi de R$ 2.828.565,00, tendo a FERJ arrecadado R$ 281.639,50. Já a Federação Brasiliense de Futebol, que deveria ter cobrado 5%, aferiu menos que isso, R$ 84.491,85, o que dá pouco menos de 3%.

No Rio, a  entidade cobra 10% de todos os jogos realizados. Além dela, somente a Federação do Pará, do coronel Nunes, cobra este percentual. Todas as demais do país, ficam em 5%.

A federação nega que tenha cobrado 10%, embora isso esteja escrito no borderô. A entidade alega que foram 5% de taxa e outros 5% de "despesas". 

Confira a nota: 

A Federação de Futebol do Rio de Janeiro não descumpriu o Regulamento Geral de  Competições. Fundamenta-se nele para liberar jogos fora do estado mediante o pagamento das despesas da ordem de 5%, além da taxa prevista no mesmo RGC.

De acordo com o artigo 72, não apenas em seu inciso V, cabe dedução da renda para pagamento das despesas administrativas da federação local e também de quadro móvel.

Além disso, o Clube de Regatas do Flamengo sempre teve ciência dessa diretriz, idêntica aos demais clubes do Rio de Janeiro. A Ferj, inclusive, tem os ofícios em que o Flamengo, consciente das taxas das partidas, solicita as transferências dando  concordância.

A Federação Brasiliense, a CBF e o Flamengo foram procurados e ainda não responderam.

 

*Nota do Blog: a notícia foi atualizada após a publicação para incluir a resposta da Federação do Rio. 

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'Boicotado', Luxemburgo pode sair da China com R$ 64 milhões

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br
Gazeta Press
luxemburgo Tianjin Quanjin 2016  gazeta
Luxemburgo vai deixar a China de bolso cheio

Na noite de domingo em Tianjin, manhã do mesmo dia no Brasil, Vanderlei Luxemburgo sentava à mesa de negociação com a presidência do Tianjin Quanjian para acertar sua rescisão do clube chinês. Em discussão, uma multa de R$ 40 milhões (10 milhões de euros) que o treinador não pensa em abrir mão. Nos seis meses em que passou no comando da equipe, o brasileiro acumulou outros cerca de R$ 24 milhões em salários (pouco menos de 1 milhão de euros por mês).

Vanderlei vai alegar falta de condições para continuar tocando a equipe. O argumento: boicote por parte de um grupo jogadores chineses que continuaram seguindo as regras de diretores afastados após a chegada do treinador à equipe, em janeiro deste ano. Na semana passada, junto de brasileiros que foram dispensados, os chineses também mandaram embora um dos médicos, chinês, da equipe.

Na partida deste fim de semana, após mais uma derrota do time, as duas "estrelas" chinesas não quiseram atuar para prejudicar o treinador, especula a comissão de Vanderlei.

Segundo integrantes da equipe, o volante Xau e o meia atacante Sun Ke, foram decisivos para a demissão. Os dois estariam contrariados com Vanderlei. Ao todo, 10 brasileiros completavam a "delegação" brasileira do Tianjin. Semana passada, parte do grupo já havia sido dispensada. Ficaram com Vanderlei, ainda os profissionais: Diogo linhares (preparador físico), Fabiano bastos (fisioterapeuta) Wagner Miranda (preparador de goleiro), Mauricio Copertino (auxiliar técnico) e Bebeto Sauthier (analista de desempenho).

Todos os restantes foram demitidos na noite de domingo. O time, de investimento milionário, disputa a segunda divisão chinesa e está fora da zona de classificação. Três jogadores brasileiros _ o máximo permitido como titulares _ compõem a equipe: Luis Fabiano, Jadson e Geuvânio. O contrato e Vanderlei era até o fim do ano, com previsão, em caso de acesso à primeira divisão, de prorrogação por mais um ano.

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Tradicional livraria do Rio recebe notificação do Rio 2016

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

Muito antes de Carlos Arthur Nuzman e seus negócios olímpicos surgia a jogada desconcertante de Didi, a Folha Seca. Um patrimônio do futebol brasileiro que foi inspiração para muitos, entre eles, Rodrigo Ferrari e sua mãe, ao fundarem, em 1997, a Livraria Folha Seca. Conhecida por ser "A livraria mais carioca da cidade", o estabelecimento foi repreendido pelo comitê organizador da Olimpíada, o Rio 2016. O motivo: terem usado a palavra "olímpica" na fachada da loja, na histórica Rua do Ouvidor, no centro do Rio.

A frase completa era: "Adhemar Ferreira Silva - 2016 o ano olímpico da Folha Seca" uma homenagem ao atleta bicampeão olímpico no salto triplo e constava de um banner, afixado na fachada da loja, além de em uma peça na internet.

Segundo Rodrigo, após alguns dias na vitrine, um aviso do Rio 2016 chegou por email dizendo que a palavra "olímpico" não poderia ser usada pois pertencia ao Comitê Olímpico Internacional.

"Recebi um email dizendo que eu estava cometendo uma infração e que deveria retirar o banner imediatamente. Fiquei preocupado e retirei, apesar de achar um absurdo", disse.

Ao contrário de muitos cariocas, que rejeitam o clima de oba-oba por sediar os Jogos e descrentes das melhorias apregoadas na cidade, Rodrigo afirma que está entusiasmado com a Olimpíada no Rio. 

"Sou um cidadão carioca e até tô feliz com os Jogos, mas não posso usar a palavra num banner?", questiona, completando: "Até entendo o COI registrar a marca para explorar comercialmente, mas também acho que tenho direito de falar da Olimpíada na livraria".

Semana passada, noticiamos que um bar em Copacabana também entrou na mira do comitê. Seus frequentadores estão em campanha para fazer de um dos garçons do bar o acendedor da pira olímpica, no Maracanã. E entre as peças que utilizam na internet, Agnaldo, o garçom, aparece com a Tocha Olímpica nas mãos. A gaiatice, no entanto, já pertence à boemia carioca.

O Rio 2016 foi procurado para comentar o veto à Folha Seca, mas não respondeu aos questionamentos.

Reprodução
livraria rio de janeiro reproducao
Liivraria localizada na Rua do Ouvidor, no Rio. Na foto, cartaz que retratou a Copa no Brasil.
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Em livro, Tite conta que não gostou da forma como Guerrero trocou o Corinthians pelo Flamengo

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

Para Tite, Guerrero não cuidou de sua própria imagem ao trocar o Corinthians pelo Flamengo, em 2015. Na avaliação do treinador, o peruano poderia ter conduzido de forma diferente o fim de seu contrato com o alvinegro, recém eliminado da Libertadores.

"Faltou cuidado para não ficar com fama de mercenário", disse o treinador, completando:

"Eu queria que ele tivesse saído de forma diferente. O Corinthians merecia mais e ele merecia mais também. Não me pergunta quem errou, porque eu não sei", afirmou.

A revelação foi feita à repórter Camila Mattoso, em livro-perfil sobre Tite lançado nesta segunda-feira, pela jornalista. 

Na conversa, Tite elogia a forma como Emerson Sheik deixou o Parque São Jorge:

"Queria que (a do Guerreiro) tivesse tivesse sido conduzida da mesma forma que foi a do Sheik. Essa foi bonita. Eu estava torcendo para ser de forma diferente. Uma pena. Estava revendo a conquista do Mundial. É tão difícil conquistar as coisas. Eu lastimo. Fiquei com isso guardado dentro de mim", declarou ao livro.

Elias ouviu o técnico

Já Elias, pelo olhar do treinador, conduziu as negociações da forma correta. O jogador acabou ficando no clube, apesar de ter dito dias antes do não, que tinha vontade de voltar para a Gávea.

"Eu falei para o Elias: ´Cara, cuida da tua imagem. Cuida. Quem cuida dela é só tu´. E disse pra ele: ´Olha, estou falando isso pela frente. Podem achar que você está querendo dinheiro. Podem achar que você quer jogar lá. Podem achar um monte de coisas´, revelou Tite

Segundo a autora, o conselho foi bem-recebido por Elias: 

"Que logo depois procurou uma maneira de se retratar. Diz que vai levar para a vida o que escutou naquela conversa", escreveu no livro.

Ainda de acordo com a publicação, Guerrero deixou o Corinthians ao fim do contrato com o clube paulista e teria recebido luvas de R$ 16 milhões do rubro-negro, além de vencimentos mensais de R$ 650 mil.

 

 

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Em livro, Tite conta que não gostou da forma como Guerrero trocou o Corinthians pelo Flamengo

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Boemia carioca faz campanha para que famoso garçom seja acendedor da pira olímpica

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br
Divulgação
Agnaldo, o garçom que o Rio de Janeiro clama para acender a pira olímpica
Agnaldo, o garçom que o Rio de Janeiro clama para acender a pira olímpica

A boemia carioca entrou no espírito olímpico. Frequentadores do bar Galeto Sat's, em Copacabana, fazem campanha para fazer com que o garçom Agnaldo seja o acendedor da pira olímpica na abertura dos Jogos, no Maracanã. A notícia foi antecipada pela colunista do jornal Extra Berenice Seara e o Blog apurou que embora o movimento seja uma das raras manifestações de engajamento olímpico na cidade, o comitê organizador Rio 2016 já avisou ao bar, informalmente, que eles não estão autorizados a usar imagens da Tocha, tampouco a palavra "olímpica" e seus derivados. Estas expressões não são de livre uso dos moradores da cidade que recebe o evento, pertencem ao Comitê Olímpico Internacional (COI).

Só que o movimento não tem participação dos donos do bar. Foi criado por seus fiéis clientes e já tem página na internet, com mais de 400 apoiadores. Há até um "texto-manifesto", onde defendem Agnaldo como sendo "um herói de todas as noites".

"Agnaldo é quem mais entende de fogo na cidade. Seja o fogo causado pelas dezenas de chopes que ele serve ao longo da noite ou pelo fogo que ajuda alimentar toda uma legião, quando dele saem linguiças, pães de alho, galetos e porções de contra-filet"

Tour alternativo

Com a demora na resposta da Rio 2016 e com sentimento de "enorme urgência", os idealizadores da campanha estão organizando um tour boêmio por bares de Copacabana. O roteiro, ainda preliminar, deve começar pelo tradicional Bip, Bip, passando pelo famoso Pavão Azul, Adega Pérola, Real Chopp, até terminar no Galeto Sat´s com Agnaldo acendendo a churrasqueira, "o verdadeiro símbolo flamejante da cidade, no lugar da pira", adiantam os frequentadores do bar.

O comitê foi procurado, mas depois de alguns telefonemas e de terem perguntado qual o nome completo de Agnaldo, "para ver se estava na lista", o Blog não teve resposta.

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Telefonema com ameaça e jogo contra o Fortaleza foram definitivos para saída de Wallace do Flamengo; confira entrevista

Gabriela Moreira
Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

Wallace foi do céu ao inferno na Gávea. Chegou do Corinthians, em 2013, quase que por doação do clube paulista, como mostrou esta matéria do ESPN.com.br. Dois anos depois, após conquistar vaga na zaga, reconquistou a confiança a ponto de herdar a braçadeira de capitão de Léo Moura. Deixa o rubro-negro três anos após sua chegada em novo momento conturbado da carreira, mas dessa vez enchendo o cofre vermelho e preto. Contratado pelo Grêmio por R$ 3,2 milhões, o zagueiro devorador de livros conta ao Blog os bastidores de sua saída. "Ameaçaram até o meu filho, por telefone", disse ele.

 

- Quando foi que você percebeu que não dava mais para continuar no Flamengo?

Na verdade, foi a cada jogo. Os torcedores já estavam insatisfeitos com minha presença com a camisa do Flamengo há um tempo. Mas em Fortaleza foi o fim de tudo. Passei os 90 minutos sendo vaiado, aí percebi que não dava mais. Minha família já vinha sendo ameaçada em redes sociais. Quando chegou o momento em que ameaçaram o meu filho por telefone, achei que era o limite.


- O episódio da bandeira no jogo em Manaus e as pessoas terem te criticado pela ação contribuiu?

A ideia não foi minha, mas caiu para mim. Muitos insinuaram isso. Foi mais um momento em que me pegaram como referência. Tudo de ruim que acontecia no Flamengo passou a ser culpa minha. E jogador não joga só pelo financeiro, joga para ser bem quisto. Eu não estava sendo bem quisto. Foi quando tomei a decisão de sair e foi muito pensada. Suportei até onde pude.

- Como foi exatamente sua saída do time, sua saída da concentração em Volta Redonda?

Chegaram a insinuar que eu abandonei a concentração. Não foi isso o que aconteceu. Eu procurei o Muricy para falar com ele que não estava bem. Por todos esses motivos que te falei, minha família ameaçada, sem condições de jogar. Pedi para ele me deixar fora do jogo. Achei que eu fosse para o banco, foi nesse sentido a conversa. Ele me disse "vou te tirar desse jogo, então". Mas o Rodrigo Caetano disse que era para voltar para o Rio. 

A conversa foi boa com o Muricy. Aliás, a cada dia que passava eu me surpreendia mais com ele. Um homem muito correto, muito sensato. Mas minha relação também sempre foi boa com o Rodrigo. Boa também com o Fred Luz e todos do do clube.

- Com qual sentimento você se despediu do clube?

Foi com saudade... dos meus amigos que fiz lá, o Clebinho da rouparia, o Marcinho do "Staff", o Paulo Vitor, o Márcio Araújo, o William Arão, o Alan Patrick, de quem me aproximei mais nos últimos tempos. Fico triste por ter saído dessa forma. Não queria sair do clube, mas acho que foi necessário. Quando uma das partes perde o respeito, não tem como continuar. Infelizmente, tem alguns casamentos que chegam ao fim.

- Quando essa crise no futebol do Flamengo começou, na sua opinião?

Não sei te precisar o momento, mas o torcedor criou grande expectativa de vitórias porque o time é forte. E o torcedor não viu as vitórias acontecerem. O torcedor do Flamengo não está acostumado a perder. Haja vista que o maior período sem títulos do clube foi de dez anos.

- O que se fala no clube hoje é que o departamento precisa de alguém com a função de gerente, uma espécie de Recursos Humanos do futebol, para atuar no dia-a-dia com os jogadores. Você concorda?

Gerente? Não acho que este seja o problema. Poderíamos achar inúmeros motivos, mas o que vai melhorar o clima é os jogadores recuperarem a confiança e só vencendo é que isso acontece.

- Agora no Grêmio, encara a sua ida para o clube como um recomeço?

Não é recomeço, não. São novos planos, novos objetivos. A expectativa é a melhor possível. Mas sei que vou chegar tendo de conquistar meu espaço. Sei que as coisas irão dar certo.

- Como você imagina jogar? Consegue um lugar ao lado do Geromel?

Ah, o Geromel é um dos melhores do Brasil, daqui a pouco estará na seleção. Mas tem o Fred também que joga muito bem. Sei que tô correndo por trás. A defesa do Grêmio está muito bem.

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