Ex-presidente de organizada, Capitão Léo, lança candidatura para comandar Ferj

Gabriela Moreira, blogueira do ESPN.com.br

As eleições da Ferj prometem ser animadas este ano. Dois candidatos já lançaram (na internet) intenção de concorrer como oposição ao presidente Rubens Lopes. Depois de Rogério Manso Moreira, sobre quem você pode saber mais aqui, agora, Leonardo Ribeiro, mais conhecido como capitão Léo, ex-presidente da Torcida Jovem do Flamengo também lançou candidatura. 

Leonardo é membro do Conselho Fiscal da Ferj e tem relação de muito conflito com o Flamengo, de onde foi expulso do quadro de sócios em 2015, sob a acusação de agredir conselheiros. 

No rubro-negro, ganhou espaço na gestão de Patrícia Amorim, quando foi presidente do Conselho Fiscal do clube ao mesmo tempo em que seu sócio num escritório de contabilidade recebia salário no gabinete da presidente, que também era vereadora do Rio. 

Reprodução
Leonardo Ribeiro, o Capitão Leo, é membro do Conselho Gestor da Ferj e candidato de oposição a Rubinho
Leonardo Ribeiro, o Capitão Leo, é membro do Conselho Gestor da Ferj e candidato de oposição a Rubinho

Em sua página na internet, ele vem recebendo apoio de integrantes de torcidas organizadas. Algumas das principais facções do Rio têm demonstrado insatisfação com medidas que vem sendo discutidas pelos presidentes dos quatro grandes clubes e a Federação, como a implantação da biometria no controle de acesso aos estádios, a demarcação de local fixo para as organizadas, entre outras decisões. 

Protesto 

Nesta terça-feira, integrantes de agremiações do Flamengo e do Botafogo estiveram num protesto realizado em frente à Assembleia Legislativa do Rio. De acordo com pessoas que estiveram presentes, alguns protestantes receberam R$ 50 para participar do ato.  

Bastidores 

A candidatura de Rogério Manso estava sendo apoiada, entre outras pessoas, por capitão Léo. O blog não conseguiu falar com ambos para entender se as duas chapas permanecem alinhadas. 

Já Rubinho, que pela primeira vez em 12 anos tem oposição, está se esforçando para cativar os clubes. Num arbitral realizado no início do ano com equipes que disputam a série B, o dirigente fez questão de participar das discussões que, tradicionalmente, são feitas pelo diretor de competições Marcelo Vianna. 

 

Siga a página no Facebook

Lutador de MMA é denunciado por lesão corporal grave contra a ex-noiva

Gabriela Moreira, repórter do ESPN.com.br


Reprodução/Instagram
Lutador Marlon Sandro voltou a ser acusado de agressão pela ex-noiva
Lutador Marlon Sandro voltou a ser acusado de agressão pela ex-noiva

O lutador de MMA, Marlon Sandro, 37 anos, foi acusado – mais uma vez-  por agredir sua ex-noiva, Tayssa Madeira. O atleta já havia agredido Tayssa no dia 14 de dezembro. Após assistir um jogo no bairro Flamengo, o casal retornava para casa, até que Marlon, em um ‘ataque de ciúme’, agrediu a vítima com um soco no rosto e posteriormente, a segurou pelo pescoço, deu-lhe uma rasteira e um soco na cabeça, além de diversos chutes e empurrões.

Tayssa registrou ocorrência na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher, em que a delegada responsável pelo registro, Gabriela Von Beauvais, avaliou como crime ‘feminicídio’. Porém, na última terça-feira (20), o Promotor de Justiça Alexandre Murilo Graça, que recebeu o documento, não vislumbrou tentativa de homicídio do acusado, e sim, como tentativa de lesão corporal grave.

No último dia 9 de fevereiro, de acordo com o site ‘’MM Fighting’’, o Registro de Ocorrência policial da agressão relatou ameaça de morte com faca e tentativa de sufocamento com travesseiro, na residência de Tayssa.

Por regulamento da Conmebol, Flamengo já está fora do prazo para substituir Ilha do Urubu

Gabriela Moreira, repórter do ESPN.com.br


A corrida contra o tempo para fazer os reparos técnicos, ou seja, reerguer as torres de iluminação da Ilha do Urubu para a estreia da Libertadores ganha um peso maior a partir da leitura do regulamento da Conmebol. Nele está expresso que o clube só pode mudar o local de um jogo se fizer o pedido com antecedência de 15 dias e, ainda, o novo local já deveria constar como opção no ato de inscrição do clube na competição. 

Com a aplicação dessas regras, o Flamengo passa a ter dois problemas em escolher outro lugar para jogar. O primeiro é não atender ao tempo de antecedência exigido para a troca, pois o jogo contra o River é daqui 12 dias. O segundo, é que a Ilha do Urubu já é o estádio "sobressalente" apontado pelo Flamengo. O "titular" é o Maracanã, que não poderá ser usado por estar alugado para um show três dias antes da partida. 

Gilvan de Souza/divulgação
Ilha do Urubu teve dois refletores derrubados pela forte chuva que caiu sobre a cidade
Ilha do Urubu teve dois refletores derrubados pela forte chuva que caiu sobre a cidade

As fortes chuvas que fizeram estrago em toda a cidade do Rio na madrugada passada e derrubaram os dois refletores da Ilha poderiam ser apontadas como um "caso de força maior", mas é justamente para este tipo de situação que a Conmebol pede que o clube tenha registrado uma segunda opção de estádio. E neste caso, a Ilha já é a segunda opção. 

Caso as condições do estádio não possam ser recuperadas a tempo, o Flamengo espera contar com o bom senso (e bom humor) da entidade que, no início do mês, já abrira exceção ao aceitar a realização da partida no local. O estádio também não atende ao novo regulamento, pois possui arquibancadas provisórias, o que não é permitido este ano. 

Esta exceção foi aberta sob a argumentação de que o rubro-negro deverá jogar sem torcida, por estar punido. 

Esperança

Se a Ilha não funcionar o Flamengo se verá obrigado a pedir que o jogo seja fora da cidade do Rio. Para este ponto, caso seja aceito, também há regras. O local deve ser localizado a uma distância não maior do que 150 km de um aeroporto internacional ou comercial. Um dos estádios usados pelo clube neste tipo de emergência, o Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, fica a 120km do Galeão e estaria dentro das regras. 

Técnicos de engenharia e eletricidade passaram o dia em trabalho ontem na Ilha do Urubu. Durante todo o dia, os dirigentes evitaram falar sobre o assunto, aguardando um caminho mais concreto a ser apontado pelos especialistas. Reerguer dois postes de iluminação, de forma que fiquem seguros e eficientes, não é como trocar duas lâmpadas de casa. 

Quanto ao regulamento, uma pequena frase final dá esperança aos dirigentes quanto a uma benevolência da entidade para a substituição da Ilha:  "Diante qualquer outra circunstância, plenamente justificada e documentada, a CONMEBOL poderá decidir a respeito", estabelece no artigo 69.  

Confira abaixo os trechos do regulamento que tratam de mudanças de estádio: 

"Art. 68 Com a aprovação da Associação Membro, o Clube estabelecerá o estádio no qual jogará suas partidas, podendo ser o seu próprio ou qualquer outro da mesma cidade na qual fixe seu domicílio. O Clube poderá indicar um estádio diferente por fase que tenha exigência de capacidade de público diferente (um estádio para as FASES PRELIMINARES e DE GRUPO, outro estádio para as OITAVAS E QUARTAS DE FINAL, etc.). Essas informações deverão constar na Carta de Conformidade e Compromisso. Os times poderão trasladar suas partidas a estádios em cidades que não sejam de seu domicílio habitual e que estejam localizadas a mais de 100 km de distância, com as seguintes condições: • Solicite à CONMEBOL e ao Clube rival a alteração do local pelo menos 15 (quinze) dias antes da partida. • Recebam aprovação do Clube rival e da CONMEBOL por escrito. • O estádio proposto deve reunir as condições mínimas de infraestrutura e segurança descritas nesse capítulo. • Pagamento de taxa de USD 7.000 para cobrir custos operacionais relativos à alteração do local do jogo, logística e de eventual visita de inspeção. 

Art. 69 No caso de que um time, e unicamente por razões de força maior, como por exemplo não atender os requerimentos mínimos de infraestrutura do estádio, deva transferir suas partidas para outra cidade diferente a de seu domicílio, deverá comunicar o fato fidedignamente no momento de fazer sua inscrição no Torneio, ficando referida cidade como sede do time, não podendo realizar alterações posteriores de sede, salvo o estabelecido no Artigo 68. Diante qualquer outra circunstância, plenamente justificada e documentada, a CONMEBOL poderá decidir a respeito. 

Art. 70 Os Estádios designados por cada Clube devem estar localizados em um eixo não superior a 150 km do aeroporto internacional ou comercial mais próximo, a fim de garantir que os times rivais possam chegar à sede CAPÍTULO X Estádios, Infraestrutura e Equipamentos 48 CAPÍTULO X Estádios, Infraestrutura e Equipamentos da partida por via aérea, seja em voos comerciais ou voos charter. Se o aeroporto da cidade na qual a partida deve ser disputada não permitir a chegada de voos internacionais ou charter, o Clube local compromete-se a gerenciar as permissões pertinentes com as autoridades governamentais de seu país a fim de conseguir as autorizações correspondentes, salvo que o aeroporto, por sua estrutura técnica e humana não encontre-se habilitado pelos órgão estatais competentes do lugar, sendo, então, obrigação imprescindível e excludente do respectivo Clube determinar outro aeroporto idôneo que ajuste-se ao presente artigo. "

 

Siga a página no Facebook

Flamengo corre para recuperar Ilha do Urubu, mas já trabalha com chance de jogo contra River acontecer fora do Rio

Gabriela Moreira, repórter do ESPN.com.br

O Flamengo corre para completar a vistoria e a análise técnica das instalações da Ilha do Urubu, atingidas pelas fortes chuvas que caíram no Rio de Janeiro nesta madrugada. Mas em paralelo já estuda outras opções para o jogo de estreia na Libertadores, diante do River Plate. O laudo técnico sobre a situação do estádio ainda não saiu, mas o mais provável é que ele não tenha condições de ser reparado a tempo da partida, daqui 13 dias.   

Dois refletores desabaram com a tempestade e os ventos que a acompanharam. As torres, segundo a assessoria de imprensa, estavam localizadas entre as arquibancadas dos setores Oeste e Norte e Oeste e Sul. Não houve feridos no incidente. 

Na última quinta-feira, o estádio havia sido liberado por parte da Conmebol, mas em  caráter de exceção, uma vez que a partida terá de ser realizada sem público, por punição ao rubro-negro. 

Sem a Ilha, a partida pode ser realizada fora da capital, uma vez que o Maracanã está fechado para shows e o Engenhão foi vetado pela diretoria do Botafogo em função da comemoração de Vinícius Júnior. 

 


Ídolo do Flu 'compra' final da Taça Guanabara e paga cota igual para Flamengo e Boavista

Gabriela Moreira, repórter do ESPN.com.br
Gazeta Press
Roni, ex-Fluminense
Roni, ex-Fluminense

Quem acabou feliz com o problema do Nilton Santos foi um tricolor. O ex-jogador Roni vai faturar com mais uma partida do futebol carioca em Cariacica. Ele comprou os direitos do jogo do Boavista e vai pagar cotas iguais ao time de Saquarema e ao Flamengo.

A decisão de pagar meio a meio foi tomada em função da renda de bilheteria ser dividida quando se tem um jogo entre time grande e time pequeno, com 60% para o vencedor e 40% para o perdedor. Para facilitar o acordo, os clubes decidiram dividir o pagamento pela venda do jogo.

A empresa de Roni, por sua vez, arcará com os custos de aluguel do estádio e toda a operação, mas ficará com o que for arrecadado com venda de ingressos. O valor das entradas no estádio, que tem capacidade para aproximadamente 21 mil pessoas, ainda não foi definido.  Sua empresa também pagará voos fretados para a volta das equipes.

Em 2016, quando o Flamengo mandou diversos jogos no local, o clube recebia entre R$ 425 mil e R$ 510 mil por partida. Neste mesmo ano, por exemplo, a partida contra o Nova Iguaçu foi vendida para Brasília – adquirida também pela empresa de Roni - por R$ 500 mil (com cada clube tendo recebido metade do valor). Desta vez, por ser final, a previsão é de que o valor total seja um pouco acima do teto recebido pelo rubro-negro há dois anos.

O gestor do Boavista, João Paulo Magalhães, explicou ao blog a decisão de levar o jogo para Cariacica: 

"A prioridade do Boavista e do Flamengo não é a renda. Nós estamos preocupados em fazer um grande jogo, um espetáculo, é a final da Taça Guanabara um dos torneios mais charmosos do Brasil. 

O Boavista está representando o Bangu, o Madureira, o Volta Redonda... A gente quer mostrar que o Rio de Janeiro vai além de quatro clubes".

João Paulo disse que apoia a decisão do Botafogo de vetar o usado Nilton Santos, em retaliação à comemoração com "chororô" de Vinícius Júnior: 

"O Boavista tá muito tranquilo. Eu sou Botafogo e o Boavista é uma extensão do Botafogo. Sou apoiador da atual diretoria. Adoraria jogar no Nilton Santos, mas apoio a diretoria do presidente Nelson Mufarrej".

mais postsLoading