Conheça a atual campeã brasileira de Fisiculturismo

Rê Spallicci
Rê Spallicci

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A cidade de Limeira, no interior de São Paulo, foi palco da 50ª edição do Campeonato Brasileiro da IFBB, a principal confederação de fisiculturismo do Brasil. As competições aconteceram de 1 a 4 de agosto no Hotel Nacional Inn e reuniram atletas em nove categorias.

  E para falar um pouco sobre o campeonato e sobre a experiência no fisiculturismo, conversei com uma das atletas campeãs, Amanda Marques, que conquistou o título Overall na categoria Bikini Fitness. Falamos sobre a sua história no esporte, dificuldades que encontra e sobre futuro. Acompanhe! 

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Renata Spallicci – Conte-nos um pouco de sua história no esporte? Desde quando treina e quando passou a competir e porque?

 Amanda Marques - Desde pequena sempre gostei de praticar esportes. Na escola jogava voôei, futebol, handebol, mas nunca imaginei que pudesse me encantar com o fisiculturismo.

Em 2015 conheci o meu atual marido, e ele já frequentava academia assiduamente. Comecei a ir com ele, afinal eu já fazia musculação, porém não levava tão a sério. 

Depois de algum tempo percebi que, para que eu pudesse ter melhoras expressivas no meu físico, eu deveria melhorar também a minha alimentação.

Foi quando surgiu a ideia de procurar um Coach. Ao mesmo tempo comecei a me interessar pelo universo do fisiculturismo e seguir algumas atletas no Instagram, como  a Bruna Toigo, Fernanda Saggin, Etila Santiago, Angela Borges entre outras. Fui me encantando cada vez mais pelo esporte e um belo dia decidi que queria competir.

Não sei explicar direito, de repente eu me vi focada e determinada para alcançar o meu sonho de subir no palco pela primeira vez.

Após um tempo, mais precisamente em 01/08/2018 comecei a consultoria com a Bioquimica Anabolica que é a equipe do meu atual Coach Gabriel Kaminski, com quem estou até hoje. Ele foi o responsável por me dar as diretrizes para que eu me preparasse para o meu primeiro palco. Sou muito grata por tudo o que ele faz por mim. É como se fosse um pai mesmo, sempre colocando a minha saúde em primeiro lugar. No começo desse ano de 2019, eu também tive a honra de entrar para o time de atletas do treinador Fabricio Pacholok e, desde então, ele é o responsável por montar e corrigir os meus treinos, que são bem específicos para a categoria Bikini.

RS – Quais foram as competições que já participou?

AM – Foram três competições e três títulos de Campeã Overall, ou seja, um aproveitamento de 100%.

No ano passado, eu estreei no fisiculturismo em novembro. Fui campeã da COPA SUL que é um campeonato regional menor e que me classificou para o Campeonato Paranaense em Junho/2019. Logo após vencer a COPA SUL eu já decidi competir em um campeonato bem maior, um aberto nacional, o Campeonato Sul Brasileiro. Ele aconteceu em dezembro/2018 em Balneário Camboriú e novamente me consagrei CAMPEÃ OVERALL na minha categoria me tornando CAMPEÃ OVERALL SUL-BRASILEIRA. Ao vencer este campeonato eu ganhei automaticamente a vaga para competir o Campeonato Brasileiro que aconteceu agora de 1 a 4 de agosto em Limeira/SP, onde fui CAMPEÃ BRASILEIRA.

 RS - RS - Quais seu próximos objetivos? Você vai disputar o sul americano em Quito? E depois quais os planos?

 Com o título de Campeã Brasileira eu obtive automaticamente o direito de solicitar o PRO CARD, ou seja, me tornar atleta profissional. Porém, eu, em conjunto com os meus treinadores, iremos decidir qual será o momento certo de migrar do amador para a liga profissional. 

Irei disputar o Sul Americano em Quito, em setembro. Será uma oportunidade única, minha primeira viagem internacional em competição. Estou muito feliz. Esse sonho só pode ser possível graças a Leader Nutrition que é a atual empresa de Suplementos Alimentares que me patrocina e que torna os meus sonhos em realidade e que viabilizou esta viagem para mim.

RS – Fale mais sobre a categoria pela qual compete, a Bikini Fitness.

AM - A BIKINI FITNESS é dividida por altura e não por peso. A que eu me enquadro é a Bikini Fitness até e incluindo 1,72. A categoria bikini é avaliada como um conjunto. Primeiramente avalia-se o físico, onde a atleta deve apresentar um condicionamento magro e condicionado, com leves marcações musculares. Além da cintura fina, as atletas devem possuir os braços e ombros levemente destacados. Os glúteos devem ser redondos e firmes, e o percentual de gordura deve ser baixo, mas sem aspectos de desidratação. O julgamento das atletas não ocorre somente pelo físico, mas também pela beleza facial, cabelos, e até mesmo a harmonia da maquiagem em relação ao conjunto corporal, cabelos, cor do biquíni etc. Além disso, as atletas devem possuir carisma, desenvoltura, e “luz própria” em cima do palco, fator primordial para a composição da nota, e que pode somar ou também diminuir muitos pontos  na avaliação inicial da condição física que é feita pelos árbitros nas rodadas eliminatórias.

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RS - Quais as maiores dificuldades que encontra no esporte? E como supera-las?

AM - Infelizmente ainda temos que lidar com o preconceito, mas isso é algo que não me incomoda mais. Por ser um esporte não tão difundido no Brasil, temos que lidar com alguns comentários maldosos de pessoas que não entendem nada sobre o esporte. Venho fazendo a minha parte que é cada vez mais divulgar e incentivar as pessoas a terem mais qualidade de vida, praticarem esportes, e se tiverem vontade, porque não, se tornarem um(a) atleta de fisiculturismo também. 

Outra dificuldade que enfrentamos é a falta de reconhecimento. Ser atleta de fisiculturismo hoje no Brasil não é tão simples, envolve viagens, inscrições de campeonato, hospedagens, bikinis que são de pedras e geralmente não são baratos,  pintura corporal, alimentação, etc. Não temos muito apoio financeiro, e no meu caso, a partir do momento que eu me tornar profissional a maioria dos campeonatos são fora do Brasil, o que complica um pouco mais. 

RS - Você não vive do esporte, certo? Você exerce alguma outra profissão?

AM - Certo. O sonho de todo atleta é viver do esporte, mas isso é algo extremamente difícil no Brasil. Eu sou acadêmica de Direito, estou no VIII período e atuo na área desde o primeiro ano. Atualmente, sou servidora pública no Município de Paranaguá. Apesar das pessoas acharem que vivo só treinando e fazendo dieta, isso é apenas 10% do meu dia, todo o restante vivo a minha vida normalmente, como uma pessoa comum que trabalha oito horas por dia e faz faculdade.

RS - E como conciliar a rotina dura de treinamento com trabalho e estudos?

AM - É uma loucura, às vezes nem eu entendo como dou conta. Treino às 6h30, trabalho o dia todo e vou direto para a faculdade a noite. De segunda a sexta. Sem esquecer que no meio disso tenho que preparar as minhas marmitas todos os dias, sem errar. Em época de preparação para campeonato tenho que fazer aeróbico duas vezes no dia. Chego em casa supertarde e no outro dia começa tudo de novo. Mas, isso já está no meu modo automático. Faço sem pensar, sem reclamar. Quando você tem um objetivo traçado nada lhe tira do foco e quando se tem amor pelo o que faz, tudo flui mais fácil.

RS - O que este titulo de 2019 significa para você?

AM - Que toda a minha dedicação e amor pelo esporte foram recompensados. Eu não esperava que tudo fosse acontecer tão rápido para mim. Estou tentando aproveitar cada momento, cada fase da minha carreira. Ser Campeã Brasileira hoje é sem dúvida a realização de um sonho.

Busque seu propósito. Deixe seu legado.

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Árbitra é agredida em campo e perde a memória

Renata Ruel
Renata Ruel

As agressões aos árbitros são mais constantes do que se pode imaginar, principalmente em campeonatos amadores, onde não há segurança como em jogos profissionais e os regulamentos das competições raramente punem os agressores de forma severa.

No último final de semana, Leidiane Nunes de Albuquerque, conhecida como Ane, foi bandeirar um jogo do campeonato amador de Salvador/BA e foi agredida.  Segundo o relato da árbitra da partida, Yasmim Sousa (pertencente ao quadro da Federação Baiana de Futebol), após a marcação de uma falta, um jogador da mesma equipe que sofreu a infração queria obrigá-la a aplicar cartão amarelo ao infrator.

A árbitra explicou que a falta não era para amarelo, mesmo assim a reclamação seguiu e então quem tomou o cartão amarelo foi este jogador. A partir daí a confusão começou, o jogador amarelado chamou Yasmin de “palhaça”, disse que ela queria “aparecer” e acabou expulso.

Mais dois jogadores, então, se aproximaram, e a árbitra sofreu duas agressões. Foi quando a árbitra assistente Ane entrou em campo para tentar ajudar. Ane levou um soco no rosto de um dos jogadores. O nome do agressor não foi revelado. Ela não teve tempo de sequer tentar se defender, caiu no chão, conseguiu se levantar e dar uns cinco passos, mas em seguida caiu desmaiada em campo.

Yasmim disse que teve que fugir do local para não ser mais agredida e, então, foi encontrar Ane na emergência de um hospital, na UPA, a tirou de lá. A levou para o Hospital Geral do Estado (HGE), onde a assistente passou pelo neurologista, fez exames na cabeça que não constataram nada.

Yasmim ainda relata que, ao chegar em casa, por volta das 20h, Ane ficou agressiva, não reconhecia ninguém, nem mesmo o seu filho. A levaram novamente ao HGE onde novos exames foram realizados, mas novamente nada constataram. Porém, a árbitra assistente perdeu totalmente a memória, pelo menos até o momento. Pergunta o tempo todo o que aconteceu, quem é quem.

Desde então nada mais foi feito, ou seja, Ane foi agredida com um soco, perdeu a memória, os exames nada constataram, os responsáveis pela organização do torneio e o sindicato dos árbitros local não assessoraram em momento algum.

Um profissional sai de casa para exercer o seu trabalho, é agredido, perde a memória e nenhuma providência foi tomada até agora. Não é questão de gênero, de ser campeonato profissional ou amador, mas sim de respeito ao ser humano que está ali trabalhando.

A agressão constante e a falta de punição no futebol faz com que o esporte se torne uma “zona de guerra”. O árbitro vai para o jogo trabalhar em um local de certa forma com risco de periculosidade, não sabendo o que pode lhe passar ao tomar decisões em campo.

Que as providências sejam tomadas prontamente para a melhora da saúde de Ane e que os responsáveis pelas agressões sejam severamente punidos. A segurança é um dos princípios do futebol e que ela prevaleça inclusive para os árbitros.

Já em Chapecó, um árbitro teve fratura no antebraço após agressões sofridas durante um jogo, no qual a assistente Daiane Bellaver também foi vítima. Neste caso, o sindicato local publicou uma carta de repúdio, diz que irá acompanhar o caso, mas não esclarece se dará o suporte necessário às vítimas.  Veja carta a seguir:

Respeito aos árbitros, respeito ao jogo, Fair Play, respeito ao ser humano, só assim para o espetáculo em campo ser completo.

 

Fonte: Renata Ruel, blogueira do ESPN.com.br

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Da anorexia ao estrelato, a história da fisiculturista multicampeã Isa Picini

Rê Spallicci
Rê Spallicci

Isa Picini
Isa Picini []

Aos 13 anos, Isa Picini se deparou com um problema que, infelizmente, acomete muitas adolescentes: a anorexia. Dos 13 aos 15 anos, ela lutou contra o distúrbio,  chegando ao extremo de pesar apenas 37 kg, tendo 1,66m de altura. “Fiquei internada por mais de um mês para me recuperar. Após sair da internação, quis começar a praticar atividade física apenas para estar feliz com meu corpo de uma maneira saudável. Depois de oito meses, conheci o esporte”, ela conta.

Conhecendo o fisiculturismo  e treinando muito,  se tornou uma multicampeã! E é sobre esta trajetória que conversei com a atleta campeã do Mr. Olympia, Isa Picini!

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Acompanhe: 

 Renata Spallicci – Conte-nos um pouco de sua história. Você teve anorexia e após esse episódio passou a se relacionar com seu corpo de outra maneira e ter uma vida mais saudável? Como foi a transição até se tornar uma atleta fitness?

 Isa Picini – Pós-anorexia, eu comecei a entender que, para ter um corpo com que eu me sentisse bem e de maneira saudável, sem colocar minha saúde em risco, eu precisava me alimentar melhor, comer de verdade e não ter medo da comida, pois ela estava me dando energia, nutrientes para poder viver e fazer as coisas do dia a dia. A transição não foi da noite para o dia. Fui entendo aos poucos, pesquisando e, como já havia tido um acompanhamento sobre alimentação,  durante o tratamento,   comecei a tentar adequar os alimentos à minha rotina, montando meus horários.

Depois comecei a treinar, organizar o que comer antes e após o treino. Naquela época, não havia tantas informações como há hoje e não existiam   tantas pessoas fitness no Instagram, mostrando o dia a dia, o que comer ou não. Porém,  já havia algumas, e eu tentava aprender o máximo que podia, até procurar  um nutricionista e ter algo mais adequado e específico.

 RS – Como foi a percepção das pessoas que estavam ao seu redor sobre essa mudança em sua vida? Houve preconceito?

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IP - No início, ainda estava na escola, com 17 anos e estudava à noite. Quando as pessoas me viam comendo um monte de ovos, falavam que eu estava ficando doida, que aquilo era besteira e ia ficar parecendo um homem. Na minha família, era algo novo, mas eles nunca me disseram “não” ou colocaram alguma barreira, pois sabiam que o esporte estava me fazendo comer, estar mais feliz e motivada com a vida. Então, eles sempre me apoiaram. Mas, se eu tivesse ligado para o preconceito das pessoas, não estaria tão feliz hoje em dia com o que eu faço.

 RS – Você é uma multicampeã na categoria Bikini Divas e acabou de conquistar o maior título de sua carreira. Quais suas principais conquistas?

 IP - Quando eu era atleta amadora (aos 18 anos) meus títulos mais importantes foram: campeã brasileira, Sul-americana e do Arnold Classic Ohio. Com 19 anos, me profissionalizei e, aos 20, estreei nos palcos profissionais. Todos os títulos no profissional foram importantes. Fui sete vezes campeã e vice-campeã do Arnold Classic PRO OHIO, e o maior título que um atleta pode ter eu conquistei este ano: me tornei campeã mundial do Mr. Olympia, em Las Vegas! Esse é o maior título que se pode ter no esporte, então é o mais importante para mim até o resto da  vida.

RS – Como é  sua rotina de treinos?

 IP - Eu treino e faço cardio de segunda a sábado. No domingo, eu descanso. Em preparação para competir, eu treino e faço cardio duas vezes por dia, dividindo em dois turnos.

RS – E a sua dieta?

 IP - Minha dieta é bem variada: como carne, peixe, frango, arroz, salada, castanhas, legumes, ovos e, dependendo da fase, frutas. Como seis vezes ao dia a cada três horas e tomo um shake de proteína após o treino.

 RS - Quais seus planos futuros para o esporte?

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IP -  Como eu disse, o maior sonho de qualquer atleta profissional é ganhar o Olympia, e esse era meu sonho no esporte, nem que eu ficasse dez anos trabalhando por isso. Hoje tenho 22 anos e pretendo competir muito ainda, e a meta agora é defender o título.

 RS – Que  dica  dá para as meninas que querem começar no esporte?

IP - Se informar! Hoje em dia, tem muita informação disponível para quem quer começar. Claro que o correto é procurar um profissional da área. Porém, nem todas estão com condição no momento, como foi o meu caso. Então, eu pesquisei e fiz o máximo que eu podia com o que eu tinha, até conseguir me estruturar melhor. E sempre acreditar nos seus sonhos e objetivos. Todos vão criticar qualquer coisa que você faça, porém você tem que ter certeza do que quer e o porquê de estar fazendo isso!

Bom, é isso! Gratidão pelo bate-papo com esta supercampeã e por poder compartilhar com vocês esta história de superação e conquistas!

 Busque seu propósito. Deixe seu legado.

Rê Spallicci

 

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Dos tribunais para os palcos do fisiculturismo

Rê Spallicci
Rê Spallicci

Patrícia Richter
Patrícia Richter []

Patrícia Richter foi a grande vencedora do Mr. Olympia Brasil, que aconteceu em outubro, juntamente com a feira BTFF. Gaúcha, residente em São Paulo há quase dez anos, ela é formada em Direito pela PUCRS, mas abandonou a advocacia para viver sua paixão pelo esporte e sua “missão de vida” de ajudar as pessoas a terem o corpo que desejam.

Patrícia já atuou como atriz, inclusive no programa “Pânico” na Band, até se tornar uma atleta fitness e coach de emagrecimento. Conheça mais sobre a atleta campeã do Mr. Olympia nesta entrevista exclusiva que ela concedeu para o meu blog aqui na ESPN W.  

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Renata Spallicci - Conte pra gente um pouco de sua trajetória no esporte. Desde quando você treina?

Patrícia Richter - Treino há 15 anos. Sempre admirei a categoria wellness e sempre amei o mundo fitness. Lá hà feiras fitness, mesmo antes de realizar o sonho de competir como wellness. Eu era muito magrinha,  por isso, jamais achei que conseguiria modelar meu corpo para a categoria. Então, ficava admirando as atletas no palco e pensando como eram maravilhosas, determinadas e lindas. Fui incentivada por muitos amigos a participar do concurso Garota Fitness São Paulo 2017. Venci, e depois dessa conquista, acreditei que tinha potencial para o fisiculturismo. Ganhei o Garota Fitness Brasil 2018 e, a partir daí, comecei a trabalhar meus pontos fracos para conseguir realizar meu sonho de competir na categoria wellness.

 No meu primeiro campeonato Paulista, já consegui o primeiro lugar na categoria “estreantes” e terceiro lugar na sênior. 

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Subi no Mr. Olympia Brasil em 2018 e foi uma superexperiência, competindo com atletas de vários países. Não ganhei troféu, mas adquiri uma maturidade única!

Disputei novamente o estadual e ganhei o Ouro pela segunda vez. Isso me deu mais determinação para o Mr. Olympia 2019. Fiz uma preparação árdua com 24 horas de dedicação todos os dias, tanto por parte da dieta quanto nos treinos. Tive o acompanhamento de excelentes profissionais, e foram eles que ajustaram cada detalhe, pois são os pequenos ajustes que fazem a diferença no final.

Consegui o tão sonhado Ouro nesse campeonato, que é o maior do mundo, e até hoje parece que ainda não “caiu a ficha”! Um sonho, uma realização ! Uma certeza de que, quando acreditamos, quando temos amor e  fazemos com toda nossa dedicação, os sonhos podem se tornar realidade.

RS - Estas foram as principais conquistas de sua carreira?

PR - Minha principal conquista foi muito além dos títulos e troféus. Além da evolução visível do meu shape, a transformação principal foi de dentro pra fora. Aprendi que nossa principal força está na mente. É ela quem determina tudo. É somente ela que pode  torná-lo um campeão ou um perdedor .

RS - Qual sua rotina de treinamento?

PR - Treino de 6 a 7 vezes por semana.

RS - E sua dieta?

PR - Minha dieta é hipercalórica limpa.

RS - Você está cursando Nutrição e atua como coach de emagrecimento. Fale-nos um pouco desta sua atuação?

PR - Sou formada em direto pela PUC-RS, porém achei meu chamado e minha missão, meu modo de ajudar o próximo, que é por meio da  nutrição.  Eu me apaixonei por essa profissão  incrível que muda e salva vidas. Fiz curso de coach especializada em emagrecimento, além de especialização em nutrição esportiva. Estou atendendo em conjunto com o personal trainer Thomaz Eloi, no programa “O corpo que eu quero”. Nosso programa consiste em dez semanas de acompanhamento, nas quais o cliente determina seu objetivo final. Nós indicamos o caminho certo para ele trilhar e  o ajudamos a não se perder no caminho.

RS - Quais seus próximos objetivos como atleta?

PR - Penso em competir no exterior. Ainda estou comemorando o Olympia 2019, rs... Em breve, estarei planejando os passos pro ano que vem.

RS - Que conselhos daria para as meninas que querem começar no esporte? Quais os principais atributos necessários?

PR - Acreditem em  seus sonhos. Se vocês têm amor pelo esporte e sonham em ser atletas, tenho certeza de que vão alcançar. Por amor, modelei meu corpo e minha mente. Sem minha mente equilibrada, não adiantaria eu estar com o shape modelado. Podem ter certeza disso! Procurem profissionais que o ajudem e que se dediquem, que sejam acessíveis e deem as dicas certas. Cuidado em quem vocês confiam. Apresentação no palco é importantíssimo. Treinem poses. E lembre-se: esse esporte requer 24 horas de dedicação e foco!

Busque seu propósito. Deixe seu legado.

Rê Spallicci

 

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Como você enxerga a sua adversária? Um pouco do meu papo com a Julia Boscher

Mayara Munhos
Mayara Munhos

Final do SP Open de 2018 contra a Ludmila Fiori
Final do SP Open de 2018 contra a Ludmila Fiori BJJ Forum

Na última segunda-feira, eu bati um papo com a Julia Boscher para o #OpenMat lá no meu canal do YouTube. Vai ao ar só na próxima semana, mas entramos num assunto muito doido que eu queria compartilhar aqui antes de tudo.

Como você enxerga sua adversária?

Eu não quero dar spoiler de fato sobre o que a Ju falou, mas nesse papo, ela me disse que em um momento da vida, quando ela começou a se aprofundar mais e entender coisas sobre feminismo, empatia e sororidade, ela sentiu que 'afetou' a performance dela nos campeonatos. Não a performance em si, mas a forma com que ela via as adversárias.

Então ela saia de um campeonato depois de ter perdido, e na cabeça dela as coisas estavam: "ah, ok, ela merece muito também". E isso aconteceu algumas outras vezes sucessivamente, até que ela percebeu que precisaria mudar o mindset para sair na porrada. Ela também relembrou que, mais tarde, isso aconteceu com uma aluna. E ela tendo dividido isso comigo, me fez lembrar que também já passei por essa situação e esse é um dos motivos que, hoje em dia, eu evito 'ouvir histórias' sobre minha adversária antes da luta.

Já aconteceu de eu saber uma puta história triste de uma adversária que acabou virando minha amiga um pouco antes da luta. Entrei, perdi e sai falando que tava tudo bem, porque ela merecia muito e tinha se esforçado demais para estar ali. Eu inclusive minimizei o meu esforço. 

Perder faz parte, de fato. Mas desde quando precisamos achar que uma derrota está 'tudo bem'? Achei até que era uma desculpa, mas tendo ouvido pessoas como a Julia que é uma puta referência no jiu-jitsu ter dito isso, eu vi que é normal. E então precisamos saber lidar com esse lance de sororidade vs competição.

Julia Boscher
Julia Boscher Reprodução/Instagram

Competição é algo que abrange muitas coisas. Quem compete sabe. É muito mais do que corpo, preparação física e técnicas afiadas. A mente manda em praticamente tudo. É claro que devemos ter respeito pelas nossas adversárias. Claro que não devemos entrar no tatame na maldade e na intenção de machucar. Mas queremos entrar para vencer e vencer implica em focar em você, na sua performance e na sua preparação para estar ali. 

Algo importante que tenho para mim mesma é que eu treino e faço muito esforço para estar ali, fazendo algo que amo e que escolhi. Mas a minha adversária também. Então independentemente de qualquer coisa, a vitória é meritória e a derrota é consequência. Todas treinam para estar ali, afinal. Mas não existe duas campeãs de uma mesma categoria, certo?

Uma competição não envolve só o seu treino. Claro que você precisa se preparar, não adianta ficar comendo fast food, esquecer preparação física, treinar jiu-jitsu uma vez na semana e sair reclamando que perdeu a luta. Mas aquele dia... É aquele dia. Você pode acordar de TPM, você pode ter tido um problema com a família, você pode acordar desanimada... Como também pode acordar no seu dia. Então perder uma competição não te faz pior - mas se você curte a parada e quer seguir com isso, não deve se dar como satisfeita.

Tá, mas falei tudo isso para dizer que existem coisas que você controla e coisas que você não controla. E você precisa sempre se preocupar com aquilo que está sob seu controle. Isso é: seus treinos, sua alimentação, sua preparação, sua mente, sua vontade. E o que não está ao seu alcance, você descarta, porque não é sua responsabilidade.

É nossa responsabilidade como mulheres acolhermos novas mulheres, isso na competição, na academia ou na vida pessoal. É importante, sim, termos empatia, nos darmos forças... E creio que seja pela força que cada uma se dá e pela representatividade de cada uma na vida das outras, que hoje somos muitas e estamos nos multiplicando. Treinos femininos, eventos exclusivos para mulheres, professoras e líderes de equipe... Tudo isso faz parte da nossa união, ninguém fez por nós.

Mas dentro do tatame, durante aqueles 5, 6, 7, 8 ou 10 minutos que você vai lutar, é você contra você. Não é você contra a sua adversária, não é você contra o ego. É você contra você. E não falo que devemos odiar nossas adversárias, longe disso. Mas precisamos saber dosar, ter uma rivalidade saudável e ir pra cima.


Então empatia e sororidade são coisas que precisam ser entendidas. É fácil confundir e é muito fácil se perder. E é uma linha realmente tênue dar tudo de si porque você quer muito ganhar, ou não dar 100% por achar que sua adversária merece tanto quanto - ou mais - do que você. Todas merecem. Todas treinam. Todas querem. Mas só uma pode levar.

Também faz parte de uma desconstrução e de um mindset competitivo e isto é algo que cada uma só vai aprender com o tempo - e cada uma tem o seu tempo, aliás.

Do mais, é muito importante que a gente se fortaleça. Que a gente dê show nos campeonatos para cada vez mais atrairmos público para as nossas lutas, que a gente cada vez chame mais mulher para treinar, que a gente receba bem uma visitante ou uma nova aluna. E claro, que respeitemos as nossas adversárias nos nossos limites. Fora das quatro linhas, todo mundo é um ser humano comum. Mas lá dentro... É PORRADA! :) 

Minha entrevista com a Julia vai estar disponível a partir da próxima semana no Jiu-Jitsu in Frames. Ficou animal! 

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Os óleos essenciais no esporte

Rê Spallicci
Rê Spallicci

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Não é de hoje que se fala em óleos essenciais e seus benefícios para o bem-estar. Mas confesso que sempre tive um pouco de resistência e não acreditava que eles fossem tão eficientes quanto algumas pessoas alardeavam.

 Até que, em um evento, conheci o Alessandro Fromer, fisiologista especializado em esportes de alto rendimento, e que me apresentou os resultados que vem obtendo com atletas de diferentes modalidades.

 Aí resolvi experimentar e... Gente! Não é que funciona mesmo?!

 Uso no esporte

 Destilados diretamente a partir de suas fontes vegetais, os óleos essenciais são agentes com múltiplas funções e possuem usos quase inesgotáveis para o nosso bem-estar emocional e físico.

 Fisiologista, Alessandro Fromer trabalhou em renomados clubes brasileiros de futebol e também em clubes europeus e nunca havia se interessado pelos óleos essenciais. Até que, um dia, ele estava com uma dor forte nas costas e a  esposa dele, que é psicóloga e usa os óleos em seu trabalho, passou um dos óleos no local que estava dolorido. No dia seguinte, ele não sentia absolutamente mais nada. “Aí, aquilo feriu o meu ego científico, e eu fui estudar e conhecer mais sobre os óleos e, realmente, me fascinei por seus benefícios”, relata.

 Ao conhecer os efeitos que os óleos poderiam causar em atletas, não somente para cuidar de dores, mas para aumentar resistência, foco, acelerar a recuperação, Alessandro passou a apresentar o produto para colegas que atuam em times de futebol, e todos ficaram  espantados com os resultados.

 “Muitos dos meus colegas disseram que só toparam testar porque  era eu que estava indicando. E,  se fosse outra pessoa,  eles nem receberiam. Mas depois que conheceram os resultados, passaram a adotar protocolos em seus clubes.”

 Hoje, seis times da série A do Campeonato Brasileiro usam os óleos essenciais para diversos objetivos, além de atletas de crosffit, futsal, tênis, entre outros.

Para se ter uma ideia da força dos óleos, foi feito um estudo em uma das principais equipes de futsal do Brasil,  no qual se constatou que o uso de uma gota do óleo de hortelã-pimenta aumentou o potencial de força, a velocidade de reação, o impulso vertical e a precisão do chute. Isso apenas cinco minutos após a ingestão.

 E as possibilidades dos óleos no esporte são muitas, desde o uso de óleos essenciais que favorecem um sono mais tranquilo, até aqueles que aumentam a concentração e o foco emocional.

“Há times que usam os óleos que favorecem o sono, no vaporizador do quarto dos atletas durante a concentração”, conta Alessandro.  

Eu tenho utilizado o óleo para me dar mais energia para treinar, e os resultados estão sendo absurdos! De uma cética aos seus efeitos, hoje sou uma usuária e defensora dos óleos e posso atestar que eles realmente funcionam. 

Os óleos essenciais podem ser utilizados de forma aromática, tópica ou como flavorizantes, sozinhos ou em misturas complexas de óleos essenciais, dependendo da experiência do usuário e do benefício desejado.

 Busque seu propósito. Deixe seu legado.

Rê Spallicci

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A polêmica do machismo no jiu-jitsu voltou a assombrar e vem ganhando vozes fortes

Mayara Munhos
Mayara Munhos

Mikey e Tammi Musumeci
Mikey e Tammi Musumeci Reprodução

Entre tantas mensagens sobre o machismo no meio do jiu-jitsu, fica até difícil ‘escolher’ uma ou até dar a opinião sobre o caso.

Eu não vou contextualizar de novo o que vem acontecendo desde a semana passada no ambiente do jiu-jitsu porque acho que a maioria que acompanha já sabe, então o que eu quero é apenas destacar uma grande mensagem.

Michael Musumeci.

Ele praticamente dispensa apresentações, mas nunca é demais lembrar que ele é o 4º norte-americano a conquistar um título mundial da IBJJF e mais que isso, o primeiro a conquistar duas vezes – e com a conquista de 2019, atualmente ele é tricampeão.

Neste ano, sua irmã Tammi Musumeci também se tornou campeã mundial da IBJJF pela primeira vez na carreira. Além da vida do jiu-jitsu, eles não são o que chamamos de ‘full time athlete’.

Tammi é estudante integral de Direito. Mikey é formado em Administração de Empresas e ainda pensa em estudar Direito também. Para ele, é importante se distrair com alguma outra coisa além do jiu-jitsu para não cansar a mente.

A questão é que Mikey não escondeu a emoção quando a irmã venceu o primeiro título mundial na faixa preta, dizendo que ficou muito mais feliz com o dela do que com o dele, já que treinaram muitos anos para que ela realizasse esse sonho.

Nesta terça-feira, Mikey fez uma publicação em seu Instagram falando sobre o jiu-jitsu feminino e o quanto para ele é enriquecedor treinar com a irmã.

No post, ele escreveu que desde pequeno, sua principal parceira de treino e que mais o batia era a irmã e que, embora o tempo tenha passado, ela ainda é um dos melhores e mais difíceis treinos que ele tem. “Eu sempre digo as pessoas às pessoas, o que é verdade: ela é muito mais dura e técnica do que a maioria dos caras que já lutei ou treinei até hoje”.



Ele ainda ressaltou sentir que muitas vezes, os caras ficam irritados com as mulheres e, por medo de perder, acabam colocando muita força durante os treinos, o que pode machucar. E por outro lado, também relembrou que muitos deles acabam treinando leve por medo de machucar.

Uma linha tênue, diga-se de passagem.

Sou e sempre serei eterna defensora da igualdade no esporte. Meu primeiro post aqui no blog foi justamente sobre machismo no jiu-jitsu e o assunto parece ainda continuar. Tenho certeza de que, aos poucos, estamos alcançando o nosso espaço, mas se ganhamos é porque falamos e levamos para frente.

Eu demorei muito para escrever algo aqui sobre minha opinião. E na verdade, nem quero me estender. Por isso, gravei uma série de vídeos com Luanna Alzuguir e Ana Carolina “Baby” um bate-papo e publiquei no meu canal, Jiu-Jitsu in Frames.

#OpenMat é um quadro semanal (que estreou domingo, por sinal haha) e eu sempre vou convidar um atleta ou alguém do meio do jiu-jitsu para papear. No final de tudo, vai ter uma entrevista na íntegra disponível no Spotify! Espero sempre trazer assuntos legais e achei que não haveria melhor forma de começar.

Estamos juntas!

Post do Musumeci na íntegra:

Há algo que eu gostaria de falar e muita gente não fala é sobre mulheres no jiu-jitsu. Desde quando eu era criança, minha principal parceira de treina que sempre me bateu e me puxou para cima todos os dias foi minha irmã Tammi, que é atualmente campeã mundial na faixa preta. Ela continua sendo um dos meus melhores e mais difíceis treinos hoje em dia e eu sempre falo para as pessoas, o que é verdade, ela é um treino mais duro para mim do que muitos dos caras que já competi. Eu sinto que muitos caras se sentem incomodados treinando com garotas ou não as respeitam muito como outros garotos no tatame, e eu acho que isso tá completamente errado. Atualmente, as garotas são uma das melhores oportunidades de treino. Por quê? Porque ao contrário dos caras que na maioria das vezes, sem que eles saibam, confiam na força, as garotas não podem depender da força e então elas precisam depender mais da técnica. É assim que treino com garotas! Eu já vi duas diferentes abordagens de caras treinando com meninas: 1) eles vão super forte, usam muita força com medo de perder para a menina, algo que não somente pode machucá-la, mas faz com que não seja um bom treino nem para ele e nem para ela ou 2) eles vão super leve, com medo de machucar a menina ou então porque eles estão com medo de perder para ela, devido ao ego, eles literalmente não tentam e se fingem de mortos, o que novamente faz com que o garoto e a garota tenham um treinamento horrível. A maneira de treinar com as meninas é como você deve treinar com todos, e é ir forte tecnicamente, não tentando dominar, mas seguindo técnica por técnica. Você ficará surpreso com o excelente treinamento recebido e com o quanto pode melhorar tecnicamente. Como eu disse antes, minha irmã é o treino mais difícil para mim, mais do que a maioria dos caras com quem luto e treino, e eu realmente tenho muito respeito pelo jiu jitsu feminino!

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A polêmica do machismo no jiu-jitsu voltou a assombrar e vem ganhando vozes fortes

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Dia do fisiculturista: Parabéns aos atletas do esporte que aprendi a amar e a admirar

Rê Spallicci
Rê Spallicci
Neste dia 30 de outubro, toda a minha gratidão ao fisiculturismo por todos os ensinamentos que levo para a minha vida!
Neste dia 30 de outubro, toda a minha gratidão ao fisiculturismo por todos os ensinamentos que levo para a minha vida! []

Hoje é Dia do Fisiculturista, e eu não poderia deixar de falar aqui na minha coluna sobre esta data de uma modalidade que é tão importante em minha vida! Sempre tive a atividade física como algo central em minha rotina, primeiro por meio do ballet, modalidade que pratiquei por muitos anos até me formar uma bailarina, e depois com a musculação.

Comecei a treinar musculação na faculdade, mas confesso que o fisiculturismo não me atraía naquele momento. Mas, conforme fui me interessando mais por malhar, por ter uma alimentação equilibrada para melhores resultados, comecei a perceber o quanto o fisiculturismo é um esporte complexo. E pouco a pouco, passei a  me interessar pela modalidade!

 O estalo com o WBFF  

 Mas foi o WBFF que, realmente, fez com que eu me apaixonasse de vez  pelo fisiculturismo! Para quem não conhece, a competição evidencia o lado fashion e glamoroso do mundo fitness, analisando os atletas não apenas pelo corpo, mas também pelos trajes, simpatia e desenvoltura no palco. Lembro-me de que, quando vi pela primeira vez uma competição do WBFF, pirei e comecei a acalentar o sonho de “quem sabe um dia” estar brilhando naqueles palcos!

Até que o sonho se tornou realidade, passei a competir no WBFF e me tornei uma atleta profissional da modalidade e fui convidada para escrever esta coluna aqui na ESPN W! E quanto mais estudo, conheço e me aprofundo no fisiculturismo, mais e mais me apaixono! 

Foco, força e fé! 

Por isso, nesta data gostaria de deixar todo o meu carinho e admiração por todos os fisiculturistas e bodybuilders e aproveitar a ocasião para expressar a gratidão por tudo que este esporte me ensina a cada dia. Mais do que músculos, construímos paciência, resiliência, poder mental e muita tenacidade na busca por objetivos cada vez maiores. A competição do fisiculturista não é com aqueles com quem  sobe no palco, mas com nossos limites, e é isso que torna o esporte tão apaixonante!

E, se você sonha em competir, um dia,  meu maior conselho é tenha foco. força e fé! O fisiculturismo exige não apenas empenho físico, mas mental também. É preciso alinhar os treinos superpesados e que exigem muito do corpo, com uma disciplina rígida de dieta, suplementação, e o mais importante: a força de sua mente. É ela que vai  mantê-lo  no foco, vai lhe dar motivos para continuar firme em direção ao objetivo, até mesmo nos dias mais difíceis. Mas uma coisa eu posso garantir a vocês: a sensação de alcançar e superar suas metas vai recompensar todo o esforço!

 Minha gratidão ao esporte e a todos os fisiculturistas!

 Busque seu propósito. Deixe seu legado.

Rê Spallicci

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Como uma pesquisa sobre assédio nos tatames virou debate na Câmara dos Deputados

Mayara Munhos
Mayara Munhos
Audiência pública para debater a PL 4866/2019
Audiência pública para debater a PL 4866/2019 Reynaldo Lima/Arquivo CESPO

Acho que uma das matérias que fiz e teve mais repercussão, foi sobre assédio nos tatames. Eu já falei milhares de vezes aqui e vocês podem reler para que eu vá direto ao ponto.

Assédio nos tatames (parte 1) – Introdução
Assédio nos tatames (parte 2): A culpa não é da mulher
Assédio nos tatames (parte 3): Dentro ou fora?
Assédio nos tatames (parte 4): Também pode ser moral
Assédio nos tatames (parte final): Como e para quem reportar?

Mais cedo este ano, o UOL lançou uma série sobre o mesmo assunto (Vozes do Tatame) e em seguida, as dibradoras repercutiram. O barulho foi tão gigante que 'as vozes do tatame' chegaram lá na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Quando me convidaram para participar, eu não entendi muito bem, porque é uma coisa muito grande. Na verdade, eu ainda não entendi a dimensão, mas tenho tentado digerir que algo que eu decidi escrever há pouco mais de 2 anos e sofri uma crítica absurda (apesar do apoio ter sido maior), está correndo em forma de projeto de lei. Isso é realmente importante.

Essa sou eu :)
Essa sou eu :) Reynaldo Lima (CESPO)

Explicando: recebi um convite do deputado Bosco Costa para debater no plenário sobre a proteção e apoio psicológico à atleta vítima de violência física ou sexual e sobre PL 4866/2019. De imediato, fiquei pensando que não era politizada o suficiente para participar de uma discussão dessa. Porém, conversando com pessoas que confio, elas me mostraram o caminho de que era um debate e que eu precisava mostrar o meu ponto de vista.

'Meu ponto de vista' significa que a minha voz está sendo ouvida e cada vez mais alto. E não só a minha, mas a de pessoas como a Luciana Neder, ouvidora da Federação Sul-Americana de Jiu-Jitsu (SJJSAF) e faixa preta e a da Renata Mendonça, jornalista que luta diariamente através das dibradoras (e outros meios) pelas mulheres no esporte também. As duas também estiveram presentes na mesa, além da ex-jogadora de vôlei e agora psicóloga, Paula Barros.

Como eu disse durante o debate, depois da minha pesquisa, realizada com cerca de 250 mulheres, ter visto que 61,6% delas sofreram algum tipo de assédio nos tatames... Virou minha missão de vida estar ao lado delas, então isso que fui fazer em Brasília. Por mim, por elas, pelo jiu-jitsu e por todos os outros esportes. Além do mais, isso pode ser uma grande extensão para a sociedade em geral.

O projeto de lei tem como objetivo dar apoio psicológico às atletas vítimas de violência física ou sexual e quer promover atendimento a elas nos serviços de assistência social, saúde e segurança pública. 

O PL ainda está em desenvolvimento e tivemos a chance de colaborar com algumas ideias e sugestões para que seja mais efetivo. Em breve, ele estará disponível no wikilegis, em caráter público, onde as pessoas poderão contribuir com sugestões para melhorá-lo.

Algo grande como este só mostra que, por mais que às vezes pareça que não, nossas vozes estão sendo ouvidas e estamos dando passos largos em busca de uma evolução na cultura e na sociedade. Ainda há muito o que ser conquistado, mas nós já conquistamos pontos significativos para nos darem força de não desistir. E fizemos isso juntas! Uma voz sozinha pode não ser muito alta, mas muitas vozes ecoam muito mais. 

Estou orgulhosa em ter contado com mais de 200 mulheres para provar que o assédio existe e precisa ser combatido. Os resultados são a longo prazo, mas está acontecendo. Espero voltar em breve com novidades :)

Você pode assistir ao debate aqui.




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Destaque no mundo fitness, Michelle Lewin é a entrevistada da semana

Rê Spallicci
Rê Spallicci


No último final de semana, aconteceu em São Paulo, no Expo Center Norte, a 3ª edição da BTFF – Brasil Trending Fitness Fair. E uma das presenças internacionais de mais destaque no evento foi Michelle Lewin, modelo e atleta fitness venezuelana, radicada em Miami, Estados Unidos, e que conta com mais de 13 milhões de seguidores!

Ela veio promover a modalidade Strong Zumba, explicando como ministrar o treinamento, baseado em coreografias com intervalo de alta intensidade, e como trabalhar para incentivar os alunos a atingirem suas metas.

Aproveitando a estada de Lewin aqui no Brasil, eu fiz uma entrevista exclusiva com ela. Simpática, sorridente e muito amigável, foi um papo mega-agradável que compartilho aqui com vocês.

 Renata Spallicci- Uma das coisas que mais me chama atenção em sua história é a sua transformação. Conte pra gente um pouco sobre o processo de mudança em seu corpo.

Michelle Lewin – Quando eu tinha 17 anos, há muito tempo, quase na metade da minha vida, já que hoje tenho 33 anos, eu resolvi entrar para o mundo fitness, porque não me sentia bem comigo mesma, não estava feliz com meu corpo e estava entrando em um processo de depressão. Eu tinha 1,63 de altura e somente 41 quilos! Então, resolvi começar a treinar e, junto ao treino, passei a ter uma vida mais saudável... E não parei mais.

RS – Como surgiu esta sinergia com o Strong Zumba?

ML – Eu fui chamada para ser embaixadora do Strong Zumba e achei o programa totalmente espetacular e diferente. É uma rotina de exercícios sob uma trilha musical. São movimentos de golpes, saltos, com acompanhamento da música. Não tem nada a ver com  dança. Você trabalha com o próprio peso do corpo para fazer todos os exercícios e queima muitas calorias! Há aulas de 55 minutos, de 30 minutos, e existe programa de exercícios para todos: homem, mulher, qualquer tipo de idade. A pessoa fazendo zumba de 3 a 4 vezes por semana, certamente vai ficar “sarada” - como vocês falam.

RS – Conta pra gente como é  sua rotina. Quanto tempo você treina, como é sua alimentação...

ML – Eu treino musculação pelo menos duas horas diárias, de segunda a sábado, e a zumba,  3 a 4 vezes por semana, é meu exercício cardio. Domingo não treino e não faço dieta! Como de tudo! Agora, de segunda a sábado, sou muito restrita com minha alimentação.

RS – Como está sendo sua estada aqui no Brasil?

ML – Esta é a quinta vez que venho ao Brasil, sempre a trabalho, mas consigo ter um tempinho para conhecer um pouco do país e da cultura de vocês! Comi pão de queijo, me apaixonei pelo açaí!

RS – É verdade que, em muitos lugares do mundo, acham que você é brasileira?

Michelle Lewin e Renata Spallicci
Michelle Lewin e Renata Spallicci []

ML – Sim! É curioso! Muita gente pensa mesmo que sou brasileira e não venezuelana. E eu fico feliz, porque as mulheres brasileiras são lindas e tem corpos fantásticos! Lindas pernas, bumbum espetacular! Wow! Então, fico orgulhosa! 

RS – E por falar em bumbum, o seu é um dos mais famosos da internet! E levou a mordida de um porco, é isso? Conta a história pra quem não conhece!

ML – Que nada, meu bumbum é pequeno! Mas sim, um dia, em uma praia nas Bahamas, um porco mordeu meu bumbum!! E a foto viralizou, inclusive aqui no Brasil, não é? Mas foi só um susto... É meu post com mais comentários no Instagram. Tive mais de 80 mil comentários... Algo bem inesperado!

RS – Que mensagem gostaria de deixar para o pessoal da ESPN?

ML – Muito obrigada a toda esta gente linda que me apoia aqui no Brasil. E  tenho muito carinho de estar aqui pela quinta vez.

Gratidão a Michelle e ao pessoal do Strong Zumba que proporcionaram este delicioso bate-papo. 

Busque seu propósito. Deixe seu legado.

Rê Spallicci

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A experiência de ter trabalhado no ADCC e minhas considerações sobre o evento

Mayara Munhos
Mayara Munhos
Gabi Garcia, 4x campeã do ADCC
Gabi Garcia, 4x campeã do ADCC Jiu-Jitsu in Frames

Não sei nem por onde começar, mas o resumo de tudo é: eu fui para o ADCC 2019.  Em 2017, edição anterior do evento, confesso que eu não dava tanto valor a ele por não entender muito bem, mas algumas coisas me aproximaram. O fato do André Galvão lutar, o meu interesse em acompanhar as lutas femininas e também, o fato de que meu professor me incentivou a isso (‘você não vai escrever sobre no seu blog? É o maior evento de luta agarrada do mundo’. Leia aqui!).

 A partir de então, eu passei a ter uma outra visão sobre o ADCC. Logo depois da edição anterior, eu fui para San Diego pela primeira vez, fui até a Atos e tive a chance de entrevistar o professor André– que tinha acabado de vencer sua terceira superluta consecutiva, contra o Calasans.

Neste ano, o ADCC (que acontece a cada dois) foi em Anaheim, na Califórnia. E eu fui! Sim, in loco. Eu estava lá (queria usar uns emojis ou stickers). Era algo inimaginável para mim, ainda mais sendo em outro país. Mas foi uma oportunidade incrível poder trabalhar no evento ao lado da Lisa Albon, que possibilitou tudo isso e é uma das fotógrafas mais incríveis que conheço (a foto abaixo é dela <3).

Assistir o ADCC praticamente no tatame: done!
Assistir o ADCC praticamente no tatame: done! Lisa Albon

Para quem não sabe, além de trabalhar full time na ESPN, eu tenho um canal no YouTube chamado Jiu-Jitsu in Frames. Na verdade, ele está (ou estava) um pouco parado (dá muito trabalho fazer tudo e ainda treinar, trabalhar e tentar ter vida pessoal hahaha) e eu tinha pensado inicialmente em fazer um conteúdo para dar uma movimentada nele, mas não rolou. A Flograppling tem 100% dos direitos de imagem, então tínhamos várias restrições e eu me restringi a tirar fotos, algo que não tenho muita experiência e muito menos uma lente fodástica para isso – mas foi sensacional.

Eu consegui alimentar bastante o Instagram do JJIF, conheci várias pessoas legais e estava me sentindo no meu mundo, porque eu amo muito estar no meio do jiu-jitsu. Eu pude unir os meus dois mundos, que é minha profissão e meu hobby <3.

Megaton e a neta, Moa
Megaton e a neta, Moa Jiu-Jitsu in Frames

Além disso, depois do evento consegui fazer mais uma entrevista com o André Galvão e outra com o Michael Liera, que é um faixa preta lá da Atos que está de mudança para o Colorado e vai abrir sua própria academia. A do André está no ar. Do Liera estou com problemas técnicos (torçam por mim).

Tá, mas depois de escrever tanto, eu vim dizer algumas coisas observei depois do evento. Vamos lá!

Obs: opiniões pessoais.

ADCC não é jiu-jitsu

Sim, eu sou do jiu-jitsu e tendo a achar que o ADCC é jiu-jitsu, mas me dei a chance de mudar. Depois de algumas lutas, vi pessoas comentando coisas que eu chamaria de ‘sem conhecimento de causa’. Uma delas foi o fato de o Nick Rodriguez ter vencido do Mahamed Aly logo na primeira luta (+99kg). “Caramba, como pode um faixa azul de jiu-jitsu vencer um faixa preta?”.

É polêmico, apesar de incomum, mas pode! Principalmente porque o ADCC não é jiu-jitsu (e ainda se fosse jiu-jitsu, poderia, mas é um outro papo). Como o público do jiu-jitsu é infinitamente maior e inclusive a maioria dos atletas são faixas pretas de jiu-jitsu, as pessoas às vezes esquecem que no gi é muito diferente. E esquecem ainda de um detalhe: wrestling.

E mais que isso: Nick Rod é norte-americano. Nos Estados Unidos, o wrestling é algo comum. Ele tem hoje 23 anos, é wrestler desde a high school e treinou também na faculdade. Hoje, ele treina jiu-jitsu também (e recebeu a faixa roxa no pódio). E mais do que treinar, ele é da Renzo Gracie, de Nova York, e está ao lado de atletas como Garry Tonon e Gordon Ryan – considerado o melhor grappler da atualidade.

Durante sua preparação, além dos treinos no Renzo, ele também manteve-se treinando wrestling no New Jersey Regional Training Center. Então, embora os resultados de algumas lutas tenham sido muito contestados... a história vai muito além de ‘perdeu para um faixa azul’, né.

Nick Rodriguez
Nick Rodriguez Jiu-Jitsu in Frames


Tye Ruotolo: só se surpreendeu quem não conhecia

Vamos falar do 'prodígio' Tye Ruotolo. Vi muita gente antes do evento um pouco inconformada por Tye ter sido convidado a participar. 16 anos, faixa azul e juvenil, num shark tank. E aqui talvez o que tenha pesado mais para as polêmicas nem tenha sido a faixa, mas a idade - apesar de falarem muito de faixa também. 

Minha opinião é: só ficou surpreso com a atuação de Tye quem nunca tinha o visto em ação. Ele e o irmão, Kade, treinam desde a barriga da mãe. Se pensarmos na nova geração de atletas, eles têm cerca de 10 anos de jiu-jitsu, o tempo médio que se leva para pegar uma faixa preta. Ou seja, não é um bicho de sete cabeças.

Tye esteve lá porque fez por merecer, ponto. E se ele não tivesse condições, certamente o professor, André Galvão vetaria. E um adendo aqui sobre coach: esse foi o ADCC que mais se viu atletas da Atos lutando. Então tinha muito faixa preta para ser coach dele lá. E quem estava gritando para ele? O irmão. Achei sensacional. Na entrevista com o Galvão, ele falou sobre isso, algo como precisar deixar os alunos darem coach para os outros porque só assim eles crescerão, como atletas e como coaches. E Kade esteve o tempo todo nos treinos de Tye, estava ciente daquilo.

O ponto fraco foi ele ter precisado fazer as duas primeiras lutas com atletas da mesma equipe, algo que não aconteceria na IBJJF. Ele venceu a primeira de Bruno Frazzato e em seguida, de Pablo Mantovani. Fez uma semifinal de tirar o fôlego com o Kennedy, onde não dava para achar que em algum momento ele não ia encaixar um triângulo de mão, mas acabou sendo derrotado.

Na disputa de terceiro lugar, ele enfrentou um dos atletas mais frios e calculistas do jiu-jitsu, Paulo Myiao. Só contra a elite, o faixa azul juvenil deu trabalho. Daqui dois anos, com 18, acho que ele estará ainda mais preparado (fisicamente falando) para voltar e fazer as pessoas entenderem melhor o que ele estava fazendo por lá agora. 

Tye Ruotolo vs Pablo Mantovani
Tye Ruotolo vs Pablo Mantovani Jiu-Jitsu in Frames

Livia Giles no corner do 'heel hooker'

Vou ser honesta: eu não sabia que Lachlan Giles era 'casal' de Livia Giles - porque para mim, ela era a 'Gluchowska' e não 'Giles', hahaha eu nunca ia relacionar. Mais do que isso, eu não sabia muito sobre eles, e na verdade nem sei (fica aí o invite para uma entrevista, vou formalizar prometo). Mas uma breve explicação é que eles são casados, atletas da Absolute MMA na Austrália e os dois lutaram o ADCC.

Lachlan foi derrotado no peso (77kg) por Lucas Lepri por 3 a 0 ainda nas oitavas de final. Livia foi finalizada por Bia Basílio (campeã na categoria até 60kg) nas quartas.

Ok, passou. Mas o que me chamou a atenção (que foi quando eu descobri que eles eram um casal) foi ter percebido a falta de corners mulheres. Geralmente, mulheres ficam no corner de mulheres. Então por exemplo, a Letícia Ribeiro estava no corner da Bia Mesquita e a Luana Alzugir, da Baby. Mas a Livia estava no corner do Lachlan e eu nunca tinha visto uma mulher oficialmente no corner de um homem. Achei isso muito significativo!

Mais que isso, com seus 77kg, Lachlan surpreendeu no absoluto. Com três heel hooks, ele venceu Kaynan Duarte (campeão da categoria +99kg), Patrick Gaudio (+99kg), perdeu para Gordon Ryan (campeão absoluto) e venceu Mahamed Aly (+99kg) na disputa de terceiro lugar. Sim, isso foi surpreendente.

Mas o que quero mesmo falar é o quanto achei incrível o incentivo da Livia durante todas as lutas. Ela gritava demais quando ele ganhava, sério. E na disputa de terceiro, eles correram para o abraço <3.

Categorias femininas

Pois bem, não podia deixar de falar sobre isso. Apesar do ADCC existir desde 1998, a primeira participação das mulheres foi só em 2005. As categorias eram como as de hoje (até 60kg e acima de 60kg), com o plus do absoluto - que não existe mais. 

Em 2007, as categorias cresceram: 55kg, 60kg, 67kg, acima de 67kg e absoluto. Nos últimos dez anos, as categorias novamente foram reduzidas para as 60kg e +60kg e segue sem o absoluto. 

Mo Jassim, organizador do ADCC disse em entrevista ao podcast 'The Matburn' que está trabalhando para um crescimento. "Sinto que neste ponto do jiu-jitsu, as mulheres estão crescendo. Tem muitas mulheres talentosas. Eu sei disso, porque eu podia convidar mais cinco ou seis garotas agora, fácil".

Ele ainda disse ter feito uma enquete no Instagram perguntando se seria melhor criar outra divisão para mulheres ou aumentar de 8 para 16 competidoras nas duas já existentes. A maioria escolheu adicionar uma nova categoria e manter o número de competidoras em cada uma delas. O que, de fato, é louvável. A diferença de peso da categoria até 60kg pode ser dura, mas acima de +60kg é ainda mais dura, porque a atleta pode ter 60kg ou 160kg... Então é de se pensar.

“Como eu disse, precisamos ter paciência com as coisas. As coisas para o ADCC precisam de tempo para acontecer e já mudamos algumas coisas neste evento”, completou Mo Jassim, que foi confirmado como head para a edição de 2021.

Durante o podcast, ele também ressaltou diversas vezes que o objetivo principal é fazer ‘um bom show’ e o melhor para todos. Isso pode dar mais esperanças de vermos novas categorias femininas no ADCC 2021.

Bia Basílio, campeã da categoria até 60kg
Bia Basílio, campeã da categoria até 60kg Jiu-Jitsu in Frames

Por fim, o que tenho a dizer é que foi um PUTA evento! Eu nunca tinha acompanhado e me surpreendi. Foi a maior satisfação ter estado lá e ter recebido tantos prints durante as lutas falando 'ei, tô te vendo aqui', hahaha. Sim, quase tomei várias quedas, fui amassada e tudo mais. Mas valeu a pena.

2021: já dá pra pensar? Não sei. Se nem o André Galvão sabe ainda se a superluta vai acontecer, quem sou eu para saber se estarei lá? Na verdade só falei isso para divulgar a última parte da nossa entrevista aqui! Hahaha até a próxima.


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Fisiculturismo é um grande laboratório

Rê Spallicci
Rê Spallicci

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Muita gente me pergunta o que me fascina tanto no fisiculturismo. Alguns apostam que é o prazer de aumentar os pesos em uma competição com a gente mesmo, para descobrir nossos limites; outros imaginam que é ver o corpo cada vez mais definido… Mas poucos são os que realmente acertam! O que me fascina no fisiculturismo não são os resultados físicos, mas sim, resultados que podemos levar do palco para todas as pessoas!

Assim como a Fórmula 1 é um laboratório para as tecnologias que teremos em nossos carros, no futuro, o fisiculturismo é um laboratório, a fim de  que, depois, as pessoas comuns possam utilizar  em suas vidas o conhecimento aprendido no esporte.

Um desses casos é a utilização de equipes multidisciplinares para a perda de peso, por exemplo!

No fisiculturismo, a formação de equipe com vários profissionais para o acompanhamento dos atletas é uma realidade. Eu mesma tenho todo um staff que me acompanha –  preparador físico, nutricionista, médico, coachs – , que me auxiliam em diversas  abordagens, para  eu poder alcançar os objetivos a que me propus.

 E este mesmo conceito pode ser atribuído a pessoas que querem perder peso e têm problemas em seguir dietas. 

Segundo estudo científico, conduzido pelos especialistas norte-americanos George L. Blackburn, MD, PhD; Isaac Greenberg, PhD; Anne McNamara, RN; Daniel Rooks, PhD, FACSM; Shannon Fischer, MA; e Kristina Day, RD, LD, os cuidados multidisciplinares, voltados para pequenas etapas e abordagens práticas para a mudança de estilo de vida,  podem ser um meio efetivo de tratamento para muitos pacientes que apresentam dificuldade para a perda de peso.

Isso porque, cada membro do time, formado por médicos, nutricionistas, especialistas em exercícios, terapeutas comportamentais e enfermeiros, traz um conjunto único de habilidades para atender às diferentes necessidades do paciente. Os médicos, por exemplo, pesquisam problemas que podem afetar a perda de peso, enquanto os nutricionistas ajudam os pacientes a aprenderem, gradualmente, a comer menos e a incorporarem alimentos saudáveis em suas dietas. Os especialistas em exercícios ensinam formas práticas de integrar a atividade física no dia a dia, e os terapeutas comportamentais trabalham o preparo mental de todo esse processo de mudança de estilo de vida.

“Estratégias eficazes de tratamento para sobrepeso e obesidade têm sido evasivas. Ao longo dos anos, tornou-se evidente que os objetivos drásticos de perda de peso e abordagens estreitas para o tratamento da obesidade raramente são eficazes, e que uma estratégia mais ampla e multidisciplinar, baseada em pequenas e práticas mudanças de estilo de vida, é mais viável para os pacientes e produz resultados mais duradouros”, ensinam os profissionais em artigo científico, publicado no site Bariatric Times.

Outro ponto, que alguns atletas de fisiculturismo já utilizam há algum tempo, e que passa a ficar mais comum em outras abordagens, é o uso da Programação Neurolinguística (PNL), metodologia que permite compreender a busca do autoconhecimento e identificar nossos modelos mentais, para que possamos questioná-los, refletir sobre eles e, se preciso, ressignificá-los.

Hoje se sabe que ela também pode ser uma aliada na perda de peso, pois a  forma como pensamos tem enorme poder sobre nossas atitudes, e é possível reprogramar esse modelo mental, para que alcancemos nossos objetivos.

E isso serve para todos os segmentos de nossa vida, desde a perda de peso até ganho de massa ou qualquer outro resultado que busque para  seu corpo.

Segundo essa técnica, simples mudanças em nossa forma de enxergar o mundo podem trazer resultados significativos. Trocar frases negativas, como “Eu NÃO quero engordar” por “Eu quero emagrecer” ou “Vou ter uma alimentação saudável” ao invés de “NÃO posso comer doces e massas” seria valioso na busca pela vitória contra a balança.

Ou seja, tudo aquilo que nós, atletas, utilizamos há um tempo serviu de modelo para que outras pessoas possam se beneficiar do nosso aprendizado.E este talvez seja o maior legado do fisiculturismo e que tanto me fascina!

Busque seu propósito. Deixe seu legado.

Rê Spallicci


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Arbitragem feminina e mulheres sofrem discriminação em programa de rádio

Renata Ruel
Renata Ruel

Quem acha que a discriminação no futebol acabou está enganado. Infelizmente ela ainda existe e está bem explícita, inclusive em programa esportivo, como se pode observar nas declarações do senhor Daniel Campelo na rádio Jovem Pan Ceará, no último domingo (13). Quando questionado sobre o que acha das mulheres estarem tomando conta da arbitragem, respondeu: “Não acho uma boa não. Acho que mulher tem que tomar conta da casa, e do marido e dos filhos.”

Mulheres ainda são vítimas de preconceito
Mulheres ainda são vítimas de preconceito Angelo Blankespoor/Soccrates/Getty Image

Com a repercussão negativa de sua fala, Campelo teve a oportunidade de se desculpar na mesma rádio nesta segunda (14), porém ratificou seu comentário anterior e ainda acrescentou algumas falas a mais como: “esse negócio de mulher metida com macho dentro de estádio”, e suas palavras não pararam por aí.

César Augusto, operador de áudio da Rádio Jovem Pan CE, publicou em seu Twitter que o Sr Daniel não faz mais parte da equipe de esportes da rádio.


O Sr Campelo demonstrou com palavras um pouco do que o treinador do Bahia, Roger Machado, disse durante sua entrevista coletiva, após jogo no sábado (12) contra o Fluminense: “Para mim nós vivemos um preconceito estrutural, institucionalizado. O preconceito que sofri não foi de injúria racial. O que sofro é quando vou a um restaurante e só tem eu de negro. Fiz uma faculdade onde era só eu era negro. As pessoas podem falar que não há racismo porque estou aqui e eu nego: há racismo porque só eu estou aqui.” E não parou por aí: “Esses casos que vêm aumentado agora, de feminicídio, homofobia e preconceito racial, mostram que a estrutura social é racista. Ela sempre foi racista.”

Ou seja, o preconceito não acabou, ao contrário, está mais vivo do que nunca no Brasil e presente no futebol. Ainda há discriminação com mulheres, com negros, há homofobia. Não, não podemos generalizar, existe sim quem lute para que todos tenham o seu espaço, para no âmbito profissional se analisar a competência, a qualificação e não o gênero, a idade, cor de olhos entre outros.

Já escutei muitas coisas neste tempo que trabalho com o futebol, por exemplo: “Eu não me casaria com uma mulher que trabalha com futebol.”; “Não estou feliz em saber que você tem mais sucesso profissional do que eu que sou homem.”; “Torço para mulheres reprovarem no teste físico.. Sim, vi colegas sendo chamados de “macaco”, mulheres de coisas que não me sinto confortável em reproduzir e muito mais.

Uma mudança cultural se faz necessária, o respeito ao próximo deve prevalecer. Pois chega de preconceito e lugar de mulher é onde ela quiser.

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Arbitragem feminina e mulheres sofrem discriminação em programa de rádio

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Seis dicas de musculação para ótimos resultados!

Rê Spallicci
Rê Spallicci

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Hoje,  resolvi fazer uma coluna com dicas práticas para você que curte o fisiculturismo e também a musculação. São aprendizados simples que obtive em anos de treinamento, e que podem  ajudá-lo a rever conceitos e otimizar  seu treino! Lembrado que você deve  ter sempre o acompanhamento de um profissional!

Dica 1: Aumente sempre os pesos

A primeira dica de musculação, que fará a maior diferença na sua taxa de ganho muscular, é que você deve adicionar consecutivamente mais peso à barra.

Não importa quantos princípios sofisticados você use. Se  não estiver aumentando a quantidade total que está levantando, não estará construindo músculos tão rapidamente quanto deveria.

A prioridade número um de qualquer programa de treinamento para ganhar massa muscular deve ser o levantamento de pesos cada vez mais pesados.

Quando você fica "preso" e não consegue aumentar o peso,  é o momento em que deve  utilizar outras estratégias... E aí, sim, começa a aumentar o potencial do seu corpo.

Qualquer protocolo sofisticado não terá nenhum efeito prático até você conseguir levantar pesos mais pesados.

Dica 2: Cuidado ao treinar até a fadiga muscular

A segunda dica de musculação em que se deve  prestar atenção é a regra da fadiga muscular. Algumas pessoas acreditam que fadigar todo e qualquer conjunto é a melhor maneira de construir músculos. Elas acham que, para obter um músculo para crescer, você precisa esgotá-lo completamente.

Embora seja verdade que  é  preciso levar os músculos além do nível de conforto para poder ver o progresso, você pode encontrar vários problemas ao elevar a falha a cada série.

A primeira questão importante é a fadiga do sistema nervoso central. Programas de treino projetados para ir ao extremo sempre serão muito desgastantes para o CNS.

 Após algumas semanas desse programa, é altamente provável que você encontre o CNS tão exausto que não consegue nem levantar o peso que costumava usar para o número necessário de repetições.

O segundo problema de ir à fadiga é que, se você fizer isso no primeiro exercício do dia, não terá muita energia para o segundo, terceiro e quarto exercícios.

 Como você deve fazer pelo menos alguns exercícios diferentes em cada treino, tal procedimento se torna muito difícil de realizar.

Em vez disso, tente fazer uma ou duas repetições sem fadigar. Isso ainda fará com que você force seu corpo e trabalhe no nível de intensidade necessário para construir músculos, mas evitará que você tenha que terminar o treino de forma prematura.

Dica 3:  Não treine menos em dois grupos musculares de uma só vez

A dica número três para musculação é focar nos exercícios compostos. Você só tem uma quantidade limitada de tempo que pode gastar na academia todos os dias, devido a restrições de agenda e recuperação; por isso, se você perder esse tempo com exercícios que funcionam apenas em um ou dois grupos musculares menores, não estará maximizando exatamente seu potencial.

Em vez disso, siga a regra: para 80% do seu treino, você só fará exercícios que trabalhem em pelo menos dois grupos musculares.

 A pressão do ombro, por exemplo, trabalhará os ombros e o tríceps. O agachamento vai trabalhar os quadríceps e os isquiotibiais. O supino trabalha os ombros, o peito e o tríceps (mesmo o bíceps em um grau muito pequeno).

Em levantamentos compostos, você normalmente consegue levantar mais peso e, como leu na primeira dica deste artigo, você sabe que isso é fundamental para o sucesso.   

Dica 4: Abasteça seu corpo antes e depois do treino

A quarta dica a seguir com o seu programa de exercícios de musculação é garantir que você esteja abastecendo seu corpo adequadamente antes e depois do treino.

 Não conseguir obter os aminoácidos que seu corpo usará para sintetizar a nova massa muscular ou os carboidratos que fornecem energia para formular o novo tecido muscular é um erro crítico que vai gerar falta de resultados.

Se há um momento em que você não pode errar em sua nutrição, é nesses dois pontos do dia.

Durante o resto do dia, você pode ser um pouco mais flexível em termos de horários e composição das refeições, desde que ainda atenda às suas necessidades de calorias e macronutrientes. Mas antes e depois do treino, as coisas precisam estar 100% ativadas.

 Dica 5: Nunca passe mais de duas semanas sem progredir

Se você já alcançou um ponto em seus treinos e parece que não está ganhando mais músculos, esse é um sinal claro de que você está em um platô.

Os platôs tendem a impactar quase todos em algum momento ou outro, a menos que você esteja tomando muito cuidado para evitá-lo. 

O que exatamente é um platô? Um platô pode ser definido como qualquer ponto no tempo em que você passa mais de duas semanas sem nenhum tipo de progresso. Para um atleta dedicado, isso significa desperdício de tempo e esforço da academia.

Para impedir que esse platô ocorra, seu trabalho é garantir que algo em seu programa esteja sempre mudando. Pode ser a ordem em que você realiza os exercícios, a quantidade de descanso entre as séries ou até o tipo de exercício que está realizando.

Se você não puder  aumentar o peso em uma sessão sucessiva, está na hora de mudar alguma coisa. Se você fizer isso, terá a certeza de obter os resultados que procura.

Dica 6: Lembre-se de que o descanso é obrigatório

Finalmente, para terminar nossas dicas de musculação, lembre-se sempre de descansar. Muitas pessoas cometem o erro de treinar com muita frequência, sem dar tempo para a recuperação.

 Se você não permitir que o corpo descanse antes de voltar à academia, em vez de ficar mais forte, está apenas ficando mais fraco e cansado.

 Idealmente,  deve tirar um dia de folga entre cada treino de levantamento de peso, mas, se preferir optar por  uma divisão superior / inferior que o faça malhar com maior frequência, certifique-se de ter pelo menos dois dias inteiros por semana.

São estas as dicas que deixo hoje aqui para vocês! Sei que não há nenhuma invenção da roda, e que muitas delas vocês já sabem e praticam. Mas, muitas vezes, temos que ser lembrados do simples e óbvio para não cair no esquecimento. Espero que tenham curtido e até a próxima!

 Busque o seu propósito. Deixe seu legado.

Rê Spallicci

 

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Inspiração para a sua jornada no fisiculturismo

Rê Spallicci
Rê Spallicci

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Uma das coisas mais fascinantes no fisiculturismo é a individualidade. Sim, porque nenhuma transformação, nenhuma dieta, nenhum corpo, nenhum treino é exatamente igual ao outro.

Cada atleta percorre sua própria jornada para chegar ao topo e, muitas vezes, os caminhos são completamente diferentes.

Com isso, quero deixar claro que não existe uma receita única de sucesso, mas sim, exemplos de pessoas que chegaram lá e que podem nos ensinar algo. Por isso, hoje separei algumas dicas de atletas internacionalmente destacados no esporte para você se inspirar!

 Lony Pizarro, modelo de fitness, fisiculturista WBFF e NGA Pro

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“Se você não tiver um objetivo definido e específico, estará perdendo seu tempo. Quanto mais específico você for, maior a chance de chegar ao corpo ideal. Pergunte a si mesmo: ‘Por que eu quero alcançar esse corpo? ’ Se suas respostas não forem fortes o suficiente, você nunca terá sucesso e, mesmo se conseguir, o resultado não será tão gratificante. Certifique-se de que sua meta  é realmente o que você deseja e que vale todo o esforço. Transformar seu corpo pode ser um caminho muito longo e difícil ou um caminho curto e difícil, porque o corpo humano é complexo, e todos os detalhes são importantes. O conhecimento e a orientação de um treinador experiente podem ajudá-lo a evitar anos de tentativa e erro.”

Whitney Wiser, concorrente do IFBB Pro Olympia

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“Às vezes, ficamos tão fixos no plano que deixamos que um erro ou dia imperfeito nos desencorajem... E jogamos a toalha completamente. Por exemplo, continuar a comer excessivamente após um pequeno acidente na sua dieta é como pegar um pneu furado e depois cortar os outros três apenas porque um já está bagunçado. Nem faz sentido. As mudanças acontecem durante um período de tempo para tomar boas decisões de forma consistente - não sendo perfeitas.O fator dominante nas pessoas que alcançam o sucesso é que elas acreditam que podem atingi-lo. Se você fala consigo mesmo de uma maneira negativa – ‘Eu nunca vou perder peso’, ‘Eu odeio minha aparência’, ‘Eu não posso fazer nada certo’ - como você pode esperar que melhore? Se você não disser à outra pessoa, não diga a si mesmo. Em vez disso, diga algo positivo, como: ‘Talvez ainda não esteja aonde quero estar, mas chegarei lá, não importa quanto tempo leve.’”

 Tobias Young, Treinador Fitness Online

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“O fisiculturismo é uma maratona, não uma corrida de curta distância. Depois de atingir  certo nível de condicionamento físico, você deseja mantê-lo; portanto, aprenda os hábitos saudáveis que criarão uma verdadeira mudança de estilo de vida e não apenas uma rápida perda de peso de alguns quilos. Já vi muitas pessoas adotando dietas malucas que prometem perda de peso extrema em um curto período de tempo. Mas dietas radicais podem queimar músculos e danificar o metabolismo, causando o efeito sanfona, o que  leva à frustração e à busca de outra solução rápida. É assim que se inicia um ciclo vicioso.Quando se trata de nutrição, comece com os fundamentos básicos:

Tente comer proteína magra a cada refeição;

Coma a maioria dos carboidratos antes e depois do treino;

Evite comer carboidratos simples demais ao longo do dia e tente obter carboidratos complexos como sua principal fonte. O pós-treino pode ser uma exceção.

Adicione vegetais às suas refeições para obter mais nutrientes e fibras.

Hidrate-se corretamente.”

“E, para fechar, deixo aqui uma citação daquele que é um dos maiores ícones do fisiculturismo: Arnold Schwarzenegger: ‘A pior coisa que posso ser é o mesmo que todo mundo.’” 

Portanto, conheça histórias, aprenda com os exemplos, inspire-se, mas crie a sua própria jornada sempre.

Busque seu propósito. Deixe seu legado.

Rê Spallicci

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Você sabe o que é vigorexia?

Rê Spallicci
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Eu sou uma atleta de fisiculturismo e, obviamente, amo todos os comportamentos que aprimoramos por meio do esporte: resiliência, disciplina, humildade, coragem e tantos outros.

 Mas não podemos tampar o sol com a peneira e negar que, muitas vezes, a obsessão por um corpo perfeito pode levar algumas pessoas aos transtornos alimentares. E uma das mais comuns entre os fisiculturistas é a vigorexia, também conhecida como dismorfia muscular, uma preocupação patológica com músculos e magreza que afeta, principalmente, indivíduos do sexo masculino, mas que pode também afetar mulheres.

 As causas da vigorexia

A vigorexia implica uma insatisfação específica com a musculatura e não com o corpo como um todo, com uma discrepância entre o imaginado e o real.

Concentrando-se abertamente na imagem corporal, alguns atletas são induzidos a desejar uma figura inatingível. Tal compulsão inclui passar horas na academia, gastando quantidades excessivas de dinheiro em suplementos desportivos ineficazes, padrões alimentares anormais ou mesmo abuso de substâncias.

Quem a vigorexia afeta?

A vigorexia pode afetar qualquer pessoa, mas é mais prevalente em homens do que em mulheres. Embora os números sejam difíceis de estimar, até 100 mil pessoas ou mais em todo o mundo atendem aos critérios diagnósticos formais da população em geral.

A prevalência entre atletas ainda não foi determinada por meio de estudos clínicos formais, e grande parte da informação foi extrapolada da população geral.

À medida que as influências sociais mudam e promovem um físico mais musculoso, as crianças cada vez mais jovens correm maior risco de desenvolver distúrbios da imagem corporal, como a dismorfia muscular.

Os dados que descrevem o efeito da vigorexia em mulheres também são muito limitados. No entanto, os pesquisadores reconhecem que as mulheres podem ser afetadas, embora o impulso muscular seja menor que o observado nos homens.

 Diagnóstico

 Atribuir vigorexia a um único fator causal é difícil. Alguns atribuem essa desordem ao efeito da mídia e da cultura popular, enquanto outros estão inclinados a fatores predisponentes psicológicos individuais.

Quaisquer que sejam as causas, a vigorexia é uma preocupação crescente, particularmente em termos de identificar as pessoas mais suscetíveis ao seu desenvolvimento.

Estudos de casos clínicos sugerem que a vigorexia é encontrada com mais frequência em pessoas que não estão satisfeitas com seus corpos e fortemente envolvidas em atividades de desenvolvimento muscular. A vigorexia pode ter um efeito profundo em todos os aspectos da vida, muitas vezes interferindo na função diária normal.

Em estudos sobre o tema, um homem com essa doença detalhou como ele perdeu o nascimento de seu primeiro filho porque ele teve que terminar seu treinamento de seis horas.Outro testemunhou que perdeu sua posição de prestígio em um conhecido escritório de advocacia, porque teve de cumprir uma dieta rigorosa.

Dismorfia muscular e abuso de substâncias

Muitas pessoas que não conseguem alcançar objetivos pessoais ou lidam com as pressões dos treinadores, em relação a uma imagem corporal ideal irrealista, podem recorrer a esteroides anabolizantes ou outras substâncias perigosas para realizar suas aspirações.

Certamente, nem todos aqueles que estão em risco de desenvolver vigorexia recorrem ao uso de esteroides anabolizantes, mas todas essas pessoas correm o risco de sofrer danos devastadores à sua autoestima e ao seu bem-estar físico e emocional.

Muitas pessoas com vigorexia ou sintomas semelhantes recorrem ao uso exagerado de suplementos esportivos e nutricionais e tomam doses mais altas desses produtos do que o recomendado, o que pode predispor a uma variedade de problemas de saúde.

Tratamento da vigorexia

As pessoas com vigorexia, muitas vezes, não procuram tratamento. Então um dos maiores obstáculos é convencer o paciente a aceitar ajuda.

A vigorexia responde bem aos mesmos tratamentos que ajudam outros transtornos alimentares. O tratamento deve se concentrar inicialmente na normalização dos padrões de alimentação e exercício, e também na abordagem dos pensamentos obsessivos.

Aqueles que responderam melhor foram tratados com medicamentos antidepressivos, como a fluoxetina (Prozac, Eli Lilly e Co, IN), isoladamente ou em combinação com a terapia cognitivo-comportamental.

Meu objetivo com este texto é alertar o quanto a obsessão por um corpo perfeito pode produzir efeitos devastadores e transtornos alimentares sérios. Eu sou uma adepta da busca pelo corpo que você considere o ideal para você, mas sempre de uma forma leve e, principalmente, saudável e de acordo com  sua genética.

Alertar sobre os transtornos alimentares é um dever de todos nós que militamos nos esportes fitness! E eu sempre que posso faço a minha parte!

Busque seu propósito. Deixe seu legado.

Rê Spallicci

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Primeira fisiculturista brasileira no Pan de Lima, Carla Lobo divide experiências

Rê Spallicci
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No dia 14 de setembro, no final do Pan-americano de Lima, eu fiz uma matéria aqui na minha coluna sobre a participação brasileira na primeira competição de fisiculturismo da história dos jogos.

E hoje, tenho o prazer e a honra de trazer uma entrevista exclusiva que fiz com nossa representante feminina no Pan Lima 2019, Carla Lobo. Ela conta sobre sua carreira, experiência nos jogos e planos para o futuro. Confira!

Renata Spallicci - Conte-nos um pouco sobre  sua história no esporte. Antes do fisiculturismo já praticava outro esporte? E como o fisiculturismo entrou em sua vida?

 Carla Lobo – Desde criança, amo esportes. Comecei no ballet, depois ginástica olímpica, ginástica aeróbica, maratonas e entrei no mundo do fisiculturismo há três  anos. Em 2015, eu estava insatisfeita com meu corpo e queria realmente transformá-lo. Estava com percentual de gordura alto, pouco peso e não me sentia confortável. Passei a fazer um programa de musculação e nutrição mais intenso e, em setembro de 2016, já participei de minha primeira competição. 

 Renata Spallicci - Quais as maiores dificuldades que enfrentou no esporte?

 Carla Lobo – Batalhar contra uma genética de corredora, com perfil magro e que tinha muita resistência, mas pouca força. A dieta a seguir também é muito complicada e, infelizmente, ainda há um preconceito contra o fisiculturismo. Mas  sinto que a cada dia tal postura vai ficando para trás.

Renata Spallicci - Desde quando compete e quais suas principais conquistas?

 Carla Lobo – Comecei a competir em setembro de 2016 e “de cara” fui vice-campeã na Copa Body Classic. Terceiro lugar do Mister Santos, em 2016, campeã brasiliense, em 2017 e 2018, segundo lugar no campeonato brasileiro, em 2018, terceiro lugar sul-americano, top 7 no Arnold e outros campeonatos. 

Renata Spallicci - Como foi que  se tornou uma atleta olímpica e como se deu a seletiva para atuar no Pan?

 Carla Lobo – Até minha sétima competição eu era body fitness e resolvi mudar para o fitness coreográfico, por saber que era uma das categorias olímpicas. Então, em 2018, passei a me preparar nessa categoria, fui campeã estadual, vice-brasileira e terceira no sul-americano no Paraguai e na Guatemala, e esta sequência me levou ao Pan. 

Renata Spallicci - Como funciona o fisiculturismo no Pan para mulheres? Quais as categorias e os critérios de julgamento?

Carla Lobo – A única categoria feminina do Pan é o Fitness Coreográfico ou Womans Fitness, e somos julgadas em duas apresentações. Uma primeira, na qual fazemos uma apresentação coreográfica com duração  de um minuto e trinta. Nesta apresentação, são avaliados quesitos como força, flexibilidade, força estática e dinâmica, desenvoltura no palco. Depois, trocamos de roupa, colocamos o biquíni e fazemos o desfile, que é a segunda etapa do nosso julgamento.  Nessa  etapa é avaliado o shape: simetria, densidade muscular, feminilidade, etc.  

 Renata Spallicci - Como você avalia  sua primeira experiência no esporte olímpico?

Carla Lobo - Uma experiência inédita! Como foi a primeira vez do fisiculturismo no Pan, me senti honrada em ser a pioneira no Brasil, e também isso me levou a ter uma enorme  responsabilidade para fazer o melhor possível e dar o meu máximo. Não consegui trazer medalha, mas sei que dei o meu melhor e fiz uma boa apresentação. E mais do que isso, sei que estou abrindo portas para outras atletas no futuro.

 Renata Spallicci - E como foi a sensação de participar de uma festa como o Pan? Estar na Vila, participar das cerimônias de abertura e fechamento?

Carla Lobo – É algo indescritível! Estar com os outros esportistas de outras modalidades, tendo a valorização como atleta é algo fantástico. A organização e o atendimento do Comitê Olímpico Brasileiro e do comitê organizador local foram perfeitos. Como minha competição foi bem no final do Pan, eu não participei da cerimônia de abertura, mas estava lá na de fechamento e foi um momento surreal em minha vida... E que guardarei para sempre. Uma emoção que não tem igual. O lema que os jogos carregaram foi:  “Jogamos Todos”, e eu me senti exatamente assim, sem nenhuma discriminação de esportes, igual perante todos os atletas!

 Renata Spallicci - Quais os planos do esporte para as Olimpíadas? Você vai participar?

 Carla Lobo – Eu tenho um sonho, mas ainda não é certo que o fisiculturismo estará nas Olimpíadas. Estou torcendo por isso, mas acredito que na de Tóquio ainda não estará.

 Renata Spallicci - Quais suas expectativas agora para sua carreira?

 Carla Lobo – Eu sou personal trainer, pós-graduada em fisiologia do exercício desportivo, mas nada me deu tanto conhecimento quanto minha atuação como atleta. Vou, então, agregar este conhecimento prático à teoria e continuar atendendo aos meus alunos, transformando vidas e pessoas. Não só na parte física, mas também na mental.

Renata Spallicci - Que conselho daria para quem quer entrar neste esporte?

Carla Lobo – Tenha força, foco e fé! Estas três palavras são meu lema e é realmente muito aplicado ao fisiculturismo. Quem for entrar no esporte tem de saber que é uma modalidade que exige demais, que é preciso ter muito discernimento para não se perder, muita consciência da dieta e responsabilidade sobre si. O fisiculturismo é um esporte do autoconhecimento, então, o primeiro conselho é avaliar: o que é ser atleta para você? Para mim, ser atleta é um estilo de vida, não é somente subir no placo e dar um show, mas sim, ter todas as suas escolhas baseadas nessa carreira que escolheu. Tem que  gostar do que  faz, abraçar a causa e saber que somos formadores de opinião e, como tal, temos responsabilidades com nossa imagem, nossas palavras e nossas atitudes. 

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Gratidão, Carla, pela oportunidade de compartilhar aqui  com a gente essa sua experiência fantástica! E espero que vocês tenham gostado tanto quanto eu gostei! 

Busque seu propósito. Deixe  seu legado.

Rê Spallicci

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A mulher tem mais dificuldades físicas para ser uma fisiculturista?

Rê Spallicci
Rê Spallicci
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Muitas meninas me perguntam se nós, mulheres, em relação aos homens,  temos mais dificuldades para nos tornarmos fisiculturistas. Sim, a verdade é que temos de driblar mais questões genéticas e hormonais, além, é claro, do preconceito!

 Nós temos níveis muito mais baixos do hormônio testosterona do que os homens, o que torna mais difícil ganhar músculos. Temos também níveis muito mais altos de estrogênio que os homens, o que faz com que retenhamos mais gordura.

 De acordo com o Conselho Americano de Exercício, nem todas as mulheres têm capacidades iguais para ganhar massa muscular. A genética desempenha um papel fundamental. Por exemplo, mulheres que têm uma estrutura corporal mesomórfica, que apresenta musculatura natural, têm uma vantagem sobre os ectomorfos e endomorfos. Além disso, algumas mulheres têm níveis mais altos de testosterona que outras, o que lhes dá uma vantagem no desenvolvimento muscular. Apesar dessas diferenças genéticas, a maioria das mulheres experimentará um aumento de 20 a 40% na força, após vários meses de treinamento.

Ou seja, aplicando estratégias-chave ao nosso estilo de vida, com exercícios e dieta orientados, pode-se adquirir um corpo musculoso e bem torneado.

 E é sobre estas estratégias que vou lhes falar agora:

 Exercícios cardio

 As mulheres, em geral, carregam uma porcentagem maior de gordura corporal do que os homens. Para ser um fisiculturista de sucesso, é importante reduzir a gordura corporal,  em especial diretamente sob a pele. Consequentemente, você deve se concentrar em sessões frequentes de exercícios aeróbicos de baixos a moderados.

Durante o exercício aeróbico, a maior porcentagem de calorias queimadas é proveniente de gordura. Fisiculturistas devem realizar de 35 a 45 minutos de exercícios aeróbicos, cinco dias por semana. Para determinar a intensidade de seu exercício aeróbico, você precisa determinar a sua zona alvo de frequência cardíaca. Sua zona de treinamento é determinada subtraindo sua idade de 220, e multiplicando o resultado entre 50 e 85%. Para um treinamento de intensidade muito baixa, sua frequência cardíaca deve ser mantida mais próxima do nível de 50%, por pelo menos 20 minutos. Para um treinamento de intensidade muito alta, sua frequência cardíaca deve estar mais próxima do nível de 85%.

Dieta

 De acordo com muscleandstrength.com, mulheres que estão tentando perder gordura e desenvolver um corpo magro e forte devem seguir uma dieta pobre em carboidratos. As mulheres tendem a queimar uma proporção maior de gordura e carboidratos do que os homens, é o que se  afirma no site.  A proteína é necessária para desenvolver músculos e deve ser consumida em pequenas refeições ao longo do dia. A proteína que você consome deve ter todos os nove aminoácidos essenciais. Exemplos de proteínas completas:  carne, peixe, aves, claras de ovos, soja e soro de leite. Cada refeição também deve conter gorduras monossaturadas, como salmão, azeitonas, a maioria das nozes e abacates. Os carboidratos que você consome, em quantidades limitadas, devem ser carboidratos complexos que são aqueles que fornecem energia sustentada. Exemplos de carboidratos complexos:  frutas, legumes, macarrão integral e feijão.

Treinamento

 De acordo com muscleandstrength.com, as mulheres não devem treinar de maneira muito diferente à dos  homens. Em vez de usar pesos leves e realizar de 15 a 20 repetições, você deve levantar pesos relativamente pesados e manter suas repetições entre 6 e 12. Seu foco deve estar no uso de pesos livres e na execução de exercícios compostos – os que  utilizam o músculo motor principal e os músculos estabilizadores para executar o levantamento. Exemplos de exercícios compostos são agachamentos, supino inclinado, linhas verticais e prensas suspensas. Também é importante descansar o suficiente, enquanto você treina, pois o crescimento e o reparo muscular ocorrem durante o descanso.

 Conclusão

Em resumo, como tudo na vida, nós, mulheres, podemos e devemos fazer aquilo que tivermos desejo! E com o fisiculturismo não é diferente. Com as estratégias certas conseguiremos, sim, chegar ao corpo dos nossos sonhos, sempre ressaltando, é claro, a necessidade de acompanhamento profissional e de muita disciplina

Além dessas questões, como já citei, infelizmente, as mulheres do esporte ainda têm que driblar uma série de preconceitos, mas isso já faz parte da nossa natureza feminina, é ou não é? E quem disse que olhares tortos ou opiniões contrárias vão limitar nossos sonhos?

Por isso, se você sonha em ser uma fisiculturista, se jogue e vá em busca dos seus sonhos! E, se precisar de qualquer ajuda, conte comigo!

 Busque seu propósito. Deixe seu legado. 

Rê Spallicci

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Ter feito uma série sobre assédio nos tatames mudou a minha vida

Mayara Munhos
Mayara Munhos
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Em março de 2017 fiz algo que não esperava que mudaria minha vida para sempre: uma série sobre assédio nos tatames. Algo delicado de ser dito, que eu sabia que podia me acarretar coisas positivas, mas negativas também e que eu nunca tinha visto ser abordado.

Foi o que aconteceu. Há pouco mais de dois anos, quando decidi ‘pagar o preço’ independentemente do que pudesse vir a acontecer, eu lancei a série dividida em cinco partes. Para que ela saísse do papel, eu fiz uma pesquisa com mulheres do meio, totalmente anônima, e obtive mais de 250 respostas. O resultado foi triste. E por conta disso, eu demorei ainda mais para conseguir publicar.

Comecei a pesquisar no final de 2016 e botei no ar só uns 3 meses depois. Eu quase desisti. Eu recebi depoimentos chocantes. Uns de mulheres abusadas quando crianças, outros que eu consegui identificar de onde vinham, alguns que eu nunca esperava ouvir. Eu tive que digerir tudo aquilo e pensar em como levar para frente. E aqui está!

Assédio nos tatames (parte 1) – Introdução
Assédio nos tatames (parte 2): A culpa não é da mulher
Assédio nos tatames (parte 3): Dentro ou fora?
Assédio nos tatames (parte 4): Também pode ser moral
Assédio nos tatames (parte final): Como e para quem reportar?

Eu não precisei falar sobre absolutamente nada pessoal ali, porque não era um depoimento meu. Era uma pesquisa, com dados, números – o que mostrava que aquele comportamento dentro do tatame, cometido por pessoas se aproveitando de seu poder ou submissão que o jiu-jitsu pode proporcionar, era completamente normal. Isso foi primordial para que a minha série tivesse credibilidade. Eu não estava opinando ou querendo ‘dar o troco’ por já ter passado pela situação, mas estava mostrando com dados o quanto isso era normalizado e que precisávamos levar para frente e mudar essa situação.

Decidi falar sobre isso novamente porque UOL lançou uma série sobre o mesmo assunto e isso mexeu bastante comigo. Mas o que quero destacar é que me deixou muito feliz (apesar da situação) ver que as pessoas estão olhando mais para esse lado e, mais do que isso, que as mulheres estão se encorajando a falar sobre sem medo das consequências ruins que podem sofrer.

A ideia da série (“Vozes no tatame”) é que as mulheres ‘deem a cara a tapa’ e usem a hashtag #QueroLutarEmPaz para expor situações de assédio que sofreram no meio das artes marciais.

Eu digo com toda certeza que a série que escrevi em 2017 mudou minha vida porque, de fato, ela mudou. Ela mudou minha maneira de ver o mundo, ela me fez lutar mais pelas causas que acredito. Ela me fez ser uma pessoa mais tolerante, tanto com homens quanto com mulheres. Me fez ter paciência de sentar e conversar com meus amigos de treino ou professores sobre o que me incomoda ou então, de levar para frente alguma situação de alguém que convive comigo.

E me fez estender a mão para as mulheres cada vez mais para que elas saibam que podem contar comigo e com muitas outras para superar esse tipo de situação. Hoje, comandando uma turma feminina de jiu-jitsu, por exemplo, vejo o quanto é importante ter diálogo com elas para que se sintam à vontade em me reportar qualquer coisa do tipo, bem como se sintam tranquilas de estarem ali, entre mulheres que se entendem e se respeitam - e homens também, no treino misto, o que é uma premissa dentro da minha equipe: respeito e caráter.

A série me alertou para coisas que eu mesma já sofri. Me acarretou uma mudança de equipe que, sem dúvida alguma, foi uma das melhores decisões que tomei na minha vida. Me trouxe apoio mesmo que eu nunca tenha falado nada sobre minha pessoa ali e me fez acreditar ainda mais que devemos lutar até o fim – dentro e fora dos tatames.

Algumas pessoas me procuraram para parabenizar, outras para me agradecer, outras para palestrar, algumas outras ainda para me contar que viram minha pesquisa citada em algum lugar. Mulheres que passaram pela situação se fortaleceram a deixarem suas equipes e contarem suas histórias. Apesar da pesquisa ter sido anônima, algumas me deixaram contato e me pediram uma conversa e eu fiz questão de chamar cada uma delas. Vai que seja minha missão na terra :)

Também tive problemas, conversas tensas com pessoas que discordaram, perdi algumas amizades próximas que gostava muito... Nem tudo são flores – bem como o motivo que me fez escrever a série.

Eu sempre estive muito envolvida com mulheres do jiu-jitsu e, por conta disso, eu ouvia muitos relatos. Esse foi o primeiro motivo pelo qual eu optei por escrever a minha série. Eu precisava dar uma voz para aquelas mulheres que se sentiam coagidas. Eu espero tê-las ajudado.

Depois que publiquei, também recebi alguns questionamentos: mas e você, Mayara?

Eu não gosto de explanar minhas situações pessoais para o mundo. Afinal, apesar de ser o meu blog, o meu trabalho foi jornalístico. Mas 'e eu' posso dizer que quando tinha 13 anos, um ex-colega de treino dominou uma posição durante a luta e me lascou um beijo na bochecha – me pediu desculpas e disse que ‘não aguentou’ – ele já era maior de idade.

'E eu' posso dizer que um ex-colega de equipe, quando eu tinha 14 anos, me chamou depois de ter me visto lutando com um cara, para ‘me aconselhar’ que eu não treinasse com ele por ter percebido que estava com más intenções comigo.

'E eu' posso dizer que, não mais criança, precisei driblar comentários maldosos de um ex-professor com muito jogo de cintura para não ser taxada de louca dentro da academia. Pessoas já viram, pessoas sabiam, pessoas falavam comigo sobre o assunto, pessoas relatavam situações que já tinham passado... Mas ninguém se propôs a me ajudar nessa. Sozinha é mais difícil, né?

Portanto, a repercussão do assunto é extremamente importante. Só repercutindo as mulheres terão coragem de falar, anonimamente ou não. Só juntas vamos conseguir, cada vez mais, diminuir os casos. E só falando os homens também vão poder entender a gravidade do problema e entrar nessa com a gente.

Obrigada por terem levado a ideia para frente. Obrigada por se posicionarem também. E força, a cada uma que já passou por cada tipo de situação e parabéns, pela coragem de não terem medo de dar a cara a tapa.

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Ter feito uma série sobre assédio nos tatames mudou a minha vida

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Fisiculturismo no Pan: Carla Lobo fez história como primeira brasileira na disputa

Rê Spallicci
Rê Spallicci

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Quando subiram ao palco dos Jogos Pan-Americanos de Lima, que terminaram no último domingo, dia 11/08, os atletas brasileiros, Carla Lobo e Juscelino Santos, fizeram história. Isso porque eles foram os representantes do Brasil na primeira vez em que o fisiculturismo integrou as competições do Pan.

 Para todos nós que militamos no esporte, a entrada do fisiculturismo como um esporte olímpico é uma grande vitória, pois o leva  a um novo patamar, aumentando sua visibilidade, importância e até mesmo possibilidade de mais patrocínios.

O esporte foi adicionado ao programa oficial dos Jogos Pan-Americanos em 2016, e nesta sua primeira edição, contou com representantes de 19 países para as disputas na capital peruana. Ao todo, foram 32 competidores, divididos igualmente nas categorias masculina e feminina.

Para obter classificação ao Campeonato Pan-Americano de fisiculturismo, em novembro do ano passado, aconteceu, em Antígua, na Guatemala, o único torneio qualificatório, visando à competição do Peru. E Juscelino e Carla Lobo foram os atletas brasileiros classificados no evento.

 A categoria “fisiculturismo clássico” marcou a prova masculina, considerando o tamanho dos músculos, proporção e simetria. Além disso, houve a limitação de peso, de acordo com a altura do fisiculturista. Para o feminino, a categoria foi o “biquíni fitness”, na qual musculatura, força e flexibilidade são julgadas pela arbitragem. Carisma e fluidez nos movimentos fizeram parte da apresentação coreografada e também foram analisados.

E as medalhistas na categoria feminina foram: Paulina Zamora, de El Salvador, com ouro, Xymora Valdívia, do México, com prata, e Macarena Figueroa, do Chile, com bronze. No masculino, o ouro ficou com Yuri Rodrigues, El Salvador, a prata com Carlos Alberto Giraldo, Colômbia, e o bronze com Jonathan Estuar Martinez, da Guatemala.

Aos 48 anos, a brasileira Carla Lobo sentiu-se honrada em representar o Brasil e falou um pouco sobre a realidade dos atletas de fisiculturismo no Brasil. “É uma honra representar o País na estreia da modalidade. É indescritível o tamanho da minha emoção. Essa conquista é fruto de muito trabalho. Além de atleta, sou personal trainer e tenho três filhos. Administrar casa, trabalho e competições não é fácil, mas me sinto feliz e grata por ter essa missão.”

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Juscelino Santos, com 47 anos, também viu o Pan como o ápice de sua carreira que já tem 30 anos! Desde 17 anos no esporte, ele conta que entrou para o fisiculturismo inspirado pelo personagem dos quadrinhos, Conan, vivido no cinema pelo mito Arnold Schwarzenegger. Duas vezes campeão do Pan-Americano de fisiculturismo, Juscelino é bi-campeão Sul-americano, campeão paulista, campeão estadual, vice-campeão sênior até 70 kg, tetra brasileiro e está entre os melhores do mundo.

Mas a sua maior conquista é conviver há anos com doença de Chagas sem nunca apresentar qualquer sintoma da doença.

 Agora esporte olímpico, o fisiculturismo estreará nas Olimpíadas em Tóquio, no ano que vem, e até lá saberemos quem serão os representantes brasileiros deste momento histórico.

 Como atleta de fisiculturismo fico extremamente feliz por ver o meu esporte no principal palco esportivo mundial e bastante satisfeita pelos  nossos colegas brasileiros brilhando em Lima!

Que venham as próximas competições, e que, em breve, possamos ter a bandeira brasileira no mais alto lugar do pódio.

Busque seu propósito. Deixe seu legado.

Rê Spallicci

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Fisiculturismo no Pan: Carla Lobo fez história como primeira brasileira na disputa

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Ter dupla (ou tripla) jornada entre treinos e trabalho não faz de você uma exceção

Mayara Munhos
Mayara Munhos
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. Sinistro Photo Film

Já que faz um tempão que não escrevo por aqui (muito menos algo pessoal), vou aproveitar o gancho do campeonato que disputei no último final de semana para falar um pouco sobre minha percepção de treinar, competir e ter uma vida pessoal [quase] normal.

Embora seja muito difícil botar tudo o que vou falar em prática no dia-a-dia, na minha cabeça esse tipo de coisa é muito certo. Isto se chama foco, dedicação, prazer em fazer aquilo que escolhi e driblar algumas adversidades.

De fato, eu levo uma vida dupla. É o que dizem meus amigos próximos e minha família. Eu saio de casa 6h da manhã para treinar, saio do treino para o trabalho, do trabalho para o treino e volto para casa por volta das 23h. É uma rotina cansativa e exaustiva, porque isso me tira muito tempo de descanso ou lazer. Além da longa rotina de horário e de minha casa/trabalho/treino não serem nada perto um do outro, no meio do dia muitas coisas acontecem: pressão no trabalho, pressão nos treinos, trânsito, imprevistos...

No domingo eu disputei a III Etapa do Circuito Paulista e comecei a reparar como quando sempre que eu perco uma luta, as pessoas usam os mesmos argumentos para me consolar: “Mas Mayara, você tem uma vida dupla, você trabalha e ainda treina”. Ok, pessoas, obrigada por isso, eu amo vocês de verdade e sei que falam isso de peito aberto – não estou pedindo para que não falem. Eu realmente acho um esforço tremendo. Por um momento, até achei que era uma baita glória ou que eu devia mesmo ser uma pessoa diferenciada, mas eu vivo no meio disso e me esforçar não faz de mim uma exceção. Todos se esforçam da sua maneira. 

Eu não sou diferenciada, eu sou só mais uma. 

Eu não convivo em meio à atletas profissionais, o que faz de mim só mais uma pessoa entre tantas outras que, simplesmente, precisam se dividir entre trabalhar, treinar, algumas estudar e ainda ter filhos, competir e ter uma vida pessoal. Eu seria uma exceção se me esforçasse o mínimo e alcançasse o resultado máximo, seria um ponto fora da curva. Mas em meu meio, eu sou só mais uma.  

É claro que eu reconheço todos os meus esforços diários para manter essa rotina em pé. E eu não estou dizendo que é fácil – porque não é, mesmo! Diariamente a gente precisa fazer pequenas escolhas e isso se chama foco. Por exemplo: eu sei que posso dormir 2h a mais para trabalhar, mas eu escolho acordar 2h antes de ir treinar. Ou então que eu posso sair do trabalho e ir encontrar uma galera para fazer um 'happy hour', mas eu escolho ir treinar. Eu podia treinar só de manhã ou só a tarde? Claro. Mas o que isso me agregaria mais ou menos? Óbvio que eu 'saio do trilho' uma vez ou outra, mas não num panorama geral, porque a partir do momento em que me prontifiquei a fazer uma coisa, creio que eu deva fazê-la com excelência até o final. E é por isso que cobro tanto de mim mesma o resultado de uma competição. E creio que a maioria das pessoas que tem essa dupla ou tripla jornada também.

O que também não é tão bom caso passe do ponto [reconheço que às vezes eu passo mesmo]. E talvez esse ‘passar do ponto’ seja um empecilho para conquistar os resultados esperados. Quando eu me lesiono, por exemplo, eu acho praticamente inaceitável que eu precise ficar sem treinar. Eu penso que talvez eu possa estar deixando de treinar durante uma hora enquanto a pessoa que eu vou enfrentar no campeonato treinou sei lá, três horas a mais do que eu – isso é doido.

Estive conversando com algumas pessoas que convivem bastante comigo, principalmente meus professores, e a opinião é unanime – o que torna um fato. Eu sempre me lesiono ou fico doente às vésperas de uma competição. E desta vez não foi diferente.

Mas o prazer de competir e de abrir mão de algumas coisas, mesmo que doam um pouquinho o coração [tipo “amigas, não vou no aniversário de vocês porque estou 100% com a cabeça na luta da semana que vem e não posso desviar o foco”], para estar lá e não deixar que toda essa rotina insana seja em vão, é muito sensacional. 

Sentir a adrenalina de um campeonato é muito incrível. E desde que eu decidi que ia voltar às competições [por volta de 2014], reconheço que cresci muito. E na verdade, a cada derrota, eu tenho crescido ainda mais. Eu acumulei bronze para caramba este ano, perdi de vista... E como explicar? Ano passado eu obtive resultados bem melhores treinando menos. Mas a cada medalha que olho, eu tento me lembrar o que fiz de errado e como posso tentar melhorar. Essa é uma percepção que eu não tinha lá pelos meados de 2014.

Depois da derrota de domingo, eu percebi que embora eu tenha conseguido colocar em prática quase tudo o que tenho treinado, faltaram alguns detalhes. Se fosse antes, eu nem teria ideia do que fiz durante a luta. Pelo menos eu consigo lembrar agora, hahaha.

Apesar de parecer clichê e talvez uma 'desculpa de perdedores', perder nos ensina muito. Ganhar é sensacional, é uma sensação realmente indescritível, por isso as pessoas se perdem nas comemorações e às vezes fazem umas loucuras na hora daquela adrenalina louca. Ganhar demais também deve ser sensacional, porque te bota numa zona de segurança tremenda. E perder é horrível, eu odeio perder.

Mas como sempre aprendi a ver o lado bom das coisas [mesmo que eu deixe prevalecer os ruins às vezes], eu tenho tentado enxergar o que melhorei e me focar no que ainda preciso ajustar. Sou cercada de pessoas que me elevam sempre e me fazem acreditar ainda mais que dá para chegar lá. E acredito que quando chegar, vai ser igualmente incrível. É uma caminhada longa, complexa e que precisa de persistência. 

E depois de tudo, na segunda-feira a rotina continua insana. Perder não vai te fazer acabar com a vida e ganhar não vai te fazer tirar uma semana de folga para comemorar 'metendo o louco'. 

Na verdade eu gravei um vídeo falando sobre isso de rotina vs treinos vs competições durante o Campeonato Brasileiro do ano passado que eu nunca publiquei [e nem vou, hahaha]. Mas de certa forma, acho que talvez eu devesse compartilhar com quem também precisa passar por tudo isso e mesmo assim não se derruba por nada, porque o prazer de realizar tudo isso é maior do que qualquer cansaço físico, mental, derrota... E às vezes, até mais valioso do que umas vitórias [mas eu quero ganhar, ok?]! <3

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