Ciclo hormonal e o desempenho esportivo

Rê Spallicci
Rê Spallicci
Ciclo hormonal e desempenho esportivo
Ciclo hormonal e desempenho esportivo []

Uma vez, assistindo a uma palestra do técnico de vôlei José Roberto Guimarães, ele contou que um dos maiores aprendizados que teve quando passou a treinar a seleção feminina de vôlei, sendo que sempre tinha trabalhado com homens, foi perceber o quanto o ciclo hormonal de suas atletas afetava seus desempenhos e como ele poderia agir para minimizar isso.

A partir de então, ele e seu preparador físico passaram a  estudar o tema e foram os pioneiros no país a entender os efeitos do ciclo hormonal no desempenho esportivo. E no fisiculturismo, o clico hormonal também tem influência?

Segundo a médica ginecologista e obstetra Carla César, docente da Faculdade de Ciências Médicas e Biológicas da PUC SP e membro da comissão científica da SOGESP (Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo) a resposta é sim!

“A oscilação dos níveis de hormônio decorrente do ciclo reprodutivo pode influenciar a realização de exercícios e o desempenho das atletas. Dependendo da fase menstrual em que se encontram (veja abaixo), as mulheres podem ter melhor desempenho e até melhores resultados em seus treinamentos ou em competições . Estas alterações ocorrem tanto na mulher que treina como hobby, como nas atletas de alta performance”, revela.

E esta resposta é unânime em profissionais que são especialistas em treinamento para mulheres. Por isso conhecer essas diferenças e considera-las no momento do treinamento é fundamental.

Podemos até mesmo usar essas variações hormonais a nosso favor sabendo planificar nossos treinamentos também de acordo com os períodos hormonais.

Confira os ciclos menstruais e o reflexo de cada um no desempenho esportivo:


  • A)Fase 1 – Folicular
  • B)Fase 2 — Ovulatória
  • C)Fase 3 – Luteínica

Tem a predominância do hormônio estrógeno, começa no primeiro dia da menstruação e dura em média 11 dias. No período do fluxo menstrual, a mulher se sente mais cansada, sem ânimo e pode sofrer com as cólicas; já na fase pós- menstrual, há um forte aumento da capacidade de resistência e na velocidade, e o desempenho físico tende a uma evolução rápida e progressiva. Isto se deve à elevação do estrógeno e maior liberação de noradrenalina. Estudos do Laboratório de Metabolismo e Fisiologia do Esforço da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) sugerem esta época para participar de competições ou programar fases mais intensas do treino. 

Este período tem início quando ocorre a ovulação, aproximadamente a partir do 12º dia do ciclo e vai até o 22º dia. Nos primeiros dias, há aumento da progesterona e baixa do estrógeno, diminuindo a capacidade de coordenação e força; no entanto, do 16° dia em diante, o quadro se inverte e há um pico de progesterona, com aumento considerável na força, na velocidade e na resistência, é quando as atletas podem estar no seu melhor estado de rendimento. 

Esta fase é o tão temido período pré-menstrual, no qual ocorre a TPM.  Aqui há significativa redução do desempenho e aumento da fadiga muscular. Os sintomas de dor nas mamas, irritabilidade, dor de cabeça, retenção líquida, e prisão de ventre  podem diminuir a disposição para treinar,  mas os exercícios aumentam a quantidade de serotonina e endorfinas, inibindo a dor e levando a uma sensação de bem-estar. Dessa forma, os exercícios devem ser estimulados nesta fase, mesmo que o seu desempenho e rendimento não sejam os melhores.

Impedindo a ciclicidade

 O melhor desempenho físico da mulher seria logo após a menstruação e a ovulação, de tal forma que, se houvesse escolha, estas seriam as melhores épocas para uma mulher competir. “Mas não existe a possibilidade de se alterar o período menstrual. A melhor solução para as atletas, ou mesmo para as mulheres que treinam por hobby, é suprimir a menstruação, fazendo uso contínuo de anticoncepcional oral, o que impede a sua ciclicidade. Se, por um lado, a mulher perde as vantagens do período pós-ovulação e menstrual, não se arrisca a ter um pior desempenho nos outros períodos, ou ainda sofrer todos os sintomas da tensão pré-menstrual em plena época de competições”, aconselha a ginecologista. 

Uma coisa é certa. Independentemente do período, fazer atividade física é fundamental! “É importante que a mulher mantenha o treino mesmo nas piores fases, devido aos benefícios que o exercício trará com a liberação de serotonina e endorfina”, conclui Carla.

 Por isso, nada de ter a menstruação ou qualquer desconforto da TPM como desculpa para não treinar. Conhecendo o seu corpo e entendendo cada fase do ciclo menstrual, conforme explicamos acima, você e o profissional responsável pelo seu treino podem adaptar sua rotina de exercícios ao seu ciclo, garantindo melhores desempenhos e resultados.

 

Busque seu propósito. Deixe seu legado.

Rê Spallicci

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Árbitra brasileira se consagra ao ser convocada para Mundial Juvenil de ginástica rítmica na Rússia

Marília Galvão
Marília Galvão

Conceição irá arbitrar primeiro campeonato Mundial Juvenil da história
Conceição irá arbitrar primeiro campeonato Mundial Juvenil da história Ricardo Bufolin / Panamerica Press /CBG

Ela dedicou a vida ao esporte. Desde o início escolheu não ser a protagonista, mas ficar nos bastidores. Dessa forma, Maria da Conceição, aos 67 anos, foi convocada como árbitra brasileira para o Campeonato Mundial Juvenil de ginástica rítmica, primeiro evento global da categoria até 15 anos, que acontecerá entre os dias 19 e 21 de julho, em Moscou, na Rússia.

Desnecessário dizer que isso a torna uma das principais árbitras da Confederação Brasileira de Ginástica. Sua história mostra que não foi à toa a convocação.

Conceição nasceu em São Luís do Maranhão - MA e começou sua relação com o esporte quando criança. Ela praticava atletismo e vôlei. Aos 10 anos, mudou-se para São Paulo. Como sempre esteve ligada à área esportiva, formou-se em Educação Física na Universidade de São Paulo (USP).

“Quando entrei na universidade, tive meu primeiro contato com a ginástica rítmica moderna. Veio uma professora da Alemanha que foi nos ensinando a trabalhar com bola, arco, fita, corda. Fui gostando e me apeguei a essa modalidade", conta com exclusividade ao EspnW.

"Depois que me formei eu passei em um concurso do Estado e da Prefeitura e fui trabalhar em um centro educacional com ginástica para a terceira idade, e aí com o passar do tempo alguns pais começaram a me pedir para também dar atividade a suas filhas”, continua.

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Conceição acatou o pedido dos pais e começou a dar atividade de recreação para uma turma de crianças e trabalhar iniciação para a ginástica rítmica com bamboles, cordas, bolas mais pesadas (diferente das que usam hoje), etc. 

“Comecei a trabalhar iniciação com essas crianças usando bola, corda, arco, e quando me vi eu já estava dentro da GR (ginástica rítmica). Eu era uma professora naquela época que estava dando aulas para a terceira idade e de recreação para as crianças, não tinha a intenção em ser técnica e nem árbitra de ginástica rítmica. Ela (a ginástica rítmica) surgiu sem querer, por acaso.”

Nessa época, Conceição começou a trabalhar como técnica de ginástica rítmica, além de apenas dar aula de recreação. "Isso foi ficando mais profissional. Fui em todos os cursos que aparecia de ginástica rítmica moderna. Eu investi muito no começo da minha carreira em cursos, mesmo sem saber se eu realmente levaria jeito para seguir como técnica de GR (ginástica rítmica). Estava preocupada em adquirir uma bagagem de conhecimento”, disse a profissional.

Maria da Conceição arbitrará o campeonato mundial juvenil de ginástica rítmica
Maria da Conceição arbitrará o campeonato mundial juvenil de ginástica rítmica Ricardo Bufolin / Panamerica Press /CBG

Conceição levou bastante jeito como técnica, passando inclusive pelo cargo na seleção brasileira de ginástica. Como árbitra, teve sua primeira experiência em 1980. “Apareceu o curso de arbitragem estadual e eu decidir fazer e passei. E esse curso me dava o direito de fazer o curso nacional, fiz e passei também. Nesse mesmo ano, fiz um curso intercontinental também e passei. Foi quando me tornei árbitra internacional.”

Para Conceição, os campeonatos mais importantes que já arbitrou foram os Mundiais de Ginástica, que incluem o Mundial de Alicante, na Espanha, em 1990 e o Mundial de Budapeste, na Hungria, em 1996, além do Pan-Americano (campeonato das Américas) de Havana, em Cuba, em 1991.

Em 1999, Conceição foi convidada pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) para treinar a seleção da Guatemala. “Morei oito meses lá para treinar o país. Foi a única vez que saí do país para treinar outra seleção. Foi uma experiência muito boa.”

A profissional sempre conciliou a função de treinadora com a de árbitra. Atualmente, aos 67 anos, ela trabalha na Fundação de Assistência Esportiva de Osasco (FAE), onde está desde 2014.

“Eu não parei mais, hoje dou aula na academia em Osasco. Eu trabalho com mais duas professoras, a Beatriz e a Daniela. Nesse momento eu não pertenço à seleção brasileira, eu apenas treino as meninas da FAE e sou árbitra da Confederação Brasileira de Ginástica, da Federação Internacional de Ginástica e da Federação Paulista de Ginástica.”

Conceição e suas alunas da Fundação de Assistência Esportiva de Osasco (FAE)
Conceição e suas alunas da Fundação de Assistência Esportiva de Osasco (FAE) Acervo pessoal

“Eu sou bastante realizada, eu já estou aposentada e estou praticamente encerrando minha carreira de treinadora com esse grupo de Osasco, e aí vou continuar um pouco mais na arbitragem acredito que por mais uns dois anos.”

Em julho deste ano, Conceição foi convocada pela Federação Internacional de Ginástica (FIG) para arbitrar o primeiro Campeonato Mundial Juvenil de ginástica rítmica da história, que terá a estreia no dia 19 de julho. Para a profissional, isso é uma grande realização por ser a única brasileira a arbitrar o campeonato inédito.



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Um desabafo pessoal: não é sobre mudar o técnico, é sobre mudar uma cultura inteira

Julia Vergueiro
Julia Vergueiro
Marta aponta para a 'chuteira da igualdade' após marcar gol
Marta aponta para a 'chuteira da igualdade' após marcar gol PASCAL GUYOT/AFP

Estou muito orgulhosa da nossa seleção. Ontem, logo após a eliminação, falei e escrevi bastante sobre isso, mas agora preciso desabafar.

Taticamente, o Brasil teve um desempenho excelente. Neutralizamos um dos melhores ataques dessa Copa do Mundo e jogamos de igual para igual contra uma das principais favoritas ao título. Antes da partida, quando publiquei a escalação brasileira divulgada pela CBF, vi enxurradas de críticas à comissão técnica por não começar com a Andressinha. Mas em poucos minutos de jogo ficou clara quão necessária era a função de Ludmila e Debinha pelos lados do campo, segurando as principais armas francesas e apostando no contra-ataque nas costas delas. O mérito é apenas da Ludmila e da Debinha? Ou é também da comissão que estudou a equipe adversária e por isso as instruiu a jogarem assim?

Não foram poucas as jogadoras que perdemos por lesão ou por estarem abaixo do nível físico necessário para a Copa do Mundo - Rafaelle, Bruna Benites, Adriana, Erika e Andressa Alves são nomes que fizeram muita falta a essa equipe, ainda mais em um jogo longo como o de ontem, no qual a reposição de peças à altura era essencial para mantermos a qualidade e a proposta tática. Soma-se a isso à baixa disponibilidade que ainda temos de jogadoras de altíssimo nível no Brasil, uma vez que o trabalho no futebol de base feminino aqui é quase nulo. Não se pode negar que diante desse cenário a tarefa de construir uma equipe capaz de fazer frente a times como França, Estados Unidos e Inglaterra, é no mínimo desafiadora.

O futebol é um jogo coletivo, e todo mundo que já disputou um campeonato sabe quão relevante e indissociável é a influência da comissão técnica no desempenho de qualquer equipe. A meu ver, não existe isso de “se perder é culpa do técnico, se ganhar é apesar dele”.

Eu também não concordei com a saída da Emily do comando da seleção. Eu também fiquei indignada de ver que a CBF não tinha sequer justificativas plausíveis para demití-la. Se tinha, não as trouxe à tona, mas a verdade é que por desempenho, por estilo de trabalho e por autoridade junto às jogadoras, ela merecia no mínimo a oportunidade de continuar.

Obrigada, seleção
Obrigada, seleção Getty Images

No entanto, o fato de ela ter sido injustamente demitida não é motivo para que o trabalho do técnico que veio a substituir seja também injustamente avaliado. Muitas pessoas da imprensa e personagens do universo do futebol feminino estão fazendo com o Vadão o que a CBF fez com a Emily – julgando competência por meio de resultados e de personalidade. Quão justo é você dizer que um treinador não se importa com a equipe só porque ele não esboça reações emocionais na beira do campo? Se a nossa seleção encheu tanto os brasileiros de orgulho nessa Copa, será mesmo que não existe qualquer mérito da comissão técnica que mereça ser destacado?

Repito: eu também prefiro uma mulher no cargo de treinadora da seleção feminina. Eu mesma faço questão de só contratar treinadoras mulheres no meu próprio clube, por inúmeros motivos. Mas assim como me incomoda saber que qualquer pai ou mãe das minhas alunas está colocando em xeque a competência das minhas funcionárias por causa de gênero, orientação sexual ou a forma como elas falam ou se vestem, também fico indignada que isso aconteça na relação imprensa-seleção. Em muitos dos casos, as pessoas que tanto criticam nunca sequer estiveram presencialmente em um treino dessa seleção comandada por Vadão.

Outros países entenderam que é possível formar grandes atletas e grandes equipes mesmo sem ter o "dom natural" com a bola. Aqui, a maioria ainda não entendeu isso. E muitos que já entenderam ou não sabem como aplicar as mudanças necessárias ou não possuem as ferramentas para isso. Esse desafio cabe tanto aos times femininos como aos masculinos.

É preciso criticar? Sim, sempre. Temos muito a melhorar como modalidade e como Confederação? Demais. Mas assim como nós clamamos por respeito às nossas jogadoras, treinadoras, jornalistas, árbitras, gestoras e a todas as mulheres que trabalham no futebol, também precisamos respeitar. Também precisamos olhar e avaliar todos os envolvidos sem pré-julgamentos e buscando ouvir ambos os lados de cada história. Não é sobre clube da Luluzinha ou clube do Bolinha, é sobre o profissionalismo de que o nosso futebol, a nossa impresa, e todo o nosso país precisa mais do que nunca. Se queremos voltar a ser potência no masculino e buscar ser potência no feminino, é a postura de todos nós que precisa mudar. 

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Mente e músculos em conexão: o que isto importa?

Rê Spallicci
Rê Spallicci
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Quem treina vai entender bem sobre o que vou falar agora: sabe aquele músculo ou grupo muscular que, não importa o quanto você os treine, parece nunca crescerem?

Sabia que o problema pode estar mais em sua mente do que em seus músculos?

 Embora o levantamento de peso seja percebido por muitas pessoas como um treinamento estritamente físico, existem muitos aspectos psicológicos fundamentais  em questão. E, hoje, eu quero abordar um dos mais significativos dentro do fisiculturismo: a conexão mente-músculo.

 A conexão mente-músculo (MMC)

Já  é conhecido que o movimento muscular é controlado pelo cérebro. O primeiro passo para a contração muscular é um sinal enviado por ele aos seus músculos, para que se contraiam. Você pode dizer que a conexão mente-músculo (MMC) ocorre em algo chamado junção neuromuscular que se dá quando “a mente encontra o corpo”.

Neste momento, o cérebro libera um neurotransmissor químico chamado "acetilcolina" para se comunicar com os músculos do corpo. Quando a acetilcolina é liberada na junção neuromuscular, ela cruza as "sinapses" (o espaço minúsculo que separa o nervo do músculo), as quais se ligam aos receptores na superfície das fibras musculares. É aí que se dá a contração muscular.

Logo, quanto mais você puder melhorar essa comunicação, mais fibras musculares você vai recrutar. Em última análise, ao melhorar o seu MMC, você está realmente aumentando o número de fibras musculares que estão sendo recrutadas, quando você faz um determinado exercício. E isso resulta em melhor contração muscular e, consequentemente, melhores resultados.

 Por que o MMC é tão importante?

Você já teve a sensação de estar na academia somente de corpo presente? Teve um dia estressante e cansativo, está lá treinando, mas sua mente está divagando...  seus pensamentos se desviam para as tarefas do trabalho ou assuntos rotineiros. Pois, então, é exatamente aí que está o problema: você perdeu a conexão mente-músculo.

Primeiramente, para entender por que o MMC é tão importante, você precisa entender a diferença entre os motores primário e secundário. O motor primário é o músculo que se destina a fazer o máximo trabalho na movimentação de um peso. Os motores secundários são os músculos que sustentam o motor primário.

Por exemplo, o peitoral maior é o principal motor do supino, e os tríceps e deltoides são motores secundários. O motor primário, ou músculo alvo, é aquele que você está tentando isolar e fazer crescer durante determinado exercício.

A gente sabe que existem muitos músculos no corpo que são inerentemente difíceis de serem trabalhados.  Geralmente os menores, porque não são responsáveis por muito trabalho pesado (como seus deltoides posteriores). Mas músculos como estes são extremamente importantes para construir um físico de qualidade. E para desenvolver músculos como os deltoides posteriores, você deve ser capaz de isolá-los e, para isso, só com um MMC forte.

Mais mente e menos peso

Quando você está no meio de uma série, o que passa por sua cabeça? Você está simplesmente tentando forçar o máximo de repetições?  Se a resposta é “sim”, você precisa rever alguns conceitos.

Ao realizar determinado exercício, você deve estar comprometido em sentir cada um de seus músculos-alvo. Você pode estar levantando uma enorme quantidade de pesos, mas, se você não está maximizando o trabalho feito por seu músculo primário, você está perdendo boa parte do trabalho.

Muitas pessoas ficam obcecadas com quanto peso estão levantando, em vez de se preocuparem com quanto trabalho seus músculos estão realmente tendo. Se você maximizar a força colocada em seus músculos-alvo, maximizará seus ganhos e resultados.

Levantar mais peso sem realmente direcionar os esforços não significa que seus músculos-alvo estão tendo mais trabalho, além de deixá-los mais suscetíveis a lesões.

E, se você treinar consistentemente assim, seu cérebro nunca aprenderá como se comunicar adequadamente com seus músculos e seu MMC.  Portanto, você deve concentrar sempre sua energia mental em contrair seus músculos-alvo em vez de levantar peso.

Se você quiser começar a ter ganhos consistentes, precisa aprender a fazer cada repetição como se ela fosse única. Existe uma enorme diferença entre completar dez repetições e fazer dez repetições. Cada repetição que você não sente é uma repetição desperdiçada.

Você pode treinar o quanto quiser, mas, se a sua conexão mente-músculo não estiver totalmente desenvolvida, nunca alcançará todo o  potencial. O desempenho atlético vai melhorar, quando você for capaz de bloquear mentalmente as distrações externas. Portanto, não deixe sua mente vagar na academia! Você não está lá para socializar (pelo menos você não deveria estar), mas  para se exercitar.

Treinar duro é importante, e é claro que todos querem levantar mais pesos. No entanto, se você quiser ter uma performance diferenciada, é melhor deixar seu ego de lado e pensar mais em como está treinando do que quanto de peso está levantando!

Busque seu propósito. Deixe  seu legado. 

  Rê Spallicci

 

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A Marta e o manifesto pela igualdade de gênero na Copa do Mundo dizem muito

Juliana Manzato
Juliana Manzato

Marta aponta para a 'chuteira da igualdade' após marcar gol
Marta aponta para a 'chuteira da igualdade' após marcar gol PASCAL GUYOT/AFP

Foi em dezembro do ano passado que conheci pessoalmente Marta. Foi em dezembro também que me emocionei com o seu discurso no ESPN Bola de Prata Sportingbet 2018. Ser a Bola de Ouro da premiação teve um gosto especial para Marta, tão premiada e aclamada fora do país, o reconhecimento no próprio país precisava vir. E veio. Veio com discurso emocionado e que também emocionou todos os presente no evento. Chorei naquele dia, e ainda choro todas as vezes que assisto. Foi a primeira Bola de Ouro dada a uma mulher, e era ela. (Pega o lencinho e vem comigo!).  

Ontem no jogo do Brasil contra a Austrália na Copa do mundo feminina de futebol, foi a estréia de Marta no torneio. Ela jogou o primeiro tempo, fez gol, atingiu a marca de Miroslav Klose, ex-jogador da Alemanha e maior goleador de Copas do Mundo, com 16 gols. Com os pés, a seis vezes melhor do mundo fez também o seu melhor - e maior - manifesto. O silêncio de quem já disse muito, e que hoje mostra para o mundo por que conquistou um novo recorde nessa Copa. Ah, Marta <3 

Na comemoração, a atenção foi parar nas chuteiras da jogadora. Uma chuteira preta e sem marca definida exibia o símbolo à favor da igualdade de gênero no esporte. Um manifesto tão significativo, que ganhou as redes sociais com apoio e declarações emocionantes sobre Marta e o futebol feminino. Aplaudir de pé é pouco. 

No perfil @goequal_, dá para acompanhar mais de perto o manifesto que traz a tona a desigualdade no esporte em meio à inúmeras polêmicas envolvendo patrocínio. Como falei no outro texto dessa semana, sobra oportunismo e frases de efeito, mas ainda falta o engajamento real das marcas - e do público, para o futebol feminino. 

O abismo entre o futebol masculino e feminino aparece dentro da própria Fifa. Enquanto a premiação na Copa da Rússia no ano passado ficou em torno de US$ 38 milhões, a Copa da França deste ano fará a Fifa desembolsar cerca de US$ 4 milhões para o time vencedor. O #ManisfestoMarta traz à tona não só a relação entre marcas e jogadoras, mas a valorização do futebol feminino dentro da própria federação.

Antes mesmo de discutir sobre o patrocínio de atletas, precisamos falar sobre mídia, oportunidades e também representatividade. Marcas precisam urgentemente mudar o mindset sobre projeção de marca, mídia e resultados. A cultura do nosso país é imediatista para tudo, seja para conquista de títulos ou negócios, isso inclui o posicionamento de muitas marcas que ao invés de desenvolverem um novo mercado, acabam escolhendo o caminho mais fácil para investimento. E ai, meus amigos, essas mesmas marcas querem entrar em campo e jogar o futebol feminino em condições que precisam ser revistas e principalmente, desenvolvidas. 

Se uma chuteira preta fez tanto barulho, imagina o futebol depois dessa Copa? 

#GoEqual #GoMarta #GoFutebolFeminino

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Caçula da seleção brasileira de golfe faz preparação para o Pan de Lima

Marília Galvão
Marília Galvão
Nina Rissi faz treinos intensos de preparação para o Pan
Nina Rissi faz treinos intensos de preparação para o Pan Acervo pessoal

Ela não pode viajar da Espanha, onde mora, para o Brasil, sem autorização dos pais por não ter completado 18 anos. Mesmo assim, conseguiu uma das quatro vagas para representar o país no golfe, nos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru, em julho deste ano.

Nina Rissi foi apresentada ao golfe com seis anos, mas, na época, não se identificou com o esporte. A paixão surgiu alguns anos mais tarde, quando começou a disputar campeonatos. Hoje, aos 17 anos – ela faz aniversário no próximo dia 22 de junho - é a caçula da seleção brasileira e fará sua estreia no Pan. 

O maior evento multiesportivo das Américas será o campeonato mais importante já disputado na promissora carreira da atleta. “Estou muito ansiosa para poder jogar e acho que vai ser uma das melhores experiências da minha vida. No esporte, a melhor. Quando recebi a notícia foi uma sensação incrível, parecia um sonho, uma sensação de gratidão por receber uma oportunidade tão grande.”, conta ao espnW.

Nina Rissi é a caçula da seleção brasileira de golfe
Nina Rissi é a caçula da seleção brasileira de golfe Acervo pessoal

Nina deixou o Brasil e se mudou para a Espanha com apenas cinco anos. Ela mora em Barcelona com a mãe, o irmão – que também joga golfe – e o padrasto. A casa ficava perto de um campo para a prática do esporte. Então a mãe e o irmão tiveram o interesse de conhecer e, por terem gostado bastante, levaram Nina para praticar também. Ela não gostou num primeiro momento. 

“Depois de um tempo, quando eu tinha dez anos, minha mãe começou a me levar nos campeonatos que o meu irmão jogava e insistiu bastante para eu começar a disputar também. Como sou bem competitiva, comecei a gostar do esporte cada vez mais e a partir dos 12 anos eu já competia em nível nacional e internacional, ganhando campeonatos importantes. Isso me deu uma sensação de satisfação que me levou a jogar até hoje”, afirma.

Nina conta com o apoio de sua mãe para seguir firme na carreira. “Minha mãe sempre foi meu melhor apoio e minha maior fã. Ela moveu montanhas para dar a melhor vida para mim e para o meu irmão. Ela trabalhava de madrugada para poder nos levar para treinar durante o dia”, lembra a brasileira.

Nina Rissi faz treinos intensos de preparação para o Pan
Nina Rissi faz treinos intensos de preparação para o Pan Acervo pessoal


Lesões na carreira

Em setembro de 2016, Nina passou por um momento bastante difícil na sua carreira. A atleta teve duas lesões praticamente ao mesmo tempo, uma em um dos pulsos e outra no quadril. Depois de muita fisioterapia sem sucesso, precisou passar por cirurgia.

De acordo com a atleta, esse foi um momento de superação. “A parte mais difícil mesmo foi a recuperação, porque fiquei uns dois meses sem conseguir andar e nem usar uma das mãos, e realmente foi muito difícil acreditar que eu estaria jogando de novo, e com horas e horas de treinamento", disse.

Apenas quatro meses após a cirurgia, Nina foi campeã de uma prova do ranking nacional espanhol, campeonato que considera o mais especial da sua vida por ser o primeiro após a lesão.

A atleta também participou de outros torneios. O Grand Prix de Hossegor na França, quando ficou em quinto lugar, é um deles. Em março de 2019, jogou o Campeonato Sul-Americano juvenil na Argentina representando o Brasil, terminando na oitava posição. Neste ano, Nina disputou o campeonato nacional amador da Espanha, com mais de cem atletas, e ficou em nono.

Nina Rissi é atleta da seleção brasileira de golfe
Nina Rissi é atleta da seleção brasileira de golfe Acervo pessoal


Rotina de treino

Nina faz treinamentos intensos. A rotina começa às sete da manhã com a academia. Depois, ela vai para o campo. “É um trabalho muito estruturado e planejado. Além do golfe, faço atletismo. É um hobbie e um jeito de me preparar melhor para o meu esporte”.

No ano passado, a atleta assinou um contrato com a Universidade Estadual de Michigan por quatro anos para estudar e também seguir com a carreira de golfista. “Gosto de ter um plano B, sempre gostei de estudar. Já realizei esse sonho de entrar em uma faculdade no Estados Unidos. Quando acabar, quero estar boa o suficiente para jogar profissionalmente em um circuito que chama LPGA [tour das melhores jogadoras do mundo], nos Estados Unidos.”

Nina já confirmou participação também no 89º Campeonato Amador do Brasil, o torneio mais antigo e tradicional do país, que será disputado no início de julho no Campo Olímpico do Rio e que servirá de aquecimento para sua participação nos Jogos Pan-Americanos de Lima.

Ainda que no golfe a única diferença real entre amador e profissional seja o fato de que o primeiro não recebe premiação em dinheiro em torneios e o segundo sim, vale destacar que Nina é a única amadora entre os quatro convocados, e terá pela frente o primeiro grande teste da sua carreira.

A Confederação Brasileira de Golfe divulgou recentemente os nomes dos quatro representantes que disputarão os torneios feminino, masculino e duplas mistas no Pan. Além de Nina Rissi, foram chamados Adilson da Silva, Alexandre Rocha e Luiza Altmann. A abertura do Pan ocorrerá no dia 26 de julho e o torneio de golfe entre os dias 8 e 11 de agosto, no Lima Golf Club.

Nina Rissi é a caçula da seleção brasileira de golfe
Nina Rissi é a caçula da seleção brasileira de golfe Acervo pessoal
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Os musculosos também amam!

Rê Spallicci
Rê Spallicci
Bruna Montenegro e Diogo Montenegro - Atletas
Bruna Montenegro e Diogo Montenegro - Atletas []

Hoje é Dia dos Namorados e o amor está no ar! E se vocês pensam que os fisiculturistas são musculosos insensíveis, estão muito enganados! Nós também amamos, afinal, o coração também é um músculo... ou não é? Rs

Eu admito! Namorar um atleta do fisiculturismo não deve ser uma tarefa fácil! A gente tem mil restrições de dieta, tem sempre horários regrados para treinar, comer e dormir, nas proximidades das competições ficamos com um mau humor daqueles…

 Isso sem contar que ainda existe a questão da exposição dos nossos corpos, que, muitas vezes, gera ciúmes! Meu noivo, o Marcelo Toledo, é megacompreensivo! Mas ele, além de ter sido atleta de natação, também pratica esportes e tem uma vida supersaudável! E, além disso, é meu companheiro e incentivador número 1.

Mas conheço muitas histórias de meninas que têm dificuldade de ter relacionamentos mais duradouros por causa do nosso esporte! Por outro lado, o palco das competições também pode ser um excelente cupido!

E é uma dessas belas histórias de amor, a de Diogo Montenegro e Bruna Ribeiro, que eu quero compartilhar com vocês neste dia 12 de junho!

Uma história de amor!

 

Bruna Montenegro e Diogo Montenegro - Atletas
Bruna Montenegro e Diogo Montenegro - Atletas []

Quando o Diogo Montenegro começou a competir no fisiculturismo, Bruna Ribeiro ainda nem pensava em entrar para aquele mundo. Praticante de musculação desde os 14 anos, foi em 2011 que o Diogo foi levado a uma competição de fisiculturismo por um amigo, se apaixonou pelo esporte e começou a treinar para valer.

 Logo então vieram os primeiros títulos amadores: ExpoNutrition 2012, IFBB Champion 2012, Arnold Classic Brasil 2014 e Arnold Classic Europe 2014.

Enquanto Diogo estava no seu quarto título, Bruna estava começando a treinar para valer. “No último ano da faculdade, em 2014, comecei a competir por influência de amigos e acabei me apaixonando pelo fisiculturismo. Sempre fui muito magra e treinava pra tentar ganhar massa muscular, mas não me preocupava com dieta. Eu achava que dieta era só pra quem quisesse emagrecer… então, comia um monte de porcaria, esperando que virasse músculo, mas, na verdade, eu estava virando uma falsa magra molenga. Minha primeira preparação foi feita em três meses e consegui ser campeã já na ExpoNutrition 2014.”

Bruna Montenegro e Diogo Montenegro - Atletas
Bruna Montenegro e Diogo Montenegro - Atletas []

O caminho dos dois continuou seguindo em paralelo, ela em Maringá, e ele no Rio de Janeiro. Bruna acompanhava Diogo pelo Instagram – “ele já era famosinho na época” e a única coisa que tinham em comum naquele momento eram as conquistas constantes de campeonatos. Além disso, faziam parte da mesma equipe. “Mas eu sabia pouco dele. Sabia que era um dos melhores mens do Brasil, que já tinha competido no Olympia, e que estávamos no mesmo time de um treinador. Mas acho que ele nem sabia da minha existência,” relembra Bruna

Até que, em 2016, naquelas ciladas do destino, a Bruna resolveu comemorar o aniversário de uma forma diferente e viajou para o Rio de Janeiro. Na festa onde ela foi para curtir a data, estava lá o Diogo. “Na hora que o vi, pedi pra tirar uma foto com ele. Mas eu não tinha certeza do nome dele. Não sabia se era Diogo ou Diego, e ainda achava que o sobrenome era Monteiro , mas já o achava  bonitão, né?  Pedi pra minha amiga bater a foto e falei o nome dele rápido pra ele não perceber que eu não sabia”, Bruna se diverte lembrando.

Dois dias depois, ela postou a foto com os dois e o marcou no Instagram. “Daí ele me achou nas redes sociais e começamos a conversar”. No fim de semana posterior, Diogo viajou para Maringá, e a história do casal começou. Até que depois de muitas idas e vindas de ambos, entre Maringá e Rio, Diogo se mudou para o Paraná, e os dois passaram a morar juntos!

 Vida de atleta

Bruna Montenegro e Diogo Montenegro - Atletas
Bruna Montenegro e Diogo Montenegro - Atletas []

Hoje, Diogo e Bruna acumulam títulos e histórias juntos. Ele já venceu a Prestige Crystal Cup, em 2015 e 2016, Europa Games Orlando, em 2017 e 2018, a Muscle Contest Brazil 2018 e também no ano passado ficou em 12º no Pro Olympia. Bruna é bicampeã Estadual, campeã brasileira, top3 mundial, campeã Arnold South América e também campeã Muscle Contest Brazil 2018. E no na passado, competiu no Olympia e amador e se tornou PRO.

 Mas o torneio que tem um gosto especial para ambos é  Muscle Contest Brazil, tem como me contou o Diogo. “A Bruna competiu no sábado, foi campeã, e eu a pedi em casamento na hora da premiação. No dia seguinte, eu competi e também fui campeão.”

Sob o ponto de vista deles, namorar uma pessoa do meio facilita muito as coisas, porque um compreende mais a vida do outro. “Querendo ou não, esse esporte define todo o nosso estilo de vida. Uma disparidade muito grande quanto a isso ia gerar muitos conflitos e não daria certo. Nós não bebemos, não saímos todo final de semana, treinamos todos os dias e, principalmente, entendemos o mau humor um do outro perto das competições, nos períodos de restrições maiores”, revela Bruna. E Diogo completa: “A desvantagem é que sempre rola uns estresses quando a fome aperta, mas sabemos lidar com isso muito bem”.

 Mas, se rolam algumas desvantagens, o esporte proporciona outras inestimáveis. “Uma vez a Bruna estava competindo no Brasil, e eu nos EUA. Na hora da premiação dela, eu estava assistindo ao vivo pelo celular, no backstage da minha competição, momentos antes das minhas finais. Quando ela foi campeã, eu gritei muito, e os outros atletas vieram ver o que estava acontecendo e me deram parabéns pela conquista dela. Em seguida, eu também fui campeão da competição”, finaliza Diogo.

Para eles, este Dia dos Namorados de 2019 será ainda mais especial. No início do ano, Diogo e Bruna se casaram no civil e hoje são mais que namorados, são oficialmente uma família!

E é com esta história que encerro o artigo de 12 de junho, desejando a todos os casais um dia dos namorados repleto de amor e de cumplicidade, e que, independente das atividades desempenhadas por cada membro do casal, que um encontre no outro apoio, parceria, cumplicidade, inspiração e respeito!

 Um feliz Dia dos Namorados a todos e todas!

 

Busque seu propósito. Deixe seu legado. 

  Rê Spallicci

 

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Os musculosos também amam!

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A Copa do Mundo feminina de futebol e a resiliência das mulheres em campo

Juliana Manzato
Juliana Manzato

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Já faz algum tempo que acompanho a movimentação do mercado esportivo com o futebol feminino. Sobra oportunismo e frases de efeito, mas ainda falta o principal: engajamento. No melhor estilo, "falem bem ou falem mal", o futebol feminino ganha palco, holofote, álbum de figurinhas e visibilidade. Uma Copa do Mundo feminina de futebol está acontecendo, e entre jogos do Brasil na Copa América, polêmicas do Neymar, e outros campeonatos ao redor do mundo, nossas atletas ganham manchetes - pela performance e bom jogo, que fique claro. 

Estava mais do que na hora, e convenhamos, tá bonito de ver!  

Cresci em uma família que tem o futebol como esporte, tanto que a minha avó - e ídola - é palmeirense, super engajada nas partidas ouvidas no seu bom e velho radinho de pilha. Ela sabe tudo do Palmeiras - inclusive as contratações(!). Apesar de não ter seguido na linha futebolística, escrever sobre os mais diversos esportes me faz esbarrar no futebol - e dar uma olhada especialíssima no futebol feminino. 

Com tantas discussões sobre igualdade de gênero, feminismo e empoderamento feminino, inclusive no esporte, não demorou muito para grandes marcas surfarem a onda do futebol feminino. Nesses meus 31 anos, é a primeira vez que vou conseguir comprar uma camisa oficial de seleção com nome de jogadoras e com o modelo desenhado para o corpo feminino. É também, a primeira vez que estou acompanhando - e conhecendo - jogadoras de outros times e suas histórias, históricos, estilo de vida e etc. Não só pelo fato de exaltar uma atleta mulher, mas porque vejo no futebol feminino resiliência, resistência e engajamento. 

Engajamento esse que pega carona com os mais diversos movimentos à favor da mulher e da igualdade de gênero. Que também proporciona oportunidade para arquitetar de maneira mais consciente a escolha dessa nova geração de meninas que está por vir, e que, vão viver o "lugar de mulher é onde ela quiser" verdadeiramente.

Quando falamos em arquitetura de escolha trazemos para consciência a quebra de padrões apresentando novas possibilidades (recomendo muito leituras relacionadas a Richard H. Thaler e Cass R. Sunstein, ganhadores do prêmio Nobel de Economia e do livro Nudge). Se até então o futebol sempre foi apresentando como um esporte masculino, o momento atual mostra para a nova geração que mulheres jogam futebol tanto quanto homens. São competitivas, estratégicas, preparadas fisíca e emocionalmente para fazer uma bela partida.

Com tamanha exposição e holofote, conseguimos trazer para nossas meninas a oportunidade de perderem a vergonha e dialogarem com os pais a vontade de jogar futebol. De desenvolverem habilidades que só um esporte coletivo como o futebol pode desenvolver. Oportunidade de conversar e debater com outras meninas sobre o assunto. Estamos criando oportunidade para as outras amiguinhas da sua filha/sobrinha/afilhada/etc também jogarem futebol e quebrarem de uma vez por todas o estereótipo tão batido, mas tão presente, que "futebol é coisa de menino". 

E voltando a arquitetura de escolhas, estamos trabalhando para ter um mundo onde as garotas possam escolher o esporte que elas quiserem. Isso inclui um novo mindset de todos os adultos ao seu redor, para trabalhar o estímulo de novas modalidades esportivas além do tradicional ballet. E digo isso, por que segui exatamente por esse caminho, foram mais de dez anos no Ballet. Tive sorte de crescer em uma cidade do interior de São Paulo, e uma família que me deu acesso ao clube poliesportivo da cidade. Foi ali que entendi sobre diversidade e possibilidade. Futsal, basquete, natação, vôlei, tênis, corrida, artes marciais, e tantos outros.

Precisamos apresentar para nossas garotinhas mulheres que vão além da grande Ana Botafogo. Se tratando do país do futebol, não tenho dúvidas que temos as melhores.

 Da-lhe Marta e todas as atletas da Seleção Feminina de Futebol! 

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O dia em que eu voltei a torcer pela Seleção Brasileira

Bibiana Bolson
Bibiana Bolson

Sou e sempre serei uma torcedora da Seleção Brasileira. E para falar a verdade, é exatamente por esse sentimento, o de torcedor, que muitos de nós jornalistas esportivos, escolhemos o nosso ganha pão. Preservada a isenção necessária para o exercício da profissão, convenhamos, você tem que amar o que você faz, esse é o primeiro passo para qualquer um que busca o sucesso! Não sei citar um jornalista sequer que não seja também um torcedor (da Seleção ou de um clube de futebol), sim, somos todos apaixonados por esporte! 

Dito isso, quero compartilhar com vocês que fico emocionada toda vez que o Brasil está competindo. Não só torço, eu sofro mesmo. Acontece que, assim como muitos brasileiros, desde 2014 perdi o sentimento que era tão representativo desde a minha infância. A Seleção entrava em campo, mas não era a mesma empolgação. Até o dia de hoje... 

Quando o Brasil entrou em campo na manhã desse domingo contra a Jamaica, senti o que não sentia há muito tempo. Senti também algo ainda mais forte: que passo importantíssimo para o futebol feminino! Essa Seleção feminina, que perdeu 9 jogos consecutivos, estreou sob a voz de um dos maiores narradores da história da televisão brasileira. Estreou com uma comentarista mulher em televisão aberta. E estreou com vitória! Com três gols de uma das maiores jogadoras do Brasil, a Cristiane.  

Cristiane comemora hat-trick sobre a Jamaica
Cristiane comemora hat-trick sobre a Jamaica Getty

Vimos um Brasil aguerrido, com oportunidades e criando ao longo da partida. Eu sei que a Copa do Mundo é longa, que teremos pela frente grandes desafios e enfrentaremos também seleções de países que tratam o futebol feminino muito melhor do que nós, mas hoje eu quero apenas curtir esse sentimento que andava sumido por aqui.  

Às guerreiras da Seleção Brasileira, meu agradecimento por estarmos juntas vivendo esse momento histórico. Um dia que o futebol feminino lembrará para sempre. Uma manhã de domingo que nós mulheres vamos guardar no coração. Vocês, que andaram comigo com o sentimento que sempre o esporte masculino tem mais importância, vocês sabem do que estou falando, tenho certeza. Para cima, guerreiras!

Fonte: Bibiana Bolson

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Copa do Mundo começando e nós estamos na semifinal em Paris

Luiza Travassos Fut
Luiza Travassos Fut
Estamos na semi!
Estamos na semi! Reprodução

Enfim o tão esperado momento chegou. 

Depois de quase 30 dias que estamos na França , ontem foi a abertura da Ladies CUP,  um campeonato de Futebol Feminino de Clubes da Europa . E olha quem foi convidada pra participar: nós, as meninas do PSG Academy Brasil . O mais emocionante de tudo isso é que estamos vivendo essa experiência no mesmo momento que a nossa Seleção Brasileira está chegando para realizar o sonho de toda atleta de jogar em uma Copa do Mundo


Estamos todas aqui e a expectativa é enorme. Nós tivemos 4 jogos, ganhamos o primeiro por 4 a 0, empatamos o segundo em 0 a 0 e, no terceiro, saímos com a vitória (1 a 0). Encerramos o último jogo com mais uma vitória por 3 a 0! Hoje foram dois jogos: primeiro, enfrentamos Alemanha e, em seguida, a França. 2 a 0 nos dois jogos. Pra quem? Brasil! 

Amanhã disputaremos a semifinal. Nos dedicamos muito neste último mês aqui na França. Participamos de outros campeonatos, de amistosos e muitos treinos. O entrosamento aumentou ainda mais, a confiança está fortalecida e estamos firmes em busca da nossa taça.

[]


Enquanto isso, a seleção se prepara para seu primeiro jogo, dia 09/06 . Elas vieram de uma fase difícil e se tem uma coisa que o esporte nos ensina, é aprender com os erros e superar as dificuldades . Elas também estão fortes.  Tudo que viveram nos últimos meses faz com que elas saibam onde devem atacar e o que fazer pra conquistar a taça. 
E não posso deixar passar a oportunidade de mandar o meu recado pra elas. Na verdade, o recado de todas as meninas, as que estão aqui comigo jogando esse campeonato e de muitas outras que ainda não tiveram a oportunidade, mas que sonham em ser jogadoras de futebol.


Então , aí vai: 

Meninas da Seleção,

Quando vocês entrarem em campo no dia 9, saibam que vocês não serão apenas 11. Vocês são muito mais. Vocês são as raras atletas dos clubes profissionais brasileiros.  Vocês são dezenas de meninas, que acabaram de ser aprovadas nas recentes peneiras,  para as bases, que até recentemente, não existiam.  Vocês são centenas de meninas  que jogam em escolinhas e projetos sociais sem nenhum incentivo.  Vocês são milhares de garotas que sonham em jogar futebol , mas não tem onde, não tem como, não tem nenhum apoio , e por isso ainda não conseguiram , mas com vocês , elas conseguirão . Vocês são outras milhares de meninas que nem sabem que menina joga futebol, sim . E essas descobrirão nessa Copa do Mundo, graças a vocês. Obrigada por tudo que vocês representam pra todas nós. Como a gente diz por aqui, a cada jogo, a cada gol, tudo está no 0 a 0.  Então vão lá e tragam a taça, tragam a conquista de uma nova fase do Futebol Feminino.

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O fisiculturismo que transforma!

Rê Spallicci
Rê Spallicci
Edgard Cardoso - Fisiculturista
Edgard Cardoso - Fisiculturista []

Uma das coisas mais bacanas do fisiculturismo é a sua capacidade transformadora! Não são poucas as histórias que conheço de pessoas que saíram de uma rotina sedentária e que, graças ao esporte, mudaram totalmente seus hábitos de vida e, consequentemente, de corpo.

E uma das histórias que mais me surpreendeu foi a do Edgard Cardoso!

Quando jovem, Edgard era praticante de Karatê, o qual praticou por 20 anos, tornando-se faixa preta, campeão paulista universitário e vice-campeão paulista por equipe.

Após, passou a praticar Powerlifting que é uma modalidade de levantamento de peso. E a carreira dele nessa atividade também foi vencedora: sagrou-se dez vezes campeão paulista, oito vezes campeão brasileiro, três vezes campeão sul-americano, e uma vez campeão pan-americano, além de ter ficado em 13º lugar no mundial da África do Sul, em 2004. “Fui também campeão paulista e brasileiro de Supino e Levantamento Terra”, revela. 

Até que, em 2014, após todas essas conquistas, ele resolveu parar e, nesse mesmo período, verificou que estava com problemas de saúde. “Por não ter uma dieta controlada, adicionado ao excesso de consumo de carboidratos, adquiri esteatose hepática (gordura no fígado) e pré-diabetes. Foi quando resolvi cuidar mais da saúde.”

Coincidentemente, no calor desses acontecimentos, ele foi assistir a um campeonato de fisiculturismo e se apaixonou pela modalidade. “Era aquilo que eu queria. Comecei com a dieta e treinamentos, que culminaram na perda de 50 kg de gordura! Eu pesava, em 2014, 125 kg, e fiz minha estreia no fisiculturismo, em março de 2017, pesando 75Kg.”

Para que isso fosse possível, ele teve o acompanhamento da Dra. Ana Teresa Mello, que é médica nutróloga, e do Dr. Gustavo Pasqualotto, que é nutricionista e preparador de atletas. E ambos o acompanham até hoje. “Foi uma saga de dois anos de preparação intensa”, revela. “Recebi, também, o apoio e patrocínio da Performance Nutrition, que se interessou pelo meu projeto de vida e me patrocina até hoje.” 

Edgard estreou no Fisiculturismo, em março de 2017, ficando em 7º lugar. Depois participou do Paulista e ficou em 4º lugar, conseguindo a vaga para o Brasileiro, competição na qual foi vice-campeão. “O segundo lugar me deu uma vaga no sul-americano, na Argentina, no qual fiquei em 7º lugar”, conta orgulhoso.

E como não existe almoço grátis, para chegar ao seu corpo atual e alcançar todos esses bons resultados, Edgard mantém uma rotina pesada de dieta e treinamentos.  “Normalmente faço seis refeições por dia, com 150g de proteína em todas elas, variando com comida e suplementos. Consumo, em média, 100g de carboidrato em cinco refeições. Nas duas últimas refeições do dia, não consumo carboidrato, apenas gordura boa (abacate, pasta de amendoim, ovos inteiros). Os alimentos não são fritos. Sempre assados ou cozidos. Uso sal rosa do Himalaia e óleo de coco. Quando estou em off, aumento na quantidade de consumo de carboidratos. Quanto entro em precontest, mais próximo da competição, o carbo é reduzido, chegando a ficar zero na última semana.”

Em relação ao treinamento, ele faz um esquema de 4 por 1, ou seja quatro dias de treino e um de descanso. “Divido os grupos musculares da seguinte forma: peito e bíceps, dorsal e tríceps, ombro e trapézio e perna.  Aeróbico de 20 minutos por dia, quando entro em precontest, explica.

O fascínio pelo esporte

Mais do que os títulos, Edgard comenta que as lições de vida que tira do esporte é que mais o impulsionam. “O Karatê ajudou muito na formação do meu caráter. No levantamento de peso, aprendi a superar os limites, aprendendo que nada é impossível”, sintetiza

 Sobre o fisiculturismo, ele acredita que o esporte seja a materialização do jargão “você é o que você come”.

 “O fisiculturismo é o resultado de todo seu esforço com a dieta, treinos e privações sociais. Tudo isso reflete diretamente em seu corpo. Você se torna uma escultura viva; afinal, o esporte se chama originalmente bodybuilder (construtor de corpo). Nas competições, você vai simplesmente mostrar aos árbitros o resultado do seu trabalho. As pessoas buscam o físico perfeito, com volume muscular e simetria, e somente por meio do fisiculturismo isso é possível realizar.”

Outra coisa que o fascina no fisiculturismo é a longevidade que os atletas podem ter em suas carreiras. “Não há limite de idade para a prática e o ápice da carreira é aos 45 anos, segundo o Mestre Arnold Schwarzenegger”, comenta Edgard do alto dos seus 57 anos.

Uma verdadeira transformação

Edgard Cardoso - Fisiculturista
Edgard Cardoso - Fisiculturista []

Com a transformação que conseguiu em seu corpo, o Edgard me contou que muita gente ficou espantada e até pensou que ele tivesse feito cirurgias ou aderido a alguma fórmula mágica. “Mas a verdade é que não existe segredo, nem mágicas. Só muito trabalho e sacrifício.”

 Advogado no Tribunal de Justiça de São Paulo, há 30 anos, onde ingressou por concurso público, Edgard é assessor jurídico de gabinete de Magistrado. Casado com Cibele e pai de Fernando e Felipe, ele conta que o apoio da família é fundamental para que se mantenha firme em seus propósitos. “Sem ela, você não chega a lugar algum. Minha esposa é quem prepara toda minha alimentação e segue à risca todo o cardápio que minha médica e meu nutricionista passam. É um verdadeiro trabalho em equipe. A família ajuda muito no aspecto psicológico. Durante a fase aguda da preparação, você quer largar tudo. É nessa hora que aquela força extra vem da esposa e dos filhos e o estimula a treinar e não sair da dieta”, confidencia.

 Além de estar feliz com o corpo, Edgard comenta que ganhou inúmeros benefícios com sua nova vida. “A começar pela cura de doenças, além de ter mais disposição e força de vontade para enfrentar o dia a dia, ser mais bem-humorado e feliz.”

Para quem quer chegar aos 57 esbanjando um físico de dar inveja, ele acredita que “se quiser, você consegue”, desde que haja objetivo, foco e regularidade. “Mas saiba que sozinho não se chega a lugar algum. O acompanhamento de profissionais é essencial. A suplementação esportiva é importantíssima para a obtenção de resultados.

 No fisiculturismo, 70% são constituídos pela alimentação (incluindo a suplementação), e 30%, pelos exercícios. Sem dúvida alguma, o segredo está na comida. Outra coisa que é preciso desmistificar é que fisiculturista passa fome. Não, ele passa vontade, principalmente quando tem como diz um grande amigo meu, ‘cabeça de gordo’. Com o passar do tempo, seu paladar muda. O alimento fica mais saboroso. Existem milhares de receitas fitness, que se prepara com wheyprotein, pasta de amendoim, óleo de coco, bem como existe uma grande quantidade de temperos e molhos, tudo com zero gordura. Mudança de hábito, nada mais, esse é o segredo”, finaliza.

Realmente, a história de Edgard mostra que não há limites para a transformação, quando temos mente forte e desejo de mudança! Sempre que vejo personagens como ele, fico feliz em poder compartilhar suas trajetórias, porque sei que são pessoas como o Edgard que inspiram outras a transformarem as suas vidas, em diversos aspectos!


Busque seu propósito. Deixe seu legado.

Rê Spallicci

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Copa do Mundo feminina de futebol terá jogos exibidos no Museu do Futebol

Julia Vergueiro
Julia Vergueiro
Andressa, Cristiane e Marta estarão em campo pela seleção brasileira
Andressa, Cristiane e Marta estarão em campo pela seleção brasileira Getty

A Copa do Mundo de Futebol Feminino da FIFA, realizada entre 7 de junho e 7 de julho, na França, terá jogos exibidos no Museu do Futebol – instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo. Com telão e arquibancada para cerca de 100 pessoas, o Museu recebe torcedores brasileiros e estrangeiros para vibrar por suas seleções. 

A estreia do Brasil é no domingo, dia 9 de junho, contra a Jamaica, às 10h30. Nesse dia, nossas alunas do Pelado Real FC estarão na arquibancada do Museu junto com os personagens da Turma da Mônica. Também assistirão ao jogo integrantes da União Brasileira de Mulheres (UBM) e do Movimento Toda Poderosa Corintiana. Com direito até a roda de samba, o primeiro jogo da Seleção promete agitar o Museu do Futebol.

2019 já é um marco para a história do Futebol Feminino. Pela primeira vez, os jogos do Mundial serão transmitidos pela TV no Brasil. E quem vier torcer no Museu também poderá conferir a exposição CONTRA-ATAQUE! As Mulheres do Futebol que narra a história do futebol feminino no país, que foi proibido por cerca de 40 anos entre as décadas de 1940 e 80 até as conquistas mais recentes.

“A exposição exalta esse momento e narra como foi o caminho trilhado pelas mulheres para chegar até aqui. O reconhecimento de suas lutas deve ser fonte de inspiração às novas gerações” afirma a diretora de conteúdo do Museu do Futebol, Daniela Alfonsi.

Carol Anjos, atleta do Centro Olímpico, visita a exposição Contra-Ataque
Carol Anjos, atleta do Centro Olímpico, visita a exposição Contra-Ataque Arquivo Pessoal

O ingresso para o Museu dá direito a ver a exposição temporária CONTRA-ATAQUE! As Mulheres do Futebol e a assistir aos jogos do dia. Às terças-feiras o Museu tem entrada gratuita.

Confira abaixo a programação de todos os jogos que serão transmitidos no Museu do Futebol:

Sala Jogo de Corpo

 7/6 - Sexta

16h França x Coreia do Sul (Grupo A)


 8/6 - Sábado

10h Alemanha x China (Grupo B)

13h Espanha x África do Sul (Grupo B)

16h Noruega x Nigéria (Grupo A)


9/6 - Domingo

10h30

Brasil x Jamaica

13h Inglaterra x Escócia (Grupo D)

 

11/6 - Terça

10h Nova Zelândia x  Holanda (Grupo E)

13h Chile x Suécia (Grupo F)

16h Estados Unidos x Tailândia (Grupo F)

 

12/6 - Quarta

10h Nigéria x Coreia do Sul (Grupo A)

13h Alemanha x Espanha (Grupo B)

16h França x Noruega (Grupo A)

 

13/6 - Quinta

13h Austrália x Brasil (Grupo C)

16h África do Sul x China (Grupo B)

 

14/6 - Sexta

10h Japão x Escócia (Grupo D)

13h Jamaica x Itália (Grupo C)

16h Inglaterra x Argentina (Grupo D)

 

15/6 - Sábado

10h Holanda x Camarões (Grupo E)

16h Canadá x Nova Zelândia (Grupo E)

 

16/6 - Domingo

10h Suécia x Tailândia (Grupo F)

13h Estados Unidos x Chile (Grupo F)

 

18/6 - Terça

16h Itália x Brasil (Grupo C)

 

19/6 - Quarta

16h Japão x Inglaterra (Grupo D)

 

20/6 - Quinta

13h Holanda x Canadá (Grupo E)

16h Suécia x Estados Unidos (Grupo F)

 

22/6 - Sábado

12h30 1ºB x 3ºACD - Oitavas de final (jogo 7)

16h 2ºA x 2ºC - Oitavas de final (jogo 1)

 

23/6 - Domingo

12h30 1ºD x 3ºBEF - Oitavas de final (jogo 2)

 

25/6 - Terça

13h 1ºC x 3ºABF - Oitavas de final (jogo 5)

16h 1ºE x 2ºD - Oitavas de final (jogo 6)

 

27/06 - Quinta

16h Vencedor do jogo 1 x Vencedor do jogo 2 - Quartas de final (I)

 

28/06 - Sexta

16h Vencedor do jogo 3 x Vencedor do jogo 4 - Quartas de final (II)

 

29/6 - Sábado

10h Vencedor do jogo 5 x Vencedor do jogo 6 - Quartas de final (III)

13h30 Vencedor do jogo 7 x Vencedor do jogo 8 - Quartas de final (IV)

 

2/7 - Terça

16h Semifinal Vencedor do jogo I x Vencedor do jogo II

 

3/7 - Quarta

16h Semifinal Vencedor do jogo III x Vencedor do jogo IV

 

6/7 - Sábado

12h Decisão do 3º lugar

 

7/7 - Domingo

12h Final

Serviço:
Praça Charles Miller, s/nº São Paulo, SP
Terça a domingo, 9h às 17h (visitação até as 18h)
R$ 15 | Meia-entrada: R$ 7,50 | Entrada gratuita às terças-feiras
* Horários diferenciados de funcionamento em dias de jogos no Estádio do Pacaembu. Consulte o site museudofutebol.org.br.
* Estacionamento com Zona Azul (R$ 5,00 válido por 3h). Mais informaçõesno site da Companhia de Engenharia de Tráfego – CET.


Fonte: Júlia Vergueiro

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Melhor time feminino do mundo; a que se deve o sucesso da Atos e das alunas de Angélica Galvão?

Mayara Munhos
Mayara Munhos
Angélica Galvão levantou o troféu do título por equipes da categoria feminina pela primeira vez na história
Angélica Galvão levantou o troféu do título por equipes da categoria feminina pela primeira vez na história Kenny Jewel/GrappleTV


Além dos títulos individuais por atleta, que são muito cobiçados no Campeonato Mundial da IBJJF, o final do torneio é marcado pela premiação dos títulos por equipe. No ano passado, a Atos conseguiu vencer o bicampeonato derrubando a hegemonia da Alliance pelo segundo ano consecutivo. Este ano, a equipe liderada por Fábio Gurgel voltou a vencer e somou o 12° título, deixando o time de André Galvão em segundo. Mas isso tudo no adulto masculino.


Porém, algo inédito aconteceu: a Atos venceu por equipes no adulto feminino. É a primeira vez que o time das mulheres, liderado por Angélica Galvão, fica no topo do Mundial. Em 2018, a equipe terminou em 6°, com 22 pontos. A Alliance e a Gracie Humaita, que brigaram pelo primeiro lugar algumas vezes, acabaram ficando para trás para o Angelica's Army (Exército da Angélica, como 'apelidaram' suas alunas) levar o título para San Diego.

André e Angélica Galvão com o troféu de campeão
André e Angélica Galvão com o troféu de campeão Anailly Amorim

Nos primeiros dias de competição, a equipe disparou na liderança. Na faixa azul, destaque para Iasmin Casser, aluna de Guilherme e Rafael Mendes, da AOJ, que venceu ouro na categoria e no absoluto e ainda foi 'presenteada' com sua faixa roxa.  No peso pluma, Adriana Gamarra também somou pontos e faturou o bronze. 

Na faixa roxa, destaque para a campeã Jessa Khan, também aluna dos irmãos Mendes e que tem sido, sem dúvidas, um dos maiores nomes do jiu-jitsu feminino da atualidade. Ela também beliscou o bronze no absoluto. Destaque também para Heather Morgan e Crystal Gaxiola que, além do título na faixa roxa, receberam a faixa marrom no pódio. 

Na faixa marrom, alguns pontos a mais: Rafaela Guedes faturou o ouro na faixa marrom pesado e o bronze no absoluto. Quem também colaborou com pontos foi Emily Alves, que levou bronze na faixa marrom meio pesado e dividiu o terceiro lugar do absoluto com a Rafa.

Na faixa preta, Nina Moura, Nikki Cuddle e Luiza Monteiro estavam na briga. Nina e Nikki acabaram fora do pódio. Luiza, que era uma das favoritas ao título, ficou nas quartas de final do absoluto, sendo derrotada por Ana Carolina Vieira (GFTeam) e chegou na final da categoria meio pesado, mas ficou com a prata após ser finalizada por Andressa Cintra (Gracie Barra).

Bianca Basílio também era uma esperança de título. A atleta da Almeida, que luta os campeonatos da IBJJF pela Atos, fez a final do peso pena contra Ana Schmitt (Nova União) e terminou a luta empatada. Na decisão, Ana levou a melhor.

A GF Team até chegou a encostar, mas acabou em segundo lugar com 66 pontos. A Atos terminou com 71 e em terceiro, a CheckMat com 36.

Mas a que se deve o sucesso do time feminino da Atos? "A excelência está em oferecer o que minha cliente veio buscar. Isso faz toda diferença", me contou Angélica, que também falou um pouco mais sobre a turma feminina :)

AULA PARA MULHERES

Há 5 anos, Angélica tem dado aula só para mulheres. "As aulas femininas na Atos começaram quando eu fui graduada a faixa preta. Como a maioria das coisas na minha vida, o André sempre me desafiou a ir além. Eu confesso que não tinha muito interesse em dar aula, nunca tinha dado aula até então. O programa começou pequeno, o número de alunas ficava numa média de 8-10 meninas", disse a professora. Duas vezes na semana, um dos tatames da Atos é disponibilizado para elas. É uma aula que mistura o básico com o avançado, algo que possibilita que entrem novas alunas e que as mais antigas, também aprendam e contribuam com a classe.

Para a professora, treinar com mulheres traz uma realidade diferente e ela defende: "Peso, tamanho e força tem influência sim, se não tivesse, não existiriam divisões feminino e masculino, divisões de peso e nível de faixa. É um grande benefício ter um grupo bom de meninas para treinar". Mas apesar de defender o treino feminino, ela também acha importante encorajar as mulheres a treinarem nas aulas mistas.

"A mulher sem background no esporte pode se sentir intimidada dependendo do ambiente. Meu foco é apresentar o jiu-jitsu de uma forma saudável, interessante, eficiente, e com um toque desafiador. Com o tempo eu encorajo todas elas a participarem das aulas normais na academia", completou. 

Para Angélica, o fato de ser faixa preta e dividir a liderança da academia com André, também ajuda muito a ter novas alunas. "O fato de eu ser dona da academia, ser mulher faixa preta acaba ajudando bastante, pois eu sei a necessidade de uma mulher dentro da academia. Então acabo aplicando isso no time", disse.

Ela também acredita que o respeito que há entre ela e o André, é algo que acaba refletindo dentro do grupo, tornando o ambiente familiar, agrádavel e seguro. "Sempre me coloco como cliente e crítica. Analiso e me pergunto se eu gostaria daquele lugar se entrasse ali pela primeira vez, se eu me sentiria à vontade para deixar minha filha de 12 anos fazendo uma aula ali e sair para tomar um café. Esse é meu foco", disse. 


O DIA EM QUE ELAS CONQUISTARAM O TATAME PRINCIPAL

O que começou pequeno, tomou uma proporção gigante. Algumas semanas antes do Mundial, Angélica publicou uma foto e comemorou um recorde: 43 alunas.



A academia tem dois tatames a disposição, sendo um maior e principal e o outro, um pouco menor, que é onde acontece a aula das mulheres. Durante a aula das mulheres, acontece simultaneamente no tatame principal, o treino sem kimono, liderado pelo professor André. Neste dia, elas tomaram conta do tatame maior. 

"Ele [André] dá bastante suporte e atenção para o feminino. Então a gente sempre brincava que eu ia tomar o tatame grande. Aí esses dias, éramos em 43 meninas. Ele olhou e falou: 'pode usar meu tatame'. Foi uma honra", relembrou a professora.

Angélica também contou que para ela, o que mudou de cinco anos para cá foi o número de alunas e o fato de hoje em dia, poder contar com uma assistente para ajudá-la nas aulas. E, para quem acha que é difícil iniciar uma turma: acertou!

"Eu sempre dei meu melhor, mesmo quando ainda éramos em menos meninas. Já teve aula com 3 meninas apenas, mas eu sempre fiz com excelência, como se tivéssemos 100 meninas no tatame. Ainda contamos com 2 aulas semanais. Hoje tenho uma assistente em todas as aulas, pois são muitas meninas, e temos do nível inicial ao avançado. São meninas com metas e objetivos diferentes. Umas buscam competição, outras perda de peso, defesa pessoal, melhora da saúde, auto estima. Embora o jiu-jítsu seja o mesmo, isso precisa ser apresentados de maneira diferente", disse.

Angélica e André têm uma filha de 12 anos, Sarah, que é faixa cinza e preta e medalhista de prata no Pan-Americano. 

O SENTIMENTO DO TÍTULO

Pela primeira vez, a Atos levou o título da divisão feminina. Professora Angélica disse não levar o título como algo dela, e também disse que há muitas alunas, atletas e não atletas de outras filiais competindo pela Atos também.

"O título é da equipe. Sem bons líderes, que valorizam e incluem o jiu-jitsu feminino, não teríamos alcançado", disse.

Angélica reconhece seu empenho para fazer a equipe crescer, mas não deixa de citar: "Eu represento de uma certa forma o jiu-jitsu feminino na Atos. Sei que abri portas e de certa forma, tenho minha contribução para o esporte, mas sem todo grupo, nada disso seria possível". 

A professora e líder da equipe, já contou anteriormente que optou por abrir mão da carreira de atleta para se focar na academia e, embora tenha conquistado títulos mundiais na faixa roxa e marrom, não conquistou na preta, mas atrela isto a algo maior, e finaliza:

"Me sinto honrada e realizada. O título mundial de kimono na preta é algo que não pude conquistar, mas faço da vitória de cada uma delas, a minha vitória e o meu título mundial".

Que todas tenham fôlego para continuar levando a Atos para frente e que este, seja só o começo!

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Melhor time feminino do mundo; a que se deve o sucesso da Atos e das alunas de Angélica Galvão?

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Aprendizado com arco e flecha leva indígena à seleção brasileira no Pan de Lima

Marília Galvão
Marília Galvão

Graziela Santos conquista vaga para os Jogos Pan-Americanos de Lima
Graziela Santos conquista vaga para os Jogos Pan-Americanos de Lima []

O Brasil enviará uma representante indígena amazonense como arqueira nos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru, que serão realizados entre os dias 26 de julho e 11 de agosto deste ano.

Graziela Santos é da etnia Karapãna e seu nome indígena é Yaci, que significa Lua. Aos 23 anos, a atleta se classificou em primeiro lugar para o Pan no tiro com arco e é a primeira mulher indígena a compor a Seleção Brasileira na modalidade.

“Estou muito feliz em fazer parte da equipe e representar o Brasil nos Jogos Pan-Americanos. É a primeira vez que vou participar desse campeonato, e eu estou muito feliz de ter conseguido a vaga e ver que meu treinamento de todos esses anos está começando a dar bons resultados para mim e para o Amazonas também”, disse a atleta em entrevista exclusiva.

Graziela nasceu no Rio Cuieiras, no Amazonas, no sítio dos pais, que pertence à aldeia Kuanã. Ela diz que teve uma infância muito boa ao lado dos seus sete irmãos. “Nós crescemos juntos, sempre brincando lá no quintal de casa, correndo, subindo em árvore, pulando, nadando no rio. Eu tenho boas recordações.”

Graziela Santos e sua família segurando a réplica da tocha olímpica no Rio Cuieiras (Amazonas)
Graziela Santos e sua família segurando a réplica da tocha olímpica no Rio Cuieiras (Amazonas) []

Quando criança, uma das distrações de Graziela era brincar de arco e flecha com os tios, irmãos e pai. Ela ainda representava sua etnia e a escola em que estudava nos Jogos Interculturais, que eram realizados em comemoração ao Dia do Índio.

Este foi o estímulo o suficiente para a atleta se interessar pelo tiro com arco, modalidade olímpica em que muitos atletas indígenas se destacam pela semelhança com o arco e flecha. O primeiro é profissional e o segundo é da cultura indígena.

Graziela conheceu a modalidade olímpica quando entrou para o projeto de arquearia indígena da Fundação Amazonas Sustentável (FAS). A entidade construiu uma escola na região onde ela morava, no Rio Cueiros. A atleta se apaixonou pelo esporte e desde os 17 anos segue firme na modalidade.

Graziela Santos e equipe conquistam medalha de prata no Grand Prix do México em 2018
Graziela Santos e equipe conquistam medalha de prata no Grand Prix do México em 2018 []

Graziela se formou em ciências contábeis no ano passado e atualmente está se dedicando apenas aos treinos. “A minha rotina de treinos é de seis dias por semana. Está sendo muito bom, estamos fazendo bastante exercícios, trabalhando nossa concentração, psicológico e acredito que veremos bons resultados, para o Brasil, para o Amazonas e para tudo o que eu represento”, contou a atleta, que está morando em Maricá, no Rio de Janeiro, para se preparar para as próximas competições.

Graziela aparece na foto com quatro irmãos e um primo
Graziela aparece na foto com quatro irmãos e um primo []

A esportista já participou de seis campeonatos brasileiros, além dos internacionais. Ela acumula dez medalhas até o momento, incluindo o ouro no Campeonato Sul-Americano de 2018 por equipe feminina e também no individual, e medalha de prata por equipe feminina no Grand Prix do México no mesmo ano.

Em junho ela participará do campeonato Mundial na Holanda, que vale vaga para a Olimpíada de Tóquio, em 2020.

“Será o meu primeiro Mundial. Nós estamos treinando bastante para que possamos conseguir a vaga por equipe. É uma competição onde vão todos os países, é muito difícil e acredito que podemos trazer um resultado bom”, finaliza. 

Graziela Santos e seu irmão, Gustavo Paulinho, também arqueiro da Seleção
Graziela Santos e seu irmão, Gustavo Paulinho, também arqueiro da Seleção []

Um dos irmãos de Graziela, Gustavo Paulinho, também é arqueiro da seleção. Aliás, ambos foram campeões brasileiros de dupla mista. Os Karapãna também são representados no território nacional pelo wakeboarder Jajá do Wake, primo de Graziela.


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Como a imigração dos EUA humilhou Sabatha Laís e a tirou do Mundial de jiu-jitsu

Mayara Munhos
Mayara Munhos
Entrar nos Estados Unidos tem sido cada vez mais complicado para os brasileiros
Entrar nos Estados Unidos tem sido cada vez mais complicado para os brasileiros Jaap Arriens/NurPhoto

Todo ano, acontece na Califórnia, Estados Unidos, o Campeonato Mundial de Jiu-Jitsu da IBJJF. A primeira edição do mundial foi em 1996, no Rio de Janeiro. Em 2007, porém, ele foi sediado nos Estados Unidos e hoje em dia, pode-se dizer que a Walter Pyramid é o 'cantinho oficial' do jiu-jitsu nessa época do ano, que começa nesta quinta-feira (30).

Mas há um problema tem assombrado os atletas brasileiros que querem chegar até lá: o visto. Embora em muitos outros anos tenhamos ouvido histórias de vistos negados, esse ano falou-se muito mais sobre a situação - talvez por conta da situação política do país. Não existe um acordo bilateral em que o brasileiro pode entrar livremente nos Estados Unidos, ao contrário de norte-americanos no Brasil (e dos Japoneses, Canadenses e Australianos).

Sabatha Laís, faixa preta da Ryan Gracie, teve um problema muito mais constrangedor do que a negação. Com passaporte regulamentado e visto em dia, ela viajou até lá, chegou em Los Angeles e foi barrada na imigração.

 

A faixa preta estava indo pelo quarto ano consecutivo e nunca tinha tido problemas. Ela fez uma participação extraordinária no Campeonato Brasileiro, que aconteceu em maio, chegando na final do peso e do absoluto e chegaria na 'Pirâmide' como um grande nome a ser batido. Mas não aconteceu.

Na imigração, ela passou pela primeira triagem, o policial fez as perguntas normalmente e ela respondeu, mas o 'entrevistador' pediu um minuto  e chamou uma outra pessoa para falar com ela. De lá, ela foi levada para uma outra sala, onde ficou esperando durante cerca de 40 minutos. "Me fizeram as mesmas perguntas, o cara me perguntou o que eu ia fazer e eu respondi de novo. Ai ele falou que era mentira", contou Sabatha. "Eu falei que era verdade, expliquei que sou faixa preta e ele perguntou se tinha provas de que estava inscrita no campeonato. Fui no meu e-mail, mostrei o comprovante da IBJJF com o meu nome, categoria e enfim... Entreguei meu celular para ele ver, ele pegou um papel e me deu, dizendo que meu celular estaria preso para averiguação".

Sem entender, Sabatha admitiu que sabia dos riscos de ser barrada, já que é algo comum entre os brasileiros, mas que imaginou que nunca aconteceria com ela. Depois de ter o celular levado durante cerca de meia hora, ela novamente foi chamada e encaminhada para outra sala que ela tentou reproduzir, explicando:

"Nessa sala, já tinham pessoas dormindo, com aquelas camas, tipo 'Medico sem Fronteiras', sabe? Tinha um monte de mulher, a mesma sala era separada por uma parede, homens de um lado e mulheres do outro. Ali eu comecei a ficar em desespero, porque se elas estavam dormindo numa situação dessa, é porque não estavam lá há pouco tempo". 

Nessa sala, ela ficou durante cerca de 20 horas e nesse período de tempo, foi sendo chamada para responder as mesmas perguntas, feitas de forma diferente. "Humilhante. Isso é uma humilhação. O tempo todo ficavam tirando foto minha igual marginal mesmo. Eu estava sendo revistada como marginal e eu falando que estava indo ali para lutar, com a inscrição feita, local certo de ficar, data certa de vir embora. Não era a primeira vez que eu estava indo, era o quarto ano consecutivo", disse.

Sabatha também desabafou sobre a hora em que se sentiu mais humilhada. Em um dado momento, o oficial a chamou novamente. "Ele me chamou e falou em espanhol: 'Parabéns, você luta muito bem'; e eu falei que não tinha entendido, achei que ele estava me zoando. Ele respondeu: 'Eu olhei no YouTube, até mesmo no seu celular suas lutas, parabéns, você luta muito bem'; ai eu comecei a chorar e falei: 'pelo amor de Deus, você viu que não é mentira minha, me deixa entrar, me deixa lutar'; e ele falou: 'não, você não é bem-vinda no meu país'. Voltei para a sala, fiquei durante cinco ou seis horas esperando eles me colocarem em um voo para voltar para cá".

Sabatha durante o Campeonato Brasileiro de 2019.
Sabatha durante o Campeonato Brasileiro de 2019. BJJ Girls Mag

Ao sair de lá, ela foi escoltada até o avião, com três oficiais. O voo era para Santiago e, depois de sentar no avião, ela achou que o pesadelo tinha acabado, mas mal sabia que estavam esperando por ela no Chile. "Tinha Polícia Federal para me escoltar até a sala de embarque para pegar o voo até São Paulo. Isso tudo sem celular, sem comunicação, sem documento e sem nada. Me colocaram dentro do avião de novo e eu achei que tinha acabado, que eu voltaria para o meu país tranquila, mas chegando aqui, tinham mais duas oficiais para me levar até a Polícia Federal para explicar o motivo de eu ter voltado e só tinha uma delegada no aeroporto de Guarulhos. Fiquei com os oficiais lá embaixo até explicarem a situação, algo que demorou mais cerca de uma hora, ou sei lá quanto tempo", relembrou, e completou: "Precisei esperar para liberar meu passaporte e celular, que estavam presos dentro de um envelope. Uma humilhação atrás da outra. Sai de lá agradecendo a Deus por voltar para casa, porque chegou um momento em que eu estava desesperada para ser sincera, achando que nem voltaria mais".

 "Eu não desejo isso nem para a pessoa que me deseja mais mal no mundo, é desumano", falou Sabatha e ainda detalhou: "Fiquei todo esse tempo na sala sem comer. Só tinha água. O banheiro era um lixo. Lá, as pessoas perguntavam quanto tempo ficariam ali e tentavam entender o motivo. Em um momento, entrou um oficial xingando todo mundo, com palavras de baixo calão". 

Agora, Sabatha está no Brasil e ainda pensa em meios legais para tentar ao menos amenizar o que aconteceu nos Estados Unidos. "É difícil explicar como estou me sentindo. É terrível estar preparada, realmente achando que é o seu momento e tirarem isso de você", desabafou, e continuou: "É frustrante saber o tanto que você se preparou... Toda energia que você gastou, todo o empenho... E digo até financeiramente".

A faixa preta também agradeceu por falar um pouco de inglês e ter conseguido se comunicar, mas relembrou que tinha uma francesa na sala quando ela chegou que não falava absolutamente nada do idioma, e que quando Sabatha saiu, ela continuava lá, sem entender o que estava acontecendo. No final, Sabatha nem sabe o motivo por não terem a deixado entrar nos EUA.

Segundo Lucas Migon, advogado desportivo e mestre (USF) especializado em imigração, o visto só é válido quando devidamente carimbado pela imigração do país. "O visto só é aperfeiçoado juridicamente no momento da inspeção de imigração em solo americano. Traduzindo: você só recebeu um visto quando carimbam seu passaporte e é aquilo que vale. Por isso, pode-se 'tirar visto' sem data específica para viagem" esclareceu Lucas, que já esteve por trás de alguns casos de atletas, como Tayane Porfírio, que está sendo punida pela USADA.

OUTROS ATLETAS QUE NEM TIVERAM A CHANCE DE SAIR DO BRASIL

Gabriel Costa, faixa roxa da Guigo Jiu-Jitsu e atual campeão Brasileiro, tentou o visto pelo terceiro ano consecutivo e foi negado. Segundo reportagem da UOL, a carta de recomendação dada pelo professor Lloyd Irvin, de Maryland, a carta escrita pela marca que patrocina o atleta e o registro na CLT que Gabriel possui há dois anos, não foram suficientes para que ele embarcasse.

O Dream Art Project, projeto da equipe Alliance e liderado por Isaque Bahiense, relatou em rede social que de 14 atletas que se aplicaram para o visto, 8 foram negados.

Uma delas foi da campeã brasileira na faixa roxa, Letícia Yuka. Ela teve 4 vistos negados entre 2018 e 2019. A justificativa?

"Eles não falam muita coisa. Só falam que não e te dão um papel escrito a 'justificativa'. E esse papel diz que eu não tenho vínculo com meu país de origem", disse Letícia.

E de fato, o papel é um padrão para quem tem o visto negado. "A justificativa do visto é padronizada porque, legalmente falando, compete ao requerente superar uma presunção de intenção imigratória", disse Lucas Mignon.

Justificativa que Letícia Yuka e outros atletas da Dream Art receberam
Justificativa que Letícia Yuka e outros atletas da Dream Art receberam Arquivo Pessoal

A publicação feita pelo Dream Art causou alguns questionamentos, como: será que o principal torneio de jiu-jitsu do mundo devia mesmo ser realizada em um mesmo país-sede todos os anos?



Todo ano, a Federação Paulista de Jiu-Jitsu (FPJJ) oferece uma seletiva para os atletas melhor ranqueados durante o ano onde a premiação é uma passagem para disputar o Pan-americano, que também é nos Estados Unidos.

Em 2017, porém, a FPJJ divulgou que os atletas vencedores da seletiva seriam contemplados com uma passagem para o Campeonato Europeu, que acontece em Portugal, por conta da dificuldade de obtenção do visto americano.

No ano passado, a premiação foi novamente para o Pan, e a federação se prontificou a ajudar da forma que pode e publicou a seguinte mensagem no site:

"VISTO AMERICANO

A obtenção do visto obrigatório para viagem é de responsabilidade do atleta. A Federação poderá emitir carta de solicitação e de apresentação para o consulado americano mas não se responsabiliza pela obtenção ou não deste visto. Caso o atleta tenha o visto negado, não haverá compensação do prêmio, nem mesmo, a possibilidade de indicar outro atleta para recebê-lo."

Portanto, levando em consideração que o visto é difícil burocraticamente e financeiramente, não é tão fácil quanto algumas pessoas afirmam ser, porque não depende simplesmente de um querer. Então talvez seja algo a ser pensado mudar a sede do torneio a cada ano, para abrir a possibilidade que atletas impedidos de entrar nos Estados Unidos participem.

"A sensação é de impotência, de ter sido roubada. De terem me tirado o que era meu, de uma forma nojenta, ridícula, sem ter ao menos uma explicação", foi como afirmou ter se sentido Sabatha, que ainda está pensando em como correr atrás do prejuízo, já que ainda não teve nem tempo e nem cabeça para pensar em como pode recorrer a situação. E sem ter a certeza se vai poder disputar um Mundial novamente, já que ela não recebeu nenhuma recomendação sobre poder ou não voltar ao país.

"O visto eu ainda não sei. Não sei se barraram minha entrada dessa vez ou se barraram por um tempo. Eu realmente não tive cabeça para ver isso", finalizou Sabatha. 

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Treino de Glúteo de Loana Muttoni

Rê Spallicci
Rê Spallicci
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Ela é uma das maiores do nosso esporte no Brasil! Loana Muttoni é Bi-Campeã Mundial, Bi-Campeã Brasileira e Campeã Sulamericana de Fitness, sendo reconhecida nacionalmente e internacionalmente como um ícone da modalidade.

Além e brilhar nas competições, Loana é uma das principais coachs fitness do Brasil, apoiando atletas amadores e profissionais a promoverem verdadeiras transformações em seus corpos. Pós-graduada em fisiologia do exercício e certificada como personal trainer no Estados Unidos, ela é conhecida também por preparar atletas com lindas pernas e glúteos. 

Loana Mottoni
Loana Mottoni []

Então, nada melhor do que conhecer alguns segredinhos dela para um treinamento especial, não é mesmo? Por isso, hoje eu trago aqui para vocês algumas dicas que a Loana me passou em um bate papo-especial.

Para Loana, o primeiro segredo está na avaliação do corpo. “Como cada corpo dá uma resposta aos diferentes estímulos, será de acordo com essa informação e resposta obtida que a gente periodiza um treinamento específico.  Cada pessoa possui pontos fortes e fracos, e necessidades distintas. Daí, nenhum treino é igual ao outro. Fora isso, é de extrema importância variar os estímulos, pois o corpo tende a se adaptar e não responder da mesma maneira, e é aí que a pessoa fica estagnada nos seus resultados”, ela explica.

 Sobre os glúteos, a Loana destaca que eles são a fortaleza do corpo humano. São essenciais para correr rápido, saltar alto, lançar longe e levantar pesado. Então, é lógico que requer cuidados especiais que, muitas vezes, são deixados de lado ou treinados de maneira ineficaz.

“Venho há alguns anos estudando o que a ciência comprovou e vem mostrando sobre o treinamento de glúteo. O treinamento deve ser inteligente, e hoje temos inúmeras ferramentas que nos dão suporte para isso”, revela. 

Entre essas ferramentas que ela cita, está o aparelho de eletroestimulação, de última geração, que permite maximizar o treinamento resistido com mais eficiência e recrutando mais fibras musculares.

Utilizando o aparelho há algum tempo, a Loana me contou que desenvolveu algumas metodologias especiais para otimizar o uso da eletroestimulação.

“Podemos realizar uma pré-ativação do músculo que iremos trabalhar, permitindo aumento da sensibilidade neuromotora e conseguindo treinar de maneira mais eficaz. Outra técnica seria colocar o equipamento no músculo de maior deficiência e usá-lo durante o treino todo, a fim de aumentar a ativação muscular. Por exemplo, se a pessoa treina pernas, porém não consegue recrutar o glúteo nos exercícios, a gente coloca a eletroestimulação no glúteo, enquanto a pessoa realiza um treino de pernas”. Wowww, olha uma superdica aí!

E pra finalizar, a Loana montou um treino hard especial pra vocês, sempre relembrando que antes de qualquer coisa é necessária uma avalição profissional, hein?

O treino de Glúteo da Loana

Você pode realizar seu treino duas vezes na semana, se fizer de 24 a 30 séries, ou optar por treinar todos os dias com 10 a 12 séries.

 Levando em consideração o tipo de fibra muscular do glúteo, o ideal  é compor seus treinos de glúteo com exercícios contendo:

  • Cargas pesadas com baixas repetições
  • Movimentos rápidos e explosivos
  • Cargas leves com altas repetições 

Para isso, devemos variar os estímulos, ativando os diferentes tipos de fibras.

  1. Elevação de quadril – procurando focar na contração e recrutamento muscular 4x 15-20 1RM 65-75%
  2. Agachamento – 4 séries 6-10 repetições – 70-80% 1RM
  3. Kickbacks ou coice – 4 x 8-12reps 65-75% 1RM
  4. Hiperextensão- 4 x 12-15 reps 55-65% 1RM
  5. Passada lateral com elástico 3-4 x 15-20 reps

Wow, aproveitem as dicas que não é toda hora que a gente tem a oportunidade de ter uma “aula” dessa fera do esporte! Espero que tenham curtido! Semana que vem tem mais!

 

Busque seu propósito. Deixe seu legado.

Rê Spallicci

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O rugby XV feminino está virando realidade

Renata Martines
Renata Martines

Times Vermelho / Azul e Preto
Times Vermelho / Azul e Preto Lara

Atualmente, quando falamos em rugby feminino no Brasil, só escutamos falar em Seven, certo?

Pois bem, eis que mais de 50 meninas invadiram o SPAC no último sábado (25) para mostrar que também querem jogar XV e merecem atenção.

Bom, antes de começar a escrever sobre o incrível sábado, levantei algumas informações sobre o XV feminino no nosso país com algumas amigas e elas sempre tentaram fazer disto, uma realidade:

Natasha Olsen e Marcinha Muller em ação no scrum com SPAC em Posadas - Argentina
Natasha Olsen e Marcinha Muller em ação no scrum com SPAC em Posadas - Argentina SPAC Rugby

- Em meados de 2000, o SPAC feminino se aventurou em jogos de XV em Posadas, Argentina;

- Em 2008, as meninas se uniram, pagaram passagem, torneio, uniforme e foram se aventurar em Amsterdam;

- Em 2013, rolou uma clínica em Indaiatuba com vários times de SP num sábado,  seguido de um mini torneio no domingo com as mesmas equipes;

- Em 2016, a Federação Paulista de Rugby organizou um mini torneio com alguns times de SP;

- Até 2018, havia uma clínica por ano no Centro-Oeste para aplicarem as regras e teorias num sábado e jogos no domingo;

- Ainda em 2018, tivemos a iniciativa do Magic Weekends com 8 etapas, mas, não seguiu em frente por 'N' motivos... além de muitas outras iniciativas que não vingaram.

Brasil XV
Brasil XV []

Bom, meu ponto aqui não é levantar porquê as iniciativas não vingaram até hoje, aqui quero destacar o universo de oportunidades e dizer que valerá muito as novas iniciativas que a Confederação está programando daqui pra frente (leia mais aqui e aqui).

Enfim, sobre o sábado:

Cheguei ao SPAC sábado às 10h20 para dois jogos de XV masculino pelos torneios Paulista A e E da Federação Paulista de Rugby. Em seguida a magia começou: às 15h20 começamos o jogo de XV feminino onde várias equipes de SP se organizaram ao longo de várias semanas para fazer do jogo possível!

Time Vermelho / Azul: 

Time Vermelho / Azul
Time Vermelho / Azul Lara

O combinado entre SPAC+ PasteurLeoas juntou muito mais que três times, ao todo tivemos a participação de 8 times para promover esse timão: SPAC, PAC, Manda Nudes, São Jorge, Fenix, Barbarians, Tatuapé, Niterói e Leoas. Ao todo foram 25 meninas.

A capitã Thays Kume contou que o técnico do Pasteur feminino deu a ideia e as ajudou na organização do time. Elas divulgaram os treinos abertos no colégio Liceu Pasteur e conseguiram ter bastante adesão: "Para mim foi incrível jogar XV! Sei que ainda falta o entendimento do jogo, mas, o importante é que todas as meninas saíram com gostinho de quero mais e animadas para os próximos jogos. Queríamos disputa no scrum, mas, entendemos a questão da segurança e queremos treinar para isto."

Time Preto: 

Time Preto
Time Preto Band

Montado em sua maioria pelas meninas do Band e Mogi, conseguiram reunir representantes dos times USP, Rio Branco e Tsunami , juntando 28 meninas!

A capitã Marina Fioravanti conta que o Band treina XV com o time masculino algumas vezes por mês, vai quem pode e quando pode, mas, já ajuda muito a ter noção do jogo que é bem diferente do sevens: "Conseguimos organizar um pouco a estrutura do XV porque o Will (treinador) colocou meninas que assistem muitos jogos em posições chave para o bom andamento da partida. Além disso, tivemos ajuda de alguns caras do masculino com o tempo do scrum e a vivência da Pala, Iris e eu em times na Inglaterra e Austrália."

Como árbitra da partida, posso dizer que o jogo foi muito limpo e faltam poucas coisas que apenas treinando a chavinha irá mudar: XV tem muito mais contato e estratégia sobre os contatos com seus respectivos apoios e o que cada pessoa do scrum precisa fazer para ser seguro.

Scrum de sábado no SPAC
Scrum de sábado no SPAC Pasteur

Foi uma experiência incrível e espero repetir por muitas outras vezes no apoio de todas vocês: Lara, Geroldi, Laís, Simone, Meire, Natália, Helia, Isabela, Kume, Suellen, Fernanda, Shera, Duda, Fabiana, Leticia, Patrícia, Karol, Karina, Bottini, Pedrosa, Cacá, Marcinha, Babi, Denise, Boadas, Jhenifer, Pamela, Pala, Moda, Michele, Sofia, Fu, Grasi, Iris, Bruna, Colors, Tchoba, Lea, Rúbia, Lala, Pri, Ana, Dri, Bau, Joy, Xaxá, Ryanne, Irmã, Nath, Aniele, Maria, Cris, Rafinha, Izzy, Turola e tantas outras que estavam lá no final de semana!

Dizem as boas línguas que em 2020 acontecerá um sul-americano de XV feminino  entre Brasil, Colômbia e Argentina e, o campeão entrará para repescagem para a Copa do Mundo de 2021. (não será 'tão' simples assim, terão vários outros jogos após esse torneio para alcançar a Copa do Mundo de rugby, mas, explicarei depois quando as datas forem definidas).

O resultado da partida foi Time Preto 53 x 0 Time Vermelho / Azul. 

Independente do resultado, quero dizer que todas estavam felizes em campo, participando mais uma vez de uma experiência incrível e tenho certeza que ajudarão os clubes e o país a chegarmos onde precisamos!

Parabéns pela coragem e alegria, por compartilharem este incrível sábado e escreverem mais um pedacinho da nossa história.


Beijos, 

Rê Martines.





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Google lança plataforma digital para resgatar a história não contada do futebol feminino no Brasil

Julia Vergueiro
Julia Vergueiro
Decreto-lei impediu a prática do futebol feminino por quase 40 anos
Decreto-lei impediu a prática do futebol feminino por quase 40 anos Acervo Museu do Futebol

Há alguns meses, uma agência me chamou para uma conversa sobre futebol feminino. Eles estavam pensando em ideias de campanhas e/ou ações para um de seus clientes, que logo eu descobri que era o Google. Em pouco mais de uma hora, vomitei tudo o que eu sabia, enquanto todos na sala se mostravam muito interessados em absorver cada informação, sempre trazendo novas indagações. Ao longo dos últimos anos, eu já participei de várias conversas como essa, e a verdade é que sempre saio da sala sem saber no que vai dar. Nesse caso, deu em um projeto muito bacana, o qual foi compartilhado comigo na semana passada com muito carinho e que hoje posso compartilhar com vocês. 

Entre 1941 a 1979, as mulheres foram proibidas de jogar futebol no Brasil. O mesmo aconteceu em outros países, como França e Alemanha. Mesmo impedidas por leis fora dos gramados, muitas mulheres seguiram jogando. Mas as histórias dessas pioneiras no esporte nunca foram contadas ou documentadas por órgãos oficiais.

"Às mulheres não se permitirá a prática de desportos incompatíveis com as condições de sua natureza, devendo, para este efeito, o Conselho Nacional de Desportos baixar as necessárias instruções às entidades desportivas do país”, dizia o decreto-lei 3.199, art. 54, de 14 de abril de 1941, aplicado no Brasil.

Em busca das histórias e personagens que viveram esse período, o Museu do Futebol e o Google Arts & Culture  lançaram nessa quinta-feira o Museu do Impedimento, uma experiência digital colaborativa para retratar os anos de proibição do futebol feminino no país. A partir de hoje até o dia 23/06, qualquer pessoa poderá compartilhar documentos, como vídeos, áudios, fotos e depoimentos de suas coleções pessoais sobre o futebol feminino.  Basta fazer o upload do material direto nesse site.

A curadoria do conteúdo ficará a cargo da equipe de especialistas do Museu do Futebol. O site será lançado em branco e gradualmente receberá o conteúdo enviado pelos usuários.  Ao final do projeto, esse material ganhará forma também em uma exposição virtual na plataforma Google Arts & Culture.

“O Museu do Futebol acolheu com muito entusiasmo essa iniciativa pioneira do Google de fomentar uma plataforma digital e colaborativa para descobrir novos acervos sobre esse período da história pouquíssimo conhecido. É uma iniciativa que faz com que o futebol se torne ainda mais importante para a história brasileira”, afirma Daniela Alfonsi, diretora de conteúdo do Museu do Futebol.

Lea Campos, a primeira árbitra de futebol
Lea Campos, a primeira árbitra de futebol Acervo Pessoal Lea Campos/Fotógrafo Desc

O Museu do Impedimento terá alguns depoimentos compartilhados por mulheres que foram pioneiras do esporte, como Léa Campos, a primeira árbitra do mundo e presa por 15 vezes durante os anos de proibição, e Mariléia "Michael Jackson" dos Santos, artilheira do futebol brasileiro.

“Queremos dar visibilidade à importância de recuperar a história do futebol feminino no Brasil e garantir que um público mais amplo tenha a oportunidade única de conhecer as histórias dessas mulheres pioneiras que continuaram jogando bola mesmo nos anos de proibição e abriram as portas para as novas gerações”, afirma Lauren Pachaly, diretora de marketing do Google Brasil.


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Google lança plataforma digital para resgatar a história não contada do futebol feminino no Brasil

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Primeira brasileira a vencer o Mundial de Surfe investe em escola no Rio

Marília Galvão
Marília Galvão

Andrea Lopes foi a primeira surfista brasileira a participar do circuito mundial
Andrea Lopes foi a primeira surfista brasileira a participar do circuito mundial Rick Werneck

Ela é uma das pioneiras no surfe profissional no Brasil. A sala de troféus dela traz nove títulos brasileiros (cinco como amadora e quatro como profissional), além da primeira taça do país em uma etapa do Campeonato Mundial. Aos 45 anos, já aposentada, é dona de uma escola de surfe no Rio de Janeiro. Mas um dos feitos que Andrea Lopes tem mais apego foi ter superado uma anorexia nervosa, quando tinha 22 anos e que a deixou com 38 kg.

Quem a viu como capa da Playboy em 2007, oito anos após conquistar uma etapa do Campeonato Mundial, nem imagina que ela passou pela doença.

“Com 22 anos eu fui diagnosticada com anorexia. Eu desenvolvi a doença por ser uma pessoa no passado extremamente rígida e controladora. Eu colocava muita pressão sobre mim, tinha muita auto-cobrança. Quando estava no auge da doença tive que abandonar o circuito mundial. Fiquei parada por dois anos e depois quando já estava curada retornei para o circuito brasileiro.”

Andrea sempre gostou de esportes aquáticos. A ex-atleta fazia natação no Flamengo desde os seis anos de idade e já competia nessa época, até decidir trocar de modalidade. “Chegou uma hora que eu cansei da natação, foi quando meu avô, que tinha casa em Saquarema (RJ), costumava alugá-la para uns caras mais velhos que eu, e aí eles me deram uma prancha e fui na cara e na coragem para o mar. Eu tinha 13 anos e foi quando me apaixonei pelo esporte. No ano seguinte já comecei a competir”.

A ex-atleta começou a praticar o esporte em uma época bastante diferente, quando nem sequer existia categoria profissional no Brasil. “Eu comecei no surfe com 14 anos movida por uma paixão pelo esporte sem ter muita referência do que poderia acontecer na minha vida, porque não tinha categoria profissional, não tinha nenhuma mulher que vivia desse esporte, então eu fiquei três anos competindo muito envolvida pela paixão.”

Com apenas 15 anos, Andrea já representava o Brasil em campeonatos em diversos países. Aos 17, teve que tomar uma decisão entre fazer faculdade ou dar um passo além no esporte e ir para um campeonato mundial profissional, pois no Brasil já tinha conquistado tudo o que podia.

Andrea Lopes pratica o surfe há mais de 25 anos
Andrea Lopes pratica o surfe há mais de 25 anos Juliana Maiarotti


“Decidi ir para o mundo com 17 anos e fiquei quatro anos competindo no circuito mundial sendo a única brasileira, porque no Brasil ainda não existia campeonato profissional”, conta. Nesse momento, aos 22 anos, foi quando Andrea foi diagnosticada com anorexia, e diz que se curar foi o momento mais feliz da sua vida. 

“Sempre fui uma pessoa otimista. O melhor momento da minha vida foi quando eu venci a anorexia e mostrei que não ia me entregar, foi quando me senti muito forte comigo mesma e saí daquela situação que só eu podia resolver. Cheguei a pesar 38kg”, conta a ex-atleta.

Depois de dois anos parada, Andrea voltou para o esporte e conquistou o tão sonhado título de uma etapa do Mundial sendo a primeira brasileira a realizar esse feito. Mas seu currículo é ainda mais recheado. A atleta também é tetracampeã brasileira profissional e pentacampeã amadora, além de ter sido vice-campeã mundial master.

“Ser a primeira brasileira a disputar o circuito mundial foi uma quebra de paradigmas, porque eu não tinha referência nenhuma, não tinha muita estrutura, vivia viajando me jogando no mundo. Como eu não tinha muito norte eu não sabia onde eu podia chegar, mas sabia que eu podia estar ali, isso foi muito desbravador. Foi uma vitória e abriu porta para uma nova geração de surfistas na época”, disse.

Andrea Lopes foi a primeira atleta brasileira a conquistar o ouro em uma etapa do campeonato mundial de surfe
Andrea Lopes foi a primeira atleta brasileira a conquistar o ouro em uma etapa do campeonato mundial de surfe []

“Os surfistas são muito corajosos, temos que saber lidar com o medo praticamente dia a dia, e eu acho que a vida também é um pouco assim, às vezes temos medo de mudança, de enfrentar o desconhecido, e o surfe te coloca muito no ‘olho no olho’ com isso.”

Após se aposentar, em 2010, a atleta buscou formação como coaching para trabalhar em empresas na parte de treinamento de serviços e também em oratória para poder dar palestras. Há cinco anos, Andrea usou todo o seu conhecimento e percepção do mar adquiridos em mais de 25 anos de esporte para abrir uma escola de surfe nas praias do Rio de Janeiro com aulas de surfe e stand up paddle.

“Fui abrir a escola em 2014, e aí eu uso todo meu conhecimento do surfe junto com a forma de lidar com o ser humano que o coaching me trouxe de bagagem. Nós damos aulas particulares ou com duas pessoas. A escola é um sucesso e referência no Rio de Janeiro”, finaliza a atleta, que também é vice-presidente da Associação das Escolas de Surfe do Rio de Janeiro.

Fonte: Marília Galvão

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O que o fisiculturismo pode nos ensinar

Rê Spallicci
Rê Spallicci
Renata Spallicci competição WBFF
Renata Spallicci competição WBFF []

Por mais que o fisiculturismo venha ganhando espaço, o esporte, infelizmente, ainda é cercado por muito preconceito. Para quem não conhece a modalidade, muitas vezes, os atletas são somente um monte de músculos sem nenhum tipo de preparo racional e   emocional. E isso me chateia bastante!! Porque só quem trabalha no esporte como a gente sabe que para chegar a um corpo de um fisiculturista, são necessários muitas outras aptidões intelectuais e emocionais. 

As lutas marciais conseguiram, também a muito custo, quebrar o estigma de algo violento e unicamente físico e hoje já encontram respeito por sua filosofia à base de disciplina, respeito e tudo o mais. E com meu artigo de hoje espero também mostrar o quanto que os atletas de fisiculturismo precisam desenvolver outras competências para se desenvolverem no esporte... Vocês me acompanham?

Equilíbrio

Sim, ter um corpo equilibrado, com músculos simétricos e proporcionais é fundamental. Mas, para nós, ainda mais importante é o equilíbrio nos vários aspectos da vida. Você precisa encontrar o equilíbrio adequado entre seu treinamento, alimentação e descanso, e todos os outros fatores relevantes em sua personalidade: família, amigos, trabalho, escola, espiritualidade, recreação, etc.

Cautela 

O nosso maior adversário não são os outros atletas com quem competimos, mas sim, nossos próprios limites. Mas isso não significa que a gente os rompa sem nenhum tipo de cautela. Uma lesão pode interromper ou reverter seu progresso por meses, e algumas contusões que lhe ocorrem em um instante podem permanecer  por toda a vida. Por mais pesos que peguemos, sempre devemos ter prudência.

 Cortesia

Já houve uma época, quando o esporte era ainda mais fechado do que é hoje, que os fisiculturistas se referiam a eles como integrantes de uma “irmandade de ferro”. E isso se justifica pela cortesia com que um atleta costuma tratar o outro. Já recebi muitas dicas preciosas de “adversárias” e sinto que quase todos os atletas se preocupam em passar e compartilhar o que aprenderam, gerando um clima de cortesia entre todos.

Saúde

Infelizmente, muita gente associa o fisiculturismo ao uso indiscriminado de anabolizantes e esteroides. Mas a verdade é que um programa regular de exercícios, juntamente com uma dieta que desacelera a gordura, uma suplementação de nutrientes, um descanso adequado fazem o estilo de vida da maior parte dos atletas, e isso é ser saudável. A saúde e o fisiculturismo devem andar de mãos dadas.

Visão holística

Somos a união de três sistemas: mente,  corpo e  espírito. Por isso, os atletas de fisiculturismo se concentram em aumentar suas capacidades mentais tanto quanto suas capacidades físicas. É uma decisão pessoal  a escolha de buscar a espiritualidade. O importante é que você se torne um indivíduo completo e não apenas uma coleção de músculos bem arredondados.

Humildade 

Parafraseando o mestre Arnold Schwarzenegger, “quanto melhor você conseguir ser, menos terá que provar”. Os grandes atletas do esporte estão sempre prontos a melhorar, aprender e crescer com as críticas construtivas. 

Limitação

 A verdade é que, por mais que a gente se esforce, a maioria das limitações genéticas do bodybuilding não pode ser superada. Avaliar claramente seu físico para entender o que você pode ou não  realizar, por meio do fisiculturismo é uma forma de aceitar o nosso corpo e de entender que nossas fraquezas também são parte de nossa individualidade. Aceitamos as coisas que nunca seremos capazes de mudar e nos esforçamos para mudar aquilo que é possível.

Perseverança 

É possível, sim, fazer mudanças drásticas em seu físico, mas essas mudanças exigirão um investimento de muitos meses - senão anos. Treine regularmente e coma direito, dia após dia. A perseverança é a chave para o sucesso do fisiculturismo.

Perspectiva

Se você não está competindo no concurso Mr.Olympia, não deve gastar tanto tempo, dinheiro e energia no fisiculturismo quanto um concorrente do Olympia. Defina suas prioridades e mantenha a importância do fisiculturismo em perspectiva. Veja também equilíbrio.

Realismo

Definir metas inacessíveis só pode levar à frustração. A menos que você seja um fisiculturista profissional de nível superior, não há necessidade de planejar planos para ganhar o Mr.Olimpia. Defina metas realistas de curto e longo prazo. Quando você atingir essas marcas, defina novas para desafiar-se continuamente com um padrão que maximize seu potencial, mas que não exceda suas limitações.

Respeito

O esporte é extremamente dinâmico e, a cada dia, surgem novas formas de treino. Mas é essencial para um atleta de fisiculturismo entender que os fisiculturistas de décadas passadas pavimentaram o caminho para nós. Tudo isso usando equipamento, suplementos, treinamento e conhecimento nutricional inferiores. Eles merecem o nosso respeito. 

Busca constante pelo autoconhecimento

 Mais do que tudo, o fisiculturismo nos ensina a importância do autoconhecimento em nossas vidas. Saber os limites do nosso corpo, a melhor dieta, e ter a força mental para suportar as pressões e as privações do esporte só é possível  se tivermos uma alta dose de autoconhecimento.  

Bom, é isso! Espero que com esta coluna possa contribuir para demonstrar o quanto o fisiculturismo vai além da questão física e como há outros elementos essenciais para ser uma atleta do esporte!

 

Busque seu propósito. Deixe seu legado.

Rê Spallicci

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A maior diferença que senti entre treinar jiu-jitsu nos Estados Unidos e no Brasil

Mayara Munhos
Mayara Munhos
Foi aí que passei uma semana levando porrada! Hahaha
Foi aí que passei uma semana levando porrada! Hahaha Arquivo Pessoal

Quem acompanha meu blog sabe que, em outubro 2017, eu embarquei para a Califórnia com o objetivo de treinar. Uma cirurgia, porém, me impediu, porque 15 dias antes da viagem, eu quebrei o dedo justamente durante um treino e precisei operar. Então precisei mudar um pouco meu roteiro e passei na Atos HQ só para conhecer e gravar algumas entrevistas. Fiz uns treinos de 'teimosa', mas claro, só para matar a vontade, sem relação nenhuma com a realidade, digamos assim.

Esse ano eu fui para lá de novo e, dessa vez, consegui treinar. Passei uma semana na Atos, visitei novamente a Barum Jiu-Jitsu durante um open mat e também fiz um treino na AOJ. O melhor é que eu tinha um objetivo maior: me preparar para o Brasileiro, que eu lutei no dia 01 de maio (talvez eu conte minha experiência em breve, mas posso dizer que foi ótimo, apesar de não ter subido no pódio). Então foi tudo muito intenso e eu tive que me dividir entre turismo e treinos.

Eu fui para lá com uma cabeça e voltei com outra. Mas eu tenho uma coisa muito importante a destacar: a maior diferença que senti entre treinar lá e aqui, foi o fato de poder treinar com mulheres.

Elas foram algumas das responsáveis pelos dias em que sai triste de tanto apanhar. Faltou a Luiza Monteiro, Rafaela, Emily e Nina Moura.
Elas foram algumas das responsáveis pelos dias em que sai triste de tanto apanhar. Faltou a Luiza Monteiro, Rafaela, Emily e Nina Moura. Arquivo Pessoal

Apesar de eu ter algumas meninas treinando comigo e, inclusive, dar aula para mulheres, é um estímulo muito diferente. Algumas equipes aqui no Brasil, de fato, têm um time feminino forte, mas nós da Ono ainda não chegamos a esse patamar e estamos desenvolvendo isso aos poucos. Lá eu me foquei sempre em treinar com elas, já que seria uma ótima oportunidade de simular uma luta real que eu provavelmente encontraria no Campeonato Brasileiro.

Me foquei em treinar com faixas roxas e marrons, que é o mais próximo da minha realidade atual. Todas eram do meu peso ou inferior, poucas mais pesadas. E ao contrário do que pensam - e que eu, pelo menos, já ouvi muito - de que eu vou ser melhor e mais forte treinando apenas com homens, eu senti exatamente o oposto: treinar com mulheres do mesmo nível técnico que o meu, é muito mais difícil. 

Professor André e Professora Angélica
Professor André e Professora Angélica Arquivo Pessoal

Foi onde eu consegui perceber que, de fato, os meninos 'tiram o pé' quando treinam  com a gente. O que não é um problema para mim. Existem homens e homens. Alguns que se fazem de besta por você ser mulher e 'deixam' você fazer tudo como se você não estivesse percebendo e outros, que discretamente não usam 100% da força para que o seu treino renda. Treinar com o segundo tipo de homem realmente é muito vantajoso, porque temos a oportunidade de fazer força, tentar aplicar algumas técnicas e se desenvolver. Mas ainda assim, não chega nem aos pés de treinar com uma mulher.

Elas nunca aliviam. Elas nunca 'te deixam' fazer alguma coisa. Elas nunca fingem que seu braço não sobrou na cara delas ou ignoram o fato de você não ter protegido o seu pescoço. Elas atacam, e atacam o tempo todo. Elas são fortes - tanto quanto ou muito mais que eu. Elas usam e abusam da força física e também da técnica. E é algo que equipara totalmente o nosso jogo. 

Ou seja, eu não tive 'boi' nenhum com elas. Enquanto com os meninos, sim, eu tenho. E talvez todas nós. Claro que eles não nos deixam soltas ou livres para fazer o que quiser, mas, na minha opinião, não chega nem perto de uma situação real de luta. Entrevistei a Jéssica Andrade depois que ela conquistou o cinturão peso palha no UFC 237 e, para ela, o diferencial é justamente ter uma equipe onde a possibilita treinar só com garotas [clique aqui se quiser ler].

Então para mim, essa foi a maior diferença. A possibilidade de treinar com mulheres me fez ficar muito mais esperta. Também tive a oportunidade de treinar com alguns meninos lá, mas eu aproveitei mesmo a oportunidade de estar em um lugar onde tinha mulher para escolher e me foquei nisso. Tenho certeza que isso fez muita diferença para o meu jogo.

Também tive a oportunidade de ter uma aula com o Guilherme Mendes - dispensa comentários, né?
Também tive a oportunidade de ter uma aula com o Guilherme Mendes - dispensa comentários, né? Arquivo Pessoal

Outra coisa que achei bem diferente foi o fato de se apegarem a detalhes. Percebo que nós, no geral, nos preocupamos muito com rolar. Às vezes dá preguiça de repetir a mesma posição cem vezes e a gente só quer sair na mão. Mas lá eles são muito apegados a entender o motivo pelo qual estamos pegando na lapela direita e não na esquerda, por exemplo. Essas coisas, que muitas vezes deixamos passar, faz muita diferença (e eu só percebi isso, aliás, depois que comecei a dar aula). 

Também senti uma pegada insana no treino de competição. É um treino que não consigo fazer aqui no Brasil porque é às 11h da manhã e estou trabalhando. Então, por conta disso, eu não estava acostumada a fazer um treino pegado no sentido de: "Hoje vamos fazer 20 rounds de 5 minutos". Quando o professor André falou isso, eu só queria pensar o quanto preferia estar 'fazendo a turista' nessa hora. Mas foi bem proveitoso. 

Eu senti uma superação em cada treino - principalmente de competição. O André exigiu que, faixas azuis e roxas, fizessem ao menos, 10 rounds. Mas eu queria mais, porque já estava lá mesmo... Hahaha. Consegui chegar a 14. 

Essas foram as diferenças maiores. Como somos uma filial da Atos aqui em São Caetano do Sul (SP), a metodologia é a mesma. O que difere são detalhes. 

Fora isso, também senti diferença física, que foi algo que em uma semana não consegui igualar, a maioria do pessoal que treinei lá, vive disso. Acho que eu precisaria de mais uns dias para me sentir 100% preparada.

Também senti, é claro, a diferença de tempo. A Califórnia é muito seca. Meu nariz descascava, precisava beber água muito mais do que estou acostumada quando treino aqui. E lógico, eu quis treinar na intensidade deles e minha imunidade deu aquela caída. Por alguns dias senti um indício de gripe, dor de garganta e um cansaço físico grande que, como já falei, precisaria de alguns dias para me sentir melhor. 

Sobre valores: sim, é mais caro. Fiz umas contas por cima aqui (sou ruim nisso) e o valor da mensalidade, considerando o câmbio de hoje (que o dólar de turismo está R$4,26 - socorro), pode custar cerca de 7 vezes mais do que uma mensalidade aqui (isso considerando um plano mensal. Assim como aqui, também existe plano trimestral, semestral e anual). Talvez seja alto até para os padrões americanos. Já as academias de musculação, são bem baratas - mas não posso dizer com tanta convicção porque não treinei, só ouvi falar, então pula.

Por outro lado, a suplementação lá é mais barata e a qualidade é superior a nossa. Então tomar um 'wheyzinho' de leve com uma boa qualidade lá, é mais fácil. Já no Brasil, precisamos prestar bastante atenção antes de comprar uma marca só por ser barata. Isso fora a alimentação: as comidas orgânicas, por exemplo, são mais acessíveis. Sabemos que esse 'combo' faz uma baita diferença para um atleta, seja ele de alta performance ou não.

De tudo isso, o que posso dizer é que foi uma experiência muito proveitosa e que gostaria que todos tivessem a oportunidade de fazer esse 'intercâmbio'. O Mundial está chegando, a galera tinha começado o camp na semana que cheguei e estava todo mundo na pegada. A cabeça dessa galera que vive para isso é bem diferente das que treinam por hobby. É incrível ouvir a história de cada um, os corres e ver o quanto eles se doam a cada treino.

Mas eu também adoro poder ter a oportunidade de treinar aqui todos os dias e crescer muito com meus professores e colegas de treino, ainda que seja bem diferente de lá. Os recursos que temos aqui, são completamente diferentes, a começar pela estrutura da academia. Enquanto lá eles têm dois tatames, aqui temos um, por exemplo. Então a grade de aulas é bem inferior. Enquanto aqui muitos de nós treinamos por hobby, lá também - embora a gente ache que a maioria da galera lá é de competição, mas não é exatamente assim. Mas o número de competidores de lá e daqui, deve ser no mínimo três vezes maior, eu realmente não sei comparar.

O melhor de tudo foi ter saído um pouco 'da caixa', conhecer novas pessoas, novas formas de treinar, novas histórias e poder compartilhar isso com o pessoal que treina comigo. Jiu-jitsu é muito doido! :) Foi muito bom ter tirado esse mês de férias e viver intensamente essa parada que eu gosto tanto.

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