Uma pecinha que muda nossa vida

Tathiana Parmigiano
Tathiana Parmigiano
Meus bebês
Meus bebês Arquivo Pessoal

Um filho é uma pecinha que muda nossa vida. Sem dúvidas. E a história se repete quando o segundo chega!

A experiência nos ajuda, é verdade, mas abre-se uma nova série de situações nem sempre possíveis de serem previstas.

Por isso, queria pedir desculpas pela ausência por aqui. Apesar de ter voltado a atender um mês após o parto, foram quatro meses intensos desde a chegada da minha Pequena e precisei abrir mão de certas coisas para "dar conta". 

Se na minha profissão eu repito que "cada gestação é diferente da outra", agora era a hora de eu vivenciar que "cada filho é diferente do outro", jargões que têm seu valor. Cólica, babá, sexo feminino... tudo novidade por aqui!

Com isso, fui tirada da estabilidade da minha agenda e compromissos. Mas, aos poucos, tenho tentado me organizar para conseguir conciliar tudo o que eu faço. Por isso volto a escrever só hoje. 

Mas vamos que vamos. Isso é vida real e está aí pra ser vivida.

Gabriela nasceu saudável, parto cesárea, com 4250g(!) e tem alegrado nossa casa.

Pedro manteve as atividades dele, enlouqueceu com a Copa e tem sido um irmão muito carinhoso com ela. (A "gagueira" do pré-parto passou. rs) 

No meio disso, todo o pacote que eu, e todas as mulheres do mundo que optam por ser mães, ganhamos à chegada de um bebê...

Contem comigo por aqui.

Estou feliz e pronta pra viver uma nova fase da minha vida.

Fonte: Tathiana Parmigiano

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A força de Joana Neves; a 'Peixinha'

Edênia
Edênia
Eu e a peixinha
Eu e a peixinha Reprodução

Oi, meninas!

No último mês aqui no Centro de Treinamento Paralímpico tivemos algumas novidades, uma delas é a nova integrante, nossa Joana Neves, mais conhecida como Peixinha. Joana é natural do Rio Grande do Norte, nasceu com um tipo de nanismo, e começou a nadar em 2000 por orientação médica para tratar fraqueza nos ossos. Ela se identificou com a natação logo cedo e não parou mais.

Por coincidência ou não, nos conhecemos em 2000. Quando estávamos fazendo teste na escolinha de natação Tutubarão, mal sabíamos que no ano seguinte seriamos convocadas para a seleção brasileira. Foi na Copa das Américas em 2001, em sua primeira competição internacional, que Joana subiu de categoria. Ela passou de S5 para S9, competindo com atletas com muito mais mobilidade.

Esse erro na classificação não parou a nadadora, que continuou a treinar mesmo com muitas dificuldades financeiras. Ela contou com o apoio da família e de seu técnico Rodrigo Vilar. Passados nove anos, somente em 2010, Joana foi chamada para refazer sua reclassificação, o erro foi corrigido e ela retornou para sua classe de origem S5.

O ano de 2010 foi o ano da volta por cima de Joana. No mesmo ano, ela já compunha a seleção brasileira e ganhou sua primeira medalha em jogos mundiais, na Holanda. Desde então, vem colecionando títulos, entre eles 4 medalhas Paralímpicas: bronze em Londres nos 50m borboleta, duas pratas e um bronze no Rio 2016, fora o recorde brasileiro e das Américas em suas provas.

Quero abrir um parêntese sobre um assunto recorrente: classificação. Acredito que essa seja uma grande variável no esporte paralímpico mundial. O ano de 2018 veio para comprovar isso! Para que entendam melhor, um atleta que hoje figura em 7º lugar do ranking mundial, pode subir 6 colocações dependendo da sua avaliação/ reclassificação. Trocando em miúdos, como a vida de Joana mudou completamente entre 2001 e 2010, isso pode acontecer em menos de 24h. Esse foi o meu caso, entrei na avaliação em 2018 como 7ª do mundo e em poucas horas estava como número 1 do mundo.

Peixinha em 2015
Peixinha em 2015 Marcio Rodrigues

Voltando as novidades de 2019, a pouco mais de um mês, Joana vem treinando no CT Paralímpico, aqui em São Paulo. Aproveito essa oportunidade para colocar o papo em dia.

Perguntei para Joana qual o balanço dela sobre 2018 e o que a levou vir para São Paulo. Joana foi bem direta: “meu ano de 2018 foi tenso, para não dizer que foi horrível. Logo no começo do ano precisei parar os treinos e fiz cirurgia de hérnia umbilical, que correu muito bem, porém depois de um mês tive um quadro de inflamação, porque sou muita inquieta. Por esse motivo fui cortada da primeira competição do ano, competição que seria para fazer índice do Parapan Pacifico na Austrália. Felizmente fui convocada para nadar o World Series na Itália e Inglaterra, não nadei bem, só tinha treinado 20 dias depois da cirurgia, mas mesmo assim fiz o  índice do Parapan Pacifico e  fiquei bem feliz”, contou.

Na sequência Joana relata que seu momento mais difícil de 2018 foi a perda do seu pai, “ foi a pior dor, perder meu pai, uma dor insuportável, meu mundo caiu”, acrescentou. Após a retomada aos treinos, Joana teve um quadro de depressão profunda, depressão que ela vinha sofrendo há dois anos.

Achando que já tinha passado por tudo, veio mais uma cirurgia, desta vez, o apêndice precisou ser retirado. Tudo isso fez Joana ficar um período afastada dos treinos. Como atleta sei o quanto é difícil ficar longe das piscinas!

Foi então que no final de 2018 o Head Coach, Leonardo Tomasello, entrou em contato e a convidou para treinar um período em São Paulo. Com ânimo renovado, Joana tem em mente metas concretas para 2019, conseguir se dedicar 100% aos treinos e fazer sempre o seu melhor.

Para finalizar nosso bate-papo, perguntei como tem sido esse início de 2019, treinando em São Paulo. Ela me disse: “Por enquanto está tranquilo, tenho aprendido muitas coisas estou voltando com uma vontade de aprender mais, e treinar no CT está me ajudando nisso. O mais difícil é ficar longe da família. Esse é meu ponto fraco, infelizmente como todos sabem, minha família é tudo para mim, sou muito ligada a eles, a saudade já está batendo, mas para termos algo melhor em nossas vidas, temos que abdicar de algumas coisas, para que no futuro possamos ser feliz. Eu sei que a saudade de hoje fará bem para o meu crescimento no esporte!”, contou.

Certamente 2018 foi um ano intenso e de muito aprendizado para Joana, estamos todos torcendo para que ela volte com tudo e esteja na “Raia 4” em 2019.

E aproveito para desejar feliz aniversário para a Peixinha, que hoje comemora 32 anos de muita determinação e personalidade! Parabéns, Joana!

E para vocês, desejo toda essa determinação da Joana!

Beijo,

Edênia.

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Conheça Ângela Borges, 'apenas' a melhor do mundo no fisiculturismo

Rê Spallicci
Rê Spallicci
Atleta Angela Borges
Atleta Angela Borges []

Quando aceitei o desafio de assinar esta coluna, uma das minhas principais motivações foi, justamente, a possibilidade de dar visibilidade ao fisiculturismo e seus -- e suas! -- atletas.

Isso mesmo: “suas”. Afinal, nos últimos anos, a mulher vem ganhando cada vez mais espaço no esporte. E hoje estou megafeliz em poder aproveitar este nosso espaço semanal para falar de uma querida que eu admiro demais.

Ela é formada em Educação Física, com especialidade em treinamento avançado para mulheres, atleta Wellness IFBB Elite Profissional, personal trainer, treinadora, palestrante, modelo, bacharel em administração de empresas, com especialização em gestão de pessoas.

Atleta Angela Borges
Atleta Angela Borges []

Estou falando de Ângela Borges, a atleta brasileira bicampeã mundial de fisiculturismo. Nos últimos seis anos, essa “catarinense” de Rio do Oeste trilhou uma carreira de sucesso fulminante que a conduziu da estreia em 2013, em Santa Catarina, ao título do mundial da França, em 2017, e à conquista do bicampeonato na China, no final do ano passado. Entre a estreia e o mundial, Ângela colecionou uma extensa lista de títulos estaduais, regionais, nacionais e internacionais, ganhando fama no mundo todo.

Tenho o privilegio de ter Ângela como minha coach e quero muito que vocês conheçam um pouco mais dessa mulher e atleta incríveis.

Atleta Angela Borges
Atleta Angela Borges []

Há quanto tempo está no esporte?

Treino há 17 anos, mas comecei a competir há 6 anos, em 2013.

Como aconteceu a descoberta nesse esporte?

Desde criança, sempre fui muito magra e sofria muito com as gozações de amigos e parentes. Isso que hoje chamamos de bullying, na minha infância e adolescência, era considerado apenas uma brincadeira. Por conta disso, sempre quis mudar meu corpo. Mas, aos 17 anos de idade, ainda tinha 44 quilos. Foi quando conheci meu atual marido, começamos a namorar e, logo de cara, ele me disse: “você precisa ir para a academia, tá com a bunda mole”. Primeiro me deu vontade de matá-lo< risos >, mas logo percebi que aquele era o incentivo que faltava para mudar meu estilo de vida. 

Teve influência de alguém em especial?

Se para ir à academia foi meu marido quem deu um empurrãozinho para o esporte, foi minha amiga Juliana, que competia na Body fitness: em 2012, ela me levou para assistir a um campeonato, justamente quando a categoria wellness começava a se destacar no cenário nacional. Me apaixonei por ela e, em 2013, fiz minha estreia.

O que mais a atrai no fisiculturismo?

Sem dúvida, é o estilo de vida, a possibilidade de evoluir o corpo através dos treinos e da dieta... Enfim, o desafio da superação diária que ele exige é algo que gosto de suplantar. Quem são seus grandes “inspiradores”?

No meu esporte, não poderia ser outra pessoa, senão o pai dos fisiculturistas, Arnold Schwarzenegger. No esporte em geral, o Ayrton Senna. Para mim, eles são exemplos de superação e vitória dentro e fora do esporte. Como vê o fisiculturismo hoje no Brasil?

Evoluímos muito, mas,  no geral, ainda faltam investimentos e um olhar mais administrativo e profissional para que o esporte gere, de fato, retorno aos possíveis investidores. Fala-se muito em amor pelo esporte. Na teoria isso é lindo, mas a verdade é que as empresas querem retorno, e o esporte precisa encontrar uma forma de ser rentável. Vamos torcer e, claro, dar nossa parcela de contribuição para que isso aconteça nos próximos anos.

Quais são os projetos para este ano?

Além das competições, quero dar mais ênfase aos trabalhos com minha patrocinadora, a Max Titanium, no canal do Youtube. Abrir mais vagas para atender alunas de consultoria e seguir viajando pelo Brasil e por todo o mundo com meus cursos e palestras, difundindo o que aprendi em todos esses anos no esporte. 

Existe ainda uma meta a ser alcançada?

Sou absolutamente realizada como atleta, pois obtive todos os títulos com que sonhei, no amador e no profissional. Por outro lado, sou altamente competitiva e acredito que meu físico pode evoluir. Disputar mais um mundial seria incrível, já que vou estar com quase 35 anos de idade.

Busque seu propósito. Deixe seu legado.

Rê Spallicci

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O que é quiropraxia e como ela beneficia corredores e esportistas

Ativo
Ativo

O que é quiropraxia e como ela beneficia corredores e esportistas
O que é quiropraxia e como ela beneficia corredores e esportistas Shutterstock

Uma das inúmeras técnicas contra lesões procuradas por atletas, a quiropraxia surgiu em 1895 e busca tratar problemas nas articulações.

No entanto, é preciso entender o que é quiropraxia é ideal para saber quando recorrer ao tratamento. 

Geralmente, ela é recomendada quando há a necessidade de se recuperar ou manter a saúde da coluna vertebral, ela é indicada para qualquer idade.

“O nosso objetivo é restaurar e manter a integridade da coluna vertebral e suas ramificações. Para isso, buscamos o equilíbrio da mecânica do corpo e do sistema nervoso”, explica o quiropraxista Fábio Medeiros.

Além de dores, entre os problemas tratados pela quiropraxia estão o bruxismo, a escoliose, a artrite, a artrose, a degeneração da coluna e a hérnia de disco.

Benefícios da quiropraxia

“O diferencial da quiropraxia está no ajuste articular, ou seja, são manobras precisas que restauram a função da articulação. Ao permitir que o corpo funcione de forma harmônica, reduzimos o risco de desenvolver alguma lesão”, explica Medeiros.

Os benefícios gerais são a melhoria da mobilidade, da postura e até da qualidade do sono e do estresse, já que ajuda a devolver o equilíbrio corporal.

O tratamento

Dividido em três fases, o tratamento começa com um exame inicial e procura iniciar a correção estrutural.

Medeiros afirma que a primeira fase consiste eliminar ou diminuir os sintomas, e combater a memória cinestésica, que é o “padrão estrutural de cada pessoa”.

“Combater a memória cinestésica significa reprogramar a postura e a estrutura do corpo, que no caso, está modelado de acordo com as posições com as quais está acostumado”.

Já na segunda fase, além da correção contínua, é preciso estabilizar a coluna e mantê-la alinhada.

Já a terceira fase, chamada de “manutenção”, ocorre quando todos os objetivos do tratamento são atingidos. A partir daí, o quiropraxista prescreverá as sessões para se manter o que foi conquistado.

“A quiropraxia também é importante para quem não quer ter que se preocupar com problemas degenerativos da coluna”, acrescenta.

Dessa forma, é possível evitar problemas como artrose e hérnia de disco, além de garantir um melhor funcionamento progressivo das partes do corpo.

O que é quiropraxia esportiva

Além da quiropraxia tradicional, existe a técnica específica para quem faz atividade física. A principal diferença entre ambas é que a esportiva foca mais em melhorar o desempenho e o equilíbrio muscular.

“Utilizamos técnicas para corrigir contraturas e eliminar inflamações musculares por exemplo”, explica Medeiros.

Os casos de maior procura entre atletas também se dão por causa de dores no quadril, nos ombros e na região lombar e cervical.

“Ela melhora o rendimento através de ajustes específicos na coluna e nas articulações, e na melhora da função muscular”, afirma Medeiros.

No geral, ajuda o atleta a ter mais qualidade em seus treinos, recuperação mais rápida e menos riscos de sofrer lesões novas ou recorrentes.

No caso de corredores, a quiropraxia esportiva pode tratar principalmente a fascite plantar, a inflamação no tendão calcâneo e dos músculos tibial anterior e a síndrome do patelo-femoral.

É importante ressaltar que o método exige o conhecimento de um profissional capacitado e de confiança.

O site da Associação Brasileira de Quiropraxia (ABQ) disponibiliza mais informações e os dados de todos os quiropraxistas formados no país.

*Fonte: Fábio Medeiros, profissional de educação física e quiropraxista pela Universidade Anhembi-Morumbi em parceria com a Chiropractic Western States (EUA).

Fonte: Ativo.com

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Sonhos interrompidos dos meninos que nunca serão esquecidos

Luiza Travassos Fut
Luiza Travassos Fut

Uma estrela para cada uma das vítimas na tragédia no Flamengo
Uma estrela para cada uma das vítimas na tragédia no Flamengo ESPN.com.br

Sonhos: são eles que nos movem e nos dão motivação para continuar nossa caminhada a cada dia.

São os sonhos que fazem com que jovens saiam de sua casa para segui-los. São os sonhos fazem a vida mais alegre.

Já dizia a música de Skank: “Quem não sonhou em ser um jogador de futebol?’’. No Brasil e no mundo, milhares de meninas e meninos compartilham desse sonho. Nós, atletas do futebol, sabemos que  é muito mais que colocar uma chuteira e correr atrás da bola. É batalhar a cada dia, a cada treino, aprender o que é raça, na raça. É querer dar orgulho a família e,  na maioria das vezes, dar um futuro melhor a ela. É ser feliz fazendo o que ama e viver intensamente a partida de futebol que é a vida.

E nessa sexta-feira, o Brasil chorou quando essa partida parou para 10 meninos da categoria de base do Flamengo, vendo sonhos sendo destruídos por uma tragédia. Quem vive o mundo do futebol sente mais ainda essa perda. Por mais que não conhecêssemos esses meninos prodígios, sabemos toda a trajetória de viver um sonho como o deles e tudo isso sendo interrompido desse jeito, dói demais.

As pessoas dizem que tudo na vida tem um porque, mas neste caso, é praticamente impossível encontrar uma explicação para tal barbaridade. Eu prefiro acreditar que Athila, Arthur, Bernardo, Christian, Gedson, Jorge, Pablo, Rykelmo, Samuel e Vitor vão agora jogar uma bela partida lá no céu,  serão estrelas que brilharão intensamente para sempre. Sim, sexta feira, dia 08 de fevereiro de 2019 é um dia para se esquecer, mas esses jovens, tão especiais, ficarão para sempre gravados em nossas lembranças.

Difícil escrever sobre tanta dor e não se emocionar. Ao ver todos os clubes prestando solidariedade, é possível entender a nossa paixão por esse esporte, a união quando algo como essa tragédia acontece vai muito além de clubismo ou qualquer outra rivalidade, e nessas horas prestamos nossas homenagens.

Desejo muito que os sobreviventes, principalmente para aqueles hoje estão no hospital, Jhonata, Francisco e Cauã se recuperem logo, fiquem bem, e consigam retomar suas vidas, apesar de tudo. Eu, jogadora da base do Fluminense e do PSG Academy BR, peço muita força para todos os amigos e familiares das vitimas, que seus lutos não sejam em vão.

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Após Paulista e Brasileiro, meninas do Centro Olímpico conquistam o continente

Julia Vergueiro
Julia Vergueiro

COTP premiação Paraguai
COTP premiação Paraguai Reprodução/Conmebol

“Eu sou de um time que não entra só quem quer/
A raça é muito grande, jogamos pra valer/
Eu tenho uma mania que já era tradição/
De nunca se entregar e nem cair ao chão/
Centro Olímpicoooo”

Quem acompanha as equipes do Futebol Feminino do Centro Olímpico nas competições certamente já se deparou com esse grito de guerra. E elas não cantam ele à toa, cantam só quando são campeãs. Mas como no caso estamos falando da base mais vitoriosa do Brasil nos últimos anos, a cantoria virou recorrente, e eu mesma já decorei a música de tanto escutar (e cantar junto, é claro!).

O exemplo mais recente e emblemático dessa enxurrada de conquistas veio no último sábado, em solo paraguaio: a equipe sub-14 do Centro trouxe pra casa o caneco do torneio que as próprias jogadoras “apelidaram” de Libertadores.

Seguindo os moldes da Libertadores na década de 1960, foram reunidas as 10 campeãs nacionais das confederações filiadas à Conmebol (Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela) para a disputa da segunda edição da Fiesta Sudamericana de la Juventud, torneio promovido pela Conmebol com o intuito de fomentar o futebol de base na América do Sul, feminino e masculino. Os jogos rolaram entre os dias 25/01 e 02/02 em Assunção, no Paraguai, com direito a festa no Centro de Convenções e visita ao Museu da entidade sulamericana.

O representante do Brasil na categoria sub-14 foi o Centro Olímpico, que conseguiu a vaga em dezembro do ano passado ao sagrar-se campeão brasileiro em cima do Fluminense. Após uma campanha impecável, as meninas do Centro bateram as cariocas nos pênaltis e entraram de férias já com a cabeça na viagem para o Paraguai, como conta a capitã do time, Julia Brito:

“Não foi o nosso melhor jogo, a gente tava bem nervosa, tanto que acabou indo pros pênaltis. Quando acabou e saímos de férias eu não via a hora de voltar a treinar e começar a preparação pra Libertadores”.

COTP comemoração Paraguai
COTP comemoração Paraguai Arquivo Pessoal

A campanha no Paraguai

O Centro Olímpico caiu no grupo B, que tinha como cabeça de chave a equipe da casa, a Selección Estudiantil de Ñeembucu, além da SecaSports (Venezuela), Iquique (Chile) e Lavalleja (Uruguai).

O jogo de estreia do time brasileiro foi contra as venezuelanas. Debaixo de um sol de 37 graus, as meninas fizeram um jogo muito disputado e venceram o SecaSports por 4x3. Passado o nervosismo da estreia, as atletas do Centro conseguiram mostrar que a união entre elas e a preparação feita com muita competência por toda a comissão técnica fariam a diferença no placar: com duas goleadas, 6x0 contra o Iquique e 5x0 contra o Lavalleja, se classificaram para as semifinais com uma rodada de antecedência.

“Eu acreditava bastante no nosso time e a comissão nos deu vários vídeos para conhecermos as equipes adversárias, então eu tava bem confiante. Nosso time se entende muito bem dentro de campo, temos muita união e principalmente muita vontade de ganhar” – conta com alegria na voz a capitã Julia Brito, que se orgulha de poder ser um ponto de referência para as colegas de time – “Elas sempre vem me pedir ajuda, dentro e fora de campo, e eu tenho conseguido ajuda-las”

Na semifinal, o adversário foi a equipe do Espuce (Equador), que pouca resistência ofereceu, permitindo mais uma goleada para o Centro (5x0) e a vaga na grande final.

A decisão foi entre as duas melhores campanhas da competição, Centro Olímpico e Liga Antioqueña (Colômbia). Mais confiantes do que nunca, a equipe do Brasil não deu chances às adversárias colombianas, vencendo por 3x1 e levando junto com o título os prêmios individuais de melhor goleira (Isabella Cruz), melhor jogadora (Milena Ferreira) e artilheira (Milena Ferreira).

Mais do que um time de camisa, um time referência

O desempenho e os resultados da equipe no sulamericano foram tão positivos que surpreenderam os próprios organizadores da competição, os quais convidaram o supervisor técnico do clube, Rodrigo Coelho, a palestrar em um curso de treinadores da Conmebol que acontecia concomitante à competição.

A conquista do campeonato continental coroa uma geração muito vitoriosa e histórica no futebol brasileiro de base, que também conquistou o último Campeonato Paulista sub-14 (2018), o Campeonato Brasileiro sub-14 (2018) e o Mundial sub-12 (2017).

“Nós conversamos muito com as meninas sobre a importância do campeonato e estabelecemos com elas dois objetivos: o primeiro era ser campeão, claro, e o segundo era ir para a Disney, já que várias não tem condições de sair do país e mereciam isso. Elas tem entre elas isso de querer dar o melhor uma para as outras, não só para vencerem, mas para poder ajudar em outras coisas. Essa motivação mais pessoal acaba sendo uma corrente que as deixa mais próximas e mais fortes”, conta o treinador da equipe Douglas Matsumoto.

Com o título, o Centro Olímpico conquistou o direito de disputar a Disney Cup em Orlando, nos Estados Unidos, em julho de 2019. Algo me diz que o Brasil estará muito bem representado por esse grande clube e por essas pequenas grandes atletas.

COTP campeão Paraguai
COTP campeão Paraguai Arquivo Pessoal

(Agradecimento especial às famílias das atletas campeãs Julia Brito, Luisa Fontes e Manuela Gorny pelo carinho ímpar comigo desde que tive a sorte de participar um pouquinho da vida dessas meninas incríveis. Grande beijo!)

Fonte: Júlia Vergueiro

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Mas afinal, existe um horário certo para malhar?

Rê Spallicci
Rê Spallicci
Fotos: Dan Gallic
Fotos: Dan Gallic []

De manhã, à tarde ou à noite. Qual o melhor horário para malhar? Será que realmente existe um horário mais certo? Esta é uma dúvida que atormenta muita gente e por isso, me perguntam muito sobre o tema! E a resposta, como quase tudo que envolve a preparação física, nunca é tão simples e direta.

Eu por exemplo, antes de me tornar uma atleta profissional, sempre curti malhar cedinho. Levantava às quatro e quarenta da manhã, colocava minha roupa de ginástica e ia para a academia.

Mas quando iniciei minha primeira preparação para o WBFF, que me exigia treinos de força com muito mais peso, tudo mudou. Comecei a perceber que assim tão cedinho eu já não rendia tão bem. Havia dias que estava meio sonolenta, que meu corpo ainda não tinha despertado totalmente... Enfim, senti que não estava tendo a performance que eu poderia ter.

Para tirar a dúvida, naquela ocasião, aproveitei minhas férias e experimentei vários horários para ver em qual meu corpo se adaptava melhor. E percebi que, à tarde e à noite, eu estava com mais força e disposição.

Como minha rotina de trabalho não permite que eu me ausente para treinar no meio do dia, acabei fechando o horário das 19 horas. Naquele momento, o novo horário ficou perfeito: tinha mais força, conseguia me alimentar corretamente e ainda dar uma desligada de uma hora, entre o fim do expediente e o início dos treinos.

Mas acontece que começaram a surgir muitos compromissos na parte da noite, e resolvi reagendar novamente meus treinamentos e fechei de fazer musculação na parte da manhã (mas não tão cedinho, já que eu não rendia bem) e cardio à noite! 

Estou contando a minha história pessoal, porque inspirada nela comecei a me perguntar: será que existe uma hora ideal para malhar? Ou isso varia de pessoa para pessoa? Ou do resultado que você pretende conquistar?

Saí em busca de algumas respostas que gostaria de compartilhar com vocês! Querem ver?

A primeira coisa que me chamou a atenção, diz respeito ao nossos hormônios. Vocês sabem que eles influenciam diretamente no ganho de massa e na nossa performance, certo? E realmente alguns estudos sugerem que, em virtude de o cortisol estar alto de manhã,  o melhor horário do dia para realizar a atividade física é no fim da tarde, pois podemos produzir mais testosterona, o que é essencial para quem treina. 

Mas pelo que pude perceber em outros estudos, há também a influência do relógio biológico de cada pessoa. Há vários tipos de pessoas: aquelas que “funcionam” melhor pela manhã e as que rendem mais à noite ou à tarde. Isso é chamado cientificamente de ciclo circadiano, um ciclo do nosso corpo que controla inúmeras funções do organismo, entre elas a secreção de hormônios, o sono, digestão, renovação celular e a temperatura corporal nas diferentes horas do dia, o que consequentemente vai influenciar o treino.

Por outro lado, temos também estudos que explicam que o corpo é uma máquina inteligente e, conforme nos acostumamos com um determinado horário do dia, ele tende a produzir mais performance naquele horário – seja manhã, tarde ou noite.

Mas, mesmo com essas diferenças entre estudos, há alguns pontos com que quase todas as publicações concordam:

Para quem quer perder peso

Um estudo da Medicine & Science in Sports & Exercise descobriu que as mulheres ficavam menos atraídas por alimentos não saudáveis ao longo do dia, quando se exercitavam nos primeiros 45 minutos do seu dia. Mas, segundo eles, para tirar o máximo proveito do seu treino da manhã, a pessoa deve comer algo antes do treino. Mesmo sabendo que malhar antes de tomar o café da manhã ajuda a queimar uma porcentagem maior de suas calorias provenientes de gordura, ele não indicam fazer isso porque, por outro lado, você não será capaz de malhar mais forte. Além disso, comer de maneira  saudável pela manhã  ajuda a ter um metabolismo mais acelerado durante todo o dia.

 Para quem está treinando para uma corrida

Pesquisa publicada na revista Cronobiologia Internacional descobriu que há maior atividade enzimática e aumento da função muscular durante a tarde. Sendo assim, o  desempenho se torna melhor entre 14 e 18 horas. Isso significa que a pessoa tem mais força e disposição, se treinar nesse horário. 

Para quem quer ganhar massa

A dica para quem ganhar massa é exercitar-se depois do jantar. Neste horário, a nossa força muscular aumenta ligeiramente, a coordenação é melhor e a quantidade de oxigênio fornecido aos músculos sobe. É uma melhora pequena, mas pode ajudar a aumentar o peso dos alteres de 2 kg para 4 kg, por exemplo.

Para evitar dores

Uma coisa superbacana que li é que de manhã a gente tem mais possibilidade de se lesionar e se machucar. Isso porque o corpo não está necessariamente pronto para cair da cama e já se esforçar. Então, ficamos mais vulnerável a distensões e machucados, ao amanhecer.  A recomendação, nesse caso é praticar exercícios entre as 16 e 20 horas.

Para quem não tem persistência

Se você tiver problemas em manter uma rotina de exercícios, a manhã pode ser o melhor horário para se exercitar, dizem os especialistas. Segundo o Conselho Americano do Exercício, o hábito do exercício mais consistente é observado em pessoas que o elegem como sua primeira tarefa do dia.

Mas a verdade é que \em todas as pesquisas que fiz, os especialistas se mostraram unânimes em afirmar: cada organismo tem um ritmo e não existe um horário único ideal para praticar esportes ou fazer exercícios físicos. Cada horário traz vantagens e desvantagens, com as quais é preciso saber lidar para obter melhores resultados nos treinos e também para não prejudicar a saúde.

O importante é a frequência e a consistência! Conheço pessoas que trabalham na área da saúde e tem horários supermalucos, mas conseguem encaixar na sua rotina o exercício em horários alternativos e isso funciona superbem para eles. Outros que precisam treinar sempre no mesmo dia e horário para conseguirem cumprir uma rotina, enfim, não há uma regra.  O melhor horário é aquele que melhor se adaptar a sua realidade.

 Busque seu propósito. Deixe seu legado.

Rê Spallicci

Fonte: Rê Spallicci

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Super Bowl exibe comercial em que Sam Gordon aparece ao lado de lendas do esporte

Paula Ivoglo
Paula Ivoglo

Sam Gordon no comercial do Super Bowl
Sam Gordon no comercial do Super Bowl Youtube: NFL

Você se lembra da Sam Gordon? Contei a história dela aqui no blog.

Pois bem, além de tudo que essa menina já fez e tem feito pelo futebol americano nos Estados Unidos e de todo reconhecimento recebido, dessa vez ela conseguiu ainda mais: fazer parte de um comercial que foi exibido nesse último domingo dia 4, durante o Super Bowl, com diversos jogadores e lendas do futebol americano.


Para quem não sabe, os comerciais durante o Super Bowl são um evento a parte, e tão aguardados pelo público quanto o jogo. Afinal, os anunciantes pagam a bagatela de US$ 5 milhões de dólares por 30 segundos de comercial, ou seja, eles capricham nas ideias para fazer valer todo esse investimento!

Sam Gordon foi convidada para participar de um comercial de 2 minutos que incluía gerações dos melhores jogadores de todos os tempos da NFL, chamado “O jogo de 100 anos”.

A propaganda reuniu 44 dos melhores atletas do passado e presente, e trata de uma cerimônia de gala que celebra a 100ª temporada a NFL, mas acaba se tornando um jogo depois que uma bola dourada cai de cima do bolo, derrubada por ninguém mais ninguém menos que Marshall Lynch, atual running back do Oakland Raiders.

Gordon aparece quase no final, com a bola na mão, quando o cornerback do San Francisco 49ers pede a bola, e ela diz: “Você quer a bola? Então vem pegar!”, quebrando tackles do jogador e passando para Saquon Barkley.

Veja você mesmo que fantástico:


O comercial tem como objetivo celebrar 100 anos dos grandes jogadores e contou com nomes como Marshawn Lynch, Peyton Manning, Joe Montana, Deion Sanders, Emmith Smith, Tom Brady, Von Miller, JJ Watt, Odell Beckham Jr e muitos mais.

“É incrível pensar que estou em um comercial do Super Bowl com todos essas lendas do futebol, e ter esse momento onde eu pego a bola, e falo com essas outras estrelas, é maravilhoso me ver entre eles!”, diz Gordon.

O comercial ficou em primeiro lugar no USA Today’s Ad Meter, que classifica os anúncios do Super Bowl baseado na avaliação do público. Recebeu nota 7.69 de 10.

Como disse Sam: “Sabe, chega uma hora que você pensa, como serão os próximos 100 anos de futebol? E eles focam em uma garota e em um rookie. Ok, nos próximos 100 anos, vamos ver o crescimento da participação de garotas no futebol”.

Gordon continua inspirando e lutando por mais oportunidades para garotas no esporte. Com relação a seus objetivos no futuro, diz que quer continuar crescendo sua liga, a Utah Girls Tackle Football League, conseguir que sejam criados programas de futebol para garotas nas escolas de Utah (onde vive) e quem sabe, em todo o país!”.

Fonte: Paula Ivoglo

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Super Bowl exibe comercial em que Sam Gordon aparece ao lado de lendas do esporte

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A importância da caminhada para a saúde

Ativo
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A importância da caminhada para a saúde
A importância da caminhada para a saúde Shutterstock

A porta de entrada para muitas pessoas que querem aderir a um estilo de vida mais saudável é a caminhada. E isso é ótimo!

Segundo estudo publicado pela ATVB (Arteriosclerosis, Thrombosis and Vascular Biology), ela tem os mesmo benefícios que a corrida para saúde, mesmo que a intensidade seja diferente.

A pesquisa foi feita com mais de 45.000 pessoas e mostrou que andar é eficaz em diminuir o risco de vários tipos de doença e, quanto maior a distância percorrida, maiores são os benefícios.

Segundo os pesquisadores, caminhar diminui em 7,2% o risco de hipertensão, o colesterol alto em 7% e doenças coronariana de 9% a 12,3%.

Jefferson Brasileiro, treinador da assessoria esportiva Ztrack, também ressalta a importância da caminhada para o corpo.

“É um exercício físico aeróbio, de baixo impacto e que envolve grandes grupos musculares. Dessa forma, promove uma melhora no sistema cardiorrespiratório, desenvolvimento de uma estrutura muscular mais forte e resistente e ajuda no fortalecimento de ossos, muito importante para prevenção de osteoporose”.

Três dicas para se manter motivado na caminhada

Andar com amigos ou participar de grupos: ter a companhia de colegas ajuda a manter a motivação, consistência e, ainda, dá um chega pra lá na preguiça!

Escolher o lugar é fundamental: lugares espaçosos, com bastante gente e movimento são sempre as melhores opções. Escolha parques e ruas bastante arborizadas.

Participe de uma corrida: vá para uma prova de rua para caminhar e sentir a energia destes eventos.

Fonte: Ativo.com

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A importância da caminhada para a saúde

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New England Patriots presenteia quarterback que sofria bullying na escola por ser menina

Paula Ivoglo
Paula Ivoglo

Dejah Rondeau com os ingressos do Super Bowl
Dejah Rondeau com os ingressos do Super Bowl Twitter New England Patriots

Dejah Rondeau só queria uma chance de provar em campo, que era tão forte quanto os garotos, mental e fisicamente.

Rondeau, uma aluna do 7º ano, ganhou a posição de quarterback na equipe – só de meninos – em sua escola Exeter Seahawks depois que o QB titular se machucou.

“Meu pai amava futebol americano e assistia sempre comigo, então eu sempre amei o esporte e implorei por anos para poder jogar”, disse Rondeau, que antes de poder jogar, tinha uma pessoa que precisava convencer: sua mãe, Nichole Brock.

“Eu pedi para ela me escrever uma carta explicando porque ela queria jogar”, disse Brock. “Ela disse que isso a faria ser a garota mais feliz do mundo, e que seria a primeira mulher quarterback a conseguir uma bolsa de estudos e jogar na NFL.”

Seu começo não foi dos melhores. No primeiro jogo, Deejah sofreu um fumble e um safety, além de ser sacada muitas vezes.

Seu técnico, Nick Graham, disse que depois desse jogo, a colocaria na formação shot-gun, deixando-a mais em profundidade para permitir que ela visse mais do campo, e então ela começou a ter mais sucesso, lançando três touchdowns e conseguindo cinco conversões de dois pontos, com seu passe mais longo sendo de 35 jardas.

Mas sua mãe comenta que não era fácil para sua filha ter que entrar em campo sendo a única menina da equipe. Sofria muito bullying por isso, pois ela simplesmente não era aceita. “Ela tem que dar 110% em campo, enquanto outros dão apenas 50%”, diz Brock. “Mas se tornar uma quarterback foi a melhor coisa que podia ter acontecido, ela se esforça muito!”.

Seu técnico concorda, afinal, a viu crescer e evoluir não apenas como jogadora, mas como líder e grande colega de equipe.

“Depois de um primeiro jogo muito difícil, eu disse a ela que quarterbacks não podem ter muitas emoções, nem para mais nem para menos, tem que saber equilibrar. Esqueça a última jogada e siga em frente. Ela me permitiu treiná-la.”

Rondeau usa a camisa 11 em homenagem a seu jogador favorito, Julian Edelman, wide receiver do New England Patriots, que também jogou como quarterback no colégio e na Universidade de Kent State.  Ela participou até do camp para jovens jogadores comandado por Edelman.

Depois de saberem que Rondeau sofria bullying na escola por jogar futebol, os Patriots quiseram encorajá-la a continuar seguindo seus sonhos.

Foi surpreendida com um tour na sala dos troféus com o dono da franquia, Robert Kraft, e teve a oportunidade de passar um tempo com Julian Edelman.

Mas a surpresa maior veio no final: diretamente das mãos de seu ídolo, ganhou dois ingressos para assistir o Super Bowl neste domingo.

Veja o vídeo publicado na página do New England Patriots, onde Edelman diz que tem um respeito enorme por ela, por ter enfrentando as adversidades, ignorando o barulho e seguindo em frente.


Certamente um momento que marcou a vida de Rondeau e que dará ainda mais força para continuar seguindo seus sonhos e fazendo o que ama: jogar futebol.

O Super Bowl entre o New England Patriots do veterano Tom BradyLos Angeles Rams, acontece neste domingo (3 de fevereiro), a partir das 21h (horário de Brasília), e terá transmissão exclusiva direto de Atlanta pelos canais ESPN e WatchESPN.


Fonte: Paula Ivoglo

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New England Patriots presenteia quarterback que sofria bullying na escola por ser menina

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Entrevistei a minha maior inspiração no jiu-jitsu. Com vocês, Kyra Gracie!

Mayara Munhos
Mayara Munhos

Kyra Gracie para o espnW!
Kyra Gracie para o espnW! Reprodução

Sim, eu entrevistei a Kyra Gracie para o espnW. Claro que eu não podia perder a oportunidade de escrever sobre isso aqui. Em algum momento, eu já escrevi sobre ela ser uma de minhas grandes inspirações. Mas acho importante ressaltar que ela foi a minha primeira inspiração.

Quando comecei a treinar, eu não conhecia nenhuma mulher faixa preta próxima. E então, eu encontrei Kyra Gracie (na internet, claro). Para mim, era óbvio que ela era faixa preta, afinal, era da família mais tradicional de jiu-jitsu do mundo. E achava que nunca ia conseguir alcançar. Isso foi em 2006, ela tinha acabado de ser graduada. Hoje, sabendo melhor sobre sua história e vendo quantas mulheres já se tornaram faixas pretas, eu me inspiro ainda mais e tenho certeza que posso chegar lá.

Consegui depois de tanto tentar, marcar uma entrevista com ela, ainda que via Skype, já que eu moro em São Paulo e ela no Rio de Janeiro. Eu tinha muitas perguntas para fazer para Kyra, não sabia nem por onde começar. E então, eu comecei já dizendo: “Olha, Kyra, muito obrigada por topar falar comigo, eu queria aproveitar para dizer, antes de mais nada, que você foi a primeira mulher que vi faixa preta e achei que era tão óbvio, sabe? Não queria ter pensado isso de você antes de saber toda sua história... Hoje vejo o quanto você foi importante, o quanto sua luta inclusive dentro da família foi importante. Agradeço muito por tudo o que fez pelo jiu-jitsu”.

Ela abriu um sorriso, agradeceu e perguntou minha faixa. E assim começamos a entrevista. Kyra já disse: “não existe essa coisa de você é Gracie, faixa preta é campeã. Ninguém te dá isso. São coisas que você conquista, não tem como te dar uma faixa preta e nem um campeonato de jiu-jitsu. Tudo o que fiz na minha vida foi fruto de muito trabalho, dedicação, fui a primeira faixa preta da família Gracie, hoje vejo o quão importante isso foi, porque outras mulheres da família chegaram a faixa preta, mas não só da família como outras meninas e que não tinham uma referência, começaram a ter e começaram no jiu-jitsu. Isso é muito gratificante, você ter essa missão, porque eu como uma menina, única da academia na época... volta e meia tinha uma ou outra, na maior parte eu era única”.

Sim, ela também é humana, ela também treinou, ela também teve suas dúvidas e se questionou se devia parar. “Muitas vezes já me questionei: ‘será que jiu-jitsu é para mulher mesmo?’. Tive minhas dúvidas ao longo da minha carreira... e muitas vezes fico pensando porque eu não era incentivada. Quantas vezes eu como mulher me senti deslocada nos papos, era só papos de homem e enfim... e você começa a se questionar porque as pessoas falavam que jiu-jitsu não era mulher, que eu ia morrer de fome se fosse lutar e viver disso. Um homem nunca vai aprender com uma mulher. É uma ideia muito machista, que infelizmente tinha, hoje tem ainda também, mas estamos trabalhando para quebrar essa barreira. Existe preconceito e machismo muito grande”.

Que o machismo e o preconceito são um mal da sociedade, sabemos. Mas, conversando com ela, me pareceu que o fato de ter passado por tantas situações difíceis fez com que ela tivesse forças de seguir em frente e hoje quebrar aquele tabu de que ‘homens não querem aprender com mulheres’.

Além de pentacampeã mundial de jiu-jitsu e bicampeã do ADCC, Kyra já foi comentarista do Canal Combate (o qual deixou recentemente para se dedicar ao seu novo business), organiza campeonatos (ela organizou a Copa Kyra Gracie, só para mulheres e é a idealizadora do Gracie Pro, sabe? Aquele que teve a luta lendária entre Roger Gracie e Buchecha) e, além de mãe de Ayra e Kyara, esposa do Malvino Salvador, filha, professora... Ela é dona de uma das academias de maior infraestrutura do Brasil, a Gracie Kore, que inaugurou no ano passado e fica no Espaço Vogue, Rio de Janeiro.

Falamos muito sobre a Gracie Kore, mas de tudo, o que mais me chamou a atenção, foi a pegada social que muita gente nem deve imaginar que existe. Kyra dava aula em um projeto social chamado Kapacidade. Ela trouxe alguns alunos que hoje têm entre 15/16 anos (e na época do projeto tinham 5/6) para trabalhar com ela na academia. Além de instrutores, eles aprendem a cuidar da academia como um todo, desde aulas, recepção, lojinha... Para que, no futuro, possam seguir no jiu-jitsu da maneira que quiserem (e puderem).


Além disso, ela contou sobre a ‘mensalidade social’; “temos a mensalidade social, a qual uma parte da renda é destinada a projetos sociais que a gente apoia, ligados a luta, não só do jiu-jitsu mas pode ser MMA, boxe, enfim”... Como não admirar?

Para ela, a academia, além de social, é sustentável: “eu quis trazer um todo. Tem a parte social, a parte sustentável... que a gente não usa copo de plástico, tudo nosso é reutilizável. A gente estimula nossos alunos a trazerem a própria garrafa, o que a gente quer é mudar o mundo um pouco de cada vez”.

Muito inspirada em seus antepassados, ela foi tirando uma coisa de cada academia para formar a própria. Com dois tatames, aulas simultâneas, aula para pais e filhos e algo importante: um espaço kids.

E embora pareça que Kyra já está completamente realizada na vida, ela tem muitas outras missões. “É importante que todas as pessoas que trabalhem com o jiu-jitsu entendam a responsabilidade de ser um professor e que você tem que saber dar aula para qualquer pessoa. E o mais legal é transformar a vida das pessoas. Não é só formar um campeão mundial. Sim, pode ser um plano, mas e todas as outras pessoas que não podem ser campeãs mundiais? Quanto elas podem se beneficiar do jiu? Minha missão é essa, com o jiu-jitsu, metodologia, elevar o nível de ensino e levar isso para todas as pessoas.”

Por isso, ela investe, além do jiu-jitsu competitivo, em algo que foi perdido durante o tempo na arte marcial, que é a defesa pessoal. “A maneira com que se ensina a defesa pessoal não é dinâmica, nem para o dia-a-dia, onde a pessoa sinta necessidade de aprender. Por isso comecei a estudar a história do jiu na minha família e entender como meus bisavós e avós deram aula. (...) Você tinha que saber se defender nas situações mais comuns do dia-a-dia, de agressões e hoje a gente vê muitos faixas pretas que não sabem se defender. Essa base da defesa pessoal é super importante e aqui, nós temos aulas de defesa pessoal, onde o aluno aprende realmente a base do jiu-jitsu e evolui com uma qualidade muito boa para ir pro jiu-jitsu esportivo se quiser ou mesmo pela prática como estilo de vida”.

Não posso contar tudo porque, em breve, vou publicar na íntegra o vídeo da entrevista no WatchESPN. Mas, queria destacar que a questionei o fato de ter treinado para o Mundial de 2011 na Atos, que é minha equipe (sou dessas). Parece estranho alguém que tenha familiares espalhados pelo mundo, não escolha uma ‘Gracie’ para se preparar.

Sempre tive uma ótima relação com o André, competimos juntos por muitos anos. Me aproximei mais do André por causa dos Mendes. Porque treinamos juntos em SP e por conta deles serem mais magrinhos e estarem competindo em alto nível, eu ia pra lá, passava uma semana lá e outra aqui, fiz isso durante um tempo para poder me preparar para o Abu Dhabi. E aí, seis meses depois estava indo pro Mundial e percebi que lá seria um ambiente muito bacana para treinar com pessoas do meu peso e que estavam focadas em lutar o mundial”, disse. “O que aconteceu foi que o Roger estava em Londres, o outro tava não sei onde e quando vi, cada um da minha família estava num lugar e eu achei que lá era o melhor treino pra mim e fui. Foi muito bom, eu tive um camp maravilhoso, treinamos muito, aprendi bastante, e a gente segue com uma amizade muito legal e acho que a gente não pode se privar, porque fulano é de uma equipe, e isso e aquilo. A gente tem que ter a cabeça aberta, tenho a cabeça aberta de preciso evoluir todos os dias. Hoje estou na faixa preta três graus e eu estudo jiu-jitsu, vejo muitas pessoas estão fazendo, o que posso adaptar para o meu jogo. E foi uma experiência muito bacana, eu só tenho a agradecer e levar isso como uma bagagem positiva, para passar pros meus alunos toda essa parte do treino, da dedicação... Então foi muito bom”.

Não-consigo-parar-de-falar. Falamos no Skype durante 40 minutos e foi um papo muito enriquecedor. É uma grande honra poder conversar e perguntar tudo o que sempre quis para alguém que foi quem me inspirou. Sinto orgulho, ainda mais agora, por ter tido essa oportunidade. Kyra foi muito receptiva, paciente e me falou tudo o que eu queria (e muito mais). Foi muito enriquecedor para mim como atleta e jornalista.

Em breve, vai ter mais! E eu publico aqui :)

Fonte: Mayara Munhos

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Entrevistei a minha maior inspiração no jiu-jitsu. Com vocês, Kyra Gracie!

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Garimpo da bola: Corinthians realiza peneira feminina sub-17 pela primeira vez

Bibiana Bolson
Bibiana Bolson

Logo que eu cheguei no Parque São Jorge sabia que seria uma manhã diferente. Afinal, não é sempre que a pauta é "PENEIRA FEMININA". Verdade é que, essas duas palavras juntas são mesmo quase que um acontecimento no Brasil. Fomos surpreendidos por um dia de peneira LOTADA em São Paulo. Com meninas habilidosas, super jovens, mas mais do que isso, extremamente determinadas. 

Venho de três semanas intensas cobrindo a Copa São Paulo de Futebol Júnior, dias em que pude ver o talento e também o abismo que existe entre os times de base de equipes espalhadas pelo país, e, se o masculino já carece tanto de estrutura e planejamento, pense então como é a formação do feminino... Grande parte dos clubes se quer tem o tal time de meninas no elenco principal!

O Corinthians que nos últimos anos tem dedicado verba, marketing e atenção ao futebol feminino, agora também entende que o movimento para desenvolver atletas PRECISA começar do começo, com toda a redundância dessa frase. Do início. É oportunizando o desenvolvimento na idade infantil, quando os fundamentos da formação fazem toda a diferença. 

A Daniela Alves, ex jogadora da seleção brasileira e também auxiliar, hoje treinadora responsável pela base do Corinthians, falou exatamente sobre isso: “Invertemos um pouco a lógica, até aqui a gente tentou desenvolver as meninas já no profissional, agora é chegada a hora para que a gente consiga fazer isso do início, na formação delas”. O Corinthians que tem tido destaque em todos os campeonatos femininos que disputa conta também com a dedicação e a experiência de Milene Domingues nos bastidores. Hoje, embaixadora do time feminino, “essas meninas estão superdesenvolvidas, na minha época, com 12, 13 anos, o destaque era só se a menina fosse muito incrível, era bem diferente! É muito bacana pensar que o time 'improvisado' que o Corinthians montou pela primeira vez lá no final dos anos 90 e que eu fiz parte está com esses planos, evoluindo para ser um clube que forma meninas desde cedo”, celebrou a também eterna rainha das embaixadinhas.

Nos últimos meses, a movimentação dos clubes do futebol brasileiro para a montagem de equipes femininas foi acelerada. Os classificados à Libertadores e Sul-Americana de 2019 para estarem aptos às disputas precisarão ter times de mulheres em atividade. E, como as competições são cobiçados por pelo menos 8 grandes clubes do Brasil, é preciso correr atrás do prejuízo de anos de “abandono” da modalidade. Alline Calandrini, ex-jogadora do Corinthians, destacou essa exigência da Conmebol como importante. “Foi necessário, os clubes não iriam abrir as portas assim, sabemos que estamos entrando ‘forçando’ uma barra, mas não tenho dúvidas que os clubes vão se apaixonar pelo futebol feminino, as pessoas também...temos que quebrar esse preconceito”. 

Como sempre costumo dizer, talentos não faltam. Entre as muitas necessidades do futebol feminino, essa lapidação é um passo significativo na minha opinião. Em três dias de peneira, foram quase 800 inscrições pela Internet. Muitas, infelizmente, acabaram não testando por conta do deslocamento e pela ausência dos exames que precisavam ser apresentados, mas o contato de algumas horas com essas meninas, com os pais, mães, tios, me encheram de alegria. Há muita gente SIM que se importa, que acredita no futebol feminino. 

Fonte: Bibiana Bolson

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Entendendo a fadiga muscular

Rê Spallicci
Rê Spallicci

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Sabe quando a gente passa do limite na academia e acordamos no dia seguinte com dor, incômodos e dificuldade de movimentação dos músculos? Pois estes são alguns dos sintomas da fadiga muscular. Algo que se for controlado, é o que possibilita a tão desejada hipertrofia muscular. 

Entendendo a fadiga muscular

De forma bem simplificada, a fadiga muscular é aquele momento em que as fibras musculares começam a se lesionar em virtude de um esforço extremo exigido pelo músculo. Você pode fadigar o seu músculo na academia levantando pesos, em uma corrida de 400 metros de alta intensidade ou em uma maratona. 

Mas esta é a explicação simples! Aliás, beeeem simples…

Afinal, são muitos os estudos realizados no mundo com o objetivo de entender o que causa a fadiga muscular e a explicação, realmente, é bem mais complexa.

A verdade é que a comunidade científica ainda não chegou a um consenso sobre isso. Algumas hipóteses são levantadas, mas a tendência é acreditar que a fadiga seja determinada por múltiplos fatores. Um modelo recente sugere que a fadiga é “consciente”, ou seja, uma decisão voluntária tomada, decorrente da exigência de esforço acima do normal.

Já em outro artigo, autores mostram que o excesso de cálcio na célula pode contribuir para a fadiga muscular. E sabe-se ainda que falta de carboidratos antes do treino também pode causar fadiga muscular, pois o músculo não tem energia suficiente durante o esforço físico, impedindo que o indivíduo treine com eficiência.

Mas, então, a fadiga é algo prejudicial ao nosso organismo, certo? Hummm, em termos…

Ganhando músculos

Se provocada de forma controlada e com a orientação correta de um profissional de educação física, a fadiga terá como resultado algo que boa parte das pessoas que treina busca: a hipertrofia, que é o aumento das células dos músculos.

Isso porque o corpo entende o seguinte a partir dessa lesão provocada pela fadiga: para as fibras não se lesionarem novamente, é preciso construir um número maior de fibras, a fim de que o músculo tenha mais resistência. E é exatamente isso que acontece: o organismo passa a produzir mais miofibrilas, mais filamentos de actina e miosina, mais sarcoplasma, mais tecido conjuntivo ou um pouco de tudo isso combinado. Ou seja: um aumento visível da musculatura.

Portanto, em resumo, a gente treina exatamente para produzir a fadiga muscular e após o treino ela significa que o organismo está se adaptando aos exercícios.

Porém, se a atividade física não for devidamente controlada, a fadiga muscular pode conduzir a uma lesão muscular, inclusive provocando a ruptura do músculo.

Pegou pesado demais?

Vale lembrar que, mesmo sem lesões, a fadiga muscular causa dor. Assim, para aliviar os sintomas e a dificuldade em movimentar os músculos afetados, indica-se:

Utilizar uma bolsa térmica para fazer uma compressa quente: faz com que os vasos sanguíneos dilatem, aumentando o fluxo de sangue na região e relaxem os músculos, diminuindo a dor;

Tomar um banho quente: o calor ajuda a relaxar os músculos, aliviando a dor muscular;

Receber uma massagem com uma pomada ou spray específicos: a massagem promove o relaxamento dos músculos e, consequentemente, o alívio da dor muscular. As pomadas são analgésicas e anti-inflamatórias, reduzindo a dor e, por terem mentol, provocam uma sensação de frescor e alívio;

Repousar um dia entre cada treino: ajuda os músculos e o organismo a se recuperarem do treino;

Executar, continuamente, exercícios de aquecimento no início do treino: tais exercícios preparam os músculos para o treino, diminuindo o risco de lesões musculares;

Fazer sempre alongamentos no final do treino: os alongamentos ajudam a diminuir a dor após o treino e a acelerar a recuperação dos músculos;

Alternar os exercícios em cada treino: por exemplo, se hoje o treino incluiu apenas exercícios dos braços, o próximo treino deverá conter exercícios das pernas. Isto permite a recuperação do músculo, favorece o crescimento muscular e previne o risco de lesões.

Além desses cuidados, é essencial que os exercícios sejam orientados sempre pelo professor na academia, para que ocorra hipertrofia muscular em um período menor de tempo.

Busque seu propósito. Deixe seu legado.

Rê Spallicci

Fonte: Rê Spallicci

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Está com o tempo curto? Vá treinar na esteira!

Ativo
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Está com o tempo curto? Vá treinar na esteira!
Está com o tempo curto? Vá treinar na esteira! Shutterstock

A rotina atribulada é uma desculpa para você abdicar dos treinos e te impede de ter maior constância na corrida? Não tem problema. Começar a correr e realizar a sua primeira prova não é tarefa de outro mundo.

Mesmo que não tenha tempo para sair para correr no asfalto, é possível ganhar gás com treinos curtos na esteira — e cruzar bem a linha de chegada de uma corrida de 5 km.

Encontrar o seu ritmo ideal é mais fácil no aparelho, pois há maior controle sobre a velocidade do treino.

Ao contrário dos treinos no asfalto, em que você deve ficar atento ao ritmo — e a variação tende a ser maior –, treinar na esteira basta programar o ritmo desejado e aumentar ou diminuir quando desejar.

Outra facilidade de treinar na esteira é relativa ao impacto nos membros inferiores, que é muito menor no aparelho do que no asfalto, facilitando as passadas para quem está com sobrepeso.

“A esteira não proporciona variação de terreno (o que diminui o impacto da passada), mas tem um fator psicológico exigente”, fala Juliana Véras, especializada em treinamentos de corrida.

Ou seja, como não há variação de cenário como na rua, treinar na esteira pode ficar um pouco monótono.

Nesse caso, vale adicionar variáveis ao seu treino, como uma boa música ou até um programa interessante na TV, caso haja essa possibilidade — apenas tome cuidado para não se distrair e não render! O foco principal é sempre no treino!

1) O foco da planilha (abaixo) é te fazer aumentar a sua velocidade na esteira aos poucos, proporcionando, assim, uma ambientação à corrida no aparelho e às peculiaridades da postura e movimentação em cima dele. 

O mais importante no começo é estar seguro e confortável na utilização do equipamento. Encare essa preparação inicial como fundamental para estabilidade, variação e percepção de ritmo.

2) Antes de começar a correr, prepare seu corpo para o esforço com um aquecimento prévio. Para isso, basta uma caminhada de alguns minutos antes do treinamento. “Ela é fundamental antes de qualquer atividade física, pois permite ao corpo uma preparação gradativa”, diz a treinadora. 

Por isso, siga corretamente o treino proposto na planilha, pois além de a caminhada servir de aquecimento, faz parte da mudança de ritmo que virá em seguida.

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3) Além de pensar no treinamento, aproveite alguns dos benefícios da esteira! “Ela é uma ótima opção para refinar o movimento da corrida, além de servir como transição para a corrida em terreno firme”, afirma Michael Jesus, especializado na formação de atletas. Segundo ele, o equipamento também pode proporcionar uma economia de energia. 

“Há formas menores que freiam a passada, por isso exige pouco menos do seu corpo em comparação à corrida de rua”, completa o professor.

4) Não se torture! Distrair-se ao treinar na esteira e não ficar olhando a todo o momento para o cronômetro são algumas das dicas para evitar o tédio. Aproveite a oportunidade para pensar no movimento da corrida e corrigir a sua postura. 

A planilha abaixo te ajuda a fugir da monotonia ao oferecer treinos com variação de ritmo e distância.

5) Não mude seu comportamento no dia da prova. Treinar na esteira serve de modelo para repetir em terreno firme. Ao alcançar um ritmo ideal no equipamento, é permitido (e até recomendado) treinar uma vez no solo para também encontrar sua estabilidade. 

Por conta dos obstáculos da corrida na rua, a tendência é que sua velocidade seja um pouco menor que a atingida na esteira — para isso, é permitido colocar 0,5° ou 1° de inclinação nos treinos no aparelho.

6) Para você que está começando essa nova fase de treinamento, algumas dicas poderão ajudar. 

“Não ficar segurando no apoio da esteira e prestar atenção na respiração mesmo nos momentos em que você conseguir se distrair são fundamentais”, recomenda Michael. Para os mais adiantados, o professor recomenda seguir a planilha da mesma forma e não exagerar na velocidade para evitar lesões.

[]

*Fonte: Juliana Véras, responsável pela Jú Verás Assessoria Esportiva. Michael Jesus, especializado em preparação de atletas e dono da Michael Trainer Profissional.

Fonte: Ativo.com

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Está com o tempo curto? Vá treinar na esteira!

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Snowboard, seu esporte na próxima temporada de neve!

Juliana Manzato
Juliana Manzato
A Gabi!
A Gabi! Juliana Manzato

Foi dada a largada para a temporada dos esportes de inverno! Os entusiastas e esportistas do snowboard e esqui já começaram a pipocar no meu feed. Muitos escolhem como destino para a prática as montanhas do velho continente e até mesmo as americanas, mas não podemos esquecer que já já começa a temporada de neve aqui na América do Sul e convenhamos: agora é uma ótima hora para planejar uma viagem dessas.

No ano passado, tive o prazer de conhecer Cerro Chapelco, o complexo turístico localizado na província de Neuquén na Patagônia Argentina. Para os amantes do esporte, a dica: a estrutura de Chapelco é ainda melhor que da vizinha Bariloche. Por ser um pouco menor, é até mais acolhedora e charmosa. Sem contar que o complexo fica na cidade de San Martin de Los Andes, com diversas opções de hotéis, restaurantes, passeios e entretenimento, inclusive boas festas pós esporte - vá ao Torino, e conheça o pub The Cuchitril. São imperdíveis! 

A viagem para Chapelco não foi especial só pela retomada ao snowboard, mas principalmente por ter levado uma das minhas melhores amigas para experimentar o esporte pela primeira vez. Com vocês, Gabriela! 

Quando fiz o convite para a Gabi, veio a pergunta: "posso ir no esqui? Nunca fiz snowboard". Bom, levando em consideração que iríamos só nós duas, se ela fosse para o esqui iríamos passar a viagem praticamente separadas. "Vamos tentar o Snowboard e se você não gostar vai para o esqui, Gabi, pode ser?". Gabi topou na hora. Eu sabia que inicialmente ela ficaria insegura em relação ao snowboard, até mesmo por muitos considerarem o esporte mais "radical" que o esqui, pelo impulso, velocidade, manobras e etc. 

Com vocês: Gabi.
Com vocês: Gabi. Juliana Manzato

Apresentar um novo esporte para alguém é desafiador. É o amor ou ódio, a diversão ou tédio, um abismo. Eu sabia que a viagem com a Gabi seria incrível de qualquer maneira, porque além de ser uma das minhas melhores amigas, é também uma das pessoas mais divertidas que eu conheço. Descer a montanha de snowboard ao lado dela seria especial. Seria o apoio que eu precisava para voltar. Arrisquei e, alerta spoiler, não me arrependo de nada. Não só descemos a montanha, como nos divertimos muito entre tombos, crises de riso, além da experiência de "fecharmos" Chapelco - se não for para sermos as últimas a sair da estação de esqui, nem vamos!  

 Viajar com alguém que goste de sair da zona de conforto, principalmente quando o assunto é esporte, é essencial. 

Sempre acreditei que o início - ou retomada - em qualquer esporte, precisa ser encarado com humildade e olhar de construção. Cada dia é como um tijolinho: se você quer construir um muro, é necessário colocar um por vez. Ou seja, não vai adiantar em nada subir para as pistas mais avançadas se você não consegue sair da cadeirinha do teleférico deslizando com uma prancha de snowboard amarrada em apenas um dos pés. (Em tempo, esse teste aí foi o suficiente para eu e Gabi percebemos que: 1 - não é só cair, é ter crise de riso junto e encontrar forças para levantar; 2 - não conseguimos sair da cadeirinha decentemente. Era melhor não passar - mais - vergonha ainda nas pistas avançadas; 3 - deixamos o desafio para a temporada desse ano!)

Seguindo essa máxima, o nosso primeiro dia na montanha teve professor, aula e muitos tombos. Inês, uma argentina super simpática, foi a nossa primeira professora. Seguimos o dia com dicas do Thiago Grava, um grande amigo brasileiro e atleta de Snowboard. 

Ter ao lado pessoas que nos incentivam no esporte, é crucial para o desenvolvimento. O Thiago é amigo de longa data! Me incentivou no inicio do wakeboard e na volta ao snowboard. Ter o incentivo dele na descida da montanha fez toda a diferença. Aliás, dele e da Jéssica, sua namorada, esportista, mulherão da p* e mega inspiração para nós duas.  

O esporte para mim é mágico justamente pela conexão e admiração que cria entre as pessoas. Ele pode não ser necessariamente o destino, mas é a ponte para um aprendizado ainda maior. Fazendo um paralelo, quanto mais pratico esporte, mais me apaixono por gestão de pessoas. Como empreendedora na área de mídia, o meu contato com pessoas é intenso, justamente por conta das negociações. O esporte me lapidou muito para estratégias comerciais, incentivo em metas, e principalmente, é necessário haver troca. O outro sempre vai ter algo incrível para nos ensinar e precisamos estar atentos a isso. Perdemos oportunidades de aprender algo novo de uma maneira mais fácil por simplesmente acharmos que damos conta sozinhos. 


Saindo de Chapelco logo no primeiro dia, exaustas e doloridas depois de tantos tombos, ouço da Gabi: "Até o final dessa viagem a gente vai descer pelo menos uma vez essa montanha". Caímos na gargalhada. 

"Será mesmo?" - pensei comigo. 

E nessa hora a paixão por praticar esporte e gostar de desafios bate forte. Onde já se viu pensar nesse "será mesmo?". De onde você tirou essa dúvida, garota? Será não! Já é! Vocês vão descer sim a montanha. Vai ter tombo? Vai, sim senhora! Mas também vão ter risadas, vai ter a Gabi ali do lado, vai ter o visual incrível da Cordilheira dos Andes, vai ter aquela coleção boa de histórias para você contar.  

É nessa hora que você dobra o desafio com a emoção, e traz a razão para o jogo. Desafia que eu dobro a aposta e ainda me divirto com o resultado. 

A viagem de seis dias para Cerro Chapelco foi o resultado dobrado - e divertidíssimo - de uma bela aposta. Uma cordilheira para ser admirada durante a descida, neve, prancha de snowboard nos pés, a melhor amiga ao lado. Pronta, Gabi? Vamos! 

Deslizar, estar cem por cento presente, achar o ponto de equilíbrio, conseguir trocar a base, cair, rir, levantar, respirar, tentar de novo, e de novo, e de novo. 

 O esporte imita a vida, é cheio de bonitos recomeços. 

 Obrigada, Cerro Chapelo! Foi um - incrível - recomeço. 

 

Fonte: Juliana Manzato

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Snowboard, seu esporte na próxima temporada de neve!

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Aprenda a calcular o pace e melhore sua corrida

Ativo
Ativo

Aprenda a calcular o pace e melhore sua corrida
Aprenda a calcular o pace e melhore sua corrida Shutterstock

Correr sem preocupar-se com tempo é bom, mas para quem quer evoluir no esporte, entender seu pace é fundamental. Ele é o ritmo médio de um corredor em determinado trajeto, medido em minutos por quilômetro. Dessa forma, para calcular o pace basta dividir o tempo gasto para percorrer uma distância.

Por exemplo, se um corredor leva 30 minutos para concluir 5 km, então seu pace é de 6 minutos por quilômetro. Se levar 50 minutos para percorrer 10 km, o ritmo é de 5 minutos.

Estar por dentro dessa matemática é importante porque dá ao corredor condições de avaliar seu desempenho durante os treinos e até mesmo em percursos diferenciados, com altimetria ou solo irregular, como nas corridas de trilha e montanha.

Como calcular o pace na corrida

Se você não tiver um relógio específico ou um aplicativo no celular que faz essa conta automaticamente para você, é possível calcular o pace de forma bem simples, dividindo os minutos gastos durante a atividade pelos quilômetros percorridos.

Só é preciso prestar atenção para converter as casas decimais do resultado do cálculo em segundos, para que o ritmo correto seja mais facilmente identificado. Para isso, basta multiplicar os algoritmos das casas decimais por 0,6.

Exemplos de cálculo do pace:

Tempo de atividade: 30 min
Distância percorrida: 5 km
Cálculo do pace: 30/5 
Pace: 6 min/km

Tempo de atividade: 33 min
Distância percorrida: 5 km
Cálculo do pace: 33/5 = 6,6 min/km; 0,6min = 36s
Pace: 6min36s/km

Tempo de atividade: 58 min
Distância percorrida: 10 km
Cálculo do pace: 58/10 = 5,8 min/km; 0,8min = 48s
Pace: 5min48s/km

Tempo de atividade: 1h16min (76 minutos)
Distância percorrida: 15 km
Cálculo do pace: 76/15 = 5,06 min/km; 0,06min = aproximadamente 4s
Pace: 5min04s/km

Calculadora de pace Ativo

O Ativo possui uma calculadora de pace, que faz esse trabalho de forma rápida e prática para você. A ferramenta ainda mostra a velocidade relacionada ao pace e também converte para milhas.

Calculadora de performance

Se a sua meta for fazer uma quilometragem específica dentro de um tempo pré-determinado, neste link você encontra um simulador que sugere em quais ritmos correr em cada quilômetro, com opções de manter o mesmo ritmo durante toda a corrida ou mudar o pace gradualmente de forma crescente ou decrescente.

Exemplos:
5 km em 27 minutos

É sugerido manter pace de 5min24s durante toda a corrida.

 5 km em 27 minutos acelerando gradualmente
Primeiro km – pace de 5min36s

Segundo km – pace de 5min30s

Terceiro km – pace de 5min24s

Quarto km – pace de 5min18s

Quinto km – pace de 5min12s

Leia Mais:

VO2 máximo: o que é e como pode ajudar os atletas

Qual seu tipo de pisada: neutra, pronada ou supinada?

5 dicas de treino para iniciantes na corrida

Relógios com GPS

Relógios esportivos com GPS fornecerm o o pace em tempo real para o atleta
Relógios esportivos com GPS fornecerm o o pace em tempo real para o atleta Shutterstock

Geralmente os corredores que pegam gosto pelo esporte, com o tempo, investem em um relógio com localização por satélite. Existem diversas marcas e modelos e a diferença de preços entre os produtos é grande.

No exterior, os relógios geralmente são encontrados por valores mais acessíveis. Este acessório é uma ferramenta interessante para quem quer calcular o pace. Como costuma marcar distância, tempo, velocidade média e até as calorias, ele disponibiliza o resultado de forma imediata .

Aplicativos

Aplicativos de celultar também pode ser úteis para ajudar a calcular o pace na corida
Aplicativos de celultar também pode ser úteis para ajudar a calcular o pace na corida Shutterstock

Para quem ainda não pensa em investir em um relógio, outra alternativa são os aplicativos de corrida. Assim, como os relógios, eles costumam monitorar percurso, distância, ritmo, tempo e calorias queimadas por meio do celular.

Além disso, também é possível compartilhar os quilômetros percorridos e suas conquistas nas redes sociais e competir com amigos que fazem uso do mesmo app.

Aqui você encontra uma lista com os cinco melhores aplicativos para começar a correr.

Fonte: Ativo.com

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Aprenda a calcular o pace e melhore sua corrida

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A vida do árbitro também tem suor fora da partida, sim!

Renata Martines
Renata Martines
Natasha, eu e Cauã em torneio universitário - SP
Natasha, eu e Cauã em torneio universitário - SP []

Os torneios no Brasil estão começando e quero contar para vocês um pouco de como nós, árbitros nos preparamos para enfrentar os torneios ao longo do ano.

Primeiro quero contar que somos pessoas muito normais, comemos besteiras na TPM, fazemos dieta pensando na coxinha, treinamos horrores para queimar a feijoada e corremos muito nas esteiras ou nas ruas da cidade para queimar a cerveja (no meu caso... hahaha).

Bom, comecemos pela minha musa, minha veterana de clube, minha irmã de alma Natasha Olsen.

Natasha jogando XV na Argentina em 2003 pelo SPAC Rugby
Natasha jogando XV na Argentina em 2003 pelo SPAC Rugby []

Como é sua pré temporada?

Não tenho muito uma pré temporada. Eu apenas troco o treino de corrida para quando temos torneio de sevens e quando não. Perto dos torneios eu faço corrida com mais explosão e tiros curtos. Quando estamos sem torneios, agora no caso, eu faço corridas mais longas e constantes. Costumo fazer os treinos de corrida 2 vezes na semana seguidos de 2 dias de musculação na academia, mas, nada muito pesado. Crio músculo com muita facilidade e não quero ficar enorme, assim como era a época da seleção.

(nesse momento queria dizer que gostaria de socá-la, me mato na academia para ganhar 0,001 cm de músculo ¬¬, mas, a mo mesmo sendo afrontosa! hahaha)

Você tem algum acompanhamento nutricional?

Não... eu gostaria de ter um acompanhamento mais próximo tanto do lado do físico quanto do lado alimentar, mas, não consigo nesse momento então, faço o que aprendi nesses anos todos dentro do esporte.

Quando você começou a jogar?

Mais ou menos em 1997! Joguei até 2014, eu acho, sou muito ruim com datas...

Natasha, Cauã e eu em amistoso de seleções no NAR SP
Natasha, Cauã e eu em amistoso de seleções no NAR SP []

Agora vamos falar do nosso príncipe: Cauã Ricardo.

Quantos anos você tem?

23 anos.

(um minuto de silêncio...)

Cauã Ricardo atuando no SS feminino
Cauã Ricardo atuando no SS feminino []

Como você divide seu momento do ano na arbitragem?

- Baixa temporada (dezembro-fevereiro): eu refaço todos os meus testes no site da World Rugby como uma espécie de 'auto-reciclagem' das leis. Faço o planejamento de metas e objetivos do ano, volto com a alimentação mais regrada e assumo treinos mais intensos para ter melhor rendimento no reinício dos campeonatos.

Tento participar de jogos amistosos e treinos com meu clube, o São José Rugby, tento participar dos torneios na areia (rugby beach) e alguns joguinhos de seven, quando aparecem.

- Alta temporada (março-novembro): minha alimentação passa a ser ainda mais regrada e os treinos diminuem pela quantidade e intensidade dos jogos que temos. Faço muitas análises de vídeos de jogos (meus e de outros árbitros) e participo de fóruns do esporte que ficam mais fortes nessa época.

(ai, que prodígio =D)

Renata: Quando você começou a jogar e quando começou a apitar?

Comecei a jogar em 2008, fiz o curso de arbitragem em 2014 e comecei a apitar em 2015.

Cauã jogando pelo São José em 2011
Cauã jogando pelo São José em 2011 []

Direto do Rio de Janeiro, o Senhor Henrique Platais (senhor de apenas 32 anos. Amigo, não briga comigo!)

Você tem algum acompanhamento profissional para manter o corpinho fit?

Minha preparação física é gerida por um profissional que me acompanha já há uns 4 anos, sempre tive, antes dele eram outros. Ele me acompanha nos treinos e musculação e me orienta os treinos de corrida. São cerca de 5 treinos por semana entre um e outro.

(tá, meu bem! #ficaadia)

Sua dieta é muito restrita?

Minha alimentação é normal, nas prévias dos torneios, não tenho necessidade de mudar nada. No dia a dia dos jogos me alimento com comidas mais fáceis de digerir e que me dê energia. Não tem mistério.

(ódio eterno desse magrelo! hahah)

Como você faz para manter-se atualizado com as leis que vivem em alterações pela World Rugby?

Estudar as leis é um processo constante, estamos sempre revisando, debatendo com outros árbitros e treinadores para cada vez entender melhor o jogo. Sobretudo, agora que mudou a forma que esta está descrita.

Em que ano resolveu vir pro lado bom do rugby? (A arbitragem, no caso)

Em 2001! E meu primeiro torneio importante foi em 2010.

(é, a vida não é fácil para quem treina, trabalha, faz tudo certinho.... imagina para quem tá em casa comendo brigadeiro com sorvete e pizza? Essa não sou eu)

Henrique atuando em jogo internacional
Henrique atuando em jogo internacional []

Bom, fico até com vergonha, mas, vamos lá, quero contar do meu treino/alimentação para vocês!

Assim como o Cauã, na baixa temporada eu treino mais pesado: vou de segunda a sexta para a academia, pois adoro puxar um ferrinho (pena que os músculos não gostam de holofotes e não aparecem nunca... #chatiada)

Nesse tempo, não faço treino de corrida. Não gosto, confesso (que meu chefe não leia esse post...).

Minha alimentação vai de pedra a proteína! Brincadeira... Na verdade eu entrei numa dieta bem porreta e diminui todo o carboidrato sem noção da minha vida: pães, arroz normal, massa branca... Troquei tudo por muita proteína, gorduras boas (castanhas e afins) e como apenas o carbo das frutas, legumes, massas e arroz integral + quinoa.

Eu tomo muito whey protein: MUITO! Eu já perdi 4 quilos de gordura em 6 meses sem reduzir a massa magra, então, tô bem feliz com essa minha reeducação alimentar.

Eu gosto de manter o físico indo pro Jiu-jitsu, que me mata de cansaço! (viu May? hahaha)

Coloquei como meta esse ano que voltarei a treinar físico com o meu clube, o SPAC, porque será muito mais divertido do que sair correndo por aí.

Eu em Niterói, às vezes, não há treino que nos prepare para o calor desse lugar. Hahaha
Eu em Niterói, às vezes, não há treino que nos prepare para o calor desse lugar. Hahaha Niterói Rugby

Antes da alta temporada começar, eu também revejo as leis e busco conversar com treinadores, jogadores e outros árbitros de vídeos de jogadas que temos para definirmos algum outro critério que não fica tão claro na teoria. 

Quando os torneios começam eu apenas diminuo os dias em que compareço na academia: de 5 para 3 vezes na semana.

A alimentação continua e introduzo o help dos meus fisioterapeutas prediletos, Juninho e Xaxá, para colocar o corpinho no lugar!

E, sim! Eu amo uma cerveja artesanal, então, tento fazer bike para queimar o álcool que tive a pachorra de consumir (paciência neh gente... prefiro ser feliz)

Hoje não tenho nenhum acompanhamento de nutricionista, mas a endócrina que me acompanhou em dois meses do ano passado pediu para eu tomar creatina. Sendo assim, vamos ver se no meio do ano algum musculinho aparece por aqui, né? Hahahaha.

Bom, se quiser acompanhar mais de como é minha vidinha feliz de árbitra, além de outras coisas, fica aqui meu insta também =D

É isso!

Até a próxima.

Beijos,

Renata Martines

Fonte: Renata Martines

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A vida do árbitro também tem suor fora da partida, sim!

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Por que devemos descansar entre as séries de musculação

Rê Spallicci
Rê Spallicci
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Existe uma historinha que conta que certa vez um professor de musculação foi questionado por um aluno sobre qual a primeira coisa que deveria fazer para ter bons resultados em seu treino. E a resposta veio rápida: compre um relógio! 

Pode parecer brincadeira, mas a situação acima ilustra bem o quão importantes são os intervalos entre séries em um treino de musculação.

Muita gente pensa que os intervalos são simplesmente um momento de descanso, a fim de tomar um fôlego para continuar pegando pesado, e que, por isso, não faz tanta diferença assim se pararmos por 45 segundos, um minuto ou um minuto e meio.

Errado! O tempo entre séries faz, sim, toda a diferença, e cada segundo programado pelo seu preparador tem (ou deveria ter) um sentido.

Dentro da ciência que envolve o treinamento de força e o fisiculturismo, diversos estudos foram efetivados, dentro de variáveis de exercícios, cargas e diferentes intervalos. Apesar de quase todos os assuntos que se relacionam com a ciência da musculação terem sido amplamente estudados, não temos uma resposta definitiva sobre um número mágico que deve ser utilizado como tempo padrão de descanso entre as séries, e que se encaixe para qualquer um.

Mas há fatores básicos que devem ser compreendidos para se chegar a esse número. Por isso, é importante entender como funcionam esses descansos e quando é necessário e conveniente que se dê mais descanso ou menos descanso, pois isso poderá influenciar diretamente o seu objetivo de ganho de massa muscular.

Qual seria um tempo ideal para o descanso entre as séries, visando ao máximo crescimento muscular: 30 segundos, 45 segundos, 60 segundos ou até 3 minutos? Será que isso realmente poderia ser uma regra?

Entendendo nosso organismo

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Antes de tentarmos definir o tempo ideal para descanso, vamos entender melhor como funciona o nosso organismo no momento em que estamos nos exercitando. 

O corpo humano dispõe de três vias metabólicas ou produtoras de energia:

  1. Sistema Anaeróbio Alático (ATP/CP – CP é creatina fosfato)
  2. Sistema Anaeróbio Lático (Glicolítico – Glicose e Glicogênio)
  3. Sistema Aeróbio (Oxidativo – Carboidratos e Gorduras)

Nenhum deles é usado isoladamente, mas, dependendo da duração e da intensidade da atividade, um deles se torna o principal.

 Em movimentos de força e rapidez, como a musculação, o sistema anaeróbico alático (ATP/CP) é o mais utilizado, pelo menos em um primeiro momento.

As ATP, que é trifosfato de adenosina ou adenosina trifosfato, são moléculas armazenadoras de energia. Numa série de reações químicas, estas moléculas se transformam em energia e funcionam como “bateriazinhas”, que poderão liberar “doses” de energia nos locais onde estiverem. 

Elas são a principal fonte de energia de dentro das células para os tecidos corporais e, por isso, toda contração muscular e produção de força se devem a esta molécula.

Porém, os estoques de ATP nas células são pequenos e precisam ser ressintetizados a partir de outros substratos, como a creatina (ATP-CP), glicose e lipídios (gordura).

Do início da série de musculação até o 10º segundo (intensidade alta) ou até o 20º segundo (intensidade moderada), a creatina atende à demanda da síntese de ATP. Depois disso, a síntese de ATP passa a ser realizada pela glicose, sem a presença de oxigênio. Após terminar a série, o músculo precisa de tempo para recuperar os níveis iniciais de ATP.

 E é aí que entra o tempo de descanso entre séries!

Cada pessoa tem uma capacidade de regeneração muscular e de recuperação dos substratos energéticos (ATP/CP).

 Portanto, é impossível determinar um tempo ideal de descanso que sirva para todos e que se encaixe em qualquer objetivo.

Mas, o que alguns estudos sugerem é que:

  1. Intervalos de 30 segundos promovem 60% de recuperação de ATP/CP;
  2. 60 segundos recuperam 70% dos níveis iniciais de ATP;
  3. 90 segundos recuperam 80% dos níveis iniciais de ATP;
  4. 2 a 3 minutos recuperam 90% dos estoques energéticos; e 5 minutos recuperam 100% da creatina fosfato. 

É importante lembrar que cada intervalo tem um objetivo. Para atletas de Levantamento de Peso Olímpico, por exemplo, o ideal para ganho de força é de 3 a 5 minutos, para que a recuperação da célula do ATP seja de 100%. Treino com objetivo de hipertrofia indica intervalos de um minuto, para que tenhamos uma recuperação de 80 a 90%, levando em consideração a carga ideal para que isso ocorra. Já em resistência muscular, devemos prever 30 segundos para a recuperação, atingindo cerca de 60% dos níveis de energia.

Cada músculo requer um tipo diferente de descanso

Estes intervalos de descanso são um parâmetro, mas é importante ter em mente que músculos menores precisam de um descanso menor.

 Exercícios isoladores, como rosca bíceps ou cadeira adutora, não sobrecarregam o sistema nervoso e não demandam tanta energia.

Por outro lado, uma série de agachamentos ou afundo precisa de um intervalo de recuperação maior, pois o exercício exige muito mais do sistema neuromuscular.

Então, além de prestar atenção aos intervalos descritos acima, você deve ouvir o seu corpo.

Se você consegue fazer a série muito antes do tempo prescrito, deve tornar o exercício mais intenso, geralmente aumentando a carga.

Se você nunca consegue fazer a próxima série no descanso recomendado e sempre precisa descansar mais, talvez precise diminuir um pouco a carga. E, já que o tempo de descanso será menor, isso não afetará a intensidade do exercício.

Lembre-se, de nada adianta pegar muito peso, ter uma alimentação regrada, se você não respeitar os intervalos entre séries, bem como os dias de descanso para seu organismo. É o que eu sempre falo: a diferença entre resultados bons e excelentes está nos detalhes!

 

Busque seu propósito. Deixe seu legado.

Rê Spallicci

 


Fonte: Rê Spallicci

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VO2 máximo: o que é e como pode ajudar os atletas

Ativo
Ativo

VO2 máximo: o que é e como pode ajudar os atletas
VO2 máximo: o que é e como pode ajudar os atletas Shutterstock

O VO2 máximo, também conhecido no mundo da corrida como VO2 máx, é um sinal de como está o condicionamento físico do atleta. Trata-se do volume máximo de oxigênio que o corpo consome durante o exercício físico. Quanto maior é o VO2 máximo, mais condicionado é o atleta.

Vários fatores interferem na determinação do VO2 máximo, como faixa etária, gênero, genética, etnia, composição corporal, nível de atividade usual e tipo de exercício.

O VO2 máximo pode ser descoberto de duas maneiras: através da análise dos gases expirados durante um teste cardiopulmonar de exercício ou de fórmulas obtidas por equações complexas, como você pode conferir neste estudo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Com o índice em mãos, o atleta, seja ele iniciante ou de nível avançado, pode determinar com seu treinador um plano esportivo adequado (duração dos treinos de base, adaptativo, polimento e velocidade, por exemplo).

Leia Mais:

Redução do VO2 max com o avanço da idade

Melhore sua corrida com a ajuda de aplicativos

Check-up, testes e avaliações: para saúde e desempenho andarem juntos


Como funciona o teste

Durante a aferição do VO2 máx, um analisador de gases mede o O2 consumido e o CO2 exalado. Essa troca gasosa é proporcional ao esforço feito na esteira ou na bicicleta. Como o perfil das pessoas que fazem o teste é variado, as clínicas adotam um procedimento padrão.

Ergoespirometria te ajuda a chegar ao VO2 máx
Ergoespirometria te ajuda a chegar ao VO2 máx Ativo.com

O início se dá em uma velocidade baixa (8 km/h, por exemplo), e o ritmo vai aumentando até a pessoa chegar à exaustão. Há quem atinja o VO2 máx aos 11 km/h. Outros, no entanto, chegam ao limite nos 20 km/h.

Como melhorar seu VO2 máximo

Como o VO2 máximo tem relação com fatores genéticos, melhorá-lo pode não ser tão simples. Para quem já tem um bom condicionamento físico, a tarefa é ainda mais árdua.

Já para os sedentários, os ganhos na condição esportiva são expressivos a partir do momento em que o esporte passa a ser um hábito. A estimativa é de que uma pessoa consiga melhorar até 30% do VO2 máx.

Uma maneira eficaz de melhorar o VO2 máx é apostar em treinos intervalados com uma intensidade altíssima, próxima a 95% do índice. De acordo com Gabriel Soares, supervisor técnico da assessoria esportiva BH Race, são treinos com intervalos de recuperação com repetições que duram entre 2 e 7 minutos em um ritmo próximo ao seu pace para uma prova de 3 km ou 5 km. O intervalo nessas situações são de 2 a 4 minutos e podem ser trotando em baixa velocidade.

Fartleks também podem ajudar na busca por um VO2 máx melhor. Os dois métodos citados provocam adaptações no corpo, que passa a produzir mais mitocôndria, enzimas aeróbias e transportadores de lactato.

Consumindo menos oxigênio, um corredor tem um atalho para alcançar tempo mais rápidos nas provas.

Confira nesse vídeo a experiência da nossa reportagem no teste para obtenção do VO2 máximo

Fonte: Ativo.com

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Com Cristiane no SPFC, será que teremos outras craques voltando para o futebol brasileiro?

Julia Vergueiro
Julia Vergueiro

Cristiane agora joga no São Paulo.
Cristiane agora joga no São Paulo. Renata Damasio/saopaulofc.net

O anúncio da contratação de Cristiane fez muitas de nós pensar: será que essa é uma tendência para as próximas temporadas? Será que teremos outras craques desse calibre jogando aqui no Brasil? Fui conversar com a própria Cris, com os seus empresários e com a comissão técnica da seleção feminina para entender a visão deles sobre o assunto. Algumas ligações, áudios e mensagens depois, segue aqui um pouco do que pude concluir.

Se os clubes brasileiros quiserem atrair outros grandes nomes como o de Cristiane, precisarão apresentar projetos que garantam às atletas a estrutura completa que elas precisam para trabalhar. No universo do futebol feminino, ficar perto da família é um dos motivos que chama muito a atenção dessas jogadoras, mas não é só isso que fará com que elas voltem de vez ao Brasil.

A competição com os clubes estrangeiros é jogo duro. Países como Espanha, França e Inglaterra já estão há pelo menos 5 anos investindo em oferecer o que toda atleta sonha para atuar – estrutura, salário, competições relevantes e contratos profissionais. Na China, apesar de a estrutura ser bastante atrasada, os salários são praticamente irrecusáveis.

Já concentrada com a seleção na Granja Comary, Cristiane me contou que a decisão de ter voltado foi muito particular, pois preferiu ficar mais perto da família, mesmo tendo recebido propostas de dois grandes clubes europeus.

“Eu acho que a minha volta pode sim fazer com que outras meninas percebam que dá para jogar no Brasil em um grande clube, desde que haja estrutura e tudo o que a atleta necessita para trabalhar. Mas claro que é muito particular de cada um. Eu particularmente vou sempre optar por ficar perto da minha família em situações assim.”

Cristiane Rozeira é a maior artilheira do futebol em Olimpíadas
Cristiane Rozeira é a maior artilheira do futebol em Olimpíadas []

Benito Pedace e Carolina Pohl, sócios proprietarios da Sow Sports, agência de gestão de carreira especializada em atletas profissionais de futebol feminino e hoje responsável pela carreira da atacante tricolor, não acreditam que a volta de atletas para o Brasil venha a se tornar uma tendência, uma vez que os clubes de fora também estão investindo e as competições por eles disputadas são muito relevantes para o cenário internacional e desenvolvimento das jogadoras. Além disso, não são todos os clubes brasileiros que estão de fato interessados em construir um projeto sério e de longo prazo com o futebol feminino.

“Faz dois anos que foi divulgada a nova regra sobre o futebol feminino. A forma como os clubes vem reagindo e se organizando diz muito sobre a cultura interna de cada um, pois a gestão pode ser feita de maneira planejada e com objetivos mais longos, ou de forma reativa, como são os casos dos clubes que estão apenas 'cumprindo as regras'. Aqueles que estão engajados no desenvolvimento da modalidade e categorias de base, poderão se beneficiar da negociação de atletas, venda de produtos específicos, venda de ingressos, mecanismo de solidariedade, patrocínios, entre outros. Ou seja, as mesmas receitas do masculino, podem ser também obtidas no feminino.”

Se os clubes em si podem ainda não ser o grande atrativo para as jogadoras voltarem, estar mais acessível aos olhos da comissão técnica da Seleção pode somar pontos para as equipes do Brasil, pelo menos quando a comparação é com países como a China, onde Cristiane vinha atuando e sofrendo com lesões devido à falta de estrutura médica.

“Quando a jogadora está na China, não é tão fácil para nós assistir aos jogos. Às vezes, só recebemos os jogos editados, com alguns lances. E quando precisamos reunir o grupo, só temos as datas FIFA para tê-las aqui. A gente vê o retorno da Cristiane com muitos bons olhos para o futebol feminino, pois vai gerar mídia e atrair público” – conta Bia Vaz, integrante da comissão técnica de Vadão.

Diante disso tudo, um cenário provável de se repetir é o que ocorreu no final do ano passado envolvendo as jogadoras Andressinha e Camilinha, que voltaram para o Brasil apenas para disputar a Copa Libertadores pela equipe do Iranduba. É a oportunidade de elas passarem uma parte da temporada em casa, perto da família, dos amigos e do relacionamento com o futebol brasileiro, mas sem abdicar de voltar aos seus clubes no exterior.

Se ainda não dá pra sonharmos em ter Marta, Cristiane e Formiga jogando ao mesmo tempo o campeonato brasileiro, certamente dá para acreditarmos que muitos bons frutos serão gerados pela contratação tricolor da maior artilheira do futebol em jogos olímpicos. Antes de encerrar o papo, perguntei à Cristiane como ela mesma enxergava o seu papel no sucesso do projeto apresentado pelo São Paulo:

“O SPFC quer resgatar o que já teve antigamente, na época de Sissi, Katia Cilene, Formiga. E a gente precisa dar continuidade porque a minha geração também vai passar. Vão ter muitas meninas novas no São Paulo e eu vou acabar sendo espelho pra elas. Eu tenho ideias muito bacanas que eu acredito que eu posso ajudar junto à comissão e à diretoria, se houver espaço pra isso. Eu tenho a oportunidade também de conversar com outras meninas que estão fora e tentar atrair elas de volta pro Brasil.”

Eu, como são-paulina e brasileira, só tenho a comemorar por ter de volta ao país e ao meu time de coração uma atleta tão diferenciada, dentro e fora de campo, e que não só ajudará a dar mais visibilidade e qualidade aos torneios nacionais, como terá a tranquilidade e a estrutura necessária para se preparar em alto nível para a artilharia da Copa do Mundo na França. Voa, Cris!

Fonte: Júlia Vergueiro

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Liberte-se - Esporte x Corpo

Juliana Manzato
Juliana Manzato
Os primeiros 5km a gente nunca esquece
Os primeiros 5km a gente nunca esquece Arquivo Pessoal

O último ano foi bastante questionador para mim. Compartilhei muitas questões relacionadas a corpo, cobranças, ditaduras de beleza e auto estima com amigas próximas, conhecidas e até desconhecidas. Afinal, por que o corpo bonito ainda é mais valorizado do que um corpo saudável? 

Fiz uma análise superficial em algumas @'s que sigo no instagram, li muitos conteúdos relacionados e cheguei a conclusão que ser "fitness" vende. Vende muito mais do que ter um esporte para chamar de seu e compartilhar nas redes. As pessoas querem dicas de como o outro conquistou aquele corpo torneado. As pessoas não estão preocupadas com conteúdo de bem estar. Quando lêem, o conteúdo é superficial. Já que não dá audiência, para quê insistir? É melhor voltar a postar o corpo. Elas estão preocupadas em quanto tempo a barriga vai chapar, o braço vai definir ou a perna vai tornear. 

Não se pode mais fazer Crossfit pelo simples prazer de competir e ver os resultados chegarem através desse prazer em competir. Não se pode mais correr sem postar uma foto do relógio mostrando o resultado alcançado pelo simples fato da superação própria, é preciso mostrar para o outro que o meu tempo é melhor do que o dele. Um novo esporte só é válido se você emagrecer e mostrar um abdomên com gomos no feed. As pessoas não se importam - tanto -  com o que você escreve na legenda. Não se a sua foto for milimetricamente pensada para impactar quem não tem a sua barriga chapada, seu braço torneado ou seu tempo de corrida. 

Nas questões que compartilhei insistentemente, mulheres como eu e como você, que está lendo esse texto, se mostraram interessadas em conteúdo de verdade, onde a realidade da barriga chapada, do braço torneado e do tempo da corrida, é quebrada por pizza, vinho e rodada de risadas com amigos. O Whey é importante, mas não me venha com essa história de brigadeiro de whey, queremos o outro, aquele de verdade, com leite condensado, manteiga e chocolate em pó. Posso não ter a barriga chapada, mas a vida social tá em dia e melhor do que isso, sem culpa. Sabe por quê? 

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O prazer não está apenas em comer ou ter gominhos no abdomên para foto da rede social. O prazer está na corrida no parque, todos os dias de manhã. Está na distância que você conseguiu quebrar na última remada de Stand Paddle. Está no velejo do final de semana, na represa ou no litoral. Está nas ondas que você pegou naquele bate e volta da praia em plena quarta-feira. Está na quadra de squash, no jogo de beach tênis, no treino de bike, naquela primeira aula de Kite-surfe, no trekking do final de semana, na natação. Está na medalha que você ganhou da última competição que participou, no suor que escorreu, no gole d'água, na linha de chegada, na distância que aumentou. 

O esporte constrói o que nenhum treino que promete barriga chapada constrói: consciência nas escolhas, planejamento e quebra dos próprios limites. O dia que as pessoas entenderem que o esporte te entrega muitas outras coisas além de um corpo bonito, talvez a gente possa comemorar comendo pizza, tomando vinho e vivendo pequenos prazeres que hoje em dia ganharam peso com culpa e, de quebra, sabor de frango com batata doce e ovo cozido. 

Regras foram feitas para serem quebradas, sua mente sabe disso, a sua vontade de comer doce também. Não seria melhor movimentar o corpo encontrando prazer em praticar um esporte que esvazie sua mente e te tire da zona de conforto do ciclo dieta-treino-dieta? Não seria melhor ganhar likes e elogios em redes sociais pela vida verdadeira que você leva? 

Já vi de perto grandes influenciadores "fitness" venderem saúde através de pratos lindos de salada e tabata de abdomên, mas não compartilharem o brigadeiro - aquele bem gorduroso - que comem ou o cigarro que fumam vez ou outra em uma festa. Aquela bunda que você vê no instagram, acha incrível e treina feito louca para conquistar é facetune, amore! 

Mais vale se inspirar em gente que é ativa, equilibrada, dedicada, e que bem, tem uma celulite ou outra, do que aquelas que vendem um corpo não tão saudável assim.  

O esporte é o caminho do meio, vai por mim. 

Fonte: Juliana Manzato

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