UFC não aprende com os erros e deixa um dos eventos mais importantes do ano bem esvaziado

ESPN MMA
Igor Resende, do ESPN.com.br
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Velasquez, Werdum e Miocic deixaram o UFC 196 na mão
Velasquez, Werdum e Miocic deixaram o UFC 196 na mão

"O UFC 151 será lembrado para sempre como o evento que Jon Jones e Greg Jackson mataram".

Em 2012, Dana White fez questão de jogar toda a culpa do primeiro evento cancelado da história do UFC nas costas de Jon Jones e do treinador Greg Jackson, que recusaram enfrentar Chael Sonnen com apenas uma semana de sobreaviso - Dan Henderson havia se machucado e desistido da luta.

Três anos e meio depois, o UFC mostra uma coisa: não aprendeu com a lição que aquele evento começava a dar - muito provavelmente por conta da empáfia de empurrar a responsabilidade.

E, desta vez, tem uma das datas mais importantes do ano sob risco.

Vamos por partes: o UFC costuma ter três datas chaves em seu calendário, nas quais se prepara para ter algumas das grandes lutas do ano. São elas: o fim ou começo de ano, o feriado da Independência norte-americana (4 de julho) e o dia anterior ao Super Bowl, a final da NFL, um dos eventos mais assistidos do mundo.

Pela data do Super Bowl, passaram lutas memoráveis como o encontro entre Anderson Silva e Vitor Belfort, em 2011. Desta vez, os escolhidos para encabeçar o evento eram Fabrício Werdum e Cain Velasquez.

Eram. Até a noite de domingo.

Primeiro, Velasquez anunciou que não lutaria por ter se lesionado. Stipe Miocic ganhou a chance, mas, menos de 24 horas depois, Werdum apareceu para falar que também não entraria em ação por conta de lesões.

Ao card do UFC 196, restou promover a luta entre Johny Hendricks e Stephen Thompson para o posto de principal da noite. O co-main event deve ficar com Roy Nelseon e Jared Rosholt.

Muito menos atrativo, não?

O que só prova mais uma vez que o UFC não aprendeu a lição de não montar cards baseados quase que em uma só luta - e, nesse caso, uma luta que nem vinha atraindo tantos holofotes assim, já que muitos consideravam a revanche injusta.

E vale lembrar que Dana White e companhia ainda tiveram que cancelar o UFC 176 por conta da lesão de José Aldo (que enfrentaria Chad Mendes) e só não cancelaram o UFC 177 porque pegaria bem mal derrubar dois eventos numerados na sequência - na ocasião, Renan Barão passou mal e não enfrentou TJ Dillashaw.

O UFC ainda não se pronunciou oficialmente sobre tudo isso. Duas coisas, porém, são bem improváveis:

1 - que o evento seja cancelado;
2 - que dois lutadores de nome aceitem se enfrentar para salvar o evento com tão pouco tempo de antecedência (o duelo seria no dia 6 de fevereiro).

E essas duas coisas levam a uma terceira: é bem improvável que o evento seja um sucesso de público. 

ATUALIZAÇÃO - Após a publicação do post, o UFC avisou que o evento do dia 6 de fevereiro não será mais numerado - ou seja, não será de pay per view nos Estados Unidos. Será a primeira vez desde 2004 que o evento pré-Super Bowl não será numerado.

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Após um ano, Brasil pode ficar sem cinturão de novo. E tem ainda mais motivos para se preocupar

ESPN MMA
Igor Resende, do ESPN.com.br
Amanda defende neste sábado o último cinturão do Brasil no UFC
Amanda defende neste sábado o último cinturão do Brasil no UFC Getty

Há exatamente um ano, o Brasil acordava sem nenhum cinturão do UFC. Rafael dos Anjos havia perdido para Eddie Alvarez durante a madrugada e deixado o país sem um título na principal competição de MMA do mundo pela primeira vez em 10 anos.

Neste sábado, a história pode acabar se repetindo: Amanda Nunes é a única do país a ter um cinturão, mas o coloca em jogo diante de Valentina Shevchenko no UFC 213.

Lá atrás, o blog havia avisado: ‘MMA nacional tem motivos para se preocupar e mudar’.

Pois bem: agora, a situação pode ser ainda pior.

Quando Rafael dos Anjos perdeu o título, José Aldo e a própria Amanda Nunes acabaram com a ‘seca’ logo dois dias depois, no UFC 200 – e Claudia Gadelha ainda havia tido a chance um dia anterior. E o Brasil ainda tinha pelo menos outros três nomes muito próximos do topo: Wilson Reis, Ronaldo Jacaré e Demian Maia – além de Júnior Cigano e Jéssica Bate-Estaca, que acabaram disputando o título neste meio-tempo.

Agora são só dois nomes com chances realmente próximas de título: o mesmo Demian Maia e Cris Cyborg, que disputam cinturões no dia 29 de julho.

Mais que isso, porém, o problema segue sendo estrutural. Como dito ainda no ano passado, falta apoio, falta patrocínio, falta investimento. A Nova União, por exemplo, sempre foi colocada entre as melhores do mundo entre os pesos mais leves, mas, até hoje, não tem o lugar mais perfeito de treinamentos. Falta também dinheiro para possibilitar a montagem de um time mais amplo, com técnicos estrangeiros de wrestling, por exemplo. E muitas vezes falta dinheiro para os próprios lutadores poderem se preocupar e se focar apenas em treinamentos.

A situação parece ainda pior com a nova gestão do UFC, que por muitas vezes parece mesmo preferir investir mais alto dentro dos Estados Unidos.

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Para surpreender Mayweather, McGregor treina soco em ‘cartas voadoras’; assista!

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Em um treino bolado pelo seu inovador técnico de movimentação Ido Portal, o irlandês tenta aprimorar a velocidade de reação com soco em cartas voadoras.

“A reação é composta, geralmente, de uma considerável previsão. Usando a trajetória caótica de uma carta voadora para manter Conor McGregor ligado, adaptado e com boa resposta à uma situação inesperada. Com foco em abandonar a previsão original e instalar uma segunda resposta, em uma fração de segundo. Uma habilidade que, muitas vezes, faz a diferença entre o melhor e o apenas bom desempenho”, explicou Portal na descrição do vídeo que postou no Instagram.

Sport Science analisa as movimentações de McGregor

McGregor e Mayweather vão fazer o esperadíssimo duelo no dia 26 de agosto, em Las Vegas.

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Nocauteador de corações: Gustafsson pede namorada em casamento após vencer Glover

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Barba, cabelo e bigode.

Em casa, na Suécia, Alexander Gustafsson nocauteou Glover Teixeira neste domingo, ficou muito perto de disputar o cinturão do UFC e ainda garantiu um casamento.

Logo após a luta, ainda sem saber muito o que dizer, o sueco chamou a namorada Moa Johansson ao octógono, se ajoelhou e a pediu em casamento.

"Eu te amo do fundo do meu coração. Você quer casar comigo?", disse.

Moa aceitou na hora e o beijou. Os dois acabaram de ter uma filha, chamada Ava.

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Gustafsson pediu a namorada em casamento. E ouviu sim
Gustafsson pediu a namorada em casamento. E ouviu sim
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Nocauteador de corações: Gustafsson pede namorada em casamento após vencer Glover

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Como Júnior Cigano mudou e não é mais o peso pesado que assombrou o UFC

ESPN MMA
Igor Resende, do ESPN.com.br
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Júnior Cigano perdeu para Stipe Miocic no sábado
Júnior Cigano perdeu para Stipe Miocic no sábado

Júnior Cigano surgiu no UFC em outubro de 2008 e, em pouco mais de três anos, já era o campeão da categoria mais nobre da organização. Foram sete rivais simplesmente atropelados até chegar à disputa do cinturão. Depois, ainda passou como quis por Cain Velasquez e Frank Mir para completar nove vitórias em sequência.

O dia 29 de dezembro de 2012, porém, mudou tudo isso. Cigano não viu a cor da bola na revanche contra Velasquez e saiu desfigurado depois de apanhar por cinco round quase que completos.

A partir dali, ele foi outro lutador. Toda a confiança que tinha foi embora. E a agressividade que marcava o seu jogo se transformou em uma paciência que lhe custou caro algumas vezes.

Cigano mudou seu jogo. E são os números que mostram isso. Em suas 9 primeiras lutas, ele desferiu 408 golpes e sofreu apenas 124. Na média, acertou seu oponente 7 vezes por minuto e foi acertado apenas 2.

Nas 7 lutas seguintes, desferiu 491 golpes e tomou outros 489. Deu e tomou praticamente 4 golpes por minuto.

Cigano não propõe mais o jogo como antigamente. E a luta diante de Miocic deixa isso mais do que nítido. O brasileiro caminhou para trás o tempo todo, ficou quase que grudado à grade. E ainda disse depois da luta que esse era exatamente o plano.

Após ser nocauteado, Cigano chora durante entrevista coletiva e explica o motivo

"Não cometi nenhum erro, na verdade tudo estava funcionando bem. Sei que ele anda pra frente o tempo todo. Eu gosto de andar pra trás e aproveitar as oportunidades que meus oponentes me dão. Eu estava soltando chutes e eles estavam funcionando. Lembro que o último chute que acertei ele sentiu e eu senti que estava bem e que precisava me mover e, depois não lembro de mais nada", disse.

Tudo isso é uma resposta ao que sofreu principalmente nas mãos de Velasquez e do próprio Miocic, no primeiro encontro entre eles. Cigano tomou nada menos que 362 golpes na cabeça - antes, havia tomado só 82 nas primeiras nove lutas.

Júnior sabe que já não aguenta mais como aguentava antigamente - e aí também entra a questão da idade (quanto amis velho, menor o poder de absorção dos golpes). Por isso não vai mais para cima como antigamente, tentando não se abrir muito aos adversários.

O problema é que Cigano parece não se encaixar direito neste novo estilo. Afinal, ele se acostumou a lutar com a guarda mais baixo, tentando se defender melhor de quedas, que antes eram seu ponto fraco.

O MMA, como todo esporte, principalmente os individuais, tem tudo a ver com o psicológico. E a confiança - ou a falta dela - é quase sempre o que transforma um lutador em campeão ou não.

Todo mundo sabe que Cigano tem todas as técnicas que precisa para ser o melhor do mundo, principalmente na luta em pé. O maior trabalho que precisa ser feito não é na academia, mas sim dentro de sua própria cabeça.

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Nova regra complica mais um ex-campeão no UFC

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Igor Resende, do ESPN.com.br
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Eddie Alvarez se complicou no UFC 211
Eddie Alvarez se complicou no UFC 211

Pela segunda vez em pouco mais de um mês, a nova regra de joelhadas complicou um ex-campeão do UFC. Depois de Chris Weidman, agora foi Eddie Alavarez quem sofreu, no UFC 211, em Dallas.

Ele vinha travando uma luta eletrizante com Dustin Poirier, com ‘quase nocautes' para os dois lados. No segundo round, porém, acabou desferindo uma joelhada ilegal na cabeça do rival, que tinha cinco apoios no chão - o máximo permitido para o golpe seria de três.

Foram duas joelhadas na sequência, a primeira considerada legal e a segunda não - Poirier se mexe e coloca uma mão no chão no meio-tempo.

Como Dustin não conseguiria se recuperar a tempo, a luta ficou sem vencedor.

Vale lembrar que Chris Weidman viveu situação parecida no mês passado. Ele, porém, acabou nocauteado depois de o replay mostrar que ele tira a mão por milímetros no momento em que toma a joelhada.

Uma coisa une ainda mais as situações: ambas as joelhadas só aconteceram por conta da mudança na regra. Antes, a joelhada na cabeça era ilegal até com três apoios. Como agora ela só é proibida a partir de quatro apoios, os lutadores começaram a se arriscar mais ao desferi-la.

A mudança pode até ser boa para o esporte no futuro, com a conscientização maior dos atletas. Por enquanto, porém, só serviu para estragar duas ótimas lutas.

 

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GSP, a volta daquele que nunca deveria ter ido

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Ricardo Pincigher, para o ESPN.com.br
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GSP brinca no octógono depois de entrevista coletiva no UFC
GSP brinca no octógono depois de entrevista coletiva no UFC

Ele está de volta. O meio-médio mais dominante da história do UFC está pronto para fazer a sua reestreia no evento de MMA mais importante do mundo. E vai ser pelo prêmio máximo...

Georges St-Pierre vai disputar o cinturão da categoria até 84 kg contra o campeão Michael Bisping, o falastrão que “venceu” Anderson Silva no ano passado. Bisping conseguiu o cinturão dos médios após derrotar Luke Rockhold no UFC 199, em Junho de 2016.

A categoria dos médios é, hoje, uma das mais disputadas do UFC. Temos lutadores como Chris Weidman, Ronaldo Jacaré, Yoel Romero e o próprio Luke Rockhold que podem, tranquilamente, receber a chance de lutar pelo cinturão. É injusto colocar GSP à frente de todos esses que mencionei?

St-Pierre e Bisping se encaram durante entrevista coletiva; veja

Não. Georges St-Pierre tem 27 lutas em seu cartel, sendo 25 vitórias e apenas 2 derrotas. O canadense não sabe o que é perder desde 2007, quando foi nocauteado por Matt Serra no UFC 69. Um ano depois, St-Pierre voltaria a enfrentar Serra e derrotaria o americano, capturando o cinturão meio-médio do UFC e nunca mais largando.

GSP defendeu o seu cinturão com sucesso nove vezes. Ele derrotou adversários como BJ Penn e Matt Hughes. Das nove defesas, oito foram por decisão (apenas uma dividida). Aí está o motivo de GSP não ser o lutador mais querido de todos. Pouco nocaute, muito controle. Para quem gosta e entende de luta, assistir a Georges St-Pierre é como ir à escola.

Poucos lutadores na história do UFC conseguiram combinar trocação, wrestling e chão tão bem como St-Pierre. É um dos maiores nomes da história do esporte, e sobre isso, não há dúvida. A respeito da luta contra Bisping, que ainda não tem data definida, mas deve acontecer em julho, tenho um pouco de medo. GSP não luta há 3 anos. A última vez que GSP pisou no octógono mais famoso do mundo para lutar foi em novembro de 2013, quando venceu Johny Hendricks e manteve o seu cinturão. Bisping, apesar de ser, como lutador, um grande falastrão, é o atual campeão da categoria e merece um pouco de respeito.

Em vídeo nas redes sociais, Georges St-Pierre anuncia retorno oficial ao UFC

É uma luta perigosa para St-Pierre. Apesar do seu jogo metódico e muito difícil de ser defendido, a falta de ritmo pode pesar. Doa a quem doer! Quero uma aula de 5 rounds. Combinação em cima, queda e controle absoluto no chão. Luta chata? Que nada! Aula. É isso que ele faz de melhor. Só espero que ainda tenha gasolina no taque.

Por ora, seja bem-vindo de volta, GSP. Nós sentimos a sua falta.

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Rival 'fujão', defesa de quedas e queda que não foi: o que explica a vitória de Anderson

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Igor Resende, do ESPN.com.br
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Anderson Silva venceu Derek Brunson em uma polêmica decisão
Anderson Silva venceu Derek Brunson em uma polêmica decisão

Nem bem o resultado da luta foi anunciado, e a polêmica já estava tomando conta das redes sociais. Anderson Silva venceu na decisão unânime dos jurados, mas a verdade é que a maioria das pessoas viu uma derrota do brasileiro.

Mas, afinal, o que explica que os três jurados tenham visto um triunfo de Spider?

A polêmica é bem clara e está no primeiro round da luta - o segundo teve triunfo claro de Anderson, e o terceiro de Brunson.

Boa parte das pessoas, incluindo Dana White, viu triunfo do norte-americano no assalto inicial por conta do final mais contundente dele. Mas, revendo a luta calmamente e olhando alguns números, é bem possível explicar a vitória do brasileiro.

Sim, é verdade que Brunson terminou o round por cima e com mais golpes conectados. Mas o problema para ela é que esse domínio durou menos de 30 segundos.

Mesmo que sem fazer muita coisa, Anderson dominou completamente o centro do octógono por quatro minutos e meio. Tanto é que Derek Brunson foi obrigado a correr para fugir de investidas dos brasileiros - o que deixa má impressão em qualquer árbitro.

Até o finalzinho do round, Spider também era quem tinha os melhores golpes - ou os menos piores -, com um chute alto que explode na guarda e na cabeça do rival.

A mudança de rumos acontece com 28 segundos restantes no relógio. E por ‘culpa' de Anderson, que resolveu ir para o clinch e deixou Brunson acertar uma sequência de pelo menos dez golpes.

Sim, esses golpes entram em cheio e até são os melhores do round, mas não conseguem abalar nem um pouco o brasileiro.

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Spider ainda negou as duas tentativas de queda de Brunson, ‘dominando' uma parte do jogo em que o rival deveria ser melhor.

No fim, terminou por baixo. Mas só porque tentou uma joelhada voadora e escorregou na queda. E, no chão, grudou e não deixou o adversário fazer nada.

Ou seja: Brunson até teve a melhor sequência, mas não dá para negar que Anderson dominou o round por pelo menos 4 minutos e meio. Ou por 90% do tempo.

Uma vitória que pode até ser contestada, mas não ser considerada absurda.

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Ronda, o presente e o futuro em questão de segundos

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Arash Markazi, para o ESPN.com*
Amanda acredita em aposentadoria de Ronda e diz: 'Em uma revanche, eu faria a mesma coisa'

No fim, talvez fosse apropriado que o retorno de Ronda Rousey e que, talvez, sua carreira no UFC terminasse em questão de segundos.

Afinal, foi Ronda quem construiu sua reputação no primeiro round, diante de oponentes inconscientes que ela tinha nocauteado. Antes de sua primeira derrota na carreira para Holly Holm, em novembro de 2015, ela tinha finalizado cada uma das suas quatro adversárias em 66s ou menos; 11 de suas 15 vitórias no MMA, contando profissional e amador, aconteceram no primeiro minuto do primeiro round.

Na noite desta sexta-feira, os papéis foram invertidos, com Amanda Nunes partindo para cima de Ronda assim que a luta começou, soltando um golpe atrás do outro com a poderosa antes de o árbitro Herb Dean entrar em cena e parar o combate após 48s.

Foi uma espécie de fim triste a uma carreira surpreendente de uma lutadora que pode se aposentar como uma das maiores estrelas na história de MMA e a figura mais transformadora da luta feminina.

Ronda parecia não estar familiarizada com o octógono nesta sexta-feira, seguindo o roteiro que ela desenhou durante a semana que antecedeu a luta, quando continuou seu boicote aos meios de comunicação e se recusou a conversar com repórteres de MMA que a cobriam quando ninguém sabia quem ela era. A atitude de Ronda durante a semana da luta, no entanto, parecia mais fabricado do que focado. Ela não parecia ser ela mesma, parecia estar agindo como os badass esperavam que ela fosse, muito mais do que a pessoa que viemos a conhecer e amar nos últimos cinco anos.

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Fama, pressão e altas expectativas podem mudar as pessoas, e a transformação de Ronda de campeã invencível a perdedora dolorida foi talvez o aspecto mais triste, naquele que pode ser o capítulo final de sua carreira no MMA. Derrotas são inevitáveis no UFC, mas como um campeão lida com essa perda é muitas vezes mais revelador do que como lidar com vitórias.

Será que eles encaram as mesmas câmeras e microfones que ajudaram a espalhar sua mensagem e construir sua marca quando eles estavam vencendo após uma derrota? Ou eles correm e se escondem?

Será que eles aproveitam a oportunidade para mostrar como um campeão pode perder graciosamente e rapidamente se preparar para uma revanche? Ou eles desaparecem?

Não era assim que os sonhos de Ronda (ou os nossos sonhos para ela) deveriam ser cumpridos. Mas, novamente, o que Ronda se tornou não era realmente um sonho, era um subproduto do sucesso que ela sonhava em ter no octógono. Tornar-se uma marca global, ganhando patrocínios de todos os lados, de Reebok a Pantene, estar em grandes filmes e ser a host do "Saturday Night Live" não estavam realmente no seu radar quando ela estava morando em um carro há oito anos.

O objetivo de Rousey no ano passado era se aposentar invicta e fazer uma transição perfeita para o próximo capítulo de sua vida, onde ela se tornaria uma atriz que renderia as maiores bilheterias do mundo.

Claro, ela nunca chegou a se aposentar invicta. Esse sonho terminou há um pouco mais de 13 meses, quando Holm chocou o mundo com um nocaute no segundo round na Austrália. A derrota foi tão devastadora e embaraçosa para Ronda que ela revelou ter até pensado até em suicídio. Ela pensou que não era nada. Ela pensou que ninguém se importaria com ela porque ela perdeu. Ela pensou que era um fracasso.

Ela estava errada.

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Ronda incrédula após a vitória avassaladora de Amanda no UFC 207
Ronda incrédula após a vitória avassaladora de Amanda no UFC 207

É natural sentir que sua autoestima está ligada ao seu sucesso no octógono quando você é chamada de "a mulher mais malvada do planeta". Você acha que a única razão pela qual alguém quer trabalhar com você ou falar com você é porque você está demolindo seus oponentes em questão de segundos. Mas a verdade é que, quando ela sofreu sua primeira derrota, a Ronda celebridade já havia transcendido o que ela fazia dentro do ringue. Ela não era mais definida por ser campeã feminina de peso galo do UFC.

Isso é quase impossível de imaginar, mas ela apresentou o "Saturday Night Live", foi em "Ellen" e "Conan" e estava na capa de revistas, tudo isso depois que ela perdeu. Isso provavelmente não vai mudar após a derrota de sexta-feira. A carreira de Ronda no octógono pode parecer ter acabado, mas ela não vai desaparecer do centro das atenções se ela optar por se aposentar. Ela fará a transição para uma carreira de atriz. E pode até mesmo tentar reavivar sua personagem invencível na WWE e ser a grande manchete da franquia, como ela fez no WrestleMania, ao invés de seguir nos pay-per-views do UFC. Mas ela ainda é uma atração. O UFC 207 atraiu uma multidão de 18.533 pessoas na Arena T-Mobile nesta sexta, o maior público que já testemunhou um card do evento em Las Vegas.

O próximo capítulo da carreira de Ronda está esperando para ser escrito, mas provavelmente teremos que esperar até sua próxima aparição em um talk show para descobrir se ela está finalmente pronta para passar para esse próximo capítulo.

Após a derrota, Ronda deixou a arena como ela entrou na sexta: rápida e calada.

*Tradução livre de Ricardo Zanei. O conteúdo original, em inglês, pode ser encontrado em "Rousey's handling of defeat was telling as future remains in doubt".

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Nunca foi sobre Ronda, Amanda. Nunca.

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Ricardo Zanei, para o ESPN.com.br
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Amanda Nunes venceu Ronda e segue com o cinturão do UFC
Amanda Nunes venceu Ronda e segue com o cinturão do UFC

"A campeã sou eu."

"A melhor do mundo sou eu hoje."

"Ela está vindo para lutar comigo."

"Não eu indo lutar com ela."

"Estou aqui para lembrar, eu sou a campeã."

Seria muito fácil Amanda Nunes bater no peito e falar sobre isso depois do que ela fez com Ronda Rousey. E, sim, ela fez isso. Mas essas frases não vieram após deixar a ex-campeã estatelada: tudo foi antes.

Para o UFC, era a volta de Ronda. A promoção inteira da edição 207 foi assim. Foi certo? Foi errado? São negócios, meus caros. E nada vai apagar a história de Ronda. O futuro é incerto? Sim, mas ela está eternizada no esporte. Ponto. 

Isso dito, fica mais claro enxergar que o UFC 207 não era sobre Ronda. Nunca foi. Sempre foi sobre Amanda. E talvez a única pessoa que soubesse disso desde sempre era a brasileira.

E provar isso, se é que Amanda tinha algo para provar, foi uma viagem de 48s. e que viagem! Assim que o combate foi paralisado pelo árbitro Herb Dean, a brasileira, em franca desvantagem na torcida, fez o tradicional gesto de "cala a boca", um pedido escancarado de "Ei, respeitem. A campeã aqui sou eu". E é mesmo.  

Morando nos EUA, Amanda Nunes espera idolatria no Brasil: 'Os dois públicos estão no meu coração'

"Vocês têm que parar com essas coisas de Ronda Rousey."

"Agora, a campeã é a Amanda Nunes."

Muita gente achou que tudo era sobre Ronda. Nunca foi. Sempre foi sobre Amanda. E ela sempre soube disso. E agora você também sabe, né?

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UFC 207: volta de Ronda ou defesa da campeã Amanda?

ESPN MMA
Ricardo Zanei, do ESPN.com.br
Reprodução
Cartaz destaca mais a volta de Ronda que a campeã Amanda
Cartaz destaca mais a volta de Ronda que a campeã Amanda

"A campeã sou eu."

"A melhor do mundo sou eu hoje."

"Ela está vindo para lutar comigo."

"Não eu indo lutar com ela."

"Estou aqui para lembrar, eu sou a campeã."

Só se fala de Ronda Rousey. A volta da supercampeã é o grande chamariz para o UFC 207, neste sábado, 30 de dezembro, em Las Vegas.

A carreira de Ronda é quase irreparável. Medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Pequim, então na mesma categoria da brasileira Mayra Aguiar, ela deixou o judô para brilhar no MMA.

Foram seis combates antes de entrar no UFC. Seis vitórias. Todas no primeiro round, sendo quatro no Strikeforce.

Chegou, em fevereiro de 2013, ao maior evento de lutas do mundo como campeã do peso galo. Massacrou Liz Carmouche, Miesha Tate, Sara McMann, Alexis Davis, Cat Zingano e Bethe Correia.

Veio, então, o dia 14 de novembro de 2015. Holly Holm, uma lenda do boxe feminino, fazia sua estreia no MMA. Um chute espetacular "chocou o mundo", como a franquia gosta de definir as lutas em que os grandes favoritos são derrotados. E Ronda, então invicta, desabou. Primeira queda, primeira derrota, primeira perda de cinturão.

Naquela madrugada, após a luta, Dana White, o chefão do UFC, encheu a bola de Ronda: "Ela é incrível. Ronda significa muito para o UFC e para o esporte. É uma atleta incrível, amiga, parceira. Ronda é demais. Acho que é a maior estrela do UFC, mas vou te dizer que o Conor McGregor está chegando aos seus pés."

McGregor à parte, afinal, estamos falando de UFC 2017, não dá para discordar de Dana. A história de Ronda, por si só, valeria um filme. A infância, o mundo das lutas, a trajetória no MMA, enfim, o drama permeou todos os seus passos. Sua determinação e suas vitórias a colocaram no patamar de uma das - se não, "a" - melhor atleta do mundo, independentemente do esporte, e criaram o mito de "mulher mais temida do planeta".

Voltando a falar de cinturão... Ele passou de Holm para Tate. De Tate para Amanda Nunes.

E esse post pode parecer, mas não é sobre Ronda. É sobre Amanda. Sabe as frases que estão ali no começo? Bem, são da brasileira.

E é ela a campeã. E quem desafia, pasmem, é Ronda.

Talvez seja o primeiro combate na história do MMA, e gosta-se de falar muito em história quando o assunto é UFC, em que a vencedora vai chocar o mundo.

Uma vitória de Ronda a recoloca no olimpo. E tudo o que está escrito acima sobre ela, que é a mais pura verdade, será rescrito, remoído, repetido.

Agora, uma vitória de Amanda... Ela é a primeira e única brasileira campeã do UFC. Se é que é possível, vencer Ronda a coloca em um patamar que nenhuma atleta brasileira de MMA alcançou. Inatingível, inalcançável.

E mais: pode, até, antecipar uma aposentadoria de Ronda. Vai saber o que se passa na cabeça dela. Cada um tem seus fantasmas, e os dela, ao que parece, atormentam muito, muito mesmo.

Independentemente do resultado, é uma das grandes lutas do ano. Por tudo o que envolve. E, jamais esqueçamos: a campeã, até sábado, até que Ronda prove o contrário, é Amanda.

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O dia em que a melhor luta disparada de MMA esteve fora do UFC

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Igor Resende, do ESPN.com.br
Divulgação / Bellator
Ben Henderson perdeu em batalha épica para Michael Chandler
Ben Henderson perdeu em batalha épica para Michael Chandler

O sábado teve dois eventos do UFC, mas a melhor luta de MMA do dia esteve em outra organização. E de longe. Não só pela luta em si, mas também pelo calibre dos atletas e pela importância que ela já tinha antes mesmo de acontecer.

Sim, chegou o dia em que a luta mais importante estava fora do Ultimate.

Enquanto Ryan Bader atropelava Rogério Minotouro em São Paulo, Michael Chandler e Ben Henderson se enfrentavam em uma batalha muito mais interessante pelo cinturão dos leves Bellator.

O ex-campeão do UFC seguiu sem muito sucesso em sua saga pela nova organização e perdeu sua segunda disputa de cinturão seguida - tinha perdido na estreia em disputa do título dos meio-médios diante de Andrey Koreshkov. Mas vendeu muito caro sua derrota e travou uma batalha intensa diante de Michael Chandler.

Mas reparem: estamos falando de uma luta entre um cara que era o campeão do UFC até o fim de 2013, sempre visto como um dos mais casca-grossas do mundo diante de outro que, mesmo fora do Ultimate, é considerado um dos cinco melhores pesos leve deste planeta - que já venceu Eddie Alvarez, por exemplo.

Uma luta que já no papel era muito mais interessante que Bader x Minotouro ou que Mousasi x Hall, que estrelou o card mais ‘matinal' do UFC.

Sim, é verdade. Com a vitória, Bader colocou a mão em uma disputa de cinturão do UFC. Mas ele nunca foi um lutador que empolgou ninguém. E, convenhamos, era para lá de favorito diante de um Minotouro bem mais perto do fim de carreira do que seu auge.

E a tendência para o futuro é que o Bellator fique cada vez mais interessante. A organização ainda tem nomes habilidosos e midiáticos como Rory MacDonald, Josh Thomson, Phil Davis, Dudu Dantas e os irmãos Pitbull. Isso sem falar em Chael Sonnen, Tito Ortiz e até na possibilidade de Wanderlei Silva entrar neste barco.

O fim da dinastia do UFC ainda está obviamente muito longe. Mas é bom abrir o olho de qualquer forma. Esses eventos fracos - e muitas vezes só regionais - que Dana White e cia. estão cada vez mais perdendo audiência, enquanto o Bellator vem perdendo o medo de encara o Ultimate frente a frente.

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O dia em que a melhor luta disparada de MMA esteve fora do UFC

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Como último UFC no Brasil em 2016 pode ser decisivo para os rumos do país em 2017

ESPN MMA
Thiago Cara, do ESPN.com.br
Getty
Thominhas Almeida encara Albert Morales no UFC em São Paulo neste sábado
Thominhas Almeida encara Albert Morales no UFC em São Paulo neste sábado

O UFC deste sábado, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, será o último evento que o Brasil recebe em 2016. Mais do que uma despedida, porém, o card encabeçado por Rogério Minotouro x Ryan Bader será fundamental para saber o que esperar do país em 2017.

É que, além da revanche para Minotouro na luta principal, o evento em solo paulista reúne algumas das principais promessas brasileiras no UFC. Thominhas Almeida, Claudia Gadelha ou Warlley Alves são atletas abaixo dos 30 anos, cheios de potencial e que podem sonhar alto.

Pensando em cinturão, o caminho mais curto se desenha para Gadelha, 27 anos, que vem de derrota justamente para a campeã do peso palha feminino, Joanna Jedrzejczyk, mas segue entre os principais nomes da categoria e tenta se recuperar contra Cortney Casey.

Já para Warlley, a trilha até uma eventual disputa de título dos meio-médios é longa, mas tudo começa em São Paulo, contra o perigoso Kamaru Usman. O talentoso lutador brasileiro é reconhecidamente uma das principais promessas do país, mas também vem de derrota.

Warlley foi campeão da terceira edição do The Ultimate Fighter Brasil e completou dez vitórias consecutivas como profissional, com direito a quatro triunfos no UFC. No último mês de maio, porém, ele conheceu a primeira derrota, batido pelo norte-americano Bryan Barbarena.

Para Thominhas, que tem os mesmos 25 anos de Warlley, o cenário é parecido. Com potencial para desafiar os principais nomes do peso galo, ele conheceu sua primeira derrota no UFC após 21 vitórias seguidas na carreira e quer deixar o nocaute para Cody Garbrandt para trás.

"Eu estava invicto no MMA, mas no muay thai já havia sofrido uma derrota e sei como isso dói. A preparação continua a mesma. Temos que aprender com os erros e trabalhar para evoluir sempre, em todas as áreas, independente de vitórias ou derrotas", disse ele, ao ESPN.com.br.

Getty
Warlley Alves é outra atração do UFC em São Paulo
Warlley Alves é outra atração do UFC em SP

Assim como sabe que uma hora a derrota viria, Thominhas também tem ciência da expectativa que o cerca. "Isso me incentiva muito e encaro essa expectativa como algo positivo, não como pressão. No UFC, todas as lutas são tensas e temos que levar isso a nosso favor."

Até mesmo Minotouro, que tentará devolver a derrota que sofreu para Bader em 2010 na luta principal do card em São Paulo, reconhece a importância dos duelos que antecederão o seu. Para o veterano, já com 40 anos, todos eles têm chances de sonhar com um cinturão do UFC.

"Eu acredito muito nessas promessas brasileiras, acredito muito na vitória do Thominhas e na boa fase que ele vem se apresentando nos últimos anos. A Claudinha Gadelha perdeu a disputa de cinturão, mas por muito pouco. O Warlley Alves também é outra grande promessa do Brasil e eu acredito muito na vitória dele", avaliou.

UFC Fight Night 100
Ginásio do Ibirapuera, São Paulo-SP
Sábado, 19 de novembro de 2016

Card principal
Peso meio-pesado: Rogério Minotouro x Ryan Bader
Peso galo: Thomas Almeida x Albert Morales
Peso palha: Cláudia Gadelha x Cortney Casey
Peso meio-médio: Warlley Alves x Kamaru Usman
Peso médio: Thales Leites x Krzysztof Jotko
Peso meio-médio: Serginho Moraes x Zak Ottow

Card preliminar
Peso meio-pesado: Francimar Bodão x Darren Stewart
Peso médio: Cézar Mutante x Jack Hermansson
Peso meio-pesado: Marcos Pezão x Gadzhimurad Antigulov
Peso galo: Johnny Eduardo x Manny Gamburyan
Peso pesado Luis Henrique KLB x Christian Colombo
Peso galo: Pedro Munhoz x Justin Scoggins

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McGregor é a maior estrela que o MMA já viu

ESPN MMA
Igor Resende, do ESPN.com.br
Getty
Conor McGregor: o primeiro homem a ser campeão de duas categorias do UFC ao mesmo tempo
Conor McGregor: o primeiro homem a ser campeão de duas categorias do UFC ao mesmo tempo

Vamos começar com o seguinte: se por algum acaso você ainda não deu o braço a torcer a Conor McGregor, agora chegou a hora, não dá mais para negar que ele luta tão bem quanto fala.

E a junção dessas duas coisas simplesmente o transforma na maior estrela que o MMA já viu.

Com calma, é claro: McGregor ainda tem sim o que provar e precisa defender o seu cinturão dos penas - e agora também o dos leves. E há muito lutador bom nessa briga, com desempenhos no mails alto nível por muito tempo - Anderson Silva, Jon Jones, Georges St-Pierre, Demetirous Johnson e por aí vai.

A briga pelo posto do melhor lutador da história é e sempre será uma questão de gosto pessoal, de opinião.

Mas o ponto aqui é outro: o MMA nunca viu alguém que pudesse extrapolar tanto os limites fora dos octógonos quando Conor McGregor. E que, claro, conseguisse ao mesmo tempo provar tudo que falar quando luta.

Chael Sonnen tentou, mas sempre falou muito mais que lutou. Anderson, Jones, St-Pierre e Johnson, por exemplo, sempre lutaram muito mais do que falaram.

E por isso nenhum deles atingiu o tamanho que McGregor tem hoje.

Ronda Rousey chegou perto. Mas compare o que os dois foram capazes de fazer esportivamente. Sim, é verdade que ela defendeu seu título por seis vezes e que virou a cara do MMA feminino por todo o mundo. Só que McGregor hoje tem dois cinturões - o primeiro na história a conseguir isso - e é amado ou odiado em qualquer canto do planeta.

Não é a toa que ele recebe tanto dinheiro. Só recebe porque também gera muito dinheiro. Em Nova York, ele coloca nas costas mais três recordes financeiros: ingressos dentro dos EUA, bilheteria e pay per view. Isso sem contar sua bolsa, que mais uma vez será milionária.

Exagero?

Claro que não! Dentro do octógono, ele deu um verdadeiro show, provou porque é tanto interesse em cima dele.

Eddie Alvarez, o campeão da categoria de cima, simplesmente não viu a cor da bola. Foram dois knockdowns no primeiro round e uma desequilibrada no segundo antes do derradeiro nocaute. McGregor ainda teve tempo de provar que sabe muito bem defender quedas.

E tudo isso diante de um cara que havia simplesmente atropelado Rafael dos Anjos seis meses antes.

McGregor ainda não é o melhor lutador da historia, mas mais uma vez se provou como a maior estrela que o MMA jamais pensou que poderia produzir.

Veja todos os resultados do ufc ny

CARD PRINCIPAL:
Conor McGregor (IRL) nocauteou Eddie Alvarez (EUA) aos 3'04 do 2º round - valendo o cinturão dos leves
Tyron Woodley (EUA) empatou com Stephen Thompson (EUA) na decisão majoritária (47-47, 47-47 e 48-47) - valendo o cinturão dos meio-médios
Joanna Jedrzejczyk (POL) venceu Karolina Kowalkiewicz (POL) na decisão unânime dos jurados (49-46, 49-46 e 49-46) - valendo o cinturão dos palhas feminino
Yoel Romero (CUB) nocauteou Chris Weidman (EUA) a 0'24 do 3º round - médios

Raquel Pennington (EUA) venceu Miesha Tate (EUA) na decisão unânime dos jurados (29-28, 30-27 e 30-27) - galos feminino

CARD PRELIMINAR:
Frankie Edgar (EUA) venceu Jeremy Stephens (EUA) na decisão unânime dos jurados (30-27, 30-27 e 29-28) - penas
Khabib Nurmagomedov (RUS) finalizou Michael Johnson (EUA) com uma kimura aos 2'31 do 3º round - leves
Tim Boetsch (EUA) nocauteou Rafael Sapo (BRA) aos 3'22 do 1º round - médios
Vicente Luque (BRA) nocauteou Belal Muhammad (PAL) a 1'19 do 1º round - meio-médios
Jim Miller (EUA) venceu Thiago Pitbull (BRA) na decisão unânime dos jurados (30-27, 29-28, 30-27) - peso casado

Liz Carmouche (EUA) venceu Katly Chookagian (EUA) na decisão dividida dos jurados (28-29, 29-28 e 29-28) - galos feminino

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McGregor tem tudo para conseguir o que ninguém nunca fez no UFC e é favorito para isso; veja palpites

ESPN MMA
Igor Resende, do ESPN.com.br
Alvarez e McGregor se encaram e americano dispara: 'Vou silenciar todos vocês filhos da...'

Se você ainda não deu o braço a torcer a Conor McGregor, talvez seja uma boa hora para isso. Sim, o irlandês é falastrão e consegue boa parte do que quer por causa disso. Mas ele também um ótimo lutador e pode neste sábado conseguir algo que ninguém nunca fez: ser campeão simultâneo de duas categorias no UFC.

E McGregor é o favorito para isso, ao menos nas bolsas de apostas. Ele chega ao dia da luta com uma leve vantagem, pagando cerca de 72 centavos para cada real apostado - Eddie Alvarez, o dono do cinturão dos leves, paga cerca de 90 centavos.

É óbvio que qualquer bolsa de apostas é influenciada pelo poder de marketing pessoal do irlandês. Afinal, quanto mais conhecido você é, maior a chance de alguém apostar em você para vencer.

A verdade, porém, é que esse não é o único motivo para ele ser favorito. Afinal de contas, os especialistas também estão divididos na hora de escolher um vencedor. E muitos apostam sim que ele vai fazer história em Nova York.

A verdade é que o duelo com Alvarez será decidido na parte mental - como de costume nas lutas de McGregor.

A análise é a mesma: Eddie parece o mais completo da dupla, mas terá que ser muito forte mentalmente para evitar cair nas provocações e manter o foco em seu plano de jogo, que deve ser o de cansar McGregor e levá-lo ao chão na primeira oportunidade.

Pode até parece algo simples de se fazer, mas a grande maioria dos que cruzaram o caminho do irlandês até agora mostrou que não é bem assim

Veja o momento em que McGregor rouba cinturão e até ameaça Alvarez com cadeira

A menos que tenha tido um intensivão e tanto de luta agarrada neste camp, McGregor terá que manter a luta em pé para aumentar suas chances de vencer. E na trocação ele deve mesmo levar vantagem.

Afinal de contas, esse é o peso que parece mais natural a ele. Mesmo subindo de categoria, ele leva considerável vantagem de 10 centímetro de envergadura sobre o campeão. E já mostrou que sabe como ninguém usar isso a seu favor.

Apesar de Alvarez ser mais rodado, McGregor também é mais acostumado a grande holofotes. E a noite deste sábado será a maior da história do UFC.

Luta após luta o irlandês provou que é melhor não duvidar dele. E agora ele está a um passo de poder dizer que é mesmo um dos maiores da história do MMA.

Palpites:
Conor McGregor nocauteia Eddie Alvarez no 2º round
Stephen Thompson nocauteia Tyron Woodley no 3º round
Joanna Jędrzejczyk vence Karolina Kowalkiewicz na decisão unânime

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McGregor tem tudo para conseguir o que ninguém nunca fez no UFC e é favorito para isso; veja palpites

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McGregor transforma UFC em WWE. Mas isso não é necessariamente ruim!

ESPN MMA
Igor Resende, do ESPN.com.br
Veja o momento em que McGregor rouba cinturão e até ameaça Alvarez com cadeira

Trash-talking, empurrões, garrafadas e agora até cadeiradas...

O roteiro é típico da luta-livre, do pro wrestling norte-americano. Mas não se engane: isso tudo não está acontecendo no WWE, mas sim no UFC. E o responsável por isso é Conor McGregor.

Mas vamos com calma antes de vir com todas as pedras na mão, criticarmos que tudo virou um show e não um esporte. Afinal de contas, toda essa espetacularização não necessariamente é ruim.

Sim, é verdade que muitas vezes isso passa do ponto. É verdade que as vezes o mérito esportivo fica para trás e isso é sim irritante.

Mas não se esqueçam de que o UFC também tem que sobreviver, tem que gerar dinheiro. Primeiro porque é uma instituição particular, que visa o lucro. Depois porque todo e qualquer esporte tem que girar em torno de pelo menos não dar prejuízo - e não é nada barato organizar tudo que há por trás de cada evento.

E, para que esse dinheiro chegue, o UFC precisa de todos os holofotes possíveis. McGregor atrai isso com o seu espetáculo particular.

O saudosismo de quando o UFC era só um esporte ficou para trás. Ele é e tem que ser só um espetáculo. Se não fosse assim, estaria fadado ao fracasso. Como, inclusive, aconteceu no começo, antes de Dana White e os irmãos Fertitta assumirem o Ultimate e passarem a tratá-lo como um negócio.

Sejamos sinceros: quantas pessoas se importariam verdadeiramente com a entrevista coletiva desta quinta se McGregor não estivesse nela? E quantas pessoas só souberam que houve uma entrevista porque viram a confusão que ele causou?

O irlandês parece tratar tudo como um teatro, parece ensaiado. Mas o grande público não se importa tanto assim com isso. O que importa mesmo é que a luta de fato aconteça no fim, sem marmelada alguma.

É claro que tudo tem que ter o seu limite. E o de McGregor vai vir com multas - ele já tomou uma em Nevada e pode tomar mais uma agora em Nova York.

Mas isso é sim essencial para que o UFC sobreviva e ganhe seu espaço. 

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McGregor transforma UFC em WWE. Mas isso não é necessariamente ruim!

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Nova York recebe o UFC, mas mostra dúvidas com a segurança do esporte e não quer saber de riscos

ESPN MMA
Igor Resende, do ESPN.com.br
Getty
UFC desembarca em Nova York de novo; estado tenta se proteger de quaisquer riscos
UFC desembarca em Nova York de novo; estado tenta se proteger de quaisquer riscos

Quase dez anos depois de ser enxotado de Nova York, o MMA está mais uma vez regularizado por lá e fará seu retorno triunfal no sábado, com o gigante UFC 205. Quanto mais o evento se aproxima, porém, o estado mostra que ainda tem lá suas dúvidas sobre a segurança do esporte e adota um superprotecionismo para correr qualquer risco.

As primeiras provas dessa ‘desconfiança' começaram a aparecer no fim de outubro. Primeiro, o porta-voz do Departamento do Estado de Nova York, Laz Benitez, garantiu que uma indenização de até US$ 1 milhão (cerca de R$ 3,2 milhões) deverá ser paga em caso de algum dano cerebral aos atletas que estarão no card.

Pouco depois, revelou-se que o evento terá de pagar um seguro de US$ 1.675 (cerca de R$ 5.326) por lutador para a realização do evento. Como eram 26 atletas escalados, o gasto foi de US$ 43.545 (cerca de R$ 138.476).

Mas a prova final do que pode ser um superprotecionismo veio nesta terça, quando Rashad Evans foi impedido de lutar por ‘irregularidades' em seus exames. O lutador, porém, garante que está saudável e pronto para o duelo com Tim Kennedy. E ele mesmo dá o tom do pensamento de Nova York e de sua Comissão Atlética.

"É só a comissão e as regras dela. Acho que eles têm tolerância zero", disse ao site MMAFighting.

Não há como negar que todo cuidado é pouco quando se trata de segurança dos lutadores - ainda mais com caso recente de morte e com uma lesão cerebral constatada.

Mas também é claro que Nova York está querendo ‘pecar' pelo excesso de regras. E, com isso, se sair com uma imagem diferente, ‘superior' a dos outros estados do país.

Só é importante se chegar a um denominador comum. Para que os interesses de todos sejam atendidos, sem que políticos queiram aparecer mais que quem deve ser estrela.

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The Ultimate Fighter: qual seria a 'montagem' do lutador perfeito?

ESPN MMA
Textos de Brett Okamoto, com tradução de Igor Resende
Todd Detwiler, ESPN.com
AAAAAAAAAAAAAAAAA

Qualquer lutador tem um estilo de seu jogo em que ele é melhor. Chutes, socos, jiu-jitsu, força, velocidade... Mas e se a gente juntasse o melhor de cada área para formar um lutador perfeito?

Essa é exatamente a proposta: dar vida ao verdadeiro Ultimate Fighter, o lutador supremo. Para isso, a ESPN reuniu seus especialistas, dividiu dez quesitos e pediu votos de quem era o melhor em cada uma das áreas - considerando apenas homens, por enquanto.

O resultado é esse abaixo. Veja e dê seus palpites nos comentários: quais lutadores montariam o seu atleta perfeito?

QI de luta: Dominick Cruz

Todd Detwiler, ESPN.com
AAAAAAAAAAAAAAAAA

Seja atrás de uma mesa como comentarista, seja dentro do octógono, Cruz provou várias vezes que tem a mente mais brilhante no jogo. Seu estilo de lutar é único, mesmo que junte o melhor de alguns de seus ídolos - como o grande Muhammad Ali.

‘Vice-campeão' do quesito: Conor McGregor

Queixo: Roy Nelson

Todd Detwiler, ESPN.com
AAAAAAAAAAAAAAAAA

O queixo de Nelson desafia a ciência. Ele conseguiu um recorde estatístico em junho de 2013 ao absorver 106 golpes significantes sem ser nocauteado em sua luta contra Stipe Miocic no UFC 161. E tenha em mente que um só "golpe significante" de Miocic geralmente é o suficiente para derrubar outro homem (ou qualquer outra criatura viva). Nelson aguentou 106!

‘Vice-campeão' do quesito: Nate Diaz

Coração: Frankie Edgar

Todd Detwiler, ESPN.com
AAAAAAAAAAAAAAAAA

Edgar sobreviveu a horrorosos rounds iniciais em duas lutas por cinturão seguidas contra Gray Maynard em 2011, assim como foi hábil para resistir e lutar depois de um devastador chute de Ben Henderson em 2012. Edgar é simplesmente uma máquina. Ele nunca foi finalizado ou nocauteado em 11 anos de carreira e nunca desistiu de nenhum round.

‘Vice-campeão' do quesito: Jon Jones

Mão esquerda: Conor McGregor

Todd Detwiler, ESPN.com
AAAAAAAAAAAAAAAAA

Ninguém é tão fã da mão esquerda de McGregor quanto o próprio McGregor. Ele é muito orgulhoso dela - e por uma ótima razão. Ele conquistou 85% de suas vitórias por nocaute e sua mão esquerda foi a protagonista da grande maioria deles. É a mesma mão esquerda, aliás, que nocauteou a lenda Jose Aldo em apenas 13 segundo no ano passado.

‘Vice-campeão' do quesito: Robbie Lawler

Mão direita: Anthony Johnson

Todd Detwiler, ESPN.com
AAAAAAAAAAAAAAAAA

Francamente: não há nada no esporte atualmente como o poder de nocaute de Anthony Johnson. Ele está constantemente colocando homens de 93kg para dormir, como Alexander Gustafsson e Glover Teixeira. Ele tem a mão direita mais amedrontadora do mundo, principalmente depois da aposentadoria da patenteada H-Bomb de Dan Henderson.

‘Vice-campeão' do quesito: Stipe Miocic

Wrestling: Daniel Cormier

Todd Detwiler, ESPN.com
AAAAAAAAAAAAAAAAA

O currículo de Cormier no wrestling é consideravelmente longe e muito bem traduzido para o octógono. Nós já o vimos carregar homens maiores que ele - como o pesadíssimo Josh Barnett - e arremessá-los pelos ares. E isso teve muito a ver com ele ganhar - e defender 0 o cinturão meio-pesado do UFC.

‘Vice-campeão' do quesito: Jon Jones

Chutes: Jose Aldo

Todd Detwiler, ESPN.com
AAAAAAAAAAAAAAAAA

Imagine um machado transformando madeira em lenha. O poder de nocaute de Aldo é impressionante, mas sempre foi o seu chute baixos que fizeram os maiores estragos e que causaram as maiores emoções nos fãs.

‘Vice-campeão' do quesito: Luke Rockhold

Joelhadas: Alistair Overeem

Todd Detwiler, ESPN.com
AAAAAAAAAAAAAAAAA

Rivais que já o enfrentaram descreveram as joelhadas de Overeem como algo que que você só experimenta uma vez na vida. O kickboxer holandês tem mais de 50 lutas profissionais e essas joelhadas foram colocadas em jogo em cada uma delas.

‘Vice-campeão' do quesito: Anderson Silva

Velocidade: Demetrious Johnson

Todd Detwiler, ESPN.com
AAAAAAAAAAAAAAAAA

É quase que criminoso comparar a velocidade de Johnson com qualquer coisa. Qualquer aspecto do jogo do campeão dos pesos mosca é impressionante. Mas é importante ressaltar também que quando falamos das habilidades de velocidade de Johnson, não falamos apenas da definição tradicional. A velocidade nas transições, no tempo de reação e nas combinações também são impressionantes.

‘Vice-campeões' do quesito: Dominick Cruz e John Dodson

Jiu-jitsu: Demian Maia

Todd Detwiler, ESPN.com
AAAAAAAAAAAAAAAAA

Desde que Demian chegou ao UFC em 2007, com três bônus consecutivos por finalizações, ele sempre foi visto como um dos mais perigosos grapplers do esporte. Nada nesses nove anos mudou essa narrativa. Na verdade, Demian só ficou melhor, levando especialistas no wrestling para o chão e usando sua habilidade única no grappling. É quase como se eles estivesse lutando com mais braços e pernas que seus oponentes.

‘Vice-campeão' do quesito: Fabrício Werdum

* Nota - Jon Jones foi nominado em seis das 10 categorias, mais do que qualquer um. E não há dúvidas de que ele esteja entre os melhores lutadores do mundo. Mesmo assim, não terminou em primeiro em nenhum dos quesitos.

 

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Punição a Jon Jones é pesada e para servir de exemplo no UFC

ESPN MMA
Igor Resende, do ESPN.com.br
Ethan Miller/Getty Images Sport
Jon Jones foi suspenso por um ano
Jon Jones foi suspenso por um ano

O recado está dado mais uma vez: ninguém terá alívio na caça ao doping no UFC. Agora, foi Jon Jones quem mostrou que não haverá vida facilitada para ninguém.

Não, Jon Jones não é nenhum santo. Mas, desta vez, conseguiu comprovar sua inocência (mostrou em laboratório que as substâncias apontadas no antidoping vieram de uma pílula para a melhora do desempenho sexual). O ‘esperado' era de que a punição fosse bem mais leve, mas o julgamento apontou falha dele em não pesquisar direito o que estava tomando.

A punição, na verdade, foi a máxima possível no caso: um ano afastado. E fazer isso com um dos principais nomes do MMA nada mais é que tentar provar que ninguém está acima da lei.

"Sua culpa se deve ao fato de ter sido descuidado", diz o documento da punição. "Com esse resultado, que o próprio lutador admite ter servido um toque de despertar, esperamos que os outros atletas do esporte fiquem alertas", completa.

Mais do que isso: a punição se esforça em mostrar que a Usada (a agência antidoping dos EUA) é completamente livre do UFC. É uma tentativa de legitimar ainda mais o órgão.

Se Anderson Silva e Jon Jones foram mesmo punidos, que todos os outros fiquem ainda mais atentos!

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Troca de time, corner 'estranho' e aposta muito alta: como Dos Anjos perdeu e ficou longe de cinturão

ESPN MMA
Igor Resende, do ESPN.com.br
Getty
Dos Anjos acabou derrotado por Ferguson e deu passos para trás no UFC
Dos Anjos acabou derrotado por Ferguson e deu passos para trás no UFC

Rafael dos Anjos fez uma alta aposta no UFC: depois de perder o cinturão, resolveu pegar o melhor adversário disponível para se recolocar rapidamente no começo da fila para desafiar o campeão. Desta vez, porém, o ‘all in' não deu certo. O brasileiro acabou derrotado por Tony Ferguson e, ao invés de se aproximar, ficou bem mais longe do título.

A atuação de Dos Anjos não foi ruim, é verdade. Mas também ficou longe de ser uma de suas melhores. No segundo round, foi prejudicado por uma dedada em seu olho, mas ele mesmo disse que isso não era desculpa.

A verdade é que a derrota desta madrugada não foi surpresa nenhuma por tudo que envolvia a luta.

No meio do caminho, enquanto se preparava, Rafael dos Anjos resolveu deixar a Kings MMA de Rafael Cordeiro, onde se moldou para deixar de ser um lutador razoável para ser o melhor da divisão. É claro: o lutador tem seus motivos e seu direito de fazer isso. Mas a verdade é que essa saída pode ter sido crucial para o seu desempenho.

Primeiro pelo óbvio: em meio a um treinamento, Dos Anjos mudou tudo que estava acostumado a fazer. É como mudar de trabalho: você pode até fazer uma função muito parecida, mas sempre demora um tempo para se acostumar com um novo ambiente, um novo método de trabalho.

Durante a luta, Rafael Cordeiro também fez muita faltar. Não é só pelos treinamentos que dá que ele é considerado o melhor técnico do mundo - eleito na última edição do ‘Oscar do MMA'. Cordeiro também é o melhor dando orientações durante os combates.

E Dos Anjos sentiu falta disso contra Ferguson. O próprio mestre Gordo, mestre dele, mas que não estava no México, disse depois da luta que talvez a estratégia tinha que ser mudada durante a luta, tentando levar mais para o jogo de chão.

A ideia de abrir uma nova academia para ele pode dar certo, é verdade. E o corner, mesmo que seja o mesmo que foi hoje, também pode encaixar. Mas, hoje, ele ainda não estava encaixado, estava um pouco estranho, longe do habitual.

E a soma de tudo isso é fatal diante de um cara como Tony Ferguson.

Dos Anjos poderia ter escolhido qualquer rival para voltar, poderia pegar alguém mais fraco para se recuperar. Mas quis voltar por cima. E isso cobra seu preço quando você não está exatamente 100%.

Ferguson é um dos melhores da divisão, tem a maior sequência de vitórias (9 agora) e só não tem o desafio ao título garantido por conta da bagunça dos leves.

Não é nenhum demérito perder para ele. Mas Dos Anjos ainda deixa questionamentos no ar quanto ao seu futuro fora da Kings MMA.

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Dos Anjos 'estreia' sem técnico que o fez campeão. Ele pode chegar ao título de novo?

ESPN MMA
Igor Resende, do ESPN.com.br
Getty
Dos Anjos treinando com Rafael Cordeiro, treinador que mudou o estilo dele
Dos Anjos treinando com Rafael Cordeiro, treinador que mudou o estilo dele

Rafael dos Anjos, claro, é o maior responsável pelo próprio sucesso. Mas não há dúvidas que a trajetória dele até o título do UFC teve a participação essencial de uma pessoa: Rafael Cordeiro. Foi ele quem moldou o lutador até a forma que vimos nos últimos combates, com um poderio de fogo enorme em pé e uma capacidade física excepcional.

Agora, porém, os dois seguem caminhos diferentes. E, neste sábado, Rafael dos Anjos ‘estreia' diante de Tony Ferguson sem o treinador que transformou a sua carreira.

Cordeiro pegou um Dos Anjos que era visto como o melhor lutador de jiu-jitsu dos pesos leve do UFC, mas que muitos duvidavam que poderia chegar a qualquer lugar. Com muito trabalho na Kings MMA, porém, Rafael cresceu e se transformou. Passou a nocautear oponentes e se tornou um dos lutadores mais completos do mundo. O que o fez ser campeão da categoria e até a ser visto por um tempo como um dos melhores peso por peso do planeta.

Após a derrota para Eddie Alvarez e a perda do cinturão, porém, a história de Cordeiro e de Dos Anjos terminou. O lutador saiu da Kings e já disse que tem planos de abrir a própria academia.

E isso pode sim afetar o seu jogo. Principalmente porque Cordeiro não só é um dos melhores técnicos do mundo como também tem um dos melhores trabalhos de córner, sempre vendo perfeitamente o que acontece na luta, com bons conselhos aos pupilos na ‘hora H'.

Getty
Dos Anjos, já sem Cordeiro na equipe
Dos Anjos, já sem Cordeiro na equipe

Dos Anjos terá que provar agora que pode ser grande sem o seu último mentor. E ele tem armas para isso. Afinal de contas, a evolução que teve em pé não vai se perder.

Ele também sempre foi visto como um dos lutadores mais esforçados do UFC. Por isso, inclusive, trocou o Brasil pelos EUA, em busca de mais profissionalismo nos treinos. Com certeza, ele não precisa da pressão para trabalhar duro.

O caminho rumo ao topo, porém, não é nada fácil.

A começar por Tony Ferguson. O rival deste sábado vem de oito vitórias consecutivas e é muito duro de ser batido.

Rafael dos Anjos e Tony Ferguson ficam sérios e não se cumprimentam na hora da encarada

De qualquer forma, Dos Anjos é o favorito da vez, parece ser mais completo em quase todas as formas do jogo - tem um wrestling pior, mas é melhor no chão e em pé.

De Ferguson para frente, o caminho também é para lá de complicado em uma das categorias mais equilibradas do UFC, com nomes como o de Khabib Nurmagomedov e o do campeão Eddie Alvarez.

Dos Anjos tem as armas para ser campeão de novo. Mas, para isso, terá que ir passo a passo. Primeiro, tem que vencer Ferguson. Depois, tem que resolver de uma vez a sua situação de treinos, se vai ou não abrir sua academia. E se cercar novamente de bons nomes para que consiga evoluir.

A dedicação e a força de vontade ele já mostrou que tem. 

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Dos Anjos 'estreia' sem técnico que o fez campeão. Ele pode chegar ao título de novo?

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