Esqueça o passado, a bolha da NBA pode trazer 'zebras' nos playoffs

Gustavo Faldon
Gustavo Faldon

A NBA entra na sua fase decisiva, restando apenas o 'play-in' ser definido para irmos aos playoffs de fato.

Com a temporada parada por quatro meses, os times desfalcados, modificados, o fator "randômico" embaralhou mais os favoritos ao título depois dos jogos na bolha.

O Phoenix Suns ativou o modo "March Madness" e passou pela bolha invicto. O Portland Trail Blazers, que estava dado como carta fora do baralho antes da retomada, precisa agora de uma vitória para ganhar uma chance de enfrentar LeBron James e o Los Angeles Lakers.

Os Lakers não se acharam na bolha. Mesmo quando ainda não tinha garantido a melhor campanha, jogou mal em algumas partidas, LeBron e Anthony Davis renderam abaixo do esperado e o time ganhou só três dos oito confrontos na bolha. 

Do outro lado, se o adversário na primeira rodada for mesmo os Blazers (6-2 na bolha), a chance de "zebra" é real. Pois na bolha o momento parece falar muito mais alto do que em outras temporadas.

No Leste, o Milwaukee Bucks também não pareceu estar em sua melhor forma, ganhando só três jogos também. E o Toronto Raptors (5-1 na bolha) volta a se candidatar seriamente ao título mesmo após perder Kawhi.

O que a história nos diz?

Até hoje, em 73 finais, o campeão era o cabeça de chave número 1 de sua conferência em 52, ou 71% delas. Apenas duas vezes ele não esteve no top 3: 1969 (Celtics foram 4º) e 1995 (Rockets eram 6º, a pior classificação de um campeão até hoje).

Por mais que o ambiente seja climatizado para o "mandante", não espera previsibilidade nos playoffs na bolha.

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Um guia rápido (e com palpite) para acompanhar a World Series

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
World Series de 2020
World Series de 2020 ESPN

A temporada da MLB chega em seu grande momento. Nesta terça, Los Angeles Dodgers e Tampa Bay Rays começarão a disputa da World Series, a grande final do beisebol. É um momento em que cada torcedor fica a um arremesso ruim de um ataque cardíaco, e, considerando que são dado cerca de 300 arremessos por jogo, dá para imaginar o potencial de emoção dos jogos.

Para você que já está acompanhando ou chegou agora só para ver as finais, aí vai um mini-guia em forma de perguntas e respostas da grande decisão da MLB.

Quais são os times?

Bem, eu já disse lá em cima, né? Mas, vamos lá: Los Angeles Dodgers e Tampa Bay Rays.

Nossa, que coincidência! Essas duas cidades acabaram de ganhar título, né?

Você está esperto! Os Lakers ganharam a NBA há umas semanas e o Lightning ganhou a NHL no finalzinho de setembro.

Já tivemos uma cidade com dois times campeões ao mesmo tempo?

Várias vezes. Já tivemos um caso até de uma cidade ter o título de três ligas ao mesmo tempo. O que nunca teve foi a mesma cidade ganhar dois títulos em um mês, o que vai acontecer agora. Escrevi sobre isso neste link.

Mas, voltando para a World Series, como esses times chegaram à final?

As duas equipes tiveram a melhor campanha na temporada regular em suas ligas. Os Rays tiveram 40 vitórias e 20 derrotas, enquanto que os Dodgers ficaram com 43 e 17. Nos playoffs, o Tampa Bay eliminou Toronto Blue Jays por 2 a 0, o New York Yankees por 3 a 2 e o Houston Astros por 4 a 3. Os Dodgers passaram por Milwaukee Brewers (2 a 0), San Diego Padres (3 a 0) e Atlanta Braves (4 a 3).

Dá para dizer que há alguma surpresa nessa final?

Mais ou menos. Os Dodgers já eram favoritos muito antes de a temporada começar. Os Rays são encarados como zebra por alguns por terem um time barato e não ter tradição, mas a equipe era boa, já vinha de uma ótima campanha em 2019 e muita gente (inclusive eu, deixa eu me gabar um pouco, vai?) a colocava entre as candidatas mais fortes ao título.

Time barato? Como é isso?

Sim! Os Dodgers têm a segunda maior folha salarial da MLB, com US$ 107,9 milhões. Só os Yankees gastaram mais. Os Rays têm a terceira menor, com US$ 28,3 milhões. Só Pittsburgh Pirates e Baltimore Orioles gastaram menos.

Tem algum jogador dos Dodgers que, sozinho, ganhe mais que o Tampa Bay inteiro?

O maior salário dos Dodgers é do arremessador Clayton Kershaw, com US$ 31 milhões. Mas o salário dele não é maior que todo o time dos Rays, porque o valor da resposta anterior já é corrigido para a temporada de 60 jogos. Os US$ 31 milhões do Kershaw estão no contrato, mas valem para um ano normal, de 162 jogos. Com uma temporada de 60 partidas, como foi a de 2020 por causa da parada da pandemia, ele vai ganhar apenas US$ 16,3 milhões.

Ah, então os times tiveram redução salarial com a pandemia?

Isso. Mas a conta foi simples: pegaram o salário integral e pagaram apenas o proporcional pela quantidade de jogos que a temporada teve. A temporada teve 60 jogos, que equivalem a 37% de uma temporada normal de 162 jogos. Então, os jogadores receberam 37% do salário.

Teve mais coisa que mudou com a pandemia?

Várias. Os playoffs estão sendo disputados em bolhas (San Diego e Los Angeles na Liga Americana, Dallas e Houston na Liga Nacional. A World Series é toda em Dallas), a regra do rebatedor designado foi adotada pelas duas ligas neste ano, houve regras para reduzir a duração das partidas na temporada regular e os times tiveram elencos mais cheios, entre outras coisas.

Beleza, mas o que eu tenho de prestar atenção nesta final?

Os dois times adotam largamente as estatísticas para delinear a estratégia de jogo. No entanto, o resultado disso são duas equipes com diferenças razoáveis. Os Dodgers têm um ataque poderoso e valorizam muito os abridores (arremessadores da rotação, os que iniciam os jogos em forma de rodízio). Os Rays têm um ataque que vem jogando mal, mas contam com um bullpen (arremessadores reservas, que entram durante o jogo) bastante confiável e uma defesa capaz de jogadas espetaculares. No papel, os californianos são favoritos. Mas o Tampa Bay é uma equipe bastante inteligente na tática e tentará dar um nó no adversário para levar o título.

Quais os jogadores mais interessantes de cada time?

Nos Rays, o cubano Randy Arozarena vem rebatendo demais, destruindo recordes para jogadores estreantes em uma edição dos playoffs. Também vale ficar atento às jogadas defensivas de Manuel Margot, Willy Adames e Joey Wendle e aos arremessos de Charlie Morton e Tyler Glasnow. Nos Dodgers, o grande nome vem sendo Corey Seager, mas Mookie Betts é capaz de grandes jogadas defensivas e Justin Turner tem sido uma figura importante no ataque, jovens arremessadores como Walker Buehler e Julio Urías estão aparecendo bem. E, claro, vale ficar de olho no que acontece com Clayton Kershaw, um dos grandes arremessadores da história, mas que tem seu legado muitas vezes contestado por não ter uma atuação convincente nos playoffs no currículo.

Quantos títulos esses times já têm?

Os Dodgers têm seis títulos, o último é de 1988. Os Rays nunca foram campeões, têm apenas um vice-campeonato, em 2008.

Já são 32 anos sem título do Los Angeles, hein? É um tabu grande?

A MLB já teve fila de 108 (Chicago Cubs), 88 (Chicago White Sox), 86 (Boston Red Sox) e 77 (Philadelphia Phillies) anos. Atualmente, há uma fila de 72 anos (Cleveland Indians). Nesse aspecto, os 32 anos de jejum dos Dodgers até parecem poucos, mas é uma sequência negativa que incomoda bastante. Sobretudo porque trata-se de uma das franquias mais populares e ricas do esporte americano e já se investiu muito dinheiro para conquistar um título nos últimos anos.

Hmm, achei interessante. Acho que vou torcer pelos Dodgers. Ou tem algo interessante do Tampa Bay levar o título?

Bem, se você gosta do livro ou do filme Moneyball, os Rays são a sua cara. O time segue os mesmos princípios do Oakland Athletics, com o uso de formas inovadoras de avaliar o jogo para montar times competitivos com pouco dinheiro. E, hoje, o Tampa é mais bem sucedido nisso do que os A’s. Se você quiser ver mais do sistema adotado pelos Rays, tem o livro “The Extra 2%: How Wall Street Strategies Took a Major League Baseball Team from Worst to First” (“Os 2% Extra: Como Estratégias de Wall Street Levaram um Time da MLB de Pior para Melhor”), de Jonah Keri. Não foi publicado em português.

Quando são os jogos?

Anota aí: 20 (terça), 21 (quarta), 23 (sexta), 24 (sábado), 25 (domingo), 27 (terça) e 28 (quarta) de outubro, sempre às 21h. Evidentemente, os jogos dos dias 25, 27 e 28 só serão realizados se a série não for concluída até lá.

A ESPN vai passar todos os jogos?

Claro!

Legal! E qual seu palpite?

Acho que os Dodgers levam por 4 a 2.

Fonte: Ubiratan Leal

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Como novo técnico faz Browns sonharem com playoffs na NFL ao tirar a bola de Baker Mayfield

Matheus Sacramento
Matheus Sacramento

O Cleveland Browns visita o Pittsburgh Steelers neste domingo em batalha fundamental dentro da divisão AFC Norte da NFL. E para triunfar no estádio onde só venceu uma vez (há 17 anos, em 2003!), a equipe comandada pelo técnico Kevin Stefanski terá que seguir à risca seu plano e deixar a bola longe das mãos de Baker Mayfield.

Com 4 vitórias e 1 derrota em 2020, os Browns sonham mais do que nunca em encerrar a maior seca de playoffs da liga. A última classificação da franquia veio em 2002 quando, por sinal, foi eliminada pelos Steelers no Heinz Field na rodada de Wild Card. A ESPN e o ESPN App transmitem o duelo ao vivo a partir das 14h (de Brasília).

Mas a aparente ressureição do time que decepcionou tanto na temporada passada não passa pelo seu quarterback, recrutado na primeira escolha geral do Draft de 2018. Inclusive, a escolha de segunda rodada daquele ano tem até mais influência no crescimento do time: o running back Nick Chubb.

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Chubb se lesionou contra os Cowboys e deve ficar mais um mês afastado, mas seu reserva Kareem Hunt não deixa a peteca cair. Afinal, os Browns são o time que mais corre na NFL em 2020 e estão com média de mais de 35 pontos ofensivos por partida desde a semana 2.

A estratégia de Stefanski, que foi coordenador ofensivo dos Vikings em 2019, é parecida com a de seus tempos em Minnesota: correr bastante e correr cedo. Cleveland está disparado na 1ª colocação da liga em corridas chamadas na primeira descida , com 105, 20 a mais que os segundos colocados Cardinals e Rams (já descontando corridas improvisadas pelo QB).

Considerando as quatro descidas, os Browns também são os que mais chamam corridas (167), mas com vantagem menor em relação aos Rams (164).

Por outro lado, como esperado, são os últimos em chamadas aéreas. Mayfield recuou para passar em 50,5% das jogadas, a menor marca da liga, pouco a frente dos Rams (51,4%) e dos próprios Vikings (51,8%).

Baker Mayfield
Baker Mayfield Getty Images

O estilo de jogo fez Kirk Cousins evoluir em Minnesota e parece produzir os mesmos efeitos em Cleveland. As corridas em zona para a lateral misturadas com play-actions e movimentação para o lado oposto tiram a pressão do quarterback, abrem a visão do campo e permitem leituras mais simples, contra menos jogadores na cobertura.

Ao se olhar para o índice QBR (nota calculada pela ESPN que classifica as atuações dos quarterbacks com base em estatísticas), Mayfield saltou da 19ª posição em 2019 (com QBR 54,4) para o Top-10 nesta temporada (com QBR 78,4).

Isso não significa necessariamente que Mayfield é um jogador melhor, como fica aparente ao se assistir às partidas dos Browns. Ele ainda é inconsistente nas leituras de defesas e impreciso em alguns passes, causando turnovers e perdendo oportunidades. Basta olhar as duas feias interceptações que ele lançou na última partida diante dos Colts.

Contudo, sua evolução é notável num sistema que exige menos do quarterback. Em 2019, os Browns foram o 22º time que mais correu com a bola, ou seja, Mayfield era peça mais importante no ataque - e o resultado não foi dos mais positivos.

As melhores jogadas de Baker acontecem nos play-actions, fundamentais para o estilo de Stefanski. Das 163 vezes em que ele recuou para passar, 48 foram em play-actions (30% do total). É a 7ª maior marca da liga até o momento. E vale lembrar que ajuda não falta para receber os passes, com nada menos que a dupla Odell Beckham e Jarvis Landry como wide receivers.

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A partida deste domingo pode ser um marco para os Browns, não só pelo histórico e rivalidade do adversário, mas pela característica da defesa que enfrentará. Os Steelers têm a segunda melhor unidade da NFL em termos de jardas terrestres cedidas, tanto em média por jogo como por tentativa (só os Buccaneers são melhores).

Se Cleveland superar a forte defesa contra a corrida de Pittsburgh, será um sinal da real potência de seu ataque. Porém, se nomes como Cameron Heyward e TJ Watt pararem Kareem Hunt e forçarem Baker Mayfield a situações óbvias de passe, tirando Stefanski de sua 'receita de bolo', fica muito difícil imaginar os Browns quebrando o 'tabu' no Heinz Field.

Fonte: Matheus Sacramento

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Tampa e Los Angeles brigam para ter dois títulos ao mesmo tempo. Quando aconteceu antes?

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

Edmonton, Canadá, 28 de setembro. O Tampa Bay Lightning bate o Dallas Stars por 2 a 0 e conquista a Stanley Cup ao fechar a série decisiva por 4 a 2. Foi o segundo título da equipe da Flórida na NHL.

Orlando, Estados Unidos, 11 de outubro. O Los Angeles Lakers vence o Miami Heat por 106 a 93 e leva o título da NBA. Foi o 17º troféu da franquia, igualando o Boston Celtics como os maiores campeões no basquete americano.

Da esq. à dir. - Steven Stamkos, Nikita Kucherov e Victor Hedman, do Tampa Bay Lightining, com a Stanley Cup da NHL
Da esq. à dir. - Steven Stamkos, Nikita Kucherov e Victor Hedman, do Tampa Bay Lightining, com a Stanley Cup da NHL Getty

As duas metrópoles comemoraram bastante as conquistas, mas já estão de olho na possibilidade de uma segunda. Tampa Bay Rays e Los Angeles Dodgers estão nas finais de liga na MLB. Como a World Series terá sua decisão entre os dias 25 e 28 de outubro (depende de ser decidida em 5, 6 ou 7 partidas), é possível que um mercado conquiste dois títulos em menos de 30 dias. Já aconteceu antes? E já tivemos casos de cidades com títulos de mais de uma liga ao mesmo tempo?

A resposta à primeira pergunta é mais simples: nunca ocorreu de uma região metropolitana conquistar dois títulos em menos de 30 dias. Isso só seria possível se o mesmo mercado vencesse a NHL e a NBA ao mesmo tempo, pois as duas ligas costumam terminar em junho (a NFL encerra a temporada em janeiro ou fevereiro e a MLB, em outubro). Incrivelmente, hóquei no gelo e basquete nunca tiveram campeões da mesma cidade ao mesmo tempo.

Em 2020, com a pandemia, a final da NHL e da NBA foram empurradas para outubro, coincidindo com a decisão do beisebol. Isso criou uma nova possibilidade, e é nessa brecha que a Baía de Tampa (aqui vale a região pq o ginásio do Lightning e o estádio dos Rays ficam em municípios diferentes dentro da mesma conurbação) e Los Angeles podem entrar.

No entanto, a pergunta se já houve casos de a mesma cidade ter título de mais de uma liga ao mesmo tem resposta bem diferente. Há um caso único de cidade que teve três ligas ao mesmo tempo: Detroit em 1935, acumulando os troféus da World Series de 1935, a NFL (ainda antes do Super Bowl) e a Stanley Cup em 1936. Boston teve a chance de repetir o feito no ano passado, mas o St. Louis Blues frustrou a torcida bostoniana ao bater os Bruins na decisão da NHL.

Leia mais: Boston tem chance de repetir feito de 80 anos atrás: ser campeã de três ligas ao mesmo tempo

Mas ganhar dois títulos ao mesmo tempo, como tentam a Baía de Tampa e Los Angeles, é mais comum. Ocorreu várias vezes, com regiões tradicionalmente muito vitoriosas como Nova York e Pittsburgh e até com outras de sucesso mais esporádico, como Baltimore.

Veja a lista (em parênteses, as ligas conquistadas na ordem em que os títulos vieram):

- NOVA YORK  NOVA JERSEY: 1938-39 (MLB e NFL), 1956-57 (MLB e NFL), 1969 (NFL e MLB), 1969-70 (MLB, mesmo título da série anterior, e NBA) e 2000 (NHL e MLB), 

- CHICAGO: 1934 (NFL e NHL) 

- DETROIT: 1954 (NFL e NHL)

- BALTIMORE: 1970-71 (MLB e NFL)

- PITTSBURGH: 1979-80 (NFL e MLB, e depois o bi da NFL substituindo o título anterior na série) e 2009 (NFL e NHL)

- LOS ANGELES: 1981-82 (MLB e NBA), 1988 (NBA e MLB) e 2002 (NBA e MLB)

- SÃO FRANCISCO / OAKLAND: 1989-90 (MLB e NFL)

- BOSTON: 2004 (NFL e MLB, e depois o bi da NFL substituindo o título anterior na série) e 2007-08 (MLB e NBA)

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LeBron pode não ser maior que Jordan, mas é inegável que existe um debate sobre quem é superior

Gustavo Faldon
Gustavo Faldon

Será impossível não ouvir nos próximos dias, meses, anos, a discussão sobre quem foi o maior da história da NBA: LeBron James ou Michael Jordan.

Um pequeno spoiler: esse texto não irá trazer uma resposta, pois não existe uma certa. O que há de se reconhecer, de fato, é que há uma discussão sobre esse assunto. São dois dos maiores, dois tipos de grandeza e ambos merecem ser colocados na mesma prateleira, escolha seu preferido.

O debate por meros números estatísticos talvez não seja o certo. São eras diferentes, ambos jogaram em sistemas diferentes e são de posições diferentes. Mas existe argumento para os dois lados.

LeBron James tem a seu favor ter jogado na vasta maioria de sua carreira, e durante todo seu auge, no mundo globalizado. Onde todo mundo em qualquer lugar do planeta pode ver todos os jogos e entrevistas diárias dele com alguns cliques, da mesma forma que aquele que moram em Los Angeles. Uma mensagem disparada por LeBron nas redes atinge qualquer pessoa.

Os melhores momentos de LeBron James no título dos Lakers na NBA: acrobacias no ar, passes cortantes e tapa na tabela

E é normal a sensação do que estamos vendo, cobrindo, acontecendo diante de nós, de que aquilo seja a melhor coisa que estamos vendo. Quem nunca tem aquele gol ou atleta favorito no estádio simplesmente porque você estava lá naquele momento?

Michael Jordan não teve isso a seu favor. No Brasil, seus jogos não eram exibidos, com exceções, em especial nas Finais, em alguns anos. Ele não tinha o mundo todo vendo e valorizando suas enterradas segundos depois de acontecerem. Mas isso também pode ter evitado que as pessoas vissem alguns defeitos, já que talvez a memória afetiva deixasse só as impressões do que foi positivo.

Michael Jordan e LeBron James se cumprimentam antes de jogo em 2010
Michael Jordan e LeBron James se cumprimentam antes de jogo em 2010 Getty

Mas Jordan ainda assim foi um fenômeno. Seu impacto no mundo foi único. Mesmo com as dificuldades tecnológicas, ele era visto ao redor do planeta. Bonés e camisas do Chicago Bulls eram moda entre adolescentes no Brasil nos anos 90 que nem o viam direito, nem mesmo nos álbuns de figurinhas ou games da NBA, ambos em que ele não estava licenciado. O camisa 23 dos Bulls se tornou a referência para TUDO no basquete há 30 anos.

Jordan venceu seis títulos, dois a mais do que LeBron tem agora, todos com Phil Jackson, o técnico mais vitorioso da história. E quem duvida que não seriam oito se ele não tivesse se aposentado no auge para tentar a sorte no beisebol?

Aos 35 anos, LeBron James diz que 'dominaria' sua versão de 27 anos na NBA: 'Não tem ideia do que é capaz'


Mas o que LeBron fez também é de uma dimensão jamais vista. Sempre pressionado a ter sucesso. Quatro títulos, esse último em uma franquia onde chegar à final não bastaria, conduzindo times medianos na maioria das vezes às Finais e conseguindo uma virada impossível em uma delas. E em metade de suas campanhas vitoriosas sendo comandado pelo contestadíssimo Tyronn Lue e por Frank Vogel, que mostrou muita qualidade, mas estava "esquecido" pela NBA e está longe de ser da primeira prateleira de técnicos.

LeBron James pode não ser maior que Michael Jordan. Mas ele é o Michael Jordan desta era. Desfrutemos...

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LeBron pode não ser maior que Jordan, mas é inegável que existe um debate sobre quem é superior

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O número 1 da NBA! LeBron maior que Jordan? É apenas questão de tempo

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LeBron vs Jordan virou apenas uma questão de narrativa e gosto

Guilherme Sacco
Guilherme Sacco

         
    

Após o título do Los Angeles Lakers, o 17º da história da franquia, e o 4º MVP das Finais de LeBron James no último domingo, voltou à tona o debate que, na verdade, nunca foi embora: quem é o maior jogador de todos os tempos.

O duelo, atualmente, é entre LeBron e Michael Jordan. O camisa 23 dos Lakers é quem é sempre colocado nas discussões com o camisa 23 do Chicago Bulls e, sinceramente, agora é só uma questão de escolher qual sua narrativa preferida.

É inegável que LeBron James atingiu o mesmo patamar que Michael Jordan - não interessa quem seja o seu favorito, isso é indiscutível. Os dois dominaram a NBA por anos e anos, conquistaram títulos e MVP de Finais aos 35 anos de idade - idade que a maioria dos jogadores estava se aposentando ou entrando em declínio - e são duas superestrelas que ultrapassam as quadras como nenhuma outra que veio antes.

Agora, a questão é escolher qual narrativa te agrada mais. Michael Jordan é o cara que pegou uma franquia que estava em vias de deixar de existir, transformou na mais vitoriosa da NBA nos anos 90, disputou 6 Finais e venceu as 6, divididas em dois tricampeonatos e "só não ganhou os dois anos desse hiato porque estava jogando beisebol".

Que teve que superar os Bad Boys do Detroit Pistons que pareciam insuperáveis. Que deu inúmeras voltas por cima antes de chegar a glória pela primeira vez. Que detém até hoje a maior atuação individual de um jogador nos playoffs da NBA em termos de pontos: 63 diante do Boston Celtics.

O que teve uma "Última Dança" perfeita quando tudo parecia perdido. Ainda fez tudo isso na época que a NBA começava a se internacionalizar e ficou conhecido por ser o cara que acelerou esse processo. Jordan foi a primeira grande marca da história da NBA.

LeBron, por sua vez, foi o primeiro jogador da história da NBA a entrar nela com a expectativa de, no mínimo, brigar com Jordan como o melhor da história. Uma expectativa completamente absurda para um garoto de 19 anos que sequer passou pela NCAA. O mais absurdo? James cumpriu com essa expectativa irreal.

[]

LeBron apareceu em Cleveland como o herói local que iria salvar uma cidade que parecia fadada ao fracasso esportivo. Chegou em uma final com apenas 23 anos de idade sendo o melhor jogador da equipe, mas foi varrido. Em 2010, se transformou no maior vilão da história da cidade ao levar seus talentos para South Beach.

Em Miami, chegou em quatro finais em quatro anos e venceu duas antes de voltar para casa. No melhor estilo Batman na trilogia dirigida por Christopher Nolan, LeBron soube ser o vilão que a cidade precisava ter e voltar para ser o herói que a cidade necessitava. Na primeira tentativa de ser campeão, bateu na trave.

Em 2016, alcançou o impossível. Comandou o Cleveland Cavaliers para a primeira virada de um 3 a 1 na história das Finais da NBA e acabou com um jejum de 52 anos da cidade de Cleveland sem títulos nas grandes ligas americanas.

Depois disso, saiu para jogar em Los Angeles, aonde as luzes brilham mais. Nos Lakers, encerrou um jejum de 10 anos sem títulos da equipe em uma temporada que ficou marcada pela morte do maior nome da história da franquia angelina, Kobe Bryant, uma pandemia mundial e o playoff mais único da história da NBA.

Agora, é campeão e MVP das Finais por 3 franquias diferentes. Foi finalista em 9 dos últimos 10 anos, também por três franquias diferentes. Sozinho, tem mais participações em Finais do que 27 franquias da NBA.

Cabe a você escolher qual a narrativa que mais te agrada e mais te dá motivos para apontar um dos dois como o maior de todos - e não tem resposta errada. Eu fico com a segunda.

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Jimmy Butler é a prova viva de que coração ganha jogo, e é assim que ele caminha à imortalidade

Pedro Suaide
Pedro Suaide

Indiscutivelmente, Jimmy Butler é a pior estrela de um finalista da NBA nessa década. E ainda assim, ele segue fazendo história.

Por favor, isso está longe de ser uma crítica a quem vou exaltar durante esse texto. Durante 8 anos seguidos, LeBron comandou o campeão do leste, enquanto do outro lado tivemos Dirk, Durant, Duncan e Curry/Durant, que na última temporada encararam o time de Kawhi. Todos aqui estão um patamar - ou mais - acima de Butler, tanto como jogador como quanto em questão de legado. Mas, em sua primeira chance de disputar um título da NBA, Jimmy deixa claro que seu coração pode o colocar em igualdade às lendas dentro de quadra durante os 48 minutos que duram uma partida.

Butler e LeBron travam batalha épica, Heat vence Lakers nos últimos segundos e ainda não entrega título


49 segundos. Poderia ser o tempo que você esquenta seu achocolatado no micro-ondas pela manhã, mas é o quanto Jimmy Butler descansou no jogo 5 das Finais da NBA.  35 pontos, 12 rebotes, 11 assistências. A vitória. O fim da mística do uniforme Black Mamba. E o mais importante: o respiro de quem segue vivo.

O ponto é que, a cada detalhe que você se lembra, mais você se assusta. Ser o homem que marca LeBron James em grande parte do jogo com certeza não é o que você gostaria de ver de seu principal jogador ofensivo, mas isso não pareceu afetar Jimmy Butler, que inclusive igualou marcar históricas (e surreais) de LBJ. Vamos expor algumas:

- Jimmy Butler se tornou o 7º jogador da história a ter um triplo-duplo de 35 pontos em um jogo de vida ou morte nos playoffs; o primeiro desde LeBron James, em 2009, contra o Orlando Magic

- Nos últimos 4 jogos, Jimmy Butler pontuou ou deu assistências para 240 pontos, a segunda maior marca em qualquer sequência de 4 jogos em Finais na história. À sua frente, LeBron James, em 2017, com 245. Logo atrás, Michael Jordan, em 1993, com 239.

- Jogando suas primeiras Finais da NBA, Jimmy Butler se tornou o jogador com mais triplos-duplos de 30 pontos em Finais, com 2, ao lado de LeBron James. Isso não conta apenas atuações que aconteceram no mesmo ano, mas sim em todos os tempos.

Butler pega rebote, leva porrada na cabeça, faz a cesta antes de cair e rola de dor no chão



Ele não é o melhor arremessador do mundo, longe disso. Também não é o jogador mais atlético, mais alto ou mais habilidoso. É um grande defensor, mas já vimos melhores. Ainda assim, ele tem uma coisa que falta em muita gente. Ele simplesmente não aceita perder, e é por isso que se sente em casa no Miami Heat, que pensa exatamente igual. Afinal, seu apelido não é Jimmy G. Buckets à toa. Bem, o G. é abreviação de Gets (consegue). Buckets significa 'cestas'. De um modo ou de outro, seja bonito ou na marra, Jimmy consegue suas cestas.

Os Lakers eram muito favoritos ao título da NBA, e ainda são. LeBron e Davis são sobre-humanos, e por mais que Miami tenha chegado às Finais com todos os méritos possíveis, talvez jogando até melhor que LA nos playoffs, a linda história de Cinderela deve acabar logo. Mas, apesar do provável gosto amargo da derrota, essa equipe sempre será lembrada com um sorriso no rosto de quem conta seus feitos. E ela definitivamente não vai desistir até o último segundo.

Como se já não sua história de vida, digna de roteiro de cinema, já não fosse suficiente, jogo a jogo, Jimmy Butler escreve seu caminho à imortalidade. 

No último segundo antes do intervalo, Jimmy Butler acerta lindo arremesso de três e comemora com estilo

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Jimmy Butler é a prova viva de que coração ganha jogo, e é assim que ele caminha à imortalidade

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Pressão para quê? Como Belichick limitou Mahomes (de novo!), agora com estratégia diferente

Matheus Sacramento
Matheus Sacramento

Os Chiefs venceram os Patriots na última segunda-feira por 26 a 10, mas o resultado poderia ter sido diferente se New England contasse com um Cam Newton saudável. O que chama atenção é como Bill Belichick uma vez mais limitou a produção de Patrick Mahomes, algo que pouquíssimos técnicos conseguiram.

Aliás, esta é a terceira vez seguida que o treinador que mais venceu Super Bowls na história dificulta a vida de Mahomes. Na temporada regular de 2019, foram apenas 23 pontos, enquanto nos playoffs anteriores a equipe de Andy Reid chegou ao último quarto com só 7 pontos no placar. Tendo uma formação defensiva em sua carreira, Belichick mostrou todo seu repertório ao apostar numa estratégia diferente em 2020.

Mahomes completou menos de 20 passes, ficou abaixo das 250 jardas e teve 2 touchdowns aéreos (ambos em jogadas que são passes apenas na teoria, mas corridas na prática). Bons números, porém certamente abaixo de seu patamar habitual. Desta vez, grande parte da dificuldade do quarterback se deu pela ausência de pressão e aumento dos jogadores na cobertura.

Patrick Mahomes na partida contra os Patriots
Patrick Mahomes na partida contra os Patriots Getty Images

É isso mesmo: pressionar Mahomes para quê? A surpreendente - e efetiva - tática dos Patriots foi mandar com boa frequência apenas três jogadores para pressionar o quarterback, deixando oito na cobertura (normalmente, se mandam quatro na pressão). Blitz? Nem pensar: New England mandou mais de quatro atletas para apressar o passe só duas vezes no jogo.

Nas situações em que New England reduziu a pressão e mandou só três jogadores, Mahomes acertou 3 de 8 passes para só 73 jardas, incluindo a infame interceptação-fumble que a arbitragem não marcou. A maior parte dessas chamadas foi em terceiras descidas e jogadas óbvias de passe, tirando o ataque de Kansas City de campo.

Os Chiefs converteram só 4 de 11 oportunidades em 3rd downs, sendo somente uma delas (uma!) num passe de Mahomes. As outras três foram as seguintes: uma corrida pelo meio, uma corrida improvisada de Mahomes e o touchdown de Tyreek Hill (que, na prática, não é um passe).

Nos momentos óbvios de passe, Belichick ocupou o campo com mais gente na cobertura e identificou uma certa impaciência de Mahomes. Mesmo sem pressão, o quarterback dos Chiefs por várias vezes ficou 'sambando' no pocket, errou passes por estar desequilibrado e se precipitou em lançamentos quando poderia tranquilamente aguardar na sua posição.

Os três homens de pressão também estavam bem instruídos a manter Mahomes 'quieto' no pocket, não tomar caminhos muito alternativos na perseguição ao quarterback e evitar que ele improvisasse como faz tão bem.

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Para que a estratégia funcionasse, claro, foi necessário um trabalho também bem feito nas outras descidas, nas quais os Patriots usaram os tradicionais quatro homens indo atrás do quarterback. Foi o suficiente para forçar 3rd downs e não deixar o plano de jogo óbvio, mas a produção de Mahomes claramente cresceu nessas situações: 16/19 para 163 jardas.

A genialidade não para por aí. Ao se analisar o que os oito homens faziam na cobertura, há uma imensa variedade de chamadas - certamente não são jogadas que qualquer um encontra no videogame. Combinações de marcação homem-a-homem com alguns jogadores em zona na mesma jogada, variando por vezes um, dois, três ou quatro jogadores no fundo do campo. Se viu de tudo e certamente não foi fácil para Mahomes identificá-las.


Estratégia diferente de confrontos anteriores


Na temporada regular de 2019, os Patriots também estiveram muito próximos de vencer os Chiefs. A derrota por 23 a 16 certamente ficou mais na conta do ataque, que teve diversas dificuldades naquele ano, do que da defesa, a melhor da liga na oportunidade.

Até aproveitando o sensacional talento de seus jogadores defensivos naquele ano, Belichick praticamente não usou chamadas nas quais mandava apenas três jogadores para pressionar o quarterback. A maior parte dos lances foi com marcações mais "tradicionais" em mano-a-mano ou em marcações mistas, nas quais os jogadores usam técnicas de mano-a-mano para perseguir os adversários que cruzam sua zona, com possibilidades de trocar seus marcadores.

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Ainda em 2019, mas em janeiro, nos playoffs referentes à temporada 2018, New England deu muito trabalho a Kansas City na final da AFC. Naquela oportunidade, o plano de jogo foi dobrar a marcação nos dois principais alvos de Mahomes (Tyreek Hill e Travis Kelce), anulando-os, e deixar seus melhores marcadores como Stephon Gilmore no mano-a-mano com o restante do ataque. 

Funcionou perfeitamente por três quartos, limitando o ataque rival a só 7 pontos. Verdade, tudo ruiu nos últimos 15 minutos, mas foi suficiente para levar os Patriots ao Super Bowl, que culminaria no sexto título da franquia.

É possível limitar Patrick Mahomes - e de mais de uma maneira. Quando se tem uma lenda viva do esporte no comando, não dá para duvidar de nada. Os Patriots não são favoritos ao título - e nem mesmo à conquista de sua divisão -, mas mostram que nunca dá para descartar um grupo comandado por Bill Belichick.

Fonte: Matheus Sacramento

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Pressão para quê? Como Belichick limitou Mahomes (de novo!), agora com estratégia diferente

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Por que Baltimore 'sabotou' Lamar Jackson contra Chiefs e Titans

Matheus Sacramento
Matheus Sacramento

O aguardado confronto entre Patrick Mahomes e Lamar Jackson no último Monday Night Football deixou uma mensagem clara sobre a superioridade dos atuais campeões. Mas para além da vitória por 34 a 20 do Kansas City Chiefs sobre o Baltimore Ravens, salta aos olhos a baixa pontuação do poderoso ataque liderado pelo MVP da NFL.

A situação lembra o que aconteceu na última rodada divisional dos playoffs, ainda em 2020, quando a equipe de melhor campanha da liga marcou apenas 12 pontos e foi eliminada logo em sua primeira partida de pós-temporada. Mas como Kansas City Chiefs e Tennessee Titans conseguiram esse feito? Talvez a resposta esteja do outro lado do campo, com a própria comissão técnica de Baltimore se sabotando.


As equipes de Mahomes e Tannehill têm méritos, claro. Mas vale observar como a unidade liderada pelo coordenador ofensivo Greg Roman deixou de lado seu ponto mais positivo - a velocidade de Lamar Jackson - e apostou em outro tipo de jogada (leia-se, passes) nos dois confrontos.

Os números mostram: nas duas primeiras semanas desta temporada, os Ravens chamaram 62 jogadas de corrida e 55 de passe (contando as que Lamar improvisou e correu mesmo assim). A proporção é de cerca de 1,13 corrida chamada para cada passe. Na temporada 2019, foram 553 chamadas de corrida e 481 chamadas de passe (proporção de 1,15 corrida por cada passe).

Diante dos Chiefs, foram 18 chamadas de corrida e 31 de passes. Contra os Titans? Assustador: 21 chamadas de corrida para 66 de passe.

Está claro: os Ravens se apavoram quando estão atrás no placar e começam a chamar passes, se afastando do que faz a equipe ser especial. É normal apostar mais no jogo aéreo quando se está em desvantagem, afinal, gasta menos tempo de relógio e se avança mais rapidamente no campo. Mas isso não pode acontecer na exceção que é Baltimore, uma equipe que constrói seu sucesso sobre a dinâmica de Lamar Jackson.

Lamar Jackson contra o Kansas City Chiefs
Lamar Jackson contra o Kansas City Chiefs Getty Images

Que fique registrado: o atual MVP da NFL é um bom passador, longe de ser um "running back" como alguns criticavam no início de sua carreira. Mas para competir com Mahomes e os outros grandes times da NFL? Não, ele não está nesse nível lançando a bola. Ele consegue, sim, competir - e até superar - seus rivais usando sua incrível velocidade e ocasionalmente surpreendendo com um passe em play-action.

Não importa se os Ravens estão perdendo por 14 pontos, a equipe precisa seguir se baseando em seu diverso jogo terrestre, com corridas desenhadas para Lamar, read options e até mesmo com seus running backs.

Veja o exemplo do jogo contra os Chiefs. Boa primeira campanha, terminada em field goal. Na segunda, uma falta prejudicou o ataque. Na terceira, os Ravens chamaram dois passes seguidos em play-actions comuns e um passe normal. Punt. Na quarta, novamente, vários play-actions mal executados que deixaram o ataque em terceira descida longa. Punt. 

Aí já estava 27 a 10 (com ajuda de um retorno de kickoff para touchdown).


Contra Tennesse foi ainda pior. Nas duas primeiras campanhas, Baltimore seguiu seu DNA e se deu mal por outros motivos: um drop de Mark Andrews gerou interceptação na primeira e o bom plano da defesa terrestre de Tennessee (coisa que os Chiefs nem precisaram) deixaram os Ravens zerados na segunda.

Mas já aí, no início do segundo quarto e com 14 a 0 no placar, Greg Roman se desesperou. Terceira campanha: play-action, passe, passe e punt. Quarta campanha: play action, passe e passe com Lamar Jackson 'salvando' uma terceira para 10 jardas com seu braço. Foi assim o jogo inteiro.

Lamar Jackson é um bom quarterback passando a bola, mas não é Mahomes. E os Ravens também não estão preparados em termos de receivers, treinamento e extensão do livro de jogadas para competir em nível de playoff colocando a maior parte da pressão no braço de seu quarterback. Veremos se John Harbaugh aprende com os últimos tropeços na próxima vez que Baltimore estiver em desvantagem.

Fonte: Matheus Sacramento

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Patrick Mahomes não cansa de mostrar por que é simplesmente incomparável

Matheus Zucchetto
Matheus Zucchetto

         
     


Lamar Jackson é o atual MVP da NFL e, se você for jogador de Fantasy, provavelmente viu o camisa 8 dos Ravens ser o primeiro quarterback escolhido no draft da sua liga.

Mas tem uma coisa que Lamar (ainda) não é: Patrick Mahomes.

O fã de NBA vai entender a comparação. Giannis Antetokounmpo foi o MVP das duas últimas temporadas regulares da liga. Mas, nos playoffs, ele está longe de ser o cara - LeBron e Kawhi são prova disso. A questão é que, no caso de Lamar, ele ainda está longe de incomodar um dos quarterbacks mais talentosos da história.

Bastou ver o primeiro tempo de Ravens x Chiefs no Monday Night Football para entender. Foram quatro touchdowns para Mahomes - um deles inventando um passe para Anthony Sherman que deixou Paulo Antunes fora de si na transmissão da ESPN.


         
     


É bem possível que os 503 milhões de dólares anunciados no contrato de 10 anos de Mahomes tenham assustado muita gente. Mas o que você faria se tivesse um jogador com o potencial para ser o maior de todos os tempos do esporte?

Falando em GOATs, Mahomes até deu uma de Michael Jordan na noite de segunda... quando deu de ombros depois de contar até quatro nos dedos. O motivo? A lista oficial de top 100 jogadores da NFL deixou o MVP do último Super Bowl no 4º lugar.

Lamar Jackson é um grande quarterback e se tornará, a cada ano, mais uma das grandes figuras da NFL. Mas a comparação com Mahomes não existe - e talvez nunca exista.

Os Chiefs do camisa 15 venceram os Ravens do número 8 nas três vezes que se encontraram: nelas, Lamar acertou 52,6% de seus passes; Mahomes tem nove touchdowns e só uma interceptação.

Lamar foi melhor que Mahomes na temporada regular de 2019, mas o astro dos Chiefs sofreu com lesões antes de voltar a ser ele mesmo nos playoffs. E, no Monday Night Football, ele mostrou mais uma vez por que é o grande talento de uma geração. 


         
     

Fonte: Matheus Zucchetto

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Playoffs da MLB: um guia rápido para entender o que vai rolar

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
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Foi muito rápido. A temporada regular da MLB mal começou e já estamos nos playoffs. Claro, consequência das adaptações exigidas pela pandemia de Covid-19. Mas o mata-mata começa nesta terça-feira com quatro séries pela Liga Americana. Nesta quarta começa a pós-temporada da Liga Nacional.

Em uma temporada sui generis, os playoffs também estão diferentes. Por isso, veja um guia rápido para não se perder nas novidades e entender o que vai acontecer.

Quem se classificou?

São 16 times nos playoffs: Atlanta Braves, Chicago Cubs, Chicago White Sox, Cincinanti Reds, Cleveland Indians, Houston Astros, Los Angeles Dodgers, Miami Marlins, Milwaukee Brewers, Minnesota Twins, New York Yankees, Oakland Athletics, San Diego Padres, St. Louis Cardinals, Tampa Bay Rays e Toronto Blue Jays

Qual o formato?

São oito equipes na Liga Nacional e oito na Americana. Em cada liga, os times farão quartas de final (chamada de “séries de wildcard”) em melhor de três jogos (todos na casa do cabeça de chave), semifinal (“séries de divisão”) em melhor de cinco e final (“final da liga”) em melhor de sete. O campeão de cada lado vai para a World Series, em melhor de sete partidas.

E quais são os confrontos?

Na Liga Americana, Indians x Yankees, Rays x Blue Jays, Athletics x White Sox e Twins x Astros. Na Liga Nacional, Dodgers x Brewers, Padres x Cardinals, Braves x Reds e Cubs x Marlins.

Hmmmm, está diferente do ano passado. Vai ser assim a partir de agora?

Em princípio, não. O formato foi criado para dar mais chances as equipes, que poderiam ser prejudicadas pelo fato de a temporada regular ter apenas 60 jogos, menos da metade da duração de uma temporada regular em ano sem pandemia (162). Em teoria, volta ao normal em 2021, apesar de já existir especulações de que a MLB pretende mudar o formato do mata-mata e, se houver boa aceitação ao sistema de 2020, é capaz de ele ser mantido ou inspirar a nova versão.

Ah, você disse que as primeiras séries serão na casa do time de melhor campanha. E depois, o time de melhor campanha passa a ter vantagem do mando ou faz todos os jogos em casa? 

Nem uma coisa, nem outra. A primeira fase dos playoffs dá ao cabeça de chave o direito de receber todas as partidas. Mas, a partir da etapa seguinte, os times vão para bolhas. A Liga Nacional realizará seus jogos no Texas, nos estádios de Dallas (Texas Rangers) e Houston (Astros). A Liga Americana será disputada no sul da Califórnia, em Los Angeles (estádio dos Dodgers) e San Diego (Padres). A World Series será em Arlington, região metropolitana de Dallas.

Quem são os favoritos?

Os times considerados mais fortes antes da temporada -- Dodgers e Yankees -- continuam bastante cotados para conquistar o título. No entanto, a temporada fez que Rays e Padres também se tornassem candidatos reais a levar a World Series. Entre as equipes que podem surpreender estão Reds, Braves, Athletics, White Sox e Twins.

O novo formato muda alguma coisa?

Muda em vários aspectos. A primeira fase em melhor de três permite muita surpresa. Um time limitado que tenha dois arremessadores espetaculares na rotação é capaz de conseguir duas vitórias contra qualquer adversário. Por isso, as chances de Indians, Reds e Marlins contra Yankees, Braves e Cubs são bem razoáveis, muito maiores do que seriam em melhor de cinco ou melhor de sete. Além disso, só haverá dias de folga entre uma série e outra. Ou seja, séries que forem para cinco, seis ou sete jogos se tornarão maratonas, desgastando as equipes e exigindo muito cuidado no gerenciamento dos arremessadores, seja da rotação, seja do bullpen.

Os canais esportivos Disney transmitirão as partidas?

Sim, todos os jogos serão transmitidos em alguma plataforma, entre os canais ESPN e Fox Sports e o ESPN App.

Fonte: Ubiratan Leal

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Acha que as grandes ligas americanas sofrem com a pandemia? Então veja a NCAA

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

Clemson x Alabama
Clemson x Alabama Getty Images

NBA e NHL têm meses de paralisação, depois voltam com calendário reduzido justamente na reta final da temporada regular e fazem os playoffs em bolhas de operação milionária. A MLB também paralisou, reduziu sua temporada regular a um terço do normal e improvisará uma bolha também para o mata-mata. A NFL ainda manteve o calendário, mas prejudicou a preparação dos atletas e viu estrelas pedirem dispensa. Ah, e todas elas perdendo milhões e milhões em bilheteria com partidas de portões fechados ou com enorme restrição de público.

Sim, o esporte americano está sofrendo com a pandemia. Mas isso parece o resfriado da estação perto do que está ocorrendo no esporte universitário. Onde o impacto é enorme nas competições em si, com o agravante que os atletas ainda estão em formação e podem perder um ano precioso de seu desenvolvimento.

O basquete foi a primeira vítima de peso. A pós-temporada foi cancelada em cima da hora, durante as finais de conferência e semanas antes do bilionário March Madness. Isso tirou uma receita gigantesca das universidades e a última chance dos jogadores de mostrar seu potencial para o draft.

Obs.: no meio disso, toda a temporada do beisebol universitário também foi cancelada. Mas o impacto econômico dela é bem menor

O golpe nos programas esportivos da universidade já foi grande. Mas aí veio a segunda onda da pandemia nos Estados Unidos, que coincidiu com a temporada do futebol americano.

A NCAA começou a trabalhar para realizar a temporada do futebol americano. É a modalidade mais lucrativa do esporte universitário e ajudaria a atenuar as perdas pelo cancelamento do basquete. No entanto, havia muitas dúvidas sobre a capacidade de realizar um campeonato com segurança para as gigantescas delegações das equipes em cada partida.

Em agosto, algumas conferências anunciaram a intenção de adiar suas temporadas de futebol americano para disputá-la apenas no primeiro semestre de 2021. Entre essas, estavam duas das chamadas Power Five, o grupo de conferências mais poderosas: Big Ten e Pac-12. A Big Ten voltou atrás e decidiu organizar uma temporada reduzida, com início em outubro. Ainda assim, a saída da Pac-12 tirou equipes tradicionais como UCLA, USC, Cal-Berkeley, Oregon e Stanford da disputa.

Isso não significa que está tudo bem com o resto do campeonato, incluindo as outras três do Power Five, ACC, SEC e Big 12. Elas reorganizaram seu calendário para que as equipes enfrentem apenas adversários dentro das conferências, evitando longas viagens. O custo de deslocamento também diminui, mas a conta fica no vermelho, pois vários confrontos lucrativos entre gigantes de conferências diferentes foram cancelados.

Até o momento, a expectativa é que a pós-temporada seja realizada. Claro, com restrição de público e dentro das limitações impostas pelas mudanças dentro de cada conferência. No entanto, é evidente que o esporte universitário americano está perdendo bilhões de dólares. Nesse cenário, como fazer a conta fechar?

Quando se fala em NCAA, imagina-se automaticamente o futebol americano e o basquete, talvez beisebol e softbol. O que nem sempre é lembrado é que os lucros dessas modalidades ajudam também a sustentar as dezenas de modalidades deficitárias, que são mantidas por tradição e uma compreensão do papel social e educativo que o esporte tem na educação.

Devido às perdas com a pandemia, as universidades cancelaram programas esportivos de esportes como vôlei, luta, atletismo, ginástica artística, natação, rugby, futebol, tênis, golfe, esgrima, remo, lacrosse, tiro e polo aquático, entre outras. Os estudantes-atletas tiveram suas bolsas de estudos preservadas e ao menos poderão concluir seu curso superior, mas estão sem o treinamento de alto nível que recebiam. E muitos nem sabem se esses programas voltarão tão cedo.

Cesar Cielo com as medalhas conquistadas nos Jogos Olímpicos de 2008
Cesar Cielo com as medalhas conquistadas nos Jogos Olímpicos de 2008 Getty

Quão forte é essa preparação? Bem, Cesar Cielo defendeu a natação da Universidade de Auburn de 2005 a 2007. Em 2008, foi medalha de ouro nos 50 metros nado livre nos Jogos Olímpicos de Pequim. No Mundial do ano seguinte, foi ouro nos 50 e nos 100 metros livre. Dividiu o pódio com o francês Frédérick Bousquet, prata nos 50 e bronze nos 100 metros e ex-colega do brasileiro na equipe de Auburn.

Por isso, o grande impacto da pandemia no esporte universitário americano nem é no basquete e no futebol americano, mas nas centenas de atletas de alto nível em esportes olímpicos que finalizam sua preparação em algum programa da NCAA. Para esses, a torcida é para que o dinheiro da bola oval e da bola laranja voltem a entrar, até o ponto de novamente sobrar alguma coisa para os programas secundários.

Fonte: Ubiratan Leal

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A MLB enfim adota uma 'bolha'

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal

A informação havia vazado na última semana, mas a confirmação veio apenas na última terça-feira. A Major League Baseball vai entrar em uma “bolha” para encerrar sua temporada. A partir da segunda fase dos playoffs, os times se dividirão entre dois locais, onde ficarão confinados dentro do circuito hotel-estádio até o último jogo da World Series.

Veja o formato:

- A primeira fase de playoffs, criada especialmente para a temporada 2020, será em séries melhor de três com todas as partidas no estádio do cabeça de chave (campeões de divisão e o melhor segundo colocado);

- A partir da série de divisão (semifinal de liga), as equipes da Liga Nacional se deslocarão para o Texas, onde jogarão no estádio do Texas Rangers -- na região metropolitana de Dallas -- ou no do Houston Astros. As equipes da Liga Americana vão para o sul da Califórnia, atuando no estádio do Los Angeles Dodgers ou no do San Diego Padres;

- As finais de liga serão nos estádios de Rangers e Dodgers;

- A World Series será no estádio dos Rangers.

No ponto de vista da operação dentro da bolha, será um sistema mais parecido com o da NHL do que o da NBA. Ao invés de deixar todos os profissionais envolvidos dentro de um complexo, como no basquete, o beisebol deixará elencos, comissões técnicas, delegados e outras pessoas ligadas aos jogos em hoteis, que atenderão apenas à MLB. Os atletas poderão receber visitas de seus familiares, que terão de passar por exames de COVID-19 e quarentena.

Ele enterrou a cara no chão e ainda aguentou seu companheiro descontrolado rindo da sua desgraça

A solução adotada pela MLB foi engenhosa, sobretudo na escolha das sedes. Dividir a operação em dois estádios por bolha eliminam as rodadas duplas, permitindo que os times treinem no local das partidas, eliminando a necessidade de estruturas específicas para treinamento. 

Além disso, a escolha de duas arenas da Liga Nacional para os jogos da Liga Americana e vice-versa acaba com qualquer possibilidade de uma equipe se beneficiar por conhecimento prévio do campo. E a preferência por Texas e sul da Califórnia se justifica pelo clima nas duas regiões, mais quente em outubro e novembro (para o caso de algum adiamento por casos de Covid-19).

Vista aéra do Dodger Stadium
Vista aéra do Dodger Stadium Getty

No entanto, a operação não será tão simples quanto a MLB quer fazer parecer. Ainda que a liga fale em duas bolhas, na prática são quatro (Los Angeles, San Diego, Dallas e Houston), pois as distâncias entre Los Angeles e San Diego e entre Dallas e Houston são grandes o suficiente para ser impraticável deixar todos os jogadores no mesmo hotel, por exemplo. Além disso, esse formato exigirá que os times viagem ao final de cada série, aumentando o risco de a bolha furar.

Ainda assim, será uma operação de quatro semanas apenas, muito menos do que a bolha criada pela NBA e a da NHL. Desse modo, a chance de ela funcionar bem o suficiente para encerrar o campeonato sem sobressaltos é grande. O que já seria uma vitória para uma temporada tão afetada pela pandemia de coronavírus.

Fonte: Ubiratan Leal

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Um jogo é o bastante para duvidar de Tom Brady nos Bucs?

Matheus Zucchetto
Matheus Zucchetto

         
     


Um jogo foi suficiente para as críticas caírem sobre Tom Brady nos Bucs. Mas apesar de ter sido apenas a estreia do camisa 12 por Tampa Bay, a derrota para os Saints reforçou algumas das dúvidas que já existiam sobre o quarterback de 43 anos.

O primeiro dos questionamentos tem relação direta com a saída dos Patriots: Brady não está mais em um time treinado por Bill Belichick.

A mudança é óbvia, mas trocar Belichick por Bruce Arians vai muito além dos nomes - e das conquistas - dos treinadores. Os times do seis vezes vencedor do Super Bowl têm a disciplina como um dos focos, algo que não acontece, ao menos na prática, nas equipes de Arians.

"Uma das interceptações (contra os Saints) foi um erro na comunicação entre ele e o Mike (Evans)", disse Arians depois da derrota por 34 a 23 em Nova Orleans. "Ele achou que o Mike iria para o meio, mas era uma cobertura diferente. O Mike fez a leitura certa. Deveria ter cruzado em sua frente, mas Tom errou. O outro foi um passe de screen com uma outlet chamada. Ele fez o passe na outlet e foi um pick-six. Decisão ruim."

Na semana 1 de 2020, os Bucs cometeram 9 penalidades, maior marca da NFL ao lado de Cardinals e Jets. Em 2019, primeira temporada de Arians em Tampa, foram 133 no total, acima de qualquer outro time. Em comparação, os Patriots cometeram 94 penalidades no último ano, a 5ª menor quantidade da liga.

Além da indisciplina, a primeira partida de Brady em seu novo time mostrou o tipo de adversários que ele terá pela frente.

Em 2019, o quarterback venceu seu 11º título de divisão seguido com New England - numa AFC Leste que conta com Jets, Dolphins e Bills. Entre 2010 e 2019, os Patriots somaram 125 vitórias de temporada regular. Na divisão, só Buffalo ultrapassou a marca de 70 vitórias (foram 71 na década).

Em comparação,  a NFL Sul, nova divisão de Brady, tem Saints, Falcons e Panthers, três times que foram ao Super Bowl nos últimos dez anos e que,  ao menos nos casos de New Orleans e Atlanta, contam com quarterbacks de um nível superior aos que TB12 encarava na AFC Leste - Teddy Bridgewater, o outro QB da NFC Sul ainda tenta provar seu valor em Carolina.

Brady em sua estreia pelos Bucs na NFL
Brady em sua estreia pelos Bucs na NFL Getty

Na partida contra os Saints, Brady lançou dois passes para touchdowns, mas também foi interceptado duas vezes, algo que não acontecia desde a final da AFC em 2019, 18 jogos atrás.

A temporada passada, inclusive, foi uma das piores em estatísticas da carreira do camisa 12: levando em conta os anos em que ele atuou 16 vezes, os 24 touchdowns de 2019 foram a 2ª menor marca, e os 60,8% de aproveitamento nos passes, a 3ª.

Brady já calou muitos críticos e analistas no passar de suas duas décadas na NFL. Mas, eventualmente, a idade começará a fazer muita diferença no jogo do hexacampeão. Ele já demonstra há alguns anos a preferência por fazer passes rápidos e curtos ou de se livrar da bola para evitar levar pancadas - o que vai obrigar um ajuste no estilo do jogo de Mike Evans e Chris Godwin, wide receivers estrelas dos Bucs.

O camisa 12 nunca foi um quarterback móvel e, sim, o tempo passa para todos. Foi apenas um jogo, mas é difícil encontrar pontos positivos na estreia de 'Tompa'.

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Sem brio, sem fome, sem título: os Clippers cavaram sua própria cova e jogaram seu futuro fora

Pedro Suaide
Pedro Suaide

Quando você vai para o tudo ou nada, existe uma terceira opção: a humilhação. O Los Angeles Clippers foi humilhado.

O Denver Nuggets disputou 7 guerras contra o Utah Jazz e chegou para essa série completamente baleado. O time da Califórnia, como era esperado, fez 3 a 1. Mas, na hora de fechar, pipocou. Uma das maiores de todos os tempos. E além disso, mostrou a diferença que a vontade de ganhar pode fazer em um, dois e três jogos. 

A linguagem corporal mostrava uma certeza da classificação. Suas falas também. Mas o basquete é resolvido dentro de quadra. Denver buscou viradas surreais nos jogos 5 e 6. No jogo 7, se recusaram a perder.

Na primeira rodada, contra os Mavs, eles já sofreram mais do que deveriam, e se Porzingis tivesse saudável era bem possível imaginar um jogo 7. Contra os Nuggets, pagaram o caro preço do salto alto: afinal, Marcus Morris gritou na cara de Paul Milsap para o jogador dos Nuggets se preparar para ir embora. Sim, Marcus Morris, que fez 7 pontos no jogo 7 e agora está voltando para casa.

Se você fala, você tem que corresponder. E esse é o problema dos Clippers. Quem fala, não corresponde. Quem corresponde, não fala. Um time que quer ser campeão não pode ter em Patrick Beverley sua única 'chama'. Kawhi Leonard, o homem de gelo, precisa aprender um pouco com LeBron James, Jimmy Butler e até mesmo com o garoto Jamal Murray quando é a hora de chamar seus companheiros de time dentro de quadra e botar ordem no recinto. Vibrar, gritar. Mais do que um craque, ser um líder. 

Nos Raptors ele foi campeão com essa postura 'gelada', mas Kyle Lowry compensava como craque e líder.  

Paul George, que se autodenominou 'Playoff P', voltou a ser o 'Pipoca P', desaparecendo em mais um jogo de vida ou morte: dessa vez com 10 pontos, acertando 4 de 16 arremessos e 2 de 11 dos três pontos. Como se não fosse suficiente, Kawhi fez seu pior jogo de mata-mata desde 2016. Nikola Jokic, sozinho, teve mais rebotes (22 a 10), assistências (13 a 8) e tocos (3 a 2) do que os dois craques de LA juntos. 

Durante toda a temporada foi evidente a falta de encaixe dos Clippers, assim como uma construção de elenco muito questionável. Mas o talento era tão grande que eles foram levando sem sustos, teoricamente podendo 'virar a chavinha' quando quisessem. Não é assim que funciona. 

Como se já não fosse suficiente, a próxima temporada será um novo 'tudo ou nada', mas com risco muito maior. Os contratos de Paul George e Kawhi têm apenas mais um ano garantido, e para trazer a dupla, os Clippers acabaram com seu próprio futuro.

Kawhi avisou que só assinaria com a franquia se outra estrela, como Paul George, fosse para lá. Para conseguir PG, os Clippers abriram mão de Shai Gilgeous-Alexander, Danilo Gallinari, quatro escolhas não protegidas de primeira rodada do draft, uma outra escolha de primeira rodada (dessa vez protegida) e ainda mais duas trocas de escolhas, que podem fazer o Thunder ter um posicionamento melhor. 

Como resumir isso? LA não tem a sua escolha de primeira rodada do draft até 2026 e ainda mandou embora um dos armadores mais promissores da NBA. E se não for campeão na próxima temporada, terá grandes chances de perder o que conseguiu nessa troca. 

Os Clippers falaram muito e, em muitos momentos, jogaram muito. Mas, para ser campeão, jogar não é suficiente. Faltou coração, o que sobrou em Denver. O time que foi tão elogiado por ser 'low profile' morreu pela própria falta de brio. 

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James Harden nunca será campeão da NBA jogando dessa forma

Gustavo Faldon
Gustavo Faldon

         
     

Veja bem, não sou eu que estou falando isso.

Kobe Bryant, menos de um ano antes de nos deixar, em entrevista à ESPN em fevereiro de 2019, já cantou essa bola. "Eu não acho que esse estilo (de James Harden) jamais vai ganhar títulos", disse.

Kobe sabia porque, afinal, passou por isso. Ele teve suas temporadas mais monstruosas em termos de estatísticas individuais entre 2004 e 2007. Era o melhor jogador do planeta à época. Em 05-06, teve o famoso jogo de 81 pontos, maior número de pontos por um atleta da NBA até hoje tirando os 100 pontos de Wilt Chamberlain. Bryant era imparável. Assim, como Harden, tinha as estatísticas, recordes diários, mas e o time? Os Lakers nesse período não foram além da primeira rodada dos playoffs.

Mas no caso de Harden é até diferente. O estilo aplicado pelo Houston Rockets, que em alguns momentos você tem dúvidas se de fato é o esporte de bola ao cesto mesmo, é fadado ao fracasso. O barbudo pode fazer lances maravilhosos, flertar com números de Michael Jordan e Wilt Chamberlain, mas enquanto ele bate bola por 20s na frente do garrafão e seus quatro companheiros de equipe ficam estáticos no perímetro olhando, os Rockets serão presa fácil para qualquer bom time com um bom técnico na NBA. Ao optar por abrir mão, literalmente, dos pivôs, Houston causou incômodo para algumas equipes, mas para ficar entre as grandes, ficou com um jogo "manjado".

Afinal, é mais fácil armar uma defesa quando você sabe que não terá nenhum atleta sequer fazendo presença no garrafão, com quatro parados e a bola só sendo passada de um único ponto, não?

A exceção foi em 2018, quando  abriu 3 a 2 na final do Oeste contra os Warriors. Não fosse a lesão de Chris Paul, poderíamos ter visto um cenário diferente. Mas era justamente Paul que dava um equilíbrio maior para Houston em termos de achar espaços, criar jogadas e não centralizar tudo em Harden.

Frank Vogel conseguiu conter (apesar das médias de 29,3 pontos, 4,3 rebotes e 7,3 assistências de Harden na série) o astro dos Rockets com dobras inteligentíssimas, forçando a bola longe do camisa 13, para fazer a redonda girar entre o restante dos jogadores de Houston, sem tempo de voltar para Harden antes do fim dos 24 segundos.


         
     

É claro, as estatísticas avançadas diziam para os Rockets que essa era a melhor forma de jogar. E Harden não é "culpado" por esse estilo. Mike D'Antoni ofereceu a chance de em toda santa posse uma superestrela fazer o que quiser, literalmente, com a bola, sem medo de errar ou preocupações de fazer a bola rodar. Quem diria não?

A legião de fãs nas redes sociais que colocam Harden no patamar de Jordan, ou até Kobe Bryant, como pontuador certamente curtiu esse período. Mas já imaginaram se Jordan e Kobe, criados no sistema do triângulo de Phil Jackson, que tinha como premissa fazer a bola girar no ataque e ter mais do que um ponto focal, tivessem tal liberdade de em 100 posses simplesmente fazerem o que quisessem? Seria covardia.

Harden é um gênio, já vai para 31 anos. E a melhor chance dele ganhar um título está agora, com Mike D'Antonio chegando ao fim de seu contrato com os Rockets e não renovando. O próximo que vier, se conseguir fazer Houston ter outras opções de jogada, movimentar a bola e ter Harden como um facilitador, se movimentando mais e matando bolas decisivas, é certeza de sucesso.

Por mais que nós sejamos apegados às estatísticas e história sendo feito diante de nossos olhos, o basquete é um esporte coletivo. E sozinho, por mais monstruoso que alguém seja, não irá ganhar.

Michael Jordan teve suas melhores temporadas individuais em termos estatísticos nos anos 80, passou longe dos títulos. Se tornou a lenda Jordan quando veio um técnico que o obrigou a jogar num sistema coletivo. MJ continuou sendo cestinha, MVP, mas colecionou taças.

Kobe Bryant passou pelo mesmo processo. Precisou de companheiros melhores e a volta de Phil Jackson para voltar a ganhar títulos. LeBron James, idem, suas melhores temporadas e sucesso vieram quando tinham outros caras na quadra para atrair marcações, conseguirem criar espaços, chutes.

James Harden ainda é um talento subaproveitado. Mas isso pode mudar com a saída de Mike D'Antoni.

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James Harden nunca será campeão da NBA jogando dessa forma

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Mais de R$ 1,3 bilhão: por que acreditar que o maior contrato da história da NBA será de Giannis com os Bucks

Matheus Zucchetto
Matheus Zucchetto

         
     

Os jogadores mandam na NBA. 

Donos, dirigentes e técnicos não conseguem determinar o que acontece em cada uma de suas franquias. LeBron James deixou isso claro quando trocou o Cleveland Cavaliers pelo Miami Heat em 2010 - quando saiu da Flórida para voltar aos Cavs em 2014 e, em 2018, ao se mudar para o Los Angeles Lakers.

Kevin Durant já fez o mesmo duas vezes: do Thunder para os Warriors, dos Warriors para os Nets.

Toda a movimentação do poder da liga em direção às mãos dos jogadores torna inevitável o questionamento: o que Giannis Antetokounmpo faz agora?

Os Bucks foram eliminados pelo Heat na semi do Leste e, mais uma vez, o grego volta para casa sem conhecer o gosto das Finais. Assim que a partida acabou, o futuro do provável dono de dois MVPs se tornou o assunto mais quente no mundo do basquete. 

Giannis tem contrato até o final da temporada 2020-21. Após o jogo 5 contra o Heat, ele prometeu construir uma cultura que 'dure anos' em Milwaukee. E se Antetokounmpo decidir por este caminho, ele fechará o maior acordo da história da NBA: uma extensão supermax por cinco temporadas e cerca de US$ 250 milhões, basicamente R$ 1,32 bilhão.

Mas existe um argumento - talvez até uma esperança - para os Bucks quando o assunto é o próximo passo da carreira do astro de 25 anos. Fora de quadra, ele definitivamente não é igual a LeBron, Durant ou Kyrie Irving. E isso é bom para Milwaukee.


         
     

Giannis se mudou para os Estados Unidos em 2013. Ele cresceu jogando em ligas menores na Europa e, apesar de ser uma superestrela na NBA, não parece ter a mesma relação com grandes nomes de outros times - como as amizades entre LeBron e Wade, que se uniram em Miami, ou Durant e Kyrie, juntos no Brooklyn.

Resumindo, é difícil imaginar que Antetokounmpo esteja planejando montar um supertime com alguns de seus amigos em Dallas ou Toronto, ou mesmo se juntar a Curry e Klay nos Warriors. A experiência na bolha mostrou o lado mais íntimo de Giannis: repórteres que estão na Disney relatam que o grego só aparecia publicamente ao lado de seus irmãos.

"Isso não vai acontecer", disse o astro ao ser perguntado por Chris Haynes, do Yahoo!, sobre pedir para ser trocado dos Bucks. "Alguns veem uma parede e vão em outra direção. Eu passo por cima dela. Só temos que melhorar como um time e individualmente, vamos voltar na próxima temporada."

Nada impede que Giannis decida procurar um mercado maior ou um time que tenha outras grandes estrelas. Mas os milhões de dólares a mais e a forma como o MVP se comporta confortam os fãs em Milwaukee e esfriam as expectativas de rivais.

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Onde estava Chris Paul nos últimos minutos de Thunder x Rockets?

Gabriel Veronesi
Gabriel Veronesi
Chris Paul em ação pelo Thunder diante dos Rockets.
Chris Paul em ação pelo Thunder diante dos Rockets. Getty Images

Zero vírgula dois.

Sim, 0,2 era a porcentagem de chance que o Oklahoma City Thunder tinha de chegar aos playoffs nesta temporada. O time que se mudou de Seattle, perdeu seus "filhos" James Harden, Kevin Durant e, por último, Russell Westbrook, numa dolorida troca por Chris Paul, tinha ínfimas chances de se classificar para o mata-mata da NBA. Uma das temporadas com mais candidatos a título da história, completamente aberta, praticamente não contava com a franquia de Oklahoma na fase decisiva.

É difícil explicar como um time entupido de jovens, com um Danilo Gallinari já na reta final de carreira e um limitado Steven Adams no garrafão, poderia beliscar uma vaguinha nos playoffs.

O motivo tem só um nome e passa longe do técnico Billy Donovan. É Christopher Emmanuel Paul, o Chris Paul.

Tido por muitos como "na descendente" ou então "um pepino" pelo contrato gordo e longo, o armador já não tinha muito o que provar em OKC. Ele já havia feito parte de times que empolgaram, mas pouco colheram.

Até para mim o Thunder de CP3 não ia a lugar algum. Engano.

Chris Paul se reinventou, botou os jovens "debaixo do braço" e capitaneou o Thunder a uma vaga nos playoffs. Mais: o time encarou os Rockets, seu ex-time e hoje casa de Westbrook, o último a apagar a luz.

A série nos deu mais do que esperávamos. Sete jogos! E com Chris Paul fazendo o que sabe fazer de melhor: dominando o ataque, coordenando tudo e todos, "gastando" seus marcadores e jogando com as palavras.

Paul é mestre nisso. Joga torcida contra arbitragem, provoca, cutuca. E foi após o erro de Westbrook no jogo 6, que deu a vitória a OKC e forçou o jogo 7, que CP3 dava mais uma de suas alfinetadas: "Alguns jogadores somem no último quarto".


         
     

Chris Paul não estava necessariamente errado. De fato, o Thunder detinha as melhores médias de pontuação no último período, liderados sempre pelo experiente armador.

Mas é aí que ele começa a pagar a própria língua.

O final do jogo 7 entre Thunder x Rockets foi completamente estabanado. Ambas as equipes cuidaram muito mal da bola e faziam sempre as piores escolhas. Quase como se ninguém quisesse vencer.

Quando os Rockets finalmente tomaram a frente, fazendo 103 a 102, com 1 minuto e 25 segundos para jogar, era a hora dos tais jogadores que Chris Paul falou aparecerem. Os que são "nascidos para isso". Para esses momentos decisivos.

A última bola começou com Paul, que passou para os "jovens" decidirem. Não deu certo, a posse voltou para os Rockets, que conseguiram perder a bola em um lance infantil.

Mais uma chance, mais uma vez na mão de Paul. Mais um desperdício. Dessa vez, sem qualquer organização, CP3 rumou à cesta, mas foi mal no arremesso, e a bola voltou para os Rockets.

Westbrook não converteu a chance que teve. A vantagem continuava em 1 ponto, e a bola voltou para o Thunder.  Dennis Schroder atravessou a quadra e deixou a bola nas mãos de Paul mais uma vez, com 18 segundos para o jogo acabar, onde uma simples cesta colocaria o OKC na frente e, quem sabe, na próxima fase.

Chris Paul não resolveu sozinho. Tentou o passe para o "apagado" Shai Gilgeous-Alexander, foi interceptado por Westbrook e, com sorte, a bola voltou para SGA. Com o vetereno armador ao seu lado, ele resolveu para outra promessa, Lu Dort, que foi bloqueado cinematograficamente por James Harden. Jogo acabou, certo?

Bola com os Rockets. Falta. Robert Covington converteu apenas um dos arremessos. A diferença era de dois pontos, 1 segundo e 2 décimos no relógio e uma esperança para um empate e prorrogação. 

Na lateral para fazer o passe, novamente Shai Gilgeous-Alexander é quem tinha a bola em mãos. Não encontrando ninguém para passar, um novo (e último) pedido de tempo foi feito. Quem sabe assim uma melhor jogada seria desenhada.

Neste momento, mais emoção: uma falta sem bola foi marcada, e Gallinari errou um lance livre solitário.

Novamente bola na lateral, novamente com Shai. Nenhuma opção livre, passe horrível para um improvável destinatário, Steven Adams, que nem conseguiu dominar. Cronômetro zerado. Malas feitas. Oklahoma vai para casa.

Chris Paul já pavimentou seu legado na NBA e sempre será reconhecido por sua carreira brilhante, com o louvor de carregar uma franquia descartada a um jogo 7 nos playoffs. No entanto, a pergunta persiste. 

Onde estava Chris Paul, "nascido para isso", nos últimos minutos do jogo 7 de Rockets x Thunder?



         
     






Fonte: Gabriel Veronesi

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Fechamento do mercado reforçou o recado: os Padres são candidatos ao título, sim

Ubiratan Leal
Ubiratan Leal
San Diego Padres
San Diego Padres Getty Images

O San Diego Padres foi fundado em 1969. São 51 anos de vida e o máximo que o time conseguiu foi aparecer duas vezes na World Series. Mas nem dá para dizer que sentiu o gosto do título: perdeu para o Detroit Tigers por 4 a 1 em 1984 e foi varrido pelo New York Yankees em 1998. Contando a partir da série contra os nova-iorquinos, os Padres perderam 10 dos 11 jogos de playoffs que disputaram. 

Tudo bem, ficar sem título não é o fim do mundo para uma franquia de cinco décadas. O Texas Rangers é mais antigo e também tem apenas dois vices. O Milwaukee Brewers tem a mesma idade e chegou à World Series apenas uma vez. E tem o Seattle Mariners, alguns anos mais novo, mas que sequer tem um título de sua liga. A questão é que os Padres são azarados até naqueles momentos pontuais de comemoração ao longo do ano. Por exemplo, são a única franquia de toda a MLB que nunca conseguiu um no-hitter. E a única a saber qual a sensação de ceder um home run para Bartolo Colón.

É compreensível o torcedor dos Padres ficar desconfiado, achar que algo dará errado. Mas há bons motivos para acreditar que o título é possível já em 2020, mas também estaria no horizonte no futuro próximo. Nos últimos anos, o San Diego reestruturou suas categorias de base, reunindo um grupo de promessas -- Fernando Tatis Jr, Chris Paddack, Jake Cronenworth -- que poderiam recolocar a franquia nos playoffs, o que não ocorre desde 2006. Para dar mais força ao grupo, a direção contratou jogadores mais rodados, como Eric Hosmer e Manny Machado.

Com essa base, os Padres despontaram como uma força na encurtada temporada 2020. O ataque é explosivo, com a liderança em home runs e em corridas impulsionadas, o segundo melhor aproveitamento no bastão e o terceiro melhor percentual em base de toda a MLB. Consolidou-se na segunda posição da Divisão Oeste da Liga Nacional (atrás apenas do supertime do Los Angeles Dodgers) e a vaga no mata-mata está bastante próxima.

O cenário, porém, ficou ainda melhor após o fechamento da janela de transferências da MLB em 31 de agosto. Os Padres foram, talvez ao lado do Toronto Blue Jays, os grandes vencedores do dia. O elenco conseguiu o reforço de Mitch Moreland, um confiável e experiente primeira base, e Austin Nola, um dos catchers com mais qualidades com o bastão. Além disso, melhorou significativamente seu grupo de arremessadores, ponto fraco da equipe, com o abridor Mike Clevinger e o reliever Trevor Rosenthal.

Beisebol é um esporte traiçoeiro e o desempenho dos jogadores podem oscilar bruscamente de um dia para o outro, mas, em teoria, os Padres ficaram com uma equipe bem acertada. Para melhorar, esses reforços têm contratos que vão além desta temporada, podendo render ao time californiano por futuras temporadas. E o custo de todos esses reforços: várias promessas da base, mas nenhuma delas ranqueada entre as dez melhores do San Diego. Ou seja, os melhores garotos ainda estão sob controle do clube.

De acordo com o site Fangraphs, um dos mais importantes no uso de estatística para avaliação da MLB, essas movimentações no mercado fizeram os Padres aumentarem em 1,4 ponto percentual (chegando a 98% agora) a chance de ir aos playoffs, terceiro maior salto do fechamento da janela. A possibilidade de chegar à World Series cresceu 0,6 ponto percentual, o segundo maior da MLB.

O cenário é cruel com os Padres porque estão na mesma divisão dos Dodgers, melhor time da MLB no momento e que também conta com margem para seguir competitivo por alguns anos. Mas o San Diego entrou na briga.

Fonte: Ubiratan Leal

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Mais do que atletas, a NBA é uma liga de líderes

Matheus Zucchetto
Matheus Zucchetto

         
     

Mais do que um atleta.

O que é ser mais do que um atleta? O que é representar a frase que LeBron carrega e repete há anos? 

Neste 26 de agosto, o Milwaukee Bucks respondeu. Thunder e Rockets seguiram. Blazers, Lakers, Raptors e Celtics também... Ser mais do que um atleta é mostrar que o jogo é apenas um jogo. E como Donovan Mitchell falou depois do jogo 5 de Jazz x Nuggets, o que aconteceu com Jacob Blake - internado em estado grave depois de levar sete tiros pelas costas em ação policial -, com George Floyd, com Breonna Taylor... vai muito, mas muito além do jogo. Estamos falando de vidas.

Ser mais do que um atleta é exigir mudanças. Não só em regras do esporte, mas na sociedade. Ser mais do que um atleta é usar a plataforma proporcionada pela NBA - e, felizmente, com o apoio do comissário Adam Silver - para colocar holofotes sobre o racismo, por exemplo. 

A NBA em 2020 não é uma liga apenas de atletas. É uma liga de ativistas e de luta. O boicote dos Bucks no jogo contra o Orlando Magic é histórico - e, apenas a primeira das atitudes mais drásticas que serão tomadas por um grupo que já está marcado eternamente no mundo do basquete, do esporte e da luta contra a discriminação racial.


         
     

Foi sob o comando de Chris Paul, presidente da Associação de Jogadores, que eles decidiram ajoelhar durante a execução do hino antes dos jogos. A frase Black Lives Matter é a única estampada nas quadras da bolha da NBA. Os pedidos estão explícitos em cada uma das camisas. Say Their Names. E o impacto disso será sentido em 2020, 2021 e nas próximas décadas... muito além das quatro linhas do basquete. 

Jaylen Brown foi às ruas. Malcolm Brogdon fez o mesmo. Stephen Curry, Klay Thompson, Enes Kanter, Marcus Smart. A lista é longa. 

A NBA é uma liga de líderes. De LeBrons, de Chris Pauls, de Antetokounmpos. Um exemplo para o esporte e para o mundo. Em um ano marcado por notícias terríveis, eles decidiram: é hora de dizer 'chega'.



         
     
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